RCIA - ED. 79 - FEVEREIRO 2012

tvcomercioeindustria


BENEMED





RETOMADA

ponto de vista

Renato Haddad - Presidente da ACIA

REVITALIZAÇÃO CHEGA EM BOA

HORA NA SETE DE SETEMBRO

As últimas informações do mundo dos

negócios dão conta de que, após a parada

do segundo semestre do ano passado,

a economia brasileira voltará a crescer

neste primeiro trimestre. Segundo os

consultores, algumas medidas como redução

do IOF nos empréstimos, redução

da Selic e do IPI da linha branca, serão os

fatores que ajudarão no processo. Tudo

bem, as medidas acima impactam imediatamente

à ação das grandes; mas e para

as pequenas empresas?

AVENIDA 7 DE SETEMBRO

Estivemos reunidos na Prefeitura

juntamente com o Antonio Deliza Neto

(presidente do SINCOMÉRCIO), a convite

do Prefeito Marcelo Barbieri. Na oportunidade,

a secretária Alessandra de Lima,

do Desenvolvimento Urbano, apresentou

uma proposta de revitalização da

avenida Sete de Setembro, que inclui a

troca das antigas placas de sinalização e

de postes ainda no formato quadrado;

pisos nas esquinas proporcionando melhor

acessibilidade; instalação de bancos,

lixeiras e reposicionamento do mobiliário

urbano. O projeto prevê também, a

construção de quatro baias nas paradas

de ônibus, colocação de 45 luminárias decorativas

e uma atenção especial ao leito

carroçável, muito bem lembrado pelo Valter

Rozato, além do plantio de árvores.

Após a exposição e alguns debates, o prefeito

sugeriu que ACIA e SINCOMÉRCIO

convocassem uma reunião com os empresários

da região para discussão da

proposta.

E foi exatamente isso que fizemos,

acrescentando o CDL e marcando uma

reunião para o dia 6 de fevereiro, às

19h30, na sede do SINCOMÉRCIO, para

que juntos, possamos definir quais as mudanças

necesssárias. Obviamente que

nesta, estarão presentes os presidentes

e diretores das entidades acima citadas,

pois essa será a nossa reunião.

SEBRAE ARARAQUARA

Em janeiro, estivemos no SEBRAE,

onde fomos recepcionados pela nova gerente

Marimar Guidorzi de Paula, vinda

de São José dos Campos. Expusemos a

ela as últimas atividades realizadas em

conjunto pela ACIA e SEBRAE, sendo as

principais: viagens a feiras na cidade de

São Paulo, palestras e a participação da

entidade na FACIRA. Nossa intenção para

esse ano, é dar uma guinada, proporcionando

aos empresários consultorias

em várias áreas, bem como trazer alguns

incrementos às empresas aqui estabelecidas.

Agora, no início de fevereiro, Marimar

apresentará seu plano de atuação de

2012, na sede da entidade, para parceiros

e, certamente, nos contemplará com

mais ações voltadas ao empreendedorismo

local. É aquilo que sempre falo e

vamos buscar: “desenvolvimento local:

bom para todos nós”. Ao Fábio Bonassi,

que sempre comandou o escritório Centro

Paulista, que abrangia Araraquara e

São Carlos, o agradecimento não somente

da ACIA, mas da cidade de Araraquara,

por tudo o que sempre realizou em favor

de nossos empresários. Continuará sua

brilhante carreira em São Carlos e desejamos-lhe

boa sorte. A Marimar, que chega

agora e tem uma grande responsabilidade

pela frente, nossos votos de sucesso

e que conte com todos para atingir os

fins que a entidade propõe.

carta do editor

CPFL, quem te viu

e quem te vê...

Os constantes apagões verificados em

Araraquara têm nos levado a refletir sobre o

passado e o presente da Companhia Paulista

de Força e Luz, outrora modelo para outras

concessionárias de energia elétrica em nosso

país. Os prejuízos causados nestas quedas de

energia não podem nem ser dimensionados; e

as respostas sobre os apagões, via de regra,

são os mesmos: danos aos sistemas de

alimentação ou de transmissão de energia

elétrica. Para a empresa, os danos geralmente

são pontuais e localizados, na maior parte das

vezes relacionados a acidentes locais como

queda de árvores, postes ou torres de

transmissão, principalmente durante

tempestades ou vendavais. Isso é o que dizem

e é o que sabemos. Contudo, sobre os

investimentos que a companhia faz, pouco se

fala. Sabemos sim que os recursos da CPFL

em tecnologias para melhorar a automação de

suas redes têm mais de dez anos; hoje a

diminuição de perdas de energia, combate a

fraudes e furtos de energia e aumento da

eficiência operacional são os principais

motivadores dos seus investimentos. Mas isso

que se fala é plenamente confiável? Não, pois

desde os dois últimos anos do Governo de

Fernando Henrique (primeiro de julho de 2001),

estamos vivendo essa situação e o empresário,

quer dizer os consumidores de uma forma

geral, têm muito o que reclamar...

Ivan Roberto Peroni

Jornalista e Diretor

EDIÇÃO N° 79 - FEVEREIRO/2012

Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni

Supervisora Editorial: Sônia Marques

Assistente Editorial: Vitório Zaniolo

Depto. Comercial: Gian Roberto, Silmara Zanardi, Heloisa

do Nascimento, Gislene Sueli Casavaro e Sebastião Barbosa

Designer: Bete Campos, Mário Francisco e Carolina Bacardi

Tiragem: 5 mil exemplares

Impressão: Gráfica Bolsoni - (16) 3336 9008

A Revista Comércio & Indústria é distribuida gratuitamente

em Araraquara e região

INFORMAÇÕES ACIA: (16) 3322 3633

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Fone/Fax: (16) 3336 4433

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Araraquara/SP - CEP: 14801-307

marzo@marzo.com.br


campanha

MOVIMENTO GANHA FORÇA PARA

ANUNCIAR O FIM DAS SACOLINHAS

Além dos supermercados,

o movimento deve atingir

outros segmentos em breve

A iniciativa da APAS encontra

apoio em Araraquara e

entidades se unem aos

supermercados para acabar

com as sacolinhas plásticas

que tantos estragos causam

ao nosso planeta.

A partir de agora, raramente o consumidor

vai encontrar nos caixas dos supermercados

em Araraquara, uma sacolinha plástica

descartável. O desaparecimento delas virou

lei e não há como voltar ao passado e

comprometer a qualidade de vida no futuro.

Assim, 14 supermercados se engajaram na

Campanha “Vamos Tirar o

Planeta do Sufoco”, em nossa

cidade, tendo o trabalho

de orientação, uma duração

de dois meses.

O movimento que começou

dia 25 de janeiro, está

presente em 300 checkouts

(caixas) das lojas que aderiram

a esta ação, conscientizando

os consumidores a

substituir as sacolas descartáveis

por embalagens reutilizáveis,

medida que paralelamente

vem ocorrendo no

Estado de São Paulo.

A campanha iniciada pela APAS

(Associação Paulista de Supermercados)

conta com o apoio da Associação Comercial,

SINCOMÉRCIO, Secretaria do Meio

Ambiente, Governo do Estado, Prefeitura

Municipal e dos proprietários de supermercados.

Embora a lei seja de caráter estadual,

apenas os supermercados decidiram implantá-la

no início de 2012, sendo provável

contudo que ela venha a se estender a

todos os segmentos. Em Araraquara, cerca

de 80% dos supermercados aderiram à implantação,

demonstrando a união dos seus

proprietários, fato que mereceu elogios

por parte da nossa comunidade.

A Campanha já está em

todos os supermercados


meio ambiente

CAMPANHA JÁ FAZ PARTE

DA HISTÓRIA DE UMA CIDADE

O tema “Vamos Tirar o Planeta

do Sufoco” é bem mais

abrangente do que se imagina.

Não tem apenas o aspecto

econômico dos supermercados,

mas acima de tudo uma

questão de responsabilidade

com o futuro do universo.

Qualquer avaliação sobre o efeito que

as sacolas plásticas têm causado ao planeta,

pode ser decifrada pelos seus números:

cada pessoa utiliza em média 60 sacolas/mês.

Neste caso são cerca de 12 milhões

de sacolas por mês em Araraquara,

que tem cerca de 200 mil habitantes, comenta

Thiago Pietrobon, gestor estadual

da campanha lançada no dia 25 de janeiro;

no lançamento Renato Haddad, presidente

da Associação Comercial, disse que os supermercados

assumiram compromisso de

implantar procedimentos padronizados de

atuação para fortalecer o movimento: “Toda

campanha obedece regras criadas pela

APAS, apresentando padrão de uniformidade

na sua execução”.

Segundo o dirigente, cada supermercado

tem importante papel dentro da comunidade

e do próprio universo para evitar consequências

futuras em relação aos riscos

ocasionados pelo plástico. “Fiz inúmeras

pesquisas sobre o tema e admito que mais

cedo ou mais tarde haveria necessidade desta

campanha; foi melhor então Araraquara

se antecipar”, lembrou Renato Haddad.

João Sanzovo Neto,

diretor de Sustentabilidade

da APAS

Thiago Pietrobon,

gestor estadual

do projeto


O presidente Antônio

Deliza Neto, do

SINCOMÉRCIO, elogiou

a adesão e a união

dos supermercadistas

e reforçou o trabalho

de conscientização que

a campanha promove

junto ao público

consumidor

Renato Haddad,

presidente da ACIA

Já o prefeito Marcelo Barbieri considerou

que “hoje, a questão ambiental está

presente na vida das pessoas e instituições.

Por isso, precisamos avançar sempre, com

ações focadas na sustentabilidade e que

melhorem a qualidade de vida”. Ele entende

que a iniciativa pode ser levada às escolas

municipais como um trabalho de conscientização

ambiental com as crianças.

O secretário municipal de Meio Ambiente,

José dos Reis Santos Filho, destacou

a importância desse trabalho que coloca

em evidência, tanto para as empresas

quanto para a sociedade civil, a responsabilidade

social e ambiental.

Representando a Câmara Municipal, o

vereador Carlos Nascimento comentou

que a iniciativa vai muito além da substituição

das sacolas, pois será possível “visualizar

outras reflexões e mudanças comportamentais

em relação a questões ambientais”.

O diretor de sustentabilidade da APAS,

João Sanzovo Neto, explicou que a ação teve

início em 2007. Hoje, mais de 120 cidades

paulistas já participam da campanha,

enquanto que 8 municípios já não distribuem

mais as sacolas descartáveis.

“Araraquara desempenha um papel de

liderança também na área ambiental. A

campanha mostra o caminho para a população

participar e ajudar a preservar o

meio ambiente”, disse Sanzovo.

A campanha em Araraquara vem sendo

coordenada pela Marzo Comunicação,

devendo ter duração de aproximadamente

40 dias. A agência é responsável pelo projeto

de implantação e a publicidade é feita

através de rádios, jornais, busdoor, flyers,

faixas, banners e adesivos.

Vereador Carlos Nascimento, que faz

parte da Comissão de Meio Ambiente

da Câmara Municipal

Secretário do Meio Ambiente, José dos

Reis Santos Filho, destacou no evento

as ações da sua pasta

“Essa é uma oportunidade

histórica para Araraquara.

Um avanço ambiental importante

que une Poder Público,

supermercadistas e entidades

como APAS, ACIA e SINCOMÉRCIO,

com o objetivo de conscientizar

a população e promover uma

mudança comportamental em

prol do meio ambiente”



coordenador de indústria

FRED ASSUME

CARGO NA ACIA

O empresário Frederico

Quintão pretende fortalecer

ainda mais o vínculo da

ACIA com seus sócios,

notadamente os pequenos

empreendedores, com base

em um ousado projeto.

A Associação Comercial e Industrial

de Araraquara realizou no dia 16 de janeiro,

reunião da diretoria para apresentar seu

novo coordenador do setor da Indústria:

Frederico José Abranches Quintão, sócioproprietário

da Hot Sign Comunicação Visual.

Casado, pai de 2 filhos e 53 anos, Fred

que está há 17 anos à frente da Hot Sign, diz

que procurará manter um relacionamento

bem amplo com os empresários associados

da ACIA, visando naturalmente ter ciência

dos problemas que as empresas vêm enfrentando:

“Conhecer essa realidade é primordial,

pois

ela vai nos

municiar na

elaboração

de um projeto

que visa o fortalecimento

dessa proximidade”,

destacou.

Na reunião da

ACIA, Fred

Quintão disse

o que pretende

fazer no setor

da Indústria

Fred, da Hot Sign, agora

ocupa importante função

dentro da ACIA

Passo importante na sua

opinião, é estar próximo

principalmente dos pequenos

empreendedores pois

são eles que mais necessitam

de orientação e informação

dentro de um mercado

extremamente competitivo

em todos os segmentos. Para isso, a diretoria

da ACIA já sinalizou a liberação do

auditório onde serão realizados cursos, seminários

e palestras que possibilitarão debates

sobre temas diversificados. Esses serviços

poderão ser levados também para o

interior das empresas, explicou.

Outra estratégia é tornar a ACIA parceira

do SEBRAE no projeto APL - Arranjo

Produtivo Local, onde as empresas se

reúnem para práticas e técnicas que visam

o seu desenvolvimento.

“Vamos pleitear parcerias com universidades

locais, aproximação com o

SENAI, inclusive oferecendo a sede da

ACIA, no centro, para divulgação e realização

de algumas das suas atividades”, argumenta

o dirigente. Ele garante que também

discutirá os cuidados com a energia, o

meio ambiente e normas em geral, oferecendo

um leque de serviços visando o desenvolvimento

dos negócios para as pequenas

indústrias.

Renato Haddad, que é o presidente da

ACIA, diz que é amigo de Fred Quintão

desde a adolescência. Eles estudaram no

mesmo colégio, o “Victor Lacorte”: “Sou

testemunha do esforço, da honestidade e

da competência que o envolveram em seus

negócios durante toda a vida. Assim, com

sua chegada, atenderemos algumas demandas

dos industriais associados. É apenas

o começo e um desafio para o Fred e para

todos da associação”, declarou Renato.

Fred ressalta ainda que irá viabilizar a

visita das pequenas empresas em feiras de

negócios, considerando que o Brasil vive

um processo de desindustrialização, principalmente

por conta da forte importação

de produtos chineses. Vamos trabalhar para

ajudar esses microempresários em busca

de bons resultados”, concluiu.

Fred substituiu ao empresário Paulo Forini,

que foi elogiado por todos pela sua grande

visão empreendedora. Para ele, contudo

estava difícil de continuar no cargo em função

dos compromissos profissionais.

conferência

TRANSPARÊNCIA

E CONTROLE

SOCIAL

No dia 14 de fevereiro

será realizada na cidade

a etapa municipal da

CONSOCIAL que tem

o objetivo de aprimorar

a transparência na

gestão pública.

Com base em diretrizes estaduais

e federais, a CONSOCIAL, em

sua primeira edição prevista para Araraquara,

é vista como evento histórico

e de grande porte, do ponto de vista

político e social, uma vez que envolve

a mobilização de organizações

da sociedade civil, Prefeituras, Conselhos

de Políticas Públicas, Poder

Legislativo, Poder Judiciário, Secretarias

do Governo Estadual, além do

próprio cidadão.

De acordo com Márcio William

Servino, um dos coordenadores da

etapa em Araraquara, a conferência

gera propostas para o Governo e para

os municípios de São Paulo, visando

aumentar o controle e a participação

social nas atividades do Estado, além

da transparência.

A primeira CONSOCIAL terá como

tema central: “A Sociedade no

Acompanhamento e Controle da Gestão

Pública” e o objetivo de promover

a transparência pública e estimular

a participação da sociedade no

acompanhamento e controle da gestão

pública, contribuindo para um

controle social mais efetivo e democrático.

Em nossa cidade, a Prefeitura está

convocando a conferência que será

realizada no dia 14 de fevereiro no

Centro Internacional de Convenção

“Dr. Nelson Barbieri”, das 8h às 17h.

O evento é gratuito e aberto ao público

de Araraquara e região.

Mais informações através dos fones:

(16) 3301-5131/ (16) 9738-1329

com Márcio William Servino. Posteriormente

serão realizadas as etapas

Estadual e Federal.




obrigatoriedade

CONTRATO

COM SETOR

EXIGE CNDT

Uma nova certidão é

necessária a partir de

agora, para a empresa

que vai participar de licitação

ou firmar contrato com o setor

público, pois precisa

comprovar que não possui

pendências trabalhistas.

O anúncio é do presidente da Associação

Comercial e Industrial de Araraquara

(ACIA), Renato Haddad, baseado na Lei

12.440, de julho de 2011, que passou a vigorar,

em janeiro, criando a obrigatoriedade

de apresentação da Certidão Negativa

de Débitos Trabalhistas (CNDT) às empresas

que pretendem atender a demandas

governamentais. “Não deixa de ser mais

um instrumento que obriga as empresas a

comprovarem a regularidade administrativa”,

disse o dirigente.

Qualquer inadimplência com a Justiça

do Trabalho, desde que esteja transitada em

julgado, impedirá a obtenção da certidão. A

lei inclui, também, o inadimplemento de

obrigações decorrentes de execução de acordos

firmados perante o Ministério Público

do Trabalho ou Comissão de Conciliação

Prévia como impeditivos à emissão da certidão.

Segundo a lei, a CNDT será expedida

gratuitamente por meio eletrônico, pelo Tribunal

Superior do Trabalho (TST) para as

empresas que não possuírem pendências trabalhistas.

A empresa interessada em obter a

certidão precisa apenas apresentar o número

do CNPJ ou CPF.

Uma preocupação do presidente da

ACIA é a possibilidade do TST não conseguir

dar conta da demanda pelas certidões.

“Infelizmente não está claro, no meu modo

de ver, como funcionará o sistema responsável

por dar baixa aos débitos quitados”,

disse Renato Haddad. “Se esse procedimento

demorar, o TST poderá não emitir

a guia em tempo hábil para que uma empresa

participe de eventuais licitações”,

destacou ao pensar sobre o assunto. No geral,

o presidente da ACIA considera importante

este tipo de situação, sendo uma

medida positiva, podendo ter um efeito amplo

no mercado. Segundo ele, quando a nova

determinação estiver difundida, ela poderá

influenciar as decisões do setor privado.

“É possível que essa certidão possa ser

exigida por uma empresa para comprovar

que uma terceirizada ou fornecedora atue

de maneira regular no mercado”, afirmou.

Hoje, mais de 1 milhão de processos

em fase de execução definitiva estão cadastrados

no Banco Nacional de Devedores

Trabalhistas (BNDT). Destaca-se que

as empresas também precisam apresentar

Certidão Negativa para débitos fiscais para

participarem de licitações públicas ou

contratos governamentais.



construção

MERCADO DE IMÓVEIS EM

ALTA ANIMA COMPRADORES

O crescimento do número de contratos de crédito

imobiliário tem demandado novos projetos na

construção civil, exigindo financiamentos e gerando

aceleração na expansão do setor em Araraquara.

Arquiteta Dagmar

Bizzinotto mostra

um de seus

projetos

O mercado imobiliário vem passando

por constantes mudanças nos últimos anos

e está cada vez mais em alta em Araraquara,

devido à estabilização econômica, que

faz com que construtoras, incorporadoras,

investidores e clientes olhem para o futuro

com mais confiança; em parte pela queda

no risco de inadimplência, melhora na renda

do brasileiro, pelo ambiente regulatório

e queda na taxa de juros. O que se observou

foi uma mudança e um amadurecimento

consistentes no mercado.

Em bairros como das zonas norte e oeste,

por exemplo, residências antes encontradas

por R$ 60 mil, hoje não são compradas

por menos de R$ 100 mil. A valorização

dos imóveis reflete o aquecimento do

setor, impulsionado por financiamentos

de casas próprias como o programa federal

“Minha Casa, Minha Vida”.

Hoje o setor movimenta mais de R$

300 milhões em empreendimentos espalhados

pela cidade. A procura por imóveis

aumentou e essa relação de demanda como

oferta e procura, define os preços. O

crescimento na renda trouxe novas aspirações

para as classes média e baixa, que antes

tinham apenas alguns nichos para tentar

adquirir a casa própria com reduções

nas taxas dos juros fizeram

com que o valor das parcelas do financiamento

de um imóvel fosse mais acessível

e novos planos oferecidos pelas instituições

finaceiras, abriram possibilidades

de pagamento e quitação.

A agilidade na hora das vendas é algo

positivo; com maior capital de giro para

construtoras, há um aumento no rendimento

para os corretores e imobiliárias,

ampliando-se a liquidez do investidor e

satisfazendo os proprietários.

Seguindo este exemplo, quem adquiriu

um apartamento em 2009, conseguiu no

ano passado uma valorização em mais de

30 %, mesmo em processo de construção.

Para a arquiteta Dagmar Bizzinotto,

“essa expansão é positiva para a economia

da cidade; que cresce em infraestrutura, na

área da construção civil e mão-de-obra especializada”.

Já para Francisco José Santoro,

também arquiteto e urbanista, o programa

de habitação do Governo Federal é

responsável pelo crescimento não só para

Araraquara, mas para o setor nacional.

“As pessoas têm maiores chances de possuir

um imóvel devido as liberações de créditos

além de ser uma boa ocasião para as

imobiliárias investirem principalmente

nas edificações em altura (prédios),

aumentando os investimentos e consequentemente

as vendas’’. Chico ressalva

que antes dos projetos serem feitos e as

construções aprovadas, é necessário

um planejamento para que

no futuro as áreas verdes não sejam

prejudicadas.

Essa situação é compartilhada

pela arquiteta Josiane Morvillo:

“O ramo imobiliário está

num bom momento. Araraquara

sente a necessidade de

desenvolver-se nesse cenário

bem aquecido; as pessoas estão

saindo do aluguel para adquirir

a casa própria e assim o Governo

e os bancos facilitam por

meio de financiamentos, essa explosão

que veio para sacudir o setor”, comenta.

A classe média é uma faixa econômica

que está otimista, procura por apartamentos

com dois ou três dormitórios e puxa a fila

de atenção das empresas do ramo imobiliário.

Investir em bons projetos e materiais

de qualidade é essencial e antes de fechar

negócio, leve em conta a localização,

planta, valores, avaliação do empreendimento

e também as condições de pagamento.

Arquiteta

Josiane Morvillo

Chico Santoro,

arquiteto e

urbanista

16 | COMÉRCIO INDÚSTRIA | FEVEREIRO 2012



cidade

TER UMA FEIRA COMO FONTE

DE DIVULGAÇÃO E VENDAS

Primeiro a proibição de

circos que recorrem ao uso

de animais para valorização

dos seus espetáculos; depois

a criação de uma lei que

impede a realização de

rodeios. Com eventos que

reúnem grandes massas

populares cada vez mais raros,

a FACIRA aparece como a

maior atração festiva da região.

Em 2006, o vereador Carlos Nascimento

(PT) apresentou projeto de lei vetando

a concessão de alvará aos circos que

expõem animais em seus shows. A medida

na época foi elogiada pelo público, pois as

empresas circenses demonstravam maus

tratos aos elefantes, leões, cães, cavalos e

chipanzés, principalmente fora dos espetáculos.

Segundo Nascimento, toda medida tomada

em defesa dos animais é bem vinda.

“Essa lei, com relação a importância dos

animais, vem numa concepção de sociedade

nova e avançada, de preservação dos direitos

humanos, meio ambiente e direitos

dos animais. “Entendo que isso só fortaleceu

as leis circenses, porque onde não tem

animal, tem o ser humano, o palhaço, trapezista,

mágico e por outro lado, infelizmente,

os circos no Brasil, tiveram um declínio

muito grande nos últimos anos e também

não conseguiam mais sustentar os gastos

com seus animais. Adotamos uma lei

importante, que criou parâmetro diferenciado,

porque Araraquara foi um dos primeiros

municípios a proibir a

utilização de animais em circo

e isso fortaleceu a categoria”,

comentou. O vereador ressalta

que mesmo depois da criação

da lei, os circos continuam vindo

a cidade apresentando seus

shows, entretanto não utilizam

mais os animais em exposição

nos espetáculos.

Em Araraquara, os circos que

têm animais em seus shows

não obtém alvará

Cinco anos mais tarde, em 2011, a Câmara

saiu novamente em defesa de um projeto

do Executivo, também do vereador

Nascimento, impedindo a realização de rodeios

na cidade, por conta dos maus tratos

gerados aos animais. “A lei dos rodeios é

uma luta antiga; sempre conseguimos brecar

algumas apresentações. Araraquara

não se caracteriza para esse tipo de evento.

Os espetáculos que foram apresentados, já

trouxeram prejuízos econômicos e até algumas

fatalidades. Por isso, esse movimento

foi muito elogiado, dado o caminho

que ainda temos que percorrer diante da defesa

dos animais”, concluiu.

Perseguições seguidas

de laçadas levam os animais

a esta tragédia nos rodeios


O público que passou pela FACIRA em 2011 corresponde

praticamente a lotação do Estádio do Pacaembú em dia de um

clássico como Corinthians x Palmeiras

outras cidades, participamos de tudo que

for a favor do bem estar animal, principalmente

através das redes sociais”, ressaltou.

CONSEQUÊNCIAS

“A proibição dos rodeios

em Araraquara é uma grande

conquista para a causa animal”

A partir daí foi desencadeado movimento

no Estado e hoje são 35 municípios

que estão protegidos por lei semelhante.

No momento, se o projeto de Lei

2086/2011 do deputado Federal Ricardo

Tripoli (PSDB/SP), que dispõe sobre a

proibição de perseguições seguidas de laçadas

e derrubadas de animal passar pela

Assembleia Legislativa, Barretos terá que

eliminar da sua programação anual esse tipo

de atração, tendo em vista a situação

criada por um peão na última

edição da festa.

Na opinião da vicepresidente

da AAPA (Associação

Araraquarense de Proteção

aos Animais), Carla Gait Vieira,

a proibição dos rodeios em

Araraquara é uma grande conquista

para a causa animal. “Sabemos

que o rodeio é tortura

animal, como qualquer outra

atividade que use os bichos como

atração de circos, rodeios e

outros. A AAPA trabalha sim

para levar essa proibição para

Sem grandes festas populares e a impossibilidade

de rodeios, apenas a

FACIRA apresenta-se como a maior atração

regional e o único acontecimento com

poder de concentrar grande massa popular.

Em 2011, o seu retorno foi prejudicado

pelas chuvas, mas ainda assim, o público

que passou por ela corresponde a quase

duas vezes a capacidade da Arena da Fonte,

ou quase a lotação do Estádio do Pacaembu,

em São Paulo. Foram 34 mil pagantes.

Quem participou da FACIRA em

2011, não se arrependeu. Os 120 expositores

que se dispuseram em estar na feira tiveram

retorno satisfatório: até hoje recebemos

pedidos, comenta Frederico Quintão,

da Hot Sign. Estaremos presentes em

2012, garante o empresário.

Já em outro segmento, o paisagismo,

Giovani Bento da Silva, da Beija Flor Mudas

e Plantas, garante que de todas as feiras

essa foi a melhor: “Não havia aglomerações

e o que observamos foi um público

realmente interessado em comprar.

O presidente Renato Haddad, da Associação

Comercial, admite que o importante

foi ter ousadia em resgatar a tradição da

feira e que o auxílio do Poder Público com

recursos externos convence o empresário

a tomar parte, porque há nele, o interesse

de mostrar seu produto e vender onde existe

uma grande concentração de público.

Vereador

Nascimento


política

MASSAFERA PRIORIZOU A SAÚDE

EM SEU PRIMEIRO ANO DE MANDATO

Depois de doze meses de

muito trabalho e convicto

de que valeu a pena cumprir

um ideal, o deputado Roberto

Massafera considera que sua

prestação de contas tem um

saldo positivo na política

estadual. Suas ações na

Saúde merecem elogios em

uma época que exige a união

de todos os setores da

sociedade.

Em 1928, Mário de Andrade refugiouse

em Araraquara na casa do amigo Pio

Lourenço Corrêa para escrever sua obra

prima: Macunaíma. Em suas falas, o personagem

que dá nome ao romance decretava:

“Pouca saúde e muita saúva, os males

do Brasil são”, uma referência ao atraso

social e econômico do país.

A citação é do deputado estadual Roberto

Massafera, que dedicou seu mandato,

entre outras prioridades, a tratar do sistema

público de saúde que atende os paulistas.

Em 2011, a região Central do Estado recebeu

inúmeros recursos e emendas parlamentares

em benefício de hospitais filantrópicos,

santas casas e prefeituras municipais,

fruto da articulação política do parlamentar

com o governador Geraldo

Alckmin.

Esse dinheiro foi revertido em compra

de equipamentos, remédios, ambulâncias,

ou mesmo para socorrer financeiramente

essas instituições. Para citar apenas algumas,

cidades como Araraquara, Matão e

São Carlos foram atendidas pelo deputado.

“Desde os anos 20 de Mário de Andrade,

muita coisa mudou. A saúde atende a todos

independente de classe social. A população

aumentou e a expectativa de vida saltou

de 40 para 73 anos. O Poder Público

não consegue dar conta dessa demanda”,

avaliou Roberto Massafera.

Aliada a isso, a tecnologia empregada

na medicina evoluiu espantosamente. O

custo médio dos procedimentos médicos

cresce numa progressão muito maior do

A experiência política, tem levado Massafera a ser um dos principais

deputados da Assembleia Legislativa

que os recursos. “Esse déficit cumulativo

tem criado graves problemas”, explica

Massafera.

Além da ajuda financeira, o parlamentar

tem se envolvido diretamente em projetos

que visam melhorar a gestão da saúde

pública. A Santa Casa de Araraquara

por exemplo, participa do Programa de Revitalização

dos Hospitais. Coordenado

pela Cealag (Centro de Estudos da Santa

Casa de São Paulo), seu objetivo é melhorar

a eficiência administrativa e a qualidade

da saúde.

Em dezembro passado, a Santa Casa recebeu

o Certificado “Prata” em Qualidade

Hospitalar, depois de atingir 310 pontos numa

escala de 0 a 500. A pontuação da Santa

Casa de Araraquara saltou de 57 em 2008

para 196 no ano de 2009 e agora, 310.

Hospitais da região também

recebem o apoio do

parlamentar paulista

Massafera tem se mantido

bem próximo da Santa Casa,

contribuindo de forma decisiva

para buscar recursos que

possam auxiliar o hospital

a melhorar sua estrutura

20 | COMÉRCIO INDÚSTRIA | FEVEREIRO 2012


Roberto Massafera e Geraldo Alckmin

O deputado estadual Roberto Massafera

diz que seu empenho para priorizar

a saúde como meta principal do seu mandato,

tem o grande apoio do governador

Geraldo Alckmin. É inegável também o

prestígio junto a ele, reconhecendo evidentemente

o trabalho que realizamos.

Nas últimas semanas de 2011, quase R$

800 mil em convênios foram assinados entre

o Governo do Estado e os principais

hospitais filantrópicos e Santas Casas da

região, beneficiando cidades como Araraquara,

Bariri, Matão e São Carlos.

Esses hospitais são referência para sua

microrregião e prestam atendimento gratuito

a milhares de pessoas. Só em Araraquara,

por exemplo, a Santa Casa é referência

para uma população de 900 mil pessoas

para inúmeros procedimentos médicos.

Na Assembleia Legislativa, Roberto

Massafera encaminhou solicitação ao Congresso

e ao Governo federal para que aumente

o valor pago aos hospitais filantrópicos

e Santas Casas pelos atendimentos.

Ele também solicitou o aumento do teto de

atendimento.

DEPUTADO QUER REVITALIZAR

O TRANSPORTE FERROVIÁRIO

O deputado estadual Roberto Massafera prestigiou o lançamento do novo livro do escritor e jornalista

Ignácio de Loyola Brandão: “A Morena da Estação”. Nascido em Araraquara em uma família

de ferroviários, Brandão reuniu na obra as crônicas que versam sobre o universo das locomotivas,

dormentes e passageiros. A noite de autógrafos teve como cenário a antiga estação

ferroviária de Araraquara. Além de admiradores do autor e da literatura, o livro atraiu exferroviários

aposentados da EFA (Estrada de Ferro Araraquara)

Neste mandato, uma das propostas do

deputado estadual Roberto Massafera é a

retomada do transporte ferroviário no interior

paulista. “São Paulo é uma nação e o

nosso desenvolvimento se deu com as estradas

de ferro: a Paulista, EFA, Mogiana e

a Sorocabana trouxeram progresso para o

interior.”

Roberto Massafera é um dos signatários

da Frente Parlamentar em Defesa da

Malha Ferroviária Paulista cujo desafio é

encontrar soluções que otimizem o modal

ferroviário como alternativa de desenvolvimento.

Ele lembra que a partir dos anos 60

com o governo militar, o País priorizou o

transporte rodoviário. “Em 30 anos liquidamos

as ferrovias. A partir de 94, com o

Plano Real e o crescimento econômico, a

rodovia foi saturando e o transporte rodoviário

encareceu.”

Hoje, um vagão de carga pode substituir

até quatro caminhões, reduzindo custos

e aumentando a segurança das estradas.

No Brasil, as ferrovias transportam

apenas 25% da carga brasileira. Dados da

Agência Nacional de Transporte sobre Trilhos

(ANTT) mostram que a malha brasileira

tem 28 mil quilômetros, mas apenas

10 mil são operantes.

Roberto Massafera defende ainda a valorização

dos ferroviários aposentados e

pensionistas, incluindo aumento salarial.

“Parte dessa luta é resgatar essa memória.

As oficinas da EFA eram verdadeiras escolas

que formavam os ferroviários. Agora,

teremos o trem de alta velocidade e precisamos

qualificar essa juventude. O transporte

ferroviário está crescendo. Podemos

ter um trem viajando a 220 quilômetros

por hora fazendo Araraquara a São Paulo

em uma hora e meia. Isso é progresso”,

concluiu o deputado.

O Governo busca definir as normas necessárias

para que sejam instituídas no Brasil redes

de transportes de passageiros. Embora o foco principal

das medidas, até aqui, tenha sido o transporte de cargas,

elas abrem possibilidades para a expansão das

operações com passageiros, que posteriormente também

vão ganhar novas regras

Roberto Massafera

FEVEREIRO 2012 | COMÉRCIO INDÚSTRIA | 21


esporte

PARA VOLTAR É PRECISO CRER

Será que com uma

receita de 105 mil reais

por mês é possível

fazer um time sair da

Série A2 e entrar no

grupo de elite do

futebol paulista?

Ideal, paixão,

ousadia e raça,

a esta altura

se juntam à voz

solitária do presidente

Welson Alves Ferreira

Júnior e de um

reduzido número de

pessoas que ainda

creem na fórmula

mágica de promover

a volta de um futebol

de nível nas tardes

de domingo.

Brandão, Belluomini, Bebeto, Fogueira, Rossi e Machado; Passarinho, Maritaca, Téia, Bazzani

e Pio - os homens que na noite chuvosa e fria de 18 de dezembro de 1966, fizeram a Ferroviária

retornar ao futebol de elite vencendo o XV de Piracicaba (1 a 0)

Após 15 anos nas divisões inferiores

do futebol paulista, chegando inclusive a

amargar uma dolorosa quarta divisão, a diretoria

da Ferroviária entende que não dá

mais para ficar nesta situação que é vexatória

em termos comparativos ao honrado

Um empate

na estreia (0x0)

com o São José

e uma derrota

(2x0) para

o Atlético já

preocupam o

presidente

Juninho

passado do clube, orgulho da cidade.

Com apenas R$105 mil mensais em patrocínio,

mais o dinheiro da venda de ingressos

antecipados e o faturamento da loja

no Shopping Lupo, o valor pode chegar

a R$140 mil para investir no futebol profissional.

Trata-se de um dos orçamentos

mais enxutos entre as equipes que começaram

a disputar a Série A2 do Campeonato

Paulista, no dia 26.

Mesmo antecipando dificuldades financeiras,

Juninho está otimista neste ano.

“A manutenção da base do time que disputou

a Copa Paulista pode ser um dos nossos

trunfos. Todos sabem, que as equipes

de alta competitividade gravitam em torno

de investimentos: quem investe mais, tem

mais chances de competir e conquistar o título”.

E qual a receita nestas condições? perguntamos.

Se todos querem essa volta à elite

do futebol, basta a cidade se unir e as empresas

colaborarem pelo menos com a

compra de ingressos, pois do contrário,

não temos condições de disputar por exemplo

com o time do Redbull mantido por

uma grande multinacional, nem com o Pão

de Açúcar ou com cidades como Barueri e

São Bernardo, que possuem arrecadação

10 vezes maior que a de Araraquara. E lá, o

Poder Público investe nesses times, pois

entende que o futebol também gera empregos

e riquezas para o município. “Aqui

trabalhamos pela paixão que temos pela

Ferroviária; por isso a cidade, torcida, imprensa,

comércio, indústria, todos devem

se unir; a diretoria sozinha não vai fazer milagres”,

justifica o presidente do clube.

DESABAFO

Na verdade, a atual diretoria da Ferroviária

está se reestruturando. Juninho lembra

que assumiu o clube em 2004, na última

divisão do futebol paulista e totalmente

desacreditado. “A Ferroviária não tinha

nem água e nem luz na Fonte Luminosa; fomos

recuperando a autoestima do clube

aos poucos, contando com o que tínhamos;

conseguimos trazê-la para a segunda

divisão e, novamente em 2012, procuramos

uma parceria com a iniciativa privada

para ver se conseguimos dar um upgrade

na ferrinha, pois sozinhos temos dificulda-

22 | COMÉRCIO INDÚSTRIA | FEVEREIRO 2012


des a todo instante; se não conseguirmos

ajuda, ela tem poucas chances de voltar a

subir”, enfatiza.

A unificação entre a Associação Ferroviária

de Esportes (AFE) e Ferroviária S/A

também deve ajudar a equipe no tão sonhado

acesso à elite. Juninho explica que o

acordo e as parcerias seriam uma boa saída

para a carência do time em termos de patrocínio.

“Se tivéssemos condições financeiras

tocaríamos sozinhos. Mas não dá.

Quando não se tem condições, é preciso

buscar parcerias para dar continuidade ao

futebol profissional da Ferroviária, evitando

deixar rombos para o futuro. Por isso,

é preciso garantir bem os contratos,

pensando lá na frente também”, finaliza.

NOS RUMOS DO CONTRASTE

A realidade atual da Ferroviária está

bem distante do perfil solidário de 1966,

quando o time teve que disputar a Segunda

Divisão e vencer o poderoso XV de Piracicaba

na final no Pacaembú para retornar à

elite. Quarenta e seis anos atrás, o presidente

era Aldo Comito que impunha junto

à antiga Estrada de Ferro Araraquara algumas

condições. A mais forte de todas - liberdade

na escolha dos seus diretores.

Assim, no final de 65 - após o rebaixamento

- selecionou nomes de peso da comunidade

para ajudá-lo: Augusto Cardillo,

Geraldo Brogna, Orlando Luzia,

Wellington Pinto e um departamento de futebol

que funcionava com quatro diretores:

Dorival Silvestre, Carlos Coutinho de

Oliveira Filho, Eduardo Lauand e Valter

Coelho.

A credibilidade se mostrou tão forte

que a Campanha da Volta motivou abertura

de conta bancária especial para receber

valores que seriam rateados entre os jogadores

caso o clube fosse campeão. E foi.

Aldo Comito não era apenas um visionário:

conhecia a malandragem do futebol.

Renovação de contrato por exemplo

fazia de acordo com a produtividade do

atleta no elenco; os “bichos” por vitória

eram pagos no dia seguinte; os empates demoravam

um pouco mais.

Pouco antes de falecer (22 de janeiro

de 2008), comentou: “No meu tempo de

presidente era comum dizer - os homens

da Ferroviária; hoje são os meninos da Ferroviária”,

referindo-se aos jogadores que

formavam o time. Não há comprometimento

e nem responsabilidade. Falta amor

no bico da chuteira”.


em foco

CREMESP QUER BARRAR BENEFÍCIO

OFERECIDO POR EMPRESAS FUNERÁRIAS

Já faz um bom tempo que as empresas

funerárias incluíram em seu plano de

assistência, a possibilidade do cliente

se consultar com determinado médico

e pagar um valor nunca menor do

que o da tabela da AMB, pelas

consultas e procedimentos

ambulatoriais. Só que agora

o CREMESP deseja barrar

tal prática.

Não bastasse a exigência dos médicos

por melhor remuneração nas consultas enviadas

pelas operadoras dos planos de saúde,

agora o CREMESP decidiu intervir no

relacionamento destes profissionais com

as empresas funerárias que oferecem benefícios

aos clientes que possuem um plano

de assistência. A prática, segundo consta,

Consultas médicas intermediadas por empresas funerárias geram polêmica com o CREMESP

José Manoel

Bombarda,

do CREMESP

em Araraquara

é proibida pelo Código de Ética Médica

porque estaria mercantilizando a atividade

médica e estabelecendo concorrência

desleal entre os profissionais. Além de intermediar

serviços médicos, algumas empresas

funerárias também comercializam

descontos quando da contratação de serviços

jurídicos pelos clientes.

Segundo José Manoel Bombarda, superintendente

do CREMESP em Araraquara,

essa prática, além de ferir o Código de

Defesa do Consumidor, favorece as consultas

médicas por meio dos planos funerários,

deixando de estar em conformidade

com a Lei dos Planos de Saúde (9.656/98),

pois não garantem as coberturas obrigatórias

e nem cumprem outras determinações

dispostas na legislação.

O empresário João Luis Roveri, diretor

da Fonteri Serviços, explica o assunto

dizendo que o grande objetivo do benefício

é proporcionar para os seus clientes

que pagam o plano em dia, a qualidade em

vida e também no pós-vida. “Esse plano

que a Fonteri Serviços oferece é um benefício

para os clientes. Há 18 anos, vimos a

possibilidade de municiar o atendimento

em vida nas áreas da saúde, odontológica,

clínicas laboratoriais, sempre no sentido

preventivo, pois não trabalhamos com urgências,

emergências e nem procedimentos

cirúrgicos; queremos apenas é que essas

pessoas consigam ter acesso à saúde de

forma preventiva e nem por isso devemos

ser rotulados como plano de saúde”, comenta

João Luis Roveri.


João Luis Roveri,

da Fonteri Serviços,

empresa que mantém

plano de assistência

Segundo ele, a Fonteri Serviços nunca

entrou em conflito com as empresas que

comercializam planos de saúde, porque as

regras contratuais são claras para seus

clientes. “Os associados sabem que não

possuem um plano de saúde e sim um “plano

de assistência familiar” e ainda ganham

o benefício por ter contratado o plano de

fundo mútuo. Isso é deixado bem claro, na

forma contratual”, defende o empresário.

O CREMESP rebate a

justificativa e aponta que

alguns consumidores estão

sendo induzidos a

acreditar que o serviço

prevê atendimento médico

integral, embora cubra

consultas e exames.

Por este motivo, é que o Conselho notificou

recentemente, 575 médicos e 100 estabelecimentos

que mantêm convênio com

empresas do ramo, oferecendo descontos

em procedimentos médicos em 95 cidades

do Estado.

Para o CREMESP, o entendimento é

de que o desconto acaba funcionando como

uma vantagem para o profissional angariar

clientela. É uma concorrência desleal

com os médicos que ganham menos

dos planos de saúde,

que são regulamentados

pela (ANS) Agência

Nacional de Saúde

Suplementar e mantêm

um compromisso, de

fato, com o usuário e o

sistema hospitalar.

Roveri explica que

nenhum valor extra é

cobrado do associado

pelo serviço. “A consulta

é paga diretamente

ao médico; nós não

temos uma rentabilidade

financeira dos profissionais

da saúde por isso, não vemos nada

de ilegal. Trata-se de uma ação preventiva,

que no meu entendimento, é benéfica

para os nossos clientes. Não estamos filiados

à ANS e nem trabalhamos com cartãodesconto”.

O empresário diz ainda que é

importante esclarecer que a Fonteri Serviços

não responde e não respondeu por nenhum

processo cívil ou criminal, por vender

plano de assistência familiar iludindo

o cliente com falsa promessa

de cobertura em

atendimento de urgência,

emergência e internação

hospitalar e

não há informações de

que alguma empresa

de Araraquara tenha sofrido

qualquer processo”, conclui.

A mesma opinião é a de Thaís Micelli,

da Funerária Micelli, ratificando que a funerária

não é um plano de saúde: “A Micelli

não trabalha com vendas de planos de

saúde e nem tem essa pretensão; nosso foco

é o setor funerário e o que fazemos é apenas

uma forma de benefíciar os clientes

com alternativas de atendimento na área

da saúde, como também em outros setores”.

Para o CREMESP, o

entendimento é de que o

desconto acaba funcionando

como uma vantagem para o

profissional angariar clientela.

Na realidade, prossegue a empresária,

não sabemos se estamos causando o temor

de que vamos ter uma grade maior de médicos

para realizar esse trabalho futuramente.

As empresas funerárias descobriram que

uma forma de cativar seus clientes é ter essa

atuação social e assim demonstram que não

estão apenas interessadas no óbito do cliente.

Ilegalidade não existe”, justifica.

O Ministério Público Federal (MP-

SP), por meio da Recomendação SP Nº 14,

de 7 de abril de 2008, da Procuradoria do

Consumidor e da Ordem Econômica, solicita

que as empresas funerárias não mais

ofertem, ainda que gratuitamente, vantagens

a seus clientes, seja por meio de cadastro,

de cartões descontos, indicação ou

qualquer outro meio, profissionais e clínicas

que prestem serviços médicos, hospitalares

ou odontológicos que, por via de

parcerias firmadas, concedam condições e

preços especiais. Entretanto, a ANS afirmou

que não possui autonomia para fiscalizar

a atuação dos profissionais ou das funerárias,

mas salientou que todas as operadoras

de plano de saúde registradas estão

proibidas de oferecer cartões desconto, ainda

que outras empresas não estejam impedidas

de fazê-lo.

Thaís Micelli,

da Funerária

Micelli


motivação

NA UNIVERSIDADE ACIA A

PALESTRA DE JULIANO MATOS

A Universidade ACIA é um

setor direcionado para a

realização de palestras,

seminários, encontros enfim,

com objetivo de orientar e

capacitar os diretores e

colaboradores das empresas

associadas.

A ACIA traz Juliano Matos, da GPS da

Vida Comunicações para sua primeira

palestra neste ano

No dia 6 de março os associados da

ACIA terão a oportunidade de assistir uma

das palestras motivacionais de maior repercurssão

na atualidade. Seu autor, o jornalista

Juliano Matos; o tema - Olhos do

Coração - será abordado na Universidade

ACIA, criada pelo atual presidente Renato

Haddad.

O tema motivacional que aborda a importância

da “visão” e as mudanças que

ela é capaz de provocar, foi destaque no último

semestre em grandes empresas como

Volkswagen do Brasil, Electrolux, Tecumseh

do Brasil, Grupo OHL e tantas outras.

Em seis meses, mais de 9 mil pessoas já assistiram

a palestra “Sem dúvida foi muito

gratificante colaborar não só com essas

multinacionais, mas também com médias

e pequenas empresas. Quando os funcionários

enxergam o trabalho, a família e a vida

em geral com os olhos do coração, com

certeza tudo muda” afirma o jornalista.

A educação foi outro setor onde Juliano

Matos palestrou muito no ano passado.

Milhares de professores ouviram o jornalista.

Ele diz que gosta muito de trabalhar

com os professores, pois eles têm uma responsabilidade

muito grande nas mãos e

por isso precisam renovar a visão todos os

dias.

O ex-apresentador da EPTV Central,

deixou a afiliada da Globo em julho do ano

passado para se dedicar à carreira de escritor

e palestrante. O seu primeiro livro, o

“Boas Notícias”, já vendeu quase 10 mil

cópias. Juliano tem muitos planos para

2012. “Quero continuar levando as boas

notícias por meio do meu trabalho e quero

aproveitar todos os meios de comunicação

para isso”, finaliza.

A partir do dia 10 de fevereiro a ACIA

estará iniciando as reservas - gratuitas - para

os interessadps em participar desta palestra.


prevenção

DE FRENTE PARA

O GRANDE PERIGO

Araraquara atinge índice

extremo de radiação nesta

época e o dermatologista

Willian Roberto Olivi faz um

alerta sobre os riscos das

pessoas contraírem o câncer

de pele.

Entre dezembro e março, a cidade

alcança o nível mais violento de radiação e

o bronzeado desejado pode ser o inimigo

número um da beleza por causa do câncer

de pele. Segundo dados do Centro de Previsão

de Tempo e Estudos Climáticos, o índice

de radiação ultravioleta em Araraquara,

oscila entre muito alto e extremo. A escala

que mede a intensidade dos raios UV

sobre as cidades brasileiras vai de 1 a 14,

sendo 14 considerado o nível crítico. Em

Araraquara, nesse período, a radiação varia

de 10 a 14.

De acordo com o dermatologista William

Roberto Olivi, o câncer de pele é

mais comum em pessoas claras, mais sensíveis

à ação solar. Geralmente, a doença

atinge a parcela da população com idade

acima dos 40 anos e com histórico de longos

períodos de exposição ao sol sem a proteção

adequada. Segundo ele, as manchas

geralmente escuras são as que requer um

maior cuidado, com potencial

de virar câncer de pele como o

melanoma, tipo de câncer de origem

nas células produtoras de

melanina, substância que determina

a cor da pele e que muda de

acordo com a exposição solar.

Há dois outros tipos de câncer: o

carcinoma basocelular (nãomelanoma),

o menos prejudicial

e que acomete as neoplasias da

pele; e o carcinoma espinocelular

que pode apresentar metástases para

órgãos internos”, afirma.

No caso do melanoma, a coloração pode

variar do castanho-claro passando por

vários matizes chegando até à cor negra

(melanoma típico) ou apresentar área com

despigmentação. O crescimento ou alteração

da forma é progressivo e se faz no sentido

horizontal ou vertical. O câncer de pele

não-melanoma pode ser diagnosticado

por meio de uma lesão (ferida ou nódulo) e

apresenta evolução lenta. Já o carcinoma

espinocelular, que também surge por meio

de ferida, evolui rapidamente e vem acompanhado

de secreção e coceira.

Segundo Olivi, o uso do filtro solar Fator

15 é indicado já a partir dos seis meses

de idade e para os adultos, o ideal é usar o

produto com fator mínimo de proteção 30.

“O filtro deve ser aplicado ao menos duas

vezes ao dia, mesmo com chuva ou tempo

nublado”, diz.

Segundo Olivi, as pessoas devem ficar

atentas a qualquer mudança na pele e sempre

que surgir uma mancha nova, uma ferida

que não se cura espontaneamente e que

sangre com facilidade, ou ainda alguma

pinta antiga que apresentou mudança, é importante

que seja feita uma avaliação; caso

se detecte anomalia, o médico deve ser procurado.

O melanoma

pode surgir a

partir da pele

normal com

o aparecimento

de uma pinta

escura

Willian

Roberto Olivi,

dermatologista


sindicatoruralararaquara.com.br

sind_rural@uol.com.br

ARARAQUARA

Informações:

Av. Feijó, 87

3336 7547

Área de oito alqueires

transformada

em um negócio

produtivo

UM MAR DE PEIXES NO

INTERIOR DE SÃO PAULO

Alessandro Sennati e seu

sócio Francisco Pedro

Monteiro da Silva Neto,

investiram no cultivo de

peixes em tanques-rede e

descobriram excelente

potencial de mercado para

consumo, ocupação e renda.

Eles inovaram as técnicas da

aquicultura.

Com a queda da produção do pescado

do extrativismo, a Fazenda San Giuseppe,

em Santa Lúcia, se transformou em um

mar de peixes. É assim que Alessandro

Sennati define seu projeto: “O cultivo de

peixes em tanques-rede é a alternativa de

investimento de menor custo e maior rapidez

de implantação, possibilitando adequado

aproveitamento dos recursos hídricos

e expandindo a piscicultura industrial

no país”. Hoje, ele e o sócio Francisco Pedro

Monteiro da Silva Neto, estão à frente

do negócio, cultivando peixes.

A HISTÓRIA

Filho de Maria Helena Fornero Sennati

e Anatole Sennati, Alessandro resolveu

seguir esse ramo depois que seu pai, industriário

no ramo de artefatos de borracha,

acabou comprando duas propriedades

rurais, uma em Santa Lúcia, região de Araraquara

e outra em São Simão, perto de Ribeirão

Preto. Como o pai não possuía nenhuma

experiência no campo, acabou vendendo

uma das fazendas e ficou só com a

de Santa Lúcia, arrendando-a para a Usina

Alessandro Sennati

Santa Cruz. A pedido do pai, Alessandro,

que cursava administração de empresas no

Mackenzie em São Paulo, largou os estudos

e veio para o interior em 1985. “Há 27

anos morando no interior e há 18 trabalhando

como piscicultor profissional, passei

por várias atividades como a minhocultura,

a criação de peixes ornamentais e

também já tive um pesque-pague”, conta.

Em 2007, o amigo e hoje também só-

28 | COMÉRCIO INDÚSTRIA | FEVEREIRO 2012


SINDICATO RURAL

cio “Pedrinho”, procurou Alessandro e juntos,

firmaram uma parceria para a criação

de tilápias em tanques-rede, que são estruturas

metálicas retangulares, quadradas ou

circulares, com flutuadores (tambores

plásticos) que flutuam na água, construídos

com telas em aço inox ou telas revestidas

de PVC, que têm por finalidade o confinamento

de peixes. Além disso, os tanques

devem ser cobertos para prevenir a

ação de predadores, furtos e oferecer sombreamento

que impede a incidência de

raios UV e diminui a visão dos peixes, reduzindo

o estresse e melhorando o sistema

imunológico desses animais.

O TRABALHO

Os peixes são confinados em altas densidades,

dentro de uma estrutura onde recebem

ração balanceada e que permita uma

grande troca de água com o ambiente. A alta

Caminhão apropriado

para transportar os peixes

Tanques-rede

para o cultivo

taxa de renovação de

água dentro do tanque-rede

é o principal

fator que viabiliza

a alta densidade populacional

e a produção

de uma grande

biomassa de peixes

por unidade de volume

(50 a 150 kg/m3),

pois supre a elevada

demanda por oxigênio.

A represa possui

102 tanques que ficam

localizados numa

área de 8 alqueires,

com estruturas

de 2 x 2 x 2 metros. Sua produção anual

atinge cerca de 200 toneladas e o ciclo total

gira em torno de 6 a 8 meses, dependendo

da temperatura da água. A profundidade

dos tanques são de 1,70 cm e a alimentação

é própria para as tilápias, fabricada

em várias indústrias de alimentação animal.

A alimentação é consumida conforme

o tamanho do animal, dependendo da fase

desses peixes.

Segundo Alessandro, o custo de um tanque

é de R$ 3 mil e a ração consome 80% do

custo para a criação até o ponto de venda,

quando o peixe atinge cerca de 800 gramas.

“Tem que tomar cuidado para não haver desperdício,

pois isso diminui o lucro”, destaca.

A tilápia possui boas características

organolépticas e nutricionais, tais como:

carne saborosa, baixo teor de gordura (0,9

g/100g de carne) e de calorias (172

kcal/100 g de carne), ausência de espinhas

em forma de “Y” (mioceptos) e

rendimento de filé de aproximadamente

35% a 40%, em

exemplares com peso médio de

800 gramas, o que a potencializa

como peixe para industrialização.

“Além da tilápia, trabalhamos

também com a produção

do catfish, que é o bagre

americano em tanques escavados

de terra.

A criação de tilápia em tanques-rede

é a mais nova atividade

econômica que está apontando

para boas perspectivas.

Tanto é que em 2013 os dois sócios

estarão realizando traba-

lho semelhante em uma outra propriedade

que estão negociando. Assim, serão três

pontos de cultivo de peixes para vendas

em pesque e pague, além de frigoríficos.

O valor do quilo de peixe varia, dependendo

da distância, do tamanho e da qualidade.

Alessandro, considerando que o futuro

do Brasil são o peixe e a carne branca, recorre

aos técnicos da UNESP de Jaboticabal

para lhe orientar no setor de piscicultura.

“A gente conta muito com a parceria

deles onde sempre que precisamos de alguma

orientação ou de ajuda em todos os sentidos,

estão sempre de prontidão e agradeço

por isso”.

Tanque-rede usado na coleta dos peixes

FEVEREIRO

SUBPRODUTOS

Outro fato importante é que além de servir

para alimentação, a tilápia fornece outros

subprodutos, como as escamas, que são

transformadas em biojoias e artesanato; o

couro que pode ser processado para a confecção

de bolsas e outros acessórios; as vísceras

e carcaças que podem ser transformadas

em compostagem e fornecidas aos agricultores

familiares, visando a controlar resíduos

e preservar o meio ambiente.

Dias 2, 3, 4 e 6, 7 e 8

• Aplicação de Agrotóxicos

com pulverizador costa manual

Dias 23 e 24

• Liderança de Equipes

2012

FEVEREIRO 2012 | COMÉRCIO INDÚSTRIA | 29


Hoje são mais de mil metros quadrados

localizados na Rua Padre Duarte, 2219

Fone: (16) 3336-7166

Máximo Clemente Delbon

gente da nossa terra

Máximo Clemente Delbon teve

como seu primeiro e único

emprego, o Bazarzão,

em 1948, onde ficou por

11 anos. A experiência lhe

abriu as portas e hoje se pode

dizer que a sua loja

chegou ao máximo...

UMA HISTÓRIA DE 54 ANOS MARCADA

POR CONSTANTES RENOVAÇÕES

A trajetória de Máximo Delbon se assemelha

ao trabalho dos principais empreendedores

comerciais da cidade. Uma história

de lutas, ponteada por ideal e amor à carreira

que abraçou. Ainda que tenha transformado

seu ramo de atividade em um

grande negócio, ele continua simples, cumprindo

uma missão que parece ter começado

ontem. Contudo são 64 anos de recordações

que lhe asseguram um passado de

contribuição ao desenvolvimento da cidade.

É neste clima que começa a descrever

sua história como gente da nossa terra...

PRIMEIROS PASSOS

O Bazar Sensação iniciou suas ativida-

O Sensação começou nesta esquina;

a última porta pertencia a um bar

Bazar Sensação, 1970, apresentando

sua primeira fase de expansão

30 | COMÉRCIO INDÚSTRIA | FEVEREIRO 2012


O grande movimento da

loja que conquistou a simpatia

dos consumidores

des em primeiro de setembro de 1958 quando

Delbon adquiriu o fundo de negócio de

Dileta Giovanini, dona de uma pequena loja

chamada “Loja Giovanini”. O nome

“Bazar Sensação” foi uma ideia sua e de alguns

amigos de escola, inspirada no “Bazarzão”,

de Bento Ramalho Machado, onde

ele trabalhou como balconista durante

11 anos. A loja era pequena com 25m² até

os anos 70, quando conseguiu ampliá-la

para 50m².

A cada década, um progresso, relembra

o empresário com orgulho. Nos anos

80, a loja chegou a ter 240m². Já nos anos

90, Máximo Delbon construiu o segundo

andar para abrigar o depósito e no ano de

2000, no terreno vizinho à loja, surgiu o

prédio de dois andares totalizando

1100m², o que reflete um grande patrimônio

em uma das regiões mais nobres da cidade.

Em 2012, o Bazar Sensação completará

54 anos com uma estrutura toda informatizada,

disponibilizando mais de 16 mil

itens e estacionamento bem próximo a sua

loja para 32 carros.

“O maior diferencial do Bazar Sensação

sempre foi a diversidade de produtos,

iniciando com papelaria, aviamentos, tecidos

e brinquedos”, justifica Máximo Delbon

ao mencionar o começo da loja. Segundo

ele, a mudança de hábito do mercado

em adquirir confecções prontas, fez do

Bazar Sensação, uma loja completa traba-

Estacionamento próprio para 32 veículos ao lado da loja

lhando desde confecção infantil, juvenil e

adulto, somado a uma papelaria que comercializa

material escolar, livros, uniformes,

material de escritório e informática

com suprimentos, acessórios e periféricos.

Ao realizar esse trabalho e ter notável

desempenho na comunidade, a credibilidade

da empresa ultrapassou as fronteiras

regionais em 1974, tornando-se parceira

do Ministério da Educação e Cultura para

representar e vender material escolar de

primeira linha a preços subsidiados pelo

MEC. Com a medida, o Bazar Sensação facilitou

e viabilizou o estudo de todas as

classes sociais, transformando-se por 22

anos, em uma referência no segmento.“Esse

é um sonho que procuro realizar

todos os dias e só é possível através de muito

trabalho, dedicação, esforço e renúncias”,

diz o empresário.

Agradeço à Deus e também

ao apoio dos meus pais,

da minha esposa, dos meus

irmãos, parentes e dos meus

filhos que até hoje trabalham

ao meu lado, ajudando a viver

a realidade do meu sonho.

Essa união dentro de um

ambiente familiar nos dá

força e certeza de que sempre

cumpriremos nossa missão

com dignidade. A todos os

colaboradores que estiveram

e que estão comigo hoje, o

meu grande reconhecimento

e gratidão.

Máximo Delbon com a esposa Weiner e os filhos Júnior, Fabiana e Alexandre

Máximo Clemente Delbon


economia

IMPACTO DO NOVO SALÁRIO MÍNIMO

Os presidentes da ACIA, do SINCOMÉRCIO

e SinHoRes, avaliam os efeitos que o novo salário

mínimo pode ocasionar ao consumo local.

Renato Haddad, da ACIA

De acordo com os

cálculos de algumas entidades,

o acréscimo de

R$ 77 no salário mínimo

que passa de R$ 545 para

R$ 622 - injetará pouco

menos de R$ 50 bilhões

na economia. Na

realidade a conta não é

exatamente esta, pois se

esses R$ 50 bilhões entram

na forma de salário,

eles por outro lado,

saem na forma de folha

de pagamento, que acaba

reduzindo o resultado

das empresas, do Governo

e dos que pagam salários: uma parte

dos R$ 50 bilhões é apenas transferência

causando efeito distributivo.

Para Antonio Deliza, Presidente do

SINCOMÉRCIO, o número não é nada

desprezível e mesmo que apenas uma parte

(50% ou 60% desse montante) seja efetivamente

ganho líquido no circuito econômico,

ainda assim falamos de mais de

2% do faturamento do varejo ou 0,5% do

PIB. “É importante lembrar que esse volume

de dinheiro tem efeito distributivo

quando sai do caixa das empresas e do Governo,

pois a propensão média a consumir

de quem ganha salário mínimo é elevadíssima,

acima da média e

portanto, vai circular gerando

mais emprego e

movimentando a economia”,

diz.

Em termos reais, o

crescimento de 14% do

salário mínimo será um

aumento real superior a

7%, dado que a inflação

deste ano vai fechar em

6,5%. Tudo somado haverá

um impulso bastante

importante de consumo

das famílias, principalmente

no Norte e Nordeste,

regiões onde o salário

mínimo é mais predominante.

Na opinião do presidente da ACIA, Renato

Haddad, o aumento no salário mínimo

trará um impacto positivo para a economia

de um modo geral. “Se houver consciência,

a preferência na aplicação desses

R$ 77 a mais no mínimo, deve ser para quitar

dívidas antigas e, se houver sobra, aí

sim destinar para o consumo. Infelizmente,

o hábito do brasileiro não é esse, já que

em recente pesquisa divulgada dentre vários

itens colocados sobre o que fazer com

esse dinheiro, pagar dívidas antigas ficou

em último lugar. Para as empresas de Araraquara,

como pagadoras, o aumento não

fará diferença,

já que, pelas convenções

coletivas, mesmo

uma pessoa iniciante tem piso

assegurado de R$ 772 e se for uma empresa

de pequeno porte de R$ 814. Apenas

empacotadores de supermercados é que começam

com piso de R$ 624 nas ME (microempresas),

R$ 661 nas EPPs e R$ 691,

nas demais empresas”, comentou.

Para José Carlos Cardoso, presidente

do SinHoRes, o aumento do salário mínimo

vai ajudar no aquecimento da economia

e para os comerciantes será um fator

positivo. “Para os nossos estabelecimentos,

quanto maior for o ganho, melhores serão

as chances de usufruir desse ganho, como

frequentar um bom restaurante, comer

uma comida diferente; para nós do sindicato

é positivo, então sempre que há um

reajuste além do que era previsto, passa a

ser positivo porque normalmente a pessoa

conta com aquele valor todo mês e depois

passa a ganhar um valor que vai sobrar por

exemplo, para passear, investir e o fundamental,

a economia vai girar mais e todo

mundo ganha. A política que o Governo está

adotando em dar esses reajustes maiores,

além de fazer com que a defasagem seja

tirada, o povo brasileiro passa a ter um

poder maior de aquisição e isso é bom para

o comerciante. Há um outro lado que é o

da qualidade de vida: as pessoas conseguem

viajar e a ter melhores condições e

oportunidades. Por essa razão, eu e minha

categoria ficamos felizes com o novo valor

do salário”, ressaltou Cardoso.

O crescimento econômico deverá ser

acompanhado de uma modificação tributária

que torne o sistema mais progressivo e

menos oneroso para a sociedade e principalmente

os assalariados. Somente assim o

estado estará induzindo o crescimento e conduzindo

a equidade no país ao longo de décadas

e não num breve instante no tempo.

Toninho Deliza, do SINCOMÉRCIO

Cardoso, do SinHoRes

32 | COMÉRCIO INDÚSTRIA | FEVEREIRO 2012


nota fiscal paulista

MAIS DE R$ 20 MIL JÁ FORAM

DISTRIBUÍDOS NA CIDADE

“O senhor quer a Nota Fiscal

Paulista? O sim do consumidor

lhe garante um percentual do

seu dinheiro de volta e o seu

cupom concorre mensalmente

aos sorteios da Fazenda.

Edimir Afonso Trosdorf, delegado regional

tributário de Araraquara, comentou

na segunda quinzena de janeiro que o programa

Nota Fiscal Paulista, criado em outubro

de 2007 pelo Governo do Estado, distribuiu

entre repasses e prêmios de sorteios,

pouco mais de R$ 20,5 milhões a

consumidores araraquarenses. Até o último

sorteio, realizado em outubro de 2011 -

com cupons do primeiro semestre do ano -

R$ 2,8 milhões em prêmios foram distribuídos

na cidade. O programa, disse Trosdorf,

foi justamente para incentivar o consumidor

a exigir o documento fiscal em

suas compras e inibir a sonegação.

Segundo ele, pelas regras do programa,

30% do ICMS efetivamente recolhido

pelos estabelecimentos voltam ao consumidor.

“Além disso, a cada R$ 100,00 acumulados

em NFP, o cidadão ganha

um cupom para concorrer a sorteios

de prêmios em dinheiro”, explica.

Os valores dos prêmios variam

de R$ 10,00 a R$ 50.000,00. Além

disso, em datas comemorativas estabelecidas

pela legislação, como os

meses de maio, junho, agosto, outubro

e dezembro, os três prêmios

mais altos são multiplicados por

quatro, passando a ser de R$ 80 mil,

R$ 120 mil e R$ 200 mil.

A aposentada Lourdes Aparecida de

Souza, é aderente à Nota Fiscal Paulista.

Ela conta que, desde que foi criado o programa,

sempre pede a nota nas compras

que realiza em supermercados, padarias e

em outros estabelecimentos. “Cheguei a receber

entre repasse e prêmios de sorteios,

R$ 490 de uma só vez. Foi um valor excelente

que chegou em boa hora, para colocar

as contas da casa em dia”, diz. No último

sorteio, a aposentada recebeu R$ 280.

Já Transdorf comenta que caso algum

estabelecimento não queira emitir a Nota

Fiscal Paulista, o consumidor pode denunciá-lo

no site da Secretaria da Fazenda. O

valor da multa pode chegar a 100 Unidades

Fiscais do Estado de São Paulo, ou

R$ 1,7 mil.

Para resgatar o percentual devolvido

ou os prêmios que recebeu, ou ainda para

concorrer aos sorteios, o cidadão deve cadastrar-se

no site da Secretaria da Fazenda.

A Secretaria informa que há mais de

R$ 2 bilhões destinados aos consumidores

que aderirem ao programa.

Lourdes de Souza,

feliz da vida com a NFP

Edimir Trosdorf, Delegado Regional

Tributário na cidade


documento

A SOLIDARIEDADE PASSA

PELO ROTARY HÁ 62 ANOS

Foi em 1949 que o Rotary

Araraquara ressurgiu;

de lá até hoje a instituição

tornou-se um modelo para

as nossas ações sociais,

motivadas por pessoas que

trabalham com o objetivo do

mundo ser melhor.

No final de 1948, o engenheiro Boaventura

Gravina, retornando de uma viagem

aos Estados Unidos e Canadá, em

companhia de engenheiros e industriais

que faziam parte do Rotary Club de São

Paulo, sensibilizado pela troca de ideias

que mantinha com empresários

em Araraquara,

imaginou a fundação do

Rotary Club na cidade.

Para isso teria que contar

com o apoio do usineiro

Hélio Morganti e de Germano

Schuster, que fazia

parte do Rotary Club de

Limeira, após residir muito

tempo em Araraquara.

Este foi o primeiro passo

para a criação do Rotary

Club local.

No dia 20 de fevereiro

de 1949, Germano

Schuster, acertou com o

presidente do Rotary

Club de Limeira, uma reunião com Hélio

Morganti, Boaventura Gravina, Luiz Bento

Palamone Lepre, Gennaro Granata, Procópio

de Oliveira, José de Salles Gadêlha

Geraldo Blum, primeiro

presidente em 1949

Encontro de araraquarenses para a fundação do Rotary em 1949

e José da Motta Cerqueira,

na Usina Tamoio. Do encontro

participaram ainda:

Germano Schuster, Vitor

D’Andréa e João Machado,

rotarianos de Limeira

e o governador do

Distrito 41, Ariovaldo de

Barros Camargo. Começava

então o processo de

fundação do Rotary em

Araraquara.

Naquela mesma noite

os participante do encontro

na Usina Tamoio sentiram

que era chegada a hora

para a fundação do clube.

Assumiram então a responsabilidade

de convidar outras pessoas da cidade que

passariam a ser fundadores do Rotary

Club de Araraquara. Na segunda quinzena

de fevereiro de 49, seria então 37 o número

de sócios fundadores do primeiro Rotary

na cidade.

13 de março de 1949, um momento histórico

para a nossa cidade pois foi neste

dia eleito o primeiro Conselho Diretor do

Rotary Club de Araraquara que tomou posse

14 dias depois, ficando assim constituído:

Presidente: Geraldo Blum

Vice: Abeylard Neto Amarante

Secretário: Manoel Augusto Amorim

2° Secretário: Octávio Arruda Camargo

Tesoureiro: José João Biffi

2° Tesoureiro: José de Salles Gadêlha

Diretor de Protocolo: Antonio Rocha

Hoje, além do Rotary Club de Araraquara,

temos os rotarys - Leste, Oeste, Carmo e

Santa Angelina, cada qual cumprindo sua

missão. Eles pertencem ao Grupo 7 da região,

integrando ainda Guatapará e Rincão.

Casal Bernadete e Fernando Roselino,

Coordenadora das Casas da Amizade

e Governador do Distrito 4.540 - 2011/2012

Casal Márcia e Adelino José Francisco,

Coordenadora e Governador Assistentes

do Grupo 07 - Distrito 4.540

Maria Amélia e Aluizio Walter de Castro

Lima, presidente do Rotary Club

de Araraquara

34 | COMÉRCIO INDÚSTRIA | FEVEREIRO 2012


Carmem e Alexandre Kopanakis, atual

presidente do Rotary Club de

Araraquara Oeste

Benedito Bueno e Lúcia Helena,

atual presidente do Rotary Club

de Araraquara Carmo

Sônia e Luis Cesar da Silva, presidente

do Rotary Club de Araraquara Leste

Maria do Socorro e José Gomes de Araújo,

presidente do Rotary Club de Araraquara

Santa Angelina

Presidente Luis Fernando Pereira de Souza,

do Rotary Club de Guatapará

Ademir Luis D’Andrea, atual presidente

do Rotary Club de Rincão

É importante ressaltar que a primeira fundação do Rotary Club de Araraquara, cujos documentos se extraviaram, ocorreu em

1934, estando ele entre os primeiros clubes rotarianos do Brasil. A confirmação é possível através do Rotary Club de São José

do Rio Preto, que em seu boletim informativo de 1935, faz menção de que o Rotary Araraquara participou da sua fundação,

sendo representado na época pelo seu vice-presidente Bento Braga Filho.


saúde

A BELEZA TEM UM ALTO CUSTO

O oncologista Antônio Bocchini, da Beneficência Portuguesa diz que

ainda não se tem informação se mulheres de Araraquara utilizaram

marcas não apropriadas de silicone para implantes no corpo. Uma das

marcas é a PIP que usava silicone industrial nas próteses mamárias.

A denúncia mostrando marcas de silicone

não apropriadas para implantes no

corpo, causou temor ao público feminino

no começo do mês de janeiro. Uma das denunciadas

é a marca francesa PIP que há

A prótese

mamária

com silicone

11 anos passou a usar o silicone industrial

nas próteses (que é dez vezes mais barato

que o silicone médico).

A PIP foi à falência, o dono está preso,

a sede abandonada e muitas das 300 mil

mulheres que tiveram

implantes da PIP

também se sentem assim.

É claro que as

operações, que o Governo

agora vai bancar,

têm um custo elevado,

mas a retirada

do implante enquanto

está intacto é bastante

simples. Depois

que se rompe e

vaza, a operação passa

a ser bem mais

complicada e mais cara.

O levantamento feito mostra que a

maior parte das próteses mamárias de silicone

da marca francesa denunciada - PIP

(Poly Implants Protheses) usadas no Brasil,

está nos estados do Sul e Sudeste. Ao todo,

a empresa EMI Importação e Representação

importou 34.631 próteses defeituosas.

Dessas, pouco mais de 24 mil foram

usadas por 15 mil mulheres.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária

começou um rastreamento das próteses

vendidas e convocou a empresa responsável

pela importação (EMI) para fornecer

os dados de venda do produto no

país. Todas as próteses têm um número de

identificação que fica registrado no prontuário

médico do paciente. A empresa deverá

entregar os seus prontuários para a


Antonio

Ângelo

Bocchini

ANVISA que saberá então para onde foram

encaminhadas as próteses no país.

Na opinião do médico Antonio Ângelo

Bocchini, professor do curso de Medicina

das Faculdades Integradas Padre Albino

em Catanduva e que, há vários anos dirige

o Departamento de Oncologia da Beneficência

Portuguesa de Araraquara, “os procedimentos

devem ser com silicone próprio

e não com o silicone industrial, em

gel, que é vendido em casa de materiais de

construção”, disse. A troca deve ser feita a

cada 10 anos, pois a aplicação fica mais espessa

por conta do organismo.

“Enquanto o silicone está dentro da prótese,

não tem perigo, mesmo o industrial;

mas quando extravasa provoca reações no

organismo como inflamação, infecção e

muita dor, sendo necessária sua retirada ou

a troca. Entretanto, não existe nada comprovando

que o silicone cause qualquer tipo

de câncer. Na França, foram detectados

20 tipos de casos de câncer de mama e de

linfoma. Mas não existe prova de que tenham

sido causados pela prótese e nesses

casos, as mulheres poderiam vir a adquirir

câncer mesmo se não tivessem colocado

as próteses”, diz Bocchini.

“O silicone médico passa por um processo

de retirada das substâncias tóxicas

para não prejudicar o organismo e ser colocado

na prótese com segurança. Apesar do

rastreamento, é importante ressaltar que

as mulheres que tenham esquecido a marca

de suas próteses, procurem a clínica ou

o médico que as atendeu para saber se estão

entre as que receberam o produto da

PIP. O fundamental neste momento é que

seja feita uma avaliação para detectar se

há alguma anormalidade e discutir a adoção

de procedimentos.

Bocchini comenta ainda que no caso

da reconstrução da mama, após a retirada

por câncer, é possível ser feita de imediato

ou posterior à cirurgia, porém todo câncer

tem um risco maior de voltar nos dois primeiros

anos e com o silicone colocado no

corpo, fica mais difícil a identificação da

doença, por isso recomenda-se para a paciente

esperar mais um pouco”.

Ao mesmo tempo, a ANVISA pede aos

médicos que usaram essas próteses, que

procurem seus pacientes e informem dos

possíveis riscos de ruptura do material. A

agência determinou o recolhimento das

próteses de silicone da marca francesa PIP

e holandesa Rófil, pois esta também apresentou

adulterações e risco de rompimentos.

A decisão foi publicada no "Diário Oficial

da União", e informou que pacientes

que colocaram próteses das marcas denunciadas

e tiveram riscos de rupturas, poderão

fazer cirurgias de substituição de

graça pelo (SUS) Sistema Único de Saúde.

Entretanto, o Ministério da Saúde ainda

não sabe qual o impacto financeiro que

isso terá nos cofres públicos, segundo confirmou

a assessoria de imprensa da pasta.

Foi realizada uma reunião com representantes

das sociedades brasileiras de mastologia

e de cirurgia plástica para analisar os

riscos e a possibilidade de estabelecer um

protocolo de procedimentos no caso de

rupturas das próteses mamárias. Como

não há um número significativo de casos

de alteração pós-uso das próteses no sistema,

também não existe um histórico a ser

analisado de como proceder preventivamente.

Há sim uma deficiência nas informações

repassadas à agência, por isso são

recomendadas as consultas médicas.


moda

LÁ VAI NEYMAR COM A CUECA DA LUPO

Neymar na passarela só de

cueca. O pedido da Lupo,

patrocinadora do atacante, foi

aceito e o craque no dia 24 de

janeiro desfilou com a roupa

da empresa em Gramado.

Neymar, no desfile

em Gramado

O jogador Neymar cada vez mais abre

espaço em sua agenda para os compromissos

de celebridade. Garoto propaganda da

Lupo, o santista deixou o campo de futebol

para subir à passarela, por um dia. Ele

desfilou pela marca Lupo no dia 24 de janeiro,

na casa Harley Davidson, no Rio

Grande do Sul. Detalhe: Ele arrasou! Recentemente,

o jogador foi homenageado

pela FIFA como autor do gol mais bonito

de 2011.

O jovem já havia realizado fotos com

os trajes íntimos, mas desfile mesmo foi a

primeira vez. A apresentação de Neymar

envolveu meias sociais e pijamas da marca.

O contrato de Neymar com a Lupo foi

firmado em agosto do ano passado e tem

validade até o fim de 2014. O valor total gira

em torno de R$ 4,4 milhões, rendendo

ao jogador cerca de R$ 110 mil por mês.

Ele tem outros oito patrocinadores (Nike,

Claro, Ambev, Unilever, Panasonic, Red

Bull, Tenys Pé Baruel e o Santander) e está

cada vez mais perto do ganho de R$ 3 milhões

mensais, meta elaborada por seu

staff e dirigentes do Santos para a permanência

no clube até o fim da Copa do Mundo

de 2014.

O ganho de R$ 3 milhões mensais é

possível graças ao salário de aproximadamente

R$ 1,5 milhão pagos pelo Santos como

condição de permanência no Brasil até

2014. O clube segue gerindo a carreira de

Neymar, mas reduziu de 30% para 10% o

faturamento de cada ação publicitária fechada

para o jogador desde a assinatura do

novo contrato.

Somente com anunciantes, Neymar recebe

mais de R$ 1 milhão por mês. A expectativa

é a de que mais dois acordos publicitários

esperados para entrar em vigor

neste mês, possam fazer o craque superar

R$ 3 milhões mensais planejados.

O jogador chegou de helicóptero para

o desfile em Gramado.

O desfile de Neymar

dentro da FENIN em

Gramado fez parte da

estratégia da Lupo

para o lançamento da

sua coleção de cuecas

nesta temporada


história

FOI COM ELE UMA PARTE DA HISTÓRIA

As ações

empreendedoras do

economista Awad Barcha

sempre causaram

impacto ou polêmicas na

comunidade nas décadas

60/70. Com notável

poder visionário e

ousado nas iniciativas,

fazia as coisas

acontecerem por aqui.

Awad era elegante até na forma de se

apresentar. Gostava de ser nominado profissionalmente

como economista. Observador,

saia constantemente em busca de

novidades para aplicá-las na sua emergente

carreira empresarial na metade dos anos

60. Assim foi ao procurar recursos para lançar

o Jardim Castelo, na região da Vila Melhado,

proximidades do Tropical Shopping,

que mais tarde transformou-se em patrimônio

de Clodoaldo Medina, José Castralli

e Gabriel Carneiro.

Entre seus grandes feitos está o surgimento

do Jardim Universal, na região do

Shopping Jaraguá. Além de vender os lotes,

Awad Barcha montou uma pequena fábrica

de blocos, que também era novidade

em Araraquara, mostrando que sempre

chegava na frente e com alternativas mais

econômicas.

Pouco tempo antes já havia mostrado

seu espírito pioneiro na implantação de

consórcio para a venda de veículos. Era o

modismo da linha Volks e a ascensão da

Universal na Rua Nove de Julho, proximidades

do Palácio das Borrachas. Com a forma

revolucionária de entregar carros através

de sorteios, o empresário agitava o comércio

regional. Tempos atrás, Awad chegou

a comentar que com a concessão dada

pela Secretaria da Fazenda, a Universal

passou a operar em diversas cidades do interior.

“Época de bons negócios, de investimentos

e retorno imediato”, argumentava

o economista.

Com essa visão e procurando agregar

serviços à sua atividade, Awad abriu a primeira

concessionária Chrysler da região.

Os imponentes Dodge Dart desfilavam pelas

ruas da cidade. A concessionária no

Quitandinha era uma das maiores da região.

A situação da Ferroviária estava complicada

no Paulistão de 1977. Vail Mota iniciou o

campeonato e logo se transferiu para o

Marília. Bazzani assumiu o comando técnico

mas o time não reagia. Um treinador

experiente seria a solução. O diretor Awad

Barcha foi a São Paulo e trouxe Aymoré

Moreira, com 65 anos de idade, salvando a

Ferroviária do rebaixamento. Awad também

foi jogador da Ferroviária na década de 50.

Paralelamente, Awad Barcha causou

impacto nos meios empresariais ao adquirir

dois importantes veículos de comunicação

da época, ambos da Família Barbieri:

Rádio A Voz da Araraquarense e jornal

O Diário da Araraquarense, já extinto.

Dois anos depois, o empresário se desfez

da rádio, vendida para Roberto Montoro

(hoje Morada) e do jornal O Diário que retornou

ao jornalista Roberto Barbieri.

Outro empreendimento veio mais tarde,

fruto do seu trabalho e pioneirismo: o

Cemitério Parque da Ressurreição, na zona

leste da cidade, atrás da Nestlé. Até então

(1985), Araraquara possuia apenas os

Cemitérios São Bento e Britos, nenhum

com perfil particular.

Nos últimos meses, já com 80 anos de

idade, Awad Barcha - com problemas de

saúde optou em deixar com os filhos

Willian e Elane, a administração do Parque

da Ressurreição e dos seus negócios.

“A vida tem que ser preservada com luta

e determinação, sonhos e otimismo, sempre

com a esperança de que as coisas vão

melhorar”, dizia Awad. Com sua morte, no

dia 5 de janeiro, a família perdeu um grande

pai; Araraquara um grande cidadão,

preocupado em servir a cidade.

Awad era filho do egípcio Salim Barcha

e de Mahiba Salomão Barcha. Nasceu

em 6 de julho de 1931, em Novo Horizonte.

Era casado com Zenaide Gonçalves

Barcha com quem teve os filhos Willian e

Elane.


relato

FANÁTICOS DE UMA NAÇÃO

O Costa Concordia no

terminal de passageiros

de Santos para

comemorar o centenário

do Corinthians

Quando milhares de

corinthianos partiram para

comemorar o centenário do

Corinthians em alto mar no

navio Costa Concordia,

há dois anos, o torcedor

araraquarense Fábio

Santiago estava lá.

O navio do centenário como ficou conhecido,

era o transatlântico Costa Concordia,

da Costa Crocieri, companhia de

navegação italiana, que faz parte de uma

das principais empresas de cruzeiro em todo

o mundo, a Carnival. Foi com ele que o

Corinthians decidiu reunir seus torcedores

no período de 25 a 28 de fevereiro de 2010

celebrando assim o centenário do clube.

A embarcação saiu de Santos e circulou

pelo litoral brasileiro: “Um luxo, verdadeiro

luxo era o navio”, lembra até hoje

o advogado Fábio Donato Gomes Santiago,

presidente da Benemed, que se encontrava

entre os torcedores corinthianos. Fábio

chega a mencionar as personalidades

com quem conviveu durante o cruzeiro:

Toquinho, Basílio, Neto, Ronaldo (goleiro),

Wladimir, Biro-Biro, e até mesmo, Dona

Geni - a torcedora símbolo do Corinthians.

A bateria da Gaviões da Fiel - lembra

ele - tocou no navio,

que tinha tobogã gigante

e feijoada com samba nas

tardes.

O Costa Concordia é

um dos mais luxuosos navios

de cruzeiro. O passageiro

tem à sua disposição

cinco restaurantes

(Roma Restaurant, Milano Restaurant, Parigi

Restaurant Buffet, Samsara Restaurant

e o Clun Concordia) que servem diversos

pratos da cozinha internacional,

spa, salão de beleza, quatro jacuzzis com

hidromassagem, piscinas, quadra de tênis,

academia, bares, piano bar, cassino entre

outras atividades.

O navio que naufragou e continua encalhado

em frente à ilha de Giglio, na Itália,

tem 290 metros de comprimento e pesa 112

mil toneladas. Ao todo, são 1.500 cabines

que podem abrigar até 4.800 pessoas, sendo

3.700 passageiros e 1.100 tripulantes.

“É dificil acreditar que esse gigante

agora está morto, ainda que com toda estrutura,

conforto e segurança”, argumenta

o corinthiano.

Um dos belos restaurantes do navio

Fábio Santiago

e Dona Geni (88),

torcedora símbolo do

Corinthians no Costa

Concordia, em 2010

40 | COMÉRCIO INDÚSTRIA | FEVEREIRO 2012



vida

empresarial

A BELEZA DE UM NOVO ANO

2012 está aí; janeiro já se foi. Perspectivas

de um ano cheio de grandes

realizações e de bons motivos para

que cada vez mais impere a amizade e

também o companheirismo. O Araraquarense

continuará sendo um clube

com a prerrogativa de promover o lazer

e se mostrar como o prolongamento

dos lares daqueles que o frequentam,

sempre com alegria estampada

no rosto.

Regina, Sidney, Daniel Ferrarezi,

Luiza e Nemer Malavolta

A FELICIDADE DIANTE DE NÓS

Os casais João Baptista e Adriana;

Marina e Carlos Alberto, durante evento

na passagem de ano

Paulo, Maria Isabel e Paulo Henrique Moura

Leite; Fernando Henrique Rugno da Silva,

Maria Amélia, Davi e Diogo

Equipe do Tio-Tio presente na ceia da

passagem do ano, diverte a criançada

Rubens, Benedita Squariz, Lilian, Luigi,

Ricardo, Pedro, Carolina, Renata, Leonardo

e Pedro Brotto Júnior

Osmar e Leda Galucci,

Maria Lúcia e Carlos Corrente,

Luiz, Dilma e Camila Martini,

Willian Olivi e Elcio Bernardi.

Francisco Olivi,

Rodrigo Corrente,

Leila Olivi, Ana

e Vera Bernardi


José Antônio Leoni e Darcy; Norma e Jarbas Malheiro; Giuseppe e Ana Morvillo;

Tufich Haddad e Wadyha, Fátima Costa e Anuar Lauar em clima de comemoração

Renato Rezende Haddad em reunião festiva

de amigos no Araraquarense

Fábio Quiles e Cibele Donato de Andrade,

em constante lua-de-mel

Guilherme, Roberto Mota,

Sérgia, Roberta; Gabriel,

Carlos Eduardo e Fernanda

Cilia Marafão Brunetti;

Elisabete, Ana Cristina,

Leonardo e Norberto Faustini;

João Luis Lopes; Fábia Gabriela,

Antonio Carlos Coleta e

Celso Martiniano de Oliveira

Angélica Bombarda descreve em seu site,

que foi emocionante a cerimônia religiosa

realizada na Igreja Sagrada Família no dia 21

de janeiro, presidida pelo diácono José

Augusto Salgado, e que selou a união dos

jovens Daniela Arnosti de Moura Neves, filha

de Elisabete de Moura Neves e Luis Roberto

de Moura Neves, com Tiago Cavallari de

Queiroz, filho de Mirian Cavallari de Queiroz e

Edivilmo Moraes de Queiroz .


Gislaine Aguiar

ARARAQUARA EM BUSCA DE

NOVAS LIDERANÇAS POLÍTICAS

Em ano eleitoral surgem as

especulações sobre o

processo de renovação,

principalmente no Poder

Legislativo. Paralelamente,

cria-se uma expectativa pois

para a maioria, a mudança

é fundamental.

David Fante, 29 anos, é um dos nomes

apontados para o fortalecimento do quadro

político da cidade em breve. Ele é apresentado

como empresário da área de tecnologia

desde 2001, membro do Lions

Club Araraquara Centro, conselheiro do

Conselho Municipal Antidrogas, 5 anos

de filiação no Partido Progressista, presidente

da Juventude Progressista de Araraquara,

diretor Estadual de Tecnologia da

Juventude do PP de São Paulo, presta

assessoria em TI para a Juventude Nacional

do partido, militante envolvido em diversas

causas em favor da sociedade e estudante

do curso de Psicologia na UNIP Araraquara.

Em agradável café da manhã

no Gran Hotel Morada do Sol,

David Fante, líder da

Juventude do PP - Partido

Progressista, fala do quadro

político atual e sua participação

no diretório estadual

Vi v e r N e w s :

David, em ano eleitoral,

a primeira pergunta

é óbvia, você

será candidato?

David Fante:

Em primeiro lugar

quero agradecer pela

oportunidade de

me expressar. O futuro

a Deus pertence. O que posso garantir

é que a Juventude Progressista prioriza a

valorização do partido junto da sociedade

e a união dos seus integrantes no meio político.

Esse assunto demanda tempo, dedicação

e exige abrirmos mão de alguns projetos,

dentre eles, o fato da JP participar de

um processo, contribuindo com a renovação

política.

VN: E qual será a sua função na JP nessas

eleições? O PP terá um candidato a prefeito?

DF: Nossa função será ajudar o partido

a organizar cursos preparatórios aos

pré-candidatos para que tenhamos pessoas

conhecedoras das suas funções caso eleitas

e que não saiam prometendo coisas que

não poderão cumprir. Já no processo eleitoral,

trabalharemos igualmente para todos

os candidatos do partido e principalmente

para o voto na legenda. Quanto ao

candidato majoritário, hoje apoiamos o

Governo de Marcelo Barbieri e caminhamos

para continuar com esse apoio, mas

ainda não fizemos nossa convenção e não

posso responder pelo partido.

VN: Mas já houve uma reunião do PP

esse ano; isso não foi tratado?

DF: Diferente de outros partidos, não

nos reunimos apenas para tratar de cargos

e eleições; essa reunião foi a maneira que o

PP encontrou para apresentar seus novos filiados

e mostrar a história do partido. Nosso

partido é como uma família: temos aqueles

que convivemos diariamente, como o

Feiz Mattar que é presidente do partido, os

vereadores Juliana Damus, José Carlos

Porsani e Mario Joel Malara, que são autêntica

extensão da minha família. Por sinal,

um dos fatos marcantes na reunião, foi

a presença do meu padrinho no PP, Sebastião

Barbosa, um grande amigo que completa

em 2012, 30 anos de filiação, que chegou

até a pedir a desfiliação do partido,

mas o coração falou mais alto, ele permaneceu

e agora está novamente próximo de

nós; isso foi lembrado e registrado não só

por mim, mas pelo nosso presidente Feiz

Mattar e nosso vereador e secretário Porsani

que enfatizaram a satisfação e alegria

em tê-lo de volta.

VN: E o que você espera das eleições

desse ano?

DF: Que a população procure conhecer

muito bem cada candidato, se comprometa

a cobrá-lo caso seja eleito e que não

tenhamos baixarias eleitorais, denegrindo

a imagem do político. Sonho com maior

comprometimento da sociedade e convido

os que queiram, que entrem em um partido

político, conheçam melhor suas propostas

e se acharem algo errado, lutem para mudar.

Os partidos políticos são o único caminho

para um cargo de vereador, prefeito,

deputado, governador, senador e presidente

e sem um partido não se pode ser eleito.

Nesse ponto tive sorte pois o Sebastião

Barbosa me convidou para entrar no PP,

me filiei e em pouco tempo eu soube que

fiz a escolha certa; estou num partido de

pessoas honestas e boas como nosso grande

ícone Waldemar De Santi que, na minha

opinião, é um dos maiores políticos

que a nossa cidade já teve.

44 | COMÉRCIO INDÚSTRIA | FEVEREIRO 2012


A diretoria da ACIA cumprimenta os aniversariantes de fevereiro

DATA NOME EMPRESA DATA NOME EMPRESA

01/02

01/02

01/02

01/02

02/02

02/02

02/02

02/02

02/02

02/02

02/02

02/02

03/02

03/02

04/02

04/02

05/02

05/02

05/02

06/02

07/02

07/02

08/02

09/02

09/02

10/02

10/02

10/02

10/02

10/02

11/02

12/02

12/02

12/02

12/02

12/02

12/02

13/02

14/02

14/02

14/02

14/02

14/02

15/02

15/02

15/02

Gilberto Aparecido Durante

Marcelo de Paula Alves

Edson Vicente da Costa

Adriana Cristina V. Bertolucci

Maurício Cândido Lopes

João Aparecido Vicente

Osmar Manfre

Marcos Miguel Pierri

Adão de Paula Trindade

Cristiane Fernandes Machado

Walter Silva Fraga

Juliano Karam Mascaro

Silvina Maria Neves de Mello

Walter Logatti Filho

Firmino Fernandes de Freitas

Sênia Mori

Margarete Marques S. Barbieri

Antônio Parelli Filho

Valdecir Claudinei Bachi

Francisco Augusto Merlos

Valter Merlos

Antonia de Rizzo da Matta

Carlos Nei Viola

Maria Aparecida Veiga

Ademir Ramos da Silva

Emerson Fabiano Leite

Ali Omar Rajad

Ericsson Felipe B. Silva

Fabrício Papini Fornazari

José Eduardo Carvalho

Nanci Sinabuco Dakuzaku

Rosa Marli Galiano Damito

Edésio Silveira Rios

Carlos Alberto Pizzicara

Reinaldo Dias de Lima

Ana Maria Romano Bortolozzo

Leonardo Pavoni Filho

Álvaro José Magdalena

Fábio Donato Gomes Santiago

Evandro Lucas Yashuda

Osvaldo Gomes da Silva

Milton Velloso

Antônio Messias de Lima

Débora Capi Maurino Rodrigues

Márcio Antônio Brambilla

Vanderlei de Paula

Fábrica da Imagem

All Equip

Joalheria Jóias Nova

Depósito de Pedras São José

Pallas

SR Ferragens

Konsult

Seek Informática

Walmar Funilaria e Pintura

Nubafo Churrasqueiras

Rádio Brasil Fm

Buffet Karam

Farmapet

Logatti

Ótica Thiago

Sênia Modas

Papelaria Alameda

Auto Eletro Carlão

Acoval

Treliara

Provac

Ótica Araraquara

Carneval

New Look - Clínica de Beleza

Alumínio Fort Lar

Mercafrios

Mil e Uma Opções

Microlins - Formação Profissional

Papini Multimidia Arts

Tribuna Impressa

Sorveteria Biju

Mercearia Peixaria Brasília

Alinhamento Araraquara

Rodocap

Montreal

Panificadora Bortolozzo

Copav Indústria de Móveis

Magdalena Imóveis

Benemed

Farmácia Bandeirantes

Depósito Astro Armarinhos

Gráfica Sol

Extintores Avanço

Sagrado Coração de Jesus

BR Assessoria Contabil

Tita Eletrocomerciais

15/02

15/02

16/02

17/02

17/02

17/02

17/02

17/02

18/02

18/02

18/02

18/02

19/02

19/02

20/02

20/02

21/02

21/02

21/02

21/02

21/02

21/02

22/02

22/02

22/02

22/02

23/02

24/02

24/02

24/02

25/02

25/02

25/02

26/02

27/02

27/02

27/02

27/02

28/02

28/02

28/02

28/02

28/02

29/02

29/02

Aparecida Silberschmidt Freitas

Dirceu José Rigolin

Débora Cristina Lollato

Grasiela Caetano

Maria Ap. Leonardi Assumpção

Maurício Botelho Alves

Mara Regina G. A. Laroca

Leda Maria Zenatti

Ilda Scotton Sylvestre

Maria José S. C. Rodrigues

Fernando Affonso Giansante

Cristina Dahab Monteacultti

Orivaldo Paulino Basegio

Salma Maria Colombo Bermudez

Rui Atanásio Fernandes Lopes

Sandra Catanzaro

Alberto Sadalla Filho

Marlene da Costa Tucci

Haroldo Franzin

Manoel de Carvalho Soffner

Marcos César de Matos

José Anésio Pavão

Osvaldo Leme da Silva

José Roberto Sedenho

Mauro S. Shinzato

Liliana Aufiero

Sebastião Aparecido Mortari

Sérgio Roni Júnior

Laércio Piva

Carlos Alberto Tampellini

Luis Amadeu Sadalla

Sérgio Amauri da Rocha

Leila Regina Garitta

Fernandes Guzzi Netto

Theophilo Perche

Otávio Polinário

Silvio da Silva Júnior

Adélcio Magrini

Vanessa de Souza Juliani

Maria Helena S. M. C. Rodrigues

Marcos Vinícius de Ramos

Ivan Roberto Fucci

Luiz Eduardo Joioso

Adão Afonso da Silva

Marta Regina Balisteri Ortelan

Jornal Folha da Cidade

Drogaria Nossa Senhora das Graças

Auto Center

Valmag

Panificadora Jóia

Serralheria Botelho

Panificadora Jóia

Casa de Carnes Edinho

Scott´s Moda Jovem

Souza Rodrigues e Lisboa Advogados

Agropecuária Affonso Giansante

Montseg Seguros

Porto Alegre

Varejão São José

Auto Posto Vaz Filho

Egpty

Comfort Hotel

Foto Tucci

New Standard Software

Maq Soffner

Mercadinho Pathmatos

Master Café

Leme Comercial

Transterra de Araraquara

Plasitiban

Lupo

Supermercado Mortari

Francine Relógios e Presentes

Gráfica Alvorada

Gemarge

Comfort Hotel

RS Equipamentos

Remo Garitta - Jóias e Relogios

Escritório Gaspar

Uniodonto de Araraquara

Casa Lotérica Integração

Potier Noivas - Atelier de Alta Costura

Decolores Tintas / Aquarela Tintas

Naju Modas

Buffet Afrodite

Egpty

Panificadora Pão da Terra

Marmoraria Art Tec

Fone System Telecomunicações

Trans Ortelan

Estamos colaborando

na construção de uma

grande cidade

FEVEREIRO 2012 | COMÉRCIO INDÚSTRIA | 45


opinião

Economias e excessos do etanol

MAURILIO

BIAGI FILHO*

Você sabe quanto custam as gotinhas d´água que pingam dos escapamentos

dos carros movidos a Etanol? Do início do Proálcool, em1975, até agora, tendo como

base o preço atual - em torno de R$ 2 por litro de Etanol -, são cerca de R$ 28 bilhões.

Esse é o valor atualizado dos quase 14 bilhões de litros de água contidos nos

etanóis de cana nesse período.

No início, havia razões técnicas para a produção de álcool hidratado, que dava

mais torque aos primeiros motores adaptados. Mas, como advento da frota flex, é

preciso eliminar o oneroso “passeio da água”, agora que o Etanol pode se tornar

uma commodity global. Dos países que já adotaram combustíveis renováveis, o Brasil

é o único a manter o Etanol hidratado, cabendo à Agência Nacional de Petróleo,

Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), avaliar a possibilidade de estabelecer um único

padrão.

Até ser eliminada pelos carros, a água embebida no Etanol passa por sete “trasfegas”:

1) das colunas de destilação para os tanques das usinas; 2) dali para os tanques

dos caminhões; 3) depois, para os tanques das distribuidoras; 4) volta aos tanques

dos caminhões; 5) destes, para os tanques dos postos de combustíveis; 6) das

bombas para os tanques dos carros; 7) e destes para os motores.

O hidratado poderia ter sido extinto há alguns anos, quando o álcool foi rebatizado

como Etanol. A imagem melhorou, mas perdeu-se a oportunidade de lançar o

“Etanol mais puro”. Mais de 30 anos depois dos primeiros motores adaptados para

Etanol e quase uma década após a chegada dos motores flex - mais sofisticados -, é

preciso melhorar a economicidade do nosso combustível renovável. O fim da duplicidade

do Etanol ajudaria a compensar a quebra da paridade técnica Etanolgasolina.

Problema seríssimo: enquanto o brasileiro foi condicionado a consumir Etanol

apenas quando este for “vantajoso”, o governo ignora que a cadeia produtiva do

Etanol perdeu o horizonte econômico desde antes da crise de 2008.

Em 2011, reconhecendo a mudança dos parâmetros ambientais e econômicos,

o governo reduziu a carga tributária de diversos produtos. A gasolina teve redução

da Cide.

Para o setor sucroalcooleiro, “ferido de morte”, o contrário, nem se quer foi dada

isonomia. Pior, determinou- se a possibilidade de aumento da alíquota da Cide sobre

o Etanol.

Sinal claro para bons entendedores.

Nunca pensamos em aumento de preço para a gasolina, mas, sim, que se resolva

o impasse criado com o Etanol. Sem políticas públicas claras e efetivas para a matriz

energética do País, continuará o enfraquecimento da cadeia produtiva do Etanol,

que envolve 2 milhões de pessoas e teria plenas condições de dobrar de tamanho

nesta década, com inegáveis benefícios ambientais, sociais e econômicos.

Como não costumamos valorizar o que é nosso, esquecemos, dentre outros fatores,

a despoluição e a economia de divisas propiciadas pelo Etanol.

Segundo dados da Datagro, de 1975 a julho de 2011, o Brasil deixou de consumir

o equivalente a 2,1 bilhões de barris de gasolina graças ao Etanol, uma economia

de US$ 261,4 bilhões.

Boa hora de olhar o que ocorre lá fora.

Os EUA copiaram o programa brasileiro e fizeram uma adaptação eficiente.

Hoje produzem mais que o dobro de Etanol que o Brasil, e de milho, cujo processo

é mais exigente do ponto de vista energético. Os produtores norte-americanos

abraçaram o Etanol porque lá as regras são claras e oferecem horizontes previsíveis,

sem oscilações sazonais ditadas por fatores conjunturais.

O Etanol de lá é tratado oficialmente como produto estratégico, de alto valor econômico

e ecológico, sem equivalência de preço com a gasolina.

Assim o consumidor assimila a ligação entre economia, saúde pessoal e meio

ambiente.

Tempos atrás, ninguém imaginaria maços de cigarros com a frase Fumar faz mal

à saúde. Portanto, ninguém estranharia se nas bombas dos postos constasse que

Consumir gasolina prejudica o meio ambiente. Está na hora de encarar o Etanol com

outros olhos, afinal, sem perspectivas de longo prazo, os novos investimentos não

acontecem.

*Empresário, Presidente do Grupo Maubisa

e da Usina Aroeira, é membro de diversos conselhos,

inclusive do CDES da Presidência da República

46 | COMÉRCIO INDÚSTRIA | FEVEREIRO 2012


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* Luiz Carlos Bedran é sociólogo, jornalista

e colaborador da Revista Comércio & Indústria

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Coordenador Senar/SP Araraquara:

Mário Roberto Porto

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Ergonomista e Biomecanicista Ocupacional

Luís Carlos Bedran*

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