NO Revista Janeiro 2019

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REPORTAGEM

adianta que esta gazeta produzia

decretos reais e passeios do

rei e da sua família por Lisboa

e arredores. A perspetiva

da imprensa internacional,

contrariamente àquilo que se

verificava em Lisboa, era uma

imprensa “séria, honesta, de

debate desapaixonado sobre o

evento”, sobre aquilo que se

estava a passar em Portugal e na

Terceira, concretamente.

Para o autor, era essa visão que

o interessava e que, “já tendo

a visão do outro lado”, poderse-ia

fazer uma comparação e

ter uma história real, baseada

não só num lado, numa versão

da história, mas completando-a

com diferentes fontes, diferentes

imprensas, diferentes capitais

"

Eu não uso

notas de rodapé,

as referências

de não sei

quantas páginas

à frente. Eu uso

uma linguagem

que nós usamos

no jornalismo.

Isso ajuda

as pessoas a

fazerem uma

leitura correta

sobre as coisas

e a perceberem

à primeira.

europeias que relatavam e

retratavam esse evento.

Segundo Victor Alves, a

receção das pessoas a esta

forma diferente e pragmática

de contar a história tem sido

muito boa. Para ele, o que tem

surpreendido as pessoas tem

sido, de facto, a linguagem

pragmática característica do

jornalismo.

Apesar de poder ser um livro

“maior com 300 ou 400

páginas”, o autor achou por

bem contar a história de forma

breve, introduzir o assunto de

forma sintetizada, deixando

“no ar a vontade de as pessoas

fazerem alguma pesquisa e

aprofundarem mais um pouco

sobre o tema”, confessa.

NOJAN20 61

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