Jornal das Oficinas 170

apcomunicacao

LUBRIFICANTES

ESPECIAIS

ADITIVOS

& SPRAYS HOLANDA - DESDE 1906

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jornaldasoficinas.com | JORNAL INDEPENDENTE DA MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE VEÍCULOS LIGEIROS E PESADOS | DIRETOR | João Vieira

170

C

Janeiro 2020Y

PERIODICIDADE | MENSAL

ANO XV | 3 EUROS CM

M

Logo ohne Slogan.pdf 1 19/12/19

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MY

CY

CMY

K

EUROPA IMPÕE LIMITE DE 95 G/KM

ORDEM PARA

matar CO 2

PÁG. 14

challenge oficinas

PÁG. 6

A terceira edição da competição

registou o nível mais elevado de

sempre. Auto Reno levou a melhor

distribuição

PÁG. 10

O pós-venda vive tempos de

mudança. A distribuição de peças

adapta-se a novas tendências

ntn-snr

PÁG. 30

O Jornal das Oficinas foi a única

publicação portuguesa a visitar

a fábrica Iwata, situada no Japão

para-brisas e adas

PÁG. 56

A substituição do para-brisas

requer perícia. Com ADAS, implica

calibração de câmaras e sensores

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Readapt Portugal, Lda

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MASTER

FINAL

2020

17|18|19 Abril 2020

expoMECÂNICA - PORTO

melhormecatronico.pt

3 DIAS

DE COMPETIÇÃO AO VIVO


Editorial

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joao.vieira@apcomunicacao.com

EDITOR EXECUTIVO

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Consulte o Estatuto Editorial no

site www.jornaldasoficinas.com

JO Volta

A INOVAR

O

Jornal das Oficinas, em parceria com a ATEC e com o apoio da expoMECÂNICA, vai realizar, durante

a edição de 2020 do salão, agendado para 17 a 19 de abril, um grande evento dedicado à reparação

automóvel. Nestes dias, irão decorrer em simultâneo a final da competição Melhor Mecatrónico bem

como o Plateau TV, com diversas Mesas Redondas dedicadas à atualidade do setor pós-venda automóvel.

Tudo irá ter lugar num espaço próprio localizado no Pavilhão 3, com mais de 300 m 2 , equipado

com todo o material necessário para o desenrolar das diferentes provas. A competição Melhor Mecatrónico,

organizada pelo Jornal das Oficinas em parceria com a ATEC, comemorará, em 2020, a sua quinta edição,

que será assinalada da melhor forma, envolvendo os vencedores das anteriores edições e irá decorrer no stand Melhor

Mecatrónico, durante os três dias da feira. Em paralelo com a final do Melhor Mecatrónico, estará a decorrer o Plateau

TV que, a exemplo do que tem acontecido em anteriores edições, terá diversas mesas redondas com debates sobre

temas relevantes para o setor da reparação. Este evento, que se realizará pelo quarto ano consecutivo, é visto como um

importante fórum de conhecimento relacionado com os temas mais atuais do aftermarket em Portugal. O leque de

oradores que compõem os diversos painéis reflete a importância atribuída a este evento, que é reconhecido como um

dos grandes acontecimentos da expoMECÂNICA e é respeitado por tratar-se de uma iniciativa ímpar no panorama

do aftermarket nacional.

Estão, assim, reunidas as condições para proporcionar um evento único,

com muitos motivos de interesse para os visitantes do salão, que, para

além de poderem ver ao vivo o desempenho dos mecatrónicos nas

provas de diagnóstico e reparação, terão oportunidade de assistir

aos debates no Plateau TV. Vão ser três dias de muita atividade e

emoção, onde os principais protagonistas serão os concorrentes,

que irão pôr à prova os seus conhecimentos e competências perante

uma vasta plateia de visitantes. A pressão vai ser enorme, mas

o entusiasmo e empenho ainda maiores. Profissionais orgulhosos,

que gostam do que fazem e que são um exemplo para toda a classe, é,

pois, o que se pretende reunir na expoMECÂNICA.

Com a realização destes grandes acontecimentos, o Jornal das Oficinas

proporcionará uma oportunidade única a todos os visitantes

do salão, que, deste modo, poderão participar ativamente

no conjunto das atividades que vão acontecer. Profissionais,

formandos, empresários e todos os interessados na reparação

automóvel, serão bem-vindos a este novo espaço, onde

haverá competição ao mais alto nível e, também, momentos

de descontração e convívio no stand do Jornal das Oficinas,

onde esperamos a sua visita.

De referir que a edição deste ano da expoMECÂNICA

será a maior de sempre, com mais de 200 empresas, incluindo

muitas estrangeiras, acabando por ser o mais representativo

salão do aftermarket no espaço ibérico no

primeiro semestre de 2020. O certame estender-se-á

por quatro pavilhões do recinto de feiras da Exponor,

num total de 24.000 m 2 de área expositiva. l

JOÃO VIEIRA | Diretor


FOLHA

DE SERVIÇO

IPSIS

VERBIS

CRISTINA CARDOSO, CHIEF SALES

OFFICER DA ALIDATA

NÃO ACREDITO

QUE SER

PIONEIRO E FAZER

INVESTIMENTO EM

TECNOLOGIAS

DE INFORMAÇÃO,

POR SI SÓ, PERMITA

TORNAR UMA

‘OFICINA DIGITAL’

PAULO TORRES, ADMINISTRADOR

DA VIEIRA & FREITAS

TODA A

CONCORRÊNCIA

PREOCUPA. MAS ELA

SEMPRE EXISTIU.

O MERCADO, AGORA,

É GLOBAL E TEMOS

DE SABER VIVER

COM ISSO

ANO REPLETO DE EVENTOS

O

aftermarket em Portugal vai ter um 2020 repleto de acontecimentos importantes para os profissionais

do setor, a começar pelo Salão expoMECÂNICA, que se realiza em abril, na Exponor, onde

o Jornal das Oficinas estará presente com um megaevento. A competição Melhor Mecatrónico e

o Plateau TV irão animar e informar os visitantes durante os três dias do certame. Em junho, o principal

acontecimento é o Salão de Pneus de Colónia, onde vão estar presentes as principais marcas de pneus e

equipamentos. No mês de setembro, é a vez do Salão Automechanika Frankfurt, que, para além de ser

a maior feira de aftermarket do mundo, é, também, o local onde todos os players do setor se encontram

para cinco dias de networking, convívio, muita animação e boa disposição. No início de outubro, a Gala

TOP 100 vai voltar a juntar os distribuidores de peças, equipamentos e repintura para homenagear os

que mais se distinguiram ao longo do ano de 2019 e celebrar os resultados alcançados. No mês de novembro,

será realizada a 4.ª edição do Challenge Oficinas, onde iremos premiar a excelência da boa gestão.

Será, por isso, mais um ano de trabalho intenso para toda a equipa do Jornal das Oficinas, que estará

sempre presente onde haja eventos e acontecimentos importantes.

SEMÁFORO

RODRIGO SERRANO, COUNTRY

MANAGER DA AXALTA COATING

SYSTEMS PORTUGAL

OE PARA 2020

REGRAS EUROPEIAS

EXPOMECÂNICA

NÃO CREIO QUE

EXISTAM SETORES

ESTÁTICOS. COMO

TODOS, O DA

REPINTURA ESTÁ

EM PERMANENTE

MUTAÇÃO E

EVOLUÇÃO

O Orçamento do Estado para 2020

parece um cardápio de aumentos para

o setor automóvel. Tanto o ISV como o

IUC foram “atualizados” ao valor da taxa

de inflação (0,3%), mas, na prática,

muitos modelos sofrerão aumentos de

preço bastante superiores. Este é o nosso

Semáforo Vermelho, de indignação.

Quando deixará o Estado de ver o

automóvel como a “galinha dos ovos de

ouro”?

Em 2020, os novos modelos não

poderão ultrapassar o limite de 95 g/

km de CO 2

, sob a pena de pesadas

multas aos fabricantes, no ano seguinte.

Em 2021, os veículos novos terão de

incorporar um sistema que registe os

consumos de combustível e eletricidade.

O nosso Semáforo Laranja é de dúvida.

Conseguirão os construtores cumprir

as regras europeias? Ou terão de pagar

multas?

De ano para ano, a expoMECÂNICA

tem conquistado o coração do

aftermarket nacional. A 7.ª edição reúne

condições para ser a mais internacional

de sempre. A pouco mais de três meses

da abertura de portas, são já 191 os

expositores inscritos, 29 dos quais

oriundos de Espanha, Itália e Bélgica. O

nosso Semáforo Verde, de parabéns, vai

para José Manuel Costa e para toda a

equipa da Kikai Eventos.

4 Janeiro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


COMPETIÇÃO

CHALLENGE OFICINAS 2019

JOGO DINÂMICO

A TERCEIRA EDIÇÃO DO CHALLENGE OFICINAS, COMPETIÇÃO ORGANIZADA PELO JORNAL DAS OFICINAS

EM PARCERIA COM A POLIVALOR, TEVE O SEU DESFECHO NO DIA 23 DE NOVEMBRO. FOI EM PLENO SALÃO

MECÂNICA, NA FIL, QUE AS TRÊS EQUIPAS FINALISTAS MEDIRAM FORÇAS NO JOGO DINÂMICO

QUE DEMOROU OITO HORAS E QUE RECRIOU UM DIA DE TRABALHO. A VITÓRIA ACABOU

POR SORRIR À AUTO RENO por Bruno Castanheira

6 Dezembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


Naquela que foi a edição mais

concorrida de sempre e com o

nível mais elevado na história

da competição, o Challenge Oficinas

2019 voltou a por à prova a eficiência

das oficinas. Esta iniciativa, que teve

a sua derradeira etapa no Salão ME-

CÂNICA, na FIL (nas duas primeiras

edições o desfecho decorreu nas ins-

sicamente, neste jogo em concreto,

pretendemos que os conceitos de horas

picadas, de horas trabalhadas e

de horas presentes sejam bem compreendidos.

É nossa intenção que haja

uma distribuição de trabalho que

tem em conta, não só, a capacidade

dos técnicos, mas, também, o custo/

hora dos técnicos, de forma a conseguir

uma excelência na distribuição

de tarefas para obter a melhor margem

bruta no final do dia”, começou

por explicar Jorge Zózimo, diretor-

-geral da Polivalor, ao Jornal das Oficinas.

De acordo com o responsável,

“a margem bruta do final do dia obtém-se

através da soma do valor total

da mão de obra que se consegue

vender aos clientes, mais o valor das

peças que está adstrito ao trabalho,

menos a compra das peças (que, no

caso do jogo, estava definida uma

percentagem fixa de 25%, ou seja, as

oficinas ganhavam 25% nas peças) e

menos o desconto (aqui consideramos

que é feito um desconto de 5% a

todos os clientes). Portanto, descon-

A DERRADEIRA ETAPA DA COMPETIÇão VALIA 50%. AS RESPOSTAS AO

QUESTIONÁRIO 25% E A AVALIAÇão PRESENCIAL OUTROS 25%

talações da Polivalor), foi constituída

por três fases. Na primeira, que valia

25%, as oficinas concorrentes tiveram

de responder ao questionário online,

que abrangeu as principais áreas de

negócio, nomeadamente técnica, receção,

peças, marketing e gestão. As

seis melhores foram selecionadas para

serem, presencialmente, avaliadas

por elementos do júri, valendo esta

segunda fase 25%. Desta “auditoria”,

saíram as três oficinas finalistas,

que se encontraram, no dia 23 de novembro,

para medir forças no jogo dinâmico

da derradeira fase, que valia

50%. A equipa que conseguisse ter a

maior margem bruta no final das oito

horas de jogo, venceria. Miguel Santos,

formador da Polivalor, foi quem

procedeu à avaliação presencial das

seis oficinas finalistas, processo que

permitiu, depois, eleger as três que estiveram

no Salão MECÂNICA: Auto

Reno, Pneufurado e VAP Via Norte.

Jorge Zózimo, diretor-geral da Polivalor,

foi quem idealizou toda a competição

e quem testou, a par com Miguel

Santos, a funcionalidade do desafio final.

Para o sucesso desta competição,

muito contribuíram os patrocinadores

(por ordem alfabética):Beta, SKF,

Valvoline e Yuasa. Assim como a TIPS

4Y, que voltou a disponibilizar a sua

solução de Orçamentação e Informação

Técnica (VRC).

Questão de gestão

“Este jogo, esta animação, é a que nós,

na Polivalor, utilizamos nos cursos de

gestão oficinal que ministramos. Ba-

A Pneufurado (foto de cima) foi a oficina que se classificou em segundo lugar.

O terceiro posto coube à VAP Via Norte. Pedro Tomaz, da Bolas (primeiro a

contar da esq.ª) e Carlos Silva, da KRAUTLI Portugal (o mais à dta.) foram os

patrocinadores presentes na cerimónia de entrega de prémios às equipas

tando, também, os vencimentos do

pessoal, as peças e a percentagem de

desconto, obtém-se o valor final de

margem bruta”.

Quem conseguisse, durante as sete

horas e meia/oito horas de trabalho,

ter mais margem de bruta, ganharia

o jogo. “Idealizámos um jogo que, no

ano passado, foi manual, uma vez que

os finalistas utilizaram papel e caneta.

O que exigiu muito trabalho à minha

equipa, uma vez que, durante a noite,

tivemos de estar a informatizar tudo

para que, na manhã seguinte, pudéssemos

anunciar o resultado. Este ano,

automatizámos tudo e optámos por

fazer com que os concorrentes jogassem

diretamente no computador. Ou

melhor, fizeram-no em papel e, depois,

passaram logo tudo para computador”,

refere Jorge Zózimo. Que, a

seguir, revelou uma curiosidade: “Não

deixou de ser curioso verificar que as

equipas estavam todas entusiasmadas

com o jogo em determinada fase

até receberem surpresas amargas.

Porquê? Porque começaram por orçamentar

trabalho (tinham uma agenda

fixa que era igual para todas). Deixámos

que houvesse, de acordo com a

imaginação de cada grupo, trabalhos

adicionais. Ou até mesmo, nalguns

casos, um ou outro pedido específico

de trabalho que as equipas imaginaram

de acordo com as possibilidades

das suas oficinas. Deixámos margem

de liberdade para que as equipas, com

a sua experiência, conseguissem vender

aos clientes trabalhos adicionais”.

O problema começou a surgir quan-


CHALLENGE

OFICINAS

2019

UM DOS STANDS DO JORNAL Das OFICINAS NA MECÂNICA FOI O teatrO

DE OPERAÇÕES. JORGE ZÓZIMO, DIRETOR-GERAL DA POLIVALOR, E MIGUEL

santOS, FORMADOR DA POLIVALOR, ESTIVERAM SEMPRE MUITO atiVOS

do as equipas começaram a orçamentar

trabalhos que, depois, perceberam

que não conseguiriam realizar. “As

propostas de trabalho eram enviadas

para nós, que fazíamos de cliente. Uns

trabalhos aceitámos, outros recusámos,

de acordo com um critério que

nos pareceu lógico, mas com algum

despesismo à mistura. Ou seja, sem

olhar ao custo e tendo em conta a pertinência

do pedido de trabalho”, esclareceu

o diretor-geral da Polivalor.

Orçamentar é essencial

A tendência de vender muito trabalho,

na ânsia de faturar, é perfeitamente

normal numa oficina. Como

tal, também as três equipas finalistas

do Challenge Oficinas 2019 caíram

nessa tentação. “Foi interessante verificar

que algumas equipas admitiram

horas a mais para a estrutura de

técnicos que tinham, o que significou

que tiveram de mandar trabalhos fora.

Portanto, as equipas tiveram de

ensaiar várias soluções para que até

os técnicos que custavam menos conseguissem

fazer mais em detrimento

dos que custavam mais, de modo a

obter mais margem bruta. Por outro

lado, os tempos não foram possíveis

e as equipadas tiveram de abandonar

trabalhos”, revelou Jorge Zózimo. Para

o jogo, só contaram os trabalhos que

foram totalmente realizados, ou seja,

só contaram os veículos que ficaram

prontos nesse dia. “Houve viaturas

que não ficaram fechadas e houve um

ou outro buraco. Tudo dependeu da

capacidade das equipas. Era permitido

ter dois mecânicos a trabalhar no

mesmo veículo para conseguir melhorar

ou obter maior rentabilidade. Foi

engraçado constatar que as equipas

não conseguiram encaixar tudo o que

tinham orçamentado”, acrescentou o

responsável. Que explicou que o exercício

criado para esta final é feito de

forma intuitiva pelas oficinas no seu

dia a dia, ainda que, na maior parte

dos casos, de forma imperfeita. “Para

Classificação final

1.° Auto Reno

2.° Pneufurado

3.° VAP Via Norte

este jogo, introduzimos uma perda de

30 minutos num dia para todas, independente

de qual fosse o técnico e o

motivo. Com este exercício, que temos

realizado em vários cursos, o objetivo

é sensibilizar as oficinas e levá-las

a chegar a conclusões que, no seu dia a

dia, de forma simplesmente intuitiva,

não conseguem chegar”, frisou.

O jogo dinâmico da final do Challenge

Oficinas 2019 recriou o dia normal

de uma oficina, onde aparecem clientes

com queixas. A agenda para todas

as equipas era igual. Todas tiveram os

mesmos técnicos, os mesmos clientes,

os mesmos veículos as mesmas queixas.

O júri optou por não introduzir

surpresas (variáveis na agenda) e por

conferir maior interação com o cliente

em tempo real. Jorge Zózimo desta-


ORÇAMENTAÇÃO E INFORMAÇÃO TÉCNICA (VRC)

EQUIPAS UTILIZARAM SOLUÇÃO DA TIPS 4Y

A TIPS 4Y, tal como aconteceu nas anteriores edições do Challenge Oficinas, voltou a disponibilizar a sua solução de Orçamentação e Informação

Técnica (VRC). Assim, todos os exercícios realizados durante a final da competição Challenge Oficinas 2019 tiveram como base a solução VRC, que

permitiu elaborar os orçamentos das operações de manutenção e reparação, com a máxima rapidez e rigor. O VRC simplifica processos complexos

no âmbito da orçamentação e do acesso à informação técnica. O orçamento é elaborado em apenas quatro passos e é feito integralmente com

informação do construtor do automóvel (preços, referências de peças e serviços OE). Para obter o orçamento, basta identificar a viatura através

da matrícula ou VIN, indicar a quilometragem e selecionar o serviço através de pesquisa gráfica ou por texto. A integração com o catálogo TecDoc

permite converter as referências OE do orçamento em referências de marcas de Qualidade Equivalente. Mais informações sobre a solução VRC,

podem ser obtidas no site www.tips4y.pt.

cou que “dependeu da imaginação de

cada equipa conseguir vender mais ou

menos e procurar, nos programas de

orçamentação, explorar o mais possível

determinado trabalho. O problema

que se passa em muitas oficinas,

é que elas não sabem orçamentar. E

deixam de ganhar dinheiro pelo facto

de não orçamentarem corretamente”.

AUTO Reno foi mais eficiente

No final do dia, contas feitas, ganhou

o jogo a oficina que teve a maior margem

bruta: Auto Reno. À medida

que os orçamentos eram efetuados,

as margens brutas apareciam imediatamente.

Só contaram os trabalhos

terminados nesse dia. O resultado

deste jogo juntou-se, depois, à

classificação geral de toda a competi-

ção. Até porque, podia acontecer que

quem ganhasse o jogo da final não ficasse

em primeiro lugar no Challenge

Oficinas 2019, uma vez que esta competição

é constituída por três fases. As

três equipas finalistas sabiam, de antemão,

o lugar que ocupavam antes da

realização do jogo dinâmico, no salão.

A terceira edição do Challenge Oficinas

foi a que registou a maior adesão

e teve o nível mais elevado da história

desta competição. Pelo número de

inscritos e pelo facto de concorrerem

vários concessionários de marca. Elucidativo

é o facto de as três oficinas finalistas

estarem todas integradas em

redes, sejam elas independentes ou

afetas a marcas de automóveis. Este

jogo, em teoria, até era mais favorável

às oficinas integradas em redes

independentes, uma vez que os veículos

introduzidos eram multimarca e o

programa de orçamentação é mais característico

da multimarca face a um

DMS de uma concessão. “Contudo,

em princípio, quem sabe trabalhar

com um DMS sabe trabalhar com o

programa de orçamentação que utilizámos.

Até porque, uma semana antes

da final, todas as equipas tiveram

acesso ao programa de orçamentação

que iriam utilizar, o que não aconteceu

no ano passado, já que as equipas

conheceram o programa no próprio

dia. Por isso, para a edição de 2019, as

equipas tiveram mais tempo para se

preparar para o jogo. Mais: na véspera

da final demos o jogo estruturado

às três equipas”, conclui o diretor-geral

da Polivalor. l


Destaque

TENDÊNCIAS DA DISTRIBUIÇÃO DE PEÇAS

VENTOS

DE MUDANÇA

O PÓS-VENDA ESTÁ A VIVER TEMPOS DE MUDANÇA E TRANSFORMAÇÃO. SURGEM,

CONSTANTEMENTE, NOVOS DESAFIOS QUE EXIGEM ATENÇÃO REDOBRADA AOS OPERADORES

DO SETOR, QUE TÊM DE RESPONDER ÀS EXIGÊNCIAS DE UM MERCADO CADA VEZ MAIS COMPETITIVO

por João Vieira

10 Janeiro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


As novas tecnologias, em conjugação

com a alteração nas utilizações de

mobilidade, sugerem mudanças no

volume de negócios do mercado de

peças de substituição e na sua própria

estrutura, bem como o aparecimento de novos

serviços e o desaparecimento de outras fontes de

receitas. Identificadas no estudo da consultora Victoria

del Corral, apresentamos a seguir as principais

tendências que vão condicionar a distribuição de

peças no futuro próximo.

Marcas viram-se para o aftermarket

As marcas de automóveis vão melhorar o seu posicionamento

a curto prazo na distribuição de peças

de substituição, num mercado no qual as barreiras

entre o canal das marcas e o canal independente

tendem a desaparecer. Fabricantes, como o Groupe

PSA, já criaram uma rede de distribuidores

para o mercado independente. Trata-se de um

movimento muito “agressivo”, porque, atualmente,

as marcas, para além de criarem um distribuidor

independente, também incluem outras marcas

do mercado independente para os seus veículos e,

igualmente, para outros veículos. Portanto, estão a

competir em igualdade de circunstâncias com outros

distribuidores. Por outro lado, os fabricantes

de automóveis lançam as suas próprias marcas de

peças de substituição e criam plataformas de distribuição

online para se posicionarem no futuro

também nesse segmento de mercado.

O maior crescimento dos automóveis com menos

de cinco anos, o segmento mais fiel aos concessionários,

também permite prever que as marcas de

automóveis aumentem a sua participação no mercado

de pós-venda. Os concessionários estão mais

preparados para as mudanças e têm maior capacidade

de investimento face ao canal multimarca,

porque, agora, são intervenientes muito maiores

e com muito mais músculo financeiro, o qual vai

ser necessário para os investimentos exigidos pelos

novos desafios do pós-venda. Portanto, o facto de o

concessionário ser mais poderoso e, além do mais,

estar alinhado com o fabricante de automóveis na

distribuição de peças de substituição, criam condições

claramente favoráveis, pelo que é razoável

pensar que o OEM vai melhorar, significativamente,

o seu posicionamento.

Tudo isto vai gerar uma perda de posição por parte

dos distribuidores independentes, que vão ceder

parte do seu negócio, o que resultará em tensões

nos preços, que já se começam a fazer sentir. Na

verdade, quando ambos os canais funcionavam de

forma independente, havia alguma opacidade no

preço e, por conseguinte, preços diferentes. Com a

queda desta barreira, o que está a verificar-se é que

os distribuidores exigem o mesmo preço para todos

os concorrentes, o que gera tensões nos preços.

Elétrico, autónomo, partilhado...

O automóvel do futuro será conectado, elétrico e

autónomo. Estas tendências vão afetar o volume

e a estrutura do mercado, bem como os modelos

de negócio de todos os agentes. Veículo conectado:

a cada apresentação de um novo veículo, os fabricantes,

para além de mostrarem os seus avanços

em matéria de segurança, desempenho e funcionalidade,

também apresentam veículos conectados.

Esta conectividade oferece novas funcionalidades,

não só aos clientes, mas, também, às oficinas que

vão realizar a manutenção e as reparações dos

mesmos. O fabricante de veículos elétricos Tesla

oferece, inclusivamente, um programa de manutenção,

segundo o qual o veículo só deverá ir à

oficina quando for necessário substituir peças. As

restantes incidências ou avarias podem ser solucionadas

online. Esta conectividade disponibiliza

novas funcionalidades, não só aos clientes, mas,

também, às oficinas responsáveis pela realização

da manutenção e das reparações.

De acordo com a Tesla, desta forma é possível resolver

80% das avarias dos seus veículos, algo fundamental

sobretudo para um fabricante que não

dispõe de uma rede de serviços de manutenção

distribuídos por todo o país. Além do mais, caso

seja necessário dirigir-se a uma oficina, as peças

de substituição terão sido pedidas previamente e

estarão à sua espera quando chegar para agilizar

o processo de reparação e melhorar a experiência

do cliente.

Veículo elétrico: este não necessita de mudanças

de óleo, filtros ou velas. Por conseguinte, os trabalhos

de manutenção são menores. Contudo, ainda

não é claro que o crescimento do parque de veículos

elétricos venha a reduzir o volume de trabalho

da oficina, já que esta forma de mobilidade dispõe

de novos sistemas específicos que devem ser revistos

periodicamente, bem como as baterias, cujas

células devem ser substituídas caso o seu desempenho

se deteriore. Outro aspeto importante é o

maior peso dos veículos elétricos, o que implicará

maior desgaste de travões e pneus. Sem esquecer

o sistema de refrigeração das próprias baterias do

veículo ou do habitáculo. E tudo isto implica uma

zona de trabalho adaptada e com ferramentas específicas

para veículos elétricos, bem como pessoal

qualificado e formado para a manipulação segura

destes veículos.

Veículo autónomo: acelerada expansão dos sistemas

avançados de ajuda à condução, ou ADAS,

está a mudar a forma como são realizadas as tarefas

mais habituais da oficina, tais como a substituição

de um para-choques ou de um vidro. Agora,

para além das tarefas habituais, devemos ter em

conta que, nos veículos equipados com radar ou

câmara, também é necessário assegurar o correto

funcionamento destes sistemas. Por conseguinte, é

imprescindível que as oficinas disponham de uma

zona preparada, bem como das ferramentas necessárias

para realizar as tarefas de calibragem destes

sistemas.

Concentração é inevitável

O número de decisores sobre onde realizar a reparação

do veículo irá diminuir, o que resultará

www.jornaldasoficinas.com Janeiro I 2020 11


DESTAQUE

OS CONCESSIONÁRIOS DAS MARCas ESTÃO MAIS PREPARADOS

PARA as MUDANÇas DO PÓS-VENDA E TÊM MAIOR CAPACIDADE DE

INVESTIMENTO COMParatiVAMENTE ao CANAL MULTIMARCA

numa concentração do negócio de

pós-venda. Estamos a dirigir-nos

para um mercado onde a utilização

tem prioridade sobre a posse do veículo.

Isto implica que a propriedade

dos veículos se concentre em menos

proprietários a médio prazo. Na verdade,

o registo de novas matrículas

começa a concentrar-se nas grandes

frotas. E às tradicionais das empresas

de aluguer de veículos somam-se,

agora, as controladas pelas empresas

de renting, as empresas de carsharing

(mobilidade partilhada), pelas

próprias marcas de automóveis ou

pelas companhias de seguros.

O segmento do renting de viaturas

atingirá, em 2020 um crescimento

recorde, equiparando-se à Europa,

mas é previsível que as quotas europeias

cresçam exponencialmente,

pelo que é razoável pensar que esta

percentagem venha a aumentar de

forma assinalável. Além do mais, começamos

a observar uma expansão

no segmento do renting particular,

que tinha uma quota pequena mas

que, agora, devido às incertezas do

mercado, está a crescer.

A incerteza dos clientes sobre em

que tipo de propulsão deve apostar,

também leva a que as próprias marcas,

até há pouco tempo focadas em

pacotes de manutenção, comecem a

focar-se em pacotes multiopção, em

modalidades de “não propriedade”.

Desta forma, respondem a uma procura

cada vez maior por parte dos

utilizadores resultante dessa incerteza.

Além disso, conseguem manter o

controlo da frota. No que respeita à

mobilidade partilhada (carsharing),

irá crescer com a concentração da

população nas grandes cidades, porque

este conceito só tem viabilidade

nestes habitats.

As seguradoras têm uma pressão

brutal sobre os custos, o que leva a

que aumentem o seu controlo sobre a

reparação através de contratos-quadro

com fornecedores preferenciais

ou cadeias de oficinas próprias. Esta

concentração na propriedade do veículo

implicará uma concentração do

negócio de pós-venda. As empresas

de renting e as seguradoras vão manter

nas suas políticas de concentração

de negócio de pós-venda uma forte

pressão sobre o preço. E as marcas

de automóveis vão favorecer que as

frotas sob o seu controlo (renting

de marca ou carsharing) recebam

manutenção nas suas próprias redes

de concessionários. Existirão, portanto,

dois níveis de relação: com o

proprietário da frota e a tradicional,

com o utilizador. Resta ver como se

posicionam os diversos intervenientes,

mas, naturalmente, haverá menos

decisores e menor necessidade

de intermediação, pelo que os distribuidores

poderão ser prejudicados.

Crescimento do canal online

Apesar de o canal online ter, atualmente,

uma presença mínima com

uma quota de mercado inferior a

1% e embora num horizonte de três

anos fosse previsível que atingisse

apenas os 3%, as previsões europeias

projetam um cenário com 10-15% de

quota em 2025. As plataformas que

já existem são controladas por uma

série de intervenientes que, neste

momento, estão em fase de aprendizagem.

Quando o crescimento arrancar,

a previsão indica que a evolução

será exponencial. O crescimento do

canal online é indiscutível e rapidamente

se tornará exponencial. E esse

crescimento vai estar relacionado

com intervenientes do setor.

A transparência de preços será acelerada

ou ganhará ainda mais evidência

em todos os canais ao disponibilizar

informação de preços de referência

das diferentes peças de substituição.

E, muito importante, com o crescimento

do canal online, a distribuição

perderá poder prescritivo. Por conseguinte,

a marca do fabricante de peças

de substituição ganhará relevância. O

desenvolvimento das plataformas online,

que se aproveitam do diferencial

de preços que existe entre países para

comprar melhor, terá como resposta

os fabricantes de peças de substituição

coordenarem as políticas de

preços a nível europeu, consolidando

a tendência das negociações centralizadas

de grandes volumes de negócio

lideradas pelos grandes grupos de

12 Janeiro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


distribuição, que continuarão o seu

processo de concentração, levando a

que as filiais percam poder em benefício

das suas centrais.

Transparência gerarÁ tensões

A crescente transparência de preços

em toda a cadeia de valor implicará

tensões nos preços, com maior relevância

no canal IAM (Independent

Aftermarket), resultando numa

maior pressão por parte dos distribuidores

para reduzir o diferencial

de preços com o canal das marcas. O

resultado será que a compressão de

margens tenderá a aumentar, sendo

esta uma das maiores preocupações

de todos os agentes da cadeia. Além

do mais, devido às tensões geopolíticas,

o preço das matérias-primas

tende a aumentar, colocando maior

pressão sobre a margem, neste caso

especialmente sobre a do fabricante

do componente.

Redução da procura de Diesel

A sensibilização da sociedade relativamente

à contaminação da atmosfera

(sendo atribuída injustamente

ao Diesel uma maior responsabilidade,

que não corresponde aos motores

atuais), refletida nos meios de comunicação

e em iniciativas políticas,

acelera a queda do Diesel ao gerar

alarme no consumidor, estagnando

a procura. A consequência conduz a

uma transição desordenada, porque

a cadeia de valor não está preparada

para uma mudança tão rápida, provocando

problemas de sustentabilidade

em alguns fabricantes de peças

de substituição. Além do mais, estamos

muito longe do facto de opções

como o automóvel elétrico passarem

a ser uma realidade, entre outros

motivos, por falta de infraestruturas.

É necessária uma planificação que

tenha em conta que a maior parte

das emissões corresponde aos veículos

mais antigos (os atuais emitem

entre 15% a 20% menos CO 2

do que

os motores a gasolina).

Acesso aos dados do veículo

O acesso aos dados do veículo tornará

este num elemento ativo no sistema

de pós-venda. Na verdade, a utilização

da informação gerada pelos veículos

pode representar uma verdadeira

revolução. Entre outras razões,

devido à possibilidade de permitir a

oferta de serviços adicionais aos utilizadores,

para que a sua experiência

seja mais completa e personalizada. A

faturação no pós-venda pode duplicar

com estes serviços ligados à análise

destes dados. Um em cada cinco automóveis

estará conectado em 2020.

Em 2030, este novo nicho de mercado

poderá gerar, de acordo com uma

estimativa realizada pela McKinsey,

um negócio de até 640 mil milhões de

euros a nível mundial. Também aqui

as marcas dos veículos partem com

vantagem: são quem fabrica e vende

o automóvel. E os dados vão permitir

melhorar a qualidade dos seus

produtos e a eficiência operacional,

inovar na procura de novos serviços,

conhecer melhor os seus clientes,

estabelecer uma integração digital

com outros agentes e disponibilizar

uma manutenção preditiva. Além do

mais, alegando a proteção dos cidadãos,

estão a fazer lobby com o objetivo

de restringir essa informação,

para que os restantes intervenientes

não tenham as mesmas opções. Existe

incerteza quanto à evolução do enquadramento

legal no que respeita à

propriedade, à gestão e à cessão dos

dados. Está em jogo a comunicação

direta com o condutor para, a partir

da análise dos dados, antecipar

as necessidades do veículo e propor

diferentes opções de manutenção

mediante uma comunicação direta

através do próprio veículo, “conduzindo”

o negócio.

Nesse sentido, os restantes agentes

da cadeia de valor, fabricantes de

componentes e distribuição principalmente,

terão de dar um passo

à frente para que esse mercado seja

transparente e de acesso aberto para

que exista livre concorrência. Este

passo está a ser dado em diversas

frentes, visando a proposta da associação

europeia CLEPA “o desenvolvimento

de uma plataforma tecnológica

que permita o acesso aos

dados do veículo por parte de todos

os operadores do mercado em igualdade

de circunstâncias, garantindo a

segurança tanto dos dados como do

próprio veículo”.

Em qualquer caso, existe alguma

incerteza quanto à evolução do enquadramento

legal no que respeita

à propriedade, à gestão e à cessão

dos dados. Sem esquecer o papel que

as administrações públicas podem

desempenhar, não só como agentes

regulamentares, criando o enquadramento

legal dos dados, tanto da

recolha como da sua gestão e exploração,

mas, também, como recetores

privilegiados dessa informação,

sendo, provavelmente, parceiros essenciais

para muitas das estratégias

dos fabricantes de veículos. A chave

é como nos devemos posicionar para

sermos intervenientes relevantes.

Ainda mais importante: como monetizar

essa gestão dos dados. O que

parece ser evidente é a necessidade

de estabelecer alianças com parceiros

tecnológicos. Mas a questão essencial

é saber se será possível concorrer

em igualdade de circunstâncias. l

www.jornaldasoficinas.com Janeiro I 2020 13


NORMA EUROPEIA DE 95 G/KM

ORDEM

PARA MATAR

EMISSÕES

CO 2


Atualidade

EM JANEIRO DE 2020, OS

VEÍCULOS LANÇADOS NOS

MERCADOS DO VELHO

CONTINENTE ESTÃO LIMITADOS

À EMISSÃO DE 95 G/KM DE CO2.

OS FABRICANTES QUE

INCUMPRAM AS NOVAS REGRAS

EUROPEIAS COMEÇARÃO

A SER MULTADOS EM 2021

por Jorge Flores

Preparados ou não, os grandes fabricantes

mundiais entram em 2020 com a certeza de

que a emissão de gases poluentes começará

a pesar como nunca antes na história da indústria

automóvel. A partir do primeiro dia de janeiro, os

modelos lançados no mercado terão de cumprir

rigorosas e apertadas normas comunitárias, sob

a pena de serem penalizados com elevadas multas,

no ano seguinte, em 2021. Ano zero para uma

nova realidade ambiental. O mercado nunca mais

será igual, obrigando alguns construtores a “morder

a língua” e a abraçar os veículos elétricos com

mais força do que, porventura, pretendiam. Em

2020, entram, portanto, em vigor as restrições europeias

que limitam a 95 g/km as emissões de CO 2

dos novos modelos a lançar. Norma que obrigou

algumas marcas a adiar o lançamento de modelos

elétricos para 2020 (e que teve como reflexo a quebra

de vendas destes veículos em vários mercados,

como o nacional), ano sobre o qual começam a ser

aplicadas as coimas.

O montante das dívidas a aplicar aos fabricantes

é volumoso. Assustador. Estima-se em 30 mil milhões

de euros as multas a aplicar às marcas que

não respeitem as novas normas de emissões. Uma

ameaça latente à indústria automóvel, que será forçada

a adaptar-se. Principalmente, os construtores

que partem atrasados para a realidade elétrica. Na

verdade, a única que consegue garantir uma locomoção

com zero emissões – se excluirmos, para já,

os modelos movidos a hidrogénio. Mais grave ainda.

O cerco ambiental tenderá a apertar-se. Prova?

Em 2023, as restrições passarão para 50 g/km. O

tempo é para apostar as “fichas” todas no desenvolvimento

de propostas elétricas e/ou em fusões estratégicas

com marcas que já tenham tecnologia e

www.jornaldasoficinas.com Janeiro I 2020 15


ATUALIDADE

O MERCADO NUNCA MAIS SERÁ IGUAL, OBRIGANDO alguNS

CONSTRUTORES A “MORDER A LÍNGUA” E A ABRAÇAR OS VEÍCULOS

ELÉTRICOS COM MAIS FORÇA DO QUE, PORVENTURA, PRETENDIAM

produto próprios neste novo mundo

ligado à tomada.

(Des)amor elétrico

Poucos são os responsáveis dos construtores

de automóveis a assumir o

seu desencanto pelos veículos elétricos

perante o que era a realidade do

seu mundo (e negócio) até hoje, com

os motores de combustão interna.

O silêncio, pode dizer-se, tem sido,

de alguma forma, prudente. Mas há

quem declare o seu (des)amor elétrico.

Nomeadamente quem já não

está em funções. Foi o caso de Joan

Miguel Malagelada, ex-diretor internacional

de marcas como Audi e

Seat, sendo, atualmente presidente

do Automotive and Mobility Club

da ESADE. “Nem as marcas nem os

utilizadores gostam do veículo elétrico”,

afirmou, durante o congresso da

Serca, em Madrid, realizado recentemente,

onde acrescentou, categórico,

que os seus próximos automóveis

“não serão elétricos”.

Joan Miguel Malagelada explicou,

de seguida, porque está convencido

de que nem os fabricantes nem os

utilizadores apreciam este tipo de

modelos. Os primeiros, para serem

competitivos neste mercado, teriam

de deixar cair aquilo que constituiu

o seu principal património da indústria

automóvel europeia durante décadas.

“Toda a pesquisa e desenvolvimento,

todo o valor que oferecem,

o seu know-how. Tudo isso deixaria

de ter valor. Eles não querem assumir

isso. As fábricas de baterias estão

na China. É aí que o potencial de

eletricidade está concentrado”, disse.

Quanto aos utilizadores? “Não estão

convencidos pela infraestrutura precária

de recarga, pelos altos preços e

pela própria tecnologia”, explicou. E

acrescentou: “Até mesmo pelo facto

de terem muito pouca autonomia”.

Fugir às multas

Segundo a teoria do presidente do

Automotive and Mobility Club da

ESADE, quem está a promover o veículo

elétrico “não são as marcas, mas

sim as administrações”. Exemplo

disso, são as restrições em matéria

de emissões de gases poluentes, cujo

limite, “em 2025 será 15% maior e,

em 2030, será 30% superior”, alertou.

“Não há outro remédio que não

seja apostar nos elétricos para compensar

as emissões dos restantes veículos”,

disse.

Uma necessidade que, no entanto,

estrangula os fabricantes. “A maioria

das marcas que vendem 10% de elétricos

cobrem o total e já estariam nos

95 g/km”, afirmou. E foi mais longe:

“O que as marcas querem é vender a

sua tecnologia tradicional, aquela em

que investiram durante tantos anos”,

frisou Joan Miguel Malagelada. Na

sua opinião, as medidas adotadas

pelos fabricantes para responder às

novas regras europeias já estão a “alterar”

as estruturas aerodinâmicas

dos veículos, como, por exemplo, os

SUV (36% das matrículas na Europa)

para reduzir consumos e emissões

e a criar alianças estratégicas.

Como, por exemplo, a oficializada no

passado dia 18 de dezembro, entre o

Grupo FCA e o Groupe PSA. Uma

fusão crucial e que dá origem ao

quarto maior construtor mundial em

termos de volume e ao terceiro maior

em termos de volume de negócios.

Na liderança desta parceria, estará

um português: Carlos Tavares.

Em comunicado conjunto, ambos os

grupos sublinharam que o objetivo

será incrementar soluções na “nova

era da mobilidade sustentável”. Segundo

os fabricantes, desta combinação

de esforços “resultará um

volume de vendas anual de 8,7 milhões

de veículos, com um volume de

negócios de, aproximadamente, 170

mil milhões de euros, um resultado

operacional corrente superior a 11

mil milhões de euros e uma margem

de lucro operacional de 6,6%, considerando

os resultados agregados de

2018”. Uma união de forças de ambas

as partes. Do lado da FCA, carente

de propostas elétricas, o Groupe PSA

encontra a “robustez” na América do

Norte e América Latina. Já o construtor

italiano, encontra no parceiro

francês experiência no desenvolvimento

de modelos adaptados aos

novos tempos e uma sólida posição

na Europa. “A nossa fusão representa

uma enorme oportunidade para assumirmos

uma posição mais forte na

indústria automóvel, enquanto procuramos

dominar as mudanças para

um mundo de mobilidade limpa,

segura e sustentável, fornecendo aos

nossos clientes produtos, tecnologias

e serviços de classe mundial. Estou

plenamente convencido de que, fruto

do seu imenso talento e mentalidade

colaborativa, as nossas equipas conseguirão

alcançar, com entusiasmo,

uma performance maximizada”, disse

Carlos Tavares, líder do Groupe PSA.

Mike Manley, CEO da FCA, afinou

pelo mesmo diapasão. “Esta é a

união de duas empresas com marcas

incríveis e equipas de gestão muito

qualificadas. Ambas atravessaram

tempos difíceis e emergiram como

empresas ágeis, inteligentes e formidáveis.

As nossas pessoas partilham

um traço comum: veem os desafios

como oportunidades a abraçar e o

caminho a percorrer para nos tornarmos

ainda melhores no que fazemos”,

afirmou. l

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

16 Janeiro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


EMISSÕES MÉDIAS DE CO 2 NA EUROPA

EM GRAMAS POR QUILÓMETRO, POR VEÍCULO NOVO

MULtaS ESTIMADAS PARA CONSTRUTORES EM 2021

EMISSÕES, EM GRAMA DE CO 2 /KM

Nível estimado em 2021* Objetivo 2021 Multas (em milhões de euros)

160

Toyota 87 -426

150

140

Objetivo

médio para

2020

95 g/km

Volvo 94 -353

Honda 96 10

Renault/Nissan

Mitsubishi 92 28

Hyundai-Kia 96 108

Daimler 105 211

130

BMW 104 302

120,5

Jaguar

Land Rover 130 353

120

Ford 100 448

PSA 96 655

110

Fiat Chrysler 99 764

Volkswagen 102 1.826

100

2007 08

09 10 11 12 13 14 15 16 17 2018

0 20 40 60 80 100 120 140

*com base nas vendas em 2017

Fontes: JATO, AlixPartners

Untitled-3.pdf 1 06/09/18 15:38

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OPINIÃO

CRISTINA CARDOSO, CHIEF SALES OFFICER DA ALIDATA

INTERFACES:

O LADO INVISÍVEL DA EFICIÊNCIA

DESMATERIALIZAÇÃO E DIGITALIZAÇÃO SERÃO AS DUAS PALAVRAS MAIS APLICADAS A TODOS OS SETORES DE

ATIVIDADE E, NATURALMENTE, TAMBÉM AOS OFICINAL E AFTERMARKET AUTOMÓVEL, ONDE TÊM SIDO DISCUTIDAS, COM

INTERESSE CRESCENTE, POR TODOS OS PLAYERS

O

futuro, que já é presente, passa

assim, bem sabemos, pela “oficina

digital”. Um caminho sem retorno,

no qual ganharão os primeiros a chegar.

Mas será que ser pioneiro e investir em

equipamentos e tecnologia de ponta é

suficiente? Acredito que não. Se esse

investimento não otimizar toda a eficiência

possível, com base num conhecimento

aprofundado da operação e processos

internos, poderá não passar de um

indesejado multiplicador de ineficiências.

Bill Gates explica, de forma muito simples,

que “a primeira regra de qualquer tecnologia

utilizada num negócio, é que a automação

aplicada a uma operação eficiente vai

aumentar a eficiência. A segunda, é que

a automação aplicada a uma operação

ineficiente vai aumentar a ineficiência”.

Concretamente nos setores oficinal e

de aftermarket automóvel, as interfaces

com fornecedores, como fabricantes de

peças ou outros, são o elemento fulcral

da eficiência na oficina. Afinal, de que

serve ter software de gestão, portal

da oficina, CRM, gestão documental,

assiduidade, recursos humanos e outras

áreas integradas se, por exemplo, o

que é core no negócio, as peças, não

podem ser pesquisadas, encomendadas

e introduzidas, de forma automática, no

sistema?

São detalhes como este que fazem a

diferença. E este (a interface) é mais do

que apenas um detalhe. É uma ferramenta

essencial para um sistema global, completo

e plenamente integrado de gestão

oficinal. Ter, a um clique de distância, e

de forma integrada, catálogos eletrónicos

de serviços (tempários), ferramentas de

cálculo de orçamentação, ligação direta

a marcas, fabricantes e concessionários,

postos de abastecimento de combustível,

GPS, Via Verde, Multibanco ou Payshop,

é algo que um gestor oficinal não pode

dispensar. Marcas como Eurotax, GT

Motive, TecDoc, Autodata ou EDI Wheel

É FUNDAMENTAL

TER UM SISTEMA

DE INFORMAÇÃO

FLEXÍVEL, ABERTO

A INTERFACES E COM

A POSSIBILIDADE

DE TER

DESENVOLVIMENTOS

À MEDIDA

(sistema de informações de pneus) têm de

estar integradas no software, por forma a

alavancar a eficiência de que lhe falava (eu e

o Bill Gates!) umas linhas acima.

Quem diria que o “segredo” para realizar,

de forma eficaz e eficiente, trabalhos de

orçamentação, assistência, diagnóstico e

reparação automóvel estava no facto de

ter um software de gestão oficinal que

possibilite interfaces? Mas as vantagens

não se ficam por aqui. Passam, também,

pela identificação, de forma rápida e segura,

de peças de substituição e serviços, pela

simplificação de processos, por assegurar

um resultado seguro, sempre correto, e que

transforma o seu sistema num centro de

informações completo.

Mas, se até agora, lhe falei de interfaces

com sistemas estandardizados, há

ainda um outro mundo por explorar

quando temos a possibilidade de

desenvolvimento de interfaces

específicos com sistemas externos

que sejam da sua conveniência e

que contribuam para a otimização

e eficiência da oficina. Por isso,

como referia no início, não acredito

que ser pioneiro e fazer investimento em

tecnologias de informação, por si só,

permita tornar uma “oficina digital”. l

O FUTURO É

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automóveis mais importantes do mundo: a partir dessa experiência, nasce um produto

100% italiano que garante a máxima fiabilidade, mesmo no mercado de Aftermarket.

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dos carros mais modernos, não precisam de manutenção e permitem uma fácil

verificação do nível de carga, graças ao sistema Check Control (Olho Mágico).


Observatório

CONCEITOS DE MOBILIDADE

SEGURANÇA NA SOMBRA

SHADOWCAM É UM

PROTÓTIPO CONCEBIDO

PARA AUMENTAR

A SEGURANÇA DOS

VEÍCULOS AUTÓNOMOS

EM SITUAÇÕES DE

RISCO. O SISTEMA

PERMITE IDENTIFICAR

ALTERAÇÕES DAS

SOMBRAS PROJETADAS

NO SOLO E DETERMINAR

SE EXISTEM OBJETOS

EM ROTA DE COLISÃO

AO VIRAR DA ESQUINA

por Jorge Flores

A

escuridão será sempre um

potencial foco de perigo para

a segurança rodoviária. Na

estrada, ver e ser visto é essencial.

Em inúmeros contextos, porém, tal

não é possível. A indústria automóvel

tem procurado minimizar este

tipo de riscos com recurso a soluções

tecnológicas, que equiparão, no futuro,

os veículos autónomos. Uma dessas

criações responde pelo nome de

ShadowCAM e foi desenvolvida por

uma equipa de engenheiros do Instituto

Tecnológico de Massachusetts,

nos EUA.

Tal como o nome sugere, trata-se de

um sistema composto por uma câmara

que deteta e interpreta as variações

das sombras no solo em redor dos

obstáculos no raio de visão, permitindo,

deste modo, adivinhar aquilo

que não se consegue ver. Ainda em

fase de protótipo, o sistema será utilizado

como uma ferramenta a juntar

ao conjunto de sensores e radares instalados

com o intuito de prevenir acidentes

com outros veículos ou peões

e que possam surgir dos chamados

ângulos mortos ou sem visibilidade.

O ShadowCAM capta sequências de

fotogramas de vídeo em pontos chave,

em torno de um pilar ou no solo,

à saída de um cruzamento sem visibilidade,

por exemplo. E analisa cada

frame mediante a sua odometria visual,

interpretando variações na intensidade

da luz.

Primeiros testes

O sistema foi apresentado no International

Conference on Intelligent

Robots and Systems (IROS), depois

de os primeiros testes terem tido

sucesso em condições reais de utilização,

com modelos auto pilotados,

ainda que a experiência tenha sido

circunscrita a parques de estacionamento.

De acordo com o relatório

dos responsáveis, o ShadowCAM

provou níveis de eficiência superiores

aos congéneres equipados com

tecnologia LIDAR (que deteta apenas

obstáculos visíveis), sendo quase

meio segundo mais rápido a imobilizar

a marcha, uma vez detetada a

aproximação de um veículo.

“Para aplicações em que robots circulam

no mesmo ambiente com outros

veículos e humanos, o nosso método

permite avisar o robot de que alguém

se aproxima ao virar da próxima esquina,

com alguma antecedência,

para que este possa abrandar, adaptar

a sua circulação e antecipar todos

os procedimentos para evitar a colisão”,

explicou Daniela Rus, diretora

do Laboratório de Ciências e Inteligência

Artificial (CSAIL).

Nesta fase embrionária, o Shadow-

CAM foi somente testado no interior

de instalações fechadas, a velocidades

relativamente baixas e com

condições de luz mais consistentes.

O passo seguinte? Aperfeiçoar a tecnologia

para operar com competência

semelhante fora de portas, onde

a interpretação das sombras coloque

outros desafios. l

20 Janeiro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


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VIEIRA & FREITAS

HISTÓRIA

MUITO

POSITIVA

A VIEIRA & FREITAS ATINGIU, EM DEZEMBRO DE 2019, 40 ANOS

DE ATIVIDADE, TENDO SIDO ADQUIRIDA POR PAULO TORRES

HÁ CERCA DE DUAS DÉCADAS E MEIA. O SÓCIO-GERENTE DA EMPRESA

BRACARENSE TEM UMA VISÃO MUITO AMPLA DO MERCADO E QUASE

NADA LHE METE MEDO. A ÚNICA EXCEÇÃO SÃO OS DESAFIOS

DA MOBILIDADE AUTOMÓVEL por João Vieira

A

história da Vieira & Freitas confunde-se

com a do próprio Paulo Torres, cujo percurso

profissional começou no Porto, mais

concretamente na Auto Porto, empresa que já na

época se dedicava aos componentes elétricos e que

pertencia ao seu avô, à sua mãe e aos seus tios. Paulo

Torres começou a trabalhar como funcionário,

estabelecendo-se, posteriormente, em Braga, com

a PPT (Paulo Pimentel Torres, atualmente PPT -

Peças Auto de Braga), que era cliente da Vieira &

Freitas. Mais tarde, em conjunto com outro sócio,

José Manuel Gomes, adquiria o capital da Vieira

& Freitas.

Especialidade elétrica e eletrónica

A Vieira & Freitas é uma empresa que se dedica à

comercialização de produtos elétricos e eletrónicos

para automóveis, com o conceito de importador/

grossista e com venda exclusiva a retalho. Opera,

essencialmente, no aftermarket através da importação

e distribuição de peças auto. Os principais

parceiros são os seus fornecedores, com os quais

estabelece relações cada vez mais estreitas e duradouras,

que permitem proporcionar serviços

mais assertivos, indo ao encontro das necessidades

destes. Ao longo destes 40 anos, que balanço faz o

responsável desta trajetória? “Tem sido sempre de

crescimento. Talvez num ano ou noutro não tivéssemos

crescido, mas faz parte das regras do mercado.

Tem sido uma história muito positiva”, começa

por destacar Paulo Torres.

Quanto a etapas marcantes na vida da empresa, o

responsável refere a mudança de instalações como

uma das principais, até porque todos os restantes

22 Janeiro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


VIEIRA & FREITAS

A VIEIRA & FREITas FOI A EMPRESA CLASSIFICADA EM PRIMEIRO

LUGAR NO QUADRO DE HONRA DE PEÇas PARA LIGEIROS NA GALA

TOP 100 2019, REALIZADA PELO JORNAL Das OFICINAS

marcos têm sido as fases de crescimento

da Vieira & Freitas. “Um crescimento

sustentado, com uma aposta

forte na seriedade, na relação com os

clientes e na especialização, principalmente

nos stocks e na oferta, ou

seja, naquilo em que somos especialistas.

Tudo para nunca dizermos

não ao cliente”, acrescenta. A empresa

tem como valores o comprometimento,

a transparência, a confiança,

a excelência e a proatividade. Pilares

que o próprio Paulo Torres elege para

a sua vida.

Atualmente, a empresa tem 40 colaboradores,

mas foi durante o ano

passado que a equipa mais cresceu.

Contudo, em 2020, como o objetivo

é aumentar o armazém, porque

a área atual de 1.700 m 2 já é pequena,

provavelmente serão contratadas

mais pessoas. “Temos de crescer

em espaço e pessoas, porque a parte

logística e expedição dá muito trabalho”,

afirma Paulo Torres, no tom

honesto e calmo que o caracteriza. E

acrescenta: “As encomendas mensais

que os grandes retalhistas faziam, já

não acontecem. Estamos a executar

mais de 800 encomendas por dia,

que é um número muito elevado”.

Homem sem meias palavras, Paulo

Torres volta a revelar o seu lado humilde

quando questionado sobre o

que distingue a cultura da empresa

e o que poderá ser a mais-valia para

os colaboradores, clientes e mercado

em geral. “Atualmente, não há segredos.

O que nos distingue dos outros

é o serviço que oferecemos. E é aí

que os grandes distribuidores/retalhistas

estão a apostar. A ideia é ter

uma estrutura que permita despachar

pedidos de peças on time, sem

paragens e com urgência”, explica. E

venderá a Vieira & Freitas mais peças

originais do que de aftermarket?

“Em muitas referências, temos oferta

original e concorrência, embora as

peças originais não sejam entregues

em caixa original. Neste negócio dos

componentes elétricos, não há peças

originais da marca. Há peças da Bosch,

da Valeo, da Pierburg, da VDO...

E estas peças são adquiridas pelos

nossos fornecedores, que as colocam

em caixas deles. Mas a peça lá dentro

é original”, esclarece.

A Vieira & Freitas está a trabalhar

com duas plataformas online, o que

tem sido vantajoso. As encomendas

que chegam via plataforma são mais

de 70%. Tudo porque este é um setor

profissional em que o cliente sabe o

que quer. Sempre que se fala de retalhistas,

fala-se de pessoas que sabem

o que querem. Pessoas que sabem

identificar as peças, que sabem as

referências e que utilizam o TecDoc.

ser um bom parceiro

De Paulo Torres, quisemos, também,

saber se as vendas para o estrangeiro

têm alguma expressão na organização

que lidera e qual o motivo de a

empresa marcar presença nas feiras

do setor em Portugal. O responsável

revela que tem algumas oficinas

como clientes e que nunca fomentou

o conflito com o retalho. Quanto às

vendas para o estrangeiro, “só para

a Galiza, mercado que já representa

2 a 3% da faturação da empresa”.

Relativamente à presença nas últi-

mas edições da expoMECÂNICA,

o responsável volta a mostrar a sua

lealdade e humildade, partilhando o

seu ponto de vista: “São apostas para

continuar, até porque as feiras são

encaradas como ponto de encontro

para fornecedores, clientes, parceiros

e imprensa. É mais uma festa de

convívio do que propriamente para

vender alguma coisa. É um ponto de

encontro global”, enfatiza.

A fidelização do cliente é sempre um

ponto importante. Mas Paulo Torres,

à sua maneira, não nos deixa

sem resposta. “Não acredito muito

no mercado através da fidelização

do cliente. O cliente, para ser um

bom retalhista, não pode ter só um

fornecedor, senão fica limitado. Nós

não temos todas as peças e nenhum

grossista que eu conheça as tem. A

fidelização, como alguns grossistas a

veem, para mim, não é o caminho. O

caminho é ser um bom parceiro. Nós

não queremos exclusividade. Queremos

poder ir buscar peças a qualquer

lado”. Tema bastante mais delicado é

o das devoluções de peças. O assun-

24 Janeiro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


to é abordado com total seriedade e

transparência por Paulo Torres. “Nós

não nos aborrecemos que o cliente

devolva a peça, desde que a devolva

em boas condições. O problema é que

há muitos clientes a devolver as peças

com as caixas rasgadas e, isso, cria

um trabalho extra, obrigando a verificá-las.

A Vieira & Freitas aceita tudo

o que é devolvido, desde peças novas

a outras que nunca foram utilizadas.

Quanto às garantias, o cliente parece

tomar de antemão que uma peça avariada

é trocada em garantia. E não é

assim. Garantia é uma peça com defeito

de fabrico”, alerta. Para Paulo

Torres, “estas devoluções são provocadas

pela velocidade do mercado e

pelos erros de catálogo. O TecDoc é

usado mundialmente, mas tem muitos

erros, principalmente ao nível dos

componentes elétricos. Antigamente,

ficava-se com as peças em stock, mas,

hoje, as peças são tantas que é preciso

devolver. No passado, era uma

vergonha devolver uma peça. Hoje,

a devolução representa 8% das vendas...

É preciso saber viver com isto”,

desabafa.

Por enquanto, não há interesse por

parte da Vieira & Freitas em integrar

um grupo mais forte. A garantia é

dada por Paulo Torres, que não fecha,

contudo, a porta a uma parceria.

“Estou atento e aberto, mas a verdade

é que nunca pensei muito nisso.

As empresas que estão em grupos

são empresas com ofertas globais e a

Vieira & Freitas não faz parte disso.

Está muito focada num só negócio”,

revela. A concluir, Paulo Torres não

esconde o orgulho que sente pelo

facto de a empresa que lidera ter alcançado

o primeiro lugar no Quadro

de Honra de Peças para Ligeiros na

Gala TOP 100 2019, realizada pelo

Jornal das Oficinas. “Esta distinção

demonstra que a nossa gestão está a

ser bem feita. É uma gestão cuidadosa.

Podíamos ter maior capacidade

financeira, mas estamos em Braga

e temos de ter noção do mercado. O

mercado não estica e não permite

grandes investimentos. Temos potencial

de crescimento. Mas não há crescimento

exponencial. Isso implicaria

que alguém caísse e a Vieira & Freitas

não fomenta isso. Gostamos de estar

no mercado e de dar-nos bem com

todos. Quando queremos crescer

muito, corremos o risco de ver cair a

rentabilidade”. l

TODA A CONCORRÊNCIA

PREOCUPA, MAS TEMOS

DE SABER VIVER COM ELA

Estando a empresa totalmente focada no mercado português, Paulo Torres não

perde tempo em fazer uma análise ao estado do mercado. E recorre a um exemplo

elucidativo: “Toda a concorrência preocupa. O mercado sempre foi assim. Mas, há uns

anos, as marcas OEM tinham peças que o aftermarket não tinha. Hoje, o aftermarket

tem tudo. O mercado é quase igual. Para já, não vejo problema nisso. O Groupe PSA

está a dar a cara com a Eurorepar, mas, há 40 anos, já havia no mercado empresas

especializadas em peças Peugeot e Citroën. Essa concorrência sempre existiu. O

mercado, agora, é global e temos de saber viver com isso”.

Sobre o enorme “esmagamento” de preços com a inevitável redução de margens de

lucro, o responsável da Vieira & Freitas regressa ao passado para partilhar a sua visão.

“Recuando 35 anos, os grossistas do Porto trocavam todos peças entre eles e, agora,

continua a acontecer o mesmo. Existia uma Auto Porto, uma Auto Aliados, uma Oscar

Pires de Andrade, uma Auto Peninsular... Os moços de recados de cada uma andavam

a rodar por todas, ou seja, pediam peças numa ou noutra. Agora, está quase tudo

igual. Hoje, o mercado quer é volume de negócio. Está a fazer baixar as margens

porque as empresas se comprometem com valores anuais e, depois, têm de conseguilos.

Logo, terão de fazer algumas concessões nas margens e, isso, está a dificultar a

vida de muitas. As coisas não variam muito no mercado, até porque isto é feito de

ciclos”. Preocupação para Paulo Torres é o futuro do ramo das peças e acessórios de

automóveis. Não só devido ao bloqueio das marcas no acesso à informação, mas,

também, pelo avanço rápido da mobilidade.

PAULO TORRES NÃO ACREDITA MUITO NO MERCADO ATRAVÉS DA

FIDELIZAÇÃO DO CLIENTE. ESTE, PARA SER UM BOM RETALHISTA,

NÃO PODE TER SÓ UM FORNECEDOR, SENÃO FICA LIMITADO

www.jornaldasoficinas.com Janeiro I 2020 25


MEYLE, AUTO DELTA E OMD. EIS AS TRÊS VERTENTES DO PROJETO. SÃO

COMO PEÇAS DE UM MECANISMO QUE É TOTALMENTE INDEPENDENTE. O

FABRICANTE DÁ APOIO DIRETO AO RETALHISTA ATRAVÉS DO DISTRIBUIDOR


Reportagem

I CONVENÇÃO OFFICIAL MEYLE DEALER

SOMOS AUTO DELTA,

SOMOS MEYLE,

SOMOS OMD

A AUTO DELTA, EM CONJUNTO COM A MEYLE, LEVOU A CABO, NA ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL

DA REGIÃO DE LEIRIA (NERLEI), NO DIA 28 DE NOVEMBRO, A I CONVENÇÃO OFFICIAL MEYLE DEALER

(OMD), QUE CONTOU COM A PRESENÇA DOS 18 PARCEIROS QUE INTEGRAM, ATUALMENTE,

O PROJETO. “SOMOS AUTO DELTA, SOMOS MEYLE, SOMOS OMD”, FOI A FRASE QUE MELHOR DEFINIU

O SUCESSO DESTA REUNIÃO por Bruno Castanheira

Foi a I Convenção Official MEYLE Dealer

(OMD) em Portugal. Depois da apresentação

do conceito no Salão expoMECÂNICA, em

maio de 2019, na Exponor, na altura com 14 membros,

hoje fazem parte do projeto 18 parceiros. Mais

uma prova da excelente relação que o fabricante de

Hamburgo mantém com a Auto Delta, que teve início

em 2004. O primeiro ponto de situação do projeto

foi feito na Associação Empresarial da Região

de Leiria (NERLEI), no dia 28 de novembro.

Depois do discurso de boas-vindas de Marcelo Silva,

diretor de operações da Auto Delta, seguiu-se

a intervenção de Tiago Domingos, responsável de

marketing e comunicação da Auto Delta, que fez

questão de frisar que “MEYLE, Auto Delta e OMD

são as três vertentes do projeto. São como peças

de um mecanismo que é totalmente independente.

O fabricante dá apoio direto ao retalhista através

do distribuidor, que é a Auto Delta. A intenção é

dar aos retalhistas as ferramentas necessárias para

que eles sejam cada vez melhor sucedidos nos seus

mercados”. Com mais de 120 mil peças vendidas

em 11 meses através do projeto OMD, a MEYLE

tem uma vasta gama. Disso mesmo deu conta Tiago

Domingos: “Olhando para as gamas de produto,

a suspensão e direção, com 33%, é o grupo mais

forte, seguindo-se a travagem (13%), os filtros

(11%), os amortecedores (10%), o material elétrico

(6%), a refrigeração (4%), as escovas (4%) e diversos

(17%). A MEYLE é, cada vez mais, uma marca

global. É uma marca com uma gama de produtos

muito extensa, em que todos os parceiros confiam

e com quem querem trabalhar. Uma em cada três

peças vendidas no projeto OMD, é MEYLE-HD”.

Lars Peters, que tem a seu cargo os mercados do

sul da Europa da MEYLE, foi o senhor que seguiu,

para, depois, Almerindo Alfaiate, gestor de compras

da Auto Delta, fazer uma apresentação dos diversos

componentes do fabricante germânico, detalhando

as características e enumerando as aplicações.

OMD Talks

O programa incluiu, também, pequenas intervenções,

a que os organizadores chamaram OMD

Talks. Carla Marques, business manager da N

Peças, e Paulo Prino, manager da M.A.E., foram os

primeiros. “A qualidade do serviço, a proximidade

ao cliente e as pessoas são os fatores preponderantes

do negócio. Mais do que o preço. O mais importante

é vender valor. Sem esquecer as pessoas, uma vez

que são elas que fazem os negócios e as empresas”,

enalteceram os responsáveis. O segundo painel

coube a Bernardo Lopes, brand development manager

da Auto Delta, e João Teixeira, commercial

manager da Autoaval, que abordaram a eletrificação

do veículo e, consequentemente, do setor. Modelos

híbridos, híbridos plug-in e elétricos foram

o tema. Tudo a pensar nas questões ambientais

relacionadas com consumos e emissões. Seguiu-se

o futuro do automóvel no século 21. Marco Pereira,

brand development manager da Auto Delta, e

Soenke Schwenck, cooling/filter/damping product

manager da MEYLE, tentaram encontrar respostas

às seguintes perguntas: Como será o automóvel

do futuro? Quais serão as características do parque

automóvel? Eletrificação e condução autónoma serão

as soluções mais viáveis? O quarto (e último)

debate abordou os produtos de qualidade superior

vs foco no preço. António Franco, store manager da

Viseldiesel Figueira, e Thomas Schwarz, S&S product

manager da MEYLE, foram os intervenientes.

“Quem não tiver qualidade, no futuro fechará a

porta”, referiu António Franco. Por seu turno, Thomas

Schwarz frisou que “a qualidade permanecerá

quando o preço tiver sido esquecido”.

Depois do coffee break, Manuel Pena, responsável

do projeto CGA Car Service, fez uma apresentação

sobre o futuro das redes oficinais. Exibiu um vídeo

sobre a evolução do automóvel e abordou o papel

que as oficinas têm de desempenhar. Muita oferta,

muita globalização e conceitos variados foram alguns

dos tópicos. De seguida, Dominik Overmann,

electronics product manager, fez uma apresentação

sobre dados relativos aos automóveis. “Sabiam

que há 15 anos existia apenas um sensor em toda a

linha de escape e que, hoje, são entre 12 e 16 num

veículo Euro 6d-TEMP? Alguns deles irão avariar.

E, isto, são boas notícias para a MEYLE. Sabiam

que existem num automóvel entre 130 e 275 peças

eletrónicas de substituição?”, perguntou.

Coube a Guillermo de Llera, responsável da IF4,

encerrar a convenção com uma apresentação sobre

as tendências do parque automóvel nacional, que,

segundo disse, “aumentou 11% desde 2015. 1999,

2000 e 2001 foram os anos dourados em termos

de vendas no território português”. De acordo com

Guillermo de Llera, “33% do parque tem 15 anos

ou mais, 33% entre sete e 14 anos e 33% menos de

sete anos”. l

www.jornaldasoficinas.com Janeiro I 2020 27


ATUALIDADE

DIA SOLIDÁRIO BILSTEIN GROUP

SÓ TEMOS AQUILO

QUE DAMOS

O BILSTEIN GROUP RECEBEU VÁRIAS ENTIDADES QUE APOIA AO LONGO DO ANO E DISTRIBUIU

DONATIVOS NUMA AÇÃO DE CARÁCTER SOLIDÁRIO. A RESPONSABILIDADE SOCIAL ESTÁ INSCRITA,

DESDE SEMPRE, NO ADN DO FABRICANTE por Jorge Flores

Só temos aquilo que damos”. As palavras são

do poeta Manuel Pina e conferem ainda

mais cor e sentido ao Dia Solidário promovido

pelo bilstein group Portugal, na manhã, chuvosa,

do passado dia 20 de dezembro.

A poucos dias do Natal e da entrada em 2020, o

fabricante das marcas febi, SWAG e Blue Print reuniu,

nas suas instalações, na Venda do Pinheiro,

perto de 40 pessoas, na sua na maioria representantes

de associações e coletividades, apoiadas pela

filial portuguesa do grupo. Joaquim Candeias, responsável

do bilstein group, no nosso país, começou

por fazer uma “viagem” aos 150 anos do grupo e aos

15 anos de presença no mercado nacional, realçando

os momentos marcantes da longa caminhada

desta empresa familiar, já na sua sétima geração.

Atualmente, no seu conjunto, a empresa emprega

2.100 pessoas, conta com 21 subsidiárias, mais de

60.000 referências diferentes para veículos ligeiros,

LCV e pesados. Para se ter uma ideia da sua

dimensão, o bilstein group é distribuído em 170

países, dispõe de centros logísticos com uma capacidade

de armazenamento de 150.000 m 2 e faturou,

em 2018, 568 milhões de euros.

Ações solidárias

Seguiu-se uma exposição das várias ações solidárias

realizadas ao longo do ano e a entrega de donativos.

Foram várias as entidades abrangidas pela ação

social do bilstein group Portugal em 2019. Foram

oito os projetos e causas “apadrinhados” pelo bilstein

group durante o ano. Exemplos? Lobos da

Malveira, parte do Clube Hiperativo da Malveira,

cuja equipa de basquetebol feminino compareceu,

em peso, juntamente com a equipa técnica; Alcainça

Atlético Clube (coletividade com 70 anos de

história); Mafra Motor Show, evento automóvel

com componente social; Os Papa-Léguas, um raid

solidário e formativo para estudantes; a Casa Mãe

do Gradil, entidade sem fins lucrativos criada nos

idos de 1948.

ADN da empresa

A responsabilidade social encontra-se inscrita no

ADN da empresa, como frisou Joaquim Candeias.

“É algo muito importante para nós”, disse. E revelou,

de seguida, ao Jornal das Oficinas: “Criámos na

empresa o dress down day. A ideia era a seguinte:

sempre que um funcionário viesse trabalhar com o

seu dress down, a empresa seria multada num valor

a reverter a favor de uma das entidades que apoiamos,

no fim do ano. Isso cria apetência nas pessoas.

Não apenas estariam mais à-vontade, como sabiam

que estavam a ajudar a empresa a contribuir com

esses donativos. Quando existe essa possibilidade,

doar faz bem a todos. Sentimo-nos bem em ajudar

alguém. Faz parte da nossa forma de estar na vida”,

sublinhou o responsável. l

28 Janeiro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


A RESPONSABILIDADE SOCIAL TEM SIDO UMA CONSTANTE

NA HISTÓRIA DA EMPRESA. EM 2019, FORAM APOIADAS OITO

CAUSAS E PROJETOS, ATRAVÉS DE VÁRIOS DONATIVOS


Reportagem

FÁBRICA IWATA DA NTN-SNR

CORAÇÃO

DA INOVAÇÃO

A CONVITE DA NTN-SNR, O JORNAL DAS OFICINAS VOOU ATÉ AO JAPÃO PARA CONHECER,

IN LOCO, A FÁBRICA IWATA, ONDE SÃO PRODUZIDOS OS MAIS MODERNOS ROLAMENTOS DE RODA,

BEM COMO OS COMPONENTES DE TRANSMISSÃO E DE MOTOR DO FABRICANTE NIPÓNICO

por João Vieira

Com cinco centros de investigação e desenvolvimento

espalhados pelo mundo, onde

trabalham mais de 800 engenheiros, 78

fábricas, 26 mil colaboradores e uma faturação de

seis mil milhões de euros, o Grupo NTN-SNR é um

gigante à escala global no fabrico de componentes

para o setor automóvel. Especialista na produção

de componentes para chassis, motores e transmissões,

tanto em primeiro equipamento como no

aftermarket, é fornecedor dos principais construtores

de automóveis, sendo que nove em cada 10

veículos do parque circulante europeu contêm peças

da NTN-SNR. As expectativas da nossa visita

às instalações da mais importante fábrica do grupo

eram, por isso, enormes, mas tudo o que vimos superou

o que esperávamos encontrar.

Ter a possibilidade de visitar uma fábrica japonesa

da NTN não acontece todos os dias. Para mais,

tendo sido a primeira vez que uma unidade do

grupo abriu as portas à imprensa internacional.

Fundada em 1960, a fábrica Iwata celebrou em

2019 o seu 60.° aniversário. Para além da visita às

diversas linhas de montagem, tivemos oportunidade

de “discutir” com a administração e com os

engenheiros a estratégia de desenvolvimento dos

novos produtos, que serão lançados, brevemente,

no mercado. Elise Ware, product line manager,

Amélie Paviet, marketing manager, e Christophe

Idelon, director automotive aftermarket da NTN-

-SNR Europe, foram os anfitriões que nos guiaram

nos dois dias de visita às enormes instalações da

Iwata, onde trabalham 2.166 pessoas.

PRINCIPAIS DADOS

DA FÁBRICA IWATA

Fundação 1960

Área total do local: 260.000 m 2

Área total do edifício: 175.000 m 2

Número de colaboradores: 2.166

Atividades

• Sede de negócios automóvel

• Centro de I&D de novos produtos

• Centro de I&D em engenharia de produção

• Divisão do módulo EV

• Centro de I&D do CAE

A Iwata tem a maior produção entre as fábricas da NTN no Japão.

Dispõe de Certificação ISSO ISO14001. Em junho de 2005, as

unidades de fabrico de transmissões, juntas homocinéticas,

fundição e os departamentos de engenharia relacionados foram

certificados com a norma ISO / TS16949

Rolamentos hi-tech

Começámos a visita pela secção onde são fabricados

os rolamentos, num processo de produção totalmente

automatizado, que garante a inexistência

de qualquer folga interna, garantindo os requisitos

específicos dos clientes, como capacidade de carga,

desempenho, acústica e precisão de montagem. Os

volumes de produção tornam a NTN no maior fabricante

do mundo deste componente. Controlos

de qualidade rigorosos, que estão presentes durante

todo o processo de fabrico, garantem a qualidade

final. Para tal, é sempre utilizado o mesmo tipo

de aço especial, caixa adequada para acelerações

frequentes e junta de vedação projetada para aumentar

a vida útil, mesmo em ambientes demasiado

poluídos.

Como novidades, destacam-se os rolamentos de

rodas cerâmicos e de carbono. Esta inovação mantém

as pistas de aço, mas adiciona fibra de carbono

com resina no cubo. Assim, não apenas a economia

de espaço é garantida, mas, também, a redução de

peso, uma vez que a fibra de carbono é três vezes

mais leve do que o aço.

Juntas leves e compACtas

As juntas homocinéticas da NTN são compactas,

leves e de elevado desempenho. Cobrem 97% do

mercado europeu de veículos ligeiros e são totalmente

desenvolvidas pelo departamento de investigação

e desenvolvimento da NTN-SNR, juntamente

com os construtores de automóveis. O

objetivo é melhorar, constantemente, a qualidade

www.jornaldasoficinas.com Janeiro I 2020 31


REPORTAGEM

dos materiais, reduzir o tamanho e

otimizar o desempenho, com a diminuição

da vibração e do ruído, contribuindo,

assim, para o conforto acústico

dentro do habitáculo. Graças à

tecnologia patenteada de oito esferas,

as juntas homocinéticas da NTN-S-

NR reduzem o peso e o consumo dos

veículos, assim como as emissões de

CO2. Como características únicas,

destacam-se o ângulo de viragem

de 50° Value Undercut Joint (VUJ),

que facilita as manobras de estacionamento

e o desempenho em curva,

assim como o Premium Tripod Joint

(PTJ), adaptado às necessidades exigentes

de baixos níveis vibratórios

dos veículos premium e SUV.

Inovação no centro

No último dia da visita, o responsável

pelo departamento de investigação

e desenvolvimento apresentou uma

panorâmica dos diversos produtos

que a marca está a desenvolver para a

indústria automóvel, nomeadamente

os rolamentos cerâmicos, os cubos

de roda com motor, as transmissões

e as juntas homocinéticas de elevada

eficiência. Uma vasta equipa de

engenheiros da NTN-SNR trabalha

em conjunto com os fabricantes de

automóveis em soluções para o futuro,

desenvolvendo sistemas cada

vez mais integrados, aplicando novos

materiais e processos para obter

maior desempenho, menor consumo

e melhores índices de fiabilidade e segurança.

Com 800 pessoas dedicadas à investigação

e desenvolvimento em todo

o mundo (50% na Europa), o grupo

concentra as suas pesquisas e soluções

inovadoras nas megatendências

do mercado: redução das emissões

CO 2

, redução do peso e volume, hibridização

e eletrificação, mudança

de comportamento de consumo e novos

processos para melhor desempenho

e segurança. l

Forte APOSTA NO AFTERMARKET

Apesar de a NTN-SNR ser, maioritariamente, um fabricante de componentes para primeiro

equipamento, a nova estrutura da empresa aposta cada vez mais no aftermarket, onde está presente

com uma vasta gama de produtos e serviços

Todas as referências disponibilizadas para o aftermarket contam com a mesma qualidade das

que a marca produz para o OE, nomeadamente no que diz respeito às polias e componentes

de distribuição. São mais de 3.000 as referências que compõem esta gama, que assegura uma

cobertura superior a 97% do parque automóvel europeu. Para continuar a crescer nesta área de

componentes para motor, a NTN-SNR criou uma gama de kits de distribuição com e sem bomba

de água, com cerca de 600 referências de tensores e polias, bem como aplicações para mais de

60 fabricantes de veículos, incluindo todas as marcas asiáticas. Aproximadamente, 500 kits de

distribuição contendo todos os componentes necessários para a montagem e garantindo uma

operação de manutenção de ótima qualidade e 150 kits de distribuição com bomba de água para

cobrir as aplicações mais usuais. As referências unitárias simplificam a gestão dos stocks das oficinas.

As correias estriadas ou trapezoidais disponíveis nos kits de distribuição da NTN-SNR são estudadas

e otimizadas em termos de comprimento, com tolerâncias iguais às utilizadas no equipamento

original e validados para cada aplicação de veículo.

Kits de correntes de distribuição

Recentemente, a empresa lançou uma nova linha de kits de correntes de distribuição, com novo

tensor de corrente compacto e uma polia inovadora stop&start. Com o lançamento desta nova

linha de kits de corrente, a NTN-SNR acompanha o crescimento deste sistema, que, atualmente,

equipa um em cada dois veículos novos saídos das linhas de produção dos principais construtores,

o que significa que 20 a 30% do atual parque automóvel em circulação na Europa é constituído

por motores com distribuição acionada por corrente. E embora as correntes de distribuição tenham

uma vida útil mais longa do que as correias, as peças estão igualmente sujeitas a desgaste,

nomeadamente tensores, guias e engrenagens. Falhas que precisam de ser resolvidas com a

mudança completa do sistema.

Componentes de motor da NTN-SNR em números:

• 10 milhões de polias fabricadas por ano

• 40 milhões de rolamentos para polias fabricados por ano

• Mais de 650 kits de distribuição e bomba de água

• Mais de 600 polias de sincronização, hidráulicas

• Mais de 700 correias auxiliares

• Mais de 200 kits de amortecimento

• 60 milhões de euros é o volume de negócios esperado até 2025 em componentes de motor,

ou seja, mais 25% em cinco anos

APOIO total ÀS OFICINAS

Para a NTN-SNR, o relacionamento próximo com as oficinas é um fator determinante para se ter êxito no aftermarket. Para tal, dispõe de

um conjunto de ferramentas e serviços especialmente concebidos para os profissionais que trabalham com os seus produtos. Para conseguir

oferecer a solução correta aos clientes, dispõe da TechScaN’R, uma aplicação para smartphones e tablets que permite, a partir da leitura de uma

referência existente na embalagem, aceder a toda a informação online acerca do produto correspondente. As fichas técnicas (Tech’Infos), com

informação detalhada de desmontagem/montagem de peças e intervalos de substituição, são muito úteis para ajudar o mecânico, assim como os

vídeos tutoriais, que guiam o técnico pelas várias operações de instalação. Os catálogos estão disponíveis em PDF e papel, dispondo das últimas

referências. Este ano, foram editados três novos catálogos de “Sensores de Roda”, “Juntas Homocinéticas” e “Distribuição de Motor”. Este último,

tem mais de 700 páginas e 1.243 referências, das quais 127 são novidade, além de tensores e kits de distribuição com corrente e correia. Por

último, o site da NTN-SNR, que contém o conjunto de marcas do grupo, novos produtos e atualizações de catálogo. Com acesso restrito, os clientes

podem efetuar pedidos online, verificar a disponibilidade de produtos e monitorizar as entregas. A e-shop está disponível em oito idiomas,

incluindo português.

32 Janeiro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


O JORNAL DAS OFICINAS NÃO FALTOU À CHAMADA NAQUELA QUE FOI

A PRIMEIRA VEZ QUE UMA UNIDADE DE PRODUÇÃO DO GRUPO ABRIU

AS PORTAS À IMPRENSA INTERNACIONAL. E, LOGO, NO JAPÃO


Reportagem

BAHCO REUNIU PILOTOS NO CIRCUITO DE BRAGA

CELEBRAR VITÓRIAS

E PARCERIAS

PARA CELEBRAR A PRESENÇA DA MARCA NO DESPORTO MOTORIZADO NACIONAL, A BAHCO JUNTOU,

NO DIA 12 DE DEZEMBRO, NO CIRCUITO VASCO SAMEIRO, EM BRAGA, OS PILOTOS QUE APOIOU AO LONGO

DE 2019 EM DIVERSAS MODALIDADES DESPORTIVAS por João Vieira

Mário Patrão, campeão nacional de Rally

Raid e participante no Rali Dakar 2020,

Rafael Botelho e Rui Raimundo, campeões

Regionais de Ralis dos Açores, David Matos

Chaves e Luís Maria Lisboa, concorrentes do Troféu

Kia Picanto, foram os pilotos presentes neste

encontro, que teve como objetivo reforçar a parceria

que têm com a Bahco. Para Miguel Ivo Gomes,

diretor comercial da Bahco, “o balanço do apoio da

marca a estes pilotos é muito positivo. Hoje, estamos

a celebrar as vitórias conquistadas ao longo

da época e outras que vêm a caminho. Em simultâneo,

celebramos a utilização das ferramentas Bahco

por estes pilotos em ambiente adverso, como é

a competição automóvel, onde nada pode falhar. É

aí onde queremos estar para provar o nosso valor.

Queremos, efetivamente, valorizar a presença das

nossas ferramentas em ambientes extremos”.

Embora seja difícil quantificar o retorno do investimento

feito com o patrocínio a estes pilotos,

Miguel Ivo Gomes considera que “todo o esforço

de marketing feito ao longo dos últimos quatro

anos, apoiando o desporto motorizado, tem levado

a marca a passar de uma mera desconhecida a uma

marca que já é reconhecida entre os profissionais

da reparação automóvel. As vendas têm crescido

exponencialmente, com taxas de crescimento muito

boas de ano para ano. É o corolário de todo este

esforço que torna o projeto positivo e, definitivamente,

vale a pena apostar nestas iniciativas”.

Relativamente à vertente comercial, “2019 foi um

ano difícil, mas muito bom para o segmento das

ferramentas auto. Embora a Bahco esteja presente

em diferentes segmentos com as suas ferramentas,

o setor auto foi onde crescemos mais este ano e foi

um dos mais importantes para a marca, o que prova

que o nosso esforço está a dar frutos. Na área da

indústria, também crescemos, mas este segmento

sofreu um pequeno abrandamento e, isso, refletiu-

-se nas vendas, ou seja, não crescemos tanto como

desejávamos. O setor auto foi a maior surpresa

pelo crescimento acima das expectativas”, referiu

Miguel Ivo Gomes.

Para 2020, as perspetivas são, por isso, positivas.

MÁRIO PATRÃO, CAMPEÃO

NACIONAL DE RALLY RAID E PARTICIPANTE

NO RALI DAKAR 2020

Está há quatro anos com a Bahco e o balanço desta parceria é

muito positivo. “É um dos patrocinadores principais e tem sido

uma alavanca muito forte para a nossa equipa, tanto a nível de

ferramentas, que são as melhores, como a nível do apoio que nos

dão. Desde que somos patrocinados pela Bahco, temos vindo a

crescer e a realizar trabalhos em conjunto, nomeadamente feiras

e exposições. A marca também tem crescido connosco e é cada

vez mais reconhecida pelos profissionais. Se queremos qualidade,

temos de a procurar. E a ferramenta é uma das coisas que utilizamos

diariamente. Por isso, temos de ter a melhor”, disse Mário Patrão.

Apesar de ter tido uma lesão grave há pouco tempo, o piloto sente-se

em condições para participar no Dakar. “Só voltei às corridas em

agosto e tenho feito o máximo de provas para recupera o tempo que

estive parado. Tenho-me esforçado bastante para estar ao melhor

nível. Sinto-me bem e estou com boas perspetivas e confiante. Penso

que o mais importante é ter confiança e a cabeça limpa, assim como

um pouco de sorte para que as coisas corram a nosso favor”, concluiu.

“O que aconteceu até agora põe-nos no bom caminho,

mas temos consciência que o ano não vai ser

fácil e vamos ter de continuar a trabalhar forte. Temos

novidades para apresentar e ideias novas para

colocar no mercado. Estou convicto que vamos

continuar a crescer ao mesmo ritmo, se possível

ainda mais”, revelou.

Mário PATRão mede forçAS com auto

Em vésperas de participar no Rali Dakar, o multicampeão

nacional Mário Patrão aproveitou a sua

presença no encontro promovido pela Bahco para

se juntar aos veículos de quatro rodas do Team

Norte, de Luís Lisboa, que participou com cinco

Caterham no campeonato Super 7 by Toyo Tires:

José João Magalhães, piloto com um vasto currículo

nas competições monomarca, os irmãos Luís

e Duarte Lisboa e Paulo e Diogo Costa.

À experiência não faltaram também David Matos

Chaves e Luís Maria Lisboa, concorrentes do

Troféu Kia Picanto, bem como Rafael Botelho –,

piloto de Ponta Delgada que fez dupla com Rui

Raimundo no Citroën DS3 R3T e que se sagraram

Campeões Regionais de Ralis dos Açores. Referindo

que a chuva que se fez sentir não os fez arredar

pé, Mário Patrão frisou que “foi uma ótima experiência

podermos estar todos juntos. Quero agradecer

à Bahco a iniciativa e este momento de partilha

e interação, tão importante entre nós. Foi um

gosto enorme poder estar com pilotos tão fortes do

panorama automóvel e poder celebrar este final

de temporada da melhor maneira. Por outro lado,

também é ótimo sentir que os patrocinadores estão

connosco, ao nosso lado. São eles que permitem

realizar os nossos objetivos e nós ajudamo-los a

atingir os seus. O Dakar está muito próximo. Tenho

tentado preparar-me da melhor maneira possível,

tendo em conta que estive ausente das competições

por oito meses. Vai ser mais um grande

desafio”, revela Mário Patrão. l

34 Janeiro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


RAFAEL BOTELHO, CAMPEÃO REGIONAL DE RALIS

DOS AÇORES

Começou a andar de moto com três anos e aos seis, idade a partir da qual é permitido ter

licença desportiva, iniciou-se nas corridas de motocross, onde permaneceu durante mais de

10 anos. A partir dos 18, passou para os ralis, que é a sua modalidade de eleição e paixão.

Terminou a sétima época consecutiva, tendo alcançado um recorde de 46 participações

seguidas sem desistências. Este feito é bem representativo da preparação cuidada com que

Rafael Botelho encara cada prova e onde as ferramentas Bahco se revelam decisivas na

conquista das vitórias. “Tem sido uma parceria muito positiva para todas as partes: a Bahco, a

minha equipa e o distribuidor Electroxi, representante das ferramentas da marca nos Açores.

Temos desenvolvido um trabalho muito proveitoso, que me permitiu evoluir ao longo do ano

enquanto piloto e a nível de resultados”, referiu Rafael Botelho.

DAVID MATOS CHAVES E LUÍS MARIA LISBOA,

CONCORRENTES DO TROFÉU KIA PICANTO

Estes dois jovens pilotos têm uma vida ligada aos desportos motorizados, pois ambos são filhos

de conhecidos pilotos de velocidade, respetivamente Pedro Matos Chaves e Luís Lisboa. Sempre

acompanharam os pais nas várias provas onde estes participaram e o gosto pela competição

ficou-lhes gravado na memória. Começaram nos karts e, atualmente, fazem equipa no Troféu

Kia Picanto. A época que passou foi uma boa experiência, que resultou em alguns lugares no

pódio e várias pole positions. Em 2020, vão novamente participar neste troféu, ainda mais

motivados e contanto com o apoio da Bahco, que consideram “fundamental para poder evoluir

e lutar pelos lugares da frente”. Segundo frisaram, “é uma marca ligada ao automobilismo

desde sempre, cujas ferramentas são utilizadas pelas melhores equipa e que nos dá confiança

e segurança”.

www.jornaldasoficinas.com Janeiro I 2020 35


O RESULTADO DE ANO E MEIO DE TRABALHO ÁRDUO,

DE MUITO INVESTIMENTO E DE INÚMERAS NOITES MAL

DORMIDAS ESTÁ À VISTA. VALEU A PENA O ESFORÇO


Oficina

do Mês

A OFICINA DO MÊS É PATROCINADA POR TOTAL ROC (RAPID OIL CHANGE)

TOPCAR AUTO SESIMBRA

SONHO REALIZADO

COM A INAUGURAÇÃO DA “NAVE PRINCIPAL”, NO PASSADO DIA 14 DE DEZEMBRO, A TOPCAR AUTO SESIMBRA

PASSOU A TER 2.000 M2 DE ÁREA COBERTA, REALIZANDO, ASSIM, O SONHO DOS SÓCIOS-GERENTES: REUNIR

MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO PARA OS COLABORADORES E PROPORCIONAR MAIOR CONFORTO

AOS CLIENTES. JOSÉ MIGUEL PATRÍCIO E ELISABETA PATRÍCIO ACABARAM O ANO DE 2019 EXAUSTOS, MAS

FELIZES E, ACIMA DE TUDO, ORGULHOSOS por Bruno Castanheira

Foi o resultado de ano e meio de trabalho árduo,

de muito investimento e de inúmeras noites

mal dormidas. José Miguel Patrício e Elisabeta

Patrício, que adquiriram, em 2008, a Auto Sesimbra

(criada em 1994) a três sócios, não esconderam

a felicidade que lhes invadia a alma e o orgulho que

sentiam no dia da inauguração da “nave principal”, a

14 de dezembro. Para mais, estando presentes várias

dezenas de clientes, parceiros, familiares e amigos. A

primeira oficina a aderir (corria o mês de novembro

do ano de 2011) ao projeto TOPCAR, entra, assim,

numa nova fase. “O crescimento sustentado que temos

alcançado é fruto do trabalho intenso que desenvolvemos.

Mas neste último ano e meio, desgastei-me

física e psicologicamente. A mim e à minha

família, uma vez que não consegui dar apoio nenhum

em casa”, confidencia José Miguel Patrício ao Jornal

das Oficinas, visivelmente emocionado. E reforça:

“Foram 18 meses muito duros. Mas o resultado está

à vista. Valeu a pena. Esta é mais uma etapa na

vida da empresa. De dois em dois ou de três em três

anos, atravessamos uma nova fase. Foi a ambição de

crescer que nos fez chegar até aqui. E tem sido um

crescimento pleno de orgulho, diga-se. Somos a mesma

empresa que éramos. Só que estamos maiores. A

nossa seriedade e forma de trabalhar não mudaram.

E não é por agora dispormos de instalações melhores

que vamos aumentar os preços. Queremos que os

clientes se sintam bem quando vêm à nossa oficina e

que continuem a confiar em nós. Felizmente, nunca

tivemos nenhum dia em que ficássemos de braços

cruzados à espera que o trabalho aparecesse”.

Nível superior

Premiada duas vezes (2013 e 2017) na Gala EuroPremium,

que distingue, todos os anos, em Ma-

drid, as melhores oficinas da rede TOPCAR, a Auto

Sesimbra dispõe, agora, de 2.000 m2 de área

coberta. Aos 1.000 m 2 do novo pavilhão, juntam-

-se os 500 m 2 das antigas instalações (entretanto

renovadas) e os 500 m 2 do espaço adquirido em

2013 para intervencionar autocaravanas. “Nas instalações

antigas, fazemos diagnósticos, temos a linha

de pré-inspeção e intervencionamos órgãos

de motor. É uma zona dedicada, exclusivamente,

aos serviços mais demorados, que requerem maior

concentração e onde dispomos de dois elevadores”,

explica José Miguel Patrício. Acrescentando, de

seguida, que, no novo espaço, “decorre a mecânica

normal do dia a dia (revisões, pastilhas, amortecedores

e distribuição, só para citarmos alguns

exemplos), onde contamos com três áreas de preparação

(uma delas específica para autocaravanas,

onde fazemos, também, a pintura destas, estando

apta a receber veículos até nove metros de comprimento,

quatro metros de altura e cinco metros de

largura), uma cabine de pintura e seis elevadores”.

TOPCAR AUTO SESIMBRA

Sócios-gerentes José Miguel Patrício

e Elisabeta Patrício

Morada Rua dos Pintores, 3,

Aldeia dos Gatos, 2970 – 038 Sesimbra

Telefone 212 687 284

Fax 212 682 863

Email autosesimbra@sapo.pt

Site www.topcar.com.pt

As novidades na TOPCAR Auto Sesimbra, são várias.

José Miguel Patrício elenca-as: “Colisão, já fazíamos,

mas os trabalhos de repintura subcontratávamos.

Agora, passámos a fazê-los dentro de portas,

o que permitiu elevar a qualidade do trabalho e encurtar

o tempo de entrega do veículo. Além disso,

elaborámos um novo organigrama, que fez com que

otimizássemos as tarefas dos 10 elementos que compõem

a nossa equipa, criámos uma ilha de reciclagem

(não existe lixo espalhado pela oficina), onde

temos os resíduos identificados, fruto, também, da

nossa preocupação ambiental, e instalámos uma estação

de serviço no exterior para lavagem de veículos,

que não tem ligação direta com a oficina para não

sujá-la”. Mas há mais: “Outra das preocupações que

tivemos na conceção do novo espaço foi ter uma receção

envidraçada, de modo a que o cliente consiga

seguir com os olhos todo o percurso do seu veículo

dentro da oficina. Em nome da transparência e da

segurança. A sala de formação e a sala de peritagens

são, também, mais-valias”, dá conta o responsável.

Equipa coesa

Se a TOPCAR Auto Sesimbra está, hoje, num nível

superior, muito deve-o ao trabalho incansável dos

profissionais que tem. José Miguel Patrício faz questão

de frisá-lo: “Orgulho-me da equipa que tenho.

Sem todos e cada um eles, seria impossível a TOP-

CAR Auto Sesimbra ter crescido o que cresceu e ter

alcançado o que alcançou. Mais do que patrão, considero-me

amigo de todos os colaboradores. Agora, a

empresa está, finalmente, como há muito desejávamos.

E quanto ao futuro? “2020 vai ser um ano de

estabilidade. Espero que consigamos recompor-nos

física e psicologicamente, bem como a nível financeiro.

O último ano e meio foi muito desgastante". l

www.jornaldasoficinas.com Janeiro I 2020 37


NOTÍCIAS // DINÂMICA DO SETOR ESCREVE-SE DE A A Z

Empresas

OFICINA SOLATINHAS

CURSO DE AR CONDICIONADO ENTREGUE A CARLOS SOUSA

No âmbito do sorteio de um curso Técnico de

Intervenção em Sistemas de Ar Condicionado,

realizado no decorrer da Competição

Melhor Mecatrónico 2019, entre mais de 150 profissionais

que concorreram, foi a Carlos Sousa, da

oficina Solatinhas, que calhou este prémio. Localizada

em Rio de Mouro, a oficina Solatinhas foi fundada

por Carlos Sousa há 30 anos. No início, apenas

fazia serviços de chapa e pintura. Atualmente,

presta, também, serviços de reparação mecânica

e especializou-se em transformação de viaturas,

nomeadamente veículos 4x4. Para Carlos Sousa, o

curso Técnico de Ar Condicionado vai permitir-lhe

aumentar os conhecimentos nesta área específica

da reparação automóvel, acrescentando, assim,

mais uma oportunidade de negócio à sua oficina. O

curso é ministrado nas instalações da ATEC e tem

uma duração de seis horas.

38 Janeiro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


10 ANOS GVB EM SANTARÉM

No dia 2 de dezembro, a GVB - Gestão e Valorização de Baterias, Lda., que foi constituída a 25 de

setembro de 2009, levou a cabo, no Santarém Hotel, uma apresentação que permitiu aos “passageiros”

(leia-se profissionais do setor) viajar pelos seus 10 anos. Pouco passava das 9h30 quando,

Pedro Fernandes, gerente da GVB, abriu o encontro. Seguiu-se a projeção de Fernando Moita, diretor-

-geral da GVB, que mostrou aos presentes os últimos dados disponíveis sobre a taxa de recolha, o Ecovalor

e os indicadores de mercado. Depois, João Cezília, Conselheiro de Segurança da Tutorial, respondeu

à questão “Quando é que uma bateria é perigosa?”, interagindo com os participantes através de uma app

e esclarecendo, também, questões relacionadas com o transporte e armazenamento.

“As baterias necessitam de ter uma segunda vida, tal como acontece com muitos outros resíduos. E o

processo tem de começar já. Existem vários projetos em cima da mesa. O Ecodesign e a rastreabilidade

são essenciais. Se queremos que a Economia Circular inclua as baterias, de modo a que se consiga gerar

dinheiro e evitar o recurso à natureza, temos de atuar já”. As palavras de Ana Pires, investigadora doutorada

do MARE - Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, UNL, não podiam ter sido mais elucidativas.

Já na parte final do evento, José Barreiros, director product development industrial EMEA da Exide, fez

uma pequena resenha histórica das baterias e abordou a evolução tecnológica deste componente. Na

apresentação, subordinada ao tema “O futuro da bateria”, o responsável enfatizou a necessidade de conferir

uma segunda vida a este componente. “Não podemos continuar a incinerar as baterias de lítio como

fazemos atualmente. A solução não passa apenas por queimá-las e deitá-las para aterros. Uma única bateria

de lítio misturada com baterias de chumbo provoca uma explosão no momento da queima”, alerta.

Coube a Pedro Viana, diretor da Clever Solutions, parceira da GVB, abordar os sistemas de informação,

como o Ambiportal, apresentado em 2008.

TELWIN NA HIPERCONFIX

Bolas | Revelou à Hiperconfix as novidades da Telwin,

começando com uma apresentação sobre a marca e acabando

na demonstração prática de vários equipamentos, o que

despertou a curiosidade dos clientes. A ação serviu para a

Bolas abordar diversos produtos de diferentes gamas da

Telwin, focando-se nos mais importantes na área de chaparia

do ramo automóvel, bem como nas novidades. Foi feita,

também, uma demonstração prática de vários equipamentos,

o que despertou a curiosidade dos clientes. Para finalizar,

realizou-se um almoço convívio com convidados e equipa da

Hiperconfix, onde se reuniram ideias e sugestões.

NOVO PRESIDENTE DA ANCERA

José Luis Bravo | O diretor-geral do Grupo Aser, foi

nomeado para presidente da Ancera, associação nacional

que representa os distribuidores de peças de reposição em

Espanha, sucedendo a Miguel Ángel Cuerno. A candidatura

de José Luis Bravo foi apoiada pelo próprio Comité da Ancera

e contou com o aval de todos os membros do Conselho

de Administração, ao qual se juntou, no ano passado,

juntamente com Fernando Riesco, da Dipart. Após a sua

nomeação, o diretor-geral do Grupo Aser enfrentará o desafio

de garantir a sustentabilidade da distribuição independente

de peças de reposição, com os olhos postos no futuro.

FORÇAS UNIDAS

Create e Azur GlOBAl Business | Arturo

Estévez e Carlos Nascimento, responsáveis das empresas,

chegaram a acordo para que a Azur Global Business se

torne parte da Create Business Iberia a partir do dia 1 de

janeiro de 2020. O projeto da Create propõe à Azur Global

Business uma proposta séria e prospetiva, que respeitará

o canal de vendas das lojas de peças de reposição em

toda a Espanha, com exceção da Extremadura. Filosofia

que fortalece o relacionamento da Azur Global Business

com seu único canal de vendas: as lojas de reposição. A

partir do dia 1 de janeiro de 2020, a Azur Global Business

passará a fazer parte do Grupo Create Business Iberia. Este

acordo permitirá a expansão do grupo português através

da geografia espanhola, com armazéns em Sevilha

e Málaga, bem como a implementação no mercado

espanhol do inovador programa “TU CREATE”, focado em

lojas de peças de reposição. As boas relações existentes

entre Arturo Estévez e Carlos Nascimento facilitou a

criação de um acordo, permitindo, assim, que ambos os

responsáveis voltem a trabalhar juntos.

MONDIM DE BASTO

Eurorepar Car Service | A TeixeirAuto,

localizada em Mondim de Basto, aderiu ao projeto

Eurorepar Car Service, dinamizado pela placa Gamobar

Peças/Distrigo, que continua, assim, em franco

crescimento no mercado nacional. A placa de distribuição

Gamobar Peças/Distrigo assinou mais um contrato,

continuando a desenvolver a rede em parceria com a

Groupe PSA de modo a obter um crescimento contínuo

em todo o país.. “Agradecemos ao sócio Francisco Teixeira

a confiança depositada na Gamobar Peças”, refere fonte da

empresa. A oficina de reparação automóvel TeixeirAuto,

situa-se na Zona Industrial, Lote 24 em Vilar de Viando,

4880 - 212 Mondim de Basto, dedicando-se à área da

mecânica, chapa, pintura e montagem de pneus nas mais

diversas marcas do ramo automóvel.

www.jornaldasoficinas.com Janeiro I 2020 39


Notícias

Empresas

EXPANSÃO PARA SÃO JOÃO DA MADEIRA...

Grupo TRUSTAUTO | A organização liderada por Ricardo Ribeiro continua a reforçar a sua

presença no mercado nacional. A Oliveira Moreira & Azevedo, Lda., empresa liderada pela dupla

Miguel Moreira e Paulo Azevedo, é, sem dúvida, uma das mais conceituadas e promissoras casas da

região norte. Com praticamente 20 anos de atividade, a “OMA” tem realizado um “percurso notável

de excelência profissional e de inovação, bem como de uma enorme capacidade de evoluir e de

gerar parcerias duradouras com o mercado. Por esta razão a “OMA” é, sem dúvida, um player de

referência no mercado. Segundo o sócio-gerente da empresa, Miguel Moreira, “o Grupo TRUSTAUTO

é dos projetos mais consistentes e promissores do aftermarket português”.

Nós damos uma mãozinha

Não fazemos

manutenção automóvel,

mas fazemos a manutenção

da sua terminologia!

... E, tamBÉM, PARA SABUGAL, PINHEL E GUARDA

Outro exemplo chega-nos da região do Sabugal, Pinhel e Guarda através da Sabugalauto, empresa

com mais de duas décadas de experiência no aftermarket. A Sabugalauto - Peças e Acessórios, Lda.,

é das empresas com maior dinâmica da região da Beira Interior. Com mais de 20 anos de atividade,

a organização liderada por Luís Silva prima pela competência e inovação. Já Ricardo Ribeiro,

CEO do Grupo TRUSTAUTO, considera que a entrada das empresas Oliveira Moreira & Azevedo e

Sabugalauto é um sinal de que o projeto TRUSTAUTO está cada vez mais forte, sendo, por isso,

motivo de enorme orgulho”.

TRADUÇÃO E DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA

Criamos e traduzimos manuais técnicos à melhor

relação qualidade/preço do mercado. Temos

profissionais especializados em várias áreas

da indústria e uma tecnologia que nos permite

criar projetos à medida de cada cliente.

CONHEÇA O PROGRAMA PARCEIRO JABA

Através da identificação e alinhamento de todas

as traduções antigas do parceiro JABA, é criada

uma base de dados que permite detetar todas

as repetições em novos projetos e baixar

consideravelmente o valor final do documento,

mantendo a terminilogia e o estilo

de comunicação já existentes. Um programa

criado a pensar em si!

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BALANÇO POSITIVO DE 2019

Diesel Technic Group | O grupo relembra um ano de negócios bem sucedido. Os

destaques e inovações de produto, bem como a Premium Shop para profissionais de oficina, são

particularmente dignos de menção. A gama completa de peças para automóvel e acessórios

tem sido continuamente expandida para continuar a oferecer aos parceiros de distribuição e

seus clientes de oficina os produtos certos em linha com os desenvolvimentos do mercado.

Recentemente, a DT Spare Parts publicou, pela primeira vez, um catálogo para Volvo FL 6/FL/FE.

2019 também mostrou ter sido um ano emocionante para os utilizadores finais da marca DT Spare

Parts. A Premium Shop ofereceu muitas promoções e inovações e os Parts Specialists continuaram

a entusiasmar os que veem os seus vídeos no canal de YouTube da própria companhia, “DT TV”, que

tem mais de 7.000 assinantes. E, em 2020, os Parts Specialists continuarão a oferecer conselhos e

suporte para profissionais de oficina.

Vila Nova de Gaia | Telf: 227 729 455/6/7/8 | Fax: 227 729 459

Mail: portugal@jaba-translations.pt | Web: jaba-translations.pt


EXPORTAÇÕES DE COMPONENTES

COM RECORDE ABSOLUTO

A INDÚSTRIA NACIONAL DE

COMPONENTES PARA AUTOMÓVEIS

BATEU NOVO RECORDE ABSOLUTO

NAS EXPORTAÇÕES. NOS PRIMEIROS

10 MESES DESTE ANO, ESTAS

ULTRAPASSARAM OS 7.200 MILHÕES

DE EUROS, O QUE REPRESENTOU UM

AUMENTO DE 4% RELATIVAMENTE

AO MESMO PERÍODO DE 2018 E DE

69% FACE A 2010. ESTE É UM DOS

SETORES MAIS IMPORTANTES PARA O

CRESCIMENTO DA ECONOMIA E PARA

AS EXPORTAÇÕES PORTUGUESAS,

TENDO VINDO A DEMONSTRAR UM

EXCELENTE DESEMPENHO

ACORDO DE COLABORAÇÃO

Motul e Suzuki Ibérica | As empresas, assinaram um acordo de colaboração para o

fornecimento de toda a gama de lubrificantes, químicos e produtos Motul para o automóvel em toda a

rede de concessionários da Suzuki em Espanha e Portugal, com efeitos práticos a partir de 1 de janeiro

de 2020. O acordo inclui, também, o fornecimento da equipa de competição da Suzuki Motorsport no

Campeonato de Espanha de Ralis de Asfalto. Para além disso, os produtos Motul serão recomendados

pela Suzuki nos espaços e plataformas da empresa para todos os seus automóveis comercializados em

Espanha e Portugal. Ambas as marcas partilham valores essenciais, como rendimento e eficácia, criando

colaborações de êxito noutros terrenos, como o MotoGP, onde levam mais de 30 anos de trabalho

conjunto. A Motul, que sempre se caracterizou pela sua constante aposta na inovação, também se

converteu no primeiro fabricante a oferecer uma gama de óleos desenvolvida, especificamente, para

automóveis híbridos. Neste sentido, a gama Hybrid da Motul adapta-se perfeitamente às características

dos veículos híbridos da Suzuki.

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Notícias

Empresas

VÍDEOS EM PORTUGUÊS

Blue Print | Sempre com o pensamento na

satisfação do cliente, a marca aposta na produção de

vídeos técnicos em português de forma a apoiar o mais

possível os clientes e estreitar cada vez mais uma relação

de proximidade com as oficinas. Neste momento, a marca

tem já dois vídeos técnicos em português com informação

detalhada e que são grandes ferramentas de trabalho

para os profissionais do setor. O primeiro vídeo foi lançado

em setembro de 2019 e abordava a “Substituição da

Corrente de Distribuição no Toyota 1.4 D-4D”. O novo vídeo

técnico lançado debruça-se sobre o procedimento de

desconectar baterias de alta voltagem em híbridos Toyota

e Lexus. Ambos os vídeos técnicos estão disponíveis no

canal de YouTube da Blue Print.

MIDAS

80.ª E 81.ª OFiciNas ABRIRAM COM

NOVO CONCEITO E NOVA IMAGEM

É

a terceira oficina da rede no Algarve e a 80.ª a nível nacional. Com um novo conceito de oficina,

nova receção, iluminação, pinturas e imagem exterior com novo logótipo, a Midas prossegue o seu

processo de expansão. A rede de oficinas automóvel abriu a sua 80.ª oficina. A inauguração teve

lugar no passado dia 6 de dezembro. A abertura desta nova oficina, em Portimão, surge na sequência da

estratégia de crescimento da rede, que, desde a sua fundação, em 2001, tem como objetivo expandir a

sua presença no território nacional, consolidar a sua marca e chegar a cada vez mais consumidores portugueses.

Já a 81.ª, inaugurada a 19 de dezembro, em Beja, veio reforçar a presença da rede no Alentejo.

Qualquer delas exibe a evolução do logótipo da Midas, com uma abordagem mais focada nas pessoas.

Nas fachadas e nas áreas de receção, os tons branco e amarelo são usados para representar o ser humano,

o serviço e a proximidade. Nas oficinas, o preto é usado para transmitir experiência e profissionalismo.

7.ª EDIÇÃO PROMETE SER A MELHOR DE SEMPRE

expoMECÂNICA | O salão continua a crescer a dois dígitos e tem já mais de 200 expositores inscritos para 2020. Das empresas que garantiram a sua

presença no maior acontecimento de negócios do setor em Portugal, mais de 30 são estrangeiros e representam países como Espanha, Itália e Bélgica. Com o

salão a crescer a dois dígitos (25% de crescimento líquido), uma vez mais, a organização transporta a expectativa de ter em mãos a “melhor edição de sempre,

também em termos de participação internacional”, segundo avança José Manuel Costa, diretor-geral da Kikai Eventos. Recorde-se que o certame, que acabará

por ser o mais representativo do aftermarket no espaço ibérico no primeiro semestre de 2020, juntou, pelo terceiro ano consecutivo, mais um pavilhão da

EXPONOR – Feira Internacional do Porto à sua curva evolutiva. O expoMECÂNICA estender-se-á, assim, por quatro pavilhões (2 ao 5) do recinto de feiras da AEP

– Associação Empresarial de Portugal, num total de 24.000 m 2 de área expositiva. O Jornal das Oficinas estará presente de forma bastante ativa.

MINUTO VERDE VALORPNEU

METAIS JAIME DIAS

VENCE “PRÉMIO DESEMPENHO VALORPNEU”

Publireportagem

E

O Centro de Receção vencedor do Prémio Desempenho Valorpneu 2019 foi a empresa Metais Jaime

Dias, atingindo este feito pela quarta vez, facto até agora inédito na atribuição deste prémio. A

Metais Jaime Dias está sediada na Trofa e desenvolve a sua atividade essencialmente na gestão

global de resíduos industriais, assente num Sistema de Gestão Integrado de Qualidade e Ambiente que se

encontra certificado pela SGS, de acordo com as normas NP EN ISO 9001:2015 e NP EN ISO 14001:2015. A

empresa foi criada em 1998 e desenvolve a sua atividade essencialmente na área norte do país, com especial

enfoque nos distritos do Porto, Braga e Viana do Castelo.

Desde 2004 que a Metais Jaime Dias pertence à rede Valorpneu, permitindo, assim, oferecer um serviço mais

abrangente aos clientes e assegurar o encaminhamento adequado para os seus pneus usados. O prémio, no

valor de €5.000, foi entregue aos representantes da empresa, Jaime Dias e Cristina Dias, por Cristina Carrola,

diretora de departamento de resíduos da APA - Agência Portuguesa do Ambiente, e Rita Marques, Gerente da

Valorpneu, no âmbito do 17.º Encontro Anual da Valorpneu, que decorreu, em outubro, na região do Douro.

Esta escolha foi realizada com base em critérios pré-definidos, como a certificação ambiental, nível de

organização do espaço, cumprimento do prazo de registo de receções, conformidade das cargas, volume de

expedições para reutilização e recauchutagem e índice de carga, entre outros, bem como no desempenho

obtido no período correspondente ao 2.° semestre de 2018 e ao 1.° semestre de 2019. Os resultados foram

validados pela empresa de auditoria Ernst & Young. Aposte no seu negócio e prepare-se para ser o próximo

Centro de Receção a receber o “Prémio Desempenho Valorpneu”.

42 Janeiro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


GALARDOADA PELA AISIN NO JAPÃO

JapopeçAS | O distribuidor número um da AISIN em Portugal foi galardoado com o

estatuto “Silver” no evento AFA (AISIN family association), que teve lugar, no Japão, entre

os dias 12 e 18 de novembro. O evento contou com a presença dos maiores distribuidores

mundiais da AISIN Europe, nos quais figurou a Japopeças como único representante

português. A cerimónia decorreu em Asahi-machi Kariya Aichi, onde se localiza a sede da

AISIN, tendo o galardão sido entregue pelas mãos do presidente da AISIN, Mr. Kiyotaka Ise,

ao diretor-geral da Japopeças, Luís Almeida, que manifestou a sua satisfação pela distinção

recebida. Luís Almeida considera um feito assinalável o facto de a Japopeças figurar há,

sensivelmente, uma década nesta elite de distribuidores da AISIN.

NelsonTripa_BOLAS.pdf 1 17/06/19 10:33

SCOOTERS 125 CC PARA ENTREGAS RÁPIDAS

AutopeçAS Cab | Os clientes pedem, a Autopeças Cab faz. Para responder às

exigências dos tempos modernos, a empresa passa a dispor de scooters 125 cc cargo para

entregas rápidas. “Com o avançar dos tempos, os clientes precisam, cada vez mais, de entregas

rápidas para os serviços e problemas de última hora nas viaturas que têm na oficina. A solução

da Autopeças Cab para estes problemas é a introdução de scooters 125 cc cargo na sua frota,

que fazem entregas de um modo rápido”. Estas motos têm uma caixa de carga que leva

bastante material, permitindo transportar peças para vários clientes ao mesmo tempo, tendo

este veículo de duas rodas capacidade para “fugir” ao trânsito das cidades com rapidez. No

início do próximo ano, chegarão mais unidades destas scooters 125 cc cargo.

C

M

NelsonTripa_BOLAS.pdf 1 117/06/19 17/06/1910:33

10:33

SOLUÇÕES EM A/C AUTO

E REFRIGERAÇÃO DE TRANSPORTE

SOLUÇÕES EM EM A/C A/C AUTO AUTO

E E REFRIGERAÇÃO DE DE TRANSPORTE

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ADESÃO À REDE CGA CAR SERVICE

Rugimotors | É a mais recente adesão ao projeto dinamizado pela Auto Delta,

sendo mais um sinal de que o crescimento da maior rede oficinal da Península Ibérica não

dá mostras de abrandar no território nacional. Neste caso, foi decisiva a ação do parceiro

Abelpeças, que reforça, ainda mais, a sua posição na zona centro, nomeadamente em

Coimbra. Sendo uma oficina em expansão - e estando mesmo em fase de transição para umas

novas instalações - a Rugimotors encontrou na CGA Car Service a forma ideal de “alavancar o

seu negócio, pensando nos novos desafios tecnológicos que terá pela frente” destaca Manuel

Pena, gestor de rede de oficinas da Auto Delta. O aprofundamento da capacidade técnica

proporcionada pela CGA Car Service permitirá à Rugimotors prestar ainda melhores serviços.

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Rua Fernando Vicente - Armazém 15 - 2560-677 Torres Vedras

Telefone: +351 +351 261 261 335 335 050 050 - E-mail: - E-mail: geral@nelsontripa.pt

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Coordenadas GPS - Latitude 39º5'42.83"N - Longitude 9º15'7,74"W

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MARKETPARTS.COM

OPORTUNIDADE

ÚNICA

CHAMA-SE MARKETPARTS.COM E CONSISTE NUMA NOVA PLATAFORMA DE VENDA

DE PEÇAS PARA DISTRIBUIDORES, QUE NASCE DENTRO DO GRUPO NEXUS.

FOI APRESENTADA NO SALÃO EQUIP AUTO 2019. O JORNAL DAS OFICINAS FOI

INTEIRAR-SE DESTE NOVO PROJETO E EXPLICA-LHE COMO FUNCIONA por João Vieira

O

projeto Marketparts.com nasceu em setembro de

2017, quando um grupo de pessoas começou a trabalhar

numa POC (Proof of Concept). Basicamente,

a tentar provar o conceito estabelecido por uma pesquisa ou

artigo técnico, que é um passo importante no processo de

criação de um protótipo realmente operativo. Foi precisamente

assim que começou o Marketparts.com. Primeiro, foram

ouvidas as necessidades dos distribuidores. E com base

na experiência dos seus utilizadores, foi lançada, em maio

de 2018, uma versão Beta de uma ferramenta digital que foi

testada dentro da comunidade Nexus.

Fabricantes e distribuidores unidos

Os fabricantes e distribuidores passaram a estar ainda mais

unidos do que nunca através da plataforma Marketparts.

com, que, depois de uma primeira fase em que apenas era

utilizada como método de troca de informação, abre agora,

numa segunda fase, o caminho à distribuição, com o objetivo

de simplificar o abastecimento global de componentes

para o setor automóvel. Desta forma, o portal cria uma

oportunidade única para distribuidores de todas as dimensões

e volumes de negócio, que podem aceder, diretamente,

a vários produtos ao melhor preço e com as melhores

condições.

De acordo com a empresa, esta plataforma cria algo de realmente

novo e até emocionante para o mercado dos compo-

nentes. É anunciada como a grande oportunidade para fabricantes

e distribuidores aumentarem a sua presença num

mercado que vale 700 mil milhões de euros por ano. A plataforma

foi desenhada para todos os players da distribuição de

peças de substituição automóvel a nível mundial.

Serviços distintos

Atualmente, o Marketparts.com oferece dois serviços distintos,

ou seja, trata-se de uma plataforma de abastecimento global

para ser utilizada por todo o tipo de distribuidores, sendo,

ao mesmo tempo, um portal de vendas e de redução de stocks

para fabricantes e distribuidores.

O seu modelo de negócio baseia-se no pagamento de uma

subscrição pelos compradores e vendedores, o que, em conjunto

com os três milhões de euros que recebeu de vários investidores

internacionais, vai permitir melhorar a inclusão

de novas características na plataforma. Assim, as vantagens

do Marketparts.com passam pela otimização do processo

de abastecimento, pela procura dos melhores preços a nível

mundial, tendo em conta as distorções de cada mercado, e

por oferecer uma solução no caso de um determinado fornecedor

não dispor de stock suficiente.

Para os vendedores, o Marketparts.com proporciona acesso a

novos clientes em todo o mundo, diversificando os canais da

distribuição. Para os fabricantes de componentes, é uma boa

ferramenta para escoar excedentes de forma muito eficaz. l

PLATAFORMA MARKETPARTS.COM EM RESUMO

O Marketparts.com pretende criar um espaço único onde os compradores (distribuidores)

e os vendedores (produtores de componentes) podem negociar

Para quem compra (distribuidores, por exemplo), é uma plataforma digital que:

• Otimiza o processo de fornecimento

• Procura e encontra os melhores preços em todo o mundo, levando em consideração as distorções

significativas de preço entre cada mercado e entre cada participante do mesmo

• Encontra sempre solução caso o fornecedor sofra alguma rutura de stock

• Simplifica o processo de fornecimento, dando acesso a peças de marca premium em todas as categorias

de produtos

Para quem vende, esta nova plataforma permite:

• Aceder a novos clientes em todo o mundo, sem nenhum investimento humano ou financeiro

• Diversificar os canais da distribuição

• No final, compradores e vendedores economizarão tempo, dinheiro e mão de obra

www.jornaldasoficinas.com Janeiro I 2020 45


Empresa

ONESHOP

A APOSTA NAS PESSOAS

É PRIMORDIAL

A FORD TRUCKS ENTROU NO MERCADO PORTUGUÊS PELAS MÃOS DA ONESHOP, EM OUTUBRO ÚLTIMO.

BRUNO OLIVEIRA, DIRETOR-GERAL DA EMPRESA PERTENCENTE AO GRUPO HYDRAPLAN, REFERE QUE

“A APOSTA NAS PESSOAS É PRIMORDIAL PARA ESTE NEGÓCIO” E QUE O PROJETO VAI ESTABELECER

UM NOVO PLAYER NO MERCADO DE PESADOS, PROMETENDO DAR MUITO TRABALHO À CONCORRÊNCIA

por Ricardo Carvalho

Bruno Oliveira é um homem do

setor automóvel. E a sua experiência

na área é grande. Já

trabalhou na Scania, onde ganhou

tarimba no mercado de pesados, e,

depois, no retalho, quando abriu um

concessionário da Volkswagen Veículos

Comerciais e da Mazda. Agora,

o gestor tem pela frente mais um

desafio. Fazer crescer a “nova” Ford

Trucks no mercado nacional, marca

que regressa a Portugal depois

de vários anos de ausência com um

produto (F-Max) que foi eleito “Camião

Internacional do Ano 2019” e

que tem um nível de qualidade igual

ao das marcas já instaladas. Como

vai a OneShop, com Bruno Oliveira

ao leme, conseguir integrar a Ford

Trucks e conquistar 5% de quota de

mercado, objetivo que não é para

atingir em 2020, mas que vai ser trabalhado

para que não aconteça em

cinco anos? A resposta a esta e outras

questões é dada pelo diretor-geral.

Investimento q.b.

Foram 3,9 milhões de euros de investimento,

valor que permitiu, com toda

a ajuda da Ford Otosan, a marca que

produz os camiões na Turquia, trazer

a Ford Trucks para Portugal. Mas,

para Bruno Oliveira, o investimento

financeiro não é tudo. O diretor-geral

reforça mesmo que, mais importante

do que isso, são as pessoas que estão

por detrás do projeto. “Todos me

perguntam como se arranca com o

dinheiro, qual o valor do investimento,

mas ainda ninguém me perguntou

qual o investimento humano, ou seja,

com que equipa se arranca para um

projeto destes”, começa por referir.

“A verdade é que, para uma marca de

pesados que é muito específica, é mais

complicado. É um ponto importante,

porque se trata de um negócio que,

nesta fase inicial, vai depender mais

ainda das pessoas. É um negócio para

pessoas, feito por pessoas. Por isso, temos

de ter uma equipa muito motivada.

Senão, não conseguimos transpor

essa motivação para os clientes e eles

não acreditam no produto”, explica o

responsável.

Depois de revelar que foram já vendidas

mais de 15 unidades do novo

F-Max e que a OneShop começou a

entregar veículos aos clientes, Bruno

Oliveira volta à questão das pessoas e

da sua importância neste negócio. “O

maior desafio é sermos vistos ao pé

dos nossos clientes. Porque não vendemos

preço, vendemos uma solução.

E, sobretudo, vendemos uma solução

na qual nós confiamos. Mas temos de

conseguir transmitir estes good feelings

aos clientes. Não temos o camião

mais barato do mercado, temos, sim,

o camião com o melhor value for money”,

explica. O feedback do público

tem sido enorme. A este facto não é

alheia a imagem da marca trazida dos

anos 80 e início dos anos 90, altura

em que se vendiam camiões Ford em

Portugal. O interesse demonstrado

por todos tem deixado Bruno Oliveira

e os seus parceiros extremamente

otimistas e com boas perspetivas de

futuro. A outra forma de conferir

maior visibilidade à marca, de acordo

com o diretor-geral, é “dar” o veículo

às pessoas para que elas o testem.

“O cliente vem conduzir e aquilo que

testa é precisamente aquilo que leva

para a empresa no caso de comprar o

camião. E, aí, vão sobressair as qualidades

do produto, tanto do lado de

dentro como do lado de fora. Este

veículo tem tudo: conforto, Internet a

bordo ilimitada, para que o motorista

se sinta em casa, além de uma excelente

insonorização”, salienta.

Ganhar mercado

Mas como chegou a Ford Trucks

ao mercado nacional de forma tão

ONESHOP – DISTRIBUIÇÃO

AUTOMÓVEL, S.A.

Diretor-geral Bruno Oliveira

Sede Estrada Nacional 10, km 127,

2615 - 701 Alverca do Ribatejo

Telefone 219 589 850

Email geral@oneshop.pt

Site www.fordtrucks.pt

rápida? “Tem a ver com o mind set

da fábrica e com a nossa forma de

trabalhar”, refere Bruno Oliveira.

As reuniões entre a Ford Otosan e a

OneShop começaram em março de

2019. A empresa sempre esteve interessada

no projeto Ford Trucks desde

que viu o stand da marca no IAA

2018. A partir daí, o acompanhamento

do processo e do projeto foi

constante. Até porque a Ford Otosan

estava à procura de candidatos em

Portugal. Depois do “sim”, a motivação

tratou de fazer o resto.

Em relação à disposição da rede

no território nacional, a estratégia

já está delineada. Neste momento,

existe o distribuidor (importador)

e o concessionário de Lisboa, tudo

centralizado no Sobralinho, perto

de Alverca do Ribatejo. Em seguida,

será aberto o concessionário de Leiria,

onde será a OneShop diretamente

representada no retalho. Depois,

seguir-se-ão Viseu e Algarve. Para o

final, ficará o Porto. Mas à velocidade

a que tudo tem acontecido, as localizações

deverão abrir logo no início

de 2020, sendo que as três últimas

acontecerão sempre com parceiros

locais acostumados a lidar com veículos

pesados. “Depois, como este é

um negócio de proximidade, vamos

trabalhar em alguns pontos estratégicos

com sub dealers, onde temos

apenas reparadores autorizados.

Mas, isso, é um projeto para 2021”,

conclui o diretor-geral. l

46 Janeiro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


AS REUNIÕES ENTRE A FORD OTOSAN E A ONESHOP PARA TRAZER A

FORD TRUCKS PARA PORTUGAL COMEÇARAM EM MARÇO DE 2019.

REDUZIR O TOTAL COST OF OWNERSHIP (TCO) É UM DOS OBJETIVOS


NOTÍCIAS // PEÇAS E EQUIPAMENTOS À MEDIDA DE CADA NEGÓCIO

Produto

HIDRIA

VELA DE INCANDESCÊNCIA COM SENSOR DE PRESSÃO

A

missão da Hidria é estar sempre um passo à

frente da concorrência. A tecnologia de

motores Diesel está a ser aprimorada continuamente

como resposta às necessidades sempre

exigentes do mercado. Tendo essa premissa em

mente, as equipas de pesquisa e desenvolvimento

da marca conceberam um produto completamente

novo: Hidria PSG Optymus. Esta nova vela de incandescência

com sensor de pressão anuncia como

principais vantagens: tecnologia inovadora de sensor

de pressão integrado; precisão extremamente

alta e medição em tempo real da pressão durante

a combustão; soluções exclusivas desenvolvidas

e patenteadas pela Hidria; 30% menos consumo

de combustível e emissões nocivas. A solução Optymus

PSG já é utilizada em veículos Diesel pelos

maiores fabricantes de automóveis do mundo, incluindo

o Grupo Volkswagen.

48 Janeiro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


Q&F, LDA.

GAMA DE AMORTECEDORES BILSTEIN

NOVAS PASTILHAS

HybriX | Estas pastilhas de travão do Metelli

Group, lançadas há mais de três anos, dispõem

de um composto exclusivo que garante elevado

desempenho, não apenas para os veículos

“tradicionais”, mas, também, para a última

geração de elétricos e híbridos. A sua tecnologia,

especialmente desenvolvida ao longo dos anos,

cumpre todos os requisitos fundamentais exigidos

pelos veículos modernos e que apenas alguns

fabricantes premium podem oferecer. Atualmente, a

gama de pastilhas para aplicações híbridas e elétricas

é composta por cerca de 140 referências, abrangendo

96 modelos diferentes, dos quais circulam 1,5

milhões de veículos na Europa e 2,3 milhões nos EUA.

Facilmente identificáveis pela sua cor, os amortecedores Bilstein caracterizam-se pela tecnologia a gás

de elevado desempenho, estando preparados para qualquer desafio que se avizinhe. A Q&F, Lda.,

importadora de toda a gama da Bilstein para Portugal, destaca os seguintes modelos: B12 Pro-KIT /

B-12 Sportline (em parceria com a Eibach, a Bilstein disponibiliza um amortecedor B6/B8 especialmente

modificado para um desempenho fora de série com molas Eibach, permitindo rebaixar a viatura entre 10

mm a 50 mm); B6 (desenvolvido para condutores que pretendem um bom comportamento dinâmico sem

prescindir do conforto); B8 (preparado para molas de rebaixamento, este amortecedor permite criar uma

tensão específica nas mesmas, garantindo um desempenho único e viciante para os mais exigentes); B14 e

B16 (amortecedores coilover para quem pretende controlar todas as variáveis numa suspensão).

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Notícias

Produto

HERTH+BUSS TEM NOVO DETETOR DE FUGas DE AR CONDICIONADO

Elparts | A marca da Herth+Buss oferece uma extensa gama de produtos para manutenção profissional de sistemas de ar condicionado,

como o AirClean ou SelectH2. Transportado no estojo, o equipamento é adequado para os tipos de ar condicionado R134a e R1234yf e está

imediatamente pronto para utilização. Este sistema anuncia como principais benefícios o teste com documentação de certificação, o registo

de deteção que confirma o procedimento de trabalho adequado no caso de uma reivindicação de garantia e fornece testes estatutários de

fuga antes do abastecimento do sistema de ar condicionado. Ao localizar fugas com formação de gás ou nitrogénio, é possível verificar se a

fuga está no lado de baixa ou alta pressão.

GAMA DE SUPORTES DE

SUSPENSÃO MAIS COMPLETA

Sidem | O fabricante europeu começou a focar-se em suportes

de suspensão e rolamentos, peças essenciais para a absorção

de choques. No total, mais de 200 referências estão a ser

adicionadas à gama existente. A gama de suportes de suspensão

aumentou com 200 referências, disponíveis em stock desde o

final de 2019. A linha de produtos de montagem do suporte de

suspensão foi adicionada à linha Sidem no ano passado, pois

provou ser muito complementar ao catálogo existente de peças

de direção e suspensão. “Queremos ser um balcão único para

os nossos clientes”, explicou Delphine Dewildeman, gestor de

marketing da Sidem. “É por isso que não hesitámos em tomar

essa decisão e adicionar suportes de suspensão à nossa gama”.

Como os suportes de montagem cumprem as exigências, a Sidem

decidiu, em 2019, alargar, consideravelmente, a sua gama.

“Somos conhecidos como players de qualidade e pretendemos

confirmar esta reputação dentro da nossa nova gama de

suportes”, acrescentou Delphine Dewildeman.

PEÇAS DE REPOSIÇÃO BOSCH

AUTOMÓVEIS COM MAIS DE 10 ANOS

O

parque automóvel português está cada vez mais envelhecido. No ano passado, os veículos

com mais de 10 anos representavam mais de 60% da frota automóvel, com os efeitos contraproducentes

que daí advêm em termos de segurança e emissões poluentes. A Bosch conta

com uma ampla gama de peças de reposição destinada a veículos com idade superior a uma década.

Enquanto fabricante líder em produtos e serviços para o automóvel, a Bosch disponibiliza mais de

40 mil peças de reposição de todas as áreas de produto, destinadas a mais de cinco milhões de automóveis

fabricados em Portugal antes de 2008. O amplo programa de peças de reposição da Bosch

para veículos com mais de 10 anos inclui sistemas de travagem, escovas limpa para-brisas, sistemas

de ignição, injeção de gasolina e Diesel, motores de arranque e alternadores, filtros, correias, iluminação,

baterias ou sondas Lambda, entre outros.

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“SEJA ONDE FOR, VAMOS JUNTOS”.

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KROFTOOLS


BOMBAS DE REFRIGERAÇÃO

Pierburg | Com uma família de produtos de bombas de

refrigeração elétricas em várias faixas de desempenho, a Pierburg

cobre todo o espectro de aplicações. Com três tipos principais, a

marca da Rheinmetall Automotive cumpre os requisitos nas faixas

de potência pequena, média e alta de bombas de refrigeração

elétrica, tendo desenvolvido uma bomba de circulação de água

(WUP) trifásica comutada sem sensor para veículos elétricos, nos

quais a emissão de ruído das bombas foi mantida num nível muito

baixo. A WUP encontra-se a ser produzida em série desde 2018.

Abrange uma faixa de potência de até 50 Watt. Sendo o seu nível

sonoro inferior a 25 decibéis, a bomba não é percetível mesmo

quando o veículo está parado. É utilizada, por exemplo, para ar

condicionado no habitáculo ou para arrefecer motores elétricos,

baterias ou unidades eletrónicas de potência.

EUROL

ÓLEO PARA TOYOTA, LEXUS E HONDA

A

Eurol apresentou o Evolence 0W-16, um óleo de motor totalmente sintético para motores

a gasolina das marcas Toyota, Lexus e Honda. Está em conformidade com a classificação

API SN Plus RC e com o padrão ILSAC GF-5, tendo passado em todos os testes de motor

para ILSAC GF-6. Este óleo com baixa viscosidade e economia de combustível foi desenvolvido

para os modelos mais recentes das marcas Toyota, Lexus e Honda. Com a introdução do Evolence

0W-16, a Eurol oferece um óleo de motor para veículos com padrões europeus de emissão de CO 2

relativos a automóveis de passageiros. A partir de janeiro de 2021, é obrigatório que a emissão

média de CO 2 de todos os veículos novos seja inferior a 95 g/km, de acordo com o rigoroso método

de medição WLTP. Atualmente, este valor é 130 g/km. Devido à baixa viscosidade do óleo de motor

Evolence 0W-16, a resistência no motor de combustão é reduzida. O que leva a que os motores

sejam mais eficientes e emitam menos CO 2 por quilómetro.

HARTRIDGE DPF200 MASTER AFIRMA SER SEGURA E EFICIENTE

Delphi technologies | Através do seu conhecimento em equipamentos originais e fornecedora global de tecnologias de propulsão, a

marca lançou o Hartridge DPF200 Master. É a mais recente adição à sua bem sucedida linha de limpeza DPF e anuncia ser mais rápida, mais segura

e mais eficiente do que outras soluções com detergentes ou processos de regeneração forçada existentes. Com um sólido retorno do investimento,

fornece às oficinas acesso vantajoso ao crescente mercado de limpeza e, ao mesmo tempo, outro serviço de valor acrescentado que estas podem

oferecer aos seus clientes. Graças à solução Hartridge DPF200 Master, as oficinas podem limpar com rapidez e segurança os filtros de partículas.

Além de contribuir para a melhoria da economia de combustível e redução das emissões dos veículos, uma vez que aumenta, consideravelmente,

a vida útil do filtro, evita a necessidade da sua substituição completa, garantindo um serviço muito mais económico e diminuindo o tempo de

inatividade no futuro do veículo.

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Notícias

Produto

Com o lançamento do kit de sensor ABS, que

inclui anel de sensor e material de montagem,

o fabricante de Hamburgo oferece uma

solução de reparação económica que permite intervenções

rápidas. O kit de sensor ABS com qualidade

MEYLE-ORIGINAL possibilita a substituição do

sensor e do anel de sensor que estejam defeituosos,

solução que é oferecida, atualmente, apenas pela

MEYLE

KIT DE SENSOR ABS AMPLIA GAMA

MEYLE. Até agora, um defeito no sensor de ABS

causado por um anel de sensor implicava a substituição

de todo o cubo da roda, com custos elevados

daí decorrentes para o condutor e maior tempo de

trabalho para a oficina. O kit MEYLE composto por

sensor ABS, anel de sensor e material de montagem

resolve o problema: o cubo da roda fica totalmente

funcional, podendo ser reutilizado. Atualmente,

a solução encontra-se disponível para os modelos

Audi A3, VW Golf e Jetta, Seat Altea e Leon. Nestes

veículos, o anel de sensor ABS nos cubos da roda

OE pode ser substituído em separado com a ajuda

do kit MEYLE. As duas novas referências (MEYLE:

114 899 0013 e 114 899 0014) permitem cobrir um

parque de, aproximadamente, quatro milhões de

veículos na Europa.

CORREIAS PARA PESADOS

Continental | A marca oferece uma gama completa de correias

de distribuição para o aftermarket de veículos pesados. Agora, foram

adicionados cerca de 40 tipos de correias trapezoidais múltiplas para

veículos Volvo, Scania, Renault e Iveco. As correias apresentam os

códigos de perfil 4PK, 6PK, 8PK, 10 PK e 12PK, ou seja, desde a variante

mais estreita, com quatro nervuras, até à mais larga, com 12. Estas são

feitas de borracha sintética reforçada com fibra e tensor de poliéster.

A Continental fabrica as suas correias de distribuição para o mercado

de pós-venda com os mesmos padrões de qualidade dos produtos de

equipamento original.

NOVO KIT WHEEL-PAC

Timken | A marca apresentou o novo Wheel-Pac SET2352, a quarta

incorporação na sua gama de elevado desempenho, que se junta aos SET2312,

SET2314 e SET2346. Esta solução integrada para extremidade do eixo foi

projetada para aumentar o tempo de operação das frotas, já é pré-montada,

pré-lubrificada, pré-vedada e pré-ajustada. As ferramentas de instalação de

uso simples protegem os rolamentos durante o transporte e a montagem.

Esta ferramentas, internas e externas, estão identificadas por cor, reduzindo

o risco de montagem incorreta. Retentores integrados ajudam a evitar erros e

reduzem o tempo de montagem. Os clips de furo mantêm o conjunto intacto e

facilitam o processo de remoção do cubo.

255 NOVAS REFERÊNCIAS

MetALCAucho | Entre os artigos mais interessantes, estão 22

produtos de elevada rotatividade no mercado, 37 tubos de radiador

exclusivos e um extrator de injetores Diesel. Sendo o principal

fornecedor europeu de peças de reposição de metal e borracha para o

setor automóvel, a Metalcaucho continua a expandir o seu catálogo.

São 255 as novas referências de peças, todas aprovadas e disponíveis

em stock. Nesta ocasião, 49 referências exclusivas merecem especial

destaque, sendo 37 delas tubos de radiador (a maioria destinados

a modelos do Grupo Volkswagen). Além disso, neste capítulo de

referências, que mais nenhum outro player oferece, existem dois

apoios de motor e quatro foles de transmissão.

DETETOR DE FUGAS POR FUMO

KROFtools | A marca de ferramentas profissionais revelou o detetor de

fugas por fumo. Este equipamento, como o próprio nome indica, é projetado

para detetar fugas em sistemas de tubos de automóveis e motos, tais como

tubos de combustível, sistema de admissão de ar e tanque de arrefecimento.

Assim como para todo o sistema de tubulação e EVAP. O detetor de fugas por

fumo da KROFtools necessita de uma alimentação de DC12V e debita seis

litros de fumo por minuto.

52 Janeiro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


Classificados

09mod_APMariaPia_vw_2016.pdf 2 17/07/19 11:55

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Preparação do equipamento

Passo a Passo

Colaboração Centro ZARAGOZA

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REMOÇÃO DE MOSSAS

POR VENTosas

POR VEZES, OCORREM DEFORMAÇÕES DE DIMENSÃO REDUZIDA NA CHAPA DO AUTOMÓVEL QUE NÃO PROVOCAM

DANOS NA PINTURA. ESTAS MOSSAS PROVOCADAS POR IMPACTOS DE GRANIZO OU DANOS SIMILARES PODEM

GERALMENTE, SER REPARADAS ATRAVÉS DA REMOÇÃO DE MOSSAS POR VENTOSAS

Este sistema consiste em eliminar a mossa através da aplicação de uma pequena ventosa na deformação e por meio de sistemas de tração para puxar a ventosa,

de modo a corrigir a mossa até recuperar a forma original.

2

5 8

9

Identificação do dano e seleção do

tamanho da ventosa

Colocação da ventosa no centro do

dano

Extração da ventosa

Limpeza da zona e da ventosa,

eliminando os resíduos de adesivo

3 6 10

Limpeza da zona de trabalho

Instalação e posicionamento do

sistema de tração

4 7

Aplicação do adesivo na ventosa

Tração do dano, quando o adesivo

tiver arrefecido

Eliminação do pico saliente com o ponteiro de teflon, se necessário,

e acabamento final

54 Janeiro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


novidades

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serviços

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Ibérica


Técnica

&Serviço

PARA-BRISAS E ADAS

ESSENCIAIS NA SEGURANÇA ATIVA

QUANDO SE PLANIFICA UMA SUBSTITUIÇÃO DE PARA-BRISAS COM ADAS, DEVE INFORMAR-SE O CLIENTE

ACERCA DA NECESSIDADE DE CALIBRAR O SISTEMA. TRATA-SE DE UM PROCESSO COMPLEXO QUE LEVA A

UM AUMENTO NO TEMPO E NO CUSTO DA SUBSTITUIÇÃO DO PARA-BRISAS

O

para-brisas é a parte do veículo

que mais visualizamos. E,

no entanto, é dos grandes desconhecidos

no mundo automóvel.

Muito poucos utilizadores têm consciência

do papel fundamental que ele

desempenha em termos de segurança,

de como é importante mantê-lo

em perfeito estado e de como deve a

manutenção do mesmo ser efetuada

por verdadeiros especialistas. Ainda

mais nos veículos das últimas gerações,

que estão equipados com sistemas

avançados de assistência à condução

(ADAS, na sigla em inglês). As

câmaras e alguns sensores destes sistemas

estão integradas no para-brisas.

Quando se substitui este elemento

e se instala um novo, estas câmaras

e sensores têm de ser calibradas para

nos assegurarmos de que oferecem a

informação correta e precisa aos sistemas

de segurança. E esta calibragem

tem de ser realizada por profissionais

com a formação, experiência e tecnologia

adequada.

Condutores mal informados

Continua a haver muitos condutores

que circulam com o para-brisas riscado

e/ou com danos resultantes de um

impacto. Assim como conduzem com

as escovas em mau estado ou com o

para-brisas sujo. 90% da informação

que recebemos ao conduzir chega-nos

ao cérebro através da vista, pelo que

um para-brisas sujo, riscado ou em

mau estado reduz a visibilidade, provoca

reflexos e pode causar um grave

acidente. Mas para além desta evidência,

o para-brisas cumpre uma

função estrutural no veículo. De facto,

contribui para que o tejadilho não

ceda em caso de capotamento. Também

não é um facto conhecido que o

para-brisas afeta, decisivamente, o

funcionamento do airbag do passageiro

dianteiro. Na maioria dos automóveis,

este airbag é ativado e oferece

a sua proteção apoiando-se sobre o

para-brisas. Na eventualidade de uma

instalação incorreta, este pode ser

projetado com o violento impacto do

airbag, que também não poderá, assim,

cumprir a sua função protetora.

Câmara é de importância vital

Existe outro elemento diretamente

relacionado com o para-brisas que

cada vez adquire mais importância: o

ADAS. Os mais comuns são a travagem

automática de emergência e a assistência

na manutenção de faixa. Mas

existem muitos mais, como a deteção

de ângulo morto, o sistema de deteção

de fadiga, o alerta de mudança involuntária

de faixa, o alerta de tráfego

transversal na traseira ou o reconhecimento

de sinais de trânsito. Todos eles

funcionam com a informação combinada

que recebem de múltiplos sensores

e câmaras. Esses “olhos” e sensores

dispõem de algumas capacidades e limitações

devido à sua tecnologia e natureza.

Somente a combinação da informação

disponibilizada por todos

eles, denominada fusão de sensores,

por parte do “cérebro” do automóvel,

proporciona um reconhecimento fiável

do espaço envolvente.

56 Janeiro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


Colaboração Centro ZARAGOZA

www.centro-zaragoza.com

A câmara frontal, que costuma estar

instalada no para-brisas, é um dos

sensores cruciais nesta função. As câmaras

disponibilizam informação

muito valiosa ao ADAS. Têm a vantagem

de se adaptar a diferentes tarefas,

reconhecer cores e ter um amplo alcance

de 50 a 500 metros e de até

180°. Têm a desvantagem de provocar

problemas de visibilidade em condições

climatéricas adversas ou quando

estão sujas e de estar sujeitas a ilusões

de ótica naturais. A câmara só “entende”

o que for previamente classificado

no seu software e apenas mede ângulos.

Tudo o mais é calculado.

Os sensores de vídeo mais modernos

são “estéreo”, com um alcance de medição

3D de mais de 50 metros. Estas

câmaras registam os objetos espacialmente,

determinando a sua

distância, e reconhecem espaços vazios,

graças a diferentes algoritmos e

à utilização da Inteligência Artificial

(IA). Com tudo isto, são capazes de

oferecer um reconhecimento fiável

de peões, animais e objetos, bem

como de ler letras e números nos sinais

de trânsito.

enviam a informação correta aos sistemas

de segurança. Apenas as oficinas

que dispõem de equipamentos

específicos para ADAS podem realizar

a substituição dos para-brisas

que integram esta tecnologia com

todas as garantias de segurança.

A calibragem destas câmaras consiste

numa operação complexa e exige a

utilização de instrumentos de alta

precisão, além da formação adequada

para os técnicos que os vão utilizar.

Um sistema mal calibrado que

recebe um sinal errado ou impreciso

poderá transmitir indicações ou tomar

decisões erradas que afetem a

condução e a segurança. É da responsabilidade

dos profissionais que

trabalham com vidros para automóveis

cumprir os requisitos estabelecidos

pelos fabricantes. E é muito importante

que os condutores e

utilizadores estejam conscientes da

importância deste componente dos

seus veículos e exijam o máximo cuidado

e atenção. Quando for necessária

uma reparação ou substituição do

para-brisas, a opção deve recair sobre

peritos e especialistas na maté-

QUANDO SE SUBSTITUI UM PARA-BRISAS COM ADAS, CÂMARAS E SENSORES

TÊM DE SER ALVO DE CALIBRAÇÃO PARA QUE FUNCIONEM CORRETAMENTE

garantia de segurança

Quando se substitui um para-brisas,

há que desmontar as câmaras e os

sensores do ADAS do vidro partido e

montá-los no novo. Uma vez instalados,

estes sistemas têm de ser recalibrados

para assegurar que funcionam

com a máxima precisão e que

ria, exigindo-se uma correta e perfeita

instalação, para que se mantenham

os parâmetros de segurança com os

quais o veículo saiu de fábrica.

CALIBRAGEM irá aumentar

Em Portugal, muitos automóveis

vendidos em 2019 estavam equipa-

dos com travagem automática de

emergência (AEB) e assistência de

manutenção de faixa (LKA), dois dos

sistemas que se mostraram mais eficazes

na redução de acidentes. O aumento

previsto da presença destes

sistemas no parque automóvel vai

resultar numa redução significativa

de acidentes. Segundo um estudo da

Associação de Companhias Seguradoras

da Alemanha (General Association

of German Insurance Companies,

na sigla em inglês), as

reclamações por sinistros vão diminuir

25% em 2035 em relação aos

números de 2015, graças à eficácia

destes sistemas de segurança.

A maior parte desta redução da sinistralidade

será graças a duas das ajudas

englobadas nos ADAS: os assistentes

de estacionamento (40%) e a travagem

automática de emergência (outros

40%). Com esta última, será evitado

um grande número de colisões

com o veículo da frente. Com isso, irá

reduzir-se o número de vítimas e de

feridos por golpe de chicote cervical.

Os assistentes de estacionamento não

proporcionam mais segurança, mas

reduzem, significativamente, os toques

com outros veículos nas manobras de

estacionamento. O terceiro sistema

que mais redução de sinistros proporcionará

consiste nos assistentes de

mudança e manutenção de faixa, com

10% do total em 2035. Graças a eles,

serão evitadas muitas colisões em vias

rápidas devido a manobras de mudança

de faixa sem sinalizar. Os 10% restantes

são repartidos entre o controlo

ativo da velocidade de cruzeiro e o reconhecimento

de peões.

Para além de uma redução da sinistralidade

e dos seus custos económicos

associados, a popularização dos

ADAS também provocará outros fenómenos,

como uma possível redução

dos valores de seguro para os tomadores

cujos automóveis estejam

equipados com estes sistemas. Assim

acontece, por exemplo, em Israel,

onde o prémio do seguro pode baixar

até 40% em função das características

de segurança do veículo. l

www.jornaldasoficinas.com Janeiro I 2020 57


epintura


entrevista

RODRIGO SERRANO

COUNTRY MANAGER DA AXALTA COATING SYSTEMS PORTUGAL

TRABALHAMOS

PARA PROPORCIONAR

ÀS OFICINAS A MÁXIMA

rentaBILIDADE

NUMA ENTREVISTA CONCEDIDA AO JORNAL DAS OFICINAS, RODRIGO SERRANO FAZ

O BALANÇO DOS CINCO ANOS COMO RESPONSÁVEL DA AXALTA COATING SYSTEMS

PORTUGAL E DAS RESPETIVAS MARCAS: SPIES HECKER, CROMAX E STANDOX. COM OS

OLHOS POSTOS NO FUTURO, FALOU SOBRE O PRESENTE SEM DESCURAR O PASSADO,

TENTANDO MANTER SEMPRE UMA POSIÇÃO EQUIDISTANTE ENTRE AS TRÊS MARCAS

por João Vieira

Satisfeito com os resultados obtidos, Rodrigo Serrano

afirma ter conseguido alcançar os objetivos quantitativos

e qualitativos propostos, em estreita colaboração

com os parceiros nas redes de distribuição, os quais têm

garantido ao mercado bons níveis de serviço, com resultados

positivos quer para os seus clientes, quer, obviamente,

para a obtenção dos desígnios definidos. Nestas páginas,

publicamos, na íntegra, a entrevista realizada ao country

manager da Axalta Coating Systems Portugal.

Relativamente às marcas que a Axalta comercializa (Spies

Hecker, Cromax e Standox), como foi o seu desempenho

em 2019 Conseguiram atingir os objetivos propostos?

Ainda nos falta a confirmação de alguns dados, mas podemos

dizer que os objetivos estão a ser atingidos. Cada

uma das marcas, com os nossos parceiros específicos, tem

dado uma excelente resposta às necessidades dos clientes

e, com isso, obtido um bom desempenho da atividade

comercial.


RODRIGO SERRANO

A RENTABILIDADE NA OFICINA É O PONTO CRÍTICO DE TODO O PROCESSO.

POR ISSO, TRABALHAMOS PARA LHE PROPORCIONAR A MELHOR DAS

RENTABILIDADES E O BOM FUTURO DO SEU NEGÓCIO

Qual é a principal prioridade para a

Axalta?

A rentabilidade na oficina é o ponto

crítico de todo o processo. A inovação

na Axalta vai exatamente nesse sentido.

Isto é, tanto a nível de sistemas

de cor como nos auxiliares (vernizes,

aparelhos), o objetivo é desenvolver

produtos que garantam processos

mais rápidos, evitem repetições, reduzam

o tempo de ciclo e, simultaneamente,

permitam uma qualidade

inigualável e, obviamente, um cliente

final altamente satisfeito com a reparação

do veículo. Sumarizando, diria

que a introdução consistente de novas

tonalidades, para responder aos constantes

desafios da cor, tal com os sistemas

de pintura baseados em menor

consumo energético, são os pontos

altos da nossa estratégia inovadora.

Como têm conseguido ajudar as

oficinas a serem mais rentáveis?

Neste particular, sempre com um binómio.

Produtos de alta qualidade, ao

que somamos um serviço de excelência.

Produtos, fruto de um constante

investimento em “Investigação & Desenvolvimento”

pela parte da Axalta a

nível global. Serviço de Excelência,

pelo facto de mantermos em Portugal

uma ampla equipa, que, com os nossos

parceiros da distribuição, garantem

uma capacidade de resposta ao cliente

verdadeiramente única no nosso setor.

No final de 2018, inaugurámos o nosso

Centro de Inovação Global, o maior

centro de investigação e desenvolvimento

de tintas e cores do mundo.

As melhores infraestruturas

rodoviárias e o aumento da

segurança dos automóveis levam

a uma redução da sinistralidade

e, consequentemente, a menos

serviços para as oficinas de colisão.

Quais as consequências desta

situação para o negócio da repintura

automóvel?

A tendência pode ser existirem menos

reparações. O que significa que

as oficinas têm de ser mais eficientes

e eficazes. Isto é, fazer bem com menos.

E é exatamente aqui que entra a

Axalta. Toda a nossa filosofia vai nesta

direção. Podemos proporcionar aos

clientes eficiência e eficácia. Temos,

em conjunto com os nossos parceiros

da distribuição, toda a resposta para

esta necessidade dos clientes.

Nos últimos anos, a revolução

tecnológica dos meios que apoiam

a atividade de repintura automóvel

tem sido enorme. Que apoio a Axalta

tem dado aos clientes para que estes

se mantenham atualizados com os

novos produtos e ferramentas?

Apoios vários. Mas, neste momento,

gostaria de referenciar, especialmente,

um: a digitalização. Nesta frente, como

noutras, somos pioneiros. O nosso sistema

de gestão de cor na “Cloud” é altamente

inovador. As soluções digitais

que propomos, além de muito inovadoras

e fáceis de usar, proporcionam

às oficinas um amplo portefólio de

possibilidades que lhes permite, além

de dar uma resposta correta e rápida

a cada reparação, manter o mais exato

controlo de custos e da rentabilidade.

Tudo isto, em muitos casos, com integração

no programa de gestão da oficina.

É absolutamente crítico poder medir

com rigor. E as nossas ferramentas

digitais permitem isso.

Como analisa o mercado de

repintura automóvel em Portugal?

Não creio que existam mercados estáticos.

Como todos, está em permanente

mutação e evolução. É um mercado

com vários segmentos e tipologias que

dão resposta a diferentes necessidades

de clientes distintos. Sem dúvida que

é exigente.

Durante quanto tempo irão continuar

as mudanças nos processos de

pintura e acabamento?

Será o mercado e a tecnologia a impor

os “tetos”. Se as tendências de

que falámos atrás se confirmarem, é

normal que os processos tenham de

adaptar-se ainda mais.

Considera que as oficinas têm meios

técnicos e humanos para acompanhar

a evolução que o mercado da repintura

automóvel está a ter?

Existem, obviamente, vários segmen-

60 Janeiro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


tos. E podemos encontrar assimetrias

no mercado. Mas, de uma forma

geral, os meios técnicos existem.

No caso dos meios humanos, todos

sentimos alguma dificuldade em encontrar

técnicos qualificados. Esta é

uma dificuldade transversal a vários

países. Também aqui, a Axalta desenvolve

várias iniciativas. Em Portugal,

temos estado a trabalhar num projeto

de formação de aprendizes, que pensamos

ser inovador e que tem tido

muito boa aceitação.

Considera que a digitalização na

secção de pintura é o maior desafio

que as oficinas de colisão têm de

enfrentar?

Creio que mais do que um desafio,

a digitalização é, também, uma atitude.

A atitude vai em linha com

o acreditar na importância de um

processo rigoroso, que permita uma

implementação consistente e rentável.

Para isso, a digitalização é uma

peça fundamental. Creio que, aqui,

a formação e a sensibilização são

muito importantes e todos devemos

contribuir.

Quais têm sido os principais

desenvolvimentos das marcas que

comercializam no que diz respeito à

digitalização das oficinas de colisão?

Como referi, a digitalização é uma

das peças relevantes da nossa proposta

de valor. Temos, neste momento,

um conjunto muito amplo que

permite dar respostas muito efetivas

a todas as necessidades. Soluções digitais,

sem fios (com wi-fi), web based

e com atualização permanente de

milhares de dados, bem como um rigoroso

controlo de custos e rentabilidades.

Estes são, entre outros, alguns

dos desenvolvimentos que a Axalta

tem vindo a proporcionar ao setor.

A indústria de repintura automóvel

tem necessidade de atrair novos

talentos que possam acrescentar

valor e novos conhecimentos ao

setor. O que é que a Axalta tem

feito para atrair mais recursos

humanos para esta área da repintura

automóvel?

A nível global, contamos com um extraordinário

conjunto de colegas altamente

especializados na repintura.

As várias marcas que a Axalta comercializa

somam muitas décadas no

mercado e proporcionam uma “escola”

que permite ter laboratórios extremamente

inovadores e, ao mesmo

tempo, muito perto das necessidades

do cliente oficinal. Obviamente que

estas equipas vão sendo renovadas.

Também a outros níveis procuramos

contratar pessoas que não venham só

deste setor. É sempre importante ter

ideais novas e sangue novo que vêm

aportar novas visões do mercado.

Atualmente, o que faz mais a

diferença no setor da repintura

automóvel?

Creio que a capacidade para ser eficaz

e eficiente. A todos os níveis. Produto.

Processo. Digitalização. Nada

de muito novo, mas, eventualmente,

mais intensificado num momento

onde alguns paradigmas podem estar

a mudar. Para tal, é necessário ter

as ferramentas e produtos necessários,

bem como a formação para utilizá-los.

Na Axalta é o que fazemos

todos os dias e, em conjunto com os

nossos parceiros da distribuição, implementamos

nos clientes oficinais.

No fundo, trabalhamos para proporcionar

às oficinas a melhor das

rentabilidades e o bom futuro do seu

negócio.

Quais são as perspetivas para 2020

a nível de volume de negócios e

investimentos?

Partimos para 2020 otimistas. Obviamente

que estamos conscientes das

dificuldades, mas temos um excelente

conjunto de parceiros que nos permite

pensar ser possível continuar com

um bom desempenho em Portugal.

Por outro lado, oportunidades existem

e a Axalta tem uma proposta de

valor que dá resposta às necessidades

mais prementes do setor. Esperamos,

por isso, mais um ano positivo. l

INAUGURÁMOS, RECENTEMENTE, O NOSSO CENTRO DE INOVAÇÃO

GLOBAL, O MAIOR DEDICADO À INVESTIGAÇÃO E DESENVOLVIMENTO

DE TINTAS E CORES QUE EXISTE NO MUNDO


“O QUE É A COR?”, PERGUNTOU JOÃO CALHA, KEY ACCOUNT MANAGER &

TRAINING CENTER LEADER DA AXALTA COATING SYSTEMS PORTUGAL, AOS

FORMANDOS. A QUESTÃO GEROU BURBURINHO E A RESPOSTA TARDOU


epintura

FORMAÇÃO AXALTA

APRENDIZES

DE PINTOR

A AXALTA COATING SYSTEMS PORTUGAL PROMOVEU, NO DIA 12 DE DEZEMBRO,

NAS SUAS INSTALAÇÕES, EM MEM MARTINS, UMA AÇÃO DEDICADA AOS ALUNOS

DO CURSO DE PINTOR DE VEÍCULOS DO CENTRO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL DA ALDEIA

DE SANTA ISABEL. O OBJETIVO FOI DIGNIFICAR UMA CARREIRA DE FUTURO por Joana Calado


Gosto de carros. Antes via um carro que tinha

sido pintado e não sabia como se fazia. Mas,

agora, aprendi como se faz”. Foi deste modo

que Sidney Lopes, eleito porta-voz do grupo, se referiu

ao curso que frequenta no Centro de Formação

Profissional da Aldeia de Santa Isabel. O curso

tem a duração de cerca de dois anos e, para além de

proporcionar aos formandos a oportunidade de estes

estagiarem em várias empresas no final do primeiro

ano e ao longo do segundo ano por períodos

de três semanas, os finalistas ficam ainda com

equivalência do 9.° ano de escolaridade. No Centro

de Formação, existe ainda outro curso dedicado ao

setor oficinal, na área da reparação de carroçarias.

Profissionais, precisam-se

Segundo Patrícia Leandro, Assistente Social na

instituição, “os alunos que concluem este curso têm

vindo a ser rapidamente integrados no mercado de

trabalho, até porque as empresas especializadas valorizam

o curso lecionado pelo Centro de Formação

e, efetivamente, existe pouca mão de obra”. No

entanto, esta rápida integração no mercado de trabalho

faz com que muitos acabem por ficar apenas

com o 9.° ano de escolaridade, não ambicionando

continuar os estudos. “Apenas os que são menores

de 18 anos, à data de conclusão do curso, não

integram o mercado de trabalho, sendo que muitos

saem da aldeia em busca de cursos na área com

equivalência ao 12.° ano, os quais, atualmente, o

Centro de Formação não dispõe”, explica a responsável.

Já Cecília Carvalho, psicóloga da instituição, destaca

o feedback positivo por parte das empresas: “Há

pouco tempo, tivemos o contacto de uma empresa

que tinha recebido para entrevista um jovem que

tirou o curso connosco. E quando os entrevistados

mencionam que tiraram o curso na Aldeia de Santa

Isabel, automaticamente a empresa em questão

entra em contacto connosco”, refere.

Conhecimento e boa disposição

“O que é a cor?”, perguntou João Calha, key account

manager & training center leader da Axalta Coating

Systems Portugal, aos formandos. A questão

gerou burburinho. Assim como respostas acanhadas

e boa disposição entre os presentes na sala. Mas

a determinada altura, alguém deu a resposta correta.

Depois de uma primeira explicação teórica,

João Calha conduziu os alunos até à zona de pintura,

onde explicou o funcionamento do espectrofotómetro.

Os alunos puderam auxiliar o formador

na explicação, tendo sido eles próprios a realizar as

medições necessárias para a continuação da sessão

de esclarecimento.

Medições feitas, os alunos passaram à sala de mistura,

onde o formador exemplificou a forma como o

espectrofotómetro transmite todas as informações

ao sistema, para que, posteriormente, o pintor consiga

aceder, rapidamente, às quantidades necessárias

para criar uma cor em particular. Atualmente,

o software disponibilizado pela Axalta permite ter

todas as indicações necessárias “na palma da mão”,

uma vez que o programa está preparado para “correr”

em tablets e smartphones. Após o almoço, que

proporcionou, também, momentos de boa disposição,

a formação continuou, desta vez para apresentar

aos alunos os produtos de repintura disponibilizados

pela Axalta. l

www.jornaldasoficinas.com Janeiro I 2020 63


NOTÍCIAS // A ÁREA MAIS COLORIDA DO AFTERMARKET

repintura

R-M

GAMA DE PRODUTOS DE SECAGEM UV

Hoje, é muito frequente os danos nos veículos serem pequenos ou moderados.

Por este motivo, os processos de reparação e repintura devem adaptar-se

a essas novas circunstâncias. Na R-M, trabalha-se para se expandir

a gama de produtos de secagem ultravioleta, de modo a garantir um processo

rápido, eficiente e sustentável. Portanto, a partir de agora, é possível optar-se

pelos novos produtos que completam o processo de reparação. Uma das novidades

é a possibilidade de se escolher o primário aparelho cinza mais apropriado

para cada reparação e conseguir um resultado de cor perfeito. As três versões do

primário foram desenvolvidas para serem utilizadas com a tecnologia UV e, tal

como na versão original, tratam-se de soluções mono componentes. Portanto, a

reparação pode ser efetuada mais rapidamente, não devendo este produto ser

misturado com nenhum outro aditivo nem endurecedor.

64 Janeiro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


MSI DE MADRID

EQUIPADO COM MOONWALK

O

Motor & Sport Institute de Madrid (MSi), centro de vanguarda do automobilismo, tanto

a nível de ensino como no campo da competição, caracteriza-se, desde o início, por um

compromisso constante com a inovação e a excelência. Fiel a esse espírito, os profissionais

da MSi já dispõem da nova máquina de mistura de tinta Moonwalk, da Nexa Autocolor, com a

qual contribuem para otimizar os processos de repintura realizados no centro tecnológico. No

campo da competição, cada grama de peso extra no veículo conta (e muito) na batalha contra

o relógio. Portanto, pintar a carroçaria de um veículo de corrida não é apenas importante para

obter a cor ou cores certas para reproduzir. É crucial fornecer a quantidade certa de produto para

evitar o excesso de peso. Os profissionais da MSi sabem-no e é por isso que já têm um forte aliado

para realizar as operações de repintura de forma mais precisa e eficiente, eliminando o desperdício

de materiais de pintura e fornecendo, exclusivamente, a quantidade de produto necessária

para cada operação.

APOSTA FORTE NA FORMAÇÃO

Standox | A formação sempre foi um marco para a Standox,

que dispõe de mais de 60 centros em 35 países, apoiando as oficinas

a ampliar os seus conhecimentos e a descobrir novas técnicas e

produtos, graças a uma “biblioteca” única que oferece conhecimento

de suporte para os profissionais da repintura, tendo em consideração

os problemas reais enfrentados diariamente. Em Portugal, não

poderia ser diferente. Desde 1986 que o Centro de Formação se

encontra ativo, tendo sido renovado em 2001. Localizado na sede da

Tintas Robbialac, desempenha um papel importante no apoio aos

pintores no que toca a processos e produtos.

CALENDÁRIO PARA 2020

Spies Hecker | “Team Work makes the Dream Work” (o trabalho de equipa realiza o sonho) é o lema do novo calendário

da Spies Hecker para 2020. Para fazer algo especial com base numa boa ideia, é necessário colaboradores e parceiros motivados

que trabalhem perfeitamente em conjunto, como uma equipa. O calendário da Spies Hecker para 2020 revela as competências

e a paixão que as oficinas oferecem aos respetivos projetos. A seleção de imagens exibe a grande gama de projetos fascinantes.

Desde automóveis novos e vintage a veículos comerciais, passando por modelos elétricos, aviões e gôndolas de teleféricos, as

imagens exclusivas destacam-se graças, não só, aos acabamentos raros e perfeitos, como, também, ao excelente trabalho do

fotógrafo holandês Jeffrey van der Vaart e do seu assistente, Bastiaan van der Hulst. Entretanto, a Spies Hecker já está à procura

de projetos de repintura raros para o calendário de 2021 de todas as áreas, veículos comerciais e utilizações industriais. As

candidaturas podem ser enviadas até 28 de fevereiro de 2020.

DICROM PREMIADA NO MÉXICO

Roberlo | Obteve o Certificado de Aprovação para a sua linha

de tintas à base de solvente, Dicrom, destinada ao segmento de

alta produtividade de oficinas de colisão. A Dicrom foi certificada

e aprovada como uma linha de solvente superior pela organização

Cesvi México, que a coloca entre as melhores soluções para retoque de

veículos no mercado desse país. Esta aprovação é um reconhecimento

claro da alta qualidade dos produtos da Roberlo a nível global. A

organização Cesvi México, dedicada à segurança e testes nas estradas,

dispõe de grande prestígio nacional e internacional e colabora com as

seis principais companhias de seguros do país.

CENTROCOR TEM NOVA APOSTA

Twin Busch Germany | É a mais recente aposta da

Centrocor. Trata-se de uma empresa alemã que tem mais de 20 anos

de experiência nesta área, onde os seus equipamentos se destacam

pela excelente robustez, aliada a uma ótima relação qualidade/preço.

A aposta por parte da Centrocor na comercialização de equipamentos

para oficinas (elevadores, equilibradoras de rodas e máquinas de

desmontar pneus, entre outros) da marca Twin Busch Germany,

é a mais recente novidade para os clientes que procuram um

equipamento de qualidade para o seu dia a dia nas oficinas.

www.jornaldasoficinas.com Janeiro I 2020 65


Notícias

repintura

CROMAX

ENSINA A TIRAR PARTIDO DA

IMPACIÊNCIA DOS CLIENTES

Kevin Torfs, brand manager da Cromax na Europa, Médio Oriente e África,

explica como se pode influenciar os clientes de hoje e transformar a impaciência

dos mesmos em lucro. É sabido que os consumidores em todo

o mundo são cada vez mais impacientes devido às constantes inovações tecnológicas.

Existe uma nítida procura por serviços melhores e mais rápidos da parte

dos clientes de todas as indústrias. Para o responsável, a crescente impaciência

dos clientes pode parecer uma tendência negativa, mas, na verdade, tem implicações

importantes e traz oportunidades fantásticas para as oficinas. “Com o sistema

de produtos Cromax certos, as possibilidades para aproveitar a impaciência

dos clientes são ilimitadas, independentemente do tamanho das reparações,” deu

conta Kevin Torfs. Para os trabalhos que envolvem danos pouco significativos no

veículo, as reparações em áreas pequenas podem ser realizadas com técnicas especiais

que aceleram o processo de reparação.

E-coat: PODER DE PROTEÇÃO

BasF | Marcos Fernandes, diretor de Tintas Automóvel da BASF, aborda

a tecnologia e-coat, que anuncia elevado poder de proteção e possibilita

a redução da camada de aplicação, gerando uma diminuição do consumo

de material de até 20%. A cor do veículo faz parte do conjunto

de itens que direcionam o estilo que o construtor de

automóveis define para cada um dos seus modelos e

tem potencial para representar uma marca ao longo

da vida útil de um veículo. Por isso, é fundamental

que o processo de repintura automóvel seja feito

com qualidade e tecnologia, além de garantir a

proteção contra degradação ou danos durante o uso

do veículo. Segundo Marcos Fernandes, “este é um ponto

muito importante que é garantido na etapa de fabrico

tanto da tinta como do automóvel em si, já que o produto final

só terá a proteção e a qualidade desejadas após a aplicação de vários

revestimentos. E estas camadas devem ser aplicadas com produtos que

resultem numa cobertura uniforme e com menor espessura”.

CATÁLOGO DE ADESIVOS E SOLUÇÕES PARA REPARAÇÃO

Colad | A empresa líder europeia em equipamentos, produtos e acessórios para o pós-venda automóvel,

EMM, apresentou a sua nova linha de adesivos de última geração de elevada qualidade. Agora, o catálogo da

marca Colad, que inclui soluções para reparar secções e peças de plástico em automóveis, está mais extenso.

A Colad desenvolve soluções para que a oficina consiga melhorar o resultado em cada processo de reparação,

utilizando o mínimo de recursos e obtendo a máxima produtividade e rentabilidade. Esta é, de resto, a

missão da massa adesiva Magic Fix, que permite obter reparações duradouras em poucos segundos, com

um resultado ultra forte que pode ser lixado e pintado. No que diz respeito à reparação de plásticos, a Colad

dispõe de quatro versões do adesivo bicomponente (2K) em cartucho: 30 segundos, 1,5 minutos, 3,5 minutos

e 5 minutos. Dependendo da versão escolhida, o tempo de manuseamento, lixamento ou pintura varia entre

2,5 minutos para manuseamento e 45 minutos (período de espera antes de se poder pintar).

ReparaÇÃo de plásticos

União de painéis

ReparaÇÃo de para-brisas

Selantes

GILLES NAVEZ FOI ORADOR NO CSMT

Axalta | A empresa participou no evento Chemicals Sales e Marketing

Toolbox, que decorreu de 14 a 15 de novembro em Frankfurt. Gilles

Navez, product and marketing director para o negócio Repintura na

Europa, Médio Oriente e África (EMEA) da Axalta, foi orador num

painel onde partilhou as melhores práticas da Axalta em

transformação digital na indústria de repintura. Os

destaques de inovação incluem a Gestão de Cores

Digital da Axalta, o primeiro sistema de gestão

de cores 100% sem fios e baseado na web, que

incluiu o lançamento no mercado do primeiro

espectrofotómetro wi-fi com capacidade para

trabalhar na “nuvem”. Agora no sétimo ano, o evento

Chemicals Sales e Marketing Toolbox é o maior na Europa

deste tipo. Tornou-se num evento que é obrigatório assistir e

que atrai, todos os anos, cerca de 200 profissionais de vendas e marketing

da indústria química para partilharem melhores práticas.

VISITA ao VENCEDOR DO CONCURSO

ZAPHIRO | O diretor comercial da ZAPHIRO, Carlos Herrera, viajou para

Sigüenza para entregar o prémio (pistola DV1 Clearcoat da DeVilbiss),

ao vencedor do concurso de fotos organizado em novembro

pela empresa a qual pertence. O vencedor, Javier Álvarez,

recebeu a DV1 Clearcoat da DeVilbiss na sua oficina de

chapa e pintura, Talleres Álvarez. O diretor comercial

da ZAPHIRO enfatizou que a fotografia vencedora,

“O Diabo de DeVilbiss”, conseguiu obter a maioria

dos mais de 1.000 votos de entusiastas da marca em

Portugal e Espanha. Carlos Herrera também deu conta

da sua satisfação pela elevada participação registada no

concurso, quer pelo número de imagens enviadas quer pelos

votos expressos, além da grande receção dada pelas oficinas à nova

pistola da DeVilbiss.


GLASURIT

NOVO BETUME COM SECAGEM UV

Atualmente, as reparações pequenas e moderadas são as principais atividades das oficinas. Por

isso, as empresas que desejam obter lucro nessa área, procuram alto desempenho e, consequentemente,

processos mais eficientes. Para dar resposta a essa necessidade, a Glasurit

oferece um novo produto de tecnologia UV que proporciona uma eficiência ainda maior. Trata-se do

novo Glasurit 839-171 UV Body Filler. Graças à tecnologia UV, este novo betume seca, consideravelmente,

mais rápido do que os betumes convencionais, que carecem de fornos ou luz infravermelha

para secar. Isto permite que as oficinas economizem tempo em cada reparação e reduzam os custos

de energia. A tecnologia UV-A utilizada não necessita de uma área fechada na oficina. Tudo o que

é necessário são óculos protetores de luz UV para o aplicador. Como a tecnologia UV trabalha a

baixa temperatura, também protege os componentes plásticos, como os para-choques, de possíveis

deformações.

AO VOTAR NAS INOVAÇÕES R-M, O CLIENTE PODE GANHAR PRÉMIOS

R-M | A marca comemorou, em 2019, 100 anos de paixão por cores, design e tecnologia. No início do ano, solicitou o voto dos

clientes sobre a cor que a melhor representava enquanto marca. Agora, quer saber qual considera o cliente ter sido a melhor

inovação lançada pela R-M em 2019. Para participar,

basta aceder ao site www.100yo.rmpaint.com e votar

antes de 31 de janeiro de 2020. Habilite-se a ganhar

prémios, como uma miniatura do Donkevoort D8

GTO 40 pintado pela R-M. A pergunta é simples: Qual

é a sua inovação favorita? Os participantes devem

escolher entre as seguintes: espectrofotómetro

COLORTRONIC 12/6 com um novo hardware e

software; gama de produtos e´Sense, que contribui

para o cuidado do meio ambiente, reduzindo as

emissões de CO 2 no processo de produção; UV Primer

Filler três tons de cinza - ultrarrápido, ultra fácil e

ultravioleta.

CHEGOU O CALENDÁRIO DE 2020

Standox | Com a realização do Euro 2020, que será

disputado em toda a Europa, a Standox desenvolveu um

calendário abraçando o torneio, mantendo, como seria

expectável, um olhar atento aos automóveis. Tendo em

consideração que o futebol é mais do que um desporto, mais

do que uma competição e que pode ser jogado em qualquer

lugar, sendo necessário apenas uma bola, o fotógrafo alemão

Anatol Kotte, captou em 12 países europeus o que considera

ser a essência do futebol de uma maneira muito particular.

As imagens presentes no calendário Standox 2020 ilustram

o verdadeiro significado do futebol: a paixão, a alegria e o

entusiasmo do povo, aliado a fascinantes automóveis. Todas as

imagens do calendário combinam praticantes da modalidade

cujo entusiasmo partilhado não conhece limites. O calendário

Standox não está disponível comercialmente e destina-se,

exclusivamente, a clientes, fornecedores e parceiros da marca.

A Standox deseja a todos os países participantes boa sorte

e espera que o Euro 2020 seja emocionante e que ganhe a

melhor seleção.

PPG

COR CINZA RECUPERA

“Popularidade da tendência global de cores 2019” é o relatório produzido pela PPG, sobre o nível de popularidade das

cores escolhidas para novos veículos em todo o mundo. Este ano, o relatório destaca o facto de o branco ter sofrido uma

queda de quatro pontos percentuais em relação ao ano passado, estando, agora, presente em 35% dos veículos colocados à

venda em todo o mundo. Logo seguido do preto, com 18%. A cor prata, que aumentou para 15% (cinco pontos percentuais

a mais do que no relatório de 2018) e o cinza, que representou 10% dos automóveis de turismo, utilitários desportivos,

modelos pick-up, minivans e vans de passageiros vendidos. Segundo a PPG, no mercado europeu o cinza recuperou a

primeira posição em detrimento do branco, cujo “reinado” começou em 2015. Foi naquele ano que o cinza cedeu e perdeu

a sua hegemonia, depois de dominar o mercado desde o início do século XXI. Assim, em 2019, 31% dos veículos colocados

à venda na Europa era cinza ou prata, em comparação com 26% dos veículos brancos. Seguindo-se o preto, com 19%, e o

azul, com 11%.

www.jornaldasoficinas.com Janeiro I 2020 67


Mundo

automóvel

NISSAN LEAF E+ TEKNA

SILÊNCIO DE OURO

É DOS AUTOMÓVEIS 100% ELÉTRICOS MAIS EVOLUÍDOS QUE EXISTEM. NA

VERSÃO E+, QUE RECORRE AOS PRÉSTIMOS DE UM MOTOR COM 160 KW DE

POTÊNCIA, AQUI ASSOCIADA AO NÍVEL DE EQUIPAMENTO TEKNA E AO SISTEMA

PROPILOT PARK, O NISSAN LEAF, ALÉM DE NÃO TER EMISSÕES

POLUENTES E DE ANUNCIAR UMA AUTONOMIA DE 385 KM (WLTP),

DESTACA-SE PELO SILÊNCIO DE OURO QUE PROPORCIONA

por Bruno Castanheira


Produzida na fábrica europeia de Sunderland, no

Reino Unido, a segunda geração do Nissan LEAF

está mais evoluída do que nunca. Sobretudo, depois

de ter recebido a versão e+, que está equipada com

um motor elétrico de 160 kW (214 cv) de potência e 340

Nm de binário, em vez dos 110 kW (150 cv) e 320 Nm da

variante de acesso à gama. E o facto de o Nissan LEAF ser

o automóvel elétrico mais conhecido do planeta encontra-

-se refletido nos números. Desde que foi colocado à venda,

em 2010, mais de 300 mil clientes escolheram a primeira

geração do veículo elétrico mais vendido do mundo. De

acordo com a Nissan, o novo LEAF é mais do que um novo

modelo. É o pioneiro da próxima geração dos automóveis

elétricos: oferece uma autonomia ainda maior, um design

melhorado, várias tecnologias avançadas de assistência ao

condutor e uma conectividade sem precedentes.

100% agradável à vista

As palavras de Philippe Saillard, vice-presidente sénior,

vendas e marketing da Nissan Europa, não podiam ser

mais elucidativas acerca daquilo que este modelo representa:

“O novo Nissan LEAF é o mais avançado e acessível

veículo 100% elétrico que existe. É, também, o ícone da

Mobilidade Inteligente da Nissan, o nosso guia para um

futuro que redefine a forma como os clientes conduzem

e como os veículos são alimentados e integrados na sociedade.

Este é o automóvel mais agradável, mais conectado

e mais emocionante de conduzir face a qualquer outro

veículo elétrico de produção em massa da história. É simplesmente

fantástico!”. Descrição emotiva que ilustra bem

a importância que o novo LEAF tem para a marca.

Com 4490 mm de comprimento, 1788 mm de largura

e 1540 mm de altura, sendo a distância entre eixos de

2700 mm, o novo LEAF exibe um perfil esguio e ágil,

apostando num visual dinâmico e numa aerodinâmica

que se traduz num coeficiente de apenas 0,28. Qualquer

pessoa familiarizada (e são muitas...) com o design da

Nissan, reconhece de imediato os faróis em forma de

boomerang, a grelha frontal em “V” e os elementos azuis,

como, por exemplo, a grelha frontal e o friso do para-

-choques traseiro, que destacam o carácter 100% elétrico

e de emissões zero do novo LEAF. Mesmo não sendo

um hino ao design, longe disso, o novo LEAF consegue

ser apelativo e tão ousado como a tecnologia que integra.

Na versão e+ Tekna, as jantes são de 17”. Novidade nesta

segunda geração é, também, a paleta de cores, que está,

significativamente, mais vasta. Agora, são 10 as cores exteriores

disponíveis para a carroçaria e duas as tonalidades

para o tejadilho.

No interior, impera a funcionalidade, a qualidade de

construção razoável, o posto de condução ergonómico e

o espaço de bom nível para ocupantes e bagagem. Por

dentro, também o novo LEAF foi totalmente redesenhado,

tendo o foco sido colocado no condutor, combinando

uma utilização inteligente do espaço com um funcionamento

ideal. O design inclui uma costura em azul vibrante

nos bancos, no painel de instrumentos e no volante,

ajudando a criar um ambiente relaxado e uma sensação


NISSAN LEAF E+

MOTOR ELÉTRICO

Potência máxima (kW-cv) 160-214

Binário máximo (Nm) 340

BATERIA

Tipo

iões de lítio

Capacidade (kWh) 62

TRANSMISSÃO

Tração

dianteira com VDC

Caixa de velocidades

1+ma

DIREÇÃO

Tipo

pinhão e cremalheira

Assistência

sim (elétrica)

Diâmetro de viragem (m) 11,0

O Nissan LEAF traz dois cabos: um para recarregar a bateria na rede

doméstica; outro para ligação a um posto de carregamento rápido

RODEADO DE FORTES MEDIDAS DE SEGURANÇA, O

NISSAN LEAF E+ NÃO TEM EMISSÕES POLUENTES

E ANUNCIA UMA AUTONOMIA DE 385 KM (WLTP)

TRAVÕES

Dianteiros (ø mm) discos ventilados (283)

Traseiros (ø mm) discos maciços (292)

ABS

sim, com EBD+BA

SUSPENSÕES

Dianteira

McPherson

Traseira

eixo semirrígido

Barra estabilizadora (diant./tras.) sim/não

de alta qualidade. A bagageira de 385

litros e os bancos traseiros rebatíveis

60/40 oferecem opções de armazenamento

versáteis que maximizam

a utilização do espaço, tornando este

modelo 100% elétrico num automóvel

de cariz familiar. A capacidade

máxima da bagageira com os bancos

rebatidos é de 1176 litros. Carregando

no botão que permite ligar o motor

elétrico, parte-se à descoberta de

uma forma de mobilidade que obriga

a alterar hábitos de condução e a

adotar (no que à utilização do veículo

diz respeito, entenda-se) uma atitude

ambientalmente mais responsável.

100% bom de conduzir

Desde o lançamento do primeiro

LEAF, em 2010, que a Nissan conseguiu

evitar aquela sensação do pedal

do travão com tato esquisito e da direção

com uma assistência que alternava

entre o mais pesado do que o ideal e

o nada comunicativa. O novo LEAF

também no desempenho dinâmico

evoluiu, sendo um modelo mais interessante

de conduzir do que aquilo

que se possa pensar. Principalmente,

nesta versão e+, que recorre aos préstimos

de um motor com mais power

(160 kW em vez de 100 kW da versão

de acesso à gama). Afundando o pedal

do acelerador, vem ao de cima as prestações

céleres deste familiar compacto,

acompanhadas por um silvo característico

da energia que se sente a bordo.

A capacidade regenerativa dos travões

é outros dos pontos a favor (na posição

“B” da caixa, então, é por demais

evidente). Já a autonomia anunciada

(WLTP), por tratar-se da versão e+,

situa-se nos 385 km. Desde que haja

algum bom senso no planeamento

do trajeto e contenção no pé direito, é

possível fazer várias viagens de médio

curso sem sobressaltos.

Também no domínio da segurança o

novo Nissan LEAF marca a diferença.

De série, estão presentes seis airbags

(dianteiros, laterais e de cortina), fixações

ISOFIX, ABS com EBD+BA,

arranque assistido em subidas (HSA),

reconhecimento de sinais de trânsito,

aviso de ângulo morto, sistema inteligente

anti-colisão com reconhecimento

de peões e ciclistas, sistema

inteligente de manutenção de faixa,

alerta de trânsito traseiro e ProPilot

(estacionamento autónomo mediante

o toque num botão). Mas há mais:

e-Pedal. Esta solução tem a capacidade

para “transformar” a forma como

as pessoas conduzem, ao permitir uma

aceleração, desaceleração e paragem

completa através do aumento ou diminuição

da pressão aplicada ao acelerador.

Ao libertar o acelerador, o LEAF

vai desacelerar e parar completamente,

até em inclinações, sem ser preciso

carregar no pedal de travão. Com uma

taxa de desaceleração até 0,2 g, o e-Pedal

elimina a necessidade de o condutor

mover, constantemente, o seu pé do

pedal do acelerador para o travão para

abrandar ou parar. Isto ajuda a reduzir

a fadiga e o stress em condução urbana,

permitindo ao condutor utilizar o

pedal do travão até 90% menos do que

em automóveis “convencionais”.

Se há coisa que o novo LEAF também

transporta, são dois cabos: um para

ligar à rede doméstica; outro para

carregamentos rápidos. Mas as boas

notícias não se ficam por aqui. Além

de estar em curso uma campanha que

permite baixar o preço final do veículo

em €3.000, também a manutenção

pode ser adaptada às necessidades específicas

de cada condutor. Ao abrigo

do “Programa Manutenção+” da Nissan,

o preço varia em função daquilo

que o cliente escolher. Por exemplo,

no caso do LEAF e+, custa €90,68

por manutenção para um plano de

três anos/três manutenções (€261

para o total dos três anos), €89,49

para um plano de quatro anos/quatro

manutenções (€358 para o total dos

quatro anos) e €84,20 para um plano

de cinco anos/cinco manutenções

(€421 para o total dos cinco anos). l

PERFORMANCES ANUNCIADAS

Velocidade máxima (km/h) 157

0-100 km/h (s) 7,3

Autonomia WLTP (km) 385

DIMENSÕES, PESO E CAPACIDADES

Cx 0,28

Comp./larg./alt. (mm) 4490/1788/1540

Distância entre eixos (mm) 2700

Vias frente/trás (mm) 1530/1545

Altura ao solo (mm) 150

Capacidade da mala (l) 385-1176

Peso (kg) 1760

Relação peso/potência (kg/kW) 11,0

Jantes de série

6 1/2Jx17”

Pneus de série 215/50R17

Pneus testado

Dunlop Enasave EC300,

215/50R17 91V

GARANTIAS

Mecânica 3 anos (5 anos componentes EV)

Pintura

2 anos

Anticorrosão

12 anos

Bateria

8 anos ou 160 mil km

ASSISTÊNCIA

1.ª revisão 1 ano ou 30 mil km

Custo 1.ª revisão (c/ IVA) €90,68 (plano 3 anos)

Intervalos

1 ano ou 30 mil km

PREÇO (sem despesas) €46.700

Unidade testada €46.700

Imposto Único de Circulação (IUC) isento

70 Janeiro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


TODOS

OS CAMINHOS VÃO

DAR AO PLATEAU TV

17|18|19 Abril 2020

expoMECÂNICA - PORTO

plateautv.pt

3 DIAS

COM INFORMAÇÃO DE QUALIDADE


Mundo

Automóvel

EM ESTRADA

por Jorge Flores

MERCEDES-BENZ CLA 220D SHOOTING BRAKE

FAMILIAR DESPORTIVO

Um modelo de cariz familiar também pode ter uma estética desportiva. Assim o prova o novo Mercedes-Benz

CLA Shooting Brake. Neste caso, esta carrinha/coupé surge equipada com o motor

220d de 190 cv às 3800 rpm, o que vinca ainda mais esta segunda vertente. Que não é apenas

estética. Esta versão conta com uma eficaz caixa automática de oito velocidades. A silhueta não mudou

muito. Apenas algumas arestas limadas nesta nova geração, notando-se os traços característicos dos

Classe A e CLA Coupé. A distingui-lo destes está, claro, a maior capacidade da bagageira: 505 litros de

capacidade (face aos 495 do antecessor) e 871 mm de abertura, vincando, deste modo, a funcionalidade.

O CLA Shooting Brake sofreu um aumento de 48 mm no comprimento e está mais largo 53 mm e mais

baixo 2 mm. A distância entre eixos cresceu 30 mm para oferecer mais espaço para os passageiros.

No habitáculo, o cockpit segue a inspiração dos outros modelos revelados recentemente, ou seja, com a mesma integração tecnológica proporcionada

pelo sistema MBUX, com possibilidade de solução de dois ecrãs de grandes dimensões na horizontal, a que se juntam detalhes como as saídas de

climatização com visual de turbina. Às prestações fulgurantes junta-se uma dinâmica irrepressível e um nível de qualidade elevado.

Motor 4 cil. linha Diesel, transv., diant. Cilindrada (cc) 1950 Potência máxima (cv/rpm) 190/3800

Binário máximo (Nm/rpm) 320/1600-2600 Velocidade máxima (km/h) 237 0-100 km/h (s) 7,2

Consumo comb. WLTP (l/100 km) 5,0 Emissões de CO 2 WLTP (g/km) 112 Preço €49.200 IUC €197,69

NISSAN X-TRAIL 1.7 DCI 4X2 TEKNA

DIESEL SEM MEDO

A

atualização do Nissan X-Trail continua a reservar um lugar de grande destaque

para o motor Diesel: 1.7 dCi. Sem medos, apesar do peso dos blocos a gasósleo

ter vindo a diminuir no mercado nacional, fruto da perseguição política

de que estes têm sido alvo nos últimos tempos. Com 150 cv de potência às 3500 rpm e 340

Nm de binário máximo às 1750 rpm, a nova motorização 1.7 dCi (aqui associada à versão 4x2

Tekna), é um bom companheiro de estrada. Desenvolto e enérgico (mais do que seria de esperar),

cumpre o arranque dos 0 aos 100 km/h em 9,5 km/h e consome pouco mais de 5,8 l/km.

O X-Trail disponibiliza a tecnologia ProPilot. Já presente nos Qashqai e LEAF, o sistema engloba, agora,

diversos dispositivos de segurança. Incluem-se no ProPilot o assistente de manutenção na faixa de

rodagem e o cruise control inteligente, que contribui para manter uma distância constante para o veículo da frente. Este SUV nipónico oferece a vantagem

adicional de ser Classe 1 nas portagens em todas as versões 4x2. Basta trazer o dispositivo da Via Verde. E vincar esta questão ao portageiro, sempre que

este se equivocar...

Motor 4 cil. linha Diesel, transv., diant. Cilindrada (cc) 1749 Potência máxima (cv/rpm) 150/3500 Binário máximo (Nm/rpm) 340/1750

Velocidade máxima (km/h) 192 0-100 km/h (s) 9,5 Consumo combinado (l/100 km) 5,8 Emissões de CO 2 (g/km) 151

Preço €42.975 IUC €158,92

72 Janeiro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


A COMPETIÇÃO

ESTÁ PRESTES

A COMEÇAR

2020

challengeoficinas.pt

O MAIOR DESAFIO

DO ANO PARA EQUIPAS OFICINAIS


tecnologia

PORSCHE TAYCAN

O VERDADEIRO

ANTI-TESLA

O TAYCAN É O PRIMEIRO PORSCHE 100% ELÉTRICO E O MODELO QUE “ABRE” UM NOVO SEGMENTO

PARA A MARCA DE ZUFFENHAUSEN: O DAS BERLINAS DESPORTIVAS ELÉTRICAS QUE DEIXAM DE LADO

A QUESTÃO DA AUTONOMIA PARA SE FOCAREM NO COMPORTAMENTO. NESTAS PÁGINAS,

DESVENDAMOS-LHE TODOS OS SEGREDOS DO VERDADEIRO ANTI-TESLA por Ricardo Carvalho

A

curta história moderna do

automóvel elétrico, a principal

“obsessão” de todos os

fabricantes, tem-se focado muito em

autonomias generosas para permitir

que os modelos sejam relativamente

utilizáveis. Primeiro, em cidade.

Depois, em viagens de médio curso.

Entre todos os construtores, a norte-

-americana Tesla tem-se destacado

por ser a marca que maior autonomia

oferece aos utilizadores dos seus

modelos. Tudo porque aposta forte

em baterias de alta capacidade com

elevada densidade energética, que

possibilitam que os modelos mais caros

percorram 500 km com uma carga.

Atualmente, a Tesla também se

diferencia por contar com uma rede

de carregadores rápidos, que permite

fazer viagens mais longas com relativa

facilidade.

Outras prioridades

Oferecer uma autonomia elevada

pressupõe renunciar a outros aspetos.

É preciso simplificar o interior e o

chassis ao máximo para reduzir o peso

e as perdas por transmissão (ou falta

dela). Em conjunto com uma aerodinâmica

refinada, esta é a melhor forma

de chegar longe. Face a tudo isto, o

novo Porsche Taycan é o primeiro elétrico

no qual a qualidade do interior e

o comportamento dinâmico são prioridades,

abdicando do facto de poder

percorrer mais 50 ou 100 km. Como

resultado, é de esperar que seja o primeiro

veículo elétrico a oferecer um

tato genuinamente desportivo, igual

ou superior ao dos seus “irmãos” de

combustão. Nestas páginas, revelamos

os componentes chave tecnológicos

que pretendem ditar o sucesso da nova

coqueluche da marca alemã. l

74 Janeiro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


1 – Bateria /// Funciona a 800 Volt

Uma das principais inovações do Taycan é a bateria. Pesa 650 kg, tem 93,4 kWh de capacidade (a utilizável é de 83,7 kWh) e é

composta por 33 módulos dispostos em dois níveis. Na prática, as células estão ligadas duas a duas em paralelo, permitindo

chegar a uma tensão que oscila entre 835 e 610 Volt. Ou seja, estes valores correspondem ao dobro da tensão que encontramos

nas baterias em utilização atualmente. Com maior tensão, o Taycan carrega a bateria mais depressa no caso de utilizar o

carregador rápido adequado

2 – Chassis /// Quase perfeito

O chassis do Taycan é perfeito, pois disponibiliza tudo: suspensões pneumáticas de três câmaras, amortecedores adaptativos,

barras estabilizadoras ativas e eixo traseiro direcional. Para além disso, o Taycan conta com um poderoso sistema de travagem

com pinças dianteiras de 10 pistões e discos com acabamento em carbeto de silício ou carbocerâmicos. Por fim, a regeneração

(travagem feita com os motores elétricos) consegue alcançar os 0,4 g em desaceleração

3 – Motores /// Caixa de duas velocidades

O Taycan dispõe de dois motores, ambos de ímanes permanentes. Um em cada eixo, que lhe conferem tração às quatro rodas. O

dianteiro oferece até 190 kW de potência e 440 Nm de binário. O traseiro tem 335 kW e 670 Nm. No total, são 761 cv (versão Turbo

S) de forma pontual e 625 cv constantes. Para além disso, o motor traseiro conta com duas velocidades e um autoblocante variável

controlado eletronicamente, que pode ser desacoplado para poupar energia

4 - Carregamentos /// A chave para viajar

Em vez de uma autonomia deslumbrante, o Taycan aposta no desenvolvimento da rede Ionity, um consórcio impulsionado por

vários fabricantes, como BMW, Ford, Hyundai ou Mercedes-Benz, que tem previsto instalar 400 pontos de carregamento até

final de 2020. Com este número, a Ionity passará a ter uma rede tão preenchida quanto a de supercarregadores da Tesla. Os

carregadores da Ionity, alimentados a 800 Volt e até 350 kW de potência, permitem carregar a bateria do Taycan de 5% a 80% em

23 minutos. Também é possível carregar o Taycan em carregadores de 400 Volt de 50 a 150 kW

5 – Habitáculo /// Tecnológico e totalmente digital

Com um design exterior em conformidade com o tradicional ADN da Porsche, o habitáculo assinala o início de uma era, com ênfase

tecnológico e digital. O ecrã de 10,9” do sistema de infoentretenimento e o opcional ecrã para o passageiro são combinados

para formar uma faixa integrada em vidro, com o visual de um painel em preto, reduzindo a presença de comandos físicos. Nota

também para a intenção da Porsche em apresentar um interior sem elementos em pele, usando “um inovador material reciclado”

que sublinha “o conceito sustentável deste automóvel desportivo elétrico”, com dois compartimentos para bagagens: dianteiro de

81 litros; traseiro de 366 litros

6 – Prestações e preços /// Tudo em alta

A gama do Taycan é composta por duas versões: Turbo S (760 cv; €192.661) e Turbo (680 cv; €158.221). Em relação ao primeiro,

cumpre o arranque dos 0 aos 100 km/h em 2,8 segundos, chega aos 200 km/h em 9,8 segundos e completa o quarto de milha em

10,8 segundos. O Taycan irá ter uma terceira versão (4S), menos potente, cujos preços arrancam nos €110.000

Outros Porsche elétricos

Ainda que pareça inacreditável, a carreira profissional de Ferdinand Porsche começou

com a produção de carros elétricos, como o EggerLöhner de 1989, que foi apelidado

de P1 em homenagem ao seu criador. O P1 l disponibilizava 3 cv de potência e uma

autonomia de, nada mais nada menos, do que 80 km. Ao P1, seguiram-se modelos

ainda mais “assombrosos”, como o Löhner-Porsche l, o primeiro elétrico com extensor

de autonomia do mundo, dotado de dois motores geradores de Dion a gasolina, que

debitavam 7 cv e lhe conferiam uma autonomia indefinida. Se saltarmos mais de um

século, encontramos o monolugar Porsche 9xx l da equipa Tag Heuer para competir na

Formula E em 2020, naquela que será a primeira vez que a marca alemã vai fazer essa

modalidade. Ou seja, a Porsche parece, de facto, pronta para os elétricos.

///

www.jornaldasoficinas.com Janeiro I 2020 75


Mundo

AUTOMóvel

NOTÍCIAS por Bruno Castanheira

OPEL DESENVOLVE

CORSA ELÉTRICO PARA RALIS

R

ola a bom ritmo o completo programa de testes que a Opel definiu para desenvolver a versão

de competição do Corsa-e destinado ao inédito ADAC Opel e-Rally Cup, troféu de ralis que

será disputado na Alemanha na temporada de 2020/21, numa parceria entre o automóvel

clube alemão e a marca de Rüsselsheim. A Opel construiu dois exemplares do elétrico Corsa-e Rally,

que estão a cumprir uma agenda intensa de provas de durabilidade no Centro de Testes de Dudenhofen.

Na segunda fase do programa de desenvolvimento, os engenheiros da Opel Motorsport vão centrar

atenções nas performances do Corsa-e Rally, que anuncia 100 kW (136 cv) de potência. Uma vez

concluído o programa de desenvolvimento do Corsa-e Rally, a Opel construirá uma unidade de referência

que servirá de padrão para os exemplares a produzir para equipas clientes. A marca alemã prevê

construir 20 unidades para a temporada de 2020/21, das quais 15 serão entregues no verão, a tempo

da primeira prova de teste, a realizar no mês de julho. O Corsa-e Rally dispõe do mesmo tipo de bateria

do Corsa de produção em série. Com 50 kWh de capacidade, este acumulador permite obter uma

autonomia de 337 km, de acordo com a norma WLTP. Com o objetivo de otimizar a autonomia em

prova, a gestão eletrónica do sistema de motorização permite optar entre três modos de funcionamento:

“Competição”; “Chuva”; “Eco”.

BENTLEY FLYING SPUR

NAS ASAS DO DESEJO

P

roduzida com base numa plataforma totalmente nova, a terceira geração do Flying Spur começa

por se demarcar pelos faróis de LED Matrix e pelas jantes de 21” (22” em opção). Desenvolvido

a partir de uma folha em branco, é ligeiramente mais comprido (5,32 metros) e tem uma maior

distância entre eixos (3,19 metros) em relação ao modelo antecessor. Um dos detalhes de design que a

Bentley recupera é a mascote retrátil “Flying B”, que surge, pela primeira vez, num Flying Spur da era

moderna. Redesenhado para comemorar o centenário da marca, a mascote é iluminada e exibe uma

sequência coordenada com a iluminação de cortesia exterior quando o condutor se aproxima do veículo.

Equipado com direção nas quatro rodas, inúmeros dispositivos de segurança e suspensão com amortecedores

de dureza regulável e molas pneumáticas, o novo Flying Spur é movido por um motor W12 de

6,0 litros com 635 cv, explorado por intermédio de uma caixa automática de dupla embraiagem com

oito velocidades da ZF. O preço? Começa nos €283.282. O arranque dos 0 aos 100 km/h? Cumpre-se

em 3,8 segundos. A velocidade máxima? Nada menos do que 333 km/h (em sexta).

FORD APROVEITA SOBRAS DE CAFÉ

PARA PRODUZIR PEÇAS

A Ford já começou a utilizar sobras de café para produzir peças para

alguns dos seus veículos. A multinacional norte-americana procura,

assim, transformar a casca de café, habitualmente desperdiçada,

num bioplástico resistente e suficientemente maleável para fabricar

peças para automóveis. Este novo método já está a ser aplicado

na produção do invólucro de plástico em alguns faróis. Mas para

acelerar o processo de implementação deste conceito, o construtor

criou uma parceria com uma cadeia de fast food norte-americana.

O objetivo desta iniciativa não se limita à redução do impacto

ambiental. Terá, também, vantagens práticas, até porque as peças

produzidas através deste método podem ser até 20% mais leves do

que as convencionais. Testes iniciais permitiram ainda comprovar

que as sobras de café têm características únicas, favoráveis ao

contacto com elevadas temperaturas, o que permitirá à Ford poupar

até 25% de energia durante o processo de produção de peças.

PORSCHE

LANÇA MACAN GTS COM 380 CV

A Porsche completa a gama Macan com o lançamento da versão

GTS (“Gran Turismo Sport”), que surge equipada com um motor

V6 biturbo de 2,9 litros com 380 cv. Combinado com caixa PDK,

de dupla embraiagem, e opcional Pacote Sport Chrono, este SUV

compacto acelera dos 0 aos 100 km/h em 4,7 segundos, estando

a velocidade máxima fixada nos 261 km/h. O sistema de controlo

do amortecimento da suspensão (Porsche Active Suspension

Management - PASM), recebeu uma afinação especial. O chassis

foi, também, rebaixado em 15 mm para uma maior dinâmica em

curva. A suspensão pneumática está disponível em opção com o

chassis rebaixado em mais 10 mm. De série, dispõe de jantes RS

Spyder Design de 20” e travões de generosas dimensões (360x36

mm à frente; 330x22 mm atrás). Mas o novo Macan GTS pode

receber, em opção, travões Porsche Surface Coated Brake (PSCB)

com revestimento em carboneto de tungsténio ou travões Porsche

Ceramic Composite Brake (PCCB). Já disponível para encomenda

(custa €111.203), o novo Macan GTS dispõe de detalhes exclusivos.

76 Janeiro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


Mundo

Automóvel

USO PROFISSIONAL FIAT TALENTO

QUALIDADES INATAS

A FIAT ANUNCIOU UMA RENOVAÇÃO DE DETALHE DO TALENTO, O SEU FURGÃO MÉDIO QUE PASSOU A SER

PRODUZIDO AO ABRIGO DA PARCERIA RENAULT/NISSAN. PARA ALÉM DE ALGUNS DETALHES ESTÉTICOS,

ESTE COMERCIAL LIGEIRO GANHA UM NOVO MOTOR EURO 6D-TEMP, UM INTERIOR MAIS REFINADO E UM

NÍVEL DE CONECTIVIDADE DE TOPO QUE FACILITA AS ENTREGAS E TAREFAS DIÁRIAS

por

Ricardo Carvalho

O

revisto e melhorado Fiat Talento

chega ao mercado no

início de 2020 com uma panóplia

de novidades que se esconde

debaixo das vestes praticamente idênticas

às da versão que substitui. Para

além dos novos motores de 2,0 litros

Euro 6d-TEMP, há muitos conteúdos

novos na cabina, incluindo um sistema

de informação e entretenimento

com Rádio Nav e ecrã tátil de 7”, preparado

para Apple CarPlay e compatível

com Android Auto através de

app específica.

Novos motores de 2,0 litros

Uma importante inovação do Talento

é a introdução do novo motor de 2,0

litros EcoJet, que cumpre a norma

Euro 6d-TEMP e caracteriza-se pela

redução de consumo de combustível

até 11%, com melhor potência e

binário do que o antecessor bloco de

1,6 litros. Disponível em três níveis

de potência e binário (120 cv e 320

Nm; 145 cv e 350 Nm; 170 cv e 380

Nm), este novo motor está equipado

com turbocompressor de geometria

variável. Graças ao controlo eletrónico,

o turbo consegue adaptar a respetiva

dinâmica de fluidos à velocidade

do motor e ao estilo de condução, de

modo a fornecer sempre a sobrealimentação

certa. Além disso, o motor

dispõe de tecnologia de Redução Catalítica

Seletiva (SCR), que diminui

as emissões de óxido de azoto (NOx)

através da injeção de uma solução de

AdBlue.

Na cabina, o otimizado Fiat Talento

reforça a oferta de conforto e ergonomia

com tecidos resistentes e bancos

bem moldados, que garantem uma

posição confortável a todos os passageiros,

além de um volante perfeitamente

posicionado e comandos que

tornam a condução diária mais tranquila

e segura. Em particular, o novo

interior, preto, foi renovado para criar

um ambiente funcional, complementado

com numerosos compartimentos

de arrumação (com capacidade

total de 90 litros) e Mobile Office.

para todas as exigências

Disponível numa completa gama de

variantes de carroçaria (furgão de

mercadorias com tejadilho baixo ou

alto, transporte de pessoas com nove

lugares, cabina dupla com seis lugares

e chassis-cabina com plataforma),

o renovado Fiat Talento oferece duas

alternativas de comprimento, duas

versões de altura e duas distâncias

entre eixos. Combinando estes elementos,

pode ser personalizado de

forma a ir ao encontro de todas as

exigências de transporte ligeiro, oferecendo

volumes de carga entre 5,2 e

8,6 m3, peso bruto entre 2,80 e 3,05

toneladas e capacidade de carga que

pode chegar aos 1.266 kg. Abrindo a

divisória CargoPlus, situada sob os

bancos dos passageiros, é possível

transportar objetos até 3,75 metros de

comprimento (4,15 metros no caso da

versão de chassis longo). A extraordinária

flexibilidade é ainda garantida

pela altura do limiar de carga de apenas

552 mm e pela largura de 1.030

mm da porta deslizante (a 100 mm

do piso).

O renovado Fiat Talento dispõe ainda

de um sistema de informação e entretenimento

melhorado, graças ao novo

Rádio Nav com ecrã tátil de 7”, preparado

para Apple CarPlay e compatível

com Android Auto. Equipado com

entrada USB e sintonizador de rádio

DAB, o sistema oferece ainda função

de navegação e tecnologia Bluetooth

para utilização de telemóvel. l

78 Janeiro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


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