RCIA - ED. 143 - JUNHO 2017

tvcomercioeindustria

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ÍNDICE

EDIÇÃO N°143 - JUNHO / 2017

CAPA

Francine, a loja dos namorados

DOCUMENTO

Uma história polêmica

COMÉRCIO

Trabalho inédito

ENTRETENIMENTO

Sua benção, Antônio

088 10

16

38

No Dia dos Namorados, presenteie

seu amor com os melhores e mais

charmosos perfumes, relógios e

alianças.

Pastor Elézer Púglia, vereador que ao

saudar o governador do Estado fez

elogios irônicos e a cidade deixou de

ser Região Administrativa.

O Sincomercio lança um indicador

para medir a partir de agora, a

confiança do consumidor (ICC) de

Araraquara.

O mês de junho é marcado, em

nossa cidade, pelas tradicionais

Festas Juninas; Santo Antônio é o

primeiro homenageado.

Da redação

05 | Sônia Maria Marques relata um dos

problemas que nos incomodam há

tempos: ruas esburacadas.

Honraria

20 | Sandro Valentini recebeu, da

nossa Câmara Municipal, o título de

Cidadão Araraquarense.

Geologia

24 | Descoberta de vestígio fóssil aponta

uma nova espécie de mamífero em

Araraquara há 140 milhões de anos.

Victorinho

36| Benedito Salvador Carlos escreve

sobre um dos nomes mais importantes

do motociclismo nacional.

Luciano Huck faz quadro em Tabatinga

Triste sina

Luciano Huck, apresentador da Rede Globo

de Televisão, esteve em Tabatinga, no dia

24 de maio para gravar um dos quadros de

seu programa O Caldeirão, o Mandando

Bem, que tem o objetivo de reconhecer e

ajudar microempreendedores a dar impulso

em seus negócios e aumentar suas vendas.

Jenifer Jorge foi a contemplada.

Em sua cidade, Jenifer tem um pet shop

e nas próximas edições do programa,

sua história será contada e como tudo

aconteceu para que o Luciano fosse para

Tabatinga. Ele foi muito simpático com

todos e poderá voltar à cidade para mostrar

os resultados obtidos por Jenifer.

Jenifer Jorge e Luciano Huck, com Ricardo

(Cobasi), sua mãe Sônia Jorge, sua prima

Lorena Adorne, seu pai José Claudio Jorge e

o seu tio Miguel ao fundo

Ponte de acesso à nascente do córrego do

Marivan foi interditada pela Defesa Civil.

O trânsito no local poderia causar acidentes,

pois a construção está muito deteriorada.

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DA REDAÇÃO

por: Sônia Maria Marques

HOMENAGEM

Samuel Brasil Bueno

58

Conheça a trajetória de amor ao

próximo deste homem, cuja perda

é irreparável para a sociedade

araraquarense.

Sindicato Rural

39| Dois ônibus levaram produtores

rurais da cidade para visitar a

Agrishow, em Ribeirão Preto.

Esporte e Cultura nas praças

Encontro do Orçamento

Participativo organizado pela

Prefeitura Municipal reuniu cerca

de 60 jovens, em maio, no Teatro

Wallace Leal Valentim Rodrigues. A

ação escolhida pelos jovens como

prioridade e que irá entrar no

orçamento de 2018 da Prefeitura,

foi a revitalização de áreas públicas

para o desenvolvimento de

programas culturais e esportivos,

com foco na prevenção ao uso

de drogas. Outros temas foram

abordados, como a necessidade

de campanhas de trânsito voltadas

à juventude, a reabertura de

telecentros que estão fechados,

a capacitação para o mercado

FUTEBOL

Milton, o maluco beleza

Ex-presidente da Ferroviária, Milton

Cardoso, nos conta suas diversas (e

pitorescas) histórias da época em que

estava à frente do clube.

Canasol

66

48| A safra da cana na região Centro

Sul teve início em março com a

expectativa de queda na produção.

de trabalho e programas de

acompanhamento psicológico

nesta fase de grandes mudanças

na vida (formação escolar,

escolha da profissão, entrada na

faculdade, o primeiro emprego,

entre outras situações).

Para o coordenador de

Participação Popular e do OP,

Alcindo Sabino, o engajamento

dos jovens foi “estimulante”.

Como exemplo, ele cita a

presença de vários candidatos

a representantes, o que tornou

necessária uma votação. “É

um exemplo de participação.

Isso mostra a importância de se

discutir a política em relação à

juventude”, afirma.

A plenária elegeu sete

representantes da juventude,

sendo que quatro deles irão para

o conselho geral do OP. Outros

dois jovens foram escolhidos para

o Conjuve, o Conselho Municipal

da Juventude, que realiza reuniões

regulares para debate dos

assuntos de interesse dessa faixa

etária (16 a 29 anos).

A conservação de um asfalto

de qualidade duvidosa

Uma semana depois de empossado, o prefeito Edinho

Silva estava com fôlego danado, parecendo aqueles atletas

do Quênia subindo a Brigadeiro em plena São Silvestre.

Apostou no marketing do tapa-buraco pra dizer que estava

chegando; optou inicialmente em fazer o tapa-buraco na

periferia como gratidão aos votos que recebeu e logo a

torcida ficou maravilhada com a disposição do prefeito.

Contudo, concorrer com a buraqueira que escorrega no

tempo parece que lhe tenha cansado, afinal “ele fecha um

buraco e aparecem três ou quatro”. A herança esburacada

não vem só dos oito anos do ex-prefeito Marcelo Barbieri,

abraça vários em um tiro só, inclusive o próprio Edinho,

pois lamentavelmente, a qualidade da pavimentação de

Araraquara deixa muito a desejar. Quer dizer, já não se faz

mais asfalto como antigamente... Esse antigamente vem

pela lembrança do assessor do prefeito Waldemar De Santi

por muitos anos, Rubens Bressan, que certo dia disse: “O

Palamone (engenheiro da Prefeitura) quando pavimentou a

Avenida 36 mandou colocar uma camada com 23cm entre

pedras e asfalto. Encontrar um buraco na 36 ou na Bento de

Abreu é procurar agulha no palheiro”. A verdade é que os

prefeitos que foram chegando não se preocuparam muito

com a qualidade do asfalto, daí essa petição de miséria,

deixando transparecer até um descaso. Ora, se vai fazer que

faça bem feito, evitando que dois anos depois tenha que se

jogar mais dinheiro público no buraco. Isso não acontece só

em Araraquara é no Brasil inteiro e lamentavelmente, jogam

a culpa na chuva. Muito da irresponsabilidade é de quem

faz projeto meia-boca ou serviço de segunda...

Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni

Supervisora Editorial: Sônia Marques

Editor: Matheus Vieira (MTB 67.923/SP)

Diretor Comercial: Humberto Perez

Depto. Comercial: Gian Roberto, Silmara Zanardi,

Heloísa Nascimento, Anderson Rovina

Design: Carolina Bacardi, Bete Campos

Tiragem: 5 mil exemplares

Impressão: Grafinew - (16) 3322-6131

A Revista Comércio, Indústria e Agronegócio

é distribuida gratuitamente em Araraquara e região

* COORDENAÇÃO, EDITORAÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE

Fone/Fax: (16) 3336 4433

Rua Tupi, 245 - Centro

Araraquara/SP - CEP: 14801-307

marzo@marzo.com.br

Na urna a esperança para

uma cidade melhor

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EDITORIAL

por: Ivan Roberto Peroni

A história político-administrativa da

cidade está sendo mostrada pela metade

Em dezembro do ano passado, antes de encerrar seu mandato, Marcelo Barbieri instalou a galeria de

fotografias dos ex-prefeitos eleitos no sexto andar do Paço Municipal. Do evento, participou o atual

prefeito Edinho Silva, que assumiria a prefeitura quatro dias depois. Desde o fim do Estado Novo e

a queda de Getúlio Vargas, a partir de 1948, a cidade teve dez prefeitos eleitos pelo voto direto da

população, porém, queiram ou não, há uma certa dose de dúvida quanto a veracidade da existência

daqueles que foram intendentes e prefeitos nomeados, ou de vices que por força da circunstância,

acabaram assumindo o Paço Municipal, sendo chefe do Executivo, por dias ou semanas.

Quando Araraquara comemora 200

anos de fundação, vemos que o trabalho

desenvolvido por Intendentes, Prefeitos

nomeados ou reintegrados e até mesmo

vices que substituíram chefes de Executivo

em suas licenças para curtas férias ou viagens,

foi deixado de lado. Da Galeria dos

Ex-Prefeitos instalada em 27 de dezembro

do ano passado, apenas os prefeitos eleitos

pelo povo é que se sentiram privilegiados

em aparecer na fotografia. Os que antes

governaram a cidade foram “barrados

no baile”, atitude que não consideramos

tão cortês, para ser mais direto, discriminatória,

pois a história deve ser contada no

seu todo e não apenas limitar essa preferência

ao período de 1948 a 2016, quando

então Edinho Silva assumiu o município

em substituição a Marcelo Barbieri.

Em sã consciência ninguém deve tirar o

brilho da administração de José dos Santos,

o primeiro a ser eleito pelo povo e governar

a cidade entre 1948 e 1951. Mas,

também não devemos virar as costas para

os Intendentes escolhidos para administrar

Araraquara entre 1896 e 1905 e muito menos apagar da história de prefeitos

escolhidos pela Câmara Municipal como Pio Corrêa, que foi responsável

pela prefeitura por 24 anos (1906 a1930). Há nomes na história da cidade,

como Francisco Vaz Filho, Camilo Gavião de Souza Neves e Dorival Alves,

que foram escolhidos mais pela ética e honestidade que propriamente pelo

voto popular e tiveram mandatos brilhantes, de acordo com a história.

Se o importante é a função, devemos entender que todos foram prefeitos;

não foram eleitos pelo voto popular, mas como administradores trabalharam

e entregaram a cidade para que estes eleitos nas urnas dessem continuidade

ao que foi construído pelos nossos antepassados. Dá impressão que Heitor

de Souza Pinheiro ou o Mário Arantes de Almeida foram apenas figuras

decorativas como prefeitos eleitos pela Câmara Municipal ou que a história

de Araraquara tem início no voto popular, aliás voto popular que tem nos

dado o desprazer de um País roubado pela canalhice de tantos políticos. Há

casos também de vices que se tornaram prefeitos: na mesma cadeira que

sentou Marcelo Barbieri estiveram seus substitutos Valter Merlos e Ronaldo

Napeloso, durante sua ausência. Não foram eleitos para esta função, mas a

legislação deu-lhes condições para o exercício do cargo.

Rever a história e reconhecer o papel de quem realmente colocou a mão

na massa é o mínimo que podemos fazer. No geral, cada prefeito foi importante

na sua época e não é justo que se pratique uma injustiça contra os

esquecidos. Mesmo que sem fotos, até mesmo uma placa com o nome dos

ignorados ao lado dos eleitos pelo povo, serviria para amenizar o esquecimento

e o descaso praticado dentro dos 200 anos da nossa terra.

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REPORTAGEM DE CAPA

As tradicionais alianças que

dão sorte no amor com 20% de

desconto em 10X sem juros

Francine da Rua 3:

a loja dos namorados

Presenteie quem você ama com as melhores marcas

do mundo e pague em até 10X sem juros.

A Francine da Rua 3 é um dos pontos

mais famosos da cidade para quem

procura presentes, perfumaria, relógios

e alianças. Conhecida como a Loja do

Tic Tac ou a Loja dos Namorados, a

casa traz para Araraquara marcas famosas

do mundo todo e também produtos

exclusivos, como o grande lançamento

para o Dia dos Namorados, a

marca de relógios Oslo.

Com modelos masculinos e femininos,

a marca Oslo tem dois grandes diferenciais

disponíveis em toda linha: a

leveza do estilo Slim e a alta qualidade

de vidros safira, que não riscam. Com

versões de pulseiras em couro e aço, a

marca tem opções a preços acessíveis,

a partir de R$ 399,00.

Além da grande novidade, a Francine

da Rua 3 tem lançamentos de

marcas tradicionais como Michael

Kors, Armani, Citizen, Orient, Technos e

Champion, a última com opções de kits

presenteáveis de relógio mais conjunto

de corrente e brincos por R$ 199,00.

Um dos itens mais procurados para

presentear namorados são perfumes

importados. A marca Carolina Herrera é

uma das mais cobiçadas entre homens

e mulheres: desde a linha 212 até o

mais recente Good Girl, fragrância moderna

com o elegante e surpreendente

frasco em forma de sapato de salto.

Outra grande aposta são os perfumes

da grife Dior: os tradicionais

J’adore e Miss Dior femininos, e também

o masculino Sauvage, premiado

como melhor perfume de 2016. Para

os fãs da luxuosa Paco Rabanne, há as

famosas fragrâncias Lady Million, One

8

Oslo, exclusividade

Francine da Rua 3.

Leveza e sofisticação:

modelos Slim e com

vidro em safira, que

não risca.


As melhores

fragrâncias

masculinas e

femininas da

grife Carolina

Herrera em

até 10X sem

juros

Para Ele:

Relógio

masculino

X-Games,

R$169,90

Million, Olympéa e Invictus. Para quem

procura perfumes com fragrâncias

francesas a preços menores, por apenas

R$ 59,00, é possível escolher um

frasco da linha Paris Elysees.

Mas, se o que você procura é uma

opção de presente diferente, a Francine

da Rua 3 tem óculos de sol Euro a

partir de R$ 199,00 e também bolsas

femininas, carteiras masculinas de

couro Mitty, canetas, relógios de mesa,

objetos decorativos e perfumadores de

ambiente da marca catarinense Mels

Brushes Home Fragrances. O principal

diferencial da Mels Brushes é a notável

sofisticação das embalagens e fragrâncias

criadas para estimular o bem-estar

e relaxamento dentro de casa, uma boa

opção para os namorados que já moram

juntos.

ALIANÇAS QUE DÃO

SORTE NO AMOR

Para Ela:

Relógio Champion

+ Conjunto de

Corrente com

Pingente + Par de

Brincos, por apenas

R$ 199,90

Para quem pretende casar ou começar

um relacionamento sério, a Francine

da Rua 3 oferece uma ampla diversidade

de modelos e preços. As alianças de

compromisso são todas de aço inox e possuem

opções a partir de R$ 39,90 o par.

Para quem pretende começar um

noivado ou casamento, a Loja dos Namorados

tem alianças em ouro das

marcas CPL, JR e Glamour a preços

bem convidativos e condições especiais

de pagamento.

Para lançar a campanha do Dia dos

Namorados e divulgar a promoção para

os futuros noivos da cidade, a Francine

da Rua 3 criou uma ação um tanto inusitada:

a inauguração de um anúncio

de ônibus com a participação de um

casal de atores vestidos com roupas de

casamento.

Chamado de Felizes para Sempre,

o vídeo gravado durante a encenação

movimentou as ruas da cidade e viralizou

nas redes sociais, chegando a ter

mais de 11 mil visualizações em menos

de uma semana. Tudo isso para anunciar

que as alianças que dão sorte no

amor estão sendo vendidas com 20%

de desconto em até 10X sem juros.

Segundo o proprietário da loja, Sérgio

Henrique, a ideia é dar um impulso

para quem quer realizar o sonho de

fazer o pedido de casamento. “A gente

sabe que planejar um futuro a dois envolve

muito investimento, e toda economia

é um grande benefício nesse

começo de uma nova vida”.

Equipe Francine da Rua 3

SERVIÇO

FRANCINE DA RUA 3

Toda loja em até 10X sem juros. Aceita as

principais bandeiras de cartão de crédito.

Manutenção de relógios, troca de baterias e

pulseiras na loja, com relojoeiro profissional,

o técnico Júnior.

Rua São Bento, ao lado da igreja Santa Cruz.

Fone: (16) 3336-4647.

Acompanhe novidades e promoções pela

fanpage: Francine – Paratodos.

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DOCUMENTO

A HORA DA VINGANÇA

O dia em que Araraquara deixou

de ser Região Administrativa

Cinquenta anos depois, a nossa revista teve acesso a

documentos da Câmara Municipal que relatam o discurso de

saudação do vereador Pastor Elézer Púglia ao ex-governador

Carvalho Pinto, presenciado por Abreu Sodré que assumiria o

Governo do Estado seis meses depois. O “discurso ofensivo”

levou Sodré a tirar da cidade a 12ª Região Administrativa

Dia 22 de agosto de 1966, segunda-feira.

Pouco depois das 21h, as ruas

próximas à Praça Pedro de Toledo estão

tomadas por Fuscas, Gordinis, Aero-

Willis e DKVs. Eram os carros da época

e poucos vereadores se davam ao

conforto de possuir qualquer um deles.

Nesta noite a Câmara Municipal está

pronta para entregar o título de “Cidadão

Araraquarense” ao ex-governador

de São Paulo professor Carlos Alberto

Alves de Carvalho Pinto. Todos eles

haviam acompanhado o desfile de aniversário

na manhã do dia 22, marcado

pela participação dos alunos de escolas

públicas e particulares.

Logo após dizer ao público que aquela

sessão seria marcada pela entrega

do título de “Cidadão Araraquarense”

ao ex-governador, o presidente Flávio

Ferraz de Carvalho pediu que uma comissão

de vereadores introduzisse no

recinto o homenageado e seus acompanhantes,

Abreu Sodré, Virgilio Lopes

Silva e o prefeito Rômulo Lupo que se

encontravam no gabinete da presidência

e foram para a mesa principal. Em

poltronas especialmente colocadas no

centro da sala, a convite de Flávio Ferraz,

tomaram assento alguns convidados

e deputados. Presentes ainda ao

evento - diz a ata da sessão - estavam

os representantes da imprensa, além

de numeroso público que lotava as dependências

da Câmara.

O presidente Flávio Ferraz bate na

campainha pelo menos duas vezes,

pede silêncio e convida o vereador

Pastor Elézer Púglia para saudar o homenageado

Carvalho Pinto que fora

governador do Estado de São Paulo

no período de 31 de janeiro de 1959

a 31 de janeiro de 1963. Em seguida

entrou Adhemar de Barros que cassado,

foi substituído por Laudo Natel (junho/1966

a 31/01/1967), que cumpriu

mandato tampão. Depois seria

governador, Abreu Sodré (1967/1971),

que naquele 22 de agosto de 1966 estava

na mesa acompanhando a homenagem

a Carvalho Pinto.

QUEM ERA O PASTOR

Ministro evangélico, Elézer Púglia

veio para Araraquara na metade dos

anos 50 instalando sua igreja no São

Geraldo para também captar fiéis do

O Poder Legislativo em

1966 estava instalado no

antigo Largo da Câmara.

Hoje é o Museu.

Vereador e Pastor Elézer Púglia teve curta

trajetória política em Araraquara

bairro de Santana e Santa Angelina.

Para divulgar suas propostas religiosas,

adquiriu espaço na onda média da

Rádio Cultura e logo se popularizou de

forma extraordinária, atemorizando a

classe política pela forma eloquente de

fazer seus discursos.

Apoiado pela igreja conseguiu a suplência

de vereador em uma Câmara

Municipal (5ª Legislatura), composta

por 19 parlamentares. No quadro estava

Anthero Rodrigues da Silva Júnior,

da mesma legenda de Elézer; Anthero

Pastor Elézer Púglia ao

lado da esposa já quando

estava morando em

Brasília nos anos 70

10


ocupava um cargo público em São Paulo

e exercia o cargo de vereador com

o dispositivo de licenças frequentes,

quando então Elézer o substituía. Determinação

do Tribunal Regional Eleitoral

no entanto afastou definitivamente

Anthero e em 01/03/1966, Elézer

tomou posse em caráter efetivo para

preenchimento da vaga aberta com a

renúncia e passou a ganhar espaço

dentro da Câmara, exercendo o cargo

de 1º Secretário em 1967, 1968 e

1969. Em 1964 foi membro de uma

Comissão Especial de Inquérito que investigou

se os colégios de Araraquara

estavam cumprindo o decreto federal

que dispunha sobre o congelamento

das anuidades e taxas escolares. Em

1966 foi membro de uma comissão

que estudou a possibilidade de abertura

de diversas vias públicas do Município

que se encontravam interrompidas.

Em 1967 foi presidente da comissão

que estudou, junto à firma Medina &

Cia. Ltda, a possibilidade de fazer com

que o Grêmio Recreativo 27 de Outubro

permanecesse no mesmo prédio até

o carnaval de 1968, o que realmente

aconteceu. No mesmo ano foi membro

da comissão que procurou solucionar,

junto à direção da Escola de Belas Artes

de Araraquara, ao Prefeito e às autoridades

em Brasília, o problema que

vinha dificultando o registro dos diplomas

expedidos pela Escola.

REGIÃO ADMINISTRATIVA

Araraquara até 1967 era a 12ª

Região Administrativa no Estado, juntamente

com Ribeirão Preto, Baurú,

Campinas, Franca, Marília, Presidente

Prudente, São Paulo, São José dos

Campos, São José do Rio Preto, Sorocaba

e Araçatuba.

As regiões administrativas eram

consideradas cidades-pólo pois abrigavam

as delegacias do Governo do Estado

em todas as áreas: Saúde, Educação,

Segurança além de outras e todas

prosperaram pela circulação regional

de pessoas. O discurso de Elézer Púglia

teria sido o motivo para a canetada do

governador Abreu Sodré, prejudicando

servidores que trabalhavam nas delegacias,

bem como suas famílias.

O QUE O VEREADOR

DISSE NA CERIMÔNIA

Trechos originais extraídos das

atas da Câmara Municipal

Elézer Púglia

PASTOR PARA

RÔMULO LUPO

PASTOR NA ABERTURA

“Senhor Presidente, senhores vereadores.

A rigidez do protocolo

exige que eu leia este discurso, contra

os meus hábitos de mau orador.

Na verdade seria como prender um

pássaro cantor para tentar extrair

dele, cânticos mais melodiosos...”

O senhor é um crítico mofino, querendo

diminuir o valor da Filosofia;

o senhor teve a petulância de dizer

que a Filosofia é uma ciência tal que,

com a qual e sem a qual, a vida vai tal Rômulo Lupo

e qual... Outros críticos mais inconsequentes ainda, acharam

de plagiar e empregaram a mesma frase para menosprezar a

ciência da política...”

PASTOR PARA

ABREU SODRÉ

“Se a Revolução de 31 de março

tiver forças para levá-lo até lá, leve

vossa excelência para o Palácio dos

Bandeirantes. Mas como São Paulo

já está descoberto e colonizado

e não há mais índios para pear e

Abreu Sodré

nem ouro e diamantes para cobiçar,

Araraquara deseja que vossa excelência se guie muito mais

pelo espírito de “Nove de Julho” (Revolução).

PASTOR PARA

CARVALHO PINTO

“Neste dia memorável, Araraquara

lhe manda dizer, professor Carvalho

Pinto, que não está saudando hoje

pela minha pobre palavra, o político

sagaz, o hábil caçador de votos, que

só conhece o povo nessa hora; nem Carvalho Pinto

o aproveitador de todas as situações,

que sabe estar por cima de qualquer circunstância; nem o

circunspecto fazedor de nada que, após eleito vai abocanhar

tranquilamente o dinheiro que o mandato lhe dá, mais a

verba pessoal e as verbas de representação sempre recebidas

em moeda forte, que se desloca de tempos há tempos para

a Europa, para gastar o dinheiro do povo com as barregãs

de Paris; nem muito menos está saudando o catalizador das

desgraças telúricas de um povo que sofre por tradição, que

sofre por profissão, que sofre por atadismo - e não se levanta

nunca, porque lhe ensinaram muito habilmente, que não há

solução, que nossa tradição de só fazer revoluções brancas

precisam ser mantidas e outras balelas semelhantes...

“... Por uma fatalidade que desce do além, Araraquara

hospeda hoje o passado, o presente e o futuro de São

Paulo, representados nas pessoas do ex-governador, do

atual governador e do próximo governador. O passado já

conhecemos. E tanto conhecemos que estamos acolhendo

com o que de melhor podemos ofertar - repartir com eles

aquilos que somos! O presente não temos perspectiva ainda

para julgá-lo no seu todo e é melhor então silenciar. O futuro

não é possível adivinhá-lo.

11

QUEM ESCREVEU O

DISCURSO PARA O PASTOR?

Algum tempo depois comentou-se na cidade que

os termos usados no discurso feito num período de

turbulência da nossa política, teriam saído de Flávio Ferraz

de Carvalho para leitura de Elézer Púglia.

Flávio

Ferraz de

Carvalho,

em retrato

Quando o Pastor e Vereador Elézer

Púglia diz que “A rigidez do protocolo

exige que eu leia este discurso”, logo

se imagina que alguém escreveu para

ele. A política fervilhava, entre Arena e

MDB, acompanhada pelo regime militar.

Quem escreveu o discurso jamais

poderia advinhar que a “vingança viria

em uma canetada do governador

Abreu Sodré”, seis meses após participar

da solenidade na Câmara Municipal.

As delegacias regionais foram

saindo uma a uma: o prefeito Rômulo

Lupo silenciou (também fora ofendido),

os vereadores não tiveram como

reagir e as críticas da imprensa não

sensibilizaram Abreu Sodré.

Araraquara possuía 19 vereadores:

Alvaro Waldemar Colino, Antonio Donato,

Caetano Nigro, Darcy Moralles,

Elias Damus, Everaldo Isidoro da Silva,

Flávio Ferraz de Carvalho, João Vergara

Gonzales, Jobal Amaral Velosa,

José Galli, José Pizani, José Wellington

Pinto, Leonardo Crocci Filho, Octávio

Bugni, Oswaldo Duarte, Rubens Bellardi

Ferreira, Waldemar De Santi, Wilmo

Gonçalves e Elézer Púglia.

A polêmica sessâo teve três atas;

as duas primeiras foram rejeitadas

pois devia constar na íntegra o discurso

do vereador.

Algum tempo depois, o Pastor deixou

Araraquara e foi morar em Brasília;

Flávio Ferraz também saiu da cidade

e se instalou em Alto Garça, no Mato

Grosso, onde comprou uma fazenda.


Certificado

Digital: agora

com biometria

O Certificado Digital, que funciona

como documento eletrônico

para identificação de pessoas físicas

ou jurídicas, emitido pelo Centro

das Indústrias do Estado de São

Paulo (Ciesp), passa agora a ter a

biometria. Além da comodidade de

fazer transações de qualquer lugar

via internet, a novidade garante

mais segurança na hora de realizar

atividades que necessitam de autenticidade,

entre outras aplicações

públicas e privadas.

O Ciesp oferece as menores taxas

de emissão de todo o Estado.

Para saber mais, os interessados

devem agendar atendimento no site

www.ciespdigital.com.br ou comparecer

na sede em Araraquara, na

Av. Prof. Augusto César, 1090, para

suporte in company.

FIQUE

LIGADO!

Confira

os eventos

do Ciesp

Araraquara:

“O QUE PODEMOS FAZER DENTRO DAS EMPRESAS

ENQUANTO O BRASIL SE RECUPERA” – ALBERTO MEHES

• Data: 5 de junho de 2017

• Horário: 19h

• Inscrições gratuitas pelo eventos@ciespara.com.br

ou (16) 3322-1339

• Local: Sesi Araraquara - Av. Octaviano de Arruda

Campos, 686 - Jardim Floridiana

“O SUPERVISOR” – EUGENIO STIPP

• Data: 22 de junho de 2017

• Horário: 19h

• Inscrições gratuitas pelo eventos@ciespara.com.br

ou (16) 3322-1339

• Local: Sesi Araraquara - Av. Octaviano de Arruda

Campos, 686 - Jardim Floridiana

Mais informações 212

sobre a programação pelo telefone (16) 3322-1339, pelo e-mail


Associados do Ciesp

têm vantagens sobre

taxas ambientais

Movimentações

no exterior com

mais agilidade

As empresas associadas ao Ciesp seguem isentas

da atualização das taxas de licenciamento ambiental

cobradas pela Companhia Ambiental do Estado de São

Paulo (Cetesb). Essa exceção foi concedida em resposta

à liminar encabeçada pela entidade no segundo semestre

do ano passado, que permite que as taxas sejam

calculadas a partir da área construída e não sobre o

tamanho total do terreno, conforme atribuiu a última

sentença da Cetesb, gerando uma significativa redução

no valor total.

Com essa decisão, a regional de Araraquara garante

a vantagem para empresas de 17 municípios do entorno,

são eles: Américo Brasiliense; Borborema; Candido Rodrigues;

Fernando Prestes; Gavião Peixoto; Ibitinga; Itápolis;

Jaboticabal; Monte Alto; Nova Europa; Novo Horizonte; Rincão;

Santa Adélia; Santa Lucia; Tabatinga e Taquaritinga.

Para aproveitar esta sentença, a empresa associada

ou parceira contribuinte deverá comparecer à Cetesb,

portando declaração de associação, fornecida pelo Ciesp.

Procure atendimento na Regional de Araraquara ou acesse

o site para saber mais: www.ciesp.com.br/araraquara.

O Ciesp e a Federação das Indústrias

do Estado de São Paulo (Fiesp) emitem

o Certificado de Origem aos seus associados

por um preço mais baixo que o

praticado pelo mercado. O documento

é usado para apoiar os empresários

durante as movimentações com países

parceiros, por meio da isenção ou redução

de impostos de importação em

seus produtos.

A emissão do Certificado de Origem

do Ciesp/Fiesp conta com a tecnologia

de QR-Code, que reduz o risco de fraudes,

oferece uma redução de 40% no

tempo investido e facilita a logística de

exportação. Atualmente, as entidades

também conseguem oferecer acesso

ao Projeto COD (Certificado de Origem

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13 3


INTERESSES DA CLASSE

Araraquara debateu a reforma

trabalhista em palestra no Senac

Vice-presidente da FecomercioSP, Ivo Dall’Acqua Junior, apresentou os principais pontos do projeto

aprovado pela Câmara Federal e defendeu a implantação das mudanças.

O Sindicato do Comércio Varejista

de Araraquara (Sincomercio) promoveu

em maio (3), uma palestra sobre as

principais mudanças previstas no projeto

de lei 6.787/16, aprovado no plenário

da Câmara Federal na última semana

de abril. As explanações sobre a

proposta de reforma trabalhista foram

realizadas por Ivo Dall’Acqua Junior,

vice-presidente da Federação do Comércio

de Bens, Serviços e Turismo do

Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Recebido pelo presidente do Sincomercio,

Antonio Deliza Neto, o vice-presidente

da FecomercioSP falou para

um auditório lotado, formado principalmente

por representantes do comércio,

da indústria e de escritórios de advocacia

e de contabilidade da cidade. A palestra

aconteceu no Senac Araraquara.

O projeto de lei de autoria do governo

federal que trata da reforma trabalhista

foi distribuído à Câmara dos Deputados

em 23 de dezembro de 2016.

Em fevereiro, foi constituída a comissão

especial para análise da proposta, que

recebeu 849 emendas. Em 12 de abril,

o relator do projeto, deputado Rogério

Marinho (PSDB), apresentou seu parecer

e um texto substitutivo, que recebeu

490 emendas. Essa proposta foi

aprovada pela comissão em 25 de abril

e, no dia 27, foi submetida ao plenário

da Casa, onde recebeu 296 votos favoráveis

e 177 contrários.

Ivo Dall’Acqua elencou os principais

temas contidos na proposta e explicou

que o projeto substitutivo, apresentado

pelo relator, incorporou muitas questões

que não estavam no texto original

enviado pelo Executivo, como o fim da

contribuição sindical compulsória, o

trabalho remoto e o intermitente. Ele

fez uma análise dos tópicos mais importantes,

apresentou ressalvas com

relação a alguns itens, mas, de uma for-

Representantes do comércio acompanharam as explanações de Ivo Dall´Acqua

ma geral, considerou que a reforma é

necessária, pois moderniza as relações

trabalhistas no Brasil.

De acordo com ele, a estrutura das

relações de trabalho no país está engessada

e as mudanças, ao sobrepor o

negociado sobre o legislado, respeitam

a autonomia coletiva privada. “Considerando

o grande número de disputas

judiciais, acredito que a reforma vem

pacificar o ambiente de trabalho. Hoje,

o empresário vive pressionado pela insegurança

jurídica e isso afasta os investimentos”,

afirmou o vice-presidente

da FecomercioSP. Para Antonio Deliza,

a intenção do Sincomercio ao realizar o

evento é promover a discussão da relação

entre capital e trabalho e fornecer

subsídios para que comerciantes, empresários

da indústria e outros setores

interessados possam se posicionar sobre

o assunto, que agora segue para

discussão no Senado Federal.

14

CONFIRA OS PRINCIPAIS

PONTOS DA REFORMA

Representação sindical: representantes

dos trabalhadores dentro das

empresas não precisam mais ser sindicalizados.

Os sindicatos continuarão

atuando nos acordos e nas convenções

coletivas.

Banco de horas: A legislação atual já

prevê que a compensação do excesso

de horas trabalhadas possa ser feita

em outro dia, desde que não exceda,

no período máximo de um ano, à soma

das jornadas semanais de trabalho previstas,

nem seja ultrapassado o limite

máximo de dez horas diárias. O projeto

aprovado na Câmara permite que o

banco de horas seja pactuado por acordo

individual escrito, desde que a compensação

se realize no mesmo mês.

Intervalo intrajornada: prevê a possibi-


lidade de redução, via negociação coletiva,

do tempo destinado para repouso

e alimentação. Permite, por exemplo,

que um trabalhador ou trabalhadora

opte por reduzir o intervalo intrajornada

para que possa sair mais cedo.

Jornada 12x36: a jornada de 12 horas

de trabalho por 36 horas de descanso

passa a fazer parte da legislação. Hoje,

a justiça já autoriza a realização da jornada

para algumas categorias.

Teletrabalho: regulamenta as modalidades

de trabalho por home office (trabalho

em casa), que será acordado previamente

com o patrão, inclusive o uso

de equipamentos e gastos com energia

e internet.

Trabalho intermitente: prevê o contrato

de trabalho intermitente, que é a modalidade

pela qual os trabalhadores

são pagos por período trabalhado. O

projeto prevê que o trabalhador receba

pela jornada ou diária, e, proporcionalmente,

com férias, FGTS, previdência

e 13º salário. O trabalho intermitente

é uma situação muito comum na área

Antônio Deliza Neto (à esquerda) foi o anfitrião do encontro

de eventos, cujo horário de trabalho é

móvel.

Arbitragem: cria a possibilidade de utilização

da arbitragem como meio de

solução de conflitos.

Contribuição sindical: o recolhimento

passa a ser facultativo e não mais compulsório.

Prevalência do negociado: vários pontos

poderão se sobrepor à lei quando

houver acordo entre empresários e

trabalhadores, como: parcelamento

das férias em até três vezes; jornada

de trabalho com limitação de 12 horas

diárias e 220 horas mensais; participação

nos lucros e resultados; jornada

em deslocamento; intervalo entre jornadas

(limite mínimo de 30 minutos);

extensão de acordo coletivo após a expiração;

entrada no Programa de Seguro

Emprego; plano de cargos e salários;

banco de horas, garantido o acréscimo

de 50% na hora extra; remuneração por

produtividade; trabalho remoto; registro

de ponto. Não podem ser objeto de

negociação: fundo de garantia; salário

mínimo; 13º salário; férias proporcionais.

15


ÍNDICE LOCAL

Sincomercio lança indicador que

mede confiança do consumidor

Pesquisa inédita na cidade gera informações que auxiliam a tomada de decisão para investimentos

O Sindicato do Comércio Varejista

de Araraquara (Sincomercio)

lançou no dia 18 de maio uma nova

ferramenta que permite avaliar o

comportamento do consumidor

diante dos cenários político e econômico.

O Índice de Confiança do

Consumidor (ICC), apurado mensalmente,

identifica qual a intenção de

consumo da população e fornece

dados que podem ser usados estrategicamente

para a tomada de decisões

sobre a gestão dos negócios.

O evento foi conduzido pelo presidente

do Sincomercio, Antonio Deliza

Neto, e pela economista da entidade,

Délis Magalhães, e contou com a presença

dos vereadores Elton Negrini

(PSDB) e Magal Verri (PMDB), e do

professor doutor da Unesp Araraquara,

Elton Casagrande, responsável

pela estruturação do Núcleo de Economia

do Sincomercio, em 2006.

“O comerciante já instalado na

cidade, assim como o empresário

que quer investir aqui, precisam

conhecer a realidade local, as características

econômicas e as condições

da população. O índice traz

a análise do cenário local ao mostrar

se o consumidor está retraído

ou intencionado ao consumo. Isso

permite que o empresário faça uma

condução positiva do seu negócio.

É uma ferramenta importante tanto

para o poder público quanto para a

iniciativa privada”, afirma Deliza.

Para o assessor econômico da

FecomercioSP, Jaime Vasconcellos, é

muito importante para a cidade ter

essa leitura de onde está o consu-

Antonio Deliza fala sobre a importância do ICC ao lado dos vereadores Elton Negrini e Magal Verri

mo. “Se o consumidor está mais intencionado

ao gasto, ele está mais

aderente às promoções. Por outro

lado, se não há confiança no cenário

político e econômico, ele não vai

abrir crediário, buscar empréstimos

e financiamentos”, assinala.

Resultados

A economista Délis Magalhães

explica que o índice varia de zero a

200 pontos, sendo que a partir dos

100 é identificado otimismo entre

os consumidores e abaixo dos 100

significa pessimismo. A pesquisa é

segmentada por sexo e renda e o

cálculo do índice considera duas

variantes importantes: as condições

econômicas da população no

presente e as expectativas que ela

tem para o futuro.

Em abril, o ICC ficou em 93,3

pontos, ou seja, abaixo da linha de

otimismo. Em maio, o índice caiu

para 85,1 pontos, uma redução de

8,7% com relação ao mês anterior.

16

2

O principal motivo dessa piora foi

uma queda no índice de expectativas

futuras, que diminuiu 12,3% em

relação ao mês anterior, caindo de

115,5 pontos para 101,3.

“O resultado demonstra que o

consumidor está inseguro diante

das mudanças econômicas e políticas

no Brasil. As propostas de

reforma na legislação trabalhista e

previdenciária representam um dos

principais motivos para gerar a queda

na confiança”, afirma Délis.

A percepção da população sobre

suas condições econômicas

atuais manteve-se praticamente

estável nas duas medições e foi o

que mais influenciou para puxar o

ICC para baixo. Em abril, a pontuação

foi de 59,9 e em maio 60,9.

“A maioria das famílias permanece

com a renda comprometida. A dificuldade

em conseguir emprego é

um dos principais fatores que compromete

o avanço do índice”, analisa

a economista.


ICC de abril

ÍNDICE/SEGMENTAÇÕES

HOMENS

MULHE-

RES

MENOS DE 10

SM

MAIS DE 10 SM

TOTAL (ABRIL)

1. Índice de Condições Econômicas Atuais 72,5 48,0 58,9 64,7 59,9

2. Índice de Expectativa do Consumidor 119,0 112,3 112,7 128,2 115,6

Índice de Confiança do Consumidor (ICC) 100,4 86,6 91,2 102,8 93,3

ICC de maio

ÍNDICE/SEGMENTAÇÕES HOMENS MULHERES MENOS DE 10 SM MAIS DE 10 SM TOTAL (MAIO)

1. Índice de Condições Econômicas Atuais 70,7 51,5 60,7 61,6 60,9

2. Índice de Expectativa do Consumidor 116 87,3 98,2 115 101,3

Índice de Confiança do Consumidor (ICC) 97,8 73 83,2 93,6 85,1

Tabela comparativa abril/maio:

59,9

60,9

115,6

101,3

93,3

85,1

Abril

Maio

1. Índice de Condições

Econômicas Atuais

2. Índice de Expectativa

do Consumidor

Índice de Confiança do

Consumidor (ICC)

Metodologia

O ICC será apurado mensalmente

pelo Núcleo de Economia do

Sincomercio Araraquara. Os dados

são coletados de 600 consumidores

no município. Os questionários

são aplicados pela Paulista Jr. Projetos

e Consultoria, empresa administrada

por alunos da Faculdade

de Ciências e Letras da Unesp Araraquara,

com o auxílio de docentes

e parceiros.

A metodologia do ICC foi desenvolvida

pela FecomercioSP com

base no Consumer Confidence Index,

índice norte-americano que

surgiu em 1950 na Universidade

de Michigan (EUA). No início da

década de 1990, a equipe econômica

da FecomercioSP adaptou a

metodologia da pesquisa norte-

-americana à realidade brasileira.

Atualmente, o índice da Federação

é usado como referência nas

reuniões do Comitê de Política Monetária

do Banco Central (Copom),

responsável pela definição da taxa

de juros no país, a exemplo do que

ocorre com o aproveitamento do

Índice de Canal de Comodity (CCI)

pelo Banco Central dos Estados

Unidos.

17 3 SERVIÇO

Índice de Confiança do Consumidor (ICC)

Divulgação: entre a primeira e segunda

semana de cada mês

Como obter os dados: ficarão

disponíveis no site do Sincomercio, na

guia “Serviços”, que direciona para o

Núcleo de Economia.

Sincomercio Araraquara

Rua Voluntários da Pátria, 1.435 - Centro

Informações: (16) 3334-7070

www.sincomercioararaquara.com.br


SERVIÇOS

Super Troca de

Óleo chega à

Avenida 36

Referência em seu segmento,

empresa prepara inauguração

de sua terceira loja na cidade.

Esqueci de trocar o óleo do carro.

Tem problema? Sim. E muito. Ele é um

lubrificante vital para o bom funcionamento

do veículo pois, com sua viscosidade,

previne o atrito entre as peças do

motor, impedindo desgaste e impulsionando

alta durabilidade e performance.

Por essa razão, a troca deve ser feita

regularmente, pois o óleo vai, aos

poucos, perdendo sua viscosidade e

aderência. Em nossa cidade, quando

se fala neste assunto, imediatamente

a Super Troca de Óleo 16 é lembrada

como modelo.

A Super Troca de Óleo 16 também apresenta os melhores preços e orçamentos do mercado

Mas todo esse status não é em vão,

afinal, sua troca de óleo é especializada

e os serviços não param por aí. Fora

o atendimento e também a mão-deobra

capacitada, a casa oferece linha

completa em lubrificantes, filtros de

veículos nacionais e importados, graxas

e higienização de ar condicionado.

Atualmente com duas lojas em

Araraquara (Rua Castro Alves, 2733

e Alameda Paulista, 1985) e uma em

Matão (Rua Sinharinha Frota, 1811), a

Super Troca de Óleo 16, em algumas

semanas, abrirá as portas de um terceiro

espaço na Morada do Sol, localizado

na Avenida 36, 1082. “Logo mais

estaremos num dos corredores comerciais

mais importantes da cidade,

oferecendo algumas novidades”, diz o

proprietário Perci Marques.

18


Antonio Deliza, Gustavo Carrer e Fernando Sanches, gerente da regional do Sebrae Araraquara

CENÁRIO VAREJISTA

Tendências e inovações do varejo

são debatidas no Sincomercio

Entidades apresentaram a

comerciantes as novas ideias

expostas nas principais feiras

mundiais do setor.

O Sindicato do Comércio Varejista

de Araraquara (Sincomercio) e o

Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e

Pequenas Empresas (Sebrae) promoveram,

no dia 4 de maio, uma palestra

sobre inovações para o setor comercial.

O evento, realizado na sede do Sincomercio,

apresentou soluções e tecnologias

destacadas nas duas principais

feiras de varejo do mundo, a EuroShop

e a Retail’s Big Show, que aconteceram

este ano na Alemanha e nos Estados

Unidos, respectivamente.

Comandado por Antonio Deliza

Neto, presidente do Sincomercio, e

Gustavo Carrer, consultor do Sebrae,

o evento contou com a forte presença

de lojistas interessados em conhecer

os recursos que estão em alta e que

podem movimentar os negócios. Eles

transmitiram o conhecimento adquirido

nas feiras, apresentaram fotos dos

equipamentos expostos e falaram das

tendências para as lojas físicas em

iluminação, design, manequins, entre

outras. No bate-papo, também foram

abordados os principais desafios do comércio

varejista diante de um cenário

dominado pelas dificuldades econômicas,

vendas virtuais e automação cada

vez maior nas lojas físicas.

“É importante que o lojista saiba o

que está sendo praticado no mundo

e conheça as ferramentas existentes

A Feira Internacional de Varejo,

realizada em Düsseldorf (Alemanha),

conhecida como EuroShop é a maior

feira de varejo com participação

internacional. Com 120.000m² de

espaço de exposição e 2.500 expositores

de 60 países, é um ponto de encontro

para obter informações indispensáveis

e acompanhar a plataforma de

comunicação. Sua gama de atrações

oferece uma variedade fascinante: a

partir de design de varejo, arquitetura,

iluminação ou refrigeração, produções

de tecnologia de varejo altamente

especializado e muito mais.

para fazer uma melhor gestão do seu

negócio. Hoje, as grandes redes investem

em tecnologias e no comércio

eletrônico para atrair o cliente. Quem

não tem a mesma capacidade de investimento

precisa desenvolver outras

estratégias”, afirma Deliza, que esteve

presente na EuroShop 2017.

Falando sobre a feira Retail’s Big

Show, o consultor Gustavo Carrer destacou

que o contato pessoal é o grande

diferencial do comércio regional. “Se

não colocar essa habilidade em prática,

o pequeno comerciante pode ver

seu empreendimento ser engolido pela

tecnologia”, diz. Ele salientou ainda

que o lojista tem que buscar, a todo momento,

surpreender seus clientes e que

a diferença entre lucro e prejuízo pode

estar na maneira como o consumidor

é tratado. “O empreendedor não pode

deixar nenhuma pessoa sair anônima

da loja”, ressaltou.

19


Roberto Massafera, Elias Chediek, Jéferson Yashuda, Sandro Roberto Valentini, Roger Mendes, Edson Hel, Edinho Silva e Márcia Lia

HOMENAGEM

Reitor da Unesp recebe título

de ‘Cidadão Araraquarense’

Sandro Valentini, atual

reitor da Unesp, foi

homenageado através de

proposta apresentada pela

mesa diretora da Câmara

Municipal.

Professores Arnaldo Cortina

(secretário geral da Unesp),

Cláudio Paiva (diretor

da FCL Araraquara),

Vanderlan Bolzan (vicepresidente

da Fundunesp)

e Sergio Nobre (vice-reitor

da Unesp) durante o evento

Sandro Valentini ao lado do presidente da

Câmara e seu ex-aluno, Jéferson Yashuda

O atual reitor da Unesp, Sandro Roberto

Valentini, é o mais novo cidadão

araraquarense. Ele recebeu o título das

mãos do presidente da Câmara Municipal,

o vereador Jéferson Yashuda Farmacêutico,

em sessão solene realizada no

dia 28 de abril.

O título é um reconhecimento pelo

trabalho do professor e pesquisador em

mais de 30 anos de carreira e, particularmente,

no Departamento de Ciências

Biológicas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas

da Unesp, da qual foi diretor

e onde lidera seu próprio grupo de pesquisa

em Biologia Molecular.

“Hoje fazemos uma justa homenagem

a uma pessoa comprometida com

a universidade, com seus pares e com

a pesquisa acadêmica”, declarou a deputada

estadual Márcia Lia, em seu pronunciamento.

O deputado Roberto Massafera

(PSDB) destacou a brilhante carreira

acadêmica do professor. “Cinquenta

por cento das pessoas que vivem em

Araraquara não são nascidas aqui. A

Câmara Municipal escolhe, entre essas

pessoas, expoentes que recebem o título

por se dedicarem e enaltecerem a nossa

cidade. Com seu currículo invejável e

sua dedicação à educação, o professor

Sandro é mais que merecedor desse reconhecimento”,

declarou.

O prefeito Edinho Silva observou que

“ninguém constrói uma trajetória de vida

da noite para o dia”. Ele apontou características

pessoais do professor. “Sandro

sabe divergir e discordar com respeito. É

firme em suas posições e extremamente

leal. Além disso, inspira outras pessoas

com sua capacidade de superação e foco

para enfrentar desafios e vencer as adversidades.

Um pesquisador brilhante,

um professor respeitado, um diretor extremamente

competente. Você chegou

ao topo de sua carreira acadêmica como

reitor, mas, conhecendo-o, tenho certeza

de que está apenas começando.”

O presidente da Câmara Municipal,

Jéferson Yashuda Farmacêutico, observou

que, como reitor, Valentini, que foi

seu professor na Faculdade de Ciências

Farmacêuticas, lidera atualmente 34 unidades

da Unesp em 24 cidades, o que

representa mais de 3.800 professores,

mais de mil funcionários, 150 cursos

e mais de 50 mil alunos. “E tudo isso

em tempos de crise. Reitorar em tempos

complexos é uma tarefa extremamente

árdua. Mas, com sua capacidade de trabalhar

em equipe e de traçar caminhos

20


para atingir metas em conjunto, ele está

enfrentando brilhantemente o desafio.”

Emocionado, Valentini admitiu que a

indicação foi uma surpresa. “Não esperava

receber essa honraria e fico muito

feliz”, contou. O professor recordou sua

chegada à cidade, aos 18 anos de idade.

“Aquela primeira imagem que vi de Araraquara,

ao amanhecer, nunca saiu da

minha mente. Saí daqui várias vezes, por

motivos de estudo e trabalho, mas retorno

sempre. São 35 anos de Araraquara.”

O professor lembrou também os anos de

trabalho e dedicação à Unesp. “Entrei

para a carreira político-administrativa na

universidade por acreditar que o Câmpus

Valentini recebe o

diploma que lhe

foi conferido pela

Câmara Municipal

de Araraquara,

reconhecendo seu

extraordinário

trabalho no campo da

pesquisa e como reitor

da Unesp

de Araraquara merecia mais reconhecimento.

Foi um grande desafio, mas

os resultados são visíveis. Temos dois

novos cursos – de Engenharia Química e

Engenharia de Bioprocessos – e, graças

a muito trabalho, podemos dizer que os

araraquarenses têm à sua disposição um

ensino superior de excelente qualidade”,

afirmou.

Estiveram na solenidade os vereadores

Edson Hel, Elias Chediek e Roger

Mendes, o vice-reitor da Unesp, Sérgio

Roberto Nobre, o diretor do Conselho

Regional de Farmácia – Seccional de

Araraquara, Evandro Lucas Yashuda e

os diretores da Unesp de Araraquara,

Cláudio Cesar de Paiva (Faculdade de

Ciências e Letras), Elaine Maria Sgavioli

Massucato (Faculdade de Odontologia),

Eduardo Maffud Cilli (Instituto de Química),

Luis Vitor Silva do Sacramento

(Faculdade de Ciências Farmacêuticas),

além dos vice-diretores Dulce Helena

Siqueira Silva (Instituto de Química) e

Edson Alves de Campos (Faculdade de

Odontologia).

As sobrinhas mostram orgulhosas o diploma

recebido pelo tio Sandro

21


Sandro Valentini

UMA VIDA DEDICADA

À CIÊNCIA

Sandro Roberto Valentini nasceu

em 1964, na cidade de Martinópolis

(SP). É filho de José Roberto Valentini

e Mari Percinoto Valentini e tem duas

irmãs, Ilza e Claudia.

Em sua cidade natal, cursou o ensino

fundamental e os dois primeiros

anos do ensino médio. Estudou o terceiro

e último ano do ensino médio concomitantemente

com o cursinho no Colégio

Objetivo de Presidente Prudente.

No início de 1982, entrou no curso

de Farmácia-Bioquímica da Faculdade

de Ciências Farmacêuticas (FCF) da

Unesp e mudou-se para Araraquara.

Em 1984, teve seu contato inicial com

a pesquisa, na iniciação científica. Em

agosto do mesmo ano, já estava matriculado

no Mestrado em Microbiologia e

Imunologia da Escola Paulista de Medicina,

na Universidade Federal de São

Paulo (Unifesp).

Mari Percinoto Valentini,

mãe de Sandro,

homenageada com

flores

O seu doutorado foi iniciado em

agosto de 1990, no Instituto de Química

da USP. Na ocasião, Valentini fez

um estágio de Doutorado Sanduíche no

Massachusetts Institute of Technology

(MIT), nos Estados Unidos e, ao retornar

ao Brasil, defendeu sua tese em dezembro

de 1993. Iniciou o Pós-Doutorado

três anos depois, na Universidade

de Harvard, também nos Estados Unidos

e ao retornar ao Departamento de

Ciências Biológicas da FCF em 1998,

criou seu próprio grupo de pesquisa em

Biologia Molecular.

Valentini publicou ao longo de sua

carreira, cerca de 80 artigos científicos

e de 230 resumos em anais de congressos.

Coordenou dezenas de projetos de

Casal Mari-José Roberto Valentini acompanhando a homenagem ao filho

pesquisa financiados por agências de

pesquisa do Brasil e do exterior. Dentre

eles, destacam-se dois projetos no

Programa Genoma Humano do Câncer

da Fapesp, em que atuou como pesquisador

responsável. Essas experiências

permitiram a construção de um laboratório

de pesquisa de padrão internacional

na FCF.

Com a carreira acadêmica consolidada,

Valentini interessou-se pela carreira

administrativa. Nesse âmbito, foi

vice-diretor (2005 a 2008) e diretor

(2009 a 2012) da FCF – Unesp. Finalmente,

em 2016, sua chapa com o professor

Sergio Roberto Nobre foi a mais

votada pela comunidade da Unesp para

assumir a Reitoria, órgão administrativo

máximo. O governador do Estado de

São Paulo nomeou-o reitor da Unesp

em 29 de novembro de 2016, para o

mandato de 2017-2021.

22


SEGURANÇA

Cuide (também) da sua casa

e evite dores de cabeça

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proteger sua residência dos mais diversos prejuízos.

Mês de julho chegando com as tão

sonhadas férias! Viagem programada,

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roubos à residência. Nada melhor do

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quanto o seguro de automóvel, e

ao contrário do que muitos pensam, é

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de automóvel, o seguro residencial é

montado de acordo com as necessidades

do cliente”, explica Flávia Sampaio,

gerente da corretora. Além da proteção

contra roubos e furtos qualificados, o

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e completas além do suporte

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23


GEOLOGIA

Vestígio fóssil encontrado na cidade

descreve nova espécie de animal

Trabalho evidencia a presença de mamíferos em Araraquara há cerca de 140 milhões de anos;

este é o primeiro registro em terras brasileiras; assunto foi destaque na imprensa mundial.

A partir da construção de pegadas foi

possível descrever uma nova icnoespécie,

chamada de Brasilichnium saltatorium,

ilustrada ao lado

Araraquara ganhou destaque no

cenário da Paleontologia mundial por

conta da descoberta de um novo vestígio

fóssil atribuído a um mamífero vertebrado

que habitou por aqui durante

o período Cretáceo brasileiro, há cerca

de 140 milhões de anos.

Desenvolvida no Laboratório de

Paleoecologia e Paleoicnologia (LPP),

da Universidade Federal de São Carlos

(UFSCar), a pesquisa resultou no trabalho

de mestrado de Pedro Victor Buck,

cuja orientação é do professor Marcelo

Adorna Fernandes. Nela, o autor

descreve as pegadas coletadas em rochas

de uma pedreira situada em nossa

região.

“Nossa intenção foi descrever essas

pegadas, conhecer a dinâmica do movimento

do animal, interpretar qual era

a situação em que as pegadas foram

formadas até chegarmos ao animal e o

motivo que o levava a fazer o movimento”,

descreve o pesquisador.

A partir dessas observações foi possível

descrever uma nova icnoespécie,

chamada de Brasilichnium saltatorium,

que corresponde a uma pista preservada

em rocha de um organismo saltador.

Buck explica que na icnologia, o nome

científico é dado para a estrutura da pegada

e não para o animal.

“Com o resultado, podemos inferir

que animais que estavam na linhagem

evolutiva dos mamíferos já apresentavam

comportamento de salto e, portanto,

precisavam de uma estrutura óssea

específica para saltar; e essas estruturas

já estavam presentes no Cretáceo”,

afirma.

No último dia 22 de março, o jornal

britânico The Guardian divulgou uma

matéria sobre a descoberta, o que

fortalece o reconhecimento do estudo

para a Paleontologia mundial. Pedro

Buck dará continuidade na pesquisa

em seu doutorado, também no PP-

GERN. A proposta agora é, a partir das

24

pegadas atribuídas a esses e a outros

animais, entender a diversidade de espécies

no local e reconstruir a Paleoecologia

da Formação de Botucatu.

INEDITISMO

Pedro Buck conta que o tipo de movimento

saltatorial teve seu primeiro

registro no período Jurássico, na Argentina,

sendo o registro mais antigo desse

movimento. As pegadas descritas agora

são o primeiro registro desse tipo de

movimento no Brasil.

“Esses registros nos permitem reconstruir

a história evolutiva desse

comportamento (salto), traçando desde

o período Jurássico até o momento

recente, evidenciando aspectos comportamentais,

morfológicos e ecológicos

desse grupo de animais”, destaca

o responsável pelo estudo.

A unidade geológica, na qual a icnoespécie

Brasilichnium saltatorium foi


encontrada, é a Formação Botucatu,

que vai de Goiás até o Uruguai. No período

Cretáceo essa região de Araraquara

era um deserto, o maior deserto de

areia na história do planeta.

“A região de Araraquara certamente

era mais úmida, pois temos até registros

de pingos de chuva e minerais em

Professor Marcelo Adorna Fernandes, da

UFSCar, orientador do trabalho

rochas do local. Acreditamos que esse

espaço deveria ser a borda do deserto,

com vegetação e umidade que deixavam

a região adequada para a sobrevivência

das espécies”, relata.

DESDOBRAMENTOS

Buck diz que a descoberta contribui

para o entendimento da diversidade da

fauna brasileira a partir do registro da

variedade de comportamentos (há registros

do animal saltando e caminhando)

dentro de um grupo de animais.

“A variação de movimentos demonstra

que o animal poderia estar fugindo

de predadores, caçando presas ou

mesmo saltando para evitar o contato

prolongado com as areias quentes do

deserto”, exemplifica ele. Além disso,

do ponto de vista evolutivo, Buck diz

que a pesquisa corrobora para a constatação

da existência de um grupo

avançado na linhagem de mamíferos

durante o Cretáceo brasileiro.

Para Marcelo Adorna Fernandes,

Pegadas de

dinossauro

encontradas no

mês passado em

Américo Brasiliense

“apenas essas pegadas fossilizadas

encontradas no interior paulista trazem

informações desses animais; a preservação

e o estudo desse material é fundamental

para que possamos entender

o processo de evolução dos mamíferos

nesse período geológico do Brasil”. O

docente afirma que o trabalho tem relevância

científica pois conhecendo as

formas das pegadas dos mamíferos temos

uma ferramenta importante para a

compreensão da fauna local.

Em maio foi divulgado que a bióloga

Andréia Regina Leandro de Campos,

identificou pegadas de dinossauros na

Praça Eridio Stain (Américo Brasiliense)

e agora busca parcerias para analisar

melhor quais as espécies e o período

que esses dinossauros viveram na região.

25


DIDÁTICO

Senai comemora

o Dia da Indústria

Na programação organizada

pela escola tivemos palestras,

curso e workshop.

Com o objetivo de comemorar o Dia

da Indústria (25/05) e também discutir

questões de interesse do setor, o Senai

Araraquara promoveu, entre 22 e 26 de

maio, com atividades entre às 8 e 22h,

a Semana da Indústria 2017. O evento

contou com o apoio do Sebrae.

Na grade de atrações, todas gratuitas,

ganharam espaço palestras com

Aristeu Silva, Luis Fernando Tardivo,

Maria Augustha Borges; o workshop

“Eficiência Energética”, comandado pelos

docentes Ricardo Martins, Márcio

de Paula e Valdecy dos Santos, além do

curso “Boas práticas para Serviços de

Alimentação”, com Maurício Luiz Rossi.

Vale lembrar que o Senai Araraquara

fica na rua Hugo Negrini, 60, bairro Quitandinha.

Atualmente, a escola atende

as áreas: Alimentos, Automação, Aeronáutica,

Automobilística, Construção

Civil, Eletroeletrônica, Eletromecânica,

Gestão, Logística, Madeira e Mobiliário,

Metalurgia, Metalmecânica, Refrigeração,

Segurança do Trabalho, Tecnologia

da Informação e Vestuário.

A NOSSA INDÚSTRIA

Araraquara também é conhecida

como uma das cidades mais industrializadas

do estado de São Paulo pela diversidade

do seu polo industrial. A economia é

predominantemente baseada na laranja,

Foto após o término da palestra de abertura

através da Cutrale e a cana-de-açúcar

pela força das suas usinas dentro de um

processo de desenvolvimento há mais de

50 anos. Um balanço apresentado pelo

Ciesp apontou em 2016 um aumento

de 30% nas exportações na região de

Araraquara.

Hoje, com o mercado interno sofrendo

com a crise, é o mercado externo que

está ajudando a manter as fábricas. Uma

unidade da cidade, por exemplo, viu na

exportação de sucatas para a Índia a

oportunidade de sobreviver à turbulência

econômica. Mas a expectativa é a retomada

do crescimento industrial, disse

ainda recentemente o diretor do Ciesp

local, empresário Ademir Ramos da Silva.

26


DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

Recicla Brasil: lutando por um

mundo mais sustentável

Reduzir, reutilizar e repensar.

Este é o resumo da filosofia

de trabalho desta empresa

referência em Araraquara e

toda a região.

Lembrado que no Brasil, em 5 de

junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente

divide espaço com o Dia Nacional da Reciclagem

em uma data reservada para

reflexão sobre o futuro do planeta no

qual vivemos.

Em Araraquara, uma empresa

foi pioneira em todo o Estado de São

Paulo neste setor: a Recicla Brasil,

que nasceu para atender diversos

segmentos que sofriam com a falta

de locais adequados para destinar

corretamente os seus resíduos.

Contando com profissionais qualificados

e comprometidos com a qualidade

dos serviços prestados ao meio

ambiente, a ‘Recicla’ tem sua sede em

Araraquara, porém atua em 17 cidades

da região. Assim, todo tipo de resíduo

reciclável é aceito, como papéis, plásticos,

vidros, metais, materiais ferrosos e

não-ferrosos, entre outros.

Para garantir o processamento de

aproximadamente 1 mil tonelada por

mês, a empresa conta com uma infra-

estrutura logística de primeira linha,

composta por uma frota de 10 caminhões

e máquinas específicas para os

procedimentos, como caçambas, guindastes,

prensas, trituradores, empilhadeiras,

carregadeiras, garra sucateira,

caminhões roll-on e roll-off e balanças

digitais com capacidade para até 80

toneladas.

PROCESSOS

Atualmente, a Recicla Brasil trabalha

em parceria com indústrias, empresas

de comércio, repartições públicas e

catadores informais de materiais recicláveis,

ou seja, sua equipe está pronta

para oferecer um plano adequado independente

do porte de cada cliente.

Todo o trabalho atende à legislação

vigente e conta com a validação e autorização

de órgãos ambientais, como

a CETESB (Companhia de Tecnologia

de Saneamento Ambiental), Instituto

Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos

Naturais Renováveis (Ibama),

Instituto Akatu e SOS Mata Atlântica.

Que neste mês em que se comemora

o Dia Mundial do Meio Ambiente,

façamos uma reflexão sobre a data e o

importante trabalho que a Recicla Brasil

realiza em nossa cidade.

Profissionais diretos e indiretos atuam no processo de recebimento, triagem e encaminhamento

do material coletado

27


FATOS & FOTOS

DA REDAÇÃO

POLVOS DE CROCHÊ PARA ACALMAR OS BEBÊS

Desde fevereiro deste ano, com um

projeto pioneiro na região de Araraquara,

a Maternidade Gota de Leite iniciou a

distribuição de polvos feitos de crochê para

bebês recém-nascidos, prematuros ou não.

Segundo a coordenadora médica da UTI

Neonatal da Gota de Leite, Rosana Smirne

de Mattos, o projeto criado em 2013 na

Dinamarca visa auxiliar neurologicamente

os bebês. “Os tentáculos do polvo de crochê

remetem o bebê para o útero materno

porque se assemelham ao cordão umbilical.

Percebemos que realmente o bebê fica mais

tranquilo com o polvo”, explica a médica.

Com o auxílio de outras pessoas, Rosana

confeccionou os primeiros polvos e iniciou

a distribuição na Gota. Ela acrescenta que

os polvos de crochê são confeccionados

e doados por voluntárias da maternidade

e por outras pessoas que conheceram o

projeto pelo facebook e também doam

esses produtos aos bebês. “Na região

de Araraquara, fomos pioneiros na

implantação desse programa. Inclusive,

AJUDE O PRÓXIMO

Com o slogan “De fio em fio, a gente

aquece a cidade”, a Campanha do

Agasalho da Prefeitura vai até julho e

pretende arrecadar o maior número

possível de peças de inverno para serem

distribuídas a entidades assistenciais

e famílias carentes do município. O

movimento é realizado em conjunto com

diversos parceiros e voluntários, entre

representantes da sociedade civil, militares,

empresas, escolas e entidades. Mais de 80

pontos de coleta de agasalhos, cobertores

e peças diversas estão à disposição

da população em diferentes locais da

cidade. “Contamos com a colaboração de

indústrias, comércio, universidades, escolas,

igrejas, etc”, conta Cidinha Silva, presidente

do Fundo Social.

28

Projeto implantado na Gota foi criado na

Dinamarca e torna-se uma boa notícia

eu enviei um polvo como amostra para o

Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto”,

ressalta a médica.

SUBINDO

Ao que tudo indica,

o movimento

no comércio de

Araraquara por

conta do Dia das

Mães teve um ligeiro

crescimento. Segundo

levantamento do

Sincomercio, esse

aumento variou entre

3% e 7% com relação

ao mesmo período do

ano passado. Embora

os comerciantes

esperassem mais,

é verdade que o

aumento é bom em

tempos de crise.

DESCENDO

CÂMARA ETERNIZA HOMENAGEM A ELCIO MARCANTONIO

A reportagem “O país perdeu

uma das suas referências

na Odontologia”, uma

homenagem ao falecimento

do professor doutor Elcio

Marcantonio, publicada na

revista Comércio, Indústria

e Agronegócio de março

de 2017, foi indicada para

os anais da Câmara de

Araraquara pelo vereador

e presidente Jéferson

Yashuda. Agredecemos o

reconhecimento tributado

pelo Poder Legislativo o que

Marcantonio faleceu em

fevereiro deste ano, aos

83 anos e reportagem feita

sobre sua vida entra para a

história da cidade

Moradores do

Cidade Jardim estão

insatisfeitos com

as atuais péssimas

condições do bairro.

Eles pedem para a

Câmara e Prefeitura,

pavimentação,

limpeza de terrenos

e instalação de

postes de energia

elétrica em vias do

bairro que ainda

não contam com

essa infraestrutura.

Entulho, galhadas

e lixo doméstico

também acumulam-se

pelas ruas.

também representa uma

forma de respeito e carinho

ao que Elcio representou a

todos nós. Não apenas à

profissão que ele abraçou

com tanta dedicação

mas também aos outros

segmentos, como o esporte

amador onde criou um

vínculo com o Estrela Futebol

Clube; na assistência social,

através do Cedeface foi

significativa a participação

dele ao lado do amigo

Roberto Della Coleta.


FRASE

“Justiça federal

acaba de

suspender as

atividades do

Instituto Lula, sob

o fundamento

de que existem

indícios veementes

Jorge Bedran

de que ilícitos

foram perpetrados no local. Outra notícia

dá conta de que alguns hotéis de Curitiba

não aceitaram a estada de Lula, com medo

de represálias. Ao fim e ao cabo, será que o

crime realmente compensa?

Postagem no facebook do advogado

araraquarense Jorge Bedran sobre as

recentes acusações ao ex-presidente do Brasil,

Luiz Ignácio Lula da Silva.

NOVO COMANDO

Os Batalhões e unidades da Polícia Militar

das 93 cidades e 39 distritos da região de

Ribeirão Preto e Araraquara, que compõem do

CPi-3 – Comando de Policiamento do Interior

Três, estão agora sob novo comando. Tomou

posse em maio, o Coronel PM Washington

Luiz Gonçalves Pestana em substituição ao

araraquarense Coronel PM Humberto Gouvêa

Figueiredo, que depois de comandar a regional

por um ano, foi designado para comandar a

Escola Superior de Soldados, em São Paulo, a

maior escola de formação de policiais militares

do Brasil.

PENSANDO NO FUTURO

Unidade local foi inaugurada em dezembro

O período de inscrição para o processo seletivo

das Fatecs do Estado de São Paulo termina no

dia 12 de junho. O exame será no domingo,

2 de julho. A unidade de Araraquara, que foi

inaugurada há pouco tempo, passa a integrar

o processo seletivo, oferecendo 40 vagas, à

noite, para o curso de Gestão Comercial. Nele,

além de matérias mais básicas como português,

inglês e cálculo, também estão incluídas as mais

específicas, como gestão de pessoas e marketing.

29


EXPANSÃO

Jaraguá recebe novas lojas

e gera empregos na cidade

Até o fim deste ano, diferentes segmentos serão representados

por novos estabelecimentos, distribuídos por todo o shopping.

Jaraguá acompanhando as tendências do

mercado brasileiro e em constante expansão

Por conta da abertura de quatro

lojas até o fim deste ano, o Shopping

Jaraguá mira a contratação de mais

de 50 funcionários diretos, gerando

empregos para a população de Araraquara.

Assim, aportam por aqui as lojas

quem disse, berenice?, Espaço Laser,

Imaginarium e Cheirin Bão.

Com 15 anos de história e três expansões

nessa trajetória, o local abriu

oportunidade para mais 64 lojas satélites,

três megalojas e outras quatro ancoras

de sucesso gerando diretamente,

1,5 mil empregos. Pesquisa interna diz

que mais de 300 mil pessoas da cidade

e região passam mensalmente pelo

shopping.

Assim, uma das inaugurações mais

aguardadas é a quem disse, berenice?

que chama a atenção dos amantes da

maquiagem, com seus mais de 500

produtos relacionados à beleza. A loja

deve ficar no corredor da iPlace.

A Espaço Laser também é outra

franquia do ramo da beleza com previsão

de inauguração neste primeiro semestre.

Instalada ao lado da loja Passarela,

ela oferece o método Alexandrite

de depilação a laser (definitiva) para

homens e mulheres em todas as partes

do corpo. Ainda no primeiro semestre e

também no corredor da Passarela, está

prevista a inauguração da Imaginarium.

A marca vende diversos produtos

funcionais, divertidos e inusitados.

Em julho, o Shopping aguarda a

franquia mineira Cheirin Bão. Trata-se

de uma mistura de empório com cafete-

PONTOS ONDE AS MARCAS JÁ ESTÃO

A Imaginarium surgiu em Florianópolis em

1991 e hoje está nos grandes shoppings

Empório Mineiro Cheirin Bão já se encontra

espalhado pelo Brasil

ria, que além de seu cafezinho especial,

oferece diversas delícias típicas mineiras

como doces, salgados, queijos, pimentas

e cachaças artesanais. A loja

funcionará no corredor da Riachuelo,

bem próxima à praça de alimentação.

Espaço Laser Depilação chegou ao

Shopping Taubaté em 2014

quem disse, berenice? inaugurada em

2013, no Taguatinga Shopping

30


SAÚDE

Beneficência Portuguesa dá adeus

às ilusões e começa uma nova vida

A grandiosidade de um dos maiores hospitais brasileiros depois

de ter ido ao fundo do poço, tenta se recompor nas mãos do

Grupo São Francisco, especializado no setor e que mantém uma

das mais conceituadas operadoras na área da saúde.

O prédio que por mais de 100 anos

abrigou o Hospital Beneficência Portuguesa

de Araraquara finalmente foi

vendido no leilão judicial, no Fórum Trabalhista

de Ribeirão Preto, colocando

um ponto final nas especulações sobre

o seu destino e que persistiram desde

2015, quando o hospital definitivamente

entrou em crise, motivada por uma

disputa de poder.

Quem adquiriu o imóvel foi o grupo

São Francisco que já havia comprado

a carteira do plano de saúde da Benemed,

na gestão de Fábio Santiago. Os

recursos na época - cerca de 10 milhões

de reais - foram empregados no

pagamento de empréstimos em bancos

feitos com o aval de diretores, fornecedores

e serviços médicos.

Dois anos depois, na terceira tentativa

de encontrar um comprador via

leilão judicial, o prédio da Beneficência

Portuguesa foi por R$ 23,3 milhões,

lance mínimo apontado no leilão. Na

primeira tentativa, o leilão foi suspenso

por liminar. Na segunda, a disputa terminou

sem lance oficial.

O HOSPITAL

Durante 25 anos distribuídos em 8

mandatos, o advogado Fábio Donato

Gomes Santiago administrou o hospital

e foi com ele que a Beneficência Portuguesa,

fundada em 1914, ganhou

notoriedade. Logo que assumiu a presidência

em 1995, já com o plano de

saúde Benemed recém implantado,

Fábio Santiago buscou humanizar

a saúde na cidade com a implantação

de um hospital modelo.

Aplicou novas tecnologias e levou

a Beneficência a acompanhar as

mudanças, ampliando o número

de especialidades atendidas,

adquirindo equipamentos, construindo

prédios, mas mantendo a filosofia

dos seus fundadores em atender

a comunidade, prestando bons serviços”,

dizia ele.

Com temperamento forte, duro nas

suas decisões e aberto a atritos - arrumou

número incontável de inimigos,

porém jamais abandonou o sonho de

transformar a Beneficência em um

dos 80 melhores hospitais do País, o

que ocorreu no final dos anos 2000,

de acordo com pesquisa efetuada pela

Revista Fornecedores Hospitalares, de

âmbito nacional, junto aos fornecedores

da área de saúde.

CONTINUA NAS PÁGINAS SEGUINTES

A história da Beneficência a partir

de agora se resume no idealismo

daqueles que ocupam sua galeria de

ex-presidentes no Salão Nobre

Embora alvo de críticas pelo seu

comportamente austero, Fábio Santiago

transformou a Beneficência em um dos

maiores hospitais do País

31


A diretoria do hospital fez seguidamente

grandes investimentos na estrutura

física do prédio (6 mil m²), em

equipes de profissionais, em tecnologia

de diagnósticos/terapia e em sistemas

integrados de informação por imagens

digitais. A rede de informatização e a

introdução de softwares específicos

para gerenciamento através da MV

Sistemas, tornou o hospital ainda mais

funcional e menos oneroso no atendimento

aos seus usuários.

Sempre dedicada a aprimorar a

qualidade dos serviços, a Beneficência,

com 150 leitos, ampliou o seu acesso

a grande parte da população regional,

criando o Plano Benemed em 31 de

outubro de 1993, conseguindo formar

um corpo clínico com 238 médicos nas

mais diversas especialidades e prestando

serviços para 50 mil usuários. Ao

todo neste período, a instituição teve

460 funcionários para atender a população.

Nos 14 anos de administração,

Fábio Santiago elevou o patrimônio da

Beneficência, de 4 para mais de 20 milhões

de reais, uma marca histórica.

Desentendimentos dentro da própria

diretoria provocaram a partir de

2012, o afastamento de Fábio Santiago

do hospital que começou a viver momento

de revés justamente no ano em

que comemorava seu centenário. O casal

Natalina Lopes Correa Leite e Lucílio

Correa Leite Neto, presidente e vice,

respectivamente, assumiram a Beneficência

em 6 de julho de 2013 e um ano

depois entregaram seus cargos. Divergências

com o conselho deliberativo do

hospital teriam sido o estopim para a

decisão. Valéria Lopes de Oliveira assumiu

a presidência logo em seguida

e foi com ela que o hospital fechou as

portas em 15 de janeiro de 2016, uma

sexta-feira, logo após o último paciente

receber alta, alegando “motivos de força

maior”.

A ressonância magnética foi uma das grandes conquistas da Beneficência Portuguesa através

da sua antiga diretoria, que conseguiu os recursos junto à Família Cutrale

No início de 2017, o grupo Gestal se

apresentou para assumir a Beneficência,

prometendo pagar os encargos trabalhistas

e administrar o hospital com

a promessa de reabri-lo em 90 dias. Foi

mais uma especulação pois nada disso

aconteceu. A Gestal chegou a recolher

3,5 mil currículos, o que gerou críticas

e desestabilizou o seu projeto. Segundo

consta a ideia era de ocupar inicialmente

parte dos 180 leitos com pacientes

do Sistema Único de Saúde (SUS).

Uma segunda etapa ainda neste ano,

era criar um plano privado batizado de

Sistema Integrado de Saúde, Familiar e

Empresarial. Apenas um sonho.

SÃO FRANCISCO COMPRA

Em nota, o São Francisco afirmou

logo no dia 16 de maio que a compra

faz parte do plano de expansão, pois

tem milhares de usuários na cidade e é

um dos maiores do País. O imóvel, avaliado

em R$ 38 milhões, foi arrematado

pelo valor mínimo (R$ 23,3 milhões). O

lance foi dado no último dia de forma

presencial, ou seja, diretamente ao juiz

responsável pelo caso.

O valor da venda do imóvel ainda é

bem inferior ao montante da dívida acumulada

que é de R$ 70 milhões. O leilão

do prédio é o fim da linha para uma

disputa judicial iniciada pelo Sinsaúde

por conta das dívidas da Beneficência

com os ex-funcionários, que chega a R$

25 milhões, segundo a conta do sindicato.

O recurso obtido na venda será utilizado,

primeiramente, para quitar débitos

com fornecedores e ex-funcionários.

O prédio, referência arquitetônica

da região central de Araraquara, tem

9 mil metros quadrados de terreno e a

área total construída é de 11 mil metros

quadrados.

Projeto do saudoso arquiteto Washington

Rosa revitalizou os espaços do hospital,

preservando contudo, seus traços

arquitetônicos datados da segunda década

do século passado

32


O SONHO DE FÁBIO SANTIAGO: DAR PARA ARARAQUARA

UM HOSPITAL CONSIDERADO MODELO NA REGIÃO

A nossa revista teve acesso ao que era a Beneficência Portuguesa

para apresentar parte do espaço físico e equipamentos. São fotos

que mostram a evolução dos serviços médicos e hospitalares

a partir do ano 2000, graças ao profícuo trabalho de antigos

dirigentes que sempre foram dedicados a preservar os ideais da

colônica portuguesa.

Apartamento

Sala de espera/apartamento

Hospital de Olhos

Tomografia computadorizada

Centro Cirúrgico

Restaurante

Serviço de Hemodinâmica

Sala de espera do 24 horas

Acesso Centro Diagnósticos

Serviço de Oncologia

Sala de Quimioterapia

Praça da Alimentação

Acesso Policlínica

Mamografia

UTI Infantil e Neonatal

Lavanderia

33


Se você tem histórias

para contar sobre o

comércio da cidade, entre

em contato com nossa

redação: 3336.4433.

Pesquisa: Roberto Dolfini

Na fazenda de Bento de Abreu

era fabricado açúcar cristal

Lá se vão 45 anos de uma nota

expedida pela Usina Maria Isabel -

Agro Industrial Açucareira, com sede

O açúcar cristal era produzido em Santa

Lúcia na Fazenda Alpes

na Fazenda Alpes, em Santa Lúcia. A

nota de n° 509 mostra a entrega de 15

sacas de açúcar cristal, correspondente

a safra de 71/72, com valor unitário de

Cr$ 46,48 e um total de Cr$ 697,20.

Naquela época pagava-se 16% de ICM

(Imposto de Circulação de Mercadorias)

e uma contribuição de Cr$ 3,38 para o

Instituto do Açúcar e do Álcool.

O açúcar naquele 19 de junho de

1972, uma segunda-feira, foi entregue

em sacos de algodão na cor branca em

uma perúa Kombi, placas VR 1677. Os

pedidos eram feitos por telefone (o da

usina em Santa Lúcia, tinha a linha n°

Casarão construído no começo de 1900 e

onde morou Bento de Abreu Sampaio Vidal

10) e levava horas e horas para que a

ligação fosse completada.

A Fazenda Alpes, distante 6 quilometros

de Santa Lúcia, em 1915 era de

propriedade de Bento de Abreu

Sampaio Vidal, com 1.600 alqueires

de terras e a predominância do

café. Hoje ela continua nas mãos

da família, sendo de propriedade

de Francisco Malta Cardoso Filho,

que vem a ser bisneto de Bento de

Abreu, figura de projeção política e

com grande influência no processo

de desenvolvimento da nossa cidade.

Foi ele um dos responsáveis pela

criação das faculdades de Farmácia e

Odontologia em 1921.

34


SAUDADES

A viagem de uma

grande jornalista

Se o paraíso estava de fato precisando de uma

excelente redatora que se prepare, pois Dorothy

Thereza de Queiroz Cardoso partiu, mas deixando

em nós um imenso vazio.

O casal Maria Lúcia-Mário Porto com Dorothy no lançamento

da FEPAGRI em 2003

Dorothy, culta e elegante; pessoa

importante do nosso jornalismo nos

últimos 30 anos, detalhista em suas

matérias

Com um texto impecável, detalhista

e observadora, Dorothy como era

conhecida e admirada, tinha as qualidades

de uma brilhante profissional.

Tanto é que criou pelo seu desempenho

e responsabilidade, uma série de

informativos sindicais e associativos

que por muitos anos a Marzo Comunicações

editou. Não faltava nela o incentivo

para as edições que focavam

as entidades sociais. Assim, os seus

textos estavam nos jornais internos do

Sindicato Rural, Canasol, Asilo de Mendicidade

e tantos outros que lhe deram

projeção.

No dia 25 de maio, a jornalista Célia

Pires, d’O Imparcial, em curtas palavras

disse quem era Dorothy: “Ela foi uma

profissional que era grande em todos

os sentidos. Tinha 1,80m de beleza

madura e elegância que impressionavam”.

E continua em sua homenagem à

colega jornalista: “Mas o que a destacava

mesmo era a sua grande cultura.

Quando tinha 15 anos prestou concurso

para o cargo de estagiária. Passou e

foi admitida no dia 11 de setembro de

1945, no Departamento de Finanças,

setor contadoria, na secção de expediente

da Estrada de Ferro Araraquara.

Aos 23 anos foi promovida a chefe do

setor, cargo no qual se aposentou em

31 de março de 1977”.

Nos tempos d’O Diário foi uma importante

colaboradora, sendo sua

passagem marcada pelo respeito e a

maneira elegante de tratar os colegas

de redação. Seu lado exigente estava

na forma de explicar seu nome quando

alguém perguntava: “Dorothy, com

te, agá, ípsilon... Thereza com te, agá

e zê... Queiroz com zê...” Pra finalizar,

alguém lhe perguntava: “... e Cardoso

com zê? De pronto respondia: “Não!

Com ésse)...”

Dorothy em promoção que teve na

Fepasa passou a trabalhar em São Paulo,

onde se tornou bacharel em direito

pela FMU (São Paulo) e jornalista pela

Faculdade de Campinas. Já aposentada

foi diretora da UNFA, União dos Ferroviários

de Araraquara, também idealizadora

e jornalista do jornal informativo

do então Asilo de Mendicidade, hoje

Lar São Francisco de Assis.

Era uma apaixonada por artes, principalmente

teatro. Também colaborou

durante muitos anos com críticas, entrevistas

e artigos para o jornal O Imparcial,

sempre com muita competência

e responsabilidade. Sua presença

era constante nas redações, elogiando

ou incentivando os companheiros com

o jeito de quem estava permanentemente

preocupada com o tempo. E foi

ele, justamente o tempo, que levou nossa

querida amiga.

35


NAS ASAS DA VELOCIDADE

VICTORINHO BARBUGLI

O nosso piloto eterno

O historiador Benedito Salvador

Carlos, o Benê, conta que

o falecimento de Victorinho

Barbugli, aconteceu no

momento em que o Moto Clube

Araraquara voltava na categoria

máxima, para ser expressão

nacional no motociclismo.

Texto: Benedito Salvador Carlos

Fotos: Arquivo Pessoal

Contou-me Nezinho (Evaldo Salerno),

que a Yamaha TD2 B chegou em

Araraquara em uma noite de verão.

Nem bem chegou e já mostrou a que

veio. Victorinho Barbugli e ele, ansiosos,

foram experimentá-la. Caminharam

até a saída da cidade, via Arauto/

Cutrale e um de cada vez abriu o acelerador,

fizeram o trecho até onde a iluminação

alcançava (acesso para Ribeirão

Preto). Como já era noite, se serviram

da Suzuki 500cc 2 tempos e 2 cilindros

de Salerno, para iluminar a pista, já que

a Yamaha era um protótipo de corrida

e não possuía qualquer iluminação.

Salerno, com a Suzuki, acompanhou a

36

Victorinho Barbugli, em sua Ducati Mark I

TD2B até a velocidade de 160 km/h,

que a mesma atingiu rapidamente em

frente à Cutrale e ficou abismado, pois

sentira que sobrava motor para a sua

oponente. Na sua vez de andar, com

Victorinho clareando, se emocionou,

sentiu que o sopro da modernidade

chegara a nossa cidade e que de novo,

bons resultados iriam acontecer.

A equipe do Moto Clube Araraquara

(MCA), precisava se modernizar.

As Ducati’s, Airmach’s, Norton’s,

Zunndapp’s e Honda Sport já não eram

suficientes para voos maiores.

Um mês depois, chegara a hora do

“avião” ir pra pista e Victorinho se inscrevera

para participar da Copa Centauro

de 1973, três provas que eram

realizadas no autódromo de Interlagos

em três domingos seguidos, alusivas

ao aniversário da cidade de São Paulo.

Era uma competição de caráter internacional,

pois sempre nela compareciam

pilotos do Uruguai (Gustavo Cerdeña),

do Chile, da Venezuela (Johnny Cecotto/Ferruccio

Dalle Fusine), e ainda,

um convidado internacional, que Adu

Celso, nossa maior expressão no motociclismo

mundial nos anos dourados,

trazia para abrilhantar o evento.

Eduardo Luzia, outro grande piloto

de Araraquara, com outra Yamaha TD2,

inscreveu-se também e assim, tempos

modernos realmente se avizinharam,

naquele instante da história, Salerno,

Victorinho, Eduardo Luzia e Olympio

Bernardes Ferreira Neto; o que tínhamos

de melhor na oportunidade como

pilotos, passariam a ter equipamentos

em igualdade de condições com os

concorrentes.

A primeira corrida de Victorinho com

a TD-2 foi maravilhosa, a segunda mais

ainda, abismou a concorrência, “chegou

chegando” na Centauro, mantendo

a tradição de Araraquara, de grandes

pilotos. Para um time que já tivera

Manolo (Emanoel Toledo Lima), Dario

Pires, Adolpho Segnini Neto, Zé Duvilio

(José Roberto Tedeschi), Zé Faito (José

Lucas Martinez) e o engenheiro mecânico

Murilo Leonardi, o brilho estava

reaceso.

Eu, pessoalmente, conhecia Victorinho

somente de nome, não tínhamos

convivência, no momento que passei


Victorinho Barbugli na Yamaha TD2

a frequentar o grupo, 1972, ele havia

dado uma pausa, um recolhimento.

Antes pilotara a Ducati, e os bólidos

da fábrica italiana haviam se tornado

lentos demais diante das Yamaha’s,

protótipos de produção mundial das

motocicletas fabricadas especialmente

para as competições. Os mesmos

bólidos que disputavam o campeonato

mundial, com Giacomo Agostini e Phill

Reed, estavam disponíveis para todo

mundo, motivo pelo qual os brasileiríssimos

Valter “Tucano” Barchi, Denísio

Casarini, Paolo Tognocchi, Paulé (Paulo

Sauvalagio) e Salvatore Amato disputavam

aqui e em Interlagos com Kent

Anderson (campeão do mundo) em

igualdade de condições, então aquele

momento era mesmo de recomeço.

Tudo era novo, tudo muito dinâmico

e, como na vida de um jovem, tudo se

transformava muito rapidamente.

De concreto eu só sabia que seu pai

tivera uma revendedora de veículos, a

Willys, que era piloto de ponta e que

tinha um “Zé do Caixão” (Volkswagen

preto customizado de 4 portas). Eu, um

menino, um menino sonhador, completamente

apaixonado por corridas de

motocicletas, assim me tornei próximo

e ao mesmo tempo, seu admirador.

Todo o dia alternava meus fins de

tarde visitando minhas oficinas favoritas:

do Faito, Adolpho Tedeschi Neto,

Waldemar Zago, Dario Pires, Antonio

Carlos Selvino, Augusto Speleta, “Seu”

Ariranha e do Carlão Lapena (Auto Eletro

Carlão). Penha também, e muito.

Na Universal Moto Penha, naquele

período, Victorinho deixara sua TD2

para reparos, ajustes e preparação,

elegera Penha seu “manager” e dessa

maneira, sempre nos encontrávamos,

pena ter sido encontros derradeiros.

A oficina do Penha, na avenida 36,

tinha um cenário simples, um torno

mecânico, uma bancada com morsa,

uma prensa, um quadro de ferramentas,

uma escrivaninha, sonhos, futuro e

uma grande amizade.

Em nosso último encontro, ele tinha

um olhar sério, seu semblante era tenso

e seus gestos, eloquentes. Abria os

braços, falava alto, andava de um lado

para o outro, levava as duas mãos sob

o rosto, pisava firme e olhava distante,

também tinha sonhos, iguais aos meus.

Para mim, tudo era novo, emocionante,

envolvente, as coisas se misturavam

na minha cabeça, estar ali presente,

pilotar também e observar “aquele foguete”

em cima do cavalete, o sonho

de ser piloto reconhecido, a companhia

de meus ídolos e aquele cheiro de autódromo,

mistura de óleo Castrol R com

gasolina de avião.

A terceira e última corrida pôs fim

aos sonhos de uma geração inteira de

Araraquara. Victorinho partiu no melhor

de sua forma, deixou-nos quando

enfrentava com sua nova Yamaha TD2

a elite do Brasil inteiro, assim como

Salerno, Neto e Luzia, era um piloto

extraordinário, pronto para competir,

pronto para vencer, pronto para devolver

para o Moto Clube de Araraquara o

status de um polo muito forte em competições

de duas rodas.

Seu acidente fatal ocorreu na volta

de apresentação, fato histórico, pois

a direção do Centauro Motor Clube de

São Paulo, pela primeira e única vez de

sua história, retardou o

início de uma prova, esperando

que um competidor,

que tivera problemas

técnicos, chegasse

Zé Duvilio (José Roberto

Tedeschi) e Victorinho

Barbugli, em corrida

realizada nas ruas de

Araraquara

37

até a largada, para abrilhantar e confirmar

o que já houvera feito nas duas

provas anteriores, imaginavam também

o nascimento de um novo super

campeão, um novo ídolo nacional. Com

seu passamento, Araraquara perdeu a

oportunidade de uma projeção ainda

maior, pois já era certo que, dois meses

depois, Victorinho faria parceria com

Salerno nas 500 milhas, a prova mais

importante do calendário nacional.

Tempos depois, por intermédio de

Edivilmo Moraes, a TD continuou em

Araraquara, no mesmo lugar, e eu,

com 17 anos de idade, um ano mais

velho, mais maduro, com a experiência

da velocidade da minha Ducati 250cc

Mark3, de ter participado em Interlagos

da mesma “Centauro”, tive a imensa

emoção de pilotá-la!

Foi nas estradas de Américo Brasiliense

e também da CEESP, sentimento

que até hoje me recordo. Todo sem

jeito, mistura de medo e ansiedade,

fui me soltando, me aconchegando, e

então em definitivo, abri também o seu

acelerador. Emoção indescritível: 100

km/h em 3 segundos, 215 km/h de velocidade

final, enfim, uma memória que

guardo, daquele barulho ensandecido,

do motor me desafiando e me empurrando

pra frente, daquele frio na espinha

que estremecia a alma e o encantamento

que me persegue, sonho que

continuo sonhando sem ao menos ter

uma única explicação maior.

Victorinho Barbugli foi sem sombra

de dúvida um pilotaço, um gigante,

um nome da nossa história, um jovem

precoce, que com seu talento extraordinário

escreveu com brilhantismo seu

nome na história do motociclismo nacional.


ENTRETENIMENTO

Junho é tempo

de Festa Junina

Paróquia de Santo Antônio e

APAE promovem grandes eventos

para agradar aqueles que não

dispensam uma comida típica.

Junho é um mês de festa. Ou melhor,

de Festa Junina. É tempo do calor

da fogueira, das bandeiras coloridas,

dos balões e fogos de artifícios, tudo

isso para homenagear os santos Antonio,

João e Pedro. O primeiro, é o mais

famoso de todos pela fama de ser o

“santo casamenteiro”.

Em Araraquara, esses ‘arraiás’ são

comuns. E muitas são as pessoas que

curtem essa época, principalmente

pelo cardápio gastronômico típico: de

doces a salgados, de bebidas até o tradicional

quentão. O designer Leonardo

Neves faz parte desta parcela.

Comunidade de Santo Antônio, na Vila Xavier, recebe muitos visitantes durante seus dias de festa

“Todo esse clima junino é muito

gostoso. Eu e minha noiva adoramos

frequentar e a nossa cidade apresenta

várias festas juninas, e realizadas em

dias diferentes, o que nos deixa aproveitar

cada uma delas”, conta.

E, com certeza, duas das ‘festanças’

mais famosas neste mês, na Morada

do Sol, são as promovidas pela

Paróquia de Santo Antônio e também

pela Apae. Com intenso movimento e

sempre a partir das 19h, ambas contam

com cardápio variado.

O designer Leonardo Neves sempre

leva sua noiva, Natieli Monteiro, a

alguma Festa Junina; no caso, mais

de uma, quando possível.

Por exemplo, na Santo Antônio, para

homenagear padrinho da paróquia,

desde o dia 1° de junho, no pátio da

igreja, na Vila Xavier, diversas barraquinhas

atraem muita gente diariamente.

Lá, as atividades terminam em 13 de

junho, Dia de Santo Antônio. A participação

é gratuita. Não tão longe dali, o

Arraiá da Bondade, da Apae, promove

sua festa junina do dia 7 ao dia 11 de

junho. Além das comidas, shows musicais

também integram a programação.

A entrada custa R$ 3.

Os clubes sociais também investem

em suas festas havendo acordos em

relação aos santos: Antonio, é do Clube

22 de Agosto; São João, é do Náutico e

Pedro, do Clube Araraquarense.

38


AGRO

N E G Ó C I O S

INFORMATIVO

edição junho| 2017

A FEIRA DO AGRONEGÓCIO

Produtores rurais de Araraquara

visitaram a Agrishow 2017

Dois ônibus levaram até Ribeirão Preto em maio, os produtores rurais de Araraquara que foram

conhecer as tendências do agronegócio na mais importante feira do setor agropecuário do mundo.

O Sindicato Rural e a Canasol com o apoio do Senar, disponibilizaram o transporte dos ruralistas.

Acesso ao recinto

da Agrishow

Em sua visita à Agrishow em companhia

de produtores rurais de Araraquara,

o presidente Nicolau de Souza

Freitas disse que a cada ano a feira

se modifica e mostra o potencial do

agronegócio: “Tenho ressaltado o papel

da feira como vitrine de inovações

tecnológicas e indutor para o desenvolvimento

de toda a cadeia produtiva do

agronegócio, daí o nosso interesse e

até mesmo dever em participar de um

acontecimento deste porte”, ressaltou.

E concluiu: “Temos que manter este

padrão de feira e buscar sempre uma

saída para não perdermos esse capital

que é o conhecimento do produtor”.

CONTINUA NAS PÁGINAS SEGUINTES

Superando as expectativas dos expositores,

a Agrishow 2017 – 24ª Feira

Internacional de Tecnologia Agrícola em

Ação, demostrou seu grande potencial

de negócios para diferentes segmentos

do setor agrícola, oferecendo diversos

produtos e serviços para o produtor rural.

O evento realizado em maio apresenta

as tendências do agronegócio

e envolve produtores rurais de todo o

país e até mesmo do exterior que vão

conhecer as novidades do setor.

O presidente do

Sindicato Rural de

Araraquara, Nicolau

de Souza Freitas

durante a visita

que fez ao stand

do Senar SP, onde

ele faz parte do

Conselho Fiscal

39


Na abertura da Agrishow

o seu presidente e também

presidente do Sistema FAESP-

SENAR/SP, Fábio Meirelles

(um dos membros-fundadores

da feira), destacou que a

prioridade é propiciar o

acesso dos pequenos e médios

produtores e trabalhadores

rurais ao conhecimento sobre

as novas tecnologias do

mundo do agronegócio, assim

como das mais modernas

máquinas e implementos

agrícolas para incremento das

atividades desenvolvidas nas

propriedades rurais.

A FEIRA DO AGRONEGÓCIO

Agrishow supera expectativas e

negócios alcançam R$ 2,2 bilhões

Delegação de Araraquara foi

recebida no dia 8 de maio na

Agrishow levada pelo Senar/SP,

Sindicato Rural e Canasol onde

os produtores conheceram as

inovações que vêm ocorrendo

no setor.

A Agrishow 2017 - 24ª Feira Internacional

de Tecnologia Agrícola obteve

um resultado positivo, com a realização

de negócios da ordem de R$ 2.204 bilhões,

superando expectativas iniciais.

O resultado significa uma recuperação

de 13% em relação à edição anterior.

Por segmento, o crescimento na intenção

de compra de máquinas e equipamentos

é: armazenagem (11%), grãos

(12%), pecuária (11%), irrigação (20%)

e outros (19%). Segundo Fábio Meirelles,

Presidente da Agrishow, “contando

os fechamentos dos bancos, bem como

os negócios iniciados em Ribeirão Preto,

mas finalizados nos próximos meses,

a expectativa é que o valor será

maior. O número de visitantes também

obteve crescimento, além da alta qualificação

destacada pelos expositores”.

A 18ª Rodada Internacional de Negócios

reuniu fabricantes brasileiras

de máquinas, implementos agrícolas,

pecuária e equipamentos de irrigação,

com compradores (importadores, distribuidores

e representantes) procedentes

da Argélia, Chile, Colômbia, Egito,

Etiópia, EUA, Nicarágua, Nigéria e Peru.

Foram 12 compradores estrangeiros,

que durante três dias reuniram-se com

38 empresas brasileiras, em uma ação

de promoção comercial que resultou

em cerca de 300 reuniões e mais de

US$ 17 milhões, entre negócios fechados

e futuros para os próximos 12 meses.

Denominada Projeto Comprador, a

Rodada Internacional de Negócios foi

organizada pelo Programa Brazil Machinery

Solutions, uma parceria entre a

Agência Brasileira de Promoção de Ex-

Público presente na feira

deste ano superou o ano

passado. Foram cerca de

159 mil pessoas

40


portações e Investimentos (Apex-Brasil)

e a ABIMAQ.

Em relação ao número de visitantes

da Agrishow 2017, também apresentou

um crescimento, chegando a

159 mil pessoas ante 152 mil do ano

anterior. “Além da elevação de 4,6%

na quantidade de público, as mais de

800 marcas expositoras nacionais e internacionais

ressaltaram a qualificação

desses visitantes, formada, sobretudo,

por compradores e produtores rurais

de pequeno, médio e grande portes do

Brasil e do exterior”.

PRÓXIMO PRESIDENTE

As entidades realizadoras da

Agrishow (Abag - Associação Brasileira

do Agronegócio; Abimaq - Associação

Brasileira da Indústria de Máquinas e

Equipamentos; Anda - Associação Nacional

para Difusão de Adubos; Faesp -

Federação da Agricultura e da Pecuária

do Estado de São Paulo e SRB - Sociedade

Rural Brasileira), já anunciaram

a nova presidência da Agrishow para o

biênio 2018-2019.

O vice-presidente da Abag, Francisco

Matturro, passa a ser o presidente

da Agrishow, nas edições 2018 e 2019.

O cargo, até o final da edição 2017 continua

sendo exercido pelo presidente

da Faesp, Fábio Meirelles, que está à

frente da maior feira de tecnologia agrícola

da América Latina desde 2015.

Matturro reforçou o compromisso

em continuar a excelente gestão feita

por Meirelles e ressaltou que exercerá

a função de presidente da Agrishow

com muita responsabilidade e juízo.

“Estou presente desde a primeira edição

e garanto que é uma missão muito

importante, que exige muito trabalho e

esforço. Mas, ao mesmo tempo, é uma

satisfação estar nesta correria porque

representa o desenvolvimento, a tecnologia

e a pujança do agronegócio

brasileiro”, disse. “Agradeço ainda a

confiança das entidades realizadoras”,

acrescentou.

O presidente do Conselho de Administração

da Abimaq, João Carlos Marchesan,

da Marchesan Implementos e

Máquinas Agrícolas “TATU” S.A, enfatizou

a importante contribuição de Mei-

Fábio Meirelles e Nicolau de Souza Freitas no stand do Sistema FAESP/SENAR/SP

Equipamentos e máquinas de última geração

valorizam a Agrishow

Enfardadora exposta na Agrishow facilita o

armazenamento dos fardos

41

relles como presidente da Agrishow. A

feira tem recebido, nos últimos anos,

um público cada vez mais qualificado,

interessado em realizar muitos negócios.

Temos, também, sempre a participação

de lideranças governamentais

para discussão de políticas públicas

que contribuam com o desenvolvimento

do setor no país, avaliou João Carlos

Marchesan.

Produtores de Araraquara e região visitando a exposição através do SENAR/SP

NOVIDADES NA AGRISHOW 2017

Fotos: Érico Andrade/G1

Pulverizador da Stara atinge grandes áreas de

cultivo de grãos

Visitantes conferem novidades lançadas no

mundo do agronegócio


Instrutora Ângela Nigro e os participantes do curso degustam goiaba da área de produção de

José Gaino e que estará à disposição do consumidor durante as feiras

FEIRA DO PRODUTOR RURAL

Futuros feirantes visitam áreas de

produção em mais um módulo

Do campo eles conhecem

quase tudo, porém querem

saber e se capacitam para se

transformar em feirantes até o

final do ano, movimentando

a sua economia familiar. Em

maio, cumpriu-se mais uma

etapa do curso dado pelo

Sindicato Rural, Senar SP,

Sebrae SP, Fundação Itesp e

Prefeitura de Araraquara.

Durante o mês de maio teve continuidade

o Programa Feira do Produtor

Rural. Com metodologia participativa e

envolvendo os integrantes do curso em

todas as decisões, durante dois dias,

eles foram capacitados em Boas Práticas

na Manipulação de Alimentos. Este

método foi complementação da palestra

do médico veterinário da Vigilância

Sanitária, que esteve presente ao encontro,

retirando dúvidas e reconhecendo

as demandas dos produtores.

Nos dias 11 e 12 de maio, orientados

pela instrutora Ângela Barbieri Nigro,

os futuros feirantes tiveram contato

com os assuntos pertinentes ao módulo

Boas Práticas de Manipulação de

Alimentos. A instrutora trabalhou com

os participantes todos os aspectos relacionados

à higienização dos alimentos;

os hábitos e práticas necessários para

garantir ao consumidor produtos de

qualidade e com garantia de procedência.

“Este módulo é fundamental a todos

que comercializam alimentos, visto

que a qualidade de vida e satisfação do

consumidor são os objetivos primeiros

de qualquer tipo de comercialização”,

ressaltou Maria Clara Piaí da Silva, da

Fundação Itesp.

AS BOAS PRÁTICAS

O módulo foi trabalhado através

de orientações teóricas minuciosas,

tratando de aspectos relacionados à

responsabilidade do produtor ao comercializar

diretamente com seu consumidor.

“Seu produto é seu cartão de

visita, bem como os aspectos de higiene

do estande e tudo a ele relacionado;

assim, foram realizadas dinâmicas que

42

O Programa Feira

do Produtor Rural é

totalmente gratuito e tem

o objetivo de preparar

pessoas que atuam em

pequenas propriedades

rurais no plantio de

frutíferas e hortaliças que

com qualidade, serão

comercializadas em feiras

permanentes na cidade.

Vinte e seis produtores

estão sendo preparados

para esta missão.

Produtor José Gaino mostra sua área produtiva

aos demais participantes do curso

possibilitaram aos produtores, perceber

de forma clara a importância das

boas práticas”, concluiu Maria Clara.

Tais dinâmicas podem ser observadas

nas fotos destacando a importância

de lavar as mãos e como fazê-lo de

forma correta e profissional, evitando a

contaminaçao do alimento.

Participantes do programa reunidos em visita aos colegas do Assentamento Bueno de Andrada


CURSOS

JUNHO / 2017

• APLICAÇÃO DE AGROTÓXICOS COM

PULVERIZADOR DE BARRAS

05/06/2017 até 07/06/2017

• APLICAÇÃO DE AGROTÓXICOS COM

PULVERIZADOR COSTAL MANUAL

15/06/2017 até 17/06/2017

Em visitas às propriedades, uma parada para explicações técnicas da instrutora

Já nos dias 25 e 26 de maio teve

início o módulo Produtos para Comercialização.

Além da apresentação da

possibilidade de comercialização de

produtos exóticos, estimulando a diversidade,

ainda foram realizadas visitas a

alguns produtores visando verificar nas

suas propriedades, produtos que não

se está habituado a comercializar, mas

que podem gerar bons lucros, como

flores, plantas medicinais, mudas em

vasos, etc. A instrutora Ângela Nigro

afirma que foi uma bela oportunidade

de se verificar a capacidade de produção

do público selecionado para o Programa

Feira do Produtor Rural, em sua

primeira edição.

DIA DE VISITA

No dia 25 de maio houve visita aos

produtores José Angelo Gaino e José

Rodrigues, residentes e produtores

dos Assentamentos Monte Alegre V e I,

respectivamente. No dia 26, conta Maria

Clara, “visitamos no Assentamento

Bueno de Andrada, as produtoras Madalena

Fagundes e Nilza Fernandes e

no Monte Alegre II, Luiz Ricardo Custódio”.

Na sequência desta atividade, que

segue no mês de junho, haverá palestra

sobre planejamento e otimizaçação

da produção bem como serão apresentadas

as técnicas para que cada

participante do curso possa construir

o seu estande com bambu, mostrando

que também há a inserção de questões

ambientais no espaço a ser ocupado

na feira, que deverá estar em funcionamento

já no final do ano em pontos a

serem definidos pela Prefeitura.

Esta atividade é resultado da parceria

entre Sindicato Rural de Araraquara,

Sebrae SP e Fundação Itesp - GTC

Araraquara. Todos os servidores envolvidos

estão presentes buscando contribuir

com o sucesso dos trabalhos.

O curso vem sendo

realizado com

a participação

de produtores

rurais da Bela

Vista, Monte

Alegre e Bueno de

Andrada, público

alvo desta ação de

caráter social

• APROVEITAMENTO DE ALIMENTOS

07/06/2017 até 08/06/2017

• FEIRA DO PRODUTOR RURAL -

CONSTRUÇÃO DO ESTANDE DE BAMBU

(MÓDULO IV)

22/06/2017 até 04/08/2017

• FEIRA DO PRODUTOR RURAL

- PRODUTOS RURAIS PARA

COMERCIALIZAÇÃO (MÓDULO III)

25/05/2017 até 09/06/2017

• OLERICULTURA BÁSICA -

INSTALAÇÃO DA LAVOURA

22/06/2017 até 23/06/2017

• OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO

DE ROÇADORA LATERAL

19/06/2017 até 20/06/2017

• TOMATE ORGÂNICO - CONTROLE

DE PRAGAS E DOENÇAS (MÓDULO IV)

05/06/2017 até 26/06/2017

• TURISMO RURAL - ATRATIVOS

TURÍSTICOS NO MEIO RURAL

(MÓDULO IV)

26/06/2017 até 28/06/2017

Faesp, Senar SP e Sindicato Rural de

Araraquara antecipadamente agradecem

os participantes dos cursos, bem como

enaltecem o trabalho dos seus instrutores

pela dedicação e empenho na consolidação

e fortalecimento dos programas de

capacitação.

REALIZAÇÕES:

Coordenador SENAR/SP Araraquara:

Mário Roberto Porto

Ao visitar uma área produtiva, bem cuidada, o

participante do programa entende a importância

de oferecer em seu estande durante a feira, um

produto de qualidade

43


TOMATE ORGÂNICO

Em breve, ele

estará na sua

mesa

O mercado orgânico é um segmento em

franca expansão e tem muito a crescer.

Embora sejam grandes as dificuldades de

produção, trata-se de um mercado aquecido,

promissor e com concorrência restrita. Um

grupo de pequenos produtores rurais em

Araraquara enfrenta os desafios e comemora

a espera pela safra até o final.

Pacientemente os produtores rurais

dos Assentamentos Monte Alegre vão

entrando no mercado dos orgânicos,

motivados por alguns fatores essenciais.

Um deles, é saber que o futuro

indica o consumo de produtos com

qualidade, onde o consumidor procurará

saber a procedência do alimento

e o que está saboreando sem que sua

saúde seja prejudicada com o decorrer

dos anos. Para isso os pequenos plantadores

estão se capacitando com a

ajuda do Sindicato Rural de Araraquara,

Senar SP e Fundação Itesp, alertados

para a fonte de negócios que deve

prosperar com a colheita de produtos

orgânicos.

O tomate saudável, produzido num

sistema mais simples e econômico,

cada dia mais, começa a ganhar espaço

nas pequenas lavouras dos assentados

em Araraquara diz Maria Clara Piaí

da Silva, da Fundação Itesp.

O saber plantar

é a garantia para

cada um dos

participantes do

curso

Os tomates orgânicos podem ser menores do que os convencionais,

mas são mais nutritivos e de acordo com pesquisas, as versões livre de

agrotóxicos têm cerca de 55% mais vitamina C e 139% mais compostos

fenólicos (que ajudam a combater doenças como o câncer). Uma

teoria: plantas produzem altos níveis de fitoquímicos quando não

estão protegidas por pesticidas, o que resulta em frutos mais ricos em

nutrientes.

O instrutor Marcelo Sambiase na fase de preparação da área, explica aos

produtores que o tipo de solo é o fator mais importante a ser considerado

para a produção. O solo deve ser encarado como um organismo vivo, que

interage com a vegetação em todas as fases de seu ciclo de vida. Devem ser

analisados os aspectos físico, químico e biológico dos solos.

44


O tomate orgânico hoje está na pauta

dos pequenos lavradores pois não se

usa adubo químico ou agrotóxico, produtos

muitas vezes responsáveis por

danos provocados nas plantações e no

meio ambiente e que atacam a saúde

dos produtores e dos consumidores,

ressalta Maria Clara.

O cultivo em nossa região ainda é

incipiente, mas começa a crescer nestes

espaços rurais por meio de projetos

experimentais orientados por técnicos

e os resultados começam a aparecer

com tomates mais saborosos, saudáveis,

com preço melhor e mercado consumidor

garantido.

TERCEIRO MÓDULO

O Programa Tomate Orgânico tem uma

carga horária de 88 horas (96 horas

com a Sensibilização) envolvendo em

módulos: Sensibilização (8h), Preparo

do solo (16h), Plantio (16h), Condução

da planta (24h), Frutificação (16h), Colheita

e beneficiamento (16h).

CONDUÇÃO DA PLANTA QUE EXIGE

24 HORAS DE CAPACITAÇÃO

Preparação das linhas sendo acompanhada

pelo instrutor e participantes do curso

O CURSO EM MAIO

Plantar tomate orgânico é o que

vem sendo feito através de curso distribuído

em módulos, resultado da parceria

do Sindicato Rural com o Senar

SP e a Fundação Itesp. Entre os dias

1° e 8 de maio ocorreu nos Assentamentos

Monte Alegre o terceiro módulo

do programa, referente a condução da

planta. Os participantes foram orientados

pelo instrutor Marcelo Sambiase

a implantar as estruturas para condução

da planta, a fim de que seu crescimento

tenha a sustentação necessária

para uma boa produção. Neste módulo

também, foram orientados sobre os

cuidados iniciais para evitar a aproximação

de pragas, visto que cada fase

de desenvolvimento da planta possui

um cuidado necessário. As etapas são

conduzidas por Marcelo Sambiase que

realiza um passo a passo com os participantes

possibilitando a visualização

das etapas práticas e permitindo uma

aprendizagem dinâmica e intensa.

Além dos produtores rurais, também

há técnicos extensionistas da

Fundação Itesp e profissionais da Uniara

envolvidos com o trabalho, a fim de

compreender melhor as técnicas de

produção orgânica e multiplicar o conhecimento.

O trabalho deste módulo

pode ser acompanhado nas fotos que

demonstram as condições do plantio,

preparando o passo a passo das estruturas

que servem como sustentação

aos tomateiros, bem como realizando

as amarrações necessárias.

Colocação dos bambus, início da estrutura para

o tomateiro no assentamento

Passagem do arame entre um bambu e outro

para sustentar a fiação

45

O espaço está preparado para passagem dos

fios que sairão do tomateiro

Forma de se amarrar o pé que seguirá por um

fio na forma vertical, explicada pelo instrutor

Ainda no solo o cuidado com amarração do pé

para não prejudicar o crescimento

Os pés estão amarrados do chão ao teto; agora

é aguardar o crescimento e a produção


APRENDENDO NA CANASOL

As delícias do milho

para uma festa junina

Curso realizado em maio pelo Sindicato Rural e SENAR SP, na Canasol, mostrou a variedade de

produtos que podem ser feitos com o milho, ainda mais neste período de festas juninas e julinas.

Na abertura do curso o presidente do Sindicato Rural, Nicolau de Souza Freitas, agradeceu os

diretores da Canasol - Jorge Luiz Piquera Lozano, Romualdo Luiz Vanalli Polez, Tatiana Caiano

Teixeira Campos Leite e Luís Henrique Scabello de Oliveira, pela feliz iniciativa

para alimentação humana, ensinou

passo a passo seu processamento em

inúmeras receitas, lembrando que em

quase todas as regiões do Brasil, pelo

menos um prato típico é preparado

com ele.

Na verdade, disse Mirna, entre os

mais conhecidos estão o curau, a pamonha,

o bolo de milho, a polenta, o

cuscuz salgado, a canjicada e a broa,

pratos estes ensinados passo a passo,

além de outros, como o creme de milho

verde, suflê de milho verde, panquecas

de milho verde, bolo salgado com milho

verde, strogonof com milho verde, suco

de milho verde, sorvete de milho verde,

muffins de milho verde, brigadeiro de

milho verde, bolo de bagaço de milho

verde.

No segundo dia, o curso prosseguiu

com a elaboração de um delicioso almoço

à base de milho verde e seus subprodutos.

No cardápio estavam a canjiquinha

com carne de porco, polenta

de tábua, bolinho de arroz com milho,

frango assado tratado no milho, salada,

pamonha e arroz branco.

Nos dias 16 e 17 de maio, a instrutora

Mirna Perez ensinou de forma

prática, interessadas em aprender a

trabalhar com o milho. O encontro organizado

pelo Sindicato Rural e SENAR SP

aconteceu no Espaço Gastronômico da

Associação dos Fornecedores de Cana,

que planejou a capacitação pouco antes

da chegada do período de festas juninas

e julinas, disse o seu presidente

Luís Henrique Scabello de Oliveira.

O curso de Processamento Artesanal

de Milho faz parte da grade

curricular do SENAR SP e é oferecido

gratuitamente para que através da ca-

pacitação, os participantes também

possam transformar o conhecimento

em um processo de comercialização.

O presidente do Sindicato Rural de

Araraquara, Nicolau de Souza Freitas,

abriu oficialmente o curso realizado na

Canasol agradecendo a presença das

inscritas e ao presidente da Canasol,

Luís Henrique Scabello de Oliveira pela

iniciativa.

Para o melhor aproveitamento de

nosso milho, este curso ministrado

pela instrutora Mirna Perez, do SENAR

SP, lembrou as utilidades do milho, e,

no processamento artesanal do milho

46

Participantes do curso de Processamento

Artesanal de Milho acompanhando a

aula teórica da instrutora Mirna Perez, na

Canasol e já se preparando para fazer

delícias com o milho e seus subprodutos

durante o período de festas juninas


Os cursos organizados pelo

SENAR SP e Sindicato Rural de

Araraquara são gratuitos e constam

de uma programação publicada

mensalmente no site: http://www.

faespsenar.com.br

O Cordenador do SENAR SP, Mário Porto, explica que o milho é um dos

cereais mais abundantes no mundo todo, somente superado pelo trigo.

É uma planta do Continente Americano, cujas sementes foram levadas

para a Europa e dali se espalharam pelo mundo todo. Hoje é cultivado

em todos os continentes, sendo o Brasil o terceiro maior produtor

mundial, vindo logo após os Estados Unidos e a China.

OS PASSOS DADOS PARA FAZER A PAMONHA

A primeira etapa da pamonha

Preparando a palha para a pamonha

Dona Célia aprendeu a fazer a cobertura no

bolo de fubá

Preparando a pamonha

Temperando o caldo da pamonha

Bolinho de

arroz e milho,

recheado com

queijo (receita

premiada da

Mirna)

Máquina pronta para costura do saquinho

Preparação da embalagem feita com a palha

Beijinho de milho aclamado como um dos mais

apreciados durante o curso

A pamonha finalizada após dois dias de curso

47

CURIOSIDADE

As pamonhas de

Piracicaba ganharam

notoriedade na década

de 1960, quando o

município fabricava mais

de 5.000 pamonhas

diariamente, para serem

distribuídas por todo o

estado de São Paulo. Em

Araraquara era comum

o vendedor desfilar com

sua Belina ou Variant

gritando por ruas e

avenidas: “Pamonhas,

pamonhas, pamonhas

fresquinhas, pamonhas

de Piracicaba. É o puro

creme do milho verde”...


NOTÍCIAS

CANAS L

EDIÇÃO

JUNHO | 2017

TÉCNICA DE PLANTIO

Safra da cana começa

com expectativa de

queda na produção

A safra da cana na região Centro Sul teve início em março com

a expectativa de queda na produção, segundo leitura do Prof.

Dr. Marcos Fava Neves, um dos principais analistas do setor

canavieiro.

Um dos fatores para essa queda segundo

Fava, é que neste ano o volume

de cana para a moagem é menor. Em

suas análises ele destaca a estimativa

de produção de dois importantes órgãos

ligados ao setor, a UNICA - União

das Indústrias de Cana-de-açúcar e

também a CONAB - Companhia Nacional

de Abastecimento.

Para a UNICA, destaca Fava Neves,

a safra 2017/18 já reflete uma safra

de 585 milhões de toneladas na região

Centro-Sul (35,2 milhões de toneladas

de açúcar, queda de 1,2% e 24,7 bilhões

de litros de etanol, com mix de

47% para o açúcar). Uma produção

3,6% abaixo, considerado o menor volume

desde 2014/15, lembrando que

foi de 607,1 milhões em 2016/17 e

617,7 milhões em 2015/16.

Para a CONAB, diz Marcos Fava, a

estimativa é que esta safra 2017/18

seja de 647,6 milhões de toneladas em

nível de Brasil, com um volume 1,5%

menor de cana e queda de 1,1% no

ATR, ficando em 133,1 kg/t. Com relação

ao Centro-Sul, a expectativa é que

a produção chegue a 598 milhões de

toneladas (2,4% a menos) e um ATR de

133,5 kg/t, 0,8% a menos (queda de

0,8%).

48

Altair José (Tercogt Blog)

Este será o segundo ano

consecutivo de queda na

produção do centro-sul,

que chegou a produzir

616,8 milhões de

toneladas em 2015/16

• Marcos Fava Neves é Professor Titular

da FEA/USP, Câmpus de Ribeirão

Preto. Em 2013 foi Professor Visitante

Internacional da Purdue University

(EUA) e desde 2006 é Professor Visitante

Internacional da Universidade de

Buenos Aires e Membro do Conselho

da Orplana

EXPANSÃO DO CONSUMO

DE ETANOL É AGUARDADA

Embora o consumo de etanol

tenha caído nos primeiros

meses do ano, em sua análise

o Professor Fava acredita numa

recuperação a partir do segundo

semestre. A torcida segundo

ele, é para que o consumo

se recupere rapidamente com

a baixa dos preços nos postos

revendedores, aproveitando a

alta do petróleo no mercado

mundial. “Essa alta dará oxigênio para

as vendas de etanol, num momento

que temos consumo crescente e moagem

menor, além de menos cana e

fatores altistas”, destaca o professor.

A aposta é na manutenção de preços

agora e boas perspectivas de aumentos

na segunda metade da safra, encerra

Fava Neves.


PREVENÇÃO

O perigo dos incêndios

acidentais ou criminosos

Ao fundo a imagem da destruição

A aproximação do período

de estiagem durante o inverno

traz de volta o perigo dos

incêndios. A estiagem é um

fenômeno climático sazonal

que tem como principal consequência,

a falta de chuva

por períodos prolongados e

baixa umidade relativa do ar.

De acordo com o técnico Florestal

da Canasol, Guilherme

Lui de Paula Bueno, nesse

período do ano qualquer fagulha

pode ocasionar incêndios

de grandes proporções, portanto

os cuidados com a prevenção devem

ser redobrados, evitando-se graves prejuízos,

não só para o meio ambiente,

como para a população e para os produtores

rurais.

O emprego de fogo como método

despalhador na cana-de-açúcar era

uma prática bastante utilizada pelos

produtores, mas há vários anos ela não

é mais utilizada nos canaviais de Araraquara

e Região, destaca Guilherme.

Com o avanço tecnológico das colhedoras

mecanizadas, esse tipo de queima

se tornou inviável ao setor sucroenergético,

deixando de ser utilizada pelos

Fornecedores. A Canasol vem oferecendo

orientação constante aos seus associados

nas técnicas de prevenção visando

evitar problemas com incêndios

criminosos.

Guilherme Lui de Paula Bueno destaca

ainda alguns pontos que devem

ser observados para evitar incêndios

nas lavouras, entre eles a manutenção

de aceiros na propriedade, principalmente

em áreas de preservação

permanente (APPs) e de Reserva Legal

(RL). Nessas áreas onde a cana-de-açúcar

margeia áreas de vegetação nativa,

os aceiros devem conter espaços com

o mínimo de 6 metros de largura e ser

mantidos limpos. Outro ponto que cabe

destacar, segundo Guilherme em relação

ao combate a possíveis incêndios

que possam surgir na propriedade, é

para que o produtor rural tenha sempre

acessíveis os telefones das brigadas de

A Canasol vem

oferecendo orientação

constante aos seus

associados nas técnicas

de prevenção, visando

evitar problemas com

incêndios criminosos.

incêndios para que o combate seja rápido

e eficaz, evitando-se que pequenos

focos se alastrem para grandes áreas.

Outro ponto importante a ressaltar

segundo o técnico Florestal, é que o

cidadão que possui terreno na cidade

tome algumas medidas preventivas

para evitar os incêndios urbanos,

mantendo seus terrenos limpos e sem

a presença de lixo, pois determinados

materiais como cacos de vidro podem

funcionar como lentes de aumento,

concentrando a luz do sol num pequeno

ponto, gerando combustão.

O Instituto Nacional de Pesquisas

Espaciais (INPE) através do programa

de queimas, possui um portal na internet

que detecta focos de incêndios e

esses dados são atualizados em média

a cada 3 horas. São imagens de satélites

que detectam a localização aproximada

dos incêndios, através das quais

os órgãos fiscalizadores exercem o patrulhamento

e a fiscalização.

ACONTECEU

Pulverização aérea de agrotóxicos

O tema foi debatido no último dia 19 de maio durante audiência

pública na Câmara Municipal de Araraquara. O técnico Florestal

Guilherme Lui de Paula Bueno representou a Canasol no encontro e

defendeu o uso da tecnologia. Em seu pronunciamento, Guilherme

ressaltou que o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento)

regulamenta as aplicações aéreas e a ANVISA (Agência

Nacional de Vigilância Sanitária), certifica os produtos que devem ser

usados em pulverização aérea.

Ainda de acordo com o técnico Florestal, as normas, regulamentações

e normativas são cumpridas para essa prática e que Engenheiros

Agrônomos emitem os receituários agronômicos, daí não há

motivo para preocupação.

49

Guilherme Lui de

Paula Bueno, da

Canasol, nos debates


DE VOLTA AO PASSADO

Araraquara

apresenta

seu marco

zero

Fonte de água é até agora o

marco mais antigo a identificar

o que seria o ponto central da

cidade desde a instalação do

governo municipal.

Na Praça Pedro de Toledo, logo à

frente do Museu há um bebedouro de

água, na verdade, uma fonte de água.

Ela foi instalada na praça na década

Prédio que serviu para abrigar a Prefeitura Municipal e anos mais tarde a Câmara Municipal;

daí o Executivo foi para onde é hoje o Palacete Carlos Alberto Manço e daí saiu em 1970

de 1930, mais exatamente no ano de

1934, quando a Prefeitura funcionava

naquele prédio. Porém, a fonte não

estava lá e sim um pouco mais para o

meio da praça. Ali está também o “marco

zero” da cidade, o ponto que identifica

a localização da cidade no planeta

pelas suas coordenadas geográficas

e de onde se tem a referência de distâncias

para outras localidades. Essas

coordenadas estão identificadas na pequena

placa azul no lado esquerdo da

entrada do prédio.

No momento da instalação daquela

fonte, a cidade, assim como o país

inteiro, experimentava os primeiros momentos

de uma Constituição que duraria

pouco, apenas três anos e que havia

sido instaurada pelo novo governo, então

provisório, que passou a dirigir os

destinos do país após a revolução de

1930, conduzida por Getúlio Vargas. E

o estado de São Paulo se recuperava

das marcas deixadas pela Revolução

Constitucionalista de 1932, marcante

ainda para a cidade de Araraquara e

as famílias dos 541 cidadãos que nela

combateram. Seis deles não retornaram

com vida para suas famílias.

do local. Ele tomou posse em agosto de

1933 e aqui ficou até maio de 1934.

Foi em seu breve governo que a fonte

foi construída, em frente ao então

prédio da prefeitura, condizendo com

a inscrição “P.M. 31-1-934”. Pode não

parecer tão importante assim, porém,

mesmo sendo tão pequeno, este é o

monumento mais antigo que identifica

um governo municipal na cidade. Outros,

mais antigos, certamente foram

destruídos pelas disputas políticas das

épocas.

COMO ERA A NOSSA

PREFEITURA EM 1934

Para cá, o Interventor Federal no Estado

de São Paulo indicou o engenheiro

Lafayette Müller Leal para ser prefeito

50

Para Rogério Tampelini, outros

monumentos ou símbolos históricos

da cidade foram destruídos por

divergências políticas ou questões

comerciais; agora o que resta é

buscarmos condições para conservar

o pouco que sobrou da nossa história


Essa história adormecida foi acordada

por um grupo de cidadãos que encontrou

no Arquivo Histórico Municipal,

a planta original da fonte e preparou

um documento de iniciativa popular,

apresentado ao Conselho Municipal de

Preservação (Comphara) pedindo a retirada

de uma cobertura que descaracterizava

o bem histórico; sugerindo sua

revitalização e a religação da água. Faltava

associar o monumento ao momento

da história em que foi instalado. Foi

aí que o engenheiro Lafayette Müller

Leal foi identificado como o prefeito da

época da construção do chafariz, que

servia para que os feirantes tivessem

uma fonte de água para o consumo e

para lavarem os produtos que vendiam.

atribuição do nome do antigo prefeito

à fonte de água. A medida foi aprovada

na Sessão Ordinária de 23 de maio.

Agora, o monumento histórico tem a

denominação “Fonte Lafayette Müller

Leal”. Parabéns a todos que trabalharam

nesta questão.

APROVADO NA CÂMARA

Feito o levantamento histórico, os

documentos da iniciativa popular foram

levados à Câmara Municipal pelo

historiador Rogério Tampelini, que pediu

ao vereador José Carlos Porsani, a

Vereador José Carlos Porsani

O antigo chafariz da Praça Municipal

de Araraquara e suas coordenadas

para determinar o ponto zero da

nossa cidade em 1934

51


PARA QUEM É DO RAMO

Concrete Show 2017, uma ótima oportunidade

para profissionais locais da construção civil

Feira ocorre em São Paulo,

capital, nos dias 23, 24 e

25 de agosto.

Reconhecido como um dos mais

importantes pontos de encontro da

construção civil no Brasil, sendo o único

na América Latina a atender, de ponta

a ponta, toda a cadeia construtiva

do concreto, a Concrete Show é uma

ótima oportunidade para os profissionais

da área em Araraquara aguçarem seus

conhecimentos no ramo.

Em sua 11ª edição, a feira ocorre

nos dias 23, 24 e 25 de agosto, no Centro

de Exposições São Paulo Expo, em

São Paulo/SP. Para informações sobre

credenciamento, o site é http://www.

concreteshow.com.br.

O evento apresenta soluções em mais

de 150 segmentos, desde equipamentos

Interessados podem ser inscrever pelo site www.concreteshow.com.br

para terraplenagem, canteiros de obras

e projetos estruturais, até tecnologias de

ponta para a cadeia produtiva do concreto,

serviços e acabamento, visando

sempre o aumento da produtividade e a

redução de custos na construção. Anualmente,

a Concrete Show reúne em São

Paulo grandes players do setor e oferece

ao mercado oportunidades únicas de

networking, experimentação de produtos

ao vivo e efetivação de negócios. Vale a

pena, você que é do ramo, participar.

52


53


NOVIDADES

Casa Cor São Paulo 2017 mostra

as novas tendências da arquitetura

Engenheiros, arquitetos e decoradores de Araraquara desembarcam em São Paulo

para acompanhar as tendências e as novidades do setor na Casa Cor.

A exposição é uma das mais versáteis dos últimos tempos.

Considerada a maior mostra de arquitetura,

design de interiores e paisagismo

das Américas, a Casa Cor São

Paulo 2017 está em cartaz no Jockey

Club (Avenida Lineu de Paula Machado,

nº 1075 – Cidade Jardim), em São Paulo,

até o dia 23 de julho.

Os ingressos são vendidos na bilheteria

ou através do site Ingresso Rápido.

O tema escolhido para 2017 é o “Foco

no Essencial”. Seu objetivo é apresentar

o indispensável para se viver bem

em espaços tão diversos, trazendo o

design para mais próximo das pessoas.

A premissa é traduzida nos materiais

sem artifícios e nas linhas retas e curvas

que dispensam qualquer excesso.

Segundo o site da mostra, durante o

percurso, o espaço Miragem, assinado

pela parceria entre Plantar Ideias e Lao

Design, merece um destaque. A instalação

interativa convida as pessoas a se

conectarem com o design autoral dos

profissionais e é uma ótima oportunidade

para descansar e carregar o celular.

Além de apreciar os ambientes, os

visitantes poderão acompanhar palestras,

cursos e outros eventos. A programação

completa pode ser conferida

pelo site http://casacor.abril.com.br/

mostras/sao-paulo/.

Michel Safatle apresenta beleza, harmonia e organização

em apenas 50m², integrando sala de banho, área de

dormir, de trabalho, de convivência e refeição

Minimata criada pela Casa de Vidro Renault.

Poltronas, mesa com lareira e muito verde dão

vida ao refúgio. Entre as espécies escolhidas estão

samambaias, lambaris, aspargos, véus-de-noiva,

jabuticabeira e palmeiras.

A Casa do Chef está

sendo um espaço

inteiramente dedicado

à gastronomia,

trazendo chefs e

convidados para

jantares exclusivos,

aulas e workshops.

A função principal é

a conexão entre as

pessoas e o mundo

do food design. O

projeto é assinado pela

arquiteta Yara Cianci,

especializada no design

de cozinhas.

54


LIMPECOM, PIONEIRA NO RAMO

Limpeza,

higiene e

conforto

Com o objetivo de harmonizar

esses e outros benefícios, a

LimpeCom consolida-se no

mercado e também inova ao

trazer para a cidade, o seviço

de facilities management.

Termo em inglês definido como gerenciamento

de instalações, serviço

responsável por atender as diversas

necessidades de um determinado local.

O Facilities Management é uma

das novidades da LimpeCom, empresa

que nasceu em 2011 para atender

o segmento de limpeza, conservação,

jardinagem e serviços de apoio como

recepção, copa e portaria.

Mas como funciona ao certo esse

processo? Parece complicado, mas não

é. Ao contratar a LimpeCom, toda a manutenção

do seu imóvel (comercial ou

residencial), desde a poda do jardim,

passando pela higienização, até a troca

de uma lâmpada, será de responsabilidade

dela.

A LimpeCom está instalada na Av. Mariano Mingotti, 282, na Vila Harmonia

“Somos pioneiros neste serviço

na cidade, estamos estruturados e

possuímos a experiência necessária

para atender aos mais variados tipos

de clientes. Além disso, ainda conseguimos

produtos de limpeza. Isto

é, consigo trabalhar numa redução

geral dos gastos. O custo benefício é

ótimo. Nós zelamos e aperfeiçoamos

Para 2020, o empresário Paulo Garcia prevê crescimento de 10% em seus atendimentos privados

55

seus processos operacionais e de gestão”,

conta o sócio-proprietário Paulo

Garcia.

Mas as vantagens não limitam-se

apenas a isso. As atividades dividemse

em três braços de atuação, agregando

também terceirização de mão-deobra

(serviços de apoio), cobertura de

férias, combate a pragas (dedetização,

desratização, manejo de pombos e

morcegos), limpeza de piscinas, calhas,

terrenos e caixas d´água.

A venda de produtos, acessórios e

equipamentos de limpeza e proteção

individual (EPIs) fecham o pacote. Em

comum entre tudo isso, a LimpeCom

apresenta como diferenciais os processos

orientados ao cliente, a política de

qualidade ambiental, além da metodologia

e padronização de trabalho.

“Hoje estamos em 65 cidades no

Estado de São Paulo. Contamos atualmente,

com mais de 250 funcionários

prestando serviços em 87 locais submetidos

a 52 contratos com governo

(Prefeituras) e empresas privadas”, diz

Paulo Garcia, agradecido ao apoio que

tem recebido da comunidade.


SEU NOME ESTÁ NA RUA

SAMUEL BRASIL BUENO

IN MEMORIAN

“Servir ao próximo em nome

do Pai, o legado que deixo

para os meus irmãos”

Fonte: Célia Pires.

Colaboração Silvia Maria

Gustavo (Memorial da

Câmara Municipal)

O falecimento de Samuel

Brasil Bueno que há cinco anos

escrevia Seu Nome Está na

Rua, em nossa revista (coluna

iniciada n’O Imparcial), é

sentido como perda irreparável

para a comunidade. Leiam

o texto e vejam como ele foi

importante para Araraquara.

No dia 9 de maio, Araraquara perdeu

um dos seus mais ilustres filhos,

embora não tivesse nascido aqui: Samuel

Brasil Bueno. Ele na verdade

nasceu em Rio Claro, em 21 de maio

de 1941 e lá começa a história do filho

de dona Ruth e Anchises Brasil Bueno,

que anos mais tarde demonstraria sua

paixão em trabalhar pelo próximo.

“Quando eu tinha dois anos, o meu

avô comprou uma chácara em Araraquara

e mudou-se com toda a família

para a cidade onde montou uma triparia”,

contou um dia Samuel. Algum tempo

depois eles foram viver em algumas

cidades do Estado, sempre seguindo

o pai em sua carreira como funcionário

do IBGE. Em 1956, eles retornaram

para Araraquara de onde Samuel, com

15 anos de idade, nunca mais saiu.

Formou-se no EEBA no período noturno,

pois trabalhava num laboratório

de medicamentos e para completar os

estudos, Samuel cursou técnico em

contabilidade no Duque de Caxias. Foi

ali que conheceu a mulher que viria a

ser sua esposa, Maria Teresinha, sendo

filhas do casal: Samantha, médica

pediatra casada com Vagner Roberto

Araujo de Andrade (pais de Sophia,

Laila e Luca) e Priscila,

médica geriatra.

Samuel, depois de trabalhar

durante onze anos no

Instituto Pinheiros, onde era

gerente administrativo, foi convidado

para ser representante

de um laboratório italiano de

medicamentos, o Carlo Erba.

A trabalho como representante

do Instituto, numa visita

a uma farmácia em São Carlos,

recebeu o convite para

ser sócio do estabelecimento.

Imponente na Praça Pedro de Toledo

em 1959, quando fez o Tiro de

Guerra, que mantinha sua sede

na Rua Expedicionários do Brasil

esquina com Avenida Feijó

56

Samuel, durante reunião com os companheiros

do Rotary Club, entidade que ele tinha

profunda admiração e onde seguiu o lema

“Dar de si antes de pensar em si”

Descobriu que os proprietários estavam

passando uma fase difícil. Foi assim

que entrou no ramo: foi lá para trazer

uma duplicata e acabou tornando-se

sócio, na Farmácia Santos Dumont. Era

o ano de 1972. Os negócios cresceram

a tal ponto que instalaram mais duas

farmácias em São Carlos. Montou uma

distribuidora de medicamentos em Araraquara

na Rua 3 com a 36, a Distribuidroga.

O negócio durou dez anos.

Na sequência se desligou das farmácias

de São Carlos e comprou em

frente à matriz de São Bento, a Farmácia

Noturna. Era a única que existia na

cidade funcionando das 18 horas às 7

da manhã. O estabelecimento permanecia

fechado durante o dia.

Chegou a ter oito farmácias e em

cada uma delas tinha um sócio. Posteriormente,

passou a trabalhar com

a Drogaria Nove de Julho em frente à

Santa Cruz, sendo seu sócio Antonio

Albertini. Ali permaneceu na Rua 2 na


Teresinha, Samuel, Priscila,

Samantha, Vagner Roberto,

Sophia (primeira neta), depois

Laila e Luca

esquina da José Bonifácio durante 26

anos, onde fez um número incontável

de amigos. Chegou a ficar 21 anos sem

abaixar as portas, pois a farmácia funcionava

24 horas.

A farmácia deu a Samuel certa notoriedade,

projeção e um sobrenome:

Farmácia, ou seja, Samuel da Farmácia.

Atuou no ramo por 45 anos.

Muita gente o confundia imaginando

ser ele o farmacêutico e não o proprietário

da farmácia e ele brincava dizendo

que da faculdade de farmácia só

passou perto, pois era caminho.

Samuel sempre foi também muito

espirituoso: atuou no Rotary, onde ficou

por 36 anos, sendo presidente por

cinco mandatos e um dos fundadores

do Banco de Camas Hospitalares. Na

Igreja Presbiteriana foi outro expoente.

Gostava de trabalhar esse Samuel.

VIDA VOLTADA PARA

A SOLIDARIEDADE

Depois da venda da farmácia ficou

somente uma semana parado, quando

passou um dia na ACIA e recebeu o

convite do juiz da Vara da Infância e Juventude,

Silvio Moura Sales e do então

presidente da ACIA, Valter Merlos e alguns

membros da diretoria, para coordenar

o Movimento Degrau, sem direito

à recusa. Samuel depois de conhecer

o projeto que viabiliza a lei do Jovem

Aprendiz em Araraquara, aceitou e passou

a viver totalmente comprometido

com o programa.

O Movimento Degrau o fez chegar

57

até o Ceproesc - Centro de Promoção

Educacional Social na Comunidade,

cujo projeto tem como objetivo empregar

jovens aprendizes na faixa etária de

14 aos 22 anos incompletos.

Samuel também se dedicou na parceria

entre Rotary, Igreja Presbiteriana

e uma escola de inglês para ensinar

inglês a crianças carentes do Cecap. O

projeto durou quatro anos.

Samuel fez parte da Associação

Comercial e Industrial de Araraquara,

chegando a ser presidente da entidade

por um breve período, foi candidato a

vereador três vezes e como suplente,

chegou a substituir João Careca por

curto período, sempre com o desejo de

ajudar a comunidade.

Como ele não parava nunca, colaborou

por alguns anos com o jornal O

Imparcial, sendo o responsável pela

coluna ‘Seu nome está na Rua”. Foram

mais de 700 histórias contando sobre

as famílias e levando emoção a cada

uma delas. A partir de 2012 a coluna

passou a ser feita na Revista Comércio,

Indústria e Agronegócio.

Foi ainda coordenador da criação

do Bosque Rotário, no Jardim Marivan

em 1992 e em 2001, do Bosque Maçônico,

sendo também o atual presidente

do Conselho Municipal da Criança e do

Adolescente de Araraquara – Comcriar.

Samuel dedicou-se ainda ao Proeaja,

onde foi diretor e à AAVIDA - Associação

Amigos da Vida, uma clínica de reabilitação,

desenvolvendo as sextas-feiras

importante trabalho de evangelização.

Colaborava atualmente com o Memorial

da Câmara Municipal, ajudando

nas pesquisas e compartilhando seu

conhecimento e acervo de memórias

das famílias de Araraquara.

Em 1996 recebeu da Câmara o título

de Cidadão Araraquarense, de autoria

do vereador José Carlos Porsani.

Samuel Brasil Bueno fez história

na cidade de Araraquara sendo um

dos principais líderes do comércio, um

desbravador do serviço social, mas especialmente,

um militante incansável

pelos direitos das crianças e adolescentes.

“Samuca” como às vezes era chamado,

tem uma extensa folha de serviços

prestados à sociedade araraquarense,

seja como líder empresarial,

líder rotariano, líder maçom ou líder

religioso, e também como cidadão

comprometido com seu tempo e com

seu povo.

Com Teresinha, Samuel viveu um mundo de

intensa felicidade, sendo ela uma companheira

de todos os momentos, enfrentando os desafios

e tornando o casamento para todas

as gerações


PÉ NA ESTRADA

A cada quilômetro, uma

emoção diferente e única

A Business Class oferece aos seus clientes, roteiros rodoviários

com destinos variados, muito conforto e preços acessíveis.

Viajar de ônibus pode ser, sim, uma

experiência contemplativa. É ter o contato

com o trajeto, observar as paisagens

desconhecidas pela janela, fotografar

coisas inusitadas e estabelecer

um contato intimista com o mundo.

E para quem gosta desse tipo de

aventura, a Business Class Viagens oferece

pacotes especiais, nos quais estão

reunidos os mais variados destinos,

como cidades de águas termais, frias

ou mesmo praianas. Logo, há opções

para todos os gostos.

À nossa revista, a agência revelou

que as viagens mais procuradas pelos

araraquarenses são para o Rio de Janeiro,

Foz do Iguaçu, Caldas Novas, Balneário

Camboriú, Campos do Jordão,

Gramado, entre outros. Todo o trajeto

tem a presença de um guia e o ônibus

é equipado com o máximo conforto

possível.

“Esses trajetos são excelentes

para escapadas rápidas ou até mesmo

para aquelas pessoas que têm

medo de viajar de avião. Temos opções

econômicas e muito interessantes

para férias de julho, com ótimas

condições para crianças. Inclusive, estamos

com uma saída especial para

o dia 22 de agosto, aniversário de

Araraquara”, convidam as consultoras

da Business Class Viagens.

Cidades Históricas - 26 a 30/07

Serra Gaúcha - 19 a 28/07

Neste Outono/

Inverno, o

charme de

Campos do

Jordão faz

sucesso. Na

Business Class,

há um pacote

de 29/06 a

02/07

58


ESPECIAL

AVENTURAS DO FUTEBOL

Folclórico

Milton

Cardoso

Ex-presidente da Ferroviária

conta à Revista Comércio,

Indústria e Agronegócio,

passagens históricas e

cômicas da época em que

era presidente do clube.

Milton Cardoso não é mais o mesmo.

Os cabelos estão brancos. A fala ganhou

timbres mais baixos. A pressão de ser

presidente de um clube de futebol o fez

cansar um pouco do esporte. Ou, quem

sabe, ele enjoou de tudo isso por ter

visto de perto tantas falcatruas envolvendo

dinheiro e queda de braço de poderes,

principalmente, que ilustram os

bastidores deste universo.

Foi assim que recebemos o admirável

Milton Cardoso em nossa redação.

Só que entre nós, ficou a pergunta:

Quem disse que ele esqueceu sua

maior paixão? Paixão esta que Araraquara

inteira sabe qual é: a Ferroviária.

Atual membro do conselho administrativo

do clube e um dos acionistas da

Ferroviária S.A, Milton adora contar histórias

do tempo em que foi presidente

do clube, de 1998 a 2002. Casado e

pai de três filhos, também é, atualmente,

conselheiro da ACIA (Associação

Comercial e Industrial de Araraquara).

Presidiu no ano passado, de 1º de abril

a 31 de dezembro, a Fundesport.

Mesmo frequentando a Fonte Luminosa

desde a infância, pode-se dizer

que praticamente trinta anos de seus

62 são coloridos, profissionalmente,

pela nobre cor grená.

Seu trabalho junto à AFE começou

em 1988, quando passou a integrar o

Aos 62 anos, Milton diz que não tem pretensões em voltar a ser presidente da Locomotiva

conselho deliberativo onde ficou por

dez anos, sendo eleito presidente como

candidato único, sucedendo Mário Joel

Malara, que estava substituindo interinamente

Antônio Parelli Filho.

Na verdade, a história quis que o

seu nome esteja gravado na memória

do afeano muito mais pelo extra campo

do que pelas ações do time dentro das

quatro linhas. Naquele tempo, a verba

dedicada para o esporte era escassa.

Sua postura pode ser considerada ‘folclórica’,

indo na contramão do rótulo

‘futebol moderno’, determinação atual

e que ainda incomoda muita gente.

Suas polêmicas envolvendo (principalmente)

arbitragem ganharam o

Brasil. Foi taxado de louco ou maluco

muitas vezes. Junto à imprensa esportiva,

ficou conhecido como ‘Dom Quixote

do Interior’, ‘Eurico Miranda do Interior’

ou ‘o novo Rípoli do interior’, este dado

por Milton Neves. Briguento, foi suspenso

duas vezes pelo Tribunal de Justiça

Desportiva.

Vale dizer que seu carisma junto

ao torcedor da Ferroviária era extremo,

fato que perdura até hoje. À época, ele

organizava caravanas para os jogos

fora de Araraquara, viajando junto, nos

ônibus, com toda a galera grená. Milton

também soltava muitos fogos de artifícios

antes, durante e depois dos jogos.

“Até hoje o pessoal comenta da minha

trajetória. Recentemente, fiz um DVD

com as passagens mais marcantes e,

às vezes, flagro o pessoal assistindo

esse material em bares da cidade. Pra

mim é muito gratificante. Quero fazer

um livro em breve”, avalia.

59


De calça bege e cinto marrom, o cartola posa para foto com a equipe afeana que se classificou

para a série B do Brasileiro em 1992

Milton Cardoso também foi o único

dirigente do Interior, em 2002, a montar

uma chapa de oposição para disputar

as eleições da Federação Paulista

de Futebol. Só que o final não foi feliz.

Eduardo José Farah se reelegeu e três

meses depois renunciou.

“A atitude de Farah foi premeditada,

na tentativa de não deixar a chapa do

Interior vencer as eleições. Mas eu não

desisti e consegui ser eleito membro do

Conselho Fiscal da FPF, o único representante

fora da Capital”, afirma.

BOLA ROLANDO

Dentro de campo, Milton Cardoso

sofreu a pior época da Ferroviária. Em

1998, pegou um time destroçado, que

havia caído para A3, reflexo da péssima

campanha na Série A2 de 1997, fato

que já era uma tragédia, pois o time

deixava a elite do futebol paulista após

30 anos do inesquecível acesso de

1966. “Vivíamos uma fase ruim, sem

dinheiro e condições muito limitadas”,

lembra emocionado.

No ano seguinte, a campanha foi

melhor. A equipe ficou em segundo lugar,

mas não conseguiu voltar para a

A2, visto que apenas um clube tinha o

direito, que ficou na mão do Oeste, de

Itápolis. Mas um detalhe positivo chamou

atenção naquela caminhada.

“A Ferroviária foi a única equipe a jogar

o Campeonato Paulista A3 com um

time sub-23. Essa aposta que fizemos

rendeu ao clube um prêmio de 50 mil

reais, dado pela Federação Paulista de

Futebol, como incentivo à revelação de

jovens valores”, lembra Milton.

Mas o trabalho que parecia ter uma

boa sequência resultou, em 2000, no

pior capítulo da história da Ferrinha: a

queda para a B1. “Nesse tempo, dois

módulos formavam o campeonato. No

primeiro, fomos bem. No segundo não.

Caímos. A crise financeira era extrema.

As dificuldades também. A situação era

crítica”, lembra o ex-presidente.

Em 2001, com uma equipe melhor,

contando com os gols de Grafite, que

veio da Matonense e Rodrigo Tabata,

do Etti Jundiaí, a Ferroviária conseguiu

subir um degrau, voltando para A3. E foi

nesta divisão, justamente onde começou,

que Milton Cardoso encerrava sua

participação de presidente, passando

o boné em maio de 2002, no meio do

campeonato. Naquele ano, a AFE não

subiu. E nem desceu. Terminou em 13º

lugar. Nascia, depois, a Ferroviária S.A.

Foto ao lado do eterno Fiori Gigliotti

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CONFIRA ALGUMAS DAS HISTÓRIAS DO BAÚ DE MILTON CARDOSO

EM DIA DE JOGO

Milton Cardoso nunca assistia jogos da

Ferroviária das cabines ou arquibancadas.

Ele sempre acompanhava a partida

em uma sala, com um rádio a pilha em

uma das mãos. Na outra, ele segurava

sua santinha.

CONFUSÃO NA CHUVA

Em 1999, a Ferroviária enfrentava o

Jaboticabal em casa, em uma tarde

de muita chuva. O campo não tinha

condições de jogo, mas mesmo assim

a partida não foi adiada. Milton Cardoso

ficou desconfiado, pois havia escutado

que se as duas equipes empatassem,

Palmeiras B e São Caetano conquistariam

o acesso antecipado. Será que o

árbitro Edimar Vandete Pereira estava

mal intencionado? Pelo sim, ou pelo

não, Milton resolveu agir. Invadiu o campo

no intervalo para discutir com o juiz,

chutando água e fazendo um grande

barulho para distrair o árbitro e criar um

clima favorável para um adiamento do

jogo por conta da chuva. A atitude foi

em vão. Logo, chegava a hora de um

plano B. Por ordem sua, diretores da

Ferroviária, entre eles Alexandre Loria,

foram desligar os refletores do estádio.

Mas como não conseguiram abrir

a caixa de luz para, simplesmente, tirar

algum fusível, um bloco de concreto

foi utilizado para quebrar tudo. “O barulho

foi absurdo e estouro muito alto.

Assustou a todos, inclusive a imprensa.

Quase que o pessoal sai machucado”,

lembra Milton Cardoso. Resultado final:

a partida foi, então, anulada.

Confusão em jogo contra o Jaboticabal; de

repente, um refletor apagou. Que coisa.

Milton foi eleito o melhor juiz da Liga

Araraquarense de futebol no final da década

de 70. Na foto tirada de jornal, ele tinha 23

anos e certa vez teve que contar com ajuda

dos jogadores do Estrela para não apanhar

dos atletas dos Metalúrgicos após anular um

gol (confessou depois que foi legal)

O ex-cartola exibe o certificado de Ordem

Nacional do Mérito Futebolístico, da

Federação Paulista de Futebol.

Ele é o único ex-presidente do Interior a

ganhar essa honraria.

Após esse chute, Milton Cardoso caiu

sentado; tempos depois o juiz disse ao

Milton: “O chute poderia ser menos forte;

doeu muito”

ESSA CHUVA CUSTOU CARO

Por conta dos problemas de cancelamento,

a Ferroviária teve que financiar

a estadia do árbitro Edimar Vandete

Pereira em um hotel na cidade. Mas

os gastos não se limitaram apenas ao

hotel: o carro dele foi totalmente danificado

por torcedores. Quem será que

incentivou a galera a quebrar tudo?

Pagou ainda um táxi para levá-lo até

São Paulo. Tudo ficou em 10 mil reais.

Milton Cardoso (na extrema direita) ao lado da Ferroviária de 1990, que tirou o Palmeiras da

disputa do título do Paulistão ao empatar com o Verdão no Pacaembu, na última rodada da

semifinal. Naquele ano, o Bragantino, de Vanderlei Luxemburgo, foi o campeão decidindo a

competição com outro time do Interior, o Novorizontino.

61


CHUTE CERTEIRO

Poucos atacantes tinham uma mira tão

certeira quanto Milton Cardoso. Em 15

de julho de 2001, quando a Ferroviária

enfrentava o Barretos na Fonte, pela

B1, ele fez, talvez, sua mais famosa

peripécia, que ganhou as manchetes

do Brasil todo. O culpado? O árbitro Robério

Pereira Pires. Juiz de futebol formado,

apitando inclusive campeonatos

amadores, Milton disse que sempre viu

a Ferroviária ser roubada em casa desde

criança. Logo, não admitia erros.

Nesse dia, ele afirma que três pênaltis

claros não foram marcados: dois em

cima de Grafite e outro em Rodrigo Tabata.

Revoltado, invadiu o campo no intervalo

para agredir o árbitro. Protegido

por policiais e jogadores, seu golpe foi

milimetricamente feito, acertando o traseiro

de Robério. Não satisfeito, ele deu

a volta e tentou acertar, novamente,

mas acabou caindo sentado. Ambas as

imagens viraram motivo de piada em

todos os cantos. Imagens mostravam

a agressão por vários ângulos. Inclusive

no Fantástico, da Rede Globo. Para

ele, a torcida afeana adorou a atitude.

A FPF não gostou e tirou dois mandos

de campo do time. Ah, depois de toda

a bagunça, a Ferroviária marcou três

vezes no 2º tempo, vencendo, então, o

Barretos, por 3 a 0.

RODRIGO TABATA

Hoje com 36 anos, o meia Rodrigo Tabata

é Rei no Qatar. Mas foi aqui que

ele começou a aparecer para o futebol,

indo jogar, posteriormente, em Goiás e

Santos. Mas sua chegada não foi tão

bem aceita. Segundo torcedores da

Ferroviária, o time não tinha sorte com

jogadores japoneses. Mas Milton Cardoso

confiava no atleta, que ele mesmo

foi buscar em Jundiaí. Aposta certeira.

Porém, quem voltou para Araraquara

foi Grafite, que à época era reserva e

nem tinha sido selecionado pela cúpula

afeana. A dica veio do presidente da

Matonense naquele tempo, o Galli. O

atacante chegou tímido, mas logo fez

jus ao seu salário mais alto (cerca de

R$ 15 mil contra R$ 3 dos restantes)

e começou a marcar gol atrás de gol,

sendo um dos responsáveis pelo acesso

do time. E cada gol tinha um preço:

R$ 100.

“Eu levava o dinheiro no bolso e dava

pra ele depois da partida. Uma vez, ele

fez cinco. Eu só tinha R$ 300. No outro

dia, ele passou na minha sala pra receber

o restante”, lembra Milton Cardoso.

MÃE DE SANTO

Quando a fase é ruim, tudo vale para

tentar mudar. Em 2001, Milton Cardoso

foi procurar uma vidente em Ribeirão

Preto, que lhe disse que o estádio estava

carregado de mágoas e tristezas,

o que causava esse clima tão negativo.

Milton acha que o ex-presidente Aldo

Comitto e ex-jogador Almeida foram

alguns nomes que saíram magoados

da Ferroviária, depois de tantas glórias

dadas ao clube. Uma mãe de santo

também foi levada até os vestiários

para abençoar o local. Uma imagem de

um índio foi utilizada e deixada à meianoite

na arquibancada. O índio caiu de

ponta-cabeça, com cacos pra todos os

lados. O pessoal saiu correndo.

QUEIMANDO AS FICHAS

Após perder a eleição na Federação

Paulista de Futebol, em 2002, Milton

Cardoso tinha de cumprir sua promessa

e queimar as fichas que diziam

quais times apoiavam sua candidatura.

Entre os grandes, o Santos estava ao

seu lado. Para tal, após deixar a sede

da FPF, ele resolveu parar em um posto

na estrada rumo a Araraquara. Ao perceber

que estava sendo seguido pela

reportagem da Folha de São Paulo, resolveu

fazer o ato com contornos teatrais:

queimou tudo a beira da estrada.

Há uma foto disso, que foi estampada

na extinta coluna Painel, assinada pela

jornalista Marília Ruiz.

R$ 100 POR GOL

A crise em 2001 era imensa. Time na

B1, caixa vazio. O jeito foi pedir ajuda

para montar o plantel da equipe. E a

ajuda veio da Matonense, que se comprometeu

a ceder dois atletas para a

Ferroviária. Para tal, Milton, seus diretores

e o craque Bazzani foram escolher

as peças.

Reserva na Matonense em 2001, Grafite chegou quieto à Ferroviária. Logo, se transformou no

maior destaque do clube na campanha do acesso para a A3. Ele também é o único atleta da

história da AFE a vestir a camisa titular da seleção brasileira numa Copa do Mundo. Até hoje

ele mantém contato com Milton Cardoso através e-mail.

62


SAÚDE

Saiba quais são os perigos das

conjuntivites alérgicas

Dr. José Barbieri Júnior inicia a série de dicas oftalmológicas dos

médicos da Unilaser para este problema típico do outono/inverno.

Segundo o doutor, o tratamento é feito, geralmente, à base de colírios e soro fisiológico

Exacerbação do sistema imunológico

na superfície dos olhos, as conjuntivites

alérgicas vão de leves a graves

podendo, nos casos mais extremos,

causar até a perda da visão. Os sintomas

mais comuns são: coceira, lacrimejamento,

fotofobia e secreção mucosa.

Elas ocorrem, com mais frequência,

no outono/inverno (embora exista

também a conjuntivite primaveril). A

mudança do tempo, frio, estiagem e

o vento concorrem para isso. Cremes,

maquiagens e elementos no ambiente

como polens, pelos de animais e ácaros

também são agravantes.

Quem faz este alerta é o oftalmologista

araraquarense Dr. José Barbieri

Júnior, que além de atender em sua

clínica, também faz parte dos médicos

sócios da Unilaser Oftalmologia.

“Nesta época do ano, em que começam

a se retirar do armário as roupas de frio

e cobertores, recomenda-se uma lavagem

dos mesmos com secagem ao sol

antes do uso”, analisa Barbieri.

Geralmente com colírios específicos

e compressas de soro fisiológico gelado

sobre os olhos, o tratamento deve ser

feito pelo oftalmologista após um exame

completo. “Umedecer o ambiente

com um vaporizador, toalha de rosto

umedecida e torcida e/ou até uma bacia

de água ajudam na absorção dos

poluentes”, recomenda o oftalmologista.

Por fim, Barbieri também aconselha

a retirada de tapetes, carpetes e animais.

“Ao acordar, evite colocar os pés,

descalços e aquecidos, diretamente no

piso frio. Use um chinelo para evitar o

choque térmico”, finaliza.

A Unilaser trabalha com alta tecnologia

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COLUNA

ESPORTE É AVENTURA

A influência do

esporte na formação

do indivíduo

O esporte muda completamente

a vida de uma pessoa. Trata-se de

poderoso instrumento de superação

e integração. A prática esportiva traz

a vontade de vencer, transformando

não somente corpos, mas também

mentes e histórias de vida, com indivíduos

ultrapassando seus próprios

limites.

Além de trazer benefícios físicos

e sociais, diversão e inclusão social,

o esporte ajuda a construir valores,

como ética, empenho, disciplina, ensina

a lidar com derrotas e a estabelecer

metas, auxiliando na formação

do caráter de crianças e adolescentes.

Onde quer que seja, nos campos,

nos tatames ou nas quadras, a construção

de valores através da prática

esportiva ocorre quando o indivíduo

passa a conhecer as regras de cada

atividade, desencadeando em disciplina

e respeito ao próximo.

As regras são fundamentais e

contribuem para a formação de caráter

do indivíduo, pois, por exemplo,

em alguns esportes, ele aprende que

uma atitude errada pode prejudicar

toda a equipe.

Carlinhos Tavares

Absolute Fit

16 3114.8664

Foto: Luiz Baltar

No Brasil, o futebol parece ser o

meio esportivo que oferece maiores

chances para que indivíduos com pouca

escolarização e qualificação profissional

alterem sua posição na estrutura social,

obtendo sustento e prestígio.

Quem decide seguir o caminho do

esporte pode ter a certeza de que fez

a escolha mais acertada. Afinal, esporte

é saúde, é bem-estar, é vida, é

educação!

Inspire-se com o exemplo de atletas

que tiveram suas vidas transformadas

pelo esporte, inicie sua

atividade e estimule seus filhos, familiares,

amigos. Certamente todos

os esportes têm, além de benefícios,

muitas lições a nos ensinar!

As pedaladas em

grupo viraram moda

nestes últimos anos

em nosso País; tal

situação demonstra

companheirismo e

ao mesmo tempo

essa prática esportiva

permite disciplina e

respeito ao próximo.

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Love’s in the air?

VIP

VIDA SOCIAL por Maribel Santos

Olá, meu querido leitor! Junho, festas juninas, início do inverno, mês

dos apaixonados, mas o amor está no ar? Por mais romântica que eu

seja, está difícil falar apenas do amor, mesmo no mês mais romântico

do ano. Impossível esquecer os escândalos que assolam o nosso país.

Penso na responsabilidade que temos como cidadãos. Precisamos

resgatar a seriedade, honestidade, princípios e valores. Que nossas

palavras comunguem com nossas atitudes e que tenhamos força para

lutar por um Brasil justo e digno.

Daniela Mello, atenta e dedicada,

acompanha de longe os filhos na

aula de natação do clube

Flávio Delorte e sua bailarina

preferida Marina, logo após a aula

de ballet no clube

Pamela Tamer Maio frequenta o

clube todos os dias com o fofo do

seu filhotinho, Benício Tamer Maio

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VIPS

EM DESTAQUE

No Rotary

O Rotary Club Araraquara recebeu

representantes do Grupo VIVA (Voluntários

Independentes Vivendo Amor), para uma

palestra. Henrique Santos fez um relato

do maravilhoso trabalho realizado pelos

voluntários, que entre outras ações, distribui

refeições para os moradores de rua da

cidade. Saiba mais no site: http://www.

grupoviva.org.br/

Márcio Eiras com o rotariano

Marco Piagge

O fotógrafo Henrique Santos com o

presidente do Rotary Club Araraquara,

Heber Cândido Pereira

Emerson Manguer com a

intercambiária do Equador, Emily

Delgado

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Nelson Bombarda,

Lenita Mara Gentil

Fernandes, Harlei

Francischini e

Marcelo Piratininga

dos Santos

Em noite de muita

alegria: Debora

Progete, Gabriela

Camargo e Roberta

Marques

Ivana Generoso

e Ana Maria

Carrascosa

Marileide Machado,

Ana Sonetti, a cantora

argentina Jes Condado,

Juliana Randazzo e

Renata Roveri

Rafael Piram

e Amanda

Lasquevite

William

Oliveira e

Geisa Ferreira

da Silva

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VITRINE

Fotos: João Carlos

Família

Solssia em

reunião para

comemorar

o sucesso

da empresa

(Solssia

Corretora

de Seguros):

Bruno, Mauro,

Thiago e

Sergio Solssia

Jornalista Ivan Roberto Peroni

recebido na Vinícola Santa Elidia

pelo casal Elidia-Hermano Frare e

seus netos Natália e Júlio. Receber

amigos para o vinho e queijo tem

sido rotina para a agradável família

Jorginho Haddad

(Dura Leve),

Giuseppe Morvillo

e o filho Gaetano

(Hidromor)

ANIVERSÁRIOS

Jantar beneficente em prol do Hospital do Câncer em

Barretos: Gustavo Marques e Simone; Keila e Paulo

Arruda; João Henrique de Freitas e Fernanda; as amigas

Luciana e Flávia. O cantor Luan Santana inaugurou uma

ala com seu nome

JUNHO|2017

A diretoria do SINCOMERCIO cumprimenta todos os aniversariantes

DATA

NOME

EMPRESA

DATA

NOME

EMPRESA

02/06

04/06

04/06

06/06

06/06

06/06

06/06

09/06

09/06

10/06

10/06

11/06

11/06

11/06

13/06

14/06

Luzia Nucci Garitta

Ademir Barbosa dos Santos

João Luiz Ribeiro Santos

Henrique Luis Carrascossi

Irineu Ramos Junior

Marcelo Benedito Murcia

Mayara Cristina Jacon

Everton Arnaldo Simões

Jaqueline Cristina Branco

Antônio Bruno Montoro

Giacomo Dalla Vecchia

Carlos André do Nascimento

Paulo André Alves Pinto

Ronaldo H. Azevedo Mattos

Antonia Dalva Carvalho Pilon

Alfredo Haddad Neto

Remo Garitta

Maquifísica

Imob. São Paulo

Chefor

Multi Catálogos

Movbase Infraestrutura

AJ Citrus

Auto Vans Mecânica e Auto Peças

Jacke Calçados e Bolsas

Rádio Morada do Sol

Lojas Cem

Nascimento Soluções Empresariais

Vilacopos

R M Telecomunicações

Jopasa

Chalú Imóveis

15/06

18/06

19/06

19/06

19/06

20/06

21/06

21/06

24/06

25/06

26/06

27/06

27/06

28/06

30/06

30/06

Carlos Massayuki Miyai

Luis Fávero de Souza

Denise Gonçalves Roseghini

Neusa Santana

Roberto Donizeti Braguini

João Gossain

Laércio Grili Grande

Silvia Mahfuz

Clélia Ap. Andrade Santos

Reginaldo Fernando Jorgin

Luciana Cristina Caetano

Dorival Rodrigues Junior

Syrthes Piassalonga

Sônia Cristina da Silva

Antônio Donizete dos Santos

José Renato Silva

Big Real

Grafite Papelaria

Sucos Naturais da Rua 4

Quatro Estações

Blocos Belfort

Mercearia Avenida

Com. e Repres. Grili Grande

J Mahfuz

Clélia

Agaeli Distr. Peças

Lojas Certeza

Turística Sonhomeu

Casa J. S.

Casa Deliza

Zetti Auto Peças

Gordo Calçados

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CASA DO BIGODE

Fulvia Magrini criou

recentemente a

Casa do Bigode

em espaço anexo

e independente da

sua Clínica Fulvia

Magrini Toque de

Beleza, na Avenida

São Paulo. Ao lado,

os profissionais

que desempenham

importante papel

na Casa do Bigode:

John, Alex, Rogério,

Júnior e Matheus

Alex fazendo barba e

aparando o bigode

Silvio (massoterapeuta) e

Luiz Francisco Zacarias

Rogério e Deivid

Henrique Jardim

Júnior e Noah Gabriel Pinheiro em

espaço nobre da casa

Júnior mostra o trato dado no cabelo

e barba de Marcos Camargo

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Luís Carlos

Como viver?

O estoicismo foi fundado por Zenão

de Cicio por volta de 300 a.C. e essa

filosofia assim foi chamada porque seus

seguidores se reuniam no stoapoikilê, o

pórtico pintado de Atenas.

Para os estoicos as coisas já estão

previamente determinadas e passam

por ciclos regressivos (o eterno retorno);

por isso, identificando-se com a ordem

do universo, eles seguiam uma “ética da

serenidade autossuficiente e benevolente,

em que a paz do homem sábio o deixa

indiferente à pobreza, à dor e à morte,

assemelhando-se assim à paz espiritual

de Deus”. (Simon Blackburn, Dicionário

Oxford de filosofia (1997). Já o senador,

escritor e estadista romano, Lucius

Annaeus Seneca (4 a.C.–65d.C.), mais

conhecido por Sêneca, era um filósofo

que também seguia a corrente estoica,

mas a do último período, o romano, e que

também era compartilhada por Epicteto e

pelo imperador Marco Aurélio.

Ele escreveu em 64 a.C., Epistulae

Morales ad Lucilium,Cartas Morais a

Lucílio, seu amigo, pouco antes de sua

morte, condenado que foi pelo imperador

Nero, seu antigo discípulo, a “suicidar-se”.

Nelas fala sobre vários assuntos

e um deles discorre sobre a economia do

tempo.

Diz ele que perdemos muito tempo

em nossas vidas, tempo esse ora tirado,

ora desperdiçado em futilidades. Mas a

perda maior é a que se dá por negligên-

BEDRAN

Sociólogo e articulista da Revista Comércio,

Indústria e Agronegócio de Araraquara

cia, pois perdemos a maior parte da vida

agindo mal, ou sem fazer nada ou então

fazendo coisas supérfluas.

Então, para evitar isso, devemos procurar

valorizar o tempo, e agir de forma

tal como se estivéssemos morrendo todo

o dia, pois “colocamos a morte no futuro,

quando parte dela já passou. Tudo

o que está no passado, a morte já o possui”.

(Sêneca).

Já o epicurismo, uma corrente filosófica

completamente oposta ao estoicismo,

fundada por Epicuro (341-270

a.C.), também de Atenas, tinha por objetivo

procurar viver bem, viver uma vida

agradável, ou seja, agir de acordo com

uma sabedoria prática, adquirida pela

filosofia — mas que não é o hedonismo

— onde devemos tentar compreender os

limites da vida, não ter medo da morte,

cultivar as amizades, eliminar os desejos

desnecessários e os falsos prazeres.

Pois Sêneca, apesar de ser um estoico,

aparentemente contraditório, aconselha

seu amigo Lucílio a agir como os

epicuristas, a procurar viver a vida plenamente,

aproveitando todos os momentos,

todas as horas. E o que se tem de fazer,

deve-se fazer agora, e não ficar dependendo

do amanhã, mesmo porque, enquanto

ficamos protelando as coisas, a

vida não deixa de correr.

Ele diz que nós, na verdade, somos

senhores absolutos do nosso tempo,

mas, não obstante, todas as coisas nos

são alheias; contudo, somente o tempo

é nosso, dado pela natureza.

Montaigne (1533-1592) era mais

cético do que estoico. Dizia ele que os

homens devem se libertar da dependência

das coisas e que eles costumam se

preocupar muito com o futuro. Mas o

temor, o desejo e a esperança sobre o

futuro, daquilo que será, escondem dos

homens a verdadeira realidade daquilo

que é, daquilo que existe.

O filosofar, pois, para ele, é experimentar-se

a si próprio, como diz logo

no início dos Ensaios: “Sou eu próprio o

assunto de meu livro”. A nossa existência

é sempre um problema e uma experiência

contínua que não poderá nunca se

encerrar definitivamente. Está sempre

aberta.

“A morte mistura-se e confunde-se

por toda parte com a nossa vida e quem

receia sofrer, já sofre por aquilo que receia”

e “na medida em que a posse da

vida vai se tornando mais breve, necessário

é que eu a torne mais profunda

e plena”. (Ensaios). A ideia da morte suscita

o desejo de viver mais profunda e

plenamente. É por isso que ele diz que

“filosofar é aprender a morrer”.

Assim, entre essas duas correntes filosóficas,

tanto a do estoicismo, quanto

a do epicurismo, embora desconhecendo

seus rótulos, o ser humano vive de

modo prático. Então, qual delas seguir?

Nem tanto ao céu, nem tanto a terra.

Pode-se perfeitamente fazer um “mix”

delas, o que vai depender das circunstâncias.

Ora se pode ser estoico, ou melhor,

às vezes não se pode deixar de ser

estoico, mas também, conforme o andor

das coisas, agir como um epicurista, tentar

ser feliz sem se violentar, sem medo,

aproveitar bem a vida tal como ela nos

oferece.

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