revista setembro e outubro5

avarehospedagem

Conheça a Revista

Nasceu em 2015 com o objetivo de realizar

a troca de informações para o público

empresarial voltada a incentivar o

empreendedorismo através da troca de

experiências para que eles possam obter

destaque no mundo empresarial sendo

composta por uma equipe de colaboradores

dos mais diversos seguimentos

empresariais com experiências comprovadas

no Brasil e exterior.

Circulação.

Enviada via banco de dados compostos

de aproximadamente 50 mil e-mails validos

para empresários, empreendedores

dos mais diversos seguimentos no Brasil

e Exterior.

Proposta da Revista Empresários:

É oferecer a todos os setores um espaço

editorial de qualidade, agregando mais

um valor, o da informação, às empresas.

Com isso, temos a certeza que estamos

colaborando com o desenvolvimento

das empresas e de seus colaboradores.

O conteúdo elaborado atende tanto as

demandas dos empreendedores – sejam

pequenos, médios ou grandes – quanto

daqueles que buscam sua inserção no

mundo dos negócios.

Matérias Informativas sobre:

Comportamento, Moda, Cultura Empresarial,

Planejamento Estratégico, Artigos

Empresariais, Eventos, Economia, Cidades

e Viagens, Networking, Empreendedorismo

dentre outros assuntos que pretende

mudar o olhar do empresário para

obter sucesso no mundo empresarial.

Perfil do Publico

Tem um público exigente e qualificado,

sendo que 42% de seus leitores são

empresários ligados às atividades de

comércio exterior e logística; 27% são

industriais ou empresários atuantes em

entidades ligadas à indústria; 16% são

trabalhadores ligados às diversas áreas

do setor portuário e 13% são professores

e estudantes universitários. Trata-

-se de um público ligado às classes A e

B, sendo 82% com nível superior completo

ou pós-graduação.

Website

O website www.revistaempresarios.

net tem atualização diária. A média

de visitantes é 9,4 mil internautas/dia,

sendo que 41% desse público são formados

por profissionais ligados ao comércio

Brasil/ Internacional, logística

e transportes; 29% são empresários ,

empreendedores e industriais e 19%

são professores e estudantes universitários.

Mercado

O mercado da Revista Empresários é

formado por CEO´s e profissionais

ligados ao comércio internacional,

portuários, atividade industrial, professores

e universitários, órgãos governamentais,

empresas de transportes

dos modais aéreo, marítimo e terrestre

e associações empresariais, RH , TI

dentre outros.

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Pesadelo Operacional às Custas de Sonho Tributário? Pense Bem - Por Ricardo

Ruiz Rodrigues, head de Supply Chain na AGR Consultores

Servimos diversos clientes em

projetos de localização de operações

(Site Location) e otimização

de malha logística e é bastante

comum, diante do atual contexto

fiscal especialmente no que toca

aos impostos estaduais (ICMS,

ICMS-ST), a análise financeira

trazer alternativas interessantes

do ponto de vista de custos e despesas.

Junta-se à disparidade dos

impostos estaduais os incentivos

de outra natureza, normalmente

oferecidos por municípios menores,

como terrenos a custo muito

baixo, isenção/redução temporária

de IPTU e ISS, entre outros.

O problema é que a maioria destas

alternativas aparentemente

sedutoras esconde armadilhas

operacionais difíceis de digerir e

que trazem riscos à sustentação e

rentabilidade do negócio.

A regra número um que deve ser

seguida em projetos desta natureza

para que se tomem decisões

sensatas é de realizar uma ampla

análise de riscos, oportunidades

e resultados, qualitativas e quantitativas,

e com visões de curto e

longo prazo.

Você tem certeza que o preço de

venda de seus produtos e/ou serviços

está correto? Por - Carlos

Virtuoso é Contador, Consultor

Empresarial, Educador Financeiro,

Escritor, Palestrante, Fundador

do Programa C E, na hora

de tomar a decisão, não se apoiar

simplesmente em um balanced

scorecard numérico, mas sim em

uma árvore decisória que elenca

as melhores opções tendo como

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base as metas estratégicas do negócio.

Os elementos críticos para tomada

de decisão variam muito de

negócio para negócio e o entendimento

inicial das necessidades,

desafios e momento estratégico

da empresa é também fundamental

para que se tome a melhor decisão

no final (que inclusive pode

ser de não se mudar nada em

termos de localidade e focar em

melhorar outros aspectos da operação).

Listo abaixo, de forma ainda não-

-exaustiva, os principais fatores

de risco e oportunidades que devem

ser combinados com a análise

de atratividade financeira:

· Disponibilidade de mão-de-obra

qualificada ou que se possa

qualificar

· Facilidade de acesso da mão-

-de-obra à operação, entre outros

benefícios que necessitam

ser oferecidos aos colaboradores

(alimentação, saúde ocupacional,

etc.)

· Qualidade e disponibilidade de

serviços de apoio para assegurar

a continuidade da operação. Isto

se torna mais crítico em operações

que contém certa automação

· Telecomunicações – disponibilidade,

capacidade, velocidade

· Facilidade em executar obras na

região

· Relações sindicais na região

· Qualidade das rodovias e alternativas

viárias

· Variedade/Disponibilidade de

transportadores que atendem a

região

· Possibilidade de aproveitamento

de retorno de frete para os transportadores

que servem a operação

· Disponibilidade, confiabilidade

e alternativas de fontes energéticas

· Impacto ambiental trazido pela

operação e tecnologias que precisam

ser aplicadas para mitigá-lo

· Qualidade de vida e atratividade

do local para as funções-chave da

operação (liderança, especialistas,

etc.)

· Complexidades envolvidas na

obtenção dos licenciamentos necessários

· Custos de desmobilização, expansão

ou racionalização da operação

· Dependência socioeconômica

da região em relação ao negócio,

o que pode dificultar um downsizing

ou saída da mesma no futuro,

caso mudem as condições (e

os custos de saída permitam tal

movimento)

E a análise não para por aí: há ainda

um capítulo muito importante

que se junta aos fatores acima,

que é o impacto ao negócio como

um todo, em especial ao nível de

serviço da operação aos clientes

atuais e futuros da empresa.

É muito importante ponderar

eventuais sacrifícios de prazos e

condições de atendimento que

a localização de uma operação

pode trazer – um eventual aumento

na rentabilidade oriundo

de uma mudança da operação

pode infelizmente vir acompanhado

de redução na atratividade

das condições de entrega para alguns

clientes.

Isto pode forçar a empresa a futuramente

criar entrepostos com

estoque intermediário ou acabar

por não utilizar toda a capacidade

instalada desta nova unidade

porque os clientes precisarão continuar

sendo atendidos por uma

outra unidade mais conveniente.

Estes fatores reduzem em muito


os aparentes benefícios fiscais e

incentivos originais do estudo.

Portanto, muita atenção aos pesadelos

operacionais e de negócio

que uma mudança de localidade

motivada por benefícios financeiros

pode, em uma primeira

análise, trazer. Mesmo em se tratando

de operações com facilidade

de desmobilização futura, este

tipo de movimento é coisa séria

e precisa ser estudado com visão

360º e muita atenção aos critérios

de decisão.

7


Você tem certeza que o preço de venda de seus produtos e/ou serviços está correto?

Por - Carlos Virtuoso é Contador, Consultor Empresarial, Educador Financeiro,

Escritor, Palestrante, Fundador do Programa C

Esse é um dos problemas que

mais ocorre nas empresas,

independente do porte empresarial.

Poucos empreendedores tem

um Preço de Venda correto e isso

ocorre por vícios do mercado e

por não pensarem em seu negócio,

mas sim ficarem preocupados

com empresas de terceiros.

É normal quando alguém vai iniciar

a empreender, ou até mesmo

expandir e diversificar suas

operações, olhar para o mercado

concorrente e o Preço de Venda

que estão praticando, ou seja, daí

começa todo o problema.

Vamos exemplificar um empresário

que vai iniciar com sua operação

e verifica que seu concorrente

está cobrando o valor de

R$ 200,00 (duzentos reais) por

produto ou R$ 200,00 (duzentos

reais) por serviço e naturalmente

ele pensa assim:

“tenho que cobrar igual o um valor

menor”. O pior, ele não apenas

pensa, ele coloca em prática o

que pensou e começa a cobrar R$

180,00 (cento e oitenta reais) por

produto ou R$ 180,00 (cento e oitenta

reais) por serviço, achando

que desta forma irá ganhar mercado

e consequentemente derrubar

a concorrência e ficar isolado

no mercado.

Então, o Preço de Vendas não

pode ser calculado desta forma,

ou seja, por chute e olhando o

mercado concorrente.

Nada lhe impede de cobrar um

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valor superior ao da concorrência

mas poucos desejam e tem

medo de fazer isso.

E você pode e muitas vezes até

deve.

Na Formação de Preço de Vendas

além de todos os custos incorridos

(que iremos ver abaixo), temos

que pensar nos diferenciais

competitivos.

Uma empresa com diferencial

competitivo ganhará da concorrência

mesmo que seu Preço de

Venda seja superior.

Uma empresa é diferente de outra

em diversos aspectos, dentre

eles podemos citar:

carga tributária, modelo de compra

de insumos e mercadorias,

quantidade de custos fixos e variáveis,

etc.

Por isso a razão dos Preços de

Venda não poderem apenas ser

copiados ou até mesmo colocados

para baixo sem um estudo.

A pergunta que deve estar se fazendo

é: Como Formar meu Preço

de Venda?

Vamos então resolver isso.

O primeiro passo é levantar todos

os investimentos físicos da

sua empresa, ou seja, todas maquinas,

equipamentos, veículos,

imobilizados em geral.

Se for uma empresa nova será

mais fácil pois terá a Nota Fiscal,

mas se a empresa já existe é importante

fazer este levantamento

e ver o preço médio do mercado

do imobilizado.

Feito isso é a hora de calcular a

Depreciação de cada item e criar

um custo gerencial de depreciação

mensal para cada item, ou seja, se

um Veiculo custa R$ 10.000,00

(dez mil reais) e tem o tempo de

vida útil de 5 anos, chegaremos

ao valor de R$ 2.000,00 (dois mil

reais) anuais e consequentemente

R$ !66,66 (cento e sessenta e seis

reais e sessenta e seis centavos) e

isso deveremos fazer para todos

os itens e guardar mensalmente

para uma recompra.

Criamos um Custo Fixo Gerencial

de Depreciação.

Agora vamos fazer a mesma coisa

mas só que para manutenção

e como no caso acima faremos o

mesmo cálculo mas considerando

uma taxa anual de 5%, ou seja,

R$ 10.000,00 (dez mil reais) vezes

5% chegaremos a um valor anual

de R$ 500,00 (quinhentos reais) e

R$ 41,66 (quarenta e um reais e

sessenta e seis centavos) mensais.

Este também é um custo gerencial.

A diferencial do Custo Contábil

para o Custo Gerencial é que

no primeiro iremos contabilizar

como custo efetivo e no segundo

registraremos com uma saída

para criar uma reserva.

Neste momento observem que

já temos dois custos, sendo eles:

Custo Gerencial de Depreciação

e Custo Gerencial de Manutenção.

Feito isso, vamos para a Folha de

Pagamento, onde iremos levantar

a quantidade de funcionários

e calcular todos os custos e dois

muito importantes que a maioria

dos empresários esquecem

que são as Provisões para Férias

e Provisões para Décimo Terceiro

Salário. Além disso calcular o

Prolabore e o Décimo Terceiro.

Além desses temos os Custos Salariais

e outros Encargos Salariais.

A cada momento está aumentando

nossos custos e o correto é isso

mesmo, pois todos estes custos

estarão presentes no nosso Preço

de Venda.

O momento agora é de calcular

todos os Custos Fixos Mensais,

que são os gastos com:

aluguel, luz, telefone, contador,

despesas bancárias, etc.

E vamos inserir ainda os custos

relacionados acima.

Não podemos nos esquecer de

custos com perdas que também

devem se calculados.


Agora vem uma parte que é mais

difícil que é a projeção de demanda,

ou seja, vamos imaginar que

nesse exemplo chegamos ao Custo

Fixo Mensal de R$ 280.000,00

(duzentos e oitenta mil reais) e

nossa demanda esperada é de 5

mil unidades vendidas.

Logicamente não iremos calcular

sobre 5 mil mas sim olhar de

uma forma pessimista mas com

segurança e fazer nosso cálculo

em torno de 4 mil unidades vendidas,

ou seja, neste caso teremos

R$ 280.000,00 (duzentos e oitenta

mil reais) divididos por 4 mil

unidades e encontraremos um

Custo Fixo Unitário de R$ 70,00

(setenta reais).

Agora que encontramos o Custo

Fixo Unitário, iremos calcular os

Custos Variáveis (que são os custos

para fabricação do produto ou

preço de compra do fornecedor)

e os Custos de Comercialização.

Os Custos de Comercialização

são formados por valor de imposto

sobre a venda, comissões,

percentuais sobre vendas a prazo

e cartões, etc.

fruto de uma má gestão empresarial

e falta de planejamento estratégico.

Se vai iniciar seu negócio ou já

está empreendendo pare tudo e

faça de forma correta para seu

negócio ter prosperidade e continuidade.

Não se preocupe se no final das

contas seu Preço de Vendas for

maior do que a concorrência pois

se aumentar a demanda e ainda

reduzir os Custos Fixos poderá

reduzir mas se mesmo assim se

mantiver maior, explore seus diferenciais

competitivos, pois o

Consumidor Final não irá reclamar

do seu Preço de Venda se ver

seu negócio como diferencial.

Observamos que para o sucesso

empresarial o Planejamento Estratégico

é importantíssimo aliado

a uma excelente Formação de

Preços e Inovações que fazem do

seu negócio um diferencial.

Contato - (21)98011-8865

E-mail:

cuidemelhordoseudinheiro@gmail.com

Feito tudo isso iremos agora lançar

nossa tão esperada Margem

de Lucro.

A Margem de Lucro normalmente

não será tão alta pois já embutimos

lá atrás todos os Custos Fixos

e Variáveis, ou seja, Margem

de Lucro de 10% nesse modelo

de Formação de Preço de Vendas

pode ser considerada altíssima

pois é totalmente liquida.

Acostumamos a ouvir empresários

dizerem que lucra 30%, 50%,

100% ou até mais e esquecem de

colocar os Custos Gerais citados

acima e o que ocorre:

ele acha que ganhou 100% mas

quando começar a pagar tudo

muitas vezes não sobrea nem

10% ou muitas vezes dá até negativo

e o negócio vai a bancarrota

e ele não entende e se pergunta:

Como não vejo dinheiro se meu

lucro é de 100%?.

Observaram os grandes problemas

que ocorrem na Precificação

de Produtos e/ou Serviços? Isso é

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Empreendedorismo: ventos favoráveis Por: João Gabriel Hargreaves , Diretor do

Instituto Gênesis da PUC-Rio

Já no cenário político, devemos

perceber que a postura é pró-inovação

do novo governo, dando

ênfase ao Ministério da Ciência,

Tecnologia e Inovação.

Esta sinalização com certeza ampliará

a oferta de oportunidades

para o empreendedorismo. Afinal,

é a inovação o "motor" responsável

pelo movimento de um

país na direção do desenvolvimento.

Diante da crise dos últimos

tempos, certamente você já

pensou em abrir um negócio próprio,

ou já percebeu de um amigo

ou parente, o desejo de enveredar

pelo caminho do empreendedorismo.

Um sentimento natural,

visto que este é um dos caminhos

para ultrapassar esta fase desafiante

da economia nacional.

Felizmente os dados mostram

que a taxa empreendedora está

crescendo de maneira sustentável

e consequentemente o número

de novas empresas startups também.

Era de se esperar que, neste processo

de crescimento, um aumento

expressivo de empreendedores

por necessidade, visto que

a alta da taxa de desemprego tem

levado as pessoas a buscarem no

empreendedorismo uma nova

forma de sustento.

Logo, ações devem ser tomadas

para minimizar os riscos inerentes

do empreendedor.

A primeira delas é a escolha de

nichos de mercado que tenham

demandas garantidas, tais como:

empresas que trabalham com

blockchain, inteligência artificial,

indústria 4.0 e outras tecnologias

inovadoras.

As demais estão relacionadas a

adquirir conhecimento e habilidade

no negócio escolhido e por

último muita disposição e suor.

Contudo, com o cenário favorável,

as novas empresas devem

entender que existe um grau de

incerteza no ato de empreender e

este pode ser minimizado com o

fortalecimento por pilares de sustentação

da atividade.

São eles: conhecimento, habilidade

e motivação.

O conhecimento pode ser buscado

nas universidades e incubadora,

e a habilidade através de

treinamento no setor em que se

pretende atuar.

Já a motivação é inerente do empreendedor

e não deve diminuir,

nem quando o negócio não caminhe

como esperado.

Enfim, inseguranças para abrir

um novo negócio irão surgir e

são normais, mas não podem estagnar

o empreendedor.

É preciso arregaçar as mangas,

buscar conhecimento e colocar a

ideia, de forma estruturada, em

prática.

Afinal, os ventos são favoráveis

para se navegar nessa onda do

empreendedorismo.

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O cenário da empregabilidade para profissionais seniores Por :Por Angelina Assis, Psicóloga

e gerente de Relacionamento com o cliente do Grupo Soulan

Aquela percepção de que o

profissional acima dos 50

anos não tem mais lugar no mercado

de trabalho está definitivamente

ultrapassada e até bem

equivocada.

Dados do instituto de pesquisa

Datafolha comprovam que a fatia

de brasileiros com 60 anos ou

mais empregados ou em busca de

emprego cresceu de 20% em 2007

para 26% em 2017.

Nesse mesmo período, dentro do

mercado formal, o número de

profissionais de 50 a 64 anos passou

de 10,5% para 16,5%.

Com isso, as empresas que ainda

não perceberam esta tendência

precisam começar a se adaptar e

iniciar internamente um processo

de valorização da diversidade

no que se refere à contratação

de profissionais maduros, o que

pode incluir até mesmo a abertura

de posições exclusivas para

esse público.

Isso se faz necessário porque,

apesar de já estarmos vendo empresas

atentas a esta questão e

mais inclusivas para esses profissionais,

esse tipo de contratação

ainda não está avançando como

poderia no país.

Acredito que essa "timidez" tem

se dado por uma questão cultural

do brasileiro, que sempre valorizou

os mais jovens.

Como especialista, fico feliz em

saber que, apesar de incipiente,

este é um caminho sem volta, já

que as estatísticas confirmam que

a população está vivendo mais e

com melhor qualidade de vida.

Segundo dados de IBGE, o núme-

12

ro de idosos no Brasil vai triplicar

nos próximos 40 anos e chegará a

66,5 milhões de pessoas em 2050,

representando cerca de 30% da

população.

Um aspecto interessante que tenho

percebido é que a maior parte

das vagas destinadas a esse público

é na área de atendimento ao

público.

O motivo está no fato de que profissionais

maduros têm, em geral,

mais tolerância e empatia – habilidades

comportamentais imprescindíveis

para quem trabalha

atendendo pessoas.

Para o profissional maduro que

conseguiu se recolocar no mercado

de trabalho, minha dica é:

aproveite qualquer oportunidade

para ampliar sua capacitação,

refletindo sobre quais conhecimentos

deve ter para contribuir,

de forma eficiente, com as atuais

demandas e modelos de negócios

existentes.

Além disso, se atualize. Você não

precisa ser um heavy user de internet,

mas ter conhecimento sobre

o mundo tecnológico é fundamental.

Estar por dentro de inovações e

tendências facilitará até mesmo

sua interação e relacionamento

com colegas de outras gerações.

Também deixo aqui uma dica

para aqueles profissionais mais

velhos que ainda vão passar pelo

processo seletivo.

O mais importante é chegar de

alto astral para a entrevista com

o recrutador. Afinal, ter sido convocado

é o primeiro e mais importante

passo.

Não se esqueça de valorizar sua

história de vida e sua sabedoria.

Aproveite para fazer um resumo

de sua trajetória profissional, destacando

as principais conquistas,

e demonstre o quanto aquela

oportunidade é importante para

você. Mostre-se disposto e com

vontade de assumir a vaga.

Já para as empresas que vão contratar

ou trabalhar com profissionais

mais velhos, minha sugestão

é investir em processos de aprendizagem

contínua e promover

ações para que a equipe seja receptiva

e aberta às diferenças geracionais.

Antes de dar os primeiros passos

nesse caminho, o mais importante

é que as empresas avaliem

se realmente têm políticas inclusivas

que possibilitem um clima

organizacional harmonioso para

a diversidade e se os profissionais

de todas as gerações estão realmente

aptos e dedicados a trabalharem

juntos, somando esforços

e experiências em prol dos objetivos

do negócio.

Caso contrário, o que poderia ser

uma bela iniciativa de inclusão

acabará se tornando um grande

desafio a ser superado.


Disrupção nos negócios, necessidade

de ter mais agilidade

nos processos e redesenhar

os modelos de trabalho, ir do

subjetivo ao objetivo e oferecer

a melhor experiência para os colaboradores.

Essas são algumas

mudanças que a era digital exige

das empresas. Como lidar com

elas? I

nvestir em novas tecnologias para

gestão de pessoas pode ser uma

solução.

Para Felipe Azevedo, Vice-Presidente

da LG lugar de gente, ao

utilizar a tecnologia na gestão de

pessoas, as empresas têm muito a

ganhar.

“As novas ferramentas permitem

a automatização dos processos

operacionais de RH e a extração

de dados para a tomada de decisão

sobre pessoas. Com isso, é

possível melhorar a experiência

e o engajamento dos colaboradores,

fazendo com que a área de

recursos humanos seja propulsora

da produtividade dentro das

companhias”, afirma ele.

Felipe destaca o poder e a facilidade

proporcionada pelos aplicativos

mobile de gestão de pessoas.

“Hoje, temos soluções de Chatbot

WhatsApp, que permitem

que os colaboradores solicitem

férias, alterem dados cadastrais e

enviem currículos, tudo pelo celular,

otimizando o tempo do RH

e melhorando a experiência dos

funcionários”, exemplifica.

Outra inovação que pode contribuir

com o RH é a Inteligência

Artificial.

O Vice-Presidente da LG lugar de

gente, explica que através do uso

de IA é possível criar soluções

RH 4.0: novas tecnologias e os impactos na gestão de pessoas

que conseguem aprender com

dados externos e com o comportamento

do próprio usuário,

servindo para aumentar a capacidade

de decisão do ser humano.

“Por meio de ‘Machine Learning’,

que é o aprendizado adquirido

pela máquina, a tecnologia evoluiu

para o reconhecimento de

padrões que estão presentes em

Analytics, robôs e outras aplicações”,

comenta.

Inteligência Artificial na gestão

de pessoas

De acordo com dados da pesquisa

“Redefining Competition

Insights from the Global C-suite

Study – The CEO Perspective”,

realizada com mais de 28 mil

CEOs em 2016, 7 em cada 10

respondentes acreditam que as

soluções cognitivas vão ter papel

importante no futuro de suas organizações.

Além disso, 50% dos CEOs afirmaram

ter a intenção de implementar

algum tipo de solução

cognitiva em 2019.

Isabela Martins, Consultora Executiva

e Gerente de Vendas da

IBM, reforça que o objetivo da IA

é melhorar e ampliar a capacidade

humana e explicou como isso

é possível.

“Os sistemas cognitivos entendem

imagens, sentimentos, linguagens

e outros dados não

estruturados; raciocinam, percebem

conceitos subliminares, geram

hipóteses e sugerem ideias;

aprendem com cada entrada de

dados, interação ou resultado,

desenvolvendo e sofisticando conhecimentos

e ainda interagem

de maneira natural com as pessoas,

com habilidades de ver, conversar

e escutar”, destaca.

Segundo Isabela, as empresas de

alto rendimento já perceberam o

potencial da Inteligência Artificial

para transformar as dimensões

chaves da gestão de pessoas.

“Com as novas tecnologias, temos

uma redução radical de custos,

com o aumento da velocidade,

agilidade e acuracidade de

processos, e conseguimos fomentar

inovação através da geração

de insights antes escondidos”.

Marcello Porto, Diretor de Produtos

da LG lugar de gente, destaca

os benefícios da Inteligência

Artificial quando utilizada em

processos seletivos.

“O recrutador ganha tempo porque

passa a contar com uma

ferramenta de match, que interpreta,

em linguagem natural, os

dados da descrição da vaga e, por

meio de um algoritmo de IA, cruza

as informações do banco de

currículos com a base de colaboradores”.

Ele detalha: “É possível ranquear

os profissionais com perfis com

maior aderência à vaga em instantes.

O que o RH ganha com

isso? Foco, otimização de tempo

e identificação de perfis que não

seriam percebidos a olho nu.

Além disso, permite que o recrutador

avalie se existem candidatos

da própria empresa que

poderiam ocupar a nova função.

Também possibilita que o candidato

seja selecionado não apenas

por sua formação ou critérios

tradicionais de triagem, e sim

pela aderência ao novo papel que

irá exercer e sua capacidade de

adaptação. Ou seja, uma mesma

vaga pode ter pessoas de diferentes

formações e experiências”, garante.

15


Entrevista especial com Bruno Pain, Co-fundador da VExpenses uma plataforma

de prestação de contas de despesas corporativas fala sobre a plataforma e da sua

facilidade na gestão das despesas.

Gerir uma empresa não é uma tarefa

fácil, exige muito esforço,

tempo, competência e, principalmente,

organização. Pensando em ajudar os

gestores em suas tarefas, surgiu o VExpenses,

plataforma que facilita a gestão

de despesas corporativas e permite

acompanhar com segurança, e em tempo

real, os gastos dos seus colaboradores.

Segundo uma pesquisa da IDG

Research Services realizada com PMEs

nos EUA, empresas que usam algum

sistema de gestão crescem 35% mais

rápido do que as que não utilizam.

Em entrevista exclusiva para o jornalista

Jamir Silva, diretor da Revista Empresários,

Bruno Pain, Co-fundador da

VExpenses uma plataforma de prestação

de contas de despesas corporativas

fala sobre a plataforma e da sua facilidade

na gestão das despesas.

Revista Empresários - O que o

VExpenses oferece e como o serviço

se diferencia de outros apps

similares no mercado?

Bruno Pain - O VExpenses é uma

plataforma de prestação de contas de

(despesas corporativas). Ou seja, facilitamos

o controle das empresas do

processo de prestação de contas dos

funcionários, buscando aumentar a eficiência,

diminuir a burocracia e gerar

economia de tempo.

Através de aplicativos no celular, o funcionário

lança as despesas no momento

do gasto, envia para aprovação do

gestor (também pelo celular) e depois

de aprovado, integramos com o ERP

do cliente para lançar já no contas a pagar,

evitando rotinas manuais do time

financeiro.

Os diferenciais do VExpenses são:

1. i) a facilidade de manusear nosso

aplicativo, de forma bem intuitiva e

simples.

2. ii) O Intelliscan, ferramenta de

reconhecimento de imagem que desenvolvemos,

lê a nota que o usuário

lançou e já preenche de forma automática

os dados da despesa no aplicativo

iii) Integração com diversos ERPs no

mercado (Entregando mais eficiência

no processo)

1. iv) GPS para o reembolso de

KM automático. Ou seja, toda vez que

o funcionário precisar fazer um reembolso

de KM, ele liga o GPS do VExpenses

e entregamos para a empresa

a quilometragem percorrida, o trajeto

que o colaborador fez e o quanto ele vai

receber baseado no R$/KM que a empresa

paga

2. v) Ferramentas antifraude,

como o nosso controle de política de

limite de despesas a serem gastas.

Revista Empresários - Quais empresas

podem utilizar a solução?

Bruno Pain - Todas as empresas que

possuírem funcionários que prestem

contas e façam reembolso de despesas.

Independentemente da quantidade

de funcionários, ERP que usa, faturamento

ou segmento de atuação. No

VExpenses possuímos clientes que são

multinacionais com milhares de funcionários,

até pequenas empresas que

possuem 5 funcionários.

Revista Empresários - Onde encontrar

mais informações sobre o VExpenses?

Bruno Pain - Pode nos encontrar através

do www.vexpenses.com. Lá tem

todas as informações sobre nossa solução.

Também é possível entrar em

contato com nossos especialistas na

própria plataforma ou ligar nos contatos

que temos no site.

No nosso site, temos o blog que possui

vários conteúdos ligados ao tema.

Temos várias dicas de como fazer uma

boa política de despesas, calcular o valor

do KM a ser reembolsado, controlar

com maior eficiência dentre outros

temas.

Revista Empresários - Conte um pouco

sobre o crescimento do VExpenses

pelo mundo.

Bruno Pain - Desde 2018 a empresa

vem crescendo em ritmo exponencial.

O sistema tornou-se internacional, e

através do uso do app pelos seus clientes,

foram reembolsadas despesas em

27 moedas diferentes, realizadas em

países de todos os 5 continentes.

Revista Empresários - Fale um

pouco da sua carreira dentro e

fora do VExpenses.

Bruno Pain - Hoje sou empreendedor

e especialista em gestão financeira e

tecnologia. Nasci em Catanduva - no

interior de São Paulo, há 29 anos. Graduei

em Administração pela FEA-USP

em Ribeirão Preto. Trabalhei mais de

cinco anos no setor de agronegócios.

Após alguns anos neste mercado, parti

para um novo desafio: empreender e liderar

a área Comercial de uma startup

B2B, VExpenses. Desde então, ajudo

empresas pelo Brasil e América Latina

a controlarem o processo de prestação

de contas corporativas com o VExpenses.

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17


Profissões tecnológicas terão alto crescimento até 2023

Profissões ligadas à tecnologia

estão entre as que mais vão

crescer nos próximos anos, segundo

o Mapa do Trabalho Industrial

2019-2023.

De acordo com o levantamento,

estima-se que a ocupação de condutor

de processos robotizados

apresentará a maior taxa de crescimento

do número de empregados

no período.

Será um aumento de 22,4% nas

vagas disponíveis. Enquanto o

crescimento médio projetado

para as ocupações industriais

será de cerca de 8,5%.

Além disso, outras profissões que

apresentam crescimento são:

• pesquisadores de engenharia

e tecnologia (aumento de

17,9%);

• engenheiros de controle e

automação, engenheiros mecatrônicos

e afins (14,2%); e

• diretores de serviços de informática

(13,8%).

Assim, o resultado reflete as mudanças

tecnológicas e a automação

do processo de produção, que

demandará cada vez mais profissionais

na área de implementação

de processos robotizados.

O estudo é elaborado pelo Serviço

Nacional de Aprendizagem

Industrial (Senai) para subsidiar

a oferta de cursos da instituição.

Qualificação das profissões

O mapa prevê que o Brasil terá de

qualificar 10,5 milhões de trabalhadores

até 2023. Seja em níveis

superior, técnico, qualificação

profissional e aperfeiçoamento.

As áreas que mais vão demandar

formação profissional são:

• transversais (1,7 milhão);

• metalmecânica (1,6 milhão);

• construção (1,3 milhão);

• logística e transporte (1,2

milhão);

• alimentos (754 mil);

• informática (528 mil);

• eletroeletrônica (405 mil);

e

• energia e telecomunicações

(359 mil).

Profissionais com qualificação

transversal trabalham em qualquer

segmento, como profissionais

de pesquisa e desenvolvimento,

técnicos de controle da

produção e desenhistas industriais,

que atuam em várias áreas.

18


Velho era o meu avô! Por: Por: Mauricio Santucci ,Co-fundador do Instituto Potentiate

de Desenvolvimento Comportamental; Membro fundador da Companhia

do Coaching; Coautor dos livros: Você vai ficar sentado aí? ; Fator E. O empreendedorismo

como forma de transformar pessoas e empresas.

Em dezembro completarei 60

anos e não me sinto o velho

que imaginava que seria ao ter

esta idade, tenho algumas pequenas

limitações (joelho, visão) que

se olharmos mais de perto muitas

pessoas com menos idade também

têm.

Qual o motivo dessa “vitalidade”

que não via em meu avô?

Não mergulhei em nenhuma piscina

incubadora de alienígenas

(filme Coccon de Ron Howard

de 1985), tão pouco tomei algum

chá mágico.

Olhando com um pouco mais

de atenção estamos rodeados de

pessoas com a mesma faixa etária,

super-de-bem com a vida.

Na época em que meu avô tinha

os mesmos 59 anos que tenho

(em 1975), ele era velho! Entre os

anos 70 e 80 a expectativa de vida

variou entre 57,6 e 62,5 anos, o

que de alguma maneira devia influenciar

o pensamento das pessoas

daquela época, mas não é só

por estarem “próximos” ao que

era apontado como fim da vida,

que os tornavam velhos.

Vivemos em um mundo mais tecnológico,

mais culto (em termos

de escolaridade), com melhor

qualidade de vida, com avanços

20

na área da medicina (preventiva

e curativa) e com acesso nunca

imaginado a informação.

Para o IBGE a expectativa de vida

para os nascidos em 2019, hoje é

de 80 anos para as mulheres e 73

para os homens.

Nossa evolução, além de serem

físicas são também intelectuais,

culturais e comportamentais,

adquirimos conhecimento e sabedoria

para entendermos esses

dados com qualidade de vida,

buscamos comer de forma mais

saudável, buscamos cuidar do

nosso corpo de maneira melhor

(frequentamos academias) e utilizamos

de cosméticos para retardar

o envelhecimento.

Percebemos que existe vida e vida

produtiva após a aposentadoria

ou se preferirem após aos 60 anos

ou terceira idade.

O termo “Terceira Idade” foi criado

na década de 60 pelo gerontologista

francês Dr. Huet, que

detalhou seu início cronológico

coincidente com a aposentadoria

(entre 60 e 65 anos) e há pouco

tempo a OMS classificou como

jovem a pessoa 18 – 65 anos e de

meia idade: 66 – 79 anos.

Não é só na nomenclatura que

isso ocorre, percebemos um movimento

de pessoas conscientes

de suas forças e capacidades que

buscam aproveitar mais e melhor

do nosso novo conceito de envelhecer,

o rejuvelhecimento.

Que tal rejuvelhecer?

Para o escritor Sérgio Abramoff,

rejuvelhecer é envelhecer com

saúde, lucidez e independência.

É assumir desde cedo a responsabilidade

pelo próprio corpo, para

que a velhice possa ser bem vivida.

Este também é o pensamento

de Jane Fonda, conforme escreve

a doutora em antropologia social

Mirian Goldenberg no livro

“A bela velhice”: a velhice deveria

ser uma coisa planejada com

antecedência emocional, física e

financeira.

Para tanto ressalta a importância

de se ter amigos, do investimento

em planos de aposentadoria e da

necessidade de revisar constantemente

a vida, olhando para trás

“para entender quem você é”.

Não sei quanto a vocês, eu me

cuido!

Como parte do que eu me propus

ser e fazer com a minha vida

de aposentado e de sexagenário,

procurei preparar-me para isso.

Mantenho uma atividade física

regular (caminhadas, academia e

dança de salão), intelectual (leio e

me arrisco em artigos como este),

atuo como Coach em processos

de Coaching e de Mentoring, voltados

para o momento de Transição

para a Aposentadoria, viajo

sempre que possível para encontrar

meus netos e procuro alimentar-me

de maneira saudável,

sem abrir mão do churrasco ou

de uma boa feijoada.

Mais do que isso eu sonho, ou

melhor, eu ponho objetivos para

a minha vida. Para Warley Thomaz

(frei Franciscano Capuchinho

com formação em filosofia

e teologia) “Um homem sem sonhos

é vazio; está morto por dentro”.

E isso é a grande jogada da longevidade,

da força interior, de retardar

a senilidade:

sonhar e ir ao encontro dos seus

sonhos. Não quero dizer com isso

que meu avô não sonhou, creio

que pela bagagem de vida dele,

seus sonhos eram diferentes e o

fator século XXI com todas as

suas modernidades tem seu peso

nessa diferenciação.

Nesta semana interagindo com

um seguidor no Instagram, sou

um sexagenário antenado, falávamos

sobre a aposentadoria, mais


precisamente sobre a vida após a

aposentadoria.

Ele questionou-me sobre o meu

contato com Deus para controlar

minha existência, achei interessante

esse pensamento, não tenho

ou temos esse controle, o que eu

acredito é que por não sabermos

o dia da partida temos que aproveitar

ao máximo a nossa estada,

vivendo intensamente, amando

intensamente, buscando ser feliz

sempre.

Disse em uma palestra que fiz um

Jundiaí (interior de São Paulo)

que chega a ser uma “sacanagem”

conosco se simplesmente deixarmos

que milhões de neurônios,

trilhões de células, 2,5 petabytes

de informações do nosso cérebro

apodrecerem debaixo da terra

depois de mortos.

Temos e precisamos compartilhar

nossa vida e nossa experiência

e o melhor momento para isso

é na nossa “velhice”, quando reunimos

em um momento da nossa

vida a energia e vitalidade com a

sabedoria e a experiência.

Ter a capacidade de administrar

isso é sensacional, sentir a sensação

de atuar como replicante de

suas experiências e de deixar um

legado.

Existem dezenas, centenas de

movimentos ou grupos que se

reúnem para compartilhar, vivenciar

e ou criar oportunidades

para nós, os jovens mais vividos.

Grupos que buscam:

a inclusão digital, a (re)inclusão

no mercado de trabalho, a difundir

as técnicas de melhoria da

qualidade de vida ou até mesmo

o surf para a terceira idade

https://www1.folha.uol.com.

br/cotidiano/2019/01/proje-

to-da-aulas-de-surfe-a-mais-

-velhos-e-com-depressao-

-no-litoral-sul-de-sp.shtml

Projeto dá aulas de surfe a

mais velhos e com depressão

no litoral sul de SP -

17/01/2019 - Cotidiano - Folha

Projeto dá aulas de surfe a

mais velhos e com depressão

no litoral sul de SP Idosos se

reúnem além da praia e trocam

incentivos, conselhos,

convites e receitas

www1.folha.uol.com.br

e que estão a um clique do

nosso computador ou de

uma conversa na esquina.

Dados da OMS indicam que o

percentual de idosos no Brasil

deve chegar a 15% da população

em 2025, chegando a mais de 30

milhões de pessoas na terceira

idade. Alguns vão ainda mais

longe e afirmam que a terceira

idade brasileira vai mais do que

triplicar nas próximas quatro décadas,

de menos de 20 milhões

em 2010 para aproximadamente

65 milhões em 2050.

Como você se imagina na terceira

idade?

Como você pensa viver sua velhice,

de pijamas como meu avô ou

sobre uma prancha aprendendo

as surfar?

Sentada fazendo tricô ou viajando

para conhecer novos lugares?

Não existe certo ou errado, existe

o que é o melhor para cada um,

de acordo com a sua preferência

e escolha, não ficar em casa com a

boca escancarada cheia de dentes

esperando a morte chegar, como

advertiu o Raul Seixas, é bem melhor,

não resta dúvida.

Concluo com um pensamento de

Arthur E. Morgam:

“A preparação para a terceira idade

deve começar no mais tardar

na adolescência.

Uma vida que é vazia de propósitos

até os 65 não irá se tornar

plena na aposentadoria”.

21


O que a neurociência pode ensinar para a área de vendas? Por Carolina Manciola,

sócia diretora da Posiciona Educação & Desenvolvimento.

Muita gente ainda acha que

vender é um dom e que

algumas pessoas simplesmente

nascem com ele.

Quanto mais estudo sobre vendas,

mais percebo a importância

que tem a técnica e a ciência nos

resultados.

Esse foi o pano de fundo que

guiou a live que fiz hoje na Semana

#BoraBaterMeta com um

super parceiro, Claudio Zanutim.

“O desafio é não deixar que a

Neurociência vire moda como fizeram

com a PNL e o Coaching.

Estamos falando de um assunto

sério, profundo, com muito estudo

científico e sobre o qual poucas

pessoas têm propriedade para

falar”, explicou Zanutim. “Cada

segmento tem sua especificidade,

sua linguagem, seus desafios.

Não podemos generalizar que

saber vender é algo que se aplica

a qualquer coisa. Vender avião

é diferente de vender água, que

é diferente de vender produto

alimentício congelado”, complementa.

Existe uma linha mestra que guia

o processo de vendas, mas dois

pontos precisam ser considerados:

(1) esse não é um processo

linear e (2) o tempo e a maneira

de se conduzir cada etapa varia de

negócio para negócio, de cliente

para cliente.

24

O mesmo vale para os treinamentos

de equipes comerciais.

Muitos profissionais que tiveram

sucesso como vendedores

acabam se aventurando a treinar

equipes de vendas acreditando

que sua experiência e alto nível

de energia são suficientes para

promover mudanças consistentes

na plateia.

“Isso também requer muito estudo.

Além de uma experiência em

mercados diversos, quem deseja

treinar equipes de vendas precisa

estudar andragogia, pedagogia,

ciclo de aprendizagem vivencial,

6D’s”, comentam Claudio que

treina equipes de vendas há 32

anos.

Sobre a Neurociência aplicada a

vendas é importante que haja a

compreensão sobre sua utilização:

entender sobre o funcionamento

do cérebro nos ajuda a reconhecer

gatilhos que disparam

padrões de comportamento.

Isso vale para vida e vale para as

vendas.

O que acontece no cérebro quando

batemos metas explica isso. O

que acontece quando nos “acostumamos”

com a baixa performance

também.

“Se você entende como as coisas

funcionam dentro de você, você

pode pelo menos domar”, diz

Claudio que tem como mestres a

Carla Tieppo, o Pedro Calabrez e

a Inês Cozzo.

Outro dado importante para vendas

apresentado pela neurociência

está relacionado aos vieses inconscientes.

De acordo com estudo realizado

na Universidade Carleton, em

Ottawa, Canadá, gostos e aversões

inconscientes levam menos

de 1/20 de segundo para serem

estabelecidos pelo cérebro.

Ou seja, é praticamente impossível

evitar o viés inconsciente

ou preconceito automático. Em

vendas, assim como o vendedor

“julga” o cliente e age de acordo

com seu julgamento, o cliente faz

o mesmo.

Se você tem consciência de que

parte das suas atitudes é determinada

por uma resposta a um viés

inconsciente você pode pensar

porque está agindo da maneira

que está agindo. Esse comportamento

é favorável aos meus objetivos

ou não?

A ideia não é usar a Neurociência

para manipular ou convencer.

“Eu nem gosto da palavra convencer.

Eu gosto da ideia de converter.

Ao converter um cliente eu me

conecto a ele, entendo suas necessidades

e me conecto aos fatores

emocionais que guiam sua

decisão”, explica Zanutim.

Esse bate papo reforçou minha

crença de que vender é uma competência

que pode e deve ser desenvolvida.

Para isso é preciso conhecer sobre

produto, concorrência, cliente,

mercado tendências, psicologia,

pnl, neurociência e o que

mais se conectar às necessidades

do cliente. É preciso se tornar um

especialista em gente.

É preciso também praticar e atuar

protagonizando experiências

memoráveis e positivas.

O vendedor precisa se tornar um

especialista em gente.

O processo de evolução deve ser

constante na vida e na venda.


A liderança feminina e seus potenciais Por: Patrícia Lisboa, head trainer e hacker

comportamental

Ao longo da história do mundo

ocidental, coube aos homens

os papeis principais nas decisões

de mercado, sejam os senhores

feudais na Idade Média ou os donos

das grandes fábricas que surgiram

na Revolução Industrial.

Por um longo período, mitificaram

a ideia de que a mulher não

teria as capacidades necessárias

para ocupar cargos estratégicos

e, por isso, elas acabaram sendo

deixadas de lado em momentos

de grandes decisões.

Essa cultura ficou tão enraizada

que se instalou entre as próprias

mulheres, fazendo-as acreditar

que cabia a elas somente funções

coadjuvantes em vários cenários,

principalmente na política e na

economia.

Nos últimos anos, esses paradigmas

vêm sendo desconstruídos.

Mulheres começaram a ocupar

cargos políticos, assumiram direções

de multinacionais e passaram

a alterar as estatísticas.

26

O resultado desse protagonismo

maior na estruturação da sociedade,

atingiu impactos além dos

sociais. Segundo estudo, realizado

em 2018 pela empresa de consultoria

estadunidense McKinsey

& Company, companhias que

possuem, pelo menos, uma mulher

em seu time de executivos

são mais lucrativas.

A pesquisa sobre diversidade

comparou os gêneros dos funcionários

e os dados financeiros de

700 empresas de capital aberto

de seis países latino-americanos,

sendo eles: Argentina, Brasil,

Chile, Colômbia, Panamá e Peru.

Só nas matrizes brasileiras foram

analisadas 300 organizações.

Este cenário mostrou que quando

as mulheres ocupam cargos de

liderança, as empresas têm 50% a

mais chance de aumentar a rentabilidade

e 22% de crescer a média

da margem Ebitda (indicador

financeiro que apresenta quanto

uma empresa gera de recursos

por meio de suas atividades operacionais,

sem contar impostos e

outros efeitos financeiros).

E, 64% das instituições que possuíam

mulheres em cargos executivos,

entre 2014 e 2018, subiram

a mediana da margem Ebitda em

comparação com 43% que não

possuíam mulheres nesse posto.

Além de quebrar barreiras históricas,

novas barreiras também

estão sendo superadas. Durante

muito tempo os campos automobilístico

e tecnológico, por exemplo,

foram definidos como campos

masculinos.

Mary Barra e Paula Belliza ilustram

a desconstrução desse preconceito.

A norte-americana Mary foi a

primeira mulher a se tornar CEO

de uma montadora global.

Com treinamento especializado e

muita dedicação, ela fez história

na direção da General Motors.

Em reconhecimento dos seus feitos,

em abril de 2004 a executiva

saiu na capa da Times, listada

como uma das 100 pessoas mais

influentes do mundo.

Já na área da tecnologia, o destaque

foi para a angolana Paula

Bellizia.

Em julho de 2015, ela assumiu a

presidência da Microsoft Brasil.

Após três anos e meio liderando

com sucesso, foi promovida a vice-presidente

de Vendas, Marketing

e Operações da Microsoft

América Latina.

O triunfo da liderança feminina

alcança, também, chefias de Estado,

como é o caso da chanceler

alemã Angela Merkel.

Desde 2005 no cargo de líder do

executivo do país.

A Alemanha foi o principal PIB

(Produto Interno Bruto) da Europa,

variando entre a terceira e a

quarta posição do mundo.

O país hoje é a maior referência

na produção de engenharia, sendo

o principal produtor de turbinas

eólicas e tecnologia de energia

solar do mundo.

Tantos nomes e os números mencionados

comprovam como a

mulher contribui para o crescimento

e a inovação em qualquer

área. Principalmente quando ela

acredita em seu potencial, descobre

o que pode ser aprimorado

em si mesma independente de

gênero e investe em seu desenvolvimento

contínuo.


Por que você deveria se interessar pela boa performance da sua equipe? Por Flora

Alves, CLO da SG – Aprendizagem Corporativa, idealizadora do Trahentem®

e uma das maiores especialistas de aprendizagem no Brasil.

Ter equipes de alta performance

é o grande diferencial para

empresas que desejam se destacar,

afinal, como já dizia a expressão

“Uma andorinha só não faz

verão”.

Essa frase se encaixa como uma

luva no mundo corporativo, isso

porque os resultados de uma empresa,

no fim do mês, quase sempre

são definidos pelo desempenho

da equipe.

Ou seja, de nada adianta um gestor

competente e disposto a ultrapassar

metas se seu “time” não

estiver na mesma sintonia e com

o mesmo desejo.

Mas vamos entender melhor o

que significa equipes de alta performance.

Bem, são aquelas que possuem

elevada competência e comprometimento

com as suas atividades

e com a empresa.

São compostas por pessoas que

compartilham da mesma visão,

valores e objetivos, que sabem

unir o que há de melhor em cada

um e, através desse mix de conhecimentos,

bagagens e ideias,

conseguem levar a organização a

melhores resultados.

As equipes de alta performance

estão sempre engajadas e alinhadas

aos objetivos estratégicos da

empresa e às demandas do mercado,

assim, com rumos claros e

muita motivação, estão capacitadas

para trazer os melhores resultados

para a empresa.

São por estes motivos que os

stakeholders internos de uma

empresa, que são representados

pelos colaboradores, gerentes,

proprietários, acionistas, enfim,

precisam se interessar pela boa

performanceda equipe de uma

organização, entendendo antes

quais as características esse grupo

de profissionais precisam ter

(ou desenvolver) para chegar a

esse nível de excelência, como

por exemplo, liderança, autogerenciamento,

multidisciplinaridade,

antecipação, comunicação

assertiva e colaboração.

E desenvolver as competências

de cada colaborador por meio

de treinamentos é uma das ações

que podem despertar as características

que levam uma equipe

a atuar com alta performance.

Nesta conversa, vou deixar como

dica um dos pontos primordiais

que a área de Treinamento & Desenvolvimento

precisa se atentar

ao desenvolver uma atividade de

educação corporativa com este

foco:

elaborar uma estratégia de suporte

a performance.

Além de aumentar a segurança

do funcionário para implementar

os novos conhecimentos, a

iniciativa também evita ruídos de

informações e por consequência

assegura a eficiência do treinamento.

Então quando se leva o suporte à

performance em consideração, o

primeiro passo a ser feito é uma

mudança de mindset.

Ou seja, ao construir uma solução

de aprendizagem é necessário

que o designer instrucional

planeje as etapas de início, meio e

fim, abrindo um espaço na agenda

para a mensuração de resultados.

Esta etapa de avaliar o Retorno

sobre Investimento (ROI) precisa

ocorrer com uma certa frequência

com o objetivo de reforçar a

avaliação do índice de efetividade

do treinamento realizado.

A alta performance é muito mais

do que obter bons resultados na

vida profissional ou alcançar o

sucesso financeiro.

Trata-se de um conjunto de atitudes

que promovem o desenvolvimento

em si mesmo e nas pessoas

a sua volta.

Essa pode ser uma jornada longa

e desafiadora, mas com motivação,

planejamento, informação e

a ajuda da área de Treinamento &

Desenvolvimento, principalmente

após o treinamento, é possível

se tornar um profissional ou líder

de alta performance.

29


Conheça a história de Shirlene Rossi-Kennedy (Ceo) e Ray A. Kennedy (Presidente)

da Pragmatix Language Systems

O

Desenho Instrucional R-K, oferecido pela Pragmatix Language Systems, surgiu da própria necessidade

de sua criadora, Shirlene Rossi-Kennedy (SR-K ou R-K). Descendente de Italianos, Brasileira/

Americana, nascida em Monte Alto, interior do Estado de São Paulo; Shirlene, desde muito jovem, tinha

o desejo de falar Inglês como Língua Estrangeira (EFL), entender as músicas, os filmes, mas por sentir que

seu desenvolvimento era limitado através dos métodos tradicionais, por volta de seus 28 anos, ela decidiu

aprender por conta própria; em seguida, começou a dar aulas de Inglês e como ela, seus alunos também

estavam cansados de não alcançar um resultado satisfatório; outra reclamação frequente era que eles entendiam

e sabiam ler em inglês mas não conseguiam falar o idioma; e foi dai que Shirlene baseada em sua

experiência como aprendiz criou a técnica para desenvolver a fala do idioma das primeiras horas de aula,

sem livros didáticos. Assim Shirlene ensinou centenas de alunos por mais de 18 anos com grande sucesso.

O programa assistia a necessidade de cada um. A partir das primeiras horas de aula os alunos já começavam

a se expor com confiança, e no final os alunos conseguiam criar uma narrativa de 35 a 75 minutos.

Devido ao sucesso alcançado por esses alunos surgiu o slogan “se você não fala Inglês, fala com a Shirlene”.

Era assim que eles introduziam a nova professora aos colegas de trabalho, amigos e familiares.

Quinze anos depois, em 2009, durante seu Mestrado na Universidade do Arizona, em Tucson, E.U.A.

Shirlene começou a desenvolver o seu Desenho Instrucional o qual, em honra à seu pai e à seu esposo,

chamou de Rossi-Kennedy (R-K). Agora, Shirlene está no processo de criar sua própria teoria para o ensino

de Inglês como Língua Estrangeira e pronta para compartilhar

30


Cultura corporativa não é o que você diz, mas o que você faz Por:

Claudio Gandelman, CEO da Auti Books

Poucas vezes se ouviu falar tanto sobre

cultura corporativa, mindset e

a fi n s .

Todo mundo acha que está implantando

uma cultura de meritocracia,

de enxergar o valor nas pessoas, de

remunerar a contento, de criar um clima

saudável e principalmente, voltado

para o resultado.

Na minha visão, e isso é muito particular,

pode-se dizer o que quiser, mas

cultura se constrói não com um papel

na parede ou um mural fofo com missão,

valores, etc.

Cultura se constrói com exemplo. A famosa

frase: “Faça o que eu digo, mas

não faça o que eu faço” é a melhor forma

de construir uma cultura contrária

ao que se prega.

Por exemplo, nos idos dos anos 90, uma

grande indústria de cigarro que tinha o

famoso restaurante da diretoria, anunciou

um corte de custos “profundo”.

Para dar o exemplo, cortou a manteiga

do dito restaurante da camada superior

da cadeia alimentar, mas continuava

servindo lagosta, arroz de açafrão, haddock,

dentre outros acepipes.

Os diretores falavam:

“tá brabo, já cortaram até a manteiguinha”,

e os funcionários faziam piada.

Ninguém ia seguir aquele “corte de

custos” nas suas viagens, almoços corporativos

ou gastos de escritório.

Outro exemplo é em uma empresa em

que trabalhei, uma multinacional conhecida.

Lá se pregava a meritocracia, onde o

Head da empresa dizia que quem fazia,

aparecia e era reconhecido.

Mas os Vice-Presidentes ficavam em

um “aquário” que os outros funcionários

tinham receio de entrar (para não

dizer medo).

Lá, reinava um sujeito que era o melhor

“amigo” da pessoa que mandava

na empresa, mesmo depois de vários

alertas de que o sujeito era odiado e

não tão chegado assim ao trabalho,

mas afeito ao poder.

Esse amigo por trás do chefe agia como

um feitor moderno, disfarçado de gestor.

Depois de anos sofrendo, os funcionários

de uma área fizeram um vídeo do

sujeito sob o fundo do filme a “A Queda

– as últimas horas de Hitler”, dando

ordens de uma forma muito peculiar

aos subordinados.

No final teve que ser demitido. O chefe

de todos descobriu que o sujeito criava

diretorias sem falar nada, promovia

pessoas da sua tropa de choque e fazia

várias outras coisinhas nada meritocráticas.

Ou seja, às vezes as empresas acham

que praticam algo que os funcionários

não estão nem um pouco alinhados.

Por outro lado, cultura não necessariamente

é algo bom para todos, mas

quando funciona, simplesmente funciona

e está alinhado de ponta a ponta.

A Ambev talvez seja um dos melhores

exemplos, 95% das pessoas não querem

viver naquele ambiente, mas os 5% que

gostam, AMAM. Custos enxutos, operação

azeitada, pressão 110% do tempo

e quem for realmente bem vira sócio e

tem a chance de ficar rico.

A mesma coisa para quem trabalha no

mercado financeiro, trabalhei em uma

instituição que trazia à tona o pior das

pessoas.

Todos trabalhavam de olho no bônus.

A sensação é que todo mundo ia trabalhar

com dois objetivos, o primeiro era

não morrer e o segundo, se desse, matar

alguém. Um lugar com algumas das

pessoas mais inteligentes que já conheci,

se trabalhassem na mesma direção

iam ser uma máquina de fazer o dobro

de dinheiro, que já era absurdamente

grande.

Era um inferno, mas se ganhava dinheiro

de verdade.

O preço era alto, mas sempre tem alguém

disposto a pagar. E viver essa cultura

empresarial.

Como já disse anteriormente, uma cultura

se constrói com exemplo, e demora.

Mas ela é top down, no início e depois

tem que estar arraigada na companhia,

em todos os funcionários, do presidente

à recepcionista.

Tive um exemplo que me emocionou

na última semana. Contratamos um

estagiário brilhante, esperto, preparado,

querendo fazer a diferença, mas

ainda sem nenhuma experiência e desconhecendo

a cultura da empresa.

Em determinado momento foi colocada

uma reclamação de uma cliente e o

comentário dele foi: “tem uns clientes

que são muito idiotas, essa aí precisava

de um terapeuta”.

Imediatamente, um outro estagiário o

interpelou e disse:

“aqui a gente não fala assim de cliente,

se ela não está entendendo, a culpa é

nossa que não estamos sabendo explicar”.

Fiquei muito orgulhoso, porque aqui

na Auti Books queremos ter o melhor

atendimento possível e isso passa por

entender e atender ao cliente.

É parte da nossa cultura, dentre várias

outras coisas, mas o mais importante é

que eu sei disso e o estagiário também.

E cada um que trabalha aqui precisa

saber disso.

Tem uma frase que gosto muito: “Confiança

se ganha de escada e se perde de

elevador”, com a cultura empresarial é

a mesma coisa. Demora-se anos para

construir e destrói-se em meses ou

semanas. Basta começarem exemplos

ruins.

Não acredite sempre que te disserem

que a cultura da empresa é boa, algumas

serão boas para você, outras não

terão nenhum fit. Escolha com paixão,

com tesão, com o coração, mas principalmente

pesquise para ver se é o que

você quer da vida. Em algumas culturas

você até consegue se encaixar, em

outras, você vai sofrer todo dia para ir

trabalhar.

35


Tudo novo, de novo! Por: Gabhishak é Mental Trainer, estudou no The Chopra

Center e no Google. Tem atendido profissionais no Japão, Índia, Estados Unidos

e diversos Países europeus.

cérebro, que na maioria das vezes

(pra não dizer sempre) está repleto

de informações e coisas inúteis

acumuladas.

Uma grande empresa fez contato

recente com nossa equipe.

Estava interessada em reduzir o

stress e melhorar os relacionamentos

entre os funcionários.

Tratava-se de uma corporação

bastante acostumada com treinamentos

e cursos corporativos

diversos.

Sabendo disso, logo no primeiro

encontro pedi a sua CEO que evitasse

fazer comparações.

Eu sei que a primeira coisa que

vem à cabeça é a experiência passada,

seja ela positiva ou negativa.

O objetivo foi evitar isso; ao contrário,

eu queria que ela e todos ali

presentes ouvissem atentamente

o que estaria por vir como algo

absolutamente novo e, se possível,

que não fizessem nenhum

juízo de valor antes do momento

adequado.

A meditação deixou de ser algo

reservado aos ambientes mais

exotéricos para entrar com toda

força nas empresas.

As técnicas limpam o organismo

humano, diminuem o stress, reduzem

a ansiedade, melhoram a

saúde, os relacionamentos crescem

e os funcionários ficam mais

alegres e felizes.

Diretores e CEO's encontraram

enfim um caminho para relaxar e

ao mesmo tempo criar, inventar e

raciocinar mais rápido.

Eles tem ficado mais inteligentes

de fato.

O mais importante disso é que,

diferente de muitos treinamentos,

a ciência vem caminhando

lado a lado, descobrindo a cada

dia novos usos e benefícios.

São quase três mil artigos científicos

publicados até está data.

Na minha pesquisa não encontrei

nenhum que falasse mal.

E então, você empresário, está

disposto a fazer algo novo, de

novo?

Deu certo. Consegui mantê-los

comigo por toda a reunião. Infelizmente

não consegui realizar o

treinamento pois já tinha outros

compromissos, mas a mensagem

oculta dessa pequena experiência

foi a importância de deixar pra

trás. De abandonar, soltar.

Esse é um dos maiores benefícios

que a meditação com ênfase nas

técnicas de atenção plena tem

proporcionado ao mundo corporativo.

Ela tem mostrado que

é possível sim dar um 'reset' no

36


Hoje Inteligência emocional é o grande diferencial na busca por emprego

O

mundo vive sob pressão psicológica

a todo momento,

seja na vida pessoal ou profissional.

Tudo está contra o relógio.

É uma correria diária que faz do

ser humano um ser escravo do

tempo. E toda esta situação tem

criado doenças psiquiátricas e lotado

os consultórios médicos.

De acordo com a OMS – Organização

Mundial da Saúde – o Brasil

tem o maior número de pessoas

ansiosas do mundo, atingindo

9,3% de sua população, ou seja,

18,6 milhões de brasileiros.

Um número alarmante e preocupante

para o desenvolvimento

econômico do país.

Ter uma população doente, significa

mais afastamentos no trabalho,

prejuízo para as empresas e

gastos para o governo em saúde,

quando há atendimento.

É um efeito dominó. Mas as exigências

das atividades no trabalho

continuam e o grande diferencial

hoje, na hora da contratação, é

ter resiliência, ou seja, inteligência

emocional. Saber conduzir as

situações difíceis não só no mundo

corporativo como no pessoal,

é essencial.

Se a pessoa não estiver com sua

vida familiar bem, automaticamente,

afetará em seu trabalho e

vice-versa.

Muitas pessoas, sem saberem ao

certo o que significa o termo resiliência

ou inteligência emocional,

têm destacado este tema no currículo

para chamar a atenção do

recrutador.

De acordo com uma pesquisa

realizada por Travis Bradberry e

Jean Greaves, autores do livro Inteligência

Emocional 2.0, apenas

36% das pessoas possuem essa

característica.

A Inteligência emocional é formada

por doze as habilidades.

Confira abaixo:

1.- Autoconsciência das emoções

– É o primeiro passo e consiste em

identificar as próprias emoções e

gatilhos (sentimentos negativos

que remetem a outras fases e situações

da vida e que são reflexos

de traumas, mágoas e marcas deixadas

por algo ou alguém).

2.- Autocontrole das emoções –

Depois de identificadas, é preciso

questionar as emoções, a fim de

compreendê-las.

3.- Orientação para realização –

Significa assumir desafios e colocar

metas para serem desenvolvidas

a cada dia, com o objetivo de

superar os padrões.

4.- Otimismo – Emoções são

contagiosas. Por esse motivo, é

fundamental enxergar o lado positivo

das situações. O otimismo

também é ideal para os relacionamentos

interpessoais, porque

atrai as pessoas.

5.- Adaptabilidade – É saber mudar

e ser flexível quando necessário.

6.- Empatia – Se colocar no lugar

do outro é uma maneira de

identificar as preocupações, sentimentos

e interesses do próximo.

7.- Consciência organizacional

– É a capacidade de assimilar os

grupos de relacionamento e entendê-los.

Tem relação com a

cultura e valores de uma comunidade

ou empresa; por isso a identificação

com os valores organizacionais

é critério para seleção

de candidatos.

8.- Influência – Consiste em gerar

impactos positivos sobre os

outros, bem como convencê-los e

persuadi-los. Geralmente, é consequência

de uma boa liderança.

9.- Treinamento e mentoria – São

atividades que ativam as emoções

positivas e promovem aprendizagem,

conhecimento e desenvolvimento

ao longo prazo, por meio

de suporte, orientações e feedbacks.

10.- Gestão de conflitos – É a habilidade

de usar a sensibilidade

para ajudar o próximo a superar

momentos emocionais tensos,

estressantes e difíceis de resolver.

Consiste em conduzir acordos,

conciliações e solucionar desentendimentos.

11.- Liderança inspiradora –

Transmite sentimentos positivos,

como confiança e senso de propósito,

e é capaz de extrair dos

outros resultados satisfatórios.

12.- Trabalho em equipe – Esses

todos conhecem. É o compartilhamento

das responsabilidades e

recompensas, é ajudar o colega, a

fim de atingir as metas e objetivos

da empresa.

"É bom lembrar que o caminho

para o desenvolvimento da inteligência

emocional não é linear.

É comum ter períodos estagnados

e outros mais acelerados.

Uma dica é se concentrar sempre

na terceira habilidade, a orientação

para a realização, uma vez

que ela ajuda muito na hora de

organizar e executar as tarefas diárias.

É uma base para as habilidades

seguintes", ressalta Tânia.

39


O líder que você se torna é a pessoa que você é - Por: Maria Carolina Santos, Chief

Marketing Officer e Head de Produtos da ConectCar

Hoje, um novo modelo surge em

cada vez mais empresas, em que

o foco é na cultura da organização

e todas as pessoas na cadeia

produtiva são valorizadas.

Nesse contexto, o papel do líder

passa de um chefe para um motivador,

cuja função é empoderar

as pessoas, tomar a posição de

conciliação, buscando soluções a

partir de uma visão compartilhada,

e delegar funções para cada

habilidade específica, extraindo o

melhor de cada indivíduo para o

desafio do momento.

No futuro das organizações, o líder

que você se torna é a pessoa

que você é.

Como diz a famosa frase do pai

da dialética: "a única constante

da vida é a mudança".

Essa afirmativa nunca foi tão verdadeira

quanto no mundo atual.

Estamos em um estágio da sociedade

em que gerações com características

muito ímpares coexistem.

Essa coexistência de pessoas com

focos e ambições tão diferentes

está impulsionando uma grande

mudança nas gestões organizacionais

e, consequentemente, no

papel das lideranças.

Com conceitos diferentes do que

significa ser bem-sucedido, cada

uma dessas gerações tem uma

ideia própria de como deve ser

uma empresa e um ambiente de

trabalho. Dentro desse contexto

multidiversificado, qual é o papel

do líder?

Até pouco tempo atrás, em modelos

de gestão nos quais o objetivo

era ser melhor que a concorrência

e bater metas, o papel do

líder era o de chefia, de recompensar

habilidades consideradas

fortes para o negócio da companhia

e repreender aqueles menos

produtivos.

Nesse modelo, o líder era uma

pessoa em constante exercício do

poder, e a hierarquia da autoridade

mantinha colaboradores e

líderes afastados.

Mas qual será o papel da liderança

nos próximos anos?

Com uma força de trabalho com

presença cada vez maior de jovens

da geração Z, mas ainda

com muitos representantes das

outras gerações, com suas diferentes

motivações, o líder do futuro

caminha para um papel cada

vez mais autêntico.

Isso porque, com tantas variáveis

a ser consideradas na gestão de

uma equipe - lucro, autorrealização,

habilidades específicas, rapidez

da comunicação, etc. - o líder

precisa ser cada vez mais um indivíduo

e menos um cargo.

A motivação do líder não deve

mais partir de objetivos e metas,

tampouco somente da cultura da

empresa, e sim da real intenção

do indivíduo, do que ele mesmo

considera ser sua autorrealização.

O líder que estiver 100% presente,

considerando o ambiente e as

pessoas ao seu redor ao mesmo

tempo que também respeita e

expõe suas próprias vulnerabilidades,

é quem conseguirá encontrar

na sua equipe complementos

para que o grupo todo funcione

em sintonia.

E como fazer isso? É fundamental

que as organizações comecem

a abrir espaços para essas jornadas

de descobrimento.

Passamos a maior parte da nossa

vida dentro de empresas, então

tem que ser dentro das empresas

que essas jornadas acontecem.

40


Ansiedade e burnout: quando transtornos impactam o gestor- Por : Elaine Di Sarno,

psicóloga com especialização em Avaliação Psicológica e Neuropsicológica; e

Terapia Cognitivo Comportamental

Segundo pesquisa da empresa

de recrutamento Robert Half,

os profissionais brasileiros são os

mais estressados do mundo. A

empresa entrevistou quase 1.800

gestores de RH em 13 países e

constatou que o profissional brasileiro

é o que mais sofre com a

pressão e o excesso de trabalho.

De acordo com a pesquisa, 52%

dos entrevistados reclamaram da

alta carga de trabalho, e 44% sentem

falta do reconhecimento de

seus esforços.

Não é à toa que muitos profissionais

acabam desenvolvendo

transtornos de ansiedade.

Os mais comuns são: transtorno

de ansiedade generalizada, transtorno

de pânico, transtorno obsessivo

compulsivo, transtorno

de estresse pós-traumático, fobia

social e fobias específicas.

42

A posição de liderança demanda

bastante do gestor e este, se não

estiver preparado para lidar com

as demandas e conflitos do grupo,

tende a se desequilibrar, o que

pode ser um dos impulsionadores

da ansiedade.

No entanto, aspectos emocionais,

especialmente a capacidade de

lidar com a inteligência emocional,

impactam bastante.

O gestor deve saber captar, absorver

e conduzir a ansiedade e

a expectativa do grupo, orientando-os

e intervindo quando julgar

necessário.

Na realidade, todos esperam

que um gestor tenha maturidade

emocional (ou “quociente emocional”)

e consiga gerenciar e

controlar sua própria ansiedade,

além de lidar com a ansiedade do

grupo que ele lidera.

Ele é a referência desse grupo, e

uma de suas funções é administrar

essa teia de situações potencialmente

ansiógenas que permeiam

a dinâmica da equipe.

O líder precisa ser capaz de ter

autocontrole, autoconhecimento

e experiência para transmitir

tranquilidade e direção ao grupo,

em todo tipo de situação.

Muitas vezes, só um trabalho

psicoterápico permite que ele se

conheça mais a fundo e se desenvolva

emocionalmente, de modo

a saber lidar com suas próprias

ansiedades e as da equipe.

Se o transtorno de ansiedade não

for tratado, gestor e a sua equipe

podem caminhar para um “naufrágio”.

Neste sentido, ele “afunda” sua

carreira, pois não terá condições

de gerenciar adequadamente as

situações de tensão que certamente

ocorrem no ambiente corporativo.

Daí, além da ansiedade, virá o

sentimento de frustração, decorrente

de uma expectativa não realizada,

de uma sensação de incapacidade

ou de percepção de que

“não sou tão competente quanto

imaginava”.

Para tornar o cenário ainda mais

complexo, vale lembrar que a

imagem de um profissional não

permite tantos “deslizes” como

no âmbito social/pessoal.

O mercado é competitivo, principalmente

no momento em que

vivemos agora, e qualquer erro

ou demonstração de instabilidade

pode acarretar sua substituição

por outro profissional que

tenha mais equilíbrio emocional.

Síndrome de Burnout – o mal do

século XXI

A síndrome de Burnout vem aparecendo

cada vez mais em diversas

profissões, sendo consequência

do excesso ou sobrecarga de

trabalho.

Como o próprio nome diz, a pessoa

se sente literalmente exausta,

esgotada física e psicologicamente,

seja por causa do número de

horas trabalhadas, seja pelo estresse

provocado pelas condições

de trabalho.

O uso crescente de recursos

tecnológicos e da informática

mudou o modo de trabalhar; a

aceleração da velocidade de comunicação

e a integração global

trouxe a demanda por muitas horas

de trabalho em geral sob forte

pressão de desempenho.

Nestas condições surge novamente

a exaustão, caracterizada

pelo desânimo, dificuldade de

raciocínio, ansiedade, preocupação,

irritabilidade, sensação

de incapacidade ou inferioridade,

diminuição da motivação e

da criatividade, aparecimento de

transtornos mentais e doenças físicas.

Já a privação do sono gera a síndrome

de Burnout por vários fatores:

quando o profissional não

dorme o suficiente para ser produtivo;

quando ele faz hora extra

até tarde da noite, prejudicando

a rotina do sono; quando viaja

muito a trabalho para diferentes

Países, desregulando seu relógio

biológico; ou até mesmo quando

muda repentinamente de cargo,

e precisa alterar o turno da tarde

para o turno da noite, por exemplo.

Isso resulta em uma extrema

exaustão, pois o organismo, que

já está habituado com um deter-


minado padrão de sono, sofre um

forte impacto, precisando de tempo

e resistência para se readequar

à nova rotina do profissional.

Uma consequência frequente é

o uso de drogas (álcool, tabaco,

além das drogas ilícitas) como

forma de alívio.

É importante estar alerta a esta

situação que agravará ainda mais

a condição física e mental do indivíduo.

O mesmo pode ser dito da automedicação.

Além das condições adversas e

estressantes de trabalho, algumas

características da personalidade

são consideradas importantes

para o aparecimento da síndrome

de exaustão.

Pessoas muito competitivas, ambiciosas,

com dificuldade para

delegar, absorvendo tudo para

si, fazendo do trabalho sua única

atividade tem maior chance de

desenvolver exaustão.

Por outro lado, pessoas inseguras,

necessitadas de reconhecimento

pelos outros, com dificuldade de

colocar limites e abrindo mão de

suas próprias necessidades também

estão mais vulneráveis ao

Burnout.

dentro da pessoa, e não tanto em

suas condições de trabalho.

Caso aconteça alguma situação

que tenha saído do controle do

gestor, será necessário um esforço

grande e de longo prazo para

que ele tenha nova oportunidade

para mostrar que reviu suas posições

e aprendeu a lidar com suas

próprias ansiedades.

Como já dito, às vezes esse amadurecimento

emocional só é obtido

com um trabalho psicoterápico

específico.

O importante é buscar ajuda ao

menor sinal de que algo não vai

bem.

E o que fazer para prevenir a síndrome

de exaustão?

A primeira e óbvia recomendação

é descanso físico e mental. O

equilíbrio entre o trabalho e as

atividades físicas, de lazer, o encontro

com os amigos e outras é o

primeiro passo. Mudanças de atitudes,

de expectativas, de hábitos

de vida podem também auxiliar

na prevenção.

Nos casos em que a síndrome de

Burnout já está instalada, recomenda-se

buscar auxílio médico

especializado para avaliação do

quadro e orientação quanto ao

tratamento.

Especialmente no caso das pessoas

cujas características de personalidade

as tornam mais propensas

ao Burnout, a psicoterapia

é um complemento importante,

pois o problema está muitas vezes

43


Hackeamento de contas e sites oficiais geram desconfiança em brasileiros – Por:

Marcos Gomes , executivo de segurança da informação

Para proteger usuários, entrará

em vigor a Lei Geral de Proteção

de Dados

O hackeamento da conta do Twitter

de Jack Dorsey, presidente da

rede social, causou rebuliço na

internet nos últimos dias. Tudo

começou por volta das 17h do

dia 30 de agosto, quando diversas

mensagens racistas e antissemitas

foram disparadas no perfil do

CEO.

Imediatamente, o Twitter resolveu

o caso, mas situações desse

tipo têm acontecido com certa

frequência em vários países e plataformas

– Facebook, transporte

público dos EUA, sites de partidos

políticos, etc. – e são motivos

para deixar o brasileiro ainda

mais inseguro quando se trata de

proteção de dados.

Um levantamento da consultoria

Accenture, realizado recentemente

em 13 países, constatou

que dos 1.400 executivos de alto

escalão e 10 mil funcionários de

outros níveis entrevistados na

pesquisa, 77% relataram preocupação

referente a forma que as

empresas possam utilizar suas informações

pessoais.

Outros 76% alegaram temer que

seus dados sensíveis – raça, etnia,

opinião política, religião, filosofias,

orientação sexual, genética,

biométrica e dados relacionados

a saúde – possam ser alvos de ataques

cibernéticos.

De acordo com a publicação Wi-

46

red – especializada em tecnologia

– neste ano ocorreu a maior

violação de dados da história,

em que mais de 800 milhões de

e-mails e senhas foram invadidos

e compartilhados, resultando na

exposição de mais de 12 mil arquivos

com 87 gigabytes de dados.

Foi neste ano, também, que o

Yahoo chegou a um acordo de

US$117,5 milhões após endereços

de e-mails e outras informações

pessoais serem roubadas de

milhões de pessoas.

O Google é outra empresa que

pecou pela falta de transparência,

informação incorreta e ausência

de consentimento válido na

publicidade personalizada e teve

que pagar 50 milhões de euros

aos usuários franceses afetados.

Por último, a Comissão Federal

do Comércio e o Procurador-Geral

de Nova Iorque anunciaram,

recentemente, segundo informações

do escritório de advocacia

DLA Piper, o Google e o

YouTube pagarão um recorde de

US$ 170 milhões para resolver as

alegações de que o YouTube violou

a regra da Lei da Privacidade

Online da Criança (COPAA) ao

coletar informações pessoais das

crianças sem aviso prévio ou consentimentos

dos pais.

A regra da COPPA se aplica aos

operadores de sites ou serviços

on-line direcionados às crianças

menores de 13 anos ou que

tenham conhecimento real de

que estão coletando informações

pessoais de crianças menos de 13

anos. Em 2013, a FTC alterou a

regra da COPPA para criar responsabilidade

por provedores de

terceiros, com redes de anúncios

e plugins que têm conhecimento

real de que estão coletando informações

pessoais de usuários de

outros sites ou serviços on-line

direcionados às crianças.

Nesses casos, o provedor terceirizado

é considerado um serviço

on-line direcionado para as

crianças em virtude de sua coleta

de informações pessoais de usuários

de outros serviços direcionado

a este público específico.

LGPD

Quando se trata de proteção de

dados, o Brasil é um dos países

mais atrasado da América Latina.

Desde 1999, o Chile tem sua lei

vigorando, enquanto em nosso

país a Lei Geral de Proteção de

Dados (LGPD) foi aprovada somente

em agosto de 2018 e a previsão

é que entre em vigência até

o final de 2020.

E desde sua criação tem gerado

dúvidas entre empresas e cidadãos,

que desconhecem os direitos

e as obrigações previstas na

lei.

Em dezembro de 2018, foi editada

a Medida Provisória nº 869,

que prevê a criação da Autoridade

Nacional de Proteção de Dados

(ANPD), responsável pela

fiscalização, advertências, multas

e também pela conscientização

sobre o correto tratamento às informações

pessoais.

O executivo de segurança da informação

na innovativa Executivos

Associados, Marcos Gomes,

alerta que todo o cuidado é pouco

quando se trata de proteção de

dados.

“O Brasil tem um longo caminho

a seguir. É inadmissível ter nossas

informações violadas a qualquer

momento.

Precisamos de uma lei atuante,

para que preservem nossos direitos

como cidadãos. Infelizmente,

por questões meramente

políticas, somos considerados

um país em desenvolvimento, inclusive

em vários estágios, principalmente,

em educação. Temos

competência, mas há necessidade

de uma evolução assertiva e

construtiva em todas as áreas,

para que possamos evoluir e nos

destacarmos”, completa o especialista.


Negócios

As empresas que não estiverem

preparadas para enfrentar a nova

realidade estão com seus dias

contados.

De acordo com uma pesquisa da

Adobe, realizada com cerca de

mil tomadores de decisão de TI,

nos Estados Unidos, a segurança

de dados está no topo da lista de

preocupações destes executivos.

“Embora aqui no país a lei comece

a valer a partir de 2020, muitas

empresas deixaram de fechar

contratos por conta da falta de

garantia da proteção de seus dados”,

conta o executivo.

*Mapear os dados pessoais, identificando

onde são armazenados,

utilizados e transmitidos;

*Manter registros das operações

realizadas com os dados pessoais;

*Treinar os colaboradores internos

e externos sobre o uso dos

dados;

Pode parecer exagero, mas essa é

uma tendência para os próximos

anos.

As empresas irão concretizar seus

negócios somente com companhias

que protegerem não só suas

informações como as de seus

clientes e de seus fornecedores.

“Está nítido que a lei será levada

à sério, principalmente, porque

a multa prevista para quem não

respeitar será entre 2% do faturamento

a R$ 50 milhões por infração”,

afirma Marcos, que nos dá

algumas dicas de como se preparar

para a LGPD e evitar as multas:

*Envolvimento da liderança, RH,

TI e jurídico;

*Definir o controlador que tomará

as decisões sobre o tratamento

dos dados;

*Controlar o encarregado (DPO)

que será responsável pela proteção

e comunicação entre os donos

dos dados;

*Atualizar os termos de consentimento

de acessos em linguagem

simples e fácil compreensão;

*Controlar os termos de consentimento

para garantir que todos

os dados utilizados são permitidos

para uso;

47


Sua empresa está pronta para a resolução 4.658 do Banco Central do Brasil? Por:

Carlos Macedo – Executivo de Tecnologia da Informação na innovativa Executivos

Associados

Apesar da resolução do BACEN falar

em “Políticas de Segurança”, fica bem

claro que para atender a todas as exigências,

não estamos falando só de desenvolver

ou validar as Políticas de Segurança

da Informação. É muito mais

que isso, o foco é estabelecer um Plano

de Continuidade de Negócios - PCN.

que o prazo previsto para adequação

não pode ultrapassar 31 de dezembro

2021 e deve ser aprovado pelo BACEN.

Caso contrário, sua empresa terá problemas

em continuar prestando serviços

ao mercado financeiro.

Instituições que já possuem seu PCN

Em 26 de abril de 2018 o Banco Central

do Brasil (BACEN) publicou

a Resolução 4.658, que dispõe sobre

a política de segurança cibernética e

sobre os requisitos para a contratação

de serviços de processamento e armazenamento

de dados e de computação

em nuvem. Estes serviços serão observados

pelas instituições financeiras

e demais organizações autorizadas a

funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Todas estas entidades devem implementar

e manter uma política de segurança

cibernética formulada com base

em princípios e diretrizes que assegurem

a confidencialidade, a integridade

e a disponibilidade dos dados e dos sistemas

de informação utilizados até dia

31 de dezembro de 2021.

Segundo o BACEN, a política de segurança

cibernética deve, no mínimo,

contemplar:

I. os objetivos de segurança cibernética

da instituição;

II. os procedimentos e os controles

adotados para reduzir a vulnerabilidade

da instituição a incidentes e atender

aos demais objetivos de segurança cibernética;

III. os controles específicos, incluindo

os voltados para a rastreabilidade da

informação, que busquem garantir a

segurança das informações sensíveis;

IV. o registro e a análise da causa e do

impacto, bem como o controle dos

efeitos de incidentes relevantes para as

atividades da instituição;

O PCN é a base de toda a documentação

de procedimentos e informações

que deve ser mantida por uma organização

e pronta para uso caso ocorra

um incidente, de forma a permitir que

a organização mantenha suas atividades

críticas em um nível aceitável.

Para se ter um PCN, é muito mais

complexo do que apenas estabelecer

políticas, é necessário:

1. Um documento de Escopo de Gestão

da Continuidade de Negócios bem

definido e com aprovação e apoio da

Alta Administração.

2. O desenvolvimento de Políticas de

Segurança clara e objetivas ou uma boa

revisão periodicamente.

3. Designar todos os recursos necessários

e competências para a continuidade.

4. Realizar uma profunda e eficaz análise

de impacto aos negócios e risco,

um dos pontos mais importantes e

complexos para execução, pois todos

os pontos de risco devem ser criteriosamente

analisados e apontados de forma

clara.

5. Estabelecer o processo de Gestão de

Incidentes (Estratégia de Continuidade

e Estrutura de Resposta), mais conhecido

como Change Management (ITIL

- Information Technology Infrastructure

Library).

6. Finalmente, desenvolver o Plano de

Continuidade de Negócios, observando

todos os pontos, necessidades e validar

cuidadosamente todas as ações.

Assim, com um PCN bem estruturado,

é possível atender as exigências do BA-

CEN na resolução 4.658. Lembrando

A instituição que já tem suas políticas

e planos desenvolvidos deve elaborar

relatório anual sobre a implementação

do plano de ação e de resposta a incidentes,

com data-base de 31 de dezembro.

O relatório anual deve abordar:

I. a efetividade da implementação das

ações;

II. o resumo dos resultados obtidos na

implementação das rotinas, dos procedimentos,

dos controles e das tecnologias

a serem utilizados na prevenção e

na resposta a incidentes;

III. os incidentes relevantes relacionados

com o ambiente cibernético ocorridos

no período; e

IV. os resultados dos testes de continuidade

de negócios, considerando cenários

de indisponibilidade ocasionada

por incidentes.

O documento deve ser submetido ao

comitê de risco, quando existente, e

apresentado ao conselho de administração

ou à diretoria da instituição até

31 de março do ano seguinte ao da data-base.

A política de segurança cibernética e o

plano de ação e de resposta a incidentes

devem ser aprovados, documentados e

revisados anualmente pelo conselho de

administração ou, na sua inexistência,

pela diretoria da instituição.

E você, já preparou seu PCN – Plano

de Continuidade de Negócios?

49


Os importantes fatores na busca pela realização profissional e o equilíbrio entre

trabalho e vida pessoal

Estudo feito pela Udemy for Business

mostra que 37% dos entrevistados

classificaram o "bom equilíbrio

entre a vida profissional e pessoal"

como o mais essencial para dar sentido

ao trabalho

São vários os motivos que transformam

um trabalho em uma tarefa prazerosa,

desde afinidade com a área,

conhecimento técnico e estabilidade

emocional até amizade com colegas de

trabalho, horários flexíveis e um bom

salário, entre outros.

Todos esses fatores estão interligados e

associados à busca pela realização profissional,

ou seja, a carreira e o ambiente

corporativo deixar de ser sinônimo

de uma tarefa árdua e passando a significar

uma motivação para continuar

feliz em todos os aspectos, sejam eles

pessoais ou profissionais.

Nesse sentido, algumas perguntas aparecem:

é possível alcançar essa realização?

Existem profissionais que aceitam receber

menos, mas estando em um lugar

compatível com as ideologias?

Balancear a vida pessoal com o trabalho

é realmente possível?

A pesquisa de "Felicidade no Ambiente

de Trabalho 2019", realizada pela

Udemy for Business - novo serviço

B2B da EdTech lançado recentemente

no Brasil - se aprofunda em diversos

aspectos deste contexto, como compatibilidade

de ideologias entre os membros

da equipe, programas de inclusão

e a busca pelo equilíbrio pessoal no

ambiente corporativo.

A ideia da pesquisa é mostrar as nuances

que existem na procura de tornar

o trabalho mais prazeroso, mesmo que

existam dificuldades e desafios no cotidiano.

Um dos dados que mais chamam a

atenção é o que mostra que 37% dos

entrevistados classificaram o "bom

equilíbrio entre a vida profissional e

pessoal" como o mais essencial para

dar sentido ao trabalho, o que reforça

a importância de uma empresa criar o

ambiente ideal para o colaborador se

sentir à vontade para conseguir realizar

as tarefas diárias e poder avançar

em sua carreira dentro daquela organização

- o que acaba se tornando valioso

para a empresa que, com profissionais

mais felizes e em constantes atualizações

de habilidades, acabam retendo

uma equipe que se torna fundamental

para o crescimento do negócio em

questão.

Compatibilidade com as ideologias

Em relação às propostas oferecidas pelas

empresas, grande parte da geração

compreendida pelos Millennials - a

mais nova mão-de-obra, cheia de nuances

próprias, a entrar no mercado de

trabalho - se mostra propensa a mudar

de trabalho caso acreditem nos ideais

do negócio, ainda que haja um corte no

salário.

Esse dado representa 62% dos entrevistados

dentro desta faixa etária e comprova

que, mesmo quando a situação

financeira é posta à prova, a ligação

com o trabalho diário pesa mais e é

levada em consideração ao decidir em

que emprego seguir.

Com isso, além de pessoas mais preparadas

no mercado de trabalho, há a

criação de uma confiança maior entre

empregado e empregador, possibilitando

ao mesmo tempo retornos maiores

para a empresa e para as carreiras individuais.

"Vemos que é cada vez mais importante

para uma empresa disponibilizar

um bom ambiente de trabalho para

suas equipes, e oferecer um treinamento

corporativo faz parte disso. Com a

Udemy for Business, nós vemos que o

aprendizado se torna uma parceria entre

o colaborador e o superior.

Enquanto os chefes têm a possibilidade

de atribuir e selecionar cursos, o

profissional da empresa é encorajado a

explorar seus interesses, aprender matérias

adjacentes e fazer a experiência

de aprender personalizada ao estilo de

cada um", diz Sérgio Agudo, country

manager da Udemy no Brasil.

De qualquer forma, é possível notar,

através da pesquisa da Udemy For Business,

que o mercado de trabalho se

encontra em um momento de evolução

e adaptação, em que o principal não é

mais o dinheiro em si, mas a busca por

um trabalho com ideais éticos e morais,

com a perspectiva de desenvolvimento

profissional, com oportunidade

para todos e com equilíbrio entre trabalho

e vida social para, assim, ser uma

pessoa feliz. "

No fim, tudo está relacionado à felicidade

do funcionário.

Trabalhamos para isso e, muitas vezes,

é possível mudar a carreira e a vida dessas

pessoas", completa Sergio Agudo.

Sobre a Udemy:

Com a missão de melhorar vidas através

da aprendizagem, a Udemy é o destino

para aprendizado online que ajuda

estudantes, empresas e governos a adquirir

as habilidades necessárias para

competir na economia atual.

Mais de 40 milhões de estudantes estão

dominando novas habilidades por

meio de 50.000 instrutores especializados,

ensinando mais de 130.000 cursos

online em assuntos que vão desde Javascript

e Ciência de Dados até Photoshop

e Python.

A Udemy é uma empresa privada e está

sediada em San Francisco, Califórnia,

com escritórios em Denver, Brasil, Índia,

Irlanda e Turquia.

51


Empreendedores digitais chegam a lucrar R$ 100 mil mensais com infoprodutos

Com o avanço da internet – no

Brasil são mais de 116 milhões

de usurários –, o mercado de infoprodutos

é um dos que mais

crescem.

Democrático e com investimento

inicial baixo (comparado aos

outros empreendimentos), esse

nicho é ideal para quem tem boas

ideias. “Não existe nenhum negócio

tão lucrativo quanto o infoproduto.

A escala é praticamente infinita

com variações insignificantes nos

custos.

Basta tempo e dedicação para

compartilhar conhecimento e

transformá-lo em algo que pode

fazer a diferença na vida de outra

pessoa”, declara o CEO & Founder

da TurboMKT, Edson Moreira.

Tendência mundial, o mercado

de infoproduto pode ultrapassar

em 2019 a cifra de R$ 20 bilhões

somente no Brasil, segundo pesquisa

da Digital Adspend 2018 da

IAB Brasil – Interactive Advertising

Bureau.

“Para alcançar o sucesso é preciso

criar um infoproduto que esteja

conectado com a sua paixão.

Falham os infoprodutores que

não focam na transformação das

pessoas e pensam exclusivamente

em ganhar dinheiro.

Nosso foco está nos empreendedores

que levam a sério os negócios

digitais”, revela Moreira.

Os infoprodutos se tornaram a

grande bola da vez para driblar

a crise econômica.

Para este ano, o mercado digital

pretende atingir a marca de R$

20 bilhões em venda de e-books,

cursos online, podcasts, entre outros

Segundo o IBGE – Instituto Brasileiro

de Geografia e Estatística

–, o número de desempregados

no Brasil no primeiro trimestre

de 2019, foi de 13,4 milhões de

pessoas.

Com as empresas ainda em processo

de recuperação e a falta de

oportunidade no mercado de trabalho,

fizeram com que inúmeros

cidadãos buscassem alternativas

de renda, surgindo assim, diversos

empreendedores por todos os

cantos do país.

52

Foi o que aconteceu com Cristiane

Triunpho Marques, esteticista

com mais de 15 anos de experiência.

Para driblar a crise econômica,

Cristiane decidiu ensinar o que

sabia, por meio das redes sociais.

A busca por uma renda extra começou

de forma simples, com

vídeos feitos pelo celular e distribuição

do conteúdo gratuito. “As

visualizações cresceram, então,

transformei os vídeos em cursos

online.

Naturalmente, veio a necessidade

de aprender mais sobre marketing

digital, já que eu tinha conhecimento

e feedback positivo

dos meus clientes.

Montei uma pequena estrutura

na lavanderia de casa e a evolução

foi rápida”, revela Cristiane,

que possui oito cursos online a

venda, além de ministrar cursos

presenciais em todo o país.

Há três anos, quando lançou o

primeiro curso, Cristiane faturou

em sete dias cerca de R$ 20 mil

e viu a sua página do Facebook

com 600 seguidores passar para

mais de 50 mil. Atualmente, o faturamento

da empresa chega a R$

100 mil mensais.

“Ter uma boa plataforma de vendas

para a comercialização do

negócio é fundamental. Mas não

podem faltar empenho e estudo

sobre marketing digital”, salienta

a esteticista.

A TurboMKT, eleita uma das

três melhores startups de 2019

na categoria Inovação Digital,

pelo Prêmio da ABComm – Associação

Brasileira de Comércio

Eletrônico –, traz como um dos

seus principais diferenciais o programa

de aceleração digital, onde

o usuário (produtor do infoproduto)

preenche uma aplicação e

a equipe da TurboMKT ajuda no

planejamento para a criação do

infoproduto e, assim, conquistar

as primeiras vendas.

“A utilização das nossas ferramentas

é gratuita, sem taxa de

adesão ou mensalidades.

O infoprodutor paga uma taxa de

7,9% sobre o valor de cada venda

transacionada na plataforma

– uma das menores do mercado

– para que mais produtos sejam

lançados, e assim, mais usuários

sejam impactados com o conteúdo,

criando uma enorme corrente

do bem.”

Moreira ainda aconselha que é

preciso muita pesquisa e estudo

para crescer neste mercado, pois

as exigências para o empreendedorismo

digital são as mesmas do

tradicional.

O empreendedor precisa se perguntar

se há alguém disposto a

pagar pelo que ele quer oferecer

e se as vendas serão suficientes

para gerar um lucro que compense

o esforço demandado.

“Se a resposta for negativa ou incerta,

é mais seguro voltar a planejar

e, se necessário, repensar e

inovar o que se tinha em mente,

para evitar prejuízos e frustrações”,

finaliza.


Empresa americana desenvolve projeto piloto de inglês com ex-alunos do Conecta Santos

A

empresa americana Pragmatix

Language Systems fez

parceria com o Instituto Crescer

no desenvolvimento de um projeto

piloto para ensinar ex-alunos

do Conecta Copersucar Santos

a aprenderem a língua inglesa.

Com uma carga horária total de

60 horas, o projeto será realizado

através de uma inovadora metodologia

chamada R-K.

“A metodologia de ensino R-K

(nomeada de acordo com as iniciais

da criadora Shirlene Rossi-

-Kennedy) é baseada em 11 mecanismos

que correspondem às

mais importantes estruturas da

língua inglesa, podendo através

dos seus aprendizados, desenvolverem

novos discursos no idioma

baseados em seus conhecimentos

prévios.”

Aproximadamente 30 candidatos

passaram por um processo seletivo

e quatro pessoas foram escolhidas

para frequentarem as aulas

por um mês.

Já nos primeiros dias de aplicação

da metodologia, os alunos participantes

perceberam diferenças

na aprendizagem em comparação

ao ensino tradicional.

“Eu estou realmente gostando de

viver essa experiência.

Aqui eu consigo, muito além de

54

aprender a língua inglesa, ganhar

mais confiança para falar em público”,

destaca a aluna Silvia Manoela.

Segundo a CEO da Pragmatix

Language Systems Shirlene Rossi-Kennedy,

apesar do processo

de absorção ser mais complexo

no início, todo o aprendizado seguinte

se torna fluido.

“As primeiras dez horas são as

mais difíceis. Pois os alunos, além

de estarem se adaptando a uma

dinâmica completamente diferente,

falam do começo ao final

da aula seguindo uma sequência

organizada de acordo com a Metodologia

R-K.

Uma vez vencida esta etapa, eles

já estão completamente envolvidos

e comprometidos, pois o

desenvolvimento mental e da

fala já estão ocorrendo exponencialmente

e o amadurecimento

emocional já começa também a

se revelar.

A partir desse momento, deve-se

apenas continuar o processo e alcançar

o objetivo que é o domínio

dos onze mecanismos da língua

inglesa que propulsiona a fala”.

Após o período de 30 dias de

aula, durante a formatura da classe,

os quatro alunos selecionados

apresentaram uma habilidade

de comunicação muito superior,

com tempos de resposta mais

ágeis, estruturas melhor elaboradas

e muito mais conforto para se

expressar em público, já que os

mesmos discursaram em inglês a

todos os presentes.

“Foi incrível ver a desenvoltura

destes jovens em tão pouco tempo

e mais ainda, a felicidade deles

em se verem capazes de entender

e se comunicar por meio de um

idioma universal e que até então

parecia uma possibilidade inatingível.

Este é o verdadeiro sentido

de inclusão e equidade, quando

do todos são capazes de fazer

parte de um mesmo mundo que

é de um mesmo tamanho para

todo mundo”, destaca a diretora

técnica do Instituto Crescer – Luciana

Allan.

Como análise final do trabalho,

Shirlene faz uma excelente avaliação

do projeto piloto. “Os alunos

do projeto piloto em Santos

venceram todas as etapas com

coragem, determinação, alegria,

competência e gratidão.

Trabalhar com eles foi uma experiência

inesquecível para mim e

estarão eternamente no meu coração,

pois com cada um deles, eu

aprendi também”, afirma.

“Sou muito grata ao Diego Andrade

que nos assistiu de forma

incomensurável nesta trajetória

e ao Instituto Crescer pela oportunidade

e espero que possamos

crescer ainda mais juntos.

Não poderia, entretanto, finalizar

sem agradecer a cidade de Santos

que nos recebeu com tanto carinho.

Em alguns momentos, estando

fora do Brasil, nos esquecemos

do que é o calor humano

e aqui em Santos me identifiquei

tão profundamente com esse sentimento.

Desejamos a todos paz,

saúde, alegria e prosperidade,

sempre”, completa Shirlene.

Sobre a Professora

· Brasileira/Americana;

· Aprendeu a falar a língua inglesa

por conta própria aos 28 anos;

· Adquiriu um histórico de sucesso

ensinando profissionais a falar

Inglês nas primeiras horas, sem

livros didáticos convencionais,

por mais de 18 anos (BR, EUA);

· Descobre que o seu trabalho

implementa teorias importantes

(Mestrado 2013 / Universidade

do Arizona);

· Reconhecimento pelas Universidades

do Arizona e Pensilvânia

onde fica o centro de estudos da

teoria do desenvolvimento mental;

· Desenvolveu sua própria metodologia

chamada Rossi-Kennedy


(R-K), que conta com um desenho

instrucional/método e sistema

de avaliação únicos no mundo

(Patente Intelectual Pendente)

· Abriu sua própria empresa:

Pragmatix Language Systems,

para treinar em 60 horas, pessoas

em todo o mundo a falar o idioma.

55


Com metodologia diferenciada, Via Certa é opção de negócio no ramo de

educação profissionalizante

Marca busca expansão por

todo Brasil, atualmente são

cerca de 30 unidades

Criada em 2012, em Birigui (interior

de São Paulo), a Via Certa

é uma franquia especializada

em educação profissionalizante.

Conduzida pelos sócios, Décio

Marchi Junior, Jilo Shimada, e

André Marchi de Oliveira, a marca

já nasceu com o pé no franchising.

"Eu e o Jilo éramos franqueados

há mais de 20 anos de uma empresa,

na qual, após uma mudança

de direção, deixou a desejar em

respaldo e know-how, e acabou

perdendo a sua essência. Estávamos

muito insatisfeitos, e então

resolvemos nos unir e criamos a

nossa própria marca:

a Via Certa. Em pouco tempo

convidamos o André para fazer

parte do time e com união da expertise

de nós três, demos início

ao negócio", explica Décio, presidente

da rede.

Foram dois anos desenvolvendo

a marca.

O período deu vida aos produtos,

metodologia, manuais, sistema

de gestão, padronização do sistema

de ensino, entre muitos outros

detalhes, que são sucesso no

mercado hoje.

Logo, em 2014, a primeira unidade

surgiu, e pouco a pouco a

marca foi conquistando seu espaço;

atualmente são cerca de 30

unidades espalhadas pelo Brasil.

Sistema de ensino

A Via Certa oferece mais de 30

opções de cursos nas áreas de

Administração e Negócios, Indústria

e Energia, Informática,

Línguas, Preparatório, Saúde, Beleza

e Estética.

Décio ressalta que dentro de cada

área os cursos estão sempre sendo

atualizados, e conforme a demanda

dos franqueados, tantos

outros são criados.

Neste ultimo caso, "Analisamos

a aceitação pelo mercado e se viável,

o mesmo é desenvolvido e

testado em uma unidade piloto

para depois fazer parte do nosso

portfólio, que fica à disposição de

toda a rede", explica.

Com uma metodologia diferenciada,

a Via Certa conta com um

sistema de ensino híbrido que

mescla a disciplina entre aulas

por uma plataforma online - em

que apresenta uma série de lições

e explicações, e com especialistas

da área.

Além disso, os cursos acompanham

as características de cada

aluno, o preparando para aproveitar

totalmente o seu aprendizado

através de um ensino individualizado,

conforme o seu ritmo.

"Essa metodologia permite que

o franqueado não necessite esperar

a formação de turma para

colocar o aluno em sala de aula,

e ao mesmo tempo também não

desmotiva o aluno somente com

aulas individuais, ele tem o momento

em que pode interagir

com a turma em aulas vivenciais

e prática aquilo que aprendeu na

plataforma", explica o presidente.

Modelo de negócio

Com foco em cidades acima de

20 mil habitantes, a franquia oferece

três modelos de negócio que

variam conforme o número da

população: O modelo de negócio

"Pequeno Porte" é oferecido para

cidades de até 20 mil habitantes,

e tem o investimento inicial

de R$130.573. Já a modalidade

"Médio Porte", é destinada à municípios

com até 50 mil pessoas,

e tem o investimento inicial de

R$151.125.

Por fim, há a modalidade "Grande

Porte", na qual abrange cidades

acima de 100 mil pessoas e

exige investimento de R$190.624.

Os valores de faturamento são de:

R$40 mil, R$70.800 e R$94.750,

respectivamente.

Entre as principais facilidades e

benefícios oferecidos ao franqueado,

André Marchi, o diretor de

operações, assegura oferecer toda

assessoria e suporte necessário

para implantar e operar a franquia,

porém alerta dizendo que

o franqueado precisa estar ciente

de que todos os processos devem

ser seguidos à risca para garantir

a padronização da marca e também

a alta performance da unidade.

Para ser um franqueado, André

ressalta que duas características

são necessárias:

ter perfil comercial e noções básicas

como gestor.

E explica que o processo de seleção

é simples: "Nós fazemos uma

entrevista inicial e depois avaliamos

perfil do investidor, caso

aprovado pela diretoria, ele dá

início às atividades", orienta.

Foco na expansão

Com o desejo de expandir ainda

mais pelo país, a Via Certa já

traçou seu plano de expansão até

para 2020.

Segundo Jilo, diretor de expansão,

a expectativa é de que a rede

termine 2019 com 50 unidades

vendidas e para 2020, a promessa

é de atingir 100 unidades em

operação.

Para isso, Jilo já mapeou os lo-

57


cais de maior interesse para a Via

Certa. "Estado de São Paulo, Paraná,

Mato Grosso do Sul, Mato

Grosso, Goiás, Minas Gerais, estão

no nosso foco.

Mas claro, se surgir candidatos

em outros Estados não iremos

descartar a oportunidade", conta.

Ações de reforço

Certa sempre foi ter a liderança

absoluta em todas as cidades.

"Em relação ao cenário nacional

a posição é mais discreta, o que

fortalece a nossa ideia de crescimento

por FDA para ter a liderança

de mercado até 2025 no

indicador de número de alunos

matriculados na rede", finaliza.

Para concretizar o plano, o responsável

pela expansão revela

que algumas ações já estão sendo

colocadas em práticas.

"Estamos criando novos mecanismos

de treinamento e suporte,

com utilização da tecnologia,

para que independente do local

onde o franqueado estiver ele tenha

o melhor suporte e acompanhamento.

Fora isso, estamos buscando

FDA's em todo o território nacional

para centralizar a expansão e

principalmente para que o atendimento

ao franqueado seja mais

próximo e tenha essa questão

mais humanizada; entendemos

a importância do olho no olho",

relata..

Líder de mercado em 80% das cidades

em que atua, a meta da Via

58


62

FEIRA DO EMPREENDEDOR: SAIBA O QUE VEM NA EDIÇÃO 2019

Maior evento de empreendedorismo

do Brasil será

realizado de 5 a 8 de outubro no

Anhembi

Com o tema “Empreender é para

todos”, o Sebrae-SP prepara o

maior evento de empreendedorismo

do Brasil repleto de novidades.

A edição de 2019 da Feira do

Empreendedor, que já está com

as inscrições abertas, terá programação

especial nos quatro dias e

novas experiências para quem já

empreende ou para quem gostaria

de abrir o próprio negócio

ainda neste ano. Serão 45 mil m²

de oportunidades e uma expectativa

de 150 mil visitantes.

Entre as novidades de 2019 está a

arena “Empreender é para todos”,

que terá capacidade para 300 pessoas.

O objetivo do espaço é mostrar a

diversidade do empreendedorismo

e expor diversos casos de sucesso.

Haverá também um novo

espaço dedicado exclusivamente

ao empreendedorismo feminino,

focado em trabalhar as principais

questões empreendedoras deste

público.

Para quem gosta de jogos de escape,

o evento vai oferecer sete

salas com dois modelos de jogos:

um para quem já possui um negócio

e outro para quem pensa

em empreender. A ideia é trabalhar

todos os desafios do dia a dia

do empreendedor.

Somente aqueles que desenvolverem

os comportamentos empreendedores

adequados aos jogos

é que conseguirão escapar, isto é,

ter êxito.

Sucesso nas edições anteriores

da Feira, as lojas modelo estão de

volta.

Desta vez o público terá a oportunidade

de conhecer o dia a dia

de uma pizzaria e um pet shop de

sucesso em espaços de 280m².

A pizzaria vai abordar praticamente

todos os modelos de negócios

que existem, tais como delivery,

balcão, rodízio, à lá carte,

entre outros.

O pet shop, por sua vez, trará

questões como lucratividade no

banho e tosa, orientação jurídica

e comercial, higiene e cuidados

com os animais, bem como painéis

com empresários e palestras

de grandes nomes do setor.

Ambos também vão trabalhar aspectos

importantes de gestão, tais

como planejamento, inovação,

formação de preço, estoque etc.

Outra novidade em 2019 é o espaço

destinado aos negócios em

casa.

Hoje em dia, muitas pessoas

aproveitam a garagem, um quarto

e até transformam a própria

cozinha para dar luz a um empreendimento.

Pensando nisso, o Sebrae-SP

irá expor quatro modelos

de negócio que são perfeitamente

viáveis e comumente procurados

por novos empreendedores:

barbearia/salão de beleza; minifábrica

de bolos; negócios online;

e um espaço de eventos, que envolve

desde a produção cerimonialista

até o trabalho de um DJ

ou bartender.

Os visitantes interessados participarão

de uma dinâmica que

envolve vários pontos-chaves da

gestão de um negócio, tais como

atendimento, marketing digital,

gestão de preço e estoque, tudo

em formato de gincana com profissionais

do Sebrae-SP.

Depois farão a imersão nos espaços

de negócios em casa, seguido

por orientações sobre formalização

e linhas de crédito para a viabilização

do negócio.

Para o gerente de relacionamento

do Sebrae-SP, Alexandre Robazza,

o público poderá esperar uma

Feira do Empreendedor 2019

ainda mais completa que as edições

anteriores.

“A Feira terá como principais

norteadores a geração de negócios

para os pequenos empreendedores

e oportunidades para

quem pensa em abrir o próprio

negócio, demonstrando que empreender

é para todos.”

FEIRA DO EMPREENDEDOR

2019

Quando: de 5 a 8 de outubro de

2019, das 10h às 20h

Onde: Pavilhão de Exposições

Anhembi – Av. Olavo Fontoura,

1029, São Paulo, SP


Dicas para escolher o melhor plano de saúde para sua empresa Por: Leandro Almeida é

fundador e diretor da DynamicCare Benefícios ,Formado em comunicação e marketing,

Pós-graduado em Seguros e Resseguros, especialista em vendas consultivas e

legislação de saúde, o executivo atua no mercado de saúde suplementar há 20 anos.

Um dos benefícios mais importantes

para os colaboradores

é o plano de saúde e ele

representa uma fatia importante

da folha de pagamento algo em

torno de 8% a 15%.

Por isso é muito importante que

você, gestor de RH e empresário,

escolha corretamente qual das

opções existentes no mercado

atenderá melhor as necessidades

do seu público interno.

Trata-se de um processo complexo,

mas que se for realizado

da forma correta pode enxugar e

muito os custos de sua empresa e

ainda atender a expectativa dos

colaboradores.

Primeiramente, é preciso considerar

e avaliar as diferenças entre

medicina de grupo, com operação

médica verticalizada, seguradora,

cooperativa e operadoras

de saúde.

Feito isso, chegou a hora de avaliar

a rede credenciada de atendimento

e os diferenciais de serviços

oferecidos nos produtos.

Também é fundamental mapear

as necessidades de seus funcionários

– características geográficas

de sua empresa, perfil do público

interno, perfil epidemiológico e

casos crônicos, gestantes, etc. - e

66

adequar o modelo de gestão de

acordo com essas particularidades.

Algumas dicas na hora da escolha:

buscar uma prestadora que

possa verticalizar a gestão do sinistro,

que tenha programas de

controle em seu aparato de produtos

e serviços, ofereça mecanismos

de controle de sinistro e

qualidade de vida.

Além disso, opte por um contrato

que possua cláusulas flexíveis

de acordo com a performance de

utilização dos serviços

Como “dica de ouro” posso sugerir

que, no momento da contratação

do benefício saúde, o gestor

estipule modelos e gatilhos

de controle para a utilização do

plano, tais como coparticipação,

limitadores de procedimentos,

meritocracias e contratos flexíveis.

Uma opção muito vantajosa é

buscar por produtos regionais/

nacionais e, se possível, dividir os

contratos entre duas operadoras,

a depender do tamanho da empresa

e de sua localidade.

Caso a empresa já tenha contratado

o serviço de benefício saúde,

mas ele não está atendendo

seu público interno de forma

positiva, o gestor pode solicitar

um redesenho do contrato atual,

junto à operadora, e negociar

novas condições e adequações do

produto e abrangência. Também

é possível readequar os valores

do contrato e, até mesmo, redesenhar

modelos de elegibilidade.

Para otimizar ainda mais o serviço,

o gestor de RH pode criar

programas de conscientização

para que o seu público interno

tome conhecimento de todas as

particularidades de seu benefício

saúde. Isso ajuda a minimizar o

desperdício e pode apresentar, de

forma clara, todos os itens disponíveis,

gerando maior satisfação

no usuário.

Um dos maiores erros que os gestores

cometem ao contratar o plano

de saúde para seus colaboradores

é, justamente, não realizar

um mapeamento adequado para

entender quais são as reais necessidades

do seu público interno,

escolher o plano pelo baixo custo

e não pela oferta de um serviço

de qualidade.

O valor é importante, mas não é

o principal quesito a ser avaliado

no momento de contratar um

plano de saúde.

Os gestores e empresários precisam

compreender que o maior

ativo de uma empresa, sem nenhuma

dúvida, são as pessoas e

principalmente suas habilidades

e diferenciais que, juntos, podem

favorecer a corporação de inúmeras

maneiras.

Por fim, gostaria de ressaltar que

a realização de uma boa gestão da

saúde e um controle assertivo da

sinistralidade são essenciais para

todas as empresas que buscam

um serviço de qualidade, sem

comprometer a saúde financeira

do seu negócio!


68


55% dos brasileiros já se frustraram na carreira por conta de idioma

Uma pesquisa realizada pelo aplicativo

de idiomas Babbel e pela

startup Estudante Herói, com

mais de 1.500 brasileiros, registrou

que 55% dos entrevistados

já vivenciaram uma frustração

profissional por não falarem uma

língua estrangeira.

A sensação de impotência e vergonha

foi apontada por 52%,

que também disseram acreditar

ser possível conquistar melhores

cargos ou o emprego desejado se

tivessem fluência em outros idiomas.

Entre os entrevistados, 98% acreditam

que a fluência em uma língua

estrangeira ajudaria no desenvolvimento

profissional.

Para 59%, a maior conquista, graças

ao domínio de um segundo

idioma, seria “um trabalho no exterior”.

Em segundo lugar (26%),

ficou a resposta “um trabalho na

empresa dos sonhos”.

De fato, alguns países apresentam

escassez de mão de obra qualificada.

Na Alemanha, por exemplo,

estima-se que há mais de 700

mil vagas abertas.

Por isso, a maior potência europeia

tem incentivado a imigração

de profissionais. As áreas que

mais importam mão-de-obra são

as de saúde, engenharia e tecnologia

da informação.

Segundo a pesquisa Babbel & Estudante

Herói, engenheiro, médico

e professor são as profissões

dos sonhos da maioria dos entrevistados.

Essas posições mais tradicionais

requerem fluência em alemão.

Contudo, outras mais modernas,

como marketing, publicidade e

design, muitas vezes têm como

requisito linguístico apenas o domínio

de inglês.

Berlim, capital da Alemanha, e

Dubai, nos Emirados Árabes, são

exemplos de cidades com grande

demanda de profissionais internacionais

e que usualmente adotam

o inglês como idioma oficial

nas empresas.

O governo alemão até criou o

portal multilíngue Make it in

Germany para informar sobre

quem está apto ou não a mudar

de país e como iniciar uma carreira

internacional dos sonhos no

país.

Ainda assim, qualificação não é

um problema para os brasileiros.

O grande obstáculo é o domínio

em um segundo idioma. Em

um país no qual apenas 5% têm

algum conhecimento em língua

inglesa, segundo o British Council

(Consulado Britânico), dominar

um idioma estrangeiro é uma

vantagem poderosa no mercado

de trabalho nacional e a catapulta

que lança o profissional para o

mesmo nível daqueles de países

de primeiro mundo.

“Isso porque a fluência está diretamente

ligada à percepção

de profissionalismo e expertise

– mesmo que isso não condiga

com a realidade”, comenta Vitor

Shereiber, poliglota brasileiro e

linguista do aplicativo de idiomas

Babbel, em Berlim, na Alemanha.

“Atualmente, falar vários idiomas

praticamente determina o futuro

profissional.

O inglês é mandatório para trabalhar

em qualquer empresa internacional

porque permite a

comunicação com profissionais

de qualquer lugar do mundo.

Aprender outras línguas, como

o português, no meu caso, permite

quebrar barreiras culturais,

expandindo, também, horizontes

pessoais”, explica Daniel Voss, sócio

fundador da Estudante Herói,

startup brasileira que imprime

material acadêmico gratuitamente

para universitários e possibilita

a comunicação entre empresas e

o público jovem. Daniel é alemão,

mas reside no Brasil.

69


Como se destacar na carreira de rh? Por: Mariana Dias, CEO e Cofundadora da

Gupy

Se você trabalha na área de Recursos

Humanos, já deve ter

lido ou ouvido falar sobre a importância

estratégica adquirida

pelo setor nos últimos anos.

Também sabe que crescer na carreira

de RH pode ser difícil em

um mercado tão concorrido, não

é verdade?

Para se diferenciar na empresa,

além das qualificações técnicas,

a sua atitude e o seu comportamento

fazem toda a diferença.

Mas não pense que trabalhar em

uma grande companhia é o ápice

do sucesso.

Você pode ter sucesso profissional

e crescer junto com uma pequena

ou média empresa.

Neste artigo, vou ajudar você a

desenvolver uma estratégia para

crescer na carreira de RH e, consequentemente,

trazer resultados

positivos para a empresa em que

atua.

Como crescer na carreira de RH?

Entender e compartilhar a cultura,

a missão e os valores da empresa

é o primeiro passo para tornar

os seus dias mais produtivos

lá dentro.

Quando o profissional e toda a

equipe estão engajados, os resultados

aparecem facilmente.

Isso auxilia na evolução da empresa

e, é claro, na sua também.

Desenvolver o trabalho em equipe

é fundamental para o crescimento

individual, principalmente

na área de Recursos Humanos,

na qual os erros prejudicam outras

pessoas.

Portanto, participe de um time

que mantenha um bom clima interno

e tenha atitudes para reforçar

esse sentimento.

Pessoas felizes têm a mente aberta

para novas ideias, tanto para

criá-las quanto para recebê-las e

executá-las.

Quais ações podem ser tomadas?

Ter criatividade e proatividade

são duas ferramentas essenciais

para se destacar no setor.

Com tantas atribuições pertinentes

ao dia a dia do RH, criar soluções

criativas para o desenvolvimento

das tarefas com o mínimo

de retrabalho e dentro do prazo é

uma atitude louvável.

Não se acomodar e sugerir novas

ideias fazem o diferencial em

conjunto com a criatividade.

Outra ação fundamental é desenvolver

sua inteligência emocional.

Quando algo não acontecer conforme

o esperado, mantenha a

calma e tente transmitir esse sentimento

aos envolvidos.

Outra dica é se afastar um pouco

e pensar em uma solução para o

problema.

Dessa forma, será capaz de resolvê-lo

sem afetar o clima interno e

os relacionamentos.

Pessoas com a inteligência emocional

desenvolvida são cada vez

mais reconhecidas no ambiente

de trabalho

Além da inteligência emocional,

mostrar comprometimento, seja

com horários, tarefas e com a

equipe, gera confiança e credibilidade.

Não perca a oportunidade

de crescimento na carreira de RH

por nunca chegar na hora marcada.

Os profissionais de Recursos Humanos

são exemplos para os demais,

leve isso como incentivo.

Por último, mas não menos importante,

não basta você crescer

na carreira de forma isolada enquanto

toda a empresa precisa do

mesmo incentivo para que a organização

evolua.

Pesquise sobre cursos, palestras,

organize treinamentos internos,

faça com que todos os profissionais

se sintam importantes e

entenda que uma companhia só

cresce quando os talentos que a

compõem estão com o mesmo

objetivo.

Como você pôde perceber, com

algumas atitudes simples e proatividade,

é possível desenvolver a

sua carreira de RH e ainda ganhar

destaque na empresa. Além disso,

lembre-se que o seu comprometimento

pode levar ao crescimento

da empresa como um todo.

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Dono do quiosque de coco mais famoso de Santos, Zé do Coco teve sua história

contada durante palestra a grupo de empresários da Cidade, em agosto.

Vencendo desafios, Zé do

Coco se tornou grande empresário

e foi o palestrante no

Dia do Convidado do grupo BNI

Elite, em Santos

O sergipano José Costa dos Santos,

de 56 anos, teve uma infância

humilde no Nordeste do país,

mas com força de vontade, saiu

de sua cidade e veio tentar uma

vida mais confortável em Santos.

Com muito trabalho, ele transformou

um sonho em realidade

e se tornou um dos maiores empreendedores

da Baixada Santista,

vendendo a fruta ícone da cidade

praiana: o coco.

Zé iniciou seu negócio de venda

de coco em 1988. Com seu

carisma e dedicação, o negócio

prosperou e ele conseguiu junto à

Prefeitura a licença para abrir um

quiosque, exatamente onde está

hoje, na esquina da praia com o

Canal 6, onde atrai milhares de

pessoas , principalmente nos finais

de semana de calor. Além do

coco, Zé também é famoso por

vender as deliciosas cocadas em

vários sabores.

O empresário afirma que, com o

dinheiro que ganhou vendendo

coco, conseguiu pagar a faculdade

para suas duas filhas: Renata,

que é formada em Direito, e Jaqueline,

que fez Administração

de Empresas.

A história de superação e exemplo

motivou o grupo de empresários

de diversos segmentos do BNI

Elite a convidar Zé para dar uma

palestra para o grupo e aberta ao

público. Ao ser convidado para

compartilhar um pouco de sua

história de vida, o homenageado

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ficou emocionado. “Estou muito

feliz com o convite e espero que

eu possa de alguma forma colaborar

com vocês e com os empresários

e empreendedores que vão

estar no evento”, finalizou Zé do

Coco.

O Dia do Convidado é um evento

de Networking de Relacionamento

realizado pelas equipes do

BNI - Business Network International.

No evento, além de conhecer

empresários, profissionais

liberais, entre outros, os participantes

vão aprender técnicas de

marketing boca a boca e conhecer

metodologias eficazes de networking

criadas pelo BNI.

O BNI é a maior organização de

networking e referências de negócios

do mundo e oferece aos

membros a oportunidade de

compartilhar ideias, contatos, redes,

e o que é mais importante,

referências comerciais.


ABRAPPE realizou o primeiro ciclo de palestras sobre Prevenção de Perdas

controlar, reduzir e prevenir perdas

no mercado brasileiro, surgiu

a Abrappe.

O

primeiro ciclo de palestras

sobre Prevenção de Perdas

da Abrappe – Associação Brasileira

de Prevenção de Perdas que

aconteceu no dia 14 de setembro,

foi um sucesso.

Carlos Eduardo Santos, presidente

da Abrappe, ministrou uma

palestra sobre o tema “Nova visão

estratégica da Prevenção de

Perdas Ampliada”, e Lenivaldo

Barros, tesoureiro da Abrappe,

abordou o tema “Liderança e

Ética em Prevenção de Perdas”.

Além disso, foram arrecadados

aproximadamente 100 kilos de

alimentos não perecíveis.

Com o propósito de “tornar a

prevenção de perdas uma área estratégica

e que contribua, de forma

sustentável, para o aumento

da rentabilidade dos negócios.”,

seja qual for o segmento, é uma

iniciativa inédita, sem precedentes

no território nacional.

Somos uma organização independente

e sem fins lucrativos,

fundada em 2018 e formada por

representantes de mais de 500

companhias.

Fomentamos prevenção de perdas

como cultura, por meio da

capacitação, geração de estudos,

troca de experiências, networking

e outras práticas.

Conheça mais acessando

http://www.abrappe.com.br/

Por que prevenir perdas é tão importante?

Porque toda e qualquer perda no

varejo ou na indústria, do furto

ao produto cuja validade está

muito próxima do vencimento

até a ruptura, causa um impacto

negativo e significativo no resultado.

Ou seja, a consequência direta é

a redução do lucro, da rentabilidade.

No dia a dia de qualquer gestor, o

controle e a prevenção eficaz das

perdas está entre um dos maiores

desafios profissionais.

Como controlá-las, reduzi-las e

preveni-las?

Essa questão é uma daquelas cuja

resposta rápida e fácil de colocar

em prática vale milhões de dólares,

e muitos pagariam outros

milhões para obtê-la e aplicá-la.

Ah, mas no Brasil… Engana-se

quem acha que o problema é exclusivo

nosso.

Diante dos desafios e busca de

respostas e soluções efetivas para

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