RCIA - ED. 138 - JANEIRO 2017

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Walter Zaniolo. Também se juntavam a

ele, juízes, promotores e professores

que davam aula na Faculdade de Direito

do São Bento.

“Na verdade, meu pai não se conformava

em ver um cliente jantando sozinho,

muitas vezes ia lá puxar assunto e

na maioria das vezes, fazia uma grande

amizade e as pessoas passavam a frequentar

o local”, conta Oswaldo Romio

Zaniolo, filho de Walter.

Num desses dias, diz Zaniolo, estava

um senhor sentado com seu filho, e

meu pai foi lá. Conversa vai, conversa

vem, este senhor lhe comunicou que o

seu filho havia passado no exame para

a Magistratura e vinha assumir uma

das Varas Cíveis desta Comarca. Este

homem falou tudo, até o que não devia,

como por exemplo: “ - Dr. Walter, o meu

filho é muito estudioso, teve muita experiência

como funcionário do Cartório lá

em Ribeirão; vai ser um bom Juiz. Mas

ele é um moço ainda, impetuoso como

todos os jovens; por favor cuide do meu

menino. Foi o bastante. Daquele dia em

diante e até o dia em que o menino assumiu

uma vaga no Tribunal de Justiça

do Estado, meu pai não o largou, até

mesmo quando ele foi preso por ter brigado

com um cidadão que jogava lixo na

rua. – “Mas, preso?! Por que você não

se identificou?” Para não dar “carteirada”,

foi a resposta. O Desembargador

ainda comenta: Tenho muita saudade

do véio, referindo-se a Walter Zaniolo,

que se tornou padrinho de casamento

de Moacyr e levado para a maçonaria a

convite do filho, Osvaldo Zaniolo.

COISAS QUE

ACONTECEM

Em outra ocasião, Walter Zaniolo ao

chegar no restaurante, viu que uma

confusão estava armada. O Germano

havia chamado a Polícia porque um

jovem, havia jantado e na hora de

pagar a conta disse-lhe: “ – Olha, eu

saí da penitenciária agora e esqueci a

minha carteira e todos os documentos.

Por favor espere que eu vou buscálos.

Meu pai vendo aquela confusão

Moacyr e o pai Manoel escreveram uma das

histórias mais belas da culinária araraquarense

durante os 30 anos de permanência na estação

rodoviária; outros 20 anos foram vivenciados

no Bar do Freitas. A casa participou da vida

boêmia da cidade no seu importante período

de desenvolvimento econômico.

foi ter com ele que lhe explicou:

Meu nome é Luiz Arnaldo Setti,

sou o engenheiro responsável pela

Construsam que está construindo

a Penitenciária. Saí correndo e

esqueci carteira e documentos. Meu

pai pagou a conta e nasceu uma

boa amizade. O avô dele era um

professor e poeta que respondia as

cartas do Governador Laudo Natel

que ao saber do ocorrido também

pediu: Dr. Walter cuida do meu

menino.

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