Revista da Sociedade OUTUBRO 28p

revistaordem

REVISTA

DA SOCIEDADE

GESTÃO 2019/2020

DESDE 1967 | OUTUBRO | 2019

ASSOCIAÇÃO DOS ENGENHEIROS, ARQUITETOS

E AGRÔNOMOS DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

EXPO RIO PRETO 2019

Negócios e transferência

de tecnologia

SUSTENTABILIDADE

O biodiesel brasileiro

e a legislação

ENGENHARIAS

Engenharia agronômica

e sua importância


02 Revista da Sociedade


Palavra da Diretoria

OUTUBRO

É MÊS DO

AGRO

Outubro é mês de celebrar a Engenharia

Agronômica, profissão das mais nobres

e importantes do mundo, responsável

por garantir o plantio e a colheita de

alimentos.

É mês de Expo Rio Preto, feira agropecuária

com volume de negócios que confirma o

protagonismo econômico do município e que

conta com importante colaboração técnica

da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e

Agrônomos de São José do Rio Preto – SP.

Em nosso espaço dentro do recinto de

exposições, a Associação dos Engenheiros,

Arquitetos e Agrônomos de São José do Rio Preto

– SP contribui para que o evento seja também

destaque na área de transferência de tecnologias,

com a promoção de palestras e minicursos, entre

outras atividades com o objetivo de ampliar os

conhecimentos.

Outubro é mês da tradicional Festa do

Agrônomo da Associação dos Engenheiros,

Arquitetos e Agrônomos de São José do Rio

Preto – SP. Realizado há 44 anos, em 2019 o

grande encontro da engenharia local e regional

acontece no último sábado deste mês, dia 26.

Outubro é mês da Revista da Sociedade

dedicar uma edição especial sobre a agronomia,

com reportagens e artigos abordando alguns dos

temas de maior relevância na área.

Nós da Associação dos Engenheiros,

Arquitetos e Agrônomos de São José do Rio

Preto – SP aguardamos vocês em nosso espaço

na Expo Rio Preto entre os dias 2 e 6, e na nossa

sede, no dia 26, na Festa do Agrônomo. Enquanto

isso, uma ótima leitura!

César Antônio Vessani, presidente da Associação

dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de São José

do Rio Preto – SP

Revista da Sociedade 03


ÍNDICE

03 - Palavra da Diretoria

Outubro é mês do agro

05 - Dias das Crianças

Brincadeiras que vão além da diversão

07 - Engenharia de Custos

A Engenharia de Custos e a Análise de

Conformidade de Preços

08 - Sustentabilidade

Biodiesel brasileiro

11 - EXPO 2019

Oportunidades de negócios e de ampliar o conhecimento

12 - Associação

Os diretores da gestão 2019-2020

14 - Atividade

76ª Soea amplia acesso à informação e inovação

21 - Engenharias

Engenharia agronômica

GESTÃO 2019/2020

Engenheiro Civil

Paulo Henrique da Silva

1º Vice-Presidente

Engenheiro Civil

Lucas Tamelini

1º Secretário

Engenheiro Agrônomo

Carlos Henrique Ravacci Pires

1º Tesoureiro

Arquiteto

Marco Antônio Miceli

Diretor de Sede

Arquiteto

Antônio Sérgio Agustini

Diretor Cultural

REVISTA

DA SOCIEDADE

ASSOCIAÇÃO DOS ENGENHEIROS, ARQUITETOS

E AGRÔNOMOS DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

Composição nova diretoria biênio

janeiro 2019 - dezembro 2020

Diretoria

Engenheiro Civil

Cesar Antônio Vessani

Presidente

Expediente

Diretor de Produção

Vergílio Dalla Pria Jr.

Engenheiro Agrônomo

Maurício Tucci Marconi

2º Vice-Presidente

Engenheiro Eletricista

Fábio Henrique dos Reis

2º Secretário

Eng. Metalurgista e de Segurança

Ricardo Scandiuzzi Neto

2º Tesoureiro

Engenheiro Civil

Rogério C. Azevedo Souza

Diretor de Esportes

Engenheiro Civil

Renato Luis Grollla

Diretor Social

Diretor de Arte

Thiago Dantas

Diretor de Jornalismo

Marcelo Ferri | MTB: 39.205/SP

Colaboração

Michelle Monte Mor | MTB: 31.925/SP

Fotografia

Editora

Impressão

Gráfica São Sebastião

Distribuição

BR2

Tiragem

15.000 exemplares

Publicação mensal

Mídias Sociais

socengriopreto

sociedade.engenheiros

A Revista da Sociedade é uma publicação mensal

da RP Industria Gráfica e Editora em Parceria da

Associação do Engenheiros, Arquitetos e

Agrônomos de São José do Rio Preto.

Associação dos Engenheiros

Rua Raul Silva, 1417, Nova Redentora

CEP 15090-260

São José do Rio Preto/SP

www.sociedadedosengenheiros.com.br

Fone: (17) 3227-7000

RP Indústria Gráfica e Editora

Rua Ângelo Fabrini, 377 - Jardim Urupes

São José do Rio Preto/SP - CEP 15051-325

Fone: (17) 3215-0700

(17) 99775-3383

04 Revista da Sociedade


Dias das Crianças

BRINCADEIRAS QUE VÃO ALÉM DA DIVERSÃO

Colocar a criançada em movimento só traz vantagens;

brincadeiras antigas são boas dicas para driblar a tecnologia

Pique-esconde, amarelinha, stop, passa-

-anel, bolinha de gude, pipa, peão... Há

alguns anos, as brincadeiras infantis não

utilizavam nenhuma tecnologia. Bastava

reunir a criançada e dar asas à criatividade.

As brincadeiras vão muito além de proporcionar

diversão. Quando as crianças participam

de atividades em que se colocam no lugar das outras,

aprendem sobre as diferenças e são estimuladas

a ter empatia.

Para a pedagoga Juliana Christina Rezende

de Souza a infância é um período de intensas

construções a partir das relações que a criança

estabelece em seu convívio.

As brincadeiras fazem a diferença na experiência

presente e futura das crianças, contribuindo

de forma única para a formação integral

delas como cidadãs.

“O ser humano é um ser social. Aprendemos

na relação com os demais e com o mundo.

Aumentamos o vocabulário uns dos outros, equalizamos

os modelos comportamentais de referência

e construímos nossos esquemas ético-morais

não apenas pela escuta, mas na convivência diária.

Além disso, a presença e o toque disparam

neurotransmissores de prazer. Um abraço pode

ser instrumento de cura, segundo alguns pesquisadores”,

explica Carolina Manzato, professora

de Língua Portuguesa, graduada em Letras pela

Unesp, mestra em Educação pela UFSCar e psicopedagoga

pela Famerp.

A professora explica ainda que a criança,

para se desenvolver como pode e merece, deve

conviver com adultos, que serão fonte de modelos

sociais já estabelecidos, e com outras crianças.

“Essas últimas pela questão do mesmo estágio do

aprender: aprender a compartilhar, a conviver, a

respeitar, a ouvir, a tolerar, a compreender. Tudo

isso se dá na relação entre crianças”, revela.

A importância do brincar

Além da diversão, as brincadeiras ajudam

as crianças a crescerem fortes e saudáveis. Isso

acontece porque quando elas correm e saltam,

estão queimando energia e construindo seus

músculos.

Muitas brincadeiras também auxiliam na

socialização e no desenvolvimento, como aquelas

ao ar livre, que envolvem a imaginação. Além

disso, são notáveis os benefícios para força, resistência

e equilíbrio. As brincadeiras antigas, como

esconde-esconde e pega-pega, ajudam na coordenação

do corpo e a dormir e comer melhor.

“Jogos com bola, por exemplo, aumentam a

capacidade aeróbica, fortalecem os ossos, aumentam

a agilidade, além de trabalhar a coordenação

motora e ajudar a melhorar a circulação”, diz a

professora de educação física Alessandra Vessani,

que também indica brincadeiras na piscina,

como caça ao tesouro, na qual a criança tem de

mergulhar para encontrar uma moeda no fundo.

“Além de divertida é uma atividade refrescante

que melhora a capacidade aeróbica”.

Ao brincar com jogos que estimulem sua

imaginação e exijam mais do corpo, é possível

que as crianças tenham grandes avanços no desenvolvimento.

Jogos de amarelinha, por exemplo,

permitem que as crianças criem noção de

espaço, coordenação motora e equilíbrio, além de

ensinar noções importantes sobre seguir regras.

“A ciranda, o pega-pega, o esconde-esconde,

por exemplo, são brincadeiras com regras

muito claras a serem cumpridas e estimulam o

corpo e a consciência espacial. Além disso, estar

ao ar livre pode ser ótima oportunidade de contato

com o sol e ganho de vitamina D, sem contar

a os benefícios da sensação da liberdade para a

alma”, diz a professora Carolina Manzato.

Ela explica ainda que os pais podem e devem

brincar. “Crianças que recebem atenção direta,

sentem-se mais seguras”, afirma.

Revista da Sociedade 05


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06 Revista da Sociedade

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Engenharia de Custos

A ENGENHARIA

DE CUSTOS

E A ANÁLISE DE

CONFORMIDADE

DE PREÇOS

Paulo Roberto Vilela Dias

A globalização da economia transforma

o mercado onde, todos os dias, aparecem novos

participantes, sejam parceiros, clientes ou competidores,

com novos conceitos, métodos, tecnologias

e produtos.

Os processos são cada vez mais dinâmicos

e a Engenharia Simultânea substitui gradativamente

a Engenharia Serial, com reflexos nos

custos a partir dos novos regimes contratuais,

dos novos modelos de concessões e das novas estruturas

organizacionais, mais rasas, bem como

a formação de consórcios e pulverização de empresas.

A mensuração na Era do Conhecimento

adquire novas formas, pela nova dinâmica proporcionada

pela Tecnologia de Informação e Comunicações,

porém a arquitetura de informação

permanece.

O mercado está mudando rapidamente,

cada vez mais complexo, exigindo que as companhias

reduzam preços, acelerem operações e

aumentem qualidade e inovem constantemente.

A resposta das empresas passa por diversas

transformações, do número de níveis hierárquicos,

expansão lateral de responsabilidades com

os profissionais executando tarefas e não funções

e uma revisão constante de estratégias, táticas e

processos operacionais.

O desenvolvimento de Tecnologias de Informação

e Comunicações (TIC) estabelece um

elo muito importante entre estratégias de negócios,

processos de negócios e engenharia de produtos.

A nova Ciência do Conhecimento reconhece

que o conhecimento é construído, mantido a

partir da informação e desenvolvido através de

processos de comunicação e difusão de informações,

adicionando-se as experiências pessoais de

especialistas, conforme as equações: informação

= dados + contexto; conhecimento = informação

+ experiência.

Quanto à Engenharia de Custos atual, temos

que o preço de venda de um serviço de engenharia

é formado pela soma dos seguintes itens:

Preço de Venda = Mão de Obra + Materiais +

Equipamentos + Administração local + Benefício

e Despesas indiretas (BDI).

Na próxima edição voltamos ao tema com

a descrição item a item dessa soma para obtenção

do preço de venda.

Engenharia de Custos no agronegócio

O IBEC acredita que a aplicação correta da

Engenharia de Custos no setor pode contribuir,

e muito, para seu desenvolvimento. Dessa maneira,

propõe-se a iniciar e participar de um grupo

de estudos sobre o assunto. Quem tiver interesse

em contribuir, pode entrar em contato conosco

através do e-mail: ibec@ibec.org.br

Paulo Roberto Vilela Dias é presidente do Instituto

Brasileiro de Engenharia de Custos (IBEC),

presidente da Associação Fluminense de Engenheiros

e Arquitetos (AFEA), Diretor do International Cost

Engineering Council (ICEC)

Revista da Sociedade 07


Sustentabilidade

BIODIESEL

BRASILEIRO

Mostra que desenvolvimento econômico

e ambiental podem caminhar juntos

08 Revista da Sociedade


Sustentabilidade

Desde 2016, a legislação brasileira prevê importantes

avanços para o setor de transportes e combustíveis,

com a previsibilidade de incremento do

uso de biodiesel para substituir gradualmente o

diesel fóssil – desde 1° de setembro de 2019, todo o diesel

fóssil vendido no Brasil conta com 11% de biodiesel.

A atual política de biocombustíveis foi construída a

partir de necessidades latentes no cenário brasileiro: valorização

dos produtos nacionais, diminuição do desemprego,

fortalecimento da indústria, segurança energética e cuidado

com o meio ambiente e com a saúde da população.

Em 2018, o Brasil produziu o recorde de 5,3 bilhões

de litros de biodiesel para abastecer o mercado interno.

Com isso, não só os consumidores puderam utilizar um

combustível mais limpo como também a indústria pôde retomar

sua produção e consolidar a posição do país como segundo

produtor global deste biocombustível (atrás apenas

dos EUA). Já em 2019, a produção e o consumo no Brasil

devem marcar novo recorde: 6 bilhões de litros/ano.

No final do ano passado, o Conselho Nacional de

Política Energética (CNPE) aprovou uma resolução que

deu previsibilidade inédita para o setor. O cronograma

do CNPE estabelece o aumento de 1% ao ano no teor de

biodiesel adicionado ao diesel fóssil até 2023. Com isso, a

previsão é alcançar o B15 (15% de biodiesel) até março de

2023.

O que é biodiesel

O biodiesel é uma alternativa renovável para o combustível

mais usado no Brasil — o diesel fóssil. Quanto

maior a produção e consumo deste biocombustível, menor

a dependência de diesel fóssil importado.

Para o presidente da Ubrabio (União Brasileira do

Biodiesel e Bioquerosene), Juan Diego Ferrés, o B11 chega

em boa hora e pode ajudar a indústria que vem sofrendo

com capacidade ociosa. “O biodiesel representa o equilíbrio.

Equilibra as emissões de carbono, que há centenas de anos

se acumula na atmosfera pelo uso dos combustíveis fósseis.

Equilibra também a exploração dos potenciais brasileiros,

reduzindo importação de combustível e fortalecendo a indústria”,

celebra Ferrés.

Acordo de Paris

Desde o início do programa de biodiesel no Brasil em

2005 (voluntário) até maio deste ano, com o B10 obrigatório,

o biodiesel já ajudou o Brasil a diminuir em mais de 70

milhões de toneladas as emissões de CO2.

“Este potencial de contribuir com a redução de gases

causadores do efeito estufa foi reconhecido pelo governo

brasileiro no documento que traça as estratégias para cum-

Revista da Sociedade 09


Sustentabilidade

prir as metas do Acordo de Paris. A expansão dos

biocombustíveis consegue unir desenvolvimento

econômico e sustentável, gerando riqueza para o

país e preservando a saúde e a qualidade de vida

da população”, explica o diretor superintendente

da Ubrabio, Donizete Tokarski.

Renovabio e novos investimentos

Outra importante iniciativa do Estado para

promover desenvolvimento em sintonia com o

movimento mundial de alinhar crescimento econômico

e sustentabilidade ambiental, a Política

Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) tem

como cerne a expansão da produção e do uso de

combustíveis renováveis na nossa matriz energética.

A evolução do uso de biodiesel, além de

estar em linha com o RenovaBio, vai atrair investimentos

em novas unidades de produção da

ordem de R$ 1,2 bilhão, projeta a Ubrabio.

Serão necessárias 12 novas unidades de

produção de biodiesel com a capacidade média de

170 milhões de litros/ano, para atender o B15

nos próximos quatro anos. Isso significa novos

empregos, geração de renda e movimentação da

economia.

Outro setor que será alavancado é o de

processamento de soja. A Ubrabio estima um

acréscimo de 15 milhões de toneladas no processamento

de soja, o que vai demandar investimento

do setor privado equivalente a R$ 3,8 bilhões,

além de promover agregação de valor à produção

agrícola e fortalecimento da indústria nacional

de carnes e derivados.

“Todas essas iniciativas demonstram que

o Brasil vem, cada vez mais, compreendendo

seu potencial para se tornar uma superpotência

verde, capaz de produzir riquezas para a nação

a partir do aproveitamento inteligente e sustentável

da sua biodiversidade”, comenta Tokarski.

Eficiência e qualidade

Além de representar o melhor custo x benefício

entre os combustíveis comercializados no

país, a excelência na especificação garante a qualidade

do biodiesel desde a produção até o consumo.

Nenhum outro combustível no Brasil possui

especificação com tantas análises. A Agência

Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis

(ANP) vem aprimorando os requisitos de

especificação do biodiesel desde o início do Programa

Nacional de Produção e Uso do Biodiesel

(PNPB).

Já em 2019, foi concluído o maior programa

de testes em motores já realizado no mundo para

a validação de misturas de biodiesel superiores a

15% com resultados favoráveis que permitiram

a consolidação do cronograma do CNPE, com o

início do B11 em 2019.

Além disso, os benefícios ambientais e de

saúde pública resultado da substituição crescente

do diesel fóssil pelo biodiesel são extensos. Um

dos principais exemplos é a redução das emissões

de diversos poluentes presentes no diesel extremamente

nocivos à saúde, inclusive os cancerígenos.

O biodiesel proporciona, ainda, um uso nobre

para o sebo bovino, outros óleos não tradicionais

e óleo residual (fritura), aproveitados como

matéria-prima, contribuindo para eliminar formas

de descarte inadequadas que contaminavam

especialmente as águas.

“A Ubrabio permanece firme no propósito

de produzir combustíveis limpos, reconhecidos,

testados e aprovados pela ANP, para melhorar a

qualidade de vida de toda a sociedade”, ressalta o

presidente da Ubrabio, Juan Diego Ferrés.

Para Ferrés, é preciso também contar com

o apoio e a participação daqueles que querem ver

o Brasil avançar, sem ficar refém de tecnologias

estrangeiras. Por isso, A Ubrabio estará em São

José do Rio Preto (SP), no dia 18 de outubro para

dialogar sobre essas questões, durante o seminário

“Biocombustíveis: a nova realidade do Brasil”.

O evento acontecerá na Câmara Municipal de São

José do Rio Preto e é organizado pela Associação

dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos.

Foto Divulgação

10 Revista da Sociedade


EXPO 2019

Foto Divulgação

OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS

E DE AMPLIAR O CONHECIMENTO

Além da expectativa de volume de negócios, área de transferência

de tecnologias é destaque da Expo Rio Preto

Realizada pela prefeitura de São José Rio

Preto, por meio da Secretaria de Agricultura

e Abastecimento, em parceria

com a Associação Comercial e Empresarial

de São José do Rio Preto (Acirp) e com

apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

(Embrapa) e do Governo do Estado de

São Paulo, a Expo Rio Preto tem histórico de volume

de negócios que coloca o município como

protagonista econômico regional.

Protagonismo, este, reforçado em números:

Na edição anterior, em 2018, a Expo Rio

Preto movimentou cerca de R$ 5 milhões em negócios,

com média de público de 40 mil pessoas.

Além do volume de negócios, a Expo Rio

Preto também é destaque na área de transferência

de tecnologia, com a promoção de uma diversificada

grade de palestras de interesses específicos

do agronegócio.

Grande parte dessas atividades acontecem

no espaço onde está instalada a Associação dos

Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de São

José do Rio Preto – SP. Presidida pelo engenheiro

civil César Antônio Vessani, a entidade tem se

consolidado como ambiente de busca por conhecimentos

que valorizem o profissional.

Expectativa

Neste ano a organização espera receber

mais de 60 mil visitantes entre os dias 2 e 6 de

outubro, no Recinto de Exposições.

Uma das novidades deste ano é a volta da

exposição de equinos, com o Núcleo do Centro

Oeste Paulista do Cavalo Mangalarga Marchador.

Chegando a 57ª edição em 2019, a feira

agropecuária traz 14 raças entre bovinos, equinos

e ovinos, somando mais de 2 mil animais

para exposição, julgamento e leilões. Na edição

anterior, em 2018, foram 11 raças e pouco mais

de 1 mil animais.

“A expectativa é enorme entre criadores e

expositores, já que este ano vamos dobrar o número

de animais no recinto”, destacou o coordenador

geral da Expo Rio Preto, o secretário

de Agricultura e Abastecimento, Antonio Pedro

Pezzuto Júnior.

Paulo Sader, presidente da Acirp e da comissão

organizadora, atribui o crescimento da

Expo Rio Preto ao trabalho de reposicionamento

da feira, iniciado em 2017. “Buscamos garantir

um ambiente leal, transparente, com estruturas e

regras para que os agroempresários tenham confiança

para investir, gerem renda e, consequentemente,

empregos para a cidade e a região”, pontuou.

Entretenimento

O evento conta ainda com uma programação

de entretenimento variado, pensada para

agradar toda a família. Destaque para o 1º Festival

Nacional De Moda De Viola, que vai homenagear

o compositor rio-pretense Valdemar Reis.

O festival distribuirá R$ 22 mil em prêmios,

além de troféus. Além da competição, o

festival também terá, todas as noites, apresentação

de artistas consagrados da música sertaneja,

como Sérgio Reis, As Galvão, Divino e Donizete,

e Almir Sater.

Revista da Sociedade 11


Associação

OS DIRETORES DA GESTÃO 2019-2020

Saiba quem é quem na diretoria da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e

Agrônomos de São José do Rio Preto – SP

Recriar a Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de São José do Rio Preto

– SP como espaço de valorização profissional e de distribuição de informação técnica à comunidade

em geral é missão que requer empenho.

Para superar esses e outros tantos desafios, a entidade conta com uma diretoria formada

por profissionais realmente dispostos a dedicar parte do tempo a um projeto de interesse de

toda uma classe. Saiba um pouco mais sobre cada um deles.

PRESIDENTE

César Antônio Vessani,

47 anos, engenheiro civil

“Assumi a presidência

no início de 2019 com

objetivo de conquistar

novos associados e fazer com

que os já existentes fiquem

mais tempo dentro da associação. Para

isso temos buscado retomar a entidade

como ambiente de desenvolvimento

profissional, facilitando o acesso à

informação de qualidade por meio de

cursos, palestras e outras atividades.”

1º VICE-PRESIDENTE

Paulo Henrique da Silva,

36 anos, engenheiro civil com MBA

em gerenciamento de projetos

“O objetivo é voltar a

distribuir informação

técnica para a comunidade da

engenharia e para a sociedade

em geral. Já o termômetro que temos

para saber se o nosso trabalho está, de

fato, sendo bem executado passa pela

maior adesão dos associados.”

2º VICE-PRESIDENTE

Maurício Tucci Marconi,

45 anos, engenheiro agrônomo

“Represento a

associação no CREA-

SP como conselheiro

da Câmara de Agronomia.

Tenho o papel de atualizar

e modernizar a associação,

agregando pessoas e ideias. Quanto mais

gente, mais cabeças, mais ideias, mais

possibilidades. Temos de conquistar

gente nova e poder contar com a

participação de gente com experiência”

DIRETOR FINANCEIRO

(1º TESOUREIRO)

Henrique Ravacci,

57 anos, engenheiro agrônomo

com pós-graduação em

administração de marketing

“Sou associado há mais

de 30 anos. A entidade

encontrava-se fragilizada e o

primeiro desafio foi reequilibrar

as contas para voltar a produzir. Já

estamos colhendo resultados. Deixamos

de operar no vermelho.”

12 Revista da Sociedade


SETPAR, urbanizando cidades

e construindo sonhos

Há 21 anos no mercado, a urbanizadora rio-pretense se prepara para

realizar mais um lançamento na capital do noroeste paulista.

Quando se pensa em uma boa cidade para viver,

independente da preferência de cada um, alguns

parâmetros tornam-se comuns a todos. Normalmente,

esses pontos se resumem em morar em um lugar com

uma boa infraestrutura, seguro, com amplo espaço

para lazer, próximo a serviços de educação e saúde de

qualidade, e tudo o mais que lhe permita ter uma vida

ideal. Mas para existir esse lugar tranquilo e que permita

o desenvolvimento e evolução em potencial dos seus

habitantes, investimentos se fazem necessários em

determinados momentos e cenários.

Diante deste cenário, surge a Setpar Empreendimentos

com o objetivo de investir e proporcionar qualidade de

vida, destinando um lugar ideal para se viver. Desde

1998, é uma empresa preparada para aproximar

as pessoas da realização dos sonhos de clientes e

parceiros, e que compactua com o desejo das pessoas

em conquistar um imóvel próprio. Mais de 50 mil

famílias já deram o primeiro passo para a realização do

sonho da casa própria com a compra de um terreno

Setpar.

Uma incorporadora que constrói bairros planejados

e estruturados voltados para a qualidade de vida

das pessoas, em cidades com grande potencial de

crescimento e investimento. Atuante em cinco estados

do Brasil, a empresa busca aproximar as pessoas

do sonho do imóvel próprio, de acordo com as

necessidades e possibilidades do cliente.

SetValley fase 2

Mantendo o preceito e a identidade que a urbanizadora

respeita, a cidade de Rio Preto está recebendo mais um

investimento em sua região leste. Seguindo o mesmo

sucesso do bairro SetValley, em 2016, a Setpar lança

este ano o SetValley fase 2, um loteamento aberto e

planejado, com infraestrutura e área de lazer completa.

Garanta o seu sonho de morar em um lugar planejado,

que completa o seu estilo de vida. Cadastre-se no

ponto de atendimento localizado no Max Atacadista,

na Av. Dr. Antônio Marques dos Santos, garanta as

condições especiais de lançamento e ganhe até R$

200,00 de vale-compra no Max Atacadista.

Conheça mais sobre esse incrível empreendimento em

Rio Preto nas próximas páginas!

Revista da Sociedade 13


14 Revista da Sociedade


Revista da Sociedade 15


16 Revista da Sociedade

(17) 99775-3383


Associação

DIRETOR FINANCEIRO

(2º TESOUREIRO)

Ricardo Scandiuzi,

58 anos, engenheiro

metalurgista com especialização

em engenharia de segurança do

trabalho, engenharia ambiental

e sanitária, direito ambiental.

“Sou inspetor e delegado estadual do

CREA-SP. Nossa ideia é melhorar a

associação do ponto vista da valorização do

profissional. Isso já vem acontecendo. Essas

mudanças são importantes para o melhor

desenvolvimento tecnológico e sustentável de

toda a comunidade.”

DIRETOR DE

ESPORTES

Rogério Azevedo,

32 anos, engenheiro civil

mestre em geotecnia e

especializado em engenharia

de estruturas

“A tarefa é dar

continuidade à

promoção de eventos

esportivos, além de manter

as atividades existentes em

pleno funcionamento, como o tênis e o

futebol e outras praticadas na quadra

poliesportiva.”

DIRETOR DE SEDE

Marco Antônio Miceli,

63 anos, arquiteto

“Sou associado há 38

anos e é a sexta vez que

componho uma diretoria

da entidade. Atualmente

o objetivo é recuperar

fisicamente a sede, que ficou

por anos abandonada. Promover

a reforma e a adequação de todo o espaço.

Temos um projeto em andamento para

implantação de acessibilidade. O desafio

maior, no entanto, é que algumas obras

vão precisar de um bom dinheiro para

serem executadas.”

DIRETOR SOCIAL

Renato Luís Grolla,

37 anos, engenheiro civil

“Nosso trabalho tem

o objetivo de reerguer

a associação, levar

mais pessoas para os

eventos técnicos e sociais

da entidade. A missão é que a

associação volte a ter prestígio

entre os associados e entre a sociedade

em geral. Queremos fazer valer a pena

ser associado e retomar a influência e a

participação na sociedade civil organizada.

Assim fortalecemos as profissões.”

1º SECRETÁRIO

Lucas Tamelini,

36 anos, engenheiro

civil com MBA em

gerenciamento de projetos

“Aumentar

a

representatividade da

classe profissional na

sociedade civil organizada

é muito importante. E trazer

gente boa para dar continuidade

ao trabalho já iniciado por gente mais

experiente é fundamental. Temos de

ter um projeto coletivo de valorização

profissional.”

2º SECRETÁRIO

Fábio Henrique dos Reis,

36 anos, engenheiro

eletricista

“Sou inspetor da CAF

(Comissão Auxiliar de

Fiscalização do CREA-

SP) em São José do Rio

Preto e integrante da comissão

de empreendedorismo e inovação

tecnológica, que vem trabalhando na

elaboração de uma pós-graduação para

profissionais registrados no CREA-

SP. Nossa busca é pela integração e

valorização da classe da nossa classe.

Revista da Sociedade 17


Atividade

76ª SOEA

AMPLIA ACESSO

À INFORMAÇÃO

E INOVAÇÃO

18 Revista da Sociedade


Atividade

A

cidade de Palmas – TO sediou dos dias 16 a 19 de

setembro a 76ª Soea (Semana Oficial da Engenharia

e da Agronomia). Considerado o mais importante

encontro de tecnologia do Brasil, o evento

reuniu estudantes e profissionais do Sistema Confea/Crea

em mais de 120 atividades, entre painéis, minicursos e debates.

Os participantes tiveram a oportunidade de conhecer

projetos inovadores das áreas de sustentabilidade e urbanização.

Também puderam debater questões técnicas de

diversos setores, como saneamento e acessibilidade, por

exemplo.

Representando a Associação dos Engenheiros, Arquitetos

e Agrônomos de São José do Rio Preto, o engenheiro

civil e presidente da entidade, César Antônio Vessani,

participou durante quatro dias de diversas atividades

e destacou a importância da troca de informações entre

profissionais dos quatro cantos do país proporcionada pela

Soea.

“A Soea é o maior encontro das engenharias do Brasil.

O volume de informações que temos a possibilidade de

acessar é imenso. A troca de experiências com profissionais

de todos os cantos do país também é enriquecedora”, disse

César, que também elogiou a organização do evento na capital

do Tocantins.

Marco do Saneamento é tema de painel concorrido

na Soea

Em um dos painéis mais esperados da 76ª Soea, Clóvis

Nascimento, presidente da Fisenge (Federação Interestadual

de Sindicatos de Engenheiros), Vinícius Ragghianti,

presidente da Acesa (Associação Catarinense de Engenheiros

Sanitaristas e Ambientais), Joel Krüger, presidente

do Confea, Vinicius Marchese, presidente do CREA-SP,

e o deputado federal Eugênio Zuliani (DEM-SP) debateram

sobre o novo Marco do Saneamento (Projeto de Lei

3261/2019), tema que tem provocado discussões acaloradas.

Nascimento, que é engenheiro sanitário, é crítico do

projeto, que para ele “estabelece um novo conjunto de regras

para o saneamento básico no país como solução de todos

os males, fazendo parecer que o saneamento brasileiro

está todo por se fazer, o que não é verdade”.

Na opinião do presidente da Fisenge, o projeto é eivado

de inconstitucionalidades. “Pode gerar uma saraivada

de ações judiciais. Propõe quebrar o pacto federativo,

caçar a titularidade municipal, acabar com o contrato de

programa. Tudo isso está contemplado nesse projeto de

lei”, afirma, ressaltando que 94% da população brasileira

Revista da Sociedade 19


Atividade

são atendidas com água potável e que não há a

concorrência que muitos pregam em relação ao

saneamento, por tratar-se um monopólio natural.

Zuliani, que tem domicílio eleitoral em

Olímpia e é relator do projeto de lei, afirmou estar

procurando abrir mais debates sobre o tema

para assim conhecer melhor a realidade de outros

estados. “Debates como esse são sempre de

grande relevância. Criam soluções importantes

e abrem caminhos para esclarecimento de dúvidas”,

disse o deputado federal.

Vinicius Marchese, presidente do CREA-

-SP apontou a necessidade de fugir do debate polarizado

em busca da convergência de opiniões.

“A perspectiva tem de ser de não trabalhar os extremos,

mas sim tentar buscar um consenso para

que a gente possa avançar”.

Os rumos do saneamento

O presidente da Acesa, o engenheiro sanitário

Vinícius Ragghianti, o debate sobre a renovação

do marco regulatório do saneamento está

polarizado em torno da questão dos investimentos

públicos e privados, e propõe que o momento

seja de aproveitar a oportunidade para resolver

os problemas ainda existentes no país.

Acessibilidade é um dos principais desafios

dos municípios brasileiros

A acessibilidade também foi destaque na

76ª Soea. O painel sobre o tema foi moderado

pelo engenheiro agrônomo Edson Perez Guerra,

Vinicius Marchese, presidente do CREA – SP

falou sobre a importância do consenso

coordenador da Comissão de Acessibilidade do

CREA-PR, e apresentado por três profissionais

com vasta experiência no tema.

A engenheira civil Lenita Secco Brandão,

diretora financeira e conselheira do CREA-SP,

apresentou o tema “Legislação e Inclusão Social”.

Lenita mostrou um levantamento do IBGE

(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

apontando que mais de 36 milhões dos brasileiros,

o equivalente a 20% da população, possuem

algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida.

A engenheira civil reiterou que a preocupação

com a acessibilidade deve ser cada dia

maior, considerando que o número de idosos está

aumentando. Em 1980, o Brasil tinha 20% de

idosos e 80% de jovens. Hoje, a população idosa

chega a aproximadamente 50% e em 2050 a

projeção é de que seja 25% de jovens e 75% de

idosos. “Se não nos preocuparmos com a acessibilidade,

pensando de forma coletiva e altruísta,

iremos nos preocupar de maneira egoísta, já que

estamos envelhecendo”.

Lenita ressaltou que apesar da Norma Brasileira

[NBR 9050] ser bem abrangente e contemplar

tudo o que é necessário, sua aplicabilidade

ainda é limitada.

Outro tema abordado pela profissional foram

os sete princípios do desenho universal. O

igualitário – uso equiparável; o adaptável – flexibilidade

no uso; o óbvio – uso simples e intuitivo;

20 Revista da Sociedade


Atividade

o conhecido – informação de fácil percepção; o

seguro – tolerante ao erro; o sem esforço – baixo

esforço físico; e o abrangente – dimensão e espaço

para aproximação e uso.

Ao final da sua apresentação, Lenita convidou

dois participantes para enfrentar dois tipos

de deficiência. Um deles teve os olhos vendados

e com o auxílio de uma bengala caminhou por

12 metros. Depois foi a vez da engenheira civil

Nelma Moraes se deslocar em uma cadeira de rodas.

“Primeira vez que sentei em uma cadeira de

rodas. É muito difícil, pois envolve muito jeito e

força física”, ressaltou.

Lenita ainda usou seu tempo para ensinar

que existem três cores diferentes de bengalas

para pessoas com deficiência visual: a branca

para pessoas com deficiência visual, a branca e

vermelha para deficientes visuais e auditivos, e a

verde para quem tem baixa visão.

Edificações acessíveis

A engenheira civil Karen Daniela Miranda,

vice-presidente do CREA-BA, apresentou o

tema “Edificações Acessíveis”. Ela destacou ser

dever do engenheiro projetar edificações e criar

condições que propiciem a inclusão social de pessoas

com necessidades especiais ou mobilidade

reduzida.

“Nosso país tem um grande desafio que é

eliminar as barreiras arquitetônicas como pisos

irregulares, ausência de rampas, portas estreitas,

César Vessani, ao centro, confere a programação da 76ª Soea

maçanetas inadequadas, elevadores e plataformas

irregulares. Adaptações simples, como piso tátil,

botões com leitura em braile e aviso sonoro nos

elevadores, corrimãos, podem tornar o trânsito

pelos ambientes mais acessíveis”, observou.

A coordenadora da Câmara de Engenharia

Civil do CREA-PR, Célia Rosa, apresentou “Calçadas

– Um caminho a ser percorrido”.

Célia esclareceu que a construção de calçadas

e sua manutenção são de responsabilidade

do poder público, ao contrário do que muitos

pensam. Como exemplo citou o município de Pinhais,

no Paraná. “Em Pinhais estão sendo construídas

calçadas em todos os bairros, utilizando

concreto poroso com custo baixo e mais resistente

às enchentes”, ressaltou.

Célia ainda acrescentou que é necessário

entender que as calçadas devem oferecer conforto

e segurança para todos que nelas transitam, já

que boa parte de acidentes ocorrem lá. “Em algumas

cidades do Paraná mais de 40% de traumas

ortopédicos ocorrem nas calçadas, o que é muito

preocupante”, finalizou.

Colaboração:

Almir Moura (CREA-MG)

Erta Souza (CREA-RN)

Charlene Frota (CREA-RO)

Revista da Sociedade 21


22 Revista da Sociedade


Revista Anúncio da Sociedade Gratuito 23


RESOLUÇÃO Nº 1.118, DE 26 DE JULHO DE 2019

Institui o programa de recuperação de créditos no âmbito do Sistema

Confea/Crea para o exercício de 2020, destinado à regularização

dos débitos das Pessoas Físicas e Jurídicas registradas e dá

outras providências.

O CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA

– CONFEA, no uso das atribuições que lhe confere a alínea “f” do

art. 27 da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, e Considerando

o disposto no parágrafo 2º do artigo 6º da Lei nº 12.514, de

28 de outubro de 2011, que expressamente autoriza os Conselhos

Federais de Profissões Regulamentadas a estabelecerem regras de

recuperação de créditos;

Considerando o disposto no art. 24 da Lei nº 5.194, de 1966, que

define que o Confea e os Creas são organizados de forma a assegurarem

unidade de ação;

Considerando o disposto nos arts. 28 e 35 da Lei nº 5.194, de

1966, que definem a renda do Confea e dos Conselhos Regionais

de Engenharia e Agronomia - Creas;

Considerando o disposto nos arts. 63, 64, 65 e 66 da Lei n° 5.194,

de 1966, que tratam da obrigatoriedade de pagamento de anuidade

aos Creas de pessoas físicas e jurídicas pertencentes ao Sistema

Confea/Crea;

Considerando o disposto no art. 73, alíneas “a”, “b”, “c”, “d” e

“e”, da Lei nº 5.194, de 1966, e no art. 3º da Lei nº 6.496, de 7 de

dezembro de 1977, que estipulam as multas a serem cobradas de

pessoas físicas e jurídicas autuadas pelos Creas;

Considerando a necessidade de instituir um Programa de Recuperação

de Créditos no âmbito do Sistema Confea/Crea para que

os Conselhos Regionais possam adotar medidas administrativas e

judiciais com o objetivo de reverter o quadro de inadimplência tanto

em acordos administrativos como em audiências de conciliação,

nos termos da Lei nº 12.514, de 2011;

Considerando a orientação do Conselho Nacional de Justiça e do

Fórum dos Conselhos Federais de Profissões Regulamentadas, juntamente

com os Tribunais Regionais Federais, no sentido de promover

política sistematizada de conciliação relacionada aos débitos

existentes nos respectivos Conselhos;

Considerando as solicitações encaminhadas ao Confea pelos Conselhos

Regionais de Engenharia e Agronomia requerendo a instituição

de Programa de Recuperação de Créditos,

RESOLVE:

Art. 1º Instituir o programa de recuperação de créditos no âmbito

do Sistema Confea/Crea para o exercício de 2020, autorizando

os Creas a promover conciliações administrativas e judiciais nas

condições estipuladas nesta Resolução.

§ 1º Poderão aderir ao programa de recuperação de créditos as

pessoas físicas e jurídicas, de direito público ou privado, inclusive

aquelas que se encontrarem com o registro suspenso ou que tenham

tido o registro cancelado.

§ 2º O programa de recuperação de créditos abrange todos os

débitos de natureza tributária e não tributária dos Creas, vencidos

até 31 de dezembro de 2018, constituídos ou não, com exigibilidade

suspensa ou não, inscritos ou não em dívida ativa, mesmo

em fase de execução fiscal já ajuizada, inclusive aqueles objeto

de parcelamentos anteriores ativos ou não integralmente quitados,

ainda que cancelados por falta de pagamento, em discussão administrativa

ou judicial.

§ 3º A adesão ao programa de recuperação de créditos ocorrerá

por meio da celebração de Termo de Confissão de Dívida, mediante

requerimento do interessado ao Crea, a ser efetuado até o dia

31 de julho de 2020.

CAPÍTULO I

DOS PARCELAMENTOS

Art. 2º A adesão ao programa de recuperação de créditos implicará:

I - a confissão irrevogável e irretratável dos débitos existentes em

nome da pessoa física ou jurídica;

II - a aceitação plena e irretratável pela pessoa física ou jurídica de

todas as condições estabelecidas;

III - o dever de pagar regularmente as parcelas dos débitos consolidados

no programa de recuperação de créditos; e

IV - o dever de manter atualizado o cadastro junto ao Crea, informando

qualquer alteração nos endereços residencial e comercial,

inclusive eletrônicos, e nos telefones de contato.

Art. 3º A pessoa física ou jurídica que aderir ao programa de recuperação

de créditos poderá liquidar os débitos de que trata o

art. 1º desta Resolução mediante a opção por uma das seguintes

modalidades:

I - liquidado integralmente, em parcela única, com redução de até

90% (noventa por cento) dos juros de mora;

II - parcelado em até 06 (seis) parcelas mensais e sucessivas, com

redução de até 60% (sessenta por cento) dos juros de mora;

III - parcelado em até 12 (doze) parcelas mensais e sucessivas, com

redução de até 40% (quarenta por cento) dos juros de mora; e

IV - parcelado em até 24 (vinte e quatro) parcelas mensais e sucessivas,

com redução de até 30% (trinta por cento) dos juros de

mora.

§ 1º A dívida objeto do parcelamento abrangerá todos os débitos

da pessoa física ou jurídica perante o Crea vencidos até 31 de

dezembro de 2018, consolidados na data do requerimento de adesão

ao programa de recuperação de créditos e será dividida pelo

número de prestações indicadas.

§ 2º Os valores das parcelas de que trata este artigo não serão inferiores

a R$ 100,00 (cem reais) para pessoas físicas e R$ 150,00

(cento e cinquenta reais) para pessoas jurídicas.

§ 3º O Crea emitirá o(s) boleto(s) bancário(s) em nome da pessoa

física ou jurídica que aderir ao programa de recuperação de créditos

para pagamento da(s) parcela(s) de que trata este artigo.

Art. 4º A falta de pagamento de qualquer parcela acarretará a

imediata rescisão do parcelamento e a exclusão da pessoa física

ou jurídica do programa de recuperação de créditos, implicando a

exigibilidade imediata da totalidade do débito confessado e ainda

não pago, restabelecendo-se, em relação ao saldo remanescente

da dívida, a integralidade dos acréscimos legais devidos.

Art. 5º O Crea poderá emitir certidão positiva com efeito de negativa

de débitos, durante a vigência do parcelamento de que trata

o artigo 3º, a pedido da pessoa física ou jurídica interessada, com

prazo de validade não superior a 30 (trinta) dias.

CAPÍTULO II

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 6º Para instituir o programa de recuperação de créditos no

âmbito de sua circunscrição, o Crea deverá elaborar a estimativa

do impacto orçamentário-financeiro nos exercícios 2020, 2021

e 2022, com a demonstração de que a renúncia foi considerada

na estimativa de receita da proposta orçamentária e de que não

afetará as metas de resultados fiscais previstas, nos termos da Lei

Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000 - Lei de Responsabilidade

Fiscal.

§ 1º A estimativa de receita de que trata o caput observará as

normas técnicas e legais, considerará os efeitos das alterações na

legislação, da variação do índice de preços, do crescimento econômico

ou de qualquer outro fator relevante e será acompanhada de

demonstrativo de sua evolução nos últimos três anos, da projeção

para os dois seguintes àquele a que se referirem, e da metodologia

de cálculo e premissas utilizadas.

§ 2º A instituição do programa de recuperação de créditos deverá

ser aprovada no Plenário do Crea, na forma de seu Regimento.

§ 3º A proposta orçamentária do Crea para exercício 2020, a ser

apresentada ao Confea até 15 de outubro de 2019, nos termos da

Resolução nº 1.037, de 21 de dezembro de 2011, deverá contemplar

os requisitos exigidos no presente artigo, se for o caso.

Art. 7º Os Creas deverão dar ampla publicidade ao programa de

recuperação de créditos em seus sítios eletrônicos e em todos os

seus meios de comunicação institucionais, inclusive mídias sociais,

bem como, se possível, em jornais de grande circulação local, rádio,

televisão, e por quaisquer outros meios de comunicação.

Art. 8º Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação,

com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2020.

Art. 9º Revogam-se a Resolução nº 479, de 29 de agosto de 2003,

e os §§ 4º e 5º do art. 3º e os §§ 4º e 5º do art. 10, todos da

Resolução nº 1.066, de 25 de setembro de 2015.

Brasília, 1º de agosto de 2019

Eng. Civ. Joel Krüger

Presidente

Publicada no DOU de 2 de agosto de 2019, Seção 1 – página 76

24 Revista da Sociedade


Engenharias

ENGENHARIA

AGRONÔMICA

Garantir o plantio, a colheita e,

consequentemente, a comida no prato das

pessoas é papel do engenheiro agrônomo

Doze de outubro é Dia do Engenheiro Agrônomo.

Nessa data, em 1933, a profissão acabava

de ser regulamentada no Brasil. A Revista

da Sociedade dá sequência à série de

reportagens sobre engenharias, trazendo um pouco

do que é essa profissão, fundamental para garantir o

plantio, a colheita, e o alimento das pessoas.

O engenheiro agrônomo é um profissional de

atuação ampla. Na zona rural, pode trabalhar com

agricultura, políticas de preservação e conservação

ecológica, além de poder lidar com zootecnia. Na área

urbana, o agrônomo pode envolver-se com parques e

jardins, em indústrias de mecanização da agricultura

e com comércio de produtos agropecuários.

Em resumo, seja no campo ou na cidade, as atividades

do engenheiro agrônomo estão sempre ligadas

à agropecuária e à utilização de recursos naturais

(água, solo e ar).

O curso superior de Engenharia Agronômica

dura em média 5 anos. O profissional da área deve

ter registro nos Conselhos Regionais de Engenharia,

Arquitetura e Agronomia (CREAs) e no Conselho

Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia

(Confea).

Em um país de economia fortemente agropecuária

como o Brasil, o engenheiro agrônomo é carreira

crucial para o desenvolvimento. Foi essa importância

que levou Ronaldo Sérgio da Silva, 66 anos, a

escolher seguir a profissão, ainda na década de 1970.

Confira trechos da entrevista.

O que o levou a escolher a engenharia agronômica?

A motivação é oriunda da parte paterna da família.

Morávamos em Cruzeiro, cidade paulista do

Vale do Paraíba, e desde moleque ia para a fazenda

com meus primos. Me acostumei com essa vida. Depois

falaram que era a profissão do futuro. Gostei do

que ouvi e fui atrás.

É o primeiro engenheiro agrônomo da família?

Sim. O primeiro e único engenheiro agrônomo

da família toda. Sou natural de Santos e o pessoal até

hoje estranha um engenheiro agrônomo da baixada

santista.

Quando e onde se formou?

Me formei em 15 de dezembro de 1976. Não

me esqueço dessa data. Foi na Universidade Federal

Rural do Rio de Janeiro, em Seropédica – RJ.

O que o trouxe para São José do Rio Preto?

Em 1978 fui para Jaboticabal trabalhar na área

de crédito rural no Grupo Bradesco. Foi um período

em que rodei o Brasil todo a serviço. Cheguei a São

José do Rio Preto em novembro de 1989, transferido

de Jaboticabal.

Durante a carreira, qual a inovação tecnológica

foi mais marcante?

Sem dúvidas o uso da tecnologia e da informática

foi um marco na profissão. Foi quando surgiu o

que chamamos de agricultura de precisão. A chegada

de softwares sofisticados. Lembro que foi na década

de 1990 que o setor deu seus primeiros passos nesse

sentido.

Revista da Sociedade 25


Engenharias

Ronaldo Sérgio da Silva,

engenheiro agrônomo

O que mudou no dia a dia do engenheiro

agrônomo naquela época? Houve muita dificuldade

de adaptação?

O aprimoramento profissional foi algo que mudou

para melhor. Quanto às dificuldades, não foram

muitas, pois a introdução da informática foi compassada,

gradativa.

O que significa ser engenheiro agrônomo?

Significa cuidar da terra, garantir o plantio e a

colheita de alimentos para o mundo. Somos o grande

celeiro de terras agricultáveis do mundo. Não existe

outro país com terras tão férteis quanto a nossa.

Quanto ao desmatamento. É possível ser

celeiro do mundo sem a necessidade de derrubar

florestas?

O Brasil é o maior protetor de florestas do

mundo. Temos as leis mais adiantadas do mundo sobre

sustentabilidade e de defesa do meio ambiente.

Muito tem se falado em flexibilização dessas

leis. Isso é necessário para o desenvolvimento

do agronegócio no Brasil?

A flexibilização de algumas leis ambientais é

ideia válida, desde que não interfira na segurança

do país. Sabemos que o nosso subsolo é muito rico

e temos de ter a consciência de que dá para explorar

essas riquezas sem prejudicar o meio ambiente. Já temos

tecnologia para isso.

Quais os desafios que a engenharia agrônoma

terá de enfrentar no futuro?

Acho que o principal desafio é manter a produtividade

do agronegócio em alta.

Qual o papel do pequeno agricultor nessa

manutenção da produtividade?

Muito se fala do avanço da soja e do milho sobre

outras culturas, mas isso não é o problema. No

Brasil os plantios são setoriais. Em São Paulo predomina

a cana-de-açúcar. Nos estados do Sul é a soja e o

milho. No Mato Grosso o algodão. No sul de Minas,

café. Então é possível instalar o pequeno produtor.

Temos terra suficientes para isso. Temos todas as

condições naturais para isso.

Essa história de agricultor familiar versus

grandes corporações então é bobagem?

Quando o bolo é grande, rende fatias grandes.

Cada um deve ter sua fatia. Aqui o bolo é grande.

Tem espaço para todos no Brasil. Na nossa região,

onde predomina a cana-de-açúcar, temos agricultura

familiar.

Temos de olhar tanto para as grandes empresas

quanto para o pequeno produtor. Insisto, no Brasil

tem espaço para todo mundo, para o pequeno, para

o médio e para o grande produtor. Não é necessário

priorizar um em detrimento de outros.

Como alcançar esse equilíbrio que permita

o desenvolvimento sustentável?

O primeiro passo é ter cuidado para não degradar

a terra e para isso precisamos de mais técnicos

visitando as propriedades para orientar sobre plantio,

conservação de solo. Isso é primordial. Em matéria

de alimentação nós temos condições de alimentar o

mundo, mas ainda tem gente passando fome. Isso tem

de pautar qualquer discussão.

O que nos falta para vencer a fome no mundo?

Não conseguimos por questões políticas. Nos

falta aplicar mais tecnologia, facilitar o crédito. O pequeno

produtor precisa ter acesso facilitado à informação

e ao crédito.

O grande já conta com toda a estrutura e consegue

se virar bem. Já o pequeno produtor precisa

ter consciência que o grande não vai atrapalhar. Tem

espaço e mercado para todos.

26 Revista da Sociedade


Revista da Sociedade 27


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