*Novembro/2019 - Referência Industrial 213

jota.2016
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ECONOMIA - Vendas da indústria registram crescimento e aquisição de máquinas supera 13%

EFICIÊNCIA

E PRECISÃO

TECNOLOGIA EM

CARRO PORTA TORA

AUMENTA PRODUTIVIDADE

EFFICIENCY AND

ACCURACY

LOG CARRIAGE TECHNOLOGY

INCREASES PRODUCTIVITY


a garantia e o

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INDUSTRIAL

60

2019

28

42

SUMÁRIO

36

MADEIRA

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

Alca Máquinas 02

Codornada Florestal 73

Contraco 67

DRV Ferramentas 19

Engecass 27

Fezer 63

Formóbile 25

H Bremer 09

Linck 15

Máquinas Águia 75

Mendes Máquinas 07

Metalcava 41

Mill Indústrias 21

Mill Indústrias 53

Mill Indústrias 76

MSM Química 11

Omil 39

Rotteng 57

Siempelkamp 05

Unesa 59

Vantec 17

SUMÁRIO

04 Editorial

06 Cartas

08 Bastidores

10 Coluna Flavio C. Geraldo

12 Notas

18 Aplicação

20 Frases

22 Entrevista

28 Principal Liderança no mercado

34 Construção Civil

36 Marcenaria

42 Especial Prêmio REFERÊNCIA

54 Economia

60 Sustentabilidade

64 Madeira Tratada

68 Artigo

72 Agenda

74 Espaço Aberto

NOVEMBRO 2019 03


EDITORIAL

ESCALADA

PARA O

CRESCIMENTO

O

governo federal prevê crescer 0,9% em 2019.

O resultado ainda é tímido, mas é um alento

para uma economia que recuou 2,2% há pouco

menos de quatro anos. Os sinais já podem

ser sentidos na indústria de móveis brasileira:

o ramo gaúcho, por exemplo, cresceu 3,9% nos últimos

meses, muito acima da indústria nacional. Para falar sobre

essa nova realidade, a REFERÊNCIA INDUSTRIAL traz uma

entrevista exclusiva com o presidente da Movergs (Associação

das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do

Sul), Rogério Francio. Na editoria de Urbanismo, contamos

a história do ousado projeto The Smile, que redesenhou a

silhueta de Londres, na Inglaterra. Além disso, trazemos reportagens

exclusivas nas editorias de Marcenaria e Madeira

Tratada, assim como as novidades do setor. Tenha uma

ótima leitura!

NA CAPA

ESTAMPA A CAPA DESTA EDIÇÃO

O CARRO PORTA TORAS DA

INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE

MÁQUINAS ÁGUIA INSTALADO

EM SERRARIA NA REGIÃO

METROPOLITANA DE CURITIBA (PR).

FOTO: FABIANO MENDES

EXPEDIENTE

ANO XXI - EDIÇÃO 213 - NOVEMBRO 2019

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaindustrial.com.br

Ano XXI • N°213 • Novembro 2019

ECONOMIA - Vendas da indústria registram crescimento e aquisição de máquinas supera 13%

EFICIÊNCIA

E PRECISÃO

TECNOLOGIA EM

CARRO PORTA TORA

AUMENTA PRODUTIVIDADE

EFFICIENCY AND

ACCURACY

LOG CARRIAGE TECHNOLOGY

INCREASES PRODUCTIVITY

Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.

bartoski@revistareferencia.com.br

T

he Federal Government expects economic

growth to be 0.9% in 2019. The result is still

timid, but it is a boost to an economy that

retreated 2.2% just under four years ago.

The signs can already be felt in the Brazilian

furniture industry: in the State of Rio Grande do Sul, the

industry, for example, has grown 3.9% in recent months, far

above the national average. To talk about this new reality,

REFERÊNCIA INDUSTRIAL has an exclusive interview with

Rogério Francio, President of the State of Rio Grande do

Sul Association of Furniture Manufacturers (Movergs), In the

Urbanism Section, we have the story of the daring project,

The Smile, which changed the London, England skyline. In

addition, we have exclusive stories in the Wood Working

and Treated Wood Sections, as well as news from the Sector.

Pleasant reading!

04

referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019

CLIMBING FOR

GROWTH

Redação / Writing

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista / Columnist

Flavio C. Geraldo

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski e Fabiano Mendes / Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira, Gabriel Santos Ferreira

criacao@revistareferencia.com.br

Depto. Comercial / Sales Departament - Gerson Penkal, Jéssika Ferreira,

Tainá Carolina Brandão

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial - Dash7 Comunicação - Joseane Cristina Knop

Tradução / Translation - John Wood Moore

Depto. de Assinaturas / Subscription

Cassiele Ferreira - Supervisão

assinatura@revistareferencia.com.br

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A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida aos produtores e

consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos

governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao

segmento madeireiro. A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por

conceitos emitidos em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais de

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governmental agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked to the forest based

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and other intellectual property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited without

the written authorization of the holders of the authorial rights.


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de negócios: a engenharia de máquinas e instalações, a tecnologia de fundição e a unidade de negócios de serviços.

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completas para a indústria de painéis de madeira, a indústria de moldagem de metais, bem como a indústria de

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peças fundidas com um peso de até 320 t. A Siempelkamp é um fornecedor de componentes e prestador de

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THE IMPORTANCE OF POLITICALREPRESENTATION

AND DEFENSE OFTHE INTERESTS OF THE SECTOR

ABPM - Associação Brasileira de Preservadores de Madeira completa 50 anos de olho no futuro

CARTAS

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

FORTALECIMENTO

INSTITUCIONAL

A IMPORTÂNCIA DA REPRESENTATIVIDADE POLÍTICA

E DA DEFESA DOS INTERESSES DO SETOR

STRENGTHENING

THE INSTITUTION

CARTAS

MARCENARIA

Por Diógenes Moura -

Florianópolis (SC)

Existe muito preconceito

com o MDF e a matéria

da última edição

tirou muitas dúvidas

daqueles que ainda

não conhecem esse

material tão versátil. Uso

esse material em minha

oficina e tenho ótimos

resultados com ele.

Excelente reportagem!

CAPA DA EDIÇÃO 212 DA

REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE OUTUBRO DE 2019

CONSTRUÇÃO CIVIL

Por Nilza Oliveira -

São Paulo (SP)

www.referenciaindustrial.com.br

Ano XXI • N°212 • Outubro 2019

Muito interessante essa construção em Sevilha,

na Espanha. O Metropol Parasol, uma espécie

de centro comercial, é de um bom gosto ímpar.

Espero que no Brasil surjam mais iniciativas como

essa muito em breve.

9 77 2 3 5 9 4 66103 2

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

HABITAÇÃO

Foto: divulgação

PARCERIA

Por Ana Viana -

Florianópolis (SC)

Excelente reportagem sobre o Estudo

Setorial da Abimi, que apresenta as

principais demandas defendidas pela

associação para que o setor alcance

sustentabilidade e seja mais competitivo.

Por Matheus Vieira -

Vitória (ES)

Parabéns pela matéria

sobre o programa Minha

Casa, Minha Vida. As

novas linhas de crédito

e as novas formas

construtivas (como o wood

frame) têm tudo para

impulsionar novamente

essa importante iniciativa

do governo brasileiro que

contribui para a vida de

milhões de pessoas.

06

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é

fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019

E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:

revistareferencia@revistareferencia.com.br

CURTA NOSSA PÁGINA

Revista Referência Industrial

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BASTIDORES

CAPA

A EQUIPE DA REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL VISITOU DIVERSAS SERRARIAS NA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA (PR) PARA

CONFERIR DE PERTO O CARRO PORTA-TORAS DESENVOLVIDO PELA INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MÁQUINAS ÁGUIA, EMPRESA

LOCALIZADA EM SÃO JOSÉ DOS PINHAIS (PR), E CONTAR SUAS VANTAGENS EM NOSSA REPORTAGEM DE CAPA. ALÉM DISSO, WILSON

WUICIK E ÉLCIO WUICIK, DIRETORES DA MÁQUINAS ÁGUIA, ESTIVERAM PRESENTE NA ÚLTIMA EDIÇÃO DO PRÊMIO REFERÊNCIA, REALIZADA

EM OUTUBRO. “É SEMPRE UMA HONRA REENCONTRAR CLIENTES E AMIGOS NESSE EVENTO QUE É UM MARCO DO SETOR MADEIREIRO E,

ANO APÓS ANO, PREMIA AQUELES QUE FIZERAM A DIFERENÇA PARA NOSSA INDÚSTRIA”, RESUME O GESTOR.

Foto: Fabiano Mendes

Foto: Rosangela Bini

ALTA

DÉFICIT

O setor público consolidado, formado

por União, Estados, municípios

e empresas estatais, registrou

déficit primário de R$ 20,541 bilhões

em setembro, de acordo com

dados divulgados pelo BC (Banco

Central). Esse é o melhor resultado

para o mês em quatro anos e representa

leve melhora em relação a

setembro do ano passado, quando

as contas ficaram negativas em R$

24,621 bilhões. O déficit primário

representa o resultado negativo

das contas do setor público desconsiderando

o pagamento dos

juros da dívida pública. O montante

difere do resultado divulgado pelo

Tesouro Nacional porque, além de

considerar os governos locais e as

estatais, o BC usa uma metodologia

diferente, que considera a variação

da dívida dos entes públicos.

BAIXA

RISCO-PAÍS

O índice risco-país chegou ao mais

baixo patamar em seis anos. O indicador

que aponta a confiança de

investidores em relação à economia

dos países, caiu para 117 pontos

em outubro, o menor patamar

registrado desde 2013, quando o

Brasil atingiu 110 pontos. A queda

na pontuação é sinal de que os

investidores estão mais confiantes

na capacidade do Brasil em acabar

com dívidas e formar um ambiente

mais seguro para investimento.

Alguns dos motivos que levaram a

queda do risco país foram a redução

na taxa de juros, a aprovação

da reforma da Previdência e a

expectativa de trégua na guerra comercial

entre EUA (Estados Unidos

da América) e China.

08

referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


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COLUNA

BOTANDO FÉ!

NÃO PODEMOS DEIXAR DE CONSIDERAR AS OPORTUNIDADES DENTRO DO SETOR DA CONSTRUÇÃO

Flavio C. Geraldo

FG4 MAD - Consultoria em Madeira

Contato: flavio@fg4mad.com.br

NO BRASIL, O SISTEMA

WOOD FRAME FINALMENTE

ESTÁ PRESTES A GANHAR UM TEXTO

NORMATIVO

N

ão podemos deixar de reconhecer os esforços

de algumas empresas de comunicação

e organizadoras de eventos, assim como de

instituições representativas e entidades de

ensino e pesquisa, no sentido de estarem

direcionando esforços à disseminação de informações

úteis ao desenvolvimento do setor industrial madeireiro.

Neste ano que se encerra, foram muitas as publicações

em veículos especializados e eventos significativos,

ocorridos no Brasil e exterior que, para aqueles mais atentos

e focados, sempre abrem janelas de oportunidades

para a adoção de novas tecnologias e novos negócios.

Ao mesmo tempo em que se observa o apetite pelo

conhecimento e interação por parte de alguns segmentos

dentro do setor, observa-se a completa inapetência por

parte de outros, havendo até mesmo o risco da ocorrência

de uma anorexia, não propriamente devido ao medo

de engordar, mas sim devido ao medo de deixar a zona

de conforto. Há alguns anos temos procurado divulgar

informações que representam oportunidades futuras de

negócios, especificamente para o segmento de proteção

de madeiras. Por exemplo, há dois anos, quando buscamos

propagar as oportunidades dentro do setor ferroviário,

com as perspectivas reais que se apresentavam em

relação aos investimentos do Bndes (Banco Nacional de

Foto: divulgação

Desenvolvimento Social) nesse modal de transporte,

assim como a disposição do governo chinês em promover

investimentos em algumas malhas ferroviárias

brasileiras. A inapetência demonstrada pelo assunto foi

geral.

Recentemente, durante visitas oficiais do nosso governo

à China e a alguns países do Oriente Médio, falou-se

da concretização de investimentos na Ferrogrão,

projeto que visa consolidar o novo corredor ferroviário

de exportação de Brasil pelo arco norte, centro-oeste

ao Estado do Pará. A execução deste projeto prevê a

demanda por dois milhões de dormentes. Dentro do

compromisso de trabalhar para o desenvolvimento

do segmento, outras oportunidades têm sido divulgadas.

No setor elétrico, não se pode desconsiderar as

oportunidades de retomada da utilização de postes de

eucalipto tratado e de cruzetas roliças. Afinal, parece

estar havendo uma retomada da receptividade por

parte das companhias energéticas em relação aos apelos

ambientais que a madeira apresenta, em especial

quanto à cruzeta roliça de eucalipto tratado. Um forte

e imediato trabalho de recuperação da imagem desse

material é altamente recomendado.

Olhando mais para o futuro, não se pode deixar

de considerar as oportunidades dentro do setor da

construção. Estamos testemunhando uma nova fase da

construção industrializada/modular ao redor do mundo.

No Brasil, o sistema wood frame finalmente está

prestes a ganhar um texto normativo. Certamente, um

passo importantíssimo para a consolidação desse mercado

dentro do setor da construção. No mundo todo,

o sistema construtivo baseado na utilização da madeira

laminada cruzada, mais conhecido como CLT (Cross

Laminated Timber), finalmente vai se consolidando nos

EUA (Estados Unidos da América), com perspectivas

reais de consolidação pelo mundo todo. As inúmeras

vantagens apresentadas por este sistema, em especial

a versatilidade, permitindo construções com grandes

vãos e muitos pavimentos (Tall-Building), não deixam

dúvidas quanto ao seu sucesso. A Awpa (American

Wood Protection Association) já está com estudos de

textos normativos referentes a processos e produtos

de tratamento adequados.

É importante que as empresas voltadas à proteção

de madeiras fiquem atentas e botem fé, pois, trata-se

de oportunidades que podem ser traduzidas como a

garantia de um futuro do setor. Nada que um bom trabalho

de planejamento não possa resolver.

10 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


NOTAS

CRESCIMENTO

DA ECONOMIA

O governo aumentou a projeção para o crescimento

da economia em 2019. A estimativa do PIB

(Produto Interno Bruto), soma de todos os bens e

serviços produzidos no país), foi revisada de 0,85%

para 0,90%. Para 2020, a previsão é que o PIB tenha

expansão de 2,32%, ante a previsão anterior

de 2,17%. Para os três anos seguintes, a estimativa

é 2,50%. “Os melhores resultados da atividade

econômica nos meses de julho e agosto e os desembolsos

advindos do Saque Imediato do Fgts

(Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) elevaram

as estimativas de crescimento para o terceiro

e quarto trimestre de 2019 para 0,90%”, resume o

boletim.

Foto: divulgação

CONSTRUÇÃO CIVIL

Os preços da construção civil subiram 0,19% em outubro. O

Incc/Sinapi (Índice Nacional da Construção Civil) teve queda

de 0,18 ponto percentual em relação a setembro, quando

ficou em 0,43%. No ano, o índice é de 3,69%. O índice foi divulgado

pelo Ibge (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Nos últimos 12 meses, o Sinapi ficou em 3,69%. O custo

nacional do metro quadrado da construção civil subiu de R$

1.152,87 para R$ 1.155,01, de setembro para outubro deste

ano. Deste valor, segundo o Ibge, R$ 605,40 são referentes

a materiais e R$ 549,61 à mão de obra. A maior variação de

preços foi registrada no Pará, com 1,95%. A maior queda

também foi verificada no norte do país, em Tocantins, com

uma deflação nos preços da construção civil de -0,48%.

Foto: divulgação

INFLAÇÃO OFICIAL

O Ipca (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo)

de outubro ficou em 0,10%. O fator, que é usado

como referência para a inflação oficial, foi divulgado

pelo Ibge (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Este é o menor resultado para um mês de outubro

desde 1998, quando o Ipca ficou em 0,02%. No acumulado

do ano, o Ipca está agora em 2,60%. E, nos últimos

12 meses, a variação é de 2,54%, abaixo do índice

de 2,89%, encontrado nos 12 meses anteriores. Três

grupos pesquisados apresentaram deflação: habitação

(-0,61%), artigos de residência (-0,09%) e comunicação

(-0,01%). A queda no grupo de habitação foi puxada

pelo item energia elétrica, com 3,22% negativos.

Foto: divulgação

12 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


Foto: divulgação

RETOMADA

A melhora dos indicadores macroeconômicos e do ambiente

de negócios aponta para uma recuperação mais

forte da economia no próximo ano. “O ambiente está

mais favorável ao crescimento”, disse o diretor de Desenvolvimento

Industrial da CNI (Confederação Nacional

da Indústria), Carlos Abijaodi, durante o 12º Briefing

Diplomático, em Brasília. Organizado pela CNI, o evento

reuniu 47 representantes de embaixadas de 34 países.

“O Brasil está fazendo reformas importantes, fechou o

acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia,

oficializou o acordo do Mercosul com a Efta (Associação

Europeia de Livre Comércio) e voltou a discutir os acordos

bilaterais que evitam a bitributação”, acrescentou

Abijaodi. Outro avanço, citou o diretor, foi o compromisso

assumido pelo governo com a adesão do Brasil à

Ocde (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento

Econômico).

FATURAMENTO

DA INDÚSTRIA

O faturamento da indústria brasileira aumentou 0,4%

em setembro frente a agosto na série livre de influências

sazonais. Foi o quarto mês consecutivo que o indicador

registra crescimento e acumula uma alta de 2,1%

no período. “Desde 2014 o faturamento não registrava

quatro meses consecutivos de alta”, destaca Robson

Braga de Andrade, presidente da CNI (Confederação

Nacional da Indústria). Mesmo com os aumentos sucessivos,

o faturamento da indústria apresenta queda de

1,7% no acumulado de janeiro a setembro em relação

ao mesmo período do ano passado. Além disso, em

setembro, os demais indicadores não tiveram o mesmo

desempenho do faturamento. As horas trabalhadas na

produção registraram leve queda de 0,2% frente a agosto

na série livre de influências sazonais, e a utilização da

capacidade instalada ficou estável em 78%.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

DESENVOLVIMENTO

SUSTENTÁVEL

Com objetivo de promover o crescimento sustentável, a ONU (Organização das Nações

Unidas) definiu 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) para serem

atingidos até 2030. São metas que norteiam organizações, instituições e países para

desenvolverem ações e projetos que promovem a inclusão das pessoas na sociedade

de forma sustentável. “O Sistema Fiep, enquanto instituição signatária do Pacto

Global, está engajado nos compromissos globais com diálogo, participação e representatividade,

buscando assegurar a execução de estratégias e ações para empresas

comprometidas com a Agenda 2030”, afirma Maria Cristhina de Souza Rocha, gerente

executiva de Projetos Estratégicos do Sistema Fiep. Como um dos principais agentes

de promoção e divulgação no Estado, o Sesi organizou cinco encontros em grandes

municípios paranaenses: Curitiba, Cascavel, Londrina, Maringá e Ponta Grossa. Foram

mais de 300 participantes, entre empresários, representantes do governo e sociedade

civil. “Os eventos Conexão ODS reforçam a importância de colocar em prática os objetivos e como eles podem fazer a diferença

nas estratégias das empresas, tornando-as ainda mais competitivas”, conta Maria Cristhina.

NOVEMBRO 2019 13


Foto: divulgação

NOTAS

MÃO DE OBRA

ESPECIALIZADA

O Estudo Sondagem Conjuntural, do Sebrae (Serviço

Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas),

com dados de setembro, mostra a retomada

do otimismo entre os donos de micro e pequenas

empresas. O percentual daqueles que acreditam na

melhoria do cenário econômico cresceu de 56% em

agosto para 59% em setembro. Ainda segundo o levantamento,

seis em cada 10 empresários (58%) têm

planos de investir no próprio negócio em 12 meses.

A pesquisa ouviu quase 3 mil empreendedores entre

os dias 11 e 18 de setembro. Os dados mostram

que 79% dos entrevistados que têm dificuldades

em contratar mão de obra especializada optam por

contratar pessoas inexperientes e capacitam no

próprio estabelecimento.

PESQUISA

E DESENVOLVIMENTO

As empresas que participam da MEI (Mobilização Empresarial

pela Inovação), movimento coordenado pela CNI (Confederação

Nacional da Indústria), investem 46,3% a mais em

P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) do que a média nacional.

O número é de levantamento inédito da CNI, que analisou

o desempenho de empresas da MEI na base de dados da

Pintec (Pesquisa de Inovação), do Ibge (Instituto Brasileiro de

Geografia e Estatística). As empresas participantes da MEI

investem 1,13% da sua receita líquida de vendas em P&D,

enquanto a média nacional de investimentos é de 0,77% da

receita líquida própria de vendas em P&D, conforme a Pintec,

que engloba 132.529 empresas. A amostra representativa

na pesquisa da CNI contempla 160 empresas – 80% delas

implementaram inovações de produto e de processo simultaneamente

contra 15% das demais empresas brasileiras que

investem em inovação.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

SOB NOVA

DIREÇÃO

Com o compromisso de que as ações do Sistema Fiep terão

foco total na indústria paranaense, foi empossada, em Curitiba,

a nova diretoria da Federação das Indústrias do Paraná. A

solenidade, que contou com a presença de mais de 600 convidados,

incluindo o governador Carlos Massa Ratinho Junior

e outras autoridades, marcou o início da gestão que comandará

a entidade pelos próximos quatro anos. A nova diretoria

é liderada pelo presidente Carlos Valter Martins Pedro, que

substitui Edson Campagnolo no cargo, e conta com industriais

de todas as regiões do Estado. “A nossa missão e a razão de

nossa atuação é única e exclusivamente promover ações e

prestar serviços que agreguem valor para a indústria”, discursou

Carlos Valter durante cerimônia de posse.

14 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


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NOTAS

Foto: divulgação

DESEMPREGO

A taxa de desocupação no Brasil fechou o trimestre móvel

encerrado em setembro em 11,8%, uma leve queda em

relação tanto ao trimestre anterior, finalizado em junho,

quando 12% da população estavam sem trabalho, quanto

ao trimestre que acabou em setembro do ano passado

(11,9%). Os dados foram apresentados pelo Ibge (Instituto

Brasileiro de Geografia e Estatística) e fazem parte

da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios

Contínua). O contingente de desocupados soma 12,5 milhões

de pessoas, uma diminuição de 251 mil pessoas. Já

a população ocupada atingiu 93,8 milhões, um aumento

de 459 mil pessoas. A população desalentada, que são

pessoas que desistiram de procurar trabalho, soma 4,7

milhões de pessoas, um recuo de 3,6%.

MOSTRA AFFEMAQ

Pela quinta vez, a cidade de Ubá (MG), recebeu a Mostra

Affemaq (Feira Itinerante de Máquinas, Ferramentas, Acessórios

e Insumos para a Indústria de Madeira e Móveis).

O evento aconteceu no Horto Florestal e apresentou aos

visitantes os produtos e soluções oferecidas pelas associadas

à Affemaq e seus parceiros. Nesta edição, a Affemaq

levou pela primeira vez ao polo a Fábrica em Ação, projeto

idealizado pela associação e que apresentou o processo

produtivo de um móvel em tempo real. Com visitas guiadas

que aconteceram durante os três dias de feira, o público

pode transitar pela Fábrica em Ação e acompanhar em

tempo real a produção de uma mesa, visualizando todas

as etapas do processo, desde a concepção do móvel até a

sua embalagem. “Foi uma satisfação retornar ao polo de

Ubá pela quinta vez, podendo fortalecer o vínculo entre

a Affemaq e as empresas locais e apresentando a Fábrica

em Ação, que deixou sua contribuição para a região com a

doação dos móveis produzidos”, salientou Arioli.

Foto: divulgação

CADEIA

PRODUTIVA

Bento Gonçalves (RS), foi palco do lançamento do

Conecta: moveleiro em transformação, idealizado pelo

Núcleo de Transformação Setorial Moveleiro, movimento

liderado pelo Sebrae (RS) e que tem o apoio

institucional conveniado com a Movergs (Associação

das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul), Sindmóveis

(Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento

Gonçalves), Instituto Senai de Tecnologia Madeira

e Mobiliário e Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário). A idealização do projeto teve início há um ano,

por meio de uma agenda de planejamento com o objetivo de construir direcionamentos estratégicos para transformar a cadeia

moveleira do Rio Grande do Sul, englobando indústria, comércio e serviços, para torná-la mais inovadora, competitiva

e sustentável. Além das instituições já citadas, representantes do poder público, universidades, empresários e demais entidades

da Serra Gaúcha, Vale dos Sinos, Vale do Taquari, Região Metropolitana e Planalto, principais regiões do RS ligadas

ao segmento, foram envolvidas. Inicialmente, cerca de 75 pessoas participaram de workshops, o que possibilitou a escolha

de quatro eixos principais a serem trabalhos: mercado, tecnologia e inovação, cooperação e capital humano.

Foto: divulgação

16 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


APLICAÇÃO

HORA

DA MADEIRA

Foto: divulgação

Os tradicionais relógios cucos voltaram a fazer parte das

decorações de casas por todo o mundo. Desta vez, a Etsy

traz um modelo minimalista e redesenhado para o século

XXI, com muito estilo e com um design que se encaixa

em qualquer ambiente. Este relógio é feito de compensado

de bétula de alta qualidade, os detalhes e os componentes

do relógio são cortados em uma máquina a laser,

montados e processados manualmente. A caixa do relógio

é pintada com tintas à base de água de alta qualidade

e seguras, com ausência de odor e emissões perigosas.

Além disso, o estojo pode ser coberto com folheado

natural de diferentes tipos de madeira. O movimento de

quartzo montado em relógios funciona com pilhas AA e

não gera ruído. A Etsy também disponibiliza várias cores

para o fundo do relógio. O produto, com cerca de 26 cm

(centímetros) de altura e 16 cm de largura, também pode

ser importado para o Brasil.

MADEIRA

É ESTILO

O toque confortável e caloroso da madeira

ao alcance da mão. Esse é o projeto da WoodWe,

empresa referência no uso da madeira

nos mais diversos tipos de produtos. A mais

recente novidade da companhia são as capas

de teclado MacBook Wood para os computadores

Apple, disponível nos modelos

MacBook Air, Pro e Pro Touch Bar. Projetadas

com precisão a partir de uma variedade de

belas madeiras reais, cortadas a laser e meticulosamente

acabadas à mão, elas são fáceis

de aplicar no teclado: basta retirá-las da base,

alinhar nas teclas e colá-las com cuidado. Várias

tonalidades de madeira estão disponíveis

em seu catálogo. A empresa também oferece

uma capa para o computador, desenhada a

partir de madeiras resistentes que garantem

100% a segurança do eletrônico.

Foto: divulgação

18 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


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FRASES

“HÁ UMA PRODUÇÃO DE MÓVEIS SERIADOS EM ALTO VOLUME,

PARA ATENDER O MERCADO NACIONAL E O INTERNACIONAL.

MAS AS INDÚSTRIAS TAMBÉM SE MANTÊM ATUALIZADAS COM

NOVAS TECNOLOGIAS, O QUE GERA PRODUTOS DE MAIOR VALOR

AGREGADO, TANTO NO DESIGN, QUANTO NA QUALIDADE”

IRINEU MUNHOZ, PRESIDENTE DO SINDICATO DAS

INDÚSTRIAS DE MÓVEIS DE ARAPONGAS, SOBRE A

CAPACIDADE DA INDÚSTRIA MOVELEIRA PARANAENSE

“APÓS ESSE

ENCONTRO

E REUNIÕES

REALIZADAS

EM SÃO PAULO E

BRASÍLIA, COM A

EQUIPE ECONÔMICA DO

GOVERNO FEDERAL, A

ENTIDADE PASSA A TER

UM PAPEL AINDA MAIS

RELEVANTE NA CONDUÇÃO

DE AÇÕES QUE IMPACTAM

O SETOR. A ABIMÓVEL

REPRESENTA MAIS DE 19 MIL

EMPRESAS EM TODO TERRITÓRIO

NACIONAL, GERA CERCA DE

265 MIL EMPREGOS DIRETOS E

INDIRETOS E É A SÉTIMA CADEIA

QUE MAIS EMPREGA NO BRASIL,

ALÉM DE SER UM SETOR EXPORTADOR

DE DESTAQUE QUE REPRESENTA 1,1%

DO PIB”

MARISTELA LONGHI,

PRESIDENTE DA

ABIMÓVEL, SOBRE

O ENCONTRO

COM O MINISTRO

DA CASA-CIVIL,

ONYX LORENZONI

“O MELHOR ESTÁ POR VIR. COM A MANUTENÇÃO

DO JURO BAIXO, OS INVESTIMENTOS VÃO VOLTAR E A

ECONOMIA BRASILEIRA VAI PODER SE REENCONTRAR

COM SUA TRAJETÓRIA DE CRESCIMENTO E DE

GERAÇÃO DE EMPREGO. TENHO CERTEZA DE

QUE ESSES EFEITOS VÃO SE CONSOLIDAR COM A

PROMULGAÇÃO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA E OS

ANOS MAIS DUROS DA CRISE ECONÔMICA FICARÃO

DEFINITIVAMENTE PARA TRÁS”

Foto: @vertice_com

FERNANDO BEZERRA COELHO, LÍDER DO GOVERNO NO SENADO,

SOBRE A APROVAÇÃO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

“ANTES MESMO DA NOVA

PREVIDÊNCIA, JÁ CAMINHAMOS

PARA A MARCA DE UM MILHÃO DE

NOVOS EMPREGOS. MESMO SEM O

PACOTE ANTI-CRIME, JÁ REDUZIMOS

EM 22% OS HOMICÍDIOS E EM 12% OS

ESTUPROS. COM O ENCAMINHAMENTO

DESSAS MEDIDAS, IREMOS AINDA

MAIS LONGE. ESTAMOS APENAS

COMEÇANDO. PARABÉNS AO POVO

BRASILEIRO”

JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE

DO BRASIL, SOBRE A REFORMA

PREVIDENCIÁRIA

20 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


ENTREVISTA

HORA

DE CRESCER

THETIME

TO GROW

O

s bons resultados da indústria moveleira no Rio

Grande do Sul começam a dar um certo alento

ao setor madeireiro e de móveis no país. As reformas

propostas pelo governo e os resultados

recentes da economia, com a retomada de empregos

e as quedas da inflação e da taxa de juros, começam

a reaquecer a indústria nacional, tão prejudicada pela crise

econômica dos últimos 5 anos. Mas qual é a projeção para os

próximos anos? O ramo de móveis pode voltar a crescer como

no começo da década de 2010? Para responder essas e outras

perguntas, a REFERÊNCIA INDUSTRIAL entrevistou Rogério

Francio, presidente da Movergs (Associação das Indústrias de

Móveis do Estado do Rio Grande do Sul). Confira a seguir:

ENTREVISTA

The good results of the furniture industry in the State of

Rio Grande do Sul begin to give a certain impetus to

the Forest and Furniture Sectors in Brazil. The recently

proposed reforms and recent economic results, with

the resumption of jobs and receding inflation and

interest rates, begin to reheat the domestic industry, so hampered

by the economic crisis of the past five years. But what is the

projection for the years to come? Can the furniture business grow

to the levels seen in the early 2010s? To answer these and other

questions, REFERÊNCIA INDUSTRIAL interviewed Rogério Francio,

President of the State of Rio Grande do Sul Association of

Furniture Manufacturers (Movergs). Check out the following:

ROGÉRIO FRANCIO

CARGO: PRESIDENTE DA MOVERGS (ASSOCIAÇÃO DAS

INDÚSTRIAS DE MÓVEIS DO ESTADO DO RIO GRANDE

DO SUL)

Foto: Evandro Soares

FUNCTION: PRESIDENT, STATE OF RIO GRANDE DO SUL

ASSOCIATION OF FURNITURE MANUFACTURERS (MOVERGS)

22 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


DE ACORDO COM LEVANTAMENTO DO

IEMI, OS MESES DE JULHO E AGOSTO REGIS-

TRARAM ALTA NA PRODUÇÃO DE MÓVEIS

NO RIO GRANDE DO SUL, UM DOS POLOS

MAIS IMPORTANTES PARA O SETOR NO PAÍS.

QUAIS OS FATORES CONTRIBUÍRAM PARA

ESSE RESULTADO?

É fundamental termos em mente que o setor

moveleiro, a exemplo de outros segmentos, tem

vivenciado anos difíceis. Dessa forma, precisamos

considerar uma base de comparação baixa. Mesmo

considerando a melhora nos últimos meses,

se olharmos para o passado, estamos abaixo do

patamar de produção de 2015. Também precisamos

lembrar que no ano passado tivemos a greve

dos caminhoneiros, o que acabou derrubando

consideravelmente o desempenho do setor. Ainda

temos um espaço importante a ser recuperado

para superar as perdas do passado. Cabe salientar,

porém, que um dos grandes propulsores desta alta

foi o mercado internacional. As empresas gaúchas

têm se estruturado e se preparado para atender

esse mercado que vem crescendo de forma acelerada

e aceitando o móvel brasileiro de maneira

mais intensa.

A INDÚSTRIA GAÚCHA CRESCEU 3,9%

NOS ÚLTIMOS DOZE MESES, ENQUANTO A

INDÚSTRIA NACIONAL SE RETRAIU NO MES-

MO PERÍODO. POR QUE O ESTADO ESTÁ NA

CONTRAMÃO DO RESTO DO PAÍS?

O percentual é um sinal de que a indústria moveleira

começa a colher os frutos de ações tomadas

durante a crise, como investimentos em tecnologia,

negociação com fornecedores de matérias-

-primas e busca de novos mercados. Além disso, o

câmbio favoreceu a concorrência com importados.

Mas também precisamos considerar os investimentos

nos diversos elos da cadeia moveleira (máquinas

e equipamentos, produtos químicos, chapas

de madeira, componentes e de peças de plástico

e metal) e a constante busca pela qualificação de

mão de obra, pela inovação e a diferenciação dos

móveis. Os empresários do Rio Grande do Sul são

reconhecidos como empreendedores, portanto

acredito que esse também é um ponto importante

para nos diferenciarmos; não ficamos esperando,

vamos à luta.

APÓS UM BOM TEMPO, AS BOAS NOTÍ-

CIAS VOLTAM A APARECER NA INDÚSTRIA

BRASILEIRA. ACREDITA QUE O PAÍS VOLTARÁ

A TER ÍNDICES DE CRESCIMENTO SEME-

LHANTES AOS DO COMEÇO DA DÉCADA?

Sim, começamos a ver sutis evoluções. No

cenário que vislumbramos, os dois próximos anos

ACCORDING TO A SURVEY BY THE INDUS-

TRIAL RESEARCH AND MARKETING INSTITUTE

(IEMI), IN JULY AND AUGUST, FURNITURE

PRODUCTION IN THE STATE OF RIO GRANDE

DO SUL RECORDED A LEVEL NOT SEEN FOR

A WHILE; THE STATE IS ONE OF THE MOST IM-

PORTANT CENTERS FOR THE SECTOR IN BRA-

ZIL. WHAT FACTORS CONTRIBUTED TO THIS

EXCELLENT RESULT?

It is essential to keep in mind that the Furniture

Sector, like other sectors, has gone through difficult

years. Thus, we have a low comparative basis. Even

considering the improvement in recent months, if

we look to the past, we are still below the production

levels of 2015. We also need to remember that

last year we had a truckers’ strike, which ended up

considerably affecting the performance of the Sector.

But we still have significant space to be recovered

to overcome the losses of the past. It should be

noted, however, that one of the major thrusts of this

increase was the international market. Companies

from the State of Rio Grande do Sul have structured

themselves and are prepared to meet this market

that has been growing in an accelerated way and

accepting Brazilian furniture more intensely.

THE FURNITURE INDUSTRY IN THE STATE

OF RIO GRANDE DO SUL HAS GROWN 3.9%

OVER THE LAST TWELVE MONTHS, WHILE THE

NATIONAL FURNITURE INDUSTRY HAS FALLEN

DURING THE SAME PERIOD. WHY IS FURNITU-

RE PRODUCTION IN THE STATE THE OPPOSITE

FROM THE REST OF THE COUNTRY?

The percentage is a sign that the furniture industry

has begun to reap the fruits of actions taken

during the crisis, such as investments in technology,

trade relationships with raw material suppliers, and

the search for new markets. Besides, the exchange

AUMENTO NO

VALOR DE ALGUMAS

MATÉRIAS-PRIMAS, COMO DE

PAINÉIS E VIDROS, POR

EXEMPLO, TEM IMPACTADO

SIGNIFICATIVAMENTE O DIA A

DIA DOS NEGÓCIOS

NOVEMBRO 2019 23


ENTREVISTA

devem ser de evolução significativa, dentro do

esperado. Os movimentos no âmbito político e

econômico dão sinais desta tendência. Acredito

num novo Brasil, numa economia mais forte e em

programas que permitam o desenvolvimento e o

crescimento do Brasil. Vamos voltar a ter bons negócios,

por isso é muito importante que estejamos

preparados para essa retomada.

COMO A CRISE ECONÔMICA IMPACTOU O

SETOR DE MÓVEIS NO BRASIL?

Nos últimos três ou quatro anos, o setor moveleiro

foi afetado, com margens de lucro reduzidas

e uma ociosidade média de 35% nas linhas de

produção. A crise também deixou o consumidor

reticente, ou seja, reduziu a aquisição de móveis,

afetando toda a cadeia moveleira. O aumento no

valor de algumas matérias-primas, como de painéis

e vidros, por exemplo, tem impactado significativamente

o dia a dia dos negócios. Os custos

das empresas cresceram e o mercado retraiu, isso

gerou muito desconforto no setor. As empresas

tiveram que fazer a lição de casa para poder suportar

essa crise longa e se preparar para a nova

realidade do mercado.

AS REFORMAS PROMETIDAS PELO GOVER-

NO FEDERAL, COMO A DA PREVIDÊNCIA E A

TRIBUTÁRIA, PODEM AUXILIAR NA RETOMA-

DA DO RAMO MOVELEIRO?

Sim, as reformas nos dão motivos para acreditarmos

que uma agenda positiva proporcionará

melhorias no ambiente de negócios. Ações como

essas são imprescindíveis para destravar o crescimento.

Ainda temos uma extensa pauta a ser

debatida, mas acredito que não tem volta. O Brasil

precisa destas mudanças para retomar a confiança

e restabelecer o crescimento.

rate has favored competition with imported products.

But we also need to consider investments in

the various links of the furniture chain (machinery

and equipment, chemicals, wood panels, components,

and plastic and metal parts) and the constant

search for the qualification of labor, innovation, and

differentiation in furniture design. Entrepreneurs in

the State are recognized as go-getters, so I believe

that this is also an essential point for differentiating

ourselves; we don’t wait, we get on with it and join

the fight!

AFTER A WHILE, GOOD NEWS BEGINS TO

APPEAR AGAIN IN THE BRAZILIAN INDUS-

TRIAL SECTOR. DO YOU BELIEVE THAT THE

COUNTRY WILL HAVE GROWTH RATES SIMILAR

TO THOSE OF THE BEGINNING OF THE DECA-

DE?

Yes, we have started to see subtle changes. In

the scenario, we see that in the next two years, there

should be significant growth within the expected.

The movements in the political and economic sphere

show signs of this trend. I believe in a new Brazil,

a stronger economy, and programs that allow the

development and growth of Brazil. We’re going to

have a respectable business environment again, so

we must be prepared for this.

HOW HAS THE ECONOMIC CRISIS IMPAC-

TED THE FURNITURE SECTOR IN BRAZIL?

Over the last three or four years, the Furniture

Sector has been affected by reduced profit margins

and average idleness of 35% on the production

lines. The crisis also led to consumer reticence,

that is, reduced furniture purchases, affecting the

entire furniture chain. The increase in the value of

some raw materials, such as wood panels and glass,

for example, has significantly impacted the daily

business. Company costs grew, and the market retracted,

generating much discomfort in the Sector.

Companies had to do their homework to be able

to withstand this prolonged crisis and prepare for a

new market reality.

É FUNDAMENTAL TERMOS

EM MENTE QUE O SETOR

MOVELEIRO, A EXEMPLO DE OUTROS

SEGMENTOS, TEM VIVENCIADO ANOS

DIFÍCEIS

CAN THE SOCIAL SECURITY AND TAX RE-

FORMS PROMISED BY THE FEDERAL GOVERN-

MENT HELP IN THE RESUMPTION OF SALES IN

THE FURNITURE SEGMENT?

Yes, the reforms give us reason to believe that

a positive agenda will provide improvements in the

business environment. Actions like these are essential

to unlock growth. We still have an extensive

program to be debated, but I don’t think there’s any

backing down. Brazil needs these changes to regain

confidence and restore growth.

24 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


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ENTREVISTA

O ANO DE 2019 PODE SER CONSIDERADO

POSITIVO OU NEGATIVO EM TERMOS DE RE-

SULTADO PARA A INDÚSTRIA MOVELEIRA?

De uma maneira generalizada, o ano não foi

bom, mesmo que tenhamos um desempenho

semelhante ao ano anterior e que o câmbio tenha

favorecido as exportações. A crise prolongada

não permitiu um desempenho melhor para as

indústrias moveleiras. A expectativa era de já no

segundo semestre começarmos a vislumbrar as

melhorias da economia. Entretanto, ainda temos

muitos entraves políticos que inviabilizam essa

tendência. Mas vamos ter dias de oceano azul nos

próximos anos.

A PARTIR DE 2020, QUAIS SÃO AS PROJE-

ÇÕES PARA A EXPORTAÇÃO DE MÓVEIS BRA-

SILEIROS PARA O RESTO DO MUNDO?

Várias indústrias gaúchas têm se preparado

para atender essa demanda internacional que

cresce de forma exponencial. Vamos crescer nas

exportações e vamos incorporar novos destinos internacionais.

O móvel brasileiro já é uma realidade

para o mercado mundial.

QUAIS FATORES PODEM EMPERRAR A

RECUPERAÇÃO ECONÔMICA DO SETOR MO-

VELEIRO?

Existem alguns fatores relevantes, entre eles:

problemas de infraestrutura, problemas de logística,

a competitividade com a China, o câmbio, a

burocratização, a complexa estrutura tributária,

a fragilidade de algumas empresas, entre outros

fatores.

CAN 2019 BE CONSIDERED POSITIVE OR

NEGATIVE IN TERMS OF RESULTS FOR THE

FURNITURE INDUSTRY?

Overall, the year was not good, even if we did

have a performance similar to the previous year, and

the exchange rate favored exports. The prolonged

crisis did not allow better performance for the furniture

industries. The expectation was that by the second

half, we would begin to see improvements in

the economy. However, there are still many political

obstacles that make this impossible. But it should

be smooth sailing in the next few years.

STARTING IN 2020, WHAT ARE THE PRO-

JECTIONS FOR BRAZILIAN FURNITURE EX-

PORTS TO THE REST OF THE WORLD?

Several companies in the State of Rio Grande do

Sul are prepared to meet this exponentially growing

international demand. Exports will grow, and we will

incorporate new international destinations. Brazilian

furniture is already a reality in the world market.

WHAT ARE THE FACTORS THAT CAN HIN-

DER ECONOMIC RECOVERY IN THE FURNITU-

RE SECTOR?

There are several relevant problematic factors,

including infrastructure, logistics, competitiveness

with China, foreign exchange rate, bureaucratization,

complicated tax structure, and the fragility of

some companies, amongst others.

AS REFORMAS NOS DÃO

MOTIVOS PARA

ACREDITARMOS QUE UMA AGENDA

POSITIVA PROPORCIONARÁ

MELHORIAS NO AMBIENTE DE

NEGÓCIOS

26 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


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PRINCIPAL

28 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


LIDERANÇA

NO MERCADO

EMPRESA PARANAENSE INVESTE EM

TECNOLOGIA E ÓTIMO ATENDIMENTO PARA

SE DIFERENCIAR NO DISPUTADO MERCADO

DE MÁQUINAS INDUSTRIAIS PARA MADEIRA

Fotos: Fabiano Mendes

MARKET

LEADER

A COMPANY FROM THE STATE OF

PARANÁ INVESTS IN TECHNOLOGY AND

SERVICE TO DIFFERENTIATE ITSELF IN

THE DISPUTED MARKET FOR INDUSTRIAL

FOREST PRODUCT MACHINERY

NOVEMBRO 2019 29


PRINCIPAL

F

undada em 1969, a Máquinas Águia sempre

buscou aliar tradição e qualidade em todos os

seus produtos. A empresa, que começou com

apenas dois funcionários na década de 1960, hoje

conta com mais de 50 modelos de máquinas para

diversas funcionalidades, ao criar e desenvolver projetos

juntamente com o cliente, de acordo com as necessidades

de cada trabalho e demanda.

Atualmente, a Máquinas Águia conta com 25 colaboradores,

e trabalha no ramo de máquinas para serraria, com

foco na precisão de corte e automação e inicia desenhos

para plainas, máquinas para cabos de vassoura, multilâminas

e demais ferramentas para beneficiamento de madeira,

sempre em busca da maximização do aproveitamento da

matéria-prima.

Nesse cenário de ampla expansão, o grande destaque

da empresa tem sido o carro porta-toras pneumático

“CPA”, o mais rápido e inteligente do atual mercado brasileiro.

Com tecnologia exclusiva da empresa, o equipamento

possui acionamento servo-motor e robustez nunca antes

vista em carros porta-tora no Brasil. Além disso, a Máquinas

Águia também possui diversos modelos de porta-toras:

CPA-650, CPA-800, CPA 1000, CPA 1300 e CPA 1500, destinados

para atividades específicas para o setor madeireiro.

F

ounded in 1969, Máquinas Águia has always

sought to combine tradition and quality in

all its products. The Company, which started

with only two employees in the 1960s, now

has more than 50 machine models for various

functions, by having created and developed projects

together with customers, according to the needs of their

work and demand.

Currently, Máquinas Águia has twenty-five employees,

and works in the field of machinery for sawmills, focusing

on cutting accuracy and automation, and is initiating

designs for drawings for planes, broom handle machines,

multi-blade saws, and other tools for timber processing,

always in search of maximizing the use of raw material.

In this scenario of aggressive expansion, the Company’s

flagship product has been the pneumatic “CPA”

log carriage, the fastest and smartest in the current Brazilian

market. Based on exclusive Company technology,

the equipment has a servo-motor drive and robustness

never before seen in log carriages in Brazil. Also, Máquinas

Águia also has several models of log carriages:

CPA-650, CPA-800, CPA1000, CPA1300, and CPA1500,

intended for specific activities in the timber processing

segment.

30 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


Como principais características, o carro porta-tora

possui uma construção compacta e robusta, composta por

barramentos espessos e um sistema de medidas com servo-motor.

Além disso, a máquina conta também com acionamento

pneumático das garras, raspadores, retentores

nas guias dos travessões, mesa de operação ergonômica,

para comando à distância, e movimento independente ou

em conjunto das garras.

Mas esses expressivos números só poderiam ser resultado

de uma gestão eficiente e de uma estrutura digna do

reconhecimento que a Máquinas Águia possui no mercado:

em sua matriz, em São José dos Pinhais (PR), na Região

Metropolitana de Curitiba, a companhia dispõe de uma

área construída de aproximadamente 2 mil m 2 (metros

quadrados), além de uma área total de 24.200 m 2 .

“Procuramos aliar a nossa excelente estrutura uma tecnologia

capaz de resolver as necessidades dos clientes”,

garante Wilson Wuicik, diretor da Máquinas Águia.

A qualidade de seus produtos ainda é comprovada pelo

número de países que importam equipamentos da Indústria

e Comércio de Máquinas Águia para suas cadeias de

produção, em quase todo o continente americano, como

Argentina, Colômbia, Venezuela e EUA (Estados Unidos

da América), assim como em países africanos, como a

África do Sul.

RECONHECIMENTO

Entretanto, de nada adiantaria os esforços da empresa

A MÁQUINAS ÁGUIA TEM

COMO OBJETIVO REALIZAR

UM ATENDIMENTO TÉCNICO E

MANTER UMA RELAÇÃO HONESTA

COM O CLIENTE

As the main feature, the log carriage has a very compact

and robust construction, consisting of thick guide

rails and a measurement system using a servo-motor.

Also, the machine has pneumatic activation for the claws,

scrapers, retainers in the guides, ergonomic operating

table, remote control, and independent or joint claw

movement.

But these expressive numbers could only be the result

of efficient management and a structure worthy of

the recognition that Máquinas Águia has in the market.

At its headquarters, in São José dos Pinhais (PR), in the

Metropolitan Region of Curitiba, the Company has a

constructed area of approximately 2 thousand square

meters, on a total area of 24.2 thousand square meters.

“We seek to combine our excellent structure with a

technology capable of solving customer needs,” says

Wilson Wuicik, Director of Máquinas Águia.

The quality of the products is further proven by the

number of countries that already import Máquinas Águia

machines for their production lines, covering almost the

NOVEMBRO 2019 31


PRINCIPAL

se não houvesse o reconhecimento por parte dos fiéis clientes

da Máquinas Águia, que negociam com a companhia

há várias décadas. No caso do carro porta-toras, a empresa

conta com diversos parceiros comerciais que o adquiriram

e não se arrependeram em nenhum momento.

“Ficamos impressionados com os resultados obtidos

com o carro porta-toras da Máquinas Águia. É um equipamento

ótimo, pois ele possui o servo-motor, que para nós

é seu grande diferencial. Seu sistema de bitola também é

muito superior e mais eficiente quando comparado com a

máquina anterior que tinha em minha fábrica”, garante o

gerente da Madefel, Agner Felchincher. “Tive um aumento

na eficiência da madeireira por conta desse carro e desde

então meu negócio tem evoluído diariamente”, relata à

reportagem.

Também cliente há muitos anos da Máquinas Águia, o

proprietário da Madeireira Ana Mariana, Thiago Pelanda,

é só elogios ao carro porta-tora da empresa. “Esse servo-

-motor, ao invés de moto-freio, mudou totalmente nossa

produção. Esse é um carrinho muito ágil e sua precisão é

impressionante. Ele foi bom tanto na produção quanto na

qualidade do produto”, conta Pelanda, que salienta que a

agilidade da ferramenta tem sido fundamental para a rotina

de seus funcionários.

PÓS-VENDA

Com objetivo de sempre dar prioridade às necessidades

dos clientes, Wilson Wuicik, diretor da Máquinas Águia,

entire American continent, such as Argentina, Colombia,

Venezuela, and the United States, as well as in African

countries, such as South Africa.

RECOGNITION

But the Company’s efforts would not be worth it if

there was no recognition by the loyal Máquinas Águia

customers, who have been dealing with the Company

over several decades. In the case of log carriages, the

Company has several purchasing partners who have acquired

them and have never regretted their purchase at

any time.

“We were impressed by the results obtained with the

Águias carriage. It is an excellent piece of equipment

because it has a servo-motor, which for us, is its great

differential. Its gauge system is also much superior and

more efficient when compared to the previous machine

that I had in my factory,” says Agner Felchincher, Manager

for Madefel. “There was an increase in the efficiency

of the sawmill because of this carriage, and since then,

my business has evolved daily,” he tells REFERENCIA

INDUSTRIAL.

Also, a Máquinas Águia customer for many years,

Thiago Pelanda, owner of Madeiran Ana Mariana, has

only praise for the Company’s flagship carriage. “The

use of a servo-engine, rather than a brake motor, totally

changed our production. This is a very agile carriage,

32 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


evela que traz consigo um lema que busca exteriorizar para

todos os colaboradores da empresa: “se for para vender e

não encaixar, melhor não vender.”

Com essa filosofia, ele tem como objetivo realizar um

atendimento técnico e manter uma relação honesta com o

cliente, ou mesmo com um potencial negociador. “Preferimos

perder o negócio a fazer com que o cliente adquira

um produto que não encaixe no seu processo”, revela.

Thiago Pelanda comprova. O proprietário da Madeireira

Ana Mariana não poupou palavras para comprovar a

eficiência do fornecedor. “O atendimento é ótimo. Nota

10 mesmo. Eles sempre foram muito solícitos com nossas

demandas e pedidos. No caso do pós-venda, eles sempre

nos atenderam na hora”, afirma o empresário.

Não foi diferente com a Madefel, madeireira referência

no oeste catarinense.“Gostei bastante da Máquinas Águia

justamente por causa do suporte que ela oferece. Tudo que

preciso, eles correm e resolvem bem rapidinho”, enaltece

o gerente da Madefel, Agner Felchincher.

EXPORTAÇÕES

A crise econômica pode ter adiado alguns planos da

empresa, mas a retomada da economia tem dado sinais de

que a Máquinas Águia prevê bons frutos para os próximos

anos. “O mercado de exportação no Brasil caiu muito nos

últimos cinco a seis meses, então quem vendia para fora

precisa negociar com o mercado interno, com um produto

muito superior e a um preço maior”, explica o diretor da

Máquinas Águia, Wilson Wuicik.

“Saímos na frente com essa qualidade, que é buscada

por empresários que sabem valorizar o preço de um investimento

que dará bons frutos no médio a longo prazo”,

conclui Wilson.

FICAMOS

IMPRESSIONADOS

COM OS RESULTADOS

OBTIDOS COM O CARRO

PORTA-TORAS DA ÁGUIA

AGNER FELCHINCHER,

GERENTE DA MADEFEL

and its accuracy is impressive. It provides better results in

both production and product quality,” says Pelanda, who

points out that tool agility has been fundamental to his

Company’s employee routine.

AFTER-SALE SERVICE

To always give priority to the customer needs, Máquinas

Águia Director Wilson Wuicik reveals that he has a

motto that seeks to make all Company employees aware

of what goes on outside the Company: “For each sale, if

the product doesn’t suit the job, it is better not to sell.

With this philosophy, he aims to perform the best

in technical service and maintain an honest relationship

with the customer or in a potential deal. “We prefer to

lose the business than to get the customer to purchase a

product that does not fit their process,” he reveals.

Thiago Pelanda is proof of this. The Madeireira Ana

Mariana owner spared no words to praise the efficiency

of the supplier. “The service is outstanding, ten out of

ten. They have always been accommodating as to our

demands and requests. In the case of after-sales, they

always attended us in a timely way,” says the businessman.

It is no different with Madefel, a reference sawmill in

the western part of the State of Santa Catarina; I like Máquinas

Águia precisely because of the support it offers.

Everything you need, they resolve quickly,” Madefel Manager

Felchincher reminds us.

EXPORTS

The economic crisis may have delayed some of the

Company’s plans, but the economic resumption is giving

signs that Máquinas Águia can predict good times for years

to come. “The Brazilian export market has collapsed

over the last five to six months, so those who sold abroad

now need to sell on the domestic market, with a much

better product, and at a higher price,” adds Máquinas

Águia Director Wilson Wuicik.

“We are ahead as to the quality, which is sought by

entrepreneurs who know how to value the price of an

investment that will bear good returns in the medium to

long term,” Wuicik concludes.

NOVEMBRO 2019 33


CONSTRUÇÃO CIVIL

INOVADOR

EMPRESA INGLESA REVOLUCIONA MERCADO

DA MADEIRA LAMINADA CRUZADA

Fotos: divulgação

34 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


Aarquiteta Alison Brooks elevou os limites

da madeira laminada cruzada com o The

Smile, um “mega-tubo” habitável com

as duas extremidades levantadas para o

céu. Brooks se uniu à firma de engenharia

Arup e ao Conselho Americano de Exportação de Madeira

para criar a estrutura de 34m (metros) de comprimento,

que eles descrevem como o “primeiro projeto

no mundo a usar grandes painéis CLT de madeira.”

Toda a estrutura foi montada usando apenas 12

painéis de CLT - um tipo de madeira projetada que

substitui o aço e o concreto como o grande material

revolucionário arquitetônico do século XXI. O CLT é

geralmente criado usando madeira maciça, muitas

vezes enfeitada, mas o The Smile é pioneiro no uso de

madeira de tulipa laminada cruzada, uma madeira de

lei norte-americana de rápido crescimento que oferece

maior resistência e um acabamento mais atraente.

“Queria criar algo que use CLT de madeira tulipa

em seu maior formato possível, que é de placas de

4,5m por 20m, e expressar a força adicional que a

CLT pode oferecer quando é feita de madeira”, disse

Brooks. “Ao transformar este tubo em forma de arco

em grande escala, as placas formam um espaço sensorial

dinâmico para habitar”, continuou ela. “O resultado

é um edifício que se eleva a partir de um único

ponto no centro.”

O Smile é um dos principais projetos do London

Design Festival, principal evento de design e construção

civil europeu. A estrutura de madeira está localizada

no Rootstein Hopkins Parade Ground, no Chelsea

College of Art, no sudoeste de Londres.

Os visitantes são convidados a entrar na estrutura

em arco através de uma porta posicionada na metade

do seu comprimento. No interior, eles podem subir em

qualquer direção para ver as varandas nas duas extremidades

elevadas. “A forma do sorriso implica que ele

vai balançar”, garante Brooks. “Portanto, o formulário

em si é um convite para testar se o pavilhão se move e

como é entrar em um piso curvo.”

O arquiteto descreve a experiência de entrar na

grande estrutura do The Smile como “algo como nossa

imagem arquetípica da Arca de Noé”. “A luz da porta

que sai das extremidades do arco o convidará a subir a

encosta da curva até as varandas em cada extremidade,

como se estivesse olhando para fora do parapeito

de um navio”, acrescentou.

“Se você girar a estrutura verticalmente e adicionar

o peso de 60 visitantes em uma extremidade, é equivalente

ao núcleo que estabiliza um edifício de cinco

andares. Ninguém jamais construiu um núcleo que seja

esbelto em madeira”, conta orgulhosa a arquiteta, Alison

Brooks.

A estrutura foi projetada para resistir a aproximadamente

10 toneladas de carga de vento. É aparafusado

a uma grande caixa de madeira cheia de 20t (toneladas)

de pesos de aço para impedir que caia. “Não é

à toa quando dizemos que é um projeto nunca antes

realizado. A reação dos visitantes do London Design

Festival só comprova que o The Smile é começo de

uma nova revolução no urbanismo e na construção civil

em todo o mundo”, finaliza Brooks.

A ESTRUTURA DE 34

METROS DE

COMPRIMENTO É DESCRITA

COMO O PRIMEIRO PROJETO NO

MUNDO A USAR GRANDES

PAINÉIS CLT DE MADEIRA

NOVEMBRO 2019 35


MARCENARIA

36 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


MARCENARIA

SEGURA

PARA EVITAR PROBLEMAS DESSE TIPO, A PRINCIPAL NORMA A

SER SEGUIDA É A NR-12

Fotos: divulgação

NOVEMBRO 2019 37


MARCENARIA

S

egurança é palavra de ordem em qualquer

ambiente de produção, seja em

grandes indústrias ou na marcenaria. De

acordo com dados da OIT (Organização

Internacional do Trabalho), o Brasil é o

quarto país com maior incidência de acidentes de

trabalho. Isso levanta a necessidade de vigilância

constante com a segurança.

“Entre as principais causas de acidentes e incidentes

que acontecem nesse ambiente estão o ato

inseguro (situações em que o empregado se coloca

em risco, estando ciente ou não das consequências),

a falta de capacitação para a operação dos

equipamentos, a falta (indisponibilidade ou não uso)

de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e a

pressa”, lista Diogo Kaiser, do Senai Centro Moveleiro

de Santa Catarina.

Kaiser aponta que, para evitar problemas desse

tipo dentro da marcenaria, a principal norma a ser

seguida é a NR-12, que traz prescrições importantes

PARA O COTIDIANO

NA MARCENARIA, O

PONTO MAIS IMPORTANTE

PARA A SEGURANÇA DOS

TRABALHADORES SÃO

OS EPIs

38 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


sobre a proteção de máquinas e equipamentos,

para prevenir a ocorrência de acidentes de trabalho

com as partes móveis ou perfurocortantes desses

recursos.

As medidas de segurança mais importante para

marcenarias começam por manter o maquinário e

equipamentos sempre em perfeitas condições de

uso e recebendo uma manutenção regular. Como a

maioria dos equipamentos de marcenaria são cortantes,

como serras, tupias e tornos, eles oferecem

algum tipo de risco em seu uso.

Além disso, é importante os trabalhadores se

manterem atentos ao trabalho que está sendo realizado,

principalmente quando os equipamentos

estiverem ligados, afinal a distração pode ocasionar

acidentes graves. Outro ponto essencial é armazenar

produtos químicos de forma correta e cuidadosa

para evitar incêndios ou outros incidentes no ambiente

de trabalho.

“É fundamental seguir as instruções de operação

de todo o maquinário, ter uma boa iluminação

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NOVEMBRO 2019 39


MARCENARIA

na marcenaria, instalar coletor de pó em todas as

máquinas e oferecer treinamentos constantes para

a equipe sobre a operação dos equipamentos”,

reforça Kaiser.

Para o cotidiano na marcenaria, o ponto mais

importante para a segurança dos trabalhadores são

os EPIs. Ainda assim, muitas vezes eles são deixados

de lado, abrindo espaço para a ocorrência de acidentes,

lesões e doenças ocupacionais. Para evitar

isso, os EPIs para trabalho em marcenaria incluem

capacete (protege a cabeça no caso de quedas ou

de projeção de objetos e partículas, e pode incluir

uma viseira frontal que serve para a proteção do

rosto por completo), protetor auricular (serve para

a proteção auditiva contra barulho intenso e é de

uso obrigatório em ambientes com mais de 85dB),

óculos (protege a visão contra impactos de partículas

ou contra luminosidade intensa), respirador facial

(serve para a proteção das vias respiratórias em

ambientes com muita poeira), luvas (protege a mão

contra cortes, escoriações, calor, produtos químicos

ou no manuseio de peças que possam apresentar

algum tipo de risco) e calçados de proteção (garantem

a segurança dos pés contra partículas, escoriações

ou ação de produtos químicos).

É fundamental também o uso dos EPCs (Equipamentos

de Proteção Coletiva), que incluem sistemas

de detecção e combate a incêndio; coifa protetora;

kit de primeiros socorros; equipamentos de

ventilação; exaustores para gases e vapores; cabines

para pintura; tela para proteção de polias; peças ou

engrenagens móveis; placas sinalizadoras; sensores

de máquinas; fitas antiderrapantes para escadas.

Os sistemas de detecção e combate a incêndio

são uma das medidas mais importantes e podem

variar de acordo com as necessidades do ambiente

40 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


de marcenaria; eles podem ser sistemas automáticos

que agem somente como alarme de incêndio,

ou aqueles que iniciam uma ação de combate,

como sprinkler e centrais de CO 2

(Gás Carbônico).

Além disso, o uso de extintores, seja do tipo água-

-gás, para ocorrências de incêndios em peças ou

resíduos de madeira, e extintores do tipo CO 2

e pó

químico, para incidentes com equipamentos elétricos

e líquidos combustíveis - todos eles devem estar

de fácil acesso e bem sinalizados no ambiente.

Outro equipamento essencial, a coifa protetora

é utilizada para evitar o toque acidental do marceneiro

com a lâmina da serra. Devido à natureza do

seu funcionamento, a coifa deve ser composta por

um material resistente, capaz de fazer a retenção

de partes da lâmina que possam ser projetadas em

direção ao profissional.

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NOVEMBRO 2019 41


PRÊMIO

Destaques do setor

industrial da

madeira no Brasil

RECEBEM PRÊMIO

REFERÊNCIA 2019

Fotos: Rosangela Bini

42 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


O

s principais empresários e profissionais do

setor industrial da madeira de todo país estiveram

presentes na cerimônia do PRÊMIO

REFERÊNCIA, realizada no final do mês de

outubro, em Curitiba (PR), com assinatura

da JOTA EDITORA.

Com 17 anos de tradição, a premiação é uma das

mais respeitadas do Brasil por enaltecer a atuação de

empresas do setor ao longo do ano, como forma de reconhecimento

ao trabalho e ao desenvolvimento do país,

considerando também critérios como empregabilidade,

sustentabilidade, valores, cultura organizacional, inovação,

geração de renda, entre outros quesitos.

O PRÊMIO REFERÊNCIA busca fomentar o mercado,

em toda a cadeia produtiva da madeira: nas florestas, na

indústria, na produção de celulose e de papel, na geração

de biomassa e nos produtos de madeira. Desta maneira,

valoriza as empresas e as organizações do setor que colaboram

para que o mercado brasileiro seja um dos mais

desenvolvidos e promissores do mundo. “Minha gratidão

à presença de vocês que dedicaram um tempo para estarem

aqui. Há 21 anos, a REVISTA REFERÊNCIA vem trazendo

a informação especializada para o nosso segmento

e sinto orgulho da força da revista impressa”, ressaltou o

diretor comercial da JOTA EDITORA, Fábio Machado.

Em tempos de fake news e da dubiedade de informações

das mídias digitais, Fábio destacou a potência

da mídia impressa especializada no mundo que, cada vez

mais, tem um púbico cativo por ter a credibilidade como

valor primordial. “Recentemente, a Rock Content, maior

empresa de conteúdo digital da América Latina, lançou

uma revista impressa, assim como a Uber e Airbnb, por

exemplo. Isso tem ocorrido porque, em uma pesquisa, foi

revelada a dificuldade dessas empresas em se comunicar

com empresários, diretores, investidores, CEO’s, presidentes

de empresas, etc. E esse público-alvo falou que

busca informação na revista segmentada impressa por

confiar nessa fonte de informação”, revelou.

Além da credibilidade e qualidade de conteúdo da

mídia impressa, outro ponto ressaltado pelo diretor executivo

da JOTA EDITORA, Pedro Bartoski Jr., é a comunicação

direta que as empresas passam a ter com público

por meio do veículo impresso. “Muitas vezes o setor

empresarial não informa ao seu público o que está produzindo

e desenvolvendo. A revista é uma ferramenta para

as empresas e os profissionais divulgarem e comunicarem

o trabalho realizado em prol do nosso Brasil. A gente

tem orgulho de estar premiando 10 dessas empresas que

pesquisamos e descobrimos como fizeram algo de muito

importante, dentro do nosso segmento, neste ano. Mas

convido a participarem ativamente: divulguem mais as

empresas, porque credibilidade a gente tem de sobra,

assim como vocês, precisamos saber usar mais essa ferramenta”,

orientou o diretor executivo.

PRÊMIO

2 19

NOVEMBRO 2019 43


PRÊMIO

Confira os 10 vencedores do PRÊMIO REFERÊNCIA 2019:

ABPM (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS

PRESERVADORES DE MADEIRA)

Em 50 anos de atuação, a Abpm trabalha na criação de

normas técnicas junto à Abnt e no controle de qualidade da

madeira tratada, ações fundamentais para o desenvolvimento

do setor no país. Entre os destaques recentes está o lançamento

do selo Qualitrat, concedido a empresas que seguem

padrões de origem, qualidade e legalidade após uma auditoria

do instituto de pesquisas tecnológicas. A Abpm também

participou da organização do wood protection - conferência

sul-americana de tecnologias em proteção da madeira, que

discute o futuro do setor. “Gostaria de agradecer imensamente

pelo privilégio de estar entre os premiados dessa noite, em

mais uma edição desse tradicional prêmio em reconhecimento

das empresas de base florestal e madeireiro do Brasil. A Abpm

agradece a Revista REFERÊNCIA por nos motivar a continuar a

caminhada que este ano completa 50 anos de existência. Essa

homenagem ficará na memória de todos os integrantes que

estiveram a frente dessa entidade, bem como todos os associados”,

declarou o presidente da entidade, Gonzalo Lopez.

AMATA

Primeira empresa a obter uma concessão Florestal

Pública no Brasil, a Amata se destaca por oferecer para o

mercado de construção civil uma alternativa inovadora.

A empresa realizou a primeira construção de madeira

engenheirada em altura no Brasil, com um prédio de três

andares, criado com peças estruturais a partir da madeira

pinus. Atualmente, a Amata conta com quatro operações

florestais nos Estados de Rondônia, Pará, Mato Grosso

do Sul e Paraná. “Estamos prestes a completar 15 anos

de existência e é uma grande honra receber esse prêmio.

Muito obrigado pelo prestígio e pela escolha”, destacou

o gerente de operações, Patrick Reydams.

44 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


CIA CANOINHAS DE PAPEL

Destaque pelo rigor com a qualidade, a Cia Canoinhas,

fabricante de papel higiênico, toalhas de papel multiuso

e guardanapos de papel, registrou, no ano passado,

um crescimento de 12,52% em sua receita. Além disso,

conquistou a certificação do seu sistema de gestão da

qualidade ISO 9001:2015. A empresa catarinense está entre

as 100 maiores empresas do Estado de Santa Catarina,

ocupando a 64ª posição, e entre as 500 maiores do sul, na

posição número 272. “Gostaria de agradecer a indicação

ao Prêmio e a Revista REFERÊNCIA o prêmio concedido.

Desenvolver-se em um cenário de enorme competitividade

como este é um desafio para muitas empresas, tornar-

-se competitivo acredito ser um desafio ainda maior. Durante

os 36 anos da Cia Canoinhas de Papel procuramos

desenvolver ações para sustentabilidade e hoje estamos

aqui colhendo os frutos”, comemorou Amilton Fagundes

da Silva, representante da empresa.

CIPEM (CENTRO DAS INDÚSTRIAS

PRODUTORAS E EXPORTADORAS DE

MADEIRA DO ESTADO DE MATO GROSSO)

Com atuação em um dos maiores Estados produtores

de madeira nativa do país, o Mato Grosso, o Cipem

(MT) fortalece, cada vez mais, a atuação dos sindicatos

patronais de base florestal. Este ano, o Cipem (MT) conquistou

o PRÊMIO REFERÊNCIA ao esclarecer que o setor

florestal não é o vilão no desmatamento da floresta

e ao ressaltar que o manejo florestal é viável e economicamente

sustentável. “Queremos muito agradecer pela

oportunidade de estarmos aqui, neste importante evento.

O Cipem (MT) completa 15 anos e está em 44 municípios,

defendendo a produção e a venda da madeira

nativa ambientalmente correta”, ressaltou o presidente

do Cipem (MT), Rafael José Mason.

NOVEMBRO 2019 45


PRÊMIO

COMPANHIA VALE DO ARAGUAIA

Há 14 anos no mercado, a Companhia Vale do Araguaia

oferece para o mercado a madeira teca de qualidade.

Este ano, a Vale do Araguaia se prepara para um novo

marco em sua atuação: a operação de uma unidade de

processamento de madeira, prevista para começar a funcionar

no mês de novembro. Serão produzidas madeiras

serradas, torneados e painéis. A produção mira os mercados

nacional e internacional. “Nós vemos investindo em

muita tecnologia e inovação e queremos muito agradecer

a esse prêmio e esse belíssimo evento porque é um

grande prazer estar aqui com todos vocês”, comentou o

representante Robson Proença.

FNBF (FÓRUM NACIONAL DAS ATIVIDADES DE

BASE FLORESTAL)

Com foco em apresentar para o mundo a sustentabilidade

da atividade de base florestal no Brasil, este ano o

fórum também atuou ativamente para combater a desinformação

e desmistificar a imagem da madeira nativa da

Amazônia, além de incentivar o manejo florestal sustentável.

“Queremos parabenizar a diretoria da Revista RE-

FERÊNCIA, pois para nós, é de grande valia esse prêmio,

estamos muito gratos por nos proporcionar isso. Temos

um planejamento para 2020 focados na indústria 4.0 e

na qualificação dos empresários, entre outras atividades.

Contamos com o apoio de todos vocês”, conclamou o

presidente do fórum, Geraldo Bento.

46 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


GRUPO COMELLI

Destaque no mercado pela qualidade do serviço

que oferece no transporte florestal e agropecuário, o

grupo Comelli investiu mais de R$ 40 milhões na renovação

e na otimização de sua frota. Este ano, o grupo foi

convidado para participar do projeto Líderes do Futuro,

realizado pela Volvo em sua planta na Carolina do Norte,

nos EUA (Estados Unidos da América). “Gostaríamos

de agradecer a esse momento proporcionado pela Revista

REFERÊNCIA, é muito gostoso ser reconhecido e é

muito importante para o nosso trabalho, muito obrigado”,

afirmou o diretor geral do grupo, Felipe Comelli.

MADESONDA MADEIRAS

Com um investimento de R$ 13 milhões em infraestrutura

e equipamentos no último ano, a Madesonda

Madeiras ampliou sua capacidade de produção em mil

metros cúbicos de madeira serrada por mês. A serraria,

com gestão verticalizada, desenvolve todo o processo

produtivo, desde o reflorestamento até o beneficiamento

da madeira. Por conta de tantos investimentos que beneficiam

o setor, a empresa é uma das vencedoras do PRÊ-

MIO REFERÊNCIA 2019. “É um privilégio para a gente,

nos sentimos honrados em estar neste evento e ganhar

esse prêmio. Somos uma empresa familiar, agradecemos

a cada um de vocês que acreditam e confiam no nosso

trabalho. Agradecemos também a cada um de nossos

colaboradores que nos auxiliam e contribuem para essas

conquistas”, disse o sócio-administrador da Madesonda,

Telmo Ferreira.

NOVEMBRO 2019 47


PRÊMIO

MALINSKI CABOS DE MADEIRA

Com produtos exportados para os mercados americano,

canadense e europeu, a Malinski Cabos de Madeira,

empresa industrial catarinense, implantou uma unidade

em Porto Velho (RO), que otimizou a logística de escoamento

de sua produção aos mercados internacionais. A

planta de 74 mil m 2 (metros quadrados) concentra toda

a cadeia produtiva, desde a transformação das toras em

pranchas, que depois de secas, são beneficiadas em cabos

de ferramentas. “Gostaria de homenagear todos os

presentes, vejo com muita alegria essa noite, destacando

o Prêmio REFERÊNCIA e a Revista REFERÊNCIA porque

nós temos que investir sempre mais em informação. Um

dos nossos planos estratégicos para 2020 é trazer para

a unidade de Porto Velho, os estudantes para que possam

conhecer melhor o nosso trabalho e pararmos com

essa ideia de que nós derrubamos árvores. Temos que

desmitificar isso e a informação é fundamental. Parabéns

ao Prêmio e à Revista pela qualidade dessa informação”,

enalteceu o representante Ricardo Stanguerlin.

SINCOL

Há 70 anos no mercado, a Sincol foi uma das empresas

pioneiras no manejo florestal e no reflorestamento.

Seu potencial para a inovação e o acompanhamento do

mercado fizeram com que a empresa também se consolidasse

como uma das principais fabricantes de portas do

Brasil, com reconhecimento internacional. “É um privilégio

muito grande fazer parte da festa do Prêmio, a Revista

REFERÊNCIA é muito importante para nosso setor. A

sustentabilidade sempre foi e é muito importante nessa

nossa trajetória, desde o início. Muito obrigado por essa

homenagem”, agradeceu o diretor da Sincol, Caetano

Balvedi Neto, ao receber o Prêmio REFERÊNCIA 2019.

48 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


CLICK PRÊMIO REFERÊNCIA

Everton Ewald, Gerson Luis Penkal e

Jussara Dallabona

Rafael Nanami, Sergio Amaral Jr., Yuri

Boaventura, Juliano de Abreu e

Fernando do Vale

Rafael Macedo e Larissa Angeli

Rodrigo Fernando Lopes e

Waldemar Vieira Lopes

Robson Proença

Romão Alfredo Hatschbach, Edmilson

Bertolino e Claudio Hatschbach

Leo Carlos Custódio e Renato Lara

Élcio Erasmo Wuicik e

Jéssika Thieny Ferreira

Marcelo Jr. e Camile Bartoski

Denise Mota e Antônio Carlos Pasqualini

Lonard dos Santos

Lucas Comelli e Felipe Comelli

Rodrigo Contesini e Guilherme Rizental

Emília Johan e Danilo Johan

Monica Mason e Rafael Mason

NOVEMBRO 2019 49


PRÊMIO

CLICK PRÊMIO REFERÊNCIA

Enio Cavales e Irene Lecheta

Siderley Mason e Eloiza Mason

Geraldo Bento e Cleuza Bento

Mario Sérgio de Lima, Gonzalo Lopes e

Robson Lemos

Sirlei de Jesus, Marcos Cunhier, Rodrigo

Grosskopf, Amilton Fagundes, Rogério

Dias e Mônica Mendes

Victor Hugo e Werner Krueger

Fabricio Ruediger

Rafael Knelsen Pereira da Silva e

Natallie Candida Gonçalves Knelsen

Michele Cordeiro, Diego Vieira e

Liliane Cordeiro

Patrick Reydams e Hellen Reydams

Carla Cristina Schittler

Crislaine Briatori, Isabela Alves, Regiane

Caetano, Cassiele Ferreira, Marrie Freitas,

Talita Laurino e Gabriel Ferreira

Yuri Boaventura e Cassiele Ferreira

Tainá Brandão e Jéssika Thieny Ferreira

Toni Casagrande

50 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


Mariane Melo, Cassiele Ferreira e

Cristiane Baduy

Dario Machado, Emília Johan e

Danilo Johan

Telmo Ferreira Bastos e Geovana Sonda

John Moore e Fabiana Tokarski

Eduardo Rechenberg e Joseane Knop

Crislaine Briatori e Cassiele Ferreira

Luciana Leite e Alexandro Silva

Luis Lensen e Susimara Cionek

Ricardo Stanguerlin

Wilson Wuicik

Lina Chiadin Chang e Dahge Chiadin

Change

Geraldo Bento e Rafael Mason

Paula Machado e Olle Melim

Everson Stelle

Fernando do Vale

NOVEMBRO 2019 51


PRÊMIO

CLICK PRÊMIO REFERÊNCIA

Wilian Kuchla e Willyan Sauerbier

Marrie Freitas e Fabiano Mendes

Susimara Cionek e Luís Iensen

Rafael Nanami

Ronald Tavares, Leandro Santos e

Alessandro Crepaldi

Pablo Mayer

Sérgio do Amaral Jr.

Regiane Caetano, Cassiele Ferreira e

Marrie Freitas

João Leonardo e Vanessa Silva

Agapito Sobrinho e Marcos Batistella

Edson Rosa e Fábio Calomeno

Jessica Thieny Ferreira, Gerson Luis

Penkal e Tainá Brandão

Fábio Bachiega e Sheila Bachiega

Fernando Strobel e Fabio Machado

Ademar Morgan e Janete Morgan

52 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


Simone Meira e José Semmer

Jéssika Thieny Ferreira e Rafael Nanami

Fabio Machado e Dario Machado

Caetano Balvedi

Alexandra Pimentel e Marco Tuoto

A cervejaria Maniacs marcou presença

no evento

NOVEMBRO 2019 53


ECONOMIA

RECEITAS

DE VENDAS

DA INDÚSTRIA REGISTRAM

LEVE CRESCIMENTO

Fotos: divulgação

54 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


EM 2019 AUMENTO DA

AQUISIÇÃO DE MÁQUINAS

E EQUIPAMENTOS FOI DE

13,6%, NA SUA MAIOR PARTE

EM BENS IMPORTADOS

NOVEMBRO 2019 55


ECONOMIA

s receitas de vendas da indústria bra-

de máquinas e equipamentos Asileira

registraram leve crescimento no mês

setembro de 2019. A informação é

da Abimaq (Associação Brasileira de

Máquinas e Equipamentos). Segundo

a Associação, o resultado foi positivo, porém ainda

pequeno: 0.1% em relação a agosto e 2,2% sobre o

mesmo mês de 2018.

O diretor de competitividade da Abimaq, Mario

Bernardini, faz uma análise ao afirmar que esse ano,

ao contrário de 2018, o mercado externo está fraco

com os parceiros em crise e as exportações recuando.

Já o mercado interno manteve um crescimento

importante de 6,2% – em relação a janeiro e setembro

de 2018.

“É no mercado interno que nós vamos crescer.

Por isso, é cada vez mais importante que o governo

tenha sensibilidade para começar a colocar, junto

com o ajuste fiscal, algumas medidas que possam

auxiliar a retomada do crescimento, como o investimento

em infraestrutura, que é a única locomotiva

disponível que temos para voltar a crescer a níveis

decentes”, defende Bernardini.

Para Bernardini, será necessário que o governo

assuma o ônus e o bônus de fazer o Brasil crescer

com investimentos públicos para resolver o problema

de desemprego, de melhoria de renda e satisfação

da sociedade com o novo governo. “Do contrário,

o país não vai sair de um crescimento medíocre

entre 1,8% e 2%”, acredita.

CONSUMO APARENTE

O consumo aparente (produção – exportação +

importação) de máquinas e equipamentos registrou

queda no mês de setembro de 2019 em relação ao

56 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


mês imediatamente anterior (-16,4%), mas crescimento

de 16,8% sobre o mesmo mês de 2019.

No ano, o aumento da aquisição de máquinas e

equipamentos foi de 13,6%, na sua maior parte em

bens importados. A variação cambial do período

também contribuiu para o aumento do resultado

observado no consumo aparente, via conversão monetária

na importação. Neste caso, o aumento no

resultado anual chegou a 5,4%.

EMPREGO

Após ter reduzido em mais de 90 mil o número

de pessoas empregadas na indústria brasileira de

máquinas e equipamentos, em 2018, o setor retomou

o processo de ampliação e contratou 10 mil

pessoas. Em 2019, o setor manteve suas contratações

e encerrou o mês de setembro com 307.688

pessoas, equivalente a 6.900 novos postos sobre

dezembro de 2018.

O aumento segue a tendência de criação de

empregos no país. A geração de empregos de carteira

assinada teve saldo positivo de mais de 157 mil

ESTAMOS MANTENDO

A DINÂMICA DE

CRESCIMENTO DESDE O INÍCIO

DO ANO, COM UM INCREMENTO

QUE NÃO É CONCENTRADO

APENAS EM UM SETOR

INDUSTRIAL

SUZUKI JÚNIOR

DESTOPADOR PNEUMÁTICO COM

POSICIONADOR ELETRÔNICO

DEPOIMENTO DE UM CLIENTE SATISFEITO

“Compramos a primeira destopadeira automática Rotteng à

5 anos, com isso conseguimos aumentar a produtividade,

reduzir funcionários, melhorar a qualidade dos cortes,

reduzir desperdício de madeira e com a segurança que a lei

exige. Hoje temos 7 destopadores e 1 com destopo em

ângulo, diminuindo o gasto com manutenção e possuindo

toda a assistência técnica”

Cidnei Roberto Brito

Gerente da Marcenaria

NÃO ARRISQUE OS DEDOS DOS SEUS FUNCIONÁRIOS,

O ROTTSTOP SE ARRISCA POR ELES!

NOVEMBRO 2019 57


ECONOMIA

em setembro no país. São 844 novas vagas, 45,3%

maior que o mesmo mês no ano anterior e 36,4%

maior que agosto. Esse é o maior saldo positivo dos

últimos seis anos, segundo dados do Caged (Cadastro

de Empregados e Desempregados), divulgado

mensalmente com informações de admissões e desligamentos

de trabalhadores.

REALIDADE PARANAENSE

O cenário positivo da indústria neste ano colocou

o Paraná em destaque no país. A produção

industrial do Estado foi a maior do Brasil neste ano,

segundo dados divulgados pelo Ibge (Instituto Brasileiro

de Geografia e Estatística). A taxa de crescimento

foi de 6,7% até setembro, o melhor resultado

desde 2011.

A indústria paranaense também registrou variação

positiva em outros indicadores: alta de 7,4% no

comparativo entre os meses de setembro de 2019 e

EM 2019, O SETOR

MANTEVE SUAS

CONTRATAÇÕES E

ENCERROU O MÊS DE

SETEMBRO COM 307.688

PESSOAS, EQUIVALENTE A

6.900 NOVOS POSTOS SOBRE

DEZEMBRO DE 2018

58 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


do ano passado; crescimento de 5,2% no último ano

e de 1,3% de agosto para setembro deste ano. Os

destaques do Estado foram veículos automotores

(46,7%), produtos de metal (19,3%) e máquinas, aparelhos

e materiais elétricos (11,6%).

Para Júlio Suzuki Júnior, pesquisador do Ipardes

(Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico

e Social), o bom momento do setor industrial do

Paraná é um espelho da confiança do setor empresarial

nas políticas de desenvolvimento do Estado.

“Estamos mantendo a dinâmica de crescimento

desde o início do ano, com um incremento que

não é concentrado apenas em um setor industrial”,

compara Suzuki Júnior.

O crescimento da indústria refletiu-se no PIB

(Produto Interno Bruto) do Paraná. O PIB do Estado

cresceu 1,05% no segundo trimestre de 2019, em

comparação com os três primeiros meses do ano,

segundo o Ipardes. A taxa de crescimento é a maior

registrada nos últimos dois anos.

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NOVEMBRO 2019 59


SUSTENTABILIDADE

PROJETO EM

WOOD FRAME

É RECONHECIDO PELA

SUSTENTABILIDADE

60 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


CONCEITO DE

CONSTRUÇÃO SOMA

A SUSTENTABILIDADE

DO USO DA MADEIRA

COM A CAPACIDADE DE

INDUSTRIALIZAÇÃO

Fotos: divulgação

O

projeto de estrutura em wood frame e

de telhado em madeira desenvolvidos

pela Stamade para o Residencial Park

Pinhais, localizado na cidade de Pinhais

(PR), recebeu menção honrosa de sustentabilidade

no Prêmio Talento Engenharia Estrutural

2019. A premiação é uma iniciativa da Gerdau e da

Abece (Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria

Estrutural) com o objetivo de reconhecer os profissionais

ou empresas que desenvolvem projetos de

destaque na engenharia de estruturas.

Como a composição principal dos painéis utilizados

na obra é a madeira de pinus, as construções representam

uma inversão na emissão de gases de efeito

estufa, uma vez que a produção da madeira sequestra

carbono ao invés de emitir. Além disso, a madeira é

um material de construção renovável, que pode ser

plantado e após sua colheita uma nova árvore pode ser

plantada em substituição para ser colhida em alguns

NOVEMBRO 2019 61


SUSTENTABILIDADE

COMO A COMPOSIÇÃO

PRINCIPAL DOS

PAINÉIS UTILIZADOS NA OBRA É

A MADEIRA DE PINUS, AS

CONSTRUÇÕES REPRESENTAM

UMA INVERSÃO NA EMISSÃO DE

GASES DE EFEITO ESTUFA

anos, indefinidamente, contando como principal fonte

de energia para sua produção a energia solar.

Soma-se ainda o fato da fabricação das estruturas e

preparação das instalações elétricas e hidráulicas acontecerem

em um ambiente fabril, eliminando etapas

durante a montagem in loco e reduzindo significativamente

a produção de resíduos.

A premiação coincide com a finalização do texto

do projeto de norma para o sistema construtivo

wood frame, aprovado por consenso na Comissão de

Estudos da Abnt (Associação Brasileira de Normas

Técnicas) que trata do assunto, e que agora segue para

consulta pública.

PROJETO

O projeto estrutural foi desenvolvido para as três

primeiras torres de quatro pavimentos construídos no

Brasil com estrutura em wood frame. O empreendimento

é composto por uma torre com 14 apartamentos

por andar e duas torres com 10 apartamentos por

andar, totalizando 136 apartamentos, em um total de

7.534 m² (metros quadrados) de área construída.

De acordo com o engenheiro Guilherme Stamato,

o projeto do edifício teve como princípio a utilização

de painéis industrializados de wood frame para as paredes,

os entrepisos e para a estrutura de cobertura.

“O dimensionamento dessas estruturas consiste na

62 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


quantificação dos esforços de gravidade e acidentais,

em especial os esforços de vento, que representam

nível de solicitação significativa nesse tipo de estrutura,

cujo peso final está entre um terço e metade de uma

estrutura de concreto ou alvenaria”, destaca o especialista.

As cargas verticais de gravidade são recebidas e

suportadas por vigas de pinus que vencem os vãos

entre paredes. “Essa carga é descarregada nos painéis

de parede, cuja resistência é dada pelos elementos de

madeira que formam os painéis de parede, que tem

como travamento as chapas de OSB. Para os esforços

horizontais, os painéis de parede, de piso e de cobertura

se comportam como painéis rígidos em seus

planos, e devem ter suas configurações dimensionadas

para tal, recebendo os esforços horizontais e transmitindo

às fundações ou ao piso inferior pela compressão

ou por equipamentos de ancoragem que conferem

resistência à tração e ao cisalhamento”, explica.

O sistema construtivo em wood frame utilizado

nessa obra é composto por madeira de pinus tratada

e travado com chapas de OSB pregadas em ambas

as faces das paredes. “Essa composição proporciona

grande rigidez ao painel, além de contribuir significativamente

para o desempenho da edificação no que

se refere a conforto térmico e acústico. A resistência

ao fogo é atendida com a utilização de camadas de

drywall adequadas para o tipo de habitação em questão”,

revela Stamato.

Já a estrutura de cobertura foi dividida em dois

tipos, sendo um representando as extremidades do

telhado, compondo um bloco de três águas, que teve

seus componentes treliçados pré-fabricados. O módulo

todo, com 110 m², foi montado no solo e içado ao

topo da edificação. A região central da cobertura foi

desenvolvida em vigas de banzos paralelos posicionadas

e posteriormente receberam painéis planos de

cobertura compondo as águas dos telhados.

Ainda considerado inovador no Brasil, esse conceito

de construção soma a sustentabilidade do uso da

madeira com a capacidade de industrialização que o

sistema desenvolveu. Com isso, a participação dessas

construções no mercado tem crescido muito em diversos

países do mundo, em especial na Europa, onde a

busca pelo melhor desempenho tem sido o maior objetivo

da construção civil.

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NOVEMBRO 2019 63


MADEIRA TRATADA

PONTE

ECOLÓGICA

Fotos: divulgação

PREFEITURA RESPEITA DNA DE

CIDADE-MODELO E REALIZA

OBRAS COM MADEIRA

N

ão é de hoje que Curitiba (PR) possui

a fama de cidade ecológica e amiga

do meio-ambiente: nos anos 1990,

com seus diversos programas de reciclagens

e de incentivo a parques e

áreas verdes, a capital dos paranaenses saiu na frente

no quesito sustentabilidade antes que o assunto

entrasse em pauta em todo o país.

Três décadas depois, o legado continua, mas

desta vez em obras públicas espalhadas pela região

central e na periferia curitibana. Ao todo, o

município possui cinquenta e duas pontes de madeira,

além de duzentas e cinquenta passarelas que

utilizam esse material como pedra angular desses

módulos.

A mais recente iniciativa está em processo de

construção, no tradicional bairro de Santa Felicidade,

colonizado por imigrantes italianos. A ponte, realizada

pelo Departamento de Pontes e Drenagem

da Secretaria de Obras Públicas, é a 11ª feita apenas

neste ano em Curitiba. Ela ficará na Rua Coronel

Carlos Vieira de Camargo, próxima da Subtenente

Antônio Pinto Portugal, sobre o Rio Cascatinha.

64 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


NOVEMBRO 2019 65


MADEIRA TRATADA

A construção terá sete metros de extensão e seis

metros de largura. Antes do início dos trabalhos,

por segurança, a antiga estrutura ficou bloqueada

por algumas semanas, pois estava comprometida.

Foram selecionadas peças de eucalipto tratado para

a estrutura, com o objetivo de garantir a durabilidade

e a segurança da travessia, que deverá facilitar a

vida de moradores da região. O valor da obra não

foi divulgado pela prefeitura.

“É uma antiga demanda da população e realizamos

prontamente. Pontes de madeira, além de não

agredirem o meio ambiente, não custam tanto aos

cofres públicos. Todos ganham quando a prefeitura

pensa na população e em seu bem-estar”, ressaltou

o secretário de Obras Públicas, Rodrigo Araújo Rodrigues.

A auxiliar administrativa Caroline Mayer mora

há 21 anos na região e diz que a antiga estrutura de

madeira estava perigosa, a mesma opinião da dona

de casa Josemara Sá, que mora em frente à ponte

há dois anos. “Pedíamos aos órgãos públicos há

cerca de cinco anos, mas nunca foi realizado nada.

Essa gestão resolveu o problema e daqui algumas

semanas teremos uma nova passagem que ajudará

muitas pessoas que passam por essa região todos

FORAM SELECIONADAS

PEÇAS DE EUCALIPTO

TRATADO PARA A ESTRUTURA,

COM O OBJETIVO DE GARANTIR

A DURABILIDADE E A

SEGURANÇA

66 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


QUALIDADE E EFICIÊNCIA

os dias”, destacou Carolina Mayer.

Josemara conta que muita gente utiliza o trecho

que faz a ligação entre os bairros São João e Santa

Felicidade. “Diversas vans que levam os alunos para

a escola passam por este caminho, então ajudará

pessoas de todas as idades”, relata.

INVESTIMENTOS

A 12ª ponte deverá ser concluída em dezembro

e fica na Rua Embaixador Hipólito de Araújo, próximo

à Rua Chile, sobre o Rio Belém, no Prado Velho.

Lá, devido às características do local, a base está

sendo feita em concreto e a ponte será de madeira.

Além das pontes de madeira construídas ao

longo do ano, a Secretaria de Obras implantou uma

nova ponte em substituição a uma passarela na Rua

Esperandio Domingos Foggiato, antiga Rua das

Palmeiras, também no Prado Velho. Foi feita ainda a

manutenção de 15 pontes de madeira da cidade.

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NOVEMBRO 2019 67


ARTIGO

AVALIAÇÃO

DE VIGAS DE MADEIRA

LAMINADA COLADA DE

CEDRINHO

Foto: divulgação

PEDRO GUTEMBERG DE ALCÂNTARA SEGUNDINHO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

ANDRÉ LUIZ ZANGIÁCOMO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS

MARCELO RODRIGO CARREIRA

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

FRANCISCO ANTONIO ROCCO LAHR

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

68 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


RESUMO

AMLC (Madeira Laminada Colada) é produzida

a partir da colagem de peças

de madeira. No Brasil, o emprego da

madeira de espécies nativas para produzir

elementos estruturais de MLC não

ocorre em condições tecnológicas satisfatórias, sendo

dificultado por não serem totalmente conhecidas as

suas propriedades e seu desempenho em diferentes

condições de serviço. Neste estudo, objetivou-se determinar

e relacionar o E Mvt

(Módulo de Elasticidade

Dinâmico) com o E M

(Módulo de Elasticidade Estático),

o f M

(Módulo de Ruptura), a σ cp

(Resistência à Compressão)

e o E cp

(Módulo de Elasticidade Paralelo),

e avaliar o desempenho da espécie nativa Cedrinho

(Erisma uncinatum Warm.) na construção de vigas de

MLC. As vigas de MLC foram produzidas com peças de

madeira classificadas, coladas por adesivos à base de

RFF (Resorcina Fenol Formaldeído) e PUR (Poliuretano),

com intensidades de pressão de 0,8 MPa e 1,2 MPa e

distribuições aleatórias e não aleatórias das lâminas. A

avaliação dessas vigas de MLC também foi realizada

por meio de corpos de prova de compressão paralela

às linhas de cola e de delaminação. Verificou-se que o

E Mvt

obtido por meio de ensaios dinâmicos de vibração

transversal apresentou um coeficiente de correlação

com o E M

obtido no ensaio de flexão estática (R 2 =

0,86) e significativo ao nível de 1% de probabilidade (P

< 0,01). Dessa forma, pode-se concluir que o E Mvt

é um

bom estimador do E M

. Constatou-se que essa espécie

de madeira pode ser utilizada em MLC e encontra-se

na classe de resistência C30 das folhosas.

INTRODUÇÃO

O emprego estrutural da madeira de espécies nativas

do Brasil, proveniente de florestas certificadas, nem

sempre ocorre em condições tecnológicas satisfatórias,

apesar de sua versatilidade e de sua disponibilidade.

Mesmo com esses aspectos favoráveis, seu uso é, às

vezes, dificultado por não serem cabalmente conhecidas

suas propriedades mecânicas e seu desempenho

em diferentes condições de serviço. Conforme IPT

(Instituto de Pesquisas Tecnológicas) do Estado de

São Paulo - (2009), a utilização das florestas naturais

ou plantadas, por meio de Projeto de Manejo Florestal

aprovado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio

Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), configura

a forma correta de utilizar estes recursos naturais,

porque parte do princípio de sustentabilidade, isto é,

permite a recomposição da floresta de uma determinada

área, viabilizando-a econômica, social e ambientalmente.

A MLC é uma opção de uso, por se tratar de produto

obtido pela associação de peças da madeira (lâminas)

que requer precisão de fabricação em todos os

seus estágios. As lâminas, unidas por colagem, ficam

dispostas de modo que suas fibras estejam paralelas

entre si (Bodig; Jayne, 1993) e formem um componente

estrutural. Tais lâminas de madeira são selecionadas,

coladas com adesivo à prova d’água, sob pressão

variável de 0,7 a 1,5 MPa. Estas atingem até 5 cm de

espessura e podem ser emendadas por juntas em bisel

ou dentadas, nas situações em que é necessário vencer

grandes vãos (Pfeil; Pfeil, 2003). O aproveitamento

proporcionado pela união de peças de pequenas dimensões

para laminação de vigas estruturais é a maior

vantagem da MLC. Portanto, trata-se de forma racional

de emprego da madeira na construção de estruturas.

A MLC tem seus usos mais frequentes em estruturas

de cobertura, elementos estruturais principais para

pontes, torres de transmissão, edifícios, embarcações,

entre outros. Isso se deve ao fato de adaptar-se a uma

significativa variedade de formas e apresentar alta resistência

a solicitações mecânicas, em função de seu

peso próprio relativamente baixo (Zangiácomo; Lahr,

2007). Como uma das vantagens, permite a redução

dos defeitos observados em peças de madeira maciça

com grandes dimensões.

Segundo as prescrições da NBR 7190, da Abnt

(Associação Brasileira de Normas Técnicas) - 1997, as

espécies mais aconselhadas para o emprego em MLC

tem valor de referência de densidade até 0,75 g/cm 3

(gramas por centímetro cúbico). Portanto, algumas

folhosas de baixa densidade podem ser consideradas

para a aplicação em MLC, quando facilmente coláveis,

uma vez que um estudo de Plaster et al. (2008), sobre o

comportamento de juntas coladas da madeira serrada

de Eucalipto sp., chegou a conclusão de que a densidade

influenciou a adesão das juntas. Cabe mencionar

os trabalhos correlatos de Teles et al. (2010), que confeccionaram

vigas de MLC a partir de Louro-Vermelho

(Sextonia rubra), de Terezo e Szücs (2010), que analisaram

o desempenho de vigas de MLC fabricadas de

Paricá (Schizolobium Amazonicum Huber ex. Ducke)

obtido de floresta plantada, e de Cunha e Matos (2011)

que avaliaram a rigidez de vigas estruturais de MLC

coladas por meio de adesivo poliuretano.

A espécie utilizada neste trabalho foi o Cedrinho

(Erisma Uncinatum Warm.) que, em estudo prévio,

apresentou os melhores resultados em relação a outras

essências nativas para uso na fabricação de MLC

(Zangiácomo; Lahr, 2007), uma vez que, obteve-se

densidade igual a 0,62 g/cm 3 , indicada para a produção

de MLC, e compatibilidade com os adesivos. Vale

ressaltar que, tão importante quanto à densidade, é a

permeabilidade da espécie em relação aos adesivos

disponíveis para a produção de MLC. De acordo com

IPT (2009), a espécie nativa Cedrinho (Erisma uncinatum

Warm.) é árvore da família Vochysiaceae e ocorre

em toda a região amazônica, em especial no Estado

do Amazonas. Apresenta permeabilidade que permite

NOVEMBRO 2019 69


ARTIGO

o tratamento do cerne e do alburno moderadamente

fáceis de preservar em processos sob pressão e também

é conhecida com outros nomes populares como

bruteiro, cambará, cambará-rosa etc.

Neste estudo, objetivou-se determinar e relacionar

o E Mvt

com o E M

, o f M

, a σ cp

e o E cp

, e avaliar o desempenho

da espécie nativa Cedrinho (Erisma uncinatum

Warm.) na construção de vigas de MLC produzidas a

partir de lâminas sem emendas longitudinais.

MATERIAL E MÉTODOS

2.1 Processo de confecção das vigas estruturais

Para a confecção das vigas de MLC de dimensões

nominais 6 cm x 12 cm x 300 cm (centímetos), foram

utilizadas peças de madeira nativa da espécie Cedrinho

(Erisma uncinatum Warm.), provenientes de floresta

tropical certificada. Foram adquiridas tábuas de

seção com dimensões nominais de 20 mm x 300 mm

(milímetros) e comprimentos que variaram entre 4 mil

e 6 mil mm, no comércio madeireiro da região. Essas

tábuas foram serradas em lâminas de dimensões nominais

de 20 mm x 60 mm x 3 mil mm, totalizando 116

lâminas sem emendas longitudinais. Na confecção das

vigas de MLC, foram utilizadas 96 lâminas de madeira

nativa serrada com teor médio de umidade igual a 12

%. Na colagem das lâminas face a face, foram utilizados

os adesivos bicomponentes RFF e PUR, sendo o

primeiro conhecido pelo nome comercial de Cascophen

e usual na produção de elementos estruturais

de MLC, na indústria, e o segundo de cura a frio com

tempo de utilização igual a 20 minutos e extraído à

base da resina de mamona, desenvolvido e produzido

por pesquisadores do Iqsc-USP (Instituto de Química

de São Carlos da Universidade de São Paulo).

Após a classificação visual, feita para a retirada das

peças com defeitos, e mecânica para determinação

dos E M

das lâminas, por ensaios de flexão estática,

estas foram agrupadas em ordem decrescente de E M

e separadas em dois lotes: um para montagem de 8

vigas com distribuição não aleatória de lâminas (NA),

onde as lâminas com E M

mais elevados foram dispostas

nas regiões mais solicitadas da peça, e as de E M

mais

baixos foram colocadas nas regiões de menor solicitação;

o outro para montagem de 8 vigas com distribuição

aleatória (A) das lâminas, sem levar em conta a

disposição do E M

nas regiões mais e menos solicitadas

da peça. Cada elemento estrutural foi formado por 6

lâminas sobrepostas, totalizando 16 vigas de MLC.

O consumo de adesivo foi de 450 g/m 2 (gramas por

metro quadrado) para RFF e de 350 g/m 2 para PUR.

Na união das lâminas, 8 vigas foram coladas com RFF,

sendo 4 com intensidade de pressão igual a 0,8 MPa

e 4 com intensidade de pressão 1,2 MPa; as outras 8,

juntas em grupo de 4, foram coladas com PUR, com as

mesmas intensidades de pressão. O tempo de aplicação

de pressão foi de 10h (horas) para ambos os adesivos.

O tempo de cura das peças coladas foi de, no

mínimo, 10 horas para o adesivo RFF e de 4 dias para

o adesivo PUR. Após o período de cura, as vigas foram

aparelhadas para ensaio.

2.2 Ensaio de flexão estática

Para a obtenção dos valores de E M

e f M

foi feito o

ensaio de flexão estática, conforme a norma Astm D

198, da Astm (American Society for Testing and Materials)

- 1997, com a configuração de viga simplesmente

apoiada e carga concentrada na metade do vão livre.

As vigas foram flexionadas em relação ao eixo de

maior inércia.

As vigas foram apoiadas sobre roletes metálicos e,

na metade do seu comprimento, aplicou-se força (P)

até o deslocamento vertical (δ), no centro, atingir 14,1

mm, estabelecido em função da flecha máxima (L/200)

indicada pela NBR 7190, da Abnt (1997). Tal medida se

fez com relógio comparador de resolução 0,01 mm e

curso de 50 mm.

Como a relação L/h (vão/altura) das vigas de MLC

foi aproximadamente igual a 25, E M

e f M

foram calculados

empregando-se as equações 1 e 2, respectivamente.

O E M

foi calculado com base em um ponto do trecho

linear do diagrama P x δ, deslocamento vertical (δ)

igual a 14,1 mm, e o f M

foi calculado com base na força

máxima de ruptura Prup das vigas de MLC, aplicada

durante o ensaio de flexão estática, ambos conforme

Astm D 198, da Astm (1997).

Sendo: E M

o MPa (Módulo de Elasticidade); f M

o

MPa (Módulo de Ruptura); P a força aplicada (N); P rup

a

carga de ruptura (N); a distância entre apoios (mm); δ

o deslocamento vertical devido à força aplicada (mm);

b a largura da viga (mm) e h a altura da viga (mm).

E

P l 3

M

=

4 d b h 3

1 2

3 P

f rup

l

M

=

2

2 b h

70 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


3

2.3 Ensaio de vibração transversal

Experiências de Carreira et al. (2012) e Chui (1999)

revelaram que o arranjo de ensaio mais confiável para

caracterização das propriedades mecânicas de uma

viga, por meio de ensaio de vibração transversal, é

adotar a condição de contorno livre-livre. Os autores

citados descrevem detalhes do procedimento deste

ensaio em vigas de madeira serrada.

O procedimento utilizado para obter o E Mvt

, por

meio de ensaio de vibração transversal de uma viga

estrutural, foi determinar a primeira frequência natural

do primeiro modo de vibrar na condição de contorno

livre-livre, em seguida medir a massa e as dimensões.

A partir da equação de movimento de Timoshenko

(1938), obteve-se a equação 3 para calcular o E Mvt

.

Sendo: E Mvt

o MPa; f 1

a frequência do primeiro

modo de vibrar (Hz); m a massa da viga (kg); L o comprimento

da viga (mm); b a largura da viga (mm) e h a

altura da viga (mm).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Nos resultados, apresentam-se as resistências

médias das trações (paralela e normal) às fibras e do

cisalhamento paralelo às fibras para madeira Cedrinho

(Erisma uncinatum Warm.). Os resultados apresentados

são referentes à madeira maciça e, quando coladas,

com os adesivos RFF e PUR. Tais valores foram obtidos

por Zangiácomo e Lahr (2007) quando da realização

de ensaios preliminares para buscar da espécie nativa

alternativas dentre Envira Branca (Xylopia sp), Cambará

(Moquinia polymorpha) e Castanheira (Bertholetia

excelsa), a que melhor se adequava no emprego para

produção de elementos estruturais de MLC.

Verifica-se que a resistência ao cisalhamento da

madeira maciça foi apenas 2,9% superior ao cisalhamento

da linha de cola para ambos os adesivos, (RFF)

e (PUR), que foram utilizados na fabricação das vigas

de MLC. Essa baixa diferença, levando-se em conta

dois adesivos distintos, indica uma adesão eficiente

nas vigas de MLC produzidas a partir da madeira tropical

Cedrinho (Erisma uncinatum Warm.) e a densidade

abaixo de 0,75 kg/m 3 é um dos fatores responsáveis

que contribuem para essa eficiência, pois conforme

Plaster et al. (2008) a densidade abaixo de 0,70 kg/m 3

havia influenciado a adesão das juntas na madeira serrada

de Eucalipto sp.

94,644 10 -5

f 2

E 1

l 3

Mvt

=

b h 3

O CEDRINHO

APRESENTA

PERMEABILIDADE QUE PERMITE

O TRATAMENTO DO CERNE E DO

ALBURNO MODERADAMENTE

FÁCEIS DE PRESERVAR EM

PROCESSOS SOB PRESSÃO

CONCLUSÕES

Constatou-se, na presente pesquisa, que as rupturas

de todas as vigas de MLC ocorreram por tração no

ensaio de flexão estática.

O E Mvt

apresentou relação funcional com E M

, com

valor de R 2 , próximo de 1,0 e correlação significativa.

Entretanto, observou-se que não existiu regressão

entre f M

x E Mvt

, não sendo possível ajustar uma equação

adequada para representar a relação entre essas

duas variáveis. Embora tenha sido possível ajustar as

duas equações para expressar a relação entre E cp

x

E Mvt

e σ cp

x E Mvt

e foram obtidos valores de R 2 distantes

de 1,0 que apresentam correlação significativa e não

significativa, respectivamente. Assim sendo, pode-se

afirmar que o E Mvt

é um bom estimador do E M

, porém

recomenda-se que não deve ser utilizado para fazer

estimativas do Ecp e σ cp

.

A partir dos resultados dos ensaios dos corpos

de prova de compressão paralela, observou-se que a

resistência média σ cp

das vigas de MLC ficou próxima

daquela citada para a madeira serrada dessa espécie,

conforme IPT (2009). O módulo de elasticidade E cp

corresponde

aproximadamente a 83,7% do E M

, indicando

uma relação próxima daquela recomendada na NBR

7190, da Abnt (1997), para madeiras serradas. O adesivo

PUR teve melhor desempenho no ensaio de delaminação

do que o adesivo RFF, conforme observado nos

resultados. A delaminação ficou 2,76 vezes menor em

média, isto é, 3,97 % para 90 linhas de PUR e 10,94 %

para 73 linhas de RFF.

A espécie de madeira tropical Cedrinho (Erisma

uncinatum Warm.) pode ser utilizada na fabricação de

vigas de MLC, tomando as condições necessárias na

produção, conforme prescrita nas normas internacionais

que tratam desse tema. A propriedade mecânica

de compressão paralela às fibras σ cp

obtidas em corpos

de prova estruturais, permite classificar a espécie de

madeira tropical Cedrinho (Erisma uncinatum Warm.)

na classe de resistência C30 das folhosas segundo a

NBR 7190, da Abnt (1997).

NOVEMBRO 2019 71


AGENDA

AGENDA

2019/2020

DEZEMBRO

3 A 6

CAIRO WOODSHOW

2019

CAIRO (EGITO)

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DEZEMBRO

3 A 6

WOODEX 2019

MOSCOU (RÚSSIA)

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FEVEREIRO

4 A 6

ZOW FAIR

HANNOVER (ALEMANHA)

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FEVEREIRO

4 A 7

EUROBOIS

LYON (FRANÇA)

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72 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


A Codornada Florestal está

de volta em sua 13ª Edição!

O evento promove o ponto de encontro do

setor florestal, através de um jantar voltado

às empresas e profissionais do setor de base:

madeireira, florestal e de celulose.

04 E 05 DE DEZEMBR0 DE 2019

Ponte Alta do Norte - SC

1º DIA

04/12

DIA DE CAMPO

2º DIA

05/12

MANHÃ - SEMINÁRIO

TARDE - EXPOSIÇÃO DE MÁQUINAS

NOITE - JANTAR

AÇÃO SOCIAL

Natal das Crianças de Ponte Alta do Norte

Cada convidado: Doar 2 brinquedos

(uma para menino/outro para menina)

Informações: 49 9 9157.6365 I 41 9 9924.7071 /cordornadaflorestal

Apoio:

Realização:


ESPAÇO ABERTO

NOVA

CHANCE

O

s contribuintes foram surpreendidos com

uma nova chance de quitar suas contas

com o Fisco: a Medida Provisória 899/19

prevê a possibilidade de parcelamentos

de tributos federais junto à União. Trata-se

da “MP do Contribuinte Legal”.

Essa possibilidade ainda depende de regulamentação

e mais esclarecimentos práticos da sua adesão, mas

é uma boa opção, dada a ausência de mecanismos que

permitam alternativas para negociar os débitos de difícil

recuperação. São duas modalidades: uma para débitos

que estão em dívida ativa, ou seja, já são devidos pelo

contribuinte, seja pessoa física e jurídica nesta situação e

inadimplentes perante o governo federal.

Outra modalidade é para casos de contenciosos

tributários. O Fisco deverá, por edital (modalidade por

adesão), prever as teses abrangidas e as condições para

adesão. Essa modalidade pode encerrar centenas de

milhares de processos, envolvendo um montante superior

a R$ 600 bilhões no Carf (Conselho Administrativo

de Recursos Fiscais) e R$ 40 bilhões garantidos por seguro

e caução.

As reduções, em ambas as modalidades, podem

chegar a 70%. Mas seria essa uma boa opção para o

contribuinte? E para o governo, isso seria sustentável?

Entendo que sim, mas com ressalvas. A primeira justificativa

se dá pelo fato da insegurança jurídica vivida

pelas empresas brasileiras. Estudos do Ibpt (Instituto

Brasileiro de Planejamento e Tributação) apontam que

em nosso país são editadas cerca de 46 normas tributárias

por dia útil. São mais de 60 tributos diferentes.

A ENTRADA DE RECURSOS

ADICIONAIS NO CAIXA DO

GOVERNO PODE FAZER O PODER

EXECUTIVO EVITAR NOVOS

CONTINGENCIAMENTOS DE

RECURSOS, COMO TEM OCORRIDO

ULTIMAMENTE

POR

MARCO AURÉLIO

PITTA

PROFISSIONAL DA

ÁREA CONTÁBIL E

TRIBUTÁRIA, MESTRANDO

EM ADMINISTRAÇÃO E

COORDENADOR DOS

PROGRAMAS DE MBA

NAS ÁREAS TRIBUTÁRIA,

CONTÁBIL E DE

CONTROLADORIA DA UP

(UNIVERSIDADE POSITIVO)

Segundo o Banco Mundial (2017), o Brasil é o país no

qual as empresas mais gastam horas para poder atender

a todas as exigências tributárias. São mais de 1.958 horas

por ano, em média. A segunda justificativa leva em

consideração o cenário de déficit fiscal vivido pelo Brasil

há vários anos. O baixo crescimento da economia brasileira

e a dificuldade de se aprovar reformas justificam

a preocupação. A previsão de superávit fiscal, segundo

o FMI (Fundo Monetário Internacional), só deve ocorrer

em meados de 2022.

Por isso, a entrada de recursos adicionais no caixa

do Governo pode fazer o poder executivo evitar novos

contingenciamentos de recursos, como tem ocorrido

ultimamente. Segundo o Ministério da Economia, esse

programa pode alcançar 1,9 milhão de devedores, cujos

débitos superam R$ 1,4 trilhão. Por último, podemos citar

um maior critério para concessão de parcelamentos.

Diferente dos antigos “Refis”, essa MP concederá

benefícios fiscais apenas nos casos de comprovada

necessidade e mediante avaliação individual da capacidade

contributiva. Esse parece ser um novo paradigma

no relacionamento fisco e contribuinte, baseado na cooperação

e soluções consensuais de litígios, com redução

de custos.

Temos uma cultura em nosso país de oferecer muitos

refinanciamentos para os contribuintes. Muitas vezes, organizações

acabam priorizando pagar funcionários e fornecedores

e deixar para pagar os tributos por último – o

que não se mostra uma prática sustentável e acaba sendo,

muitas vezes, injusta para os bons pagadores. Mas,

independentemente disso, não oferecer uma “segunda

chance” para o contribuinte parece ser radical demais.

Foto: divulgação

74 referenciaindustrial.com.br NOVEMBRO 2019


corte que

gera economia

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