Newslab 156

newslab.analytica

Ano 26 - Edição 156 - Out/ Nov 2019


De mãos dadas com o presente

e com os olhos no futuro

Nosso propósito é fazer o melhor, todos os dias,

para entregar soluções que transformem a vida das pessoas.

PORQUE INOVAR É IR ALÉM DO TEMPO,

DAS POSSIBILIDADES E DAS EXPECTATIVAS.

Acesse e conheça: www.horiba.com/br/medical

Paixão, ciência e tecnologia estão em tudo que fazemos.


ACQUAPLUS

revista

CAIXA COM 10 TESTES

(REESTRUTURAÇÃO DA EMBALAGEM)

Ano 26 - Edição 156 - Out/Nov 2019

Editorial

Chegamos à 156ª edição da Revista Newslab, cuidadosamente preparada trazendo a maior gama de assuntos

referentes ao setor de diagnóstico laboratorial. A nossa revista traz um material abrangente e especial. Contamos,

desta vez, com três artigos que abordam diferentes temas: o primeiro trazendo o primeiro estudo do continente

americano a avaliar um teste Rapidez ELISA para e detecção precisão de sIgA específica no controle

para Pseudomonas Aeruginosa em saliva;

o segundo artigo aborda a

microbiológico

necessidade da utilização de

da

técnicas

Água.

de biossegurança na rotina de imagenologia; e o

terceiro sobre a etiopatogenia e diagnóstico laboratorial do Vírus do Oeste do Nilo.

Além dos artigos científicos supracitados, seguimos com a seção de Gestão Laboratorial e Profissional que

discorre sobre o papel dos laboratórios de apoio e reforçando a importância da gestão profissional nos laboratórios

clínicos. Na seção Minuto Laboratório falamos sobre a coleta de sangue do braço onde foi feito cateterismo. Na

seção de Radar Científico, abordamos a avaliação de desempenho do ensaio de hemoglobina A1c enzimática

(A1c_E). Somado a isso, seguimos com a seção Direito a Saúde, expondo sobre os desafios da nova era da saúde

no contexto da transformação digital. Seguimos, então, para a seção Lady News trazendo uma entrevista com a

presidente da Labtest Diagnóstica S.A., Doutora Eliane Lustosa, e ainda contamos com a seção de Diagnóstico Por

Imagem, com um belíssimo artigo sobre o câncer de mama e as novas tecnologias diagnósticas, e com a seção

de Boas práticas de laboratório com dois artigos, o primeiro deles sobre a citopatologia na era do diagnóstico

molecular, e o segundo sobre o acolhimento humanizado em saúde. Por fim, nossa despojada e divertida coluna

Analogias em Medicina, discorre sobre o pênfigo, uma patologia comumente encontrada no Brasil.

Todo esse conteúdo, associado à uma importante agenda de eventos e as melhores inovações e soluções do

mercado de análises clínicas, FINALIDADE

reunindo as maiores empresas do ramo. Agradecemos a todos que colaboraram com

essa edição, e a todos os leitores. Kit para controle microbiológico da água (testes de

Boa leitura a todos! presença/ausência de coliformes totais de fecais).

JOÃO GABRIEL DE ALMEIDA A detecção dos coliformes totais é baseada na hidrólise de


vez que mais de 98% das cepas de coliformes totais

possuem a enzima galactosidade, que degrada aquele

substrato.

DIFERE

Detecta sim

coli, com res


uso de vidra

Para novidades na área de diagnóstico e pesquisa,

acessem nossas redes sociais:

EXPEDIENTE

Realização: DEN DABENJ EDITORA NEWS

Conselho Editorial: Sylvian Kernbaum | revista@revistaanalytica.com.br

Jornalista Responsável: João Gabriel de Almeida | redacao@newslab.com.br

Assinaturas: Daniela Faria (11) 98357-9843 | assinatura@newslab.com.br

Comercial: João Domingues (11) 98357-9852 | comercial@newslab.com.br

Produção de conteúdo: FC Design | contato@fcdesign.com.br

Impressão: Gráfica Vox | Periodiciade: Bimestral

0 2

/revistanewslab

/revistanewslab

/revistanewslab

@revista_newslab

Ano 26 - Edição 156 - Out/Nov

DEN DABENJ EDITORA NEWS - Revista NewsLab

Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 1110 - 01407-000 - São Paulo - SP

Tel.: (11) 3900-2390 - www.newslab.com.br - revista@newslab.com.br

CNPJ.: 23.057.401/0001-83 - Insc. Est.: 140.252.109.119 - ISSN 0104 - 8384

A adição de uma substância indutora do operon lac ampli-


bilidade

do teste.


lactosideo)

- e pela prova do indol. O crescimento de


RECALL – Livro PROGELAB (Programa Nacional para Profissionalização da Gestão

Laboratorial) – 1ª Edição – Autor: Prof. Humberto Façanha da Costa Filho.

Os primeiros compradores deste livro (efetuada no estande da Revista Newslab durante o

evento da 46º Congresso Brasileiro de Análises Clínicas (CBAC 2019)), entrem em contato com

a editora DEN DABENJ para receber as erratas da obra.

Mande e-mail ou ligue para DEN DABENJ EDITORA NEWS aos cuidados de Daniela:

assinatura@newslab.com.br ou (11) 3900-2390.

Pedimos desculpas por eventuais inconvenientes.

Sylvain, diretor do Conselho Editorial.


www.newprov.com

CALDO GBS – ANC

(TODD-HEWITT COM

ÁCIDO NALIDÍXICO E COLISTINA)

A excelente recuperação de cepas de

Streptococcus agalactiae e a melhor

inibição de contaminantes, são resultados

da perfeita combinação entre agentes

de enriquecimento e anmicrobianos

específicos.

A NEWPROV POSSUI UMA LINHA COMPLETA DE

A combinação entre o Ácido Nalidíxico

PLACAS PRONTAS PARA USO.

e a Colisna, que substuem a Gentamicina,

garantem um ómo desempenho

na inibição de contaminantes, com

o menor impacto na recuperação da

As cepa melhores alvo. matrias primas, processos automaados e

uma equipe tcnica disposio.

TESTE E COMPROVE A DIFERENÇA.

NCIAL

Contate nossos canais de endas e suporte e solicite nosso

ultados catlogo em até 24 horas. de placas de meios cromognicos Tubo 1: Negavoe tradicionais.

ultaneamente coliformes totais e Escherichia


ria.

osso compromisso de oferecer a melhor qualidade a

um preo usto.

Produtos complementares:

PA69

Caldo GBS cx c/ 10 tubos

Newprov PA31 Agar – De Sangue Microbiologistas de Carneiro (Base TSA) para pcte Microbiologistas

c/ 10 placas 90x15mm

PA311

Tiras de hemolisina frasco c/ 10 ras

1 2 3

Tubo 2: Posivo - Ác. Nalidíxico e Gentamicina

Tubo 3: Posivo - Ác. Nalidíxico e Colisna

NEW

PRODUTOS PARA LABORATÓRIO


evista

Ano 26 - Edição 156 - Out/Nov 2019

Normas de Publicação

para artigos e informes de mercado

A Revista Newslab, em busca constante de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas para

publicação de artigos, aos autores interessados. Caso precise de informações adicionais, entre em contato com a redação.

Informações aos Autores

A Revista Newslab, em busca constante de novidades

em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas

para publicação de artigos, aos autores interessados. Caso

precise de informações adicionais, entre em contato com

a redação.

Informações aos autores

Bimestralmente, a Revista NewsLab publica editoriais, artigos

originais, revisões, casos educacionais, resumos de teses

etc. Os editores levarão em consideração para publicação toda e

qualquer contribuição que possua correlação com as análises

clínicas, a patologia clínica e a hematologia.

Todas as contribuições serão revisadas e analisadas pelos

revisores. Os autores deverão informar todo e qualquer

conflito de interesse existente, em particular aqueles de

natureza financeira relativo a companhias interessadas ou

envolvidas em produtos ou processos que estejam relacionados

com a contribuição e o manuscrito apresentado.

Acompanhando o artigo deve vir o termo de compromisso

assinado por todos os autores, atestando a originalidade do

artigo, bem como a participação de todos os envolvidos.

Os manuscritos deverão ser escritos em português, mas com

Abstract detalhado em inglês. O Resumo e o Abstract deverão

conter as palavras-chave e keywords, respectivamente.

As fotos e ilustrações devem preferencialmente ser enviadas

na forma original, para uma perfeita reprodução.

Se o autor preferir mandá-las por e-mail, pedimos que a

resolução do escaneamento seja de 300 dpi’s, com extensão

em TIF ou JPG.

Os manuscritos deverão estar digitados e enviados por

e-mail, ordenados em título, nome e sobrenomes completos

dos autores e nome da instituição onde o estudo

foi realizado. Além disso, o nome do autor correspondente,

com endereço completo fone/fax e e-mail também deverão

constar. Seguidos por resumo, palavras-chave, abstract,

keywords, texto (Ex: Introdução, Materiais e Métodos, Parte

Experimental, Resultados e Discussão, Conclusão) agradecimentos,

referências bibliográficas, tabelas e legendas.

As referências deverão constar no texto com o sobrenome

do devido autor, seguido pelo ano da publicação,

segundo norma ABNT 10520.

As identificações completas de cada referência citadas

no texto devem vir listadas no fim, com o sobrenome do

autor em primeiro lugar seguido pela sigla do prenome.

Ex.: sobrenome, siglas dos prenomes. Título: subtítulo do

artigo. Título do livro/periódico, volume, fascículo, página

inicial e ano.

Evite utilizar abstracts como referências. Referências de

contribuições ainda não publicadas deverão ser mencionadas

como “no prelo” ou “in press”.

Os trabalhos deverão ser enviados ao endereço:

Revista NewsLab

A/C: João Gabriel – redação

Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 1110

CEP 01407-000 - São Paulo-SP

Pelo e-mail: redacao@newslab.com.br

Ou em http://www.newslab.com.br/publique/

Contato

A sua opinião é muito importante para nós. Por isso, criamos

vários canais de comunicação para você, nosso leitor.

REDAÇÃO: Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 1110 - 01407-000 - São Paulo-SP

TELEFONE: (11) 3900-2390

EMAIL: redacao@newslab.com.br.

Acesse nossa homepage: www.newslab.com.br

Siga-nos no twitter: @revista_newslab

0 4

Esta publicação é dirigida aos laboratórios, hemocentros e universidades de todo o país. Os artigos e

informes assinados são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da DEN Editora.

Filiado à:


CONHEÇA NOSSA NOVA LINHA DE HEMATOLOGIA.

FÁCIL. EFICIENTE. CONFIÁVEL.

Disponível

no Brasil!

H 360 H 560 Elite 580


Volume de aspiração de 9 μL


Monitor touch screen de 10,4''


Tamanho reduzido

- 364 x 477 mm


22 Parâmetros

(incluindo P-LCR, P-LCC)


Volume de aspiração de 15 μL


Monitor touch screen de 10,4‘‘


Tamanho reduzido

- 364 x 498 mm


32 parâmetros


4 gráficos de dispersão

(3 x DIFF, BASO)


Volume de aspiração de 20 μL


Monitor touch screen de 22‘‘


Tamanho reduzido

- 650 x 550 mm


29 parâmetros


1 diagrama de dispersão 3D,

3 diagrama de dispersão 2D,

3 histogramas

ERBA DIAGNOSTICS BRAZIL

Av. Princesa Diana, 115, Sala 6, Alpha Ville, Nova Lima, Minas Gerais 34000-000, Brasil

FAZENDO A AUTOMAÇÃO ACESSÍVEL PARA LABORATÓRIOS EM TODOS OS LUGARES

brazilsales@erbamannheim.com l www.erbamannheim.com


evista

Índice remissivo de anunciantes

ordem alfabética

Ano 26 - Edição 156 - Out/Nov 2019

Anunciante pág. Anunciante pág.

ÁLVARO APOIO - FOLDER 64

APPARAT BRASIL IMPORTS 37 | 67

BECKMAN COULTER 55

BECTON DICKINSON 59 | 71 | 77

BIO ADVANCE 27

CELER BIOTECNOLOGIA 91 | 109

CELLAVISION 11

DB DIAGNÓSTICA 118

DIAGNO 94 - 95

ERBA DIAGNOSTICS 05 | 67

FIRSTLAB 49

GREINER 63 | 101

GRIFOLS 115

GT GROUP (BIOSUL) 25

HERMES PARDINI 57

HORIBA 01 | 111

IDS IMMUNO 21 | 58

J.R. EHLKE&CIA 12 - 13

LAB REDE 39

LUMIRADX 09 | 69

MAYO CLINIC 87

MOBIUS LIFESCIENCE 73

NEOLAB IMPORT 07

NEWPROV 03

NIHON KODHEN 17 | 50 - 51

PNCQ 105

PRIME CARGO 116

ROCHE 75

SARSTEDT 107

SEBIA 89

SEEGENE BRAZIL 29

SIEMENS HEALTHINEERS 19 | 33

SNIBE 53

STRAMEDICAL 31

SYSMEX 81

TBS BINDINGSITE 45

VEOLIA 97

VIDA BIOTECNOLOGIA 83

WAMA PRODUTOS 85

Conselho Editorial

Luiz Euribel Prestes Carneiro – Farmacêutico-Bioquímico, Depto. de Imunologia e de Pós-Graduação da Universidade do Oeste Paulista, Mestre e Doutor em Imunologia pela USP/SP | Prof. Dr. Carlos A. C. Sannazzaro – Professor

Doutor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP | Dr. Amadeo Saéz-Alquézar - Farmacêutico-Bioquímico | Prof. Dr. Antenor Henrique Pedrazzi – Prof. Titular e Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de

Ribeirão Preto - USP | Prof. Dr. José Carlos Barbério – Professor Emérito da USP | Dr. Silvano Wendel – Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês | Dr. Paulo C. Cardoso De Almeida – Doutor em Patologia pela Faculdade de

Medicina Da USP | Dr. Zan Mustacchi – Prof. Adjunto de Genética da Faculdade Objetivo/UNIP | Dr. José Pascoal Simonetti – Biomédico, Pesquisador Titular do Depto de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz - RJ | Dr. Sérgio

Cimerman – Médico-Assistente do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e Responsável Técnico pelo Laboratório Cimerman de Análises Clínicas | Dra. Suely Aparecida Corrêa Antonialli – Farmacêutica-Bioquímica-Sanitarista,

Mestre em Saúde Coletiva.

Colaboraram nesta Edição:

José de Souza Andrade-Filho, Tainá Cardoso dos Santos Pires, Rosalina Guedes, Ana Clara da Silva, Karla Valéria Santos de Campos, Izalina Carla Oliveira do Nascimento, José Eduardo Batista Filho, Vanessa Danille

Diniz da Silva, Gerusinete Bastos Santos, José Eduardo Batista, Guilherme Ribeiro Juliano, Aline Cristina Souza da Silva, Mariana Silva Oliveira, Lourimar José de Morais, Camila Lourencini Cavellani, Vicente de Paula

Antunes da Teixeira, Mara Lúcia da Fonseca Ferraz, Kairo Silveira, Patricia Fukuma , Ana Hasegawa, Marilene Scodeler, Mauren Isfer Anghebem, Amanda Navarro D’Oliveira

0 6

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


ÍNDICE

revista

Ano 26 - Edição 156 - Out/Nov 2019

ARTIGO 1

RESPOSTA IMUNE MEDIADA POR IGA SECRETORA EM

SALIVA E DETECÇÃO PRECOCE DE PSEUDOMONAS

AERUGINOSA NAS VIAS AÉREAS INFERIORES DE

PACIENTES PEDIÁTRICOS COM FIBROSE CÍSTICA

14

40

Autores:

Renan Marrichi Mauch, Claudio Lucio Rossi, Marcos Tadeu

Nolasco da Silva, Talita Bianchi Aiello, José Dirceu Ribeiro,

Antônio Fernando Ribeiro, Niels Høiby, Carlos Emilio Levy.

MATÉRIA DE CAPA

BINDING SITE NO BRASIL

ARTIGO 2

TÉCNICAS DE BIOSSEGURANÇA EM RESSONÂNCIA

MAGNÉTICA PARA PROFISSIONAIS BIOMÉDICOS

HABILITADOS NA ÁREA

Autores:

Natália Martins de Souza; Claudia Peres da Silva;

Geraldo Benedito Batista Oliveira.

22

02

10

- Editorial

- Agenda

ARTIGO 3

VÍRUS DO OESTE DO NILO: ETIOPATOGENIA E

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL

Autores:

Aracaty Silva Sobrinho; Ana Rubia Pinto do Nascimento;

Dennis Hollander Silva.

34

58

60

70

- Minuto Laboratório

- Radar Ciêntifico

- Direito a Saúde

GESTÃO LABORATORIAL

LABORATÓRIO DE APOIO:

LEVIATÃ OU PARTE DA SOLUÇÃO?

52

78

- Diagnóstico Por Imagem

80

90

114

- Boas Práticas

- Informe de Mercado

- Analogias em Medicina

LADY NEWS

BONS EXEMPLOS

74

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


adáblios

QUALIDADE DE VIDA COM A

FACILIDADE DO POC*

LUMIRATEK C - MULTIPARÂMETROS

Moderno • Compacto • Versátil

LUMIRATEK C

O Lumiratek C é um analisador portátil e de fácil manuseio

para a medição quantitativa de Hemoglobina Glicada (HbA1c),

Microalbuminúria e Proteína C Reativa (PCR).

Através da metodologia de imunocromatografia quantitativa o

analisador Lumiratek C multiparâmetros processa baixo volume

de amostras de sangue total, soro, plasma e urina.

Os resultados são liberados em até 3 minutos, permite a

transferência de dados e impressão e armazena até 1.000

resultados na memória.

O kit Lumiratek C HbA1c, pode trabalhar com amostras obtidas

através de punção digital, sendo certificado pelo IFCC** e pelo

NGSP***, garantindo a qualidade de seus resultados.

Os produtos anunciados estão registrados na ANVISA.

(*) Point of Care (POC) / Testes Laboratoriais Remotos (TLR)

(**) International Federation of Clinical Chemistry and Laboratory Medicine (IFCC)

(***) National Glycohemoglobin Standardization Program (NGSP)

Discovering. Inspiring. Transforming.

Tel.: 55 11 5185-8181– faleconosco@lumiradx.com.br


agenda

AGENDA

58º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

Data: 13/11/2019 a 16/11/2019

Local: Centro de eventos da FIERGS – Porto Alegre/RS

Informações: http://www.cbgo2019.com.br/

66º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

Data: 13/11/2019 a 16/11/2019

Local: Centro de Cultura e Convenções de Goiânia – Goiânia/GO

Informações: https://www.congressoanestesia.com.br/

Fórum de Cadeia Fria - ANFARLOG

Data: 19/11/2019

Local: Cinesystem Morumbi Town, São Paulo/SP

Informações: http://www.anfarlog.org.br/course/forum-de-cadeia-fria-3/

18º Congresso Paulista de Pneumologia e Tisiologia

Data: 20/11/2019 a 23/11/2019

Local: Centro de Convenções Rebouças – São Paulo/SP

Informações: http://congressosppt.com.br/

XXVIII Congresso Latino-Americano de Endocrinologia Pediátrica

Data: 20/11/2019 a 23/11/2019

Local: Açores Espaços de Eventos – Florianópolis/SC

Informações: https://slep2019.websiteseguro.com/index.php

II Encontro de Oncologia e Hematologia

Data: 22/11/2019 a 23/11/2019

Local: Hotel Estância Barra Bonita – Barra Bonita/SP

Informações: https://sistemacenacon.com.br/site/oncologia2019

X Simpósio Internacional de Alergia Alimentar

Data: 22/11/2019 a 23/11/2019

Local: Maksoud Plaza Hotel – São Paulo/SP

Informações: http://www.asbai.org.br/scc/cursos/eventos_detalhes.asp?cod=49

I Jornada Amazonense de Imunização - SBIm

Data: 26/11/2019

Local: Teatro Manauara – Manaus/AM

Informações: https://sistemaparaevento.com.br/evento/jornadaamazona2019/home

Congresso Brasileiro do Sono

Data: 04/12/2019 a 07/12/2019

Local: Hotel Bourbon Cataratas – Foz do Iguaçu/PR

Informações: http://www.sono2019.com.br/

XV Congresso da Sociedade Latino-Americana de Medicina Sexual

Data: 05/12/2019 a 08/12/2019

Local: Tivoli Mofarrej São Paulo Hotel – São Paulo/SP

Informações: https://www.slams2019.org/pt/

III Simpósio de Câncer de Pulmão

Data: 06/12/2019 a 07/12/2019

Local: Hotel Pullman – São Paulo/SP

Informações: http://www.simposiocancerdepulmao.com.br/

Congresso Brasileiro de Produção Científica

Data: 11/12/2019 a 13/12/2019

Local: Campus São Cristóvão - Universidade Federal do Sergipe - São Cristóvão/SE

Informações: https://www.even3.com.br/cbpc/

0 10

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


Este é o próximo

grande acontecimento

em hematologia.

Apresentamos o CellaVision ® DC-1

Um novo analisador CellaVision que processa uma lâmina por vez, permitindo laboratórios

de pequeno porte implementarem as melhores práticas em morfologia digital para contagens

diferenciais em sangue periférico. Mesmo compacto, apresenta o mesmo conjunto de vantagens

na implementação operacional e clínica dos nossos analisadores maiores.

Saiba mais em www.cellavision.com/its-here

O CellaVision DC-1 não se encontra disponível em todos os mercados

MM-128-08 2019-03-18


Importador e Distribuidor Master

J.R.Ehlke | PR, SC

Tel: (41) 3352.2144

BS 240 PRO

ANALISADOR DE BIOQUÍMICA

Grande capacidade de 50

(extensível até 100) posições para reagentes

e 50 (extensível até 100) posições para amostra.

• 240 testes fotométricos por hora constante,

até 400 testes/ hora com ISE (K, Na, Cl - opcional

• 24 horas de refrigeração para carrossel de reagente

• Cuvetas reutilizáveis com estação de lavagem automática

• Mixer independente

• Detecção de: coágulo, proteção contra colisão (vertical e horizontal), nível de líquido,

monitoração de inventário e pré-aquecimento do reagente.

Volume de reação com 100µL de reagente.

Revendedoras

Autorizadas:

SBD | RJ

Tel: (21) 2605.1174

Prómed | AM, PA

Tel: (96) 3224.2182

(91) 3349.8634


As melhores SOLUÇÕES,

CUSTOS E TECNOLOGIAS

em diagnósticos para

LABORATÓRIOS DE

TODOS OS PORTES.

CL 1200I

IMUNOHORMÔNIO

• Capacidade: 180 amostras/hora;

• Volume de amostras:

a partir de 10 microlitros;

• Carrossel com posição para 25 Reagentes;

Nova linha de equipamentos

Mindray para Imunologia com

Metodologia CLIA

(Quimioluminescência)

• Capacidade de processar 60 amostras simultâneas ( 6 Rack´s de 10

posições);

• Carregamento contínuo de cubetas e substrato sem precisar parar o

equipamento;

• Suporta 176 cubetas por rodada. Cubetas prontas para uso sem provocar

congestionamento de cubetas;

• Reagentes com estabilidade on board de até 56 dias;

• Solução Wash Buffer pronta para uso de 10 Litros;

• Indicador luminoso para identificação de amostras, reagentes e substrato;

BC 5150

ANALISADOR HEMATOLÓGICO

BS 360E

ANALISADOR DE BIOQUÍMICA

BC-5150 foi desenvolvido sob medida para atender aos laboratórios

de diagnóstico que trabalham com resultados de 5 partes +

hemograma completo, com volume de

amostra diário relativamente baixo, com

restrição de espaço no laboratório e um

orçamento limitado.

• Diferencial de WBC em 5 partes, 25

parâmetros reportáveis e 4 parâmetros de

pesquisa, 3 histogramas e 3 gráficos de

dispersão

• Modo Sangue total, modo Sangue

total capilar e modo Pré-diluído

• Laser de três ângulos disperso +

Coloração química + Tecnologia

de Citometria de fluxo.

O

• 360 testes fotométricos por hora constante, até 540 testes/ hora com ISE

(K, Na, Cl) - opcional

• 24 horas de refrigeração para carrossel de reagente

• Cuvetas reutilizáveis com estação de lavagem automática

• Fotômetro com grade de difração

• Leitor de código de barras interno

• Pré e pós-diluição para amostra

Volume de reação com 100µL de reagente.

compacto

da categoria!

CAL 6000

ANALISADOR HEMATOLÓGICO

• 220 hemogramas por hora e 120 lâminas por hora

• Equipamentos podem trabalhar em conjunto ou

isolados dependendo da rotina

• As esteiras de carregamento dos analisadores são

bidirecionais (patente Mindray)

• O software labXpert é o padrão para o CAL 6000 e

gerencia todo o sistema com a possibilidade de auto

validação e análise de amostras com base em regras

predefinidas, além de possuir uma interface mais

intuitiva para validação manual.

Leader Diagnósticos

PB, PE e AL

Tel: (81) 3228.0115

DPL

BA, SE

Tel: (71) 3385.0393

Lab Log | RS

Tel: (51) 3023.4455


ARTIGO 01

Autores: Renan Marrichi Mauch,

Claudio Lucio Rossi,

Marcos Tadeu Nolasco da Silva,

Talita Bianchi Aiello, José Dirceu Ribeiro,

Antônio Fernando Ribeiro, Niels Høiby,

Carlos Emilio Levy.

Resposta imune mediada por IgA

secretora em saliva e detecção precoce de

Pseudomonas aeruginosa nas vias aéreas inferiores

de pacientes pediátricos com fibrose cística

INTRODUÇÃO

O diagnóstico precoce da infecção pulmonar crônica por Pseudomonas

aeruginosa é um dos principais desafios na rotina clínica da

fibrose cística (FC), uma doença hereditária que afeta vários órgãos.

A cultura microbiológica de material respiratório é o método diagnóstico

de referência, mas possui limitações, já que apenas 35 a

40% dos pacientes são capazes de expectorar amostras de escarro

espontaneamente [1,2] e a utilidade da cultura de swab de orofaringe

como uma alternativa para a detecção da bactéria é controversa,

já que esse método pode subestimar a presença bacteriana

nos pulmões [3].

O uso de métodos sorológicos para detecção de IgG como uma

alternativa, nesse cenário, tem sido discutido há muito tempo, e

esse método se mostrou útil para a triagem de pacientes com infecção

pulmonar crônica e daqueles em risco de desenvolvimento

dessa condição [4,5]. No entanto, o potencial dos testes sorológicos

para a detecção precoce da infecção por P. aeruginosa ainda é

debatido [6], e a resposta de anticorpos pode surgir quando uma

cepa mucoide de P. aeruginosa, produtora de biofilme, já está bem

estabelecida nos pulmões de pacientes com FC [7].

Recentemente, a hipótese das “vias aéreas unificadas” sugeriu que

as vias aéreas superiores (VAS), mais precisamente os seios paranasais,

é o primeiro nicho e o principal reservatório de cepas de P.

aeruginosa que causam colonização pulmonar intermitente, mesmo

após certo período de terapia de erradicação com antibióticos.

Dessa forma, a detecção e o tratamento da bactéria nas VAS podem

evitar ou, pelo menos, adiar sua aspiração para as vias aéreas inferiores

(VAI), onde ela causa a infecção pulmonar crônica [8-10].

Porém, a coleta de espécime dos seios paranasais com aspirado

nasal (método de referência) é um procedimento muito invasivo,

demorado, doloroso e de alto custo [9], sendo, portanto, inviável na

rotina clínica da maioria dos centros de referência em FC. Métodos

baseados em Ensaio de Imunoabsorção Enzimática (ELISA) para

dosagem da resposta mediada por IgA secretora (sIgA) em lavado

nasal e saliva já foram testada para propósitos diagnósticos, já que

isso pode refletir uma resposta imune local na mucosa dos seios

paranasais, e mostraram potencial para a diferenciação entre infecção

pulmonar crônica, colonização pulmonar intermitente e ausência

de colonização/infecção pulmonar por P. aeruginosa [11], bem

como para descartar a presença da infecção pulmonar crônica [12].

Neste estudo, avaliamos, em um seguimento de três anos, a utilidade

de um teste ELISA para dosagem de sIgA anti-P. aeruginosa

em saliva, o qual padronizamos anteriormente [12], para detecção

precoce de mudanças no perfil de colonização/infecção pulmonar

por P. aeruginosa, as quais, por sua vez, foram indicadas por mudanças

em resultados de cultura microbiológica e IgG sérica.

0 14

Revista NewsLab Revista NewsLab | Out/Nov | Out/Nov 2019 2019


MÉTODOS

Classificação dos pacientes

O estudo foi realizado no Centro de Referência

em FC do Hospital de Clínicas da Universidade

Estadual de Campinas (CERFC). Inicialmente,

70 pacientes com diagnóstico confirmado de

FC [13], e sem infecção pulmonar crônica por P.

aeruginosa, foram incluídos, dos quais dois pacientes

foram transferidos para outros centros,

dois solicitaram exclusão do estudo, e um perdeu

o seguimento. A amostra final foi de 65 pacientes.

A definição dos perfis de colonização/infecção

pulmonar por P. aeruginosa foi baseada em

critérios de Leeds modificados [12,14], levando-se

em conta resultados de cultura microbiológica

de material respiratório (escarro ou swab

de orofaringe) e de sorologia para detecção de

IgG específica para P. aeruginosa, assim: nunca

colonizados (pacientes sem histórico de P.

aeruginosa em cultura microbiológica de material

respiratório e com resultado negativo na

triagem sorológica); livres de infecção (histórico

de P. aeruginosa em cultura microbiológica,

mas não nos últimos 12 meses anteriores ao

estudo, com resultado sorológico negativo na

triagem); colonização intermitente (isolamento

de P. aeruginosa em menos de 50% das culturas

nos últimos 12 meses, com resultado sorológico

negativo, ou ausência do isolamento de P.

aeruginosa com resultado sorológico positivo);

infecção crônica (isolamento de P. aeruginosa

em menos de 50% das culturas nos últimos 12

meses, com resultado sorológico positivo, ou

isolamento de P. aeruginosa em 50% ou mais

das culturas nos últimos 12 meses, independente

do resultado sorológico).

Avaliação microbiológica das VAI

Pelo menos quatro culturas microbiológicas de

espécime de VAI foram realizadas por paciente/

ano. As amostras foram enviadas ao Laboratório

de Microbiologia do Hospital de Clínicas da Universidade

Estadual de Campinas e cultivadas em

ágar MacConkey por 24 horas a 37ºC. A identificação

foi baseada nas características morfológicas

e bioquímicas das colônias – ausência de

fermentação de lactose, aspecto metálico, odor

semelhante a uva, reação da oxidase positiva e

crescimento a 42ºC [15]. A identificação bioquímica

foi confirmada por métodos automatizados,

usando o sistema BD Phoenix (Becton-Dickinson),

de acordo com as instruções do fabricante.

Dosagem de IgG sérica e sIgA salivar

anti-P. aeruginosa

Os níveis de IgG sérica e sIgA salivar foram

dosados usando testes ELISA padronizados

anteriormente [12,16]. Para o teste sorológico,

amostras de sangue foram coletadas em tubos

de 4,0 mL sem anticoagulante e centrifugadas

a 2500 rpm por 15 minutos, para obtenção

dos soros. Amostras de saliva foram coletadas

usando swabs de algodão Salivette® (Sarstedt).

Basicamente, o swab é colocado na boca do

paciente por três minutos e transferido para um

tubo apropriado, para centrifugação (3000 rpm

por 10 minutos) e obtenção de saliva pura.

Placas de ELISA de 96 poços foram sensibilizadas

overnight com um pool de antígenos

de P. aeruginosa comercializado – St-Ag (Statens

Seruminstitut), diluído em uma proporção

1:2000 em tampão carbonato-bicarbonato

(Na2CO3 10 nmol/L + NaHCO3 28 nmol/L; pH

9,5). Esse antígeno é formado por 64 antígenos

hidrossolúveis dos 17 principais grupos-O de P.

aeruginosa, os quais são obtidos por sonicação

[5]. As placas foram lavadas três vezes com

tampão de lavagem, composto por solução salina-fosfato

tamponada adicionada de Tween 20

a 0,1% (PBS-T). Após essa lavagem, sítios não

específicos na placa foram bloqueados com uma

solução de albumina bovina sérica a 0,1% (diluída

em PBS-T) por uma hora, e a placa foi lavada

duas vezes com PBS-T. Amostras de soro (diluídas

a 1:800) e saliva (diluídas a 1:8) foram adicionadas

por uma hora, seguido por três lavagens

com PBS-T e adição de IgG policlonal anti-humana

conjugada - horseradish peroxidase (HRP)

(P0214, Dako) - diluída a 1:4000 (em placas com

amostras de soro) ou IgA policlonal anti-humana

– HRP, P0216 (Dako) - diluída a 1:2000 (em placas

com amostras de saliva). Tetrametilbenzidina

(TMB; Sigma-Aldrich) foi adicionada como substrato

por 10 e 20 minutos, em placas contendo

soro e saliva, respectivamente. As reações foram

paradas após adição de ácido sulfúrico (H2SO4)

1,0 mol/L. As absorbâncias das amostras foram

medidas em um comprimento de onda de 450

nm em um espectrofotômetro para microplacas

(Labsystems), e os valores de absorbância foram

convertidos em unidades arbitrárias por mL (U/

mL). Valores de corte de 28,2 U/mL e 47,2 U/mL

determinaram resultados positivos para o teste

sorológico e para dosagem de sIgA em saliva,

respectivamente.

Após a triagem, os pacientes foram seguidos

trimestralmente por três anos e monitorados para

mudanças no perfil de colonização/infecção de VAI

por P. aeruginosa e nos níveis de sIgA em saliva, os

quais foram medidos pelo menos uma vez por ano.

Uma mudança no perfil de colonização/infecção

foi considerada quando da conversão de resultados

microbiológicos ou sorológicos. Mudanças

nos níveis de sIgA em saliva foram analisadas em

diferentes cenários de investigação, de acordo com

o perfil de colonização/infecção de VAI ao final do

seguimento. Primeiro, os pacientes foram divididos

em três grupos: pacientes que permaneceram negativos

para P. aeruginosa (Pa(neg)), isto é, nunca

colonizados ou livres de infecção nas VAI; pacientes

que eram positivos para P. aeruginosa (colonização

intermitente nas VAI) no início do seguimento,

mas se tornaram negativos ao final do seguimento

(Pa(pos-neg)), e pacientes que se mantiveram ou

se tornaram positivos para P. aeruginosa (colonização

intermitente ou infecção crônica nas VAI) ao

final do seguimento (Pa(pos)). Em um segundo cenário,

pacientes que se mantiveram ou se tornaram

negativos para P. aeruginosa foram avaliados em

relação a mudanças nos níveis de sIgA em saliva de

acordo com episódios isolados de colonização de

VAI por P. aeruginosa durante o estudo, e divididos

em dois grupos: pacientes que tiveram pelo menos

um resultado positivo de cultura ou IgG sérica durante

o seguimento (os quais indicam colonização

nova ou recorrente), e pacientes que não tiveram

nenhum resultado de cultura ou IgG sérica positivo.

Em um terceiro cenário, os pacientes foram agrupados

de acordo com seu histórico de exposição à

P. aeruginosa nas VAI. Nesse caso, pacientes que

eram livres de infecção e aqueles que tinham colonização

intermitente foram colocados no mesmo

grupo, e pacientes sem histórico microbiológico de

P. aeruginosa foram classificados como não tendo

histórico de exposição à P. aeruginosa. Esse perfil

foi mudado de não-exposto para exposto quando

da conversão de pelo menos um resultado de cultura

ou sorologia durante o seguimento.

ARTIGO 01

Revista NewsLab | Out/Nov 2019

0 15


Autores: Renan Marrichi Mauch, Claudio Lucio Rossi, Marcos Tadeu Nolasco da Silva, Talita Bianchi Aiello, José Dirceu Ribeiro, Antônio Fernando Ribeiro, Niels Høiby, Carlos Emilio Levy.

ARTIGO 01

Análise estatística

Níveis de sIgA foram comparados entre pacientes

com diferentes perfis de colonização

de VAI por P. aeruginosa (nunca colonizado,

livre de infecção e colonização intermitente)

no início e no final do estudo, nos diferentes

cenários citados anteriormente, usando os testes

não paramétricos de Mann-Whitney (para

duas amostras independentes) e Kruskal-Wallis

(para mais de duas amostras independentes).

As variações dos níveis de sIgA entre cada grupo

foram avaliadas usando os testes não paramétricos

de Wilcoxon (para dois períodos diferentes)

e Friedman (para mais de dois períodos

diferentes). As diferenças entre porcentagens

foram avaliadas usando o teste qui-quadrado.

Análises de risco foram realizadas por meio do

cálculo de odds-ratio (OR) e seus intervalos de

confiança (IC) de 95%. Para todos os testes, um

valor de p menor que 0,05 foi considerado estatisticamente

significativo.

Aspectos éticos

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da

Universidade Estadual de Campinas (Parecer nº

931.170). Todo(a)s o(a)s pacientes que concordaram

em participar do estudo assinaram um

termo de consentimento informado. No caso de

pacientes menores de 18 anos, o termo foi assinado

por seu(sua) pessoa responsável legal e

o(a) paciente (quando alfabetizado[a]) assinou

um termo de assentimento.

RESULTADOS

De 65 pacientes incluídos, 31 eram do sexo masculino

e 34 do sexo feminino, com mediana de idade

de 4,5 anos (0,4 – 18,7). Amostras de escarro

foram coletadas de 12 pacientes, e, em 53 pacientes,

o espécime respiratório foi coletado com swab

de orofaringe. Vinte e oito pacientes tinham colonização

intermitente, 20 eram livres de infecção e 17

nunca haviam sido colonizados por P. aeruginosa

(Tabela 1). Tanto os níveis medianos basais de sIgA

em saliva quanto a taxa de positividade para o teste

de sIgA foram significativamente mais altos em pacientes

livres de infecção e com colonização intermitente,

quando comparados aos pacientes nunca

colonizados, que não mostraram positividade para

o teste (Tabela 1).

Durante o estudo, cinco pacientes que eram livres

de infecção no início mudaram o perfil para

colonização intermitente por P. aeruginosa nas

VAI; dois se tornaram infectados crônicos e 13

permaneceram livres de infecção. Episódios de

colonização recorrente foram vistos em 54%

desses últimos. A taxa de positividade para

sIgA nesse grupo de pacientes, ao final do seguimento,

foi de 60%, e todos os pacientes que

eram sIgA-positivos no início do estudo mantiveram-se

positivos até o final do seguimento.

Oito pacientes que nunca haviam sido colonizados

desenvolveram a colonização de VAI por P.

aeruginosa durante o seguimento, e três deles

apresentaram colonização intermitente ao final

do seguimento, com taxa de positividade para

sIgA de 41,2%. Sete pacientes do grupo com

colonização intermitente mantiveram esse perfil,

dois desenvolveram infecção crônica e 19 se

tornaram livres de infecção por P. aeruginosa

nas VAI. A taxa de positividade para sIgA ao final

do seguimento foi de 64,3% (Figura 1).

De 12 pacientes que foram capazes de expectorar

amostra de escarro, sete (58%) tinham colonização

intermitente nas VAI no início do estudo.

Dois deles se tornaram livres de infecção, dois

desenvolveram infecção crônica, e três se mantiveram

com colonização intermitente ao final do

seguimento. Dois pacientes nunca haviam sido

colonizados no início do estudo e mantiveram-se

assim durante o estudo, e três pacientes eram

livres de infecção, dois dos quais desenvolveram

colonização intermitente ao final do seguimento.

Em geral, pacientes que expectoraram escarro tiveram

níveis medianos de sIgA em saliva significativamente

mais altos, no início do estudo (46,7

vs. 19,2 U/mL; p = 0,014), bem como no primeiro

(69,4 vs. 39,5 U/mL; p = 0,042) e segundo

(131,3 vs. 45,4; p = 0,031) anos de seguimento,

mas não no último ano de seguimento (108,9 vs.

51,8 U/mL; p = 0,068), comparado a pacientes

cujos espécimes respiratórios foram coletados

com swab de orofaringe.

Primeiro cenário: níveis de sIgA em saliva

de acordo com mudanças no perfil de colonização/infecção

por P. aeruginosa nas VAI

Após três anos de seguimento, resultados microbiológicos

e sorológicos (IgG sérica) indicaram

Figura 1. Pacientes com FC incluídos no estudo, classificados de acordo

com seus perfis iniciais de colonização por P. aeruginosa nas VAI. Desfechos

e positividade para o teste de sIgA ao final do seguimento. *54% dos

paciente nesse grupo tiveram recorrência de colonização por P. aeruginosa

durante o seguimento.

Figura 2. Distribuição dos níveis de sIgA em saliva no início do estudo

e nos três anos de seguimento, de acordo com mudanças no perfil de

colonização por P. aeruginosa nas VAI (indicadas por mudanças em

resultados microbiológicos e sorológicos). Pa(neg): pacientes que eram

P. aeruginosa-negativos no início do estudo e mantiveram esse perfil ao

final do seguimento; Pa(pos-neg): pacientes que eram P. aeruginosa-positivos

no início do estudo e se tornaram P. aeruginosa-negativos ao final

do seguimento; Pa(pos): pacientes que eram P. aeruginosa-positivos no

início do estudo e permaneceram positivos ao final do seguimento. A linha

pontilhada corresponde ao ponto de corte positivo do teste de ELISA para

detecção de sIgA em saliva (47.2 U/mL).

Figura 3. Distribuição dos níveis de sIgA em saliva no início do estudo e

em três anos de seguimento, de acordo com o histórico de exposição à P.

aeruginosa dos pacientes (nas VAI) durante o estudo. A linha pontilhada

corresponde ao ponto de corte positivo do teste de ELISA para detecção de

sIgA em saliva (47.2 U/mL).

27 pacientes Pa(neg), 19 pacientes Pa(pos-neg) e

19 pacientes Pa(pos). Os níveis medianos de sIgA

em saliva foram 19,2 U/mL (2,8 – 155,1), 25,4

U/mL (3,2 – 424,5) e 39,6 U/mL (3,7 – 233,1),

respectivamente. Foi encontrada diferença estatística

entre os grupos Pa(pos) e Pa(neg) (p =

0,02). Os níveis de sIgA aumentaram significati-

0 16

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


Tomioka, Japan

Inovações para uma confiança superior

A tecnologia chamada “DynaHelix Flow” alinha perfeitamente as células WBC, RBC e PLT

para uma contagem de alta impedância com precisão usando um fluxo hidrodinâmico

focado antes de passar pela abertura. Somado a isso, o” DynaHelix Flow” previne

TECNOLOGIA DE PONTA

expressivamente a precisão e confiabilidade das contagens.

PRESENTE EM MAIS DE 120 PAÍSES

totalmente contra o risco de a mesma célula ser contada duas vezes (retorno) usando o

exclusivo “DynaHelix Flow stream”. Esse avançado sistema recém desenvolvido melhora

ANALISADOR HEMATOLÓGICO AUTOMATIZADO

Transformando as possibilidade

das soluções em IVD

Plataforma

MEK-9100K

hematológica completa:

ARTIGO 01

SMART COLOR RACKS INDICADOR DE LED DYNASCATTER LASER

DIAGNÓSTICO IN VITRO claramente | CARDIOLOGIA os diferentes | NEUROLOGIA estados | de MONITORIZAÇÃO um DE braço PACIENTES homogeneizador | RESSUSCITAÇÃO interno. O

operação do analisador. Por exemplo, o

carregamento automático contribui

NIHON KOHDEN CORPORATION

1-31-4 Nishiochiai, Shinjuku-ku, Tokyo 161-8560 - Japan

A tecnologia ótica ”DynaScatter Laser” analisa e diferencia as células WBC em seu estado

“quase-nativo” com muita precisão. O inovador sistema de detecção de espalhamento de

laser de 3 ângulosr provê uma melhor detecção de WBC realizando uma medição precisa

de luz espalhada. Obtendo a informação do tamanho do WBC de um sensor chamado

“FSS”, as informações de estrutura e complexidade das partículas do núcleo são coletadas

por um sensor chamado “FLS” e a informação da granularidade interna e da lobularidade

são obtidas através de um sensor chamado “SDS”. Essa informação gráfica 3D é calculada

então por um algoritmo exclusivo da Nihon Kohden.

“Smart ColoRac Match” definitivamente maximiza a produtividade do seu

laboratório proporcionando resultados mais rápidos e precisos.

Soluções para simplificar o seu trabalho diário

estado para a cor vermelha.

do fluxo de trabalho.

NIHON KOHDEN DO BRASIL LTDA.

DYNAHELIX FLOW

- Até 90 amostras por hora | - 33 parâmetros | - Processamento de pequenas amostras | - Modo de análise STAT/manual

HL7 permite transferência de informação bidirecional

- Carga contínua via sistema até 70 tubos | - Homegeneização de tubo embutida | - Estação integrada com tela de toque

sem interrupção laboratory information systems.

- Diferenciação dos neutrófilos em SEG# % e contagem de bastonetes # e %.

istema “inserir e esquecer” de acesso randômico e

lmente automatizado atinge até 90 testes por

a, apenas inserindo os racks no carregador.

O sistema “Smart ColoRac Match” ajuda a localizer rapidamente amostras

clinicamente alteradas e também tubos cujo código de barras não pôde ser lido

usando um exclusiva codificação através de racks coloridos que são

associados ao programa gerenciador de dados do Celltac G . Isso aumenta

muito a eficiência do laboratório sem investimento extra, sem aumento de

espaço e sem a necessidade de treinamento extra para o operador. O sistema

O sistema “Smart ColoRac Match” ajuda a localizer rapidamente amostras

clinicamente alteradas e também tubos cujo código de barras não pôde ser lido

usando um exclusiva codificação através de racks coloridos que são

associados ao programa gerenciador de dados do Celltac G . Isso aumenta

muito a eficiência do laboratório sem investimento extra, sem aumento de

espaço e sem a necessidade de treinamento extra para o operador. O sistema

“Smart ColoRac Match” definitivamente maximiza a produtividade do seu

laboratório proporcionando resultados mais rápidos e precisos.

• P: Existem amostras positivas

• E: Erro de contagem

• B: Erro de leitura do código de barras

• P: Existem amostras positivas

• E: Erro de contagem

• B: Erro de leitura do código de barras

O sistema de troca de dados baseado no protocolo

Até 90 amostras por hora

33 parâmetros

Capacidade de processamento de pequena

Carga contínua de amostras via sistema de

até 7 racks com 10 tubos

Inovações para Modo de uma análise STAT/manual confiança

Laser scatter + citometria de fluxo

Homegeneização de racks embutida

Sistema “Smart ColoRac Match”

A tecnologia chamada “DynaHelix Flow”

Estação integrada com tela de toque

para uma contagem de alta impedância c

Gerenciamento focado antes de reagentes de passar pela e controles abertura. po So

de barras totalmente contra o risco de a mesma cé

Indicador de estado Homogeneização de tubos Modo STAT

O indicador de estado do Celltac G é

localizado no painel frontal e mostra

operador pode rapidamente reconhecer a

necessidade de troca de reagente apenas

olhando a mudança do indicador de

Cada tubo é coletado do rack colorido

e suavemente homogeneizado por

para um resultado de amostra muito

mais rápido, para uma tomada de

decisão clínica e melhora a eficiência

exclusivo “DynaHelix Flow stream”. Esse

expressivamente a precisão e confiabilid

Inovações par

A tecnologia ótica ”DynaScatter Laser” a

“quase-nativo” com muita precisão. O ino

laser de 3 ângulosr provê uma melhor de

de luz espalhada. Obtendo a informação

“FSS”, as informações de estrutura e com

por um sensor chamado “FLS” e a inform

são obtidas através de um sensor chama

então por um algoritmo exclusivo da Niho

Rua Diadema, 89. 1º Andar, conjuntos 11 a 17 - Mauá - São Caetano do Sul-SP

Phone + 81 (3) 5996-8036 | Fax +81 (3) 5996-8100

Tel.: +55 11 3044-1700 | Fax +55 11 3044-0463

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

087Revista NewsLab | Out/Nov 2019

www.nihonkohden.com

Os modos STAT e Pré

podem analisar microtais

como amostras pe

coletadas do lobo auric

dedinho. O Celltac G p

soluções baseadas na

necessidades dos labo

Soluções para simplificar o se

0 17


Autores: Renan Marrichi Mauch, Claudio Lucio Rossi, Marcos Tadeu Nolasco da Silva, Talita Bianchi Aiello, José Dirceu Ribeiro, Antônio Fernando Ribeiro, Niels Høiby, Carlos Emilio Levy.

ARTIGO 01

vamente dentro dos grupos Pa(pos) e Pa(neg),

no último ano de seguimento, comparados a seus

níveis basais. Os valores medianos (faixa; valor de

p) foram 25,2 U/mL (10,1 – 420,8; p = 0,003),

51,3 U/mL (16,7 – 285,1; p = 0,07) e 119,4 U/

mL (15,6 – 655,8; p = 0,01) nos grupos Pa(neg),

Pa(pos−neg) and Pa(pos), respectivamente, no

último ano de seguimento, sendo que os níveis

do grupo Pa(pos) foram significativamente mais

altos (p = 0,005; Figura 2).

Segundo cenário: mudança nos níveis de

sIgA de acordo com colonização nova ou recorrente

por P. aeruginosa nas VAI

Entre pacientes dos grupos Pa(neg) e

Pa(pos−neg) (n = 46), 22 tiveram pelo menos

um episódio de colonização nova ou recorrente

nas VAI durante o seguimento. Os níveis medianos

de sIgA nesses pacientes estavam acima do

ponto de corte em todos os períodos do estudo,

quando comparados a pacientes sem essas condições;

entretanto, apenas no primeiro ano de

seguimento houve diferença estatística. Dentro

de ambos os grupos, os níveis medianos de sIgA

foram significativamente mais altos no último

ano de seguimento, em comparação com

os níveis basais (Tabela 2). Dentro do grupo

Pa(pos−neg), 9/19 (47%) dos pacientes não

tiveram colonização recorrente durante o seguimento,

mas seus níveis de sIgA foram significativamente

mais altos no último ano, em relação

aos níveis basais. Entre 24 pacientes que não

tiveram colonização nova ou recorrente, um paciente

no grupo Pa(pos) tinha colonização persistente

por Stenotrophomonas maltophilia nas

Tabela 1. Pacientes incluídos no estudo. Sexo, idade, perfil de colonização por P. aeruginosa nas VAI, níveis basais medianos de

sIgA em saliva e porcentagem de positividade para sIgA.

Perfil (VAI) Colonização intermitente Livre de infecção Nunca colonizados p-valor²

Perfil N (VAI) Colonização 28 intermitente Livre 20 de infecção Nunca 17 colonizados p-valor² -

Sexo (M/F) N 12/1628 10/1020 9/8 17 - -

MED idade Sexo (Faixa) (M/F) 3.2 (0.412/16 - 14.1) 6.6 (0.710/10 - 18.7) 4.3 (0.4 - 9/8 16.3) - -

Perfil (VAI) Colonização intermitente Livre de infecção Nunca colonizados p-valor²

MED MED [IgG idade sérica]¹ (Faixa) 11.03.2 (1.7(0.4 - 145.0) - 14.1) 7.26.6 (2.5(0.7 - 22.9) - 18.7) 6.24.3 (3.3(0.4 - 17.1) - 16.3) 0.284 -

N 28 20 17 -

MED [sIgA]¹ [IgG sérica]¹ 27.11.0 (3.2(1.7 - 424.5) - 145.0) 37.17.2 (3.1(2.5 - 223.1) - 22.9) 15.06.2 (2.8 (3.3 - 44.2) - 17.1) 0.037 0.284

Sexo (M/F) 12/16 10/10 9/8 -

% sIgA MED positiva [sIgA]¹ 27.146.0 (3.2 - 424.5) 37.135.0 (3.1 - 223.1) 15.0.0 (2.8 - 44.2) 0.004 0.037

MED idade (Faixa) 3.2 (0.4 - 14.1) 6.6 (0.7 - 18.7) 4.3 (0.4 - 16.3) -

% 1. sIgA Dado positiva em unidades por mL 46.0 (U/mL); 2. Teste H de 35.0 Kruskal-Wallis (bicaudal). 0.0 0.004

MED [IgG sérica]¹ 11.0 (1.7 - 145.0) 7.2 (2.5 - 22.9) 6.2 (3.3 - 17.1) 0.284

Abreviações: 1. Dado em M (Masculino), unidades por F (Feminino), mL (U/mL); MED 2. Teste (Mediana) H de Kruskal-Wallis (bicaudal).

MED [sIgA]¹ 27.1 (3.2 - 424.5) 37.1 (3.1 - 223.1) 15.0 (2.8 - 44.2) 0.037

Abreviações: M (Masculino), F (Feminino), MED (Mediana)

% sIgA positiva 46.0 35.0 0.0 0.004

1. Dado em unidades por mL (U/mL); 2. Teste H de Kruskal-Wallis (bicaudal).

Tabela

Abreviações:

2. Mudança nos

M

níveis

(Masculino),

de sIgA em saliva

F (Feminino),

de acordo com

MED

o desenvolvimento

(Mediana)

de colonização nova ou recorrente por P.

aeruginosa nas VAI durante o seguimento (indicado por mudanças em resultados microbiológicos e/ou sorológicos).

Colonização nova/recorrente Sim Não p-valor² p-valor²*

Colonização MED [sIgA] nova/recorrente basal 24.2 (2.8 - Sim 223.1) 21.3 (3.1 - Não 424.5) 0.260 p-valor² 0.164 p-valor²*

MED MED [sIgA] [sIgA] ano basal 1 55.024.2 (6.9(2.8 - 337.8) - 223.1) 21.9 21.3 (6.6 (3.1 - 277) - 424.5) 0.011 0.260 0.020 0.164

MED MED [sIgA] [sIgA] ano ano 2 1 96.755.0 (11.0 (6.9 - 708.0) - 337.8) 40.8 21.9 (14.0(6.6 - 607.0) - 277) 0.269 0.011 0.043 0.020

Colonização nova/recorrente Sim Não p-valor² p-valor²*

MED MED [sIgA] [sIgA] ano ano 3 2 73.096.7 (10.1 (11.0 - 655.8) - 708.0) 28.140.8 (11.0 (14.0 - 285.0) - 607.0) 0.116 0.269 0.138 0.043

MED [sIgA] basal 24.2 (2.8 - 223.1) 21.3 (3.1 - 424.5) 0.260 0.164

MED p-valor¹ [sIgA] ano 3 73.0.002 (10.1 - 655.8) 28.1 < 0.001 (11.0 - 285.0) 0.116 0.138

MED [sIgA] ano 1 55.0 (6.9 - 337.8) 21.9 (6.6 - 277) 0.011 0.020

1. Teste p-valor¹ de Friedman (bicaudal); 2. 0.002 Teste U de Mann-Whitney < 0.001 (bicaudal); *Após exclusão

MED

de pacientes 1. [sIgA] Teste ano de com Friedman 2

colonização

96.7 (bicaudal); (11.0

recorrente

- 708.0) 2. Teste ou persistente U 40.8 de Mann-Whitney (14.0

com

- 607.0)

outras bactérias (bicaudal); 0.269

gram-negativas.

*Após exclusão 0.043

MED Abreviações: de [sIgA] pacientes ano MED 3 com (Mediana). colonização 73.0 (10.1 recorrente - 655.8) ou 28.1 persistente (11.0 - com 285.0) outras bactérias 0.116 gram-negativas. 0.138

p-valor¹ Abreviações: MED (Mediana). 0.002 < 0.001

1. Teste de Friedman (bicaudal); 2. Teste U de Mann-Whitney (bicaudal); *Após exclusão

de pacientes com colonização recorrente ou persistente com outras bactérias gram-negativas.

Histórico de exposição à P. aeruginosa Expostos Não expostos p-valor*

Abreviações: MED (Mediana).

Tabela 3. Histórico Mudanças de nos exposição níveis de sIgA à N em P. saliva aeruginosa e na porcentagem de positividade Expostos 48 para sIgA de acordo Não com 17 expostos o histórico de p-valor* -

exposição Baseline à P. aeruginosa % nas Positividade VAI durante o N seguimento. para sIgA 41.748 0 17 < 0. 001 -

Baseline MED % Positividade [sIgA] (U/mL) para sIgA 31.1 (3.1 - 41.7 424.5) 15.0 (2.8 - 044.2) 0.005 < 001

Histórico de exposição MED à P. [sIgA] N aeruginosa (U/mL) 31.1 Expostos 49 (3.1 - 424.5) Não 15.0 expostos 16 (2.8 - 44.2) p-valor* - 0.005

Ano 1 % Positividade N N pra sIgA 59.2 48 49 12.5 17 16 0.001 - -

Baseline Ano 1 % MED Positividade % Positividade [sIgA] (U/mL) para pra sIgA sIgA 59.1 (6.6 41.7 - 59.2 337.8) 20.7 (7.5 0 12.5 - 92.2) < 0.002

0.001 001

MED MED [sIgA] [sIgA] N (U/mL) (U/mL) 31.159.1 (3.1 54 (6.6 - 424.5) - 337.8) 15.020.7 (2.8 11 (7.5 - 44.2) - 92.2) 0.005 - 0.002

Ano 2 % Positividade N N para sIgA 55.6 49 54 45.5 16 11 0.54 - -

Ano Ano 1 2 % MED % Positividade [sIgA] (U/mL) pra para sIgA sIgA 68.0 (10.8 59.255.6 - 707.6) 41.4 (18.3 12.545.5 - 306.2) 0.374 0.001 0.54

MED MED [sIgA] [sIgA] N (U/mL) (U/mL) 59.1 68.0 (6.6 56 (10.8 - 337.8) - 707.6) 20.7 41.4 (7.5 (18.3 9 - 92.2) - 306.2) 0.002 - 0.374

Ano 3 % Positividade N N pra sIgA 60.7 54 56 33.3 11 9 0.124 - -

Ano Ano 2 3 % MED Positividade % Positividade [sIgA] (U/mL) para pra sIgA sIgA 66.7 (10.1 55.60.7 - 655.8) 24.4 (16.0 45.533.3 - 110.4) 0.041 0.54 0.124

* Teste U de Mann-Whitney MED MED (unicaudal). [sIgA] [sIgA] (U/mL) Abreviações: (U/mL) MED 68.066.7 (10.8 (Mediana). (10.1 - 707.6) - 655.8) 41.424.4 (18.3 (16.0 - 306.2) - 110.4) 0.374 0.041

* Teste U de Mann-Whitney (unicaudal). N Abreviações: MED 56 (Mediana).

9 -

Ano 3 % Positividade pra sIgA 60.7 33.3 0.124

MED [sIgA] (U/mL) 66.7 (10.1 - 655.8) 24.4 (16.0 - 110.4) 0.041

* Teste U de Mann-Whitney (unicaudal). Abreviações: MED (Mediana).

VAI, e quatro pacientes (três no grupo Pa(neg) e

um no grupo Pa(pos−neg)) tiveram, pelo menos,

três isolados de outras bactérias gram-negativas

(S. maltophilia, Haemophilus influenzae

e Complexo Burkholderia cepacia) em cultura

microbiológica de VAI, durante o seguimento.

Quando esses cinco pacientes foram excluídos,

os níveis medianos de sIgA em saliva no segundo

ano de seguimento se tornaram significativamente

mais altos no grupo Pa(pos−neg); no

entanto, não foram observadas outras diferenças

estatísticas além dessa (Tabela 2).

Dos pacientes que eram P. aeruginosa-negativos

nas VAI no início do estudo, 20 converteram

seus níveis de sIgA e os mantiveram positivos

até o final do seguimento, 15 dos quais tiveram

colonização nova ou recorrente nas VAI ou terminaram

o estudo como P. aeruginosa-positivos.

Em 10 desses, o teste de sIgA foi capaz de

detectar anticorpos anti-P. aeruginosa em saliva

antes de (n = 8) ou simultaneamente (n = 2) a

mudanças em resultados de cultura ou sorologia,

com um intervalo médio de 9,5 meses (0 – 22,1).

Em cinco pacientes, a resposta de sIgA em saliva

apareceu depois da detecção por cultura/sorologia,

com intervalo médio de 6,4 meses (3 – 14)

Outros cinco pacientes mantiveram níveis positivos

de sIgA em saliva sem converter os resultados

de cultura ou sorologia até o final do seguimento.

Terceiro cenário: mudanças nos níveis de

sIgA em saliva de acordo com o histórico de

exposição à P. aeruginosa nas VAI

Nesse cenário, 48 e 17 pacientes foram classificados

como tendo e não tendo histórico de exposição

à P. aeruginosa nas VAI, respectivamente

(no início do estudo). Durante o seguimento, oito

pacientes foram expostos à P. aeruginosa, independente

de seu desfecho ao final do estudo. Tanto

os níveis de sIgA quanto a taxa de positividade

para o teste se mostraram significativamente

mais altos em pacientes que tiveram exposição à

P. aeruginosa em todos os períodos do estudo,

exceto no segundo ano (Tabela 3, Figura 3). Um

valor mediano positivo (em U/mL) no primeiro

ano de seguimento implicou em riscos significativamente

aumentados de exposição à P. aeruginosa

nas VAI, tanto no segundo ano (OR =

12,5, IC: 1,5 – 104,6), quanto no terceiro ano de

seguimento (OR = 9,2; IC: 1,1 – 78,8).

0 18

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


Ensaio de Hemoglobina

Enzimática A1c (A1c_E) para

uso no Atellica® CH Analyzer

Lançamento Siemens Healthineers: HbA1c Enzimática

Tenha o resultado com melhor precisão para o diagnóstico e monitoramento do controle glicêmico a

longo prazo, e para a identificação de pacientes com risco de desenvolver diabetes mellitus.

O novo ensaio oferece um desempenho melhorado, alinhado com o National Glycohemoglobin

Standardization Program (NGSP) de 2019 e com os critérios de classificação do College of American

Pathologists (CAP).

siemens-healthineers.com/br


Autores: Renan Marrichi Mauch, Claudio Lucio Rossi, Marcos Tadeu Nolasco da Silva, Talita Bianchi Aiello, José Dirceu Ribeiro, Antônio Fernando Ribeiro, Niels Høiby, Carlos Emilio Levy.

ARTIGO 01

DISCUSSÃO

A sinusite bacteriana crônica afeta a maioria dos

pacientes com FC, e a P. aeruginosa é comumente

isolada em culturas de secreções sinusais [17-

19]. No entanto, o impacto na qualidade de vida

parece ser baixo e sintomas de sinusite tendem

a ser pouco relatados por pacientes com FC [20-

22]. A alta razão sIgA/IgG nos seios paranasais,

provavelmente, é a principal razão para isso, dada

a resposta pouco inflamatória desencadeada

pela sIgA quando do encontro com o patógeno

na mucosa sinusal [9,23]. A sIgA específica para

P. aeruginosa é detectável em saliva [11,12] e

testes baseados em ELISA podem ser úteis para

identificar focos de P. aeruginosa nos seios paranasais

da FC e o risco de aspiração dessa bactéria

para os pulmões, já que secreções dos seios da

face são aspiradas para os pulmões [24]. Assim,

nosso objetivo foi avaliar a habilidade de nosso

teste ELISA para sIgA de detectar precocemente

o aparecimento da P. aeruginosa nas VAI. Para

melhor separar os pacientes de acordo com seus

perfis de colonização/infecção por P. aeruginosa

nas VAI, dado o número limitado de culturas microbiológicas

feitas anualmente em nosso centro

(em média, quatro por paciente), nossos critérios

de classificação se basearam tanto em resultados

microbiológicos quanto em resultados sorológicos

(dosagem de IgG sérica anti-P. aeruginosa),

onde um teste complementa o outro.

Os níveis de sIgA elevados em saliva de pacientes

livres de infecção (Tabela 1) não são surpreendentes,

já que esses pacientes tiveram, pelo menos,

uma exposição anterior à P. aeruginosa, e, mesmo

após erradicação bacteriana nas VAI, a resposta de

sIgA em saliva pode indicar memória imunológica

[25,26], ou, mais provavelmente, foco persistente

de colonização nos seios paranasais. O último

fica mais evidente com a manutenção dos níveis

positivos de sIgA nesse grupo, juntamente com a

taxa considerável de colonização recorrente por P.

aeruginosa nas VAI durante o estudo. Inicialmente,

o teste também se mostrou capaz de descartar a

presença de qualquer exposição atual ou anterior

à P. aeruginosa nas VAI, já que não foi observada

positividade para o teste no grupo nunca colonizado,

corroborando nossa primeira avaliação do teste,

que encontrou um valor preditivo negativo de 92%

para descartar a infecção pulmonar crônica [12].

Entretanto, ao final do seguimento, um terço dos

pacientes que se mantiveram nunca colonizados

nas VAI tinham níveis positivos de sIgA em saliva

(Figura 1, Tabela 3).

Com relação a desfechos clínicos, o uso de diferentes

cenários de investigação nos permitiu

uma avaliação mais clara da utilidade do teste.

Primeiro, tivemos a hipótese de que pacientes do

grupo Pa(pos) teriam níveis significativamente

mais altos de sIgA em saliva do que pacientes do

grupo Pa(neg), tanto no início quanto no final do

seguimento, o que foi confirmado (Figura 2). A

ausência de diferença estatística entre os grupos

Pa(pos) e Pa(pos-neg) não foi considerada uma

surpresa e está de acordo com achados microbiológicos

recentes de pacientes com FC que passaram

por transplante pulmonar, os quais mostraram

uma correlação significativa entre culturas

de espécimes sinusais pré-transplante e culturas

de lavado broncoalveolar (BAL) pós-transplante,

onde 19/21 pacientes com P. aeruginosa nos

seios paranasais tiveram cultura de BAL positiva

[27]. Outro estudo [28] demonstrou que 42%

dos pacientes tinham os mesmos patógenos de

culturas de material de VAI pré-transplante isolados

em culturas de lavado nasal após o transplante.

Os benefícios clínicos da abordagem de seios

paranasais para pacientes com FC foram relatados

pelo grupo de estudo em FC de Copenhague,

Dinamarca. Pacientes que passaram por cirurgia

sinusal combinada com tratamento antibiótico

tópico e sistêmico no pós-operatório mostraram

melhora da função pulmonar e frequência significativamente

reduzida de colonização por P. aeruginosa

e outras bactérias gram-negativas, em

um a três anos após a cirurgia [10,29].

Nossos resultados apoiam o potencial papel dos

seios paranasais como nicho de colonização descendente

ou recolonização das VAI. É interessante

o fato de não ter havido diferença significativa nos

níveis de sIgA em saliva entre os grupos Pa(neg)

e Pa(pos-neg) ao final do seguimento. Tivemos a

hipótese de que isso seria explicado por episódios

isolados de colonização nova ou recorrente nas

VAI durante o estudo, o que nos levou ao segundo

cenário de investigação. Entretanto, apesar dos níveis

medianos de sIgA significativamente elevados

no primeiro ano de seguimento, em pacientes

que tiveram colonização recorrente, não foram

observadas associações significativas entre essas

variáveis, devido à porcentagem considerável de

pacientes do grupo Pa(neg) com sIgA positiva ao

final do seguimento (Tabela 2). Corroborando o

que foi especulado em nossa análise transversal

anterior [12], esses resultados sugerem fortemente

que pacientes do grupo Pa(neg) compõem

um grupo de risco para desenvolvimento

de colonização/infecção das VAI. Tal hipótese foi

confirmada em nosso terceiro cenário de investigação,

no qual um valor mediano positivo do

teste no primeiro ano de seguimento levou a riscos

12,5 e nove vezes aumentados, de exposição

à P. aeruginosa nas VAI, um e dois anos depois,

respectivamente. Vale mencionar que, apesar da

ausência de resultados positivos de cultura e/ou

IgG sérica, pacientes que são livres de infecção de

VAI não são livres de exposição à P. aeruginosa

e, por isso, foram colocados juntos com pacientes

com colonização intermitente, no mesmo grupo,

nesse cenário específico. Além disso, o aumento

significativo dos níveis de sIgA em pacientes

Pa(neg) que não tiveram colonização recorrente

nas VAI evita que nosso teste seja considerado um

marcador de erradicação da colonização/infecção

nesse compartimento.

Embora o St-Ag contenha antígenos que reagem

de forma cruzada com outras bactérias

negativas, como relatado em estudos anteriores

[30-32], isso não pareceu ser um grande

problema em nosso estudo, já que, na grande

maioria das vezes, não foi observada diferença

estatística nos níveis de sIgA entre pacientes

com e sem colonização recorrente por P. aeruginosa

durante o seguimento, mesmo após a

exclusão de pacientes que tinham colonização

recorrente ou persistente com outras bactérias

gram-negativas. Na maioria dos pacientes que

desenvolveram colonização por P. aeruginosa

nas VAI, ou tiveram episódios isolados de colonização

durante o estudo, a resposta de sIgA

foi detectada em saliva antes ou simultaneamente

às conversões em resultados de cultura

ou IgG sérica. Entretanto, houve casos em que

o patógeno foi detectado primeiro nas VAI, e

mais de 25% dos pacientes terminaram o seguimento

como P. aeruginosa-positivo nas VAI

sem converter os resultados de sIgA. Nesses

pacientes, a fonte de recolonização pode ser as

0 20

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


vias aéreas condutoras dos pulmões, onde a P.

aeruginosa não é erradicada por antibioticoterapia,

cresce lentamente em agregados de biofilmes,

ou como microcolônias, devido à baixa

concentração de oxigênio, seguido por resposta

inflamatória ativada em menor grau [33-35].

Tais discrepâncias também foram encontradas

em estudos baseados em microbiologia, e o

método de amostragem das vias aéreas parece

ter um papel, já que métodos menos invasivos,

tais como o lavado nasal, podem não representar

todos os seios paranasais [36]. De fato, a

concordância entre a presença da P. aeruginosa

nas VAS e VAI parece variar de 19 a 55%, dependendo

do método de amostragem [18,37,38].

Além disso, a amostragem de um único seio específico

pode não capturar as bactérias localizadas

em outros seios paranasais [39]. Da mesma

forma, não é possível afirmar categoricamente

que a presença da P. aeruginosa em um dado

seio paranasal pode despertar uma resposta

mediada por sIgA detectável em saliva. Por

outro lado, as taxas de compatibilidade genotípica

de amostras recuperadas das VAS e VAI são

altas [18,19,40]. Basicamente, isso sugere que

os seios paranasais realmente agem como reservatórios

bacterianos, mas não são os únicos.

Conclusão

Este é o primeiro estudo no continente Americano

a avaliar a utilidade de um teste de ELISA

para detecção de sIgA específica para P. aeruginosa

em saliva. Naturalmente, há limitações.

Primeiro, foi um estudo realizado em um único

centro, com baixo número de pacientes e amostras,

limitando análises estatísticas mais robustas.

Segundo, o estudo carece de comparação entre a

resposta de sIgA e a abordagem microbiológica

dos seios paranasais, a qual não é feita de rotina

em nosso centro, e é necessária para confirmar o

verdadeiro potencial de nosso teste como marcador

de colonização sinusal persistente. Terceiro, o

baixo número de pacientes que desenvolveram

colonização pulmonar crônica por P. aeruginosa

impediu que avaliássemos a habilidade do teste

de detectar precocemente o estabelecimento

dessa infecção, o que prentendemos avaliar em

um seguimento mais longo. Em geral, os resultados

apresentam um teste fácil, rápido e exequível,

que, em um curto tempo, detectou mudanças no

perfil de colonização por P. aeruginosa nas VAI de

pacientes com FC, e risco de exposição à P. aeruginosa

nas VAI com dois anos de antecedência,

corroborando, assim, a hipótese das “vias aéreas

unificadas”. Embora sua utilidade diagnóstica

deva ser mais bem avaliada, nosso teste surge

como uma potencial alternativa para identificar

pacientes com necessidade de investigação de

colonização por P. aeruginosa nos seios paranasais,

o que, por sua vez, pode abrir uma janela

de oportunidade para erradicar a bactéria nesse

compartimento antes que ela seja aspirada para

os pulmões, evitando, ou pelo menos adiando, o

estabelecimento da infecção pulmonar crônica.

Financiamento

Este estudo foi financiado pela Fundação de Amparo

à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP;

processo nº 2014/00007-8) e pelo Fundo de

Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade

Estadual de Campinas (FAEPEX; processo nº

0112/17).

Conflitos de interesse: Nenhum.

ARTIGO 01

Revista NewsLab | Out/Nov 2019

0 21


ARTIGO 02

Autores:Natália Martins de Souza1;

Claudia Peres da Silva2;

Geraldo Benedito Batista Oliveira3.

Técnicas de Biossegurança

Em Ressonância Magnética para Profissionais

Biomédicos Habilitados na Área

1 Aluna de graduação do Curso de Biomedicina da Faculdade Finom/

Tecsoma- Paracatu/MG.

2 Biomédica, Mestre em Ciências da Saúde, Professora Orientadora do Curso

de Biomedicina da Faculdade Finom/Tecsoma– Paracatu/MG.

3 Historiador, Especialista em História Moderna e Contemporânea, Professor

Co-orientador do Curso de Biomedicina da Faculdade Finom/Tecsoma–

Paracatu/MG.

Resumo

Vista como uma prática médica de alta sensibilidade e alta especificidade,

o fenômeno da ressonância magnética foi descoberto

em 1946 por Felix Bloch e Edward Purcel na Universidade de Stanford

(EUA), onde é capaz de obter imagens em alta resolução e em

diversos planos sem a utilização de radiação ionizante. Fixou-se

como o método imagenológico mais importante e menos invasivo

já descrito, adquirindo um papel fundamental no diagnóstico das

mais variadas patologias. Mediante a constante evolução que esses

equipamentos sofrem, viu-se a necessidade da criação de protocolos

que confiassem a execução do procedimento de uma forma

segura, sendo descritos na norma IEC 60601-2- 33:2002. Este

trabalho tem como finalidade primordial identificar e analisar as

atuais normas de segurança direcionadas ao ambiente de RM, garantindo

mais segurança aos profissionais Biomédicos habilitados

na área e aos pacientes direcionados ao exame, diminuindo risco

de possíveis acidentes.

Palavras-Chave: Ressonância magnética; biossegurança; biomédicos.

Abstract

This is a high practice and magnetic resonance was detected

in 1946 by Felix Bloch and Edward Purcel at Stanford University

(USA) use of ionizing radiation. The imaging method is more

important and less invasive already described, acquiring a fundamental

role without the diagnosis of the most varied pathologies.

Through the reissuing of the burns suffered, the creation

of reports on the existence of a process verification in a safe way

was seen, being a norm in the IEC 60601-2-33: 2002 standard.

This is a first program of analysis of data and statistics related to

risk statistics on the basis of the likelihood that they will be risk-

-free. Magnetic resonance imaging. Biosafety. Biomedical.

Keywords: Magnetic resonance imaging; biosafety; biomedical.

Introdução

A espectroscopia por ressonância magnética é uma das técnicas

mais utilizadas atualmente devido a sua alta especificidade

e sensibilidade, que possibilita a obtenção de imagens em vários

planos e em alta definição, atuando de forma não invasiva e sem a

utilização de radiação ionizante. (SILVA, 2011).

O fenômeno da ressonância magnética foi descrito em 1946 por

Felix Bloch e Edward Purcel na Universidade de Stanford (EUA),

porém a obtenção de imagens do corpo humano só se tornaram

possíveis 30 anos após através de estudos de diversos outros cientistas.

(MAZZOLA, 2012).

No Brasil não existem protocolos divulgados pela Associação

0 22

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) nem

mesmo pelo Instituto Nacional de Metrologia,

Normalização e Qualidade Industrial (INME-

TRO) que garantem qualidade na formação das

imagens e medidas que promovem segurança

na realização do procedimento e ao ambiente

dotado pelo equipamento, utilizando assim, os

protocolos estabelecidos pelo American College

of Radiology (ACR) criados no ano de 2001 e revisados

no ano de 2007 mediante a incidentes

adversos notificados. (FERREIRA; NACIF, 2011).

Devido a grande exposição de riscos no ambiente

de ressonância magnética aos pacientes,

acompanhantes e funcionários é necessário

fazer constantes atualizações sobre o funcionamento

do equipamento, evitando exposição

excessiva a energia dos campos, que podem

alterar sua frequência, pois ainda não se sabe

ao certo os efeitos nocivos desta deposição no

corpo humano. (SILVA, 2011).

De acordo com a resolução nº 234, de 05 de dezembro

de 2013 estabelecida pelo Conselho Federal

de Biomedicina (CFBM) o profissional Biomédico se

torna apto a manusear, estabelecer e criar protocolos

relacionados a ressonância magnética funcional

e espectroscópica, podendo fornecer informações

que auxiliam no laudo, executar anamnese dos

pacientes, administrar meios de contraste, atuar

na função administrativa, promover pesquisas que

utilizam da ressonância magnética, dentre diversas

outras atribuições. (CONSELHO FEDERAL DE BIO-

MEDICINA, 2013).

Mediante os relatos do Instituto para Educação

e Pesquisa em Segurança de Ressonância

Magnética (IMRSER) os incidentes registrados

dentro do ambiente de ressonância magnética,

estão relacionados a falhas no procedimento de

triagem e a falhas no controle da entrada de

pacientes submetidos ao exame, que adentram

com objetos inapropriados e aos pacientes portadores

de dispositivos e implantes potencialmente

perigosos. (INSTITUTO PARA EDUCAÇÃO

E PESQUISA EM SEGURANÇA DE RESSONÂNCIA

MAGNÉTICA, 2014).

Dessa forma, a International Electrotechnical

Commission (IEC) disponibilizou em 1995 a

primeira edição da norma 60601-2-33, que

estabelece medidas de segurança quanto aos

equipamentos de ressonância. Em 2002 foi

publicada a segunda edição da norma, 60601-

2-33:2002 denominada como “Prescrições

Particulares para a Segurança de Equipamentos

de Ressonância Magnética para Diagnose Médica”,

que recomenda que a área de acesso ao

ambiente de ressonância deve ser controlada,

estabelecendo limites para os ruídos acústicos e

garantia de qualidade aos equipamentos, dentre

diversos outros. (MORAES, 2003).

Por fim, cuidados básicos pré-operatórios são

fundamentais e conferem a realização de um

procedimento seguro, como não levar objetos

ferromagnéticos, pacientes grávidas ou amamentando,

pacientes portadores de marca-passo

cardíaco, dentre outros, mesmo que estes

não sejam estabelecidos e exigidos por meio de

protocolos brasileiros. (RAMOS, 2016).

Materiais e Métodos

Foi realizado através de extensas pesquisas

bibliográficas relacionadas aos princípios básicos

da imagem por ressonância magnética,

levando em consideração os protocolos de segurança

estabelecidos pela norma 60601-33-2

de 1995, este projeto visa analisar e revisar as

técnicas atuais de biossegurança na prática de

ressonância para os profissionais biomédicos

habilitados na área, e com a sistematização do

problema, realizar através de entrevista ao centro

de imaginologia da cidade de Paracatu-MG,

verificar os métodos de segurança empregados

pelo estabelecimento.

Critérios Éticos: Mediante a resolução nº

234, de 05 de dezembro de 2013 do Conselho

Federal de Biomedicina – CFBM (CFBM, 2013),

o profissional Biomédico está apto a atuar no

setor de imaginologia que compõe o diagnóstico

por imagem. (CONSELHO FEDERAL DE BIO-

MEDICINA, 2013).

O presente estudo atenderá devidamente as normas

e diretrizes estabelecidas pela Associação Brasileira

de Normas Técnicas (ABNT) e as normas estabelecidas

pelo Conselho Nacional de Metrologia,

Normalização e Qualidade Industrial – CONMETRO

(CONMETRO, 1992), presente na resolução nº 07,

de 24 de agosto de 1992. (ASSOCIAÇÃO BRASILEI-

RA DE NORMAS TÉCNICAS, 1992).

Caracterização do Estudo: De acordo

com Marconi e Lakatos (2006, p.189) o estudo

exploratório consiste na elaboração de questões

ou problemas com intuito de formular hipóteses

que clarificam os conceitos de biossegurança já

existentes, com o propósito de sugerir novos

métodos que possam ser dotados em procedimentos

subsequentes diminuindo índices de

acidentes. (MARCONI; LAKATOS, 2006).

Amostra: Com base nestas informações,

este trabalho revisou os conceitos existentes

de biossegurança no setor de ressonância

magnética, analisando os protocolos estabelecidos

na norma 60601-33-2 de 1995 do

IEC, listando os principais efeitos biológicos ao

profissional biomédico habilitado em imaginologia

frente aos diversos aparelhos manipulados

na área, revisando possíveis medidas de

prevenção para estes.

Critérios de Inclusão: A importância de

estabelecer e executar as medidas de biossegurança

no setor de ressonância magnética, com a

finalidade de garantir segurança aos profissionais

biomédicos e diminuir os riscos de acidentes

relacionados.

Procedimentos do estudo: Foi realizada

uma revisão bibliográfica mediante os protocolos

existentes e quanto ao método empregado

na realização dos procedimentos de ressonância

magnética, fazendo uma comparação com

os atuais métodos empregados no centro de

imaginologia do município de Paracatu-MG,

questionando a forma de como é realizado a

anamnese e o preparo tanto do paciente quanto

do ambiente de imaginologia e quais são as

medidas e protocolos dotados pelo estabelecimento

que garantem segurança ao profissional

e ao paciente na realização do procedimento.

Instrumentos: Este trabalho foi desenvolvido

através de fichamentos construídos

por meio de artigos, fazendo um comparativo

entre o número de acidentes registrados e dos

ARTIGO 02

Revista NewsLab | Out/Nov 2019

0 23


Autores:Natália Martins de Souza1;

Claudia Peres da Silva2;

Geraldo Benedito Batista Oliveira3.

ARTIGO 02

principais protocolos estabelecidos pelo Conselho

Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por

Imagem (CBN), American College of Radiology

(ACR) e da International Electrotechnical Commission

(IEC), em relação ao atual índice de

acidentes notificados juntamente das medidas

dotadas pelo centro de imaginologia de Paracatu-MG,

verificando a eficácia das mesmas.

Retorno aos Avaliados: Através do desenvolvimento

desse trabalho, espera-se que os

objetivos gerais e específicos sejam alcançados

de forma a melhorar as condições de biossegurança

aos profissionais biomédicos e aos

pacientes submetidos ao exame de ressonância

magnética, estabelecendo novos métodos que

possam garantir maior segurança com intenção

de evitar acidentes no setor de imaginologia.

Revisão literária

As melhorias nos processamentos de dados e

os importantes avanços desta modalidade fizeram

com que fosse possível a obtenção de imagens

de todo o corpo através de um único exame,

que juntamente da utilização de bobinas

superficiais tornou mais rápido a liberação das

imagens geradas. (MADUREIRA, et. al. 2010).

O diagnóstico por imagem da ressonância

magnética equivale ao desenvolvimento de um

campo magnético juntamente da emissão de

onda de radiofrequência que transpõe o torso

do paciente, sendo que através do alcance dessas

ondas, tornam-se possíveis adquirir diagnósticos

a cerca de tecidos intrínsecos e órgãos.

(PARENTE, 2017).

Esse fenômeno da RM é especialmente aplicado

a tecidos moles, sendo que no corpo humano,

cada átomo possui determinado campo

magnético, o que faz com que cada um deles,

atue como uma espécie de ímã. Nesse contexto,

no momento em que o corpo humano é posicionado

no interior de um tubo gerador de um

campo magnético, os núcleos dos átomos se

alinham ao redor deste campo, brandindo-se

1 Aluna de graduação do Curso de Biomedicina da Faculdade Finom/

Tecsoma- Paracatu/MG.

2 Biomédica, Mestre em Ciências da Saúde, Professora Orientadora do Curso

de Biomedicina da Faculdade Finom/Tecsoma– Paracatu/MG.

3 Historiador, Especialista em História Moderna e Contemporânea, Professor

Co-orientador do Curso de Biomedicina da Faculdade Finom/Tecsoma–

Paracatu/MG.

em torno de si próprio com frequência relacionada

ao tipo de núcleo, possibilitando a distinção

dos diversos tipos de tecidos. (MADUREIRA,

et. al. 2010).

A ressonância magnética é definida como um

sistema eletromédico que pode ser programado

e como um sistema de ressonância magnética,

englobando todo o conjunto que forma

o equipamento de imagem por ressonância

magnética, dentre eles os acessórios e o acesso

controlado a área que abriga o equipamento.

(MORAES, 2003).

A capacidade que a ressonância magnética

possui em analisar qualquer parte do corpo humano

de forma não invasiva e sem a utilização

de radiação ionizante coloca essa prática médica

a frente de diversos outros métodos convencionais

de imagem, possibilitando a aplicação

de diversas transformações geométricas que facilitam

a análise e a interpretação das imagens

geradas. (VENTURA, 2012).

A imagem por RM é obtida através de três

etapas essenciais: o alinhamento, a excitação e

a detecção de radiofrequência. O momento do

alinhamento, diz-se a respeito da capacidade

magnética de alguns átomos de se organizar

lado a lado de um campo magnético. Na excitação,

cada átomo de hidrogênio brande-se

em frequência paralela pela qual está sendo

submetido, expedindo uma onda eletromagnética

em frequência similar, caracterizando

o fenômeno da ressonância. Na última etapa,

os átomos de hidrogênio tornam-se instáveis

mediante a captação da energia da onda eletromagnética,

retornando a fase de pré-excitação.

(MADUREIRA, et. al. 2010).

Sendo assim, para que as imagens por RM

sejam geradas com qualificação necessária para

análise e compreensão de possíveis diagnósticos

médicos, cuidados básicos e essências devem

ser dotados no momento de realização do

exame, dentre eles, a movimentação do paciente,

que quando realizada com grande intensidade

no interior do equipamento pode sensibilizar

o processo de geração de imagens, nulificando

o exame. (FEDERIZZI; SOUZA, 2013).

Resultados e discussão

Mediante a escassez do equipamento imagenológico

de RM na região do noroeste mineiro,

foi analisada apenas uma clínica que possui atualmente

em seu estabelecimento o equipamento

em questão, sendo localizada no município de

Paracatu, MG. Em questão de que o equipamento

estudado ainda é visto como uma tecnologia

nova, onde métodos que utilizam de raios x e

ultrassons são os métodos mais empregados na

prática médica atual, garantindo mais segurança

ao fenômeno da ressonância magnética por ter

caráter não invasivo e a não utilização de radiação

ionizante. (CARVALHO, 2007).

Com base na demanda de execução do exame

e as medidas de segurança dotadas pelo

estabelecimento, levando em consideração os

acidentes registrados e as normas estabelecidas

pelos conselhos internacionais ECRI, FDA e pela

norma IEC 60601-2-33:2002, foi elaborado um

questionário, dotado de perguntas abertas e fechadas,

totalizando 09 questões, questionando

sobre as medidas de segurança dotadas pelo

estabelecimento. A presente norma promove

um balanceamento quanto os riscos e benefícios

na execução do exame, elaborando um

corpo clínico para os pacientes, direcionando-se

exclusivamente para medidas técnicas baseadas

quanto à segurança de funcionários e pacientes

expostos ao equipamento. (MORAES, 2003).

Nota-se que o equipamento de RM foi recentemente

implantado no estabelecimento, que

0 24

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


Autores:Natália Martins de Souza1;

Claudia Peres da Silva2;

Geraldo Benedito Batista Oliveira3.

ARTIGO 02

foi no ano de 2016, intitulado com as necessidades

da população, fornecendo suporte aos

mesmos, aos médicos e hospitais da região.

A empresa possui 02 profissionais habilitados

voltados para o manuseio do equipamento, sendo

ambos biomédicos devidamente capacitados

para operar o equipamento. Os profissionais em

questão se tornam aptos no manejo do equipamento

mediante ao Conselho Federal de Biomedicina

(resolução nº 234, de 05 de dezembro de

2013), que traz o profissional em questão com

um vasto conhecimento quanto às necessidades

de manutenção do equipamento e questões de

execução do exame imagenológico. (CONSELHO

FEDERAL DE BIOMEDICINA, 2013).

É mencionado que o estabelecimento faz

uso de todas as normas de segurança estabelecidas,

desde o fornecimento de EPIs e EPCs

para pacientes e funcionários, cumprindo com

o PCMSO e PPRA elaborado pelo profissional

especializado na área, realizando também exames

periódicos dos profissionais que trabalham

na empresa. Nesse contexto, Luciano de Moraes

(2003), traz em sua dissertação, que em alguns

países, caso julguem necessário, podem dotar-

-se de legislações que delimitam quantidades

de exposição dos funcionários ao campo magnético,

zelando pela segurança dos profissionais,

mediante ao pouco conhecimento que se

tem do equipamento. Ressalvo que até o presente

momento, o Brasil não dota dessa delimitação

de exposição da equipe responsável pelo

manuseio do equipamento. (MORAES, 2003).

São realizados mais de 6 exames diariamente,

e desde o início do funcionamento do equipamento

no estabelecimento não foi constatado

nenhum acidente quanto a realização do procedimento.

Com base em dados assistenciais

divulgados pela Agência Nacional de Saúde

Suplementar (ANS) nos anos de 2014 e 2015,

variou entre 119 a 132 exames a cada 1.000 beneficiários,

sendo estes divulgados por operadoras

de planos privados de assistência à saúde

através do Sistema de Informações de Produtos

(SIP). (AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLE-

MENTAR, 2015).

A empresa realiza manutenção bimestral do

equipamento, sendo esta fornecida pelo fabricante

do equipamento utilizado, que a realiza de

modo preventivo e corretivo. A norma empregada

neste estudo menciona que a rotina de manutenção

do equipamento deve seguir uma agenda,

que identifica quais partes do equipamento deverão

ser avaliadas pela equipe, sendo realizada

em períodos regulares. (MORAES, 2003).

O meio de contraste utilizado no procedimento

de RM é o gadolínio, injetado de forma

endovenosa. Ele possui grande atividade paramagnética

do íon de gadolínio, provocando

o aumento do campo magnético, acarretando

a redução dos tempos de relaxamento T1 e T2.

(MAZZOLA, 2012).

O gadolínio está disponível em quatro formas

diferentes: gadopentetato, gadodiamida, gadoteridol

e gadoterato meglumina, sendo diferenciados

pela sua estrutura molecular e pelos seus

efeitos colaterais, onde cada um deles possui

um grau de liberação do seu íon no organismo.

(MORAES, 2003).

São divididos em duas categorias principais:

extracelular inespecífico e intracelular específico,

onde a principal diferença entre eles é a

partícula quelante responsável pelo transporte

do gadolínio. Dessa forma, considera-se que os

agentes à base de gadolínio são mais seguros

que o contraste de iodo, porém, ainda existem

possíveis agravos nos quais devem ser reconhecidos

para melhor execução do tratamento e

para orientações antes e depois da execução do

exame. (RESCA; HAYASHI; CHEN, 2014).

Efeitos adversos associados ao uso de contraste

à base gadolínio (náuseas, cefalalgia ou

mudanças no paladar) quase nunca aparecem,

não apresentando também hepatotoxicidade

e nefrotoxicidade quando administrado

em quantidades clinicamente recomendadas.

1 Aluna de graduação do Curso de Biomedicina da Faculdade Finom/

Tecsoma- Paracatu/MG.

2 Biomédica, Mestre em Ciências da Saúde, Professora Orientadora do Curso

de Biomedicina da Faculdade Finom/Tecsoma– Paracatu/MG.

3 Historiador, Especialista em História Moderna e Contemporânea, Professor

Co-orientador do Curso de Biomedicina da Faculdade Finom/Tecsoma–

Paracatu/MG.

(SCHVARTZMAN; SILVEIRA; BERTASO, 2012).

Na RM nota-se algumas vantagens valiosas perante

as outras modalidades médicas imagenológicas,

dentre elas sua função multiplanar, alta

resolução espacial, a não utilização de radiação

ionizante e a capacidade de executar exames com

contraste. (RESCA; HAYASHI; CHEN, 2014).

Riscos associados ao ambiente de RM são

ocasionados pela vulnerabilidade que existe

na atração de objetos ferromagnéticos, que em

contato com o campo, podem ser vigorosamente

atraídos. (PARENTE, 2017).

O FDA (Food and Drug Administration) aborda

uma série de riscos e benefícios que se atribuem

em um exame de RM. Destaca-se nos benefícios

a não utilização de radiação ionizante, a

obtenção de imagens de qualquer parte do

corpo humano, em qualquer plano e em alto

contraste. Ressaltando a excelente capacidade

que o equipamento tem em diferenciar água,

gordura, músculos e tecidos moles do que outros

métodos imagenológicos convencionais.

Dentre os riscos, destaca-se a forte atração de

objetos ferromagnéticos pelo campo magnético

e os fortes ruídos que o equipamento emite,

ressaltando a sensação de claustrofobia que alguns

pacientes podem sentir. (FOOD AND DRUG

ADMINISTRATION, 2017).

As imagens geradas pelo método da RM

possuem maior capacidade em demonstrar as

diferentes estruturas do cérebro, o que torna

mais fácil a detecção de mínimas alterações em

diversas condições patológicas, principalmente

em condições dismielinizantes e em processos

infiltrativos. (JÚNIOR; YAMASHITA, 2001).

Em alguns pacientes submetidos ao exame

0 26

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


Sistema imunoensaio Point of Care

Especificações

Tipo de Amostra

Reconhecimento de Marcadores

Modos de teste

Memória

Dimensões e peso

Entrada de energia

Temperatura Operacional

Temperatura de Armazenamento

Umidade

ID do Paciente e Operador

Dispositivo Opcional

Sangue Venoso (EDTA)

RFID

Modo Paciente Teste : 10 minutos/teste

Modo Múltiplus Testes: Acima de 100 hora/teste

1000 resultados

Analisador : 16.8 X 19 X9.5 (cm), 0.8kg

Tira: 3 X 9.8 X 0.6 (cm) , 8.7g

DC 9V/3A

18 ~ 32°C (64 ~90°F)

Analisador:2~35°C (36~95°F)

Tira: 2 ~ 30°C (36 ~86°F)

10 ~ 85%

Teclado Touch ou Leitor de Código de Barras

Impressora Térmica,Leitor de Código de Barras,

Bateria (8.4V / 4400mAh),Cabo de Dados.

TM

Imunoensaio nsaio POCT

SelexOn

para

uso em ambientes profissionais

TM

O sistema SelexOn

mede adequadamente mais de 30 testes, dentre eles cardiopatias,

câncer, marcadores de doenças de tireóide e marcadores de infecções.

TM

Pequeno e leve, o SelexOn é um dispositivo único, projetado com precisão e facilidade de uso.

Tira

Única

Porta para entrada das Tiras

LCD Touch Screen

Janela de Medição

Código da Tira

Área de adição da amostra

Adição da amostra

Leitor RFID

LED de Energia (Superior)

LED de Recarga (Inferior)

Botão Liga/Desliga

Tira

Tripla

Rápido e Produtivo

Diversos Testes

Precisando apenas de 10 minutos para um teste quantitativo e 20

minutos para o Qualitativo, o SelexOn pode realizar até 100

testes por hora.

SelexOn TM analisa mais de 30 tiras diferentes para diversos

testes de doenças cardíacas, câncer, tireóide e infecciosas.

Bio Advance

Diagnósticos

Cardíacos

Câncer

Diabetes

Tireóide

Infecciosa

Diversas

Patologias


Autores:Natália Martins de Souza1;

Claudia Peres da Silva2;

Geraldo Benedito Batista Oliveira3.

ARTIGO 02

nota-se o grande sofrimento psicológico que

o procedimento causa, destacando-se a ansiedade

e os ataques de pânico, sendo caracterizada

por náuseas, palpitações, desmaio, dores

no peito, dispneia, tremores, sudoreses, dentre

outros. (SILVA, 2011).

De acordo com Mazilli e outros (2002), citado

por Welderlany Carvalho Parente (2017,

p. 16), o termo segurança em ressonância magnética

é visto como uma série de atitudes e recursos

empregados na proteção da radiação não

ionizante, sendo utilizado para diminuir riscos, e,

dessa forma, obter segurança no setor. (PARENTE,

2017, p. 16 apud Mazilli, et. al. 2002).

O desenvolvimento de equipamentos superiores

a 10T faz com que haja uma necessidade

muito maior em se estudar a interação dos

campos magnéticos com o corpo humano, sendo

que até o presente momento tem-se que os

equipamentos de até 8T não trazem malefícios

para pacientes adultos, mostrando a importância

em rever as atuais diretrizes de segurança

existentes, a fim de que se tornem adequadas

a atender os futuros aparelhos imagenológicos,

evitando possíveis acidentes. (SILVA, 2011).

O termo biossegurança é constituído de um

conjunto de normas que verifica, principalmente,

a prevenção, minimização e a erradicação

de riscos, baseando-se em decisões técnicas e

administrativas com o intuito de propor adaptações

ou mudanças mediante a situações que

podem afetar a saúde em âmbito social e ambiental.

(PARENTE, 2017).

Quando tratado os quesitos de segurança em

um ambiente imagenológico de RM, envolve-

-se uma série de aspectos que merecem atenção

especial, como por exemplo, a ansiedade,

gravidez, pacientes portadores de dispositivos

médicos, ruído acústico, implantes, claustrofobia,

dentre outros. (MORAES, 2003).

A maioria dos acidentes registrados em um

ambiente de RM estão correlacionados com

o campo magnético estático, o gradiente de

campo magnético e com o campo eletromagnético

de radiofrequência, porém, os meios de

contraste também podem oferecer risco potencial

aos pacientes e com isso, merecem atenção

especial dentro do ambiente imagenológico.

(MAZZOLA, 2012).

Atualmente, não existem normas federais

ou estaduais de controle de qualidade para os

equipamentos de RM estabelecidos no Brasil,

utilizando-se assim as normas internacionais

estabelecidas pela ACR (American College of

Radiology), NEMA (National Electrical Manufacturers

Association) dentre outras. (CAPAVER-

DE; MOURA; SILVA, 2012).

Existem diversos relatos de incidentes registrados

em um ambiente de ressonância magnética,

incluindo desde falhas na anamnese

a falhas na execução do procedimento, e com

isso, a norma IEC 60601-2-33:2002, designada

em “Prescrições Particulares para a Segurança

de Equipamentos de Ressonância Magnética

para Diagnose Médica”, atualizada no ano de

2002, foi criada a fim de estabelecer critérios

de segurança para os funcionários e pacientes

submetidos ao procedimento, e dessa forma, ao

ambiente imagenológico. (MORAES, 2003).

A norma aborda medidas técnicas quanto à

segurança dos pacientes e do pessoal envolvido

Pacientes indicados para realização do exame

Pacientes portadores de parafusos e hastes em ossos;

Portadores de valvas artificiais;

Pacientes portadores de próteses de aorta;

Pacientes com dispositivos intrauterinos e contraceptivos;

Pacientes com diafragma;

Pacientes com cosméticos permanentes e tatuagens;

Pacientes com suturas;

Pacientes com stents coronarianos;

Pacientes grávidas.

Quadro 1: Indicações x contraindicações

1 Aluna de graduação do Curso de Biomedicina da Faculdade Finom/

Tecsoma- Paracatu/MG.

2 Biomédica, Mestre em Ciências da Saúde, Professora Orientadora do Curso

de Biomedicina da Faculdade Finom/Tecsoma– Paracatu/MG.

3 Historiador, Especialista em História Moderna e Contemporânea, Professor

Co-orientador do Curso de Biomedicina da Faculdade Finom/Tecsoma–

Paracatu/MG.

no ambiente, incluindo treinamento aos manuseadores

do equipamento, regras relacionadas

quanto ao acesso ao equipamento de ressonância

magnética, equipe qualificada e capacitada

para a tomada de decisões quanto à segurança

do ambiente e dos pacientes e a importância

de se ter responsabilidade médica no momento

em que o paciente está no interior ou perto

do equipamento de imagem. (INTERNATIONAL

ELECTROTECHNICAL COMMISSION, 2002).

A norma deixa bastante claro que todas as

medidas organizacionais tanto do controle

quanto da operação do equipamento são de

total responsabilidade do usuário, englobando

qualificação e treinamento adequado a equipe

responsável pelo equipamento, tornando-os

altamente capacitados a tomada de decisões

relacionadas à segurança. (MORAES, 2003).

No processo de execução do exame por RM existem

alguns critérios de indicações e contraindicações

quanto à exposição dos pacientes ao campo

Pacientes contraindicados à realização do exame

Pacientes portadores de marca-passo cardíaco;

Pacientes com clips vasculares ferrosos;

Pacientes com implantes cocleares;

Pacientes com projeteis de arma de fogo;

Pacientes portadores de implantes penianos e esfíncteres

artificiais;

Pacientes com aparelhos e materiais dentários;

Pacientes com piercings corporais (devendo ser removidos

antes do exame);

Pacientes com cateteres e acessórios cardiovasculares;

Pacientes com fragmentos metálicos nos olhos.

0 28

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


Autores:Natália Martins de Souza1;

Claudia Peres da Silva2;

Geraldo Benedito Batista Oliveira3.

ARTIGO 02

magnético correlacionado. (PARENTE, 2017).

Isso se deve em decorrência de que alguns

objetos possam ser desalojados ou movidos,

e dessa forma, induzirem correntes elétricas,

provocando aquecimento e interpretações incorretas

quanto aos resultados dos exames por

produzirem artefatos indicando anormalidades,

além de possíveis acidentes. (MORAES, 2003).

É necessário estabelecer medidas de segurança

juntamente com os pacientes, realizando

uma triagem que antecede a entrada e a realização

do procedimento, indicando as indicações

e contraindicações absolutas quanto ao contato

com o equipamento imagenológico, quanto

pacientes portadores de aparelhos médicos

(marca-passo, clips, projeteis, etc.), claustrofobia,

gravidez, presença de quaisquer objetos

pessoais ferromagnéticos, dentre outros. (FER-

REIRA, 2008).

Com base nas informações obtidas dos artigos

analisados e aos dados do ECRI e FDA, segue-

-se abaixo um quadro (Quadro 1: Indicações x

contraindicações), com possíveis indicações e

contraindicações relacionadas à pacientes portadores

de objetos médicos ferromagnéticos e

pacientes grávidas.

A imagenologia é definida como um agregado

de métodos que utilizam as imagens como

uma forma de prevenção e diagnóstico, que

possibilita o estudo de órgãos e sistemas do

organismo humano, que vem sendo uma das

maiores áreas de ascensão no mercado de trabalho

biomédico, sendo uma área legalmente

habilitada pelo CFBM. (TEODORO, 2016).

O Conselho Federal de Biomedicina (CFBM) habilitou

no ano de 2013 na resolução nº 234, de 05

de dezembro de 2013 os profissionais Biomédicos

na área imaginológica, com o intuito de acompanhar

as inovações tecnológicas na área da saúde,

mediante a capacidade que este profissional tem

em compreender, analisar e reconhecer possíveis

alterações nas imagens geradas. (CONSELHO FE-

DERAL DE BIOMEDICINA, 2013).

O profissional biomédico ganhou espaço nesse

mercado de trabalho em decorrência de conhecer

muito bem a área da saúde e também por dedicar

seu vasto aprendizado em prol da diagnose por

imagem e terapias. (CAPARBO, 2012).

O manual do biomédico traz uma série de

atribuições que o profissional biomédico pode

executar em um ambiente de ressonância

magnética, dentre elas destacam-se a atuação

na definição dos protocolos de exame, administração

dos meios de contraste, a realização

da anamnese dos pacientes, atuação nos pós-

-processamentos das imagens, atuação nas

mais diversas tecnologias quanto à ressonância

magnética, realização de pesquisas utilizando o

equipamento, dentre diversas outras. (CONSE-

LHO REGIONAL DE BIOMEDICINA, 2017).

1 Aluna de graduação do Curso de Biomedicina da Faculdade Finom/

Tecsoma- Paracatu/MG.

2 Biomédica, Mestre em Ciências da Saúde, Professora Orientadora do Curso

de Biomedicina da Faculdade Finom/Tecsoma– Paracatu/MG.

3 Historiador, Especialista em História Moderna e Contemporânea, Professor

Co-orientador do Curso de Biomedicina da Faculdade Finom/Tecsoma–

Paracatu/MG.

Conclusão:

O uso do método de diagnóstico por imagem

se torna cada vez mais essencial, promovendo

diagnósticos precisos e perceptíveis, mas que

infelizmente podem acarretar danos nocivos à

saúde humana quando executado de maneira

inadequada, fazendo-se necessário a adoção de

medidas preventivas e corretivas, a fim de diminuir

índices potenciais de acidentes no ambiente

imagenológico, tanto para os pacientes quanto

para os funcionários. (CARVALHO, 2007).

Com isso, se torna nítida a importância que

existe na certificação de equipamentos eletromédicos

a título de evitar possíveis acidentes, e a

norma IEC 60601 exprime a preocupação do comitê

eletrotécnico exterior em certificar o maior

nível viável de segurança existente aos indivíduos

que necessitam do equipamento, sejam eles

pacientes ou manuseadores. (INTERNATIONAL

ELECTROTECHNICAL COMMISSION, 2010).

Para que haja qualquer tipo de prevenção,

é necessário que se tenha um conhecimento

prévio dos efeitos maléficos que os campos

eletromagnéticos podem acarretar, bem como

os que envolvem pacientes portadores de dispositivos

metálicos, quanto pacientes grávidas,

sendo de suma importância a elaboração

de um questionário a cerca das indicações e

contraindicações do exame, tornando obrigatório

o cumprimento de todas as normas

estabelecidas. (GUERRA et al. 2012).

Dessa forma, o gerenciamento de risco é um

aspecto essencial atribuído à norma estudada, por

promover um caráter obrigatório aos fabricantes de

equipamentos médicos a realizarem um estudo

mais afundo para determinar possíveis perigos na

utilização desses equipamentos. (INTERNATIONAL

ELECTROTECHNICAL COMMISSION, 2010).

A adoção de medidas de segurança, tais como

triagem, uso de EPI’s e EPC’S adequados, revestimento

correto do ambiente de exame, são

indispensáveis, visando à erradicação e minimização

de riscos relacionados ao procedimento

imagenológico. (PARENTE, 2017).

Por fim, vale ressaltar as grandes dificuldades

encontradas no decorrer da edificação deste

trabalho, como a carência do equipamento no

Noroeste Mineiro, que mesmo sendo o método

de caráter menos invasivo e de melhor resolução,

ainda existe uma escassez muito grande

mediante ao alto custo do exame e ao alto custo

da instalação do mesmo ao ambiente imagenológico,

e no mais, a grande dificuldade encontrada

ao acesso à norma internacional.

A dificuldade apresentada abre campo para uma

pesquisa futura, visando à análise da demanda do

exame juntamente de atualizações quanto a novos

protocolos de segurança, atualizando números de

acidentes acometidos. Promovendo dessa forma

um levantamento de dados que visam rever as

constantes atualizações sobre o equipamento, e

dessa forma, medidas de segurança.

0 30

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


QUALIDADE

NA FIXAÇÃO DE BIÓPSIAS

Pronto para Uso, Baixo Custo,

Rápida e Fácil Implementação

O HistoPot são frascos plásticos rígidos de excelente qualidade,

anti-vazamento, pré-rotulados de diversos tamanhos que

contém Formol Tamponado %. Eles foram desenvolvidos para

coleta, armazenamento e transporte de biópsias.

IMPORTADO COM EXCLUSIVIDADE POR:

Rua São Paulo nº - Bairro dos Estados

Balneário Camboriú/SC - CEP: ----

.. .....

.. .....

vendass@stramedical.com.br

www.histopot.com.br


Autores:Natália Martins de Souza1;

Claudia Peres da Silva2;

Geraldo Benedito Batista Oliveira3.

ARTIGO 02

Agradecimentos:

Agradeço primeiramente a Deus, que é minha

força e fortaleza, que me permitiu chegar até

aqui com garra e saúde. A minha família minha

base, em especial a minha mãe Solângela, por

toda paciência e incentivo para que meus estudos

se concretizassem.

Ao meu namorado Ernane, e aos meus amigos,

por todo o apoio, paciência e carinho prestado,

e a todos aqueles que direta ou indiretamente

contribuíram para a conclusão de mais

esta etapa na minha vida.

As minhas colegas de sala, que foram fundamentais

no desenvolvimento deste projeto, que

me apoiaram e que me ajudaram sempre que

necessário, fazendo parte da minha formação.

A todo campo docente, em especial minha

orientadora MsC. Cláudia Peres da Silva que

me cedeu parte do seu tempo e da sua atenção

que com muito carinho e empenho fez com

que meu trabalho ganhasse outro significado e

tendo maior valor científico, tirando minhas dúvidas

e fazendo todas as correções necessárias.

Ao meu orientador metodológico Geraldo B.

B. Oliveira que me acolheu com muito carinho e a

instituição Tecsoma pela oportunidade oferecida e

pelo ensino de qualidade prestado, que serviram de

grande conhecimento profissional e pessoal.

A clínica de Imaginologia da cidade de Paracatu-MG,

em especial o Alexandre Rosa Macedo

e ao Dr. Humberto Rabelo, que me ajudou a

obter os dados da minha pesquisa, contribuindo

grandemente com meu conhecimento.

Referências:

BRASIL. Agência Nacional de Saúde Suplementar. Mapa assistencial

da saúde suplementar 2015. p.1-23. maio. Rio de Janeiro, 2016.

Disponível em: < www.ans.gov.br/images/stories/Materiais_para_

pesquisa/Materiais_por_assunto/mapa_assistencial_2016007.

pdf>. Acesso em: 08 de out. de 2018. BRASIL. Lei federal nº. 6.684/79

de 05 de dezembro de 2013. Regulamenta o art. 1, inciso 1º do

Conselho Federal de Biomedicina. Conselho Federal de Biomedicina,

Brasília, 05 dez. 2013. Disponível em: .

Acesso em: 25 de set.

de 2017. BRASIL. Conselho Regional de Biomedicina 1ª Região. Manual

do biomédico 1º semestre 2017. Disponível em: www.crbm1.gov.br/

site/wp-content/uploads/2016/04/Manual-do-Biomedico-Edicaodigital-2017.pdf.

Acesso em: 19 de fev. de 2018. CAPARBO, Marcos. Os

direitos e responsabilidades do biomédico. Jornal da imagem. ago. São

Paulo, 2012. Disponível em: .

Acesso em: 27 de out. de 2018. CAPAVERDE, Alexandre S.; MOURA,

Cássio S.; MARIA, Ana Maria M. Desenvolvimento de um programa de

controle de qualidade em ressonância magnética baseado nas

recomendações do Colégio Americano de Radiologia. Revista brasileira

de física médica: Porto Alegre, v. 6, n. 2, p. 79-85. 2012. Disponível em:

www.rbfm.org.br/rbfm/article/view/191/179. Acesso em: 25 de fev.

de 2018. CARVALHO, João Jorge Azevedo Durão. Estratégias de

manutenção hospitalar: aplicação à ressonância magnética nuclear.

2007. 181 f. Mestrado (Dissertação). – Universidade do Porto faculdade

de engenharia, Porto, 2007. Disponível em: .

Acesso em: 08 de out. de 2018. CONSELHO NACIONAL DE METROLOGIA,

NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE INDUSTRIAL – CONMETRO. Resolução

nº 07, de 24 de agosto de 1992. Disponível em: . Acesso em: 09 de nov. de

2017. FDA. Food and Drug Administration. Benefits and Risks. U. S.,

2017. Disponível em: www.fda.gov/RadiationEmittingProducts/

RadiationEmittingProductsandProcedures/MedicalImaging/MRI/

ucm482765.htm. Acesso em: 12 de fev. de 2018. FEDERIZZI, Márcia;

SOUZA, Vanessa Borba de. Processamento digital de imagens para

avaliação qualitativa em diagnósticos por imagens de ressonância

magnética nuclear. 2013. 76f. Monografia (Especialização) - pontifícia

universidade católica do Rio Grande do Sul faculdade de engenharia/

faculdade de informática engenharia de computação, Porto Alegre,

2013. Disponível em: www.revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/

graduacao/article/viewFile/17829/11459. Acesso em 25 de jan. de

2018. FERREIRA, Carlos. Imagem por ressonância magnética – do

principio à actualidade. p. 20-26. TDT online magazine. Disponível em:

.

Acesso em: 25 de maio de 2018. RAMOS, Maria Manuela de Andrade e

Silva. Plano de segurança do paciente para pacientes com sistemas de

estimulação encefálica profunda submetidos a exames de imagem por

ressonância magnética no hospital Marcelino Champagnat. 2016. 121

f. Dissertação (Pós-Graduação) - Universidade Tecnológica Federal do

Paraná Programa de Pós- Graduação em Engenharia Biomédica.

RESCA, Ana Luiza Brancaglione; HAYASHI, Monique Noriko; CHEN, Yi

Han. Processos patológicos relacionados ao uso de gadolínio em

técnicas de ressonância magnética. 2014. 9 f. Trabalho Acadêmico

(Revisão de Literatura) - Centro Universitário das Faculdades

Metropolitanas Unidas. 14º Congresso Nacional de Iniciação Científica,

CONIC/SEMESP. São Paulo, 2014. Disponível em: . Acesso

em: 25 de maio de 2018. RIOS, Eduardo Diaz. Técnica de diagnóstico por

imagens: ressonância magnética nuclear. Porto Alegre, 1998.

Disponível em: . Acesso em: 28 de fev. de 2018. SAVIONE, Herick. O essencial

sobre ressonância magnética. ed. 3. Faculdade de Tecnologia Novo

Rumo. Belo Horizonte, 2010. Disponível em: www.pt.scribd.com/

doc/32619708. Acesso em: 11 de jan. de 2018. SCHVARTZMAN, Paulo

R; SILVEIRA, Jorge Guilherme Moojen da; BERTASO, Angela Gallina.

Avaliação de doença coronária em assintomáticos: o papel da

ressonância magnética. Revista da sociedade de cardiologia do estado

do Rio Grande do Sul. n. 24 jan./fev./mar./abr. Rio Grande do Sul, 2012.

Disponível em: .Acesso em: 04 de maio de 2018. SILVA,

Mayara Pereira da. Efeitos biológicos e biossegurança em ressonância

magnética: uma revisão de literatura. 2011. 143 f. Dissertação

(Graduação) – Universidade Federal do Pará, Instituto de Ciências

Biológicas, Faculdade de Biomedicina. Belém, 2011. Disponível em:

. Acesso em: 5 de set.

de 2017. TEODORO, Thassia Mariane. A biomedicina e o diagnóstico por

imagem. Biomedicina em ação. jul. 2016. Disponível em: .

Acesso em: 07 de out. de 2018. VENTURA, Sandra Moreira Rua. A

utilização da ressonância magnética na caracterização funcional da fala.

2012. 208 f. Dissertação (Doutorado) – Departamento de Engenharia

Electrotécnica e de Computadores para satisfação parcial dos requisitos

do Programa Doutoral em Engenharia Biomédica. Faculdade de

engenharia da universidade do Porto. Portugal, 2012. Disponível em:

. Acesso em: 7 de set. de 2017. QUEIRÓS, Gabriela de Pinho.

Análise computacional de imagens de ressonância magnética

funcional. 2011. 42 f. Dissertação (Mestrado) - Universidade do Porto.

Faculdade de engenharia biomédica. Porto, 2011. Disponível em:

. Acesso em 27 de out. de 2018

0 32

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


Conheça o nosso portfólio de gasometria:

Customizado.

Conectado. Completo.

O portfólio da Siemens Healthineers para cuidados críticos possui soluções

transformadoras ao oferecer o teste certo, no ambiente certo e no momento certo.

RAPIDPoint 500 RAPIDLab 348EX Epoc

• Resultado rápido -

análise de gases do

sangue em apenas

60 segundos

• Fácil de usar e

necessita de pouco

manuseio do operador.

• Equipamento ideal

para laboratório de

baixo a médio volume

• Operação totalmente

automatizada

• Atendimento rápido

da demanda.

• Solução portátil

• Resultados em

gasometria, eletrólitos

e metabólitos ao lado

do paciente em

40 segundos.

Todos os equipamentos de gasometria são conectáveis às soluções de TI

Siemens Healthineers para gerenciamento da sua base com maior controle, simplicidade

e melhores resultados.

healthcare.siemens.com.br


ARTIGO 03

Autores: Aracaty Silva Sobrinho ¹ ;

Ana Rubia Pinto do Nascimento ²;

Dennis Hollander Silva 3.

1 Diretor Científico do Weller Works Laboratories.

2 Supervisora do Weller Works Laboratories.

3 Diretor Executivo da GPS Medicina e Segurança do Trabalho.

Vírus do Oeste do Nilo:

Etiopatogenia e Diagnóstico Laboratorial

RESUMO

Os autores mostram a importância do Vírus do Nilo Ocidental, do inglês

West Nile Virus (WNV) como patógeno emergente amplamente distribuído

na América do Norte, Central e sua introdução na América do Sul.

O WNV faz parte da família Flaviviridae, com genoma de RNA de fita simples,

apresen-tando simetria icosaédrica. O vírus pode infectar humanos,

aves e cavalos, transmitido por mosquito infectado. Das espécies infectadas,

o Culex pipiens parece ser o mais importante nos Estados Unidos e

no Brasil é o Culex quinquefasciatus. Apresenta um período de incubação

de 3 a 14 dias. A doença pode conferir imunidade duradoura. Na sua

patologia é importante a realização de diagnóstico diferen-cial. Em casos

de encefalites de etiologia desconhecido se faz necessário a programação

de um siste-ma de vigilância. O diagnóstico do vírus inclui o isolamento

e a identificação. A resposta imune inicia-se logo após a infecção pelo

WNV. O método sorológico mais eficiente no soro coletado no tempo de

8 a 14 dias após o início da doença é ELISA utilizando anticorpos monoclonais,

hibridização in-situ e testes moleculares. Muitas tecnologias

têm sido desenvolvidas na preparação de vacinas contra o WNV. Qua-tro

formas foram testadas. Apenas as formas WNV/YF 17D e WNV/DENV4

30 apresentaram resul-tados promissores.

Palavras-chave: West Nile Virus, WNV, Vírus do Nilo Ocidental, epidemiologia,

patologia, diagnóstico laboratorial, vacinas.

ABSTRACT

The authors report the importance of the West Nile Virus (WNV)

as an emerging pathogen widely dis-tributed in North and Central

America and its introduction in South America. The WNV is part of

the Fla-viviridae family with the RNA genome of simple tape, presenting

icosahedral symmetry. The virus can infect humans, birds

and horses, transmitted by infected mosquitoes. Of the infected

species, Culex pipiens seems to be the most important in the United

States and in Brazil it is Culex quinquefasciatus. It has an incubation

period of 3 to 14 days. The disease can confer lasting immunity. In

its pathology, it is important to perform a differential diagnosis. In

cases of encephalitis of unknown etiology, it is necessary to program

a surveillance system. Diagnosis of the virus includes isolation

and identification. The im-mune response begins shortly after WNV

infection. The most efficient serological method in the serum collected

from 8 to 14 days after disease onset is ELISA using monoclonal

antibodies, in-situ hybridiza-tion and molecular tests. Many technologies

have been developed in the preparation of vaccines against

WNV. Four ways were tested. Only the WNV / YF 17D and WNV /

DENV4 30 forms presented promis-ing results.

Key words: West Nile Virus, WNV, West Nile virus, epidemiology, pathology,

laboratory diagnosis, vaccines.

Introdução

O Vírus do Oeste do Nilo ou West Nile Virus (WNV), é um arbovírus

pertencente ao gênero Flavivírus, da família Flaviviridae. Foi isolado

pela primeira vez em 1937, na Província de West Nile, em Uganda,

à partir do sangue de uma mulher febril de 37 anos que residia em

6, 8, 9

Omongo (distrito de West Nile).

Na década de 1950 estimou-se que 40% da população do delta do

Nilo era soro positivo para o vírus. 19 Em 1974 ocorreu a maior epidemia

0 34

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


ARTIGO 03

que se teve notícia na Província do Cabo, África do

Sul, quando aproximadamente 3.000 casos desta

virose foram diagnosticadas. 19

Em 1999, um surto em Nova York, Estados

Unidos, causou a morte de um grande número de

aves, e em humanos foi relacionado a vários casos

de encefalite. 6

Esse vírus é transmitido por mosquitos, e foi

relacionado em Nova York com o mosquito

urbano Culex pipiens. Desde sua introdução

na América do Norte em 1999 mais de 27.500

casos humanos da infecção pelo WNV foram

documentados nos Estados Unidos da América,

resultando em mais de 100 casos fatais. 5,11,19

O vírus pode infectar aves, humanos, cavalos

e outros mamíferos. ¹³ Seu principal reservatório

e hospedeiro amplificador do vírus são algumas

espécies de aves silvestres, pois a disseminação

do vírus vem ocorrendo devido ao processo de

migração característico de algumas espécies de

aves que se deslocam de várias regiões do mundo

levando consigo o vírus. As aves, como são

hospedeiros naturais podem ou não apresentar

quadro clínico da doença. ¹³

Humanos e cavalos são considerados hospedeiros

acidentais, que não participam na trans-missão

subsequente da doença, pois o vírus não consegue

desenvolver uma viremia suficiente alta para

transmitir o vírus ao vetor.²

Figura 3. Estrutura do Vírus do Oeste do Nilo (WNV)

Revista NewsLab | Out/Nov 2019

No Brasil o mosquito que mais se assemelha ao Culex

pipiens e o Culex quinquefasciatus. Figura 1 e 2.

Características do Agente Etiológico

O Vírus do Oeste do Nilo (WNV) faz parte da

família Flaviviridae, com genoma de RNA de

fita simples e sentido positivo, com 10,7 Kb de

tamanho e simetria icosaédrica. Figura 3.

O vírus da febre amarela e o vírus da dengue

são exemplos importantes de agentes etiológicos

desta família. 24

Os vírus da família Flaviviridae possuem núcleo

formado por uma ribonucleoproteína esférica,

envolvido por um envelope lipoproteico com

pequenas projeções na superfície. Este envelope

protege o genoma das nucleases celulares. ²³

A poliproteína codificadora é processada para

produzir três proteínas estruturais (capsídeo, prémembrana

e envelope) e sete proteínas nãoestruturais

(NS1, NS2A, NS2B, NS3, NS4A, NS4B

e NS5).16,19 As proteínas não-estruturais são

codificadas logo após as estruturais e participam

de proces-sos de replicação viral e modulação na

permeabilidade de membrana, dentre outros. As

proteínas NS1, NS3 e NS5 são grandes e altamente

conservadas. Já as proteínas NS2A, NS2B,

NS4A e NS4B são menores e de característica

hidrofóbica. 16,19,21 As regiões não-codificadoras

(NCR) 3’ e 5’ do genoma do WNV possuem

94 a 580 nucleotídeos respectivamente16,

demonstrado pela figura 4. 15,19,21

Figura 1. Mosquito Culex pipiens

Figura 2. Mosquito Culex quinquefasciatus

Epidemiologia

Em decorrência do Vírus do Oeste do Nilo

apresentar uma ampla gama de hospedeiros e

por se multi-plicar nas aves, répteis, mamíferos

e mosquitos, e por se propagar rapidamente,

é uma zoonose que requer uma atenção

redobrada em nosso país. 2,13

A infecção cerebral provocada pelo Vírus do

Oeste do Nilo foi identificada pela primeira vez

em Uganda, no ano de 1937. Na década de 50,

foi verificado a primeira epidemia em Israel,

sendo reco-nhecido o VWN, como o causador

de uma meningoencefalite severa. De forma

subsequente, sua pre-sença foi novamente

detectada em Israel, Índia, Egito e em outros

países da África. Em 1974, ocorreu na África do

Sul, a maior epidemia conhecida causada por

esse agente. Na década de 90, ocorreram sur-tos

nos seguintes países: Argélia (1994), Romênia

(1996-1997), República Checa (1997), República

Democrática do Congo (1998), Rússia (1999) e

Israel (2000). Nos EUA, a doença vem ocorrendo

desde 1999; em 2002, foram registrados 4.156

casos, com 284 óbitos; em 2003, ocorreram

9.862 casos, com 264 óbitos; em 2004, ocorreram

2.539 casos, com 100 óbitos; e, em 2008 foram

notificados 1.338 casos e 43 óbitos, provenientes

de 43 estados daquele país. No Canadá, em 2008,

ocorreram 36 casos 1,17 .

0 35


Autor: Aracaty Silva Sobrinho ¹ ;

Ana Rubia Pinto do Nascimento ²;

Dennis Hollander Silva 3.

ARTIGO 03

No Brasil, o primeiro caso da doença foi

registrado no Piauí em 2014. O paciente era um

vaqueiro do município de Aroeiras do Itaim que

fez tratamento por cerca de 4 meses, mas ficou

com quadro de para-lisia. Em 2017, de acordo

com dados da Secretaria de Estudo da Saúde de

Piauí (Sesapi), foram notifi-cados 10 casos e uma

morte que pode ter sido causada pelo vírus 10.

• Reservatório: o vírus pode infectar humanos,

aves, cavalos e outros mamíferos. Seu principal

reser-vatório e amplificador são algumas espécies

de aves. Somente elas estão em condições de

atuar como reservatório, já que tem uma viremia

alta e prolongada, servindo dessa forma, como

fonte de infeção para os vetores. 3,13

• Modo de Transmissão: o Vírus do Oeste do

Nilo pode ser transmitido quando um mosquito

infectado pica um humano ou animal para se

alimentar. Figura 5 Os mosquitos se infectam

quando fazem o re-pasto em aves infectadas, as

quais podem circular o vírus em seu sangue por

alguns dias. O vírus se replica no intestino dos

insetos, sendo armazenado em suas glândulas

salivares. Mais raramente, a transmissão pode

ocorrer, através da transfusão sanguínea ou

transplante de órgãos e aleitamento materno.

Transmissão interpessoal não ocorre. 1,2

O principal gênero de mosquito identificado como

vetor do Vírus do Oeste do Nilo é o Culex. Entretanto,

outras espécies de mosquitos já se infectaram com

o vírus. Das espécies infectadas, o Culex pipiens

parece ser o mais importante nos Estados Unidos.

No Brasil, a espécie que mais se assemelha ao Culex

pipiens é o Culex quinquefasciatus. 6

• Período de Incubação: o período de incubação

varia de 3 a 14 dias, podendo ser maior em pacientes

com neoplasias avançadas e em pessoas que

estão sendo submetidas a tratamentos imunossupressores.

2,24

• Período de Transmissibilidade: nas aves pode

variar de 3 a 7 dias, dependendo da espécie.

Não existe confirmação de que outras espécies

animais tenham capacidade de transmissão do

vírus, devido o curto e baixo período de viremia.¹

• Suscetibilidade e Imunidade: a suscetibilidade

varia entre as espécies. As espécies mais acometidas

pela doença são as aves, os humanos e os

equídeos. No ser humano, indivíduos com idade

supe-rior a 50 anos tem maior frequência de

manifestações graves da doença. A doença pode

conferir imunidade duradoura ¹.

• Vigilância Epidemiológica: em situações onde

se desconhece a atividade do VWN, deve-se

progra-mar um sistema de vigilância para casos

de encefalites de etiologia desconhecida, tanto

em humanos, como em aves e mamíferos. A

vigilância deve ser realizada de forma a detectar,

o mais precocemente possível, a circulação viral na

área, evitar a ocorrência da infecção em áreas livres

e prevenir a circula-ção em humanos. Assim, os

seguintes tipos de vigilância devem ser seguidos:

a) vigilância em aves; b) vigilância entomológica;

c) vigilância em cavalos; d) vigilância em humanos

e; e) vigilância sentinela. 1,19

Patologia

Os seres humanos e outros animais são

hospedeiros terminais, pois não desenvolvem a

vire-mia necessária para infectar os mosquitos.

A taxa de mortalidade em humanos com

infecções diagnos-ticadas é muito significativa,

correspondendo a aproximadamente 4% (4.269

casos, com 177 mortos, em 2007) e a taxa de

Figura 5. Ciclo de Transmissão do Vírus do Oeste do Nilo (WNV)

1 Diretor Científico do Weller Works Laboratories.

2 Supervisora do Weller Works Laboratories.

3 Diretor Executivo da GPS Medicina e Segurança do Trabalho.

Figura 4. Estrutura Genômica do Flavivirus

mortalidade em cavalos atinge até 40%. As

infecções em humanos são assinto-máticas ou

muito branda. Após um período de incubação

de 3 a 14 dias, cerca de 20% dos indivíduos

infectados desenvolvem a febre do Oeste do Nilo,

uma enfermidade branda, que perdura por 3 a 6

dias. A febre pode ser acompanhada por cefaleia,

náusea, mialgia, erupções, linfadenopatia (edema

de nódulos linfáticos) e mal-estar geral. Menos

de 1% dos indivíduos infectados desenvolvem

doenças neurológicas graves, como encefalite

ou meningite do Oeste do Nilo 7,12 . Os casos

diagnosticados exibem taxa muito mais elevada

de complicações neurológicas e os adultos com

mais de 50 anos parecem ser mais susceptíveis a

essas complicações 17 .

0 36

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


Autor: Aracaty Silva Sobrinho ¹ ;

Ana Rubia Pinto do Nascimento ²;

Dennis Hollander Silva 3.

ARTIGO 03

Diagnóstico Diferencial: meningoencefalite

sem causa conhecida, encefalites ou meningites

de provável etiologia viral, além de outras

doenças do SNC. Considerar também para o

diagnóstico dife-rencial, casos de doenças febris

agudas, suspeitos de dengue, leptospirose, febre

muculosa, entre ou-tros.¹

Diagnóstico Laboratorial

Segundo Dauphin e Zientara, as principais

dificuldades para o diagnóstico do WNV são a necessidade

de laboratórios preferencialmente de

nível de biossegurança 3 (NB3) e a necessidade

de um teste multi-espécies para diagnóstico

específico que possa superar a reatividade

cruzada com outros Flavivirus. 4

O diagnóstico do vírus inclui o isolamento e a

identificação. De forma geral, os isolamentos

dos vírus são obtidos com maior facilidade

das espécies aviárias. Os seguintes sistemas de

cultura são utilizados para o isolamento do vírus:

células de rim de coelho (RK-13), células de

rim de macaco verde africano (VERO) e ovos de

galinha embrionados. Para se observar o efeito

citopático é necessário mais de uma passagem

da cultura celular 19. Na identificação deste

vírus são utilizados testes sorológicos clássicos,

como a inibição da hemaglutinação (HI) e a

soroneutralização; e testes sorológicos rápidos

como ELISA utilizando anticorpos monoclonais,

hibridação in-situ e testes moleculares. 14,18,19

A resposta imune inicia-se logo após a infecção

pelo WNV. No estágio inicial da infecção, o vírus

replica-se e a viremia desenvolve-se. O método

mais eficiente para o diagnóstico é a detecção de

IgM contra WNV em soro coletado de pacientes, 8

a 14 dias após o início da doença ou em liquor, 8

dias após o início da doença, utilizando o método

de captura de IgM por ELISA. Existe a possibilidade

de ocorrer reação cruzada com outros Flavivirus

(p.ex. vírus da encefalite japonesa, vírus da

encefalite St. Louis, vírus da febre amarela e vírus

da dengue). A IgM não ultrapassa a barreira

hematoencefálica, e portanto, a presença de IgM

no liquor é forte indício de infecção. 6

Ainda se faz necessário o estudo adicional de

ensaios sensíveis e específicos para o rápido

diagnóstico diferencial de infecções pelo WNV.

Vacinas

Segundo Teixeira ²², muitas tecnologias têm sido

desenvolvidas na preparação de vacinas contra o

WNV. Quatro vacinas já foram tesadas para o perfil de

segurança e imunogenicidade em tria-gens clínicas:

1-Vacina WNV/YF 17D: quimera composta do

vírus vivo atenuado e da cepa vacinal contra febre

ama-rela 17D;

2-Vacina WNV/DENV4 30: quimera composta

do vírus vivo atenuado e do dengue 4 com

deleção na posição 30;

3-Vacina de DNA WNV prM-E: composta por

um plasmídeo simples que codifica glicoproteínas

de pré-membrana e envelope do vírus e;

4-Vacina composta de um polipeptídeo

recombinante da proteína do envelope viral.

Até o momento, apenas a pré-vacina WNV/YF

17D teve realizado ensaios clínicos de fase II em

humanos. Apesar de resultados promissores, o

desenvolvimento da vacina foi paralisado devido

a in-certezas de mercado.²²

Desempenho promissor foi verificado em estudos

prévios com a vacina quimérica WNV/DENV4 30,

sendo altamente imunogênica em camundongos e

macacos com bom perfil de segurança.²²

Referências Bibliográficas

1 - Brasil, 2008 Secretaria de Vigilância em Saúde/MS. Febre

do Nilo Ocidental Cid 10: A 92.3 p.325-29, 2008. Disponível em:

http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf. 2 – Coelho, AB

– Febre do Nilo Ocidental. Trabalho de Conclusão de Curso de

Medicina Veterinária da Faculdade Metropolitanas Unidas,2008.

3 – Corrêa, AP; Varella, RB – Aspectos epidemiológicos da febre

do Oeste do Nilo. Rev. Bras. Epidemi-ol. 11, v.3, p. 463-72,

2008. 4 – Dauphin, G; Zientara, S – West Nile Virus: recente

trends in diagnosis and vaccine development. Vaccine, v.25, n.

30, p. 5563-76, 2007. 5 - Engelkirk, PG; Duben- Engelkirk, J. –

Burton Microbiologia para as Ciências da Saúde. 9ª. Ed. Gen/

Guanabara Koogan, p. 178, 2012. 6 - Gonçalves, JLS; Hubinger,

MG von; Santos, NSO; Ferreira, DF – Viroses do Sistema Nervoso

1 Diretor Científico do Weller Works Laboratories.

2 Supervisora do Weller Works Laboratories.

3 Diretor Executivo da GPS Medicina e Segurança do Trabalho.

Cen-tral,cap.12, p. 356-98 in: Santos, NSO; Romanos, MTV;

Wigg, MD – Introdução à Virologia Humana, 2ª. Ed. Gen/

Guanabara Koogan, 2008. 7 – Gould, LH; Fikrig, E. – West

Nile Virus: a growing concern ?. The jornal of Clin. Investig.

v. 113, n.8, p. 1102-07, 2004. 8 – Holland, D.J. Emerging

viroses. Curr. Opin. Pediatr., 10: 34-40, 1998. 9 - Hubálek,

Z; Halouzka, J – West Nile Fever a Reemerging mosquito -

Borne viral. Disease in Europe. Emerging Infections Diseases.

v.5, n.5, p. 643-50, set-oct.1994. 10 – https://cidadeverde.

com> Febre do Nilo volta a circular no Piauí: 10 notificações

e morte, acesso em 8 maio, 2018. 11 – Komar, N. – West

Nile Virus: epidemiology and ecology in North America. Adv.

Virus Res. 61: 185-234, 2003. 12 – Kramer, LD; Li, J; Shi, PY

– West Nile Virus. Lancet Neurology, v.6, n.2, p.171-81, 2007.

13 – Kulasekera, VL; Kramer, L; Nasci, RS; Mostashari,F; et al –

New York City Department of Health. West Nile Virus Infection

in Mosqutoes Birds, Horses, na Humans, Staten Island, New

York, 2000. Emer-ging Infectious Diseases v.7, n.4, p. 722-25;

july – august, 2001. 14 – Kuno, G – Serodiagnosis of flaviviral

infections and vaccinations in humans. Adv. Virus Res., v. 61,

p. 3-65, 2003. 15 – Lanciotti, RS – Molecular amplification

assays for the detection of flaviviruses. Adv. Virus Res., v. 61,

p. 67-99, 2003. 16 – Lindenbach, BD; Rice, CM – Molecular

biology of flaviviruses. Adv. Virus Res., v. 59, p. 23-61, 2003.

17- Madigan, MT; Martinko, JM; Dunlap, PV; Clark, DP –

Microbiologia de Brock – 12ª. Ed. Artmed, p. 1.016, 2010. 18

– Maeda, A; Maeda, J – Review of diagnostic plaque reduction

neutralization tests for flavivirus infec-tion. Veterinary Journal

(London, England), v. 195, n.1, p. 33-40, 2013. 19 – Ometto,

TL – Monitoramento do Vírus do Oeste do Nilo no Brasil. Tese

de doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação

Interunidades em Biotecnologia USP/Instituto Butanta/IPT,

2013. 20 – Petersen, LR; Brault, AC; Nasci, RS – West Nile

Virus: Review of the Literature. Jama 310, v. 3, p. 308-18,

2013. 21 – Rice, CM – Nucleotide sequence of yellow fever

vírus: Implications for flavivirus gene expression and evolution.

Science, v. 229, p. 726-35, 1985. 22 – Teixeira, A – Vírus Oeste

do Nilo: Uma vacina é realmente necessária? sbi.org.br>2014.

23 – Trent, DW; Qureshi, AA – Structural and nonstructural

proteins of Saint Louis encephalitis vírus. Jour. of Virology, v. 7, n.

3, p. 379-88, 1971. 24 – Zeinard, AK; Novaretti, MC; Chamone,

DAF – Vírus do Nilo Ocidental – Nova Ameaça Transfusio-nal?.

Rev. Bras. Hemat. e Hemoterap. v. 26, n. 2, p. 114-21, 2004.

0 38

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


LAB REDE.

SINÔNIMO

DE QUALIDADE,

COMPETÊNCIA E

CONFIABILIDADE.

Há 18 anos, priorizamos o compromisso

em oferecer soluções e resultados com

a máxima precisão e agilidade. Por isso

somos referência em atendimento e

tecnologia de ponta.

• Alto nível de automação e

rastreabilidade dos processos

• Primeiro Laboratório de Apoio

do país a conquistar ONA nível III

• Assessoria científica proativa,

com atendimento diferenciado

para discussão de resultados e

dúvidas técnicas

• Logística atenta à integridade

das amostras

• Gestão de relacionamento

com o cliente com suporte

personalizado

Av. Raja Gabaglia, 182 • Gutierrez • Belo Horizonte • MG

(31) 2519.7500 • contato@labrede.com.br

www.labrede.com.br


MATÉRIA DE CAPA

Binding Site no Brasil

Desde 2013 a Binding Site tem buscado

entender melhor a dinâmica do mercado

de diagnóstico in vitro brasileiro e optou por

estabelecer uma relação comercial direta com

os principais grupos de medicina diagnóstica,

visando acelerar o acesso desses clientes às atuais

e futuras tecnologias desenvolvida pela empresa.

Os serviços da empresa já comemoram

6 anos de presença no Brasil, sendo que

em 2017 a Binding Site começou a atender

diretamente o mercado através de sua filial

brasileira, Diamédica Importação e Exportação

de Produtos para Laboratórios Ltda, situada na

cidade de São Carlos, interior de São Paulo.

Fruto do plano de expansão internacional com

foco em mercados emergentes, a Diamédica

conta com corpo diretor, administrativo, técnico

e científico próprios. “Nosso foco no Brasil para

os próximos anos é intensificar a disseminação

de conhecimento aplicado à utlização e aos

benefícios clínicos de nossos produtos, além

de aumentar o acesso da sociedade as nossas

tecnologias. Estamos presentes nos maiores

grupos de medicina diagnóstica do país, temos

trabalhado em sinergia com as principais

sociedades médicas e associações de pacientes.

O desafio de integrar esses diferentes atores

e efetivamente levar o benefício de nossa

tecnologia aos pacientes é o que nos move

diariamente”, salienta Fúlvio Facco, Diretor Geral.

0 40

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


Como parte do nosso comprometimento com

os pacientes e comunidade médica, foi criado

um website onde informações educacionais e

a lista de clientes foram disponibilizadas. Tudo

isso e muito mais pode ser encontrado visitando

os websites www.freelite.com.br e www.

bindingsite.com.br/pt-br.

Em outubro de 2018 passamos a atender

diretamente também os clientes sediados

na capital paulista. “Ao longo de 2019

consolidamos nossa presença no mercado com

a abertura de novas contas e a instalação de

vários Optilites”, destaca Fúlvio Facco.

Os planos para 2020 contemplam a expansão

da presença direta em outras regiões do país e a

mudança para uma nova e ampla sede com uma

área últil quatro vezes maior que a atual. “A nova

estrutura física nos permitirá continuar atendendo

nossos clientes com a mais alta qualidade e

segurança, além de criar um Centro de Serviços para

toda a América Latina. Tanto nossos Distribuidores

nacionais quanto os Internacionais receberão

capacitação aqui no Brasil”, destaca Rodrigo Biondo,

“Coordenador da Assistência Técnica”.

Clientes

Dentre os clientes que atualmente fazem uso

de nossas tecnologias, destacamos:

1) Laboratórios de Apoio:

• Alvaro Apoio

• a+ Medicina Diagnóstica

• Diagnósticos do Brasil (DB)

• Grupo Fleury Medicina e Saúde

• Delboni Auriemo (DASA)

2) Hospitais

• Hospital AC Camargo

• Hospital Universitário Clementino Fraga Filho

• Hospital das Clínicas de São Paulo

• Hospital de Amor de Barretos

• Hospital Israelita Albert Einstein

• Hospital Sírio Libanês

• Rede Sarah

www.bindingsite.com

MATÉRIA DE CAPA

Binding Site no Mundo

“Especializada em proteínas plasmáticas e soluções diagnósticas inteligentes”

Fundada por pesquisadores da Universidade de Birmingham, há mais

de 30 anos a Binding Site continua se fortalecendo e aplicando sua

vocação científica no desenvolvimento de novos produtos com base nas

necessidades dos médicos e pacientes.

Com mais de 90% dos produtos vendidos no exterior, a Binding Site é

uma empresa verdadeiramente internacional marcando presença em

mais de 100 países.

Oferece produtos especializados para diagnósticos in vitro aos profissionais

de hospitais e laboratórios clínicos. A equipe é dedicada ao aprimoramento

do diagnóstico, proporcionando condutas médicas inovadoras que

melhoram a vida dos pacientes, especialmente aqueles que sofrem

de alguma enfermidade relacionada à Gamopatias Monoclonais e

Imunodeficiências.

Sempre comprometida em trabalhar colaborando com seus parceiros e

clientes, a empresa busca ser líder em diagnósticos médicos especializados.

Sua história de sucesso sempre teve na capacitação de sua equipe um pilar

fundamental. Investe-se continuamente em capital humano para que as

competências necessárias ao negócio da empresa sejam desenvolvidas e

alinhadas à Missão, Visão e Valores da empresa.

Missão

A Binding Site tem o compromisso de melhorar a vida dos pacientes do mundo

todo, atráves da educação, colaboração e inovação.

Visão

Ser a líder em diagnósticos médicos especilizados.

Valores

Dedicação, entusiasmo e integridade... Fazendo juntos a diferença.

Revista NewsLab | Out/Nov 2019 0 41


MATÉRIA DE CAPA

Comprometida com a inovação a Binding Site aposta

na pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias e plataformas

de automação para quantificação de proteínas plasmáticas.

Nova plataforma

automatizada - Optilite

Optilite® é a mais moderna plataforma de

quantificações de proteínas da Binding Site.

Lançada em 2015 na Europa e Estados Unidos e

já com cerca de 700 unidades instaladas em todo

mundo, o Optilite teve seu pré-lançamento no

Brasil em Setembro de 2017 no 51° Congresso

Brasileiro de Patologia Clínica. Trata-se de um

turbidímetro de bancada, com produtividade

de 120 testes por hora, carregamento

contínuo de amostras e reagentes, oferecendo

flexibilidade na execução da rotina. As cubetas

de reação são descartáveis e assim diminuem

o risco de contaminação. Seus três métodos de

verificação de excesso de antígeno minimizam

a ocorrência de resultados falsos-negativos e,

consequentemente, conferem maior segurança

aos resultados. Possui sistema automático para

diluição das amostras mais concentradas, o que

elimina em 100% a necessidade de diluições

manuais, frequentemente necessárias em outras

plataformas que dosam proteínas plasmáticas,

como os nefelômetros.

A interface bidirecional, a utilização de tubos

com códigos de barras e o carregamento

automática dos valores de calibradores e controles

através de código de barras automatizam

completamente o fluxo operacional.

“Com o chegada do Optilite no Brasil, nossos

clientes já evidenciam benefícios marcantes, como:

economia de reagentes, aumento da produtividade

e a segurança dos resultados liberados. Além disso,

foi possível consolidar todos ensaios de proteínas

plasmáticas em uma única plataforma totalmente

automatizada”, comenta Marlos Fonseca,

Especialista de Produtos da Binding Site.

“O Optilite chegou para mudar o paradigma

que ainda existe com relação à necessidade

de se ter um nefelômetro para as dosagens de

proteínas plasmáticas. Nossos clientes brasileiros

tem demonstrado a mesma alta satisfação que

temos visto em outro países onde a substituição

dos nefelômetros pelo Optilite é uma realidade

desde 2015. É uma evolução tecnológica natural”,

ressalta Fúlvio Facco, Diretor Geral da Binding Site

– América Latina. Já são aproximadamente 700

Optilites instalados em todo o mundo.

Praticamente todos os grandes grupos que

atuam na medicina laboratorial optaram por ter

nossa plataforma em suas rotinas, dentre eles

podemos citar:

• Clínica Mayo

• Quest

• LabCorp

• ARUP

• Synlab

• Covance, entre outros.

Muitos hospitais de renome mundial também

realizam suas rotinas de proteínas plasmáticas

em nossa plataforma Optilite, tais como:

• Abington Memorial Hospital

• Allegheny General Hospital

• Arkansas Childrens Hospital

• Ascension - St. John’s Hospital

• Boston Medical Center

• Cedars Sinai

• Florida Hospital

• Johns Hopkins Hospital

• Massachusetts General Hospital

• Memorial Sloan Kettering Center

• Mount Sinai School of Medicine

• National Institute of Health

• New York Presbiterian Hospital

• St Mary´s Hospital

• Stanford Medical Center

• Tampa General Hospital

• University of Michigan

• Yale New Haven

0 42

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


Optilite® versus nefelômetro

Sabendo-se da importância de utilizar um

sistema fácil, preciso, rápido e que atenda

as necessidades de laboratórios e hospitais

para a quantificação das proteínas especiais,

a Argent Global, consultoria especializada em

engenharia de processos, conduziu um estudo

independente comparando dois analisadores

que dosam proteínas plasmáticas. Um foi o

Optilite®. A outra plataforma se trata de um

nefelômetro mundialmente conhecido. Esse

estudo foi desenvolvido no Laboratório Health

Network em Alletown, Pensilvânia, para

avaliação da performance e do fluxo operacional

inerentes à utilização destes dois analisadores.

Metodologia

O estudo comparativo foi realizado no

laboratório Health Network (LHN). A

empresa Argent observou todas as atividades

relacionadas à operação dos dois analisadores

realizada pela equipe do LHN. O Optilite e o

nefelômetro foram colocados num mesmo

local, com mesmo layout, processos, volumes,

cronogramas e operadores. Ambos tiveramos as

respectivas performances avaliadas por 4 dias

seguidos. Os menus de testes foram os mesmos

e a média diária de volume de exames foram

muito similares. Os resultados apresentados a

seguir são da média da rotina diária.

Resultados

O estudo demonstrou que o Optilite gasta

muito menos tempo para realizar os ensaios,

liberar os resultados e finalizar a rotina diária. As

etapas de Iniciar e Processar as amostras foram

significativamente mais curtas quando paradas

ao que apresentou o nefelômetro.

Em média o Optilite® também foi mais rápido

para liberar o primeiro resultado, levando somente

12 minutos. Além disso, seu ciclo de medição lhe

confere praticamente o dobro de produtividade.

Por fim, a Argent também considerou a

manutenção diária e semanal que deve ser

realizada pelos operadores. O tempo total em

horas gasto com as manutenções do Optilite® foi

menor quando comparado ao outro analisador.

Tempo total do ciclo de testes

Binding Site Optilite®

5.92 min 6.9 min 74.4 min 8.1 min

Plataforma comparativa (nefelômetro)

95.3 mins

98 resultados

17.1 min 3.74 min 113.5 min 14.3 min

Início Caregamento Processamento

148.7 mins

91.7 resultados

Em média o Optilite® também foi mais rápido para liberar o primeiro resultado, levando somente

12 minutos. Além disso, seu ciclo de medição lhe confere praticamente o dobro de produtividade.

Tempo de liberação do primeiro resultado & tempo

para testes adicionais

Optilite®

Plataforma comparativa (nefelômetro)

Manutenção total por mês (horas)

16.0

14.0

12.0

10.0

8.0

6.0

4.0

2.0

0.0

6.9

Tempo de trabalho

7.1

OPTILITE®

12.4 min 38.5 min

Tempo de Ciclo

15.1 min 65.1 min

12.2

13.6

Plataforma comparativa

Como conclusão o método de estudo demonstrou uma

comparação real entre as duas plataformas e os especialistas

concluiram que o Optilite® tem melhor produtividade e

manutenção reduzida, fazendo com que os custos operacionais

caiam, o fluxo de trabalho melhore e a eficiência aumente.

MATÉRIA DE CAPA

Assim, o estudo apresentado deixa evidente que a Binding Site está

sempre buscando oferecer o que há de melhor para que seus clientes,

visando a segurança dos resultados e otimização dos recursos.

Revista NewsLab | Out/Nov 2019

0 43


MATÉRIA DE CAPA

Menu de Produtos

Clínicos

A Binding Site possui um amplo menu de

ensaios pelos métodos de turbidimetria, ELISA e

Imunodifusão radial que a colocam na vanguarda

do diagnóstico médico relacionado a:

• Gamopatias Monoclonais: Freelite (quantificação

de cadeias kappa-lambda leves e livres) e Hevylite

(quantificação de cadeias leves/pesadas)

• Sistema Imune:

- Imunodeficiências: Imunoglobulinas (IgA,

IgM, IgG, IgD e IgE), Suclasses IgG e IgA,

Sistema Complemento (CH50, C1 inativador,

C1q, C2, C3c, C4)

- Respostas a Vacinas (Influenza, Polissacarídeo

Capsular Pneumocóccico, Toxóide tetânico,

Toxóide diftérico)

• Sistema nervoso central: Albumina,

Freelite e Imunoglobulinas no líquor.

• Nefrologia: Cistatina, Freelite, Microalbumina,

Beta-2 Microglobulina etc.

• Proteínas Específicas: Proteína

C Reativa, Anti-Estreptolisina O, Fator

Reumatóide, Ferritina, Transferrina,

Prealbumina, Ceruloplasmina, Haptoglobina,

Alfa-1-Antitripisina, Alfa-1-Glicoproteína

Ácida, Lipoproteína(a) Apolipoproteína A-1,

Apoliproteína B. Beta-2 microglobulina, Fator

Reumatóide.

Optilite® Day

Com a intenção de estar ainda mais presente e

entender cada vez mais as necessidades de nossos

clientes, no último mês de setembro a Binding

Site realizou o “Optilite Day”, um evento planejado

para que todos os clientes que possuem o Optilite

em seus laboratórios, pudessem compartilhar

suas experiências, além de receber atualizações

sobre a plataforma, conhecer melhor o menu de

exames e se interarem a respeito dos produtos em

desenvolvimento.

“Nosso primeiro Optilite Day foi um sucesso!

Tivemos a participação ativa de nossos clientes e

ficamos muito contentes com a avaliação positiva

recebida, tanto no que se refere aos nossos

produtos quanto aos nossos serviços. Somos uma

equipe muito comprometida com os resultados

de nossos clientes e eles percebem e valorizam

isso”, comemora Fúlvio Facco.

0 44

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


MATÉRIA DE CAPA

Freelite ® e Hevylite ®

A importância do Freelite no panorama atual da Onco-Hematologia e as

novas drogas para tratamento do Mieloma Múltiplo

Como já sabido, a Binding Site sempre foi

referência no que diz respeito ao diagnóstico,

prognóstico e monitoramento de Gamopatias

Monoclonais. O produto Freelite ainda é o

único kit comercial recomendado pelas Diretrizes

Internacionais e Brasileiras para a dosagem de

Cadeias Leves Livres (CLLs) Kappa (κ) e Lambda

(λ) em soro. O teste, considerado biomarcador para

diagnóstico e monitoramento desses pacientes,

foi incorporado ao ROL de procedimentos e

eventos em saúde da Agência Nacional

de Saúde (ANS), que entrou em vigor no mês

de janeiro de 2018. Desde então, os planos de

saúde passaram obrigatoriamente a cobrir os custos

laboratóriais envolvidos na realização desse exame

(código CBHPM 4.03.24.26-5).

Especificamente sobre o reagente do Freelite®,

os anticorpos policlonais do teste, reagem

apenas com as formas livres das cadeias leves

proporcionando uma medição quantitativa de

κ e λ livres no soro (Figura 1), que podem ser

utilizados para o diagnóstico, monitoramento e

prognóstico de pacientes com Mieloma Múltiplo

(MM) e outras Gamopatias Monoclonais.

A quantificação das CLLs em soro é

recomendada pelas diretrizes do Grupo

Internacional de Trabalho sobre Mieloma

(International Myeloma Working Group - IMWG)

para o diagnóstico de MM. As recomendações

atualizadas definem que a relação entre a cadeia

envolvida e não envolvida deve ser ≥ 100, e que

a mesma é um biomarcador para mieloma. Isto

significa que se um paciente apresenta células

clonais na medula óssea ≥10%, a cadeia leve livre

produzida pelo tumor é ≥ 100 mg/L e a relação

entre kappa/lambda é ≥ 100, trata-se de uma

caso de mieloma múltiplo (Rajkumar et al 2014).

Além das diretrizes internacionais, a quantificação

das cadeias kappa/lambda leves livres pelo ensaio

de anticorpos policlonais também está incluídas

nas nacionais (Hungria et al 2013) e na Portaria

número 708 para diagnóstico de Mieloma

Múltiplo do Ministério da Saúde, publicada em 06

de agosto de 2015.

A alta concentração de CLL monoclonal no

soro está associada à proliferação maligna

de células plasmáticas na maioria dos

gamopatias monoclonais. A proporção de

CLL no soro (κ/λ) é um indicador sólido de

monoclonalidade. A associação do teste de

cadeia kappa/lambda leve livre no soro (CLL,

Freelite®) aos testes laboratoriais tradicionais

como a eletroforese de proteínas (EFPs) e a

imunofixação no soro (IFs), resulta na diminuição

do número de resultados falso-negativos.

Para complementar o quadro de ensaios

inovadores, também já está disponível

comercialmente o kit Hevylite® para dosagem

de imunoglobulinas intactas IgA Kappa, IgA

Lambda, IgG Kappa, IgG Lambda, IgM Kappa e

IgM Lambda (Figura 2). Todos esses produtos

são usados em conjunto e apresentam evidências

científicas comprovadas pelas mais de 3 mil

publicações relacionadas (Figura 3). O teste tem

como alvo um epítopo único presente na região

constante das imunoglobulinas entre as cadeias

Figura 1. Ensaio Freelite para quantificação das formas livres das cadeias leves kappa e lambda através

do reconhecimento dos epítopos pelos anticorpos policlonais.

Figura 2. O ensaio de Hevylite permite a quantificação dos diferentes tipos de cadeias pesadas/leves

separadamente: IgA Kappa, IgA Lambda, IgG Kappa, IgG Lambda, IgM Kappa e IgM Lambda.

Figura 3. Freelite ou Hevylite com resultados anormais, indicam doença residual e o paciente continuará

sendo monitorando. O médico pode considerar os métodos de avaliação celular quando os resultados de ambos Freelite e

Hevylite estiverem normalizados. A detecção da doença residual mínima (DRM) pode ser mais rápida através dessa dosagens em

soro, além de eliminar a solicitação de biópsias desnecessárias.

0 46

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


pesadas e leves. A especificidade do antisoro do

Hevylite, permite que IgAκ possa ser quantificada

independentemente de IgAλ, IgGκ de IgGλ etc.

As vantagens da utilização do Hevylite se

sobressaem sobre os métodos tradicionais

como a eletroforese de proteínas do soro (EFPs),

imunofixação sérica (IFs) e a eletroforese capilar

(EZC) quando utilizados para avaliação dos

pacientes com Mieloma. A associação do Hevylite

com o Freelite no monitoramento dos pacientes

com MM garante a maior precisão e fornecem

informações relevantes para a conduta médica.

“A incorporação do Hevylite nas diretrizes

internacionais nos deixa muito motivados para

continuarmos difundindo nosso conhecimento

aplicado ao diagnóstico médico especializado.

Em conjunto com o Freelite® (dosagem de

cadeias kappa/lambda leves livres), o Hevylite

mantém a Binding Site na vanguarda tecnológica

e abre novas perspectivas no campo da medicina

personalizada. Seguramente o maior beneficiado

será o paciente”, segundo Dra. Elyara Maria Soares,

Diretora Científica da Binding Site Brasil.

Novas drogas para tratamento e

importância da utilização do Freelite®

Sabemos que o MM é responsável por

aproximadamente 10% das neoplasias hematológicas

e para a confirmação do diagnóstico, devem ser

observadas 10% de células plasmáticas clonais da

medula óssea ou um plasmocitoma comprovado por

biópsia, além de evidências de um ou mais eventos

definidores do MM, que pode ser um dos critérios de

“CRAB” (hipercalcemia, insuficiência renal, anemia ou

lesões ósseas líticas) ou ainda alterações das células

plasmáticas clonais na medula óssea, acima de

60%, relação das cadeias kappa-lambda leves livres

envolvida/pela cadeia leve livre não envolvida (CLL)

igual ou maior que 100 (desde que a CLL envolvida

seja 100 mg/L- valores validados e utilizados pelo

IMWG são referentes ao exame Freelite®) ou> 1 lesão

focal na ressonância magnética.

considerado um dos testes mais específicos para

tal. A figura 4 a seguir, traz a comparação para

detecção de cadeias leves e livres pelos diferentes

métodos laboratoriais disponíveis comparados

com o Freelite®.

Em relação ao tratamento, muito tem sido

estudado e muitos avanços foram atingidos

em relação às drogas para tratamento do MM

na última década, com a introdução de várias

classes de novos medicamentos eficazes. Os

diversos estudos mostram como elas melhoraram

substancialmente as taxas de sobrevida e

intensidade de resposta nos diferentes pacientes.

Especificamente no Brasil, um dos últimos

trabalhos publicados pelo Grupo Brasileiro

de Mieloma Múltiplo (GBRAM), estudou

os efeitos da combinação tripla de das drogas

bortezomibe, ciclofosfamida e dexametasona

versus ciclofosfamida, talidomida e dexametasona

em pacientes com diagnóstico recente de mieloma

múltiplo, e que são elegíveis para o transplante

(Crusoé E et al 2019). Outros trabalhos do mesmo

grupo, liderados pela Hematologista Dra Vânia T. de

Moraes Hungria, mostram o papel dos inibidores de

proteasoma (carfilzomibe, bortezomibe, ixazomibe,

oprozomibe, marizomibe) e também dos muito

utilizados anticorpos anti CD38 (Daratumumabe)

no tratamento do MM.

Neste contexto, o Freelite® tem tido um aumento

de demanda significativo, já que os médicos

passaram a utilizá-lo também no monitoramento

de seus pacientes. Por meio do resultados de

Freelite os médicos são capazes de verificar mais

rapidamente a eficácia das drogas, e se necessário

alterar o tipo de tratamento, proporcionando

melhor qualidade de vida aos pacientes. A

resposta mais precoce do Freelite acontece devido

ao fato de que a meia vida das cadeias leves livres

é de poucas horas, enquanto as imunoglobulinas

apresentam meia vida de semanas. Sendo assim,

as alterações no Freelite® monitoram melhor às

respostas aos tratamentos (Figura 5).

Os resultados do Freelite apresentam alterações

em função da resposta à terapia muito antes do

exame de eletroforese de proteínas no soro (EFPs).

Como demonstrado na figura 6 a seguir, o Freelite

kappa é o primeiro ao qual observamos uma

redução após primeiro ciclo de tratamento.

Figura 4. Sensibilidade analítica do Freelite é superior aos outros testes tradicionais, e pode detectar

CLLs dentro e algumas vezes abaixo do intervalo de referência normal no soro.

Figura 5. A meia vida das cadeias leves livres varia de 2 a 6 horas, pois devido ao seu pequeno tamanho,

são rapidamente eliminadas pelos rins.

MATÉRIA DE CAPA

Dada a importância do Freelite®, destaca-se

que a sua utilização em conjunto com os exames

tradicionais para MM e outras gamopatias

assegura a confirmação do diagnóstico, já que

ele é aproximadamente 10 vezes mais sensível

do que a imunofixação na urina, anteriormente

Revista NewsLab | Out/Nov 2019 0 47


MATÉRIA DE CAPA

Desenvolvimento de novos produtos

Em agosto deste ano, a Binding Site foi

premiada pelo Scientist's Choice Award pelo

lançamento do Melhor Novo Produto Clínico no

ano de 2018 ao lançar o kit para quantificação

do Complemento C2 por turbidimetria.

Administrado pela Select Science, o prêmio

seleciona os produtos e fabricantes, os quais

a comunidade científica considera fazer uma

grande diferença para a indústria.

Sempre com foco em fornecer a solução

completa e para melhor atender seus clientes, a

Binding Site está trabalhando também em outros

produtos para agregar ao menu já existente.

Dentre os novos produtos que estarão disponíveis

nos próximos anos destacam-se: C1q, Fator I,

Amilóide A, Fibrinogênio, dentre outros.

Espectrometria de Massa - Vanguarda

tecnológica

Trabalhando sempre com tecnologias de

ponta, há alguns anos a Binding Site iniciou

o desenvolvimento de uma tecnologia que

irá revolucionar a quantificação de proteínas

especiais para grandes rotinas.

A nova tecnologia, que é baseada em

interações antígeno-anticorpo e espectrometria

de massa, pela primeira vez, será capaz de

identificar e quantificar simultâneamente todas

as proteínas de interesse clínico presente em

pacientes com mieloma múltiplo. Ela eliminará

a interpretação subjetiva inerente aos métodos

(imunofixação) atualmente disponíveis,

melhorando a segurança dos resultados, além

de optilizar o fluxo de trabalho do laboratório.

Em Janeiro deste ano de 2019, concluíu-se a

valildação interna do material desenvolvido pela

Binding Site e de acordo com o cronograma, os

próximos passos incluem sua validação por

pesquisadores e/ou laboratórios O lançamento

no Brasil está previsto para meados de 2022,

“As raízes da Binding Site estão fundamentadas

numa ciência clinicamente relevante e

uma de nossas principais competências é a

capacidade de desenvolver e produzir soluções

de diagnóstico in vitro aplicáveis à doenças

de difícil identificação e monitoramento”, diz

Charles de Rohan, CEO da Binding Site Group.

“Este projeto demonstra ainda mais o nosso

compromisso de melhorar a qualidade de vida

dos pacientes, fornecendo técnicas novas aos

laboratórios em todo o mundo.”

“Quando comparada às metodologias atuais,

como a eletroforese de proteínas, nossa solução

trará maior sensibilidade/especificidade, sendo

capaz de identificar as proteínas mononoclonais

abaixo do valor estabelecido como normal. A atual

subjetividade no momento da interpretação dos

dados também será eliminada. Dessa maneira os

laboratórios terão maior rapidez na execução da

rotina e total seguranças nos resultados. Quem ganha

com isso é a classe médica e os pacientes, comenta

“Dra. Elyara Maria Soares”, Diretora Científica.

Programa de Educação Continuada

Como um dos pilares de nossa missão,

desenvolvemos o programa de Educação

Continuada. Através da parceria com a Associação

Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH),

estamos patrocinando mais um curso aplicado,

disponibilizado no HEMO EDUCA (www.

hemoeduca.com.br). “O objetivo do Hemo

Educa é fazer com que a informação chegue

aos médicos de forma rápida e precisa. Como

o programa é online, os participantes podem

adaptar-se facilmente ao melhor horário e data

para participar do curso”, comenta a Diretora

Científica, Dra Elyara Maria Soares.

Com o sucesso do primeiro Hemo Educa,

neste ano de 2019, lançamos mais uma etapa

do programa, também em parceira com

a ABHH e coordenação da Profa Dra Vânia

T. de Moraes Hungria. As inscrições estão

abertas e mais detalhes podem ser vistos

no site: https://www.hemoeduca.com.br/

curso/interpretacao-do-freelite-e-utilizacaodo-teste-na-pratica-clinica.

O tema atual é

“Interpretação do Freelite e Utilização do Teste

na Prática Clínica” e o período do curso é de

outubro a dezembro, incluindo três módulos

sobre: Gamopatia Monoclonal de Significado

Indeterminado; Mieloma Múltiplo e Aplicação

do Freelite e interpretação de casos clínicos e

Mieloma Múltiplo/Amiloidose e Aplicação do

Freelite e interpretação casos clínicos.

Além do Hemo Educa, este ano fizemos

também uma parceria com a Sociedade

Brasileira de Patologia Clínica/Medicina

Laboratorial (SBPC/ML), patrocinando o livro das

recomendações da sociedade, e contribuindo

com material científico e de marketing. O livro

que também contou com outros colaboradores

foi distribuido gratuitamente para todos os

participantes do congresso.

Por fim, este ano em parceria com a Fundação

Internacional do Mieloma (IMF da

América Latina) e a Dra Vânia T. de

Moraes Hungria, foi desenvolvido um vídeo

educativo para os pacientes, cujo foi: principais

características do Freelite®, importância de sua

associação com outros testes laboratoriais e como

entender melhor os resultados. Nossa parceria

com a IMF é de extrema importância para que

os pacientes estejam sempre atualizados. Os

interessados poderão acessar o vídeo do Freelite®,

os vídeos do Hemo Educa já realizado no

endereço: www.freelite.com.br.

0 48

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


FirstLab apresenta

linha de Centrífugas

Centrífuga de Bancada 5000rpm

(Swing-Out)

Múltipla combinação de rotores* de ângulo

fixo ou variável

Diversidade na capacidade, desde tubos

de 5ml até 100mL

Sistema controlado por microprocessador

digital

10 velocidades de aceleração e desaceleração

Sistema anti-desbalanceamento

*Rotores vendidos separadamente

Centrífuga 8 x 15 mL

Equipamento prático e de fácil manuseio

Botão para centrifugações curtas e rápidas

Painel com tela de LCD e avisos luminosos e

sonoros

Permite a troca de velocidade entre RPM e RCF

Rotor de ângulo fixo

Acesse o site e veja nosso portfólio completo www.firstlab.ind.br

0800 710 0888 | atendimento@firstlab.ind.br

Produtos com registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Centrífuga de Bancada 5000 rpm sob n° 81628880019 e Centrífuga 8x15 mL sob n° 81628880034.


PESSOAS QUE TRABALHAM INCANSAVELMENTE

Nosso time de Distribuidores Exclusivos

ENZIPHARMA

www.aclabor.com.br

GO

www.blisterlab.com.br

SP Interior

www.enzipharma.com.br

RJ

www.centerlabsp.com.br

MG|ES

www.labinga.com.br

MS*|PR

www.diagfarma.com.br

PB|PE|RN

Contato@vitrodiagnostica.com.br

AC|AM|RO

NIHON KOHDEN CORPORATION

1-31-4 Nishiochiai, Shinjuku-ku, Tokyo 161-8560 - Japan

Phone + 81 (3) 5996-8036 | Fax +81 (3) 5996-8100


D I A G N Ó S T I C A S

D I A G N Ó S T I C A S

EA

D

PARA FAZER A DIFERENÇA TODOS OS DIAS

Tomioka, Japan

www.farmac.com.br

SE|AL

www.sillab.com.br

SC|PR*

www.medtest.com.br

BA

EASY

D I A

EASYSOLUÇÕES

D I A G N Ó S T I C A S

www.excellab.com.br

Tel.:11 4105-5354 / 11 2082-1402

SP

Capital, Vale do Paraíba,

Jundiaí / Região e Litoral Norte

www.centerlabsp.com.br

SP

Pantone Cool Gray 10 CVC

Pantone 368 CVC

C: 0 M: 0 Y: 0 K: 72

C: 65 M: 0 Y: 100 K: 0

ABC,

R: 119 G:

Capital,

119 B: 114

Litoral Sul,

R: 91 G: 191 B: 33

Campinas e Região

www.cetepa.com.br

PA

comercial@

easysolucoesdiagnosticas.com.br

MS|MT

EASYSOLUÇÕES

EASYSOLUÇÕES

* Para demais Regiões contate: fabio.jesus@nkbr.com.br

NIHON KOHDEN DO BRASIL LTDA.

Rua Diadema, 89. 1º Andar, conjuntos 11 a 17 - Mauá - São Caetano do Sul-SP

Tel.: +55 11 3044-1700 | Fax +55 11 3044-0463 - www.nihonkohden.com


GESTÃO LABORATORIAL

LABORATÓRIO DE APOIO:

Leviatã ou parte da solução?

No artigo anterior apresentamos o Programa

Nacional para Profissionalização da Gestão Laboratorial

– PROGELAB. Combinamos que os

seguintes iriam mostrar de forma individual,

sintética, todos os sete produtos (softwares)

componentes do Programa. Contudo, devido

à permanente presença do assunto do papel

desempenhado pelos laboratórios de apoio

no cluster das análises clínicas, em todos os

congressos, grupos e “rodas de bate-papo” que

participo, onde sempre sou solicitado a opinar

sobre o tema, percebi que esta questão se

tornou extremamente polêmica, exacerbada,

diria até que predominando a passionalidade

sobre a racionalidade. Então decidi escrever o

artigo desta edição sobre isto, interrompendo

momentaneamente a sequência do PROGELAB.

Depois retornaremos sobre este assunto.

Como nos contos de fada tudo começou

assim:

Era uma vez, nos tempos distantes, um reino

onde os laboratórios eram muito felizes. Neles,

pequeninos, trabalhavam pessoas alegres,

competentes e apaixonadas pelo que lá faziam.

Havia muito mais pessoas necessitadas de

exames do que a capacidade destes laboratórios

produzirem, pois todos os processos eram

absolutamente, manuais. Os cidadãos do reino

pagavam em “dinheiros” à vista, ninguém conhecia

a palavra “inadimplência”, achamos até

que esta palavra nem existia naquela época.

Os valores dos exames quem os determinavam

eram os donos dos laboratórios. A concorrência

era branda, bastava se formar e abrir o

seu negócio, o sucesso vinha ao natural. Todos

eram muito felizes! Mas neste conto de fadas,

a felicidade não dura para sempre. Os tempos

mudaram, surgiram nuvens ameaçadoras,

prenúncio da tormenta que virou os tormentos

característicos da primeira disrupção. Agora, os

processos produtivos são automatizados, poucas

pessoas podem fazer muito, na verdade, milhares

de exames, caracterizando a produção

industrial de informações, gerando excedente

em relação à necessidade da sociedade,

causando o desequilíbrio entre oferta e

demanda.

Concomitantemente, a carteira de clientes

deixou de ser dos laboratórios e passou aos seguros

e planos de saúde, que organizados em

grupos passaram a deter o poder da negociação

coletiva. Ainda, a verticalização tomou conta do

mercado, catalisando a força dos já poderosos,

caracterizando uma socialização da medicina.

Isto, basicamente causou a precipitação

dos valores pagos pelos exames, gerando

uma crise de sub-financiamento para os

pequenos e médios empreendimentos

na área das análises clínicas. Este fato, aliado à

gestão empírica dos laboratórios, definiu

o verdadeiro problema do setor: aumento

do risco de insolvência decorrente da

queda na competitividade empresarial.

Teve início, então, o caos no mercado, derivado de

uma concorrência aguerrida, muitas vezes predatória.

Muito bem, aqui termina o conto de fadas e

começam os tempos atuais.

A ciência progrediu e a tecnologia mudou

ocasionando um aumento considerável no

elenco de exames disponibilizados à população.

Concomitantemente, os equipamentos são caros,

de manutenção complexa e elevados custos,

sendo necessária a substituição periódica

em função da imperiosa atualização, exigindo

elevados investimentos dos pequenos e médios

laboratórios que não têm capacidade para operar

com comodatos, visto a inexistência de escala.

Contudo, se você não faz, o concorrente faz!

A consequência todos sabemos: é simplesmente

impossível para os pequenos e

médios laboratórios gerarem caixa suficiente

para produzirem todos os exames

localmente (in house), acompanhando

as necessidades da população em receber uma

atenção de qualidade para a saúde.

Qual a consequência disto? A terceirização

de exames para os laboratórios de

apoio, nascidos pela necessidade imperiosa

de atender uma demanda de exames especializados,

exóticos (esotéricos), que somente juntando

uma grande quantidade podem ser feitos

de maneira viável economicamente, devido ao

ganho de escala. Para isto não existe alternativa

técnica e econômica viável, a não ser, centrais de

produção regionais. Mas neste momento existe

o confronto com algo praticamente impossível:

vencer o egoísmo, a soberba dos proprietários

de laboratórios que vêm os concorrentes como

inimigos, jamais como parte da solução! Esta

dificuldade somente será transposta com HU-

MILDADE, o que torna a tarefa gigantesca numa

sociedade em que predomina o orgulho, a crença

na superioridade do indivíduo.

A racionalidade do ser humano identifica

isto facilmente, todavia, a vaidade impede de

fazer o óbvio. Digo até o ecologicamente correto,

pois como pode uma cidade com 200.000

habitantes ter 20 ou mais centrais de produção

de exames operando, de forma ineficiente, desperdiçando

os recursos finitos do planeta? É um

modus operandi insano dos pequenos e médios

laboratórios do País! E, de uma forma geral,

quase todos defendem acirradamente o “seu

direito de fazer os exames”. Pessoalmente vejo e

certamente posso estar errado, que os profissionais

da área das análises clínicas devem

procurar se atualizar no modo de

exercerem a profissão. O mundo mudou!

Não podem continuar a fazer de forma obstinada,

o que faziam antes, na época dos exames

manuais. Devemos respeitar, apreender com o

passado. Ouso até dizer, honrar o passado, como

honramos os nossos próprios antepassados, porém,

no tocante aos processos profissionais, se

não nos atualizarmos, seremos simplesmente

0 52

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


GESTÃO LABORATORIAL

eliminados do mercado de trabalho. Os sais, os

ácidos e bases, as reações químicas, a cinética,

o ajuste dos coeficientes das equações, hoje

deixaram de ser o desafio dos profissionais, pois

tudo isto e muito mais, já constam do pacote

da produção industrial de exames, nivelando a

qualidade da produção.

O diferencial vem dos controles dos resultados,

da interpretação crítica destes resultados

perante o histórico clínico dos pacientes, a

anamnese, ao diálogo com o médico assistente.

Ainda, a busca da essência científica dos novos

produtos e tecnologias lançados no mercado,

sua disseminação junto aos clientes médicos,

sendo para eles uma fonte dos novos conhecimentos

que trazem benefícios, mas junto,

novas limitações analíticas e novos referenciais.

Ou seja, o profissional das análises clínicas deve

estar capacitado, nivelado tecnicamente com os

médicos, cada um na sua profissão, não existe

subordinação de conhecimento, tão somente,

diversificação de áreas. Também, cabe aos profissionais

das análises clínicas, a assistência aos

clientes nas dúvidas tão frequentes e aqui não

me refiro ao diagnóstico das doenças. Enfim,

a razão científica e humana da profissão derivou

da essência do ato em si de fazer exame,

para uma atividade mais complexa, muito mais

ampla, exigindo a expertise da qualificação nas

relações humanas, na atenção às necessidades

específicas inerentes à prestação de serviços, à

experiência vivida pelos clientes na recepção, na

coleta, em honrar prazos, locais e modos de entrega

dos resultados, em entender de marketing

digital, de logística, de finanças e economia. De

entender um mínimo, pelo menos, de direito

civil, trabalhista, de relações humanas, de métodos

de controle de processos administrativos.

Em síntese, dos profissionais das análises clínicas,

exige-se hoje, que sejam administradores

capazes, que saiam do antigo e quase único

locus de trabalho (bancada, microscópio),

para o mundo globalizado, digital e altamente

competitivo. Não há mais espaço para o profissional

à moda antiga, que “só faz exame”, isto

é o nível mínimo necessário de aptidão, não é

mais diferencial competitivo. Mal comparando

é como entrar em um avião que consegue

taxiar, decolar, entrar em voo de cruzeiro e

aterrissar com segurança. Ora, isto é o mínimo

que se espera de um avião. Qualquer cliente de

laboratório parte da premissa que os exames

são feitos com qualidade. Na mente dele não

existe alternativa, senão ninguém entraria neste

“avião”! E, vejam o interessante, quase sempre

que um resultado está supostamente errado, é

o seu, nunca é o do concorrente, mesmo que

tenhamos todas as certificações e acreditações.

Então, atualmente o profissional das

análises clínicas para sobreviver como

empreendedor ou empregado, tem

que estar capacitado de forma multifuncional,

com várias competências e

habilidades, todas necessárias e honrosas,

então pergunto: porque lutar tão bravamente

em ficar fazendo exames a maior parte do tempo,

principalmente se for ou quiser ser dono de

laboratório? Vejam, caros leitores, mesmo dentro,

por exemplo, da profissão de farmacêutico,

muitos defendem a realização de exames em

locais diversos do laboratório, por exemplo em

farmácias e clínicas, ou até em residências.

São os interesses particulares, é a evolução

planetária, não há retorno, o único caminho é

a eterna mudança, mesmo que muitos queiram

manter o status quo. A SAÍDA É A CAPACIDADE

RÁPIDA DA ADEQUADA ADAPTAÇÃO ÀS PER-

MANENTES MUDANÇAS! Não existe alternativa

viável, não é uma questão de justiça, é uma

questão fática. Trata-se do mundo real, racional,

a paixão pelo “fazer exames” deve ser louvada.

Os profissionais desta área são pessoas, de uma

forma geral, que amam a profissão. Isto é admirável,

contudo, os tempos atuais exigem nova

abordagem na forma de “ver a profissão”. Não

há retorno, os preços praticados pelo mercado

não voltarão a ser o que eram e, o que é pior, a

inflação dos custos continuará comprimindo

as margens de lucro, exigindo ganho de escala!

Mas como os pequenos e médios laboratórios

podem ter “ganho de escala”? Este conceito é

antagônico aos pequenos negócios. Ou você é

grande, ou apresenta habilidades específicas.

Do contrário, não sobreviverá!

Não é uma questão de justiça, não há para quem

reclamar, contudo, quem disse que o mundo é

justo? É simplesmente a realidade objetiva dos

fatos! Traduzindo: ou você se torna um grande

laboratório, seja por crescimento orgânico ou por

fusões e aquisições, ou se torna um laboratório

“diferente”, específico, especializado em alguma

coisa que sabe fazer como ninguém, algo diverso

do comum. Talvez até uma maneira de ser, uma

postura ímpar frente ao mercado, seja de usuários

finais ou de médicos.

Fazer exames com qualidade é exigência

mandatória, não é diferencial competitivo, pois,

quem entra num avião cogitando que possa não

voar bem, com segurança? Faça coisas diferentes,

afinal, exames todos fazem e os laboratórios

de apoio fazem muito mais baratos e, no mínimo,

com a mesma qualidade, pelos motivos já

analisados (ganho de escala, produção programada,

logística versus recepção e coleta etc.).

Ainda, faça coisas diferentes e de forma diferente,

única. Seja criativo em todos os processos,

principalmente nos de atendimento ao cliente.

Seja empático, se coloque no lugar dele: que

dificuldades existem para saber que você existe?

Como os clientes chegam até o laboratório?

Como estacionam e acessam às instalações?

Como são atendidos? Como recebem o que lá

foram fazer? Como podem reclamar daquilo

que frustrou suas expectativas? Seja diferente

nas causas que levaram os clientes até o seu

laboratório e não ao do concorrente! Veja com

outros olhos o mercado, tire um pouco da atenção

aos processos produtivos, é claro que mantendo-os

sob controle, volte-a para a origem do

desejável lucro, ou seja, repito, para o mercado.

Os laboratórios são alternativas de investimento

e devem gerar lucros para os seus proprietários,

sócios ou acionistas. Não é somente paixão

profissional por fazer exames! É um

modo de ganhar honestamente a vida!

De ser feliz com aquilo que mais se faz, ou seja,

trabalhar. De ter sucesso financeiro derivado de

justos ganhos e lucros. É muito bom fazer o que

se gosta, desde que lhe dê como retorno uma

vida digna, fruto desse trabalho.

Laboratórios são empresas, não somente fonte

de felicidade. Devem ser lucrativos! Os laboratórios

de apoio são parte essencial do cluster das

análises clínicas. Nem os ditos “laboratórios de

apoio” vivem sem apoio! Tudo, simplesmente

tudo no mundo, está inserido numa cadeia imensa

de dependência. O simples ato de tomar

0 54

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


GESTÃO LABORATORIAL

um banho, se vestir, tomar um café da manhã, de

acender uma luz ou abrir uma torneira, implica

na ajuda, na cooperação, na necessidade do

apoio, de centenas, quiçá de milhares de pessoas,

de organizações! Sozinhos não somos ninguém,

sem os outros, qualquer um de nós, pessoa

física ou jurídica, não pode sobreviver muito

tempo. Somos seres frágeis, dependentes de toda

e qualquer ajuda, não passamos de filhotes indefesos,

ainda que fortes fisicamente.

Nossa fortaleza está diretamente correlacionada

à nossa capacidade de aproveitarmos de

forma diferente, inteligente (mas honesta), as

oportunidades da imensa cadeia produtiva (e

de consumo) que são as relações globais inerentes

à todas as relações humanas. Ao invés de

nos sentirmos vítimas do gigantismo dos laboratórios

de apoio, de reclamarmos sem cessar da

concorrência destes ou de outros, de vivermos

no passado, da lembrança do conto de fadas,

vamos deixar do “coitadismo”, vamos levantar

a cabeça, olhar para frente, descobrir e inventar

oportunidades não só de sobreviver, mas de

lucrar com os nossos pequenos e médios laboratórios.

Nas minhas atividades tomo conhecimento

diário do pensamento e posicionamento,

de uma forma geral, dos gestores laboratoriais,

principalmente daqueles que operam os pequenos

e médios laboratórios clínicos no Brasil.

As manifestações normalmente convergem e,

sobretudo, se repetem, exaustivamente para os

seguintes tópicos:

1.- Situação econômica e financeira ruim, fato

que aumenta o risco de insolvência destas organizações.

Isto atualmente delimita o problema

comum dos gestores laboratoriais.

2.- Culpados que invariavelmente são citados

como responsáveis:

2.1- Compradores dos produtos (Convênios etc.).

2.2- Médicos assistentes que demandam os

produtos (Serviços e exames laboratoriais).

2.3- Laboratórios de apoio.

2.4- Governos (Federal, estadual e municipal).

2.5- Fornecedores de insumos.

2.6- Colegas de profissão (Empresários aéticos

na área das análises clínicas).

2.7- Capital externo (Investidores estrangeiros).

Ao invés de buscar as causas somente no

ambiente externo, colocar a culpa do problema

nos outros, bem como esperar que terceiros

apresentem soluções, vamos voltar nossa

atenção para dentro dos nossos laboratórios,

para as nossas atitudes gerenciais, o que de fato

estamos fazendo além de protestar? Que ações

gerenciais estamos adotando para aumentar

a produtividade, reduzir riscos, incrementar

competitividade e lucros? Você está avaliando

a competitividade do seu laboratório? Quantificando

os custos de produção? Metrificando

a rentabilidade de exames, clientes, equipamentos

e setores da produção? Calculando o

momento certo para a terceirização mais rentável?

Você está se comparando (processo de

benchmarking) com os seus concorrentes para

saber onde está pior e deve melhorar? E como

melhorar? E quanto esperar de retorno? E ainda,

o laboratório é um negócio viável considerando

as características da região onde opera? Caso

tenha uma única resposta negativa, poderá não

estar controlando adequadamente os processos

da sua organização, ainda que hoje esteja lucrando

bem! A solução para todas estas questões,

virá somente com gestão profissional.

Voltando ao cerne da questão, repito que o

foco do nosso olhar não deve ser quase que

exclusivamente para a produção de exames, ao

contrário, deve ser holístico, abranger todos os

aspectos que envolvem os processos e ambiente

de negócios de um laboratório. Conclamo,

vamos deixar um pouco de lado o discurso, de

certa forma, até arrogante, de que “eu faço exames

com qualidade”, como se fossemos só nós

que assim procedemos. Certamente, muitos de

nós fizemos exames com qualidade. E daí? Isto

é o mínimo para simplesmente, atendermos

o marco regulatório legal, afinal, trabalhamos

com a saúde dos outros! Se o fruto do nosso

trabalho for ruim, vidas podem ser prejudicadas

e, até perdidas. Repito: isto é o mínimo

necessário. É como o avião taxiar, decolar, voar

e aterrissar. É o que esperamos que aconteça.

Nada tem excepcional, afinal foi feito para isto!

Hoje os gestores laboratoriais têm que

ser muito mais do que apaixonados

por fazer exames. Devem ser GESTORES

PROFISSIONAIS. Quem insistir em ser exclusivamente

técnico de bancada, em continuar

somente a fazer bons exames, não sobreviverá

como empreendedor. Quem não souber avaliar

a competitividade, risco de insolvência, calcular

os custos de produção, enfim, responder as perguntas

enumeradas anteriormente e perseverar

em buscar culpados no ambiente externo à organização,

ou seja, em fatores conjunturais, não

olhando de forma introspectiva o seu laboratório,

não saberá se o negócio é viável na região

onde atua, permanecendo por desconhecimento,

num empreendimento sem futuro. E, sempre

culpando os outros, adotando obstinadamente

a postura de vítima. Posso não saber quando,

mas certamente irá entrar em insolvência. NÃO

HÁ ALTERNATIVA PARA UM FUTURO INTELIGEN-

TE, A NÃO SER GESTÃO POFISSIONAL PARA OS

LABORATÓRIOS CLÍNICOS, SEJAM ELES PEQUE-

NOS, MÉDIOS OU GRANDES. Se ela não resolver,

saia o mais rapidamente possível do negócio.

Senão, a estória certamente pode não ter um

final feliz, como nos contos de fada. Concluo

dizendo que percebo os laboratórios de apoio

como parte da solução do grave problema que

assola o mercado das análises clínicas. Não os

vejo como uma das causas deste problema. Ao

contrário, são imprescindíveis para o sistema.

Esperando termos contribuído para os negócios

na área das análises clínicas, nos despedimos até

a próxima edição da revista NewsLab, onde iremos

apresentar os produtos do PROGELAB.

*Humberto Façanha da Costa Filho

Professor e Engenheiro, atualmente é articulista e consultor financeiro

da SBAC, professor do Centro de Ensino e Pesquisa em Análises

Clínicas (CEPAC) da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC)

e professor do Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo

(IESA), curso de Pós-Graduação em Análises Clínicas.

0 56

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


MINUTO LABORATÓRIO

Coleta de sangue do braço onde

foi feito Cateterismo. Pode?

Por Fábia Bezerra

Fábia Bezerra *

Biomédica, com mais de 20 anos na área

Laboratorial; Auditora e Consultora na Suzimara

& Sarahyba Consultoria.

E-mail: contato@suzimaraesarahyba.com.br

“Cateterismo é um exame que serve para

confirmar a presença de obstruções das artérias

coronárias ou avaliar o funcionamento das

valvas e do músculo cardíaco.

É muito importante também em situações

de emergência, possibilitando determinar a

localização da obstrução que está causando

um infarto agudo do miocárdio e com isso,

estudar a melhor estratégia de intervenção. ¹”

Como o cateterismo é realizado nas artérias,

nada interfere na coleta de sangue venoso.

Portanto, desmistificamos aqui, a dúvida do

tempo permitido para punção venosa após o

procedimento de cateterismo.

Deixando claro que, a orientação médica

sempre será acatada por parte do Laboratório,

então, o ideal é que os pacientes já venham

com esta orientação para o serviço de atendimento

laboratorial.

Caso contrário, os coletadores devem estar

cientes que não há impedimento para a realização

da coleta venosa.

E tão importante quanto à técnica de coleta,

é respeitar a sugestão do paciente.

Afinal, o braço é dele e já deve ter tido diversas

experiências com punção, então, saibam

ouvir! Quando ele falar: “acho que este braço

é melhor” – tenha a sensibilidade de verificar,

esta atitude otimiza seu tempo e muitas vezes,

evita uma tão desagradável segunda punção.

E, caso não sinta a veia no braço indicado, com

todo respeito, você poderá dizer:

“Hoje, esta veia não está ideal, me permite

verificar o outro braço?”

Se for o braço em que foi realizado cateterismo

e o médico não tenha restringido, assegure ao seu

paciente que coleta venosa, não o prejudicará.

Se houver alguma restrição, peça para outro

colega verificar o braço permitido. Isso não

significa que você não é capaz, indica que sua

humildade como profissional o faz ser consciente,

responsável e empático.

Posturas como essa, além de facilitar o trabalho

de quem atende, deixa o cliente mais confortável.

E são ações nesta linha de excelência

em atendimento que, algumas empresas estão

se destacando na arte de Atender bem e

Fidelizar o cliente em Laboratório clínico.

Bibliografia:

¹https://www.einstein.br/especialidades/cardiologia/exames-tratamento/cateterismo-cardiaco


RADAR CIENTÍFICO

Avaliação de Desempenho

do Ensaio de Hemoglobina A1c

Enzimática (A1c_E)

Jones J, Gisiora J, Robinson C, Dai J. , Siemens Healthcare Diagnostics Inc., Newark, DE, E.U.A

Introdução

Nos últimos anos, a Organização Mundial da

Saúde e a Federação Internacional de Diabetes

estimaram, independentemente, que mais de

420 milhões (>8,4%) de adultos possuem diabetes

mellitus no mundo todo. 1,2

Em 2017, os custos mundiais no cuidado com

a saúde associado ao diabetes foram estimados

em 727 bilhões de dólares. 2

O diabetes é caracterizado por altos níveis de

glicose no sangue e, mantendo-se elevada por

longo período, pode apresentar complicações

oculares, nos nervos e nos rins. Portanto, o

diagnóstico precoce é crítico para o gerencia-

mento da doença. O estado glicêmico pode ser

medido por meio da glicemia de jejum, frutosamina

sérica ou hemoglobina glicada (HbA1c). 4

A HbA1c é formada nas células vermelhas do

sangue através de uma reação não enzimática

entre a glicose sanguínea e a valina N-terminal

da cadeia beta da HbA. 4

A HbA1c é um bom marcador glicêmico para

o diagnóstico e monitoramento de diabetes,

pois é estável durante a vida útil de um eritrócito,

que dura de 2 a 3 meses e, portanto, reflete

as concentrações de glicose a longo termo(6-8

semanas). Diferentemente, as dosagens de glicose

refletem as concentrações do momento

da coleta de sangue, enquanto as medidas de

frutosamina representam os níveis de glicose no

sangue das últimas 2-3semanas. 5

As concentrações sanguíneas de HbA1c se

correlacionam com o risco a longo prazo de

complicações do diabetes nos pacientes. 3

A HbA1c é um indicador de risco progressivo

para a mortalidade e doenças cardiovasculares

na população diabética e não diabética. 6-8

Estudos demonstraram que o controle glicêmico

intenso e o monitoramento da HbA1c

foram associados com menores taxas de desenvolvimento

e de progressão das complicações

microvasculares. 9-11

0 60

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


RADAR CIENTÍFICO

A taxa das concentrações de HbA1cobservadas

em indivíduos normais saudáveis é de aproximadamente

48 mmol/mol). 12

A prevalência de complicações relacionadas

ao diabetes chega a valores de HbA1c de

6–7%(42–53 mmol/mol). 13

Um novo ensaio enzimático de HbA1c

(A1c_E) foi desenvolvido para a medida quantitativa

da HbA1c no sangue total (humano)

venoso anticoagulado e hemolisado no Sistema

de Bioquímica automatizado ADVIA® Chemistry

(1800, 2400, and XPT). 12

O novo ensaio A1c_E é indicado para auxílio

no diagnóstico, assim como no monitoramento

a longo prazo do controle da glicose sanguínea

em pacientes com risco de desenvolvimento

do diabetes mellitus. Além disso, a maioria das

variantes A1c não interfere com o novo ensaio

A1c devido à arquitetura do ensaio melhorado.

Resumo

O National Glycohemoglobin Standardization

Program (NGSP) e a International Federation of

Clinical Chemistry (IFCC) formaram um grupo

de trabalho para desenvolver métodos de referência.

Foi avaliada a relação entre os resultados

da HbA1c da rede da NGSP e da IFCC e uma

equação master foi desenvolvida. 14

Os parâmetros de proporção fornecidos como

parte do novo método A1c_E permitem que os

resultados sejam relatados em unidades NGSP

equivalentes (%) ou unidades IFCC equivalentes

(mmol/mol). Ensaios comerciais de HbA1c

devem ser padronizados e rastreáveis, de acordo

com o ensaio de referência do Estudo Prospectivo

de Diabetes da DCCT/Reino Unido (UKPDS). 3,15

A Associação Americana de Diabetes recomenda

que “o teste de A1c deve ser realizado utilizando

um método que seja certificado pela NGSP.” 16

Portanto, o objetivo do NGSP é padronizar os

resultados do teste de HbA1c àqueles do DCCT/

UKPDS, que estabeleceram as relações diretas

entre os níveis de HbA1c e o prognóstico dos

pacientes com diabetes. O NGSP fornece certificação

e rastreabilidade à referência da DCCT

por meio de comparações de amostras com os

colaboradores da rede NGSP e monitora a eficácia

do programa por meio da pesquisa de proficiência

em sangue total do College of American

Pathologists (CAP) GH-5 para HbA1c. 17

Em 19 de março de 2018, a Siemens Healthineers

concluiu com sucesso a Certificação

do NGSP para o novo ensaio A1c_E em ambos

os métodos de pré-tratamento automático

e manual de amostras, nos sistemas ADVIA

Chemistry 1800, 2400 e XPT. Os critérios para a

Certificação no NGSP são que, 37/40 dos resultados

individuais de HbA1c devem estar dentro

de ±6% da média do Laboratório de Referência

Secundário (SRL) do NGSP. Além disso, os resultados

da certificação atual atendem aos critérios

mais rigorosos, a partir de Janeiro de 2019, em

que 36/40 dos resultados devem estar dentro

de ±5% do valor do SRL. 18

A Siemens Healthineers está comprometida

em obter a certificação anual para garantir a

qualidade do produto, a confiança do cliente e

melhores resultados para o paciente. O objetivo

desse estudo foi avaliar o desempenho do nosso

ensaio A1c_E nos Sistemas ADVIA Chemistry.

Materiais e Métodos

O ensaio A1c_E do ADVIA Chemistry possui um

método enzimático que mede especificadamente

o N-terminal dos dipeptídeos frutosil da cadeia

beta da HbA1c. A concentração de hemoglobina

glicada (A1c_E) e hemoglobina total (tHb_E)

são medidas separadamente; essas dosagens são

utilizadas para determinar a %HbA1c (unidades

NGSP) ou a razão da hemoglobina A1c_E/tHb_E

em mmol/mol (unidades IFCC).

Confira a figura 1 sobre a metologia do ensaio

A1c_E. A avaliação de desempenho do ensaio

A1c_E nesse estudo incluiu avaliação de precisão,

linearidade, correlação e erro total. As correlações

foram realizadas com o ensaio A1c_E

do ADVIA Chemistry e o SRL NGSP. Dados foram

coletados nos Sistemas ADVIA Chemistry (1800,

2400 e XPT), que utilizam os mesmos packs de

reagente, calibradores e controles comerciais.

0 62

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


your power for health

VANTAGENS EXCLUSIVAS

*Promoção válida mediante disponibilidade no estoque

C O M P R E

AGORA

CONDIÇÕES ESPECIAIS!

POR TEMPO LIMITADO!

O Greiner Bio-One AV400 é um scanner vascular que

ajuda o profissional a localizar o melhor acesso

venoso para punção, projetando as veias periféricas

na pele em tempo real e com o máximo de definição.

Tel: +55 (19) 3468-9600 | Fax: +55 (19) 3468-3601 | E-mail: info@br.gbo.com

www.gbo.com


RADAR CIENTÍFICO

Só o Alvaro tem.

A Acreditação do Colégio Americano de

Patologistas envolve rigorosos processos

e vistorias periódicas para garantir a

adequação do laboratório a um padrão de

qualidade internacional.

Também participamos do Programa de

Acreditação de Laboratórios Clínicos (PALC)

da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica,

reconhecido pela ANS (Agência Nacional de

Saúde) e pela ISQUA (International Society

for Quality in Healthcare).

E o que você ganha com isso?

A garantia de que entregamos laudos ainda

mais precisos, ágeis e seguros pra você.

CAP Number: 6950201 | AU-ID: 119713 | Dasa Laboratory – Barueri, SP, Brazil

0 64

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


Resultados

Precisão

As estimativas de precisão foram determinadas

usando dois controles comerciais (QC) e quatro

painéis de decisão clínica (Medical decision

pools, MDP) abrangendo o intervalo do ensaio

(de 4,50 a 12,00% HbA1c). Cada amostra foi

dosada duas vezes por corrida, duas corridas por

dia, durante 20 dias em três sistemas e três lotes

de reagentes (total = 720 réplicas/ amostra).

As estimativas de precisão foram calculadas

de acordo com o CLSI EP05-A3, Avaliação

do Desempenho de Precisão dos Métodos

de Medição Quantitativa. Os resultados são

apresentados nas tabelas 1-3.

Linearidade

A linearidade e a faixa analítica do novo

ensaio foram avaliadas testando nove níveis

com diluições espaçadas (adicionados mais dois

níveis, igualmente espaçados, entre os dois níveis

mais baixos) de um pool elevado de sangue

total nos Sistemas ADVIA Chemistry. Os valores

observados de % HbA1c foram comparados com

os valores esperados; a equação de regressão

linear, r (coeficiente de correlação) e o intervalo

são apresentados nas Figuras 2–4. A linha de

identidade aparece como uma linha sólida em

cada figura. Os dados foram analisados de acordo

com o CLSI EP06-A, Avaliação da Linearidade

de Procedimentos de Medida Quantitativa: Uma

Abordagem Estatística.

Tabelas de Resultados

Tabela 1.

Dados de Precisão do Sistema de Bioquímica ADVIA 1800.

Tabela 2.

Dados de Precisão do Sistema de Bioquímica ADVIA 2400.

Tabela 3.

Dados de Precisão do Sistema de Bioquímica ADVIA XPT Chemistry.

RADAR CIENTÍFICO

Figura 2. Linearidade do Ensaio A1c_E no Sistema de

Bioquímica ADVIA 1800.

Figura 3. Linearidade do Ensaio A1c_E no Sistema de Bioquímica

ADVIA 2400.

Figura 4. Linearidade do Ensaio A1c_E no Sistema de Bioquímica

ADVIA Chemistry XPT.

Revista NewsLab | Out/Nov 2019

0 65


Figura 5. Gráfico de Correlação: Ensaio A1c_E no Sistema de Bioquímica

ADVIA 1800 versus Laboratório Secundário de Referência NGSP.

Figura 6. Gráfico de Diferença: Ensaio A1c_E no Sistema de Bioquímica

ADVIA 1800 versus o Laboratório Secundário de Referência NGSP.

Figura 7. Gráfico de Correlação: Ensaio A1c_E do Sistema de Bioquímica

ADVIA 2400 Chemistry versus Laboratório Secundário de Referência NGSP.

Figura 8. Gráfico de Diferença: Ensaio A1c_E do Sistema de Bioquímica

ADVIA 2400 Chemistry versus Laboratório Secundário de Referência NGSP.

Figura 9. Gráfico de Correlação: Ensaio A1c_E no Sistema ADVIA

Chemistry XPT versus Laboratório Secundário de Referência NGSP.

Figura 10. Gráfico de Diferença: Ensaio A1c_E no Sistema ADVIA

Chemistry XPT versus Laboratório Secundário de Referência NGSP.

Comparação de Métodos

O ensaio A1c_E nos Sistemas ADVIA Chemistry

foram comparados com o Laboratório de Referência

Secundário NGSP (Tosoh G8) por meio da

avaliação de até 163 amostras utilizando a análise

de regressão PassingBablock (Figuras 5–10); foi

utilizada a regressão linear com os resultados da

primeira replicata. A linha de identidade aparece

como uma linha sólida nas figuras. O novo ensaio

apresentou boa correlação com SRL NGSP.

Os dados foram analisados de acordo com CLSI

EP09-A3, Comparação de Procedimentos de Medida

e Estimativa de Bias Utilizando Amostras de

Pacientes. 95,96 e 98% das amostras testadas na

comparação de metodos estão de acordo com o

bias de ±5,00% para os Sistemas ADVIA Chemistry

1800, 2400 e XPT, respectivamente.

Tabela 4. Resumo dos dados de Erro Total do ADVIA 1800.

Tabela 5. Resumo dos dados de Erro Total do ADVIA 2400.

Erro Total

Os resultados da estimativa do bias (%bias)

foram utilizados no estudo de comparação de

métodos e a estimativa de precisão no estudo de

reprodutibilidade, abrangendo toda a variabilidade

associada do ensaio A1c_E dos Sistemas ADVIA

Chemistry. O erro total dos níveis listados nas tabelas

4-6 foi calculado utilizando a seguinte equação:

Tabela 6. Resumo dos dados de Erro Total do ADVIA Chemistry XPT.

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


Disponível

no Brasil!

CONHEÇA NOSSA NOVA

LINHA DE URINÁLISE.

FÁCIL DE USAR.

FÁCIL DE AUTOMATIZAR.

LAURA

LAURA XL

• Até 400 testes / h

• Até 12 parâmetros clinicamente

significantes

• Tecnologia comprovada de tiras

PHAN

• Gerenciamento de dados eficiente

• Até 140/180 testes / h

• 0,7 mL de volume total de aspiração

• Imagens reais de microscopia

• Concentração de elementos sem

centrifugação

• Cuvetas fixas com lavagem automática

• Tamanho reduzido (943 x 563 mm)

ERBA DIAGNOSTICS BRAZIL

Av. Princesa Diana, 115, Sala 6, Alpha Ville, Nova Lima, Minas Gerais 34000-000, Brasil

Revista NewsLab | Out/Nov 2019

FAZENDO A AUTOMAÇÃO ACESSÍVEL PARA LABORATÓRIOS EM TODOS OS LUGARES

brazilsales@erbamannheim.com l www.erbamannheim.com


RADAR CIENTÍFICO

Conclusões

O ensaio A1c_E nos Sistemas ADVIA Chemistry

demonstrou boa precisão nos resultados

dentro do intervalo do ensaio:

repetibilidade de 0,3 a 0,8% CV e precisão

intra-laboratorial de até 2% CV.

O ensaio A1c_E dos Sistemas ADVIA Chemistry

demonstrou linearidade de 2,69 a 14,60%

de HbA1c. O ensaio A1c_E demonstrou boa

correlação; 97% das amostras testadas na comparação

de métodos estão com um bias dentro

de ±5.00%.

O ensaio A1c_E dos Sistemas ADVIA Chemistry

possui um erro total durante todo o intervalo

do ensaio menor que 5% ET.

O objetivo da Siemens Healthineers é permitir

que os fornecedores de serviços no cuidado com

a saúde aumentem o seu valor, capacitando-os

em sua jornada para expandir a medicina de

precisão, transformando a prestação de cuidados

e melhorando a experiência do paciente,

todos habilitados pela digitalização dos cuidados

com a saúde. Estima-se que 5 milhões de

pacientes beneficiam-se globalmente, todos os

dias, de nossas tecnologias e serviços inovadores

nas áreas de imagens terapêuticas, diagnósticos

laboratoriais e medicina molecular, bem

como saúde digital e serviços corporativos.

Somos uma empresa líder em tecnologia

médica, com mais de 170 anos de experiência

e 18.000 patentes em todo o mundo. Com mais

de 48.000 colegas dedicados em 75 países,

continuaremos a inovar e moldar o futuro dos

cuidados com a saúde.

ADVIA e todas as marcas associadas são marcas

registradas da Siemens Healthcare Diagnostics

Inc., ou de suas afiliadas. Todas as outras

marcas e marcas registradas são de propriedade

de seus respectivos donos.

A disponibilidade do produto pode variar, de

acordo com o país e está sujeito aos requisitos regulatórios.

Entre em contato com o seu representante

local para saber mais sobre a disponibilidade.

Referências:

1. World Health Organization. Global report

on diabetes. 2016.

2. The International Diabetes Federation. IDF

DIABETES ATLAS Eighth edition 2017. https://

www.idf.org/e-library/epidemiology-research/diabetes-atlas.html.

3. The Diabetes Control and Complications Trial

Research Group. The effect of intensive treatment

of diabetes on the development and progression

of long-term complications in insulin-dependent

diabetes mellitus. N Engl J Med. 1993;329:977-86.

4. Benjamin RJ, Sacks DB. Glycated protein

update: implications of recent studies, including

the diabetes control and complications trial. Clin

Chem. 1994;40:683-7.

5. Nathan DM, Kuenen J, Borg R, et al. Translating

the A1C assay into estimated average

glucose values. Diabetes Care. 2008;31:1473-8.

6. Gerstein HC, Pogue J, Mann JFE, et al. The

relationship between dysglycaemia and cardiovascular

and renal risk in diabetic and non-

-diabetic participants in the HOPE study: a prospective

epidemiological analysis. Diabetologia.

2005;48:1749-55.

7. Khaw KT, Wareham N, Bingham S, et al.

Association of hemoglobin A1c with cardiovascular

disease and mortality in adults: the

European prospective investigation into cancer

in Norfolk. Ann Intern Med. 2004;141:413-20.

8. Selvin E, Coresh J, Golden SH, et al. Glycemic

control and coronary heart disease risk in

persons with and without diabetes: The atherosclerosis

risk in communities study. Arch Intern

Med. 2005;165:1910-6.

9. Duckworth W, Abraira C, Moritz T, et al.

Glucose control and vascular complications in

veterans with type 2 diabetes. N Engl J Med.

2009;360:129-39.

10. Ismail-Beigi F, Craven T, Banerji MA, et al.

Effect of intensive treatment of hyperglycaemia

on microvascular outcomes in type 2 diabetes:

an analysis of the ACCORD randomised trial.

Lancet. 2010;376:419-30.

11. Patel A, MacMahon S, Chalmers J, et al.

Intensive blood glucose control and vascular

outcomes in patients with type 2 diabetes. N

Engl J Med. 2008;358:2560-72.

12. Siemens Healthcare Diagnostics. ADVIA

1800/2400 Chemistry A1c_E assay instructions

for use. PN 11275439_EN, rev. A.Tarrytown

(NY): Siemens; 2018

13. International Expert Committee report on

the role of the A1C assay in the diagnosis of diabetes.

Diabetes Care. 2009;32:1327-34.

14. Hoelzel W, Weykamp C, Jeppsson JO, et al.

IFCC reference system for measurement of hemoglobin

A1c in human blood and the national

standardization schemes in the United States,

Japan, and Sweden: a method-comparison study.

Clin Chem. 2004;50:166-74.

15. UK Prospective Diabetes Study (UKPDS)

Group. Intensive bloodglucose control with

sulphonylureas or insulin compared with conventional

treatment and risk of complications

in patients with type 2 diabetes (UKPDS 33).

Lancet. 1998;352:837-53.

16. American Diabetes Association. Classification

and diagnosis of diabetes. Sec. 2. In

Standards of Medical Care in Diabetes-20017.

Diabetes Care. 2017;40 (Suppl. 1):S11–S24.

17. Rohlfing CL, Parvin CA, Sacks DB, et

al. Comparing analytic performance criteria:

evaluation of HbA1c certification criteria as an

example. Clin Chim Acta. 2014;433:259-63.

18. The National Glycohemoglobin Standardization

Program (NGSP). Harmonizing Hemoglobin

A1c Testing. Certified Methods and Laboratories.

http://www.ngsp.org/certified.asp.

Siemens Healthineers Diagnósticos LTDA

Av. Mutinga, 3800

4º e 5º Andares - Pirituba

05110-902 - São Paulo - SP

www.healthcare.siemens.com.br

0 68

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


adáblios

QUALIDADE DE VIDA COM A

FACILIDADE DO POC*

LUMIRATEK C - MULTIPARÂMETROS

Moderno • Compacto • Versátil

LUMIRATEK C

O Lumiratek C é um analisador portátil e de fácil manuseio

para a medição quantitativa de Hemoglobina Glicada (HbA1c),

Microalbuminúria e Proteína C Reativa (PCR).

Através da metodologia de imunocromatografia quantitativa o

analisador Lumiratek C multiparâmetros processa baixo volume

de amostras de sangue total, soro, plasma e urina.

Os resultados são liberados em até 3 minutos, permite a

transferência de dados e impressão e armazena até 1.000

resultados na memória.

O kit Lumiratek C HbA1c, pode trabalhar com amostras obtidas

através de punção digital, sendo certificado pelo IFCC** e pelo

NGSP***, garantindo a qualidade de seus resultados.

Os produtos anunciados estão registrados na ANVISA.

(*) Point of Care (POC) / Testes Laboratoriais Remotos (TLR)

(**) International Federation of Clinical Chemistry and Laboratory Medicine (IFCC)

(***) National Glycohemoglobin Standardization Program (NGSP)

Discovering. Inspiring. Transforming.

Tel.: 55 11 5185-8181– faleconosco@lumiradx.com.br


DIREITO E SAÚDE

Medicina Digital - A Nova Era da

Saúde e Seus Desafios

A saúde na era da transformação digital já é

uma realidade no Brasil, e o debate já não é mais

sobre quando ocorrerão as mudanças tecnológicas

na medicina, mas sobre como as empresas,

médicos, profissionais da saúde, pacientes e a regulamentação

se adaptarão e anteciparão a elas.

A cada dia nos deparamos com uma novidade

tecnológica, um novo aplicativo, uma nova ideia

sendo lançada por pequenas e inovadoras start

ups. Da mesma forma, temos nos deparado

com grandes investimentos em tecnologia para

a área da saúde por grandes empresas como

Google, Apple, Amazon que, até pouco tempo

atrás, sequer imaginaríamos estarem atuando

nesta área. O que há de comum entre as pequenas

start ups e as grandes empresas de tecnologia

é a visão de inovação em um segmento que

requer convergência de informação e que precisa

ser cada vez mais rápido, preciso e acessível à

população diante de sua constante atualização.

Um exemplo de tecnologia que transformará

a saúde é a nova versão do Apple Watch, relógio

digital que é capaz de submeter o usuário a um

exame de eletrocardiograma, além de ser capaz

de detectar batimentos cardíacos irregulares,

transferir os dados para análise médica e enviar

notificação caso o dono do relógio necessite de

assistência. Cada vez mais, a inovação médica

estará no cotidiano das pessoas e o nível de

acompanhamento de informações de saúde

do paciente se tornará maior e mais relevante,

o que consequentemente afetará a relação médico-paciente.

Atualmente, o segmento médico brasileiro

está voltado para importantes discussões

em relação às inovações tecnológicas, como a

prática da telemedicina, a aplicação da inteligência

artificial no diagnóstico, a digitalização

do histórico de saúde do paciente e a regularização

de software médico perante a Anvisa. Tais

discussões são de extrema importância para o

futuro da saúde no Brasil, visto que as pessoas,

os produtos e os serviços estão cada vez mais

“digitalizados” e este é um caminho sem volta.

Telemedicina

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou

em fevereiro deste ano a resolução que

regulamenta a telemedicina, contemplando

atividades como teleconsulta, telediagnóstico,

telecirurgia, telemonitoramento e teletriagem.

Porém, precisou recuar, já que o tema é disruptivo

e o setor médico requisitou discussões mais

amplas antes da efetiva regulamentação.

A título de exemplo, com o telediagnóstico os

exames podem ser realizados virtualmente e os

dados são transmitidos pelo computador; no

caso de um eletrocardiograma, com a ajuda da

tecnologia o paciente poderá estar num lugar,

com sensores instalados no corpo, e o médico

executará e acompanhará o exame a distância.

Com o telemonitoramento, o especialista poderá

avaliar os exames e o estado de saúde dos

pacientes remotamente, situação que pode ser

muito importante para pacientes em áreas de

difícil acesso, com doenças crônicas em home

care ou idosos em casa de repouso, por exemplo.

A vertente a favor da telemedicina acredita no

aumento da praticidade, redução de custos e

ampliação de acesso dos pacientes às consultas

e diagnósticos, por exemplo. No entanto, a linha

contrária questiona se com os recursos promovidos

pela inteligência artificial e com a distância

física proporcionada pela tecnologia, haveria

ainda espaço para uma comunicação completa

entre médico e paciente, entendida como uma

variável fundamental para a adequada conduta

médica e melhora na condição do paciente.

Inteligência Artificial no diagnóstico

Segundo informações da Câmara Brasileira de

Diagnóstico Laboratorial, cerca de 75% a 80%

das decisões médicas baseiam-se em exames

de diagnóstico, sendo incostestável a importância

destes para a conduta médica a ser adotada.

A inteligênia artificial (IA) na medicina diagnóstica,

vem com o intuito de acelar e tornar

mais preciso o diagnóstico de pacientes, antecipar

desfechos e indicar tratamentos e ações

médicas por meio da criação de “algoritmos

inteligentes”. Além disso, a inteligênia artificial

será capaz de melhorar processos internos dos

serviços de saúde, como laboratórios, consultórios

e hospitais, permitindo ganho de eficiência

na investigação diagnóstica e redução de disperdício

de recursos.

Para se ter idéia sobre como funciona a inteligênia

artificial, os especialistas alimentam o

sistema com uma quantidade grande de dados

e o computador “aprende” algoritmos, encontrando

rapidamente padrões e fazendo associações

para analisar os casos e auxiliar o médico

a realizar o diagnóstico e tomar decisões mais

acertadas e confiáveis. Para uma análise completa

e confiável é necessária a verificação de

um grande volume de informações que, quando

feita por meio da inteligênia artificial, é realizada

numa velocidade que um ser humano

demoraria muito tempo para concluir ou jamais

poderia fazer.

A inteligência artificial já vem sendo estudada

e implementada em diversas áreas da medicina,

como por exmplo, nos exames radiológicos e

identificação da retinopatia diabética. No futuro

próximo, é provável que cada vez mais especialistas

façam uso do diagnóstico sugerido por

programas de inteligência artificial como apoio

a decisões e condutas a serem tomadas.

0 70

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


DIREITO E SAÚDE

Digitalização do histórico de saúde

do paciente

O objetivo da digitalização do histórico do

paciente é reunir em um só sistema todas as

informações da trajetória médica de um indivíduo,

como por exemplo, resultados de exames,

consultas médicas, cirurgias, internações, medicamentos

utilizados e outras atividades médicas

durante a vida do paciente.

O benefício de ter as informações da “história da

saúde do paciente em um só lugar” implica diretamente

na maior produtividade, na otimização

de recursos e no melhor atendimento ao paciente,

uma vez que as informações relevantes não

estariam mais fragmentadas em diferentes serviços

de saúde e atividades médicas desnecessárias

ou repetitivas poderiam ser evitadas.

Ainda que a vantagem de concentrar os dados

do paciente em um único sistema seja clara,

assim como na inteligência articifical ainda

há muita preocupação quanto à proteção dos

dados disponibilizados sobre o paciente e sua

saúde, ou seja, sobre quem pode acessá-lo e

em que condições. A lei geral de proteção de

dados que entrará em vigor em 2020 prevê que

o compartilhamento das informações de saúde

dependa do consentimento do paciente.

Regularização de software como dispositivo

médico perante a Anvisa

Atualmente, a Anvisa regulamenta os dispositivos

médicos no pré-mercado por meio da Resolução

RDC nº 185, de 22 de janeiro de 2001,

que trata do registro, alteração, revalidação e

cancelamento do registro de produtos médicos.

No entanto, esta norma foi elaborada de acordo

com o contexto do ano de 2001, quando os

equipamentos eram basicamente hardwares

específicos com softwares embarcados.

Diante das novas necessidades e a tendência

de “virtualização” dos equipamentos e procedimentos

médicos, os dispositivos médicos

passararam a se “virtualizar” a passos exponenciais,

fato este que fez com que a referida regulamentação

tenha se tornado obsoleta para os

softwares como dispositivos médicos, tais como

os softwares de processamento de imagens

para diagnósticos, softwares de diagnóstico em

saúde, software de planejamento de radioterapia

e, até mesmo, certos aplicativos para celular

e tablet que podem ser considerados softwares

como dispositivos médicos.

Com o objetivo de solucionar essa lacuna regulatória,

o tema “Regularização de softwares médicos”

foi incluído na Agenda Regulatória da Anvisa

para o quadriênio 2017-2020 (Tema 8.5), tendo

como principal motivador, a elaboração de uma

regulamentação específica contendo requisitos

aplicáveis aos software como dispositivos médicos

ou SaMD – Software as Medical Device, como

são internacionalmente conhecidos.

O software como dispositivo médico tem sido

tema de discussões no âmbito do International

Medical Device Regulators Forum (IMDRF), do

qual a Anvisa faz parte em busca da harmonização

de seus regulamentos. Recentemente, a

agência fez parte de uma reunião junto ao IM-

DRF sobre inteligência artificial, software como

dispositivo médico e os diversos modos de aplicação

das novas tecnologias, além de aspectos

como segurança de dados e qualidade, demonstrando

alinhamento em relação ao tema.

O tema é desafiador e está em debate entre a

Anvisa e o setor regulado, uma vez que que se faz

necessário definir escopo e classificação de risco,

estabelecer mecanismos para ações sanitárias,

tratamento de diferentes sistemas e riscos cibernéticos

de softwares como dispositivos médicos.

Após a realização do Diálogo Setorial sobre o

tema, ocorrido em 18 de setembro de 2019 no

auditorio da Anvisa, os próximos passos serão a

proposição junto ao grupo da ABNT (CB/26 –

Subgrupo de Software Médico) de possível termo

redacional para a norma e, posteriormente,

publicação de Consulta Pública para a regulamentação

e guia orientativo. A versão final da

norma está prevista para o primeiro trimestre de

2020 e treinamentos para profissionais da área

e alertas sobre a necessidade de notificação de

eventos adversos e denúncias, devem acontecer

ao longo de 2020.

Para finalizar, é visível que as necessidades médicas

e dos pacientes mudam constantemente no

passo da evolução tecnológica. Os temas acima

citados são de suma relevância para o aumento

da produtividade, otimização de recursos e sustentabiliade

do setor de saúde, e acima de tudo,

para melhorar o atendimento e condição dos pacientes.

Regulamentações que sejam capazes de

acompanhar a tendência do mercado são fundamentais

para a garanta de implementação rápida

e segura de novas tecnologias e práticas médicas,

priorizando-se sempre a saúde e segurança do

paciente. Estamos ansiosos para contribuir e

acompanhar os próximos capítulos destes assuntos

que mudarão definitivamente, para melhor, a

saúde no Brasil.

*Patrícia Fukuma

É sócia e fundadora do escritório Fukuma Advogados, escritório altamente

especializado na área regulatória-sanitária.

Com agradecimento à colaboração de Ana Hasegawa e Camila Tavares.

0 72

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


TROMBOFILIA

DETECÇÃO DAS PRINCIPAIS

MUTAÇÕES GENÉTICAS

Mais de 60% da predisposição à trombose são

atribuídos a fatores genéticos. Para prevenir

episódios trombóticos e abortos recorrentes,

é possível estruturar um programa de

aconselhamento genético e orientação familiar

com métodos moleculares.

Por meio da PCR em tempo real é possível identificar

os genes com possíveis mutações para:

Protrombina (Fator II)

Fator V de Leiden

Enzima MTHFR C677T e MTHFR A1298C

Plasminogênio tipo 1 (PAI-1)

Através de kits específicos que realizam a identificação desses fatores genéticos, é possível ter em

mãos informações precisas que auxiliam o médico no direcionamento do tratamento ideal.

Converse com nossos consultores para saber mais

0800 710 1850 | comercial@mobiuslife.com.br | www.mobiuslife.com.br

Características referentes aos kits com registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária. KIT XGEN MASTER Fator II sob n° 80502070031. KIT XGEN MASTER Fator V DE LEIDEN sob n° 80502070032.

KIT XGEN MASTER MTHFR C677T sob n° 80502070026. KIT XGEN MASTER MTHFR A1298C sob n° 80502070028. KIT XGEN MASTER PAI-1 sob n° 80502070055.


LADY NEWS

Bons Exemplos

Dra. Eliane Lustosa médica Patologista Clínica, Presidente da Labtest Diagnóstica S.A

Uma mulher a frente do seu tempo, desde

muito nova começou a perceber a grandeza da

vida e principalmente a importância da família,

sempre, através do olhar sensível e curioso, sentindo

a vontade de acontecer.

E assim a Dra. Eliane Lustosa, com os bons

exemplos que sempre a acompanhou, através

de seus pais, resolveu então seguir um caminho

repleto de valores até então desconhecidos.

Mulher corajosa e atuante foi galgando os

degraus do conhecimento e cada vez mais sentindo

a necessidade de se empoderar, fortalecer

e sentir a força da mulher.

Buscou no fundo dos seus melhores sentimentos

os puros momentos, onde com seu pai

visionário, aprendeu que na vida o mais importante

é seguir o caminho da perseverança, do

trabalho árduo, profícuo e verdadeiro.

Geraldo Lustosa, além de um grande pai, homem

de visão e grande empreendedor, sempre

cultivou valores essências a vida e a formação de

um caráter, integro e essencialmente honesto. A

base ideal para a formação de qualquer cidadão,

o maior e melhor exemplo que podemos ter.

Para um nome tão forte com grande importância

no mercado a Labtest é um trunfo, uma verdadeira

dádiva ter uma historia tão forte e real para

ser compartilhada e conhecida, servindo como

tema para ilustrar a mente dos novos profissionais

que chegam sempre ávidos de conseguirem

um lugar ao sol e sempre sentindo a necessidade

e a certeza de ter bons exemplos na vida.

Dra. Eliane ocupa hoje um lugar e um espaço

de muita importância, sendo referência para os

profissionais do setor e principalmente nos mulheres.

Conversei com ela, onde ela pode compartilhar

um pouco de sua experiência comigo.

1 - Dr Eliane, gostaríamos de saber um

pouco de sua experiência até chegar

aqui?

A primeira coisa que eu acho que aprendi na

minha vida é você não desistir e não achar que

uma coisa que não saiu do jeito que você quer

significa que não vai dá certo, ela vai dá certo.

Quando eu vejo que o pessoal do startup fala

assim: "Faça rápido pra você falhar rápido e você

recomeçar rápido".

Acho que é isso ai na vida, você não deve ter

medo. Você tem que ter cuidado, cuidado com

as pessoas, cuidado com impacto daquilo na

vida de outras pessoas. Mas você com você

não pode ter medo de fracassar, não ter medo

de tentar. Você não pode ser irresponsável, mas

você tem que ter coragem.

2 - Sabendo da dificuldades da mulher

se ingressar no mercado de trabalho,

apesar de muitos avanços. Como foi pra

você isso?

Ser mulher também tem muito a ver com ter coragem,

porque você tem que romper né... muitas vezes.

Eu não vou dizer que não sofri nenhum problema

por ser mulher, mas por outro lado eu

acho que sou de uma geração em que a mulher

tinha uma posição muito bem... acho que ...

como é que vou dizer, assim... Mais bem colocada

em um certo lugar. Talvez soubesse lidar melhor

com isso, isso nunca me significou, nunca

me nomeou, nunca foi um problema pra mim.

A única coisa que eu acho que quando era

muito jovem, eu achava que tinha que ter uma

atitude masculina pra poder romper nessa, né...

ai nesse mercado de trabalho.

Depois eu descobrir que não, que a nossa

feminilidade, o ser mulher, a gente acrescenta

muitas coisas boas, é trazer um novo olhar, uma

nova visão pra tudo que a gente ta fazendo e

dentro do mercado.

E as visões distintas elas são muito importantes,

inclusive está questão, que tem visões de

pessoas diferentes, crenças diferentes, umas séries

de coisas, você tem também visões diferentes

dentro da nossa cultura, homem e mulher e

hoje ela está até ficando mais fluída, não tem

mais essa separação como tinha. Mas na minha

época "não tinha" era diferente (risos).

Mas assim, eu também tive muito privilégios

de ser filha de meu pai, acho que maior

privilégio ser filha de meus pais, minha mãe

e profissionalmente do meu pai. Sempre me

orgulhei, nunca achei que ele fez sombra, no

sentido de me obscuresser, ele fez sombra

para eu ter uma caminhada refrescante menos

dura, menos árdua, sempre meu melhor amigo,

meu melhor mestre.

0 74

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


LADY NEWS

Isso eu acho que me ajudou muito, porque

eu sei que muitas vezes é difícil você, independente

de homem ou mulher, romper profissionalmente.

Mas eu agarrei todas as oportunidades

que apareceram, eu fui lá e busquei,

peguei pelo chifre e fiz e aconteci, e assim

enfrentei muitos desafios, muitas batalhas

que muitas vezes as pessoas não me conhecia

e achavam que eu estava ali por ser filha do

meu pai, e de repente elas descobriram que eu

estava ali com o poder de mudar as coisas, de

trazer coisas novas e elas conseguiram entender

e eu tive a felicidade de conseguir agregar

muitas vezes pessoas aos meus sonhos, nas

minhas visões porque sozinho você só não

chega a lugar nenhum, você só vai acompanhando,

para você poder ir mais longe e para

você ir melhor.

3 - A Labtest conta com um quadro enorme

de mulheres. É um novo conceito da

empresa?

Então! Eu vejo que a Labtest hoje não é uma coisa

pensada porque sou mulher, mas eu acho que

o mercado de trabalho hoje a mulher esta cada

vez mais dentro do mercado, mais participante e

muitos cursos hoje as mulheres são maioria.

Então a tendência é que no mercado de

trabalho a participação da mulher aumente

para frente.

Na labtes não existe políticas diversas para homens

e mulheres, em termos salariais em termo

de possibilidades, não existe, a maternidade

não é um empecilho, (visto que um empecilho

para você trabalhar na labtes e sob minha responsabilidade

ao qual ao meu cargo,).

Naturalmente hoje a labtest tem uma liderança

feminina muito grande, mas que não foi

nada assim: "Agora nós vamos pegar a labtest

e transformar numa"...De jeito nenhum, ela é

uma empresa de pessoas, mas por coincidência

hoje nós temos.

Se olhar já teve época que tinha muito pouca

gente do sexo feminino em cargo de liderança

e hoje acho que talvez se não tiver equilibrado

pode ser que tenha mais lideres femininas do

que masculinos.

E é assim, porque as mulheres estão ai, botando

para quebrar vamos dizer assim, com toda

a sua competência, capacidade e trazendo este

novo olhar para que só a mulher tem, como tem

o olhar que só o homem tem e quando eles se

juntam eles são capazes de fazer coisas muito

maiores e melhores.

Então quando temos pessoas diversas numa

equipe de trabalho elas também são capazes

de propor coisas que vão ser maiores, mais bem

sucedidas.

A mulher ela sendo mulher ela pode atuar,

ela pode ser bem sucedida, ela pode ser respeitada,

ela pode fazer diferença em qualquer

área da atividade humana que ela deseje atuar

e esse lado dela feminino traz um tanto de

valor porque é uma visão única que agrega

com as outras, muitas vezes a mulher acha

o seguinte: ou você vai ser feliz profissionalmente

ou você vai ser feliz pessoalmente, isto

não existe, a gente simplesmente é feliz, e o

mesmo jeito que você tem que conciliar jornada

de trabalho, um encontro com cliente, com

fornecedor e com fazer alguma coisa isso também

vai ter que conciliar a sua vida pessoal,

seus filhos, amigos com trabalho, eu acho que

ninguém tem que fazer esta escolha, a vida

pessoal ou a profissional, igualmente homem

e mulher eles são responsáveis pela criação de

seus filhos. A gente tem todo o direito, toda

condição e possibilidade de ter uma vida plena

em todos os aspectos dela.

Laiara Lemos

Bacharel em Ciências Biológicas - USS Universidade Severino Sombra - RJ

Pós Graduada em Análises Clinicas - UFMG Universidade Federal de Minas Gerais - MG

Membra Efetiva Da Sociedade Brasileira de Analises Clinicas

Proprietária e Responsável Técnica do Laboratório de Análises Clinicas e Clinica Medica

Pró Vida - Minas Novas MG

0 76

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


DIAGNÓSTICO POR IMAGEM

Rastreamento do câncer de mama

por imagem

Dra. Giselle Mello, radiologista e coordenadora do Grupo de Mama do Fleury Medicina e Saúde

O câncer de mama é a segunda neoplasia

mais comum nas mulheres, após o de pele não

melanoma, e, de acordo com as estimativas do

Instituto Nacional do Câncer, somará 59.700

casos novos a cada ano do biênio 2018-2019, o

que corresponde a 29,5% das neoplasias no sexo

feminino. A taxa de mortalidade é, ainda, elevada

– em 2015, foram 15.403 óbitos decorrentes da

doença. Para reduzir esses números, a estratégia

permanece sendo o diagnóstico precoce.

A estratégia de rastreamento visa detectar pequenos

tumores em mulheres assintomáticas

com o objetivo primário de reduzir a mortalidade

pela doença. A mamografia é o único método de

rastreio associado com diminuição da mortalidade

pelo câncer e sua indicação para a avaliação

da população geral está bem documentada. A

ultrassonografia e a ressonância magnética são

capazes de detectar pequenas lesões de mama

assintomáticas, muitas vezes ocultas na mamografia.

Contudo, por não haver estudos que mostram

que esses métodos se associam com a redução

da mortalidade pelo câncer de mama, tais

exames são especialmente indicados aos subgrupos

de mulheres consideradas de alto risco.

O fato é que a imagem tornou-se essencial não

só para o rastreamento, mas em todas as etapas

da abordagem da neoplasia mamária, incluindo

a avaliação da resposta e a vigilância pós-trata-

Fatores de risco para câncer de mama:

• História familiar e genética

• Idade acima de 50 anos

• Menarca precoce (antes dos 12 anos)

• Menopausa tardia (após os 55 anos)

• Nuliparidade

• Primiparidade tardia

• Alcoolismo (o consumo diário de 25 g de bebida destilada aumenta o risco em 40%)

• Obesidade

• Sedentarismo

• Terapia de reposição hormonal

• Mamas densas

mento. Progressos tecnológicos recentes e contínuos

dos diferentes métodos oferecem novas gráfico não está indicado devido à baixa preva-

• Abaixo de 40 anos: o rastreamento mamo-

oportunidades para melhorar ainda mais o atendimento

clínico.

sobretudo, a ausência de estudos que demonslência

de câncer de mama nessa faixa etária e,

trem redução da mortalidade associada a rastreio

Recomendação para mulheres sem fatores

de alto risco

nesse grupo.

A Comissão Nacional de Mamografia (CNM), • Idade entre 40 e 74 anos: fazer rastreamento

anual com mamografia, de preferên-

composta pelo Colégio Brasileiro de Radiologia,

pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia

e Obstetrícia (Febrasgo) e pela Socie-

ressonância magnética para o rastreamento

cia mamografia digital. Não há indicação de

dade Brasileira de Mastologia, orienta a seguinte da população geral. A ultrassonografia pode

recomendação:

ser considerada como estudo complementar,

0 78

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


ou seja, depois da mamografia, especialmente

em mulheres com tecido mamário denso na

mamografia ou fator de risco para desenvolvimento

de câncer de mama.

• Acima de 70 anos: a continuidade do rastreamento

deve ser decidida individualmente e

em conjunto com a paciente e a família, considerando-se

a saúde global e a longevidade

estimada da paciente, bem como sua condição

cognitiva, importante para ajudar a compreender

os riscos e benefícios da realização periódica

da mamografia.

Nova tecnologia - Tomossíntese mamária

Também conhecida como mamografia 3D, a

tomossíntese mamária foi desenvolvida para

mitigar os efeitos da sobreposição de tecido

mamário denso na mamografia convencional

2D, responsável pela redução de sensibilidade

do método e por uma porcentagem significativa

das reconvocações durante o rastreamento, seja

por não demonstrar uma lesão devido a essa

sobreposição de tecidos, seja por criar imagens

falsas que simulam lesões.

A técnica permite maior nitidez da estrutura

mamária, melhor caracterização das lesões e

maior segurança do radiologista ao interpretar

o exame, aumentando a acurácia diagnóstica

e, por conseguinte, a detecção do câncer de

mama. Já existem evidências suficientes, a partir

de estudos prospectivos e retrospectivos, de

que a tomossíntese combinada à mamografia

2D (convencional ou sintetizada) aumenta a

detecção do câncer de mama, principalmente

de carcinomas invasivos, quando comparada à

mamografia digital isolada.

As indicações da tomossíntese são as mesmas

da mamografia. Deve ser utilizada no rastreamento,

em mulheres assintomáticas, para

detecção precoce do câncer da mama. Nesses

casos, o exame pode ser indicado em todos

os padrões mamográficos, porém tem maior

valor no padrão “B” (densidades fibroglandulares

esparsas), “C” (mamas heterogeneamente

densas) e “D” (mamas extremamente densas)

do BI-RADS. Nos casos diagnósticos, incluindo

mulheres submetidas a tratamento conservador

para câncer de mama, a tomossíntese caracteriza

melhor os achados radiográficos e, em muitos

deles, substitui incidências adicionais, principalmente

compressões seletivas. É possível,

também, realizar compressão seletiva de uma

área com a tomossíntese, quando necessário,

para elucidação diagnóstica.

Vale lembrar que, na maioria dos casos de

calcificações agrupadas, a tomossíntese não

exclui a realização das incidências com ampliação

seletiva. Em tais pacientes, os cortes podem

ser decisivos ao provar que as calcificações são

cutâneas ou corroborar associação de calcificações

suspeitas com distorção ou assimetrias,

sugerindo componente invasivo.

Dose de radiação

A aprovação da tomossíntese pelo Food and

Drug Adminstration (FDA), órgão de fiscalização

americano, em 2011, foi condicionada a

uma análise simultânea dos cortes de tomossíntese

e da mamografia 2D correspondente.

Essa combinação (Combo) eleva a dose de

radiação para aproximadamente o dobro da

dose do exame mamográfico digital, porém

se mantém abaixo do máximo permitido pela

Mammography Quality Standards Act, que é

de 5.8 mGy por mama.

A mamografia 2D sintetizada, que consiste

na reconstrução dos dados significativos

observados nos cortes da tomossíntese, em

uma imagem bidimensional, já vem substituindo

em alguns centros a mamografia 2D

verdadeira, com eficácia demonstrada e sem o

adicional da dose do estudo combinado. Vale

ressaltar que a avaliação sintetizada não substitui

a mamografia 2D como estudo isolado,

devendo ser analisada somente em conjunto

com a tomossíntese.

Dra. Giselle Mello,

Radiologista e Coordenadora do Grupo de

Mama do Fleury Medicina e Saúde

DIAGNÓSTICO POR IMAGEM

Revista NewsLab | Out/Nov 2019

0 79


BOAS PRÁTICAS

A Citomorfologia na era da

patologia molecular

A melhoria da prevenção secundária do câncer do colo do útero deve continuar a ser uma

prioridade fundamental para a saúde da mulher em todo o mundo nas próximas décadas.

Prof. Dra. Lisiane Cervieri Mezzomo

Nos últimos anos, a prática da citopatologia

testemunhou uma grande mudança. A “necessidade

de fazer mais com menos” na era da

terapia direcionada/medicina personalizada

resultou em uma preferência crescente pela biópsia

realizada pelo método de avaliação rápida

no local. Além disso, ocorreu um incremento na

gama de testes moleculares diagnósticos no

campo da medicina laboratorial, como o teste

para o Papilomavirus Humano (HPV), que ao

mesmo tempo em que detecta a presença do

vírus, já fornece um prognóstico para a paciente.

É pertinente que os citopatologistas, como

grupo, reconheçam essas mudanças e se preparem,

não apenas para se adaptarem a essa

nova realidade, mas também vejam como uma

oportunidade para descobrir o mundo ainda

inexplorado da citologia.

A triagem pela citopatologia cervical (conhecida

como exame de Papanicolau), foi introduzida

nos anos 1940 como um método eficaz,

simples e econômico para rastreio das lesões

pré-cancerosas do colo uterino. Ao detectar

essas lesões por meio da identificação das alterações

celulares e, em seguida, tratá-las com

métodos ablativos ou excisionais, o desenvolvimento

de câncer invasivo do colo do útero pode

ser evitado.

Os programas de triagem baseados em citologia

resultaram em uma redução significativa

da incidência de câncer do colo do útero em

áreas onde eles foram ampla e propriamente

implementados, embora existam limitações

desse teste. Apesar da especificidade da citologia

para neoplasia intra-epitelial cervical/lesão

intra-epitelial escamosa (NIC/SIL) ser superior a

95%, a sensibilidade está em torno de 53% -

considerada suficiente para um teste de rastreio

do câncer. Contudo, embora essa ferramenta de

diagnóstico esteja amplamente disponível, a

incidência de câncer do colo do útero ainda permanece

alta em todo o mundo, especialmente

em países em desenvolvimento. É atribuída em

grande parte, a sensibilidades sub-ótimas do

exame e a indisponibilidade do teste em alguns

países em desenvolvimento.

Com a identificação do HPV como um fator

necessário no desenvolvimento de canceres

invasivos do trato genital inferior, dos quais o

câncer do colo do útero é o mais prevalente,

ampliou-se a compreensão molecular da transformação

maligna, o que levou ao desenvolvimento

de estratégias para detecção e intervenção

precoce da doença.

Além dos testes de rastreamento pelo método

citopatológico, atualmente, a prevenção do carcinoma

escamoso depende da vacinação contra

o HPV. A imunização proporciona uma prevenção

primária contra os tipos oncogênicos mais

prevalentes do vírus (atualmente o Sistema

Único de Saúde – SUS - disponibiliza a vacina

quadrivalente, contra os vírus 6, 11, 16 e 18).

Já, o raciocínio da triagem cervical é reduzir a

incidência de câncer pela detecção e tratamento

das lesões precursoras diagnosticadas em pacientes

assintomáticas. Um objetivo secundário

é a detecção precoce de doença invasiva, que

pode melhorar o prognóstico, reduzindo também

a mortalidade pela doença.

Com a recente aprovação da vacina nonavalente

contra o HPV, nos aproximamos da eliminação

do câncer cervical. No entanto, a eliminação

do vírus só será possível com altas taxas

de absorção da vacina para meninas em todo o

mundo, em todas as regiões e países. Até o momento,

abordar as barreiras à absorção de vacina,

como aceitabilidade, custo e infraestrutura

do programa, continua a ser um desafio significativo

para a maioria dos países, especialmente

nos de baixa e média renda. Com o tempo, mais

mulheres na faixa etária apropriada para o rastreamento

do câncer do colo uterino terão sido

vacinadas contra o HPV, portanto as políticas de

rastreamento terão que ser revistas.

Com o entendimento de que infecções persistentes

com tipos de HPV de alto risco são necessárias

para o desenvolvimento do câncer do colo

do útero, e com conhecimento das limitações da

citologia como teste de triagem, surgiram novas

oportunidades para o uso de testes moleculares

para os próprios vírus. Esses avanços tecnológicos

permitiram o alongamento dos intervalos

de rastreamento e o início da triagem em uma

0 80

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


BOAS PRÁTICAS

idade mais avançada, em comparação com a

prática da citologia. Além disso, os testes para

os subtipos oncogênicos do HPV tornaram possível

prever o risco de desenvolvimento futuro

do câncer do colo do útero.

Dados provenientes de grandes ensaios clínicos

estabeleceram que o rastreio de mulheres

para o HPV conduz a taxas diminuídas de câncer

cervical. Com base nesses dados, agências

de saúde e grupos de especialistas - incluindo a

Organização mundial da Saúde (OMS), a Sociedade

Americana de Oncologia Clínica (ASCO), a

Sociedade Americana de Colposcopia e Patologia

Cervical - recomendaram o HPV teste como

o principal método de triagem para programas

de rastreamento do câncer do colo do útero em

locais com recursos suficientes.

Todavia, embora esses testes ofereçam sensibilidade

superior à citologia para a detecção de lesões

pré-cancerosas, sua menor especificidade indica

que pode haver um número maior de procedimentos

diagnósticos ou de tratamentos desnecessários.

Testes adicionais poderiam triar os resultados HPV

positivos para melhorar a especificidade do teste,

delineando quais mulheres positivas para os subtipos

oncogênicos do HPV necessitam de acompanhamento.

Estudos sugerem que os testes de

triagem poderiam incluir a citologia, e outros testes

moleculares (como testes para genótipos específicos

de HPV, testes de RNAm, ensaios para metilação

do DNA e testes para outros biomarcadores).

Um estudo publicado na prestigiada revista

BMJ avaliou 1230 mulheres com câncer, e as

acompanhou prospectivamente por 8,5 anos. A

conclusão do estudo é que detecção de câncer

invasivo pela triagem cervical implica em um

prognóstico favorável quando comparado ao

câncer detectado com base nos sintomas das

pacientes. Os melhores índices de cura foram

atribuídos aos casos de canceres detectados

pela triagem, sendo geralmente encontrados

em estádios clínicos anteriores aos canceres sintomáticos.

O estudo sugere que o efeito sobre

a cura do câncer cervical deve ser incluído ao

avaliar os programas de rastreamento cervical.

Outro estudo publicado recentemente na

conceituada revista Diagnostic Citopathology

avaliou 230 pacientes com HSIL que realizaram

testes de HPV. A maioria (210/230, 91,3%) foi

positiva para HPV de alto risco enquanto 20

(8,7%) foram negativas. Os casos de HSIL negativos

para HPV de alto risco foram significativamente

mais comuns em mulheres mais velhas

(idade média de 49,3 anos) em comparação

com HSIL com HPV de alto risco positivo (idade

média de 40,7 anos). O genótipo mais freqüentemente

detectado foi o HPV16 (40%), consistente

com outros estudos. Os autores concluíram

que embora o risco de NIC 2/3 e carcinoma

fosse maior em pacientes positivas para HPV de

alto risco, a possibilidade de lesões displásicas

nas pacientes negativas deve ser considerada,

especialmente em mulheres mais velhas. Dentre

essas mulheres, 6 de 16 (37,5%) com NIC

2/3 e/ou carcinoma não teriam diagnósticos

se a leitura da lâmina, baseada na morfologia

celular, não tivesse sido realizada.

Por essas razões, a triagem continuará a desempenhar

um papel fundamental, e em constante

evolução, de modo a permanecer útil como atividade

clínica e também de saúde pública. Apesar

dos esforços se concentrarem em melhorias nas

técnicas moleculares para detecção do HPV, o

rastreamento das lesões celulares pelo método

citopatológico ainda desempenhará um papel

relevante. Nas próximas décadas, a melhoria da

prevenção secundária do câncer do colo do útero,

por meio da realização do exame citopatológico

deve continuar a ser fundamental para a saúde da

mulher em todo o mundo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Andrae Bengt, Andersson Therese M-L, Lambert

Paul C, Kemetli Levent, Silfverdal Lena,

Strander Björn et al. Screening and cervical

cancer cure: population based cohort study BMJ

2012; 344 :e900

Goodman, Annekathryn. HPV testing as a

screen for cervical câncer BMJ 2015; 350: H2372

Ogilvie, G. , Nakisige, C. , Huh, W. K., Mehrotra,

R. , Franco, E. L. and Jeronimo, J. (2017), Optimizing

secondary prevention of cervical cancer:

Recent advances and future challenges. Int J

Gynecol Obstet, 138: 15-19.

Sun, H, Masand, RP, Patel, SJ, Padmanabhan,

V. High grade squamous intraepithelial lesion

on high‐risk HPV negative patients: Why we

still need the Pap test. Diagnostic Cytopathology.

2018; 46: 908– 913.

Prof. Dra. Lisiane Cervieri Mezzomo

Farmacêutica-Bioquímica, especialista em Citologia Clínica pela Sociedade Brasileira de Análises

Clínicas – SBAC-RS. Mestre em Patologia geral e Experimental e Doutora em Patologia – Biomarcadores

pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. Atualmente é Pós-Doutoranda

da Faculdade de Farmácia da UFRGS, docente do curso de Especialização em Citopatologia

Diagnóstica da Universidade Feevale e Responsável pelo setor de Citopatologia da Policlínica

Militar de Porto Alegre e do Laboratório Bios.

0 82

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


BOAS PRÁTICAS

Acolhimento Humanizado

em Saúde

Caroline de Cássia Ramos de Souza

Silvana Nezir da Silva

Resumo

Pode-se afirmar que o processo de acolhimento

ainda não está totalmente sistematizado

nos modelos de atenção ao atendimento

ao cliente, podendo ser esta uma justificativa

para as dificuldades apresentadas tanto por

profissionais quanto por clientes. O acolhimento

significa uma mudança na organização do

processo de trabalho e uma nova diretriz para a

organização, além de uma postura diferenciada

do profissional de saúde frente ao cliente. Este

estudo descritivo foi realizado em um serviço de

atendimento ambulatorial de uma empresa de

média complexidade, com o objetivo de identificar

as falhas que ocorreram no acolhimento

para se alcançar à integralidade da assistência

como um dos princípios da organização. A coleta

de dados foi realizada por meio da observação

das estratégias utilizadas no acolhimento

do cliente. A análise dos dados deu-se por meio

do relato da realidade vivenciada no atendimento

da organização onde o estudo foi realizado,

após a implantação do acolhimento com

avaliação e classificação das falhas, segundo a

percepção do autor. A implantação dessa estratégia

de acolhimento foi um avanço para a organização

no reconhecimento do atendimento

como direito determinando a redução das filas

de espera dos clientes, melhoria no atendimento

e satisfação do cliente e de colaboradores da

organização, tornando o atendimento resolutivo,

ético, integral e humanizado para os clientes

que procuram o serviço.

Palavras-chaves: Acolhimento, Humanização

no atendimento, Cliente.

Introdução

Durante o processo de atendimento no laboratório,

a atenção da equipe de profissionais da

saúde deve dirigir-se essencialmente para os

pacientes, os quais possuem necessidades individualizadas

e atendimento humanizado e, não

para o procedimento em si.

A palavra humanizar está ligada a vários aspectos:

acolhimento, afabilidade, dignidade,

respeito, civilidade pelo outros e tratamento

igual para todos. Muitos são os desafios que

aceitamos enfrentar quando estamos em defesa

da vida e o direito à saúde. O padrão de acolhimento

aos clientes nos serviços de saúde é um

desses desafios, onde a postura e a prática nas

ações de atenção e gestão nas organizações favorece

a construção de uma relação de confiança

e compromisso dos clientes com as equipes

e os serviços, contribuindo para a promoção da

cultura de solidariedade e para a legitimação do

processo de saúde

Humanizar significa acolher o paciente em sua

essência, a partir de uma ação efetiva traduzida

na solidariedade, na compreensão do indivíduo

em sua singularidade e na apreciação da vida.

Compreendendo realidade social do

acolhimento organizacional

Através da pesquisa bibliográfica, em relação

ao nível de atenção à saúde tratada, verificou-se

o quanto a prática do acolhimento mantêm-se

vinculada à atenção primária, embora as organizações

recomendam a implantação do acolhimento

nos todos os níveis de atenção à saúde.

Baseada em vivências das autoras, constata-se

a necessidade de aprender a trabalhar de forma

individualizada e humanizada, uma vez que as

modernidades e facilidades atuais formam uma

barreira no relacionamento personificado com

as pessoas. Neste contexto, a humanização e o

investimento no bem-estar do cliente são objeto

de intenso debate no mercado de saúde, uma

vez que, os avanços tecnológicos do setor podem

propiciar descompasso com o aprimoramento na

qualidade do relacionamento humano.

Um atendimento humanizado pressupõe a

união de um comportamento ético com conhecimento

técnico e com a oferta de cuidados

dirigidos às necessidades dos clientes, estabelecendo

um canal de relacionamento e fidelização

com os clientes e a manutenção da organização

no mercado.

Metodologia

Este estudo, inicialmente teve como base um

levantamento de referencial bibliográfico, constituindo-se

de uma pesquisa qualitativa para se

compreender a construção da realidade social

do acolhimento organizacional, e, ainda, com

vistas a entender como a realidade é apresentada

e produzida pelos diversos autores envolvidos

nas organizações de saúde privada.

A realização de pesquisas com clientes e colaboradores

do atendimento ambulatorial ganha

mais relevância quando pensamos no acolhimento

como uma micropolítica que deve ser

construída levando-se em conta as particularidades

de cada atendimento. Dessa forma, entrevistar

também aquele que está na "ponta" do

serviço, ou seja, em contato direto com o cliente,

é primordial para possibilitar a reflexão da práxis

desenvolvida e vislumbrar melhorias.

0 84

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


BOAS PRÁTICAS

Este estudo descritivo foi realizado em um

serviço de atendimento ambulatorial de uma

empresa de média complexidade, com o objetivo

de identificar as falhas que ocorreram no

acolhimento para se alcançar à integralidade da

assistência como um dos princípios da organização.

A coleta de dados foi realizada por meio

da observação das estratégias utilizadas no acolhimento

do cliente. A análise dos dados deu-se

por meio do relato da realidade vivenciada no

atendimento da organização onde o estudo foi

realizado, após a implantação do acolhimento

com avaliação e classificação das falhas, segundo

a percepção do autor.

Evidenciou-se que 200 participantes do grupo

pesquisado atuam no mercado de trabalho com

atendimento ao público, destes 160 relatam

que são conhecedores do significado de acolhimento

humanizado, contudo, somente 140

atuam com acolhimento humanizado.

A produção de pesquisa com esses atores torna-se

fundamental para se pensar a avaliação de

uma diretriz que propõe a mudança do paradigma

de atendimento centrado na figura do atendente

para o atendimento centrado no usuário.

Desenvolvimento

Atender é servir!

Para que atendimento e cuidado seja efetivo e

traga resultados, é necessário: ouvir, conversar,

entender os hábitos e as necessidades dos clientes.

Como nenhum ser humano vem com um

manual de instruções, é preciso buscar outras

formas de conseguir as informações necessárias

para realizar o melhor atendimento.

A ética está totalmente relacionada ao uso de

recursos que estão de acordo com a situação e a

necessidade de cada indivíduo.

Como implementar um atendimento

humanizado?

O acolhimento funciona como uma das bases

para a humanização da assistência nas instituições,

a fim de possibilitar resolutividade, vínculo

e responsabilização entre trabalhadores de saúde

e clientes, contribuindo na democratização e na

melhoria da qualidade da assistência prestada.

A busca para um atendimento humanizado

deve estar centralizada em: capacitação do

colaborador, ambiente adequado, tecnologia e

pesquisa de qualidade.

Capacitação do colaborador

É importante que a organização realize recrutamento

de pessoas que sintam prazer em servir

e motivadas pelo desafio constante de solucionar

as necessidades dos clientes. A equipe de

atendimento ao cliente deve ser uma unidade

transformadora dentro da organização, onde as

necessidades e dúvidas são transformados em

satisfação e fidelização.

• Treinamento Comportamental

Capacita os colaboradores observando aspectos

como experiências, sentimentos e motivação

pessoal. Esse treinamento deve ser realizado

a partir de observações e acompanhamento do

colaborador (feedback), sinalizando-o sobre

seu comportamento e fazendo-o perceber onde

pode melhorar.

Esse é um dos tipos de treinamento e desenvolvimento

que motiva os colaboradores,

desenvolvem possíveis líderes e melhora o ambiente

corporativo.

O principal objetivo é treinar habilidades interpessoais,

comunicativas e de empatia, facilitando

o trabalho em equipe e melhorando o

clima organizacional.

• Treinamento prático

Para realizar capacitação continua dos colaboradores

é essencial traçar um plano de treinamento

com objetivos definidos e foco nos processos e

pessoas, esses devem ser acompanhados continuamente,

através de avaliações e checklists, a

periodicidade pode ser definida conforme necessidade

de aplicabilidade de cada processo, envolvendo

e motivando o colaborador para que este

tenha uma boa cultura organizacional voltada ao

acolhimento do paciente.

Ambiente adequado

Deve ser inovador, motivador com implementação

de um processo de melhoria continua. O local

de trabalho deve estar adaptado para colaboradores,

de forma que se sintam confortáveis e motivados

para realização de suas tarefas com respeito,

cortesia, gentilezas interna e externamente.

Tecnologia

Investir em tecnologia favorecendo o colaborador

para busca de melhorias na comunicação e que

possibilitem a resolutividade junto ao paciente.

Pesquisa de qualidade

Atender a demanda dos clientes com qualidade

é parte essencial dos objetivos estratégicos de uma

empresa, mas para se certificar que o fluxo do atendimento

ao cliente ocorre como planejado, ou seja

que o cliente esta satisfeito, as empresas devem implantar

um serviço de pesquisa de satisfação onde

possa captar e mensurar dados de pensamento,

sentimentos e ações do cliente e os quais, reflete o

grau de satisfação do cliente. Este indicador traz um

universo de informações relevantes para a empresa,

além de demonstrar aos clientes que a empresa

busca a melhoria contínua de seus processos.

Conclusão

Pode-se afirmar que o processo de acolhimento

ainda não está totalmente sistematizado

nos modelos de atenção ao atendimento ao

cliente, podendo ser esta uma justificativa para

as dificuldades apresentadas tanto por profissionais

quanto por clientes. São necessários

estudos com novas abordagens ou estratégias

para a sistematização do acolhimento nas organizações

e verificar se estas têm realmente

impacto na qualidade dos serviços e na satisfação

dos clientes. Acesso e acolhimento são

elementos essenciais do atendimento, para que

se possa atuar efetivamente sobre o estado de

saúde do indivíduo. O acolhimento significa

uma mudança na organização do processo de

trabalho e uma nova diretriz para a organização,

além de uma postura diferenciada do profissional

de saúde frente ao cliente.

Com o passar dos anos, o acolhimento, como

diretriz da Política Nacional de Humanização, vem

ganhando força em sua prática e conhecimento

por parte dos profissionais e gestores em saúde,

porém, há muito a ser discutido sobre a operacionalização

desse processo para atingir a desejada

ampliação do acesso e qualificação dos serviços

de saúde privada. E, esse movimento é de suma

importância para a existência de uma reflexão sobre

a prática dos processos de atenção em saúde.

0 86

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


Exames complexos.

Respostas pessoais.

T +1-855-379-3115 E mclglobal@mayo.edu W mayocliniclabs.com


BOAS PRÁTICAS

Desse modo, o debate ganhará força na medida

em que pudermos nos debruçar sobre

as questões ligadas à melhoria da entrada do

cliente no sistema de saúde, independentemente

do nível de atenção do serviço.

Além da ampliação do debate sobre o acolhimento

nos serviços das organizações em geral

de atenção à saúde, chama atenção o baixo número

de pesquisas realizadas com os gestores

de saúde e com familiares de clientes. Esta falta

impossibilita a avaliação crítica efetiva entre os

objetivos dos gestores e as práticas vividas no

cotidiano dos trabalhadores de saúde que estão

em contato direto com o cliente. Por outro

lado, o incentivo à produção de pesquisas com

familiares torna-se relevante, tendo em vista

que, em muitos casos, é ele quem acompanha o

cliente ao serviço de saúde e quem dará suporte

na continuidade do tratamento fora da instituição

de atendimento.

É necessário que a discussão sobre o acolhimento

não se interrompa. Ela deve continuar de

forma mais categórica nas organizações, durante

a formação dos novos profissionais de saúde,

nos encontros científicos e, principalmente,

dentro dos serviços de saúde.

Temos consciência de que esse trabalho possui

limitações e não pretende esgotar o assunto.

Para maior compreensão dos dados apresentados,

ainda serão necessários outros estudos,

bem como, a inclusão de teses, dissertações e

documentos oficiais sobre o tema, visando uma

análise mais ampla do acolhimento.

Por fim, é necessário reconhecer que o acolhimento

não deve ser visto como a ferramenta

salvadora do serviço saúde, pois não é possível

resolver todos os problemas apenas com a implementação

do acolhimento e nenhuma tecnologia

ou política que seja capaz de dar conta

desse problema de forma isolada. Para a esperada

melhoria dos serviços de saúde será preciso

que haja uma fala com as outras diretrizes e

princípios da organização.

É necessário acompanhar constantemente os

trabalhos desenvolvidos pela equipe de atendimento,

monitorando suas falhas e corrigindo-as

internamente, para que não mais ocorram, alcançando

excelências nos serviços prestados. A

equipe de atendimento ao cliente deve ser uma

unidade transformadora dentro da organização,

onde as necessidades e dúvidas são transformados

em satisfação e fidelização

REFERÊNCIAS

1. Cecílio, L. C. O. (2009). As necessidades de saúde

como conceito estruturante na luta pela integralidade

e equidade na atenção em saúde. In: R.

Pinheiro, & R. A. Mattos (Orgs.), Os Sentidos da Integralidade

na Atenção e no Cuidado à Saúde (pp.

117-130). Rio de Janeiro, RJ: IMS/UERJ/Abrasco.

2. Certeau, M. A invenção do cotidiano. Trad.

Ephraim Ferreira Alves. 9ª ed. Petrópolis RIO de

JANEIRO, Vozes, 2003. 352p.

3. Ciarlini, A. L. A. Direito à saúde e respeito à Constituição.

In.: SANTOS, N. R.; AMARANTE, P. D. C. (Orgs.).

Gestão Pública e relação pública privado na saúde. Rio

de Janeiro Cebes, p. 87-100, 2010.

4. Franco, T. B., Bueno, W. S., & Merhy, E. E. (1999).

O Acolhimento e os processos de trabalho em saúde:

o caso de Betim, Minas Gerais, Brasil. Cadernos de

Saúde Pública, 15(2), 345-353.

5. Luz, M. T. Novos saberes e práticas em saúde

coletiva: estudo sobre racionalidades médicas e

atividades corporais. São Paulo, Hucitec, 2003.

6. Mângia, E. F., Souza, D. C., Mattos, M. F., &

Hidalgo, V. C. (2002). Acolhimento: Uma Postura,

uma Estratégia. Revista de Terapia Ocupacional da

Universidade de São Paulo, 13(1), 15-21.

7. Mattos, R. A. (2003). Os Sentidos da Integralidade:

Algumas Reflexões acerca de Valores que

merecem ser defendidos. In: R. Pinheiro, & R. A.

Mattos (Orgs.), Os Sentidos da Integralidade na

Atenção e no Cuidado à Saúde (pg. 43 - 68). Rio de

Janeiro, RJ: IMS/UERJ/Abrasco.

8. Merhy, E. E., & Onocko R. (1997). Agir em

Saúde: Um Desafio para o Público. São Paulo, SP:

Hucitec.

9. Mezzomo, J. C. Gestão da qualidade na saúde:

princípios básicos. Barueri, Manole, 2001.

10. Oliveira, S. A. V. T. Valor pré-analítico para

amostras de sangue/ Suzimara Aparecida Vicente

Tertulizano de Oliveira. SILVA, L. C. S. São Paulo>

SARVIER, 2015. (coleção coleta de sangue)

11. Pasche, D. F. (2010). Humanizar a formação

para humanizar o SUS. In Ministério da Saúde,

Cadernos HumanizaSUS (PP. 64-71). Brasília, DF:

Ministério da Saúde.

12. Silveira, M. F. A., Felix, L. G., Araújo, D. V., &

Silva, I. C. (2004). Acolhimento no Programa de

Saúde da Família: Um caminho para Humanização

da Atenção à Saúde. Cogitare Enfermagem, 9(1),

71-78.

12.Trad, L. A. B., & Esperidião, M. A. (2010).

Sentidos e Práticas da Humanização na Estratégia

de Saúde da Família: a Visão de Usuários em seis

Municípios do Nordeste. Physis: Revista de Saúde

Coletiva, 20(4), 1099-117.

Silvana Nezir da Silva

Coordenadora de Atendimento.

Graduação em Administração de Recursos Humanos UNIVALI.

Caroline de Cássia Ramos de Souza

Coordenadora de Atendimento.

Graduação em Administração de Recursos Humanos UNIVALI.

0 88

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


INFORME DE MERCADO

INFORMES DE MERCADO

Esta Seção é um espaço publicitário dedicado para a divulgação e ou explanação

dos produtos e lançamentos do setor.

Área exclusiva para colaboradores anunciantes.

Mais informações: comercial@newslab.com.br

Plataforma point of care SelexOn certeza de

resultados precisos

Menu de testes registrados na ANVISA:

BNP

CK-MB

Hs-CRP

D-Dímero

Troponina

Trio Cardíaco

TSH

T4 Total

Com cerca de 8 anos atuando no mercado Mundial

e com pouco mais de 2 meses no mercado

Brasileiro o sistema Point of Care SelexOn da Bio

Advance vem demonstrando que veio para ficar.

Quando comparado com outros sistemas

existentes no mercado, fornece resultados mais

precisos, alinhados com praticidade e rapidez.

Diferente de outros sistemas, o SelexOn

permite ao usuário realizar múltiplos marcadores

simultaneamente, e com leitura entre eles

de apenas 10 segundos. Também tem sua

determinação em apenas um único passo, não

requerendo qualquer diluente de amostra, e a

utilização de amostra é de sangue total – EDTA.

Vale ainda destacar outros diferenciais do SelexOn:

- Os kits não necessitam de refrigeração:

permitindo ao usuário maior flexibilidade e

economia no processamento da amostra.

- Tela touch screen capacitiva: o que permite

trabalhar com as informações de vários toques

ao mesmo tempo. A precisão dessa tela pode

chegar a 100% e é de alta durabilidade.

- RFID: sistema de reconhecimento que integra

os dados do produto ao equipamento e com

apenas um único registro inicial é possível utilizar

todo o kit sem necessidade de nova identificação.

- Cassete teste rastreáveis: sistema inteligente

que permite rastreabilidade do analito, lote e

validade durante as análises, tornando todo o

processo de execução do teste seguro.

- Software de interface: sistema próprio para

interface de dados, modo simples e direto no PC

do usuário.

Bio Advance

Tel.: (11) 3445-5418

contato@bioadvancediag.com.br

www.bioadvancediag.com.br

0 90

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


INFORME DE MERCADO

FirstLab Apresenta Linha de Equipamentos

A FirstLab inova em seu portfólio mais uma vez e

traz ao mercado sua linha de equipamentos voltados

para a área de análises clínicas. Nesse primeiro

momento, os produtos oferecidos serão centrífugas.

“Estamos entrando no mercado de equipamentos

com produtos que visam o custo - benefício e qualidade

para o nosso cliente.” Complementa Francielle

Rudiniki do departamento de desenvolvimento de

produtos da FirstLab.

A primeira novidade é a Centrífuga de Bancada

5000rpm (swing-out). Seu grande diferencial é a

múltipla combinação de rotores* de ângulo fixo ou

variável (swing-out), e a diversidade na capacidade,

desde tubos de 5ml até 100 mL, atendendo as diversas

rotinas laboratoriais. É um equipamento de médio

porte com operação fácil, prática e segura. Além

de apresentar nível de ruído extremamente baixo.

A Centrífuga 8 x 15 mL também compõe o portfólio.

Amplamente utilizadas para o diagnóstico

in vitro, é um equipamento prático, estável e de

fácil manuseio. Display em LCD, permite a troca

de velocidade entre RPM e RCF, rotor fixo e botão

para centrifugações curtas e rápidas.

Temos o compromisso de proporcionar um

atendimento ágil, transparente e personalizado.

Por isso todos os clientes FirstLab podem contar

com a equipe da Assessoria Científica e do

Departamento Técnico para esclarecimentos e

auxílio na busca da melhor solução para a rotina

do seu laboratório ficar ainda mais fácil e rápida.

* Rotores vendidos separadamente

Saiba mais sobre os

produtos FirstLab :: www.firstlab.ind.br

atendimento@firstlab.ind.br | 0800 710 0888

Transplante renal: portaria faz recomendação importante antes de

diminuição de imunossupressores

Atualmente em vigor, a Portaria SASMS nº

172/2014 recomenda “pesquisar outras causas

à diarreia antes de atribuí-la ao Micofenolato”.

Para que este manejo seja possível há a necessidade

de um diagnóstico rápido e preciso na

identificação ou mesmo exclusão dos patógenos

envolvidos nestes quadros diarreicos.

Os quadros de diarreia são comuns em pacientes

transplantados tendo sua origem como

efeito colateral ao uso de imunossupressores

ou estar relacionado com alguma etiologia por

microrganismos.

A diminuição da dose diária de imunossupressores

é uma prática comum e eficaz, porém,

quando não direcionada adequadamente pode

colocar em risco a sobrevida do enxerto bem

como a vida do paciente, uma vez que baixas

doses de imunossupressores, mesmo que por

poucos dias estão relacionadas com o surgimento

de anticorpos anti-HLA denovo (DSA pós

transplante).

A Mobius Life Science oferece soluções para

diagnóstico de gastroenterites por PCR em tempo

real. O kit XGEN Multiplex Gastroenterite Viral

e o kit XGEN Multiplex Gastroenterite Bacteriana

realizam a detecção dos principais vírus e bactérias

causadores de quadros diarreicos. A tecnologia

multiplex permite que vários agentes

sejam identificados em um único exame, com

uma única amostra.

Mobius Life Science

0800 710 1850

comercial@mobiuslife.com.br

0 92

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


Dosagem de Zinco - Estudo comparativo entre método colorimétrico

Dosagem de Zinco - Estudo comparativo entre método colorimétrico e

e espectrofotometria de absorção atômica por chama

espectrofotometria de absorção atômica por chama

O Lab Rede incluiu em seu menu de exames a mensuração do zinco colorimétrico que demonstrou

O Lab Rede incluiu em seu menu de exames a mensuração do zinco colorimétrico que demonstrou excelente

comparabilidade com método excelente de referência. comparabilidade com método de referência.

Introdução

O Introdução

zinco é um micronutriente essencial à

homeostase O zinco é humana. micronutriente Participa essencial na divisão à homeostase

crescimento humana. Participa e desenvolvimento,

na divisão celular,

celular,

na crescimento transcrição e desenvolvimento, genética, estabilizador na transcrição de

estruturas genética, de estabilizador membranas de estruturas e componentes de membranas

e componentes

celulares, além da

celulares,

função

além

imune

da função

imune e desenvolvimento cognitivo. Sabe-

e

desenvolvimento cognitivo. Sabe-se que o

zinco exerce diversas outras funções

orgânicas, -se que o zinco principalmente exerce diversas outras por funções ser

constituinte orgânicas, principalmente de mais por ser de constituinte 300

metaloenzimas. de mais de 300 metaloenzimas.

Assim, sua ação é

amplamente Assim, sua ação distribuída é amplamente em distribuída todos os em

sistemas todos os do sistemas organismo, do organismo, desde a desde fase a de fase

embriogênese de embriogênese até até a a senescência. Seu Seu papel

papel antioxidante também é reconhecido,

antioxidante também é reconhecido, como

como componente estrutural da enzima

superoxidodismutase.

componente estrutural da

Sua

enzima

deficiência

superoxidodismutase.

causar Sua alterações deficiência fisiológicas pode causar como, altera-

pode

hipogonadismo, ções fisiológicas como, danos hipogonadismo, oxidativos, danos

alterações oxidativos, alterações do sistema do sistema imune, imune, danos danos

neuropsicológicos e dermatites.

A dosagem A dosagem do zinco zinco no no sangue sangue é o indicador é o

indicador bioquímico recomendado pela

bioquímico recomendado pela Organização

Organização Mundial da Saúde para

Mundial da Saúde para avaliar o status de zinco

avaliar o status de zinco nas populações.

Tem nas se populações. observado crescimento da procura

pela Tem mensuração se observado laboratorial crescimento do da zinco procura

para pela avaliação mensuração do laboratorial estado do nutricional zinco para avaliação

do estado deste nutricional micronutriente. e deficiência deste

e

deficiência

micronutriente.

Objetivos

Seguindo Objetivos critérios da qualidade, para a

inclusão Seguindo da critérios dosagem da qualidade, de zinco para em a seu inclusão

da dosagem de zinco em seu menu de exa-

menu de exames, a equipe Lab Rede

desenvolveu trabalho interno para

validação mes, a equipe de Lab método Rede desenvolveu colorimétrico. trabalho O

objetivo interno para desta validação publicação de método é relatar colorimétrico. os

resultados O objetivo do desta estudo publicação comparativo é relatar os entre resultados

estudo colorimétrico comparativo entre o e método a co-

o

método

espectrofotometria lorimétrico e a espectrofotometria de absorção de atômica absorção

por atômica chama, por chama, considerado considerado referência de referência

para a análise.

para a análise.

Material

Material

e métodos

e métodos

O zinco foi dosado em 20 amostras de

O zinco foi dosado em 20 amostras de soro,

soro, conservadas entre 2-8°C em tubo

desmineralizado, conservadas entre 2-8°C pelos em tubo desmineralizado,

pelos métodos, 5-Br-PAPS colorimétrico da Kovalent® 5-Br-PAPS e

métodos,

colorimétrico

por da Kovalent® Espectrofotometria e por Espectrofotometria de Absorção de

Atômica por Chama – in house. Os dados

foram Absorção Atômica submetidos por Chama à – análise in house. de Os

comparação dados foram submetidos quantitativa à análise e qualitativa de comparação

quantitativa pelo software e qualitativa EP de Evaluator® métodos pelo v

de

métodos

12.0.0.11, software EP tendo Evaluator® sido v usado 12.0.0.11, Estatística tendo sido de

Regressão usado Estatística de Deming, de Regressão considerando Deming, considerando

erro

total permitido

erro total permitido

13,5%

13,5%

conforme

especificação desejável da qualidade, e

especificação desejável da qualidade, e Kappa.

Kappa.

Resultados

Resultados

Os

Os resultados

resultados

obtidos

obtidos

pelo método

pelo

colorimé-

método

colorimétrico mostraram mostraram boa correlação boa quantitativa

correlação

quantitativa com os resultados com da os espectrofotometria resultados da de

espectrofotometria absorção atômica por chama. de absorção atômica

por A chama. análise de todas as amostras apresentou

A coeficiente análise de correlação de todas R=0,95, as com amostras 100%

apresentou coeficiente de correlação

das amostras dentro da variação de erro total

R=0,95, com 100% das amostras dentro

permitido, mostrando resultados algo superior

no método resultados colorimétrico. algo O índice superior de erro no

da variação de erro total permitido,

mostrando

método médio (Y-X) colorimétrico. / TEa foi de 0,14, O índice com intervalo de erro de

médio -0,56 a 0,96. (Y-X) / TEa foi de 0,14, com

intervalo de -0,56 a 0,96.

ESTATÍSTICA DE REGRESSÃO DE DEMING

ESTATÍSTICA Y = INCLINAÇÃO DE REGRESSÃO * X + INTERCESSÃO DE DEMING

Y = COEF INCLINAÇÃO DE CORRELAÇÃO * X + INTERCESSÃO 0,95

COEF INCLINAÇÃO DE CORRELAÇÃO 0,95 1,00 (0,83 a 1,16)

INTERCESSÃO 1,30 (-11,67 a 14,28)

INCLINAÇÃO 1,00 (0,83 a 1,16)

ERRO PADRÃO 3,99

INTERCESSÃO N 1,30 20 (-11,67 a 14,28)

ERRO PADRÃO 3,99

N Descrição do experimento 20

MÉTODO X MÉTODO Y

Descrição RANGE do experimento 57,3 – 106,7 64,7 - 108,7

MÉDIA + SD MÉTODO 78,6 – 11,8 X MÉTODO 79,9 – 11,8 Y

RANGE SD: Desvio padrão 57,3 – 106,7 64,7 - 108,7

MÉDIA + SD 78,6 – 11,8 79,9 – 11,8

Na comparação qualitativa, observou-se

SD: Desvio padrão

concordância de 90% (69,9 a 97,2%) entre

os métodos, com coeficiente Kappa 60,8%

Na (9,2 comparação a 112,3%). qualitativa, Foram considerados

observou-se

concordância positivos os de resultados 90% (69,9 inferiores a 97,2%) à entre faixa os de

métodos, referência com de coeficiente cada método, Kappa para 60,8% avaliação (9,2 a

112,3%). deficiência Foram do considerados micronutriente positivos zinco. os resultados

inferiores à faixa de referência de cada

Referência Referência Total

método, para avaliação

Negativo

deficiência

Positivo

do micronutriente

Teste zinco. 16 1 17

Negativo Referência Referência

Total

Teste Negativo 1 Positivo 2 3

Teste Positivo

Negativo Total 16 17 1 3 1720

Teste

Positivo Conclusão 1 2 3

Total No presente 17 estudo, 3 o método 20

colorimétrico mostrou-se comparável à

espectrofotometria de absorção atômica

Conclusão por chama e adequado para a dosagem do

No zinco presente na rotina estudo, laboratorial. o método colorimétrico

mostrou-se comparável à espectrofotometria

de absorção Assessoria atômica por Científica chama e adequado Lab Rede

para a dosagem do zinco na rotina laboratorial.

Referências

1. Nutr. clin. diet. hosp. 2018; 38(2):133-138

Referências

2. Nutrire. 2015; 40(3):397-408

1. Nutr. clin. diet. hosp. 2018; 38(2):133-138

460

2. Nutrire. 2015; 40(3):397-408

4. Nutrients. 2015, 7:3252-32

3. Food and Nutrition Bulletin. 2016; 37(4) 443-460

4. Nutrients. 2015, 7:3252-32

3. Food and Nutrition Bulletin. 2016; 37(4) 443-

Assessoria Científica Lab Rede

31 25149-7500

www.labrede.com.br

INFORME DE MERCADO

Revista NewsLab | Out/Nov 2019

0 93


INFORME DE MERCADO

NEOLAB apresenta linha completa de Placas de Petri

homenagem feita ao bacteriologista alemão

Julius Richard Petri (1852 – 1921).

Possuímos uma linha completa de Placas de

Petri, confira:

• 60x15mm

• 60x15mm RODAC

• 90x15 mm

• 90x15mmcom 2 compartimentos

• 90x15mm com 3 compartimentos

• 150x15mm

A placa de Petri é uma peça de vidro ou plástico,

de formato idêntico a um pequeno prato

de bordas verticais (ver figura). São utilizadas

em laboratórios de microbiologia e rotinas de

bacteriologia para cultura e identificação de

microrganismos.

As placas de Petri amplamente usadas em laboratório

de microbiologia são de plástico (poliestireno)

descartáveis, o que facilita o trabalho

e diminui risco de contaminação uma vez que

são descartadas logo após o uso.

As placas de Petri devem o seu nome a uma

Tamanhos disponíveis da linha NEOPLAST

(todas vendidas em pacotes com 10 unidades

ESTÉREIS).

Conheça também a linha de

descartáveis NEOPLAST acessando

www.neolabimport.com.br ou

entre em contato através do email

neolabimport@neolabimport.com.br.

0 94

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


INFORME DE MERCADO

Revista NewsLab | Out/Nov 2019

0 95


INFORME DE MERCADO

Manutenção da Integridade Microbiana na Água Pura

Apesar da água muito pura ser um ambiente

extremamente difícil, com um conteúdo mínimo

de nutrientes - após a remoção das impurezas

químicas orgânicas e inorgânicas da água -,

ainda pode ocorrer crescimento bacteriano. Os

vestígios residuais de impurezas ou detritos de

bactérias mortas podem funcionar como fonte

de alimento e biofilmes. As bactérias em si não

são o único problema: elas também produzem

endotoxinas e nucleases.

Várias tecnologias de purificação removem

ou degradam as bactérias e os respectivos

produtos secundários. A resina de troca aniônica

inativa as bactérias e, assim como a retenção

de uma membrana osmose reversa, ambas

podem reduzir o total viável em mais de 95. As

moléculas com carga, tais como endotoxinas,

são efetivamente atraídas por ânions e resinas

de leito misto durante a maior parte do

tempo de vida útil da resina. Os microfiltros e

ultramicrofiltros, com cortes de 0,2 e 0,05 μm

respectivamente, são excelentes para remover

microrganismos, mas menos eficazes para

remover endotoxinas.

A exposição à luz ultravioleta é também

muito eficaz na destruição de microrganismos.

Já a combinação da fotoxidação com 185 nm de

luz UV, seguida de um ultrafiltro, remove bem

as bactérias, bem como endotoxinas e enzimas,

como nucleases.

Para mais informações: (11) 3888-8800

Watertech.marcom.lata@veolia.com

www.veoliawatertech.com/latam

Leucemia Linfocítica Crónica

Teste de prognóstico e estratificação de risco

Com o surgimento de tecnologias moleculares

e os avanços contínuos nas opções de tratamento,

é fundamental que sejam realizados

os testes corretos nos pacientes com Leucemia

Linfocítica Crónica (LLC) antes do tratamento.

No mundo de hoje, isto significa que a citometria

de fluxo pode ser aplicada a propósitos

mais clínicos fora do diagnóstico padrão, e os

médicos precisam garantir que eles solicitam

os testes de prognóstico corretos. Diretrizes

recentes e ensaios clínicos destacam o valor

da avaliação de mutações em IGHV e TP53 antes

do tratamento de pacientes com LLC, para

além dos testes FISH.

Os testes à LLC na Mayo Clinic fornecem

uma importante determinação prognóstica e

auxiliam os médicos na atribuição da estratificação

de risco apropriada para que possam

tomar decisões de tratamento informadas

para cada paciente. A nossa oferta abrangente

de testes também respeita todos os requisitos

das recomendações da National Comprehensive

Cancer Network (NCCN) e do LLC-Índice de

Prognóstico Internacional (LLC-IPI) relativas à

estratificação de risco apropriada.

Testes em destaque

Molecular

• IGH Somatic Hypermutation Analysis,

B-Cell Chronic Lymphocytic Leukemia (B-CLL)

(Mayo ID: BCLL)

• Hematologic Neoplasms, TP53 Somatic

Mutation, DNA Sequencing Exons 4-9 (Mayo

ID: P53CA)

FISH

• Chronic Lymphocytic Leukemia (CLL), FISH

(Mayo ID: CLLF)

• Small Lymphocytic Lymphoma, FISH

(Mayo ID: SLL)

Citometria de fluxo

• CLL Monitoring Minimal Residual Disease

(MRD) Detection (Mayo ID: CLLMV)

Para obter mais informações

Site: mayocliniclabs.com

E-mail: mclglobal@mayo.edu

Tel.: +1-855-379-3115

0 96

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


INFORME DE MERCADO

Um Mês para Falar Sobre a Saúde do Homem

A importância da campanha Novembro Azul e os exames disponíveis

para detecção de doenças na próstata

Seguindo a campanha do Outubro Rosa, o

Novembro Azul surge com a ideia de trazer mais

informação e conscientização para a saúde do

homem, principalmente em relação às doenças

causadas na próstata, a glândula do sistema

reprodutor masculino. Há três doenças que

podem ocorrer no órgão: prostatite, hiperplasia

prostática benigna (HPB) e o câncer de próstata.

A prostatite é uma inflamação na próstata

e, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia

(SBU), pode atingir até 30% dos homens. Embora

não apresente muitos sintomas, é importante

prestar atenção no aumento da vontade

de urinar, em alterações na cor do sêmen e em

desconfortos ou ardor na ejaculação. A hiperplasia

prostática benigna é um tumor frequente

e benigno e acontece por conta do aumento da

próstata. Em geral, em homens de idade mais

avançada, além do aumento de vontade de urinar,

ocorre uma demora para iniciar a micção e

uma falta de força do jato urinário.

O câncer de próstata, a doença mais conhecida,

é um tumor maligno que, segundo

dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA),

causou cerca de 15 mil mortes só em 2017.

Além disso, estima-se que em 2018 foram

mais de 68 mil novos casos registrados. A

maioria dos pacientes não relata sintomas específicos,

e grande parte deles são parecidos

com os da HPB; por isso é importante manter

uma rotina de exames, principalmente acima

dos 60 anos – ou a partir dos 55, para aqueles

que possuem fatores de risco.

FATORES DE RISCO DO CANCER DE PROSTATA.

HiSTÓRICO FAMILIAR COR DA PELE OBESIDADE

CONSUMO DE

ÁLCOOL E CIGARRO

EXAMES

Os exames mais comuns para a detecção de

doenças prostáticas são os rastreadores do índice

de antígeno prostático específico (PSA).

Segundo Deivis Junior Paludo, gerente de

relacionamento do Diagnósticos do Brasil, a

oncologia junto com a genética consegue criar

uma ferramenta que possibilita mapear casos

hereditários do câncer. Com isso, fica mais fácil

diagnosticá-lo precocemente ou identificar

alterações genéticas específicas associadas a

um maior risco de desenvolvimento de certos

tumores. O especialista explica que, por ser um

tipo de câncer muito comum entre os homens,

a realização do exame PSA é obrigatória para

maiores de 60 anos. “No início a doença não

costuma apresentar sintomas, mas, na fase

avançada, pode evoluir para dor óssea, complicações

no sistema urinário, insuficiência renal e

até óbito”, explica Deivis.

O PSA é uma glicoproteína produzida pelo

tecido da próstata e secreta no plasma seminal

em níveis elevados. “É um importante marcador

de alterações prostáticas e seu aumento é

intimamente ligado a hiperplasia prostática

benigna, neoplasias prostáticas e prostatites”,

complementa Deivis. Além dos exames de PSA

Total (PSAT) e PSA Livre (PSAL), o Diagnósticos

do Brasil também oferece o PHI-PRO-PSA, que

determina o índice de saúde da próstata. Refere-se

a uma série de percursos inativos de PSA,

sendo específico para tumores de próstata comparado

a tecidos benignos.

O valor do PRO-PSA é determinado juntamente

com as concentrações de PSA livre e PSA total, o

que permite calcular o índice de saúde prostático

(PHI). Essa medida detecta com mais precisão o

câncer de próstata em comparação com o PSA

Total e o PSA Livre. Deste modo, evita-se a realização

de biópsias desnecessárias ao paciente.

Da mesma forma as instruções de preparo

(pré-analítico) do paciente devem ser seguidas

corretamente para evitarmos a ocorrência de

falsos positivos e podem gerar interpretações

equivocadas do resultado.

Deivis dá ênfase na importância do exame:

“Assim como qualquer outro tipo de câncer, o

diagnóstico precoce é essencial. Manter os exames

em dia e em equilíbrio com alimentação

saudável e atividade físicas colabora para que

os homens fiquem longe do risco de contrair o

câncer de próstata”.

Diagnósticos do Brasil

Rua Manoel Ribas, 245. São José dos

Pinhais . PR . 83010-030

www.diagnosticosdobrasil.com.br

0 98

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


Lançamento do HistoPot 40 ml, para biopsias pequenas

A biópsia é parte importante do processo

de investigação de uma doença, pois fornece

informações que contribuem para um diagnóstico

preciso. Por isso, é muito importante que seja ágil

e que não apresente dúvidas e erros no resultado.

Pensando nisso, o HistoPot – importação

exclusiva da Stra Medical - lançou no mercado

um novo tamanho para biopsias pequenas, de

40 ml, sendo o menor da linha. Isso garante

ainda mais qualidade e segurança no transporte

e armazenamento, além de otimizar as atividades

laboratoriais, trazendo maior produtividade e

redução de custos.

Equipe seu laboratório com a melhor tecnologia

em diagnóstico. HistoPot são frascos plásticos

rígidos de excelente qualidade, antivazamento,

pré-rotulados de diversos tamanhos, que contém

Formol Tamponado 10%. Foram desenvolvidos

para coleta, armazenamento e transporte de

biópsias. Além de oferecer mais segurança aos

profissionais envolvidos, pois não terão contato

direto com o formol.

Fabricado na Irlanda pela Serosep Ltd

empresa certificada ISO:9001 e ISO:13485,

detentora de quase 100% do mercado irlandês

e com exportações para mais de 25 países, é

considerada líder mundial no fornecimento

deste tipo de produto.

Stra Medical

Gabriela Melo

Tel: 47 3183-8211 - Cel: 47 9 9934 -0054

Vendas7@stramedical.com.br

www.histopot.stramedical.com.br

INFORME DE MERCADO

Detecção e identificação de 28 genótipos de HPV

com rapidez, permitindo um tratamento mais eficiente.

uma redução expressiva no tempo de entrega

de resultados, permitindo um diagnóstico rápido

e preciso, gerando um aumento na eficiência

laboratorial.

Com tecnologia própria e soluções personalizáveis,

a Seegene Brazil oferece uma ampla

gama de produtos inovadores licenciados pela

ANVISA, como os ensaios Anyplex II HPV28

Detection e Anyplex II HPV HR Detection.

Baseados na tecnologia MuDT de propriedade

da Seegene, esses ensaios detectam, dife-

renciam e quantificam simultaneamente 28 genótipos

de HPV de alto e baixo risco, incluindo

HPV 16 e HPV 18, apontados como os maiores

fatores de risco para o câncer de colo do útero e/

ou infecções sexualmente transmissíveis.

Utilizados em conjunto com a exclusiva plataforma

automatizada All in One, proporcionam

Focada no mercado da América Latina, a

subsidiária Seegene Brazil tem como objetivo

se posicionar como líder no segmento de diagnóstico

molecular, apresentando tecnologias e

soluções que atendem às necessidades do mercado

local.

Saiba mais sobre a Seegene, conheça a

plataforma All in One e toda a gama de

produtos licenciados pela ANVISA:

www.seegenebrazil.com.br

Revista NewsLab | Out/Nov 2019

0 99


INFORME DE MERCADO

Pré-lançamento da Plataforma LumiraDx

A LumiraDx Brasil, participou do 53º

Congresso Brasileiro de Patologia Clínica/

Medicina Laboratorial - SBPC realizado no

Centro de Convenções Sul América na cidade do

Rio Janeiro no período de 24 a 27 de setembro

de 2019, realizando o pré-lançamento da

Plataforma LumiraDx.

O 53º Congresso SBPC contou com a audiência

de mais de 4000 visitantes, participando os

principais líderes de opinião, profissionais

médicos, diretores de laboratórios, farmacêuticos,

biomédicos, biólogos, entre outros.

Um dos temas mais abordados foi a utilização

de testes Point of Care Testing – POCT como

tendência mundial abrindo novas fronteiras no

Diagnóstico Remoto.

Apresentamos a nossa plataforma LumiraDx,

com um destaque especial, realizando a

demonstração dos testes simulados, gerando

muito interesse principalmente pela simplicidade

de manuseio, agilidade e o promissor portfólio de

testes que virão a seguir.

A partir de março de 2020, serão realizados

workshops nas principais cidades do Brasil,

como: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais,

Salvador, Manaus e Porto Alegre. Nestes

eventos buscaremos agregar os clientes alvo

e referências neste segmento, os quais irão

discutir a importância da realização do teste INR

e D-Dímero em plataforma POCT e estudos de

correlação com equipamentos core labs.

Para maiores informações ,

entre em contato através do e-mail:

faleconosco@lumiradx.com ou

(11) 5181-8181

Máxima precisão para manipulação de líquidos

Qualidade com as Pipetas sorológicas da Greiner Bio-One

Referência na fabricação de produtos para a

realização de análises em laboratórios, a divisão

de BioScience da Greiner Bio-One oferece um

portfólio completo de produtos e consumíveis

plásticos para as mais diversas finalidades.

Entre as soluções estão as Pipetas Sorológicas,

que carregam a qualidade da marca CELLSTAR®.

Utilizadas na manipulação de líquidos em laboratórios

químicos e biológicos, as Pipetas Sorológicas,

são fabricadas em poliestireno com

máxima transparência, utilizam código de cores

de acordo com as normas internacionais e possuem

indicação do volume em graduação negativa.

Todas as pipetas sorológicas do portfólio

são estéreis e produzidas sob rigorosos padrões

de qualidade conferindo um certificado de ausência

de RNase, DNase e DNA humano, além

de não serem pirogênicas e citotóxicas.

Outro destaque está no design drop-free, que

evita a retenção da última gota no momento da

dispensa e também possui filtro que protege

contra sucção do líquido para dentro do dispositivo

de pipetagem. A validade e lote também

são impressos na embalagem.

Versátil para diversas aplicações, estão disponíveis

nos volumes de 1, 2, 5, 10, 25 e 50 mL.

Para saber mais sobre este e outros

produtos, acesse: www.gbo.com.br

ou entre em contato: info@br.gbo.com.

0 100

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


your power for health

Pipetas Sorológicas

Máxima precisão no manuseio de líquidos

Fabricadas em poliestireno com alto grau de

trasnparência

Design drop-free: evita a retenção da última

gota no momento da dispensa

Com filtro para proteção contra sucção do

líquido para dentro do dispositivo de

pipetagem

Indicação dos volumes em graduações

negativas

Código de cores de acordo com as normas

internacionais

Estéril

Validade e lote impressos na embalagem

Greiner Bio-One Brasil | Avenida Affonso Pansan, 1967 | CEP 13473-620 | Americana | SP

Tel: +55 (19) 3468-9600 | Fax: +55 (19) 3468-3601 | E-mail: info@br.gbo.com

www.gbo.com/bioscience


INFORME DE MERCADO

Celltac Es MEK-7300 Sensibilidade mínima de

detecção de Flag para Grandes Células Imaturas

As Grandes células imaturas (Blastos)

normalmente não são encontradas no sangue

periférico de indivíduos saudáveis, a não ser

que haja metástases de câncer de medula ou

a possibilidade de leucêmia estar presente.

Para um diagnóstico clínico mais rápido e

preciso, é importante notificar com precisão

o médico da possibilidade de “Blastos” através

do hemograma utilizando um analisador

hematológico. O Celltac ES MEK-7300 da Nihon

Kohden fornece um Flag “Blasts”, se possível, a

presença e detecção de Grandes Células Imaturas

na análise do hemograma. Para confirmar a

sua sensibilidade, foi utilizada uma amostra

de leucemia mielóide aguda (AML-M5a) que

possui células Imaturas (Blastos) de 1.202 ×

102 / μL (Figura 1). Então, essas células foram

adicionadas a amostra de individuos saudáveis

e processadas no Celltac ES MEK-7300.

Resultados:

Ao usar células imaturas adicionadas a amostras

normais, foram confirmados a sensibilidade

mínima detectável do Flag “Blasts” como mostra

o gráfico de dispersão de um analisador de

hematologia Celltac ES MEK-7300.

À medida que o número de células imaturas

(Blastos) nas amostras de indivíduos saudáveis

aumentou, foi refletido no gráfico de dispersão do

Celltac Es MEK-7300 gerando alarmes e Flag “Blasts”.

Conclusão:

Ao medir as amostras com células imaturas,

adicionando-se 4,8 x 102 / μL de “Blastos” o

Celltac Es MEK-7300 pode fornecer diagnóstico

clínico mais rápido e preciso porque ele

efetivamente detecta presença de células

Imaturas em sangue periférico.

NIHON KOHDEN

Rua Diadema, 89 1° andar CJ11 a 17

Bairro Mauá – São Caetano do sul/SP

CEP 09580-670, Brasil

Contato: +55 11 3044-1700

FAX: + 55 11 3044-0463

fabio.jesus@nkbr.com.br

Time de distribuidores exclusivos Nihon Kohden

Sonhos não são apenas para a infância. Sohos

significativos permanecem conosco toda a nossa

vida e guiam nossas ações. Na Nihon Kohden,

acreditamos em sonhadores pessoas que trabalham

incansavelmente para fazer a diferença

todos os dias e têm orgulho pessoal para garantir

que cada paciente e profissional de saúde

receba o cuidado que merece.

Só não os chamamos de sonhadores.

Nós os chamamos de heróis.

A Nihon Kohden possui distribuidores excluivos

em todo o Brasil e América Latina para

garantir o melhor atendimento.

Invista em tecnologia, confiança e excelência

em serviços.

Seja um Herói.

Junte-se a Nihon Kohden!

NIHON KOHDEN

Rua Diadema, 89 1° andar CJ11 a

17 - Mauá – São Caetano do sul/

SP - CEP 09580-670, Brasil

Contato: +55 11 3044-1700 | FAX:

+ 55 11 3044-0463

fabio.jesus@nkbr.com

0 102

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


Acesso remoto aos analisadores CellaVision:

Telepatologia acessível a todos

INFORME DE MERCADO

Muitos profissionais de laboratório que

trabalham na área da hematologia já

conhecem ou trabalham com a tecnologia

CellaVision para a realização da contagem

diferencial automatizada de leucócitos. O

equipamento faz a leitura das lâminas e

fornece ao analista uma pré-classificação dos

leucócitos, bem como a pré-caracterização

dos eritrócitos através da análise morfológica

conduzida por inteligência artificial.

Nos últimos quinze anos a morfologia celular

digital tem se tornado uma realidade na maioria

dos laboratórios de grande volume de amostras.

Nestas instituições, é muito comum o acesso

remoto aos analisadores CellaVision, onde um

ou mais analistas acessam de forma remota as

imagens das células dos pacientes que tiveram

suas amostras selecionadas para a contagem

diferencial. Este acesso remoto permite que

colaboradores trabalhem remotamente,

analisando amostras processadas em outro

local, por exemplo, em um laboratório satélite,

um hospital afastado dos grandes centros ou

outro laboratório afiliado.

Os benefícios da tecnologia CellaVision, antes

disponível apenas para laboratórios de grande

volume de amostras, agora estará disponível

para laboratórios de todos os portes. Durante

a edição deste ano do AACC, maior evento

de análises clínicas do mundo, a CellaVision

apresentou um novo equipamento de pequeno

porte, o DC-1 - ideal para laboratórios com

pequeno volume de amostras. O novo

modelo processa uma lâmina por vez e possui

todas as funcionalidades dos equipamentos

CellaVision maiores. Desta forma, laboratórios

pequenos também poderão contar com os

recursos CellaVision, o que inclui o acesso

remoto, permitindo a colaboração de analistas

localizados em outros centros diagnósticos.

Especialistas em morfologia poderão opinar

ou até mesmo assinar casos processados

em laboratórios afastados. A telepatologia

aumenta a precisão dos exames e a atuação dos

especialistas em morfologia celular. É notável

a redução do tempo de entrega dos resultados

(TAT), o incremento da acurácia diagnóstica e

da produtividade e, sobretudo, da consistência,

uma vez que o processo de contagem diferencial

se torna padronizado.

Saiba mais em www.cellavision.com

Contato: Wagner Miyaura - Market

Support Manager, South America

wagner.miyaura@cellavision.com

Revista NewsLab | Out/Nov 2019

0 103


INFORME DE MERCADO

Analise sua Avaliação Mensal do Pro-Ex Direto na Tela

do Computador e Use o Gráfico de Tendência – DRM. É Grátis!

O PNCQ disponibiliza GRATUITAMENTE o

Gráfico de Tendência para análise do Desvio

Relativo à Média – DRM para os mais de 5.600

Laboratórios Participantes.

Nas Avaliações Mensais do Ensaio de

Proficiência PRO-EX, além dos valores de

Média, Desvio Padrão e Coeficiente de Variação,

cada analito recebe um conceito: B (Bom), A

(Aceitável) ou I (Inaceitável) de acordo com o

desvio relativo à sua média, comparada à média

dos demais laboratórios que utilizam o mesmo

método. O ideal é que este desvio (DRM) seja

igual ou muito próximo de 0 (zero).

Para um resultado de até 1 DP incidirá o

conceito B; até 2 DP, receberá o conceito A;

acima de 2DP, receberá o conceito I. Um DRM

positivo significa que o DP está do lado superior

do gráfico e, um DRM negativo, que o DP está

do lado inferior do gráfico.

Para acessar o Gráfico de Tendência, basta clicar

no ícone ao lado do nome do analito e o gráfico

aparecerá automaticamente! E posicionando o

cursor do mouse sob o ponto do lote no gráfico,

são exibidos o DRM e o Conceito (B, A ou I). Permite

também salvar o arquivo em pdf e imprimir os

relatórios de cada analito com todos os dados dos

últimos 10 Lotes do PRO-EX. Também é possível

acessar outros períodos e escolher centenas de

constituintes de várias especialidades.

Desta maneira, é possível acompanhar o

desempenho do laboratório em cada analito,

possíveis tendências, perda de precisão ou de

exatidão. Os resultados inadequados, a investigação

das causas e as ações tomadas para os resultados

nos quais a proficiência não foi obtida, também

devem ser registrados. A eficácia destas ações deve

ser verificada na avaliação seguinte.

Para mais informações, entre em

contato com pncq@pncq.org.br.

A J.R.EHLKE aposta em Nova linha de análise celular

hematológica - Mindray - CAL 6000

O CAL 6000 faz parte de uma nova geração em

análise celular de hematologia, para bancada. A

combinação de duas unidades de analisadores

hematológicos BC-6000 ou BC-6200 (amostras

de sangue total ou fluidos biológicos) e uma

unidade de SC-120 (automação em distensão

e corador de lâminas) perfaz a velocidade

de 220 hemogramas/hora e 120 lâminas/

hora. O CAL 6000 é um equipamento com

três plataformas de carregamento e três

plataformas de descarregamento contínuos

com alta capacidade de amostras. As esteiras de

carregamento dos analisadores hematológicos

são bidirecionais, sendo uma patente Mindray.

O primeiro analisador de hematologia permite

a distribuição rápida de amostras, melhorando

a eficiência e produtividade. Caso os resultados

da amostra acionem os critérios, o carregador

automático de cada analisador retornará os

racks de amostra para verificação automática ou

repetição de reflexo. Amostras de emergência

são permitidas com resultados em tempo

reduzido. Utilizando adaptador com patente

própria, vários tipos de tubos são permitidos.

Simplesmente seguindo 3 etapas de “load

and go”, os usuários do SC-120 podem obter

lâminas finalizadas que estão prontas para

a revisão microscópica. As racks de tubos

podem ser personalizadas em cores diferentes

determinando os modos de teste específicos.

As amostras STAT podem ser carregadas

em modo aberto para diminuir o tempo de

execução do teste ou em racks com prioridade.

Ao mudar o status on-line para o off-line, os

usuários podem desconectar cada analisador

de hematologia da estação de trabalho e operar

como uma unidade apenas.

J.R.EHLKE

Av. João Gualberto, 1.661 Juvevê -

Curitiba-PR Cep: 8003-001

Tel : +55 41 3352-2144

www.jrehlke.com.br

jrehlke@jrehlke.com.br

0 104

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


INFORME DE MERCADO

Revista NewsLab | Out/Nov 2019

0 105


INFORME DE MERCADO

GTgroup - Tecnologia, Inovação, Segurança & Confiança

Após dez anos de atuação no mercado de

diagnóstico, é tempo de nos reinventarmos.

Apresentamos a nova marca, o novo slogan;

mas algo que não mudou é a nossa veia

inovadora e a busca por oferecer ao mercado

novas soluções e recursos, com tecnologia de

ponta, para mantermos o lugar de referência no

segmento laboratorial.

E apesar de estarmos caminhando para

o fim do ano, ainda temos novidades para

contar. Nos próximos meses lançaremos uma

nova linha de equipamentos de Bioquímica e

Hematologia; são aparelhos mais modernos,

com recursos e funcionalidades para trazer

ainda mais eficiência e agilidade à rotina dos

laboratórios de nossos clientes e parceiros.

Além dos equipamentos pré-analíticos, e semiautomação

para Coagulação e Urianálise que já

se tornaram sucesso em vendas e recordistas

em satisfação de nossos clientes.

Se ainda não é um cliente, salientamos

que estamos constantemente abertos à

novas parcerias e oportunidades de negócio,

e deixamos o convite para que venha nos

conhecer mais de perto.

Central de Vendas: (31) 3589-5000

vendas@gtgroup.net.br

Whatsapp: (31) 98786-6021

Rua Mucuri, 255 - Floresta

Belo Horizonte / MG

SARSTEDT, seu Parceiro Global na Medicina e Ciência.

O Grupo Sarstedt é uma empresa global

com sede na Alemanha, na cidade de Nümbrecht

e possui 15 unidades de produções

em diferentes continentes: Europa, Américas

e Oceania.

Com presença no Brasil há mais de 20 anos,

nossas unidades de negócios abrangem as

mais importantes e inovadoras soluções e

serviços aos mercados de Medicina e Ciência,

destacando-se seus projetos de alta performance

para Diagnósticos, Automações Laboratoriais,

Lifesciences, Saúde Animal/Medicina

Veterinária, Bancos de Sangue e Hospitais.

Fornecemos automação laboratorial para

as fases pré e pós-analítica para laboratórios

clínicos, unidades hospitalares, pesquisas e

indústrias através de seus produtos de altíssima

qualidade e excelentes relação custo-benefício

aliados ao seu inovador sistema

de coleta de sangue

S-Monovette® que proporciona coletas de

materiais biológicos de forma fechada, rápida

e totalmente segura através de sua exclusiva

técnica combinada de coletas.

Salientamos ainda a metodologia por aspiração

que reduz hemólises, amostras coaguladas

e melhora os índices e indicadores

de produtividades laboratoriais, proporcionando

conforto e segurança aos pacientes,

clientes e profissionais.

Para saber mais, acesse:

www.sarstedt.com

0 106

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


digraf.com.br

Solução certa para

reduzir amostras

hemolisadas

PARE

S-Monovette ®

+

+

+

+

Sistema rápido, fechado e seguro

Ideal para todos os perfis de pacientes

Minimiza taxas de hemólise e outros problemas

Reduz a repetição da coleta de sangue

Coleta humanizada e cuidado com o paciente

Redução de custos e tempo

Soluções e Sistemas para Medicina Diagnóstica: Automação, Consumíveis e Aplicações

www.sarstedt.com

SARSTEDT LTDA

Rodovia Marechal Rondon, Km 126

CEP 18540-000 - Porto Feliz - SP

Tel: +55 11 4152-2233


INFORME DE MERCADO

Teste Rápido Sangue Oculto Fecal

WAMA DIAGNÓSTICA SEM DIETA!!!

de anticorpos monoclonais anti-hemoglobina

humana. Por ser um teste que utiliza anticorpos

monoclonais anti-hemoglobina humana, não

existe a necessidade de dieta do paciente para

coleta da amostra.

A presença de sangue nas fezes pode ser uma

manifestação precoce de câncer no trato gastrointestinal

e é frequentemente investigada

em pacientes portadores de anemia por deficiência

de ferro. Portanto, a detecção de sangue

nas fezes é uma importante ferramenta para

o diagnóstico e acompanhamento de certas

doenças como essas. Sangramentos anormais

podem ocorrer de qualquer local, desde o estômago

até o reto. O câncer colorretal é o terceiro

tipo de câncer mais comum e a quarta causa de

morte por câncer no mundo, com 1,2 milhões

de novos casos e 600.000 mortes estimadas

por ano. No Brasil, estima-se o aparecimento de

35.000 novos casos e 15.000 mortes por ano. A

maioria dos casos se desenvolve a partir de um

pólipo adenomatoso benigno cujo crescimento

lento pode ultrapassar 10 anos. Esse longo

período permite que muitas das lesões sejam

detectadas e removidas em um estágio precoce.

Somente 5% dos pólipos tornam-se malignos.

O teste para sangue oculto auxilia na detecção

do câncer gastrointestinal e pólipos adenomatosos

sangrantes através da identificação

do sangue oculto nas fezes para posterior investigação

por colonoscopia. Diversos são os

métodos utilizados para detectar a presença de

sangue oculto nas fezes.

O kit Imuno-Rápido SANGUE OCULTO FECAL

da WAMA Diagnóstica é um teste imunocromatográfico

de fase sólida de ótima sensibilidade

e especificidade que utiliza uma combinação

Imuno-Rápido Sangue Oculto Fecal

- Utiliza anticorpos monoclonais altamente

purificados.

- Altíssima especificidade: sem interferência

alimentar (SEM DIETA!).

- Não invasivo.

- Fácil execução.

- Sem necessidade de preparo prévio do paciente.

- Apresentação: 10, 20, 40 e 80 testes.

- Registro no Ministério da Saúde (nº

10310030084).

- Assessoria técnica e científica para todo o Brasil.

#WamaDiagnostica - #ImunoDiagnostico

#SangueOculto - #TesteRapido - #reagentes

Relacionamento Wama Diagnóstica:

Tel: +55 16 3377.9977

SAC: 0800 772 9977

wamadiagnostica.com.br

atendimento@wamadiagnostica.com.br

0 108

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


INFORME DE MERCADO

Novo Analizador Yumizen H550

Hematologia em todos os lugares e além

A HORIBA Medical apresenta o

Yumizen H550, o mais novo

membro da família de analalizadores

hematológicos Yumizen. Baseado

em tecnologias comprovadas

e inovadoras, o Yumizen H550

responde à necessidade de um

analisador robusto e não requer

manutenção do usuário.

O Yumizen H550 é um sistema de

hematologia compacto com carregamento

automático integrado de rack

de amostra. Ele fornece ao operador

uma capacidade total de 40 tubos

com carga contínua. Baseado em

tecnologias comprovadas e inovadoras,

o Yumizen H550 responde à

necessidade de um analisador robusto

e não requer manutenção do usuário.

A fim de garantir um processo

confiável, o Yumizen H550 permite a

homogeneização automática de rack

e Identificação positiva de tubos. As

racks de 10 tubos são compatíveis

com o Yumizen H1500 / 2500.

Rapidez nos Resultados

Software de tela touchscreen de fácil utilização.

Menus abrangentes com gráficos e flags.

Fácil manuseio com treinamento mínimo do operador.

Sistema especialista em alarmes para o guia de interpretação.

Características Exclusivas

- Apenas 3 reagentes: Diluent, Cleaner e Whitediff®,

- Baixo consumo e gerenciamento de regentes,

- O Whitediff® é um reagente exclusivo de lise isento de cianeto para

medição de HGB e contagem e diferencial WBC.

- Com base na micro-amostragem de 20 µL de sangue total, o Yumizen H550 pode executar qualquer tipo de

amostra de sangue, incluindo pediatria.

- 27 parâmetros com WBC completo e 6 Diferencial : LYM%#, MON %#, NEU %#, BAS %#, EOS#% and LIC%#

(Células grandes imaturas).

- Parâmetros específicos para diagnóstico de anemias por deficiência de ferro e distúrbios por PLT: RDW-CV,

RDW-SD, P-LCC, P-LCR.

HORIBA Instruments Brasil Ltda.

Rua Presbítero Plínio Alves de Souza, 645

Loteamento Multivias - Jardim Ermida II

CEP 13.212-181 - Jundiaí - SP

Tel.: +55 11 2923 5400

marketing.br@horiba.com

www.horiba.com/br/medical/

0 110

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


A nossa tecnologia fazendo opções

mais inteligentes para o seu laboratório.

Além de equipamentos cada dia mais inovadores, a tecnologia

Horiba oferece muito mais valor agregado ao seu laboratório. Isso

porque permite menor consumo de reagentes, além de resultados

mais rápidos e precisos. É o DNA da Horiba presente na linha mais

revolucionária de hematologia.

Acesse e conheça: www.horiba.com/br/medical

Paixão, ciência e tecnologia estão em tudo que fazemos.


INFORME DE MERCADO

O Grupo Prime Cargo sempre atento e acreditando no mercado nacional

e internacional realiza frequentemente massivos investimentos em suas

instalações e filiais.

Contando com estrutura de 7000mts² em

Barueri - SP, e filiais em pontos estratégicos por

todo território nacional, sendo eles totalmente

adequados ao segmento médico-laboratório-

-hospitalar, o Grupo Prime Cargo disponibiliza

aos seus clientes um novo conceito em transporte

e armazenagem, que segue em conformidade

com as boas práticas exigidas pelas

diretrizes.

Dispondo de áreas técnicas, laboratórios para

manutenção de equipamentos e espaço para

treinamento de equipes, a PRIME inova mais

uma vez no atendimento e velocidade nos processos.

O investimento em pessoal é constante com

treinamentos, atualizações de equipamentos e

materiais, isso faz com que além de atender os

prazos, seja feito com qualidade e segurança,

contando com todas as certificações e adequações

necessárias como a ISO9001 (Matriz)

e ANVISA.

O que é a CP 343/2017?

A CP 343/2017 da Agência Nacional de Vigilância

Sanitária se refere às boas práticas de

armazenagem e transporte e tem o intuito de

promover maior controle da cadeia produtiva,

garantindo a qualidade dos medicamentos em

todas as etapas de transporte, distribuição e armazenamento.

As alterações e novidades abordadas nessa

Consulta Pública vieram para harmonizar os requerimentos

sanitários da Anvisa com aqueles

definidos nas diversas diretrizes internacionais.

Portanto, agora mais do que nunca, os gestores

das empresas embarcadoras, precisam realizar

processo de Qualificação de Fornecedores

de forma a garantir a integridade do produto

farmacêutico de ponta a ponta.

Em fevereiro de 2019, a Agência Nacional de

Vigilância Sanitária, inclusive, promoveu o Diálogo

Setorial, justamente para apresentar as

alterações na CP 343/2017, além de ouvir as

considerações e preocupações dos empresários,

especialistas e técnicos do setor.

Foram enviadas 445 contribuições pelos participantes,

que receberam a versão prévia da

publicação, bem como as alterações do texto

inicial com todas as sugestões e comentários

recebidos.

Com o texto consolidado, a norma reduziu a

quantidade de artigos de 127 para 90.

Avenida Piraíba, 296 parte A /

Centro Comercial Jubran –

Barueri – Sp / CEP: 06460-121

0800 591 4110 / (11) 4280 9110

comercial@primecargo.com.br

www.primecargo.com.br

0 112

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


Newprov, disponibiliza a seus clientes, com exclusividade,

o corante único para hematologia.

INFORME DE MERCADO

SINGLE PROV

A Newprov – Produtos para Laboratórios, disponibiliza

a seus clientes, com exclusividade, o

corante único para hematologia.

Por que utilizar 2 ou 3 corantes?

- Liberdade na escolha do tempo e intensidade

da coloração, sem afetar a qualidade da lâmina

Peça já a sua amostra, teste e perceba a rapidez

e qualidade de um produto desenvolvido por

especialistas.

O Single Prov apresenta vantagens sobre os

demais corantes:

- Dispensa fixação prévia

- Não necessita água tamponada ou solução

tampão no processo de coloração

- Técnica simples, de processo único e rápido,

com coloração equivalente as colorações tradicionais,

de 1 a 5 minutos

CONTATOS:

Informações técnicas:

+55 (41) 3888 - 1300 | 0800 - 6001302

E-mail: sac@newprov.com.br

Informações comerciais:

+55 (41) 3888 - 1300 | 0800 - 6001302

E-mail: vendas@newprov.com.br

Revista NewsLab | Out/Nov 2019

0 113


ANALOGIAS EM MEDICINA

Fig. 1 - Lesões bolhosas na pele. Disponível em

www.saudedica.com.br/penfigo-o-que-e-causas-sintomas-e-tratamentos,

acesso em 11/09/2019.

Fogo Selvagem

Segundo o tratado de Dermatologia de Sampaio

e Rivitti, 3ª edição, São Paulo, a palavra

pênfigo (do grego= bolha) foi inicialmente

usada para designar doenças bolhosas. Atualmente,

refere-se a um grupo de doenças

com comprometimento da pele e, às vezes, de

mucosa, que tem como característica comum

a presença de bolhas intra-epidérmicas cheias

de líquido. As formas clínicas mais comuns são

o pênfigo vulgar e o foliáceo. Este último tem

duas formas distintas: pênfigo foliáceo não endêmico,

descrito pelo dermatologista francês

Pierre Louis Cazenave, de ocorrência universal e

que atinge pacientes mais idosos na quarta ou

quinta idade de vida, e o pênfigo foliáceo endêmico.

Este é o pênfigo brasileiro: tem ocorrência

familiar, predomina em adultos jovens e crianças

que vivem próximos a córregos e rios, mais

em áreas rurais e em algumas tribos indígenas.

É encontrado na América do Sul, principalmente

no Brasil, nos estados de Goiás, Distrito Federal,

Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins,

Minas Gerais, Paraná e São Paulo. Mais recentemente

há casos relatados no Amazonas, Rondônia

e Acre.

Com relação ao aparecimento da doença, são

considerados fatores ambientais, genéticos e

imunológicos. A respeito dos fatores ambientais

os pacientes ou seus familiares vivem em más

condições sociais, em habitações precárias junto

a córregos, falta de higiene e grande quantidade

de insetos. Estudos baseados em séries

de muitos doentes indicaram a importância

de fatores genéticos, sobretudo em casos de

consanguinidade. Demonstrou-se também que

os pênfigos são doenças auto-imunes. O diagnóstico

é feito pelo exame clínico e confirmado

através do exame citológico, histopatológico e

provas imunológicas que detectam a presença

de anticorpos. O tratamento, antes do advento

dos corticoides, não existia. Cerca de 40% dos

pacientes morriam nos dois primeiros anos.

Outros 50% tinham uma evolução crônica, com

períodos de acalmia e exacerbação.

O pênfigo brasileiro é doença com formação de

bolhas flácidas subcórneas, que se rompem com

facilidade, deixando uma superfície erodida que

logo se torna escamosa. A intensa descamação

inspirou o termo pênfigo foliáceo. Com um comportamento

diferente do pênfigo foliáceo de outros

países, o brasileiro tem um caráter endêmico.

Há marcada fotossensibilidade, de modo que a

exposição ao sol (raios ultravioleta) agrava o quadro

e provoca uma sensação de ardor ou queimação,

como se a pele estivesse sob a ação do fogo,

o que motivou a denominação de fogo selvagem

(em inglês: wild fire). Não sabemos se essa denominação

foi criada pelos pacientes penfigosos.

A introdução dos corticoides no tratamento

mudou completamente a evolução e o prognóstico

da doença. Os pênfigos respondem

rapidamente ao uso de corticoides com resultados

excelentes.

Texto baseado em fontes nacionais e no livro

Analogias no Ensino Médico - Editora Coopmed

- Belo Horizonte/MG.

José de Souza Andrade-Filho*

*Patologista no Hospital Felício Rocho-BH; membro da

Academia Mineira de Medicina e Professor Emérito da

Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.

0 114

Revista NewsLab | Out/Nov 2019


TRANSFUSION MEDICINE

Wadiana

S

Erytra Eflexis

M/L

L/XL

Erytra

TOTALMENTE AUTOMATIZADO

DG Station

DG Spin

XS

MANUAL

SEMI AUTOMÁTICO

XS

DG Therm

DG Therm

DG Station

DG Reader

DG Spin


DB MOLECULAR

DEDICAÇÃO EXCLUSIVA

À BIOLOGIA MOLECULAR

E À GENÉTICA.

Com uma equipe de profissionais mestres e doutores,

prestando serviços de análises de alta complexidade em

biologia molecular e genética. Oferecemos um vasto

menu de exames, constantemente atualizado, com

suporte em todo o Brasil, para uma ampla gama de

diagnósticos e monitoramentos.

Entre em contato: www.dbmolecular.com.br • 11 3868-9800

More magazines by this user
Similar magazines