Jornal das Oficinas 167

apcomunicacao

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jornaldasoficinas.com | JORNAL INDEPENDENTE DA MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE VEÍCULOS LIGEIROS E PESADOS | DIRETOR | João Vieira

167C

outubro 2019

PERIODICIDADE | MENSAL

ANO XV | 3 EUROS

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RECURSOS HUMANOS

A PEÇA MAIS

importantePÁG. 10

gala top 100

PÁG. 6

A 5.ª edição da entrega dos troféus

do maior evento do setor decorreu

num ambiente pleno de glamour

entrevista

PÁG. 28

A Eurorepar Car Service alcançou

as 150 oficinas aderentes. Nuno

Gregório faz o ponto da situação

veneporte

PÁG. 34

Para celebrar os 53 anos, a

empresa inaugurou instalações

administrativas e comerciais

lanternas

PÁG. 88

Uma boa iluminação, numa oficina,

pode fazer toda a diferença em

reparações de maior precisão

Distribuidor oficial

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Consulte o Estatuto Editorial no

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O Valor

daS MARCAS

A

função principal de uma marca é facilitar ao consumidor a identificação de um produto

específico, para que ele possa diferenciá-lo de outros produtos idênticos ou semelhantes da

concorrência. Consumidores satisfeitos com um determinado produto tendem a voltar a comprálo

ou usá-lo. Para que tal seja possível, é necessário que os consumidores sejam capazes de

diferenciar produtos idênticos ou semelhantes.

No caso das oficinas, as marcas têm uma função essencial nas suas estratégias comerciais e publicitárias, por

possibilitarem a distinção das empresas e dos seus produtos da concorrência, contribuindo, desta maneira, à

definição da imagem e da confiança dos produtos da oficina no mercado. A confiança, que é a base para o estabelecimento

de uma clientela leal e para o fortalecimento da reputação de uma empresa, advém da sua imagem

e da sua reputação. É comum que os consumidores criem laços afetivos em relação a algumas marcas, já que eles

esperam encontrar um conjunto de qualidades ou características nos produtos representados por essas marcas.

No aftermarket, a confiança que as oficinas depositam nas marcas é fundamental para o seu sucesso. Um elevado

índice de confiança permite às marcas imporem-se no mercado e distinguirem-se da concorrência. A busca

constante pela inovação e pela resposta às necessidades das oficinas – os melhores prescritores -, aliada à enorme

preocupação com a sua satisfação, com a qualidade do produto e com a solidez dos

serviços de venda e pós-venda, são fatores decisivos para a oficina escolher

determinadas marcas em detrimento de outras.

A marca assenta no forte alicerce que é o produto e o conjunto

de serviços. Mas a grande mais-valia de uma marca e o elemento

que verdadeiramente a distingue, são as pessoas. Uma marca

pode ser muito forte e conceituada, mas se não dispuser de

uma rede de vendas altamente motivada, plenamente confiante

e genuinamente crente para se construírem relações duradouras

com os clientes, não vai conseguir impor-se no mercado.

Ética, profissionalismo, personalização dos serviços e formação

constante são pontos chave para as marcas conquistarem a confiança

dos clientes.

Por isso é que os fabricantes de marcas premium apostam tanto

na criação de valor da marca como elemento diferenciador,

através de suportes tecnológicos, como a Internet e as

redes sociais, informações diretas, inovação permanente e

qualidade inquestionável. Tudo para conseguir a satisfação

máxima do cliente.

Uma marca bem selecionada e desenvolvida é um ativo

de valor para a maioria das oficinas. Para algumas delas,

pode até ser o ativo mais valioso. Isto ocorre porque

os consumidores associam o símbolo a uma reputação,

a uma imagem e a um conjunto de qualidades

que valorizam. E estão dispostos a pagar mais por um

produto que leve essa marca. Por isso, o simples facto

de dispor de uma marca com boa imagem e elevada

reputação no mercado já coloca a oficina em posição

vantajosa em relação à concorrência. l

João Vieira Diretor


FOLHA

DE SERVIÇO

IPSIS

VERBIS

CRISTINA CARDOSO, CHIEF

SALES OFFICER DA ALIDATA

O PASSO PARA A

DIGITALIZAÇÃO DAS

ORGANIZAÇÕES

OBRIGA A UMA

EFICIENTE GESTÃO

ELETRÓNICA DE

DOCUMENTOS,

PROCESSOS E

INFORMAÇÃO

NUNO GREGÓRIO, RESPONSÁVEL

DA EUROREPAR CAR SERVICE

SABEMOS QUE O

MERCADO É ESTE

E É COM ELE QUE

VAMOS FAZER O

NOSSO PERCURSO

ENQUANTO REDE

(...). HÁ ESPAÇO

PARA TUDO

GP INOVAÇÃO EQUIP AUTO 2019

No próximo dia 15 de outubro, serão entregues, em Paris, num jantar de gala, os troféus aos vencedores

dos Grandes Prémios Inovação Equip Auto 2019, na presença de muitas personalidades de

destaque da indústria automóvel e dos media especializados.

Trata-se da 18.ª edição desta iniciativa, que foi criada com o objetivo de selecionar e premiar os conceitos,

produtos e serviços mais inovadores apresentados pelos expositores do Salão Equip Auto. O Jornal das Oficinas

faz parte dos membros do júri há mais de uma década e, este ano, voltou a participar com a sua votação para a

escolha dos vencedores deste prestigiado troféu.

Com mais de 150 candidaturas recebidas, repartidas por sete categorias de produtos e serviços, a seleção dos

melhores não foi uma tarefa fácil, mas a informação disponibilizada pela organização permitiu fazer uma avaliação

criteriosa de cada projeto.

Este ano, o veredito do júri foi bastante claro quanto às tendências que estão a definir o futuro do pós-venda. O

primeiro, é a conectividade, aplicada tanto aos automobilistas como às oficinas de reparação. A segunda tendência,

é a mobilidade sustentável, com inovações que nos ajudarão a consumir menos ou a consumir melhor. Estão

de parabéns todos os participantes e, em especial, os vencedores das várias categorias a concurso.

SEMÁFORO

MARIO FIEMS, DIRETOR DO

SALÃO EQUIP AUTO

ESTAMOS

COMPROMETIDOS

EM MELHORAR

A EXPERIÊNCIA

DE VISITANTES

E EXPOSITORES.

OUVIMOS AS SUAS

CRÍTICAS

E SUGESTÕES

QUEBRA DE VENDAS

A venda de veículos novos continua em

queda na Europa. O estudo do ACEA, referente

aos primeiros oito meses deste ano,

é preocupante. Neste período, o mercado

nacional caiu 6,1% face a 2018, enquanto

a quebra média europeia foi na ordem

dos 3,2%. O nosso Semáforo Vermelho,

de protesto, vai para a tendência destrutiva

de um setor perdido entre a evolução

elétrica e a perseguição ao gasóleo.

POLUIÇÃO CRESCENTE

Portugal ocupa a 10.ª posição entre os

países com mais veículos poluentes. São

846 mil modelos, a gasóleo, considerados

poluentes a circular. Uma subida em

relação aos 713 mil verificados em 2018.

O nosso Semáforo Laranja, de preocupação,

deve-se à tendência negativa em

matéria ambiental, reveladora do longo

caminho a percorrer até à neutralidade

carbónica apontada para 2050.

CEPRA MEDALHADO

O CEPRA obteve uma medalha de

excelência no Campeonato do Mundo das

Profissões – Kazan 2019, naquela que

foi a sua 45.ª edição, realizada na Rússia.

O nosso Semáforo Verde, de aplauso, vai

diretamente para os responsáveis desta

entidade formadora, devido à qualidade

dos seus cursos, e para os 16 ex-formandos,

que tão bem souberam representar

as cores do nosso país nesta competição.

4 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


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EM F OCO

V GALA TOP 100

TROFÉUS AO PÔR-DO-SOL

DISTINÇÃO, GLAMOUR, BOA DISPOSIÇÃO. A V GALA TOP 100, QUE SE REALIZOU, NO PASSADO DIA 13 DE

SETEMBRO, NA QUINTA DO MONTE REDONDO, EM MONTEMOR-O-VELHO, RECONHECEU O MÉRITO DE 25

DISTRIBUIDORES DO AFTERMARKET, DIVIDIDOS POR QUATRO CATEGORIAS. OS TROFÉUS FORAM ENTREGUES

AO PÔR-DO-SOL. AQUI FICAM ALGUMAS IMAGENS DESTE EVENTO ÍMPAR NO PANORAMA DO PÓS-VENDA

AUTOMÓVEL EM PORTUGAL por Bruno Castanheira


A

edição de 2019 da Gala TOP 100, que

se realizou, no passado dia 13 de setembro

(sexta-feira), na magnífica Quinta

do Monte Redondo, em Montemor-

-o-Velho, trouxe diversas novidades. Este ano, o

Jornal das Oficinas decidiu antecipar a realização

da 5.ª edição para proporcionar um programa diferente,

num formato, também ele, diferenciador.

Pelo quinto ano consecutivo, voltámos a reconhecer

e a premiar os maiores distribuidores do aftermarket

automóvel em quatro categorias (peças

para ligeiros; peças para pesados; equipamentos;

repintura), que, num contexto nem sempre fácil,

cresceram e apresentaram excelentes rácios económico-financeiros

no ano de 2018. Foi, por isso,

com enorme satisfação que, este ano, conseguimos

um número recorde de convidados e de patrocinadores,

a quem queremos agradecer o apoio incondicional

e a confiança demonstrada no nosso

trabalho.

Programa diferente

Com apresentação a cargo de Bruno Castanheira,

editor executivo da AP Comunicação, a V Gala

TOP 100 teve início com a receção dos convidados

e um cocktail de boas-vindas. Depois, seguiu-se

o discurso de abertura de João Vieira, diretor da

AP Comunicação. Mário Carmo, diretor comercial

da AP Comunicação, foi quem usou mais tarde da

palavra para apresentar as novidades lançadas este

ano pela empresa detentora dos títulos Jornal

das Oficinas, Revista dos Pneus, Revista PME – As

Melhores Empresas do Aftermarket em Portugal e

Revista TOP 100 – Os Maiores Distribuidores do

Aftermarket em Portugal, que é, também, a organizadora

das competições Melhor Mecatrónico e

Challenge Oficinas.

O momento que antecedeu a entrega dos 25 troféus

pertenceu a Guillermo de Llera, responsável

pela IF4, empresa responsável pela realização do

estudo TOP 100, que explicou às mais de 150 pessoas

presentes a metodologia adotada e os critérios

utilizados. Depois da entrega dos troféus aos

distribuidores inseridos nos quadros de honra das

respetivas categorias, seguiu-se um jantar no exterior,

ao som da música do DJ convidado e tendo

como pano de fundo o sunset. A terminar, um

agradecimento especial aos patrocinadores da V

Gala TOP 100: SKF, Europartner, Grupo TRUS-

TAUTO, Bahco, Safetykleen, Pro4matic, Arnott,

KYB Iberia, Japanparts Group e UFI/Sofima. l

João Vieira, diretor da AP Comunicação, fez

o discurso de abertura da V Gala TOP 100.

Em baixo, os representantes das empresas

patrocinadoras do evento: Grisélia Afonso

(SKF); Manuel Félix (Europartner); Paulo

Leitão (Grupo TRUSTAUTO); Miguel

Ivo Gomes (Bahco); Pedro Pinheiro

(Safetykleen); Nuno Durão (Pro4matic);

Goswin de Rouw (Arnott)

Distribuidores

de PeçAS para Ligeiros

Quadro de Honra

1.° Vieira & Freitas

2.° Arsipeças

3.° Auto Delta

4.° AS Parts

5.° Sandia Stand

6.° Romafe

7.° Autozitânia

8.° Turbomax

9.° ATM (Auto Torre da Marinha)

10.° Peças RAM

Distribuidores

de PeçAS para Pesados

Quadro de Honra

1.° Motorbus

2.° Suspartes

3.° Visoparts

4.° Global Parts

5.° Vicauto

Distribuidores

de Equipamentos

Quadro de Honra

1.° Lusavouga

2.° Crofil (KROFtools)

3.° Bolas

4.° MGM

5.° Cometil

Distribuidores

de Repintura

Quadro de Honra

1.° Centrocor

2.° Quimirégua

3.° Autoflex

4.° Carsistema

5.° Portepim


V GALA TOP 100

1 - Quadro de Honra Distribuidores de Peças

para Pesados (esq.ª para a dta.): Ricardo

Almeida (Vicauto); Joel Lebre (Motorbus);

José Oliveira (Visoparts); Manuel Cardoso

(Global Parts)

1

2

3

4

2 - Guillermo de Llera

e Maria Teixeira (IF4)

3 - Paulo Vale (Pro4matic);

Goswin de Rouw e Yvette

Koehorst (Arnott);

Nuno Durão (Pro4matic)

4 - Irene Jesus e Pedro

Jesus (Cometil)

5 - Bruno Pereira (LTintas)

6 - Hélder Pereira (MANN

Filter) 7 - Nuno Paquete

e Juan Santos (Bombóleo)

5

7

6

8

8 - Joaquim Perera

e José Boavida (Corteco)

9 - Daniela e Paulo Silva

(PD Auto) 10 - Joana

Santo e Joaquim Candeias

(bilstein group Portugal)

11 - Ricardo Caldas (Dayco)

12 - Nuno Wheelhouse

Reis e Catarina Gomes

(RedeInnov) 13 - Paulo

Torres e Albano Melo

(Vieira & Freitas)

10

11

14

9

14 - Quadro de Honra Distribuidores

de Peças para Ligeiros (esq.ª para a dta.):

José Correia (AS Parts); Flávio Menino

(Autozitânia); José Carvalho (Romafe);

Paulo Torres (Vieira & Freitas); Tiago

Domingos (Auto Delta)

12

13


1

2

1 - João Cardoso (ContiTech)

2 - Sónia Rodrigues

e José Manuel Costa

(expoMECÂNICA)

3 - Amadeu Fernandes

(ADIR-Viseu) 4 - Vanessa

Barros e José Correia (AS

Parts) 6 - Flávio Menino

(Autozitânia) 7 - Flávia

Marques e Saulo Saco

(Leirilis)

3

4

5

5 - Quadro de Honra Distribuidores de

Equipamentos (esq.ª para a dta.): Anabela

Bárbara (KROFtools); José Santos

(Lusavouga); Pedro Jesus (Cometil);

Casimiro Alegria (Bolas); Manuel Guedes

Martins (MGM)

6

7

8 - Amílcar Nascimento

(Exide) 9 - Rodrigo Serrano

e Virgílio Maia (Axalta) 10 -

António Silva e Manuel Silva

(Autoflex) com Armando

Musqueira (Quimirégua)

11 - Carlos Silva (KRAUTLI

Portugal) 12 - Equipa da AP

Comunicação

8

9

13

10

11

14

12

13 - (do Grupo TRUSTAUTO da esq.ª para a dt.ª)

Espogama: João Moreira, Ana Nóvoa Moreira; 3RParts:

Joaquim Regueira, Maria de Lurdes Regueira; AFKT SA:

Pedro Sousa; Turbopeças: Fatima Barbosa; Centralbat:

Paulo Leitão

14 - Quadro de Honra Distribuidores de Repintura

(esq.ª para a dt.ª): Agostinho Matos e Álvaro Magalhães

(Centrocor); Armando Musqueira (Quimirégua); Manuel

Silva e António Silva (Autoflex)


DESTAQUE

VIVEMOS NUMA SOCIEDADE EM

CONSTANTE MUTAÇÃO. E A ÁREA

DOS RECURSOS HUMANOS NÃO

É EXCEÇÃO. APESAR DE ESTA

CONTINUAR A SER O CAPITAL MAIS

IMPORTANTE DAS EMPRESAS,

PODEREMOS ESTAR PERANTE UMA

MUDANÇA DE PARADIGMA NO QUE

ÀS COMPETÊNCIAS VALORIZADAS

DIZ RESPEITO. COM BASE NO GUIA DO

MERCADO LABORAL 2019, DA HAYS,

O JORNAL DAS OFICINAS FOI SABER

O QUE PENSAM OS PROFISSIONAIS

DO AFTERMARKET ACERCA DESTA

INTERESSANTE TEMÁTICA

por JOANA CALADO

RECURSOS HUMANOS

O CAPITAL

MAIS

IMPORTANTE

10 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


RECURSOS

HUMANOS

Quando falamos de recursos

humanos, deveremos

estar conscientes

de que falamos do bem

mais valioso das organizações,

pois são as pessoas que alavancam

a produção, fazem a gestão

e procedem à expedição dos produtos

concebidos pelas empresas. Aliás,

as empresas são as pessoas. Existem

por causa delas e para elas. Ao vivermos

num mundo cada vez mais

industrializado e automatizado, o

capital humano, muitas vezes menosprezado,

ou, dito de outra forma,

nem sempre valorizado, continua a

ser um dos principais recursos das

organizações. Por muita maquinaria

que as empresas possam ter, necessitam

de pessoas para funcionarem e

continuarem a existir.

Millenials vs Geração “X”

A mudança de pensamento é uma

realidade, tanto nos colaboradores

como nos empregadores. Hoje, os

mais ativos no mercado de trabalho

fazem parte da geração millenials e

pensam de forma bastante diferente

da geração anterior à sua. Quando

falamos desta geração, devemos

ter em conta que são pessoas nascidas

entre 1980 e 2000. Os millenials

perdem o sentimento de posse, no

que diz respeito a bens materiais, como

casa e carro, abordando o trabalho

de forma diferente. E a empresa

que tem de conquistar o colaborador

e não o contrário.

No entanto, a maioria dos colaboradores

mais experientes das empresas

pertencem à Geração “X”: pessoas

nascidas entre 1960 e 1980. Como

tal, as empresas deverão conseguir

gerir as duas gerações, colocando-

-as a trabalhar juntas como forma de

aprendizagem.

Lígia Carreira, responsável de Recursos

Humanos da Auto Delta, confessa

que esta tem sido uma adaptação

diária. “É necessário encontrar

um equilíbrio, pois as diferenças entre

os millenials e os pertencentes à

geração “X” são notórias em termos

laborais. O nosso objetivo é colocar

ambas as gerações a trabalhar lado a

lado, respeitando as diferenças e influenciando-se

mutuamente de forma

positiva”, diz.

Por seu turno, Luís Antunes, diretor

de Recursos Humanos e Qualidade

da Autozitânia, realça que “é muito

importante perceber e descodificar

gerações para conhecermos tendên-

AO VIVERMOS NUM MUNDO CADA VEZ MAIS INDUSTRIALIZADO E

AUTOMATIZADO, O CAPITAL HUMANO TENDE, MUITAS VEZES, A SER

MENOSPREZADO. OU, DITO DE OUTRA FORMA, POUCO VALORIZADO

12 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


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RECURSOS

HUMANOS

AS EMPRESAS FAZEM-SE DE PESSOAS. as ORGANIZAÇÕES EXISTEM, ALIÁS,

PARA ELAS E POR CAUSA DELAS. POR MUITA MAQUINARIA QUE POSSA

EXISTIR, O FATOR HUMANO CONTINUA A SER IMPRESCINDÍVEL

cias. Mas é, sobretudo, importante

perceber que cada pessoa é uma

pessoa, independente do ano em que

nasceu”.

Perfil de contratação

Cada vez mais as empresas procuram

um perfil específico para as suas contratações,

nomeadamente perfis com

elevado potencial, com idades muito

jovens e em áreas de formação com

uma forte componente quantitativa.

Quisemos perceber se isto estaria a

acontecer, também, com as empresas

do setor automóvel. E a realidade da

Auto Delta e da Autozitânia, as únicas

empresas que responderam em

tempo útil ao questionário enviado,

prova-nos que podemos encontrar

situações bastante diferentes.

A responsável de Recursos Humanos

da Auto Delta explica que aderem

a este tipo de contratação para determinadas

áreas da empresa. “Nomeadamente

na área de prospeção

e gestão de stocks, bem como no departamento

de contabilidade, principalmente

através do recrutamento

em instituições de ensino superior.

Para essas áreas, é necessário encontrar

talento e trabalhá-lo, adaptando-o

à nossa filosofia com o foco no

seu desenvolvimento pessoal, pois

essa evolução irá beneficiar, claramente,

a empresa”, refere.

Por outro lado, na Autozitânia, é dada

prioridade às contratações internas,

ou seja, o primeiro passo para a

contratação para áreas especializadas

é perceber se haverá algum colaborador

apto para as funções em

questão. “As contratações feitas pela

Autozitânia visam ocupar vagas em

aberto no departamento logístico. E,

aqui, o que procuramos são pessoas

que possam corresponder à cultura

da empresa”, explica Luís Antunes.

que espécie de Competências?

Podemos estar perante uma mudança

de paradigma, em que as empresas

começam a valorizar mais

as competências pessoais do que as

profissionais. Segundo o estudo da

Hays, a competência que as empresas

mais valorizam é a proatividade,

seguida da ética e valores, apetência

para trabalhar em equipa e só em

quarto lugar é valorizada a competência

técnica.

Para a Auto Delta, a experiência profissional

continua a ser muito importante.

No entanto, considera as soft

skills, ou competências pessoais, cada

vez mais importantes. “Pode ser

relativamente acessível explicar a

utilização de um software ou até concluir

uma licenciatura, mas ensinar

a importância da responsabilidade,

pontualidade, resiliência ou trabalho

em equipa é mais complicado. Dessa

forma, um excelente profissional a

nível técnico ou no atendimento ao

público, mas que não cumpra estes

requisitos que consideramos essenciais,

pode não ser a aposta mais correta”,

explica Lígia Carreira.

Também a Autozitânia considera

que a experiência profissional não

é fundamental, até porque a grande

maioria das contratações externas

são realizadas para a área da logística.

Por isso, “preferimos pessoas com

características pessoais que estejam

alinhadas com a cultura da empresa”,

dá conta Luís Antunes. No entanto,

admite que, para áreas mais especializadas,

a formação ou experiência

profissional poderá ser um fator eliminatório,

ainda que não seja o mais

importante. O diretor de Recursos

Humanos reforçou ainda que “cada

caso é um caso”. E que “o importante

é conhecer bem a cultura da empresa

e os seus colaboradores. Como referi,

é importante perceber tendências,

mas se estivermos sempre a generalizar,

podemos estar a cometer um

grande erro”.

14 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


RECURSOS

HUMANOS

SEGUNDO O GUIA DO MERCADO LABORAL 2019, DA HAYS, OS TRÊS

BENEFÍCIOS MAIS VALORIZADOS PELOS COLABORADORES SÃO:

SEGUROS DE SAÚDE, FORMAÇÃO E FLEXIBILIDADE DE HORÁRIOS

O caso do aftermarket

Atuamos num setor extremamente

versátil e que engloba diversas áreas,

desde a reparação à logística, passando,

obviamente, pelo marketing e pela

gestão, entre muitas outras áreas.

Para a Autozitânia, o mais importante

é ter profissionais dedicados, flexíveis,

criativos e apaixonados. “Seja

qual for a função executada, é preciso

que todos percebam a sua contribuição

para os resultados da empresa”,

frisa Luís Antunes.

No caso da Auto Delta, Lígia Carreira

destaca, essencialmente, três

características: “Sólidos conhecimentos

técnicos de peças para automóveis;

capacidade de resolução de

problemas complexos; capacidade de

comunicação assertiva”.

Claro que falamos, aqui, de dois

grandes “pesos-pesados” na área da

distribuição, onde as características

destacadas por ambas as organizações

podem ser completamente diferentes

das evidenciadas no caso

da reparação automóvel, por exemplo.

No entanto, as características

destacadas pelos dois responsáveis

das empresas auscultadas pelo Jornal

das Oficinas acerca desta temática,

das que aceitaram responder em

tempo útil, serão, também, transversais

a todas as áreas do aftermarket.

visão dos colaboradores

Segundo o estudo da Hays, os três

benefícios mais valorizados pelos colaboradores

são: seguros de saúde;

formação; flexibilidade de horários.

Neste ponto, ambas as empresas ouvidas

pelo nosso jornal concordam e

oferecem aos seus colaboradores estas

regalias. No entanto, apesar de

ser cada vez mais comum, Auto Delta

e Autozitânia poderão ser um caso

atípico na realidade portuguesa.

Se não, vejamos. Segundo a Hays,

relativamente ao seguro de saúde,

apenas 64% das empresas inquiridas

disponibiliza este benefício, apesar

de 78% dos colaboradores o valorizar.

Também no que diz respeito à

formação e flexibilidade de horários,

a diferença entre funcionários e empresas

encontra-se em cerca de 10%.

No caso da Autozitânia, Luís Antunes

destaca como principais benefícios

da empresa “a oferta salarial que

contempla uma vertente fixa e uma

variável associada a resultados individuais

e da empresa, os seguros de

saúde e de proteção pessoal e a oferta

formativa abrangente e transversal,

dotando todos os colaboradores

de competências técnicas e comportamentais”.

A Auto Delta, na voz de Lígia

Carreira, destaca “o desconto em

consultas na clínica de medicina geral

e especialidade com a qual aempresa

tem acordo, a montagem de

pneus num parceiro comercial a um

preço especial e a tarde da véspera

de Natal ou Passagem de Ano, sendo

que cada funcionário escolhe a sua

preferência”.

Relativamente à flexibilidade de horários,

encontrámos duas realidades

diferentes. Ou seja, no caso da Autozitânia,

“a flexibilidade de horários é

uma premissa que consta da nossa

Política de Gestão de Pessoas. Agora,

para que possa haver flexibilidade

de horários, é fundamental que o

funcionamento normal dos departamentos

não saia afetado. E existem

departamentos em que é mais viável

uma flexibilidade de horários do que

noutros”, explicou o responsável de

Recursos Humanos.

Já no caso da Auto Delta, a situação

parece um pouco mais rígida nesta

questão sensível. “Dada a natureza

comercial da empresa, a flexibilidade

de horários não poderá ser aplicada à

grande maioria dos colaboradores de

que dispomos, pois há prazos e acordos

a cumprir com parceiros comerciais

e empresas transportadoras”,

afirma, em jeito de conclusão, Lígia

Carreira, responsável de Recursos

Humanos. l

16 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


O ENCONTRO CONTOU, TAMBÉM, COM A PRESENÇA

DE REPRESENTANTES DO IEFP E DA ANQEP, QUE

APRESENTARAM A OFERTA DE CURSOS TÉCNICOS


ATUALIDADE

1.º ENCONTRO DE EMPRESÁRIOS DO PÓS-VENDA INDEPENDENTE

URGENTE

IMPLEMENTAR MEDIDAS

COM A REALIZAÇÃO DO 1.º ENCONTRO DE EMPRESÁRIOS DO PÓS-VENDA AUTOMÓVEL INDEPENDENTE, NO

PASSADO DIA 19 DE SETEMBRO, A DPAI/ACAP INICIOU UM CICLO DE ENCONTROS ENTRE PROFISSIONAIS DO

PÓS-VENDA AUTOMÓVEL SOBRE TEMAS CRÍTICOS PARA ENFRENTAR A MUDANÇA DO NEGÓCIO, COMEÇANDO

PELA QUALIFICAÇÃO DO TECIDO EMPRESARIAL E CAPTAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS

por João Vieira

Com o auditório da ACAP repleto de empresários

e profissionais ligados ao aftermarket,

o encontro iniciou-se com uma

intervenção do presidente da DPAI, Joaquim Candeias,

que realçou a importância do tema recursos

humanos: “As empresas são feitas de pessoas e sem

essas pessoas, com as devidas capacidades e habilitações,

dificilmente se tem sucesso. Num mercado

cada vez mais competitivo e desafiante, todos temos

de pensar seriamente nesta área dos recursos

humanos. Por isso, é importante realizar este tipo

de encontros para partilhar informação, porque

se comunicarmos entre todos e nos organizarmos,

conseguimos ter mais sucesso, cada um com a sua

estratégia própria, mas, em conjunto, conseguimos

contruir algo. O objetivo desta reunião é delinear

uma direção que seja boa para todos e garanta

a continuidade de um IAM saudável, cada vez com

melhores resultados”.

Seguiu-se a intervenção de Dário Afonso, diretor-

-geral da ACM (Auto Coach Management), que começou

por fazer uma análise do atual contexto em

que se encontra o setor automóvel e a influência que

o WLTP está a ter no desenvolvimento dos novos

veículos e do aftermarket em geral. “As empresas

devem antecipar-se ao impacto das transformações

tecnológicas que estão a ocorrer e assumir investimentos

na qualificação dos seus recursos humanos

e em modelos de trabalho tecnologicamente avançados.

É urgente que as organizações reforcem as

competências técnicas e comportamentais das equipas

e dos gestores” referiu.

“É também necessário incentivar os jovens a escolherem

cursos profissionais, de forma a colmatar a falta

de mão de obra nas oficinas, que, atualmente, se debatem

com a escassez de mecânicos, mecatrónicos,

eletricistas auto, chapeiros, pintores e serralheiros.

Mas se as competências técnicas são importantes, a

atitude e o talento, são ainda mais”, acrescentou.

Crespo de Carvalho, professor do ISCTE, apresentou

o Programa Avançado de Gestão para Profissionais

do Pós-venda Automóvel, que terá início em

outubro. O programa visa aprofundar os conhecimentos

dos profissionais do aftermarket e servir de

espaço privilegiado de debate e reflexão sobre o futuro

do setor em Portugal. A próxima edição conta

com nove módulos intensivos: Tendências e Desafios

do Pós-venda Automóvel; Marketing de Serviços;

Finanças; Gestão Logística e Stocks; Marketing

Digital; Gestão de Vendas; Comunicação; Digitalização;

Definição de Estratégias de Negócio. Ao longo

de oito meses, especificamente concebidos para

as necessidades de gestão dos decisores do setor,

num formato compatível com a vida profissional.

IEFP e ANQEP disponíveis para colaborar

Este 1.º Encontro contou, também, com a presença

de representantes do IEFP (Instituto de Emprego

e Formação Profissional) e a ANQEP (Agência

Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional),

que apresentaram a oferta dos cursos técnicos

atualmente disponíveis. No final, seguiu-se um

debate aberto com os associados, que serviu para

alertar os representantes do IEFP e da ANQEP para

as lacunas que existem nos perfis dos cursos dedicados

ao pós-venda automóvel, que constam do

Catálogo Nacional de Qualificações.

Assim, ficou acordado que a DPAI/ACAP apresentaria

as necessidades que as atuais oficinas têm a

nível de mão de obra especializada e colaboraria

com o IEFP e ANQEP na conceção de novos perfis

com competências específicas para cada área.

Para a DPAI/ACAP, é urgente implementar medidas

fundamentais para a competitividade das empresas,

para a sua viabilização futura, bem como

para adequar os recursos humanos às necessidades

atuais de trabalho.

As atividades associadas à manutenção e reparação

de veículos tem assumido uma importância crescente.

Por um lado, porque os equipamentos têm vindo

a tornar-se mais complexos, exigindo mestria cada

vez mais especializada na sua reparação. Por outro,

porque a manutenção dos equipamentos assume um

papel-chave na otimização dos processos, assim como

na redução dos custos dos consumos em energia

e fluidos para a proteção ambiental.

No setor automóvel, a manutenção dos veículos

assume uma importância evidente no respeito pelas

normativas, dos associados à segurança pública.

O exercício das atividades desta área tem estado

associado a baixas habilitações e a tarefas pouco

qualificantes e pouco valorizadas, sendo premente

a mobilização e a atração de mão de obra jovem e/

ou qualificada para o setor.

No âmbito do mercado da reparação e manutenção

de veículos, destaca-se a necessidade de desenvolver

competências ao nível das atividades de

diagnóstico de avarias e regras de segurança relacionadas

com a assistência a veículos elétricos,

bem como na área comportamental.

Saliente-se a importância das competências sociais

cada vez mais requeridas. Em primeiro lugar, porque

as atividades de manutenção e reparação são

crescentemente realizadas em equipas de trabalho.

E, em segundo lugar, porque, em complemento às

tarefas operacionais da manutenção, é cada vez

maior a importância da componente prestação de

serviço e relação/aproximação ao cliente.

No próximo encontro, agendado para dezembro,

serão analisados já dados concretos das medidas e

ações a implementar no futuro. l

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2019 19


OPINIÃO

CRISTINA CARDOSO, CHIEF SALES OFFICER DA ALIDATA

DIGITALIZAÇÃO:

A LEI DEU O PRIMEIRO PASSO

DECRETO-LEI N.° 28/2019. AINDA QUE INICIE ESTE ARTIGO COM UM BREVÍSSIMO ENUNCIADO BUROCRÁTICO-

LEGISLATIVO, O QUE AQUI TRAGO É, ANTES, UMA VISÃO PRÁTICA DESTE PACOTE LEGISLATIVO, QUE PODERÁ

SER UM MARCO TRANSFORMADOR NO CAMINHO DA DIGITALIZAÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES

Se tal vem revolucionar e

transportar-nos para um

patamar de charneira como

poderia, à luz da tecnologia de que

dispomos? Direi que não. Mas é, sem

dúvida, parte do caminho. Deixando de

lado toda a extensa e válida discussão

sobre este DL que está a ser levada a

cabo, nomeadamente por contabilistas,

tem a virtude de consolidar legislação

dispersa que já existia em relação à

faturação, introduzir regras de arquivo

e proteção de dados e, sobretudo, dar

mais um passo na desmaterialização de

documentos.

As faturas, sejam ainda em papel ou eletrónicas,

têm de ser processadas em programas

certificados, podendo ser enviadas

ao cliente por via informática - com

a sua aceitação -, não ficando este com

qualquer documento em papel na sua

posse e sendo transmitidas, em tempo

real, à Autoridade Tributária e Aduaneira.

As vantagens parecem-me evidentes.

Deixando de ser impressa, a fatura desmaterializada

vem reduzir custos - papel,

impressão, mão de obra, transporte

- e quase acabar com a pegada ecológica,

para além de dar um forte impulso à inovação

e à transformação tecnológica das

organizações, independentemente da dimensão

ou setor de atividade. A famigerada

burocracia diminui drasticamente e

o controlo e rapidez na disponibilização

da informação aumentam, o que facilita

o escrutínio e as boas práticas nas relações

entre empresas, clientes e Estado.

Este passo na transformação digital das

organizações obriga a uma eficiente gestão

eletrónica de documentos, processos

e fluxos de informação, hoje facilitados

por soluções de gestão documental e business

process management, que permitem

responder facilmente aos requisitos

do DL, como a conservação do arquivo

ESTE PASSO NA

TRANSFORMAÇÃO

DIGITAL DAS

ORGANIZAÇÕES

OBRIGA A UMA

EFICIENTE GESTÃO

ELETRÓNICA DE

DOCUMENTOS,

PROCESSOS

E FLUXOS DE

INFORMAÇÃO

e as cópias de segurança. Esta nova legislação

impõe que originais e cópias de

segurança sejam armazenados em locais

distintos e em condições de conservação

e segurança necessárias, de modo a garantir

a impossibilidade de perda dos arquivos.

E, finalmente, aquele que é o aspeto

mais sensível: a proteção de dados.

Todas as organizações estão obrigadas a

garantir a privacidade e a segurança da

informação de cidadãos e empresas.

De entre todos os aspetos regulados

pela nova legislação, são estes que

incentivam as organizações que ainda

não o fizeram a enveredarem pela

digitalização dos seus processos. Com

esta implementação, de uma assentada

garantem o cumprimento da lei em

aspetos tão críticos como a proteção

de dados e cumprimento do RGPD,

segurança, facilidade de acesso e

consulta de arquivos, satisfazendo

o que são, já hoje, exigências de

muitos clientes quanto às faturas

eletrónicas. E, feitas as contas,

conduz a uma poupança muito

significativa de recursos. A legislação

deu o primeiro passo. É, agora, a

vez de a generalidade das empresas

enveredarem pela digitalização. l

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ObservaTÓRIO

CONCEITOS DE MOBILIDADE

ESQUELETO ROBÓTICO

A HYUNDAI INVENTOU

UMA ESPÉCIE DE

ESQUELETO ROBÓTICO

(CHAMADO VEX)

PARA AJUDAR OS

FUNCIONÁRIOS

INDUSTRIAIS E

MECÂNICOS QUE

PASSAM LONGAS E

DURAS HORAS COM

OS BRAÇOS ELEVADOS

ACIMA DA CABEÇA

por Jorge Flores

O

trabalho dos mecânicos e funcionários

das linhas de montagem

industriais obriga a

muitas horas de esforço. Uma atividade

dura e pesada, mas que, graças

à Hyundai, poderá tornar-se muito

mais leve. A marca sul-coreana inventou

um robot (a que chamou Vest

EXoskeleton, embora também seja

tratado pelo diminutivo VEX), para

auxiliar estes trabalhadores nas suas

múltiplas funções laborais, nomeadamente,

aqueles que passam o dia

com os braços elevados acima do nível

da cabeça.

Além de facilitar a vida aos funcionários,

o VEX (ou EXoesqueleto, se

quisermos), tem ainda como objetivo

aumentar a produtividade e reduzir o

desgaste físico, reproduzindo o movimento

das articulações humanas para

aumentar o suporte e a mobilidade

de carga. Não pesa mais de 2,5 kg e

é entre 22% e 42% mais leve do que

produtos rivais, sendo utilizado como

se de uma mochila se tratasse. O trabalhador

que o utilizar terá apenas de

passar os braços pelas tiras dos ombros

do colete e prender as fivelas do

peito e da cintura. Na secção traseira,

poderá regular o comprimento até 18

cm para se adaptar a vários corpos,

enquanto o grau de assistência à força

poderá ser ajustado até seis níveis.

Trabalho facilitado

Para DongJin Hyun, responsável do

departamento de robótica da Hyundai,

o “VEX oferece aos trabalhadores

maior suporte de carga, mobilidade e

adaptabilidade no desempenho das

suas funções”. O processo tem corrido

em várias etapas. Numa primeira

fase, o desenvolvimento do VEX incluiu

um programa piloto em duas

fábricas da marca nos EUA, com

resultados francamente animadores

para os mentores do projeto, que já

pensam, agora, em implementá-lo a

uma escala global. Estima-se que a

produção comercial arranque já em

dezembro próximo e que custe até

menos 30% do que as propostas semelhantes

já existentes no mercado:

próximos dos 5.000 dólares, ou seja,

cerca de 4.550 euros.

A estratégia da Hyundai, nesta matéria,

prevê o desenvolvimento de uma

gama diversificada de tecnologias

de robótica. Exemplo? O designado

Chairless EXoskeleton (CEX), que,

neste caso, ajuda a manter os trabalhadores

como se estivessem sentados,

sem que, na verdade, tenham qualquer

banco ou cadeira. Com 1,6 kg, trata-se

de uma tecnologia leve, mas resistente,

até um peso de 150 kg. E conta com

três configurações de diferentes ângulos:

85, 70 e 55°. Com a redução da

atividade muscular das costas e membros

inferiores em cerca de 40%, o

utilizador sentir-se-á menos cansado e

melhorará, de forma substancial, o seu

desempenho profissional. l

22 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


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EM FOCO

PERFIL DO GESTOR

UMA QUESTÃO

DE IMAGEM

OS EFEITOS DE UMA BOA OU MÁ GESTÃO TÊM REFLEXOS DIRETOS NA ORGANIZAÇÃO INTERNA DA EMPRESA,

MAS O SEU IMPACTO NOS CLIENTES NÃO É MENOR, PORQUE ELES CONSEGUEM PERCEBER A QUALIDADE DE

GESTÃO PREVALECENTE NO NEGÓCIO PELO NÍVEL DE EFICIÊNCIA DEMONSTRADA

A

não ser que seja um empresário que trabalhe

individualmente, é provável que tenha

de gerir pessoal. A arte de gerir a sua

equipa é uma das mais exigentes, mas em última

análise, uma das mais compensadoras.

Se olhar para uma descrição do que uma empresa

necessita, será algo como “o líder da equipa

terá de colocar as pessoas em primeiro lugar

e necessita de um elevado grau de inteligência

emocional, de paciência e de um conhecimento

prático de recursos humanos, de modo a manter

tanto os funcionários como a empresa satisfeitos”.

Ao gestor cabe a função de gerir e liderar a equipa

de colaboradores, motivá-los e avaliar o seu desempenho,

mas nem sempre se conseguem estas

competências rapidamente e algumas podem permanecer

sempre difíceis. Cometerá erros, mas isso

não é grave.

Desde que continue a trabalhar nos assuntos e os

resolva custe o que custar, irá tornar-se num melhor

líder.

Sendo assim, mencionamos a seguir as competências

mais importantes nas quais se deve focar para

se tornar num bom líder de equipa.

APoiar a EQUIPA

Gerir pessoas significa apoiar a sua equipa. Isto

significa não só apoiá-las a executarem bem o respetivo

trabalho, mas também encorajá-las a progredir

na carreira. Por vezes isto significa ajudá-las

a melhorar as respetivas aptidões de modo a permitir

que se tornem melhores quanto ao cerne do

respetivo trabalho.

Outras vezes pode significar ajudá-las a desenvolver

o seu próprio estilo de comunicação ou motivá-las

a pensar de uma forma diferente e mais

ousada, para desenvolverem os seus níveis de com-

24 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


petências e de aptidões. Seja qual for o trabalho

delas, adotar uma mentalidade formadora faz parte

integrante de se ser um bom líder. Cada pessoa

reage às circunstâncias do seu ambiente e aos estímulos

de uma forma específica e quanto maior for

a sua capacidade de leitura da realidade e o seu potencial

de criatividade, menos estandardizada será

a sua resposta.

De qualquer modo, diríamos, utilizando uma

equivalência do mundo do futebol, que um bom líder

tem que acumular a popularidade, o carisma e

a influência de um presidente de um grande clube,

a criatividade, o engenho e a capacidade de liderança

de um bom treinador de uma equipa, assim

como todo o rigor e competência de um forte administrador

de uma sociedade anónima desportiva

(SAD).

Comunicação é essencial

A comunicação é muito mais do que simplesmente

partilhar ideias ou transmitir informação. Para os

líderes, a comunicação é a competência mais importante

que podem possuir quando se trata de

liderar um indivíduo ou uma equipa. Comunicar

bem é mais do que a soma das partes e é também

“não aquilo que se diz, mas a forma como se diz.”

Uma coisa é dizer ou escrever algo, e outra é fazer

com que as pessoas saibam exatamente aquilo

que quer dizer. Um bom comunicador será capaz

de se expressar claramente, sem gerar confusão

ou ambiguidade. No entanto, e acima de tudo, um

bom comunicador também sabe que a comunicação

se faz em dois sentidos: ser um bom ouvinte

é tão importante (ou possivelmente mais importante)

como saber falar. De igual modo, nem toda

a comunicação é verbal. E ser um bom comunicador

significa ir para além da comunicação escrita

e verbal.

Transmitir uma sensação de abertura e não fazer

juízos é importante, mesmo quando não está a dizer

algo diretamente, uma vez que a linguagem

corporal e o comportamento em geral podem por

vezes transmitir muito mais do que as palavras. Os

líderes devem ser intrinsecamente calmos, abertos,

otimistas e positivos.

Mostrar liderança

Os líderes têm de mostrar liderança, pelo que têm

de ser capazes de definir de modo claro e eficaz direções

para os outros, e articulá-las de tal modo

que as consiga transmitir eficazmente. Mostrar

através do exemplo e depois ajudar o membro da

equipa a desenvolver a forma como pode cumprir

a tarefa. Não peça a ninguém para fazer algo que

não faria pessoalmente, mas lembre-se que delegar

responsabilidade pode fazer com que os membros

da equipa se sintam responsáveis e valorizados.

Contudo, certifique-se de que esta delegação é

comunicada de forma clara e de que o membro da

equipa está motivado e é capaz de assumir aquilo

que é pretendido da parte dele.

A orientação pode envolver aconselhamento, instruções,

mentoria, planeamento, motivação e manutenção

de uma atitude positiva mesmo se alguém

está com dificuldades. Um bom líder irá

valorizar e promover ativamente as relações, trabalhando

para criar associações pessoais, bem como

fomentando relações saudáveis entre os outros

membros da equipa.

A criação de relações pode ser algo tão simples como

lembrar certos detalhes pessoais sobre as pessoas

e posteriormente colocar de forma esporádica

questões sobre isso.

Ouvir as pessoas

Mais do que tudo, criar relações consiste em autenticidade

e numa ligação genuína às pessoas, de um

modo que cria uma sensação familiar e um sentido

de compreensão e apreço no seio da equipa.

As pessoas querem ser ouvidas, e não ser tratadas

com indulgência. Frequentemente, em vez de estar

a ouvir alguém numa conversa, as pessoas estão

realmente à espera de uma oportunidade para

falar.

Eventualmente, haverá sempre momentos em que

terá de criticar ou elogiar, mas tenha em conta que

a melhor forma de desmotivar as pessoas é criticá-las

constantemente ou queixar-se acerca delas.

Seja sempre firme, mas justo, e explique qual é o

problema, ou do mesmo modo, porque acha que o

que fizeram foi bem feito. Caso cometam um erro,

compare com as coisas que fazem bem constantemente.

Acentue aquilo que é positivo e utilize os

erros como oportunidades para a melhoria contínua.

Elogiar alguém é mais fácil, mas também é

necessário fazê-lo corretamente. Faça uma apreciação

e elogie de forma honesta e sincera e foque-

-se na utilização do reforço positivo. Este é provavelmente

um dos melhores métodos motivacionais

a que poderá sempre recorrer.

Respeitar a opinião dos outros

Um dos elementos mais importantes quando se

é um líder de equipa bem-sucedido é respeitar as

ideias e opiniões das outras pessoas. Incentive a

equipa a melhorar e seja mais aberto colocando

questões em relação a diferentes aspetos do trabalho

da mesma. Por vezes, mesmo enquanto líder da

equipa, irá cometer erros. Em vez de negar e repetir

esses erros, mostre alguma humildade e admita as

suas falhas, mas certifique-se que aprende com a experiência.

Se for honesto e suficientemente humilde

para assumir os seus erros, pedir desculpa a quem

for afetado, e trabalhar para evitar repetir o erro,

conquistará o respeito daqueles com quem trabalha.

Defina uma fasquia elevada para a sua equipa,

acredite nela, transmita-lhe isso e será surpreendido

por aquilo que a mesma conseguirá alcançar. l

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2019 25


empresas

MF PINTO

MF PINTO

15 ANOS A FAZER DIFERENTE

JORGE COSTA PINTO, ADMINISTRADOR DA MF PINTO, FAZ UM BALANÇO MUITO POSITIVO

DOS PRIMEIROS 15 ANOS DA EMPRESA. A FORTE ATIVIDADE EXPORTADORA CONTINUA A SER

UM DOS GRANDES FATORES DISTINTIVOS. 2019 SERÁ O MELHOR DE SEMPRE PARA A DISTRIBUIDORA

DE SISTEMAS DE INJEÇÃO DIESEL E TURBOCOMPRESSORES por Jorge Flores

A

propósito do 15.° aniversário da MF Pinto, o

Jornal das Oficinas visitou as instalações da

empresa, na Zona Industrial da Abrunheira,

em Sintra, para uma conversa com o administrador,

Jorge Costa Pinto. O espaço continua a ser uma referência

de bom gosto e vanguardismo. A área ampla e

completamente aberta, quase parece uma boutique.

Em 2020, o espaço será alargado para o armazém

contíguo, contabilizando 2.000 m2, o dobro daquele

que a empresa distribuidora de sistemas de injeção

Diesel e turbocompressores tem, hoje, disponível.

Sinal de que o percurso tem sido cumprido a preceito.

“Aconteceu muita coisa nestes 15 anos. Mas

o balanço é bom. Temos crescido, aumentámos as

pessoas que trabalham connosco (são, atualmente,

36 colaboradores) e inaugurámos a nossa loja no

Porto, em 2017”, começou por adiantar Jorge Costa

Pinto. Não menos relevante, “o nosso crescimento

tem sido tranquilo e sempre sustentável. Com calma,

sem pressas. Isso é importante. Contamos fechar

2019 como o nosso melhor ano de sempre.

Com um aumento na ordem dos 22%”, revelou.

Exportação a crescer

A atividade da empresa divide-se em 50% entre

as suas duas grandes áreas de negócio: sistemas

de injeção Diesel e turbocompressores. Os produtos

recondicionados destas duas categorias sempre

foram, aliás, comercializados pela MF Pinto. Para

Jorge Costa Pinto, a filosofia da empresa foge a convencionalismos.

“O nosso modelo de negócio é um

bocadinho diferente das empresas de peças, mesmo

das muito boas. Consulto sempre a vossa revista

TOP 100 e os números mostram que, na maioria

das empresas, com excelentes desempenhos, a exportação

é... zero! Ou muito próximo disso. No nos-

so caso, 45% do que vendemos vai para fora! E a

tendência será, inclusivamente, para aumentar”, garantiu

o administrador. “Aliás, vamos agora reforçar

a nossa equipa de exportações. É aí que encontramos

potencial de crescimento. O mercado português

é maduro, pequeno”, acrescentou.

Dado curioso: ao contrário do que sucede em Portugal

(e em outros países europeus), onde os Diesel

são, de certa forma, perseguidos, no panorama internacional,

“caso da Argentina, por exemplo, vendemos

muitos produtos Diesel. A procura tem aumentado”,

afirmou.

O pulsar da internacionalização começou há cerca

de 10 anos, na sequência de uma visita ao Salão

de Frankfurt, juntamente com o seu irmão e sócio,

Paulo Pinto. Nunca mais deixaram de marcar presença

no certame, até hoje. A cada dois anos. Um

MF PINTO

Administradores Jorge Costa Pinto e

Paulo Pinto

Sede Sintra Business Park, Zona Industrial da

Abrunheira, Edifício 5, Armazém D, 2710 - 089

Sintra

Telefone 214 251 740/48

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investimento considerável, reconhece, mas de retorno

garantido e que tem permitido à MF Pinto estar

presente, de uma forma sólida, em Marrocos, América

do Sul (à exceção do Brasil), Uganda, Senegal e

Angola (pouco...), entre outros países e territórios.

Para o sucesso desta estratégia além-fronteiras,

muito tem contribuído o facto de a empresa contar

com uma equipa de “poliglotas”, como explicou o

administrador. “Falamos, fluentemente, francês, inglês,

espanhol e italiano”, disse. E reforçou: “Se faturarmos

oito milhões de euros, metade é proveniente

das exportações. Não há muitas empresas a fazê-lo”.

Atentos à inovação

O futuro é, por tudo isto, encarado com bastante

otimismo. “Vamos cá andar muito tempo”, brincou.

“Nos próximos anos, penso que não haverá

grandes alterações no setor. Manteremos o foco

naquilo que sabemos fazer. Estamos a diversificar

um pouco a atividade, mas não queremos ter gamas

de produtos que já se encontrem ‘estafados’ no

mercado. Queremos algo que seja inovador”, disse.

Nesse sentido, a revolução dos veículos elétricos,

em marcha, não assusta minimamente Jorge Costa

Pinto. Pelo contrário. Estimula a sua curiosidade

empresarial. “Estamos atentos a esta evolução.

Queremos perceber mais sobre os elétricos. Sei que

existem baterias que funcionam por via de módulos

– que são substituíveis. Têm de ser substituídos.

Não sei ainda quem os fornece, mas poderá

ser interessante”, revelou o responsável.

Independentemente da realidade que possa surgir no

horizonte, uma certeza existe na filosofia da MF Pinto.

“O maior desafio que temos pela frente será o de

manter a saúde financeira, controlando as margens.

Determinadas barreiras não baixamos”, concluiu. l

26 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


A MF PINTO ESTÁ PRESENTE, DE UMA FORMA SÓLIDA, EM

MARROCOS, AMÉRICA DO SUL (À EXCEÇÃO DO BRASIL),

UGANDA, SENEGAL E ANGOLA, ENTRE OUTROS PAÍSES


ENTREVISTA

NUNO GREGÓRIO, RESPONSÁVEL DA EUROREPAR CAR SERVICE

QUEREMOS ESTAR

ENTRE AS GRANDES

REDES MUNDIAIS

DE OFICINAS


ALCANÇADA A META DAS 150 OFICINAS ADERENTES, NUNO GREGÓRIO,

RESPONSÁVEL DA REDE EUROREPAR CAR SERVICE, DO GROUPE PSA,

MANTÉM ELEVADAS AS EXPECTATIVAS DE EXPANSÃO DO PROJETO,

TANTO NO MERCADO NACIONAL COMO INTERNACIONAL por Jorge Flores

Em entrevista realizada em 2017, Nuno Gregório,

responsável da Eurorepar Car Service, assumiu a

forte ambição de alcançar as 150 oficinas aderentes

em 2020. Um número bastante ambicioso para uma

marca que começava a dar os seus primeiros passos “autónomos”

dentro do Groupe PSA, mas que foi cumprido

ainda antes da data prevista: 2019. Dois anos volvidos,

o Jornal das Oficinas voltou a conversar com Nuno Gregório,

que não escondeu a estratégia da rede no contexto

nacional e internacional.

Em entrevista, há dois anos, assumia o objetivo de a rede

alcançar as 150 oficinas aderentes em 2020. Estamos

em 2019 e essa meta já foi alcançada...

Tem corrido muito bem. O nosso objetivo era estar no top

3 das redes em Portugal no ano de 2020. O projeto tem sido

muito fruto da evolução da nossa gama de peças, que, de

modo geral, tem sido muito bem acolhida pelo mercado. E,

isso, tem-se transformado numa entrada de novos membros

um bocadinho mais acelerada do que seria a nossa previsão

inicial. Temos tido muita adesão da parte das oficinas,

na sua maioria independentes, e temos algumas que vêm de

outras redes. Oficinas essas que começaram a sentir a necessidade

de serem incluídas dentro de uma rede, de modo a

ter acesso a um conjunto de serviços que lhes facilita a vida e

lhes traz outra forma de encarar o mercado e o futuro.

Quais foram os principais obstáculos?

Existe o obstáculo natural da própria tipologia do mercado,

com uma dispersão muito grande das oficinas. Trata-se

de um mercado muito maduro. Ao contrário daquilo que

a maior parte das pessoas fora do país pensa, o mercado

do pós-venda é muito maduro. Não apenas na parte oficinal

e técnica, mas, também, nas peças. Isso tem-nos criado

desafios interessantes para ir superando. Porque à medida

que vamos percebendo que o mercado tem um determinado

comportamento, procuramos adaptar-nos a ele, fazendo

com que tudo funcione dentro das nossas expectativas.

Ao longo deste percurso foram obrigados a afinar a

estratégia da rede?

Claro que sim. Tivemos de afinar a estratégia. A nossa estratégia

inicial nunca foi um posicionamento low cost, quer

da rede Eurorepar Car Service quer da nossa gama de peças

Eurorepar. Não é essa a nossa posição no mercado. Dispomos

de uma gama de peças que se insere, em termos de

preço, numa zona média de referência. Mas, em termos de

qualidade, encontra-se no top do aftermarket. Dentro deste

conceito, fomos adaptando a nossa estratégia. Para nós,

a qualidade é muito mais importante do que o preço. E a

verdade é que há mercado para todos os players.

O mercado nacional está mais sensível à questão da

qualidade das peças?

O mercado divide-se em vários segmentos. Há quem se

preocupe unicamente com o preço, quem se preocupe

com o preço e com a qualidade. Resta-nos perceber o enquadramento

que queremos colocar no nosso produto.

Aquilo que garante a continuidade do nosso negócio e das

oficinas que estão connosco e, depois, direcionar-nos em

função disso. Olhamos para o negócio e para os nossos

aderentes de forma a entender o que eles podem e querem

retirar e, consequentemente, aportar aos seus próprios

clientes. Sempre numa perspetiva de garantir que o

cliente, hoje, que vai a uma oficina Eurorepar Car Service,

voltará, porque ficou satisfeito com a qualidade do produto

e do serviço prestado.

A política de proximidade com as oficinas mantém-se...

Sim. Mantém-se. Essa é uma estratégia vital. Hoje, mais

do que nunca, o cliente quer ter rapidez no serviço. Não

está disponível para uma espera de quatro ou cinco dias

para fazer uma marcação numa oficina. Não está disponível

para andar mais do que “X” quilómetros para pôr o

seu carro na oficina. A estratégia de proximidade é crucial

para aquilo que o mercado e a clientela, atualmente, determinam.

Continuaremos sempre fiéis a esse pressuposto:

estar junto dos clientes.

Como tem sido a vivência dentro do Groupe PSA?

A estratégia foi definida no início. Contar com diversos

pilares de atividade do Groupe PSA. As marcas do grupo

(Citroën, Peugeot, DS, Opel) seriam sempre o core business,

porque continuamos a ser um fabricante de automóveis,

como é evidente. Paralelamente, entrámos no

mercado multimarca, quase como um complemento. Hoje,

temos uma capacidade de oferta no mercado diferente

daquela que teríamos apenas com as marcas que fazem

parte do core business do grupo. A absorção deste conceito

tem sido feita de uma forma muito transparente. Mesmo

quem está na rede, quem representa as nossas marcas

de automóveis, também tem interesse em estar presente

neste mercado. O mercado da reparação automóvel está

muito mais nas oficinas multimarca...

... cerca de 80%

Exatamente. É onde queremos estar presentes. Quem

quer ter uma atividade de futuro, tem de olhar para o negócio

multimarca com outros olhos.

Que características devem ter as oficinas aderentes à

rede e que vantagens podem conseguir?

Sempre tivemos presente que as oficinas da rede devem

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2019 29


NUNO GREGÓRIO

SABEMOS QUE O MERCADO É ESTE E É COM ELE QUE VAMOS

TRABALHAR E FAZER O NOSSO PERCURSO ENQUANTO REDE. HÁ

ESPAÇO PARA VÁRIAS ABORDAGENS. HÁ ESPAÇO PARA TUDO

ter uma pré-disposição para entender

o seu negócio em continuidade.

São oficinas que querem usufruir de

um serviço de distribuição de peças e

dispor de um sistema logístico capaz

de responder às necessidades dos seus

clientes. Além disso, querem evoluir

na sua capacidade técnica, através da

formação, até para estarem preparadas

para a revolução energética que se

avizinha. É tudo isto que temos para

oferecer aos membros da rede. E é tudo

isso que grande parte das oficinas

multimarca, em Portugal, pede.

Como tem sido a penetração da

vossa gama de peças, Eurorepar, no

mercado?

Estamos a aumentar a nossa gama.

Cada vez mais. Quando falámos da

última vez, em 2017, deveríamos ter

uma gama entre 7.000 e a 8.000 referências.

Hoje, temos 12.000. Passámos

a ter uma cobertura que não

tínhamos na altura. O processo tem

vindo a crescer. Já mudámos de alguns

fornecedores, porque não nos

davam a qualidade que pretendíamos.

A capacidade de ter uma gama

com uma cobertura interessante do

parque automóvel português e europeu

tem-nos dado enorme dinamismo

e constituído uma mais-valia

para a rede. Atualmente, temos uma

capacidade para cobrir 80% a 90%

do parque automóvel.

Há dois anos, estavam muito

focados nos mercados da América

do Sul e da Ásia. Qual o ponto de

situação em matéria de expansão

internacional?

Estamos presentes em 22 países. É

um projeto, claramente, mundial.

Vamos da China até à América do

Sul. Há objetivos da sede para podermos

ir abrindo, sistematicamente,

novos mercados, com novas experiências,

noutros pontos do globo.

É evidente que a importância da

Europa neste projeto é muito grande,

porque é aqui que se passa quase

tudo. Mas queremos ter uma projeção

mundial ainda maior do que

atualmente. Estar ainda mais representados

por esse mundo fora, nomeadamente

nos grandes mercados

emergentes. Mercados de grande

dimensão. Queremos estar entre as

grandes redes mundiais.

Em termos de futuro, têm alguma

expectativa de número de oficinas

aderentes à rede Eurorepar Car

Service?

Não temos um número, um objetivo,

nesse sentido. Mas, no limite, estou

disponível para ter dentro da rede

as 9.000 oficinas que trabalham em

Portugal. Queremos ter uma cobertura

e uma qualidade de serviço adequados

aos nossos clientes. Não vamos

fugir desta regra. O mercado diz-nos

que as oficinas que temos são, sensivelmente,

as mesmas que tínhamos

há cinco e seis anos, com entradas e

saídas, sim, mas o número mantém-

-se. Sabemos que o mercado é este e

é com ele que vamos trabalhar e fazer

o nosso percurso enquanto rede. Há

espaço para várias abordagens, para

redes, para reparadores autorizados,

independentes puros. Há espaço para

tudo. Resta-nos ter capacidade de

atração para podermos potenciar a

entrada de novos membros e para podermos

explicar que o nosso trabalho

e que os nossos propósitos no mercado

vão ao encontro daquilo que eles

também têm como objetivo de crescimento

e notoriedade.

Não me vai, então, dar um número

de oficinas aderentes previsto para

2022...

Não vou dar um número, mas, obviamente,

que estando acima das 150

oficinas, o número 200 é muito redondo

e não me choca. Mas reconheço

que é preciso fazer um trabalho

grande para lá chegar. Estamos empenhados

nisso. l

30 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


REPORTAGEM

CGA CAR SERVICE

MATRIMÓNIO IBÉRICO

A AUTO DELTA OFICIALIZOU A PARCERIA COM A CGA CAR SERVICE, INICIADA NO INÍCIO DE 2019.

A REDE DE OFICINAS DA EMPRESA DE LEIRIA CONTA JÁ COM 24 ASSOCIADAS E O OBJETIVO

DE MANUEL PENA, RESPONSÁVEL DO PROJETO, É ESTAR ENTRE AS MAIORES DO MERCADO

por Jorge Flores

O

“namoro” já existia desde o início deste

ano, mas o matrimónio oficial entre a Auto

Delta e o Grupo CGA Car Service oficializou-se

no passado dia 11 de setembro. O Jornal das

Oficinas viajou até às instalações da empresa, em

Leiria, para a cerimónia que marca o arranque da

implementação da sua rede de oficinas. A parceria

conta, atualmente, com 24 associadas, das quais

10 já ostentam a imagem daquela que é a maior

rede a nível ibérico. Mas faltava assinalar (e anunciar)

a união, através das palavras de Manuel Pena,

gestor deste projeto, na companhia de Marcelo Silva

e Tiago Domingos, respetivamente, diretor de

operações e responsável de marketing da empresa.

Refira-se que a CGA é um grupo de distribuição líder

na Península Ibérica, sediado em Madrid, que

conta com 74 sócios e mais de 320 pontos de venda,

tanto em Espanha como em Portugal, oferecendo

uma cobertura bastante extensa destes dois territórios.

Associado a este grupo, encontram-se três

redes oficinais: Multitaller Service, CGA Car Service

e Sacorauto Service que, juntas, têm mais de 1.300

oficinas aderentes, sendo este, claramente, o líder

ibérico em termos de redes oficinais. Além disso,

integra a ATR International, um dos principais grupos

de distribuição mundiais e, simultaneamente,

um dos melhor sucedidos, com sede em Estugarda,

na Alemanha. Ao todo, são mais de 37 parceiros, 250

empresas associadas em 60 países representados e

um volume de negócios na ordem dos 20 mil milhões

de euros.

Desejo antigo

A criação de uma rede de oficinas era um desejo antigo

dos responsáveis da Auto Delta. Segundo o gestor

da rede CGA Car Service em Portugal, Manuel Pena,

a necessidade de pertencer a um projeto desta natureza

justifica-se pela forte “evolução tecnológica dos

veículos que compõem o parque automóvel, levando

a que a obtenção de informação e formação técnica

sejam essenciais para o desenvolvimento do negócio

e a sua manutenção no futuro”. Segundo Manuel Pena,

as vantagens das oficinas aderentes são várias:

“Imagem corporativa comum a todo o território da

Península Ibérica; programas de assistência técnica

para manutenção e reparação de veículos; software

técnico e de gestão; cursos de formação técnica e comercial

desenvolvidos pelos melhores centros de formação

presentes no mercado; acesso a uma equipa

altamente competente para prestar consultoria telefónica,

tanto a nível técnico como comercial; campanhas

promocionais de marketing e publicidade exclusivas;

garantia Ibérica”, começou por referir.

Benefícios técnicos

Em conversa com o nosso jornal, Manuel Pena sublinhou

os benefícios desta parceria para a empresa

e para os seus clientes. “Acima de tudo, o que a Auto

Delta pensou para o projeto foram duas componentes:

uma para os nossos clientes, que são, na verdade,

os distribuidores; para que estes pudessem dar

uma ferramenta ao seu cliente e se salvaguardasse

do mercado em geral. Em relação às oficinas, o mercado

evoluiu, em 15 anos, o que não tinha evoluído

em 50 anos”.

De acordo com o responsável do projeto, “é grande

a dificuldade que as oficinas têm na reparação automóvel,

todos os dias. A CGA Car Service reuniu

um número enorme de ferramentas que podem ser

oferecidas às oficinas, para que estas sejam cada vez

mais rentáveis. E para que diminuam o risco de erro

na reparação, conseguindo estar sempre atualizadas

em relação às últimas tecnologias dos fabricantes”.

Ou seja, a ideia é que estas consigam fazer rapidamente

uma reparação, mesmo num modelo equipado

com as últimas tecnologias. “Esse é o conceito da

oficina CGA Car Service. Um conceito que engloba

um máximo de oficinas, um mínimo de custo financeiro

e um máximo de benefício técnico”, explicou

Manuel Pena. O responsável não quis adiantar um

número preciso, mas acrescentou que o objetivo, para

2020, passará por duplicar o atual número de oficinas

aderentes e figurar entre as “maiores” redes do

mercado. l

32 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


TIAGO DOMINGOS, RESPONSÁVEL DE MARKETING DA AUTO

DELTA, MANUEL PENA, GESTOR DA REDE CGA CAR SERVICE, E

MARCELO SILVA, DIRETOR DE OPERAÇÕES DA AUTO DELTA


MÁQUINA

DO TEMPO

VENEPORTE

RESILIÊNCIA

E DETERMINAÇÃO

NA REALIDADE, NÃO É COMUM UMA EMPRESA FESTEJAR 53 ANOS, POIS NÃO SE TRATA DE UMA DATA

“REDONDA”. MAS A CONJUGAÇÃO DO 53.° ANIVERSÁRIO COM A INAUGURAÇÃO DAS INSTALAÇÕES

ADMINISTRATIVAS E COMERCIAIS, TRANSFORMAM ESTA DATA NUM MOMENTO ESPECIAL PARA A VENEPORTE,

QUE DECIDIU PARTILHÁ-LA COM CLIENTES, FORNECEDORES E AMIGOS por João Vieira

Fundada em 1996, mas com início de atividade

em 1967, a Veneporte tem a sua sede e

principal unidade produtiva na localidade

de Águeda, dispondo, atualmente, de instalações

cobertas de 25.000 m 2 , inseridas numa área de

50.000 m 2 . Desde o início da sua atividade que

a Veneporte é fornecedora de alguns dos principais

construtores de automóveis. São mais de

cinco décadas de compromisso com a inovação e

qualidade, cuja filosofia de alta exigência se reflete,

também, em toda a gama para o aftermarket. A

empresa conta, atualmente, com 180 colaboradores,

exporta mais de 90% da sua produção e está

presente em mais de 30 países.

No passado dia 21 de setembro, a Veneporte celebrou,

com mais de 300 convidados, o seu 53° aniversário.

O evento começou com uma visita às modernas

instalações, que se encontravam a laborar,

o que permitiu ver e acompanhar todo o processo

de fabrico. A empresa é totalmente autónoma

a nível de conceção, desenvolvimento e produção

dos diferentes componentes do sistema de escape,

nomeadamente coletores, catalisadores, filtros de

partículas, SCRs e silenciosos.

Seguiu-se, depois, um agradável almoço numa

grande tenda instalada no exterior da fábrica, ao

som da animada banda Fanfarra Káustica. Antes

do final da refeição, António Cunha, presidente do

conselho de administração, premiou os colaboradores

mais antigos. “Nenhuma empresa se constrói

e, sobretudo, perdura no tempo se não contar

com o esforço, o empenho, a dedicação e a lealdade

de todos os colaboradores. São eles o seu coração

e a sua alma. Por isso, prestamos, hoje, uma justa

homenagem a todos os que trabalham há mais de

25 anos na empresa”, disse o responsável.

Percurso admirável

53 anos são uma longa história, sobretudo do

ponto de vista industrial, não existindo muitas

empresas que se possam orgulhar de ter chegado a

esta idade. Embora não consiga falar com rigor sobre

toda a história, Abílio Cardoso, CEO da Veneporte,

conhece bem a realidade da empresa desde

1991, ano em que entrou para os seus quadros. “Sei

que a Veneporte começou por iniciativa de Franquelim

Neves, ex-emigrante da Venezuela. Daí o

nome Veneporte: Venezuela/Portugal”, começou

por referir. Nas duas primeiras décadas de existência,

a empresa evoluiu por mérito do seu fundador,

mas, também, muito graças à Lei da Compensação

da Indústria Automóvel, que, na altura, vigorava

em Portugal. Talvez essa evolução tenha sido rápida

demais, mas não foi totalmente sustentada,

o que deu origem a problemas de ordem diversa,

Déca

DASde

hist

ória

2010

O início desta década ficou marcado pela nomeação de fornecedor

oficial da Renault (OES e Motrio) e pelo arranque de novos projetos

com a Mitsubishi. Em 2011, obteve a certificação ISO/TS 16949, tendo

reforçado a credibilidade junto dos clientes OEM e OES. 2012 ficou

marcado pela atribuição de uma distinção do Groupe PSA e pela aposta

no desenvolvimento e na produção da gama de catalisadores. Em

2014, deu início ao desenvolvimento de filtros de partículas. Em 2017,

estabeleceu uma parceria com a Faurecia. Em 2019, inaugurou umas

instalações administrativas e procedeu ao lançamento dos SCRs

2000

Nesta década, a Veneporte continuou a registar

importantes crescimentos na sua atividade. Em

2003, obteve a certificação de qualidade 9001:2000

(TÜV e APCER). 2004 ficou marcado pelo reforço

da internacionalização e das ligações com clientes

OEM, como o Grupo Fiat, a Mitsubishi e a Toyota. Em

2008, iniciou o fornecimento à Iveco e, em 2009, foi

nomeada fornecedora oficinal da Peugeot/Citroën e

Volkswagen (modelos Polo e Golf)

34 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


1990

1980

1970

A década de 90 ficou marcada pela mudança

da estrutura acionista (dezembro de 1991) e

pela reestruturação da empresa, com melhoria

das instalações e equipamentos, bem como a

reorganização dos diferentes processos. No início

de 1996, obteve a certificação ISO 9002 pelo IPQ

e, mais tarde (1998), obteve a mesma certificação

pela TÜV

A década de 80 ficou marcada por duas fases

distintas: até 1986 reforço das ligações aos clientes

OEM/OES instalados em Portugal; após 1986, com

a adesão de Portugal à CEE e início da abertura

de diferentes mercados externos, passou a ter

concorrência de outros fabricantes

A década de 70 constituiu uma fase de importante

crescimento da empresa, particularmente potenciada

pelo protecionismo que a Lei da Compensação da

Indústria Automóvel, na altura em vigor em Portugal,

lhe permitiu. Foi fornecedora de todos os clientes

OEM e OES, nessa altura instalados em Portugal.

Foi, também, nessa década que a empresa iniciou a

produção de tubo


VENEPORTE

A VENEPORTE ESTÁ ATENTA AOS NOVOS RISCOS E

DESAFIOS, NOMEADAMENTE A MOBILIDADE ELÉTRICA. POR

ISSO, ESTUDA NOVAS OPORTUNIDADES DE NEGÓCIO

com impacto, sobretudo, no final da década de 80

e início da década de 90.

A adesão de Portugal à então CEE não foi uma

boa oportunidade para a Veneporte. Antes pelo

contrário. Estes factos deram origem à venda da

empresa, em dezembro de 1991. Foi exatamente

nesse mês que Abílio Cardoso entrou na Veneporte,

conforme recordou: “Era um jovem de 24

anos, recém-saído da Universidade de Economia

de Coimbra. Comecei por exercer funções de administrador

na área financeira, tendo, mais tarde,

assumido outras funções, porque, claramente, percebi

que se continuasse com o mesmo trabalho, alguma

coisa iria correr menos bem”.

Na realidade, nessa altura, a Veneporte era uma

empresa com inúmeros problemas de estratégia,

de organização e, também, fortemente deficitária,

com resultados negativos acumulados muito elevados.

Certo era que os novos acionistas, na altura

seis empresários muito conhecidos na região, deram

um importante contributo para a continuidade

da empresa. Mas, não obstante, foram vividos

momentos muito difíceis, como também recordou

Abílio Cardoso: “Existiram muitas noites mal dormidas

a pensar como fazer face a salários e outros

compromissos, tais como fornecedores e a banca.

Cheguei mesmo a pensar que era uma tarefa muito

difícil recuperar esta empresa. Estávamos, seguramente,

obrigados a avançar com uma grande

transformação ou corríamos o sério risco de fechar

portas. Graças à enorme dedicação a este projeto e

ao forte empenho de muitos colaboradores, fomos

vencendo muitos obstáculos, sendo que cada um

deles parecia uma batalha decisiva. Assumimos

muitos riscos, mas trabalhámos arduamente para

tentar minimizá-los. Mais tarde, alguns desses

obstáculos tiveram até origem na própria estrutura

acionista, Mas com a ponderação necessária,

fomos resolvendo todos esses problemas. Naturalmente

que dentro da estrutura acionista também

existiam muitas palavras de apoio e incentivo,

manifestadas de diferentes formas e em diferentes

momentos. Palavras essas que foram sempre importantes

e determinantes”.

Abílio Cardoso lembrou ainda o seu pai, Abílio

Abrantes Cardoso: “Homem simples e humilde,

mas com uma grande visão empresarial, foi uma

referência para mim, tendo-me sempre apoiado de

forma muito refletida e serena, mas incondicional”,

revelou ao Jornal das Oficinas.

Atenta a riscos e desafios

A Veneporte é, atualmente, uma empresa mais estruturada,

com mais conhecimento, mais inovadora,

mais tecnológica, mas, sobretudo, com muitas

mais competências incorporadas. “Estamos atentos

aos novos riscos e desafios, nomeadamente à

mobilidade elétrica e a outras soluções, embora

pensemos serem alternativas que terão o seu percurso

no tempo e que nos permitirão pensar no

nosso futuro com alguma ponderação. Seguramente,

teremos de saber incorporar muitas das nossas

competências para preparar esse futuro. Por isso,

os próximos tempos da Veneporte serão dedicados

à melhoria da eficiência produtiva e uma maior

eficácia comercial, assim como ao estudo de novas

oportunidades, não só nesta área de negócio que

temos hoje, como, também, a outras que, seguramente,

iremos incorporar. Estamos convictos que,

em conjunto com os nossos colaboradores, tudo

faremos para transformar a Veneporte numa realidade

empresarial ainda mais forte. Acreditamos

estarem criadas as condições para a Veneporte aumentar

a sua importância nos diferentes mercados

onde opera”, realçou.

A festa de celebração dos 53 anos da Veneporte

terminou com um concerto de André Sardet, um

momento particularmente apreciado por todos os

convidados. l

36 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


ESTAMOS COMPROMETIDOS

EM MELHORAR A EXPERIÊNCIA

DE VISITANTES E EXPOSITORES.

OUVIMOS AS SUAS CRÍTICAS

E SUGESTÕES COM O INTUITO

DE MELHORAR A ORGANIZAÇÃO

DO SALÃO PARISIENSE


ENTREVISTA

MARIO FIEMS, DIRETOR DO SALÃO EQUIP AUTO

O EQUIP AUTO

REÚNE TODA A FAMÍLIA

DO PÓS-VENDA AUTOMÓVEL

ORGANIZADO PELA COMEXPOSIUM, A EDIÇÃO DE 2019 DO SALÃO EQUIP AUTO REALIZAR-SE-Á DE 15

A 19 DE OUTUBRO, EM PARIS. ESTE ANO, SÃO ESPERADOS 1.200 EXPOSITORES E 100.000 VISITANTES

PROFISSIONAIS por Bruno Castanheira

A

cerca de um mês da abertura

de portas do Salão Equip

Auto 2019, o Jornal das Oficinas

falou com Mario Fiems. O diretor

da feira fez a antevisão da 25.ª

edição do certame parisiense e revelou

o que está na génese da criação

do maior evento em França dedicado

ao aftermarket.

Este ano, o Salão Equip Auto

regressa ao centro de Paris, mais

concretamente à Paris Expo - Porte

de Versailles. Quais as vantagens

deste local?

A mudança da feira Equip Auto para

a Paris Expo - Porte de Versailles

foi uma boa notícia para todos os

players do aftermarket. Apesar das

qualidades do Centro de Exposições

Paris Nord, os visitantes e expositores

consideraram a Paris Expo como

uma alternativa melhor, devido

à imagem de marca da capital francesa,

associada à marca Equip Auto.

A Paris Expo é, também, um local de

fácil acesso e oferece mais opções para

a organização de eventos paralelos

durante os dias da exposição.

Quais são as grandes diferenças

na edição deste ano em relação à

anterior?

Estamos comprometidos em melhorar

a experiência de visitantes e expositores.

Ouvimos as suas críticas e

sugestões com o intuito de melhorar

a organização do certame. Eis alguns

exemplos: criámos um novo layout

do setor de modo a equilibrar o fluxo

de visitantes, focando-nos numa

organização setorial clara e eficaz para

economizar tempo e aumentar as

oportunidades de contacto nos stands.

Adotámos uma sinalização mais visível

e em número superior, que permite

encontrar percursos mais fáceis

e percorrer corredores mais largos para

conectar os três pavilhões de forma

eficaz. Existe uma entrada melhorada

pelo Pavilhão 3, com acesso direto

a partir do portão principal do centro

de exposições (Porta A), naquele que é

um equilíbrio uniforme entre as marcas

líderes ao longo dos três pavilhões.

Quais são os principais destaques da

edição deste ano?

O Salão Equip Auto 2019 é concebido

como um observatório abrangente

dos desafios que se colocam à indústria.

As pedras angulares em torno das

quais a feira deste ano é construída,

dizem respeito aos eixos motrizes e ao

seu impacto no setor do pós-venda, à

manutenção e reparação de sistemas

eletrónicos (por exemplo, ADAS) e ao

ecossistema de pneus. Estas pedras angulares

serão ilustradas em temas como

a oficina conectada, a “eletrificação”

de veículos, a formação e o emprego na

indústria. Estes temas serão desenvolvidos

e apresentados em demonstrações

nos stands dos expositores ou em

áreas criadas, especificamente, pelo

Salão Equip Auto e os seus parceiros.

Em particular, por intermédio de debates

e mesas redondas com especialistas

e utilizadores. O remarketing de

veículos usados é uma oportunidade

para o desenvolvimento e diversificação

dos negócios. O parque automóvel

está a envelhecer mais do que nunca e

o mercado de viaturas com mais de cinco

anos é “terreno” que precisa de ser

recuperado, com dois terços das transações

de veículos usados ​a ocorrer entre

particulares. Portanto, ainda existe

potencial de desenvolvimento para os

players existentes e espaço (pouco) para

a entrada de novos players. É por isso

que o remarketing está no centro do

debate e, principalmente, no pós-venda

de hoje. Para a sua quarta edição

na Equip Auto, a Univers VO associa

os profissionais do setor automóvel à

oportunidade de negócio do remarketing

e reúne as principais disciplinas

do remarketing de veículos: compra,

logística, recondicionamento, garantia,

dados, empresas digitais, soluções de

recrutamento e franchisings de rápido

crescimento. Até ao momento desta

entrevista, 60 expositores líderes com

perfis complementares estarão presentes

no espaço partilhado Univers VO

para oferecer aos profissionais uma

ampla visão geral do mercado.

Quais os principais temas que

serão abordados no programa de

atividades paralelas?

Um rico e variado programa de palestras

será realizado na área de conferências

(Pavilhão 2.2) e oferecerá

uma infinidade de temas relacionados

com as inovações e preocupações da

indústria automóvel. No fundo, contribuições

que estão em sintonia com

o propósito da exposição, “Preparar o

Presente, Preparar o Amanhã”, que girará

em torno de três temas principais,

que colocarão a inovação no centro

das discussões e oferecerão uma prévia

visão sobre as novas tendências futuras.

Os eventos dedicados abordarão

a reutilização, a lavagem, a formação

e o emprego para esclarecer e orientar

os profissionais. Um fórum de formação

básico e contínuo sobre tecnologia

e serviços mostrará as novas habilidades

necessárias, tendo em vista as

mudanças que ocorrerão no emprego.

Esta área, localizada na “Pont des Expositions”,

foi projetada em conjunto

com a GNFA (organização francesa

especializada em formação e educação).

Além disso, os visitantes terão a

oportunidade de seguir as pistas temáticas

sugeridas e de reunir-se com expositores

que oferecem produtos e serviços

relacionados, como manutenção

eletrónica, formação, pós-venda HGV,

pneus, Economia Circular e remanufactura.

A inovação estará focada nos

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2019 39


MARIO FIEMS

vencedores dos Grandes Prémios Internacionais

de Inovação Automóvel

2019. O ênfase específico será colocado

este ano no setor dos pneus. Na encruzilhada

dos temas do Salão Equip

Auto 2019, a indústria dos pneus será

destacada como um espetáculo dentro

do espetáculo, reunindo todo o ecossistema,

desde fabricantes até empresas

de reparação.

Qual a área total de exibição e qual

o número de expositores esperado

para a edição deste ano?

São esperados 1.200 expositores e

marcas entre os dias 15 e 19 outubro,

incluindo fabricantes, distribuidores

e importadores. Empresas estrangeiras

representam 60% do número total

de expositores. Na feira, estarão

presentes 35 países.

Entraram novos expositores em

relação à edição de 2017?

Acolheremos 56% novas empresas e

marcas entre os expositores e as insígnias

representadas no Salão Equip

Auto 2019. As reservas deste ano

traduzem um aumento de 4,5% em

área por comparação com a edição de

2017. Registamos a presença de muitas

empresas fidelizadas e, em vários

setores, o regresso de muitos expositores,

incluindo Berner, Continental,

Lacour, LIQUI MOLY, SICAM com a

Beissbarth e Werther, SAM Outillage,

Texa, ZF… Isto para citar apenas algumas

empresas.

E no que toca a expositores

portugueses, quantos estão

confirmados?

Até ao momento desta entrevista, apenas

duas empresas portuguesas estavam

confirmadas: Veneporte e Valente

& Lopes, Lda. Infelizmente, este número

é inferior ao de 2017, uma vez que

contámos, na edição passada, com seis

empresas de Portugal. Esperamos que

mais empresas portuguesas visitem o

Salão Equip Auto e fiquem convencidas

para exporem da próxima vez.

O que fez a organização da Equip

Auto para promover contactos e

oportunidades de negócio para os

expositores?

Não só reunimos uma oferta rica para

os visitantes e promovemos um

programa consistente de eventos paralelos,

como concebemos, também,

uma campanha de promoção alinhada

com os nossos objetivos. Programa

esse que inclui uma ampla cobertura

da media em França e no exterior,

além de atividades intensas nas redes

sociais, para abordar comunidades

de profissionais do pós-venda. Várias

conferências de imprensa foram realizadas

na Europa ou no exterior e são

esperados mais de 250 jornalistas durante

o Salão Equip Auto, em representação

de mais de 27 países. Além

disso, aproveitamos outras importantes

exposições internacionais para recrutar

expositores e visitantes.

Como define o perfil do visitante do

Salão Equip Auto?

Entre os visitantes do Equip Auto,

são três as categorias principais do

certame. Com base na edição de 2017,

o respetivo peso é de 43% para empresas

de reparação e manutenção,

incluindo organizações de reparação

independentes (mecânica, carroçaria,

especialista), profissionais de redes

de manutenção e reparação de pneus

(gerais e especializadas), especialistas

em vidro automóvel (redes), oficinas

integradas, 31% para retalho e distribuição,

incluindo concessionários,

gestores de frota e empresas de locação

(leasing ou aluguer de curto duração),

revendedores de peças e equipamentos,

alianças de distribuição de

automóveis, 10% para fornecedores

da indústria automóvel ou capacidade

de produção. Outros perfis de visitantes

incluem empresas de serviços

(11%) e imprensa, influenciadores e

organizações oficiais (5%).

Em poucas frases, porque razão é

importante que os profissionais do

pós-venda visitem a Equip Auto?

O Equip Auto é um dos principais

pontos de contacto na Europa para a

criação de redes entre fabricantes de

automóveis, fabricantes de peças, distribuidores

e indústria de reparação,

na procura de novos produtos, serviços

ou parceiros. Reúne toda a família

do pós-venda automóvel em Paris

num ambiente profissional, agradável

e propício aos negócios. O certame é

um ponto de encontro internacional

de inovação técnica e serviços para

mobilidade. Mais: é o lugar para descobrir

e compreender as interrupções

tecnológicas destinadas a enfrentar

os desafios de amanhã. O Equip Auto

é um evento obrigatório para acompanhar

o ritmo de tecnologias e serviços

inovadores. Durante cinco dias,

os profissionais do pós-venda poderão

identificar e obter uma visão direta

das principais tendências tecnológicas

que se encontram em desenvolvimento

no setor. Podem imaginar e planear

o futuro com as start-ups presentes

reunidas numa “vila” no Equip Auto,

situada no Pavilhão 2.2. Os visitantes

profissionais poderão beneficiar

de uma exibição excecional, repleta de

inovações e novas soluções, incluindo

um grande número de demonstrações.

Também poderão aproveitar oportunidades

substanciais de intercâmbio

e recolha de informações, o que lhes

permitirá capitalizar os seus negócios

e preparar melhor o amanhã. O salão

oferece-lhes oportunidades para construir

relacionamentos de negócios com

colegas, num evento social e de enorme

dimensão humana.

Quais são as previsões em termos de

número de visitantes para este ano?

Esperamos 100.000 visitantes profissionais,

incluindo 20% de fora de

França.

Porque considera a organização

esta feira tão importante e porque

é ela realizada na França e não em

qualquer outro país da Europa?

França é classificada como o segundo

país mais importante da Europa no

que ao mercado do pós-venda diz respeito.

E, esta, é, sem dúvida, uma boa

razão para acolher um grande evento

do setor. No entanto, não pretendemos

que o Equip Auto seja o único

evento importante da Europa. Mas é

o evento mais importante do aftermarket

em França, que se destina a

todos os profissionais internacionais

do pós-venda. A Equip Auto foi lançada

em 1975 e estabeleceu-se como

uma marca forte e notória em todo o

mundo. l

ATÉ AO MOMENTO DESTA ENTREVISTA, APENAS DUAS EMPRESAS

PORTUGUESAS ESTAVAM CONFIRMADAS: VENEPORTE E VALENTE &

LOPES. NA EDIÇÃO DE 2017, ESTE NÚMERO FOI SUPERIOR: SEIS

40 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


Oficina

do Mês

A OFICINA DO MÊS É PATROCINADA POR TOTAL ROC (RAPID OIL CHANGE)

GARAGEM L. SÁ

EVOLUÇÃO CONTÍNUA

FUNDADA EM 2002, A GARAGEM L. SÁ, SITUADA EM ANSIÃO, CONTINUA A EVOLUIR DESDE O PRIMEIRO DIA.

A PARCERIA COM A RODAPEÇAS E A ADESÃO AO PADOR AUTO SERVICE FORAM MARCOS IMPORTANTES

NO PERCURSO DA OFICINA por Jorge Flores

A

paixão de Luís Sá pela reparação automóvel

começou muito cedo. Primeiro, na área

da repintura. Depois, como bate-chapas,

mecânico e tudo um pouco, porque o conhecimento

oficinal não se esgota. Quando regressou a

Portugal vindo do estrangeiro, Luís Sá tinha já em

mente a criação de um negócio por conta própria.

E foi assim que nasceu, pelas suas mãos, a Garagem

L. Sá, em Ansião. “Comecei sozinho o projeto.

E não foi tudo de uma vez. A casa foi construída

aos poucos”, revelou o responsável.

Numa primeira fase, a Garagem L. Sá dedicava-se

aos serviços de chapa e pintura. Seguiram-se as pequenas

reparações. Atualmente, assegura todos os

serviços oficinais nas instalações, com 680 m 2 cobertos

e 2.000 m 2 de parque: eletricidade, diagnóstico,

direções, ar condicionado e pneus - apenas

o trabalho de estofador é subcontratado a uma empresa

sua parceira.

Pador AUTO Service

Atualmente, a Garagem L. Sá conta com três colaboradores

técnicos, aos quais se junta Paula Sá, sua

esposa, que trata das questões administrativas e fi-

GARAGEM L. SÁ

Gerente Luís Sá

Morada Rua Principal Ribeira do Açor

3240 - 232 Ansião

Telefone 236 673 123

Email garageml.sa@sapo.pt

nanceiras da empresa. Com 17 anos de existência, a

oficina sempre teve resultados económicos e financeiros

positivos, que lhe têm permitido um investimento

constante em equipamento de vanguarda,

como se comprovou na visita do Jornal das Oficinas

ao espaço. Um crescimento sustentável e contínuo

que muito deverá à “qualidade do serviço” e

a uma sólida carteira com quase 500 clientes ativos,

oriundos, sobretudo, das cidades de Pombal e

Coimbra, maioritariamente, particulares.

Ao contrário dos primeiros tempos da oficina, hoje,

a repintura representa apenas 10% do negócio. “Mudou

muito”, explicou Luís Sá. “Agora, cerca de 90%

são serviços de mecânica”, acrescentou o responsável.

Marco importante para a atividade da oficina foi

o estabelecimento da parceria com a Rodapeças,

consolidada, ainda mais, em 2015, através da adesão

ao Pador Auto Service, uma mais-valia para

a atividade, graças aos serviços prestados através

deste programa de fidelização, que inclui call center,

portal (que garantiu melhor gestão e maior rapidez

nas entregas), formação técnica e empresarial

e ainda apoio técnico constante, ministrados

aos funcionários da casa. l

A OFICINA ASSEGURA TODOS OS SERVIÇOS NAS SUAS

INSTALAÇÕES. APENAS OS TRABALHOS DE ESTOFADOR SÃO

SUBCONTRATADOS A UMA EMPRESA SUA PARCEIRA

42 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


NOTÍCIAS // DINÂMICA DO SETOR ESCREVE-SE DE A A Z

Empresas

C

M

Y

NGK

NOVO DIRETOR DE DESENVOLVIMENTO

CM

MY

CY

CMY

A

NGK Spark Plug Europe criou o posto de diretor de desenvolvimento

de negócios aftermarket EMEA e nomeou Lionel Vautrin, responsável

com experiência global, para o cargo recém-criado, com efeito desde o

dia 23 de setembro de 2019. Lionel Vautrin chefiará as equipas de negócios

na Europa, Médio Oriente e África para desenvolver, continuamente, relacionamentos

com clientes existentes e estabelecer novos. O que inclui a gestão de

contas-chave e relações com grupos de comércio internacional (ITG). Lionel

Vautrin iniciou a sua carreira na Valeo, onde, após vários cargos importantes

na área de aftermarket, estabeleceu a Valeo Service China. Passou para

a Hella, estabelecendo o seu conceito de oficina chinesa e liderando a operação

de aftermarket na Ásia-Pacífico antes de regressar à Europa como diretor

de desenvolvimento de negócios, na altura chefe de vendas e marketing na

Hella França. Lionel Vautrin, afirmou estar muito satisfeito por ter a chance

de supervisionar uma nova era de potencial crescimento, pelo que, diz, será

um prazer fortalecer e ampliar o relacionamento com os clientes nos diversos

mercados da região EMEA.

K

44 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


IMAGEM REFORMULADA

AB Lubs | Com mais de 100 anos de experiência no

setor dos petróleos, a Alves Bandeira comercializa e distribui

lubrificantes para todos os segmentos de mercado, através

da marca própria AB Lubs. Com o desenvolvimento do

mercado e crescimento do próprio negócio, tornou-se

necessário reformular a imagem dos seus produtos de forma

a que a marca seja reconhecida mundialmente, destacandose

das suas concorrentes. A nova imagem mantém na base

a essência AB (Alves Bandeira) e alavanca, agora, a sua

origem europeia, através da estrela, como selo de qualidade,

eficiência e maior performance. A marca reformula, assim, a

sua missão: “Tecnologia europeia, performance global”.

+BATERIAS

NOVA LOJA NA MARGEM SUL

desde setembro passado que a +BATERIAS

passou a contar com mais um estabelecimento

na cidade do Seixal, a cinco minutos

do Centro Comercial Rio Sul Shopping, situado

na Av.ª 1.° de Dezembro, 1640.

A abertura deste novo espaço vem dar continuidade

ao processo de expansão de um projeto que

visa, sobretudo, proporcionar ao profissional

do setor automóvel e ao consumidor em geral

um local onde estes possam encontrar soluções

em baterias a preços competitivos. Sempre com

o selo de elevada qualidade das marcas representadas:

FIAMM (bateria original de Ferrari,

Mercedes-Benz, Renault, Volvo, Opel, Nissan,

Toyota, Citroën e Peugeot, entre outras), EURO-

CELL (marca portuguesa com excelente relação

qualidade/preço) e OUTDO (marca registada da

HUAWEI Power Source Co., Ltd.).

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www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2019 45


Notícias

empresas

SOLUÇÕES EM A/C AUTO

E REFRIGERAÇÃO DE TRANSPORTE

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CEPRA

CAMPEONATO MUNDIAL

DAS PROFISSÕES

O

45.° Campeonato Mundial das Profissões, desenvolvido pela

WorldSkills International, decorreu em Kazan, na Rússia, de 22

a 27 de agosto de 2019, tendo contado com a participação de

1.354 jovens profissionais, de 63 países, para competir em 56 profissões.

Portugal esteve representado por 16 concorrentes, que participaram em

14 profissões, tendo obtido medalhas de excelência em seis delas. Daniel

Stelmach, ex-formando de Mecatrónica Automóvel do CEPRA, obteve

uma das medalhas de excelência na competição de Mecatrónica Automóvel,

em que participaram 35 países. Foram quatro dias de competição

intensa a realizar exigentes provas representativas da profissão, mas

o esforço foi premiado com a obtenção da medalha. Foi mais um excelente

resultado obtido pelos ex-formandos do CEPRA, que se junta, a

nível europeu, às duas medalhas de prata, três medalhas de bronze, uma

medalha de excelência e uma de “Best of the Nation”. Já a nível mundial,

foram três as medalhas de excelência conquistadas.

SUSPENSÃO E DIREÇÃO

EM CAMPANHA!

ARBITRAGEM E MEDIAÇÃO OBRIGATÓRIAS

casa | O Centro de Arbitragem do Sector Automóvel informa que as empresas estão

obrigadas a aceitar a arbitragem e a mediação nos litígios de consumo até €5.000 desde o 16 de

setembro de 2019, nos termos da Lei 63/2019, de 16 de agosto. Segundo a Lei 144/2015, mesmo

as empresas não aderentes passam a ser obrigadas a informar os consumidores que os centros de

arbitragem de conflitos de consumo são as entidades competentes para a resolução dos litígios

decorrentes dos serviços que prestam ou dos bens que vendem. As empresas não aderentes ao

CASA podem obter o dístico necessário ao cumprimento das obrigações legais, contactando o

centro através do site www.arbitragemauto.pt e indicando no assunto “outro/dístico arbitragem

necessária”. Quem não cumprir a lei, pode ser alvo de um processo de contraordenação, instruído

pela ASAE, e as coimas situam-se, para pessoas singulares, entre €500 e €5.000, subindo para

entre €5.000 e €25.000 no caso de pessoas coletivas.

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Notícias

empresas

HOT SHOT’S SECRET AUMENTA PORTEFÓLIO

Best Stock | A empresa de Oliveira de Frades introduziu no seu já vasto portefólio

de produtos de qualidade a marca norte-americana Hot Shot’s Secret. Tratam-de

produtos cientificamente comprovados na linha de aditivos para óleo e gasóleo,

utilizando a nano tecnologia. Eliminadores de impacto, anti-fricção, tratamento diário do

Diesel com incremento de cetano e estabilizador de óleo fortificado, entre outros, são as

principais novidades. Para além das marcas que comercializa há mais de uma década, tais

como Ride-On, Lucas Oil, Jack - Manufacturing, Grease Bully, TigerGreep e Accel, a Best

Stock, Lda. continua a ter uma distribuição ibérica de todas as gamas comercializadas.

NUNO BANHA É O NOVO DIRETOR-GERAL

Berner Portugal | A especialista em produtos para o setores da mobilidade, construção e

indústria faz um balanço desde outubro de 2018, data em que tomou posse o novo diretor-geral, Nuno

Banha. Para compreendermos o percurso de Nuno Banha, voltamos atrás na história, quando a marca Berner

adquire a empresa Abraçoflex, fundada por Carlos Esteves, em abril de 1985. Em abril de 1996, é constituída

a Berner Portugal, sob a liderança de Carlos Esteves. Para ajudar a enfrentar os desafios de um rápido

crescimento, Nuno Banha entra para a Berner Portugal em abril de 1998 como diretor financeiro e, em maio

de 2013, deu um passo em frente para a liderança da Berner Espanha, onde tem sido bem sucedido.

Atualmente com 46 anos, é o jovem empreendedor que lidera metodicamente a Berner de Portugal.

ABERTA “GUERRA” ao Formato EM PAPEL

Metelli Group | Fruto da sua grande preocupação ambiental, o Metelli Group decidiu abrir “guerra” ao papel, passando a disponibilizar as instruções das

suas bombas de água em formato digital. Graças à segurança consolidada das ferramentas de TI atuais, o Metelli Group decidiu eliminar os folhetos de instruções

fornecidos com as bombas de água METELLI, GRAF e KWP, substituindo-os por uma versão digital em PDF, que pode ser consultada ou descarregada no site usando

um código QR. O profissional precisará apenas de um smartphone para ler o código QR no rótulo do produto e será imediatamente enviado para a secção específica

do produto no site. Como alternativa, as informações podem ser consultadas ou descarregadas diretamente na área de Suporte/Documentação Técnica do site.

Além do folheto de instruções, que pode ser descarregado em formato PDF, o utilizador pode, agora, aceder a outras informações, como aplicações, códigos OE,

tutoriais em vídeo para instalação e folhas de dados do produto.

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48 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


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Notícias

empresas

GAMA GANHOU MAIS 200 PRODUTOS

SIEGEL | Com cerca de 200 novos componentes, a marca SIEGEL

Automotive ampliou a sua gama de produtos. A marca de produtos da

empresa Diesel Technic oferece com isso aos seus parceiros de distribuição

e clientes de oficina uma gama ainda maior. O programa de peças de

reposição ampliado é resultado do constante crescimento da marca,

principalmente nas regiões transatlânticas. Agora, a SIEGEL Automotive

oferece uma gama de cerca de 1.500 peças, desde acabamentos,

iluminação, equipamentos elétricos e outros grupos de produtos. Com

a SIEGEL Automotive, os clientes de oficinas beneficiam de uma solução

acessível, com 12 meses de garantia. O novo catálogo está disponível

online e em versão impressa, que pode ser adquirida através dos parceiros

de distribuição locais.

CAMPANHA DE Bacias DE

RETENÇÃO E GAMBIARRAS

PCC | A pensar nos clientes, a empresa de Vila Nova de Famalicão

renovou uma das suas campanhas. Especialista em equipamento

oficinal, a PCC renovou a sua conhecida campanha de bacias de

retenção e gambiarras de 700 lúmenes. Estas ferramentas facilitam

o trabalho diário dos profissionaisda reparação e manutenção de

veículos, ajudando-os a ser mais produtivos e eficientes.

5.º ANIVERSÁRIO

Oxycedet | A marca 100% portuguesa festejou o seu 5.º

aniversário no mês de setembro e promete muitas surpresas. A rede

de distribuidores (dentro e fora de Portugal) está de parabéns pelo

excelente trabalho realizado na afirmação da Oxycedet no mercado.

“Foi duro. Conseguimos marcar a diferença no mercado, com a

qualidade máxima da nossa gama de produtos e, também, com

a nossa maneira de trabalhar com os clientes”, pôde ler-se em

comunicado enviado à nossa redação. A marca continua a querer

crescer, sempre com o foco em oferecer aos clientes produtos com o

máximo de qualidade possível. Para comemorar o quinto aniversário

junto dos clientes, a Oxycedet fez várias campanhas junto dos mesmos.

NOVA CERTIFICAÇÃO PARA

sistemas DE REFRIGERAÇÃO

MGM | A certificação é extremamente importante para operar

em diversas áreas do setor automóvel (e não só). A pensar nos

clientes, a MGM concluiu mais uma certificação. A empresa está,

atualmente, certificada para reparar equipamentos fixos de

refrigeração e ar condicionado que contenham gases fluorados

com efeito de estufa. Existem muitos procedimentos e cuidados a

ter em conta por quem manuseia este tipo de gases. É importante,

por isso, que todas as reparações deste género sejam realizadas por

pessoas e empresas formadas e com acreditação para as efetuar.

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Os MEYLE-KITS poupam tempo e dinheiro, tornando o trabalho diário da oficina mais eficiente.

Isso simplifica bastante todas as reparações e reduz significativamente os custos, otimizando o

aproveitamento das plataformas elevatórias. Resultado: clientes satisfeitos. Desenvolvemos os

MEYLE-KITS colocando-nos no lugar do mecânico e dando ênfase ao aumento da eficiência

e da rapidez no dia-a-dia da oficina.

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Notícias

empresas

PROGRAMA ZF [PRO]POINTS OFERECE PONTOS EXTRA

ZF Aftermarket | O programa de fidelização para oficinas da ZF Aftermarket, ZF [pro]Points, tem um total de 50.000

pontos para oferecer aos novos membros do programa. Cada oficina que efetuar o registo online conquista uma parte desta

oferta. Esta promoção é destinada a novos registos de oficinas no programa e está válida até 10 de dezembro de 2019 ou até

esgotar os pontos disponíveis para esta ação. As oficinas portuguesas que

aderirem ao programa ZF [pro]Points até 10 de dezembro, conquistam a sua

parte da oferta de 50.000 pontos – 500 pontos imediatamente creditados na

conta ZF [pro]Points.

É extremamente fácil aderir ao programa e começar a conquistar pontos, que

podem ser trocados por uma grande variedade de prémios muito atrativos.

Basta efetuar o registo em www.zf-propoints.com.

No programa ZF [pro]Points, os pontos são conquistados com as compras dos

produtos das marcas da ZF Aftermarket: Lemförder, Sachs e TRW. Pontos esses

que podem ser trocados por prémios muito atrativos.

Ao adquirir os produtos das três marcas, a oficina só tem de recortar as

etiquetas das embalagens e devolvê-las por correio em envelopes com portes

pagos. Por cada etiqueta devolvida, são creditados pontos na conta ZF [pro]

Points da oficina. Cada vez que uma oficina se regista no programa, recebe um pacote de boas-vindas.

PREMIADA PELA Fca

Dayco | A fornecedora de sistemas de transmissão para as indústrias

automóvel, industrial e de pós-venda foi reconhecida devido à sua

qualidade pelo fabricante global de veículos Fiat Chrysler Automobiles

(FCA), tanto pela produção como pela

parceria exclusiva de fornecimento de peças.

O prémio, que se refere especificamente às

instalações da Dayco, em San Luis Potosi, no

México, foi concedido como resultado do seu

excelente desempenho como fornecedor da

FCA. O prémio de “Fornecedor de Qualidade

Excecional” da FCA diz respeito ao ano civil

de 2018 e baseia-se numa série de métricas

de desempenho exigentes, principalmente

com referência à qualidade, garantia, entrega

e processos da empresa, que a FCA descreve como um compromisso

inabalável com a qualidade e a paixão por entregar os melhores

produtos para os clientes.

SOLUÇÃO PARA MENOS CO 2 PASSA PELOS COMBUSTÍVEIS SINTÉTICOS

Bosch | A marca defende a utilização de combustíveis sintéticos renováveis para a redução das emissões de CO₂ e apresenta várias razões para estes combustíveis

fazerem parte da mobilidade do futuro. Os combustíveis sintéticos renováveis há muito que passaram a fase inicial de testes. Tecnicamente, já é possível fabricar

combustíveis sintéticos. O processo começa com a aplicação da eletricidade gerada a partir de fontes renováveis para obter hidrogénio da água. Posteriormente, é

adicionado carbono. Finalmente, é combinado CO₂ e H₂ para produzir gasolina sintética, Diesel, gás ou querosene. Este processo de produção é perfeitamente viável,

mas falta ainda capacidade produtiva. Como o próprio nome sugere, os combustíveis sintéticos renováveis são fabricados, exclusivamente, com energia obtida de

fontes renováveis, como o sol ou o vento. Quando na base da produção estão energias renováveis, os combustíveis sintéticos podem ser produzidos em quantidades

ilimitadas. Gerar energia renovável suficiente é simples. Pode ser feito à escala global e pode ser armazenado e transportado com relativa facilidade.

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Notícias

empresas

COMPROMETIDA COM O AMBIENTE

MANN+HUMMEL Iberia | A 1 de setembro, entrou em vigor o regulamento

europeu de medição de emissões RDE (Real Driving Emissions), complementando o

Procedimento Global Harmonizado para Ensaios de Veículos Ligeiros (WLTP), em vigor

desde 2018. O regulamento RDE é o primeiro teste a nível global realizado diretamente

em estrada, que visa medir e controlar as emissões poluentes de NOx e partículas em

condições reais de condução. A empresa alemã reafirma o seu forte compromisso com

estes novos regulamentos, que procuram dar um “passo em frente” para uma mobilidade

mais eficiente. Nos últimos anos, lançou várias soluções tecnológicas que ajudaram a

reduzir os limites de NOx e partículas contaminadas. Uma das iniciativas mais recentes

foi a abordagem do inovador filtro de partículas finas integrado, que pode ser instalado

no módulo dianteiro do veículo.

SCHAEFFLER

ACREDITA NO FUTURO

DO MOTOR DE COMBUSTÃO

A

Schaeffler

prevê que o motor de combustão interna continue a desempenhar

um papel decisivo no futuro. Em 2030, os motores de combustão

interna continuarão a ser instalados em 70% dos veículos, dos quais 30%

dependerão, exclusivamente, do motor de combustão interna e 40% serão híbridos.

Portanto, é essencial que o desenvolvimento dos propulsores tradicionais

continue. No IAA, este fabricante apresentou diversas soluções que permitem

uma poupança de combustível de até 15% dependendo do motor e da categoria

do veículo. Destaque para a última versão do seu controlo de válvulas totalmente

variável: UniAir. Além de ser mais compacto, esta evolução é 30% mais leve do

que a versão anterior e permite otimizar ao máximo a passagem do ar no motor,

de modo a conseguir o máximo de dinâmica perante as mudanças de carga e velocidade.

A Schaeffler também apresentou um importante desenvolvimento com a

sua árvore de cames de ajuste elétrico (ECP). Este sistema realiza ajustes rápidos

de acordo com a velocidade e a temperatura, permitindo otimizar a distribuição

das válvulas em toda a gama de funcionamento e temperatura.

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Notícias

EMPRESAS

APOSTA NA PROMOÇÃO DO DESPORTO

AUTOzitânia | No âmbito do seu programa de apoio ao desporto nacional, a Autozitânia

desenvolveu uma parceria com a Federação Portuguesa de Atividades Subaquáticas (FPAS), patrocinando

a Seleção Nacional de Hóquei Subaquático. A Autozitânia tem como foco e pretende, desta forma, apoiar

modalidades com menor expressão e visibilidade em Portugal quando comparadas com outras mais

populares, permitindo que os seus participantes tenham, também, a possibilidade de representar o nosso

país em eventos internacionais. Recorde-se que a Seleção Nacional de Hóquei Subaquático se destacou

pelo 5.° lugar obtido na sua participação no Campeonato Europeu de Hóquei Subaquático, realizado em

Espanha. O Hóquei Subaquático foi criado no ano de 1954, em Inglaterra, sendo uma modalidade em

franco crescimento. Está presente em Portugal desde 2007 e conta, neste momento, com sete equipas

oficializadas.

RESPONDE A DÚVIDAS SOBRE LUBRIFICANTES

euroPARTNER | A rede nacional de lojas de peças independentes recebe,

diariamente, no seu call center, várias perguntas acerca de lubrificantes e líquidos. Algumas

delas decidiu partilhar com o mercado. Perante a dúvida “É obrigatório usar a marca de óleo

recomendada pelo fabricante do veículo?”, a resposta é... “Não! Práticas anti-concorrenciais

são proibidas no mercado de lubrificantes”. Aqui ficam as três perguntas e respostas que a

euroPARTNER decidiu partilhar com o mercado:

l Um fabricante de automóveis pode impor o uso de determinadas marcas de lubrificantes

ou outros líquidos para os seus veículos?Não. Existe apenas uma exceção: quando

o fabricante paga os produtos. Por exemplo, no caso de uma linha de produto ser

descontinuada. Em todos os outros casos, pode usar-se o produto euroPARTNER mais

adequado.

l Os fabricantes de automóveis podem recomendar certos lubrificantes ou outros

líquidos?Sim, as recomendações são permitidas. No entanto, não são vinculativas, uma

vez que o fabricante só pode estabelecer requisitos mínimos. Com todas as especificações e

aprovações que existem, na euroPARTNER tem-se em atenção esses requisitos.

l A garantia é afetada se a marca recomendada pelo fabricante não for usada?Não. O

fabricante não pode limitar a sua garantia. Desde que o lubrificante cumpra os requisitos

de qualidade e desempenho. E os lubrificantes euroPARTNER, que cumprem esses

requisitos, atendem aos índices de viscosidade SAE, às normas e especificações ACEA.

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56 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


Publireportagem

MINUTO VALORPNEU

NOVOS CENTROS DE RECEÇÃO

PROCURAM-SE!

O

s municípios de Portalegre e Castelo Branco estão na mira da Valorpneu. A

entidade gestora abriu concurso para angariar dois novos centros de receção

nestes municípios, em substituição dos atuais locais de armazenamento de

pneus usados nas unidades de gestão, valorização e tratamento dos resíduos urbanos

que a entidade detém nestas zonas, deixando esta empresa de ter licença para a

armazenagem temporária de pneus usados, a partir de março de 2020.

Para integrarem a rede de recolha da Valorpneu, os candidatos licenciados para esta

atividade apenas têm de descarregar a documentação em www.valorpneu.pt e enviar

a apresentação da proposta até 18 de outubro de 2019. As propostas deverão ser

apresentadas em formato digital e enviadas para o endereço valorpneu@valorpneu.

pt. Os interessados puderam solicitar esclarecimentos relativos à boa compreensão e

interpretação dos elementos expostos até dia 30 de setembro de 2019, sendo os mesmos

esclarecidos pela entidade gestora, no máximo, até ao dia 4 de outubro de 2019.

Todos os candidatos que apresentem candidaturas válidas serão alvo de vistoria para

validar a informação constante da proposta. No final do mês de novembro, estarão

selecionados os novos Centros de Receção de pneus usados. Desta forma, a Valorpneu

irá assegurar que os detentores de pneus usados (oficinas, retalhistas de pneus e

outras entidades) continuarão a ter um local adequado para depositarem os pneus

que retomam dos seus clientes.

Atualmente, a rede de recolha da Valorpneu é constituída por 39 Centros de Receção

no Continente, 8 Centros de Receção nos Açores e 1 Centro de Receção na Madeira.

Candidate-se e fique a par de todas as vantagens de pertencer à rede Valorpneu.

NOVAS OPORTUNIDADES A REVELAR NO EQUIP AUTO

delphi |A empresa vai apresentar, no Salão Equip Auto, a sua inovadora gama de produtos e

serviços concebidos para que os distribuidores e oficinas possam oferecer reparações rápidas, rentáveis

e de qualidade para atender às últimas tecnologias instaladas nas viaturas. Entre elas, inclui-se o

equipamento de ensaios Hartridge Excalibur GDi Master e a sua ferramenta DS-Flash Pass-Thru. Quem

visitar o stand da Delphi Technologies, também pode receber uma formação técnica gratuita destinada

a proporcionar às oficinas novas capacidades para melhorar tanto a eficiência como a percentagem de

primeira reparação. Para a Delphi Technologies, “a crescente ‘hibridação’ e ‘eletrificação’ do sistema de

transmissão da viatura é uma significativa oportunidade para o mercado de pós-venda, mas só para

quem tiver as peças de reposição, ferramentas e conhecimentos adequados”.

PRÉMIO “TOP 20 TOOLS”

CEMB | A revista norte-americana Motor Magazine, especializada no setor automóvel,

publicou, pelo 28.º ano, uma lista das 20 principais ferramentas para a indústria automóvel

disponibilizadas por designers, fabricantes e fornecedores de todo o mundo, que, graças

às suas funções inovadoras, oferecem melhorias para todo o setor. Este ano, nas “Top 20

Tools”, destaca-se o nome Argos, sistema de alinhamento de rodas sem grampos projetado

e fabricado pela CEMB, que foi premiado como um produto inovador que permite aos

profissionais realizarem as suas atividades com mais facilidade, maior rapidez e melhor

desempenho. Este é o segundo ano consecutivo em que a CEMB aparece na lista. Em 2018,

a marca foi premiada com a máquina de equilibrar rodas ER75 TD. Isto reflete o constante

crescimento corporativo, que visa desenvolver e oferecer produtos cada vez mais inovadores e

próximos às reais necessidades dos clientes.

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2019 57


Notícias

empresas

TURBOS, SENSORES E ATUADORES

GRupo beirauto academia | No início de setembro, o Grupo Beirauto

organizou uma formação de turbos, sensores e atuadores. Esta formação, destinada a

clientes da Mondegopeças e Beirauto, esgotou todas as vagas disponíveis para inscrição.

Houve muito foco no diagnóstico, reparação e cuidados a ter na substituição destes

componentes, uma vez que são muito comuns estas avarias. Todos os clientes ficaram

satisfeitos no final da formação, prometendo voltar a outras sempre que conseguissem.

No final do mês, realizou-se outra ação subordinada ao tema “Gestão de Tempo e

Organização de Trabalho”, que abordou assuntos como a organização e planeamento, o

trabalho na era da Oficina 4.0 e a organização do local de trabalho.

WORKSHOPS MOTUL

Leirilis | Nos passados dias 17 e 18 setembro, a Leirilis realizou workshops para

os seus clientes em Leiria e Lisboa, contanto com a presença de mais de 30 pessoas. O

workshop contou com a presença do diretor técnico da Motul Ibérica: Jordi Ribera. O

objetivo desta ação foi apresentar aos clientes a importância da identificação e utilização

do lubrificante indicado para cada automóvel e aprofundar o conhecimento dos clientes

em relação às diferentes características dos lubrificantes. O workshop foi seguido de um

jantar convívio, onde os clientes puderam trocar impressões e ideias.

ASSESSORIA TÉCNICA REFORÇADA

Grupo TRUSTAUTO | Dando seguimento ao objetivo de proximidade, capacidade

de resposta e qualidade nos serviços prestados à reparação, o Grupo TRUSTAUTO e os

seus parceiros dão as boas-vindas a Pedro Sousa, responsável pela área técnica. A somar

aos meios que, atualmente, disponibiliza às oficinas, entre os quais se destacam o call

center de apoio técnico, a webshop integrada com HaynesPro e um amplo programa de

formação certificado, o Grupo TRUSTAUTO passa, agora, a oferecer, também, assessoria

técnica. Contando com o seu know-how e elevadas credenciais, quer nacionais, quer

internacionais e compreendendo mais de 10 anos de assessoria e apoio técnico à

reparação, Pedro Sousa será o elemento de ligação com a oficina, fortalecendo a imagem

do grupo e da marca TRUSTAUTO, sendo uma enorme mais-valia para o grupo e para os

seus parceiros.

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Q U A L I D A D E O R I G I N A L

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A gama mais ampla, que oferece a melhor cobertura de parque do

mercado, em constante crescimento, com extensões de gama para

cobrir novas necessidades.

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58 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


Notícias

EMPRESAS

PRESENÇA CONFIRMADA NO EQUIP AUTO

MEYLE | De 15 a 19 de outubro de 2019, a MEYLE irá apresentar, no Salão Equip Auto,

em Paris, muitos novos produtos, inovações e kits das três linhas de produtos, MEYLE-

HD, MEYLE-PD e MEYLE‐ORIGINAL, bem como soluções individuais próprias. A MEYLE

apresentará, entre outros, o braço de suspensão MEYLE-HD em alumínio para BMW e

MINI, uma solução tecnicamente aperfeiçoada face à peça de origem. A vasta gama de

bombas de água MEYLE-HD, disponível para uma vasta gama de aplicações em veículos,

também não ficará de fora. No stand, também estarão as pastilhas de travão MEYLE-PD da

próxima geração. O fabricante de Hamburgo deu mais um passo, reduzindo ao mínimo o

nível de ruído das suas pastilhas especialmente orientadas para a performance. No total,

350 pastilhas de travão MEYLE-PD para automóveis foram tecnicamente desenvolvidas,

em comparação com a versão anterior. Outra novidade a apresentar no Equip Auto, é o

novo rolamento do motor híbrido MEYLE-HD, que combina as propriedades excecionais do

material de poliuretano para longevidade e polyelast para maior conforto.

PATROCÍNIO DA BAJA TT VINDIMAS

Divpax | Este membro da RedeInnov foi Patrocinadora Oficial do Evento Baja TT Vindimas do Alentejo,

que ocorreu em setembro. Contudo, a prova foi cancelada devido ao elevado risco de incêndio. Porém,

a zona de expositores manteve-se ativa. A Divpax esteve presente durante os três dias no evento com o

intuito de aumentar a notoriedade do seu negócio na região predominante onde atua: Beja. As marcas

e produtos comercializados pelas diferentes marcas estavam devidamente expostos para que os clientes

tivessem, desde logo, proximidade com o que a Divpax representa. Este evento contou com o apoio

absoluto da RedeInnov e com a participação de alguns fornecedores comercializados pela Divpax/

RedeInnov, como Eni, CTR, Dayco, InnovParts, Tudor, Breda Lorett, Denso, Valeo, Monroe, Wix, Mann-Filter,

SAM Ferramentas, ORIS ACPS e Montcada. Os serviços disponibilizados pelo Centro Técnico RedeInnov –

Serviço Técnico Oficial da CTR - também estiveram em destaque no evento.

GATES REFORÇA APOIO AOS INSTALADORES

A Gates aumentou os seus serviços de suporte técnico benéficos para os distribuidores e os seus clientes de oficinas,

lançando webinars em direto via GatesTechZone, o site da empresa que disponibiliza informações técnicas, vídeos e apoio

relativo a problemas e diagnósticos. Os novos webinars técnicos permitem à Gates acrescentar informação técnica ainda

mais essencial e útil para o trabalho e transmiti-la a um público muito mais vasto. A série inicial de webinars irá abranger

uma ampla gama de áreas temáticas e de desafios de instalação específicos. Estes incluem a instalação/diagnóstico de

problemas da bomba de água, mangueiras modulares, evolução do refrigerante, correias e ferramentas Stretch Fit e, como

é óbvio, o sistema completo de correias de transmissão acessórias e de correias de transmissão síncronas. Os participantes

podem dar o seu contributo durante as transmissões dos webinars através da função chat em linha, podendo levantar

questões ou mesmo sugerir tópicos para eventos futuros.

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9.ª EDIÇÃO COM MUITAS NOVIDADES

MECÂNICA | De 22 a 24 de novembro, o salão organizado pela Exposalão regressa

a Lisboa para a sua 9.ª edição e contará com um programa renovado e recheado de

novidades. Durante três dias, a FIL será o ponto de encontro para todos os profissionais

que se movimentam no aftermarket, que poderão encontrar, numa área de 10.000 m 2 ,

uma vasta panóplia de produtos, equipamentos e acessórios para o setor automóvel,

equipamento oficinal, autodiagnóstico, ferramentas e repintura, entre muitos outros.

Este ano, a feira contará com uma projeção internacional, fruto de uma parceria com a

SINOMACHINT, um dos maiores grupos industriais chineses, devido à forte aposta que a

organização fez na comunicação e divulgação para os mercados estrangeiros. O grupo

estará presente no salão com uma delegação de dezenas de empresas e será responsável

pela dinamização de uma conferência em espaço próprio, com vários especialistas do setor

automóvel e uma sessão de abertura, na qual marcarão presença o Ministério do Comércio

Chinês, bem como outras entidades oficiais portuguesas e chinesas.

Paralelamente, decorrerá um painel de atividades recheado de novidades, onde se inclui a

final da Competição Challenge Oficinas, organizada pelo Jornal das Oficinas, em parceria a

Polivalor, que, este ano, se realiza num espaço próprio no interior da feira.

VÍDEO TÉCNICO SOBRE SUSPENSÃO

swag | De forma a apoiar os clientes e a reforçar a relação de proximidade com as oficinas, a SWAG

lançou um vídeo técnico em português sobre a substituição do kit de suporte da barra de suspensão

traseira para o Ford Mondeo. O vídeo técnico da SWAG está disponível no canal do YouTube da marca.

Neste vídeo, analisa-se uma peça de desgaste da suspensão traseira do Ford Mondeo. Com a utilização, o

sistema de suspensão pode apresentar desgaste ou até mesmo danos, levando à perda de eficácia. Este

desgaste pode ser ouvido, sentido ou, por vezes, até pode ser visivelmente identificado. São audíveis com

frequência ruídos de impactos ou rangidos e a direção fica “vaga”, causando desgaste irregular dos pneus e,

consequentemente, mau contacto com a superfície da estrada, reduzindo, drasticamente, a capacidade de

travagem dos veículos. A SWAG alerta para as causas que levam a que uma suspensão fique desalinhada,

assim como os passos a ter em conta para a sua reparação.

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HÁ MAIS DE 100 ANOS QUE A PIERBURG

É ESPECIALISTA PARA COMPONENTES DA

ALIMENTAÇÃO DE COMBUSTÍVEL.

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As vantagens das bombas de combustível Pierburg:

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• Bombas de combustível universais como substituição para bombas

de combustível mecânicas não mais disponíveis para carros antigos

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original

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Notícias

EMPRESAS

entregam-nos sete dias por semana, algo que

os clientes adoram. Nem todos os negócios

podem prestar este serviço, mas, se puder,

disponibilize-o, pois, mais cedo ou mais tarde,

poderá dar-lhe uma vantagem competitiva.

GARANTA o seu trabalho

Certifique-se de que dá garantia de todo o

trabalho realizado e de todas as peças instaladas.

Este é um serviço que a maior parte das oficinas

mais conceituadas oferece e você deve fazer

o mesmo se desejar competir no mercado de

pós-venda atual.


CONSELHOS TRW

DICAS PARA PROMOVER

A FIDELIZAÇÃO DOS CLIENTES

Dois terços dos clientes (68%) estão

dispostos a pagar até 15% mais pelo

mesmo produto ou serviço se lhes for

garantida uma experiência melhor” (Fonte:

Podium).

É frequente encontrar estudos e estatísticas

que demonstram que um bom serviço de

atendimento ao cliente é altamente benéfico, não

só para o cliente como, também, para o negócio.

Veja, a seguir, as formas de garantir que a sua

oficina oferece uma experiência melhor:

Limpeza do automóvel

Uma boa adição ao serviço prestado pela oficina

que tem um impacto altamente positivo é

garantir que todos os veículos são lavados,

aspirados e prontos para usar. Assim, o cliente

sai da oficina ao volante de um veículo que não

só está renovado sob o capot como, também,

tem um aspeto melhorado. O cliente sentirá,

subconscientemente, que se o veículo está bem

limpo, está bem reparado e que o aroma fresco

permanece no veículo dias depois da reparação,

este é um lembrete diário do bom trabalho

realizado pela sua oficina. O serviço de limpeza é,

também, uma vantagem prática para o cliente,

porque lhe permite poupar tempo.

Nada é demasiado trabalho

Os clientes podem sentir-se frustrados se as

reparações demorarem mais tempo do que o

previsto. É importante que não prometa algo

que não possa cumprir. O melhor é prometer

pouco e cumprir muito. Mas, mesmo que as

coisas demorem mais do que o esperado, pode

tornar essa situação numa vantagem para si. Por

exemplo, se o cliente estiver a aguardar consigo,

pode oferecer-se para levá-lo a casa e, depois,

deixar lá o veículo mais tarde, o que irá poupar

o cliente a grandes chatices e deixá-lo com uma

impressão muito positiva da sua oficina.

Seja transparente, honesto

e claro

Os clientes confiam mais e dão-lhe mais valor

quando lhes explica, tanto antes como depois da

reparação, o que está errado com o veículo. E pode

tranquilizá-los ainda mais mostrando-lhes as peças

gastas que foram substituídas. Assim, o cliente terá

a certeza de que o trabalho feito era necessário e

deixou o veículo mais seguro - também mostra

respeito pelo cliente porque lhe cedeu alguns

conhecimentos. Certos clientes consideram as

oficinas intimidantes e temem que lhes seja

cobrado demasiado dinheiro, pois, ao contrário

das oficinas, não percebem de viaturas. Mesmo

que estes clientes não percebam a sua explicação,

vão apreciar e confiar no seu serviço. E há outro

benefício aqui. Os outros clientes que entram e

saem da zona de receção da oficina vão ouvir as

suas explicações e vão sentir que se compromete

a oferecer conselhos bons e honestos e que deseja

resolver quaisquer problemas com o menor custo

possível para o cliente.

Seja escrupuloso quANTO

AO preço

Se apresentar um preço justo, isso pode trazer-lhe

sérios dividendos. Para terem a certeza de que

está a fazer um bom preço, os clientes muitas

vezes comparam os preços de duas ou mais

oficinas. Podem estar a deslocar-se à sua oficina

por já lhes terem cobrado demasiado dinheiro

noutra oficina. Pode fazer uma avaliação genuína

e honesta por um preço que seja bom para si

e que supere a concorrência. Ao oferecer um

preço justo, pode ganhar um cliente que traga

os amigos e familiares também – muito mais

rentável a longo prazo do que cobrar o preço

máximo por um trabalho.

Cobre o VALOR correto

Outro aspeto que deixa os clientes

impressionados no final é um preço mais baixo do

que o apresentado no orçamento. Se, ao concluir

o trabalho, descobrir que deu um orçamento

superior ao trabalho que, efetivamente, realizou,

cobre o preço correto. São poucas as atitudes

que os clientes apreciam. Pagar menos do que o

esperado é uma delas.

Esteja disponível

Algumas oficinas vão buscar os veículos e

Tente escolher uma ALTura

CALMA do dia

Se tem um cliente com um problema mais

complicado, sugira que venha numa altura mais

calma do dia – ao final da manhã ou ao início

da tarde – em vez de logo de manhã, quando

estão a ser deixados os automóveis na oficina,

ou no final da tarde, quando vão buscá-los.

Se o cliente desejar que avalie um problema

específico, certifique-se de que tem tempo extra.

Sobreposição de trabalhos ou trabalhos não

agendados podem causar o caos com horários

congestionados na oficina.

Deixe tudo claro desde o início

Cabe-lhe a si saber como funcionam os

automóveis, não aos clientes. Portanto, deve

ajudá-los a explicar com clareza e precisão o

que querem que faça. Escrever uma lista pode

ajudar, em particular se precisam que seja feito

muito trabalho ou se os sintomas são difíceis de

descrever. Assim, poderá evitar mal-entendidos

futuros que possam deixar o cliente irritado.

Obtenha o máximo de detalhes possível do

proprietário do automóvel. Por exemplo, um

pequeno detalhe do género “só ouço o ruído

quando o carro está em marcha-atrás” pode fazer

uma grande diferença no diagnóstico de avarias.

Avarias vagas e intermitentes podem ser difíceis

de identificar. E andar à procura delas pode fazer

com que os seus mecânicos se atrasem, pelo que

deve pedir ao cliente para ajudá-lo, cedendo

todas as informações possíveis.

PASSE uma fatura detalhada

Uma fatura pormenorizada, detalhando tudo

o que foi feito veículo, o tempo que demorou a

fazer a reparação e o preço das peças, deixará

o cliente tranquilo, pois mostra que tem um

negócio organizado e pode evitar discussões

sobre o preço.

Todos os serviços acima descritos vão inspirar

a fidelização e a confiança nos seus clientes

e, como dissemos no início, as pessoas estão

dispostas a escolher uma oficina que seja capaz

de proporcionar ao cliente uma experiência

mais satisfatória. Coloque em prática o

máximo possível de pormenores do serviço

de atendimento ao cliente e sairá a ganhar,

preservando mais clientes.

NOTA: Para saber mais sobre este tema, consulte

o site www.trwaftermarket.com/oficinasoriginais

62 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


Classificados

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ENTRE AS INOVAÇÕES, ESTÁ UM CONJUNTO ADICIONAL DE PLACAS QUE

AUMENTA O PONTO DE PARTIDA ATÉ 30%, CERCA DE 200 CCA (CAPACIDADE

DE ARRANQUE A FRIO) A MAIS FACE A UMA BATERIA CONVENCIONAL


TAB 5G NANOTEC

GARANTIA

ATÉ SETE ANOS

DOTADA DE TECNOLOGIA DE PONTA, A NOVA BATERIA 5G NANOTEC

DA TAB BATTERIES APRESENTA-SE NO MERCADO NACIONAL COM UM AMBICIOSO

PROGRAMA DE EXTENSÃO DA GARANTIA ATÉ UM MÁXIMO DE SETE ANOS por Jorge Flores

Num mercado competitivo como

o das baterias, a consistência

e a durabilidade

continuam a ser fortes aliados do sucesso

de um produto. Nesse sentido,

a TAB Bateries Spain apresentou, recentemente,

em Madrid, a primeira

bateria que permite uma extensão da

garantia até sete anos. Uma medida

inovadora, tal como o novo produto

agora dado a conhecer: a linha 5G

NANOTEC.

O programa de extensão da garantia

faz parte de uma estratégia que

procura “distanciar-se da atual tendência

de oferecer baterias de baixo

preço e qualidade, que não têm em

consideração as necessidades do veículo”,

começou por explicar Joan Alcaraz,

diretor-geral da TAB Spain,

durante a conferência de imprensa.

Através de uma plataforma online,

criada, expressamente, para o programa,

é garantida a rastreabilidade

das baterias desde a instalação até a

distribuição.

Com uma garantia inicial de três

anos, este programa permite que seja

prorrogado por cinco ou sete anos. O

uso da plataforma é simples, requerendo

apenas a ativação do período

de garantia pelo distribuidor e a entrega

da fatura pelo cliente, no caso

de reivindicar a garantia. Segundo

adiantou o responsável, em entrevista

concedida ao Jornal das Oficinas,

o mercado português será aquele que

mais necessita de uma extensão de

garantia desta natureza, uma vez que

raras são as baterias que gozam de

mais de dois anos. “Estamos com expectativas

de que a 5G NANOTEC e

o programa sejam muito bem aceites

em Portugal”, afirmou Joan Alcaraz.

Tecnologia de vanguarda

O que diferencia a nova linha 5G NA-

NOTEC da TAB Batteries das restantes?

Antes de mais, procura responder

às crescentes necessidades dos veículos

com menos de 10 anos que disponham

de equipamentos elétricos de alta qualidade.

A nova bateria de arranque cobre,

com oito referências, 85% do mercado

potencial de automóveis.

Entre as inovações apresentadas, está

um conjunto adicional de placas

que aumenta o ponto de partida até

30%, o que representa cerca de 200

CCA (capacidade de arranque a frio)

a mais face a uma bateria convencional.

Além disso, a 5G NANOTEC inclui

um novo expansor de carbono,

que aumenta em muito a sua recarga

e recuperação, pois otimiza a superfície

da placa ao máximo.

Por fim, a bateria dispõe de uma nova

grade expandida (Passagem Rápida),

que, juntamente com o conjunto

adicional de placas, tem um impacto

positivo na sua vida útil. Tudo isso

traduz-se em uma solução de alto desempenho

duas vezes mais resistente a

ciclos de carga e descarga, com maior

durabilidade, melhor condutividade e

menor resistência interna. Para Joan

Alcaraz, “o lançamento da nova bateria

é uma ótima aposta para a empresa.

Os recursos inovadores e a elevada

durabilidade da TAB 5G NANOTEC

dão-nos muita confiança neste modelo,

permitindo oferecer, pela primeira

vez no mercado, esses longos períodos

de garantia”, sublinhou. l

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2019 65


EMPRESA

ESPOGAMA

PONTO DE VIRAGEM

2019 ASSINALA O PONTO DE VIRAGEM NOS 27 ANOS DE HISTÓRIA DA ESPOGAMA. CARMINDA CATARINO,

GERENTE, QUE TEM COMO “BRAÇO DIREITO” NO NEGÓCIO JOÃO MOREIRA, DIRETOR-GERAL, FALA MESMO

NUMA REVOLUÇÃO. O SISTEMA INFORMÁTICO FOI ALTERADO, A ESTRUTURA DA ORGANIZAÇÃO MUDOU E, EM

MAIO ÚLTIMO, A EMPRESA DE ESPOSENDE INTEGROU O GRUPO TRUSTAUTO por Bruno Castanheira

Fundada, em 1992, por Carminda Silva e Manuel

Catarino, que, desde logo, recorreram aos

filhos, Carminda Catarino (desde 2014 gerente

e única sócia da empresa) e Vítor Catarino, para levar

o negócio para a frente num setor que lhes era totalmente

desconhecido, a Espogama iniciou a sua atividade

no centro de Esposende, numa loja de 115 m 2 .

Em 2002, a empresa mudou-se para o local onde,

hoje, se encontra. “Ainda temos muita margem para

crescer. As nossas instalações estão preparadas para

albergar um segundo piso”, avança Carminda Catarino,

no tom simpático e engraçado que a caracteriza,

antes que o Jornal das Oficinas lhe perguntasse se

não estaria nos seus planos “mudar de casa”.

Centro de peças auto

Com uma equipa composta por 20 pessoas, a Espogama

não é apenas mais uma casa de peça, uma vez

que desenvolve a sua atividade de forma específica e

com uma visão muito própria do negócio. “Na Espogama,

trabalhamos de forma diferente. Vendemos

tudo. Desde o extra para o automóvel até ao equipamento

de diagnóstico mais complexo. Tudo o que o

cliente necessita, nós temos. Ou arranjamos. O cliente

não precisa de procurar nenhum outro fornecedor.

Acabamos por ser o parceiro ideal nas peças, nos lubrificantes,

nos líquidos de refrigeração, na chapa,

nas peças originais, nos equipamentos oficinais, nos

softwares...”, explica a gerente. Para, depois, acrescentar:

“Além disso, damos formação e prestamos apoio

de marketing. A Espogama acaba por ser um centro

de peças auto, uma vez que o cliente que trabalha

connosco é servido de A a Z. Não temos a oferta toda

do setor, como é evidente, até porque isso é impossível,

mas o nosso portefólio é muito vasto”.

Embora disponha de uma oferta extensa, existem

duas áreas onde a empresa de Esposende não está

presente. Nem quer estar. “Tintas e pneus. São duas

áreas que não trabalhamos e onde preferimos não estar

presentes”, frisa Carminda Catarino. Que revela

que mais de 60% da faturação da empresa é assegurada

por material que não tem em stock. Carrinhas

de distribuição na região, são quatro. “Tentamos não

chegar muito longe nas entregas para não perdermos

a proximidade com os clientes. Até porque os que es-

tão mais perto de nós acabam por ressentir-se disso”,

dá conta a gerente. A principal área de ação da Espogama

é o concelho de Esposende. Mas tem clientes

espalhados pelos concelhos limítrofes: Póvoa de Varzim,

Barcelos, Viana do Castelo... “Até Vila do Conde

ainda vamos. Mais do que isso, já não. Temos muita

zona para trabalhar à nossa volta”, assegura Carminda

Catarino.

ESPOGAMA

Gerente Carminda Catarino

Sede Zona Industrial de Bouro, Gandra,

Pavilhão B, 4740 – 473 Esposende

Telefones 253 965 895 / 961 336 713

Fax 253 967 649

Email escritorio@espogama.pt

Site www.espogama.pt

Projeto Espoescudo

Clientes, felizmente, não têm faltado à Espogama.

Afinal de contas, é graça a eles (e para eles) que a empresa

existe. “Temos muito clientes de balcão. Principalmente,

no verão. Esposende é uma cidade que

tem muitos emigrantes e turistas. Apesar de sermos

uma empresa muito direcionada para as oficinas

(B2B), o consumidor final aparece-nos muito, sobretudo

na estação mais quente do ano”, revela a responsável.

“Se tivesse de arriscar uma percentagem, diria

que 70% da nossa faturação é assegurada pelo cliente

profissional”, acrescenta.

Curioso na empresa é, também, o projeto Espoescudo.

Ninguém melhor do que Carminda Catarino

para explicar: “O Espoescudo é um projeto de apoio

ao desenvolvimento das empresas de reparação automóvel,

que visa dotar as oficinas de ferramentas através

de diferentes valências, nomeadamente imagem,

marketing e comunicação, formação, software de

gestão, orçamentação, máquinas de diagnóstico e informática,

entre outras. No âmbito deste projeto, as

oficinas que já se encontram num patamar de desenvolvimento

considerável, podem usufruir de apoio na

redução de custos (contratos de manutenção de softwares

de gestão e diagnóstico; contratos de higiene,

saúde e segurança no trabalho; seguros; lazer). Além

disso, foi uma forma de reintroduzirmos o escudo em

circulação”.

Grupo TRUSTAUTO

No passado mês de maio, a Espogama integrou o

Grupo TRUSTAUTO. Quais os motivos? “Para sermos

mais competitivos. Ganhámos poder de compra

e de negociação. Temos melhores preços e conseguimos

recuperar margens outrora perdidas. Outra

mais-valia é o apoio e a assessoria técnica que o grupo

nos dá, sendo a estratégia mais fácil de implementar

e menos onerosa. A ligação direta que temos com

os fabricantes traz-nos vantagens também. Até final

deste ano, contamos ter a imagem exterior TRUS-

TAUTO”, esclarece a responsável.

A Espogama está a desenvolver, no âmbito da integração

no Grupo TRUSTAUTO, uma nova plataforma

digital de apoio aos clientes, principalmente para

diminuir o fluxo de chamadas telefónicas. Como tem

um call center dividido, que dispõe de seis pessoas,

acaba por perder muitas chamadas. A loja online não

está, neste momento, a funcionar, uma vez que a empresa

mudou de software. “Estamos a preparar o nosso

sistema informático para uma nova loja online, no

âmbito da parceria com o Grupo TRUSTAUTO”, frisa

a gerente.

A concluir, Carminda Catarino lança um olhar sobre

o futuro. “Desejo que a parceria com o Grupo TRUS-

TAUTO dê frutos. Que possamos estarmos mais perto

no apoio às oficinas, de uma forma muito mais

fácil. Esperamos, também, ser um fornecedor com

mais produto, para que possamos contribuir para

aumentar os níveis de rentabilidade de todos os envolvidos.

Temos uma estrutura preparada para crescer.

Queremos superar os números do ano passado.

2019 é o ano em que nos reinventamos. O modelo de

negócio da Espogama vingou durante muito tempo

mas, em meados de 2018, começámos a sentir que

era necessário mudar”. l

66 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


A ESPOGAMA DESENVOLVE A SUA ATIVIDADE DE FORMA

ESPECÍFICA E TEM UMA VISÃO MUITO PRÓPRIA DO NEGÓCIO.

MAIS DO QUE UMA EMPRESA, É UM CENTRO DE PEÇAS AUTO


REPORTAGEM


SEMINÁRIO TELWIN

36 ANOS

A COMERCIALIZAR

qualiDADE

A BOLAS JUNTOU O ÚTIL AO AGRADÁVEL. NO PASSADO DIA 21 DE SETEMBRO, REALIZOU O

SEMINÁRIO TELWIN E ABRIU AS PORTAS DO SEU NOVO CENTRO LOGÍSTICO. SOB O OLHAR ATENTO

DE PARCEIROS, CLIENTES E AMIGOS, FORAM APRESENTADAS AS NOVIDADES DA MARCA ITALIANA

PARA O MERCADO DA SOLDADURA, CARGA E ARRANQUE por Joana Calado

que possam ser utilizadas com todos os tipos de geradores.

No âmbito da soldadura MIG/MAG, a gama

continua a reinventar-se, introduzindo novos

modelos multiprocesso com tecnologia Wave. Para

reparações em chapa metálica, inclusive em alumínio,

a marca lança, também, o D-ARC, que opera

sem necessidade de gás.

A Bolas revelou ainda o novo software Quantum,

um novo sistema operativo desenvolvido totalmente

pela Telwin, que dispõe de um modo easy

e de um modo expert. Este software irá garantir

O grande obreiro

Rui Bolas, administrador da empresa de Évora, falou

sobre as novas instalações, onde referiu terem

sido erguidas a pensar no aumento da área de armazenagem,

maior operacionalidade na receção e

expedição de mercadoria. O que permite melhorar

os prazos de entrega e possibilita compras de stock

em maior quantidade, de forma a obter preços

mais competitivos junto dos fornecedores. O administrador

aproveitou o momento para agradecer

ao pai, Guilherme Bolas, pelo facto de, aos 80

anos, ter tido mais um “rebento”, referindo-se a ele

como o “grande obreiro das novas instalações”.

Por seu turno, Guilherme Bolas referiu-se ao novo

projeto como uma nova etapa, afirmando que

A LINHA DE INVERTERS XTREME E O SOFTWARE QUANTUM

FORAM as PRINCIPAIS NOVIDADES REVELADas PELA

MARCA TELWIN NAS INSTALAÇÕES DA BOLAS, EM ÉVORA

Num dia que se adivinhava chuvoso, o ambiente

esteve quente no Seminário Telwin,

organizado pela Bolas. A sala, que daria

lugar ao novíssimo centro logístico, esteve repleta

de pessoas para conhecer as novidades da marca

italiana, sediada nos arredores de Veneza. “Temos

uma grande amizade, carinho e respeito pela

família fundadora da Telwin”. Foi com esta frase

que Guilherme Bolas, o “patriarca” da família da

empresa eborense, descreveu a relação de 36 anos

com a família fundadora da marca italiana, também

presente no evento. Como forma de imortalizar

esta relação, o fundador da Telwin entregou

a Guilherme Bolas uma placa de menção honrosa.

Destacar a qualidade

A grande novidade deste Seminário Telwin foi a

apresentação da linha de inverters Xtreme, pensada,

essencialmente, para trabalhos pesados. Estas

máquinas são mais robustas, versáteis e fáceis de

transportar.

Além disso, as máquinas da gama Xtreme vêm,

também, equipadas com tecnologia MPGE, ou seja,

Multi Protections for Generator, o que faz com

uma ótima interação entre o técnico e a máquina,

permitindo uma maior monitorização abrangente

dos parâmetros de trabalho, inclusive o tempo de

soldadura. Todos estes dados disponibilizados pelo

sistema oferecem a possibilidade de efetuar uma

maior gestão de custos e aumentar a qualidade dos

processos, dando informações detalhadas aos profissionais.

“as empresas não podem parar”. E que “quando

terminam uma etapa, devem começar outra”. Durante

a sua intervenção, houve ainda espaço para

abordar a forma de funcionamento da Bolas,

destacando-se a partilha de conhecimentos como

forma de aprendizagem e deixando um alerta para

as gerações vindouras. “Não basta que se invoque

o canudo, é preciso desenrolá-lo”, disse. A

intervenção de Guilherme Bolas terminou com

o anúncio do seu afastamento de funções, tendo

recebido, posteriormente, uma ovação de pé por

parte da plateia, num momento pleno de emoção

em género de homenagem. l

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2019 69


ATUALIDADE

ASER AFTERMARKET AUTOMOTIVE

“GIVE ME FIVE”

NO DIA 1 DE OUTUBRO, O GRUPO ASER, ATRAVÉS DA HUMBERPEÇAS, PÔS EM MARCHA A SUA

NOVA CAMPANHA PARA PORTUGAL. A “GIVE ME FIVE BY ASER” SEGUE, ASSIM, AS PISADAS

DA “EL RECAMBIAZO” por Bruno Castanheira

As palavras de José Luis Bravo,

diretor-geral da ASER Aftermarket

Automotive, não deixam

margem para dúvidas quanto à

importância desta nova iniciativa: “A

campanha ‘Give Me Five by ASER’

é uma ação que tem o nosso ADN e

que, além de auxiliar os sócios com

as vendas e fomentar a satisfação dos

seus clientes, pretende potenciar os

valores do grupo (Proximidade; Comunicação;

Inovação; Transparência),

atribuindo mais de 5.000 prémios

e celebrando-os ‘dando mais

cinco’ aos clientes. Este ano, é mais

especial, porque a campanha chega

aos nossos clientes em Portugal, graças

à Humberpeças”.

Mão cheia de prémios

A iniciativa “Give Me Five by ASER”

decorre até ao próximo dia 31 de outubro

e une várias campanhas numa

só, uma vez que nela participam mais

de 90% dos fornecedores do grupo.

No fundo, esta ação segue as pisadas

da campanha “El Recambiazo”, ainda

que numa estação do ano diferente

e com características específicas.

Durante o mês de outubro de 2019,

os sócios do grupo oferecem aos seus

clientes até 10% de desconto adicional

nos produtos dos fornecedores

aprovados. Além disso, os clientes

com faturas superiores a €100 que se

inscrevam na página de Internet da

campanha podem ganhar prémios

diretos. Uma “chuva de prémios”

avaliados em mais de €40.000.

De acordo com Mario Romero, responsável

de marketing da ASER

Aftermarket Automotive, “com a

campanha ‘Give Me Five by ASER’

queremos pôr o foco na satisfação dos

clientes com uma chuva de prémios

que se organizam em quatro grandes

categorias, uma por cada valor da

ASER, oferecendo ainda um desconto

adicional nas principais marcas, que

pode chegar aos 10%”. Com esta campanha,

o Grupo ASER divulga os seus

valores, já que “dá mais cinco” aos

clientes, celebra-o, por isso, com cinco

grupos de prémios. A saber: Give

Me 1 – Até 10% de desconto adicional

nas principais marcas; Give Me 2 –

Prémios Valor Proximidade; Give Me

3 – Prémios Valor Comunicação; Give

Me 4 – Prémios Valor Inovação; Give

Me 5 – Prémios Valor Transparência.

Em linha com o Plano de Comunicação

da ASER Aftermarket Automotive,

a campanha “Give Me Five by

ASER” atribui prémios destinados

ao lazer dos clientes que pertencem

aos sócios do grupo, estando o foco

na sua satisfação. Televisões, snacks,

torres de som, robots aspiradores e

até cruzeiros, são alguns dos regalos

disponíveis. l

70 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


ENTREVISTA

ALEXANDRE FERREIRA, PRESIDENTE DA DIREÇÃO DA ANECRA

O PROTOCOLO ASSENTA NUM

CONJUNTO DE BOAS PRÁTICAS

E NA BOA FÉ NEGOCIAL


A ANECRA ASSINOU, EM 2012, UM PROTOCOLO COM A APS QUE VISA FACILITAR A RELAÇÃO ENTRE OFICINAS

E SEGURADORAS. EM ENTREVISTA AO NOSSO JORNAL, ALEXANDRE FERREIRA, PRESIDENTE DA DIREÇÃO DA

ANECRA, EXPLICOU TODOS OS PORMENORES DESTE DOCUMENTO por Joana Calado

Nem sempre é fácil para o cliente final gerir a

relação entre a sua oficina e a sua seguradora

em caso de acidente. O protocolo assinado

entre a ANECRA e a APS veio facilitar a

gestão desta relação. Sob a alçada deste protocolo,

estão cerca de 105 oficinas e 90% das seguradoras

portuguesas.

Sete anos depois da assinatura deste documento,

Alexandre Ferreira revela que o balanço é positivo,

pois ajudou a resolver a maioria dos “conflitos” entre

oficinas e seguradoras.

Em que consiste o protocolo assinado entre a

ANECRA e a APS?

O protocolo de colaboração celebrado entre a

ANECRA e a Associação Portuguesa de Seguradores

(APS) visa simplificar e melhorar o relacionamento

entre as seguradoras e as oficinas de reparação

automóvel, no âmbito de sinistros garantidos

por contratos de seguro.

Esta parceria institucional traduz-se num conjunto

de boas práticas, assenta na boa fé negocial e reconhece,

entre outros importantes aspetos, o direito

de escolha da oficina por parte do proprietário

da viatura sinistrada que detenha a direção efetiva

da reparação.

De que forma foi este protocolo aceite pelas

oficinas e seguradoras? O que esteve por detrás da

criação deste documento?

O protocolo mereceu uma significativa adesão por

parte das oficinas e das seguradoras. Para as partes

envolvidas, este acordo constituiu um passo significativo

na aproximação entre empresas de seguros

e oficinas associadas da ANECRA, pois veio dar

resposta, nos termos previstos na lei, a situações

que, no passado, causaram dificuldades na relação

estabelecida entre as partes envolvidas na reparação

de veículos sinistrados.

Com a sua celebração, procedeu-se ao alargamento

do acordo de colaboração anteriormente estabelecido

entre esta associação e o Grupo Caixa Seguros.

Destaco as principais matérias consagradas no

protocolo, que solucionaram os problemas que nos

foram apresentados por empresas associadas:

l Respeito pela escolha de oficina quando, nos termos

da lei, seja atribuída ao proprietário/lesado, a

direção efetiva da reparação do veículo sinistrado;

l Não imposição de fornecedores de peças às oficinas

adequadas à reparação com respeito pela relação

qualidade/preço na escolha e aquisição das mesmas;

l Não imposição de entrega de comprovativos/faturas

da aquisição de peças dos quais conste a divulgação

do respetivo preço;

l Pagamento direto à oficina aderente no prazo de

30 dias, desde a data de receção da fatura, sob pena

de pagamento de juros de mora;

l Assegurar os termos da atribuição de veículo de

substituição por parte da seguradora;

l Acompanhamento da reparação pelos técnicos

indigitados pela seguradora desde o início das operações

preparatórias de desmontagem até à conclusão

da reparação.

Sete anos volvidos, continuam a satisfazer as

expectativas de oficinas e seguradoras?

A nossa convicção de que assim é, assenta no facto

de que todas as situações que nos foram colocadas

até à data tiveram resposta dentro das expectativas

criadas.

De que forma este protocolo veio aproximar as

duas vertentes do setor? Considera existir melhor

atendimento ao cliente?

Para além da necessária pacificação no relacionamento

entre seguradoras e oficinas de reparação

automóvel, num quadro de boa fé negocial, este

protocolo de colaboração permitiu o reconhecimento

da liberdade de escolha da oficina na reparação

do veículo sinistrado, por parte do seu proprietário,

sempre que, nos termos da lei, lhe seja

atribuída a direção efetiva da reparação.

Por outro lado, este acordo de colaboração entre

as duas associações visa dar cumprimento a um

conjunto de princípios fundamentais, sempre defendidos

pela ANECRA, que devem estar sempre

presentes no relacionamento entre as partes envolvidas.

A aplicabilidade deste protocolo veio demonstrar a

pertinência dos seus objetivos na data da sua celebração

e a adequação do seu conteúdo à resolução

efetiva dos problemas suscitados, durante muito

anos, por empresas do setor associadas da ANE-

CRA, registando-se um balanço muito positivo

deste novo posicionamento e uma menor conflitualidade

entre seguradoras e oficinas, com benefício

também para o cliente.

Atualmente, quantas oficinas estão inseridas neste

protocolo? E seguradoras?

O número de oficinas aderentes ao protocolo é de

cerca de 105. A APS representa mais de 90% do

universo de seguradoras que operam em Portugal.

Sabemos que as oficinas e seguradoras presentes

neste protocolo têm determinadas diretrizes que

devem cumprir. Tem sido fácil para as diferentes

entidades respeitarem estas regras ou podem ter

gerado problemas?

O respeito pelos pressupostos do protocolo e, necessariamente,

pelo seu cumprimento, tem sido recíproco,

permitindo a resolução em pleno dos problemas

que, naturalmente, ocorreram.

Estas diretrizes contemplam todas as

necessidades de oficinas, seguradoras e clientes,

ou ainda há espaço para melhorar?

Tendo este protocolo carácter dinâmico, haverá

sempre espaço para melhorá-lho através de discussão

no contexto da Comissão de Acompanhamento

do Protocolo.

De que forma as oficinas podem aderir a este

protocolo?

Considerando o carácter voluntário deste protocolo,

o processo é bastante simples. O associado apenas

tem de solicitar ao Gabinete de Apoio aos Sócios

da ANECRA os procedimentos para a adesão.

Recursos ao Centro de Arbitragem do Sector

Automóvel (CASA) têm sido recorrentes neste tipo

de litígios?

O protocolo prevê o recurso ao Centro de Arbitragem

do Sector Automóvel em caso de eventual litígio.

E ainda a possibilidade de resolução por via

consensual, através de uma comissão de acompanhamento

que integra representantes de ambas as

partes, através da qual tem sido possível resolver

todas as questões, não se tendo justificado o recurso

ao Centro de Arbitragem.

Qual considera ser a principal motivo de litígio entre

oficinas e seguradoras?

Não podemos falar de real litígio, mas sim de uma

relação histórica, onde a desconfiança recíproca

provoca, ainda hoje (embora muito menos), dificuldades

às partes envolvidas.

O protocolo resolveu este problema?

Sem dúvida que o protocolo assinado entre a ANE-

CRA e APS, que assenta num conjunto de boas

práticas e na boa fé negocial, tende a resolver, por

si só, eventuais problemas. l

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2019 73


NOTÍCIAS // PEÇAS E EQUIPAMENTOS À MEDIDA DE CADA NEGÓCIO

Produto

ALPINE A110S COM FILTROS

PURFLUX, FRAM E COOPERSFIAAM

A

Sogefi continua com a sua política de extensão

de produtos para os clientes de reposição,

lançando novas referências para o Alpine

A110S. Este novo modelo é movido por um

motor a gasolina turbo de quatro cilindros de 1,8

SOGEFI

litros e tem disponível a linha completa de filtros

da Sogefi para o mercado de reposição. Esta linha

consiste em referências da gama Purflux - filtro de

ar [A1265], óleo [LS965], gasolina [EP210] e

habitáculo [AHC405 e AHA405], da gama Fram -

filtro de ar [CA10354], óleo [PH11275], gasolina

[G10230] e habitáculo [CFA11706] CFP11706]

e da gama CoopersFiaam - filtro de ar [PA7550],

óleo [FT6081], gasolina [FT6036] e habitáculo

[PCK8374].

74 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


GKN AUTOMOTIVE

EIXOS DE TRANSMISSÃO

COM QUALIDADE OE

O

especialista

em transmissão GKN Automotive, principal fornecedor mundial de OE de eixos

de transmissão, disponibiliza componentes de qualidade OE através da sua empresa de pós-

-venda GKN Driveline Service. Graças aos mais recentes processos de produção, a GKN

não atende apenas aos requisitos de diminuição de peso, mas, também, garante características de

operação excecionalmente suaves. Nos últimos 10 anos, tal resultou numa redução de 78% no uso

de pesos de balanceamento, que são anexados usando um processo de alta precisão. A necessidade

geral de redução de peso na engenharia de veículos também está a fazer com que os eixos de

transmissão se tornem, consideravelmente, mais leves. O projeto de eixos com peso otimizado que

operem de forma silenciosa e confiável impõe uma procura ainda maior de engenharia e materiais,

ou seja, em veículos modernos, a conformidade com os recursos de qualidade acima mencionados

é o principal pré-requisito para poder ser executada uma reparação.

Polibaterias_top100.pdf 1 13/11/18 15:47

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TUDO EM ENERGIA, ENERGIA PARA TUDO

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2019 75


Notícias

Produto

SOLUÇÃO PARA VOLVO

Arnott | A marca introduziu uma nova mola

pneumática traseira para os modelos Volvo que

fazem uso da plataforma SPA e estejam equipados

com opcional suspensão pneumática controlada

eletronicamente. O novo componente destina-se aos

modelos XC90 2016-2019, XC60 2018-2019 e V90 Cross

Country 2017-2019, excluindo-se versões híbridas.

A nova mola pneumática traseira da Arnott, A-3307,

para os modelos Volvo com base na plataforma SPA,

apresenta uma luva de ar ContiTech com fio cruzado e

múltiplas camadas, tendo sido projetada para aumentar

a vida útil. A mola pneumática é montada com

componentes de Nível 1, incluindo anéis preparados

para trabalhos duros, topo e pistão de resina de alto

impacto, uma capa contra poeira e um novo encaixe de

linha de ar de 6 mm para uma instalação rápida.

TRW

DISCOS DE TRAVÃO

PARA TESLA MODEL S

A

ZF Aftermarket estima que, em 2030, cerca

de um terço de todos os veículos produzidos

globalmente sejam elétricos ou híbridos.

Para responder às necessidades do crescente

mercado da mobilidade elétrica, a ZF Aftermarket

continua a expandir o seu leque de produtos. Recentemente,

a gama de discos de travão TRW foi

ampliada com novas referências para o veículo elétrico

Tesla Model S. Os discos (pintados de preto)

são fabricados em ferro fundido cinzento com elevado

teor de carbono (GG15 HC). O que permite

que funcionem a temperaturas mais baixas, que

tenham maior resistência à distorção e menor probabilidade

de apresentarem problemas de ruído e

vibração. A redução de ruído é um aspeto muito importante

no desenvolvimento de peças para veículos

elétricos, uma vez que afeta, significativamente,

o conforto do condutor.

RECIPIENTES MAIORES

AISIN | Desde o lançamento da sua linha de fluidos,

no outono de 2017, que a AISIN tem vindo a registar

um aumento de procura. Devido à sua experiência

enquanto principal fabricante mundial de transmissões

automáticas e no seguimento do trabalho em estreita

colaboração com os fabricantes de veículos, a AISIN

desenvolve fluidos AT que maximizam o desempenho

e otimizam a longevidade do motor. Ao mesmo tempo,

a AISIN desenvolveu um líquido de refrigeração de

motor premium pronto para uso. Durante a fase de

lançamento, todos esses produtos foram oferecidos

em embalagens de 1L e 5L. Agora, existe possibilidade

de se comprar óleos e refrigerantes AISIN AT em

embalagens de 20L, 60L e bidões de 200L.

76 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


YES WE HAVE

Mais de 30.000 referências • 172 linhas de produto • gama Asiática, Europeia e Americana

NOVO ARMAZÉM

PARA UM TOTAL

DE 60.000 METRO

QUADRADOS

ESTAMOS

EXPANDINDO

A GAMA

EUROPEA

Novos Catalogos 2019

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Notícias

Produto

BatERIAS ENERGIA START&STOP

PBS | A marca ENERGIA acrescenta à sua oferta de baterias para

automóveis uma gama completa com tecnologia AGM e EFB para

veículos equipados com tecnologia start&stop e é distribuída em

Portugal pela PBS. São, no total, 10 novas referências, que permitem

uma cobertura integral do parque start&stop em Portugal. Estima-se

que 20% do parque automóvel atual já esteja equipado com tecnologia

start&stop. Numa projeção a três anos, 50% do parque automóvel

português será equipado com start&stop. Em primeiro equipamento,

hoje, 70% dos veículos estão equipados com esta tecnologia. A marca

ENERGIA tem disponível para os profissionais uma base de dados

completa, com as aplicações por marcas de construtores de automóveis

e modelos, uma ferramenta essencial para identificar o produto certo

entre as tecnologias AGM e EFB. A marca ENERGIA é distribuída em

Portugal pela PBS - Portugal Bateria Serviço, que irá iniciar sessões de

formação start&stop durante o último trimestre de 2019.

LEMFÖRDER LANÇA

APOIOS DE MOTOR

Sob a marca de produtos Lemförder, a ZF Aftermarket disponibiliza apoios de motor

comutáveis, com a qualidade do equipamento original, para o mercado de pós-venda.

Estes componentes inteligentes são utilizados principalmente em veículos de luxo,

onde asseguram a menor vibração e o menor ruído possíveis, independentemente do veículo

estar imobilizado ou em movimento, devido ao facto de serem comutáveis eletronicamente.

Os apoios de motor comutáveis foram desenvolvidos de forma a que um único componente

satisfaça a necessidade de um elevado nível de conforto, tanto com o veículo imobilizado como

em condução dinâmica. Se o motor está inativo, é ativada uma mola de ar, no apoio do motor,

através de um interruptor. A mola de ar absorve os movimentos de baixa frequência do motor

enquanto o veículo está parado. Durante a condução, o apoio do motor passa para um mecanismo

hidráulico, dependendo da velocidade do veículo e da velocidade de rotação. Isto torna

o apoio do motor mais duro criando, simultaneamente, maior liberdade de movimento para

os componentes ligados.

C

M

Y

CM

LUZES SCANGRIP LITE

KRAUTLI Portugal | A empresa apresenta a nova gama económica de luzes de trabalho

LITE da marca dinamarquesa Scangrip. A linha LITE da Scangrip é simples, funcional e fácil de usar.

Todas as características desnecessárias são omitidas para benefício de uma operação precisa e prática,

proporcionando luzes de trabalho de boa qualidade. Em praticamente todas as intervenções, é conveniente

ter ambas as mãos livres para realizar o seu trabalho da maneira mais eficiente possível. A Head LITE

foi desenvolvida com esse propósito. Tem duas funções de iluminação diferentes: ângulo alargado para

iluminação de toda a área de trabalho e ângulo focalizado para inspeção ou utilização de longa distância.

Incorpora, também, função de sensor sem contacto, facilitando a ativação/desativação da lâmpada

acenando apenas na parte frontal. Desta forma, pode ser ativada a lâmpada com luvas grossas e evitar

tocar no interruptor com as mãos sujas.

MY

CY

CMY

K

78 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


OSRAM

INDICADORES DE

MUDANÇA DE DIREÇÃO

LEDRIVING

Marca atualizou o seu extenso portefólio de LED com indicadores de mudança de

direção de espelho lateral. Os novos produtos estão disponíveis nas versões branca

e preta, complementando as luzes de farol OSRAM LEDriving para o VW Golf VII.

Graças à tecnologia de que dispõem, os indicadores de mudança de direção são rápidos e fáceis

de instalar. Os poderosos LED nos novos “piscas” de espelho lateral dinâmicos fornecem

até 200% mais luz do que o requisito mínimo do ECE R6. Como resultado, oferecem um

excelente desempenho na sua classe. O alto contraste da intensa luz de LED amarela torna os

“piscas” mais visíveis para os condutores que se aproximam tanto à noite como durante o dia.

Os indicadores de espelho dinâmicos LEDriving estão disponíveis para todos os modelos

VW Golf VII 2012 e VW Touran II 05/2015 em branco e preto, com vidro colorido.

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Notícias

Produto

CONSELHOS DE GESTÃO COMUNICAR COM O CLIENTE

CINCO FRASES DIFÍCEIS DE PROFERIR

O EXERCÍCIO DO OFÍCIO NA OFICINA SUPÕE O DESENVOLVIMENTO DE TAREFAS QUE ULTRAPASSAM

A REALIZAÇÃO DE REPARAÇÕES COMPLEXAS. UMA DESTAS RESPONSABILIDADES É A DE

ESTABELECER CONTACTO DIRETO COM O CLIENTE QUANDO É NECESSÁRIO COMUNICAR-LHE

INFORMAÇÕES QUE, PROVAVELMENTE, ELE NÃO QUERIA OUVIR

Comunicar ao cliente certos aspetos que

afetam a reparação do seu veículo ou

que podem causar-lhes transtornos, é

uma tarefa embaraçosa e difícil de realizar em

certas ocasiões. No entanto, como profissional

da oficina, deve abordar estas situações de

forma assertiva. Para o efeito, lembre-se destas

três premissas: proximidade, amabilidade e

honestidade. As situações mais difíceis que a

oficina tem de comunicar a um cliente podem

ser resumidas em cinco frases muito concretas,

que referimos a seguir.

“A avaria foi causada pelo seu

estilo de condução”

Algumas avarias no veículo podem ser

provocadas pela forma de conduzir. Por

exemplo, a médio e longo prazos é provável que

surjam problemas mecânicos na embraiagem

por levar sempre o pé apoiado sobre o pedal;

no filtro de partículas porque não chega a ser

atingida a temperatura de regeneração quando

são realizados geralmente trajetos curtos;

na EGR por se abusar da circulação a baixas

rotações. Uma condução desportiva também

pode provocar avarias, tanto mecânicas como

estéticas. No primeiro caso, porque os diferentes

componentes são submetidos a esforços para

os quais não estão preparados (desgaste

prematuro de pneus, desgaste de elementos

internos do motor devido a acelerações bruscas

a frio). No segundo caso, por possíveis colisões

sobre a carroçaria do veículo.

Em qualquer destas situações, é necessário

comunicar ao cliente que o seu estilo de

condução provocou o dano ou a avaria. Esta

afirmação pode transtornar o cliente, mas pode

abordar a questão realçando que não se trata

de uma má condução, mas sim de um hábito

de condução pouco recomendável, que convém

corrigir para evitar situações semelhantes.

“Deveria ter vindo à oficina muito

antes”

Por vezes, os clientes chegam à oficina com

avarias muito graves que poderiam ter sido

evitadas caso outros problemas prévios

tivessem sido solucionados. No entanto, é

provável que o cliente não goste de admitir a

sua responsabilidade, pelo que, nesta situação,

também é necessário que, como profissional

da oficina, comunique a informação com muita

sensibilidade.

Uma situação típica de desleixo por parte do

proprietário do veículo é o incumprimento

dos prazos de manutenção estipulados pelo

fabricante para a mudança de óleo, filtros ou

correia de distribuição. Frequentemente, o

pretexto é que utiliza pouco o veículo e apenas

para trajetos curtos. Nestes casos, é necessário

explicar que certos elementos e componentes

sujeitos a desgaste por funcionamento também

se degradam com a passagem do tempo e/ou a

falta de uso.

“A avaria é mais grave do que

pensávamos”

Uma das situações mais comuns na oficina

é a deteção de danos ou avarias ocultas não

previstas anteriormente ou que surgem após

o início do processo de reparação (peças

danificadas não percetíveis à primeira vista,

peças mecânicas ou avarias elétricas que o

equipamento de diagnóstico não detetou

corretamente). Isto acontece porque, ao

efetuar as desmontagens necessárias para

efetuar a reparação e ao realizar as verificações

necessárias, obtemos uma melhor perceção

da extensão real da avaria ou do sinistro. Em

situações como estas, não é fácil dizer ao cliente

que o custo em tempo e dinheiro será maior

que o estipulado inicialmente. Portanto, é

fundamental que, como profissional da oficina,

tenha claras estas premissas:

l Alertar o cliente para esta possibilidade ao

assinar a ordem de trabalho;

l Justificar a mudança de orçamento

relativamente ao previsto inicialmente;

l Obter novamente a aprovação do cliente.

Embora tenham concedido a sua aprovação

previamente na ordem de trabalho inicial, por

vezes os clientes assinam estes documentos por

inércia sem repararem em toda a informação

contida.

l Entregar ou mostrar as peças substituídas

para evitar suspeitas quanto à extensão da

reparação.

“Deu-nos consentimento prévio”

Noutras situações, os clientes mostram-se

surpreendidos quando veem a extensão

da avaria ou quando conhecem o valor da

reparação. De repente, parecem ter mudado de

opinião relativamente à intenção de reparar o

veículo ou não se lembram de terem aprovado

uma reparação ou um determinado orçamento.

Nestes casos, resta apenas relembrar o cliente

que deu o seu consentimento prévio.

Para evitar equívocos, é muito importante que

a oficina integre a transparência informativa

no seu protocolo de atendimento ao cliente,

com o objetivo de explicar, detalhadamente,

as justificações e os procedimentos de cada

reparação. Adicionalmente, toda a informação

detalhada deve ficar registada num orçamento

inicial que o cliente tem de assinar e num

recibo de depósito que lhe será entregue para

a posterior recolha do veículo. Também é

importante avisar o cliente de que, caso renuncie

o orçamento proposto, estará a conferir à oficina

poderes para realizar qualquer operação no

veículo que considere pertinente para solucionar

o problema. Por último, a oficina tem de informar

e dispor dos recursos e meios estabelecidos por

lei para lidar com uma possível reclamação sobre

o trabalho ou serviço realizado.

“A peça é cara mas é muito

importante”

O cliente que assume o pagamento de uma

avaria mecânica ou de um sinistro de carroçaria

pode supor que o custo da reparação será

elevado. No entanto, geralmente desconhece o

preço real de certos componentes, bem como as

horas de mão de obra necessárias para realizar

a reparação.

Portanto, certas avarias que afetam sistemas

mecânicos, como os de injeção (substituição

ou limpeza de injetores, mudança de

juntas), transmissão (substituição do disco

de embraiagem, problemas na caixa de

velocidades) ou do motor (retificação ou

substituição da cabeça, mudança de juntas)

podem revelar-se muito caras.

Pelo contrário, quando ocorre um sinistro

de certa envergadura sobre a carroçaria do

veículo, o número de peças reparadas ou

substituídas e a mão de obra para efetuar a

reparação aumentam consideravelmente. A

estas condicionantes, acrescem os possíveis

danos mecânicos que possam existir e, por

conseguinte, o custo total da reparação pode

atingir valores muito elevados.

Em qualquer dos casos, é necessário explicar ao

cliente que qualquer destes componentes tem

uma grande influência no bom funcionamento

do veículo e a avaria ou má manutenção dos

mesmos pode provocar problemas mais graves,

como, por exemplo, inutilização do veículo

ou probabilidade de sofrer avarias de maior

envergadura com a passagem do tempo.

80 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


A DESBRAVAR

NOVOS

CAMINHOS

Descarregue a nossa

aplicação Lubricant Finder.

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Proteja-se dos imprevistos. Não há nada que consiga resistir às forças extremas de motores cada vez mais

potentes como os lubrificantes Champion. A Adaptive Shield Technology cria um escudo protetor à volta das

peças do motor, o que torna os lubrificantes Champion

a escolha ideal para obter um desempenho extraordinário.

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RELEASE THE FULL POTENTIAL


Notícias

Produto

QUER MANTER A SUA OFICINA LIMPA?

Uma oficina limpa impressiona os clientes,

é segura para os colaboradores e otimiza

o sucesso. Mas a limpeza da oficina não

é o seu negócio? Então, para quê perder tempo

e dinheiro com isso? Mais vale fazer outsourcing.

A MEWA identifica as necessidades específicas

da oficina. Com a primeira entrega de panos, a

MEWA fornece, também, o contentor de segurança

MEWA SaCon, com fecho hermético. Este contentor

CONSELHOS MEWA

desempenha um papel importante no sistema,

já que guarda os panos usados de forma segura,

organizada e de acordo com a lei. À hora marcada,

os panos usados são recolhidos dentro do contentor

e transportados de modo seguro e consoante os

requisitos legais. A seguir, a MEWA lava-os de

maneira ecológica e devolve-os na oficina à hora

combinada. E assim se completa o círculo eficiente

e amigo do ambiente.

Esteira de absorção MULTITEX

A esteira de retenção de óleo MULTITEX da MEWA

permite-lhe realizar os trabalhos de reparação e

manutenção de forma mais rápida, mais limpa,

mais segura e mais confortável. É em tecido, em

formato de toalha, arruma-se em pouco espaço,

é fácil de transportar, flexível na utilização e a

lavagem é feita pela MEWA.

A repetida reutilização da esteira de 60 cm x 90 cm

está garantida, já que é extremamente absorvente.

A superfície transporta o líquido imediatamente

para o interior, onde um não tecido especial o

distribui uniformemente e o armazena durante

muito tempo. Assim, a superfície da esteira fica

praticamente seca. Após a utilização, as esteiras

usadas devem ser colocadas no contentor de

recolha SaCon, para serem transportadas pela

MEWA, que assegura a lavagem e manutenção

ecológicas, bem como a sua devolução.

Concentre-se no seu negócio e deixe a limpeza da

sua oficina nas mãos dos especialistas. Isso significa

tempo e dinheiro, um cálculo exato de custos e um

avanço ecológico em direção ao futuro.

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82 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


GAMA ACTUALIZADA

ÓLEOS DE MOTOR

E CAIXAS DE VELOCIDADES

QUALIDADE / PREÇO / PERFORMANCE

PARA SI E PARA OS SEUS CLIENTES!

LONGEVIDADE

E EFICIÊNCIA

RESISTÊNCIA

À OXIDAÇÃO

FLUIDEZ

A FRIO

LIMPEZA

DO MOTOR

RESISTÊNCIA À

TEMPERATURA

RESPONDE ÀS EXIGÊNCIAS DOS PRINCIPAIS CONSTRUTORES

PROTECÇÃO

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ORGANIZAÇÃO

PARCERIA

CONCORRER,

PARTICIPAR E VENCER

APURADOS QUE ESTÃO OS OITO CONCORRENTES PARA A GRANDE FINAL DA COMPETIÇÃO MELHOR

MECATRÓNICO 2019, É AGORA TEMPO DOS FINALISTAS SE PREPARAREM PARA AS PROVAS QUE IRÃO

REALIZAR NOS PRÓXIMOS DIAS 15 E 16 DE NOVEMBRO, NA ATEC - ACADEMIA DE FORMAÇÃO

O

projeto Melhor Mecatrónico

tem como principais objetivos

promover, anualmente, a

profissão de Mecânico Automóvel na

área da mecatrónica e, ao mesmo tempo,

desafiar os profissionais no ativo

a colocarem à prova os seus conhecimentos

e competências nesta área.

Entendemos que esta profissão é cada

vez mais importante na atividade da

reparação automóvel. As oficinas têm

de integrar nos seus quadros mecatrónicos

bem formados e competentes,

para poderem responder às exigências

atuais e futuras dos automóveis.

Com esta iniciativa, o Jornal das Oficinas

pretende, igualmente, informar

os leitores sobre as novas práticas oficinais

e como os mecatrónicos devem

exercer a sua atividade numa altura de

grandes transformações dos processos

e métodos de manutenção e reparação.

A iniciativa terá como ponto alto a

realização da Grande Final Melhor

Mecatrónico 2019, nos dias 15 e 16 de

novembro, nas instalações da ATEC

- Academia de Formação, situada no

Parque Industrial da Volkswagen Autoeuropa.

O júri será, uma vez mais, presidido

por Carlos Isidro, coordenador da

área de Mecatrónico Automóvel da

ATEC, que conta com a colaboração

de oito experientes formadores, que

irão acompanhar individualmente

as provas dos concorrentes nos seus

postos de trabalho. Tudo, mas mesmo

tudo, será avaliado. Desde o conhecimento

técnico até ao manuseamento

das ferramentas, passando por hábitos

de limpeza. A avaliação será feita com

base no desempenho dos concorrentes

durante a resolução dos problemas e

tendo em conta o tempo despendido

no diagnóstico e reparação do veículo.

Funcionamento da competição

Em traços gerais, na prova prática os

CONCORRENTES

SELECIONADOS PARA A FINAL

Armando Coutinho

Alexandre Santos

Radu Holban

Nelson Sousa

Marco Cordeiro

Nuno Cristão

Hugo Guerra

Paulo Tomé

Mercauto

Cartekh

Holbanology

NRS TechniK

Engenhosos Desafios

Auto Nurse

Ascendum

PR Peças & Acessórios

concorrentes terão de efetuar o diagnóstico

de um veículo, detetar as

anomalias e corrigi-las. As anomalias

serão introduzidas previamente nos

veículos utilizados na prova e serão

sempre as mesmas para todos os veículos

ao dispor dos finalistas.

A final da competição contempla três

módulos, de duas horas cada. O Módulo

A será constituído pelo Diagnóstico

de Motor, o Módulo B pela

Reparação de Motor e o Módulo D

pelo Diagnóstico do Sistema Elétrico.

Todos os materiais, ferramentas e

equipamentos serão fornecidos pela

organização. Os concorrentes apenas

terão de trazer os seus EPI’s (roupa

de trabalho, botas, óculos). E, claro,

conhecimento, concentração e afinco

para dar o seu melhor. Até porque,

além do título de Melhor Mecatrónico

2019, o vencedor levará para casa um

valioso prémio. Mas todos os participantes

receberão troféus e merchandising

dos patrocinadores.

Além disso, levarão para casa Diplomas

de Participação. Os três primeiros

classificados terão Certificados que

comprovarão o seu excelente desempenho

durante a competição. l

84 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


ENTRADA

GRATUITA

INSCREVA-SE *

15 -16

NOVEMBRO

2019

ACADEMIA ATEC

PALMELA

COMPETIÇÃO

FINAL

Formações Técnicas

Demonstrações

Zona Exposição

* Inscreva-se em melhormecatronico.pt


ORGANIZAÇÃO

PARCERIA

FASE DECISIVA

A AVALIAÇÃO PRESENCIAL DE QUE FORAM ALVO AS SEIS OFICINAS SELECIONADAS DECORREU CONFORME

O PREVISTO. A VISITA DOS TÉCNICOS DA POLIVALOR PERMITIU TESTAR OS CONHECIMENTOS DAS EQUIPAS,

AFERIR A FUNCIONALIDADE DAS INSTALAÇÕES E ANALISAR A GESTÃO DO NEGÓCIO. NESTA EDIÇÃO, DAMOS A

CONHECER TRÊS DELAS, TODAS LOCALIZADAS NO NORTE DO PAÍS

VAP VIA NORTE

Em atividade desde 1988, A VAP iniciou o seu percurso com uma

equipa de 36 pessoas qualificadas e empenhadas num projeto

bem definido. Hoje, inclui mais de 50, mas continua com o mesmo

espírito e vontade de vencer. O investimento em recursos humanos,

instalações e equipamentos, enquadrados numa estrutura de

capitais adequada, em produtos de grande qualidade e num

excelente relacionamento com importadores, fornecedores,

colaboradores e clientes, são a chave do sucesso. A VAP sempre

assumiu como principal objetivo a satisfação plena das necessidades

dos seus clientes, pois sabe que a continuação do crescimento

depende desse fator. Sérgio Santos, gestor de pós-venda, e António

Pereira, gestor de oficina, foram os responsáveis que estiveram

presentes no momento da avaliação às instalações.

JAPBLUE

Empresa do centenário Grupo JAP, a JAPblue é responsável pela

comercialização de toda a gama de viaturas novas Volkswagen,

viaturas usadas de seleção e semi-novas multimarca, bem como

a venda de peças e prestação de serviços oficinais. Complementa

estas áreas de negócio com serviço de viaturas de substituição, renta-car,

financiamentos e seguros. Sendo a satisfação dos clientes

uma prioridade absoluta, a JAPblue apresenta-se como o novo rosto

da Volkswagen em Vila Real, Penafiel e Faro. O Grupo JAP iniciou a

sua atividade em 1904, na cidade de Marco de Canaveses. Desde

a sua criação, e marcadamente a partir de 1983, o crescimento do

grupo tem evoluído de forma sustentada. Atualmente, é um dos

maiores grupos automóveis do país. Nuno Moreira, gestor de pósvenda,

foi o nosso anfitrião na visita efetuada às instalações.

AUTO RENO

Com designação comercial de Auto Reno, esta oficina atua no

mercado automóvel desde 1993, inicialmente na Zona do Vale

do Sousa. Atualmente, está presente com instalações integradas

(vendas e oficinas) em Paços de Ferreira, Penafiel, Maia e Viana

do Castelo. A Auto Reno dedica-se à comercialização, manutenção

e reparação de veículos, com a representação oficial das marcas

Opel, Isuzu e Mitsubishi nessas regiões. A administração assume

uma aposta na formação de todos os colaboradores, na inovação e

no desenvolvimento de métodos de organização, orientados para

uma evolução e melhoria contínuas, que permitam, de igual modo,

satisfazer as necessidades dos clientes. Manuel Ribeiro, gerente

de pós-venda, acompanhou o Jornal das Oficinas e a Polivalor na

apresentação das amplas instalações, em Penafiel.

86 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


y

ENTREGA

PRÉMIOS

24 NOVEMBRO

23 -24

NOVEMBRO

2019

salão MECÂNICA

FIL - Lisboa

COMPETIÇÃO

FINAL

Visite o stand do Jornal das Oficinas no salão MECÂNICA

mais informações em challengeoficinas.pt


Técnica

&Serviço

LANTERNAS DE TRABALHO

ALIADAS IMPRESCINDÍVEIS

DA OFICINA

CONTAR COM UMA BOA ILUMINAÇÃO É FUNDAMENTAL PARA REALIZAR QUALQUER ATIVIDADE. MAIS AINDA

NAS OFICINAS MECÂNICAS, ONDE A PRECISÃO DITA O SUCESSO DA OPERAÇÃO

88 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


Colaboração Centro ZARAGOZA

www.centro-zaragoza.com

Embora a luz natural seja a mais

adequada para evitar a fadiga

visual, a sua disponibilidade

nos estabelecimentos de reparação

de veículos é limitada. Além do mais,

também tem as suas limitações, visto

que não consegue chegar onde chegam

as lanternas de trabalho. Estas

ferramentas facilitam o trabalho diário

dos profissionaisda reparação e

manutenção de veículos, ajudando-

-os a ser mais produtivos e eficientes.

Uma boa iluminação é fundamental

emqualquer centro de trabalho. Na

verdade, é tão importante que existe

uma regulamentação específica para

evitar riscos para a segurança e saúde

dos trabalhadores. No caso das oficinas,

devido à natureza dos equipamentos

manuseados e das condições

específicas de trabalho sobre os veículos,

estas devem focar mais atenção

sobre este aspeto.

A realização de qualquer operação de

o consequente perigo de erros que

afetem a eficiência e representem um

aumento dos custos de intervenção.

Lanternas de mão: boa solução

Ninguém duvida que a luz natural

seja a maisadequada para a realização

de qualquer trabalho, uma vez

que evita a fadiga visual. No entanto,

a sua disponibilidadena oficina é limitada.

Mas a luz natural temtambém

as suas limitações, visto que

não consegue chegar onde chegam

as ferramentas de iluminação especialmente

concebidas para o efeito,

como as lanternas compactas ou de

bolso LED, as lanternas de inspeção

e os sistemas de iluminação multidirecional.

Atualmente, os profissionais contam

com soluções deiluminação que se

ajustam às suas necessidades, luzes

de trabalho recarregáveis que lhes

permitem ganharautonomia e, inclusivamente,

lanternas de cabeça (ou

headlamps), quefacilitam ainda mais

a liberdade de movimento necessárianum

trabalho como o da oficina.

Deste modo, estes acessóriostornam-se

aliados eficazes para qualquer

profissionalno seu dia a dia.

Estas ferramentas facilitam a visão

em locais como fossos ou onde ailuminação

de teto ou a luz natural não

é suficiente.Mas, para além disso,

são eficazes para intervençõesem

veículos, permitindo iluminar espaços

onde outro tipo de iluminação

não consegue chegar.

Adaptadas às necessidades

Hoje, as oficinas dispõem de iluminação

de trabalho portátil, que, com

um design ergonómico, proporciona

a iluminação extra necessáriapara a

reparação adequada de veículos.Portáteis,

com cabo e, inclusivamente,

híbridas: o reparador pode escolher a

solução que melhor se adapte às suas

necessidades.

Neste sentido, a opção de iluminação“mãos

livres” permite ao profissional

trabalhar de formamais eficaz

e com maior autonomia. Para o efeito,especialistas

em iluminação profissionalincorporam

ganchos amovíveis,

molas ou ímanes de altapotência

para evitar que as lanternas se desloquem

devido ao seu próprio peso

e permitindo que o técnicotrabalhe

com as duas mãos e melhore o

seurendimento. Adicionalmente, algumas

destas lanternasincorporam

uma cabeça giratória, que permite

ajustaro ângulo e a direção da luz de

acordo com as necessidades concretas

de cada intervenção. Além disso,

alguns modelos proporcionam, também,

um amplo feixe de luz homogéneo

(mesma quantidade de luz em

todo o feixee não concentrado apenas

na parte central) para iluminargran-

A ILuminação É tão IMPORTANTE QUE EXISTE UMA REGULAMENTAÇÃO

ESPECÍFICA PARA EVITAR RISCOS PARA A SEGURANÇA E SAÚDE DOS

trabaLHADORES. NUMA OFICINA, ENTÃO, ESTA QUESTÃO É ESSENCIAL

reparaçãoou manutenção num veículo

requer condições ideais de visibilidade

de forma a garantir a máxima

precisão. Com efeito, uma intervenção

efetuada com uma iluminação

inadequada, envolve repercussões

tanto para a segurança do profissional

que a realiza como para a do veículo.

E, inclusivamente, para a conta de resultados

da própria oficina.

Em primeiro lugar, o profissional

que realiza umareparação com má

iluminação arrisca-se a sofrer um

acidente inesperado e coloca em risco

a própriaqualidade da sua intervenção.

Por outro lado, a execução

inadequada de uma operação na oficina

pode comprometer a integridade

do veículo e, inclusivamente, a dos

seus ocupantes após a entrega.

De igual modo, uma operação realizada

comiluminação reduzida incide

diretamente na produtividade:

o profissional demorará mais tempo

e poderá sofrer fadiga visual. Além

do mais, corre o risco de a reparação

não ser realizada de forma ideal, com

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2019 89


LANTERNAS

DE TRABALHO

A LUZ DE TRABALHO DEVERÁ OFERECER GRANDE RESISTÊNCIA E

APRESENTAR PROTEção ADEquada CONTRA ÁGUA, PÓ E QUALQUER

SUJIDADE OU AGENTE EXTERNO ao QUAL SEJA EXPOSTA

des áreas de trabalho, apesar de apresentaremum

tamanho reduzido.

Escolher a solução adequada

Para poderem escolher a lanterna

de trabalho maisadequada, os profissionais

devem ter em contaa capacidade

de iluminação da mesma,

expressa em lúmenes (unidades que

medem a quantidade de luz visível

emitida em todas as direções) ou

também em lux (o fluxoluminoso

com referência a uma superfície).

Nomercado, podemos encontrar

modelos de até 1.000lúmenes, que

produzem uma luz branca de alta

qualidade. Inclusivamente, os modelos

mais avançados contam com função

de regulação de intensidade para

maior comodidade.

Neste sentido, devemos considerar

a denominada“temperatura de cor”.

Esta temperatura, medida em graus

Kelvin (K), informa sobre o tipo de

luz que vamos obter. Desde 1000 K

(luz amarela, ideal paraambientes

acolhedores no lar ou no trabalho)

a16.000 K (luz azul). A luz mais

branca encontra-seentre os 4.500 K

e os 6.500 K, um intervalo de temperaturaequivalente

à luz de um dia

ensolarado e céu limpo.

Trabalhar acima de 6.500 K, incidirá,

negativamente, sobre o mecânico,

já que uma luz acima deste intervalo

gera fadiga visual e, consequentemente,

enxaquecas e mal-estar em pessoas

expostas à mesma durante um período

prolongado de tempo, como, por

exemplo, um dia de trabalho.

Dentro da ampla oferta disponível

para o profissional da oficina, a tecnologia

que melhor rendimento lumínico

oferece é a LED (do inglês light

emitting diode). No entanto, nem

todos os LED são iguais: quanto melhor

for o LED, menos unidades são

necessárias para oferecer a mesma

ou, inclusivamente, maior iluminação,

algo que só as lâmpadas de fabricantesde

qualidade comprovada

podem oferecer.

Resistência e proteção

As lâmpadas de inspeção permitem

acederaos espaços mais reduzidos

para que o mecânico,perante qualquer

revisão ou reparação, disponha

sempreda melhor visibilidade. Neste

sentido, uma luz de trabalho deverá

oferecer uma grande resistência e

apresentar proteção adequada contra

água, pó e qualquer sujidade ou

agente externo ao qual seja exposta

de forma natural num ambiente de

trabalho como o da oficina. Além do

mais, estes dispositivos têm de contar

com estruturas duradouras, resistentes

a pancadas e impactos, que

garantam a sua integridade.

Por conseguinte, além da capacidade

deiluminação, no momento de escolher

uma lanterna de trabalho, devemos

ter, também, em conta outros fatores,

como a autonomia ou a vida útil

da bateria (no casodas recarregáveis),

bem como a sua proteção contraimpactos

ou contacto com fluidos.

Neste sentido, é importante prestar

atençãoà informação indicada na

respetiva classificação IP, sistema

que permite classificar os diferentes

grausde proteção contra a humidade

ou pó, o que nos permite determinar

como e onde podemos utilizar estaslanternas

sem colocar em risco a

integridade das mesmas ou a nossa

segurança. Este código é composto

pelas letras “IP” e dois dígitos. O

primeiro dígito (de 0 a 6, sendo0

o mais baixo) indica-nos o nível de

proteção facea elementos sólidos

(pó e outros corpos estranhos) e o segundo

(de 0 a 9) o nível de proteção

contra a água.

Por seu lado, a resistência a impactos

é estabelecida pelos códigos IK,

que indicam o nível deproteção face

a impactos. É composto pelasletras

“IK” seguidas de dois dígitos, de 00 a

10 (demenor a maior proteção). Por

exemplo, um nívelde proteção IK 07

suportará um impacto de umapeça

de poliamida ou de aço arredondada

de 500 gao cair de uma altura de

400 mm. Ao passo que,um código

IK 09 eleva essa proteção face à quedade

um objeto de 5 kg a uma altura

de 200 mm.

De igual modo, estes dispositivos incorporam

baterias recarregáveis que

permitem um amplo intervalo de autonomia.

Na verdade, alguns modelos

permitemtrabalhar todo o dia sem

interrupção. Mediante carregamento

durante a noite, os dispositivos ficam

prontos a utilizar no diaseguinte. Por

tudo isto, a iluminação é essencial nos

processos de manutenção e reparação

automóvel. l

90 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


epintura

“O PROJETO CARBOREP TERMINOU HÁ POUCO. AINDA NÃO

FORAM IMPLEMENTADAS FORMAÇÕES, MAS HÁ JÁ ALGUMAS

MANIFESTAÇÕES DE INTERESSE”, DIZ RAQUEL ALMEIDA


CARBOREP

PONTO DE UNIÃO

CAR BODY REPAIR. OU, SIMPLIFICANDO, CARBOREP. ESTE CONCEITO, IMPLEMENTADO PELO ISQ,

APOSTA NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE TÉCNICOS DE REPARAÇÃO DE CARROÇARIA, VISANDO

DAR-LHES UM ESTATUTO RECONHECIDO A NÍVEL EUROPEU. RAQUEL ALMEIDA, RESPONSÁVEL

PELO PROJETO, EXPLICA DE QUE FORMA por Joana Calado

Não podemos desassociar o

projeto CARBOREP do ISQ.

Até porque foi esta entidade,

com mais de 50 anos de know-how

na área da engenharia, que trouxe

até Portugal este novo conceito de

formação. O ISQ surgiu em 1965, focado,

essencialmente, na construção

soldada. Foram necessários 20 anos

para abrir o leque de serviços que tem

hoje, passando a estar presente em

áreas como o ambiente, a segurança,

a metrologia, as inspeções de instalações

e equipamentos elétricos e de

construção, bem como os ensaios de

segurança de bens e equipamentos.

Com uma grande vontade de inovar

este ano, a entidade inaugurou um

novo laboratório, em Monção, com

o objetivo de este ser reconhecido

como o maior laboratório de ensaios

ambientais de componentes para automóveis

na Europa.

Formar profissionais

A reparação de carroçarias poderá

não se encaixar em nenhum dos

setores que enumeramos acima, tal

como alguns deles não estarão diretamente

interligados. No entanto,

todos têm denominadores comuns,

como a inovação, a qualidade e a segurança.

Por isso, o ISQ quis levar

estes requisitos para as oficinas especializadas

em colisão, elevando as

suas qualificações a nível europeu.

“O projeto CARBOREP surgiu fruto

de uma preocupação bem real: a

maneira como se constrói veículos

atualmente tem muito pouco a ver

com a forma como se construíam há

uns anos. As tecnologias de ligação

utilizadas no fabrico são cada vez

mais avançadas e os materiais utilizados

são, também, diferentes”, explicou

Raquel Almeida, responsável

pelo projeto CARBOREP no ISQ.

Este projeto foi concebido entre setembro

de 2016 e agosto de 2019,

visando desenvolver uma solução de

formação harmonizada para os profissionais

do setor da reparação de

carroçarias, atribuindo-lhes, posteriormente,

uma certificação de Técnico

Europeu de Reparação de Carroçaria

Automóvel. Tratando-se de

um projeto europeu, o ISQ não esteve

sozinho nesta “viagem”. O TWI

(The Welding Institute), coordenador

do projeto, a EWF (Federação

Europeia de Soldadura), e a CESOL

(Associação Espanhola de Soldadura

e Tecnologias de União) acompanharam

o instituto português.

Objetivos e mais-valias

“Tivemos sempre em mente outro

objetivo: obter um padrão harmonizado

de qualificação no setor da

reparação de carroçarias, alinhado

com os requisitos da indústria e com

os sistemas e mecanismos europeus

de educação e formação, permitindo

uma transparência das competências

associadas a este novo perfil profissional”,

afirmou a responsável.

Obter este tipo de qualificação associada

a uma série de competências

faz com que o técnico seja mais valorizado,

não só no seu país de origem,

como em outros países do continente

europeu. Segundo uma consulta realizada

pelo ISQ junto do CEPRA no

decorrer deste projeto, “grande parte

dos empregadores não tem consciência

das necessidades de formação dos

seus funcionários”, deu conta Raquel

Almeida, acrescentando que “o conhecimento

empírico dos seus funcionários

nem sempre é coincidente

com o que é preconizado pelo construtor

do veículo”.

Cursos lecionados com base no modelo

deste projeto terão a duração

de 56 horas, divididas por duas unidades.

Uma dedicada ao tema “Aços

para Reparação Estrutural de Carroçaria

Automóvel – Reparação por

Soldadura” e outra sobre “Aço, Alumínio

e Compósitos na Reparação

Estrutural da Carroçaria Automóvel

– Reparação com Adesivos e Ligações

Mecânicas”. Segundo a responsável

pelo projeto no ISQ, “os requisitos

de acesso ao curso são bastante

flexíveis, assim como as condições

para a sua realização. Não tem de ser

feito todo de uma vez”. Em relação à

realização de cursos, o projeto CAR-

BOREP terminou há menos de um

mês. “Ainda não foram implementadas

formações, mas há já algumas

manifestações de interesse”, concluiu

Raquel Almeida. l

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2019 93


Técnica

&Serviço

LIMITES NA REPARAÇÃO DE PLÁSTICOS

POTENCIAL DE NEGÓCIO

NO FABRICO DOS AUTOMÓVEIS MODERNOS, É UTILIZADA UMA GRANDE DIVERSIDADE DE MATERIAIS. E

OS PLÁSTICOS OCUPAM UM LUGAR IMPORTANTE. EMBORA NÃO EXISTAM LIMITES TÉCNICOS PARA A SUA

REPARAÇÃO, É UM FACTO, A NÍVEL ECONÓMICO HÁ RESTRIÇÕES

A

tendência do uso de plásticos

no automóvel tem sofrido um

crescimento paulatino. Até ao

ponto em que um automóvel atual de

tipo médio integra entre 100 a 200

kg do seu peso em plástico. Existem,

inclusivamente, carroçarias feitas integralmente

neste material. Este uso

massivo do plástico na indústria automóvel

deve-se às vantagens da sua

utilização, destacando-se as seguintes:

l Custos de produção mais baixos;

l Tipos e propriedades de material

muito variáveis;

l Redução do peso global do automóvel

e do consumo de combustível;

l Resistência à corrosão;

l Capacidade para absorver pequenos

impactos;

l Superfícies mais suaves e com maior

possibilidade de integração, que melhoram

o comportamento aerodinâmico

do veículo;

l Redução do ruído.

processos de Reparação

Quando ocorrem danos em peças fabricadas

com estes materiais, terá de

se proceder como com qualquer outra

peça da carroçaria, analisando o custo

da sua reparação e estudando se

esta opção se revela economicamente

rentável. Do ponto de vista técnico,

podem ser reparadas sem grandes dificuldades,

utilizando os equipamentos,

produtos e processos adequados.

Os fabricantes indicam diretamente

o material com que cada peça é feita,

pelo que basta localizar e interpretar

o código correspondente. Para a soldadura

de materiais plásticos, existem

diferentes técnicas: ultrassons, fricção,

vibração, laser, nitrogénio, ar quente...

Sendo estas duas últimas as mais utilizadas

nas operações de reparação de

uma oficina.

Uma novidade é a técnica de soldadura

de grampos térmicos. Consiste

em colocar o grampo na tocha de

soldadura. Após pressionar o interruptor,

o grampo eleva a sua temperatura,

o que permite a fusão do plástico

e, através de uma ligeira pressão,

introduz-se com facilidade na peça a

reparar. Com o aparecimento destes

novos equipamentos de soldadura,

agiliza-se o trabalho, reduzindo os

tempos e aumentando a qualidade

final.

Existem determinados materiais

plásticos que não podem ser reparados

através de soldadura. Isto deve-

-se às suas características próprias,

como no caso dos termoestáveis, ou

às cargas de reforço adicionadas aos

termoplásticos para melhorar as suas

propriedades mecânicas e reduzir a

sua espessura. Assim como à existência

de diferentes ligas.

Esta circunstância não implica que

quando uma peça com estas características

esteja danificada se deva

proceder, sistematicamente, à substituição,

mas que terão de ser utilizadas

técnicas e materiais apropriados

para a sua recuperação. Em traços

gerais, o método consiste na aplicação

de adesivos e cargas de reforço.

A escolha correta dos produtos e das

técnicas de reparação dependerá,

fundamentalmente, do tipo de material

e do dano a reparar.

Um dos danos mais habituais em

peças plásticas são as deformações.

Estas ocorrem devido à alteração

no seu tamanho ou forma fruto dos

esforços internos que as forças aplicadas

produzem. A deformação pode

ocorrer através de vários modos e

direções. Além disso, poderá provocar

distorções na forma do plástico.

A reparação destas deformações baseia-se

na aplicação de calor sobre

toda a área danificada, sem atingir

a fusão do plástico, aplicando pressão

no sentido oposto até recuperar a

forma original.

94 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


Colaboração Centro CESVIMAP

www.cesvimap.com

Análise técnica e económica

Após uma infinidade de reparações

em diferentes peças plásticas, podem

destacar-se estas conclusões:

l Para realizar corretamente as reparações

em peças plásticas não é

necessário muito equipamento. Os

produtos utilizados baseiam-se em

adesivos de dois componentes;

l As operações de reparação em peças

deformadas de configuração fechada

requerem mais tempo, dado que não

é possível intervir pelo lado oposto

à deformação e é necessário efetuar

desmontagens;

l Na reparação de peças deformadas

com espessuras reduzidas, o calor

aplicado deve ser controlado para impedir

a retração ou fusão do plástico.

Tal implicaria a inutilização da peça;

l As deformações ou ruturas em zonas

com formas e geometrias sobrepostas

a outras revelam-se mais trabalhosas,

podendo ser difícil conseguir

o ajuste final;

l Os plásticos com cargas de talco, material

que facilita a desmoldagem e

permite a poupança de custos no fabrico,

reduzem o seu limite elástico,

o que provoca o aparecimento de fissuras

internas que, por vezes, ficam

ocultas e surgem quando se aplica

calor na cabina de pintura;

l As reparações realizadas em peças

termoplásticas com cargas de fibra

de vidro que ultrapassem os 30%

debilitam a resistência final da soldadura.

A alternativa é a utilização

de adesivos;

l As peças com falta de material, como

patilhas, não diminuem a sua resistência

sempre que forem aplicados

os critérios de reparação adequados

a cada zona e seja tida em consideração

a resistência que a peça terá de

suportar;

l É importante analisar o custo de

reparação relativamente ao valor da

peça nova. Em determinados casos, é

mais dispendioso do que a peça;

l A nível técnico, é perfeitamente possível

realizar reconstruções de peças

quando estas não existem, não é fornecida

uma peça de substituição, a

peça fica demasiado cara ou está fixa

à carroçaria.

Nos três exemplos que acompanham

este artigo, demonstra-se que o limite

é estabelecido pelo valor económico

da peça. Tecnicamente, aplicando as

técnicas e os meios adequados a cada

dano, obtém-se uma reparação de elevada

qualidade.

No exemplo do painel da porta dianteira

do BMW i3, é evidente que a reparação

não se revela rentável, dado

que, ao custo da reparação, teria de

acrescentar-se o do processo de pintu-

ra, que elevaria a quantia ligeiramente

acima do valor da peça nova.

O elevado volume de materiais plásticos

num automóvel atual representa

um potencial para as oficinas de reparação

e confere uma oportunidade de

QUEBRA E DEFORMAÇÃO DO TEJADILHO DE UM TRAtor SAME

COM FORMAS, ARESTAS E CONFIGURAÇÃO FECHADA

Teto novo €1.200

Tempo de reparação

155 minutos

Custo da reparação* €186,42

Poupança total €1.013,58

*Inclui mão de obra e materiais, sem pintura

negócio adicional. Além disso, a reparação

de plásticos apresenta como

vantagem adicional a sua contribuição

para a preservação do ambiente,

pois reduz, consideravelmente, o volume

de resíduos. l

FAROL DO toYotA C-HR, COM DUAS PATILHAS DE FIXAÇÃO

Farol novo €1.762,69

Tempo de reparação

20 minutos

Custo da reparação* €21,02

Poupança total €1.741,67

*Inclui mão de obra e materiais, sem pintura

PAINEL DE PORTA DIANTEIRA DIREITA COM DEFORMAÇÕES E

FISSURAS DO BMW I3

Painel novo €82,99

Tempo de reparação

50 minutos

Custo da reparação* €43,55

Poupança total €39,44

*Inclui mão de obra e materiais, sem pintura

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2019 95


NOTÍCIAS // A ÁREA MAIS COLORIDA DO AFTERMARKET

repintura

AXALTA

60 MIL ESPECTROFOTÓMETROS VENDIDOS

A

Axalta fez saber que vendeu o seu espectrofotómetro número 60.000.°,

10.000 dos quais nos últimos 15 meses. O aumento rápido em vendas recentes

deve-se, principalmente, a uma forte tendência de digitalização global.

Estas ferramentas digitais portáteis, cada vez mais populares, são uma forma

precisa e rápida de combinar cores, o que aumenta a eficiência das oficinas. A utilização

do espectrofotómetro de última geração e do software de cor baseado na

web é fácil. Os pintores só têm de tirar as leituras da cor da pintura de um veículo

utilizando o espectrofotómetro, que, em seguida, envia, sem fios, as leituras para a

base de dados de cores global online da Axalta. O software de combinação de cores

pesquisa mais de 200.000 fórmulas que são, constantemente, atualizadas. Quando

necessário, ajusta, automaticamente, a fórmula mais próxima para fornecer aos

pintores a melhor combinação possível, que pode ser, posteriormente, selecionada

num smartphone ou num tablet através de wi-fi para uma balança IP de modo a

misturar a fórmula de cor. Este processo é mais preciso, mais eficaz e mais rentável.

96 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


GRAVITYPAINT

CLIENTES E FORNECEDORES

JUNTOS NUM OPEN DAY

A

GravityPaint,

retalhista de tintas, produtos non-paint e equipamentos

para repintura auto, realizou, no passado mês de setembro, na Quinta

Portal do Moinho, na Ervideira, zona de Torres Vedras, um Open Day

para clientes e fornecedores. Segundo afirmou Mário Rui Ferreira, sócio-gerente,

“as principais razões que nos levaram a realizar este Open Day foi a vontade

de conseguirmos reunir os nossos clientes e fornecedores, num ambiente

descontraído, para lhes mostrar as novidades, poderem testar os equipamentos

ao vivo e conhecerem as tendências do mercado. Somos bastante adeptos

deste tipo de eventos, pois permitem estar mais perto dos clientes e mostrar-

-lhes que estamos sempre na vanguarda dos produtos e equipamentos para

o setor da repintura automóvel”. Os principais fornecedores da GravityPaint

estiveram presentes com stands e equipas técnicas, para demonstração dos

produtos e esclarecimento das características técnicas dos equipamentos expostos.

Festool, Anesta Iwata, R-M, SIA Abrasives, Tetroseal, Carlube, T-Cut,

Wiha e Finixa, foram as marcas presentes. De referir que esta última é representação

exclusiva da GravityPaint e cobre na totalidade as necessidades dos

clientes em produtos non-paint.

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e comemoravam no lendário festival de música de Woodstock.

Comemorando o 50.° aniversário do Festival de Música de Woodstock,

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acabamento confiável e de alta qualidade. O verniz Supreme DeBeer 8-714 HS420 é a resposta

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Mundo

automóvel

DS 3 CROSSBACK 1.2 PURETECH GRAND CHIC

SEX APPEAL


ELEGANTE, SENSUAL, ATREVIDO. O DS 3 CROSSBACK TEM MUITO

SEX APPEAL. E FOI CONCEBIDO PARA MENTES INQUIETAS.

SE O DESIGN ESPALHA ATRAÇÃO, JÁ O CONTEÚDO EXPRIME

A MAIS BELA FORMA DE ARTE. NA VERSÃO 1.2 PURETECH

DE 155 CV GRAND CHIC, COM CAIXA AUTOMÁTICA, CUSTA UNS

ELITISTAS €39.450. MAS ATENÇÃO: A GAMA COMEÇA NOS €28.250...

por Bruno Castanheira

É, porventura, o mais sedutor compacto do

atualidade. Após o DS 7 Crossback, modelo

que conferiu à marca do Groupe PSA um

novo impulso e elevou a fasquia em termos de

conforto, tecnologia, serenidade de condução e requinte,

o DS 3 Crossback concentra todo o savoir-

-faire da DS Automobiles, ainda que num formato

mais contido. Das várias versões disponíveis na

gama, uma das mais elitistas é a 1.2 PureTech de

155 cv Grand Chic, com caixa automática, sendo

este o primeiro modelo do grupo francês a recorrer

aos préstimos deste motor. Quer saber porque

é o DS 3 Crossback uma irresistível tentação sobre

rodas? Aperte o cinto de segurança e viaje connosco

pelas linhas que se seguem.

Corpo escultural

Pintado de azul “Millenium” (€900) e equipado

com jantes de 18” “Singapour” em cinzento furtivo,

grelha enorme, faróis Matrix LED Vision

e faróis traseiros em LED com ”piscas” sequenciais,

o DS 3 Crossback é o mais recente exemplo

da alta costura da DS Automobiles. Este SUV, de

cinco portas, deve ao seu corpo escultural a verdadeira

atração que espelha. O desenho dos grupos

óticos e os puxadores das portas cromados

(ficam embutidos quando o veículo se encontra

trancado), combinam na perfeição com as proporções

musculadas da carroçaria e com as duas

saídas de escape redondas. Se o DS 3 Crossback

substitui o DS 3? Antes pelo contrário. Tratam-

-se de dois modelos distintos, com carroçarias e

dimensões diferentes, ainda que partilhem várias

soluções. Qualquer deles se mexe com bastante

à-vontade no trânsito urbano, mas, em termos

visuais, perdoem-nos a sinceridade, o DS 3 Crossback

dá “cinco a zero” ao DS 3. E mesmo o DS 7

Crossback que se cuide... São várias as opções de

personalização disponíveis no DS 3 Crossback.

Dotado do nível de equipamento Grand Chic, a

unidade ensaiada conta com inúmeros pormenores

interessantes. Desde os bancos em couro

com padrão em relevo até ao botão que permite

ligar/desligar o motor, passando pelos comandos

dos vidros e da consola central, o interior do DS 3

Crossback é, todo ele, um must. A qualidade situa-

-se num plano elevado, tal como o posto de condução.

Já no que diz respeito à habitabilidade e

mala, a classificação atribuída não vai além do razoável.

Dispositivos de segurança, não faltam. Tal

como equipamento: ecrã tátil de 10“ + rádio com

oitoaltifalantes + Bluetooth + duas entradas USB

+ DS Connect NAV; Head-Up Display + ADML

Proximity; Pack Safety 5; retrovisores aquecidos

e rebatíveis; sensores de estacionamentodianteiros/traseiros

+ câmara traseira; DS Connect Box;

NÍVEL DE EQUIPAMENTO GRAND CHIC,

INSPIRAÇÃO DS OPERA, ESPAÇO LIMITADO,

MUITA SEDUÇÃO. O DS 3 CROSSBACK FOI

FEITO PARA FUGIR À VULGARIDADE

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2019 101


DS 3 CROSSBACK

Não há nada, mas mesmo nada, que não agrade

no DS 3 Crossback, onde é muito fácil perder a

lucidez analítica quando se escreve sobre ele

PUXADORES DAS PORTAS EMBUTIDOS NA

CARROÇARIA, PAINEL DE INSTRUMENTOS DIGITAL,

MATERIAIS NOBRES, MUITO EQUIPAMENTO

carregador sem fios para smartphone;

sistema de som polifónico de oitoaltifalantes.

Por dispor da inspiração DS Opera

(€900), esta unidade baseia-se

no prestígio da famosa Ópera Garnier

para os acabamentos em couro

Nappa Preto Art Basalte dos bancos,

com confeção Bracelete. Há, também,

o “ponto pérola”, uma costura

decorativa que cria pequenos pontos

em forma de grânulos no painel de

bordo e nos bancos. O couro Nappa

Art Leather no painel de bordo

apresenta, na sua superfície, um

acabamento inspirado na patine dos

couros luxuosos. Esta inspiração DS

distingue-se, também, por diversos

apontamentos em couro e confere a

este irreverente modelo os melhores

argumentos na expressão do luxo.

Mente sã

O DS 3 Crossback não faz uma escolha

entre conforto e dinâmica. Graças

à sua nova plataforma CMP e

ao savoir-faire da DS Automobiles,

oferece o melhor dos dois mundos.

Como? Estendendo os limites do seu

segmento e ampliando o conceito de

versatilidade dos automóveis ligeiramente

acima dos quatro metros de

comprimento. A nossa experiência

começa assim que nos aproximamos

do automóvel. Com a chave no bolso,

a menos de 1,5 m dele, vemos os puxadores

das portas surgirem do interior

da carroçaria, como que a fazer um

convite a viajar. A imersão de tecnologia

prossegue com a entrada num

habitáculo luxuoso, dotado, de série,

de um painel de instrumentos totalmente

digital. Nota-se, igualmente,

o bom nível dos acabamentos e a nobreza

dos materiais, tudo conjugado

num estilo decididamente moderno e

com uma precisão comprovada.

Dotado de regulações elétricas e estofos

de elevada densidade para assegurar

o melhor conforto, independentemente

da duração da viagem,

o banco do condutor é um local acolhedor

e privilegiado, sendo extremamente

fácil de ajustar, tal como

o volante em couro (aro e cobertura

do airbag, uma exclusividade da DS

Automobiles). Uma vez integrado no

seu lugar, o condutor precisa apenas

de premir o botão de arranque do

motor para desfrutar das boas performances

do DS 3 Crossback. É que

esta versão, que oferece um nível de

conforto francamente satisfatório

em ordem de marcha, estreia o motor

1.2 PureTech de 155 cv, que traz

acoplada uma rápida e inteligente

caixa automática de oito velocidades.

O sistema start&stop bem calibrado

e os consumos comedidos são outras

mais-valias deste bloco de três

cilindros a gasolina, que proporciona

acelerações rápidas e exibe “voz

grossa”. A direção comunicativa, o

pisar sólido e a honestidade de todas

as reações são outros trunfos do DS

3 Crossback em termos dinâmicos,

que propõe três modos de condução:

“Sport”; “Normal”; “Eco”.

Ainda que a gama deste SUV compacto

de cinco portas comece nos

€28.250, a versão ensaiada na presente

edição do Jornal das Oficinas custa

nada menos do que €39.450. Um preço

elitista que não está ao alcance de

todas as bolsas, mas que acaba por se

ajustar face a tudo o que é proposto.

E que está, sobretudo, em total consonância

com aquilo que o DS 3 Crossback

representa: sensualidade, bom

gosto, irreverência. Afinal de contas,

os substantivos que têm de estar presentes

quando acontece um caso (muito

sério) de amor à primeira vista... l

MOTOR

Tipo

3 cil. linha, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1199

Diâmetro x curso (mm)

75,0x90,5

Taxa de compressão 10,5:1

Potência máxima (cv/rpm) 155/5500

Binário máximo (Nm/rpm) 240/1750

Distribuição

2 v.e.c., 12 válvulas

Alimentação injeção eletrónica multiponto

Sobrealimentação

turbo + intercooler

TRANSMISSÃO

Tração

dianteira

Caixa de velocidades automática de 8+ma

DIREÇÃO

Tipo

pinhão e cremalheira

Assistência

sim (elétrica)

Diâmetro de viragem (m) 10,7

TRAVÕES

Dianteiros (ø mm) discos ventilados (302)

Traseiros (ø mm) discos maciços (249)

ABS

sim, com REF+AFU

SUSPENSÕES

Dianteira McPherson com triângulos inferiores

Traseira

barra de torção

Barra estabilizadora (diant./tras.) sim/sim

PERFORMANCES ANUNCIADAS

Velocidade máxima (km/h) 208

0-100 km/h (s) 8,2

Consumo combinado WLTP (l/100 km) 6,4

Emissões de CO 2 (g/km) 143

Nível de emissões Euro 6

DIMENSÕES, PESO E CAPACIDADES

Comp./larg./alt.(mm) 4118/1791/1534

Distância entre eixos (mm) 2558

Vias frente/trás (mm) 1548/1557

Capacidade do depósito (l) 44

Capacidade da mala (l) 350-1050

Peso (kg) 1205

Relação peso/potência (kg/cv) 7,77

Jantes de série

7Jx18”

Pneus de série

215/55 R18

Pneus teste Michelin Primacy 4

215/55 R18 99V XL

GARANTIAS

Mecânica

2 anos

Pintura

2 anos

Anticorrosão

12 anos

ASSISTÊNCIA

1.ª revisão 1 ano ou 25.000 km

Custo 1.ª revisão (c/ IVA) €280

Intervalos

1 ano ou 25.000 km

PREÇO (sem despesas) €39.450

Unidade testada €41.250

Imposto Único de Circulação (IUC) €124,38

102 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


Mundo

AUTOMóvel

NOTÍCIAS por Bruno Castanheira

I

LAND ROVER

APRESENTOU NOVO DEFENDER

nteligente, capaz e seguro para toda a família. Não há outro veículo igual. Quem o afirma é

a Land Rover, que apresentou, no Salão de Frankfurt, a reinterpretação de um ícone para o

século 21. O novo Defender foi pensado para os mais aventureiros e curiosos, que apreciam

os valores da comunidade e se esforçam por impulsionar a mudança. O novo Defender completa a

dinastia da Land Rover, aliando-se ao luxo e requinte inigualáveis da família Range Rover e à elevada

performance dos versáteis Discovery. A versão 110 é apenas o começo de uma família composta pelos

veículos todo-o-terreno com as maiores aptidões e resistência do mundo. Brevemente, será lançada a

versão compacta 90, de chassis curto. As avançadas tecnologias inovadoras redefinem as aventuras no

século 21, sem perder a autenticidade do espírito pioneiro que caracterizou a Land Rover durante 71

anos. Além do design, o novo Defender destaca-se pelo habitáculo que disponibiliza cinco, seis ou 5+2

lugares. O sistema Terrain Response 2 e os potentes motores (em 2020 chegará a variante híbrida

plug-in), são outros ex-líbris. Os preços começam nos €87.343 da versão de 300 cv a gasolina.

VOLKSWAGEN ID.3

UM SUCESSO ANTES DE CHEGAR

D

ois dias depois de ter sido revelado ao público no Salão de Frankfurt, o novo Volkswagen

ID.3 esgotou em poucas horas as 30 unidades suplementares da série limitada First disponíveis

para Portugal. Os clientes que se registaram no site da Volkswagen e depositaram

€1.000 serão os primeiros a receber o novo elétrico da marca alemã, que chegará em meados de 2020.

Recorde-se que, em maio deste ano, as 50 unidades do novo ID.3 já tinham esgotado através do sistema

de pré-reservas online. Com preços que têm início nos €30.500, este compacto 100% elétrico conta,

na versão First, com uma bateria de 58 kWh, que lhe confere uma autonomia de 420 km (ciclo WLTP).

Quando chegar ao mercado, em meados de 2020, o ID.3, que ostenta já a nova imagem da Volkswagen,

contará com três níveis de bateria, que assegurarão autonomias entre 330 e 550 km (ciclo WLTP).

Após o lançamento do ID.3, a gama será alargada a outros modelos, até agora conhecidos por ID.

CROZZ, ID. VIZZION e ID. ROOMZZ.

PORSCHE TAYCAN

DESPORTIVO 100% ELÉTRICO

O novo Taycan, berlina desportiva de quatro portas, é anunciado

como um conjunto único, combinando a típica performance Porsche

com a conectividade e a versatilidade do dia a dia. Está já disponível

para encomenda nas versões Turbo S e Turbo, custando €192.661 e

€158.221 euros, respetivamente. O Taycan Turbo S gera até 761 cv

em overboost, combinado com a função Launch Control. O Taycan

Turbo chega aos 680 cv. Versões menos potentes surgirão ainda

este ano. A primeira derivação a ser adicionada será o Taycan Cross

Turismo, no final de 2020. Em 2022, a Porsche terá investido mais

de seis mil milhões de euros em mobilidade elétrica. Autonomia do

novo Taycan? Até 412 km no Turbo S e até 450 km no Turbo (ciclo

WLTP) O Taycan é o primeiro veículo de produção em série com

sistema de 800 Volt, o que permite que, em apenas cinco minutos, a

bateria possa ser recarregada para proporcionar uma autonomia de

até 100 km (ciclo WLTP).

CUPRA TAVASCAN

SUV COUPÉ SEM EMISSÕES

O Tavascan é o novo concept da CUPRA, marca desportiva da

SEAT. Trata-se de um SUV coupé 100% elétrico. Além do design

impactante, dominado por asas, apêndices e jantes de 22” (com

peças de cobre e coberturas sobrepostas em fibra de carbono para

ajudar a canalizar o ar e arrefecer os travões), este protótipo é

construído em fibra de carbono e conta com baterias alojadas sob

o piso. O interior, dotado de quatro bancos desportivos, dispõe de

abas flutuantes e duas consolas centrais. A napa branca aplicada nos

bancos e topo do painel combina bem com a iluminação exclusiva e

com o piso neopreno preto. Segundo a SEAT, o Tavascan tem muitas

diferenças face a um CUPRA equipado com motor de combustão,

mas reflete a mesma paixão: a mais recente tecnologia, cores e

materiais exclusivos, faróis visíveis, painel central flutuante de 13”

de orientação dupla, bancos com conectividade individual e até

uma scooter elétrica.

104 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


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Mundo

Automóvel

EM ESTRADA

por Bruno Castanheira

RENAULT GRAND SCÉNIC TCE 160 EDC BOSE EDITION

PRAZER DE VIAJAR

Lotação para sete pessoas, caixa automática de sete velocidades, sistema de som Bose, espaço à

descrição, conforto elevado, posto de condução ergonómico, equipamento de topo, desempenho

eficaz, segurança acima de qualquer suspeita. O Grand Scénic contribui para o prazer de viajar,

mesmo que, na versão aqui em análise, seja movido por um motor a gasolina sobrealimentado de

1,3 litros com 160 cv (equipado com filtro de partículas), que oferece um nível de prestações muito

interessante, com consumos comedidos. Prova disso, são os 207 km/h de velocidade máxima, os 9,9

segundos que necessita para cumprir o arranque dos 0 aos 100 km/h, os 7 l/100 km de consumo

combinado e as emissões de CO2 de 159 g/km. O que, para um monovolume que pesa 1.632 kg,

não deixam de ser números que importa reter. O design futurista do Grand Scénic, que paga Classe 2 nas portagens, é outro dos seus argumentos.

Mas o melhor, mesmo, está no habitáculo, que permite que qualquer deslocação seja um prazer. Pelo conforto, pelo espaço, pela funcionalidade,

pelas soluções presentes a bordo. Cortinas nas janelas laterais traseiras e mesas nas costas do banco do condutor e acompanhante, são apenas

dois exemplos. Por isso, os €37.282 pedidos para esta versão, não sendo deveras apelativos, acabam por ajustar-se.

Motor 4 cil. linha, transv., diant. Cilindrada (cc) 1333 Potência máxima (cv/rpm) 160/5500 Binário máximo (Nm/rpm) 260/1750

Velocidade máxima (km/h) 207 0-100 km/h (s) 9,9 Consumo combinado (l/100 km) 7,0 Emissões de CO 2 (g/km) 159

Preço €37.282 IUC €158,92

NISSAN MICRA N-SPORT 1.0 DIG-T

“N” VIRTUDES

Na versão especial N-Sport, equipada com o novo motor 1.0 DIG-T de 117 cv (dispõe

de injeção direta de gasolina e turbocompressor), que traz acoplada caixa

manual de seis velocidades, o Nissan Micra tem... “N” virtudes. Desde logo, pelo

visual exterior mais racing. Pintado de branco sólido, este utilitário destaca-se pelas jantes

de 17” “Carbon Look”, o mesmo acabamento que é visível nos retrovisores, para-choques e

frisos laterais, pelos logótipos exclusivos, pelos vidros traseiros escurecidos e pela ponteira de

escape em cromado. O spoiler traseiro, os grupos óticos arrojados e a terceira luz de travagem,

em posição elevada, completam o visual do conjunto. Por dentro, merecem nota positiva o posto

de condução, a qualidade geral, o ambiente, o espaço para ocupantes e bagagem, os dispositivos

de segurança e a lista de equipamento de série. Preciso, ágil e reativo, este Micra N-Sport faz tudo com elevada competência e um apreciável nível

de conforto. O comando da caixa é que podia ser mais preciso, assim como a direção podia ser mais comunicativa. Também os 117 cv do motor de três

cilindros podiam ser mais enérgicos. Mas nada que compromete uma apreciação positiva. Para mais, custando uns apelativos €20.490. Até pelo novo

sistema de entretenimento e conectividade de que dispõe.

Motor 3 cil. linha, transv., diant. Cilindrada (cc) 999 Potência máxima (cv/rpm) 117/5250 Binário máximo (Nm/rpm) 180/4000

Velocidade máxima (km/h) 195 0-100 km/h (s) 9,9 Consumo combinado (l/100 km) 5,9 Emissões de CO 2 (g/km) 133 Preço €20.490 IUC €124,38

106 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


tecnologia

OPEL CORSA-E

LIGADO À CORRENTE

A SEXTA GERAÇÃO DO OPEL CORSA ASSUME-SE COMO A MELHOR DE TODAS.

TUDO PORQUE ESTREIA UMA VERSÃO 100% ELÉTRICA. POR ISSO, NESTAS PÁGINAS,

REVELAMOS-LHE OS DETALHES MAIS RELEVANTES DE UM MODELO QUE PRETENDE

ASSUMIR-SE COMO UM DOS PILARES DA GAMA por Ricardo Carvalho

Já lá vão 37 anos. Quase quatro

décadas de sucessos e conquistas,

levando o nome do modelo

e do construtor alemão aos quatro

cantos do mundo. O Opel Corsa nasceu

em 1982 com a produção do modelo

a arrancar em Saragoça, no país

vizinho. Atualmente, é feito no mesmo

local, mas numa linha de montagem

remodelada que permite produzir, entre

as versões a gasóleo e a gasolina, a

variante 100% elétrica sem ser necessária

qualquer alteração na linha.

Tudo porque o novo utilitário da

marca de Russelsheim assenta numa

plataforma modulável, que permite

construir veículos elétricos e híbridos

plug-in. A plataforma é a CMP do

Groupe PSA, que detém a Opel. Este

é o primeiro passo para que, em 2024,

a marca alemã consiga oferecer uma

versão elétrica para cada modelo do

seu line-up. As plataformas multi-energia

partilhadas vão desempenhar

um papel fundamental na obtenção

deste objetivo.

Autonomia de 330 km

O Corsa-e consiste no primeiro veículo

100% elétrico da Opel e chega ao mercado

em 2020, com uma autonomia

de 330 km (ciclo WLTP). O desenho

do Corsa mantém os 4,06 m de comprimento

e terá espaço para cinco ocupantes.

Destaque para a nova silhueta,

estilo coupé, onde sobressai a linha do

tejadilho, que é 48 mm mais baixa face

à do modelo antecessor. O condutor

senta-se, agora, numa posição 28 mm

mais baixa e a colocação da própria

bateria, debaixo do piso do veículo, faz

descer o centro de gravidade. Logo, a

dinâmica de condução sai beneficiada.

Não interfere nem com o espaço interior

nem com a volumetria da mala.

O motor elétrico do Corsa-e oferece

136 cv de potência e leva este utilitário

a cumprir o arranque dos 0

aos 100 km/h em 8,1 segundos. Já

nos 0 aos 50 km/h, necessita de 2,8

segundos. A bateria que alimenta o

motor elétrico é de 50 kWh e pode ser

carregada até 80% em meia hora. O

Corsa-e está preparado para todas as

opções de carga: cabo, ponto de carga

tipo wallbox ou carga rápida.

Três modos de condução

Mas há mais modificações. A versão

100% elétrica do Corsa conta com

uma bateria de 216 células ligadas

por 18 módulos, que são fornecidos

pela CATL, fabricante chinês. A partir

daqui, a bateria é “moldada” pela

108 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


PLATAFORMA MULTI-ENERGIA CMP

Plataforma multi-energia CMP desenvolvida pelo Groupe PSA para os seus modelos. Será utilizada pelos Peugeot 208 e 2008

1 - O Corsa-e é 300 kg mais pesado do que

qualquer versão “convencional” da gama

6 - A bagageira

mantém as mesmas

dimensões da versão

original

5 - Ponto de

carregamento

2 - Motor elétrico de 136 cv e 260

Nm montado em posição dianteira.

Permite cumprir o arranque dos 0 aos

100 km/h em 8,1 segundos

3 - Bateria de 50 kWh composta

por 216 células ligadas por

18 módulos, fornecidos pelos

chineses da CATL

4 - O peso da parte traseira da bateria

obrigou à mudança do eixo traseiro, que no

Corsa-e é diferente daquele que se encontra

noutras versões do novo Corsa

Opel em Saragoça. O peso do Corsa

elétrico é superior ao do Corsa “convencional”

precisamente por causa

das baterias. E como o pacote mais

pesado está atrás, foi preciso utilizar

um novo eixo traseiro. Eixo este que

é totalmente novo e que acaba por

ajudar na obtenção de uma dinâmica

muito equilibrada.

O condutor pode adaptar a autonomia

do veículo, escolhendo entre três

modos de condução distintos: “Normal”;

“Eco”; “Sport”. O modo “Sport”

aumenta a capacidade de resposta e a

dinâmica de condução, com uma perda

moderada de autonomia.

O Corsa elétrico vai surgir no mercado

equipado com sistema de arranque

mãos livres, travão de estacionamento

elétrico, cruise control inteligente

e função de travagem automática

de emergência a baixa velocidade.

Destacam-se ainda, entre as várias

tecnologias que inclui, o sistema de

iluminação matrix LED, a câmara

dianteira de alta resolução e o reconhecimento

de sinais de trânsito. l

Estação de

CARREGAMENTO

pública

(100 kW)

Estação de

CARREGAMENTO

pública

(50 kW)

Wallbox (11 kW)

/ Estação de

CARREGAMENTO

pública

(11 kW)

CARREGAMENTO

RÁPIDO COM O

CORSA-E

100%

DA carga

durante a

noite num

máximo de

5h:15m

100 km em

12 min.

100 km em

19 min.

100 km em

90 min.

9 km em

1 minuto

5 km em

1 minuto

1 km em

1 minuto

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2019 109


Mundo

Automóvel

USO PROFISSIONAL FIAT DUCATO

ITALIANO VERO

O FIAT DUCATO FOI ALVO DE UMA ATUALIZAÇÃO PARA DAR RESPOSTA ÀS NECESSIDADES DOS

PROFISSIONAIS MODERNOS. MAIS EFICIENTE E ECOLÓGICO, PRESTA MAIS ATENÇÃO AOS DISPOSITIVOS

DE SEGURANÇA E PASSA A DISPONIBILIZAR UMA VERSÃO 100% ELÉTRICA por Ricardo Carvalho

A

Fiat Professional começou a

apresentação do novo Ducato

sem grandes rodeios: “O

novo Ducato é a melhor geração da

história deste modelo”. E tal parece

ser, de facto, um bom prenúncio, depois

de 38 anos de história comercial.

Para fundamentar o que diz, a Fiat

Professional realça que o novo Ducato

progride em habitabilidade e funcionalidade,

estreia uma nova gama

de motores, dispõe de uma caixa automática

de nove velocidades, integra

novos dispositivos de segurança e

conta com inúmeros sistemas de assistência

à condução, muito comuns

nos veículos ligeiros de passageiros.

O lado estético também foi alvo de

diversas melhorias. A secção dianteira

surge mais agressiva, estando

adornada com toques desportivos,

ao mesmo tempo que integra detalhes

práticos, como, por exemplo, os

faróis retraídos para se defender dos

impactos e o para-choques composto

por três elementos, para tornar a sua

substituição, em caso de embate, mais

barata. Com um coeficiente de penetração

aerodinâmica de 0,31, o novo

Ducato anuncia o melhor valor do seu

segmento na versão de teto alto.

Soluções evoluídAS

A nova gama de motorizações tem

a missão de otimizar as prestações,

reduzir o consumo e favorecer o ambiente.

Os blocos cumprem a norma

Euro 6d e chegam equipados com o

VERSÃO ELÉTRICA EM 2020

O novo Fiat Ducato vai estar disponível numa

versão 100% elétrica já a partir de 2020. Para o seu

desenvolvimento, a Fiat Professional compilou os

dados de 4.000 veículos conectados que circularam

durante um ano, a fim de conhecer os hábitos reais

do mundo do transporte. Uma das conclusões é o

facto de, pelo menos, 25% do parque circulante

de veículos comerciais ligeiros poder desenvolver

perfeitamente a sua atividade com um modelo

totalmente elétrico.

O novo Ducato Eletric vai ter uma utilização muito

pacote ECO, que inclui sistema start&stop,

alternador inteligente, bomba

de combustível controlada eletronicamente

(resulta numa maior

eficiência na combustão) e ainda

um botão “Eco”, que ajuda a poupar

energia e combustível. Os motores

Diesel são de 2,3 litros e recorrem

a um turbo de geometria variável, o

que redunda numa condução suave

desde as velocidades mais reduzidas.

personalizada e focada. A marca vai recomendar

uma versão em função das necessidades de cada

utilizador. Aqui ficam os principais números do

novo Ducato Eletric: 1.950 kg de carga útil; potência

máxima de 120 cv; binário máximo de 280 Nm;

velocidade máxima de 100 km/h; arranque dos 0 aos

50 km/h em menos de 5 segundos; consumo entre

220 e 320 kWh/km, até 360 km de autonomia; carga

para 100 km ao fim de 30 minutos ligado à tomada.

Esta versão elétrica chegará em 2020, dispondo de

um período de pré-reserva até final de 2019.

O novo turbocompressor adapta a

sua dinâmica à velocidade do motor

para oferecer a pressão correta a

cada momento. Por outras palavras,

flexibilidade e redução do consumo

sem abdicar de uma condução onde

o prazer consegue estar presente.

Como estreia, o Ducato pode receber

uma nova caixa automática de nove

velocidades (9 Speed), que promete

explorar ao máximo o motor. Por

um lado, é a caixa mais leve da sua

classe. Por outro, chega aos 450 Nm

de binário máximo na versão de 180

cv. Modos de condução, são vários:

“Normal”, para percursos do dia a

dia; “Eco”, com uma resposta de aceleração

mais suave e uma dinâmica

de passagens de caixa que favorece

o consumo de combustível; “Power”,

baseado em trocas de mudança mais

rápidas para facilitar trajetos onde é

preciso mais velocidade nas entregas.

Por fim, existe o modo “Autostick”,

eficaz em cenários particularmente

difíceis, como pendentes mais

pronunciadas. l

110 Outubro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


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