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Edição: novembro | dezembro de 2019

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Imagens: Cortesia the researchers<br />

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¿QUÉ PASA?<br />

O FUTURO DA DISSIPAÇÃO DE CALOR<br />

Quando se fala em dissipação de calor, imediatamente<br />

vem à mente algum tipo de metal. Já os polímeros –<br />

como o nylon, o silicone e o isopor – são geralmente<br />

associados ao isolamento térmico, em decorrência de sua<br />

capacidade de reter o calor. Essa definição, no entanto,<br />

pode estar com os dias contados, de acordo com uma<br />

equipe de engenheiros do Massachusetts Institute of<br />

Technology (MIT). Um estudo recentemente publicado<br />

pela prestigiosa Nature Communications anuncia a criação<br />

de uma película polimérica capaz de conduzir o calor de<br />

maneira mais eficiente que a cerâmica e alguns metais,<br />

incluindo o aço.<br />

Em 2010, a equipe de pesquisadores, conduzida<br />

por Yanfei Xu, já havia obtido sucesso na fabricação<br />

de delicadas fibras de polietileno que demonstravam a<br />

mesma capacidade condutora da maioria dos metais.<br />

No entanto, para que pudesse ser aplicado na indústria,<br />

o material precisaria alcançar uma escala maior, que<br />

possibilitasse seu manuseio – naquele momento, cada<br />

fibra tinha espessura equivalente a um centésimo de<br />

um fio de cabelo humano. Após um processo árduo, que<br />

durou quase uma década, a equipe obteve sucesso na<br />

criação de um filme ultrafino, composto de nanofibras<br />

poliméricas.<br />

Os pesquisadores explicam que a estrutura microscópica<br />

da maioria dos polímeros se assemelha a um emaranhado de<br />

cadeias moleculares, similares a fios de espaguete 1 . Essa<br />

formação dificulta a circulação do calor, que fica retido – o<br />

que explica as propriedades isolantes desse material. O que<br />

os engenheiros fizeram, então, foi desembaraçar esses nós de<br />

moléculas, procurando formar cadeias moleculares paralelas 2<br />

que pudessem conduzir melhor o calor. A película de polímeros<br />

resultante apresenta capacidade de condução de calor de 60<br />

watts por metro por Kelvin, 120 vezes maior que os cerca de<br />

0,5 watt por metro por Kelvin dos polímeros convencionais. A<br />

condutividade do aço gira em torno de 15 watts por metro por<br />

Kelvin, segundo os cientistas.<br />

O novo polímero pode se apresentar como uma alternativa<br />

mais leve e flexível em relação aos metais, além de<br />

ser resistente à corrosão, podendo ter ampla aplicação<br />

nas indústrias de computadores e de celulares e até em<br />

componentes de carros e de eletrodomésticos. Mesmo<br />

que sua capacidade condutiva ainda seja mais baixa do<br />

que a do alumínio (acima de 200 watts por metro por<br />

Kelvin), os desdobramentos da pesquisa sobre esse novo<br />

material podem sugerir novas possibilidades para o futuro<br />

do design de luminárias, substituindo os tradicionais e<br />

robustos dissipadores de calor de alumínio. (D.T.)<br />

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