RCIA - ED. 111 - OUTUBRO 2014

tvcomercioeindustria

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ÍNDICE

Artigos

05 | Da redação Sônia Maria Marques fala

da esperança do lojista vender mais até o

final do ano

07 | Editorial Ivan Roberto Peroni, depois

da poeira baixada, expõe sua opinião sobre

o que aconteceu na OnOff

30 | Jurídico Dra. Thaisa Domingues alerta o

consumidor sobre produtos defeituosos

31 | Pesquisa Jaime Vasconcellos revela

que quase 40% dos empregos gerados em

2014 foi por “nanicos”

74 | Luís Carlos Bedran compartilha de

sua viagem à Aparecida, lugar sagrado para

os católicos

Fachada Castellmonte

Capa

Borsari Imóveis e

CASAALTA Construções

Empreendimentos

Ilhas do Mediterrâneo e

Residencial Castellmonte

oferecem segurança,

lazer, além de parcelas

que cabem em seu bolso

pág. 08

Tristeza

14 | Última decolagem

Azul Linhas Aéreas se

despede de Araraquara; o

que será do Bartholomeu

ninguém sabe...

Lucatelli pág. 26

Cidade

12 | Natal Como será ele em

2014 em nossa cidade para

o fortalecimento das vendas se

há a desconfiança da

inadimplência

16 | Contabilistas Araraquara

conquista a Regional do

SESCON pela força da

sua classe

Azul dá adeus a Araraquara

PÁG. 14

Especial - I

26 | Do fundo do baú

O repórter Jean Cazellotto conta a

história de Adalberto Lucatelli, responsável pela

implantação do Corpo de Bombeiros em

Araraquara na década de sessenta

Especial - II

41 | Ensino

Alunos do Liceu Monteiro Lobato organizaram

com seus professores uma feira que mostra o

retrato do consumismo e sustentabilidade

17 | Economia Experiência para

ampliar estacionamento na

Avenida Sete começa a ser feita

34 | Tecnologia Manoel Soffner

assume o ITEC e anuncia nova

edição do Biz Games

35 | Segurança Cães especiais

para localizar desaparecidos

em Araraquara

Economia

18 | GVT Gigante da telecomunicação

francesa chega em Araraquara,

sendo a primeira companhia a ser

100% cabeada com fibra óptica,

novidade para a cidade

19 | Bilionários Alguns brasileiros

que têm pés na cidade e aparecem

pela primeira vez na lista dos

afortunados da Revista Forbes.

A Família Zaher

está entre elas

trabalhando

com a Educação

Seo Dito ou

Escurinho, era

assim que o pessoal

lhe chamava; hoje

a esposa Clotildes e

o filho Buíra servem

um bom lanche no

quiosque em frente

a Igreja de Santa

Cruz

Lembrança

32 | Cantina do Nhô Bento

Dono da cantina e depois da

Lanchonete do Hotel Uirapuru,

o Escurinho fez história na

gastronomia da cidade

Golpe de Mestre I: Parque Infantil

Como foi anunciado na

edição de setembro da nossa

revista, começou a diminuir

a incidência de sujeira

causada por pombos no Parque

Infantil. Após limpeza da

área, mais poda de árvores e

colocação de holofotes com

lâmpadas amarelas para

imitar o pôr do sol, fizeram os

pombos procurar outras árvores, utilizadas como dormitórios noturnos.

Golpe de Mestre II: Paraíso

Com toda obra quase pronta, a Via Parque

do Jardim Paraíso já está na fase de

paisagismo. O trecho remodelado entre

a Avenida Doutor João Pires de Camargo

e Avenida Antônio Honório Real, na zona

norte de Araraquara, abrigará uma nova

ciclovia em meio a um imenso jardim,

onde serão construídas ciclofaixas e pista

de caminhada, segundo projeto elaborado

pelo coordenador de Mobilidade Urbana,

Coca Ferraz.

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Agronegócios

37 | A cachaça As melhores

bebidas destiladas do país

são aprovadas em

Araraquara graças à

parceria do Sindicato Rural,

Senar e Faculdade de

Ciências Farmacêuticas

da UNESP

No final de setembro

foram premiadas as

melhores cachaças

do Brasil em nossa

cidade

pág. 37

Imposto de Renda

44 | Solidariedade Saiba como destinar

parte do que você paga ao governo, para

as nossas instituições

Arquitetura e Construção

45 | Jardim Os encantos dos jardins

verticais em locais pequenos

48 | Expoflora Araraquarenses

invadem Holambra para conhecer

feira de jardinagem

Futebol Amador

51 | Usina Tamoio Com direito a hino

próprio, filme, personalidades, a Usina foi um

dos destaques de Araraquara e região na

década de 1960; conheça muitas histórias

da equipe campeã da cidade acompanhando

o trabalho de pesquisa do repórter Rafael

Zocco. Na época do amadorismo, o time da

Usina era o primo rico

Seu nome está na rua

58 | Samuel Brasil Bueno

Historiador fala sobre a vida

de Dagmar Fedozzi Cataneu,

formada em Serviço Social

pelo Colégio Progresso,

dedicou-se ao serviço

filantrópico durante sua vida

Variedades

65 | Em foco Os fatos e as pessoas que

circulam em eventos da cidade; nesta

edição tudo que aconteceu no Jantar

das Celebridades realizado em setembro

no Bazuah

DA REDAÇÃO

Sônia Maria Marques

Natal, mistura de esperança,

experiência e boas vendas

Apesar de o brasileiro ser conhecido por deixar as pendências

para serem resolvidas na última hora, as lojas de Araraquara já se

preparam para as vendas de Natal. Em alguns pontos, o clima natalino

já chegou. Mas não é só de árvores de Natal e papais noéis

que vive a data mais rentável para os comerciantes. Nos últimos

anos, a bem da verdade, o varejista tem vivido da esperança: a

esperança de um bom faturamento para compensar os meses seguintes:

janeiro, fevereiro e março, quando normalmente há queda

na comercialização dos produtos ou artigos. Essa esperança na

maioria das vezes, se alia à experiência dentro do ramo que atua,

quando não, tudo se embala com a própria fé de que o poder divino

trará a recompensa de bons momentos. Só que ultimamente

a coisa não tem sido assim. Tem comerciante que está comendo o

pão que o diabo amassou por conta da crise econômica e a esta

altura, só Deus sabe o que acontecerá agora que as eleições já se

passaram. Os últimos meses foram de vacas magras: o desemprego

e a inadimplência são vilões nos índices apontados pelos institutos de

pesquisa, contrariando o aceno positivo do governo. O período de

boas vendas, o Natal, é tradição. Há o consumo natural, ninguém

pode negar, contudo, a grande dificuldade estará na liberação de

crédito, pois tem loja em nossa cidade, que ficou quase uma semana

impossibilitada de aprovar um cadastro por conta da inadimplência.

Hoje em dia, o comerciante tem que ficar com um olho no peixe,

outro no gato, sem se descuidar da frigideira.

Assentando a vida dos

Assentados em Araraquara

Vereador Jeferson Yashuda durante reunião do

ITESP com assentados para definir entrega dos

títulos de propriedade das áreas ocupadas

Pela oitava vez em nosso Estado foi

debatida a situação dos assentados rurais,

desta feita, daqueles que estão em

nosso município e na região. Em discussão

a entrega dos títulos de propriedade

dos lotes dos assentamentos, ou seja, a

documentação definitiva de propriedade

da área de terra. O diretor executivo

da Fundação Instituto de Terras do Estado

de São Paulo, Marcos Pilla, técnicos

do ITESP e assentados

da reforma

agrária de doze

cidades da região,

estiveram no evento,

que ocorreu na

quadra de esportes

da escola rural

do Assentamento

Monte Alegre.

Esta foi a última

reunião da

série iniciada com

o Seminário Latino-Americano

sobre Políticas Agrária e

Fundiária, em outubro do ano passado,

em São Paulo. Depois, os debates ocorreram

no Mirante do Paranapanema

(onde há 37 assentamentos da reforma

agrária) até chegar em Araraquara.

O presidente em exercício na

Câmara Municipal, vereador Jeferson

Yashuda, na oportunidade conversou

com os assentados sobre o caso.

REVISTA

COMÉRCIO

INDÚSTRIA

e agronegócio

Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni

Supervisora Editorial: Sônia Marques

Redação: Rafael Zocco, Jean Cazellotto

Depto. Comercial: Gian Roberto, Silmara Zanardi, Marcos Assumpção, Heloísa Nascimento

Design: Mário Francisco, Carolina Bacardi, Fernando Oprime, Bete Campos

Tiragem: 5 mil exemplares

Impressão: Grafinew - (16) 3322-6131

A Revista Comércio & Indústria é distribuida gratuitamente em Araraquara e região

INFORMAÇÕES ACIA: (16) 3322 3633

COORDENAÇÃO, EDITORAÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE

Fone/Fax: (16) 3336 4433

Rua Tupi, 245 - Centro

Araraquara/SP - CEP: 14801-307

marzo@marzo.com.br

EDIÇÃO N°111 - OUTUBRO / 2014

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EDITORIAL

OnOff: Falta de fiscalização só

pode dar no que deu. Confusão.

Tem certas situações em que nos sentimos impotentes

de fazer qualquer tipo de julgamento. E o caso da OnOff é

um deles. Aquilo que aconteceu com repercussão nacional,

poderia na verdade ter encontrados limites, porém, como

conter a apologia feita ao sexo, se até o nome da festa estava

direcionado a esta tendência em meio à bebida rolando

livre. Mas isso tudo quer nos parecer de menos. Da mesma

forma não nos cabe julgar qualquer mulher, por mais santa

que seja. O livre arbítrio já é um caminho a ser percorrido,

pois são mulheres maiores e vacinadas, qualquer uma delas

faz o quer, dá o que quer. As consequências chegam

depois, pelo menos é a lógica.

Em se tratando de um estabelecimento comercial que

ao longo do tempo demonstrou prezar os bons costumes,

também podemos dizer que só o tempo responderá se valeu

a pena afundar um pé na história de Sodoma e Gomorra,

onde prevalecia a imoralidade. Tudo que se avaliou

num primeiro momento para a OnOff foi negativo, pois

se um pé está de um lado (do que aconteceu), o outro pé

ainda escorrega na tradição, família e propriedade, aquela

sociedade que propunha em sua base, o amor à ordem

cristã e aversão à desordem.

Por tudo que vimos e ouvimos até agora em relação

ao caso, há uma situação que foge totalmente do foco: a

lacração do estabelecimento por estar supostamente com

o auto de vistoria do Corpo de Bombeiros vencido e por

ter realizado um evento em desacordo com as atividades

previstas no alvará de funcionamento. Está claro: se é restaurante

tem que funcionar como restaurante; se não tem

alvará não pode funcionar.

A situação quer nos parecer definida de forma bastante

clara: se a OnOff não tivesse organizado o evento, continuaria

trabalhando na clandestinidade e, se o evento não

tivesse sido espalhado pelas redes sociais com fotos e comentários,

ninguém teria tomado medida

de lacração, que aliás só foi adotada

porque houve uma transgressão

às normas legais.

O que nos entristece, é que ações

punitivas neste país só ocorrem após a

manifestação da opinião pública. De

um lado e também do outro, enquanto

puder empurrar com a barriga lá vamos

nós; um finge que paga e outro finge

que fiscaliza. Tal como o ocorrido em

Santa Maria, vem a pergunta: de quem

é a culpa? Dos proprietários, do Corpo

de Bombeiros ou da Prefeitura Municipal?

Qualquer vendedor de extintor de

Publicidade da festa

nas redes sociais

incêndio sabe quando vence um alvará, quer dizer então que

são mais organizados pois vão ao estabelecimento verificar a

renovação da carga dos aparelhos.

A OnOff, queiram ou não, tem sua parcela de culpa, mas

é preciso ter bom senso para dimensioná-la através dos riscos

a que expôs a sociedade. Da mesma forma que agiu contra a

casa noturna, a Prefeitura Municipal deveria ir contra aqueles

que têm organizado festinhas de embalo em chácaras dentro

do perímetro urbano, onde entram duzentos ou mais veículos

que ficam estacionados em cima de capim seco e com um único

portão para entrada e saída. Se um maluco decidir jogar um

cigarro aceso que seja, neste capim, é claro que o fogo promoverá

o efeito de um Etna em erupção. Explosão pra todo lado.

São festas regadas na maioria das vezes por bebidas à vontade,

drogas e menores de idade. Se a polícia - chamada pela

vizinhança aparece - a desculpa é sempre a mesma: “estamos

fazendo uma festinha de aniversário para o meu irmão”.

É dificil impedir a realização destes eventos onde o Poder

Público é lesado pelo não pagamento de taxas e impostos? Diria

que não, pois todo tipo de festa com esse perfil está nos sites

especializados em divulgar ou organizar eventos, ou nas redes

sociais. Mas, falta iniciativa e o comprometimento dos setores

competentes em pesquisar e fiscalizar tais situações.

Não basta neste momento tripudiar sobre a casa noturna;

vamos dividir essa mazela com aqueles que recebem dinheiro

público para cumprir seu dever. E nesta cidade não é só a OnOff

que apresenta irregularidades no seu funcionamento. São muitos.

Os que estão trabalhando dentro da legalidade não devem

temer. Não existe mais meia verdade ou lei pela metade. Cinquenta

anos atrás, Geraldo Vandré já dizia - quem sabe faz a

hora, não espera acontecer. E em casos assim, enquanto existir

apadrinhamento, tudo estará caminhando na escuridão...

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MATÉRIA DE CAPA

A Borsari Imóveis está com as

chaves do seu novo apartamento

* imagem ilustrativa da fachada

* Residencial Ilhas do Mediterrâneo: O projeto encontra-se aprovado pela Prefeitura de Araraquara, processo n° 008.076/12,

alvará de construção n° 000.552/13. Incorporação registrada sob o n° R2 na matrícula 116.579 CRI/Araraquara.

A CASAALTA Construções e a

Borsari Imóveis lançam dois

empreendimentos na Vila

Melhado: Ilhas do Mediterrâneo

e Castellmonte; confira o que

é melhor para você.

Para quem está em busca de tranquilidade,

lazer e principalmente segurança, a

CASAALTA e a Borsari Imóveis trazem duas

novidades para Araraquara. Os condomínios

Ilhas do Mediterrâneo e Castellmonte,

cujas obras já iniciaram, estão próximos

ao centro da cidade e oferecem entre outros

benefícios, flexibilidade nas condições

de pagamento

com financiamento

imediato pela

Caixa Econômica

Federal, com garantia de entrega, e/ou financiamento

direto pela construtora, além

do FGTS.

A Borsari Imóveis está no mercado há

mais de 30 anos, carregando consigo importantes

conquistas imobiliárias para Araraquara.

Além destes empreendimentos, a

CASAALTA também tem outros projetos em

Araraquaram, como destaque para o residencial

popular no final da Avenida Maurício

Galli, que deve ser lançado ainda este ano.

ILHAS DO MEDITERRÂNEO

De acordo com Alexandre Borsari, diretor da

imobiliária, este empreendimento conta com 112

unidades de três dormitórios, além da sacada

gourmet e uma suíte. São 69m² de área privativa

com elevador. Outra opção, segundo ele, são os

apartamentos com dois dormitórios nos mesmos

padrões e sala estendida, para uma família que

seja um pouco mais

reduzida, mas não

quer abrir mão de espaço. As duas alternativas

possuem duas vagas na garagem.

CASTELLMONTE

Alexandre explica que o Residencial Castellmonte

tem 160 apartamentos divididos

em dois blocos, localizado na avenida Capitão

Noray de Paula e Silva. As disposições das

unidades neste empreendimento variam de

acordo com a preferência do cliente. São quatro

opções de apartamentos com dois quartos

e áreas privativas que partem de 54m² e possuem

uma ou duas vagas na garagem, além

da sacada gourmet e elevador, diferencial dos

dois empreendimentos.

Os dois residenciais oferecem segurança

e lazer: portaria 24 horas, ampla área de lazer

com piscina e playground, espaço fitness,

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* imagem ilustrativa da fachada

* Residencial Castellmonte: O projeto encontra-se aprovado pela Prefeitura de Araraquara, processo n° 008.075/12, alvará de construção

n° 000.551/13. Incorporação registrada sob o n° R2 na matrícula 116.578 CRI/Araraquara.

além de praças de convívio, que são lugares

ideais para desfrutar da natureza sem sair de

seu condomínio.

Apartamento decorado

Residencial Ilhas do Mediterrâneo

CASAALTA CONSTRUÇÕES

Com 36 anos de história, a CASAALTA

que tem sede em Curitiba e escritórios em

Bauru, Brasília, Campinas, Florianópolis,

Porto Velho e Uberlândia e mantém obras

em oito estados brasileiros e em especial

no interior de São Paulo, investe em residenciais

para clientes que sonham em ter o

próprio apartamento e querem sair do aluguel

com projetos em Americana, Araraquara,

Bauru, Botucatu, Campinas, Jaú, Limeira,

Marília, Matão, Mogi Mirim, Piracicaba,

Ribeirão Preto e São Carlos. São parcelas

que cabem no seu bolso!

Atualmente a construtora é a 7ª maior

construtora e a que mais cresce do Brasil

em volume de metros quadrados construídos

segundo o ranking ITC (Inteligência Empresarial

da Construção) e também é a 66ª

construtora em faturamento no Ranking da

Engenharia Brasileira – 500 grandes da

construção, o que mostra que atualmente é a

construtora que mais cresce no Brasil.

Ambiente decorado do Residencial Ilhas do

Mediterrâneo no plantão da Avenida Adhemar

de Barros, na Vila Melhado; apartamentos de 69m²

* Móveis, armários, eletrodomésticos e demais acessórios são

sugestões decorativas e não fazem parte do contrato. Consulte

o memorial descritivo

Planta baixa do Residencial Castellmonte com várias opções de metragem

* Imagens ilustrativas das plantas. Móveis e demais acessórios são sugestões decorativas e não fazem parte do contrato.

Consulte o memorial descritivo

Antônio e Alexandre Borsari, proprietários da

Borsari imóveis

Serviço Castellmonte e Ilhas do Mediterrâneo

Plantão de vendas e apartamento

decorado na Avenida Adhemar Pereira

de Barros, 425, em frente ao Teatro de Arena.

Telefone do plantão: 3472 0980

9

Serviço Borsari

Rua Maria Janasi Biagioni, 556

Telefone: (16) 3301 1020

www.borsariimoveis.com.br


PENSE GLOBAL, COMPRE LOCAL

Entidades reforçam campanha

para consumidor comprar aqui

Reunião da ACIA em setembro

focou dois assuntos importantes:

reforçar a ação proposta em

campanhas passadas do

consumidor comprar em sua

cidade e a decoração a ser feita

por ocasião do Natal. Entre os

alertas feitos para quem compra

fora, está a dificuldade para a

troca de mercadoria adquirida.

O que se observa hoje, é que nos Estados

Unidos ou Europa, o hábito de comprar no comércio

local se fortalece cada vez mais. Não

é de agora que a ACIA e o SINCOMERCIO têm

procurado conscientizar o consumidor a agir

neste sentido, seguindo a prática de americanos

e europeus: “pense global, consuma

local”.

Nos últimos anos, essa tendência mundial

conquista cada vez mais os consumidores e

chama a atenção para a importância do mercado

da cidade na geração de renda e qualidade

de vida, diz o presidente da ACIA, Renato

Haddad. Por sinal, foi ele o criador da frase

“compre no comércio local, bom para todos”.

A fórmula é simples. Ao comprar nos estabelecimentos

da cidade, o consumidor promove

o desenvolvimento do município, ajuda no

aumento de novas oportunidades de emprego,

gerando mais investimentos em diversas

áreas, além de contribuir para a melhoria da

qualidade de vida da população.

Antônio Deliza Neto, presidente do SINCO-

MERCIO, define bem a questão: “Dar preferências

aos comerciantes locais também é uma

forma de incentivar o empreendedorismo e fazer

com que o seu dinheiro fique na sua cidade,

no seu bairro. “É preciso destacar que ao

valorizar o comércio local, o cidadão inicia um

ciclo virtuoso, as empresas aumentam suas

receitas, compram mais produtos e contratam

mais funcionários, gerando emprego e renda,

e o município por sua vez, arrecada mais, e

gera mais investimentos e desenvolvimento

Geraldo José Cataneu, do setor de materiais

para construção

em todas as áreas”, explica.

O empresário Geraldo José Cataneu, que

atua no ramo de materiais de construção,

sugere que todo movimento deve envolver o

comércio de uma forma geral: “A cobertura de

uma campanha tem que ser simultânea para

atender todos os bairros e os estabelecimentos

que neles atuam”, argumenta.

Carlos Segura, diretor na ACIA e SINCO-

MERCIO, entende que é complexa a situação

mesmo com toda disposição das entidades

em impedir a evasão para o comércio da região.

Ele salienta que o mercado local é forte,

dispõe de qualidade e bons preços: “Então

temos bons motivos para fazer o movimento

crescer”.

Nos Estados Unidos veem-se por

todos os lugares cartazes com os dizeres

buy local, locally grown, locallyproduced,

locally owned – os comerciantes,

agricultores e proprietários de empresas

fazem questão de anunciar que vivem

na comunidade onde trabalham.

10


De fato, para o consumidor que quer ganhar

tempo e busca conforto e praticidade,

fazer as compras perto de casa também é

vantagem. Adquirir produtos e serviços em

estabelecimentos que estão no caminho de

casa ou do trabalho, evitam alguns transtornos

tão comuns nos grandes centros urbanos

e shoppings centers, como falta de vagas para

estacionar e lojas superlotadas. Potencializar

e fortalecer este setor da economia, também

é uma preocupação de entidades como ACIA e

SINCOMERCIO já em prontidão para insistir na

conscientização do consumidor.

Carlinhos Segura,

empresário na área

de colchões

Mas a grande dor de cabeça do consumidor,

diz Renato Haddad, é comprar em outra

cidade, e caso precisar efetuar uma troca: os

gastos com viagem, pedágio, alimentação,

acabam se tornando inviáveis e sai mais caro

o molho do que o peixe, correndo ainda o risco

da loja não aceitar a substituição do produto.

Tanto na Associação Comercial quanto no

SINCOMERCIO, já se perdeu a conta de consumidores

que recorreram ao Departamento Jurídico

das entidades em busca de informações

sobre produtos adquiridos fora de Araraquara

e que apresentando problemas, “as lojas se

negaram em fazer trocas alegando

estar fora do prazo determinado pelo

estabelecimento”. De fato, diante da

impossibilidade de uma viagem imediata,

acaba ocorrendo atraso para a

troca, vence o prazo determinado por

lei e não há como se cumprir o acordo.

São inconvenientes encontrados por

alguns consumidores que compram

no comércio da região

Renato Haddad, na Alameda, um

dos mais agitados corredores

comerciais da cidade

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SEGURANÇA

24

HORAS

Confie no monitoramento de quem

atua há mais de 18 anos no mercado

e que é referência no setor.

Novo endereço:

Av. Queiroz Filho, 194 | (16) 3311.8800

parmkt.com.br

PROJETO

Como será o Natal de

2014 em Araraquara

Investir na decoração é o

caminho delineado pela ACIA

a partir de agora, visando dar

ao comércio um clima natalino

para as festas de final de ano

em Araraquara. O projeto se

reforça com uma publicidade

que conscientize o consumidor

a investir no comércio local.

Há pouco mais de 60 dias para abertura

do comércio à noite, como acontece todos os

anos, a Associação Comercial e Industrial de

Araraquara busca oficializar sua programação

natalina, com atrativos que poderão aquecer

as vendas neste período. Em julho os estudos

mantidos pela diretoria da ACIA apresentavam

uma visão diferenciada sobre o que poderá

ser feito em relação aos natais anteriores;

uma das alternativas seria reforçar a parceria

com a Prefeitura e o SINCOMERCIO.

Na oportunidade, diz Roberto Abud, coordenador

do setor de Comércio da ACIA, foi proposta

a colocação dos enfeites que ao longo

dos anos, a entidade vem adquirindo e novas

peças que seriam compradas para ampliação

deste patrimônio. Com isso, afirma o dirigente,

atingiríamos outras áreas comerciais com a

decoração.

Atualmente, esse material está armazenado

em um dos espaços da Prefeitura Municipal

no Centralizado. São fios, lâmpadas,

arranjos e até mesmo as árvores colocadas

em pontos estratégicos da cidade. O material

Árvore instalada em

anos anteriores na

Praça de Santa Cruz

a partir dos próximos dias, passará por revisão

e aguardará a chegada das peças que serão

adquiridas, justifica o presidente da ACIA, Renato

Haddad.

Paralelamente, em parceria com a secretaria

municipal de Cultura, a ACIA definirá a

programação a ser cumprida a partir do dia

primeiro de dezembro, quando o comércio

passará a abrir das 9h às 22h. Chegada do Papai

Noel, shows, apresentação de corais com

músicas natalinas, promoções que incentivem

o consumidor a comprar em nosso comércio,

intensificação de campanha publicitária, são

iniciativas que projetam um Natal capaz de

atingir os bairros e os corredores comerciais

de Araraquara.

Papai Noel,

a imagem

que privilegia

as crianças

nas ruas da

cidade em

dezembro

12

Roberto Abud é coordenador da

ACIA e um dos articuladores do

projeto natalino


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TRANSPORTE AÉREO

Não faz nem um ano que a Azul

Linhas Aéreas chegou na cidade,

esquentou seus motores e deu

adeus às ilusões, alegando que

falta gente para bancar sua

permanência em Araraquara.

Reportagem: Jean Cazellotto

No começo da noite do dia 16 de setembro,

a notícia dada ao prefeito Marcelo Barbieri

não poderia ser pior: a Azul irá encerrar suas

atividades no início de novembro. Com isso, a

cidade volta a não ter voos regulares partindo

do Bartholomeu de Gusmão.

Reinaugurado no dia 12 de dezembro de

2013, o aeroporto foi o “menino dos olhos” de

Barbieri, que fez de tudo para captar recursos

e conseguir a reforma e ampliação, de acordo

com o que a ANAC (Agência Nacional de Aviação

Civil) solicitara.

Segundo a nota enviada para a imprensa,

a desistência de operar na cidade deve-se “ao

baixo movimento de clientes apresentada nesta

rota, tornando a sustentação do voo economicamente

inviável”, informou.

Desde o voo inaugural, com a presença

do prefeito de Araraquara e até do governador

do Estado, Geraldo Alckmin, a Azul alterou os

horários e frequências de seus pousos e decolagens

por três vezes. A última delas foi em

meados de julho, onde retirou mais da metade

dos voos entre Araraquara e Campinas.

BARTHOLOMEU DE GUSMÃO

O aeroporto possui um amplo espaço para

refeições. O proprietário do 14 Bis Café, Alexandre

Garavello Gonçalves, investiu no local,

que era um ponto para potencial crescimento,

mas foi surpreendido ao saber que a Azul

encerraria suas atividades no Bartholomeu.

“A Azul começou a falhar a partir do

momento em que diminuiu os horários

dos voos de Araraquara para Campinas.

Tem muita gente que não sabe que o

aeroporto existe”, afirma.

Neste momento, Alexandre tenta se

reinventar para manter o café em funcionamento.

“Penso em outras alternati-

Barthomeu de Gusmão terá que

reinventar novos projetos para

viabilizar outras empresas

14


Sinalização da Azul em Araraquara vive

o momento final de um curto romance

vas, como lanches delivery, happy hour, promoção

com porções. Tenho que pagar as minhas

contas. Quem sabe outra empresa aérea se

interessa por Araraquara?”, indaga positivo.

Atualmente, a Azul está com apenas um

voo partindo de Araraquara para Campinas, às

14h15, de domingo a sexta. Para voltar para

a cidade, o passageiro deve esperar até o outro

dia, quando parte de Campinas um voo às

12h56, nos mesmos dias. De sábado não há

operação.

Se nenhuma empresa estiver disposta a

aterrissar em Araraquara, o Bartholomeu de

Gusmão dependerá apenas de voos particulares,

que são poucos por dia.

Para quem já havia comprado passagens

para depois do dia primeiro de novembro

partindo de Araraquara para outros

destinos, pode acessar o portal da Azul e

solicitar o reembolso.

Alexandre, do 14 bis Café, investiu, porém a

saída lhe deixa o prejuízo

A Azul Linhas Aéreas Brasileiras confirmou

no final de agosto, que começará a partir de

2015 a aterrissar nos EUA. Com o encerramento

das operações na cidade, a Azul não

sabe o que fazer com seus funcionários. As

opções são duas: podem ser demitidos ou

serão transferidos para a sede da companhia

em Campinas.

15


Wladimir e

Aprobatto

José Dini Filho, Wladimir Carlos Bersanetti

Rodrigues, Sérgio Aprobatto Machado Júnior,

Geraldo Luis Tampellini, Marcos Henrique Duó,

José Marcelo Correa e Marcelo Zetune

CONTABILISTAS

Araraquara ganha a

Regional do SESCON

Para os contabilistas, uma das

classes mais respeitadas hoje

em Araraquara, a notícia não

poderia ser melhor que a

anunciada pelo presidente do

SESCON, Sérgio Aprobatto

Machado Júnior, em setembro.

Os contabilistas de Araraquara e região

já podem preparar a festa: em breve teremos

na cidade a Regional do SESCON - Sindicato

das Empresas de Serviços Contábeis e das

Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações

e Pesquisas no Estado de São Paulo.

“Nem bem passou um ano da instalação da

Sub Regional e já somos Regional”, exclamou

Wladimir Carlos Bersanetti Rodrigues, diretor

do órgão na cidade, ao receber a notícia do

próprio presidente do SESCON SP, Sérgio Aprobatto

Machado Júnior, que visitou a cidade em

setembro em companhia do superintendente

Marcelo Zetune, do diretor e coordenador do

SESCON SP Interior, Jose Dini Filho e do diretor

da Regional de Ribeirão Preto, José Marcelo

Correa.

Aprobatto disse durante o encontro com

Marcos Duó, presidente da AESCAR, Geraldo

Luis Tampellini, presidente do SINCOAR, Orlando

Bonifácio Martins, diretor da JUCESP e

vários contabilistas, que apesar da Sub Regional

de Araraquara ser nova e ter sido instalada

esse ano, a cidade tem capacidade de

ser uma Regional. O anúncio foi recebido com

muita euforia pela classe.

O presidente do SESCON SP propôs também,

para as entidades locais (AESCAR e SIN-

COAR) se unirem ao SESCON em um mesmo

local, que ainda virá a ser definido, viabilizando

e fortalecendo as parcerias e aplicando os

benefícios disponibilizados pela entidade.

Tanto o presidente do SINCOAR, Geraldo

Luis Tampellini, quanto Marcos Henrique Duó,

da AESCAR, comentaram que a presença do

SESCON em nossa cidade virá fortalecer o relacionamento

com os órgãos governamentais

e categorias de classes, amparando as causas

que envolvem os contabilistas.

Aprobatto aproveitou a reunião com representantes

da classe para propor parceria

local com o SESCON SP, o que possibilitaria

a disponibilidade de serviços que o sindicato

mantém na capital, como: certificação digital,

cursos para capacitação e formação de mãode-obra

qualificada na área contábil, palestras

diversas, o programa de qualidade das empresas

contábeis (PQEC), além de outros serviços.

Os contabilistas ao final do encontro reforçaram

a importância da união e o poder

que a classe passa a ter com a Regional do

SESCON, conquista que entra para a história e

marca desde o início, a trajetória de Wladimir

na Regional.

Momento histórico para o Sindicato dos

Contabilistas que passa a ter a Sala Celestino

Boschiero

Exposição sobre a vinda da

Regional do SESCON: Marcos

Martins, Francisco Formariz,

Orlando Bonifácio, José Dini

Filho, José Marcelo Correa e

Marcelo Zetune

Orlando Bonifácio Martins (JUCESP), Sérgio

Aprobatto Machado Júnior (SESCON SP),

Geraldo Luis Tampellini (SINCOAR) e Marcos

Henrique Duó (AESCAR), inauguram galeria

de ex-presidentes do SINCOAR

16


ESTACIONAMENTO NA SETE

Pode ser o fim

do problema

Decisão adotada por lojistas do

Carmo sobre estacionamento

na Av. Sete será analisada pelo

coordenador de Mobilidade

Urbana, Coca Ferraz e seus

assessores. Renato Haddad

(ACIA) e Edson Casaut (CDL)

entendem que o primeiro passo

foi dado de forma democrática.

Renato Haddad e Edson Casaut acompanham a explicação técnica de Coca Ferraz. Em janeiro os

lojistas reavaliarão as mudanças provisórias feitas agora

Está decidido: provisoriamente, a Avenida

Sete de Setembro, no trecho que compreende

as ruas Carlos Gomes e João Gurgel, passará

por experiências visando disponibilizar vagas

de estacionamento para os clientes das lojas.

O assunto, bastante polêmico, ganhou força

após a revitalização procedida pela Prefeitura

Municipal com a inclusão de nova sinalização.

Após a implantação do projeto surgiram

duas preocupações: a troca dos paralelepípedos

por asfalto se tornou convite para alta

velocidade e as vagas de estacionamento se

transformaram em privilégio para os proprietários

e funcionários de muitas lojas com maior

intensidade.

O coordenador de Mobilidade Urbana,

Coca Ferraz, se reuniu com diretores da ACIA e

da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Araraquara)

para discussão do assunto, tomando

parte ainda vários comerciantes do Carmo.

Coca Ferraz levou para o encontro realizado

no dia 29 na ACIA, o gerente de Fiscalização

de Trânsito, Laércio Mello e o gerente regional

da Estpar Hora Park, Claudemir Bueno.

Para o excesso de velocidade praticado

na Avenida Sete, Coca sinalizou para a instalação

de semaforos no trecho, descartando

as lombadas. A abertura de vagas de estacionamento

com o objetivo de favorecer o consumidor,

os próprios lojistas - após muito debate

- acataram a sugestão de Antônio Carlos da

Silva, proprietário da Letícia Acessórios: haverá

a demarcação para quatro vagas de estacionamento

por quarteirão, com tempo máximo de

15 minutos, havendo a necessidade do pisca

do veículo estar ligado, e ainda uma campanha

de conscientização sobre a aplicação das novas

medidas em oito quadras (da 6 até a 13).

O presidente da ACIA, Renato Haddad, um

dos mediadores do encontro, salientou que foi

uma forma democrática, ainda que em caráter

experimental, de se buscar uma solução para

o problema: “Implantação de medidas exige

sacrifício de todos, porém, é o caminho para

que se encontre soluções definitivas”.

Coca Ferraz que também é favorável inicialmente

a testes no corredor, adiantou que a

ampliação do acesso ao Quitandinha pela Washington

Luís, aumentará a circulação de veículos

e favorecerá o comércio do bairro. Neste

momento descarto os parquímetros pelo alto

custo dos equipamentos ou até mesmo a

área azul, ainda que seja com papeleta nos

moldes antigos. Também coerente em suas

explicações, Claudemir Bueno, da Hora Park

ressaltou que qualquer medida apressada

pode gerar novos problemas, ainda maiores,

às vésperas do Natal.

Prevaleceu

a sugestão

de Antônio

Carlos da

Silva

Edson Casaut, presidente da CDL, diz que

a reunião foi muito proveitosa, demonstrou sintomas

de união dos lojistas em torno de uma

situação que se arrasta por muitos anos: “O

objetivo é criar mecanismos que aumentem

nossas vendas, proporcionem mais comodidade

aos clientes e resgate a tradição da Avenida

Sete como um dos principais corredores

comerciais da cidade”. Segundo ele, não basta

o esforço da ACIA, CDL e do Poder Público,

é imprescindível que ocorra mudanças para o

fortalecimento do comércio no bairro.

Cristiane Parelli, conceituada lojista da Sete,

questionou a reformulação, pois o cliente tem

dificuldades em parar

Laércio Mello

(Trânsito) e Claudemir

Bueno (Hora Park)

Há muito tempo que os lojistas da Sete de

Setembro buscavam uma solução para o impasse

17


TELECOMUNICAÇÃO

GVT, a gigante

francesa chegou

Estrategista. É assim que se

define a vinda de Amos Genish

com sua GVT para Araraquara.

O empresário começou sua

vida no país comprando uma

concessão de telefonia por

R$ 100 mil e a vendeu por

R$ 7 bilhões à francesa Vivendi.

A GVT (Global Village Telecom), é uma empresa

de telecomunicação, prestadora de serviços

de telefonia residencial e empresarial,

internet banda larga e TV por assinatura, criada

em 2000 por um israelense - Amos Genish,

que veio para o Brasil contando com a ajuda

de fundos de investidores internacionais.

Em Araraquara, as obras de implantação

começaram em meados de agosto pelo centro

da cidade. Escavações foram feitas na calçada

e no asfalto em vários pontos para receber o

cabo que transmite as informações da GVT.

No último dia 30, a GVT reuniu a imprensa

e personalidades da cidade para lançar oficialmente

os serviços da operadora. Segundo o

diretor de vendas Regional São Paulo, Denis

Marcel Ferreira, Araraquara é a primeira cidade

com 100% de fibra ótica em seus serviços.

“É com orgulho para a cidade e para nós que

comunicamos essa tecnologia por aqui. Mais

de R$ 35 milhões estão sendo investidos com

a chegada da GVT em Araraquara, além de

250 empregos diretos e indiretos”, ressalta.

Ainda de acordo com Denis, até novembro,

80% da área urbana terá cobertura da

GVT, que é lançada na cidade com promoção.

Internet de 15Mbps, TV com canais HD e telefone

fixo a partir de R$ 119,90.

Atualmente, a GVT atende a região Sul,

Sudeste e Centro-Oeste. No interior do estado

de São Paulo, a empresa chega até Ribeirão

Preto, Bauru, Campinas, Piracicaba e Sorocaba,

além da Grande Capital e Santos.

18

GVT na cidade

Diretor de vendas Regional São Paulo,

Denis Marcel Ferreira, apresenta a GVT

para Araraquara

O EMPREENDEDOR QUE VEIO DO DESERTO

A Revista Dinheiro define bem Amos Genish,

49 anos, israelense, formado em Economia

e Contabilidade pela Universidade de Tel-

Aviv, que fechou o maior negócio recente do

setor de telecomunicações no Brasil ao vender

a GVT para a francesa Vivendi por R$ 7 bilhões.

Segundo a revista, ele é um homem de poucas

palavras, discreto, calculista e que vai direto ao

ponto numa conversa.

Esta sobriedade é levada aos negócios por

Amos. A sede da GVT, em Curitiba, não tem

luxo. Chega ao escritório por volta das 8 horas

da manhã. A partir daí, são 11 horas ininterruptas

de trabalho.

Foi assim quando decidiu disputar uma

concessão de telefonia no País. Ele vinha de

uma experiência bem-sucedida na América Latina,

num projeto de telefonia rural. De olho no

Brasil, o executivo estudou o edital da Anatel

e observou que mais importante que o preço,

era oferecer uma boa proposta técnica.

E foi o que fez. Com apenas R$ 100 mil,

ganhou a concessão da Região II (Sul, Centro-

Oeste e Norte do País) em 1999, se tornando

na empresa-espelho para concorrer com a Brasil

Telecom, no modelo criado pelos reguladores

brasileiros. Para isso, contou com o apoio

e o dinheiro de Shaul Shani, que era o presidente

do conselho da GVT e o maior acionista

individual da companhia antes da venda para

a Vivendi.

O executivo pagou pouco, mas assumiu

metas ambiciosas. Em 2001, precisava atender

100% das localidades com mais de 200

mil habitantes da região. E aí reside o segredo

da operação da GVT. Em vez de entrar numa

disputa direta contra a Brasil Telecom, Genish

resolveu investir em tecnologias avançadas de

rede e conseguir clientes nas pequenas e médias

empresas.


FINANÇAS

Bilionários brasileiros que

têm um pé em Araraquara

Empresários brasileiros que

têm seus negócios pontuados

em grande parte do território

nacional, ao longo do tempo

mantêm raízes também em

nossa cidade fazendo girar sua

lucratividade. São bilionários

apontados pela Revista Forbes,

como Luiza Helena Donato

Trajano, do Magazine Luiza,

irmã de Antônio Donato, que

foi presidente da Associação

dos Fornecedores de Cana

de Araraquara nos anos 80.

São 65 os brasileiros com fortuna de mais

de US$ 1 bilhão, segundo ranking da revista

“Forbes” divulgado no começo de setembro --

19 a mais que no ano passado. Depois de ter

sido o maior perdedor do ano em 2013, desta

vez o empresário Eike Batista ficou de fora da

lista. Eike foi a pessoa mais rica do Brasil de

2009 a 2012, segundo a Forbes. Em 2012,

ele chegou a ser o 7º mais rico do mundo. Já

em 2013, tinha caído para a 100ª posição, reflexo

da crise em seus negócios.

O brasileiro mais rico continua sendo Jorge

Paulo Lemann. No ranking mundial da revista,

ele ocupa a 34º posição, com fortuna estimada

em US$ 19,7 bilhões .

Alguns empresários estreiam na lista dos

bilionários brasileiros como Chaim Zaher, irmão

de Ali Zaher, do COC Objetivo Araraquara,

atuantes no ramo educacional.

SEGUE »

Alguns afortunados que

mantêm negócios por aqui

Estreante no “clube” dos bilionários em 2014,

Miguel Krigsner, 64 anos, tem fortuna estimada

em R$ 6,45 bilhões. Ele fundou O Boticário em

1977, dois anos após se formar em farmácia

e bioquímica no Paraná. A empresa hoje é a

segunda maior de cosméticos do país, atrás

apenas da Natura. São três lojas franqueadas

em Araraquara.

Abilio Diniz,

77 anos, Grupo

Pão de Açúcar

(Extra), o 15º

mais rico do país.

Fortuna: R$ 8,9

bilhões.

Sobrinha dos fundadores do Magazine Luiza,

a empresária Luiza Helena Donato Trajano,

64 anos, e sua família, têm patrimônio

estimado em R$ 1,2 bilhão. São duas

lojas em Araraquara.

Rubens Ometto Mello, 64 anos, é o 36º

mais rico do país, com fortuna avaliada em

R$ 4,58 bilhões, segundo a “Forbes Brasil”.

O empresário controla a Cosan, dona da Rumo

e de parte da Raízen, maiores exportadoras de

açúcar e etanol do mundo (Usinas Santa Cruz,

Tamoio e Zanin)

O bispo Edir Macedo, 69 anos, fortuna

estimada em R$ 2,91 bilhões. É fundador

da Igreja Universal do Reino de Deus, que

em Araraquara tem um dos maiores templos

da região (antigo Gonçalves Sé).

19


LIÇÃO DE VIDA

Zaher, a toda poderosa

família do ensino brasileiro

Chaim Zaher, o empresário que

aparece nas páginas da Revista

Forbes como bilionário do setor

educacional, mantém suas raízes

em nossa cidade: é irmão de Ali

Zaher, que chegou por aqui no

final dos anos 70 para assumir

o controle do Objetivo, que dava

início à implantação de uma

rede de escolas no interior de

São Paulo. A história da família

é cheia de desafios.

No mês de dezembro,

Beth Koike (Valor,

18/12/13) traçou o

perfil biográfico de

Chaim Zaher, que nasceu

em Beirute e chegou

ao Brasil com sete

anos. “Ele já vendeu de

tudo na vida – de calendários

a roupas. Mas é

na área da educação

que fechou grandes negócios.

Nos últimos seis anos, levantou cerca

de R$ 2 bilhões ao participar das principais

“janelas de oportunidade” do setor. Tornou-se

em 2013 o maior acionista da Estácio, uma

das maiores companhias de ensino superior, e

pretende, agora, liderar um processo de consolidação

de escolas de educação básica.

Negociante nato, o libanês naturalizado

brasileiro abriu o capital de sua empresa, a

SEB, em 2007, período em que Estácio e a

concorrente Anhanguera também foram para

a bolsa. “Foi um ‘IPirou‘”, diz Chaim, ao fazer

um trocadilho com o termo IPO, sigla em inglês

para oferta inicial de ações. “Em apenas um

ano tivemos que organizar toda a empresa.

Mas não poderíamos perder aquele momento”.

Na época, a SEB levantou pouco mais de

R$ 400 milhões, sendo que R$ 120 milhões

foram captados na oferta secundária.

“Antes do IPO, Chaim não sabia que seu

negócio valia tanto. Pensou em vender toda a

empresa por R$ 200 milhões. Mas ele queria

comprar o Pueri Domus e o Dom Bosco. Conversamos

muito e decidimos ir para o mercado

de capitais”, contou o economista Paulo

Guedes, que assessorou o empresário no IPO.

Chaim ficou tão entusiasmado com a captação

que pagou a Guedes uma comissão maior

do que o valor combinado.

Com o dinheiro em caixa, o ex-mascate foi

às compras. Adquiriu os colégios Dom Bosco e

Pueri Domus e seus respectivos sistemas de

ensino. Transcorridos apenas três anos como

companhia aberta, o negócio de apostilas do

COC, Pueri Domus e Dom Bosco foi vendido à

britânica Pearson – dona do jornal “Financial

Times” e com forte atuação em educação –

por R$ 888 milhões. Desse montante, R$ 613

milhões foram para Chaim e sua família e o

capital da SEB foi fechado.

No ano de 2013, período em que o setor

de ensino superior viveu nova onda de negócios

vultosos, lá estava Chaim novamente. Ele

vendeu o centro universitário UniSEB por R$

613 milhões para a Estácio, em uma transação

envolvendo metade do pagamento em

dinheiro e a outra parte em ações da companhia

carioca. Poucos dias depois, ele deu outra

cartada. Comprou da GP Investiments 4%

das ações da Estácio, o que o tornará o maior

acionista do grupo educacional carioca, com

uma participação total de 10%.

“Hoje, Chaim não é mais só um empreendedor

que vende os seus negócios. Com a entrada

na Estácio, ele mostrou que agora busca

‘equity’ [patrimônio] “, disse Paulo Guedes, que

hoje é quase seu “conselheiro para assuntos

educacionais.”

Em 2011 e 2012, intervalo entre as transações

de Pearson e Estácio, Chaim ficou fora

dos holofotes – trabalhando para engordar

seus negócios. Nesse período, investiu na parte

da empresa que lhe sobrou após a venda

dos sistemas de ensino para a Pearson e que

representava 65% da receita. No ano passado,

adquiriu a faculdade Escola Paulista de Direito

(EPD) e o curso preparatório Marcato, também

com atuação na área jurídica. Em 2012, a receita

bruta da SEB já era de R$ 500 milhões

– quase o mesmo tamanho do faturamento de

quando ainda detinha o negócio de apostilas.

O ex-mascate, que é hoje um dos maiores

empresários de educação do país, não quer

parar de trabalhar. Tampouco planeja comprar

barco, viajar, pescar ou tirar um ano sabático

O COC hoje está presente em várias regiões

do país como a Bahia. Na foto Adriana e

Chaim com o casal Verônica-Aloysio Nery,

diretor do COC em Salvador

Chaim Zaher, irmão de Ali Zaher, do

Objetivo, na lista dos novos bilionários

brasileiros da Forbes, com R$ 1,48 bilhão

com o dinheiro que já ganhou. “Ele é um trabalhador

incansável. Está na empresa logo cedo,

visitando as escolas”, diz Nilson Curti, superintendente

e braço direito de Chaim há 27 anos.

O empresário tem ainda um grande projeto

a ser realizado. Liderar um processo de

consolidação em educação básica – área que

foi sua porta de entrada no setor. “Minha ideia

é ter entre 80 mil e 100 mil alunos e cerca de

50 escolas de educação básica daqui cinco

anos”, disse Chaim, que planeja investir de R$

200 milhões a R$ 300 milhões em aquisições

e crescimento orgânico.

Atualmente, a SEB tem 45 mil estudantes

em 35 escolas das bandeiras SEB/COC, SEB/

Pueri Domus e SEB/Dom Bosco. Na operação

com a Pearson, o empresário ficou com as escolas

que compram as respectivas apostilas

com desconto de 50%.

Hoje, as apostas de Chaim giram em torno

de escolas de ensino fundamental com

período integral ou bilíngue. “Já temos quatro

unidades nesses modelos e em 2014 vamos

abrir mais quatro. O tíquete médio desse modelo

é bem maior. A mensalidade de ensino

médio regular é de cerca de R$ 900. Já o integral

é de R$ 2,5 mil e o integral com bilíngue

passa dos R$ 3 mil“, explicou Chaim, que começou

no setor trabalhando para João Carlos

Di Gênio, dono do Objetivo e da Unip.

20


O CAMINHO DAS PEDRAS

O começo do

nosso Objetivo

Foi no final dos anos 70 que

Ali Zaher, irmão de Chaim,

desembarcou em Araraquara

num Ford Del Rey, procedente

de Araçatuba. A exemplo do

irmão, o maktub (palavra árabe

que diz - estava escrito), sempre

esteve presente na vida dos dois

empresários libaneses.

A família Zaher veio do Líbano, pousando

em Araçatuba; Chaim, ainda menino, começou

a ajudar o pai, Zein Zaher, no trabalho

como mascate. Aos 18 anos, quando o velho

Zein se instalou em Pereira Barreto, Chaim decidiu

voltar para Araçatuba, onde arrumou emprego

num cursinho local, chamado Prever. Foi

porteiro, bedel de alunos e vendedor de matrículas.

Em pouco tempo, já entendia como

funcionava uma escola; nas horas vagas, trabalhava

como rádio-ator e colunista social.

E, lá pelos idos de 1972, ele enxergou uma

ameaça: a chegada de cursinhos da capital

paulista, como Anglo e Objetivo, que invadiam

o interior. Foi então que ele decidiu sugerir ao

patrão, Waldir Suliani, que buscasse um parceiro.

Resultado: acabou demitido. “Em vez de

cair em depressão, percebi que havia conquistado

minha liberdade”, diz Chaim.

Seus primeiros parceiros foram os professores

do Colégio Equipe de São Paulo, que

também estavam criando um cursinho. Mas

Chaim já enxergava o Objetivo, do empresário

João Carlos Di Genio, como o grupo mais profissional

do setor. E, em 1976, ele conseguiu

agendar uma reunião com o professor Jorge

Bryhi, braço direito de Di Genio, não sem antes

realizar uma pequena peripécia.

Depois de esperar horas por uma

audiência, ele decidiu se trancar no banheiro

de uma escola, onde dormiu até o dia

seguinte. E quando

Objetivo em Araraquara Bryhi voltou ao Objetivo,

Chaim já estava

lá esperando

por ele. Na mesma

hora, tornou-se franqueado

da rede. A

atitude foi tão inusitada

que o próprio

Di Genio quis conhecê-lo.

E quando

Zaher soube que o

A Consultora de Imagem Mônica Zaher com

o marido Ali e o filhos Karime e Michel

dono do Objetivo era também da região de

Araçatuba, os dois se tornaram amigos - Di

Genio foi até seu padrinho de casamento.

No Natal de 1984, após ter trabalhado

quatro anos como franqueado do Objetivo,

Zaher recebeu uma ligação do amigo Di

Genio:

- Você quer mesmo uma oportunidade

para crescer e sair de Araçatuba? Venha

para Ribeirão Preto e ficaremos meio a meio

na escola - disse Di Genio. - Aceito, respondeu

Chaim, que arrumou as malas para se

mudar para a “cidade grande”. Desta vez,

como sócio.

À época, o concorrente de Di Genio era

o COC, cursinho criado por professores de

medicina que ia de vento em popa. A tal

ponto que era capaz de fretar um jatinho

para ter em primeira mão as listas dos seus

aprovados na Fuvest, numa época em que

não existia internet. Com o tempo, o pêndulo

virou em favor do Objetivo. A tal ponto que o

próprio COC foi colocado à venda, em 1986.

E foi Chaim quem apareceu para comprá-lo,

num negócio que o afastou do antigo

mentor. “Aprendi tudo com o Di Genio, mas

precisava seguir meu próprio caminho.” Daí

em diante, seu império só cresceu. Além dos

negócios em educação, ele também é dono

de três emissoras de rádio e da TV Thathi, retransmissora

da TV Brasil, em Ribeirão Preto.

A emissora de TV foi a inspiração para a

esposa, a pedagoga Adriana, escolher o nome

das quatro filhas: Thamila, Thalita, Thiciana e

Thiara, que trabalham no grupo educacional,

e Thiciana, que é médica. “Hoje, meu hobby

é ficar com a minha família, em especial, com

os meus netos”, diz Chaim, avô dos trigêmeos

Eduardo, Felipe e Sofia.

Já em Araraquara, o Ali Zaher com a participação

da esposa Mônica, fez os negócios

educacionais prosperarem. Hoje o COC, o Objetivo,

o Pueri Domus, fazem parte da vida do

casal, além de outras unidades educacionais

que comprovam seu envolvimento e sucesso

no setor de ensino.

21


REGIÃO

“Passeio” chega a São Carlos;

em breve em Araraquara

Foi lançado no dia 11 de

setembro em São Carlos, o

projeto do Passeio São Carlos,

centro de convivência e compras

no estilo Open Mall, onde se

valoriza a luz natural e

corredores abertos. Com

inauguração prevista para

novembro de 2015, o local terá

uma concepção diferente dos

tradicionais centros de compras.

“Este empreendimento nasceu da percepção

de que as cidades precisavam de uma alternativa

ao comércio de rua e aos shoppings.

Trabalhamos principalmente com cidades que

estão em crescimento, mas ainda não comportam

grandes shoppings”. Foi desta forma

que Roberto Senna, sócio fundador da RS

Partners, empresa responsável pelo centro de

compras em São Carlos, abriu o evento.

O investimento estimado do empreendimento

é de R$ 80 milhões de reais, dos quais

R$ 60 milhões serão dos empreendedores e

R$ 20 milhões dos lojistas.

“O projeto, criado pelo arquiteto Jayme

Lago Mestieri, foi cuidadosamente planejado

para aproveitar ao máximo a luz do dia, proporcionando

ao consumidor a experiência de um

passeio, por isso a escolha do nome. Também

tivemos a preocupação de interferir o mínimo

possível no terreno para não prejudicar o meio

ambiente”, conta o sócio diretor da RS Partners,

Rodrigo Senna.

Segundo ele, para chegar até São Carlos,

“foi gastando muita sola de sapato”, brinca o

empreendedor. “Nossos planos são investir

em cidades que fiquem no máximo a 250 quilômetros

de São Paulo, ou seja, inicialmente

Araraquara é o nosso limite”.

Sobre os planos para a Morada do Sol,

Senna aponta uma chegada em alguns meses.

“Estamos estudando a demanda da ci-

Roberto Senna, diretor da RS Partners

dade e firmando parceiros. Araraquara está

nos nossos planos e seria algo semelhante ao

Passeio São Carlos”, afirma.

O prefeito de São Carlos, Paulo Altomani,

também esteve presente no lançamento.

“Procuramos acelerar o trâmite para a instalação

desse centro, que será muito importante

para São Carlos, principalmente neste momento

auspicioso que o município vive, com a

internacionalização do aeroporto, que torna a

expectativa de crescimento da cidade promissora

e positiva”, conclui.

O início das obras está previsto para este

mês de outubro. O centro comercial deve gerar

pelo menos mil empregos diretos e dois mil indiretos.

O empreendimento está localizado na Av.

22


Projeto do Passeio

São Carlos; obras

já iniciadas e a

previsão é de que

o empreendimento

virá para a nossa

cidade

Dr. Francisco Pereira Lopes, próximo ao Campus

1 da USP, em um terreno de 36 mil metros quadrados.

Ao todo, serão 35 lojas, home center,

drive thru, praça de alimentação e 450 vagas

de estacionamento gratuitas. A rede de supermercados

Savegnago também confirmou uma

loja de quatro mil metros quadrados.

“A população de São Carlos precisava de

um local assim, com conforto, segurança e comodidade.

Tivemos uma receptividade muito

boa com nossa primeira loja e não podíamos

deixar de participar desse empreendimento”,

afirma o representante da rede, Rodolfo Savegnago.

Vinte representantes de importantes franquias

do País participaram da rodada de negócios,

entre eles a Brazil Fast Food Corporation,

responsável por marcas como Bobs e Yoggi, a

Cia de Franchising e a Franchising Stores, que

Altomani com Alfredo Maffei, presidente da

Associação Comercial de São Carlos

trouxe 17 marcas. O Banco do Brasil e a Caixa

Econômica também estiveram presentes,

mostrando linhas de financiamento específicas

para franquias.

A comercialização dos espaços será feita

pela Gerccom – Desenvolvimento de Centros

Comerciais.

Italo Cardinalli (Imobiliária Cardinalli), Paulo

Altomani (Prefeito de São Carlos) e Roberto

Senna (RS Partners)

Rodrigo Senna, diretor da RS Partners

23


24


25


DOCUMENTO

O homem que trouxe o Corpo de

Bombeiros para a nossa cidade

Em 1965, a Prefeitura Municipal

cobrava uma Taxa de Extinção

de Incêndio e Salvamento sem

contudo ter uma unidade do

Corpo de Bombeiros. Ao

assumir a Prefeitura, Rômulo

Lupo decidiu reparar a situação,

aproveitando a reestruturação

da corporação em São Paulo

e o empenho de um militar

chamado Adalberto Lucatelli.

Reportagem: Jean Cazellotto

Conhecido antigamente como destacamento

do Corpo de Bombeiros, pequena parte

do CB centralizado na Capital, surgiu em

Araraquara em 1951, porém foi às ruínas, por

falta de equipe. Durante 15 anos a própria prefeitura

buscou solucionar as situações menos

perigosas, daí a cobrança de uma taxa que

envolvia extinção de incêndio e salvamento,

sem contudo ter qualificação técnica para dar

cobertura a uma cidade de pouco mais de 48

mil habitantes. Lupo procurou tornar justa a

cobrança. Na época, o Corpo de Bombeiros em

Lucatelli (esquerda) em apuração da eleição

de 1960, quando Jânio Quadros foi eleito

Presidente do Brasil. As urnas eram levadas

para pavilhões do Parque Ibirapuera, na

Capital e protegidas pela antiga Força Pública

do Estado de São Paulo. Os oficiais ficavam

acampados por 20 dias, até a apuração de

todos os votos, que eram feitos por cédulas

na época, ser concluída. Os dois vestem

roupas oficiais de passeio.

26

Adalberto em 1957, ainda soldado da Força

Pública. Em 1960, ele entrou para a escola de

sargentos, onde permaneceu por um ano.

São Paulo buscava descentralizar suas ações.

Em meio a este processo surge o nome

de Adalberto Lucatelli, formado na Força Pública

(antiga Polícia Militar), em 1957. No ano

seguinte, Lucatelli entrou para o Corpo de

Bombeiros em São Paulo. Lá permaneceu durante

muitos anos, até que em 1966, em uma

ação da extinta Força Pública, as corporações

dos Bombeiros foram divididas, ficando três

companhias em São Paulo, formando o CCB

(Comando Central dos Bombeiros), uma Companhia

independente em Santos, comandando

todo o litoral paulista e a de Campinas, que

liderava todos os Destacamentos do interior.

Ainda em 66, pela falta de uma equipe

do bombeiro em Araraquara, o Comandante

Geral em Campinas enviou Adalberto Lucatelli

para a cidade. “O prefeito da época, Rômulo

Lupo, quis reconstruir a corporação por aqui,

por conta de uma taxa de extinção de incêndio

e salvamento que era cobrado da população.

Ele me disse que queria um Corpo de Bombeiros

que funcionasse de fato, já que era cobrada

a referida taxa”, explica Lucatelli.

Antes disso, tinha um CB em Araraquara,

mas apenas no papel. “Havia um carro que

era usado pelo CB aqui, mas como não tinha

mecânica especializada, por ser importado, e

muito menos equipe para usar, ele estava em

cima de dois cavaletes, em estado deplorável.

No fim, tivemos que descartá-lo”, revela.

As dificuldades eram muitas para se instalar

(novamente, mas do zero) uma unidade do

CB. “No início, a corporação ficava no Centralizado

da prefeitura, na Rua Nove de Julho, em

meio aos caminhões de lixo e também aos carros

oficiais do município. Precisávamos de um

local adequado, que comportasse o material

que tínhamos e por ser tudo importado, o cuidado

devia ser redobrado. A mangueira usada

tinha 15 metros e só podia secar na sombra,

senão rachava. Além disso, éramos uma unidade

24 horas por dia, precisávamos de um

espaço independente”, conta Lucatelli.

De acordo com ele, depois de algum tempo

e conversas com o prefeito Rômulo, mudaram-se

para um espaço improvisado na Rua

São Bento. “Conseguimos alugar uma casa

na Rua São Bento, próximo à Avenida 36, mas

era improvisado, principalmente por conta dos

materiais”.

Lucatelli explica como é ser parte da equipe.

“Trabalhávamos em turnos de 24 horas e

era necessário algo que distraísse a cabeça

dos soldados, cabos, etc. Atividades físicas, televisores,

não deixar a pessoa parada, senão

qualquer um enlouqueceria. A prefeitura na

época nos forneceu tudo. Alguns anos depois,

o ex-prefeito Lupo construiu o CB onde é atualmente,

na Francisco Aranha do Amaral”.

Carlos Alberto

HISTÓRIAS

Adalberto contou várias histórias durante a

visita da RCI em sua casa. Dentre tantas, uma

delas com certeza chamou atenção. “Certo dia

em São Paulo, fomos chamados para combater

um incêndio pavoroso – nome dado por

conta do tamanho ou destruição das chamas –

em uma fábrica de produtos químicos. Depois

de apagar as chamas, entramos no barracão

e, por ser durante a noite, pisávamos no chão

de terra batido, onde havia empoçado muita

água. Quando voltamos para a companhia, só

tinha sobrado o elástico da meia. Algum produto

químico corroeu todo o tecido. A sorte é que

não fez nada no pé”, conta aos risos.

A MORTE DE

CARLOS ALBERTO

Há 43 anos, outubro

de 1971, a Ferroviária

era tri-campeã do

interior (Campeonato

Paulista). Na ocasião,


os jogadores foram comemorar a conquista

em um pesqueiro às margens do Rio Mogi, em

Araraquara. Um fato marcou muito, lembra Lucatelli.

Em um incidente até hoje não explicado,

o goleiro Carlos Alberto Alimari cai na água

e, por não saber nadar, morre afogado. “Chegamos

ao local e já havia muitas pessoas. O time

e o goleiro eram muito conhecidos. Passamos

o resto do domingo, a segunda e a terça-feira

procurando pelo corpo. Na madrugada de

quarta, o sol nem tinha nascido ainda, três cabos

e eu saímos de barco dando sequência à

procura do corpo. Na quinta curva (na época,

o Corpo de Bombeiros media o rio em curvas,

o que daria aproximadamente 4 quilômetros

do pesqueiro), encontramos Carlos Alberto

enroscado pelas axilas em um galho. Amarramos

ele pela cintura e levamos até onde estávamos

acampados. Foi um fato que chamou a

atenção de toda a imprensa nacional”, recorda

Lucatelli.

Adalberto Lucatelli, junto da equipe formada

por Sidnei de Oliveira Sena, Juraci Borges

de Carvalho, Vanderlei dos Santos Silva e Julio

do Carmo Ramos, dentre tantos outros soldados,

cabos, sargentos e comandantes que

passaram pelo Corpo de Bombeiros de profissão

tão prestigiada pelo povo araraquarense,

são homenageados por toda a equipe da Revista

Comércio & Indústria.

Lucatelli em treinamento na capital com a

escada Magirus

À esquerda, Lucatelli e um amigo que se

formara com ele, durante trabalho efetivo

no Parque do Ibirapuera.

Em Araraquara com o time de Futsal do

Corpo de Bombeiros: Sidnei de Oliveira Sena,

Adalberto Lucatelli, Juraci Borges de Carvalho,

Vanderlei dos Santos Silva e Júlio do Carmo

Ramos

Lucatelli com a esposa Olinda

e a filha Vera em sua casa

27


Assunto debatido em reunião da

diretoria ganhou força e a ACIA

defendeu em setembro, o voto

do eleitor de Araraquara nos

candidatos a deputado federal

e estadual que mantêm raízes

com a comunidade.

A reunião realizada na segunda quinzena

de setembro levou a Associação Comercial e

Industrial de Araraquara a tomar uma decisão:

conscientizar os eleitores a votar nos políticos

que se dispuseram em se candidatar a depu-

Durante a reunião que manteve com

a diretoria da ACIA, Renato Haddad

destacou a importância da eleição de

deputados locais para a economia da

cidade

ELEIÇÕES 2014

ACIA cumpriu seu papel

por cadidatos da cidade

tado federal e estadual pela nossa cidade.

A reunião também atendeu um pedido

do vice-prefeito Coca Ferraz, com o objetivo

de fortalecer a preferência dos eleitores por

candidatos daqui. “A representatividade política

de um município em São Paulo e Brasília

é muito importante. Para a cidade, politicamente,

dá projeção; e ao prefeito contribui de

forma decisiva na reivindicação de benefícios

que visam atender a população. É a união de

forças para conquistas nos mais diversos setores”,

enfatizou Coca Ferraz.

Segundo ele, o poder público municipal,

independente de cores partidárias, precisa

de apoio político na Assembleia Legislativa e

Câmara Federal para aprovar suas reivindicações

junto aos governos Estadual e Federal.

“Não há como negar essa necessidade, e a

perda dessa força, trará reflexos negativos ao

município”, dizia.

Renato Haddad, presidente da ACIA e vereador

recentemente empossado na Câmara

Municipal, foi taxativo posteriormente na reunião

com os diretores da associação: “Temos

162 mil eleitores e podemos eleger vários deputados.

Não temos preferência por nomes,

mas vamos defender o voto em candidatos

da cidade. É muito importante para o município,

para os empresários e para os cidadãos

que Araraquara tenha representação política”,

destaca.

Houve época em que o quadro político de

Araraquara era formado por até cinco deputados:

Pedro Marão, Leonardo Barbieri, Adalberto

Camargo, Scalamandré Sobrinho e Amaral

Gurgel. A visão política sobre Araraquara era

muito forte e colocava o município como um

dos mais respeitados no país.

Após a passagem destes políticos, Araraquara

foi perdendo ao longo do tempo sua

força, chegando a ficar por muitos anos sem

representantes em São Paulo e Brasília. Só

foi retomar o poder político e o prestígio no

cenário nacional, vinte anos depois ao eleger

Marcelo Barbieri (Deputado Federal) e Dimas

Ramalho (Deputado Estadual). E a saída da

Região Administrativa

(12) na década de

70, foi causada pela

ausência da força

política.

Coca Ferraz diz que

a ACIA não apenas

defende os anseios das

empresas associadas,

mas participa das

discussões políticas

sociais e econômicas

no município

28


FATOS E FOTOS

PERDEMOS O EDMILSON

O ex-vereador Edmilson

de Nola Sá, do Partido dos

Trabalhadores, foi sepultado

no dia 3 de setembro. Sua

morte se deu após complicações

provocadas por um tumor

na coluna. Nascido em

Araraquara em 11 de maio

de 1960, ele foi vereador

entre 2001 e 2004, chefe

de gabinete e coordenador

de Participação Popular durante o governo

do prefeito Edinho Silva. Participou da fundação

do PT em Araraquara, no início da

década de 1980. Em 2002, ano da eleição

de Lula para a presidência da República,

foi indicado pelo partido para disputar uma

cadeira na Assembleia Legislativa de São

Paulo e recebeu 18.662 votos. Da safra de

antigos petistas, Edmilson consta como um

dos mais coerentes dentro da nossa política.

É uma grande perda.

Prefeitura recebeu aval para abertura de

crédito adicional suplementar de R$ 210 mil

para atender despesas com a prorrogação

de contrato com a Unimed para

assistência médica aos servidores

da Secretaria da Saúde e seus

dependentes. O prefeito Marcelo

Barbieri para conquistar essa

medida teve que apelar para os

vereadores.

Frase de Júlio Perroni: “Tivemos uma revisão

inovadora do Plano Diretor, mas é preciso

avançar. Está em processo de elaboração o

Plano Municipal de Saneamento, que inclui o

Plano de Gestão Integrado de Resíduos Sólidos.

A Lei exige audiências públicas, mas a

participação tem sido muito pequena”.

O vereador Geicy Sabonete tem procurado

insistentemente criar uma identidade

própria dentro da política, sem se amarrar

com esse ou aquele. De quando em vez dá

umas escorregadas não aceitando ordens

dos seus superiores. Isso é bom para quem

deseja crescer na política.

Postura do secretário da

Saúde, Álvaro Guedes, nem

sempre agrada gregos e

troianos. Na briga com a

classe médica, mais dias

menos dias, pode ficar a pé,

comentam os analistas.

Há um porém nesta questão de médicos

que não querem trabalhar ou servir a UPA:

não estão satisfeitos com salário, escala, ou

raio que os partam, peçam a conta e vão para

outro lugar. Menos complicar ainda mais o

atendimento e a saúde dos que precisam.

Frase curta e grossa do empresário José

Natal de Moura: “O trabalhador precisa

receber de acordo com sua produtividade”.

Parabéns, Moura, você matou a pau.

MUDANÇA AINDA QUE TARDIA

29

Álvaro Guedes

Credenciado por um grupo de 30 cidadãos,

o estudante Matheus Henrique de Souza Santos,

membro do Comitê Municipal pelo Plebiscito

Popular para uma Constituinte Exclusiva para a

Reforma Política foi à Câmara para

dizer aos vereadores em alto e bom

tom: “Nosso objetivo é ampliar os

mecanismos de participação do cidadão

e a democracia. Esta é uma

bandeira do movimento que tomou

as ruas do Brasil no ano passado.

No dia 1º de setembro, 50 urnas

para votação da população foram espalhadas

pela cidade, com apoio de sindicatos, entidades

estudantis e movimentos.

Matheus Henrique

Você sabia que em média são protocolados

85 mil documentos na Prefeitura? A esse tipo de

trabalho dá-se o nome de gestão documental,

têrmos que aparecem nos tempos modernos.

Voleibol Feminino de

Araraquara que venceu a 1ª

Copa Estadual Sub-17 ao

vencer São José dos Campos,

por 3 a 1. O torneio reuniu

13 cidades vencedoras das

cidades regionais, em

Ouroeste (SP). Para chegar

à final, Araraquara venceu

Franca (2 a 0), Tietê (2 a 0),

Pongaí (3 a 0) e Indiaporã

(3 a 0). Parabéns meninas.

Toda criança tem o direito

de ser feliz e levar um

belo sorriso no rosto.

Por isso, a UNIODONTO,

que cuida com carinho dos

dentinhos dos pequenos,

deseja um feliz Dia das

Crianças neste 12 de outubro.

ANS - N° 31699-7

PLANOS ODONTOLÓGICOS

Rua Voluntários da Pátria, 1947

Centro | Araraquara

Telefone: (16) 3303.7133

Emergência: (16) 9.9713.6825 | 9.9239.8375

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Centro | Matão

Telefone: (16) 3382.4878

Emergência: (16) 9.9786.7496 | 9.9302.2799


JURÍDICO

Vícios e defeitos do produto e o

Código de Defesa do Consumidor

Dra. Thaís Costa Domingues

Advogada do SINCOMERCIO Araraquara

Com os festejos de fim de ano cada vez

mais próximos, Araraquara e região já se preparam

para receber os consumidores nos meses

de maior movimento no comércio varejista.

É também nesse período, que recebemos

muitos questionamentos de empresários que

desconhecem as situações em que a troca de

produtos é obrigatória.

Cumpre ressaltar inicialmente, que o artigo

18 do Código de Defesa do Consumidor

prevê a responsabilidade dos fornecedores

nos casos de vícios (quando a mercadoria

apresenta algum problema no seu funcionamento,

sem prejudicar a integridade física do

consumidor), que tornem o produto impróprio

ou inadequado ao consumo ou que lhe diminua

o valor. Senão vejamos:

Art. 18. Os fornecedores de produtos

de consumo duráveis ou não duráveis,

respondem solidariamente pelos

vícios de qualidade ou quantidade

que os tornem impróprios ou inadequados

ao consumo a que se destinam

ou lhes diminuam o valor, assim

como por aqueles decorrentes da

disparidade, com as indicações constantes

do recipiente, da embalagem,

rotulagem ou mensagem publicitária,

respeitadas as variações decorrentes

de sua natureza, podendo o consumidor

exigir a substituição das partes

viciadas.

Dessa forma, quando da existência de vício,

caso o lojista não solucione o problema

em trinta dias, o consumidor poderá exigir alternativamente

e à sua escolha, a substituição

do produto por outro da mesma espécie em

perfeitas condições de uso, a restituição imediata

do valor pago monetariamente atualizado

sem prejuízo de eventuais perdas e danos

ou ainda o abatimento proporcional no preço.

No entanto, se o produto com vício for considerado

essencial, que na prática a essencialidade,

muitas vezes, só se verifica no caso

concreto, o consumidor poderá exigir imediatamente

uma das três soluções mencionadas.

Além disso, o Código de Defesa do Consumidor,

em seus artigos 19 e 35, determina

ainda as providências a serem adotadas nos

casos de existência de vício de quantidade do

produto e de recusa pelo comerciante ao cumprimento

da oferta.

No caso de existência de vício de quantidade

de produto, o consumidor poderá exigir

o abatimento proporcional do preço, a complementação

do peso ou medida, a substituição

do produto por outro da mesma espécie,

marca ou modelo, sem os aludidos vícios ou

a restituição imediata da quantia paga, monetariamente

atualizada, sem prejuízo de eventuais

perdas e danos e sempre à livre escolha

do consumidor.

Já no caso de recusa pelo comerciante em

cumprir a oferta, o consumidor poderá exigir

o cumprimento forçado da obrigação, nos termos

da oferta, apresentação ou publicidade,

o fornecimento de outro produto ou prestação

de serviço equivalente ou a rescisão do contrato

com direito à restituição de quantia eventualmente

antecipada, monetariamente atualizada,

bem como as perdas e danos e também à livre

escolha do consumidor.

Todavia, se o produto não apresenta nenhum

vício, a loja não é obrigada a efetuar a

troca, ou seja, se a compra foi realizada no

estabelecimento comercial não há na legislação

brasileira qualquer norma que obrigue o

comerciante a trocar um produto em razão de

arrependimento do comprador.

É importante salientar a diferença entre

vício e defeito do produto. Vício é aquele que

pode tornar impróprio o produto para utilização

ou consumo. Enquanto que o defeito é

um vício grave que compromete a segurança

da mercadoria e causa danos ao consumidor,

como por exemplo, quando ocorre uma explosão

de um eletrodoméstico ao ser manuseado

pelo consumidor. Neste último caso, o fornecedor

pode ser responsabilizado pelos danos

materiais e morais decorrentes do acidente.

Vale lembrar ainda que nos casos de

transporte, manuseio, armazenamento ou

30

utilização do produto feitos de maneira inadequada

pelo consumidor ou ainda no caso de

desgaste natural provocado pelo uso contínuo

da mercadoria, a loja estará isenta de qualquer

responsabilidade.

Com relação às compras efetuadas fora

do estabelecimento comercial, como por

exemplo pela internet, telefone ou através de

catálogos, o CDC prevê o direito de arrependimento

do consumidor, sem necessidade de

justificativa, que terá o prazo de sete dias para

a desistência da compra efetuada, nos termos

do artigo 49:

Art. 49. O consumidor pode desistir

do contrato, no prazo de 7 dias a

contar de sua assinatura ou do ato

de recebimento do produto ou serviço,

sempre que a contratação de

fornecimento de produtos e serviços

ocorrer fora do estabelecimento comercial,

especialmente por telefone

ou a domicílio. Parágrafo único. Se o

consumidor exercitar o direito de arrependimento

previsto neste artigo,

os valores eventualmente pagos, a

qualquer título, durante o prazo de

reflexão, serão devolvidos, de imediato,

monetariamente atualizados.

Muito embora inexista na legislação consumeirista

qualquer obrigatoriedade de efetuar

a troca de produtos que não apresentem

vícios, à exceção das compras efetuadas fora

do estabelecimento comercial, esta é uma

prática de grande parte do comércio varejista,

que acaba por efetuar as trocas para conquistar

e fidelizar o consumidor.

Nesses casos, em que a loja, por mera liberalidade,

se compromete a efetuar a troca

dos produtos mesmo que eles não apresentem

vícios, como nos casos de não contentamento

com o tamanho, cor ou modelo, é importante

frisar que uma vez concedido referido

benefício ao consumidor que efetuou a compra,

a empresa não mais poderá se eximir desta

obrigação. Além disso, as regras quanto à

troca de produtos devem ser iguais para todos

os consumidores. Por fim, vale lembrar que

caso o empresário, para fidelizar seus clientes,

adote uma política de troca de produtos,

esta deverá ser transmitida de maneira clara

ao consumidor, por escrito, contendo todas as

condições para obtenção do benefício, observados

sempre os princípios da transparência

e da boa-fé.


PESQUISA

Geração de emprego de estabelecimentos

menores sustenta desempenho do ano

Dados do CAGED mostram

que em 2014, de janeiro a

agosto, não fosse o desempenho

dos estabelecimentos com até

quatro funcionários, o saldo na

geração de empregos formais,

somados aos números do

mercado de trabalho de

Araraquara, Rio Claro e São

Carlos, seria negativo.

Como pode ser observado na tabela 1,

logo abaixo, se fôssemos considerar apenas o

saldo das empresas com até quatro funcionários,

o mesmo seria positivo em 2.887 vagas.

São 467 postos de trabalho a mais que o saldo

consolidado, o qual foi negativamente impactado

pelo desempenho na criação de emprego

com carteira assinada dos estabelecimentos

com quadro funcional de 5 a 999 colaboradores.

O comentário é feito pelo economista Jaime

Vasconcellos, do Núcleo de Economia do

SINCOMERCIO Araraquara.

Observa-se, diz ele, que os setores que

mais contribuíram para geração de empregos

dos menores estabelecimentos, são Comércio

e Serviços. No setor comercial, somados os desempenhos

das três cidades, em 2014 o saldo

negativo é de 613 postos de trabalho, porém

as empresas do setor com menos de cinco funcionários,

possuem saldo total de 824. Já as

empresas do setor de Serviços possuem maior

saldo total (+2.775) e quase metade da geração

de vagas com carteira assinada do desempenho

dos menores estabelecimentos.

ARARAQUARA

Em Araraquara, de janeiro a julho de 2012,

o saldo empregatício circunda os 2.400 postos

de trabalho. Destes, 37% (894) são oriundos

de empresas formadas por um quadro funcional

de até quatro trabalhadores.

RIO CLARO

No município de Rio Claro, a geração de emprego

formal das empresas com até quatro funcionários

é mais que o dobro do desempenho

total do município. Enquanto a primeira tipologia

de empresas tem 770 mais admissões que desligamentos,

no total o desempenho é positivo

em 321 vagas. O saldo negativo das empresas

de 100 a 249 trabalhadores (-225) e com mais

de 1000 funcionários (-266) minaram o desempenho

do mercado de trabalho rioclarense.

SÃO CARLOS

Em São Carlos o cenário é ainda mais interessante.

O município, em 2014, viu seu mercado

de trabalho ser reduzido em 300 vagas.

Considerando apenas as vagas criadas pelos

estabelecimentos compostos por até quatro

funcionários, o saldo está positivo em 1.223.

Isto é, as empresas com cinco funcionários ou

mais, têm em torno de 1.500 desligamentos a

mais que admissões.

Os números apresentados pelo CAGED, afirma

Jaime Vasconcellos, mostram uma realidade

que, mesmo sendo focada em Araraquara,

Rio Claro e São Carlos, confundem-se com o desempenho

da geração de emprego nacional. De

janeiro a agosto de 2014, no Brasil foram criadas

mais de 600 mil novas vagas com carteira

“No setor comercial, somados os

desempenhos das três cidades, em

2014 o saldo negativo é de 613

postos de trabalho, porém as

empresas do setor com menos de

cinco funcionários possuem saldo

total de 824”.

Jaime Vasconcellos

assinada. Somente os estabelecimentos com

menos de quatro funcionários possuem saldo

positivo em mais de 757 mil postos.

Para o economista, os números de nossa

região, e também em âmbito nacional, mostram

que os grandes sustentadores da arrefecida,

porém ainda portentosa geração de empregos

formais no país, são as micro e pequenas empresas.

É importante frisar que o bom desempenho

dos micro e pequenos estabelecimentos

tem um teor ainda mais heroico, baseado na

quantidade de problemas que o empresariado

brasileiro em geral enfrenta: Alta carga tributária,

burocracia, insegurança, perdas e concorrência

desleal de mercadorias contrabandeadas.

Normalmente,

são exatamente as

micro e pequenas empresas

que possuem

acesso mais dificultado

às medidas de

estimulo econômico

e desenvolvimento,

e são as primeiras

afetadas quando o

desempenho econômico

nacional tem ritmo

freado ou mesmo

decrescido.

31


HOMENAGEM

Eternamente, o

da Cantina do

Benedito Brandão da

Silva, o Escurinho

A emergente cidade dos anos 60

parecia mergulhada em querer

descobrir as novidades. Tempos

em que os gaúchos começavam

a vir para montar churrascarias;

as raras pizzarias habitavam o

centro; bares e lanchonetes se

diluíam envolvidas pela tradição

brasileira e há quem apostava

na tendência das cantinas. Foi o

que fez o querido “Escurinho”.

Reportagem: Jean Cazellotto

E lá vamos nós, poucos dias antes daquele

Natal de 1967, para a Cantina do Nhô Bento.

O “Escurinho está na porta a nos esperar,

guarda-chuva aberto aparando os pingos que

caíam no começo da noite: “A festa tem hora

pra começar, não tem hora pra acabar”, disse

ele com imenso sorriso que se estendia de

canto a canto da boca. Sorrir era seu jeito trigueiro

(cor do trigo maduro; moreno, escuro),

uma característica em sua vida toda.

Benedito Brandão da Silva, o seu nome,

que ninguém o conhecia assim, mas chamá-lo

de “Escurinho”, era imaginar um ser humano

bondoso, camarada, animado ao ouvir no rádio

as vozes de Antônio Carlos Araújo e Wilson

Luiz, gritando sem parar, os gols da Ferroviária

nas noites de quarta-feira, ecoando pela cantina.

Nascido em Santa Adélia, Escurinho se

mudou com os pais para Araraquara com

apenas três anos, por volta de 1935. Sua vida

hoje pode ser contada em detalhes pelo filho

Marcos Brandão da Silva, ou melhor, o Buíra.

“O apelido foi dado ao meu pai quando trabalhava

no Hotel Português, próximo ao Terminal

Rodoviário (Integração). Quando as pessoas

iam perguntar por ele, o dono do hotel dizia:

“procure por um escurinho no portão de trás”,

e foi assim que meu pai ficou conhecido”, conta

o filho, que atualmente tem um quiosque

de lanches na Praça Santa Cruz.

Logo depois de trabalhar no hotel,

Seo Freitas como era conhecido, ofereceu-

lhe um emprego em seu bar, que

ficava do outro lado da rua do hotel. No

bar, permaneceu por dez anos, fazendo

lanches, principalmente Bauru, e servindo

Neste ponto nos anos 50, funcionava o Hotel

do Português, um dos primeiros empregos do

Escurinho

32

café aos clientes.

Em uma oferta irrecusável, foi chamado para

ser sócio de uma churrascaria na esquina da Avenida

São Paulo com a Rua 1, a Nhô Bento. “Sem

pensar duas vezes, ele aceitou a proposta e ficou

por lá durante alguns anos”, lembra Buíra.

Em meados da década de 1970, Escurinho

viu a queda dos clientes no restaurante

em que servia seus lanches e bebidas. “Então,

começou a ir até o Hotel Uirapuru para

servir o café da manhã nos quartos. Ele era

de confiança do proprietário, o falecido Vicente

Michetti. Apenas meu pai tinha autorização

para entrar nos quartos de pessoas famosas.

Ele serviu o café da manhã da Gretchen, em

seu auge, além do Rei Roberto Carlos, Sérgio

Reis e outros”.

Não durou nem um ano e, em 1976, Escurinho

terminou a sociedade no Nhô Bento

e foi trabalhar na lanchonete do Uirapuru.

Pouco tempo depois, Michetti surpreendeu o

“faz-tudo” do local. “Ele disse ao meu pai: abra

uma empresa em seu nome, porque agora a

lanchonete é sua. Foi a partir daí que a nossa

vida começou a mudar. Conseguimos melhorar

nossa condição financeira por conta do

Vicente. Tudo o que ele colocava a mão, virava

ouro”, relata Buíra.

No local, a família atendia pessoas importantes

que desciam até o térreo do hotel

para desfrutar da lanchonete. Escurinho ficou

à frente da lanchonete até 1989, quando se

aposentou e dedicou essa fase da vida aos filhos

e esposa. Segundo Buíra, “quando ele se

aposentou, passou o negócio para outra pessoa

e decidiu curtir mais a família. Na época,

eu tinha o Frango’s Grill, na Alameda e também

Escurinho com Clotildes

e o neto Ruhan, hoje

com 9 anos


Escurinho

Nhô Bento

Inesquecível

Escurinho em

2005

Buíra e a mãe

Clotildes, seguem

as pegadas do

saudoso Escurinho

o carrinho de lanches em frente a Igreja Santa

Cruz. Com isso, ele foi me ajudando um pouco,

levando as coisas de casa para o carrinho”.

SUCESSO

A Rede Globo de Televisão, em 1992, aproveitou

a oportunidade de Buíra e Escurinho e

gravrou um programa para “Pequenas Empresas,

Grandes Negócios”, explorando a iniciativa

de pai e filho.

“A equipe foi conosco para comprar os

produtos que usávamos na preparação dos

lanches, entrevistou alguns clientes e ficou o

dia todo gravando para mostrar a maneira que

fazíamos nossos lanches”, disse Buíra.

Quando abriu o Extra Hipermercados,

suas vendas cresceram consideravelmente.

“Nossa vida voltou a ser como era na época

do Michetti. Compramos a casa onde vivemos,

uma área de lazer, carro zero km. Agora vivemos

uma vida agradável graças ao esforço do

meu pai com a lanchonete e atualmente com

o quiosque de lanches”.

Com a mãe Clotildes de Oliveira Brandão

da Silva, Buíra, em seu quiosque, faz o que

mais gosta: lanches e servir seus clientes. Tímida,

dona Clotildes diz que vai até o quiosque

para limpar o local, mas o filho a entrega. “Ela

limpa também, mas gosta de fazer lanches e

há pessoas que pedem os lanches dela, que

faz com muito carinho”, diz Buíra. Ao lado, a

mãe confirma. “Gosto de fazer o que faço”.

Benedito, ou melhor, Escurinho, morreu

aos 74 anos, no dia 24 de junho de 2006,

após sofrer um ano e meio com um câncer no

intestino. Ao velho e bom Escurinho, fica a homenagem

da Revista Comércio & Indústria.

O início, trabalhando de garçom

Dona Clotildes atendendo o jogador Eder,

do Palmeiras e Seleção Brasileira, na

Lanchonete do Hotel Uirapuru em 1986

Um sopro no seu último aniversário

33


TECNOLOGIA

Soffner assume ITEC e

anuncia o IV Biz Games

No exato momento em que

nossa cidade está se tornando

em um forte polo de tecnologia

no interior do estado, Manoel

Soffner é empossado presidente

do ITEC com novos projetos

e desafios pela frente.

Manoel Soffner em sua empresa, a Maq Soffner

34

Manoel Soffner, atual presidente, ao lado de

José Natal de Moura que encerrou seu

mandato e Fábio Furlan, vice-presidente

O empresário Manoel, da empresa Maq

Soffner, assumiu em 2014 a presidência do

ITEC - Instituto Tecnológico de Araraquara. O

mandato de Soffner terá a duração de dois

anos, exercendo uma função das mais importantes

na atualidade pela transformação

de Araraquara nos últimos anos em polo de

tecnologia.

Na ocasião, o ex-presidente José Natal de

Moura agradeceu o apoio recebido, destacando

que sem o envolvimento da classe não teria

alcançado seus objetivos: “Sou grato a todos;

tivemos a honra de conduzir o ITEC neste período

em que a cidade dá um salto tecnológico

significativo, possibilitando a expansão do

mercado e permitindo principalmente o acesso

de centenas de profissionais a um segmento

que exige qualificação técnica. O nosso foco

é este, aproximar as empresas de T.I. e trazer

benefícios e inovações tecnológicas para o setor”,

completou.

Já o novo presidente, Manoel Soffner, argumentou

que os caminhos são difíceis, exigem

grande dedicação e união das empresas

e instituições de tecnologia da informação,

acompanhamento permanente em função

da evolução dos produtos e serviços no segmento.

“Estamos atentos para isso, fato que

nos conduz a ampliar o quadro associativo e

e a Comissão de Trabalhos que darão acompanhamento

e suporte aos projetos que pretendemos

implantar nestes próximos anos.”,

concluiu o dirigente.

Moura realizou uma espécie de prestação

de contas da sua administração, recebendo

elogios pela sua gestão: “Nem tudo que planejamos

foi possível realizar, mas entendemos

que o ITEC hoje é uma instituição bastante respeitada,

parceira do nosso polo tecnológico,

capaz de oferecer à cidade, serviços e inovações

tecnológicas.”, disse.

O IV BIZ GAMES EM NOVEMBRO

Previsto para novembro, o Biz Games é

um evento direcionado a estudantes e admiradores

de tecnologia, a investidores, universitários,

cientistas, pesquisadores, psicólogos,

profissionais de saúde, educadores e pessoas

em geral apaixonadas por fabricação de jogos

profissionais.

De acordo com Soffner, o Biz Games quebra

paradigmas ao permitir que, por meio dos

jogos, o jovem possa aprender e expandir toda

a sua criatividade. Representantes de quase

60 cidades dos estados de São Paulo, Paraná,

Rio de Janeiro e Minas Gerais deverão participar

da edição deste, incluindo várias universidades

públicas e privadas. Nos eventos anteriores

obteve uma média expressiva de jovens

e especialistas palestrantes na área.

No Brasil, existem aproximadamente 50

milhões de jogadores e o país movimenta cerca

de R$ 400 milhões por ano no setor, embora

tenha potencial para movimentar até R$

3 bilhões.


SEGURANÇA

Cães especiais para

localizar desaparecidos

Eles ainda são filhotes,

brincalhões e encantadores.

Poderiam integrar qualquer

família, mas um casal de cães,

irmãos da raça bloodhound, é

a novidade nos 50 anos de

vida do Canil da Polícia Militar.

Conhecidos pela habilidade em rastrear

pistas, os bloodhound são os primeiros a serem

treinados em Araraquara na busca de

pessoas desaparecidas ou escondidas. Os

animais se unem a outros 15 cachorros, alguns

de policiamento, faro e de controle de

distúrbio civil.

Em setembro, o Canil da PM local inovou

com o treino de mais uma raça de cães, desta

vez, com o melhor policial canino para a função.

“Estávamos com 15 no adestramento na

busca por drogas e policiamento. Esses cães

que chegaram são top no mundo na busca

por pessoas em mata e cidade”, diz o sargento

Gabriel Veltre, comandante do Grupamento

do Canil da PM, lembrando que já houve adestramento

de cão de busca em mata, mas era

outra raça: o pastor belga malinois.

O casal de bloodhound não usará farda,

mas trabalhará no mínimo 18 meses, antes

de estar apto para o serviço. “Ainda estamos

analisando os animais para ver se eles têm o

temperamento para o serviço e se o atrativo

para incentivá-los será brinquedo ou ração.”

Para a vereadora Juliana Damus, houve

casos recentes em que foi preciso buscar o

apoio de cães especializados na busca por

desaparecidos. Os filhotes foram doados por

uma pessoa de Salto de Pirapora.

Os irmãos em fase de treinamento

Juliana durante visita feita ao Canil

da Polícia Militar que está completando

50 anos de atividades em Araraquara

Os cachorros policiais ficam divididos em

baias e vão sendo soltos aos poucos durante

o dia para quase 40 minutos de adestramento.

Somente nos últimos três meses foram dez

flagrantes realizados pelos cães policiais. O

labrador Madox é um cão militar temido por

muitos traficantes. Especializado em farejar

drogas, já levou muitos criminosos para a cadeia.

“Ele não tem tanta resistência, mas o

poder de intimidação é grande”, explica Veltre.

Outras raças como o Pastor Alemão e o

Pastor Belga Malinois, usados para o policiamento,

além do Rottweiler treinado para o controle

de distúrbio civil fazem parte do serviço.

“O labrador é bom por não assustar durante

as abordagens e cumprimentos de mandado

de busca e apreensão. Ele vai procurar e

poderá até brincar próximo de crianças, mas

sempre farejando o entorpecente, acreditando

ser o seu brinquedo do treino diário.”

A vereadora Juliana Damus visitou o canil

e aproveitou para rever as apresentações que

estavam suspensas há algum tempo. Hoje, o

que se vê ali é só enfeite. “A PM está focada na

produção policial deixando de lado as antigas

exposições com superação de obstáculos”,

destaca o sargento. “Nós sabemos do trabalho

que a polícia faz em relação à segurança

pública e os cães ajudam dando uma força

maior nas buscas. Vemos a forma como eles

cuidam dos animais com amor e carinho.”

35


CREDIBILIDADE

Sinal da TV Cultura Paulista

estreia no dia 6 de outubro

Pesquisa da BBC elegeu a TV Cultura de São Paulo a melhor emissora do Brasil e a segunda do mundo em qualidade.

A TV Cultura Paulista, com sede em Araraquara, é a mais nova afiliada da Rede Cultura de Televisão

Fernando Mori

Diretor executivo da TV Cultura Paulista,

Virgílio Quintão, acredita na combinação

entre a mundialmente consagrada grade

da TV Cultura e o conteúdo regional, de

interesse da população local

Araraquara, São Carlos, Matão e mais

15 cidades da região, que somam Índice

de Potencial de Consumo (IPC) de mais

de 700 mil habitantes, recebem a partir

do dia 6 de outubro o sinal da TV Cultura

Paulista, afiliada da Rede Cultura de Televisão.

Em Araraquara, a emissora estará

disponível pelos canais 31 em UHF e 12

na NET; em São Carlos, pelos canais 11

em VHF e 18 na NET; e em Matão, pelo

canal 47 em UHF.

O diretor executivo da TV Cultura Paulista,

Virgílio Quintão, explica que o sinal

terá como base a grade da TV Cultura de

São Paulo, enriquecida com programas de

foco regional. “Os telespectadores continuam

com a programação habitual, como

o Jornal da Cultura, o Roda Viva, o Cartão

Verde, o Sr. Brasil, com Rolando Boldrin,

o Castelo Rá-Tim-Bum!, só que ela ganha

em conteúdo local”, diz.

Dentre outros programas, a emissora

vai produzir dois jornais diários, o Jornal

da Cultura Paulista 1ª e 2ª edição (de segunda

a sexta, das 7h30 às 8h e das 19h

às 19h30), o Universo Mais, programa de

variedades e entretenimento (de segunda

a sexta, das 14h às 15h), e o Painel Cultura

Paulista, sob o comando do jornalista

José Carlos Magdalena (também de segunda

a sexta, das 18h às 19h). “A ideia é

trazer assuntos nacionais para o âmbito

local”, conta Quintão. “O programa receberá

convidados para comentar e debater

questões da atualidade, sempre com enfoque

regional”.

Sobre a área de apoio cultural, Quintão

assegura que a TV Cultura Paulista representa

uma oportunidade de negócios

para os apoiadores-anunciantes. “Além de

campanhas institucionais, rotineiras no

mercado publicitário, 36 existe a possibilidade

de veiculação de projetos viabilizados

por meio de leis de incentivo fiscal. Historicamente,

a TV Cultura tem uma relação

de proximidade com materiais educativos,

documentários e curtas-metragens.

Empresas que apoiam iniciativas pedagógicas,

culturais e artísticas podem ter sua

marca veiculada, o que é um diferencial

em televisão”, avalia.


AGRO

N E G Ó C I O S

INFORMATIVO

edição outubro 2014

Maria Cristina Meneghin (Babi), pesquisadora e instrutora do SENAR e Mariana Gouvêa Rodrigues,

doutoranda do Programa de Alimentos e Nutrição da Química - UNESP

CONCURSO DA CACHAÇA

As melhores cachaças do

país são aprovadas aqui

Sindicato Rural de Araraquara,

SENAR e Faculdade de Ciências

Farmacêuticas da UNESP se aliam

na preservação e qualificação

da cachaça, o mais popular dos

produtos brasileiros. O hábito de se

tomar a cachaça que se arrasta por

quase 400 anos, não apenas cresce

como também exige cuidados

técnicos, e se torna uma fonte de

economia até mesmo no mercado

internacional. “Daí o crescente

interesse em prepararmos o

empreendedor a produzir

qualidade e dar à cachaça o

conceito de bebida de todas as

O diretor Mário Porto, representando o

Sindicato Rural, entrega os prêmios a Fernando

César e seu pai Cyreneo Antonio Tonolli, da

Cachaça JP, que obteve a primeira colocação

na categoria de Não Envelhecida

classes”, afirma Nicolau de Souza

Freitas, presidente do Sindicato

Rural. A parceria da entidade

com o SENAR e a Faculdade de

Ciências Farmacêuticas, além

da seriedade do projeto, exige

aplicação de novas técnicas ainda

que seja artesanal. Hoje, além de

ser uma bebida plena, repleta de

qualidades de sabor, cor e aroma

que muitos outros destilados não

conseguem alcançar, a cachaça

está sendo vestida por lindas

embalagens. E toda essa história

acontece na cidade.

SEGUE »

OUTUBRO/2014

CURSOS

• APLICAÇÃO DE AGROTÓXICOS COM

PULVERIZADOR COSTAL MANUAL

06/10/2014 até 08/10/2014

13/10/2014 até 15/10/2014

• APLICAÇÃO DE AGROTÓXICOS

COM TURBO PULVERIZADOR

07/10/2014 até 09/10/2014

21/10/2014 até 23/10/2014

• TURISMO RURAL - ATENDENDO E

ENCANTANDO O CLIENTE (MÓDULO

VIII)

06/10/2014 até 20/10/2014

07/10/2014 até 09/10/2014

• EQUIDEOCULTURA - PREPARAR O

ANIMAL PARA A LIDA COM O GADO

BOVINO

27/10/2014 até 31/10/2014

• BANANA - MANEJO E TRATOS

CULTURAIS

01/10/2014 até 03/10/2014

37

• HIDROPONIA

20/10/2014 até 22/10/2014

• OLERICULTURA BÁSICA - CULTIVO

EM AMBIENTE PROTEGIDO

13/10/2014 até 15/10/2014

• JOVEM AGRICULTOR DO FUTURO -

MÓDULO VIII

01/10/2014 até 31/10/2014

REALIZAÇÕES:

Coordenador SENAR/SP Araraquara: Mário Roberto Porto


CONCURSO DA CACHAÇA

Prêmio para

as melhores

No Dia Nacional da Cachaça,

o Sindicato Rural, SENAR e a

Faculdade de Ciências

Farmacêuticas organizaram o

Encontro da Cadeia Produtiva

da Cachaça, e o Concurso

da Cachaça premiando as

melhores bebidas do país.

Ricardo Coelho, Babi Meneghin, Vitor Rocha dos Santos, Michelle Boesso Rota, Mariana

Gouvêa Rodrigues, Crislaine Peres, Prof. Dr. João Bosco Faria e Raul Natale

Dia 13 de setembro é o Dia Nacional da

Cachaça, e para comemorar a data, no mesmo

dia, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da

Qualidade da Cachaça, da UNESP de Araraquara,

com a participação do Sindicato Rural de Araraquara

e SENAR-SP, realizou o IX Encontro da

Cadeia Produtiva da Cachaça, onde palestras

foram ministradas por especialistas de diversos

setores que envolvem o produto. Na mesma

ocasião, aconteceu o já tradicional Concurso de

Qualidade da Cachaça, em sua décima edição.

Segundo o coordenador do projeto, professor

doutor João Bosco Faria, não são analisados

os parâmetros físico-químicos das bebidas.

“Essa premiação é para eleger qual é a cachaça

mais gostosa, na opinião do público consumidor.

A avaliação é apenas sensorial”.

João Edson Oliveira (Cachaça Ouro 1 Prata),

Reinaldo Isaias da Silva (Cachaça 51) e

Fernando César Tonolli (Cachaça JP)

João Edson Oliveira (Cachaça Ouro 1 Prata),

Mário Finelli (Aroeirinha) e Erick Zurita (Fuzuê)

ENTREGA DE TROFÉUS E CERTIFICADOS

No dia do encontro, cerca de 50 produtores

de cachaça de quatro Estados brasileiros, além

de São Paulo, se reuniram para aprender mais

sobre a produção da bebida, legalização da

produção, exportação e os tributos que incidem

sobre a cachaça.

Para o produtor de cachaça Otávio Bertozzi,

é muito bom esclarecer um assunto que é

tão amplo e poucas pessoas têm acesso às informações.

“Tivemos diversas palestras e uma

delas foi sobre exportação. A pessoa que nos

orientou, deu todos os caminhos para podermos

colocar nosso produto lá fora”, afirma.

Este concurso de cachaça, realizado pelo

departamento de Alimentos e Nutrição da Faculdade

de Ciências Farmacêuticas da UNESP

de Araraquara, é o único que ocorre no Brasil

Erick Zurita (Fuzuê), André Fioravanti (Middas),

Leandro Roberto Mastellini (Middas) e Jorge

Artur Girelli Ribeiro (Mazzaropi)

Jorge Artur Girelli Ribeiro (Mazzaropi), Marcelo

Ciuldin (Bico Doce) e Carlos A. B. Mattos (Sebastiana)

38

com estes critérios e metodologia. Amostras das

bebidas são enviadas pelos produtores e posteriormente

são oferecidas ao público em lugares

estratégicos para a avaliação.

No final do encontro, 12 cachaças foram

premiadas nas categorias “envelhecida”, “descansada”,

“não envelhecida” e também a “melhor

apresentação”, que deu o trofeu para a embalagem

mais bonita nas três categorias.

De acordo com a pesquisadora e instrutora

do SENAR-SP (Serviço Nacional de Aprendizagem

Rural), Maria Cristina Meneghin, duas novas

categorias foram apresentadas em 2013.

“Criamos a ‘descansada’ por haver a necessidade

de enquadrar as que eram “não envelhecidas”,

porém que descansaram em tonéis de

madeira. A nova categoria “melhor apresentação

do produto”, foi uma maneira de beneficiar

os produtores que se preocuparam em ter uma

boa apresentação da sua bebida no mercado”.

Segundo Mariana Gouvêa Rodrigues, doutoranda

do Programa de Alimentos e Nutrição

e também organizadora do evento, o produtor

é beneficiado de diversas formas. “Além do encontro

com as palestras oferecidas, o produtor

tem a oportunidade de oferecer a sua bebida

para que o público em geral deguste e avalie

sua cachaça”.

Mariana conta ainda que o centro de pesquisa

também é beneficiado. “Essa troca entre

produtores e universidade permite conhecer o

perfil sensorial da cachaça de diferentes regiões

do país e também desenvolver pesquisas baseadas

em problemas reais, visando a qualidade da

cachaça”

O coordenador do SENAR-SP e diretor do

Sindicato Rural de Araraquara, Mário Porto, enfatiza

a importância de parcerias como essa. “É

uma parceria de sucesso entre a universidade

e o SENAR. É uma felicidade vermos que um

evento deste porte está na décima edição, além

de ver tantas pessoas de diversos Estados prestigiando

nossa cidade”, finaliza.


A avalição para apontar as cachaças vencedoras é feita com

a participação do consumidor em bares e restaurantes da

cidade. Após a degustação, são dadas notas para as cachaças.

O coordenador do

projeto, João Bosco

Faria, entrega o

prêmio a Jorge Artur

Girelli Ribeiro

(Mazzaropi)

CATEGORIA: CACHAÇA DESCANSADA

Primeiro lugar

Fuzuê Amendoim

Segundo lugar

Aroeirinha

CATEGORIA: CACHAÇA ENVELHECIDA

Terceiro lugar

Ouro Mineiro

Maria Cristina Meneghin,

pesquisadora e instrutora

do SENAR, com Mário

Finelli (Aroeirinha)

Primeiro lugar

Sebastiana

Segundo lugar

Bico Doce

Terceiro lugar

Mazzaropi

CATEGORIA: CACHAÇA NÃO ENVELHECIDA

Michelle Boesso Rota

entrega o prêmio para

Erick Zurita, da Cachaça

Fuzuê

Primeiro lugar

JP

Segundo lugar

51

Terceiro lugar

Ouro 1

MELHOR APRESENTAÇÃO DO PRODUTO

Público participante do evento organizado pela Faculdade de

Ciências Farmacêuticas da UNESP, com apoio do Sindicato Rural

de Araraquara e SENAR-SP

Middas

Categoria Descansada

39

Mazzaropi

Categoria Envelhecida

Fuzuê

Categoria Não Envelhecida


MERCADO ABERTO

Sindicato Rural e Senar incentivam assentados

a entrar na cultura de nova fruta: a banana

Considerada a fruta mais

consumida no mundo, a banana

deve ganhar novos adéptos na

sua produção em breve, graças

aos esforços do Sindicato Rural

e SENAR que iniciam o processo

de capacitação dos produtores.

O desembarque de 48 mudas de banana

no Sindicato Rural de Araraquara em setembro

chegou a assustar, no entanto, elas

tinham endereço certo: Assentamento Monte

Alegre, bem próximo a Bueno de Andrade.

Uma semana após a chegada das mudas

que vieram embaladas e trazidas de Andradas

(MG) por uma transportadora, outra notícia

corria o mundo dos negócios: “Depois da laranja,

a Cutrale quer ser a Rainha das Bananas”.

A empresa sediada em Araraquara demonstrava

quase que simultaneamente com

o fato vivido em nossa cidade, sua ansiedade

em adquirir a companhia norteamericana Chiquita

Brands, uma das líderes da produção de

bananas em todo o mundo, tendo apresentado

inclusive, proposta de US$ 625 milhões,

que não foi aceita pela empresa.

Banana, fruta mais consumida no mundo, é obrigatoriedade nos

supermercados e varejões

Pedro Cesar Barbosa Avelar, de Cristais

Paulista, instrutor dos cursos de Instalação e

Manejo da Cultura da Banana, Manejo e Tratos

Culturais de Café e curso de Olericultura

Manejo e Tratos Culturais em Cana-de-açucar,

orientou os futuros produtores no curso que

começou em 11 e 12 de setembro, com duração

de 16 horas. Já nos dias 24, 25 e 26 de

setembro, foi promovido o curso de Manejo e

Tratos Culturais, dando sequência ao projeto.

uma produção esperada

de 30 toneladas. Para ter

sucesso na empreitada, o

produtor deverá fazer sua

cultura de acordo com as

recomendações técnicas

passadas durante o curso

e acreditar na cultura.

“De acordo com as

características da região,

indiquei como opção de

plantio, a banana Prata

(variedade FHIA 18) e a

banana Nanica (variedade Grand Naime), por

serem atualmente, as mais consumidas. Suas

propriedades nutricionais são excelentes, pois

a banana é rica em potássio, vitaminas do

complexo B, em especial a vitamina B6, magnésio

e fibras.

Com relação à comercialização, os agricultores

envolvidos possuem as opções dos mercados

internos como distribuidores, através

do Governo, para instituições como creches,

presídios, escolas ou mesmo no mercado da

cidade como varejões, feiras e até no CEA-

GESP.

Cada região do estado de São Paulo possui

um Sindicato Rural e ele tem as extensões

de base nos municípios menores; o Sindicato

desenvolve o projeto e solicita dos instrutores

a possibilidade de atender determinado curso

de acordo com o cadastro no SENAR: “Para os

pequenos produtores, a banana está chegando

em boa hora”, completa Mário Porto.

Mário Porto (SENAR e Sindicato Rural) e Pedro César Alvez com os assentados do Monte Alegre

Enquanto isso, resguardadas as proporções,

em Araraquara o foco era outro: 20 pequenos produtores

rurais aprendiam as técnicas para o cultivo

da banana no Assentamento Monte Alegre, trabalho

conjunto do Sindicato Rural e o SENAR.

Transportadora

trouxe as mudas

de Andradas até

o Sindicato Rural

Segundo Pedro Cesar, o local do curso foi

bem apropriado, pois os participantes possuem

lotes de terra no Assentamento, próximo

a Bueno de Andrade, havendo interesse

no seu cultivo. A banana é uma cultura que

requer altas temperaturas e de fácil manejo,

encaixando-se bem para a agricultura familiar

e principalmente, com um alto retorno econômico

por área.

O custo para implantação de 1 hectare

de banana, segundo Mário Porto, coordenador

do SENAR, fica em torno de R$ 5 mil, com

40

O instrutor do SENAR, Pedro Paulo


Em forma de alerta, a conscientização saindo

da escola para a população

A água que chega dos rios até o DAAE e em seguida a distribuição para os consumidores

CONSUMISMO E SUSTENTABILIDADE

Alunos do Liceu deram

show na XV FECOL

Escola coloca em debate um

dos temas mais apreciados dos

últimos anos, voltado para a

sustentabilidade do planeta e as

consequências ocasionadas pelo

desleixo dos povos. O foco dado

fortaleceu a feira que recebeu

visitantes durante dois dias.

Nos dias 2 e 3 de setembro, o Liceu Monteiro

Lobato organizou em suas salas a XV

FECOL - Feira de Ciências, Artes e Cultura do

Liceu. Nestes quinze anos, o empreendimento

educacional mostrou sua importância para o

aprendizando dos alunos e o seu valor para

a comunidade, pois os temas colocados em

discussão visam conscientizar os habitantes

sobre a defesa e a preservação das questões

ambientais.

“Na verdade, a FECOL visa estimular o

trabalho de pesquisa e o espírito criativo dos

jovens”, destacou Eliane Tedeschi de Barros,

diretora Pedagógica da escola. Segundo ela,

o movimento tem a efetiva participação dos

alunos, coordenados por professores, desde a

escolha do tema, pesquisa, estudo e definição

de ações a serem executadas para montagem

e apresentação aos visitantes.

Na verdade, a preocupação com a utilização

dos recursos naturais, enquanto bens

considerados como finitos se deu em fins da

década de 60, início dos anos 70, com a divulgação

de análises dos impactos de restrições

de recursos ambientais ante o crescimento

econômico.

A FECOL deste ano traçou um panorama

da evolução das discussões que vão desde o

processo produtivo, principalmente a partir da

Revolução Industrial, causando danos à natureza

pela poluição e esgotamento de recursos

naturais com o objetivo de atender as exigências

da sociedade consumista.

Essa conscientização feita pelos alunos à

população foi o tema para se evitar a degradação

ambiental: “Hoje são adotados critérios

ambientais como forma de gestão dos recursos

naturais, para amenizar estragos maiores

à natureza”, comentou Eliane.

A preocupação gira em torno não apenas

da exploração dos recursos naturais, mas

também pela poluição que adquiriu caráter

multifatorial. Ou seja, existem diversos fatores

que contribuem para a degradação ambiental

e um grande desafio para a sociedade e para

o poder público para assegurar a reserva de

recursos naturais e a sustentabilidade ambiental

para as presentes e futuras gerações,

completou a diretora.

Vários ambientes foram criados na escola

para os jovens mostrarem seus trabalhos

41


DIA DO COMPOSITOR

Tixa: “Eu sou seresteiro,

poeta e cantor”

“Lua quebrada hoje não clareia o chão, nem tem sol que seca e

mata a raiz da plantação” - trecho de uma das músicas de Sérgio

Eduardo de Carvalho Costa, o Tixa, expressa a qualidade dos seus

versos, hoje parte importante do Portal dos Poetas Brasileiros.

Sérgio Eduardo de Carvalho Costa (Tixa)

Expressar um sentimento em frases ou

poesia é magnifico. Mas, imagina sob um som

de violão, de um coral, de uma banda, junto

com um ritmo que traga harmonia para nosso

corpo e alma? Música é o que alimenta toda

essa paixão, domina o ser, esplandece o nosso

dia, indo para o trabalho de carro, bicicleta

ou a pé, com a sonoridade que vai pra dentro

antes de começar mais uma rotina, apenas

para trazer a paz que está habitada em nós,

mas escondida. A música liberta isso.

E se não fossem os compositores, essa

paixão não estaria perpetuada, ninguém iria

encontrá-la. O Dia do Compositor Brasileiro

é comemorado no dia 7 de outubro. Um dos

mais fluentes e importantes compositores

do nosso país foi o carioca Heitor Villa-Lobos.

Suas obras foram importantes para formar o

conceito sobre o nacionalismo musical e, ao

mesmo tempo, representou a música brasileira

em diversos países.

Araraquara tem também seus compositores

de respeito, que reverenciamos nesta data

tão importante. Um deles é Sérgio Eduardo

de Carvalho Costa, o popular Lagartixa, ou

simplesmente Tixa. Nasceu no ano de 1947,

uma época áurea de nossa música, em meio a

“Copacabana” (João de Barro), “Brasileirinho”

(Waldir Azevendo), “Mulher” (Custódio Mesquita,

interpretada por Silvio Caldas), “Atire a

Primeira Pedra” (Ataulfo Alves) e tantos outros.

O olhar com a música começou aos 17

anos, ao ir aos ensaios do Coral Araraquarense

acompanhado de sua mãe, Lucilla de Carvalho

Costa e de sua tia, Ana Eunice de Carvalho

Guedes. “As irmãs Dorsas (Yolanda, Idalina e

Marisa) do coral, eram amigas da minha mãe

e também cantoras. Eu acompanhava os ensaios

do coral e a partir dali, comecei a desenvolver

um gosto pela música”, relata Tixa.

A família não apoiava as aventuras do até

então garoto, no mundo da música. Mas, graças

a Valfrides Brandão, gerente do extinto Banco

Bandeirantes, que ficava na Av. Dom Pedro II,

a sua vida tomaria outro rumo. “Ele morava em

42

frente da minha casa e foi ele quem me ensinou

os primeiros dedilhados no violão. Segundo

Valfrides, eu tinha facilidade em tocar e compor.

Isso ajudou muito”.

Em 1967, aconteceu o Festival Araraquarense

da Canção no IEBA. Tixa compôs diversas

músicas para concorrer ao prêmio de melhor música.

Entre os concorrentes estavam José Roberto

Telarolli, Paulo Ferrante e Didinho (da Chalu) e

Marinho Callera. Além deles, outros músicos do

interior do estado estiveram presentes no festival

pela tamanha repercussão e grandiosidade.

“Para aquele festival eu compus a canção

“A Tela”. O grupo, formado pela minha família,

que tinha Marisia (tia), Leda Maria Gattás e Mário

Sérgio de Carvalho (primos), além de outros,

cantaram comigo a composição”. Para um primeiro

festival, até que Tixa se saiu bem. Ficou

na segunda colocação, perdendo para a canção

“Viola”, de Marinho Galera. Depois, participou

de outros festivais em Franca, Registro, Campinas

e São Paulo.Teve grande influência também

de autores mais modernos como Chico Buarque,

Tom Jobim, Osvaldo Montenegro, Taiguara,

Luís Vieira, Sidney Muller e Edu Lobo.

“Hoje eu ouço mais o Yamandú Costa,

que, pra mim, atualmente, é um dos grandes

músicos e compositores do país. Ele passa por

estilos polkas, jazz, tango, samba de gafieira e

tantos outros ritmos e o som me agrada muito”.

E, claro, Tixa não deixou de lado os músicos

de Araraquara pelos quais admira e gosta

muito de ouví-los. “A nossa cidade tem Pedro

e Paulo Martelli como excelentes violonistas.

Grupo que eu gosto bastante também é Os Seresteiros

que, pra mim, poderia ser comparado

a um MPB4, por exemplo. Tem muita força

e qualidade sonora”.

Porém, a música sofreu mudanças com

o passar do tempo. Hoje, a essência é praticamente

tirada do passado até por causa da

fase que em se encontra a música brasileira. “A

música de hoje foge um pouco do meu estilo,

não por preconceito, mas por eu admirar o que

é belo. Na década de 60 ou 70, ou até mesmo

80, as músicas nacionais eram mais ricas em

melodia e letra, diziam mais. A música é a que

te toca, envolve. A letra tem que falar alguma

coisa. Um dia isso poderá voltar. Tudo se transforma.

Se o bom virou nisso que está aí, quem

sabe ele ainda pode voltar ao que era”.

Atualmente, Tixa trabalha em composições

voltadas para regiões do país e fará novo

CD, sem grandes investimentos. Além disso,

outros cantores já usaram de sua composição,

entre eles, Dani & Danilo, com a música

“Terra Molhada”, que conta sobre o Pantanal.

Faz suas idas e vindas a Campinas, seu segundo

lar, aonde costuma tocar em bares com os

amigos e se reúne, em Araraquara, na casa

de Rodolfo Sotrati, do Castelinho, onde fazem

uma grande roda de música, além de muita

poesia, apresentações teatrais e sapateados.

Lua Quebrada, última

composição feita por Tixa:

Relampeou, fez vento forte a noite inteira

A chuva fina tá caindo no quintal

Se água molha o pé descalço da mangueira

É quase certo que lá vem o temporal,

Está tão perto tá chegando um temporal

Bico calado, pode ser um temporal

Lua quebrada hoje não pisa no céu

Nem tem brancas borboletas com asas de papel

Lua quebrada hoje não clareia o chão

Nem tem sol que seca e mata

A raiz da plantação

E o vento forte fustigou a passarada

E os galhos secos num balé de vai e vem

Foi tão grande a chuvarada que o caboclo

Decidiu dar duas lágrimas também

E a meninada da Janela de Maria

Viu a noite virar dia numa forma de oração

Chuva pesada que por sua conta e risco

Implorou pra São Francisco trazer água

pro sertão

Pito de palha, fogão de lenha, carro de boi,

levando leite de ordenha

Chuva de vento, com tempestade, molhando

a terra e a poeira da saudade

Café bem forte, pão sobre a mesa, moça bonita

com jeitinho de princesa

Venha comigo bem do meu lado, abraça e beija

o teu caboclo apaixonado

Reportagem: Rafael Zocco


INÉDITO

Pela primeira vez

um vice na ACIA

O juramento

profissional

MERCADO DE TRABALHO

OAB entrega carteiras a novos

advogados de Araraquara

O setor advocatício em nossa

cidade está mais forte com a

inclusão de novos profissionais.

Hoje cerca de 1.500 advogados

atuam na área disputando uma

vaga no crescente mercado.

João Milani Veiga, que tem mandato até

2015, vem realizando uma gestão com total

liberdade de todos os advogados da cidade e

de Américo Brasiliense, que fazem parte da

subseção. “Quero desenvolver um trabalho

para atender a todos os advogados, facilitando

o trabalho de cada um deles, inclusive com

orientações sobre ética”, disse ele quando

empossado em 2013.

Veiga, ao presidir a solenidade de entrega

das carteiras aos novos profissionais em julho

deste ano, destacou a importância da missão

e a necessidade de que a classe esteja cada

vez mais unida para o seu fortalecimento.

Mariana Hebling Arroyo, recebe a carteira

definitiva de advogada das mãos de sua

mãe Meire

Michel Temer

Não consta na história da

Associação Comercial a

visita de um vice-presidente

da República ainda que por

uma ação política.

É verdade que o Michel Temer visitou a

nossa cidade por questões políticas e partidárias,

mas sua importância como homem

público está acima de vaidades ou manifestações

que depreciem sua passagem pela

Associação Comercial. A colocação feita

pelo presidente da ACIA, Renato Haddad,

espelha o orgulho com que a entidade recebeu

Michel Temer no final de setembro,

recepcionado pelo prefeito Marcelo Barbieri

e dezenas de políticos e empresários da cidade.

Pela primeira vez em 80 anos de existência,

a ACIA teve a satisfação de ter em

seu auditório um vice-presidente da República

e uma das personalidades políticas

mais influentes da nossa história. Sobre

esta mesma linha de raciocínio, o vice-presidente

regional da FACESP, Gino Torrezan,

comentou: “Um acontecimento que enobrece

todos os araraquarenses”.

Nayara da Costa recebe a carteira das

mãos de sua mãe, Leonilda

Joisy e sua mãe Laide de Araujo Lopes,

durante a cerimônia na OAB

43

Gino Torrezan (vice presidente regional

da FACESP), Hudson Aparecido Martins

(Associação Comercial de Matão) e Renato

Haddad (ACIA)


SOLIDARIEDADE

O destino do seu Imposto de Renda

vai ajudar as nossas entidades sociais

Dos quase 6 milhões de reais

que empresas e pessoas físicas

de Araraquara desembolsam

ao Leão do Imposto de Renda,

apenas 10% ficam na cidade

para ajudar as entidades sociais.

Em setembro, o auditor Fiscal da

Receita Federal, Osvaldo Magno

Freixo, explicou o que é a

destinação dos recursos e como

deve ser feita.

Os contribuintes que têm imposto a pagar,

em vez de destiná-lo ao governo, podem destinar

o valor a entidades beneficentes e abater

a destinação do imposto de renda devido. Mas

para isso é preciso que a instituição beneficiada

se enquadre nas regras das destinações

com incentivo tributário.

Samuel, presidente do COMCRIAR e sua vice

Jaqueline Pereira, durante reunião do órgão

Segundo Samuel Brasil Bueno, presidente

do COMCRIAR (Conselho Municipal dos Direitos

da Criança e do Adolescente de Araraquara),

que mantém o FUMCAD (Fundo Municipal

da Criança e do Adolescente), órgão que recebe

as destinações para depois repassá-las às

entidades cadastradas, do IR arrecadado em

nossa cidade, o índice pode ser bem maior

que os 10% que aqui permanecem.

Toda orientação para este procedimento

foi dada pelo Auditor Fiscal da Receita Federal

em Araraquara, Osvaldo Magno Freixo, no final

de setembro à Revista Comércio & Indústria

visando conscientizar empresários e pessoas

físicas a aderirem ao movimento, ajudando

assim as entidades sociais que tiverem projetos

aprovados pelo Conselho para colocar em

prática.

Osvaldo Magno Freixo, Auditor Fiscal da Receita

em Araraquara

RCI: O que é destinar os recursos do IR?

Osvaldo Freixo: Significa decidir qual será

o destino de parte do Imposto de Renda (IR)

devido. Não se trata de doação, porque o

imposto será pago de qualquer forma. Se for

pago normalmente, sem destinação feita pelo

contribuinte, o IR irá compor o Orçamento da

União. Se o contribuinte resolver destinar parte

do IR devido, essa parcela vai para a entidade

ou Fundo Municipal dos Direitos da Criança

e do Adolescente (FMDCA) que escolher. Também

é possível fazer a doação de bens, cujos

valores podem, a princípio, ser deduzidos do

IR devido, segundo critérios estabelecidos

pela Receita Federal do Brasil.

RCI: Quem pode fazer a destinação

ao Fundo?

Osvaldo Freixo: Podem destinar parte do

IR devido, as Pessoas Físicas que fazem sua

Declaração Anual de Ajuste do IR utilizando o

modelo completo, e as Pessoas Jurídicas que

apuram o IR com base no Lucro Real. O limite

para a destinação é de 1% do Imposto devido

pelas Pessoas Jurídicas e de 6% para as

Pessoas Físicas. Vale lembrar que o limite de

6% para as Pessoas Físicas é global, ou seja,

inclui outros tipos de destinações legais, como

aquelas para projetos culturais, por exemplo,

entre outros.

RCI: Para quais finalidades são destinados

os recursos do Fundo Municipal dos

Direitos da Criança e do Adolescente?

Osvaldo Freixo: Quem disciplina a aplicação

dos recursos destinados aos FMDCA é o

44

Jorge Lorenzetti,

do Redenção, uma

das entidades

beneficiadas em

Araraquara com

as destinações do

Imposto de Renda

Conselho Nacional dos Direitos da Criança e

do Adolescente (CONANDA), vinculado à Secretaria

de Direitos Humanos da Presidência

da República. Tal disciplinamento é feito por

meio de Resoluções, elaboradas segundo as

diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente

(ECA). A Receita Federal estabelece e

fiscaliza os procedimentos de arrecadação e

destinação dos recursos provenientes do IR,

podendo atuar também, em conjunto com o

Ministério Público, na fiscalização da aplicação

dos recursos.

RCI: Existe um prazo para fazer destinação

ao Fundo?

Osvaldo Freixo: Para quem pretende fazer

a destinação ao longo do ano-calendário

(2014), o prazo para efetuar os pagamentos

aos FMDCA é 31/dezembro, sem considerar

eventuais prazos de compensações bancárias,

ou seja, até 31/dez/2014 os recursos

devem ter saído da conta do contribuinte e

entrado na conta do FMDCA. Os valores transferidos

para os FMDCA poderão, então, ser

abatidos do IR devido pelo contribuinte no

momento de sua Declaração Anual de Ajuste,

a ser feita em março e abril de 2015. Eis o porquê

de se tratar de uma destinação e não de

doação. O contribuinte primeiramente passa

os recursos para o FMDCA e, posteriormente,

deduz tais valores do IR devido, até os limites

já mencionados.

RCI: As destinações podem ser depositadas

no Fundo mensalmente?

Osvaldo Freixo: Se o contribuinte resolver

fazer as destinações no próprio ano-calendário,

sua frequência depende apenas de sua

vontade e capacidade, podendo ser mensalmente,

bimestralmente, trimestralmente, uma

ou duas vezes por ano, etc., ou seja, como o

contribuinte preferir.


EM ARARAQUARA

Jardim vertical passa a

ser uma grande paixão

Para muitos, cultivar um jardim

é mais do que um simples

hobby. Muita gente na verdade,

considera esta atividade uma

grande paixão, que ocupa os

dias com muita alegria. Afinal,

quem não gosta de ver suas

plantinhas favoritas crescerem

no quintal de casa?

Texto: Daniela Mariano França

Jardim & Cia

O jardim vertical, também conhecido

como parede verde, é uma técnica moderna

de paisagismo cada vez mais difundida no

mundo, inclusive no Brasil. É uma tendência

que cresce junto ao ramo da construção civil e

vem ganhando espaço no comércio e também

nas residências.

Esta nova modalidade teve início com o

botânico francês Patrick Blanc, que se especializou

em plantas de florestas tropicais, sendo

o responsável pela inovação e a popularização

do jardim vertical.

Dentre a beleza e a originalidade, os jardins

verticais possuem diversas vantagens, in-

Museu Quai Branly em Paris - uma obra de

Patrick Blanc

clusive relacionada ao meio ambiente. Primeiro,

os jardins verticais ajudam a diminuir os

efeitos da emissão de gás carbônico presente

na atmosfera. Além disso, através do controle

da energia solar, podem ser capazes de diminuir

a temperatura do ambiente, o que, para

lugares internos, a casa por exemplo, é muito

útil, já que acabam por diminuir também a utilização

de aparelhos eletrônicos, contribuindo

para a economia de energia elétrica.

Exitem muitas formas de montar um

jardim vertical. O mais interessante é que

todos esses modos

cabem em vários locais

e servem para todos os

bolsos também. Dos

mais econômicos até

aqueles mais sofisticados,

basta escolher

uma ideia, ver as suas

vantagens e ir logo arrumar

um bom local

para construir o seu.

Em Araraquara, os jardins

com o conceito de

vertical já podem ser

notados em muitos lugares

45


CIDADE

Jaraguá confirma para março o fim

da sua terceira fase de expansão

Uma beleza! Entre a surpresa

e o espanto pela suntuosidade

do espaço, está a ansiedade

pela finalização das obras que

levam o nosso shopping a

figurar no ranking dos maiores

e mais belos do Estado.

Barbieri ficou encantado com

a arquitetura projetada nesta

expansão

Com novo formato, o Shopping Jaraguá entra para a lista dos maiores do interior paulista

No primeiro dia de outubro, com a presença

do prefeito Marcelo Barbieri, o Shopping

Jaraguá realizou café da manhã de apresentação

das obras de expansão que começam

a entrar na reta final, com algumas etapas essenciais

para que o empreendimento passe a

oferecer aos clientes de Araraquara e região, o

que há de mais moderno em varejo, lazer, conveniência

e serviços, quando terá o dobro de

seu tamanho, contando com 70 novas lojas e

uma ampla praça de eventos.

O prefeito destacou a importância da expansão

do Jaraguá, principalmente para a região

noroeste da cidade, onde está localizado

o empreendimento que ganhará mais 12.647

mil m² e irá gerar, após a conclusão, cerca de

1.500 empregos, direta e indiretamente.

“A expansão do Jaraguá

provoca um grande impacto

em Araraquara e na região,

pelo que ele representa no

seu aspecto comercial e

também social”, enfatizou

Marcelo, que estava acompanhado

do vice-prefeito e coordenador de

Mobilidade Urbana, Coca Ferraz.

De acordo com Telmo Mendes, gerente geral

das Organizações Sol Panamby (empresa a

qual pertence o Jaraguá), trata-se do primeiro

shopping do Brasil a dobrar sua expansão no

setor, visando atender a um público consumidor

de um milhão de habitantes.

O Jaraguá terá novas âncoras e outras

importantes lojas como novidade, cinco salas

de cinema, com som e imagens de última

geração, sendo duas delas com sistema 3D,

ampla praça de eventos, de 850m², além de

Novo cinema terá cinco salas

46


Feira de

Festas

Telmo Mendes, gerente geral das Organizações

Sol Panamby

um maior estacionamento de veículos, segundo

Telmo.

OBRAS

Com 60% da obra de seu terceiro projeto

de expansão já concluída, dentre as etapas

finalizadas, pode-se listar: fundação, estrutura

de concreto, fechamento em alvenaria,

cobertura, piso de concreto, infraestrutura de

esgoto e águas pluviais e SPDA (Sistema de

Proteção de Descargas Atmosféricas).

Desde o início de setembro, o cinema

está fechado para reforma. A partir de janeiro

de 2015, dois meses antes do previsto para

o término do terceiro projeto de expansão, o

público terá à disposição um novo cinema

que contará com cinco salas modernas, com

som e imagem de última geração, sendo duas

com sistema 3D. Com a interdição temporária

do espaço de lazer e entretenimento, etapa

prevista e necessária para que se conclua o

Obras caminham rapidamente para o seu final,

marcando uma fase histórica dentro do nosso

comércio

projeto, o shopping se reorganizou, e com a

proposta de minimizar o reflexo das obras no

dia a dia dos clientes, oferece uma extensa

programação cultural na Praça de Eventos,

com apresentações de diferentes expressões

artísticas como música, teatro, dança e eventos

infantis.

Localizado em uma região considerada,

hoje, polo técnico e de inovação, com um milhão

de habitantes e intensos investimentos,

o Shopping entra na nova fase para acompanhar

o próspero crescimento e desenvolvimento

do Centro Paulista.

Com o término das obras, ele terá mais

12.535m² de área bruta locável com mais

três âncoras, entre elas a Riachuelo e a Renner,

três megalojas, 70 lojas satélites, além de

nova praça de eventos e um piso superior que

acomodará o novo cinema e um restaurante.

Restando apenas concluir as cancelas,

gradil e rampa de saída, o novo estacionamento,

com 80% de sua obra já concluída, oferecerá

mais 900 vagas que trarão maior comodidade

e facilidade de acesso.

Talita Held e Simone Soriano

(coordenadora de marketing)

Entre os dias 25 e 28 de setembro,

clientes do Shopping Jaraguá Araraquara

conferiram as melhores opções em empresas

especializadas na realização de

eventos comemorativos para qualquer

ocasião, como casamentos, bodas, aniversários,

baile de debutantes entre outras.

Foi a 1ª edição da Feira de Festas,

mostra organizada pela direção do Jaraguá,

com o objetivo de dar mais visibilidade

a empresas desse ramo de atividades.

Participaram: Studio Adriano Fotos,

Studio Daniel Foto e Vídeo, Estilista Lourice

Martinelli, Praticidade Eventos, Dj

André Eventos, Banda de Lá, Musical

Horizon Eventos e Márcia Conde Photo

and Movie. A feira aconteceu na Praça

de Eventos. O trabalho foi coordenado

por Talita Held, organizadora da Feira de

Festas.

47


PAISAGISMO E JARDINAGEM

Lá foram os araraquarenses, a

maioria atuando em jardinagem

e paisagismo, para Holambra,

próxima de Campinas, para

uma visita à Expoflora, maior

exposição de flores e plantas

ornamentais da América Latina.

Mas, como uma pequena cidade

de 11 mil habitantes consegue

encantar o país, organizando

um evento que é referência

nacional no mês que antecede

à primavera?

Atração do evento é a exposição de arranjos com

novidades que tempos depois chegam ao mercado

Fotos: Humberto de Castro / Família Coelho - Colaboração: Ateliê da Notícia

Araraquara invadiu Holambra para

conhecer tendências da Expoflora

EXPOSIÇÃO DE ARRANJOS

Para lá que a Revista Comércio & Indústria

foi no dia 21 de setembro, logo cedo. Holambra

está localizada a 140 km de SP e a 40km

de Campinas. Ao lado de tantos araraquarenses,

fomos uma pequena parcela destes 300

mil visitantes.

Para dar as boas-vindas à Primavera, a exposição

de arranjos florais, grande vitrine para

os principais produtores de flores do Brasil,

teve como tema Flores, magia e alegria. Numa

viagem mágica e deslumbrante, os cenários

incluem as fantasias do País das Maravilhas

ao fantástico mundo do circo. Já a Mostra de

Paisagismo e Jardinagem criou o tema Jardins

em Festa. Em 28 ambientes, cerca de 35 paisagistas,

arquitetos, decoradores e designer

de interiores mostram como as áreas verdes

podem ser melhor utilizadas para celebrações

que vão de grandes casamentos a um piquenique

a dois.

No grande parque temático de 250 mil m²

os visitantes encontraram, ainda, uma série

de outras atrações. O evento neste ano incluiu

city tour pela antiga colônia holandesa e visita

a um campo de produção de flores, desfile de

carros alegóricos e a espetacular Chuva de Pétalas,

para a qual são utilizadas aproximadamente

18 mil rosas ou 150 quilos de pétalas.

Diz a tradição que quem pega uma pétala ainda

no ar tem os seus desejos realizados.

SHOPPING DE FLORES

A Expoflora não é uma feira, pois o seu

objetivo não é vender, mas sim, fomentar o

comércio de flores e plantas ornamentais em

todo o país. No parque estavam expostas cerca

de 200 espécies e mais de 3000 variedades

cultivadas por aproximadamente 300 produtores.

As duas cooperativas de Holambra,

48

Veiling e Cooperflora, respondem por 50% das

flores e plantas vendidas no Brasil.

Para que os visitantes pudessem levar um

pedacinho da Holambra para casa, a Expoflora

contou com um imenso Shopping de Flores,

City tour pela antiga colônia holandesa


Morador estilizado holandês ao desejar boas vindas aos visitantes

numa área de 3.300m². São prateleiras e bancadas

repletas de flores e plantas em vasos,

além de sementes e bulbos.

ATRAÇÃO TURISTÍCA

A realização da Expoflora não é importante

apenas para a Holambra, estância turística

declarada como a Capital Nacional das Flores.

Os reflexos para a região são extremamente

positivos: esta grande festa após seu fechamento

deverá movimentar entre R$ 20 milhões

e R$ 22 milhões nas cidades localizadas

num raio de 80 km de Holambra. Este ano, o

investimento no evento é calculado em R$ 3,7

milhões e gerados 1.800 empregos diretos e

cerca de 5 mil vagas temporárias.

Os arranjos são maravilhosos

A CIDADE

Flores ou plantas em todos os cantos

Holambra é a junção das palavras Holanda,

América e Brasil. A antiga colônia holandesa,

hoje um município com cerca de 12 mil

habitantes, mantém as tradicionais holandesas

na culinária e nas danças típicas. Cerca

de 300 jovens holambrenses, divididos em 10

grupos, por faixa etária, apresentavam-se às

14h30, nos quatro palcos do recinto. O grupo

de dança de Holambra é o único no mundo a

reunir coreografias de distintas regiões da Holanda,

graças a um intenso trabalho de pesquisa

realizado pelo professor Piet Schoemaker.

Impressionante contudo é como uma cidade

tão pequena consegue organizar uma festa

tão grandiosa, servindo de exemplo para muitos

municípios de grande porte.

A Mostra de Paisagismo

e Jardinagem teve como

tema Jardins em Festa.

Em 28 ambientes, cerca de

35 paisagistas, arquitetos,

decoradores e designer de

interiores mostraram como

os espaços podem ser

melhor utilizados para

celebrações que vão de

grandes casamentos a

um piquenique a dois.

49


Marcinha,

retorno

com festa

ACIDENTE

Renascer

para a vida

Como estão as atletas Marcinha

e Camila, após o susto causado

pelo acidente na curva do

Chibarro, em agosto? Elas

dizem que renasceram.

Era dia 18 de agosto, manhã de segundafeira,

quando Marcinha Fusieger e Camila Leão

voltavam para Araraquara. Elas retomariam os

treinamentos no time de vôlei da Uniara/AFAV.

Porém, um acidente na pista fez com que as

suas vidas quase tomassem outro rumo. O veículo

que Marcinha pilotava perdeu o controle e

invadiu o canteiro central, capotando diversas

vezes até se chocar com um caminhão carregado

de madeira na pista contrária. Marcinha

sofreu um corte profundo e Camila fraturou

costelas e a clavícula. Ambas foram encaminhadas

à Santa Casa de Araraquara.

Quase dois meses após o acidente, a recuperação

das meninas segue além do esperado.

Marcinha, que era o caso mais grave,

já voltou ao time. Já Camila ainda

segue em recuperação na casa dos

pais, em Minas Gerais e deve retornar

em outubro.

Sobre o acidente Marcinha diz

que não se lembra de nada: “Eu estava

dirigindo o carro e só acordei no

hospital com um corte na cabeça. Os

médicos me alertaram que isso é normal

após um acidente de grande impacto.

É uma segurança que o cérebro

controla. Com o tempo alguns flashes

irão aparecer”, relata a jogadora.

Marcinha ficou duas semanas internada

na Santa Casa. Após receber alta, visitou as jogadoras

durante o amistoso contra o Rio Claro,

sua antiga equipe. A jogadora foi recebida pelas

atuais e antigas companheiras com beijos

e abraços.

“Acho que esse acidente serviu para unir

ainda mais a nossa equipe. Eu considero

aquele dia um renascimento pra mim. A Sandra,

técnica da equipe, me mostrou o lado

bom de ter sofrido aquele acidente, não pelas

marcas deixadas, mas pelo que vem acontecendo,

das pessoas estarem mais próximas.

Só tenho agradecer ainda mais pela minha

vida”.

Estado em que ficou o veículo

Foto: Adriana Nagazako / Portal SIMNews

50


GRANDES CLUBES DA NOSSA TERRA

1956 - Pernambuco, Gregório, Cadorin, Rubens, Laerte e Buru; Jair, Carlito, Cornélio, Lilo e Baia

Quando o time jogava, Tamoio

parecia ser uma usina fantasma

Eles eram de braços fortes, pernas

alongadas, uns jovens senhores

a deslizar seus sonhos por ruas e

avenidas dos verdes canaviais.

Cortavam ao vento o que seria um

balançar à frente do adversário nas

tardes de domingo. Uns respiravam

o silêncio que vinha com o cheiro

da cana tombando; outros de mãos

abertas na espera da bola

disparada no avanço do inimigo.

Diziam ser jogadores de futebol

cuja feição na imensidão dos

campos, os tornava mais donos de

sí, assustando os que pela frente

vinham. Cada um criava seu jeito

de ser na hora da apresentação:

arqueiro, beque de espera, médio

volante, influenciados pela rima que

o rádio esportivo criara nos tempos

40 nas vozes de Edson Leite, Pedro

Luiz, Juarez Soares e Mário Moraes.

Trabalho e futebol eram a

condução para o amor em fuga

nas quermesses e missas da

santificada usina, capaz de tornar

tantos João e Maria, em marido e

mulher. E tamanha era a festa em

casos assim, que os Morganti se

transportavam a um mundo

distante, para que a alegria não se

prendesse a quatro paredes da

pequena casa da colônia.

51

O quadro não era senão a

realidade ponteada pela fumaça

das chaminés, a cana levada no

dorso do trem, a bola correndo nos

fins de semana, a mulher

aguardando o filho que vem.

A vida era uma poesia a cada gol

do Tamoio, simbolizado pelo índio

imponente que cansamos de ver

e que hoje, nos leva a lembrar da

usina que se tornava uma fantasia

quando o time saia para jogar.

SEGUE »

Texto de Abertura: Ivan Roberto Peroni

Fotos: Museu do Futebol, Tetê Viviane,

Sérgio R. Pelegrini e arquivo pessoal


A HISTÓRIA

A cidade grande

dentro da usina

A Usina Tamoio contribuiu na

vida de muitas pessoas, não

apenas com o futebol em suas

terras, mas com Araraquara e

região. De grande propriedade

agroindustrial pertencente à

família Morganti, na época,

parte integrante da Refinadora

Paulista S.A, surgia, em 1930,

um time de futebol que

proporcionaria aos empregados

e funcionários daquela empresa,

a prática esportiva.

Reportagem: Rafael Zocco

Colaboração: O Futebol na Terra do Sol

(Vicente Baroffaldi) e Alessandro Bocchi

1965 - Laerte, Daia, Menon, Ditinho Galvão, Galvão, Dito Cabeludo e Cita; Roberto, Jauna,

Tutinha, Nelsinho e Amaral

Apoiados pela direção

da indústria, os idealizadores

do movimento para

fundação de um clube na

usina estruturaram a base

em que se assentaria a

entidade desportiva, também

com seu lado social,

para proporcionar entretenimento

aos associados. O

futebol, levaria no uniforme

o nome da empresa, que

representavam e cabiam

honrar. Surgiu assim o Usina

Tamoio Futebol Clube, se

transformando em um dos

mais importantes e respeitados

clubes de futebol amador do Estado.

A usina, em si, oferecia uma estrutura

totalmente surreal. Uma cidade dentro de

uma indústria. Trabalhadores ficavam com

suas famílias acomodados em casas construídas

nas fazendas próximas à sede principal,

contendo armazéns, restaurantes e até

cinemas, sendo um deles dentro da igreja.

Apesar de ser uma forma de lazer em que

os funcionários e pessoas ligadas à usina

usufruíam, o comprometimento era quase a

mesma coisa com o trabalho. Os funcionários

eram convidados ou se voluntariavam

em representar

o time da Tamoio, passando

por uma espécie de peneira.

Isso em todas as suas

seções que faziam parte do

complexo. Ao ingressar na

equipe, os trabalhadores

podiam sair mais cedo do

serviço para treinamentos

as quartas e sextas-feiras,

depois das 16h. Quem não

comparecesse no treinamento,

era suspenso do time.

Em 1946, o clube ficou

filiado à Federação Paulista

de Futebol e à Liga Araraquarense

de Futebol, podendo

disputar os principais campeonatos do futebol

amador do estado de São Paulo. Tendo em

mãos este direito, sagrou-se campeão Amador

da cidade (1954), além de ter conquistado o

Setor 4 do Campeonato do Interior do Estado.

Igreja de Tamoio

Poucos eram os clubes profissionais na

década de 50 que possuiam um estádio de

futebol com a beleza e o conforto do

“Comendador Freitas”, o campo da Tamoio

A diretoria de 1955 era constituída por

Romeu Graziano (Presidente), Alcindo Machado

Guimarães (1º vice-presidente), José Veltri

(2º vice-presidente), Camilo Tôrres (Secretário

Geral), Vitorino Natalin Kraspski (1º Secretário),

Mário Della Valle (2º Secretário), Moacir

Baccarin (1º Tesoureiro) Mário Marcatto (2º

Tesoureiro), Miguel Veltri (Diretor de Esportes),

Antônio Codrin (2º Diretor de Esportes), Aylton

Guimarães Fernandes, Otto Ernani Muller e

Wladimir Orloff (Conselho Fiscal), José Lusne,

Luiz Simionato e Kurt Dudalski (Conselheiros)

1971: Menon, Edi,

Charuto, Fubeca,

Sapeca e Bídia; Miro

Carioca, Elias, Totó,

Manezinho e Zé Câmara

Nos fins de semana os

sócios (funcionários da

Usina), tinham as

brincadeiras dançantes.

Animação dos Bruxos de

Araraquara em 1967.

52


Foi neste estádio

na Tamoio que a

Ferroviária jogou

contra o Santos em

abril de1970, em

comemoração ao

primeiro aniversário

da Usina, que tinha

saído das mãos dos

Morganti, sendo

comprada por Silva

Gordo, se tornando

assim a Refinadora

Paulista

PATRIMÔNIO

A suntuosidade do estádio

Uma das grandes pérolas que

a Usina investiu foi no Estádio

Comendador Freitas, que viria

ser a casa do Tamoio.

Inaugurado em 51, mesmo

ano da Fonte Luminosa, foi

ponto de encontro de clubes

que desembarcavam em

Araraquara para enfrentar

a Ferroviária.

Com uma obra arquitetônica impecável

e que chamava a atenção, o Estádio Comendador

Freitas possuía até uma espécie de camarote,

o que hoje chama na Arena da Fonte

Luminosa de área vip. No reservado, os donos,

diretores e autoridades assistiam aos jogos.

Um fato curioso chamou atenção dos

torcedores da época, mas que aos poucos a

veracidade foi se confirmando com o passar

do tempo. A partida entre Ferroviária e Santos

no “Comendador Freitas” é um fato verídico,

e aconteceu no dia 26 de abril de 1970, um

domingo pela manhã, em comemoração ao

primeiro aniversário da Administração da Refinadora

Paulista S.A.

Nas arquibancadas de cimento (as sociais), estátuas de

Vênus de Milo, a deusa do amor, escultura de 2m de altura

Num segundo momento, embora haja

vários exageros no relato dos bastidores do

jogo que reuniu centenas de torcedores, é que

realmente a AFE venceu por 1 a 0, gol aos 21

minutos do segundo tempo de Amaral, atacante

que substituiu Nelsinho no transcorrer da

partida. Para enfrentar o Santos, a Ferroviária

aproveitou folga no Paulistinha 70, depois de

vencer o clássico Bota-Ferro, por 2 a 0.

Há ‘um pequeno detalhe’, esquecido por

boa parte dos contadores da história do Santos

em Tamoio: é que Pelé, Rei do Futebol não

jogou, bem como os outros craques da equipe

santista, alguns deles futuros campeões mundiais

na Copa do México. Porém, nada apagará

a festividade que foi a vinda do Santos para

encarar a Ferroviária em partida histórica, contudo

para registro oficial e a veracidade dos

fatos, é preciso mencionar que o Santos jogou

com time misto: Agnaldo; Zelão, Paulo, Orlando

e Murias; Alexandre e Nenê; David, Adilson

(Álvaro), Barga (Gilberto) e Fito. Já o técnico

Vail Mota escalou a AFE com: Carlos Alberto;

Baiano, Fernando, Ticão e Fogueira; Muri e

Bazani (Bebeto); Valdir (Peixinho), Zé Luiz (Rui

Júlio), Ismael (Lance) e Nelsinho (Amaral). Na

ocasião não houve cobrança de ingressos e o

árbitro da partida foi Arnaldo Júnior.

Não resta dúvida que o desfile de Pelé e

demais titulares iria fazer com que

o amistoso tivesse mais pompa, independente

do resultado, visto as

vitórias da AFE sobre o Santos, com

ou sem Pelé, em Araraquara, ser fato

normal naqueles anos 60 e 70. Mas

para as futuras gerações é interessante

florearmos o fato, exaltarmos

a promoção e a sacada de um jogo

inesquecível para os araraquarenses,

mas com as informações corretas.

53

Camisa do Tamoio no Museu

do Futebol em Araraquara

Um ano mais tarde, no dia 7 de março de

1971, em partida realizada na Fonte Luminosa,

a Ferroviária estraçalhou o Santos de

Cejas, Clodoaldo, Pelé e Edu, por 4 a 1, com

gols de Lance, Zé Luiz, Bazani e Ney, enquanto

Douglas que entrou no lugar de Pelé, marcou

o gol de honra santista.

Naquele inesquecível duelo, o técnico

grená era Almeida, que escalou Carlos Alberto;

Baiano, Fernando, Ticão e Zé Carlos; Muri

(Ademir) e Ademir (Bazani); Tonho, Zé Luiz (Nicanor),

Lance e Nei.

O Santos contou com Cejas; Orlando, Paulo,

Oberdan e Rildo; Clodoaldo (Lima) e Léo;

Rogério, Ferreti, Pelé (Douglas) e Edu. O juiz foi

José Favili Neto e o público presente na Fonte

foi de 17.434 espectadores.

Orlando (Anchieta), Tutinha e Alcebíades, três

grandes atletas da Usina Tamoio nos anos 60;

ao fundo a posição dos camarotes no estádio,

uma preciosidade para os padrões da época. A

Ferroviária foi ter área vip só com a construção

da arena


GRANDES CLUBES DA NOSSA TERRA

1979. Era o fim da fila. Usina,

a grande campeã da cidade.

Tudo começou em 1941: para

motivar seus colaboradores,

a Usina Tamoio criou o

Campeonato de Corte de Cana

premiando o vencedor ao final

de cada safra. Paralelamente,

o futebol começava a despontar

também como forma de

proporcionar o lazer e o

companheirismo entre todos.

Depois do título de 1954, a equipe do Tamoio

sempre ficou no quase. O clube apresentava

jogadores brilhantes, mas era uma época

em que vários times se sobressaiam e ficava

difícil escolher um campeão de fato no certame.

24 anos depois, este dia para os jogadores

do Tamoio finalmente chegou. Tamoio e

Santana decidiriam o campeonato amador no

Estádio Tenente Siqueira Campos em um jogo

de tirar o fôlego, com muita disputa no certame

imaculado do Estádio Municipal.

Tamoio começou melhor. Logo na primeira

descida, o habilidoso Chumbinho abriu o placar

para o time da usina açucareira, após falha

da zaga santanense. Durante este período,

o Santana sentiu muito a falta de Nardinho,

um dos destaques da equipe no campeonato.

Não tardou e o Tamoio viria ampliar o placar.

Após levantamento na área, ninguém da

defesa santanense pulou para cortar e a bola

sobrou para novo levantamento na área. Os

zagueiros Sidney e Marcos nada fizeram e Gu

CAMPEÃO NO CORTE DA CANA 1944

Dona Janina Morganti com o seu filho Hélio, de óculos, entregando a Taça Dr. Adriano Arcani

ao campeão Virgílio Prevides pelo III Campeonato de Corte de Cana, em outubro de 44

fuzilou para o gol de Edmar. 2x0 para Tamoio

em um Santana despedaçado em campo.

Porém, em um segundo tempo primoroso,

o Santana entrou nos trilhos e foi para cima

do time da usina açucareira. Mostrando muita

acomodação por causa do placar, os santanenses

voltaram renovados para a decisão.

Numa jogada pela linha de fundo de Luiz Roberto,

Zé Magrelo recebeu dentro da pequena

área, virou rapidamente deixando a zaga neutralizada,

deu drible sensacional no goleiro e

tocou cruzado, diminuindo a diferença.

Mesmo com o gol, Tamoio continuou no

mesmo ritmo, enquanto o

Santana continuava a pressão.

E o castigo logo chegou.

Ferrarezi, que havia entrado

no lugar de Fio, cruzou bola

pra área e o arqueiro Menon

saiu de forma estabanada do

gol, tomando um gol inespe-

Futebol campeão: 1979

Cabelo, Rega, Vaguinho,

Vareja, Icão, Menon e

Charuto; Chumbinho, Gu,

Dirceu, Geraldo José e

Turdinho

rado. O empate chegou, mas os times mantinham

a mesma serenidade em campo.

Ao que tudo indicava, o jogo se encaminhava

para a prorrogação. Mas, após cobrança de

escanteio, Gu acertou um ‘sem pulo’ sensacional

na grande área e liquidou a fatura para os

açucareiros de forma heroica e emocionante.

SAUDADES

Na decisão com o Santana, o goleiro Donizete

Simioni ficou no banco, enquanto Wilson

Menon era o titular. O jovem era preparado

para ser utilizado nas temporadas seguintes,

pois aquele seria o último ano de Menon na

equipe. “Na época, tinha 19 anos e pude

acompanhar aquele time em uma grande final

com o Santana. A vantagem que construímos,

o empate do Santana e o ‘sem pulo’ que

o Gu deu dentro da grande área para sagrarmos

campeões com 3x2. Aquilo foi inesquecível”,

relembra Simioni.

O Tamoio sempre teve equipes competitivas.

Em 1980, já como titular, Simioni participou

da campanha que levou o time ao vicecampeonato,

perdendo para o Flamengo. “Em

1980 tínhamos um time fantástico. Acho que

era melhor até mesmo que o time campeão

em 79. Na decisão contra o Flamengo no Mu-

54


Vadéco não pode participar da grande final de 79, porém,

lembra com carinho da participação do time na Copa

Arizona (cigarros) promovida pel’A Gazeta Esportiva

Simioni, goleiro suplente

no time campeão em 79

nicipal, jogamos muito bem, mas tomamos

um gol de muita bobeira. Tentamos reagir,

mas sem sucesso”.

Rivaldo Motta Jr., o Vadéco, foi lateral esquerdo

do Tamoio por muitos anos. Ele estava

no time que conquistou o campeonato em

1979, porém, algo de inusitado aconteceu

naquele ano e não pôde jogar a grande final.

“Jogava pelo Tamoio, porém, no meio do

campeonato, a diretoria encaminhou a minha

transferência para o Palmeirinha. Tudo estava

certo, mas aconteceu algum problema com a

minha documentação e, no meio desse imbróglio

todo, perderam a ficha de inscrição. Não

pude jogar a final do campeonato, pois não estava

mais inscrito pelo time”, lamenta Vadéco.

Porém, Vadéco fala com orgulho sobre ter

participado da Copa Arizona, que reunia equipes

amadoras de todo o Brasil. O torneio era

organizado pelo extinto Cigarros Arizona e pelo

jornal A Gazeta Esportiva. Era uma espécie de

Campeonato Brasileiro de clubes amadores.

“A Copa Arizona foi um dos grandes torneios

que disputei pelo Tamoio na década de

70. Porém, ficamos pelo meio do caminho,

nas oitavas-de-final do campeonato. Tínhamos

um bom time, mas os adversários eram duríssimos.

Perdemos para um time de Barueri nas

penalidades. Era muito disputado”.

Vadéco tinha o futebol como vício. Aos 15

anos, saiu de casa para se aventurar com a

bola, mesmo sendo contrariado pelo pai. Foi

para a casa da avó na cidade de São Carlos e

por lá jogou pelos times juvenis do Madrugada

e Canarinho, os dois melhores da cidade. Na

procura de um sustento, conseguiu um emprego

no Banco Nacional. “Maduro, retornei para

Araraquara. Nasci e cresci na Usina Tamoio,

jogando pelo dente de leite. Meus pais acabaram

aceitando meu destino e não houve mais

discussão sobre isso. E por Tamoio eu continuei;

mas sinto orgulho de ter vivido lá uma

grande parte da minha vida. Foram dias maravilhosos.

Não dá para esquecer”, finaliza.

1980, colocação de faixas no time campeão de 79: Agostinho Rota, Ézio Câmara, Atanagori Viture,

Menon, Rega, Varejo, Vaguinho, Icão e Mário Morales (diretor); agachados - Roni e Fabiano (filhos

de Menon), Dirceu, Airton, Tudinho, Gu e Roni

55


AS HISTÓRIAS

De joelhos para

pagar promessa

Mas, quem é aquele baixinho

debaixo dos três paus? É o

goleiro do Tamoio? Sim, é

Wilson Menon. A altura era

uma desconfiança para o

adversário. Por não ser tão alto,

perto dos seus 1,75m, Menon

tinha grande impulsão, o que

era um grande diferencial

para o goleiro na época.

Wilson Menon,

mergulha no passado

e relembra com a

Revista Comércio &

Indústria, os momentos

vividos como goleiro

do time de futebol

campeão da Tamoio

em 1979 - trinta e

cinco anos depois.

Ele se emocionou.

Elvio Perassoli,

o Charuto, com a

esposa Neusa

“Joguei por 18 anos no Tamoio. Para mim

era uma grande responsabilidade representar

o time e a empresa. Quando tinha os jogos no

Estádio Comendador Freitas, me sentia em

um time grande ao ver a torcida inflamada. Era

muito bom aquilo”, recorda hoje em sua casa

o goleiro Menon.

Das boas lembranças vem um lance inusitado

na final do campeonato de 1979: “Estava

com 35 anos. Era meu último ano no Tamoio.

Queria muito ganhar aquele título e prometi

para mim mesmo: se eu ganhar vou atravessar

o campo de joelhos”. E os 3x2 foram o

suficiente para que a partida ganhasse requintes

de emoção, sofrimento e alegria para que

Menon fizesse o trajeto de uma lateral a outra

de joelhos. “Não me contive. Logo após o apito

final, fui até a lateral, me ajoelhei e segui

em frente. Alguns torcedores haviam invadido

o campo querendo tirar a minha camisa e os

companheiros queriam me abraçar. Falei para

ninguém tocar em mim até que concluísse o

percurso (risos)”.

Outro personagem importante na história

do futebol do Tamoio foi Élvio Perassoli, o popular

Charuto. Da família que nasceu e viveu

na Usina, Charuto seguiu os mesmos passos

e criou a sua nas terras da família Morganti.

Apaixonado por futebol, jogou como volante

por 20 anos, entre as seções e o time principal

da Usina. “Nasci, cresci e criei minha família

lá. Era algo surreal, coisa que não vemos mais

hoje em dia. As colônias, as fazendas, as pessoas,

as amizades. Tudo. O cinema que havia

se instalado na igreja de Tamoio e fora dela.

Hoje só resta a saudade e eu agradeço muito

pelo que Pedro Morganti fez por mim e por todos

da Tamoio”.

Para Charuto, a Usina Tamoio parecia um

distrito. Chegou a ter cerca de 13 mil habitantes

nas colônias que haviam nas seções. Todas

as fazendas aos arredores da Usina foram

compradas por Pedro Morganti. O tratamento

era de puro luxo, tanto que na Santa Casa de

Araraquara havia uma ala especial apenas

para quem trabalhava na Tamoio, já que na

“cidade Tamoio” havia apenas um ambulatório.

Outra peculiaridade que acontecia na

Usina, era um campeonato um tanto quanto

diferente, o qual Charuto recorda. “A esposa

de Pedro Morganti, Janina, e o seu filho, Hélio,

organizavam vários eventos dentro da Tamoio.

Entre eles era o campeonato de corte de cana,

o qual reunia as seções de toda a Usina”.

Em 1955, a Usina Tamoio foi palco de

uma produção cinematográfica. Com direção

de Carlos Coimbra, “Armas da Vingança” com

o galã Hélio Souto e Vera Nunes. O filme narra

a história de um fazendeiro que está prestes

a falir. Para salvar a fazenda, a filha se casa

com o irmão do futuro noivo, causando indignação

na família. Porém, o marido morre de

forma precoce, fazendo com que a moça se

reaproxime da sua antiga paixão. O filme le-

56

vou o Prêmio Saci de melhor filme, fotografia

e composição, além de ter Luigi Picchi como

o melhor ator.

As histórias de Tamoio não param por aí.

O homem e a mulher que ali trabalhavam,

cortando e carregando cana à locomotiva que

cruzava Araraquara/Ibaté todos os dias, sempre

fez com que a alegria no plantio e na hora

da colheita ficasse depositada nas confraternizações

de 1° de maio em seu estádio e por

toda a Usina.

Nos jogos da equipe, a torcida criou uma

marchinha. Pouco tempo depois, a marchinha

foi adotada por todos como o hino oficial da

Usina Tamoio, fato raro para uma equipe amadora.

Confira a letra na íntegra:

“Ê... Tamoio (4x)

Tamoio

Terra bonita

Tão alegre e tão gentil

Terra do trabalho

Onde ao soar do malho

Se constrói um novo e fecundo Brasil

Tamoio

Terra da cana

Do açúcar e da água ardente

Terra da loirinha

E da morena engraçadinha

Que encanta e prende o coração da gente

Venha Tamoio

Venha conhecer

A maior usina

Deste meu Brasil

Na paz luminosa dos campos de casa

Na rubra e ardente fornalha

Contente e feliz

Cantando e feliz

Cantando trabalha

Um povo viril”


COLUNA

ESPORTE É AVENTURA

Carlinhos Tavares

Absolute Fit

16 3114.8664

Movimente seu corpo

e trabalhe sua mente

Nesta edição vou falar de uma coisa que

considero a mais importante no ser humano:

“A Mente”.

Nossa mente é a chave para o sucesso e

a realização em todos os setores de nossas

vidas. Tudo que existe hoje, existiu primeiramente

em nossas mentes, e foi isso que me

levou a escrever sobre “Treinamento Mental”.

Tudo que buscamos ou almejamos, seja

no âmbito do treinamento físico ou na vida

pessoal, depende primordialmente de como

programamos nossa mente para o que queremos.

Treinamento mental é saber trabalhar

com foco, objetivo, motivação, concentração,

é saber lidar com as suas emoções usando

todo o seu potencial para atingir seus objetivos.

As atitudes positivas, vontade e autoconfiança

estão diretamente ligadas com o

sucesso e com o êxito nas atividades físicas,

esporte que você pratica, ou em sua vida.

Sendo assim, o objetivo de treinar sua mente

é fazer com que se eliminem os pensamentos

negativos através da concentração, indispensável

nos esportes, abrindo as portas

para as experiências positivas e o desenvolvimento

da vontade e do autoconhecimento.

Saiba que com a atividade física é possível

mudar a programação mental, dando à

pessoa um novo olhar para a vida, com muito

mais foco e autoconfiança, ampliando assim

o encantamento e entusiasmo pela vida.

Você passa a ter mais energia, vitalidade e

disposição, elevando seus níveis de saúde.

Contará com um outro nível mental, emocional

e espiritual, melhorando as relações afetivas

e interpessoais, o que ajudará você em

todos os setores de sua vida.

É a emoção que faz a vida. E garanto que

praticando atividades físicas você trabalhará

seu emocional, traçando metas com seu personal

trainer, firmando objetivos e transformando

corpo e mente dia após dia.

Essa nova programação mental trará

grandes benefícios ao seu corpo físico, ajudando

você a parar de fumar, ingerir álcool,

iniciar uma dieta alimentar, dormir mais e

com qualidade, melhorando assim todo seu

lado emocional. Ter um bom emocional é ser

capaz de fazer as coisas boas para si mesmo.

Saiba que com a atividade física é possível

mudar a programação mental, dando

à pessoa um novo olhar para a vida,

com muito mais foco e autoconfiança,

ampliando assim o encantamento e

entusiasmo pela vida.

A Absolute Fit é especialista em cuidar

de pessoas, e estamos aqui de portas abertas

para receber seres humanos repletos de

anseios, problemas e em busca de uma vida

melhor, com mais saúde, qualidade de vida e

amor próprio. Lembre-se que a Absolute Fit é

especialista na preparação física de atletas

amadores e profissionais. E consequentemente,

na formação e programação mental

de pessoas. Para saber mais, como dicas de

treino, etc., curta nossa página no Facebook.

Neste canal, você, leitor, poderá interagir,

compartilhar fotos e fazer perguntas.

A Absolute Fit contando

com a participação de

profissionais do mais alto

nível, hoje desenvolve na

cidade importante trabalho.

Acompanhe seus projetos

e programas, pois eles

contribuirão na melhoria

da sua qualidade de vida.

57


SEU NOME ESTÁ NA RUA

TEXTO: SAMUEL BRASIL BUENO

DAGMAR FEDOZZI CATANEU

Uma vida amparada pelo signo

da felicidade e a prática do bem

Logo que se formou em Serviço

Social no Colégio Progresso,

Dagmar tinha um objetivo:

lutaria com todas as suas forças

para proporcionar felicidade

ao próximo. Talvez seu sorriso

sempre festivo tenha sido sua

ferramente de trabalho, pois

sempre foi assim, até mesmo

no mais doloroso momento

que a doença lhe surpreendeu.

Possuidora de nobres qualidades, a vida

de Dagmar Fedozzi Cataneu foi, nos últimos

tempos, uma série de lutas e vitórias. Com

espírito humanitário e seu amor desmedido

às pessoas necessitadas, asseguram-lhe um

lugar de destaque entre as pessoas notáveis,

que empregam o melhor de seus esforços em

prol dos semelhantes.

Ela nasceu em Araraquara, no dia 22 de

março de 1961, amando esta terra de forma

intensa. “Araraquara é minha paixão”, dizia

Dagmar, quando alguém lhe perguntava -

onde você nasceu? Era assim então, o seu

relacionamento com a cidade.

Filha de Maciel Fedozzi e Artemizia Pereira

Fedozzi, teve dois irmãos: Dr. Dikvan Fedozzi,

residente em São Paulo, casado com Maria

Auxiliadora Cataneu Fedozzi e Drª Donizett

Fedozzi.

Dagmar cursou o primário no Grupo Escolar

“João Manuel do Amaral”; o 2º grau fez

no Instituto de Educação “Bento de Abreu”, o

antigo IEBA. Formou-se em Serviço Social pelo

Colégio Progresso de Araraquara; o estágio foi

realizado no então Instituto Araraquarense de

Psiquiatria, na Vila Xavier.

Dagmar conheceu seu eleito durante uma

festa junina, quando foi apresentada a Geraldo

José Cataneu pela cunhada Maria Auxiliadora,

que é prima de Geraldo José. Ele é filho

de Geraldo Cataneu e de Natalina Ginatto

Cataneu. O casamento ocorreu na Igreja de

Santa Cruz, no dia 17 de dezembro de 1982.

Desse matrimônio nasceram dois filhos: Alexandre,

que é formado em Administração de

Empresas e Thamyres, que cursou Engenharia

Mecatrônica, ambos solteiros.

Dagmar, uma vida voltada

para a solidariedade em

Araraquara

Em um momento de descontração familiar,

Dagmar ladeada pelos filhos Thamyres e

Alexandre e o marido Geraldo José Cataneu

Com a família sempre unida

em torno de um ideal - a

felicidade - Dagmar não

deixou que os dias mais

complicados com sua saúde,

ficassem apartados de um

sentimento - a beleza da vida

Como se observa, a alegria

era uma das características

de Dagmar, sempre

procurando transmitir

uma felicidade incontida

58


O QUE É O CRAS E O QUE

ELE REALIZA NO SELMI DEI

O Serviço de Convivência e

Fortalecimento de Vínculos

para Adolescentes e Jovens

de 15 a 17 anos (Projovem

Adolescente), tem por foco

o fortalecimento da

convivência familiar e

comunitária, o retorno dos

adolescentes à escola e sua

permanência no sistema de

ensino. Isso é feito por meio

do desenvolvimento de

atividades que estimulem a

convivência social, a

participação cidadã e

uma formação geral para

o mundo do trabalho. O

CRAS, unidade para a qual

Dagmar cedeu seu nome,

fica no Selmi Dei

Dagmar, após o casamento, dedicou-se

à família e às obras filantrópicas. Durante 15

anos consecutivos, foi voluntária e teve participação

ativa na diretoria da Casa Betânia,

onde ocupou o cargo de vice-presidente. Juntamente

com sua diretoria, dinamizou os serviços

da entidade, tornando-a mais funcional e

receptiva. “Uma parte de nossas vidas temos

que encontrar tempo para aqueles que tanto

precisam da ajuda, de uma palavra amiga”,

justificava.

Sempre alegre e sorridente, acompanhava

o esposo Geraldo José nos eventos da Loja

Maçônica e da Fraternidade.

Dagmar Fedozzi Cataneu lutou arduamente

por quatro anos contra pertinaz doença, sem

nunca reclamar um só dia do porquê de sua enfermidade.

Faleceu aos 46 anos de idade,

no dia 3 de julho de 2007, estando

sepultada no Cemitério São Bento.

Seu nome está na rua através da

Lei Nº 6.680, de 28 de dezembro de

2007, cujo projeto foi de autoria do

vereador José Carlos Porsani e sancionada

pelo prefeito Edinho Silva, que

denomina “Avenida Dagmar Fedozzi

Cataneu,” a via pública da sede do município,

conhecida como Avenida “10”,

do loteamento denominado Jardim

Residencial Quinta dos Oitis, com início

na Rua “H” e término na Rua “C”

do mesmo loteamento.

Momento em que os filhos Thamyres e Alexandre

descerram a placa marcando a inauguração

do CRAS (Centro de Referência de Assistência

Social) - Casa das Famílias “Dagmar Fedozzi

Cataneu”, no Selmi Dei. Uma obra de grande

importância para a nossa comunidade.

59


Com excelente

estrutura, a Bella

Hair está situada

na Av. Mauá, 186,

no centro da cidade

ESTÉTICA E BELEZA

Bella Hair mostra quais são as

tendências do verão em 2015

Tudo parece estar ainda mais

lindo a partir de agora: é tempo

de flores, verão cheio de energia,

prenúncio de um tempo de se

expor para o que existe de mais

belo - a nossa vida. A Bella Hair

contribui com esse período de

transformação.

A estação muda, e com ela surgem novas

tendências, não apenas em matéria de roupas,

acessórios, make, mas os cabelos também

acabam recebendo influências, e não só

o corte, mas a cor também acaba ganhando

atualizações, comenta Isabel Rodrigues Telles,

proprietária da Bella Hair Clínica de Beleza,

Alexçandra, responsável pelo atendimento a

clientes que buscam cuidados para pés, mãos

e massagens que revitalizam o corpo

que há nove anos atende uma grande clientela

na região central da cidade.

Isabel na verdade, antecipa o que será

2015: “Como a moda vem seguindo uma linha

mais natural, as tendências de cores de cabelos

agora são tons mais discretos, marrons e

acobreados mais naturais”.

O tom Canela tostada é uma das tendências de

cores de cabelos que exalta a beleza brasileira,

trazendo o castanho de volta ao cenário.

A Bella Hair Clínica de Beleza apresenta

um grande leque de serviços como cortes

unissex, permanente afro, escova de caviar,

escova definitiva, selante, penteados, hidratação,

manicure e pedicure, unhas de porcelana

e decoradas, limpeza de pele sem dor e sem

marcas, sobrancelhas (hena), bronzeamento

a jato 100% seguro, permanente de cílios,

maquiagem, massagem relaxante, depilação

(depilação artística) e os mais variados e modernos

tipos de mechas.

Segundo Isabel, o atendimento é feito

com hora marcada, o que facilita e dá mais

comodidade para os clientes que encontram

na clínica, os tratamentos feitos com os melhores

produtos, de linhas conceituadas como

L´Oréal, Alfaparf, Mac Paul, Itallian Color, além

de esmaltes das melhores marcas tanto nacionais

como importados.

60

Isabel e o atendimento personalizado

da Bella Hair

Isabel conta com os serviços de Alexçandra

Alves da Silva, principalmente na parte de

unhas e massagens e diz que o importante,

é que na clínica trabalhamos com materiais

totalmente esterilizados em autoclave para

maior segurança para os clientes: “A nossa

prioridade é a satisfação e o cuidado que temos

com cada cliente, pois queremos

que todos saiam da Bella Hair certos

de que o atendimento, os tratamentos

ou outros serviços, utilizando produtos

de qualidade, além de uma esterilização

adequada, foram proporcionados”,

afirma.

Na coloração com bons resultados,

explica, são necessários alguns

cuidados, por como exemplo a cor da

tinta, tipo de cabelo e o mais importante,

a utilização de tinturas de marcas

renomadas. Todo processo da tintura exige

cuidados especiais de um profissional, que

indica a cor da tinta conforme a tonalidade da

sua pele e faz testes para aplicação da tintura,

para ver se não há risco de alergias ou reações

com relação à tinta.

Para conseguir uma cor mais clara do que

a cliente está no momento, é necessário fazer

uma decapagem (que é a remoção da tintura

atual, com pó descolorante e água oxigenada

de alta potência), preparando assim, o cabelo

para receber a nova coloração. A partir daí,

escolhe-se a cor desejada, seguindo um tom

que combine e fique bem no conjunto com o

rosto e principalmente, se identifique com a

personalidade e estilo de cada cliente.

ATENDIMENTO BELLA HAIR

De terça a sábado das 8h às 19h,

sempre com hora marcada

Av. Mauá, 186 (entre as Ruas 0 e 01)

Fone: (16) 3331-5317 / 99741-6797 /

99620-0996


CONCURSO

Enzo Peroni

Enzo, o Baby

Model 2015

Concurso de Beleza organizado

pela Jô Models em setembro,

com apoio da Emy, apontou

vencedores em várias categorias.

Conviver com a passarela desde a tenra

idade e descobrir talentos para uma das mais

promissoras carreiras, são propostas apresentadas

por uma das mais conceituadas

agências de modelos do interior, a Jô Models.

O Concurso de Beleza englobando categorias

de 1 a 10 anos, segundo a empresária Josiane

Seves, a Jô, tem revelado meninas e meninos

que já são contratados para desfiles e

comerciais. O evento de setembro no Clube

Araraquarense apontou novos talentos, um

deles, Enzo Peroni, 9 anos de idade, cursando

o quarto ano do Colégio Progresso. “O Enzo

tem um perfil diferenciado”, comentou Jô logo

após colocar a faixa de Baby Model 2015, categoria

de 7 a 10 anos. Os vencedores a partir

de janeiro, iniciam curso de postura em passarela,

fotos e filmes com Jô Seves.

Lara, maquiada por profissionais da Emy

Perfumaria no evento

Jô e Enzo após entrega da faixa

61


O Rotary Day é um

evento que ocorre em todo

mundo, nos dias 20 e 21 de

setembro. Em 2014, a opção

dos cinco clubes rotarys da

cidade foi se agregar em um

jantar onde celebridades

servissem 500 convidados,

sendo a renda desta ação

revertida para a APAE.

“Estamos reunidos para uma grande festa

e honrados em participar, pois quer nos

parecer que se trata de um evento inspirado

na solidariedade e no desejo de ajudarmos

ao próximo. Este é o Jantar das Celebridades,

em sua quinta edição. Também poderia ser a

Noite das Celebridades, em função do quadro

a ser pintado – motivado pelas cores que

vêm da alegria, felicidade, fraternidade, amor,

mas principalmente, pelo carinho aos nossos

irmãos e crianças maravilhosas, especiais é

verdade, atendidas pela APAE”. Foi assim a

abertura oficial do Rotary Day, comemorado

no dia 20 de setembro no Bazuah, com a participação

de representantes dos Rotarys Clube

Araraquara, Leste, Carmo, Oeste e Santa Angelina.

Os empresários Pedro Paulo Ferrenha, o

Nenê, presidente da APAE e Damiano Barbiero

Neto, diretor social da APAE, articularam o

evento que se transformou no mais importante

acontecimento social do ano em nossa cidade.

Celebridades do município foram chamadas

para atuar como garçons e garçonetes no

atendimento às mesas. No dia dois de outubro

a APAE anunciou que a festa apresentou um

saldo positivo de R$ 23.300,00.

ROTARY DAY

Jantar das Celebr

uma festa para m

ideal de servir ao

Damiano Barbiero Neto

(esposa Rosa Maria), diretor

social da APAE e Pedro Paulo

Ferrenha (esposa Dóris),

presidente da APAE, durante

o Jantar das Celebridades,

promoveram o lançamento

da 28ª Feira da Bondade, a

ser realizada de 12 a 16 de

novembro. Ambos buscaram

sensibilizar os empresários

a colaborarem com o evento

tradicional em nossa cidade.

Prefeito Marcelo Barbieri

62


CELEBRIDADES 2014

Adriana Albergueti Albano

Juíza de Direito da 1ª Vara Criminal

Alan Esteves Fernandes Gouvêa

Comandante do 13° BPMI / Araraquara

Antônio Deliza Neto

Presidente do SINCOMERCIO

Carlos Alberto Salmazzo

Presidente da Ferroviária S.A.

Profª Drª Clara Pechmann Mendonça

Faculdade Ciências Farmacêuticas – UNESP

Cleide Berti

Prefeita de Américo Brasiliense

Dimas Eduardo Ramalho

Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado

Edson Raminelli

Prefeito de Boa Esperança do Sul

Herivelto de Almeida

Promotor de Justiça de Araraquara

Vereador Jéferson Yashuda

Presidente da Câmara Municipal

idades,

arcar o

próximo

Vereador João Siqueira de Farias

Presidente licenciado da Câmara

Marcelo Fortes Barbieri

Prefeito do Município de Araraquara

Marco Aurélio Bortolim

Juiz de Direito da Vara da Infância e

Juventude e do Idoso de Araraquara

Marco Aurélio Ubiali

Deputado Federal e Presidente das

APAEs do Estado de São Paulo

Maria Augusta Freitas Carvalho

Governadora do Rotary do Distrito 4540

Governadora D4540 Maria Augusta Carvalho

Paulo Brasileiro

Diretor da EPTV Central e Sul de Minas,

Rádio Jovem Pan e Tribuna Impressa

Paulo Sergio Sassi

Diretor do SENAI Araraquara

Raul de Mello Franco Jr.

Promotor de Justiça em Araraquara

Renato Tallel Haddad

Presidente da ACIA

Roberto Massafera

Deputado Estadual

Sandra Maria Galhardo Esteves

Desembargadora do Tribunal de Justiça SP

Juiz de Direito Marco Aurélio Bortolim

Deputado Roberto Massafera

63


O lançamento da

Feira da Bondade

Fotos: Gilmar Fotografias

Em meio à euforia proporcionada pelo

Jantar das Celebridades, foi lançada

mais uma edição da Feira da Bondade,

realizada pela APAE, há 28 anos. A

promoção visa manter programas e projetos

voltados ao atendimento gratuito de 330

pessoas que apresentam deficiência

intelectual e/ou múltiplas. Porém, a maior

ajuda vem da compreensão da classe

empresarial, que através dos recursos que

disponibiliza, dá a segurança e a certeza de

que os assistidos nunca estiveram sozinhos.

Paulo Sérgio Sassi

Diretor do Senai

Carlos Alberto Salmazzo

Presidente da Ferroviária S/A

Dimas Ramalho

Conselheiro do TC SP

Alan Esteves Gouvêa

Comandante do 13° BPMI

Raul de Mello Franco Jr

Promotor de Justiça

64


VIDA SOCIAL

Fotos: Gilmar Fotografias

JANTAR DAS CELEBRIDADES

Tuca e Antônio

Rocha; Maria Teresa

e Levi Horn; Maria

Eugênia e Antônio

Luiz Martinez e

Vicente Simões Pião

Renato Haddad

e Léa

Ricardo Camini, Felipe Boschini, Rogério Ferreira, Rodrigo

Palombo, Carlos Machado, Marco Tato e Igor Figueiredo

(Della Vittá II - Urbplan)

Alan Esteves Fernandes Gouvêa (Comandante

da 13ª BPMI, em Araraquara) com Natália

Dimas Mendonça, Dra. Clara Pechmann, Cleide Berti (Prefeita

de Américo Brasiliense) com o esposo Jaime Ginato

A APAE para se manter, sempre contou com o apoio dos órgãos públicos

e a contribuição valiosa da comunidade através de doações, mas ainda

assim, é pouco diante do montante que necessita para cuidar de 330

pessoas que são atendidas diariamente. A Feira da Bondade é uma

dessas promoções que lhe socorre todos os anos com a participação

dos Rotarys, Lions, Lojas Maçônicas, outras associações, onde todos se

juntam com os mesmos ideais.

A Feira da Bondade, tradição em

Araraquara, costumeiramente

abre espaço para que empresas

e empresários participem e se

envolvam numa ação de

Responsabilidade Social. Com

shows, praça de alimentação,

exposição de produtos, serviços

e artesanato, a Feira da

Bondade visitada por mais de 20

mil pessoas, proporciona esta

oportunidade para que as

empresas agreguem valores na

consolidação da imagem junto

ao público consumidor.

Maria José e Jéferson Yashuda (Vereador)

65

Paulo Sergio Sassi e Joelma


JANTAR DAS CELEBRIDADES

Prefeito Marcelo Barbieri e Zi

Osvaldo Carvalho e Maria Augusta (Governadora

do Distrito 4540 - Rotary)

Elis Frios

A cidade conta com as delícias

servidas pela ELIS FRIOS, que apresenta

enorme variedade de frios com

orçamentos que cabem no seu bolso.

Encomende as deliciosas pizzas

semi-prontas de vários sabores,

ou então experimente os lanches

naturais preparados pela Elis.

Aos domingos, frango assado e

maionese.

É só ligar: 3339 2588 / 99718 2799

Prefeito de Boa Esperança do Sul, Edson Raminelli,

com Maria Antônia

Maria Helena e Raul de Mello Franco Júnior

(Promotor de Justiça de Araraquara)

Poliana e Paulo Brasileiro (Diretor Regional da EPTV)

66


Herivelto de Almeida (Promotor de Justiça de

Araraquara) e Kelei Cristina

Marco Aurélio Bortolin (Juiz de Direito da

Vara da Infância e Juventude e do Idoso

de Araraquara) e Patrícia

Carlos Alberto Salmazzo (Presidente da

Ferroviária) e Alda

Adriana Albergueti Albano (Juíza de Direito

da 1ª Vara Criminal de Araraquara)

Claudia e Hamilton Zenti; Maria Calegari e Jacyr Bussadori; Juliana e Marcelo Rios e Renata

e Tito de Farias

67


JANTAR DAS CELEBRIDADES

Jorge Anysio Haddad e

Renata; Luiz Carlos Penha

Fiel e Vera Lúcia; Vicente

Simões Pião e Rose Mary e

Isabel e Norberto de Freitas

O casal Suse Laine-Marcos Destéfani que

assina Acqua Jet Piscinas com a filha Camila

Maria Augusta Freitas Carvalho

(Governadora do Distrito 4540

- Rotary); Pedro Paulo Ferrenha

(presidente da APAE); Ocimar

Júlio Dal Bem Inocentte e Edna

e Vilmar Alves e Claudia

Neusa e Dalton Guaglianonni durante

evento realizado em benefício da APAE

Jean Robert Borsari com a esposa Milena

em evento beneficente

Mara e Luis Sobral; Fabiana e Agnaldo Amaral; Tamires Brizolari, Matheus Carrascosa, Elenice

e Claudio Genova e Isabela e Marcelo Valentino

68


GASTRONOMIA

Batataria Street,

a nova sensação

Família Janone: Jane e José

Janone; o pequeno Enzo

com Taisa e Dênis Janone;

Graziela e José Janone

Júnior e Vitória com Taís e

Paulo Sacco

Valter Merlos e Célia; Márcia Belotti; Osvaldo Pinto de

Carvalho; Haroldo Araújo e Beatriz e Márcia e Adelino

Francisco

Vaine Monteiro; Lize Cruz; Heloisa e Geraldo Cataneu;

Sergia e Roberto Mota; Fátima e José Mário Redondo;

Claudia e Felipe Maia

Renê Scatena (Assessor da

Federação das APAEs) e Nino

Mengatti

Prefeita de Américo, Cleide

Berti, recebe o fraternal abraço

do rotariano Samuel Brasil

Bueno, também integrante

da nossa revista

69

Carol e Chiquito

“Amor, pede uma porção de

batata frita? OK! você venceu,

Batata frita”. Assim conta a

música da Blitz há 32 anos.

O pedido pode ser o mesmo,

mas a batata agora chega

de forma bem diferente.

Inaugurada na quermesse de São Benedito,

na Vila Xavier, o empreendimento idealizado

pelos publicitários Mário Francisco Pedrolongo

(Chiquito) e Carolina Bacardi, virou

sucesso em sua primeira festa realizada.

Segundo Carol, a inspiração veio de um

vídeo no Facebook. “Chiquito e eu vimos esse

vídeo e compartilhei. Aí o nosso lado publicitário

falou mais alto e resolvemos investir nessa

ideia, pois Araraquara tinha espaço para esse

mercado e estamos muito otimistas”.

A Batataria Street oferece além da tradicional

porção de batata palito em diversos tamanhos,

o diferencial que é a batata espiral,

uma novidade em Araraquara.

A intenção dos jovens empreendedores

é atender diversos pontos da cidade com o

carrinho de batatas. “Queremos servir nossa

batata em festas e eventos, como a Festa do

Dia das Crianças no Clube Araraquarense, no

dia 12 de outubro, a partir das 10h”, explica

Chiquito.

Para mais informações: 16 99770-2204

/batatariastreet

Carol e Chiquito

inovam a batata

palito com bacon

e queijo e lançam

a batata em forma

espiral, que é a

nova sensação

da cidade. Uma

ideia que deu certo

nos mais variados

eventos


JANTAR DAS CELEBRIDADES

Hyundai HMB New-Araraquara: Inês e Agnaldo Duarte;

Marcela e Ivan Mateus; Emérson, Henrique, Jaqueline e

Tiago Martins

Família Quintão: Virgilio (TV Cultura Paulista)

e Glória; Fred (Hot Sign) e Érica

O casal Gabriel Paiva e Suelen. Ele é diretor

da Panfletos & Cia

Alexandre Kopanakis e Carmen

Rejane e Alexandre De Ângelo; Cleusa e Francisco

Tancredi; Rosa e Welson Alves Ferreira Júnior; Rosa e

Paulo Eduardo Machado e Tânia e Valquírio Cabral Júnior

Sempre sorridentes para a vida, Tuffy

Haddad e sua esposa Whadya

Rosana e Marcelo Machado; Ruth e Paulo Nakashima;

Mina e João Rossi; Marlene e Roberto Patreze e Roberto

Patreze Júnior

Azair e Ricardo Nunes de Souza

Casal Joy Alcedo e Suzy

Luis Cardoso Martins e Fátima

70

Marisol e Helton Carlos Leão


71


O Bamboo Sushi Lounge,

sob a direção dos amigos

e sócios Babi Meneghin e

Gil Peres, se transforma

num dos pontos mais

importantes da

gastronomia regional

Roberta, Patrícia, Nadia,

Sandra, Maria Eugenia e

Juliana, desfrutando das

delícias do Bamboo em

uma noite muito especial

As amigas Alexandra

Dias, Suzana Milanez

e Sônia Franciscatto

A culinária nipônica

da casa cria novos

pratos agradando o

paladar dos clientes

Ferrucio, Carla e Arthur

Cada vez mais a comida

oriental invade a mesa

dos brasileiros e ganha

um toque bem

“abrasileirado”. Por que

não aproveitar as delícias

da cozinha japonesa

(rica e saudável) para

comemorar a ceia de

natal entre família?

Danniely Lima, Priscila

Almeida, Gustavo Braga,

Larissa Gregório e Thais

Capparelli, enfeitando a

noite do Bamboo

O Bamboo já está

fazendo reservas

para as festas de

confraternização

no final do ano. É

só ligar e ter mais

informações.

72


ANIVERSÁRIOS

OUTUBRO

A diretoria da ACIA cumprimenta todos os aniversariantes

DATA NOME EMPRESA DATA NOME EMPRESA

01/10

01/10

02/10

02/10

02/10

02/10

03/10

03/10

03/10

04/10

04/10

04/10

05/10

05/10

05/10

06/10

06/10

06/10

06/10

07/10

10/10

10/10

10/10

10/10

11/10

11/10

11/10

11/10

12/10

13/10

13/10

14/10

14/10

14/10

14/10

14/10

14/10

14/10

15/10

15/10

15/10

16/10

16/10

17/10

Luiz Antônio Quintiliano

Nilton José Ferreira

José Silvio Carvalho Prada

Márcia R. de Freitas Andrade

Elza A. Rodrigues

Máximo Clemente Delbon

Donizete Fuzari

Damiano Barbiero Neto

Rosa M. Okada

Laerte de Freitas Vellosa

Arlindo Gini

Célia Regina S. Barbieri

Geraldo Rosário Beltrame

Osvaldo Romio Zaniolo

Evaldo Antônio Mendes

Juliana Soranzo

Bruno Alberto Casonato

Luiz Carlos Penha Fiel

Maria Valéria Spinelli Ferraz

Ana Maria Alves F. Pascoalato

Carlos M. Nunes de Oliveira

Aparecida do Carmo Carcelim

Maria Aparecida R. da Silva

Michel Cappato

Denis Henrique Janone

Odail Salgado

Eduardo Aquino Ribeiro

Ivan Roberto Dameto Peroni

Kátia Mara N. B. Delbon

Valnei Rosendo Cosma

Marco Antônio Estrella

Aparecida Camargo Fernandes

Ana Carolina Buso Spir Sako

Walfredo Farias Tejo de Araujo

Carlos Alberto E. de Oliveira

João Atnagoras Ramiro Bezerra

Jadir José Silva

Renato Aparecido Brizolari

Antônio José Cardozo

Nelcides José Mendes

Paulo Afonso Monteiro Delfini

Wanderlene Ieda Bacaro

Geraldo José Cataneu

José Ricardo V. Lemos

Refriara - Peças e Serviços

Pontual

C.T.A.

Video e Gamemania

Turística Sonhomeu

Bazar Sensação

Escritório Fuzari

Unimarcas

Casa Okada

Escritório Visão

Sapataria Magaly

A. Roberto Barbieri

Beltrame Processamentos

Nostr’italia Ind. Com. de Alimentos

Laboratório de Prótese Dentária

Atlanta

Center Cimento

Helibombas

Auto Posto Fedato

Welmar

Aramaq

José Carlos dos Santos Grippa

Aluminio Fort Lar

Usicap

Cartório

Auto Peças e Desmanche Salgado

Ceproara

Marzo Comunicação

Style Magazine

Cosma Fer

Droga Ven

4 Rodas Pneus

Odonto Company

Center Móveis Planejados

Banco do Brasil

Imagem Luminosos

Digicópias

Brizolari Materiais para Construção

Ótica Lupo

Bar do Zezinho

Delfini Indústria Comércio

Remape

AGR Materiais para Construção

JRS Propaganda e Marketing

17/10

17/10

18/10

18/10

18/10

18/10

18/10

19/10

19/10

19/10

19/10

20/10

20/10

21/10

21/10

22/10

22/10

22/10

23/10

23/10

25/10

25/10

26/10

26/10

27/10

27/10

27/10

27/10

28/10

28/10

29/10

30/10

30/10

30/10

30/10

30/10

30/10

30/10

30/10

30/10

31/10

31/10

31/10

31/10

Maria Cristina Menechin

Suzy Meire Araujo de Ávila

Camila Cristina Claudino

Arnaldo Buainain

Orlando Bonifácio Martins

Ronivaldo Donisete Alves

Sebastião Edson Savegnago

Osny Aparecido Peixoto Júnior

Airton Carlos Borsato

Paulo Sérgio Pessotti Ferraz

Antônio Carlos de Oliveira

Nadir Brancalion Alves Ferreira

Antônio Victuri Junior

Antônio Aparecido Savegnago

Ronaldo Paganini de Oliveira

Abel Trizolio Júnior

Mércia Camargo S. Moura

Carlos Eduardo Nunes

Celso do Carmo Vieira Coelho

Marcos Santana

Antônio Venturini Sobrinho

Roberto Dietrich

Aroldo Lins Machado

Reginaldo Gibim

Celia Abi

Theodoro Clemente Marischen

Luciano Morselli Martinez

Luis Antônio Barroso

Alexandre Ferrenha

Rodrigo de Freitas

Jéferson Luís Yashuda

Osvalte J. Nogueira

Leonildo B. da Cunha Junior

Rosângela Bolsoni

Ronildo Doneda

Luiz Henrique Rodrigues Corrêa

Mário Miller Carvalho Sofner

Débora Cristiane Bertoni

Michel Destefani

Everaldo Luciano de Oliveira

George Palma Mesquita

Maria Inês Gimenez Ferrara

Ricardo C. Pinheiro

Antônio Carlos Marçon

BCP Consultores

Bio Solução

Galpão

Laboratório Buainain

Jucesp / Escritório Visão

Escritório Visão

Alpes Refrigeração

Savegnago

Digicópias / Mastigue Natural

Prisma Auto Posto

Ancari Transportes

Mafer Araraquara

Âncora Consultores

Savegnago

Pinheiro Contabilidade

TR Diesel

S.G.A.

Panamericano

Serralheria Marcel

Criações Cláudia

Caixa Econômica Federal

Heineken - Kaiser - Femsa

Auto Escola Machado

Imobiliária Araraquara

Macktub

TV Ara

Posto Morselli Martinez

Alarm System

H7 Auto Center

Federal Invest

Farmácia Bandeirantes

Flex Packing

Hospital das Torneiras

Gráfica Bolsoni

CF do Brasil

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Maq Soffner

Embelleze

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Estradão Auto Center Ii

Sachs

Biju & Cia

Scala Auto Peças e Mecânica

Ferro Expresso

Estamos colaborando

na construção de uma

grande cidade

IESACRED

Cooperativa de Crédito

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Luís Carlos

BEDRAN

Sociólogo e articulista da Revista

Comércio & Indústria de Araraquara

VIAGEM À APARECIDA

Se há duas datas importantes para mim neste

outubro (dois aniversários de familiares), há outras

duas muito mais para a Nação: presumivelmente

chegaremos ao segundo turno e então teremos um

novo presidente.

Também não podemos deixar de comemorar

o Dia das Crianças e o dos Professores, esses abnegados

e abnegadas que lutam para que nossos

filhos sejam, pela educação, bons cidadãos para

forjar nosso país.

Mas há um outro que quero registrar: o Dia de

Nossa Senhora de Aparecida.

Depois de muitos e muitos anos voltei à cidade

de Aparecida em companhia de duas pessoas muito

queridas para que elas pudessem cumprir uma

promessa. Foi num domingo de missa, aliás, missas

consecutivas, acompanhadas por milhares de romeiros

ou visitando o santuário e outras tantas, cumprindo

promessas prometidas, às vezes há muito

tempo e vindas de todos os Estados do País, pelas

centenas e centenas de ônibus e carros lá estacionados.

E tudo na maior paz de espírito, sem confusões,

todos unidos em torno da fé na santa, numa

devoção tranquila, aparentando um sentimento de

dever cumprido, de desejo realizado.

Gente rica, de Mercedes, mas também, a

grande maioria, de pessoas humildes, que viajaram

centenas e centenas de quilômetros em ônibus e

que, depois de assistirem à missa, foram lanchar na

enorme praça de alimentação e depois comprar os

souvenirs, as imagens da santa, pequenas lembranças

que foram previamente benzidas para presentear

aos amigos e familiares e até mesmo para ser

cultuadas e colocadas num nicho todo especial em

suas casas, casebres ou mansões.

Pobres e ricos, homens e mulheres, jovens

e idosos, negros e brancos. Como aquela idosa

senhora, arrastando-se de joelhos, num sacrifício

físico extremamente extenuante, para chegar ao

altar e receber a benção do padre celebrante da

missa; como aqueles jovens, já possuidores de

uma fé inabalável, alegres e contentes em participar

das orações e, depois, felizes, retornar aos

seus lares e dizer que viram a imagem da santa,

mostrada com reverência pelo padre e depois devolvida

ao seu altar.

E aquela corrente de gente, numa fila sem confusões,

todos a reverenciar a pequena, mas poderosa

imagem de Nossa Senhora em seu nicho, devidamente

protegida. Cumprindo promessas e retornando

às suas cidades, com a sensação de missão cumprida

e, mais ainda, com sua fé renovada.

Não cheguei a ir à Basílica Velha erigida no

local onde a santa foi encontrada por pescadores

no Rio Paraíba do Sul, mas vi aquela enorme corrente

humana visitando-a. E é preciso muito fôlego

para o romeiro conseguir conhecer aquele, hoje,

centro turístico religioso, pois não se pode deixar de

visitar a Sala dos Milagres, decorada pelas milhares

de fotos pregadas no teto e, principalmente, pelas

centenas e centenas de ex-votos expostos nas

vitrines, além das mensagens, muitas delas comoventes

e sentimentais, agradecendo aos milagres.

Os primeiros milagres, como o das duas velas que

apagadas, acenderam-se espontaneamente, com

a interferência da santa; como o do escravo, que,

acorrentado, pediu ao seu senhor permissão para

rezar, e as correntes, milagrosamente, soltaram-se

de seus pulsos; como o do cavaleiro de Cuiabá que,

passando pela cidade, quis tripudiar da devoção

dos seus humildes moradores e ao tentar entrar a

cavalo na igreja, a pata do animal fixou-se numa

pedra, impedindo-o de penetrar no lugar santo e depois

o homem tornou-se devoto da santa (a pedra,

com a marca da ferradura, está exposta no Salão

dos ex-votos); o da menina cega; o do menino que

caiu no rio, mas que foi salvo do afogamento pelo

pai, após pedido de salvação para Aparecida e o do

caçador que, ao se deparar com uma onça no meio

do caminho, rogou pela santa e o animal foi embora.

E no imenso painel mural do Salão dos Milagres,

há a representação pictórica do encontro da

imagem por três pescadores, em 1717, que, ao lançarem

suas redes para pescar peixes no Rio Paraíba

do Sul para complementar o almoço do Conde de

Assumar, hospedado na Vila de Guaratinguetá, que

a visitava e que era governador da então Província

de São Paulo, encontraram o corpo do ícone. Logo

em seguida, em novo lance, encontraram a cabeça

e então, num verdadeiro milagre, capturaram tantos

peixes que o barco quase adernou.

A imagem da santa ficou com a família de

um dos pescadores e que embora alguns padres

tivessem tentado levá-la para Guaratinguetá, ela

foi devolvida ao local onde foi encontrada, perto do

Porto de Itaguaçu. Posteriormente, no Morro dos

Coqueiros, em 1735, foi erigida uma capela em

sua homenagem, local onde está situada a Basílica

Velha. A construção da nova foi iniciada em 1955 e é

tão grandiosa que só perde para a de Roma, na Itália.

E os agradecimentos pelos milagres da santa

lotam o salão com seus objetos representativos,

como garrafas de aguardente, provando que o

crente deixou de beber, pagando promessa à santa;

como facas e revólveres que não atingiram seus

objetivos e até mesmo uma curiosidade: panelas de

pressão estouradas que, certamente, por um verdadeiro

milagre, não feriram as donas de casa que as

utilizaram. Promessas todas que foram cumpridas.

Mesmo ou principalmente para um tolerante

descrente, não pude deixar de ficar extremamente

comovido e sensibilizado com a fé daquela multidão

de devotos e nem de deixar de ser solidário com todos

eles, respeitando-os profundamente por crerem

como creem.

Por isso rendo aqui minhas homenagens à

Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil,

em seu dia, 12 de outubro, para que proteja as nossas

famílias, o nosso país e todo mundo, pois estamos

precisando e muito. Amém.

74


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