Negócios Janeiro 2019

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# 309 | janeiro de 2020 | www.sebraesp.com.br | 0800 570 0800 | facebook.com/sebraesp youtube.com/sebraesaopaulo twitter.com/sebraesp instagram.com/sebraesp | Versão impressa - 250 mil exemplares

Emerson Domingues de Oliveira,

do empório Trem Mineiro, uma

das 17 empresas participantes

do programa na região

GESTÃO DENTRO

DO MAPA

Empreendedores de Parelheiros, bairro distante 35 quilômetros do Centro de São Paulo,

se reúnem em projeto do Sebrae-SP voltado ao desenvolvimento local

Pág. 8

Referência em vendas na TV,

Ciro Bottini revela seus truques

Pág. 3

Lanchinhos saudáveis ganham

mercado em novos formatos

Pág. 4

2020: como se preparar para

vender nas principais datas do ano

Pág. 6


2 | JORNAL DE NEGÓCIOS

Nova musculatura

para os pequenos

TIRSO MEIRELLES,

Presidente do Sebrae‐SP

Gostaria de propor uma reflexão sobre a genialidade

do empreendedor brasileiro e os motivos

que o impedem de ser tão ou mais bem-sucedido

que seus pares estrangeiros.

Tomemos o caso de João do Amaral Gurgel,

engenheiro-empresário que, em 1969, abriu as

portas da montadora automobilística Gurgel em

Rio Claro, interior de São Paulo, com o objetivo de

produzir veículos 100% nacionais. Em 1974, apresentou

ao mercado o Itaipu E-500, o primeiro automóvel

elétrico da América Latina. Em 1996,

questões financeiras, falta de incentivo e concorrência

desleal levaram ao encerramento das atividades

e do sonho do senhor Gurgel.

Pouco mais de 50 anos se passaram desde a

inauguração da fábrica e ainda hoje os empreendedores

não decolam – ou aterrissam precocemente

– por não contar com a segurança de

investimentos e políticas públicas de longo prazo

que os apoiem efetivamente, em especial nos primeiros

anos de atividade.

Em 2019 tivemos iniciativas importantes que

apontam nessa direção, como a aprovação das reformas

previdenciária e trabalhista, a promulgação

da Lei da Liberdade Econômica e a criação das Empresas

Simples de Crédito (ESC), que vão baratear

o crédito e aumentar a oferta para os pequenos

negócios. Nessa área, acertamos ainda parceria

com Banco do Brasil para qualificar em educação

financeira os pequenos negócios a fim de ampliar o

acesso a serviços e soluções bancárias, bem como

apoiar a expansão das ESCs. As primeiras mil empresas

de crédito em atividade devem injetar recursos

na ordem de R$ 20 bilhões por ano. Uma ótima

notícia, já que 90% dos pequenos negócios não solicitaram

crédito bancário porque é difícil e caro.

No Sebrae continuamos investindo na evolução

de nossos serviços a fim de melhor apoiar os empreendedores

na jornada de aprimoramento da

gestão da empresa. No ano passado, realizamos

quase 3 milhões de atendimentos a 1,5 milhão de

empreendedores e empresários e expandimos

nossa atuação junto às startups, preparando esses

empreendimentos para serem acelerados e

consolidados no mercado.

Em 2020, o Sebrae será ainda mais digital, usando

a tecnologia para conhecer melhor as angústias

do empresário e levar soluções na medida, no momento

em que ele precisa. Vamos aprofundar nossa

presença multicanal, com acesso de qualquer

lugar, 24 horas, sete dias por semana, graças à tecnologia

e à expansão da rede de parceiros no Brasil

e no exterior. Rede esta que também vai abrir novos

mercados para produtos e serviços oriundos dos

pequenos negócios, além de intensificar as atividades

de educação, enraizando nas futuras gerações

o comportamento empreendedor. Serão mais de

300 mil alunos, do ensino fundamental ao superior.

Ao sincronizar os marcos regulatórios, as

políticas públicas e os investimentos em capacitação

e produção às realidades de hoje e dos

próximos 50 anos, abrimos caminhos para o ganho

de musculatura de negócios criados por brasileiros

geniais. Está dada a largada para 2020,

o ano do empreendedorismo.

Destaques

Centro de Referência em Inovação Sebrae oferece espaço de coworking gratuito

O Centro de Referência em Inovação

Sebrae (Crie) oferece, gratuitamente, 30

posições de coworking para empreendedores

que buscam desenvolver projetos

e negócios inovadores e digitais. O espaço

incentiva a troca de ideias, o compartilhamento

de experiências e a colaboração

de diferentes profissionais, com

o objetivo de formar equipes com perfis

complementares e negócios de sucesso.

Segundo Ricardo Sergio Martins,

consultor do Sebrae-SP e responsável

pelo gerenciamento do espaço, localizado

no bairro de Campos Elíseos, ainda

há outros benefícios. “Estamos sempre

em contato com os empreendedores que

utilizam o coworking para entender as

necessidades deles. A partir disso, realizamos

mentorias, eventos temáticos,

rodadas de negócios e até adaptamos os

espaços disponíveis no prédio para que

esses empreendedores tenham todas as

ferramentas necessárias para desenvolver

a startup.”

Para Thiago Lopes, CTO da Entregali

e um dos empreendedores que utilizam

o coworking do Crie há mais de um ano,

outro diferencial são as oportunidades:

“Em um dia qualquer, ao sair da sala

para tomar um café, encontrei um investidor

renomado que participava de

um evento promovido pelo Sebrae-SP.

Não perdi tempo, fiz um pitch da minha

startup e trocamos cartões”.

O espaço pode ser utilizado de

segunda a sexta-feira, das 8h às 20h,

com exceção de feriados. Além das

mesas para até 30 pessoas, também

estão disponíveis salas para reuniões,

cabine para videoconferências, espaço

para eventos, acesso à internet e

estacionamento. Para utilizar esses

serviços gratuitamente, basta preencher

o formulário disponível em:

bit.ly/coworking-campos-eliseos.

Para outras informações acesse:

https://inovacao.sebraesp.com.br/


EDIÇÃO 309 | JANEIRO DE 2020 | 3

Entrevista do mês

‘Venda! Venda! Venda!’

O apresentador Ciro Bottini, referência em varejo pela TV, fala sobre como ser um bom vendedor

Dono um estilo marcante de

vender produtos na TV, o

apresentador Ciro Bottini

conseguiu sucesso e grande identificação

entre telespectadores e

consumidores de diferentes faixas

etárias e classes sociais. Além da

sua agenda nos programas do Shoptime,

ele viaja o Brasil com palestras

motivacionais sobre vendas, atendimento

e marketing direto. Segundo

ele, “um empreendedor de sucesso

é um supervendedor”. Em conversa

com o Jornal de Negócios, o assunto

não poderia ser outro: vendas.

É possível ser um bom empreendedor

sem saber vender?

Bottini: “Um

empreendedor

de sucesso é um

supervendedor”

Divulgação

xonada uma ideia senão o próprio

criador? Estamos sempre vendendo

alguma coisa, um produto, serviço,

projeto, ideia e a nossa marca pessoal.

Não é só o vendedor que vende,

o arquiteto vende, o engenheiro vende,

o contador vende, todos vendem.

O profissional liberal precisa gerar

valor para a sua marca, ser autoridade

no que faz, e a estratégia passa

por criar conteúdo para as redes

sociais, estar atento às novidades do

setor, fazer campanhas impulsionadas

para a geração de leads, manter

ações de relacionamento constantes

com a clientela, promover eventos

e reunir pessoas com potencial de

compra e relacionamento.

Para termos sucesso em qualquer

atividade, precisamos aprender

a vender. Não adianta ter qualidades

incríveis se o mercado não

conhece o que está sendo oferecido.

Atenção, empreendedor: é fundamental

que as habilidades de venda

estejam presentes na sua vida. Você

tem de buscar investimentos, suporte,

equipe, fornecedores e, para

tudo isso terá de vender sua ideia de

maneira apaixonada. Tenha bons

técnicos trabalhando no seu negócio,

mas não se esqueça de que você

é o principal embaixador da sua

marca. Venda! Venda! Venda!

Quais as características do

bom vendedor?

Fazer com que o cliente se sinta

a pessoa mais importante do

mundo. As habilidades sociais determinam

o sucesso do vendedor.

Venda é um processo emocional,

precisamos encantar o cliente em

cada detalhe. Energia, entusiasmo,

simpatia, animação, motivação,

resiliência, determinação, inteligência

emocional, olho no olho,

usar o nome do cliente, falar como

amigo, sorrir, demonstrar vontade

genuína de entregar soluções que

surpreendam, criar uma poderosa

marca pessoal. Não deixe de dar

um show na hora de apresentar

seus produtos; o bom vendedor

também tem seu lado artista.

Quais os erros mais comuns

que um vendedor comete?

Achar que só aquela venda importa.

Queremos é fechar a primeira

venda e muitas outras, mas isso

não pode acontecer a qualquer custo,

precisamos criar uma relação

de longo prazo para manter a credibilidade.

É necessário entender o

perfil do cliente e o que ele precisa.

Apresentar produtos e serviços sem

a convicção necessária também é

um problema, já que dessa forma

o vendedor não demonstra acreditar

no que vende. O profissional de

vendas deve oferecer aquilo que os

clientes não encontram no mundo

digital, como calor humano, emoções

verdadeiras, escuta ativa, argumentação

baseada em benefícios

e um alto poder de persuasão.

Como encantar o cliente

quando o produto é básico,

sem diferencial e enfrenta

muita concorrência?

Quem quer se diferenciar precisa

basear o seu trabalho em relacionamento

e entender que todos os pontos

de contato são importantes, a começar

pela prospecção digital. Onde

estão nossos clientes em potencial?

Na internet. É lá que também precisamos

estar para impactar os possíveis

compradores. Campanhas

online são imprescindíveis para

mostrar que existimos. No primeiro

contato devemos criar valor para a

nossa marca, vender os diferenciais

e atrair as pessoas. A partir daí, fazer

contato personalizado, devemos

falar com cada lead, fazer convites,

enviar vídeos curtos gravados especialmente

para cada um.

Alguma estratégia de vendas

para o profissional liberal,

já que ele é a própria empresa e

o próprio produto ou serviço?

Um empreendedor de sucesso é

antes de tudo um supervendedor.

Quem vai vender de forma apai-

O comportamento do consumidor

mudou muito nesses anos

em que o senhor está na TV?

O comportamento é completamente

diferente de quando comecei

a vender pela TV, há 30 anos.

O mundo está em mudança contínua

e isso nos obriga a acompanhar

o movimento imposto pelo universo

digital. Antes, praticamente

tudo o que falávamos na TV era

aceito como verdade irrefutável, já

que o cliente não tinha como interagir

ou questionar. Hoje o cliente

está mais exigente, bem informado,

questiona e interage o tempo

todo. Se não for bem atendido, vai

para as redes e reclama.

Algum conselho para o

dono de um pequeno negócio?

Trabalhe muito. Nada vai acontecer

se você não se envolver completamente.

Contrate sempre as

melhores pessoas e ofereça a elas

uma perspectiva de crescimento.

Atue sempre como o principal

vendedor/motivador/evangelista

da sua ideia. Conheça seu cliente.

Transmita energia. Contagie

sua equipe, fornecedores, clientes,

todo mundo. Todos os clientes são

importantes. Mantenha ações de

relacionamento constantes com

o mercado. Nunca deixe de fazer

propaganda. Mantenha sua marca

viva na mente do cliente.


4 | JORNAL DE NEGÓCIOS

Lanchinhos saudáveis

A partir de demandas pessoais e do mercado, empresas

Marta Moraes criou a Qpod

a partir de uma necessidade

pessoal e hoje busca investidor

Gisele Tamamar

Saem os salgadinhos industrializados,

as frituras e as

bolachas recheadas e entram

em cena as frutas, os bolinhos de

cacau e os chips de legumes. Com

o crescente interesse dos consumidores

por uma alimentação mais

saudável, o mercado de snacks – ou

“lanchinhos” – ganhou diversidade

e desperta o interesse de empreendedores

em busca de um negócio

com potencial.

Pipoca de semente de flor de

lótus, grão de bico com chocolate

e chips de batata doce liofilizada

fazem parte da linha de produtos

da Qpod, empresa criada pela empreendedora

Marta Moraes a partir

de uma necessidade pessoal. “Eu

era a louca da marmita e levava

frango com batata doce para todos

os lugares”, lembra.

Foi em uma feira do setor que ela

conheceu o processo de liofilização,

técnica que congela os alimentos e

remove todo o líquido, mantendo

os nutrientes – a mesma tecnologia

utilizada na comida dos astronautas.

O que começou com uma ideia

para resolver o problema de transporte

e conservação da marmita virou

um negócio. Seis meses depois

de conhecer a tecnologia, Marta

começou a criar os produtos, fazer

testes de sabor e lançou a marca

Qpod. “Comecei batendo de porta

em porta nas lojas. Hoje, consegui

entrar em grandes redes e ter visibilidade,

mas ainda sou pequena.

Crescemos muito no boca a boca

e com degustações”, conta. Atualmente,

a empreendedora está em

busca de investidores para sustentar

uma expansão.

Na avaliação da consultora do

Sebrae-SP Simone Haduo, o crescimento

do mercado de snacks saudáveis

é motivado pela busca de

alternativas de alimentação mais

práticas, mais rápidas, mais saudáveis

e que gerem conveniência.

Para quem está de olho no mercado,

a consultora destaca o segmento

de grab and go, ou seja, o “pegue e

leve”, como um nicho de alto valor,

não só para investir exclusivamente

na produção de snacks, mas também

como uma oportunidade para

restaurantes, padarias, cafeterias,

que podem inovar com a implantação

desses produtos. “É importante

criar uma experiência de consumo

positiva, sensorial e adequada dentro

do negócio. Não será apenas embalar

o que já se vende. Ter cuidado

na elaboração e como oferecer o


EDIÇÃO 309 | JANEIRO DE 2020 | 5

ao gosto do cliente

investem em novos modelos para os snacks naturais

Oura empresa que aposta no modelo

de assinatura é a Made in Natural,

de São Paulo, que começou há

cinco anos, quando um dos sócios,

Fabio Aubin, enxergou uma oportunidade

para vender opções de lanproduto

é fundamental para o êxito

do negócio”, destaca.

Outra recomendação da consultora

é respeitar a sazonalidade da

matéria-prima, fator importante

que terá impacto nos custos, além

de informar os detalhes nutricionais

no rótulo e a origem dos produtos,

nos casos de produtos orgânicos

e locais. Segundo Simone, a

valorização da cadeia de alimentos

e a descrição da forma de atuação

da empresa são muito bem vistos

pelo novo consumidor, assim como

um posicionamento de negócio que

valoriza a agricultura familiar com

pequenos produtores e alimenta a

sustentabilidade. “O consumidor

está muito mais consciente e exigente.

Ele poderá se tornar fiel não

somente pelo sabor, mas também

pelo legado e proposta da marca, do

seu conceito verdadeiro e fiel ao que

vende e entrega”, destaca.

CANAIS DE VENDA

A empresa ainda pode diversificar

os canais de venda, desde a criação

de lancheiras empresariais até

o formato de assinaturas para atender

pessoas que trabalham em casa,

crianças e profissionais da saúde.

Foi o nicho de lancheiras escolares

que chamou a atenção da assistente

social Larissa Souza, moradora

de Ji-Paraná (RO). Mãe de Ester

e Beatriz, Larissa atuava em sua

área de formação e se desdobrava

para preparar uma lancheira com

opções saudáveis para as filhas. “Tinha

dificuldade na variação e, às vezes,

caía no produto industrializado

para tentar diversificar”, conta.

Ao conversar com as outras

mães, descobriu uma realidade de

consumo dos pequenos de 90% de

produtos industrializados, fritos ou

com embutidos, como salsichas. “Eu

fiquei chocada e tive a ideia de preparar

a lancheira dessas crianças. As

mães não mandavam opções saudáveis

não porque não queriam, mas

porque não tinham tempo”, afirma.

Depois de conversar com os pais

e com uma amiga nutricionista,

Larissa formulou o cardápio e deu

início à empresa Snack Saudável. No

primeiro dia de atuação, ela conseguiu

18 clientes. No fim da semana,

já eram 60 mensalistas. “A demanda

começou a crescer e o telefone não

parava de tocar”, lembra. O modelo

de negócios chamou a atenção de interessados

em abrir uma franquia.

“Pensei: se eu não vender essa ideia,

alguém vai copiar e fazer isso. Contratei

uma empresa especializada e

formatamos o negócio”, diz Larissa.

A rede começou a se expandir por

outras cidades de Rondônia e logo

chegou a outros Estados. Hoje, a empresa

conta com 60 unidades em 15

Estados. A franquia tem investimento

inicial de R$ 72 mil, e o franqueado

precisa de um imóvel para instalação

da cozinha para produção dos

kits, compostos por uma fruta, um

suco e uma opção de carboidrato.

Os mais requisitados são: bolinho

de cacau, pão de hambúrguer artesanal,

pão de queijo, pizza artesanal

marguerita e cookie com pipoca. As

lancheiras são entregues um pouco

antes do recreio e os clientes podem

optar por uma assinatura mensal

para a entrega diária. O pacote em

São Paulo, por exemplo, custa R$

195 por mês.

8 em cada 10

brasileiros afirmam se

esforçar para ter uma

alimentação saudável

ches práticos, saborosos e saudáveis.

“Compramos em grande quantidade

diretamente de pequenos produtores

e fazendeiros espalhados pelo

país para chegar à mesa das pessoas”,

explica Aubin. Além da assinatura,

a empresa mantém a venda

online tradicional e direta para escritórios

de empresas e lojas.

O empreendedor ainda vê muitas

oportunidades de crescimento

SAÚDE À MESA

DADOS DA PESQUISA “A MESA DOS BRASILEIROS”, REALIZADA PELA

FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO (FIESP).

71%

afirmam optar por

produtos mais saudáveis

mesmo que tenham que

pagar mais por eles

para o negócio, mas tem consciência

da concorrência crescente com

empresas maiores e tradicionais no

mercado. “Basta verificar as gôndolas

das lojas para perceber a ampla

variedade de produtos de qualidade.

É um mercado que precisa de

volume para sobreviver, e para ganhar

volume precisa estar pronto

para concorrer em preço e qualidade

com peixes grandes”, diz.

82%

Percepção que predomina é que se alimentar

de maneira saudável custa muito caro

Grau de conhecimento sobre o

mercado de alimentação saudável

Orgânicos: 66% conhecem

Sustentáveis: 48% conhecem

Funcionais: 35% conhecem

Obs: Foram ouvidas 3 mil pessoas em 12 regiões metropolitanas do País. A pesquisa foi divulgada em 2018.

Larissa Souza, da Snack

Saudável, transformou ideia de

lancheira saudável em franquia


6 | JORNAL DE NEGÓCIOS

Planejamento para

Começar 2020 com o pé direito é o objetivo de todo o empreendedor. Fique

Patricia Gonzalez

O

começo do ano é o momento

ideal para colocar no papel o

planejamento para as vendas de

sua empresa, especialmente para aqueles

que trabalham no varejo. Com o calendário

em mãos, algumas datas comemorativas

são quase que obrigatórias e

devem ser pensadas com antecedência.

Assim, o empreendedor consegue pôr

em prática ações efetivas para estimular

as vendas e garantir um bom desempenho

durante todo o ano.

De acordo com o consultor de negócios

do Sebrae-SP Davi Jeronimo, algumas

comemorações têm impacto tão forte

no desempenho de vendas anual que

devem ser planejadas com pelo menos

três meses de antecedência. “Existem algumas

comemorações do calendário que

são feitas para gerar lucro, vender muito

sem desconto. Já outras são importantes

para promover a queima de estoque

e ajudar o empresário a fazer inventário

de suas mercadorias”, explica.

Para auxiliar na tomada de decisões

e montar sua estratégia para 2020, confira

a seguir o calendário com datas importantes

e as sugestões para você se

antecipar e montar um planejamento

mês a mês.

JANEIRO

CARNAVAL

25 de fevereiro

Uma das primeiras decisões que o empreendedor precisa tomar já

em janeiro é sobre o funcionamento de sua loja nos dias de Carnaval.

O planejamento precisa levar em conta os dias em que o estabelecimento

vai funcionar. Estabelecer metas para compensar os

dias de portas fechadas em outros meses também é uma ação a

ser planejada.

Para os que optarem por abrir as portas, fiquem atentos ao planejamento

de dias e horários de funcionamento – bem como aos

produtos que serão disponibilizados para venda, afinal, o Carnaval

exige estoque voltado para as comemorações e criatividade para

atrair clientes.

ABRIL

MAIO

DIA DAS MÃES

10 de maio

A data é o segundo maior período

de vendas, só perdendo

para o Natal. Uma sugestão

para alavancar as vendas é

levantar o valor médio gasto

pelos clientes no último Dia

das Mães, conhecer o perfil

do público que já comprou na

loja e criar ações para atender

este público específico. É uma

data que trabalha muito com

venda afetiva, então é estratégico

conhecer a realidade

do cliente.

DIA DOS NAMORADOS

12 de junho

Em 2020, o Dia dos Namorados

cairá em uma sexta-feira.

É uma data que costuma gerar

muitas compras de última

hora, mas mesmo assim

o planejamento de estoque

é muito importante para não

descapitalizar o negócio devido

a uma negociação ruim

com fornecedores.

PREPARE-SE PARA:

SETEMBRO

HALLOWEEN

31 de outubro

A comemoração do Dia das Bruxas tem crescido muito no Brasil

nos últimos anos, por isso merece atenção especial. É importante

se preparar para ter produtos específicos para a data – e qualquer

tipo de estabelecimento comercial pode aproveitar o momento.

Lojas de roupa, por exemplo, podem vender camisetas temáticas.

As lojas de bairro podem se beneficiar ofertando produtos que

ajudam a comemorar o dia, como fantasias e kits de doces, já que

muitos clientes não estão dispostos a encarar maratona de compras

dos centros de comércio popular.


EDIÇÃO 309 | JANEIRO DE 2020 | 7

um feliz ano novo

de olho no calendário para realizar uma boa estratégia de vendas

FEVEREIRO

MARÇO

DIA DA MULHER

8 de março

O Dia da Mulher tem ganhado cada vez

mais importância em tempos de discussão

sobre o papel da mulher na sociedade

e sobre empoderamento feminino.

Por isso, é importante dedicar-se ao

planejamento de vendas para a data

com pelo menos um mês de antecedência.

Ter uma boa vitrine e investir

na divulgação é essencial. Uma dica é

avaliar que tipos de produtos fizeram

mais sucesso nos anos anteriores.

DIA DO CONSUMIDOR

15 de março

Esta data pode ser vista como oportunidade

para trabalhar o relacionamento

com seus clientes: é possível criar

uma boa proposta de descontos para

os fregueses mais próximos e também

produzir conteúdo exclusivo para chamar

a atenção desse público.

PÁSCOA

12 de abril

A Páscoa é uma data muito positiva para

vendas no primeiro semestre, por isso,

o planejamento das ações deve ser feito

com pelo menos dois meses antes. É

importante verificar quais as tendências

nessa época, planejar estoque, olhar

o histórico de vendas do ano anterior.

Todo o varejo pode se beneficiar da

Páscoa – não apenas quem vende chocolates.

É possível pensar em ações para

aproveitara data, mas não é o momento

para promoções ou queima de estoque.

O foco é faturamento e lucro.

DIA DO FRETE GRÁTIS

Última semana de abril

Dos mesmos criadores da Black Friday e

o da Cyber Monday, as lojas focadas em

e-commerce devem aproveitar o Dia do

Frete Grátis: data que traz 24 horas de

ofertas especiais no comércio eletrônico.

Grandes sites – como Amazon e Mercado

Livre – já usam. É uma oportunidade para

focar em produtos que estão “sobrando”.

Realizar combos de vendas para ajudar

no giro das mercadorias também pode

ser uma opção. Faça uma análise sobre o

preço de cada produto para não perder

muita margem por conta do frete grátis.

JUNHO

JULHO

AGOSTO

DIA DO AMIGO

20 de julho

O Dia do Amigo ainda não é tão explorado

pelo comércio, mas é uma data

que está se popularizando. Vale a pena

investir na criatividade e bolar presentes

com preço baixo e que estimulem a

compra de pequenas lembranças para

movimentar o mercado.

DIA DOS PAIS

9 de agosto

É uma data que chega a rivalizar em

movimento com o Dia das Mães. Também

é uma boa ocasião para trabalhar

com o comércio afetivo, sempre

baseado em pesquisas sobre as vendas

dos anos anteriores para montar

boas estratégias.

DIA DAS CRIANÇAS

12 de outubro

Uma das datas com maior volume de

vendas para o varejo. A demanda é

muito alta mesmo nas semanas antecedentes.

Por isso, o planejamento deve

ser feito com pelo menos três meses de

antecedência. Esse tempo é importante

para trabalhar a parte de marketing

e fazer uma gestão de estoque atenta

– negociando preços e prazos com os

fornecedores.

DIA DO CLIENTE

15 de setembro

O Dia do Cliente também é uma oportunidade

para estreitar relacionamento

com seu público consumidor.

É uma data que pode ser usada para

estimular metas de vendas internas,

fazer renovação de estoque, atrair

novos clientes e trabalhar a fidelização

dos já existentes.

OUTUBRO

NOVEMBRO

DEZEMBRO

NATAL

25 de dezembro

O Natal é a data mais importantes

para vendas do ano. É uma época em

que todos podem vender bem. Para

essa ocasião, investir em uma vitrine

atraente é essencial. Planejamento de

estoque, negociação com fornecedores

sobre prazos de entrega e pagamento,

bem como o conhecimento

sobre o histórico dos anos anteriores

são pontos essenciais para ter sucesso

nessa data. Por lidar com tantos

detalhes, a orientação é que o planejamento

seja feito com, no mínimo,

três meses de antecedência.

BLACK FRIDAY

27 de novembro

Para estar bem preparado para a Black

Friday, é ideal que o empreendedor

tenha um inventário de produtos

bem elaborado. Isso porque esse dia

– ou até o mês, como tem se tornado

comum no Brasil – é uma excelente

oportunidade para renovar o estoque

e eliminar produtos que estão guardados

em grande quantidade, ganhando

com o volume de vendas. Ao conseguir

reduzir o estoque excedente, o fluxo de

caixa melhora e abre-se espaço para

receber mais produtos para o Natal.

CYBER MONDAY

1ª semana de dezembro

O Cyber Monday é a data criada para

ajudar a alavancar as vendas logo após

a Black Friday. É voltada principalmente

para o e-commerce, mas as lojas físicas

também podem aproveitar. Aqui, a

ideia é desenvolver ações digitais para

atrair o público e fazer a “queima da

queima” do estoque.

FESTAS

O empreendedor deve estar focado

nas vendas de Natal e períodos de troca.

O movimento é intenso e a logística

pode ser complexa. O empreendedor

do varejo precisa vender, fazer o fluxo

de estoque, receber e efetuar trocas.

Por isso, o importante é uma logística

desenhada com antecedência – tanto

de processos como de pessoas.


8 | JORNAL DE NEGÓCIOS

DENTRO

Empreendedores de Parelheiros, extremo sul de São Paulo, transformam

Marlene e a filha Kelly Pereira

Francisco estão à frente de um

restaurante que funciona há 30

anos em Parelheiros: déficit no

caixa era crônico

Ana Carolina Nunes

Parelheiros está a 35 quilômetros

em linha reta do marco

zero no centro de São Paulo,

na Praça da Sé. Localizado no extremo

sul da Capital, é o maior dos

32 distritos da cidade em território

e também o menos populoso.

O distanciamento geográfico deixa

a região com cara de cidade do interior.

As áreas agrícolas do entorno

e a circulação de carroças e cavalos

ajudam a reforçar o clima rural.

Mas o distrito também possui

uma considerável atividade comercial

e de serviços, seja como parte

da rota ecoturística, já que é uma

área de trilhas e cachoeiras, seja

no centro do bairro de 140 mil habitantes.

Por estarem tão distantes

do coração da metrópole, os empresários

da região acabavam ficando

fora do radar, como em um mercado

à parte. Vocações locais, como o

turismo e a produção de orgânicos,

não eram trabalhadas em todo o

seu potencial.

A realidade de um grupo de empreendedores

de Parelheiros, porém,

começou a mudar a partir de

uma iniciativa do Escritório Regional

Capital Sul do Sebrae-SP, que

iniciou em agosto de 2019 um projeto

multissetorial focado no desenvolvimento

local com as pequenas

empresas do distrito. Um levantamento

feito com os empreendedores

locais apontou que muitos ainda

tinham dificuldades em relação à

administração e ao planejamento

das atividades empresariais.

O Restaurante da Marlene foi

uma das 17 empresas participantes

do projeto do Sebrae-SP na

região. Foi lá que funcionou, também,

a sala de aula para os módulos

teóricos do projeto – uma vez

que a distância para o escritório do

Sebrae-SP, em Santo Amaro, inviabilizaria

a participação de muitos

empreendedores da região. Para

Kelly Pereira Francisco, que administra

o estabelecimento junto com

a mãe, a Marlene, o programa serviu

como um “choque de realidade”

sobre a administração do restaurante

por quilo. “Não acreditei

quando vi que trabalhava com um

prejuízo tão grande”, conta Kelly.

O consultor de negócios do

Sebrae-SP Felipe Chiconato, que

está à frente do projeto na região,

diz que não é possível generalizar,

mas a maior parte das pequenas

empresas – seja onde for – é desorganizada

financeiramente e, entre

as que possuem algum tipo de organização,

poucas sabem interpretar

as informações. “A desorganização

financeira é um enorme problema,

pois o empreendedor não tem clareza

sobre como está a sua empresa,

se ela dá lucro ou sobre o que precisa

ser melhorado”, comenta. O primeiro

passo para começar a organizar

as finanças, orienta o consultor,

é entender que é preciso no mínimo

seis controles financeiros: o registro

de venda, o controle de caixa,


EDIÇÃO 309 | JANEIRO DE 2020 | 9

DO RADAR

negócios com programa do Sebrae-SP voltado ao desenvolvimento regional

contas a receber e a pagar, fluxo de

caixa e demonstrativo de resultado

(DRE). “Essa é a estrutura mínima

de controle”, diz.

Os módulos da primeira fase do

programa incluem: gestão financeira,

planejamento estratégico, marketing,

gestão de pessoas, inovação

e design thinking e acesso a mercados.

A primeira turma do projeto

continua as atividades até o meio do

ano. Em janeiro estão abertas as inscrições

para a segunda turma, com

início das atividades em fevereiro.

No restaurante de Kelly, com 30

anos de história, um grande problema

eram as dívidas, que pareciam

só crescer, um problema crônico de

déficit do caixa. “Pegava empréstimos

sem saber o que realmente precisava.

O caixa ficava negativo e não

sabia o motivo”, lembra a empreendedora.

Com a dinâmica agitada do

dia a dia de um restaurante por quilo,

a organização da gestão ficou em

segundo plano, com zero registro

de vendas, sem controle dos gastos

ou de quantos clientes passavam

pelo estabelecimento diariamente,

um controle feito no “olhômetro” ou

baseado nos pratos sujos na pia.

“Os empréstimos e auxílios de

crédito, como o cheque especial,

estavam funcionando como medida

emergencial, mas sem resolver,

de fato, o problema nas contas da

empresa. É como ter um furo na

caixa d’água e ir colocando mais

água para compensar a perda, mas

sem consertar o furo”, explica Chiconato.

Não à toa, o sentimento

de Kelly era o de “trabalhar muito

sem ver o resultado”.

Medidas como organizar a rotina

de contas, reduzir custos, adequar

os preços e até um novo processo

de contratação que fosse mais

assertivo foram mudanças de gestão

que impactaram nos negócios

em apenas três meses de projeto.

Entre setembro e outubro do ano

passado, ainda no final da primeira

fase do programa, as vendas cresceram

17% e o restaurante registrou

lucro pela primeira vez em 2019.

Mas uma das principais mudanças

foi o de posicionamento no setor de

alimentação, ao diferenciar seu serviço

dando destaque aos produtos

orgânicos – a região de Parelheiros

é um polo de produção de alimentos

orgânicos –, uma característica

muito valorizada no mercado.

SEM ‘ACHISMO’

Dono de duas unidades do empório

Trem Mineiro, Emerson Domingues

de Oliveira começou a participar

do projeto com planos de abrir

a terceira unidade do empório, mas,

após a primeira fase do programa,

entendeu que a melhor estratégia

talvez seja justamente o movimento

oposto: o de fechar uma das duas

unidades e centrar esforços em apenas

uma. “O ‘achômetro’ é a pior das

ferramentas de gestão que existem.

Com ferramentas como a DRE, por

exemplo, conseguimos enxergar de

forma muito diferente as contas”,

diz Oliveira, que administra o negócio

junto com uma sócia, Marlete

Gonçalves Fermiano.

Da mesma forma que o Restaurante

da Marlene, Oliveira e Marlete

também passaram a posicionar

melhor o diferencial do empório, o

café mineiro com grãos selecionados.

A lição de casa incluiu ainda

organizar melhor a contabilidade

da empresa e assumir a missão de

reduzir custos e aumentar receitas.

Os próximos passos incluem investimento

em marketing digital e o

lançamento de um programa de assinaturas

dos produtos do empório.

“O programa traz para a realidade,

faz repensar os conceitos e trabalhar

de maneira mais profissional”,

afirma o empreendedor.

Apesar de atuar em segmento

bem diferente, a cabeleireira Dulce

da Silva Cavalcante Gonçalves tem

questões muito semelhantes às dos

colegas do projeto. Com duas unidades,

sendo uma delas com um

alto custo de aluguel, Dulce também

não tinha noção exata do movimento

do salão.

PROJETO MULTISSETORIAL

17 empresas

participantes

meses

11 duração total

OBJETIVOS

• Despertar

valorização

regional

• Geração de

emprego

e renda

• Atração de

investimentos

ETAPAS

Capacitações

Acesso a mercado

Ferramentas de gestão

Inovação

Consultoria in loco

Emerson Domingues de Oliveira,

do empório Trem Mineiro: sem

mais “achômetro” na gestão

Em se tratando de um salão de

beleza, a organização começou na

comunicação visual do estabelecimento,

com mudança na fachada,

melhorias internas e a definição de

um uniforme. Dulce também readequou

seus preços para o público-alvo,

redefinido após estabelecer um

novo perfil de seu estabelecimento.

As próximas ações também terão

como foco as ações de marketing

do negócio.

Na avaliação de Felipe, o projeto

faz com que os empreendedores entendam

que eles são os protagonistas

de seus negócios. “O empresário

entendeu que a responsabilidade é

dele e ele precisa se mexer para fazer

as coisas acontecerem”, conta.

O consultor diz ainda que a maior

mudança do grupo foi comportamental.

“Todos tiveram melhoras

significativas. Entendem melhor o

próprio negócio e começam a enxergar

oportunidades onde até então

viam apenas fraquezas e barreiras”,

conclui.

Parelheiros

INDICADORES

• Mais

competitividade

• Aumento do

faturamento

das empresas

• Redução de

custos

• Inovações


10 | JORNAL DE NEGÓCIOS

Bons contatos e negócios

Manter uma rede de relacionamentos é fundamental para o sucesso do empreendimento

Patricia Gonzalez

Ter uma boa rede de contatos,

com pessoas que troquem

conhecimento, possibilitem

parcerias, e novos negócios e auxiliem

no seu trabalho. Assim é o networking,

prática que pode contribuir

muito para o sucesso de uma empresa

de qualquer setor.

O networking se faz investindo

em relacionamentos, mostrando

interesse pelas pessoas e suas realizações,

oferecendo colaboração,

marcando presença em eventos do

setor, falando de seu empreendimento,

entre outras ações (veja ao lado).

“Hoje, os clientes têm muitas opções

para comprar um produto ou

serviço e fazer uma boa escolha em

meio a tanta oferta é tarefa complicada.

Aí está a importância de um

bom networking”, explica Esmeralda

Queiroz, consultora de negócios

do Sebrae-SP. “A maioria das pessoas

consulta seus amigos e conhecidos

em busca de indicações para

ajudar suas escolhas. Um empresário

que trabalhe bem seu relacionamento

com parceiros e clientes

terá mais chances de ampliar seus

negócios, pois será sempre lembrado

como uma boa referência.”

Hoje em dia, a rede de contatos ultrapassou

os limites do ambiente físico

– como encontros e eventos corporativos

– e abrange também o universo

digital. As redes sociais imprimiram

ainda mais rapidez na circulação da

informação, influenciando diretamente

a maneira como as pessoas

se comunicam, se relacionam e fazem

negócios. Saber o que os outros

falam a respeito do seu empreendimento

e ter boas avaliações em sites

voltados ao seu mercado pode ajudar

a obter resultados significativos.

GRUPO DE CONTADORES

Atenta a essa realidade, a empreendedora

Lucia Regiane Rodrigues

participou do grupo de segmento

setorial do Sebrae-SP em

2016 voltado a contadores, seu ramo.

Após o programa, os 28 participantes

formaram um grupo em uma

rede social e mantêm contato para

trocas de conteúdos e trabalhos.

“Criamos o grupo Contabilizando

Sucesso. A ideia é que um possa indicar

o outro para trabalhos, pois

cada profissional tem a sua especialização”,

explica.

Além disso, os participantes

também trocam conteúdos técnicos

e organizam happy hours para relacionamento

e apoio mútuo. Dentro do

grupo também já houve parcerias para

trabalhos e até fusão de empresas.

Ainda durante o curso, Lucia

também criou – com mais duas participantes

– um canal no YouTube

chamado Clube das Contadoras.

Atualmente, elas têm cerca de 3 mil

seguidores, a maioria contadores.

“Descobrimos que nossos colegas

de profissão não têm tanta habilidade

para falar sobre gestão e nós

nos juntamos para atender a essa

necessidade”, explica.

Além do networking, a empreendedora

destaca a importância do

programa de segmento setorial do

Sebrae-SP para abrir os horizontes.

“Esse programa foi a grande virada

em minha vida. Mudei completamente

a minha forma de atuação.”

Para participar do programa Soluções

Setoriais, basta procurar o

escritório do Sebrae-SP mais próximo

ou entrar em contato pelo telefone

0800 570 0800.

MUITO ALÉM DE UMA SIMPLES LISTA DE NOMES

Quando se fala em networking, muita

gente pensa em uma lista de cadastro onde

temos os nomes de pessoas com quem nos

relacionamos profissionalmente, com o

telefone, o e-mail e data de aniversário

para que não nos esqueçamos de cumprimentá-las

e entrar em contato quando

precisamos de uma informação ou favor.

Porém, o verdadeiro networking vai muito

além de uma lista de contatos. Para ser

efetivo é necessário investir em relacionamentos,

que vão além de redes sociais e

troca de cumprimentos em datas festivas.

Algumas dicas importantes

Participe de eventos que estejam alinhados com os interesses de

seus negócios e de sua rede de contatos, prestigie seus amigos.

Tenha interesse real pelas pessoas, entenda o que elas fazem,

faça perguntas, a maioria das pessoas gosta de falar sobre

suas realizações.

Esteja presente com frequência para sua rede, comentando e

apoiando conforme necessário. É muito ruim aparecer somente

quando precisa de alguma ajuda.

Seja útil. Ofereça seu conhecimento e seus contatos para sua rede

quando necessário.

Fale sobre seus negócios, seus projetos, seus objetivos, para que

as pessoas saibam o que você faz e possam colaborar.

Mantenha-se atualizado, tendo condições de emitir opiniões

interessantes e relevantes para sua rede.


EDIÇÃO 309 | JANEIRO DE 2020 | 11

Habilidades

extras

A gestão de pessoas está situada

entre as quatro funções-chaves nas

organizações: gestão financeira; produção;

comercial (vendas) e gestão de

pessoas. Para que a empresa tenha um

desenvolvimento contínuo, é necessário

que essas áreas estejam funcionando

de forma equilibrada. A função

de recursos humanos envolve todas as

ações que têm como objetivo a integração

do funcionário na organização e o

aumento de sua produtividade. Essa

função trata dos temas:

• Recrutamento;

• Seleção;

• Treinamento;

• Desenvolvimento;

• Manter a mão de obra;

• Controlar a mão de obra ;

• Avaliar o desempenho das pessoas.

Para que esses processos sejam desenvolvidos

de maneira eficaz e possam

contribuir para o sucesso da empresa,

é fundamental o papel das lideranças.

Esse é um ponto crítico nas MPEs.

Raramente nos deparamos com uma

liderança efetiva à frente de uma pequena

empresa. Geralmente, podemos detectar

competência técnica para tocar

CRENILDO FREIRE ARAUJO

Consultor do Sebrae-SP

Como trabalhar a liderança

o negócio, mas há uma lacuna com relação

ao tema liderança.

Se liderar significa influenciar pessoas para

atingir resultados, há muito o que se progredir

nas MPEs, visto que o papel dominante

ainda é o de “tocador de negócio”.

O que fazer para começar a mudar este

quadro? Ter uma postura humilde, e assumir

que no seu negócio falta liderança.

Ações sugeridas:

• Aprender sobre liderança e desenvolvimento

do comportamento empreendedor,

por exemplo, com o curso

Empretec, no Sebrae;

• Ler sobre o tema;

• Contratar pessoas qualificadas;

• Delegar atividades;

• Estabelecer metas e cobrar resultados;

• Avaliar o desempenho da equipe;

• Definir a estrutura de cargos e funções

da empresa;

• Estabelecer o organograma da empresa;

• Definir, divulgar, praticar e cobrar as

regras internas da empresa.

A situação não vai mudar da noite para

o dia, mas agindo, de forma planejada,

com a participação de todos, os resultados

logo surgirão.

O Sebrae Responde é um serviço para tirar dúvidas de

empreendedores sobre a abertura de novos negócios e questões

relacionadas à gestão de empresas já em atividade.

Divulgação

WILSON POIT,

diretor-superintendente

do Sebrae-SP

Com os avanços da tecnologia, a

presença humana tem sido substituída

pela automatização em tarefas repetitivas

e nas que exigem menos habilidades.

Gradativamente, a inteligência

artificial vai ocupando cada vez mais

espaço no mundo corporativo.

A automação ainda não chegou a

atividades intelectuais e criativas, no

entanto, as transformações em curso

acabam também por requerer maior

qualificação da mão de obra, um dos

gargalos crônicos do Brasil. No ano que

vem, o país sofrerá com um déficit de

1,8 milhão de pessoas para vagas que

demandam especialização, de acordo

com pesquisa da empresa de recursos

humanos Korn Ferry, realizada com

executivos daqui.

Apesar de o mercado continuar

atrás de gente preparada tecnicamente

(e é imperativo estudar e se manter

sempre atualizado), o crescente

uso de robôs obrigará os profissionais

a desenvolverem outras habilidades,

conforme mostra estudo divulgado

recentemente pela International Business

Machine (IBM).

A análise indica que 120 milhões de

trabalhadores nas dez maiores economias

do mundo terão de se aperfeiçoar

nos próximos três anos por conta da

tecnologia. Porém, o mercado vai valorizar

as chamadas soft skills – características

relativas a comportamento e

personalidade. Ou seja, conhecimento

técnico não será suficiente, será preciso

aprimorar competências mentais,

emocionais e sociais.

A capacidade interpessoal permite

se adaptar e se comunicar melhor, lidar

com a pressão, ser colaborativo, maleável

e liderar. Tem total aplicação no

dia a dia do dono de uma micro ou pequena

empresa, que se relaciona com

clientes, fornecedores, empregados,

sócios, parceiros comerciais e experimenta

um leque enorme de situações.

O empreendedor tem de se refinar

nesse sentido, assim como deve

procurar qualificar seus funcionários

nesse campo para manter a competitividade

da empresa.

As máquinas e softwares podem tomar

o lugar das pessoas em diversos

casos, mas a inteligência emocional

tem sua cadeira cativa no mundo dos

negócios. Cabe ao empresário estar

atento à questão e construir um empreendimento

sintonizado com os novos

tempos.

Acompanhe o Sebrae-SP no ambiente digital, em www.sebraesp.com.br, e nas redes sociais:

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12 | JORNAL DE NEGÓCIOS

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Comercial

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PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

TECNOLOGIA

Para tornar a comunicação

mais acessível ao

cliente com deficiência

auditiva, o Sebrae-SP disponibiliza

o serviço de intérprete de

Libras em seus eventos presenciais.

A solicitação do serviço deverá ser

comunicada no ato da inscrição e

com antecedência de 5 (cinco) dias

úteis à data de realização do evento.

O cliente ou seu representante poderá

se inscrever pessoalmente nos

Escritórios Regionais, pelo portal do

Sebrae-SP ou pelo 0800 570 0800.

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EDIÇÃO 309 | JANEIRO DE 2020 | 13

AGENDA

FEIRAS DE

NEGÓCIOS

ELOGIE. SUGIRA. CRITIQUE. RECLAME.

Queremos ouvi-lo: 0800 570 0800

ouvidoria@sebraesp.com.br

EVENTOS

DO SEBRAE-SP

COUROMODA

Quando: 12 a 15/1

Onde: Expo Center Norte

Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo-SP

Informações: www.couromoda.com

SÃO PAULO PRÊT-À-PORTER – FEIRA INTERNACIONAL

DE NEGÓCIOS PARA INDÚSTRIA DA MODA

Quando: 13 a 15/1

Onde: Expo Center Norte

Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo-SP

Informações: www.saopaulopretaporter.com

FIOSP/CIOSP – CONGRESSO INTERNACIONAL DE

ODONTOLOGIA DE SÃO PAULO/FEIRA INTERNACIONAL

DE ODONTOLOGIA

Quando: 29/1 a 1/2

Onde: Expo Center Norte

Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo-SP

Informações: www.ciosp.com.br

NOVA SERRANA- FEIRA E MODA SÃO PAULO 2020

Quando: 12 a 14/01

Onde: Palácio de Convenções do Anhembi

Av. Olavo Fontoura, 1209 – Santana, São Paulo – SP

Informações: http://nsfm.sindinova.com.br

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

PALESTRA DE APRESENTAÇÃO EMPRETEC

Quando: 21/1

Onde: Escritório Regional São José dos Campos

Rua Humaitá, 227, Centro

Valor: Gratuito

VALE DO RIBEIRA

NA MEDIDA PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

Quando: 20 a 23/1

Onde: Escritório Regional Vale do Ribeira

Rua José Antônio de Campos, 297 – Centro – Registro

Valor: R$ 240

RIBEIRÃO PRETO

NA MEDIDA GESTÃO DE PESSOAS

Quando: 21, 22, 23, 28, 29 e 30/1

Onde: Escritório Regional Ribeirão Preto

Rua Inácio Luiz Pinto, 280

Valor: R$ 280

CAPITAL SUL

LANÇAMENTO DO PROGRAMA INTEGRA AGRO PARELHEIROS

Quando: 21/1

Onde: Associação Campestre – Estrada da Barragem, 6.500 –

Parelheiros, São Paulo

Valor: Gratuito

FERTILIZER LATINO AMERICANO

Quando: 20 a 22/1

Onde: Hotel Renaissance

Alameda Santos, 2223 – Jardim Paulista, São Paulo

Informações: www.argusmedia.com

CAPITAL NORTE

EMPREENDA

Quando: 10 a 14/1

Onde: Rua Duarte de Azevedo, 280 – Santana, São Paulo

Valor: R$ 840

EXPEDIENTE

Publicação mensal do Sebrae-SP

Edição impressa

CONSELHO DELIBERATIVO

Presidente: Tirso Meirelles

ACSP, ANPEI, Banco do Brasil, Faesp, FecomercioSP, Fiesp, Fundação

ParqTec, IPT, Desenvolve SP, SEBRAE, Secretaria de Desenvolvimento

Econômico, Ciência e Tecnologia, Sindibancos-SP, Superintendência

Estadual da Caixa Econômica Federal.

DIRETORIA EXECUTIVA

Diretor-superintendente: Wilson Poit

Diretor técnico: Ivan Hussni

Diretor de administração e finanças: Guilherme Campos

JORNAL DE NEGÓCIOS

Unidade Marketing e Comunicação

Gerente interina: Marcelle Carvalho

Editores responsáveis e redatores: Gabriel Jareta (MTB 34769) e

Roberto Capisano Filho (MTB 46219). Assessores de imprensa:

Gisele Tamamar, Patricia Gonzalez e Rogério Lagos. Estagiários:

Anderson Freitas e Julia Sansoni. Imagens: gettyimages.com.

Diagramação: Bruna Santos, Daniel Augusto de Resende Neves,

Douglas da Rocha Yoshida, Gisele Resende Costa e Letícia Durães. Fotos:

Ricardo Yoithi Matsukawa – ME e Carlos Raphael do Valle – ME para o

Sebrae-SP. Apoio comercial: Unidade Relacionamento: (11) 3177-4784

SEBRAE-SP

Rua Vergueiro, 1.117, Paraíso

São Paulo-SP. CEP: 01504-001

PARA ANUNCIAR

(11) 3177-4784


14 | JORNAL DE NEGÓCIOS

LIVROS

O poder do não positivo –

como dizer não e ainda

chegar ao sim (Campus)

TEC &

A complexidade das

relações humanas fez surgir

especialidades até então

impensáveis. A negociação

e a gestão de conflitos são

um exemplo desta realidade.

O autor do livro, William Ury,

ficou internacionalmente

reconhecido justamente por

administrar conflitos e negociações entre empresas,

clientes e fornecedores. Mas os ensinamentos de Ury bem

podem se encaixar na vida pessoal, já que o que busca

essencialmente identificar são as formas de dizer “não”

e fatalmente chegar ao “sim” para aquilo que importa.

Negociação e administração

de conflitos (FGV)

A negociação está presente

de forma intensa na vida

contemporânea. Ao negociar,

nós nos envolvemos em trocas,

concessões e barganhas, nas

quais as questões em jogo

colocam em risco as relações

e criam oportunidades para

os relacionamentos. Competir

ou colaborar está entre os

principais dilemas presentes nas negociações. As ideias

propostas no livro indicam como se pode abordar

processos de negociação, visando acordos que satisfaçam

todas as partes envolvidas.

Saúde, cuidado e uma dose

de ousadia (Senac)

O autor João Paulo Nogueira

Ribeiro é reconhecido

como um médico com veia

empreendedora. O livro aborda

sua carreira e conta desde da

sua infância na pequena cidade

de Campos Gerais, localizado

no Estado de Minas Gerais,

onde passou a maior parte da sua vida, até a formação e

atuação em medicina. Ele é dono de uma visão inovadora

sobre o que é saúde, e é idealizador do Instituto Horas da

Vida, que é uma rede de médicos voluntários que oferece

consultas gratuitas para as pessoas em situação de

virurabilidade social.

GOVERNO DIGITALIZA SERVIÇOS DE LICENÇAS

E ALVARÁS

O governo digitalizou quase

500 serviços em 2019 e passou

a permitir que sejam feitos

totalmente pela internet ou em

aplicativos de celular operações

como pedidos de aposentadoria,

de licença maternidade, carteira

de trabalho digital e carteira

de vacinação internacional. Na

lista de serviços digitalizados

estão também licenças e alvarás

destinados a empresas. É possível, por exemplo, pedir pela internet autorização de

importação de produtos de origem animal, para revenda varejista de combustíveis

e até obter licenciamento mineral.

EMPRESA TRANSFORMA LIXO EM ENERGIA

LIMPA EM 70 HORAS

Lidar com lixo de forma inteligente e

ainda produzir energia e contribuir

no combate ao aquecimento

global. Com essa proposta, a RSU

Brasil desenvolveu uma tecnologia

adequada ao perfil do lixo brasileiro,

caracterizado pelo alto teor de

umidade e de carga de orgânicos.

Criada em 2010 e com sede em

Barueri (SP), a empresa converte

rejeitos de reciclagem e orgânicos em

biomassa com alto poder calorífico,

ou seja, com grande potencial de

reaproveitamento como matéria-prima energética. O processo demora cerca

de 50 a 70 horas para ser finalizado, dependendo da umidade inicial. A biomassa

produzida é isenta de contaminantes.


EDIÇÃO 309 | JANEIRO DE 2020 | 15

IDEIAS

COWORKING FORA DAS CAPITAIS

MOVIMENTARÁ MAIS DE R$ 20 BI ATÉ 2029

Pesquisa do Internacional Workplace

Group (IWG), dona das marcas Regus e

Spaces no Brasil, aponta que os escritórios

compartilhados fora das capitais movimentarão

mais de R$ 20 bilhões até

2029 no País, podendo gerar cerca de

71 mil empregos. Segundo a pesquisa,

mais de 157 mil pessoas trabalharão em

espaços de coworking em regiões fora

dos grandes centros urbanos brasileiros

nos próximos dez anos.

BETTER CALL SAUL (2015)

Derivada da bem-sucedida Breaking Bad,

a série “Better Call Saul” traz algumas

lições sobre marketing e vendas em suas

quatro temporadas. A atração tem como

personagem principal o advogado Jimmy

McGill, que usa diversas estratégias para

chegar a seu público-alvo, e que podem

servir de inspiração para a prospecção

eficiente de clientes.

VÍDEO: CONHEÇA A FAMOSA

LINGUIÇA DE BRAGANÇA

Com qualidade, uma estratégia de

marketing bem planejada e a ajuda do

Sebrae-SP, o produto ganhou destaque

no mercado.

Veja a história da Famosa:

https://youtu.be/dovENKUzMu4

Divulgação

PERGUNTE A QUEM ENTENDE

Quais estratégias tecnológicas o empreendedor

pode aplicar no seu e-commerce?

Por Marcelo Bernardino, head de Indústria e Consumo da

Minsait no Brasil

O uso de tecnologia

é sempre bem-vindo

para empreendedores.

O consumidor brasileiro

está cada vez mais

adaptado a comprar pela

internet, o que abre uma

oportunidade excelente

para quem deseja

ingressar nesse mercado.

Para se ter uma ideia, um

estudo conduzido pelo

PayPal mostrou que, entre maio de 2017 e o mesmo mês

de 2018, o número de e-commerces brasileiros aumentou

12,5%, atingindo a marca de 675 mil lojas virtuais.

Nesse cenário, como se destacar? Algumas estratégias

simples podem ajudar quem está começando a garantir

melhores resultados. É possível citar quatro delas: sites

responsivos, cross-selling, certificados SSL e chatbots.

Adotar sites responsivos é uma estratégia básica para

qualquer pessoa que pretende ir para o e-commerce.

Hoje, cada vez mais consumidores acessam sites de

compra pelo smartphone e ter um site de fácil navegação

é essencial para melhorar o índice de compras.

Com o cross-selling é possível usar a tecnologia para

direcionar clientes a comprar produtos similares às

buscas que têm feito dentro do site, fazendo novas

vendas para atuais clientes. Com estratégias simples,

é possível tornar isso possível e aumentar a receita de

diferentes sites.

Certificados SSL (Secure Socket Layer) são mecanismos

usados para codificar informações por meio da

criptografia. Basicamente, são essenciais para gerar

confiança aos olhos do consumidor e estimulá-lo a

consumir cada vez mais, gerando uma oferta diferenciada.

Por fim, chatbots são ferramentas de tecnologia que

podem ser úteis para e-commerces de todos os tipos.

Além de melhorar a experiência do usuário com a

redução do tempo de espera, garantem mais chances

de atendimento personalizado – e, portanto, passam a

sensação de agilidade relacionada à marca.

Tem alguma dúvida sobre como a tecnologia pode ajudar o

seu negócio? Pergunte a quem entende! Mande um e-mail

para imprensa@sebraesp.com.br.


16 | JORNAL DE NEGÓCIOS

Aquele cuidado extra

A veterinária Alessandra Corrêa montou uma clínica especializada em dermatologia animal

Alessandra Corrêa:

qualificação constante

para lidar com gestão

Anderson Freitas e Julia Sansoni*

“Em 1997, eu era sócia de

uma clínica veterinária em

Ribeirão Preto. Essa clínica

acabou não dando certo e montei

meu consultório dentro de uma pet

shop pertencente a outra pessoa,

que resolveu me vender a empresa.

Eu, então, tosava, lavava, limpava,

dava o troco, buscava cachorro,

fazia consulta e atendia cliente.

As coisas foram acontecendo e a

Mr. Dog & Cia foi crescendo. Como

eu dava banho nos cachorros, percebi

que a incidência de problemas de

ouvido e de pele nos animais era muito

alta. Entendi que havia demanda

para esse mercado. Vi que precisava

me especializar e decidi aumentar

meus conhecimentos na área de dermatologia.

Fiz estágio na Carolina do

Norte, nos Estados Unidos, durante

dois anos. Fui à universidade da Carolina

do Norte e também à universidade

de Minnesota.

Eu estava bem antenada desde o

primeiro dia que abri a porta da minha

própria empresa e sabia que era

importante cuidar do fluxo de caixa,

orientar o colaborador e lidar com a

parte burocrática. Fiz quase todos os

cursos do Sebrae-SP: Empretec, ALI,

fluxo de caixa, entre outros. No começo,

já havia decidido que tinha de

estudar, precisava me aperfeiçoar e o

Sebrae-SP foi realmente o caminho

que me deu bons frutos.

Acredito que o diferencial do meu

negócio é o atendimento. Como tenho

a empresa desde 1998, conheço

os clientes e sei o nome de todos os

animaizinhos. Além disso, acho importante

a parte de dermatologia,

especialidade que diferencia a minha

empresa das outras.

Acredito que temos de buscar ferramentas

para superar as dificuldades

e, para mim, as ferramentas foram

os treinamentos oferecidos pelo

Sebrae-SP. Temos de nos qualificar

cada vez mais.

Você consegue ser mais feliz

quando gosta muito daquilo que faz.

A questão empreendedora é nata.

Desde criança, eu já tinha um perfil

empreendedor, gostava de vender,

gostava de prestar serviço. Acho que

até pode ter vindo da minha mãe:

lembro que ela fazia queijo na fazenda

onde morava e eu vendia na cidade

para arrecadar fundos e poder comprar

alguma coisa que eu quisesse.”

*Estagiários sob supervisão dos editores

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