s268(Online)

deptecnico

REVISTA SABER madeira

A Revista da Madeira

www.sabermadeira.pt Revista Saber Madeira sabermadeira@yahoo.com 291 911 300


sumario

04

ENTREVISTA

Têm como objetivo premiar o

que de melhor se faz em Portugal

no setor turístico e este ano distinguiram

a Agência Abreu como a melhor rede de

agências de viagens. Os “Publituris Portugal

Travel Awards”, o setor e as mudanças que se

perspetivam a nível mundial nesta entrevista a

António Cruz.

06

07

Marcas Icónicas

Levi’s

08

13

Lugares de Cá

Adegas de São Francisco

14

Conversas com a Saber

Leonardo e Maria João Gonçalves

19

20

21

22

24

25

26

Opinião

Hélder Spínola: É fácil fazer IV

Madeira

Festa do Vinho 2019

Decoração

Mesas com estilo

Opinião

Isabel Fagundes: O elogio

Educação

Regresso às aulas

A-Z

Sara Cerdas

Cinema

Variações

Tecnologia

Som Energy System

Câmara Municipal do Funchal

WI-FI gratuito em espaços

municipais

14

28

30

31

32

33

34

Viajar com Saber

Paraguai

Bem-Estar

Florais de Bach

Blogue de...

Miguel Pires: das cartas

de amor III

Saúde

Dor crónica marca Dia Mundial da

Fisioterapia

Nutrição

Alison Jesus: alimentação e humor:

alguma relação?

Dicas de Moda

Lúcia de Sousa: Baby Softness

36

38

40

42

45

52

54

04

Makeover

Um dia com... Maquilhagem pós-verão

Motores

Nélio Olim: Grande Prémio

Supermoto

Fashion Advisor

Jorge Luz: Tendências 2019

Agenda Cultural

Setembro

Social

À mesa com...

Fernando Olim

Editorial

saber SETEMBRO 2019

3


ENTREVISTA

António Cruz

Têm como objetivo premiar o que de melhor se faz em Portugal no sector

turístico e compreendem dois eventos: o “Publituris Portugal Trade Awards”,

que decorre em março, e o “Publituris Portugal Travel Awards”, que decorre

em setembro. São os “Publituris Portugal Awards” cujo júri é constituído por

personalidades representantes de associações do sector, ex-secretários de

Estado do Turismo, empresários, profissionais e consultores. Estes ‘Óscares

do Turismo’ portugueses são uma iniciativa realizada há 16 anos pelo jornal

Publituris e este ano distinguiram a agência Abreu como a melhor rede de

agências de viagens. Fundada em 1840 na cidade do Porto, tem a designação

comercial de Agência Abreu. É a mais antiga da sua indústria a nível mundial

e a de maior dimensão que opera no sector de viagens e turismo em Portugal.

Agente de viagens, escritor e viajante profissional, António Cruz conta-nos

nesta entrevista do prémio que a sua empresa recebeu, do sector e das

mudanças que se perspetivam a nível mundial.

Dulcina Branco

gentilmente cedidas pelo entrevistado.

Antes de mais, parabéns à Agência Abreu e

seus colaboradores por mais esta distinção.

O que representa para vós este prémio?

- É certo que, ao longo dos anos a Abreu tem

vindo a ser distinguida com vários prémios em

categorias distintas na sua área, ou incidindo

os mesmos em diferentes áreas que a empresa

desenvolve, desde viagens, operação, DMC,

logística e produto, pelo que não nos é estranho

sermos reconhecidos pelo trabalho desenvolvido

em diversas frentes. A repercussão passa,

natural e basicamente, por um reforço de incentivo

e de motivação junto das equipas, independentemente

da área em que actuem. É a nossa

marca secular que está em causa e é sempre um

motivo de orgulho e um argumento para tentarmos

chegar mais longe na excelência e nos resultados.

A nossa marca representa uma história

única e grandiosa, assim como um universo de

1700 colaboradores que se espalham por Portu-

4 saber SETEMBRO 2019


Hoje em dia a concorrência

é cada vez mais feroz, cruel

e digital

gal, Brasil, Angola, Espanha, Argentina e Estados

Unidos da América.

Como profissional activo e conhecedor do

sector, que balanço faz? O sector das viagens

está pujante, ou antes pelo contrário, já teve

dias melhores e como é que o governo da

República tem lidado com o sector?

- À semelhança de tantas outras áreas, a das viagens

está em profunda expansão e, para usar o

termo, pujante. Para tal, tem contribuído a estabilidade

económica e política do país, permitindo

às pessoas viajarem mais para o estrangeiro. Por

outro lado, tem contribuído, numa perspectiva

de receptivo, o facto de Portugal estar na moda

e ser um país altamente recomendável pelos factores

que são por todos reconhecidos: segurança,

património, gastronomia, mar, clima, beleza

em geral, simpatia e hospitalidade. O governo,

seja da República seja outro, não se intromete

nas questões que têm que ver com as viagens,

isto no sentido de quem viaja para fora. Quanto

ao viajar cá para dentro, naturalmente tem tido

um papel crucial de há uma meia dúzia de anos

a esta parte com todo o apoio que tem dado aos

operadores turísticos estrangeiros e aos investidores

portugueses. Tem cumprido o seu papel, o

que nos dias que correm é sempre de enaltecer.

Como é que viu a falência do operador Thomas

Cook e de que forma a situação está a

ser gerida pela Abreu?

- Vejo com preocupação no sentido de manchar

terrivelmente a credibilidade do negócio do turismo

e por ser uma das empresas mais antigas

do mundo. Só um esclarecimento: ao contrário

do que tem vindo a público, não é o operador

de viagens mais antigo do mundo, pois a Abreu

cumpre em dezembro deste ano, 179 anos. Posto

isto, a Abreu não tem negócios com a Thomas

Cook pois esta tem as suas próprias estruturas

montadas por todo o mundo sem ter que assinar

parcerias com locais, pelo que, não nos afecta

directamente.

O que é que poderia ser feito para evitar

situações como a Cook? O que é que falhou?

- Pensar consistentemente, agir consolidamente,

gerir melhor ponderando cada passo, não

enveredar por projectos megalómanos, sobretudo

quando o turismo é uma das indústrias

mais sensíveis que existe em todo o mundo.

Naturalmente que a insegurança e impreparação

em relação ao Brexit, que está como está,

terá provocado a precipitação deste lamentável

desfecho. E, sobretudo, não vender ao desbara-

to quando hoje em dia a concorrência é cada vez

mais feroz, cruel e digital. Se é para “sobreviver”

neste charco de tubarões, que se nade com estilo

e dignidade.

Está em curso a preparação para o novo

governo executivo nacional. Se fosse ministro

ou secretário do Turismo português, o

que é que mudaria no sector?

- Para já, nunca aceitaria um cargo desses por

mais prestigiante que pudesse ser. O meu estômago

é muito frágil, não se relaciona bem com

sapos nem com carneirismos, sou o oposto do

“yes man”, gosto de dormir muito bem e de ter

tempo para fazer livremente o que gosto e gosto

de preservar a paz familiar. A minha forma irreverente

de estar teria uma gigantesca dificuldade

em gerir essa remota e hipotética possibilidade,

pelo que me escuso de responder à segunda

questão.

Quais são os destinos que emergerão e os

que poderão vir a desaparecer ?

- De uma forma geral, temos sempre as crónicas

“zonas de conflito”, tipo Golfo Pérsico, que está

outra vez na corda bamba devido à instabilidade

geopolítica em que alguns fanáticos são useiros

e vezeiros. E o Médio Oriente, palco de permanentes

tensões. Serão sempre os políticos e as

religiões a provocarem problemas e a interditarem,

nem que seja temporariamente, um determinado

destino. Veja-se, por exemplo, o caso

do Mali, um destino fantástico que ficou interditado

por causa da Al-Qaeda. Ou o Afeganistão,

um dos locais mais belos do planeta e com

um património absolutamente imperdível. E a

Síria! Um dos mais belos destinos que tive oportunidade

de conhecer. O sector turístico a nível

mundial debater-se-á sempre com estas instabilidades

e também com a económica, pois sem

dinheiro as pessoas não podem cumprir sonhos.

Por oposição, a paz será sempre o motor mais

credível e o aliado mais fiel de qualquer destino

turístico. Desaparecer desaparecer, não direi

mas existe alguma tendência, e também muita

especulação, quanto a destinos que poderão vir

a sofrer consequências muito prejudiciais devido

ao aumento do nível das águas dos oceanos.

Maldivas, por exemplo. Destinos emergentes:

Coreia do Norte (um dos lugares mais pacíficos

e seguros que conheço em todo o mundo),

Butão (um dos destinos mais raros e preciosos

que conheço já quase como a palma das minhas

mãos), os pequenos tesouros de quem ninguém

se lembra à partida, como a Ilha do Príncipe, as

ilhas Faroé, a Gronelândia, o Equador, o Benim,

a Etiópia, o Djibuti... O que o verdadeiro viajante

hoje em dia procura é um destino alternativo

e desmassificado. As pessoas que sabem viajar

estão cada vez mais cansadas das angústias

das multidões.

Serão sempre os políticos e

as religiões a provocarem

problemas e a interditarem

um determinado destino;

veja-se o caso do Mali, um

destino fantástico que ficou

interditado por causa da

Al-Qaeda

Como é que o sector está a encarar o futuro

do sector face às alterações climáticas?

- É um pouco o regresso à questão anterior...

Acabo de vir da Gronelândia e, apesar de ser um

destino verdadeiramente espetacular, a verdade

é que existem glaciares que na última década

perderam praticamente 40% da sua área. A

poluição, em termos gerais, será também e sempre

um factor prejudicial e danoso para qualquer

destino e que poderá levar muita gente a

não o procurar.

Para terminar mas não menos importante:

o que tem de mais desafiante trabalhar neste

mundo das viagens e se vale continuar a

apostar no mesmo?

- Ai se vale! Absolutamente. Pelo menos para

mim, que tenho o privilégio de conciliar a parte

profissional com a componente de lazer.

Ou seja, consigo perfeitamente realizar-me em

ambos os aspectos, divertir-me à brava com o

meu trabalho e fazê-lo em permanente enriquecimento

de gentes e de lugares. Nunca me

cansa, pelo que estou na profissão certa e dificilmente

encontraria uma que conseguisse substituir

à altura. Bem, talvez ser escritor a tempo

inteiro... Apostar no mesmo depende do tipo de

negócio, ou projecto, (diferente, inovador, atrevido,

desafiador) se é este o contexto da pergunta,

e das garantias de retorno que o mesmo possa

trazer num espaço nunca inferior a 3 anos. Normalmente

o empresário português reduz essa

estimativa para 3 meses. É melhor ficar quieto

e dedicar-se ao cultivo do tomate ou da batata

doce... s

saber SETEMBRO 2019

5


OPINIÃO

Hélder Spínola

Biólogo/Professor Universitário

É fácil fazer IV

No uso direto da água, em

contexto doméstico ou agrícola,

os dois setores que absorvem

mais recursos hídricos, há muito

a fazer, seja pelo aumento da

eficiência seja pela poupança.

E

cá estou eu, novamente, para avançar

um pouco mais neste desafio de falar

nos pequenos gestos que, no dia-a-

-dia, podem fazer toda a diferença na

redução da nossa pegada ecológica. Neste

artigo vou abordar alguns dos cuidados que

podemos ter para garantir um uso mais sustentável

dos recursos hídricos. Para além do

que podemos fazer a jusante, e que falarei

a seguir, primeiro é essencial termos noção

que a floresta é uma das nossas principais

fontes de água para abastecimento, e mais

ainda no caso concreto da ilha da Madeira.

Por isso, o nosso contributo para que a floresta

não seja destruída, e possa expandir-

-se, minimizando problemas como os incêndios

florestais ou a proliferação de espécies

exóticas (muitas delas invasoras), será sempre

um primeiro cuidado que todos devemos

ter para que o equilíbrio do ciclo hidrológico

se mantenha. No uso direto da água, em

contexto doméstico ou agrícola, os dois setores

que absorvem mais recursos hídricos, há

muito a fazer, seja pelo aumento da eficiência

seja pela poupança. Quem tem jardim ou

horta na envolvente à sua casa recorre habitualmente

à água potável da rede pública

para proceder às regas. Além desta água ser

mais cara tem também mais custos ambientais

pois, para chegar até nós com qualidade,

requer tratamento, e um cuidado especial no

seu transporte. Por isso, para regas, devemos

procurar uma fonte de água não potável, em

vez de água da rede. Na impossibilidade de

ter acesso à água de rega distribuída pelas

entidades públicas, podemos, para esse fim,

recolher e armazenar a água das chuvas e,

para os jardins, reutilizar as águas cinzentas

dos lavatórios e banho. Se utilizarmos água

potável para regas, devemos ter um cuidado

especial em adotar sistemas mais eficientes,

como o gota-a-gota ou a aspersão, além

de que as regas devem ser feitas ao entardecer

ou à noite. Dentro de casa, em equipamentos

para lavar roupa ou loiça, o uso da

capacidade máxima das máquinas ajuda a

poupar água, além da opção por programas

mais curtos. Nestes casos, como forma de

minimizar a poluição deixada na água, devemos

optar por detergentes menos agressivos

para o ambiente ou, como eu próprio faço,

por sabão natural. Até na escolha das roupas

que vestimos podemos contribuir para

a redução da poluição hídrica, pois se optar

por tecidos artificiais, derivados do petróleo,

as fibras que se soltarem nas lavagens não

são biodegradáveis e constituem uma importante

fonte de microplásticos no mar (é aí

que as águas residuais vão parar). Quando

a lavagem da loiça é feita de forma manual,

na pia, não o devemos fazer com água corrente

em permanência, fechando a torneira

na passagem entre pratos ou talheres. Neste

caso, ajuda muito fazer uma pré-lavagem

com sabão, numa banheira ou na pia tapada,

antes da passagem final por água limpa.

No meu caso pessoal, como só uso sabão

natural, e após passagem por uma caixa

de desengorduramento, a água é utilizada

num sistema de rega gota-a-gota, associado

a uma pequena horta de bananeiras, maracujaleiros,

aboboreiras e pimpineleiras. Uma

boa parte dos nossos consumos domésticos

de água é na casa de banho. Como estamos

muito longe de adotar o sistema de sanitas

secas, as descargas de autoclismo são um

autêntico sorvedouro de água. É fundamental

não utilizar a sanita como caixote de lixo,

por um lado porque induz ainda mais descargas

do autoclismo e, por outro, porque é

poluição que tem como destino o mar. Atualmente

existem sistema de descarga reguláveis,

e mais eficientes, pelo que é sempre

possível ajustá-la às necessidades. Em sistemas

menos flexíveis há sempre a possibilidade

de diminuir a capacidade do autoclismo

colando um volume no seu interior. Também

podemos reutilizar a água do banho para as

descargas na sanita e, claro, nunca esquecer

de fechar a torneira, ou o chuveiro, ao escovar

os dentes ou ao aplicar o shampoo no

cabelo. Como vê, é fácil fazer. s

6 saber SETEMBRO 2019


Levi’s

MARCAS ICÓNICAS

Quem nunca usou ou sonhou ter umas

501 Original Fit Jeans, que são as mais

icónicas calças de ganga da marca

Levi’s? Pois, esta é não só a calça mais

icónica da marca como também aquela começou

toda a história da mesma. Os jeans Levi’s® foram

inventados em 1853 pelo industrial alemão Levi

Strauss e começaram a ser vendidos em 1873 com

a fundação da empresa Levi Strauss & Co. Rapidamente,

os jeans converteram-se na peça de roupa

mais conhecida e imitada do mundo, formando

parte do imaginário das pessoas durante gerações.

A marca Levi’s personifica o estilo clássico americano

e o look cool descontraído pelo que, atualmente,

a Levi’s® continua a evoluir através do seu espírito

vanguardista, inovador e sem precedentes na

indústria têxtil. A ampla oferta de jeanswear e acessórios

- calças jeans, camisas, boné, cintos a blusas

e roupas sociais - está disponível em mais de 110

países. A Levi Strauss & Co. está organizada em

três divisões geográficas: Levi Strauss Americas,

com sede em São Francisco, a Levi Strauss Europe,

com sede no Meio Oeste e em África, com sede em

Bruxelas; dispõe ainda de escritórios na Ásia, mais

exatamente em Singapura e, no total, emprega

cerca de 10.000 pessoas ao nível mundial. s

Dulcina Branco

Levi Strauss & Co.

saber saber SETEMBRO MARÇO 2019

7


MADEIRA

Tem 40 anos de edições e hoje

é um dos nossos principais

cartazes turísticos. A Festa do

Vinho realizou-se em diversos

locais da Madeira, mesmo que

as Estatísticas Agrícolas de 2018

tivessem indicado que produção

vinícola madeirense tivesse

baixado face ao ano de 2017. Mas

não chegou para beliscar este que

é o nosso produto “embaixador”

mais afamado e que continua

a fascinar um pouco por todo

o mundo, escritores, artistas,

políticos.... Com um Vinho Madeira

se brindou à Independência dos

Estados Unidos da América em

1776, por exemplo.

Dulcina Branco

O Liberal (Cícero Castro).

Festa

do Vinho

2019

A

região vitícola demarcada da ilha

da Madeira existe há 500 anos.

Exportado desde o Séc. XV, logo

após a colonização da ilha, o

vinho Madeira desde sempre percorreu os

quatro cantos do Mundo, tendo sido protagonista

e testemunha de episódios mundiais

marcantes. Produto motor da economia

madeirense, o “Vinho da Madeira” está

no centro da homenagem que a Região lhe

presta anualmente com a Festa do Vinho.

Durante uma semana, a Festa do Vinho

decorre em diversos locais com Funchal e

Câmara de Lobos a concentrarem as principais

iniciativas.

A Festa do Vinho deste ano cresceu com

a inclusão de mais grupos de animação e

musicais. O investimento total foi de 299

mil euros, mais 36 mil euros do que no ano

passado, tendo envolvido a colaboração de

2.310 pessoas, entre organização, 42 associações

e artistas regionais. Novidade foi a

inclusão da Quinta Magnólia com o evento

“Wine & Film Weekend”. Na placa central

da Avenida Arriaga decorreu o Mercadinho

do Vinho com a presença de onze produtores

de vinho de mesa e de Vinho da Madei-

8 saber SETEMBRO 2019


a, uma exposição dedicada ao artesanato

e iniciativas do IVBAM; o Largo da Restauração

acolheu o quadro cénico “Latada da

Ribeirinha”; na Praça do Povo decorreu o

Madeira Wine Lounge, com jantares temáticos

inspirados nos sabores e vinhos dos

concelhos produtores e animação musical

diversa; no Jardim Municipal, a 16.ª Semana

Europeia de Folclore. Fora do Funchal,

em Câmara de Lobos, mais propriamente

na freguesia do Estreito de Câmara de

Lobos, teve lugar um dos eventos mais

significativos e que foi a Festa da Vindima,

com o cortejo etnográfico no centro da

freguesia do Estreito de Câmara de Lobos

antecedido da apanha e pisa da uva numa

quinta tradicional madeirense e em que

participaram muitos turistas. Associaram-

-se ainda a Festa do Vinho da Ribeira Brava,

a Festa da Vindima do Porto Santo, a

Festa da Vinha e do Vinho de São Vicente,

a Festa da Uva e do Agricultor no Porto

da Cruz.

Tudo isto num ano em que as ‘Estatísticas

Agrícolas de 2018’ do Instituto Nacio-

saber SETEMBRO 2019

9


MADEIRA

nal de Estatística mostram que a produção

vinícola madeirense registou uma diminuição

de menos 7.602 hectolitros face

ao ano de 2017, no mosto tinto e rosado,

vinho este que representa o grosso

da produção vinícola regional, e aumento

do branco. O vinho licoroso com Denominação

de Origem Protegida e que resulta

no Vinho Madeira foi o mais afectado,

com 27.999 hl contra 35.303 hl produzidos

no ano de 2017. Em 2018, a comercialização

de Vinho da Madeira foi de 3,37

milhões de litros, representando os países

da União Europeia, com uma quota

de mercado de 77,5%, o principal destino

deste vinho, com especial destaque para

a França (32 %), Portugal (18 %), Alemanha

(6,9 %), Reino Unido (6,4 %), e Bélgica (5,3

%). O mercado nacional, com uma quota

de 18%, assume uma importância considerável,

destacando-se aqui, com 15,6 %, o

Vinho da Madeira que é comercializado na

própria Região, em grande parte impulsionado

pelos turistas que visitam a Ilha. Fora

da União Europeia, os principais mercados

do Vinho da Madeira são o Japão (7,9

%) e os Estados Unidos da América (6,4 %),

seguidos pela Suíça (2,7 %) China e Canadá

(ambos com 1,3 %). Os vinhos mais comercializados

são os vinhos doces e meio

secos e de entre os vinhos com indicação

do nome de casta, os vinhos mais procurados

são os da casta Malvasia seguidos

pelos da casta Boal. s

10

saber SETEMBRO 2019


saber SETEMBRO 2019 11


MADEIRA

12

saber SETEMBRO 2019


LUGARES DE CÁ

Adegas de São Francisco

E, porque estamos no mês

dedicado à vindima e ao

vinho, e neste caso, o Vinho

Madeira, importa referir

locais que se dedicam a mostrar

o que de melhor se faz na área, a

exemplo das incontornáveis Adegas

de São Francisco e que ficam situadas

no edifício da Madeira Wine

Company, na Avenida Arriaga, no

Funchal. Trata-se de, um conjunto

de edifícios de arquitetura civil barroca

e do qual consta as mais antigas

adegas de vinho da Madeira,

datadas dos séculos XVII e XVIII. Em

1913, a fundação da Madeira Wine

Company e a instalação da sede da

companhia no atual edifício melhorou

e reforçou o trabalho de produção

e comercialização do vinho

Madeira ao nível mundial. A Madeira

Wine Company incorporou várias

empresas ou produtores independentes,

que se associaram, casos de

William Hinton, Welsh, Cunha & Co.

Lda., Henriques & Câmara, Cossart

Gordon, Blandy, Leacock e Miles. na

divulgação e internacionalização da

imagem do vinho, afamado desde o

século XVI e hoje é a empresa líder

na produção e exportação de Vinho

Madeira premium. No que se refere

ao antigo Convento de São Francisco

do Funcha, este foi demolido no

século XIX. A fase mais antiga da sua

construção deve-se a Luíz Álvares da

Costa e seu filho Francisco Álvares

da Costa, que o iniciaram em 1473.

Hoje concebido como museu da

Madeira Wine Company, o visitante

pode começar a sua visita pela Sala

de Provas, decorada com pinturas

rurais relacionadas com a viticultura,

da autoria de Max Römer. Nesta

sala pode ainda provar as famosas

castas de vinho Madeira: Sercial,

Verdelho, Boal e Malvasia. Ao

entrar nas instalações, está a caminhar

numa das ruas mais antigas

da cidade e ainda visitar o espaço

outrora ocupado por uma capela.

Aqui também se encontra a “Frasqueira”,

composta por vinhos “vintage”,

alguns do século XVIII, e os

armazéns de envelhecimento, com

os cascos e tonéis feitos de carvalho,

mogno ou cetim, guardando o

vinho que aguarda a maturação. s

Dulcina Branco

Arquivo Madeira Wine Company

saber SETEMBRO 2019

13


CONVERSAS COM A SABER

14 saber AGOSTO SETEMBRO 2019

2019


Leonardo e Maria João Gonçalves

“São como dois pássaros, voando no tempo. Onde

nem a chuva e nem o vento os impedira de cruzar os

oceanos. São como duas almas perdidas. Perdidas

na chuva e perdidas no vento. Mas cravadas no

tempo.” É desta forma que o escritor João Cosme

Arcanjo descreve as almas gémeas, emprestando

musicalidade e poesia a um assunto que já foi

abordado no fluir dos séculos por tantos outros

literários. Um deles, o brasileiro Antônio Poeta, ousou

ser mais simples, mas não por isso menos profundo.

Nas suas palavras, “Almas gémeas? A gente não

encontra. Elas se encontram.”. E assim foi, há pouco

mais de vinte anos, quando um jovem adolescente

decidiu inscrever-se numas aulas de piano que

eram ministradas nos arredores do Colégio de Santa

Teresinha, que então frequentava. Nesse mesmo

dia, quis o destino pregar-lhe uma partida. E, por

isso, fez com que ele encontrasse, na escola onde se

foi inscrever, na mesma aula de piano, uma jovem

mulher que lhe tocou a alma e que, por coincidência,

era, também ela, aluna de Santa Teresinha. Sem

que nada lhe tivesse pedido licença ou autorização,

junto dela o seu coração ficou… Mas, como às vezes

acontece, aquele ainda não era o momento certo.

Eles ainda não estavam preparados para a história

de amor que a vida lhes tinha reservado! Por isso,

contemplando a distância, decidiram esperar dois

anos, como quem espera pacientemente uma certeza

que virá sem falhar. A esses dois anos, seguiram-se

muito outros ‘dois anos’ mas esses… passados, vividos

e saboreados nos braços um do outro, partilhando

uma cumplicidade daquelas que, mais do que

explicar, sente-se com cada um dos fios invisíveis que

unem duas pessoas que só se entendem e só se veem

numa vida conjunta. Para eles, o ‘para sempre’ é fácil.

Demasiado fácil. É instintivo. Inato. E porque é que

não haveria de ser? Afinal, ‘para sempre’ é sempre

muito pouco para quem encontrou a sua alma gémea.

Francisco Gomes.

gentilmente cedidas pelos entrevistados.

Agradecimentos: Restaurante do Forte, A Túlipa e Micas Hair Style.

FG: O que é que teria acontecido na sua vida se, há uns anos, não se tivesse

ido inscrever naquelas aulas de piano?

L: Naquela altura, tinha o sonho de ir estudar para os Estados Unidos. Não

era ir para Lisboa, não era ir para outro sítio qualquer ou viajar pelo mundo,

mas sim ir para os Estados Unidos. Acabei por não fazê-lo e não o fiz porque

decidi investir no relacionamento que estava a criar com a Maria João.

Senti que tinha encontrado a pessoa certa e a pessoa que queria continuar

a ter na minha vida. No primeiro momento em que a vi, senti que ela era a

tal. No início, começámos como amigos e até tivemos outros relacionamentos,

mas dois anos depois, reencontrámo-nos e foi assim que tudo começou.

FG: À medida que os anos passam, as pessoas mudam, quer positiva quer

negativamente, o que acaba por ter um inevitável impacto nas relações. A

vossa vida em conjunto já teve muitas fases, mas nota-se que os anos passam

e a vossa relação fica mais forte. Qual é o vosso segredo?

MJ: Acho que, acima de tudo, a pessoa tem de dar prioridade à pessoa com

quem partilha a sua vida e tem que dar prioridade ao amor. O amor tem que

ser prioritário numa relação, na minha opinião. O que acontece é que, muitas

vezes, as pessoas dão prioridade a outras coisas que não o amor, e, por

saber SETEMBRO 2019

15


CONVERSAS COM A SABER

isso, os relacionamentos acabam. O amor é camuflado e os problemas do

dia-a-dia acabam por desgastar a relação.

No nosso caso, com todos os desafios que atravessámos na nossa relação,

descobrimos que tínhamos que manter acesa a chama do amor e nutrir isto

que nos uniu. Sendo certo que não somos um casal perfeito, temos os nossos

altos e baixos, como todos os casais, e até já estivemos por um fio, como

acontece com muitos casais, sempre decidimos manter o nosso compromisso

e lembrar aquilo que nos uniu e que nos conduziu a este caminho.

Por outro lado, o facto de nos termos conhecido muito novos fez com que

a nossa relação fosse, de certa forma, mais ‘pura’, digamos assim. Como se

não tivesse sido ‘corrompida’ com outras más vivências e experiências externas.

Quanto ao segredo de tudo isto… é saber manter a relação, mas há que

tomar essa decisão de querer manter a relação. Procurar tempo e espaço

para manter a relação. Houve anos em que não conseguimos ou não soubemos

manter a relação, principalmente quando nasceram os filhos. Foi complicado

mas decidimos não desistir, porque foi isso que nos comprometemos

a fazer quando nos unimos. Não queríamos desistir do caminho que

havíamos sonhado para nós. É por isso que estamos aqui hoje.

FG: Em que medida é que a chegada dos filhos influenciou a vossa relação

ou a vossa vida?

L: A nossa relação tem várias fases e mudanças. A primeira tem a ver, desde

logo, com o casamento. O casamento muda brutalmente uma relação. Costumo

dizer que o amor é cego, mas o casamento abre os olhos. O casamento

abre os olhos para uma outra realidade que a pessoa talvez não queira

ver, mas que é a realidade do dia-a-dia. Com o casamento, vieram os filhos

e o nascimento dos nossos filhos representou o reconfigurar da nossa relação.

A cada filho a relação reconfigurou-se, ou seja, o nascimento de um filho

quebra a relação e foi preciso reconfigurar essa mesma relação. Há um ditado

espanhol que diz que “cada filho traz o seu pão debaixo do braço” – e é

verdade. O pão é algo que é bom, e, neste caso, cada filho traz a sua prenda,

mas cabe a ti descobrir que prenda é essa. No nosso caso, a prenda significou

evolução e mudança.

É justo dizer que ambos partilham a mesma visão da vida?

MJ: Acho que sim. Neste momento, sim, partilhamos. Quando engravidei do

primeiro filho, senti que entrámos em sintonia. Absorvi uma perspetiva da

vida diferente daquela que é o padrão e que tivera até então. Aprofundei o

meu conhecimento em áreas que até então não dava importância, mas que

faziam sentido na minha e na nossa vida. Percebemos que tínhamos que

entrar em sintonia no sentido de não haver dois lados, mas um só. Decidimos

avançar juntos no caminho que era o mais adequado para nós e que

nos expande e torna felizes.

L: Alguém, um dia, perguntou ao escritor Paulo Coelho sobre o segredo da

longevidade do seu casamento e ele respondeu que nem ele era a mesma

pessoa quando casou, nem a esposa era a mesma pessoa do início do casamento

e que o segredo é que ambos se adaptaram um ao outro. Então, é

isso: conjunto e adaptação. O que acontece é que os casais, muitas vezes,

separam-se quando perdem o sentido do conjunto ou quando um decidiu

crescer para o seu lado e o outro não quis, ou não conseguiu, acompanhar,

ou então, ainda, quando o outro não o convidou para o seu lado. No nosso

caso, naqueles momentos em que não estávamos em sintonia um com o

outro, foi quando eu não a tinha convidado.

Quando o Leonardo chegou junto a si e lhe disse que queria mudar de

profissão, sentiu medo, não só por si, mas pela vossa família?

MJ: Senti imenso medo, mas a questão é que fui eu que lhe abri essa porta!

Como é que aconteceu?

MJ: Recordo que foi uma coisa repentina… O Leonardo deu aulas durante

nove anos e há um determinado momento em que ele dava aulas numa

escola em que já não se sentia bem. Falou comigo sobre isso, que já não

lhe estava a dar gozo lecionar e eu disse-lhe: ‘Então não vás!’ Saiu-me aquela

observação naquele momento e o que acontece é que ele ficou a pensar

naquilo que lhe tinha dito, levantou-se e saiu. Quando voltou para o pé de

mim, tinha a sua decisão tomada e disse: ‘Não volto àquela escola, nem hoje,

nem amanhã, nem depois!’ Quando ele disse isto, caiu-me o chão!... Assustei-

-me, porque tínhamos já dois filhos e ele, tendo tomado a decisão de deixar o

ensino e a estabilidade financeira e profissional que isso implicava, era avassalador.

Nestas ocasiões, os medos e as inseguranças vêm ao de cima, mas

é como diz o ditado: ‘A vida protege os audazes.’ E foi isso que aconteceu!

FG: É facil gostar da Maria João?

L: É e não é. Ela é fácil de gostar, mas não é para qualquer um. Para se gostar

da Maria João, tem de se ser autêntico e verdadeiro. Ela tem uma personalidade

forte. Quando era mais novo, tive outras raparigas que gostavam

de mim, mas considerava-as raparigas fáceis, quando eu sempre gostei de

mulheres difíceis.

FG: A Maria João, profissional da área de Saúde, é diferente da Maria João

que faz obras de arte na doçaria que são reconhecidas internacionalmente?

L: A Maria João tem uma característica central, que é ser perfecionista. Então,

quer seja na enfermagem, quer seja na doçaria, aplica essa qualidade em

tudo o que faz. A veia artística é onde ela mais se expressa, o que não significa

que não o seja nos restantes aspetos da sua vida. Ela é perfecionista

em todos os aspetos da sua vida, e, além disso, tem um nível de entrega ao

trabalho que outros não têm. Sem dúvida, é este o aspecto que mais a distingue.

FG: O que é que sente quando vê o Leonardo a dar uma palestra num

16 saber SETEMBRO 2019


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palco ou numa das suas sessões, a ajudar dezenas sobre dezenas de pessoas?

MJ: Orgulho. Tenho muito orgulho nele porque sei o quanto ele se dedica

e os desafios que teve que enfrentar para chegar onde está. Ele adora

aprender, é um “learner” nato, dedica-se de corpo e alma ao que faz e esses

momentos dele em cima de um palco ou liderar uma sessão ‘online’ são o

resultado de anos de dedicação e entrega. Mas vai mais fundo do que isso,

porque ele está lá e é único naquele trabalho. Não consigo imaginar outra

pessoa a fazer o que ele faz. Ele fá-lo de uma forma natural e a maneira como

transmite o conhecimento, com alma e com paixão, torna-o único – e isso,

para mim, é uma fonte de inspiração.

FG: Como é o Leonardo-pai?

MJ: É um pai super-dedicado! Tanto se dá a fazer o que os filhos lhe pedem,

mas, por outro lado, é um pai que sabe impor a disciplina e orientar. Se for

preciso dar um raspanete, também o faz, mas consegue equilibrar tudo isso

muito bem. É um pai autêntico e transmite isso aos filhos. É a paixão da vida

dos filhos e uma referência para eles.

FG: Se não fossem casados, seriam amigos?

MJ: Não consigo imaginar isso…

FG: Tudo isto que existe entre vós, acontece porque tem por detrás uma

grande amizade?

L: Sim, tanto é que fomos amigos antes de sermos namorados. Aliás, fomos

amigos durante dois anos antes de começarmos a namorar. Recordo que,

certo dia, quando nós ainda não estávamos juntos como casal, eu estava no

Porto Santo e uma rapariga assediou-me. Estava louca por mim e eu não

respondia porque o meu pensamento estava na Maria João. Era da Maria

João de quem eu gostava e não me via a ter uma relação com outra pessoa

que não ela. Tem sido assim e ela é, sem dúvida, a mulher que me completa.

FG: A Maria João faz do Leonardo uma pessoa melhor?

L: Sim, sempre.

FG: Em que sentido?

L.: No bom e no mau sentido, ou seja, expandindo o meu melhor e atirando-

-me à cara os meus erros. É maravilhosa nisso. É a minha maior fã e a minha

maior crítica. Diz o que pensa em relação a uma atitude que achou que foi

menos positiva e isso é bom porque obriga-me a melhorar. Sou obrigado a

melhorar constantemente. Quando as pessoas estão numa relação e gostam

uma da outra, o facto de uma espicaçar a outra é positivo para a relação.

Então, não há momentos de pausa, mas há momentos de constante

evolução. Não consigo imaginar-me numa outra relação que não seja com

a Maria João.

FG: Em casa, são três rapazes. Falta a ‘princesa’?

MJ: Neste momento, não, mas já senti isso. Ainda me perguntam quando

é que vem a ‘menina’, mas já temos três filhos rapazes. No início, quando

namorávamos, falávamos em ter três filhos e o curioso é que os dois primeiros

nomes que tínhamos pensado eram de meninas e o terceiro de rapaz. A

menina ficou lá à espera de ser nomeada. Aprendemos a aceitar essa aprendizagem

e lição de vida.

L:Sim, foi uma grande lição. ‘Aceita o que vem porque é o que precisas e não

porque tu queres. O que tu queres não é o que tu precisas.’

FG: Na hora de tomar as decisões, quem é que toma a dianteira?

MJ: Normalmente, as decisões são tomadas em contexto de casal, entre os

dois, mas já houve situações em que ele avançou sem me consultar...

L: Quando são decisões do âmbito profissional, decido por mim. Mas, decisões

de outra índole, normalmente peço a opinião dela. Dito isto, não avanço

para uma decisão quando sinto que essa decisão vai causar algum dano.

Avanço na decisão quando estou certo da decisão e sei que a mesma não irá

ser prejudicial. Mas, de uma forma geral, as decisões são tomadas em casal.

FG: Achas que a tua área profissional – ‘coaching’ – é suficientemente reconhecida

e valorizada?

L: Sinceramente, não me interessa se é valorizada ou não… O que me impor-

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saber SETEMBRO 2019

17


CONVERSAS COM A SABER

ta é se a pessoa que chegou a mim e que precisava da minha ajuda sente

que foi ajudada. Se o ‘coaching’ é, ou não, uma área respeitada, é irrelevante.

O que é relevante é se a minha mensagem foi suficientemente clara e

compreendida e se é útil de forma a poder ajudar alguém. Isto tem implícito

o princípio de respeito que deve começar por cada um se respeitar a si

próprio. O resto, é percepção.

FG: Com quem é que gostarias de vir a trabalhar e porquê?

L.: Com tanta gente, mas especialmente com o Bob Proctor, o meu actual

mentor, porque tem um trabalho fabuloso e que admiro. É daquelas pessoas

que me conseguiu explicar como é que podemos alcançar a vida

com que sonhamos e que queremos ter e como é que qualquer pessoa

pode ter a vida que almeja, digamos assim... Pela pessoa que é, pelo que

foi e pelo que alcançou, é simplesmente fabuloso. Ele tem oitenta e cinco

anos e não tem limites na sua vida. É uma pessoa que estuda, faz exercício

todos os dias de forma disciplinada porque sabe que é bom para ele,

enfim, é muito interessante conhecer o seu trabalho e é uma pessoa que

nos ensina muito.

FG: Maria João, se um dos teus filhos te dissesse que queria seguir o teu

ramo profissional, qual seria a tua reação?

MJ: De admiração, em primeiro lugar. Aliás, um deles já me disse que

queria fazer isso, mas desvalorizei no momento porque ele é ainda muito

pequenino. Mas sem mais tarde, for esse o caso, não irei desvalorizar a

sua vontade e irei dar-lhe todo o apoio. Irei orientá-lo para ir trabalhar com

os melhores ao nível mundial. Nunca pensei nesta questão a fundo, mas,

sim, o mais pequeno tem manifestado esse interesse, quase na brincadeira.

Mas, se for da vontade dele, tratarei de orientá-lo e ajudá-lo para que

concretize o seu objetivo.

FG: Há algum tema, assunto ou situação que, como mãe, sentes receio,

desconforto ou até esperança de não vir a enfrentar?

MJ: Sim, há. Qualquer mãe ou pai sente isso. No nosso caso, tenho receio

dos caminhos que são menos bons, os caminhos desviantes e as escolhas

menos felizes que possam surgir. Claro que sinto receio, mas procuramos

mantê-los orientados, falamos dos assuntos que achamos que devem ser

falados para eles ficarem esclarecidos, damos a nossa perspetiva e orientação

e temos feito isso ao longo dos anos.

L: O nosso grande objetivo enquanto pais é levá-los a pensar e a fazer por

eles próprios, ou seja, não sermos nós a fazer, mas serem eles a pensar e a

fazer. Um dos grandes problemas da sociedade, e que estamos a criar na

educação, é dizermos aos nossos filhos o que eles devem fazer. O que digo

é: O que é que tu achas que deves fazer? Com isto estou a obrigá-lo a pensar.

Obrigá-los a pensar é a maior prenda que podemos dar aos nossos

filhos. Obrigá-los a pensar e a interiorizar as emoções que estão a sentir.

Pensar e gerir as emoções são duas coisas que queremos deixar aos nossos

filhos. Não é fácil, mas há que ensiná-los através da humildade.

FG: Qual é o melhor conselho que um pai pode dar a um filho?

L: Prefiro usar a palavra ‘exemplo’, ao invés de ‘conselho’, isto porque acho

que temos de ser o exemplo para os nossos filhos. Quando estava ainda

no ensino, dizia ao meu filho para ser empreendedor e levar os seus

sonhos avante, mas a questão era esta: Levava eu os meus sonhos avante?

Era eu empreendedor? A verdade é que não o era, na totalidade. Então,

como é que eu posso transmitir esta ideia de ser empreendedor e de levar

os sonhos avante para o meu filho? Sendo um exemplo para ele! É dando

o exemplo, largando tudo e concretizando os sonhos. Então, não acredito

em conselhos, mas sim em exemplos. Há um ditado espanhol que diz que

educamos pelo que somos e não pelo que fazemos – e é isso mesmo! Educamos

pelo que somos. Posso orientar, educar e pensar, mas se o exemplo

não está lá, não funciona.

FG: Se tivesses uma hora para passar com qualquer pessoa, quem é que

escolherias?

MJ: Seria o meu pai, que faleceu há pouco tempo…

FG: Se ele fosse vivo, sentiria orgulho na mulher que és?

MJ: Sim, sei que sim.

FG: Que memória é que os seus filhos vão ter do avô materno?

MJ: Falo-lhes dele na fase em que ele ainda estava bem e digo-lhes que

o avô era uma pessoa muito ativa, apaixonado por aquilo que fazia, muito

dedicado às suas coisas e que era, sem dúvida, um grande homem. Era

muito dedicado aos filhos, apesar de ter o seu lado sombra, como qualquer

pessoa, mas era uma pessoa fantástica e que se entregava de corpo e alma

ao que fazia e amava. Era um grande homem. É um dos grandes pilares da

minha vida e há-de sê-lo sempre. Ele já não está presente, fisicamente, mas

está sempre connosco. Era um grande protetor...

FG: E o pai Leonardo, como é que os filhos o irão recordar?

L: Engraçado que, certa vez, fizemos, juntos, um teste que responde a esta

mesma questão: Como é que os meus filhos me irão recordar? E, neste

âmbito, lembro-me de uma coisa que o meu filho do meio me disse e que

foi: Pai, os sonhos são para concretizar. Não disseste que ias mudar de carro?

Então, os sonhos são para concretizar. É isso: Os sonhos são para se realizarem

e tentar que se cumpram. E o que digo aos meus filhos é que, quando

digo que faço, faço mesmo. Cumpro aquilo que digo e que me proponho

a fazer. É o tal exemplo que temos que ser para os filhos que falava atrás...

FG: Na tua área, a palavra acaba por ser um meio através do qual exprime

as suas ideias e objetivos. As palavras são fundamentais na sua área

de atividade profissional. Num mundo de palavras, qual é aquela que

melhor define a sua relação com a Maria João?

L: Conexão. É uma palavra que nutrimos na nossa relação. Fazemos por

acontecer. É isso que me faz olhar para ela e apaixonar-me todos os dias. É

o desejá-la todos os dias, enquanto mulher. Não desejo ter outra mulher.

É ela a tal, tal como o era naquele primeiro momento. Não mudaria nada

nela. Uma vez mais, isto tem a ver com aquilo que já disse anteriormente

e que é reconfiguração da relação. É a reconfiguração que nos mantém na

conexão da relação.

MJ: Sim, mas vai além do facto. Tem a ver com a alma. Há muito alma nisto,

ou seja, não se vê mas sente-se. Há uma conexão de almas. Somos muito

mais do que seres humanos. Temos uma alma – e eu acredito nisto.

Leonardo, o que é que gostarias de dizer à Maria João?

L: Digo-lhe tudo todos os dias, mas há uma coisa para a qual trabalhamos

sempre – e somos muito abertos neste aspeto – que é: posso morrer amanhã,

pelo que, não deixo nada por dizer. Se eu morrer amanhã, não há

nada que tenha ficado por dizer. Todas as noites digo-lhe, ‘Amo-te’. Aprendi

a dizer esta palavra desde muito novo. Se não disse à noite, digo-lhe logo

de manhã, mas tenho que dizer. Para que não fique por dizer. Digo ‘Amo-te’

todas as noites e digo-o sentindo. Posso morrer feliz porque não ficou nada

por dizer. Já senti a perda do meu pai e isso foi um grande ensinamento.

Aprendi que não devo deixar para amanhã se o posso dizer ou fazer hoje,

pois pode não haver amanhã. s

18 saber SETEMBRO 2019


DECORAÇÃO

Mesas com estilo

Com a nova coleção de

decoração de mesas da

La Redoute vai poder

“vestir” a sua mesa a

preceito para os momentos de

convívio e partilha à mesa, tornando-os

ainda mais agradáveis

e prazerosos. Entre toalhas e

caminhos de mesa, individuais e

panos de cozinha, esta nova coleção

de têxteis de mesa aposta em

materiais de excelência, tais como

o algodão e o linho. Espreite as

diversas peças disponíveis e aposte

nos pormenores que irão fazer

toda a diferença. s

Rute Serra

newsredoute.com

saber SETEMBRO 2019

19


OPINIÃO

Isabel Fagundes

Exerce funções numa escola do Funchal

O elogio

Naquele dia, naquela loja, saí

com o coração grande porque os

colaboradores que constavam no

meu texto de elogios sentiramse

especiais, porque alguém se

lembrou de os elogiar.

Com o verão, o sol e o calor, vem a

vontade de fazer mudanças. Mudar

peças de mobília, mudar as cadeiras

do jardim, a cor das paredes, a

casota do cão, e mudar mais umas coisitas

aqui e ali que nos permitam sentir o verão

dentro de casa. Carregando em mim o espírito

de mudança, fui até uma loja da nossa

cidade para comprar algo que me permitisse

inovar alguns espaços em casa. Na loja,

imensa e cheia de tudo, dirigi-me a um funcionário

que me atendeu com um sorriso

luminoso e uma simpatia indescritível. Uma

pessoa com muito boa formação e uma atenção

excelente. Fui elucidada e aconselhada

sobre aquilo que me levara à referida loja.

Em todo o processo de compra deparei-me

com jovens que, além de me darem toda a

atenção que necessitava naquele momento,

também me ofereceram sorrisos de boa

disposição. Quando efetivada a compra perguntei

se poderia aceder ao Livro de Elogios,

o que a princípio suscitou algum espanto,

pois o Livro de Elogios raramente é solicitado

pelos clientes para registar o que de bom

encontraram no estabelecimento comercial.

- Minha senhora, as pessoas nunca pedem o

Livro de Elogios. – disse uma rapariga. O livro

que pedi, que tinha imensas folhas, só tinha

uma escrita. É verdade, ninguém escreve no

Livro de Elogios. O livro que as pessoas preferem

pedir é o tal das reclamações, porque

reclamar toda a gente gosta. Até parece que

quando registam algo no Livro de Reclamações

toda a revolta que têm para com o mundo

lhes salta para o papel e alivia. Não é que

eu seja contra o Livro de Reclamações, muito

pelo contrário. Acho que ele deve existir e

ser de real utilidade. Que sirva, efetivamente,

para corrigir o que está menos bom num

serviço de uma loja ou em outro lugar qualquer.

Não concordo é com a predisposição

de grande parte das pessoas para pedir o

Livro de Reclamações, e lá registarem reclamações

coerentes e incoerentes, e nunca

pedirem o Livro de Elogios, para registar os

aspetos positivos e tudo de bom com que

se depararam no momento em que usufruíram

de um serviço em algum lugar. É muito

comum as pessoas preferirem dizer mal

do que elogiar. É muito comum as pessoas

gostarem de apontar o dedo para o menos

bom e terem sérias dificuldades em dizer

bem e apoiar algo de bom. Gostaria muito

que o elogio fizesse parte intrínseca da nossa

sociedade. Que as pessoas tomassem consciência

de que, ao elogiarem com sinceridade

o outro pelo que de bom ele tem, ou faz,

ou diz, estão a contribuir para tornar as pessoas

mais felizes, com uma autoestima mais

elevada. Do mesmo modo que estarão a permitir

que aqueles que são muito inseguros

possam, aos poucos, perceber as suas qualidades

e ganhar mais segurança em si próprios.

Elogiar o outro com sinceridade faz

parte de mim, por isso é que sou presenteada

com mais momentos de felicidade ao longo

da minha vida. Porque tudo o que damos

temos de volta. s

20 saber SETEMBRO 2019


EDUCAÇÃO

Peso das mochilas e posturas na sala de aula

O

peso excessivo das mochilas associado

a más posturas e a hábitos

de vida pouco saudáveis estão

na base dos problemas de costas

mais frequentes na população infantil. Neste

regresso às aulas, a campanha “Olhe pelas

suas costas” diz-lhe como os prevenir. Como

por exemplo: evitar sobrecarregar a mochila

escolar, adotar uma postura adequada

na sala de aula e enquanto estuda, praticar

exercício físico de forma regular e controlar

o peso. “As posturas inadequadas à secretária,

bem como o excesso de carga na coluna,

causam desequilíbrios musculares, mais graves

na infância, uma vez que os músculos das

crianças não estão preparados para suportar

pesos excessivos”, explica Bruno Santiago,

neurocirurgião e coordenador da campanha

nacional “Olhe pelas suas costas”. Estudos

recentes indicam que a prevalência de

lombalgias ou dores lombares, embora mais

baixa nas crianças, dispara consideravelmente

nos adolescentes, aproximando-se da prevalência

nos adultos. Nos últimos anos, a prevalência

de lombalgia na população infantil

tem apresentado um aumento significativo,

dependendo da idade e da população avaliada.

Há também estudos que indicam que

a prevalência ao longo da vida em indivíduos

até aos 20 anos se situa aproximadamente

em 70 a 80%. “Sabemos que as crianças

que desenvolvem lombalgia em idade precoce

estão mais propensas a sofrer de lombalgia

crónica mais tarde”, alerta o neurocirurgião,

acrescentando que “é muito importante

combater o sedentarismo instalado no dia a

dia das crianças e jovens”. O excesso de peso

contribui também para as dores nas costas,

devido ao aumento da carga que a coluna

tem que suportar. Apesar da obesidade

infantil mostrar uma tendência decrescente

em Portugal, os mais recentes dados do estudo

Childhood Obesity Surveillance Initiative

da Organização Mundial da Saúde, revelam

que 32% das crianças (7 anos) do sexo feminino

apresentavam excesso de peso (incluindo

obesidade), o mesmo acontecendo em

29% das crianças do sexo masculino, dados

referentes a 2015-2017. As doenças específicas

da coluna da criança e do adolescente,

como a escoliose idiopática e espondilólise,

podem afetar até 5 pessoas em cada 100. A

campanha “Olhe pelas suas costas”, lançada

em 2009, é uma iniciativa que visa sensibilizar

a população para a problemática das dores

nas costas, alertar para as suas consequências

na vida pessoal e profissional dos portugueses

e educar sobre as formas de prevenção

e tratamento existentes. A iniciativa tem

a chancela da Sociedade Portuguesa de Patologia

da Coluna Vertebral, da Sociedade Portuguesa

de Neurocirurgia, da Sociedade Portuguesa

de Ortopedia e Traumatologia, da

Associação Para o Estudo da Dor, da Sociedade

Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação,

da Associação Portuguesa de Medicina

Geral e Familiar e conta com o apoio da

Medtronic. Para mais informações, consulte a

página de facebook da campanha “Olhe pelas

suas costas”. s

Bruno Santiago, Neurocirurgião e Coordenador da

campanha nacional “Olhe pelas suas costas”.

Campanha “Olhe pelas suas Costas”

saber SETEMBRO 2019

21


A - Z

Sara Cerdas

Desta médica e eurodeputada se pode dizer que “filha

de peixe sabe nadar” ou seja, o seu pai é treinador de

natação e ela própria foi nadadora de competição,

especialista nos estilos mariposa e crol, tendo alcançado

medalhas e recordes regionais e nacionais. Sara

Cerdas, ou Sara Alexandra Rodrigues Cerdas de seu

nome completo, 30 anos e natural do Funchal, é mestre

em Medicina pela Universidade de Lisboa, Mestre em

Saúde Pública e Pós-graduada em Medicina do Viajante.

Foi médica interna na Unidade de Saúde Pública de

Almada-Seixal e trabalhou na Direção-Geral de Saúde.

Atualmente, é uma das nossas deputadas no Parlamento

Europeu. As eleições europeias foram realizadas em maio

de 2019 e tiveram como fim a escolha dos 21 deputados

portugueses com assento no Parlamento Europeu e

Sara Cerdas, candidata pelo Partido Socialista, foi uma

das eleitas. Quando faz uma pausa no trabalho, pega na

mochila de viagem e vai explorar o mundo. Pelo meio,

arranjou tempo para nos responder a este A-Z.

a

Deus

Omnipresente.

Decoração

Minimalista.

Doces

O dos arraiais, que

se colam aos dentes.

22 saber SETEMBRO 2019

Amor

Indispensável.

Amigos

Apoio.

Arte

Todas as formas de arte, incluindo

as incompreensíveis ao olho nu.

Animais de estimação

Pfinhinho e D

Palatchenka.

g

Erros

Aprendizagem.

Estilo

Mariposa e crawl.

Emoção

Essencial à vida.

Ginástica

A minha agenda.

Gula

Castelo dos

Hambúrgueres.

B

e

h

Dulcina Branco

Bebidas

Sem açúcar adicionado.

Brinquedos

Infância.

Beijo

Eterno.

Casamento

Suporte.

Curiosidade

Fui escuteira.

Cores

As da natureza.

Família

A minha inspiração. O meu suporte.

O meu apoio incondicional.

Filme

Com boa companhia.

Futebol

Campeões da Europa.

Flores

Magia da Natureza.

Humildade

Molda um bom caráter.

Humor

Indispensável.

gentilmente enviadas por Cristina Correia,

Assessora de Comunicação MEP Sara Cerdas.

c

F


m

Perfumes

Shiso.

Presentes

Adoro oferecer.

Política

Somos Europa!

n

Música

Clássica para trabalhar.

Marcas

Sustentáveis e “fair trade”.

Mania

Andar sem sapatos dentro

de casa, deixá-los à porta.

Moda

Confortável.

p q

Qualidades

Sinceridade.

Notícias

Informação

(esperemos que

factual!).

Rádio

Companhia.

Referências

Avó.

i

Ilha

Casa.

Internet

De alta velocidade.

Justiça

Direito.

L

Livro

“Cem Anos de Solidão”, de

Gabriel Garcia Marquez.

Lua

Que ilumine a noite.

oObjectivos

SMART (específicos, mensuráveis,

atingíveis, realistas, temporizáveis).

Ostentação

Desgosto.

Ódio

É uma palavra muito forte.

Tenho pouca tolerância para o

desrespeito.

r

j

S

Vitória

A primeira vez que

representei Portugal pela

seleção nacional.

Vida

Para ser vivida.

Viagem

A que contribua para uma

melhor versão de nós

próprios.

Vício

O mar.

T

v x

Xenofobia

A erradicar.

Xadrez

Pai.

Surpresa

Não consigo esperar.

Sexo

Seguro.

Signo

Carneiro.

Sonho

Comanda a vida. “Be the change

you wish to see in the world”.

Televisão

Telejornal.

Telemóvel

Instrumento de trabalho e

ligação ao mundo.

Trabalho

Fazer melhor, fazer a

diferença.

U

Utopia

...

Zoologia

Proteger.

Zelo

Saúde e bem estar.

saber SETEMBRO 2019

z23


CINEMA

Título original

Variações

Realização

João Maia

Elenco

Sérgio Paiva ( António Variações), Filipe Duarte,

Victoria Guerra, Augusto Madeira, Tomás

Alves, Madalena Brandão, José Raposo e

Teresa Madruga

Género

Drama, Biografia

País

Portugal

Variações

António Joaquim Rodrigues Ribeiro

nasceu a 3 de Dezembro de 1944,

numa pequena aldeia do concelho

de Amares, distrito de Braga. Sendo

um dos 12 filhos de um casal de camponeses,

fez a escola primária e desde cedo se habituou

a ajudar no campo. Com 12 anos partiu

para Lisboa, onde trabalhou como aprendiz de

balconista e caixeiro. Mais tarde cumpriu serviço

militar em Angola e, em 1975, viajou por

Londres e Amesterdão, onde se descobriu e

aprendeu a profissão de barbeiro. Regressa a

Lisboa em 1977, onde durante o dia trabalha

como cabeleireiro, e à noite estuda e se dedica

à música. Em 1981, participa no conhecido

programa “O Passeio dos Alegres”, de Júlio Isidro.

A sua sonoridade diferente e o seu estilo

inigualável fazem-se notar. Em 1982, edita

o primeiro single, com os temas “Povo que

lavas no rio”, de Amália Rodrigues (a sua grande

inspiração), e “Estou além”. No ano seguinte,

grava o LP “Anjo da Guarda”, com dez faixas

da sua autoria, onde se destacam os êxitos “É

p’ra amanhã” e “O corpo é que paga”. Um ano

depois lança o seu segundo e último álbum,

“Dar & Receber” com, entre outras, a sua inesquecível

“Canção de engate”. Variações morreu

em Lisboa, a 13 de Junho de 1984, devido

a uma broncopneumonia. Tinha 39 anos. Projecto

a que o realizador João Maia (“O Prego”)

se dedicou durante mais de 15 anos, este é um

filme biográfico que segue os últimos anos de

vida de António Variações, um dos mais aclamados

e criativos cantautores em língua portuguesa,

que abriu caminho e deixou marcas

em várias gerações de artistas. s

Dulcina Branco

cinecartaz.publico.pt/filme

24 saber SETEMBRO 2019


TECNOLOGIA

Som Energy System

São vários os produtos que a Energy

System tem lançado no segmento

do som, desde auscultadores, auriculares

e colunas de som com grande

sucesso. Destacamos o Alexa, o assistente

pessoal da Amazon. O Smart Speaker

5 Home é uma coluna de som inteligente

com um sistema estéreo de potência total

de 16 Watts. O seu peso é de 1,26 kg, tem

um design compacto, e além de oferecer

um design apelativo para o colocarmos em

qualquer sítio, também é leve o suficiente

para o podermos movimentar pela casa.

O material que abrange a maior parte do

altifalante é tecido em relevo, semelhante

ao que outras empresas como a Google

usam no Home mini. A sua cor azulada-cinzenta

e seu design integram-se muito bem

em ambientes modernos, tornando-se num

sucesso estético com funcionalidade inteligentes

que começamos a adoptar. O processo

de configuração é muito simples e direto.

Tudo o que temos a fazer é instalar a aplicação

da Energy System, sendo que na própria

aplicação irá configurar a parte relacionada

com a assistente pessoal Alexa. Infelizmente,

não tem o português disponível, portanto

o inglês deverá ser a opção mais interessante,

além de que é necessário a criação ou

utilização da sua conta da Amazon. Podemos

ouvir música de diversas formas, seja

através da ligação ao smartphone, seja uma

rádio no TuneIN ou através da nossa conta

Spotify. Mas é permitido ir um pouco mais

além, isto é, através da DNLA. Falando um

pouco sobre a Alexa, grande parte já sabe o

que é possível fazer com um assistente pessoal

como a Alexa, já que a Inteligência artificial

por trás da Amazon é uma dos melhores

do mercado e a empresa norte-americana

trabalhou bem as parcerias, estando disponível

num grande conjunto de produtos terceiros

que integram com a Alexa, desde lâmpadas,

interruptores, entre muitos outros

produtos. Além disso, são infinitas as perguntas

que podemos fazer à Alexa, desde

notícias, tempo, informações sobre eventos

desportivos, celebridades, etc. Acho que a lista

é tão grande que, provavelmente falharíamos

alguma. No entanto, uma das funções

que mais utilização lhe damos é o controlo

da música através da voz, no entanto tem

limitações. Isto porque apenas com o Spotify

Premium ou o Amazon Music Unlimited

terá total controlo sobre as músicas que quer

ouvir e pesquisar, por exemplo. Quanto à

qualidade do som, o Smart Speaker 5 Home

tem dois altifalantes de 8 watts cada. A qualidade

do som é muito boa, mesmo quando o

volume é alto. Podemos ajustar 10 níveis de

som com os botões no alto-falante ou com o

smartphone. Quanto aos baixos, nota-se que

poderia ser melhor para as pessoas que têm

um ouvido mais apurado, mas para grande

parte dos utilizadores a qualidade de som

deste equipamento é mais do que suficiente,

e ainda permite volumes bem altos. Se

for para uma área muito grande, os 16 Watts

da Smart Speaker 5 Home podem ser curtos.

No entanto, a Energy System tem outras

opções, também, interessantes. A Smart

Speaker 7 Tower, de 40W e um modelo mais

pequeno, o Smart Speaker 3 Talk. Este produto

está disponível no site da Energy System

por 99€. s

Bruno Peralta (maistecnologia)

Tech News site: www.maistecnologia.com

saber SETEMBRO 2019

25


PUBLIREPORTAGEM

Funchal vai ter novos acessos

WI-FI gratuitos nos espaços municipais

Câmara Municipal do Funchal.

A

Câmara Municipal do Funchal foi

uma das entidades contempladas

com a entrega de um voucher no

valor de 15 mil euros, atribuído no

âmbito da candidatura ao projeto WIFI4EU

– Wi-Fi gratuito para todos na Europa. O

vale concedido através desta iniciativa, que

é financiada pela Comissão Europeia, irá

permitir ao Município do Funchal instalar

novos pontos de acesso à internet no Mercado

dos Lavradores e no Museu A Cidade

do Açúcar.

O Presidente da Câmara Municipal do Funchal,

Miguel Silva Gouveia, recebeu nos

Paços do Concelho o representante da

Innovation & Networks Executive Agency

(INEA), Tiago Sousa, para a entrega simbólica

do voucher referente ao programa

WIFI4EU, que tem por objetivo dotar os

locais públicos, nomeadamente bibliotecas,

parques, edifícios oficiais, praças e centros

26 saber SETEMBRO 2019


de saúde com acesso de qualidade à rede

de Internet, permitindo que os cidadãos e

visitantes em toda a União Europeia possam

usufruir de pontos de acesso WI-FI gratuitos

e seguros nestes locais.

Miguel Silva Gouveia explicou que “na

sequência do trabalho que a Câmara Municipal

tem vindo a desenvolver na área da

modernização administrativa, promovendo

uma maior conetividade quer junto dos

nossos munícipes, quer daqueles que visitam

a cidade do Funchal, fizemos uma candidatura

a este programa da União Europeia,

que atribui financiamento a este tipo

de iniciativas de dotação de espaços públicos

de acessos wireless, e fomos uma das

várias entidades contempladas em toda a

Europa.”

“Desta forma, iremos dotar desta tecnologia

dois importantes espaços municipais,

como o Mercado dos Lavradores e o Museu

A Cidade do Açúcar, que têm ambos um

grande incidência turística, combatendo a

exclusão digital e aumentando o acesso aos

serviços públicos online, com uma maior

proximidade com os cidadãos e com os visitantes,

de acordo com a nossa estratégia de

modernização administrativa, que tem sido

um sucesso a todos os níveis.”

A implementação destas novas redes Wi-Fi

irá contemplar o Mercado dos Lavradores,

com um total de 15 pontos de acesso wireless,

e ainda o Museu A Cidade do Açúcar,

com 3 pontos de acesso, e estará concluída

em breve, deixando estes espaços municipais

de referência equipados com uma

rede de alta qualidade de internet acessível

a todos.

Este é um trabalho que a CMF já tem vindo

a promover ativamente ao longo dos últimos

anos, sendo de recordar a aposta na

implementação de redes de internet ao longo

de toda a Baixa da cidade, através de um

projeto com o Turismo de Portugal. Neste

âmbito, o Funchal já conta, desde o final do

ano passado, com um circuito que garante

conetividade à internet numa área que vai

desde o Teatro Municipal Baltazar Dias até

ao Forte de São Tiago, passando por toda

a Avenida Arriaga, Rua do Aljube, Rua Dr.

Fernão de Ornelas, Rua de Santa Maria e

outros locais de referência, tais como o Largo

do Município, a Praça Amarela, o Cais do

Funchal e a Praça do Povo. Em menos de

um ano de atividade, já se registaram mais

de 300 mil acessos à rede da CMF, números

que serão agora exponenciados. s

PUB

saber SETEMBRO 2019

27


viajar coM saber

ANTÓNIO CRUZ

AUTOR E VIAJANTE › antonio.cruz@abreu.pt

Paraguai

1] É um facto que não levava grandes expectativas, pois já tinha ouvido

uma série de versões quase coincidentes sobre a falta de interesse e beleza

da Cidade do Paraguai. E tudo o que tinha lido, na sua maioria, também

não alvitrava grandes surpresas ou exclamações. E de facto assim foi. Ainda

que com alguns pontos de interesse, a tal falta de beleza acompanhou-

-me ao longo dos dias que por lá fiquei.

Havia ali, no meio do mapa da América do Sul, um

pontinho onde nunca tinha estado e que me perseguia o

estado de espírito próprio de uma inquietude por ter uma

falha geográfica nessa zona do globo.

Ora aproveitando uma razão profissional para ter que

estar em Lima, permiti-me quatro dias de experiências no

tal pontinho em falha: o Paraguai.

António cruz › António Cruz escreve de acordo com a antiga ortografia.

1]

28 saber SETEMBRO 2019


2]

3]

2] Mas que não se entenda que falta de beleza é sinónimo

de falta de interesse. Pelo contrário. Ainda que seja uma

cidade desgastada pelo tempo, mal cuidada, quase abandonada

ao seu próprio desígnio, o interesse está lá. Seja

de que forma for, revelando-se de que forma bem entender.

Nesta imagem o Palácio do Governo.

3] Talvez que o mais interessante e espectacular que me tenha sido dado a ver,

tenha sido o Museu do Barro. Um espaço bonito, bem arrumado e catalogado,

que conta a história do barro através dos tempos paraguaios e da importância e

relevância que teve em tão diversos momentos da História do país.

5] Os murais são para mim uma das mais significativas formas

de expressão artística que posso encontrar nas cidades

por onde vou passando mundo for. Porque através delas o

povo fala, o artista reflecte o seu pulsar, a sociedade expressa-se

através de uma das mais básicas, e quiçá rudimentares,

formas de comunicar. E a Cidade do Paraguai é pródiga

em murais fabulosos!

4] A Casa da Independência é outro espaço, cultural, patrimonial e histórico

que marca uma visita à capital paraguaia. Aqui podemos respirar uma antiga

casa colonial com as suas mobílias de então bem como um pouco da História

do país e dos que em séculos idos o habitaram e governaram. .

6] Para mim é raro uma visita a um novo país e a uma nova cidade poder considerar-se

completa sem uma passagem pelo seu mercado mais emblemático.

Na Cidade do Paraguai o mesmo dá pelo nome de Mercado 4 e foi por ele que

me estiquei numa manhã de chuva e céu zangado. Valeu imensamente a pena!

6]

4]

5]

7] Fiquei com a quase certeza de que a Cidade do Paraguai é uma

cidade tristonha. Corroída pela inclemência do tempo e pela incúria

dos que passam pela governação. Cidade que apesar de pobre e

arruinada no que ao seu espólio urbanístico diz respeito, tem todas

as condições para se tornar numa cidade lindíssima. Assim haja

interesse em pegar nela ao colo, mimá-la, e permitir-lhe que cresça

com a graciosidade das jovens mulheres belas e sensuais. Porque

tem todos os genes para que tal possa acontecer.

7]

saber SETEMBRO 2019

29


BEM-ESTAR

Sara

de Freitas

Sara de Freitas

Terapeuta Holística

sdf.terapeuta@gmail.com

INTERNET

Florais de Bach

Os Florais de Bach foram criados pelo

médico bacteriologista Edward

Bach. São formados por um conjunto

de 38 essências de plantas e

flores. Trata-se de, um tratamento terapêutico

muito eficaz que não substitui o tratamento

médico mas pode complementá-lo. Não interage

nem interfere na medicina alopática ou

homeopática. É um método de cura vibracional

simples e natural que visa tratar os desequilíbrios

emocionais, permitindo alterar e ajustar

a atitude perante uma determinada vivência e

revertendo os estados emocionais negativos.

O tratamento floral, após identificar as causas

que devem ser tratadas e o floral mais indicado,

permite ajustar ou equilibrar a personalidade

da pessoa. Significa isto que, para cada

emoção ou estado mental negativo, como tristeza,

insegurança, stress ou depressão, existe

uma essência que traz o equilíbrio e sensações

positivas como a alegria de viver, coragem,

segurança e tranquilidade. A junção de vibrações

- energia da flor com o campo vibracional,

ou seja, a energia da pessoa, resulta em bem-

-estar geral. Citando Edward Bach: “as 38 plantas

curam suave mas, efetivamente, e como

não existem plantas venenosas entre elas, não

existe nem o medo nem a possibilidade de

tomar uma sobredose ou de estar sujeito aos

riscos de uma prescrição incorreta”. s

30 saber SETEMBRO 2019


o blogue de...

Aqui vai mais uma das minhas aventuras

nestes textos. Espero que

gostem. “Meu Amor, hoje sei que

o Amor tem uma característica

que o torna infalível: ou é, ou não é. Não sei

se esta é uma carta de Amor ou de despedida.

E não quero saber. O tempo é mestre nestas

coisas e sei que não me vai deixar ficar

mal. Provavelmente não sou o homem que

queres. Não serei homem para ti. Estou longe

de ser um príncipe encantado. Estou longe

de entender-te como queres e estou longe

de ser um Homem recomendável. Exactamente:

estou longe de ser recomendável para

seja quem for. E dói-me saber que a culpa é

minha. Esta coisa de ter mau feitio tem muito

que se lhe diga. É que, por trás de um mau

feitio, estão geralmente pessoas boas. Mas

não basta ser pessoa boa. É preciso parecer,

engolir, suportar, lutar e ir em frente. Todos

os dias. Há falhas que se tornam difíceis de

suportar, mesmo quando se gosta muito de

alguém. E não espero que as suportes. É difícil

e é doloroso. No fundo acho que tinha a

noção que estaríamos condenados à partida.

Mas queria tanto... O meu coração queria

tanto, que o deixei mandar em tudo. Tenho

aquela reles mania de que o amor conquismiguel

pires

músico

miguelpyres.blogspot.pt (Mr. Nice Guy)

Das cartas de

amor III

INTERNET

ta tudo. Hoje vou acreditando que não é bem

assim. A pureza das coisas perdeu-se algures

na vida de quem já viveu um bocado. E as

inseguranças, medos e bagagens do passado

pagam-se caro. Queria muito fazer-te feliz.

Mas sou estranho e a minha dose de loucura

tem um lado insuportável. E depois dizemos

e fazemos coisas que podem ser asneiras tremendas.

E agora chegámos aqui. A um ponto

em que ninguém sabe o que quer da vida.

Assim sendo, tudo se torna incógnito. Os pensamentos

deambulam por sítios onde não

deviam andar. E os sentimentos vão atrás. E

tornamo-nos pequeninos e desprotegidos.

Quis sempre proteger-te. Levar-te pela mão.

Levar-te nas mãos até envelhecermos juntos.

Queria ser-te e queria que me fosses.

Mas não é assim. Não foi assim. Gostar de ti

é bom e desejar que a vida te traga coisas e

pessoas boas é natural. Não me custa nada.

Penso que será novamente o coração a mandar.

Deixá-lo mandar. Ele lá sabe! Ao virar de

uma qualquer esquina estará alguém. Outro

alguém que, da forma que queres, te preencherá.

Que será o tal. O príncipe encantado

que esperas e que te espera. E eu sei que ele

anda por aí. Até o encontrares. Querer viver

não tem mal nenhum. É saudável, é bom e

é natural. E encontrar-se é difícil. Mas faz-se.

Tudo se faz. E tudo passa. Acredita que tudo

passa. No fim disto tudo, o sentimento recorrente

é sempre o mesmo: Amo-te desde sempre,

sem mais nem porquê.” Parece-vos bem?

Beijos & Abraços. MP. s

saber SETEMBRO 2019

31


SAÚDE

Cláudia

Ramos

Cláudia Ramos

Fisioterapeuta

Dor crónica é tema

do Dia Mundial da Fisioterapia 2019

O

Dia Mundial da Fisioterapia é celebrado

anualmente, desde 1996,

no dia 8 de Setembro. O dia representa

uma excelente oportunidade

para toda a comunidade de Fisioterapia

e para os fisioterapeutas de todo o mundo

demonstrar o valor da profissão na manutenção

e/ou melhoria da mobilidade e independência

funcional. Todos os anos é definido

um tema para as celebrações. Este ano

o tema escolhido é a Dor Crónica. A dor é

considerada crónica quando, de forma contínua

ou recorrente, existe há pelo menos

três meses, ou quando persiste para além

do curso normal de uma doença aguda ou

da cura da lesão que lhe deu origem. A patologia

mais frequente é a lombalgia, seguindo-se

dor nos membros inferiores e superiores,

ombros e região cervical. É transversal

a quase todas as doenças. Existem mais de

três milhões de portugueses com dor crónica

avaliados nos cuidados de saúde primários,

ou seja, 34% da população nacional. Cerca de

74% têm dificuldade em realizar tarefas quo-

tidianas e 95% apresentam outras co morbilidades

crónicas associadas, como doenças

endócrinas, nutricionais e metabólicas,

doenças do sistema circulatório, e do sistema

músculo-esquelético e ligamentos. A dor

crónica tem, por isso, um impacto significativo

na saúde global e a terapia pelo exercício

está incluída em todas as normas de orientação

para o tratamento da mesma. Neste

campo, os fisioterapeutas trabalham com

as pessoas para as ajudar a controlar a dor

usando várias ferramentas, incluindo educação

sobre a dor, estratégias de adaptação,

resolução de problemas, exposição gradual

ao exercício, higiene do sono e relaxamento.

Assim sendo, a fisioterapia ajuda as

pessoas com dor crónica a desenvolver as

competências que necessitam para gerir e

assumir o controlo da sua condição, aumentar

a sua actividade física e melhorar a qualidade

de vida. No seguimento das actividades

desenvolvidas um pouco por todo o país

(e mundo) para dinamizar este dia, o grupo

de fisioterapeutas do Hospital Dr. Nélio

Mendonça-SESARAM, realizou (à semelhança

de anos anteriores) uma dinâmica junto

da população alusiva ao tema anual proposto

pela WCPT (World Confederation of

Physicaltherapy),que neste ano é, como referido,

a dor crónica. s

32 saber SETEMBRO 2019


NUTRIÇÃO

Alison Karina

de Jesus

Alison Karina de Jesus

Nutricionista (2874N)

facebook.com/nutricionalmentebem

instagram.com/nutricionalmentebem

info@nutricionalmentebem.com

https://nutricionalmentebem.com/

INTERNET

Alimentação e humor: alguma relação?

A

cada dia que passa, surgem mais

estudos que demonstram e comprovam

que não só a nossa saúde

física, mas também a mental e emocional

estão intimamente ligadas aos nossos

hábitos alimentares e que alguns alimentos

possuem nutrientes que podem influenciar o

nosso ânimo. Existem alimentos que quando

ingeridos estimulam a produção e a libertação

de alguns neurotransmissores (substâncias

que transportam os impulsos nervosos) que

agem como sedativos e tranquilizantes, oferecendo

mais disposição e energia. Os principais

neurotransmissores que agem diretamente

sobre o humor são a serotonina, a dopamina

e a noradrenalina. Para que estes neurotransmissores

sejam sintetizados é indispensável a

ingestão de vários nutrientes. Sem falar que,

sem energia, nada funciona no organismo,

portanto fontes de hidratos de carbono são

igualmente importantes no processo como

um todo. A síntese da serotonina depende

da presença do triptofano e da vitamina B6,

pelo que a ingestão de alimentos ricos nestes

elementos, como peixe, carnes de aves, laticínios,

ovo, frutas e vegetais poderá influenciar

a sua síntese e, consequentemente, a sensação

de bem-estar. E relativamente ao chocolate?

Este poderá transmitir uma sensação de

bem-estar e felicidade porque a sua ingestão

aumenta a produção de endorfinas e serotonina.

Na realidade, os níveis de serotonina

aumentam devido aos hidratos de carbono

(que são a principal fonte de energia do nosso

organismo) e, portanto, quanto mais alto for o

nível de açúcar no sangue mais depressa parece

esse mecanismo funcionar. Contudo, convém

não esquecer que a ingestão excessiva de

gordura e açúcares contida no chocolate pode

estar na base do desenvolvimento de obesidade

e todas as doenças associadas, pelo que

deve ser consumido com moderação. As vitaminas

do complexo B (que estão presentes

nos cereais integrais, legumes, nozes, abacates,

cogumelos, ovos e brócolos) têm também

um papel importante no humor. Dentro dos

minerais há um destaque para o zinco e magnésio,

encontrados nos frutos secos, nas lentilhas,

no fígado e nos legumes, como estando

também envolvidos no controlo eficaz da

depressão, bem como o selénio, presente na

manteiga, fígado, crustáceos e mariscos que

está em défice no plasma sanguíneo das pessoas

com depressão. Outro mineral em destaque

é o iodo, portanto alimentos ricos em

iodo como as algas marinhas, os crustáceos e

os frutos do mar, a couve-galega, os nabos, a

abóbora, a melancia, o pepino e os espinafres

devem estar presentes na nossa alimentação.

Estes efeitos só são obtidos quando a prática

destes comportamentos é frequente e há

equilíbrio na alimentação, no que concerne às

quantidades necessárias para que o corpo se

mantenha saudável. É ainda importante recordar

que uma alimentação pobre em energia,

por vários dias, pode levar a alterações de

humor e à depressão. O ideal é o equilíbrio. s

saber SETEMBRO 2019

33


DICAS DE MODA

Lúcia Sousa

Fashion Designer Estilista › 914110291

www.luciasousa.com

Facebook › LUCIA SOUSA-Fashion Designer estilista

Baby Softness

A

criação que apresentamos nesta

edição foi desenhada para eternizar

um momento especial partilhado

entre mãe e filho. Um vestido de

silhueta justa feito em dois tecidos contrastantes

tem um decote em V, de fácil remoção

a pensar nas mães que amamentam. O fato

de criança foi produzido em linho, um tecido

confortável para os mais pequenos. Os calções

com suspensórios sobre uma camisa

de estilo Mandarim foram confecionados em

tons de areia para sobressair o tom de pele

moreno da criança. “Tecidos confortáveis e

peças fáceis de manusear foram fundamentais

para que esta criação nos ajudasse a ter

uma festa mais feliz sem complicações. Tudo

está nos pormenores”, diz-nos a mãe, Catarina

Mesquita. s

Catarina Mesquita

D.R. (direitos reservados).

Agradecimento › Mãe Catarina e bebé

34 saber SETEMBRO 2019


saber SETEMBRO 2019

35


MAKEOVER

Mary Correia de Carfora

Maquilhadora Profissional › Facebook Carfora Mary Makeup

Maquilhagem

pós-verão

Depois do Verão surgem novas tendências

as quais apontam para as

maquilhagens de tons mais fortes

e com os indispensáveis hidratantes

e tratamentos de rosto. Tão importante

como a alimentação, é a limpeza diária, obrigatória

para se ter uma pele jovem e saudável.

Deixo-vos com produtos maravilhosos

que foram utilizados nesta produção de

makeup e que podem ser usados por senhoras

de qualquer idade. s

Mary de Carfora.

Modelo › Petra Camacho.

36 saber SETEMBRO 2019


Um dia com...

‹ Antes Depois ›

Produtos disponíveis na Loja Douglas do Funchal:

Fresh Hydration Hydra Life @Dior

One essential eye Serum @Dior

Base Forever undercover 035

Base Forever Undercover 33

Iluminador 02 Dior skin Nude

Corretor Dior Skin Forever 022

Crayon waterproof 594

Quarteto de sombras 757 Dream

Quarteto de sombras 357 Electify

Batom Dior Maximazer Hyaluronic

Pó compacto bronze 9F01 e 9H02

Perfume Miss Dior

Loose Poweder Dior Skin Nude Air 020

saber SETEMBRO 2019

37


MOTORES

Grande Prémio em Supermoto

As “Supermoto” invadiram o Funchal

num evento que reuniu milhares

de espectadores na baixa do Funchal.

O ciruito urbano foi desenhado

entre a Praça da Autonomia e o Almirante Reis,

onde os pilotos rodaram numa pista muito técnica

e que foi ainda abrilhantado pela presença

do Campeão Regional em título, Hugo Silva,

que encontrou um intervalo nas provas Mundiais

e Europeias da modalidade para vir à sua

terra natal mostrar o impressionante ritmo a

que se roda lá fora. Demonstrou-o na primeira

manga de qualificação, em que com um tempo

canhão mostrou que era um forte candidato

à vitória. Restou assim a Dinarte Nóbrega

arrancar na segunda posição, seguido de

Ruben Quaresma. Nas corridas, provou-se

precisamente o que se antevia: duas vitórias

largas de Hugo Silva, com as posições seguintes

a serem alternadas entre Ruben Quaresma

e Dinarte Nóbrega, com vantagem para este

último, que ficou assim com o segundo lugar

final, deixando o degrau mais baixo do pódio

para o seu colega de equipa Ruben Quaresma.

Daniel Rodrigues e a sua Honda CRF é o

nome que se segue na classificação final com

o quarto posto geral, seguido de Alexis Sousa e

de Bernardo Lourenço, piloto que aos comandos

da sua Husqvarna venceu também a classe

de Rookies. Sétimo lugar para Celso Figueira

seguido de Vitor Freitas, Elvio Pereira e Tiago

Silva. Uma nota final para Diogo Nóbrega que

sofreu uma queda no final da primeira manga

de classificação que o impediu de realizar a

manga seguinte. No final da corrida, e motas

em parque fechado final, a invasão de público

na Avenida do Mar foi tão grande que até

as equipas de reportagem presentes tiveram

dificuldades em recolher as declarações dos

pilotos, sendo que, a organização do evento

estava satisfeita pela adesão de público e pelo

sucesso da iniciativa. Na cerimónia de entrega

de prémios, que teve lugar do Old City Pub,

na Rua Dom Carlos I, Madalena Nunes, em

representação da Câmara Municipal do Funchal,

endereçou os parabéns a toda a organização,

demonstrando o interesse de repetir

este evento de sucesso no Funchal no futuro.

Também Juan Gonçalves, em representação

do Director Regional de Desporto, reconheceu

o empenho e dedicação de toda a equipa

da Associação de Motociclismo da Madeira e

do Motor Clube da Madeira, mostrando ainda

a disponibilidade da Direcção Regional para

continuar a apoiar esta disciplina do motociclismo,

quer na competição regional, quer nas

competições nacionais, europeias e mundiais,

onde, refira-se, Hugo Silva está no momento a

competir. O campeonato da Madeira de Supermoto

continou em Machico e em Santana. s

Nélio Olim

Nelson Martins e Dany Vieira

38 saber SETEMBRO 2019


saber SETEMBRO 2019

39


FASHION ADVISOR

JORGE LUZ

www.facebook.com/jorgeluz83/

Moda sem idade

Nunca como agora a expressão “a

beleza não tem idade” fez tanto

sentido. A beleza feminina acima

das tendências internacionais da

estação. A minha prioridade tem sido – sempre!,

realçar a beleza da mulher em todo o

seu esplendor, mostrando que senhoras de

todas as faixas etárias, peso e forma de corpo,

podem estar sempre belas e elegantes. O

segredo está em adequar o vestuário e acessórios

ao nosso corpo e à nossa personalidade.

Foi com propósito – desmistificar estereótipos

- que apresentei na festa de verão

‘Glamorous Summer Party’ peças da nova

colecção da minha marca e que, com o contributo

de modelos profissionais e não profissionais,

trouxeram brilho e cor ao grande

evento. As rendas e os riscados com padrões

são tendência a ter em conta em qualquer

guarda-roupa. Não se esqueça também

que há que quebrar o mito de que as riscas

engordam. Isso está longe de ser verdade,

minhas amigas. As riscas na vertical favorecem

e alongam a silhueta. Já as riscas na

horizontal podem ser usadas mas em peças

oversize; em peças demasiado justas ao corpo,

aí sim, tenha a certeza que as mesmas

não a irão favorecer. Mais detalhes e tendências

dar-vos-ei conta no próximo artigo. s

Jorge Luz

D.R. (DIREITOS RESERVADOS)

40 saber SETEMBRO 2019


saber SETEMBRO 2019

41


AGENDA CULTURAL

“# REssOnancia”

aTÉ 31 aGOsTO

CASA DA CULTURA DE SANTA CRUZ -

QUINTA DO REVOREDO.

De Fedra Espiga Pinto

RUA BELA DE SãO JOSÉ - SANTA CRUZ

Tel.: 291 520 124 | Tlm: 917 999 043

“# RessOnancia”

UNTIl AUGUST 31

CASA DA CULTURA DE SANTA CRUZ - QUINTA DO

REVOREDO

By Fedra Espiga Pinto

“O PaPEL das ÁRVOREs”

aTÉ 5 sETEMBRO

GALERIA MARCA DE ÁGUA.

De Paulo Sérgio BEJu.

Segunda a sexta - 10h30 – 13h00/ 14h00 - 18h30

Ou noutro horário mediante marcação prévia.

Rua da carreira, 119, Funchal

Tel.: 291 100 149

info.galeriamarcadeagua@gmail.com

THe ROLe OF TRees”

UNTIl 5 SEPTEMBER

Watermark Gallery

By Paulo Sérgio BEJu

MoNDAY To FRIDAY - 10:30 AM – 1:00 PM / 2:00 PM - 6:30 PM

or another time by appointment.

Rua da Carreira, 119, Funchal

Tel .: 291 100 149

Info.galeriamarcadeagua@gmail.com

“600 anOs EM 300 MOEdas”

aTÉ 12 sETEMBRO

SOLAR DO RIBEIRINHO – NÚCLEO MUSEOLóGICO DE MACHICO.

Esta mostra dedicada à numismática, insere-se

no programa de comemorações de ‘Machico, 600

anos de História’ e compreende um conjunto de

trezentas moedas, que datam desde o século XV até

à atualidade. O acervo é pertença de um colecionador

particular natural do concelho.

“600 YeaRs in 300 cOins”

UNTIl SEPTEMBER 12

SOLAR DO RIBEIRINHO – NúCLEO MUSEOLóGICO DE MACHICO

This show dedicated to Numismatics, is part of the

program commemorations of ‘Machico, 600 years of

history’ and comprises a set of 300 coins, dating from

the 15 TH century to the present. The collection is owned

by a particular natural collector of the county.

15

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consulte-nos

& PUBLICITE CONNOSCO!

REVISTA SABER madeira

A REVISTA DA MADEIRA

42 saber JANEIro 2019

www.sabermadeira.pt Revista Saber Madeira

sabermadeira@yahoo.com 291 911 300


SUGESTÕES DA

AGENDA CULTURAL

DA MADEIRA

“aRTEFacTOs EM

PaLMiTO”

aTÉ 15 sETEMBRO

PARQUE TEMÁTICO DA MADEIRA – SANTANA.

Exposição Itinerante do Museu Etnográfico da

Madeira (MEM).

Desde os primórdios da humanidade, que o homem

soube sabiamente aproveitar os meios que a natureza

colocava ao seu dispor.

O artesanato em palmitos (folhas de palmeira) é

um exemplo do aproveitamento de um recurso

natural para a confeção de objetos utilitários. Com

esta matéria- prima concebem-se vários tipos de

chapéus, carteiras, cintos e forros para copos e

garrafas.

A produção de artefactos em palmito possui uma

longa tradição na nossa Região, em especial na Ilha

do Porto Santo, decorrente do grande número de

palmeiras ali existentes, devido às condições naturais

favoráveis para o desenvolvimento daquela

planta: um clima tropical, com terrenos áridos.

Esta exposição pretende dar a conhecer os artesãos

e os processos de confeção dos artefactos em

palmito (folhas de palmeira) com destaque para os

chapéus do Porto Santo, confecionados pelas artesãs

Maria Otília Melim e Salomé Melim.

“aRTeFacTs in

PaLMiTO”

UNTIl SEPTEMBER 15

MADEIRA THEME PARK - SANTANA

From the earliest days of mankind man wisely knew how

to take advantage of the means which nature had at his

disposal.

Handicrafts in palm hearts (palm leaves) are an example

of the use of a natural resource for the confection of

utilitarian objects. With this raw material are conceived

various types of hats, wallets, belts and linings for

glasses and bottles.

The production of artifacts in palm hearts has a long

tradition in our region, especially in the island of Porto

Santo, due to the great number of palm trees there, due

to the favorable natural conditions for the development

of this plant: a tropical climate with arid lands.

This exhibition aims to show the artisans and the

processes of confection of the artifacts in palm hearts

(palm leaves), especially the Porto Santo hats, made by

the artisans Maria Otília Melim and Salomé Melim.

“Os EnGEnHOs

dE cana-dE-açúcaR”

aTÉ 15 sETEMBRO

PARQUE TEMÁTICO DA MADEIRA – SANTANA.

Exposição Itinerante do Museu Etnográfico da

Madeira (MEM).

As condições geo-hidrológicas da ilha foram propícias

à generalização dos engenhos de água. Nos

lugares onde não havia força motriz da água,

usava-se a força animal ou humana, os trapiches

de besta e as alçapremas.

A palavra trapiche entrou no vocabulário do açúcar

para designar todos os tipos de engenho de

cilindros usados para moer canas, quer os moinhos

de sistema vertical, movidos a bois ou por braços

humanos, quer os de eixos horizontais, movidos a

água, por bois ou pela força humana.

Atualmente já não se produz açúcar, mas continua-se

a produzir aguardente e mel. São três os

antigos engenhos que ainda laboram: Sociedade

dos Engenhos da Calheta, Lda., Companhia dos

Engenhos do Norte SORUM (Porto da Cruz) e a

Fábrica de Mel do Ribeiro Sêco. Mais recentemente

surgiu na Calheta o “Engenho Novo”.

Em 1853, José Maria Barreto e Jorge de Oliveira converteram

um arruinado solar, localizado na vila da

Ribeira Brava, numa unidade industrial.

Foi então ali montado um engenho de moer cana-

-de-açúcar, de tração animal e um alambique de

destilação de aguardente. Em 1862, a sociedade

fabril passou a utilizar energia hidráulica, instalando-se

nesse ano, uma roda motriz de madeira,

servida por uma levada, e um engenho de moer

cana doce com três cilindros de ferro horizontais.

“THe insTRuMenTs OF suGaR

cane”

UNTIl SEPTEMBER 15

MADEIRA THEME PARK - SANTANA

Itinerant Exhibition of the Ethnographic Museum of

Madeira (MEM).

The island’s geo-hydrological conditions were conducive

to the generalization of water resources. In places where

there was no motive force of water, animal or human

force, beasts’ “trapiche” and “alçapremas” were used.

The word “trapiche” has entered into the vocabulary of

sugar to designate all types of milling machines used for

milling canes, whether vertical mills, driven by oxen or

by human arms, or horizontal mills, driven by water, by

oxen or by human force.

Currently no sugar is produced, but still produces

spirits and honey. There are three mills that still work:

Sociedade de Engenhos da Calheta, lda. Companhia

das Engenhos do Norte SORUM (Porto da Cruz) and the

Ribeiro Sêco honey factory. More recently, the “Engenho

Novo” was born in Calheta.

In 1853, José Maria Barreto and Jorge de Oliveira

converted a ruined solar, located in the village of Ribeira

Brava, in an industrial unit.

It was then mounted a mill sugar mill, animal traction

and a still distillation of brandy. In 1862, the company

started to use hydraulic power, installing a wooden

driving wheel that was served by a levada, and a sugar

mill with three horizontal iron cylinders.

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ACTUALIDADE SOCIAL MADEIRENSE

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saber Setembro 2019

43


AGENDA CULTURAL

HERBERTO HELdER

POR SOBRE AS ÁGUAS

aTÉ 18 sETEMBRO

CASA-MUSEU FREDERICO DE FREITAS.

Exposição biobibliográfica no âmbito das

Comemorações dos 600 Anos do Descobrimento

das Ilhas da Madeira e Porto Santo.

Curadoria: Diana Pimentel.

Instalação artística: Filipa Cruz.

TERça a sÁBadO: 10H00-12H30 | 14H30-17H30

HeRBeRTO HeLdeR

“POR sOBRe as ÁGuas”

UNTIl SEPTEMBER 18

CASA-MUSEU FREDERICO DE FREITAS.

Biobibliographic exhibition integrated as part of the

celebrations of the 600 th anniversary of the discovery of

Madeira and Porto Santo.

Curator: Diana Pimentel.

Artistic installation: Filipa Cruz

TUESDAY To SATURDAY : 10:00 AM - 12:30PM | 2:30 PM - 5:30PM

“GERaçÕEs”

aTÉ 4 OUTUBRO

CASA DA CULTURA DE SANTANA.

Coletiva de David Monteiro e dos alunos da Escola

Básica do 1º. Ciclo de Santana.

“GeneRaTiOns”

UNTIl oCToBER 4

CASA DA CULTURA DE SANTANA.

Collective of David Monteiro and the students of the

Escola Básica do 1º. Ciclo de Santana.

“FEsTas E ROMaRias da MadEiRa”

aTÉ 24 nOVEMBRO

SALA DE EXPOSIçõES DO MUSEU ETNOGRÁFICO DA MADEIRA (MEM).

Em todas as paróquias celebram-se festas religiosas

ou romarias, consagradas a Deus, ao Espírito

Santo, a Nossa Senhora e aos santos e santas,

representados por uma relíquia ou por uma

imagem.

Normalmente estas festas realizam-se aos fins-

-de-semana e têm origem numa lenda, ou foram

introduzidas pelos primeiros colonizadores, pois

estes trouxeram consigo os seus santos de devoção,

tornando-os santos protetores de uma determinada

localidade.

De entre os rituais sagrados temos a celebração

das novenas (nove missas, que se realizam diariamente,

antes do dia da entidade que está a ser

festejada), as confissões, a missa e a procissão.

Dentro da igreja, o povo beija, usualmente, o santo

“festeiro”, numa espécie de bênção propiciatória,

simbolizando a aceitação do seu poder milagroso e

os fiéis cumprem e fazem promessas, protegendo a

sua vida quotidiana.

A festa também contempla a parte profana, ou seja

o “arraial”, como é popularmente conhecido. É o

espaço onde se dança, canta, come, etc.

“O EsPaçO E a FEsTa”

aTÉ 24 nOVEMBRO

ÁTRIO DO MUSEU ETNOGRÁFICO DA MADEIRA (MEM).

Com o objetivo de proporcionar uma maior rotatividade

das coleções que se encontram nas reservas,

o museu dá continuidade ao projeto denominado

“Acesso às coleções em Reserva”, sendo apresentada,

semestralmente, uma nova temática.

A exposição dos artefactos e dos rituais de preparação

que antecedem a “festa”, é a exposição

apresentada, este semestre, no âmbito deste projeto,

de forma a contextualizar a exposição “Festas

e Romarias” patente ao público, na sala de exposições

temporárias do museu, durante o mesmo

período.

“FesTiViTies and PiLGRiMaGes OF MadeiRa”

UNTIl NovEMBER 24

Itinerant Exhibition of the Ethnographic Museum of

Madeira (MEM).

In all the parishes’ religious or pilgrimage festivals are

celebrated, consecrated to god, to the Holy Spirit, to Our

Lady and to the Saints, represented by a relic or by an

image.

Normally these festivals take place on weekends and

originate in a legend, or were introduced by the first settlers,

for they brought with them their saints of devotion,

making them holy protectors of a certain locality.

Among the sacred rituals we have the celebration of

novenas (nine masses, which are held daily, before the

day of the entity being celebrated), the confessions,

mass and procession. Within the church, the people usually

kiss the “Celebrated” Saint in a kind of propitiatory

blessing, symbolizing the acceptance of their miraculous

power and the faithful fulfill and make promises, protecting

their daily life.

The feast also contemplates the profane part that is the

“Arraial,” as it is popularly known. It is the space where

one dances, sings, eats, realizes commercial exchanges,

dates, etc.

cOLETiVa dE aRTEs PLÁsTicas

aTÉ 20 sETEMBRO

ART CENTER CARAVEL

Coletiva de arte contemporânea de artistas locais e

internacionais.

RUA D. CARLOS I, 19 - FUNCHAL

sEGUnda a sEXTa das 11H00 às 17H30

Tlm.: 913 655 459

cOLLecTiVe OF PLasTic aRTs

UNTIl SEPTEMBER 20

ART CENTER CARAVEL

Collective of contemporary art by local and international

artists.

RUA D. CARLOS I, 19 - FUNCHAL

MoNDAY To FRIDAY FRoM 11:00 A.M. To 5:30 P.M.

Tel .: 913 655 459

“UMa TaRdE, dUas ManHÃs”

aTÉ 12 OUTUBRO

GALERIA DOS PRAZERES – CALHETA.

De Miguel Sobral.

Sábados, domingos e feriados das 10h00 às 18h00

“an aFTeRnOOn, TWO MORninGs”

UNTIl oCToBER 12

GALERIA DOS PRAZERES – CALHETA.

From Miguel Sobral.

Saturdays, Sundays and holidays from 10:00 AM to 6:00 PM

18

“THe sPace and THe FesTiViTY”

UNTIl NovEMBER 24

ATRIUM OF THE ETHNOGRAPHIC MUSEUM OF MADEIRA (MEM).

With the aim of providing a greater turnover of the collections

that are in the reserves, the museum continues

the project called “Access to collections in reserve”,

being presented, every six months, a new theme.

The exhibition of artifacts and preparation rituals that

precede the “Feast” is the exhibition presented this

semester, within the aim of this project, in order to contextualize

the exhibition “Festas e Romarias”, which is

publicly visible in the temporary exhibitions hall of the

during the same period.

19

Jornalismo com independência

– todas as 6ª feira nas bancas –

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44 saber JANEIro 2019

CONTACTO

LUÍSA AGRELA

PEZO - Socorridos - Lote 7 - 9304-006 Câmara de Lobos

291 911 300

assinaturas@tribunadamadeira.pt


SOCIAL

LUGARES DE CÁ



Exposição ‘Explore, Conheça,

Caminhe, Sinta’ no Aeroporto

da Madeira

› D.Nuno Brás presidiu à eucaristia da Festa de Nossa Senhora do Monte

› Centro Paroquial do Monte recebeu a exposição sobre os carreiros do Monte

› Festival de Cocktails da Associação Barmen Madeira na Festa do Vinho

› 10.º Congresso de Educação Artística na Escola Dr. Horácio Bento de Gouveia

› 10.ª edição do Noites de Baco nas instalações da Madeira Wine Company

saber SETEMBRO 2019

45


social

Exposição de fotografia

A Sociedade de Desenvolvimento do Norte da Madeira inaugurou no

Aeroporto da Madeira a exposição de fotografia ‘Explore, Conheça,

Caminhe, Sinta’ que teve como objetivo promover e divulgar o Parque

Temático e o Destino Madeira. As imagens expostas integraram o 1.º

Concurso de Fotografia do Parque Temático, evento realizado no âmbito

das comemorações do seu 14.º aniversário. Na abertura oficial desta

exposição marcaram presença a presidente do Conselho de Administração

da SDNM, Nivalda Gonçalves e restante direcção do Aeroporto. s

DB

gentilmente enviadas por Carla Silva (Comunicação e Marketing Parque

Temático de Santana).

46 saber SETEMBRO 2019


Eucaristia Nossa

Senhora do Monte

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Decorre habitualmente no dia 15 de Agosto este que

é, a par de Ponta Delgada, o maior arraial madeirense.

A festa de Nossa Senhora do Monte teve como ponto

alto a eucaristia solene que foi presidida por D. Nuno

Brás, Bispo da Diocese do Funchal, e concelebrada

pelos Bispos Eméritos D. Teodoro de Faria e D. António

Carrilho, tendo ainda participado o Cónego José

Fiel de Sousa, Vigário Geral da Diocese, o Cónego Carlos

Duarte Nunes, o Pároco do Monte, Padre Vítor Sousa,

entre outros sacerdotes. Marcaram presença autoridades,

políticos, Confrarias, Escoteiros, crianças de

branco e uma multidão de fiéis devotos da Padroeira

da Madeira que agradeceram com fé as graças alcançadas.

Seguiu-se a Procissão pelas ruas circundantes

e que teve como elemento central o andor com a Imagem

de Nossa Senhora do Monte, o qual foi transportado

pelos «Carreiros de Nossa Senhora do Monte». s

DB

Ana Maria Andrade

saber SETEMBRO 2019

47


social

“Viagens com mais de um

Século de História”

O Centro Paroquial do Monte apresenta até ao final deste ano esta

exposição fotográfica e etnográfica que conta a história de cerca de

169 anos de transporte e atração turística na freguesia do Monte. Esta

exposição já esteve no Museu Etnográfico da Madeira e encontra-se

agora no Centro Paroquial da Igreja do Monte pela iniciativa de Lídia

Góes Ferreira, Directora do Museu Etnográfico da Madeira da Ribeira

Brava, e de Fernando Caldeira Líbano, em parceria com os Carreiros de

Nossa Senhora do Monte. Os primeiros registos dos Carreiros do Monte

constam de 1850; segundo Armando Vieira, Presidente dos Carreiros

de Nossa Senhora do Monte, estão no activo 153 carreiros, estes

que foram ainda homenageados na 7ª “Novena dos Carreiros”, dedicada

aos Carreiros de Nossa Senhora do Monte no arraial popular que

aqui tem lugar em agosto. s

DB

gentilmente cedidas por Ana Maria Andrade.

48 saber SETEMBRO 2019


Festival de Cocktails

No âmbito da Festa do Vinho, a Associação Barmen Madeira realizou

na Avenida Arriaga o seu Festival de Cocktails. O objetivo foi o de dar

a conhecer a residentes mas também aos turistas, cocktails idealizados

com Vinho Madeira. Pedro Moreira foi premiado com a melhor

técnica e Márcio Rodrigues com a melhor decoração. No global, Márcio

Rodrigues obteve o primeiro lugar, e Mafalda Fernandes e Pedro

Moreira terminaram em 2º e 3º lugares, respetivamente. s

DB

ABM (Associação Barmen Madeira).

saber SETEMBRO 2019

49


social

Congresso de Educação Artística

A abertura do X Congresso de Educação Artística realizou-se na Escola

Dr. Horácio Bento de Gouveia, evento este que serviu de espaço de

arranque do novo ano letivo, para os professores e investigadores das

áreas da educação artística, alunos e agentes ligados ao setor da educação

e cultura. Dar palco aos professores que queiram divulgar as suas

boas práticas bem como possibilitar aos investigadores partilharem os

resultados das suas investigações foram alguns dos objetivos que nortearam

o evento organizado pela Direção de Serviços de Educação Artística

e Multimédia da Direção Regional de Educação, em parceria com o

Conservatório - Escola das Artes da Madeira. s

DB

gentilmente cedidas por DSEAM.

50 saber SETEMBRO 2019


Noites de Baco

Decorreu na Loja do Vinho, junto às históricas adegas Blandy’s Wine

Lodge na Avenida Arriaga, a décima edição deste evento organizado

pela Madeira Wine Company. Os que por lá passaram – e foram muitos

- tiveram a oportunidade de provar 299 vinhos de 13 países. A iniciatica

contemplou oito provas temáticas com produtores (masterclass).

Ana Soares e Nelson Calado, do marketing e comunicação da Madeira

Wine, apresentaram o evento onde destacaram a versatilidade do

nosso vinho que está presente nos melhores restaurantes do mundo

e entra nas experiências gastronómicas dos ‘chefs’. De referir que

dois vinhos da Madeira Wine Company foram premiados no Decanter

World Wine Awards 2019: o Bual 1989 (platina) e Sercial 1985 (ouro)

Cossart Gordon Madeira. A Madeira Wine Company procedeu ainda

ao lançamento dos seus novos vinhos frasqueiras e colheitas, com

particular enfoque no “Winemaker Selection” especialmente engarrafado

para assinalar os 600 anos da Descoberta da ilha da Madeira. s

DB

gentilmente enviadas por Diana Letra (Madeira Wine Company).

saber SETEMBRO 2019

51


À MESA COM...

As sugestões de

FERNANDO OLIM

O

arquipélago da Madeira oferece

uma vasta escolha de produtos

regionais de grande qualidade

e que enriquecem as especialidades

gastronómicas. Produtos locais,

como os legumes e as frutas que podem

obter-se no Mercado dos Lavradores,

fazem as delícias dos que nos visitam e

dos que os utilizam nas suas cozinhas.

Aproveite e faça as suas compras com

bons produtos como só a Madeira consegue

oferecer. s

Fernando Olim

Agradecimentos: Produtos Santo Queijo

e Fábrica do Mel do Ribeiro Seco.

52 saber SETEMBRO 2019


entrada

Queijo fresco com

molho de manjericão

Disponha num prato um queijo fresco – neste caso,

sugiro os produtos regionais como o nosso excelente

queijo fresco da marca Santo Queijo – com tomate

assado no forno, oregãos frescos e molho verde de

manjericão. Decore com raminho de manjericão,

molho pesto – molho verde à base de manjericão.

prato

principal

Posta de atum

com molho Madeira

A uma posta de atum que depois de grelhado,

componha com o molho Madeira, composto por

cogumelos, cebola, alho, vinho branco, conhaque e

vinho Madeira meio seco. Conclua com oregãos frescos,

salsa ou coentros a gosto. Acompanhe com batatas

assadas no forno ou, se preferir, cozidas em água e sal,

o tradicional milho frito, pimpinela ou aboborinha. Uma

mistura de especiarias dá o sabor final.

sobremesa

Tábua regional

Disponha numa taça diversos queijos frescos da

Santo Queijo sobre uma base de salada. Acompanhe

com bolo de mel da Madeira Ribeiro Seco, cerejas,

amoras, maracujá roxo e fisalis. Decore com flores

comestíveis.

saber SETEMBRO 2019

53


EDITORIAL

A Revista Saber Madeira é uma revista mensal de

informação geral que dá, através do texto e da

imagem, uma ampla cobertura dos mais importantes

e significativos acontecimentos regionais,

em todos os domínios de interesse, não esquecendo

temáticas que, embora saindo do âmbito

regional, sejam de interesse geral, nomeadamente

para os conterrâneos espalhados pelo mundo.

É um projeto jornalístico e dirige-se essencialmente

aos quadros médios e de topo, gestores, empresários,

professores, estudantes, técnicos superiores,

profissionais liberais, comerciantes, industriais,

recursos humanos e marketing.

Identifica-se com os valores da autonomia, da

democracia pluralista e solidária, defendendo

o pluralismo de opinião, sem prejuízo de poder

assumir as suas próprias posições.

Estatuto Editorial

Mais do que a mera descrição dos factos, tenta

descortinar as razões por detrás dos acontecimentos,

antecipando tendências, oportunidades

informativas.

Pauta-se pelo princípio de que os factos e as opiniões

devem ser claramente separadas: os primeiros

são intocáveis e as segundas são livres.

Como iniciativa privada, tem como objetivo o

lucro, pois só assim assegura a sua independência

editorial e económico-financeira face aos grupos

de pressão.

Através dos seus acionistas, direção, jornalistas e

fotógrafos, rege-se, no exercício da sua atividade,

pelo cumprimento rigoroso das normas éticas e

deontológicas do jornalismo.

A Revista Saber Madeira respeita os princípios

deontológicos da imprensa e a ética profissional,

de modo a não poder prosseguir apenas fins

comerciais, nem abusar da boa fé dos leitores,

encobrindo ou deturpando a informação.

E-mail:

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Comercial de Lisboa

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Sócio gerente com mais de 5% do capital:

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Director

Edgar Rodrigues de Aguiar

Redação

Dulcina Branco Miguens

Secretária de Redação

Maria Camacho

Colunistas

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Sara de Freitas, Nélio Olim, Isabel Fagundes,

Mary de Carfora, Francisco Gomes

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54 saber SETEMBRO 2019

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Registado no Instituto da Comunicação

Social com o nº 120732

Membro da Associação da Imprensa

Não Diária - Sócio P-881

Tiragem

7.000 exemplares

[Escrita de acordo com

Novo Acordo Ortográfico]


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