OUTUBRO-2019-25_aniversario

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L U S I T A N


OUTUBRO 2019

ANO XXV - Nº. 257 - DIRECÇÃO: Sandra Ferreira + Armindo Alves - Publicação mensal gratuita

LUSITANO DE ZURIQUE

d e Z u r i q u e

25 ANOS DA REVISTA - 30 ANOS DE FOLCLORE

FOLCLÓRE

LUSITANO

DE ZURIQUE

A N

I O

I V E R S Á R

ao serviço da

Comunidade

Jornadas

sobre a violência

doméstica decorreram

em Lausanne

e Zurique.

Páginas 8 e 9

© skeeze


SETEMBRO 2019

Cuca Roseta

Natural de Lisboa, desde

muito cedo percebeu que tinha

um dom para a musica,

em especial para fado. De

passagem por Zurique, falou-

-nos um pouco da sua paixão

e do que sente junto das comunidades

estrangeiras.

Página 18

2 | OUTUBRO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

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Centro Lusitano de Zurique

Birmensdorferstr, 48

8004 Zürich

www.cldz.eu - info@cldz.eu

Bufete, reserva de refeições 077 403 72 55

Cursos de alemão 076 332 08 34

Consulado Geral de Portugal em Zurique

Zeltweg 13 - 8032 Zurique

Tel. Geral: 044 200 30 40

Serviços de ensino: 044 200 30 55

Serviços sociais: 044 261 33 32

Abertura de segunda a sexta-feira das

08:30 às 14:30 horas

Embaixada de Portugal

Weitpoststr. 20 - 3000 Bern 15

Secção consular: 031 351 17 73

Serviçoa sociais: 031 351 17 42

Serviços de ensino: 031 352 73 49

Edição anterior

L U S I T A N O

ANO XXV - Nº. 256 - DIRECÇÃO: Sandra Ferreira + Armindo Alves - Publicação mensal gratuita

d e Z u r i q u e

Tragédia

ambiental

Amazónia o “pulmão”

do Planeta arde há

mais de um mês...

Páginas 3

Direcção

044 241 52 60 / info@cldz.eu

Futebol armindo.alves@garage-mutschellen.ch / 079 222 09 14

InCentro

incentro@cldz.ch

Publicidade 079 913 00 30/pub.lusitano@gmail.com

Rancho folclórico 076 344 15 40 / rancho@cldz.ch

Vamos contar uma história 079 647 01 46

Serviços municipais de informação para

imigrantes - Zurique (Welcome Desk)

Stadthausquai 17 - Postfach 8022 Zurique

Tel.: 044 412 37 37

Polícia 117

Bombeiros 118

Ambulância 144

Intoxicações 145

Rega 1414

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Missão Católica de Língua Portuguesa – ZH

Katholische Mission der Portugiesischsprechenden

Fellenbergstrasse 291, Postfach 217 - 8047 Zürich

Tel.: 044 242 06 40 7 044 242 06 45 - Email: mclp.zh@gmail.com

Horário de atendimento:

- segunda a sexta-feira das 8h às 13h00 e das 13h30 às 17h

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www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | OUTUBRO 2019 | 3

EQUIPA REDACTORIAL

EDITORIAL

LUSITANO DE ZURIQUE

A N

º

I O

I V E R S Á R

Sandra Ferreira

O CLZ está de

PARABÉNS!

A família do Centro Lusitano de Zurique (CLZ) está duplamente

de Parabéns: no mês passado, celebrou-se o

30º aniversário do Rancho Folclórico do CLZ, e este mês

assinalamos os 25 anos do Boletim Informativo/Revista

Lusitano de Zurique. Dois marcos que nos deixam bastante

orgulhosos, pois só quem está por dentro sabe o

quão difícil é manter dois projectos durante todos estes

anos. Mas com esforço e dedicação, tudo se consegue.

Sandra Ferreira

Armindo Alves

DIRECTOR A CC12 A

SUB-DIRECTOR CC15 A

Email: lusitanozurique@gmail.com

Natascha D´Amore Maria dos Santos Joana Araújo

CC11 A

Cristina F. Alves Lúcia Sousa Pedro Nabais

CC14 A

CC 16 A

Desde o primeiro minuto, ambos os projectos tiveram

como objectivo fazer chegar um pouco da cultura e da

tradição portuguesa à comunidade lusa aqui residente.

O Rancho Folclórico do CLZ nasceu, em 1989, da vontade

de 4 amigos e hoje conta com cerca de 60 membros

(entre crianças, jovens e adultos), que dançam, tocam

e cantam, envergando sempre com enorme orgulho

o traje folclórico.

Também o Boletim Informativo, actualmente a nossa revista

„Lusitano de Zurique“, nasceu de uma ideia de dois

grandes homens do CLZ e hoje em dia conta com duas

dezenas de colaboradores, chegando mensalmente a

todos os portugueses da área de Zurique.

Jorge Macieira

CC28 A

Manuel Araújo

JORNALISTA 3000 A

Pedro Nogueira

Domingos

Pereira

Nuno Brandão

Carmindo de

Carvalho

Tudo isto só é possível porque, ao longo destas décadas,

o CLZ tem tido uma Direcção que trabalha activa e

continuadamente em prol da comunidade, que não desiste

dos seus projectos e ideias, solidária com todas as

causas e enfrentando os desafios com que se depara.

E quando se tem uma equipa de trabalho que rema na

mesma direcção, é um orgulho fazer parte dela e dar o

melhor contributo possível.

Nem sempre é fácil para o CLZ, mas com perseverança

e atitude por parte de todos os colaboradores, as coisas

tornam-se mais fáceis.

Euclides Cavaco

Pedro Barroso

Carlos Matos

Gomes

Pessoalmente, devo dizer que é um orgulho fazer parte

deste projecto há 7 anos, o que me permitiu conhecer

imensas pessoas das mais diversas áreas, cuja ajuda e

incentivo agradeço. O meu muito obrigada ao Manuel

Araújo, nosso editor, por me aturar todos os meses e

quase sempre “em cima da hora”. Agradeço ainda ao

Armindo Alves, por me ter confiado este projecto e estar

sempre presente nas alturas mais complicadas. O meu

agradecimento também ao Domingos Pereira, à Maria

José Silva e ao Pedro Silva, por todo o apoio prestado

desde o início, fundamental para que tudo funcione. Por

fim, mas nem por isso menos importante, uma palavra

de agradecimento a todos os outros colaboradores que

encaram este projecto com seriedade e interesse, bem

como aos patrocinadores que têm estado connosco

neste percurso.

Muito obrigada a todos por estes 25 anos de vida do

“Lusitano” - vamos a mais 25?!

Ivo Margarido

Daniel Bohren

JURISTA

EDIÇÃO,

COMPOSIÇÃO

E PAGINAÇÃO

Manuel Araújo

Jornalista 3000 A

araujo@manuelaraujo.org

Tel.:(+351) 912 410 333

PUBLICIDADE

pub.lusitano@

gmail.com

Tel.: 079 913 00 30

Jeremy da Costa

Zuila Messmer

IMPRESSÃO

Diário do Minho

Tiragem: 2000 exemplares

Periodicidade: Mensal

Distribuição gratuita

PROPRIEDADE & ADMINIS-

TRAÇÃO:

Centro Lusitano de Zurique

Birmensdorferstr. 48

8004 Zürich

Tel.: 044 241 52 60 - Fax: 044

241 53 59

Web: www.cldz.eu

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Nelson Lima

Aragonez

Marquez

Apoios:

Esta publicação não

adopta nem respeita o inútil

(des)Acordo Ortográfico

NOTA: Os artigos assinados reflectem tão-somente a opinião dos seus

autores e não vinculam necessariamente a direcção desta revista


Directora: Sandra Ferreira | Sub-director: Armindo Alves | Ano: XXIII | Número 234 | Outubro 2017 | Preço: Grátis | Periodicidade: Mensal

JUNHO 2019

ANO XXV - Nº. 254 - DIRECÇÃO: Sandra Ferreira + Armindo Alves - Publicação mensal gratuita

© Useche70

No passado dia 24 de Setembro, realizou-se

pela primeira vez, um encontro de concertinas

e cantares ao desafio, realizado e organizado

pelo Centro Lusitano de Zurique.

Páginas 6 + 7

O seguro de desemprego é mais

do que apenas pagamento de

abono em substituição de salário

quando há desemprego

Páginas 10, 11 e 12

Página 04

Directora: Sandra Ferreira | Sub-director: Armindo Alves | Ano: XXIII | Número 231+232 | Julho/Agosto 2017 | Preço: Grátis | Periodicidade: Mensal

Três anos depois, a equipa sénior do Centro

Lusitano de Zurique confirmou no passado

dia 10 de Junho, dia de Portugal, a conquista

da 4ª Liga grupo 3 e a promoção à 3ª Liga

na próxima época.

Páginas 4 e 5

4 | OUTUBRO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

COMUNIDADE

EDITORIAL

Reformas

não há

SAÚDE

OMS

alerta

SOCIEDADE

Ritalina

discussão 09

LUSITANO D

A N

Centro Lusitano de Zurique

1º Encontro de

concertinas

10

03

EDITORIAL Centro Lusitano

de Zurique

VERÃO

fogos

03 sobe à

DIREITO 3ª liga de Futebol

Divórcio

alimentos

25

16

an

TRADIÇÃO

SANTOS

populares

10

informar a c

portuguesa

A revista Lusitano de Zurique faz 25 anos. Nasceu e

lados, mas com o tempo passou a ser a revista mais

SANDRA FERREIRA

Na verdade a Revista “Lusitano

de Zurique“ é bem mais

recente! É em 2005 que membros

do Centro Lusitano de

Zurique decidiram pegar no Boletim

Informativo (esse sim hoje

com 25 anos) e transformá-lo

numa revista a cores, com destaques,

com publicidade, e com

muito trabalho e dedicação à

mistura. Um trabalho que conseguiu

crescer, amadurecer e hoje

tem lugar de destaque junto dos

outros meios de informação para

emigrantes na Suíça.

Actualmente a revista tem cerca

de 20 colaboradores (entre

Suíça e Portugal), dos quais

metade faz uma colaboração

mensal, escrevendo opiniões,

mas também dando

informações sobre as

áreas onde se destacam

profissionalmente ( direito,

saúde, desporto,

etc.). Um trabalho que

é de louvar visto que

a colaboração na

revista é toda feita

de forma solidária

e não

remunerada.

Enquanto que no passado a Revista

era um dos poucos meios

de aceder às noticias e às novidades

da comunidade portuguesa,

hoje essa “actualidade“ é um

pouco ultrapassada pelos novos

meios de comunicação (internet,

facebook, etc.) que chegam de

uma forma mais rápida ao público

em geral. Talvez por isso a

revista se tente empenhar, hoje

em dia, em dar informações mais

aprofundadas, debater temas do

interesse da comunidade, destacar

personalidades/empreendedores

da comunidade, que de

outra forma nunca chegam a ser

ouvidos. Contudo, a revista tenta

manter-se o mais actual possível

e abordar ou dar opinião sobre

temas da actualidade. Cada texto

escrito na revista é também sempre

responsabilidade de quem o

escreve, não ficando a Revista

responsável por algum erro que

possa ter sido cometido.

“Não tomamos partido“

I V E R

Nem sempre é fácil manter uma

revista feita por colaboradores e

pessoas, de várias áreas profissionais,

com diferentes ideologias

e maneiras de pensar. Também

não é fácil escrever para uma

comunidade local, onde praticamente

todos se conhecem, sem

L U S I T A N O

d e Z u r i q u e

Seguro de

ferir susceptibilidades. Mas sempre

foi esse o papel da Revista

desemprego

Lusitano: ser uma revista

generalista, orientada

para as comuni-

da-


MAIO 2019

ANO XXV - Nº. 253 - DIRECÇÃO: Sandra Ferreira + Armindo Alves - Publicação mensal gratuita

Estivemos à

conversa com o

Dr. Paulo Maia e Silva,

Cônsul-Geral de

Portugal

em Zurique

Páginas 8 e 9

MAIO 2019

ANO XXV - Nº. 253 - DIRECÇÃO: Sandra Ferreira + Armindo Alves - Publicação mensal gratuita

Estivemos à

conversa com o

Dr. Paulo Maia e Silva,

Cônsul-Geral de

Portugal

em Zurique

Páginas 8 e 9

Caixa de Pensões

| Directora: Sandra Ferreira | Ano: XX | N.º: 192 | Abril 2014 | Mensal | Distribuição gratuita |

- pág. 12

- pág. 15

JULHO/AGOSTO 2019

ANO XXV - Nº. 255 - DIRECÇÃO: Sandra Ferreira + Armindo Alves - Publicação mensal gratuita

Páginas 08-11

Propriedade e administração:

Centro Lusitano de Zurique

Birmensdorferstrasse 48

8004 Zürich

Tel.: 044 241 52 60

Fax: 044 241 53 59

Web: www.cldz.ch

E-mail: info@cldz.ch

“Uma pessoa só nunca é

ninguem. Todo o trabalho que

é feito é voluntario. Por isso,

obrigado a todos”

Armindo Alves.

Switzerland”

Página 18

- pág. 22

Manteve-se a tradição!

O CLZ continua a manter

viva as tradições do nossos

País em Zurique, seja através

do Folclore ou através

das marchas alusivas aos

Santos Populares.

Janeiro 2017

| Directora: Sandra Ferreira | Sub-director: Armindo Alves | Ano: XXIII | Número 225 | Janeiro 2017 | Preço: Grátis | Periodicidade: Mensal |

Directora: Sandra Ferreira | Sub-director: Armindo Alves | Ano: XXIII | Número 230 | Junho 2017 | Preço: Grátis | Periodicidade: Mensal

Euclides Cavaco

Páginas 22 e 23

Directora: Sandra Ferreira | Sub-director: Armindo Alves | Ano: XXIII | Número 228 | Abril 2017 | Preço: Grátis | Periodicidade: Mensal

| Directora: Sandra Ferreira | Ano: XX | N.º: 199 | Novembro 2014 | Mensal | Distribuição gratuita |

- pág. 17

especiais” pág. 14

| Directora: Sandra Ferreira | Ano: XX | N.º: 193 | Maio 2014 | Mensal | Distribuição gratuita |

Iniciativa da Limitação da livre circulação

- pág. 11

previdência.

- pág. 12

SETEMBRO 2019

ANO XXV - Nº. 256 - DIRECÇÃO: Sandra Ferreira + Armindo Alves - Publicação mensal gratuita

UMA NOITE HARMONIOSA ENTRE

ASSOCIAÇÕES, AMIGOS, SÓCIOS,

FAMILIARES E SOBRETUDO UM

SERÃO DEDICADO À GASTRONOMIA

E CULTURA POPULAR.

1

Páginas 8 e 9

Propriedade e administração:

Centro Lusitano de Zurique

Birmensdorferstrasse 48

8004 Zürich

Tel.: 044 241 52 60

Fax: 044 241 53 59

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Uma Gala inesquecível para comemorar

duas décadas de existência

da revista do Centro Lusitano

de Zurique... - Pág. 8 - 9

considerado uma emergência

de saúde pública. - pág. 15

Propriedade e administração:

Centro Lusitano de Zurique

Birmensdorferstrasse 48

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em Portugal” - Toy

Páginas 3

Cuca Roseta

Natural de Lisboa, desde

muito cedo percebeu que tinha

um dom para a musica,

em especial para fado. De

passagem por Zurique, falou-

-nos um pouco da sua paixão

e do que sente junto das comunidades

estrangeiras.

Página 18

- pág. 06

Directora: Sandra Ferreira | Sub-director: Armindo Alves | Ano: XXIII | Número 235 | Novembro 2017 | Preço: Grátis | Periodicidade: Mensal

Opinião

“A Sec. de Estado das Comunidades

Portuguesas e Instituto

Camões estão a roubar...”- pág. 08

| Directora: Sandra Ferreira | Ano: XX | N.º: 198 | Outubro 2014 | Mensal | Distribuição gratuita |

situação de absoluto CAOS

LINGUÍSTICO...” - pág. 17

ABRIL 2019

ANO XXV - Nº. 252 - DIRECÇÃO: Sandra Ferreira + Armindo Alves - Publicação mensal gratuita

Directora: Sandra Ferreira CC nº 28 | Ano: XXII | N.º: 216 | Abril 2016 | Mensal | Gratuito

Centro Lusitano de Zurique

Editorial

25 de Abril - Ainda pouco

mudamos nestes 42 anos e é

preciso fazer muito mais...

de ser expulsos da Alemanha

- pág. 11

OUTUBRO 2019

Opinião

Carlos Ademar - A Liberdade,

a Ciência e o Futuro

| Directora: Sandra Ferreira | Ano: XX | N.º: 194 | Junho 2014 | Mensal | Distribuição gratuita |

- pág. 20

Nasceu na cidade de Lisboa e veio para a Suíça

com apenas 20 anos. Foi aqui que Andreia

Silva encontrou o seu equilíbrio físico e emocional.

Adora comer sushi e a sua cor preferida

é o branco.

ANO XXV - Nº. 257 - DIRECÇÃO: Sandra Ferreira + Armindo Alves - Publicação mensal gratuita

As primeiras

Jornadas sobre Violência

Doméstica na Suíça foram

iniciativa da associação “Change

Mind – Global Aid” (CMGA) e contaram

com o apoio do governo português, da

Embaixada de Portugal na Suíça, do Consulado-Geral

de Portugal em Zurique, do

Consulado-Geral de Portugal em Genebra,

bem como da Coordenação Nacional da

Pastoral das Migrações de Língua

Portuguesa.

Páginas 8 e 9

Propriedade e administração:

Centro Lusitano de Zurique

Birmensdorferstrasse 48

8004 Zürich

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Em Setembro 2014, celebrou-

-se as Bodas de Prata do

Página 10

Rancho Folclórico, do Centro

Lusitano de Zurich. - Pág. 8 - 11

- pág. 22 e 23

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Últimas

Doze portugueses morreram

na França, durante a viajem para

passar a Páscoa em Portugal

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“Um belo exemplo de

que a idade não tem limites

nem existem fronteiras,

para se dançar o que vai na

alma...” - Pág. 4 + 5

bem-estar à custa de parceiros

mais fracos” - pág. 27

LUSITANO DE ZURIQUE

A N

º

I V E R S Á R

I O

www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | OUTUBRO 2019 | 5

COMUNIDADE

L U S I T A N O

d e Z u r i q u e

SOLIDARIEDADE

CLZ doou mais de

110 mil francos

E ZURIQUE

os a

omunidade

em Zurique

m 1994 numa folha A3 de recortes noticiosos coprocurada

no primeiro domingo do mês em Zurique.

des lusófonas, que leva até elas,

a vida associativa, a Integração,

a Cultura nas mais

º

variadas vertentes

- Literatura, História, Artes,

a Etnografia e Desporto. Ser um

marco na preservação da Língua,

da Cultura e da Tradição portuguesa.

Apesar de muitas vezes a revista

ter sido acusada de fazer parte da

Missão Católica, ou de movimentos

sindicalistas, a verdade é que

todos os colaboradores (muitas

vezes sem formação jornalística)

eram conhecedores do código

deontológico de Jornalista e tentavam

ser o mais imparcial possível.

A verdade é que era muitas

vezes através destas instituições

(Igreja e Sindicato) que a revista

chegava a informações importantes

e úteis para a comunidade em

Zurique.

O “Lusitano“ quer continuar

A pequena Revista de Zurique,

quer continuar a estar junto da

comunidade. É certo que durante

estes 25 anos, houve muitos

momentos difíceis, com falta de

colaboradores para preencher

as 40 paginas da Revista, falta

de tempo para que se evitassem

alguns erros na Lrevista U S I T Ae N Ofosse

d e Z u r i q u e

possível uma revisão atempada; e

SOLIDARIEDADE

cada vez mais também CLZ doou a mais falta de de

110 mil francos

patrocinadores que nos apoiam

neste projecto e assim divulgam

o seu produto.

S Á R

Contudo é de louvar a iniciativa

de Pedro Nogueira, na

idealização e concretização

do projecto que é esta Revista

Lusitano de Zurique. De louvar

o trabalho do actual presidente

do CLZ, Armindo Alves, em dar

continuidade durante estes anos

todos a este projecto, não o deixando

cair por terra. De louvar o

trabalho mensal de Manuel Araújo

que apesar da sua avançada

idade e limitações, faz a edição

da revista todos os meses. De

louvar todos os patrocinadores e

colaboradores que continuam há

anos com a revista, apoiando e

dando-lhe vida.

Como é sabido o “Lusitano“

de Zurique” tem uma periodicidade

mensal (sai na primeira

semana de cada mês),

com uma tiragem média de

2.500 exemplares, 40 páginas

A4 a cores, é impresso

na Empresa do

Diário do Minho em

Braga e é distribuído

em todo o cantão

de Zurique.

I O

Parabéns

CLZ!

Direito

Recebimento do capital da

Opinião

Passaram 40 anos

L U S I T A N O

Dia de

Portugal

celebrado de uma forma

única em Zurique

Entrevista

Portuguesa no “The voice

d e Z u r i q u e

COMUNIDADE

Natália

Couto

Entrevista

Actualidade

Acordos

informações CH-UE

Solidariedade

4

Cabo Verde

Campanaha

EDITORIAL

DIA

do regresso...

DIREITO

IFB

Troca de informações

Inteligência

das crianças

15

03

NEUROCIÊNCIA

EDITORIAL

Obrigado

trinta e três anos

DIREITO

17

Divórcio

Crianças

EFEMÉRIDE

25 Abril

Abutres

Economia

Contas bancárias a nu...

19

28

03

28

06

António Guterres

primeiro português

eleito Secretário-Geral

da ONU. Páginas 20 e 21

Euclides Cavaco

Foto: DANIEL ROCHA

“Nunca se envergonhem de continuar

a alimentar a nossa chama lusíada

em qualquer parte do mundo onde

estiverem e a manter a portugalidade

deste povo que nós somos que

tanto nos orgulha e distingue.”

Centro Lusitano de Zurique

trinta e três anos ao serviço

da Comunidade Portuguesa

Gala da Revista do Centro Lusitano de Zurich

Vinte anos

Direito

Necessidades educativas

Saúde

Ébola - O surto da doença é

O que vai mudar

para os

emigrantes?

Comunidade

Solidariedade em Lenzburg

Direito

Krankenkasse - A Caixa de

Depois do Sim dado a Iniciativa da

Limitação da livre circulação, são muitas

as dúvidas que os emigrantes tem em

relação ao futuro na Suíça. - Pág. 04

Entrevista

“Vir à Suíça, é como estar

L U S I T A N O

d e Z u r i q u e

Tragédia

ambiental

Amazónia o “pulmão”

do Planeta arde há

mais de um mês...

Andreia

Silva

“Com garra, determinação

e foco tudo será possível”

EDITORIAL

Violência

doméstica

COMUNIDADE

Festival

6 Continentes

DIREITO

JUROS

Redução de taxas

03

06

15

Rancho Folclórico do Centro Lusitano de Zurich

Bodas de Prata

Educação

“Vivemos nas escolas uma

Estatística

Portugal em números...

L U S I T A N O

Pág. 3

d e Z u r i q u e

E s paç o

Português

Pág. 20

“27 anos de Rádio

sem trocar

as voltas”

Wetzikon

Festa ímpar

Europa

Portugueses correm o risco

Língua

O galego-português existe?

Pág. 38

Economia

“Alemanha assegura o seu

L U S I T A N O

d e Z u r i q u e

25 ANOS DA REVISTA - 30 ANOS DE FOLCLORE

FOLCLÓRE

LUSITANO

DE ZURIQUE

ao serviço da

Comunidade

© skeeze

© Manuel Araújo

© skeeze


6 | OUTUBRO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

EFEMÉRIDE

30° Aniversário do Rancho C.L.Z.

Claudia Martins e & Minhotos Marotos

Elementos do Rancho Infantil

MARIA DOS SANTOS

Foi no dia 21 Setembro que se

comemorou o 30° aniversário

do rancho do Centro Lusitano

Zurique.

Bem cedo chegaram à sala,

amigos, familiares e curiosos,

desta festividade.

A sala estava deslumbrante,

com a decoração escolhida

pelos elementos deste grupo

folclórico. Foi falado e comentada

a beleza dos guarda-chuvas

pendurados em quase toda

a superfície da sala. De facto,

todos sentiram a portugalidade

que se respirava e esta bonita

inovação em termos decorativos.

Pelas 21 horas o desfile folclórico,

abriu o serão cultural.

O festival começou com o rancho

organizador, que se apresentou

em palco pleno de energia,

motivação e também muitas

emoções à mistura. Estavam

a dançar pelos trinta anos de

cultura, identidade, progresso

e defesa de um património,

adquirido com muito esforço

e perseverança. Sò mesmo os

que estão por dentro e que fazem

parte do C.L.Z., sabem o

que isto significa. Quando se

abre o coração à nossa cultura,

como foi o caso do Rancho do

Centro Lusitano de Zurique, no

passado sábado, assistiu-se a

um festival que ficou marcado

pelo sucesso. O aplauso mais

forte, foi a dança apresentada

no feminino em que as 24

mulheres, nos cativaram com

uma bonita coreografia e muitos

sorrisos. Não faltaram elogios,

mais que merecidos para

o rancho infantil que onde quer

que dance, levanta o público.

Sem duvida que temos o melhor

rancho infantil no Centro Lusitano

de Zurique e a sua escola

de folclore assim o demonstra.

Logo a seguir o Rancho Terras

de Portugal de Lucerna. Desprendia

firmeza, dinamismo e

rigor na sua actução etnografia

e também nas danças e cantares

sobejamente conhecidas.

Este grupo tem uma vivacidade,

muito particular e apreciada.

Para finalizar o festival e vindo

de Portugal, vimos subir ao palco

o Grupo Danças e Cantares

do Centro Social Bonitos de

Amorim da Póvoa de Varzim.

Um grupo muito estruturado

a nível social, já que tem no seu

agregado uma instituição de

solidariedade social, que engloba

uma creche, jardim de infância,

ATL, centro de actividades,

desporto, apoio ao domicilio e

num projecto a curto prazo, um

lar de terceira idade. As suas

danças e cantares foram muito

aplaudidos e sem duvida que

o vira geral, marcou a diferença

ao ser dançado com este grupo,

que sempre nos deixa com

a alma no coração. Sabemos

que depois, se termina a noite

folclórica e dará lugar a outras

variantes.

A cerimónia da entrega das fitas,

ficou na recordação de todos,

ao receberem, para além

da Fita e respectivas flores,

desta vez os bonitos girassóis,

uma masseira em madeira feita

e tatuada pelo habilidoso Sr.

José Soares, que sempre deslumbra

com presentes bem originais.

Daniel, encantou com o domínio

total do breakdance e os

mais jovens de forma animada,

aplaudiram entusiasmados

a performance do pequeno-

-grande Daniel.

Mas o público, estava à espera

da actuação de Claudia Martins

e os Minhotos Marotos. A dinâmica

deste grupo deslumbrou

e as vibrações no palco, chegaram

rapidamente ao público

que se desfez em sorrisos, gargalhadas

e o humor maroto, não

deixou ninguém indiferente. A

jovialidade do grupo contagiou

os presentes, que responderam

com muito contentamento

e aplausos.

Um agradecimento especial a

todos os patrocinadores e a todos

os que colaboraram e ajudaram

neste trigésimo aniversário

do rancho C.L.Z.

Os Nova Onda, encerraram o

serão com o baile.

Podemos dizer que o grupo

de folclore do Centro Lusitano

Zurique entraram vencedores

e sairam destes festejos triunfantes.

Carina Azevedo Condecorada

Elementos do Rancho Infantil

O rancho do C.L.Z com uma actuação dos elementos femininos

Elementos do Rancho Infantil


www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | OUTUBRO 2019 | 7

COMUNIDADE

Grupos participantes no 30° aniversário Rancho C.L.Z

Elementos do Rancho Infantil

Tocadores do Rancho C.L.Z.

Rancho Infantil do C.L.Z. e os Bordados

Sala completa no aniversário do Rancho C.L.Z.

Helder Azevedo entrega fita ao Rancho C.L.Z.

António Fernandes e Sofia Azevedo

Cantadores do Grupo Danças e Cantares do Centro Social Bonitos de Amorim.

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Junto à Estação de Wiedikon

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8 | OUTUBRO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

CIDADANIA

Jornadas sobre Violência Doméstica

na Suíça

As “Jornadas sobre Violência Doméstica” decorreram nos dias 6 e 7 de Setembro em Lausanne e a 8, terceiro

e último dia, no salão paroquial da igreja St. Felix e Regula, em Zurique.

LÚCIA SOUSA E SANDRA FERREIRA

As primeiras Jornadas sobre Violência

Doméstica na Suíça foram iniciativa da

associação “Change Mind – Global Aid”

(CMGA) e contaram com o apoio do governo

português, nomeadamente do

Ministério dos Negócios Estrangeiros/

Secretaria de Estado das Comunidades

Portuguesas, da Embaixada de Portugal

na Suíça, do Consulado-Geral de Portugal

em Zurique, do Consulado-Geral

de Portugal em Genebra, bem como da

Coordenação Nacional da Pastoral das

Migrações de Língua Portuguesa.

Preocupada com os casos de violência

doméstica na Suíça, envolvendo vítimas e/

ou agressores de nacionalidade portuguesa,

a Change Mind - Global Aid, com sede

em Luzern, mobilizou diversas entidades

portuguesas e suíças (oficiais, religiosas,

associativas, etc.) e trouxe para o debate

conjunto e alargado o tema da violência

doméstica - trata-se de uma violação dos

direitos humanos e por isso, o nível de tolerância

para com este tipo de crime é zero.

Através do seu trabalho, a CMGA pretende

criar pontes e activar a ajuda adequada a

quem dela necessita, tratando os casos

que chegam ao seu conhecimento com total

discrição e confidencialidade.

Para sensibilizar e prevenir o problema da

violência doméstica na comunidade portuguesa

residente em terras helvéticas,

estas Jornadas contaram com a participação

de um leque de especialistas, tanto de

Portugal como da Suíça, que abordaram a

temática da violência doméstica nas suas

múltiplas vertentes. Em Zurique, duas tradutoras-intérpretes

asseguraram os serviços

de tradução simultânea em português

e em alemão via audio.

De louvar o facto da participação de todos

os oradores, bem como das duas jovens

responsáveis pelo momento musical, ter

sido gratuita.

Na sua intervenção em Zurique, a Secretária

de Estado para a Cidadania e a

Igualdade, Dr.ª Rosa Monteiro, salientou a

importância do acesso à informação para

promover a literacia de direitos e frisou a

necessidade de se criar uma rede protectora

mais eficaz. “É preciso começar pela

educação (formal e não formal) e intervir

em todos os domínios, já que a luta contra

a violência doméstica é um trabalho contínuo”.

Realçou ainda que, para o governo,

a priorização desta temática é constante.

Não foi por acaso que o governo português

lançou um guia de boas práticas dos meios

de comunicação com casos de violência

doméstica e contra as mulheres no passado

mês de Setembro.

Os números registados são números que

chocam: “No ano passado, foram registadas

26 mil ocorrências junto das identidades

policiais, sem contar com os casos

que acontecem no silêncio do lar”. O

governo tem feito os possíveis para dar

resposta às vítimas, assim como aos seus

familiares, aumentando a rede de centros

de acolhimento em várias zonas do país,

criando mais casas de abrigo, quer para

casos de emergência, quer para vítimas

com deficiência ou vítimas de violência

sexual, e apoiando ONG’s que também fazem

um trabalho importante nesta área. A

Secretária de Estado lembrou que este é

um problema que tem início bastante cedo,

já na adolescência e que, enquanto houver

este olhar de objectivação da mulher, vai

ser difícil o papel da educação neste sentido.

“Segundo estudos recentes, 58% dos

jovens dizem ser vítimas de violência no

namoro”, concluiu.

Seguiu-se a mensagem-video de Eugénia

Quaresma, Directora Nacional da Pastoral

das Migrações, que destacou o papel dos

sacerdotes e agentes pastorais, no apoio,

aconselhamento e encaminhamento das

vítimas para uma ajuda especializada. “As

Missões Católicas reforçam a igual dignidade

entre homem e mulher. Por um lado,

a urgência de apoiar e acompanhar a vítima.

Por outro, a necessidade de intervir

junto do agressor para interromper o ciclo

de violência”.

Em Zurique, o BIF (Centro de Aconselhamento

para Mulheres e Apoio às Vítimas),

fornece apoio a vítimas de violência, com

tradutor-intéprete, quando necessário. Em

cerca de 80 a 90% dos casos tratados neste

centro, as mulheres são vítimas e os homens

são os agressores, segundo dados

do BIF, que apoia à volta de 2.000 mulheres

por ano - cerca de 50% na sequência

de uma intervenção policial e 50% de casos

em que as próprias vítimas denunciam


www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | OUTUBRO 2019 | 9

CIDADANIA

situações de violência. Este Centro de Apoio

às Vítimas também esteve representado nas

Jornadas. Na sua bastante interessante apresentação,

Florine Salzgeber explicou o funcionamento

desta instituição. “Segundo os dados,

em cada 5 mulheres existe uma vítima de

qualquer tipo de violência doméstica. Duas em

cada 5 mulheres já vivenciaram violência psicológica.

Na cidade de Zurique, em média, por

dia são feitas 12 denúncias à polícia devido a

violência doméstica”, especificou.

Na sua palestra (“A literatura como força potenciadora

da transformação das mentalidades”),

Teresa Martins Marques, (Presidente do

PEN Clube Português, escritora, autora de “A

mulher que venceu D. Juan”, romance publicado

em 2013), leu excertos de vários capítulos e

falou sobre o poder da literatura na mudança

de mentalidades. O seu livro, incluído no Plano

Nacional de Leitura (PNL) em Portugal e que

já está a ser traduzido, baseia-se na história

verídica de uma mulher vítima de violência doméstica.

João Pedro Gaspar é investigador da Universidade

de Coimbra e Coordenador da Plataforma

de Apoio a Jovens (Ex)acolhidos (PAJE).

Uma associação sem fins lucrativos, cuja missão

social é apoiar jovens que, enquanto crianças,

viveram em casas de acolhimento. A sua

institucionalização, uma medida de protecção

da criança, pode ter ocorrido na sequência de

situações-limite, tais como diversas formas de

negligência, violência doméstica, abuso sexual,

violação, agressões, maus tratos físicos

ou psicológicos. “Quem sofreu experiências

adversas na infância, tem maior dificuldade

nos relacionamentos sociais e emocionais,

porque o cérebro sofre alterações morfológicas,

dado que as áreas temporais apresentam

menor actividade”, esclareceu. “Crianças que

presenciam cenas de violência (pancadaria,

ameaças, gritaria constante, etc.) sofrem de

mais ansiedade, dificuldade na resposta adequada

ao stress, problemas no desenvolvimento

nas áreas da linguagem, cognição e a

nível social-emocional”.

Mais de metade das crianças que assistiram

a violência doméstica em Portugal não estão

sinalizadas pela CPCJ (Comissão de Protecção

de Crianças e Jovens). Como efeitos da

violência doméstica, as crianças que assistem

a actos de violência apresentam em geral: dificuldades

de convívio; dificuldades na interacção

social e insucesso escolar. Os serviços de

Psicologia Escolar e os GAAF (Gabinetes de

Apoio ao Aluno e à Família) prestam apoio a

crianças e jovens vítimas, directas ou indirectas,

de violência.

Seguiu-se a intervenção da Adida Social da

Embaixada de Portugal na Suíça, Maria Ester

Vargas, que recordou que

“a violência doméstica pode assumir contornos

muito diversos, como humilhações constantes,

ameaças, insultos, desrespeito, agressividade

verbal, etc. Estamos a falar de direitos

humanos, razão pela qual é preciso actuar

também no campo da prevenção”.

No fim de cada apresentação houve tempo

para os presentes colocarem as suas questões

e estas foram prontamente respondidas

pelos oradores.

Em Zurique, as Jornadas encerraram com a

atuação musical das jovens Filipa Nunes, no

clarinete, e Yaël Dengler, no piano.

Em Lausanne

Os dois dias de Jornadas sobre Violência Doméstica

em Lausanne foram também um sucesso,

como contou a presidente da associação

CMGA, Manuela Souto Abreu.

Estiveram representadas várias entidades, tanto

portuguesas como suíças, destacando-se a

presença do capitão Massimo Stucki, adjunto

do comandante da Polícia Cantonal do Vaud,

que teceu os maiores elogios à CMGA pela iniciativa.

Congratulou-se por a sociedade civil,

no caso concreto a comunidade portuguesa,

ter conseguido mobilizar diversas entidades

para debater a problemática e, em nome da

polícia cantonal, mostrou-se totalmente disponível

para colaborar com a associação.

De realçar também a intervenção de Urs Zehnder,

presidente da fundação “Männer Beratung

Gewalt, em Zug, que oferece apoio aos agressores

do sexo masculino. Em caso de violência

doméstica, seja qual for a forma em que esta

se manifeste, a vítima deve ser prontamente

protegida. Por outro lado, é fundamental não

esquecer o apoio ao agressor. Recuperar um

agressor significa diminuir o número de vítimas

de violência.

A violência contra as mulheres e a

violência doméstica não são questões

privadas. Bem pelo contrário:

a violência doméstica é crime

público em Portugal, podendo ser

denunciado por qualquer pessoa,

tanto por quem vive em situação

de violência como por quem assiste

ou ouve uma situação de

violência.

De acordo com a Convenção de

Istambul, “a violência contra as

mulheres constitui uma violação

dos direitos humanos e é uma

forma de discriminação contra as

mulheres, abrangendo todos os

actos de violência de género que

resultem, ou possam resultar, em

danos ou sofrimentos físicos, sexuais,

psicológicos ou económicos

para as mulheres, incluindo a

ameaça de tais actos, a coação ou

a privação arbitrária da liberdade,

tanto na vida pública como na vida

privada.”

Independentemente de ser exercida

sobre homens, mulheres, crianças,

pessoas idosas ou pessoas

LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais,

transgénero e intersexo), a violência

doméstica engloba vários tipos

de abuso, tais como:

- violência emocional

- violência social

- violência física

- violência sexual

- violência financeira

- perseguição

Sites de centros de apoio

a vítimas de violência no

cantão de ZH:

- www.bif-frauenberatung.ch

(Centro de Aconselhamento para

Mulheres e Apoio às Vítimas)

- www.obzh.ch - Allgemeine Opferberatung

Zürich (para homens,

mulheres, jovens e crianças)

- www.frauenberatung.ch (para

mulheres)

- www.frauennottelefon.ch (para

mulheres)

- www.castagna-zh.ch - Beratungsstelle

für sexuell ausgebeutete

Kinder, Jugendliche und in der

Kindheit ausgebeutete Frauen und

Männer

- www.okeywinterthur.ch - Für Kinder

und Jugendliche (para crianças

e jovens)

- www.kinderschutzgruppe.ch -

Für Kinder und Jugendliche (para

crianças e jovens)

- www.kokon-zh.ch - Krisenintervention

und Opferhilfe für Kinder

und Jugendliche in Not (Gabinete

de Apoio e Aconselhamento a Jovens)

www.opferhilfe-schweiz


10 | OUTUBRO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

EFEMÉRIDE

Parabéns ao Lusitano de Zurique

Revista do Cento Lusitano de Zurique comemora o 25º aniversário

PEDRO NOGUEIRA

Esta aventura [da Revista] tem dois

períodos diferentes: de 1994 até 2005

e de 2005 até aos dias de hoje. Dois

amigos do CLZ, o Augusto e o saudoso

Dr. Fernando de Macedo, foram

os pioneiros. O Augusto era o homem

da fotografia, enquanto que o Dr. Fernando

de Macedo era o responsável

pelos artigos, destacando-se por

ser um excelente comunicador e um

ser humano exemplar, um homem da

comunicação social já aposentado

à época. Eles foram, sem dúvida, os

grandes obreiros deste projecto e a

semente do que viria a ser um desafio

para nós.

Os primeiros Boletins tinham apenas

quatro páginas a preto e branco. A montagem

era feita manualmente nas instalações

do CLZ, as fotografias eram

coladas em folhas A3 e era através da

fotografia que nascia o artigo. Lembro-

-me do entusiasmo e dedicação com

que o Dr. Fernando de Macedo escrevia

os artigos relacionados com as fotografias

que o Augusto propunha para cada

Boletim.

A montagem do Boletim era mensal e

feita manualmente, tudo isto era uma

aventura, mas funcionava!

No ano de 2005 dá-se a grande transformação:

com o regresso do Augusto

a Portugal e a morte do Dr. Fernando de

Macedo, tudo muda. Na época, eu era

o Presidente do Centro Lusitano de Zurique

e questionei-me: E agora? Quem

vai dar continuidade a este projecto?

Queria continuar com o Boletim, mas

não sabia como! Não fiquei na expectativa

- reuni com os meus colegas de Direcção,

expressei-lhes o meu desejo de

transformar o Boletim, na altura a preto

e branco, numa Revista com mais paginação

e com 50% das páginas a cores.

Todos concordaram com a ideia, mas

surgiram as primeiras dúvidas: Quem vai

tratar da montagem e suportar os custos

da impressão? Como vamos conseguir

montar uma revista com distribuição

gratuita com a qualidade necessária e

desejável? Quem vai colaborar connosco

no que concerne aos artigos?

Confesso que não percebia nada deste

tema, mas tinha de encontrar uma resposta

célere. Comprometi-me, desde

logo, com os meus colegas da Direcção

que, no dia seguinte, ia contactar potenciais

patrocinadores para a Revista, empresários

portugueses locais, Bancos

portugueses, mercearias, restaurantes,

cabeleireiros, etc., etc., de preferência

com representação em Zurique, dando-lhes

em troca um espaço na revista

para publicitarem o seu produto. Ficaram

muito entusiasmados com a ideia e

incentivaram-me a avançar.

Na parte superior, da esquerda para a direita: António Matos, Pedro Nogueira, Orlando Dias Agudo, Manuel Beja e Manuel Araújo (parcialmente oculto)


www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | OUTUBRO 2019 | 11

COMUNIDADE

O primeiro problema estava

resolvido: o dinheiro já não

era tema! Havia, porém, outra

dificuldade para resolver:

tecnicamente, quem montava

a revista? Quem iria imprimi-

-la? A resposta veio através

de um colega da Direcção, um

grande amigo e Tesoureiro do

CLZ, durante muitos anos: o

saudoso António Matos. Foi

ele quem me apresentou o

Manuel Araújo, sem a ajuda

do qual, como colaborador,

estou convencido que não

teriamos conseguido transformar

o Boletim na revista que é

hoje. Sem o apoio profissional

do Araújo não teria sido capaz

de materializar o meu projecto.

Estarei eternamente agradecido!

Ele foi, sem dúvida, o

pulmão de toda esta aventura.

Foi o Araújo que me apresentou

gente capaz e grandes profissionais

para colaborarem connosco gratuitamente:

Orlando Dias Agudo (jornalista

desportivo na RTP), o saudoso Manuel

Beja (o sindicalista, o Comendador, mas

sobretudo uma grande referência para a

classe operária portuguesa na Suíça alemã),

Pedro Barroso, autor, cantor e compositor,

o consagrado cozinheiro Chefe

Silva, também ele uma figura pública e

emblemática - quem não se lembra dele

nos programas de culinária na RTP? Mais

tarde, juntar-se-ia a nós a consagrada

LUSITANO DE ZURIQUE

A N

escritora Alice Vieira e também o Padre

Bártolo Pereira (Presidente das Missões

Católicas de Língua Portuguesa na Suíça).

Passados 25 anos, não conheço Associações/Clubes

portugueses na Suíça que

tenham uma Revista cuja paginação é totalmente

a cores, com distribuição gratuita

pelas Missões Católicas portuguesas

e pela diáspora em geral. Devemo-nos

sentir todos muito orgulhosos, porque

º

I O

I V E R S Á R

foi - continua a ser! - sem dúvida,

mês após mês, um enorme desafio,

mas também um grande feito.

Agradecimentos

Os primeiros agradecimentos vão

para todos os Patrocinadores,

sem os quais tudo isto não passaria

de uma ideia - ainda hoje,

a Revista pode ser distribuída

gratuitamente, graças aos apoios

concedidos pelos nossos Patrocinadores.

Ao Manuel Araújo - desde o nascimento

da ideia, foi ele o meu

companheiro nesta aventura.

Não podia deixar de agradecer à

Sandra Ferreira, a actual Directora

da Revista, que tem vindo a

fazer um trabalho de excelência nestes

últimos anos, dando continuidade a um

desafio que dura há um quarto de século.

Uma palavra de agradecimento especial

também a todos os colaboradores aqueles

que, ao longo destes 25 anos, nos têm

apoiado e colaborado gratuitamente connosco

- sem a ajuda de todos eles, tudo

seria mais complicado.

O MEU MUITO OBRIGADO!

Pedro Nogueira

Dr. F. Macedo

Augusto Almeida

Pe. Bártolo

Pedro Nogueira e Orlando Dias Agudo

Manuel Araújo e Manuel Beja

PORTUGUESES

RESIDENTES NO ESTRANGEIRO

NÃO IMPORTA

ONDE ESTÁ.

COM A CAIXA

FICA MAIS PERTO.

Escritório de Representação da CGD - Suíça

Rue de Lausanne 67/69, 1202 Genève

Tel: Genève - 022 9080360 I Tel: Zurique - 078 6002699 I Tel: Lausanne – 078 9152465

email: geneve@cgd.pt

A Caixa Geral de Depósitos, S.A. é autorizada pelo Banco de Portugal.


12 | OUTUBRO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

OPINIÃO

Na passagem do primeiro quarto de século do Lusitano de Zurique

Um centímetro de Cultura a mais...

MANUEL ARAÚJO

Na passagem do vigésimo aniversário

do Lusitano de Zurique, há cinco anos,

escrevi brevemente sobre a revista e sobre

o Centro Lusitano de Zurique. Hoje,

no vigésimo quinto aniversário, volto ao

tema acrescentando algo mais…

Como é sabido o Lusitano de Zurique existe

desde 1994 é o órgão de informação dos

associados do Centro Lusitano de Zurique.

É distribuído gratuitamente, editado por

mim e impresso no Diário do Minho em

Braga há quinze anos consecutivos.

No início, a revista era apelidada de “Boletim”

tinha poucas páginas e era uma publicação

bastante diferente da actual. Era

também em tamanho A4 feita de recortes

de notícias de jornais e fotocopiada. Era

assim apresentada aos associados do

Centro Lusitano e distribuída à mão no fim

das missas nas igrejas.

A semente da Revista do CLZ foi lançada

em 1994 pelo Sr. Augusto Almeida e teve

como director o senhor Sr. Macedo já falecido.

Nas poucas conversas que tive com

o Dr. Macedo sobre vários assuntos, (antes

de eu fazer parte da equipa redactorial do

LZ) fizemos quase sempre chispa e nem

sempre estivemos de acordo no que respeita

a opções políticas. Ele era realmente

um homem de valor, culto e também saudosista

e bastante intolerante. Após algumas

desavenças opinativas respeitosas,

criamos uma saudável “fronteira” e não

voltamos mais a falar de política.

O “Boletim”, era assim que era designado,

era composto e paginado pelo Pe. Bártolo,

que entretanto poisou a batina e regressou

a Portugal à bela e pacata cidade de Vila

do Conde.

No início de 2005 já depois da morte do Sr.

Macedo, (quando eu já estava em Portugal)

recebi aqui a visita dos meus amigos Pedro

Nogueira, actual responsável pelo Banco

Santander-Totta em Zurique e do meu conterrâneo

e amigo António Matos, já falecido

em Fevereiro de 2017. Queriam que eu

lhes desse uma mão na feitura do Boletim

do CLZ. Sem vacilação nem condições

prévias aceitei com grado. Parece que foi

ontem, mas já passaram quinze anos…

Durante estes quinze anos o Centro Lusitano

de Zurique teve dois presidentes; o

Pedro Nogueira e o Armindo Alves, actual

Presidente do Centro Lusitano. Ambos

com estilos diferentes deram o seu melhor

em prol da comunidade, a qual nem sempre

reconheceu o árduo trabalho, o tempo

despendido e roubado à vida privada e à

família.

Estes homens, cada um no seu mandato,

estiveram sempre acompanhados por

boas equipas de colaboradores e foram o

exemplo do melhor que se tem feito no associativismo

na Suíça em todos os aspectos;

Integração, Cultura nas mais variadas

vertentes; Literatura, História, Arte, Etnografia,

Tradições, Apoio Social e o Desporto

em especial, que atrai, forma, ocupa e

congrega muitíssima juventude.

É inegável o extraordinário trabalho efectuado

pelas direcções deles e sabemos

também que atingir a perfeição é impossível,

mas tentar melhorar é uma obrigação.

Na minha opinião (que é conhecida) e na

forma de eu ver as coisas cá ao longe, e não

querendo de qualquer forma imiscuir-me

na organização do Centro Lusitano, nem

tão-pouco ferir susceptibilidades, penso

que as direcções têm responsabilidades

acrescidas no que respeita ao cultivamento

e aprendizagem dos portugueses. Ao organizarem

as festas, mesmo sabendo que vai

contra a saúde dos cofres da associação,

não devem apenas pensar em casa cheia.

Acho que deviam tentar subir um pouco a

fasquia cultural e sair da rotina vulgar, a qual

tem sido incutida nas Comunidades no estrangeiro

durante décadas, que dessa forma

tem embrutecido culturalmente muitos

dos nossos compatriotas.

Sobre este tema, um dia o meu amigo Pedro

Barroso, referiu que os promotores culturais

deviam esforçar-se e dar sempre aos

espectadores, um centímetro de Cultura a

mais, do que eles esperam.

A revista Lusitano de Zurique desde 2005

até aos dias de hoje teve um director e três

directoras. Durante esses anos houve acesas

e tensas discussões, devido principalmente

ao incumprimento dos prazos da entrega

do material para a edição, mas após a

saída da revista ficava sempre tudo sanado;

O Pedro Nogueira, foi um director receptivo,

descomplicado, aberto, leal, muito comunicativo

e sempre disponível.

A Sónia Abelha, compreensiva, brincalhona,

muito colaborante, amiga e verde fanática

sportinguista.

Depois, houve uma passagem-relâmpago

da complicada, autoritária e narcisista

quanto baste, Elizabete Jacinto.

Actualmente a directora é Sandra Ferreira,

uma senhora licenciada em Comunicação

Social, “mulher das arábias”, culta, humanista,

atenciosa, colaborante, sempre sem

tempo, muito responsável, paciente e ponderada.

Como muitos sabem, eu também fiz parte

do jornal Luso Helvético e mais tarde fui

co-fundador do Gazeta Lusófona. Fui emigrante

aí durante duas décadas e tenho de

admitir que o emigrante português desde

sempre, salvo raras excepções, não tinha

hábito de leitura. Os jornais eram escassos,

não havia TV nem Internet e o que eles

por vezes liam, eram os jornais desportivos

e elas a revista cor-de-rosa Maria.

Falar-lhes de Camões, de Gil Vicente, Saramago,

de Fernando Pessoa ou mesmo

dos hoje colaboradores e meus amigos

poetas, também eles emigrantes, Carmindo

de Carvalho, ou Euclides Cavaco, era

uma tarefa difícil, ingrata ou mesmo impossível,

pois rejeitavam a leitura e não a

consumiam.

Para ser digerida, sabíamos que a informação

cultural tinha de ser dada a conta-gotas,

mesclada em pequenas doses, diluída

e disfarçada de curiosidades, humor, fotos

apelativas, desporto, faits divers e tudo que

directamente lhes aguçasse o interesse visual.

Todos sabemos que o Lusitano de Zurique

não é a publicação ideal, dado as várias

limitações que existiam e que ainda existem,

mas vai cumprindo o seu objectivo

que é cativar o gosto pela leitura, cultivar e

instruir. Erramos por vezes e fomos criticados

até injustamente e de forma violenta e

cruel, mas sempre tivemos a humildade de

reconhecer as falhas quando aconteciam.

Parabéns a todos os actores desta aventura

e continuem. Venham mais vinte e cinco!


www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | OUTUBRO 2019 | 13

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14 | OUTUBRO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

AGENDA CULTURAL

6.10.2019

TARDE PARA AS FAMÍLIAS NA “KUNS-

THALLE“

Após a visita guiada pela exposição, as crianças

a partir de 4 anos vão criar monstros com

diferentes materiais. 15:00-17:00. Inscrições

até o dia 03.10.:kids@kunsthallezurich.ch. CHF

25.- por família (máximo 5 pessoas, cada pessoa

adicional CHF 5.-).

Kunsthalle Zürich. Limmatstr. 270.

Tram 4/13/17 bis „Dammweg“.

http://www.kunsthallezurich.ch/de/familien-nachmittag-5

8.10.2019

CONCERTO DE JAZZ

O quarteto de jazz “SIRENS” toca músicas variadas

e empolgantes. Eles apresentam composições

próprias e improvisações. 20:00. Entrada

livre, contribuição espontânea.

Mehrspur, Musikklub Toni-Areal. Förrlibuckstr. 109.

Tram 4 bis „Toni-Areal“ oder Tram 8/17 bis „Fischerweg“.

http://www.mehrspur.ch/veranstaltungen/sirens

9.10.2019

EXPOSIÇÃO NO MUSEU

A exposição „Aqua“ apresenta imagens de

plantas, animais, formações de rochas e geleiras

fotografadas durante 7 anos em mais de 40

lugares diferentes. Ter-dom 10:00-17:00. Entrada

livre.

Zoologisches Museum. Karl-Schmid-Strasse 4.

Tram 6/9/10 bis „ETH/Universitätsspital“.

http://www.zm.uzh.ch

10.10.2019

MENU DE CAÇA-4 PRATOS

Delicie-se com um almoço outonal com carne

de corça, cervo, spätzle (massa suíça) e repolho

roxo. 12:15-15:00. Somente com reservas:

044 414 30 30. Participação gratuita.

Alterszentrum Mathysweg. Birmensdorferstrasse

489.

Tram 9/14 oder Bus 33/80 bis “Triemli”.

https://www.stadt-zuerich.ch/gud/de/index/al-

ter/neues-zuhause/alterszentren/angebote-im-

-quartier/veranstaltungen/wildmenue.html?calentry=1

11.10.2019

DISCO FRANCESA

Dance hoje música francesa. Desde sucessos

clássicos como “Indochine”, passando pelas

canções de “Edith Piaf” até o Hip Hop de “MC

Solaar”, haverá de tudo para todos os gostos.

22:00. Entrada livre.

Kosmos, Club. Lagerstr. 102.

Tram 3/14 bis „Sihlpost“ oder Bus 31/32 bis

„Militär-/Langstrasse“.

http://kosmos.ch/programm/veranstaltungen/

klubabend-tour-de-france/126158/nach-datum?date=2019-10-11

12.10.2019

LOCAL PARA ATIVIDADES MANUAIS

Todas as tardes de sábado (exceto nas férias

escolares), as crianças fazem atividades manuais

com diferentes materiais como argila,

pedras, papéis, tecidos, tintas e couros. Uma

máquina de costura está à disposição para os

adultos. 14:00-18:00. Participação gratuita.

GZ Affoltern, Bodenacker 25.

Bus 62 bis “Unteraffoltern”.

http://gz-zh.ch/gz-affoltern

13.10.2019

FOTOS DO CAIRO

A exposição “Traumbild Ägypten” apresenta fotografias

do período de 1870 no Cairo. As imagens

são dos fotógrafos Pascal Sebah e Émile

Béchard. Ter/qui-dom 10:00-17:00. Qua 10:00-

20:00. Até o dia 20.10. Grátis com a permissão

“N” ou KulturLegi (ao invés de CHF 14.-).

Museum Rietberg. Gablerstr. 15.

Tram 7 bis „Museum Rietberg“.

http://www.rietberg.ch/ausstellungen/traumbild#/

14.10.2019

EXPOSIÇÃO NO FÓRUM CEMITÉRIO

„Die letzte Ordnung. Tote hinterlassen Dinge“

é uma exposição com objetos dos falecidos

que lhes dá voz e permite que mostrem seus

pertences. Até o dia 28.11. Ter-qui 12:30-16:30.

Entrada livre.

Friedhof Forum. Kultur-und Servicezentrum

zum Thema Tod. Aemtlerstrasse 149.

Bus 72 bis „Friedhof Sihlfeld“.

http://www.stadt-zuerich.ch/prd/de/index/bevoelkerungsamt/FriedhofForum/veranstaltungen/ausstellung_die-letzte-ordnung.html?calentry=113

15.10.2019

CONCERTO NOTURNO

Este concerto oferece uma excelente oportunidade

para relaxar do estresse quotidiano.

Descubra um mundo cheio de melodias. 18:00.

Entrada livre.

Lebewohlfabrik. Fröhlichstrasse 23.

Tram 2/4 oder Bus 33 bis „Fröhlichstrasse“.

http://www.lebewohlfabrik.ch/monatsprogramme/2019/Okt19.pdf

16.10.2019 (Mittwoch)

Museu de Antropologia

De onde vem a Humanidade e para onde se

dirige? O Museu de Antropologia da Universidade

de Zurique ocupa-se destas questões.

Ter-sex 12:00-18:00. Sáb/dom 12:00-16:00. Entrada

livre.

Museum der Anthropologie. Universität Zürich.

Winterthurerstrasse 190.

Tram 7/9/10/14 oder Bus 69/72/83 bis „Milchbuck“.

http://www.aim.uzh.ch/de/museum.html

17.10.2019 (Donnerstag)

Concurso de música

No restaurante „Karl der Grosse“, em grupos,

adivinhe as músicas tocadas ao vivo, tente solucionar

enigmas ilustrados e aprenda algo mais

sobre a história da música. 20:00. Entrada livre.

Zentrum Karl der Grosse. Kirchgasse 14.

Tram 4/15 bis „Helmhaus“.

http://www.karldergrosse.ch

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www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | OUTUBRO 2019 | 15

AGENDA CULTURAL

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http://www.karldergrosse.ch/veranstaltungen/veranstaltung/musiquiz/

18.10.2019 (Freitag)

Passeios a pé “Züri z‘Fuess”

Cerca de 24 passeios a pé convidam-no a

conhecer a cidade de Zurique. Em 7 destes

passeios há gravações com histórias sobre a

cidade. Os mapas e histórias podem ser descarregados

gratuitamente em www.stadt-zuerich.ch.

http://www.stadt-zuerich.ch/ted/de/index/

stadtverkehr2025/routen.html

19.10.2019 (Samstag)

Concerto

Estudantes de cinco escolas superiores de

música suíça convidam-no a assistir a este

concerto. Com o tema local-nacional-internacional,

aguarda-o um programa bastante

diversificado. Todas as informações em www.

mehrspur.ch/veranstaltungen. 20:30. Entrada

livre.

Mehrspur, Musikklub Toni-Areal. Förrlibuckstr. 109.

Tram 4 bis „Toni-Areal“ oder Tram 8/17 bis

„Fischerweg“.

http://www.mehrspur.ch

20.10.2019 (Sonntag)

Exposição sobre o tema VIH/SIDA

Quase um milhão de pessoas ainda morre

anualmente na sequência do VIH (Vírus da

Imunodeficiência Humana) e da sida. “United

by AIDS” é uma exposição que conta e

aborda diversas histórias na perspectiva actual.

Ter/qua/sex 11:00-18:00. Qui 11:00-20:00.

Sáb/dom 10:00-17:00. Até 10.11. Entrada livre

às quintas 17:00-20:00 ou com KulturLegi (em

vez de CHF 12.-).

Migros Museum für Gegenwartskunst.

Limmatstr. 270.

Tram 4/13/15/17 oder Bus 33/72/83 bis „Escher-Wyss-Platz“.

http://www.migrosmuseum.ch/

http://migrosmuseum.ch/ausstellungen/united-

-by-aids-an-exhibition-about-loss-remembrance-activism-and-art-in-response-to-hiv-aids

21.10.2019 (Montag)

Dançar à segunda-feira

Todas as segundas no clube Mascotte diversos

DJs dão-lhe música (house, hip hop, funk,

soul, ritmos africanos e latinos). 23:00. Entrada

livre.

Mascotte. Theaterstrasse 10.

Tram 2/4/5/8/9/10/11/15 bis „Bellevue“.

http://www.mascotte.ch/

22.10.2019 (Dienstag)

Espaço infantil

Neste enorme espaço com diversos brinquedos

as crianças podem brincar livremente.

Para crianças até aos 7 anos acompanhadas

por adultos. Ter-sex 09:30-12:00 e 14:00-

17:30. Entrada livre.

GZ Loogarten. Salzweg 1.

Bus 35/67/78 bis „Salzweg“.

http://www.gz-zh.ch/gz-loogarten

23.10.2019 (Mittwoch)

Teatro para participar

Sempre teve o desejo de pisar um palco? O

teatro de improvisação dá-lhe essa possibilidade,

mas também pode apenas ver. 19:00.

Entrada CHF 5.-.

Jugendkulturhaus Dynamo. Wasserwerkstr. 21.

Tram 11/14 bis „Beckenhof“.

http://www.dynamo.ch

http://www.dynamo.ch/event/improch%-

C3%A4ller-ch%C3%A4llerjam-12

24.10.2019 (Donnerstag)

Exposição na „Haus Appenzell“

A exposição „Zuckerschleck und Mehlgebäck“

apresenta até 25.04.20 figuras em massa

e arte em açúcar desde Appenzell até à China.

Ter-sex 12:00-17:00. Sáb 11:00-17:00. Entrada

livre.

Haus Appenzell. St. Peterstr. 16. Tram

2/6/7/8/9/11/13/17 bis „Paradeplatz“. www.

hausappenzell.ch

https://www.hausappenzell.ch/de/events/zuckerschleck-und-mehlgeback-teigfiguren-und-zuckerkunst-von-appenzell-bis-china/

26.10.2019 (Samstag)

Teatro

“Vaters Aktentasche” é a história de uma família

que, durante a guerra, perdeu a sua pátria

e de como, quase por milagre, conseguiu

sobreviver. Esta noite mostra como por vezes

as recordações e o esquecimento estão tão

próximos. Bar a partir das 19:30. Espectáculo

às 20:00.

O escritório da MAPS oferece 3×2 bilhetes.

Até 20.10., basta ligar para o tel. 044 415 65 89

ou enviar um e-mail para: maps@aoz.ch.

Theater Winkelwiese. Winkelwiese 4.

Tram 3/5/9 oder Bus 31 bis „Kunsthaus“.

http://www.winkelwiese.ch

https://winkelwiese.ch/2019-20/programm/

vaters-aktentasche

28.10.2019 (Montag)

Sessão informativa

Quase um em cada dois casamentos na Suíça

é binacional. Esta diversidade é cada vez

mais notória em todas as áreas da sociedade.

Sessões informativas para pessoas em reagrupamento

familiar, seus familiares e casais

binacionais. 19:00-21:30. Entrada livre.

Stadthaus Zürich. Stadthausquai 17.

Tram 4/15 bis „Helmhaus“.

http://www.stadt-zuerich.ch

http://www.stadt-zuerich.ch/prd/de/index/

stadtentwicklung/integrationsfoerderung/ve-

ranstaltungen_und_kurse/wegen-der-liebe-

-in-zuerich.html?calentry=1

29.10.2019 (Dienstag)

Desporto na Natureza

Circuitos de manutenção são percursos de

caminhada assinalados na floresta. Estão

abertos ao público e constituem uma excelente

oportunidade para os entusiastas de

desporto praticarem treino de resistência, força,

mobilidade e coordenação ao ar livre. As

placas indicam diversos exercícios desportivos.

Consulte os percursos: www.zurichvitaparcours.ch.

Fonte: www.maps-agenda.ch/


16 | OUTUBRO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

COMUNIDADE

Serviços de tradução em Zurique

Por vezes precisamos de ir ao médico ou há uma reunião na escola do filho ou da filha e os conhecimentos

de alemão são insuficientes. Noutros casos, bastante mais raros, temos problemas ou situações a

resolver com a justiça e aí, também, temos dificuldades em exprimir-nos.

NUNO BRANDÃO

São estas as áreas nas quais a falta de

conhecimentos do alemão pode ter consequências

mais graves. Por isso é indispensável

evitar os mal-entendidos.

O melhor meio para tal é recorrer a alguém

que tenha os ditos conhecimentos

da língua. Muitas vezes encontra-se

essa pessoa no agregado familiar ou

entre os amigos. Mas tal nem sempre

é possível ou aconselhável, sobretudo

quando se trata de matérias sensíveis.

O Lusitano informou-se junto de duas

entidades que estão ligadas a essa problemática;

A associação Interpret, www.

inter-pret.ch/de, que é responsável pela

certificação dos intérpretes profissionais

na Suíça e também o secretariado para a

integração da cidade de Zurique, www.

stadt-zuerich.ch/integracao, (página com

muitas informações e links em português).

Foram-lhes colocadas 3 questões:

Como se deve proceder quando é necessário

um intérprete?

Este serviço é gratuito?

Em que áreas é que se tem direito a um

intérprete?

Apesar de não haver uma regulamentação

unitária desta matéria e a informação

estar muito dispersa, foi possível

tirar as seguintes conclusões:

No que diz respeito à primeira questão,

a informação que obtivemos foi a de

que se deve sempre esclarecer junto da

autoridade ou pessoa competente (professor,

médico, advogado, etc.) se e em

que situações poderá ser chamado um

intérprete. Deverá explicar-se então à

autoridade ou pessoa competente que

não temos conhecimentos suficientes

do alemão e que desejaríamos um intérprete

profissional para essa consulta ou

conversa. As vantagens de um intérprete

profissional nomeado são, além do conhecimento

dos dois idiomas, a neutralidade,

o dever de sigilo e a consciência

da responsabilidade inerente à situação.

À segunda questão foi-nos respondido

que na área da Justiça existe o direito

a ser ouvido e também o princípio da

Justiça no processo, o que fortalece a

posição do interveniente que não domina

o idioma no sentido de ter acesso a

um intérprete. Como tal, dado não haver

nesta área normas concretas, aconselha-se

os interessados a perguntar

diretamente se os custos com intérpretes

são assumidos pelo tribunal ou não.

Na área escolar existe um documento

da direção cantonal do ensino que prevê

esta situação. No entanto, os custos com

intérpretes são assumidos pelas comunas.

Assim, fica ao critério das escolas

decidir em que casos será de convocar

um intérprete. Há escolas que perguntam

se temos alguém conhecido que possa

traduzir. No entanto, foi-nos recomendado

que, nesses casos, se peça um intérprete

(não exigir!). Normalmente as escolas

apreciam encarregados de educação

interessados e empenhados, pelo que,

na maior parte dos casos, convocarão

um intérprete.

Na área da saúde a discussão é grande

sobre a questão de saber quando é necessário

um intérprete e quem assume

os custos.

Um parecer feito a pedido do BAG (Bundesamt

für Gesundheit), o equivalente ao

ministério da saúde em Portugal, aconselhava,

em 2008, que os custos com intérpretes

fossem pagos pelos seguros de

saúde. No entanto, no que diz respeito a

este tema, ainda não foi dita a última palavra.

Até agora os custos com intérpretes

têm sido cobertos pelos cofres públicos.

Uma vez que não existem regras

que determinem quando um intérprete é

necessário ou não na área da saúde, as

pessoas contactadas aconselham a pedir

um intérprete sempre que há dificuldades

de compreensão.

À terceira e última pergunta, a de saber

em que áreas se tem direito a um

intérprete, foi-nos respondido por um

dos inquiridos: Um direito legalmente

estabelecido só existe no contacto

com as autoridades (polícia, entidades

de investigação) e Tribunais.

Nas outras áreas, como já foi referido, é

sempre conveniente, no caso de não se

dominar o idioma, pedir um intérprete e

perguntar previamente quais são as condições.

Isto para evitar mal-entendidos,

que podem ser muito prejudiciais.


www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | OUTUBRO 2019 | 17

COMUNIDADE

Vive em Zurique?

Na nossa página de internet encontra informações

em Português sobre a vida em Zurique.

www.stadt-zuerich.ch/integracao

Disponibilizamos informações e links sobre aspetos impor -

tantes da vida em Zurique – os sistemas de ensino e saúde,

cursos de alemão, cultura e lazer, procura de alojamento,

segurança social, trabalho, formação e muito mais. E tudo

em português!

www.stadt-zuerich.ch/integracao

Tem alguma dúvida? Visite o nosso Balcão de Boas-vindas

(Welcome Desk) na Câmara Municipal, onde prestamos

informações e aconselhamento a todos os residentes da

cidade de Zurique

Balcão de Boas-vindas (Welcome Desk)

Horário de funcionamento:

De segunda a quinta-feira, das 14 h às 18 h

Grátis e sem marcação prévia.

Integrationsförderung der Stadt Zürich

(Departamento de promoção à Integração

da cidade de Zurique)

Stadthaus (Câmara municipal), 4 º andar

Stadthausquai 17

8001 Zurique

Flyer_PRT_85x110.indd 1 16.06.15 17:14

Flyer_PRT_85x110.indd 2 16.06.15 17:14


18 | OUTUBRO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

CRÓNICA

Laranjas doces

Do nosso cantinho para o vosso cantão

RUI ARAGONEZ MARQUES

O meu avô chamava-se José Matias Marques

e se fosse vivo teria hoje 150 anos.

Só soubemos que tinha Matias no nome

quando foi necessário, depois do funeral,

pedir-se uma certidão de nascimento.

Toda a vida assinou por José Marques,

era conhecido por Senhor Marques, Marques

Pintor (a sua profissão com que criou

quatro filhos) mas de Matias, nada. Soube

mais tarde pelo meu pai, que retirou Matias

do nome, porque na terra, o Dominguizo,

aldeia do sopé da Serra da Estrela

onde nasceu até fugir da miséria, Matias

era como se chamavam os burros, ao

ponto de quando alguém queria ofender

outro alguém, já dizia:

- Tu não passas de um Matias!

O meu avô era um grande contador de

histórias e vivia com algumas dentro dele.

A mim contava-me muitas, debaixo da laranjeira

do quintal e as que eu mais gostava

eram as do seu tempo de tropa, quando,

como telegrafista de Sidónio Pais,

ouvia, relatava e respondia.

Quando os filhos resolveram abrir-lhe a

carteira de couro, que ele nunca deixava

tocar, ficaram surpresos, dentro dela não

havia notas apesar de volumosa, gorda,

inchada, atafulhada. Dentro tinha pensamentos,

poemas, recortes de jornal,

apontamentos manuscritos de histórias

de vida e uma fotografia de Sidónio Pais.

Sidónio Pais, 4º Presidente da República Portuguesa

Lembro-me do meu pai ter dito:

- E este, quem é?

Perante a surpresa, uma vaidade e um carinho

de saudade encheram-me de orgulho.

O meu avô tinha histórias que as tinha

contado só a mim.

Lembro-me de um dia, debaixo da laranjeira

enquanto ele descascava uma laranja,

me ter dito:

- São doces, não são? Vou contar-te uma

história.

E começou:

- Quem diria que antigamente, não havia

laranjas doces? Eram amargas, azedas

mesmo e eram comidas apenas como remédio,

como dantes na escola as crianças

bebiam uma colherada de óleo de fígado

de bacalhau ou como aquela vacina, contra

a paralisia infantil, que te metiam na

língua com gotinhas e tinham que te dar

logo de seguida uma colherzinha de açúcar

para não vomitares.

Eu ouvia e perguntei:

- E os médicos receitavam as laranjas

para quê?

O meu avô, com um gomo na mão, continuou:

- Havia uma doença muito má chamada

escorbuto. A falta de vitamina C fazia com

que as pessoas ficassem com as gengivas

moles, podres mesmo, e os dentes caíam.

Como nesse tempo não havia placas postiças

nem varinhas mágicas para fazer das

sopas papas, acabavam por morrer ou

das infecções ou de fome. Os nossos marinheiros

descobridores, depois de saírem

de Portugal, paravam nas Canárias para

encher os porões de laranjas, pois enfrentando

os mares durante meses e mesmo

anos, o escorbuto matava as tripulações.

Eu ouvia, enquanto o meu avô metia o

gomo na boca, mastigava e continuava:

- O mundo está cheio de conhecimentos,

todas as culturas são importantes e

quanto mais viajamos mais aprendemos.

Quando os portugueses chegaram ao

Norte de África, ficaram muito surpreendidos

porque lá, as laranjas eram doces.

Aprenderam e trouxeram os enxertos e

passámos a ter umas laranjas, um pouco

mais pequenas a que chamámos tangerinas,

porque a cidade onde pela primeira

vez as provaram era a cidade de Tânger.

Os nossos vizinhos espanhóis chamam-

-lhes “mandarinas”, que vem de “mandarim”,

porque descobriram estas laranjas

doces na China. Eu penso que foi Fernão

de Magalhães, português ao serviço de

Espanha, quem as descobriu, mas isso é

outra história que te contarei noutro dia.

Esticou-me um gomo da sua laranja, que

eu comi com um outro prazer, e a laranjeira

do quintal passou a ser para mim uma

árvore mágica.

Trouxe até vós estas memórias porque na

última crónica relacionei a religião com a

história e desta vez quis relacionar a história

com a nossa língua.

Fiquem bem até Novembro e já agora

aprendam nesse cantão o mais possível,

para trazerem mais conhecimento para o

vosso cantinho.

Portugal agradecerá o vosso contributo,

como ainda hoje agradece as tangerinas

aos nossos marinheiros portugueses.

Já agora, guardem e tragam também as

vossas memórias, para as transformarem

em histórias que possam contar a netos e

bisnetos, debaixo de uma qualquer laranjeira

de qualquer um dos vossos quintais.

Vale a pena.


www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | OUTUBRO 2019 | 19

BREVES/EMIGRAÇÃO

Secretário de Estado admite aumento

do número de deputados da emigração

José Luís Carneiro admite que o seu desejo é que daqui por quatro ou oito anos estejamos a discutir “a

importância de poder reforçar o número de deputados” eleitos pelos círculos da Europa e Fora da Europa.

LUSA

O secretário de Estado das Comunidades,

José Luís Carneiro, espera que o recenseamento

automático para os emigrantes

resulte num aumento de votação que permita

equacionar, no futuro, o aumento do

número de deputados das comunidades

portuguesas.

“Nas últimas eleições legislativas (2015)

votaram 28 mil portugueses, agora temos

a expectativa de aumentar o número de

votantes e o meu desejo era que daqui

por quatro ou oito anos estivéssemos a

discutir a importância de poder reforçar o

número de deputados eleitos pela emigração”,

disse.

Em entrevista à agência Lusa sobre o balanço

da legislatura, José Luís Carneiro

lembrou que hoje os emigrantes elegem

quatro deputados com cerca de 28 mil votos,

sendo que em Portugal cada deputado

é eleito com entre 20 mil e 25 mil votos,

adiantando que “há ainda uma margem

muito significativa” para crescer.

Para o governante, tal significaria que a

participação dos portugueses no estrangeiro

foi de tal ordem que levou a que esse

tema ganhasse centralidade na agenda

política do futuro”.

O secretário de Estado sublinhou, neste

contexto, a importância da reforma eleitoral

que permitiu aos portugueses inscritos

nos consulados ficarem automaticamente

recenseados, o que levou ao alargamento

do universo eleitoral no estrangeiro de

cerca de 300 mil para mais de 1,4 milhões

de eleitores.

Para José Luís Carneiro, esta alteração

legislativa “permitiu ultrapassar um bloqueio

de preconceito” em relação aos

emigrantes.

“O que se afirmava é que não era tecnicamente

viável e possível garantir o recenseamento

automático e foi possível

demonstrar que era viável e que esta

possibilidade permite uma cidadania mais

completa, mais madura do conjunto da

sociedade portuguesa”, disse.

Depois das europeias de Maio, as legislativas

de Outubro vão voltar a “testar” a

votação dos emigrantes com o novo universo

eleitoral, sendo previsível um aumento

da abstenção por força do grande

aumento no número de eleitores.

Para as próximas legislativas, os emigrantes

puderam, pela primeira vez, optar entre

o voto por correspondência e o voto

presencial, sendo que dos 1.466.750 eleitores

registados, apenas 2.242 escolheram

votar directamente nas urnas.

Eventos CLZ 2019-2020

Torne-se associado do

Centro Lusitano

de Zurique

e usufrua de inúmeras vantagens

Ligue Tel.: 079 222 09 14

Magusto

16.11.2019

Festa de Natal e

Festa das crianças

2019

7 + 8.12.2019

Início

das Janeiras

4.01.2020

Festa

dos Sócios

07.03.2020

Torneio

de Futebol

08.03.2020


20 | OUTUBRO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

COMUNIDADE

XI Festival de Folclore Rancho

Terras de Portugal - Luzerna

MARIA DOS SANTOS

No dia 14 Setembro teve lugar o XI Festival

de Folclore em Luzerna, com a assinatura

do rancho folclórico Terras de

Portugal de Luzerna. O festival anual

decorreu na Krauerhalle em Kriens.

Cuidadosamente preparada e confortável,

esta sala ficou completa pouco

tempo após a abertura das portas.

À nossa espera estava uma gastronomia

confeccionada com aquele toque

bem português, que deliciou a comunidade

portuguesa e algumas outras

nacionalidades, que decidiram partilhar

um serão com as cores de Portugal.

Às 20:15 minutos deu-se início ao festival,

no qual participaram cinco grupos

de folclore, um deles vindo da Croácia.

O primeiro a subir ao palco foi o grupo

folclórico da Associação Cultural

Portuguesa de Sierre. Eles, que já contam

com 37 anos de actividades, e são,

quiçá, o grupo mais antigo em terras

Helvéticas e o primeiro a ser federado

na Federação Portuguesa de Folclore e

Etnografia na Suíça(F.P.F.E.S.), fizeram

do palco um mar de nuvens. Todos os

seus trajes têm como base o grupo „As

Lavradeiras de Mealhada„. Teremos

que apoiá-los, para darem continuidade,

já que é evidente que o folclore bate

forte dentro de cada elemento.

Seguiu-se o Rancho Português de

Bienne, que divulga a nossa cultura

dentro e fora do território Helvético,

há 26 anos. O seu repertório folclórico,

percorre Portugal de norte a sul e,

quando o fazem, é sempre com o maior

respeito pelos nossos antepassados,

que nos deixaram este legado cultural.

Com 65 elementos que fazem do folclore

uma forma de manter a paixão para

com a cultura popular e que pretendem,

ao mesmo tempo, legar aos mais

jovens as raízes portuguesas.

Mas o grande aplauso e caloroso acolhimento

chegou com o grupo Kolovrat,

que significa, “roda de fiar”. Este grupo

de, actualmente, 40 elementos divide-se

num grupo de dança e outro de

música. Pudemos aplaudir estas danças

que vêm do Sudoeste de Zagreb

de uma terra chamada Posavina. Muito

ricos no trajar e nos instrumentos, salientamos

que os bordados nos trajes

são todos executados a seda.

Depois foi a vez do Liechtenstein subir

ao palco. Um cantinho que fica entre a

Áustria e Suíça, com apenas 25 quilómetros

de área. Porém, as estatísticas

dizem que vivem lá 707 portugueses,

35 dos quais são elementos do Rancho

folclórico português. Um grupo

com 7 anos que tem como objectivo

mostrar a nossa cultura, trabalhando

em especial o aspecto folclórico. Este

rancho folclórico de Liechtenstein sente-se

honrado por cada convite e faz de

cada actuação uma homenagem aos

nossos antecessores.

Por fim, o rancho organizador fez a sua

entrada em palco. Envolto pelas boas

energias da lua cheia, o Rancho Folclórico

Terras de Portugal brilhou ainda

acima das expectativas e o palco tornou-se

pequeno para as coreografias,

elegância, beleza e simpatia. Entusiasmaram

como nunca e o seu público vibrou,

numa simbiose perfeita. É a energia

do folclore que bate forte dentro de

cada coração.

Destacamos a presença neste evento

da Missão Católica com o Padre Aloísio,

do Sr. Cônsul de Portugal em Zurique,

Dr. Paulo Maia e Silva e do Presidente

da F.P.F.E.S., Rui Abreu.

Foi um 14 de Setembro cheio de fortes

emoções, no qual o Presidente Manuel

Martins, como todo o seu grupo de trabalho,

nos proporcionou um verdadeiro

serão cultural, passado nas estrelas.

Troféu entrege aos grupos de folclore

Elementos do rancho de Lucerne com o presidente Manuel

Martins

Manuel Martins, com o Dr. Paulo Maia

e Silva, Cônsul de Portugal em Zurique

Rui Abreu Presidente da Federação de Folclore Etnografia

Suiça, no seu discurso ao público de Lucerne


www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | OUTUBRO 2019 | 21

SAÚDE

Dor no peito, o que pode ser isso?

ZUILA MESSMER

Uma dor no tórax, popularmente denominada

de dor no peito, pode ser Angina

pectoris, ou seja, uma dor perigosa que

provém da redução do teor de oxigénio

do músculo cardíaco, devido, em geral, à

obstrução das artérias coronárias (vasos

sanguíneos do coração), como consequência

de ateriosclerose e dos espasmos

cardíacos provenientes de contrações

involuntárias do músculo cardíaco.

Aterosclerose é uma inflamação crónica

provocada pelas placas de ateromas

dentro dos vasos sanguíneos. Os ateromas

são formados por lipídios (gorduras)

e tecido fibroso, que se instalam nas paredes

dos vasos levando à acumulação

de substâncias nocivas, tais como o colesterol,

causando obstrução total ou em

algum ponto do vaso.

A aterosclerose é perigosa e pode ser fatal,

dependendo do grau de oclusão que

proporciona nas artérias do coração, visto

o coração ser um órgão vital, que não

resiste muitos minutos sem oxigénio.

A maioria dos pacientes com angina queixam-se

de desconforto no peito, a qual

é descrita habitualmente, como uma dor

opressiva - como uma pressão, um peso,

um aperto, um ardor, ou sensação de

choque. A dor de angina pode ser localizada

principalmente no centro do tórax

(peito), mas também pode ser sentida nas

costas, pescoço, queixo ou ombros. A irradiação

da dor costuma ocorrer e é bem

significativa e tipicamente para os braços

(esquerdo principalmente), ombros e pescoço.

A dor no peito é normalmente activada

por excesso de stress emocional e esforço

físico, bem como, após uma refeição

farta, ficar exposto a temperaturas baixas.

A dor pode ser acompanhada, em

alguns casos, por suores e náuseas. Normalmente

dura cerca de 1 a 5 minutos,

podendo acalmar-se através do repouso,

descanso ou medicação específica.

Vale salientar que a dor no peito, que dura

apenas alguns segundos, não é normalmente

angina.

Atenção: Ataques de angina que pioram

ou que ocorrem durante o descanso

e que duram mais de 15 minutos,

podem ser sintomas de angina

instável, ou mesmo de um enfarte agudo

do miocárdio, conhecido por ataque

cardíaco.

Dentro dos factores de risco destacam-

-se: o histórico familiar de doenças cardíacas,

tabagismo, diabetes, colesterol

alto, hipertensão, obesidade e sedentarismo.

Vejamos a classificação, os indicativos

e diferenças da dor do peito - Angina e

o Infarto Agudo do Miocárdio

Angina estável:

- Dor acompanhada de ardor ou aperto

- Dor induzida por esforço ou stress emocional

- Dor de duração inferior a 20 minutos

- Dor que passa com o repouso

- Cansaço e dispneia (a dificuldade em

respirar)

Angina instável e Enfarte Agudo do

Miocárdio (IAM)

- Dor de duração superior a 20 min.

- Dor que não desaparece com o uso de

nitratos

- Dor de surgimento recente (< 4 semanas)

- Dor com padrão crescente (mais intensa,

prolongada que a anterior)

Diagnóstico

Realiza-se um electrocardiograma. Dependendo

do caso, requer-se um teste

ergométrico, que é um electrocardiograma

enquanto o paciente corre numa passadeira.

Em casos específicos, é necessária a

realização de uma angiografia - um cateterismo

cardíaco – exame que confirma

a natureza da lesão cardíaca e se o

paciente é candidato a uma angioplastia

(Implantação de um Stent), ou um bypass

das artérias coronárias.

Tratamento

O Bypass nas artérias coronárias é conhecida

como Cirurgia de Revascularização

do Miocárdio ou Ponte de Safena.

O objectivo principal do tratamento de

angina pectoris é aliviar os sintomas, diminuir

a progressão da doença, reduzir

ocorrências futuras e especialmente os

ataques cardíacos.

Identificar e tratar os factores de risco de

doenças cardíacas é uma prioridade em

pacientes com angina. Isto significa parar

de fumar, perder peso (em caso de excessos),

fazer testes do colesterol, diabetes,

avaliar a pressão arterial e praticar exercícios

recomendados.

Por segurança, recomenda-se um controle

anual da sua saúde!


22 | OUTUBRO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

CIDADANIA

Dar sangue é dar vida

Custa tão pouco e vale tanto

JOSÉ MARIA RAMADA

Em todos os hospitais do mundo, diariamente,

são realizadas transfusões sanguíneas.

Não existe sangue artificial, nem

outra substância que possa substituí-lo;

portanto, para que haja transfusão, é preciso

que haja doação.

A transfusão de sangue é um procedimento

médico realizado para salvar vidas

e para tratar doentes em estado grave. A

doação de sangue é um acto voluntário

de generosidade pouco difundido. Estima-se

que apenas 1 em cada 30 pessoas

seja doadora, uma proporção muito pequena,

ainda para mais quando se sabe

que 1 em cada 3 seres humanos, eventualmente,

necessitará de uma transfusão

de algum componente do sangue ao longo

da sua vida.

O acto do doador é voluntário, porém

nem todas as pessoas estão aptas a serem

doadoras o que por si só aumenta a

necessidade de um volume maior de candidatos.

Quem pode ser dador de Sangue

Para ser dador de sangue, terá de ter idade

superior a 18 anos (até aos 60 anos

se for a primeira dádiva), ter peso igual

ou superior a 50kg e ter hábitos de vida

saudáveis, (será sempre efectuada em

todas as dádivas uma triagem clínica,

prévia, onde poderá esclarecer todas as

dúvidas), os homens até aos 65 anos e as

mulheres até aos 60 anos.

Os Homens não devem efectuar mais de 4

doações, enquanto nas mulheres apenas

3. As mulheres não podem estar grávidas

nem amamentando e não podem ter tido

um aborto há menos de 3 meses.

Se o leitor se enquadra nestes requisitos,

já pode ser candidato á doação. Para que

o procedimento não traga riscos nem ao

doador nem ao receptor do sangue, algumas

outras condições devem ser respeitadas.

Não podem doar sangue

Diabéticos insulina – dependentes, pessoas

que têm ou tiveram sífilis, hepatite

viral após os 10 anos de idade, pessoas

com cancro, portadores do vírus HIV,

com doença pulmonar, como bronquite

crónica, pessoas com insuficiência renal

crónica, com passado de tuberculose extra

pulmonar, com antecedentes de AVC.

Pessoas que tiveram malária ou que tenham

morado em região endémica nos

últimos 6 meses.

Pessoas com doença de Chagas ou que

tenham contacto com o insecto barbeiro,

pessoas com doenças auto imunes, pessoas

que sofrem de epilepsia, com doenças

psiquiátricas que gerem imputabilidade

jurídica. Pessoas com comportamento

de risco tais como não usar preservativos

em relações sexuais, ter tido mais de dois

parceiros sexuais nos últimos 3 meses ou

ser usuário de drogas injectáveis. ATEN-

ÇÃO a homossexualidade não é impedimento

para doar sangue. Não há motivos

científicos para impedir a doação de

sangue baseado na orientação sexual do

indivíduo. Isso é lei, em Portugal, PORTA-

RIA Nº 1.353, DE 13 DE JUNHO DE 2011

– § 5º A orientação sexual (heterossexual

idade, bissexualidade, homossexualidade)

não deve ser usada como critério para

selecção de doadores de sangue, por não

constituir risco em si própria, embora em

alguns países seja motivo de não-aceitação

de doador. Pode também por alguma

razão haver o impedimento temporário

para doação de sangue. Algumas situações

impedem a doação apenas temporariamente.

Neste caso, o candidato pode

ser orientado a retornar ao banco de sangue

quando já não mais tiver nenhum tipo

de impedimento.

Pode ser impedimento temporário

Estar em jejum. O doador, deve alimentar-se,

tendo apenas o cuidado para não

ingerir comidas muito gordurosas dentro

das 4 horas que antecedem a doação.

Hipertensão não controlada. Para poder

doar sangue é preciso que no momento

da colheita a pressão arterial esteja abaixo

de 180 x 100, diabetes tipo 2 descontrolado.

Ter sido tatuado ou colocado

piercing há menos de 1 ano. Ter realizado

sessão de acupunctura sem material

descartável há pelo menos 1 ano. Atraso

menstrual em mulheres em idade fértil,

diarreia na última semana, gripe ou constipação,

somente após estar 1 semana

sem sintomas. Tuberculose pulmonar

nos últimos 5 anos. Dengue no último

mês. Ter ingerido bebidas alcoólicas em

excesso até 24 horas antes da doação.

Não ter dormido por pelo menos 6 horas

na noite anterior à doação. Ter recebido

transfusão de sangue há menos de 1 ano.

Pessoas com doença febril não devem se

candidatar a doação de sangue até estarem

clinicamente curadas. Em mulheres

90 dias após parto normal e 180 dias

após parto cesariano.

Vacinação e doação de sangue

Uma das dúvidas mais frequentes é em

relação a vacinações antes da doação.

Algumas vacinas, principalmente aquelas

com vírus ou bactérias vivas não podem

ser tomadas logo antes da doação, uma

vez que o paciente a receber o sangue

pode ser um imuno-suprimido, que ficaria

exposto a estes germes.

Em geral, as recomendações quanto às

vacinas são as seguintes:

(a) Vacinas com vírus ou bactérias

vivos atenuados. Pólio Oral (Sabin),

Febre Tifóide Oral, Sarampo, Caxumba

(Parotidite), Febre amarela, BCG = Intervalo

mínimo de 3 semanas para doação

de sangue. Rubéola, Varicela (Catapora),

Varíola = Intervalo mínimo de 4 semanas

para doação de sangue.

b) Vacinas com vírus ou bactérias

mortas ou com toxoides. Cólera, Pólio

(Salk), Difteria, Tétano, Coqueluche, Me-


www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | OUTUBRO 2019 | 23

COMUNIDADE

ningite, Hepatite A, Pneumococo, Febre

Tifóide (Injectável), Leptospirose, Brucelose,

Peste, intervalo mínimo de 48

horas para doação de sangue. Hemofilia

influenza, Hepatite B recombinante,

Influenza (gripe), intervalo mínimo de 4

semanas para doação de sangue. Vacinação

contra raiva humana após exposição

a animal suspeito, intervalo mínimo de 1

ano para doação de sangue.

Cirurgias e tempo de intervalo

para doação de sangue

Extracção dentária, 72 horas, cirurgias

de pequeno porte como para apendicite,

correcções de hérnias, retirada das amígdalas

(cirurgia de varizes, etc. 3 meses.

Cirurgias de médio e grande porte como

Colecistectomia (retirada da vesícula), nefrectomia

(retirada de um rim), histerectomia

(retirada do útero), nódulo de mama,

ressecção de aneurismas, poli traumatismos,

etc. 6 Meses a 1 ano.

Cirurgia cardíaca, pneumectomia (retirada

de um pulmão), gastrectomia (retirada

do estômago), esplenectomia (retirada do

baço), a inaptidão definitiva.

No entanto estes intervalos podem mudar

de acordo com a avaliação feita pelo banco

de sangue.

Medicamentos que contra indicam

a doação de sangue

Na maioria dos casos, estar tomando remédios

não contra indica a doação, uma

vez que concentração da droga por unidade

de sangue costuma ser baixa. Muitas

vezes o que contra-indica a doação é

a doença que está sendo tratada e não

o próprio medicamento. Por exemplo,

pessoas tomando antibióticos não devem

doar sangue por causa da infecção que

está activa e não somente pelo fato de haver

antibiótico circulante no sangue.

Existem, porém, algumas poucas drogas

que são contra-indicadas para doação

de sangue por causarem má formações

em fetos mesmo quando em concentrações

muito pequenas no sangue, o que

é preocupante para grávidas que possam

vir a precisar de transfusão sanguínea,

Isotrentinoína (Roacutan®) usada para o

tratamento da acne e a Finasterida usada

para hiperplasia benigna de próstata

e calvície não podem ter sido administradas

nos últimos 30 dias antes da doação.

Dutasterida, também usada para hiperplasia

benigna de próstata não pode ter

sido tomada nos últimos 6 meses. Outros

medicamentos existem que impedem

temporariamente ou até em definitivo a

doação de sangue, no entanto existe nos

bancos de colheita um formulário assim

como enfermeiros e médicos que aconselham

as várias situações.

A Acitretina usada na psoríase não pode

ter sido tomada nos últimos 3 anos. Alguns

bancos de sangue consideram o

uso da Acitretina como contraindicação

definitiva, independente do tempo de

suspensão.

Como é feita a doação de sangue

O candidato é primeiramente questionado

sobre sua actual condição de saúde

e seu histórico clínico à procura de dados

que possam contra-indicar a doação

de sangue, seja temporariamente ou de

modo permanente. É também realizada

uma rápida avaliação dos sinais vitais e

uma gota de sangue é retirada do dedo

para determinação do grupo sanguíneo e

para saber se o paciente está com anemia.

Durante a doação são retirados cerca

de 450 ml de sangue, o volume de uma

bolsa de sangue. O procedimento todo,

desde a entrevista à doação do sangue

propriamente dita, dura menos de 1 hora.

O volume de sangue retirado é sempre o

mesmo, pois as bolsas são padronizadas

com uma quantidade exacta de anticoagulante.

Qualquer volume de sangue a

mais ou a menos pode resultar em um

sangue sem qualidade para a transfusão.

Doar sangue é seguro?

Todo o material usado para colecta do

sangue é esterilizado e descartável, não

havendo risco de contrair doenças.

Cerca de 7% a 8% do nosso peso equivale

ao volume de sangue circulante. Ou

seja, em uma pessoa de 50 quilos há algo

em torno de 4 litros de sangue dentro dos

vasos. Os 450ml de sangue doados seriam,

portanto, aproximadamente 10%

do volume de sangue circulante. Por isso,

pessoas muito magras não devem ser

doadoras, pois a quantidade necessária

para preencher uma bolsa ultrapassa o

limite de segurança.

O corpo repõe em 24 horas a quantidade

de líquido doada, em 4 semanas a quantidade

de hemácias (glóbulos vermelhos),

os níveis de ferro somente entre 60 e 90

dias, daí o intervalo mínimo obrigatório

entre as doações.

Mantidos os cuidados acima, a doação

de sangue é um procedimento praticamente

inócuo. Eventualmente pode

ocorrer uma equimose (mancha roxa) no

braço, no local da picadela, sem maiores

consequências. Alguns indivíduos

mais ansiosos podem desmaiar durante

a picada, mas como esta é feita já com o

candidato deitado, não ocorrem maiores

problemas.

Nas pessoas mais magras, pode ocorrer

um certo grau de cansaço nas primeiras

24h após a doação do sangue.

Que doenças serão testadas no

meu sangue doado?

HIV, hepatite B, hepatite C, doença de

chagas, sífilis, HTLV I e II. Se qualquer

uma dessas doenças for detectada, o

sangue será desprezado e o doador contactado

e informado sobre a necessidade

de repetir as análises, até neste aspecto é

uma vantagem em doar sangue pois estamos

a cuidar da nossa própria saúde.

Orientações após a doação

Assegure-se de ter uma boa hidratação

nas 24h após a doação. Beba bastante

líquido e evite bebidas alcoólicas.

Alimente-se bem. Não fume na primeira

hora após a doação. Não faça actividades

desgastantes no primeiro dia. Se sentir

tonturas, deite-se e coloque as pernas

apoiadas para cima, isto deverá ser suficiente.

O curativo (penso ou liga) pode ser

removido após 4 horas.

Observações finais

Doar sangue não engorda nem emagrece.

Doar sangue não vicia nem cria dependência.

Doar sangue não afina nem engrossa o

sangue.

Mulheres podem doar sangue durante o

período menstrual.

Não se pega doenças doando sangue.

Por isso:

DOE SANGUE! Não custa nada, é rápido

e poderá salvar vidas, quem sabe uma

amigo, familiar ou até você mesmo.

Eu sou doador de sangue e você de

que está à espera?


24 | OUTUBRO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

COMUNIDADE

Construção civil, formação profissional

Abertas inscrições para os cursos

em Portugal e Espanha

MARÍLIA MENDES

Nos meses de Janeiro e Fevereiro

de 2020, os trabalhadores da construção

portugueses ou espanhóis

têm a possibilidade de fazer uma

formação em Portugal ou na Espanha.

Esta é uma boa oportunidade

para melhorarem a sua situação

profissional e passarem para a categoria

salarial A.

Os cursos do ‚Projecto Portugal’ e da

‚Operación España’ são organizados pelo

Parifonds, fundo paritário da construção.

Eles são exclusivamente para trabalhadores

de língua portuguesa ou espanhola.

Em Portugal, realizam-se em Avioso,

perto do Porto, e no Prior Velho, perto de

Lisboa. Em Espanha, o curso terá lugar

em Santiago de Compostela.

O sector precisa de mão-de-obra

qualificada

Marco Gervasi, do Centro de Formação

de Sursee, foi durante muitos anos o director

técnico do projecto. Ele conhece

bem o sector e sabe que este tem necessidade

de mão-de-obra especializada.

Ele acompanhou o projecto por acreditar

que “para os trabalhadores é uma oportunidade

única de se qualificarem.” Os

cursos realizam-se desde 1982 e já mais

de 2000 trabalhadores melhoraram a sua

situação profissional graças a eles.

Objectivos desta formação profissional

Nestes cursos, os trabalhadores aprofundam

os seus conhecimentos técnicos em

diferentes áreas da construção, tanto na

parte teórica (leitura de planos, cálculos,

etc.) como na prática: alvenaria, cofragens,

canalizações e entivações, além de

segurança no trabalho.

Condições para a participação

Ter trabalhado no mínimo 6 meses na

construção na Suíça nos 12 meses anteriores

ao início do curso.

Ter conhecimentos suficientes da língua

materna (ler e escrever).

Vantagens da formação

A formação confere um certificado de

trabalhador especializado. Isto significa

que o trabalhador passa para a categoria

salarial A.

O trabalhador recebe um subsídio diário

de CHF 200.- por cada dia de curso

frequentado como compensação para a

perda de salário, desde que a sua empresa

seja associada do Parifonds e o trabalhador

tenha terminado o curso e não

tenha falta injustificadas.

O trabalhador com autorização de estadia

de curta duração e o seu empregador

comprometem-se a fazer um novo contrato

de trabalho para o ano de 2020.

Trabalhadores de outras empresas

Para trabalhadores de empresas não sujeitas

ao Parifonds, nomeadamente da

Suíça de língua francesa ou italiana, os

cursos custam CHF 3’900. Vale a pena

fazer um requerimento à sua comissão

paritária, muitas permitem fazer esta formação.

Trabalhadores de agências de

trabalho temporário

Quem trabalha para uma agência de trabalho

temporário também pode fazer o

curso, mas sob condições específicas.

É necessário fazer um requerimento ao

fundo paritário de trabalho temporário,

temptraining, e obter da Sociedade Suíça

de Empresários da Construção autorização

para a participação. Além disso, este

trabalhador recebe CHF 2000.- como

compensação pelos dois meses de perda

de salário.

Formação barata

Marco Gervasi é muito claro: “Aproveitem

esta oportunidade para se formarem e

melhorarem a vossa situação profissional.

Não há forma mais simples e mais

barata de fazerem formação.”Se é trabalhador

da construção e reúne as

condições necessárias, aproveite esta

oportunidade e fale com o seu empregador

para ele o inscrever.

Fichas de inscrição em: http://www.

baumeister.ch/de/berufsbildung/weiterbildung-kurse/spanien-portugal-kurse.

Informe-se sobre os cursos e como se

inscrever no seu secretariado Unia ou

através de migration@unia.ch.

Os cursos de 2020 terão lugar

de 2 de Janeiro a 21 de Fevereiro

no Porto, em Lisboa e em Santiago de

Compostela.

Inscrições abertas até terça-feira,

dia 5 de Novembro de 2019


www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | OUTUBRO 2019 | 25

CRÓNICA

Emigrar é um acto de coragem!

CARMINDO CARVALHO

Emigrar é deixar para trás tanta

coisa, de nós, dos amigos, dos

familiares.

Amigos e familiares que ao longo de

anos se vão perdendo, pela morte,

pela falta de contacto, e até por

quezílias estúpidas, mesquinhas, sem

razões que as justifique.

Mas é assim mesmo porque tal como

diz o refrão da canção : “Mudam-se os

tempos, mudam-se as vontades.“

Mudam-se coisas, os nomes das ruas

das vilas e cidades.

E mudam as formas de pensar. E até

as de não querer pensar - porque isso

dá muito trabalho!

É ter de adaptar a um idioma diferente,

a outros costumes, culturas e clima.

E quando pensamos que está tudo

bem, não está.

O regresso torna tudo à estaca zero.

Se voltarmos aos mesmos lugares,

há diferenças na paisagem (antes

um cruzamento, agora uma rotunda!)

diferenças nas pessoas, nos costumes,

na originalidade sã das vivências de

outrora, agora perdida ou adulterada

por modernices!... Se optarmos por

nos instalarmos noutros lugares onde

não conhecemos ninguém, onde não

temos raízes, é como tornar a emigrar.

Obriga a tentar encontrar uma grande

força que nos estabilize.

Antes foram os de cá, agora são os de

lá.

Tanta gente que conhecemos, com

quem lidámos tanto tempo!

Gente oriundos de outras paragens,

com tantas diferenças que aprendemos

a estimar, a quem abraçámos, com

quem rimos, bebemos uns valentes

copos, tornámo-nos cúmplices de

segredos, de marotices em aventuras

antes nunca tentadas.

E a grande maioria nunca mais vamos

voltar a encontrar.

Na altura fica a promessa de visitas.

Mas passa o tempo!

E no que se esquece, no que se muda,

ficam as promessas por cumprir.

Setembro, 2019

DA SUÍÇA PARA PORTUGAL

PORTUGAL SEMPRE

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Vantagens do SERVIÇO

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Online ou por correio, os seus recursos ficam disponíveis

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Preencher todos os campos conforme o vale de correio vermelho

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Não esquecer:

conta do Banco Santander Totta (30-175563-2)

IBAN, nome e morada do beneficiário

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Correio

Utilizando o Impresso (Vale de correio vermelho)

Boletim/Vale vermelho requisitado através dos escritórios

de representação de Genebra ou Zurique e entregue com

a Ordem de Pagamento ao seu Banco na Suíça

(preferencialmente no PostFinance) para concretizar

o pagamento.

Boletim vermelho

(fornecido pelos escritórios de representação

de Genebra ou Zurique)

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Ordem de pagamento

(fornecido pelo seu banco suíço ou Postfinance)

+

Envelope

(fornecido pelo seu banco suíço ou Postfinance)

Envio por correio para o seu banco suíço

ou Postfinance

Pelas regras em vigor é obrigatória a identificação do ordenante, IBAN e morada

do beneficiário realizando-se a transferência para débito em conta. Interdita

a utilização de numerários (cash).

A utilização do ST (Serviço Transferências) apesar de permitir custos reduzidos não

dispensa a consulta do preçário em santandertotta.pt, com as condições de cada

entidade bancária na Suíça e em Portugal.

Escritório de Representação de Genebra

Rue de Genève 134, C.P. 156 | 1226 Thônex - Genève | Tel. 022 348 47 64

Escritório de Representação de Zurique

Badenerstrasse 382, Postfach 687 | 8040 Zürich | Tel. 043 243 81 21

Baslerstrasse, 117 - 8048


26 | OUTUBRO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

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www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | OUTUBRO 2019 | 27

DESPORTO

Juniores D fazem resultado histórico

JORGE MACIEIRA

Os juniores D do Centro Lusitano de Zurique

alcançam resultado histórico ao vencer

a equipa do Albisrieden por 32 bolas a

zero, na estreia oficial na época 2019/2020.

Um resultado que demonstra o sentido único

de jogo que é o Centro ao ataque e não dando

oportunidade à equipa da casa reagir e sequer

marcar o golo de honra, demonstrando assim o

desnível entre as duas formações. Na segunda

jornada recebeu e venceu FC Oerlikon/Polizei ZH

por 9-2 num jogo dominado pela equipa da casa.

Este início de época com duas vitórias em dois jogos,

41 golos marcados e apenas 2 golos sofridos,

tornou a equipa lusitana numa das primeiras classificadas.

A equipa, liderada por Paulo Barros e Carlos

Sequeira, está no bom caminho.

Equipa juniores D

Seniores ficam pela segunda ronda

JORGE MACIEIRA

A equipa sénior do Centro Lusitano de Zurique (4ª Liga)

perdeu na recessão da segunda ronda da taça, contra o

FC Oetwil-Geroldswil (3ª Liga), por 4-0 num jogo bastante

duro com um resultado que condiz com o que foi jogado.

A equipa visitante chegou à vantagem ao minuto

23, através de um mau passe na defensiva do Centro

Lusitano, resultado, no fim dos primeiros 45 minutos,

com várias oportunidades para ambas equipas.

Já na segunda parte, com várias alterações no one inicial das

duas equipas, o Oetwil-Geroldswil aumentou a vantagem no

marcador através de livre, contra o sentido de jogo, dado

que o Centro Lusitano até estava a criar mais oportunidades.

Quando o jogo chegou aos momentos de mais desgastes

físicos, onde as entradas mais duras começaram

a ser mais visíveis, no minuto 71, o Centro fica reduzido

a 10 jogadores por vermelho directo. Mas logo ao

minuto 74, o Oetwil é reduzido também a 10 jogadores.

Os visitantes com mais espaço assumem o controlo do

jogo e aumentaram a vantagem para 3 bolas a zero através

de um penalty de corte da bola com a mão, e fecham o resultado

aos 88 minutos com o placar a marcar 4 bolas a 0.

Equipa senior

Assim chega ao fim a participação da equipa do Centro Lusitano

de Zurique na taça, podendo assim virar o foco para

o campeonato.


28 | OUTUBRO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

DIREITO

Caixas da assistência médica

– KVG e VVG – o que são?

DANIEL BOHREN

Por experiência, receberemos em breve os avisos

da próxima subida dos prémios das caixas de

assistência médica e conselheiros em matéria

de seguros entrarão em contacto consigo, para,

no melhor dos casos, lhe proporem uma oferta

mais barata. No entanto é bom ser informado e

saber alguns pontos importantes relativamente

às caixas de assistência médica:

1. Existem importantes diferenças entre caixas de

assistência médica como a KVG (caixa de assistência

médica obrigatória) e seguros adicionais a VVG

(seguros voluntários para prestações, que não são

cobertas pelos seguros obrigatórios como a KVG): Os

seguros KVG podem, por exemplo, ser rescindidos com

um prazo de rescisão de 3 meses sempre em finais de

junho ou de dezembro. Se os prémios são aumentados,

então pode ser rescindido com um prazo de rescisão

de apenas um mês para o fim do mês. Isto quer dizer,

se o seguro quiser aumentar os prémios a 01.01.2020,

então pode ser rescindido até fim de novembro para

o final de dezembro. Quem aliás ainda tem contas

por acertar com o seu seguro KVG, não pode mudar

de seguro. Têm primeiro de ser pagas as dívidas e só

depois é possível uma mudança de seguro.

Os seguros VVG por seu lado são com frequência

fechados por vários anos e com um prazo de rescisão

determinado, que se rege não pela lei, mas pelas

determinações do seguro! Quem por isso quiser mudar

de seguro obrigatório (KVG) devido a um aumento de

prémio, só deverá fechar um seguro VVG novo, se

tiver a certeza, de que pode também já rescindir os

seguros VVG que teve até agora. Caso contrário terá de

pagar os prémios do seguros VVG vigentes e os novos

seguros VVG. Há manifestamente conselheiros em

matéria de seguros, que não conhecem este problema

e vendem aos seus clientes novos seguros rescindindo

os seguros anteriores, sendo no entanto a rescisão

destes rejeitada, porque os contratos ainda não podem

ser rescindidos: Deverá por isso sempre verificar você

mesmo os prazos de rescisão dos seguros VVG, para

não ter de pagar a dobrar.

2. No seguro obrigatório (KVG) é a lei que determina em

que medida as prestações médicas e medicamentos

são pagas. As prestações KVG são por isso idênticas

em todos os seguros, pelo que poderá com confiança

escolher o seguro KVG mais barato. Podem existir

pequenas diferenças, por exemplo, o tempo de

processamento ou de pagamento direto do médico

por parte do seguro; também há seguros mais caros

que pagam mais que precisam por lei por exemplo uma

contribuição para um ginásio. Deverá por isso pensar

com cuidado e exatidão, se os custos acrescidos valem

para si a pena. Por uma contribuição anual de CHF. 100

para um ginásio, não vale com certeza a pena pagar um

prémio acrescido de CHF. 500 por ano.

Quem trabalha mais que 8 horas para por semana para

o mesmo patrão tem obrigatoriamente um seguro de

acidente com o patrão também para acidentes fora do

trabalho. Não precisa incluir o seguro de acidente no

seguro KVG. Basta um seguro de doença.

3. Muitos seguros oferecem modelos especiais de seguro

KVG com prémios muito acessíveis, se você aceitar

obrigações especiais, como, por exemplo, de consultar

sempre primeiro o seu médico de família (modelo do

médico de família) ou determinados centros de saúde.

Isto quer dizer: Não poderá ir diretamente a um médico

especialista, terá sim de arranjar uma credencial junto

do médico de família / do centro de saúde, o que não

costuma, regra geral, constituir problema, se precisar

de um médico especialista. Muitos dos segurados

vão de qualquer maneira primeiro ao médico de

família, valendo assim um destes modelos porque as

poupanças em prémios são avultados. Se não estiver

satisfeito, poderá sempre rescindir em fins de Junho ou

Dezembro e fechar um seguro KVG normal.

Também com a escolha duma franquia alta se podem

fazer grandes poupanças em prémios, mas só a franquia

mais alta de Fr. 2’500 por ano vale a pena. Uma franquia

de tão elevada importância vale a pena, se os custos de

tratamento por ano por pessoa adulta se situarem entre

CHF. 1.300 e CHF. 1.500, porque é este o montante das

poupanças em prémios. Franquias médias não valem

a maior parte das vezes a pena, porque as poupanças

são demasiado pequenas.

Nas páginas web www.priminfo.ch e www.comparis.ch

pode comparar os prémios das seguradoras para os

diferentes modelos e franquias e deixar calcular com

rapidez e simplicidade o seu potencial de poupança.

Só terá de indicar o código postal do seu local de

residência, o seu ano de nascimento e o seu seguro

atual e o programa calcula logo, em que seguros e

modelos de seguro pode poupar e quanto poupa.

4. Precisa de um seguro adicional VVG? O nível das

prestações na caixa de assistência médica obrigatória

KVG é muito elevado e cobra os tratamentos da

medicina clássica moderna. Mas o seguro KVG não

cobre todo, como por exemplo tratamento dos dentes

ou tratamentos de medicina alternativa (homeopatia,

acupuntura, etc…). Mas quem por exemplo está

convencido da eficácia da medicina clássica, não precisa


www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | OUTUBRO 2019 | 29

DIREITO

de um seguro adicional para medicinas alternativas

e quem já tem um seguro de proteção jurídica, não

precisa de um seguro VVG para proteção jurídica em

questões de saúde. Também seguros, que lhe pagam

durante uma estadia no hospital uma indemnização

diária de alguns francos, não valem regra geral os

prémios. Tratamentos no estrangeiro em caso de

urgência também se encontram aliás, por exemplo,

durante as férias, cobertos pela caixa de assistência

médica KVG e não é preciso um seguro VVG.

As prestações dos seguradores para seguros VVG

são em parte muito diferentes porque é o segurador

e não a lei que define as prestações. Para seguros

dentários existem por exemplo diferenças grandes

nas prestações máximas anuais e/ou os tratamentos

cobertos (prevenção / cáries / ortodontia). Para

crianças vale a pena um seguro para tratamentos

ortodônticos, porque, conforme a complexidade,

estes podem durar alguns anos e custar anualmente

vários milhares de francos. Terá no entanto de

verificar, de que o tratamento ortodôntico também

esteja incluída no seguro e que o pagamento

máximo anual não seja muito baixo (Fr. 1’000 seria

por exemplo demasiado baixo). Tenha também em

consideração que seguros dentários para crianças

têm com frequência de ser fechados nos primeiros 1

a 3 anos de vida da criança.

5. Para determinados seguros VVG tem de responder

às vezes a perguntas relativas à sua saúde. Estas

perguntas têm de ser respondidas com exatidão

e de acordo com a verdade, de preferência com

apoio de um médico. Caso contrário o seguro não

tem, quando há um caso de dano, de pagar nada,

apesar de ter pago os prémios durante muitos anos.

Não acredite em ninguém, que lhe diga, que estas

perguntas não são importantes! Pode-se acontecer

que o segurador não fecha o seguro consigo, se

responder com exatidão às perguntas: mas é melhor

não fechar um seguro e poupar os prémios, do que

pagar prémios durante anos e não obter prestações

no caso de dano!

6. Famílias com rendimentos abaixo da média

estatístico têm direito a um subsídio para os prémios

do seguro KVG. Que recebe e como se consegue

o subsídio é diferente de cantão para cantão. No

Cantão de Zurique obtém quem tem direito até

julho um formulário de requerimento da Junta de

Freguesia (Gemeinde), que tem de preencher e enviar

de retorno. Em outros cantões não enviem tal aviso.

Se despender mais de 10% do seu rendimento para

prémios da caixa de assistência médica KVG e não

obtém uma redução, deverá informar-se junto da

Junta de Freguesia onde vive ou junto da instituição

da segurança social do cantão. Não é assim, que

se tenha direito a redução, quando se paga mais de

10%, mas tal constitui um indício, de que poderá ter

direito a uma redução dos prémios.

7. A escolha da caixa de assistência médica e a

comparação dos seguros adicionais (VVG) não são

simples e pode ajudar ter o apoio de um conselheiro

em matérias de seguro independente. Na sua maioria

os conselheiros em matéria de seguros não são

contudo independentes e trabalham à comissão.

Podem por isso ter um conflito de interesses: os

produtos, que melhor se adequam à situação do

aconselhado, não necessariamente são os que

dão a melhor comissão? Portanto escolhe bem o

seu conselheiro e não assine nada, que não tiver

compreendido bem! Uma assinatura – regra geral –

não se pode retirar.

Tem perguntas que digam respeito

ao direito?

ENVIE A SUA PERGUNTA COM A INDICAÇÃO

“LUSITANO” A:

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30 | OUTUBRO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

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www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | OUTUBRO 2019 | 31

ESPECTÁCULO

Obrigado Roberto Leal

ZÉ ZÉ FERNANDES

Nunca é fácil encontrar palavras para

se falar de algo que custa a acreditar

que aconteceu. Falo, obviamente, do

falecimento do grande Roberto Leal.

Quando convido algum músico ou artista

para participar nas minhas músicas, sinto

a necessidade de homenagear a sua

carreira e também, celebrar a amizade

que há em comum.

Foi assim com o João Aguardela (Sitiados),

Rosa do Canto (atriz), Jose Barros

(Navegante), @José Manuel David (ex-

Gaiteiros de Lisboa), Kiko Pereira (jazz),

Roberto Leal, e agora, neste “É porreiro

este país”, outros grandes amigos como,

Augusto Canário, Carlos Rodrigues, Jorge

Nande, Quim Barreiros e Zé Amaro.

Voltando atrás, e se a memória não me

falha, foi num “Natal dos Hospitais”

realizado em Coimbra que travei

conhecimento com o Roberto. Enquanto

me preparava para subir ao palco, ia

tocando de levezinho o cavaquinho.

No final da minha participação, o Roberto

e o filho Rodrigo, pediram o meu contacto

telefónico. Passados 3 ou 4 meses, eis

que recebo o telefonema do Roberto

para pedir a minha participação com o

cavaquinho, bandolim e braguesa num

dos seus cds. E foi o que aconteceu.

Desloquei-me ao estúdio em Sintra,

onde o Roberto esperava por mim junto

ao portão. Durante as 4 ou 5 horas

que passamos juntos no estúdio, ouvi

atentamente ensinamentos que ainda

hoje me são fundamentais. Tudo vindo

do fundo do coração, tudo falado com

aquela paixão característica do grande

Roberto. Gravei os temas, no ano seguinte

aconselhei o espectáculo do Roberto Leal

para a Romaria de São Bartolomeu, o que

veio a acontecer e pelo meio, ainda tive a

possibilidade de cantar em dueto com ele

na “Chula do Rio Lima” do meu cd “Sou

do Minho” de 2006. No espectáculo do

Roberto em Ponte da Barca fui convidado

para cantar a “Chula do Rio Lima” com a

minha banda no concerto dele. Momento

arrepiante.

Há uma frase que ainda hoje me enche de

orgulho e me atrapalha o coração, disse

o Roberto que até ao momento (2005 ou

2006), nunca tinha feito nenhum dueto

a não ser comigo. E é com esta minha

música que vou lembrar e homenagear

o grande Roberto Leal. http://bit.do/

roberto-leal

Obrigado Roberto Leal. Paz à tua alma.

PRECISAMOS DE ENTENDER PARA ONDE VAMOS

Sou contra os inimigos do nosso futuro

NELSON S. LIMA

Estamos ainda muito dependentes do

passado, das crenças e da educação que

nos fazem ficar muito focados no “agora”.

E é por isso que somos (também) seres

naturalmente conservadores, mais do que

inovadores apesar dos sinais (e são muitos)

de modernidade e de pós-modernidade

(!!!).

No dia em que formos capazes de ser livres

dessas amarras (que ainda marcam

profundamente a sociedade) e de sermos

senhores plenos da nossa liberdade total

de pensar e escolher, entraremos num outro

nível de existência, o chamado “segundo

nível” da evolução humana. Sim, é que

ainda estamos no “primeiro”, dez mil anos

depois da “invenção” da agricultura (uma

invenção com 2 faces, sendo uma delas

causa dos problemas atuais ao nível da

alimentação).

Talvez então sejamos capazes de avançar

para uma nova Era de Evolução Social,

Cultural, Espiritual, Científica e Tecnológica,

uma espécie de um novo Renascimento

de que estamos, na verdade, cada vez

mais necessitados.

Na realidade, tudo o que se passa agora,

muito especialmente no sector das inovações

tecnológicas que nos deixam surpreendidos

(como as maravilhas da tão

badalada Inteligência Artificial), não é mais

do que uma continuidade da velha cultura

que vem desde tempos imemoriais (dez

mil anos, cem mil, mais?).

Ora, tal como eu penso, nós estamos carentes

de um salto em frente, não de uma

revolução e muito menos de uma reforma

(as reformas raramente reformam), mas de

uma nova visão do mundo e da humanidade

que leve rapidamente a sociedade

para um outro patamar evolutivo. Veja-se

o estado do mundo político neste preciso

momento.

Infelizmente, há muitos “inimigos do futuro”

e que estão em lugares-chave: precisamente

a maioria dos políticos e dos

governantes que, em regra, foram eleitos

pela maioria dos que agora se queixam.

Não é o meu caso, fique esclarecido.


32 | OUTUBRO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

HUMOR

Breves

Porque a loira prefere usar sandálias com os dedos à

mostra?

– Porque fica mais fácil de fazer contas…

Dois advogados estavam a jantar num restaurante quando

um diz:

– Caramba! acho que deixei o escritório aberto.

E o outro:

– Mas qual é o problema? Nós estamos os dois aqui.

Sabes o que o leite disse para o café?

– Nata.

Quantos graus tem um leão morto?

– 360 graus, pois ele é uma ex-fera.

Porque é que a nota de 500 euros para o pobre é como

o disco voador ?

– Porque poucos vêem e os outros não acreditam

Qual o cúmulo da censura?

– Proibir a mulher de abrir as pernas na hora do parto.

Sabes o que um cromossoma disse para o outro?

– Cromossomos iguais.

O que é que a formiga tem maior do que o boi?

– O nome.

Qual o cúmulo da solidão?

– Dizer boa noite para os apresentadores do telejornal.

A professora pergunta ao Joãozinho:

– Quantos corações nós temos?

– Dois o meu e o seu.

Porque os anões não podem lutar boxe?

– Porque eles só dão golpes baixos.

Porque as piadas de loiras são curtas?

– Para as morenas entenderem.

O Joãozinho telefona para a Assembleia da República:

-Bom dia, queria ser um deputado. O que é preciso?

Funcionário:

-Mas, você é louco?

-Sim, o que mais é preciso?

Piada do ex-namorado

Quando você escrever um bilhete para o seu cão...

A menina manda uma mensagem

para seu ex-namorado:

– Tudo bem contigo?

O ex responde:

– Não, estou com frio, com fome

e sem dinheiro. Só faltas tu aqui…

– Para te fazer companhia?

– Não, para completar a tragédia!

O português estava a caminhar na

rua e um carro para ao lado dele

pedindo informação:

– Você viu uma senhora de vermelho

dobrando a esquina?

E ele responde:

– Não, quando eu cheguei aqui a

esquina já estava dobrada.

Como é que as freiras secam a

roupa?

– Convento.

Qual é o cumulo do jornal Correio

da Manha?

– Só sair à noite.

Sabem o que acontece a uma galinha

com febre?

– Põe ovos cozidos.

O que se chama a um cão que vai

à missa?

– Cachorro Crente.

Dois iogurtes são atropelados a

passar a estrada, qual deles sobrevive?

– O Longa vida.

Como se chama uma foto de alguêm

a comer chocolate?

– Chocapic.

Como se sabe que o Estado é católico?

– Porque tudo o que faz leva um

terço.

Sabem porque é que a pizza chora

no funeral?

– Porque é familiar.

Porque é que as pombas não matam

os outros animais?

– Porque têm pena.

O que faz um assassino quando

está aborrecido?

– Mata o tempo.

O que é que são 3 dentes a saltar

para uma piscina?

– Trident Splash.

Porque é que a Adele atravessou

a rua?

– To say Hello From The Other

Side.


www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | OUTUBRO 2019 | 33

PASSATEMPO

Adivinhas (*)

316

Usando aqui seu ardil

A responder seja breve

De que se enche um barril Pra

que ele seja mais leve?

320

O português Pedro Nunes

Inventou qual instrumento?

Sem querer que te importunes

Diz-nos já neste momento.

317

O que é que todos os dias

Fazemos com frequência

Que tem nota musical

E nome de residência?

321

Pensa lá bem concentrado

Diz lá então se tu sabes

Qual o nome que é dado

Aos habitantes de Chaves?

318

Esta curiosidade

A pensar, tempo consome

Diga lá então se sabe

Onde é que o boi perde o

nome?

319

Na mesma filosofia

Outro animal se destaca

Diga-nos lá se sabia

Onde perde o nome a vaca?

322

Sirvo de suporte aos vivos

Sou formado de osso só

Ninguém gosta de me ver

Lembro a morte, o fim, o pó.

323

Sem ires ver a solução

Pensa lá bem e pondera

Diz-me o nome de algo então

Que antes de ser já o era?

Informação!

As pessoas que quiserem,

podem solicitar o

livro digital, SABER E

LAZER através do email

do autor: poesia@sympatico.ca,

escrevendo

apenas no assunto da

mensagem: “sócio do

Lusitano de Zurique”

Soluções (*)

316 - Buracos

317 – Fa+lar= Falar

318 - Talho

319 - Rasto

320 – Apenas um, depois

já não está em jejum 321 -

Flavienses

322 - Esqueleto

323 – Pescada, bebiba,

vestido, comida, etç.

COOORDENAÇÃO E RECOLHA: JOANA ARAÚJO


34 | OUTUBRO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

HORÓSCOPO

RV - JOANA ARAÚJO (*)

Carneiro

Poder de renovação física, emocional,

material e espiritual, nativo de Carneiro.

Envolvimento com questões de trabalho

e de negócios favorecido.

Vai ao cerne das questões. Boa fase

para estar com amigos e grupos, com

sintonia de pensamento. Intuição. Vanguarda.

Touro

Encontros com amigos e grupos que

podem estimular mudanças importantes

de vida. Sintonia com pessoas diferentes

do seu círculo habitual

de relacionamentos. Futuro inovador.

Ampliação de horizontes pessoais e

profissionais vinculada às pessoas com

quem se relaciona.

Gémeos

Retorno de possibilidades interessantes

de inovação e de mudanças profissionais,

geminiano. Quer mais liberdade e

autonomia. Quer coisas diferentes no

trabalho e na vida. Permita-se ousar

novas actividades e propósitos, com a

marca do pioneirismo. Um chamado ao

futuro.

Caranguejo

Viagens trazem um elemento inovador,

rompendo com antigas situações. Intuição.

Renovação de conhecimentos,

ideais, crenças e valores. Horizontes

mais amplos e livres. Oportunidade de

romper com antigas concepções limitantes

e viver de forma mais autêntica.

Leão

Mudanças necessárias à evolução. Se

você as promover conscientemente, a

vida o fará. Situações inusitadas e inconvencionais

envolvendo a intimidade,

as emoções, a sexualidade e os negócios.

A verdadeira liberdade é ter coragem

de ser quem se é, deixando preconceitos

e velhos paradigmas.

Virgem

Mudanças supreendentes nos relacionamentos

e que implicam em mais autonomia.

As velhas fórmulas não funcionam

mais nas relações.

É preciso inovar e respeitar a individualidade.

Rompimento com pessoas e situações

que limitam o crescimento. Incidentes

que promovem autonomia

Balança

Momento de inovar no trabalho e no

quotidiano, revolucionando uma rotina

desgastante.

Métodos alternativos e pioneiros podem

auxiliar na saúde e no reequilíbrio energético.

Tensão no trabalho e na saúde,

se estiver se sentir

restringido. Independência é necessária.

Escorpião

Novidades afectivas, amorosas, surpresas,

inconvencionalidade, experimentação.

Forte energia emocional e criativa.

Sente-se inspirado pelo novo, pelo surpreendente.

Libertação de antigas formas.

Grandes possibilidades inventivas

e inovadoras, escorpiano.

Sagitário

Amplidão e novas possibilidades que

dependem de você se permitir interiormente.

Desejo de mais espaço em casa,

o que pode levar

a mudanças no lar e em família, sagitariano.

Importantes intuições. Sintonia

com o que há de mais revolucionário e

inovador. Surpresas.

Capricórnio

Reflicta se tem utilizado seus potenciais

de forma criativa e inovadora, capricorniano.

Momento interessante para agir

de forma precisa,

indo ao centro das situações e transformando-as.

Importantes questões envolvendo amigos,

grupos, instituições e aprimoramento

pessoal.

Aquário

Urano, regente aquariano, está novamente

em conjunção com o planeta Júpiter.

Mudanças, inovação, libertação,

abertura de novas possibilidades.

Modificação de valores e atitudes.

Evite precipitações em questões financeiras.

Óptimo momento para explorar

novos talentos e habilidades.

Peixes

No seu signo ocorre o encontro entre os

planetas Júpiter e Urano, nativo de Peixes.

Novas experiências, oportunidades

e atitudes. Abertura ao inusitado e às

surpresas da vida. Desejo de mais liberdade,

individualidade, espaço. Rompimento

com os limites.

(*) COORDENAÇÃO, RECOLHA E ADAPTAÇÃO


www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | OUTUBRO 2019 | 35

CRÓNICA

Talvez seja essa ainda a razão

pela qual resisto...

PEDRO BARROSO

Hoje, com o cansaço, tudo me fica difícil

e mais longe. Há que reduzir caminhos,

equacionar esforços e estudar

trajectos. Quantos passos perdidos

demos por força desmedida no auge

da nossa capacidade.

Que imenso deslumbramento ter corrido

os 100m em 11" e saltado pinotes

em acrobáticas defesas; ter calcorreado

quilómetros em pesadas tarefas e campismos.

Ter trepado árvores, jardinado,

ter tocado maratonas de viola, subido

montanhas, discutido acaloradamente as

horas do convencimento.

Quantas noites sem dormir, avançando

na estrada obrigatória.

Corri este país de lés a lés. E, na maior

parte das vezes trabalhando. Falharam-

-me meia dúzia de concelhos suponho

que apenas insulares. Mas poucos.

Um dia fiz Zurique, Penamacor, Alcoutim

em três dias seguidos. Outra vez fiz Viseu,

Portimão, S. Roque do Pico. idem.

Estava a horas, entregava-me em palco

e dava tudo.

De tudo isso trouxe acervo memória e um

sorriso, mesmo amargo que fosse.

Hoje olho o meu coleccionismo de coisas

e prendas e fotos e memórias os objectos

e as lembranças e tenho neles a maior riqueza

possível.

É uma perda já não poder fazer; é uma

raiva que nos consome as entranhas. Literalmente;

e eu sei.

Mas é maravilhoso conter em nós o que

tantos dariam uma fortuna para encerrar

em si, após uma vida vazia de valores,

causas, emoções e propósitos definidos.

Olho cada recanto em casa e fala-me

dum dia, um gesto, uma pessoa, uma notícia,

um acorde, uma viagem, uma tentativa

de alcançar, uma memória discreta

ou indiscreta que me foi vida.

É espantosa a intensidade quando significa

entrega, descoberta, ternura, envolvimento.

A minha identidade forja-se em mim; mas

explica-se e projecta-se - e quase diria

que se enobrece e ganha razão maior -

no acervo imenso de livros, quadros, recortes,

instrumentos, fotos, discos, posters

e objectos que me rodeiam.

Até nas árvores tenho referências e estórias

a contar.

Aqui havia um sobreiro. Ali havia um cinema

onde ia. Aquela sala tinha um piano

extraordinário. Engraçado. A própria perda

não apaga a memória. Aviva-a. Curvas

de estrada onde tive um furo. Carros,

suas cores e avarias. Muros atrás dos

quais beijei furtivamente. Restaurantes

onde fui feliz. Cafés onde estudei horas,

dias, meses, anos. Ruas em que alguém

desconhecido me pediu licença e me deu

um abraço sentido, emocionado. O alguidar

em que minha mãe fazia os velhoses.

O funil. O vestido de minha irmã. A velha

bicicleta em que aprendi a andar nas

termas dos Cucos. Os amigos de escola

e de Liceu com a sua cara ainda de crianças.

(O Domingos raios o partam está

igual!...)

As palmas e aplausos nas noites de deslumbramento.

Os camarins. O sitio onde

dormimos naquela noite. Os músicos e

suas artes questões e exigências. Os enganos.

A camaradagem absoluta.

Ah! ...O sítio onde montaram o palco naquele

dia.

(Lembras-te Pedro? Oh se lembro - estavam

45º na Vidigueira!)

Tudo! Chiça. Tudo mesmo. Até cansa.

Esse o computador quase intransmissível

do nosso conhecimento interior. Secreto

mas bom. Privado mas real.

Sim; nós fomos tudo isso.

Esse o museu de vida que cada homem

merece acumular.

No meio de tanta notícia má e acabrunhante

talvez seja essa ainda a razão pela

qual resisto.


36 | OUTUBRO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

LITERATURA

Piedade

Vem brisa, por favor; tempera a vida

maresia, para me lembrares do longe;

vem, névoa; vem frio, vem cantiga;

tempo interior, recolhimento e monge

Vem chuva, que és o verniz da montanha

aos olhos frescos e estetas do porvir.

Vem, sorriso e graça; vem, frescura,

que estou farto de sofrer e resistir...

Ficarei ao alpendre, vendo tudo;

comerei azeitonas bem britadas

e - apesar da dieta já sem esperança -

no Natal, talvez coma rabanadas…

Vem; feira de cavalos que me fascina

com seus trajes e amazonas deslumbrantes;

Vem, Outono, por favor!

Que o sol de cima

já secou talvez demais esta campina

e este corpo - onde eu, transitório, habito,

e injectam tanta lixívia assassina -

está farto de calores tão excruciantes!

Troco-te viva, bem fresca e renovada

Dou-te esta pele q sofre; e a voz cansada.

A memória das gentes, os cansaços já distantes

Perdoo-te tudo o q sofri na estrada

Os dias difíceis e os mais exuberantes!

Tudo te ofereço

Ébrio a flutuar

A ver o encantador desenrolar

E a ouvir as belas melodias das ondas do mar

De papo para o ar

A saborear

O calor do sol e o seu belo cintilar

Sinto-me no paraíso

Do reformado

Ébrio a flutuar!

Sem ter que me preocupar

Apenas deixar

O tempo rolar

Se isto me basta neste instante

De felicidade

Neste enlevo presente

Que mais eu devo desejar?

Praia dos Caneiros - Algarve, 10 de Setembro, 2019

Mas regressa, chuva e brisa desejada;

Regressa breve - q a terra está cansada

(e a alma - cuja não tenho - fatigada...)

Quero ver a lavoura semeada

e acender a lareira na noite conversada.

Lendo, sonhando, ou não fazendo nada

E ficar ali, abraçado, caturrando,

Como amigos serenos, como amantes.

E viver todo o pleno tranquilo

que ainda possa ter;

Tira-me, pois, deste louco queimar

por dentro e por fora, sem eu merecer

E permite-me descansar

- nem q sejam uns instantes

e saborear uma breve pausa refrescada.

Piedade. Volta; ciclo natural das coisas...

(e, se puderes, dá-me ainda algumas forças...)

Como ontem. Como sempre. Como dantes.

VCARMINDO

DE CARVALHO

Ghttps://www.facebook.

com/carmindo.carvalho

VPEDRO

BARROSO

Ghttps://www.facebook.com/Maestro.Pedro.

Barroso


FOLHAS DE

OUTONO

Folha de Outono cadente

Pelo tempo colorida

Vais mudando lentamente

Como muda a nossa vida.

Verde foi teu nascimento

Viçosa na mocidade

E dançaste ao som do vento

Valsas de amor e saudade.

Foste beleza e frescura

Deste sombra, foste vida

Foste das aves ternura

Dando aos seus ninhos guarida.

www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | OUTUBRO 2019 | 37

CRÓNICA

Estou grato

ANTONIO MANUEL RIBEIRO (UHF)

Este é um texto que devo

há dois anos ao Serviço

Nacional de Saúde, que um

grande português, Doutor

António Arnaut, há 40 anos

assumiu como prioridade

para a sociedade portuguesa.

Costuma ter muitas

mães e até muitos glosadores

de quadras pueris, mas

foi esse homem de Coimbra

que assumiu a lança da civilização

que a social-democracia

do norte da Europa

edificou no seguimento da

II Grande Guerra como factor

para um mundo melhor,

mais equilibrado e justo.

Há dois anos, vivi em segredo

o momento da partida

da minha mãe em plena digressão

dos UHF e adiando,

por ela, uma cirurgia

que me importunava o dia-

-a-dia na vida e no palco.

Uma manhã, ligaram-me da

residência assistida onde

estava internada, informando

que a minha mãe estava

a piorar a olhos vistos

e tinha de ir ao hospital.

A ambulância foi buscá-la ao

Pinhal Novo rumo a Setúbal

e eu saí da Aroeira em camisa

– foi no dia 22/06, o Verão

tinha nascido.

Cheguei primeiro que a ambulância,

mas essa é outra

estória que mete velocidade.

Estive oito horas no serviço

de urgência do Hospital de

São Bernardo, em Setúbal.

Fiz de voluntário a empurrar

macas, cuidei de ouvir

o balbuciar da minha mãe

‘que se queria ir embora’,

falei com os médicos, avaliei

o tráfego de marquesas

ocupadas que os bombeiros

precisam de libertar e não

conseguiam por não haver

disponíveis, nem camas,

nem enfermeiros, nem auxiliares

suficientes – presenciei

o abandono de muitos

velhos às portas da morte

e a dedicação dos homens

e mulheres a cuidarem dos

seus irmãos humanos; assisti

a uma mudança de turno.

A espaços, sempre que a

minha mãe era levada para

um exame, dava um salto ao

bar à frente das Urgências e

bebia um café acompanhado

de pastel de nata; chegava.

Esperei até perto das 20 horas

a seu lado, quando um

trio de médicos me chamou

a uma sala para confirmar a

evolução acelerada do último

diagnóstico.

Estava preparado, calmo.

Por tudo isto, pelo que vivi,

um abraço solidário a todos

os que trabalham no Serviço

Nacional de Saúde, porque

um dia fui intruso junto

de vós naquele hospital de

Setúbal, exemplo do que um

Estado decente tem de oferecer

aos seus cidadãos. Ou

então, o melhor brilho das

contas públicas não passa

de magia de circo. Pelos

nossos!

Hoje num sopro és levada

E vemos qual abandono

Nossa vida retratada

Em cada folha de Outono!...

VEUCLIDES

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ÚLTIMA...

Parlamento debate limitação da

imigração

SWISSINFO.CH/FH (*)

O Parlamento suíço lançou um

grande debate sobre os planos

do Partido Popular Suíço para

limitar a imigração e cancelar

um acordo de livre circulação

de pessoas com cidadãos da

União Europeia.

Em agosto de 2018, a Câmara dos Deputados

se posicionou contra uma iniciativa

popular entregue por grupos de

direita, exigindo uma votação nacional

sobre o tema.

Após seis horas de debate na segunda-feira

(16), o debate foi adiado para a

próxima semana. Mais de 80 parlamentares

são esperados.

O Partido Popular (SVP, na sigla em alemão)

adverte que a população da Suíça

pode em breve chegar a dez milhões, do

Os defensores da iniciativa alertam que a imigração irrestrita

terá “consequências desastrosas” (© Keystone/Walter Bieri)

total atual de 8,5 milhões, se nada for

feito para conter o fluxo de imigrantes.

No entanto, nenhum outro grande partido

político está disposto a apoiar a proposta.

O governo também descartou os

planos. Eles argumentam que a aprovação

de limites para a imigração pejudicaria

ainda mais os laços tensos com

o bloco de 28 nações, principalmente

uma série de acordos bilaterais.

Antes das eleições

Os observadores afirmam que o debate

é uma plataforma para os grupos de

direita com agendas anti-UE e anti-estrangeiros

para chamar a atenção do

público antes das eleições parlamentares

de outubro.

As últimas sondagens revelaram que o

SVP, o maior partido do país, está perdendo

terreno, mas continua claramente

à frente de qualquer outro partido.

O Senado deverá agora discutir a iniciativa

antes do Governo fixar uma data

para o escrutínio nacional.

Em 2014, os eleitores suíços aprovaram

por pouco uma proposta da direita para

reintroduzir cotas de imigração para

cidadãos da UE, mas o parlamento se

recusou a implementar as disposições.

Em vez disso, o congresso suíço concordou

com uma emenda legal que dá

preferência na contratação de cidadãos

suíços em detrimento dos estrangeiros.

(*) Por opção do autor, escreve

em português do Brasil.

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