Jornal das Oficinas 169

apcomunicacao

UM MUNDO DE PEÇAS AO SEU DISPOR

jornaldasoficinas.com | JORNAL INDEPENDENTE DA MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE VEÍCULOS LIGEIROS E PESADOS | DIRETOR | João Vieira

169

dezembro 2019

PERIODICIDADE | MENSAL

ANO XV | 3 EUROS

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REPINTURA AUTOMÓVEL

ONDE PARAM

os PINTORES? PÁG. 10

mecatrónico 2019

PÁG. 6

A quinta edição da competição

foi a mais disputada de sempre.

Marco Cordeiro levou a melhor

entrevista

PÁG. 26

Amílcar Nascimento, da Exide,

aborda o mercado das baterias e

os quase 100 anos da marca Tudor

fuchs

PÁG. 48

Paul Cezanne, diretor-geral, faz o

balanço das três décadas da

empresa em território nacional

veículos pesados

PÁG. 58

Acidente de camião requer

minucioso procedimento técnico

para analisar amplitude dos danos

akzo_nobel.pdf 2 14/02/19 12:27

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João Vieira

joao.vieira@apcomunicacao.com

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ACESSO

A DADOS

O

acesso aos dados do veículo é, provavelmente, a tendência inovadora que mais poderá incidir no

pós-venda a curto prazo. Na verdade, a utilização da informação gerada pelos veículos pode

representar uma verdadeira revolução. Entre outras razões, devido à possibilidade de permitir a

oferta de serviços adicionais aos utilizadores para que a experiência destes seja mais completa e

personalizada.

De acordo com um estudo da consultora McKinsey, a faturação no pós-venda pode duplicar com estes serviços

ligados à análise destes dados. Um em cada cinco automóveis estará conectado em 2020. No ano de 2030, este

novo nicho de mercado poderá gerar um negócio de até 640 mil milhões de euros a nível mundial. Os agentes

que conseguirem aproveitar as oportunidades de lucrar com os dados, terão uma posição de vantagem, assinala

o estudo, mas a estimativa é que apenas metade será assegurada pelos fornecedores tradicionais.

As marcas dos veículos partem com vantagem, pois são elas quem fabrica e comercializa o automóvel. E os dados

vão permitir melhorar a qualidade dos seus produtos e a eficiência operacional, inovar na procura de novos serviços,

conhecer melhor os clientes, estabelecer uma integração digital com outros agentes e disponibilizar uma

manutenção preditiva. Além do mais, as marcas de automóveis estão a fazer lóbi para restringir a informação,

alegando a proteção dos cidadãos. Está em jogo a comunicação direta com o condutor

para, a partir da análise dos dados, antecipar as necessidades do

veículo e propor diferentes opções de manutenção mediante uma

comunicação direta através do próprio veículo.

Nesse sentido, os restantes agentes da cadeia de valor, fabricantes

de componentes e distribuição principalmente, terão de dar

um passo à frente para que esse mercado seja transparente e

de acesso aberto, de modo a que exista livre concorrência. Este

passo está a ser dado em diversas frentes através de associações

do setor, com o desenvolvimento de uma plataforma tecnológica

que permita o acesso aos dados do veículo a todos os operadores

do mercado em igualdade de circunstâncias, garantindo a segurança

tanto dos dados como do próprio veículo.

Em qualquer caso, existe alguma incerteza quanto à evolução

do enquadramento legal no que respeita à propriedade, à

gestão e à cedência dos dados. Sem esquecer o papel que

as administrações públicas podem desempenhar, não só

como agentes regulamentares, criando o enquadramento

legal dos dados, tanto da recolha como da sua gestão e

exploração, mas, também, como recetores privilegiados

dessa informação, serão, provavelmente, parceiros essenciais

para muitas das estratégias dos fabricantes de

veículos.

A chave é como nos devemos posicionar para sermos

intervenientes relevantes e, mais importante ainda,

como rentabilizar essa gestão dos dados. O que

parece ser evidente é a necessidade de estabelecer

alianças com parceiros tecnológicos. Mas a questão

essencial é saber se será possível concorrer em

igualdade de circunstâncias. l

João Vieira | Diretor


FOLHA

DE SERVIÇO

IPSIS

VERBIS

MIGUEL FRANCO, VICE PRESIDENT

OF BUSINESS DEVELOPMENT DA

STRATIO

A NOVA ABORDAGEM

À MANUTENÇÃO,

QUE RECORRE

À INTELIGÊNCIA

ARTIFICIAL,

BASEIA-SE NA

LEITURA DE DADOS

DOS SENSORES

INSTALADOS NOS

VEÍCULOS

JO LANÇOU NOVO SITE

No ano em que completa o seu 15.° aniversário, o Jornal das Oficinas lançou um novo site. Com um

visual mais apelativo e de fácil navegação, conta, agora, com novas e úteis secções para os profissionais

do pós-venda automóvel. O lançamento do site (www.jornaldasoficinas.com) surge como

consequência natural do trabalho que temos desenvolvido na área do pós-venda automóvel. A crescente

procura de informação na Internet relacionada com o aftermarket veio confirmar a necessidade de avançarmos

com esta remodelação digital, que irá evoluir naturalmente, a par com a edição impressa. Será,

acima de tudo, um verdadeiro portal de informação sobre o pós-venda automóvel, totalmente gratuito e

acessível a todos os visitantes. As características do site permitem que operadores, empresas, especialistas

e técnicos tenham acesso, de forma ordenada e clara, aos temas que, hoje, dominam a atualidade do

setor da reparação e manutenção automóvel, promovendo o seu desenvolvimento. Sendo um canal online,

com a publicação diária de notícias, o setor tem à sua disposição um instrumento que visa promover

o aftermarket nas suas mais variadas vertentes.

ANA FAZENDA, RESPONSÁVEL

DA CAETANO COLISÃO

AO LONGO DOS ANOS,

TEMOS VERIFICADO

UMA CRESCENTE

NECESSIDADE

DE TÉCNICOS DE

REPARAÇÃO DE

CHAPA E PINTURA

SEMÁFORO

AMÍLCAR NASCIMENTO, KEY

ACCOUNT & MARKETING MANAGER

DA EXIDE TECHNOLOGIES

DEVIDO, SOBRETUDO,

À IDADE DO PARQUE,

O NEGÓCIO DAS

BATERIAS ESTÁ BEM

E MANTER-SE-Á

ESTÁVEL POR MAIS

ALGUNS ANOS

DEVOLUÇÃO DE PEÇAS

O excesso de devolução de peças

continua a assombrar os distribuidores.

O nosso Semáforo Vermelho, de protesto,

vai para uma situação reveladora de

uma errada cultura do mercado oficinal,

que continua a adquirir peças sem

o planeamento devido. Resultado?

As encomendas que acabam por ser

devolvidas devido ao facto de não serem

necessárias. Não haverá maneira de

otimizar este processo?

LÍTIO NACIONAL

O interesse global no lítio português

alimenta muitas notícias e dá azo a

especulação. Além das dúvidas que

envolvem a exploração deste metal

fundamental para a composição das

baterias dos veículos elétricos. O nosso

Semáforo Laranja, de expectativa, está

relacionada com a seguinte pergunta:

saberá o nosso país explorar este recurso

natural sem permitir que outros obscuros

interesses se levantem?

PRODUÇÃO RECORDE

A Autoeuropa está de parabéns

e merece o nosso Semáforo Verde, de

aplauso. Até ao dia 13 de novembro deste

ano, a produção superara já o volume

total de 2018 (226.972 contra 223.200

unidades). Um marco histórico para

a quinta maior fábrica de veículos de

passageiros da Volkswagen, que ocupa

ainda o primeiro lugar do ranking das

unidades fabris da marca alemã neste

segmento.

4 Dezembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


Este é o Matthias Jendrossek,

proprietário da oficina Jendrossek Autoeile, Alemanha.

Ao colocar na sua oficina um ringue de boxe para

manter a sua equipa em forma e satisfeita e ao dar

formação interna sobre a tecnologia dos veículos

elétricos, Matthias está a garantir que o seu negócio

é forte e está orientado para o futuro.

No nosso centro de #OFICINASORIGINAIS juntamos

os Verdadeiros Originais de oficinas de todo o mundo,

que confiam na TRW e partilham a nossa dedicação à

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suas ideias e soluções originais para se certificarem

de que as suas oficinas são as melhores em tudo

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COMPETIÇÃO

MELHOR MECATRÓNICO 2019

VENCEDOR

VOOU DOS AÇORES

NA EDIÇÃO MAIS DISPUTADA DE SEMPRE E EXIBINDO O NÍVEL MAIS ELEVADO NA HISTÓRIA DA COMPETIÇÃO, O

MELHOR MECATRÓNICO 2019 FOI GANHO POR MARCO CORDEIRO, DA AUTO CORDEIRO, LOCALIZADA NA ILHA DE

S. MIGUEL, NOS AÇORES, PERTENCENTE À REDE A OFICINA. DURANTE DOIS DIAS, A INICIATIVA ORGANIZADA PELO

JORNAL DAS OFICINAS EM PARCERIA COM A ATEC – ACADEMIA DE FORMAÇÃO, RECEBEU LARGAS DEZENAS DE

PROFISSIONAIS E VISITANTES. NEM OS FINALISTAS DE 2018 FALTARAM por Bruno Castanheira

6 Dezembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


Foi o culminar de um trabalho

árduo realizado ao longo do

ano de 2019. Pela quarta vez

na história desta iniciativa ímpar no

panorama do aftermarket nacional,

o Jornal das Oficinas, em parceira

com a ATEC – Academia de Formação,

elegeu o Melhor Mecatrónico. A

fasquia esteve ainda elevada do que

em edições anteriores, é certo, mas a

prova foi superada. E excedeu, diga-

-se em abono da verdade, as expectativas.

Mas o objetivo desta competição

manteve-se fiel às suas origens:

promover, dignificar e premiar a

profissão de mecatrónico automóvel,

proporcionando o intercâmbio

de experiências entre profissionais

no ativo e estimulando o desenvolvimento

de competências individuais.

Iniciativa concorrida

Entre os especialistas em mecânica e

eletrónica que trabalhavam para oficinas

independentes e os que integravam

oficinas afetas a marcas de veículos,

foram muitos os profissionais

de mecatrónica no ativo que concorreram

à iniciativa deste ano. O que

é, sem dúvida, o melhor indicador da

mais-valia desta competição, que assenta

nos pressupostos acima mencionados.

Como é, também, da mais

elementar justiça destacar os patrocinadores,

que aderiram ao Melhor

Mecatrónico 2019 desde a primeira

hora, sem os quais esta iniciativa não

teria o sucesso que teve. A saber (por

ordem alfabética): Autozitânia, Bahco,

bilstein group Portugal (marcas

febi, SWAG e Blue Print), Interescape,

Optibelt, Schaeffler Repxpert,

SKF Portugal e Valvoline.

Para participar, os concorrentes tiveram

de responder aos questionários

que foram sendo colocados online

SETE FINALISTAS E UM PAINEL DE

JURADOS COMPOSTO POR NOVE

ELEMENTOS, NUMA COMPETIÇÃO

QUE JÁ SE tornoU REFERÊNCIA

entre os meses de março e julho de

2019, ao ritmo de um por mês. Cada

questionário contemplou 10 perguntas,

tipo teste americano, de resposta

única. Os concorrentes entraram no

site da competição (www.melhormecatronico.pt),

preencheram os seus

dados pessoais e assinalaram as respostas

que entenderam ser as corretas.

A seleção dos oito finalistas (embora

tivessem comparecido sete na

derradeira etapa, uma vez que houve

uma baixa de última hora por motivo

de força maior), foi feita entre os

que atingiram a pontuação mais alta

e que foram os mais rápidos no envio

das respostas aos cinco questionários

publicados pelo Jornal das Oficinas.

Alexandre Santos, Hugo Guerra,

Nelson Sousa, Marco Cordeiro, Radu

Holban, Armando Coutinho e Nuno

Cristão foram os mecatrónicos que

receberam o “passaporte” para viajar

para Palmela, onde se disputou, nos

dias 15 e 16 de novembro, a derradeira

etapa desta competição.

Conhecimentos à prova

A organização há muito que tinha

divulgado o regulamento. A final

do Melhor Mecatrónico 2019 realizar-se-ia

nas instalações da ATEC –

Academia de Formação, situada no

Parque Industrial da Volkswagen

Da esq.ª para a dta. (fila de cima):

Armando Coutinho; Nelson Sousa;

Hugo Guerra e Radu Holban. Fila

de baixo: Alexandre Santos; Marco

Cordeiro e Nuno Cristão

ORGANIZAÇÃO

PARCERIA


MELHOR

MECATRÓNICO

2019

CADA FINALISTA REALIZOU SETE HORAS E MEIA DE PROVAS, DIVIDIDAS POR

CINCO MÓDULOS. TRÊS PROVAS TIVERAM UMA DURAÇÃO MÁXIMA DE DUAS

HORAS, AS OUTRAS NÃO EXCEDERAM OS 45 MINUTOS. A PRESSÃO FOI MUITA

Autoeuropa. E assim foi. Mas, este

ano, além do envio prévio de documentação

técnica, a organização

realizou um briefing com os finalistas

no teatro de operações dias antes

da realização da derradeira etapa da

competição. Tudo para que os concorrentes

tivessem verdadeira noção

do que iriam encontrar e interiorizassem

a seriedade da iniciativa. A final

da competição contemplou, este

ano, automóveis de diferentes marcas:

dois VW Sharan, um Seat Ibiza,

um Renaullt Clio e um Nissan Micra

(estes dois últimos equipados com o

motor 1.5 dCi). Ao todo, cada finalista

realizou sete horas e meia de provas,

divididas por cinco módulos: A

(Reparação de motor – duas horas);

B (Diagnóstico de motor – duas horas);

C (Diagnóstico sistema elétrico

VW Sharan – duas horas); D (Diagnóstico

Seat – 45 minutos); E (Reparação

de caixa de velocidades DSG –

45 minutos).

Todos os materiais, ferramentas e

equipamentos foram fornecidos pela

organização. Os concorrentes só tiveram

de trazer os seus EPI´s (roupa

de trabalho, botas, óculos). E, claro,

conhecimento, concentração e afinco

para dar o seu melhor. Até porque,

além do título de Melhor Mecatrónico

2019, o vencedor da competição

levaria para casa um diploma, um

troféu e uma panóplia de artigos de

merchandising e prémios dados pelos

patrocinadores. Pouco passava das

10h quando os sete finalistas se apresentaram

no “terreno de jogo”. Depois

do briefing dado por Carlos Isidro,

coordenador da área de Mecatrónico

Automóvel da ATEC e presidente do

júri, as provas tiveram início, com os

concorrentes (a acusarem ansiedade

e nervosismo) a distribuírem-se pelas

provas, depois de sorteada a ordem

de entrada em cena. Tudo, mas

PontuAÇÃo final

1.° Marco Cordeiro

2.° Alexandre Santos

3.° Nuno Cristão

4.° Armando Coutinho

5.° Nelson Sousa

6.° Hugo Guerra

7.° Radu Holban

mesmo tudo, foi avaliado. Desde o

conhecimento técnico, até ao manuseamento

das ferramentas, passando

por hábitos de limpeza. As condições

eram iguais para todos. A isenção e

a abrangência das provas foram por

demais elogiadas. E o notável rigor e

empenho dos jurados ditou, uma vez

mais, o sucesso desta iniciativa.

Melhor está em S. Miguel

No final do primeiro dia de competição,

as opiniões dos participantes

eram unânimes, independentemente

daquilo que estivesse reservado para

o segundo dia. “Experiência única,

teste aos conhecimentos, excelente

ambiente de trabalho e espírito

de camaradagem,” foram alguns dos

comentários feitos pelos finalistas. O

dia terminou com um jantar de con-


A Final do Melhor Mecatrónico

2019 contou com um

programa recheado de

atividades, onde não faltou o

sorteio de um Curso Técnico

de Intervenção em sistemas

de ar condicionado e uma ação

de formação conjunta bilstein

group Portugal/Autozitânia

vívio no Golf & Country Club Quinta

do Peru, na Quinta do Conde, onde

formadores, concorrentes, patrocinadores

e organização puderam confraternizar,

descontrair e fazer o balanço

do primeiro dia.

Na manhã seguinte, sábado, 16 de

novembro, era o tudo ou nada. Só ao

final da tarde, depois de concluídas

as provas e atribuídas as pontuações,

é que houve “fumo branco” por parte

do júri. Marco Cordeiro, da Auto

Cordeiro, localizada na ilha de S. Miguel,

nos Açores, pertencente à rede

A Oficina, arrecadou o título de “Melhor

Mecatrónico 2019”.

A terminar, refira-se que, ao longo

dos dois dias, enquanto decorriam

as provas, passaram pelas instalações

da ATEC - Academia de Formação

várias dezenas de pessoas, que

estiveram atentas ao desenrolar dos

acontecimentos e interagiram com

os patrocinadores presentes. Nem

os finalistas de 2018 faltaram. E até

houve lugar ao sorteio de um Curso

Técnico de Intervenção em sistemas

de ar condicionado e uma apresentação

de componentes eletrónicos

e sensores das marcas febi, SWAG

e Blue Print por parte de Gonçalo

Pinto, consultor técnico do bilstein

group Portugal, perante a presença

de dois elementos da Autozitânia,

Flávio Menino, diretor de marketing

e comunicação, e Rui Almeida, responsável

comercial da zona sul. Para

o ano, haverá novidades nesta competição.

Tudo indica que a 5.ª edição

do Melhor Mecatrónico se vá realizar

no Salão expoMECÂNICA... l

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DESTAQUE

REPINTURA AUTOMÓVEL

ONDE PARAM

OS PINTORES


ORDENADOS ACIMA DA MÉDIA, TAXA DE EMPREGABILIDADE A 100%

E POSSIBILIDADE DE PROGRESSÃO NUMA CARREIRA DE VANGUARDA.

MAS, AFINAL, ONDE PARAM OS PINTORES DO RAMO AUTOMÓVEL?

O JORNAL DAS OFICINAS FOI À PROCURA DE RESPOSTAS E CONVERSOU

COM UM PROFISSIONAL DA ÁREA por Jorge Flores

Em busca do profissional perdido. Este bem poderia

ser o título que vai na cabeça dos responsáveis

das empresas especializadas em repintura automóvel.

Não apenas no mercado oficinal português, como

em toda a Europa. Ordenados acima da média, taxa

de empregabilidade a 100%, forte possibilidade de progressão

numa carreira de vanguarda e de futuro assegurado.

E entidades formadoras à disposição. Mas, afinal,

porque existe tão pouca oferta de pintores perante tanta

procura? Porque têm os gestores oficinais tanta dificuldade

para renovar uma classe profissional cada vez

mais envelhecida? João Calha, key account manager &

training center leader da Axalta Coating Systems Portugal,

acredita que falta, sobretudo, “valorizar” a profissão.

“Temos de perceber que não podemos mudar tudo

de um dia para o outro. O trabalho de divulgação tem

de ser feito de uma forma consistente, ao longo do tempo.

De raiz. Deverá ser dirigido às escolas e a uma população

mais jovem, no sentido de esta valorizar a profissão.

Hoje, é um trabalho de laboratório, equipamentos

de segurança e limpo. Não é algo que se aprende facilmente,

visto que tem uma componente técnica grande

e requer habilidade no uso dos materiais. Mas é uma

profissão tecnologicamente evoluída, com ferramentas

digitais, bem paga e de emprego garantido. Com futuro.

Mas os mais jovens, hoje, preferem os cursos de mecatrónico,

que, muitas vezes, vai dar ao desemprego”, lamenta

João Calha ao nosso jornal.

O problema podia estar relacionado com a inexistência

de cursos de formação. Mas não é o caso. Existem

vários exemplos. A começar por marcas como a Mercedes-Benz

e pela Toyota, através dos centros da Salvador

Caetano (ambas para alimentarem a própria rede)

ou entidades como o CEPRA, a Santa Casa da Misericórdia,

através da Aldeia de Santa Isabel, ou o próprio

Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP)

em várias delegações pelo país. Acontece que, muitas

vezes, o número de inscritos não chega para formar

uma turma. E muitos dos que se inscrevem acabam

por desistir a meio da formação. “O problema é de tal

maneira grave, que o Jornal Expresso, dois anos seguidos,

colocou os pintores do ramo automóvel entre as

10 profissões mais carentes de profissionais”, acrescenta

Virgílio Maia, diretor de marketing e comunicação

da Axalta Coating Systems Portugal.

Mercado preocupado

Os gestores oficinais contactados pelo Jornal das Oficinas

manifestaram a sua preocupação com a escassez

de pintores do ramo automóvel. Pedro Ramos, responsável

da oficina Maniquecar, em Alcabideche, considera

que a falta de profissionais é um problema que não

afeta apenas a repintura automóvel, mas sim o setor

na sua globalidade. Na sua opinião, as áreas da chapa

e pintura são as mais graves. Mas não esquece as

rececionistas. “Não há”, afirma. Em relação aos pintores,

concretamente, para si, “faltam centros de formação”,

lamenta. “Os cursos existem, mas falta informação.

As pessoas desconhecem que podem ganhar entre

€1200 a €1300, mais do que muitos ‘doutores’. Não

existe essa perceção. Também ignoram o facto de ser

uma profissão de futuro, porque, de pintura, os automóveis

nunca deixarão de necessitar”, explica. E acrescenta:

“Mas preferem todos ir para mecatrónica”. Segundo

Pedro Ramos, esta situação obriga o mercado

a contratar “profissionais estrangeiros”, porque portugueses,

“não há. Nem bons nem maus”, diz.

Uma sugestão? “Sensibilizar as pessoas para esta profissão,

através de campanhas. Explicar que é uma profissão

com muitas condições. Muitos têm medo dos

pós e receiam que seja uma atividade suja. Não é o

caso. Era necessário maior envolvimento das associações

do setor”, defende o responsável da Maniquecar,

cuja repintura automóvel representa entre 60 a 65%

do seu negócio, com tendência para aumentar. “Assim

haja profissionais”. Ao serviço, nesta área, tem três bate-chapas

e cinco pintores.

A oficina 11 Auto, por seu turno, dedica-se quase em

exclusivo à repintura, apesar de ter serviços de mecânica

como complemento do negócio. Significa isto que

sente, como poucos, a carência de massa laboral. Hugo

Silva, responsável da oficina de Mafra, reconhece

que tal limitação obriga a impor uma “sobrecarga horária

aos funcionários. Estamos sempre a pedir-lhes

mais uma hora extra”. No seu entender, faltam cursos

de formação em chapa e pintura. “Os centros preferem

dar cursos de mecatrónica, onde basta uma sala

de formação. Não tem grandes investimentos. Para dar

formação na nossa área, é preciso outra logística e investimento

maiores, como numa estufa, por exemplo”,

explica ao Jornal das Oficinas.

www.jornaldasoficinas.com Dezembro I 2019 11


C

REPINTURA

AUTOMÓVEL

Mão de obra envelhecida

Ana Fazenda, responsável pelos 19

centros da Salvador Caetano, tem um

olhar próprio sobre esta questão. “Ao

longo dos anos, temos verificado uma

crescente necessidade de técnicos de

reparação de chapa e pintura. Efetivamente,

esta era uma profissão que

surgia na figura do aprendiz da profissão,

iniciando-se quando os jovens

tinham entre 14 e 16 anos”, adianta.

“Com o tempo”, continua, a “formação

de aprendizes transitou para as escolas

de formação e para o ensino técnico-profissional.

Estas novas áreas escolares/formação

foram-se dedicando

a diversas temáticas do setor automóvel,

como a mecânica e a mecatrónica,

mas, até então, ainda não se tinham

dedicado à pintura e à reparação de

chapa. Estas são duas áreas profissionais

que exigem conhecimento mais

específico, diversas ferramentas, tintas

e materiais de pintura, bancos de

ensaio e estufas, que tornam a formação

dispendiosa e a necessitar de infraestruturas

de outra dimensão. Assim,

os profissionais destas duas áreas

foram envelhecendo, não existindo a

sua substituição natural. O mercado,

em geral, tem, neste momento, uma

população envelhecida nesta profissão,

com poucos técnicos entre os 25

e 45 anos, e a iniciar as primeiras formações

na área”, diz.

A Caetano Colisão conta com 19 centros

de colisão multimarca, cerca de

193 técnicos de pintura e reparação

de chapa, 25,6 milhões de euros de

faturação e cerca de 25.600 reparações

de colisão em 2018. “Somos um

dos principais operadores no mercado

e distinguimo-nos pelas excelentes

instalações, domínio e uso da

mais recente tecnologia utilizada nas

atividades de pintura e reparação de

chapa, capacidade técnica de equipamentos,

máquinas e ferramentas,

know-how, formação contínua

e certificação técnica por entidades

externas dos nossos recursos humanos.

Somos reconhecidos no mercado

pelo nosso compromisso com

parceiros, exigência e qualidade, re-

sultando na completa satisfação dos

clientes. A solidez do Grupo Salvador

Caetano é um fator diferenciador

na opção de muitos técnicos, o

que, aliado à melhoria contínua dos

nossos processos, com ganhos de eficiência

das operações e dos processos,

resulta numa menor necessidade

destes recursos com perspetivas de

renovação a curto prazo, em resultado

dos investimentos em projetos

de formação nesta área pelo próprio

Grupo Salvador Caetano”, explica.

“Determinante para resolver esta dificuldade

foi, sem dúvida, o trabalho

desenvolvido pelo Centro de Formação

de qualificação de jovens do

GSC, que, desde 1983, desenvolve

cursos de formação quer nesta área

de reparação e pintura quer em muitas

outras relacionadas com os negócios

do grupo, materializando o lema

do seu fundador, Salvador Caetano,

que dizia: ‘se não há profissionais no

mercado, façam-nos’. Podemos afirmar

que, como consequência direta

de tudo isto, não temos falta destes

recursos, salvo em situações excecionais

de picos de trabalho e algum absentismo”,

garante.

ORLANDO SILVA, PINTOR DA MOTICRISTO

O PRAZER DE SER PINTOR DE AUTOMÓVEIS VEM COM A NOSSA dedicaÇão

Amante de BTT (e das bicicletas em geral),

modalidade em que já se sagrou Campeão

Regional em 2013, Orlando Silva, de 36 anos,

acredita que é com esforço e dedicação que

se alcança, não apenas o sucesso, como,

inclusivamente, o “prazer naquilo que se faz”.

Uma receita que aplica nas várias áreas da

sua vida. Seja no desporto (hoje, dedica-se ao

duatlo: corrida/bicicleta), como na profissão.

Pintor de automóveis da oficina Moticristo, em

Mafra, desde 2006, depois de uma experiência

inicial num concessionário da Mitsubishi, onde

deu os primeiros passos, em 1999, Orlando Silva

garante que aprendeu a “gostar muito” daquilo

que faz. “Gosto do serviço, da casa onde trabalho

e dos meus colegas”, acrescenta. Reconhece

que, tal como muitos outros jovens em início

de carreira, a sua paixão não apontou logo à

repintura. As cores eram outras. “Gosto muito

de automóveis e de mecânica”. Mas, aos poucos,

foi descobrindo outros mundos. Outros ramos.

A repintura conquistou-o. E ele a repintura.

“A maior parte dos jovens que aqui chegam,

vindos dos centros de formação, tem sempre a

mecânica na cabeça”, admite. E encontra uma

explicação para essa preferência: “Este é um

trabalho mais complexo. Na repintura, não há

réguas nem manuais que nos possam garantir

que estamos 100% certos no que fazemos. Não

há uma chave que resolva o problema. Temos

de ser nós e a dedicação que emprestamos

ao serviço”, afirma. E vai ainda mais longe no

raciocínio: “A repintura talvez não pareça tão

emocionante, de início, como a mecânica.

Não é um prazer tão imediato. Vai evoluindo

connosco”, revela.

Orlando Silva reconhece que, atualmente, esta é

uma “profissão que oferece um salário bastante

acima da média, dada a escassez de oferta.

E desmistifica o preconceito de que seja uma

atividade suja. “Só quem quiser mesmo andar

sujo”, brinca. “Hoje, temos um equipamento de

proteção muito completo”, esclarece. E conclui:

“Não é preciso ser um fora de série para ser

pintor de automóveis, um Cristiano Ronaldo

da repintura, mas é fundamental aquilo que

damos de nós próprios para sermos bons no que

fazemos e disso extrair prazer”.

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

12 Dezembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


Problema internacional

A falta de profissionais na indústria

da repintura é um problema que afeta

os proprietários de oficinas um

pouco por toda a Europa. Não é um

problema apenas nacional. Estudos

regionais indicam que muitos destes

gestores oficinais receiam uma verdadeira

crise no futuro. Jim Muse, vice-presidente

de repintura da Axalta

escassez de mão de obra qualificada.

A falta de interesse por parte de gerações

mais novas e uma mão de obra

em envelhecimento são largamente

consideradas como as principais

causas. “Para inverter o interesse decrescente

na profissão por parte de jovens

adultos, temos de dar à imagem

do trabalho do pintor uma renovação

muito necessária,” dá conta Jim Mu-

Devido aos muitos desenvolvimentos

rápidos em tecnologia, o processo

é, hoje, realizado de uma forma célere

e precisa, em oficinas modernas com

sistemas digitais avançados, apoiados

por ferramentas de correspondência

de cores digitais que oferecem aos pintores

total mobilidade nas oficinas.

Num sistema de gestão de cor totalmente

digital e baseado na web, os

nascida entre 1995 e 2014, sendo que

os mais velhos estão, agora, a entrar

na força de trabalho. Trata-se de um

grupo significativo e prevê-se que, até

2020, inclua um quarto da mão de

obra mundial. Um estudo recente efetuado

junto de mais de 12 mil jovens

da geração “Z” em 17 países diferentes,

revelou que 80% ambiciona trabalhar

com tecnologias de ponta e 91%

A Falta DE PROFISSIONAIS NO SETOR DA REPINTURA É UM PROBLEMA QUE

AFETA OS PROPRIETÁRIOS DE OFICINAS UM POUCO POR toDA A EUROPA.

ESTÁ LONGE DE SER UM PROBLEMA CIRCUNSCRITO À REALIDADE NACIONAL

na Europa, Médio Oriente e África

(EMEA), afirma que, para superar esta

crise de competências, “o setor deverá

posicionar a profissão como uma

carreira para os que têm experiência

com tecnologias digitais e sensíveis às

questões ambientais”. De acordo com

a visão do responsável, a indústria da

repintura está sob pressão devido à

se. “As inovações na tecnologia significam

que, hoje, a profissão é tão digital

como manual, estando cada vez mais

sensível às questões ambientais”.

Historicamente, o trabalho de repintura

era algo estático, em particular

quando a correspondência de cores era

realizada com microfichas e, depois,

com lamelas de cores tradicionais.

pintores podem aceder a evoluídas

funcionalidades, como leituras de espectrofotómetros,

fichas de trabalho e

fórmulas de cores, sem fios, a partir de

qualquer dispositivo com acesso à Internet,

como um smartphone ou tablet,

em qualquer lugar nas oficinas.

Os proprietários de oficinas pretendem,

desta forma, atrair a geração “Z”,

declarou que a tecnologia influenciaria

o trabalho. Para os responsáveis

do setor, é fundamental demonstrar

à geração “Z” que a repintura é uma

alternativa atraente em relação a outras

profissões. E que é constituída por

verdadeiros nativos digitais com uma

mentalidade ambiental mais forte do

que as gerações anteriores. l

Untitled-3.pdf 1 06/09/18 15:38

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SALÃO

MECÂNICA 2019

À CONQUISTA

DO ORIENTE

A EDIÇÃO DE 2019 DO

SALÃO MECÂNICA FICOU,

INVARIAVELMENTE, MARCADA

PELA PRESENÇA DE MAIS DE

50 EMPRESAS PROVENIENTES

DA CHINA. AFRONTA PARA UNS,

COMPREENSÍVEL PARA OUTROS,

A VERDADE É QUE A EXPOSALÃO

DECIDIU, ESTE ANO, PARTIR À

CONQUISTA DO ORIENTE. APOSTA

QUE É, DE RESTO, PARA MANTER. A

INFORMAÇÃO FOI AVANÇADA PELO

PRÓPRIO JOSÉ FRAZÃO, DIRETOR

DA FEIRA, QUE REVELOU AO JORNAL

DAS OFICINAS QUE, EM MAIO DE

2021, OS EXPOSITORES ASIÁTICOS

TERÃO O SEU ESPAÇO RESERVADO

NA FIL, NO PARQUE DAS NAÇÕES

por Bruno Castanheira


Em 2019, o 9.° Salão Profissional de Aftermarket,

Equipamento Oficinal e Logística

voltou a realizar-se em Lisboa. Mais concretamente,

na FIL, no Parque das Nações. De 22 a 24

de novembro, pelo terceiro ano consecutivo desde

que saiu da Batalha, o aftermarket nacional convergiu

para a capital portuguesa. Este ano também

sem a ExpoTransporte, a feira foi dedicada à temática

da mecânica automóvel, com destaque para a

logística, componente primordial neste setor e que

contribui em muito para a otimização de processos.

Mas houve de tudo um pouco. Desde máquinas

para construção civil até, imagine-se, expositores

de vinhos, passando por veículos do exército.

Um dos momentos altos da feira foi a final da competição

Challenge Oficinas, organizada pelo Jornal

das Oficinas em parceria com a Polivalor.

Negócio da China

Com a realização, em Lisboa, da edição de 2019

da MECÂNICA, a Exposalão decidiu, este ano, fazer

diferente na feira pioneira do aftermarket nacional.

Ao longo dos 10.000 m 2 de área expositiva,

estiveram presentes, de acordo com dados da organização,

150 expositores, que responderam a todas

as áreas de interesse dos cerca de 20 mil visitantes

profissionais que passaram, ao longo de três dias,

pelo Pavilhão 3 (dados provisórios até ao fecho deste

artigo). Mais do que uma exposição dedicada ao

pós-venda, esta edição apresentou-se como um salão

virado para o oriente. A grande novidade foi a

presença de mais de 50 empresas parceiras do Grupo

SINOMACHINT, oriundas da China. A MECÂ-

NICA foi a primeira feira realizada em Portugal a

contar com a presença de um grande grupo industrial

e tecnológico chinês, cotado como a 250.ª empresa

mais poderosa do mundo, proveniente da República

Popular da China: SINOMACHINT.

“O aumento substancial de empresas estrangeiras,

pautado pela presença de fabricantes internacionais

de aftermarket, que pretendem apostar

no mercado ibérico para introduzir as suas marcas

através da MECÂNICA, em Lisboa, veio aumentar

a qualidade e o número de expositores. Todo este

processo se deve ao forte desenvolvimento tecnológico

proveniente da China, com apresentação

de grandes players desse país, que contaram, entre

outras, com uma conferência onde foi abordado

o tema da mobilidade elétrica e os seus equipamentos,

com algumas surpresas e apresentações

de novidades. Também contámos, este ano, com

empresas de Itália, Espanha, Eslovénia e Holanda”,

revelou José Frazão, diretor da feira, ao Jornal

das Oficinas.

Olhos em bico

Segundo a Exposalão, os milhares de profissionais

que aderiram ao evento puderam contactar

com uma vasta gama de produtos, equipamentos e

acessórios para o setor automóvel, nomeadamente

equipamento oficinal, auto diagnóstico, ferramentas,

repintura automóvel, estruturas e equipamentos

para lavagem auto, equipamento GPL, peças e

acessórios, componentes elétricos, vidros, iluminação,

car audio, cosmética automóvel, ar condicionado,

escapes, turbos, pneus, óleos e lubrificantes,

gestão de resíduos, formação, software de

apoio às oficinas, associações setorias e imprensa

especializada.

“Na edição deste ano, apostámos, também, no enriquecimento

do programa de atividades paralelas,

onde propusemos abordar temas dentro da

(r)evolução automóvel, da (r)estruturação da mecânica

automóvel e da (re)invenção mecânica. Participaram

nestas atividades a ANCIA (Associação

Nacional de Centros de Inspeção Automóvel), a

ARAN (Associação Nacional do Ramo Automóvel),

a ANECRA (Associação Nacional das Empresas

do Comércio e da Reparação Automóvel),

EAATA, INOV- FLOW, CeNTI (Centre of Nanotechnology

and Smart Materials), CEPRA, e Ricardo

Oliveira, do WorldShopper. Contámos, também,

com um Pitch Slam, da start-up Lisboa”, deu

conta José Frazão.

A Exposalão já está de olhos postos no futuro. Tanto

mais, que o diretor da feira revelou que a próxima

edição, a realizar em maio de 2021, na FIL, em

Lisboa, intercalando com a expoMECÂNICA, na

Exponor, voltará a contar com a presença de vários

expositores de origem asiática. l

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SALÃO

MECÂNICA 2019

7

elementos

do Jornal

das Oficinas

presentes

3dias

de feira

150

expositores presentes

50

empresas de origem

chinesa superou este

número

10.000 M 2 20.000

área total de exposição

visitantes rondaram esta fasquia

1pavilhão

alocado

ao

certame

200

takes em vídeo recolhidos

pelo Jornal das Oficinas

31

posts feitos pelo

Jornal das Oficinas

no Facebook

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OPINIÃO

MIGUEL FRANCO, VICE PRESIDENT OF BUSINESS DEVELOPMENT DA STRATIO

O SETOR DOS TRANSPORTES ESTÁ

A MUDAR. TAL COMO A MANUTENÇÃO

NO MUNDO ATUAL, AS TRANSPORTADORAS ENFRENTAM UMA AMEAÇA CONSTANTE À MEDIDA

QUE OS MERCADOS SE TORNAM CADA VEZ MAIS GLOBALIZADOS

A

competitividade já não

constitui apenas um

fator determinante para

a rentabilidade. Também define

quais os negócios que irão prosperar

e os que não vão conseguir

sobreviver. As novas tecnologias e os

desenvolvimentos recentes na área

da Inteligência Artificial abriram

uma janela de oportunidade

para uma nova abordagem à

manutenção, que é muito mais

eficaz do que a tradicional

manutenção programada, baseada

na quilometragem ou em períodos

temporais. Esta nova abordagem

à manutenção, que recorre à

Inteligência Artificial, baseia-se na

leitura de dados dos sensores dos

veículos (temperaturas, pressões,

estados) e utiliza matemática, física

e métodos científicos, no geral,

para, com base no comportamento

atual e histórico dos componentes,

prever, com grande grau de certeza,

comportamentos e performance

futura.

Estas análises complexas são efetuadas

de forma automatizada e permitem

aos operadores, não apenas supor

ou estimar, mas efetivamente, saber,

com base em dados factuais, o que

está errado, que componentes têm de

ser substituídos, em quanto tempo e

como evitar disrupções na operação

e eliminar períodos de inatividade.

E o mais interessante é que, ao

contrário do senso comum, esta nova

abordagem não substitui a anterior

A NOVA

ABORDAGEM À

MANUTENÇÃO,

QUE RECORRE

À INTELIGÊNCIA

ARTIFICIAL,

BASEIA-SE NA

LEITURA DE

DADOS DOS

SENSORES

manutenção preventiva. E, como

tal, não invalida um planeamento

da manutenção. Pelo contrário,

complementa-o, tornando-o

dinâmico, com a capacidade para

gerar novas ordens de trabalho e

atualizar os planos de manutenção

de forma automática, permitindo às

empresas um controlo muito mais

rigoroso e uma visibilidade muito

superior, sem a exigência de alocação

de mais recursos para estas tarefas.

A Stratio tem, desde a sua fundação,

liderado a investigação e os avanços

científicos nesta área, apoiando

- desde fabricantes a grandes

operadores - algumas das maiores

empresas de transportes da

Europa nesta transição

para uma manutenção

automatizada. A Stratio,

em parceria com os seus

clientes, criou um espaço

onde se poderá ver, em

primeira mão, uma

operação totalmente

automatizada. l

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18 Dezembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


OBSERVATÓRIO

CONCEITOS DE MOBILIDADE

SOLUÇÕES PARA TODOS

A

mobilidade está a mudar. E a

um passo mais acelerado do

que nunca. As pessoas preocupam-se

de forma crescente com o

meio ambiente, vivendo, a sua maioria,

nas grandes cidades. Por isso, faz

sentido continuar a falar em mobilidade

partilhada. A emov (agora emov

by Free2move) é a prova viva das alterações

que a nossa sociedade está a

atravessar. Com cada vez maior adesão,

a empresa de mobilidade continua

a expandir-se e a aumentar a sua

frota, que, apesar de não exceder os

150 veículos na cidade de Lisboa, começa,

agora, a dar cartas para levar

os seus clientes mais longe.

Do particular AO profissional

As soluções para particulares já são

bastante conhecidas no “mundo” da

mobilidade. Mas com a aquisição da

emov por parte da Free2move, serviço

de mobilidade do Groupe PSA, a

empresa vai ainda mais longe e chega

aos clientes profissionais. Agora,

para além da aplicação urbana com

NO PASSADO DIA 12

DE NOVEMBRO, A EMOV

REUNIU, NO HOTEL ALTIS

BELÉM, UMA EQUIPA

DE 12 JORNALISTAS,

AOS QUAIS APRESENTOU

AS NOVIDADES DO

SERVIÇO E A NOVA

IMAGEM EMOV BY

FREE2MOVE.

À SEMELHANÇA

DO QUE ACONTECEU EM

ABRIL, IGNACIO RÓMAN,

CEO DA FREE2MOVE

IBERIA, VOLTOU A FALAR,

IN LOCO, DA “SUA” MARCA

por Joana Calado

múltiplas utilizações, que servirá

como um agregador de serviços, a

emov by Free2move disponibilizará,

também, um serviço de aluguer de

veículos por um curto período (Free-

2move Rent) e um serviço de renting

a longo prazo (Free2move Leasing).

E, ainda, uma aplicação totalmente

dedicada aos condutores de veículos

elétricos, onde se pode encontrar

pontos de carga e reservar estacionamentos

(Free2move Services). Todos

estes serviços estão disponíveis para

clientes particulares e profissionais.

“Queremos que, num futuro próximo,

todos os nossos clientes possam

aceder à completa oferta de serviços

que temos através de uma única

aplicação”, afirmou Ignacio Róman,

CEO da Free2move Iberia.

Especialmente direcionados para

clientes profissionais e de frota, a

empresa criou os serviços e-mobility

advisor, connect fleet e fleet sharing,

que prometem, acima de tudo, facilitar

o dia a dia das empresas. Com estas

novas soluções, a Free2move vai

conseguir avaliar a potencial de eletrificação

das frotas de empresas, gerir

toda a sua frota através de dados

em tempo real e otimizar a monotorização,

além de rentabilizar a sua

frota, permitindo aos colaboradores

uma utilização mais flexível.

Saímos do centro

A grande novidade apresentada

pela emov by Free2move foi a inclusão

de 30 unidades do modelo DS

3 Crossback para complementar a

frota de Citroën C-Zero existentes.

Estes novos modelos possibilitarão

deslocações maiores do que a frota

elétrica. E mais cómodas. Se, em

abril, a emov apresentava novas zonas

de atuação, como Benfica, Olivais

e Bairro da Cruz Vermelha, na

apresentação do dia 12 de novembro

foi, literalmente, mais longe, estando

ainda em negociações com a Câmara

Municipal da Amadora, mas

já com uma certeza: em Alfragide

vai ser possível deslocarmo-nos com

a emov by Free2move. l

20 Dezembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


empresas

ISRAEL MARCOS, DELEGADO COMERCIAL PARA PORTUGAL,

E ARSENIO GONZÁLEZ, DIRETOR COMERCIAL IBÉRICO, EM FRENTE

ÀS INSTALAÇÕES DA COJALI, QUE ESTÁ PRESENTE EM 115 PAÍSES


COJALI

O FUTURO DA COJALI

EM PORTUGAL SERÁ

DE CINCO ESTRELAS

A COJALI É UM FABRICANTE EUROPEU DE COMPONENTES E DIAGNÓSTICO PARA VEÍCULOS PESADOS.

ESTÁ NO MERCADO HÁ MAIS DE 25 ANOS E TEM UMA HISTÓRIA MUITO LIGADA À PENÍNSULA IBÉRICA.

NESTAS PÁGINAS, FALAMOS SOBRE O PASSADO, O PRESENTE E O FUTURO DA EMPRESA. ISRAEL MARCOS,

DELEGADO COMERCIAL PARA O NOSSO PAÍS, FALA MESMO DE UM FUTURO CINCO ESTRELAS por João Vieira

Fundada em 1992, a Cojali teve

uma evolução constante, passando

dos quatro sócios fundadores

para mais de 500 colaboradores

atuais. Começou com a

produção de núcleos viscosos, pás

de plástico, válvulas e embraiagens,

evoluindo em termos de core business.

Na época, eram poucas as referências

que se fabricavam. No entanto,

a investigação já começava a

ser um dos pilares de maior destaque

desta empresa: conseguiu que

a Cojali e a Jaltest (ver caixa, nestas

páginas) se transformassem em

marcas de referência na Europa,

EUA e resto do mundo.

A marca está presente em mais de

115 países distribuídos por cinco

continentes, com vários acordos comerciais

de distribuição. Os seus

produtos são (re)conhecidos a nível

mundial, tanto no campo do diagnóstico

como dos componentes. O

Jornal das Oficinas falou com Arsenio

González, diretor comercial da

Cojali Ibérica, e Israel Marcos, delegado

comercial da marca para Portugal,

e ficou a conhecer, em detalhe,

uma empresa cujas motivações são

muito fortes para atacar um mercado

em constante evolução.

MERCADO PORTUGUÊS

A Cojali está presente no mercado português

desde a sua criação. Ou seja, o nosso país foi,

desde sempre, considerado um mercado sem

diferenças para o espanhol. Por isso, a presença

ronda os 27 anos. Em Portugal, a distribuição

da Cojali é feita através de lojas de peças de

reposição, que estão encarregues de colocar os

produtos da empresa à disposição das oficinas

e das frotas. A rede de distribuição está muito

consolidada, podendo dizer-se que há uma

presença generalizada da marca em todo o país.

O mercado luso tem um peso específico muito

importante para a empresa, até porque o produto

Cojali é muito procurado pelos utilizadores e

a rede de distribuição tem um grande papel

nesta ação. A empresa marca presença nas feiras

nacionais, sempre através de distribuidores.

Para além de estar presente, a Cojali também dá

formação sobre os produtos.

Quanto a desafios para o futuro, é preciso

defender os interesses do setor e a Cojali quer

participar nisso. Mas, também, é preciso manter

a confiança dos clientes. A marca quer criar um

sem fim de propostas e de produtos para que se

transforme numa referência no mercado luso.

Portugal é um país com muito potencial. É um

mercado ávido de evolução e que pede produtos

tecnologicamente evoluídos. “O futuro da Cojali

em Portugal será de cinco estrelas”, assegura

Israel Marcos.

Motivações fortes essas que têm por

base o passado da empresa, que tem

sido um verdadeiro caso de sucesso

baseado numa força comercial sem

igual. Os dois responsáveis da Cojali

partilham ideias, conceitos, projetos e

até respostas. O mercado português e

a marca Jaltest, a referência de diagnóstico

da Cojali, foram outros temas

abordados nesta conversa interessante,

completa e muito honesta.

Arsenio e Israel começara por mencionar

os três pontos chave para o

crescimento da empresa. Se, para Arsenio,

a aposta na internacionalização

foi fundamental, com a presença

da marca em cinco continentes,

a criação do departamento de engenharia,

o desenvolvimento constante

de processos e produtos, bem como

a clara aposta no talento e no capital

humano da empresa, já Israel é mais

pragmático e refere a importância de

momentos e produtos, como o desenho

e a produção de válvulas e viscosidade

eletromagnética, o desenvolvimento

de módulos de diagnóstico

para veículos industriais e agrícolas,

obras públicas e embarcações, e, por

fim, o desenvolvimento e produção

de módulos telemáticos com funcionalidade

de diagnóstico. Aqui, percebe-se

que os pilares de sucesso são

variados e díspares, mas fortes.

Trabalho, foco, dedicação

Quando questionados sobre a facilidade

em vender componentes hoje

e há 25 anos, a resposta também foi

perentória, até porque ambos acham

que este negócio nunca foi fácil.

“Atualmente, o aftermarket está exposto

a constantes alterações tecnológicas,

à pressão dos fabricantes e a

um longo rol de situações que provocam

algumas dificuldades”. A Cojali

encontrou o antídoto perfeito: o trabalho,

a dedicação, o foco no cliente.

Trata-se de uma empresa dinâmica,

que coloca constantes desafios aos

seus colaboradores. Os clientes agradecem

por isso.

Relativamente ao mercado em geral,

quando uma empresa tem soluções, é

muito bom. De outro ponto de vista,

os produtos contam com um ciclo de

vida muito limitado. Portanto, estar,

constantemente, a lançar novos produtos,

significa que a Cojali é parte

ativa desse mesmo mercado. Os responsáveis

falaram, também, dos produtos

e serviços que oferecem aos

clientes, frisando que estão totalmente

focados no veículo industrial com

www.jornaldasoficinas.com Dezembro I 2019 23


COJALI

COMO EMPRESA DE DIMENSÃO CONSIDERÁVEL QUE É, A COJALI TEM

UMA PLATAFORMA DE VENDAS B2B, SENDO UMA FORMA DE ESTAR

COM O CLIENTE 24 HORAS POR DIA E SETE DIAS POR SEMANA

um portefólio muito amplo de artigos

que abrange sistemas de travagem,

sistemas de refrigeração, diagnóstico

e telemática. No âmbito dos serviços,

a empresa vai apostar fortemente na

assistência técnica e na formação com

veículos de última geração.

Como empresa de dimensão considerável

que é, a Cojali tem uma plataforma

de vendas B2B. “Para nós, é

uma forma de estarmos disponíveis

24 horas por dia e sete dias por semana.

E os nossos clientes contam

com informação em tempo real sobre

stock, novos produtos e várias

referências. A nossa plataforma B2B

evoluiu também, permitindo o acesso

dos clientes para gerir trâmites e

processos administrativos (acesso a

faturas, devoluções, prazos de entrega)”,

afirmam em uníssono.

Estratégia de especialização

As gamas de produtos refrigeração,

componentes de travão, componentes

eletrónicos e Jaltest (ver caixa,

nestas páginas) existem a partir do

pressuposto de ampliar a gama, melhorar

a cobertura no mercado, oferecer

um valor acrescentado, com

formação e informação técnica de

montagem. O objetivo é continuar

a ampliar o portefólio de uma forma

muito focalizada no core business

da própria empresa. Já do ponto de

vista comercial, a estratégia coloca o

foco no cliente ou no distribuidor. A

ideia é manter relações a longo prazo

com os clientes através da oferta

do produto adequado para cobrir

as necessidades do mercado e com o

serviço e o tratamento prestado ao

cliente. Para isso, é preciso vender.

E também será necessário motivar a

equipa de vendas. Como se consegue

isso? “Seguimos um formato de trabalho

baseado em ações e não apenas

nos resultados. A nossa premissa de

trabalho é informar, propor, assessorar.

E este formato permite fazer

bem o trabalho e ficar entusiasmado

com o projeto. Ainda a nível comercial,

aposta-se forte na formação,

em conhecer o produto e o mercado.

Esta é a melhor forma de motivar a

equipa comercial”, afirmou Arsenio

Gonzalez.

Outro tema muito importante, tem a

ver com a forma como se pode ser mais

rápido e eficiente na entrega dos componentes

às oficinas. Arsenio Gonzalez

refere que não se dá importância suficiente

a quem vende peças de reposição.

“Tendo em conta a diversidade de

marcas, modelos e sistemas no mercado,

se pensarmos em como é incrível

que uma oficina depois de um simples

telefonema peça um silent block, uma

braçadeira de um tubo de escape ou

um sensor de rotações e tenha por trás

um profissional que a identifique imediatamente,

tenha a peça em stock e faça

a gestão da sua entrega em menos

de 24 horas, é obra”, frisa.

EQUIPAMENTO DE

diagNÓSTICO PARA

PESADOS JaltEST

A Jaltest é a vertente de diagnóstico da Cojali.

Estamos a falar de equipamentos de diagnóstico

que permitem à empresa-mãe estar posicionada

perto do cliente final, seja na oficina ou na frota.

São produtos de diagnóstico para camiões,

reboques, autocarros, modelos pick-up, furgões,

tratores, veículos industriais e embarcações.

Produtos exigentes, uma vez que a venda é

realizada apenas uma vez, mas são utilizados

diariamente na oficina. Isto significa que, a

cada dia, os produtos da Jaltest são colocados

à prova. A confiança na marca é tal, que os

responsáveis falam em situação idílica, pois já são

os utilizadores dos equipamentos a recomendar

o produto.

A Jaltest segue uma estratégia 100% focada no

utilizador. Desta forma, a equipa de diagnóstico

centra-se em trabalhar de uma forma intuitiva

e semelhante todas as marcas, apesar de dispor

de um portefólio com mais de 59 marcas de

camião, 49 de autocarro e 32 de furgões, todas

provenientes dos grandes centros de produção

a nível mundial, na China, Índia, EUA, Coreia do

Norte, Japão e Europa. A capacidade de ouvir o

utilizador e de entender as suas necessidades,

permitiu à Jaltest transformar-se no produto

recomendado pelos profissionais para...

profissionais. E não só.

Proposta para os utilizadores

Sendo uma empresa com uma grande

ligação à Península Ibérica, impunha-se

uma análise ao aftermarket

ibérico dentro do segmento de mercado

onde a Cojali atua. “O aftermarket

tem uma posição complexa,

ainda que coloquemos ao serviço dos

utilizadores ferramentas e valores

aos quais as OEM não estão acostumadas.

Sempre desfrutámos de

menos informação técnica, menos

capacidade para a identificação de

componentes e uma série de outras

desvantagens que nos fizeram desenvolver

capacidades que também

são valorizadas pelo cliente, como o

serviço, a capacidade de adaptação,

a imaginação e a inovação, entre outras.

Quiçá não estamos numa posição

de equilíbrio, mas sim poderíamos

dizer que o OEM, com as suas

vantagens e desvantagens, e o aftermarket,

com as nossas, permite que

sejamos, de facto, uma proposta válida

para os utilizadores”, afirmam. As

perspetivas de faturação para 2019

são muito favoráveis, ainda que, com

as eleições espanholas (que aconteceram

recentemente), o investimento

público se encontre parado, afetando

o setor. Mesmo assim, a empresa espera

resultados positivos.

Para o futuro, o grande desafio da Cojali

é manter uma política orientada

para o cliente, como núcleo principal

da sua atividade. l

24 Dezembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


ENTREVISTA


AMÍLCAR NASCIMENTO,

KEY ACCOUNT & MARKETING MANAGER DA EXIDE TECHNOLOGIES

NEM TODOS PODEM

DIZER QUE TRABALHAM

NUMA EMPRESA (QUASE)

CENTENÁRIA

QUASE UM SÉCULO CUMPRIDO SOBRE A PRESENÇA DAS BATERIAS TUDOR NO MERCADO NACIONAL,

A EXIDE TECHNOLOGIES CONTINUA A ESTAR NA VANGUARDA DA TECNOLOGIA DO MERCADO.

RESPONSÁVEL DO FABRICANTE, NO NOSSO PAÍS, FALA DE UMA LONGA HISTÓRIA DE SUCESSO

por Jorge Flores

As baterias Tudor estão quase a comemorar

100 anos de presença em Portugal – data

que será celebrada em 2020. Um nome

histórico pelo qual, ainda hoje, o fabricante mundial,

Exide Technologies, é conhecido no mercado

nacional. Em entrevista ao Jornal das Oficinas,

Amílcar Nascimento, key account & marketing

manager, fala da forte responsabilidade ambiental

da empresa e do seu compromisso com a vanguarda

e a qualidade dos produtos.

Qual o balanço de 2019 para a Exide?

A nossa empresa, como sabem, não trabalha com

o ano civil, mas sim com o norte-americano, que

vai de 1 de abril a 31 de março. O ano começou por

ser um pouco atípico, devido, sobretudo, às condições

climatéricas, que influenciam (e muito) o rendimento

e o tempo de vida útil das baterias. Mas

podemos dizer que está a ser um ano dentro das

nossas expectativas e que iremos cumprir. Em alguns

aspetos, ultrapassaremos os nossos objetivos

iniciais.

Na sua opinião, como se encontra a saúde do

mercado das baterias em Portugal?

Devido, sobretudo, à idade do parque, o negócio

das baterias está bem e manter-se-á estável por

mais alguns anos. Existe muita oferta, muitas marcas

de baterias e, isso, faz com que continue a existir

uma pressão muito forte para o mercado de preço

em detrimento da qualidade, embora o cliente

final já esteja muito informado e a dar cada vez

mais importância a outros fatores que não apenas

o preço, bem como a preferir marcas de baterias

instantaneamente reconhecidas e confiáveis. Também

o facto de os veículos mais recentes serem tecnicamente

mais evoluídos, veio criar um novo desafio

para selecionarem o produto certo. Quando

todos os blocos de baterias aparecem, lado a lado,

a marca é o único garante real da qualidade interna.

A Exide mantêm a reputação das suas marcas.

Quais os principais desafios deste setor?

São, sem dúvida, a evolução tecnológica que se tem

verificado no setor automóvel. Os veículos conti-

www.jornaldasoficinas.com Dezembro I 2019 27


AMÍLCAR

NASCIMENTO

O GRUPO EXIDE SOUBE APROVEITAR O POTENCIAL DAS SUAS SEIS

MARCAS PREMIUM: EXIDE, TUDOR, FULMEN, DETA, SONNAK E

CENTRA. QUALQUER DELAS É REFERÊNCIA NO PAÍS ONDE ESTÁ

nuam a evoluir e, hoje, temos veículos

mais ecológicos, com maior eficiência

no consumo, menos emissões,

eletrónica mais avançada a bordo,

redução do compartimento do motor,

alteração no padrão de condução

e alterações climáticas, entre outros

aspetos. Tudo isto é um desafio para

as baterias, que serão obrigadas a ter

ligas de alta tecnologia, armaduras e

matéria ativa que garantam a mais

alta potência de CCA otimizado para

o tempo frio, design e recursos de

segurança superiores, que permitam

resistência em situações adversas e a

altas temperaturas, blocos e tampas

de alta qualidade que ofereçam mais

vida útil e segurança no uso e, sobretudo,

que as tecnologias desenvolvidas

para o OEM Start & Stop estejam

disponíveis de imediato para o

aftermarket. A Exide, neste aspeto,

tem uma grande vantagem: é um fabricante

de baterias de classe mundial

para equipamento original e mercado

de reposição, reconhecida pelos fabricantes

de veículos e pela indústria automóvel

pela mais alta qualidade de

fabricação, já que todas as nossas fábricas

na Europa são certificadas com

o ISO/TS. Na nossa empresa, os processos

de linha de produção são idênticos

para as baterias OE e AM, o que

nos permite produzir a gama mais

abrangente de baterias de chumbo-ácido

para todas as aplicações. A nossa

experiência nos mercados automóvel

e industrial permite-nos oferecer a

mais ampla diversidade de tecnologias

de baterias, fornecendo a bateria

certa para cada necessidade, desde o

arranque confiável de um pequeno

ciclomotor até ao fornecimento de

energia necessária para o arranque e

alimentação de equipamentos num

grande veículo comercial ou embarcação

marítima.

A Exide sempre teve uma forte

ligação ao ambiente. Como encara a

revolução, em marcha, dos veículos

elétricos?

É um facto que a nossa empresa sempre

teve (e continua a ter) uma forte

responsabilidade ambiental. Somos

uma das maiores recicladoras do

mundo e uma das poucas empresas

com capacidade de fornecer o Total

Battery Management, também conhecido

como reciclagem em circuito fechado.

Esse processo liberta os clientes

da carga de manusear as baterias

usadas nas suas instalações. Em 1984,

foi fundada a SONALUR, atualmente

Exide Technologies Recycling II, S.A.,

a fim de se iniciar o processo de reciclagem

de baterias de chumbo ácido

(já então com grandes preocupações

ambientais). Atualmente, ainda é a

única empresa do ramo a operar em

Portugal. A eletrificação, por enquanto,

ainda não é verdadeiramente um

problema, visto estarmos a falar ainda

de um nicho de mercado com uma expressão

no AM muito reduzida, além

de que os veículos elétricos continuam

a necessitar de uma bateria para alimentar

todos os equipamentos existentes

a bordo.

Em 2020, celebram 100 anos de

presença em Portugal. Ainda há

quem trate a empresa por Tudor?

Sim, essa é uma realidade ainda muito

presente no mercado. Mas, nesse

capítulo, o Grupo Exide soube aproveitar

o potencial das suas seis marcas

premium. A saber: Exide, Tudor, Fulmen,

Deta, Sonnak e Centra. Qualquer

uma destas marcas é de referência

no país onde estão inseridas e, por

esse motivo, o grupo decidiu manter o

posicionamento igual para estas marcas,

de forma a poder aproveitar toda

a notoriedade angariada ao longo de

anos de trabalho no respetivo mercado,

como é o caso da marca Tudor

em Portugal, que sempre foi (e continua

a ser) a marca de referência para

os consumidores. No entanto, com a

abertura do mercado e o aparecimento

de novos players, vimos necessidade

de introduzir as marcas Exide e

Fulmen, de forma a termos o mesmo

nível de oferta. Mas, ao mesmo tempo,

proteger a rede de distribuição da

marca que sempre nos acompanhou e

ajudou a ser o que, hoje, somos.

Pensam celebrar esta data? De que

forma?

A história da nossa empresa é uma

coisa que enche todos os trabalhadores

de orgulho. Não são todos que podem

dizer que trabalham numa empresa

prestes a completar 100 anos

de atividade, sempre ao mais alto

nível e a contribuir para o desenvolvimento

do nosso país. A forma como

celebraremos este acontecimento

ainda está a ser estudada. Oportunamente,

será comunicada, primeiro, a

todos os trabalhadores da empresa e,

posteriormente, ao mercado. l

28 Dezembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


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RICARDO COSTA, SAULO SACO, ANA RITA SOARES E JORGE

SALVADOR NUM MOMENTO DE BOA DISPOSIÇÃO. MAIS UM

EXEMPLO QUE DEMONSTRA QUE A LEIRILIS É UMA FAMÍLIA


REPORTAGEM

CONVENÇÃO REDSERVICE

REDE (RE)UNIDA

PARA ASSINALAR O 3.º ANIVERSÁRIO DA REDE E FAZER O BALANÇO DA SUA ATIVIDADE

AO LONGO DESSE TEMPO, A LEIRILIS REALIZOU, NO SÁBADO, DIA 26 DE OUTUBRO,

EM LISBOA, NO LOUNGE PONTILE, SITUADO NA DOCA DE ALCÂNTARA, A CONVENÇÃO REDSERVICE,

QUE REUNIU TODOS OS PARCEIROS DESTE CONCEITO OFICINAL por Joana Calado

Os intervenientes da ação não poderiam ser

mais ilustres: Saulo Saco, administrador da

Leirilis, Ana Rita Soares, gestora de marketing

da Leirilis, Ricardo Costa, sales manager da

Leirilis, e Jorge Salvador, coordenador nacional da

rede RedService. Foi precisamente este último que

abriu a sessão, agradecendo a presença de todos

e destacando o facto de todos os anos a rede ter

vindo a crescer. Por isso, “cada vez temos uma sala

mais cheia”, disse. O coordenador deu ainda ênfase

ao facto de, “apesar de este ser o 3.° aniversário da

rede, na verdade é já a quarta reunião”.

Saulo Saco deu as boas-vindas a todos os convidados

e congratulou os parceiros pelo bom desempenho

da rede ao longo destes três anos de atividade.

“É, sem dúvida, muito gratificante ver esta sala

cheia e um grande orgulho para a família Leirlis

poder contar com a vossa presença aqui”, afirmou

o administrador da empresa de Leiria.

Mercado automóvel em análise

A intervenção do administrador, Saulo Saco, começou

com a apresentação de dados de mercado,

disponibilizando diversas informações positivas

para a rede de oficinas. “Desde 2015, o parque automóvel

tem vindo a crescer. Em 2018, fechámos

o ano com uma subida de 4%. Se o parque automóvel

aumenta, há mais veículos para reparar, o

que quer dizer que temos mais trabalho”, explicou

o administrador. Sendo que, atualmente, o parque

automóvel ronda as seis milhões de unidades, apesar

de, neste momento, também se registar um aumento

na vida útil dos veículos. Em 2018, a idade

média dos ligeiros de passageiros era de 12,8 anos

e a dos comerciais de 13,8 anos.

Saulo Saco também aproveitou para falar sobre as

novas energias, provando que, apesar de a sociedade

estar a desenvolver uma maior consciência ecológica,

os motores a combustão ainda representam

99% do parque automóvel, sendo que 1% inclui,

não só, energia elétrica, mas, também, GPL. E apesar

de os dados mostrarem uma nova perspetiva,

o aumento de veículos com energias alternativas

ainda é muito reduzido.

Novidades já chegaram

Jorge Salvador, coordenador nacional da RedService,

começou por apresentar aos parceiros o trabalho

realizado durante o ano, bem como algumas

novidades, onde se destaca o site, lançado no dia 1

de novembro.

Este novo site nasceu fruto da necessidade de colocar

a RedService a comunicar o melhor possível

com o cliente final. Por isso, dispõe de várias funcionalidades,

como a possibilidade de os clientes

fazerem marcações online e escolherem o tipo de

serviço que pretendem utilizar, além de verificarem

logo quais são as oficinas da rede mais perto

da sua localização e ainda tomar conhecimento das

campanhas mensaisque a rede cria.

A nova página também inclui opções de vários packs

de manutenção, que, como explicou o coordenador,

vão desde a revisão simples, óleo, filtro de

óleo, reposição dos níveis de líquido limpa-vidros,

do líquido refrigerante e da pressão dos pneus a

um check-up de 25 pontos, passando pela revisão

profissional, que inclui a revisão simples mais a

mudança de filtro de ar e um check-up de 45 pontos.

No topo da gama, situa-se a revisão total, que

inclui a revisão profissional e a mudança do filtro

de gasóleo.

Após a escolha do pack de revisão adequado, o

cliente pode selecionar a oficina e efetuar logo um

pedido de marcação. No mesmo campo em que faz

a marcação, o cliente também poderá indicar serviços

extra que pretende ver realizados.

Também no que diz respeito aos pneus, houve novidades.

O cliente dispõe, agora, de um simulador

onde coloca a altura e o diâmetro, podendo, de seguida,

visualizar todos os produtos disponíveis de

determinada medida.

Durante a convenção, houve ainda lugar a mais

novidades, nomeadamente o protocolo realizado

com a MedicareAuto, que permite aos clientes dis-

porem de um seguro de “saúde” para os seus veículos.

No caso da parceria com a RedService, os

detentores deste seguro terão um desconto de 25%

em produtos (à exceção dos pneus) e ainda 25% de

desconto em mão de obra.

A responsável de marketing da Leirilis, Ana Rita

Soares, aproveitou a oportunidade para apresentar

aos membros da rede o novo merchadising que poderão

oferecer já neste Natal. Este ano, o destaque

vai para calendários de secretária e blocos de notas,

todos com a imagem da RedService, mas feitos,

especificamente, para cada oficina, tendo sempre

esse elemento diferenciador.

Dp AUtomotive também tem novo layout

Não só para os clientes finais houve novidades. A cargo

de Ricardo Costa, sales manager da Leirilis, ficou

a responsabilidade de apresentar aos presentes o novo

site da DP Automotive, que para além de um novo

layout, a partir de agora permite a pesquisa por matrícula,

modelo, chassis e número TecDoc.

Com o novo site, se o profissional pesquisar determinado

produto, será possível perceber se existe

alguma equivalência da Leirilis para ele, permitindo

filtros de pesquisa por marca ou especificações

de peças. Para além disso, no caso de peças de retorno,

aparece o alerta de valor de casco.

O site passa a disponibilizar um chat para que o

comprador possa rapidamente contactar o serviço

de apoio ao cliente. Outra novidade é a possibilidade

de acesso ao programa XPoint, pedir brindes,

consultar o catálogo e aceder ao regulamento. Na

área pessoal, o cliente tem ainda acesso ao seu histórico

de encomendas e à conta corrente.

No final da convenção, Saulo Saco subiu novamente

ao palanque para falar sobre os objetivos futuros,

pelos quais passa a interligação de todos os softwares

e programas, de forma a facilitar o dia a dia dos

profissionais e oferecer ao cliente final uma garantia

a nível nacional, de modo a que este consiga resolver

um problema em qualquer oficina RedService,

mesmo não sendo a sua oficina habitual. l

www.jornaldasoficinas.com Dezembro I 2019 31


REPORTAGEM

30.ª CONVENÇÃO ANUAL DA ANECRA

TRADIÇÃO

COM TRÊS DÉCADAS

HÁ PRECISAMENTE 30 ANOS QUE, DE FORMA ININTERRUPTA, A ANECRA REALIZA A SUA CONVENÇÃO ANUAL.

A 30.ª EDIÇÃO DECORREU NO INÍCIO DO PASSADO MÊS DE NOVEMBRO, NO CENTRO DE CONGRESSOS DE

LISBOA, E TEVE COMO LEMA “HORIZONTE 20/30 - QUE AUTOMÓVEL? QUE NEGÓCIO?” por João Vieira

No discurso de abertura da 30.ª Convenção

Anual da ANECRA, o presidente da direção,

Alexandre Ferreira, reforçou a posição da associação

relativamente à economia paralela, um dos

pilares da sua ação, juntamente com a reforma da

fiscalidade automóvel. A carga fiscal que incide sobre

o automóvel é objeto de severas críticas por parte

da ANECRA, uma vez que, no seu entender, está

a limitar o direito à mobilidade individual. “Se, por

um lado, o Governo tem dado incentivos à mobilidade

coletiva, subsidiando passes, por outro, tem

financiado os mesmos com o aumento de impostos

sobre o automóvel, o combustível e a sua posse.

Castigando, desta forma, a mobilidade individual,

quando a maioria da população não tem alternativa

ra os painéis, assim como da presença de oradores

credenciados, que promoveram uma ampla

discussão sobre aquilo que realmente importa ao

setor. O desafio da eletrificação foi o denominador

comum a todas as apresentações, sendo que,

este ano, o primeiro dia da convenção começou

com uma novidade paralela ao evento: o Encontro

Especializado do Comércio de Usados. Para a

ANECRA, o segmento de automóveis usados tem,

atualmente, uma dinâmica empresarial e de mercado

que justificam, claramente, a inclusão deste

encontro no programa da convenção.

Vários especialistas deste setor de atividade debateram

conteúdos totalmente vocacionados para os

assuntos relacionados com o comércio de automóà

mesma”, disse Alexandre Ferreira.

O responsável da ANECRA apontou, também, as

dificuldades relativas à formação profissional, nomeadamente

dos não ativos, que exigem a adoção

de medidas mais eficazes para que se possam colmatar

as carências reveladas pelos empresários do

setor da reparação, principalmente na área da colisão.

“É necessário sensibilizar os jovens no sentido

de que, após a sua formação académica, possam

encontrar no mercado de trabalho colocação digna

e garantida, acautelando o seu futuro”, disse.

Foco nos automóveis usados

A 30.ª Convenção Anual da ANECRA suscitou

uma seleção criteriosa dos temas escolhidos pa-

32 Dezembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


veis usados, um mercado que tem assistido a uma

grande volatilidade nos valores de venda de viaturas

ao longo dos últimos quatro trimestres, que tiveram

uma queda acentuada no primeiro trimestre

de 2019. No primeiro painel deste encontro,

debateu-se a importância dos brokers financeiros e

o controlo sobre o cumprimento dos rácios de solvabilidade/taxas

de esforço no crédito ao consumo,

assim como a fiscalização e o controlo da atividade.

O segundo painel foi dedicado aos grandes desafios

do comércio de usados nos próximos 10 anos.

futuro das oficinas

O segundo dia da convenção foi inteiramente dedicado

ao futuro das oficinas e dos vários conceitos

oficinais que vão surgir, consequência das novas

motorizações e da nova geração de clientes com hábitos

muito diferentes das gerações passadas. O painel

sobre “Seguradoras, gestoras de frotas e oficinas”

abriu com uma intervenção de José Maria Cancer,

diretor-geral do CESVIMAP.

Seguiu-se o debate moderado por Nuno Roldão,

vice-presidente da ANECRA, que contou com

quatro oradores: Luís Santos, administrador da

os clientes através nos novos canais”, referiu.

Nuno Medeiros, coordenador de lojas da Soulima,

abordou o tema da venda de peças online, alertando

para o problema da especificidade da maioria

dos componentes, que exige know-how para a sua

montagem. Para o responsável, a oferta de um serviço

global por parte distribuidores, que inclua informação

técnica, hotline, tecnologia, informação

e formação é a solução que faz sentido e que garante

a máxima eficiência às oficinas.

No último painel do dia, moderado por Dário

Afonso, o tema principal foram as redes oficinais.

Manuel Pena, responsável da CGA Car Service, da

Auto Delta, Artur Teixeira, sócio-gerente da Yes

Car, Joaquim Carvalho, administrador da Auto

Índia, José Cid Proença, diretor-geral da Spinerg,

e Dulce Semedo, membro do Conselho de Administração

da Roady, foram os oradores presentes.

A opinião relativamente às vantagens das oficinas

pertencerem a uma rede foi unânime, quer a nível

da formação e consultoria técnica, financeira e

marketing, quer como gerador de negócio, beneficiando

de uma estrutura global que permite impulsionar

o negócio.

Estabelecer ligação com clientes

Seguiu-se a apresentação de Ana Xavier, coordenadora

de business intelligence & marketing da Polivalor,

sobre “Bridging the Gap – Comunicação eficaz

com os clientes”. É essencial estabelecer pontes

de ligação com os clientes e, na atualidade, o marketing

digital é a melhor forma de fazê-lo. Mas a comunicação,

para ser eficaz, tem de ser sistemática e

o processo deve ser contínuo.

Antes no encerramento oficial da convenção, os

participantes tiveram ainda oportunidade de assistir

a uma interessante apresentação de Luís Mira

Amaral, presidente do Conselho da Indústria Portuguesa

da CIP, sobre a atualidade e o futuro do comércio

e da reparação automóvel. “Se a tecnologia

vai assegurar a neutralidade em CO 2 e NO x entre

Diesel e gasolina, deixem o mercado funcionar e os

clientes escolherem, até chegarmos à era elétrica”,

disse. Na 30.ª Convenção Anual, foi ainda anunciada

uma nova solução tecnológica de apoio às oficinas,

ANECRA CarData, que foi, oficialmente, apresentada

no Salão MECÂNICA, em Lisboa. Trata-se

de uma plataforma online que permite o acesso à

informação técnica por parte das oficinas. l

A ECONOMIA PARALELA, A ELEVada CARGA FISCAL E A

formação PROFISSIONAL SÃO TRÊS PREOCUPaçÕES DA

associação LIDERADA POR ALEXANDRE FERREIRA

Impoeste, Tiago Ribeiro, da Audatex, João Ferreira

do Amaral, da Tranquilidade, e Carlos Carvalho,

da Arval. O painel concluiu a necessidade de as oficinas

investirem mais na qualificação dos colaboradores

e no equilíbrio entre as margens da mão de

obra e das peças.

O início do segundo painel, dedicado à “Digitalização

do pós-venda”, foi protagonizado por Carlos

López, diretor de vendas da Launch Ibérica,

que fez uma apresentação sobre o ADAS. Segundo

o responsável, os serviços de calibração de sistemas

ADAS vão crescer exponencialmente, uma

vez que, até 2022, todos os veículos terão de estar

equipados de fábrica com este sistema. O estudo

que foi apresentado indica que o preço médio de

calibração é de €225 por automóvel. Sendo o custo

de um equipamento de calibração de cerca de

€7.500, a oficina pode amortizar este investimento

com apenas 33 calibrações. José Carlos Valentim,

responsável de formação em pós-venda da Toyota

Caetano Portugal, chamou a atenção para as diferentes

motorizações que, hoje, equipam as viaturas

e a necessidade de a oficina estar preparada para

dar assistência a todas elas. “A formação dos técnicos

não chega. É preciso haver acompanhamento

às pessoas e necessidade de DMS’s mais robustos,

monotorização dos indicadores de atividade, ferramentas

de orçamentação e saber comunicar com


ENTREVISTA

JOSÉ CRESPO DE CARVALHO, PROFESSOR DO INDEG- ISCTE

TOMARAM MUITOS

SETORES TEREM UMA DPAI

ARRANCOU MAIS UMA EDIÇÃO DO PROGRAMA AVANÇADO DE GESTÃO PARA PROFISSIONAIS

DO PÓS-VENDA AUTOMÓVEL, UMA INICIATIVA DA DPAI/ACAP, EM PARCERIA COM O INDEG-ISCTE.

JOSÉ CRESPO DE CARVALHO, PROFESSOR, FAZ O BALANÇO DESTE CURSO, LANÇADO EM 2016 por João Vieira

Antecipando anos que se preveem muito desafiantes,

a ACAP considera fundamental promover

a consolidação das competências dos

profissionais da indústria do pós-venda automóvel,

assegurando a sua capacidade de tomar decisões de

gestão bem sustentadas, de identificar e concretizar

oportunidades de negócio e de desenvolver equipas

mais produtivas e motivadas para o sucesso. Neste

contexto, iniciou-se, no passado mês de outubro, um

novo curso para executivos do aftermarket, desta feita

nas instalações do INDEG-ISCTE, em Lisboa. O

curso visa aprofundar os conhecimentos do pós-venda

automóvel e servir de espaço privilegiado para debate

e reflexão sobre o futuro do setor em Portugal.

O Programa Avançado de Gestão para Profissionais

do Pós-Venda Automóvel aposta em nove módulos

intensivos, ao longo de oito meses, especificamente

concebidos para as necessidades de gestão dos decisores

do setor, num formato plenamente compatível

com a sua vida profissional. O programa teve início

em outubro de 2019, com as “Tendências e Desafio

do Pós-Venda Automóvel” e terminará, em maio

de 2020, com o “Wrap-up: Definição Estratégica

do Negócio Pós-Venda Automóvel”. Tem o seguinte

corpo docente: Dário Afonso (Módulos 1 e 9); Hélia

Pereira (Módulo 2); Isabel Lourenço (Módulo

3); Crespo de Carvalho (Módulo 4); Rogério Canhoto

(Módulo 5); Helena Teixeira (Módulo 6); Oliver

Röhrich (Módulo 7); Pedro Janela (Módulo 8). Com

quatro edições já realizadas, pedimos ao professor

34 Dezembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


José Crespo de Carvalho para nos fazer o balanço do

“Programa Avançado de Gestão para Profissionais do

Pós-venda Automóvel”, lançado em 2016.

Que balanço faz das edições realizadas até agora

e qual tem sido a evolução deste curso?

Faço um balanço muito positivo. Assim se mantenha

a dinâmica. E a quantos mais profissionais chegarmos,

melhor. Cria-se rede, partilha de conhecimentos,

debatem-se questões críticas, conhecem-se

outras formas de fazer e de profissionalizar a gestão

e alavanca-se a dimensão conhecimento, lato senso.

Como define este novo curso a nível de conteúdos

e grau de dificuldade?

Houve um cuidado enorme em manter o que vinha

sendo apreciado pelos participantes e em introduzir

dimensões mais digitais e de transformação do

negócio para os dias que correm. Quanto à dificuldade,

nada é difícil quando se tem vontade. Tudo

é difícil quando se acha que tudo se domina e que

não é preciso mais do que fazer o que se faz há anos

sem investir em formação. A formação permite uma

partilha enorme e um ganho acelerado, em pouco

tempo, de dimensões críticas: conhecimento, outras

realidades, outras formas de fazer, criação de rede,

“apetite” para resolver problemas reais.

Considera que os módulos escolhidos abordam as

principais áreas relacionadas com a gestão das

modernas empresas do pós-venda automóvel?

Certamente que sim. E, nesse aspeto, temos contado

com o apoio permanente de Joaquim Candeias

e de Pedro Barros. Internamente, da Catarina e da

Alexandra Afonso. Adicionalmente e não menos

importante, do Dário Afonso, que vai pavimentando

as tendências que nos devem orientar nas várias

dimensões da gestão. A equipa é fortíssima e

os participantes também. Temos tudo para fazer

sempre mais e melhor.

Qual o perfil dos participantes do atual curso?

Temos a cadeia toda (com fornecedores de fornecedores

e clientes de clientes) em sala, o que é muito

bom para debater os problemas aos vários níveis e

posições. Temos pessoas seniores, o que é muito bom,

porque valorizam a formação e valorizam o conhecimento.

Temos participantes mais juniores, que são

o futuro. Portanto, ingredientes não faltam. Precisamos

de fazer sair, de novo, uma belíssima fornada.

Quais os principais ensinamentos que são

transmitidos aos participantes e que resultam em

mais-valias para a gestão das suas empresas?

Trata-se de gerir e procurar melhorar em termos

de gestão. Por isso, as problemáticas que vão surgir

serão financeiras, de stocks, de marketing, comerciais,

que são as típicas do negócio. Mas onde se

teve a preocupação de integrar a componente digital

e as tendências setoriais. Para, no global, termos

melhor gestão, mais eficiência e maior eficácia.

Passar por uma formação deste tipo dá uma

maturidade na abordagem aos problemas e uma

capacidade de visão completamente diferente das

várias temáticas. Para melhor, claro.

Que objetivos a DPAI/ACAP e o INDEG/ISCTE

pretendem atingir com a realização destes cursos?

Qualificar profissionais e empresas para o futuro. E

qualificar significa preparar para o que aí vem. Ninguém

sabe o que vem. Mas se tivermos a humildade de

partilhar e construir em conjunto, estaremos a construir

o nosso próprio futuro. E é mais fácil de perceber

o futuro quando se participa na sua construção.

E qual vai ser o futuro destes cursos? Vão voltar a

realizar algum módulo no Porto?

Claro. No Porto ou onde houver mercado. Ou onde

a DPAI/ACAP sentir necessidades formativas. Há

uma associação e uma DPAI que fazem um trabalho

excecional pelos associados e pela comunidade

em geral. Tomaram muitos setores e muitas empresas

terem uma DPAI nos seus caminhos.

Que mensagem quer transmitir aos profissionais

do pós-venda automóvel sobre as vantagens e

mais-valias de participarem neste curso?

Acho que mensagens por mensagens não passam

de palavras depois de escritas. O mais importante

é que sintam apelo por fazer uma formação destas.

Por co-criar. Por participar. Por fazerem parte

de um movimento amplo que lhes permite encarar,

de forma mais profissional, o seu futuro. Como

sempre digo: só precisamos dos que cá estão,

pois estarão certamente por bem. E mais, muitos

mais, virão. A aprendizagem faz a diferença nas

nossas vidas. É pena que só se dê por isso quando

se passa por ela. Antes disso, há sempre muitos

entraves. Se abolíssemos esses entraves e apagássemos

essas barreiras mentais, teríamos melhores

empresas e gestão. l

www.jornaldasoficinas.com Dezembro I 2019 35


DEPOIS DE MUITOS ANOS A TRABALHAR NOUTRA ATIVIDADE,

ANTÓNIO CARAPINHA DECIDIU INVESTIR NUMA OFICINA

ROADY, QUE ABRIU PORTAS NO INÍCIO DE OUTUBRO


Oficina

do Mês

A OFICINA DO MÊS É PATROCINADA POR TOTAL ROC (RAPID OIL CHANGE)

ROADY (MEM MARTINS)

TIRO DE PARTIDA

A NOVA OFICINA DA REDE ROADY, EM MEM MARTINS, É O RESULTADO DE UMA PAIXÃO ANTIGA

DO FUNDADOR, ANTÓNIO CARAPINHA. O TIRO DE PARTIDA FOI DADO EM OUTUBRO E O RESPONSÁVEL

AFIRMA QUE ESTÁ COM AS BATERIAS A 99% por Jorge Flores

Tudo cheira a primeiros tempos no novo centro

auto da rede Roady, em Mem Martins.

Desde a oficina, com sete portas de entrada

e totalmente apetrechada com equipamentos da

empresa Tecniverca, até à loja de acessórios para

automóvel, composta por amplos corredores, repletos

de produtos, onde não falta uma área para

venda de pneus. O tiro de partida para esta oficina

foi dado no início de outubro último, mas António

Carapinha, de 51 anos, responsável da empresa, é

um apaixonado pelo mundo automóvel desde tenra

idade, tendo, inclusivamente, sido o melhor aluno

do curso de mecânica, nos seus tempos de estudante,

na Suécia, onde viveu na década de oitenta.

Durante esse período, chegou a trabalhar na Volvo,

mas passado algum tempo regressou, juntamente

com os pais, para Portugal, onde ainda estudou

por um ano e meio, até abraçar o negócio de família:

primeiro, num minimercado e, depois, num

hipermercado que veio a liderar – espaços comerciais

que, em 1992, começavam a surgir no nosso

país. “Depois de tantos anos a trabalhar noutra atividade,

decidi investir numa oficina Roady”, conta

António Carapinha.

Aposta nas froTAs

Pouco mais de um mês decorrido sobre a abertura

de portas ao público, não é possível fazer um balan-

ço sobre a atividade. Nem falar da carteira de clientes

existentes. Tudo está a começar agora. Falemos,

então, de expectativas. “Este é um negócio assente

no serviço, do qual os clientes gostam ou não. Ainda

não temos histórico, temos de criá-lo”, explica António

Carapinha ao Jornal das Oficinas. Com uma

equipa composta por 13 pessoas, o novo centro auto

Roady está preparado para enfrentar o mercado.

“Em termos de equipamento, temos tudo. Não falta

nada: máquinas para ar condicionado antigo e novo,

e duas máquinas de diagnóstico. Fazemos aqui

OFICINA ROADY (MEM MARTINS)

Gerente António Carapinha

Morada Rua António Feijó, n.° 113,

2725 - 233 Mem Martins

Telefone 210 515 130

Site www.roady.pt

todos os serviços. Apenas os trabalhos de chapa e

pintura subcontratamos”, afirma. Para já, os clientes

têm sido particulares, mas o responsável está a

trabalhar para alargar o negócio aos stands de automóveis

e a duas gestoras de frotas: LeasePlan e

Arval. Além do volume que estas empresas frotistas

conseguem assegurar, trazem ainda para a atividade

“veículos mais recentes”, explica.

Entre a oficina e a loja, António Carapinha está

convicto de que a faturação será assegurada, sobretudo,

pela primeira. “No negócio Roady, a loja

costuma ter peso, mas a minha experiência, aqui,

diz-me que será um complemento”, revela. Mas será

que a experiência com superfícies comerciais

não o poderá ajudar nesta área da loja? “O supermercado

funciona a 50% por impulso. Aqui não.

Os clientes já vêm com a ideia do que querem. A

única coisa que pode ser comprado por impulso

será o cheirinho para o carro”. Para António Carapinha,

a prioridade, nesta fase, é “colocar a casa

em ordem”. A segunda fase será dotar a casa de

capacidade (e equipamentos) para poder enfrentar

a revolução dos veículos elétricos e híbridos.

O responsável garante que não tem receios nesta

atividade. “Ainda estou com as pilhas a 99%.

Quando chegar aos 50% é que pensarei nessas

ameaças e verei o que poderia ter feito melhor. Hoje

ainda não”... l

www.jornaldasoficinas.com Dezembro I 2019 37


NOTÍCIAS // DINÂMICA DO SETOR ESCREVE-SE DE A A Z

Empresas

ASER AFTERMARKET AUTOMOTIVE

IV CONVENÇÃO DECORREU EM SEVILHA

Reunindo mais de 130 participantes, entre

parceiros e fornecedores, o Grupo ASER realizou,

entre 7 e 10 de novembro, a sua IV Convenção,

que rumou até à capital da Andaluzia: Sevilha.

As atividades realizadas permitiram estreitar o

vínculo entre parceiros e fornecedores, aprofundando

as relações comerciais e pessoais num ambiente

mais descontraído do que o habitual. Para José Luis

Bravo, diretor-geral da ASER, “com apenas três

anos de experiência, já nos tornámos num grupo de

referência no mercado, onde gostamos de fazer as

coisas de forma diferente e sempre alinhados com

nossos valores: proximidade, comunicação, inovação

e transparência. A convenção tornou-se num

espaço de trabalho mais amplo, no qual os sócios e

a administração dos nossos principais fornecedores

podem conhecer-se melhor e partilhar problemas

do dia a dia de forma mais descontraída e sempre

procurando soluções”. Já Max Margalef, presidente

da ASER, destacou o trabalho do grupo nesses três

anos. “Hoje, somos 42 parceiros, com cerca de 90

pontos de venda e presença em Espanha e Portugal.

Fazemos parte da Nexus. Mas chegar aqui não teria

sido possível sem o trabalho da equipa liderada por

José Luis Bravo, sem o apoio total dos fornecedores

e o envolvimento absoluto de todos os parceiros,

que acreditam no nosso projeto”.

38 Dezembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


APOIO RUGEMPEÇAS E MÉGUIN

GONÇALO REIS ACABOU ÉPOCA DE ENDURO EM ALTA

RugemPecas.pdf 1 27/11/19 17:22

PUB

A

temporada de 2019 de Enduro,

que teve o seu desfecho

no fim de semana passado,

no Algarve, com a realização dos

ISDE (International Six Days Enduro),

não poderia ter terminado da

melhor forma para o piloto português

Gonçalo Reis.

Campeão Nacional de Enduro na Categoria

Elite 1, vencedor da Taça do

Mundo 2T, Campeão Catalão e Medalha

de Ouro nos ISDE (International

Six Days Enduro), prova que

decorreu no fim de semana de 16 e

17 de novembro, no Algarve, onde o

piloto integrou a seleção portuguesa,

que conquistou um 8.° lugar.

A temporada de 2019 de Enduro

dificilmente poderia ter corrido melhor

ao piloto luso Gonçalo Reis.

Para tal, muito se deveu ao apoio da

RugemPeças (empresa da Terrugem

e Abóboda, especialista em peças e

acessórios auto) e da marca de lubrificantes

Méguin (comercializada

pela RugemPeças e que assegura um

importante volume de faturação).

“Estou bastante grato com o patrocínio

que a RugemPeças, empresa

que considero como uma família, e

a marca Méguin me deram este ano.

A performance da moto foi espetacular

e a época correu bem”, revelou

Gonçalo Reis ao Jornal das Oficinas.

Com o início da nova temporada a

aproximar-se a passos largos (arrancará

no final de janeiro de 2020),

o piloto português ainda está em

negociações com patrocinadores. A

continuidade da marca Méguin, por

enquanto, ainda é uma incógnita.

Ao contrário da RugemPeças, com

quem Gonçalo Reis já firmou um

acordo para a próxima temporada.

Boas Festas

Lubrificantes de alta qualidade.

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www.jornaldasoficinas.com Dezembro I 2019 39


MINUTO VERDE VALORPNEU

65%

Publireportagem

DOS DETENTORES DE PNEUS USADOS

CONSIDERAM BOM O CONTRIBUTO DA VALORPNEU

E

m Portugal Continental, 65% dos

detentores de pneus usados

considera acima de razoável a sua

satisfação relativamente ao contributo da

Valorpneu enquanto gestora do sistema. Se

formos para a Madeira e Açores, esta

percentagem corresponde a 49%. Apenas 3%

afirma ser pouco relevante, quer do Continente

quer das Regiões Autónomas.

Esta é uma das conclusões de um estudo

realizado no âmbito da avaliação da satisfação

com o Sistema de Gestão de Pneus Usados

(SGPU) e do nível de serviço prestado pela

Valorpneu, elaborado na sequência da iniciativa

“Circuito Portugal Valorpneu 2019”. Este primeiro

estudo a nível nacional no âmbito da retoma

de pneus em fim de vida do fluxo específico,

realizado em parceria com a consultora GfK,

revela ainda que mais de metade dos detentores

(53%) assume um bom conhecimento sobre o

sistema, com maior incidência nas regiões norte

e sul do país.

O estudo identificou que 99% dos inquiridos tem

os pneus usados armazenados separadamente

de outros resíduos. No Continente, 38% e, nas

ilhas, 42%, encontram-se armazenados no

interior da oficina e, respetivamente, 86% e

87% em piso impermeável. Já em 100% dos

inquiridos, existem extintores e sinalética de

segurança nas instalações.

O objetivo desta operação passou por conhecer

as práticas de cada detentor, o seu nível de

conhecimento sobre o sistema, assim como

escutar anseios e preocupações, a fim de

aproximar a relação entre estes agentes e a

Valorpneu, além de obter um conhecimento

mais profundo sobre as necessidades do setor.

A iniciativa da Valorpneu envolveu cerca de 770

visitas mensais, numa ação de sensibilização que

levou até aos detentores nacionais, pela primeira

vez, um pneu telecomandado, que relembrou os

passos fundamentais a cumprir na gestão destes

resíduos. Uma forma interativa e dinâmica de

contacto, que permitiu envolver os interlocutores

com as mensagens da Valorpneu e concluir que,

também a este nível, o balanço é positivo, uma

vez que “76% dos inquiridos confirma conhecer

a legislação associada à gestão de pneus usados

e 86% tem conhecimento que decorre da

legislação obrigações para as suas empresas,

o que nos deixa francamente satisfeitos”, disse

Climénia Silva.

Em Perfeita Sintonia

com a febi

Uma marca, um objetivo - Disponibilizar Kits de Corrente

de Distribuição com qualidade OE no aftermarket

A febi oferece Correntes de Distribuição de fabricantes OE,

garantindo qualidade OE no aftermarket. Em conjunto com os

seus fornecedores, reúne uma elevada competência de forma

a responder às expetativas de todos os clientes quanto a

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40 Dezembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com

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Notícias

empresas

COMEMORAÇÃO DOS 40 ANOS

ngk spark plug europe | A sede regional para a Europa, Médio

Oriente e África (EMEA), em Ratingen, na Alemanha, celebrou, em outubro,

os seus 40 anos de sucesso. Em 1989, a sede alemã assumiu, oficialmente, as

atividades em toda a Europa e adotou o nome atual: NGK Spark Plug Europe

GmbH. O crescimento continuou quando, em 2017, expandiu-se ainda mais

para incluir o Médio Oriente e a África, com o objetivo de fortalecer a sua

posição na EMEA. Hoje, a NGK Spark Plug Europe equipa quase todos os

fabricantes de automóveis da EMEA como equipamento de origem (OE) e peças

de revenda autorizadas (OES), além de fornecer o aftermarket (IAM). A sua

abordagem única tornou-a no fornecedor número um de velas de ignição e

sondas Lambda, além de fornecedor líder de velas de pré-aquecimento, bobinas

de ignição, cabos e várias tecnologias de sensores. Organizacionalmente, a

operação da EMEA cresceu para abranger 10 empresas do grupo e mais de 1.000

colaboradores, além de duas fábricas em França e na África do Sul e um centro

técnico de ponta em Ratingen, inaugurado em 1990.

CATÁLOGO ONLINE COM IMAGENS 360°

Veneporte | A empresa passou a disponibilizar, no seu catálogo online, uma nova funcionalidade que permite

aos utilizadores visualizar a imagem dos produtos a 360°. Esta funcionalidade foi desenvolvida com o objetivo de

melhorar e enriquecer a experiência do utilizador sempre que este recorre ao catálogo online da Veneporte na procura

de um determinado produto. Após efetuar a pesquisa do produto, que pode ser realizada por modelo de automóvel,

por matrícula ou por referência, para além de toda a informação técnica que o catálogo já disponibilizava, agora

o utilizar consegue, também, visualizar a 360° a respetiva peça. Assim, de uma forma rápida, fácil e intuitiva, o

utilizador consegue, em três cliques, ter acesso a toda informação de que necessita.

PACK AUTOData / ASSISTÊNCIA TÉCNICA

Car Academy | A academia especialista em formação e consultoria

para o setor automóvel irá comercializar, até final de 2019, um pack que

combina Autodata e assistência técnica. Ao adquirirem este pacote, os

clientes terão acesso a um alargado leque de informação e apoio técnico, com

condições comerciais bastante vantajosas. Ambos os serviços continuarão a ser

disponibilizados, também, nas versões stand alone.

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www.jornaldasoficinas.com Dezembro I 2019 41


Notícias

EMPRESAS

PRORIGINAL: SELO DA TMD FRICTION

Textar | Com o intuito de proteger melhor os clientes de produtos falsificados,

a Textar lançou o PROriginal, um novo selo de segurança da TMD Friction para as suas

embalagens. Começando pela embalagem para aplicações em veículos de passageiros,

todos os produtos da Textar serão protegidos com um selo, que deve ser removido

antes de ser aberta a caixa. Na parte de trás do selo, existe um código QR e um código

alfanumérico de 12 dígitos, ambos associados, exclusivamente, ao produto. Isto permite

ao cliente verificar a autenticidade do produto de duas formas: fazendo a leitura do código

QR com a app Textar Brakebook (gratuita para iOS e Android) ou com outro scanner de

código QR. Uma vez inserido o código ou feito o scan, o cliente obtém uma resposta.

Este procedimento permite ao cliente descobrir, de forma imediata, se o produto de que

dispõe é original ou falsificado. Se o cliente tiver um código inválido ou que já tenha sido

digitado, é altamente provável que o produto seja falsificado.

PRO4MATIC

ABRE SUCURSAL NO ALGARVE

Sediada na zona centro do país, a Pro4matic, especialista em suspensões

pneumáticas, abre, em parceria com a Konzept Automobile, um novo

centro de distribuição e reparação na região do Algarve, mais concretamente

em Almancil. De acordo com a nota de imprensa enviada pela organização

liderada por Nuno Durão, “esta iniciativa permite melhorar o nosso serviço

e estar mais perto dos clientes de que dispomos. Espera-se, assim, uma maior

celeridade e eficiência no apoio ao cliente”. A Pro4matic - Air Suspension Center

assume-se como empresa líder na distribuição de suspensões pneumáticas

na Europa.

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42 Dezembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


TRAVÕES BATERIA REVISÃO MECÂNICA MUDANÇA ÓLEO CLIMATIZAÇÃO PNEUS PRÉ-CONTROLO

TÉCNICO

SUSPENSÃO VISIBILIDADE KIT DE

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A EUROREPAR CAR SERVICE é uma ampla rede internacional de reparadores, com um vasto e profundo

conhecimento do mercado multimarca. Presente em 25 países, com mais de 4400 oficinas em todo

o mundo e mais de 150 em Portugal, o nosso grupo tem tudo o que precisa para levar a sua oficina ainda

mais longe.

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Notícias

EMPRESAS

FORMAÇÃO EM TECNOLOGIA PASSTHRU

RecOficial | A rede ibérica de oficinas multimarca promoveu, no passado mês de

outubro, nas instalações da sede do Grupo Recalvi, em Vigo, uma ação de formação sobre

“Tecnologia PassThru e Funções de Diagnóstico”. Nesta formação, exclusiva para os aderentes

ao projeto RecOficial, as oficinas puderam aceder à referida informação através de um

equipamento de diagnóstico preparado com tecnologia PassThru. Esta tecnologia permite

às oficinas reprogramar a maioria das unidades de controlo do veículo, bem como aceder à

informação técnica dos fabricantes. Já são 12 as oficinas que, em Portugal, optaram por aderir

ao projeto RecOficial, um conceito assente numa forte componente de conhecimento, de

apoio técnico e de formação.

UM MUNDO DE EXCELÊNCIA AO SERVIÇO DO AUTOMÓVEL

Rua Fernando Vicente - Armazém 15 - 2560-677 Torres Vedras

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Coordenadas GPS - Latitude 39º5'42.83"N - Longitude 9º15'7,74"W

CURSO PARA ELÉTRICOS E HÍBRIDOS

Centro Zaragoza | Programou uma nova edição do curso presencial “Veículos

elétricos e híbridos”, que será ministrado, de 16 a 20 de dezembro, nas suas instalações. A

duração é de cinco dias (30 horas letivas) e o horário é das 9h às 17h. O curso é destinado

a engenheiros, técnicos, especialistas em seguros, professores de formação profissional

e a qualquer pessoa cuja área de trabalho esteja relacionada com veículos equipados

com sistemas de alta tensão. O objetivo geral é fornecer aos alunos todo o conhecimento

necessário sobre a arquitetura e os componentes dos veículos elétricos e híbridos, bem

como manuseá-los com segurança, evitando ferimentos em pessoas e danos materiais no

ambiente.

Readapt Portugal, Lda

CONCLUÍDA MAIS UMA AÇÃO

Grupo Beirauto ACADEMIA | Em parceria com o CEPRA, o grupo realizou, no

passado mês de outubro, uma formação em veículos elétricos e híbridos. Nestes dois dias,

foram abordados princípios de funcionamento, componentes, diagramas elétricos, sistema de

carregamento, diagnóstico e substituição de módulos das baterias de tração. Os formandos

consideraram esta formação de enorme importância dado o contexto atual da introdução

destes veículos no mercado automóvel e tiveram oportunidade de efetuar testes a este tipo

de veículos num simulador de um Toyota Prius e de um BMW i3. O Grupo Beirauto Academia

é um conceito desenvolvido para os clientes das empresas Mondegopeças e Beirauto, para

proporcionar mais ferramentas aos seus clientes que lhes permitam ultrapassar obstáculos.

44 Dezembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


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Christian Engelhart ACELERA ATÉ

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COM UMA EMBRAIAGEM SACHS

Veja Christian Engelhart,

embaixador da ZF, em ação:

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produto

DESDE QUE INICIOU O FABRICO DE SONDAS LAMBDA, NO INÍCIO DE 2000,

A FAE NÃO TEM PARADO DE FAZER EVOLUIR ESTE COMPONENTE, QUE TEM

COMO PRINCIPAL FUNÇÃO REDUZIR A EMISSÃO DOS GASES DE ESCAPE


SONDAS LAMBDA FAE

EVOLUÇÃO CONTÍNUA

A EVOLUÇÃO DAS SONDAS LAMBDA É CONSIDERÁVEL, DESTACANDO-SE A INTRODUÇÃO DAS “VERSÕES”

AQUECIDAS, O APARECIMENTO DAS VARIANTES DE BANDA LARGA E O DESENVOLVIMENTO DA TECNOLOGIA

PLANAR, NO QUAL A FAE APOSTOU MUITO FORTE, VISTO QUE, DESDE HÁ ANOS, A TEM DESENVOLVIDO

por João Vieira

A

FAE fabrica sondas Lambda

há mais de duas décadas na

sua fábrica de Barcelona. Todas

as referências já estão disponíveis

no TecDoc, onde a FAE é certificada

como fornecedor de dados

“Classe A”, bem como no catálogo online

deste fabricante espanhol especialista

em componentes elétricos e

eletrónicos.

É importante saber que as primeiras

sondas Lambda não eram aquecidas

e tinham um tempo de resposta útil

superior a 120 segundos. Isto significa

que, desde que se punha o veículo

a trabalhar, a ECU não recebia uma

leitura clara até terem passado dois

minutos, quando o motor frio polui

mais.

De forma genérica, pode dizer-se

que, durante todos estes anos, foi-se

procurando melhorar a velocidade, a

estabilidade e a precisão da resposta

da sonda Lambda, independentemente

do regime do motor e um

menor tempo de colocação em funcionamento,

ou seja, o tempo que o

sensor demora a alcançar a temperatura

de trabalho, como, também, a

sua resistência e durabilidade.

Tipos de sondas lambda

Primeiro, as sondas de zircónio. Tratam-se

de sondas Lambda binárias,

fabricadas com cerâmica composta

por dióxido de zircónio ou zircónia,

que contêm um eletrólito sólido que

proporciona uma tensão elétrica que

se obtém por comparação de duas

atmosferas (os gases de escape, por

um lado, e o ar exterior, por outro).

É sensível à concentração de oxigénio

nos gases de escape. As misturas

ricas em combustível produzem uma

tensão alta e as misturas pobres produzem

uma tensão baixa, dando, assim,

uma resposta binária on-off com

apenas dois valores: 0 ou 1, facilmente

interpretável pela eletrónica.

Sondas lambda de titânio

Nas sondas de titânio, o sensor é constituído

por um elemento cerâmico de

dióxido de titânio. Ao contrário das

sondas Lambda baseadas em dióxido

de zircónio, estas não geram qualquer

tensão e o material sensor encontra-

-se submerso nos gases de escape,

sem necessitar de ar exterior. Estas

sondas incluem sempre um aquecedor

e, a alta temperatura, a resistência

deste material é sensível à variação da

concentração de oxigénio nos gases de

escape. Para uma mistura rica, a resistência

desce para valores mínimos

e, para uma mistura pobre, sobe para

valores máximos. A ECU alimenta a

sonda Lambda com uma tensão fixa

e lê a resposta da sonda Lambda através

de um circuito divisor de tensão.

Sondas lambda de banda larga

Ao contrário das sondas Lambda de

zircónia binárias, as de banda larga

proporcionam uma resposta contínua,

não binária, perante o valor

Lambda detetado. Por este motivo,

medem com grande exatidão a composição

dos gases de escape, o que

também as torna adequadas para motores

a gasolina e Diesel. Estas contêm

duas células eletroquímicas que

trabalham de forma paralela. Uma

delas mede o carácter rico ou pobre

da mistura de gases, de forma similar

às sondas Lambda binárias. A outra

célula eletroquímica reage condicionada

pelo sinal da primeira célula

e pela quantidade de oxigénio no gás

de combustão. O funcionamento conjunto

de ambas as células proporciona

uma corrente elétrica positiva para

misturas pobres, negativa para misturas

ricas e nula para o caso de uma

mistura perfeita ou estequiométrica.

A corrente gerada pelas sondas Lambda

de banda larga é calibrada e, além

disso, deve ser transformada em tensão

para que possa ser lida pela ECU

do veículo. Por estes motivos, a sonda

integra uma resistência de calibragem

no conector. Esta resistência é diferente

para cada sonda Lambda, pelo

que não se deve, em caso algum, substituir

uma sonda Lambda por outra

cortando os cabos. l

www.jornaldasoficinas.com Dezembro I 2019 47


MÁQUINA

D0 TEMPO

FUCHS

INVESTIMOS, TODOS

OS ANOS, MAIS DE

47 MILHÕES DE EUROS

EM I&D

A FUCHS CELEBRA 30 ANOS EM PORTUGAL COM A RESTRUTURAÇÃO DAS INSTALAÇÕES.

COM OS OLHOS COLOCADOS NO FUTURO, A EMPRESA QUER ESTAR NA VANGUARDA. PAUL CEZANNE

É O HOMEM AO LEME DESDE A PRIMEIRA HORA por Jorge Flores

Cumprir três décadas de presença no mercado

nacional não está ao alcance de todos.

No caso da Fuchs, deu até direito a uma

prenda muito especial: a renovação total das suas

instalações. Mas uma data tão especial, como esta,

também convida a olhar para o passado. Para esse

exercício, ninguém como Paul Cezanne, diretor-

-geral da empresa desde a sua primeira hora, em

1989. Alemão nascido no Porto, há 61 anos, o responsável

licenciou-se em Gestão e Administração

de Empresas pela Universidade de Frankfurt, depois

de ter tirado o curso de três anos de Comercial

Industrial na Hoechst.

Em Portugal, foi responsável de vendas e marketing

numa empresa de componentes para a indústria

de calçado. Até que abraçou a Fuchs. Qual o

sentimento com que olha para o caminho percorrido

ao longo de 30 anos? “Sinto-me realizado. Tem

sido uma experiência muito positiva e com muitos

desafios. Como temos clientes de setores diversos,

a nossa atividade todos os dias tem novas situações

e considero isso altamente motivador. A Fuchs tem

uma das gamas mais alargadas de lubrificantes –

lubrificantes automóveis e industriais, massas lubrificantes,

fluidos de tratamento de metais, lubrificantes

para aplicações especiais e serviços – e,

isso, leva a uma partilha de informação com diferentes

tipos de clientes, de maneira a servi-los da

melhor forma possível”, começa por explicar.

Mecânicos deslumbrados

As primeiras memórias da empresa no nosso país

apontam para um escritório na Rua Sá da Bandeira

e o armazém em Pedrouços. Foi o começo de tudo.

“A construção da fábrica revelou-se um enorme

desafio. A par disso, levámos algum tempo até encontrar

a equipa certa, mas conseguimos. Aliás, algumas

das pessoas que colaboram, hoje, connosco,

são dessa altura. Lembro-me, também, da crise de

petróleo, logo no início da empresa, com subidas

vertiginosas nos preços das matérias-primas. Foi

uma gestão complicada. Recordo-me, também,

de negociar com os bancos a taxas de juro de 23 e

24%. O mercado era mesmo muito diferente. Nas

primeiras visitas a clientes, éramos completamente

desconhecidos. Quebrar esta barreira era difícil,

mas, a partir do momento que experimentavam os

nossos produtos, nunca mais os largavam. Os mecânicos

ficavam maravilhados”, afirma.

Na altura, o mercado era muito distinto do atual.

“No setor automóvel, antes, havia muitos pequenos

operadores a atuar no mercado e a preocupação

ambiental e a limpeza eram aspetos menos relevantes

do que atualmente. Hoje, há uma consolidação e

surgiram, também, as marcas brancas. Além disso,

antes desta era da digitalização, o acesso à informação

era demorado. Agora, tudo está à distância de

um clique e acessível a qualquer pessoa. Em 2008,

lançámos o Oil Chooser, uma plataforma onde é

possível escolher os lubrificantes ideais para um automóvel

específico. Antes, isso era impensável. O

setor automóvel está em permanente mudança e é

altamente competitivo. No caso dos lubrificantes,

há quem ofereça produtos com baixo preço e, muitas

vezes, de qualidade duvidosa. Representantes

que reclamam aprovações dos OEM que não têm.

O óleo, ‘peça’ que tem vindo a ganhar terreno ao lubrificante,

produto tecnológico. O custo é a redução

da qualidade e da longevidade do equipamento onde

é utilizado, bem como a frequente recomendação

incorreta. Ainda assim, há uma importante fatia

do mercado que valoriza a qualidade, o serviço ao

cliente e a formação/informação do seu fornecedor

de lubrificantes. É nesta faixa de mercado que nos

posicionamos. Oferecemos ao mercado tecnologia

com retorno”, conta.

Momentos marcantes

Para Paul Cezanne, o principal segredo do sucesso

da Fuchs é o “trabalho, dia a dia”. Mas mais do que

isso. “O empenho da equipa em levar a empresa

em frente e, muito importante, o foco no cliente.

Os nossos pontos fortes são qualidade, segurança,

inovação tecnológica e respeito ambiental. A aposta

na formação técnica contínua da nossa equipa

representa um dos maiores investimentos da Fuchs

em Portugal”, explica o responsável.

Num percurso longo como o da empresa, determi-

48 Dezembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


FUCHS

EVOLUÇÃO EM PORTUGAL

1989

Primeiras instalações em Pedrouços, na

Maia, onde iniciou a produção de lubrificantes

industriais e para automóveis

nados momentos ficam gravados na pedra. “Destaco

três. Primeiro, o início da atividade, com todos os seus

desafios. Segundo, a aquisição da Luso Química. Até essa

altura, estávamos em armazéns alugados e, com a fusão,

passámos a estar em instalações próprias, onde ainda

hoje estamos. Conseguimos unir as duas unidades de

blending existentes e criar um laboratório de raiz. Começámos

a ganhar escala e os resultados começaram a

aparecer. E, por último, a renovação das instalações que

fizemos este ano”, revela Paul Cezanne, que não esconde

a existência de momentos negativos. Também os houve.

O pior deles? “Foi o fecho da produção, em Portugal,

em 2013. Na altura, estávamos a crescer, mas, por uma

questão de competitividade e de estratégia do grupo,

acabámos com a produção aqui. No entanto, conseguimos

continuar a desenvolver o laboratório até hoje para

o apoio ao cliente”, adianta o diretor-geral.

“Novas” instalações

Celebrar 30 anos com a restruturação completa das instalações,

é algo extremamente importante. Para todos.

“É uma satisfação, para mim, contemplar o bem-estar

da equipa. Estou muito feliz por termos conseguido realizar

este investimento para garantir maior conforto a

todos. Renovámos os edifícios, ampliámos a área administrativa,

investimos no revestimento térmico e acústico

e num sistema de climatização central, essenciais

para assegurar, também, a eficiência energética. Sinto

que isso nos deixa ainda mais bem preparados para o

futuro”, sublinha.

A vontade de agarrar o futuro marcará a atividade da

Fuchs em Portugal, que pretende estar na “vanguarda

tecnológica dos produtos”, diz. “E acrescenta: “Queremos

continuar a oferecer ao mercado produtos de altíssima

qualidade com um serviço ao cliente cada vez mais

apurado. Os esforços exigidos aos lubrificantes têm aumentado

imenso. Isto é uma consequência de um conjunto

de fatores: da redução do tamanho dos motores,

das diferentes e cada vez mais extremas condições operacionais

e da introdução de novas tecnologias”.

Atualmente, a empresa dispõe de 25 laboratórios de Investigação

& Desenvolvimento, em todo o mundo, com

quase 500 engenheiros e cientistas a nível mundial. “Investimos,

todos os anos, mais de 47 milhões de euros

em I&D e temos cerca de 580 projetos a decorrer em simultâneo.

Somos pioneiros no desenvolvimento de lubrificantes

biodegradáveis e esse é, também, um fator

de diferenciação para os clientes”, conclui Paul Cezanne

ao Jornal das Oficinas. l

1995

Aquisição da Luso Química e das atuais

instalações, na Zona Industrial da Maia

1996, a Fuchs mudou-se para a Zona

Industrial da Maia, após a aquisição da Luso

Química, em janeiro de 1995

2006

Renovação exterior das instalações

2008

Lançamento do Oil Chooser

2013

Encerramento da produção em Portugal

Lançamento da Engenharia de Aplicação e

dos serviços de análises e de GPP (Gestão de

Produto em Processo)

2019

Lançamento do Fuchs Care, um serviço pioneiro,

criado em Portugal, e com laboratório próprio

em solo nacional

Renovação interior das instalações

50 Dezembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


NOTÍCIAS // PEÇAS E EQUIPAMENTOS À MEDIDA DE CADA NEGÓCIO

Produto

FEBI

CALENDÁRIO PARA 2020 JÁ CHEGOU

Glaciares, caldeiras naturais e fumarolas: o

novo calendário de oficina da febi viajou este

ano até à Islândia. Na próxima edição, que

irá ser enviada, exclusivamente, a clientes febi a nível

mundial, a paisagem terá um destaque maior do

que na versão anterior. A Islândia oferece inúmeros

pretextos fotográficos pela sua beleza natural, desde

o glaciar Vatnajökull até aos campos de lava e

cascatas impressionantes. Foram captadas mais de

6.000 fotografias em 22 locais em maio de 2019,

mas apenas as 12 melhores foram selecionadas para

a versão final. As imagens foram ainda tiradas em

lugares que serviram anteriormente de cenário para

filmes e séries conhecidas. A foto de capa foi tirada

numa baía onde Pierce Brosnan posou como James

Bond. A imagem do mês de outubro: cascata foi utilizada

como pano de fundo na famosa série Game

of Thrones. Aquilo que parece simples nas imagens

não foi tarefa fácil, especialmente no que diz respeito

à participação das modelos, pela temperatura

local, que rondava os 7°C. Mas o trabalho árduo foi

compensado: a 19.ª edição do calendário de oficina

da febi combina elegância e força da natureza. Uma

verdadeira atração para qualquer oficina.

52 Dezembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


NOVIDADES NA GAMA DE MARCA PRÓPRIA

EUROPART | A empresa alemã especialista em peças para veículos pesados

complementa a gama de marca própria, EUROPART Premium Parts, com vários

produtos. Entre eles, estão disponíveis, pela primeira vez, as pastilhas de travão

de disco “Green Coating”. “O ‘Green Coating’ consiste num revestimento especial

que é aplicado na superfície da pastilha, permitindo reduzir, significativamente,

a fase de assentamento das pastilhas de travão novas, oferecendo um valor de

fricção constante a partir da primeira travagem”, explica Oliver Hirzmann, diretor de

International Sourcing da EUROPART. A mistura de materiais de alta qualidade da

pastilha de fricção de compostos múltiplos, a placa traseira fabricada com precisão e,

finalmente, os processos de produção automatizados, cumprem os elevados padrões

de todas as pastilhas de travão da EUROPART. As pastilhas de travão com “Green

Coating” podem ser reconhecidas pela faixa em forma de crescente no revestimento

de fricção.

NEDERMAN

SOLUÇÃO FILTERBOX

A

Filterbox é um dos produtos mais antigos e de maior sucesso da Nederman.

Durante muitos anos, ocupou no mercado um espaço singular, trazendo significativos

benefícios para a Nederman

e para os seus clientes. A Filterbox

é o complemento indispensável de

qualquer posto de trabalho. De uso pessoal,

dimensões reduzidas e facilidade

de operação, é feita para limpar a zona

de trabalho do operador de poluentes

do ar, como sejam fumos e poeiras inerentes

a várias atividades. Como unidade

móvel com rodas ou fixa, integra-se

facilmente nas operações de despejo de

sacos, pesagens, na aspiração de fumos

de soldadura ou como instalação fixa ligada

a uma série de pontos de extração.

Os poluentes são capturados através do

braço articulado, fácil de posicionar e

retidos no filtro com limpeza automática

que os deposita no contentor para

serem despejados ou reciclados.

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www.jornaldasoficinas.com Dezembro I 2019 53


Notícias

Produto

COMPONENTES DE AR

CONDICIONADO PARA ELÉTRICOS

Pierburg | Em veículos com motor de combustão interna

convencional, o compressor de ar condicionado é, regra geral,

acionado por uma polia e uma correia em V. Nos veículos elétricos,

este mecanismo não está disponível, sendo o compressor de ar nestes

acionado por um motor elétrico integrado na rede de alta tensão do

veículo. A Pierburg desenvolveu um compressor de ar condicionado

(eCC) que incorpora os muitos anos de experiência de que dispõe na

área dos componentes mecatrónicos.

FECHADURA DE PORTAS NA OFERTA

KRAUTLI Portugal | Incorporou no seu portefólio de produtos

fechaduras de porta do fornecedor KSH Europe. Com a crescente procura

por este tipo de produtos, a KRAUTLI Portugal realizou um importante

investimento em stock de toda a gama KSH para garantir uma excelente taxa

de serviço aos seus parceiros com a qualidade habitual que a caracteriza. A

KRAUTLI Portugal apresenta, assim, uma nova gama de produtos de elevada

qualidade com muita procura no mercado a um preço competitivo. Esta nova

gama está presente no TecDoc.

GAMA DE DIREÇÃO E SUSPENSÃO

AISIN | No final de 2017, a AISIN Europe Aftermarket lançou uma

gama limitada de peças de direção e suspensão apenas para veículos

asiáticos, japoneses e sul-coreanos. O mercado reagiu e, depois

de um forte impulso de vendas relativa a essa gama, foi tomada a

decisão de lançar uma linha completa de componentes de direção

e suspensão, não apenas para as marcas asiáticas mas, também,

para as marcas europeias. Assim, a AISIN anunciou o lançamento de,

aproximadamente, 1.200 referências para aplicações europeias, que

complementam a variedade existente de veículos asiáticos, oferecendo

uma cobertura do mercado europeu entre 85% e 90%.

NOVA BOMBA DE ÁGUA ELÉTRICA

Grupo Metelli | Disponível nas referências Metelli 24-1369, GRAF

PA1369 e KWP 101369, o novo componente pode ser instalado nos BMW

equipados com motores V6 a gasolina de 2,5 e 3,0 litros (N52 - N53), muito

comuns na Europa, EUA e Ásia, cobrindo uma frota de 800 mil veículos,

distribuídos por 19 modelos. A bomba de água foi submetida a testes de

laboratório que garantem desempenhos técnicos e qualitativos com resultados

iguais ou superiores aos do equipamento original. Desempenhos esses que são

alcançados graças aos componentes de elevada qualidade testados de forma

singular, que garantem grande fiabilidade, característica que é, de resto,

comum a todos os produtos do Grupo Metelli.

TUBOS DE TRAVÃO

DE ALTA QUALIDADE

Corteco | Marca do Grupo Freudenberg

afirma que a segurança dos condutores é a sua

prioridade. Por isso, testa todos os itens que

fornece ao mercado. Os principais testes de

controlo nos tubos de travão incluem a verificação

dos dados, valores de qualidade de crimpagem

e registo oficial; tração na primeira parte do lote

de produção (destrutiva); teste de chicote sem

mangueira semi-acabada (destrutiva); ensaio

volumétrico de expansão em mangueira semiacabada;

teste de queimadura em mangueira

semi-acabada (destrutiva); pressão em cada

componente acabado. Todos os tubos de travão

da Corteco têm de passar no teste de pressão de

120 bar, que deixa uma marca na junta.

BOSCH EXCHANGE:

QUALIDADE SEM COMPLICAÇÕES

Bosch | Mais de 75 anos de experiência em sistemas de injeção Diesel e mais de 20 em

injetores common rail. Através do programa “Bosch eXchange”, a empresa oferece uma ampla

gama de injetores e bombas de alta pressão remanufaturados para veículos de turismo e

comerciais ligeiros. Com mais de 1.300 referências, que alcançam uma cobertura de 97%

no aftermarket, o programa de remanufaturação da Bosch oferece a mesma fiabilidade e

durabilidade dos seus novos produtos e a mesma qualidade do equipamento original. Os

modernos sistemas de injeção Diesel da Bosch caracterizam-se por ter uma injeção precisa,

sujeita a pressões muito altas. Tolerâncias extremamente pequenas, na ordem de milésimos

de milímetro, exigem que os componentes se ajustem perfeitamente entre si, algo que já

foi demonstrado nas verificações de funcionamento que seguem as normas do fabrico de

primeiro equipamento.

FILTRO DE ÓLEO PARA GRUPO VOLKSWAGEN

UFI Filters | Tem um novo módulo de óleo utilizado como equipamento original

em todos os motores 2.0 l EA 288 EVO equipados com sistema mild hybrid do Grupo

Volkswagen, com potências entre os 100 kw (136 cv) e os 150 kw (204 cv). Os sistemas

de filtragem UFI Filters adaptam-se às necessidades dos novos sistemas híbridos, como

o motor de quatro cilindros do Grupo Volkswagen, com um starter-generator conectado

a uma bateria de iões de lítio. Este é um dos motores mais vendidos e apreciados na

marca alemã, instalado em vários modelos, entre eles os VW Golf e Passat, o Škoda

Octavia e o SEAT Leon, oferecendo inúmeras vantagens em termos de consumo de

combustível, conforto e desempenho. O novo módulo da UFI Filters, com corpo de

plástico e tamanho compacto, permite uma redução no peso e no consumo do próprio

motor. Está equipado com uma válvula de derivação e uma válvula solenóide, que

permitem uma melhor gestão do fluxo de óleo e do líquido de arrefecimento do motor.

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54 Dezembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


COMLINE

AUMENTA PORTEFÓLIO DE PRODUTOS

DE TRAVAGEM

A

marca

britânica, que tem vindo a registar

um rápido crescimento no mercado europeu,

adicionou novas e importantes referências

à sua gama de pastilhas e discos revestidos com

aprovação R90. Os especialistas de aftermarket da

Comline continuam a fortalecer a sua linha de fricção

de alta qualidade, adicionando uma infinidade

de novas referências à gama. As novidades, que incluem

pastilhas de travão em conformidade com o

regulamento R90 e discos de travão totalmente revestidos,

juntam-se ao amplo portefólio da marca,

que dá resposta às necessidades de todos os veículos

europeus, japoneses e sul-coreanos. Disponíveis em

stock para entrega imediata, os lançamentos mais

recentes representam a amplitude da cobertura de

mercado da marca. Oferecendo aplicações para automóveis

de passageiros e comerciais ligeiros, a lista

abrange marcas tradicionais e premium.

FICHA DE DIAGNÓSTICO FCA

Grupo Bombóleo | Anunciou a

comercialização de um novo componente de

diagnóstico da Magneti Marelli, exclusivo para veículos

do Grupo FCA. A nova Security Pass, da Magneti

Marelli, permite efetuar diagnóstico em veículos do

Grupo FCA (Fiat Chrysler Automotive) de nova geração

dotados de security gateway. Este novo produto,

comercializado pela Bombóleo, foi desenvolvido de

acordo com as diretrizes e parâmetros da FCA, em

conformidade com as suas normas, funcionando de

acordo com os seus protocolos. Poderá ser utilizado

em qualquer máquina de diagnóstico, dispõe de

uma interface simples que, ligado à ficha OBD, e,

posteriormente, à máquina de diagnóstico, conecta-se

à plataforma online da FCA, desbloqueando o acesso.

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TUDO EM ENERGIA, ENERGIA PARA TUDO

www.jornaldasoficinas.com Dezembro I 2019 55


Notícias

Produto

PISTÃO DE AÇO KOLBENSCHMIDT

Motorservice Group | A Kolbenschmidt, que integra a

Rheinmetall Automotive, é pioneira no desenvolvimento de pistões

de aço para uso em motores de veículos ligeiros, uma tecnologia

que há muito se estabeleceu na construção de motores modernos.

O pistão de aço anuncia vantagens em relação ao pistão de alumínio,

como a redução do atrito, do peso e do consumo. A MS Motorservice

International GmbH traz, agora, esta tecnologia para o mercado de pós-venda.

A utilização cada vez maior do pistão de aço deve-se a várias vantagens em comparação com o

pistão de alumínio. Com pistões de aço, são possíveis pressões de ignição muito acima dos 200 bar e

temperaturas de pico superiores a 400°C. Assim, são obtidas potências de litro mais elevadas, o que,

por sua vez, permite reduzir ainda mais o tamanho dos motores. Além disso, a dilatação térmica do

aço é bastante inferior à do alumínio.

LUBRIFICANTES 100% SINTÉTICOS DA GAMA 8100

Motul | A marca francesa atualizou a sua gama de produtos através dos lubrificantes

100% sintéticos 8100 X-Clean GEN2 5W40, 8100 Eco-Clean 0W20 e 8100 Eco-Clean 0W30.

A Motul não poupou esforços para reduzir o impacto ambiental dos seus lubrificantes

8100, gama preferida dos distribuidores multimarca e dos clientes de peças sobressalentes

independentes, alcançando 95% das homologações de fabricantes de automóveis. Durante

este ano, tendo como objetivo oferecer os melhores lubrificantes especializados, a Motul

desenvolveu três novas atualizações para a sua gama 8100 para automóveis. Primeiro,

reformulou o lubrificante 8100 X-Clean para a BMW. Depois, o 8100 ECO-Clean 0W20 também

foi alterado para a BMW, com a nova norma BMW LL-17 FE+ para todos os motores N20 e Bx8.

Por último, procedeu a uma melhoria na fórmula do 8100 Eco-Clean 0W30, acrescentando-se

a norma Land Rover ST.JLR.03.5007.

25 NOVAS REFERÊNCIAS NO PORTEFÓLIO

FAE | O fabricante espanhol especialista em componentes elétricos e eletrónicos lançou 25 novas

referências para veículos dos mercados europeu, norte-americano e asiático, para as marcas Audi,

Seat, Škoda e Volkswagen. Nos 25 novos produtos, incluem-se

três sondas Lambda, um interruptor stop, um captor de

impulsos, um sensor de pressão de gases de escape, quatro

sensores de pressão e 15 bobines de ignição. Todas as

referências já estão disponíveis no TecDoc, onde a FAE (Francisco

Albero S.A.U.) é certificada como fornecedor de dados “Classe A”,

bem como no catálogo online deste fabricante especialista em

componentes elétricos e eletrónicos.

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Técnica &Serviço

VEÍCULOS PESADOS SINISTRADOS

CONTROLO PERICIAL DE DANOS

O ACIDENTE DE UM CAMIÃO DE ELEVADA TONELAGEM, SOBRETUDO SE ENVOLVER OUTROS VEÍCULOS E/OU

PESSOAS, REQUER UM MINUCIOSO PROCEDIMENTO TÉCNICO PARA ANALISAR, A PARTIR DE UM PONTO DE

VISTA PERICIAL, A AMPLITUDE DOS DANOS PRODUZIDOS

O

perito tem plena consciência de

que, num acidente, os volumes

destes veículos e, portanto, a

massa que eles deslocam, produzem

elevados danos por efeito direto ou indireto

da inércia que desenvolvem. Em

alguns elementos mecânicos, estes danos

talvez não sejam facilmente observáveis

de forma direta. Para conhecer

exatamente a sua amplitude, poderá

ser necessário realizar determinadas

verificações dimensionais específicas

para cada peça. O perito responsável

por avaliar os danos materiais provocados

num acidente assumirá, além do

mais, um papel adicional: controlar o

estado de alguns elementos mecânicos

que poderão ter sofrido danos. É de

extrema importância para conservar a

segurança do veículo.

Todos os componentes mecânicos de

um camião são importantes, mas, do

ponto de vista pericial, os da parte

dianteira, ligados, direta ou ndiretamente,

ao mecanismo da direção do

veículo, são cruciais para controlar

danos e deformações resultantes. Os

mais importantes são: eixo dianteiro;

caixa da direção e tirantes; molas

de lâminas de suspensão.

Eixo dianteiro

Num camião que transporte mercadorias,

seja de configuração rígida

(camião chassis-cabina com carroçaria),

ou trator, as rodas dianteiras são

os pontos de apoio que transmitem

a distribuição de cargas máximas

sobre o eixo dianteiro. Esta circunstância

implica que os requisitos de

resistência mecânica aos quais são

sujeitas sejam muito elevados, visto

que trabalham durante toda a vida

do camião com enormes forças compressivas.

Um sinistro de elevada intensidade

num eixo dianteiro pode

levar a que as forças de compressão,

aliadas às de deformação, danifiquem

a viga do eixo dianteiro. Nestes

casos, é recomendável efetuar um

controlo dimensional.

O primeiro elemento a verificar serão

as bases de apoio do eixo, verificando

que os planos de ambas continuam a

formar 0° entre si, ou seja, que não

foi produzida uma torção na viga do

eixo dianteiro. Para o efeito, devemos

colocar sobre estas bases réguas com

o maior cumprimento possível, verificando

se existe deformação torcional

entre elas. Por vezes, ainda que o acidente

do camião não seja muito violento,

se estiver localizado em alguma

das extremidades do eixo, a geometria

da própria manga de eixo e da roda

poderá ter sido afetada. É necessário

controlar fundamentalmente o alojamento

do pino da manga de eixo na

direção longitudinal (direção paralela

ao eixo de simetria longitudinal do

veículo) e transversal (direção perpendicular

à anterior). Logicamente,

em ambas as extremidades do eixo

terão de corresponder exatamente os

mesmos valores absolutos e tolerâncias

especificados por cada fabricante

para cada eixo em concreto. Ao avaliar

estas variáveis, poderemos assegurar-nos

de que o eixo não está deformado

nas suas extremidades.

Caixa da direção e tirantes

Localizada geralmente na zona frontal

esquerda do camião e, portanto,

58 Dezembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


Colaboração Centro CESVIMAP

www.cesvimap.com

1 Inspeção de barras e hastes da

direção

2 Ângulo de queda do pino da manga

de eixo

3 Inclinação longitudinal do pino da

manga de eixo

4 Controlo das molas de lâminas de

suspensão

5 Inspeção da caixa da direção

6 Verificação da torção da mola de

lâminas

1 2

3

muito exposta a impactos diretos em

acidentes, a caixa da direção é um elemento

mecânico de condução crucial

para a segurança. Face a danos na

zona dianteira do camião, em primeiro

lugar é necessário realizar o controlo

de forma visual, verificando se a

caixa ou os respetivos suportes sofreram

algum esforço direto. Se o corpo

da caixa apresentar ruturas, devemos

4 5

OS COMPONENTES MECÂNICOS DA ZONA DIANTEIRA SÃO CRUCIAIS

PARA CONTROLAR DANOS E DEFORMAÇÕES RESULTANTES

proceder à substituição. Caso contrário,

se apresentar marcas de esforços

ou impactos, poderá ser testada no

serviço oficial do fabricante da caixa

da direção, tanto do ponto de vista estrutural

como funcional, aspeto este

de máxima importância.

De qualquer forma, em qualquer sinistro,

na zona dianteira de um camião é

sempre recomendável verificar que o

funcionamento da caixa da direção

continua uniforme, suave, sem ressaltos

ou pontos de fricção intermédios.

Os mecanismos de união entre a caixa

da direção e as mangas de eixo das

rodas implicam os tirantes de acionamento

da rotação das rodas dianteiras.

Para controlar o estado destes tirantes

e barras de direção longitudinais e

transversais, além da análise visual de

cada elemento, poderá ser necessário

um exame comparativo. Sempre que

possível, devemos verificar visualmente,

utilizando como referência uma

barra nova igual. Se tal não for possível,

podemos utilizar um modelo realizado

previamente sobre uma barra

não deformada.

Molas de lâminas de suspensão

Responsáveis por minimizar os efeitos

da rodagem do camião sobre as

irregularidades do terreno, as molas

de lâminas do eixo dianteiro atuam

em conjugação com os elementos de

amortecimento para assegurar a estabilidade

do veículo durante a marcha,

seja descarregado ou carregado até

ao seu limite admissível. Os camiões

podem montar dois tipos diferentes

de molas de lâminas: semielípticas e

parabólicas. Normalmente, estas últi-

6

mas são montadas no eixo dianteiro e

as semielípticas são montadas no eixo

traseiro em veículos de obras e transportes

mais exigentes.

Também desempenham uma função

como elementos de união e fixação

entre o chassis e o eixo dianteiro do

camião. Caso estejam danificadas ou

deformadas, a estabilidade em rodagem

será afetada e o veículo não irá

circular adequadamente. Para controlar

o seu estado, em primeiro lugar

é necessário realizar uma inspeção

visual muito pormenorizada a todos

os seus elementos, analisando o estado

e procurando identificar possíveis

impactos diretos ou indiretos. Se as

molas de lâminas estiverem desmontadas,

é possível realizar comparações

geométricas entre ambas para assegurar

que as diferentes cotas são iguais

em ambas e que não existe qualquer

deformação de torção entre os seus

pontos de fixação extremos nem entre

os seus apoios ao eixo. Para realizar

estas verificações dimensionais, utilizaremos

um compasso de varas para

medir os comprimentos e réguas com

cones autocentrantes para analisar o

paralelismo. l

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ESPECIALISTAS EM

EQUIPAMENTO OFICINAL

www.jornaldasoficinas.com Dezembro I 2019 59


epintura


PPG MOONWALK

MISTURA PRECISA

A PPG APRESENTOU, NO PASSADO DIA 28 DE OUTUBRO, NAS SUAS INSTALAÇÕES, EM RUBÍ,

BARCELONA, A NOVA MÁQUINA DE MISTURA MOONWALK. NOVIDADE

A NÍVEL MUNDIAL, PROMETE TRAZER VÁRIAS VANTAGENS PARA AS OFICINAS

ESPECIALISTAS EM CHAPA E PINTURA por Joana Calado

Moonwalk leva-nos a pensar

imediatamente no conhecido

cantor pop Michael Jackson.

Na verdade, foi nesta “personagem”

incontornável da música que a PPG

se inspirou para “batizar” a sua nova

máquina. E sendo este um grande

passo para a indústria da repintura, faria

ainda mais sentido o nome, relembrando,

também, a mítica frase de Neil

Armstrong, quando andou na Lua.

Esta solução apresenta-se como um

passo para uma nova era e promete

revolucionar a vida dos profissionais

da repintura. A Moonwalk, a novíssima

(e única) máquina de mistura

do mercado, permite ao pintor economizar

tempo e materiais durante o

processo de criação de cor.

Economizar tempo e materiais

A máquina, desenvolvida pelo Grupo

PPG, em conjunto com a Corob, permite

criar quantidades mais pequenas

de tinta e oferece maior precisão

na criação da cor, evitando, assim,

desperdícios de materiais e dispensando

o pintor da necessidade de repetir

o trabalho devido a erro de cor.

A criação desta nova máquina colocou

o profissional da repintura no

centro da inovação tecnológica, pensando,

em primeiro lugar, no sítio

onde poderiam existir mais problemas:

a sala de misturas. Do problema

à solução, foi um pequeno passo

para a PPG, mas um grande passo

para os pintores.

No que diz respeito à poupança de

tinta, a marca afirma ser possível

uma redução de até 9%, sendo que

poupa 2% devido à eliminação da

possibilidade de erro humano, 4%

no que diz respeito à tinta que fica

armazenada nas embalagens e 3%

devido ao facto de não haver uma

quantidade mínima de produto para

mistura.

Também em relação à produtividade,

existe uma poupança significativa:

entre uma e duas horas. Uma

vez que o profissional da repintura

apenas necessita de colocar os recipientes

corretos na máquina para,

de seguida, a Moonwalk fazer a leitura

e a dosagem correta de cada cor,

“misturando-as”. A máquina trabalha

de forma automática e acende a

luz verde assim que termina a “mistura”

da cor. Com este novo sistema,

a PPG maximiza a capacidade da sua

gama de tintas à base de água, sendo

que apenas pode operar com este tipo

de tinta.

valor acrescentado

A PPG anuncia um preço base de

€18.500, sendo que, segundo a marca,

uma oficina especializada em repintura

deverá receber o retorno do

valor num período de seis meses a

um ano. Atualmente, já existem quatro

máquinas Moonwalk em Espanha,

sendo que três estão em oficinas

e uma num distribuidor. A aquisição

desta nova máquina inclui, também,

um serviço pós-venda de topo, onde

consta assistência remota e visitas

anuais. Em situações onde seja necessária

a intervenção da Corob, esta

resposta será dada em menos de

24h, sendo que esta incidência será

sempre acompanhada de perto pela

PPG. l

A MOONWALK É ANUNCIADA COMO UM PEQUENO PASSO PARA A PPG

E UM GRANDE PASSO PARA A REPINTURA, DEVENDO O SEU NOME AO

PASSO DE DANÇA DO LENDÁRIO CANTOR POP MICHAEL JACKSON

www.jornaldasoficinas.com Dezembro I 2019 61


EMPRESA

RIBEIRO & MARQUES

CORES & NÚMEROS

ESPECIALISTA EM TINTAS E NA MARCA R-M, A RIBEIRO & MARQUES É UMA EMPRESA FAMILIAR

QUE CONTINUA A CRESCER DESDE A SUA CRIAÇÃO, EM 1988. O ADMINISTRADOR, ROGÉRIO MARQUES,

PREFERE OS NÚMEROS ÀS CORES... por Jorge Flores

A

Ribeiro & Marques nasceu

nas Caldas das Rainhas, em

1988, pelas mãos de Maria

de Fátima Marques, juntamente com

uma cunhada, que viria a ceder a sua

parte na sociedade com a entrada em

cena de Rogério Marques, marido da

fundadora. Trata-se de uma empresa

de cariz familiar – um pouco mais

tarde, entraria ao serviço, também,

o filho de ambos, Marco Marques.

Especialista no comércio de tintas,

diluentes, vernizes e todos os acessórios

de pintura e tintas do ramo automóvel

(e da construção), a Ribeiro

& Marques representa as “melhores

marcas” do mercado e conta com uma

vasta experiência no setor, tendo forte

implementação na zona oeste do país.

Rogério Marques reconhece ao Jornal

das Oficinas que o mercado era muito

distinto na altura da criação da empresa.

“Hoje, tritura-se tudo. Antes,

existia muito mais respeito uns pelos

outros. Tornou-se um pouco mais

competitivo e complicado”, adianta.

Atualmente, o ramo automóvel representa

25 a 30% do volume de negócios

da Ribeiro & Marques. “Com

tendência para subir. Estamos sempre

a crescer. E temos crescido bem.

Este ano, vamos, seguramente, passar

os três milhões de euros. Temos uma

boa clientela”, explica o responsável.

Parceria com a marca R-M

Fundamental para a saúde e evolução

do negócio foi o estabelecimento

da parceria com a R-M, em 2003.

Uma relação “sólida” e cujo valor das

compras ascende, neste momento, a

“perto de meio milhão de euros” em

equipamentos e produtos vários do

ramo da repintura. “A R-M esteve

sempre mais disponível para a nossa

empresa. Isso é muito importante.

Além disso, presta a melhor assistência

técnica”, acrescenta. A empresa

tem expandido, de forma categórica,

sua área de influência. Prova disso

é que, hoje, tem sete casas abertas:

duas nas Caldas da Rainha (onde fica

a sede), Alcobaça, Marinha Grande,

Leiria, Santarém e Alpiarça.

Na carteira de clientes ativos, perto

de 60 são do universo automóvel.

Uma área que continuará a evoluir.

“O que pesa mais na faturação são as

tintas. Mais do que os equipamentos”,

explica Rogério Marques. Como

ponto forte da empresa, Marco Marques

garante que é a “assistência ao

cliente. Temos as lojas, seis carrinhas

na rua. Estamos muito próximos dos

clientes”, reforça. “Foi a R-M que nos

impulsionou e nos ensinou a trabalhar

melhor o ramo automóvel”, frisa

ainda Marco Marques. Distribuída

pelas sete lojas, a Ribeiro & Marques

tem uma uma equipa composta por

16 pessoas, o que obriga a uma gestão

criteriosa para que tudo funcione

na perfeição. Afinal, ao todo, a empresa

tem em stock para cima de um

RIBEIRO & MARQUES

Administrador Rogério

Marques

Sede Rua Sargento Norte, 2, Lote

D, Lavradio, 2500 - 294 Caldas da

Rainha

Telefone: 262 824 550

Email geral@ribeiroemarques.pt

Site www.ribeiroemarques.pt

milhão de euros em produtos e equipamentos.

Concorrência desleal

Para Rogério Marques, o facto de nem

todos os clientes pagarem “a tempo e

horas” é a maior dificuldade do negócio.

Mas existem outras. “A concorrência

desleal. O mercado está a fugir para

as marcas mais económicas e para o

que não queremos: os solventes. É um

passo atrás. Muitos querem apenas

vender e não se importam com mais

nada, nem para onde vai o mercado”,

frisa Marco Marques. “Acabamos por

ter muito stock e muito dinheiro na

rua. Por vezes, a tesouraria anda pelas

‘ruas da amargura’, sem qualquer

necessidade”, completa o seu pai. Tanto

um como outro notam ainda que o

mercado está “envelhecido”. Ou seja,

“existe uma grande carência de profissionais

no setor e os que existem são

de uma faixa etária muito elevada”, salienta

o administrador.

Quanto ao futuro, Rogério Marques

não tem dúvidas de que será para

crescer. Não rejeita a possibilidade

de abrir mais uma loja, embora ainda

não esteja nos planos. Nada pode ser

feito ao acaso. “Eu não tenho jeito para

cores. Vendo tintas, mas não tenho

jeito para cores. Não tenho problemas

em admitir. Tenho outras áreas”, afirma.

“Tem mais jeito para os números,

que também é uma parte muito importante”,

remata Marco Marques. l

62 Dezembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


ESPECIALISTA NO COMÉRCIO DE TINTAS, DILUENTES, VERNIZES E

TODOS OS ACESSÓRIOS DE PINTURA E TINTAS DO RAMO AUTOMÓVEL

(E DA CONSTRUÇÃO), A EMPRESA DISPÕE DAS MELHORES MARCAS


NOTÍCIAS // A ÁREA MAIS COLORIDA DO AFTERMARKET

repintura

AXALTA

SOLUÇÃO PARA A FALTA DE PINTORES

A

escassez de competências na indústria da repintura

é um problema que aflige os proprietários

de oficinas na Europa. Estudos

regionais indicam que muitos receiam que tal se torne

numa verdadeira crise. Jim Muse, vice-presidente

de repintura da Axalta na Europa, Médio Oriente

e África (EMEA), afirma que, para superar esta crise

de competências, o setor deve posicionar a profissão

como uma carreira para os que têm experiência

com tecnologias digitais e sensíveis às questões

ambientais. “Para inverter o interesse decrescente

na profissão por parte de jovens adultos, temos de

dar à imagem do trabalho do pintor uma renovação

muito necessária,” afirmou Jim Muse. “As inovações

na tecnologia significam que, hoje, a profissão é tão

digital como manual, estando cada vez mais sensível

às questões ambientais”, acrescentou. Normalmente,

os proprietários de oficinas pretendem atrair a

chamada geração “Z”, os que nasceram entre 1995 e

2014. Este é um grupo significativo e prevê-se que,

até 2020, inclua um quarto da mão de obra mundial.

Para inverter a escassez de competências, é fundamental

demonstrar à geração “Z” que a repintura

é uma alternativa atraente em relação a outras profissões.

E que é constituída por verdadeiros nativos

digitais com uma mentalidade ambiental mais forte

do que as gerações anteriores.

64 Dezembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


PRESENÇA NO SEMA SHOW

BESA | Nos quatro dias de feira, os resultados obtidas

pela equipa comercial foram imbatíveis, gerando

inúmeros contactos e opiniões positivas, servindo para

verificar o crescente reconhecimento experimentado

pela marca no mercado norte-americano e latinoamericano

nos últimos anos, aspeto fundamental para a

sua estratégia de expansão. A BESA também aproveitou

o evento para apresentar uma nova linha de produtos

com baixo teor de COV, especialmente adaptados às

regulamentações do mercado norte-americano. Entre os

produtos mais destacados dessa linha, esteve o verniz

BESA-GLASS MS 2.1, composto pelas matérias-primas de

última geração, que se destaca pela sua fácil aplicação,

capacidade de nivelamento e resistência à gasolina e ao

Diesel.

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PROTETOR 3D MAGIC BLUE

O

protetor de acabamento 3D Magic Blue foi desenvolvido para ser utilizado em praticamente todas

as superfícies sólidas do veículo. Pode ser usado com eficácia em qualquer acabamento, vinil, para-choques

ou pneus do viatura. Sendo resistente à água, ajuda a impedir a formação de manchas

de água no automóvel, proporcionando

um acabamento brilhante e duradouro. Segundo

a Mota & Pimenta, o 3D Magic Blue

é um produto para aplicar no exterior do

veículo, extremamente duradouro, à base de

solvente, projetado, não apenas para escurecer,

mas, também, para produzir quantidades

extremas de brilho em praticamente qualquer

superfície não pintada. Funciona muito bem

em superfícies exteriores, como borracha,

plástico, pneus, acabamentos e molduras. O

que diferencia este produto de qualquer outro

protetor de acabamento à base de solvente no

mercado é que este seca ao toque e não escorre

ou deixa resíduo pegajoso para trás, eliminando

praticamente as impressões digitais e a

atração de poeira.

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40 ° C, para que esteja pronto para o próximo trabalho.

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Notícias

repintura

NOVA GAMA DE AR COMPRIMIDO

ZAPHIRO | Comprometida com a produtividade e rentabilidade da oficina,

renovou o seu catálogo de equipamentos para ar comprimido. Novas tomadas rápidas

de segurança, pistolas de sopro e mangueiras: são estes os novos produtos que a

ZAPHIRO já começou a distribuir sob a sua marca própria. As tomadas rápidas de

segurança são anti-estáticas e não incluem molas no seu mecanismo, o que facilita

uma conexão mais fácil, podendo ser acopladas ao conector sem implicar qualquer

esforço, graças, também, à sua superfície antiderrapante. Já a pistola de sopro, oferece

um jato direcional que garante trabalho de elevada precisão. O gatilho progressivo

de que dispõe permite que seja usado apenas o fluxo necessário, sem desperdiçar ar

comprimido. Finalmente, a nova mangueira, de cor azul, é fornecida com diâmetros

de 15, 16 e 18 mm. Sob sua cobertura externa de EPDM (borracha de etilenopropileno-dieno

tipo M), há uma camada de fios sintéticos trançados.

ROBBIALAC E SÉRGIO MOURATO

Standox | Ao volante de uma Nissan Navara D22, o

jovem piloto português participou na Baja TT Idanha-a-Nova,

realizada em setembro, e na Baja TT Reguengos de Monsaraz

Capital dos Vinhos de Portugal, que teve lugar em maio.

Sérgio Mourato alinhou ainda no evento de cariz social

Campeões da Indiferença, realizado em julho, organizado

pela Associação do Circuito Cego MX, em consórcio com

as Cerci’s de Portalegre e Estremoz. O apoio da Standox –

Robbialac consiste na manutenção e conservação do veículo,

permitindo, assim, reforçar a Standox como marca de

excelência em repintura automóvel.

13.ª EDIÇÃO DO “MELHOR PINTOR”

R-M | A marca premium de tinta para acabamento automóvel da

BASF procura os pintores mais talentosos do setor. A 13.ª edição do

concurso internacional “Melhor Pintor R-M” terá lugar na Europa,

África, Ásia e América do Norte. Pela primeira vez, China e Marrocos

participam na competição. O lema “Driving digital competency

and eco-efficient solutions” combina processos rápidos e soluções

digitais com a noção de sustentabilidade. As finais nacionais

ocorrerão até junho de 2020. A final internacional terá lugar no final

de setembro de 2020, no Refinish Competence Center da R-M, em

Clermont de l’Oise, arredores de Paris. 16 finalistas representarão o

campo internacional e demonstrarão os principais padrões usados

pelos melhores talentos na área da reparação automóvel, na

aplicação da série de tinta ONYX HD à base de água. A competição

é organizada com o apoio ativo dos parceiros comerciais 3M, ANEST

IWATA, EMM, RODIM, SATA, Horn & Bauer, IRA by Hedson, Mettler-

Toledo e sia Abrasives.

ROBERLO

TINTAS À Base DE ÁGUA BLUCROM

ADITIVO PARA VERNIZ LARANJA

Cromax | O cor-de-laranja pode ter um efeito de polarização.

Ou se ama ou se detesta. Mas a verdade é que está muito em

voga. A julgar pelas tendências atuais na moda, acessórios e

automóveis, a opinião dos consumidores sobre o cor-de-laranja

está a mudar rapidamente para o lado positivo do espetro. O corde-laranja

combina a energia do vermelho e a alegria do amarelo

numa cor vibrante, que cria sentimentos de liberdade, otimismo

e felicidade. Por isso, não é de admirar que mais fabricantes

de automóveis estejam a introduzir esta cor nas respetivas

opções de cores. Para permitir que as oficinas possam reparar,

de forma precisa, esta nova cor, a Cromax introduziu o Aditivo

para Verniz Laranja Puro AM54. Esta cor para verniz também

pode ser utilizada para reparar outros laranjas muito cromáticos.

As fórmulas da Base Bicamada Cromax Pro, Cromax e Centari,

que usam o Laranja Puro AM54, já se encontram disponíveis no

ChromaWeb, o abrangente software de procura de cor baseado na

web da Cromax.

Sistema apresentado pela marca destaca-se pela economia significativa que gera, oferecendo

elevado poder de cobertura, rápido tempo de secagem e menor tempo de aplicação. Com

este novo produto, a Roberlo, que há décadas concentra a sua pesquisa e desenvolvimento

em produtos complementares,

amplia ainda mais a sua gama

para fechar o ciclo completo de

retoque de veículos, oferecendo

um sistema de cores à base de

água. A Blucrom dá resposta às

exigências dos utilizadores que

procuram as melhores soluções

de pintura: eficazes, precisas e

versáteis. Este novo sistema à

base de água destaca-se, principalmente,

pelo seu alto desempenho

e velocidade, proporcionando

uma mistura segura e grande

versatilidade. Além disso, é complementado

pelos revestimentos

transparentes e primários Roberlo

2K para obter confiabilidade

máxima, durabilidade de topo

e excelente brilho.

66 Dezembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


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desempenho dos motores de última geração. Os nossos produtos são desenvolvidos com uma precisão fundamental

para maximizar a durabilidade destes motores.

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Mundo

automóvel

VOLVO XC60 T8 AWD R DESIGN

(A)TRAÇÃO SueCA


MOVIDO POR UM SISTEMA HÍBRIDO PLUG-IN COM 390 CV DE

POTÊNCIA E 640 NM DE BINÁRIO (GASOLINA + ELÉTRICO), QUE TRAZ

ACOPLADA CAIXA AUTOMÁTICA DE OITO VELOCIDADES (GEARTRONIC)

E SURGE ASSOCIADO A TRAÇÃO INTEGRAL (AWD), O VOLVO XC60 T8 R

DESIGN É UMA AUTÊNTICA (A)TRAÇÃO SUECA. OU NÃO ESTIVESSE ELE

APTO A PERCORRER UM MÁXIMO DE 52 KM EM MODO 100% ELÉTRICO

(WLTP) E NÃO CUSTASSE CADA LUGAR €17.015 NA UNIDADE AQUI EM

ANÁLISE por Bruno Castanheira

O

XC60 é o SUV de médias dimensões, com

cinco portas e cinco lugares, da Volvo,

sendo construído a partir da SPA (Scalable

Product Architecture), a avançada plataforma

modular que serve de base a todos os modelos da

Séries 90 e 60 da marca sueca. Seguindo os passos

do seu antecessor, a segunda geração do XC60

tornou-se, rapidamente, no modelo mais vendido

da Volvo Cars. Se, do primeiro XC60, foram

vendidas quase um milhão de unidades em todo

o mundo (tendo sido o SUV premium de médio

porte mais vendido na Europa), para esta nova geração

as expectativas são ainda mais elevadas. Das

quatro versões disponíveis na gama, três são Diesel.

A única a gasolina, ainda para mais associada

a um motor elétrico, é a T8 AWD. Razão pela

qual o XC60 híbrido plug-in (também designado

PHEV ou Twin Engine) é dos mais evoluídos modelos

do construtor nórdico.

Imagem cristalina

Elegância, imponência, sensualidade. O novo

XC60 chama a si todos estes substantivos. Para

mais, pintado de branco “Cristal Inscription”

(€1.513) e equipado com jantes de 19”, sendo o

reflexo da linguagem de design da Volvo, que

reúne ângulos mais clássicos com pormenores

inovadores, como é o caso da grelha frontal e dos

grupos óticos dianteiros de LED estilo “Martelo

de Thor”. Ao pé da porta do condutor, surge

o detalhe que revela que este não é um XC60

qualquer: a tomada de carga. Os farolins traseiros

verticais, esses sim, já se tornaram numa das

assinaturas estilísticas da Volvo.

No interior, destaca-se a elevada qualidade de

construção, o amplo espaço para ocupantes e bagagem,

o equipamento à discrição e os inúmeros

dispositivos de segurança. O posto de condução é

ótimo, estando todos os comandos colocados de

forma ergonómica. Também no habitáculo a Volvo

aproveitou as dicas do design de interiores escandinavo

e limpo, introduzido, pela primeira vez,

nos modelos da Série 90, elevando a fasquia do

segmento com materiais naturais e novos detalhes

no tablier e painel de instrumentos. E para tornar

ainda mais agradável a estadia a bordo, existem

diversos opcionais que fazem toda a diferença. A

saber: Pack IntelliSafe (€1.722); Pack Business

www.jornaldasoficinas.com Dezembro I 2019 69


VOLVO XC60

Uma autêntica

sala de estar.

Às “poltronas”

confortáveis, juntase

uma qualidade

irrepreensível

A GRELHA ESCURA E OS GRUPOS ÓTICOS

DIANTEIROS ESTILO “MARTELO DE THOR” SÃO

DETALHES QUE VINCAM O APELO DESTE SUV

Connect Pro (€1.820); Pack Family

(€295); Pack Versatility Pro (€1.279);

Pack Xenium Pro (€1.931); bancos

dianteiros elétricos (€1.261); retrovisores

anti-encadeamento (€215);

vidros traseiros escurecidos (€431);

banco do passageiro com memória

(€92); sensores de estacionamento

à frente e atrás (€418); patilhas da

caixa no volante (€166); suspensão

pneumática Four-C (€2.337).

Compêndio de tecnologia

O XC60 T8 AWD coloca à disposição

do condutor as mais recentes soluções

para que este enfrente todos os

obstáculos da vida quotidiana, onde

se incluem sistemas de conectividade,

informação e entretenimento.

Mas grande parte do compêndio de

tecnologia deste Volvo deve-se essencialmente

ao sistema híbrido plug-in

que o move. Ao motor de 2,0 litros

(família Power-E) com injeção direta

de gasolina, que oferece 303 cv e

400 Nm, junta-se um motor elétrico

de 65 kW (87 cv) e um conjunto de

baterias de iões de lítio. O que perfaz

um rendimento combinado de 390

cv e 640 Nm.

Este SUV híbrido plug-in oferece,

por isso, todos os benefícios de um

motor a gasolina de elevado desempenho

e baixas emissões com um

motor elétrico que liberta potência

em função das necessidades do momento,

permitindo emissões de CO 2

baixas ou inexistentes e uma autonomia

máxima em modo 100% elétrico

de 52 km (WLTP). O XC60 T8 AWD

também faz uso do avançado sistema

de recuperação de energia cinética

da Volvo que é acoplado aos motores

de combustão interna da marca, de

modo a criar um conjunto de força

eletrificado integrado. A potência é

transmitida às quatro rodas por intermédio

de uma caixa automática

de oito velocidades (Geartronic).

Modos, são cinco: “Constant AWD

(tração integral)”; “Pure (condução

eco)”; “Hybrid (uso dia a dia)”;

“Power (condução desportiva)”; “Off-road

(fora de estrada)”.

Equipado com opcional suspensão

pneumática, este híbrido plug-in

oferece um desempenho de elevado

calibre, conjugando, de forma magistral,

conforto com eficácia. A direção

tem um feeling agradável, a caixa

é de atuação rápida e os travões são

competentes. Claro que tratando-se

de um automóvel com mais de 4,5

metros de comprimento e um peso

superior a duas toneladas, a condução

nunca pode ser muito ágil e envolvente,

mas, ainda assim, o XC60

T8 AWD é uma agradável surpresa

em estrada. Fora dela, demonstra

igualmente uma grande capacidade

de progressão, desde que os terrenos

não sejam trialeiros. Outro fator

que está em alta neste SUV é o preço:

€85.077 no caso da unidade aqui

presente. l

MOTOR DE COMBUSTÃO

Tipo

4 cil. linha, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1969

Diâmetro x curso (mm)

82,0x93,2

Taxa de compressão 10,3:1

Potência máxima (cv/rpm) 303/6000

Binário máximo (Nm/rpm) 400/2200-4800

Distribuição

2 v.e.c., 16 válvulas

Alimentação injeção direta de gasolina

Sobrealimentação

turbo + intercooler

MOTOR ELÉTRICO

Potência máxima (kW/cv) 65/87

RENDIMENTO COMBINADO

Potência máxima (cv) 390

Binário máximo (Nm) 640

BATERIA

Tipo

iões de lítio

Capacidade (kWh) 11,6

TRANSMISSÃO

Tração

integral permanente com ESP

Caixa de velocidades automática de 8+ma

DIREÇÃO

Tipo

pinhão e cremalheira

Assistência

sim (elétrica)

Diâmetro de viragem (m) 11,4

TRAVÕES

Dianteiros (ø mm) discos ventilados (n.d.)

Traseiros (ø mm)

discos ventilados (n.d.)

ABS

sim, com EBD+BAS

SUSPENSÕES

Dianteira triângulos duplos sobrepostos

Traseira

multibraço

Barra estabilizadora (diant./tras.) sim/sim

PERFORMANCES ANUNCIADAS

Velocidade máxima (km/h) 230 (limitada)

0-100 km/h (s) 5,5

Consumo comb. (l/100 km) 2,8 – 3,4 (WLTP)

Emissões de CO 2 (g/km)

64 – 78 (WLTP)

Nível de emissões Euro 6

Ângulos (ataque/saída/ventral (°)) 23,1/25,5/20,8

DIMENSÕES, PESO E CAPACIDADES

Cx 0,32

Comp./larg./alt. (mm) 4688/1902/1658

Distância entre eixos (mm) 2865

Vias frente/trás (mm) 1653/1657

Altura ao solo (mm) 209

Capacidade do depósito (l) 50

Capacidade da mala (l) 468-1395

Peso (kg) 2139

Relação peso/potência comb. (kg/cv) 5,48

Jantes de série

7 1/2Jx19”

Pneus de série 235/55R19

Pneus de teste Michelin Latitude Sport 3

235/55R19 105V XL

GARANTIAS

Mecânica

2 anos sem limite km

Pintura

2 anos

Anticorrosão

12 anos

Bateria

8 anos ou 160.000 km

ASSISTÊNCIA

1.ª revisão 1 ano ou 30.000 km

Custo 1.ª revisão (c/ IVA) €320

Intervalos

1 ano ou 30.000 km

PREÇO (sem despesas) €74.719

Unidade testada €85.077

Imposto Único de Circulação (IUC) €197,69

70 Dezembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


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Mundo

Automóvel

EM ESTRADA

por Bruno Castanheira

PEUGEOT 508 SW 1.5 BLUEHDI EAT8 BUSINESS LINE

PROPOSTA TENTADORA

Mesmo na versão desprovida de pretensões desportivas, como é o caso da 1.5 BlueHDi de 130 cv com

caixa automática de oito velocidades, a 508 SW é uma proposta tentadora. Primeiro, pelo design

marcante que exibe, destacando-se a grelha elegante e os arrojados grupos óticos (as jantes são

de 16” no acabamento Business Line). É que, ao contrário de modelos de marcas concorrentes, na nova

geração do 508 é difícil dizer qual a carroçaria mais apelativa: se a berlina, se a carrinha. Cada uma tem

a sua personalidade, sendo ambas diferentes das portas traseiras para trás. Ainda que o cinzento que

reveste a carroçaria da unidade ensaiada não seja, em nossa opinião, das cores que melhor resulta, a

verdade é que a 508 SW é sempre elegante. Mesmo com jantes de 16”, que lhe retiram porte atlético.

Por dentro, inovação, qualidade, espaço, posto de condução ergonómico, equipamento e dispositivos

de segurança são os pontos a favor. Aos quais se junta uma bagageira ampla, que facilita a vida das famílias. Ligando o motor Diesel (equipado com

sistema start&stop), parte-se à descoberta das sensações de condução. A caixa automática de oito relações, rápida e inteligente, favorece (e muito)

o desempenho do bloco de 1,5 litros. Para surpresa, as prestações são menos modestas do que seria de supor. Em termos dinâmicos, bom feeling da

direção, travões eficazes, mas algum rolamento em curva. Com jantes de 16” e suspensão que privilegia o conforto, não há milagres.

Motor 4 cil. linha Diesel, transv., diant. Cilindrada (cc) 1499 Potência máxima (cv/rpm) 130/3750 Binário máximo (Nm/rpm)

300/1750 Velocidade máxima (km/h) 210 0-100 km/h (s) 10,1 Consumo combinado (l/100 km) 4,9 (WLTP)

Emissões de CO 2 (g/km) 129 (WLTP) Preço €38.700 IUC €158,92

SUZUKI VITARA 1.4T GLX ALL GRIP

CONTRARIAR A TENDÊNCIA

Numa altura em que a esmagadora maioria dos SUV aposta tudo (ou quase...) nas

versões Diesel, a Suzuki contraria a tendência e dá preferência à gasolina. Por isso, o

Vitara que, aqui, surge em apreço está equipado com um motor turbo de 1,4 litros com

140 cv (designado Boosterjet), recorrendo à injeção direta de gasolina para otimizar consumos e

emissões, que, como se sabe, saíram penalizados pela entrada em vigor do novo protocolo WLTP.

Associado ao nível de equipamento GLX, com caixa manual e tração integral (sistema All Grip), o

Vitara custa €28.443 (sem incluir despesas e o dourado metalizado que dá elegância à carroçaria).

No entanto, quem aderir a uma campanha, que inclui financiamento, verá o preço baixar €2.700,

passando, neste caso, este SUV a custar €25.743. Sem dúvida, uma boa notícia. Mas tenha ele campanha

ou não, a verdade é que o Vitara, que não prima propriamente por ser muito económico, é uma agradável surpresa. Os plásticos interiores podiam

ser menos duros? Podiam. A insonorização podia ser mais cuidada? Sem dúvida. Mas dificilmente o espaço, o equipamento, os dispositivos de segurança

e o posto de condução agradariam mais. Fazendo uma inevitável comparação com as anteriores gerações do Vitara, este novo evoluiu consideravelmente.

Mal seria se assim não fosse. Pese embora o comando da caixa manual de seis velocidades ser algo renitente, a condução é agradável, com o sistema All Grip

a vincar o lado mais aventureiro deste SUV. O conforto é bastante razoável e as prestações do motor são muito interessantes.

Motor 4 cil. linha, transv., diant. Cilindrada (cc) 1373 Potência máxima (cv/rpm) 140/5500 Binário máximo (Nm/rpm) 220/1500-4000

Velocidade máxima (km/h) 200 0-100 km/h (s) 10,2 Consumo combinado (l/100 km) 7,5 (WLTP) Emissões de CO 2 (g/km) 169 (WLTP)

Preço €28.443 IUC €158,92

72 Dezembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


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tecnologia

MAZDA SKYACTIV-X

DAME MÁS DIESOLINA

A MAZDA INICIOU EM PORTUGAL A COMERCIALIZAÇÃO DOS MODELOS 3 E CX-30 EQUIPADOS COM O NOVO MOTOR

SKYACTIV-X. ATÉ AQUI, NADA DE NOVO. MAS SE LHE DISSERMOS QUE ESTE MOTOR A GASOLINA TRABALHA COM O

PRINCÍPIO DO MOTOR DIESEL? É VERDADE. NESTAS PÁGINAS, EXPLICAMOS-LHE COMO ACONTECE O PROCESSO DE

FUNCIONAMENTO DESTE PROPULSOR QUE A PRÓPRIA MARCA APELIDA DE DIESOLINA por Ricardo Carvalho

A

ideia de combinar a ignição

por compressão com a ignição

por faísca não é nova.

Já apareceu em diversos protótipos,

vários fabricantes já o tentaram anteriormente,

desde a Daimler ao

Grupo Hyundai, mas a verdade é

que, até à data, ninguém conseguiu

ser eficaz e colocar o projeto numa

linha de produção em série. Até que

apareceu a Mazda, que acreditou ser

possível colocar na linha de montagem

um motor com estas características.

Como a marca japonesa utiliza,

normalmente, taxas de compressão

elevadas nos seus motores Skyactiv a

gasolina, todo este desenvolvimento

acabou por ser uma evolução lógica.

Diesel com vela

A teoria passa por aumentar a compressão

até esta provocar a ignição,

como acontece nos motores a gasóleo.

Isto é possível, mas a grande

dificuldade estava precisamente na

conciliação de tudo isto com a combustão

por faísca. Até que a Mazda

entrou no “jogo”. Através de um processo

denominado Spark Controlled

Compression Ignition (SPCCI), ou

ignição por compressão controlada

por faísca, a marca cria zonas distintas

de mistura ar/combustível na

câmara de combustão. E não elimina

a faísca. Como assim, não elimina a

faísca? Isso mesmo. Este motor a gasolina

com funcionamento de Diesel

74 Dezembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


ATRAVÉS DO PROCESSO DENOMINADO SPARK CONTROLLED COMPRESSION

IGNITION (SPCCI), A MAZDA CRIA ZONAS DISTINTAS DE MISTURA AR/

COMBUSTÍVEL NA CÂMARA DE COMBUSTÃO. E NÃO ELIMINA A FAÍSCA

continua a ter uma vela (por êmbolo)

para produzir a faísca para ocorrer a

explosão.

Nos regimes mais baixos, o motor

Skyactiv-X utiliza um compressor

para empobrecer a mistura com duas

a três vezes mais ar do que gasolina.

Um motor “normal” não seria capaz

de provocar a explosão. O Skyactiv-X

começa por aumentar a compressão

até aos 16,3:1, antes de injetar combustível

diretamente para a zona

da vela. Basta uma pequena faísca,

mais pequena do que durante o ciclo

normal, para provocar a ignição do

combustível. Esta ignição provoca o

aumento da pressão na câmara de

combustão até ao ponto desta se propagar

à restante mistura pobre.

Combustão por compressão

Aumentando a carga, o motor muda

impercetivelmente para o modo de

combustão normal. A relação estequiométrica

de combustível e ar assume

um valor mais convencional:

14,7:1. Este modo de funcionamento

acontece apenas nos regimes mais

elevados ou quando o motor está

muito frio. O controlo preciso da ignição

evita problemas de combustão,

como a detonação, assegurando uma

transição impercetível entre os modos

de combustão por compressão e

faísca. Sempre que o veículo circula

no modo combustão por compressão,

o motor utiliza menos combustível,

produzindo menos CO 2.

O processo é, de facto, muito simples

e já estava tudo inventado. Bastou

combinar componentes dos blocos

Diesel e gasolina e acrescentar quatro

sensores de pressão, um por cilindro.

O resto... é programação. Com a

nova tecnologia Skyactiv-X, o bloco

de 1998 cc debita 180 cv às 6000 rpm

e 224 Nm às 3000 rpm. Tal como o

motor Skyactiv-G, o novo Skyactiv-X

está equipado com o sistema Mazda

M Hybrid (sistema mild-hybrid

de 24 Volt que acrescenta eficiência

através do reaproveitamento da

energia recuperada no processo de

desaceleração, alimentando um motor

elétrico, que, por sua vez, assiste

o motor principal), podendo ser associado

a caixas manuais ou automáticas

de seis velocidades e a tração

dianteira ou integral. Quanto a manutenção,

a Mazda afirma que, face

a um Diesel, este motor só precisa

de mudar as velas a cada 64 mil km

sendo, em tudo o resto, muito semelhante.

l

www.jornaldasoficinas.com Dezembro I 2019 75


Mundo

Automóvel

NOTÍCIAS por Bruno Castanheira

HYUNDAI

DEU NAS VISTAS NO SEMA SHOW

A Hyundai juntou-se aos líderes da indústria - Bisimoto Engineering

e Rockstar Performance Garage - para criar e apresentar dois

novos concepts no SEMA Show 2019, que decorreu, em Las Vegas,

no estado norte-americano do Nevada, de 5 a 8 de novembro.

Os Bisimoto VeslosterRaptor N Concept e Rockstar Performance

Garage Kauai Ultimate Concept deram nas vistas no espaço da

marca sul-coreana. Concebido para ser um “Type R Killer”, o

Bisimoto VelosterRaptor N Concept oferece 320 cv e uma imagem

exuberante, sendo fruto da colaboração de uma equipa de

quatro engenheiros de várias disciplinas (aeroespacial, mecânica

e química) para aperfeiçoar o chassis do Veloster e melhorar a

eficiência térmica do motor. Já o Rockstar Performance Garage

Kauai Ultimate Concept (equipado com tração integral e motor

turbo), revela o seu lado explorador.

SEAT MII ELECTRIC

LIGADO À CORRENTE

A

SEAT inicia a sua ofensiva elétrica com o lançamento do Mii electric. Este primeiro SEAT

100% elétrico de produção abre caminho a futuros modelos que se juntarão à família. Mais

veículos elétricos (EV) e híbridos plug-in elétricos (PHEV) serão lançados num futuro

próximo pela marca espanhola, incluindo o 100% elétrico el-Born, as versões híbridas plug-in do

Tarraco e Leon e as versões híbridas plug-in de elevada performance CUPRA Formentor e CUPRA

Leon. Equipado com um motor elétrico de 61 kW (83 cv), o Mii electric assegura até 259 km de

autonomia, ainda que, em utilização citadina, este valor possa chegar aos 358 km com uma única

carga (WLTP). Uma vez ligada através do carregador rápido de corrente contínua (DC), a bateria de

iões de lítio pode ser recarregada até 80% da sua capacidade em apenas uma hora ou durante cerca

de quatro horas a 7.2 kW (sistema de Wallbox ou infraestrutura pública).

AUDI A4

MELHOR DO QUE NUNCA

L

ançada em 2015 e recentemente alvo de uma atualização, a quinta geração do Audi A4 recebeu

um profundo restyling para incorporar, também, a nova linguagem de design. O maior

dinamismo das linhas da carroçaria reflete-se num conjunto mais atraente, enquanto no

interior se destaca a funcionalidade e a introdução de tecnologias inovadoras nos campos da digitalização,

dos sistemas de infoentretenimento e de assistência à condução. A gama de motores é ampla e

diversificada, contando com escolhas potentes e eficientes. Na fase inicial de comercialização em Portugal,

a gama reparte-se entre os seguintes motores: 35 TDI de 163 cv (tração dianteira e caixa s tronic

de sete velocidades); 40 TDI de 190 cv (tração dianteira ou quattro com caixa s tronic de sete); allroad

40 TDI de 190 cv (tração quattro com caixa s tronic de sete); allroad 45 TDI de 231 cv (tração quattro

e caixa Tiptronic de oito); S4 V6 3.0 TDI de 347 cv (tração quattro e caixa Tiptronic de oito).

LAND ROVER DEFENDER

JUNTA-SE A JAMES BOND

O mais recente modelo da marca britânica é um dos protagonista da

nova saga do agente secreto mais famoso do mundo, no 25.° filme

oficial de James Bond. “No Time to Die” é o primeiro filme onde

aparece o novo Defender, a última evolução deste lendário modelo,

que participa numa sequência de perseguição. Os especialistas da

equipa deste filme do agente secreto inglês 007 testaram o novo

Defender nas condições de todo-o-terreno mais extremas, onde

o modelo demonstrou o seu carácter imbatível. O novo Defender

oferece uma altura ao solo de 291 mm e anuncia uma geometria

todo-o-terreno de nível mundial, pelo que a versão 110 pode

vangloriar-se de estar equipada com ângulos de ataque, ventral

e saída de 38°, 28° e 40°, respetivamente. A passagem a vau é de

900 mm, sendo conjugada com o novo programa Wade do Sistema

Terrain Response 2, de modo a assegurar que os condutores possam

atravessar cursos de água profundos.

76 Dezembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


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Mundo

Automóvel

USO PROFISSIONAL NIKOLA TRE

CABEÇA,

TRONCO E

MEMBROS

A NIKOLA MOSTROU O SEU MAIS RECENTE CAMIÃO MOVIDO A HIDROGÉNIO. CHAMA-SE TRE E PROMETE

UMA AUTONOMIA AO NÍVEL DE UM CAMIÃO ALIMENTADO A COMBUSTÍVEL FÓSSIL. ASSIM QUE A REDE DE

HIDROGÉNIO SE ESTENDER PELA EUROPA, A MARCA NORTE-AMERICANA PODE COMEÇAR A VENDER ESTE

ARROJADO VEÍCULO PESADO

por

Ricardo Carvalho

A

Nikola apresentou o Tre, um

novo protótipo de camião

alimentado a célula de combustível,

especialmente desenvolvido

para o mercado europeu. Com uma

potência de até 1.020 cv e um binário

de 2.700 Nm, o mais recente peso-

-pesado do fabricante norte-americano

está preparado para cumprir a

sua função no transporte de longo

curso. Nomeadamente, se tivermos

em linha de conta que o seu motor

elétrico alimentado a hidrogénio,

através de uma célula de combustível,

confere ao Nikola Tre uma

autonomia que se situa entre 500 e

1.200 km depois de efetuar um abastecimento

completo, processo que

demora entre 15 e 20 minutos. De

registar o feito alcançado na votação

do ITOY (International Truck of the

Year) 2020, onde este concept alcançou

o segundo lugar no prémio “Inovação

e Tecnologia”.

A ausência de uma rede de abastecimento

de hidrogénio adequada para

o transporte na Europa é um dos problemas

que podem “castrar” o êxito

do Nikola Tre no Velho Continente.

Trevor Milton, responsável pela mar-

IVECO INVESTE NA NIKOLA

A CNH Industrial, grupo que detém a Iveco,

anunciou um investimento de 250 milhões de

dólares na Nikola Motors, formando parte da

última ronda de financiamento da nova empresa

norte-americana, cujo objetivo passa por reunir

um valor de capital superior aos dois milhões de

dólares. Mas, para além da transação financeira,

a Nikola vai receber a colaboração das marcas

de veículos comerciais e comboios de potência

ca, tem fé que este tipo de combustível

consiga dar um salto, até porque já

existem várias propostas no mercado

movidas com este tipo de combustível,

tanto na Europa como nos EUA.

Mundo melhor

Durante a celebração do Nikola

da CNH Industrial, Iveco e FPT Industrial para o

desenvolvimento, produção e comercialização

dos seus camiões equipados com células de

combustível e baterias.

O acordo de colaboração, tanto a nível económico

como técnico, beneficiará, também, os modelos

Nikola One e Nikola Two, fundamentalmente

no mercado norte-americano, bem como nas

restantes regiões onde operar, entre elas a Europa.

World, evento onde a marca exibe

várias propostas de diversos modelos,

Trevor Milton salientou: “Queremos

transformar toda a indústria

do transporte rodoviário. Com a

visão da Nikola, o mundo será mais

limpo, mais seguro e mais saudável”.

A Nikola tem esperança que os seus

veículos consigam alcançar o sucesso

no mercado europeu e aproveitar as

consequências positivas deste feito.

“Imaginem a Europa sem camiões

a gasóleo? As estradas seriam mais

limpas e tranquilas”, enfatizou. A

marca contratou mais 2.000 novos

colaboradores para a sua fábrica de

Phoenix, de modo a reforçar a produção

dos seus vários modelos. A

parceria com o Grupo CNH, do qual

faz parte a Iveco, será um dos pilares

da estrutura deste projeto, que vai

ver a luz do dia muito em breve. l

78 Dezembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com

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