*Dezembro/2019 - Referência Florestal 214

jota.2016

FIM DE ANO Tradicional evento reúne o setor florestal em Santa Catarina para negócios e confraternização

SAFETY AND

PRODUCTIVITY

MECHANIZATION OF THE HARVESTING

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SEGURANÇA E

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SUMÁRIO

DEZEMBRO 2019

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MECANIZAÇÃO

COM MAIS

SEGURANÇA E

AGILIDADE

10 Editorial

12 Cartas

14 Bastidores

16 Coluna Ivan Tomaselli

18 Notas

32 Frases

34 Entrevista

40 Principal

46 Especial

54 Mercado

58 Economia

62 Espécie

66 Pesquisa

72 Agenda

74 Espaço Aberto

54

58

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

09 Agroceres

11 BKT

13 Carrocerias Bachiega

76 Denis Cimaf

02 Dinagro

25 DRV Ferramentas

04 Emex

27 Engeforest

21 Envimat

06 Grupo AIZ

39 Komatsu Forest

15 Liebherr Brasil

53 Lion Equipamentos

73 Master Brasil

19 Minusa Forest

63 Mill Indústrias

65 Mill Indústrias

23 Raptor Florestal

31 Rotary-Ax

61 Rotor Equipamentos

17 Sergomel

70 Show Florestal

75 TMO

29 Vantec

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das infestações: na tecnologia embarcada, no capital humano e na

expertise gerencial das operações de controle.


EDITORIAL

Adeus 2019!

Mais um ano se encerra e para fechar o desafiante 2019 para o

cenário brasileiro, bem como, comemorar os resultados e já se inspirar

em novas ideias para o setor florestal, profissionais e empresários

da área confraternizaram durante a 13 a Codornada Florestal.

A cobertura completa, do evento que virou tradição e está repleto

de novidades, está nesta edição da REFERÊNCIA FLORESTAL. Outro

destaque é o processo de mecanização entre empresas de pequeno

e médio porte que deram um salto de produtividade e na redução

de acidentes após o investimento em máquinas especializadas. A

edição da REFERÊNCIA FLORESTAL ainda traz uma entrevista internacional

com Matthew Hansen, professor da Universidade americana

de Maryland, falando sobre algoritmos usados para o sistema

de monitoramento de florestas. Além de uma ótima leitura, toda

a equipe da REFERÊNCIA FLORESTAL deseja boas festas e um Ano

Novo repleto de realizações e sucesso!

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A segurança que o seu desafio

será cumprido e produtivo.

Para quem quer colocar a cabeça no travesseiro e dormir bem.

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fazendo o seu investimento render muito mais!

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Mecanização traz retorno

financeiro e aumenta

segurança no sistema de

colheita

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaflorestal.com.br

Ano XXI • N°214 • Dezembro 2019

FIM DE ANO Tradicional evento reúne o setor florestal em Santa Catarina para negócios e confraternização

SAFETY AND

PRODUCTIVITY

MECHANIZATION OF THE HARVESTING

SYSTEM ENSURES MORE ACCURATE

RESULTS IN LESS TIME

SEGURANÇA E

PRODUTIVIDADE

MECANIZAÇÃO NO SISTEMA

DE COLHEITA GARANTE

RESULTADOS MAIS PRECISOS

EM MENOR TEMPO

GOODBYE 2019!

Another year ends. To end the very challenging 2019 for the

Brazilian scene, as well as to celebrate the results and be inspired

by new ideas for the Forest Sector, professionals and entrepreneurs

in the area fraternized during the 13th Codornada Florestal. Complete

coverage of the event that has become tradition and is full

of news is in this issue of REFERÊNCIA Florestal. Another highlight

is the mechanization process for small and medium-sized companies

that have made a leap in productivity and accident reduction

after investing in specialized machines. This issue of REFERÊNCIA

Florestal has an international side with an interview with American

Matthew Hansen, Professor at the University of Maryland, talking

about algorithms used in forest monitoring systems. In addition to

pleasant reading, the entire REFERÊNCIA Florestal team wishes you

happy holidays and a new year full of achievements and success!

Entrevista com

Matthew Hansen

Setor em festa na Codornada

Florestal 2019

3

EXPEDIENTE

ANO XXI - EDIÇÃO 214 - DEZEMBRO 2019

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista

Ivan Tomaselli

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski - Supervisão

Fabiano Mendes

Crislaine Briatori Ferreira

Gabriel Santos Ferreira

criacao@revistareferencia.com.br

Tradução / Translation

John Wood Moore

Cartunista / Cartunist

Francis Ortolan

Depto. Comercial / Sales Departament

Gerson Penkal, Jéssika Ferreira,

Tainá Carolina Brandão

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial

Dash7 Comunicação - Joseane Cristina

Knop

Depto. de Assinaturas / Subscription

Supervisão - Cassiele Ferreira

assinatura@revistareferencia.com.br

ASSINATURAS

0800 600 2038

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GARANTIDA GARANTEED

Veículo filiado a:

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,

instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor

Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em

matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais

de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos

textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são

terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos

direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication

directed at the producers and consumers of the good and services of the

lumberz industry, research institutions, university students, governmental

agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked

to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself

responsible for the concepts contained in the material, articles or columns

signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors,

themselves. The use, reproduction, appropriation and databank storage

under any form or means of the texts, photographs and other intellectual

property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited

without the written authorization of the holders of the authorial rights.

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CARTAS

MANEJO Etnias indígenas de Mato Grosso lutam para conseguir tirar da floresta o seu próprio sustento

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A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

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EMPRESA SE DESTACA POR OFERECER

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PROCESSO DE COLHEITA DA MADEIRA

Capa da Edição 213 da

Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,

mês de novembro de 2019

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Ano XXI • N°213 • Novembro 2019

TECNOLOGIA

LEITOR ASSÍDUO

Por Eder Buscarato - Curitiba (PR)

A minha empresa Ibiguarim Soluções

Agrícolas e Florestais fornece ao mercado

de máquinas e equipamentos soluções

e principalmente novas propostas

tecnológicas, que são vistas e entendidas

pelo mercado como ferramentas modernas

que propiciam o nascimento de novas

técnicas operacionais mais rentáveis,

econômicas e adequadas às exigências

brasileiras. Para que seja possível fazer

isso, temos que estar sempre atentos e

entender cada parte que compõem uma

operação, um departamento, uma diretoria,

uma empresa, um mercado, enfim, ter

uma visão de como funciona o conjunto

das peças e como que elas se interagem.

Assim, é possível entender onde se pode

inovar e propor as tecnologias que irão

gerar grandes impactos positivos, uma vez

que o mercado atual presente não fornece

e desconhece completamente. Fazer isso

não é uma tarefa fácil! Por isso que, para

nós, a Rrevista REFERÊNCIA FLORESTAl

é uma grande aliada, porque nos ajuda a

trazer informações de excelente qualidade e

confiáveis. Sabemos que sempre poderemos

contar com ela e toda sua equipe! Meus

sinceros parabéns a todos da REFERÊNCIA

FLORESTAL pelo ótimo trabalho!

E-mails, críticas e

sugestões podem ser

enviados para redação

revistareferencia@revistareferencia.com.br

Mande sua opinião sobre a Revista

REFERÊNCIA FLORESTAL ou a

respeito de reportagem produzida

pelo veículo.

CURTA NOSSA PÁGINA

referenciamadeira

Por Elson Ramos Junior -

São Paulo (SP)

Gosto muito da Revista

REFERÊNCIA FLORESTAL, assino

ela desde 2007. É bom que

hoje com a falta de tempo, levo

ela comigo onde vou e sempre

que sobra um tempinho consigo

ler. Os artigos são bem feitos e

a diagramação também, assim

fica fácil de ler e compreender

todos os assuntos.

MAQUINÁRIO

Por José Almeida -

Campo Largo (PR)

Sou muito fã da Revista

REFERÊNCIA. Adoro saber

mais sobre o ramo em que

atuo e sempre conheço

novos maquinários. Essa

Revista faz a diferença no

nosso trabalho.

PRESERVAÇÃO

Por Julio César -

Ribeirão Pires (SP)

Gostei muito da entrevista

com o Diretor Valdir Collato,

mais uma vez ele nos deu

uma aula sobre a luta pela

preservação da floresta nativa,

obrigado!

Foto: REFERÊNCIA Foto: Fabiano Mendes Foto: divulgação

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Foto: Fabiano Mendes

Charge: Francis Ortolan

Revista

VIAGEM

A EQUIPE DA REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL VIAJOU ATÉ SANTA CATARINA PARA CONHECER O PROCESSO DE

MECANIZAÇÃO DE EMPRESAS LOCALIZADAS NAS CIDADES DE CALMON E MAFRA. A EQUIPE JORNALÍSTICA CONVERSOU

COM EMPRESAS QUE MODERNIZARAM SEUS PROCESSOS DE COLHEITA E, COM ISSO, CONSEGUIRAM AMBIENTES DE

TRABALHO MAIS SEGUROS E PRODUTIVOS.

Equipe da REFERÊNCIA FLORESTAL é

recebida em Calmon (SC) pelos funcionários

da Agro Florestal Aliança (AFA) para a

produção da reportagem especial de capa.

Em Mafra (SC), Ritzmann Empreendimentos Agro

Florestais mostrou à equipe da REFERÊNCIA FLORESTAL

o seu processo de colheita a partir da mecanização,

para a produção da matéria de capa desta edição.

Foto: Fabiano Mendes

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COLUNA

A OIMT E AS DISCUSSÕES SOBRE

O MERCADO DE MADEIRAS

TROPICAIS

Desinteresse do Brasil na pauta da entidade

é motivo de alerta

Ivan Tomaselli

Diretor-presidente da Stcp

Engenharia de Projetos Ltda

Contato: itomaselli@stcp.com.br

Foto: divulgação

Por diversas

razões o

mercado de

madeiras

tropicais vem

declinando,

e no caso do

Brasil de forma

acentuada

N

a primeira semana de dezembro

ocorreu a 55ª, sessão do Conselho

Internacional de Madeiras

Tropicais no Togo, sob o qual

opera a Oimt (Organização Internacional

de Madeiras Tropicais). Esta Organização,

criada nos anos 1980, tem como objetivo

principal “promover o comércio de madeiras

tropicais de fontes sustentáveis”, e o Brasil é

membro. Nos últimos anos as prioridades da

Oimt foram gradualmente mudando, com maior

foco em temas de conservação, biodiversidade

e mais recentemente em mudança climática.

Por diversas razões o mercado de madeiras

tropicais vem declinando, e no caso do Brasil de

forma acentuada. A conjugação de diferentes

fatores tem levado o Brasil a perder interesse

na Oimt, e o país sequer enviou delegação para

a reunião do Togo. Não está claro a posição do

governo brasileiro em relação a Oimt, e o principal

interessado em discutir o assunto, o setor

privado, não tem sido consultado.

Por problemas de gestão a Oimt passou por

um período crítico, e ainda não se recuperou.

Os recursos aportados por países consumidores

para implementação de projetos diminuíram

sensivelmente, e muitos países membros reduziram

o interesse na organização.

Para o setor privado o assunto mais importante

desta última reunião foi o “Market Discussion”,

organizado pelo TAG-Trade Advisory

Group, e que teve representante do setor privado

brasileiro (Cipem).

A Declaração do TAG traz elementos importantes

sobre a evolução recente do comércio

internacional de madeiras tropicais, como o

impacto da guerra comercial EUA (Estados Unidos

da América)-China. Este conflito reduziu as

exportações de produtos de madeiras tropicais

da China para os EUA, tendo a China reduzido

as importações de madeiras tropicais. Como

alternativa a China buscou mercado na Europa

e no primeiro semestre de 2019 as exportações

chinesas de painéis compensados tropical para

aquele mercado cresceram 39%. Perderam mercado

tradicionais exportadores destes produtos,

a Malásia, por exemplo, teve uma redução de

32%.

A Declaração do TAG, no entanto, mostra

que o problema no mercado internacional de

produtos de madeira tropical tem diversas outras

facetas, muito mais profundas que a guerra

comercial entre a China e os EUA (Estados Unidos

da América). Um relatório da Oimt/Flegt

de maio de 2019 sobre políticas de compras

públicas nos países da Europa aponta que para

madeira e produtos de madeira (HS Code 44) as

importações de países parceiros reduziram 52%

nos últimos 12 anos.

A Oimt está, neste momento, realizando um

estudo global para identificar “incentivos e desincentivos

para cadeias de valor de crescimento

verde para florestas tropicais”. Na América do

Sul serão analisados dois casos: Brasil e Peru. A

expectativa é identificar opções de incentivos

para que os países criem políticas que possam

promover um desenvolvimento sustentado e

competitivo da indústria de madeiras tropicais.

A pauta de discussão na Oimt também tem sido

mais direcionada para a promoção de plantações

florestais tropicais, como fonte de matéria

prima industrial e mitigação da mudança climática.

Estas mudanças abrem novas perspectivas

no âmbito da Oimt. São assuntos de interesse

do setor privado, e especialmente importantes

no caso do Brasil que precisa desenvolver políticas

e uma estratégia para recuperar a indústria

de madeiras tropicais brasileira, e promover o

desenvolvimento social e econômico sustentado

da Amazônia.

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NOTAS

Desmate ilegal

Um total de 85% dos desmates ocorridos no Mato

Grosso foram feitos de forma ilegal, de acordo com um mapeamento

feito pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisa

Espacial). Para o instituto, a combinação de desmatamento

ilegal e impunidade segue sendo o principal motor da

devastação no Estado, onde, ao todo, foram derrubados

1.685 km² (quilômetros quadrados) de florestas. Segundo

o relatório, o resultado sinaliza que o ritmo de destruição

da floresta no estado ‘continua alarmante’. Com a maior

taxa de desmatamento dos últimos onze anos, em 2019

houve mais que o dobro da área desmatada em 2012,

que foi de 757 km². Isso também significa que é o quinto

ano consecutivo que o Estado mantêm taxas superiores a

1.480 km²/ano, se distanciando das metas de redução do

desmatamento assumidas em 2015, durante a Conferência

do Clima em Paris. A situação é potencializada pelas falhas

na fiscalização, que não consegue conter o desmatamento

ilegal nem mesmo em áreas já incluídas no CAR (Cadastro

Ambiental Rural). Perto de 85 % dos desmatamentos entre

2018 e 2019 em Mato Grosso foram ilegais.

Foto: arquivo

Mais árvores

no Araguaia

Criada em 2011, a Black Jaguar

Foundation é uma fundação criada pelo

empresário holandês Ben Valks que tem

o objetivo de plantar milhares de árvores

nativas do Cerrado e da Amazônia

ao longo de 1 milhão de hectares na bacia

do rio Araguaia. Totalmente dependente

de doações, o projeto já plantou

mais de 50 mil árvores. Mais informações

https://www.black-jaguar.org/

Imagem: reprodução

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NOTAS

Guia de manejo

florestal

Está disponível na internet o guia sobre Planejamento

Participativo, Execução Colaborativa e Gestão Comunitária

em Unidades de Conservação de Uso Sustentável

na Amazônia no site do Icmbio (Instituto Chico Mendes

de Conservação da Biodiversidade). O material foi oficialmente

apresentado no Iufro (Congresso Mundial da

União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal),

realizado em Curitiba (PR). O conteúdo do guia explica

com detalhes os passos para o licenciamento do Manejo

Florestal Comunitário em Unidades de Conservação

Federal de Uso Sustentável, com indicação de métodos

e procedimentos para facilitar o diálogo e a organização

socioprodutiva nesses territórios comunitários.

Paraíba tem 45% da extensão

territorial de vegetação natural

O IFN (Inventário Florestal), realizado pelo

SFB (Serviço Florestal Brasileiro), identificou

que 45% da extensão territorial da Paraíba é

coberta por vegetação natural, predominantemente

do Bioma Caatinga. Dos 223 municípios,

31% (69 deles) apresentam mais de 50% do

território coberto de vegetação natural. Foi

constatado ainda que a espécie endêmica

Guarda-Orvalho (Erythroxylum pauferrense),

que só ocorre em brejos de altitude do Estado,

está ameaçada de extinção por ser rara na

natureza e por ocorrer em ambientes sujeitos a

degradação. O levantamento ocorreu em todo

o Estado, em uma área de 56 mil km² e 223

municípios. Na Paraíba, o IFN foi realizado por

meio de um trabalho conjunto entre o Serviço

Florestal Brasileiro, as Secretaria da Infraestrutura,

dos Recursos Hídricos e do Meio Ambiente do Estado (Seirhma) e do Herbário Lauro Pires Xavier da Universidade Federal

da Paraíba, por intermédio do Projeto de Apoio ao IFN, com recursos do GEF (Global Environment Facility), administrados pela

FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura). A coleta de dados em campo aconteceu em 151

unidades amostrais, distribuídas a cada 20 Km, sobre todo o território estadual, no período de maio de 2016 a março de 2017,

e foi realizada pela empresa Nordeste Reflore. Essas informações se dividem em três componentes: análise da cobertura de vegetação,

coleta de dados biofísicos e levantamento socioambiental. O IFN, realizado pelo Governo Federal, faz o levantamento

de dados diretamente nas florestas naturais e plantadas, onde são realizadas coletas de amostras botânicas, amostras de solo,

medição de árvores, além de entrevistas com moradores das proximidades, com o objetivo de identificar as realidades locais.

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NOTAS

Incêndios florestais deixa

o mar escuro

A água do mar da Austrália ficou escura

com toda sujeira proveniente dos imensos

incêndios florestais que atingiram o sul e o

sudeste do país, desde novembro. As nuvens

de fumaça, fuligem e cinzas deixaram

até mesmo as praias de Sydney impróprias

para o banho. Foram registrados mais de

100 incêndios na costa leste da Austrália.

As mudanças climáticas, com temperaturas

mais quentes e úmidas se traduzem

em mais incêndio, são apontadas como os

principais motivos para o desastre que vem

ocorrendo desde fevereiro de 2019.

Foto: divulgação

Nova diretoria

para 2020-2021

A Ageflor (Associação Gaúcha de Empresas Florestais)

elegeu, no último dia 29 de novembro, no Hotel Ritter, em

Porto Alegre (RS), seus órgãos diretivos para gestão entre 2020

e 2021: diretoria, conselho fiscal, conselho deliberativo e conselho

consultivo. Paulo Cesar Azevedo assume a presidência da

Ageflor em sucessão ao mandato de Diogo Leuck que se encerra neste ano de 2019. Antes, os associados tiveram

oportunidade de ouvir durante reunião-almoço a presidente da Fepam, Marjorie Kauffmann, bem como, o

senador Luis Carlos Heinze. A presidente da Fepam, Marjorie Kauffmann, explanou sobre o projeto de lei do novo

Código Ambiental do Rio Grande do Sul e outras iniciativas que o governo vem realizando no sentido de agilizar

seus processos e de obter maior sinergia entre seus agentes. Engenheira Florestal e que acompanhou a aprovação

do Zoneamento Ambiental da Silvicultura, Marjorie é ciente dos anseios do setor para atualização do ZAS

(RS). Este foi outro tema em pauta. Já o senador Luis Carlos Heinze fez questão de estar presente para prestigiar

a última assembleia da Ageflor com Diogo Leuck como presidente, a aclamação de Paulo Cesar Azevedo e pelo

convite especial feito por Ney Azevedo, ex-presidente da Ageflor entre 1974 e 1976 e pai de Paulo Cesar. Heinze

na oportunidade também trouxe relato sobre demandas do agronegócio em Brasília e sua atuação para projetos

que aprimorem a rede de estradas, ferrovias e portos no Rio Grande do Sul. Na foto: ex-presidente da Ageflor,

Diogo Leuck (à esquerda) ao lado do novo presidente Paulo Cesar Nunes Azevedo (Âmbar Florestal Ltda.)

Foto: divulgação

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NOTAS

Foto: divulgação

Retração na

indústria do sul

A atividade industrial do sul retraiu 1,1% no trimestre finalizado

em agosto, em comparação ao encerrado em maio,

quando crescera 1,6%, de acordo com dados consolidados e

dessazonalizados da PIM-PF Regional do Ibge, sobressaindo

os recuos em produtos alimentícios, máquinas e equipamentos,

e outros produtos químicos. Houve expansão no

volume produzido em sete das dezoito atividades pesquisadas,

principalmente nas indústrias automotivas e de

petróleo e biocombustíveis. Considerados períodos de doze

meses, a indústria expandiu 5,0% em agosto, na comparação

com igual período anterior, desacelerando em relação

ao registrado em maio (7,1%). Os dados foram divulgados

no Boletim Banco Central.

Senado cria o

MEI caminhoneiro

O Plenário do Senado aprovou nesta

quarta-feira (11) o Projeto de Lei Complementar

147/19, que expandiu a categoria do MEI

(Microempreendedor Individual) aos Caminhoneiros,

reinseriu diversas atividades que haviam

sido excluídas do MEI e também incluiu o

Sebrae, a Comicro (Confederação Nacional das

Microempresas e Empresas de Pequeno Porte)

e a Secretaria da Micro e Pequena Empresa

no Cgsn (Comitê Gestor do Simples Nacional).

O projeto aprovado pelo Senado segue para

a Câmara, onde deve ser votado na próxima

semana e, caso seja aprovado, será encaminhado

para a sanção presidencial. Caso sancionada,

a medida deve atingir cerca de 1 milhão

de caminhoneiros, que, formalizados como

MEI, passarão a contar com Cnpj, benefícios

previdenciários, emitir nota fiscal e facilidades

no acesso a crédito. O Projeto, além de criar a

figura do MEI Caminhoneiro, prevê a reinserção

de diversas atividades que haviam sido excluídas do MEI por uma Resolução do Conselho Gestor do Simples Nacional, no

dia 3 de dezembro. Entre essas atividades estavam: astrólogo, cantor ou músico, professor particular, entre outras.

Foto: divulgação

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NOTAS

Reflorestamento na

Bacia do Rio Doce

Em caráter compensatório, a Samarco e suas acionistas

Vale e BHP Billiton iniciaram o projeto de recuperação

de 5 mil nascentes e 40 mil ha (hectares) de áreas de

preservação ambiental na bacia do Rio Doce. O projeto

faz parte de um acordo firmado em março de 2016 entre

o governo federal e os de Minas Gerais e do Espírito

Santo. A medida, visa restaurar a mata nativa além da

área que foi degradada após o rompimento da barragem

da mineradora em Mariana (MG). Passados quatros anos

da tragédia, esse trabalho é reforçado por famílias de

trabalhadores rurais. O acordo entre as mineradoras e os

governos também levou à criação da Fundação Renova

para gerir todas as medidas reparatórias e compensatórias

dos danos causados. A entidade firmou com o MST (Movimento

dos Trabalhadores Rurais sem Terra) um convênio

para produzir, este ano, 150 mil mudas. A meta é recuperar

180 ha mas, como o trabalho vem sendo bem avaliado,

já se estuda uma expansão para 340 ha, com a demanda

por mais mudas e a consolidação da parceria, conforme

informações da Agência Brasil.

Foto: divulgação

Confraternização

Foto: divulgação

No último dia 04 de novembro de

2019, a Hansa-Flex (empresa do segmento

de mangueiras e conexões hidráulicas), comemorou

20 anos no Brasil. Atualmente,

com a matriz sediada em Blumenau (SC),

a empresa conta com mais de 90 funcionários,

além de possuir 10 unidades no

sul e sudeste do país e outras 3 unidades

móveis para atendimento. Estas unidades

móveis têm como principal objetivo atender

ao cliente in loco com o máximo de

rapidez, para evitar prejuízos com tempo

de máquina parada. Já as oficinas containers

visam atender clientes com demanda

frequente e necessidades especiais. A

Hansa-Flex está muito forte nos segmentos

florestal, construção, offshore, máquinas

equipamentos e implementos. Como diferencial, a empresa tem o atendimento personalizado, com comprometimento na

entrega de materiais e no pós- venda, garantindo, assim, uma melhor e maior satisfação dos clientes.

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Foto: divulgação

NOTAS

Sobe a taxa de desmatamento na

Amazônia Legal Brasileira

A taxa de desmatamento da Amazônia Legal Brasileira

teve um aumento de 29,54% com relação ao ano

passado. Os dados foram divulgados pelo Inpe (Instituto

Nacional de Pesquisas Espaciais) e estão relacionados a

um mapeamento em nove estados da Amazônia Legal

Brasileira gerados pelo Prodes (Projeto de Monitoramento

do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite). O

valor estimado é de 9.762 km² (quilômetros quadrados)

em relação a taxa de desmatamento apurada pelo Prodes

2018 que foi de 7.536 km². Esta taxa é fruto dos dados

gerados. O mapeamento utilizou imagens do satélite

Landsat ou similares para registrar e quantificar as áreas

desmatadas maiores que 6,25 ha (hectares). O Prodes

considera como desmatamento a remoção completa da

cobertura florestal primária por corte raso, independentemente

da futura utilização destas áreas.

Maquinários chegam para obras

da Ponte da Integração

O início do mês de dezembro foi marcado

pela chegada de maquinários pesados para a

construção da Ponte da Integração Brasil-Paraguai,

na margem direita do Rio Paraná. O transbordo

por meio rodoviário foi feito pela Ponte

da Amizade e representa o avanço da obra. A

Itaipu financiará a Ponte, pelo lado brasileiro,

com R$ 323 milhões. Outros R$ 140 milhões

serão investidos na Perimetral Leste, que

fará a ligação entre a nova ponte e a BR-277,

desviando o tráfego de caminhões pesados das

avenidas turísticas e centrais de Foz do Iguaçu.

A futura ponte terá 760m (metros) de comprimento

e será do tipo estaiada, com vão-livre de

470m, que é um de seus diferenciais estéticos.

A ligação estaiada com o maior vão livre do

mundo é a que liga o continente russo à ilha

Russky. Ela tem 3.100m de extensão e vão-livre

de 1.104m. Embora menor, a ponte sobre o Rio

Paraná também será impactante e se tornará o

novo cartão postal da fronteira.

Foto: Visualhunt.com

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NOTAS

Inauguração

Foto: divulgação

No início de dezembro, a indústria de

processamento de madeiras Greenforest

foi inaugurada no município de Arvoredo,

no oeste de Santa Catarina. Localizada na

estrada Rosalino Nardi, altura do quilômetro

20 da Rodovia SC-283, a madeireira ocupa

uma área territorial de 179 mil m2 (metros

quadrados) sobre a qual foi instalada uma estrutura

industrial de 20 mil m2. A capacidade

de expansão já está projetada para as futuras

instalações de unidade fabril. O investimento

foi de R$ 7 milhões.

SETOR MOVELEIRO

ALTA

As exportações do setor moveleiro somaram US$

458,5 milhões no acumulado do ano em 2019, resultado

que representa alta de 1,1% em comparação com

o mesmo período de 2018. Os dados são da Abimóvel

(Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário).

Desse total, destacam-se as exportações de móveis

para os EUA (Estados Unidos da América), com participação

de 34,1% dos valores exportados e aumento

de 8,2% em relação a 2018. Em 2º lugar no ranking

aparece o Reino Unido com 10,6% de participação, com

queda de 3,7% em termos de valores exportados frente

ao registrado nos nove meses de 2018, e o Uruguai,

em 3º lugar, com 7,5% do total exportado e com alta de

4,4% em comparação com mesmo período de 2018.

DEZEMBRO 2019

DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA

Os estados do Pará, Mato Grosso, Amazonas e Rondônia

lideram as taxas de desmatamento por corte raso

na Amazônia. De acordo com dados do Inpe (Instituto

Nacional de Pesquisas Espaciais), as três localizações

apresentam 84,13% de todo desmatamento observado

em uma área de 9.762 km² (quilômetros quadrados)

mapeada no período de agosto de 2018 a julho de

2019.

BAIXA

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FRASES

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O governo federal não vai ser o

tutelador de conflitos, de situações

neste sentido. Por isso que há

necessidade, de quando apresentar

o registro, de ter a anuência dos

seus confrontantes

Nabhan Garcia, secretário de Assuntos

Fundiários do Ministério da Agricultura, sobre

a MP (Medida Provisória) que prevê regras

para a regularização fundiária

“Em um cenário futuro desafiador, as

florestas estão ganhando um novo status.

Da garantia de suprimento de matériaprima

para todos os usos da madeira

– atuais e potenciais – a uma nova

economia de baixo carbono, a solução

passa pelas florestas plantadas. Para isso,

precisamos trabalhar na ampliação de

mecanismos que incentivem o consumo

de produtos florestais”

“A Frente Parlamentar Mista em

Defesa da Indústria do Mobiliário,

representa um avanço muito

importante para a cadeia produtiva

de madeira e móveis onde teremos,

de forma permanente, parlamentares

defendendo e atuando nas causas

do setor. A frente é um instrumento

de representatividade política

para tratar de assuntos da cadeia

produtiva em âmbito nacional”

Maristela Cusin Longhi, presidente da Abimóvel,

(Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário),

durante lançamento da Frente Parlamentar

Wilson Andrade, diretor executivo da Abaf, durante a Fenagro

“Nós não somos vilões de nada. Ao contrário. Basta olhar um

país que tem 80% da Amazônia preservada, 60% da mata nativa

brasileira preservada. O código florestal é a norma ambiental

mais restritiva do mundo. O vilão são os outros que acabaram

com as suas florestas, poluíram por mais de 100 anos a atmosfera

com gases do efeito estufa com combustíveis fósseis. Portanto, se

há alguém que é vilão de nada, esse alguém é o Brasil”

Disse o ministro do Meio

Ambiente, Ricardo Salles,

durante COP 25, cúpula do

clima da ONU (Organização

das Nações Unidas).

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Viramos a página de mais um

ano e com ela a certeza de

que levamos as principais

notícias do setor

Feliz 2020


ENTREVISTA

Monitoramento

das florestas com

O USO DE

ALGORITMOS

Forest monitoring with

the use of algorithms

M

onitorar o estado das florestas do mundo

é uma tarefa monumental com desafios na

coleta, interpretação e exibição de dados. O

GFC (Global Forest Change), um projeto desenvolvido

pelo professor Matthew Hansen, do Departamento

de Geografia da Universidade de Maryland, aborda essa questão

usando algoritmos para distinguir a cobertura florestal e a

mudança nas imagens de satélite. A partir desses dados, o GFC

é capaz de exibir tendências na perda e ganho de cobertura

florestal ao longo do tempo.

Foto: divulgação

ENTREVISTA

Matthew

Hansen

M

onitoring the state of the world’s forests

is a monumental task with challenges in

data collection, interpretation, and display.

The Global Forest Change (GFC), a project

developed by Professor Matthew Hansen of the University of

Maryland´s Geography Department, tackles this issue by using

algorithms to distinguish forest cover and change in satellite

imagery. From this data, GFC is able to display trends in forest

cover loss and gain over time.

LOCAL DE NASCIMENTO

EUA (Estados Unidos da América)

The United States

ATIVIDADE/ ACTIVITY:

Professor do Departamento de Geografia da

Universidade de Maryland

Professor in the Geography Department of the

University of Maryland

FORMAÇÃO/ ACTIVITY:

Graduado em Engenharia Elétrica e PHD em Geografia

BSc. Electrical Engineering and PhD. in Geography

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Em geral, a América Latina

tem capacidade, enquanto

sociedade civil, para

combater o desmatamento.

Acho que eles têm uma

abordagem mais multilateral

>> O GFC exibe um mapa mundial com dados sobre cobertura

florestal, perda e ganho em diferentes anos. Qual

foi o processo na criação do GFC?

Bem, é necessário ter imagens realmente boas, então tivemos

uma série de satélites da Nasa e Usgs (US Geological

Survey) chamada Landsat, que é muito bem projetada e

fornece imagens de séries temporais da Terra. Somos muito

bons em processar esses dados, extraindo informações

temáticas, como árvores, onde elas estão sendo perdidas e

onde estão aumentando. Quanto ao tipo de experiência, é

necessário ser geógrafo, tem que saber algo sobre ciência

ambiental, tem que ser capaz de interpretar imagens, processar

imagens, fazer alguma programação, ser bom em

matemática e estatística, então é um conjunto muito interdisciplinar

de habilidades. Mas, no final, o satélite está

tirando a foto de maneira muito semelhante a como nossos

olhos olham para o mundo. Conhecemos uma floresta

porque vemos um certo padrão e esse processo é muito

semelhante para o satélite.

>> Quais são as distinções ou contribuições importantes

que o GFC é capaz de fornecer?

O GFC é o primeiro sistema de monitoramento de florestas

em resolução de 30m (metros). Nós dividimos o mundo

em áreas de 30 m2 (metros quadrados), então fica em uma

escala na qual os humanos agem nas paisagens. Então,

quando fazem os cortes, nós vemos isso claramente, esse

é o primeiro diferencial. O GFC é o primeiro registro global

de mudanças na terra nessa resolução espacial, agora por

catorze anos. Vamos processá-lo todos os anos e vamos

desenvolver tendências sobre como as coisas estão progredindo.

Veremos se as taxas de desmatamento estão

subindo ou se os padrões de reflorestamento estão mudando.

Existem tantas histórias incríveis em florestas em

todo o mundo e essa resolução neste produto nos ajuda a

rastrear e quantificar essas histórias.

The Global Forest Change (GFC) displays a world map

with data on forest cover, loss, and gain over different

years. What was the process in creating GFC?

Well, you have to have really good imagery, so we

had a Nasa and Usgs (US Geological Survey) satellite

series called Landsat that is really well-engineered and

provides time-series images of the Earth. We’re really

good at processing that data, extracting thematic information

like where trees are, where they aren’t, where

they’ve lost, and where they’re gained. The kind of

expertise that you need, you need to be a geographer,

have to know something about environmental science,

have to be able to interpret images, process images, do

some programming, be good at math and statistics, so

it’s a very interdisciplinary skillset. But in the end, the

satellite is taking the picture very similar to the way our

eyes look at the world. We know a forest because we

see a certain pattern, and that process is very similar for

the satellite.

What are important distinctions or contributions that

GFC is able to provide?

It’s the first [forest monitoring system] in 30-meter resolution.

We divide the world up into 30-meter squares,

so you’re at a scale at which humans act on landscapes.

So when they clear cut, we see it very clearly, so that’s

the first thing. It’s the first global land change record at

that spatial resolution, now for fourteen years. We will

process it every year moving forward, and we will develop

trends on which way things are progressing. We’ll

see if deforestation rates are going up or if regrowth

patterns are changing. There are so many different

amazing stories in forests globally, and this resolution in

this product helps us track and quantify those stories.

There has been some criticism that GFC classifies any

vegetative growth higher than five meters as a tree

and therefore counts plantation trees as forests. How

do you plan on differentiating between vegetation

higher than 5 meters such as plantation forestry and

natural forests?

Plantations will be identified soon. It’s kind of intuitive.

If you have trees systematically coming and going in a

landscape, we can draw a line around that and call that

a plantation. That’s not going to be a problem. The real

problem is that we need to get a long enough record.

We’ll have a place like Sweden that might have slower

regrowth than places like Indonesia. We need a longer

record to get net change. We will get the net change dynamic.

We will identify the landscapes where trees are

a crop and reforestation, and afforestation differences

will come out. Even on a spatial scale, if you look at our

website, and you look at the RGB where the trees are

green, loss is red, gain is blue, and pink is both loss and

gain, you see the plantation landscapes. They are really

obvious. Southeast US, it’s really pink. It’s all green, red

Dezembro 2019

35


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Empresas de

pequeno e médio

porte encontram

na mecanização

o caminho

para garantir

rentabilidade às

suas empresas

em longo prazo

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Dezembro 2019 41


PRINCIPAL

O

mercado global de florestas plantadas para fins

industriais considera as plantações de árvores

brasileiras como as mais produtivas do mundo.

Esse interesse internacional movimenta toda a

cadeia do setor da madeira e, para acompanhar

a tendência da área, empresas de pequeno e médio porte

encontram na mecanização e, principalmente, na escolha em

selecionar o maquinário de uma única marca como o caminho

para se manterem mais competitivas, reduzirem os custos e

aumentarem a segurança em seus processos.

Com atuação nas cidades de Calmon e Matos Costas (SC),

a AFA (Agro Florestal Aliança) iniciou desde 2014 o processo de

mudança dos seus procedimentos e hoje já está 100% mecanizada.

A atividade principal da empresa é a venda de tora de

pinus para fornecer ao mercado, sendo especializados na área.

A primeira vantagem, considerada pela empresa, foi a segurança

durante o processo. Em 2019 foi marcado o quarto ano consecutivo

sem acidentes de trabalho. “Antes a gente usava motosserras

e o número de acidentes era muito alto. Além disso, no

sistema antigo, tínhamos que ficar preocupados com a previsão

do tempo”, destaca o gerente florestal Pedro Augusto Scherer.

Com as máquinas operando em dias de sol ou chuva, a empresa

conseguiu reduzir os custos e ter mais rentabilidade. Antes

de 2014, para o processo de corte, colheita e carregamento a

AFA tinha 76 funcionários ativos na operação, número que foi

reduzido para 11 pessoas. A produção de volume por tonelada

continua a mesma e com a garantia maior para manter o prazo

de entrega. “Essa pontualidade atraí muito os clientes, pois

Mechanization with

more safety and agility

Small and medium-sized companies find

mechanization as the way to ensure long

term profitability for their companies

T

he global market for forests planted for industrial

purposes considers Brazilian planted forests as the

most productive in the world. This international

interest influences the entire Forest Sector chain

and, to keep up with the trend in this area, small

and medium-sized producers find mechanization and, mainly,

choosing to select the machinery of a single brand as the way

to remain more competitive, reduce costs, and increase safety

in their processes.

In 2014, operating in the Calmon and Matos Costas areas

in the State of Santa Catarina, Agro Florestal Aliança (AFA)

started the process of changing its procedures and, today is

already 100% mechanized. The main activity of the Company

is specializing in the sale of pine logs to the market. The first

advantage, considered by the Company, was worker safety

during the process. 2019 was the fourth consecutive year

without any work accidents. “Before we used chainsaws and

the number of accidents was very high. Also, in the old system,

we had to be concerned with the weather,” highlights Pedro

Augusto Scherer, Forest Manager for AFA.

42 www.referenciaflorestal.com.br


Dezembro 2019 43


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Dezembro 2019 45


ESPECIAL

13 a Codornada

FLORESTAL

Fotos: REFERÊNCIA

46 www.referenciaflorestal.com.br


A tradicional reunião de amigos, com muita

codorna e bons negócios fechou o ano com

chave de ouro para o setor florestal

DIA DE CAMPO

Com muita chuva, o primeiro dia do evento foi

marcado pelo tradicional dia de campo, onde os apaixonados

por tecnologia de ponta puderam conferir

como as máquinas funcionam em ação. A primeira

demonstração foi feita pela empresa Komatsu, que

apresentou o Komatsu 911, um harvester para todos

os usos e com vantagens únicas quando se trata de

produtividade e ambiente de trabalho ergonômico. O

segundo maquinário apresentado foi o DAH-15OE da

Denis Cimaf, um equipamento industrial de trituração

florestal de alta potência que é instalado na maioria

das escavadeiras ou máquinas com braços articulados.

Com uma demonstração dupla, a J de Souza e

a Manos mostraram como é feito o carregamento

florestal, as garras da J de Souza pegavam toras de

madeira inteiras e colocavam dentro do caminhão da

Manos. Com as toras na carreta, o evento seguiu para

mais uma demonstração em equipe, enquanto o picador

florestal TR King, da Bruno Industrial processava

os troncos de madeira, o implemento com piso móvel

da Carrocerias Bachiega realizava o armazenamento

do material, finalizando assim as 5h (horas) de campo.

Dezembro 2019

47


ESPECIAL

R

echeada de novidades e com o dobro de tamanho,

a confraternização dos amigos florestais

já se tornou tradição em Ponte Alta do Norte

(SC) e chegou à sua 13 a edição no início de

dezembro. A Codornada Florestal reuniu tudo

o que uma festa de fim de ano tem de melhor: networking,

negócios, ação social e solidariedade em um clima de descontração

com comida de qualidade e música boa.

O foco principal é, de fato, o cunho social e a confraternização

entre amigos e parceiros do setor. O evento tem o

objetivo de arrecadar brinquedos para as crianças carentes da

região e, para isso, reúnem grandes nomes da cadeia florestal

do Brasil, como os representantes das empresas Bachiega,

Denis Cimaf, Envimat, Potenza, Rotary-Ax, AIZ, Log Max, J de

Souza, Minusa, Manos, Komatsu, Bruno Industrial, TMO, entre

outras.

Segundo Fábio Calomeno, diretor da NP Transportes e

Biomassa e idealizador da Codornada, o evento tem uma proposta

de ser menos formal do que os demais da área realizados

ao longo ano. “Nossa ideia é reunir todo o setor florestal

com a finalidade de agradecer pelo ano que passou, além de

angariar novas parcerias. Mas o cunho social ainda é o nosso

maior objetivo, a cada ano me surpreendo mais em quantos

presentes conseguimos arrecadar. Devemos isso a todos os

nossos parceiros, como a Dash7 e a REVISTA REFERÊNCIA,

que são os responsáveis pela divulgação do evento”, afirma

Calomeno.

Nesta edição, a estimativa da organização é de ter arrecado,

aproximadamente, 500 brinquedos. “Tivemos um recorde

de público visitante, expositores e patrocinadores. Para se

ter uma noção, o jantar foi para cerca de 700 pessoas e, fora

do salão, arrisco dizer que havia pelo menos 1000 pessoas”,

ressalta a organizadora e responsável pela divulgação da Codornada,

Joseane Knop.

De acordo com ela, a 13 a Codornada Florestal foi marcada

por uma mudança na programação e na estrutura física do

evento. A edição marca a realização do “1º Seminário Florestal”,

com palestras e debates. Além disso, o evento que era

realizado em um salão passou a ter dois espaços para os expositores

e para a circulação do público.

1º SEMINÁRIO FLORESTAL

O segundo dia de Codornada Florestal começou

com uma grande novidade: o Seminário

Florestal. A ação contou com palestras de três

referências no ramo florestal, a Profª Dra. Millana

Pagnussat, que falou sobre as capacidades

individuais de operadores de máquinas de alta

performance; o empresário Rafael Brunacci,

que trouxe em pauta tudo sobre data analytics

no segmento florestal; e o engenheiro Claudio

Ortolan, que mostrou seus estudos e reflexões

sobre o mercado florestal.

48 www.referenciaflorestal.com.br


Dezembro 2019 49


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Dezembro 2019 51


52 www.referenciaflorestal.com.br


Dezembro 2019 53


MERCADO

EXPORTAÇÃO DE

COMPENSADOS

DE PINUS E SERRADO DE MADEIRA

COM PREVISÃO DE RETRAÇÃO

Foto: Fabiano Mendes

54 www.referenciaflorestal.com.br


Pela primeira vez em oito anos, a expectativa para o

fechamento de 2019 é negativa, segundo especialista

Dezembro 2019

55


MERCADO

E

mbora a exportação brasileira de compensados

de pinus e serrado de madeira entre 2011 e

2018 tenha sido crescente, a situação atual das

exportações tem preocupado os especialistas.

Após 8 anos consecutivos de expansão, 2019

tende a ser o primeiro ano de retração.

Em agosto e setembro de 2018, o setor se destacava

em um momento positivo do mercado e um impulso no aumento

das exportações de compensado de pinus e madeira

serrada. No entanto, em maio de 2019, uma análise feita

com foco na exportação de compensados de pinus, percebeu

uma queda de 31% no volume exportado nos meses de

março e abril deste ano. Foi revelado, então, que o que havia

causado a redução da demanda pelo produto brasileiro

havia sido o efeito das condições climáticas negativas durante

a temporada de construções nos EUA (Estados Unidos da

América). Os dados foram publicados pela Forest2Market do

Brasil - empresa que possui um banco de dados atual e exclusivo

de transações entregues e uma abrangente infraestrutura

de coleta de dados.

Por outro lado, o mercado da construção civil norte-americano

(grande driver da exportação de produtos madeireiros

brasileiros) ganhou destaque por ter tido o melhor

desempenho mensal desde 2007. Marcelo Schmid, sócio-diretor

da Forest2Market do Brasil, afirma que: “esse pode ser

um sinal que indica o início de uma temporada de construção

tardia que traz ao mercado de construção norte-americano

esperanças de um final de ano positivo”, analisa.

Sobre a indústria brasileira, Schmid alerta: “a situação

atual das exportações do mercado de compensados de

pinus tem preocupado bastante”. Apesar da tendência da

exportação entre 2011 e 2018 ter sido crescente (como

apresenta a figura 01), para alcançar o volume exportado

em 2018, o Brasil teria que exportar mais de 105 mil toneladas

por mês até o fim do ano. Porém, nos últimos três

meses (agosto, setembro e outubro), a média mensal de

exportação foi de 83 mil toneladas.

Após um excelente crescimento no mês de maio, todos

os meses seguintes tiveram retração, quando comparados

aos mesmos meses no ano passado, conforme demonstra a

figura 02. Marcelo revela, ainda, que “a expectativa para o

fechamento de 2019 não é positiva, provavelmente será o

primeiro ano de retração desde 2011”.

MADEIRA SERRADA

“No caso da madeira serrada, o caminho parece ser o

mesmo”, alerta Schmid. Para alcançar o volume exportado

em 2018, o Brasil teria que exportar mais de 115 mil toneladas

por mês até o fim do ano, conforme apresenta a figura

03. Entretanto, nos últimos três meses, a média mensal foi

de apenas 79 mil toneladas.

Embora o saldo da comparação das exportações de 2019

com 2018 ainda seja positivo, o ritmo vem caindo desde junho.

Marcelo ressalta que “nos meses de agosto, setembro

e outubro o Brasil exportou 79% a menos que nos mesmos

meses de 2018.” O fato é demonstrado na figura 04.

Figura 01. Evolução anual da exportação de compensados de pinus

brasileiro

*Até o mês de outubro

Fonte: Comex, adaptado por Forest2Market do Brasil

Figura 02. Comparação mensal do volume de compensados de

pinus exportado em 2018 e 2019

56 www.referenciaflorestal.com.br


Dezembro 2019 57


ECONOMIA

Setor florestal gera 200 mil

EMPREGOS NA BAHIA

Fotos: REFERÊNCIA e divulgação

Foto: divulgação

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SDE e Abaf estão construindo uma agenda

positiva para potencializar o segmento

Dezembro 2019

59


ECONOMIA

O

setor florestal na Bahia, responsável pela

produção e processamento de madeira

para papel, celulose, entre outros produtos,

investiu R$ 1 bilhão em 2018, com

crescimento de 16% em relação ao ano

anterior. O PIB (Produto Interno Bruto) alcançou R$ 14,2

bilhões, correspondendo a 5% do PIB estadual no ano

passado. O setor de base florestal gera mais de 200 mil

empregos, em mais de 50 municípios do interior da Bahia.

Para dinamizar ainda mais o segmento, a SDE (Secretaria

de Desenvolvimento Econômico) está construindo uma

agenda positiva com produtores e empresas do ramo,

representados pela Abaf (Associação Baiana das Empresas

de Base Florestal).

“O setor florestal abastece importantes segmentos da

economia baiana que precisam de madeira nos seus processos

produtivos, a exemplo da construção civil, indústria

de papel e celulose e agronegócios. Além disso, exerce papel

fundamental no equilíbrio do clima e na regulação do

fluxo hídrico”, aponta o chefe de Gabinete, Luiz Gugé.

Já Andreas Birmoser, presidente da Veracel, acredita

que a abertura para o diálogo é essencial para o setor

privado e, esse trabalho, de parceria das empresas com o

governo, é a maneira mais diligente para conseguir superar

desafios e os problemas que as empresas encontram no

dia a dia. “Esse espaço será a maneira mais eficaz de alcançarmos

os objetivos e melhorarmos a produtividade do

setor, que é tão relevante para o Estado”, destaca.

Para Mariana Lisbôa, gerente Executiva de Relações

Coorporativas da Suzano, a ampliação da parceria com o

estado e a transferência dessa relação são fundamentais,

pois além de garantir a permanência do negócio na Bahia,

permitirão a implementação e acréscimo de atividades do

setor. “As questões ambientais são muito relevantes e merecem

atenção do governo e das empresas”, alerta.

“O que nós defendemos é que a Bahia precisa crescer

e desconcentrar seu desenvolvimento; e nosso setor representa

uma oportunidade para isso. As respostas podem

ser rápidas e há determinadas áreas onde encontramos

alguns entraves e eles podem ser solucionados no âmbito

das entidades do Governo da Bahia. Nosso setor é organizado

e sabe os caminhos que têm que trilhar, sabe a

viabilidade de fazer pedidos que sejam mensuráveis e adequados

à realidade do nosso Estado e é isso que nos entusiasma

a começar esse trabalho”, afirma Wilson Andrade,

diretor executivo da Abaf.

AGENDA POSITIVA

Segundo Laís Maciel, diretora de Interiorização do Desenvolvimento

da SDE, o governo pretende fomentar e articular

principais pontos que vão permitir que o segmento

continue se desenvolvendo, ampliando a cadeia produtiva

e gerando ainda mais desenvolvimento e emprego para o

Estado.

O diretor geral da Bracell, Guilherme Araújo, acredita

que a aproximação do setor privado e governo é importante

para chegar a soluções que mantenham o crescimento

e desenvolvimento do setor e impacte de forma positiva

tanto para comunidade local, quanto para o estado e o

país. Já Carlos Henrique Temporal, Relações Institucionais

da Ferbasa, diz que a agenda positiva já representa um

marco importante.

Reunião realizada entre o poder público e Abaf para discutir

a agenda positiva

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ESPÉCIE

PAU-ROXO:

ALTA DENSIDADE E

VERSATILIDADE

Foto: divulgação

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A beleza e qualidade da espécie atrai

para o uso em diferentes setores


ESPÉCIE

C

onhecida popularmente como pau-roxo,

pau-roxo-da-terra-firme, pau-roxo-da-

-várzea, roxinho, roxinho-pororoca,

violet, entre outros nomes espécie Peltogyne

spp., Leguminosae integra o gênero

Peltogyne que tem várias espécies com madeiras

de características e valor no comércio semelhantes.

A espécie é facilmente encontrado em países como:

Bolívia, Colômbia, Guiana, Guiana Francesa, Suriname

e, no Brasil, é predominante na Amazônia e Mata

Atlântica, sendo também encontrado no Acre, Amapá,

Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Mato

Grosso, Minas Gerais, Pará e Rondônia.

Entre as suas características sensoriais estão o

cerne e alburno distintos pela cor, cerne roxo podendo

escurecer com o tempo, alburno bege claro.

Também possui um brilho moderado a acentuado,

com cheiro e gosto imperceptíveis. A espécie tem

uma densidade alta, dura ao corte, com grã direita a

irregular e textura fina a média.

A madeira de pau-roxo é considerada de alta resistência

ao ataque de organismos xilófagos (fungos

apodrecedores e cupins-de-Madeira-seca). Apresenta

baixa resistência a organismos xilófagos marinhos. A

espécie apresenta baixa permeabilidade a soluções

preservante. O cerne é impermeável ao tratamento

com creosoto e CCA-A mesmo em processo sob pressão.

CARACTERÍSTICAS DE PROCESSAMENTO

A madeira de pau-roxo é moderadamente difícil

de ser trabalhada manualmente ou com máquinas,

devido à dureza e exsudação de resina quando aquecida

pelas ferramentas. É fácil de colar e apresenta

bom acabamento. A trabalhabilidade é regular na

plaina e excelente na lixa, torno e broca. Ela apresenta

um polimento lustroso. Recomenda-se a perfuração

prévia à colocação de pregos, de acordo com pesquisas

do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e

dos Recursos Naturais Renováveis).

A secagem ao ar livre é fácil a moderada, com

pequena incidência de rachaduras e empenamentos.

A secagem em estufa é rápida e com poucos defeitos.

Para a espécie P. paniculata a secagem em estufa é

rápida, com pequena tendência à rachaduras de topo,

torcimento e arqueamento fortes.

USOS

CONSTRUÇÃO CIVIL

PESADA EXTERNA:

• Dormentes ferroviários

• Cruzetas

• Esteios

• Estacas

PESADA INTERNA:

• Tesouras

• Vigas

• Caibros

LEVE EM ESQUADRIAS:

• Portas

• Janelas

• Batentes

LEVE INTERNA, DECORATIVA:

• Painéis

• Forros

• Lambris

ASSOALHOS:

• Tábuas

• Tacos

• Parquetes

MOBILIÁRIO

ALTA QUALIDADE:

• Móveis decorativos

OUTROS USOS:

• Embarcações

• Lâminas decorativas

• Cabos de ferramentas

• Cabos para cutelaria

• Transporte

• Decoração e adorno

• Peças torneadas

• Tacos de bilhar

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Dezembro 2019 65


PESQUISA

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ESTUDO FAZ ANÁLISE DO

SISTEMA DE PRODUÇÃO

DE TECA

NO BRASIL

Fotos: Fabiano Mendes

Pesquisadores apresentam

um apanhado da espécie

de madeira que tem um

mercado promissor

LUIZ GUSTAVO MARTINELLI

FAEF (FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR E FORMAÇÃO INTEGRAL)

JOSÉBIO ESTEVES GOMES

FAEF (FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR E FORMAÇÃO INTEGRAL)

HANDREY BORGES ARAÚJO

FAEF (FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR E FORMAÇÃO INTEGRAL)

Dezembro 2019

67


PESQUISA

RESUMO

O

presente trabalho teve como objetivo a

análise dos diferentes sistemas de produção

de Tectona grandis, no qual se verificou os

espaçamentos mais utilizados, bem como,

os controles silviculturais durante o ciclo da

cultura para se ter um produto final de qualidade, em regiões

onde as condições edafoclimáticas atendam às características

da cultura.

INTRODUÇÃO

A teca (Tectona grandis) possui uma das madeiras mais

conhecidas no mundo. Keiding (1985) afirmou que a madeira

de teca possui durabilidade, leveza, resistência ao ataque

de térmitas e fungos, fácil de ser trabalhada e com ausência

de rachaduras. De origem asiática, mais precisamente das

florestas de monção na Índia, as plantações de teca no Brasil

tiveram início em 1971, na região de Cáceres estado do Mato

Grosso, após trabalho desenvolvido pela empresa Cáceres

Florestal S.A. Essa empresa constatou que a região oferecia

excelentes condições para o seu cultivo, que demonstrou bom

crescimento, boa adaptação às condições climáticas locais,

além de produzir uma madeira que alcançava bons preços no

mercado internacional (Caceres Florestal S.A., 2007).

A grande diferença da teca para o mogno por exemplo é

a sua rusticidade, rápido crescimento em altura, e excelente

forma (tronco retilínio e pouco sujeito a bifurcação). A grande

expansão de teca atualmente no Brasil ocorre na região centro-oeste

e norte, sendo o principal produto dessa espécie a

madeira de alta qualidade, muito utilizada em móveis finos e

na construção naval (Lorenzi, 2003). O valor de mercado para

a madeira de teca madura, livre de nós e com diâmetro para

serraria, chega a superar os valores da espécie Mogno (Swietenia

macrophylla), cujo metro cúbico serrado é comercializado

por valores que chegam a US$ 1.500 como produto final,

já o produto do desbaste inicial é comercializado entre US$ 60

e 80 o metro cúbico (Embrapa, 2007).

A expectativa é de que investimentos em povoamentos

de teca no Brasil constituam uma ótima opção econômica

para regiões que atendam as demandas edafoclimáticas da

espécie. Apesar da potencialidade de mercado para a teca, no

Brasil ainda são escassos os trabalhos que avaliam o potencial

econômico desta espécie, considerando as várias formas de

manejo (Caceres Florestal S.A., 2007). Os reflorestamentos

de teca vêm sendo praticados, em grande escala, há mais de

uma centena de anos. Segundo Dupuy e Verhaegem (1993),

afirmam que a área plantada é estimada em três milhões de

hectares, incluindo plantios estabelecidos na Ásia, Oceania,

África e América. Os plantios tradicionais de teca são realizados

pelo uso de mudas obtidas mediante propagação sexuada,

por intermédio de sementes, fato que envolve alguns

problemas tais como o número limitado de sementes de boa

viabilidade, a grande variabilidade na produção de sementes

viáveis de um ano para o outro, etc. O plantio é realizado entre

os meses de setembro e abril, devido a maior ocorrência

de chuvas, onde é utilizado o espaçamento 3x2m (metros)

entre mudas, também o controle de ervas daninhas é uma

operação crucial nas fases iniciais do desenvolvimento até

que se feche o dossel, para áreas de alta produtividade a capina

deve ser realizada de forma sistemática.

A estratégia de manejo para formação de fustes limpos

e sem nós contempla a operação de desrama e consiste na

remoção dos ramos até a altura de 50% da árvore, ou o fuste

comercial (Floresteca, 2007). Embora já exista tecnologia

suficiente para adotar a propagação vegetativa assexuada,

esta técnica não é muito utilizada pelas empresas que atuam

no Estado do Mato Grosso. Na região de Cáceres, árvores de

teca em plantios manejados com desbastes, alcançam DAP

(Diâmetro a Altura do Peito) de 46 cm (centímetros) e altura

68 www.referenciaflorestal.com.br


Dezembro 2019 69


A FEIRA DA

INDÚSTRIA DO

EUCALIPTO

O Show Florestal MS é a nova feira florestal nacional, que

vem para impulsionar o crescimento do mercado industrial

de florestas plantadas, promover inovação e gerar negócios.

A cidade de Três Lagoas em Mato Grosso do Sul, vai receber

um novo conceito de feira em 2020, com:

info@malinovski.com.br

+55 (41) 9 9924-3993

www.showflorestal.com.br

+55 (41) 3049-7888


EVENTOS

TÉCNICOS

CONGRESSO FLORESTAL MS | 04 DE AGOSTO

O Congresso Florestal MS promovido pela Reflore, chega a sua 6ª edição

para manter a tradição de reunir as principais empresas, indústrias e

marcas florestais do estado do Mato Grosso do Sul. O evento propõe

debater os pontos mais importantes do setor florestal no estado,

buscando desenvolvimento e fortalecimento empresarial.

Mais informações: www.showflorestal.com.br

EVOLUTION: ENCONTRO DE INOVAÇÕES E TECNOLOGIAS

FLORESTAIS | 05 E 06 DE AGOSTO (MANHÃ)

O Evolution é um evento de transformação e atualização florestal. Vai

apresentar aos participantes em 2 dias de eventos novidades sobre

temas relevantes nas áreas de:

Painel 1: Geoprocessamento e Planejamento;

Painel 2: Silvicultura (implantação e manutenção);

Painel 3: Colheita Florestal;

Painel 4: Logística e Transporte de Madeira.

Mais Informações: www.showflorestal.com.br

Organização:

Apoio Master:


AGENDA

AGENDA2020

JANEIRO

2020

Imagem: reprodução

XXXI Show Rural Coopavel

03 a 07

Cascavel (PR)

www.showrural.com.br

JANEIRO

2020

JAN

2020

FEMUR

Realizada na cidade de Ubá (MG), o evento reunirá

dezenas das maiores e mais representativas empresas

moveleiras do país. Sediada no Parque de Exposições

do Horto Florestal, a Femur terá 12 mil m2 (metros

quadrados) com estrutura moderna e confortável

onde receberá expositores e lojistas para a realização

de novos negócios e novas parcerias.

Dinetec (Dia de Negócios e

Tecnologias)

15 a 17

Canarana (MT)

www.dinetec.com.br

Femur - Feira de Móveis de

Minas Gerais

20 a 23

Ubá (MG)

www.femur.com.br/sobre-a-feira/

JANEIRO

2020

MAI

2020

MY WOOD HOME

O evento visa fomentar e capacitar profissionais da

cadeia produtiva da madeira e da construção neste

promissor e tecnológico sistema, a fim de consolidá-lo

no Brasil. O projeto é dividido em três oportunidades

de uso da madeira na construção sustentável: o

sistema wood frame, madeira de tronco de eucalipto e

de madeira engenheirada. Cada tema será apresentado

em dois módulos, seminários e workshop, presenciais

e online.

Imagem: reprodução

72 www.referenciaflorestal.com.br


AGENDA2020

FEVEREIRO

2020

Tudo que você precisa em manutenção de equipamentos Florestais

como Picadores, HARVESTERS e FORWARDERS de diversas

marcas como Komatsu, John Deere, Caterpillar, Tigercat,

Ponsse, Peterson Pacific e Morbark.

Oregon Logging Conference

16 a 23

Oregon (USA)

https://oregonloggingconference.com

DISTRIBUIDOR

SERVIÇOS ESPECIALIZADOS

MARÇO

2020

mbh@mbh.com.br

Araguaia Florestal 2020 -

Do plantio à colheita

24 a 26

Alto Araguaia (MT)

www.altoaraguaia.mt.gov.br

MAIO

2020

My Wood Home

19 A 29

Piracicaba (SP)

http://mywoodhome.com.br

Dezembro 2019

73


ESPAÇO ABERTO

Foto: divulgação

Lucro

EMPRESARIAL

Quando o assunto é o LUCRO

da sua empresa, você sabe

exatamente como estão as

coisas?

S

egundo o Sebrae, 7% das empresas fecham

por falta de lucro, 20% por falta de

capital e quase 50% dos pequenos empresários

do Brasil não sabem precisar se

têm lucro ou prejuízo.

Você sabe se sua empresa está dando lucro?

Essas estatísticas nos evidenciam que as empresas

fecham por falta de uma gestão adequada dos seus

recursos.

No mundo dos negócios competitivo em que vivemos

o foco das empresas se torna uno: vender. Vender

é o mantra, o começo, o fim e o meio, mas é só isso?

Não. Não podemos pensar em apenas vender.

Ao pensar apenas em vender, os empresários esquecem

de outros aspectos do negócio e o principal

deles: o foco deve estar no lucro e não no faturamento.

Lógico que precisa faturar, mas precisa ter lucro. Muitas

vezes não dão a devida importância, mas é esse

dinheiro (o lucro) que permitirá maiores investimentos

e trará a prosperidade que ele espera.

Empresários bem sucedidos trabalham e atuam de

maneira diferente dos demais. Um hábito é entender

que, na verdade, é o lucro que move uma empresa e

não o faturamento.

Uma boa dica para fazer com que sua empresa seja

lucrativa é entender que a primeira pessoa que tem

que pensar em lucro é o dono. Se ele não fizer isso,

ninguém fará por ele.

Não é raro observarmos que as empresas possuem

metas de vendas, mas não possuem metas de redução

de custos. Você tem metas de redução de custos na

sua empresa?

Quando foi a última vez que fez uma reunião sobre

lucro e custos com os líderes da sua empresa?

Quem são os líderes na sua empresa? Eles sabem

que uma empresa não vive de venda, e sim de lucro?

Está difundindo esta cultura junto à sua equipe?

Pense nisso e coloque toda sua equipe para focar

em lucro e tenha uma empresa lucrativa.

Por Sidinei Augusto,

Economista, matemático, especialista em vendas, gestão

empresarial com MBA pela FGV e Babson College, Boston - USA.

Palestrante de Vendas, Motivação e Gestão de Alta Performance.

Atualmente é Diretor e Palestrante da Escola de Vendas e Negócios

K.L.A, em Curitiba (PR)

Foto: divulgação

74 www.referenciaflorestal.com.br


Boas Festas

Um NATAL de paz e

um ANO CARREGADO

de ESPERANÇA

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