*Dezembro/2019 - Referência Industrial 214

jota.2016

MUNDO DE OPORTUNIDADES- Brasil está no topo do mercado de painéis em MDF e MDP

VERSATILIDADE

DA TECA

CONHEÇA O POTENCIAL DA MADEIRA E COMO A

CIDADE DE ÁGUA BOA (MT) SE PREPARA PARA ATENDER

O MERCADO CONSUMIDOR

THE VERSATILITY

OF TEAK

GET TO KNOW THE POTENTIAL OF THE WOOD

AND HOW ÁGUA BOA, STATE OF MATO GROSSO,

PREPARES ITSELF TO MEET THE NEEDS

OF THE CONSUMER MARKET


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INDUSTRIAL

54

2019

34

44

SUMÁRIO

40

MADEIRA

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

Abpm 31

Alca Máquinas 02

AWK Máquinas 23

Contraco 19

DRV Ferramentas 13

Engecass 07

Feicon 29

Fezer 61

Formóbile 15

Impacto Máquinas 57

Indumec 25

Linck 09

Máquinas Águia 67

Máquinas Dudi 53

Mendes Máquinas 05

Metalcava 55

Mill Indústrias 21

Mill Indústrias 63

Mill Indústrias 68

MSM Química 11

Omil 49

Rotteng 43

Unesa 47

Vale do Araguaia 33

Vantec 17

SUMÁRIO

04 Editorial

06 Cartas

08 Bastidores

10 Coluna Flavio C. Geraldo

12 Notas

22 Aplicação

24 Frases

26 Entrevista

32 Coluna Abimci Paulo Pupo

34 Principal Madeira Teca: futuro promissor

40 Mercado

44 Marcenaria

50 Economia

54 Madeira Tratada

58 Artigo

64 Agenda

66 Espaço Aberto

DEZEMBRO 2019 03


EDITORIAL

PRODUTIVIDADE

E INOVAÇÃO

NA CAPA

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaindustrial.com.br

MUNDO DE OPORTUNIDADES- Brasil está no topo do mercado de painéis em MDF e MDP

VERSATILIDADE

DA TECA

CONHEÇA O POTENCIAL DA MADEIRA E COMO A

CIDADE DE ÁGUA BOA (MT) SE PREPARA PARA ATENDER

O MERCADO CONSUMIDOR

THE VERSATILITY

OF TEAK

GET TO KNOW THE POTENTIAL OF THE WOOD

AND HOW ÁGUA BOA, STATE OF MATO GROSSO,

PREPARES ITSELF TO MEET THE NEEDS

OF THE CONSUMER MARKET

A

economia brasileira está em lenta

recuperação e precisa se renovar

para alcançar os bons índices do começo

da década. Alguns deles, sem

dúvida alguma, são o gargalo da

produtividade e a falta de inovação de empresas

que já se estabilizaram em um mercado competitivo

como o da indústria da madeira. Em entrevista

à REFERÊNCIA INDUSTRIAL, a pesquisadora do

Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada),

Fernanda De Negri, buscou traçar um raio-x sobre

essa situação na indústria nacional e deu pistas de

como sair dessa ‘sinuca de bico’. Na editoria de

Mercado, também abordamos o crescimento do

setor de painéis de madeira no Brasil. Além disso,

trazemos reportagens exclusivas nas editorias de

Marcenaria e Madeira Tratada, assim como novidades

do setor. Tenha uma ótima leitura!

A CAPA DESTA EDIÇÃO

APRESENTA A TECA EM UM

PROCESSO INDUSTRIAL NA

CIDADE DE ÁGUA BOA, NA

REGIÃO DO ARAGUAIA (MT)

EXPEDIENTE

ANO XXI - EDIÇÃO 214 - DEZEMBRO 2019

Ano XXI • N°214 • Dezembro 2019

Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

04

PRODUCTIVITY

AND INNOVATION

T

he Brazilian economy is in slow recovery

and needs to renew itself to

achieve the rates at the beginning of

the decade. Without a doubt, there

are bottlenecks to increased productivity

and a lack of innovation by companies that

have already established themselves in a competitive

market such as that of the forest industry. In

an interview with Referência Industrial, Fernanda

De Negri, Scientist with the Institute of Applied

Economic Research (Ipea), sought to trace out an

x-ray about this situation in Brazilian industry and

gave clues to how to get out of this ‘snooker’. In

the Markets Section, we address the growth of the

Wood Panel Sector in Brazil. Also, we have exclusive

stories in the Woodworking and Treated wood

Sections, as well as news from the sector. Pleasant

reading!

referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019

Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista / Columnist

Flavio C. Geraldo

Paulo Pupo

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski e Fabiano Mendes / Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira, Gabriel Santos Ferreira

criacao@revistareferencia.com.br

Depto. Comercial / Sales Departament - Gerson Penkal, Jéssika Ferreira,

Tainá Carolina Brandão

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial - Dash7 Comunicação - Joseane Cristina Knop

Tradução / Translation - John Wood Moore

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consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos

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segmento madeireiro. A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por

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INCREASES PRODUCTIVITY

ECONOMIA - Vendas da indústria registram crescimento e aquisição de máquinas supera 13%

CARTAS

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

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AUMENTA PRODUTIVIDADE

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CARTAS

CAPA DA EDIÇÃO 213 DA

REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE NOVEMBRO DE 2019

APLICAÇÃO

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Ano XXI • N°213 • Novembro 2019

Por Vera Marques - SãoPaulo (SP)

URBANISMO

Por Marcos Freire -

Santos (SP)

Que bela iniciativa da

empresa de arquitetura

que desenvolveu o The

Smile, construção no

coração de Londres

que usa painéis CLT de

madeira em toda a sua

extensão. A indústria

precisa cada vez mais de

mentes brilhantes como

essas!

Que inusitado esse case de teclados de madeira

desenvolvido pela WoodWe. Isso só mostra

como esse material é versátil e, quando bem

empregado, pode trazer diversas opções para

todos os setores. E de forma sustentável!

Parabéns pelo material.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: Evandro Soares

ENTREVISTA

Por Acir Juroski -

Porto Alegre (RS)

ECOLOGIA

Por Martin Ribeiro - Curitiba (PR)

Muito esclarecedora a

entrevista do presidente

da Movergs, Rogério

Francio, sobre o atual

cenário do ramo

moveleiro e quais são

as expectativas para os

próximos anos. Estamos

todos muito ansiosos pelo

futuro.

Não é de hoje que Curitiba possui a fama

de cidade ecológica e amiga do meioambiente,

e é sempre bom ver iniciativas

como as capitaneadas pela cidades

ganhando repercussão.

06

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é

fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019

E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:

revistareferencia@revistareferencia.com.br

CURTA NOSSA PÁGINA

Revista Referência Industrial

@referenciaindustrial


BASTIDORES

BASTIDORES

VISITA

A EQUIPE DA REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL VISITOU A CIDADE DE

ÁGUA BOA (MT), PARA CONHECER O PROMISSOR POLO MOVELEIRO

DE TECA. A EQUIPE PERCORREU AS PLANTAÇÕES DA ESPÉCIE E

CONHECEU TODAS AS ETAPAS DE TRATAMENTO E PROCESSAMENTO

INDUSTRIAL DA COMPANHIA VALE DO ARAGUAIA, PIONEIRA EM

PLANTAÇÃO E PRODUÇÃO DE TECA NO CERRADO.

Equipe da REFERÊNCIA FLORESTAL, coordenadores da Vale do

Araguaia e o Senai (MT), em visita nas plantações de teca

Fotos: Fabiano Mendes

Coordenadores da Vale do Araguaia mostram as

toras de teca à equipe da REFERÊNCIA FLORESTAL

Pedro Zagonel e Peter Rogers, coordenadores

da Companhia Vale do Araguaia

Representantes e integrantes do projeto do Polo

Moveleiro em reunião na Prefeitura de Água Boa (MT)

ALTA

VAGAS DE EMPREGO

Os indicadores de atividade

e de emprego na indústria da

construção brasileira alcançaram

em outubro o maior nível

dos últimos sete anos, revela

pesquisa da CNI (Confederação

Nacional da Indústria). O

Índice de Nível de Atividade

alcançou 49,9 pontos no

mês passado, semelhante ao

registrado no fim de 2012,

enquanto o Índice de Número

de Empregados ficou

em 48,5 pontos, também o

mais alto desde outubro de

2012. A pesquisa foi feita de

1º a 12 de novembro com 483

indústrias da construção – 167

pequenas, 208 médias e 108

de grande porte.

BAIXA

CONFIANÇA DO

COMÉRCIO

O Índice de Confiança do Comércio,

medido pela FGV (Fundação

Getulio Vargas), recuou 0,6

ponto na passagem de outubro

para novembro. Com isso, o indicador

passou para 97,8 pontos,

em uma escala de zero a 200

pontos. Em novembro, a confiança

dos empresários caiu em oito

dos 13 segmentos do comércio

pesquisados pela FGV. A queda

do índice foi mais influenciada

pela piora da confiança no futuro,

já que o Índice de Expectativas

recuou 1 ponto, indo para

100,9 pontos. As avaliações dos

empresários sobre o momento

atual também pioraram, mas de

forma mais moderada.

08

referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019


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Inovação. Qualidade.

Economia.

MADE IN GERMANY


COLUNA

ATALHOS PARA NOVAS FRONTEIRAS

OPORTUNIDADES DE INÍCIO DE NOVOS NEGÓCIOS VOLTADOS AO SETOR INDUSTRIAL MADEIREIRO, BASEADAS

NAS PERSPECTIVAS DE ABASTECIMENTO DE MADEIRA DE EUCALIPTO NO ESTADO OU NA REGIÃO, SÃO PALPÁVEIS

Flavio C. Geraldo

FG4 MAD - Consultoria em Madeira

Contato: flavio@fg4mad.com.br

A INDÚSTRIA VOLTADA AO

TRATAMENTO INDUSTRIAL

DA MADEIRA TEM UM

VÍNCULO MUITO FORTE COM A

AGRICULTURA E A PECUÁRIA

Acreditem, há 25 anos, convidados a dar um

curso relacionado à preservação de madeiras

na Universidade Federal do Piauí, quando lá

chegamos já no primeiro dia fomos convidados

a sair para jantar com o diretor da área

responsável pelo curso de engenharia civil,

provavelmente o hoje denominado Centro de Tecnologia

daquela Universidade.

Entre uma garfada e outra de uma boa paçoca, prato

bastante apreciado na região, ficamos surpresos ao saber

que esse diretor nunca havia visto uma árvore de eucalipto.

Aliás, ele suspeitava que em uma praça situada na entrada

do campus havia uma dessas árvores cumprindo um papel

meramente decorativo.

Para quem estava bastante familiarizado com esse gênero

a surpresa foi enorme, tanto que na manhã seguinte

fomos a essa praça e constatamos tratar-se, de fato, de

alguma espécie de eucalipto. Hoje, se consultarmos os

dados estatísticos do Estudo Setorial 2019 – ano base 2018,

publicado pela Abimci (Associação Brasileira da Indústria

de Madeira Processada Mecanicamente), verificamos que

dos 5,92 milhões de ha (hectares) plantados com eucalipto

no país, 23,2 mil ha estão situados no Estado do Piauí.

Bem, não é mais preciso ir até à praça de entrada do Câmpus

da Universidade Federal do Piauí para tirar qualquer

dúvida em relação à relevância do eucalipto para o Brasil.

Foto: divulgação

Todos sabem da importância do setor de base florestal em

relação às contribuições socioambientais e econômicas.

Ainda que direcionados a nichos específicos, com os

plantios surgem novas fontes de matérias-primas, estimulando

o surgimento de novas indústrias, novas tecnologias

e novos produtos, afinal, trata-se da disponibilidade de

madeiras comercias plantadas, com especial importância

para o setor da construção. Mesmo que de uma forma

muito incipiente, não é exagero afirmar que aos poucos vai

havendo uma maior distribuição das indústrias madeireiras,

hoje concentradas nas regiões sul e sudeste do país.

A exemplo de Estados da região centro-oeste, onde

hoje o eucalipto é uma forte realidade, totalizando ao

redor de 130 mil ha de área cultivada, há algumas poucas

décadas não se ouvia falar desse tipo de cultivo e tampouco

de alguma indústria voltada ao tratamento de madeiras.

Hoje, esse segmento já se apresenta como um novo

eldorado do setor. E assim vamos, não é novidade para

ninguém que a produção da madeira tratada segue a trilha

dos cultivos, aproveitando os desbastes para a produção

de mourões para cercas ou outros materiais de baixo valor

agregado. A indústria voltada ao tratamento industrial da

madeira tem um vínculo muito forte com a agricultura e

a pecuária e pelo andar da carruagem, a tendência é que

esse setor vai aumentar tremendamente a demanda por

madeiras tratadas destinadas ao mercado rural.

Não cabem aqui considerações sobre se esse cenário

é bom ou ruim para o setor, afinal, trata-se de produto de

baixo valor agregado com zero de inovação, há muitos

anos. No entanto, ao contrário das expectativas para as

regiões sul e sudeste, onde as maiores perspectivas de

mercado da madeira industrializada tratada estão no setor

da construção, neste caso em particular, devem ser consideradas

as perspectivas dentro do mercado rural e construções

rústicas. O dinamismo da agropecuária é o maior

dentre os segmentos econômicos do país. Segundo o Ipea

(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a previsão de

crescimento do setor agropecuário para 2020 vai de 3,2% a

3,7%, acima do que é esperado para o conjunto da economia.

Portanto, as oportunidades de início de novos negócios

voltados ao setor industrial madeireiro, baseadas nas

perspectivas de abastecimento de madeira de eucalipto no

Estado ou na região, são palpáveis.

Em relação à perspectiva de abertura de mercados de

madeira tratada para o meio rural, a experiência de décadas

dos mercados das regiões sul, sudeste e centro oeste

podem representar um importante atalho de aprendizado

para empresas do Nordeste interessadas na produção e

comercialização de produtos ambientalmente amigáveis,

acessíveis e duráveis.

10 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019


NOTAS

PROGRAMA

HABITACIONAL

O governo federal anunciará em dezembro a reformulação do programa

habitacional Minha Casa Minha Vida, que passa a ter como

prioridade municípios com até 50 mil habitantes. Uma das principais

novidades é que o beneficiário terá mais liberdade para definir

como será o imóvel. No atual formato, o beneficiário recebe a casa

pronta da construtora. Com o novo programa, que ainda não teve

o nome definido, o beneficiário receberá um voucher (documento

fornecido para comprovar um pagamento ou comprovante que dá

direito a um produto) para definir como a obra será tocada, o que

inclui a escolha do engenheiro e a própria arquitetura do imóvel.

“Muitas vezes a família precisa ou quer uma casa mais simples e

maior. Outra, com cômodos menores e mais qualidade de acabamento.

A gente quer deixar isso a critério do beneficiário”, afirmou

o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto.

Foto: divulgação

IMPOSTO

SOBRE SERVIÇOS

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou no começo

de dezembro a proposta que cria uma transição para que o

ISS (Imposto Sobre Serviços), a cargo dos municípios, passe

a ser pago à cidade na qual os serviços são efetivamente

prestados. A mudança atinge casos de empresas que têm

clientes em diversos municípios, como planos de saúde e

administradoras de cartão de crédito. Segundo a transição

estabelecida, até o fim de 2020, 66,5% do ISS nesses tipos

de serviços ficarão com o município do local do estabelecimento

do prestador do serviço e 33,5% com o município do

domicílio do que contratou. Em 2021, será o inverso: 33,5%

do ISS ficarão com o município do local do estabelecimento

do prestador do serviço e 66,5% com o município do domicílio

do contratante.

12 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019

Foto: divulgação

Foto: divulgação

FATURAMENTO

INDUSTRIAL

A CNI (Confederação Nacional de Indústria) informou

recentemente que o faturamento real da indústria

cresceu 1,3% em outubro em relação a setembro. A

informação faz parte da pesquisa Indicadores Industriais,

divulgada pela instituição. Conforme os dados,

a utilização da capacidade instalada da indústria teve

aumento de 0,1 ponto percentual no mesmo período.

No entanto, a tendência de alta revelada pela pesquisa

não se refletiu no mercado de trabalho e nos

rendimentos. Houve queda de 0,7% na massa salarial

real e de 0,3% no rendimento médio real. O nível de

emprego ficou estável. Segundo a CNI, é o quinto mês

consecutivo de alta do faturamento, que acumula alta

de 3,9% no período.

Foto: divulgação


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NOTAS

VAGAS

DE EMPREGO

Foto: divulgação

BALANÇA

COMERCIAL

A queda na cotação de diversos produtos internacionais

e a redução do embarque de alguns itens fizeram

a balança comercial (diferença entre exportações

e importações) fechar novembro com o menor

superávit em quatro anos. No mês passado, o país

exportou R$ 3,428 bilhões a mais do que importou.

Este é o pior resultado para o mês desde 2015 (US$

1,177 bilhão). Com o resultado de novembro, a

balança comercial acumula superávit de US$ 41,079

bilhões em 2019. É o superávit mais baixo para o

período de janeiro a novembro desde 2015. No mês

passado, as exportações caíram 16% pela média diária,

atingindo US$ 17,596 bilhões. As importações

encerraram novembro em US$ 14,169 bilhões, também

com recuo de 16% pela média diária.

Os indicadores de atividade e de emprego na indústria

da construção brasileira alcançaram em outubro o

maior nível dos últimos sete anos. O índice de nível de

atividade alcançou 49,9 pontos no mês passado, valor

semelhante ao registrado no fim de 2012, quando o

setor estava bem aquecido. O índice de número de empregados

ficou em 48,5 pontos, também o maior valor

desde outubro de 2012, informa a Sondagem Indústria

da Construção. Os indicadores da pesquisa variam de

zero a cem pontos. Quando estão abaixo dos 50 pontos

mostram queda da atividade e do emprego. No

entanto, os dois índices estão muito próximos da linha

divisória dos 50 pontos e superam os valores verificados

no mesmo mês do ano passado. O nível de atividade é

2,2 pontos maior e o de emprego está 3,6 pontos acima

do de outubro de 2018. “Os resultados consolidam a

tendência de crescimento do setor”, observa a CNI

(Confederação Nacional de Indústria).

Foto: divulgação

Foto: Evandro Soares

REELEITO

Rogério Francio, empresário do setor moveleiro de Bento Gonçalves (RS), dará

continuidade no comando da Movergs (Associação das Indústrias de Móveis

do Estado do Rio Grande do Sul) na gestão 2020-2021. A escolha da diretoria

executiva e do conselho fiscal da Movergs aconteceu durante assembleia geral

ordinária, realizada em 27 de novembro, quando foi eleita por aclamação. Francio

terá ao seu lado como vice-presidente Henrique Tecchio. Vice-presidente

da entidade na gestão 2016-2018 de Volnei Benini, Francio assumiu interinamente

a presidência da entidade no final de 2018, já que Benini afastou-se da

entidade por motivos particulares. Francio ressalta que a nova gestão terá uma

mescla da diretoria atual e de novos diretores. “Estamos trazendo, por exemplo,

o Henrique Tecchio que com sua experiência ajudará a sustentar e ampliar

o fortalecimento da cadeia produtiva moveleira como vice-presidente. Estamos

mesclando a experiência da diretoria anterior e incorporando novos talentos

para que tenhamos sempre um espírito de renovação e nova visão do que é

melhor para o setor moveleiro”, destacou.

14 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019


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NOTAS

VENDA DE MÁQUINAS

Em outubro, as vendas da indústria brasileira de máquinas

e equipamentos mantiveram-se estáveis na comparação

com o mês anterior (0%), mas cresceram 1,9% em relação

ao mesmo mês do ano passado, informou a Abimaq

(Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos).

Segundo o órgão, o melhor desempenho

das vendas deve-se às negociações no mercado interno.

As transações para o mercado externo tiveram retração,

com desempenho negativo de 11% em comparação a

setembro e de -21,1% na comparação com o mesmo mês

do ano passado. A Abimaq atribuiu o resultado à desaceleração

da atividade produtiva em diversos parceiros

comerciais. Já a importação cresceu 31,9% na comparação

mensal e 39,7% em relação ao mesmo mês de 2018. O

setor também prevê encerrar o ano com crescimento de

1,6%. Para o ano que vem, o crescimento previsto é em

torno de 3,2%.

INVESTIMENTOS

EM STARTUPS

Apenas 8% das startups brasileiras recebem investimentos

da indústria. As informações são do estudo “Mapa Startup

+ Indústria” realizado pela aceleradora Spin e pela consultoria

de inovação A2C. O estudo foi realizado com 295

startups e 55 indústrias do país. Segundo o levantamento,

66% das startups são financiadas com recursos próprios

do empreendedor, enquanto 13% recebem aporte de

investidor-anjo. Do total, 94% das startups recebem investimentos

apenas no Brasil. A falta de diversificação de

investimentos afeta a vida das startups: apenas 11% das

startups avaliadas já saíram da fase de protótipos e estão

em fase de operação.

Foto: Fabiano Mendes

CONFIANÇA

EMPRESARIAL

O Icei (Índice de Confiança do Empresário Industrial)

aumentou 3,2 pontos frente a outubro e alcançou

62,5 pontos em novembro. Com isso, o indicador

está 7,9 pontos acima da média histórica que é de

54,6 pontos, informa a pesquisa divulgada pela CNI

(Confederação Nacional da Indústria). Os indicadores

do Icei variam de zero a cem pontos. Quando

estão acima de 50 pontos mostram que os empresários

estão confiantes. “O aumento da confiança

estimula a recuperação da economia brasileira à

medida que impulsiona o aumento da produção e a

retomada do investimento”, avalia a CNI. O estudo

destaca que o Índice de Condições Atuais, um dos

componentes do Icei, alcançou 56,3 pontos, o maior

nível desde outubro de 2010. O índice está 3,6 pontos

acima do registrado em novembro de 2018.

Foto: divulgação Foto: divulgação

16 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019


NOTAS

PONTO

DE ENCONTRO

Investir na capacitação continuada dos colaboradores

é um fator decisivo para o desenvolvimento

e crescimento de empresas

de todos os portes. Para fomentar o diálogo

sobre a temática educacional nas corporações,

o Sistema Fiep é um dos articuladores

do HUB de Universidades Corporativas.

“A proposta é que todas as empresas participantes

possam, de forma conjunta, buscar

novos meios de obter resultados com

a educação corporativa, trazendo soluções

transformadoras para nossas empresas. É

um grande desafio”, destaca Maria Cristhina

de Souza Rocha, gerente executiva de

Projetos Estratégicos do Sistema Fiep. O primeiro encontro do HUB de Universidades Corporativas aconteceu no dia 22 de

novembro, no Campus da Indústria, em Curitiba. O evento apresentou o case da Universidade Corporativa do Banco do

Brasil, pelo consultor Pedro Carbone. Durante a roda de conversa, o convidado explanou sobre os projetos de profissionalização,

competências e trilhas de aprendizagem realizados na organização. “As empresas estão possibilitando a aquisição

de novas competências e promovendo dinâmicas para que o profissional faça suas próprias escolhas nos processos de trabalho.

Além de olhar para a carreira de cada profissional, individualmente, é importante conseguir identificar os problemas

de capacitação da própria empresa”, alerta. Carbone falou ainda sobre a integração do espaço do trabalho, dos avanços

das organizações e dos programas de talentos. Durante o encontro, os participantes também realizaram o planejamento

das ações do HUB para 2020.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

PRODUÇÃO

GAÚCHA

O relatório ‘Conjuntura e comércio externo

do setor de móveis no Brasil’, com

dados de setembro e outubro, encomendado

pela Movergs (Associação das

Indústrias de Móveis do Estado do Rio

Grande do Sul) e produzido pelo Iemi

(Inteligência de Mercado), aponta que

a produção de móveis no estado do

Rio Grande do Sul foi de oito milhões

de peças no mês de setembro de 2019,

aumento de 4,8% em relação ao mês

anterior. No acumulado do ano, comparado

com o mesmo período de 2018, a

produção industrial no Rio Grande do Sul cresceu 2,5%, resultado superior ao registrado na indústria nacional no mesmo

período. No acumulado nos últimos 12 meses, a indústria gaúcha cresceu 4,0%, enquanto a indústria nacional registrou

retração no mesmo período, de acordo com números do Ibge (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

18 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019


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NOTAS

INDÚSTRIA

EM CRESCIMENTO

A indústria cresceu 0,8% em outubro de 2019, na

comparação com o mês anterior, segundo a Pesquisa

Industrial Mensal Regional do Ibge (Instituto

Brasileiro de Geografia e Estatística). Houve crescimento

em sete dos 15 locais pesquisados. Os

maiores crescimentos foram para Goiás (4,0%) que,

pela quinta vez consecutiva, registra taxa positiva

e acumulou ganho de 6,4% no período. O Amazonas

ficou em segundo lugar, com alta de 2,3%. Já

a Bahia cresceu 0,9%. São Paulo não teve o maior

crescimento (1,5%), mas teve papel crucial para puxar

o índice médio nacional para cima pois concentra

34% da indústria brasileira.

APROVAÇÃO

DO SETOR

O governo do presidente Jair Bolsonaro está atraindo

respostas positivas da indústria: 60% dos empresários

do setor consideram o governo ótimo ou bom, segundo

a “Sondagem Especial: Avaliação do Governo pelo

Empresário Industrial”, pesquisa feita pela CNI (Confederação

Nacional da Indústria). O percentual de empresários

que avaliam o governo como ruim ou péssimo é

de 7% e os que avaliam como regular compõem 26%.

Entre os empresários da indústria, 64% aprovam a maneira

de governar e 65% têm confiança no presidente.

Do total, 75% consideram que as ações e políticas do

governo contribuíram para a melhoria da economia, enquanto

73% acredita que a situação econômica estaria

pior se não fossem as ações e políticas adotadas.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

MAIS

PRODUTIVIDADE

Adotar tecnologias da indústria 4.0, em especial aquelas de

monitoramento em tempo real de processos produtivos,

aumenta em 22% a produtividade de pequenas e médias empresas,

segundo balanço divulgado pela CNI (Confederação

Nacional da Indústria). As microempresas são as que mais se

beneficiam da adoção dessas tecnologias, com um aumento

médio de produtividade de 44,82%, segundo a entidade. A

pesquisa foi feita com 43 micro, pequenas e médias empresas

entre maio de 2018 e outubro deste ano. No estudo, foram

aplicadas ferramentas da indústria 4.0 em um projeto-piloto

chamado Indústria Mais Avançada. As empresas eram dos

segmentos de alimentos e bebidas, metalmecânica, moveleiro,

vestuário e calçados. Entre as empresas de alimentos e

bebidas, o desempenho subiu 75%.

20 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019


APLICAÇÃO

MADEIRA

É SAÚDE

Foto: divulgação

O Travesseiro de madeira Wooden Pillow,

desenvolvido pela Change Your Energy, é

uma ferramenta de auto-massagem que

ajuda o consumidor a obter alívio rápido

para dores musculares e tensão acumulada

ao longo do dia na região da coluna, especialmente

no pescoço e nos ombros. Ao

usar o travesseiro de madeira nessa área, é

possível direcionar efetivamente os pontos

de energia e os meridianos (canais de energia)

do corpo para aliviar qualquer ponto

de estresse. O travesseiro é desenvolvido a

partir da madeira do Kiri-Japonês, árvore só

encontrada no Oriente. A peça pode ser encontrada

em três tamanhos diferentes, para

as regiões do pescoço, lombar e também

para os pés.

BELEZA

DA MADEIRA

A empresa Tay Skincare nasceu em Nova

Iorque, nos EUA (Estados Unidos da

América), com o objetivo de revolucionar

o mercado de cosméticos em todo

o mundo. E tem tido sucesso na tarefa,

desde a qualidade de seus produtos até

o design inovador de suas embalagens,

que usam apenas materiais naturais e

que não agridam o meio ambiente. Com

cases de madeira de bambu, a Tay com

sua linha completa de shampoos, condicionadores,

cremes, esfoliantes e óleos

de banho. A empresa venceu recentemente

prêmios europeus de design, com

sua renomada fundadora e designer,

Sarah Tay.

Foto: divulgação

22 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019


os melhores layouts para

os maiores resultados

Serrarias AWK, a inovação

em serrar madeira

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FRASES

“VAMOS ACABAR COM O IMPOSTO MAIS CRUEL QUE EXISTE

NO BRASIL, O IMPOSTO SOBRE FOLHA DE PAGAMENTO. VOCÊ

TIRA DA INFORMALIDADE. VOCÊ TEM, DE UM LADO, O GANHO

DE PRODUTIVIDADE DO TRABALHO, O EMPREGO, O SALÁRIO E

CONTRIBUIÇÕES PARA A PREVIDÊNCIA. SE ESTÁ TODO MUNDO

EMPREGADO, TODO MUNDO PODE PAGAR”

PAULO GUEDES, MINISTRO DA ECONOMIA, SOBRE A

DESONERAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO

“RETOMAMOS

A PRESENÇA

POLÍTICA DO SETOR

NO CONGRESSO

NACIONAL. A FRENTE

PARLAMENTAR

NASCE COM

APROXIMADAMENTE

200 INTEGRANTES, ENTRE

DEPUTADOS E SENADORES,

E FOI UM ATO PRESTIGIADO

POR SINDICATOS E LÍDERES DO

SETOR. VAMOS APROFUNDAR

DEBATES E DIMINUIR AS

DIFICULDADES QUE O SETOR

EVENTUALMENTE ENFRENTA POR

FALTA DE APOIO POLÍTICO. ESTAMOS

TRABALHANDO INTENSAMENTE”

JERONIMO

GOERGEN,

DEPUTADO

FEDERAL, SOBRE

A CRIAÇÃO DA

FREMOB (FRENTE

PARLAMENTAR

MISTA EM DEFESA

DA INDÚSTRIA DO

MOBILIÁRIO)

“ESTÁ SENDO CONSIDERADA NOS NOSSOS ESTUDOS

E NA FORMULAÇÃO DA PROPOSTA QUE IREMOS

ENCAMINHAR SIM A NECESSIDADE DE REVISAR A

TRIBUTAÇÃO DA RENDA E, SOBRETUDO, DENTRO DA

TRIBUTAÇÃO DA RENDA HOJE EXISTENTE, DE MEDIDAS

QUE DIMINUAM A REGRESSIVIDADE DA ESTRUTURA

ATUAL, TORNANDO MAIS PROGRESSIVA A IMPOSIÇÃO

DO TRIBUTO SOBRE A RENDA”

Foto: Agência Câmara

JOSÉ BARROSO TOSTES NETO, CHEFE DA RECEITA FEDERAL,

SOBRE A TRIBUTAÇÃO DE LUCROS E DIVIDENDOS DEBATIDA

PELA REFORMA TRIBUTÁRIA

“PELO SÉTIMO MÊS SEGUIDO,

O RESULTADO NA CRIAÇÃO

DE EMPREGOS FOI POSITIVO,

COM 70.582 VAGAS CRIADAS

EM OUTUBRO. NO ANO, FORAM

GERADOS 841,5 MIL EMPREGOS

FORMAIS, MELHOR SALDO DOS

ÚLTIMOS CINCO ANOS”

JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE

DO BRASIL, SOBRE A CRIAÇÃO

DE POSTOS DE TRABALHO EM

OUTUBRO DE 2019

24 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019


55 ANOS

DE EXPERIÊNCIA NA

INDÚSTRIA MADEIREIRA

tecnologia

produtividade

QUALIDADE

Prensa para compensados,

painéis e portas

Transporte e movimentação

de produtos

Tecnologia de

prensagem

Tecnologia de

secagem

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técnica

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ENTREVISTA

INOVAÇÃO

É O CAMINHO

INNOVATION

IS THE WAY

I

ndicadores internacionais mostram que um trabalhador

norueguês, o mais eficiente do mundo, produz seis vezes

mais que o brasileiro. Enquanto o profissional do país escandinavo

gera US$ 102 por hora trabalhada, no Brasil, o

valor médio é de US$ 16,8. Entre os fatores que explicam a

ineficiência estão burocracia, baixa escolaridade, falta de infraestrutura,

governança inadequada e tecnologia defasada. Para entender

melhor o problema e debater soluções que se encaixem

na realidade brasileira, a Agência CNI de Notícias entrevistou Fernanda

De Negri, pesquisadora do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica

Aplicada). No bate-papo, a pesquisadora avalia o cenário

atual, aponta gargalos que dificultam o ganho de produtividade

no Brasil, propõe alternativas e um debate amplo sobre a agenda

estratégica prioritária do país. Confira:

ENTREVISTA

I

nternational indicators show that a Norwegian worker, the

most efficient in the world, produces six times as much as a

Brazilian. While the Scandinavian professional generates US$

102 per hour worked; in Brazil, the average value per worker

is US$ 16.8 per hour. Amongst the factors that explain the

inefficiency are bureaucracy, low schooling, lack of infrastructure,

inadequate governance, and outdated technology. To better understand

the problem and discuss solutions that fit Brazilian reality, the

CNI News Agency interviewed Fernanda De Negri is a scientist at the

Institute of Applied Economic Research (Ipea). In the interview, the

Scientist evaluates the current scenario, points out bottlenecks that

hinder the gain of productivity in Brazil and proposes alternatives, and

broad debate on the Country’s priorities and strategic agenda.

Check out below:

Foto: Jose Paulo de Larcerda

FERNANDA

DE NEGRI

FORMAÇÃO PROFISSIONAL: DOUTORA EM ECONOMIA PELA

UNICAMP (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS)

CARGO: PESQUISADORA E CONSULTORA DO IPEA (INSTITUTO

DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA)

PROFESSIONAL EDUCATION: PHD. IN ECONOMICS. STATE UNIVERSITY

OF CAMPINAS (UNICAMP)

FUNCTION: SCIENTIST AND CONSULTANT WITH THE INSTITUTE OF

APPLIED ECONOMIC RESEARCH (IPEA)

26 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019


POR QUE A PRODUTIVIDADE DO BRASIL É TÃO

BAIXA?

Nos anos mais recentes, entramos em uma crise

econômica que foi uma das piores da nossa história.

Nesse contexto, o mercado fica reprimido pela alta

taxa de desemprego e pelo baixo crescimento econômico,

o que gera uma insuficiência de demanda.

Numa análise de longo prazo, são vários os fatores que

contribuíram para a defasagem do Brasil em termos de

inovação e de produtividade. Mesmo nos anos em que

o país estava crescendo, do início dos anos 2000 até

2010, o crescimento foi apoiado basicamente no aumento

da demanda. Não houve ganho representativo

de produtividade. Temos problemas estruturais, a economia

brasileira ainda é muito fechada, a escolaridade

é baixa, há muita burocracia e o ambiente de negócio

é pouco propício à inovação e à competitividade. Não

fomos capazes de resolver essas questões estruturais

nas últimas décadas e ficamos muito dependentes dos

surtos de crescimento por aumento de demanda, que

não são sustentáveis a longo prazo. Pensando nisso,

precisamos aliar o crescimento de demanda com crescimento

sustentado da produtividade, da inovação,

das tecnologias.

O QUE TEM NOS PAÍSES MAIS DESENVOLVI-

DOS QUE FALTA NO BRASIL?

Usando os indicadores do Banco Mundial, temos

um ambiente de negócio muito burocrático, é difícil

e demorado abrir e fechar empresas, ter acesso a crédito,

resolver pendências jurídicas. Outro importante

fator é a educação. Ampliamos o acesso nos últimos

20 anos, mas a qualidade da educação do Brasil não

andou no mesmo compasso. É preciso apostar, daqui

pra frente, numa melhora do nível educacional, para

termos efetivamente uma mão-de-obra mais qualificada,

uma população capaz de dar condições para o país

crescer de uma forma sustentada. O Brasil ainda é um

país fechado ao mundo do ponto de vista de inovação

e econômico. A nossa ciência ainda é pouco conectada.

Ninguém produz conhecimento sozinho, você produz

a partir de uma base construída pelos outros. Ou

seja, a produção do conhecimento depende da conexão

de ponta, depende da integração com o mundo. A

desconexão do Brasil afeta muito a nossa capacidade

de criar empresas mais competitivas a longo prazo.

COMO ABRIR O BRASIL PARA O MUNDO? HÁ

BOAS PRÁTICAS INTERNACIONAIS QUE PODEM

SER APLICADAS À REALIDADE BRASILEIRA?

Um desafio é a abertura comercial, outro é a integração

da nossa academia com o mundo. Do ponto

de vista comercial, o Brasil precisa ter uma estratégia

de longo prazo de redução de tarifa de importação,

uma agenda de longo prazo de acordos comerciais.

É importante frisar o longo prazo. O país precisa preparar

o tecido econômico para suportar a competição

WHY IS PRODUCTIVITY IN BRAZIL SO LOW?

In recent years, there was an economic crisis in Brazil

that was one of the worst in our history. In this context, the

market is repressed by a high unemployment rate and low

economic growth, which generates a lack of demand. In a

long-term analysis, several factors contributed to Brazil’s

gap in terms of innovation and productivity. Even in the years

in which the Country was growing, from the early 2000s

to 2010, growth was basically supported by increased demand.

There was no representative gain in productivity. We

have structural problems, the Brazilian economy is still very

closed, schooling is low, there is a lot of bureaucracy, and

the business environment is not conducive to innovation

and competitiveness. We have not been able to address

these structural issues in recent decades and we have become

very dependent on growth surges due to increased

demand, which is not sustainable in the long run. In thinking

about the long term, we need to combine demand growth

with sustained growth in productivity, innovation, and technologies.

WHAT DO THE MORE DEVELOPED COUNTRIES

HAVE THAT IS LACKING IN BRAZIL?

Using World Bank indicators, we have a very bureaucratic

business environment, it is very difficult and time-consuming

to open and close companies, have access to credit

and solve legal pending issues. Another important factor is

education. We have expanded access in the last 20 years,

but the quality of education in Brazil has not improved accordingly.

From now on, we must bet on an improvement in

the educational level to effectively have a more skilled workforce

and a population capable of providing the conditions

for the Country to grow in a sustained way. Brazil is still a

country closed to the world as to innovation and economics.

Our science is still unconnected. No one produces knowledge

alone; you produce it from a base built by others. That

is, the production of knowledge depends on a cutting-edge

connection, depends on integration with the world. The disconnection

of Brazil greatly affects our ability to create more

competitive companies in the long run.

UM DESAFIO É A ABERTURA

COMERCIAL, OUTRO É A

INTEGRAÇÃO DA NOSSA ACADEMIA

COM O MUNDO

DEZEMBRO 2019 27


28 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019


30 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019


Há 50 anos a

entidade que

representa e trabalha

para o crescimento

do mercado de

madeira tratada,

seus associados e o

futuro do setor.

MT

MS

Associados

RIO GRANDE DO SUL

Flosul

Jimo

Madem

Postes Mariani

RTN

SANTA CATARINA

Ekomposit

Florestal

Koppers

Terra Sol

PARANÁ

Ecoline

MSM Química

TWBrazil

Revista Referência

MATO GROSSO DO SUL

Coimmal

Coimor

Tramasul

ESPIRITO SANTO

Torabras Tratamento de Madeira

GOIÁS

Matha Florestal

MATO GROSSO

Companhia do Vale do Araguaia

BAHIA

CM Venturoli

Paraíso Madeira

PR

GO

SP

SÃO PAULO

Alpina Eucaliptos

Canteiro

Dulcidio Ramires Macedo

Humberto Tufolo Netto

Icotema

Ipel Itibanyl

Ivaldo Pontes Jankowsky

Lanxess

Lonza

Madereira Mantiqueira

Madetram

Madtrat

Matra

Montana Química

Pemad

Prema

Roberto José Falcão Bauer

Rossin

Setrama

STWood

Teca Madeiras

Tramal Tratamento de Madeira

Transportes Topcargo

MINAS GERAIS

Campo Alegre

CBI Madeiras

Lua Madeira Imunizada

Reallogs

S&d Madeiras

SEAP

Talube

Sócios Honorários

Aldo Gandolfi Junior

Amantino Ramos de Freitas

Flavio Carlos Geraldo

Luiz Antônio Pinto Reis

MG

BA

ES

RS

SC

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DO SETOR DA

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COLUNA ABIMCI

ESTÁ OCORRENDO EXCESSO

DE OFERTA DE MADEIRA NO MUNDO?

AÇÕES NOS MOSTRAM QUE UMA MUDANÇA DA DINÂMICA MUNDIAL DO MERCADO DE

PRODUTOS MADEIREIROS ESTÁ OCORRENDO

Paulo Pupo

Superintendente da Associação

Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente

Contato: abimci@abimci.com.br

PRINCIPAIS MERCADOS

IMPORTADORES MUNDIAIS DE

MADEIRA ESTÃO INSEGUROS COM

TODAS ESSAS VARIÁVEIS

C

om o recém-lançado estudo setorial da Abimci

2019, documento que além de atualizar o setor

de base florestal brasileiro em vários cenários e

direções também contempla cenários macros

mundiais de produção e consumo dos principais

produtos madeireiros, podemos ver consolidações de volumes

de produção de diferentes produtos ao redor do mundo

ganhando corpo e conquistando fatias de mercado onde

anteriormente não entravam.

Esse cenário macro também passa pela avaliação e influência

das tendências do mercado mundial de toras, com

políticas de importações por grandes países produtores bem

consolidadas como a China, entre outros. Também passamos

por um fato florestal não muito comum: a oferta extra

de toras provenientes do norte da Europa, em especial da

Alemanha, que está realizando cortes rasos em áreas florestais

a fim de prevenir a expansão da infestação de besouros.

As infinitas variáveis que temos no comércio mundial de

madeira estão nos mostrando um ambiente de difícil explicação

precisa desse ou daquele produto. Isso nos remete a

uma dúvida ou sensação de incômodo, que tem se tornado

cada vez mais constante em diversos fóruns que a Abimci

promove e participa: está sobrando madeira ou oferta de

madeira no mundo?

Talvez não seja essa a afirmação correta, mas certamente

estamos enfrentando novos tempos na dinâmica do mercado

e na mais antiga relação balizadora do mercado: a lei

Foto: divulgação

da oferta x demanda, a qual podemos acrescentar alguns

outros ingredientes como capacidade de pronta entrega,

origem legal da madeira e qualidade do produto.

Aliado a isso, os recentes anúncios de taxações impostas

pelos EUA (Estados Unidos da América) a produtos chineses

e vice-versa, somados às incertezas de alguns novos acordos

em blocos que estão sendo desenvolvidos como o acordo

comercial entre Mercado Europeu e o Mercosul, alguns impasses

existentes nas negociações em curso entre México,

Canadá e EUA, entre outros, mostram que a guerra fiscal no

mercado internacional está longe de ser passageira e que

certamente está afetando a parte comercial do produtos

madeireiros.

A Abimci está realizando uma intensa agenda de distribuição

do Estudo Setorial, participando de vários eventos

nacionais e internacionais, mantendo contado direto com

importadores do produto madeireiro brasileiro. Essas ações

nos mostram que uma mudança da dinâmica mundial do

mercado de produtos madeireiros está ocorrendo, trazendo

novos desafios. Diante de um cenário internacional tão

incerto não somente nos principais países importadores e

consumidores de madeira, mas também nas crises políticas

e institucionais em países vizinhos como Argentina e Chile, é

preciso cautela e estar preparado – comercial e tecnicamente

– para atuar no mercado internacional.

MERCADO INTERNO: POSSIBILIDADE DE

CRESCIMENTO

Se no mercado global os desafios são muitos e, cada vez

mais, vão afetar as nossas empresas, no mercado interno

tivemos, recentemente, um avanço importante para a indústria

da madeira. O envio para consulta nacional do texto da

norma técnica para o sistema construtivo wood frame é um

grande passo para que, em breve, tenhamos um novo nicho

para as empresas atuarem. A expectativa, com a oficialização

desse novo sistema construtivo no Brasil, é de aumentar o

consumo per capita de madeira no mercado interno, principalmente,

em virtude da crescente demanda habitacional

brasileira. Também alguns cenários da recuperação macro

da nossa economia, a consolidação de algumas reformas

estruturantes para o país, a tendência da recuperação do PIB

está produzindo ventos mais positivos entre os empresários,

o que nos remete a uma esperança maior da retomada do

consumo interno, em especial na construção civil, principal

mercado para os produtos madeireiros.

Assim, a despeito de toda a influência das negociações

mundiais, é preciso saber navegar por entre os momentos

de instabilidade e bonança e estar atento às oportunidades

do mercado interno.

32 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019


A MADEIRA DA TECA,

UMA ÁRVORE AINDA MAIS

FORTE NO BRASIL!

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PRINCIPAL

MADEIRA TECA:

FUTURO PROMISSOR

INDUSTRIALIZAÇÃO DA TECA É INICIADA EM ÁGUA BOA (MT)

COM FOCO NA PRODUÇÃO E FORNECIMENTO DE TECA PARA O

MERCADO BRASILEIRO E MUNDIAL

Abeleza única da madeira de teca, as caraterísticas

de densidade e resistência mecânica comparável

com as principais madeiras nativas, a excelente

trabalhabilidade e de fácil manuseio, uma estabilidade

dimensional muito acima da média e uma

durabilidade mundialmente famosa diante das ações climáticas

e agentes biológicos, faz da teca uma excelente escolha para o

desenho e fabricação de móveis e artefatos de madeira em geral.

Todos esses atributos fizeram a fama da madeira teca (Tectona

grandis) desde o século 18, quando os barcos das grandes

navegações europeias optavam por essa espécie para garantir

mais segurança e longevidade às viagens. No século atual, a

indústria internacional passou a investir mais intensamente, na

década de 50, em plantações ao redor do mundo, na Ásia, África

e América Central. E, foi nos anos 70, que o Brasil abriu os olhos

para a espécie. Agora, o novo impulso nacional vem do cerrado,

no município de Água Boa, a 730 km de Cuiabá (MT).

A Companhia do Vale do Araguaia é uma empresa agroindus-

The unique beauty of teak, good density and high mechanical

strength compared to the principal native species,

excellent workability and handling, a very high dimensional

stability and a world famous durability to climate and

biological factors makes teak an excellent choice for the

design and fabrication of furniture and wooden utilities.

All these attributes have helped make the reputation of teak

(Tectona grandis), which, since the 18th century, ships from major

European countries opted for the use of this species to ensure

more safety and longevity to travel. In the present century, in the

1950s, industry world-wide, mainly in Asia, Africa and Central America,

began to invest more intensely in the species for use in furniture.

And it was in the 1970s that Brazil opened its eyes to the species.

Now, a new national impulse is destined for the city of Água

Boa, 730 km from Cuiabá (MT).

The Companhia do Vale do Araguaia is a forestry and industrial

company, founded in 2005 and consolidated in the region that develops

sustainable teak plantations in the Brazilian Midwest.

Fotos: Fabiano Mendes

TEAK: A

PROMISING FUTURE

INDUSTRIAL PROCESSING OF TEAK IS

INITIATED IN ÁGUA BOA (MT), FOCUSING ON

THE PRODUCTION AND SUPPLY OF TEAK TO

THE BRAZILIAN AND GLOBAL MARKET

34 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019


trial fundada em 2005 e consolidada na região, que desenvolve

plantações sustentáveis de teca na região centro-oeste do Brasil.

Com a produção de madeira 100% verticalizada, o sistema

de gestão de qualidade da companhia é certificado pela Bureau

Veritas, marca reconhecida e respeitada no mundo todo como

símbolo de segurança, sustentabilidade e confiança. Neste momento,

a empresa está trabalhando na certificação das florestas

e da unidade de processamento de madeira com o FSC® (Forest

Stewardship Council). Este trabalho da certificação é previsto para

ser concluído em 2020. A companhia tem duas filiais principais

na região da Água Boa, sendo a fazenda São Jorge, onde estão

concentradas as principais plantações de teca e a unidade de

processamento de madeira, que está instalada somente a 10 km

(quilômetros) de Água Boa. Esta unidade iniciou as suas atividades

em 2015 com uma autoclave para o tratamento de postes e

mourões para o mercado regional. Agora conta com uma moderna

serraria e um torno para toras que ficaram prontas para operar

no mês de dezembro. Dessa forma, as operações são totalmente

integradas desde o plantio, o manejo, a colheita, o processamento

na unidade e a comercialização dos produtos.

A unidade de processamento de madeira da Companhia

do Vale do Araguaia abrange uma área de 15 ha (hectares) e

impressiona já à primeira vista pela metodologia e organização

dos processos. A unidade consiste neste momento de uma autoclave

para a produção de postes e mourões tratados de teca

e de eucalipto para o mercado regional, a moderna serraria para

a produção de produtos serrados para o mercado nacional e de

exportação, e o torno para toras de teca e de eucalipto para a

produção de peças perfeitas para atender o mercado da arquitetura,

decoração e construção.

With a 100% vertical process, the Company’s quality management

system is certified by Bureau Veritas, recognized and respected

worldwide as a symbol of safety, sustainability, and confidence.

At this moment the company is working towards obtaining FSC

(Forest Stewardship Council ®) for the forests and the wood processing

plant. This work is expected to be concluded in 2020. The

Company has two main business units in the Água Boa region,

being the São Jorge forest plantation where the principal teak plantations

are and the wood processing plant that is only 10 km from

the Água Boa township. The wood processing plant started in 2015

with a pressure treatment cylinder for fence posts for the regions

farmers and land owners. Now it has a modern sawmill and a lathe

for turning logs and both are ready to operate in December. The

companies operations are fully integrated from planting, silviculture

management, harvesting, processing and sales of the products.

The wood processing plant of the Companhia Vale do Araguaia

covers an area of 15 hectares and, at first sight impresses the visitor

with the process methodology and organization. The processing

plant at now has the pressure treatment cylinder for treating fence

posts of teak and eucalyptus for the regional market, the new modern

sawmill producing sawn products for the domestic and export

markets, and the lathe for turning logs into perfectly round pieces

for architectural, decorative and construction uses.

PRODUCTS

TecaForte is a well know brand of treated teak posts from the

Companhia do Vale do Araguaia produced with advanced technology

for maximum protection and resistance. The company also

has a line of treated eucalyptus posts called LiptoForte. The lumber

products that are starting to be produced this month in the sawmill

DEZEMBRO 2019 35


36 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019


DEZEMBRO 2019 37


38 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019


JOÃO MARCOS WIEDTHEUPER, EMPRESÁRIO E MOVELEIRO DE ÁGUA BOA

DEZEMBRO 2019 39


MERCADO

PAINEL DE

OPORTUNIDADES

40 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019


O BRASIL PRODUZ MAIS DE 20 MIL M³ POR DIA DE

PAINÉIS DE MADEIRA EM MDF E MDP, O QUE FAZ O

PAÍS OCUPAR A OITAVA POSIÇÃO NO RANKING

MUNDIAL

Foto: divulgação

DEZEMBRO 2019 41


MERCADO

O

mercado de painéis de madeira em MDF

(Medium Density Fiberboard) cresce a

cada ano no Brasil. A demanda brasileira

por painéis de madeira reconstituídos

vem apresentando crescimento acima do

PIB (Produto Interno Bruto) e da construção civil, sobretudo

o MDF, segundo informações do Bndes (Banco

Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O

setor teve crescimento médio de 3,7% ao ano entre

2009 e 2017 – incluindo os três anos de crise (2014 a

2016). A projeção do mercado é de crescimento até

2020.

O Brasil produz mais de 20 mil m³ (metros cúbicos)

por dia de painéis de madeira em MDF e MDP, o que

faz o país ocupar a oitava posição no ranking mundial

dos maiores produtores, segundo a Ibá (Indústria Brasileira

de Árvores).

O MDF é produzido a partir de fibras selecionadas

da madeira reflorestada, que são unidas com o auxílio

de uma resina, por meio de um processo industrial que

envolve alta pressão e alta temperatura, capaz de garantir

painéis com boa resistência e homogeneidade,

assim como poucas variações de tamanho e espessura.

Com diversas vantagens, os painéis de MDF de eucalipto

estão se destacando no mercado em comparação

aos de pinus. Os dois se diferenciam principalmente

pelas suas fibras: o pinus tem uma fibra mais longa,

enquanto o eucalipto apresenta fibras mais curtas.

“Em geral, o eucalipto é bem mais pesado e mais

duro do que o pinus. Além disso, a madeira do eucalipto

é mais escura, e suas fibras mais curtas podem causar

maior desgaste nas ferramentas usadas para o manejo

da madeira”, explica Franciele Fraga, arquiteta pela

Universidade Federal de Pelotas.

“É preciso estar atento à escolha do fornecedor do

insumo ao adquirir o produto, pois algumas empresas,

em função da briga por preço, acabam utilizando madeira

de qualidade inferior e, muitas vezes, um painel

de pinus acaba sendo bem superior a outro de eucalipto”,

ressalta Franciele.

Neste cenário, as oportunidades são vastas e empresas

que inovam podem se consolidar em nichos de

mercado. É o caso da Eucatex, que está caminhando

cada vez mais para a oferta de produtos de valor agregado

e trabalhando com nichos de mercado e não com

commodities, segundo o diretor comercial da indústria

moveleira e revenda madeireira da Eucatex, Paulo Freitas.

“Atuamos com investimentos alinhados para acompanhar

os movimentos do mercado. Nossos profissionais

estão focados em buscar competitividade num

cenário de melhoria do consumo e, consequentemente,

do setor moveleiro”, assinala o diretor.

Os painéis MDF da Eucatex são produzidos a partir

de eucalipto de reflorestamento, não apresentando

impacto ambiental e contribuindo para manutenção

42 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019


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DEZEMBRO 2019 43


MARCENARIA

44 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019


QUATRO

FERRAMENTAS FUNDAMENTAIS

QUER COMEÇAR UMA MARCENARIA, MAS NÃO SABE COMO?

TROUXEMOS QUATRO DICAS DE FERRAMENTAS FUNDAMENTAIS

PARA COMEÇAR ESTE NOBRE OFÍCIO

Fotos: divulgação

DEZEMBRO 2019 45


MARCENARIA

O

mercado da marcenaria ganhou um

novo fôlego com o retorno da produção

artesanal, que tem cada vez mais

conquistado o gosto dos consumidores.

Com isso, muitos novos profissionais

começaram a surgir nos últimos anos, com o

objetivo de desenvolver o ofício ou de até mesmo

criar um hobby entre a rotina estressante das grandes

cidades.

Mas como começar do zero? O primeiro passo é

definir qual o tipo do seu trabalho principal: móveis,

pequenas peças de madeira, manutenção residencial…

Várias são as alternativas para um marceneiro

iniciante. Após a escolha de uma área de atuação, o

próximo passo é selecionar as melhores ferramentas

para o trabalho. A REFERÊNCIA INDUSTRIAL separou

quatro desses equipamentos, que consideramos

alguns dos mais importantes para que você seja o

mais novo empreendedor da madeira. Confira:

PRIMEIRO PASSO É

DEFINIR QUAL O

TIPO DO SEU TRABALHO

PRINCIPAL

46 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019


Inovação e produtividade.

Engessamento (Coextrusão)

por alta pressão assistida.

• Equipamento desenvolvido para aplicação

de massas (tráfilas) para acabamento em

perfis de madeira com baixa qualidade,

utilizando medula, nós, madeiras com

trincas, falhas de fingers, etc. Otimizando o

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DEZEMBRO 2019 47


MARCENARIA

JOGO DE FORMÕES

Muitas vezes ignorado ou deixado de lado, o

jogo de formões é fundamental para sua oficina. Indicado

para serviços de acabamento em carpintaria

e marcenaria, ele pode ser utilizado em esculturas

de madeira e em trabalhos técnicos. O mais aconselhável

é que sejam escolhidos jogos com três

medidas (6, 12 e 18mm), suficientes para a prática

de encaixe. A escolha de uma marca reconhecida

pelo mercado por sua qualidade é importante. Não

pense em economizar, pois o barato pode realmente

sair caro, pois os formões são indispensáveis para

inúmeras atividades dentro de uma marcenaria.

TRENA

Nesse caso, não se desespere: você não irá

necessitar de uma mega trena: uma ferramenta

simples, de 3m (metros), já está mais que suficiente

para o antigo ofício da marcenaria artesanal. Sem

contar que a utilização de uma trena de menores

48 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019


Há 73 anos parceira

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DEZEMBRO 2019 49


ECONOMIA

50 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019


EM

CRESCIMENTO

RECUO DO MERCADO EXTERNO E

CRESCIMENTO DO CONSUMO INTERNO

FORAM OS DESTAQUES PARA O SETOR

DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

INDUSTRIAIS BRASILEIROS EM 2019

Fotos: divulgação

DEZEMBRO 2019 51


ECONOMIA

As receitas de vendas da indústria brasileira

de máquinas e equipamentos

registraram leve crescimento no mês

de setembro de 2019. A informação é

da Abimaq (Associação Brasileira de

Máquinas e Equipamentos). Segundo a Associação,

o resultado foi positivo, porém ainda pequeno: 0.1%

em relação a agosto e 2,2% sobre o mesmo mês de

2018.

O diretor de competitividade da Abimaq, Mario

Bernardini, faz uma análise ao afirmar que esse ano,

ao contrário de 2018, o mercado externo está fraco

com os parceiros em crise e as exportações recuando.

Já o mercado interno manteve um crescimento

importante de 6,2% – em relação a janeiro e setembro

de 2018.

“É no mercado interno que nós vamos crescer.

Por isso, é cada vez mais importante que o Governo

tenha sensibilidade para começar a colocar, junto

com o ajuste fiscal, algumas medidas que possam

auxiliar a retomada do crescimento, como o investimento

em infraestrutura, que é a única locomotiva

disponível que temos para voltar a crescer a níveis

decentes”, projeta Bernardini.

Para Bernardini, será necessário que o Governo

assuma o ônus e o bônus de fazer o Brasil crescer

com investimentos públicos para resolver o problema

de desemprego, de melhoria de renda e satisfação

da sociedade com o novo governo. “Do contrário

o país não vai sair de um crescimento medíocre

entre 1.8% e 2%”, ressalva.

EM 2019, O SETOR

MANTEVE SUAS

CONTRATAÇÕES E ENCERROU O

MÊS DE SETEMBRO COM

307.688 PESSOAS,

EQUIVALENTE A 6.900 NOVOS

POSTOS SOBRE DEZEMBRO DE

2018

52 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019


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DEZEMBRO 2019 53


MADEIRA TRATADA

CIDADE

SUSTENTÁVEL

Fotos: divulgação

CAPITAL DA PROVÍNCIA

BRITÂNICA CANADENSE,

MUNICÍPIO REVITALIZOU

ESPAÇO URBANO COM

PARKLETS SUSTENTÁVEIS E

CONSTRUÍDOS A PARTIR

DA MADEIRA

54 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019


Aprefeitura de Victoria, localizada ao

sul da Ilha de Vancouver, no Canadá,

tinha um grande problema em mãos:

ocupar regiões periféricas da cidade de

forma barata e eficaz, com o intuito de

atrair pedestres e turistas a esses locais. A solução

encontrada pelo departamento de urbanismo foi criar

parklets espalhados pela cidade de maneira temporária,

para criar o que a gestão pública chamou de

oásis urbanos, que oferecem um espaço livre para o

convívio da população.

As construções fazem parte de uma iniciativa mais

ampla de recuperar espaços auto-orientados para

explorar um ambiente nascente - e crescente - focado

em pedestres, projeto esse já desenvolvido em outras

regiões do país.

Desde a recente decisão de Seattle de avançar

em direção a “ruas inteligentes”, até uma iniciativa

semelhante de parklet ao longo da John Street, a mudança

em Victoria passa por esses espaços nos corredores

urbanos das ruas. Para entender melhor o lado

experimental do parklet de Victoria, a revista Urban

Territories entrevistou o ciclista Peter Jacobsen, mo-

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ARTIGO

PAINÉIS HÍBRIDOS

DE LÂMINAS E PARTÍCULAS

DE MADEIRA PARA USO

ESTRUTURAL

Foto: divulgação

LAURENN BORGES DE MACEDO

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

VINICIUS BORGES DE MOURA AQUINO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS

ANDERSON RENATO VOBORNIK WOLENSKI

INSTITUTO FEDERAL DE SANTA CATARINA

ANDRÉ LUIS CHRISTOFORO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS

FRANCISCO ANTONIO ROCCO LAHR

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS

58 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019


RESUMO

O

uso de painéis de madeira tem ganhado

destaque na indústria da construção

civil. Os painéis MDP não atingem

requisitos estruturais, ao contrário

dos painéis OSB e compensado. Uma

alternativa a fim de aprimorar o uso de painéis de

partículas de madeira consiste no reforço desses com

lâminas de madeira (painéis híbridos). Esta pesquisa

objetivou avaliar o potencial de uso de painéis híbridos

fabricados com partículas e lâminas de madeira

de Pinus sp e com resina poliuretana bicomponente à

base de óleo de mamona, obedecendo à norma Abnt

NBR 14810-2.

Os resultados das propriedades físicas e mecânicas

foram comparados com os requisitos normativos

para painéis OSB (EN 300) e compensados (DIN

68792), e também com os resultados de painéis comerciais

OSB e compensado. Os painéis híbridos

atenderam os requisitos normativos para painéis

comerciais OSB e compensado, indicados para uso

estrutural. A análise estatística indicou a superioridade

das propriedades físicas e mecânica dos painéis

híbridos quando comparados com os resultados dos

painéis OSB e compensado comerciais, resultado

esse também justificado pelo uso da resina à base de

mamona.

DEZEMBRO 2019 59


60 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019


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DEZEMBRO 2019 61


62 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019


DEZEMBRO 2019 63


AGENDA

AGENDA

2020

FEVEREIRO

4 A 6

ZOW FAIR

HANNOVER (ALEMANHA)

WWW.ZOW.DE/ZOW/INDEX.PHP

FEVEREIRO

4 A 7

EUROBOIS

LYON (FRANÇA)

WWW.EUROBOIS.NET/

FEVEREIRO

6 A 8

FOR WOOD

PRAGA (REPÚBLICA TCHECA)

HTTP://FOR-WOOD.CZ

MARÇO

1 A 3

INDIAWOOD

BANGALORE (ÍNDIA)

WWW.INDIAWOOD.COM

FIEE SMART FUTURE

20 A 23 DE JULHO DE 2020

SÃO PAULO (SP)

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ACOMPANHAR A EVOLUÇÃO! A 30ª EDIÇÃO DA FIEE SE LANÇA AO MERCADO

COMO FIEE SMART FUTURE: ÚNICA PLATAFORMA DE NEGÓCIOS COM MAIS DE

60 ANOS DE EXPERTISE E COM APOIO OFICIAL DA ABINEE. A FIEE SMART FUTURE

OFERECERÁ ACESSO ÀS TENDÊNCIAS DAS TECNOLOGIAS DISRUPTIVAS QUE ESTÃO

TRANSFORMANDO A INDÚSTRIA ATRAVÉS DE CONTEÚDO TÉCNICO E EXCLUSIVO,

DEBATES, DEMONSTRAÇÕES DE APLICAÇÕES INDUSTRIAIS E MUITAS OPORTUNIDADES

DE NEGÓCIOS PARA PROFISSIONAIS DOS SETORES ELÉTRICA, ELETRÔNICA, ENERGIA,

AUTOMAÇÃO E CONECTIVIDADE.

MARÇO

1 A 4

EAST CHINA FAIR

LOCAL: XANGAI (CHINA)

WWW.EASTCHINAFAIR.ORG

MARÇO

10 A 13

FIMMA MADERALIA

LOCAL: VALENCIA (ESPANHA)

HTTP://MADERALIA.FERIAVALENCIA.

COM

MARÇO

16 A 19

MOVELSUL

LOCAL: BENTO GONÇALVES (RS)

WWW.MOVELSUL.COM.BR

ABRIL

14 A 16

FIEMA

LOCAL: BENTO GONÇALVES (RS)

WWW.FIEMA.COM.BR

64 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019


Viramos a página de mais um

ano e com ela a certeza de

que levamos as principais

notícias do setor

Feliz 2020


ESPAÇO ABERTO

BANCO CENTRAL:

MENOS INTERFERÊNCIA, MAIS ESTABILIDADE

O

objetivo principal do Banco Central é a

estabilidade econômica. Do ponto de

vista dos consumidores, a estabilidade

econômica é fundamental pois, se os

preços crescem de modo abrupto, há

perda do poder de compra das famílias.

Ou seja, como o reajuste dos salários acontece

uma vez por ano, se os preços crescerem diariamente

e de modo rápido, as famílias passarão a comprar

menos produtos que nos meses anteriores, já que o

salário não acompanha o reajuste mensal dos preços

mensurados pelos índices de inflação. Para as

empresas, o aumento dos preços pode reduzir a demanda

e levar à geração de estoques ou queda das

vendas, acarretando na demissão de funcionários.

Com a recente recessão de 2015 e 2016, houve

aumento do nível de desemprego - justamente

quando a meta de inflação, que era de 4,5% ao ano,

alcançou 10,75% ao ano. Os resultados são perceptíveis

até os dias atuais: desemprego elevado, redução

do consumo e taxas de crescimento econômico

extremamente baixas. A condução de política monetária,

à época da crise, não foi capaz de controlar

a inflação que há anos não chegava na casa de dois

dígitos. Na verdade, a condução das políticas levou

à essa situação.

Assim, se o Banco Central se torna refém das

políticas econômicas adotadas pelo governo, pode

deixar de lado o principal objetivo, que é a estabilidade

econômica - e, com isso, gerar resultados de

SE O BANCO CENTRAL SE

TORNA REFÉM DAS

POLÍTICAS ECONÔMICAS

ADOTADAS PELO GOVERNO, PODE

DEIXAR DE LADO O PRINCIPAL

OBJETIVO, QUE É A ESTABILIDADE

ECONÔMICA

POR

GIOVANNA MIRANDA MENDES

DOUTORA EM ECONOMIA APLICADA E

PROFESSORA DO CURSO DE ECONOMIA DA

UNIVERSIDADE POSITIVO

alta de inflação e desemprego como nos anos recentes.

Dessa forma, quando se debate sobre a independência

do Banco Central, volta-se à discussão

sobre a importância da instituição na estabilidade

econômica.

Essa discussão tem se tornado mais frequente

desde a década de 1990, principalmente com a

criação da União Europeia e por parte da atuação

do Banco Central dos EUA (Estados Unidos da

América) - o FED (Federal Reserve). Ela parte da

própria evolução dos Bancos Centrais, como o Banco

Central Inglês, criado ainda no século XVII. Com

o tempo, os bancos centrais foram deixando de

atuar como bancos comerciais para reduzir o impacto

sobre a inflação e, também, por serem bastante

próximos dos governos, pois eram utilizados principalmente

para financiar os gastos públicos.

Autores favoráveis à independência mostram

que se a política monetária é considerada crível e há

credibilidade do Banco Central, há melhora nas expectativas

dos agentes. Além disso, há estudos que

tratam da relação entre a independência do Banco

Central e a taxa de inflação, que mostram que quanto

maior a independência deste, menores serão as

taxas de inflação.

Há também a análise da rotatividade do presidente

do Banco Central, que resulta na maior independência

do Banco - embora haja indícios de que

um presidente pode ficar mais tempo no cargo para

ser subserviente às decisões do governo. Dessa forma,

o atual projeto também estabelece mandatos

não coincidentes de 4 anos com o mandato de presidente,

evitando que as decisões de política monetária

sejam influenciadas pelo governo.

Há que se esperar as alterações do projeto, se

aprovado. Mas, ao que tudo indica, pode-se esperar

maior credibilidade do Banco Central e menor interferência

do governo na sua condução, sendo uma

medida bastante positiva e há muito esperada pelo

mercado.

66 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2019


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um feliz Natal e um próspero ano novo

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