RCIA - ED. 148 - NOVEMBRO 2017

tvcomercioeindustria

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ÍNDICE

EDIÇÃO N°148 - NOVEMBRO/2017

CAPA

Tecnologia e acessibilidade

ECONOMIA

Araraquara em baixa

COMÉRCIO

Produtos alternativos

INOVAÇÃO

Direitos trabalhistas

10 8 14

18

22

Sicoob da Avenida Barroso

apresenta ampliação da agência

e o novo aplicativo para celular

que permite operações rápidas.

Araraquara despenca no ranking

de desenvolvimento no Estado de

São Paulo e ocupa, atualmente, a

53ª posição.

Feira do Meio e Feirinha

do Parque aparecem como

boas opções para novos

empreendedores da cidade.

Diretoria das Guerreiras Grenás

assina carteira de atletas do

elenco; atitude pioneira, quer

fomentar o esporte.

CIESP

16 | Saiba quem são os vencedores

da Etapa Araraquara do 17º

Concurso Acelera Startup.

A polêmica do IPTU

25| Engenheiro Elias Chediek Neto

escreve artigo exclusivo sobre a

Planta Genérica de Valores.

Loyola no Jabuti

26| Escritor local está, pela terceira

vez, na final do mais importante

prêmio literário do Brasil.

Casa Cairbar Schutel

30| Casa Cairbar Schutel faz

aniversário com novos

mecanismos de atendimento.

Edna

Martins

Primeira mulher na presidência do PSDB

Num período em que a classe política anda

em baixa, o PSDB de Araraquara busca

mudar sua cara e elege presidente do

partido, Edna Martins, que foi candidata nas

eleições municipais de 2016 e perdeu para

Edinho Silva. Após a derrota, teve o apoio

dos deputados tucanos Roberto Massafera

(estadual) e Lobbe Neto (federal) para

assumir a diretoria Regional de Assistência

e Desenvolvimento Social (DRADS) e deverá

apoiar os dois nas eleições do ano que vem,

pois já antecipou que não será candidata.

“Precisamos ampliar o PSDB, ir para os

bairros, para as associações”, disse ela.

O adeus de Cyro

Após trocar desde janeiro cerca de

10.500 hidrômetros e ficar exposto

às críticas dos donos dos imóveis, o

DAAE decidiu mudar a regra do jogo:

criou uma comissão que analisará

a necessidade da substituição. A

enxurrada de trocas gerou uma

enorme confusão na vida do prefeito

e levou o superintendente do DAAE,

Wellington Cyro de Almeida Leite, a

pedir demissão do cargo. Na verdade,

a saída de Cyro causou estranheza nos

meios políticos, pois era ele homem de

extrema confiança junto ao prefeito.

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DA REDAÇÃO

COMPORTAMENTO

Dia Mundial do Veganismo

SAUDADES

Partiu Chico Nigro

por: Sônia Maria Marques

Novos tempos alteram hábitos: cães e

gatos passarelam pelo Jaraguá

28

Ativista araraquarense Flávia

Antunes nos conta detalhes

deste universo, cujo respeito aos

animais é a principal lei.

Sindicato Rural

45| Com preços baixos e qualidade,

Feira do Produtor Rural cai no

gosto do público araraquarense.

O famoso Trem de Milho

Durante a 1ª Semana do

Patrimônio Histórico de

Araraquara, foi ministrada

em outubro a palestra “A

relevância e importância

dos bens tombados” pelo

arquiteto José Antonio

Chinelato Zagato, da

Unidade de Preservação

do Patrimônio Histórico, do

departamento técnico do

Condephaat. Na ocasião,

Zagato para surpresa de

todos, destacou o prato

típico premiado Trem de

Milho, como referência de

bem imaterial representativo

de comidas à base de

Um dos mais conceituados

empresários da cidade, Francisco

Nigro, deixa um enorme legado

para a nossa história .

Canasol

64

58| Associação integra grupo que

regulamentará Protocolo

Agroambiental.

milho verde ao registro de

tombamento de saberes

rurais e modos de fazer, a

serem atribuídos ao distrito

de Bueno de Andrada em

Araraquara. Concluiu-se

que política pública para

preservação e conservação

do patrimônio cultural

começa pelo tombamento

de bens materiais e o

registro de bens imateriais

em âmbito municipal por

espontaneidade e com

critérios administrativos

previstos pelo Conselho

Municipal para preservação

do patrimônio.

Em setembro o Jaraguá Araraquara, sempre empenhado

em oferecer serviços que geram cada vez mais conforto,

praticidade e tranquilidade aos seus clientes, promoveu

uma revitalização do Espaço Família, num projeto que

ganhou novas funcionalidades e decoração para atender

as famílias que cada vez mais utilizam os serviços

do shopping. A revitalização, dizia Cleiton Martins,

superintendente do Shopping Jaraguá Araraquara, faz

parte de uma parceria com a Unimed Araraquara e

o projeto é assinado pela arquiteta Carolina Haddad,

que deu preferência para uma decoração clean e

aconchegante. Cleiton foi até mais incisivo: “A ideia

é oferecer às famílias um ambiente que lembre o

conforto de suas casas”. Podemos dizer que tem sido

essa iniciativa de tantos outros shoppings pelo país,

buscando a familiaridade como ponto de partida para

a transformação que o mundo moderno proporciona.

Assim, seguindo essa nova revitalização, o Jaraguá entrou

em outubro anunciando que cães e gatos, considerados

animais de pequeno porte, agora podem passear com

seus donos pelo shopping desde que sejam verificados

alguns critérios, um deles, a não frequência na área da

alimentação. Mas, passear pelos corredores do centro de

compras de forma permanente, no chão, com coleira e

guia e ganhando do shopping o selo ‘Pet Friendly’ já é

um grande avanço dentro deste processo de proximidade,

ou seja, a extensão familiar para dentro do maior centro

de compras que temos na cidade.

Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni

Supervisora Editorial: Sônia Marques

Editor: Matheus Vieira (MTB 67.923/SP)

Design: Bete Campos e Érica Menezes

PARA ANUNCIAR: (16) 3336 4433

Tiragem: 5 mil exemplares

A RCIA é distribuida gratuitamente em

Araraquara e região

* COORDENAÇÃO, EDITORAÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE

Falar com a RCIA: (16) 3336 4433

Rua Tupi, 245 - Centro

Araraquara/SP - CEP: 14801-307

marzo@marzo.com.br

José Antonio

Chinelato Zagato,

com o presidente

da Associação de

Bueno de Andrada

para Cultura e

Turismo Rural,

Théo Bratfisch

e o arqueólogo

Robson Rodrigues

da Fundação

Araporã.

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EDITORIAL

por: Ivan Roberto Peroni

IPTU: Prefeito perde na Câmara e dá peso

à trajetória de quem teve bom senso

A reavalição da Planta Genérica de Valores que calcula o IPTU, levou Araraquara, a viver em outubro

um período conturbado no qual podemos ver claramente que política e economia andam juntas.

Rejeitado pela Câmara, pois a maioria dos vereadores usou o bom senso, criou-se um verdadeiro

Palmeiras x Corinthians entre governo e oposição e logo Edinho Silva utilizou recursos públicos em

veículos de comunicação claramente seletivos, para propagar uma absurda divisão entre miseráveis e

abastados, prática pouco recomendável para quem sempre falou em cidadania.

Em 2001, quando assumiu pela primeira

vez a Prefeitura de Araraquara

o então prefeito Edinho dizia que “as

medidas de combate às desigualdades

para terem resultados positivos

começam na cidade” e em nome da

pobreza existente em uma grande

parte da população, usou a casa do

João de Barro para impor o óbvio -

quem tem mais, paga mais; quem

tem menos, paga menos.

Passados 16 anos, dos quais 8 dele

e outros 8 anos de Marcelo Barbieri,

Edinho ressurge com o mesmo discurso,

pregando a necessidade de uma

revisão na Planta Genérica de Valores

- da qual somos plenamente favoráveis

- só que ele utiliza regras envolvidas

por cálculos bem distantes do

que o PT denomina de justiça social.

E para sensibilizar a cidade de uma

forma geral, usa demagogicamente

a população mais humilde, estabelecendo

um confronto de classes, deixando

transparecer que os considerados

melhores de vida são ‘bandidos’.

Ora, se desde 2011 não se reavalia a

PGV não é por culpa do contribuinte,

mas dos gestores públicos e dos vereadores que nos representavam, dentre os

quais os do próprio PT que em momento algum alertaram Marcelo Barbieri para

proceder estudos sobre a expansão urbanística da cidade. Entre os vereadores

omissos estava o atual Secretário de Gestão e Finanças, Donizeti Simioni, que

tem o dever de promover o controle dos recursos que entram e saem dos cofres

da prefeitura. Aliás, o que era feito com o dinheiro do IPTU, o saudoso prefeito

Waldemar De Santi mostrava na capa do carnê até 2001, esclarecendo:

Neste carnê estão inclusos os seguintes tributos:

CÓDIGOS: IPT - Imposto Predial Territorial; IT - Imposto Territorial; IL - Taxa de

Iluminação Pública; LP - Taxa de Limpeza Pública; CP - Taxa de Conservação de

Pavimentação; PI - Taxa de Prevenção contra incêndio; TL - Taxa de Remoção de

Lixo e EX - Expediente.

Ao assumir a prefeitura em 2001 (foi eleito em 2000), Edinho retirou da capa

do carnê o descritivo sobre o direcionamento dos recursos provenientes do IPTU

e passou a anunciar que “com os impostos, ela (prefeitura) paga os servidores

municipais, constrói creches, escolas, postos de saúde e asfalta rua”. Tudo isso

outra vez é óbvio; e os que não pagam corretamente seus impostos devem ser

penalizados, também de maneira justa, pois a lei concede ao devedor este tipo

de benefício.

E como disse o jornalista Geraldo Polezze, em seu Jornal de Araraquara, na edição

de 28 de outubro: “Edinho Silva gasta mundo e fundo na televisão, mas, não

consegue esconder aumento do IPTU. Numa época de crise, população fica com

pé atrás: falta verba e prefeito tenta ressuscitar Facira, coloca monte de assessores

(até via PT de outros centros) e vai patrocinar carnaval? Prefeito pensa que

ainda é ministro, com o calor de Dilma e Lula. Humilde como vereador, hoje,

assumindo cargos petistas, não consegue segurar a imagem de “otoridade” e

mancha sua biografia. Edinho é um político profissional. Isso ninguém nega”.

9|


REPORTAGEM DE CAPA

Sicoob da Avenida Barroso

Sua cooperativa

na palma da mão

Com o aplicativo mobile

banking todas as operações

podem ser realizadas

rapidamente, até mesmo

a abertura de conta para

pessoas jurídicas e físicas

A democratização do acesso à internet, somada ao aumento

das vendas de smartphones, transformou a relação das

pessoas com as instituições financeiras. Nesse contexto,

o Sicoob Araraquara participa ativamente da mudança

chamada mobile banking e se consolida pela proximidade

com seu associado.

“O mobile banking é o termo aplicado

ao uso do celular para a realização

de tarefas bancárias e recentemente

foi apontado como o canal

preferido dos brasileiros para se chegar

até a uma instituição financeira”.

A frase é do presidente do Sicoob

da Avenida Barroso em Araraquara,

Antonio Tomazelli Gaban, orgulhoso

com o desempenho da agência que

está pronta para atender a chamada

geração do futuro, que movimenta

o seu dinheiro sem ir à instituição

financeira.

Para Gaban, a interação com a

tecnologia vai mais além: a pessoa

associa-se ao Sicoob (abre conta)

utilizando o aplicativo e a funcionali-

dade que faz parte do premiado time

de soluções tecnológicas da cooperativa.

Este processo evolutivo da entidade

é sentido em seus 34 anos de

existência como uma doce lembrança,

pois o Sicoob foi criado numa

das salas de treinamento da Villares.

Era 21 de novembro de 1983, uma

segunda-feira, logo após o expediente,

quando os funcionários da indústria

transformaram em realidade um

sonho: eles estavam constituindo

naquela noite, uma cooperativa de

crédito.

Walter Francisco Orloski, um dos

organizadores do movimento na ocasião

já dizia que as cooperativas de

crédito são fundamentais na inclusão

financeira. Elas trabalham com

juros mais baixos que a maioria dos

bancos e ainda fortalecem a união

dos cooperados. Porém, ele não sabia

que a instituição prosperaria tanto

em tão curto espaço de tempo.

No Sicoob não se estabelece o habitual

conflito entre o querer cobrar mais

e o desejar pagar menos. O preço

será aquele suficiente para dar

sustentabilidade e longevidade ao

empreendimento comum.

Mas este sucesso no seu entendimento

tem uma explicação: a

cooperativa é o resultado da associação

de pequenos empresários

e empreendedores, bem como das

suas MPE (inclusive as MEIs), na forma

de instituição financeira e sem

fins lucrativos. Atualmente o sistema

de captação de cooperados está tão

flexível que o Sicoob também recebe

pessoas físicas em seu quadro associativo,

completa o dirigente.

Diretoria responsável pelo crescimento do

Sicoob em nossa cidade e região: Sidnei

Oltremare, Antônio Tomazelli Gaban

e Walter Francisco Orloski (sentados,

membros da Diretoria Executiva);

Aparecido Luís dos Santos, José Antônio

Fragali, Ademar Ramos da Silva, Mário

Thuyosi Hokama, Luís Henrique Alfonsetti

e Eduardo Antonialli Del’Acqua (em pé,

membros do Conselho de Administração)

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,

Hoje o Sicoob da Avenida Barroso faz a

conversão da cultura bancária para os canais

digitais, amplia seu quadro de colaboradores

e humaniza o atendimento aos associados.,

Futura agência do Sicoob em Matão

Gaban justifica juros mais baixos

e serviços bem mais em conta que

os bancos tradicionais de maneira

bem simples: no empreendedorismo

cooperativo não há oponentes e os

envolvidos jogam no mesmo time. O

dono é também o cliente; o anfitrião,

ao mesmo tempo o convidado. É um

convívio sem intermediários, sistema

bem diferente dos bancos. Assim,

além da garantia e dos bons serviços,

não se estabelece o habitual

conflito entre o querer cobrar mais e

o desejar pagar menos. O preço será

aquele suficiente para dar sustentabilidade

e longevidade ao empreendimento

comum. Ele lembra que as

cooperativas são reguladas e fiscalizadas

pelo Banco Central do Brasil

e promovem o acesso de pequenos

negócios a serviços financeiros, assistência

creditícia e a prestação de

serviços bancários acessórios. O objetivo

é fomentar o desenvolvimento

empresarial, a geração de emprego

e renda na região onde está inserida.

Seguindo essa premissa, o Sicoob

da Avenida Barroso hoje mantém

uma afinada parceria com o

Sincomercio, a ACIA, Sebrae e CDL

(Câmara de Dirigentes Lojistas de

Araraquara). O vínculo com os em-

preendedores, segundo Walter Francisco

Orloski, possibilitará que até

janeiro seja instalado um Posto de

Atendimento do Sicoob no prédio da

ACIA, representando mais um avanço

no relacionamento com a classe

empresarial.

Os serviços se completam com a

maquininha SIPAG aceitando ticket/

vale refeição. Outro avanço dentro

da linha de atendimento Sicoob.

SEGUE

À esquerda a sede do Sicoob Araraquara, na Avenida Barroso, 350; acima a agência em

Dobrada, inaugurada no ano passado

11|


Agência do Sicoob na Avenida Barroso, 350, ganha segundo piso no prédio

da antiga Welmar Confecções. Agora são ao todo 460m² de área construída,

conforto e qualidade no atendimento, além dos excelentes serviços.

PISO SUPERIOR

Do projeto, consta a

instalação de elevador na

ligação do primeiro com o

segundo andar para facilitar o

acesso dos associados a todos

os serviços disponibilizados

pela cooperativa financeira.

Presidência - Antonio Tomazelli Gaban

Diretoria Administrativa

Walter Francisco Orloski

Contabilidade Sicoob

Auditório

PISO INFERIOR

Atendimento aos associados

Novos caixas

Por ser uma cooperativa e onde os

associados são donos do seu próprio

banco, o Sicoob da Barroso passa a

disponibilizar gratuitamente seu auditório

para reuniões e palestras.

Sala de Espera

SICOOB ARARAQUARA

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

José Antônio Fragali

Presidente

Luís Henrique Alfonsetti

Vice-Presidente

MEMBROS

Antônio Tomazelli Gaban

Ademar Ramos da Silva

Eduardo Antonialli Del’Acqua

Aparecido Luís dos Santos

Mário Thuyosi Hokama

DIRETORIA EXECUTIVA

Antônio Tomazetti Gaban

Presidente

Walter Francisco Orloski

Diretor Administrativo

Sidnei Oltremare

Diretor Operacional

CONSELHO FISCAL

José Zambo Migliatti

Júlio Fernando Pascoal Basso

Marcos Roberto Cumpri

André Castro Rizo

José Mauro Gracindo

Caixas

Sala de Reuniões

SERVIÇOS SICOOB

Agência 4434 - Araraquara

Avenida Barroso, n° 350 - centro

Fone: (16) 3331-2170

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ANOS DE CHUMBO

Emprego e renda vêm

caindo em Araraquara

Embora já tenha vivido dias de euforia econômica, a recente

pesquisa da Firjan mostra que Araraquara vem despencando

no ranking de desenvolvimento no Estado de São Paulo,

ocupando o 53° lugar, uma posição atrás de Itápolis.

Não era bem essa colocação que

Araraquara esperava estar, mas terá

que se contentar pelo menos por

enquanto com a média de 0,7491

anunciada pelo Índice Firjan de Desenvolvimento

Municipal (IFDM), calculado

e divulgado pela Federação

das Indústrias do Estado do Rio de

Janeiro (Firjam) com base em dados

de 2013 (último estudo divulgado).

Desde o início da série disponibilizada

que analisa o comportamento

dos municípios desde 2005, Araraquara

a partir de 2009 entrou num

período de retração, baixando ainda

mais os seus índices de desenvolvimento

em 2010 (0,7384) e 2011

(0,7384), para ter um ligeiro acréscimo

em 2012 (0,7899) e outra queda

em 2013 (0,7491). Ainda assim foi

forte a publicidade anunciando que

seria uma das melhores cidades do

Brasil para se investir.

De acordo com a Firjan, trata-se

de um crescimento apenas moderado,

embora passe a ser considerado

um alto desenvolvimento o município

que venha a atingir a marca

de 0,8 pontos. Neste caso, apenas

seis municípios do Estado de São

Paulo aparecem no ranking com

média superior a 0,8 pontos: Itupeva

(0,8396), Boituva (0,8360), Paraguaçu

Paulista (0,8069), Regente

Feijó (0,8065), Moji Mirim (0,8018)

e Indaiatuba (0,8008).

Emprego e renda andam em baixa em Araraquara

COMO É FEITO

O IFDM – Índice FIRJAN de Desenvolvimento

Municipal – é um estudo

do Sistema FIRJAN que acompanha

anualmente o desenvolvimento socioeconômico

de todos os mais de

5 mil municípios brasileiros em três

áreas de atuação: Emprego & Renda,

Educação e Saúde. Criado em

2008, ele é feito com base em estatísticas

públicas oficiais, disponibilizadas

pelos ministérios do Trabalho,

Educação e Saúde.

EVOLUÇÃO ANUAL - DE 2005 A 2013

EMPREGO & RENDA: ARARAQUARA - SP

1

0.8142 0.8227

0.8077

0.7721

0,8

0.7656

0.7899

0.7262

0.7384

0,7491

0,6

0,4

0,2

0

2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013

Gráfico criado pela Firjan focando o município de Araraquara: emprego e renda

No ranking nacional

Araraquara se apresenta

em 222° lugar de acordo

com o quadro apresentado

pela federação. O que se

observa é que os melhores

picos de desenvolvimento

aconteceram em 2006 e

2007, dentro do segundo

mandato do prefeito

Edinho Silva. Em 2008,

quando ele deixou a

prefeitura, a cidade não

conseguiu alcançar a

média de desenvolvimento

desejada, retomando

o índice satisfatório

no primeiro ano da

administração de Marcelo

Barbieri. De 2010 para

cá, o desenvolvimento foi

abaixo da média proposta

pela Firjan tendo apenas a

marca de ‘moderado’.

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MÁXIMO, MÍNIMO E MEDIANA

EMPREGO & RENDA: 2013

1,0

SITUAÇÃO RELATIVA DO MUNICÍPIO

0,9

0,8

0,7

0,6

Máxima

---------------------------------------------------

Itabirito - MG

0,8962

Araraquara - SP

-------------------------------------

0,7491

Para mostrar o

desempenho de

Araraquara, a Firjan

elaborou este gráfico

apontando a cidade

mineira de Itabirito

como a segunda

colocada no ranking

do Estado de Minas e

a 47ª na classificação

nacional, mantendo

média superior a 8

em 2012 e 2013

0,5

0,4

0,3

0,2

0,1

0,0

Fonte: Firjan

Mediana

------------------------------------

0,4677

Alto desenvolvimento

(superiores a 0,8 pontos)

Mínima

------------------------------------

Tonatins - AM

0,1033

Desenvolvimento moderado

(entre 0,6 e 0,8 pontos)

Araraquara - SP

Desenvolvimento regular

(entre 0,4 e 0,6 pontos)

Baixo desenvolvimento

(inferiores a 0,4 pontos)

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CORPORATIVISMO

Pensando

no futuro

A AC Soluções Financeiras

colabora para o sucesso de

seu negócio.

Trabalhando de maneira focada

em diminuir custos, a AC Soluções

Financeiras visa melhorar o desempenho

das empresas através da redução

de tributos, taxas e tarifas procurando

sempre, saídas para rentabilizar seu

negócio. No comando de tudo isso estão

os amigos Alexandre Cruz e Carlos

Eduardo Peixoto Guimarães.

“A inovação do nosso negócio faz

com que ofertemos grande parte de

nossos serviços através do êxito. Ou

seja, nós só recebemos após entregar

a solução pronta e funcionando para

sua empresa”, informa Alexandre.

A princípio, fundada como “Plataforma

de Negócios”, a ideia vem

Alexandre Cruz em

seu escritório onde

estabelece parceria

com os contabilistas de

Araraquara

sendo lapidada pouco a pouco, dia

após dia. Logo, ela migrou para integrar

as soluções jurídicas de outra

plataforma - a “Plataforma 360º” -

formada pelos escritórios “Joseval

Peixoto, Scalon e Guimarães Advogados”

e “OUTFISC Consultoria”, que já

se firmaram no mercado na entrega

de soluções societário-tributárias,

reduzindo e recuperando tributos a

uma gama seleta de clientes, seja na

esfera administrativa/fiscal, seja na

esfera judicial.

Dentro deste ideal de redução e

recuperação de tributos, a “AC Soluções”

aumentou seu espectro de

soluções para entregar às empresas

enormes perspectivas de sucesso na

redução e na recuperação de custos

em áreas como: telefonia, informática

TI, energia, entre outros.

“Somente com a união de nossos

esforços entregaremos a maior gama

possível de soluções absolutamente

viáveis, concretas e eficazes. Estamos

iniciando parceria com contabilistas

em Araraquara agregando serviços

aos clientes e trazendo inovação para

as empresas. Entre os escritórios estão

o Gemarge, Palombo, Pinheiro,

Araraquara, Contava, Pérola e São

Paulo entre outros”, finaliza Alexandre.

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EM ARARAQUARA

Feira do Meio e Feirinha do Parque apostam

em consumo variado para fidelizar público

Exemplos de economia

criativa surgem como opções

para aqueles que procuram

produtos não encontrados

no circuito de comércio

convencional; incentivo ao

empreendedorismo também

é destaque, segundo seus

organizadores.

Promover o incentivo de maneira

permanente à cultura local e o nosso

empreendedorismo através da

comercialização de maravilhosos trabalhos

manuais, artes visuais, gastronomia,

música e moda. É assim que

podemos resumir duas ações de caráter

coletivo e que cada vez mais ganham

público em Araraquara: a Feira

do Meio e a Nossa Feirinha do Parque,

destaques na Praça das Bandeiras e

no Parque Infantil, respectivamente.

Há praticamente um ano, ambos

os projetos ocupam estes espaços

públicos para que o consumidor possa

ter contato direto com o produtor,

fomentando a comercialização de produtos

artesanais e alternativos, que

não são encontrados (com facilidade)

no circuito de comércio convencional.

A Feira do Meio ocorre a cada três meses

enquanto que a Feira do Parque,

a partir de 2018, será mensal.

A última Feirinha do Parque ocorreu no dia 12 de outubro

“O número de inscrições de expositores

vem aumentando, o que

torna a seleção cada vez mais difícil,

mas mostra como a quantidade

de pequenos empreendedores vem

subindo significativamente. Além de

inscrições da cidade de Araraquara, a

feira tem recebido vários expositores

de outras cidades (São Carlos, Jaboticabal,

Araras, Catanduva, Monte Alto,

por exemplo)”, conta Nat Rozendo, da

equipe que organiza a Feira do Meio.

Outro ponto importante ressaltado

por Nat vai ao encontro do fato que esses

profissionais autônomos, muitas

vezes, não dispõem de ferramentas

adequadas para divulgar seu trabalho.

Eventos do tipo e o meio virtual, como

as redes sociais, aparecem como fortes

opções.

“Podemos notar a evolução dos

trabalhos de expositores que participam

desde o início, provando que

na prática, o estímulo realmente

funciona: além da constante criação

de novos produtos, há melhoria na

identidade visual e na apresentação

de suas marcas”, completa.

Henrique Rosseti, da organização

da Nossa Feirinha do Parque, diz que

atrações culturais variadas também

integram o evento: “Temos música

variada, teatro, contação de histórias,

entre outras atrações. Todos têm espaço

para mostrar seus trabalhos”,

pondera.

IMPACTO É POSITIVO

Grazielle Matos levando seu Amor Retrô à Feira do Meio

Grazielle Soares Matos, proprietária

do Amor Retrô, leva seu slow

fashion (prática de moda consciente

ligada à venda de roupas usadas) para

a Feira do Meio em todas as edições.

“As feiras alternativas estimulam a

compra e uso de quem faz e quem

empreende criativamente na cidade.

Tenho tido uma ótima resposta do

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A Ricks Records é presença garantida em ambos os eventos

público com o brechó, pois são pessoas

que estão em busca de um novo

meio de consumo, um consumo mais

consciente e é isso que essa ideia proporciona”,

conta Grazielle.

A Cozinha da Bruxa - Culinária

Artesanal participa da Feira do Meio

desde sua criação e a cada edição

se surpreende com o sucesso da sua

proposta inicial. A resposta positiva

chegou em forma de novos e fieis

clientes, que conheceram o trabalho

de uma maneira descontraída, tendo

como cenário uma praça pública.

“Acreditamos que este é o caminho

para a economia sustentável, além

de possibilitar a troca de energias

positivas. Para nós, a Feira do Meio

é sinônimo de respeito e valorização

ao pequeno empreendedor”, conta

Adriana Machado ao lado de

Ricardo Rinaldi. Os dois são os

responsáveis pela Cozinha da

Bruxa. Para Adriana, essas feiras

ajudam o público a conhecer as

receitas especiais feitas pelos dois

Adriana Machado, responsável pelas

receitas ao lado de Ricardo Rinaldi.

Longe do mundo da gastronomia e

da moda, a Ricks Records é presença

em ambas as atividades. Segundo

o dono da marca, Rick Sciubba, as

iniciativas fazem sucesso por conta

de sua variedade de opções para o

público. “Acabo virando opções para

os colecionadores, além dos sebos. A

organização é excelente e a proposta

também: música, arte, comida e conveniência”,

finaliza Sciubba.

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REFORMA TRABALHISTA

Colocando

as cartas

na mesa

Sincomercio, Sebrae e Morada do

Contabilista comandaram a palestra

realizada em outubro, direcionada aos

empresários da cidade e região.

Toninho Deliza, presidente do Sincomercio, em conversa com os empresários

Com a casa cheia, o Sindicato do

Comércio Varejista de Araraquara

(Sincomercio) - localizado na Rua Voluntários

da Pátria, 1435, no Centro

da Morada do Sol - recebeu a palestra

“A Nova Lei Trabalhista e os Impactos

nas Empresas”, ministrada

pelo Sebrae.

O evento também teve o apoio

da Morada do Contabilista e foi

uma oportunidade para esclarecer

dúvidas sobre o que muda com a

reforma, que passará a vigorar em

novembro deste ano.

Os participantes foram recepcionados

pelo presidente do Sincomercio,

Antonio Deliza Neto. O encontro

também contou com a presença do

vice-presidente da Federação do Comércio

de Bens, Serviços e Turismo

do Estado de São Paulo (FecomercioSP),

Ivo Dall’Acqua Junior, especialista

na área, que pôde esclarecer

dúvidas sobre as alterações que vão

impactar o dia a dia da relação entre

empresário e trabalhador. Esteve

presente, ainda, o gerente do Sebrae

Araraquara, Fernando Sanches.

O palestrante Paulo Viana,

consultor do Sebrae Araraquara,

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abordou tópicos como contrato de

trabalho temporário, trabalho intermitente,

teletrabalho (ou home office),

jornada de trabalho, horas in

tinere, intervalo intrajornada, férias,

contribuição sindical, entre outros.

Para Antonio Deliza Neto, o Sincomercio

está de portas abertas

para esclarecer dúvidas de seus associados

e parceiros. “A reforma trabalhista

promove uma mudança na

cultura empresarial do Brasil e veio

para garantir mais segurança aos

empregadores, promovendo mudanças

e incorporando situações que na

prática já ocorriam”, afirmou.

CRER NO FUTURO

Para os participantes, o encontro

além de proporcionar esclarecimento

também transmitiu otimismo em

relação ao futuro, no momento em

que a economia e o emprego no Brasil

apresenta sintomas de recuperação.

E tudo está ligado ao trabalho,

comentou Ivo Dal’Acqua. A reforma

O Sincomercio reuniu um grande público em seu auditório

trabalhista aprovada trará efeitos

benéficos de curto e longo prazos

para os brasileiros. De imediato, aumentará

a segurança jurídica para

empregados e empregadores e ajudará

a reduzir o medo de empregar

entre os empresários, sendo, assim,

um indutor de empregos. Ao longo

do tempo, criará um clima de mais

confiança entre empregados e empregadores,

reduzirá o número de

conflitos trabalhistas, melhorará a

produtividade do trabalho, tornará

as empresas e a economia brasileira

mais competitivas, além de renovar

as lideranças sindicais e o próprio

sindicalismo. O público elogiou o trabalho

do Sincomercio.

21|


REFORMA TRABALHISTA

Em atitude pioneira, Ferroviária assina

carteira de oito atletas do futebol feminino

Iniciativa visa profissionalizar cada vez mais o esporte; ideia é formalizar todo o elenco grená.

Em pé, da esquerda para direita: Géssica, Luciana e Ludmila; da esquerda para direita, agachadas: Barrinha, Paty e Raquel

O futebol feminino é um assunto

ainda delicado no Brasil. Mesmo caindo

nas graças dos amantes do esporte,

as atletas, os clubes, assim como

tudo que cerca este universo, continua

lutando para uma profissionalização

completa, com mais espaço na mídia

e também receita, por exemplo.

Mesmo com inúmeras dificuldades,

os campeonatos nacionais existem

com ótimas e estruturadas equipes.

Dentro deste cenário, podemos

colocar as meninas da Ferroviária,

‘Isso também incentiva as meninas à prática do esporte’, diz Ana Lorena Marche

as Guerreiras Grenás, como grande

destaque. Afinal, a sala de troféus é

de invejar, com o tetra campeonato

paulista, além dos títulos da Copa do

Brasil, Brasileiro e Libertadores.

E esse sucesso é apenas reflexo

do trabalho sério feito por lá. E uma

das mais recentes ações da diretoria

chamou a atenção nas últimas semanas:

oito atletas do elenco tiveram

seus contratos renovados para o ano

que vem, com registro em carteira de

trabalho. A Ferroviária é um dos clubes

pioneiros no Brasil a tomar essa

atitude com suas jogadoras.

A zagueira Géssica, a lateral esquerda

Barrinha, a zagueira Carol

Pretona, as meias Patrícia e Raquel,

as atacantes Rafaela Travalão e

Ludmilla, além da goleira Luciana, foram

as primeiras contempladas por

conta da idade e tempo de trabalho

no futebol feminino. A ideia é que todas

as atletas passem pelo mesmo

processo.

A coordenadora geral Ana Lorena

Marche comenta que o projeto figura

como um momento histórico dentro

da Ferroviária e dentro do cenário do

futebol feminino no Brasil, sendo a

atitude de suma importância para

a modalidade, fazendo com que as

jogadoras e os gestores enxerguem

o esporte com mais profissionalismo.

“Espero que essa atitude incentive

mais clubes. O futebol feminino no

país precisa disso, pois irá incentivar

também mais meninas à prática, fomentando

cada vez mais a modalidade

para o futuro”, comenta.

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VISÃO DELAS

Representando as meninas, a zagueira

Géssica falou que a atitude da

Ferroviária sai na frente e incentiva os

demais a também começarem a fazer

isso. “Nós merecemos esse reconhecimento

e agora, podemos dizer que

somos jogadoras profissionais”, afirma

Ela completa. “É algo que pode

mudar muita coisa para nós, além de

nos dar uma segurança maior. Estamos

muito felizes com esse momento

e torcemos para que outras atletas

de todos os clubes também sejam

beneficiadas com a assinatura na

carteira”, finaliza.

Atualmente, a equipe profissional

das Guerreiras Grenás está treinando

para os Jogos Abertos, que ocorre em

novembro, no ABC Paulista. Em paralelo,

a equipe juvenil disputa a Copa

Ouro sub-20.

A atacante Rafaela Travalão

e a zagueira Carol Pretona

também estão com suas

carteiras assinadas

23|


BLACK FRIDAY 2017

Araraquarenses consideram a data

como ‘uma grande enganação’

Promessa de grandes

promoções ganhou

contornos de ilusão.

Nos Estados Unidos, a Black Friday

é considerada o maior dia de

compras do ano há quase duas décadas,

praticamente. No Brasil essa

atividade surgiu pela primeira vez,

em 2010, mas sem o mesmo sucesso

norte-americano.

Para quem não sabe, essa iniciativa

tem como grande objetivo

ofertar ótimos preços através do

e-commerce, principalmente. Ela

ocorre sempre na segunda metade

de novembro para tentar fazer fruto

do décimo terceiro ou mesmo antecipar

as compras natalinas.

Mas nem sempre é assim. E uma

das maiores reclamações dos consumidores

é a maquiagem de preços,

tática utilizada pelos e-commerces

para vender mais sem ter que necessariamente

diminuir os valores.

Funciona da seguinte forma: o lojista

sobe arbitrariamente o preço do

produto dias ou uma semana antes

do Black Friday. Dessa forma, no dia

28 de novembro, ele pode dar um

Márcia Ceschini

Gabriel do Vale e Tavinho Gomes (da esquerda para direita) brincam: ‘black fraude’

desconto muito grande no produto e

o consumidor acreditará estar levando

vantagem.

O empresário do ramo alimentício

Gabriel do Vale diz que boa parte

do perfil empresariado brasileiro

não consegue visualizar que é legal

ter um dia pra girar a mercadoria,

criar aquele folclore, fazendo a pessoa

consumir. “Assim, por que só

uma loja vai fazer uma Black Friday

sozinha? Se todo mundo tem esse

comportamento de inflacionar para

equalizar. Não faz sentido”, diz.

Ele completa. “Eu também gostaria

muito de poder fazer uma promoção

assim, desde que fosse algo

realmente justo e que fizesse alguma

diferença pra alguém. Também

gostaria de consumir, aos moldes

do que ocorre nos Estados Unidos”,

revela.

O músico Tavinho Gomes é daqueles

que faz muitas compras pela

internet. Segundo ele, fora do País,

a Black Friday também funciona

como uma maneira de renovar um

estoque. Para tal, descontos reais de

até 80 % são adotados com enorme

campanha publicitária em cima.

Aqui no Brasil, não se vê a mesma

política de venda sendo adotada.

“Basta ir comparando o preço do

produto almejado um mês antes da

promoção ou até mesmo em sites de

buscas que procuram os melhores

preços”, recomenda.

AVALIAÇÃO

Para a especialista em web Márcia

Ceschini, diretora de social media

da Chili 360, muitas empresas

não se planejam adequadamente,

Além do falso desconto, também há

erros na hora de criar a campanha,

na administração de um bom estoque

do produto, fora um site que

comporte acesso e finalize a compra

sem erros.

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ARTIGO

A polêmica

sobre o aumento

do IPTU

A prefeitura está promovendo maciça

campanha (des)informativa sobre

a proposta de revisão da Planta Genérica

de Valores – PGV, o aumento

do IPTU e a implantação do IPTU Progressivo.

Uma das alegações é de que

São Carlos arrecada mais IPTU do que

Araraquara, omitindo a informação de

que lá não existe cobrança da Taxa de

Lixo e também Contribuição de Iluminação

Pública – CIP. No ano passado

Araraquara arrecadou 744,128 milhões

aos cofres públicos e São Carlos

652,797 milhões, apesar desta última

ser maior e ter mais imóveis. Portanto

Araraquara arrecadou mais de 90 milhões

do que São Carlos.

Outra alegação é de que com a revisão

da PGV, os valores dos imóveis

foram atualizados, razão porque o valor

do IPTU pode diminuir, permanecer

igual ou aumentar.

A verdade é que não contestamos

a PGV, partimos do pressuposto de

que está correta! O que contestamos

são os valores das alíquotas; ou seja,

para fixação desses valores partimos

do valor total que desejamos arrecadar

e num modelo matemático, simulamos

várias alíquotas, até chegar

próximo do valor pré-definido para ser

arrecadado.

Por exemplo, se numa determinada

faixa do valor venal dos imóveis

territoriais, aplicarmos a alíquota

de 0,35, obteremos o valor de R$

11.205.783,31. Porém, se aplicarmos

a alíquota de 0,24, obtemos o valor de

R$ 7.600.846,18.

Assim, com uma previsão de arrecadação

do IPTU para 2017, de 72

milhões a prefeitura fixou em 118 milhões

para 2018, 46 milhões a mais,

o que corresponde a um aumento de

64%, em média, em relação ao ano

anterior.

Usando do mesmo raciocínio e

utilizando os mesmos valores da PGV,

podemos fixar qualquer valor que desejarmos

arrecadar em 2018, como

por exemplo 3% (inflação) acima do

valor previsto para 2017 e obteremos

as novas alíquotas. Portanto que fique

bem claro: 1 – Somos favoráveis a

nova PGV; 2 – A definição do valor que

desejamos arrecadar é que define as

alíquotas; 3 – Para uma inflação que

não chegara a 3%, seria um absurdo

aprovarmos um aumento médio do

IPTU de 64%.

A retração econômica devido à grave

crise que passamos, tem seus reflexos

também nos imóveis. É só circular

pela cidade e observar a quantidade

de imóveis comerciais e residenciais

à venda ou locação. Os próprios empreendedores

aguardam sinais de

melhorias para voltarem a investir. Um

projeto dessa natureza, com certeza, é

mais um grave fator inibidor que acarretará

reflexos nocivos à cidade.

O fato do município querer implantar

IPTU progressivo para áreas acima

de 1.000m², está fora da realidade,

pois parte do princípio que todos são

especuladores e essas áreas atrapalham

o desenvolvimento da cidade.

Concordo que grandes áreas, acima

de 10.000m², podem acarretar a divisão

da cidade, impedindo a ligação

viária, dificultando a acessibilidade

entre bairros, porém com alíquotas

menores das apresentadas.

Importante desmistificar aquilo

que se passa para a população, como

que nos condomínios fechados, só

houvessem ricos e que recolhem muito

pouco aos cofres públicos. Na realidade

a grande maioria é morador da

classe média, boa parte assalariada,

que principalmente, por questões de

segurança e com sacrifício, comprou

um terreno e conseguiu construir sua

casa. Os empreendedores desses

condomínios são os responsáveis por

inúmeras contrapartidas que permitiram

novas ligações viárias entre bairros

da cidade, duplicação de avenidas,

manutenção de áreas verdes, gerando

menos despesa de manutenção de

vias, varrição, etc..

Infelizmente o prefeito escolheu o

caminho do confronto e desrespeito à

Câmara Municipal e a nossa população,

ao gastar dinheiro público maciçamente

em propaganda, totalmente

distorcida da realidade, como se fosse

o paladino da justiça, mas na realidade

usando velho jargão da luta entre a

burguesia e o proletariado. Discursos

de ódio, camuflados com palavras de

inclusão e respeito.

Esperamos que o bom senso, o

entendimento, o diálogo sincero, a

responsabilidade dos poderes de fazerem

leitura correta da realidade em

que estamos passando, possam conduzir

a solução adequada à nossa população

como um todo.

Elias Chediek Neto

é Engenheiro Civil,

Engenheiro de Segurança

e pós-graduado em

Gestão Pública e Gerência

de Cidades pela Unesp.

É vereador em Araraquara.

25|


LITERATURA

Loyola quer

ganhar mais

um Jabuti

Escritor da nossa terra está

pela terceira vez na final

da renomada premiação.

Vencedor em 2008, ele

agora disputa com ‘Se for pra

chorar que seja de alegria’.

O escritor araraquarense Ignácio

de Loyola Brandão mira a conquista

do segundo Prêmio Jabuti de sua carreira.

Ele está indicado para a grande

final com “Se for pra chorar que seja

de alegria”, que concorre na categoria

conto/crônica ao lado de outras nove

obras.

A cerimônia de entrega do Jabuti

acontecerá dia 30 de novembro, no

Material marcou os 80 anos de vida do araraquarense

Auditório Ibirapuera Oscar Niemeyer,

em São Paulo. Os primeiros colocados

de todas as categorias receberão o

troféu Jabuti e R$ 3,5 mil.

Marcando seus 80 anos de vida,

“Se for pra chorar que seja de alegria”

traz 41 crônicas, divididas em

sete partes, seguindo diversos temas.

“Meus últimos anos foram marcados

por crônicas. Elas carregam um pouco

de mim, das cidades, do mundo.

Fico feliz com a indicação porque o

livro é direto para o meu público, para

aqueles que me acompanham há tanos

anos”, diz.

Loyola já venceu a maior premiação

literária do País com “O menino

que vendia palavras” (2008). Com

“Os Olhos Cegos dos Cavalos Loucos”

Loyola lançou

o livro em

Araraquara em

novembro do

ano passado

em um coquetel

saboroso,

recheado pelas

‘Coxinhas

Douradas

de Bueno de

Andrada’

(2015), ficou com a medalha de prata.

“Ganhar um Jabuti é como pegar um

tapete voador e flutuar suavemente,

leve e solto, no céu da imaginação e

fantasia. Ou seja, um prazer”, disse o

autor a receber o troféu para “O menino

que vendia palavras”.

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27|


ESPECIAL

(Dia primeiro de novembro)

DIA MUNDIAL DO VEGANISMO

Vegana

com muito

orgulho

Modo de viver resumido pelo

não consumo de produtos de

origem animal ou testados

em animais ganha cada

vez mais força na cidade. A

ativista Flávia Antunes faz parte

deste universo e conta suas

experiências.

“A compaixão para com os animais

é uma das mais nobres virtudes

da natureza humana”. A frase de

Charles Darwin serve para ilustrar o

começo desta reportagem que traz

um estilo de vida cada vez mais comum

em todo mundo: o veganismo.

Atualmente, mais de cinco milhões

de pessoas são veganas no

Brasil. Em comum, entre elas, o respeito

e o amor por todo e qualquer

tipo de animal. Segundo pesquisas,

esse mercado de consumo cresceu

40% nos últimos três anos, envolvendo

a venda de alimentos, roupas,

cosméticos, calçados, acessórios,

entre outros. Logo, por motivações

éticas e ideológicas, o boicote a atividades

e produtos que exploram

animais é uma das ações praticadas

por quem adere ao movimento. Fora

a dieta alimentar, que isenta alimentos

à base de origem animal.

Em Araraquara, uma das grandes

representantes do meio é a empresária,

guitarrista e ativista Flávia

Antunes. Ela hoje está à frente de

ações em prol da causa inclusive

vendendo produtos veganos que

não são testados em animais e não

têm nenhum ingrediente de origem

animal na composição dos mesmos.

Para contar mais sobre o assunto,

ela recebeu a reportagem da Revista

Comércio, Indústria e Agronegócio.

Confira os detalhes.

RCIA - Há quantos anos você é vegana?

Antes, você amava churrasco,

certo? Como foi essa transição?

Flávia - Há 3 anos, aproximadamente.

Sim, adorava um churrasco.

A transição foi rápida a partir do momento

que percebi e fiz a conexão

que a “carne” que eu estava consumindo

era uma vida, eram partes

de animais inocentes, indefesos e

sencientes (que sente dor, prazer,

fome, frio, etc). Eles foram assassinados

como se fossem objetos ou

um produto sem nenhuma importância

para ser colocado numa prateleira

de mercado. Devemos fazer essa

conexão! Animais não são produtos

e objetos! Não são para comer, vestir,

usar, matar. São seres vivos que

têm suas famílias e seus próprios

interesses de viver, de ter prazer, de

comer, de dormir e não temos o direito

de interferir na vida deles.

Na verdade os animais não humanos

têm direito à vida como nós,

animais humanos. Não temos o direito

de matá-los, confiná-los, escravizá-los

e explorá-los. Cito também a

indústria de leite e derivados e ovos

que é tão cruel e violenta quanto as

outras. O leite, queijos, manteiga,

iogurtes e ovos são frutos de muito

sofrimento, violência, morte e dor.

Ao contrário do que as pessoas pensam.

RCIA - O veganismo vai muito

além de uma dieta alimentar. O ativismo

também é muito importante,

certo?

Flávia - O veganismo não é uma

dieta alimentar. O veganismo é uma

postura ética e de respeito a todos

os animais sem distinção. É uma filosofia

de vida voltada para a defesa

Flavinha, como é conhecida, segura

informativos sobre o assunto, com os quais

realiza planfetagem pelas ruas da cidade

dos direitos animais e a libertação

animal da escravidão e exploração

imposta pelos humanos. Nós, veganos,

não consumimos nada que

explore e escravize animais de nenhuma

forma. Além de não consumirmos

nenhum alimento de origem

animal, também não usamos couro,

casacos de pele, seda, produtos

que fazem testes em animais, não

frequentamos rodeios, zoológicos,

pesca, pesca esportiva, caça, gaiolas,

veículos de tração animal, circos

com animais ou mesmo esportes

que explorem animais como hipismo

e corrida de cavalos, etc.

O ativismo que fazemos é pacífico

e tem como objetivo divulgar o

veganismo e despertar a consciência

das pessoas para que elas entendam

que os animais são indivíduos

que têm direito à vida e que devem

ser livres. Mostramos também que

todas as espécies são iguais e que

não devemos fazer distinção das

mesmas. Essa diferença que é feita

tem o nome de especismo (eleger

algumas espécies para estima e outras

para consumir, matar e explorar).

Podemos viver pacificamente

com os animais, respeitando-os.

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Um dos cartazes de suas ações

RCIA - De quais ações ativistas

você participa?

Flávia - Fiz parte da Ong Veddas

Araraquara e no momento faço ativismo

com dois amigos veganos.

Fazemos ações coletivas para levar

a mensagem do veganismo para

as pessoas. Já fizemos veganiques

para comemorar o dia mundial do

veganismo (01/11), exibimos filmes

no Sesc, panfletagem na rua, encenações,

feirinhas, etc. A aceitação é

sempre positiva.

RCIA - O que mudou em sua vida

quando você decidiu ser vegana?

Flávia - Foi a melhor coisa que

aconteceu na minha vida. Fico triste

por não ter me tornado vegana antes.

Sou muito mais feliz agora que

tenho a consciência limpa e por saber

que não participo da matança

e sofrimento de milhões de animais

inocentes e indefesos. Sem contar

a melhora que tive na minha saúde.

Inacreditável!

RCIA - O paladar do veganismo é

rico. Você também cria suas receitas?

Flávia - A alimentação vegetariana

estrita (sem nenhum ingrediente

de origem animal) é criativa e rica

em cores, sabores, nutrientes. Além

de ser saudável. Algumas receitas

eu invento, outras encontramos com

facilidade na internet em sites como

Veganana, Vegetarirango, Cantinho

Vegetariano, Presunto Vegetruiano,

etc... Temos grupos no facebook de

veganos e trocamos receitas, ideias,

experiências, debates de assuntos

relacionados a veganismo, etc...

RCIA - Dizer que se alimentar de

produtos veganos é algo de alto custo

é mentira ou verdade?

Flávia - Mentira. Nossa alimentação

não é cara porque nos alimentamos

de frutas, legumes, cereais,

feijões, ervilhas, grãos, verduras,

sementes, castanhas brasileiras, leites

e queijos vegetais, etc... Apenas

alguns produtos industrializados têm

um custo mais diferenciado porque o

mercado para esses produtos ainda

está em ascensão.

Acho muito importante citar que

podemos fazer todas as receitas

tradicionais na versão vegetariana

(Sem ingredientes de origem animal):

Feijoada, Farofa, strogonoff,

lasanha, hamburger de grão de bico,

de feijão, etc...etc.. O que a sua imaginação

mandar.

Aliás, meu prato preferido: Arroz,

feijão, legumes, saladas e frutas.

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ORGULHO

Atenção em saúde mental: cinco

décadas de amor ao próximo

Casa Cairbar Schutel completa 50 anos apostando em novas modalidades de assistência para

angariar fundos junto a empresas da região; você também pode colaborar: saiba o caminho.

Instituição filantrópica, sem fins

lucrativos, que atua na área da

saúde mental para o tratamento de

indivíduos portadores de transtorno

mental, o Hospital Psiquiátrico

Espírita Cairbar Schutel (Casa Cairbar)

visa a reinserção social através

da reabilitação psicossocial, tendo

como estratégias de atuação o trabalho

e renda, formação profissional

e a inclusão social para promoção

da qualidade de vida.

Em 2017, esse trabalho recheado

de amor e fraternidade completa

50 anos de atividades em Araraquara.

E entre as grandes conquistas

alcançadas nos últimos anos estão

as oficinas de trabalho na Casa, também

conhecidas de laborterapia.

Quem nos explica essa realidade

é Osvalte Nogueira, diretor-presidente

da Casa Cairbar Schutel. Segundo

ele, essas oficinas terapêuticas funcionam

em duas modalidades: produtiva

e expressiva. Ambas acolhem,

atualmente, 75 pacientes.

A primeira construção da casa, inaugurada em 16 de julho de 1967

Hoje, o hospital funciona na Avenida Cairbar Schutel, 454 - Jardim Arco Iris

Na década de 60, materiais usados durante

a construção levados pelo caminhão

adquirido por Nelson Fernandes

“A primeira delas reúne a produção

dos itens encaminhados pelas

empresas parceiras, sendo esta oficina

composta por pacientes com

maior autonomia, assiduidade e alta

produtividade; a outra reúne atividades

direcionadas aos pacientes com

maior limitação cognitiva e psicomotora”,

revela.

Osvalte completa: “A terceirização

solidária compreende a geração

de renda para nossos assistidos

portadores de transtornos mentais.

Para a empresa, redução de custos

produtivos, do tempo, além de aumentar

sua participação social”.

Vale lembrar que ações do tipo

auxiliam as empresas a cumprirem

a Lei de Cotas para Pessoas Deficientes.

O Ministério do Trabalho e o

Ministério Público do Trabalho fiscalizam

isso de perto. A lei exige que

toda instituição de grande porte –

com cem ou mais empregados - de

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Registro da construção da Casa; ao lado, uma ambulância da época

verá preencher de 2% a 5% por

cento dos seus cargos com beneficiários

reabilitados ou pessoas portadoras

de deficiência habilitadas.

Porém, a ajuda não limita-se apenas

ao jurídico: pessoas físicas também

podem colaborar. O caminho

está exposto no site da Casa (http://

www.casacairbar.org.br). A Lupo,

Mac Lub e a Big Dutchman são alguns

dos parceiros atuais do Cairbar

Shutel.

CAMINHO

Fora essa realidade, a Casa também

conta desde 2013 com outras

duas assistências: moradia fixa para

11 pessoas - entre homens e mulheres,

internação com 15 leitos femininos

e 25 masculinos, além das residências

terapêuticas, que podem

abrigar 11 pacientes para períodos

de tratamento. Parabéns aos diretores

e colaboradores da Casa.

Osvalte Nogueira, diretor-presidente da

Casa Cairbar

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FATOS & FOTOS

DA REDAÇÃO

FERROVIÁRIA É DESTAQUE

EM NOVO LIVRO

O escritor Vicente Henrique Baroffaldi

lança seu mais novo livro, ‘Ferroviária

em campo - Feitos e exaltações’. O

material é alusivo ao bicentenário

de Araraquara e apresenta 370

páginas, contendo 126 matérias e 150

fotos contando a história da nossa

gloriosa Locomotiva. O livro pode ser

comprado na livraria Vamos Ler ou

pelo telefone (16) 99961.6760.

FRASE

“Estamos

preocupados

com o que está

Rafael de Angeli

acontecendo

na cidade no que tange ao meio

ambiente. Uma solução seria o

retorno da Secretaria do Meio

Ambiente. Precisamos deste

retorno urgente! Araraquara está

necessitando de uma atenção maior

no setor. A cidade está abandonada

na questão ambiental. Esta é uma das

principais bandeiras e necessidades

do nosso século e Araraquara está na

contramão da tendência mundial”

Vicente Baroffaldi; ao lado,

sua mais nova obra que conta

histórias que o autor conhece

bem como cronista esportivo da

ACEA nos anos 70. Um trabalho

que só merece elogios.

Rafael de Angeli, vereador em

Araraquara pelo PSDB em nota

distribuída à imprensa. Angeli cumpre

seu primeiro mandato.

NA COFECON

SUBINDO

Mesas menores e

baixas, cadeiras e

pufes, cadernos para

colorir, dezenas de

lápis de cor, painel na

parede, entre outras

decorações. Esse é

novo Cantinho da

Criança da Unidade

Básica da Saúde

‘Gustavo de Moraes

Júnior’, no Parque

Residencial São Paulo.

O espaço comporta

dez crianças e os

brinquedos lúdicos

estimulam a interação

e a socialização.

Parabéns.

DESCENDO

Uma sessão na

Câmara Municipal,

no último mês,

acabou sendo

interrompida por

conta de um tumulto

do lado de fora,

onde manifestantes

pró-direitos LGBT se

encontraram com

representantes do

movimento “Endireita

Araraquara”. A paz

só foi estabelecida

com a chegada da

Polícia Militar. Cada

um pensa do jeito que

quiser. Mas o respeito,

é primordial.

LÁ DE PORTUGAL

Uma equipe da TV portuguesa

RTP2, , esteve na Faculdade

de Ciências e Letras da Unesp

para gravar uma aula no

curso de Letras, algumas

cenas externas no câmpus

e fazer entrevista com a

docente do Departamento de

Literatura e do Programa de

Pós-Graduação em Estudos

Literários, Profª. Maria Lúcia

Outeiro Fernandes. A equipe

realiza um documentário

sobre o poeta António Botto

(1897-1959) e chegou até

a professora por causa de

uma pesquisa de doutorado

orientada por ela em 2013.

A aluna Érika Regina da Silva Gallo

(à esquerda), do Programa de Pós-

Graduação em Economia da FCL/

UNESP-Araraquara, foi premiada pela

sua dissertação no XXIII Prêmio Brasil de

Economia, promovido pelo Conselho

Federal de Economia (COFECON).

A pesquisa da aluna ficou em 1°

lugar na categoria “Dissertação de

Mestrado”, cujo tema foi “Economia

Comportamental Aplicada a Finanças e

o Modelo de Agentes: Um estudo sobre

a presença da subjetividade humana na

tomada de decisão e suas implicações

no mercado acionário”.

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3 ANOS SEM CHESPIRITO!

‘Com um humor inocente, série transmite

valores morais e humanos’, diz educador

Em novembro de 2014, o mundo perdia o mexicano Roberto Gómes Bolaños, criador do

inesquecível personagem Chaves, responsável por ensinar diversas gerações em seus episódios.

Há três anos, o mundo do

humor não é mais o mesmo. A Festa

da Boa Vizinhança ou mesmo uma

viagem de férias a Acapulco não são

tão mais engraçadas como outrora.

Tudo bem, o seriado Chaves ainda

integra a programação televisiva do

SBT, mas saber que o criador deste

personagem (e de tantos outros), o

gênio mexicano Roberto Gómes Bolaños

não vive mais neste plano, ainda

chateia sua incontável legião de

fãs, órfãos não só daquele menino

atrapalhado, mas também de suas

inúmeras colaborações para o teatro

e também o cinema.

Presente na infância de muita

gente, além da comédia inteligente,

o seriado também ficou marcado

pelo seu lado humano, levando às

crianças lições de vida pura, que colaboraram

na educação de muitas

pessoas. O perdão, companheirismo,

solidariedade e cuidados com situações

perigosas são algumas das

nuances explícitas e corriqueiras.

O professor Sérgio Mendes concorda

com isso. Para ele, o personagem

icônico de Roberto Gómez Bolaños

não é um educador no sentido

atual e errôneo da palavra, ou seja,

a pessoa que passa conhecimento

dentro da sala de aula. “A série, com

Professor

Sérgio Mendes

O seriado fez sua estreia no Brasil em 1984. Até hoje, continua com grande audiência

um humor sadio e inocente, transmite

valores morais e humanos: a

gentileza, a honestidade, a educação

(no sentido correto do termo),

entre risadas e algumas bordoadas”,

analisa.

Assim, Chaves, menino órfão, vive

num cortiço com gente pobre, onde

defeitos e virtudes humanas aparecem

em todos os personagens, o

que nos mostra que não há ninguém

perfeito, mas que todos são capazes

de atos bons e ruins. “Em suma, no

quesito educação, Chaves dá de dez

a zero nos programas infantis atuais

e também em alguns pedagogos”,

finaliza.

RÁPIDO HISTÓRICO

Bolaños morreu aos 85 anos em

sua casa em Cancún, no México. Sua

saúde era frágil e ele passou seus

últimos dias em uma cama, com

acompanhamento 24 horas. Tirando

seu apelido do dramaturgo William

Shakespeare, cujo diminutivo em espanhol

era “Chespirito”, estudou engenharia,

mas nunca exerceu a profissão.

Queria a tv. O glamour dela.

Missão cumprida.

Na década de 70, começaram a

ser exibidas as séries que fizeram

de Bolaños um gigante do humor:

“Chespirito”, “Chapolin” e “Chaves”.

Na verdade, a partir de 1973, quase

todos os países da América Latina

tinham em sua programação episódios

desses programas.

Chaves era um dos personagens

do programa “Chespirito” que começou

a ser exibido no México em

1971. O primeiro capítulo de “El Chavo

del Ocho” (como era conhecido o

personagem nos outros países de

língua espanhola), foi transmitido

em 20 de junho de 1971. No Brasil,

o seriado fez sua estreia em 1984,

no SBT, onde permanece até hoje

com forte audiência. Silvio Santos já

tentou tirá-lo da programação, mas

as tentativas sempre foram em vão.

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ARTIGO

Capacitação é fundamental

José Natal de Moura, empresário e diretor da Moura

Informática, escreve texto especial sobre a importância da

capacitação profissional para um mercado competitivo.

Empresas como Santander, AmBev, Accor,

Volkswagen e outras, mostram exemplos que é

importante apostar em capacitação profunda.

Cada vez mais a informação

deve chegar mais rápido e mais

longe, de forma mais eficaz e com

o mínimo de interferência. Isso tem

se tornado tarefa fácil com a globalização

e uso de ferramentas adequadas

para cada tipo de serviço.

Essa missão se aplica muito

mais ao mundo dos negócios onde

qualquer falha de comunicação

pode custar milhares, ou até milhões

de reais.

As universidades corporativas

são centros de estudos internos,

ou seja, formados dentro da companhia

com o intuito de qualificar

os colaboradores. Após as primeiras

UC serem instaladas no Brasil,

em meados de 1990, outras foram

surgindo e se adequando para

atender uma demanda deficitária

em diversos pontos: capacitar o

colaborador, o cliente, os parceiros

e todos aqueles ligados de alguma

forma à empresa.

Elas foram criadas para formar

pessoas em temáticas diretamente

ligadas aos objetivos da empresa,

desde crescimento pessoal ou profissional,

alavancar equipes, desenvolver

habilidades, integração

de novos colaboradores e uma infinidade

de outros benefícios.

De acordo com a Revista Franquias

& Negócios, redes que investiram

pesado na área da capacitação

por meio da universidade

corporativa, obtiveram ótimos re-

tornos com crescimento próximo

aos 30% no ano e unidades que

saíram do último lugar no ranking

e se tornaram as melhores da rede.

Esses fatos mostram que a capacitação

é fundamental para crescer

de forma exponencial, tendo em

vista que as maiores companhias

do Brasil já investem boa parte de

sua receita em uma universidade

corporativa, que pode ter seu polo

central e receber “alunos” de qualquer

parte do Brasil e também o

EAD (ensino à distância) que vem

ganhando muita força para os que

preferem estudar em

casa ou no escritório.

As UC têm peculiaridades

que as diferenciam

de setores de

treinamento ou desenvolvimento.

Por exemplo,

sempre inovam no modelo de ensino,

que deve ser traçado de acordo

com as estratégias.

Frequentemente atualizam suas

grades de cursos de acordo com as

tendências de mercado e utilizam

a ferramenta para gerar vantagem

competitiva com as concorrentes.

Empresas como Santander, Am-

Bev, Accor, Volkswagen e outras,

mostram exemplos que é importante

apostar em capacitação profunda

e disseminar o conhecimento é

um dos segredos que tornam equipes

mais capazes de enfrentar o

mercado.

José

Natal de

Moura

PLANTANDO A SEMENTE

O que pensam

essas crianças

Espaço destinado para que

as crianças mostrem como

terá que ser o futuro da nossa

cidade. Correspondência para

Rua Tupi, 245 - CEP 14.801-307.

“Uma cidade que tenha

coletores em vários

pontos para papéis,

plásticos, metais e

vidros; uma cidade

voltada para o respeito

ao meio ambiente e

serviços públicos de

qualidade”.

Carlos tem 12 anos idade e

frequenta o Lar Escola Redenção.

O desenho apresentado por ele é

objetivo em relação aos serviços

públicos, que na maioria das vezes

deixa muito ou tudo a desejar.

Carlos também está preocupado

com a natureza.

37|


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39|


COMUNICAÇÃO

Agora você pode falar o

que sempre quis, mas não

tinha coragem suficiente

Jornalista araraquarense nos conta como foi sua experiência

no Sarahah, aplicativo do momento.

Quantas vezes você pensou em

algo, mas achou melhor não dizer por

motivos diversos? Imagino que muitas.

Mas com o aplicativo Sarahah, você

terá essa sonhada chance de falar o

que lhe vier à telha. Isso mesmo.

Sabe aquele envelope branco, de

fundo verde, com inscrições em árabe,

que todo mundo está compartilhando

nas redes sociais? Esta é a nova febre

mundial. O projeto foi criado por

Zain al-Abidin Tawfiq como ferramenta

de trabalho, mas acabou ‘avançando

seus limites’, transformando-se

nessa ‘brincadeira de sinceridade’.

É simples usar.

Ao se cadastrar, você recebe um

link, que pode compartilhar nas redes

sociais. Através dele, as pessoas

mandam mensagens para você sem

serem identificadas. Ninguém, além

de você, tem acesso ao conteúdo, que

não pode ser respondido, mas pode

ser compartilhado no facebook, por

exemplo.

Em Araraquara, a jornalista Mariana

Salles Hirche, apreciadora da

cultura pop e afins, explica que no

Brasil, todo mundo aproveitou o anonimato

do ‘app’ para dizer às pessoas

que gostariam de ter, digamos, um

contato mais íntimo, com cantadas

ou declarações. “De forma covarde,

claro, falando e saindo correndo. Em

outros países, o Sarahah deve ter outros

fins”, analisa.

claramente de amigos. Após várias

mensagens escolhi algumas para responder

pelo facebook para estimular

que mais pessoas mandassem seu

feedback”, conta.

Alguns de seus amigos classificaram

o Sarahah como “besta”, “bobo” e

“sem graça”. Para ela, provavelmente,

esses foram o que receberam menos

mensagens, porque muitos outros

gostaram. “Como acho que não sou

nada além de uma poeira cósmica,

não me preocupei. Identifiquei na escrita

algumas pessoas e, para outras

mensagens, fiquei bastante curiosa.

Mariana Salles Hirche

Não consegui desgrudar do aplicativo

o dia todo. Mas, no dia seguinte, não

tinha mais tanta graça. Mas acho que

vale testar, se você tiver paciência”,

finaliza.

Perfil de Mariana ainda está no ar. Abaixo, alguns dos recados recebidos pela jornalista

SENTINDO NA PELE

Curiosa, Mariana resolveu criar

uma conta no aplicativo. Em menos

de dois minutos, já começou a receber

mensagens. “As primeiras foram

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OFTALMOLOGIA

O que são

tumores

oculares?

Nódulo dentro

de um olho

Lesões expansivas geralmente nodulares que podem

acometer qualquer estrutura ocular são de natureza benigna

(tumores benignos) ou malignos (tumores malignos/câncer).

Os tumores oculares podem

ocorrer em qualquer idade. Existem

tumores oculares próprios da infância

e que podem se apresentar desde

o nascimento. São exemplos de

tumores em crianças: hemangioma

capilar (mancha vermelha que pode

se localizar na face e pálpebras) e retinoblastoma

(tumor maligno da retina).

São exemplos de tumores que

surgem mais frequentemente na idade

adulta: melanoma, carcinoma da

córnea e conjuntiva, metástases. Os

linfomas acometem indivíduos mais

idosos ou com imunossupressão.

Alguns tumores têm origem genética,

ou seja, são relacionados a

mutações em determinados genes

que controlam o aparecimento de tumores.

Estes, geralmente são diagnosticados

em fases precoces da

vida. Eles podem ser hereditários,

tendo sido herdados de um dos pais.

Alguns exemplos: retinoblastoma e

neurofibromas.

Os sintomas dependem da localização.

Se o tumor está na parte

externa do olho, como pálpebras e

conjuntiva, o indivíduo vai notar a

presença de um nódulo ou “caroço”

que cresce e pode ulcerar. Algumas

manchas pigmentadas (“sinais” ou

Dr. José Barbieri

Júnior comenta

o assunto

“pintas”), que crescem progressivamente,

também pode ser um sinal

de alerta para “malignização” destas

lesões.

Em geral os tumores internos se

manifestam com alteração da visão,

seja por diminuição da acuidade visual,

embaçamento, manchas no

campo de visão, “flashs” de luz. Estes

sintomas são comuns a muitas

outras doenças oculares, de modo

que só o oftalmologista poderá esclarecer

ou encaminhar a um especialista

com formação nesta área.

O retinoblastoma se manifesta

com alteração do reflexo da pupila

que se mostra como um reflexo branco,

brilhante, como olho de gato. O

reflexo normal da pupila diante de

um flash de luz de uma máquina

fotográfica é um reflexo vermelho.

Qualquer alteração deste reflexo

deve ser investigada.

Lesões localizadas na órbita podem

causar deslocamento do globo

ocular e alterações na posição das

pálpebras.

O tratamento é semelhante ao

que é feito para tumores em outros

órgãos do corpo. Existem algumas

opções dependendo de cada caso,

se o tumor é benigno ou maligno,

do tamanho e da localização. O tratamento

pode ser feito com cirurgia

para retirada do tumor ou do olho

todo (enucleação), quimioterapia

venosa, quimioterapia na forma de

colírios, laser, radioterapia e braquiterapia

que consiste em uma placa

radioativa que é implantada no olho

durante alguns dias e depois é retirada.

41|


CONQUISTANDO O BRASIL

O céu não

é o limite

Araraquarense Deivide Leme

mergulha no universo da

produção de clipes musicais

e ganha destaque nacional,

agora com sua própria

empresa.

Você ama o que faz? Você gosta

da sua profissão? Orgulha-se dela?

Consegue se sustentar atuando

dentro dela? Se todas as repostas

foram afirmativas, sua situação

deve ser parecida com a vivida pelo

araraquarense Deivide Leme, de 28

anos, profissional apaixonado pelo

universo audiovisual.

Começando no meio como fotógrafo,

fazendo os mais diversos ensaios

como casamentos, batismos,

fotojornalismo, moda, e por aí vai,

hoje Leme dedica-se, realmente, ao

que lhe dá prazer, atualmente: a produção

de videoclipes.

“Hoje meu foco não está tanto

na fotografia. Acabo pegando um trabalho

ou outro que compense financeiramente

ou que eu esteja muito

a fim de fazer. Prefiro me dedicar

muito mais aos trabalhos em vídeo”,

conta.

Mas foram os cliques os responsáveis

pelo novo direcionamento

profissional de Leme, que já fez retratos

de shows de nomes como Jorge

Aragão, CPM 22, Ratos de Porão,

Nx Zero, Alceu Valença, Skank, Planet

Hemp, Nando Reis, Simoninha,

além de acompanhar, por dois anos,

o grupo Sambô.

“Após a experiência super válida

de poder acompanhar uma banda

em turnê, decidi dar outro foco para

minha carreira, por vários motivos.

Eu também não queria manter minha

agenda travada, não conseguia

pegar outros trabalhos por depender

de agenda”, revela.

O produtor começou na fotografia; hoje, atua em diversas áreas do audiovisual

Assim, em janeiro deste ano,

Leme abriu sua própria produtora,

a Couraça Filmes, que já produziu

clipes do Pelanza (ex-Restart), da

funkeira local Mary Silvestre, entre

outros. “Esse ano foi um ano bom,

atingi todas as metas até agora, que

eram posicionar a marca, investir

em equipamento e pessoal, ganhar

mercado, criar um portfólio bacana e

criar uma linguagem de clipes mais

voltada para o cinema”, conta.

DESAFIOS

Segundo Deivide Leme, se manter

atualizado num mercado que

está em constante mudança, no qual

tudo é muito novo e experimental, o

obriga a manter uma rotina forte de

estudos. “Estou focado em aprender

mais sobre storytelling, por exemplo,

que é uma parte do audiovisual mais

complexa do que parece. E uma área

que tenho vontade de mergulhar no

futuro é a de efeitos visuais. É uma

reciclagem diária”, analisa.

Falando em futuro, Leme diz que

em 2018 pensa criar uma linha de

clipes, mais simples, sem muita

produção ou história. “Serão produções

mais baratas para abranger um

nicho maior de clientes, fazendo a

marca crescer mais. Também penso

no lançamento de uma linha de produtos

voltados para produtores de

conteúdo”, finaliza o produtor.

Gravação de ‘Fuego’, novo clipe da

funkeira Mary Silvestre

Leme em uma bela tomada ‘natural’

Ao lado de Pelanza, ex-Restart

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AGRO

N E G Ó C I O S

INFORMATIVO

edição: novembro/2017

FORÇA DA UNIÃO

Feira do Produtor Rural

na Arena da Fonte

já é sucesso

A solidariedade e o espírito de união,

aliados à disposição do Sindicato

Rural, Senar e Fundação Itesp em

transformar pequenos produtores rurais

em empreendedores do agronegócio,

entregam para o público consumidor

uma moderna feira de produtos

hortifrutigranjeiros com qualidade

assegurada e preços plenamente justos.

A parceria completada com o Sebrae

que dá aos trabalhadores noções

básicas de gestão de negócio e

Coordenadoria Municipal de Agricultura

que disponibiliza a logística (local),

estrutura e acompanhamento da

Vigilância Sanitária, garantem as sextasfeiras,

defronte o campo da Ferroviária,

uma feira padronizada com 23 estandes

e a exigência de um atendimento

pautado pelo profissionalismo

comercial.

São determinadas para isso condições

igualitárias, onde todos os feirantes

possuem os mesmos direitos.

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Cada parceiro do Programa Feira

do Produtor enalteceu o empenho

dos novos feirantes e mostrou a

satisfação do dever cumprido.

Presidente do Sindicato

Rural, Nicolau de Souza

Freitas, abrindo oficialmente

a feira em Araraquara

ISTO É TRABALHO

Uma das maiores ações

sociais da nossa história

Ao completar 200 anos,

Araraquara recebe do

Senar e Sindicato Rural

um empreendimento que

expressa solidariedade.

Na sexta-feira, 13 de outubro,

dentro das comemorações do seu

bicentenário, Araraquara que reconhecidamente

nasceu da divisão

de terras e da pequena agricultura,

sentiu o que é ser presenteada pelas

ações de entidades que atuando

no setor do agronegócio, agem com

transparência e seriedade, visando

o bem-estar dos seus filhos. Nascia

em meio à prosperiedade do negócio

agro a Feira do Produtor Rural, destinada

a atender a população com

produtos hortifrutigranjeiros com

qualidade.

“Parece um sonho estarmos reunidos

neste dia para a abertura oficial

da feira; sonho que se transforma

em uma história que vem sendo

escrita pacientemente há mais de

12 meses, quando o nosso diretor e

então coordenador do Senar, Mário

Porto e eu, com apoio da diretoria

do sindicato, iniciamos ações junto

ao presidente do Sistema FAESP/

SENAR, doutor Fábio Meirelles, para

que o programa fosse implantado

em Araraquara”, disse o presidente

do Sindicato Rural de Araraquara, Nicolau

de Souza Freitas, em seu discurso

na cerimônia de implantação

da feira.

De fato, em 2016, o presidente

Nicolau reivindicou o programa com

o objetivo de que em 2017 o Senar

pudesse disponibilizar os recursos,

garantindo assim, a realização da

feira em nossa cidade.

O COMEÇO

Em março deste ano tudo estava

definido: a Fundação Itesp ficaria

com a responsabilidade de inscrever

os produtores e trabalhadores interessados

em se transformar em pequenos

empreendedores do campo;

o Senar em capacitar estes produtores

através da instrutora Ângela Nigro;

a Prefeitura em colaborar com a

logística, orientação de Higiene, Segurança

e Saúde através da Vigilância

Sanitária e o Sebrae em oferecer

e acompanhar noções de gestão aos

feirantes. Tudo isso gratuitamente

para os novos empreendedores. Estava

anunciada a união de todos.

Mauro Geraldo Cavichiolli, representante

da Fundação Itesp

Luiz Felipe Cavallari, falando em nome do

Sebrae Regional Araraquara

Janaina Bianchi Mancini faz uma

saudação em nome dos feirantes

Damiano Barbiero Neto, vice-prefeito e

secretário de Desenvolvimento Econômico

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COMISSÃO GESTORA ASSINA A ENTREGA DO

REGULAMENTO DA FEIRA PARA O MUNÍCIPIO

Documento foi assinado seguindo as determinações do Programa da

Feira do Produtor Rural atestando sua finalização.

João Henrique de Souza Freitas

Coordenador SENAR

Mauro Geraldo Cavichiolli

Fundação Itesp

O diretor do Sindicato Rural Mário

Roberto Porto e Ângela Barbieri Nigro

Luis Felipe Cavallari

Sebrae

Derinaldo Alves dos Santos

Produtor Rural

Marcelo Roberto dos Santos

Produtor Rural

Sílvia Adalberto

Vigilância Sanitária

Janaina Bianchi Mancini

Produtora Rural

Damiano Barbiero Neto

Prefeitura Municipal

O Sindicato Rural de Araraquara

por sua diretoria, expressa os seus

agradecimentos ao ex-coordenador

do SENAR Regional Araraquara,

Mário Roberto Porto, à instrutora

Ângela Barbieri Nigro e ao atual

coordenador regional do SENAR,

João Henrique de Souza Freitas,

pela forma com que conduziram a

implantação do Programa Feira do

Produtor Rural em Araraquara. Não

fosse o ideal existente em cada um

e o desejo de trabalhar em prol de

um objetivo - servir ao próximo - é

evidente que tudo seria mais difícil,

no entanto, essa dedicação nos estimulou

em reivindicar e apoiar todas

as iniciativas da Comissão Gestora

formada para este propósito.

A Feira do Produtor Rural é um

programa do SENAR que tem por

objetivo o fortalecimento dos produtores,

por meio da valorização do

trabalho e produtos do campo. Ao

participar, estes produtores aprendem

a comercializar seus produtos

sem intermediários, agregar valor à

propriedade e tudo que envolve a

realização de uma feira; desde colocar

preço, atender bem, até a correta

exposição de produtos para

atrair os clientes e montagem de

estandes. E foram, aprenderam e

podem honradamente seguir seus

caminhos. Estão aprovados.

Nicolau de Souza Freitas

Sindicato Rural de Araraquara

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ETERNAS LEMBRANÇAS DE UMA FEIRA

Transformamos estas páginas num

verdadeiro ‘álbum de recordações’ e por um

motivo bem simples: proporcionar a estes

pequenos produtores a oportunidade de

guardar imagens que ficarão gravadas para

sempre na lembrança de cada trabalhador

rural. Tal iniciativa servirá de estímulo para

suas próximas gerações, permanecendo

no campo e transformando o fruto do seu

trabalho no sagrado alimento que chega às

mesas da cidade.

Alex Sandro Rosário Santos e Leonilda - Sítio Santa Gertrudes

Marcelo Roberto dos Santos e Fátima - Sítio Fartura

José Ângelo Gaino e Luana - Sítio Pedacinho do Céu

Joaquim Bueno Neto e Fátima - Sítio Santo Reis

Antonio Aparecido Duarte e Maria Helena - Sítio Dois Corações

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Vera Lúcia de Souza e sua filha - Recanto do Vinicius

Antonio César da Silveira e Sidinéia - Recanto Silveira

José Rodrigues da Silva e Maria Ap. Bortoletti - Sítio Alegria

João Vaz da Costa e Zenide - Sítio São João

Janaina Nayara Bianchi Mancini e Josefa - Agrovila Bianchi

Fernando Aparecido Corolatte e Cleide - Sítio Corolatte

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Derinaldo Alves dos Santos e Dalva - Sítio Nova Canaã

Patrícia Aparecida Nunes e Miriam - Sítio San’Tiago

Anderson Rodrigo Alves - Sítio João e Maria

Sidnei Correa, Rose e Claudinei - Sítio 3 Irmãos

Madalena Honória Fagundes e João - Sítio São Francisco

Moisés Garcia do Nascimento e Maria de Fátima - Sítio Recanto

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Nilza Fernandes da Silva e Leonardo - Sítio 3 Corações

Camila Maria de Oliveira e Amilton - Sítio Valinhos

Antonio Almeida, Luciane e filho - Sítio Nossa Senhora Aparecida

Luis Ricardo Custódio e José Eduardo - Sítio São Vitório

Antonio Aparecido da Silva - Sítio Nova Era

Luis Carlos Silvério e Breno - Sítio São Francisco

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REFLEXÃO SOBRE AS MUDANÇAS

Sindicato Rural participa do Congresso

Brasileiro de Direito do Trabalho Rural

O presidente Nicolau

de Souza Freitas e a

advogada Fernanda Bueno,

representando o Sindicato

Rural de Araraquara,

acompanharam em outubro

na cidade de São José do

Rio Preto, a realização do

XVIII Congresso Brasileiro de

Direito do Trabalho Rural.

Mesa que dirigiu o congresso em São José do Rio Preto

Mais de 900 participantes lotaram

o auditório do Teatro Municipal

“Paulo Moura”, no dia 5 de outubro,

em São José do Rio Preto, na abertura

do XVIII Congresso Brasileiro

de Direito do Trabalho Rural, evento

realizado em conjunto pelo Tribunal

Regional do Trabalho da 15ª Região,

Escola Judicial do TRT-15 e Instituto

de Incentivo ao Estudo do direito Social.

O Presidente do TRT-15, Desembargador

Fernando da Silva Borges,

compôs a Mesa de Honra do evento,

ao lado de outras autoridades como

Procurador-Geral do município, Adilson

Vedroni, representando o prefeito

local, Edison Coelho Araújo, o

Presidente da Câmara Municipal de

São José do Rio Preto, Jean Charles

Oliveira Diniz Serbeto, o Diretor da

EJUD-15 e Presidente da Comissão

Organizadora do Congresso, Desembargador

Manoel Carlos Toledo

Filho, a deputada estadual Beth

Sahão, o Presidente da Associação

Nacional dos Magistrados da Justiça

do Trabalho (ANAMATRA), Juiz

Guilherme Guimarães Feliciano, o

Presidente da Associação dos Magistrados

da Justiça do Trabalho da

15ª Região (AMATRA XV), Juiz Marcelo

Bueno Pallone, o diretor do Fórum

Trabalhista de São José do Rio Preto,

Juiz Helio Grasselli, o coordenador

da Procuradoria do Ministério Público

do Trabalho de São José do Rio

Congresso no

Teatro Municipal

de Rio Preto foi

um dos principais

acontecimentos

registrados no

interior de São

Paulo neste

segundo semestre

Preto, Procurador Luciano Zanguetin

Michelão, o comandante do Comando

de Policiamento do Interior CPI5,

Rogério de Oliveira Xavier e o vicepresidente

da Ordem dos Advogados

do Brasil de São José do Rio Preto

(representando a 22ª Subseção),

Luis Carlos Mello dos Santos.

RIO PRETO, A CIDADE

Após a execução do hino do município

de São José do Rio Preto e

do Hino Nacional Fernando Borges,

abriu o evento com um discurso que

ressaltou as qualidades da “bela e

progressista” São José do Rio Preto,

sede de outro congresso rural

realizado pelo TRT-15, em 1998, e

sede de uma das oito circunscrições

da 15ª, englobando 114 municípios

onde residem quase dois milhões de

habitantes. Segundo afirmou o presidente,

com base no último levantamento

do índice Firjan (Federação

das Indústrias do Estado do Rio de

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Janeiro), que considera os indicadores

“emprego e renda, educação

e saúde”, São José do Rio Preto “é

a melhor cidade do estado de São

Paulo e a segunda melhor do País

para viver”, além disso, “apresenta

alto índice de desenvolvimento

humano, acima da média nacional,

atraindo cidadãos das mais variadas

regiões do País”.

O Presidente Fernando Borges

ressaltou a característica econômica

de Rio Preto, marcada pela existência

de um importante parque

industrial e uma intensa atividade

comercial, mas também por uma

forte atividade agropecuária, que

passa por um crescente processo

de modernização e desenvolvimento

tecnológico, o que, segundo o Desembargador,

“propicia uma singular

oportunidade de reflexão sobre a trajetória

e sobre as mudanças enfrentadas

nesse setor”.

O EVENTO

O Desembargador ressaltou o caráter

científico do evento com uma

abordagem sobre “direito” e “trabalho”,

em que também serão tratadas

as formas alternativas de contratação,

com discussão sobre o consórcio

de empregadores, a terceirização

e o trabalho intermitente, bem como

a duração do trabalho no meio rural,

“com especial atenção aos aspectos

pessoais e econômicos”. O magistrado

destacou ainda o intuito de se

A advogada Fernanda Bueno, o presidente do Sindicato Rural de Araraquara Nicolau

de Souza Freitas, Luiz Fernando Binda (advogado do Sindicato Rural de Campinas), José

Carlos Rodrigues de Almeida (Presidente do Sindicato Rural de Novo Horizonte) e Bruno

(assessor jurídico da FAESP)

propagar a cultura da prevenção dos

litígios, a conscientização dos empregadores,

trabalhadores e todos

os envolvidos no âmbito do Direito

sobre a importância do “trabalho seguro,

de um meio ambiente de trabalho

saudável e da solução de conflitos

pela via do acordo”, com ênfase

para a forma de linguagem utilizada

nessa prática no meio rural.

Além desses temas, o Presidente

Fernando Borges destacou a discussão

sobre os desafios da negociação

coletiva, incluindo os sindicatos, responsáveis

pelo apaziguamento dos

conflitos entre capital e trabalho no

campo. O magistrado encerrou seu

discurso destacando o atual cenário

de grave crise político-econômica nacional,

com “reflexos ainda maiores

na volumosa massa de ações ajuizadas

na Justiça do Trabalho”, o que

enseja um olhar mais cuidadoso sobre

a Constituição Federal, especialmente

após a Lei 13.467/2017 (denominada

de Reforma Trabalhista e

que entrará em vigor em novembro

deste ano), e suas profundas alterações

nas relações de trabalho, “sem

precedentes na legislação trabalhista

brasileira”.

Segundo o Presidente, “caberá

ao Poder Judiciário, particularmente

à Justiça do Trabalho, no exercício

da sua competência constitucional,

com muito equilíbrio e serenidade,

analisar com profundidade todos os

questionamentos que já se anunciam

em relação a tantas e tão importantes

alterações, objetivando

firmar entendimentos, com a finalidade

de garantir a indispensável

segurança jurídica nessa delicada

relação empregado/empregador”.

Para o magistrado, “a precarização

dos direitos trabalhistas, para muito

além da afronta aos ditames da

justiça social assegurados na Constituição

da República, é receita certa

para a ruína do próprio capital”, especialmente

pela queda do poder de

compra da população assalariada.

Mesa que dirigiu os trabalhos no Congresso

53|


Participantes do curso se confraternizam com o instrutor Cláudio Barbosa, do SENAR

PULVERIZADOR DE BARRAS

Novo curso para orientar o produtor rural

sobre o uso do agrotóxico na lavoura

Sempre preocupados com a

segurança de quem trabalha

no campo, o Sindicato Rural

e o SENAR promovem cursos

orientando os trabalhadores

sobre a aplicação dos

agrotóxicos, indicando-lhes o

caminho do conforto durante

a execução da tarefa.

Em outubro, o Sindicato Rural e

o SENAR organizaram dois cursos

para orientar os trabalhadores rurais

na aplicação do agrotóxico com

pulverizador de barras. “Queremos

A chegada

da máquina

para início da

pulverização, indo

ao encontro dos

participantes

do curso

que os nossos produtores e trabalhadores

rurais tenham conforto

e segurança na execução de suas

atividades diárias”, disse o coordenador

do SENAR Regional de Araraquara,

João Henrique de Souza Freitas,

ao acompanhar os programas

Para dar suporte e permitir

orientação completa aos alunos

um outro trator é utilizado

apostilados que foram ministrados

pelo instrutor Cláudio Barbosa. O

coordenador lembrou que o desejo

do SENAR e do sindicato condiz

com um dos eixos centrais da Agenda

de Trabalho Decente estabelecida

pela Organização Internacional

(OIT). Para ele, com o aumento da

população, veio a necessidade de

se produzir mais alimentos. Para

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atender ao aumento da produção

agrícola, houve a exigência de se

desenvolver novas tecnologias, desde

o preparo do solo até a colheita e

beneficiamento dos produtos.

Dentre essas tecnologias, está a

aplicação de agrotóxicos, os quais

podem variar de alta a baixa toxicidade.

“Assim, é de extrema importância

que, para utilizarmos esses

produtos, tenhamos o conhecimento

quanto à sua escolha, mistura,

aplicação e carência”, destacou.

USO DO CONHECIMENTO

A própria cartilha utilizada por

Cláudio Barbosa salienta que o

uso indiscriminado de agrotóxicos

nas lavouras vem causando grandes

prejuízos econômicos à saúde

humana e ao meio ambiente. Esse

fato, argumentou o instrutor, mostra

a necessidade de se levar o conhecimento

aos pequenos produtores

e trabalhadores rurais quanto à

maneira correta de aplicação dos

agrotóxicos. “Desta maneira, podemos

diminuir os danos à saúde do

aplicador, à preservação ambiental,

à qualidade dos produtos hortifrutigranjeiros

e aumentar a produtividade”,

concluiu.

Na verdade, é de suma importância

a capacitação de mão-de-obra,

para que os trabalhadores rurais

obtenham melhores resultados em

suas atividades profissionais, atuando

corretamente, de acordo com as

técnicas indicadas. A profissionalização,

por sua vez, proporciona ao trabalhador

rural o preparo para a atuação

profissional e a competitividade

no mercado de trabalho, estando

apto para desempenhar as tarefas

referentes à sua ocupação.

Trabalhador na aplicação de agrotóxico de forma tratorizada

Essa aplicação

é efetuada com

equipamentos

específicos seguindo

indicação técnica para

áreas infestadas ou

sujeitas a infestação

Simulação procedida pelo instrutor utilizando água

e permitindo que os participantes do curso tenham

noção sobre a pressão do líquido

Observação:

Participante do

curso acompanha

a orientação

dada pelo

instrutor Cláudio

Barbosa sobre

a quantidade

desejada para

executar a

pulverização

É importante destacar que

esse pulverizador nunca foi

usado para pulverização,

portanto, nunca recebeu

agrotóxicos, razão pela qual

os participantes do curso não

estavam utilizando os EPIs

55|


AVICULTURA BÁSICA

Como lidar

com o frango

caipira

Embora tenha apelo popular,

na prática o frango caipira

tem conquistado em nosso

país o status de carne nobre.

A criação das aves é quase

artesanal, com animais soltos

e alimentação baseada em

verduras, legumes, grãos de

milho e farelo de soja. Mas,

é preciso cuidado com a

criação.

Durante três dias de outubro (2,

3 e 4), a instrutora Ana Rita Scozafave

deu várias orientações a respeito

da criação de aves em sistema caipira,

sempre ressaltando os aspectos

inerentes à atividade como uma

estratégia de complementação de

renda para os produtores. O curso

empolgou os participantes que estiveram

reunidos nos assentamentos

Monte Alegre, em Araraquara.

Além dos aspectos relacionados

à nutrição e alimentação correta das

aves, Ana Rita também destacou a

necessidade dos cuidados preven-

A galinha caipira na maioria das vezes é criada solta em ambientes livres, porém, é

preciso ter muito cuidado com os predadores

tivos para evitar doenças. Todo programa

foi acompanhado pela zootecnista

da Fundação Itesp, Débora Bley

Ruivo, com o objetivo de adequar o

conteúdo da atividade para o público

dos assentamentos, constituindo-se

em prática social de grande importância,

disse o coordenador do SE-

NAR Regional de Araraquara, João

Henrique de Souza Freitas.

Ele também lembrou que a parceria

do Sindicato Rural de Araraquara,

SENAR e Fundação Itesp,

possibilitou que durante o ano de

2017, ocorressem várias atividades

de capacitação relacionadas à área

animal nos assentamentos.

Já Maria Clara Piaí da Silva, da

Fundação Itesp, salientou que os

cursos de Piscicultura, Aplicação de

Medicamentos em bovinos e agora

Na foto, os participantes exploraram a apostila junto à instrutora e tiraram dúvidas sobre

o dia a dia da atividade no campo.

Avicultura Básica reuniram dezenas

de pessoas interessadas durante os

encontros, o que propicia disseminação

da informação. “Para o ano que

vem já temos demandas nestas importantes

áreas para complementar

os trabalhos que vêm sendo realizados

beneficiando os assentamentos”,

concluiu Maria Clara.

TODO CUIDADO É POUCO

Para o coordenador do SENAR,

o sistema alternativo de criação de

galinhas caipiras preconiza a construção

de instalações simples e

funcionais, a partir dos recursos naturais

disponíveis nas propriedades

dos agricultores, tais como madeira

redonda, estacas, palha de babaçu,

etc. O principal objetivo dessa instalação,

assegura João Henrique,

é oferecer um ambiente higiênico

e protegido, que não permita a entrada

de predadores e que ajude a

amenizar os impactos de variações

extremas de temperatura e umidade,

além de assegurar o acesso das

aves ao alimento e à água.

O curso é realizado de forma

gratuita, possibilitando que os produtores

rurais tenham uma forte

convivência com o lugar onde vivem,

transformando em algumas situações

a produção em uma forma de

obter rendas extras, ajudando na

renda familiar.

|56


CURSOS

NOVEMBRO / 2017

João Henrique de Souza Freitas, coordenador do SENAR Araraquara com a equipe de

estudos: Solymar Chizzi Bentos, Júlio Cezar Marques Soares, Luiz Atílio Padovan e Jarbas

Menedes da Silva, no Sindicato Rural

NOVA CARTILHA

O uso do agrotóxico

com mais segurança

Seis anos depois de criar

uma cartilha para orientar

e capacitar trabalhadores

rurais sobre o uso do

agrotóxico, o SENAR reúne

em Araraquara os seus

técnicos para aprimorar

ainda mais seu conteúdo.

A presença de quatro técnicos

do SENAR SP em nossa cidade na

última semana de outubro, serviu

para finalizar as alterações que vinham

estudadas ao longo do ano

para atualizar e adequar o curso sobre

o uso de agrotóxico a uma realidade.

A cartilha é verdade foi criada

em 2011 e o que se faz agora é seu

aprimoramento com uso correto e

seguro de acordo com a NR 31.8.

Segundo Jarbas Menedes da

Silva, da Divisão Técnica do Setor

de Formação Profissional Rural do

Pulverização com maior

segurança para o

trabalhador

SENAR AR/SP, “no Brasil existem

diversas exigências legais quanto à

questão da saúde e segurança do

trabalhador rural. As leis, portarias,

decretos, convenções internacionais

e normas regulamentadoras norteiam

os envolvidos nas atividades

do meio rural, procurando preservar

a saúde e garantir a segurança

do trabalhador, além de diminuir os

conflitos entre os sistemas de produção

e os interesses da sociedade”.

A equipe já se reuniu em sete

oportunidades para analisar e promover

tais ajustes na cartilha. Este

último em Araraquara finaliza o documento

que poderá ser utilizado

já a partir de maio do ano que vem.

“Um dos treinamentos mais demandados

ao SENAR, é o de Segurança

no Trabalho - NR 31.8, tornando-se

importante a reformulação de alguns

critérios”, salienta João Henrique

de Souza Freitas, coordenador

do SENAR local.

Para ele, é primordial que o trabalhador

atue com segurança, minimizando

os riscos pertinentes ao

trabalho rural; sendo assim é indispensável

os conhecimentos adquiridos

no curso de Agrotóxicos, conclui.

• APLICAÇÃO DE AGROTÓXICOS

COM PULVERIZADOR DE BARRAS

06/11/2017 até 08/11/2017

• APLICAÇÃO DE AGROTÓXICOS

COM PULVERIZADOR DE BARRAS

20/11/2017 até 22/11/2017

• ARTEFATOS ARTESANAIS PARA DATAS

COMEMORATIVAS - TÉCNICAS

06/11/2017 até 10/11/2017

• FEIRA DO PRODUTOR RURAL - FEIRA

(MÓDULO VII)

13/10/2017 até 04/11/2017

• FEIRA DO PRODUTOR RURAL -

CONSOLIDAÇÃO DO PROGRAMA

(MÓDULO VIII)

13/11/2017 até 14/11/2017

• INCÊNDIO PREVENÇÃO E COMBATE

NO CAMPO - TÉCNICAS

13/11/2017 até 14/11/2017

• PLANEJAMENTO E ESTRUTURAÇÃO DE

NOVO PROGRAMA NOS MOLDES DO

JOVEM AGRICULTOR

14/11/2017 até 16/11/2017

• PROGRAMA PROMOVENDO A SAÚDE

NO CAMPO - ANIMAIS PEÇONHENTOS,

ESPÉCIES, PREVENÇÃO DE ACIDENTES E

PRIMEIROS SOCORROS

20/11/2017 até 21/11/2017

• JARDINEIRO - IMPLANTAÇÃO

DO JARDIM

20/11/2017 até 23/11/2017

• PROGRAMA PROMOVENDO A SAÚDE

NO CAMPO - ANIMAIS PEÇONHENTOS,

ESPÉCIES, PREVENÇÃO DE ACIDENTES

E PRIMEIROS SOCORROS

21/11/2017 até 22/11/2017

• PROCESSAMENTO ARTESANAL DE

CARNE DE AVES - TÉCNICAS

09/11/2017 até 24/11/2017

• PROCESSAMENTO ARTESANAL

DE LEITE

09/11/2017 até 24/11/2017

• ELABORAÇÃO DE CARTILHA DE

AGROTÓXICOS - USO CORRETO E

SEGURO PARA TRABALHADORES DE

PROPRIEDADE EM REGIME DE

ECONOMIA FAMILIAR

30/10/2017 até 03/11/2017

• TURISMO RURAL - RESGATE

GASTRONÔMICO (MÓDULO IX)

09/11/2017 até 11/11/2017

• TURISMO RURAL - CONSOLIDAÇÃO

DO PROGRAMA (MÓDULO X)

22/11/2017 até 30/11/2017

REALIZAÇÕES:

Coordenador SENAR/SP Araraquara:

João Henrique de Souza Freitas

57|


NOTÍCIAS

CANAS L

EDIÇÃO

NOVEMBRO | 2017

RECONHECIMENTO E VALORIZAÇÃO

Canasol integra grupo executivo que

regulamentará Protocolo Agroambiental

O técnico florestal da Canasol, Guilherme Lui de Paula

Bueno, foi um dos escolhidos para integrar o grupo

executivo Estadual que irá analisar a implantação das

diretrizes definidas pelo novo Protocolo Agroambiental.

Práticas no Uso de Agrotóxicos; 9 -

Medidas de Proteção à Fauna e 10 -

Prevenção e Combate aos Incêndios

Florestais.

O protocolo anterior firmado, em

2007 pelas Usinas e em 2008 pelas

Associações de Fornecedores de

Cana, com o objetivo de criar mecanismos

para estimular e consolidar

o desenvolvimento sustentável da

produção e da indústria da cana no

Estado de São Paulo alcançou seus

objetivos principais e obteve excelentes

resultados. Prova disso é a eliminação

do uso do fogo como método

despalhador em quase 100% das

áreas colhidas. A lei que trata sobre

o assunto garantia o emprego do

fogo até 2031, porém, com o acordo

entre as partes essa data foi antecipada

e o uso do fogo nos canaviais

praticamente foi extinto no Estado

de São Paulo.

Para a Canasol, ter um de seus

colaboradores como membro desse

grupo executivo, demostra a importância

do trabalho desenvolvido pela

associação em prol de seus associados

e do Meio Ambiente.

EM BRASÍLIA

Comissão Nacional

de Cana-de-açúcar

Guilherme entre os integrantes do grupo que irá regulamentar as diretivas do protocolo

Agroambiental

O novo protocolo, assinado no

dia 27 de junho deste ano entre os

representantes do governo do Estado,

CETESB, Secretarias do Meio

Ambiente e da Agricultura e Abastecimento

e do setor Sucroenergético,

ORPLANA e UNICA estabeleceu dez

diretrizes técnicas a serem seguidas.

São elas: 1 - Eliminação total da

queima da cana; 2 - Adequação ao

novo Código Florestal (Lei Federal nº

12.651/2012); 3 - Proteção e restauração

das Áreas Ciliares (vegetação

ao longo dos rios e nascentes); 4 -

Adoção de práticas agrícolas visando

a conservação do solo; 5 - Conservação

da Água; 6 - Aproveitamento dos

Subprodutos da Cana-de-Açúcar; 7

- Responsabilidade Socioambiental

e Certificação da produção; 8 - Boas

O presidente Luís Henrique e o

diretor Nicolau de Souza Freitas representaram

a Canasol e o Sindicato

Rural de Araraquara na reunião da

Comissão Nacional de Cana-de-açúcar

realizada no dia 25 de outubro

na Sede da CNA em Brasília. Também

estiveram presentes Alexandre

Lima presidente da FEPLANA e demais

lideranças do setor. Durante o

encontro foram tratados assuntos

ligados à revisão do Consecana e a

Lei de Proteção de Cultivares, entre

outros.

|58


SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO

Parceria traz benefícios para

os trabalhadores agrícolas

A Canasol firmou parceria com a GEMED - empresa

especializada em saúde e segurança do trabalho.

A partir de agora, os associados

da Canasol que desejarem se adequar

às exigências da legislação que

envolve Saúde e Segurança no Trabalho

poderão contar com os serviços

da GEMED por valores atrativos.

Segundo o Presidente da Canasol

Luís Henrique Scabello de Oliveira

essa parceria é de fundamental

importância para os produtores e

trará vários benefícios aos associados

que aderirem ao Programa de

Saúde e Segurança no ambiente rural.

“Sentimos a necessidade de auxiliar

os nossos associados no sentido

de se adequar às exigências das

leis e normas que regulamentam as

questões de saúde e segurança nas

propriedades rurais”, destaca Luís

Henrique.

Para Paulo Miguel Oliveira, engenheiro

de segurança da GEMED,

essa adequação se faz necessária,

já que as normas são bem amplas

Momento da assinatura da parceria Canasol/GEMED em outubro com a presença do

presidente Luís Henrique Scabello de Oliveira e da vice Tatiana Caiano Teixeira Campos

Leite e representantes da GEMED Paulo Miguel Oliveira e o doutor Luiz Antônio Lindquist

EVENTOS DA CANASOL

• Dia 05/10: Palestra em parceria com a EMBRAFÓS no Auditório Canasol

sobre o tema: “Adubação da cana-de-açúcar para altas produtividades”.

Palestrante: Vanderlei José Damião

• Dia 10/10: Palestra em parceria com a Oxiquimica no Salão de Festas sobre

o tema: “Difere – “Um novo caminho no manejo de doenças na cana-deaçúcar”“.

Palestrante: Augusto de Souza P. Jr.

• Dia 19/10: 3ª Reunião do Grupo Técnico Cana em parceria com a empresa

UBYFOL sobre o tema; “Uso de micronutrientes em cana-de-açúcar”.

Palestrante Cleber Hervatin da UNESP Botucatu

• Dia 26/10: 2º ciclo de palestras regionais da Canasol em parceira com a

Syngenta e Coplacana. Ribeirão Bonito

• Dia 31/10: 2º ciclo de palestras regionais da Canasol em parceira com a

Syngenta e Coplacana. Nova Europa

Paulo Miguel de Oliveira da GEMED

falando sobre parceria com a Canasol

e exigentes. Segundo o engenheiro,

a GEMED irá prestar aos associados

da Canasol toda orientação para o

cumprimento da norma principalmente

no tocante ao uso correto

de equipamentos de proteção individual

(EPI) e máquinas agrícolas

visando a segurança dos trabalhadores

e de suas famílias. A empresa

também irá orientar os proprietários

rurais que aderirem ao programa

sobre a melhor forma de armazenar

e aplicar defensivos agrícolas e outras

medidas que evitem acidentes

ou aborrecimentos futuros. “Como

dissemos, a norma é muito extensa

e o acompanhamento por um profissional

de engenharia de segurança é

indispensável”. Ressalta Paulo.

De acordo com o Diretor de Saúde

da GEMED, Luiz Antônio Lindquist,

essa parceria com a Canasol

além das questões relativas à Segurança,

também visa promover ações

preventivas para sanar eventuais exposições

que possam oferecer riscos

à saúde do trabalhador rural e aos

produtores.

O associado que pretenda contratar

os serviços da GEMED deve

entrar em contato com a Canasol.

Colocamo-nos à disposição para

esclarecimento de qualquer dúvida,

encerra o representante da GEMED.

59|


SEU NOME ESTÁ NA RUA

SAMUEL BRASIL BUENO - IN MEMORIAM

OACYR ANTONIO ELLERO

O pionerismo de um

grande supermercado

Permanece viva entre os araraquarenses a querida imagem

do professor Oacyr que mesmo depois de se aposentar, a

convite da própria escola, continuou como diretor, tamanho

era o carinho e o respeito que todos mantinham por ele.

Oacyr com uma das

suas aves de estimação

Este nome nos faz lembrar do dedicado

professor, político e sensível

artista. Quem não se lembra de seus

maravilhosos presépios montados

em sua residência em todos os natais?

Oacyr Antonio Ellero nasceu em

Itápolis/SP em 3 de agosto de 1929,

filho de Theodoro Ellero e Maria de

Lourdes Escada, descendentes de

italianos. Oacyr era o segundo filho

do casal, tendo como irmãos Neide

Terezinha, Oneiva Helena e Owaldyr

Geraldo.

Direitos de publicação doados

pela Família Brasil Bueno à

Revista Comércio, Indústria e

Agronegócio e a disposição da

comunidade para consultas

Oacyr cursou o primário no Grupo

Escolar Morais Barros, em Itápolis,

e o ginasial no Ginásio Estadual da

mesma cidade. O curso de formação

de professores ele fez no Instituto de

Educação Estadual Valentim Gentil,

em Taquaritinga. Lá, tornou-se também

contador.

Oacyr obteve formação superior

através das seguintes faculdades:

Pedagogia na Fundação Anchieta

em São Paulo; Biologia na Faculdade

José Vieira em Machado (MG) e

Direito na Universidade Federal de

Niterói.

Em 1953, Oacyr foi secretário no

Hospital São Lucas de Itápolis e dois

anos depois, secretário responsável

pela direção do Ginásio Estadual de

Tabatinga. Por concurso, assumiu

em 10 de setembro de 1966 o cargo

de secretário do Instituto de Educação

Bento de Abreu (IEBA), tendo por

diversas vezes assumido sua direção.

Durante este período, também

ministrou aulas de ciências e trabalhos

manuais.

Em 1979, assumiu o cargo de

professor secundário da Escola Estadual

“Força Aérea Brasileira”, em

São Paulo. Voltando para Araraquara,

Oacyr lecionou em diversas escolas

estaduais, aposentando-se

por tempo de serviço (37 anos) em

27/10/1987, quando trabalhava

|60


Os filhos, atrás, da esquerda para a direita: Joacyr, Oacyr Júnior e Moacyr. Na frente,

Sylvana, Oacyr, a esposa Sylvia e a filha Sylvia Maria

na escola estadual Carlos Baptista

Magalhães. Após aposentar-se, por

convite da direção da escola, permaneceu

em atividade como “admitido

em caráter temporário” (ACT), exercendo

suas funções em diversas escolas

da cidade até se aposentar em

maio de 1998.

Sua outra paixão era a política,

onde militou pela legenda do PTB e

como suplente exerceu o mandato

de vereador na Câmara Municipal

por muitos períodos. Como professor

de trabalhos manuais e artísticos,

Oacyr manteve anualmente em sua

residência, por ocasião de festas natalinas,

um maravilhoso presépio e,

com muito carinho, convidava as famílias

amigas com cartões de Natal

para admirarem o trabalho em um

gesto de confraternização anual.

Outra atividade que Oacyr muito

gostava era manter em casa um

grande viveiro com as mais diversas

espécies de pássaros. Oacyr construiu

uma bonita família através de

seu casamento com a senhorita

Sylvia Arini, filha de Ricieri Arini e

Marcella Arini, em 22 de janeiro de

1956.

Desse casamento nasceram cinco

filhos: Sylvia Maria, Oacyr Júnior,

Rua professor Oacyr Antonio Ellero em sua fundação

casado com Maria Cristina Ellero,

Sylvana Ellero, Joacyr Pedro, casado

com Sueli de Souza Ellero e Moacyr

Theodoro, casado com Enedina das

Neves Souza. Sua descendência

completa-se com os netos Thiago,

Larissa, Rafael Luiz, Thays e Pedro

Luiz e as bisnetas Helena, Luiza e

Manoela.

Entre outras homenagens, Oacyr

foi agraciado pela Câmara Municipal

com o título de Cidadão Araraquarense

em 21 de fevereiro de 1992.

Esta é uma parte da vida do professor,

político, esposo, pai e avô.

Oacyr Antonio Ellero, que faleceu

aos 77 anos, em 7 de setembro de

2006, teve seu corpo cremado na

Vila Alpina, em São Paulo. Suas cinzas

foram deixadas na Fonte Luminosa,

uma vez que ele era fanático

pela Ferroviária.

Seu nome está na rua através da

lei 6.610 de 31 de agosto de 2007,

localizada na Rua Professor Oacyr

Antonio Ellero, uma via pública da

sede do município, conhecida como

Avenida “A” do loteamento Jardim

Serra Azul.

61|


AMOR PELO FUTEBOL

Guarda-roupa

lotado e bem

colorido

Palmeirense, o jornalista

William Bizarro é um assíduo

colecionador de uniformes

de times do mundo inteiro;

além do clube da capital, o

Liverpool e o futebol inglês

também são suas paixões.

Ferroviária

Clube inglês Aston Villa

O futebol sempre se fez presente

na vida do jovem jornalista William

Bizarro. Desde que “ele se conhece

por gente”, o futebol brasileiro fazia

parte de seu cotidiano. Tudo isso por

conta de parte de sua família, que é

palmeirense e o incentivou a torcer

pelo alviverde do Palestra Itália.

Porém, em 2002, aos 8 anos,

Bizarro passou a acompanhar o futebol

europeu através de jogos de

videogame e transmissões na televisão

brasileira (mesmo que escassas,

à época). Assim nasceu o interesse

pelo futebol inglês, mais precisamente

pelo Liverpool e por seu capitão,

Steven Gerrard.

Junto a tudo isso, ele começou a

alimentar um hobby que, a princípio,

era apenas como admiração: os uniformes

dos clubes. “Desenhava as

camisas na escola, criava outras e

sempre buscava as novidades ainda

numa internet precária”, afirma.

Infelizmente, no Brasil, comprar

camisetas não é uma tarefa barata,

sendo praticamente impossível para

Chapecoense

uma criança/adolescente dispor de

dinheiro pra financiar esse tipo de

hobby. “Minhas primeiras camisas

ainda na infância eram réplicas”,

pontua.

Mas foi em 2008 que esse mundo

começou a ficar colorido, por sorte

e também por meio do carinho

de amigos e familiares: foi nessa

época que ele ganhou de presente

sua primeira camisa oficial do Palmeiras.

Em 2010, venceu um sorteio

da Copa do Mundo, recebendo um

jogo de camisas completo da Seleção

Brasileira. Um ano depois, aparece

em sua vida outro uniforme do

Palmeiras. “Assim formava-se minha

Seleção inglesa

modesta coleção”, lembra.

COLEÇÃO EM ALTA

A partir de 2012, Wiliam Bizarro

começou a trabalhar. Ufa. E duas

das primeiras compras foram da Internazionale

e da Itália: Diego Milito

e Andrea Pirlo, respectivamente.

“Passei a buscar sites brasileiros de

camisas para aumentar gradativamente

a coleção, sem nenhum foco

específico. Pude finalmente pegar

uma do Liverpool”, conta.

Atualmente, os grupos de troca

e venda de camisas no facebook

fizeram a coleção do jornalista au-

|62


Camisas do Liverpool e seleção inglesa

mentar gradativamente. “Hoje tenho

cerca de 50 camisas, variando entre

clubes brasileiros, europeus e seleções.

Consegui uma boa variedade

de camisas do Liverpool e da Seleção

Inglesa, principalmente do Gerrard”,

afirma.

Outras camisetas queridinhas

são: uma da Ferroviária de treino,

autografada por todo o elenco campeão

da Série A2 de 2015, uma do

Liverpool do lateral Fábio Aurélio, autografada

e usada em jogo da Liga

dos Campeões de 2009/10 contra o

Olympique de Marseille (já possuía a

camisa e pude pegar o autógrafo nas

entrevistas que realizei com o mesmo

para a biografia dele, que escrevi

como TCC) e uma do Gerrard n° 28,

do início de sua carreira em 1998.

Ainda na coleção, Bizarro tem algumas

peças curiosas e raras, entre

elas, uma da equipe do Luton Town,

da quarta divisão inglesa, uma do

Rangers, do argentino Cannigia e

uma da Seleção Britânica de Rugby.

“Também tenho uma antiga do Leicester

do início da década de 2000,

bem antes do título da Premier League.

Gosto também muito de uma do

Liverpool 95/96”, revela.

Mas e seu clube de coração, o

Palmeiras? Sempre na pauta. “Não

possuo camisas antigas do Palmeiras.

Infelizmente, elas são as mais

valorizadas no mercado brasileiro de

camisas, principalmente as de goleiro.

Algumas camisas ultrapassam

a marca dos mil reais com relativa

facilidade. Não é fácil ser palmeirense

nesse ramo”, finaliza em tom de

brincadeira.

Palmeiras, seu clube de coração

63|


MEMÓRIA

Araraquara se despede do

inesquecível Chico Nigro

Filho de Arcângelo Nigro,

empresário comandou a

fábrica por 50 anos.

Araraquara perdeu, no mês de outubro,

um de seus mais bem sucedidos

empresários: Francisco Humberto

Nigro, mais conhecido como Chico

Nigro. Aos 92 anos, sua morte foi ocasionada

por complicações de uma

pneumonia.

Filho de Arcângelo Nigro, Seo Chico

liderou a fábrica da Nigro ao lado da

família por 50 anos, tornando-a uma

das maiores empresas do ramo no

Brasil. Jamais deixou de lado a benemerência,

sempre ao lado da esposa

Maria Piedade da Silva Nigro, falecida

em 2006.

Teve quatro filhos: Antônio Carlos

Nigro, Francisco Humberto Nigro, Mar-

O casal Maria Cavicchioli e Arcângelo com

os filhos Francisco, Hugo, Pedro e Beatriz

celo Eduardo Nigro e Sílvio Ângelo Nigro,

já falecido. Dos quatro herdeiros

de Arcângelo Nigro, apenas Beatriz

Nigro está viva. Seus irmãos, Pedro e

Hugo, também faleceram. O ‘velho Chico’

como alguns amigos o chamavam,

tornou-se uma lenda empresarial pelo

comportamento ético e humano.

Registro da história: Arcângelo Nigro

(quadro) e seus filhos Francisco, Hugo e

Beatriz, ainda viva

|64


LIMPEZA, HIGIENE E CONFORTO

Otimizando

o serviço

Confira os pacotes exclusivos

de combos oferecidos a partir

de agora pela LimpeCom.

Com o objetivo de realizar suas

demandas de forma mais dinâmica,

ágil e com um custo benefício maior,

a LimpeCom, empresa que nasceu

em 2011 para atender o segmento

de limpeza, conservação, jardinagem

e serviços gerais, disponibiliza para

seus clientes pacotes especiais que

englobam as atividades acima.

A ideia é simples: aproveitar um

trabalho e otimizar a execução de outro,

evitando a contratação pontual,

o que deixa o preço mais acessível.

Oferecido à pessoa física e empresas,

este combo reúne jardinagem, combate

a pragas, desentupimento, limpeza

e desinfecção de caixas d´água,

O empresário Paulo Garcia está sempre em busca de novidades para seus clientes

desinfecção de ambiente, pequenos

reparos (elétricos, hidráulicos, alvenaria

e instalações), diárias, limpeza

de calhas e produtos/acessórios para

limpeza. Os contratos vão ao encontro

das necessidades, analisadas pela

equipe da LimpeCom. “Oferecemos a

satisfação e o conforto de um ótimo

serviço, feito por profissionais qualificados

e treinados, para que você

não tenha preocupações”, finaliza o

diretor da empresa Paulo Garcia. A

LimpeCom fica na Avenida Mariano

Mingotti, 282, Vila Harmonia. Telefone

(16) 3461-2000. Aproveite para

realizar um bom negócio.

65|


ESPORTE É AVENTURA

COLUNA

O que comer

antes e depois

do treino

Carlinhos Tavares

Absolute Fit - 16 3114.8664

Quando se fala em atividade física,

uma boa alimentação proporciona

melhor rendimento durante

o exercício e maior energia, ajudando

ainda a evitar o catabolismo

proteico, que é a perda de massa

muscular.

O catabolismo proteico ocorre,

principalmente, em situações em

que há pouca oferta de substratos

energéticos que estão presentes

em alimentos com carboidratos,

por exemplo. Com uma má alimentação

o corpo passa a utilizar os

aminoácidos presentes nos músculos

como fonte de energia, impedindo-os

de crescerem.

A alimentação pré-treino serve

como substrato energético e

construtor para os períodos que

antecedem o treino, e nessa etapa

vai depender muito do objetivo de

cada um.

Por exemplo, quando se busca

o ganho de massa muscular, é importante

que além do consumo de

proteínas para evitar o catabolismo

mencionado acima, haja também

o de carboidratos complexos,

que dão energia de forma lenta e

constante, garantindo estoque suficiente

durante a atividade, evitando

a perda muscular.

Quando o objetivo principal é

a perda de gordura, além das proteínas

para evitar o catabolismo,

pode haver a ingestão de gorduras

boas (abacate, coco, castanhas,

pasta de amendoim), iniciando o

treino sem picos de glicemia e insulina.

Durante o treino se hidrate! A

água perdida e não reposta durante

o treino pode resultar em

desidratação e, por consequência,

diminuir o rendimento dos exercícios.

Para treinos acima de uma

hora deve-se ingerir também água

de coco ou bebidas isotônicas,

pois esses líquidos contêm sais minerais

que ajudam a controlar as

reações químicas do corpo durante

o exercício, mantendo-o hidratado.

Em alguns casos é preciso que

ocorra também a reposição de

carboidratos e proteínas.

Na alimentação pós-treino, o

objetivo principal é a recuperação

muscular e o fornecimento de

energia para ser usado como combustível

nesse processo. Por essa

razão, o consumo de proteínas é

imprescindível, assim como o de

carboidratos de absorção rápida,

para que a reserva de glicogênio

muscular seja reestabelecida rapidamente.

A refeição logo após o treino

promove a recuperação e evita o

catabolismo muscular. Além disso,

favorece uma modulação para a hipertrofia,

caso seja esse o objetivo

do treino.

Para saber mais, como

dicas de treino, etc.,

curta nossa página no

Facebook (www.facebook.

com/absolutefit).

Neste canal, você

leitor poderá interagir,

compartilhar fotos

e fazer perguntas.

|66


25 DE NOVEMBRO

Você também pode

ajudar nesta causa!

Hemonúcleo da Unesp de Araraquara precisa da doação de

todos os tipos sanguíneos. Segundo o Dr. Reinaldo Bonfá, os

tipos O+, O- e A- são os mais urgentes.

Se você é uma daquelas pessoas

que doam sangue com frequência, parabéns.

Não só pelo ato de solidariedade

em si, mas também por conta do

dia 25 de novembro, Dia Mundial do

Doador de Sangue.

Para quem não sabe, Araraquara

abriga um importante espaço para

coleta de sangue: o Hemonúcleo Regional

de Araraquara “Profª. Dra. Clara

Peckmamm Mendonça”, que é mantido

pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas

da Unesp.

O local presta atendimento a 13

hospitais, o que engloba cerca de

um milhão de pessoas. Assim, além

de abastecer a Santa Casa, Hospital

São Paulo, Gota de Leite e Unidade

de Trabalho Dialítico-Hemodiálise, em

Araraquara, também atende cidades

como Américo Brasiliense, Taquaritinga,

Borborema, Descalvado, Itápolis,

Ibitinga, Porto Ferreira, Nova Europa,

Santa Rita, Tabatinga, São Carlos, entre

outras.

Para o Responsável Técnico Dr.

Reinaldo Bonfá, as doações para todos

os tipos são bem vindas. Porém,

os mais urgentes são, sempre, os

mais comuns, no caso O+, O- e A-. Não

há uma necessidade específica no

momento. Ela é geral. “Normalmente,

o período de férias é o mais complicado,

pois a demanda é maior, porém a

doação é menor. Aqui, pessoas entre

35 e 50 anos são as que mais colaboram

com a causa”, revela.

Vale lembrar que o Hemonúcleo de

Araraquara fica na Rua Expedicionários

do Brasil, 1621, dentro da Unesp.

Ele abre de segunda a sexta das 7h às

11h30 e das 14h às 16h. Os interessados

em doar sangue podem entrar

em contato pelo telefone (16) 3301-

6102.

Para doar sangue, algumas regras

são prioritárias: estar em boas condições

de saúde; ter entre 16 e 69 anos,

desde que a primeira doação tenha

sido feita até 60 anos (menores de 18

anos), pesar no mínimo 50kg; estar

descansado (ter dormido pelo menos

8 horas nas últimas 24 horas); estar

alimentado (evitar alimentação gordurosa),

após o almoço e aguardar 3

horas para a doação e apresentar documento

original com foto emitido por

órgão oficial. Doar sangue tem o sentido

de contribuir com a vida de outra

pessoa.

O Hemonúcleo fica na Rua Expedicionários do Brasil, 1621

67|


|68


A VIDA COMO ELA É

Pelo simples

direito de viver

um só dia...

Recolhidas ao Centro

de Ressocialização de

Araraquara, pelo menos

42 reeducandas tiveram

sob o efeito das luzes uma

noite de princesa: era um

concurso de beleza.

Vencedoras do concurso no Centro de Ressocialização de Araraquara: Márcia Freitas (Miss

Maturidade), Débora Priscila Cardoso (Miss Primavera) e Jaqueline Faustino (Miss Simpatia)

Dos espaços frios de um CR para

a passarela: um sonho que se prolongou

por mais de 40 dias de preparação.

Assim é que poderia se

definir a história de um certame de

beleza, organizado em grande parte

pelas próprias mulheres que hoje

estão integradas a um processo de

ressocialização em Araraquara.

O sistema prisional local optou

por uma maneira diferente de ressocializar

suas reeducandas, contribuindo

na promoção de um evento

com iluminação, música e salão de

beleza para que as participantes

tivessem - resguardadas as proporções

- a mesma emoção vivida por

adolescentes em um concurso de

beleza de alto nível.

A escolha da Miss Primavera

aconteceu no próprio Centro de

Ressocialização Feminino de Araraquara,

conta sua diretora Jucélia

Gonçalves: “Nosso objetivo é elevar

a autoestima das reeducandas, criar

interação entre elas e resgatar valores

como dignidade, solidariedade e

autonomia”.

O desfile contou com a participação

de 42 inscritas e foi realizado

em duas etapas, sendo a primeira

com vestimenta casual e a segunda

com traje social. Os jurados também

se atentaram aos quesitos simpatia,

beleza e passarela.

Com a apresentação de Edi Frediani,

diversos números de danças

e animação das reeducandas e

convidados, o corpo de jurados do

concurso premiou como Miss Primavera

2017 (Débora Priscila Cardoso),

Miss Simpatia (Jaqueline Faustino) e

Miss Maturidade (Márcia Freitas).

A diretora da unidade explicou

que toda a parte de produção, maquiagem

e vestidos foram angariados

por meio de parcerias com

entidades da cidade e muitos dias

de intensa produção e ensaios, des-

Interessante que a escolha

da Miss Maturidade se

dá entre reeducandas

com idade acima de 40

anos. “Temos em nosso

CRF mulheres lindíssimas

e houve empate entre

três participantes e isso

tornou o concurso ainda

mais emocionante”,

disse a diretora Jucélia

Gonçalves.

Comissão Julgadora do Miss Primavera

formada por parceiros e colaboradores

tacando o empenho de cada um no

projeto.

“Conseguimos registrar uma melhora

significativa no estado físico

e mental de todas as reeducandas

da unidade. Foi possível sentir uma

atmosfera mais alegre e leve que

continuará por muito tempo. Agradecemos

a todos os parceiros e funcionários

que se empenharam para

o sucesso de mais uma edição do

concurso”, comentou Jucélia.

Atualmente o CR Feminino de

Araraquara conta com 96 reeducandas

e grande parte delas participa

de programas de reinserção no mercado

de trabalho e na sociedade.

69|


Zé Faito, Baiano Faito, Zé Duvilio e Paulo Pecin participando do Grande Prêmio de Cubatão, no litoral

VELHOS TEMPOS, BELOS DIAS

Zé Faito. Para sempre o nosso

Michelangelo da velocidade

Benê fala da sua emoção ao passar em frente do barracão

da Carvalho Filho, 959, considerado o templo sagrado das

motocicletas e dos ‘Faito’ nos anos 70. Entre aqueles que

viveram essa época é hora de um mergulho no passado.

Texto: Benedito

Salvador Carlos

Colaboração:

Pedro Scabello

Quem chega ao parque do Pinheirinho

e caminha no Kartódromo

Adalberto Cattani, circuito de rodas

denominado “José da Penha Moreira”

em Araraquara, num dia de

corrida e vê aquela pessoa simples,

mistura de senhor grisalho com menino

encantado se divertindo, não

tem a menor ideia de sua representatividade.

Zé Faito, como é carinhosamente

chamado, chega primeiro e

sai por último. Estaciona sua velha

camionete Chevrolet vermelha, tinta

apagada, customizada pelo tempo,

sorrindo desce sua caixa de ferramentas

e corre de um lado para o

outro, só para servir. Enche o pneu

para um, troca a vela para outro, dá

sugestão de regulagens de suspensão,

ouve atentamente cada motor

que funciona ao seu lado e sugere

melhor combustão. No prenúncio do

início da corrida, corre para a linha

da largada, com discrição retoca o

ajuste de freios de uma motocicleta

que precisa de carinho, ajusta a

viseira do capacete de um kartista

tenso acompanhado de um abraço

fraterno, humilde recomenda a melhor

tomada de curva para os principiantes

e se emociona com o início

da prova. Quando a bandeira quadriculada

do the best Nilton “Boca”

Gonçalves desce, olha para a tomada

da primeira curva e seus sonhos

se tornam infinitos, sem controle das

emoções espalhadas por seu corpo,

involuntariamente realiza movimentos

sincronizados de cabeça, braços

e pernas, tangenciando mentalmen-

Zé Faito correndo nas 500 milhas

de Interlagos, uma das provas mais

importantes do calendário motociclístico

|70


te a primeira curva e segue acompanhando

o pelotão pelo som ensandecido

nas sincronizadas trocas de

marchas. Um minuto e meio depois,

quando a primeira volta se completa,

seus olhos brilham e lacrimejam,

enfim, mais uma vez seu coração

disparado vai se acalmando, sua

pulsação retoma os níveis normais e

o piloto que existe dentro dele segue

e renasce como sol resplandecente.

A corrida vai se desenvolvendo e

logo termina, alguns pilotos se destacam,

outros enfrentam a dificuldade

de equipamento ou de talento

mesmo, e ele carinhosamente os

aguarda na entrada dos boxes, para

o abraço da vitória ou o conforto aos

coadjuvantes. Este ritual o acompanha

pela vida toda, esses sonhos,

essa entrega, essa generosidade.

Corri na mesma prova que ele

uma vez só, e naquele dia, menino

ingênuo, também o relevei, achava

que era normal seus procedimentos,

mas o tempo, sempre senhor, me

provou que não era.

Duas de suas corridas me marcaram

indelevelmente, as 500 milhas

no autódromo de Interlagos, circuito

maravilhoso, um dos mais belos e

difíceis do mundo, na época, templo

sagrado de Emerson Fittipaldi, José

Carlos Pacce, Adú Celso, Paolo e

Gautiero Tognochi, Jhonny Ceccoto,

Carlos “Jacaré” Pavan, Denísio Casarini,

Eduardo Luzia, Edgard Soares,

Fifa Carmona, Luiz Tonini, Dietmar

Beinhauer e Walter “Tucano” Barchi,

no ano de 1971, parceria irretocável

com Evaldo Salerno, oportunidade

em que “tocaram” uma Ducati

Mark1, 250cc e no final com resultado

expressivo. Outra prova, alusiva

ao aniversário da cidade de Jaú,

circuito de rua, no ano de 1975, que

ganhou. Tocou do começo ao fim

como grande piloto que era, abusou

do seu talento e extraindo tudo o que

o motor poderia lhe proporcionar, fez

cada tomada ao limite, curvas como

parábolas; e venceu todos os desafios

que se agigantaram na sua frente.

O nosso Michelangelo da velocidade vencendo competição em Jaú

Em passado recente, com o grupo

reunido no velho barracão nº 959

da Carvalho Filho, eu tomando uma

cervejinha na companhia de Darci

José Brunhari à espera do generoso

jantar preparado pelos mestres Vanderlei

Boalin e Luis Antonio Mathias

(Tuca), presenciei um dos momentos

mais inusitados da minha vida. Um

novo frequentador da casa, oriundo

de Ribeirão Preto, tentava explicar

a ele, com a sua “vasta” experiência

de um curso pré-pago de pilotagem

em Interlagos, na oportunidade

em que andou num “Track Day” por

cinco voltas completas, a melhor

maneira de se realizar a tomada da

curva do Laranjinha no famoso autódromo,

e ele com muita cordialidade,

mãozinha no queixo, olhos atentos,

ouvia com atenção seu interlocutor.

Para riso da plateia ali presente, no

calor da bebida, perguntei em voz

alta: Zé, quantas voltas você já completou

em Interlagos? E ele, com a

simplicidade de um garoto maroto

respondeu: Em corrida?! Umas cem

voltas, agora, em treino, sei lá..., foi

uma gargalhada geral. E o assunto

se encerrou. Que roubada, entrei eu,

pensou o “instrutor”.

Zé do Faito (José Lucas Martinez),

José da Penha (José da Penha

Moreira), Zé do Duvilio (José Roberto

Tedeschi), assim como Olympio

Bernardes Ferreira Neto, Adolpho

Tedeschi, Evaldo Salerno, Luiz Antonio

Bianchini, Eduardo Luzia, Celso

“Baiano” Faito, Pinho (José Manoel

Amaral Sampaio Filho), Luiz Carlos

“fotógrafo” Oliveira, engenheiro

Murilo Leonardi, Isaac, Diogo Faito,

Paulo Pecin, Manolo (Emanoel Toledo

Lima), Waldemar Zago, os irmãos

Braz, Armando e Luiz (Néca) Passalacqua,

Negão (Luis Antonio Candido),

Edivilmo, não fazem parte da

história... são a própria história.

Quanto mais o tempo passa mais

admirado é, mais pessoas se encantam

por suas qualidades superiores,

bondades superiores se é que isso

seja possível, parafraseando Caetano

Veloso, “És um senhor tão bonito

quanto a cara do meu filho, Compositor

de destinos, tambor de todos

os ritmos por seres tão inventivo e

pareceres contínuo, que sejas ainda

mais vivo no som do meu estribilho,

peço-te o prazer legítimo e o

movimento preciso quando o tempo

for propício. Tempo, tempo, tempo,

tempo”.

Vez ou outra me deparo frente ao

barracão número 959 da Carvalho

Filho, estaciono no tempo, e minhas

saudades e meus sonhos ficam tão

presentes na minha alma, que sinto

aquele cheiro inexplicável da emoção

que o ar daquele local vislumbra,

sinto a presença de todas essas

pessoas, de todas as motocicletas,

todos os karts, todos os motores, de

todos os sons, de todas as magias,

e de toda minha felicidade, por ter

na juventude vivenciado sensações

plenas.

71|


VIP

VIDA SOCIAL por Maribel Santos

Consciência e tolerância

Olá querido leitor! O mês de novembro chega e iniciamos a contagem

regressiva para o Natal. Época em que a palavra fraternidade é usada

com mais frequência. Mas, estamos carecendo com urgência colocar

em prática tudo que apregoamos na época natalina, não é mesmo?

Vivemos um tempo de intolerância, com muita agressividade e ofensas

gratuitas e por tão pouco. O que está acontecendo com a humanidade?

Por mais otimista que eu seja, confesso que por vezes fico triste. Todos

nós somos responsáveis por tudo o que ocorre diariamente. Falar de

amor não basta! Precisamos agir amorosamente, tratar nosso próximo

com respeito, mesmo que ele pense diferente de nós, afinal somos

únicos. Minha proposta: Vamos tratar o outro exatamente da mesma

forma que pensamos merecer. Namastê!

Clube Araraquarense

Márcia Caffarelli,

Andréia Cagnin e

Adriana Adorne

Mendonça

O vice-presidente e o presidente

do Clube Araraquarense, Sidney

Ferrarezi Junior e João Rossi.

O casal Viviani: Rafaela e Richard

Magali Ferreira

Pecini e Kátia

Laurini

A banda Capitão

Vulgaris animou a

Pool Party no dia 22

de outubro

|72


VIPS

EM DESTAQUE

Casa da Criança Cristo Rei

Ana Araujo foi recebida por Silvia

Costa Teixeira, assistente social da

Casa da Criança Cristo Rei, durante

a festa das crianças que ocorreu no

dia 21 de outubro. Ana doou para

a entidade os livros infantis que

recebeu de suas convidadas como

presente de aniversário. Após a

visita Ana me disse: “A infância é o

chão sobre o qual caminharemos o

resto de nossos dias”.

Ana e Vitória

Lembro-me que muito escutei na

minha infância: “Criança não

pensa”. “Criança só gosta de

brincar”. Mas, criança pensa.

Mas faz também algo mais

importante, que amadurecendo

desaprendemos: Ela é!

David Beckham Albino lendo

para seus amiguinhos um dos

livros recebidos

Não sei o que foi maior, se a honra ou a imensa alegria daquele momento

único, quando me sentei ao chão e as vi ao meu lado com os olhos cheios

de amor e brilho. Senti uma emoção ímpar. Em tempos líquidos, eu Ana

Araujo tenho disponibilidade para o natural exercício da alegria do afeto.

As crianças com

Ana Araujo

e Jocelito

Machado

Eloá Regina Gonzaga, Cleusa

Aparecida dos Santos Silveira e

Maria Cecília Monteiro, fazem

parte da equipe da Casa da Criança

Cristo Rei

73|


SESC Araraquara

Ayodele Aishá, Rayssa

Emílio, Thainá Gustavo e

Vitória Clemente

O grupo

Divazz com

Daniel

Martins

Filho

A cantora Anaí Rosa com a banda

Havana Brasil

|74


VIPS

EM DESTAQUE

Tita Dutra

Elaine Stucchi Barreiros e Suélen De

Paula Temoteo

Luciano Silva

Aniversário de 15 anos

Natasha e Arthur Rigolim

Sandra Araújo Dias com a filha

Natasha e seu esposo Rogério Dias

Elizabeth Ignácio e Adilson Ignácio,

padrinhos da aniversariante

75|


VITRINE

JOÃO CARLOS

Teresa Smirne, uma

criatura fantástica,

ajustando as peças

em sua loja para

mais um Natal

Isley Napolitano ao

lado do marido José

Bomtempo curtindo

férias na apreciada

Cancún

Edelcio Margonar

em outubro juntou os

amigos mais chegados

para comemorar o

seu aniversário. Passa

o tempo e o sorriso

permanece mostrando

a importância de viver a

vida...

ANIVERSÁRIOS

NOVEMBRO|2017

A diretoria do SINCOMERCIO cumprimenta todos os aniversariantes

DATA

NOME

EMPRESA

DATA NOME

EMPRESA

01/11

02/11

04/11

05/11

05/11

07/11

07/11

08/11

10/11

10/11

12/11

12/11

12/11

12/11

Maria Aparecida Vargas Faria

José Pena

Paulo Izildo Pilon

Camilla de Souza Penha Fiel

Estevan Augusto Barros Arruda

Luiz Carlos Françoso

Wanderley Camilo de Figueiredo

Maria Elizabeth Rolfsen Bravo

Carmen Aparecida Silva

Fabio Rosseto Janusckiewicz

Ione Gomes Fragnan

Manoel Floriano da Silva

Matheus Palhares Viana

Michelli Marry Regolão

Casa da Cozinha

Vestylle Mega Store

Jopasa

Helibombas

Bem Viver

Gráfica Benê

Tulipa

Omega Alumínio

Charanguinha

Hi Tec Eletrônica

Auto Peças Vilavel

Charanguinha

Realvi

Moveis Estrela

13/11

14/11

14/11

15/11

16/11

19/11

21/11

21/11

21/11

21/11

22/11

24/11

29/11

30/11

Yole Alves Negrão Haddad

Cristina Hiromi Hamada Miyai

Patricia Ferreira Santana

Carlos Alberto Haddad

Rodolpho Sotrati

Maria Conceição B. Santos

Geni Helena Ribeiro Camargo

Ingred Cristina Leite Marchesi

Nadir Maria M. Cavaleti

Renato Torres Augusto Junior

Ali Zaher

Sonia Raquel Murakami

Kleber José Parra Alves

David Salomao Batista Borges

Lajes Treliçadas Duraleve

Big Real

Lanchonete Tuti Frutti

Hdz Imóveis

Castelinho Mat. Construção

Maquifísica

Lojas Certeza

Xinelo e Cia

Auto Eletro São Domingos

A.G.R. Materiais Construção

Objetivo/Objetivo Jr/COC

Depósito Caçula

Tutti Frutti

Shalom A. Moda Fem. Evang.

|76


SOLIDARIEDADE

As Embaixatrizes do Bem

Ser solidário é estender as mãos para quem necessita de

algo, é ser mais do que um simples cristão. É tentar se

colocar no lugar do outro, é ser humano, amoroso, justo.

É tentar levar um pouco de conforto para quem precisa.

Por Maribel Santos

Foi pensando exatamente nisso,

que foi criado em Araraquara o grupo

Embaixatrizes do Bem, que se reúne

uma vez por mês, e após receber o

convite participei de um dos encontros.

Foi um prazer aceitar tão gentil

convite e desfrutar de momentos tão

agradáveis e poder colaborar.

Coordenado e administrado por

Eliana Toloi e Valéria Lollato, o grupo

é formado por: Adriana Moro, Ana

Maria Carvalho, Ana Paula Franzini,

Cláudia Lemos Borges, Cris Zampieri,

Debora Gait, Demaris G. Leal,

Elciene Medeiros, Eliana Toloi, Eliane

Carizia Guimarães, Fernando Cesar

Malfará, Giovana Sampaio, Iris

Petraglia, Juliana Kurmann, Katia

Laurini, Lúcia Bueno, Luciane Viveiros,

Magali Ferreira Pecini, Margot

Braga, Maria Aparecida Homem Parenti,

Maria Regina Barbieri Ferreira,

Marilene Ramos, Marlene Palombo,

Mary Sapelli Barbosa, Queli Carina

Borges, Renata Maria Fleury, Rosicler

Flório Lessi, Sandra Batigalhia

Lopes, Sonia Vieira, Sudmeire Sampaio,

Sylvana Ellero, Telma Teixeira,

Valéria Lollato e Vylminha Medeiros.

A ideia do grupo surgiu em junho

de 2014, após um encontro promovido

pelo Shopping Iguatemi de Ribeirão

Preto. O intuito do Shopping era

formar grupos de mulheres da sociedade

de várias cidades da região

para visitar o Shopping e o nome

escolhido para a campanha foi: Embaixatrizes.

Para colocar em prática

a promoção, o Shopping contou com

a ajuda dos colunistas sociais das

cidades. Em Araraquara, o convite

foi feito por Amir Calil Dib, colunista

e jornalista de vários veículos de

comunicação de Ribeirão Preto e região.

Ana Maria de Carvalho e outras

colunistas da cidade organizaram a

lista de convidadas para participar

do evento. Após o passeio o grupo

resolveu usar o nome e continuar

com os encontros. No início, eram

reuniões sociais e ocorriam na residência

de Angélica Bombarda, mas o

grupo ganhou novas participantes e

as reuniões foram transferidas para

a residência de Eliana Toloi. Não foi

apenas o local que mudou, mudou o

nome e ganhou uma nova filosofia.

Os encontros que eram apenas para

papear e jantar ganharam novo sentido:

A solidariedade. Desde fevereiro

(2016) as reuniões são regadas

à boa conversa, boa comida, mas

Eliana Toloi e Valéria Lollato

o principal é a doação. Todas elas

participam com entusiasmo e ajudar

ao próximo é o principal objetivo. E

como é gratificante estar entre elas.

O mundo caminha, pois existem pessoas

que olham ao seu redor e são

capazes de se colocar no lugar do

próximo e é o que mais carecemos,

de gente de verdade e de bom coração.

As Embaixatrizes do Bem já colaboraram

com várias instituições:

Casa Cairbar Schutel, Lar e Internato

Otoniel de Camargo, Oficina das Meninas,

Grupo Viva, casas de recuperação,

chá de lenços, como também

com muitas famílias necessitadas.

Doaram cadeiras de rodas, andador,

colchões, móveis, cestas básicas,

agasalhos, cobertores, leite especial,

fraldas geriátricas e para crianças,

produtos de higiene e limpeza.

Ao Asilo São Francisco doaram um

telão para projetar filmes, colaboraram

no Natal de 2016, adotando os

idosos para presenteá-los com seus

pedidos: rádio, boneca, tênis.

Valéria Lollato fala com alegria,

orgulho e satisfação de tudo que

realizaram até agora. O grupo não

é o mesmo desde o início, muitas

saíram por problemas pessoais e

outras porque não tinham o perfil do

grupo, ou seja, ser solidário. Hoje o

grupo é composto por pessoas com

o mesmo ideal, o de ajudar! Valéria

finaliza: “Amizade e solidariedade

são sentimentos semelhantes, essa

é a meta do nosso grupo”.

Embaixatrizes do Bem,

reunião realizada em

julho deste ano

77|


Luís Carlos

BEDRAN

Sociólogo e cronista da Revista Comércio,

Indústria e Agronegócio de Araraquara

A antiga Vila Xavier

Os limites de Araraquara-cidade

sempre foram bem definidos pelos trilhos

da estrada de ferro, onde corriam

os trens da Companhia Paulista e os da

Estrada de Ferro Araraquara, aqueles

vindos de São Paulo e indo para os lados

de Barretos e estes, que aqui nasciam,

após baldeação, dirigiam-se para

a chamada Alta Araraquarense.

Assim como ocorre ainda hoje, a cidade

era dividida: de um lado, o oeste,

o início do centro de Araraquara; de

outro, no sentido oposto, o bairro da

Vila Xavier, atravessando a Av. São

Paulo sob o pontilhão da Estação

Ferroviária. Do lado de lá, o Centro, o

São José, o Carmo e o São Geraldo, os

tradicionais bairros e do outro, solitária,

a Vila.

E ela, a Vila, assim carinhosamente

chamada pelos seus habitantes do

leste, mas nem tanto pelos moradores

dos outros bairros, seus rivais tradicionais,

pois se notava na cidade um

certo preconceito e uma certa prevenção,

cujas diferenças eram muitas

vezes definidas nas famosas brigas entre

as gangues dos bairros e de todos

contra ela. Também, pudera: sempre

foi — e ainda é — o maior bairro da

cidade e seus autóctones eram pejorativamente

apelidados de ‘vilões’, por

pura dor de cotovelo, ciumeira mesmo.

Talvez porque o sol nasce na Vila,

e que, sem ela não haveria a Morada

do Sol...

Começava na Estação e terminava

na Praça e na Igreja do São Benedito,

no leste e, indo mais além, para o

nordeste, pelo chamado Estradão (de

terra batida), chegando até ao Risca

Faca, nome de meter medo, mas que,

certamente, assim lhe foi apelidado,

nem gratuitamente, nem por acaso.

Daí para frente só mato.

Era o bairro tipicamente operário,

o das indústrias Nestlé, Anderson

Clayton, Dianda Lopes e White Martins.

O do então Grupo Escolar Antonio

Lourenço Corrêa e, somente muito

tempo depois, o do Ginásio Estadual

Francisco Pedro Monteiro da Silva. De

suas igrejas, a do Santo Antônio, depois

a de Nossa Senhora Aparecida e

a do São Benedito, onde se iniciava o

chamado Caminho do Ouro.

A Vila de suas tradicionais ruas e

avenidas. A das avenidas São Paulo,

que, depois do pontilhão da estrada

de ferro mudou de santo e se transformou

em Santo Antônio; a Dr. Leite

de Morais, a Ipiranga, a 22 de Agosto,

a Major Dario de Carvalho, a Antônio

Lourenço Correa e a Padre Antônio

Cesarino. As ruas Padre Luciano, Naym

Jorge, Dr. Antônio Picarone, a do Tesouro

(hoje Bento de Barros), a 13 de

Maio, a Princesa Isabel, a Rui Barbosa,

a Marechal Deodoro da Fonseca. A Vila

Xavier terminava então na Rua Almirante

Tamandaré.

Eram esses os estreitos limites da

antiga Vila Xavier, há mais de meio século.

O marco inicial era o da Estação.

Na Rua Padre Luciano ficava a Escola

Industrial Ferroviária, de onde saíam

os especialistas na área; na Naym

Jorge, a Casa Meia Lua e a máquina de

beneficiar arroz do Jydalla Jorge.

Na esquina da Rua Padre Luciano

com a Av. Dr. Leite de Morais, via-se a

casa do Dr. Cariani, médico; subindo

a avenida, a do comerciante Américo

Stella, a da professora D. Maria Pimont.

A residência do “Seu” Durvalino Monteiro,

do Banco do Brasil, a do Constantino,

do DER, a do Chico e sua oficina,

a do italiano Ventura. A dos Serra, a

dos Camacho, a dos Aranha e a dos

Munhoz. E, mais para o meio, a de

número 213, do Jorge Bedran, a nossa

casa. E do outro lado da rua, a do Sr.

Liberatto, torneiro-mecânico, a do Ciro

Fenerich, ferroviário, a do Pucca, do Ari

Montanari e a da D. Abadia. Mais para

cima, só terreno baldio, um depósito

de mourões utilizados na ferrovia.

Em frente da praça, ainda de terra,

da Igreja do Santo Antônio, onde se

realizavam as concorridas quermesses,

existia a casa dos Pallagi, a dos Borelli,

a do Roberto Correia, do Dr. Célio de

Morais; o bar do Jaci Casanova, a do

Bento, motorista de táxi, com seu famoso

Ford 49; a casa do Padre João, a

do mecânico Arsênio, a do Sr. Bellardi,

a dos Gaion, a dos Guaglianoni, na 22

de Agosto e a do Manoel Rodrigues,

empreiteiro e líder político.

Ainda mais para cima, pela Av. Santo

Antônio, a Loja do Barulho, a casa

dos Pestana, dos Alves Pinto, a farmácia

do Lito (Delfini), a loja do João

Vernier, a dos Guerra, dos Rodrigues,

a sapataria do Badeco. O tradicional

bar Ponto Chic, o snooker do Sr. João

Squariz, a padaria dos Florio, a Indústria

Têxtil Haddad e, já chegando na

Praça do São Benedito, a casa dos Zaniollo.

Da Vila de antigamente, pouco

resta. Transformou-se, de bairro, numa

cidade pujante e, seus limites - com

tantos outros bairros, até extensos demais,

além de inúmeros prédios populares,

milhares de casas e dezenas de

ruas e avenidas - estenderam-se a

perder de vista. Seus moradores mais

recentes, muito orgulhosos, chamamna

agora de Cidade Alta, como se

tivessem vergonha de denominá-la,

carinhosamente, de apenas Vila.

A Vila, que foi cantada em verso

pelo seu eterno poeta, José Roberto

Tellarolli, já não mais existe, não é mais

aquela. Transformou-se, modernizouse,

ampliou-se. Porém não perdeu

totalmente sua identidade e sua personalidade,

ainda profundamente arraigadas

na memória de seus antigos

moradores e de seus descendentes.

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