RCIA - ED. 138 - JANEIRO 2017

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Por 20 anos a família Freitas

manteve um bar na rua

Antônio Prado esquina da

avenida São Paulo, na Praça

Newton Prado, em frente

a estação ferroviária. Além

do mais saboroso Baurú

da cidade, o bar oferecia o

peixe no papel celofane e

com a ida para a estação

rodoviária, se transformou no

peixe ensopado na cumbuca

era lá também que alguns políticos da

cidade e as pessoas se encontravam,

apreciando o movimento e discutindo a

rotina da cidade, saboreando ainda um

Baurú que era especialidade da casa.

A VIDA COMEÇA A MUDAR

Antes de 1968, era na avenida

Portugal pouco acima da rua São Bento

que os ônibus da Viação Cometa e

Empresa Cruz estacionavam para o

embarque e desembarque de passageiros.

Também na Praça Nilton Prado

paravam as companhias intermunicipais

como “Queijinho”, que partia daqui

para Guarapiranga e outras pequenas

localidades. Atento ao desconforto dos

passageiros e visitantes, o prefeito Rômulo

Lupo decidiu construir a partir do

seu segundo mandato em 1964, uma

estação rodoviária e pediu aos arquitetos

Luiz Ernesto do Valle Gadelha e

Jonas Faria que elaborassem o projeto,

considerado ousado para a época: dois

pórticos com a utilização da técnica de

concreto protendido, sustentando uma

base que acolhia os usuários do transporte

rodoviário. Os ônibus vindos pela

avenida 7 de Setembro estacionavam

embaixo desta base, fazendo manobras

com auxílio de um pequeno balão,

porque a Via Expressa ainda não havia

chegado até a avenida Portugal. Com a

construção da rodoviária, a avenida São

Paulo eliminou a ponte sobre o córrego

e construiu anexo ao piso superior da

estação, um pequeno pontilhão sobre a

Expressa que praticamente nascia ali.

Foi neste cenário que a família

Freitas embarcou, deixando a Praça

Newton Prado para ocupar três boxes

da nova estação rodoviária, havendo

uma concorrência para bares e restaurantes

interessados em explorar aquele

prédio público antes mesmo da conclusão

da obra. Um dos bares interessados

era da dona Tereza, a japonesa do

Bar do Mixirica, em frente a Matriz.

Estava criado em 1968 o Bar e Restaurante

Dom Manoel levando para o

novo espaço, final do mandato de Rômulo

Lupo, a experiência adquirida no

bar da praça Newton Prado, principalmente

do peixe assado no papel celofane.

Foi alí que “o peixe da família Freitas”

começou a ganhar adéptos como

Adhemar de Barros, que veio especialmente

de São Paulo para se encontrar

com os trabalhadores da EFA, no horto

florestal, em um apreciado almoço. Ele

saboreou um “dourado” de 25 quilos

pescado em Motuca por Orlando Ribaldi,

que vendia os peixes para Manoel.

Inauguração do Dom

Manoel: José Benedito de

Souza (Espingardinha),

prefeito Rômulo Lupo,

Procópio de Oliveira,

Paulo Silva (O Imparcial) e

participante não identificado,

sentados; Valdomiro

Custódio de Lima, Agostinho

Toscano, Arnaldo Palamone,

Ovidio Delphini, Pérsio de

Paula, Celso Almeida Leite,

Wennis Dias Macieira, José

Ziliolli, Rudney Brunetti,

Manoel de Freitas e Geraldo

Moreira (O Diário da

Araraquarense), em pé

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