Jornal Paraná Outubro 2019

LuRecco

Setor prioriza o

meio ambiente

Página 8


OPINIÃO

Brasil, exemplo de energia limpa para o mundo

Nos próximos anos, continuaremos a ter uma matriz energética diversificada e limpa

Adriano Pires (*)

Os debates ganharam

as páginas da imprensa

internacional

e, muitas vezes, perdeu-se

a cortesia, inclusive

entre chefes de Estado. A discussão

sobre a Amazônia

sempre traz consigo a questão

ambiental, na medida em que

sua preservação seria essencial

para garantir as metas colocadas

sobre o aquecimento

do planeta.

Durante essas semanas, o Brasil

foi acusado de adotar políticas

ambientais equivocadas.

Mas, na realidade, o País é hoje

um dos que mais colaboram

para a redução da emissão de

gases de efeito estufa, por meio

de uma matriz energética das

mais limpas do mundo, em

razão da expressiva participação

das chamadas energias renováveis.

A matriz energética brasileira

tem forte presença das fontes

renováveis, sobretudo a hidráulica

e a biomassa, que representaram

45,3% da oferta total

em 2018, e isso se amplia com

o crescimento das energias eólica

e solar. O desafio continua

sendo reduzir a participação

dos combustíveis fósseis, em

particular o diesel, essencial

para o setor de transporte de

cargas e de passageiros.

Nos últimos dez anos, a participação

dos derivados de petróleo

teve queda de 3,5 pontos

porcentuais, evidenciando um

maior incentivo do Brasil ao aumento

das fontes renováveis na

matriz. Agora, com o crescimento

do gás natural oriundo

do pré-sal, poderemos substituir

o diesel em caminhões e

navios por gás natural liquefeito,

como vem ocorrendo na

China e nos EUA.

A matriz energética mundial tem

apenas 13,7% de participação

das renováveis. No bloco da Organização

para Cooperação e

Desenvolvimento Econômico

(OCDE), só 9,7% da matriz é renovável,

enquanto nos demais

países não membros essa participação

é de 16,3%.

No Brasil, a geração de eletricidade

tem a predominância da

fonte hídrica (66,6%). A geração

de eletricidade no País

conta com 83,2% de fontes renováveis,

ante 23,8% nos países

da OCDE e 24,0% no

restante do mundo.

No mercado internacional, potências

como EUA e França

chamam a atenção pela baixa

participação de energia renovável

em sua matriz. Nos EUA as

fontes renováveis respondem

por 11% da matriz, e nela o petróleo

e o gás natural são as

fontes de destaque (36% e

31%, respectivamente). Os

combustíveis fósseis sempre

foram predominantes na matriz

norte-americana, mas nos últimos

anos a produção de petróleo

e de gás natural norte-americana

está no topo do ranking

mundial, impulsionada pela revolução

do shale.

Na Europa, a Alemanha é o país

cuja oferta de renováveis mais

se aproxima da brasileira, com

uma participação de 34,9%. Já

na França as renováveis representam

9,4% da matriz, em que

a predominância é de fonte nuclear

(42%), seguida do petróleo

(30%). A matriz elétrica

O Brasil é líder neste processo: somos

responsáveis pela produção de 7,2%

de toda a energia renovável mundial.

francesa é majoritariamente nuclear

(72%). O carvão, uma

das principais fontes de energia

responsáveis pelo aquecimento

do planeta, tem baixa participação

na matriz brasileira (5%),

enquanto na China tem 72%;

na Alemanha, 35,4%; e nos

EUA, 13%.

O aumento da participação das

fontes de energia limpas é uma

realidade nas matrizes de energia

dos países. O Brasil é líder

neste processo: somos responsáveis

pela produção de

7,2% de toda a energia renovável

mundial. O crescimento da

oferta de energia renovável veio

para ficar, diante da necessidade

de cuidar melhor do planeta.

Entretanto, os caminhos

da energia, tanto no nível da entrada

de novas fontes limpas

como de novas tecnologias de

produção e uso, são tortuosos.

Como mostra o exemplo da

China, não é nada fácil associar

no curto prazo aumento da

participação das energias limpas

com a necessidade de

crescimento econômico e geração

de empregos.

O Brasil tem uma das matrizes

mais limpas em razão das hidrelétricas,

da biomassa (etanol

e biodiesel) e, agora, do

crescimento das fontes eólica

e solar. Nos próximos anos, o

gás natural será abundante

com a produção do pré-sal.

Portanto, continuaremos a ter

uma matriz diversificada e

limpa, dando exemplo ao mundo

de como cuidar do meio

ambiente.

(*) Diretor do Centro Brasileiro

de Infraestrutura (CBIE)

2

Jornal Paraná


CENTRO SUL

Safra avança para reta final

Já foram processadas mais de 75% da cana disponível.

Só 35,5% do mix tem sido destinado ao açúcar

Com 75% da cana-deaçúcar

já processada

até 15 de setembro,

a safra

2019/20 do Centro Sul caminha

para o final. Foram esmagados

no período 437,75

milhões de toneladas, segundo

dados da União da Indústria

de Cana-de-açúcar

(Unica), 1,2% a mais que no

mesmo período da safra passada.

Em média, as lavouras de

cana do Centro Sul produziram

entre abril e agosto,

81,44 toneladas por hectare,

alta de 3,6% em relação ao

mesmo período do ano anterior

segundo o Centro de Tecnologia

Canavieira (CTC). A

alta da produtividade agrícola,

entretanto, segue neutralizada

pela redução na qualidade da

matéria-prima. No acumulado

até 16 de setembro, a concentração

de ATR diminuiu

3,23%: 135,19 kg por tonelada

de matéria-prima versus

139,70 kg até a mesma data

de 2018.

Graças ao Brasil, que, de

acordo com a Archer, ao alocar

a cana para o hidratado,

tirou do mercado mundial 15

milhões de toneladas em dois

anos, na safra 2019/20, finalmente

o mundo deve entrar

em um período de déficit na

produção de açúcar. A estimativa

da Organização Internacional

do Açúcar (OIA) é de

uma produção de 171,98 milhões

de toneladas de açúcar

(2,35% menor) para um consumo

1,34% maior, atingindo

176,74 milhões de toneladas.

Isso resultaria em um déficit

de 4,76 milhões de toneladas,

com quedas também na produção

da Índia e Tailândia.

Para o grupo Sopex, esse déficit

seria maior, 6,3 milhões

de toneladas e para o Rabobank

de 5,2 milhões de toneladas.

Segundo o professor das Faculdades

de Administração da

USP em Ribeirão Preto e da

FGV em São Paulo, especialista

em planejamento estratégico

do agronegócio, Marcos

Fava Neves, apesar das previsões,

pouco se pode esperar

nos preços em curtíssimo

prazo, pois os estoques na

Índia são fortes e, provavelmente,

serão despejados no

mercado internacional. “Mas

o sinal de déficit e a produção

menor ainda no Brasil são

alento altista”, avaliou o professor.

No contraponto, a expectativa

do setor para o etanol é de bater

o recorde de produção nesta

safra. A projeção da JOB Economia

é de 34,3 bilhões de litros,

contra 33,8 bilhões na passada.

Até a primeira quinzena de

setembro foram produzidos

cerca de 23 bilhões de litros e

etanol, praticamente o mesmo

volume do ano passado.

Com clima mais

seco, ritmo de

colheita acelerou

esse ano

Com um mix de produção essencialmente

alcooleiro, até a

primeira quinzena de setembro

as usinas do Centro Sul

destinaram somente 35,5%

do mix ao açúcar, produzindo

20 milhões de toneladas de

açúcar, queda de quase 5%

em relação à safra passada.

Segundo a JOB Economia a

produção brasileira de açúcar

deve ser de 28,3 milhões de

toneladas, contra 29,1 milhões

na safra passada, o

que reduziria a exportação

para apenas 18,5 milhões de

toneladas em 2019/20, caindo

ao patamar de dez anos

atrás.

Paraná já moeu 81,3% do total

No Paraná, o cenário é semelhante

ao do Centro Sul. A

colheita em ritmo bastante

acelerado, favorecida pelo

clima mais seco, também se

encaminha para a etapa final,

afirma o presidente da Alcopar,

Miguel Tranin. Até o dia

1 de outubro já tinham sido

esmagados 27,75 milhões

de toneladas de cana no acumulado,

um aumento de

2,8% em relação as 26,98

milhões de toneladas moídas

no mesmo período da safra

2018/19. O total processado

representa 81,3% do volume

total esperado para a safra

2019/20 no Estado, 34,135

milhões de toneladas de

cana.

Quanto à qualidade da matéria-prima,

a quantidade de

Açúcares Totais Recuperáveis

(ATR) por tonelada de

cana no acumulado da safra

2019/20 ficou 1,4% abaixo

do valor observado na safra

2018/19, totalizando 139,97

kg de ATR/t de cana, contra

141,97 kg ATR observados

na safra passada.

Apesar do mix mais alcooleiro

também prevalecer no

Paraná nesta safra, o percentual

de matéria-prima destinada

para a produção de

açúcar é um pouco maior do

que o do Centro Sul, 48,59%,

totalizando 1,626 milhão de

toneladas da commodity. A

expectativa é fechar a safra

com 2,193 milhões de toneladas

de açúcar.

Já a produção de etanol

somou 1,273 bilhão de litros

no período, tendo já produzido

90,3% dos 1,409 bilhão

de litros esperados inicialmente.

Do total industrializado,

440,78 milhões de

litros são de anidro e 831,8

milhões de litros de hidratado.

A estimativa era produzir

576,1 milhões de litros de

anidro e 833 milhões de litros

de hidratado.

Jornal Paraná 3


CENTRO SUL

Vendas de hidratado

perdem aceleração

Mas estoques estão reduzidos e expectativa é de vendas continuarem

aquecidas, com alta do petróleo e possível aquecimento da economia

Depois de uma escalada

crescente na

produção e consumo

de etanol, na primeira

quinzena de setembro houve

uma queda nas vendas do biocombustível

pelas usinas, de

quase 8% quando comparado

à mesma quinzena de 2018 e

10,6% menor que a última

quinzena de agosto. Foram

vendidos 911,57 milhões de litros

de hidratado, contra 1,02

bilhão de litros na segunda

quinzena de agosto.

No acumulado da safra atual,

entretanto, o etanol hidratado é

quem possui a maior elevação

percentual de consumo no período,

com 14,5 bilhões de litros

vendidos em 2019, alta de

25,8% na comparação anual

até agosto, segundo dados da

Agência Nacional do Petróleo,

Gás Natural e Biocombustíveis

(ANP).

A comercialização de gasolina

C pelas distribuidoras, por sua

vez, soma 24,96 bilhões de litros

em 2019, indicando uma

retração de 3,73% em relação

ao mesmo período do ano anterior,

quando foi registrado

25,93 bilhões de litros.

“Esse crescimento reflete positivamente

na participação do

biocombustível na matriz de

combustíveis do ciclo Otto,

que atinge 48,1%”, disse em

comunicado a União da Indústria

de Cana-de-açúcar

(Unica).

A forte demanda pelo produto

renovável, mais competitivo

que a gasolina em várias regiões,

tem levado as usinas de

cana a favorecerem o biocombustível

no chamado “mix” de

produção, que tem privilegiado

o etanol em detrimento do

açúcar. A produção cresceu

7,5% na primeira quinzena de

setembro, ajudando a compor

estoques.

No balanço entre produção e

consumo de etanol da safra

2019/20, iniciada em 1º de

abril, os estoques totais do

biocombustível no País atingiram

9,369 bilhões de litros em

15 de setembro, segundo dados

do Ministério da Agricultura.

O volume é 11,6% menor

que os 10,603 bilhões de litros

no acumulado dos mesmos

cinco meses e meio da safra

2018/19 e 21,6% maior que o

acumulado no final de agosto,

de 7,702 bilhões de litros.

“Estoques de etanol estão

abaixo de volumes do ano

passado, temos agora o final

do ano e quem sabe a economia

começa a dar sinais de

vida. Em se taxando toda a importação

dos EUA, os preços

do etanol, na minha humilde

leitura, têm trajetória de alta.

Mesmo sem taxar os 750 milhões,

teremos aperto na entressafra”,

avaliou o professor

das Faculdades de Administração

da USP em Ribeirão Preto

e da FGV em São Paulo, especialista

em planejamento estratégico

do agronegócio, Marcos

Fava Neves.

Usinas do Nordeste vêm protestando

contra a aprovação

da cota de etanol importado de

750 milhões de litros. Isso porque

esse volume de etanol que

poderia ser comprado de outros

países sem a incidência

de impostos, entraria no mercado

em momento no qual

seria a chance de preços melhores

para as indústrias sucroenergéticas

do Nordeste.

Há no Congresso também movimento

para não aprovar esta

mudança, mas segundo reportagem

da Agência Globo, o

governo chegou a um acordo

com os parlamentares, com

importação de volumes maiores

no período de entressafra,

deixando uma quantidade reduzida

para ser adquirida do

exterior durante a safra de cana-de-açúcar.

O governo também acenou

com futuras medidas reestruturantes

para o setor. A expansão

da cota de 600 milhões

para 750 milhões atende a um

pedido feito pessoalmente pelo

Mix de produção tem favorecido o biocombustível

presidente norte-americano

Donald Trump ao presidente

brasileiro Jair Bolsonaro, durante

um encontro em Washington,

em março último.

O decreto foi assinado no início

de setembro. Na época em que

Trump solicitou o aumento da

cota, o governo brasileiro deixou

claro que esperava algo mais,

como uma abertura maior do

mercado americano para o açúcar

do Brasil. Até o momento,

não houve qualquer sinalização

dos EUA nesse sentido.

De acordo com a FCStone, o

etanol anidro americano chega

a Paulínia por R$ 2,23/l na cota

e por R$ 2,66/l pagando os

impostos. Com impostos o

anidro do Centro Sul está ao

redor de R$ 2,04/l. Em se colocando

o frete, de acordo

com a Bioagência, o preço já

chega perto do americano.

“Precisaria ser encontrada

uma forma de por um ano testar

se esta abertura melhora as

relações comerciais com os

EUA e ver se consegue-se

uma contrapartida no açúcar e

analisar especificamente alguma

alternativa ao Nordeste”,

afirmou Fava Nves.

Projeções da União Nacional

do Etanol de Milho (Unem)

mostram que neste ano devem

ser produzidos 850 milhões de

litros de etanol de milho vindos

de pouco mais de 2 milhões

de toneladas do grão, números

que devem chegar ao redor de

2 bilhões de litros em 2020

processando 6,2 milhões de

toneladas e 8 bilhões de litros

na safra 2028/29.

4

Jornal Paraná


REPRESENTAÇÃO

Deputado Sérgio de Souza visita a Alcopar

Parlamentar pauta sua atuação na defesa dos interesses do Paraná,

da agricultura e da valorização do setor sucroenergético, entre outros assuntos

Com o objetivo de falar

sobre o trabalho realizado,

as expectativas

e os projetos em andamento

no Congresso Nacional,

o deputado federal paranaense

Sérgio de Souza, um

forte representante do agronegócio

nacional, esteve visitando

a Alcopar, dia 27 de setembro,

onde participou da reunião do

Conselho Diretor e Deliberativo

da entidade e almoçou com o

presidente da Alcopar, Miguel

Tranin e diretores das usinas e

destilarias paranaenses.

Na Câmara Federal, Sérgio de

Souza, que é vice-presidente da

Frente Parlamentar da Agropecuária

(FPA), preside a Comissão

de Finanças e Tributação e

o Grupo de Trabalho Licenciamento

Ambiental, além de pautar

sua atuação parlamentar na

defesa dos interesses do Paraná,

e, mais especificamente,

nas questões que envolvem

agricultura, infraestrutura, educação,

saúde, regularização

fundiária, tributária, valorização

do setor sucroenergético, rediscussão

do pacto federativo,

apoio aos municípios e melhoria

do acesso à Justiça.

Um dos assuntos que tem mobilizado

o setor agro brasileiro e

o deputado é a PEC 42/2019,

que busca revogar a Lei Kandir

propondo o fim das desonerações

do ICMS (Imposto sobre

Circulação de Mercadorias e

Serviços) na exportação de

produtos não-industrializados e

semielaborados. Souza tem defendido

a retirada do segmento

agrícola da proposta.

“Nós vamos apoiar a retirada do

setor mineral da Lei Kandir,

como alguns Estados defendem,

mas não vamos aceitar a

retirada do agro. Entendemos o

motivo deles quererem revogar

a Lei Kandir, mas outros setores

como o agro não podem ser

penalizados. Se a Lei Kandir for

revogada, o agro perderá competitividade

e o país vai entrar

em uma crise enorme”, afirmou,

lembrando que o agro

hoje responde por quase 40%

do PIB brasileiro.

Dados da Organização das Cooperativas

Brasileiras (OCB)

mostram que a revogação da

Lei Kandir causaria um impacto

negativo de R$ 47,8 bilhões em

faturamento ao agronegócio

brasileiro. Uma perda de 8,1%

no chamado Valor Bruto de

Produção (VBP) em relação aos

números alcançados pelo setor

em 2018.

Jornal Paraná 5


A Embrapa desenvolveu uma

solução biológica, um inoculante

natural totalmente desenvolvido

com tecnologia nacional,

capaz de auxiliar o produtor

a recuperar o fósforo depositado

no solo nos últimos 50

anos e, até então, não aproveitado

pelas plantas. Pelo menos

metade da quantidade de fósforo

aplicada na agricultura em

A demanda de óleo de soja

para o biodiesel deverá crescer

mais de 20% em 2020,

ante o previsto para este ano,

para 5 milhões de toneladas,

com impacto do aumento

obrigatório da mistura do biocombustível

no diesel fóssil,

informou a Associação Brasileira

Indústrias Óleos Vegetais

(Abiove). A mistura obrigatória

Fósforo

Biodiesel

DOIS

forma de fertilizante inorgânico

continua no solo. Essa poupança

que está debaixo da terra

tem valor médio de US$ 40 bilhões

(R$ 160 bilhões), segundo

a Embrapa. Essa solução

biológica tem como base

duas bactérias. Uma libera o

fósforo depositado no solo e a

outra permite que a planta o absorva.

no Brasil foi elevada de 10%

para 11% em 1º de setembro

e será elevada novamente

para 12% em março do próximo

ano, conforme cronograma

do governo. Neste ano,

as 4,1 milhões de toneladas

utilizadas para o biodiesel representam

cerca de metade de

demanda total por óleo de soja

do país.

PONTOS

Açúcar

Clima

A primavera/verão 2019/20

deve trazer desafios para os

produtores de todo o Brasil.

Com previsão de altas temperaturas

e chuvas irregulares, algumas

culturas podem ser

diretamente impactadas, segundo

meteorologistas da Climatempo.

A avaliação é de que

o campo possa viver um momento

delicado nos próximos

meses, daí a importância de

estar preparado, munido de

todos os dados para tomar decisões

assertivas e com a

maior antecedência possível.

O mercado global de açúcar deve ter um déficit de 6,3 milhões de toneladas na temporada

2019/20, com a produção caindo para uma mínima de quatro anos, segundo o Grupo

Sopex. A produção global deve cair para 177,1 milhão de toneladas, enquanto o consumo

deverá crescer para 183,4 milhões de toneladas. Na temporada 2018/19, a estimativa é

de um superávit global de 2,5 milhões de toneladas. A produção brasileira de açúcar foi

estimada em 25,5 milhões de toneladas em 2019/20, com recuo ante um pico de 36 milhões

de toneladas em 2017/18. Na Índia, a produção foi estimada em 26,5 milhões de toneladas,

ante 32,9 milhões na temporada anterior. Para o Rabobank a projeção de déficit

para a safra global de açúcar 2019/20 seria de 5,2 milhões de toneladas.

Evento

O Ministério da Ciência, Tecnologia,

Inovações e Comunicações

e a Embrapa oferecem

uma oportunidade ímpar

para quem pensa em empreender

aliando geração de renda

à sustentabilidade. O VII

Congresso da Rede Brasileira

de Tecnologia e Inovação de

Biodiesel vai reunir estudantes,

cientistas, produtores,

empresários e representantes

de startups, entre outros segmentos,

no período de 4 a 7

de novembro próximo, em

Florianópolis, SC, para trocar

ideias, experiências e conhecimentos.

Além de trabalhos

científicos, apresentação de

pôsteres e palestras com especialistas

nacionais e internacionais,

esta edição contará

com rodada de inovação tecnológica,

exposições e presença

de startups da área de

biodiesel.

Grandes empresas que operam

no setor sucroalcooleiro

do Brasil estão investindo

para expandir a capacidade

de produção de etanol no

ano que vem, devido à forte

demanda local contínua e

aos baixos preços globais do

açúcar. No ano passado, as

usinas destinaram apenas

Etanol

35% da cana para o açúcar,

uma mínima histórica. Essa

fatia pode cair ainda mais na

atual temporada, de acordo

com o último relatório de

produção da Unica, que colocou

o mix abaixo da marca

de 35% com cerca de apenas

um terço da safra ainda

a ser processada.

Renovável

A petroleira Shell está em

busca de projetos “competitivos”

de energia renovável

no Brasil, em

movimento que acompanha

estratégia global

de diversificar a atuação

para além da indústria de

petróleo e gás, de olho

em uma esperada transição

energética rumo a

fontes de baixo carbono.

A companhia anglo-holandesa

está fortemente

comprometida com a redução

de emissões de

carbono, mas destacou

que há uma natural disputa

por capital entre

projetos de investimento

na organização, que tem

presença global.

6

Jornal Paraná


RECONHECIMENTO

Santa Terezinha recebe Selo Sesi ODS

A empresa foi certificada pela terceira vez por desenvolver ações

que impactam os municípios do Paraná de forma sustentável

Pela terceira vez a

Usina Santa Terezinha

foi reconhecida com

o Selo Sesi ODS que

legitima o trabalho de instituições

que promovem projetos

para o alcance dos ODS (Objetivos

de Desenvolvimento

Sustentável).

A empresa esteve entre as

400 empresas, localizadas no

Paraná, certificadas por desenvolver

ações que impactam

os municípios do Estado

de forma sustentável.

Oferecida pela Fiep (Federação

das Indústrias do Estado do

Paraná), por meio do Sesi

(Serviço Social da Indústria),

a premiação vai ao encontro

com os propósitos da Agenda

2030 da ONU(Organização

das Nações Unidas), um conjunto

de ações e diretrizes que

visam a sustentabilidade no

mundo.

O evento, realizado em Curitiba

PR promoveu a troca de

experiências e reconhecimento

das empresas privadas,

instituições públicas,

organizações da sociedade

civil e instituições de ensino

atuantes em prol dos ODS no

Paraná.

Jornal Paraná 7


CONSCIENTIZAÇÃO

Aula prática de preservação

Com o projeto “Plantando Verde, Colhendo Vida”, a Alto Alegre mobiliza crianças e a

comunidade visando recuperar e proteger o ambiente em comemoração ao Dia da Árvore

Envolvendo quase 2 mil

crianças além de professores,

dirigentes do

setor sucroenergético e

da usina, a comunidade em

geral e lideranças dos municípios

das regiões onde está instalada

suas unidades industriais,

a Usina Alto Alegre S.A. Açúcar

e Álcool realizou, entre os dias

16 e 20 de setembro, mais uma

edição do projeto “Plantando

Verde e Colhendo Vida”. O presidente

da Alcopar, Miguel Tranin

esteve participando, em

Colorado, da entrega dos prêmios

aos estudantes.

Ao todo foram distribuídos 210

prêmios aos alunos de 5º ano

de 70 escolas municipais de 33

municípios localizados nas proximidades

das quatro unidades

industriais da Alto Alegre e

foram plantadas quase 2 mil

mudas de árvores de espécies

nativas da região.

desafio de elaborarem uma redação

cujo tema foi “Plantando

Verde, Colhendo Vida”. Uma comissão

formada por integrantes

das próprias escolas selecionaram

os três melhores trabalhos

de cada uma.

No período de 16 e 20 de setembro

foi feita a entrega dos

prêmios aos autores das três

melhores redações de cada escola,

somando 210 tabletes de

três tamanhos, conforme a

classificação, e todos os alunos

receberam medalhas, além de

lanches e refrigerantes. No

evento de premiação, os estudantes

foram levados ainda a

uma área da Alto Alegre, nas

unidades de Colorado, Santo Inácio

e Florestópolis, no Paraná,

e em Presidente Prudente, em

São Paulo, onde realizaram o

plantio da mudas produzidas

nos viveiros próprios da usina.

O projeto é desenvolvido há

anos, tendo iniciado na unidade

Floresta, de Presidente Prudente

(SP) e expandido para as demais

indústrias no Paraná, gerando

resultados importantes

junto às comunidades em que é

realizado.

Participaram quase

2 mil estudantes de

70 escolas de

33 municípios

O objetivo do projeto, segundo

a gerente de Gestão da Usina

Alto Alegre, Renata Nobre, é

conscientizar e sensibilizar alunos,

professores e a comunidade

em geral sobre a

importância da preservação do

meio ambiente, assim como

ampliar a mata ciliar da Reserva

Florestal. O que se busca é

mostrar a necessidade de preservação

dos remanescentes

florestais para a sobrevivência

da fauna existente neste habitat.

O trabalho de conscientização

este ano teve início no mês de

agosto. Nesta primeira etapa, os

alunos do 5º ano do Ensino Fundamental

das escolas envolvidas

com o projeto, assistiram

palestras educativas, nas próprias

escolas, sobre fotossíntese

e reciclagem, participaram

de dinâmicas e receberam o

8

Jornal Paraná

More magazines by this user
Similar magazines