RCIA - ED. 98 - SETEMBRO 2013

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A primeira tela pintada por Marcelino em

1973: O Pescador. Ele vendeu o trabalho e

quando tentou reavê-lo não conseguiu. A

tela está em Araraquara e sua proprietária

a mantém como uma joia rara. Ele traz na

memória a imagem de uma viagem feita ao

litoral quando ainda era criança e residia em

São Caetano do Sul.

O jornalista Beto Caloni,

em 2009, já contestava ser

Pedro José Neto o fundador

de Araraquara. Para ele, a

fundação da freguezia foi

obra de latifundiários que

usaram seus prestígios e

juntos, idealizaram uma

forma de iniciar a ocupação

do planalto e valorizar as

terras obtidas da Côroa. O

Padre Duarte Novaes doou

43 hectares que foram

demarcados por alguns

moradores locais, entre

eles Pedro.

Na visão de Marcelino, Pedro em uma de suas fazendas

na Freguezia

Prédio que hoje abriga a Casa da Cultura, construído em

1914

A legalização foi obtida

pelo comandante de

Piracicaba, Domingos

Soares de Barros e pelo

Padre Manuel Joaquim

Amaral Gurgel, de Itu,

detentores de sesmarias

aqui. Pedro figura como

o construtor da capela

erguida na praça da

Matriz. Ele nunca morou

no local, não tinha posse e

nem prestígio para liderar

a criação da Freguezia.

Ele ofusca a verdadeira

história e os fundadores

que, de fato, iniciaram a

ocupação do planalto, diz

Caloni.

Seria imprescindível que o Poder

Público criasse um espaço para reunir

os trabalhos feitos pelos nossos artistas

como forma de garantir a preservação da

nossa história. A própria iniciativa privada

também deveria se valer dos benefícios

concedidos por leis específicas, como

a “Rouanet”, com o objetivo de manter

acesa a chama que se apagada, poderá

transformar Araraquara em uma cidade

sem memórias.

A cidade hoje olhada pela Antônio Prado

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