RCIA - ED. 136 - NOVEMBRO 2016

tvcomercioeindustria

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ÍNDICE

EDIÇÃO N°136 - NOVEMBRO / 2016

CAPA

Uniodonto

ECONOMIA

Unidos pela Morada do Sol

CONQUISTA

Álcool como combustível

LITERATURA

Loyola lança novo livro

9 10

19

30

Uma das mais importantes e atuantes

cooperativas odontológicas do interior

do Estado completa 26 anos de

atividades em Araraquara.

SINCOMERCIO, CIESP, Sindicato

Rural e CANASOL montam grupo

para discutir demandas para o

desenvolvimento de nossa cidade.

Em 1930, alunos e professores

da antiga Escola de Farmácia

de Araraquara assinavam uma

experiência única para a época.

Em noite especial, escritor apresenta

sua nova obra, ‘Se For Pra Chorar,

Que Seja de Alegria, para um Palacete

das Rosas lotado de amigos e fãs.

Da Redação

05 | Sônia Maria Marques comenta

a obrigatoriedade do pagamento de

impostos no Brasil e seus impactos

No Ginásio do Sesi

18| Unidades do CIESP Araraquara,

Matão e São Carlos promovem a

‘Rodada de Negócios’.

Solidariedade

22| Grupo Amigos da Fé comanda

campanha para ajudar família

araraquarense.

Sindicato Rural

44|Programa Olericultura Orgânica

visa beneficiar o pequeno produtor

por meio de um amplo trabalho social.

Já não se faz mais DAAE como antes

Vários bairros da cidade têm sofrido com

a falta d’água e os motivos dados pelo

DAAE embora sejam diferentes, levam

sempre a mesma conclusão: inexistência

de manutenção ou falta de recursos

para expansão das redes. A liberação

para o surgimento de novos bairros, sem

planejamento prévio, poderá acarretar

no futuro por questões estruturais, em

problemas ainda mais sérios. Sobre

a falta d’água em outubro, período

do sol senegalesco sobre a cidade, o

vereador Édio Lopes realizou trabalho de

fiscalização para entender os motivos.

O vereador Édio Lopes conversou com Laura

Santos da Silva, quando chegava à ETA para

cobrar providências sobre a falta d’água no

Vale do Sol e em bairros próximos

Liniker brilha

A banda araraquarense Liniker e os

Caramelows não para de crescer. Destaque

na imprensa nacional e com uma imensa

quantidade de fãs, os pratas da casa

venceram o prêmio Multishow 2016 na

categoria ‘artista revelação’. Com recordes

de acessos no You Tube, a Liniker viaja o País

divulgando seu primeiro disco, ‘Remonta’.

Em Araraquara, o material já tem uma data

de lançamento marcada para o dia 8 de

dezembro, no Sesc Araraquara. Este é o

segundo show do grupo na unidade local: o

primeiro deles ocorreu em janeiro deste ano

para um Ginásio lotado.

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DA REDAÇÃO

por: Sônia Maria Marques

ARTES PLÁSTICAS

‘Capital das Artes’

MEMÓRIA

Carros, motos e muita gente

PAGANDO AS CONTAS

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Exposição no Sesc local resgata a

história da Escola de Belas de Artes

de Araraquara; ex-aluno, o pintor

Ernesto Lia, comenta o assunto.

Canasol

49| Produtores procuram meios

para aumentar produtividade a

partir de investimentos certeiros.

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Na Bento de Abreu, famoso

‘footing’ era ponto de encontro,

dos araraquarenses nas tardes

de domingo.

Vida Social

69 | Maribel Santos destaca

chá beneficente do grupo Mãos

Generosas.

Recursos para a Santa Casa

O secretário municipal de Saúde, Abelardo Ferrarezi

de Andrade, representando o prefeito Marcelo Barbieri,

participou no dia 24 de outubro, de assinatura para

liberação de verba do Governo Federal, para a Santa

Casa. R$ 231.109,68 serão destinados à linha que cuida

do sobrepeso e da obesidade e que habilita a Santa Casa

como estabelecimento de saúde em assistência de Alta

Complexidade ao indivíduo com obesidade em Araraquara.

R$ 8.200,20 estabelece recurso do bloco de média e alta

complexidade a ser incorporado ao limite financeiro anual da

Santa Casa para serviços de Referência para diagnóstico de

Câncer de Mama. 8.523,72 para Serviço de Referência para

Diagnóstico e Tratamento de Lesões Precursoras do Câncer

de Colo de Útero. O prefeito Marcelo Barbieri disse que o

“Governo Federal está atendendo nos apelos para aumentar

a verbas que custearão

o SUS, que há anos está

com valores de repasses

desatualizados. Serão

R$ 247 mil para serem

investidos na Santa

Casa”.

É redundante, hoje em dia, falar ou questionar sobre os

deveres de cada cidadão. São muitos, mas o que nos

faz pensar e ficarmos preocupados, são as condições

pré estabelecidas, como por exemplo, os impostos que

pagamos. Temos um leque de siglas (IR, IPTU, IPVA, FGTS,

DARF, etc), que se não forem pagos, ficamos à mercê da

inadimplência (SPC, Serasa, conta negativada, bloqueio).

Se há atraso de um dia numa conta ou imposto, por

exemplo, lá serão cobrados juros, juros de mora, multa

por atraso, tudo já embutido numa fatura, boleto ou

guia, que até nos faz perder o sono. É justo que devemos

honrar nossos compromissos, porém, torna-se difícil para

todos, tanto de pessoa física quanto jurídica. As empresas

então, principalmente as pequenas e médias, nem se fala,

pois do ganho bruto, sobra apenas o suficiente para se

manterem em funcionamento. O lucro, em muitos casos,

passa desapercebido e na contabilização final, fica a

dúvida se continuam com as portas abertas e mantêm os

funcionários, que também esperam pelos seus direitos, pois

senão, é aí que começa o ciclo do não cumprimento das

obrigações impostas por lei.

É a realidade. Trabalhamos e pagamos por muito e ficamos

com pouco e cada um (empresas, lojas, serviços, eu,

você), vamos vivendo, ou melhor dizendo, ajeitando, como

podemos.

Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni

Supervisora Editorial: Sônia Marques

Editor: Matheus Vieira (MTB 67.923/SP)

Diretor Comercial: Humberto Perez

Depto. Comercial: Gian Roberto, Silmara Zanardi,

Heloísa Nascimento, Anderson Rovina

Design: Carolina Bacardi, Bete Campos

Tiragem: 5 mil exemplares

Impressão: Grafinew - (16) 3322-6131

A Revista Comércio, Indústria e Agronegócio

é distribuida gratuitamente em Araraquara e região

* COORDENAÇÃO, EDITORAÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE

Fone/Fax: (16) 3336 4433

Rua Tupi, 245 - Centro

Araraquara/SP - CEP: 14801-307

marzo@marzo.com.br

Santa Casa de

Araraquara, modelo

para a saúde

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EDITORIAL

por: Ivan Roberto Peroni

Desistir, jamais!

O aplicativo da frase remonta aos tempos, envereda pelas linhas do raciocínio e acaba

pontuando situações que se moldam às necessidades que cada ser humano enfrenta na vida

pessoal ou profissional. Ir em frente é desafiar o tempo, o temor, é ter forças para caminhar

sobre o desconforto, não silenciar e apostar no poder da mente. Vivemos um período de

enfrentamentos e desconfianças, marginalizando costumes e tradições, ideias, sugestões,

esbarrando em planos e diálogos, quando não, na acomodação.

Recém terminada a eleição municipal

de 2016 no silencio do meu

canto coloco-me a pensar: a Edna

Martins, como candidata, perguntava

o que você faria se a cidade fosse

sua. Embora não houvesse originalidade

do tema meramente político, é

verdade que a frase nos deu alento

ante a liberdade concedida para a

exposição dos nossos desejos.

Ainda que vestida pela demagogia,

primordialidade em campanhas

políticas, qualquer um poderia dizer

o que pensava e queria. Assim,

nasceram em meio a fantasia mais

UPAs, mais creches, descentralização

de serviços públicos para beneficiar

os bairros e uma cidade extremamente

criativa. Mas não era apenas

isso, pois canditado que se preze se

envolve em promessas e transforma

em ilusão o que jamais poderia cumprir,

ignorando o passado político

que já teve e que por sinal já havia

lhe dado a oportunidade de fazer. A prezada candidata não era caso isolado

de promessa e transformação da cidade.

A miserabilidade santificada pela opulência se enraizou nos princípios

democráticos de cada concorrente, todos eles predestinados ao uso do ser

humano como primeiro passo, pois num segundo momento, estabelecia-se a

ponderação como – “se eu for eleito vou acabar com a pobreza”.

Não digo exterminar a pobreza mas o que ficou marcado como peça de

campanha foi uma série de promessas, uma delas o fim da taxa do lixo, assunto

que escorrega por vários anos. Agora que tudo passou e cada um fechou

sua fábrica de ideias, me pergunto como ficará o contribuinte ou o consumidor,

pois promessas são levadas pelo vento e nunca poderão ser compridas? Em

sã consciência ninguém pode abastecer com esperanças uma população descrente

(64 mil votos flutuantes) e que pelo menos, espera que as vias públicas

sejam pavimentadas, que as escolas tenham ensino padrão, que a saúde seja

humanizada e a segurança se apresente com tolerância zero.

Esta eleição com estigma de uma sessão de magia, nos ensinou que não

devemos desistir dos nossos sonhos e acreditar sempre na capacidade de

realização do ser humano, que por sinal foi a sábia técnica que premiou o

ganhador que garantiu dar continuidade ao que construíra no passado e a

promessa de reabertura de um pronto socorro. Foi uma vitória da esperteza

e da coerência democrática, com ligeiras pitadas de um sentimento bairrista.

Nesta eleição vimos uma sala de aula onde o mestre ensina que a persistência

ancorada pelos efeitos de suas gestões são argumentos mais fortes que

as promessas.

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REPORTAGEM DE CAPA

Cooperativa Uniodonto há

26 anos em Araraquara

Alto padrão de qualidade

e comprometimento incluem

a Uniodonto como uma das

mais importantes cooperativas

odontológicos do interior do

Estado

Há 26 anos, um grupo de Cirurgiões-Dentistas

reuniu-se tendo como

objetivo comum atrair novos clientes

para seus consultórios, além da Pessoa

Física, atingir o setor empresarial.

O pensamento voltou-se então para

criação da Uniodonto em Araraquara,

modelo cooperativista em comercialização

de planos odontológicos, com

Sistema Nacional em Atendimento,

sendo, na época, já há 20 anos no mercado.

O desejo concretizou-se então,

e em 1990 surgia a Uniodonto Araraquara;

e de lá para cá, muito empenho

e dedicação de todos os envolvidos:

Diretorias; Colaboradores e Cooperados,

fizeram e fazem-se presentes,

dia a dia, no cumprimento a todas as

exigências hoje imputadas, através de

seu Órgão Regulador, a ANS, que norteiam

a boa condução dos trabalhos,

hoje necessária para o correto funcionamento

como Operadora de Plano de

Saúde Odontológico. E assim o tempo

passou! Mudanças ocorrem a todo

momento, do “simples ao complexo”,

fortalecendo e estruturando, calçando

e elevando colunas, amalgamando as

relações Cooperativa-Beneficiário-Cooperado,

através de gestões cada vez

mais profissionalizadas, que elevam a

Uniodonto Araraquara, à Cooperativa

modelo dentro do Sistema Uniodonto e

entre as Operadoras de Saúde Odontológica,

no cenário Estadual e Nacional.

Assim somos:

Uniodonto Araraquara localizada na Rua

Voluntários da Pátria, 1947, Centro

• + de 120 Cooperados;

• + de 20 mil Beneficiários;

• Cobertura em 14 municípios: Araraquara, Américo Brasiliense, Boa

Esperança do Sul, Borborema, Dobrada, Gavião Peixoto, Ibitinga, Itápolis,

Matão, Motuca, Nova Europa, Rincão, Santa Lúcia e Tabatinga.

• A Sede da Uniodonto Araraquara ao seu lado, facilitando a comunicação,

diminuindo distâncias, através de seus Colaboradores e Diretoria sempre

presente, diferenciais que o mercado exige;

• Sistema Nacional de atendimento em casos de Urgência/Emergência;

• Plantão 24 horas em Araraquara e Matão;

• Tecnologia na aprovação

de orçamentos on-line e

on-time, pelo uso

Nossas instalações

de imagens (câmeras

intra-orais), que aumentam

e muito a qualidade final

nos atendimentos;

• Planos acessíveis

a você e sua família,

assim como os Planos

Empresariais;

• Equipe de Vendas pronta

a lhe atender

EM NOVEMBRO, MÊS DE ANIVERSÁRIO DA UNIODONTO ARARAQUARA,

PENSAMOS EM VOCÊ: FAÇA CONTATO CONOSCO, ADQUIRA UM PLANO

E VEJA AS VANTAGENS! AGUARDAMOS VOCÊ! SORRIA CONOSCO!

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Mário Porto (SENAR-SP), Michele Pelaes (CIESP), Bruno Naddeo (Núcleo de Jovens Empreendedores), Ademir Ramos da Silva (CIESP/FIESP),

Antonio Deliza Neto (SINCOMERCIO), Luís Henrique Scabello de Oliveira (CANASOL), Nicolau de Souza Freitas (Sindicato Rural), Jaime

Vasconcellos (Economista SINCOMERCIO/FECOMERCIO) e Tatiana Caiano Teixeira Campos Leite (CANASOL) no encontro da RCIa

ECONOMIA E DESENVOLVIMENTO

Eles estão juntos na construção

de uma cidade ainda mais forte

Hoje o SINCOMERCIO, o

CIESP, o Sindicato Rural e a

CANASOL, representam bem

mais que 70% da economia

em Araraquara. A convite da

Revista Comércio, Indústria

e Agronegócio, decidiram se

juntar em um único bloco para

apresentar e discutir demandas

para o desenvolvimento da

cidade, além de promoverem

uma aproximação mais forte

com a comunidade em defesa

dos direitos da população.

Sai Marcelo Barbieri que encerra

oito anos de mandato e entra Edinho

Silva, que inicia uma gestão de quatro

anos. Bem mais conscientizada politicamente

em função dos movimentos

sociais que ocorreram nas ruas nos últimos

meses, Araraquara começa a se

articular através das suas forças mais

representativas - comércio, indústria e

agronegócio - com o objetivo de discutir

e implementar ações que venham melhorar

as condições de vida dos seus

habitantes, e consolidar a imagem econômica

de Araraquara como município

de destaque no ranking nacional.

Olhando para este ângulo é que a

Revista Comércio, Indústria e Agronegócio

decidiu reunir cinco dias após as

eleições municipais de 2 de outubro, os

presidentes do Sindicato do Comércio

Varejista (Antonio Deliza Neto), Sindicato

Rural de Araraquara (Nicolau de Souza

Freitas), Luís Henrique Scabello de

Oliveira (CANASOL) e Ademir Ramos da

Silva (Diretor Regional do CIESP), para

a discussão de uma agenda que fortaleça

o cumprimento de demandas em

benefício da população.

O encontro, inicialmente em circuíto

fechado, foi realizado na sede do Sindicato

Rural e teve ainda a participação

de Bruno Naddeo (coordenador do

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Núcleo de Jovens Empreendedores de

Araraquara), Mário Porto (coordenador

do SENAR-SP), Michele Pelaes (gerente

da Regional do CIESP), Jaime Vasconcellos

(eocnomista da FECOMERCIO) e

Tatiana Caiano Texeira Campos Leite

(vice presidente da CANASOL), que formaram

uma frente para consolidação

do grupo, juntamente com o jornalista

Ivan Roberto Peroni, da RCIa.

Foram quase duas horas de debates

e apresentação de sugestões e propostas

de cada segmento, bem como

a definição dos próximos passos. Cada

dirigente deixou claro o pensamento de

união, a necessidade de um associativismo

na apresentação e cumprimento

das demandas que não favoreçam apenas

as classes trabalhadoras que as

entidades representam, mas de forma

mais ampla, a própria população, nesta

fase de transição dos gestores municipais.

“O entendimento é este, de união,

para que possamos construir uma

grande cidade”, disseram eles.


Antonio Deliza

Neto, presidente

do SINCOMERCIO

NA REDE SOCIAL

Fico feliz por esta iniciativa, pois

uma cidade só se desenvolve

quando os setores produtivos

resolvem unir suas capacidades

de administração a serviço do

bem comum. Juntar pessoas

que decidem e sabem fazer

acontecer só engrandece a

comunidade. Sucesso!

Alceu Patrício

Sou membro da Câmara Brasileira de Gêneros

Alimentícios na Confederação Nacional do

Comércio; o Nicolau de Souza Freitas atua

na Câmara Setorial da Citricultura; o Luís

Henrique Scabelo faz parte da Câmara Setorial

da Cana-de-Açúcar; o Ademir Ramos da Silva

é diretor regional do CIESP com 17 municípios

em sua base. Órgãos importantes em esferas

mais abrangentes para o nosso representado é

essencial para que ele conheça as instituições que

servimos e para que possa também aderir aos

nossos projetos, pois juntando-se a nós seremos

mais fortes, com influência de poder de decisão

na comunidade.

Antonio Deliza Neto

Presidente do SINCOMERCIO

Enfatizando que não tem nenhuma pretensão

política, o presidente do SINCOMER-

CIO, Antonio Deliza Neto, destacou que

está feliz pela iniciativa de um “bate-papo

desses”. O presidente sindical ressaltou: ”...

não estamos aqui promovendo nenhuma

candidatura, mesmo tendo conhecimento

que, infelizmente, não conseguimos fazer

política empresarial sem falar da política

partidária.”. Ao considerar que o Brasil está

vivendo momento ímpar em sua história,

o líder do comércio varejista salientou que

a união de forças dos vários setores é de

extrema importância na atual conjuntura

política e econômica.

Ao lembrar que o empresariado está

cansado de bancar as obrigações tributárias

acessórias e uma carga de impostos

aviltante, com retorno zero à sociedade,

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e, ainda, conviver com níveis

de corrupção vergonhosos, o

dirigente desabafou: “Quando

uma nova empresa gera 20, 30,

100 empregos, na inauguração

o empreendedor é valorizado;

porém, na hora da crise, onde é

preciso reduzir o quadro de empregados

em 10, 20 ou 50 pessoas,

por uma questão de sobrevivência

da empresa, quem

nos questiona é o Ministério

Público do Trabalho; é ele que

bate às nossas portas”. E indagou:

“Quando a empresa vai ser

tratada como o ser social que

necessita de defesa, pois o que

adianta ter CLT e medidas protecionistas

se não há a empresa e empregos? Não se

trata de retirar direitos dos trabalhadores,

mas flexibilizar a relação capital-trabalho,

fomentando o emprego e a distribuição de

renda”. Toninho Deliza chegou a ser ainda

mais incisivo em defesa da classe empreendedora:

“Acredito até, que o momento

é de amadurecimento da classe empresarial

e da relação capital-trabalho“, mas

ninguém aparece para ver como é duro

manter a empresa funcionando com a situação

que estamos vivendo hoje.” Para

ele, as dificuldades econômicas e a necessidade

da troca de informações entre os

diversos setores da atividade econômica

é que o levou a sugerir este encontro entre

os parceiros da Revista Comércio, Indústria

e Agronegócio: “Viemos aqui para, assim

como todos os presentes, expor sobre

nossa atividade e também para manifestar

apoio, por nosso Núcleo de Economia

montado em parceria com a UNESP.” De

fato, o SINCOMERCIO disponibilizou para

o encontro de lideranças os seus economistas

Jaime Vasconcellos e Délis Magalhães

e, segundo seu presidente, darão

todo apoio necessário a esta parceria.

O dirigente também enalteceu a participação

das outras entidades, citando a

CANASOL como força do agronegócio ao

lado do Sindicato Rural: “A agricultura é na

atualidade a mola propulsora do país, em

termos de exportação e geração de renda.

Ela produz o alimento, a indústria fabrica

a panela (referindo-se ao diretor regional

do CIESP, Ademir Ramos da Silva, da FORT

LAR, que estava ao seu lado no encontro),

e o comércio coloca isso à disposição dos

consumidores. A Roda gira!” No final da

sua explanação, Toninho Deliza fez um

apelo ao grupo: “Vamos ter agora um novo

governo. Temos que esquecer o partidarismo

político, mas sinto que precisamos

estar unidos e este encontro é um grande

passo em nossa cidade para isso”. O Presidente

do SINCOMERCIO arrematou: “Se

estivermos juntos, não seremos uma única

voz a ser ouvida. O diálogo com os poderes

Executivo e Legislativo é fundamental

e, unidos, representamos grande parte

dos geradores de emprego e renda de

nossa cidade e da região. É por isso que

estaremos lutando: para um desenvolvimento

saudável e sustentável, resultando

certamente em melhores condições de

vida e distribuição de renda. Vamos buscar

a todo instante o diálogo e o futuro prefeito

é um bom interlocutor, sabe ouvir.”

CONTINUA NA PÁGINA SEGUINTE


“Hoje está na moda a palavra empoderamento,

que não significa poder, mas sim ação social

coletiva de participar de debates, melhorando

a representatividade e potencializando a

conscientização civil sobre os direitos de uma

comunidade”

Luís Henrique Scabello de Oliveira

Presidente da CANASOL

Tudo precisa começar... e é com

este diálogo que iniciamos uma nova

fase no contexto econômico e social da

cidade, pois há em nós o interesse em

buscar conhecimentos vivenciados por

outras instituições.

Foi desta forma que o presidente da

CANASOL, Luís Henrique Scabello de

Oliveira, iniciou sua participação no encontro

organizado pela Revista Comércio,

Indústria e Agronegócio em outubro

passado, cinco dias após Edinho Silva

ser novamente eleito para quatro anos

de governo municipal a partir de 2017.

“Temos uma riqueza enorme em nossa

cidade, envolvendo

representações econômicas

da indústria, do

comércio, da agricultura,

dos serviços e nós

precisamos nos articular.

Lamentavelmente,

nestes últimos anos

o país ficou nas mãos

da política, quando na

verdade tem que ficar

nas mãos dos brasileiros

e como brasileiros,

temos que reivindicar

esta nossa posição”.

No entendimento do

dirigente, estas oportunidades

são importantes

para que as classes econômicas

se conheçam e para

que, depois, os cenários

sejam criados. Luís Henrique

propôs que entidades

busquem o empoderamento,

termo bastante usado na

atualidade, que em linhas

gerais significa a adoção de

atitudes que levem a melhor visibilidade

do papel social que essas entidades

exercem perante a sociedade, resultando

em transformações nas relações

sociais, políticas, culturais, econômicas

e de poder com responsabilidade e respeito

ao outro, sempre dentro das regras

democráticas e de cidadania.

Este é o nosso grande objetivo, disse

o presidente da CANASOL, através

de um diálogo bastante fluído e unificado

para que possamos fazer-nos representar

diante dos Poderes Públicos

(municipal, estadual e federal), defendendo

os anseios da nossa cidade.

Para ele, não há distinção da importância

do papel de cada instituição.

Nenhuma vive sem a outra dentro da

economia. Luís Henrique destacou ainda

que a partir do consenso, as entidades

deverão seguir um objetivo comum.

O presidente da CANASOL considera

que o Brasil passou muito tempo

preocupado com outras coisas, que

não os legítimos interesses do país

e de sua população. E agora a conta

deverá ser paga por todos nós. O que

resta é apenas trabalhar pelo país.

A Canasol nasceu do sonho de um

grupo de produtores de cana, associação

de classe fundada há 64 anos, que

representa mais de mil produtores

de cana da região central do Estado

de São Paulo. Sem deixar de lado os

seus principais objetivos de lutar pelos

interesses de seus associados, a Canasol

também busca através de sua liderança

no setor agrícola regional contribuir com

o desenvolvimento econômico e social

por meio de parcerias e engajamento em

projetos como este lançado pela Revista

Comércio e Indústria. Estamos cientes do

nosso papel na sociedade e apoiamos

todo tipo de iniciativa que julgamos

importante para o crescimento da nossa

região, destaca Luís Henrique, presidente

da Canasol.

12


Logo que Luís Henrique Scabello

de Oliveira se elegeu presidente da CA-

NASOL em março de 2016, houve com

o Sindicato Rural de Araraquara uma

aproximação muito forte e a certeza

que a partir daquele momento caminhariam

juntos em defesa dos interesses

da classe - produtor rural - e fortalecimento

do agronegócio.

Nicolau de Souza Freitas, presidente

do Sindicato Rural, hoje além de fazer

parte da diretoria da CANASOL, da

mesma forma que Luís Henrique está

na diretoria do sindicato, reconhece que

até o ano passado havia certa dificuldade

em manter a relação entre as duas

entidades e agora juntos torna a união

um fato positivo para o agronegócio.

No encontro com o CIESP, CANASOL

e SINCOMERCIO, Nicolau foi objetivo ao

reconhecer que a situação enconômica

atual é bastante complicada tanto para

a agricultura, quanto para o comércio e

a indústria: “Passamos por uma transição

e não sabemos onde ela vai chegar;

acho que o consenso poderá demorar e

para abreviarmos esse desconforto econômico

vamos ter que nos empenhar”.

Como presidente do sindicato,

membro da Câmara Setorial da Citricultura

em Brasília, do Conselho Fiscal

do SENAR-SP, e de outras entidades representativas

do setor, entendo que a

união de todos neste momento de instabilidade

da economia é importante

para o diálogo: “Temos que nos reunir

mais vezes, discutir os problemas que

nos envolvem, bem como as políticas

sociais, a cidade em sí. Não somos de

sair em busca de benefícios próprios,

mas de reivindicar pela classe e cidade.

Nosso objetivo é de uma política

propositiva, solicitar por

situações que sejam boas

para todos”, comentou Nicolau

de Souza Freitas.

Enfático ao comentar

que “nós não vivemos de

favores, nós vivemos do trabalho,

geramos riquezas”,

o presidente do Sindicato

Rural quis também deixar

claro que “o produtor rural

vive do trabalho, trabalha

e participa da geração de

riquezas para o País” e

completou: “É isso que sabemos

fazer, trabalhar”.

Nicolau agradeceu os

elogios que lhe foram atribuídos

pela sua simplicidade

e a forma com que tem

conduzido o sindicato desde

1985. O relacionamento

com os produtores rurais é

que o tem classificado como

um dos dirigentes mais populares

e de muito respeito

na classe.

Nicolau de

Souza Freitas,

presidente do

Sindicato Rural

de Araraquara

“Hoje estamos passando através da revista

o que se passa na agricultura, tudo que é

importante não só para as pessoas que vivem

no campo como para a sociedade. Não

apenas produzimos como também sabemos da

importância de se preservar o meio ambiente,

que é o nosso patrimônio”.

Nicolau de Souza Freitas

Presidente do Sindicato Rural de Araraquara

Criado em 1965, é um dos

sindicatos mais antigos da

categoria em todo o País.

Sua importância está em

defender os interesses da

classe e desenvolver intenso

trabalho social, realizando

cursos em parceria com

o SENAR SP para os

pequenos produtores rurais,

levando-os à capacitação

para produzir e alcançar

mercados dentro do

agronegócio.

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“Cada segmento tem seus problemas, suas dificuldades. Vivemos

um período extremamente dificil, temos que acreditar nas

mudanças estruturais que anunciam, também enfrentar os desafios

da previdência trabalhista e a criação de regras para o trabalho

terceirizado. Este encontro com o SINCOMERCIO, CANASOL e

Sindicato Rural nos estimula para a troca de informações entre as

entidades e a busca de soluções, através do diálogo, para questões

mais próximas do nosso convivio”.

Ademir Ramos da Silva

Diretor Regional do CIESP Araraquara

Ademir Ramos da Silva, diretor regional do CIESP

Araraquara

Diretor Titular Regional do Centro

das Indústrias do Estado de São Paulo –

Ciesp em Araraquara, o empresário Ademir

Ramos da Silva, da Alumínio Fort Lar

Indústria e Comércio, é na atualidade um

dos mais atuantes membros da entidade

fundada em 1928. Agradecido por participar

do grupo representativo da classe

industrial no encontro, Ademir considera

impossível haver uma separação entre

economia e política no Brasil pela circunstância

que a nossa democracia apresenta,

no entanto, pondera: “O governo não

atrapalhando já está ajudando muito”.

Visualizando um País desarrumado, ele

entende que “para consertar o Brasil serão

necessárias mudanças estruturais pesadas”,

uma delas direcionada à previdência

trabalhista que deixa o industrial de mãos

atadas com questões simples, como admissão

e demissão de funcionários.

“O governo pretende levar adiante a

reforma da legislação trabalhista e pelo

menos duas propostas vêm sendo discutidas:

uma para atualizar a Consolidação

das Leis do Trabalho (CLT), que completou

73 anos, e outra com definição de

regras para a terceirização de mão-deobra,

tema que vem sendo discutido desde

2003 pelo Projeto de Lei 4.330. O objetivo

é uniformizar interpretações sobre

normas de trabalho e diminuir as ações

judiciais, privilegiando as negociações

coletivas. “A CLT virou uma colcha de

retalhos que permite interpretações

subjetivas. Sua atualização

é uma necessidade”,

diz o dirigente, que participa

mensalmente de reuniões no

CIESP, na maioria das vezes

junto de ministros do governo

para discussão de assuntos

econômicos. “Hoje temos que

pagar por essas mudanças e são tantas

que não dá para acontecer em apenas

um mandato de governo, pois sendo

questões políticas e sindicais, as decisões

ficam rolando sem chegar a lugar

nenhum”, argumentou.

Na sua opinião, os reflexos deste desconforto

refletem na economia de todo o

País e uma coisa puxa outra: “Se a indústria

não vai bem é porque o comércio não

está comprando e isso se transforma em

consequências”. A equação do problema

se dá com a geração de renda, através

do trabalho e do imposto, sistemática

que não dá para ser diferente.

Ele chega a apontar como alternativa

para o País melhorar sua imagem econômica,

o investimento internacional e a privatização

de empresas como a Petrobras

e o BNDS, que são apontadas pela crítica

como fonte de saques.

“Somos um País com 12 milhões de

desempregados; tenho idade avançada

e sou de origem humilde, nasci na agricultura.

Quando vim para a cidade e até

conseguir o meu negócio, passei por fases

difíceis, sei o quanto isso representa

para mim e o quanto castiga o trabalhador”,

lembra.

Em dado momento do encontro com

Toninho Deliza, Luis Henrique Scabello

de Oliveira e Nicolau de Souza Freitas, o

diretor regional do CIESP indagou: “Como

gerar emprego? Com que segurança

podemos contratar sem ter consumo?

A resposta veio de forma bem objetiva:

“A indústria precisa contratar, mas o

País possui uma legislação que dificulta.

Como contratar nestes dois últimos meses

do ano, se somos forçados a entrar

em férias coletivas por conta de uma economia

estagnada”.

Considerando que a força da indústria

é significativa para o País e apontando

Paulo Skaff como um presidente (FIESP/

CIESP) atuante, com amplos poderes

de decisão na classe industrial e ótimas

relações com o governo, Ademir Ramos

da Silva lembra as reuniões constantes

na federação, sempre com a presença

de representantes ministeriais e a forma

com que a classe busca discutir o fortalecimento

da economia. Para ele, o governo

tem que buscar alternativas visando

minimizar o endividamento interno,

estabilizar a economia, gerar empregos

e dar crédito as mudanças propostas. Algumas

formas já foram discutidas como

arrecadar recursos através da CPMF ou

aumentar os impostos a partir do ano

que vem. Concordo que a aprovação da

PEC 241, que limita o aumento dos gastos

públicos, já foi um grande passo. O

texto aprovado estabelece que as despesas

da União (Executivo, Legislativo e

Judiciário) só poderão crescer conforme

a inflação do ano anterior, valendo a proposta

por 20 anos, pois na verdade o país

não aguenta mais a gastança, a mentira,

o desrespeito ao dinheiro. Se a PEC não

fosse aprovada seria o cáos, analisa o diretor

regional do CIESP.

“Não adianta esperar por milagre já;

sabemos que o empresariado capenga,

que as ações são demoradas e chegamos

num ponto em que as empresas não

aguentam mais”, conclui.

14


“O CIESP vê com muita expectativa uma reunião como essa. A união

dessas entidades trará muitos benefícios a cidade e juntos podemos

promover ações capazes de ajudar nas dificuldades do empresário,

orientar de forma objetiva e eficaz as dúvidas e necessidades, além

de gerar oportunidades de negócios.

Durante as minhas visitas às indústrias associadas e não associadas,

percebo que os problemas são parecidos em todos os lugares e se

conseguirmos mobilizar essas empresas, levantar suas demandas,

fortalecidas por todas essas entidades, as mudanças necessárias serão

conquistadas.

Aproveito a oportunidade para deixar a nossa Diretoria Regional à

disposição de todas as empresas, afinal somos a Casa da Indústria e

estamos disponíveis para ajudar sempre, com os vários departamentos,

treinamentos e eventos”.

Michele Pelaes

Coordenadora Regional

do CIESP Araraquara

Michele Pelaes, Coordenadora Regional

do CIESP Araraquara, também

participou do encontro e enalteceu que

iniciativas para se discutir sobre o desenvolvimento

da cidade, são positivas, pois

abrem caminhos e perspectivas para um

planejamento que ajude não só Araraquara,

mas toda comunidade.

O Centro das Indústrias do Estado de

São Paulo (CIESP), entidade civil sem

fins lucrativos, fundado em São Paulo,

em 1928, reúne empresas industriais

e suas controladoras, e associações

ligadas ao setor produtivo, bem como

empresas que possuem por objeto

atividades diretamente relacionadas

aos interesses da Indústria.

Em Araraquara, a unidade CIESP,

composta por 17 municípios,

completou 62 anos de atividades

15


“O diálogo permite o fortalecimento das bases”

Tatiana Caiano Teixeira Campos Leite

Vice presidente da Canasol

ANÁLISE

“O Encontro foi bastante profícuo.

Em verdade, a reunião dos representantes

de setores econômicos tão representativos

ao ambiente socioeconômico

de Araraquara só pode gerar

discussões e análises essenciais a

uma melhor realidade econômica local

e regional. Mais de 50% do nosso PIB

estavam presentes. São os representados

do SINCOMERCIO Araraquara, CA-

NASOL, CIESP Araraquara e Sindicato

Rural de Araraquara.

É exatamente a união e a pressão

de setores organizados que permitem

avaliações, demandas e projetos vitais

para o desenvolvimento de uma cidade

ou região. O que se propõe é exatamente

isso, união setorial e representativa

Tatiana Caiano Teixeira Campos

Leite é vice presidente da CANASOL e

para ela, movimentos deste tipo devem

ser entendidos como um processo pelo

qual podem acontecer transformações

nas relações sociais, políticas, culturais,

econômicas e de poder. O cargo

que ocupa em uma instituição de peso

dentro da comunidade a tem levado a

refletir sobre as questões de necessidade

da classe que representa: “Vivemos

um período extremamente difícil é verdade,

com reflexos em vários setores

da economia, porém o agronegócio se

sustenta pelo desempenho das suas

culturas e tem se transformado num

dos pilares de sustentação do País”.

para gerar trabalhos e atuação proativa

de defesa dos interesses do setor privado

local, aquele que gera emprego,

renda e tributos ao município e à nossa

região. A atuação deste grupo será por

dois caminhos, uma junto às lideranças

públicas municiais, sejam dos Legislativo

ou do Executivo, outra de cunho

geral nacional, onde as representações

dos líderes sindicais e civis possuem

voz ativa e respeito para batalhar por

melhorias ao ambiente de negócios.

O projeto de união setorial, comércio,

indústria e agronegócio tem por

norte propor medidas e projetos para

continuidade de um crescimento econômico

sustentável à economia de Araraquara.”

A dirigente da CANASOL deixou

transparecer que quando as entidades

se únem, qualquer tipo de ação se torna

mais forte: “A nossa associação é

formada por pessoas sempre interessadas

em dialogar visando naturalmente

o bem-estar da comunidade; e os nossos

propósitos realmente são estes de

avançarmos com a representatividade,

demonstrando interesse no envolvimento

e na discussão de questões que

poderão trazer benefícios para o município”,

comentou Tatiana, que é na história

da CANASOL, antiga Associação

dos Forncedores de Cana de Araraquara,

a primeira mulher a ocupar um cargo

tão importante.

Jaime Vasconcellos é coordenador do Núcleo

de Economia do SINCOMERCIO Araraquara

e assessor econômico da Fecomercio-SP e

a sua participação e acompanhamento dos

comentários e propostas valorizou o encontro

organizado pela Revista Comércio, Indústria

e Agronegócio

16


Temos ciência da nossa responsabilidade como coordenador do

SENAR-SP na região de Araraquara; o nosso projeto em parceria

com o Sindicato Rural e a Fundação Itesp não tem outro objetivo

senão capacitar o pequeno produtor rural, dando-lhe condições

de tornar a terra onde mora, em algo rentável”

Mário Porto

Coordenador do SENAR-SP Araraquara

Aos olhos do sistema FAESP/SE-

NAR-SP, os programas de qualificação

realizados em nosso município têm alcançado

pontuação máxima desde a

criação dos projetos. O encontro organizado

pela Revista Comércio, Indústria

e Agronegócio em outubro, serviu para

que o coordenador Mário Porto fizesse

uma explanação sobre os programas

e também mostrar as pendências do

agronegócio no pequeno meio rural.

“Nós estamos dando formação a

essa gente, pois sabemos que eles podem

ter a sua propriedade como fonte

de renda”, destacou o dirigente. Desde

o começo do ano vários programas envolvendo

o pequeno agricultor foram

realizados, cada um marcado

pela necessidade do produtor e

do meio em que ele vive.

Hoje uma das grandes preocupações

do consumidor é a

alimentação com produtos orgânicos,

quer dizer, sem uso dos

agrotóxicos, o que vai fazer bem

para o meio ambiente e para o ser humano.

O programa Olericultura Orgânica

em novembro chegou ao seu final com

a formação de diversos produtores.

Além disso, o sistema FAESP/SENAR-

SP, através do Sindicato Rural e da Fundação

Itesp, ensinou aos proprietários

de pequenas terras como cultivar e

comercializar o maracujá, a pupunha,

a banana e como desenvolver culturas

que vão gerar rendas.

Uma feira já está sendo projetada

em parceria com o município para a

comercialização dos produtos colhidos

nas propriedades dos produtores capacitados.

Há também uma preocupação

com os chamados cursos de preventivos

(animais peçonhentos).

17


OPORTUNIDADE

‘Rodada de Negócios’ é sucesso

em Araraquara

Evento patrocinado pelo Ciesp

reuniu empresários de toda a

Região, no Ginásio do Sesi da

cidade

Airton Tadeu Siste, gerente do Ciesp

Com o objetivo de favorecer negócios

e aproximar empresas da Região,

a ‘Rodada de Negócios’ levou cerca

de 120 empresários para o Ginásio

do Sesi no último dia 25 de outubro. O

evento, patrocinado pelas unidades do

CIESP Araraquara, São Carlos e Matão,

começou às 14h e encerrou-se quatro

horas depois.

Ao todo, 19 empresas âncoras de

médio e grande porte de todo o País

ficaram representadas por pessoas

sentadas em mesas fixas. Por elas, representantes

e executivos de negócios

realizaram um literal rodízio, onde promoviam

reuniões curtas, com no máximo

dez minutos de duração.

Vale lembrar que o evento está em

sua terceira edição na Região. Segundo

números de balanço do próprio CIESP,

em 2016, um volume de negociação

girou em torno dos R$ 43,5 milhões,

28% maior que os 35 milhões de 2009,

primeiro ano da ‘rodada’.

Encontro de 2016 promoveu 907 reuniões

ANÁLISE

Airton Tadeu Siste, gerente do

CIESP, em seu discurso de abertura,

ressaltou a importância do encontro,

agradecendo também a todos os parceiros

que ajudaram na realização do

evento na Morada do Sol. “Iniciativas

do tipo somam para aquecer ainda

mais o mercado, desejo ótimos negócios

a todos”, completou. O discurso de

Siste ganhou ainda mais força na voz

de Fernando Bossani, analista de negócios

CIESP. Ele julga que iniciativas do

tipo encurtam o tempo de uma possível

negociação. “Essa aproximação rápida

com empresas de grande e médio porte

é muito interessante. Às vezes, marcar

uma reunião pode demorar meses

e, na rodada, todo esse processo fica

mais fácil”, analisa.

“Iniciativas como a

Rodada de Negócios

somam para aquecer

ainda mais o mercado,

desejo ótimos negócios

a todos”,

Airton Tadeu Siste

Gerente do Ciesp

18


ADORÁVEL DESCOBERTA

Em 1930 alunos da nossa Farmácia já usavam o

álcool como combustível nos carros da época

Aquele 7 de setembro de 1930

entrou para a história em

Araraquara. Era um domingo,

mais ou menos 9 horas da

manhã quando professores e

alunos da Escola de Farmácia

de Araraquara, se juntaram

na frente da faculdade para

comemorar o sucesso de uma

inesquecível experiência.

com a criação do primeiro carro a álcool

do país. A Escola de Farmácia em Araraquara

foi fundada quatro anos antes

pela ousadia de Bento de Abreu Sampaio

Vidal, juntamente com a Escola de

Odontologia.

Professores e alunos em frente a

Escola de Farmácia comemorando

o sucesso da experiência fazendo o

“pé-de-bode” andar com álcool

A HISTÓRIA

Em 23 de junho de 1927, a Usina

Serra Grande, localizada no município

de São José da Laje - Alagoas, anunciava

em um grande evento no Recife, o início

Quando os professores da antiga

Escola de Farmácia de Araraquara, em

1925, tiveram conhecimento de que

os “pés de bode” da época poderiam

ser movidos a alcool - hoje etanol - se

apressaram em aperfeiçoar a descoberta.

Na verdade, a primeira experiência

de uso do etanol como combustível

no Brasil aconteceu no ano de 1925,

CONTINUA NA PÁGINA SEGUINTE

19


Professores e alunos da Escola de Farmácia em 1925 participantes da pesquisa: Gonçalo

Samarra (2), Francisco Scalamandré Sobrinho (3), Luiz Novais (4), Dr. Fernando Carrazedo

(5), Gentil (7), Carlos Tucci (8), Ivo Martinez Perez (10) e Hugo Cariani (11). Outros quatro

participantes não foram identificados.

da produção do etanol combustível (conhecido

como USGA), alternativo à gasolina.

O empreendimento manteve-se até

os primeiros anos da década seguinte

com relativo êxito em Pernambuco e Alagoas,

estados onde sua comercialização

atingiu níveis expressivos. Outras misturas

de etanol combustível surgiram

no país durante este período: Azulina,

Motorina e Cruzeiro do Sul entre outras.

Em 1940, com a queda nos preços do

petróleo, estes empreendimentos não

tiveram condições de prosseguir.

Conhecedor profundo sobre a produção

de cana em nosso País, o agrônomo

Luis Henrique Scabello de Oliveira,

presidente da CANASOL e membro da

Câmara Setorial da Cana-de-Açúcar em

Brasília, diz que a experiência também

passou a ser feita pelos professores e

alunos da Escola de Farmácia em Araraquara,

a partir de 1928. A principal

motivação para tal alternativa, era a crise

na indústria e agricultura provocada

pela retração do mercado internacional

do pós-guerra (1914/1918), considerada

guerra global centrada na Europa. O

conflito envolveu as grandes potências

de todo o mundo, culminando com a depressão

econômica em 1930.

Para diferenciar um combústivel do

outro - a gasolina era amarela - adicionava-se

ao etanol e ao éter o azul de mitileno,

daí o nome comercial de Azulina.

POR QUE NÃO DEU CERTO?

Segundo Luís Henrique, naquela

época quem fazia o transporte da

Azulina até o Recife era uma companhia

inglesa (Great-Western Brazil

Rail-Way), que por sinal a mesma

que fazia a importação: “Ocorreu um

conflito de interesses muito grande e

o que a companhia fez, sobretaxou o

frete da tal Azulina que era o combustível

à base de etanol e inviabilizou

seu comércio porque precisava vender

a sua gasolina que era importada

em tambores”.

Com a chegada da Segunda Guerra

Mundial (1939-1945), com o racionamento

da gasolina, surgiu outro

combustível alternativo imposto pelo

governo brasileiro obrigando os motoristas

a converter seus carros para

funcionar com gasogênio (gás obtido

por meio da queima de carvão).

Para ser usado, o gasogênio requeria

um equipamento acoplado na

traseira dos veículos. O motor adaptado

para gasogênio funcionava com

os gases (nitrogênio, hidrogênio, monóxido

de carbono, metano) obtidos

pela queima do carvão ou da lenha.

O uso da cana como combustível

voltou a ocorrer em 1975 com a criação

do Proálcool, substituindo por álcool

etílico, a gasolina.

20


Prédio da Escola

de Farmácia, hoje

Faculdade de Farmácia

da UNESP, na Rua

Expedicionários do

Brasil, em 1921

Nos últimos anos o Brasil teve um desenvestimento

na área o petróleo; as refinarias que deveriam

ter ficado prontas, não ficaram e o consumo

de combustível mantém-se regular apesar da

crise. Há uma projeção de que a partir de

2020 nós poderemos ter grande dificuldade de

abastecimento de gasolina. Nesse cenário é que

eu quero dizer que o etanol pode ser o grande

substituto nessa questão, pois 100% da frota

de veículos vai ser flex”.

Luís Henrique Scabello de Oliveira

Presidente da CANASOL

A utilização do álcool como combustível

foi uma inovação brasileira para

tentar diminuir a dependência frente

ao petróleo. O álcool combustível, ou

etanol, possui característica de biocombustível,

uma vez que é extraído

de vegetais, tais como cana-de-açúcar,

mandioca, milho ou beterraba.

Para a inserção no mercado do combustível

e também de veículos movidos

a álcool, o governo implantou o Proálcool,

projeto que visava motivar a produção

desse alternativo combustível,

além da redução de tarifas fiscais na

aquisição de veículos movidos a etanol.

O que determinou a criação do projeto

citado foi a crise do petróleo que se

desenvolveu nos anos 70.

Lado direito, a sede da

Usina Serra Grande,

nas Alagoas, onde

produziu o álcool como

combustível em 1927

Para a implantação do projeto, lembra

Luís Henrique, o governo direcionou

esforços para dinamizar e atingir uma

produção em grande escala do combustível

com intuito de abastecer por

completo o mercado.

Por outro lado, as indústrias de veículos

instaladas na época realizaram

as devidas adaptações na engenharia

mecânica dos motores para funcionar

com o álcool.

As indústrias automobilísticas da

época eram basicamente Volkswagen,

Fiat, Ford e General Motors que produziam

duas versões de motorização: álcool

e gasolina.

O Fiat 147 foi o primeiro modelo de

veículo com motor movido a álcool, isso

em 1978, caindo no gosto popular até

1986, ano em que praticamente todos

os carros fabricados eram movidos a

esse combustível.

No entanto, a prosperidade

desse biocombustível logo

entrou em declínio, derivado

pela ausência de subsidio

governamental, além disso,

os produtores rurais deixaram

de produzir o álcool devido

o alto preço do açúcar

no mercado. Houve também

a exportação de etanol para

os Estados Unidos a partir de

1991, esses e outros fatores

conduziram a extinção do

projeto Proálcool.

Outro fator determinante

para o fim do projeto

está ligado a problemas técnicos nos

veículos, que ao serem ligados tinham

que permanecer durante certo período

aquecendo o motor, sempre com o afogador

acionado. O problema se agravava

nos períodos do ano com temperaturas

baixas.

Atualmente, os veículos não oferecem

tais inconvenientes ao seu dono,

basta ligá-los e imediatamente sair sem

nenhum impedimento técnico, além

disso, os carros modernos são fabricados

com duas opções de combustíveis

em um mesmo motor, denominados de

flex, tecnologia que aceita gasolina e

álcool ao mesmo tempo, em qualquer

proporção de ambos combustíveis.

21


AJUDANDO O PRÓXIMO

Força, fé e solidariedade

Estes são os pilares que

sustentam a vida da

araraquarense Elisângela

Cristina Mendes da Silva, que

cuida, em sua casa, de três

pessoas portadoras de doença

rara; grupo ‘Amigos da Fé’

promove ações solidárias para

ajudar a família.

‘Deus foi e sempre será bom para

minha família’. É desta maneira que a

araraquarense Elisângela Cristina Mendes

da Silva, de 39 anos, busca forças

para superar um problema de saúde

que, há muitos anos, bateu à porta de

sua casa.

É que seu marido, Jeryel Munhoz

Valante Júnior (41) e seus filhos,

Jeryelen Munhoz Valante (15) e Isaac

Munhoz Valante (1), são portadores da

osteopsatirose, doença rara conhecida

como ‘ossos de vidro’.

Tal anomalia afeta diretamente a

produção do colágeno, proteína essencial

para o corpo humano. Sua ausência

deixa os ossos frágeis e sensíveis.

Assim, eles podem quebrar em virtude

de um movimento qualquer. A doença

não é letal, tem tratamento paliativo,

O grupo Amigos da Fé tem cinco anos de existência e conta hoje com 17 voluntários

porém seu quadro é irreversível.

Logo, dentro de casa, o repouso e

o cuidado para evitar quedas e acidentes

são algumas das atitudes preventivas

para diminuir os riscos de lesões,

afinal, quando há alguma fratura, o

gesso e ‘a cama’ são os principais tratamentos.

Nessa tarefa, Elisângela

tem a companhia

de sua outra filha, Jeryhane

Valante, de 14. Ambas são

saudáveis.

“Claro que temos

muitas dificuldades em

nossa rotina, porém sempre

procuramos meios para

tentar sobreviver a tudo

isso. Eu faço artesanato,

mas no momento estou

apenas me dedicando a

eles. Minha filha e eu fazemos

tudo”, conta.

E boa parte do dinheiro é gasto com

viagens a Ribeirão Preto, onde Isaac e

Jeryel realizam consultas no Hospital

das Clínicas. Lá, ele é tratado com um

medicamento chamado pamidronato.

Os irmãos também fazem fisioterapia

na Universidade Paulista (Unip) de Araraquara.

Mas será que mesmo após o diagnóstico

de Jeryelen, o medo de ter

mais um filho doente falou mais alto na

vida de Elisângela e Jeryel? Sim e não.

Segundo ela, a outra gestação foi por

acidente e, de acordo com uma previsão

médica, as chances eram de 50%.

“Depois que soubemos que a

Jeryelen e o Isaac eram portadores da

osteopsatirose, não tínhamos mais o

que fazer. Eles já estavam dentro de

mim e jamais os tiraria. Acredito em

Deus e sei que nele vou buscar forças

para alimentar nossa batalha”, finaliza.

Cândida Alier, formadora do grupo,

ao lado do marido, Aislan Serpa

22


UNIDOS POR UMA CAUSA

Com o objetivo de ajudar voluntariamente

a família, o Grupo ‘Amigos na

Fé’, de Araraquara, realiza uma campanha

para arrecadar fraldas no tamanho

G e GG, além de outros suprimentos.

No dia 20/11, um almoço beneficente

ocorre na Chácara do Nelson, local

que abre, com frequência, espaço para

eventos ligados a causas sociais em

Araraquara.

Os convites custam R$ 35 e podem

ser comprados na sede do grupo (Rua

Luiz Piquera Lozano, 279, no Jardim

Morumbi). A noite solidária terá música

ao vivo a cargo de Gustavo Bombarda

e barracas de comida com yakisoba e

tempurá.

“Além das fraldas, arrecadamos também

alimentos e outros itens. Para mais

informações, o telefone é (16) 3397-

8404. Também temos página no facebook.”,

comentou a voluntária Juliana

Paula de Oliveira, da Amigos na Fé.

Juliana é irmã de Cândida Alier, a

Duda, fundadora do projeto. “Meu pai

Horácio e minha mãe, Minolina, sempre

trabalharam com solidariedade.

Eles foram minha inspiração. Daí comecei

a falar com amigos e parentes

e fundamos o grupo”, explica Cândida.

O ‘Amigos na Fé’ tem cinco anos de

atuação em Araraquara e hoje conta

com a participação de 17 pessoas. O

primeiro caso que o grupo trabalhou foi

o ‘do menino Arthur’, cuja mãe abandou

um tratamento de câncer para salvar

a vida do filho. Para tal, foram feitas

rifas e feijoadas. “Normalmente, trabalhamos

com uma causa por vez. Agora

estamos focados em ajudar a família

Valante e tenho certeza que vamos obter

sucesso”, finaliza Juliana.

Você também pode doar!

Banco Caixa Econômica Federal

Agência: 0282

Operação: 023

Conta Poupança: 0000 5763-4

Elisângela Cristina Mendes da Silva

Jeryelen Munhoz

Valante e Isaac

Munhoz Valante

são portadores da

osteopsatirose

23


FATOS & FOTOS

CAMINHO LIVRE?

O empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da construtora

UTC e delator da Lava Jato, em novo depoimento

ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enfatizou, mais

uma vez, que as doações feitas à campanha de

Dilma Rousseff em 2014 foram legais, isentando

então o prefeito eleito de Araraquara e coordenador

financeiro da campanha, Edinho Silva, de qualquer

irregularidade e de ter lhe pedido propina. Pessoa

pontuou que os recursos repassados para as

campanhas de Dilma e Aécio tiveram a mesma

origem, o caixa das empresas do Grupo UTC, que

era unificado. À campanha de Dilma, foi feita a

doação de R$ 7,5 milhões, já para a campanha do

candidato do PSDB, R$ 4,5 milhões. Para Edinho,

que sempre defendeu as apurações da Lava Jato,

o depoimento de Ricardo Pessoa confirma, mais

uma vez, que a campanha de Dilma em 2014

foi conduzida dentro das leis estabelecidas. ‘Estou

tranquilo pois sempre agi de forma ética e dentro

da legalidade, não sou processado, e não sou réu

em nenhum processo e tenho a maior disposição

em esclarecer qualquer dúvida que existir’, disse

o novo prefeito da Morada do Sol. Cabe a nós,

araraquarenses, ‘dar tempo ao tempo’, torcendo

sempre para que a verdade prevaleça.

RODANDO O BRASIL

O músico araraquarense Carrapicho Rangel

vive um grande momento em sua carreira.

Primeiro instrumentista formado em bandolim

no Conservatório de Tatuí, ele divide seu tempo

entre aulas e shows por todo o território nacional,

principalmente ao lado do músico Sandami.

ORQUESTRA ESCOLA

Após atender cerca de 200 crianças e adolescentes

em 2015/2016 com aulas de música erudita

gratuitas, o projeto Orquestra Escola prepara-se

para o ano de 2017. Com aprovação na Lei

Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), que

possibilita empresas tributadas no lucro real e

cidadãos (pessoa física) aplicarem uma parte do

IR (imposto de renda) devido em ações culturais,

a iniciativa busca agora parceiros para iniciar

suas atividades. O coordenador Geraldo Souza

convida as empresas interessadas a entrarem

em contato pelo e-mail projetoorquestraescola@

gmail.com. Vamos ajudar a fomentar o ensino

musical em nossa cidade e contribuir com a

inclusão e transformação social, consequência

desta ação.

24

Edinho Silva participou da campanha da

presidente Dilma Rousseff em 2014, cujo

valor gira em torno de R$ 7,5 milhões

SUBINDO

(literalmente)

O Imposto Predial

e Territorial Urbano

(IPTU) será reajustado

em 7,5% no próximo

ano, em Araraquara,

após aprovação, em

Sessão Ordinária, da Lei

Complementar que trata

da reposição inflacionária

do Imposto Predial e

Territorial Urbano, com

base no IPCA (Índice

Nacional de Preços ao

Consumidor Amplo)

projetado para 2016. O

projeto obteve apoio de

12 parlamentares, contra

5 votos contrários.

DESCENDO

Muitas pessoas

comentam que

reclamar é um dos

esportes favoritos

do brasileiro. Tudo

bem, a afirmação

pode até ter um certo

sentido. Mas quando

falamos de problemas

de infraestrutura

em Araraquara, os

imensos buracos nas

ruas ganham um

espaço importante.

Por aqui, ao invés de

reclamar, o esporte

poderia ser recapear.

Ou mesmo cuidar.

Que tal?

SAINDO DO VERMELHO

Os contribuintes araraquarenses com débitos com

o Município podem aderir ao Programa Especial

de Quitação da Dívida Ativa (PEQ-DA) para

saldar suas dívidas até o dia 30 de novembro.

Para participar do Programa, os devedores de

IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), ISSQN

(Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza)

e Taxa de Poder de Polícia, além de multas e

outros tributos relativos ao ano de 2016 e de anos

anteriores, devem procurar pela Prefeitura.


FRASE

O Carlos Alberto

Torres era um

jogador diferente.

Poucos atletas,

Wilson Luiz

nos dias de hoje,

entendem o peso e a importância de ser um

capitão de um time de futebol. No campo,

ele orientava e comandava com muita

personalidade e liderança. Seu apelido,

‘Capita’, era mais do que justo

Comentário do locutor esportivo Wilson

Luiz sobre a morte de Carlos Alberto Torres,

capitão da seleção brasileira que conquistou o

tricampeonato em 1970; Luiz narrou muitos de seus

jogos da época em que o atleta atuava pelo Santos.

SAIBA OS SEUS DIREITOS

A maior parte dos consumidores desconhece o

Código de Defesa do Consumidor que, completou

em setembro, 26 anos de atuação. É uma lei que,

mesmo com algumas imperfeições, assegura o

consumidor em algumas práticas em relação a

compras como, por exemplo, onde os produtos

expostos em vitrines devem ter o preço e o preço

não pode ser alterado se o consumidor pagar à

vista, seja no cartão ou em dinheiro. São inúmeros

ítens que podem ajudar o consumidor, porém

muitos consumidores desconhecem, ficando sem

respaldo do Código. Em Araraquara, a defesa

do consumidor é uma iniciativa do ex-vereador

Ariovaldo Del´Acqua.

ARARAQUARA NO BOLSHOI

A Escola Municipal de Dança “Iracema

Nogueira” cedeu quatro de seus alunos (Artur,

Giuliano, José Felisbino e Miguel) para a Escola

do Teatro Bolshoi no Brasil. Acompanhados

pela gestora da EMD, Vivian Ibelli Tavares, dos

professores Carlos Fonseca e Inaiá Braghini, e

pelos pais, os estudantes participaram de uma

audição nacional no último mês de outubro

da sede da escola em Joinville (SC). Os quatro

foram selecionados entre mais de 650 crianças

e adolescentes. Os candidatos da EMD foram

escolhidos pela equipe da Bolshoi em setembro,

quando estiveram em Araraquara para uma

pré-indicação.

Jovens agora integram o elenco da renomada

companhia

TECNOLOGIA

Durante muitos anos, o mercado

conhecia apenas duas formas de pagamento:

Através de dinheiro vivo ou então

através do velho talão de cheques.

Muitos anos se passaram sem novidades,

até que o cheque, fragilizado pelos

altos índices de emissões de cheques

sem fundos, praticamente caiu no descrédito.

Com a evolução da tecnologia, chegou

o momento da supremacia das

maquininhas de cartões. E infelizmente,

diz o diretor administrativo do SI-

COOB Araraquara, Walter Francisco Orloski,

o mercado acabou refém de duas

grandes e únicas operadoras. Aluguéis

das máquinas elevados, tarifas sobre

as vendas abusivas, capturou uma parcela

importante dos lucros dos empresários.

Mesmo assim, alguns grupos

de empreendedores unidos (como os

postos de gasolinas), até que conseguiram

negociar tarifas um pouco mais

diferenciadas. Com o tempo, a situação

começou a ficar um pouquinho mais

justa quando apareceram as primeiras

operadoras concorrentes.

Sicoob lança a Sipag,

a máquina dos

bons negócios

O SICOOB em Araraquara dá mais um importante passo

para consolidar seu posicionamento na indústria de meios

eletrônicos de pagamentos, disponibilizando a SIPAG,

uma maquininha sem taxa de adesão e com a menor

mensalidade do mercado.

Menos de um ano e meio após

seu lançamento, a maquininha

do sistema SICOOB já está

presente em mais de 10 mil lojas,

restaurantes, supermercados e outros

estabelecimentos por todo o país.

A NOVIDADE

No entanto, a mudança de fato

mais expressiva aconteceu com o

surgimento da máquina SIPAG. Com

custos de longe muito mais atraentes,

tecnologia superior, tarifas mais

justas, com tudo de bom que uma

operadora poderosa pode oferecer, a

SIPAG chegou para transformar a

realidade do mercado de pagamentos.

Orloski hoje, apresenta a SIPAG

como a máquina do SICOOB que é o

maior sistema cooperativo do país. E

o SICOOB como todos já sabem, não

tem a finalidade de lucro.

Informações sobre a SIPAG e negociações

na sede do SICOOB Araraquara,

na Avenida Barroso, 350 ou

através do telefone (16) 3331.2170.

25


HISTÓRIA

O elo entre Bueno de

Andrada e a Família Freitas

Por: Paulo Roberto de Freitas

Rebuscar o passado histórico

desse pequeno distrito,

distante 18km de Araraquara,

sem mencionar a família

Freitas, é quase impossível.

Eu sou suspeito de falar,

pois descendo desta família

portuguesa, com muito

orgulho. Os Freitas têm laços

extremamente fortes com a

origem de Bueno de Andrada

e fazem parte da

sua fundação de forma

relevante e significativa.

Esta narrativa que segue, baseiase

principalmente no depoimento fiel

do meu tio Zeca (José de Freitas) que

junto com minha tia Zulmira, são os

últimos remanescentes dos irmãos, filhos

de Júlio de Freitas (meu avô), no

total de dez.

Estação de Bueno de Andrada

Mas, retrocedendo a mais de um

século atrás, e pesquisando a árvore

genealógica da nossa família, vamos

resgatar um pouco das nossas raízes.

A história começa em 1897, com

um navio singrando os mares, partindo

de Funchal (Ilha da Madeira, Portugal)

com destino ao Brasil. À bordo estava

meu bisavô paterno Mateus de Freitas,

sua esposa Libania e seus filhos: Júlio

de Freitas (meu avô) com dez anos, e

as irmãs Maria e Matilde, as quais ignoro

suas idades na época. Aquele bravo

e honesto imigrante lusitano trouxe a

família para se estabelecer nesta terra

acolhedora. Veio praticamente sem

dinheiro, por conta da desonestidade

de seu compadre e sócio que comprou

a parte do meu bisavô no comércio de

secos e molhados e não o pagou. O seu

sócio prometeu conseguir o dinheiro

combinado antes do embarque do meu

bisavô, mas não cumpriu a palavra e

ele ficou “a ver navios”, literalmente.

Com uma deslavada falsidade, chegou

a ir ao cais se despedir do meu bisavô,

inventando uma desculpa canalha para

não pagá-lo.

Aquele valoroso imigrante português

enfrentou percalços e adversidades

desanimadoras, em sua vinda para

o Brasil.

Sua esposa Libania, que estava

grávida e prestes a dar à luz, teve seu

Maria, Júlio de Freitas Filho, Isabel e Abel de

Freitas (pai de Paulo de Freitas)

filho durante a viagem. Talvez devido às

condições precárias para o parto, com

poucos dias de vida, a criança veio a

falecer. Como a viagem levaria dias, o

recém-nascido foi sepultado nas águas

do mar.

Após longa e desgastante travessia

marítima com o coração amargurado

pela perda, Mateus de Freitas desembarcou

com a mulher e os três filhos

no porto de Santos no dia 28 de abril

de 1897. No início, as dificuldades de

adaptação à nova pátria foram inúmeras,

e o intrépido aventureiro luso, enfrentou

condições adversas e inóspitas

para se estabelecer e se acomodar provisoriamente.

Após muitos anos de sacrifício e

muita luta, meu bisavô conseguiu comprar

um pequeno sítio nos arredores

de Bueno onde passou sua vida. A filha

mais velha casou-se e foi morar em

Cambé (PR). A mais nova, Maria, também

constituiu família e se estabeleceu

na região de Taquaritinga. Meu avô

Júlio de Freitas casou-se com Carmélia

Ferrara e se estabeleceu em Bueno de

26


Tios de Paulo de Freitas: Júlio, Mário, Abel (pai), Ernesto José de Freitas, Arlindo,

Elisa e Zulmira

Última reunião da família Freitas

Andrada. Teve 10 filhos: Júlio de Freitas

Filho, Maria, Abel (meu pai), Isabel, Ernesto,

Mário, Elisa, José, Arlindo e Zulmira.

Segundo meu tio José de Freitas

(Zeca) os moradores mais antigos de

Bueno, que se tem notícias foi a família

Cruz. Antes de abrir a empresa de

ônibus em Araraquara, possuíam uma

área bem extensa circunvizinha da vila.

Esta área foi vendida para a Estrada de

Ferro Araraquara, o antigo horto florestal,

que se transformou em assentamento

da reforma agrária atualmente.

Posteriormente vieram as famílias Freitas,

Trovati, Farias, Ferreira, Aranha,

Barbosa e outras. Meu avô juntamente

com essas famílias foram os primeiros

habitantes de Bueno de Andrada, que

na época se chamava Ibitirí.

Ibitirí era então um pequeno povoado

constituído pelas primeiras casas.

Com o passar do tempo foi mudado o

nome da vila para Itaquerê, e finalmente

para Bueno de Andrada, em definitivo.

O nome foi dado em homenagem à

um engenheiro da estrada de ferro que

estava sendo construída.

O meu avô Júlio de Freitas foi um

precursor exponencial na origem de

Bueno. Ele deu sua contribuição histórica

para a Vila. Montou um comércio

forte em gêneros alimentícios. Fornecia

todas as fazendas da região. A economia

na época era o café predominantemente.

A Baguassú foi uma das

maiores, senão a maior produtora dessa

cultura. Para tal empregava muitas

famílias de colonos que cuidavam da

plantação, colheita, secagem e benefício

dos grãos.

Ainda hoje existe parte daquelas

instalações muito deterioradas: o pátio

destinado a secagem do café, o depósito

que se guardava e beneficiava a safra.

Naturalmente a maior parte dessa

estrutura cafeeira foi consumida pelo

tempo, e viraram escombros.

O café produzido era carregado e

transportado pela ferrovia recém-construída.

As primeiras composições eram

puxadas pelas locomotivas a vapor, que

percorriam os trilhos de bitola estreita.

A famosa “Maria Fumaça” levava

acoplado junto à máquina enegrecida

pela fumaça, um vagonete igualmente

preto carregado de lenha. Além do

maquinista, existia o foguista que abastecia

a locomotiva, jogando lenha na

caldeira que produzia o vapor, que era

o combustível propulsor da máquina.

A fumaça produzida exalava um cheiro

característico que impregnava o ar de

forma inconfundível.

A mais de meio século atrás havia

um carregamento de lenha em Bueno.

O chamado “lenheiro” era uma extensão

limitada de linha férrea onde ficavam

as gôndolas a serem carregadas.

Cerca de oito a dez gôndolas recebiam

o transporte de lenha trazida pelos caminhões.

A maioria eram toras de eucalipto.

Produzidas e cortadas no horto

florestal. Quando o carregamento dessa

madeira estava completo era levado

e eram trazidas novas gôndolas vazias.

Outra fonte de renda das fazendas

era a pecuária. Eu, ainda menino, acompanhei

muitas passagens de boiadas

dentro da vila. O gado sempre composto

por numerosas cabeças marchavam

ruidosas, guiados pelos estalos de chicotes

dos vaqueiros e ao som vibrante

dos berrantes. Em poucos minutos só

sobravam as marcas de patas no solo,

muito estrume bovino espalhado pelo

chão e uma densa poeira vermelha que

demorava a assentar.

Essa atividade financeira também

contou intensamente com o transporte

ferroviário. Recordo nitidamente do embarcadouro

de gado muito bem construído

com as madeiras perfeitamente

encaixadas e parafusadas, pintadas

com uma mistura preta de tinta e pixe.

O gado era embarcado em gaiolas próprias

para o transporte. Elas eram perfiladas

junto ao embarcadouro até que

entrassem todas as novilhas.

A fazenda Baguassú também criava

o gado, mas não era para o abate. O

gado leiteiro era muito produtivo e o leite

tirado das vacas era armazenado em

latões e transladado para os laticínios

também via ferrovia.

Nessa época já havia sido mudada

a medida da bitola dos trilhos, e a “Maria

Fumaça” deu lugar a locomotivas

maiores e mais modernas.

A empresa responsável pela ampliação

da bitola larga, a abertura dos cortes

e terraplenagem da nova ferrovia foi

a Camango/Correia. Depois de um longo

tempo, a obra foi entregue em prol do

progresso regional e estadual. Nascia a

Ferrovia Araraquarense antiga (efa).

27


Foto antiga da Mercearia Freitas

Voltando a falar do meu avô, Júlio

de Freitas e seu armazém. Ele fornecia

todas as fazendas da região. As mercadorias

eram vendidas a prazo, sem

nenhuma garantia. Meu avô enfrentou

crises financeiras, pois naqueles tempos

difíceis já havia inadimplência e

miséria. Ele alimentou muitas famílias,

e como consequência ingrata, tomou

tantos calotes que quase foi à falência.

Com muita tenacidade, conseguiu suplantar

a crise. Naquela época existia

outro bom armazém que pertencia a

Henrique Farias.

Através dos tempos, muitos nomes

movimentaram o comércio buenense:

Arnaldo Trovatti, Egisto Gandolfi, Orísio

Barbosa e outros. Da família Freitas,

minha tia Elisa casou-se com Orísio

Barbosa e teve um grande armazém

que funcionou por muitos anos.

Arlindo de Freitas tinha bar e mercearia,

vendeu para meu irmão José

Orávio que passou para o meu pai Abel

de Freitas, que finalmente transferiu

para mim em 1984. Estou à frente

deste estabelecimento desde então.

Meu avô que deu origem a tudo

isso, faleceu em 25 de março de 1968.

O Centro Esportivo Júlio de Freitas foi

inaugurado em 22 de agosto de 1982,

em homenagem póstuma a ele.

Outras pessoas de relevante importância

que gravaram seus nomes em

ruas de Bueno foram: Adaides Fernandes,

farmacêutico que serviu a população

de forma prestativa. Bento Aranha

do Amaral, dono do cartório local e outros

moradores como: Alcides Cardoso, Francisco

Solcia, Orísio Barbosa da Cunha.

A praça da igreja leva o nome Dr.

Cristiano Altenfelder Silva em justa homenagem

por ter construído o templo

da igreja “Sagrado Coração de Jesus”

com recursos próprios em 1926. Ele era

dono da fazenda Baguassú. Na época

o Distrito ainda se chamava Itaquerê.

A praça central tem o nome de Celeste

Paulossi Trovatti. A escola EMEF e a

creche Eugênio Trovatti. A rua principal

e o posto de saúde levam o nome do

Dr. Nilo Rodrigues da Silva, médico e

proprietário da fazenda Capão Bonito.

Em síntese, basicamente é tudo o

que eu tenho a relatar sobre o passado

de Bueno de Andrada, minha terra

natal, onde nasci no dia 10 de setem-

28


Esboço da Igreja que

hoje é um dos cartões

postais de Bueno. Está

localizada em frente

ao prédio das famosas

Coxinhas Douradas de

Bueno

bro de 1956. No ano em que completo

o sexagésimo aniversário, este simpático

distrito comemora 118 anos, no dia 1º de

outubro de 2016.

A cana-de-açúcar é o que movimenta

a economia local e regional, juntamente

com a laranja numa escala bem menor.

Nos dias atuais, Bueno de Andrada

passou a ser conhecida nacionalmente

por conta das coxinhas crocantes e deliciosas

produzidas e vendidas no Bar e

Mercearia Freitas, cujo comércio pertence

a mim. É inacreditável como um vilarejo

que nem sequer figurava nos mapas, se

tornasse tão famoso.

Tudo começou no dia 23 de março de

2001 quando o escritor Ignácio de Loyola

Brandão escreveu uma crônica no Jornal

Estado de São Paulo intitulada: “As Coxinhas

Douradas de Bueno de Andrada”. O

tema da crônica foi inspirado por sua visita

a Bueno, um domingo antes. Além de uma

rápida descrição do seu passeio, ele detalhou

a crocância e o sabor das coxinhas

após degustá-las em companhia de sua

sobrinha Letícia.

Foi surpreendente o sucesso repentino

do meu negócio. Minhas vendas cresceram

em proporções astronômicas como

uma “bola de neve”. Sinto-me recompensado

pelo trabalho empreendido ter sido

coroado de êxito.

É gratificante sentir o reconhecimento

das pessoas, e mais ainda saber que

estamos gerando muitas vagas de emprego.

A empresa precisou ser adequada

gradativamente à produção crescente dos

salgados para atender tal demanda. Hoje,

as “Coxinhas Douradas” emprega mais de

cinquenta funcionários, com muito orgulho.

Atribuo este sucesso primeiramente à

Deus, pois nada acontece por acaso, nem

sem a Sua Vontade; depois à divulgação

feita pelo ilustre escritor Ignácio de Loyola

Brandão, à quem serei eternamente grato.

E finalmente, pelo espírito empreendedor

da minha esposa Sônia, que administrou

com extrema capacidade cada etapa desse

processo.

29


NOITE ESPECIAL

Loyola come coxinha, divulga

novo livro e revê amigos

Evento no Palacete das Rosas marcou o lançamento de sua mais

nova obra, ‘Se for pra chorar, que seja de alegria’

Em uma noite de muito glamour e

com um coquetel extremamente saboroso

recheado de ‘Coxinhas Douradas’

de Bueno de Andrada, um dos mais

ilustres filhos de Araraquara, o escritor

Ignácio de Loyola Brandão, lançou seu

mais novo livro de crônicas, ‘Se for pra

chorar, que seja de alegria’. O evento

ocorreu no dia 25 de outubro em um

Palacete das Rosas lotado de amigos e

fãs.

Para quem não sabe, Loyola é um

dos grandes responsáveis pela divulgação

do salgado por todo o Brasil, escrevendo

sobre ele em crônica no jornal

Estado de São Paulo, além de uma citação

em entrevista ao apresentador Jô

Soares, da Rede Globo.

“Não é a primeira vez que participamos

de um evento dele. Para nós é

sempre um prazer, pois somos gratos a

tudo que ele fez por nós”, diz Abel Neto,

auxiliar admistrativo das Coxinhas Douradas

de Bueno’.

E sobre sua nova obra, o escritor

araraquarense resumiu como uma

coletânea de 41 crônicas, estas escritas

para o ‘Estadão’ e também para o

jornal Tribuna, da cidade. No tempero

dos textos, sua tradicional mistura de

drama e humor, sempre com muito espaço

para um senso crítico ímpar e um

sarcasmo peculiar.

“Este tipo de texto é gostoso de escrever,

é um pouco de poesia, um pouco

de mim, um pouco da cidade, um

pouco do Brasil e um pouco do mundo.

É um livro direto para o coração do leitor,

um presente de 80 anos para toda

a gente que o acompanha há tantos

anos”, conta.

E além do livro, Loyola também ganhou

outro presente especial ao completar

oito décadas de vida, afinal ele

foi o primeiro contemplado do prêmio

Machado de Assis (da Academia Brasileira

de Letras – ABL) em seu novo

formato, que condecora autores pela

totalidade de sua obra.

Ignácio de Loyola Brandão autografa

livro para o amigo Ernesto Lia

SERVIÇO:

‘Se for pra

chorar, que

seja de

alegria’

Editora Global –

184 páginas

Preço sugerido: R$ 39

CARREIRA

Para quem não sabe, o também

jornalista Ignácio de Loyola Brandão

passou por diversas redações e tem

40 livros publicados, entre romances,

contos, crônicas, viagens (Cuba e Alemanha)

e infantis. Entre seus romances

mais conhecidos estão “Bebel que

a cidade comeu”, “Zero”, entre outros.

É autor da biografia de “Ruth Cardoso,

Fragmentos de uma vida”, e de

uma peça teatral, “A última viagem de

Borges”. Suas obras estão traduzidas

em inglês, alemão, italiano, espanhol,

húngaro, tcheco e coreano do sul.

Com o infantil “O menino que vendia

palavras”, ganhou o Prêmio Jabuti

de Melhor Livro de Ficção de 2008, no

Brasil. Seu mais recente lançamento é

o também infantil “Os Olhos Cegos dos

Cavalos Loucos”, editora Modera, que

levou 70 anos para ser escrito.

30


MERCADO

A arte é o carro chefe

O gestor cultural Geraldo Souza lança pacotes de palestras

motivacionais para organizações relacionando a música clássica

à comunicação e ao mundo corporativo; Souza também busca

parceiros para seus outros dois projetos: o Orquestra Escola e

a Pointé Cia de Dança

Por acreditar na inclusão, formação

e qualificação do ser humano através

da arte, o gestor cultural, profissional de

marketing e palestrante, Geraldo Souza

resolveu ir além, profissionalizando sua

proposta a fim de sintetizar todas as suas

ações em uma consultoria especializada

dentro do segmento. Mas como funciona

tudo isso?

É simples. Atualmente coordenador e

gestor de iniciativas socioculturais, como

os projetos Orquestra Escola e Pointé Cia

de Dança - que voltam às suas atividades

em 2017, Souza agora soma ao seu repertório

palestras motivacionais.

Num formato que foge da normalidade,

o gestor comanda um bate-papo dinâmico,

claro e interativo. Nele, a música

clássica é pano de fundo e base de argumentação

para criar metáforas entre uma

organização e uma orquestra.

“Para emocionar, prender a atenção

e arrancar aplausos calorosos do público,

uma Orquestra precisa se apresentar em

perfeita sintonia. Para tal, todos os músicos

precisam estar bem preparados, concentrados

e focados, como em qualquer

situação”, contextualiza Geraldo Souza.

Em sua pasta, dois temas estão disponíveis:

“’Sua empresa orquestrada

como uma Orquestra” e “A arte de se

comunicar”. “Você pode ser brilhante em

qualquer coisa, se você não souber se comunicar,

se você gerar confusão toda vez

que abre a boca, você não vai conseguir

realizar seu sonho e estará fadado ao fracasso”,

pontua.

No palco, Geraldo Souza tem o auxílio

de recursos de áudio e vídeo com slides.

Também há a possibilidade da contratação

de uma orquestra de câmara para

fazer a trilha sonora ao vivo e também

ilustrar o conteúdo.

“Como disse o administrador austríaco

Peter Drucker em 1988: ‘As empresas

do próximo século deveriam ser como as

orquestras, atuando sempre em perfeita

sintonia’, afirma. Para finalizar, Geraldo

Souza garante ao público histórias de vida

interessantes, instrutivas e cativantes, que

visam melhorar ainda mais seu ambiente

de trabalho. “Entre em contato comigo

para alinharmos o formato que melhor

atende suas necessidades”, encerra.

EM PRÁTICA

Sobre o Orquestra Escola, Souza garante

que o projeto está pronto para continuar.

Em 2015 e 2016, a iniciativa aten-

Geraldo

Souza

deu 200 crianças e adolescentes com

aulas gratuitas de música erudita.

Aprovada na Lei Federal de Incentivo

à Cultura (Lei Rouanet), ela busca

parceiros interessados em contribuir

por meio de incentivo fiscal (como o

IR-imposto de renda). Vale lembrar

que este projeto deu origem a outro, a

Pointé Cia de Dança, que promove aulas

(também gratuitas) de balé clássico

para crianças e jovens.

“A ideia é unir os dois trabalhos, afinal

eles são complementares. Quem tiver

interesse em saber mais sobre eles,

ou mesmo como ajudar, peço para entrar

em contato comigo pelo e-mail gestaoararaquara@gmail.com”,

convida.

31


ENSINO

EXTERNATO SANTA TEREZINHA

Após 84 anos fica a marca da sabedoria,

amizade e amor

Era 19 de maio de 1932, uma quinta-feira, aparentemente fria, com

prenúncio de um inverno que poderá chegar mais cedo. Naquela

manhã, em meio a intensa manifestação causada pela revolução de

32, Araraquara com pouco mais de 25 mil habitantes se prepara para

receber a Escola de Curso Particular Jardim da Infância São José.

Era o início de um movimento com o objetivo de acolher crianças no seu

Jardim da Infância e capacitar jovens e adultos nos cursos de Corte e

Costura, Bordado, Arte, Culinária e Datilografia. A estratégia da escola

para captação de alunos se voltava principalmente para as jovens mães

interessadas em se capacitar para as profissões que despontavam na

época, participando de atividades em horários semelhantes aos do

Jardim da Infância.

O começo da escola em 1932 e um mundo de sonhos para

as crianças que participavam do Jardim da Infância

Em 1942, a escola passou a chamar-se Colégio Santa Terezinha e após longos anos de ensino, mudou-se para

Externato Santa Terezinha, sendo até hoje conhecido como “coleginho” e portador de uma linda história dentro

do ensino regional.

O Coleginho

Pátio da escola. 19 de maio de

1932, crianças entre 3 e 10 anos,

correm por todos os cantos. Meninos

e meninas em pequenos grupos parecem

despertar para o inacreditável

mundo da fantasia, só que de repente

uma voz ecoa entendida simplesmente

como um pedido de silêncio. Uma das

professoras toma a frente e seus olhos

parecem correr para o rosto de cada

criança. Ela toma fôlego e solta palavras

aparentemente trêmulas:

“Hoje, vamos iniciar o nosso

curso de Jardim da Infância e o

Primário. Queridas mães, nosso

intuito é ensinar às crianças não

só conhecimentos básicos, mas

também levar, a todas vocês,

a Palavra da Vida, que é o

Evangelho; incutir-lhe, o amor a

Deus e aos irmãos; ensinar-lhes, o

caminho do bem, da justiça e da

paz. Estamos também iniciando

os cursos de Corte e Costura,

Datilografia, Arte-Culinária,

Pintura e Bordado. Se souberem

de pessoas interessadas, pedimos

no-las enviar. “

Assim, tinha início em Araraquara, o

Curso Particular Jardim da Infância São

José. A missão de ensinar se cumpriria,

a cada dia, sob a orientação de sua primeira

diretora - Irmã Francisca Varani.

Dez anos depois a escola passou a

denominar-se Colégio Santa Terezinha;

alguns anos mais tarde, Externato Santa

Terezinha e, finalmente, a partir de

1981, Escola de 1º grau do Externato

Santa Terezinha. Esse estabelecimento

cresceu, mas continua conhecido com

o carinhoso nome que lhe deram os primeiros

alunos - “Coleginho”.

O prefeito Marcelo Barbieri nas comemorações dos 84 anos de atividades do Externato ao lado do corpo administrativo do coleginho

32


ADVERSIDADES

Como toda escola teve seus altos e

baixos. Houve uma época em que mesmo

o primário deixou de funcionar. A

nova Lei exigia que houvesse continuidade

até a 8ª série e as dificuldades

eram muitas. Mas, em 1981, as Irmãs

Graziela Bove e Irmã Jandyra se propuseram

levar a escola até a 8ª série. Já

no ano seguinte os alunos da 4ª série

puderam permanecer no Colégio para

fazerem a 5ª série. Enfrentaram muitas

dificuldades, mas cumpriram a promessa.

Em 1982, nova dependência foi

inaugurada - o “Castelinho”, destinado

ao Curso Infantil, com instalações modernas,

confortáveis e de muita beleza.

Em 1985, a primeira turma de 1º grau

se formava. As melhorias não pararam:

a quadra coberta é, no presente, uma

realidade. E mais do que o desenvolvimento

material, aprimora-se para levar

seus alunos, a atuarem positivamente

num mundo em transformação.

1995 - O EXTERNATO DE

CARA NOVA

Depois de quase dois anos, finalmente

fica pronto o prédio de três andares

e inicia-se o ano com chave de

ouro. Novos ambientes para todos, desde

secretaria, sala dos professores, biblioteca,

até as salas de aulas maiores,

mais arejadas, ventiladas, possibilitando

melhorar condições de estudo individual

e em grupos. Mudanças foram

feitas, levando em conta a qualidade

de ensino e disciplina.

Atendendo antiga reivindicação dos

pais e dos próprios alunos, iniciou-se no

Externato Santa Terezinha, em 1999, o

Ensino Médio, que tem como objetivo a

formação integral do indivíduo, preparando-o

para o trabalho, o vestibular e

para exercer a cidadania.

Sob a direção da Irmã Anna Carolina

dos Santos, o Externato permaneceu firme

na sua estrutura, colaborando com

eficácia no ensino da cidade, fincando

marcos de sabedoria, amizade e amor.

84 ANOS DEPOIS

Hoje o Externato Santa Terezinha é

dirigido pela Irmã Lucila Oliveira Pimen-

Além do trabalho

pedagógico que

realiza e que

tornou-se modelo

educacional, existe

a preocupação

constante da

formação do

indivíduo também

com os princípios

cristãos

ta, também pertencente à Congregação

das Irmãs Franciscanas da Imaculada

Conceição.

Em constante crescimento, o colégio

possui biblioteca, laboratório de Física

e Química, duas quadras poliesportivas,

teatro com capacidade para 420

pessoas, estúdio de gravação, duas

salas de informática (uma para Ensino

Fundamental e outra, adaptada, para a

Educação Infantil), lousas digitais em

todas as salas de Ensino Fundamental

II e Ensino Médio e sala de Artes.

A metodologia de ensino proposta

pelo Externato deve conduzir o educando

à autoeducação, à autonomia, à

emancipação intelectual. O colégio tem

compromisso com a formação integral

dos alunos, não havendo apenas preocupação

com o desenvolvimento acadêmico,

mas também com o desenvolvimento

humano e cidadão, com base

nos valores cristãos.

A HISTÓRIA

As Irmãs que dirigiram

o Externato de 1932 até

hoje foram: Irmã Francisca

Varani, Madre Mansueta,

Irmã Beatriz Camargo,

Irmã Celina Neves, Irmã

Benigna Consolata, Irmã

Cacilda Moraes, Irmã Leocádia

Zago, Irmã Boaventura

de Carvalho, Irmã

Antonia Feltre, Irmã Agos-

A merecida homenagem

prestada pelo coleginho às

Irmãs Franciscanas por tudo

que têm feito em benefício

da Ordem

tinha C. Paúl, Irmã Aracy O. Mendes,

Irmã Graziela Iole Bove, Irmã Jandyra

Gissi, Irmã Maria Madalena Köhler,

Irmã Terezinha Auxiliadora Duarte, Irmã

Maria Leonete Rosa, Irmã Anna Carolina

dos Santos.

A diretora do Externato Santa Terezinha é

cumprimentada de forma carinhosa pelo

prefeito Marcelo Barbieri nas comemorações

dos 84 anos de fundação do coleginho

33


ARTE

Apaixonantes

lembranças

O renomado artista plástico

local Ernesto Lia lembra com

muito carinho do tempo em

que foi aluno da Escola de

Belas de Araraquara; assunto

é destaque em exposição

homônima no Sesc da cidade.

Marco na história cultural da Morada

do Sol e também do País todo, a

Escola de Belas Artes de Araraquara foi

fundada em 1935 por Bento de Abreu

Sampaio Vidal. Até 1969, ano em que

o espaço fechou suas portas, ela funcionou

onde hoje fica o Museu Histórico

Pedagógico da cidade (na Praça Pedro

de Toledo) e também em um velho casarão

da Rua Padre Duarte, próximo ao

Colégio Progresso.

Por lá, no auge de seu funcionamento,

em uma verdadeira ode às artes plásticas,

diferentes estilos e movimentos

artísticos, como o expressionismo e o

cubismo e até o novíssimo modernismo

(‘e seu ar europeu’) conviviam no mesmo

ambiente.

Muito por conta dessas ações, Araraquara

foi apelidada, entre as décadas

de 40 e 50, como a “capital das artes”.

E naquelas cadeiras, sentaram importantíssimos

e icônicos artistas locais,

tais como Judith Lauand, Francisco

Amendola, Sidney Rodrigues, Ernesto

Lia, entre outros.

“Foi um período apaixonante do qual

guardo imensas e saudosas lembranças.

A Escola de Belas Artes de Araraquara

foi a minha primeira formação

acadêmica, sendo assim, tenho um

imenso carinho por tudo que aprendi,

Em um primeiro

momento, a escola

funcionou no prédio

do atual Museu

Pedagógico da

cidade

que foi fundamental no desenvolvimento

da minha carreira. Adorava sair com a

turma para pinturas ao ar livre”, conta,

com exclusividade, o premiado artista

plástico araraquarense Ernesto Lia.

À época, o pintor italiano Quirino

Campofiorito, sua esposa, Hilda, e Eduardo

Bevilacqua lecionavam pintura,

desenho, modelagem, arte decorativa e

outras formas de arte. Os mecenas Helio

Morganti, Mario Ybarra de Almeida e

Domenico Lazarini (conhecido pintor italiano

que se instalou na cidade) também

foram professores no espaço.

“De todos, guardo um imenso carinho

pelo Mario Ybarra, com quem tive

grande amizade no decorrer dos anos.

Fiz, inclusive, um retrato dele e presenteei

a família. Ele era um homem elegante

e de talento único”, revela Lia, que diz

que cada sala tinha, em torno, de dez a

doze pessoas.

COM OS PRÓPRIOS OLHOS

E para resgatar mais detalhes desta

história, o Sesc Araraquara promove

até o dia 18 de dezembro a exposição

“Escola de Belas Artes de Araraquara”,

a cargo do coletivo local ‘Uns que pensa’.

Nela, por meio de recursos cenográficos,

estão representadas obras,

documentos, fotos e esboços originais,

além de restos de materiais e tintas.

Segundo a organização, um gran-

de destaque da mostra é a presença

de quadros de todos os formandos da

primeira turma da escola (de 1948-

1950). O araraquarense Ernesto Lia

faz parte dela.

QUEM É ERNESTO LIA?

Filho do italiano José Lia e da brasileira

Paschoalina de Lucca, Ernesto Lia

nasceu em uma família numerosa de

onze irmãos. Hoje com 77 anos, após

se formar na Escola de Belas Artes,

estagiou no ateliê do pintor italiano

Gaetano De Gennaro, em São Paulo.

Em 1959 recebeu a Grande

Medalha de Ouro da Associação

dos Artistas Unidos do Brasil por

seu reconhecimento dentro da arte

brasileira com a tela “Gabriela Cravo e

Canela”. Desde então, ganhou diversos

prêmios e hoje suas telas podem ser

encontradas em museus e espaços

culturais nos Estados Unidos, Argentina,

Suíça, África do Sul, França, entre

tantos outros.

Ernesto Lia

Todos os formandos da

primeira turma da escola

ganham espaço na mostra

Visitação no Sesc Araraquara

ocorre até o dia 18 de dezembro

34


BORA VIAJAR

Malas prontas para mais uma excursão?

Seja pela tranquilidade

de uma viagem sem

“surpresas”, evitar pressa

e correria para escolher

hospedagem, transporte

e alimentação ou pelas

facilidades na hora do

pagamento, a excursão

vem ganhando ainda mais

espaço entre aqueles que

procuram uma viagem

segura e sossegada

VEJA AS VANTAGENS DE

VIAJAR COM UMA EXCURSÃO

Praticidade é sem dúvida, a

vantagem mais atraente quando se

fala em excursão. Você não precisa

se preocupar com nada: transporte,

hospedagem, alimentação,

passeios... dependendo do pacote

selecionado, tudo está incluso!

FAZER AMIGOS

O grupo da excursão te acompanhará

durante todos os dias da viagem. Isso

faz com que você acabe conversando

e fazendo amizade com essas

pessoas. Além disso, é mais legal

viajar com um grupo entrosado!

APROVEITAR PASSEIOS

Com o guia da excursão e os

ingressos em mãos, você não corre

o risco de gastar a mais ou de

entrar numa furada com passeios

não-oficiais. Além disso, você evita

filas desnecessárias para comprar

ingressos para atrações.

35


36


EDUCAÇÃO

LICEU MONTEIRO LOBATO - POSITIVO

A parceria do sistema Positivo

com a Escola Liceu Monteiro

Lobato, completa 20 anos de

ensino de qualidade.

No dia 7 de outubro, Doriane Ferreira,

coordenadora do Positivo, esteve presente

no Liceu Monteiro Lobato para comemorar

os 20 anos da parceria Liceu Monteiro Lobato

com o sistema Positivo.

Essa parceria está presente há 20

anos, desde a fundação da escola, alcançando

grande resultado.

Para Daniel de Barros, diretor do Liceu

Monteiro Lobato, essa união reforça o

compromisso da escola em oferecer ensino

de qualidade que a coloca entre os es-

tabelecimentos de ensino de alto padrão

em nosso país.

Na oportunidade, a coordenadora do

Positivo, reconhecendo o valor do trabalho

organizado por duas décadas, entregou

aos diretores Daniel de Barros e Eliane de

Barros, um troféu que configura o padrão

desta parceria.

Na visita do Positivo, também estiveram

presentes ilustres professores do passado

da escola, além de ex-funcionários e

colaboradores, que, pela sua enorme dedicação

e eficiência, foram protagonistas dos

20 anos da sua história. Todos participaram

de um momento alegre e descontraído,

com breve discurso de Doriane Ferreira,

do Positivo, enaltecendo a parceria. Foi oferecido

um gostoso bolo aos presentes, com

a inserção comemorativa dos 20 anos.

Diretores junto a alguns atuais professores da

escola, mais o Prof. Romeu D´Andréa, que por 17

anos foi professor de Ciências do Liceu Monteiro

Lobato.

Doriane, do Positivo, diretores e colaboradores

da escola que hoje fazem parte da sua história:

orientadora Cacilda Mascarenhas, profa. Lélia

Cavícchia, profa. Janice Figueiredo e Roque

Azarito, secretário da escola desde 1996.

Doriane faz a entrega do troféu comemorativo

para Eliane e Daniel de Barros

37


A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DE

ESTOQUE NO VAREJO

Uma gestão eficiente do

estoque é ponto essencial

para o sucesso de um

empreendimento varejista,

independentemente do seu

ramo de atuação e de seu

tamanho. Isso decorre do

simples fato que quando falta

algum produto demandado,

há perda de faturamento,

giro e fidelização do cliente, o

que consequentemente afeta

o desempenho financeiro do

varejista. Contudo, o excesso

de produtos em estoque

também não é benéfico ao

lojista, pois gera problemas

para o fluxo de caixa, ocupa

desnecessariamente espaço

físico, inibe o capital de

giro e também há risco de

obsoletismo dos produtos.

Em muitos casos, como não há

controle no tempo de giro do estoque,

pedidos acabam sendo feitos quando

não há necessidade e deixam de ser

feitos quando são realmente necessários.

É um eterno dilema. Um estoque

cheio pode fazer com que o empreendedor

fique com itens encalhados, o

que gera necessidade de promoções

e, com isso, redução da margem de

lucro.

Em outra questão, tanto a sazonalidade

inerente ao varejo e quanto

o perfil do cliente deve ser levado em

consideração para reposição de estoque,

pois o abastecimento deve priorizar

a característica da demanda e

o tipo de data especial em que se é

vendido. Saber quem é o público, suas

preferências e em qual momento sua

procura maior ocorrerá, contribui muito

para que o aumento do volume de

vendas signifique aumento das receitas

com tais vendas.

Assim, para um bom funcionamento

do estoque, devem ser definidos

indicadores e implementados processos

que gerem a integração de atividades

e procedimentos priorizem as

informações sobre cada item do seu

estoque. Entradas e saídas devem ser

registradas e isso pode ser feito desde

simples controles de tabulação, até

softwares mais completos. Posteriormente,

os inventários, que comprovam

se o estoque físico está igual ao estoque

informado no sistema, são essenciais

para o funcionamento eficiente e

correto da empresa. Essas duas formas

de gerenciamento são essenciais

para o controle e diagnóstico dos estoques,

assim como possíveis erros na

contagem ou digitação na entrada do

produto, roubos, extravios, produtos

vencidos, entre outros. Além disso,

controlar a quantidade de produto à

disposição possibilita manutenção da

lucratividade, reduz perdas com análise

ineficaz do custo-oportunidade de

cada mercadoria, promove melhorias

38

Jaime Vasconcellos

Economista / Coordenardor do Núcleo de

Economia do SINCOMERCIO Araraquara /

Assessor Econômico do FECOMERCIO

no fluxo de caixa e capital de giro e

redução custo com possível estrutura

física inadequada.

Em suma, um dos alicerces de

gestão empresarial eficiente é controlar

bem os estoques. Tal realidade se

torna ainda mais tácita na atual conjuntura

de redução de vendas, onde

37% dos empresários do comércio se

dizem com estoques acima do ideal.

Possuir indicadores específicos de giro

de cada mercadoria, características

dos demandantes e das datas sazonais

de crescimento de vendas são

algumas das preocupações essenciais

do empresário ao possuir uma oferta

equilibrada com os movimentos da demanda

do cliente.


Sincomercio Araraquara e Boa Vista Serviço SCPC lançaram

em outubro novos produtos para análise e concessão de

Crédito Pessoa Física a Família Acerta.

Com as constantes mudanças no mercado de crédito e para acompanhar toda evolução, o

Sincomercio|SCPC e Boa Vista Serviços criaram soluções inteligentes para assessorar as análises

de concessão de crédito. Na atualidade para liberar um crédito, não basta mais obter como resposta

na consulta Nada Consta ou Consta Registro, se tornou necessário obter muito mais informações

sobre o cliente.

Para atender a atualidade, apresentamos produtos que realizam uma análise mais completa do consumidor

a Família ACERTA, produtos para análise Cadastral e de concessão de crédito. As novas

ferramentas já estão disponibilizadas pelo SCPC Araraquara.

Acerta, Acerta Essencial, Acerta Mais e Acerta Completo.

Acerta: O Acerta informa dados cadastrais, títulos protestados, registros de débito, informações

bancárias, consultas anteriores e Análise de Risco / Score.

Acerta Essencial: Informa dados cadastrais, títulos protestados, registros de débito, informações

bancárias, consultas anteriores, Análise de Risco / Score e renda mensal presumida. Já as

informações como indicação de valor de parcela e sugestão de venda (Recomendada / Não

Recomendada), podem ou não ser adicionadas à consulta, a critério do empresário.

Acerta Mais: Informa dados cadastrais, títulos protestados, registros de débito, informações bancárias,

consultas anteriores, Análise de Risco / Score e renda mensal presumida, sugestão de

venda (Recomendada / Não Recomendada). As informações como indicação de valor de parcela,

podem ou não ser adicionadas à consulta, a critério do empresário.

Acerta Completo: Produto completo. Informa dados cadastrais, títulos protestados, registros de

débito, informações bancárias, consultas anteriores, Análise de Risco / Score, e toda a parte de

soluções inteligentes dentro de uma só consulta, indicação de valor de parcela, renda mensal

presumida e sugestão de venda recomenda ou Não recomenda.

Entre em contato para tirar suas dúvidas sobre os produtos.

39

Maria Helena Terrosse

Assistente Comercial SCPC


COMÉRCIO

Desde 1970, construindo

uma história de sucesso

Com uma estrutura moderna

e profissionais qualificados,

a Rede Recapex oferece

qualidade, segurança e

economia.

Excelência em produtos, serviços e

atendimento sempre foram a base da Recapex,

que mantém sua equipe de colaboradores

atualizada com treinamentos

contínuos. Essa definição sobre a Recapex

se estende por mais de 46 anos em

20 pontos de vendas espalhados pelo

interior de São Paulo.

A empresa especializada em pneus

novos para carros, camionetes, veículos

de carga, agrícola, fora de estrada e industrial

da marca Goodyear, hoje é considerada

uma das mais conceituadas em

sua área de atuação. A Recapex conta

também com 3 unidades de reforma de

pneus, o que mostra a preocupação

com a prestação de serviço

e o meio ambiente.

PRÊMIOS E

CERTIFICAÇÕES

Da excelência em qualidade, vem

o reconhecimento. As reformadoras da

Rede Recapex possuem certificação ISO

9001:2008. Em janeiro de 2004, diz Renato,

demos início à jornada em busca

de certificações em Sistemas de Gestão

da Qualidade baseados na versão NBR

ABNT ISO 9001:2000, com normas implementadas

nas unidades de reforma

de Taquaritinga (2004), Barra Bonita

(2005) e São José do Rio Preto (2006).

Segundo Renato Cervone, supervisor

comercial da Recapex em Araraquara,

melhorando cada vez mais, em maio de

A Recapex em Araraquara, na Avenida 36, com equipe

especializada no atendimento de carros, camionetes e

vans

2010 a empresa atualizou sua certificação

com base na versão NBR ABNT ISO

9001:2008. “Esta certificação nos fornece

completo gerenciamento na área

de reforma de pneus, além de nos proporcionar

a participação em grandes empresas

também certificadas na mesma

norma, tais como: Rodonaves, Coca-Cola,

Imediato Logística, dentre outras. Em

março de 2011, a Recapex iniciou seu registro

junto ao INMETRO para alinhar-se à

portaria 444, que assegura a qualidade

de seus produtos, com objetivo de trazer

mais segurança aos consumidores.

40


AGRO

N E G Ó C I O S

INFORMATIVO

edição novembro | 2016

Nicolau de Souza Freitas entre

os ícones da agricultura paulista

Para orgulho de Araraquara, o presidente Nicolau de Souza

Freitas, do Sindicato Rural, foi homenageado no dia 28 de

outubro em Guaíra/SP, por ser considerado uma das expressões

históricas do agronegócio do Estado de São Paulo. Também foram

homenageados outros dirigentes sindicais do interior paulista.

O Salão de Festas do Grêmio Colorado

em Guaíra estava maravilhosamente

decorado para receber no final de outubro,

os maiores nomes da agricultura

em nosso Estado. O evento serviu para

comemorar os 5 anos de atividades da

Revista Agro SA, de grande circulação

na região.

A diretora executiva da revista, Ma-

A HOMENAGEM AO NOSSO PRESIDENTE

ria Izildinha Lacativa destacou na abertura

do acontecimento, que o objetivo

era dar visibilidade através de uma

parceria e integração, criando um laço

ainda mais forte com o mundo agro.

Cerca de 500 convidados participaram

do jantar em que foi homenageado Nicolau

de Souza Freitas e outros representantes

de sindicatos do interior.

Destacado como ícone da Agricultura Paulista, Nicolau de Souza

Freitas recebeu a seguinte mensagem em seu prêmio:

“Nicolau, agradecemos a sua

presença e tê-lo entre nós nesta noite

de festa, é nos dar a segurança e a

certeza de um encontro inesquecível.

Quem o conhece bem, sabe da

sua simplicidade, do seu amor a terra

e a vontade permanente de defender,

aqueles que plantam esperanças

e encontram a fartura como

colheita.

Hoje, não é apenas o Sindicato

Rural de Araraquara que tem o privilégio

do seu companheirismo, pois o

trabalho, o espírito idealista, o tornaram

o Senhor dos Campos, disposto

ao diálogo e a vontade de tornar

fértil o relacionamento que renasce

pelo respeito e a ética nestes novos

tempos.

Obrigado, presidente!”

Os diretores executivos

da Revista Agro SA, Maria

Izildinha Lacativa e Lincoln

Santos Ribeiro, com o

recém eleito prefeito José

Eduardo Lelis, o presidente

homenageado Nicolau

de Souza Freitas e o

secretário de Agricultura

do Estado de São Paulo,

Arnaldo Jardim

NOVEMBRO / 2016

• TURISMO RURAL - RESGATE

GASTRONÔMICO (MÓDULO IX)

01/11/2016 até 03/11/2016

04/11/2016 até 06/11/2016

• APLICAÇÃO DE AGROTÓXICOS

COM PULVERIZADOR DE BARRAS

07/11/2016 até 09/11/2016

• LARANJA - COLHEITA

07/11/2016 até 07/11/2016

08/11/2016 até 08/11/2016

09/11/2016 até 09/11/2016

10/11/2016 até 10/11/2016

11/11/2016 até 11/11/2016

14/11/2016 até 14/11/2016

16/11/2016 até 16/11/2016

17/11/2016 até 17/11/2016

18/11/2016 até 18/11/2016

• TURISMO RURAL - CONSOLIDAÇÃO

DO PROGRAMA (MÓDULO X)

09/11/2016 até 10/11/2016

24/11/2016 até 25/11/2016

• ROSA - MANEJO E TRATOS

CULTURAIS

10/11/2016 até 12/11/2016

• EQUITAÇÃO - NOÇÕES BÁSICAS

14/11/2016 até 18/11/2016

• PROCESSAMENTO ARTESANAL DE

PRODUTOS DE HIGIENE E LIMPEZA

17/11/2016 até 18/11/2016

• PUPUNHA - MANEJO E TRATOS

CULTURAIS

22/11/2016 até 24/11/2016

CURSOS

• EXIGÊNCIAS LEGAIS PARA A

FORMALIZAÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO

29/11/2016 até 30/11/2016

REALIZAÇÕES:

Coordenador SENAR/SP Araraquara:

Mário Roberto Porto

41


CONSUMO COM QUALIDADE

FEIRA DO PRODUTOR RURAL

Regras práticas e seguras para o pequeno

produtor vender qualidade ao consumidor

As normas são cada vez mais

rígidas e o consumidor insiste

com razão na qualidade do

produto que compra. A Feira

do Produtor Rural combina

com essas exigências.

O fato do Sindicato Rural de Araraquara

ser escolhido em setembro para

sediar o encontro do coordenador do

Programa Feira do Produtor Rural e instrutores

do SENAR-SP, com o objetivo

de elaborar uma cartilha sobre Boas

Práticas de Manipulação de Alimentos,

foi considerado pelo presidente da entidade,

Nicolau de Souza Freitas, como

privilégio e motivo de orgulho. A cartilha,

comentou o dirigente, fará parte

em 2017, da apostila a ser usada pelo

SENAR-SP para capacitar no Estado de

São Paulo, produtores interessados em

participar da Feira do Produtor Rural.

O encontro em Araraquara foi dirigido

pelo coordenador estadual do programa,

Teodoro Miranda Neto e teve

a participação dos instrutores Carlos

Alberto Leal Rodrigues, Maria Cristina

Meneghin e Roberta Zavoneli Rossini.

Embora o programa já exista há dois

anos, a inserção da cartilha com as

boas práticas de manipulação de alimentos,

neste momento, aperfeiçoa a

apostila e possibilita aos participantes

do curso, conhecimento mais amplo sobre

a legislação.

Na verdade, diz Teodoro, o programa

tem como objetivos específicos formar

uma Comissão Gestora da Feira

do Produtor Rural; capacitar grupo de

produtores para a atuação organizada

e seguir normas legais de comercialização

dos produtos; capacitar para a preparação

dos produtos através da Feira

do Produtor Rural; promover a melhoria

na gestão do negócio e estimular a consolidação

da Feira do Produtor Rural.

Da comissão gestora devem participar

de acordo com os organizadores os

membros do Sindicato Rural, SENAR-SP

e do próprio município.

42

Segundo Teodoro, a feira busca dar

oportunidade aos pequenos produtores para

comercialização dos seus produtos de forma

direta aos consumidores


SAIBA COMO É O PROGRAMA,

SUAS FINALIDADES E ORGANIZAÇÃO

O programa tem por finalidade criar uma opção de renda para o produtor

rural, através da venda direta dos produtos produzidos na sua propriedade

rural, na Feira do Produtor Rural.

OBJETIVO

Capacitar o produtor rural a comercializar seus produtos diretamente ao

consumidor, promovendo a relação de confiança e respeito.

DESENVOLVIMENTO DO PROGRAMA

- Integração/Sensibilização – 16 horas

- Reunião com as lideranças locais para apresentação do Programa, definição

e aprovação da implantação do Programa e dos possíveis locais de realização

da Feira do Produtor Rural.

- Palestra de sensibilização com os produtores rurais interessados para

apresentação e adesão ao Programa.

- Módulo I – Normas e Procedimentos da Feira do Produtor – 32 horas

Capacitar sobre normas e procedimentos para a implantação de forma

organizada da Feira do Produtor Rural.

- Módulo II – Produtos rurais para comercialização – 32 horas

Planejar a produção e preparar os produtos adequadamente para a

comercialização.

- Módulo III – Construções dos estandes em bambu – 64 horas

Construir o estande de bambu a ser utilizado na Feira do Produtor Rural.

- Módulo IV – Comercialização – 32 horas

Capacitar os participantes a comercializar seus produtos na Feira do Produtor

Rural.

- Módulo V – Gestão do negócio – 32 horas

Capacitar os participantes a realizarem a gestão do negócio na Feira do Produtor

Rural.

- Módulo VI – Feira do Produtor Rural – 48 horas

Realizar quatro Feiras do Produtor Rural

- Módulo VII – Consolidação do Programa – 16 horas

Consolidar a Feira do Produtor Rural no município visando a sua continuidade,

avaliação dos resultados e fortalecimento da Comissão Gestora.

Cartazes anunciando os dias de realização da

Feira do Produtor Rural

MATERIAL DISPONIBILIZADO AO PARTICIPANTE

O avental faz

parte do kit do

produtor

Identificação da banca onde o produtor rural vai trabalhar

Trabalho obrigatório

com camiseta

Boné como complemento

do uniforme

Uso do crachá para

identificar o dono

da banca e seus

atendentes

43


BELO TRABALHO

Sindicato Rural, SENAR e Itesp encerram

o programa Olericultura Orgância

Encerrou-se em outubro, com

muito sucesso, o programa

de Olericultura Orgânica que

teve início em março, sendo

considerado um amplo trabalho

social, visando beneficiar o

pequeno produtor

Participantes do curso realizando as últimas

visitas no campo para avaliar os resultados das

aulas práticas do curso olericultura orgânica.

No dia 10 de outubro ocorreu o módulo

VIII do Programa, referente aos

Custos de Produção. Neste módulo, o

objetivo principal é orientar os produtores

sobre os custos de produção no

sistema orgânico, explicitando os custos

fixos e variáveis e diversos outros

aspectos referentes ao planejamento

da produção. Já no dia 11 de outubro

ocorreu o módulo final do programa referente

à Comercialização. Nesta oportunidade,

os participantes são orientados

sobre as diversas formas de

comercialização orgânica, bem como

o processo de certificação orgânica.

Nesta etapa final, a servidora da

Fundação Itesp, Dayana Portes Ramos,

foi convidada para relatar a experiência

de Certificação Orgânica que

ocorreu no Assentamento Guarany,

localizado no município de Pradópolis

e Guatapará. Este trabalho também

foi realizado através da parceria entre

Fundação Itesp e SENAR, sendo o instrutor

Marcelo Sambiase condutor das

atividades nesta localidade também.

Avaliamos positivamente a importância

desta troca de experiências

neste momento da atividade, visto que

os participantes podem perceber que

é possível a sequência dos trabalhos

relacionados ao orgânico, de forma

integrada a universidades, órgãos de

assistência técnica e demais parceiros

interessados.

Foi muito positiva a avaliação do

Programa Olericultura Orgânica. Os

participantes avaliaram muito bem a

conduta do instrutor Marcelo Sambiase

e todo o aparato que o SENAR e Sindicato

Rural oferecem para a atividade.

Alguns outros produtores que também

têm interesse em realizar a transição

orgânica, já indicaram seus nomes

para participarem das próximas ativi-

Maria Clara Piai da

Silva da Fundação

Itesp

dades no ano de 2017. Para nós do

Itesp esta atividade é de suma importância.

Um dos componentes de nossa

missão institucional é implementar

políticas públicas de desenvolvimento

sustentável, desta forma a produção

orgânica e agroecológica sempre será

estimulada por nossa equipe técnica.

Além disso, o produto orgânico é uma

importante demanda de mercado na

atualidade, o que agrega geração de

renda ao nosso público beneficiário. O

instrutor Marcelo Sambiase além de

44

A servidora do Itesp, Dayana Portes Ramos

e o Instrutor do SENAR, Marcelo Sambiase,

apresentando os resultados do trabalho

de Certificação Orgânica realizado no

Assentamento Guarany


dominar as técnicas de produção orgânica,

ainda desperta nos produtores a

consciência ambiental, o que garante

o sucesso da produção agroecológica.

Finalizamos a atividade no dia 11

de outubro com a presença do sr Mário

Porto, Coordenador do SENAR, que já

se pronunciou sobre os projetos para o

ano de 2017. Também compareceu ao

encerramento da atividade, o Supervisor

do Grupo Técnico de Campo de

Araraquara da Fundação Itesp, Mauro

Geraldo Cavichiolli, o pesquisador da

Uniara, Joviro Junior, os servidores da

Fundação Itesp, Carlos César Rocha

da Silva, Milton Meninato e Maria Clara

Piai, que acompanharam a atividade

durante todo o ano.

Para o ano de 2017 já temos demandas

de capacitação na área do

orgânico e é um dos nossos objetivos

manter uma sequência didática deste

tema nos assentamentos a fim de que

os produtores interessados se sintam

motivados a seguir na transição orgânica.

Além de atividades nesta linha,

também serão solicitadas outras atividades

dada a diversidade do público

beneficiário da Fundação Itesp.

Encerramento do Programa Olericultura Orgânica - participantes e parceiros reunidos

Várias etapas do curso de Olericultura Orgânica com

participação de vários produtores sob a instrução de

Marcelo Sambiase, do SENAR-SP

Algumas fotos que relembram

momentos do programa,

orientações no campo e

teóricas, visitas técnicas às

hortas dos participantes, etc.

Visita ao campo como

parte das aulas práticas

do curso de Olericultura

Orgânica

O instrutor

Marcelo

Sambiase

45


NOVA CULTURA

Araraquara se prepara para

ser a terra da Pupunha

A novidade está chegando

e graças ao Sindicato Rural,

SENAR-SP e Fundação Itesp

o pequeno produtor rural

está sendo capacitado para

produdiz e comercializar a

pupunha

Durante o mês de outubro, um grupo

de produtores do Assentamento

Monte Alegre participou de capacitação

sobre a cultura da pupunha. Esta

é mais uma atividade resultado da parceria

entre SENAR, Sindicato Rural de

Araraquara e Fundação Itesp.

O módulo Instalação da Lavoura

ocorreu nos dias 18 e 19 de outubro.

O instrutor Eber Nimtz Rocha proporcionou

nestes dois dias, a oportunidade

de orientar os produtores sobre

vários aspectos para profissionalizar

este cultivo, estimulando a formarem

plantios focando na produtividade e

futura comercialização. O plantio experimental

foi realizado no sítio do

produtor Osmar Januário da Silva, que

reside no Assentamento Monte Alegre

III, segundo Maria Clara Piai da Silva,

da Fundação Itesp. Durante a aula prática

o instrutor orienta o passo a passo

do plantio, passando pelo preparo

e nivelamento do solo, espaçamento,

formação das covas corretamente,

adubação, sistema de irrigação, etc.

Para nós do Itesp, a metodologia

adotada pelos instrutores do SENAR

é o ideal. Eles focam na orientação

profissional dos participantes e concentram

boa parte da aula na prática,

além disso sempre visitamos várias

áreas dos participantes interessados

para que sejam identificados seus

principais problemas e sugeridas alternativas.

Os técnicos do Itesp também

acompanham a atividade visando contribuir

para a adequação das atividades

à realidade do público, divulgando

os canais de comercialização e trocando

experiências com o instrutor e participantes,

afirma Maria Clara.

O instrutor Eber Nimtz Rocha focou

na viabilidade desta cultura para

a agricultura familiar visto que possui

preço satisfatório, garantindo renda

aos produtores, além das oportunidades

de comercialização do produto.

Em novembro, de acordo com Mário

Porto, coordenador do SENAR-SP,

ocorrerá o módulo do manejo e tratos

culturais e, na sequência, a colheita

e comercialização. O curso completo

possibilita que os produtores tenham

visão ampla sobre os diversos aspectos

inerentes à cultura, viabilizando

sua atividade.

Nivelamento do solo

46


CURIOSIDADES

SOBRE A PUPUNHA

Nome popular: Pupunha

Nome científico: Bactrys Gasipaes

Família botânica: Palmáceas

A pupunha (Bactris Gasipaes H.B.K.), da família das palmáceas, foi cultivada

pelos ameríndios pré-colombianos na região neotropical úmida; hoje essa espécie

encontra-se distribuída desde Honduras até a Bolívia. Ocorre na costa atlântica das

Américas Central e do Sul, até São Luiz, no Maranhão e também ao longo da costa

do Pacífico, do sul da Costa Rica até o norte do Peru.

O Palmito da Pupunha ou Pupunheira, vem se consolidando como um agronegócio

extremamente viável sob os aspectos econômicos, sociais e ambientais.

Palmeira perene, produzindo palmito no sistema de cultivo, a pupunheira é uma

excelente opção de matéria-prima para a indústria que possui demanda de aproximadamente

100.000 ton/ano (mercado interno), e que hoje depende em 80% do

abastecimento do produto extrativista. O Palmito de Pupunha com apenas 18% do

mercado é responsável pela preservação de pelo menos 100 milhões de Palmeiras

Nativas por ano.

O palmito da Pupunheira possui uma característica única entre os demais, ele não

escurece após o corte, podendo ser consumido da maneira tradicional em conserva,

como também In Natura ou Minimamente Processado e Resfriado, abrindo um novo

e inexplorado caminho de comercialização.

Em São Paulo, atualmente, a pupunheira está sendo plantada em praticamente

todo o estado, num processo semelhante ao que ocorreu com a seringueira anos

atrás. Todo esse impulso que a cultura vem recebendo é motivado pelas boas perspectivas

do mercado de palmito

Formação correta das covas,

plantio e irrigação

Aula teórica com orientações gerais sobre o plantio

47


NOTÍCIAS

CANAS L

EDIÇÃO

NOVEMBRO | 2016

CANA-DE-AÇUCAR

Entidades de fornecedores de

cana buscam maior proximidade

A Diretoria da Feplana – Federação

dos Plantadores de Cana do Brasil

– entidade que representa todos

os produtores de cana do País, visitou

recentemente algumas Associações

de Produtores de Cana do Estado de

São Paulo para tratar de assuntos relativos

ao setor sucroalcooleiro e para

aproximar as entidades regionais

à nacional. O presidente Alexandre

Andrade de Lima, acompanhado do

vice-presidente Paulo Leal e do diretor-secretário

da entidade, Luís Henrique

Scabello de Oliveira, visitaram no

último dia 21, duas importantes associações

do interior paulista.

Em Jaú, os dirigentes da Feplana

estiveram na Sede da Associcana, sendo

recebidos pelo presidente Eduardo

Vasconcelos Romão e pelo vice Pedro

Sanzovo. Na oportunidade foram discutidos

assuntos relativos ao setor em

destaque o atual bom momento por

que passa o setor sucroenergético nacional.

No mesmo dia, a Diretoria da Federação

visitou a Associação dos

Fornecedores de Cana da Região

Oeste Paulista, sediada na cidade

de Valparaíso, região de Araçatuba,

onde foram recebidos pelo presidente

“Junior” (Apolinário Pereira da Silva

Junior), que estava acompanhado

do Diretor do Departamento Técnico

Fábio Cândido Pereira da Silva e pela

gestora da entidade, Edinéia Candido

Pereira da Silva. Mais uma vez o foco

das discussões foi o atual momento

de recuperação do setor sucroenergético

e as perspectivas para os próximos

anos favorecidas por um déficit

mundial de açúcar e pelo crescimento

da demanda nacional de etanol, bem

como, pelo grande interesse por esse

combustível por diversos países.

Paulo Leal, Alexandre Andrade de Lima, Eduardo Romão, Luís Henrique e Pedro Sanzovo,

durante reunião na Associcana de Jaú

Edinéia Candido, Luís Henrique, Júnior e Fábio Pereira da Silva, em Valparaíso

48


PRODUÇÃO

Aumento de produtividade

com investimento certo

O tema vem sendo discutido com

ênfase nos últimos tempos em todo o

Estado e nas demais regiões produtoras

de cana. A necessidade de se aumentar

a produtividade de cana com

qualidade e desenvolvimento e chegar

aos três dígitos, ou seja, colher 100 toneladas

de cana por hectare. Recentemente

o assunto foi debatido durante

o 10º Congresso Nacional da Cana da

STAB - Sociedade dos Técnicos Açucareiros

e Alcooleiros do Brasil - em Ribeirão

Preto.

Objetivando que os seus associados

tenham mais informações sobre

o assunto e que alcancem um volume

maior em sua produção, a Canasol tem

investido em cursos e palestras. A cada

mês acontece ao menos um evento

técnico destinado aos seus associados

no Auditório da Associação com a presença

de especialistas e representantes

das principais empresas do setor.

Além dos eventos, a Canasol tem

dado suporte para que seus técnicos

participem dessas atualizações para

que possam repassar esses conhecimentos

aos produtores diretamente no

campo. Um exemplo disso foi a participação

do engenheiro agrônomo Lautinê

Antonelli – Tone - num curso sobre

tecnologia em aplicação de defensivos

agrícolas realizado no Centro Tecnológico

da empresa Jacto na cidade de

Pompéia. Foram cinco dias de aulas

intensivas sobre os vários temas ligados

à tecnologia de aplicação, como

calibração, regulagem, manutenção e

operação de equipamentos pulverizadores.

A importância em participar de um

curso como este, afirma Antonelli, é

adquirir melhor capacitação para depois

repassar aos produtores, visando

a racionalidade e a economia não só

nos produtos empregados, como também

no correto dimensionamento dos

equipamentos, na sua manutenção e

durabilidade, bem como na obtenção

de melhores resultados para a sua lavoura.

O engenheiro agrônomo da Canasol,

Lautinë Antonelli, com o equipamento

Uniport – Jacto

Tone aferindo o equipamento durante

curso na Jacto em Pompéia

49


50


51


MEMÓRIA

Campeonato brasileiro de 1974 - Interlagos, com a equipe araraquarense: Penha (90), Neto (91), Baiano Faito (92), Benê (78)

Belas tardes de domingo...

Quantas alegrias!

Era a alegria das tardes

de domingo, os encontros

marcados na Bento de Abreu,

com o barulho dos motores

de máquinas possantes e dos

carrões. Boas lembranças

de um tempo em que todos

se reuniam para o famoso

“footing”.

Era um domingo à tarde, estávamos

todos - como fez uma geração inteira de

jovens - passeando na Bento de Abreu,

Fonte Luminosa, o bairro mais chique

de Araraquara, cortado por duas lindas

e arborizadas alamedas. Se você quisesse

encontrar alguém desta cidade,

no fim de semana, era só ficar um pouco

estacionado na frente no primeiro

balão e, certamente, se ela também

desejasse o mesmo, não tenha dúvida,

acabavam se vendo. Por isso, tudo

acontecia naquele local, era o ponto de

52

paquera, de "footing", de movimento e

de ostentação. Carros, carrões, gente

de toda classe social, jovens, enfim,

adrenalina mil. Meu grupo andava de

motocicleta e estacionava, estacionava

e depois andava. Mas, o certo é que

passávamos a tarde do domingo inteiro

ali, fazendo nada, ou melhor, vivendo

a plenitude da idade. De vez em quando

saía um racha e era um espetáculo,

pura emoção, tinha de tudo, gente

que tocava pra caramba, gente louca

e gente louca que também tocava pra

caramba: Manolo (Emanoel Toledo de

Lima), Adolphinho Segnini, Murilo Rodolfo

Penteado Leonard, Paulinho Ciborg,

Paulinho Ferramenta, Reinaldo

Smirne, Manolo Bucho, Dario Pires, Antonio

Carlos Selvino, Camilinho Dinucci,

Zinho Cefally, Valter Merlos, Eduardo

Silva, Paulo Pecin, Bianchini, Carlinhos

fotógrafo, Vanderlei Cavalari, Luis Carlos

Gonçalves, Toninho Das Dornas,

Berto da funerária, entre outros. Tinha

também o pessoal do Moto Clube Araraquara,

Equipe oficial de competição,

que na oportunidade era composta,

dentre outros, por Olympio Bernardes

Ferreira Neto, Pinho (Jose Manoel Sampaio),

Zé Faito, Diogo Martinez, Zé Duvilio,

Adolpho Tedeschi, Negão, Edivilmo

Queiroz, e que de vez em quando, com

a possível margem de segurança do local,

também entravam no divertimento.

Num final de domingo destes quando o

sol já caía, por volta das 17hs participei

de um, que não era o meu primeiro,

mas foi sem dúvida, o mais importante

da minha vida. Com minha Ducati MarcK

3, 250cc, junto com Evaldo Salerno

(Nezinho), meu ídolo maior, que pilotava

uma Suzuki 500cc 2 tempos e Celso

Martinez (Baiano Faito), a referência

de todo o meu mundo da motocicleta

e que tocava uma Ducati Marck 1,

250cc, preparada para as corridas do

saudoso Victorinho Barbugli, fomos pro

pau. Eles, dois extraordinários pilotos,

com experiência de corrida em autódromo,

pista de rua e, ainda o fato de,


terem nascido e crescido no meio da

graxa. Andavam pra caramba, donos

de uma técnica refinada, pilotos arrojados,

tinham ainda outras qualidades:

detalhistas, conferiam tudo, checavam

tudo, queriam tudo do melhor, perfeccionistas

e acertavam como poucos os

seus equipamentos. Eu não, somente

um menino sonhador, encantado com a

oportunidade da companhia de ambos.

Aceleramos do primeiro para o segundo

balão, a Suzuki pulou na frente, depois

a Marck 1 e, finalmente eu, por último.

Chegamos juntinhos na entrada do segundo

balão (C.T.A.), nesta ordem, tão

próximos que metidamente cheguei a

colocar a roda dianteira de minha motocicleta

entre as duas que iam lado a

lado, absolutamente deitadas, na minha

frente. No segundo anterior, em

quinta marcha, no fim da reta, reduzi

firmemente na entrada para a quarta

e terceira marcha, movimento sincronizado

de câmbio e freios mantendo a

rotação na casa dos 8 mil giros. Com

bastante suavidade, fui inclinando meu

corpo, primeiro para a direita levando

o meu peito e braço direito pra frente,

depois no início da curva, comecei a

deitar, buscando o centro de gravidade,

jogando todo o resto do corpo para

a esquerda, e comecei a contornar o

grande balão, já acelerando de novo

para colocar quarta marcha para a

direita e, finalmente, quinta na saída

Box do Moto Clube Araraquara em Interlagos-SP

distante, uns cinquenta

metros da

curva, que acabávamos

de contornar.

Foi um barulho

ensurdecedor,

ensandecido. Para

quem é amante de

corridas, parecia

uma orquestra totalmente

afinada,

entre movimento

de pêndulos, marchas,

óleo Castrol,

gasolina azul octanada

e sons, bálsamos

para os ouvidos

de amantes da

velocidade. Cada

um de nós, do seu

jeito, tirando tudo

que o motor e espaço

podiam proporcionar.

Descemos

o retão de volta, rumo ao primeiro

balão. Marcha com marcha, roda com

roda, som sobre som, a Suzuki abrindo

um pouco da Marck 1 e em seguida a

Marck 3, um orgasmo imenso, até a entrada

de volta do primeiro balão. Fiquei

por último no resultado, mas penso que

a partir daquele dia, nunca mais fui o

mesmo, me senti um deles, do time, o

caçula, o menos experiente, ali, junto,

vivenciando com meus ídolos o sonho

Penha, Rogério, Edivilmo, Benê, Evaldo Salerno e José Manoel Sampaio

(Pinho), com a moto Yamaha TD2-B (500 Milhas de Interlagos)

de criança. Senti que o mundo que imaginara

pra mim, desde a tenra idade,

quando me deliciava em ver e ouvir as

lambretinhas do Zezé Braghini, e do Gildo

Scarpa, estava tão perto e palpável,

que eu mesmo me dei o status de piloto

(que talvez nunca tenha sido).

Desaceleramos entre as ruas

Gonçalves Dias e Nove de Julho e fomos

embora. Descemos a rua 3, e calmamente

cada um foi para sua casa,

como o sol que também se retirava,

sem qualquer explicação, sem qualquer

comentário. Depois, à noite fomos

no Cine Plaza, depois pra segunda-feira

e, depois para a vida. Passados tantos

anos, ainda grandes amigos e meus

eternos ídolos, acho que ambos não

têm a menor lembrança disso tudo, e

ainda não sabem da importância que o

fato representou para mim, para minha

vida, pro meu futuro, e, principalmente

por terem proporcionado um daqueles

momentos impagáveis, que todos nós

temos e que estão eternizados, dentro

do nosso coração.

Nota: isso foi entre o fim de

1973 e o começo de 1974, eu tinha 16

anos, a Fonte Luminosa não tinha o balão

da Rua 2, a gente podia estacionar

no lado esquerdo tanto indo como vindo

e, éramos muito, mais muito felizes

e nem sabíamos.

53


SEU NOME ESTÁ NA RUA

TEXTO: SAMUEL BRASIL BUENO

DR. FRANCISCO OSWALDO CASTELLUCCI

Chamado como clínico notável

Francisco Oswaldo Castellucci

sempre foi um caprichoso

virginiano, tendo nascido em

Boituva, município de Porto

Feliz, a 4 de setembro de

1920. Seu sobrenome delineia

sua origem italiana, sendo

um dos cinco filhos de Felipe

Castellucci e Pedrina Sartorelli

Castellucci.

Viveu em fazenda toda sua infância,

em companhia dos pais, indo para Tatuí

hospedar-se na casa dos tios para

estudar no Colégio Estadual daquela

localidade.

Optando pela Medicina, foi fazer

seu curso em Curitiba, na hoje Universidade

Federal do Paraná. Tendo sido,

desde jovem, um grande discursador

e entusiasmado líder, participou por

5 anos como um atuante membro da

União Nacional dos Estudantes.

Casou-se com Dona Guiomar Gomes

Nogueira, em 30 de dezembro de

O casal Dr. Francisco Castellucci

e a esposa Guiomar

54

1939, na cidade de Santos, onde exercia

a medicina logo após a sua formatura

e teve com ela três filhos: Ney Ricardo,

Diva Rosely e Francisco Oswaldo os

quais lhes deram netos e bisnetos.

Clinicou com muito brilho em nossa

cidade. Foi um dos fundadores do Hospital

São Paulo e labutou por muitos

anos no Serviço Especial de Saúde de

Araraquara.

Faleceu no dia 11 de junho de

1985, na Beneficência Portuguesa,

antes portanto de completar seus 65

anos de idade, em virtude de pertinaz

enfermidade neurocerebral com graves

sintomas de labirintite que o impediram

de exercer a clínica nos últimos meses

de vida, do que lastimaram seus inúmeros

e agradecidos clientes.

CASTELLUCCI, UM

GRANDE CLÍNICO

O Dr. Castellucci, como era popularmente

chamado, foi um clínico notável,

possuidor de um fantástico tirocínio

diagnóstico e divinamente inspirado

em suas receitas. Tais grandiosos dons,

associados a uma louvada dedicação

aos pacientes, fizeram dele um médico

amado pelos araraquarenses e respeitado

pelos seus colegas que com ele

tiveram a graça de conviver.

Estabelecendo-se num consultório

dotado de modestas instalações, em

sua própria residência ali na Avenida

15 de Novembro, 631, fez do local um

verdadeiro santuário de suas atividades

clínicas onde, com incomparável

dedicação e eficiente zelo, recuperou

a saúde de muitos e salvou inúmeras

vidas.

Nos anos de 1960 e 1961, sua

clientela já era efervescente e enorme,

assim persistindo durante toda a vida

do Dr. Castellucci. Gozava ele da esti-


Da esquerda para a direita, a família: Ney Ricardo, Diva Rosely, Dona Guiomar,

sentado, dr. Castellucci e o filho Francisco Oswaldo

ma, do respeito e do crédito de todo o

povo araraquarense. Naquele tempo,

vigorava a existência do Médico Clínico

Geral, do Médico de Beira-de-Leito. Do

Médico que atendia pacientes em casa,

do Médico-de-Família, amigo e confidente

para todos os fins. Castellucci foi

tudo isso.

Quem passava pela Avenida 15,

nas proximidades de sua casa, se defrontava,

diariamente, com uma fila de

carros-de-praça. Castellucci não tinha

automóvel, de forma que seus inúmeros

clientes mandavam um taxi à porta

dele para esperar a vez. Ele via um paciente

em casa, via um no consultório,

pegava outro taxi, voltava ao consultório

e assim corria seu dia até às 22h,

invariavelmente.

Logo que teve algum dinheiro disponível,

ele não pensou em outra coisa

senão construir um novo consultório,

de frente para a Rua Voluntários da Pátria,

em continuidade com a sua antiga

casa. Ofereceu conforto e funcionalidade

à sua inúmera clientela que dele

jamais se esquecerá, porque Castellucci

foi médico dedicado, um verdadeiro

sacerdote da Medicina, a quem o povo

de Araraquara devota especial homenagem

e se recorda dele com amor

cada vez que lê o nome dele, que está

na Rua.

SEU NOME ESTÁ NA RUA

Através do Decreto n° 5295 de

12/07/1985, a via pública conhecida

por Avenida 04, do loteamento Parque

Residencial Vale do Sol, que tem o seu

início na Rua 01 e o seu término na rua

52, passa a denominar-se Dr. Francisco

Oswaldo Castellucci.

O Posto de

Saúde do Yolanda

Ópice também leva

o seu nome.

Av. Dr. Francisco

Oswaldo Castellucci -

Vale de Sol

55


DECORAÇÃO

Como escolher os

móveis para escritório

É no espaço chamado “escritório” que atividades

profissionais são desenvolvidas.

Seja este um local comercial ou residencial, sua

importância é a mesma: é um local de concentração,

criatividade, produtividade e eficiência.

Pensar e planejar sua decoração exige

atenção a detalhes e alguns conhecimentos

técnicos que permitem criar um ambiente adequado

para o trabalho. O que é importante?

Acima de tudo o escritório deve ser ergonômico:

ter móveis com medidas adequadas, acessórios

que facilitem o apoio de pés e mãos e

ter materiais e acabamentos que protejam a

saúde de quem usa o ambiente.

A estética do escritório também é importante

e vem em segundo lugar: a imagem

transmitida através da decoração reflete a

personalidade de quem usa aquele espaço

56


e no caso das empresas, traduz, através de uma

imagem, os conceitos e a visão empresarial, interferindo

diretamente no rendimento do trabalho

dos funcionários e na credibilidade dos clientes

que instintivamente irão se sentir acolhidos ou não

neste local.

Resumindo, estes são os principais aspectos a

considerar na criação de um escritório:

Conforto Físico (ser ergonômico): deve proteger

a saúde de quem usa seu espaço;

Conforto Psicológico: deve estimular o trabalho,

a produtividade e o bem-estar;

Transmitir corretamente conceitos relacionados a que

se destina: imagem empresarial ou personalidade do usuário

residencial;

Ter o espaço organizado de acordo com as atividades

que serão realizadas dentro dele (mesas para computadores,

mesas para reuniões, trabalho individual ou em equipe, etc).

57


AMBIENTES

Plantas ideais para escritório

Elas são usadas na decoração

e para deixar o ambiente de

trabalho mais alegre mas em

ambientes fechados, merecem

cuidados especiais.

Mini Cacto: Os cactos geralmente dão

pouco trabalho e exigem pouca manutenção.

Os mini cactos podem ficar em vasinhos

decorados e trazem um charme para

a mesa de escritório. Exigem pouca iluminação

solar, bastando estar em um escritório

com boa iluminação. Regue sempre

que perceber que a terra está seca, aproximadamente

a cada 20 ou 30 dias.

Suculenta: esse tipo de planta que armazena

água nas folhas e caules e são semelhantes

aos cactos, exigindo os mesmos

cuidados. Suculentas e cactos podem, até

mesmo, serem plantados juntos. Esse tipo

de planta não tolera muito a luz solar, mas

agradam na decoração de escritórios.

Você pode colocá-la numa xícara ou num

vasinho bonito para deixar a mesa ainda

mais interessante. Um exemplo bem fácil

de ser encontrado é a Echeveria, que tem

um formato parecido com o de uma rosa.

Violeta: é uma das plantas tradicionalmente

mais utilizadas para decoração.

Tem grande variedade de cores e, portanto,

possibilidade de composições bem

diversificado. Deixe-a à exposição de luz

indireta e regue de uma a duas vezes por

semana, sem molhar folhas e flores.

Lírio da Paz: é conhecida principalmente

por trazer harmonia ao ambiente. Mesmo

sem flores, tem uma linda folhagem.

Deve ser mantida à sombra.

Lança de São Jorge: é bem resistente

ao clima de escritório. É preciso regá-la a

cada 15 dias, sem molhar as suas folhas.

Melhora a qualidade do ar à noite e tem

um visual ornamental e tamanhos variados.

Deve ser mantida à sombra.

Pau D’água: também faz parte das plantas

mais resistentes, sobrevivendo bem ao

ar condicionado mais frequente. Não precisa

ficar exposta ao sol, nem ser regada

com muita frequência.

58


TECNOLOGIA E SEGURANÇA

Como contratar uma empresa

de segurança eletrônica

O mercado de segurança eletrônica no

Brasil fatura mais de 5 bilhões por ano

e tem um crescimento médio de 10%, se

tornando um atrativo para investidores

e “aproveitadores”. Infelizmente as leis

do país facilitam a irregularidade e prejudicam

as empresas legais, como todo

mercado, existe os aventureiros que se

aproveitam de um momento do segmento

e depois caem fora, deixando um

lastro negativo em uma fatia do mercado.

Vamos dar algumas sugestões para

você contratar as melhores empresas

de segurança eletrônica evitando muitas

dores de cabeça, pois não adianta

comprar um produto de primeira linha

se a prestação de serviço não estiver à

altura. Na sequência estão relacionados

sete itens para garantir uma boa contratação.

finitiva em segurança eletrônica.

- Idoneidade: Honrar os compromissos

financeiros, pagar os impostos, recolher

os encargos trabalhistas, devem

ser levados em consideração na escolha,

pois isso mostra um compromisso

da organização e dos sócios quanto

cumprir suas obrigações.

- Atendimento: A qualidade do atendimento

não pode ser considerada diferencial,

é uma regra básica, a empresa

que não estiver apta a dar um pronto

atendimento e solucionar os problemas,

deve ser desconsiderada da sua relação

de melhores empresas.

- Capacitação Técnica: Qualificação

Profissional garante a solução rápida

Atendimento

Por: Jefferson Barroso

Gestor de Segurança Eletrônica

contato@jeffersonbarroso.com.br

Inovação e Tecnologia,

a serviço da segurança

e conforto das pessoas.

e precisa, gerando produtividade para

empresa e satisfação para o cliente.

- Estrutura: Localização da empresa,

tecnologias atuais, sistemas de informação

que garantem a qualidade do serviço,

backup de equipamentos, veículos

e pessoal capacitado e em quantidade

adequada para atender melhor o cliente,

leve tudo isso em consideração, antes

de contratar a empresa para instalar

um sistema de segurança em sua casa

ou empresa.

- Experiência: Quanto tempo a empresa

tem no mercado? Claro que quanto

maior Know-How da empresa, mais

adequada e viável será a solução apresentada,

e isso elimina a possiblidade

de contratar um “aventureiro”.

- Produtos de Qualidade: Devido o

avanço da tecnologia, todos os dias

lançam produtos, tentando ser inovadores

ou para baratear seu custo, mas

tanto esse pioneirismo, quanto preço

baixo, podem colocar em risco o bom

funcionamento do sistema. Produtos,

testados, aprovados e validados pelos

controles de qualidades internacionais

são fundamentais para um solução de-

Qualidade

Experiência

Capacitação

técnica

59


DECOR

Decoração com móveis rústicos

Muitas vezes os móveis planejados e feitos sob

medida deixam os ambientes de uma casa sem

tanto estilo e personalidade. Se você também

se cansa de ter apenas móveis tipo “padrão” e

enjoou um pouco do MDF na sua decoração, a

solução pode vir dos móveis rústicos.

60


Os móveis de madeira mais pesados deixam

os cômodos charmosos e requintados. Saber

combinar essas peças com outras de estilo mais

moderno e atual é o segredo.

Móveis rústicos vão bem por toda a casa. Podem

ser usados em cozinhas, salas, banheiros e

quartos. Basta balancear com outros materiais

e elementos mais leves para ter um resultado

super positivo. Mas se a casa for estilo “cabana”

de campo, vale abusar da madeira também nas

vigas, teto, paredes e no chão. A decoração fica

temática e linda.

Outra dica é mesclar as cores. Como o tom da

madeira já é naturalmente mais escuro, procure

escolher cores mais claras para sofás, cortinas,

roupas de cama e peças decorativas. Peças

coloridas espalhadas pelos ambientes também

dão um toque todo especial.

A PARTE MAIS FORTE

DA SUA CONSTRUÇÃO

COLUNAS VIGAS CORTE SAPATAS TELAS PREGOS

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TEMPORADA

Cuidados com a piscina na chuva

O ciclo das chuvas é o que

costuma dar mais trabalho,

pois nessa fase a proliferação

de algas, os famosos lodos,

são as maiores.

Isso acontece porque faltam produtos

preventivos especificamente para

as algas, a algicida. “Nessa temporada,

devemos usar os produtos característicos,

são peculiares os cuidados

pois as algas podem trazer danos à

saúde.” informa o piscineiro Antônio

Luiz. “O pH também é alterado, ou

seja, mais cuidado, mais tratamento.

Aí devemos partir para um tratamento

de choque e depois colocar os produtos

químicos necessários”

Algas causam danos pois na verdade

propiciam a prosperidade para

bactérias procriarem, a partir disso

podem causar doenças na pele e in-

fecções graves. Fatores de chuva e

vento levam para dentro da piscina

os microorganismos. Algas verdes são

fáceis de eliminar com escovação, porém

se espalham rapidamente. Algas

amarelas também de fácil propagação,

não costumam sair tão fácil com

escovação. Em ambos os casos, apesar

da limpeza que pode e deve ser feita,

não dispense os produtos químicos

para total remoção.

Ainda existem as algas rosas, que

são fungos de substância espumosa

sob a água que consegue ser facilmente

removida e eliminada. A mais

temida é a alga preta. Praticamente se

funda pela piscina e tem remoção bastante

difícil. Com crescimento gradual,

que permeia toda piscina em pequenos

círculos com pontos escuros, ela

pode retornar várias vezes e cobrir de

vez toda piscina.

Então o tom esverdeado já é sinal de

preocupação. “Os índices de pH, cloro

e alcalinidade estarão fora do que é recomendado,

com toda certeza” informa

Luiz Antônio. Por usar mais produtos e

formar uma verdadeira bagunça em

todos os quesitos que deveriam estar

em ordem, a limpeza deve ser feita

com mais rigor, assim, evitaria além da

compra dos produtos para eliminar as

algas, recompor todos os quesitos já citados

em pleno período de férias.

Por se tratar de baixas temperaturas

na época das chuvas, onde as algas se

reproduzem menos, este não pode ser o

motivo da piscina ser deixada de lado.

“É justamente o que irrita quem possui

piscina, parar com o uso no ciclo de

chuvas e ser surpreendido com a sujeira

que as algas provocam. Acham que

por não utilizarem, não devem fazer a

manutenção. Mas como se trata de saúde

e recreação, requer preocupação”

explica.

62


SOB MEDIDA

Móveis planejados

sob medida

Feitos e montados sob medida

para casas, apartamentos ou comércios,

os móveis planejados têm sido

cada vez mais comuns nos imóveis

para revenda e locação. Para o proprietário,

esse tipo de mobília pode

trazer uma valorização de até R$ 30

mil na negociação, no caso de venda,

além de aumentar as chances de

encontrar um comprador ou locador.

“Se eu tenho um imóvel com móveis

planejados e outro sem nada e

a diferença de preço não for muito

grande, o cliente vai optar pelo que

já vem mobiliado”. E, embora cause

um aumento no preço do imóvel, esse

tipo de venda já com a mobília pode

ser vantajosa também para o cliente,

pois ele não vai ter que se preocupar

com a escolha dos móveis depois. “É

um custo que pode ser pago antes,

mas traz o benefício e a comodidade

de ter o imóvel já pronto pra morar.

A mobília planejada é um ponto

favorável na negociação, já que o

cliente “tem mais facilidade de se ver

dentro do imóvel”. Esse tipo de adicional

é mais comum nos apartamentos

novos da cidade e existem, também,

construtoras que oferecem o serviço já

na compra do imóvel.

Os proprietários que adquirem

móveis fixos, que permanecem no

imóvel, também pagam valor menor

do Imposto Sobre o Ganho de Capital,

no momento da venda. A mudança no

entendimento da Receita Federal sobre

a venda de imóveis, considerou que a

margem de lucro na negociação foi

menor e como consequência, o valor

recolhido do imposto será proporcional.

Esse tipo de imposto incide em

15% sobre o lucro que o contribuinte

tem ao vender um imóvel.

63


ESTILO

Decoração com móveis retrô:

uma eterna tendência

Se você era daqueles que fazia pouco caso

desse tipo de mobília, é melhor repensar,

pois só terá a ganhar: um belo lar e de

muito bom gosto!

Já pensou em dar

um ar mais alegre

à sua cozinha? Os

móveis são perfeitos!

Por terem um

design diferenciado,

eles permitem

obter efeitos bem

distintos, mas todos

muito charmosos

e o destaque é a

geladeira modelo

retrô. Os armários

e as tradicionais

cristaleiras são

excelentes, ainda

mais, se forem em

cores mais ousadas,

como amarelo,

vermelho ou turquesa. Para deixar

o ambiente mais divertido e

moderno, uma boa alternativa é dar

preferência aos eletrodomésticos

coloridos. Cortina estampada ou

persiana em tom mais vibrante dará

aquele toque.

64


65


CUIDADOS

Manutenção com o pisos e decks de madeira

Os pisos e os decks de

madeira costumam ter uma

ótima durabilidade, porém,

para que estejam sempre em

bom estado, alguns cuidados

devem ser tomados desde a

sua instalação.

O principal item é determinar o

local de instalação. Para os decks de

madeira, é aconselhável observar se

por baixo do piso há condições favoráveis

para o escoamento da água das

chuvas; isso pode ser resolvido com

caimento e ralo ou mesmo com um

solo permeável.

A área em volta das piscinas e dos

ofurôs precisa de um piso que, além

de bonito, seja antiderrapante e tenha

boa resistência à umidade e à insolação.

No mesmo local, é indicado o uso

de madeiras nobres, previamente tratadas,

resistentes a cupins e ao apodrecimento,

como é o caso do ipê e

da itaúba. Outra opção são os novos

revestimentos: o porcelanato e o piso

cimentício – que procuram imitar a

madeira – e o plástico, feitos a partir

de materiais reciclados.

Na instalação, lembre-se de deixar

o espaçamento necessário entre

as placas para dilatação, evitando as

fissuras e as tábuas empenadas. Essa

regra vale para os pisos internos e externos.

Os decks de madeira, sempre expostos

às ações do tempo, devem ser

revestidos com verniz naval – responsável

por protegê-los dos raios solares.

A cada 6 meses, é necessário fazer

a raspagem do produto e uma nova

aplicação do verniz. Essa dica fará

com que o seu piso dure em média 10

anos em bom estado.

O piso de madeira para ambiente

interno deve receber a mesma manutenção

que o deck. A diferença é o verniz

utilizado: deve ser à base de água

e sua raspagem pode ser feita uma vez

ao ano.

DICAS DO QUE NÃO FAZER

- Não encere um assoalho de madeira

com acabamento em poliuretano.

- Não passe produtos de limpeza que

deixem um filme ou resíduo.

- Não use limpadores de amônia ou

sabonetes de óleo, pois afetam a sua

capacidade de recobrir mais tarde.

- Não utilize esponjas ou palha de

ação. Prefira um limpador de chão

de madeira profissional para remover

arranhões e marcas de sapato ocasionais.

- Não limpe o chão com um pano excessivamente

úmido (a madeira naturalmente

se expande quando é molhada

em demasia).

66


MÚSICA

O rock tem casa, sim!

Pub 13 larga na frente em Araraquara e abre espaço para o

estilo com duas noites de shows semanais

O bom e velho rock’n’roll tem seu

lugar cativo nas noites araraquarenses.

Com uma estrutura diferenciada e

atrações variadas, o Pub 13 consolida

seu nome como uma das poucas casas

na Região a ter uma programação

voltada para o estilo, com shows em

dois dias da semana, sempre as quintas

e sábados.

Por aquele palco, diversas bandas

da cidade já mostraram seu trabalho,

assim como músicos do Brasil todo.

Nos intervalos, um DJ residente e outros

convidados sempre animam a noite

tocando clássicos do gênero.

E para completar o pacote, um

cardápio diferenciado reúne chopes

artesanais, uma vasta carta de rótulos

de cervejas, lanches saborosos e

porções fartas.

Para Adriano Daltrini, proprietário

do local, outro diferencial do Pub 13

é o seu atendimento jovial e dinâmico,

em um ambiente familiar e extremamente

pensado para quem quer

curtir um rock’n’roll. Vale dizer que a

censura do espaço é para maiores de

21 anos. “Inclusive, quero convidar as

bandas da cidade interessadas em

se apresentar por aqui a mostrarem

material para o nosso produtor, o Caio

Cássio”, finaliza

João Barone (esquerda) e Bi Ribeiro (direita), ambos da banda Paralamas do Sucesso, curtem o

Pub 13 com Beto Neves (ao centro), líder da Beatles Again

Carlos Oliveira, guitarrista da banda Dead or

Alive, tocou no ‘Pub’ em julho deste ano

‘EU APROVO!’

Carlos Oliveira, guitarrista da banda

Dead or Alive, conta que ficou

impressionado com o bom gosto do local.

Ele tocou apenas uma vez por lá,

em julho deste ano, e já aguarda uma

nova oportunidade. “Curti bastante do

ambiente. Araraquara é um balaio de

ótimas bandas de rock e temos um público

fiel, que procura oportunidades

de qualidade, tanto para quem está

no palco, quanto para quem está fora

dele”, conta.

A cozinheira Maria Mendes é de

Matão, porém sempre vem para Araraquara

curtir as atrações do Pub 13.

“Conheci o lugar em um show da Super

Over e, partir daí, o coloquei no meu

hall de opções, quando quero sair e

curtir um som”, finaliza.

67


COLUNA

ESPORTE É AVENTURA

CORRENDO

e superando

seus limites

Todos que praticam corrida estão

desafiando constantemente seus

limites e buscando percorrer distâncias

maiores. Mas é necessário muita

disciplina, orientação profissional

e paciência, pois os resultados não

aparecem de uma hora para outra.

A orientação profissional é um fator

determinante, já que cada caso é

um caso, havendo dificuldades, objetivos,

rotinas e hábitos que devem

ser analisados e tratados individualmente.

O fortalecimento específico

também é fator fundamental para

a prevenção de lesões, ajudando

também fortemente no condicionamento

físico. Os treinos orientados

são indispensáveis, a alimentação

deve ser regrada e o fortalecimento

deve ser constante, até para atletas

de alto nível. A corrida é algo sensacional

que vem ganhando muitos

adeptos a cada dia.

A atividade da corrida é uma

constante superação de limites, o

atleta está sempre sofrendo as influências

do meio onde está praticando

a atividade: subidas, descidas,

terrenos acidentados, objetos

que atrapalham o percurso ou fazem

parte dele, e o principal obstáculo

em provas de longa duração

que é a mente do atleta. Por isso

a corrida necessita de treinamento

físico e mental para atingir os objetivos

e cruzar a linha de chegada

como um vencedor!

Para atingir ótimos resultados,

um acompanhamento profissional

de qualidade e específico para o

objetivo do corredor é indispensável,

tendo com base os treinamentos

68

Carlinhos Tavares

Absolute Fit | 16 3114.8664

aeróbios específicos e o fortalecimento

muscular para dar o aporte físico

que a atividade necessita. Sem esse

acompanhamento o atleta pode não

atingir seu potencial total e está sujeito

às lesões provenientes da prática

esportiva.

Dentro do universo das corridas é

de grande importância a definição da

quilometragem, ou da prova objetivo.

Uma vez decidido este objetivo, que

serve como pontapé inicial para outros

mais desafiadores, a definição de

estratégias para alcançá-lo torna-se

muito mais fácil e estabelece-se o planejamento

para a meta que pode se

realizar a prova em um determinado

tempo ou simplesmente completá-la.

A corrida é uma atividade extremamente

prazerosa e todo praticante

sempre quer ir mais longe nos seus

objetivos. Uma vez que se inicia nesse

mundo dos atletas de quilometragem,

o que se procura é sempre o próximo

km.

E para dar o suporte para esse objetivo,

a Absolute Fit possui um programa

de treinamento voltado para

você atingir seus objetivos orientado

por profissionais extremamente capacitados

e uma metodologia exclusiva

de trabalho.

Para saber mais, como dicas de

treino, etc., curta nossa página no

Facebook (www.facebook.com/absolutefit).

Neste canal, você leitor poderá

interagir, compartilhar fotos e fazer

perguntas.


VIP

VIDA SOCIAL por Maribel Santos

Chá beneficente

Ocorreu no dia 20 de outubro, no salão

de festas da igreja Nossa Senhora das

Graças, mais uma edição do tradicional

chá beneficente, organizado pelo grupo

Mãos Generosas. Fundado há quarenta

e sete anos por Odete Frem e Lenora

Barbieri, hoje presidido por Marlene

Bittencourt, conta com quarenta e

uma voluntárias, que se reúnem duas

vezes por semana, de segunda-feira e

quarta-feira, das 14h às 17h. Dentre as

atividades do grupo, está a fabricação

de enxovais para recém-nascidos, que

são doados para mães carentes. Um

trabalho lindo que merece

ser divulgado!

A presidente do Fundo Social de

Solidariedade de Araraquara,

Maria Helena Rolfsen Moda

Francisco Barbieri, a Zi Barbieri,

com a presidente do grupo Mãos

Generosas, Marlene Bittencourt

Norma Azzem Rossi Regina Gatti Bia Farah Semeghini

Maria do Carmo Scabello de Oliveira

e Ana Maria Coan

Isabel Corbi e Jane Lorenzeti

69


Chegou a Dermy Clinic

Larissa Paro e sua amiga e sócia Lucineia

Pessoa inauguraram com um coquetel

caprichado no dia 11 de outubro, a Dermy

Clinic. Um espaço de muito bom gosto,

atendimento diferenciado, com profissionais

qualificados, a clínica chega inovando na

área da estética.

Valéria Kelly Rodrigues e Cristiano Lira

prestigiaram o agradável coquetel da

nova clínica, especializada em

Dermopigmentação Estética e Paramédica

A empresária Miriam Carvalho, com sua

sobrinha Larissa Paro, profissional renomada

na área da estética em nossa cidade

O casal Jericó, Haroldo e Natália Frontarolli

prestigiou a inauguração e levou para casa

um exemplar da edição de outubro da nossa

revista, que foi entregue aos convidados

A consultora de vendas da Dermy Clinic,

Silmara Andreacci, brindando o sucesso

deste seu novo trabalho

Kelen Cristina da Silva é uma das clientes top

de Larissa Paro e fez questão de prestigiar a

inauguração

Vanessa Cristina Estevam Lima foi cumprimentar

a amiga Lu Pessoa, pela inauguração da Dermy

Clinic

70


Lançamento no Palacete

O querido escritor araraquarense Ignácio de Loyola Brandão, lançou seu

mais novo fruto literário, “Se for pra chorar que seja de alegria”, no dia 25

de outubro no Palacete das Rosas A.C. Silva. Amigos, familiares e autoridades

estiveram prestigiando o autor, e, diga-se de passagem, o lançamento em

sua terra natal tem outro sabor.

A noite foi para lá de especial...

Ignácio de Loyola Brandão

com Beatriz Nigro Falcoski

Maria Júlia Valdo Mascaro e Jorge Okada

Maria Prada e Paulo Sérgio Chediek

71


VITRINE

Pedro Piva Júnior com sua esposa Sônia

durante visita à Holambra

Alceu Patricio de Almeida Santos, em

recente viagem internacional, voltou

contando as transformações do velho

mundo

Carlos Kawakami que faz parte do corpo diretório

do Sindicato do SinHoRes

Bruno Naddeo, Eduardo Carvalho, Aura

Rosa, Lucas Naddeo, Fernanda Franco,

Bruno Zampieri, Guilherme Veloso e Rafaela

Oliveira, equipe da ComTexto que atende o

Palomax e o Maxfácil.

José Carlos Cardozo (SinHoRes) com seu

irmão José Roberto Cardozo (Clube 27 de

Outubro) e sua cunhada Maria do Carmo

Jorge Bedran e Fábio Toller Furtado

Patrícia Gallo e Marco Aurélio Parente

Marina Amaral e Patrícia Peixoto Corbi

72

Anna Cinthia Cruz e Alexandre Alvares Cruz


ANIVERSÁRIOS

NOVEMBRO|2016

A diretoria do SINCOMERCIO cumprimenta todos os aniversariantes

DATA

NOME

EMPRESA

DATA

NOME

EMPRESA

01/11

02/11

02/11

02/11

04/11

05/11

05/11

07/11

07/11

10/11

10/11

11/11

12/11

12/11

12/11

12/11

13/11

14/11

14/11

Maria Aparecida Vargas Faria

José Pena

Luzia da Glória Carbone Abud

Valdecir Corrêa

Paulo Izildo Pilon

Camilla de Souza Penha Fiel

Estevan Augusto Barros Arruda

Luiz Carlos Françoso

Wanderley Camilo de Figueiredo

Carmen Aparecida Silva

Fábio Rosseto Janusckiewicz

Edson Luis Corrêa

Ione Gomes Fragnan

Manoel Floriano da Silva

Matheus Palhares Viana

Michelli Marry Regolao

Yole Alves Negrão Haddad

Cristina Hiromi Hamada Miyai

Patricia Ferreira Santana

Casa da Cozinha

Vestylle Mega Store

Acessorium

Apollo Materiais p/ Construção

Jopasa

Helibombas

Bem Viver

Gráfica Benê

Tulipa

Charanguinha

Hi Tec Eletrônica

Apollo Materiais p/ Construção

Auto Peças Vilavel

Charanguinha

Realvi

Móveis Estrela

Lajes Treliçadas Duraleve

Big Real

Lanchonete Tuti Frutti

15/11

16/11

19/11

21/11

21/11

21/11

21/11

22/11

24/11

27/11

29/11

30/11

Carlos Alberto Haddad

Rodolpho Sotrati

Maria Conceição B. dos Santos

Geni Helena Ribeiro Camargo

Ingred Cristina Leite Marchesi

Nadir Maria M. Cavaleti

Renato Torres Augusto Junior

Ali Zaher

Sonia Raquel Murakami

Erickson Apolinário da Silva

Kleber José Parra Alves

David Salomão Batista Borges

Hdz Imóveis

Castelinho Materiais p/ Construção

Maquifísica

Lojas Certeza

Xinelo e Cia

Auto Eletro São Domingos

A.G.R. Materiais p/ Construção

Objetivo/Objetivo Junior/COC Maternal

Depósito Caçula

EMUS - Espaço Musical Interativo

Tutti Frutti

Shalom Adonai Moda Fem. e Evangélica

73


Luís Carlos

BEDRAN

Sociólogo e articulista da Revista Comércio,

Indústria e Agronegócio de Araraquara

A namorada polonesa

Conheci uma jovem que nasceu

logo depois da Segunda Grande

Guerra na Polônia, numa cidade que

não era Varsóvia, a capital. Não sei se

em Lödz ou Cracóvia ou numa outra

pequena cidade qualquer do interior,

de nome esquisito, complicado, nem

me lembro mais, faz tanto tempo.

Aliás, nem mesmo consigo recordarme

de seu difícil nome; mui vagamente

de seu rosto, numa foto 3 x 4:

um tanto rechonchudo e muito branco,

como parecem ser as polonesas. Fico

na dúvida agora se essa lembrança

não é fruto de mera imaginação.

Conheci-a através do Pen Clube,

uma antiga organização internacional

que facilitava e mediava a troca

de correspondências, entre jovens

de ambos os sexos, dos mais diversos

países; uma espécie de Facebook

atual, bem primitivo, claro.

Recebi uma carta dela, talvez em

inglês, a língua universal. Devo-lhe

também ter mandado a minha resposta.

E ficou por aí mesmo. Não

houve mais troca de correspondências,

talvez para dar início a um possível

namoro a distância, coisa de

adolescente. Platônico, certamente.

Nunca mais encontrei a carta;

perdi a foto. De vez em quando, a

rememorar o passado, recordo-me

daquela moça que também teria se

interessado em conhecer um jovem

brasileiro, da distante América. O

que teria lhe acontecido? Se ainda

estiver viva, talvez tenha se casado,

possivelmente mãe de vários filhos

e avó de muitos netos. Um mistério

que jamais será desvendado.

Mas o fato é que, depois disso,

por curiosidade, nunca mais deixei

de pensar na Polônia, incrustado

pelo lado oriental, na época, pelos

países pertencentes à União

das Repúblicas Socialistas Soviéticas,

Ucrânia e Tchecoslováquia, e

pelo lado ocidental pela Alemanha.

Atacado inicialmente pelos nazistas

de Hitler e depois pelos comunistas

da URSS, o povo polonês foi

um dos que mais sofreram na Segunda

Guerra. Milhares e milhares

de heróis combatentes poloneses

foram massacrados e dizimados

pelas tropas nazistas, fortemente

armadas, em combates de forças

desiguais, como modernos blindados

contra cavalos. Um país que foi

palco de campos de concentração,

como Auschwitz, de triste memória.

Basta relembrar a tragédia do gueto

de Varsóvia, onde milhares de judeus

lá confinados foram mortos.

Interessante é que estes não eram

queridos, mas apenas tolerados

naquele país, de formação profundamente

católica.

Polônia, onde nasceram personalidades

famosas, como o presidente o

pianista e compositor Paderewsky e o

também músico e compositor, Chopin;

o grande escritor britânico de origem

polonesa, Joseph Conrad; o papa

João Paulo II; o operário, fundador do

Partido Solidariedade, Lech Walesa,

entre outros, pessoas representativas

que formaram o pensamento europeu

e que ainda hoje passa por profundas

transformações políticas, embora faça

parte da União Europeia.

74

Também não podemos deixar de

recordar o escritor e jornalista — e

que participou da resistência contra

os nazistas — Andrzej Szczypiorski

que relatou em seu livro “A Bela Senhora

Seidenman”, as dificuldades

por que passou aquele país com a

redemocratização do pós-guerra; o

antigo escritor, Jan Potocki, do estranho

“Manuscrito Encontrado em

Zaragoza”; Henrik Sienkiewicz, do

conhecido “Quo Vadis?”, que até

foi objeto de filme; o cineasta Andrzej

Wajda, recentemente falecido,

além do atuante Roman Polansky,

de origem polaca, intelectuais que

honraram e honram aquela nação.

E então, ao longo dos anos, tudo

por causa daquela namorada virtual,

continuei a me interessar vivamente

pelo povo polonês. De vez em

quando ainda fico a imaginar como

ela deve ter sofrido com a miséria

do pós-guerra, com as dificuldades

pelas quais ela passou naquele

país pressionado por aquelas duas

grandes potências bélicas, tal como

relatado recentemente pelo jornalista

e historiador inglês Max Hastings,

em seu livro “Inferno – O mundo em

guerra 1939-1945”.

E quando nós nos queixamos

dos nossos problemas, não poderia

deixar de compará-los com aqueles

por que já passaram os países que

sofreram com as duas guerras mundiais,

como a Polônia, insignificantes

perto deles.

A curiosidade, porém, ainda permanece:

o que teria acontecido com

a minha namorada polonesa?


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são francisco

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