Negócios Janeiro 2019

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EDIÇÃO 309 | JANEIRO DE 2020 | 5

ao gosto do cliente

investem em novos modelos para os snacks naturais

Oura empresa que aposta no modelo

de assinatura é a Made in Natural,

de São Paulo, que começou há

cinco anos, quando um dos sócios,

Fabio Aubin, enxergou uma oportunidade

para vender opções de lanproduto

é fundamental para o êxito

do negócio”, destaca.

Outra recomendação da consultora

é respeitar a sazonalidade da

matéria-prima, fator importante

que terá impacto nos custos, além

de informar os detalhes nutricionais

no rótulo e a origem dos produtos,

nos casos de produtos orgânicos

e locais. Segundo Simone, a

valorização da cadeia de alimentos

e a descrição da forma de atuação

da empresa são muito bem vistos

pelo novo consumidor, assim como

um posicionamento de negócio que

valoriza a agricultura familiar com

pequenos produtores e alimenta a

sustentabilidade. “O consumidor

está muito mais consciente e exigente.

Ele poderá se tornar fiel não

somente pelo sabor, mas também

pelo legado e proposta da marca, do

seu conceito verdadeiro e fiel ao que

vende e entrega”, destaca.

CANAIS DE VENDA

A empresa ainda pode diversificar

os canais de venda, desde a criação

de lancheiras empresariais até

o formato de assinaturas para atender

pessoas que trabalham em casa,

crianças e profissionais da saúde.

Foi o nicho de lancheiras escolares

que chamou a atenção da assistente

social Larissa Souza, moradora

de Ji-Paraná (RO). Mãe de Ester

e Beatriz, Larissa atuava em sua

área de formação e se desdobrava

para preparar uma lancheira com

opções saudáveis para as filhas. “Tinha

dificuldade na variação e, às vezes,

caía no produto industrializado

para tentar diversificar”, conta.

Ao conversar com as outras

mães, descobriu uma realidade de

consumo dos pequenos de 90% de

produtos industrializados, fritos ou

com embutidos, como salsichas. “Eu

fiquei chocada e tive a ideia de preparar

a lancheira dessas crianças. As

mães não mandavam opções saudáveis

não porque não queriam, mas

porque não tinham tempo”, afirma.

Depois de conversar com os pais

e com uma amiga nutricionista,

Larissa formulou o cardápio e deu

início à empresa Snack Saudável. No

primeiro dia de atuação, ela conseguiu

18 clientes. No fim da semana,

já eram 60 mensalistas. “A demanda

começou a crescer e o telefone não

parava de tocar”, lembra. O modelo

de negócios chamou a atenção de interessados

em abrir uma franquia.

“Pensei: se eu não vender essa ideia,

alguém vai copiar e fazer isso. Contratei

uma empresa especializada e

formatamos o negócio”, diz Larissa.

A rede começou a se expandir por

outras cidades de Rondônia e logo

chegou a outros Estados. Hoje, a empresa

conta com 60 unidades em 15

Estados. A franquia tem investimento

inicial de R$ 72 mil, e o franqueado

precisa de um imóvel para instalação

da cozinha para produção dos

kits, compostos por uma fruta, um

suco e uma opção de carboidrato.

Os mais requisitados são: bolinho

de cacau, pão de hambúrguer artesanal,

pão de queijo, pizza artesanal

marguerita e cookie com pipoca. As

lancheiras são entregues um pouco

antes do recreio e os clientes podem

optar por uma assinatura mensal

para a entrega diária. O pacote em

São Paulo, por exemplo, custa R$

195 por mês.

8 em cada 10

brasileiros afirmam se

esforçar para ter uma

alimentação saudável

ches práticos, saborosos e saudáveis.

“Compramos em grande quantidade

diretamente de pequenos produtores

e fazendeiros espalhados pelo

país para chegar à mesa das pessoas”,

explica Aubin. Além da assinatura,

a empresa mantém a venda

online tradicional e direta para escritórios

de empresas e lojas.

O empreendedor ainda vê muitas

oportunidades de crescimento

SAÚDE À MESA

DADOS DA PESQUISA “A MESA DOS BRASILEIROS”, REALIZADA PELA

FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO (FIESP).

71%

afirmam optar por

produtos mais saudáveis

mesmo que tenham que

pagar mais por eles

para o negócio, mas tem consciência

da concorrência crescente com

empresas maiores e tradicionais no

mercado. “Basta verificar as gôndolas

das lojas para perceber a ampla

variedade de produtos de qualidade.

É um mercado que precisa de

volume para sobreviver, e para ganhar

volume precisa estar pronto

para concorrer em preço e qualidade

com peixes grandes”, diz.

82%

Percepção que predomina é que se alimentar

de maneira saudável custa muito caro

Grau de conhecimento sobre o

mercado de alimentação saudável

Orgânicos: 66% conhecem

Sustentáveis: 48% conhecem

Funcionais: 35% conhecem

Obs: Foram ouvidas 3 mil pessoas em 12 regiões metropolitanas do País. A pesquisa foi divulgada em 2018.

Larissa Souza, da Snack

Saudável, transformou ideia de

lancheira saudável em franquia

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