Negócios Novembro 2019

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Ricardo Campagnoli

trouxe dos EUA a ideia

para sua empresa

UMA FRANQUIA

PARA CHAMAR DE SUA

Modelo é opção para quem pretende investir em negócio já testado no mercado

e também para quem quer expandir e abrir sua própria rede

Págs. 8

Healthtechs, as startups que apostam

no setor de saúde

Pág. 4

Falhe rápido: como a mudança de

rumo pode salvar uma ideia

Pág. 6

5 dicas de última hora para

aproveitar a Black Friday

Pág. 16


2 | JORNAL DE NEGÓCIOS

Pequenos mais competitivos,

São Paulo mais próspero

TIRSO MEIRELLES,

Presidente do Sebrae‐SP

Enquanto escrevia esta mensagem, acabava

de ser anunciada a criação de mais de 121 mil novos

postos de trabalho, sendo 95 mil (78%) nas

micro e pequenas empresas. O melhor resultado

para mês de agosto em seis anos, segundo o

Ministério da Economia e o Sebrae. No mesmo

período, o governo do Estado de São Paulo elevou

a projeção do crescimento do Produto Interno

Bruto (PIB) paulista para 1,7% em 2019.

Certamente são indicadores positivos, que

demonstram a retomada do crescimento econômico.

O reflexo desse cenário foi sentido durante

a Feira do Empreendedor do Sebrae-SP. Neste

ano, realizamos um dos maiores eventos de empreendedorismo

e negócios do mundo, com 450

expositores, 2,5 mil palestras e oficinas, mais de

120 mil visitantes e geração de negócios na ordem

de R$ 12 milhões.

Chamou a atenção o número expressivo de

futuros empreendedores (cerca de 70% dos visitantes),

que estavam sem ocupação há mais

de dois anos – como a maioria dos 4 milhões de

desempregados paulistas – assim como empresários

que foram em busca de novos clientes, de

conhecimentos em gestão, tendências de mercado

e de inovações que pudessem ser implementadas

a baixo custo e assim melhorar sua

produtividade e competitividade.

É essa busca que vai fazer a diferença. Hoje,

a produtividade de uma microempresa é de 10%

em relação a de uma grande empresa; a da pequena

empresa é de 27%. Enquanto isso, na Alemanha,

a relação é de 67% e 70%, respectivamente.

Portanto, é o maior dinamismo do setor produtivo,

em especial dos pequenos negócios, aliado

às reformas macroeconômicas, à manutenção

do teto de gastos do governo e à implementação

da lei da Liberdade Econômica, que vão garantir a

aceleração da geração de emprego e o crescimento

econômico sustentável.

Na tempestade ou na bonança, vai sair à frente

e se manter entre os primeiros quem estiver mais

bem preparado. A Feira do Empreendedor é a principal

vitrine do Sebrae-SP e tudo que foi lá apresentado

continua à disposição do empreendedor

em nossas redes presencial e virtual. Acesse e

construa uma jornada de sucesso ainda para este

ano e para 2020.

Destaques

Parceria fortalece

empreendimentos rurais

Tecnologia integra os

negócios do campo

O Sebrae-SP e a Federação da Agricultura

e Pecuária do Estado de São Paulo

(Faesp) assinaram acordo para apoiar

de forma sistemática o desenvolvimento

de pequenos negócios e produtores rurais

nos próximos seis anos. O objetivo

é criar e implementar em parceria projetos

e programas que façam esse público

ganhar produtividade e competitividade.

“O agro é o início da cadeia produtiva e

tem tudo a ver estarmos integrados para

um Brasil melhor”, destacou o diretor

técnico do Sebrae-SP, Ivan Hussni.

Para o presidente da Faesp, Fábio

Meirelles, “a parceria será mais um ins-

trumento de apoio ao produtor para

agregar valor aos produtos agropecuários,

garantindo rentabilidade e que se

mantenham no campo”.

Entre as ações que já planejadas para

capacitação e promoção comercial dos

empreendedores rurais estão a implementação

do programa Integra Agro,

que vai aproximar produtores de possíveis

compradores - minimercados, padarias,

sorveterias, restaurantes, feirantes

e varejões – e do Empreenda Rápido

Agro, com orientação para agregação de

valor ao produto e acesso a financiamento

a juros baixos e à inovação.

Caraguatatuba, no litoral norte do

Estado de São Paulo, foi palco de piloto

de usabilidade de uma plataforma

digital que aproxima produtores rurais

e agroindústrias dos empreendimentos

do setor de alimentação fora do

lar. Durante o Empreenda Caraguá, a

ferramenta fez o agendamento de reuniões

entre 100 empreendedores, em

cinco rodadas de negócios.

A projeção dos participantes é

que desses encontros sejam gerados

negócios na ordem de R$ 1,4 milhão.

“Foi um passo muito importante para

acabar com o turismo de produtos,

prática muito comum ainda hoje, aumentando

assim a renda do produtor e

reduzindo os custos para o restaurante,

a padaria, o minimercado”, explicou

o presidente do Sebrae-SP,Tirso

Meirelles, que abriu as sessões das

rodadas. Na ocasião assinou também,

com o prefeito José Pereira de Aguilar,

parceria para desenvolver o Programa

de Desenvolvimento Local, com ações

focadas em 12 cadeias produtivas, fortalecimento

da cultura empreendedora

e formalização de negócios.


EDIÇÃO 307 | NOVEMBRO DE 2019 | 3

Entrevista do mês

‘Mercado não permite amador’

Sócio da 1900 Pizzeria, Erik Momo fala sobre inovação, tecnologia e o que faz uma pizzaria ter sucesso

Rogério Lagos

Tudo começou há 36 anos, quando

o maestro Giovanni Paolo

Momo e a esposa Katia Cesar

resolveram seguir o conselho de amigos

e abrir uma pizzaria em vez de

um estúdio de gravação. O local, um

antigo casarão do século 20, ainda

sustenta nos dias de hoje a matriz da

1900 Pizzeria, na Vila Mariana, comandada

hoje por um dos filhos do

casal, o sócio-proprietário e também

pizzaiolo Erik Momo. O negócio deu

tão certo que hoje Momo é o responsável

por oito unidades na Capital,

incluindo um espaço dedicado ao público

infantil no Shopping Eldorado.

O sucesso reflete o potencial do

mercado de pizzas no Brasil. Segundo

a Neoway, empresa brasileira de big

data, o universo das pizzarias formais

e ativas soma hoje cerca de 40 mil estabelecimentos.

As projeções da Food

Consulting apontam para um faturamento

total do segmento no País na

casa dos R$ 22 bilhões por ano, o que

significa que cada pizzaria fatura em

média por mês R$ 45 mil. De acordo

com o Instituto ConPizza, são comercializadas

aproximadamente 1,5 milhão

de pizzas por dia no Brasil.

Erik Momo, que começou a respirar

a 1900 aos 14 anos, conta que no

começo ia trabalhar “carregado”, sem

vontade. Passou a adolescência trabalhando

sem compromisso, tendo a

pizzaria como um simples negócio de

família. Aos poucos foi se envolvendo

mais, concluiu a faculdade de marketing

na mesma época em que a unidade

de Moema abria as portas e passou

a tocar o negócio que hoje comercializa

cerca de 30 mil pizzas por mês –

ou seja, média de mil pizzas por dia

– com muito mais vigor.

Qual é o maior desafio para

a 1900 ao trabalhar com pizzas

em São Paulo?

Observar o que está acontecendo

no mercado e se manter

aberto, vivo, faturando é o grande

Erik Momo, da 1900 Pizzeria:

pizzarias precisam ter uma

identidade

desafio. Precisamos sempre atrair

os clientes e nos mantermos interessantes

para eles. E cada época

possui particularidades diferentes,

desafios diferentes para continuarmos

funcionando.

A pizza da 1900 não é das

mais baratas. Com o País em

crise, como é possível manter

o público e o tíquete médio?

No pico da crise houve uma queda

natural do movimento, mas não

do consumo de pizzas. O cliente migrou

da 1900, mas não deixou de

comprar pizza. Passou a pedir uma

ou duas vezes por mês, procurou

alternativas mais baratas, mas sem

tanto valor agregado como na 1900.

Mas aquele cliente acostumado com

a nossa velocidade, atendimento e,

claro, o nosso produto, se manteve

fiel, mesmo que consumindo menos

do que o habitual.

O que seria um diferencial

da pizza da 1900?

Existe muita pizzaria boa em

São Paulo. A nossa intenção é fazer

uma pizza oferecendo variações

de ingredientes que outras não

têm. Temos pizzas de até três sabores,

três tamanhos, possibilidades

que agregam valor em nosso

cardápio. Começamos com 15,

mas hoje são quase 50 opções. A

qualidade da pizza em si é muito

subjetiva, mas ajustamos o ponto

da massa com cuidado, a crocância,

textura e maciez que acreditamos

ser o ponto ideal. Então não é

só questão de ser melhor ou pior,

mas nós temos uma característica

específica de pizza. Cada pizzaria

tem o seu DNA diferente.

Como aliar tecnologia a um

mercado tão tradicional?

A tecnologia tem de ajudar e

aproximar a pizzaria do cliente.

Se afastar vai ser um grande problema.

Não podemos ser inovadores

estando 100% online, mas sim

focar em nosso público, que é bem

variado. O cliente de idade sente-

-se mais à vontade por telefone,

longe do aplicativo. Mas a tecnologia

móvel se torna um diferencial

para o público mais jovem. Temos

alguns produtos específicos para

quem utiliza o telefone e bônus

para quem faz o pedido pelo aplicativo.

Quem define é o próprio

cliente de acordo com a plataforma

que mais valoriza. Hoje nossos

pedidos estão quase iguais,

sendo 40% pelo aplicativo e 60%

por telefone.

Como inovar?

Inovação é muito arriscado,

pois toda vez que há inovação

partimos da ideia de ser algo que

ninguém ou você nunca fez. Se

inova o tempo todo, não gera a

reação de expectativa e atendimento.

É preciso ter referência,

tomar cuidado e fazer algo consistente

e que ajude a pizzaria

perante a concorrência. Muitas

pizzarias atiram para todos os

lados, não inovam, mas sim copiam.

Qual a possibilidade de

liderar dessa forma? É preciso

ter referência, uma certa constância,

estabilidade da marca e

confiar em sua própria inovação.

Para quem está começando

agora no mercado de pizzarias,

ou até mesmo já está há

algum tempo sem muito sucesso,

qual a sua dica?

Hoje o mercado não permite

ser amador como foi meu pai

no começo, que deu as caras,

abriu a pizzaria e começou a fazer

pizza do jeito que dava, sem

gestão alguma, há 36 anos. Mas

era outra época. Hoje qualquer

empreendedor precisa estudar o

mercado, entender do produto,

da legislação ou ter alguém que

o auxilie nessas questões dentro

do negócio. O investimento para

uma pizzaria não é pequeno e

a possibilidade de dar errado é

muito grande. Se não tiver uma

boa identidade, um bom produto

e os mecanismos corretos para

atrair o público, será apenas fracasso

e frustração.


4 | JORNAL DE NEGÓCIOS

Empreender

Envelhecimento da população, preocupação com o bem-estar e desafios

Nathália Tavares, da Troposlab,

aceleradora responsável pela

CareTech: encontro de investidores

com inovação em saúde

Ana Carolina Nunes

A

plataforma brasileira Cuidas

nasceu a partir da percepção

de seus criadores de que a

área da saúde é uma das mais promissoras

no País – e também uma

das que mais precisam de melhorias.

“Pensamos em qual problema poderíamos

solucionar de forma social e

financeiramente sustentável, e identificamos

que a área da saúde era a

que mais oferecia desafios”, conta

Matheus Silva, um dos três fundadores

da startup.

A avaliação dele e dos sócios Deborah

Alves e João Henrique Vogel

ganhou reforço diante de uma pesquisa

da consultoria McKinsey feita

com 5 mil brasileiros apontando que

a maior insatisfação da população

era com a área da saúde. Mesmo com

um sistema de assistência de saúde

universal e gratuita, ainda há muitas

falhas e, principalmente, muita desigualdade

no acesso e na qualidade

do atendimento no País. Os desafios

atuais, aliados às mudanças sociais,

ao envelhecimento da população e à

evolução tecnológica, criam uma variedade

de oportunidades de negócios

nesse segmento – e é aí que ganham

espaço as chamadas healthtechs, as

startups voltadas para a saúde.

No caso da Cuidas, o foco são os

cuidados primários. É uma solução

para empresas, mas não é um plano

de saúde e tampouco possui clínicas,

laboratórios ou hospitais. É uma plataforma

que coloca à disposição dos

funcionários da empresa contratante

uma equipe de médicos e enfermeiros

para atendimento básico de queixas,

no local de trabalho, e, ao mesmo

tempo, atua na gestão da saúde básica

dos participantes. “Conseguimos

absorver mais de 80% dos primeiros

cuidados da saúde”, conta Silva.

Isso significa que dores de cabeça,

dores nas costas ou algum mal-estar

simples não chegam até o atendimento

de urgência e emergência,

como geralmente ocorre, impactando

o sistema e aumentando o custo

desse serviço de saúde, seja no setor

público ou no privado.

POTENCIAL

Apesar de algumas limitações,

como a questão regulatória, Silva vê

o setor de saúde com bastante espaço

para empreender, já que, segundo

ele, ainda é uma área conservadora

e carente de inovações. “Dá para fazer

mais, de forma mais eficaz e eficiente

e com mais economia. O uso

da tecnologia nos processos ainda é

limitado. Hoje, no Brasil, 70% dos


EDIÇÃO 307 | NOVEMBRO DE 2019 | 5

com saúde

do atendimento público abrem espaço para as healthtechs

dados médicos ainda estão em papel”,

afirma Silva.

O consultor de negócios do Sebrae-SP

Guilherme Arradi reforça

essa avaliação. “Tecnologias cada vez

mais acessíveis estão ampliando o

leque de possibilidades de transformar

a indústria da saúde”, diz. Não

por acaso, o Hospital das Clínicas em

São Paulo, maior complexo hospitalar

da América Latina, acaba de abrir

um centro de inovação para startups

que queiram se dedicar ao tema, o

Distrito Inova HC.

Dados da Associação Brasileira de

Startups (ABStartups) apontam que

muitos empreendedores entenderam

o potencial que inovar na área de saúde

oferece. O número de healthtechs

associadas quase dobrou entre 2015

e meados de 2019, passando de 235

para 406.

Arradi destaca que no último ranking

de transformação digital da consultoria

McKinsey, a área da saúde

aparece entre os setores ainda pouco

impactados e mostra um mercado extremamente

promissor, o que chama

a atenção também dos investidores.

REDE PARA INOVAÇÃO

Destacar as soluções para os investidores

é o objetivo da CareTech,

criada pela Troposlab, aceleradora

que queria justamente “estabelecer

conexões que façam algo acontecer”

no setor, como define a sócia e diretora

comercial do hub de inovação, Nathália

Tavares. “Quando começamos

a estudar os possíveis mercados, chegamos

ao CareTech, que tem grande

potencial de negócio e de inovação.

Ao mesmo tempo, há muitas tecnologias

que estão sendo desenvolvidas,

mas que não conseguem chegar ao

mercado. Por outro lado, muitas empresas

têm demanda por uma solução

e não conseguem encontrá-la”, diz.

A CareTech atua não só na promoção

do desenvolvimento de soluções,

mas também no encontro dessas

inovações com o mercado e investidores,

reunindo startups, a academia

– geralmente celeiro de inovações –,

investidores e grandes empresas em

busca de inovações com agilidade.

A área da saúde envolve uma ampla

gama de segmentos, mas Nathália

destaca que a CareTech está bastante

atenta a soluções que promovam hábitos

mais saudáveis e que atuem nos

cuidados com o envelhecimento. “A

tendência do mercado é de trabalhar

o envelhecimento, já que a sociedade

está se direcionando para ser uma

população com mais idosos. Por isso,

a atenção em estratégias e tecnologias

que deem apoio ao bem-estar

do idoso”, diz. Hoje, a Troposlab atua

com 65 healthtechs, de um total de

725 que abriga como aceleradora.

CUIDADOS BÁSICOS

Guilherme Arradi, consultor do

Sebrae-SP, lista outros pontos de

atenção para quem pretende empreender

com uma healthtech, começando

pela equipe. “É importante ter

alguém que conheça a área, para fazer

com que a solução possa resolver

alguma dificuldade”, diz. Também é

necessário fazer testes e análises que

mostrem o desempenho do produto.

Isso é muito importante para criar

um plano de marketing e um argumento

de vendas assertivo.

Outra orientação do consultor é

para que os empreendedores não foquem

só na tecnologia que está sendo

desenvolvida, mas sim que pensem

em todo o modelo de negócios. Os

empreendedores da área da saúde

tendem a ser bons técnicos, mas não

olham tanto para o negócio. O canal

de distribuição, por exemplo, precisa

do olhar de um profissional de marketing

em saúde, que saberá como

aquele produto ou tecnologia pode

chegar ao mercado.

Além disso, é importante lembrar

que os produtos na área da saúde são

classificados por risco. Quanto maior

o risco, maior a burocracia e os passos

para aprovar a solução e disponibilizar

no mercado. Existem várias

consultorias que podem ajudar nessa

questão. Arradi dá o exemplo de

equipamentos que são implantados

no corpo humano, que tendem a ter

risco mais elevado e têm processo de

registro mais demorado.

Cenário favorável

Há uma série de fatores que, combinados, devem favorecer

o segmento de startups voltadas para a saúde e o

bem-estar. Guilherme Arradi, consultor de negócios do

Sebrae-SP, destaca quais os pontos principais:

Envelhecimento populacional

O IBGE estima que, em 2050, haverá mais idosos

do que jovens entre 15 e 24 anos vivendo

no País. A diminuição da taxa de natalidade e

o aumento da expectativa de vida vão levar a

uma sociedade com um porcentual cada vez maior de pessoas

idosas. E quanto mais a população envelhece, mais se

gasta com saúde. A tendência é que os gastos da população

com saúde tripliquem.

Melhoria da escolaridade e da renda

Quanto mais escolaridade e maior a renda,

maior a tendência de se consumir serviços de

saúde, especialmente de cuidados e prevenção.

Convergência tecnológica

A convergência tecnológica e da informação

tende a ampliar o acesso à saúde e também

deve influenciar para que haja uma redução

no custo dos serviços, especialmente por

parte das operadoras de planos de saúde.

Infraestrutura

No Brasil, a estrutura de saúde ainda não é bem

resolvida – como hospitais, leitos e equipamentos

específicos de diagnósticos. Portanto,

a tendência é que haja um crescimento nessas

áreas. Soluções que impactem esses pontos

são necessárias, especialmente em como fazer

melhor aproveitamento de recursos.

Big data

A tecnologia migra cada vez mais para um

mundo de dados. E o setor de saúde será diretamente

impactado por isso. Os cuidados

com a saúde deverão ser muito mais preventivos

e proativos do que reativos, por conta

do acompanhamento sistemático da rotina e

hábitos de vida das pessoas.


6 | JORNAL DE NEGÓCIOS

Falhar no começo

Programas de startups do Sebrae-SP ajudam empreendedores na

Ao ouvir os clientes, Paulo

Lança mudou a Big Data Wi-Fi

para Big Data CRM

Gisele Tamamar

No basquete, o jogador interrompe

uma jogada e

sem mexer o pé de apoio

olha para os lados antes de escolher

outra opção de passe que

julga ser melhor. Não é só no jogo

que esse movimento é comum. A

metáfora ajuda a explicar quando

a startup resolve “pivotar”, isto é,

mudar de direção para um modelo

de negócio mais promissor,

situação recorrente entre os participantes

dos programas de inovação

do Sebrae-SP.

Na avaliação do gestor estadual

do Startup SP, Fabio Zoppi,

os empreendedores ficam muito

focados no desenvolvimento do

produto, “amam muito a solução

e o negócio” e, muitas vezes,

não dão atenção para os potenciais

clientes. Quando recebem

a ajuda dos especialistas, vão a

campo testar hipóteses e ouvir

o que o cliente tem a dizer, eles

acabam descobrindo que estavam

no caminho errado. “O programa

quer ajudar a startup a realmente

atender seu público-alvo, ajudar

o empreendedor a dominar o que

o cliente precisa naquele momento”,

destaca.

Quanto mais rápido interromper

um projeto em andamento

que não se mostra vantajoso, melhor.

É o chamado fail fast, ou

“fracasse rápido”, explorado por

Eric Ries no livro “Lean Startup”

(Startup Enxuta). “O autor basicamente

fomenta a necessidade

de criar algo, interagir com o

público-alvo, aprender com isso

e modificar. É um ciclo: quanto

mais curto, mais rápido, melhor.

Você não vai precisar criar um

megaprojeto, investir tempo e

dinheiro, e só no final descobrir

que não era esse o caminho”, ressalta

Zoppi.

Pivotar foi essencial para a

sobrevivência da startup criada

pelo empresário Paulo Alberto

Lança. Ele identificou uma oportunidade:

com a aprovação do


EDIÇÃO 307 | NOVEMBRO DE 2019 | 7

pode ser vantajoso

validação do projeto e resultado pode ser a mudança do rumo do negócio

marco civil na internet, um estabelecimento,

ao conceder a senha

do seu wi-fi aos clientes sem

controle, é responsável por todo

o conteúdo que qualquer pessoa

enviar por meio da sua conexão e

pode responder processos na Justiça

em casos de irregularidades.

A startup oferecia então o serviço

de identificação do usuário

para alguns clientes, mas tinha

dificuldade de dar escala para o

negócio. “Percebemos que nosso

marketing era um pouco de

marketing baseado no terrorismo.

Com a ajuda do Sebrae começamos

a estudar o mercado e

entender a necessidade dos estabelecimentos.

Eles desconheciam

a legislação ou não estavam preocupados

se teriam problemas na

Justiça por causa da lei. O que

eles tinham era muita dificuldade

de conhecer os consumidores

e aumentar o tíquete médio”, conta

Lança.

Foi aí que a Big Data Wi-Fi

virou Big Data CRM e passou a

desenvolver uma série de ferramentas

para capturar os dados

dos clientes e usá-los para melhorar

o relacionamento por meio de

cupons promocionais, sorteios,

ações com QR Code e aplicativo,

por exemplo. “Começamos a criar

algoritmos para analisar comportamentos

e dados para contribuir

para o aumento do faturamento

do estabelecimento”, explica Lança.

Hoje, mais de mil estabelecimentos

contam com a solução

da Big Data CRM, com destaque

para o atendimento de supermercados

e atacarejos.

Ouvir o público-alvo também

foi fundamental para a QECO. A

ideia inicial era um marketplace

para conectar compradores e

vendedores de carros usados. O

fundador Renato Bon testou por

40 dias um MVP, sigla de Minimum

Viable Product, ou Mínimo

Produto Viável.

Ao participar do processo de

incubação do Sebrae-SP, a startup

optou pela mudança para

uma solução chamada end to end,

ou de ponta a ponta, para ajudar

mulheres a comprar ou vender

carros com segurança. Foram

entrevistadas 102 mulheres para

entender que o problema de segurança

na hora de comprar ou

vender um veículo era algo que

precisava ser revolvido. “A proposta

de valor anterior, economia

de tempo, não pareceu ser uma

dor muito importante durante as

interações realizadas para validação”,

conta Bon.

A fase atual é de acerto no modelo

de monetização. “Estamos

desenvolvendo nosso primeiro

algoritmo para mapeamento de

perfil, escolha e comparação de

veículos, que resultará em um

produto que possibilitará o primeiro

passo para escalarmos”,

afirma Bon.

SIMPLIFICAÇÃO

O modelo inicial de negócios

da Macaluxi era complexo: um

programa de fidelidade ajustado

com vendas diretas e marketing

de rede. A proposta era que a

startup participasse da criação e

distribuição de todos os produtos

que fossem comercializados dentro

do aplicativo.

A participação no Startup SP

ajudou na redefinição do modelo

para fazer apenas a conexão

do consumidor interessado para

o comércio local, criando uma

plataforma de negócios. “Nossa

motivação foi ouvir nosso cliente,

estava pensando em algo muito

complexo, e quando fomos ouvir

os potenciais clientes, descobrimos

uma necessidade muito mais

simples”, conta Vítor Vidal, fundador

da Macaluxi.

“O programa do Sebrae foi

fundamental para conseguirmos

enxergar a necessidade de

pivotagem, trabalhando de forma

consistente para não anular

totalmente a ideia ou até mesmo

invalidar todo o projeto. A pivotagem

foi uma decisão importante

que tomei dentro do programa

para simplificar o caminho de

acesso ao mercado”, completa.

A Macaluxi está na fase de

acesso ao mercado, com mais de

30 empresas cadastradas e mais

de 300 usuários após 90 dias

de lançamento da primeira versão

do aplicativo. A expectativa

é crescer em dez vezes a base de

usuários ativos até o fim do ano.

MUDANÇA TOTAL

O desafio para os sócios Thiago

Nato dos Santos e Lucas de

Freitas era fazer 100 interações

com possíveis clientes. Mas depois

de 40 entrevistas eles já descobriram

que os entrevistados

não estavam procurando nem se

interessavam pelo produto que

eles estavam desenvolvendo: um

ERP, sistema integrado de gestão

empresarial, para representantes

comerciais.

No caso deles, não foi nem o

caso de pivotar. “Nós abandonamos

a ideia toda e partimos para

um outro projeto do zero”, revela

Santos. A troca ocorreu há um ano

e hoje a UneCont é uma startup de

solução para contabilidade.

Segundo o empreendedor, a

empresa está em fase de conclusão

da validação do modelo de

negócios, com 16 clientes ativos.

“Após a validação, vamos estruturar

a venda digital e em escala.

Estamos conversando com grandes

players do meio contábil e

estudando parcerias, tanto para

utilização do produto quanto para

aumentar as vendas”, conta.

MOMENTO

Fabio Zoppi, do Sebrae-SP, ressalta

que na educação formal as

pessoas não são estimuladas a errar.

Por isso, durante o programa

Startup SP é incentivada a participação

no Failtech, um movimento

com objetivo de construir

uma comunidade de compartilhamento

da falha como parte do

processo empreendedor inovador.

“É uma iniciativa que procura

levar para todos a ideia de que

errar é necessário, é um primeiro

passo. Isso tem feito bastante

diferença, quando abordamos as

startups e, logo de cara, falamos

que errar é normal. É um apelo

cultural que a gente tem feito no

programa para facilitar essas tomadas

de decisões”, conta.

E como avaliar que é hora de

pivotar? Zoppi reforça a importância

de um bom time para discussão

constante, análise das

informações e interação com potenciais

clientes. “Pivotar é um

aprendizado. O que não pode fazer

é mudar toda hora de direção

no achismo. Isso não é pivotar, é

desespero”, conclui.


8 | JORNAL DE NEGÓCIOS

OS DOIS LADOS

Negócios testados e aprovados estão em crescimento no país, seja para

Ricardo Campagnoli, da Cook’n

Ice: desde o início, ideia era criar

uma rede de franquias

Patricia Gonzalez

Para muitas pessoas, o empreendedorismo

surge como

uma alternativa à falta de

emprego. Sem experiência e com

receio de investir em uma ideia

própria, procurar uma franquia

acaba sendo uma opção que traz

certa sensação de segurança –

afinal, as empresas franqueadoras

costumam oferecer apoio

em todo o processo de abertura

e gestão do negócio. Os números

do setor também são animadores.

De acordo a Associação

Brasileira de Franchising (ABF),

o mercado de franquias teve aumento

de 6,4% no faturamento

no primeiro semestre de 2019 em

comparação com o mesmo período

do ano passado.

A empreendedora Bárbara

Correa Babeto decidiu que era

hora de abrir uma franquia depois

de deixar o emprego. Ela desejava

não apenas uma mudança

em sua vida profissional, como

também aproveitou o momento

para conciliar outro desejo:

retornar para sua cidade natal,

Florianópolis. Bárbara acabou

optando por uma franquia de varejo

no ramo de saúde. “Eu não

sabia nada sobre o mercado de

saúde nem entendia de comércio.

Acreditamos na segurança da

franquia, mas hoje vejo que isso

também é um risco. Não existe

garantia de sucesso”, explica.

À frente da franquia há cerca

de dois anos, Bárbara enfrentou

muitos desafios – como a gestão

do estoque e o capital de giro necessário

para manter o negócio

até que ele se sustente. Ela investiu

R$ 180 mil para conseguir

abrir o negócio e hoje está em

fase de recuperação do investimento

inicial. Para aqueles que

pensam em abrir uma franquia,

Barbara aconselha que o candidato

esteja consciente de que é

preciso assumir riscos. “É preciso

ter esse preparo emocional e

também buscar a profissionalização

de seu negócio, jamais confundi-lo

com as finanças de sua

vida pessoal”, diz.

Com a experiência adquirida,

a empreendedora agora avalia a

possibilidade de ter sua própria

marca no futuro. “Hoje realmente

conheço a importância de ter

um capital de giro e separar uma

parte do dinheiro para imprevistos

com manutenção e folha de

pagamento. Tudo que aprendi foi


EDIÇÃO 307 | NOVEMBRO DE 2019 | 9

DA FRANQUIA

para quem quer empreender ou para quem quer uma rede própria

muito útil. Hoje me sinto mais

forte e corajosa”, conta.

O exemplo de Bárbara mostra

a importância de estar consciente

sobre o real papel de quem assume

uma franquia. O caminho

pode ser facilitado com as orientações

do franqueador, mas também

há muita responsabilidade

por parte de quem opta por esse

modelo. “Como gestor de negócios,

não há muita diferença entre

a rotina de um franqueado ou

aquele que possui um negócio independente.

O principal ponto é

que as boas franquias já têm seus

manuais e processos definidos”,

diz Ruy Barros, consultor de negócios

do Sebrae-SP. “Por outro

lado, o empreendedor independente

tem mais liberdade de agir

e tomar decisões”, completa.

ESCALA MAIOR

O mercado de franquias também

surge como oportunidade

para quem tem uma ideia de negócio

que pode ser reproduzida

em escala maior, trazendo bons

resultados para outros empreendedores

– iniciantes ou não. Esse

foi o caso do empreendedor Ricardo

Campagnoli: durante uma

viagem para os Estados Unidos

em 2014, ele trouxe na mala a

ideia de abrir a Cookie’n Ice, loja

especializada em uma espécie de

sanduíche de cookies com recheio

de sorvete. Junto com um sócio,

ele abriu sua primeira loja em

Moema, mas desde o início já tinha

a ideia de transformar o empreendimento

em uma rede que

pudesse ser franqueada.

O negócio deu tão certo que

já no ano seguinte eles abriram

a segunda nos Jardins e já havia

fila de pessoas interessadas em

tornar-se franqueadas da marca.

Em agosto de 2015 foi aberta

a primeira franquia, no formato

bike food. “Tivemos um boom de

mídia espontânea que nos ajudou

muito. Eu também já tinha

alguns locais escolhidos onde eu

O QUE É PRECISO SABER

gostaria que lojas fossem abertas,

então parti desse ponto para

realizar a expansão”, conta Ricardo

Campagnoli.

Depois de algum tempo, os sócios

da Cookie’n Ice optaram por

encerrar todas as lojas físicas e

ficar apenas com as bikes, já que

o custo operacional é menor e o

faturamento acaba sendo maior.

Os franqueados que trabalham

nesta operação são em sua maioria

jovens – menos de 30 anos – e

costumam realizar as vendas em

festas e eventos. Atualmente há

três franquias bike em operação,

mas eles chegaram a ter oito unidades

quando também operavam

com lojas físicas. Para investir no

modelo completo o interessado

gasta em média R$ 35 mil, com

faturamento de cerca R$ 18 mil e

retorno do investimento em cerca

de sete meses. “Com a nossa experiência,

vimos que é primordial

para o sucesso do franqueado que

ele realmente esteja à frente do

negócio. Por isso não aceitamos

interessados que querem apenas

investir. É preciso ter muita disposição

para trabalhar por longos

períodos, durante a noite e aos

fins de semana”, explica.

Para os empreendedores que

pensam em franquear o seu negócio,

Ricardo Campagnoli ressalta

a importância de ter uma

estrutura bem organizada para

atender os franqueados – desde

a criação de manuais para todos

os procedimentos a um sistema

em que seja possível monitorar

as lojas e os consumidores de

cada uma delas. “Conseguimos

acompanhar e ensinar muito do

nosso modelo para quem opta

pela nossa franquia. Só não conseguimos

ensinar algumas habilidades,

como ser comunicativo

e ter a disposição para colocar a

mão na massa”, afirma.

O caso do empreendedor Williams

Sergio Duarte, dono da Só

Varais, mostra como a opção de

oferecer franquias de um negócio

exige também muito planejamento.

Há 23 anos no mercado

trabalhando com a venda de

varais sob medida, o empreendedor

levou três anos para estruturar

todos os processos e estar

pronto para oferecer sua franquia

ao mercado. “Faço vendas

online para o Brasil inteiro e não

tenho representantes fora de São

Paulo. Trabalho com mais de 30

tipos de varais e quero garantir

que todos seguirão as normas da

empresa”, explica.

Além do consumidor final, a

empresa de Duarte atende também

outros públicos – como arquitetos

e construtoras. Para

iniciar o processo de franqueamento,

ele investiu R$ 35 mil e

contratou uma consultoria para

ajudá-lo em todo o processo. Para

conseguir prospectar seu primeiro

franqueado, ele tem participado

de feiras para demonstrar

o valor de seu produto. Entre os

desafios, ele ressalta a dedicação

para conquistar a confiança dos

candidatos. “Vivo disso há muitos

anos e sei que é um negócio rentável.

Mas é um mercado diferente,

não tem o mesmo glamour de

uma cafeteria no shopping, por

exemplo. Quero mostrar que existem

sim muitas oportunidades de

negócio”, diz.

Franqueador

Ser franqueador significa ter um negócio testado, de sucesso comprovado que pode ser instalado

em diferentes locais mantendo o mesmo padrão. Operar padrões vai além de reproduzir o

mesmo sabor de um sanduíche ou até mesmo a forma de expor um sapato ou roupa, mas tudo

aquilo que determina o que vai à frente do negócio e por trás do balcão. Isso implica em conhecer

com profundidade como abrir e fechar a loja, como contratar, treinar, orientar, remunerar, decorar,

expor, comprar, vender, atender, satisfazer, estocar, cobrar, financiar, enfim como ganhar dinheiro,

tudo em detalhes.

Franqueado

Antes de entrar de cabeça em uma franquia, examine o negócio em detalhes. É importante visitar

uma franquia primeiro como cliente, conversar com as pessoas que estão no negócio. Se o franqueado

estiver lá, aproveite para conversar com ele. Pergunte se ele gosta do que faz. Analise os

custos de implantação, se tem estoque e quanto custa, quais são as cobranças. Avalie também

as informações técnicas fornecidas pelo franqueador, como taxas, royalties, faturamento médio

mensal e tempo de retorno do investimento. Somente depois de ter essas informações detalhadas

em mãos é possível tomar uma decisão.


EDIÇÃO 307 | NOVEMBRO DE 2019 | 11

Pés no chão

Talvez seja a sensação de alguns empreendedores:

a empresa vende, mas o

proprietário não consegue ver a cor do

dinheiro, ou pior, não sabe se está tendo

lucro ou prejuízo. O que está errado?

Onde está o problema? Qual a solução?

Para resolver a questão, algumas ferramentas

e controles são fundamentais

na gestão financeira do negócio, seja comércio,

indústria ou prestação de serviços,

principalmente nos de pequeno

porte, onde os recursos são limitados e

o empresário, na maioria das vezes, faz

quase tudo sozinho.

O controle de caixa registra todas as

entradas e saídas de recursos, ou seja,

todos os recebimentos em dinheiro,

cheque, cartão de crédito/débito, crediário,

assim como os pagamentos de

fornecedores, impostos, aluguel, água,

energia elétrica, comissões, salários

etc. Esse controle é fundamental para

saber de onde vem o dinheiro da empresa

e para onde vai, em que está sendo

gasto ou aplicado.

Fazer a projeção desses recebimentos e

pagamentos para as próximas semanas

ou meses proporcionará ao empresário

visualizar com antecedência possíveis

SAMUEL POLONI,

Consultor do Sebrae-SP

‘Não vejo a cor do dinheiro’

faltas ou sobras de dinheiro, dando condições

para buscar soluções e/ou alternativas

para resolver esses problemas,

como antecipar recebíveis, negociar pagamentos

ou promover novas vendas

para a entrada de dinheiro. Essa ferramenta

se chama fluxo de caixa e serve

para verificar se a empresa terá dinheiro

para pagar seus compromissos.

Outra informação vital é identificar se

está tendo lucro ou prejuízo, resultado

que não visualizará no caixa da empresa

nem no seu fluxo de caixa. Será preciso

outra ferramenta: o Demonstrativo

de Resultado do Exercício (DRE). O DRE

também servirá para visualização e estabelecimento

de indicadores que auxiliarão

na gestão do negócio, tais como

lucratividade, custos e despesas fixas

e variáveis, além da margem de contribuição

e do ponto de equilíbrio, essenciais

para planejar, controlar e medir

seu desempenho.

Formar o preço de venda corretamente é

outro fator determinante para a viabilidade

da empresa, pois o ideal é aquele que

cobre todos os custos e despesas, gera

lucro e ainda é compatível com o mercado,

ou seja, é competitivo.

O Sebrae Responde é um serviço para tirar dúvidas de

empreendedores sobre a abertura de novos negócios e questões

relacionadas à gestão de empresas já em atividade.

Foto: Flavio Foguerali

Ter sucesso com uma empresa depende,

entre muitos fatores, de afinidade.

É fundamental que o empreendedor

invista em um ramo com o qual tenha

grande identificação, caso contrário será

apenas uma questão de tempo para a experiência

se tornar frustrante.

Parece óbvio, mas nem sempre o empresário

coloca esse item entre os fatores

determinantes para abrir um negócio,

o que resulta em uma avaliação falha dos

prós e contras. Ele se entusiasma com a

possibilidade de ganho e se esquece de

que será dono do negócio 24 horas por

dia, 365 dias por ano – ou seja, terá de

conviver intensamente com tudo que envolve

o empreendimento. Muitas vezes,

ele só vai perceber que há algum aspecto

inconciliável depois de muito tempo e dinheiro

investidos.

Um exemplo é abrir uma franquia.

Essa é uma ótima pedida para quem prefere

um modelo de negócio mais seguro

e já testado no mercado. Mas para quem

não abre mão da autonomia e do seu jeito

de fazer as coisas, seguir as regras

do franqueador não será agradável. Por

isso, é uma questão que deve ser pensada

logo de saída.

Um dos pontos positivos de ser proprietário

de uma empresa (excluindo

aqui as citadas franquias) é ter o poder

de decidir quando é hora de mudar de

rumo, seja porque há algum fator incompatível,

seja porque a proposta não

está funcionando ou qualquer outro. Insistir

em algo que dá sinais de que vai

WILSON POIT,

diretor-superintendente

do Sebrae-SP

naufragar só aumenta o problema. Se

for para perder dinheiro, que a perda

seja a menor possível.

Nesse quesito, as startups levam relativa

vantagem – como estão no começo

e têm estruturas pequenas, é comum

usar o termo “pivotar” para descrever

o ato de alterar o direcionamento após

testes indicarem que a estratégia adotada

não vai ter resultado.

Não significa desistir do negócio,

mas dar outro destino a ele. E quanto

mais rápida a virada, melhor, porque

não se gasta tanto e o desapontamento

pode se transformar em propulsor

para um novo projeto. É o conceito de

“fail fast” (fracasse rápido). Errar rápido,

consertar rápido!

Por mais que o empreendedor acredite

em sua ideia e ela represente a

realização de um sonho, é preciso ser racional

para perceber o que vale e o que

não compensa.

Nesta edição do Jornal de Negócios,

você encontra reportagens que vão

aprofundar sua visão sobre os temas

aqui tratados. Que elas sirvam de inspiração

para seu empreendimento!

Acompanhe o Sebrae-SP no ambiente digital, em www.sebraesp.com.br, e nas redes sociais:

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12 | JORNAL DE NEGÓCIOS

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Para tornar a comunicação mais acessível ao cliente com deficiência

auditiva, o Sebrae-SP disponibiliza o serviço de intérprete de Libras

em seus eventos presenciais. A solicitação do serviço deverá ser comunicada

no ato da inscrição e com antecedência de 5 (cinco) dias

úteis à data de realização do evento. O cliente ou seu representante

poderá se inscrever pessoalmente nos Escritórios Regionais, pelo

portal do Sebrae-SP ou pelo 0800 570 0800.

*Programa ALI requer conhecimento avançado em gestão.


EDIÇÃO 307 | NOVEMBRO DE 2019 | 13

AGENDA

FEIRAS DE

NEGÓCIOS

ELOGIE. SUGIRA. CRITIQUE. RECLAME.

Queremos ouvi-lo: 0800 570 0800

ouvidoria@sebraesp.com.br

EVENTOS

DO SEBRAE-SP

FIT - FEIRA INTERNACIONAL DO SETOR INFANTO-JUVENIL,

TEEN E BEBÊ

Quando: 6 a 8/11

Onde: Expo Center Norte

Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo-SP

Informações: fit016.com.br

SILICON VALLEY CONFERENCE

Quando: 30/11

Onde: Expo Center Norte

Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo-SP

Informações: eventos.startse.com.br/silicon-valley-conference

FEIRA DA GESTANTE, BEBÊ E CRIANÇA

Quando: 19 a 24/11

Onde: Expo Center Norte

Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo-SP

Informações: feiradobebe.com.br

SALÃO DUAS RODAS

Quando: 18 a 24/11

Onde: São Paulo Expo

Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, Vila Água Funda, São Paulo-SP

Informações: salaoduasrodas.com.br

FEIRA MÍSTICA

Quando: 23 a 24/11

Onde: São Paulo Expo

Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, Vila Água Funda, São Paulo-SP

Informações: donutssugaresugar.com.br/evento/mercado-mistico-2-2

EXPO EMPREENDEDOR

Quando: 9/11

Onde: Blue Tree Premium Morumbi

Av. Roque Petroni Júnior, 1000 – Vila Gertrudes, São Paulo-SP

Informações: sympla.com.br/expo-empreendedor-2019__467865

ER SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

NA MEDIDA PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

Quando: 4 a 7/11, às 18h30

Onde: Escritório Regional Rio Preto

Rua Presciliano Pinto, 3184

Valor: R$ 240

ER CAPITAL CENTRO

OFICINA ENTREVISTA DE SELEÇÃO

Quando: 5 e 6/11, das 9h às 13h

Onde: Escritório Regional Centro

Rua 24 de Maio, 32 – Centro, São Paulo

Valor: R$ 160

ER SÃO CARLOS

NA MEDIDA – GESTÃO DE PESSOAS E EQUIPES

Quando: 11, 12, 13, 14, 18 e 19/11 – 19h

Onde: Escritório Regional São Carlos

Av. Bruno Ruggiero Filho, 649 – Jardim Santa Felícia

Valor: R$ 280

ER CAMPINAS

CURSO NA MEDIDA – MARKETING DIGITAL

Quando: 4,6,7,11 e 12/11, às 18h30

Onde: Escritório Regional Campinas

Rua da Abolição, 881 - Ponte Preta

Valor: R$ 490

ER BOTUCATU

CURSO NA MEDIDA – GESTÃO FINANCEIRA

Quando: 18, 19, 20, 25 e 26/11 – das 19h às 23h

Onde: Escritório Regional Botucatu – Rua Dr. Costa Leite, 1570 – Centro

Valor: R$ 260

ER GUARULHOS

EMPREENDA

Quando: 25 a 29/11

Onde: Escritório Regional Guarulhos – Av. Salgado Filho, 1810

Valor: R$ 840

EXPEDIENTE

Publicação mensal do Sebrae-SP

Edição impressa

CONSELHO DELIBERATIVO

Presidente: Tirso Meirelles

ACSP, ANPEI, Banco do Brasil, Faesp, FecomercioSP, Fiesp, Fundação

ParqTec, IPT, Desenvolve SP, SEBRAE, Secretaria de Desenvolvimento

Econômico, Ciência e Tecnologia, Sindibancos-SP, Superintendência

Estadual da Caixa Econômica Federal.

DIRETORIA EXECUTIVA

Diretor-superintendente: Wilson Poit

Diretor técnico: Ivan Hussni

Diretor de administração e finanças: Guilherme Campos

JORNAL DE NEGÓCIOS

Unidade Marketing, Publicidade e Propaganda Institucional

Gerente: Marcus Vinicius Sinval

Coordenadora: Marcelle Carvalho

Editores responsáveis e redatores: Gabriel Jareta (MTB 34769) e

Roberto Capisano Filho (MTB 46219). Assessores de imprensa:

Gisele Tamamar, Patricia Gonzalez e Rogério Lagos. Estagiários:

Julia Sansoni e Anderson Freitas. Imagens: gettyimages.com.

Diagramação: Bruna Santos, Daniel Augusto de Resende Neves,

Douglas da Rocha Yoshida, Gisele Resende Costa e Letícia Durães. Fotos:

Ricardo Yoithi Matsukawa – ME e Carlos Raphael do Valle – ME para o

Sebrae-SP. Apoio comercial: Unidade Relacionamento: (11) 3177-4784

SEBRAE-SP

Rua Vergueiro, 1.117, Paraíso

São Paulo-SP. CEP: 01504-001

PARA ANUNCIAR

(11) 3177-4784


14 | JORNAL DE NEGÓCIOS

LIVROS

Negociação Total

(Editora Gente)

TEC &

José Augusto Wanderley fala

sobre os principais aspectos

para uma negociação bemsucedida,

destacando a

importância das habilidades

e dos relacionamentos

necessários para ter

sucesso, além de colocar

algumas práticas para o

seu autodesenvolvimento.

Com isso ele argumenta que

ganhar ou perder depende da qualidade da preparação.

O autor aborda o assunto por meio do Modelo Integrado

de Negociação (MIN), um mapa que revela os parâmetros

mais importantes e presentes em qualquer negociação

para conseguir os resultados pretendidos.

Avaliação de Empresas

(Lura Editorial)

No geral, quando se pensa

no valor de uma empresa,

estima-se como algo preciso

e inquestionável. Não só é

questionável, como também

é extremamente amplo

o intervalo de valor de

empresas no Brasil. Como

a literatura sobre avaliação

de empresas (valuation)

no País era praticamente

baseada no mercado americano, Fernando Cabral

procura dar um enfoque ao assunto considerando as

características nacionais. O autor revela o que acontece

no mundo de fusões e aquisições de forma direta e mostra

que os desafios vão além do Fair Value. É preciso ter

conhecimento e habilidade para fechar o melhor negócio.

Não basta ter o “melhor valuation”.

A Quarta Revolução

Industrial (Edipro)

O avanço tecnológico é

um caminho sem volta, a

indústria 4.0 já é realidade

e todos devem se preparar

para mudanças drásticas.

Novas tecnologias estão

fundindo os mundos físico,

digital e biológico de forma

a criar novos produtos

serviços e também perigos.

Apesar de o conceito da indústria 4.0 ter emergido em

2011, foi somente em 2016, com a publicação deste

livro, que o novo paradigma socioeconômico global se

popularizou. Escrito por Klaus Schwab, a obra detalha a

velocidade, o alcance e o impacto das novas tecnologias

de informação, como internet das coisas, computação em

nuvem, big data e inteligência artificial.

CONCURSOS DÃO PRÊMIO DE ATÉ R$ 40 MIL PARA

PROFISSIONAIS LIBERAIS

Profissionais liberais têm duas

oportunidades de concorrer

a prêmios de até R$ 40 mil.

A Secretaria de Avaliação,

Planejamento, Energia e Loteria

(Secap), do Ministério da Economia,

está com inscrições abertas para

dois concursos de monografias.

Um deles é a primeira edição do

Prêmio Secap de Energia – 2019,

que visa incentivar estudos e pesquisas sobre o tema “energia”, com ênfase nas

áreas de regulação e defesa da concorrência. A outra iniciativa é o 3º Prêmio Secap

de Loterias – 2019, com o objetivo de estimular estudos sobre o tema “loterias”, com

destaque para as áreas de regulação e responsabilidade social corporativa. Ambos

os concursos premiarão os três primeiros colocados com valores de R$ 10 mil, R$

20 mil e R$ 40 mil. Além dos profissionais liberais, o público-alvo são servidores

públicos, professores, estudantes e pesquisadores. Informações sobre o regulamento

e inscrições estão disponíveis em www.enap.gov.br. As inscrições e o envio das

monografias serão aceitos até 2 de dezembro.

NÚMERO DE STARTUPS NO BRASIL MAIS DO QUE

TRIPLICA EM QUATRO ANOS

Segundo dados de setembro da

Associação Brasileira de Startups

(Abstartups), o número de startups

no Brasil mais do que triplicou

em quatro anos. Isso significa que

de 2015 até 2019 passaram de

4.151 para 12.727 – um aumento

de 207%. Do total, apenas nove

são “unicórnios” (empresas

avaliadas em mais de US$ 1

bilhão). As “unicórnios” brasileiras

são PagSeguro, Nubank, 99, Stone Pagamentos, iFood/Movile, Loggi, Gympass,

QuintoAndar e Arco Educação. Os setores com mais startups são educação (748),

finanças (492), internet (446), saúde e bem-estar (406) e agronegócio (316).


EDIÇÃO 307 | NOVEMBRO DE 2019 | 15

IDEIAS

EMPRESA CRIA APLICATIVO PARA

ATENDIMENTO DOS BOMBEIROS

A eMIOLO, startup criada em

2005 como empresa de softwares

e soluções em nuvem, vai ajudar

no atendimento do corpo de

bombeiros do Estado de São Paulo.

A parceria resultará na criação

de um aplicativo para registro

de ocorrências e solicitações de

regastes para tornar os chamados

mais eficientes e simples, sem

mais a necessidade de adicionar

o telefone 193. A tecnologia começou a ser implementada em julho, e a

previsão é estar disponível em janeiro de 2020.

O CÓDIGO BILL GATES (2019)

Disponível na Netflix, O código Bill Gates é

uma série em três episódios que conta a vida

do criador da Microsoft. A produção mostra

como pensa e o que motiva um dos nomes

mais importantes da história da tecnologia.

Quando questionado sobre o seu maior

medo, ele responde tranquilamente que é

perder seu cérebro.

VÍDEO: BATE-PAPO EMPREENDEDOR

Eles abandonaram o jornalismo

para montar uma cafeteria no

interior de São Paulo.

Veja a história da Olinto Café:

Divulgação

PERGUNTE A QUEM ENTENDE

Como micro e pequenas empresas podem

aproveitar as mídias sociais para impulsionar o

seu negócio?

Por Rafael Kiso, fundador da mLabs

Usando as redes sociais

de maneira estratégica

e correta, as empresas

conseguem ampliar

bastante seu alcance e

interagir com os seus

públicos. Seja ela de grande,

médio ou pequeno porte. A

estratégia que recomendo

é atuar em cinco passos,

sendo:

1) Consciência do produto e/ou serviço

2) Descoberta do produto e/ou serviço

3) Compra - conversão

4) Experiência própria

5) Experiência compartilhada

Passo 1: Crie algo simples, rápido e curto, como listas e

curiosidades. Listas são conteúdos que começam com

algum número, ex.: “3 apps para você otimizar seu tempo na

cozinha”. Se for um vídeo, pode durar seis segundos.

Passo 2: Crie algo que aprofunde o conhecimento das

pessoas e as eduquem. Ex.: “Receitas com o produto X”. Se

for um vídeo, pode ser até 30 segundos. No caso de uma

propaganda, fale dos seus diferenciais.

Passo 3: Crie algo que ajude a pessoa a se identificar com

outros clientes semelhantes. Ex.: “Depoimentos de casais

com filhos na pousada X”. Se for um vídeo, pode ser algo

maior do que um minuto. No caso de uma propaganda, fale

dos argumentos que quebrem as objeções de vendas.

Passo 4: Crie algo que ajude a pessoa a compartilhar sua

primeira impressão. Crie conteúdo exclusivo para quem já é

cliente. Evidencie isso no texto, ex.: “Para os amantes desse

pão X, olha essa combinação”. Isso certamente irá estimular

comentários de quem já é cliente.

Passo 5: Crie algo que estimule as pessoas a

compartilharem sua experiência com o seu produto ou

serviço por meio de posts em suas redes sociais. Pode

ser um conteúdo ou uma ação exclusiva para clientes que

têm alto valor. Pergunte-se: “Alguém pagaria por esse

conteúdo?”. Caso a resposta seja “sim”, você estará no

caminho certo.

Tem alguma dúvida sobre como a tecnologia pode ajudar o seu

negócio? Pergunte a quem entende! Mande um e-mail para

imprensa@sebraesp.com.br.


16 | JORNAL DE NEGÓCIOS

5 passos para a Black Friday

Data promocional do varejo é oportunidade de bons negócios. Prepare-se que ainda dá tempo

Dia 29 de novembro ocorre mais

uma edição da Black Friday,

data em que o varejo faz uma

série de promoções para renovar os

estoques e, ainda, fidelizar e atrair

clientes, aumentar o capital de giro e

se preparar para o Natal. A data foi

criada nos Estados Unidos e cai na

quarta sexta-feira de novembro, um

dia após o tradicional feriado norte-

-americano de Ação de Graças.

Mesmo não havendo o feriado por

aqui, o varejo brasileiro importou a

ideia da Black Friday em 2011, que

chegou com força no varejo online, e

hoje é uma das principais datas para

vendas, não apenas no ambiente digital,

mas também para lojas físicas

e para ações de ofertas de produtos e

de serviços.

Leandro Reale, consultor de negócios

do Sebrae -SP, lembra que a

data deve ser explorada pelas micro

e pequenas empresas. “O intuito

da data é fazer um saldão”, reforça.

Leandro dá algumas dicas para que

o empreendedor se prepare para a

Black Friday e destaca: “seja criativo

nas promoções”.

1. Organize o estoque

Faça um levantamento do que há em estoque e

defina o que precisa ser desovado. “O estoque mal

comprado pode ser colocado no formato de saldão.

Mas analise e precifique com critério”, orienta Leandro

Reale, Consultor do Sebrae-SP. O consultor diz que

é possível promover lançamentos, dando descontos

pequenos, mas o foco deve ser nos maiores em itens

para renovar o estoque. O importante é definir o mix

de produtos, priorizando o que não tem giro.

2. Negocie com fornecedores e tente parcerias

Seus fornecedores podem ser bons parceiros nesse

momento. O ideal seria repassar um desconto

dado pelo fornecedor, sem mexer na margem. “Se

o fornecedor for parceiro, ele consegue até mesmo

oferecer itens em consignação.”

3. Comunicação

Avise seus clientes sobre suas ações para a Black

Friday. Invista no marketing digital. Patrocine posts

provocando os clientes. Use hashtags. Coloque

faixas e cartazes nas lojas ou banners no site.

Envie mensagens para seu mailing via SMS ou

WhatsApp. É na comunicação que a criatividade

deve surgir. Seja transparente na comunicação sobre

descontos e condições.

4. Organize sua loja

É importantíssimo preparar sua vitrine, seja uma

loja física ou online. Promova “combos” colocando

itens em desconto junto a outros com o preço cheio,

mas que sejam similares ou complementares. Se o

seu negócio for online, certifique-se de que seu site

suportará o aumento de acessos no dia.

5. Planeje não apenas antes, mas durante e após

o evento

Faça um rígido controle das vendas. Assim será

melhor para saber o que foi vendido e em que

condições. Isso vai ajudar nas eventuais trocas e

devoluções, que devem ser planejadas e as condições

devem ser comunicadas claramente. Pense em como

será o check-out, o frete ou estacionamento. Treine

sua equipe.

Para saber mais, acesse o site e as redes do Sebrae-SP

e confira mais dicas e orientações que estão em vídeos,

posts e e-books.

Inspiração do passado para empreender hoje

Liderança, perseverança, coragem,

planejamento e conhecimento

– nada disso pode faltar

no dia a dia de um empreendedor de

sucesso. Mas, há mais um item imprescindível

nesta lista: inspiração.

E uma ótima fonte de inspiração

são os empreendedores e pioneiros

de sucesso do passado. A oportunidade

para conhecer um pouco

mais sobre a história de homens e

mulheres que contribuíram para o

crescimento e a modernização da

economia brasileira é a exposição

Pioneiros & Empreendedores: A

Saga do Desenvolvimento no Brasil,

em cartaz no Centro Nacional

de Referência em Empreendedorismo,

Tecnologia e Economia Criativa

do Sebrae SP até 1º de dezembro.

A mostra, baseada na trilogia publicada

pelo professor Jacques Marcovitch,

da Faculdade de Economia,

Administração e Contabilidade da

Universidade de São Paulo (FEA/

USP), traz um olhar transversal da

história do Brasil, com foco na correlação

entre empreendedorismo e

visão pioneira, ressaltando a história

de empreendedores que criaram

obras que transpassam sua existência

e que, em alguma medida, permanecem

atuais.

Para o Diretor Técnico do Sebrae-

-SP, Ivan Hussni, que participou da

inauguração da exposição, “um país

que não valoriza sua história, jamais

terá um futuro brilhante e essa exposição

é um resgate da nossa História”.

Segundo ele, o trabalho dessas

pessoas ainda se faz relevante. “Eles

construíram um Brasil do passado,

suas obras ainda se fazem presentes

e, certamente, ajudarão a construir

um Brasil do futuro de muito sucesso,

inspirando nossos jovens empreendedores.”

Nesta quinta edição da exposição

(que já passou pelas cidades de Fortaleza,

Manaus, Recife e Rio de Janeiro),

há um acréscimo: a inclusão de

oito mulheres pioneiras e empreendedoras

que se juntam aos outros 24

retratados na mostra.

Exposição Pioneiros &

Empreendedores: a saga do

desenvolvimento no Brasil

Horário: de terça a domingo, das

10h às 17h

Local: Av. Rio Branco, 1269 -

Campos Elíseos, São Paulo - SP

Entrada gratuita

Informações:

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