Edição 5: Educação de qualidade
Nesta edição debruçamos-nos sobre o 4 objetivo de desenvolvimento sustentável: educação de qualidade.
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Fui convidada a fazer o estágio curricular da Licenciatura nesse mesmo
Gabinete e, como me fazia todo o sentido, aceitei e desenvolvi um projeto na
área da Educação para a Diferença, o qual tinha como grande objetivo
sensibilizar a população bracarense em geral e a comunidade educativa em
particular para a necessidade de desmistificar a diferença e promover uma
verdadeira inclusão. Entre outros, trabalhei em parceria com Agrupamentos de
Escolas, organizei vários tipos de atividades para diferentes faixas etárias, desde
o pré-escolar ao 3º Ciclo, onde dinamizei as aulas de Formação Cívica.
Nesta experiência, contactei com pessoas inspiradoras, que faziam um
trabalho intenso e sentido para que a inclusão fosse cada vez mais uma
realidade, mesmo remando, muitas vezes, contra a maré... Vi, também,
situações que me deixaram perplexa e revoltada…
Conheci alunos que, em sensibilidade e ações, davam uma grande lição
à maioria dos adultos que por lá andavam e outros (uma minoria, felizmente!),
cuja inteligência emocional precisava, claramente, de ser desenvolvida. Vi o
quanto havia a fazer e percebi que pouco iria ser feito, a não ser que o sistema
de ensino e a mentalidade de muitos dos seus agentes mudasse...muito!
Anos mais tarde, dei aulas e orientei projetos de Licenciatura nessa mesma
Universidade na área do desenvolvimento de competências pessoais e sociais e
da Mediação Educacional e também muitos dos meus alunos desenvolveram os
seus estágios em escolas, onde o contacto com situações de bullying/
ciberbullying e suas consequências foi inevitável!
Ainda hoje relembro histórias e episódios que me deixaram despedaçada
e várias vezes me questionei sobre até onde é capaz de ir a insensibilidade, a
crueldade, a leviandade com que se lida com a vida do outro, com a dor do
outro, com a diferença do outro, na aceção mais lata da palavra!
De lá para cá, tornei-me Mãe. Se as práticas do sistema educativo, por
tudo que conheço, já me levantam muitas reticências, quando o nosso filho tem
necessidades especiais, as reticências dão lugar a
!?!?!
grandes e gordos pontos de interrogação e de
exclamação!
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