Jornal Paraná Novembro 2019

LuRecco
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Primeiro

Dia de

Campo

UDT Cana

Página 8


OPINIÃO

Um aniversário sustentável

O Proálcool é uma solução brasileira que despertou admiração mundo afora

Roberto Rodrigues (*)

Ocarro movido a álcool

- hoje o popular etanol

- completou 40 anos

no último dia 19 de

setembro, tendo surgido depois

da criação do Proálcool pelo governo

federal em 1975, como

consequência mais visível do

explosivo aumento dos preços

do petróleo determinado pelos

produtores do Oriente Médio.

Uma causa secundária do Proálcool

foi a enorme superprodução

de cana-de-açúcar, sobretudo

no Sudeste e no Centro-Sul,

resultante de uma política

de governo anterior a 1964

que financiou a expansão dos

canaviais sem cumprir a promessa

de ajudar a aumentar a

capacidade de moagem do

setor industrial.

O desastre dos excedentes da

gramínea que não tinha onde

ser processada foi trágico. Em

agricultura, excedentes grandes

são muito mais prejudicais do

que a escassez, porque essa

se resolve em uma única safra,

enquanto aquela pode durar

muitos anos até ser absorvida

pelo mercado, durante os quais

os preços despencam produzindo

grande quebradeira no

setor privado.

O Proálcool é uma história exitosa,

eminentemente brasileira,

solução que causou admiração

mundo a fora: fomos o único

país a encontrar uma alternativa

criativa e sustentável para a

crise do petróleo.

O carro a álcool foi fruto de um

acordo entre a indústria automobilística

e o governo. Nos

primeiros anos (1976/77) a

mistura levava 10% do etanol e

hoje, desde 2015, é de 27%. E

foi o pai do carro flex, adotado

em março de 2003, que admite

o uso de qualquer porcentagem

mistura de gasolina e etanol hidratado.

Desde a sua criação já foram

vendidos mais de 32 milhões

de veículos flex, a maior frota

desse modelo em todo o mundo.

E com resultados socioeconômicos

extraordinários para

o País. Por exemplo: desde a

criação do carro a etanol até o

ano passado, deixamos de importar

mais de 3 bilhões de barris

de gasolina, o que equivaleria,

segundo a consultoria Datagro,

a uma economia de US$

506 bilhões ao preço constante

de dezembro de 2018!

A expansão dos canaviais e da

indústria sucroalcooleira criou

mais de 1 milhão de empregos

diretos e indiretos, sem contar

os das fábricas de automóveis.

Mais recentemente essa grande

força de trabalho teve expressivo

aumento de massa

salarial, com a mecanização do

segmento (que reduziu o número

de trabalhadores rurais

sem qualificação e aumentou o

de qualificados) e com a adoção

de práticas de gestão modernas

e mais eficientes.

Há um efeito adicional muito

importante do ponto de vista da

saúde pública. O etanol emite

apenas 11% do CO 2 emitido

pela gasolina, o que traz uma

significativa melhoria na atmosfera

respirada nos grandes centros

urbanos. Isso fez que a

cidade de São Paulo, por exemplo,

tenha reduzido a poluição

do ar e as doenças pulmonares.

Mas houve incrível reação negativa

ao Proálcool no seu lançamento:

uma gritaria de que

todo mundo plantaria cana e

faltaria comida. Tínhamos naquele

ano então menos de 4

milhões de hectares com cana.

Hoje temos mais de 9 milhões

de hectares de canaviais e, dos

anos 1970 para cá, deixamos

de ser importadores de alimentos

para sermos um dos maiores

exportadores do mundo.

Houve na verdade uma sinergia

entre a agricultura de alimentos

e a energética, ditada por inovações

tecnológicas.

Ações de alguns governos foram

trágicas para o setor, como

recentemente, quando houve

controle artificial do preço da

gasolina para segurar a inflação,

destruindo simultaneamente

o valor de mercado da

Petrobrás e grande parte da indústria

sucroenergética.

Houve na verdade uma sinergia entre a agricultura de

alimentos e a energética, ditada por inovações tecnológicas.

Mas estamos agora diante de

uma crescente indústria de etanol

de milho, de biodiesel, aumentando

a parcela renovável

de nossa matriz energética, já

muito maior que a do resto do

mundo. E estamos diante da

implementação do RenovaBio,

um programa governamental

que dará previsibilidade ao setor,

acabando com intervenções

nefastas de governo como

a referida.

Com isso ganhará o País. Mesmo

o carro elétrico, tão propagandeado

globalmente, encontrará

nos nossos biocombustíveis

um excelente elemento de

composição: o carro híbrido

movido a etanol/eletricidade

está sendo lançado pela Toyota

no Brasil. Eis uma ótima maneira

de se comemorar 40

anos de idade.

(*) Ex-ministro da Agricultura

e coordenador do Centro de

Agronegócios da Fundação

Getúlio Vargas.

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Jornal Paraná


SAFRA

Colheita deve terminar mais cedo

Antecipação do fim da safra no Paraná tende a ser de 15 dias, mas

a maior parte das usinas deve já paralisar até o final de novembro

Apesar de ter começado

mais tarde do

que nos últimos

anos, a safra de

cana-de-açúcar 2019/20 no

Paraná deve finalizar aproximadamente

15 dias antes do

período usual de encerramento

da colheita, que normalmente

ocorre na segunda

quinzena de dezembro. O clima

mais seco que caracterizou

a temporada acelerou o

ritmo de colheita permitindo

um melhor rendimento operacional,

com um número maior

de dias úteis.

A Usina Renuka Vale do Ivaí

S/A, de São Pedro do Ivaí, foi

a primeira a paralisar as máquinas,

já na primeira quinzena

de outubro e outras quatro

pararam até o final do mês.

“A maior parte das unidades

industriais do Estado devem

finalizar a moagem até o final

de novembro, ficando poucas

para dezembro”, afirma o presidente

da Alcopar, Miguel

Tranin.

A expectativa é fechar a safra

com a moagem de 34.136

milhões de toneladas de cana.

Até a primeira quinzena de outubro

tinham sido esmagados

30,044 milhões de toneladas

(no acumulado), uma média

de 88% do total esperado na

safra. Comparando com as

28,095 milhões de toneladas

registradas no mesmo período

do ano safra 2018/19,

houve um aumento de 6,9%

no volume processado, mostrando

o ritmo acelerado da

colheita.

A quantidade de Açúcares Totais

Recuperáveis (ATR) por

tonelada de cana no acumulado

da safra 2019/20 ficou

0,5% abaixo do valor observado

na safra 2018/19, totalizando

141,28 kg de ATR/t de

cana, contra 141,97 kg ATR

observados na safra passada.

Com um mix de produção

mais alcooleiro, a maior parte

da matéria prima, 56,55% tem

sido destinada para a produção

de etanol e só 43,45%

para o açúcar. Até o dia 16 de

outubro, o volume processado

da commodity totalizou

1,765 milhão de toneladas

80,4% das 2,193 milhões de

toneladas esperadas na safra

e 4,5% a mais do que o total

processado no mesmo período

do ano passado, quando

somava 1,685 milhões de toneladas

de açúcar.

Com relação ao etanol foram

industrializados 1,398 bilhão

de litros, 99,2% dos 1,409 bilhão

esperado na safra e 7,8%

a mais do que o produzido no

mesmo período do ano passado

(1,297 bilhão). Do total,

483,06 milhões de litros já

processados são de anidro e

915,05 milhões de litros de hidratado.

Para o ano que vem, a Alcopar

já tem trabalhado com a perspectiva

de uma safra menor e

com início mais tardio do que

tradicionalmente ocorre, já

que as usinas paranaenses

normalmente abrem a safra

brasileira começando a colheita

em fevereiro ou março.

A expectativa em 2020 é iniciar

a partir de abril, junto com

o restante do país. Os períodos

de estiagem durante este

ano atrasaram o desenvolvimento

das lavouras, afetando

também as previsões de produtividade.

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INDÚSTRIA

Carlos Valter é o novo

presidente da Fiep

Industrial maringaense, que também representa o setor sucroenergético,

vai liderar a Federação das Indústrias do Paraná pelos próximos quatro anos

Desde o dia 1 de outubro,

o industrial Carlos

Valter Martins

Pedro assumiu a

presidência da Federação das

Indústrias do Paraná (Fiep) e

estará a frente dos trabalhos

pelos próximos quatro anos -

2019-2023. A cerimônia festiva

para marcar a transmissão

do cargo, entretanto,

ocorreu dia 28 de outubro. O

empresário sucedeu a Edson

Campagnolo, que comandou

a entidade nos últimos oito

anos, desde 2011, e que agora

integra a chapa eleita como

delegado representante junto à

Confederação Nacional da Indústria

(CNI).

Além de Carlos Valter, que

também representa o setor

sucroenergético, a chapa vencedora

conta com outros integrantes

ligados ao segmento.

O presidente da Alcopar, Miguel

Tranin, que foi novamente

eleito como vice-presidente da

Fiep, o diretor da Usina Santa

Terezinha, Paulo Meneguetti,

que foi escolhido como um

dos delegados representantes

junto ao Conselho da Confederação

Nacional da Indústria,

e o diretor da Usina Coopcana,

de São Carlos do Ivaí, Rogério

Baggio, como diretor suplente

da Fiep.

“A indústria do Paraná é forte,

é diversificada e capacitada

tecnicamente. A Federação,

por meio dos sindicatos que

são seus federados, representa

essa indústria e tem a

missão da defesa dos interesses

da indústria. É isso que a

nossa diretoria vai fazer, buscando

tudo para a defesa e a

evolução da indústria do Paraná”,

afirmou o presidente

eleito.

Ele destacou os serviços prestados

pelas quatro instituições

que compõem o Sistema Fiep

- Fiep, Sesi, Senai e IEL - em

prol do fortalecimento da indústria

paranaense e citou que

seu objetivo é aprimorá-los

cada vez mais, agregando valor

ao setor industrial. “Como

industrial, valorizo o trabalho e

a ação dessas casas. A indústria

precisa delas para a qualificação

profissional, a saúde e

a segurança do trabalhador e

agora, mais do que nunca, no

apoio técnico e tecnológico

para a evolução da indústria

do Paraná”, ressaltou Carlos

Walter.

Segundo Carlos Valter, o foco

da nova diretoria será reforçar

ainda as ações que busquem

a sustentabilidade do Sistema

Fiep e a agregação de valor

nos serviços prestados ao

setor industrial, contando para

isso com os colaboradores da

entidade. “Temos praticamente

4 mil funcionários no Sistema

Fiep. Vamos fazer juntos.

Nada vai acontecer se não for

pela união dos interesses da

nossa diretoria com a ação direta,

efetiva, motivada e atuante

do corpo funcional da casa”,

declarou.

Já Edson Campagnolo, que encerra

seu segundo mandato à

frente da entidade, disse sair

com sentimento de dever cumprido.

“Fico feliz e honrado de

ter servido a comunidade industrial

do Paraná por oito

anos”, declarou. “O que eu levo

é um aprendizado. Fiz amigos,

conheci pessoas não só comprometidas

comigo, mas com

a Federação das Indústrias. O

momento que o país atravessa

é de união nacional e pretendo

trabalhar nesse sentido, contribuindo

e somando”, completou.

Para Campagnolo, o Sistema

Fiep hoje é uma entidade

revigorada, que vai continuar

se fortalecendo cada vez mais

com a nova gestão. “O maior

legado que eu deixo é perceber

que a casa continua revigorada,

dentro de das missões de

Carlos Valter e Edson Campagnolo na transmissão do cargo

Miguel Tranin faz parte da chapa vencedora

Sesi, Senai, IEL e Fiep”, concluiu.

Nascido em Maringá, Carlos

Valter Martins Pedro é sócioadministrador

e fundador da

ZM Bombas, empresa, com

mais de 30 anos que atua no

mercado nacional, América do

Sul e Central e África do Sul. É

presidente do Sindicato das Indústrias

Metalúrgicas, Mecânicas

e de Material Elétrico de

Maringá (Sindimetal Maringá),

do qual foi fundador, e é conselheiro

de Relações do Trabalho

da Confederação Nacional

da Indústria (CNI). Foi presidente

do Conselho Regional

do Senai no Paraná. Também

é vice-presidente da Associação

Comercial e Industrial de

Maringá (ACIM). Preside a

Fundação Tecnópolis de Maringá

e o Conselho Gestor da

Incubadora Tecnológica de

Maringá. É vice-presidente do

Conselho de Desenvolvimento

Econômico de Maringá (Codem)

e integra o Conselho Temático

do Setor Metalmecânico

do Paraná (G19).

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SANTA TEREZINHA

Inaugurado moderno centro de produção de mudas

Foi um importante passo no avanço

tecnológico para a produção de cana

de três dígitos de produtividade

AUsina Santa Terezinha

deu início às operações

do Centro de Produção

de Mudas de

Cana-de-açúcar no final de setembro.

Foi um importante passo

no avanço tecnológico para

a produção de cana de três dígitos

de produtividade, permitindo,

assim, uma expansão

acelerada de novas variedades

comerciais adaptáveis a diversos

ambientes de produção,

com a garantia das melhores características

genéticas, padrões

fitossanitários e rastreabilidade.

O Centro de Produção de Mudas

está localizado no município

de São Tomé, estado do Paraná,

a 88 km de Maringá, em

uma posição estratégica para

atender todas as unidades produtivas

do Grupo, com capacidade

instalada de 11 milhões de

mudas ao ano.

Com o objetivo de atingir a excelência

operacional, todas as

mudas produzidas passam por

um sistema de rastreabilidade de

origem e tratamento nutricional,

por meio de etiquetas de identificação

com código de barras ao

longo de todo o processo. As

mudas são originárias de viveiros

criteriosamente selecionados e o

processo inicial de extração é

feito por sete máquinas com capacidade

de 140 mil gemas por

dia, operadas por funcionários

treinados e capacitados.

Todas as fases do processo

contam com tecnologias e equipamentos

de última geração,

desde a recepção e extração de

gemas da cana; tratamento nutricional

e hormonal; homogeneização

e substrato; seleção,

semeio e encaminhamento para

a estufa de climatização; estufa

de climatização; processo de

rustificação de mudas; até o

transporte e distribuição para a

lavoura de cana.

Essa é mais uma iniciativa da

Usina Santa Terezinha focada

constantemente na Inovação

Tecnológica de seus Processos

Agroindustriais, aumentando

a eficiência e ganhos

econômicos na renovação e

expansão de áreas de canade-açúcar.

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INVESTIMENTOS

MME aprova projeto da Melhoramentos

para emissão de debêntures incentivadas

Usina está entre as primeiras a terem seus projetos enquadrados como

prioritários no setor de biocombustíveis para captar recursos no mercado

ACompanhia Melhoramentos

Norte do Paraná,

com duas unidades

sucroenergéticas

no Paraná, foi uma das

primeiras usinas brasileiras a

ter seus projetos enquadrados

como prioritários no setor de

biocombustíveis visando à

emissão de debêntures incentivadas.

No início de outubro

o Ministério de Minas e Energia

(MME) publicou as quatro

primeiras portarias - além da

Melhoramentos, a das empresas

Raízen Energia, Delta Sucroenergia

e Ipiranga Agroindustrial

-, que juntas poderão

captar o mercado cerca de R$

4,1 bilhões para investimentos

nos estados de São Paulo,

Minas Gerais, Paraná, Goiás e

Mato Grosso do Sul. Os projetos

aprovados destinam-se

à renovação de canaviais visando

aumentar a moagem

de cana-de-açúcar e outros

investimentos.

O apoio na emissão tem o objetivo

de estimular a ampliação

de investimentos por

meio da captação de recursos

para projetos de infraestrutura

que visem à implantação,

ampliação, manutenção,

recuperação, adequação

ou modernização de

empreendimentos, com isenção

de impostos para investidores

e estímulo ao crescimento

de emprego e renda

no setor. O que se tornou possível

com a publicação da

Portaria nº 252, de 17 de

junho de 2019, do Ministério

de Minas e Energia (MME)

que regulamentou o enquadramento

de projetos de investimentos

em infraestrutura

considerados como prioritários

no setor de petróleo, gás

natural e biocombustíveis.

As unidades industriais paranaenses da Melhoramentos ficam em Jussara e Nova Londrina

Na prática, as novas inclusões

ao rol de Projetos Prioritários

permitirão o acesso de

usinas, com maior atratividade,

ao mercado de capitais,

contribuindo para destravar

investimentos. Debêntures

emitidas por companhias

com a finalidade de captar recursos

voltados a Projetos

Prioritários (tais como projetos

desenvolvidos por usinas)

conferem benefícios fiscais

aos seus debenturistas. Tratase,

portanto, explicam os especialistas,

de uma nova e

relevante alternativa de capitalização

das empresas do

setor sucroenergético, bem

como de incentivo das demais

empresas do setor de

biocombustíveis.

De acordo com o MME, "a utilização

desse mecanismo de

debêntures incentivadas para

o setor de biocombustíveis

somente se tornou viável a

partir da perspectiva de crescimento

do seu mercado gerada

com a implementação da

Política Nacional de Biocombustíveis,

o RenovaBio". Ao

mesmo tempo, a medida visa

reforçar as metas do Renova-

Bio, em especial ao possibilitar

a emissão de debêntures

incentivadas por companhias

que exerçam atividades de

produção e estocagem de

biocombustíveis.

O RenovaBio é uma iniciativa

do MME que tem como um de

seus objetivos a promoção e

expansão da produção e do

uso de biocombustíveis na

matriz energética nacional.

Isso através do aprimoramento

das políticas e dos aspectos

regulatórios relacionados

ao setor visando contribuir

para a superação dos

desafios técnicos e econômicos

enfrentados pelo setor

que cuida das fontes de energia

alternativa.

Para que esse objetivo seja

atingido, além de uma conscientização

constante, é essencial

que haja investimentos

voltados para a produção

de biocombustíveis. Portanto,

a Portaria MME 252, ao promover

maior eficiência normativa

no que diz respeito ao

enquadramento de projetos,

além de ampliar a gama de

atividades definidas como

prioritárias, permitirá novas

possibilidades de captação de

recursos para um setor importante

da economia brasileira,

no qual o investimento

privado a médio e longo prazos

é essencial, mas bastante

restrito, ressaltam os especialistas.

Atualmente o setor conta somente

com o ProRenova do

BNDES como fonte de recursos

específica para expansão

ou reforma de canaviais, além

da possibilidade de emitir

Certificados de Recebíveis do

Agronegócio (CRA) para se

autofinanciar. A possibilidade

de emissão de debêntures

abre uma nova frente de captação

de recursos para o

setor, incluindo fundos de investimentos

e todo tipo de

pessoa jurídica.

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Renováveis

DOIS

PONTOS

Etanol

A capacidade de gerar eletricidade

a partir de fontes renováveis

deve aumentar em até 50%

nos próximos cinco anos, impulsionada

por medidas de

apoio governamental e pela

queda dos custos. No entanto,

essa expansão é insuficiente

para desacelerar o aquecimento

global, de acordo com a

Agência Internacional de Energia.

Esses ganhos representam

um aumento de cerca de 1.200

gigawatts entre 2018 e 2024, o

equivalente a toda a capacidade

instalada nos EUA. Os países

estão adicionando mais energia

limpa como parte essencial dos

esforços para reduzir as emissões

de carbono no fornecimento

de energia, mas o ritmo

ainda não é rápido o bastante.

O governo federal destinará

apenas aos produtores locais a

cota anual de importação de

etanol sem tarifa, de 750 milhões

de litros. Já as distribuidoras

e outras empresas importadoras

continuarão tendo de

pagar 20% de tarifa para todo o

biocombustível que comprarem

no exterior. Além disso, cada

produtor ou grupo de usinas

poderá importar, no máximo,

2,5 milhões de litros com isenção

até o final de agosto de

2020, quando expira a cota.

Esta foi a decisão do Comitê

Executivo de Gestão da Secretaria-Executiva

da Câmara de

Comércio Exterior.

Bioinformática

Com o uso da bioinformática,

pesquisadores da Embrapa

Agrobiologia (RJ) conseguiram

produzir uma proteína recombinante

que tem ação antimicrobiana

contra a bactéria

Xanthomonas albilineans e outros

microrganismos causadores

de doenças de plantas.

Proteínas recombinantes são

as produzidas por organismos

diferentes daqueles que normalmente

as geram. A X. albilineans

é a causadora da escaldadura

das folhas, doença

A indústria brasileira de cana já

tem uma boa participação na geração

de energia renovável, por

meio da produção de etanol e da

geração de vapor e de eletricidade.

Mas as usinas poderão dar

um passo significativo a partir de

agora com a geração de biogás.

Algumas das principais empresas

do setor já estão investindo

que pode acarretar perdas de

até 100% em um canavial,

quando acomete variedades

suscetíveis. A partir da proteína

recombinante denominada

Gluconacina, os pesquisadores

pretendem chegar,

nos próximos anos, a uma formulação

biotecnológica para

ser aplicada no campo na prevenção

de doenças. O objetivo

é ter um produto com grande

quantidade de bacteriocina para

usar direto na planta por

meio de pulverização.

Biogás

nesse segmento, utilizando produtos

subutilizados do processamento

de cana. Entre eles, vinhaça,

outros resíduos do processo

de moagem e folhas. O biogás é

adequado para a queima de

energia de geradores de eletricidade

e pode ser usado como

substituto do gás natural para

uso industrial e doméstico. No

Milho

Mato Grosso deve ter 11 usinas

de etanol de milho até

2021. Atualmente, são seis

operando e a instalação de

mais cinco estão previstas

para os próximos dois anos,

segundo a União Nacional de

Etanol de Milho. Houve aumento

de 66% na produção

de etanol de milho no estado

de 2018 para 2019, quando

deve ser produzido 1,1 bilhão

de litros do combustível. No

Brasil a produção fica em

torno de 1,4 bilhão de litros. A

expectativa é de que o estado

chegue a produzir cerca de 2

bilhões de litros de etanol de

milho para o próximo ano.

futuro, será possível o uso de

metano gerado dessa maneira

como substituto do diesel nos

tratores e caminhões envolvidos

na operação de safra da cana, reduzindo

em muito os custos das

usinas. Além disso, a utilização

desse combustível favorece a redução

de emissões de gases do

efeito estufa.

Importação

Ficou definida também como

será a divisão temporal da cota

de importação no período

de vigência, entre 31 de agosto

deste ano e 30 de agosto

do próximo ano. Até 29 de fevereiro

de 2020, ou seja, em

um período de seis meses, o

volume máximo importado e

isento dos 20% será de 200

milhões de litros. Como em

setembro a importação somou

65,3 milhões de litros, o

total restante sem tarifa até o

fim de fevereiro é de 134,7

milhões de litros de etanol.

Entre 1º de março e 31 de

maio de 2010, o volume sem

tarifa será de 275 milhões de

litros. Para os três meses restantes,

de 1º de junho a 30 de

agosto, mais 275 milhões de

litros de etanol poderão ser

adquiridos sem os 20%.

Endividamento

O endividamento líquido do

setor sucroenergético na safra

2018/19, encerrada em 31

março, atingiu R$ 139 por tonelada

de cana processada. O

valor corresponde a uma alta

de 13% sobre os R$ 123 por

tonelada, em valores corrigidos,

na safra 2017/18, mas

está longe dos R$ 182 por tonelada

do pico na safra

2014/15. A avaliação foi feita

com 31 grupos industriais da

carteira do Rabobank, que representam

metade do processamento

da safra brasileira. A

alta no endividamento pode

ser explicada pela variação

cambial no ano passado e

pela queda na moagem das

companhias. O cenário futuro,

com juros baixos e de novas

fontes de financiamento, além

do desenvolvimento de novas

tecnologias para o setor proporciona

"boas perspectivas

financeiras e regulatórias" para

o setor.

Jornal Paraná 7


EVENTO

Dia de Campo da UDT

Cana será em novembro

A área agrícola de pesquisa e extensão em cana-de-açúcar é uma vitrine regional

de difusão tecnológica de conhecimento e inovação no manejo da cultura

No período de 12 a 14

de novembro a Unidade

de Difusão

Tecnológica em Cana-de-Açúcar

- UDT Cana Paraná

realiza o seu primeiro Dia

de Campo UDT Cana, na Estrada

Cristo Rei, em Paranavaí.

O evento é aberto para

engenheiros agrônomos, técnicos

agrícolas, gerentes e diretores

das usinas e destilarias

paranaenses e deve atrair

mais de 200 participantes.

A área agrícola de pesquisa e

extensão em cana-de-açúcar

é uma vitrine regional de difusão

tecnológica de conhecimento

e inovação no manejo

da cultura, contendo aproximadamente

12,5 hectares de

ensaios instalados. O objetivo

é desenvolver pesquisas, testar

e validar novas tecnologias,

além de promover a difusão

entre os profissionais das usinas

e destilarias do Paraná.

São conduzidos também ensaios

em parcelas demonstrativas

de empresas parceiras,

mostrando novos tratamentos

e protocolos de defensivos,

fertilizantes e variedades.

Neste primeiro dia de campo

serão apresentados os trabalhos

com melhoramento de

cana do Centro de Tecnologia

Canavieira (CTC), que apresentará

um campo demonstrativo

de desempenho com

os seus materiais mais cultivados

em todo o Brasil. Empresas

parceiras também

apresentarão os tratamentos e

as novidades em defensivos

agrícolas, fertilizantes, adubação

foliar, inoculação e outras

tecnologias. As visitas começam

a partir das 8h30 e vão

até às 13 horas.

O projeto é do ITAM, Instituto

de Tecnologia Agropecuária de

Maringá, ligado a UEM, é desenvolvido

em parceira com

Alcopar e conta com o apoio

de empresas como a Syngenta,

Bayer, UPL, FMC, CTC,

Froya Chemical Solutions,

LAM Agroscience e Sanovita.

A unidade é coordenada pelo

professor doutor Anderson

Gualberto, do departamento

de Agronomia da Universidade

Estadual de Maringá

(UEM). “O clima mais seco

neste ano tem atrapalhado o

desenvolvimento da cultura,

mas temos trabalhos bem interessantes

para mostrar dentro

da nossa proposta, como

instituição de ensino e pesquisa,

de contribuir com conhecimento

e transferência de

tecnologia para os diversos

setores da economia. Nosso

objetivo é contribuir com a

melhora da produtividade do

Estado, aqui, no caso, na cultura

da cana-de-açúcar”, afirma

Gualberto.

Outro dia de campo já começa

a ser programado para o

mês de março de 2020, onde

outros trabalhos e novidades

serão apresentados.

São 12,5 hectares

de ensaios instalados

para pesquisa e

transferência de

tecnologia

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