RCIA - ED. 127 - FEVEREIRO 2016

tvcomercioeindustria

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ÍNDICE

CAPA

Coca Ferraz e a sua cidade

APARÍCIO DAHAB

Trabalhaste muito, Aparício

INDÚSTRIA

Cidade, pólo metroferroviário

ORQUÍDEA

Descobrindo Araraquara

8 10 16 34

O atual vice-prefeito e coordenador

de Mobilidade Urbana humaniza o

trânsito local e investe suas fichas na

transformação da cidade, tornando-a

ótima para se viver bem no futuro.

Aparício da Kibelanche, Mayr

Staufackar e Vicente Michetti, amigos

inseparáveis que Araraquara teve

em sua história. A perda de Aparício

entristeceu a cidade em janeiro.

Araraquara pode se transformar em

uma cidade pólo metroferroviário com

a chegada da Hyundai a partir de

março, quando iniciará oficialmente

suas operações fabris.

Sindicato Rural apoia iniciativa de

se mostrar o trabalho anônimo

de pessoas na cidade, caso do

orquidófilo Rolando Adorni Filho, que

produz flores em sua casa.

Editorial

Revitalização

História

Feriados em 2016

07 | Jornalista Ivan Roberto Peroni

diz que há excesso de leite no

mercado e falta gente para comprar,

podendo levar o setor ao caos.

10 | ACIA está se preparando para

entregar até abril, sua sede

administrativa totalmente reformada

no centro da cidade.

18 | A Gráfica Globo é uma das

empresas que ainda hoje mantém

o perfil do seu fundador Raul Aranda

Amado. Uma bela história de trabalho.

20 | Renato Haddad (ACIA) e

Toninho Deliza (Sincomercio) falam

dos feriados em 2016 e os prejuízos

que eles causam ao comércio.

Cacetada na pobreza

A inflação em São Paulo penalizou mais as

famílias com menor poder aquisitivo em 2015,

apontou cálculo do Dieese. O Índice do Custo

de Vida registrou variação de 11,46% no ano,

4,73 pontos percentuais acima do apurado em

2014. Além do agregado, o indicador calcula

o custo de vida do consumidor por estrato de

renda. Por este parâmetro, a inflação para as

famílias do estrato 1, com renda média mensal

de R$ 377,49, acumulou alta de 12,83% em

2015. As famílias do estrato 2, com renda

média de R$ 934,17, tiveram aumento de

Energia elétrica castigou a inflação

12,07% no custo de vida no período. A inflação

para os mais ricos - famílias do estrato 3, que

têm renda média mensal de R$ 2.792,90,

atingiu 10,43%.

Perigo maior ainda

Levando-se em conta que Araraquara teve

cerca de 10 mil casos de dengue em 2015,

chega-se à conclusão de que foram mais de

800 casos por mês. O temor neste momento

está concentrado na continuidade das chuvas

de verão e o sol senegalesco

contribuindo para a

proliferação dos criadouros.

Pesa na balança a falta de

colaboração de grande parte

da população que impede a

fiscalização nas casas.

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ATLETISMO

Escamilla, o flecha ligeira

54

O atletismo da Ferroviária

nos áureos tempos com Uriel

Pedroso e Edmilson Escamilla.

Nesta edição a história de

sucesso dos nossos corredores.

Simples Nacional

22 | A Solssia manda recado:

começa a vigorar a Certificação

Digital para empresas com até

oito funcionários.

SAÚDE

A crioterapia na reabilitação

33

O médico Guido Tsuha com

formação em Medicina Esportiva,

explica como funciona a crioterapia,

que utiliza o frio para reabilitar

pacientes lesionados.

Mães e bebês

48 | Araraquara terá a Casa da

Gestante até julho; iniciativa

é do prefeito Marcelo Barbieri

garantindo 15 leitos na Gota.

DA REDAÇÃO

Sônia Maria Marques

Um ponto final na

vida da Beneficência

O fechamento da Beneficência Portuguesa em nossa cidade representa

uma perda irreparável para a saúde pública regional. Triste

presente recebeu ela no ano do seu centenário, maculado por atritos

internos e discussões judiciais, que tornaram frágil qualquer esboço

para recolocá-la de pé. Estruturada sobre um plano de saúde, Benemed,

que chegou a ter cerca de 40 mil vidas, além de parcerias

com entidades profissionais e filantrópicas, a Beneficencia virou

no encerramento de um mandato - Fábio Santiago, e começo de

outro - Natalina Correia Leite, uma fonte inesgotável de ofensas, e

outro não poderia ser o seu fim, senão esse do fechamento. Do suor

derramado pelos nossos antepassados portugueses aos tempos de

agora, houve um percurso tortuoso se desgastando e gerando um

desequilíbrio, provocado pelas dívidas. O fechamento envolto por

bate-bocas e xingamentos desnecessários não construiu nada. Fábio

Santiago foi importante para a Beneficência como tantos outros que

por ela passaram; cada qual foi de grande valia na sua época. A

disputa eleitoral de maneira agressiva e destemperada poderia ter

sido amena, afinal, todos os envolvidos sempre foram dignos do

respeito e consideração da comunidade. Casos administrativos que

só à Irmandade interessavam, se tornaram públicos e a insegurança

foi gerada, não se permitindo dar a ele, hospital, o crédito para se

restabelecer, por mais bem intencionados que tenham sido os novos

dirigentes. A ausência da classe política para contemporizar, também

ajudou a fechar as portas da Beneficência.

Citado na Lava Jato, Manoel de

Araújo deixa gabinete de Edinho

O chefe de gabinete do ministro

Edinho Silva (Secretaria de

Comunicação Social), Manoel de

Araújo Sobrinho, deixou o cargo

para trabalhar na superintendência

da Empresa Brasileira de

Comunicação (EBC). “Mané”

desde os tempos da Prefeitura em

Araraquara, tem sido o homem

de confiança de Edinho e foi

citado em delação do dono da

construtora UTC, Ricardo Pessoa,

como responsável por acertar

doações de R$ 7,5 milhões para

a campanha da presidente Dilma

Rousseff, em 2014. Pessoa disse que

a empreiteira teria sido pressionada

a fazer a doação para que pudesse

continuar a ter contratos com a

Petrobras. Em meados de outubro,

Manoel prestou depoimento à Polícia

Federal sobre o assunto. O Planalto

nega que sua saída da Secom tenha

qualquer relação com o depoimento

de Pessoa. De acordo com os

assessores, a EBC está passando por

alterações e, por isso, Mané assumiu

um cargo na empresa. Em julho,

matéria do Estado informou que a

saída de Manoel estava acertada, o

que foi negado à época. Ele chegou

ao Planalto junto com o ministro,

no início de abril. Agora

é Superintendente da

Regional Sudeste II/Sul da

EBC. O salário antes era

de R$ 11.235.

Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni

Supervisora Editorial: Sônia Marques

Redação: Rafael Zocco

Diretor Comercial: Humberto Perez

Depto. Comercial: Gian Roberto, Silmara Zanardi, Marcos Assumpção, Heloísa Nascimento

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A Revista Comércio & Indústria é distribuida gratuitamente em Araraquara e região

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EDIÇÃO N°127 - FEVEREIRO / 2016

Manoel de Araujo

Sobrinho e Edinho Silva,

relacionamento político

que começou no PT de

Araraquara

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EDITORIAL

Não avisaram a vaca que

haveria crise em 2015

Araraquara a partir dos anos 40, passou a ser considerada

uma das mais importantes bacias leiteiras do interior brasileiro; já

naquela época sua posição estratégica, bem no centro no Estado

de São Paulo, despertou principalmente a atenção da Nestlé e em

1946, logo após a Segunda Guerra Mundial, a inauguração da

fábrica nos altos da Vila Xavier era para responder à crescente

demanda de Leite Ninho em termos nacionais.

A economia local ganhou força; a empresa passou a gerar

divisas e empregos e Araraquara se projetou com a Nestlé, agora

incorporada ao poder que a Lupo dispunha pela sua apresentação

como carro-chefe industrial fabricando meias. Ambas detinham

esse simbolismo no engatinhar da industrialização caipira

e empregavam quase 35% dos trabalhadores, de forma direta e

indireta, num universo de 40 mil habitantes.

É verdade, contam os antigos, que a presença da Nestlé no

mercado absorvia um índice maior de profissionais, pois além dos

colaboradores que operavam no interior da fábrica, havia a concentração

dos pequenos, médios e grandes fornecedores de leite.

O produto por sinal saia das fazendas na região de maneira simplória:

os latões aluminizados eram deixados ao lado das porteiras

de acesso às propriedades e transportados para a fábrica em

Araraquara, se transformando em ouro branco e enriquecendo o

agronegócio. Lupo e Nestlé viviam esta expansão industrial com

o suporte logístico da Estrada de Ferro Araraquara e Companhia

Paulista, ambas arrebanhando enorme contingente de trabalhadores,

embora qualificados para a função.

Só que o provérbio português é claro: “não há bem que sempre

dure, nem mal que nunca se acabe...” e a frase passou a valer

a partir de 2006, quando a Nestlé ainda era vista como a maior

empresa mundial de alimentos e bebidas, também consagrada

como a maior autoridade do mundo em Nutrição, Saúde e Bem-

Estar. Em todos os países onde estava presente, o foco de suas

atividades era de melhorar a qualidade de vida das pessoas com

produtos saudáveis e saborosos.

Mas, seria só isso? Absolutamente.

A Nestlé precisava de números favoráveis

em seus projetos e impulsionada

pela proximidade de uma crise econômica,

foi envolvida por comentários que

Isenção de ICMS

para produção

de leite, permitiu

a reestruturação

da bacia leiteira

na região de

Araraquara

poderiam levá-la ao fechamento da fábrica. Lembro bem, uma

série de iniciativas do governo paulista, entre elas a isenção de

ICMS para produção de leite, permitiu a reestruturação da bacia

leiteira na região de Araraquara. Diante disso um sinal foi dado

pela Nestlé do Brasil: a empresa anunciou investimento de R$

120 milhões para construção de uma segunda fábrica em Araraquara.

O investimento foi considerado um marco para colocar

fim às especulações, mas sempre com o alerta da Nestlé fechar a

unidade de Araraquara, hipótese admitida, inclusive, pelo presidente

da Nestlé no Brasil na época, Ivan Zurita.

Com os investimentos efetuados no reaparelhamento, a fábrica

na cidade com novas instalações, implantou a montagem de

duas novas linhas para produção de leite “in natura” e passou a

produzir leite em caixinha com as marcas Ninho e Molico. Com

isso a tonelagem produzida aumentou significativamente. Estes

novos produtos acabaram por se tornar no ponto alto da unidade.

Os produtos fabricados anteriormente, Leite Condensado e

Moça Fiesta continuaram e continuam a ser produzidos.

Todo este trabalho, já que o Estado de São Paulo consome

40% dos derivados de leite produzidos no País, restabeleceu o

equilíbrio do mercado, agregando pequenos produtores e assentados

rurais, organizados em cooperativas ou individualmente.

Só que se a crise naquela época não pegou o fornecedor,

talvez agora, cause um terrorismo já que o consumo do leite caiu,

os supermercados e as padarias compram menos e o produtor

não sabe onde enfiar o leite. Consequentemente a produção nos

laticínios também cai. Se tivesse jeito até poderiam conversar com

a vaca e dizer: “Dá um tempo, solte o leite quando a crise passar,

porque fazemos parte de uma cadeia produtiva”. Mas, não é bem

assim. Hoje com o preço da carne em alta, as vacas correm o

risco de assumir papel diferente no mercado e virar churrasco ou

mistura na mesa, pois o produtor também não tem como sustentar

o animal. Quem deve estar agradecido à crise é o porco, pois

diminuindo o consumo da carne suína, é verdade que aumenta

seu tempo de vida. Grandes indústrias alimentícias que passaram

aperto na metade da última década, como a Nestlé que ameaçou

ir embora, correm o risco de rever seus projetos.

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Palestras dadas por Coca Ferraz

conscientizam as pessoas a

participarem de uma cidade com

maior qualidade de vida e mais

segurança no trânsito

REPORTAGEM DE CAPA

Os 170 mil veículos que

hoje transitam pela cidade

encontram vias públicas

bem sinalizadas, semáforos

temporizados e maior

segurança. A queda no

número de acidentes desde

2013 se deve às técnicas

aplicadas pelo engenheiro

Coca Ferraz, uma das maiores

autoridades em trânsito no

País.

Era pouco mais de meio-dia. Num

dos cruzamentos da cidade, Avenida

36 com Voluntários da Pátria, o coordenador

de Mobilidade Urbana, Coca Ferraz,

conversa com duas pessoas. Não

demora e outras três se aproximam.

Uma delas, ainda longe, faz um gesto

de positivo e exclama: “Parabéns Coca

COCA FERRAZ

Ele conseguiu tornar Araraquara

criativa e com menos acidentes

Novo Complexo Viário Armando

Paschoal solucionou o grave

problema de congestionamento

e insegurança no trânsito

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pela iniciativa, até que enfim alguém

lembrou de nós”. Naquele momento,

Coca Ferraz recorda alguns acidentes

ocorridos no cruzamento e sente que

elogios como aquele se tornaram repetitivos

desde que assumiu a pasta da

Mobilidade Urbana, junção de palavras

que ganhou força a partir de 2012,

quando foram introduzidas as diretrizes

da Política Nacional de Mobilidade

Urbana.

Sendo doutor em Engenharia

Civil, especialista

em Planejamento e

Operação de Sistema de

Transportes e professor da

USP, seria ele o profissional

mais indicado para formular

e implementar a política de

mobilidade urbana sustentável em nossa

cidade?

Coca, como vice-prefeito e atendendo

convite do prefeito Marcelo Barbieri,

a partir de 2013 passou a coordenar a

reunião das políticas de transporte e

de circulação, sempre integrada com

a política de desenvolvimento urbano,

para proporcionar o acesso amplo e


democrático das pessoas ao espaço

urbano, priorizando os modos de transporte

coletivo e os não motorizados, de

forma segura, socialmente inclusiva e

sustentável.

Com liberdade de ação e conhecimento

técnico para aplicar estas políticas

no trânsito de Araraquara, que

já sentia os problemas ocasionados

pelo excesso de veículos, Coca Ferraz

debruçou sobre os estudos, colocando

os índices de acidentes como meta

prioritária: “Com uma cidade planejada

e estruturada tecnicamente, o trânsito

fluirá melhor, vamos proporcionar mobilidade

à população e oferecer as condições

necessárias para o deslocamento

das pessoas”.

Em outras palavras, ele queria dizer

que essa mobilidade daria condições

da pessoa se locomover com facilidade

de casa para o trabalho, do trabalho

para o lazer e para qualquer outro lugar

onde tenha vontade ou necessidade de

estar, independentemente do tipo de

veículo utilizado.

Logo, Coca Ferraz convenceu a comunidade

que “ter mobilidade urbana

é pegar o ônibus com a garantia de que

se chegará ao local e no horário desejados,

salvo em caso de acidentes, por

exemplo. É ter alternativas para deixar o

carro na garagem e ir ao trabalho a pé,

de bicicleta ou com o transporte coletivo.

É dispor de ciclovias e também de

calçadas que garantam acessibilidade

MOBILIDADE HUMANA

aos deficientes físicos e

visuais. E, até mesmo,

utilizar o automóvel particular

quando lhe convir

e não ficar preso nos engarrafamentos”.

Em 2015, ao fazer

um balanço sobre a introdução

da política de

mobilidade urbana, ele

afirmava que conseguira

derrubar pela metade os índices de vítimas

graves no primeiro semestre em

comparação de 2012 a 2014.

Os dados apresentados por Coca foram

colhidos do relatório da Polícia Militar.

As vítimas graves e fatais, segundo

o material, foram as que apresentaram

maior redução no período, com queda

de 51,52% e 46,91%, considerandose

os números relativos (vítimas para

cada 100 mil veículos). Coca apontava

com estes números a receita de sucesso

na cidade e apontava as mudanças

necessárias para o futuro da cidade e

também para as rodovias, que ainda

oferecem altos índices de riscos.

NOVOS NÚMEROS

Em janeiro, Coca Ferraz não escondia

sua euforia, pois estudos realizados

pela Secretaria de Trânsito e Transportes,

com base nas estatísticas de acidentes

da Polícia Militar, apontavam

Ciclovia da Via Parque no Vale do Sol onde mãe e filha fazem parte do belo cenário

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Semana do Trânsito passa a lição do respeito, da cidadania

e da responsabilidade no trânsito para as nossas crianças

que a acidentalidade no trânsito da cidade

continuava em queda.

O índice de acidentes com vítimas

caiu 8,89% de 2014 para 2015. Entre

2012 e 2015, a queda foi de 35,07%.

No triênio 2013-2015, foram evitados

1.156 acidentes com vítimas.

REDUÇÃO DE

VÍTIMAS GRAVES

Houve redução de 10,35% no índice

de vítimas de 2014 para 2015 e de

36,86% no período 2012-2015. No período

2013-2015, foram evitadas que

1.386 pessoas sofressem lesões em

acidentes de trânsito.

Embora o índice de vítimas graves

tenha aumentado em 13,68% de 2014

para 2015, entre 2012 e 2015 houve redução

de 45,97%. No período de 2013 a

2015, foram evitadas lesões graves em

261 pessoas – que, em tese, deixaram de

passar por internação hospitalar.

A redução do índice de vítimas fatais

foi de 23,20% de 2014 para 2015

e de 55,26% no período 2012-2015.

No total foram evitadas 58 mortes no

triênio 2013-2015.

O índice de atropelamentos foi reduzido

em 20,02% de 2014 para 2015 e

em 52,41% entre 2012 e 2015.

“Além de maior segurança, as ações

envolvidas no projeto têm proporcionado

ganhos significativos no tocante

à fluidez do tráfego e à comodidade de

condutores, pedestres e deficientes”,

destaca o coordenador de Mobilidade

Urbana e vice-prefeito Coca Ferraz que

demonstra sua preocupação com as

questões de segurança da população

no trânsito, investindo seus conhecimentos

neste setor.


REVITALIZAÇÃO

Novo prédio da ACIA dará

outra cara ao centro antigo

Nos anos 60, o prédio da Associação Comercial e Industrial

de Araraquara era identificado como Palácio do Comércio e

Indústria. A reforma que vem sendo aplicada inovará a sede,

tornando-a confortável e com critérios de acessibilidade, como

elevador, além de segura pela implantação das normas exigidas

pelo Corpo de Bombeiros.

são sempre obrigatórias em todos os

grupos de estabelecimentos, edificações,

eventos e qualquer empreendimento,

mesmo que temporário. O fator é decorrente

da importância que os materiais de

acabamento e revestimento exercem ao

aumentar a carga de incêndio nos ambientes

e consequentemente os riscos.

Uma das novidades no projeto da

sede da ACIA, fundada em 1934 (em outro

lugar), é o elevador - velha aspiração

de várias diretorias. Na verdade, à diretoria

eleita em 1942 deve-se a aquisição

da sede social, o que motivou o aumento

do quadro associativo, no entanto, com o

passar do tempo, a ACIA foi ficando cercada

de prédios de grande porte. Com isso,

nasceu o sonho de uma sede mais moderna

com alguns andares. A realização

desse sonho chegou com o presidente Jovenil

Rodrigues de Souza que trabalhou

pela compra do terreno entre a entidade

e a antiga sede do Banco Bradesco, imóvel

pertencente a Cecílio Karan, nascendo

o que foi chamado na época, de Palácio

do Comércio e Indústria.

Sucedendo Jovenil Rodrigues de Sou-

A arquiteta Dagmar Bizzinotto explica aos diretores o projeto de reforma da sede da ACIA

A reunião mensal da diretoria da Associação

Comercial e Industrial de Araraquara

em janeiro, serviu para que o presidente

Renato Haddad apresentasse um

relatório sobre o andamento da reforma

e ampliação que vem sendo realizada na

sede da entidade desde o final do ano

passado. “Tenho que agradecer a colaboração

dos diretores, a compreensão dos

associados e o empenho da construtora

contratada para efetuar este serviço que

mostra o nosso interesse em proporcionar

mais conforto e facilidade no atendimento

ao quadro associativo”, destacou.

Para ele, a execução do projeto segue

normalmente o cronograma de obras,

sempre acompanhado pelos diretores,

entre eles, o engenheiro Geraldo José

Cataneu, à frente da comissão, identificando

e quantificando as ações. Na reunião,

Cataneu explicou que é necessário

o trabalho ser conjunto entre a comissão

e a construtora para estabelecer o andamento

da obra, levando em conta os pre-

cedentes para definir a duração de cada

uma das atividades e a sequência lógica

das mesmas.

O projeto é da arquiteta Dagmar Bizzinotto

baseado em equilíbrio financeiro e

normas estabelecidas pelo município e o

Corpo de Bombeiros: “Do antigo auditório

foi retirado o carpete e os revestimentos

laterais que eram feitos de madeira,

comprometendo a segurança”, destacou

a profissional.

Geralmente, a exigência para as

construções comerciais é mais rigorosa

do que para residências unifamiliares.

Isto porque quanto maior o risco às vidas,

conforme o grupo de ocupação e

uso, maior deve ser o rigor na adoção de

materiais que atendam as normativas

de segurança contra incêndios. Exemplo

disso são os locais de reunião de público

que abrangem as escolas, locais religiosos,

grandes eventos, centros esportivos

e clubes sociais. Diferentemente do que

muitas pessoas pensam, as exigências

10

O engenheiro Geraldo José Cataneu faz

parte da comissão designada pela diretoria

para acompanhar o trabalho que deverá

ser concluído em março, sendo um ponto

histórico na trajetória da entidade que

completará em junho 82 anos de fundação


Diretoria da ACIA reunida para discussão do projeto

za, o empresário Vicente Michetti assumiu

a presidência em 31 de janeiro de

1970 e, em sua gestão, o prédio ganhou

novo projeto arquitetônico, agora

com o segundo e o terceiro andares.

Quarenta e seis anos depois é

que a diretoria presidida por Renato

Haddad e companheiros de diretoria,

conseguem colocar em prática um plano

de investimento para tornar a ACIA em

modelo funcional e de bela estética para

tornar mais atraente o antigo centro comercial

da cidade. Para isso algumas

alterações foram efetuadas no projeto,

comenta o presidente: “A copa ao

lado do acesso ao auditório se tornou

banheiro para cadeirantes; o elevador

com 8 lugares também favorecerá os

deficientes, o piso será frio, as paredes

pintadas de acordo com normas de

segurança e a iluminação exigirá led”,

completa.

Genivaldo Luiz da Silva, iniciando o

revestimento com pastilhas no banheiro dos

cadeirantes, um dos benefícios existentes no

projeto de reforma e ampliação do prédio

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HOMENAGEM

Trabalhaste muito, A

Agora, descanse em

Em dezembro, a Kibelanche

completou 54 anos de

atividades; durante pelo

menos 35 anos, funcionou

no principal corredor

comercial da cidade, a

Nove de Julho. Foi lá que

Apparecido Dahab, o Aparício

da Kibelanche, construiu

amizades e consolidou um

empreendimento que é

orgulho para o comércio na

área da alimentação. Foi com

essa força que ele chegou à

presidência da Associação

Comercial e Industrial de

Araraquara em 1978.

Quem não conhecia o seu Aparício

da Kibelanche? Todo mundo. E quem

não conhecia, pelos menos já tinha

ouvido falar. Na verdade, o nome dele

era Apparecido Dahab, filho único de

Tufik Dahab e Bassma Dahab, nascido

somente nove anos após o casamento.

Sua mãe tinha feito uma promessa a

Nossa Senhora Aparecida para engravidar

e quando aconteceu, tinha certeza

que seria uma menina e, claro, se

chamaria Aparecida. Como nasceu um

menino, ela só mudou o ‘a’ para ‘o’.

“Agora, se me perguntar por que sou

chamado de Aparício, eu também não

sei. Todo mundo começou a me chamar

assim e parece que pegou. Só minha

mãe sempre me chamou de Apparecido”,

afirmou, sorrindo em janeiro de

2008, aos amigos.

Apparecido Dahab nasceu no bairro

do Brás, em São Paulo, no dia 2 de

novembro de 1930. Depois, mudou-se

com a família para a Rua 25 de Março.

Posteriormente, o pai Tufik Dahab levou

a esposa e o filho para Rio Preto. E ele

Aparício, gostava de lembrar: “Meu pai

já era comerciante, como todo árabe.

Começou a negociar ou, como se dizia,

mascateava. E o campo de trabalho

para os mascates era melhor no interior

do que na capital”, contava. Lá, ficaram

dois anos.

Em 1941, vieram para Araraquara.

“Porque toda a família da minha mãe e

a do meu pai morava na cidade”, relembrava.

Aqui chegando, Tufik Dahab alugou

exatamente o prédio da Kibelanche.

De acordo com Aparício, eram seis

portas de madeira. O pai ocupou três

delas com a Feira das Meias e as outras

foram alugadas para uma empresa.

Havia uma extensão muito grande

atrás das lojas e a família morava nos

fundos. A Feira das Meias ficava num

local privilegiado na época, em frente

ao Clube 27 de Outubro, com todo o comércio

ao redor.

Aparício Dahab começou a trabalhar

aos 13 anos com um tio chamado

O pai de Aparício, Tufik onde começou com

a Kibelândia em 1941; no detalhe, as seis

portas de madeira do prédio. Em 1961 no

local surgiu a Kibelanche.

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parício.

paz.

Demétrio, que também imigrara

do Líbano, na Casa

Nenê, uma casa de armarinhos

que vendia rendas,

meadas de linha, botões

e muitos produtos infantis.

“Ele foi uma escola para

mim”, afirmava orgulhoso

ao falar de Demétrio.

Depois de alguns anos

na loja, foi chamado para

trabalhar no extinto Banco

Paulista do Comércio. Começou

como office-boy e

trabalhou até chegar a contador,

quando resolveu sair e aceitar

um convite para trabalhar na Móveis

Castelan (móveis e colchões). “Foi uma

extensão porque como já era contador,

entrei na parte administrativa. Devia

ter uns 18 anos, aproximadamente”,

relembrava.

Depois da loja de móveis, Aparício

com 22 anos, foi trabalhar com a tia

Wadia Karan Jabur, irmã de sua mãe

e montaram “A Infantil”, loja de artigos

infantis. “Eu achei interessante a ideia

porque já estava no comércio”, dizia.

Em 1954, Aparício deixou a sociedade

com a tia e foi trabalhar com o pai

na Feira das Meias porque o negócio

estava meio parado. Além das meias, a

loja também vendia confecções e calçados,

um verdadeiro magazine. “O ramo

de calçados era muito ingrato naquela

época, porque o governo resolveu carimbar

o preço nos sapatos. A inflação

era alta. Você vendia fiado e não podia

cobrar nada a mais”, explicava.

Com 25 anos, Aparício casou-se

com Isabelle Bou Assi Dahab, também

de descendência libanesa, em 1956. O

casal teve quatro filhos: Ricardo, Carlos

Alberto, Renato e Cristina.

A KIBELANCHE

Apparecido Dahab, ou

simplesmente Aparício

da Kibelanche

Aproveitando o local em frente o

Clube 27 de Outubro, Aparício decidiu

montar uma lanchonete, até porque

havia carência de uma casa de alimentação

na Rua 9 de Julho. “Começaram

a me chamar de louco, mas acabei

montando. Deixei a loja funcionando

de um lado e do outro lado montei a

lanchonete. Enquanto isso, liquidava os

produtos até encerrar as atividades da

loja”, dizia.

Foi uma ousadia que deu certo. A

inauguração da Kibelanche aconteceu

na véspera do Natal de 1961 e, no ano

seguinte, ocorreu o encerramento das

atividades da Feira das Meias. A lanchonete

começou como Kibelândia,

mas como em São Paulo já havia uma

lanchonete com o mesmo nome, Aparício

mudou para Kibelanche.

A família inteira foi trabalhar na lanchonete.

A luta foi com todo mundo jun-

to. “Minha mãe foi para a cozinha. Meu

pai ficava no caixa e meu filho mais

velho o ajudava. Trabalhávamos todos

e meus filhos cresceram ali. Minha esposa

aprendeu com minha mãe e até

hoje ela ainda está na cozinha da Kibelanche”,

conta. No começo foi uma vida

muito sacrificada. Quando tinha baile

no Clube 27 trabalhávamos até às 6

horas da manhã e no dia seguinte estávamos

abertos para atender o público.

Dentro do comércio de Araraquara

Aparício fez de tudo um pouco: teve a

única fábrica de flâmulas, que na época

estava no apogeu da criação do

silkscreen pra montagem; teve uma

peixaria e uma empresa de construção

de casas; foi dono dos restaurantes

Gimba e Barril, foi presidente do Sindicato

de Hotéis e Similares, presidente

da Associação Comercial, diretor do

Sindicato do Comércio Varejista e também

Juiz Classista.

Com toda essa história feita de lutas

e muito trabalho na cidade, Aparício foi

homenageado com o título de Cidadão

Araraquarense. Porém, recusou-se a ir

receber a homenagem na Câmara, preferindo

o seu escritório.“Mas, não pensem

que se tratou de desprezo à homenagem.

Ao contrário sentiu-se muito

honrado, mas a justificativa foi simples:

“Não gosto de aparecer, já passei dessa

fase”, contou, sorrindo.

E foi com essa humildade que Aparício

partiu no dia 26 de janeiro; acidentado

ao descer de uma escada fraturou

o fêmur e a bacia. Porém, não suportou

a cirurgia, vindo a falecer e levando em

sua bagagem uma história que serve

de inspiração para muitos.

Aparício e Isabelle casaram-se no mesmo dia

que Josef (Zé do Gimba) e Farize (irmã de

Isabelle), em 1956, no Salão Micelli

13

Aparício e Isabelle nos anos 80; uma

felicidade que perdurou por 59 anos


FATOS E FOTOS

MUNICÍPIO PAGA OS PRECATÓRIOS, ATÉ DE EX-PREFEITOS

Roberto Pereira, da Fazenda Municipal

Mesmo com as dificuldades financeiras

enfrentadas pelas prefeituras, Araraquara

encerrou o ano acima da média nacional,

cumprindo com os pagamentos dos seus

precatórios, num valor de R$ 5 milhões.

SABENDO USAR NÃO VAI FALTAR

O presidente da Câmara Municipal, Elias

Chediek, entregou ao prefeito Marcelo

Barbieri cheque de R$ 3.612.831,64

milhões, referente à devolução de parte dos

recursos destinados no orçamento municipal

ao Legislativo em 2015. Em tempos de

austeridade, o prefeito destacou o cuidado

do presidente da Câmara com os gastos

públicos. Via de regra, a devolução de verbas

não utilizadas pela Câmara é normal e uma

forma da presidência mostrar seu lado gestor

e político responsável com o dinheiro público.

NOVO SUPERINTENDENTE DO BB

Francisco Herrero

Martins é o novo

superintendente

regional do Banco

do Brasil. Para ele

atuar na regional

em Araraquara,

que possui 36

agências e abrange

28 municípios, é

uma satisfação e

um crescimento

profissional.

“Araraquara tem

muita energia na

Francisco Herrero

economia, esporte,

educação, cultura e social. Temos as

melhores perspectivas pela frente e estamos

à disposição”, frisou o superintendente.

Natural de Cianorte, no Paraná, Herrero,

passou por Monte Dourado no Pará,

depois Aquidauana, na região do

pantanal sul matogrossense. Há cerca de

17 anos trabalhando no Banco do Brasil,

experimenta no Estado de São Paulo uma

nova fase em sua brilhante carreira.

14

De acordo com o secretário municipal

da Fazenda, Roberto Pereira, o valor dos

precatórios soma dívidas, inclusive, de

prefeitos anteriores, mas, mesmo assim, a

Prefeitura está conseguindo cumprir com

os compromissos. “Em 2014 a prefeitura

estava com uma dívida de R$ 120 milhões

e, agora, conseguimos diminuir em quase

50%; fechamos o ano com a dívida na casa

dos R$ 70 milhões, o que é positivo”, diz

Pereira. Os precatórios são ordens judiciais

de pagamento. É quando um juiz determina,

em última instância, que a Prefeitura pague

algum valor para alguém. Por exemplo,

quando uma pessoa ganha uma ação judicial

contra a Prefeitura e tem que receber o que o

Juiz determinou, o valor vai para precatório.

SUBINDO

A chegada da

iniciativa privada, no

caso a Unimed, para

ajudar a conscientizar

a população no

combate à dengue,

chikungunya e zika,

merece elogios. O

trabalho será em

conjunto com a

Prefeitura, a partir de

ações que envolverão

também, a população

para evitar a

proliferação do Aedes.

DESCENDO

O comércio varejista

fechou o ano de

2015 com queda

média de 8% no

movimento de vendas

frente a 2014. Foi o

pior quadro desde

o início do Plano

Real. O segundo

pior resultado foi em

1999, quando uma

crise levou à retração

média de 5,9%. O

fechamento de lojas

na cidade mostra isso.

MARCA QUE FICA PARA SEMPRE

Dedicação é tudo e

a grande prova foi

dada pela educadora

física e atleta da

Fundesport, Noeme

Pereira, ao vencer

em 25 minutos e 32

segundos a Corrida

de Santo Onofre, na

modalidade geral

feminina. Ela correu 7

quilômetros no último

dia do ano pelas Noeme, a primeira

ruas de Araraquara.

Embora o pedestrianismo não seja tão

popular na cidade, é verdade que por ser

uma corrida tradicional, o público feminino

investe sua energia na prova e aos poucos

o pessoal vai tomando gosto pelo esporte.

Destacar sua vitória, quem sabe, é uma

forma de propagar o esforço da Noeme,

um exemplo para todos.


FRASE

“Enquanto

forem permitidas

campanhas eleitorais

milionárias, haverá

corrupção no

governo, pois alguém

precisará pagar a

Augusto Branco

conta da campanha,

certo? Ninguém doa tanto dinheiro para

uma campanha eleitoral à toa. Não existe

tanto idealismo assim neste mundo, ou a

humanidade não padeceria de tantos males.”

Augusto Branco, nascido em Porto Velho,

filho de dona Rosa e “seo” Raimundo

A frase parece ser direcionada ao ministrochefe

da Secretaria de Comunicação Social

das Comunicações, Edinho Silva, pela

insistência em dizer: “Tudo correto do ponto

de vista jurídico e ético. Estive com dezenas

de empresários durante o processo eleitoral,

e todas as conversas ocorreram dentro da

legalidade.“

UM TÍTULO PARA PAULO SASSI

Merecida a entrega do título de “Cidadão

Araraquarense” ao paulistano Paulo Sassi,

50 anos de idade, diretor do Senai em

Araraquara. Aos 14 anos ele iniciou o curso

de Aprendizagem Industrial de Mecânica

Geral e em seguida de Eletrônica Industrial,

concluindo em 1982 seu 1º Grau na Escola

Senai “Roberto Simonsen”. Foi para Matão

e aos 17 anos começou a trabalhar na

Marchesan, depois Baldan, Bambozzi,

Citrosuco e Marchesan novamente. Concluiu

o Ensino Médio com Habilitação Plena

em Mecânica em 1990. Em fevereiro de

1995 voltou ao Senai, desta vez como

funcionário. Trabalhava durante o dia na

Marchesan e lecionava mecânica à noite no

Senai Araraquara. Em 1996 foi convidado

a trabalhar como Instrutor de Mecânica

Geral e em seguida Coordenador Técnico

e Pedagógico. Seis meses depois já tinha

um novo desafio: estruturar o Senai Matão,

inaugurado em setembro de 1996, tornandose

unidade autônoma no início de 2000. A

partir daí assumiu a Direção da nova Escola,

voltando ao Senai Araraquara em agosto de

2008. Aos 20 anos

de idade conheceu

Joelma, com quem

se casou 9 anos

mais tarde, em

1995. Dessa união

nasceram Carolina

e Gabriela.

Paulo Sassi, agora

“Cidadão Araraquarense”

15


INDÚSTRIA

Cidade pode ser um

pólo metroferroviário

No dia 18 de março, uma sexta-feira, a Hyundai Rotem

iniciará oficialmente as operações fabris na sua nova unidade

em Araraquara. Os trabalhos administrativos começaram

antes.

Com um brilhante passado histórico

ferroviário, Araraquara parece predestinada

a resgatar uma atividade que

a tornou forte economicamente no começo

do século XX, com a implantação

da Companhia Paulista de Estradas de

Ferro e Estrada de Ferro Araraquara, a

partir de Rio Claro. Na época, além de

levar passageiros em carros de primeira

e segunda classe, as companhias

transportavam o café colhido nos 16

milhões de pés plantados na região.

A implantação da EFA teve início em

9 de novembro de 1896, sendo que

seu projeto inicial seria a ligação de

Araraquara com a então Vila de Ribeirãozinho

(hoje Taquaritinga) em um total

de 82 quilômetros. Em 1 de outubro

de 1898 foi inaugurado o trecho inicial

entre Araraquara e Itaquerê (hoje Bueno

de Andrade), com 25 quilômetros de

extensão. No ano seguinte a linha atingiria

Matão e somente em 7 de dezembro

de 1901 chegaria a Taquaritinga,

concluindo o projeto inicial.

Posteriormente a ferrovia foi sendo

ampliada, mas devido aos problemas

financeiros ocorridos em 1902 e 1912

na EFA (que culminaram na falência da

empresa e sua encampação pelo estado

de São Paulo 1919), a ferrovia, que

chegaria em 1912 em São José do Rio

Preto, teve sua expansão paralisada

por 21 anos.

Nas décadas de 30, 40 e 50 a companhia

recebeu pesado investimento

do Estado. As obras de expansão foram

retomadas em 1933, sendo concluídas

em 1952 quando a linha alcançou Presidente

Vargas (atual Rubinéia), situada

às margens do Rio Paraná. Após ter sua

expansão concluída, foram iniciadas

obras de retificação de trechos, modernização

de estações existentes e abertura

de novas estações, aquisição de

novo material rodante e rebitolamento

das vias (de 1,00m para 1,60m) para

integrar a malha da EFA à Linha Tronco

da Companhia Paulista que possuía bitola

de 1,60m. Em 10 de novembro de

1971 a Estrada de Ferro Araraquara foi

absorvida pela Fepasa.

RETOMADA

No início de janeiro ao receber o

diretor presidente Sungha Jun e o diretor

de projetos Taedong Kim, ambos

da Hyundai Rotem, o prefeito Marcelo

Barbieri disse a eles que “a instalação

da Hyundai Rotem coloca Araraquara

na vanguarda pela retomada dos

serviços ferroviários no Brasil e pode

transformar o município em um pólo

A foto pertencente à

coleção de Alberto

Henrique Del Bianco,

mostra carro de

passageiro de aço

carbono construído

nas Oficinas da EFA

em Araraquara, na

década de 40. A

Hyundai retoma a

história

16

O novo presidente da Hyundai Rotem Brasil,

Sungha Jun, em janeiro, se apresentou ao

prefeito Marcelo Barbieri, em Araraquara.

Jun ficará na cidade

metroferroviário”. Marcelo citou ainda a

Randon, fábrica de vagões e de semirreboques

canavieiros que está sendo

instalada na cidade.

Sungha Jun e Taedong Kim disseram

que tinham conhecimento deste

perfil ferroviário de Araraquara e anunciaram

a inauguração oficial da fábrica

de Araraquara, localizada próximo à

região do Jardim das Hortênsias, para

o próximo dia 18 de março. Na oportunidade

também foram discutidos os

detalhes sobre o acesso alternativo à

planta da empresa em Araraquara a

partir da SP–255, ou Rodovia Antônio

Machado Sant’Anna. O acesso definitivo

está previsto para ser entregue até o

final do ano.

A instalação da empresa sul-coreana

no município, segundo o prefeito,

vai permitir que Araraquara dê um salto

maior na qualidade de vida da população,

com a geração de empregos e renda

e o aumento futuro no repasse de

ICMS, via Estado.


A tecnologia torna a

Hyundai uma empresa

de ponta na fabricação

de trens. A expectativa

por novos empregos

em Araraquara é uma

boa notícia para o

setor, que ainda está

mergulhada na crise.

Alta Tecnologia

Com investimento inicial de US$ 40

milhões, em uma área superior a 21 mil

metros quadrados e tecnologia de ponta,

a planta de Araraquara será a segunda

maior fábrica da Hyundai Rotem

no mundo e a primeira no Brasil, visando

atender também a América Latina.

A empresa já tem contrato para

produção de 240 carros para a CPTM

(Companhia Paulista de Trens Metropolitanos)

e 112 carros para o Metrô de

Salvador. Enquanto a sua planta industrial

não é inaugurada, a Hyundai Rotem

deu início à produção em um dos

barracões anexos à fábrica da Iesa.

O lançamento da pedra fundamental

ocorreu em abril de 2015, com a

presença na cidade do governador Geraldo

Alckmin, além de executivos da

multinacional e de diversas outras autoridades.

A vinda da Hyundai Rotem é considerada

uma das ações mais importantes

do prefeito Marcelo Barbieri, propiciando

o início da implantação de um

novo pólo metroferroviário.

17


Quatro de junho de 1968. Raul Aranda

Amado enfrenta o frio que castiga

Araraquara naquela terça-feira, bem

cedo, e sai para a entrega de mais uma

encomenda de impressos. Ele pega a

sua nota fiscal de número 3779 e diz

que volta logo. Eram 20 talões de notas

B-1 e 5 talões de notas B-2 a serem

entregues a Luis Delfini, na Rua 9 de Julho,

proximidades do Jardim Primavera. Raul

sabia que por aquele serviço receberia

NCr$ 60,00 (sessenta cruzeiros novos). Na

verdade “os cruzeiros antigos tinham saído

de circulação um ano antes (08/02/1967),

e a economia caminhava para sua

aceleração em plena ditadura militar.

Pacientemente ele até deu um exemplo

aos seus funcionários na gráfica: Cr$

Se você tem histórias

para contar sobre o

comércio da cidade,

entre em contato

com nossa redação:

3336.4433.

Pesquisa: Roberto Dolfini

4.750 (quatro mil, setecentos e cinquenta

cruzeiros) passou a expressar-se NCr$ 4,75

(quatro cruzeiros novos e setenta e cinco

centavos). Mas ainda que ocorresse essa

transformação as coisas caminhavam bem,

dizia ele. De imposto sobre a nota dos

talões ele sabia que teria que pagar pouco

mais de dez cruzeiros novos.

Por mais de 50 anos foi esta sua vida

dentro da Gráfica Globo, confecionando

impressos comerciais, prospectos, panfletos

e catalogos como a própria propaganda

sua indicava. Localizada na Avenida

José Bonifácio, 309 e 313, a gráfica

se completava com a Papelaria Globo,

atendendo nos anos 60 pelo telefone 3427

e a Caixa Postal 241.

O tempo passou para ele. Seu falecimento

em 2002 causou tristeza na cidade pois

Raul era estimado por todos. Contudo,

o que ele criou continua com a mesma

seriedade nas mãos do seu filho que tem

por homenagem o mesmo nome: Raul. A

marca - Gráfica Globo, continua forte e

representa nos meios gráficos o que há de

melhor. Um orgulho para Araraquara.

18


Paulo Hoff, Ricardo Madalena, Gilberto Chierice, Salvador Neto e Roberto Massafera em

encontro no Núcleo de Pesquisa do Instituto do Câncer

Há mais de 20 anos, Gilberto Chierice,

professor aposentado da USP faz a pesquisa

NA ROTA DO MILAGRE

Massafera diz: “Pílula do câncer

será produzida a partir de março”

O governador Geraldo

Alckmin libera R$ 2 milhões

pesquisas e já anuncia

que a partir de março o

medicamento começará a ser

testado e depois liberado para

atender 13 mil pacientes que

recorreram à Justiça.

O deputado estadual Roberto Massafera

confirmou que a fosfoetanolamina

sintética, substância também

chamada de pílula do câncer e uma

promissora arma contra a doença, deve

estar disponível para pesquisa nos próximos

30 dias.

No final de janeiro, Massafera participou

de duas importantes reuniões,

uma no Palácio Bandeirantes com o governador

Geraldo Alckmin e o secretário

de Estado da Saúde, David Uip; e outra

com o diretor do Instituto do Câncer

do Estado de São Paulo, Dr. Paulo Hoff.

Ele esteve acompanhado dos pesquisadores

da USP São Carlos, Gilberto

Chierice e Salvador Claro Neto; do deputado

estadual Ricardo Madalena e

do deputado federal Lobbe Neto; além

do prefeito de São Carlos, Paulo Altomani.

O governo está decidindo qual laboratório

vai produzir a substância. O PDT

Pharma, de Cravinhos, e o Cristália, de

Itapira, devem atender as normas e

certificações da Anvisa (Agência Nacional

de Saúde) como o BPF (Boas Práticas

de Fabricação).

A produção da fosfoetanolamina

visa atender, inicialmente, as atividades

de pesquisa que serão capitaneadas

pelo ICESP. O governador Geraldo

Alckmin liberou R$ 2 milhões para testes

e pesquisas que envolverão até mil

pacientes de câncer.

À medida que as pesquisas avançarem,

a substância poderá ser liberada

19

para atender a cerca de 13 mil pacientes

que aguardam na Justiça a liberação

de liminares que autorizem o uso

da fosfoetanolamina. O Ministério da

Saúde já aceitou o chamado uso compassivo

da substância ainda em fase

de testes. “O resultado dessa pesquisa,

se positivos, pode transformar a Saúde

em todo o mundo. Corajosamente,

o governador Geraldo Alckmin está colocando

toda infraestrutura do Estado

e conhecimento científico necessários

nesse projeto”, reconheceu Massafera,

enaltecendo a conduta do governador.

Paulo Hoff, Salvador Neto, Lobbe Neto, Ricardo Madalena, Geraldo Alckmin, Gilberto Chierice,

Roberto Massafera e Paulo Altomani, reunião no Palácio dos Bandeirantes


ECONOMIA

Quem é que não adora um feriado

prolongado? Comerciante não gosta.

Alguns setores da economia

não veem com bons olhos

estas datas. Para o comércio,

por exemplo, estes feriadões,

como aconteceu no ano

passado, representam perdas

nas vendas e despesas a serem

pagas. Em 2016, serão seis

feriados prolongados.

Para quem gosta de viajar ou aproveitar

feriados prolongados para descansar,

2015 foi um ano generoso. Afinal,

em média, doze feriados, incluindo

os nacionais e de aniversários municipais,

caíram em segundas, terças, quintas

ou sextas-feiras, situação que para

muitos permite uma folguinha extra. No

entanto, o próximo ano tem um panorama

bem diferente. De fato, diz o presidente

do Sincomercio, Antônio Deliza

Neto, pois como é um ano bissexto, ou

seja, que tem 366 dias, um a mais do

que os anos normais (29 de fevereiro),

a sequência dos feriados sofre algumas

alterações.

Renato Haddad,

presidente

da ACIA

É como se em anos comuns, um

feriado que caiu em uma segunda, por

exemplo, no ano seguinte cairá na terça.

A cada quatro anos, essa sequência

pula dois dias, ao invés de um. O objetivo

desta alteração é manter o calendário

ajustado com a translação do planeta

Terra, movimento feito ao redor do

Sol. É por isso então que, diferente de

2015, 2016 será um ano com menos

feriados passíveis de emendas.

Quando questionado se para o comércio

será bom ou ruim, Toninho Deliza

é categórico: “Feriado prolongado

atrapalha e bastante as vendas”. Ele

explica que, por ser prolongado, são

dias em que o comerciante continua

tendo despesas e não entra venda.

Já o presidente da Associação Comercial

e Industrial de Araraquara, Renato

Haddad, entende que no Brasil a cultura

de transformar as datas festivas em feriados

está na contramão do mundo moderno

que hoje vivemos, pois a economia

está globalizada e o custo de produção

do nosso país é o maior do mundo.

Renato Haddad explica ainda que

temos obtido um crescimento importante

na área de serviços e também

que há um número expressivo de franquias

se instalando em nossa cidade:

“Mas notamos um perfil muito claro

dos nossos consumidores que buscam

sempre o melhor produto e serviço”,

completa o dirigente.

Para driblar as perdas, o presidente

do Sincomercio, Toninho Deliza, acon-

20

Toninho

Deliza, do

Sincomercio

,

O comerciante diz que o

ano será caracterizado por

custos altos, mercadorias

mais caras e volume

de vendas menor. O

faturamento até pode

ficar maior por causa do

aumento das mercadorias.

Mas os volumes vendidos

e as margens serão bem

menores.,


DIAS DE FOLGA EM 2016

FEVEREIRO

MARÇO

ABRIL MAIO MAIO

JULHO

9 (terça-feira)

25 (sexta-feira)

21 (quinta-feira)

1º (domingo)

26 (quinta-feira)

9 (sábado)

CARNAVAL

SEXTA-FEIRA

DA PAIXÃO

TIRADENTES

DIA DO

TRABALHO

CORPUS

CHRISTI

REVOLUÇÃO

CONSTITUCIONALISTA

AGOSTO

SETEMBRO

OUTUBRO

NOVEMBRO

NOVEMBRO

NOVEMBRO

DEZEMBRO

22 (segunda-feira)

7 (quarta-feira)

12 (quarta-feira)

2 (quarta-feira)

15 (terça-feira)

20 (domingo)

25 (domingo)

ANIVERSÁRIO DE

ARARAQUARA

INDEPENDÊNCIA

DO BRASIL

DIA DE NOSSA

SENHORA APARECIDA

FINADOS

PROCLAMAÇÃO

DA REPÚBLICA

DIA DA CONSCIÊNCIA

NEGRA

NATAL

FERIADOS PROLONGADOS

FERIADOS COMUNS

selha que a empresa planeje seu fluxo

financeiro, visualizando os feriados já

estabelecidos para não ficar inadimplente

com seus fornecedores, uma

vez que a loja fica fechada com as despesas

que não param.

Em 2015, os comerciantes deixaram

de faturar bem mais. A perda foi de

12,6% a mais do que a prevista, com

muitas lojas fechando, ainda que em alguns

setores o índice tenha sido menor.

Os varejistas de acordo com os estudos

também não tiveram coragem de

investir tendo em vista a queda das vendas,

e a rentabilidade adquirida acabou

se transformando apenas em garantia

de caixa para despesas emergenciais.

Neste ano, assegura Toninho Deliza,

em um ano difícil, de recessão,

é temeroso comentar como serão as

vendas. Contamos com um número

menor de feriados que num momento

assim, pode ser visto como ponto favorável.

Da mesma forma raciocina Renato

Haddad, presidente da ACIA. Contudo

se mostra mais espeançoso pelo perfil

do brasileiro em acreditar que o amanhã

dará certo: “Embora mergulhada

em crise e com pouco dinheiro circulando,

a economia mostra que o consumidor

terá que se adequar à realidade;

o empreendedor também”.

21


SIMPLES NACIONAL

Começa a vigorar a Certificação Digital

para empresas com até oito funcionários

Medida teve início em janeiro

e pouca divulgação foi dada

sobre a exigência, devendo

apanhar muitas empresas

desprevenidas neste começo

de ano. A certificação digital

pode ser feita na Solssia

Corretora de Seguros que

conta com profissionais e

aparelhamento técnico para

executar todo processo.

Sérgio e Mauro,

da Solssia Corretora

de Seguros e

Certificação Digital

O diretor Mauro Solssia, da Solssia

Corretora de Seguros e Certificação

Digital, está alertando comerciantes

e industriais sobre as diretrizes da resolução

125 do CGNS (Comitê Gestor

do Simples Nacional), que desde 1º de

janeiro, a Certificação Digital passou a

ser obrigatória também para empresas

optantes pelo Simples Nacional com

mais de oito funcionários. “Até 31 de

dezembro, a obrigatoriedade era válida

para empresas do Simples Nacional

com mais de 10 empregados”, recorda

Mauro, que se diz preocupado com a

divulgação das informações, pois, não

tem visto orientação neste sentido.

“Muita gente pode ser surpreendida

por isso”, alertou.

No caso de empresas do Simples

Nacional, a certificação digital poderá

ser exigida para entrega da GFIP (Guia

de Recolhimento do Fundo de Garantia

do Tempo de Serviço e Informações à

Previdência Social); para recolhimento

do FGTS; ou para declarações relativas

ao eSocial (Sistema de Escrituração

Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias

e Trabalhistas). “A cada dia

que passa a certificação digital tem se

tornado um documento fundamental e

essencial para a vida do empresário”,

afirma o dirigente ao lembrar de que

a Solssia é uma das principais certificadoras

da região. “Estamos bem desenvolvido

nesta área, proporcionando

agilidade na renovação e de novas certificações”,

comentou.

A certificação digital também poderá

ser exigida para entrega aos Estados

das informações relativas à substituição

tributária, diferencial de alíquota ou recolhimento

antecipado do ICMS, desde

que a empresa já esteja obrigada à

emissão de documento fiscal eletrônico.

“A assinatura digital com validade jurídica

para garantir proteção às transações

eletrônicas, além de agilizar e desburocratizar

processos, a Certificação Digital

garante segurança graças à tecnologia

de algoritimos criptografados, o que dá

a confidencialidade e a integridade das

informações”, lembra Mauro Solssia, ao

apontar a infraestrutura criada na empresa

para o atendimento público na

cidade e região. “Temos equipamentos

específicos, pessoal treinado, espaço

adequado e atendimento personalizado”,

apontou o diretor.

22

A Solssia Corretora de

Seguros, na Av. Bento

de Abreu, 914, faz a

emissão de certificado

digital, bem como atua

na área de consórcios

de carros, casas,

apartamentos, caminhões

e equipamentos.

A empresa em julho estará

completando 30 anos de

atividades, constituindo-se

numa das seguradoras

mais conceituadas em

nosso País.

Outro detalhe alertado

por ele, é que a

partir de 1º de julho,

a norma passa a valer

também para empresas

optantes pelo

Simples Nacional com

mais de 5 empregados.

Existem vários tributos

com a certificação digital

como: E-CPF - Certificado Digital

ICP-Brasil emitido para pessoa física,

oferecendo validade jurídica; E-CNPJ

- Certificado Digital ICP-Brasil emitido

para empresas, oferecendo validade

jurídica; CT-E - Certificado Digital ICP-

Brasil utilizado para assinatura do conhecimento

de transporte eletrônico;

Conectividade Social - certificado digital

ICP-Brasil para acesso ao Conectividade

Social ICP; SSL - certificados digitais

SSL destinam-se a autenticar Servidores

Web e Criar Canais Criptográficos.


Em média circulam diariamente pela

Prefeitura 1.700 pessoas

Jornada reduzida começou

em setembro de 2015 e se

encerraria em 31 de janeiro

deste ano; medida gerou

economia aos cofres públicos.

NADA MUDA

Prefeitura mantém atual

horário de funcionamento

A Prefeitura de Araraquara publicou

no final de janeiro, portaria e decreto

que estendem o atual horário de funcionamento

das repartições públicas

da Administração Municipal até o dia

31 de maio de 2016. A jornada de trabalho

dos servidores públicos no período

da manhã continua das 7h às 13h,

e o atendimento ao público nos prédios

que funcionam neste período acontece

das 7h15 às 12h45.

Os locais que realizam atendimento

no período da tarde, como é o caso do

Paço Municipal, o horário de funcionamento

prossegue das 12h às 18h, e o

horário de atendimento ao público também

não sofreu alteração, ocorrendo

das 12h15 às 17h45.

Já o horário de funcionamento das

unidades básicas de saúde, Unidades

de Pronto Atendimento (Upas), creches

e escolas municipais não sofreram alterações.

Os novos horários estão em vigor

desde setembro de 2015 e contribuíram

para a economia de pelo menos

R$ 1 milhão aos cofres públicos municipais,

com a redução de gastos com

horas extras, combustível, telefone e

energia elétrica.

A redução da jornada de trabalho

para seis horas diárias dos servidores

municipais, e consequente redução de

gastos e insumos, é necessária devido

ao atual quadro econômico do país, devido

à queda nos repasses efetuados

pelos governos Federal e Estadual às

prefeituras, entre eles, o FPM.

Mais informações:

www.araraquara.sp.gov.br

23


DIREITO

Validade dos atestados médicos

O atestado médico que

justifica faltas e afastamento

de funcionários por motivos

de doença, continua sendo

um dos assuntos polêmicos

dentro do Direito Trabalhista.

Dentre as situações em que a falta

do empregado é considerada justificada,

a motivada por doença sempre traz

dúvidas para os empregadores, que

muitas vezes desconhecem as regras

que cercam o tema.

Em conformidade com o artigo 6º,

letra “f” da Lei Federal nº 605/49, o

empregado que faltar ao trabalho por

motivo de doença, devidamente comprovada

por atestado médico, não poderá

sofrer descontos no salário e no

Descanso Semanal Remunerado.

O § 2º do mesmo artigo traz ainda

a ordem preferencial de aceitação dos

atestados médicos. Senão vejamos:

“A doença será comprovada mediante

atestado de médico da instituição

da previdência social a que estiver

filiado o empregado, e, na falta deste e

sucessivamente, de médico do Serviço

Social do Comércio ou da Indústria; de

médico da empresa ou por ela designado;

de médico a serviço de representação

federal, estadual ou municipal incumbido

de assuntos de higiene ou de

saúde pública; ou não existindo estes,

na localidade em que trabalhar, de médico

de sua escolha.”

Reconhecendo a validade da referida

lei, o Tribunal Superior do Trabalho

- TST editou a Súmula nº15:

“A justificação da ausência do empregado

motivada por doença, para a

percepção do salário-enfermidade e

da remuneração do repouso semanal,

deve observar a ordem preferencial

dos atestados médicos estabelecida

em lei”.

Por sua vez, a Lei Federal nº

8.213/91, regulamentada pelo Decreto

nº 3.048/99 revogou a ordem preferencial

estabelecida na Lei nº 605/49,

determinando que caso a empresa possua

serviço médico próprio ou se utiliza

de serviço médico com o qual mantém

convênio, o exame do empregado será

feito pelo respectivo serviço até os 15

primeiros dias. Esse entendimento também

é o do TST, em conformidade com

a Súmula nº 282:

“Ao serviço médico da empresa ou ao

mantido por esta última mediante convênio

compete abonar os primeiros 15

(quinze) dias de ausência ao trabalho”.

Dessa forma, a legislação estabelece

que se o empregador possui serviço

médico próprio ou mediante convênio,

não está obrigado a aceitar atestados

médicos emitidos pelos demais órgãos

constantes da lista de ordem preferencial,

salvo se constar de modo diverso

na Convenção Coletiva de Trabalho da

categoria.

Contudo, é necessário ter bastante

cautela, pois existem diversas decisões

dos Tribunais Trabalhistas no sentido

de reconhecer ao trabalhador o direito

de apresentar qualquer atestado médico,

na impossibilidade de se recorrer

ao serviço médico da empresa ou do

convênio.

É importante frisar que o empregador

deve se atentar às Convenções Coletivas

de Trabalho, que podem conferir

regras especiais quanto à aceitação de

atestados médicos/odontológicos, e a

recusa de atestados deve ser feita cuidadosamente,

visto que poderá resultar

em demandas judiciais.

Ainda, segundo a portaria nº

24

Dra. Thaís Costa Domingues

Advogada do SINCOMERCIO Araraquara

3.291/94 do Ministério da Previdência

e Assistência Social – MPAS, o atestado

deve conter o tempo de dispensa concedida

ao paciente, por extenso e numericamente;

a assinatura do médico

ou odontólogo sobre carimbo do qual

conste nome completo e registro no

respectivo Conselho Profissional e o início

da dispensa deverá coincidir obrigatoriamente

com os registros médicos

relativos à doença ou ocorrência que

determinou a incapacidade.

Já o Código Internacional de Doença

- CID, só poderá constar no atestado

médico com a concordância expressa

do paciente, segundo o que dispõe

a Portaria nº 3.370/84, também do

MPAS.

Por fim, vale lembrar que as Convenções

Coletivas de Trabalho firmadas

entre o SINCOMERCIO ARARAQUARA e

os sindicatos profissionais disponibilizadas

no site www.sincomercioararaquara.com.br

trazem cláusulas que

tratam dos atestados médicos e odontológicos,

bem como outras disposições

acerca de faltas do empregado.


SIMPLES NACIONAL

Inadimplência cresceu 7,5%

em 2015 em Araraquara

A quantidade de consumidores

com contas a pagar aumentou

na comparação com meses

anteriores em nossa cidade.

Além da piora na confiança do

consumidor, a aceleração da

inflação e o aumento nas

taxas de juros prejudicaram a

capacidade de pagamento.

A inadimplência em Araraquara, medida

pelo número de inclusões de débitos no

SCPC (Serviço Central de Proteção de Débito)

avançou 15,5% no mês de novembro

na comparação ao mesmo mês de 2014.

Foram 33.341 inclusões de débitos não

quitados, contra 28.866. Mesmo que haja

uma queda de 4,8% em relação aos números

de outubro, devido a sazonalidade

é mais factível a comparação interanual.

No acumulado de onze meses de 2015,

contra mesmo período do ano anterior,

há um avanço de 7,5% da inadimplência

local. São quase 340 mil novos débitos registrados

no SCPC da cidade. A exclusões

de débitos, ou seja, aqueles presentes

no sistema e que foram pagos, também

aumentaram: +13,8%. Foram cerca de

300,5 mil débitos pagos.

MOVIMENTAÇÃO DE DÉBITOS DO SCPC ARARAQUARA

Período

Janeiro

Fevereiro

Março

Abril

Maio

Junho

Julho

Agosto

Setembro

Outubro

Novembro

Dezembro

TOTAL

Inclusões de débitos

2014

22.993

24.701

27.644

31.235

27.448

27.057

26.278

35.917

33.750

29.571

28.866

-

315.460

2015

23.327

29.142

28.657

30.036

31.727

34.136

29.131

31.129

33.304

35.014

33.341

-

338.944

Jaime Vasconcellos, do Sincomercio

Segundo o economista Jaime Vasconcellos,

a inadimplência registrada

em Araraquara não cedeu o ano todo.

O Núcleo de Economia do Sincomercio

desde 2013, vem alertando o aumento

do número absoluto de débitos não

quitados na economia araraquarense.

Ainda que exista desaceleração deste

crescimento, já que naquele ano

houve avanço de 45%,

em 2014 +25% e em

2015 aos patamares de

+7,5%, neste ano entraram

até novembro,

2015 40 mil débitos a mais

Exclusões de débitos

2014

18.038

20.892

24.131

21.976

25.880

26.275

23.707

26.762

26.680

24.846

24.917

-

264.104

23.327

18.616

26.164

27.670

28.344

28.487

29.378

23.230

31.671

24.973

38.607

-

300.467

Fonte: FACESP/SCPC

Comércio, o mais afetado pela crise

que não foram honrados, em relação

aos que foram pagos e saíram do SCPC.

Tal realidade demonstra o corrosivo

movimento do orçamento familiar, que

migra do status de “endividado” para

“inadimplente”. A combinação de inflação

elevada, juros altos, massa salarial

e emprego em queda, auxilia o avanço

da inadimplência, principalmente em

relação aos anos anteriores. Os dados

de dezembro e de 2016 permanecerão

elevados, já que tais variáveis determinantes

do consumo e poder de pagamento

das famílias não deverão se alterar

rapidamente.

Vender no caderno

ou confiar na

palavra do cliente

já ficou no passado.

A quantidade de

cheques sem fundos

mostra a situação

do nosso comércio

em função da crise

econômica brasileira.

25


VAREJO

Empresários da cidade

foram à feira em NY

Maior evento do varejo no

mundo, mostra uma análise da

evolução do comportamento

do consumidor onde são

detectados sete princípios de

Engajamento do Consumidor

nesses tempos atuais,

entre eles Transparência,

Simplicidade na Comunicação

e Troca de Valor.

De diplomacia, confiança, valores,

passando pela Copa do Mundo e as

Olimpíadas no varejo brasileiro, até as

lições empresariais no fracasso e as

novas realidades em união de marca

– todos esses assuntos estiveram no

centro das atenções da NRF Retail’s

Big Show 2016, realizada em janeiro,

em Nova York.

Segundo Antonio Deliza Neto, presidente

do SINCOMERCIO Araraquara,

um dos participantes do evento, a 105ª

edição reuniu 35 mil participantes com

representantes de 80 países, 300 palestrantes

em 150 conferências, entre

palestras, sessões e painéis. Dados

não oficiais indicam que cerca de 1.100

brasileiros participam do NRF Big Show

este ano.

Para o dirigente do SINCOMERCIO,

tomar parte da feira é ir ao encontro

do que está acontecendo de novo no

mercado varejista mundial. “Pudemos

acompanhar palestras como de Mattew

Shay, presidente da NRF, que lembrou:

“é importante que as empresas revisem

seus negócios”.

Toninho Deliza visitando a sede

da Microsoft, em Seattle, sexto

porto mais movimentado dos

Estados Unidos, servindo como

importante porta de entrada

para o comércio com a Ásia

Shay, lembra Toninho, destacou a

importância das empresas revisarem

seus negócios, a exemplo do que fez a

própria NRF no seu Big Show. Para ele,

é preciso olhar para o passado, resgatar

os acertos e também se preparar

para o futuro.

Em uma outra palestra, Colin Powell,

ex-secretário de Estado norte-americano,

falou a respeito de “Diplomacia,

confiança e valores”. Powell contou que

o varejo foi o início de sua trajetória

profissional, quando por mais de sete

anos, trabalhou no verão e nas férias

antes de ingressar na faculdade, e

como isso refletiu em seu desenvolvimento

profissional.

A palestra também trouxe insights

sobre estilo de liderança e formas simples

de buscar o engajamento das equipes,

se apropriando da experiência do

ex-militar ao liderar diversas equipes. A

frase de encerramento da palestra de

Powell foi bastante impactante: “’Eu

sou produto de todo mundo que passou

na minha vida’. Por isso é importante

refletirmos sobre a busca constante de

boas pessoas ao nosso redor, pois o

impacto no seu desenvolvimento será

relevante”, disse o curador.

VISITAS

Toninho Deliza ressalta que a visita

da delegação brasileira à NRF Retail’s

Big Show 2016 em Nova Iorque onde

se realiza a feira e a Microsoft que está

em Seattle, foi de vital importância

para novos conhecimentos.

No Retail Experience Center são

desenvolvidas as tecnologias buscando

soluções exclusivas para o trabalho varejista

“Estivemos no REC – Retail Experience

Center que apresenta experiências

diferenciadas para consumidores

multicanal, que usam a internet móbile

através de smartphones e tablets em

todo o ambiente de varejo”, comenta o

presidente do SINCOMERCIO.

O REC, complementa Deliza, é um

ambiente interativo totalmente funcional,

apresentando exposições em seu

interior e formas poderosas para cortar

custos, gerar ganhos de eficiência,

simplificar as operações e promover e

vender mercadorias.

Área de exposição da NRF Retail’s Big Show

que teve mais de mil brasileiros

26

Empresários Antonio Deliza Neto (Pipocopos),

Felipe Moura (Moura Informática), Cristina

Deliza (Casa Deliza) e Marcela Deliza em NY


NRF BIG SHOW

A maior feira de

varejo do mundo

A JN Moura Informática

novamente foi buscar o que

há de mais moderno para

o varejo na feira de Nova

Iorque, que reúne milhares de

empresários de todo o mundo.

Felipe Moura em sua visita à sede da Microsoft

Na foto, Paulo Marcelo Tavares Ribeiro,

Felipe Moura e Alexandre Nunes Robazza

em recepção no espaço do Sebrae e da

Facesp na NRF.

27

A edição 105 da NRF (National Retail

Federation) teve um participante especial

para nós de Araraquara: Felipe Moura,

da Moura Informática. Ele acompanhou

no período de 17 a 20 de janeiro, palestras,

networking e exposições voltadas

a discutir e apresentar inovações, tendências

e novas tecnologias para driblar

as necessidades do comércio e atender

o “novo cliente” que já possui um computador

no seu bolso, conhece todas as

especificações técnicas do produto que

deseja, procura um atendimento personalizado,

não pode mais esperar longos

prazos para as entregas e busca vivenciar

no momento da compra, uma experiência

fabulosa sem gastar muito.

Segundo Felipe Moura, diretor comercial

da JN Moura, uma das tendências

muito discutidas nessa edição é o Omnichannel,

ou seja, o cliente pode comprar

na loja física, loja virtual, e-commerce,

mobile commerce, TV commerce, social

commerce (mídias sociais) e até mesmo

um vendedor porta em porta. O produto

deve explorar todos os canais de vendas

possíveis. Entretanto, não adianta somente

adicionar canais de vendas aos

produtos. É preciso adicionar uma experiência

sensorial em todos esses canais.

O consumidor não distingue mais o online

do off-line, pois quando está on-line,

compartilha e valida suas opiniões com

amigos, pesquisando e desenvolvendo o

que acha do produto. Para Felipe, a tecnologia

é uma grande aliada nesse processo.

Em 2015 o evento reuniu 35 mil pessoas

de mais de 80 países e uma tendência

muito discutida foi a “Internet das

Coisas”, que tem como objetivo conectar

smartphones, aparelhos domésticos e

itens usados do dia a dia à internet. Uma

das tecnologias apresentadas foi a RFID

(Radio-Frequency Identification) que é

uma alternativa ao tradicional código de

barras e possibilita que grandes estoques

sejam contados em minutos. Nesse

mesmo ano a JN Moura integrou os seus

softwares de gestão à tecnologia RFID.

“O grande objetivo de integrar nossos

softwares a essa tecnologia, foi proporcionar

aos grandes e pequenos comércios,

a possibilidade de controlar o estoque

com uma contagem muito rápida

e, na verdade, conseguimos muito mais

que isso”, explica Felipe Moura. “Além de

apresentar essa tecnologia na loja modelo

Itinerante do Sebrae em 2015, como

uma inovação que otimiza o funcionamento

do estabelecimento em diferentes

aspectos, do atendimento ao controle de

estoque, implantamos um sistema para

controle de processos de produção da

Lupo e fomos premiados com o XVIII Prêmio

de Automação para Controle de Ativos

EPC/RFID”, comenta Felipe.

Nesse momento, pós-NRF, a empresa

está discutindo quais tendências nortearão

a integração das novas tecnologias

aos seus softwares, visando sempre nas

melhorias que estas poderão agregar ao

varejo. Já prometem e oferecem o serviço

de manutenção das informações dos

clientes em bancos de dados nas nuvens

(internet) para reduzir ao máximo

a vulnerabilidade dos dados e acesso

de informações gerenciais em qualquer

lugar do mundo. Cá entre nós, também

já desenvolveram e estão aprimorando

tecnologias com os dispositivos de BLE

(Bluetooh Low Energy), também conhecidos

como Beacons, que oferecem muitos

recursos para personalizar a venda para

o cliente. Por exemplo, o dispositivo se conecta

ao celular do cliente e pode enviar

ofertas de produtos que ele já pesquisou.

As novidades para 2016 são promissoras

e prometem revolucionar o varejo.

Uma preocupação da empresa é que

essas tecnologias sejam acessíveis para

grandes e também pequenos comércios.

Felipe e uma

imagem

para ficar na

lembrança


Odontologia Araraquara, desde 1923

HISTÓRIA

A criação da Escola de Pharmácia e Odontologia

de Araraquara, em 2 de fevereiro

de 1923, fez parte de um conjunto de

empreendimentos da Prefeitura Municipal

de Araraquara. Bento de Abreu Sampaio

Vidal, presidente da Câmara Municipal e

líder de prestígio político, além de outros

ilustres araraquarenses, ressaltaram naquela

ocasião a importância do município

na vida da nação e da criação de escolas

“para preparar a mocidade para ter eficiência

e vencer a concorrência”.

A prefeitura forneceu o prédio para o seu

funcionamento e um gabinete dentário

para as aulas práticas. A Câmara Municipal

autorizou a atribuição de duzentos

contos de réis para as despesas da escola

e Bento de Abreu efetuou, em Paris, a

compra de equipamentos de laboratório

e biblioteca. O corpo docente foi inicialmente

formado por profissionais locais.

Na frente a Escola de Farmácia

UNESP

No ensino, uma jovem

senhora de 40 anos

Quando o Brasil ainda vivia o momento

histórico da República Velha, o

café era a base da economia de São

Paulo e as artes e a cultura paulistana

começavam a receber os reflexos

da Semana da Arte Moderna de 1922,

Araraquara ganhava um curso superior

de Farmácia, ministrado pela Escola de

Pharmácia e Odontologia de Araraquara,

fundada em 2/2/1923, por iniciativa

de uma associação sem fins lucrativos,

a Associação Escola de Pharmácia

e Odontologia de Araraquara.

A Escola, depois Faculdade de Farmácia

e Odontologia de Araraquara, de

início uma Instituição particular, embora

com uma retaguarda do poder público

municipal, passou a pleitear sua

incorporação ao Sistema Estadual de

Ensino Superior. Isso somente ocorreu

em 1951. Em 1955, obteve sua estruturação

didática e administrativa como

Instituto Isolado de Ensino Superior do

Estado de São Paulo.

Porém, em 30/1/1976, foi anunciada

a criação da Universidade Estadual

Paulista “Júlio de Mesquita Filho” e incorpora,

como unidade universitária, a

Faculdade de Farmácia e Odontologia

de Araraquara dentre outros Institutos

Isolados de Ensino do Estado de São

Paulo.

No ano seguinte, ocorreu o desdo-

bramento da então Faculdade de Farmácia

e Odontologia de Araraquara em

duas Unidades Universitárias distintas:

a Faculdade de Ciências Farmacêuticas

e a Faculdade de Odontologia, ambas

integrantes do Campus Universitário de

Araraquara, a Unesp, que em janeiro

iniciou as comemorações dos seus 40

anos de fundação.

A UNESP

Ela sempre foi uma instituição comprometida

com a formação de recursos

humanos de alto nível e com a produção

de novos conhecimentos pelo desenvolvimento

de pesquisa de excelência,

que gera inovação com reflexos na

produção de riquezas imprescindíveis

para o fortalecimento econômico do

país e para o equilíbrio e desenvolvimento

social. Em apenas 40 anos de

vida, a Unesp saiu da condição de um

desconhecido agregado dos Institutos

Isolados de Ensino Superior, para uma

universidade reconhecida e respeitada

nos cenários nacional e internacional.

No Brasil, é a segunda com maior

número de cursos de graduação bem

avaliados pelo Guia do Estudante e é

a primeira entre as maiores avaliadas

pelo Exame Nacional de Desempenho

dos Estudantes (Enade).

28


AGRO

N E G Ó C I O S

INFORMATIVO

edição fevereiro | 2016

USINA SANTA CRUZ

Parceira do Sindicato Rural e

do Senar em ações sociais

Tem se fortalecido nos últimos

anos o relacionamento entre o

nosso Sindicato Rural, o Senar-SP

e a Usina Santa Cruz, do Grupo

São Martinho, motivado pela

implantação de ações que visam

proporcionar ascensão na carreira

e melhoria na qualidade de vida

do cidadão. Paralelamente, há na

usina, projeto pedagógico criado

com o objetivo de acrescentar

informações fundamentais para o

entendimento do relacionamento

entre o homem e natureza.

São tantas outras ações de

comprometimento e respeito ao

trabalho, à sustentabilidade e

ao desenvolvimento econômico

que não devemos silenciar mas

tornar público que é um orgulho

ter a Usina Santa Cruz como

nossa associada e mostrar o que

ela representa a todos nós, nesta

edição.

Nicolau de Souza Freitas

Presidente do Sindicato Rural

Usina Santa Cruz, fundada em 1945

29


ORGULHO NACIONAL

SUSTENTABILIDADE

Usina Santa Cruz, o mais belo

exemplo para o mundo

Com 70 anos de atividades

a Usina Santa Cruz, que foi

fundada em 1945, compreende

que o potencial da canade-açúcar

vai além do setor

sucroalcooleiro. Nos últimos

anos, a usina localizada em

Américo Brasiliense, que desde

2014 faz parte do Grupo São

Martinho, também tem usado a

cana para geração de energia

elétrica e consolida a cada dia

sua visão como empresa ética

e competitiva, respeitando

preceitos ambientais e as

condições relativas ao trabalho

humano. É modelo de gestão

ao País.

A energia elétrica produzida na atualidade

pela Usina Santa Cruz através do

uso do bagaço da cana atinge 40 mwh

(megawatts-hora). Isso seria suficiente

para abastecer 140 mil residências. A

usina consome em seu processo aproximadamente

22 mw e mantém em sua

rede de distribuição 9 subestações que

recebem a energia elétrica na tensão de

13,8 KV e a rebaixa para tensões menores,

conforme as necessidades da planta.

A notícia sobre este resultado alcançado

pela empresa está em revistas especializadas,

nacionais e internacionais,

mostrando que a usina é autossuficiente

na produção de energia elétrica durante

o período de safra. No site do Grupo São

Martinho, a Santa Cruz explica que – com

a disponibilidade de novas tecnologias

30

ao setor sucroenergético e regras bem

definidas para comercialização de energia

elétrica, a empresa investiu em uma

Central de Geração Térmica e de Energia

Elétrica, que a colocou como uma grande

fornecedora para o mercado interno

de energia elétrica proveniente de fontes

menos poluentes.

Entre as “Melhores e

Maiores” da Revista

Exame, a Usina Santa

Cruz aparece em

segundo lugar entre as

usinas brasileiras com os

quesitos vendas líquidas,

lucro e número de

funcionários.


Esta central de Geração Térmica

denominada “UTE Santa Cruz AB” é

composta por três caldeiras de 150 toneladas

de vapor, 65 kg/cm², 480ºC e

três geradores que totalizaram 89mw de

energia instaladas. O sistema é constituído

de cinco geradores, sendo quatro da

marca SIEMENS, três com capacidade de

25 mw e outro com capacidade de 6 mw,

um da marca ABB - Asea Brow Boveri com

capacidade de 3 MW, todos gerando eletricidade

na tensão nominal de 13,8 KV e

movidos por turbinas a vapor.

COMO É FEITO

Cogeração é um processo simultâneo

de energia mecânica e térmica, a partir

de uma mesma fonte primária, no caso

a cana-de-açúcar. O processo de cogeração

de energia elétrica consiste em

aproveitar o vapor produzido pela queima

de combustível (biomassa) para movimentar

as turbinas e gerar energia. Nas

usinas de açúcar e álcool, o bagaço de

cana-de-açúcar é usado como combustível

para caldeiras, gerando vapor para

as turbinas que pode se transformar em

eletricidade ou movimentar as moendas.

Um dos fatores de maior importância

para o setor sucroalcooleiro é a sazonalidade,

ou seja, a safra de cana-de-açúcar

coincide com os períodos de pouca

chuva e quando os rios estão com seus

níveis baixos. O objetivo do presente trabalho

é avaliar o uso do bagaço de cana-

-de-açúcar na cogeração de energia elétrica

por meio de sua queima e mostrar

a importância da comercialização do excedente

de energia gerada, para o setor

sucroalcooleiro, no Estado de São Paulo.

É uma energia limpa e renovável.

A Usina Santa Cruz hoje possui área

plantada de aproximadamente 65 mil

hectares, onde são plantadas variedades

melhoradas geneticamente e com alta

tecnologia em implantação de lavoura,

tratos culturais e atendimento da legislação

ambiental.

Para a conservação de solo, a usina

conta, assim como todas as unidades

do Grupo São Martinho, com sistemas

de cultivo desenvolvidos especialmente

para atender as necessidades da colheita

mecanizada (engenharia dos talhões)

e sistema viário para atender ao transporte

e trânsito de máquinas.

31

Energia gerada na Usina Santa Cruz chega

ao Rio de Janeiro

A Usina Santa Cruz busca

atender aos mercados nacional e

internacional de açúcar, etanol,

seus subprodutos e energia

elétrica, em níveis competitivos

de custo e qualidade em toda

sua cadeia agroindustrial,

visando o melhor desempenho

ambiental e contribuindo no

desenvolvimento de novos

produtos e mercados que

tenham como fundamento a

agroindústria canavieira.


Santa Cruz, preocupação com o futuro

Centro de educação ambiental

Entrada da trilha interpretativa

QUALIDADE DE VIDA

Santa Cruz preza com seriedade a

responsabilidade social na usina

Com uma enorme afinidade

com as questões ambientais,

a Usina Santa Cruz, seguindo

o modelo do Grupo São

Martinho, transforma cada

ação em um gesto de respeito

ao futuro da humanidade.

A adoção desta política de

preservação faz parte de

uma visão empreendedora

reconhecida em todo o país.

A preocupação com o Meio Ambiente

sempre esteve inserida nas atividades

da companhia, que vem trabalhando

junto a todos os seus colaboradores

no sentido de conscientizá-los sobre a

importância de utilizar toda a tecnologia

e recursos disponíveis para que o

processo produtivo não cause impactos

danosos ao meio ambiente. Os investimentos

em equipamentos e técnicas

antipoluentes são aplicados em todas

as áreas do processo produtivo.

Alunos em visita à trilha interpretativa

Desde 1982, na área industrial estão

em operação separadores de fuligem

que tornaram o processo produtivo

menos poluente. Na lavoura, a aplicação

de herbicidas e demais insumos é

rigidamente controlada para não prejudicar

os mananciais e nem poluir os

rios. As queimadas que possibilitavam

o corte manual foram gradativamente

eliminadas e atualmente não são mais

utilizadas. Deram lugar à colheita mecanizada.

Os incêndios que têm ocorrido

são acidentais ou criminosos.

A utilização da água de forma adequada

é outra grande preocupação do

Grupo São Martinho e da Santa Cruz.

As águas residuais têm sua eliminação

controlada por legislação própria, sendo

empregadas na irrigação, uma vez

que os compostos químicos e matérias

orgânicas existentes nelas são benéficos

ao crescimento da cana-de-açúcar.

Este trabalho faz parte da política de

qualidade da empresa, que visa também

a economia de água potável.

O reflorestamento é outra área de

suma importância, e as mudas produzidas

nos viveiros, próprios ou de terceiros,

reforçam práticas antigas da

Usina, sempre ligadas à preservação

do meio ambiente. Um grande exemplo

é o cultivo de árvores nativas utilizadas

para reflorestamento de matas ciliares,

margens de córregos, cursos d’água

e todas as áreas de preservação permanente.

Nos últimos 10 anos a Usina

Santa Cruz plantou, aproximadamente,

420.000 árvores na sua região de influência.

32

São utilizadas mudas de árvores

raras como Pau Brasil, Jacarandá e

Jequitibá. Parte da produção anual é

utilizada nas áreas de reflorestamento

da Usina e o restante é fornecido a

parceiros e instituições ligadas ao meio

ambiente, que também realizam o reflorestamento.

Alunos na sala temática da água

CENTRO DE EDUCAÇÃO

AMBIENTAL

Dentre os fatores de sucesso para

a melhoria da qualidade de vida das

pessoas, está o processo de educação

ambiental. Segundo os maiores especialistas,

a educação ambiental ensina

regras claras para as relações do

homem com o meio ambiente. Estas

regras são de vital importância, pois,

mesmo sendo o homem um elemento

da natureza, ele é um agressor em

potencial e a preservação dos elementos

bióticos e abióticos é indispensável

para a sobrevivência humana.


Sindicato Rural e o Senar abraçam com a Usina

Santa Cruz uma importante ação social, para

minimizar os efeitos do analfabetismo na área

rural. Assim, a usina dá aos seus colaboradores

a oportunidade não apenas da leitura da

palavra, mas a releitura do mundo.

O baiano José

Pereira dos Santos

aprendeu a ler com

o incentivo da Santa

Cruz

Pode-se concluir que, para manter

uma boa qualidade de vida e até mesmo

a vida sobre a terra, as sociedades

devem mudar, radicalmente, sua postura

e suas ações em relação ao meio

ambiente. Esta mudança somente será

possível através da educação ambiental,

não só de crianças, mas também

de adultos.

A educação ambiental é um processo

de conscientização. As pessoas precisam

aprender a mudar seu relacionamento

com o meio ambiente. Para isso,

exemplos do cotidiano devem ser cada

vez mais aplicados para ajudar neste

entendimento, como por exemplo, economizar

energia elétrica para que não

seja necessária a construção de mais

usinas nucleares ou hidrelétricas, reciclar

papel para que não haja necessidade

de derrubar mais árvores, usar bem

os alimentos para que não haja necessidade

de expansão de novas fronteiras

agrícolas ou, ainda, reaproveitar materiais

para diminuir a necessidade cada

vez maior de matéria-prima virgem.

A esperança é que, através da educação

ambiental, possamos atingir um

grau de conscientização, comprometimento

e equilíbrio em prol da preservação

do meio ambiente, do desenvolvimento

sustentável e principalmente da

qualidade de vida das pessoas.

A Santa Cruz implementou, assim

como outras unidades do Grupo São

Martinho, seu Centro de Educação Ambiental,

chamado Antonio Pavan (CEA),

ampliando sua atuação dinâmica e

consciente da utilização dos recursos

naturais, da preservação ambiental e de

suas ações voltadas à responsabilidade

social junto à comunidade que se insere.

Através de salas temáticas com ênfase

em resíduos sólidos, reciclagem,

ar, água, solo, energias renováveis, biodiversidade,

cana-de-açúcar, controles

ambientais, viveiro de mudas nativas,

pomar, horta, canteiro de plantas medicinais,

orquidário, trilha interpretativa,

reflorestamentos e banco de germoplasma,

o CEA busca acrescentar

informações fundamentais para o entendimento

do relacionamento homem

– natureza.

Inserido em uma área exclusiva de 6

hectares, o CEA da unidade proporciona

diversas atividades inter-relacionadas

e que visam a melhoria do conhecimento

ambiental dos participantes. O

compromisso da Usina Santa Cruz e do

Grupo São Martinho é com a satisfação

dos clientes, fornecedores, colaboradores,

acionistas e a comunidade em que

se insere. Assim, direciona sua gestão

pensando na sua política de Sustentabilidade.

PRODUTOS

Além do açúcar e do

álcool, a Usina Santa

Cruz produz Levedura

seca, produto obtido do

processo de fermentação,

que é tratado,

secado, embalado e

comercializado para

ser utilizado como

complemento de ração

animal.

33

A USINA

A empresa busca atender aos mercados

nacional e internacional de açúcar,

etanol, seus subprodutos e energia

elétrica, em níveis competitivos de

custo e qualidade em toda sua cadeia

agroindustrial, buscando o melhor desempenho

ambiental e contribuindo

no desenvolvimento de novos produtos

e mercados que tenham como fundamento

a agroindústria canavieira.

Atualmente, a empresa está entre

as 25 maiores usinas do país, considerando-se

o volume de cana moída, com

capacidade instalada para processar

três milhões e seiscentas mil toneladas

de cana por safra. A meta é trabalhar

com o aumento da produtividade, aliado

aos melhores índices de eficiência,

investindo na melhoria do seu processo

e agregando novas tecnologias.

SOBRE A SÃO MARTINHO

O Grupo São Martinho está entre

os maiores grupos sucroenergéticos do

Brasil, com capacidade aproximada de

moagem de 23,5 milhões de toneladas

de cana (21 milhões de capacidade proporcional

à participação acionária). Possui

quatro usinas em operação: São Martinho,

em Pradópolis, na região de Ribeirão

Preto (SP); Iracema, em Iracemápolis, na

região de Limeira (SP), Santa Cruz, localizada

em Américo Brasiliense (SP) e Boa

Vista, em Quirinópolis, a 300 quilômetros

de Goiânia (GO), esta última uma joint

venture com a Petrobras Biocombustível.

O índice médio de mecanização da colheita

é de 97%, chegando a 100% na Usina

Boa Vista. Mais informações no site www.

saomartinho.com.br


DESCOBRINDO ARARAQUARA

Bem vivas são as flores

do jardim da nossa casa

“Descobrindo Araraquara” é o título da série de reportagens

que o Sindicato Rural apresenta a partir desta edição, com o

objetivo de reconhecer e valorizar o trabalho quase anônimo de

pessoas que convivem de forma simples, com a economia do

município. O casal Leninha e Rolando é um caso típico de amor

às orquídeas, num modesto ambiente próximo à Via Expressa.

Rolando Adorni Filho, senhor das Orquídeas

As mudas são plantadas em vasos de

plástico, cerâmica ou até mesmo em sapatos

ou tênis, pois em sendo de couro, elas

encontram a umidade necessária para

ganhar mais força. A técnica foi criada por

Rolando, experiência que ele considera ter

dado excelente resultado.

São pouco mais das 5 horas da

manhã; Rolando Adorni Filho parece

acordar com as mais de 300 mudas de

orquídeas. Ao seu lado, a esposa Maria

Helena, a “Leninha” - como ele mesmo

a chama - fazendo parte do contexto,

imagina que será mais um dia de convivência

com o que os dois mais gostam:

apressar as orquídeas a abrir seus

botões, tarefa que exige experiência e

afinidade.

Há 25 anos, Rolando e Leninha,

adotaram as orquídeas como filhas e

essa convivência propiciou ao casal a

formatação de um negócio rentável que

lhes dá o prazer de unir o útil ao agradável:

“Vivemos para as flores; elas nos

tornam mais sensíveis e humanos, dão

cor as nossas vidas”, diz Rolando.

34

Ele lembra que começou como colecionador,

mergulhando nos estudos

sobre a planta, realizando pesquisas e

querendo introduzir um jeito diferenciado

de reprodução da planta. O casal se

entusiasmou, passando a comercializar

as que tinham na coleção e criando

mudas para uma venda bem mais em

conta.

O nosso objetivo, comenta Maria

Helena, seria facilitar o acesso das pessoas

a uma flor tida como de alto custo.

Consequentemente, estaríamos popularizando

a orquídea como uma das flores

mais lindas e admiradas, completa

a empreendedora que acabou abrindo

uma microempresa para prosperar os

negócios. Hoje vendemos as mudas ou

orquídeas mais incorpadas, conclui.


“Fico feliz ao ver uma

orquídea florescer”.

Rolando

Membro do Círculo dos Orquidófilos

de Araraquara, fundado em 1986,

Rolando tem entre as espécies comercializadas

a Cattleya, considerada a

orquídea mais vendida no Brasil. Ela,

segundo o produtor, vegeta nos troncos

e galhos de árvores. Ao contrário do

que algumas pessoas dizem, nenhuma

orquídea é parasita, ou seja, elas não

sugam a seiva das plantas, apenas se

apoiam nas árvores.

As flores da Cattleya são perfumadas

e duram em média de 10 a 30 dias,

chamando a atenção pelo seu tamanho

bem grande, belas formas e cores intensas

e variadas.

A Cattleya, a

mais popular

das orquídeas

O cultivo da Cattleya, revela Rolando,

é bastante simples. Ela gosta de

boa ventilação, umidade, além de muita

luz indireta (ou seja, sem raios solares

diretamente na planta) e ambientes

com temperaturas entre 18° e 25°C.

Se a temperatura não estiver entre 18°

e 25°C pode haver inibição do florecimento

e a interferência na qualidade

das folhas e flores.

PREOCUPAÇÃO

O excesso de chuvas em janeiro

causou problemas para as orquídeas,

lembra o proprietário do orquidário. Ao

regar a planta deve se evitar o excesso

de água. “O ideal é molhar todo

o substrato e deixar escorrer toda a

água; nos dias quentes é necessário

regar mais vezes durante a semana,

em torno de 2 vezes. Já nos

dias mais frios, este espaço precisa

ser maior, em torno de 1 vez por semana”,

explica.

Ainda segundo ele, o excesso de

água geralmente as mata mais do

que a falta. Com as mudas deve ser

diferente, elas precisam de mais regas,

mantendo o substrato sempre

levemente úmido. “Faça o teste do

dedo para confirmar se o substrato

está seco”, conclui Rolando, que

nunca fez nenhum curso, mas possui

experiência de ir atrás de adubos,

doenças, podas, plantio, tudo

que engloba para se fazer a muda.

35

ATENDIMENTO

ORQUIDÁRIO R.A.F.

Rolando e Leninha

O casal Leninha e Rolando

recebeu a visita do diretor

do Sindicato Rural, Mário

Porto, que levou aos

empreendedores a mensagem

de apoio da entidade em

iniciativas isoladas como esta

do cultivo das orquídeas. O

trabalho demonstra o interesse

do presidente Nicolau de

Souza Freitas, do Sindicato

Rural, em divulgar atividades

daqueles que fazem acontecer

o agroegócio em todos os

setores, ainda que de maneira

simples, porém honrada e com

foco no desenvolvimento da

cidade.

Feiticeira, uma orquídea

rara e muito cara

Esta orquídea rara foi descoberta na década

de 1960, por José Dias de Castro, e logo

tornou-se uma das mais cobiçadas e valiosas

flores do país. Além da forma e simetria

perfeitas, o que a torna tão especial é o

fato de que, até os dias de hoje, as mais

modernas técnicas de laboratório não

conseguiram reproduzi-la em série.

Endereço: Avenida Sebastião Lacerda

Correa, 67 (próximo à Via Expressa -

São José)

Fone: 3322 7915


NOTÍCIAS

CANAS

L

EDIÇÃO FEVEREIRO | 2016

Marcos Fava Neves

durante palestra na

Canasol

A BOA NOTÍCIA

A chuva acima da média histórica que

vem ocorrendo no mês de janeiro deste ano

pode levar a um aumento de produtividade

da cana-de-açúcar na safra que começará

entre março e abril (2015/2016). De

acordo com levantamento realizado pela

Canasol, até o dia 22 de janeiro foram registrados

459 milímetros de chuva, o maior

índice para o período desde 2007, quando

foram apurados 601,5

milímetros. Cada milímetro

representa 1

litro de água por metro

quadrado de área.

Para o coordenador

do departamento

técnico da Canasol,

Engº Agrº Álvaro Coelho

Pazelli, no período

das chuvas, que vai

de novembro a março,

ocorre o crescimento

de 60 a 80% da planta. “A umidade e o

calor neste período de primavera e verão

são importantes para a cana ganhar peso,

já no outono e inverno a estiagem e o frio

servem para começar a maturar e concentrar

açúcar”, destaca.

36

Editor: Jairo Falvo

Chuva acima da média pode levar

a aumento de produtividade da cana

Mês de janeiro registrou mais

de 400 milímetros de chuva,

maior índice para o período

desde 2007

mm de chuva

De novembro a março ocorre o

crescimento de 60 a 70% do total

da cultura

Índice pluviométrico no mês de janeiro em Araraquara

700

600

500

400

300

200

100

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

anos

Os ganhos de produtividade com a

umidade, no entanto, são relativos em razão

do menor potencial de investimento

do setor nos últimos anos. “Como existe

um processo de descapitalização por

conta da crise, muitos produtores deixaram

de fazer a adubação correta ou a correção

do solo, o que acaba prejudicando

a produção”, observa.

Pazelli explica que o excesso de chuva

se torna um problema para a cana quando

a incidência de sol diminui. “A cultura

precisa de iluminação para fazer a fotossíntese

e, em dias consecutivos

de tempo nublado,

como correu neste

ano, o desenvolvimento

da planta é afetado”,

acentua.

Além disso, complementa

ele, existe o

problema do atraso nas

operações no campo

antes do início da safra.

“É neste período que

muitos fazem o plantio

ou controle das plantas

daninhas, cujos trabalhos são comprometidos,

pois com chuva não dá para

trabalhar”.

FENÔMENO CÍCLICO

Pazelli diz que considera normal o

grande volume de chuva em

determinados períodos da

história. “Esse é um fenômeno

cíclico, com alternância de

anos com muita umidade e

outros com pouca umidade”,

relata. Ele se lembra de um

ano atípico no início da década

de 80, quando trabalhava

em uma usina da região.

“Foram aproximadamente 45

dias com água caindo quase

todos os dias”.

Alívio para os

produtores

Após sofrer nos últimos anos com a crise

que afeta o setor sucroenergético, os produtores

de cana-de-açúcar podem ter um alívio

na safra 2016/2017, que inicia em abril. De

acordo com a consultoria Datagro, de Ribeirão

Preto, o preço da tonelada deve aumentar no

período. O estudo foi divulgado em reunião

de 22 de janeiro na Orplana (Organização de

Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do

Brasil), com a presença do presidente da Canasol

Luís Henrique Scabello de Oliveira e da

vice-presidente Tatiana Caiano Teixeira Campos

Leite.

A Consultoria prevê processamento de

606 milhões de toneladas de cana, aumento

de aproximadamente 6% em relação à última

safra. A produção de açúcar é estimada em

33,5 milhões de toneladas, 12% maior que

os 30,7 milhões de toneladas do ciclo 15/16.

“Continuam saindo previsões sobre o déficit de

açúcar no mundo no ciclo 2016/17, que vão

desde 2 a quase 9 milhões de toneladas, o que

deve manter uma perspectiva de preços melhores”,

explica o professor doutor Marcos Fava

Neves, da FEA/USP e consultor da Datagro.

Em reais, de acordo com ele, no mercado

interno o açúcar atinge o maior preço histórico,

quase R$ 85,00/saca. “Pena que a inflação e

o aumento de custos de produção comeram

boa parte da margem que este preço poderia

trazer”, lamenta.

Já a produção de etanol, de acordo com a

consultoria, deve chegar a 28,6 bilhões de litros

no ciclo 16/17, pouco mais do que os 27,8

bilhões de litros do ciclo 15/16. “O espaço para

o etanol crescer em 2016 será em cima do

mercado da gasolina, pois a crise que temos

pela frente em 2016 deve reduzir o consumo

de combustíveis no Brasil, impactando também

o etanol”, comenta Neves.

COP 21

Para ele, outro fator a ser comemorado é

o acordo firmado pelos países na Conferência

do Clima Paris 2015 (COP21). “Aumenta

no mundo a aceitação de que precisamos

precificar cada vez mais as emissões e partir

para uma economia de baixo carbono. O

etanol e a eletricidade da cana ganham com

isto”, destaca o consultor.


REGULARIZAÇÃO AMBIENTAL

Depois do CAR, o PRA

Governo estadual publica

Decreto que institui instrumento

de regularização ambiental

Para os proprietários de imóveis rurais

que já concluíram o Cadastro Ambiental

Rural (CAR), a próxima etapa é a

adesão ao Programa de Regularização

Ambiental (PRA), conforme prevê o novo

Código Florestal.

A Canasol, que está elaborando o CAR

para seus associados, cujo prazo termina

no próximo dia cinco de maio, oferecerá

assessoria na adesão ao PRA. A previsão

para início do Programa, no entanto, deve

ser conhecida somente após a publicação

de uma nova resolução da Secretaria

do Meio Ambiente do Estado de São Paulo,

já que a primeira, publicada em treze

de janeiro, foi revogada.

“A Lei está valendo, mas agora é preciso

que se publique uma nova resolução

para regulamentar os procedimentos”,

explica o técnico florestal Guilherme Lui

de Paula Bueno, responsável pelos assuntos

ambientais da Canasol. Para realizar

a adesão ao PRA, no entanto, é obrigatório

que os proprietários de imóveis

rurais já tenham realizado o Cadastro Ambiental

Rural (CAR). “No CAR a pessoa diz

o que possui na propriedade”, explica. “Já

no PRA a pessoa corrige os passivos ambientais,

caso tenha alguma pendência”.

Canasol cadastrou 3.746,8135 ha de

vegetação nativa em área de associados

Guilherme, responsável pelos assuntos

ambientais da Canasol

OBRIGATÓRIO

Guilherme ressalta que tanto o CAR

como o PRA são obrigatórios e a não adesão

implica em diversas sanções aos proprietários

como a não obtenção de créditos

agrícolas e o impedimento da realização de

atos notariais como registros de compra e

venda e de doação. “Muitos deixam de fazer

porque acreditam que possuem uma

dívida com o meio ambiente, mas existe

a possibilidade que, ao se enquadrarem

nos benefícios previstos na lei, possam até

ficar com créditos ambientais”, conclui.

37


GILBERTO POZETTI

Parabéns,

Professor.

Conselho Regional concede

2ª Comenda do Mérito

Farmacêutico a Gilberto Pozetti

Uma das mais singelas homenagens

deste ano na Câmara Municipal

foi feita ao professor Gilberto Pozetti,

justamente no Dia do Farmacêutico,

instituído por Lei de autoria do vereador

Farmacêutico Jéferson Yashuda.

A comemoração foi em 20 de janeiro,

quando o Conselho Regional de Farmácia

- Seccional de Araraquara, entregou

a Pozetti a 2ª Comenda do Mérito

Farmacêutico em reconhecimento aos

serviços prestados à profissão e à sociedade

araraquarense.

A sessão foi conduzida pela vicepresidente

da Câmara, vereadora Edna

Martins. A mesa principal contou ainda

com a presença do vereador farmacêutico

Jéferson Yashuda, do homenageado

e sua esposa Márcia Regina do

Amaral Pozetti; Fernando Cesar Guzzi,

secretário municipal da Agricultura,

representando o prefeito Marcelo Barbieri;

Evandro Yashuda, presidente do

Conselho Regional de Farmácia - Seccional

de Araraquara, e da Professora

Doutora, Cleópatra Planeta, diretora da

Faculdade de Ciências Farmacêuticas.

REFERÊNCIA EM HOMEOPATIA

Filho de Mário Juliano Pozetti e Elvira

Bisca Pozetti, Gilberto Luiz Pozetti

nasceu em Catanduva em 10 de fevereiro

de 1938. Lá estudou no Colégio

Estadual e Escola Normal Dr. Adhemar

de Barros e Instituto de Educação Barão

de Rio Branco.

Formou-se farmacêutico pela Faculdade

de Farmácia e Odontologia de Araraquara,

atual Faculdade de Ciências

Farmacêuticas da Unesp, em 1960.

Pozetti se notabilizou na Homeopatia.

Ele conta que certa vez, voltando

de ônibus para Araraquara,

sentou-se ao

lado de um rapaz. Segundo

ele, foi a mão

O agradecimento de Gilberto Pozetti pela homenagem

de Deus que o colocou ali junto ao

médico homeopata Izao Carneiro, que

vinha de São Paulo para abrir consultório

em Araraquara e Ribeirão Preto.

Com ele, montou um grupo de estudos

frequentado por vários estudantes de

Farmácia. Os encontros culminaram na

criação do Instituto François Lamasson

para formação de profissionais especializados

em homeopatia, e além de

membro fundador, foi professor e vicepresidente.

Autor da lei que cria o Dia Municipal

do Farmacêutico, o parlamentar Yashuda

destacou que a Comenda indicada pelo

Conselho Regional, é um reconhecimento

da classe farmacêutica àqueles que se

destacam na profissão. “A primeira foi entregue

em 2015 a Arnaldo Buainain, que

foi pioneiro e por cinco décadas em seu

laboratório, contribuiu para o diagnóstico

da saúde em Araraquara. Agora é a vez

de Gilberto Pozetti, professor-titular de

Química Orgânica da Faculdade de Ciências

Farmacêuticas da Unesp. É uma honraria

digna e merecida por seu extenso

currículo”, completou.

Pozetti com seus familiares

e os vereadores Edna

Martins e Jéferson

Yashuda, autor da lei que

homenageia anualmente

os farmacêuticos da cidade

38


Vidros

Saiba quais são as vantagens

de instalar o isofilm (películas

de proteção solar para vidros)

em sua residência!

O ISOFILM RESIDENCIAL TRAZ UMA

SÉRIE DE VANTAGENS, E ESTÁ CADA VEZ

MAIS PRESENTE NAS CONSTRUÇÕES E

REFORMAS DE CASAS E APARTAMENTOS.

Quando falamos em ISOFILM, a primeira

coisa que vem à mente da maioria

das pessoas, é uma película instalada

nos vidros dos carros escurecendo-os,

mas essa proteção e privacidade também

pode ser instalada em janelas e portas de

residências ou empresas, por exemplo.

Entenda o que é a película de

proteção solar para vidros, mais

conhecida com ISOFILM

O ISOFILM arquitetônico segue a mesma

linha dos ISOFILMS utilizados para

janelas de carros e outros veículos. A diferença

é que esse tipo de película é fabricada

por meio do processo chamado

de SPUTTERIG, onde metais e ligas são

encravados no poliéster com precisão

controlada. Esse processo resulta na estabilidade

de cor e performance do produto

por muitos anos.

Para instalar ISOFILM residencial, não

é necessário que esteja no projeto inicial

de construção ou reforma, podendo ser

instalado a qualquer momento.

Para que a película seja instalada corretamente,

é necessário que as casas ou prédios,

tenham um determinado tipo de janela

para que a folha de adesivo seja instalada,

sem que exista o risco de formar bolhas de

ar ou tenha qualquer irregularidade que

possa acabar rasgando o material.

Além disso, é muito importante que o

ISOFILM Residencial seja instalado sempre

por uma equipe especializada na

instalação desse tipo de material. As películas

são muito sensíveis, e qualquer erro

no momento da instalação do material na

janela, pode acarretar em um grande prejuízo

financeiro para o consumidor, especialmente

se esse problema for percebido

depois do término do serviço.

Diferenciais do ISOFILM

Residencial: As características finais

sempre vão depender do modelo escolhido,

mas, na grande maioria dos casos,

as películas que podem ser instaladas em

janelas de casas e apartamentos contam

com algumas vantagens em comum.

A primeira delas é a privacidade que

as pessoas que moram em casa ou apartamento

vão ganhar durante o dia, pois

quem estiver do lado de fora não consegue

ver o que está acontecendo do lado interno,

enquanto quem está dentro, consegue

enxergar normalmente o lado exterior. Por

isso, esse tipo de ISOFILM Residencial é

muito útil para quem possui imóveis com

uma grande quantidade de janelas e vidros,

pois com certeza, aumentará a segurança

de sua residência.

Essa película também permite um

melhor controle da temperatura interna

da residência durante os dias mais quentes

do ano. O ISOFILM consegue barrar

grande parte dos raios UV emitidos pelo

sol e, com isso, o aquecimento interno cai

consideravelmente, aumentando assim o

rendimento do ar condicionado, e consequentemente,

economizando energia.

O melhor de tudo é que dessa forma

e controle de temperatura fica mais barato,

uma vez que não necessita de energia

elétrica para funcionar, ao contrário do ar

condicionado, por exemplo.

Como o ISOFILM consegue barrar a

entrada dos raios ultravioletas, consequentemente

os moradores também poderão

verificar maior durabilidade dos

seus móveis, uma vez que o sol é um grande

responsável pelo desgaste natural dos

itens que compramos para nossa casa.

Muitas pessoas ainda não sabem que a

incidência de luz do sol pode estragar o

interior de uma residência, incluindo pisos

de madeira, sofás, cortinas, mobília, etc.

Portanto, o ISOFILM arquitetônico

pode ser um excelente investimento para

a sua casa ou apartamento. Além de ganhar

mais privacidade e ter um controle

de temperatura mais barato, o imóvel ainda

é valorizado e fica muito mais bonito

para quem enxerga pelo lado de fora.

Hoje em dia, o ISOFILM é muito solicitado

por arquitetos e decoradores, pois garante

um resultado incomparável...

39


40


COLCHÕES

QUAL TAMANHO CERTO DAS

MEDIDAS DE UM COLCHÃO?

Medidas padrões no Brasil

para colchões e cama box:

0,60 x 1,30 m - Berço Infantil

0,70 x 1,30 m - Berço Infantil

0,70 x 1,50 m - Berço Infantil

0,78 x 1,88 m - Solteiro

0,88 x 1,88 m - Solteiro

1,28 x 1,88 m - Casal

1,38 x 1,88 m - Casal

1,58 x 1,98 m - Queen Size

1,86 x 1,98 m - King Size

1,93 x 2,03 m - King Size

MEDIDAS ESPECIAIS PARA COLCHÃO:

Qualquer colchão com outra medida que

não seja a medida de colchão do Brasil (ao lado

mencionado), poderá ser conseguida com a fabricação

de um colchão com medida especial

fornecida pelo cliente, nas mais diversas marcas.

Você pode fazer o seu colchão e sua cama box

na medida de sua necessidade personalizada.

Para fazer seu colchão sob medida pode ser alterado

a largura e o comprimento e deverá manter

a altura padrão do colchão de sua escolha .

Os colchões de molas e ortopédicos não podem

ser alterados na altura pela razão de perderem

totalmente a sua qualidade de conforto por

estar alterando a sua estrutura das camadas de

revestimento.

Tenha atenção com o tamanho do colchão

na hora da compra.

Você encontrará os colchões das maiores

marcas e ainda sob medida em nossa

loja especializada em colchões.

Os colchões de espuma podem ser

alterados na altura, sempre respeitando

algumas regras:

O colchão com pilow top de espuma

não poderá ter menos 20cm de altura,

abaixo disso será sempre sem pilow top.

O mínimo de altura ideal para um

colchão de espuma será com 0,12cm de

altura, abaixo disso comprometerá suas

funções de qualidade de conforto.

Os colchões podem variar nas medidas

de fabricação (comprimento x largura)

em mais ou menos, 2cm conforme as

regras da ABNT (Associação Brasileira de

Normas Técnicas).

Lembramos que a medida de seu colchão

deverá ser sempre menor 2cm que

as medidas de uma cama tradicional, exceto

a cama box, que o colchão deverá ter

a mesma medida.

Fonte: http://www.colchaocostarica.com.br/dicas-de-sono/qual-tamanho-certo-das-medidas-de-um-colchao-30.html

41


PARA CADA PROJETO UM TELHADO DIFERENTE

TELHADO APARENTE, PLATIBANDA

OU LAJE IMPERMEABILIZADA? ESCOLHA O SEU.

DICAS DA ARQUITETA E URBANISTA PATRÍCIA MORAES DA APARATTO ARQUITETURA E INTERIORES SOBRE

TELHADOS. DIFERENÇAS, VANTAGENS E DESVANTAGENS.

TELHADO APARENTE

A cobertura com telhas segue uma

proposta mais clássica, mas que

pode variar em estilos, dependendo

do tipo de telha utilizada: ondulada

em fibrocimento, colonial, francesa,

romana, de concreto, madeira

tratada, de material reciclado, com

ou sem moldura, etc. Variam de

estilo e custo.

Sua maior vantagem é justamente

essa variedade de opções, facilidade

de instalação e a possibilidade de

beirados que servem de proteção

para aberturas e paredes.

LAJE DE COBERTURA

Você também pode optar pela laje

de cobertura, impermeabilizada ou

revestida, sem a necessidade de ter

um telhado escondido. Os métodos

atuais de impermeabilização são

42


muito eficientes e têm vida útil em

torno de 10 anos (consultar garantia

fornecedor).

A grande vantagem desta opção é a

possibilidade de utilizar a cobertura

como espaço de lazer, jardim

suspenso, telhado verde; se você

tiver uma vista privilegiada, pode se

tornar um belo mirante.

Uma desvantagem, dependendo

da localização da obra pode ser a

questão térmica, pois pode aquecer,

portanto existe uma economia com

telhado, mas deve ser feito um

estudo prévio das características

geoclimáticas.

TELHADO COM PLATIBANDA

Uma tendência mais moderna são

casas com telhado embutido ou com

platibanda, que combinam bem

com linhas retas, pois escondemos

a inclinação das telhas por trás de

uma platibanda, assim temos uma

proposta mais limpa de fachada.

A maior vantagem de telhados

com platibanda é a utilização de

telhas mais simples (fibrocimento)

e uma estrutura de madeira mais

leve para sustentá-la ou até mesmo

uma estrutura metálica, pois tudo

ficará escondido pela platibanda,

além do telhado não aparecer,

fica “protegido”. Mas você deve

ter cuidado em alguns detalhes de

execução, como inclinação ideal e

sistema de escoamento. Veja um

esquema abaixo, mas cada situação

deve ser analisada.

Fonte: http://aparattoarquitetura.blogspot.com.br/2013/09/telhado-aparente-platibanda-ou-laje.html

43


44


(1957) Picolim, Mário, China, Gastão, Moacir, Perci e Dinho; Hélio, Euzébio, Baiano, Luizinho Gonçalves, Paraguaio e Lamante (massagista)

GRANDES CLUBES DA NOSSA TERRA

Ferroviária: time amador com

Picolim, foi o começo de tudo

Um ano depois de ser fundada em

abril de 1950, é que a Ferroviária se

deu conta que precisaria formar a

base, criando jogadores da própria

cidade e região para manter a

estrutura de um bom time de futebol.

Para isso, descobriu Djalma Bonini,

o “Picolim”, apelido que lhe foi

dado quando ainda jovem, dada a

semelhança com um palhaço nos

tempos de Arrelia e Pimentinha.

Picolim, de fato era assim: sujeito

bonachão, pessoa sem maldade,

bondoso, simples, que gostava

de fazer o bem e não gostava de

prejudicar ninguém.

No futebol, logo que chamado por

Pereira Lima, então presidente,

apressou em montar o time

amador da Ferroviária. No começo

a equipe se tornou saco de

pancadas, pois basicamente jogava

com funcionários da Estrada de

Ferro Araraquara. De uma das

derrotas, Picolim nunca esqueceu:

8 a 0, aplicado pelos rapazes do

Mirassol, num amistoso de 1952,

com direito ao show particular do

menino Bazani, que impressionou

o treinador. Picolim até que tentou

trazer o garoto para Araraquara,

mas ele ainda passou por outras

equipes e Picolim teve que esperá-lo,

pois Bazani jogou na Mogiana, de

Campinas, por um ano, e disputou o

Campeonato Amador Regional pelo

Grêmio Esportivo Monte Aprazível.

Em 9 de dezembro de 1953 assinou

seu primeiro contrato profissional

para defender o Rio Preto no

Campeonato Paulista da Segunda

Divisão. Permaneceu lá durante seis

meses, quando recebeu proposta

para atuar no Fluminense, do Rio

de Janeiro. Porém, antes de acertar

com o clube carioca, os amigos

45

China e Ico, ambos de Mirassol,

iam fazer testes na Ferroviária e o

convidaram a participar. Picolim,

que já o conhecia, o convenceu a

ficar em Araraquara. Bazani ficou no

time amador de Picolim, até que o

técnico Renganeschi o promoveu ao

time principal para substituir o ponta

esquerda Boquita, assinando seu

primeiro contrato com a AFE em 30

de dezembro de 1954.

A partir daí a estrela de Picolim

passou a brilhar. E não parou mais:

Toninho, Faustino, Dudu, Pio e tantos

outros que ao saírem do Amador,

se transformaram em nomes

importantes do futebol brasileiro.

Para outros, a formação dada por

Picolim serviu para transformá-los

em cidadãos íntegros, grande parte

empresários ou personalidades

nos diversos setores da atividade

profissional.


AMADOR DA FERROVIÁRIA

Celeiro de craques desde

a sua fundação em 1950

Jornais e revistas a partir de

1959 passaram a destacar que

“o interior paulista revelava

craques”. Numa destas edições

aparecem Faustino e Dudu

que passaram pelas mãos de

Picolim, sendo considerados

nomes importantes do futebol

brasileiro. A Ferroviária se

mostrava então um ninho de

craques para o Brasil.

O legado deixado por Antônio Tavares

Pereira Lima para Araraquara não

tem valor e nem nível que qualquer divisão

possa afrontá-la. Seremos sempre

o guia para conduzi-la onde for, nunca

deixando de ser o carvão de sua caldeira

e fazendo com que os vagões não se

descarrilhem.

Hoje, o torcedor que vislumbra com

o manto pelas ruas pode se sentir invejado

daqueles que nem davam bola ao

clube que ostentou por muitas décadas

a cidade, com partidas brilhantes, desfile

de jogadores de seleção brasileira

e podendo ver a atmosfera que um estádio

de futebol consegue produzir de

forma descomunal.

Muitos jovens intrépidos fizeram

parte desta Academia do Interior. Quer

prova disso? Em publicação do jornalista

Gonçalves Filho no jornal “O Imparcial”

em 08/03/1951, ficou decidido

por anúncio feito na residência do presidente

afeano Pereira Lima, que o time

disputaria o seu primeiro campeonato

amador daquele ano, organizado pela

LAF (Liga Araraquarense de Futebol),

escolhendo os futuros atletas para o

futebol profissional. Chegamos então

à conclusão que o quadro amador foi

instituído antes do profissional.

A primeira vez em que o escrete

grená entrou em campo foi no dia

08/04/1951, fazendo a preliminar do

jogo Paulista FC x Monte Azul. Na estreia,

a Ferroviária perdeu para o segundo

time do Paulista pelo placar de 3

a 1. O gol marcado pela Ferrinha foi de

Wilson Pedroso, o Indio, foi pelo menos oito

vezes campeão pelas categorias de base da

Ferroviária; um destes títulos veio em 1961,

para então iniciar uma peregrinação pelo

futebol paulista. Com Faustino ele jogou no

Bragantino, em 1970 e 1971.

Faustino e Dudu saíram do Amador da

Ferroviária, chegaram ao time de cima,

e se encontraram depois em jogo do São

Paulo e Palmeiras, no Morumbi

Monte II. A equipe foi a campo com Zé

Carlos; Binho e Fincati (Bijou); Gastão

(Tamoio), Barquete e Miguel; Abacaxí,

Ministro, Caxambú, Rim e Monte II.

Isso mostra que o futebol amador

é importante para ser a base de uma

grande equipe. De lá é que saem os futuros

profissionais. Isso acontecia em

décadas passadas. Muitos torcedores

questionam a forma como isso foi parar.

Praticamente, não se existe mais

o amadorismo como era antes, do promissor

jogador sair do chapadão até ir

rumo a uma Ferroviária, por exemplo.

Os que percorreram este caminho têm

muita sorte e competência para seguir

a vida dentro e fora do campo. O dinheiro

não falava alto naquela época, mas

precisava dele para se sustentar.

Time amador da

Ferroviária, disputando

o campeonato da

cidade em 1958: Mário

Tagliacozi, Nego, China,

Moacir, Ari Bacari e

Lota; Euzébio, Helinho,

Brotero, João Carlos e

Onofre Larocca. Não

havia salário para

os atletas, apenas

a promessa de que

poderiam galgar o

time de cima, em uma

época que estavam

surgindo muitos atletas,

dois anos depois da

Ferroviária subir para a

Divisão Especial

Geraldo Moreira, o terceiro da esquerda para

a direita, foi um dos nomes mais expressivos

da crônica esportiva, cobrindo apenas o futebol

amador pelo Diário da Araraquarense

46


Bazani, Euzébio, Zé Maria, Cardarelli, Rodrigues, Beny, Fia e os filhos do prefeito da Ilha da

Madeira que ofereceu um coquetel em sua casa (excursão da Ferroviária pela Europa em 1960)

SURGE NO AMADOR UMA

PANTERA: EUZÉBIO

A década de 50 foi um marco com

a criação da Associação Ferroviária de

Esportes. Potência e força não faltavam

ao time que já buscava o sonhado

acesso à Divisão Especial do Paulistão.

Todos sabem que o feito seria conquistado

em 1955, após vencer o Botafogo

de Ribeirão Preto por 6 a 3, na Fonte

Luminosa.

Mas foi um marco também para

um futuro jogador que ainda dava os

seus primeiros passos na cidade. A família

Bonifácio veio de Tabatinga e se

instalou em uma fazenda próxima ao

estádio grená, o que facilitou a vida do

então menino Euzébio.

O garoto logo se enturmou e fez

parte do juvenil do Primavera e Bangu,

times que ficavam próximos de sua

casa. O time treinava onde está localizado

hoje, o Ginásio Castelo Branco, o

Gigantão.

“Havia uma figueira gigantesca perto

do campo e fazíamos daquilo o nosso

vestiário. Certo dia, um amigo mudou

a minha vida. A sua idade no time da

Ferroviária tinha estourado e ele me indicou

para fazer parte do time infantil”.

Euzébio hoje em sua casa lembrando do

passado na Ferroviária

E a carreira deslanchou. Em seu

primeiro ano, o meia-direita conquistou

título pela categoria e não demorou

muito para que chamasse a atenção de

Picolim. “Em 1954 eu estava no juvenil

e em 57 no amador da Ferroviária. O Picolim

olhou para mim e jogou a camisa

do time, sem número. Aquilo tudo aconteceu

de forma muito rápida”.

O iluminado jogador fez parte do

time que conquistou o tricampeonato

amador (1957-58 e 59), além de integrar

a seleção amadora da cidade que

tinha Dudu na equipe.

Porém, em 1958, Euzébio ficaria

conhecido como o primeiro autor do

gol noturno na Fonte Luminosa. Na préinauguração

dos refletores do estádio em

8 de outubro de 1958, contra a Ponte

Preta, o camisa 7 entrava para a história:

“Uma bola chutada bateu na trave e

voltou dentro da pequena área. Sobraram

eu e a bola, mas a marcação estava

vindo. Acabei indo de carrinho, chegando

a trombar com o zagueiro. Todos

os jogadores vieram comemorar comigo

e eu não estava com o pensamento

nos refletores. Depois que a ficha caiu”.

O placar terminou em 3 a 1 para a

Ferroviária. Os feitos de Euzébio não

pararam por aí. O lugar no time principal

da Ferroviária estava garantido. Seu

entusiasmo aumentou quando o clube

excursionaria pela Europa no início da

década de 1960. Quase desacreditado,

o jogador recebeu a notícia, vinda de

Arnaldo de Araújo Zocco, o Cana, que

mudaria a sua vida.

Primeiro jogo internacional e vitória da Ferroviária

sobre o Nacional, por 4 a 3, em 14 de abril de

1960, na Ilha da Madeira. Um dos gols foi

marcado por Euzébio.

47


PARA EUZÉBIO A FICHA

FOI CAIR TEMPOS DEPOIS

“Eu estava treinando com o

time. O “seo” Cana chegou

perto do alambrado, me

chamou e disse “você vai

viajar”. Eu entrei em choque.

Foi uma alegria imensa

fazer parte daquele time que

excursionou para a Europa”.

Parecia que Euzébio, com o nome do

Pantera Negra do Benfica, teria um futuro

brilhante, mas em 1964 mudou- se de

cidade e finalizou a carreira aos 19 anos.

“Naquele ano eu consegui meu passe

livre junto ao Pereira Lima. Comecei

a perder espaço no time e queria continuar

jogando. Foi quando conheci a

minha namorada e nos mudamos para

Franca. Fiz Tiro de Guerra lá e joguei

também pela Francana. Mas nunca deveria

ter deixado a Ferroviária. É uma

coisa que me arrependo”.

MAURO SOLSSIA E OS NOVOS

TEMPOS DO NOSSO AMADOR

A passagem do empresário Mauro

Solssia foi rápida pelo time amador da

Ferroviária. Não que ele não quisesse

O empresário Mauro Solssia

exibe com orgulho os troféus

conquistados ao longo da

sua carreira como atleta em

campeonatos internos do Clube

Araraquarense e Clube Náutico.

Proprietário de uma corretora bem

sucedida no mercado, ele relembra

com carinho sua passagem pelas

categorias de base da Ferroviária.

A atividade ainda jovem como

corretor e os estudos, fizeram com

que ele abandonasse o futebol.

continuar jogando. Pelo contrário. Se

fosse nos moldes que vemos hoje, com

certeza seria diferente para ele e outros

milhares de jogadores de futebol.

“Na época, já trabalhava na área de

seguros com outra pessoa. No futebol

não se pagava, principalmente o que

se paga na atualidade. Precisava me

sustentar. Então, no fim de 1976, com

22 anos, decidi pendurar as chuteiras”,

destaca o agora proprietário da Solssia

Corretora de Seguros.

Mesmo encerrando a carreira precocemente,

o preparador físico da época

do time principal, Bebeto de Freitas,

elogiou o ex-zagueiro para o novo treinador,

muito conhecido pelos brasileiros

da época, Aymoré Moreira. “Quando

o Vail Mota saiu e o Aymoré Moreira

entrou como técnico da Ferroviária, o

Bebeto, que gostava do meu estilo de

jogo, falava pra eu voltar e pediu para

que eu treinasse no time principal. Fiquei

por quinze dias e posso dizer que,

durante este tempo, o Aymoré foi o melhor

treinador com quem já trabalhei. A

visão dele pelo futebol era diferenciada.

Mesmo assim, não deu para seguir

no futebol por causa do trabalho e dos

estudos”.

Pelo time amador da Ferroviária,

“Maurão” conquistou os títulos de

1973 e 1975. O ex-jogador lembra o

tempo em que o futebol amador tinha

grande prestígio na cidade. “Por ser a

Ferroviária, os outros times da cidade

Olivério Bazani Filho,

por muitos anos foi

responsável pelos

times de base da

Ferroviária, um deles

com: Adauto, Paulão,

Coutinho, Jurandir,

Mauro Solssia e Gil;

Agachados - Marcuíra

(Buíra), Ademir

Barsaglini, Amendoim,

Edson Miranda e Getil.

Com círculo, Mauro

Solssia e Buíra (ou

Marcuíra).

O atleta Mauro Solssia,

amador na AFE em 74

48


Ferroviária campeã amadora de 1975 - Vail Mota, José Eduardo, Arquimedes, Gil, Vicente,

Mauro Solssia, Paulão, Aranha, Geovane, Adauto, Hastel, Celso, Chico, Tatinho, Ninha,

Domingos, Picolim, Antenor, Gama e Baú; Agachados: Bazani, Morcego, Odair, Marcuíra, Ari,

Marquinhos, Mané, Valmir, Edson Miranda, Joel, Ademir Barsaglini e Sebastião

sempre entravam com mais vontade. O

pessoal não gostava do nosso time até

por ter uma equipe profissional. De rivalidade

mesmo posso considerar jogos

contra o Benfica, já que era do Carmo

e a ADA era de lá também”.

Outro aventureiro da bola que participou

dos títulos da Ferroviária no

amador foi Marcos Brandão da Silva,

o popular Buíra. Nas ruas e nos campos

batidos, começou a ter os primeiros

contatos com o futebol. Certo dia,

jogando no campo do ACCO, Paschoal

Gonçalves da Rocha observou o menino

franzino e despertou o interesse em

levá-lo para a Ferrinha.

“Ele me levou para o dentão da

Ferroviária e de lá eu não saí mais. Em

1970, em uma partida de aspirantes

em Ribeirão Preto, o Vail Mota acompanhou

o time e me viu jogar. Após a

partida, ele conversou comigo e disse

que me queria no time”.

Em 1972, com 16 anos, Buíra estava

no time amador da AFE e se juntou a

um seleto grupo de jogadores que contribuíram

para a história grená. Mas a

carreira do ex-meia-direita durou pouco

tempo.

“Depois do título amador, em 1975,

eu tinha 19 anos e queriam que eu fosse

para o time principal da Ferroviária.

Porém, a família pesou na hora da decisão.

Era complicado ficar viajando e

deixar eles pra trás”.

Buíra recebeu diversos convites de

Bazani para voltar à Ferroviária, mas

sem sucesso. Com estudos bancados

pelo Dr. Crocce na época, o jovem jogador

defendeu as cores do Santana. “Ele

me ajudou muito e continuei jogando

bola por aqui mesmo. Sempre insistiam

para eu voltar, mas decidi optar pelos

estudos e o trabalho”.

Uma das grandes promessas da cidade

foi irredutível. Chegou a receber

até propostas de Portuguesa e Corinthians,

que tinham olheiros no futebol

amador da cidade, mas “o não” estava

sempre na ponta da língua. O sucesso

de Buíra ficou por aqui, como mais um

filho de Araraquara.

Buíra com a mãe,

dona Clotilde. O pai

de Buíra, “seo Dito”

ou simplesmente

Escurinho (já falecido),

era um dos mais

ardorosos torcedores

da Ferroviária, desde

os tempos da Cantina

do Nhô Bento, na Rua

Gonçalves Dias esquina

com a São Paulo,

depois Lanchonete do

Hotel Uirapurú. Hoje, o

ex-jogador do Amador

da Ferroviária pode ser

visto no quiosque da

Santa Cruz vendendo

lanches.

49


SEU NOME ESTÁ NA RUA

TORI KITAMURA

TEXTO: SAMUEL BRASIL BUENO

A senhora dos Pastéis Kitamura

Possuidora de nobres

qualidades, sua vida foi uma

série de constantes lutas e

vitórias. Pertenceu a uma das

mais tradicionais famílias da

colônia japonesa, especialista

em preparar um pastel. Fez

parte da história da cidade,

granjeando amizades e

esbanjando otimismo.

Tori Kitamura, também conhecida

carinhosamente como Maria, nasceu em

10 de abril de 1902 em Kimamoto Ken,

no Japão. Era filha primogênita de Kenzo

e Moto Hayshida e tinha quatro irmãos,

dois homens e duas mulheres. A família

sempre se manteve muito unida e prestativa

às pessoas que a rodeavam. Na infância,

Tori estudou nas escolas do Japão

por sete anos.

Em 1928, ainda em sua terra natal,

casou-se com Massao Kitamura, e logo

no ano seguinte, 1929, o casal desembarcava

no Brasil, vindo a trabalhar na

lavoura, na região da Mogiana.

O nome de Tori Kitamura hoje está

presente em um dos bairros mais

populosos de Araraquara: o Cecap,

que significa Companhia Estadual de

Casas Populares.

Ainda hoje, quando voltamos

os olhos para o passado, época

dos nossos avós e pais, devemos

imaginar que estes orientais pioneiros

viveram uma vida de agruras,

derramando sangue, suor e

lágrimas para vencer os obstáculos.

Fatos inarráveis em poucas

palavras que ficaram em uma história

que agora nos leva a compreender

o passado e enaltecer seus

descendentes que continuam a

honrar os ensinamentos deixados

pelos imigrantes japoneses entre eles, a

paciência e a dedicação ao trabalho com

honestidade acima de tudo.

No início da década de 1930 chegaram

a Araraquara para recomeçar a vida.

Dessa vez em outra atividade, abraçando

o ramo da pastelaria. Como todo o começo

é difícil, o casal passou a comercializar

seu produto (pastel) nos mais diferentes

pontos da cidade (ambulantes), e mais

Tori Kitamura, o marido

Massao e o filho Alcides; ainda

no interior da pastelaria da

Avenida São Paulo, na década

de 50 - na mesa do fundo,

Hitocachi (tintureiro), Mário

H. Arita (hoteleiro) e Honda

(comerciante); na frente um

cliente.

50


Familiares de Tori: Carlos Kiyochi (neto), Maria Aparecida Kitamura

(nora), Henrique (bisneto), Kengi (bisneto), Denise Tori (neta) e

Guilherme que está no colo (bisneto), Vinicius (bisneto) e Lisandro

Massao (neto)

Vinicius, Guilherme (no colo), Henrique e Kenji continuam seguindo

como formadores da nova geração dos Kitamura’s, predestinada

certamente, a honrar as tradições e os costumes de uma família tão

querida em Araraquara

tarde, Massao e Tori montaram seu pequeno

ponto de vendas na rua São Bento,

local onde hoje está edificado o prédio

do Banco Bradesco.

Em 21 de setembro de 1937, na Av.

São Paulo, entre as ruas 2 e 3, o casal

abriu as portas de sua afamada pastelaria,

a qual, por cinco décadas, atendeu

com carinho e esmero sua enorme clientela.

Foram 50 anos de muito trabalho,

porém compensador, pois os dois conseguiram

formar inúmeras amizades.

Tori e Massao tiveram um único filho,

Alcides, o qual nasceu em Araraquara

no ano de 1938, e foi casado com Maria

Aparecida de Andrade Kitamura. Alcides

juntou-se aos pais, fortalecendo ainda

mais a administração da pastelaria que

se tornou tradicional em Araraquara.

A família completa-se com quatro netos:

Kátia Kiyoko, Carlos Kiyochi, Lisandro

Massao e Denise Tori; e os bisnetos Estela,

Vinicius, Henrique, Guilherme e Kengi.

Tori Kitamura foi um exemplo de mulher

dedicada, não só como esposa e mãe,

bem como companheira de trabalho, auxiliando

no sustendo do lar. Trabalhou até o

último dia de sua existência terrena, falecendo

na tarde de 10 de outubro de 1981,

vítima de atropelamento na cidade. Seu

esposo, Massao Kitamura, faleceu em 4

de fevereiro de 1965, estando ambos sepultados

no Cemitério São Bento.

Seu nome está na rua através do

Decreto n° 4401, de 26 de fevereiro de

1982, que denomina Rua Tori Kitamura,

a antiga Rua 1 do loteamento Parque do

Cecap, neste município.

Neta e bisneta mais velha, Katia e Estela

Dois momentos da Rua Tori Kitamura: em 1983 e atualmente, onde se observa que reside a tranquilidade

51


ATLETISMO

Edmilson Escamilla, o flecha

ligeira da cidade nos anos 60

Em toda sua vida este atleta

símbolo de Araraquara,

participou 38 vezes da

Corrida de São Silvestre e

também das seletivas dos

Jogos Panamericanos. Ele fez

parte da equipe de atletismo

da Ferroviária com Armando

Clemente.

Quando você vê uma criança correndo,

da pra se ter uma ideia do que

aquilo representa. Não é só felicidade,

pureza e futuro, o quanto aquilo é espontâneo.

Por que correr? Por que você

corre? No cotidiano, sempre você quer

ser mais rápido em fazer as coisas,

se deslocando de um cômodo para o

outro, ou simplesmente corre para se

manter em formar ou se sentir livre em

um período do seu dia para espairecer.

Equipe da Ferroviária na disputa dos Jogos Abertos do Interior em Jundiaí, aparecendo entre

os atletas, Escamilla e Zé Albino. O último à direita em pé, Laércio de Arruda Ferreira, o Pelica,

que era da antiga CCE - Comissão Central de Esportes

É por isso que o atletismo, principalmente

a corrida, faz parte da nossa

vida mesmo que você não perceba. E

para aqueles que perceberam o quanto

isso é importante?

Edmilson lembra que na época,

ocorriam eliminatórias para a São Silvestre

em Araraquara. “Quando eu estava

no colégio São Bento, o professor

de Educação Física, Fernando Rocha,

chamou a mim e o Juvino do Santos

para integrar a sua equipe de corrida

que treinava em uma minipista do

DEFE (Departamento de Educação Física

e Esportes), depois Escola Industrial

e hoje Centro Paula Souza”, lembra Escamilla.

Foi ali que o jovem de 21 anos

dava seus primeiros trotes e começava

a sonhar alto. Nos anos 60, o fundista

Armando Clemente lhe dava uma oportunidade

em sua equipe.

A equipe na qual Clemente participou

passaria a integrar a modalidade

de atletismo do São Paulo Futebol

Clube e disputou as eliminatórias, em

São Paulo, dos Jogos Panamericanos

de 1963, que seriam realizados no Rio

de Janeiro. Durante esta disputa, Escamilla

lembra de um fato marcante na

carreira do seu grande ídolo, Clemente.

“Um atleta apelidado de Catureba,

do Vasco da Gama, acertou uma cotovelada

covardemente em direção ao

baço de Clemente e ele foi ao chão na

hora. Anos depois, quando foi home-

52


nageado em um evento na Biblioteca

Municipal, fui falar com Clemente e

recordei deste lance. Ele caiu no choro

na hora. Talvez tenha sido o momento

mais triste da carreira dele”, relembra.

Em 1966, a equipe foi filiada à Ferroviária,

podendo usufruir da estrutura

da pista de atletismo que havia no entorno

do gramado da Fonte Luminosa.

A Ferroviária também começou a investir

na natação, no basquete e no futebol

do salão.

“Na época, a Ferroviária precisava

de um professor formado em Educação

Física para ser líder da equipe. Fui chamado

e passei a ser diretor de esportes

terrestres da Ferroviária. Claro que

o carro-chefe sempre era o futebol. Na

maioria das reuniões pouco se falava

das outras modalidades, mas conseguíamos

uniformes, espaço para treino

e, de vez em quando, o uso do ônibus

para se locomover para outras cidades”,

relembra Escamilla.

E quem confeccionava os uniformes

era a antiga Comissão Central de Esportes

que, nos anos 80, passaria a ser

conhecida como Fundesport. A equipe

também contava com outros apoios de

fora da instituição grená, como Bilica,

diretor de esportes do SESI da época e

que ajudou muito a equipe com equipamentos.

Escamilla conta ainda que Clemente

foi o melhor técnico da equipe que

passou pelo atletismo da Ferroviária.

E o exigente treinador não dava trégua

para quem chegasse atrasado, punindo-os

de forma bem curiosa.

SEGUE

Edmilson Escamilla um dos nomes que Araraquara guarda carinhosamente em sua história

esportiva; fez do pedestrianismo a sua vida, mantendo lealdade aos que lhe ensinaram a arte

de correr e praticar o esporte

53


CONTINUAÇÃO

“Toda vez que alguém chegava atrasado,

o Clemente fazia a pessoa ficar

na posição “patinho”, como a gente

chamava. Ela era obrigada a andar agachada

e dar a volta na pista inteira do

lado do campo. Outro castigo era de

ficar encurvado e encostar o dedo na

ponta dos pés. Ele era bem rígido”.

Na sua trajetória dentro do atletismo,

Escamilla não se considerava um

atleta de ponta, mas a competição favorita

era sempre a São Silvestre, tanto

que participou de 38 edições da corrida

mais famosa do Brasil. Talvez o principal

atleta do país daquele período foi

Antônio Nogueira Azevedo, que era representante

de Goiânia, mas o momento

mais marcante na sua vida foi com

um dos grandes nomes do atletismo de

todos os tempos, Emil Zátopek.

O ex-corredor araraquarense teve

como espelho Clemente durante a sua

vida e foi passando os ensinamentos

aos seus alunos de educação física na

Unesp, sempre na intenção de formar o

caráter da pessoa e contribuir para seu

aprendizado.

“A maior alegria de ver um ex-aluno

quando a gente o encontra pela rua, é

vê-lo com sua esposa e filhos. Ali você

tem certeza que parte de sua missão

foi cumprida”.

A Ferroviária para montagem

da sua equipe de atletismo

praticamente recorria aos alunos

da antiga Escola Industrial e atletas

que participavam das atividades

do DEFE, do qual fazia parte

o professor Laércio de Arruda

Ferreira (Pelica). Assim foi com

Muniz (Índio), Geraldo Polezze, um

dos grandes velocistas da história

da cidade, Uriel Pedroso e Edmilson

Escamilla, em 1959.

Escamilla hoje em sua casa

Equipe na abertura

dos Jogos Regionais

na Fonte Luminosa,

competição que

reunia basicamente

no passado,

as cidades que

compunham a

Estrada de Ferro

Araraquarense,

de Araraquara até

Jales, na beira do

Rio Grande

Os atletas Uriel Pedroso, Diogo Redondo, Edmilson Escamilla e Jovino dos Santos corriam pela

Ferroviária e Armando Clemente, era contratado pelo Sesi

54

Hoje, o ex-atleta vê com bons olhos

a safra que surge em Araraquara e região.

“Além do fundista Marcelo Cabrini,

o treinador Alex Sabino vem desenvolvendo

um trabalho excelente com

os atletas deficientes”. Sabino foi convocado

para ser o treinador da seleção

paraolímpica de atletismo, visando os

jogos Rio 2016.

Escamilla pode não ter contribuído

com títulos para a cidade, mas com certeza

faz parte de um legado de dedicação

e amor ao esporte, que jamais uma

medalha seria capaz de contemplá-lo

com esta façanha de ter desfrutado

este período emblemático do esporte,

ainda mais envolvendo a Ferroviária de

Araraquara.


Trabalho feito de casa em casa

Cidade decidiu entrar de

corpo e alma na luta para

acabar com a proliferação do

Aedes. O primeiro bairro foi a

Vila Xavier que neste ano é a

região mais visada

pelo mosquito.

Mutirão contra o Aedes,

guerra que não acaba

O 1º Mutirão Regional

de Combate ao Aedes aegypti

foi realizado no dia 30

de janeiro, na Vila Xavier,

em Araraquara. Cerca de

300 pessoas, entre agentes

comunitários de saúde

e de combate a endemias

e voluntários, participaram

da ação, iniciativa do grupo

EPTV, com realização da

Prefeitura de Araraquara e

apoio da Unimed.

O prefeito Marcelo Barbieri, acompanhado

de vários secretários municipais,

participou do mutirão. O prefeito

percorreu a Alameda Paulista orientando

os proprietários das lojas e distribuindo

panfletos informativos.

Divididos em grupos, os funcionários

da Saúde e voluntários passaram

de casa em casa e nos comércios no

trecho que compreende da Alameda

Paulista até a Rua 13 de Maio, entre as

avenidas Santo Antônio e Octaviano de

Arruda Campos, orientando a população

sobre o combate ao Aedes aegypti

e também sobre as doenças transmitidas

pelo mosquito: dengue, zika e chikungunya.

A comitiva percorreu uma parte da Vila

Xavier, que é o bairro com maior incidência

de casos neste ano, orientando os moradores

como eliminar os criadouros de dentro de

suas casas

55


COLUNA

ESPORTE É AVENTURA

Treino de corrida

A corrida é um dos esportes que mais conquista

adeptos em todo o mundo. A prática da

modalidade na rua, e com ela a realização de

centenas de provas durante cada ano, movimenta

um mercado milionário.

Sempre aparecem muitas dúvidas sobre

a prática da corrida. Abaixo vou responder as

mais comuns e importantes.

Quais os benefícios que a corrida proporciona?

- Reduz a gordura corporal

- Melhora a ansiedade e tensão

- Melhora a qualidade do sono

- Melhora a capacidade cardiovascular e

pulmonar

- Melhora os níveis de colesterol

- Melhora a força de membros inferiores

- Auxilia na prevenção da osteoporose

- Diminui a pressão sanguínea

Quanto tempo após iniciar a prática de

corrida uma pessoa está preparada para disputar

percursos de 15, 21 e 42 quilômetros?

Se a pessoa já pratica outra atividade física

e tem uma boa estrutura muscular, poderá

alcançar qualquer um destes objetivos

em cerca de 1 ano de treinamento sistemático.

Caso seja sedentária, precisará de 3 a 6

meses a mais para chegar a correr distâncias

mais longas, já que esta pessoa terá que passar

por um período que chamamos de período

de adaptação nos primeiros meses.

A musculação deve ser feita pelos adeptos

da corrida para evitar o risco de lesões?

A musculação é importante aos que querem

correr ao longo da vida pois dá ao corpo

uma melhor estrutura muscular para suportar

todo o impacto, preserva as articulações e fortalece

também os ossos.

Porém, para aqueles que não gostam desta

modalidade, é válido também experimentar

outras, como o Pilates ou o treinamento

funcional.

Correr na esteira ou na rua?

Qual a diferença entre correr ao ar livre

(ruas, parques, clubes) e na esteira?

É possível se preparar para uma prova de

rua treinando apenas na esteira?

Na esteira o chão passa embaixo de você

enquanto na rua você deverá impulsionar seu

corpo à frente. Ao ar livre deve-se considerar a

resistência do vento, as irregularidades do terreno,

a atenção dada aos imprevistos de estar

correndo em ambiente externo, o que torna a

corrida ao ar livre uma atividade mais dinâmica

e mais parecida com a que se encontrará

em uma prova de rua.

Na esteira o treino é mais monótono.

56

Carlinhos Tavares

Absolute Fit | 16 3114.8664

Entretanto, controla-se melhor a velocidade,

ritmo e inclinação do terreno. Sim, é possível

se preparar para uma prova apenas utilizando

a esteira. Mas o atleta terá de fazer uso

da inclinação e variações de velocidades para

aumentar o esforço que na rua com certeza

é maior.

Faça treinos intervalados com inclinações

e outros mais longos durante toda a semana.

Porém não recomendo esta prática 100%,

porque os treinos mais proprioceptivos são de

extrema importância na prevenção de lesão.

O treino deve ser específico. Não é prudente

treinar apenas na esteira, sendo que na

hora da prova você estará na rua, enfrentando

um terreno com desníveis e irregularidades

não encontradas na esteira. E isso exigirá

mais das musculaturas específicas ligadas à

estabilidade articular. E elas sofrerão, já que

não foram treinadas neste terreno.

A recomendação é mesclar as 2 corridas,

esteira/rua, caso seja mais cômodo fazer a

maior parte dos treinos em esteira.

Muitas pessoas dizem que nos dias em

que praticam a corrida o apetite aumenta e,

desta maneira, sentem mais dificuldade de

manter a dieta. Correr dá mais fome? Verdade

ou mito?

Sim, correr dá fome como qualquer outro

esforço e o engordar ou não dependerá do

equilíbrio entre o que se come e o que se queima.

Se houver crédito, a pessoa vai engordar

com certeza.

O importante é que a atividade física geralmente

estimula a pessoa a comer melhor

e consequentemente optará em mais qualidade

do que quantidade, além de não querer

jogar todo seu esforço fora. Na primeira hora

após a atividade física, o que for ingerido será

dirigido para a recuperação muscular. Por isso

a importância de se consumir proteínas e carboidratos,

mas sem exageros, porque senão

teremos o depósito deste excesso como gordura.

Para saber mais, como dicas de treino,

etc., curta nossa página no Facebook (www.

facebook.com/absolutefit). Neste canal, você

leitor poderá interagir, compartilhar fotos e fazer

perguntas.


MÃES E BEBÊS

Araraquara terá a Casa

da Gestante até julho

A novidade se espalha pelo

País e Araraquara passa a

fazer parte do programa com

o objetivo de humanizar o

atendimento às mães e bebês,

em um espaço específico.

“A assistência que será oferecida a

essas mulheres na Casa da Gestante,

tem como referência os princípios da

humanização preconizado pelo Ministério

da Saúde, oferecendo condições

de permanência, alimentação e acompanhamento

pela equipe composta por

enfermeiras, médicos e técnicos em enfermagem,

podendo, ainda, contar com

o apoio da psicologia, serviço social e

nutricionista, que também integram a

equipe multiprofissional”, comentou

em janeiro, a superintendente da Gota,

Regina Barbieri Ferreira.

A Casa da Gestante de Araraquara,

ideia que vem sendo implantada em

várias cidades brasileiras, terá capacidade

para 15 leitos e abrigará também

mulheres na fase de latência do trabalho

de parto que residem distante ou

fora de Araraquara.

Na segunda semana de janeiro,

a Prefeitura iniciou a obra de reforma

para implantação do projeto na Maternidade

Gota de Leite, visando acomodar

as mães, cujos bebês necessitam

de internação acima de três dias e garantir

a presença materna próxima ao

filho para acompanhar sua evolução

clínica, manter o aleitamento materno

e, consequentemente, o vínculo afetivo.

A Casa da Gestante funcionará no

atual prédio da FunGota, na esquina

da Rua Carlos Gomes, com a Avenida

Duque de Caxias. As obras de reforma,

nesta primeira fase, estão concentradas

no piso térreo, que passa

por adaptação das redes elétrica e hidráulica

para receber o setor administrativo

da Maternidade. Já no 1º andar

serão construídos seis quartos, quatro

banheiros, um posto de enfermagem,

copa, expurgo e depósito.

O prefeito Marcelo Barbieri, acompanhado

do secretário de Obras Valter

Rozatto, vistoriou a obra e destacou

mais esse serviço que a Gota passa a

oferecer às mulheres de Araraquara

Dia de visita à Gota de Leite do prefeito

Marcelo Barbieri e o secretário de Obras,

Valter Rozatto para acompanhar as obras

A mãe Naiade Cristina Seghetto com a filha

na Maternidade Gota de Leite

Foto: Sérgio Pierri

e região, após a sua reabertura, em

2012. “A Maternidade Gota de Leite é

referência no atendimento às gestantes.

Tem aprovação de 98% da população

pela excelência no atendimento.

Ela vem agregar ainda mais qualidade

ao trabalho do hospital, garantindo o

acolhimento humanizado e atenção às

mães e aos bebês”, disse o prefeito.

A Casa da Gestante integra uma das

diretrizes da Rede Cegonha, que é uma

estratégia do Ministério da Saúde para

implementar uma rede de cuidados a

fim de assegurar às mulheres, o direito

ao planejamento reprodutivo e a atenção

humanizada à gravidez, ao parto e

ao puerpério, bem como assegurar às

crianças, o direito ao nascimento seguro

e ao crescimento e desenvolvimento

saudáveis.

De acordo com a Secretaria de

Obras, a reforma é realizada pelo convênio

com o Governo do Estado, com aditamento

de R$ 448.936,21. A previsão

de duração da obra é de três meses.

57


MEDICINA ESPORTIVA

CRIOTERAPIA

Ela reabilita atletas com

suas técnicas específicas

Quem acompanha o mundo esportivo já deve ter se

deparado com alguns barris, ou até mesmo piscinas,

cheias de água e gelo, com jogadores de futebol dentro

delas logo após um treino intenso ou em um jogo oficial.

Mas, qual a intenção de utilizar este método tão diferente?

Em nossa cidade procuramos o médico Guido Tsuha,

formado em Medicina Esportiva para explicar.

A crioterapia abrange uma grande

quantidade de técnicas específicas

que utilizam o frio nas formas, líquido

(água), sólido (gelo) e gasosa (gases)

com o objetivo terapêutico de retirar

calor do corpo. O termo significa, literalmente,

“terapia pelo frio”. Qualquer

tipo de uso do gelo ou de aplicações do

frio com objetivos terapêuticos é, dessa

forma, crioterapia.

Com isso, o método consiste em

retirar a temperatura corporal para minimizar

os efeitos dos microtraumas e

aumentar o bem-estar dos atletas. O

que se tem popularizado, principalmente

no futebol, é a imersão em águas de

baixa temperatura.

“Barril ou uma piscina com água e

gelo acabam sendo os métodos adotados

pela praticidade. Há também as

câmaras frias em grandes centros esportivos,

mas o uso não é tão frequente

pelos outros métodos serem mais

simples”, explica médico Guido Tsuha,

formado em Medicina Esportiva e hoje

uma importante autoridade no assunto

em nossa região. Guido faz parte de

uma das mais tradicionais famílias voltadas

para a medicina em Araraquara.

O especialista explica que a temperatura

da água tem que estar por volta

dos 19 graus. Se a temperatura for bem

abaixo, pode ocasionar queimadura na

pele. O ideal de usar a crioterapia é para

atividades de ritmo intenso, praticadas

por mais de duas horas de duração.

“Com este objetivo de uma atividade

ou de um pós-treino, com uma intensidade

alta, os efeitos da crioterapia

trazem uma recuperação mais rápida,

diminui o grau de dor (isso depende da

atividade física que pode trazer dores

musculares), minimizar processos inflamatórios

que podem ocorrer e a remoção

do ácido lático, ocorrendo uma

analgesia e uma recuperação muscular

mais rápida”.

O uso mais adequado da critoerapia

é sempre acompanhado de um profissional.

O corpo pode ser intolerante ao

gelo sem mesmo você perceber se não

fizer o uso de maneira correta. Para

isso, uma compressa de gelo no local

de uma dor muscular três vezes ao dia

já seria o suficiente.

Hoje, o método é quase que indispensável

nas principais modalidades

esportivas, seja no futebol, atletismo,

principalmente no triátlon. “Hoje, o gelo

é utilizado pra tudo dentro do esporte,

seja uma pancada em local específico,

ou na imersão na água fria. Sempre

traz um efeito anti-inflamatório”, destaca

Tsuha.

58

Para o médico Guido Tsuha, com formação

em Medicina Esportiva, a utilização do gelo

no tratamento de lesões desportivas, ou

outros processos inflamatórios traumáticos

(crioterapia) faz parte do senso comum e,

de uma forma geral, é utilizada por todos.

Convém, no entanto, perceber como funciona

e como deve ser aplicada


RECURSOS

A crioterapia é um

agente terapêutico

bastante utilizado

nas lesões

musculoesqueléticas,

frequentemente

causadas durante

a prática esportiva.

Dentre as lesões mais

comuns estão as

contusões, distensões,

entorses, bursites e

as tendinopatias.

59


ENCONTRO

Confraternização da

diretoria da ACIA

Anualmente a Associação Comercial

e Industrial de Araraquara promove

festa de confraternização entre os

seus diretores e parceiros.

Segundo o presidente Renato Haddad,

o encontro anual “é uma oportunidade

de todos se reunirem, trocarem

informações sobre mais um ano de trabalho

e principalmente se divertirem,

ganhando forças para mais um ano de

intensas atividades”.

Desta feita a reunião festiva da ACIA

aconteceu na Chácara do Nelson, que

fica no Parque Tropical; é um verdadeiro

paraíso, onde alegria e natureza se

confundem, se transformando num dos

pontos mais requisitados para festas

empresariais.

Durante todo o dia 24 de janeiro

com animação musical de André do

Piston e Zezinho Cipó, os diretores esbanjaram

felicidade.

O presidente da ACIA,

Renato Haddad,

agradecido aos

colaboradores que a

entidade tem em sua

sede: Fátima Bergamin.

José Carlos dos Santos,

Luís Rômio e Marcos

Assumpção

Maria Teresa Smirne

que tem o seu nome

em uma das mais

concorridas lojas

de confecções da

cidade, assinando

presença com seu

amado José Félix

Damiano Barbiero Neto que

ocupa o cargo de secretário

na diretoria da ACIA ao lado

da esposa Rosa, em um

dia dos mais alegres e que

serviu para o fortalecimento

do companheirismo

entre todos.

O jornalista Geraldo Polezze, do Jornal

de Araraquara, prestigiou o evento

fazendo foto com o presidente da

ACIA, Renato Haddad e dizendo em

alto e bom tom: “Ele é o cara”... Rodrigo Magrini e a esposa Aline Heloísa Nascimento e Geraldo Cataneu

60


Reinaldo Dias de Lima, da Montreal Magazine, todo

feliz da vida com a esposa Ana Cláudia, anunciando

a chegada de Felipe, um novo herdeiro na família

Casal Marina e Adelcio Carlos Magrini, da famosa rede Aquarela

Tintas num papo animado com o vice-presidente da ACIA,

Ademar Ramos (Alumínio Ramos)

Bruno e o pai André Boalin (Aliança)

Amigos reunidos em uma única mesa: Roberto Abud (Accessorium),

a esposa Luzia e a filha Isabela; Marina e Carlos Renato Segura (S&A

Colchões) com os filhos João Vitor (Pitico) e João Pedro; Edes Dalmo

de Oliveira e a esposa Catarina (A Boa Compra)

Silvio Prada e

Leninha; Renatinho,

os pais Léa e Renato

Haddad; Silvia,

o marido Marcos

Grosso (Correios) e o

filho Marquinhos

Paulinho Ambrósio

(Disk Carnes), esposa

Rosemeire e as filhas

Letícia e Lais

61


Animação é o que não faltou para Marcelo de Mattos Frigo, a esposa

Sônia Maria, o filho Maurício (namorada Mayara), Cristina e Jair

Martineli e a filha Lívia

Antônio Junquetti, tesoureiro da ACIA, não

esconde o sorriso em festa pela passagem de

mais um ano de muito trabalho na entidade

Geraldo Luís

Tampellini e

Márcia com a

filha Larissa, a

nora Solange,

o filho Vitor e o

netinho Murilo

José Paulo Viana e a esposa Patrícia, ambos do

Sebrae, que é um dos mais importantes parceiros

da Acia em nossa cidade

Colunista Social

Márcia Belotti

(Tribuna), Eder

Magrini, Fátima

Bergamin (ACIA)

e o namorado

Oswaldo Amaral

62

Durante este mandato, Luis Fernando

Petroni (Sanel) e José Janone Júnior

(Sunrise), ocuparam o cargo de Diretores

Sociais. Lá estavam eles na organização

da festa


celebra esses profissionais que têm

um papel importante em nossas vidas.

E a escolha para esta homenagem foi

feliz, pois trata-se de uma pessoa iluminada

e querida pelos companheiros

de trabalho e a sua família”, completou

Edna.

O DIA DO CARTEIRO

Marco Aurélio Petroni

Símbolo dos carteiros na cidade

Considerado o Papai Noel

dos Correios, o carteiro

Marco Aurélio Petroni foi

homenageado na Câmara

Municipal no final de

janeiro.

O Dia Municipal do Carteiro, comemorado

na cidade em 25 de janeiro,

desta feita levou para a festa uma

pessoa muito especial: Marco Aurélio

Petroni, que tem quase três décadas

dedicadas aos Correios, destacando-se

pela competência, comprometimento e

solidariedade. Ele foi homenageado na

sexta edição de um evento destinado a

reconhecer o trabalho de profissionais

de destaque indicados pela administração

local da Empresa Brasileira de

Correios e Telégrafos.

A solenidade foi conduzida pela

vice-presidente da Câmara, vereadora

Edna Martins. A mesa principal contou

ainda com a presença do vereador

Edio Lopes, homenageado e a esposa

Telma, além de Mário Ribeiro Cardoso,

Entrega do prêmio na Câmara Municipal

coordenador executivo da Ouvidoria e

Saúde do Município, representando o

prefeito Marcelo Barbieri, e João Paulo

da Silva, gerente operacional dos Correios.

Edio Lopes lembrou que ainda hoje,

mesmo com o avanço da tecnologia, o

carteiro é um elo para aproximar pessoas.

“A motivação em instituir este

prêmio teve origem na cobrança que

fazemos a nós mesmo, como cidadãos,

por reconhecer o trabalho daqueles

que se dedicam a colaborar com o progresso

da sociedade.”

Edna Martins lembrou que “é uma

categoria que

tem a confiança

e o respeito

das pessoas

em todo o Brasil

e esta data

Familiares se

reuniram para

cumprimentar o

ilustre homenageado,

Marco

Aurélio Petroni

PAPAI NOEL DOS CORREIOS

Era dia de Natal quando, em 1967,

o casal Ana Maria Assalve Petroni e

José Petroni esperava pela chegada

do pequeno Marco Aurélio Petroni, que

nasceu no dia seguinte, 26 de dezembro.

Esse fato talvez justifique sua afinidade

com o Papai Noel, que anos mais

tarde, se materializou quando se tornou

o bom velhinho dos Correios.

Casado com Telma Celeste Ferreira

Petroni, com quem teve a filha Letícia,

Marco Aurélio tem três irmãos: Carlos

Henrique, Fábio Ricardo e Edson Rogério.

Para seus familiares, Marco Aurélio

é exemplo de bondade, honestidade e

humildade.

Seguindo a tradição da família, é

também voluntário na Casa de Caridade

“Ana Grossi Telarolli”, que leva o

nome de sua bisavó.

63


Saúde

Você sabia

que comer

doce tem os

seus benefícios?

Fonte:http://blog.onofre.com.br/2013/01/11/os-beneficios-do-doce/

O AUTOCONTROLE É A REGRA INICIAL PARA

QUALQUER RECOMENDAÇÃO, INCLUSIVE

PARA AS DIETAS.

De todas as recomendações

que ouvimos dos nutricionistas e

endocrinologistas, a principal é

aplicar o autocontrole em todas

as refeições. Passar da conta

nas refeições não é algo difícil e

geralmente acontece com facilidade,

mas com o controle necessário, dá

para manter uma boa alimentação

comendo de tudo, inclusive doces.

Os doces, em todas as dietas

e restrições alimentares, são

considerados os verdadeiros

vilões da boa forma e por isso são

evitados de forma enérgica. Isso

porque a maioria das pessoas tem

o doce como o seu “ponto fraco

alimentar”.

Nós podemos extrair, da maioria

dos alimentos, um benefício, porém

tudo que é ingerido excessivamente

traz malefícios. E aí está o problema

dos doces. A maioria das pessoas

relaciona os doces a momentos

agradáveis e sensações prazerosas,

por isso consome de forma não

moderada e até excessiva, o que

causa gordura localizada, diabetes e

demais problemas de saúde.

O consumo moderado de doces

pode trazer benefícios para o

organismo, como:

Prevenção: Ativa a proliferação de

micro-organismos que auxiliam a

eliminação de bactérias maléficas

ao organismo humano;

Produz a sensação de prazer

devido à liberação de serotonina:

A serotonina, neurotransmissor

que atua no cérebro liberando

sensações, precisa de açúcar para

ser produzida.

Sentir vontade de comer doce não é

gula:

Quando o açúcar é retirado do

organismo de forma inesperada e

imediata, o organismo reage de

forma negativa criando a sensação

de ansiedade, gerando graus

de frustração, o que estimula o

consumo exagerado ao fim da dieta.

A deficiência de carboidratos e

algumas vitaminas provocam queda

na produção de serotonina, isso

eleva a vontade de comer doce.

O nosso organismo precisa que

todas as peças estejam em seus

lugares para funcionar bem, por isso

uma necessidade se encaixa à outra.

Tudo o que consumimos de forma

moderada e correta (para algumas

pessoas, com orientação médica),

serve para nutrir nosso organismo e

auxiliar o seu bom funcionamento;

quando cometemos excesso, o

organismo se sobrecarrega e

responde à sua maneira, o que

pode causar um grande problema.

64


VIDA SOCIAL por Maribel Santos

A linda Marise Cintrão

também foi prestigiar a banda

O bonito casal Rafael Scuoppo e

Helena Barbieri Cefaly conferindo o

show “Uma noite em Liverpool”

Uma noite em Liverpool

A banda araraquarense The

Beatles Again apresentou no

ginásio do Sesc, o show “Uma

noite em Liverpool”. O grupo

que está na estrada há mais de

vinte anos, foi aplaudido pelos

fãs que prestigiaram a belíssima

apresentação.

Maísa Gracindo e Paulo Adolpho

Tabachine Ferreira estiveram

por lá curtindo o show.

65


Samba no Bar Azul

Para animar os frequentadores

do Bar Azul, o famoso Bar da

Batata, tem uma programação

musical que está cada dia mais

caprichada, e agrada todos os

gostos.

No Bar Azul

Júnior Barros, Mirela Lima, Gustavo

Rodrigues e Elói Brito em noite animada

com samba de primeiríssima qualidade

Casal Top

Fernando Mauro

frequentador assíduo

do Bar Azul

A gatinha Maria

Eduarda de

Carvalho Pinha já

participou e venceu vários

concursos de beleza, e em

2016 continuará brilhando e

representando a nossa cidade

com toda sua graça e beleza

Laninha Garcia Demarzo

e Amauri Demarzo

felizes com o sucesso da

Labellamafia

Suzelaine Pedrosa

curtindo a noite com

muito ziriguidum...

Alice Matos é atleta e

empresária, dona da marca

Labellamafia que hoje é

tendência nas academias

entre as mulheres

Ainda no Sesc - The Beatles Again

Erick Masiero e José Pedro Renzi

frequentadores assíduos do Sesc, foram

aplaudir a banda araraquarense The

Beatles Again

Antônio Carlos e Alessandra

Aleixo apreciadores da boa

música estiveram prestigiando

o show

Lenita Mara Gentil Fernandes,

fã da banda, curtiu a noite com

os amigos ao som dos grandes

sucessos dos Beatles 66


Show do Liniker

Excesso de fofura

Amigos de infância

Carrapicho e Maiara no belíssimo

show do Liniker no Sesc

Festa em família

Lorenzo Gripa passeando no

Shopping do Carmo

Ricardo Toledo Piza e Lincoln Ferri

Amaral brindando a linda amizade

de mais de trinta anos

As primas Edvanda da Rosa e Maria

do Rosário Caetano felizes por estarem

reunidas em uma noite muito especial

Mariana da Rosa e Rafael Silver

comemorando o aniversário de João

Eduardo Bonavina da Rosa

Luís Carvalho e Alessandra

Bonavina vieram de Sampa para

participar da festa

67


ANIVERSÁRIOS

FEVEREIRO/2016

A diretoria da ACIA cumprimenta todos os aniversariantes

DATA NOME EMPRESA DATA NOME EMPRESA

01/02

01/02

01/02

02/02

02/02

02/02

02/02

02/02

02/02

02/02

03/02

04/02

04/02

05/02

05/02

07/02

07/02

08/02

09/02

09/02

10/02

10/02

10/02

10/02

11/02

11/02

12/02

12/02

12/02

12/02

12/02

13/02

13/02

14/02

14/02

14/02

14/02

15/02

Edson Vicente da Costa

Mara R. G. de Assumpção Laroca

Gilberto Aparecido Durante

Walter Silva Fraga

João Aparecido Vicente

Adão de Paula Trindade

Cristiane Fernandes Machado

Marcos Miguel Pierri

Juliano Karam Mascaro

Osmar Manfre

Walter Logatti Filho

Firmino Fernandes de Freitas

Sênia Mori

Antônio Parelli Filho

Valdecir Claudinei Bachi

Antônia de Rizzo da Matta

Valter Merlos

Carlos Nei Viola

Ademir Ramos da Silva

Maria Aparecida Veiga

Emerson Fabiano Leite

Fabrício Papini Fornazari

Ali Omar Rajad

Irene Candeu Baruchi

Nanci Sinabucro Dakuzaku

Francisco Carlos Carrascossa

Reinaldo Dias de Lima

Rosa Marli Galiano Damito

Leonardo Pavoni Filho

Edesio Silveira Rios

Carlos Alberto Pizzicara

Álvaro José Magdalena

Charles Dorli Bueno

Osvaldo Gomes da Silva

Ione de Lucca Morvillo

Evandro Lucas Yashuda

Antônio Messias de Lima

Aparecida Silberschmidt Freitas

Joalheria Jóias Nova

Panificadora Jóia

Fábrica da Imagem

Rádio Brasil FM

SR Ferragens

Walmar Funilaria e Pintura

Nubafo Churrasqueiras

Seek Informática

Buffet Karam

Konsult

Logatti

Ótica Thiago

Sênia Modas

Auto Eletro Carlão

Açoval

Ótica Araraquara

Provac

Carneval

Alumínio Fort Lar

New Look - Clínica de Beleza

Mercafrios

Papini Multimedia Arts

Rajab Engenharia

Morada

Sorveteria Biju

Mecânica Auto Peças Carrascossa

Montreal

Mercearia Peixaria Brasilia

Copav Indústria de Móveis

Alinhamento Araraquara

Rodocap

Magdalena Imóveis

Artesanatos e Novidades

Depósito Astro Armarinhos

MMC Morvillo Materiais p/ Construção

Farmácia Bandeirantes

Extintores Avanço

Jornal Folha da Cidade

15/02

15/02

15/02

15/02

17/02

17/02

17/02

17/02

17/02

18/02

18/02

18/02

19/02

19/02

19/02

20/02

21/02

21/02

21/02

21/02

22/02

22/02

22/02

22/02

23/02

24/02

25/02

26/02

26/02

27/02

27/02

27/02

28/02

28/02

28/02

28/02

29/02

29/02

Débora Capi Maurino Rodrigues

Márcio Antônio Brambilla

Vanderlei de Paula

Dirceu José Rigolin

Maria Aparecida L. Assumpção

Grasiela Caetano

Leda Maria Zenatti

José Roberto Placco Rodriguez

Maurício Botelho Alves

Ilda Scotton Sylvestre

Cristina Dahab Monteacultti

Marcelo H. Rocha B. de Oliveira

Orildo Paulino Basegio

Wlademir Carlos B. Rodrigues

Salma Maria Colombo Bermudez

Rui Athanázio Fernandes Lopes

José Anésio Pavão

Marlene da Costa Tucci

Alberto Sadalla Filho

Haroldo Franzin

José Roberto Sedenho

Liliana Aufiero

Osvaldo Leme da Silva

Mauro S. Shinzato

José João Jordão Júnior

Carlos Alberto Tampellini

Luis Amadeu Sadalla

Fernandes Guzzi Netto

Eduardo Bueno Govatto

Silvio da Silva Junior

Adelcio Carlos Magrini

Manoel Messias das Neves

Ivan Roberto Fucci

Vanessa Sanches

Vanessa de Souza Juliani

Luiz Eduardo Joioso

Marta Regina Balisteri Ortelan

Adão Afonso da Silva

Sagrado Coração de Jesus

BR Assessoria Contábil

Tita Eletrocomerciais

Drogaria Nossa Senhora das Graças

Panificadora Jóia

Valmag

Casa de Carnes Edinho

Morada do Sol Corretora de Seguros

Serralheria Botelho

Scott´s Moda Jovem

Montseg Seguros

Marvev

Porto Alegre

Escritório São Paulo

Varejão São José

Auto Posto Caravan / Auto Posto Vaz Filho

Master Café

Foto Tucci

Comfort Hotel

New Standard Software

Transterra de Araraquara

Lupo

Leme Comercial

Plasitiban

Lotérica Integração

Gemarge

Comfort Hotel

Escritório Gaspar

W& Financeiro

Potier Noivas - Atelier de Alta Costura

Aquarela Tintas / Decolores Tintas

Bar e Mercearia da Lourdes

Pão da Terra

Marvev

Naju Modas

Marmoraria Art Tec

Trans Ortelan

Fone System Telecomunicações

Estamos colaborando

na construção de uma

grande cidade

IESACRED

Cooperativa de Crédito

68


VITRINE

Paulinha Buanain, que faz pose especial para

Vitrine, emplaca num jogo de tênis, mostrando

todo seu talento nas quadras do Clube e ainda

se dá ao luxo de exibir um sorriso em festa.

Em foto de João Carlos, da Star Fotos, Rodolfo

Messali, que assina Peixe & Cia, serve paeja

ao mestre e doutor em ortodontia, Fernando

Antonio Gonçalves, o Gaetinha. “Olhei para o

fotógrafo e nem percebi que o Rodolfo estava

enchendo meu prato. Foi boa a desculpa?”,

perguntou Gaetinha.

Paulo e o pai Ítalo Fucci, em águas serenas

e tranquilas para um banho de piscina na

Ilha do Curral em Ilhabela. Uma família que

Araraquara tem na conta como uma das mais

importantes da sua história

TC Paulo Camargo, que a cidade conhece

bem com respeito e admiração, aniversariou

em janeiro de forma bem original...

Espontaneidade é

o que não falta em

Gilson Campani

ao dizer que

“enquanto uns se

divertem, outros

carregam pedra,

ou melhor, peso,

só para manter a

forma”

Ricardo Bonotto e Babi Meneghin, dando

toque de requinte à Plaza Catalunya, em

Barcelona, na Espanha

César Aielo ao lado da esposa Ângela, da

filha Maria Laura e amizades chegadas,

festejou mais um ano de vida

69


Luís Carlos

Fim do Carnaval

Parece que o recesso parlamentar

terminou no dia primeiro

deste mês. Parece, porque nossos

ilustres congressistas

somente recomeçarão seus

trabalhos de verdade depois do carnaval,

pois, como eles mesmos dizem,

sempre é preciso continuar a ter contato

com seus eleitores e nada melhor

do que isso senão participar das festas

em seus redutos ou, como se dizia antigamente,

currais eleitorais.

Ainda mais quando não se desconhece

que as eleições municipais deste

ano deverão ser disputadíssimas, principalmente

pela falta de dinheiro que as

empresas não poderão mais patrocinar

e eles terão de apoiar seus candidatos

para que estes depois os apoiem também,

quando, por sua vez, forem candidatos

novamente, como é o costume, ao

Senado, à Câmara dos Deputados e às

assembleias estaduais.

Mas o povo também tem o direito de

brincar enquanto ainda pode, pois ele

já sabe que a crise político-econômica,

sem falar da ética, continuará brava e

então é a sua última oportunidade para

tentar esquecê-la.

E quando esta crônica for publicada

os foliões ainda estarão de ressaca —

com exceção daquelas pessoas mais

recatadas que preferiram optar por um

retiro espiritual — e não se darão conta

BEDRAN

Sociólogo e articulista da Revista

Comércio & Indústria de Araraquara

dos problemas que terão de enfrentar.

Aliás, carnaval é isso mesmo: três

dias de puro esquecimento quando

se tecem as loas a Momo, a Vênus e

a Baco. Como naqueles versos de Manoel

Bandeira em Bacanal: “QUERO

BEBER! Cantar asneiras / No esto brutal

das bebedeiras / Que tudo emborca

e faz em caco... / Evoé Baco! // Lá se

me parte a alma levada / No torvelim

da mascarada, / A gargalhar em doudo

assomo... / Evoé Momo! // Lacem-na

toda, multicores, / As serpentinas dos

amores, / Cobras de lívidos venenos...

/ Evoé Vênus! // Se perguntarem: Que

mais queres, / Além de versos e mulheres?...

/ — Vinhos!... o vinho que é o

meu fraco!... // O alfanje rútilo da lua /

Por degolar a nuca nua / Que me alucina

e que eu não domo! / Evoé Momo! //

A Lira etérea, a grande Lira!... / Por que

eu extático desfira / Em seu louvor versos

obscenos. / Evoé Vênus!”. (Carnaval

– 1918), in Editora Nova Aguilar, 1996.

Mas o carnaval mudou ou mudei

eu? Ambos, evidentemente. No carnaval

do passado, brincava-se tanto na

rua, quanto no corso, como nos salões

dos clubes. Pulava-se para valer. E todo

mundo conhecia as letras das músicas

dos grandes compositores como Noel

Rosa, Joubert de Carvalho, Ary Barroso,

David Nasser, Lamartine Babo, Benedito

Lacerda e até mesmo as do Chico

Buarque de Holanda.

Tudo parecia ser muito

ingênuo, puro, sem malícia.

Parecia, pois muitas das

letras das marchas eram

dúbias, maliciosas, de duplo

sentido, pois exaltavam

a carne, o sexo. E isso desde

a sua origem, com o “Zé

Corso na 9 de Julho nos anos

50 arrastava multidão até altas

horas da noite

70

Tela da artista plástica araraquarense Sônia

Maria Marques simbolizando as escadarias do

Clube Araraquarense e o fim de uma noite

de carnaval

Pereira” e o “Abre Alas”, nos fins do século

19.

Quantos romances não começavam

e não terminavam nos três dias de

Momo? E todas as letras das marchas

eram decoradas, “O Pé de Anjo”, “Dá

Nela”, “Prá Você Gostar de Mim”, “Com

que Roupa”, “AEIOU”, “O Teu Cabelo

Não Nega”, das décadas de 20 e 30;

“Mamãe Eu Quero”, “Camisa Listrada”

e até as mais recentes das décadas de

40, 50 e 60, “Tomara Que Chova”, “Lata

d’água”, “Confete”, “Noite dos Mascarados”,

“Tristeza”.

Mas também havia as marchas que

criticavam os governantes da época.

Como terão sido neste ano? Será que

brincarão a favor do impeachment?

Pois já não se fazem mais carnavais

como os de antigamente. Uma chatice

apreciar (?) os desfiles das escolas de

samba pela TV, pura monotonia, tudo para

inglês (turista) ver, principalmente no Rio

de Janeiro. E na Bahia então, com os trios

elétricos e nos clubes ainda existentes, tocam-se

de tudo, menos marchas. De uma

pobreza franciscana!

O que ainda resta — ainda bem! — é

o povo brincando nas ruas nas pequenas

e médias cidades: espontâneo,

livre, crítico. Pelo menos por enquanto.

Porque, depois, não haverá mais brincadeiras

nas passeatas que virão por aí...

Evoé Momo, Evoé Baco, Evoé Vênus!


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