RCIA - ED. OUTUBRO 2019

tvcomercioeindustria

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ÍNDICE

EDIÇÃO N°171 - OUTUBRO/2019

CAPA

Akabamentos Solidário

HOMENAGEM

Orlando Bonifácio Martins

ISTO É DINHEIRO

Governo Estadual mandou

JUSTIÇA

Usina Maringá - só drama

88 18

22

29

Empresa cria campanha para

colocar pisos em moradias de

pessoas carentes

No Dia do Contabilista o respeito

e o carinho ao profissional que é

exemplo para novas gerações

Araraquara já recebeu mais de

R$ 137 milhões de janeiro a

setembro do governo Estadual

Uma história de promessas,

dividas e golpes sobre os

fornecedores de cana

Ciesp

Antonio Luís Comper

Sincomercio

Colecionador

06|Entidade debate em outubro em

Araraquara a nova legislação de

produtos controlados

20|Empresário Toninho Comper nos

deixou em setembro levando com

ele o amor pela nossa terra

24|No segundo trimestre demandas

por bens duráveis em Araraquara

aquece o ecommerce paulista

34|Moisés Lucena está de volta ao

mundo colorido da infância

juntando seus super-heróis

Araraquara terá Festival de Pipas

LGBTQIA + Negra

O vereador Lucas Grecco apresentou

e foi aprovado o projeto que institui

e inclui no Calendário Oficial de

Eventos do Município de Araraquara,

o “Festival de Pipas e Papagaios

de Araraquara (Pipódromo)”, a

ser comemorado anualmente nos

meses de julho, dezembro, janeiro e

fevereiro. Embora seja um evento em

que se resgata os tempos de infância e

até mesmo motivou alguns vereadores

a voltarem ao passado durante a

sessão de aprovação, é verdade que

via de regra, festival se dá em uma

Toninho do Mel e sua pipa na sessão

data só. Lucas Grecco optou em

avançar com um pacote colocando

quatro meses do ano, pois na sua

conta, são períodos em que as

crianças estão vivendo suas férias.

A vereadora Thainara Faria (PT) vem

tratando da realização do Seminário

Estadual da população LGBTQIA+ negra.

A proposta é criar um roteiro itinerante

que passe pela Câmara Municipal,

Centro de Referência LGBTQIA+ e

de espaços que são pontos turísticos

na cidade. “Depois de um dia de

palestras sobre corpos e subjetividades,

racismo institucional, dentre outros

assuntos, a expectativa é finalizar o

trajeto no Palacete das Rosas no dia

21 de novembro, logo após o dia da

Consciência Negra”, explica Thainara.

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GIGANTÃO

Retrato em preto e branco

43

Prefeito Rômulo Lupo, o mentor

de uma história que vale 50 anos

em nossa cidade

RECONHECIMENTO

O que fez a Família Agro

49

Em Bauru, o Sindicato Rural foi

homenageado pela Faesp por

contribuir com a Família Agro

DA REDAÇÃO

por: Sônia Maria Marques

Araraquara servida por excelentes

supermercados e atacadistas

Com a economia estagnada podemos dizer que o varejo em

todo o país ainda vem atravessando a maior crise dos últimos

15 anos. Não se trata de um momento, mas de um processo

que se arrasta desde 2014, quando a desaceleração das

vendas e do faturamento do setor ganhou força.

Ainda recentemente, conversando com um varejista bem

antigo de Araraquara, veio a fala dele até mesmo com um tom

preocupante de que é assustador e sem precedentes na história

do mercado nacional, o número de comerciantes que não

suporta a situação baixando as portas definitivamente.

Em 2015, segundo um levantamento da Confederação

Nacional do Comércio (CNC), 95,4 mil lojas fecharam no

país. Trata-se de um número expressivo: equivale a soma

das lojas abertas entre 2011 e 2014. No fechamento de

2018, o saldo de abertura de lojas ficou positivo em 4,8 mil

novos estabelecimentos comerciais. Mas, ao contrário das

expectativas no início do ano, no primeiro trimestre de 2019,

39 lojas fecharam as portas no país, segundo a CNC.

Agronegócio

56|Após formatura de mais uma

turma, o Cecap ganha em

outubro a Feira do Produtor Rural

Colação de Grau na Unesp

No dia 30 de agosto

ocorreu a Sessão Solene

para Colação de Grau

das Turmas de Farmácia-

Bioquímica e Engenharia

de Bioprocessos e

Biotecnologia, do 1º

semestre de 2019, no

Câmpus da Unesp

Araraquara. O diretor da

Faculdade de Ciências

Farmacêuticas, Luis

Vitor do Sacramento,

ressaltou a importância

de defender a classe

acadêmica, universitária

e científica de ataques

e negligências. “Hoje é

um dia feliz para todos

nós. A Unesp se orgulha

Política

60|Tenente Santana tem mostrado

que é um vereador com espírito

agregador.

do trajeto que tiveram

até aqui. Em respeito a

tudo que a educação,

a ciência, a tecnologia

e a saúde fizeram por

este país, devemos como

profissionais formados por

universidades e instituições

públicas, defendermos

esse legado, ameaçado

pela ignorância e cria a

banalidade, apartando

a responsabilidade”,

frisou. Ao todo, foram

32 formandos, sendo

30 bacharéis em

Farmácia-Bioquímica

e duas em Engenharia

de Bioprocessos e

Biotecnologia.

Curiosamente, foi neste período de crise que o Savegnago

chegou e hoje em Araraquara possui quatro lojas; o Tonin e

o Atacadão se estabeleceram por aqui, juntando-se ao Extra,

Palomax, Sempre Vale e outros de menor porte que

consolidam nossa economia, tornando-a privilegiada pelo

complexo varejista e atacadista criada no centro do Estado.

A livre concorrência acaba premiando o consumidor com

qualidade e preço.

Portal RCIARARAQUARA.COM

Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni

Supervisora Editorial: Sônia Marques

Editor: Suze Timpani

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PARA ANUNCIAR: (16) 3336 4433

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A Revista Comércio, Indústria e Agronegócio

é distribuida gratuitamente em Araraquara e região

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Juramento feito pelos formandos na Unesp

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EDITORIAL

por: Ivan Roberto Peroni

A venda do milionário DAAE estaria de fato na

pauta com os chineses? Se ele é lucrativo...

Bastou o prefeito Edinho Silva ser recebido em setembro na Embaixada da República Popular da

China, em Brasília, pelo ministro conselheiro Qu Yuhui, boatos e especulações sobre a venda do

DAAE – Departamento Autônomo de Água e Esgoto aos chineses, foram imediatamente reacesos nas

redes sociais. Só que ele, Edinho, em inúmeras oportunidades disse que a venda do DAAE jamais

acontecerá. Isso contudo ocorreu em meio à saída de dois superintendentes em menos de dois anos,

com explicações que não tiveram tanto convencimento.

É verdade que uma visita à China,

atualmente presidida por Xi Jinping que

tem trabalhado para a construção de

um país socialista moderno, foi o ponto

de partida para o estabelecimento dessa

proximidade. Em 2017, Edinho integrou

uma comitiva de lideranças brasileiras

que visitaram a China. Desde então,

a relação entre os dois lados tem se

fortalecido. Ele tem falado ainda que

manter uma boa relação com a China

hoje, é um fator diferencial.

De fato, resguardadas as proporções,

ambos apresentam ideologias bem

semelhantes: em outubro do ano

passado, Xi Jinping foi eleito secretáriogeral

do Comitê Central do Partido

Comunista da China (PCC) e Edinho já

foi presidente estadual do Partido dos

Trabalhadores e também sua maior

referência em Araraquara. Nunca é

demais lembrar que o PT sempre se

apresentou como um partido socialista,

mas se apressava a explicar que seu

socialismo era sui generis. Era um

socialismo em aberto, “em construção”.

Ainda que exista essa semelhança

ideológica entre ambos, isso não quer

dizer que o DAAE poderá ser vendido

aos chineses. O que tem nos preocupado é o modo com que o DAAE tem

usado seus recursos, em uma dessas ações, adquirir o campo de futebol

do Estrela enquanto inúmeras prioridades se enfileiram para atendimento

das necessidades da população que paga alto custo para garantir água e

esgoto. Problemas com o abastecimento de água têm sido constantes por

causa de equipamentos sucateados, sem contar a lamentável situação da

Estação de Tratamento de Esgoto.

Deixar de revitalizar serviços de abastecimento em detrimento da

aquisição de espaços desnecessários quer nos parecer um erro. Ora, a

transação – prefeitura precisando de dinheiro, vende ao DAAE o Estrela –

mostra uma servidão sem precedentes e se a tabelinha Simioni e Edinho se

repetir, não vamos ficar surpresos se o prédio da CTA também não acabar

nas mãos do DAAE sob o alarde da preservação da história da cidade.

Acreditamos que isso jamais ocorrerá, pois tanto um quanto o outro, são

políticos e administradores de bom senso, dispostos a fazer o melhor para

a cidade. Neste caso, água de qualidade, nenhum corte de abastecimento

provocado por bombas quebradas e uma estação de tratamento de

esgoto que não precise da interferência do Ministério Público, é o que

mais desejamos.

Mas, se o DAAE aplicar incorretamente o dinheiro que entra, não haverá

como cumprir seu papel de autarquia bem sucedida. Aí nem fornecimento

de água, nem tratamento de esgoto. Estaremos vivendo o caos. Neste

ponto há grandes chances de a operação do setor recair sobre empresas

estrangeiras, principalmente chinesas, que têm demonstrado interesse em

adquirir ativos do setor de infraestrutura do Brasil, sobretudo nos setores

de saneamento e energia elétrica. Endividadas e sem capacidade de

investir, essas empresas têm adotado uma nova fórmula para amenizar as

pressões da sociedade pela ampliação do abastecimento: a venda.

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Por pelo menos 12 meses os

empresários Vaine Henrique Dias,

Vagner Manoel Dias e Alexandre

José Dias, da Loja Akabamentos, vão

conscientizar a população de que “a

solidariedade é o melhor chão onde

podemos pisar”, através de ação

pioneira que permitirá a doação de

pisos em residências

de pessoas carentes.

REPORTAGEM DE CAPA

AKABAMENTOS

Empresa cria campanha para colocar

pisos em moradias de pessoas carentes

Com intuito social, a loja de

materiais Akabamentos lança

campanha para colocar pisos

nas residências de pessoas

carentes. A iniciativa pioneira,

reflete uma interação com

entidades que atuam na

assistência social e se pauta

ainda pela qualidade de vida

das famílias, colocando a

saúde como ponto de debate

nas questões de higiene.

Após levantamento realizado pela

Akabamentos, uma das mais conceituadas

empresas que atuam na região

com materiais para acabamento

em construções, junto aos Centros

de Referência da Assistência Social

(CRAS) de Araraquara, seus diretores

entenderam que muitas crianças

com problemas respiratórios ou idosos

acamados não dispõem de pisos

em suas casas, dificultando assim a

higienização. “Uma casa com piso

proporciona ganho de vida a essas

pessoas”, diz o sócio-proprietário Alexandre

José Dias, ao lançar essa tão

importante ação social.

De acordo com o regulamento da

campanha que deverá se estender

por pelo menos 12 meses, diz Alexandre,

a Akabamentos pretende contemplar

mensalmente uma média de

três casas; isto significa algo em torno

de 200 a 300 metros quadrados de

pisos, pois segundo o levantamento,

existe uma infinidade de casas na cidade

sem pisos.

Assim, quem comprar nas lojas

Akabamentos, seja na Avenida Luís

Alberto, 838, na Rua Napoleão Selmi

Dei, 197, ou ainda através de sua loja

online, estarão ajudando a empresa

na doação de pisos a quem necessita.

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As lojas Akabamentos

representam as mais

famosas marcas do

mercado brasileiro de

pisos

COMO SERÁ

Qualquer produto vendido na loja

terá um percentual revertido à campanha,

sejam torneiras, metais, louça

ou pisos. O engajamento e o compartilhamento

da ideia da empresa pelas

pessoas também prestarão inestimável

ajuda social.

Esta não é a primeira vez que a

Akabamentos se envolve em movimentos

com esta característica de

solidariedade ao próximo. Todos os

Campanha

também envolve a

comercialização de

acabamentos para

torneiras, metais,

louças ou pisos

anos a empresa doa às instituições

de caridade as pontas de estoque de

pisos. Este ano a instituição contemplada

foi a Casa de Acolhida Sacrário

do Amor, que construía um refeitório

e banheiros, não tendo condições de

comprar pisos. “Soubemos da luta

desta instituição para manter seu

projeto e doamos a ela a ponta de

estoque de pisos”-

comenta o diretor

da empresa com

certa emoção.

Para ele, a solidariedade é o melhor

chão onde podemos pisar, e a

Akabamentos vem contribuindo para

a transformação de uma sociedade

mais justa e igualitária. Há na campanha

também não apenas o sentimento

da necessidade das pessoas,

mas principalmente a oportunidade

que a Akabamentos oferece, de forma

ampla, para que a população possa

participar, cada qual com uma parcela

de colaboração. “Logo seremos

muitos ajudando as pessoas com o

objetivo de tornar o seu mundo menos

dolorido”, conclui.

O Akabamentos Solidário terá um percentual

retirado até mesmo da venda de acabamentos para

piscinas ou hidromassagens e será transformado no

fornecimento de pisos para casas de pessoas carentes

ATENDIMENTO AKABAMENTOS

LOJA 1

Avenida Luís Alberto, 838

Vila Velosa

(16) 3324.9999

LOJA 2

Rua Napoleão Selmi Dei, 197

Vila Velosa

(16) 3461.0100

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COMÉRCIO

Número de empresas varejistas sofre

redução em Araraquara em 2018

Estudo do Sincomercio revela queda de 26,5% no número de estabelecimentos no ano de

2018, em relação a 2017

O Núcleo de Economia do Sincomercio

Araraquara, em levantamento

elaborado a partir de dados do sistema

cadastral da entidade, divulgou

em agosto a quinta edição do

mapeamento do comércio varejista. O

estudo analisa as variações ocorridas

nos principais corredores comerciais

da cidade, além de revisar o nível de

concentração do varejo pelas principais

ruas e avenidas de Araraquara.

Nesta edição, o universo analisado

é de 4.013 empresas do varejo,

sendo que em 2017 esse número

atingia 5.464. Após três anos de

abertura de novos empreendimentos,

com crescimento de 24,2% em 2015,

51,6% em 2016 e 4,5% em 2017, o

ano de 2018 foi o primeiro desta série

histórica a registrar redução no número

total de lojas em funcionamento.

A queda foi de 26,5% em relação a

2017.

RELATÓRIO

Com a crise na economia a região central foi a que mais fechou empresas: a Rua Nove

de Julho por exemplo tinha 303 em 2017; um ano depois caiu para 232 empresas

Por um lado, entre os anos de

2014 e 2017, a própria crise econômica

foi determinante para a elevação

no ritmo de novos estabelecimentos

comerciais, uma vez que muitas pessoas

que perderam seus empregos

encontraram no empreendedorismo

uma forma de assegurar sua fonte de

renda. Porém, grande parte desses

pequenos negócios não possuem o

planejamento e conhecimento adequados

para gestão do negócio, o que

ajuda a explicar o fechamento de cerca

de 1.450 empresas em 2018.

De outra parte, o próprio orçamento

reduzido desse tipo de empreendimento

não permite a sua instalação

na região central e acaba gerando

uma migração para bairros periféricos,

promovendo a expansão desses

corredores comerciais mais distantes

do centro. A despeito de todos os

bairros terem apresentado variação

negativa no período analisado, a região

central fechou mais empreendimentos

em relação às outras regiões.

Para exemplificar, enquanto no centro

houve queda de 26,2% no total de

lojas em funcionamento, a redução

na região da Av. Bento de Abreu e proximidades

foi de apenas 2%.

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Apesar da descentralização que

vem sendo observada desde o início

deste mapeamento, em 2014,

ainda é expressiva a participação da

região central no comércio varejista,

responsável por aproximadamente

21,5% dos 4.013 estabelecimentos

ativos na cidade. Na comparação com

2017, essa participação se manteve

estável, entretanto, ela já foi maior,

chegando a representar 35% do varejo

araraquarense em 2014.

A preferência pelos corredores

centrais está associada, sobretudo,

à ótima infraestrutura já existente

na região, como também ao intenso

fluxo de pessoas que circulam por

esses pontos, ao aumento de exposição

das lojas, ao contato com os

consumidores e às possibilidades de

venda. Contudo, os custos de locação

desses imóveis podem desfavorecer

a instalação de micro e pequenos

empreendimentos. A dificuldade de

estacionamento também tem representado

um entrave para as lojas, já

que os consumidores preferem locais

de mais fácil acesso, e também cada

vez mais optam pela praticidade e

economia de tempo, buscando locais

mais próximos de suas residências.

O que ocorre em Araraquara é

uma tendência que se constata em

diversas cidades do Brasil. O consumidor

está cada vez mais exigente e

a concorrência cada vez maior, fazendo

com que o comerciante precise

utilizar toda sua capacidade para

manter-se no mercado. Dessa forma,

uma aproximação maior ao consumidor,

levando os produtos a locais mais

próximos dele, acaba por contemplar

as necessidades práticas do dia a dia.

O mais importante é lembrar que

todo empreendimento necessita cada

vez mais de planejamento e atenção

às tendências comportamentais do

seu consumidor. A alta mortalidade

dos empreendimentos comerciais em

Araraquara tem íntima relação com a

falta desses atributos. Em busca do

aprimoramento da competitividade

do comércio varejista local, o Sincomercio

Araraquara realizou durante

o primeiro semestre de 2019 o projeto

“Varejo Expert” com objetivo de

trazer mais especialização para os

empresários, gerando melhores oportunidades

e foco no desenvolvimento

econômico e comercial da região.

ASSUSTADOR

Embora o principal corredor comercial,

a Rua Nove de Julho tenha

perdido 23,4% num cenário de 303

estabelecimentos para 232 que possuía

em 2018, é verdade que o maior

baque foi sentido em termos percentuais

na Avenida Brasil: de 13 estabelecimentos

ficou com 6 (-53,8%). O

lado positivo foi a Avenida Pe. Antônio

Cezarino que saltou de 16 empresas

para 28, representando 75%.

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Contabilistas se confraternizam no Quiosque

COMEMORAÇÃO

A PUJANÇA DE UMA CLASSE

Os contabilistas

em dia de festa

Poucas são as associações

de classe que se reúnem

para a promoção do

companheirismo, difundindo

seu serviço e propagando a

importância de se viver em

sociedade, como fazem os

contabilistas.

Profissionais e empresários do setor

contábil de Araraquara representados

por duas entidades - Sincoar e

Aescar, vinculados ainda às atividades

do Sescon e da Jucesp, promoveram

uma festa de confraternização

em setembro para comemorar o Dia

do Contabilista no Quiosque Eventos.

Para o presidente do Sincoar

(Sindicato dos Contabilistas de Araraquara),

Eduardo Bonifácio Martins,

o encontro serviu para promover a interação

da classe, considerada uma

das mais ativas no município e participante

efetiva do processo do nosso

desenvolvimento econômico: “A reunião

festiva é tradição entre os contabilistas,

onde a troca de informações

e relações profissionais se sustentam

na amizade”. Em sua mensagem de

agradecimento aos colegas de classe,

Eduardo ressaltou a importância

deste vínculo e comentou que através

da união é que se torna a instituição

ainda mais forte.

O Sincoar foi criado inicialmente

como Associação Profissional dos

Contabilistas de Araraquara, em 14

de março de 1944; foi transformado

em sindicato em 9 de agosto de

1975, pelo contabilista Celestino Bos-

Eduardo Bonifácio Martins, presidente

do Sincoar em Araraquara

Daniel Stoque Pecin, presidente da

Aescar em nossa cidade

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chiero, com a denominação de Sindicato

dos Contabilistas de Araraquara,

tendo adotado a atual denominação

em 19 de novembro de 1993.

Durante o jantar de confraternização

e seguindo a mesma linha de

raciocínio, o presidente Daniel Stoque

Pecin ressaltou o papel que a

Aescar vem realizando: “É nosso dever

promover a aproximação dos empresários

contábeis de Araraquara e

região”. A Aescar (Associação das Empresas

Contábeis de Araraquara) tem

a finalidade de organizar as empresas

em torno dos seus objetivos, garantindo

juntamente com o Sincoar, vantagens

e benefícios principalmente na

realização de cursos e palestras para

capacitação dos profissionais e debates

sobre a legislação da atividade.

SESCON

O Sescon - Sindicato das Empresas

de Serviços Contábeis e das Empresas

de Assessoramento, Perícias,

Informações e Pesquisas no Estado

de São Paulo, tem laços estreitos com

o setor contábil em Araraquara. Com

o Sincoar e a Aescar, é formado um

pilar que propaga e defende as atividades

e os profissionais de Araraquara

e região num único espaço - que

se tornou a Morada do Contabilista.

Em Araraquara, o Sescon tem

como diretor Wladimir Carlos Bersanetti

Rodrigues que tem alinhada com

seus parceiros a meta de fortalecimento

do setor no interior do Estado.

A sede que congrega os profissionais

- Morada do Contabilista -, oferece

salas amplas, estacionamento

próprio e um auditório moderno, tudo

distribuído em mais de 200 metros,

que visam proporcionar mais comodidade

e segurança, além da ampliação

de produtos e serviços.

JUCESP

A Junta Comercial do Estado de

São Paulo fecha o cenário contábil

da cidade. É a Jucesp que tem uma

série de serviços, um dos quais, abertura

e encerramento das atividades

empresariais. Em Araraquara, está

centralizada sua Regional, tendo à

frente o contabilista Orlando Bonifácio

Martins.

AGRADECIMENTO

Ronaldo Paganini de Oliveira, vicepresidente

do Sincoar, durante as comemorações

do Dia do Contabilista,

agradeceu o apoio que a diretoria tem

recebido dos associados e também

enalteceu o trabalho da diretoria.

“Vivemos com a contabilidade um

período de transformações e é preciso

que estejamos permanentemente

atentos às mudanças. Fazemos

parte de uma classe acima de tudo

respeitada, onde a ética e a respon-

sabilidade assumem uma posição representativa,

nos dando forças para

o enfrentamento das adversidades”,

comentou.

Ao evento também compareceram

o vice-prefeito Damiano Neto, os vereadores

Tenente Santana e Edson

Hel, representantes de sindicatos e

associações contábeis de outras cidades

(Americana, Jaú e Bauru).

Wladimir Carlos Bersanetti Rodrigues,

diretor do Sescon Regional Araraquara

Ronaldo Paganini de Oliveira, vicepresidente

do Sincoar

Salão de eventos do Quiosque recebendo os contabilistas

Banda The Maiores animando o acontecimento

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GENTE DA NOSSA TERRA

Orlando Bonifácio Martins,

exemplo para novas gerações

A RCIARARAQUARA começou

em setembro mês que

se comemora o Dia dos

Contabilistas, uma série

de reportagens que visa

homenagear os profissionais

que mais têm se destacado

em nossa história contábil.

Orlando Bonifácio Martins, considerado

um dos nomes mais expressivos

pelos contabilistas de Araraquara

e região, está em atividade há exatos

50 anos, sendo um dos sócios do Escritório

Visão de Contabilidade.

O contador é o profissional que

cuida das questões financeiras, tributárias,

econômicas e patrimoniais de

uma empresa. Em seu cotidiano, lida

com planilhas, demonstrativos de resultados,

contas a pagar e a receber,

guias de impostos e muitos números,

na verdade, uma profissão que exige

muita atenção e responsabilidade.

Para Orlando ou Zague como é

conhecido pela sua convivência com

o futebol amador, formado em contabilidade

em 1969, “o contabilista é

como um padre, tudo que sabe deve

ser guardado a sete chaves”. Tanto é

que hoje é o administrador designado

pelo Sindicato dos Contabilistas e da

Associação das Empresas Contábeis

de Araraquara para administrar a Jucesp

- Junta Comercial do Estado de

São Paulo, em nossa região.

Primeiro, Orlando trabalhou por

cerca de 5 anos visando trazer para

a cidade um posto da Junta Comercial

do Estado de São Paulo. Existia

na época um posicionamento para

formação de base regionais. “Foi um

trabalho árduo, mas hoje já completamos

25 anos, dez anos de posto e

quinze de escritório regional”, comemora

orgulhoso o profissional. Para

ele, na atualidade é menos burocrático

se abrir um escritório e essa é uma

das razões do seu agradecimento à

Prefeitura Municipal, pois ela sempre

forneceu os assessores que foram

pedidos através do convênio firmado

com a Junta”.

Orlando reconhece que a profissão

de contador está avançada em todos

os segmentos: a informática chegou

para revolucionar. E recorda: “no

passado os escritórios em formação

eram chamados de guarda-livros”.

Neste período de 50 anos de

profissão, Orlando passou 20 deles

sendo diretor da Federação dos Contabilistas

do Estado de São Paulo, o

que é outro motivo de orgulho em sua

história. E para ele a experiência pode

sinalizar um conselho para quem

quer entrar no ramo: “É uma profissão

digna, mas não é fácil, tem que

se preparar e estudar muito, estar

atualizado, pois as leis mudam quase

que diariamente. Recebemos dos

clientes tudo aquilo que faz parte da

Orlando Bonifácio Martins, uma vida

voltada para o setor contábil, tem escrito

uma história de amor à profissão,

homenageado pelas maiores entidades

representativas do setor contábil no

Estado de São Paulo: Sescon e CRCSP

vida deles, às vezes até problemas familiares

que deveriam ser resolvidos

inicialmente entre eles, mas chegam

primeiro ao contador e os conselhos

são necessários. “Por isto comparo a

nossa profissão a de um padre, pois

os segredos são sagrados” – diz.

Ele conta que no começo eram em

dois sócios, Laerte Velosa e Orlando

Bonifácio, mas hoje tornou-se um escritório

familiar e ambos trouxeram

seus filhos para trabalhar: Eduardo,

filho de Orlando e João que é filho de

Laerte. “Eu tenho a vivência, o tempo;

os filhos estão na atualidade, às vezes

até penso em parar de trabalhar,

mas a Edna não me deixa ficar em

casa” – dando mostras de que tem

muito a ensinar a quem está chegando

na profissão.

Laerte de Freitas

Velosa e o filho João;

Orlando com o filho

Eduardo, hoje um

escritório bem familiar

Orlando e a esposa

Edna Frajacomo

Bonifácio

comemorando 51

anos de casados

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Primeiro trator Valmet vendido por

Comper a Waldemar Bortolozzo (volante)

em 1971

Homem simples, coração generoso e trabalhador, desde os tempos do Cambuy

LEMBRANÇA

Toninho Comper

Siga em paz, amigo

Antônio Luís Comper, dos anos 70 aos anos 90, tornou-se um

dos mais brilhantes empresários de toda a região. Ligado ao

setor de mecânica e bombas injetoras para veículos, viveu o

auge da pista simples da Rodovia Washington Luís. Mas com

a duplicação da estrada, Toninho Comper deixou o Cambuy

em Matão e veio para Araraquara.

Toninho Comper viu nascer na Avenida

Presidente Vargas pela força do seu

trabalho, a gigante Comper & Cia Ltda

que representava inicialmente a Bosch e

em seguida a Valmet. Na foto, Comper,

o repórter Ivan Roberto Peroni, Luiz

Fernandes (advogado em Matão) e o

empresário Armando Marchesan

A nossa cidade perdeu na manhã

do dia 2 de agosto um dos seus

mais importantes empresários,

Antônio Luís Comper, que por pelo

menos 50 anos liderou o ramo de

serviços técnicos em bombas injetoras,

venda e assistência técnica

em tratores. Toninho Comper, como

era chamado, além de se notabilizar

como mecânico, tornou-se empresário

dos mais bem sucedidos em toda

a região.

Com sua ascensão no mundo

dos negócios, investiu na implantação

de filiais dos tratores Valmet em

várias cidades, como São Carlos,

Jaú e Leçóis Paulistas. Além disso,

focou sua visão empresarial em revendas

de motos Yamaha, na época

disputando o mercado com a Honda.

A chegada da família Comper

em Araraquara se deu em 1967,

quando Toninho deixou a oficina que

tinha na beira da Rodovia Washington

Luís por conta da duplicação

da pista. O movimento era intenso,

porém a duplicação poderia lhe

causar prejuízos e com uma perua

DKV começou a circular pelos lados

do Quitandinha, decidido a montar

uma oficina para caminhões, mas

também revenda de tratores.

Foi na Presidente Vargas, cerca

de 300 metros da Washington

Antônio Luís Comper

casou-se com Maria

Lúcia Pinotti Comper.

O casal teve os filhos:

Antônio Luiz Comper

Filho,

Carlos Humberto,

Marcos José,

Paulo Roberto e Ana

Lúcia. Toninho deixou

13 netos e uma bisneta

Comper falando em evento da Valtra

|20


Luís que dava os primeiros sinais

de duplicação, que ele implantou a

Comper & Cia. Ltda, aproveitando a

circulação de veículos nos dois sentidos

da rodovia. Buscou também

morar próximo da oficina, pelo menos

uns 600 metros.

Por gostar de futebol teve duas

passagens nos meios esportivos:

em 1968, dada a proximidade com

a crônica esportiva, Toninho Comper

foi chamado para jogar no time

de futebol de salão da Rádio Cultura

ao lado de Nildson Leite Amaral,

Rubens Brunetti, Antonio Carlos Rodrigues

dos Santos, Wagner Belline,

Antonio Carlos Araujo e Ivan Roberto

Peroni. Entusiasmado com a proposta

que a Ferroviária lhe fez, Toninho

Comper acabou aceitando ser dire-

Lançamento de

um dos modelos

da Yamaha na

revenda de

propriedade da

Família Comper,

nos anos 80

tor de Futebol Profissional do clube.

Problemas de saúde já no ano

2000 o afastaram da empresa, embora

a convivência com os negócios

fosse quase diária. Figura extremamente

simples se desdobrou, desde

o trabalho de mecânico diuturno no

Cambuy para deixar uma importante

história aos que sempre tiveram

nele um grande amigo e companheiro.

Os seus filhos seguiram com os

negócios desde o seu afastamento

da empresa.

Seu corpo foi velado na noite do

dia 3 no Memorial Fonteri e levado

no dia seguinte, parte da manhã,

para a cidade de Matão, sua terra

natal, onde foi sepultado.

Aos seus familiares os nossos

sentimentos.

O futebol fazia parte do seu lazer: em

Matão atuava no esporte amador como

centro avante ao lado de inesquecíveis

companheiros. Em Araraquara atuou

no time dos cronistas esportivos do RIA

(Rádio Imprensa Araraquara) e no RC 68

da Rádio Cultura

Colaborador de número 21 e também

diretor de futebol, Toninho dedicou parte

da sua vida à Ferroviária

21|


REPASSES DO GOVERNO ESTADUAL

Araraquara já recebeu

mais de R$ 137 milhões

de janeiro a setembro

Junho, de acordo com os índices apresentados

pela Secretaria da Fazenda, foi o mês que

Araraquara menos arrecadou neste ano:

pouco mais de R$ 9 milhões em ICMS

Ainda que exista o entusiasmo do varejista e a perspectiva de

que a economia estará reaquecida, é preciso que a política não

atrapalhe e nem arraste a crise

O governo do Estado de São Paulo

transferiu na terça-feira, 10 de setembro,

R$ 568,81 milhões em repasses

de ICMS para os 645 municípios

paulistas. O depósito feito pela Secretaria

da Fazenda e Planejamento

é referente ao montante arrecadado

no período de 2/9 a 6/9. Os valores

correspondem a 25% da arrecadação

do imposto, que são distribuídos às

administrações municipais com base

na aplicação do Índice de Participação

dos Municípios (IPM) definido

para cada cidade.

Para setembro, a estimativa é

transferir para as prefeituras do Estado

o total de R$ 2,43 bilhões em

repasses de ICMS. Os depósitos

semanais são realizados por meio

da Secretaria da Fazenda e Planejamento

sempre até o segundo dia

útil de cada semana, conforme prevê

a Lei Complementar nº 63, de

11/01/1990.

Neste período de 2 a 6 de setembro

foi depositado na conta do município

o valor de R$ 2.572.889,14.

MOVIMENTAÇÃO 2019

Se janeiro foi o mês em que mais

dinheiro entrou nos cofres da Prefeitura

Municipal de Araraquara, via

Governo do Estado, por conta do IPVA

– R$ 33.457.243,42, podemos dizer

que em junho o repasse geral ficou

em menos que R$ 11 milhões, sendo

o momento mais crítico da nossa

economia neste ano.

Os repasses são feitos com a

arrecadação no município baseada

no Imposto Sobre a Circulação de

Mercadorias (ICMS), Imposto sobre

Propriedades de Veículos Automotores

(IPVA), Fundo de Exportação-IPI

(Imposto sobre Produtos Industrializados)

e a Compensação Financeira

sobre Exploração de Gás, Energia

Elétrica Óleo Bruto, Xisto Betuminoso.

Janeiro e fevereiro são meses favoráveis

ao movimento arrecadatório

em função do IPVA. Por exemplo, em

janeiro o Governo do Estado depositou

nos cofres da Prefeitura Municipal

cerca de R$ 22 milhões só em

IPVA; em agosto não foi mais que R$

1,6 milhão, segundo a Secretaria da

Fazenda. Mas, de janeiro até agosto

foram mais de R$ 45 milhões.

Já com o ICMS tem ocorrido uma

variação muito grande motivada por

algumas circunstâncias, a principal

delas a instabilidade econômica. Há

meses, como fevereiro, maio, junho

e agosto e provavelmente setembro,

que os repasses do imposto sobre a

circulação de mercadorias pouco passam

dos R$ 9 milhões. Em contra-partida,

julho foi o melhor mês do ano

somando R$ mais de R$ 13 milhões.

COMPARAÇÃO

Os valores de ICMS arrecadados

no período de janeiro a setembro de

2018 são praticamente os mesmos

auferidos neste ano: cerca de R$ 92

milhões. Também o IPVA dos dois últimos

anos deve fechar com R$ 49

milhões, o que não é bom sinal. Em

2018, o ICMS fechou em R$ 124 milhões;

até agora os repasses foram da

ordem de R$ 90 milhões, restando R$

34 milhões para ser igual.

|22


23|


ARTIGO

SEGUNDO TRIMESTRE DE 2019

Demanda por bens duráveis em Araraquara

aquece o ecomerce paulista

Aceleração das vendas em junho alavanca o faturamento trimestral do varejo online

Texto: João Delarissa

Núcleo de Economia

Sincomercio Araraquara

O comércio eletrônico

em Araraquara encerra o

segundo trimestre do ano

com 274.137 transações

e um dispêndio médio por

transação de R$ 415,42

As vendas do comércio eletrônico

na região de Araraquara

registraram alta de 5,3% no segundo

trimestre de 2019 – em

relação ao mesmo período do ano

anterior –, atingindo faturamento

real de R$ 114 milhões. Já em

comparação ao primeiro trimestre

do ano, houve decréscimo de 6%.

Com este resultado, o faturamento

real do e-commerce acumula

alta de 2,2% de janeiro a junho

de 2019.

O levantamento do Núcleo de

Economia do Sincomercio Araraquara

foi elaborado a partir de

dados da Pesquisa Conjuntural

Sapatos, sandálias, bolsas - são bens duráveis

do Comércio Eletrônico (PCCE),

realizada pela FecomercioSP em

parceria com a Ebit/Nielsen. O

estudo acompanha, de forma sistemática,

o comportamento das

vendas efetuadas pela internet

em todas as 16 regiões do Estado

de São Paulo, incluindo o município

de Araraquara, e apura o faturamento

do comércio eletrônico

paulista.

BENS DURÁVEIS AQUECEM

O E-COMMERCE LOCAL

Avaliando o desempenho do

varejo online durante o mês de junho,

Araraquara se destaca como

a cidade com maior ticket médio,

tanto na compra de produtos em

geral, alcançando a faixa dos R$

466,26 por pedido, como na segmentação

por bens de consumo

duráveis, com valor médio de R$

915,25.

O cenário se mantém positivo

se observado no período que vai de

abril a junho de 2019, quando o município

registrou acréscimo de 5,3%

em seu faturamento real, no contraponto

com o mesmo período de

2018. Em abril foram feitos 90.985

pedidos, com ticket médio de R$

395,61. Já em maio, a quantidade

de pedidos passou para 97.190 e

um gasto médio menor por transação:

R$ 388,98. Em junho, os pedidos

totalizaram 85.962, com ticket

médio de R$ 466,26. Com isso, o

comércio eletrônico em Araraquara

encerra o segundo trimestre do

ano com 274.137 transações e um

dispêndio médio por transação de

R$ 415,42.

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E-commerce - Ticket médio (2° trimestre de 2019)

No que se refere à comercialização

de bens duráveis, Araraquara

se destacou, durante o segundo

trimestre de 2019, registrando o

maior ticket médio dentre as 16

regiões analisadas: R$ 801,66.

O valor é R$ 195,90 maior que

a média observada para o Estado

de São Paulo, que encerrou o

período em R$ 605,76.

Por outro lado, o número de pedidos

alcançado no município durante

o mesmo período é o quarto

menor das 16 regiões analisadas

– 274.137 –, fato que reflete a

maior demanda do público araraquarense

por bens de consumo

duráveis, como automóveis, eletrodomésticos,

eletrônicos, artigos

de construção e decoração,

ferramentas, entre outros, que

apresentam valor final superior às

categorias de bens semiduráveis

e não duráveis.

A proporção do faturamento

real do e-commerce frente ao

varejo total, em Araraquara, foi

de 2,3% no segundo trimestre

do ano, totalizando R$ 113,9 milhões.

As vendas do varejo físico,

por sua vez, totalizaram R$ 5,04

bilhões.

Máquina de lavar, um

bem semi-durável

Fonte: FecomercioSP. Elaboração: Sincomercio Araraquara

CONCLUSÕES

Os dados apresentados pela

Pesquisa Conjuntural do Comércio

Eletrônico (PCCE) retratam

o desempenho mais forte do e-

commerce do que o observado

no varejo físico, corroborando a

inegável expressividade que este

segmento vem assumindo no âmbito

do varejo brasileiro em geral,

e paulista, em específico.

Parte do impulsionamento do

varejo online pode ser atribuída

às plataformas de marketplaces.

Com isso, os varejistas de grande

porte ofertam também produtos

de empresas menores, garantindo

ao consumidor ampla variedade

de produtos e informação sobre

preços.

Por outro lado, é importante

ressaltar que este segundo trimestre

conta com uma base de

comparação fraca em relação a

2018, visto que o período abrange

a paralisação dos caminhoneiros,

ocorrida entre maio e junho daquele

ano. Com este importante

segmento parado, muitos consumidores

adotaram uma postura

mais cautelosa em relação ao seu

consumo, impactando negativamente

o volume de comercialização

do varejo online. O ocorrido,

por sua vez, demonstra a crescente

necessidade de investimento

na infraestrutura do comércio

eletrônico, sendo este um ponto

decisivo para garantir a continuidade

da expansão do e-commerce

nacional.

Serviço:

Sindicato do Comércio Varejista de

Araraquara (Sincomercio)

Avenida São Paulo, 660 – Centro

Contato: (16) 3334-7070

economia@sincomercioararaquara.com.br

www.sincomercioararaquara.com.br

25|


CAMINHADA DO SERVIDOR PÚBLICO ASPA ROTA SESI DE VIDA SAUDÁVEL

Em dia de festa, ASPA mais forte e

mais próxima do servidor público

Convênio assinado pela Associação dos Servidores Públicos

de Araraquara abrangendo também a região, permite que

seu associado passe a usufruir do complexo Sesi, um dos

maiores do interior paulista. O acordo foi comemorado com

o encontro da categoria e uma caminhada, fortalecendo

ainda mais a ASPA.

Mais de duas centenas de

pessoas, a maior parte formada

por servidores públicos em suas

três categorias – federais, estaduais

e municipais -, participaram

de caminhada na região do Sesi

em Araraquara em setembro,

realizada pela ASPA e organizada

através do projeto Rota Sesi

de Vida Saudável. O programa foi

viabilizado por um grupo de apoiadores

– Unimed, Sicredi, Monobloco

Auto Center, Drogaven, Classe

A Viagens e Prefeitura de Araraquara

-, por intermédio da sua

Secretaria Municipal de Esportes.

O evento serviu para que a

ASPA viabilizasse com o Sesi

um convênio que dá o acesso

dos seus associados aos benefícios

que a entidade oferece em

seu complexo social, esportivo,

recreativo e cultural. Para isso,

pagando pequena mensalidade,

os sócios da ASPA poderão

frequentar as dependências do

Valéria comanda o aquecimento

Servidor Público, seja sócio

da ASPA e frequente o Sesi,

pagando pequena taxa.

Informações (16) 3322 9990

|26


Sesi, acordo muito comemorado

por oferecer inesgotável fonte

de lazer aos servidores públicos.

ABERTO PARA TODOS

Como parte do Encontro e

Caminhada dos Servidores Públicos,

os parceiros integrantes

do projeto instalaram estandes

para apresentar produtos

e serviços; além disso, no encerramento

das atividades foi

promovido sorteio de brindes

como forma de dar boas-vindas

aos associados da entidade.

Foi o que comentou o diretor

do Sesi, Alexandre Minghin, ao

saudar os servidores públicos:

“Estamos de portas abertas para

receber todos que fazem parte da

ASPA. Sabemos das dificuldades

que cada instituição encontra,

mas nossa parceria é para oferecer

benefícios aos associados,

contribuindo no fortalecimento

da entidade”. Segundo Minghin,

“isso vem ao encontro do que o

Sesi pretende mostrar para Araraquara,

de que o Sesi não está

aberto apenas para a indústria,

o Sesi está aberto para toda a

comunidade. Assim, completou

o diretor, o Sesi está aberto para

todos e seu objetivo é deixar este

espaço (referindo-se às instalações)

para que todos possam

frequentar e participar com suas

famílias das nossas atividades.

INTERAÇÃO

O vice-presidente da ASPA,

Paulo Dimas Cézar falando em

nome da diretoria, agradeceu ao

Sesi pela parceria e aos apoiadores

da caminhada de quase 4 km;

assegurou que outras promoções

deverão ocorrer pois é uma forma

de integrar os servidores públicos

da cidade e região: “O objetivo

com o convênio é permitir que os

nossos associados tenham mais

lazer, mais qualidade de vida, que

desfrutem de um local como este,

porém para que isso acontecesse,

tivemos que promover alterações

nos estatutos da associação e

passamos a atender não apenas

os servidores públicos, mas também

aqueles que atuam como comissionados

ou em autarquias”.

O presidente Adilson Custódio

lembrou durante o evento que a

ASPA tem criado uma estrutura

que oferece vantagens e benefícios

aos servidores. Ele ressalta

que a colaboração da diretoria e

o empenho da sua equipe de profissionais

têm sido fundamental.

Para ele, presidir uma associação

com 57 anos de vida é motivo de

orgulho, garantindo a representatividade

da associação: “Hoje

somos uma instituição admirada,

respeitada e reconhecidamente

forte pelo que oferece aos servidores

públicos. Os benefícios envolvem

vantagens que garantem

qualidade de vida à categoria e

este é o nosso objetivo – mostrar

à categoria que estamos trabalhando

para representar o servidor

público federal , estadual e municipal

da melhor maneira possível”.

À esquerda o estande

da Classe A Turismo

recebendo os diretores

da ASPA, Sesi e o

representante do prefeito

Edinho, Ari Pavan

Alexandre Volpe (centro),

da secretaria de Esportes;

Valéria Pipoli e Alexandre

José da Silva, do Sesi

Estande da Unimed

Estande da Drogaven

Estande da Sicredi

Estande Monobloco

Estande da ASPA

27|


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Longe dos seus anos dourados, a Maringá se transformou em uma usina fantasma

USINA MARINGÁ

Uma história de promessas, dívidas e golpes

sobre os fornecedores de cana

Seis anos após paralisar as atividades da

Usina Maringá em Araraquara, o empresário

Nelson Afif Cury é obrigado a conviver com o

sentimento de dor dos fornecedores que lhe

entregaram a cana e não receberam.

Alguns guardam como pagamento o simbolismo

de cheques sem fundos; outros já morreram

num longo caminho de seis ou sete anos,

levando na bagagem o suor do trabalho e a

perversidade da lei que sustenta os poderosos.

Nesta edição, o advogado Pedro Vinha Júnior

que representa cerca de 30 agricultores em

um universo de R$ 15 milhões que lhes são

devidos, narra o desespero desta gente simples,

de quem o usineiro teria se aproveitado, até

mesmo da baixa escolaridade e inocência por

serem homens simples do campo, recebendo

cana plantada, colhida, e sem lhes pagar,

encontrando para isso brechas na justiça e

se livrando de penalidades. Há casos em que

famílias tiveram que mudar o rumo dos seus

negócios para sobreviverem.

A realidade vista nesta reportagem especial

mostra, infelizmente, que ainda vemos o Brasil

como um país que se destaca por inversão de

valores, preconceitos e direitos que são postos

em prática para sustentar privilégios de quem

dispõe de recursos e encontra o amparo da

lei. Os rastros do empresário de acordo com o

Escavador Brasil, somam centenas de processos.

CONTINUA NAS PÁGINAS SEGUINTES

29|


O agricultor Aparecido

Timpani faleceu e não

recebeu cerca de R$ 200

mil da cana retirada pela

usina em sua propriedade.

A família ainda discute na

Justiça o que tem de receber

do dono da usina.

De propriedade de Nelson Afif

Cury, a Usina Maringá por muitos

anos atuou na fabricação de álcool

e açúcar na região de Araraquara. A

empresa, segundo o advogado dos

fornecedores Pedro Vinha Filho, encontra-se

com suas atividades paralisadas

desde 2013 deixando débitos

de toda natureza pendentes de pagamentos.

Cury, além das dívidas, tem

deixado um caminho de tristeza em

muitas propriedades que não conseguiram

sobreviver pelo não pagamento

das safras de cana-de-açúcar que

foram trabalhadas com dedicação por

famílias de pequenos produtores, por

pelo menos dois anos. Só com Pedro

Vinhas, seu advogado, os fornecedores

aguardam receber mais de R$ 15

milhões.

Os produtores no período entre

2011 e 2013, firmaram contratos

com a Usina Maringá, em que se

comprometiam vender sua produção

de cana-de-açúcar ou arrendar suas

terras em troca de valores variáveis.

Na época, a usina teria se aproveitado

da confiança pela qual produtores,

homens simples do campo,

entregaram toda produção sem que

ela cumprisse com suas obrigações,

isto é, tudo que foi produzido pelos

plantadores acabou sendo utilizado

pela usina sem o devido pagamento.

A dívida da Usina Maringá com todos

os credores segundo

estimativas, atingiria num

primeiro momento um valor

altamente expressivo.

Só o escritório de advocacia

Vinha e Vinha que

representa mais de 30

destes fornecedores, afirma

que a dívida reconhecida de seus

clientes, passaria dos R$ 15 milhões.

Em 2014 uma ação movida pelo

Ministério Público do Trabalho (MPT),

visava pagamento de funcionários

que ficaram durante meses sem receber.

Segundo o órgão, a empresa

além de não ter pagado os salários

dos trabalhadores, entregou a eles

cheques sem fundos. A usina foi condenada

por essa prática em outra

ação movida pelo MP. Na ocasião, o

procurador Rafael de Araújo Gomes

afirmou que “o esquema societário

do grupo responsável pela usina e

a forma como ele é conduzido cumprem

com a utilidade de permitir a

blindagem patrimonial da família de

Valendo-se da baixa escolaridade e inocência da parte

autora, homem simples do campo, a empresa requerida

recebeu toda a produção dos requerentes sem que

adimplisse com suas obrigações, isto é, tudo que foi

produzido pelo produtor rural fora consumido pela usina

sem o devido pagamento.

Nelson Afif Cury, proprietária da Usina

Maringá”.

Na época a usina alegava em síntese

passar por dificuldades financei-

João Floriano, pequeno

produtor, entregou sua

cana a Cury e não recebeu.

Diz que só não passou

fome porque gastou suas

economias até se recompor

na lavoura

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Cheque sem fundos

para pagamento ao

fornecedor Serafim

de Freitas Caires

em 2013. Seis anos

depois o agricultor

está acamado e com

problemas de saúde,

consequências de uma

queda quando quebrou

o fêmur. O cheque em

questão foi dado pela

Farm Indústria e Agro

Pecuária que faz parte

do Grupo Diné que

pertence a Nelson Cury.

ras decorrentes de políticas públicas

do setor e teria se valido de um modelo

de justiça no Brasil que ainda

cria inúmeras brechas para devedores,

em especial com a abertura de

empresas de fachadas para esconder

o patrimônio.

Segundo apurado, Cury estaria

vivendo em Ribeirão Preto, em bairro

nobre, sem alterar seu padrão de

vida, seguindo muito bem financeiramente,

enquanto fornecedores como

Romualdo Luiz Vanalli Polez espera

receber cerca de R$ 2,5 milhões por

duas safras entregues na Maringá

(2012/2013). Romualdo diz que conseguiu

sobreviver ao baque financeiro

vendendo suas criações, implementos

agrícolas e ainda fazendo financiamentos

de crédito rural e que até

hoje não conseguiu sanar suas dívidas.

Ele tem consigo os cheques sem

fundos dados pela usina na tentativa

de ludibriá-lo.

MORRE O FORNECEDOR

João Floriano é um dos pequenos

produtores que afirma que só não

passou fome, porque gastou todas

suas reservas financeiras: “Como

sobreviver se não te pagam o trabalho

de um ano inteiro? Foram anos

muito difíceis, onde até hoje estamos

tentando nos recuperar” – afirma o

fornecedor que também guarda uma

série de cheques sem fundos recebidos

da Maringá. Ele espera receber

ainda cerca de R$ 50 mil.

Segundo fontes ligadas ao setor

canavieiro, um fornecedor que também

não recebeu por sua safra, adoeceu

diante das dívidas que batiam à

sua porta e que sua esposa teve que

abandonar o sítio e arrumar emprego

na cidade como faxineira para assim

tentar pagar algumas contas e colocar

comida na mesa. Ele morreu sem

receber, segundo essas fontes.

Também um caso que chamou

Dor e sofrimento batem

à porta de Serafim que

após atravessar o tempo

trabalhando, se vê postado

em uma cama sem que a

Justiça possa lhe amparar

a atenção até mesmo de outros fornecedores

é o de Serafim de Freitas

Caires, hoje com 93 anos e acamado.

Em 2013 ele caiu e quebrou o fêmur,

necessitando de cirurgia e cuidados

especiais; ele também não recebeu

sua safra naquele ano, tornando a

sua situação ainda mais difícil. Aposentado

e recebendo apenas um salário

mínimo, não dava sequer para

pagar o plano de saúde. Sua única

filha Amélia Caires Ribeiro, 75 anos,

disse à reportagem que não conseguia

pagar uma cuidadora, pois o

dinheiro não dava e o que recebiam

eram apenas cheques sem fundos.

Sem dinheiro e tendo que cuidar do

pai não conseguia trabalhar e nem

cuidar de seu sítio para a próxima

safra. Ainda hoje ela faz tratamento

para a cura de síndrome do pânico e

também para a distensão nos dois

braços que adquiriu devido ao peso

dos cuidados com o pai.

Em 2016, morreu o fornecedor

Aparecido Timpani deixando para

seus familiares a missão de receber

cerca de R$ 200 mil referente à safra

de 2013 que a Maringá teria usurpado.

Sua esposa Eva Timpani conta

que na época, cada vez que Aparecido

ia até a usina para tentar receber,

voltava com cheques que nunca

foram pagos. “Tempos difíceis, fazíamos

o máximo em economia, afinal

ainda tínhamos que comprar mudas,

fertilizantes, preparar a terra para a

próxima safra, sem termos recebido

nada do ano anterior”- lembra.

31|


Argumenta também que um suposto

amigo do filho de Cury procurou

por sua filha afirmando que eles

não receberiam porque não davam

problemas, “os fornecedores não

procuram a Justiça, daí ele não tem

porque pagar”- afirmava. Então ofereceu

seus préstimos em intermediar o

recebimento dos cheques mediante

pagamento a ele de 20% do total da

dívida. “Achamos melhor não entregarmos

os cheques a ele, mesmo depois

de apurarmos que ele frequentava

a casa dos Cury; confiamos que a

Justiça cumprirá o seu papel de nos

devolver o que eles nos tomaram”-

afirmou ela.

Na época da bancarrota, Luiz Eugênio

Ferro Arnone (Geninho), era

presidente da Canasol e disse em entrevista

veiculada em 2014 no jornal

O Imparcial, que fez tudo o que podia

para tentar amenizar a situação dos

fornecedores, mas em vão. Ele mesmo

entregou sua cana para a Usina

Maringá e segundo consta, até hoje

também não recebeu o acordado.

EGIDIO MESTIERI

Egidio Antonio Mestieri, de 73

anos, já não faz mais ideia de quanto

tem para receber da safra de 2012

que entregou e não recebeu; ele guarda

um cheque referente a uma parcela

no valor de R$ 10 mil que foi devolvido

pelo banco por falta de fundos.

Além de não receber a safra anterior,

Egidio mantinha um contrato com a

Usina Maringá, que deveria colher

sua cana em 2013, mas como não

recebia, não colhia e também não liberava

para que ele entregasse para

outra usina. Assim, precisou entrar

na justiça para que pudesse entregar

para outra usina sua safra 2013. A

justiça demorou para dar o veredicto

e quando saiu a safra já havia terminado.

Egidio amargou mais um ano

sem receber.

“Em 2012 eu gastei combustível,

herbicida, maquinário e não recebi

nada. A esposa Luisa Mestieri diz que

a família usou toda a reserva que tinha

guardado durante anos, então

ela e o marido fizeram uma horta para

vender verduras e o que pudessem

produzir. “Foi muito difícil, principalmente

porque tínhamos que pagar o

financiamento de um trator, que só

conseguimos, porque usamos o dinheiro

da aposentadoria” – diz Luisa

que ainda espera ser ressarcida.

NOTA DA MARINGÁ

O agricultor

Egidio Mestieri

com a esposa

Luisa passaram

momentos

dificeis

provocados

pelo empresário

Nelson Afif Cury

Filho e sete anos

depois, tentam

se reerguer

financeiramente

Questionados sobre as pendências

financeiras com os fornecedores

de cana, representados pelo advogado

Pedro Vinha Filho, o empresário

Nelson Afif Cury Filho e a Usina Maringá,

limitaram-se a expedir uma nota

dizendo:

A Usina Maringá não tem deixado

de cumprir com seus compromissos

frente aos débitos e credores existentes.

Várias demandas têm sido objeto

de acordo e o pagamento vem sendo

feito de forma parcelada, dentro

das condições que a empresa hoje

se encontra.

A Usina Maringá sofreu um grande

revés econômico quando foi objeto

de forte e desmedida pressão

de sindicatos e de mobilização do

Ministério Público. Este, por meio de

uma ação que julgamos muito dura,

penhorou e tornou indisponíveis bens

da empresa, além de cana-de-açúcar

da usina e de áreas arrendadas de

terceiros para o pagamento de dívidas

trabalhistas.

Esta atitude retirou dos responsáveis

pela Usina Maringá qualquer

capacidade de resolver pendências

econômicas, bem como de manter

ativa a própria estrutura industrial, de

moagem e geração de seus produtos

energéticos, culminando com o fim de

tais operações no ano de 2014.

Apesar de toda esta situação,

a Usina Maringá vem cumprindo a

contento suas obrigações – cerca de

95% das demandas trabalhistas existentes

foram saldadas e finalizadas.

O advogado Pedro Vinha

Filho vem defendendo os

fornecedores de cana que

se sentiram lesados pelo

empresário Nelson Afif Cury.

Para ele, os problemas da

Usina são reconhecidos por

todos, mas no entanto, não

se observa prioridade aos

produtores rurais, uma vez

que já houve pagamento

para cooperativas de créditos,

bancos, etc, sem que houvesse

nenhum pagamento aos

fornecedores

|32


Na sequência, conforme planejamento

que é de conhecimento inclusive

do Poder Público, os credores deverão

começar a ser chamados para

os acordos possíveis.

A Usina Maringá pactua da situação

dos antigos fornecedores e quer

resolver todas estas questões o mais

breve possível. Não gostaríamos de

estar vivenciando isso. Não fugimos

de nossas responsabilidades. Estamos

fazendo todo o esforço possível

para equacionar estas pendências,

pois temos ainda o sonho de retomar

a operação da Usina Maringá.

CONTRAPONTO

A Revista Comércio, Indústria e

Agronegócio, ouviu também a Canasol,

entidade que defende os interesses

da classe canavieira na região

de Araraquara. Seu presidente Luís

Henrique Scabello de Oliveira, que

também possui créditos ainda não

recebidos da Usina Maringá, afirmou

que além da falta de pagamento, a

paralização das atividades da usina

deixou muitos fornecedores de cana

sem opção de entrega de suas safras.

“Quando assumimos a Canasol no

início de 2015, havia cerca de 150

mil toneladas de cana de pequenos

produtores sem usina para moer.

Contudo, rapidamente, procuramos

as demais usinas que se cotizaram e

acabaram absorvendo o excedente.”

Segundo o presidente da Canasol,

o empresário Nelson Cury fez diversas

ingerências para que os fornecedores

formassem uma Cooperativa

para assumir a usina, entretanto, à

aquela altura a situação da empresa

era precaríssima, o que inviabilizaria

qualquer iniciativa. “Não adianta a

Usina Maringá argumentar que sofreu

grande revés econômico. As ações do

Ministério Público e dos Sindicatos

foram posteriores à entrega das canas

pelos fornecedores, de qualquer

forma, isso não isenta a responsabilidade

de uma usina que moeu a

Luís Henrique Scabello de Oliveira,

presidente da Canasol

nossa produção, transformou-a em

açúcar e álcool, vendeu a produção,

recebeu pela venda, mas não pagou

pela cana.”

Apesar disso, Luís Henrique mostra-se

confiante na Justiça, pois o

empresário Nelson Cury possui propriedades

e direitos que poderão ser

usados para garantir o pagamento

das dívidas deixadas pela Usina Maringá.

33|


EDIÇÃO N° 1 DO PATO DONALD - JULHO 1950

O colecionador mostra uma das peças que guarda com muito carinho

GENTE DE NOSSA TERRA

MOISÉS LUCENA

De volta ao mundo

colorido da infância

Araraquarense, Moisés Lucena, gerente geral da Record News

de Araraquara, com 42 anos, ainda conserva um olhar de

criança diante da sua coleção de gibis da Marvel, especiais

da Disney e obras de Maurício de Souza sem contar os

personagens em miniatura que fazem parte da decoração de

sua sala na emissora.

Zé Carioca é o apelido do

papagaio José Carioca. É um

personagem fictício desenvolvido

no começo da década de 1940

pelos estúdios Walt Disney. Ele é

retratado como o típico malandro

carioca, sempre escapando dos

problemas com o “jeitinho”

característico

Moisés começou sua coleção aos

sete anos, com gibis da Disney e no

final de 1987 comprou seu primeiro

gibi da Marvel; até hoje não mais parou

de comprar. Ele diz também que

a última vez que contou a coleção,

15 anos atrás, tinha mais de cinco

mil exemplares. Lembra que quando

seu filho Henrique nasceu, deu muitos

exemplares, pois precisava de espaço

para montar o quarto do bebê.

Em sua mesa de trabalho no dia

da entrevista havia uma nova edição

de Conan – O Bárbaro, que ele disse

que sua esposa Estela Costa de Lucena

o mataria quando soubesse que

tinha começado outra coleção.

Anteriormente tinha um quarto só

para suas coleções em casa. Brincando,

comenta que a esposa Estela é

uma santa por aguentar suas manias

de colecionador, “ela acha que é muito

dinheiro jogado fora, mas sempre

que está em algum lugar e vê um gibi

ou um personagem em miniatura diferente,

me liga para perguntar se

quero que ela compre, por fim acaba

me ajudando”- sorri.

Em miniaturas da Marvel, Lucena

tem 150 peças de ferro, outras 30 das

maiores que segundo ele são as mais

caras. Além do valor financeiro, essas

miniaturas guardam um sentimento

ainda maior para quem coleciona. A

mais barata custa em torno de R$ 70

reais, algumas numeradas vão de R$

400 a R$ 1.000 reais. “Hoje essas

peças se transformaram em obra de

arte, gostaria muito de me presentear

com a do Wolverine enfrentando o Fanático

na escadaria, mas esta custa

em torno de R$ 12 mil, por enquanto

ainda não da” – afirma com olhar de

quem logo comprará.

No aparador de sua sala um Baby

Groot tem lugar especial. Ganhou de

um amigo do futebol que conhece a

adoração de Moisés Lucena pelos

personagens da Marvel. Em síntese

quando o primeiro Guardiões da Galáxia

foi lançado, os fãs se apaixona-

|34


am pelos personagens da equipe,

contudo, um deles ganhou um lugar

especial no coração de todos: Groot.

No final do filme, a adorável árvore

gigante morre, mas um de seus galhos

é plantado e eis que então nasce

Baby Groot, um personagem adorável

até para quem não coleciona.

Henrique, filho de Moisés e Estela,

aos dois anos já conhecia os personagens

da coleção e hoje aos quatro

anos, se interessa pela história de

cada um deles. O pai conta orgulhoso

que o garoto sempre quer que ele

narre a história de cada um, tendo

preferência pelos menos famosos.

Ao certo o fruto não cai longe do

pé e o garoto já começou a colecionar

Ben 10, que se trata de um garoto

de 10 anos de idade que descobre

um dispositivo mágico que pode

transformá-lo em 10 heróis alienígenas

diferentes, cada um com habilidades

únicas. Com esses poderes, o

menino ajuda as pessoas e combate

malfeitores.

Diz também que sua filha Giovanna,

hoje com 15 anos, nunca quis

colecionar nada, muito embora ele tenha

tentado, então está se divertindo

com o filho menor que tem também a

mesma paixão do pai.

Sua imensa coleção a sete chaves

Moises ressalta que o valor que

tem sua coleção é inestimável, e que

esta será a herança que deixará para

a esposa “já vou colocar preço em

tudo para deixar adiantado” brinca

ele.

“Tenho edições históricas de

1950, a edição de número 1 do Pato

Donald que encontrei em um sebo,

existe um mercado muito grande para

isso, penso que será uma bela herança

que ela pode vender e se livrar de

tudo” - ri ele.

Devido a um programa de cultura

pop que a Record News matém em

sua programação, Moisés diz que

recebe também alguns exemplares

que guarda junto à sua coleção, sem

contar que ele mantém assinaturas

de gibis onde recebe mensalmente

cerca de dez, e outros que compra

nas bancas. Em uma cobertura para

o programa, conseguiu uma foto com

Maurício de Souza de quem é um dos

maiores fãs.

Os super-heróis estão por todos os cantos

O “Clube Marvel Super Heróis”

chegou em 1967, pela TV

Bandeirantes (São Paulo), TV

Globo (Guanabara-RJ), TV Gaúcha

(Porto Alegre) e TV Jornal do

Comércio (Recife), sob o título

de “Super-Heróis Shell”, pois

eram patrocinados pelos postos

de gasolina. No programa eram

exibidos os primeiros desenhos

animados da Marvel no Brasil (ou

os “desenhos desanimados” como

são carinhosamente relembrados

hoje devido a uma animação

simples e limitada).

Família reunida para

a entrevista: Moisés

Lucena, a esposa

Estela, os filhos

Giovanna e Henrique,

num mundo de sonhos

35|


José Carlos Pascoal

Cardozo e Fernando

Pacchiarotti

presidente da entidade. Na posse

o SinHoRes ofereceu um jantar aos

seus integrantes onde estiveram presentes

várias entidades de classes.

A RCIA cumprimenta José Carlos

Cardozo pelo trabalho e deseja ao

Fernando Pacchiarotti muito sucesso.

CERIMÔNIA

Empossada a nova

diretoria do SinHoRes

José Carlos Pascoal Cardozo realizou notável trabalho no

sindicato; agora assume o empresário Fernando Pacchiarotti

Na noite de 23 de setembro tomou

posse a nova diretoria do SinHoRes,

sindicato patronal que envolve hotéis,

restaurantes, bares e similares de

Araraquara. Após mais de 15 anos

na presidência da entidade, José

Carlos Pascoal Cardozo, que cumpriu

extraordinário trabalho, passou o bastão

para o novo presidente, Fernando

Pacchiarotti, do Posto La Bambina.

Cardozo continua nesta gestão

como 1º tesoureiro e diz que encontrou

uma pessoa para substituí-lo.

“Estou muito feliz por isso, pois nós

precisamos sempre renovar e Fernando

é uma pessoa do bem e tenho

certeza que todo trabalho que implantei

rendeu frutos e ele vai continuar

colhendo; certamente continuará a

plantar, para que futuramente possamos

ter uma colheita ainda mais

fértil” – disse o ex-presidente.

Pacchiarotti, que era vice-presidente

da entidade, assume agora a

tarefa de prosseguir com um sindicato

forte; ele diz que continuará com

Cardozo ao lado, o que já vem sendo

feito desde os tempos que o sindicato

ainda era uma associação dirigida

por Aparício Dahab, e onde José Carlos

Cardozo era o vice-presidente. “É

uma responsabilidade muito grande

dar sequência a um trabalho que o

Cardozo desenvolveu com maestria,

deixando um legado bem feito e muito

grande, que às vezes me chega a

dar medo. Mas me tranquilizo pelo

fato dele estar comigo nesta nova empreitada.

Tenho a confiança do amigo

Cardozo e junto à nossa diretoria,

quero desenvolver um trabalho tão

bom quanto ao que ele fez durante

todos esses anos”, ressaltou o novo

A nova diretoria

do SinHoRes em

um momento

histórico para

uma entidade

que se fortaleceu

com José Carlos

Pascoal Cardozo.

Pacchiarotti

diz que vai dar

continuidade ao

trabalho com

seus diretores

DIRETORIA QUADRIÊNIO 2019 / 2023

Fernando Pacchiarotti – Presidente

Adailton Pace – 1º Vice Presidente

William Jorge Molina Gil – 2º Vice Presidente

Eduardo Salim Haddad – 1º Secretário

Eduardo de Aguiar Faria – 2º Secretário

Luis Amadeu Sadalla – 3º Secretário

José Carlos Pascoal Cardozo – 1º Tesoureiro

Luiz Yoshinobo Meyagusku – 2º Tesoureiro

Sérgio Aparecido Truzzi - 3º Tesoureiro

SUPLENTES

Mario Thuyosi Hokama

Alexandre Alvares Cruz

Gustavo Oliveira Silva

DIRETOR SOCIAL

Solange Ambrozio Tanache – Diretora Social

Juliano Karam Mascaro – Vice Diretor Social

CONSELHO FISCAL

José Aparecido da Silva

Claudiomir Basso

Manoel de Araújo Sobrinho

SUPLENTES

Diogo Barzaghi de Mattos

Magnaldo de Jesus Martins

Odilo Lautenschlager

DELEGADOS REPRESENTANTES

Fernando Pacchiarotti

José Carlos P. Cardozo

SUPLENTES

Adailton Pace

William Jorge Molina Gil

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MERCADO IMOBILIÁRIO

NR Construtora e Habitab

consolidam parcerias

Empresários investem na expansão do ramo

imobiliário da cidade com empreendimentos

que consolidam a nossa economia

Fernando Horta O´Leary, da NR

Construtora e Incorporadora, tem

como parceiro em Araraquara desde

2013 a Habitab Empreendimentos de

Cristiano de Camargo, mais conhecido

como Cofrinho, que ao longo do

tempo vem indicando áreas, desenvolvendo

projetos, trazendo sempre

novos empreendimentos planejados,

respeitando o meio ambiente e movimentando

assim a economia local.

Esta parceria tem rendido à cidade

ótimos negócios dentro do mercado

imobiliário, como o loteamento

de alto padrão do Residencial Volpi,

com 285 lotes que vão de 270m²

a 440m². Também atendendo aos

padrões populares lançou o Vista

Cristiano de Camargo

(Habitab) e Fernando

Horta (NR Construtora)

do Horto, com 369 lotes, medindo

200m², onde os interessados poderão

adquirir sua casa pronta, através

de financiamento.

Inovando mais uma vez, Cofrinho

apresenta agora o Residencial Monte

Carlo, um loteamento aberto todo

planejado com lotes de vários tamanhos

adaptados ao seu orçamento

medindo de 200 m² a 500 m². Junto

ao empreendimento, será implantado

um centro comercial com 62 lojas e

lotes comerciais disponíveis na continuação

da Mauricio Galli. Além disso

está projetado um parque verde com

80.000 m², apresentando campos de

futebol, quadras de vôlei de areia e

arena para shows.

Cristiano de Camargo conta que

o trabalho efetuado mostra o interesse

da empresa em participar do

processo do desenvolvimento da cidade.

“Morar bem e com qualidade

de vida é um sonho que você pode

realizar”, diz.

Informações através do WhatsApp

(16) 98112.0120 ou pelo e-mail contato@habitab.com.br

37|


ARTIGO

Law and Economics

Ubiratan Reis

Liberdade Econômica e as alterações da CLT

A Medida Provisória nº 881 foi convertida sob a Lei

nº 13.874, de 20 de setembro de 2019, instituindo de

maneira definitiva a Declaração de Direitos de Liberdade

Econômica, as garantias de livre mercado, alterando diversas

leis, dentre elas, a Consolidação das Leis do Trabalho CLT,

aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943.

A Lei 13.874/2019 preconiza que são direitos de

toda pessoa, natural ou jurídica, essenciais para o

desenvolvimento e o crescimento econômicos do País,

desenvolver atividade econômica em qualquer horário ou

dia da semana, inclusive feriados, sem que para isso esteja

sujeita a cobranças ou encargos adicionais, observada a

legislação trabalhista.

Discutiu-se, calorosamente é verdade, que haveria um

retrocesso aos avanços sociais ao permitir que os trabalhos

aos domingos fossem equiparados aos demais dias

da semana, daí, a previsão de obediência à legislação

trabalhista, já que esta prevê um adicional nas hipóteses de

trabalho aos domingos e feriados.

Outra alteração importante as micros e às pequenas

empresas está no fato de que, com o advento da nova Lei,

altera-se de 10 (dez) para 20 (vinte), o número mínimo de

trabalhadores no estabelecimento, para se determinar a

obrigatoriedade, por parte do empregador, de anotação da

hora de entrada e de saída dos funcionários (controle de

jornada), permitida a pré-assinalação do período de repouso

(almoço/janta).

Insere-se o § 4º, no artigo 74 da CLT, permitindo a utilização

de registro de ponto por exceção à jornada regular de

trabalho, mediante acordo individual escrito, convenção

coletiva ou acordo coletivo de trabalho. O “ponto por

exceção” pode ser entendido como um modo alternativo

de anotação da jornada de trabalho, onde o empregado

anota somente as exceções ocorridas na jornada regular de

trabalho, restando presumida e cumprida a jornada padrão

(contratual), quando ausente qualquer anotação excepcional,

tais como a hora extraordinária, os atrasos, as faltas etc.

O tema já foi abordado pela Quarta Turma do Tribunal

Superior do Trabalho que reconheceu a validade do cartão

de ponto de exceção previsto em Convenção Coletiva de

Trabalho.

O controle de jornada é um dos pontos mais discutidos

nas ações trabalhistas, em especial, com relação a horas

extraordinárias não anotadas e pagas “por fora”. Em um

primeiro momento fica difícil prever os reflexos da adoção

do cartão de ponto por inúmeros fatores, seja pela eficiência

da implantação do sistema de cartão ponto por exceção,

seja pela valorização da prova na instrução de eventual

reclamação trabalhista, que ao fim e ao cabo, ficará ao

juiz da causa ponderar e valorar as provas dos autos de

processo.

O Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais,

Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) será substituído, em

nível federal, por sistema simplificado de escrituração digital

de obrigações previdenciárias, trabalhistas e fiscais.

Importante observar que, tanto a possibilidade de

implementação de ponto por exceção como a substituição do

eSocial, tem como plano de fundo a diminuição dos custos e

despesas administrativas das empregadoras, que certamente

serão bem-vindos neste momento onde o contingenciamento

de gastos atinge todos os setores, públicos e privados.

Se a sensação cotidiana é a de ausência de melhora na

oferta de emprego, segundo dados do IBGE, a taxa de

desocupação no trimestre encerrado em julho de 2019 teve

queda, atingindo a porcentagem de 11,8 %.

A Lei nº 13.874/2019 promoveu alterações na Consolidação

das Leis do Trabalho CLT e em outras legislações a fim de

potencializar a liberdade econômica e o investimento no

mercado, mas uma pergunta ainda fica no ar. O investidor/

empregador tem segurança em investir na produção de bens

e serviços ou precisaremos de mais alterações legislativas

para aquecer a indústria e comércio?

Ubiratan Reis é advogado tributarista/econômico

e escreve para a Revista Comércio, Indústria e

Agronegócio (ubreis@gmail.com)

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FATOS & FOTOS

DA REDAÇÃO

Cabo Magal, expulso ou não do MDB

Durante 10 dias o nosso portal

RCIARARAQUARA indagou se o

vereador Magal Verri, eleito pelo

MDB em 2016, deve ser expulso do

partido por infidelidade partidária e

66% da população acha que não.

O MDB sempre fez duras críticas ao

atual prefeito Edinho Silva (PT). Um

dos projetos que a sigla é contrária,

trata-se dos lotes urbanizados,

que segundo o ex-prefeito Marcelo

Barbieri (MDB), pode transformar

vários pontos da cidade em “favelas”.

O projeto foi à votação na Câmara

em julho sendo aprovado, contando

também com o voto de Magal Verri.

Segundo o

presidente do

Magal

diretório local,

Aluísio Brás o

Boi, o partido já havia deliberado

que a sigla seria contrária ao projeto

enviado pela Prefeitura. Na ocasião

Magal disse que votou de acordo

com sua consciência e que isto seria

um beneficio ao povo. O conselho

de ética do partido foi acionado

para julgar Magal, que em algumas

ocasiões se alinhou ao prefeito, não

seguindo as ideologias do MDB. Em

outubro o partido deve decidir se

expulsa o vereador.

SUBINDO

Sobe a possibilidade

do Frentão, partidos

de direita, ter cara

e coragem para

concorrer à Prefeitura

em 2020 sob o

lema “um por todos,

todos por um”. O

objetivo é tirar o PT

do poder e estimular

política nova na

administração.

Na linha de frente

o médico Luís

Cláudio Lapena

Barreto e o Coronel

Wagner Prado que

representariam o

centro-direita.

DESCENDO

Governador João

Doria lançou em

setembro a primeira

fase do programa

Nossa Casa, que

começa com a

construção de

26.735 unidades

habitacionais

em mais de 120

municípios do

Estado. Cidade foi

barrada: está fora,

até mesmo por

questões políticas.

“Aos amigos tudo,

aos inimigos o rigor

da lei”, diria Flávio

Ferraz de Carvalho.

Quase apanha...

Face à expansão dos

bairros da região norte, a

Unidade Básica de Saúde

passou a receber cerca de

30 mil pessoas/mês. Além

da sobrecarga de trabalho,

os agentes também

enfrentam agressões de

quem utiliza o serviço. “Na

semana passada tivemos

um problema com uma

paciente. Pedi a ela para

retornar no dia seguinte,

para renovar uma guia

e ela só não me bateu

porque eu estava dentro do

balcão de acolhimento”,

diz a enfermeira Luciana

Marques.

População deseja, mas prefeito não tem interesse

Governo federal lançou em setembro

o Programa Nacional das Escolas

Cívico-Militares (Pecim), com o

objetivo de promover a melhoria na

qualidade do ensino na educação

básica. A meta é implementar 216

escolas em todos as unidades da

federação até 2023. São instituições

não militarizadas, mas com uma

equipe de militares da reserva

no papel de tutores. Em julho, o

Ministério da Educação (MEC) já

havia anunciado a implementação

de 108 escolas nesse modelo, no

âmbito do Compromisso Nacional

pela Educação Básica. Agora, a meta

foi dobrada. Enquete realizada pelo

RCIARARAQUARA aponta que pelo

menos 87% da população deseja

escola deste tipo. Até por questões

ideológicas, o prefeito Edinho Silva

teria dito que não tem interesse

na implementação da escola em

Araraquara. Taubaté é uma das

cidades interessadas.

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FRASE

“Já ouvi por

aí que a sorte

ajuda quem

muito trabalha.

Jorge Bedran

Não tenho

dúvidas que foi o que aconteceu com os

petistas ganhadores da mega-sena...”

Frase do advogado, Jorge Bedran,

presidente do Diretório do PSDB em

Araraquara, sobre o bolão de 49

funcionários da liderança do Partido

dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos

Deputados. Eles levaram o prêmio de R$

120 milhões do concurso 2.189 da Mega-

Sena. Cada um vai receber R$ 2,4 milhões.

O tradicional número do partido, o 13, não

estava entre as seis dezenas sorteadas.

Prêmio para Filipa

Filipa Brunelli

A assessora de Políticas LGBT de

Araraquara, Filipa Brunelli, foi

homenageada, dia 20 de setembro,

em Ribeirão Preto, recebendo o

“Troféu Diversidade”, que valoriza

e incentiva a promoção do respeito

à diversidade sexual. A cerimônia

de entrega do troféu foi realizada

na sede da Secretaria Municipal

de Cultura de Ribeirão Preto e fez

parte da programação da 15ª

Parada LGBTQI+ de Ribeirão Preto,

promovido pela ONG Arco-Íris e

Rede Gay Brasil e com apoio da

Administração Municipal.

O Dia do Bebedouro

Em setembro o Daae instalou um

bebedouro na praça Santa Cruz. O

projeto, de iniciativa do vereador

Paulo Landim, além de oferecer

comodidade à população, estimula

o consumo de água, elemento

fundamental para o equilíbrio do

corpo, principalmente nos dias mais

quentes e a diminuição da geração

de lixo, uma vez que a oferta de água

potável e gratuita tende a diminuir o

descarte de copos e garrafas plásticas.

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DOCUMENTO

UMA VIDA EM PRETO E BRANCO

Além de ser o cartão postal da cidade, o Gigantão foi tema para os artistas plásticos, segundo Sônia Maria Marques autora desta obra

GINÁSIO DE ESPORTES CASTELO BRANCO

História que vale meio século

Foi em outubro de 1966 que o prefeito

Rômulo Lupo anunciou pela Rádio Cultura

AM, a construção do Gigantão. Um ano

depois a cidade pleitearia ser sede dos

Jogos Abertos do Interior de 1969, durante

o Congresso Técnico em São José dos

Campos, mas a confirmação só veio

no ano seguinte por ocasião dos jogos

disputados em Jaboticabal. Cinquenta

anos se passaram da inauguração e voltar

naquele 11 de outubro de 1969 parece

um sonho, ainda que aqui não estejam

os visionários senhores que começaram a

projetar o Gigantão por volta de 1958 e do

qual pelo menos três prefeitos conviveram:

Benedito de Oliveira, Rômulo Lupo e Rubens

Cruz. O Gigantão, com a característica

de um mesmo ginásio de esportes na

Alemanha, teve seu projeto sugerido por

Rômulo Lupo aos engenheiros Luiz Ernesto

do Valle Gadelha e Jonas Faria, ambos

araraquarenses, radicados em São Paulo.

43|


Rubens Cruz quando

assumiu a prefeitura

em fevereiro de 1969,

encontrou o Gigantão

com mais de 80% das

obras feitas por Rômulo

Lupo. Ele teria pouco

mais de oito meses

para concluir o ginásio

de esportes e sediar os

Jogos Abertos de 1969

empresa contratada para a construção

abandonou a obra no final

de 1967 e o prefeito Rubens Cruz,

que acabara de assumir o município,

organizou uma comissão de

arquitetos e engenheiros para a continuidade

dos serviços, sendo o final

da obra uma luta contra o relógio. O

projeto não chegou a ser concluído

integralmente.

A CONSTRUÇÃO

O Ginásio de Esportes “Castelo

Branco”, o Gigantão, teve sua construção

iniciada pelo prefeito Rômulo

Lupo, em agosto de 1967, para ser

inagurada dois anos depois através

do prefeito Rubens Cruz, na

realização dos XXXIV Jogos Abertos

do Interior (17 a 26 de Outubro de

1969). O espaço comportaria 6 mil

pessoas sentadas e 10 mil em lotação

completa.

O anúncio da construção do

Gigantão foi feito durante o programa

“Você Pergunta o Prefeito

Responde”, que sempre ia ao ar

as quintas-feiras, das 11h30 às

12h, dentro do programa Parada de

Notícias da Rádio Cultura. Seu apresentador,

Nildson Leite Amaral, foi o

primeiro radialista a focar o assunto

em outubro de 1966. Ele era assistente

administrativo da Estrada de

Ferro Araraquara, trabalhava na

emissora e fora comissionado na

Comissão Central de Esportes (CCE),

em 16 de junho de 1966, por iniciativa

do Governador Laudo Natel.

Nildson chegou à presidência da

Ferragens utilizadas no

teto do ginásio de esportes

CCE logo depois dos Jogos Abertos

em 1969 para substituir Laércio de

Arruda Ferreira, o Pelica, em 1970,

convidado por Rubens Cruz.

A construção do Gigantão tem

alguns episódios interessantes: a

O projeto do Gigantão é dos engenheiros

Luiz Ernesto do Valle Gadelha

e Jonas Faria, ambos araraquarenses

e que moravam em São Paulo.

Eles eram proprietários da Domus

Construtora, que deveria construir

o Gigantão em 1967 a pedido do

então prefeito Rômulo Lupo. “Hoje,

a Lei de Licitações proíbe que o

autor do projeto participe da concorrência

para construção da obra. A

Domus acabou fazendo os serviços

de terraplanagem e fundações, mas

abriu falência e abandonou a obra

em seguida”, lembra o engenheiro

Roberto Massafera, recém formado

na época.

Eleito em 1968, o prefeito

Rubens Cruz assumiu em fevereiro

Prefeito Rômulo Lupo em 1967 com os engenheiros Luiz Ernesto do Valle Gadelha

e Jonas Faria, sendo entrevistado pelo repórter Ivan Roberto. Ainda na foto o

antecessor de Rômulo, prefeito Benedito de Oliveira e Aldo Lupo que seria eleito

deputado federal, dois anos depois

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Araraquara em 1969 não possuía nenhuma quadra coberta, mas Rômulo Lupo optou

em construir o maior ginásio de esportes do interior. Como engenheiro residente foi

contratado Luiz Antônio Massafera

de 1969 e de imediato nomeou uma

Comissão Técnica com a finalidade

de encontrar uma solução para finalizar

o Gigantão a tempo dos Jogos

Regionais de 1969, que ocorreriam

em apenas nove meses (outubro).

A Comissão Técnica era formada

pelo arquiteto Nelson Barbieri, os

engenheiros José Henrique Albiero e

Roberto Massafera.

Os profissionais concluíram que

para finalizar a obra seria necessária

a administração direta da Prefeitura,

com operários trabalhando 24 horas

por dia em três turnos. Para tanto,

a Prefeitura Municipal contratou o

engenheiro Luiz Antônio Massafera.

O custo para terminar o Gigantão,

sem contar a terraplanagem e fundações,

foi estimado na época em 3

milhões de dólares, o que em valores

atualizados daria hoje cerca de

10 milhões de reais.

O ginásio foi inaugurado uma

semana antes (11 de outubro) da

abertura oficial dos Jogos Abertos do

Interior, com um jogo de volei masculino

entre Araraquara e alunos da

Academia de Polícia Militar do Barro

Branco de São Paulo. A partida de

fundo foi de basquetebol masculino

O prefeito Rubens Cruz foi

o grande responsável pela

conclusão das obras do Gigantão

em 1969. Na foto Cruz está ao lado

de Yussuf Samaha (Zezinho da

Prodaplan), que passou a fazer

parte do Conselho Municipal

de Turismo juntamente com o

professor Alzemiro Ianelli e o

jornalista Roberto Barbieri

formado por Pelica, Rudinei, Bizelli,

João Batista, Paroneto e o próprio

Massafera. Uma semana após seria

iniciada a competição com desfile

das delegações das cidades participantes

da competição. A saída foi

do Gigantão, descendo a Bento de

Abreu e Rua São Bento, na noite de

17 de outubro, sexta-feira.

FINALIZAÇÃO DO PROJETO

O projeto original, de acordo

com Massafera que foi prefeito e

deputado estadual, já previa a construção

de alojamentos embaixo do

Gigantão. “Ainda é possível fazer

os alojamentos, já que o subsolo

não foi aterrado. Na época, os alojamentos

não foram construídos

por uma questão logística e social.

Entendia-se que os atletas deveriam

desfrutar de independência tendo

suas próprias casas ao final dos

treinos e jogos, e não viver em alojamentos

e, de certa forma, sob

a tutela da Prefeitura”, recorda o

engenheiro.

Segundo ele, Rômulo Lupo procurou

construir o melhor ginásio de

esportes do interior, uma obra que

fosse um marco de sua administração.

Os arquitetos projetaram essa

estrutura em concreto, chamada de

cobertura em casca de concreto

e contrataram um engenheiro da

Escola Politécnica da USP de São

Paulo para fazer os cálculos estruturais,

o professor Pietro Canderra.

“Foi ele quem deixou o Gigantão de

pé”, conclui.

COMISSÃO TÉCNICA

Rubens Cruz formou uma

Comissão Técnica no começo de

1969 para concluir as obras.

Eng° Nelson Barbieri

Eng° José Henrique Albiero

Eng° Roberto

Massafera,

anos depois

de formado

integrou a

Comissão

Técnica

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Gigantão era

motivo de festa

Naquele ano, 1969, a cidade

estava enfeitada e radiante; o clima

de alegria era sentido por todos

os lados. A Ferroviária se tornara

tri-campeã do interior após vencer

Palmeiras, Santos, São Paulo

e Corinthians nos seus jogos em

casa pelo Campeonato Paulista. O

Gigantão estava sendo inaugurado.

O esporte assumia papel preponderante

para a cidade que começava

a respirar o avanço da citricultura

após a Cutrale comprar - dois anos

antes - a falida Suconasa e verticalizar

a produção do suco de laranja

concentrado para todo o mundo.

Tudo contribuía para que Rubens

Cruz, prefeito caipira, se transformasse

em verdadeiro mito dentro

da política. Ele não se preocupava

com isso e tentava dar às crianças o

que não pôde aprender nos bancos

escolares. Sua visão para melhorar o

ensino da cidade o levou a ser homenageado

pelo Governo do Estado

como “Prefeito da Educação”. A preparação

das crianças e do homem

do amanhã - através do ensino -

somava-se ao fato de Araraquara

estar caminhando bem no esporte.

E os Jogos Abertos do Interior fortaleciam

as ações.

Uma das preocupações na

época foi eleger a Rainha

dos Jogos Abertos (Liliana

Filardi) e as duas princesas

(Elizabeth Karan e Regina

Metidieri). A beleza das

nossas mulheres mostrada

nos meios esportivos.

17 de outubro, sexta-feira. A

cidade só respirava Jogos Abertos.

Naquela sexta-feira, logo cedo,

os professores Alzemiro Ianelli,

Lourenço Arone e Edmundo

Vicentine, da Escola Industrial,

davam sinal verde ao carro alegórico

que levaria a Rainha dos

jogos Liliana Filardi e as princesas

Elizabeth Karan e Regina Metidieri.

O diretor da escola, Edgard Arruda,

permitiu que a Industrial também

entrasse no clima de festa. Na verdade,

todos os estabelecimentos de

ensino se mostravam envolvidos, a

maioria cedendo suas instalações

para abrigar 10 mil atletas.

|46


Banda do Liceu

de Bauru abrindo

o desfile dos

Jogos Abertos

no dia 17 de

outubro; ao lado, o

Colégio Progresso

homenageando as

cidades do litoral

No dia 18 de outubro de 1969, sábado, as cidades que vieram

para os Jogos Abertos realizaram no Estádio da Fonte totalmente

lotado, o desfile de abertura da competição. Na foto, o momento do

juramento do atleta no Estádio da Fonte Luminosa ainda com suas

arquibancadas de madeira e um público estimado em 20 mil pessoas

Uma das raras fotografias que marcam a abertura dos

Jogos Abertos do Interior de 1969, no dia 18, sendo de

forma oficial a primeira partida de volei feminino com a

participação de Araraquara contra Matão. Vencemos por

3 sets a zero

47|


1975, Brasil campeão sulamericano de basquete masculino

A transformação do Gigantão para vôlei de areia

O Gigantão, marcado por uma

arquitetura única entre os ginásios

brasileiros, mostra uma curiosidade:

Rubens Cruz queria de qualquer

maneira, homenagear sua esposa,

Maria Therezinha Castelo Branco.

A atitude de colocar o nome do

ginásio de “Castelo Branco” soou

como homenagem ao ex-presidente

militar Humberto de Alencar Castelo

Branco, falecido dois anos antes.

A competição, entre os dias 18 e

26 de outubro, foi o primeiro grande

evento realizado no ginásio que comportava

6 mil pessoas sentadas e 10

mil em lotação máxima. Ele foi palco

não apenas de jogos marcantes

para a história da cidade, mas também

de eventos musicais. Um deles,

um show gratuito no auge da carreira

do cantor Antônio Marcos, para

fechar o Concurso Miss Araraquara

de 1970, com o co-patrocínio da

Imperial Calçados. Consta que 12

mil pessoas assistiram ao espetáculo.

Outros artistas consagrados

passaram pelo Gigantão: Roberto

Carlos, Milton Nascimento, Legião

Urbana, Banda Blitz, Raul Seixas,

Roupa Nova, Titãs, Paralamas do

Sucesso, Mamonas Assassinas,

entre outros. Atrações internacionais,

como a orquestra de Ray

Conniff, marcaram presença no

local. Além de shows musicais, o

Gigantão recebeu eventos inusitados,

como o “Periquitos em Revista”,

que tratava-se de um espetáculo

da equipe de patinação no gelo

da Sociedade Esportiva Palmeiras,

muito famosa e requisitada em todo

país na década de 70. Outras atrações

que tiveram passagem por

ele foram Os Trapalhões, com Didi,

Dedé, Mussum, Zacarias e convidados,

que fizeram uma apresentação

circense de futsal, causando gargalhadas

nos araraquarenses, e o

Circo de Pequim.

O ginásio ainda chegou a receber

rodeios e, mais recentemente, em

2009, teve sua quadra coberta de

areia para virar palco de um jogo

de vôlei de praia. Um dos últimos

grandes eventos no local foi um

amistoso da seleção brasileira de

futsal, que bateu a Venezuela por 6

a 0. Outro fato curioso é que entre

as décadas de 70 e 80, a grande

maioria dos bailes de formatura da

cidade era feita no local, devido à

sua exuberância que o credenciava

como um dos salões mais bonitos

da cidade. Além de todos os eventos

mencionados, o Gigantão era a sede

das apurações das eleições, ocasiões

em que se reuniam torcidas

dos candidatos e representantes da

população em geral.

A HISTÓRIA

Dois anos após sua inauguração,

o Gigantão foi escolhido como

uma das sedes do Campeonato

Mundial Feminino de Basquete, que

teve a participação de equipes da

Argentina, Estados Unidos, Austrália,

Canadá, Madagascar e Equador.

Quatro anos depois, em 1975, aconteceria

o Campeonato Sulamericano

Masculino Juvenil de Basquete,

ocasião em que o ginásio araraquarense

recebeu a grande final em que

o Brasil venceu a Argentina perante

um público de 10 mil pessoas.

A beleza do Gigantão

em dia de espetáculo

de grande porte

1969, início dos Jogos

Abertos. Araraquara com

o técnico Bruno, Helenice,

Tereza Zanin, Clara,

Marilda Stevo e Inês; Araci,

Vera, Marilda Matão,

Maria Ivone e Marisa

Pereira Lima

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INFORMATIVO

AGRO

N E G Ó C I O S

Edição: Outubro/2019

REPRESENTAÇÃO

Sindicato Rural homenageado em

Bauru pela Família Nação Agro

agronegócio. “Com a ampla divulgação

do Canal Rural, mais de 3 milhões

de pessoas já receberam significativas

orientações de aprimoramento do

processo produtivo”, disse.

O dirigente ainda lembrou que,

com o apoio do Sebrae-SP e do governo

do Estado de São Paulo, foi

possível levar conhecimento técnico

aos produtores rurais, para que eles

possam agregar valor aos produtos

agropecuários, de maneira a garantir

rentabilidade e se manter no campo.

RECONHECIMENTO

Nicolau de Souza Freitas, presidente do Sindicato Rural de Araraquara, homenageado

em Bauru pelo presidente da FAESP, Fábio Meirelles

O Encontro Família Nação Agro

reuniu dia 28 em Bauru, mais de

700 lideranças do agronegócio, para

celebrar o primeiro ano da temporada

inicial do projeto Família Nação Agro,

uma parceria entre o Serviço Nacional

de Aprendizagem Rural de São

Paulo (Senar-SP) e o Canal Rural.

Na programação, palestras sobre

segurança no campo, Selo Arte e comercialização.

O encontro também foi

marcado pela divulgação da “Carta

de Bauru”, elaborada junto aos produtores

ao longo da temporada do

Família Nação Agro, e que contém

as principais reivindicações do setor.

O presidente da Federação de

Agricultura do Estado de São Paulo

(Faesp), Fábio Meirelles, afirmou em

seu discurso que o maior sucesso do

projeto foi ter atingido o objetivo de

levar aos trabalhadores e produtores

rurais as informações que apoiem o

constante esforço por mais produtividade,

competitividade e sustentabilidade.

De acordo com Meirelles, a parceria

possibilitou ainda a criação da

Caravana Família Nação Agro, que

chegou a 60 municípios paulistas, envolvendo

mais de 5.000 produtores,

trabalhadores rurais e lideranças do

Para agradecer o apoio ao projeto,

o Família Nação Agro uniu-se ao Sebrae-SP

e distribuiu cerca de 60 certificados

para todos os presidentes de

sindicatos rurais que recepcionaram

as caravanas no Estado de São Paulo.

Além disso, a instituição protocolou

um acordo garantindo investimentos

em capacitação para os pequenos e

médios produtores pelos próximos

seis anos.

O presidente do Sindicato Rural,

Nicolau de Souza Freitas, entre os homenageados,

destacou a importância

do evento e da homenagem: “Hoje somos

um sindicato forte que caminha

lado a lado com a FAESP e o SENAR

SP e para isso, contamos sempre com

o apoio da nossa diretoria”.

CONTINUA NA PÁGINA SEGUINTE

49|


CONTINUAÇÃO DA PÁGINA ANTERIOR

A Carta de Bauru

João Henrique de Souza Freitas e

Marcelo Benedette, diretores do Sindicato

Rural no evento em Bauru

Um dos momentos mais aguardados

durante a solenidade foi leitura

da “Carta de Bauru”, documento

idealizado pelos organizadores do

projeto junto a produtores rurais para

expor as principais reivindicações

do setor. Agora, o documento será

enviado ao governador João Doria,

e ao presidente da República, Jair

Bolsonaro.

Entre os principais pedidos estão

a expansão da infraestrutura de comunicação

para acesso à internet no

campo, possibilitando capacitação

à distância, melhores condições de

segurança na área rural e a realização

de negócios. Também estão

incluídos no texto, o pedido de atenção

sobre a reavaliação do sistema

logístico, especialmente em relação

à conservação de estradas vicinais

para escoamento da produção; e posicionamento

referente ao futuro da

rede Ceagesp/Ceasa.

A “Carta de Bauru”, entre outros

pontos, também sugere o fortalecimento

dos instrumentos de seguro

rural e de acesso ao crédito. Também

cita a implementação de políticas

que possam conferir acesso

ao novos mercados, com incentivo

à exportação de produtos de maior

valor agregado; estabelecimento

de planos de trabalho para melhor

atuação em acordos internacionais

e a desobrigatoriedade de aplicação

de vacina contra febre aftosa, para

valorizar os produtos pecuários.

REPRESENTAÇÃO

Faesp discute bases do novo dissídio dos

trabalhadores em entidades sindicais

Todos os anos, o Sindicato das Entidades Sindicais apresenta

à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São

Paulo, uma lista de reivindicações para discussão do dissídio

coletivo dos trabalhadores a ela agregados. Deste encontro

fez parte em agosto o nosso Sindicato Rural.

Desde a implantação da Constituição

Federal em 1988, a Federação

da Agricultura e Pecuária do Estado

de São Paulo (Faesp) mantém o reconhecimento

das convenções coletivas

de trabalho, acrescentando a figura

dos acordos coletivos e a participação

obrigatória dos sindicatos nas negociações.

Por essa razão é que os representantes

do Sindicato Rural de Araraquara,

Nicolau de Souza Freitas (presidente)

e o diretor João Henrique de

Souza Freitas estiveram participando

de reunião na sede da Faesp, em São

Paulo, para acompanhar os estudos

sobre o reajuste salarial dos empregados

em entidades sindicais.

Segundo a advogada Fernanda

Bueno, do Sindicato Rural, a data

base que reajusta os salários dos

empregados em entidades sindicais é

setembro e o encontro em São Paulo

foi para se discutir o índice percentual

que será agregado ao novo salário –

já como contra-partida do que está

reivindicando o sindicato da categoria.

Este é o primeiro passo para o

acordo, pois a própria Constituição

Federal, artigo 114, atribuiu competência

à Justiça do Trabalho para

decidir os dissídios coletivos entre

empregados e empregadores e as

normas infraconstitucionais sobre a

matéria são da CLT, nos artigos 856

Nicolau de

Souza Freitas e

João Henrique,

diretores do

Sindicato Rural

envolvidos na

discussão das

reivindicações

propostas

pelas entidades

sindicais, na Faesp

a 875. Estabelecendo-se o acordo,

logo ocorre a homologação para implementação

do aumento.

Para o presidente Nicolau de

Souza Freitas, a Faesp tem desempenhado

ao longo de sua história importante

papel no desenvolvimento

da agricultura paulista e brasileira;

na década de setenta fez-se pioneira

iniciando negociações entre a categoria

profissional dos trabalhadores

rurais e a categoria econômica dos

empregadores, vindo resultar na 1ª

Convenção Rural do Brasil e América

Latina, dando origem às Convenções

Coletivas de Trabalho, atualmente setorizadas

por culturas.

Todos os anos, lembra Fernanda

Bueno, o Sindicato das Entidades Sindicais

elabora uma pauta de reivindicações

que é encaminhada à Faesp,

fazendo parte o reajuste salarial. A

pauta é apreciada pela Faesp e os

sindicatos, pois dentro da categoria

há inúmeros cargos com valores diferenciados,

explica a advogada. Como

o dissídio tem que ser aprovado em

setembro, aguarda-se o anúncio dos

itens aprovados nesta pauta reivindicatória.

A presença do sindicato nos encontros

da Faesp, é uma demonstração

de reconhecimento ao seu papel

no diálogo com os sindicatos de trabalhadores,

destaca Nicolau.

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OLHANDO PARA O FUTURO

O Jovem Aprendiz que descobre

o caminho da sua vocação

Até agosto do ano que vem, o Senar e o Sindicato Rural de

Araraquara investem na formação de jovens interessados em

ingressar no mercado de trabalho. São 34 participantes de

um curso realizado na Usina Santa Fé.

A médica veterinária Thayná e o

coordenador do Senar, João Henrique

Participantes do programa Jovem Aprendiz implantado na Usina Santa Fé

A parceria do Sindicato Rural de

Araraquara com o Senar SP está possibilitando

a realização do Programa

Jovem Aprendiz na Usina Santa Fé,

que teve origem em 1925, na cidade

de Nova Europa. “É uma satisfação

atender uma empresa tão conceituada,

que coloca em sua grade de

atividades a capacitação do jovem

aprendiz interessado em adentrar

ao mercado de trabalho”, afirma o

coordenador regional do Senar SP,

João Henrique de Souza Freitas.

O Jovem Aprendiz é um programa

formado por diversos módulos; o primeiro

deles foi realizado em setembro

ficando sob a responsabilidade da

médica veterinária Thayná Resende

de Freitas. Ao nosso Caderno Agro, a

instrutora comentou que o trabalho

com os alunos tem sido tranquilo.

“Eles se mostram muito colaborativos,

interessados e dispostos em

aprender”, comenta Thayná.

Na verdade o programa tem por

objetivo incluir, capacitar e promover

o desenvolvimento profissional de jovens,

oportunizando a formação profissional

rural, capacitando-os para

o ingresso no mercado de trabalho.

Thayná desenvolve com 34 jovens

- 17 em cada período (manhã e tarde)

- o módulo básico, ensinando a eles

normas de autoestima, criatividade,

cidadania, responsabilidade, ética,

Usina Santa

Fé, em Nova

Europa

saúde e comunicação. As aulas são

dadas de segunda a sexta e sendo

encerrado este módulo, logo começa

um outro com a participação de um

novo instrutor.

Podem participar do Programa de

Aprendizagem do Senar, jovens com

idade entre 18 anos completos e 24

anos incompletos, que tenham concluído

ou estejam cursando o ensino

fundamental ou médio. É dada preferência

aos jovens de baixa renda e de

famílias de trabalhador ou produtor

rural.

O programa é realizado em parceria

com empresas rurais - neste

caso a Santa Fé - que se enquadram

na legislação no que diz respeito à

obrigação de contratação de aprendizes.

Os resultados são gratificantes,

principalmente que grande parte dos

jovens está descobrindo sua vocação,

que pode estar atrelada ou não à sua

formação.

51|


O coordenador regional do

Senar, João Henrique de Souza

Freitas ao lado do instrutor do

Senar SP, Valmir Félix Pinto,

durante a realização dos cursos

no CEAT em Américo Brasiliense

e na Fazenda Maringá em

setembro.

CAPACITAÇÃO

Operação e

manutenção

de motosserra

O Senar e o Sindicato

Rural ao ensinarem os

trabalhadores, realizam

importante trabalho

social, pois lhes oferecem

treinamento completo.

Pelo menos dois cursos relacionados

à Operação e Manutenção

de Motosserra foram realizados em

setembro, através de uma parceria

do Senar com o Sindicato Rural de

Araraquara. Um deles aconteceu para

os servidores da Prefeitura Municipal

de Américo Brasiliense e o outro para

trabalhadores rurais da Fazenda Maringá,

pertencente à Citrosuco.

De acordo com o coordenador

regional do Senar, engenheiro agrônomo

João Henrique de Souza Filho,

os cursos seguiram uma linguagem

simples, apresentando ao operador

de motosserra, de forma detalhada,

todas as operações necessárias para

a sua utilização correta, fornecendo

informações importantes sobre a

preservação do meio ambiente, da

segurança e saúde do operador. Além

disso, buscou tratar de assuntos que

interferem na operação e manutenção

da motosserra.

Os cursos são ministrados de forma

gratuita visando dar capacitação

ao trabalhador e disponibilizados a

empresas e prefeituras que buscam

dar garantia e segurança ao desempenho

do profissional. Os interessados

devem consultar a secretaria do

Sindicato Rural de Araraquara.

NORMAS

Valmir Félix, instrutor do Senar, explica

que existe uma legislação especifica

quanto à aquisição e utilização,

ao treinamento de operadores, aos

itens de segurança e à utilização de

EPIs para a realização do trabalho.

O instrutor lembrou aos trabalhadores

que por se tratar de uma

máquina muito exigida na realização

do seu trabalho (corte de madeira), é

fundamental que a manutenção seja

feita sistematicamente para o perfeito

funcionamento, produtividade e

durabilidade.

Participantes do curso realizado no Ceat

em Américo

Todas as motosserras

devem estar

equipadas com itens

de segurança, que

são obrigatórios

pela NR 31 (Norma

Regulamentadora 31)

ou diferenciais de cada

modelo

Profissionais da Fazenda Maringá,

da Citrosuco em Matão

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53|


REPRESENTAÇÃO

Sindicato Rural promove

palestra sobre nutrição do solo

Sindicato Rural amplia sua

proximidade com associados

e agricultores através de

palestras que orientam os

plantadores de cana da

região.

O Sindicato Rural promoveu para

os seus associados em setembro,

importante palestra sob a Nutrição

da Cana-de-açúcar. O palestrante Juarez

Duella, que é supervisor comercial

da Multitécnica em parceria com a

Cimoagro, explicou a todos a importância

da nutrição do solo. O evento

foi coordenado pelo diretor Marcelo

Benedette, do Sindicato Rural.

Juarez comentou que devido ao

baixo preço em que se encontra a cana-de-açúcar

atualmente, o produtor

tem que aumentar a produção, caso

contrário não conseguirá se manter

no mercado. Por essa razão é que o

Sindicato Rural decidiu trazer a Multitécnica

e a Cimoagro que juntas

apresentam novas técnicas para os

produtores da região de Araraquara,

indicando a eles qual o melhor caminho

a seguir, visando ganho maior na

área.

Os associados do Sindicato Rural

entenderam as novas técnicas de

nutrição, variedade de solo, adubação

e tratamento de macro e micro

nutrientes, e alguns fitormônios para

enraizamento da cultura dentro do

ciclo do plantio até a colheita.

A Cimoagro é uma empresa que

comercializa em parceria com várias

multinacionais e empresas nacionais,

todos os defensivos agrícolas e fertilizantes

usados na cultura da cana,

atendendo também outras culturas

no país como, soja, laranja, café, com

uma grande equipe de consultores

para atender todo o Estado de São

Paulo.

A EMPRESA

A Multitécnica é a maior empresa

de micronutrientes no Brasil. Ela

é produtora e extratora de matéria

prima como zinco, manganês, ferro,

cobre atendendo a demanda agrícola

e pecuária.

O manejo da fertilidade do solo,

envolvendo correção da acidez e

adubação, é um fator determinante

da produtividade das culturas. Entretanto,

o emprego de fertilizantes e

corretivos deve ser criterioso e equilibrado,

considerando que o uso do

solo deve ser feito de forma a manter

sua fertilidade em equilíbrio com o

meio ambiente.

A cana-de-açúcar apresenta sistema

radicular diferenciado de outras

culturas, uma vez que, não havendo

impedimentos físicos ou químicos,

atinge camadas profundas do solo.

Para Juarez Duella, a

produtividade agrícola da

cana-de-açúcar apresenta

acentuada variabilidade por

conta de diversos fatores,

como características da

variedade plantada, da

composição e quantidade

do adubo aplicado, das

propriedades físico-químicas

do solo, do manejo das

pragas e plantas invasoras,

da disponibilidade hídrica e

das técnicas de plantio, tratos

culturais e colheita adotada.

Entre as fases do plantio para que se

tenha um canavial com bom rendimento,

estão a pulverização de herbicidas

adequados e quebra de sulco

Palestrante Juarez Duella e os diretores

João Henrique de Souza Freitas e Marcelo

Xavier Benedette

Facilitar o crescimento das raízes em

profundidade contribui para o aumento

da produtividade da cultura, já que

aumenta o volume de solo explorado

para a retirada de água e nutrientes.

O uso de corretivos é fundamental

para a melhoria da fertilidade do solo

e dos ambientes de produção para a

cana-de-açúcar. Considera-se como

práticas corretivas o uso do calcário

para corrigir a acidez, o uso do gesso

para diminuir a atividade do alumínio

e acrescentar cálcio em profundidade,

e a fosfatagem, que adiciona fósforo

em área total para aumentar o

teor de fósforo em solos muito pobres

deste elemento.

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COMUNICADO

Senhor Presidente do Sindicato Rural de Araraquara,

De ordem do Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do

Estado de São Paulo – FAESP, Dr. Fábio de Salles Meirelles, vimos por

este intermédio informar Vossas Senhorias sobre a necessidade dos

produtores rurais efetuarem RECADASTRAMENTO junto à CPFL, para

continuidade do recebimento do desconto de ICMS nas faturas de energia

de suas propriedades.

Estão disponíveis no site da FAESP algumas notícias publicadas sobre

esse tema que podem ser checadas nos links abaixo:

Distribuidoras do Grupo CPFL alertam para necessidade de recadastramento

de clientes rurais –http:/faespsenar.com.br/

distribuidoras-do-grupo-cpfl-alertam-para-necessidade-de-recadastramento-de-clientes-rurais

Tarifa de Energia da Classe Rural –http:/faespsenar.com.br/tarifa-de-

-energia-da-classe-rural

Informamos que o recadastramento, a cada 3 anos, dos consumidores

rurais que é uma exigência da Resolução ANEEL n° 800, para

manter atualizados os cadastros e identificar eventuais alterações de

titularidade, bem como, de produtores rurais que deixaram de exercer

atividades rural no estabelecimento e que, por equivoco, ainda gozam

do benefício de isenção de ICMS nas contas de energia.

A CPFL é responsável pelo fornecimento de eletricidade rural a 298

municípios paulistas, e, até o momento, menos de 10% de seus clientes

rurais procedeu o seu recadastramento.

Sendo assim, a FAESP, alerta os Sindicatos Rurais associados e suas

Extensões de Base para transmitir essa informação, por todos os meios

disponíveis aos produtores rurais, para evitar cancelamento de suas

isenções de ICMS nas contas de energia elétrica. Maiores detalhes,

favor acessar o link (www.cpfl.com.br/atualizacaocadastral) e obedecer

as instruções ali contidas.

Sendo o que tínhamos para o momento, desde já nos colocamos à disposição

para maiores esclarecimentos, pelo tel. (11) 3121-7233 Ramal:

1185 (Stephannie).

Atenciosamente,

Da: Divisão das Comissões Especiais e Técnicas

Para: Sindicato Rural de Araraquara

Matheus Moreira de Araujo

Divisão das Comissões Técnicas

Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo - FAESP

OUTUBRO

CURSOS

• OPERAÇÃO DE RETROESCAVADEIRA

03 até 05/10 - Local: Américo Brasiliense

• VIVEIRISTA - MANEJO DE MUDAS

NATIVAS

04 até 05/10 - Local: Araraquara

• PROLEITE - MANEJO DE PASTAGEM

(MÓDULO XIV)

04 até 12/10 - Local: Araraquara

• OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO DE

TRATORES AGRÍCOLAS

07 até 11/10 - Local: Boa Esperança do Sul

• APRENDIZAGEM NA CULTURA DE CANA-

DE-AÇÚCAR - USINA SANTA FÉ

MANHÃ - 2019-2020 - MÓDULO II

07 até 25/10 - Local: Nova Europa

• APRENDIZAGEM NA CULTURA DE CANA-

DE-AÇÚCAR - USINA SANTA FÉ

TARDE - 2019-2020 - MÓDULO II

07 até 25/10 - Local: Nova Europa

• JOVEM AGRICULTOR DO FUTURO -

MÓDULO VII

07 até 28/10 - Local: Araraquara

• JOVEM AGRICULTOR DO FUTURO -

MÓDULO VII

07 até 28/10 - Local: Motuca

• FEIRA DO PRODUTOR RURAL - FEIRA

(MÓDULO VII)

09 até 31/10 - Local: Araraquara

• RASTREABILIDADE NA OLERICULTURA

10/10 - Local: Araraquara

• RASTREABILIDADE NA OLERICULTURA

11/10 - Local: Araraquara

• PROLEITE - MANEJO REPRODUTIVO

(MÓDULO XV)

13 até 18/10 - Local: Araraquara

• OLERICULTURA ORGÂNICA

CUSTO DE PRODUÇÃO (MÓDULO VIII)

14/10 - Local: Araraquara

• AGROTÓXICOS - USO CORRETO E

SEGURO - NR 31.8

14 até 16/10 - Local: Américo Brasiliense

• OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO DE

ROÇADORA LATERAL

17 até 18/10 - Local: Américo Brasiliense

• OLERICULTURA ORGÂNICA -

COMERCIALIZAÇÃO (MÓDULO IX)

21/10 - Local: Araraquara

• MELIPONICULTURA - CRIAÇÃO DE

ABELHAS SEM FERRÃO

21 até 29/10 - Local: Araraquara

• SEGURANÇA EM MÁQUINAS E

IMPLEMENTOS AGRÍCOLAS - NR 31.12

29 até 31/10 - Local: Américo Brasiliense

• OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO DE

TRATORES AGRÍCOLAS

30/09 até 04/10 - Local: Boa Esperança do Sul

Coordenador SENAR/SP Araraquara:

João Henrique de Souza Freitas

55|


EMPREENDIMENTO

Cecap ganha em outubro

a Feira do Produtor Rural

Sindicato Rural amplia sua

proximidade com associados

e agricultores através de

palestras que orientam os

plantadores de cana da

região.

Nos últimos módulos do Programa

Feira do Produtor, grande parte das

aulas ocorrem nas ruas próximas ao

local em que haverá consolidação da

feira a partir deste mês de outubro.

Segundo Maria Clara Piai da Silva,

da Fundação Itesp, os participantes

entrevistam cidadãos do bairro e adjacências

para identificarem a sua

opinião sobre a feira do produtor, bem

como as preferências por locais, dia

da semana e horários propícios para

comercialização. São dias de aproxi-

mação entre os produtores e o futuro

público consumidor, iniciando uma relação

de confiança baseada nos desejos

do público, bem como a satisfação

do cliente, conta Maria Clara.

Nicolau de Souza Freitas,

presidente do Sindicato

Rural acompanhando

a implantação da Feira

do Produtor Rural no

Cecap, explica que “se

aprofundássemos o

debate sobre o trabalho

do agricultor, teríamos

outro olhar para o

homem do campo,

no agronegócio, na

agricultura, na pecuária.

O que seria de nós se não

fosse essa gente de mãos

calejadas que semeia a

terra e colhe o fruto que

alimenta todos nós que

vivemos nas cidades”

Em Américo Brasiliense, a feira ocorre as quartas-feiras

Além da pesquisa com os clientes,

é realizado check list para averiguar

os locais sugeridos para a feira em

termos de infraestrutura e comodidade

aos produtores e clientes.

|56


A instrutora Ângela Nigro tem

feito um trabalho extraordinário,

tornando-se peça importante

na implantação das feiras em

Araraquara e Américo Brasiliense.

Há por parte dela que é do Senar

e de Maria Clara, do Itesp, muito

empenho e dedicação.

Aula teórica no Sítio 3 Ramos

É praxe a montagem de um estande

para realizar propaganda e prévia

do lançamento; no caso do Cecap,

será no dia 9 de outubro, das 16h às

20h, na praça do bairro, ocasionando

desde já grande expectativa, pois os

consumidores sabem que encontrarão

produtos vindos diretamente do

campo por preços mais acessíveis.

O PROGRAMA

Em busca de alternativas de comercialização

para os produtores da

região, mais uma etapa está sendo

vencida, diz o coordenador regional

do Senar SP, João Henrique de Souza

Freitas. Este projeto é resultado da

parceria entre produtores rurais, Senar

SP, Sindicato Rural de Araraquara,

Fundação Itesp, Sebrae e Prefeitura

de Araraquara.

Ao longo do período de implantação

- envolvendo Araraquara e Américo

- já foram capacitados cerca de

50 produtores dos assentamentos

Feirantes formados pelo Programa do Produtor Rural no estande

demonstração já montado na praça do Cecap; toda capacitação foi gratuita,

além da montagem dos estandes e o uniforme padronizado que os

produtores usarão nos dias de feira

Monte Alegre, Silvânia e Bueno de

Andrada, criando condições a eles

para comercialização de alimentos

saudáveis e com preços justos para

a população das cidades envolvidas.

O coordenador lembra que as turmas

consolidadas nos anos de 2017

e 2018 são acompanhadas pelas Comissões

Gestoras. Este processo possibilita

a conquista de novos pontos

de venda aos grupos de produtores,

fortalecendo a geração de renda. “É

um trabalho social de longo alcance

pois demonstra a preocupação do Senar

em manter as famílias no campo

e obtendo rentabilidade no seu cotidiano”,

completa João Henrique

Produtos frescos a preços justos é o

que a Feira do Produtor Rural oferece

aos consumidores, demonstração de

preocupação para que todos tenham vida

saudável

FEIRAS IMPLANTADAS EM ARARAQUARA E AMÉRICO BRASILIENSE

Atualmente os grupos que foram capacitados através desta

parceria possuem os seguintes pontos de venda:

Araraquara:

Segundas-feiras - Jardim Santa Clara, das 16 às 20h

Terças-feiras - Valle Verde, das 16 às 20h

Sextas-feiras - Estacionamento da Arena da Fonte - das 16 às 20h

Américo Brasiliense:

Quartas-feiras - Jardim Vista Alegre, das 15 às 19h

Feira do Produtor Rural já implantada no Jardim Santa Clara

57|


NOTÍCIAS

CANAS

L

EDIÇÃO OUTUBRO | 2019

CANASOL NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

Frente do Agro promove Seminário

sobre Segurança no Campo

A falta de segurança no

campo foi tema do seminário

acompanhado pelos diretores

da Canasol, em São Paulo.

Coordenada pelo deputado Itamar

Borges, a Frente Parlamentar

do Agronegócio Paulista (SP-AGRO)

realizou em setembro (19), um seminário

sobre Segurança no Campo,

com a participação de Secretários de

Estado, especialistas no assunto, empresários

e representantes de toda

a cadeia produtiva do agro, entre os

quais os diretores da Canasol Luís

Henrique Scabello de Oliveira e Nicolau

de Souza Freitas.

“A cada dia aumentam as queixas

e as notícias sobre roubos na zona rural.

Nas estradas, o crime organizado

também impera. São cada vez mais

frequentes os registros de roubos de

cargas. Além de toda essa problemática

dos roubos, ainda temos as

invasões de terra e os incêndios criminosos

no campo. Por isso, temos que

nos unir num esforço comum. Vamos,

Representantes e associados da ORPLANA foram recebidos pelo deputado Carlos

Pignatari, líder do Governo na ALESP e pelos deputados Fernando Cury e Itamar Borges

juntos, buscar soluções para um agro

paulista mais forte, mais seguro, mais

produtivo”, disse o deputado Itamar

Borges, ao destacar a importância de

se debater o assunto

A SP-AGRO, uma das maiores frentes

da Alesp, com 70 deputados, tem

o apoio do Fórum Paulista do Agronegócio,

que congrega 39 entidades

representativas dos mais diversos

setores produtivos do estado.

Com a intenção de debater e

promover uma reflexão sobre a problemática

da segurança nas propriedades

rurais, o evento resultou na

formalização do Observatório da Segurança

no Campo e na assinatura da

Carta de São Paulo para a Segurança

no Campo, além de ações integradas,

iniciativas e outros projetos.

WORKSHOP EM RIBEIRÃO PRETO

O Etanol Mais Verde

Durante três dias aconteceu

em Ribeirão Preto em setembro, o

workshop Recuperação de Vegetação

Nativa - Etanol Mais Verde, considerada

uma oportunidade importante

para a aproximação do setor sucroenergético

com técnicas de recuperação

e exigência dos órgãos públicos.

A Canasol participou do evento através

de seus engenheiros agrônomos

Guilherme Lui de Paula Bueno e Lautinê

Antonelli.

No primeiro dia aconteceu o Seminário

Regional sobre etapas e técnicas

de recuperação de vegetação

nativa; no segundo, Dia de Campo na

Estação Ecológica de Ribeirão Preto,

finalizando no terceiro dia com visita

e estudos sobre o Viveiro Carobinha,

em São Simão.

Trabalho de campo no workshop

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BRASÍLIA

UNICA inaugura

sua nova sede

O presidente da Canasol,

Luís Henrique Scabello

de Oliveira, acompanhou

em setembro durante

a inauguração da sede

da UNICA em Brasília,

o lançamento do Toyota

Corolla Híbrido (flex +

elétrico) que apresenta

proposta de mobilidade

consciente e ecológica.

Lourival Bráulio Gomes, presidente da Associação de Produtores de Cana do Rio Grande

do Norte, Alexandre Lima, presidente da Feplana, Ricardo Salles, ministro do Meio

Ambiente e o araraquarense Luís Henrique Scabello de Oliveira, presidente da Canasol

A União da Indústria de Cana-de-

Açúcar (ÚNICA) inaugurou em Brasília

em setembro sua nova sede. A entidade

abriga usinas associadas, sendo

ela responsável por mais de 50% da

produção nacional de cana, 60% da

produção de etanol e quase 70% da

bioeletricidade ofertada para o Sistema

Interligado Nacional (SIN).

Do evento participaram Ricardo

Salles, ministro do Meio Ambiente;

Alexandre Lima, presidente da Feplana

(Federação dos Plantadores

de Cana do Brasil); Bráulio Gomes,

presidente da Associação de Produtores

de Cana do Rio Grande do Norte;

Luís Henrique Scabello de Oliveira,

presidente da Canasol e tesoureiro

da Feplana, além de outros convidados,

recepcionados pelo presidente

da ÚNICA, Evandro Gussi.

Ricardo Salles destacou a importância

dessa proximidade com o setor

canavieiro e considerou que há entre

o governo e os plantadores de cana

um respeito mútuo, de olhar voltado

para o futuro. No evento, houve o

lançamento do Toyota Corolla Híbrido

(flex + elétrico), cujo consumo chega

próximo de 19Km/litro para um veículo

de 177 HP. Mas a grande vantagem

é que essa tecnologia proporciona

uma “pegada de carbono” próxima

a zero quando se usa o etanol”, comentou

o presidente da Canasol, Luís

Henrique Scabello de Oliveira.

Ele diz que ficou surpreso com a

tecnologia inovadora do carro que

apresenta características ainda pouco

conhecidas pela maioria do público.

“Trata-se da combinação da tecnologia

do motor Flex com um sistema

de propulsão auxiliar que opera com

dois motores elétricos. Para movimentar

esses motores, o veículo

vem equipado com

uma bateria especial,

que é recarregada pelo

próprio veículo durante

o seu uso, não havendo

necessidade de estações

Ministro Ricardo

Salles no novo Toyota

Corolla Híbrido (flex

+ elétrico), lançado

em Brasília

de recarga, como ocorre nos veículos

100% elétricos”, comentou.

Na prática, não há mudanças na

conveniência e rapidez de abastecimento

do veículo com etanol nos

cerca de 41 mil postos de combustível

existentes em todo o país. O novo

modelo representa uma proposta de

mobilidade consciente e ecológica,

traduzida pela grande economia no

consumo de combustível e em emissão

extremamente baixa de poluentes

e de gás carbônico (CO2).

Como resultado da alta eficiência

no uso do combustível, a emissão

de gás carbônico, o principal responsável

pelas mudanças climáticas, é

baixíssima. Segundo a Toyota, com

etanol é de apenas 29 gramas por

quilômetro, considerando o ciclo de

vida do combustível. Isso corresponde

a 20% do valor médio estimado

para os veículos à gasolina, na mesma

base de cálculo.

Quanto aos poluentes atmosféricos,

os resultados oficiais certificados

pelo Ibama confirmam que os valores

medidos se encontram bastante

abaixo dos limites legais. Para o

presidente da UNICA, Evandro Gussi,

o lançamento do novo modelo é a

confirmação de que o etanol faz parte

do presente e é uma ponte para um

futuro ambientalmente sustentável.

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POLÍTICA

TENENTE SANTANA

Vereador

com espírito

agregador

Tenente Santana (MDB),

atual presidente da Câmara

Municipal de Araraquara,

vem fazendo um grande

mandato, com sobriedade

e fluidez em seus atos como

parlamentar e como dirigente

da Casa de Leis.

Com experiência no setor administrativo,

Santana iniciou as atividades

tendo como premissa o diálogo e com

a intenção de implantar uma forma

profissional de conduzir os atos, mesmo

estando em um ambiente político.

Juntamente com os demais vereadores,

conseguiu implantar medidas de

redução de custos nos vários setores

da Câmara, otimizando os serviços e

agilizando o desempenho de forma

geral. Nesse curto espaço de tempo,

apenas nove meses, já se observa um

irrefutável aumento na credibilidade

da Câmara perante a população.

O parlamentar tem trabalhado

para que as leis apresentadas por

ele e já aprovadas sejam colocadas

em prática. Entre elas, está a isenção,

ao doador de sangue, do pagamento

de taxa de inscrição nos concursos

públicos realizados em Araraquara;

a venda de produtos como maionese,

catchup e mostarda, que devem ser

em embalagens individuais (sachet),

industrializadas e descartáveis, sendo

vedada a utilização de bisnagas;

a exigência de realização de exame

médico e sua renovação anual, por

alunos de academias de ginástica,

além da lei complementar que determina

que canudos de plástico deverão

ser descartáveis e embalados de

forma individual; a lei que versa sobre

Tenente Santana, presidente da Câmara

a remoção de veículos abandonados

em áreas públicas, cuja fiscalização

já retirou centenas deles das ruas,

bastando apenas, após a denúncia,

identificar a pessoa que deixou ali

o veículo, haja vista que a multa de

80 UFMs (R$ 4.280,00) é aplicada

no CPF do infrator, sendo incluída na

dívida ativa por falta de pagamento,

dentre outras proposituras.

Santana diz que tem procurado

fazer um trabalho imparcial à frente

do Legislativo, mantendo relacionamento

de respeito com os vereadores,

sem observar cores partidárias.

Além disso, tem utilizado dos melhores

meios para atender a população,

quando procurado na Câmara em

busca de soluções para demandas

ou assuntos relacionados à Casa.

Tem um carinho especial pelo Projeto

Visite a Câmara, cujo objetivo é

que estudantes e grupos sociais conheçam

a estrutura física do Poder

Legislativo através de uma visita guiada

e saibam mais sobre a história e o

funcionamento da Câmara por meio

da exibição de vídeos institucionais,

e também pelo Projeto Parlamento

Jovem, iniciativa que estimula os estudantes

dos nonos anos das escolas

estaduais e municipais, à reflexão política

sobre a importância da representatividade

do parlamento, que é a

síntese do modelo democrático.

Tenente Santana, em consonância

com a Escola do Legislativo, quer

utilizar a tecnologia da linguagem digital,

de fácil entendimento dos estudantes,

para que eles possam replicar

em casa e nos meios onde frequentam,

o conteúdo absorvido com suas

experiências vividas na Câmara. Ele

enfatiza que a presença dos adolescentes

nos corredores, no Plenário,

nos gabinetes dos vereadores é, para

eles, um exercício de cidadania.

Um ato que considera de grande

relevância e que pode ter alcance

nacional foi sua sugestão, por meio

de Requerimento, ao presidente da

República, ao ministro da Educação e

ao presidente da Câmara Federal, de

incluir a disciplina “Educação e Segurança

no Trânsito” na grade curricular

dos ensinos fundamental e médio em

todo o país. “Os alunos terão contato

diário e passarão a conhecer, de fato,

as normas de trânsito e tudo o que

envolve segurança. Ao final do ciclo,

fariam apenas as aulas práticas”,

afirma Santana, lembrando que “a

iniciativa vai colaborar para diminuir

a evasão escolar, pois os jovens vão

vislumbrar sua habilitação”. A intenção

é ter um pedestre melhor, um motorista

mais consciente e salvar vidas,

uma vez que o trânsito no Brasil mata,

em média, 47 mil pessoas por ano.

Santana tem uma visão macro

sobre a cidade no que tange à sua

atuação. Em setembro, recomendou

postura mais firme e enérgica do poder

público na fiscalização de queimadas,

sugerindo que a Guarda Municipal

seja deslocada para fazer esse

trabalho aos finais de semana, além

de sugerir o aumento de mais uma

equipe da Polícia Militar na ‘Atividade

Delegada’ para a mesma finalidade.

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INOVAÇÃO

Chamar a Chalu

ficou mais fácil e prático

Inovando no mercado imobiliário a Chalu lança aplicativo

e o site “fale direto com o dono”

C

om 40 anos de tradição,

a Chalu inova na era da

tecnologia para melhor

atender seus clientes com

praticidade, rapidez e suporte

jurídico.

Líder no mercado durante muitos

anos, a Chalu foi quem iniciou em

Araraquara as vendas de grandes

incorporadoras. Hoje a empresa

foca nas locações onde o sucesso

tem caminhado a passos largos,

utilizando as novas tecnologias.

À frente dos novos negócios estão

Angela Maria Ferreira Branco

Haddad e sua filha Juliana Branco

Haddad Molina Gil, que percebendo

a nova movimentação do mercado,

investiram em plataformas digitais

que facilitam os processos, onde

a Chalu entra com todo suporte

necessário para trazer agilidade

na comercialização ou locação

de seu imóvel.

O site www.falediretocomodono.

com.br, possibilita ao interessado

pelo imóvel entrar em contato direto

com o proprietário para negociar,

podendo ser realizado com o

respaldo da consultoria Chalu,

através da sua assessoria. O cliente

ainda pode contratar apenas os

serviços que ele julgar necessários.

O “fale direto com dono”, já é

um sucesso e tem facilitado a

aproximação de pessoas e seus

interesses, possibilitando uma

venda sem a obrigação de contratar

o serviço de corretores. Para

colocar imóveis à venda no Portal, a

documentação deve estar em ordem

e o proprietário arca apenas com

uma taxa.

“Acreditamos que, na atualidade,

as pessoas preferem passar mais

tempo com a família e desfrutar do

lazer. Ter que ir até uma imobiliária,

para entregar documentos,

procurar imóveis, fazer solicitações,

são situações que já ficaram no

passado. O mundo moderno exige

praticidade”, afirma a diretora

Angela Haddad.

Dinâmica e renovada, a Chalu conta

agora também com o aplicativo

“Chalu 24 horas”, dentro de seu site,

onde todos os serviços da imobiliária

estão à disposição do cliente em

apenas um toque. O aplicativo torna

muito mais fácil o processo para

proprietários. Pelo aplicativo pode-se

enviar documentação, encontrar um

imóvel, receber resposta sobre sua

ficha, pedido de vistoria, aprovação,

contrato, tudo isto documentado

pela equipe de suporte garantindo

transparência e segurança ao

negócio.

Foi-se o tempo da burocracia, hoje

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A diretora Angela

Maria Ferreira

Branco Haddad

e Juliana Branco

Haddad Molina Gil,

que estão à frente

das inovações

implantadas na

imobiliária

o cliente só precisa mesmo pegar

as chaves e visitar o imóvel, pois,

um chamado à Chalu sempre será

respaldado pela credibilidade de

muitos anos no mercado imobiliário.

Já o diretor Luiz Arnaldo Haddad,

atua nos lançamentos de novos

produtos do mercado, praticando a

coordenação de vendas e formação

de pool com empresas parceiras

locais, além da comercialização de

imóveis na Flórida em parceria com

a B Live Real State.

Seja na preservação de seu imóvel,

na preservação dos princípios da

ética e do profissionalismo, a Chalu

quer antes de tudo preservar o

relacionamento humano.

Além das novas plataformas, o cliente pode contar também com a simpatia e a competência

dos colaboradores da Chalu

Para isso e muito mais: “Chama a Chalu”

Fone: (16) 3301-4400

Rua Padre Duarte, 1126

Araraquara-SP

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da, Paulão foi se afastando das atividades

e sua vida, como ele mesmo

contava aos amigos mais íntimos, se

resumia em “conviver com a natureza

em sua chácara”.

AMIGO DE TODOS

Em foto de Tetê Viviane, a última aparição em público de Paulo Campos, em uma

reunião dos moradores da Chácara Flora

PAULO DE CAMPOS

O descanso

do mestre

Foi sepultado em setembro o

professor Paulo Campos, um

dos nomes mais respeitados

dentro do magistério em

Araraquara e muito querido

nos meios esportivos.

Professores, jornalistas e radialistas

sentiram na segunda-feira (16),

que a nossa cidade ficou mais triste

e pobre dentro da sua história esportiva

com o falecimento do professor

Paulo Campos. “Paulão” como era carinhosamente

chamado, foi um personagem

dentro do nosso esporte por

mais de 50 anos.

Sua trajetória se resume praticamente

em uma plena convivência

com o magistério; nascido no início

dos anos 30, Paulo Campos além de

atuar como goleiro em nosso futebol

amador, tomou gosto pela educação

física. Formado anos mais tarde, seguiu

a carreira com intenso brilhantismo.

Nos colégios dava aula de educação

física e se envolveu na formação

e instrução de fanfarras e bandas

coordenando grupos de estudantes

interessados no aprendizado musical.

Chegou a dirigir a Banda do Colégio

São Bento entre os anos 60/70, além

de estar presente na maioria dos

acontecimentos esportivos. Paulo de

Campos foi goleiro dos cronistas esportivos

de Araraquara.

Ainda neste período, passou a fazer

parte de um time de futebol formado

por cronistas esportivos que

integravam a ACEA (Associação dos

Cronistas Esportivos de Araraquara).

Com o desaparecimento da ACEA por

alguns anos, Paulo Campos passou

a integrar o RIA – Rádio Imprensa de

Araraquara, uma associação que não

se restringia apenas aos cronistas.

Integrado a este grupo, o professor

Paulo de Campos foi convidado

a ser comentarista esportivo participando

da equipe da Rádio Morada do

Sol, onde colaborava e ampliava cada

vez mais o seu já imenso círculo de

amizades. Era considerado polêmico,

de análises fortes, porém justas

dentro do que observava no campo

esportivo pela sua experiência.

Aos poucos, com idade já avança-

Paulo de Campos como goleiro

ao lado dos companheiros que

formavam o time dos cronistas

esportivos de Araraquara:

Fordinho, Paraguaio, Tadeu

Alves, Fábio Santiago, Jair

Bala e Zé Conde Sobrinho;

Ivan Roberto, Mazinho, Rubens

Brunetti, Wagner Bellini e Bazani

Nos anos 70, com a volta da Rádio

Morada do Sol às transmissões

esportivas, Paulo de Campos foi designado

por Antônio Carlos Araújo,

então gerente e narrador da emissora,

a “acompanhar” em uma partida

da Ferroviária com o Barretos, a

narração de José Roberto Fernandes

que trabalhava em uma emissora de

Barretos.

“Paulão” sempre comentava com

orgulho que – teve o privilégio de

ouvir o Zé Roberto e para o Araújo

trouxe a informação de que era ele

um excelente profissional. Alguns dias

depois, José Roberto Fernandes estava

de malas prontas para Araraquara

e com ele veio além do talento, uma

seriedade profissional que o colocava

entre os melhores locutores esportivos

do rádio brasileiro. Nesta manhã,

ao conversar com o RCIARARAQUARA,

Zé Roberto estava profundamente

entristecido com a morte do amigo.

Ambos trabalharam juntos – locutor e

comentarista, por muito tempo.

Paulo de Campos foi velado no

Velório Almeida e sepultado no Cemitério

São Bento. Ao amigo “Paulão”

os sentimentos de toda imprensa de

Araraquara.

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COOPERATIVISMO

Credicentro agora com

o internet banking

Cooperativa de Crédito que agrega produtores rurais qualifica

seus serviços dispondo da tecnologia como recurso para sua

expansão. Suas operações já caminham para oferecer os

mesmos serviços de uma instituição bancária convencional.

Setembro foi um mês pontuado

pela euforia dos diretores, colaboradores

e cooperados da Credicentro,

cooperativa de crédito formada em assembleia

no dia 20 de maio de 1982.

Estatutariamente inscrita como Cooperativa

de Crédito dos Fornecedores

de Cana e Demais Produtores Rurais

do Centro do Estado de São Paulo, a

Credicentro atua em uma grande área

formada por Américo Brasiliense, Araraquara,

Boa Esperança do Sul, Ibaté,

Matão, Nova Europa, Ribeirão Bonito,

Rincão, Santa Lúcia, São Carlos, Gavião

Peixoto, Trabijú e Motuca.

Trinta e sete anos se passaram;

com o emprego da tecnologia e visando

atingir esse movimento ascendente

do cooperativismo financeiro, a

Credicentro se fortalece e foca suas

atividades no econômico social,

aproveitando a necessidade que as

pessoas têm de bom atendimento,

relacionamento saudável e transparente

com uma instituição financeira.

Para o presidente Mário Elcio Danieli,

isso em breve fará a diferença

e gerará um grande momento para

a cooperativa, pois ela se preocupa

com seus cooperados.

Mário Elcio

Danieli,

presidente da

Credicentro

“Os gestores precisam estar atentos

ao crédito, aos negócios e aos

associados, para que haja o atendimento

das suas necessidades, sem

prejuízo da atenção aos riscos. O setor

é bastante regulado, o que contribui

para a estabilidade, mas é importante

não perder a oportunidade de

estabelecer a relação da cooperativa

com seu dono, que também é associado

e cliente”, comenta o dirigente.

AS MUDANÇAS

A nossa cooperativa, diz Mário Danieli,

ainda não possuía um sistema

adequado de atendimento; tínhamos

então pela frente duas opções - de

irmos para uma central ou buscarmos

um sistema mais evoluído, prático, seguindo

os passos da modernidade.

Dentre os sistemas procurados o que

mais se adequaria ao nosso estilo seria

o elaborado pela Fácil que possui

a FacCred, sistema integrado de

gestão empresarial ERP, desenvolvido

para automatizar de forma flexível e

segura os processos operacionais e

gerenciais de Bancos e Cooperativas.

No dia primeiro de setembro, após

quase três meses de negociações, a

diretoria da Credicentro finalizou os

detalhes contratuais com a Facil e a

cooperativa passou a oferecer aos

cooperados os serviços do Internet

Banking: “Toda mudança apresenta

alguns transtornos até que as peças

estejam adaptadas aos seus lugares,

mas felizmente já está atendendo

muito bem”, diz Mário Danieli.

Mário Elcio Danieli e o

gerente administrativo

Rodrigo de Almeida

Para ele, a implantação foi ótima

pois a Credicentro se mantém vinculada

ao Banco do Brasil. Se tivesse

migrado para outro sistema, as contas

dos cooperados teriam que ser

encerradas e abertas em outra Central,

como Sicoob por exemplo. Mantendo

o sistema, as compensações

seguem no Banco do Brasil.

O gerente administrativo, Rodrigo

Donizeti de Almeida, afirma que agora

as operações da Credicentro são

realizadas pelo Internet/Mobile Bank,

oferecendo os serviços de um banco

convencional, gerando até boletos

e trabalhando com consórcios. Ele

afirma ainda que com as mudanças,

a Credicentro vai abrir contas para

entidades sem fins lucrativos, como

sindicatos, associações, empresas

do setor canavieiro, buscando empresas

e funcionários. As inovações

vêm facilitando a vida do cooperado

principalmente dos que residem em

outras cidades: “A tecnologia permite

o avanço, com comodidade e serviços

mais ágeis; além disso, quem é

cooperado da Credicentro, encontra

vantagens e benefícios, finaliza Mário

Danieli.

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HOMENAGEM

IVAN ROBERTO PERONI

Jornalista recebe título

da Câmara Municipal

Na abertura da Jornada de Propaganda e Marketing

organizada pela UNIP no dia 14 de outubro, o jornalista e

publicitário Ivan Roberto Peroni, diretor da Revista Comércio,

Indústria e Agronegócio e do Portal RCIARARAQUARA,

receberá o Diploma de Honra ao Mérito.

Ao comemorar 20 anos do seu

Curso de Propaganda e Marketing, o

Câmpus UNIP Araraquara convidou o

jornalista e publicitário Ivan Roberto

Peroni para receber o título de Honra

ao Mérito, projeto de 8 de dezembro

de 2017, de autoria do vereador Jéferson

Yashuda. O evento às 19h, ocorrerá

no anfiteatro da universidade,

quando será iniciada a 19ª Jornada

de Propaganda e Marketing da universidade.

Yashuda, autor da honraria, lembra

que conheceu Ivan Roberto por

volta de 2004, quando fazia parte da

diretoria da ACIA, mas que já havia ouvido

muito sobre o jornalista e devido

ao trabalho brilhante que desenvolve

na cidade, dispensou a ele este título.

“Ivan é uma pessoa brilhante e querida

por todos, portanto merecedor

de tal honraria” – afirma o vereador.

Quem convive com o jornalista

sabe que ele guarda fatos da cidade

que poucos têm conhecimento, praticamente

um guardião da história.

Ele traz na memória acontecimentos

vivenciados que faria inveja a qualquer

historiador. De inteligência e

educação acima da média, Ivan Roberto

é uma pessoa de fácil convivência

e de aprendizado diário para

os que o cercam. Atualmente ainda é

considerado uma das melhores vozes

como mestre de cerimônia. Membro

da Associação Brasileira de Imprensa

(ABI), desde 1981, tem seu diploma

assinado pelo mestre do jornalismo

brasileiro – Barbosa Lima Sobrinho.

Nascido em Araraquara em 11 de

outubro de 1949, Ivan Roberto Dameto

Peroni é filho de Aparecida Dameto

Peroni e Domingos Peroni, irmão de

João Aparecido e Olga Sueli Peroni Pedrolongo.

É casado com Viviane Mancini

Peroni há 17 anos com quem tem

dois filhos, Enzo, 14 anos e Lara, 10.

Tem também os filhos Giuliano, Giovani,

Gian, Carlo Endrigo e Giordana.

Conta ainda com cinco netos: João

Pedro e Ana Laura, filhos de Giuliano;

Valentina e Vicente, filhos de Carlo

Endrigo e Maria Luiza (in memorian),

filha de Giovani.

Em 1951 a família Peroni se transferiu

para Jales, onde o menino Ivan

em 1957, fez o primeiro ano do Grupo

Escolar e o segundo em uma escola

rural de Tabatinga. De volta a Araraquara,

terminou o ensino fundamental

no Grupo Pedro José Neto. Cursou

o preparatório em 1960 no EEBA e

formou-se em Mecânico Torneiro e

Desenhista Mecânico em 1965 pela

antiga Escola Industrial.

Diplomado, o jovem Ivan trabalhou

como torneiro por dois meses na

Fábrica Irmãos Manoel, no bairro do

Carmo, e partiu então para a faculdade,

onde cursou Direito por três anos

na antiga FEFIARA e Faculdade de

Direito de São Carlos. Decidiu no entanto,

seguir a carreira de radialista e

jornalista que havia iniciado em 1966

na Rádio A Voz da Araraquarense,

hoje Morada do Sol. Contratado na

época como repórter de campo, teve

como professor Adilson João Tellaroli.

Ao mesmo tempo trabalhava no Diário

da Araraquarense, do jornalista Roberto

Barbieri, à quem Ivan sempre

demonstrou sua gratidão.

A partir daí consolidou sua experiência

como repórter na Rádio Cultura

de Araraquara; depois chefiou o

jornalismo da Rádio Cultura de Ribeirão

Preto, passando também pela Rádio

Jauense. Foi correspondente do

Diário de São Paulo, O Estado de São

Paulo, Jornal da Tarde e Rádio Globo,

na equipe de Osmar Santos. Atuou

como repórter da Agência Folhas por

três anos no litoral sul de São Paulo.

Na sua volta a Araraquara, inquieto

e criativo, em 1988 criou a Agência

Marzo, especializada em assessoria

de imprensa, propaganda e marketing,

onde se mantém como diretor

em uma sociedade com seu filho Carlo

Endrigo Guimarães Peroni. Diante

do exposto, cabe a nós expectadores

da história, avalizar com honras e méritos

o título conferido ao jornalista

Ivan Roberto Peroni, por uma trajetória

de sucesso e compromisso diante

da verdade dos fatos.

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Piloto Eduardo Luzia, em Interlagos

VELHOS TEMPOS, BELOS DIAS

Sonhos de criança

A fantasia que a gente criava quando era criança torna

efetivamente o mundo mais belo e neste encantamento é que

criávamos a alegria pela vida. Hoje, conseguimos lembrar

deste tempo com muita saudade.

Texto: Benedito

Salvador Carlos,

o Benê, com a

colaboração de

Leandro Pardine

Fim de tarde de verão, perto das

17 horas, e Zezé chegou defronte sua

casa, com aquela ‘lambretinha’ modelo

Stander, pronta para a corrida,

completamente ‘pelada’ e sem as

suas já poucas latarias. Tinha uma

cor azul, banco de vinil preto com assento

único, escapamento em forma

de funil, extremamente barulhenta,

produzindo muita fumaça devido à

sua rica mistura de gasolina e óleo

Castrol R e que ele, buscando regulagem,

acelerava desmedidamente.

Eu, que tinha no máximo 6 ou 7

anos e em um tempo que criança ficar

na rua, não representava perigo

algum, na companhia de seu pai, Seu

Pinante (Lindomar Braghini), que era

meu padrinho de crisma, por minha

única e exclusiva escolha, assistíamos

a todo aquele espetáculo embasbacados.

Aquele barulho me remetia ao

famoso DKW nº 10, magistralmente

guiado por Marinho Camargo Filho,

nas corridas da ‘Avenida 36’. Evidentemente

que eu não sabia o porquê,

mas já era a magia do motor 2 tempos,

que era o propulsor do carro e

seu mesmo modelo também para a

lambreta. Seu barulho ensandecido,

estridente, encantador e, ao mesmo

tempo, inebriante.

Escutar aquele som era um balsamo

para minha alma, a batida do

motor, o cheiro da gasolina impregnada

em meu corpo e em meus sonhos.

Naquele dia eu queria ser um Zezé,

um Gildo Scarpa ou Manolo.

Com a chegada de minha adolescência,

mais a convivência nas oficinas,

fui ampliando horizontes e ganhando

novos sonhos, nascendo daí

então novos ídolos: Evaldo Salerno,

de quem aprendi a admirar a “tocada”

muito técnica e também muito agressiva.

Neto era magistral, tinha a capacidade

de repetir meticulosamente as

curvas de forma absolutamente igual

a corrida inteira, sendo técnico e, ao

mesmo tempo, determinado. Se comparado

a um baile, Salerno conduzia

a motocicleta e Neto se apropriava do

salão.

Chegar em São Paulo, no Autódromo

de Interlagos, foi um divisor de

águas na minha vida. Tinha aqui as

amizades e a convivência de ambos,

acrescida de Baiano Faito (Celso Martinez),

Zé Faito, Diogo Martinez, Nego

(Adolpho Tedeschi), Pinho (José Manoel

do Amaral Sampaio) e Edivilmo.

Lá o encontro especial com Eduardo

Luzia, que daqui já havia ido embora,

Araraquara tinha ficado muito pe-

|68


quena para os seus sonhos: queria

mais, queria ser profissional, queria

patrocínio, queria equipamentos melhores,

queria novas e avançadas

tecnologias, queria protagonismo.

Particularmente admirava sua coragem,

seu desapego com suas raízes.

Seu sucesso foi imediato, primeiro

ganhou o País correndo pela equipe

Banaurea, da cidade de Santos, disputou

com expressivos resultados o

Campeonato Paulista, o Brasileiro, as

Quinhentas Milhas de Interlagos por

três ou quatro vezes e em dupla com

Neto, as Vinte e Quatro Horas do Brasil

e a Taça Centauro que ganhou com

muitos méritos, conseguindo respeito

e admiração de seus pares.

Eduardo Luzia, diferentemente

de Salerno e Victorinho Barbugli,

não era um piloto agressivo, seu estilo

era técnico, mais parecido com

o “jeito” de Neto e Edivilmo Moraes.

Fazia sua corrida em uma “tocada”

só, sem erros, mantendo regularidade

impressionante, também tirando

todo o proveito de seu equipamento.

Como todo piloto, também era sonhador

e fazia verdadeiras loucuras para

Lambreteiros em Araraquara

Expedito Marazi e Eduardo Luzia em Araraquara

competir. Uma delas, nas Quinhentas

Milhas de 1972, convidou um promissor

empresário aqui de Araraquara,

e que era proprietário de uma Yamaha

R5 350cc, dois cilindros, dois

tempos, para ser seu parceiro. Sua

participação, com a motocicleta emprestada,

foi maravilhosa, quanto ao

seu co-piloto inexperiente que era,

guardamos a recordação do mesmo

ter andado na contramão da pista,

confundindo-se na curva da junção,

que ao invés de entrar para a esquerda,

entrou para a direita, provocando

um caos enorme nos treinos. Noutra

oportunidade, com o aval de Danilo

Gregolin, seu amigo pessoal, no dia

da inauguração da Loja Jumbo Eletro,

aqui em Araraquara, verdadeira

festa para a população, que ali se

aglomerava, comprou uma Suzuki

380cc, dois tempos zerinha, e, no

mesmo dia autorizou José da Penha

Moreira a depená-la, ficando pronta

para corridas.

Ao fim de sua carreira de piloto,

virou um “manager”, preparador de

motores espetacular, que participou

ativamente das carreiras vitoriosas

dos pilotos Edimar Ferreira e César

Barros, ambos participantes inclusive

do Campeonato Mundial de Motocicleta.

Em um dos nossos derradeiros

encontros, na oficina dos Faitos, rememoramos

estas histórias, demos

risadas, gargalhadas sem fim e choramos

muito pela felicidade de uma

amizade tão bonita e tão verdadeira

de pilotos do Moto Clube.

Velhos tempos, belos dias

69|


Série

Bandas e

Grupos Musicais

da Cidade

Réveillon em Luís Antônio: Marcos, Teka, Javert, Moniki, Betinho, Naiara, Melão, Elaine e Emerson

Texto

Juraci Brandão

de Paula

BANDA PARADISE

Sempre caminhou com a moda

Se alguém chamá-lo de Carlos Alberto vai parecer estranho;

porém, se disserem Betinho, logo poderão falar de música,

paixão eterna que o criador da Banda Paradise carrega até os

dias atuais. Uma linda história que ficou no tempo.

Em 1974, Carlos Alberto de Oliveira,

o Betinho, sonhava em tocar

bateria, vendo as grandes bandas de

rock da época, como Led Zeppelin,

Deep Purpple e outras. Mas sonhos

são para serem realizados. Em 1975

o “seu” Benedito de Oliveira, seu pai,

deu-lhe uma bateria Saema, toda revestida

de pele de boi, que Betinho

achava a coisa mais linda. Pronto.

Juntou-se com Zé Henrique (José Henrique

Martiniano de Oliveira - guitarra)

e começaram a tocar juntos.

Era uma época com poucas informações

sobre música, diferente dos

dias de hoje com Internet, Google,

Whatsapp e outras redes sociais. O

aprendizado foi na raça mesmo, ouvindo

as gravações e tentando tocar

igual ou pelo menos parecido.

Betinho passou por várias bandas

até criar coragem e montar a sua

própria. No início eram seis sócios

que poucos meses depois seguiram

caminhos diferentes montando suas

próprias bandas.

A estreia oficial da Banda Paradise

ocorreu no dia 3 de setembro de

1989 no Clube 22 de Agosto, numa

tradicional domingueira.

Em 1990 a banda mudou totalmente

sua formação, com os músicos:

Douglas Silveira (guitarra), Emerson

Silveira (baixo), Heverton Silveira

(cantor), Otávio Correa (teclado), Fábio

Cruzato (cantor), Daniel Paulino

(sax-tenor), e o líder Carlos Alberto de

Oliveira - Betinho (bateria), permanecendo

assim por dois anos.

Claudinho Pesse

e Pedro Pollis

que tiveram

uma passagem

marcante no

elenco da

Paradise

Carlos Alberto de Oliveira, o Betinho, nos

bares da vida

|70


Jucka, Rene, Daniel e Claudinho

A BELEZA DE UM TRABALHO

Nessa época, a grande moda era

a lambada, e não deixando por menos,

a banda foi no ritmo, com direito

a vários uniformes e bailarinos, como

o Henrique e a Sheila Schiavo. Aproveitando

a onda ocorreram muitos

e muitos shows, dando uma alavancada

logo no início da banda. Minas

Gerais, Paraná e inúmeras cidades do

interior de São Paulo curtiram sucessos

de Kaoma, Beto Barbosa e outros

intérpretes do grande sucesso que

era a lambada.

No final de 1991 Betinho trouxe

para o grupo a primeira cantora, Cristiane

Piratininga. Contratou também

músicos como o saxofonista Cláudio

Luiz Pesse (Claudinho), o trombonista

Pedro Pollis (amigo de velha data) e

em seguida o pistonista Edson Penteado,

de São Carlos, completando

assim o naipe de metais, o que deixou

a banda ainda mais forte.

Daí para a frente foram 25 anos

de luta, com músicos partindo e outros

chegando, sempre com raça e

determinação, procurando vencer os

obstáculos que apareciam.

Com o passar do tempo entrou

na moda o axé de Daniela Mercury,

Netinho, Banda Eva e seus grandes

sucessos passaram a fazer parte do

repertório. Músicos como Jussara

Vargas, Edson Vargas, Renê Delsin,

Daniel Ordine e Teka Ferreira entre

outros, contribuíram e muito para que

a banda em 1995 completasse 102

apresentações naquele ano e batesse

o recorde em 25 anos de trabalho.

O RECONHECIMENTO

Grandes clubes tiveram a oportunidade

de dançar ao som da Paradise,

tais como: Cristovão Colombo

de Piracicaba, Praia Clube de Uberlândia,

Abasc de São Carlos e o Pampulha

Iate Clube de Belo Horizonte.

O sucesso era tanto que garantia o

retorno. Nesse último, a banda abrilhantou

o baile de réveillon por quatro

anos seguidos.

Grandes aventuras aconteceram

nesses 25 anos de estrada, que em

números, Betinho acredita que foram

rodados cerca de 500 mil quilômetros.

Segundo ele, havia sempre uma

preocupação de revitalizar o trabalho

do grupo que cada vez mais foi se colocando

entre as melhores bandas do

interior. O reconhecimento seria algo

inevitável, pois o nosso empenho e

comprometimento eram reais.

Daniel e Rene

Betinho e Érica

71|


Juraci, Pedro Pollis, Teka, Betinho,

Denilson, Cristiane, Douglas e

Claudinho durante o encontro

A Paradise procurava agradar a

todos em suas apresentações e passeava

pelos boleros estilo Ray Connif,

sambas, chá chá chás, tudo dependendo

da temática do evento. Sempre

acompanhou o modismo da época,

tocando também lambada, axé, sertanejo,

pagode, reggae, fazendo até

Feijoada comemorativa dos

30 anos de criação da Banda

Paradise: Juraci Brandão de

Paula, Beto Filho, Pedro Pollis,

Melão, Gil, Teka, Betinho e

sentados Anderson e Gabriel

Melão, Denilson, Fernanda, Zé Redondo, Anderson,

Cristiane e Douglas se reencontram após uma

grande convivência com a Paradise

um cover dos Mamonas Assassinas

e do “É o Tchan”.

Tinha repertório adequado para

a Noite Portuguesa, Baile do Hawaí,

Luau, Carnaval, Réveillon, formaturas,

aniversários de clubes e de cidades,

sempre uniformizados a caráter. Enfim

uma banda completa em todos

os sentidos.

A partir de 2010, os bailes começaram

a perder força, com os Dj´s,

noites temáticas, baladas e outros.

O mercado musical para bandas de

baile começou a afunilar, hoje restando

apenas 10% (ou menos) do total

de bandas que existiam há 20 anos.

Uma pena, pois essa nova geração

não teve o prazer de dançar agarradinho

ou uma lambada com músicas

que realmente tocavam o coração.

Em 2014 a Banda Paradise, como

tantas outras, resolveu fechar suas

portas em razão das dificuldades de

um mercado muito fraco, impossível

até de sobreviver.

Mas o nome Paradise ainda ecoa

nos clubes em que se apresentou

e jamais será esquecido. Betinho,

bacharel em 2004 em Turismo pela

Uniara, dedica-se a desenvolver e

acompanhar projetos turísticos para

várias prefeituras, inclusive a de Araraquara.

Aos finais de semana ainda

se apresenta na noite.

|72


73|


UTILIDADES

Scutti equipamentos e

utensílios para cozinha

Experiência e qualidade para

atender cada vez melhor

Especializada em utensílios para

casa e cozinhas industriais, a Scutti

vêm ao longo dos anos conquistando

o mercado e os araraquarenses.

Além dos melhores produtos e marcas,

o cliente encontra em sua ampla

loja tudo referente à gastronomia.

A qualidade e a simpatia dos atendentes,

já se tornaram marca registrada

da Scutti e pensando na comodidade

do cliente, a loja oferece também itens

para a decoração de sua área gourmet,

deixando seu espaço de lazer

ainda mais confortável e sofisticado.

Vale ressaltar que a Scutti tem uma

diversidade de vestuário profissional,

para que você receba os amigos como

um verdadeiro chef.

Panelas de

ferro fundido

esmaltada,

utensílios para

churrasco,

vestuários,

placas

decorativas e

equipamentos

para cozinha

industrial

|74


Assunto MÚSICA

Por Sérgio Sanchez

DIONNE WARWICK:

UMA VOZ BELÍSSIMA

Dionne Warwick (78 anos) norteamericana

natural de East Orange,

Nova Jérsei ficou conhecida por interpretar

grandes sucessos dos compositores

Burt Bacharach e Hal David,

Dionne escreveu seu nome na história

da música com canções como Walk On

By e This Girl’s in Love With You.

Bacharach e Dionne

ESPAÇO DAS AMÉRICAS

Assisti seu show no Espaço das

Américas, foi um dos momentos mais

emocionantes de minha vida. Juntamente

com meu querido amigo Beto

Placco, ficamos a 10 metros do palco

e a cada música uma emoção, pois

estávamos diante de uma diva belíssima.

Uma nobreza no cantar que nos

deixou fascinados com sua voz, afinação

e delicadeza em seus movimentos.

Inesquecível.

INFLUÊNCIAS

A cantora teve influência de música

gospel em sua infância, estilo que

moldou a maneira como cantava. Seus

primeiros sucessos são dos anos 60.

Nesta fase, destaque para Don’t Make

Me Over, que ajudou a alavancar sua

carreira.

BURT BACHARACH E HAL DAVID

Chamou a atenção de David e Bacharach

que estavam procurando a voz

ideal para suas sentimentais baladas.

Com ela, rapidamente várias músicas

que a dupla escreveu se tornaram sucesso

com a sua voz, como “Walk On

By”, “Do You Know The Way To San

Jose?”, “Alfie” e “I’ll Never Fall In Love

Again”. Entretanto, outras da autoria de

David/Bacharach ficaram consagradas

nas vozes de outros artistas, porém,

gravadas primeiramente por Dionne

durante os anos 60, como “They Long

To Be - Close To You”, “Raindrops Keep

Fallin’ on My Head”, “What The World

Needs Now”, “The Look of Love”, entre

outras.

GRANDES DUETOS E OS

GRANDES NOMES DA MÚSICA

NACIONAL E INTERNACIONAL

Todos os grandes queriam cantar

com Dionne. Dueto com Stevie Wonder

em 1985, da trilha sonora do filme “A

Dama de Vermelho” e também “Love

Power”, dueto com Jeffrey Osborne

em 1987. Dionne também participou

de duas músicas beneficentes, ambas

em 1985: We Are The World, fazendo

parte dos USA For África ao lado de

várias estrelas da música americana e

também That’s What Friends Are For,

ao lado de Stevie Wonder, Elton John

e Gladys Knight, escrita pelo seu velho

amigo Burt Bacharach em conjunto

com Carole Bayer Sager. Em 1990, Dionne

lançou um disco que reverencia um

grande músico norte-americano: Cole

Porter, destacando a música “Begin

The Beguine”.

BRASILEIRA DE CORAÇÃO

Sendo ela uma brasileira de coração e que adora a

nossa música, morando na Bahia e no Rio de Janeiro,

cantou algumas vezes com Ivan Lins, Simone, Jorge Ben

Jor, um privilégio para todo artista.

UMA CARREIRA DE SUCESSOS

Comemora 5 décadas de sucesso, ganhadora de 5

grammy, temas de filmes, mais de 100 milhões de discos

vendidos... É muita coisa... melhor parar por aqui.

A DIVA DA MÚSICA: DIONNE WARWICK

75|


VIP

VIDA SOCIAL por Maribel Santos

E as nossas crianças?

Olá, querido leitor! Inicio o meu texto com o coração

“apertado”, por conta de tantos acontecimentos dolorosos,

envolvendo nossas crianças. Nada mais pertinente

relembrarmos a importância do Estatuto da Criança e do

Adolescente (ECA). Penso que precisamos ser vigilantes em

relação aos direitos das crianças. O ECA foi instituído pela Lei

8.069, no dia 13 de julho de 1990, e regulamenta os direitos

das crianças e dos adolescentes, inspirado pelos projetos

fornecidos pela Constituição Federal de 1988, adotando uma

série de regras internacionais. Não podemos ser omissos!

Precisamos ter com todas as crianças, os mesmos olhos

amorosos que temos com as crianças da nossa família.

Não adianta constar no calendário que em 12 de outubro

é comemorado o Dia da Criança, se na prática não fazemos

nada. Que tal apadrinhar ou amadrinhar uma criança? A

Creche do Carmo permite que você faça isso. São mais de 60

crianças. Informações pelo fone: (16): 3336 5586. Doe o seu

amor e faça a diferença na vida de uma criança!

Clube Araraquarense

Fotos: Marcela Campos

Júnior Santos, Rafael Gibim e Devair Nicolau

A loja Curumim Brinquedos Criativos comemorou

um ano de sucesso com uma tarde gostosa para

os pequenos.

Nora Hanna, Solange Affonso, Raíssa

Assunção e Rodrigo Laguna

Regina Ferrarezi, Diogo Nogueira e

Sidney Ferrarezi Junior

|76


Mulheres Empreendedoras

Valéria Marchetti Manunta é uma mulher

empreendedora. Sua significativa experiência

na área financeira foi determinante para aceitar

o desafio, retornando para Araraquara como

agente digital de negócios do Banco Original.

Com uma proposta inovadora, tanto para

pessoas físicas ou empresas, o cliente pode abrir

a sua conta sem burocracia, e usar em um único

aplicativo. E quando precisar de um atendimento

personalizado, a Valéria oferece um atendimento

presencial diferenciado aos seus clientes.

(16) 99638 1092

Empreendedora, comprometida, e sempre

atualizada, Roberta Ferrari é uma mulher de

negócios. Proprietária da Global Ferro e Aço, a

empresária brindará os seus clientes com uma

surpresa para lá de especial, por conta dos dez

anos da empresa. Fundada em 2009, o novo

prédio da Global será inaugurado no dia 11 de

outubro. Um espaço moderno, de fácil acesso,

amplo e com muitas facilidades para atender a

todos com excelência e profissionalismo.

SEU DINHEIRO DE VOLTA

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Lucas Henrique da Silva

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Jardim dos Manacas, Araraquara

@globalferroeacoararaquara

@globalferroeaco

Tony Lunardi e Mirian Onofre

Narendranath Borges e Márcia

Regina do Nascimento Turin

Alessandra Rodarte

e Johnson Rogenski

77|


Maribel Santos

VIPS

EM DESTAQUE

José Felix Uchoa, Leila Garitta e Márcia Beserra

Márcia Caffarelli, Marilene Ramos

e Angela Bergo

Márcia Gianinni e Edmilson Oliveira

Jaqueline Pereira e

Fábio Silva

O casal Sossolote, Gilda Costa

Vieira e Rodrigo Coutinho

As irmãs Zenatti, Vera Lúcia

e Wilma Maria

|78


Aniversário surpresa!

A queridíssima Ana Araujo foi surpreendida

com uma festa surpresa, na CS Araraquara. A

aniversariante passou o dia 12 de setembro, data

do seu aniversário, na cidade do Rio de Janeiro e

quando retornou foi abraçada por algumas amigas

que puderam comparecer ao evento. Noite especial

para quem é igualmente especial. Parabéns, querida!

Jocelito

Machado, Ana

Araujo e seu filho

Gabriel Araujo

Marisa Miranda e Ana Araujo

Laís Souza e a

aniversariante

79|


VITRINE

VITRINE

DA REDAÇÃO

JOÃO CARLOS

Naquele dia deu tudo certo para

o casal Fernanda-João Henrique

de Souza Freitas e a filha Maria

Clara: Foto ao lado do cantor e

compositor Almir Sater

ANIVERSÁRIOS

NATÁLIA GUILE

Desde julho, Araraquara

conta com um novo

serviço de beleza feminina:

Natália Guile e sua equipe de profissionais

o Design Express de

Sobrancelhas. Agora não

há necessidade de agendar

horários. É só comparecer

na hora que for mais

conveniente e fazer o

Design das sobrancelhas e

o Design com Henna numa

linda micropigmentação.

É o único local de

Araraquara com este

serviço express, diz sua

proprietária, Natália Guile. Sede da clínica

Outubro|2019

A diretoria do SINCOMERCIO cumprimenta todos os aniversariantes

DATA

01/10

02/10

03/10

03/10

05/10

05/10

05/10

06/10

06/10

06/10

06/10

07/10

07/10

07/10

08/10

08/10

09/10

10/10

10/10

11/10

11/10

11/10

12/10

13/10

NOME

Odilon Lamoréa Lapena

Elza Amaral Rodrigues

Ana Cláudia dos Reis

Donizete Fuzari

Geraldo Rosário Beltrame

Matheus Bernardo Delbon

Máximo Clemente Delbon

Élio Lio Santos

Hermínio Falavinha Neto

Luiz Carlos Penha Fiel

Paulo Edison Regolão

Armando Sérgio Malvesi

David Machado

Laura Marçola Veiga

Gerson Braz

Izabelle Bou Assi Dahab

Jaqueline Marson

Antônio José Laurindo

Euranice M. R. Barrancos

Carmo Zingarelli

Martha Pallone Hespanholo

Tatiana Piovesan Casale

Maderli Marçola Veiga

Marco Antônio Estrella

EMPRESA

Supermercado 14

Turística Sonhomeu

Hairtrix Cosméticos

Escritório Fuzari de Contabilidade

Escr. Beltrame de Contabildade

Dangá

Bazar Sensação

World Game

Auto Posto Rua 16

Helibombas

Móveis Estrela

Escritório Global de Contabilidade

Dmx Eletrodomésticos

Lm Casual

Arezzo

Kibelanche

WL Instalação e Automação

Escritório Toloi de Contabilidade

Francine Jóias

Sapataria Rápida

Font Imóveis

A Sertaneja

Liliantex Masculina

Droga Ven

DATA

13/10

14/10

16/10

16/10

18/10

18/10

18/10

18/10

18/10

19/10

21/10

22/10

23/10

24/10

24/10

26/10

27/10

27/10

27/10

28/10

28/10

29/10

30/10

31/10

NOME

Paulo Roberto Carpigiani

Renato Aparecido Brizolari

Douglas Piquera Moreno

Geraldo José Cataneu

Camila Cristina Claudino

Eduardo Agazarian

Misao Nakano

Orlando Bonifácio Martins

Teresa Shinzato Takatsui

Aleysson M. Rodrigues

Aparecida Pavanelli

Luiz Fernando Cabral Bueno

Orlando Inácio Rodrigues

Adilson F. dos Santos Júnior

José Augusto Prebil

Moacir Zanatta

Mateus Antoniolli Vicente

Roberto Carlos de Aguiar

Thatiana Domingues Dias

Donisete Daniel Orlando

Thiago Luís Barroti

Eric Estevam Lamante

Everaldo Luciano de Oliveira

Maria Aparecida Pastre

EMPRESA

Escritório Três R

Brizolari Materiais p/ Construção

Vitória Com. de Areia e Pedra

A. G. R. Materiais p/ Construção

Galpão

Via Armênia

Suikan Vidros

Escritório Visão de Contabilidade

Foto Fuji

Papel Arte

Chaveiro Pavanelli

Totalle BR Mania

Lubrara

Óticas Fabrilen

Radiadores Prebil

Escritório Itápolis

S.R. Comercial

Beto Serviços Contábeis

Drogaria Saúde

Tapeçaria Sol

Barroti Lingerie

Condomino Res. Jardim Tropical

Estradão Auto Center II

Esc. Lumasi de Contabilidade

|80


Orlando, Edna, Eduardo, Andreia, Caetano, Camila,

Deliza e Rosângela

André, Sheila, Daniel, Débora, Paulo, Ana,

Hwang Júnior e Elis

Douglas,

Edson

Hel, Benê,

Damiano,

Renato e

Juliana

Da esquerda

para direita:

Fabrício,

Marcelo,

Walter, Maria

Cristina,

Carlos e

Daniela

Teresinha, Roberto, Sueli, José Antônio,

Jofre, Cleonice, Márcio e Camila

Marcos, Teresinha, Paulo, Elisabete, Dimas,

Cristiane, Petrônio e Maria Zilda

Camila, Maria Zilda,

Elisabete, Orlando,

Fabiana, Eduardo,

Oton, Bruna, João Vítor,

Andressa e Paulo

Marcel, Mônica,

Roberto, Márcia,

Lilian, Fernando

e Luci

81|


Crônica familiar

Luís Carlos

BEDRAN

Sociólogo e cronista da Revista Comércio,

Indústria e Agronegócio de Araraquara

Natália Ginzburg nasceu em

Palermo, na Sicília, em 1916 e

ao ler seu livro, “Léxico familiar”,

fez-me recordar minha mãe, descendente

de italianos, nascida

em 1912 em Jurema, hoje Jurupema,

distrito de Taquaritinga.

Viveram a mesma época, uma na

Europa, outra no Brasil, entre as guerras

mundiais e algumas coincidências

de ideias houveram entre elas,

guardadas as devidas proporções.

Assim, o nome de minha mãe,

Splende, tal como o de seu irmão,

Avenir, foram extraídos dos primeiros

versos do“Inno dei Lavoratori”

(ou “Canto dei Lavoratori”) escrito

em 1886, de autoria de FilippoTurati,

fundador do Partido Socialista

Italiano: “Sufratelli, sucompagne/

suvenite in fittaschiera: / sulla libera

bandiera /splendeil sol dell’avvenir”.

Uma homenagem, anarquistas/socialistas

que eram meus

avós, àquele líder político que

certa vez foi acolhido pela família

de Natália em Turim, perseguido

pelos fascistas de Mussolini.

Recordo-me do que ela me disse:

que seu pai enterrou o retrato

do Duce. Então o admirava e seguia?

Não. É que no início de sua

vida política, Mussolini fazia parte

do Partido Socialista Italiano;

depois é que se tornou ditador.

A família de Natália, de origem

judia e que fazia parte da resistência,

foi perseguida pelos fascistas e seu

marido, Leone Ginzburg, foi torturado

e morto pelos nazistas em Roma.

Splende escrevia crônicas e artigos

no jornal do qual seu pai era

dono; depois tornou-se proprietária

quando a legislação ditatorial

de Getúlio Vargas obrigou os

italianos (e também os alemães e

japoneses) radicados no País — e

que foram perseguidos —, a não

possuírem bens em seus nomes.

Sua formação — também foi

professora no meio rural —, embora

não formada, era e sempre foi

democrática e se revoltava contra

as injustiças de toda ordem. Recebia

na redação do jornal notícias e

informações sobre o andamento dos

combates na Europa e também panfletos

com as fotos chocantes e impressionantes

sobre as atrocidades

praticadas pelos nazistas nos campos

de concentração na Polônia.

Nas correspondências românticas

que trocava com meu pai, que

também na mocidade era jornalista

e cronista, transmitia algumas

ideias que seriam avançadas na

época, sobre a participação ativa

da mulher na vida política e social

do País. Teria sido talvez uma espécie

de feminista, “avant lalettre”.

Contava-me que na fazenda

onde lecionava devorava os clássicos

romances do início do século

sob a lamparina à querosene, a tal

ponto que sua face ficava toda cheia

de fuligem. Lembro-me também

dos livros de Stefan Zweig, caprichosamente

encadernados e guardados

na estante de casa, como

“Carta de uma desconhecida”e

“Amok”, escritor austríaco de

origem judaica que, fugindo

de Hitler, suicidou-se no Brasil.

Deixou de trabalhar quando se

casou e mudou-se para uma cidade

maior, num tempo em que a mulher

deveria ficar em casa a trabalhar

nos serviços rotineiros domésticos.

Era o “zeitgeist”, o espírito da época.

Embora pretendesse sempre

“montar uma livraria”, nunca conseguiu.

Teve de criar seus três filhos

e educá-los dentro dos princípios

socialistas em que também foi formada

pelo pai italiano, o Maestro

Oliviero e, claro, influenciada pelo

marido, livre-pensador e democrata.

Hoje seria considerada moderna

pela intensa participação da

mulher em todo mundo, em todos

os setores de atividade: artística,

social, política e econômica. Creio

que também teria gostado de ler os

livros da escritora Simone de Beauvoir,

nascida em 1908 na França e

que esteve em Araraquara há exatos

50 anos, em companhia de seu

companheiro Jean-Paul Sartre, filósofo

existencialista que proferiu uma

memorável palestra na então Faculdade

de Filosofia Ciências e Letras.

E que foi pioneira na emancipação

da mulher, como relata em seu livro

autobiográfico, “A força da idade”.

Se tivesse nascido na Itália, por

sua formação, talvez tivesse passado

pelas agruras pelas quais

Natália Girzburg passou: perseguições

dos nazifascistas, fome,

mortes na família. A Europa sofreu

duramente nas duas grandes guerras;

mesmo assim recuperou-se,

coisa essa que aqui nunca ocorreu.

Ainda estamos no paraíso.

Quase até o fim da vida continuava

ligada nos acontecimentos

políticos, inconformada com as posições

e atitudes de alguns líderes

em fins do século passado. Gostaria

até, como boa mãe que era, que me

desse algum conselho, que o seguiria,

como bom filho, sobre a atual

situação por que passa nosso país.

Porque parece que os tradicionais

países considerados democráticos

passam por uma fase populista,

quase que como uma era

pré-fascista, nos mesmos moldes

dos acontecimentos que anteciparam

as trágicas guerras mundiais.

Mas esse é assunto para outra

crônica.

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