FEVEREIRO-2020 - Nº 261

araujomota

Centro Lusitano de Zurique

[ FEVEREIRO 2020 | Edição Nº. 261 | ANO XXVI | Direcção: Sandra Ferreira + Armindo Alves | Publicação mensal gratuita ]

CORONAVÍRUS

Chegou à

Europa

Número

de mortos

aumenta na China

Páginas 4 a 6

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EDITORIAL

LUANDA LEAKS

INVESTIGAÇÃO

PÁGINA 3

EPILEPSIA

PÁGINA 19

SAÚDE

CIDADANIA

DENTRO DA LEI

EM 2020

PÁGINA 17


2

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[ JANEIRO 2020 | Edição Nº. 260 | ANO XXVI | Direcção: Sandra Ferreira + Armindo Alves | Publicação mensal gratuita ]

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Ambulância 144

Intoxicações 145

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EDITORIAL

ESTATUTO

EDITORIAL

PÁGINA 3

SAÚDE

DEPENDÊNCIA

QUÍMICA

PÁGINA 4, 5

ACTUALIDADE

POBREZA NA

SUÍÇA

AUMENTA

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Katholische Mission der Portugiesischsprechenden

Fellenbergstrasse 291, Postfach 217 - 8047 Zürich

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Horário de atendimento:

- segunda a sexta-feira das 8h às 13h00 e das 13h30 às 17h

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EDITORIAL

3

Jornalismo de investigação

ainda não morreu

SANDRA FERREIRA

Directora CC12 A

É sempre bom saber que o jornalismo de

investigação ainda não morreu. Aquele

jornalismo puro e verdadeiro, sem interesses

políticos e económicos, feito por

jornalistas que amam a sua profissão e

que não cedem a quaisquer pressões

sendo sempre fieis ao código deontológico

que os rege, a eles mesmos e a

verdade dos factos.

Foi a este jornalismo a que assistimos

no passado mês com a descoberta de

mais um caso repugnante de corrupção:

o Luanda Leaks.

A principal suspeita, Isabel dos Santos,

filha do ex-presidente de Angola, conseguiu

através de várias artimanhas e das

suas ligações políticas e económicas,

roubar o seu próprio povo, ou melhor, o

povo que o seu próprio pai governou durante

38 anos.

A investigação dos «Luanda Leaks»,

essa, foi confiada ao Consórcio Internacional

de Jornalistas de Investigação

(ICIJ) que esteve na origem dos Panama

Papers e outros Offshore leaks que sacudiram

as grandes fortunas mundiais.

A investigação integra mais de 120 jornalistas

e 36 meios de comunicação associados,

entre eles a Radio França Internacional,

originários de cerca de vinte países.

Como é claro trata-se de um caso de

fuga de informação em que documentos

muito comprometedores foram parar a

este Consorcio Internacional de jornalistas

que tratou logo de analisar todos os

ficheiros concluindo que se trata verdadeiramente

de um caso de corrupção e

lavagem de dinheiro.

Muitos acreditam que Rui Pinto, o Hacker

português que ficou conhecido

pelo caso do “Futebol Leaks“ e que

neste momento está preso e a aguardar

julgamento, esteja também ele por

detrás desta fuga de informação, que

nos deu a conhecer mais uma vez como

a corrupção funciona a nível mundial.

Cabe agora à justiça fazer justiça. Contudo

é muito difícil acreditar nesta justiça,

quando esta prende um jovem que

dá a conhecer estes casos de corrupção

e deixa à solta os verdadeiros corruptos

a nível mundial.

EQUIPA REDACTORIAL

EMAIL: LUSITANOZURIQUE@GMAIL.COM

Sandra Ferreira

Armindo Alves

DIRECTOR A CC12 A

SUB-DIRECTOR CC15 A

Natascha D´Amore

Domingos Pereira

Maria dos Santos

Carmindo de

Carvalho

Lúcia Sousa

Euclides Cavaco

Zuila Messmer

Pedro Barroso

Joana Araújo

CC11 A

Carlos Matos

Gomes

Cristina F. Alves

CC 16 A

Manuel Araújo

jornalista 3000 A

Jorge Macieira

CC28 A

EDIÇÃO,

COMPOSIÇÃO

E PAGINAÇÃO

Manuel Araújo

Jornalista 3000 A

araujo@manuelaraujo.org

Tel.:(+351) 912 410 333

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Pedro Nogueira

IMPRESSÃO

Diário do Minho

Tiragem: 2000 exemplares

Periodicidade: Mensal

Distribuição gratuita

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& ADMINISTRAÇÃO:

Centro Lusitano de Zurique

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Nuno

Brandão

Esta publicação não

adopta nem respeita o inútil

(des)Acordo Ortográfico

Apoios:

Daniel Bohren

Jurista

Pedro Nabais

CC14 A

Aragonez

Marquez

Ivo Margarido Jeremy da Costa Nelson Lima

NOTA: Os artigos assinados reflectem tão-somente a opinião dos seus

autores e não vinculam necessariamente a direcção desta revista

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4

ACTUALIDADE

Vírus: Na China número de

mortos aumenta

LUSA

O número de mortos na China devido ao surto de

coronavírus detectado na cidade de Wuhan, no centro do

país, subiu para mais de meia centena e o de casos confirmados

aumentou para mais de dois mil casos e continua

em crescendo, sem controlo.

De acordo com as autoridades chinesas, há também 1.072 casos

suspeitos.

O novo vírus, que causa pneumonias virais foi detectado na China

no final de 2019.

Além da China, foram já detectados também casos em Macau,

Tailândia, Taiwan, Hong Kong, Coreia do Sul, Japão e Estados

Unidos e também na França - Europa.

As autoridades chinesas consideram que o país está no ponto

"mais crítico" no que toca à prevenção e controlo do vírus e

colocaram em quarentena, impedindo entradas e saídas, três

cidades onde vivem mais de 18 milhões de pessoas — Wuhan,

a as vizinhas Huanggang e Ezhou.

Num esforço sem precedentes para tentar travar a propagação,

cancelaram também as comemorações do Ano Novo chinês em

várias localidades, incluindo a capital, Pequim.

Em Portugal, a Direcção-Geral da Saúde anunciou a activação

dos dispositivos de saúde pública de prevenção, enquanto o

Centro Europeu de Controlo de Doenças elevou para ‘moderado’

o risco de contágio na União Europeia, continuando a monitorizar

a situação e a realizar avaliações rápidas de risco.

O Comité de Emergência da Organização Mundial de Saúde

(OMS) optou por não declarar emergência de saúde pública internacional,

receando que seja demasiado cedo.

Os primeiros casos do vírus “2019 – nCoV” apareceram em

meados de Dezembro na cidade chinesa de Wuhan, capital e

maior cidade da província de Hubei, quando começaram a chegar

aos hospitais pessoas com uma pneumonia viral.

Os sintomas destes coronavírus são mais intensos do que uma

gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias,

incluindo falta de ar.

Para saber mais sobre o vírus, com perguntas e respostas,

ver a página seguinte desta edição.

OMS considera prematuro declarar emergência internacional

A Organização Mundial de Saúde (OMS),

no momento que fechamos esta edição,

optou por não declarar ainda uma emergência

internacional face ao surto de

coronavírus detectado no centro da China,

que já provocou mais de cinco dezenas

de mortes e vários milhares de infectados

diagnosticados.

Após dois dias de reuniões na sede da

OMS em Genebra, um comité de emergência

formado por médicos especialistas

de vários países e convocado pelo

director-geral da organização, Tedros

Ghebreyesus, descartou, por enquanto,

o possível alerta internacional receando

que “seja demasiado cedo”.

A OMS reserva a possibilidade de reunir o

comité no futuro para discutir novamente

uma eventual emergência internacional, o

que implicaria a implementação de medidas

preventivas a nível global. Refira-se

que já foram detectados pelo menos três

casos na Europa.

Aquele organismo internacional define

uma emergência global como um “evento

extraordinário” que constitui um risco

para outros países e requer uma resposta

internacional coordenada.

O novo vírus que causa pneumonias virais

foi detectado na China no final de 2019 e

ainda se desconhece a origem exacta da

infecção. Os sintomas destes coronavírus

são mais intensos do que uma gripe e incluem

febre, dor, mal-estar geral e dificuldades

respiratórias, incluindo falta de ar.

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SAÚDE

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O que é o coronavírus

“2019-nCoV”? - Perguntas e respostas

A Organização Mundial de Saúde

(OMS) reúniu na Suíça o seu comité

de emergência para avaliar se o

surto de coronavírus com origem na

China constitui uma emergência de

saúde pública internacional. O novo

vírus que causa pneumonias virais

já infectou pelo menos 444 pessoas

e provocou 17 mortes.

Eis algumas perguntas e respostas

sobre o novo coronavírus detectado

na China:

O que são coronavírus?

São uma larga família de vírus que vivem

noutros animais (por exemplo, aves, morcegos,

pequenos mamíferos) e que no ser

humano normalmente causam doenças

respiratórias, desde uma comum constipação

até a casos mais graves, como pneumonias.

Os coronavírus podem transmitir-

-se entre animais e pessoas. A maioria das

estirpes de coronavírus circulam entre animais

e não chegam sequer a infectar seres

humanos. Aliás, até agora, apenas seis

estirpes de coronavírus entre os milhares

existentes é que passaram a barreira das

espécies e atingiram pessoas.

O que é o novo coronavírus da

China, com o nome 2019-nCoV?

Trata-se de um vírus da mesma família do

vírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave

(que provocava pneumonias atípicas e

atingiu o mundo em 2002-2003) e da Síndrome

Respiratória do Médio Oriente, em

2012.

Estes dois tipos de coronavírus são até

agora os que tiveram capacidade de atravessar

a barreira das espécies e de se

transmitir a humanos e que apresentam

quadros de alguma gravidade, explicou à

agência Lusa o pneumologista Filipe Froes

Como surgiu o novo coronavírus?

Os primeiros casos apareceram em meados

de Dezembro na cidade chinesa de

Whuan, quando começaram a chegar aos

hospitais pessoas com uma pneumonia viral.

Percebeu-se que todas as pessoas trabalhavam

ou visitavam com frequência o

mercado de marisco e carnes de Huanan,

nessa mesma cidade. Ainda se desconhece

a origem exacta da infecção, mas terão

sido animais infectados, que são comercializados

vivos, a transmiti-la aos seres

humanos.

Porque é que muitas destas infecções

surgem na China?

O pneumologista Filipe Froes explica que

na China existe ainda uma “proximidade

e promiscuidade grande” entre animais e

pessoas, com convivência muito próxima

e com muitos locais a vender animais vivos

para consumo humano.

No caso dos coronavírus, para o vírus

passar a barreira da espécie, é necessária

uma elevada carga viral e uma grande proximidade

entre animais e pessoas.

Qual o grau de mortalidade do

novo coronavírus?

Segundo os dados actualmente disponíveis,

a mortalidade do novo coronavírus

situa-se nos 1,5%, mas as autoridades de

saúde avisam que é necessário continuar a

acompanhar a evolução da situação.

Contudo, até agora, o 2019-nCoV está a

ser considerado menos agressivo nas suas

consequências, quando comparado com

a pneumonia atípica de 2002/2003, que

tinha uma taxa de mortalidade em torno

dos 10%.

O pneumologista Filipe Froes recorda que

todas as infecções respiratórias, incluindo

a gripe, podem provocar a morte, sobretudo

em doentes com outras patologias

associadas ou pessoas mais frágeis e idosas.

O que se sabe das formas de

transmissão, contágio e sintomas?

Inicialmente, as autoridades de saúde chegaram

a pensar que não havia transmissão

entre pessoas, até surgir o primeiro caso

de transmissão entre marido e mulher. A

Organização Mundial da Saúde já admitiu

que há transmissão entre humanos, mas

ainda não há evidência clara de que forma

se transmite.

Filipe Froes esclarece que estes vírus se

transmitem geralmente pela via respiratória

e afectam sobretudo o trato respiratório,

especialmente os pulmões nas formas

graves. O pneumologista e intensivista português

entende que, habitualmente, estes

vírus vão-se adaptando aos hospedeiros à

medida que se transmite. Como tal, para

garantirem a sua transmissibilidade tornam-se

menos virulentos, sendo portanto

menos agressivos. Ou seja, à medida que

se aumenta a transmissão, também o vírus

torna-se menos violento.

Os sintomas destes coronavírus são mais

intensos do que uma gripe e incluem febre,

dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias.

Nos casos confirmados inicialmente,

90% apresentaram febre, 80% tosse

seca, 20% falta de ar e só cerca de 15%

apresentaram dificuldade respiratória.

Que medidas estão a ser tomadas

internacionalmente?

Há medidas básicas de higiene, como a lavagem

e desinfecção das mãos e cobrir a

boca e o nariz ao tossir e espirrar, que são

geralmente recomendadas pelas autoridades

de saúde.

Nos países com voos directos de e para a

cidade de Whuan, onde o vírus foi detectado,

estarão ou poderão começar a tomar

medidas de precaução especial com os

passageiros e voos.

Em Portugal, a Direcção-Geral da Saúde

recomenda cuidados especiais a pessoas

que se desloquem a Wuhan e ainda Pequim,

Guangdong e Shanghai, como evitar

contacto com pessoas doentes e com

animais.

lusa

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ACTUALIDADE

Cobras podem estar na origem

do coronavírus “2019-nCoV”

MANUEL ARAÚJO (*)

O coronavírus “2019-

nCoV” apareceu em

Dezembro de 2019 em

Wuhan, numa grande

cidade no centro da

China e está a espalhar-se

rapidamente

pelo Planeta. O nome

do coronavírus vem da

sua forma, que se assemelha

a uma coroa solar,

quando fotografado

num microscópio electrónico.

As cobras, ou mesmo os morcegos

- segundo o Journal of

Medical Virology - podem ser a

fonte original do coronavírus,

que desencadeou um surto

de uma doença respiratória

infecciosa mortal na China.

Cientistas na China determinaram

o código genético do

vírus, conhecendo já o agente

patogénico responsável

por esta pandemia. Trata-se

de um novo coronavírus, que

é da mesma família de vírus,

que o conhecido coronavírus

da síndrome respiratória

aguda grave (SARS-CoV) e

o coronavírus da síndrome

respiratória do Médio Oriente

(MERS-CoV), que mataram

centenas de pessoas nos últimos

anos. A Organização

Mundial da Saúde (OMS) baptizou

este novo coronavírus de

“2019-nCoV”.

Embora a maioria das estirpes

da família dos coronavírus

cause apenas sintomas leves

da gripe durante a infecção,

o SARS-CoV e o MERS-

-CoV, podem infectar as vias

aéreas superiores e inferiores

e causar doenças respiratórias

graves, entre outras

complicações em humanos.

Por outro lado, este novo vírus

“2019-nCoV”, além dos mesmos

sintomas é também mortal.

Estudos revelaram que os primeiros

pacientes infectados,

adquiriram esse vírus directamente

a partir de animais. O

vírus enquanto hospedado no

animal, adquiriu uma sucessão

de mutações genéticas

que lhe permitiu infectar e

multiplicar-se no ser humano,

podendo dessa forma ser

transmitido de pessoa para

pessoa. A maioria do primeiro

grupo de pacientes infectados,

eram trabalhadores ou

clientes de um mercado local

de mariscos, que também

vendia carnes processadas e

animais vivos, incluindo aves,

burros, ovelhas, porcos, camelos,

raposas, texugos, ratos,

ouriços e répteis. Nesse

mercado existe um fluxo de

água permanente a correr no

chão, para transportar o sangue,

fezes e urina desses animais

para o esgoto, mas não

foi eficiente. O mercado foi

desinfectado e encerrado.

Infelizmente, ainda não há

vacina ou tratamento disponível

para o novo vírus, mas

espera-se que apareça brevemente,

pois a China começou

já a desenvolver uma vacina

contra o novo coronavírus,

que já provocou a morte a

56 pessoas e infectou 1.975

pessoas no país. Também

um grupo de especialistas

americanos reuniu recentemente

no Instituto Nacional de

Saúde dos Estados Unidos,

dirigido por Anthony Fauci,

director do Instituto Nacional

de Alergia e Doenças Contagiosas

dos EUA, com o objectivo

de conduzir testes em

humanos. Pretendem assim,

entender do ciclo de vida do

2019-nCoV, como ele é transmitido

homem-a-homem e

como se replica, para prevenir

e tratar a doença. Relata

o Journal of Medical Virology,

que cientistas compararam as

sequências genéticas do vírus

2019-nCoV e de todos os outros

coronavírus conhecidos e

concluíram, que o 2019-nCoV

teve origem num animal do

mercado.

Como já referido, actualmente,

não existe ainda vacina

para prevenir a infecção deste

vírus. Entretanto, a melhor

maneira de prevenir a infecção

é evitar ser exposto a ela. Recomenda-se

por isso, acções

preventivas diárias para ajudar

a impedir a propagação

do vírus respiratório, mortal:

• Lavar as mãos frequentemente

com água e sabão,

por pelo menos 20 segundos.

Se não houver água

e sabão, use um desinfectante

para as mãos à base de álcool.

• Evite tocar nos olhos,

nariz e boca com as mãos.

• Evite contacto próximo

com pessoas doentes.

• Fique em casa quando

estiver doente.

• Cubra a boca com um

lenço de papel quando tosse

ou espirra e lance-o no lixo.

• Limpe e desinfecte

objectos e superfícies tocados

com frequência.

• Na rua e em aglomerados

de pessoas, use máscara

de protecção.

Como não há tratamento

específico recomendada-se

às pessoas infectadas, ou

com suspeitas de estarem,

que devem entrar em contacto

com a linha de Saúde,

com o seu médico, ou irem

ao hospital imediatamente.

(*) com agências

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COMUNIDADE

7

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8

COMUNIDADE

Folclore: a cultura além

fronteiras

MARIA DOS SANTOS

Lá diz o ditado popular: “Ano novo, vida nova!”

Para 2020, proponho-me lançar um novo artigo de

apoio à nossa cultura portuguesa além fronteiras. Elegi

o grupo de folclore „Os Amigos de Locarno“ para

darem a imagem neste ano que acaba de começar.

Desde 2007 este grupo tem crescido e representado a nossa

cultura dentro e fora da Suíça. Entrou para a Federação Portuguesa

de Folclore e Etnografia na Suíça há 7 anos e os seus

elementos dizem terem aprendido muito com as directrizes recebidas.

Melhoraram a forma de vestir, aperfeiçoando assim os trajes e a

região que representam: Viana do Castelo e arredores.

Do lado feminino, “Os Amigos de Locarno” mostram-nos um

traje de Ponte da Barca, um de mordoma na sua versão original,

Lavradeiras do Minho, Noiva, trajes de Domingar em azul e vermelho.

No masculino, podemos maravilhar-nos com os elegantes

trajes de domingar, ida à missa e namorar.

Nos instrumentos, visualizamos os ferrinhos, castanholas, três

concertinas, um acordeão, viola, reque-reque e tambor.

Relativamente às danças, nos festivais podemos aplaudir a entrada

com a arrastadinha original de Dem, viras, malhões, rosinha,

rusga, cana-verde, chula, rio Lima, entre outras bem típicas

do Minho e arredores.

Introduziram também a etnografia, elemento de extrema importância

no folclore.

Hoje têm um grupo coeso, amigo, familiar e representativo da

nossa cultura.

Notável tem sido o empenho do seu presidente, Manuel Vicente,

que está no grupo há 13 anos, desempenhando nos últimos 10

o cargo de presidente.

O ensaiador Feliciano Teles, que há 5 anos luta pela perfeição

folclórica deste grupo, tem apostado numa boa dinâmica de

grupo, porque sem ela é difícil gerir todos os elementos, cada

um com uma forma diferente de pensar.

De parabéns estão todos os elementos, mas saliento a força

de Cristina Silva e Adelaide Pereira, que se mantêm no grupo

desde a sua formação, atravessaram todas as tempestades, resistindo

e fortificando o grupo, mostrando que a perseverança é

a forma de defender a nossa cultura.

Gostaria de dar as boas-vindas a Dora Quaresma, Marlene Ribeiro,

Rosas Borges, Luís e Sabrina Santos, Alessi e Beatriz

Melo. Estive com eles num épico ensaio e convívio e... que posso

dizer? Viva a alegria, esperança e prosperidade no folclore.

Desejo aos “Amigos de Locarno” o maior sucesso folclórico

com muitos êxitos, pois este grupo torna-se, ano após ano, a

nossa segunda família. O folclore é, sem dúvida, um dos nossos

berços culturais.

Fevereiro 2020 | Lusitano de Zurique | www.cldz.eu


RECANTOS HELVÉTICOS

9

Mythen

e a sua beleza

Janeiro de 2020 começou, para

mim, com uma esplêndida caminhada,

na província de Schwyz,

na Suíça central.

É lá que se encontram duas

montanhas, de nome: pequeno

Mythen e grande Mythen.

MARIA DOS SANTOS

Ficam entre os esplêndidos lagos de Zug

e Zurique e o atractivo lago dos quatro

cantões. Uma visão deslumbrante, em

dias de sol.

Para minha grande surpresa, que aceitei

como uma prenda de novo ano, o parque

de estacionamento em Illgau é ainda

gratuito.

Espero calmamente pelo teleférico, enquanto

pela minha cabeça passam todos

os sinais de cautela, aprendidos em

vários curso de alta montanha.

A única coisa que sei neste momento é

que quero descer esta tarde viva e sem

ser preciso chamar a REGA

Enquanto subo, admiro a paisagem coberta

de neve e uma lágrima caí-me pela

face. Que contraste fatal entre este lugar

idílico e os fogos que alastram pela Austrália.

Por aqui os animais correm e são felizes,

os montes, vales, montanhas são verdejantes

e povoados de árvores saudáveis.

No outro lado do mundo um número

exorbitante de animais morrem, cerca de

oito milhões, uma vegetação totalmente

calcinada, um céu tristonho, um cheiro a

morte, triunfam sob o olhar impotente de

todos nós. É tão triste!

Procuro conforto, preciso de colo, a minha

alma desprende-se numa angústia,

como aquela que vivi aquando dos incêndios

em Pedrógão. Parece-me que o

mundo está à beira do abismo e ninguém

se preocupa.

Preciso de outro registo para me erguer!

Estou a começar o ano e felizmente posso

escolher o que fazer com este passeio.

Decido, então, aproveitar o que tenho e

esquecer por breves horas a loucura humana,

pois todas estas catástrofes têm

nome…é a breve e rápida resposta que a

natureza nos dá, por a termos maltratado,

durante anos e anos. Quem me dera

mudar mentalidades, fazer com que todos

acreditassem que o nosso planeta é

a nossa casa e que temos de a respeitar.

Durante anos resisti a subir a este Mythen,

devido ao perigo, já que todos os

anos ouço sempre que, por lá, uma vida

subiu ao céu.

Chego ao topo da montanha…os meus

olhos deliciam-se com o vale de Stoss

e Fronalpstock, numa visão sumptuosa

sobre os dez lagos Suíços.

Merece a pena subir nove quilómetros,

com um desnível de quinhentos e oitenta

metros, durante quatro a cinco horas.

Regresso a casa e decido não ver televisão,

preparo uma refeição e chego á

conclusão, uma vez mais, que sozinha

nada posso fazer.

Desta vez é a Austrália, num futuro próximo

pode ser a Suíça. Vamos juntos lutar

por um planeta saudável, antes que seja

tarde demais.

Fevereiro 2020 | Lusitano de Zurique | www.cldz.eu


10

COMUNIDADE

Silvesterchläuse em Waldstatt

MARIA DOS SANTOS

No passado dia 13 de Janeiro de 2020 celebrou-se, em

Waldstatt, a tradicional festa de Silvesterchläuse. Nesta

região de Appenzell os suíços festejam duplamente a

chegado do novo ano.

Fazem-no no dia 31 de Dezembro e voltam a repetir duas

semanas mais tarde.

E isto porquê? Devido ao costume de celebrarem o ano segundo

o calendário gregoriano (31/12) e também de acordo

com o juliano (13/1).

Waldstatt conta apenas com 1800 habitantes, mas as tradições

culturais desta pequena localidade continuam bem

enraizadas e vivas.

De madrugada, algumas pessoas refugiam-se nas montanhas

para se disfarçarem, enquanto outros se vestem em

garagens ou dentro das próprias casas. O importante é ninguém

conseguir identificar quem se esconde por debaixo

destes disfarces, cuja preparação demora meses e meses.

Pelas fotografias, é possível comprovar que realmente se

trata de autênticas obras de arte, com enorme atenção ao

detalhe.

Na cabeça transportam fabulosas máscaras, ocultando assim

o rosto, e envergam criativos trajes ligados à vida do

campo, usando elementos da natureza, como galhos de pinheiro,

hera e musgo. Diz-se que os grupos costumam ser

formados por seis pessoas: quatro homens e duas mulheres.

No entanto, como os trajes são extremamente pesados

- particularmente os sinos -, habitualmente os grupos são

constituídos apenas por elementos do sexo masculino.

Curiosamente, apesar de hoje em dia estes grupos integrarem

apenas homens, as máscaras mostram diversos aspectos

do mundo feminino.

O desfile começa de manhã bem cedo e decorre pelas ruas

e ruelas desta aldeia, num ambiente divertido, cantando e

cantarolando, para desejar a cada vizinho um feliz ano novo.

Mesmo os mais pequeninos tiram muito proveito deste dia,

que é igualmente um verdadeiro acontecimento para os mais

jovens. São eles que, daqui a alguns anos, irão dar continuidade

e manter esta secular tradição.

A nível gastronómico, são usados apenas produtos tradicionais

da região e que provêm dos próprios agricultores.

Assim, não faltam enchidos, sopas e bolos caseiros, quase

todos com sabor a canela.

Julga-se que este costume medieval de Inverno terá provavelmente

acontecido pela primeira vez no longínquo ano de

1663.

Caso nunca tenha acompanhado esta tradicional festa no

cantão de Appenzell AR, poderá visitar uma interessante e

informativa exposição sobre os usos e costumes helvéticos

na Fundação Ernst Hohl (Haus Appenzell), em Zurique.

E foi assim que, no dia 13 de Janeiro, novamente se festejou

o novo ano e se desejou à aldeia de Waldstatt um ano feliz e

pleno de saúde para esta gente que vive da agricultura e que

tem como aliada a Mãe Natureza. Mais um ano, … mais uma

missão - e tradição! - cumprida!

Fevereiro 2020 | Lusitano de Zurique | www.cldz.eu


ENTREVISTA

11

Pedro Lopes

presidente do rancho Folclórico de Sierre

MARIA DOS SANTOS

Pedro Lopes é o actual presidente do

rancho folclórico de Sierre. Nasceu na

cidade de Lisboa e chegou à Suíça a 30

de Junho de 1996. Homem muito dedicado

à sua família que também dedica

muito do seu tempo a esta actividade

cultural que é o folclore. É motorista

de pesados, DJ aos fins-de-semana e

bombeiro voluntário na cidade de Sierre.

Além do folclore gosta também de

snowboard, futebol americano e da

cozinha tradicional portuguesa, sendo

o seu prato preferido A vitela assada à

moda de Fafe.

Sierre é uma cidade da província do

Valais e conta com cerca de 17 mil habitantes.

É lá que se concentra também

uma grande parte da Comunidade Portuguesa.

Lusitano Zurique - Há quantos anos és

presidente deste rancho?

Pedro Lopes - Entrei no rancho folclórico

de Sierre a 21 de Agosto de 2003 através

de uma brincadeira mas desde pequeno

sempre amei o folclore. Foi a 25 de Maio

de 2017 que assumi a presidência do rancho

folclórico de Sierre.

L.Z.- Como é viver em Sierre e dedicar-

-se de corpo e alma ao Folclore?

P.L. -É muito bom e muito amor. Não é fácil

todos os dias, mas como se diz: “Quem

corre por gosto, não cansa”. Não me vejo

a mudar de cidade, sempre morei aqui e é

bom estar cá.

L.Z. - O vosso rancho representa há

mais de 30 anos a região do Minho.

Como fizeram as pesquisas, para terem

exactamente o trajar dessa região?

P.L. - O nosso rancho tem 37 anos de

existência e representava várias regiões

de Portugal. Em 2006, o seu presidente

na altura decidiu concentrar-se numa só

região. E foi nesse mesmo ano que entramos

na Federação Portuguesa de Folclore

e Etnografia na Suíça. Foi com muita dedicação,

pesquisa e ajuda do Grupo folclórico

das Lavradeiras da Meadela, de Viana

do Castelo, que conseguimos ter todos os

elementos para o bom trajar minhoto. E

representamos com muito orgulho a freguesia

da Meadela, em terras helvéticas.

L.Z.- Não é fácil manter um grupo tantos

anos, dançar por todas as regiões

Suíças, passar fronteiras, sempre com

uma qualidade muito própria. Como se

adquire essa disciplina folclórica?

P.L - Com muito trabalho, rigor, amor ao

folclore e pesquisas em livros do bem trajar

ou visitas ao Museu do Traje em Viana

do Castelo. Muitas vezes, os meus elementos

chateiam-se comigo porque vou

buscar pormenores que são insignificantes

para muitos, mas são esses pequenos

pormenores que fazem a nossa força e

nos diferenciam. Esta disciplina e qualidade

folclórica que adoramos representar

em cima do palco e transmitir aos nossos

seguidores.

L.Z. - Nunca pensaram, em organizar

palestras motivacionais, para angariarem

mais jovens e músicos? Ou mesmo

alertarem para o bem trajar?

P.L. - Em 2006 organizamos um workshop

público sobre o bem trajar. Temos planos

para em 2020 organizar eventos para

motivar e angariar mais elementos, assim

como novos workshops de bem trajar, ourar,

entre outros.

L.Z.- Quais são as maiores dificuldades

do vosso grupo de folclore?

P.L. - Encontrar jovens com amor ao folclore

e angariar fundos para manter os

nossos trajes sempre em ordem, são as

nossas maiores dificuldades.

L.Z.- Como grupo que pertence á A.

C.R.D.P.S, com que apoio, podem contar

dos associados?

P.L. - Os associados sempre nos acarinharam

e acreditaram no nosso rancho.

Da associação sempre tivemos pouco

apoio. Mas este ano com a nova direção,

estamos a conseguir trabalhar em conjunto

e na mesma direcção com objectivos

comuns.

L.Z.- Sempre fostes o noivo, rigorosamente

trajado, nunca pensastes, vestir

outro tipo de traje? Se tivesses que mudar,

por qual optarias?

P.L.- Já usei vários trajes, mas o do noivo

é o meu preferido. Não me vejo com

outro tipo de traje, mas se tivesse mesmo

de mudar, optaria pelo de trabalho ou de

pescador.

L.Z.- Como presidente que mensagem

deixarias aqui para o teu grupo e em

geral aos folcloristas?

P.L. - Ao meu grupo deixo um imenso

obrigado por toda a dedicação e trabalho

árduo, fazendo de mim o presidente mais

grato do mundo. Não tenho medo de o

dizer que eles são o meu orgulho. E que

continuem sempre com essa chama folclórica

dentro vocês.

Para todos os outros grupos diria que

nunca abandonem as nossas tradições.

Eu sei que é muito trabalho no nosso

tempo livre e por vezes só dá vontade de

abandonar tudo porque há sempre aquelas

críticas que magoam. Mas devemos

ouvir esta voz do nosso amor pelo folclore

e continuar com ainda mais garra e força.

Acreditem nessa chama folclórica porque

ela acredita em cada um de nós. E transmitir

as nossas tradições aos nossos filhos

é, por mim, o melhor dos tesouros.

L.Z.- Consideras que o folclore está de

boa saúde em terras helvéticas?

P.L. - Diria que sim no geral. Na parte alemã

está muito mais vivo e com boas bases

do que na parte francesa. Penso que ainda

somos poucos a valorizar o bem trajar

e não uma moda como muitos dizem.

Acho que devemos lutar e respeitar mais

pelas nossas tradições dos nossos antepassados.

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12 Do nosso cantinho para o vosso cantão

CRÓNICA

As Feiras

e o Capuchinho Vermelho

ARAGONEZ MARQUES

Voltemos à velha laranjeira do meu avô,

onde me eram contados os segredos, no

quintal da Rua dos Canastreiros.

Não sei se historicamente poderá ter alguma

definição nas muitas teorias que

já ouvi, mas a do meu avô é pelo menos

lógica.

Senão, vejamos.

Lisboa era nos finais do séc XIV e durante

todo o séc. XV uma feira todos os dias,

atestam-no as ruas dos Correeiros, da

Prata ou mesmo a Áurea.

Ali chegavam barcos carregados de pimenta,

cravinho, açúcar, sedas, escravos...

tudo o que a Europa necessitava

e que Portugal, dono absoluto das rotas

marítimas, trazia e vendia a retalho e por

grosso a toda a gente. Dali seguiam para

o resto da Europa, muitas vezes apenas

mudando de embarcações.

Seria normal que no comércio, especialmente

a retalho, se comprasse e regulasse

os pagamentos:

- Levo agora, mas só te posso pagar na

quinta feira.

- É muito tempo, paga-me na quarta feira

e fazemos negócio.

As feiras começaram assim a marcar os

dias da semana e quem sabe se mesmo

os namorados daquele tempo, não combinavam

os encontros com base nesta

divisão de tempo.

- Até à segunda feira, meu amor.

Atento sempre às curiosidades do meu

avô:

- E os Sábados? E os Domingos, avôzinho?

- Fácil, meu rapaz - e o bom professor

continuava:

- Sabes que eram os judeus as pessoas

com mais dinheiro nesse tempo; eram comerciantes,

donos das mercadorias e até

dos barcos. Então havia um dia na semana

em que não havia feira. O Sábado, o

seu dia de descanso religioso.

- E o Domingo?

- No Domingo havia feira, mas a Igreja,

se por um lado também beneficiasse desse

comércio, tinha instituído o Domingo

como o seu dia santo. Assim, os cristãos

não deveriam trabalhar...

- Então não havia feiras nos domingos?

- Claro que havia, a Igreja fechava os

olhos e era a primeira feira, embora todos

dissessem Domingo, o dia do Senhor.

Hoje é Segunda-feira e tenho que mandar

esta crónica para o Lusitano de Zurique

até Quarta-feira.

Tenho saudades da laranjeira e do velho

avô que me contava histórias que nada tinham

a ver com o Capuchinho Vermelho.

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COMUNIDADE

13

Os irmãos Chaves:

a referência portuguesa nos seguros AXA

Michel Chaves, de 38 anos de idade, trabalha há

8 anos para a seguradora AXA em Zurique. O seu

irmão Luca seguiu os seus passos e também hà 6

anos que faz parte desta agência. Tornaram-se assim

a referência portuguesa nesta área para a comunidade

portuguesa em Zurique. O Lusitano quis

conhecer um pouco mais do trabalho dos irmãos

portugueses por detrás desta agência de seguros.

PEDRO NABAIS

Lusitano de Zurique- Michel, podes falar-nos um pouco sobre

ti?

Michel Chaves-É um pouco complicado falar de mim próprio.

Posso dizer que nasci em Zurique, em 1982, filho de pais portugueses

oriundos do Alentejo; fiz toda a minha formação escolar

na Suíça, segui uma aprendizagem de 3 anos no ramo de comércio

técnico e terminei com o certificado do curso superior em

gestão de empresas.

LZ- Como tem sido a tua experiência a nível profissional?

M.C.- Em relação à minha experiência profissional, sinto um

grande orgulho em todo o percurso e por ter representado duas

grandes empresas: a Helsana, onde trabalhei durante 7 anos, e

a AXA, onde já estou há 8 anos, tendo ao longo deste percurso

atingido os meus objetivos, tanto pessoais como empresariais.

Actualmente, exerço funções de conselheiro de seguros privados

e empresariais para a AXA e ambiciono, no prazo de 3 a 4

anos, gerir uma agência da AXA, juntamente com o meu irmão

Luca. Ele é um pouco mais novo, mas também fez o seu percurso

escolar no ramo do comércio e há 6 anos que é conselheiro

de seguros na AXA.

L.Z.- Como defines a agência de seguros que representas?

M.C.-A agência da Axa Robert Baumann está sediada em Regensdorf,

existe há mais de 20 anos e a base do sucesso é a

nossa honestidade, competência em todo o serviço que é orientado

para o nosso cliente. Desde já, agradecemos aos nossos

clientes toda a confiança depositada em nós.

L.Z.-Qual é a vossa estratégia e que gama de produtos dispõem?

M.C.- A estratégia da AXA passa pela proximidade ao cliente

(*Customer First* - primeiro, o cliente) no antes e no depois. Todo

o tipo de assuntos de seguros são tratados na nossa agência

com o maior cuidado e o máximo de atenção. A AXA é uma empresa

multinacional com muita experiência em todo o ramo, o n°

1 na Suíça, com produtos inovadores, desenvolvidos em cooperação

com os nossos clientes, baseados nas necessidades de

cada um, desde pessoas privadas a empresas. Posso destacar

os nossos serviços a nível privado, nos quais se incluem o seguro

automóvel, casa, protecção jurídica, seguros de viagens,

entre outros; a nível empresarial, posso salientar o seguro de

responsabilidade empresarial, inventário, protecção jurídica, seguros

de empregados, seguro de previdência, etc.

L.Z.-Quais os projectos para o futuro?

M.C.-Pretendemos crescer ainda mais, fortalecer o relacionamento

com os nossos clientes e o grau de notoriedade na comunidade

portuguesa.

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14

AGENDA CULTURAL

MONTAG 3.2.

SPIELRAUM FÜR KINDER

Dieser Ort ist ideal wenn es draussen kalt

und nass ist. Die Kinder können bauen, rutschen,

klettern und spielen. Kommen Sie

mit Ihren Kindern (0-5 Jahren) vorbei und

geniessen Sie einen Kaffee und tauschen

Sie sich mit anderen Eltern aus. Mo/Di/Do

13:00-17:00. Teilnahme gratis.

GZ Wollishofen. Bachstr. 7.

Tram 7 bis “Post Wollishofen” oder Bus

161/165 bis “Rote Fabrik“.

http://www.gz-zh.ch/gz-wollishofen

DIENSTAG 4.2.

EINFÜHRUNG IN DIE BIBLIOTHEK

In der Zentralbibliothek Zürich (ZB) können

Sie kostenlos Bücher und DVDs ausleihen.

In den Lesesälen stehen Computer und

Internet kostenlos zur Verfügung. Heute

erklären Ihnen Mitarbeiter/innen der ZB,

wie Sie am Computer Bücher suchen und

ausleihen können. 16:00. Teilnahme gratis.

Zentralbibliothek. Zähringerplatz 6.

Tram 4/15 bis „Rudolf-Brun-Brücke”.

http://www.zb.uzh.ch

MITTWOCH 5.2.

INFO ABEND

Die “IG Binational” organisiert eine Informationsveranstaltung

für Personen im

Familiennachzug, ihre Angehörigen und

binationale Paare. Heutiges Thema: Tipps

und Tricks aus der Praxis zur Arbeitssuche.

19:30. Teilnahme gratis.

Karl der Grosse. Kirchgasse 14.

Tram 4/15 bis „Helmhaus”.

http://www.karldergrosse.ch/veranstaltungen/kalender

DONNERSTAG 6.2.

GESCHICHTENZEIT

Kommen Sie vorbei und erleben Sie gemeinsam

mit Ihren Kindern (2-3 Jahre)

spannende Geschichten voller Fantasie und

Abenteuer. 10:00. Eintritt gratis, Kollekte.

PBZ Höngg. Ackersteinstr. 190.

Tram 13 oder Bus 38/46/80 bis „Meierhofplatz”.

http://www.pbz.ch/angebot/fuer-kinder-

-und-familien/kindertreff/geschichtenzeit/

geschichtenzeit113/

DONNERSTAG 6.2.

FÜHRUNG IM BOTANISCHEN GARTEN

Im Fokus der heutigen Führung stehen tropische

Pflanzen. Kommen Sie vorbei und

lernen Sie wie sich tropische Pflanzen auf

der ganzen Welt verteilten. 18:00. Teilnahme

gratis.

Botanischer Garten. Zollikerstr. 107.

Bus 33/77 bis “Botanischer Garten”, Tram

11 oder Bus 31 bis “Hegibachplatz”, Tram

2/4 bis „Höschgasse”.

http://www.bg.uzh.ch

FREITAG 7.2.

KONZERT

Der Sänger und Gitarrist “Tremendous T.”

tritt heute auf. Er spielt Eigenkompositionen

und Coverversionen von “Rockabilly” Klassikern.

Ein Einmaliges Erlebnis, welches Sie

nicht verpassen sollten. 20:00. Eintritt gratis,

Kollekte.

Sphères. Hardturmstr. 66.

Tram 6/8 bis „Förrlibuckstrasse”.

http://www.spheres.cc/buehne/kalender

SAMSTAG 8.2.

VORTRAG UND GESPRÄCH

Im “Café Dona” treffen sich Frauen, um

Vorträge zu hören und an Workshops zu

verschiedenen Themen teilzunehmen. Heute

berichtet eine Vertreterin der Kurdischen

Frauenbewegung Schweiz über die aktuelle

Lage in “Rojava”, Nordsyrien. Zusätzlich

berichtet eine Ärztin über ihren Einsatz in

“Tal Tamir und “Qamishli”. Brunch 11:00,

Eintritt CHF 5.-. Vortrag/Gespräch 12:00,

Teilnahme gratis.

Kirchgemeindehaus Aussersihl, 1. Stock.

Stauffacherstr. 8/10.

Tram 2/3/8/9/14 bis „Stauffacher”.

http://www.citykirche.ch/gemeinschaft-a-

-migration/cafe-dona

SONNTAG 9.2.

FÜHRUNG

Jeden Sonntag bietet das Zoologische

Museum Führungen zu verschiedene Themen

an. Erleben Sie heute eine spannende

Führung zum Thema Primaten. 11:30. Teilnahme

gratis.

Zoologisches Museum. Karl-Schmid-Str. 4.

Tram 6/9/10 bis „ETH/Universitätsspital”.

http://www.zm.uzh.ch/de/fuehrungen

MONTAG 10.2.

TANZEN AM MONTAG

Jeden Montag legen im “Mascotte” verschiedene

DJs auf (House, Hip Hop, Funk,

Soul, Afro- und Latinbeats). 23:00. Eintritt

gratis.

Mascotte. Theaterstr. 10.

Tram 2/4/5/8/9/10/11/15 bis „Bellevue”.

http://www.mascotte.ch

MITTWOCH 12.2.

HÖRSPIEL IM TRAM 4

Das Hörspiel “Ganz Ohr im Tram 4” ist

eine Art Reiseführer durch die Quartiere

der Tramlinie 4. Es wurde von Kindern gemacht

und ist für Kinder und Erwachsene.

Das Hörspiel kann auf das Handy heruntergeladen

oder direkt abgespielt werden

unter: www.4tram.ch. Steigen Sie an einer

Haltestelle des Trams 4 ein und starten Sie

das entsprechende Kapitel. Eine unvergessliche

Fahrt kann beginnen. Auf Schweizerdeutsch

oder Englisch. Gratis.

http://www.4tram.ch

AGENDA C

DONNERSTAG 13.2.

ZEITGENÖSSISCHE KUNST

Das Museum “Migros Museum für Gegenwartskunst”

zeigt internationale, zeitgenössische

Kunst. Bis am 23.02. können

Sie die Ausstellung “Lily Van Der Stokker -

Help help a little old lady here” besuchen.

Eine bunte und humorvolle Ausstellung

die einen an “Pop-Art” erinnert. Jeden Do

17:00-20:00. Eintritt gratis.

Migros Museum für Gegenwartskunst.

Limmatstr. 270.

Tram 4/8/11/13/15/17 oder Bus 33/72/83 bis

„Escher-Wyss-Platz”.

http://www.migrosmuseum.ch

FREITAG 14.2.

AUSSTELLUNG (14.02.-24.02.)

Ab heute verwandelt der Künstler “Besim

Morina” das “Zwingli-Zimmer” in eine Schlafzimmer-Installation.

Dabei würdigt er den

Theologen und Reformator “Zwingli” als

Begründer der ersten “Patchwork-Familie”

in Zürich. Mo/Sa 08:00-18:00. Di/Mi/Do/Fr

08:00-22:00. Eintritt gratis.

Kulturhaus Helferei. Kirchgasse 13.

Tram 4 bis Haltestelle “Helmhaus”, Tram 3

oder Bus 31 bis Haltestelle „Neumarkt”.

http://www.kulturhaus-helferei.ch/programm

SAMSTAG 15.2.

DEUTSCH LERNEN MIT DEM HAN-

DY/TABLET

de Zu

O que acontec

(tempos livr

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AGENDA CULTURAL

15

ULTURAL

rique

e em Zurique

es e cultura)

Jeden Samstag zeigen Mitarbeiter/innen

der AOZ, wie Sie mit dem Handy oder Tablet

selbstständig Deutsch lernen. 14:00-16:00.

Ohne Anmeldung. Einstieg jederzeit möglich.

Alle Informationen unter www.aoz.ch/

introdeutsch oder 044 415 68 11. Teilnahme

gratis.

Restaurant Bäckeranlage. Hohlstr. 67.

Tram 8 oder Bus 31 bis „Bäckeranlage”.

http://www.aoz.ch/introdeutsch

SONNTAG 16.2.

KONZERT

Geniessen Sie einen Konzert-Abend in der

“Tonhalle Maag”. Die Orchester der “Zürcher

Hochschule der Künste” und des “Conservatorio

della Svizzera Italiana” interpretieren

Schostakowitschs 7. Sinfonie. 18:00. Das

MAPS-Büro verlost 15×2 Freikarten. Einfach

anrufen: 044 415 65 89 oder E-Mail schreiben:

maps@aoz.ch.

Tonhalle Maag, Konzertsaal. Zahnradstr. 22.

Tram 4/8 oder Bus 33/72/83 bis „Schiffbau”.

http://www.zhdk.ch/zhdkorchester

MONTAG 17.2.

KONZERT

Mit seinem Mix aus “Nuevo Flamenco, Rumba,

Jazz” und allen möglichen Formen der

Weltmusik ist “Jesse Cook” in den USA,

und vor allem in seiner kanadischen Heimat,

schon lange ein Star. Heute spielt der

berühmte Gitarrist in Zürich. Türöffnung

19:00. Konzert 20:00. Das MAPS-Büro verlost

2×2 Freikarten. Einfach anrufen: 044 415

65 89 oder E-Mail schreiben: maps@aoz.ch.

Kaufleuten. Pelikanplatz.

Tram 2/9 bis „Sihlstrasse”.

http://www.allblues.ch/Jesse-Cook/2783

MITTWOCH 19.2.

SCHWIMMBÄDER DER STADT ZÜRICH

Schwimmen Sie gerne? Mit der KulturLegi

erhalten Sie 50% Ermässigung auf Eintritte

(ausser: Dolder und Altstetten). Preise mit

KulturLegi: Erwachsene CHF 4.-, Jugendliche

ab 16 Jahren CHF 3.- und Kinder ab 6

Jahren CHF 2.-. Voraussetzung: Wohnhaft

in der Stadt Zürich. Weitere Informationen:

www.sportamt.ch.

http://www.sportamt.ch/schwimmen

DONNERSTAG 20.2.

VORTRAG

Die Ethnologin Dr. Grieder stellt das Projekt

“I am a refugee, but…” vor. Dieses Projekt

fördert künstlerische Talente aus Flüchtlingslagern

in Ruanda. Die beteiligten jugendlichen

Poet/innen kommen aus Burundi, der

Demokratischen Republik Kongo und aus

Kigali. Entstanden ist ein Werk aus Poesie

und Musik. 19:00. Gratis.

Völkerkundemuseum. Pelikanstr. 40.

Tram 2/9 oder Bus 66 bis „Sihlstrasse”.

http://www.musethno.uzh.ch

FREITAG 21.2.

AUSSTELLUNG (BIS 10.05.)

“Luma Westbau” und die “Kunsthalle Zürich”

zeigen eine umfangreichen Rückblick

zum 50. Jahrestag der künstlerischen Zusammenarbeit

von “Gilbert & George”. Ihre

Bilder thematisieren Tod, Hoffnung, Leben,

Angst, Sex, Geld und Religion. Di/Mi/Fr

11:00-18:00. Do 11:00-20:00. Sa/So 10:00-

17:00. Eintritt gratis.

LUMA Westbau, Löwenbräukunst. Limmatstr.

270.

Tram 4/13/17 bis „Dammweg”.

http://www.westbau.com/gilbert-george-

-the-great-exhibition

SAMSTAG 22.2.

FLOHMARKT

Der Flohmarkt auf dem Kanzleiareal findet

jeden Samstag und bei jedem Wetter statt.

Bis zu dreihundert Stände bieten günstige,

gebrauchte Waren aller Art. 07:20-16:00.

Kanzleiareal. Kanzleistr. 56.

Tram 2/3 bis ″Bezirksgebäude″. Tram 8 oder

Bus 32 bis „Helvetiaplatz”.

http://www.flohmarktkanzlei.ch

SONNTAG 23.2.

TEEZEREMONIE

Die Zubereitung des chinesischen Tee

“gongfu cha” benötigt viel Geduld, Hingabe

und jahrelange Übung. Probieren Sie einen

seltenen Tee während einer chinesischen

Teezeremonie. 13:30 und 15:00. Teilnahme

gratis. Nur mit Anmeldung: musethno@vmz.

uzh.ch oder 044 634 90 11.

Völkerkundemuseum. Pelikanstr. 40.

Tram 2/9 oder Bus 66 bis „Sihlstrasse”.

http://www.musethno.uzh.ch/de/veranstaltungen.html

MONTAG 24.2.

GRATIS FITNESS

Trainieren Sie Ihre Kraft- und Ausdauer auf

der Sportanlage “Zürifit Brunau” neben dem

“Freestyle-Park Allmend”. Sie verwenden

Bänke, Stufen und das eigene Körpergewicht

für die Übungen. Eine Tafel mit Bildern

erklärt Ihnen die Übungen. Gratis.

Zürifit Brunau. Moosgutstr.

Tram 5/13/17 oder Bus 89 bis „Saalsporthalle”

http://www.sportamt.ch/zuerifit

DIENSTAG 25.2.

DEUTSCH LERNEN BEIM SINGEN

Im Projekt “Singend Deutsch Lernen” lernen

die Teilnehmenden, sich im gemeinsamen

Singen durch Melodie und Rhythmus in der

deutschen Sprache auszudrücken. Keine

musikalischen Vorkenntnisse nötig. Kursdauer:

25.02.-07.07. Jeden Di 17:00-18:45.

Teilnahme mit N/F-Ausweis gratis (anstatt

CHF 7.- pro Mal). Personen mit Wohnsitz in

der Stadt Zürich und mit KulturLegi Teilnahme

gratis.

Maxim Theater. Ausstellungsstr. 100.

Tram 4/13/17 oder Bus 32 bis „Limmatplatz”.

http://www.maximtheater.ch

MITTWOCH 26.2.

KLEIDER FLICKEN

Jeden zweiten Mittwochnachmittag können

Sie Ihre kaputten Kleider ins GZ Affoltern

bringen. Freiwillige Leiterinnen und Migrantinnen

bessern in der “Caritas Flickstube”

Kleider aus. 14:00-16:00. Preis nach Aufwand.

GZ Affoltern. Bodenacker 25.

Bus 37/62 bis “Unteraffoltern” oder S6 bis

“Bahnhof Affoltern“.

http://www.gz-zh.ch/gz-affoltern

SAMSTAG 29.2.

KINDERFASNACHT

Die Kinderfasnacht steht dieses Jahr unter

dem Motto Bauernhof. Verkleiden Sie sich

und Ihre Kinder und kommen Sie vorbei. Es

erwarten die Kinder Spiel, Tanz, Basteln und

ganz viel Konfetti. 14:00-17:00. Teilnahme

gratis.

GZ Wollishofen. Bachstr. 7.

Tram 7 bis “Post Wollishofen” oder Bus

161/165 bis “Rote Fabrik“.

http://www.gz-zh.ch/gz-wollishofen

SAMSTAG 29.2.

KONZERT

Geniessen Sie ein “Soul”-Konzert mit dem

Saxophonist “Neal Sugarman” und seiner

Band “Soul Pleasers”. 22:30. Eintritt gratis.

Kosmos, Club. Lagerstr. 102.

Tram 3/14 bis “Sihlpost” oder Bus 31/32 bis

„Militär-/Langstrasse”.

http://bit.do/agenda1234

Fonte: www.maps-agenda.ch/

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16

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CIDADANIA

17

Como se manter dentro da

lei em 2020

SAÚDE

Médicos, laboratórios, hospitais e instituições

de saúde devem agora comunicar

quaisquer dados relativos a cânceres

diagnosticados aos registros cantonais

ou ao registro do câncer infantil. A lei

obriga todos os cantões a financiar e manter

esses registros. O sigilo dos pacientes

é garantido.

APOSENTADORIA

Em maio, os eleitores suíços concordaram

em reformar o sistema de aposentadoria

do país, apoiando um aumento adicional

de CHF 2 bilhões (2,05 bilhões de dólares)

em dinheiro a cada ano para o fundo de

aposentadoria, graças a uma maior contribuição

do Estado, empresas e funcionários.

Como resultado, a taxa de contribuição

para a aposentadoria aumentará em

0,3 pontos percentuais.

Frota de botes infláveis no Lago de Lucerna, 2018 - (Keystone)

Por THOMAS STEPHENS (*)

Várias leis suíças novas ou alteradas

entraram em vigor em 1º de janeiro -

de internet mais rápida (e casamentos

mais agilizados) até a quantidade de

álcool que pode ser bebido pelo condutor

de um bote inflável. Confira aqui

as dez mudanças mais importantes.

DINHEIRO NA MÃO

Boas notícias para os colecionadores de

dinheiro velho: o prazo de 20 anos para a

troca de notas antigas foi reduzido, o que

significa que os proprietários de notas antigas

de 1.000 francos e outras denominações

podem trocá-las no Banco Central

da Suíça em qualquer momento. A decisão

aplica-se a notas de várias denominações,

a partir da sexta série emitida em 1976.

CASAMENTO

Boas notícias também para quem tem

pressa em se casar: o período de espera

de dez dias entre receber a permissão

oficial para se casar e a cerimônia de casamento

foi descartado. Isto significa que

um casal pode agora dar o “sim” imediatamente

após receber a luz verde da prefeitura

local. Os requisitos para a permissão

não foram alterados.

DIÓXIDO DE CARBONO

O nível médio de emissões dos automóveis

registrados na Suíça não pode exceder

95 gramas de CO2 por quilômetro. O

nível era anteriormente de 130 gramas de

CO2 por quilômetro. Os importadores que

excederem este valor médio devem pagar

uma penalidade.

MULTAS

As multas em flagrante já não se limitam

às infrações de trânsito. As pessoas podem

agora ser multadas em até CHF 300

(US$308) por infrações como fumar em locais

públicos, consumir cannabis, telefonar

numa bicicleta em movimento ou pelo

porte ilegal de armas.

ESTATUTO DE LIMITAÇÕES

Até agora, as reclamações resultantes de

danos pessoais eram prescritas ao fim de

dez anos. No entanto, isso acabou sendo

muito curto para as vítimas do amianto,

por exemplo. O prazo de prescrição foi,

portanto, estendido para alguns crimes

em até 20 anos.

INTERNET

A velocidade mínima legalmente prescrita

no serviço básico de internet fornecido

pela Swisscom, a empresa de telecomunicações

majoritariamente estatal, aumentou

de 3 para 10 megabits por segundo

(Mbit/s). A velocidade mínima de carregamento

(upload) aumentou de 0,3 para 1

Mbit/s.

FRANGOS

A trituração de pintos machos vivos é agora

proibida, apesar de a prática já não ser

utilizada na Suíça. Em vez disso, cerca de

três milhões de pintos machos são sacrificados

por ano com gás CO2 porque não

vale a pena criá-los por razões comerciais.

BOTES

O limite de álcool para os condutores de

botes infláveis, introduzido há seis anos,

foi abolido. O limite era de 50 miligramas

de álcool por 100 mililitros de sangue - o

mesmo que para os motoristas - mas as

autoridades admitiram que era difícil impor

“e estes barcos representam menos

perigo do que os barcos motorizados”.

No entanto, continua valendo a regra de

que apenas pessoas aptas podem conduzir

botes.

PLANTAS

Os viajantes que gostam de trazer para

casa iguarias de terras distantes, tomem

nota: a importação de frutas, legumes,

plantas, folhagens cortadas e produtos feitos

de certos tipos de madeira de fora da

União Europeia só é agora permitida mediante

a apresentação de um certificado fitossanitário

- um passaporte fitossanitário,

se preferir. Sem ele, os viajantes correm o

risco de ver tais mercadorias confiscadas

e destruídas. Os fãs de abacaxi, do coco,

das tâmaras e do incrivelmente perfumado

durião podem, no entanto, respirar aliviados.

Estes frutos estão isentos da nova lei

sobre saúde vegetal, que visa restringir a

introdução de doenças e pragas prejudiciais

à flora.

Será que nos esquecemos de algumas

mudanças importantes? Informe-nos na

seção de comentários.- Swissinfo.com

(*) Escrito em Português do Brasil

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DIREITO

BVG – A Vorsorgeausweis

(Certidão de Previdência

Profissional) / 2.ª Parte

DANIEL BOHREN

No final do ano obtém da sua Caixa

de Pensões a Vorsorgeausweis

(Certidão de Previdência

Profissional). A Vorsorgeausweis

informa-o sobre o seu património

junto da Caixa de Pensões,

mas não é fácil de perceber,

devido aos muitos conceitos

técnicos. Na última edição do

Lusitano esclareci os conceitos

«gemeldeter Jahreslohn», «versicherter

Jahreslohn», «BVG-

Jahreslohn», «Alterskapital»,

«BVG-Obligatorium

e

Überobligatorium». Ainda há outros

conceitos, cujo significado e

conexões merecem atenção:

O que significa «voraussichtliches

oder projeziertes Altersguthaben»

ou «Alterskapital» / «Sparbeiträge»

ou «Altersgutschriften» / «BVG-

Zinsatz» / «technischer Zinsatz»?

Na Certidão de Previdência Profissional

encontra com regularidade também um

prognóstico, sobre o montante do seu

Capital de velhice (Alterskapital) ou antes

Capital de velhice previsto ou antes

Capital de velhice projetado (Alterskapital

voraussichtlich bzw. projeziert) no final

do ano que se segue e seria com idade

de reforma, se trabalhasse sem interrupções

com o mesmo salário segurado.

Os conceitos «Altersguthaben» ou antes

«Alterskapital» têm ambos o mesmo significado.

Este prognóstico depende por um

lado do montante das suas contribuições

poupança (Sparbeiträge) e da taxa de juros

(Zinssatz), com a qual o seu capital de

velhice ou antes o seu capital de poupança

são taxados. No âmbito obrigatório ou

antes no âmbito da Lei Federal sobre previdência

profissional para a velhice, sobrevivência

e invalidez, abreviada BVG tem de

poupar a cada ano entre 7% e 18% do seu

salário anual entre Fr. 22’330 e Fr. 85’320.

Quem também tem um seguro facultativo

paga também para ordenados de menos

de Fr. 22’330 respectivamente para o ordenado

que exige Fr. 85’32. Os montantes

de poupança são creditados ao seu capital

de velhice, pelo que em vez de montante

de poupança (Sparbeitrag) também se fala

de crédito de velhice (Altersgutschriften).

O montante de poupança depende da sua

idade: Até uma idade de 34 anos o montante

de poupança comporta pelo menos

7% e eleva-se depois até aos 10%, 15% e

18% depois dos 55 anos. Metade do montante

de poupança tem de ser pago pelo

empregador e a outra metade pode ser-

-lhe deduzida do salário, o que acontece

regra geral. As deduções da BVG na sua

folha salarial são, a saber, mais elevadas

do que metade do seu montante de poupança,

porque a BVG (Caixa de Pensões)

não é apenas uma poupança para a velhice,

segurando sim também os riscos morte

e invalidez, pelo que a dedução da BVG

contém estes prémios de seguro.

A taxa de juros (Zinssatz), mediante a qual

o seu capital de poupança ou capital de

velhice (Alterskapital ou Altersguthaben)

pagam juros, é determinada para a área

obrigatória a cada ano de novo pelo legislador.

Em relação à taxa de juros na área

obrigatória fala-se de juros BVG (BVG-

Zinssatz). Esta taxa foi em tempos de 4%

e no ano 2020, assim como já no ano de

2019, estará à volta de 1%, porque as taxas

de juro no mercado de capitais baixaram

fortemente. Na área supra-obrigatória

cada seguradora estipula ela própria a

taxa de juro. Esta situa-se hoje na maior

parte das seguradoras abaixo de 1%.

O significado da taxa de juros é grande.

Um exemplo: Se tiver hoje um capital de

poupança de Fr. 10’000 e este foi taxado

a 4%, então obteria em 20 anos Fr. 21’911.

Com uma taxa de juros de apenas 1% só

obteria Fr. 12’201. Você paga no entanto

cada ano ainda contribuições de poupança

adicionais, de modo que a diferença

de ano para ano se torna maior. Supondo

que a sua contribuição de poupança anual

é de CHF 6.000. Teria dentro de 20 anos

com uma taxa de juros de 1% um capital

de CHF 145.000, com uma taxa de juros

de 4% teria no entanto CHF 203.000. No

primeiro caso tem um rendimento de juros

de aproximadamente CHF 15.000 e no

segundo caso de aproximadamente CHF

73.000. As Certidões de Previdência indicam

por isso com frequência prognósticos

diferentes, a saber, um sem juros e

um outro com um juro técnico.

Com o capital de velhice projectado sem

juros pode contar com toda a certeza

(se trabalhasse ininterruptamente com

o mesmo salário). O capital de velhice

(Alterskapital) com juros projectado é hipotético,

porque Você não tem direito a

uma taxação com a taxa de juro técnica,

sendo esta apenas uma suposição para o

prognóstico. Você só tem direito a um pagamento

de juros com a taxa de juros BVG,

que é indicada igualmente na Certidão de

Previdência Profissional. A taxa de juros

BVG é aliás a cada ano estipulada de novo

e não é assim garantida para o futuro.

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SAÚDE

19

Epilepsia

ZUILA MESSMER

A epilepsia é um distúrbio neurológico

complexo que atinge cerca de

1% da população mundial. A doença

pode manifestar-se nas diversas fases

da vida, pois existem vários factores

que podem lesar os neurónios

(células nervosas) ou a forma como

estes se comunicam.

As causas sofrem influência das condições

genéticas e congénitas, associadas a

malformações cerebrais, traumatismos de

parto (asfixia por exemplo, a qual leva à redução

do teor de oxigénio no cérebro), bem

como pelo baixo peso ao nascer. Outros

factores se relacionam com o processo de

desenvolvimento, tais como, traumatismos

cranianos, tumores cerebrais, drogas ou

tóxicos, alcoolismo, infecções do sistema

nervoso central e doenças infecciosas.

A epilepsia em si, não é uma doença, mas

sintoma de uma doença. Caracteriza-se

por crises convulsivas, as quais tendem

a ser recorrentes devido à actividade excessiva

e anormal das células nervosas do

córtex cerebral*. Vale referir que nem todos

os casos de epilepsia se prolongam durante

toda a vida, pois há um número significativo

de pessoas que melhoram ao ponto de

não ser necessário qualquer medicação.

*Córtex cerebral é uma das regiões mais

importantes do sistema nervoso central,

onde se recebem os impulsos, interpretam

e respondem todas as informações.

Sinais, sintomas e a crise epiléptica

Os sinais e sintomas são variáveis, pois

dependem de cada caso individualmente,

porém, no geral, o paciente pode apresentar

distúrbios da consciência, dos movimentos

ou da sensibilidade, ou seja, relacionados

com a atenção e a memória, tais

como, esquecimento súbito, perturbações

da linguagem, da visão, audição e paladar

e também salivação, suor, palpitação, rubor

e ou tremor na face, membros ou todo

corpo, rigidez muscular, desmaio, alterações

de humor (depressão e ansiedade) e

baixa da temperatura corporal.

A pessoa em convulsão passa por um

processo similar a uma descarga eléctrica,

a qual acontece nos neurónios

(as células nervosas), com duração e

intensidade variável, ou seja, tanto podem

ocorrer episódios de curta duração

e praticamente imperceptíveis, como

também longos períodos de agitação.

O momento da doença em que as pessoas

sofrem o ataque é denominado de fase de

estado de mal epiléptico.

A crise epiléptica por sua vez, apresenta

duas fases distintas, chamadas de tónica

e clónica.

Na fase tónica ocorre o enrijecimento e a

contracção do corpo, enquanto a clónica

se caracteriza pelo reviramento dos olhos

e cabeça, movimentação dos braços, pernas

e salivação espumosa. A língua pode

ser mordida ou severamente lesada. Às

vezes pode ocorrer libertação de urina e/

ou fezes.

Após poucos minutos ou segundos o corpo

relaxa e a pessoa dorme por um período

indeterminado de tempo. O paciente

pode esquecer-se da crise, principalmente

quando ela ocorre durante o sono.

Atenção: Os episódios de convulsões

podem resultar em ferimentos em consequência

da queda e dificuldades de socialização

da pessoa.

Factores que podem desencadear

as crises epilépticas

Mudanças bruscas de intensidade da luz

ou pisca pisca de luzes, mudanças de temperatura

corporal (febre alta), dormir pouco,

ingestão de álcool e drogas, ansiedade,

cansaço, intoxicações e certas verminoses

(contaminação pela Taenia).

É importante realçar que, uma só convulsão

não significa epilepsia. São necessários

pelo menos dois episódios de convulsões

(não provocadas por febre alta), a

presença de outros sintomas e de exames,

para se poder diagnosticar a doença.

Os exames requisitados são o electroencefalograma

(EEG) e a tomografia computadorizada

(TC).

O diagnóstico da epilepsia deve ser definido

antes do início do tratamento, e obviamente

também se deve analisar e considerar

o paciente como um todo: severidade

do quadro clínico, prognóstico, propósito,

expectativa do paciente e da família, incluindo-a

no tratamento e orientando-a.

A doença e as crises epilépticas são controladas

com medicação de baixo custo.

Existem, no entanto, casos raros em que

a pessoa não responde ao tratamento.

Perante essa situação pode ser recomendado

um tratamento medicamentoso mais

específico, eventualmente também uma

cirurgia, uma neuro-estimulação e alterações

na dieta, capazes de controlar e até

curar a epilepsia.

A medicação costuma ser mantida durante

muitos anos, por vezes até ao final da

vida. A escolha dos anti-convulsivantes

utilizados é baseado no tipo de crise, idade,

interacções medicamentosas e efeitos

colaterais apresentados pelo paciente. A

consequência imediata da escolha adequada

da medicação, associada à eficácia

contra as crises, melhora a adaptabilidade

do paciente epiléptico ao seu ambiente social,

melhorando a sua qualidade de vida e

integração social

É importante informar que, embora a epilepsia

também possa ser provocada por

uma doença infecciosa, não é contagiosa,

portanto, ninguém pode contrair a

doença pelo contacto com um epiléptico.

Comentários: A maioria das pessoas com

epilepsia aparenta levar uma vida normal,

mas não é raro, principalmente as crianças,

desenvolverem problemas emocionais e

de comportamento, visto que, em certos

casos, a epilepsia e o risco de ataques epilépticos

restringem a sua independência.

Outro aspecto relevante é que, a maioria

das mulheres com epilepsia pode engravidar

sem problemas e com grandes possibilidades

( mais de 90% ) de a criança ser

saudável. Elas devem, no entanto, tomar as

medidas necessárias, esclarecer-se com o

médico e ter um acompanhamento adequado.

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ACTUALIDADE

Nestlé tenta convencer críticos

de fórmulas infantis

Por JESSICA DAVIS PLÜSS (*)

Para a Nestlé, a gigante suíça de alimentos

e bebidas, diversificar a sua

oferta de fórmulas infantis é uma grande

promessa. Mas os especialistas do

setor continuam bastante céticos.

Durante semanas, o filho de Lindsay Beeson

desenvolveu uma erupção cutânea, tinha

sangue nas fraldas e sofria de diarreia

e vômitos. Os médicos concluíram que ele

era alérgico ao leite de vaca.

Beeson, como inúmeras outras mães na

sua situação, cortou o leite de sua própria

dieta e complementou seu leite materno

com leite infantil hipoalérgico.

“Eu sabia que com isso ele estava obtendo

o equilíbrio certo de proteínas, gordura

e vitaminas, assim como o leite de vaca”,

disse para swissinfo.ch. “E o meu filho

gostou do sabor.”

Para as grandes empresas alimentícias

como a Nestlé, produtos como estes, destinados

a bebês com alergias ou necessidades

dietéticas especiais são a próxima

fronteira na oferta de nutrição infantil.

“Queremos tratar de todos os bebês e

não apenas dos bebês alimentados com

fórmulas”, disse Thierry Philardeau, chefe

de nutrição da Nestlé. “Todas as etapas,

todos os bebés e todas as mães.”

Em termos práticos, a estratégia consiste

em preencher lacunas nutricionais para

mães e bebês, sejam eles exclusivamente

alimentados com fórmulas, amamentados

ou uma mistura de ambos. Embora ainda

focada nos bebês prematuros e naqueles

com necessidades médicas específicas, a

multinacional suíça tem impulsionado o investimento

em pesquisa e desenvolvimento

(P&D) na fase de mais de seis meses,

quando o leite materno sozinho já não é

suficiente para satisfazer as necessidades

nutricionais de uma criança.

Linhas divisórias

O que a Nestlé faz afeta a saúde de milhões

de crianças. Mais de 150 anos depois

de Henri Nestlé ter desenvolvido a farinha

láctea, um cereal infantil para ajudar

os bebês subnutridos, a Nestlé é a maior

empresa de fórmulas infantis do mundo,

com um quinto do mercado, seguida pela

Danone.

Após o aumento das taxas de amamentação

nas últimas décadas ter reduzido os

lucros do leite em pó para bebês, o setor

do leite em pó para bebês está agora em

expansão. Isso se deve em grande parte

ao leite de seguimento, que gerou a maior

parte do aumento das vendas globais em

2018, segundo o Euromonitor.

Os supermercados em muitas partes do

mundo estão agora cheios de uma gama

de leite em pó e produtos lácteos para

crianças com mais de um ano.

Mas nem todos estão satisfeitos com estes

produtos.

Alguns especialistas do setor, como Patti

Rundall, deploram a situação. Rundall é

diretora política da Baby Milk Action desde

os anos 80 e responsável por algumas

das maiores ações contra o comércio de

leite em pó da Nestlé.

“A Nestlé e a Danone estão impulsionando

as fórmulas de seguimento para crianças

dos 6 aos 36 meses e até os 9 anos de

idade”, disse. “Elas usam o mesmo rótulo

que as fórmulas infantis, ou muito parecidos,

então os pais veem os rótulos das

fórmulas infantis e acham que esse é o caminho

a seguir.”

Ela acredita que as novas fórmulas de

produtos não passam de um estratagema

de marketing. “Todas as fórmulas de

seguimento e juniores, simplesmente

não são necessárias”, disse Rundall para

swissinfo.ch.

“Elas devem sair do mercado. Mas o mercado

tornou-se tão grande, que ninguém

quer fazer isso, e as empresas sabem que

isso ultrapassa o código”.

Ela se refere ao Código Internacional de

Comercialização de Substitutos do Leite

Materno de 1981 que estabelece o padrão

para práticas de marketing responsáveis,

incluindo limites para a publicidade, patrocínios

e amostras grátis de fórmulas para

bebês.

A sua principal mensagem é que o melhor

é a amamentação exclusiva até aos seis

meses, ponto esse que tanto as grandes

empresas como a Nestlé, bem como os

seus críticos concordam. As divisões surgem

na fase em que outros alimentos e

bebidas podem ser introduzidos por volta

dos seis meses de vida ou mais tarde.

Este período pode ser particularmente

confuso para os pais, já que eles recebem

frequentemente informações contraditórias

dos fabricantes de fórmulas, médicos

e críticos sobre o que devem dar aos seus

filhos.

Alguns estudos científicos argumentam

que o que é rotulado como “leite de seguimento”

para crianças entre um e três

anos de idade não é necessário, mas pode

compensar deficiências nutricionais, particularmente

em casos de maus hábitos

alimentares ou quando certos nutrientes

não estão disponíveis nos alimentos locais.

Pressão da indústria

As críticas à Nestlé não vêm do nada. Já

passaram quatro décadas desde que os

defensores da amamentação acusaram

a Nestlé de usar táticas agressivas de

marketing que levaram as mães a abandonar

o aleitamento materno em favor da

fórmula. O boicote generalizado da Nestlé

levou a grandes mudanças nas práticas de

marketing por parte das grandes empresas.

Apesar disso, o marketing continua influenciando

as escolhas das mães. Catherine

Watt, da “La Leche League” de Genebra,

um grupo de apoio à amamentação,

diz que muitas mulheres deixam de amamentar

mais cedo do que gostariam.

Padrões mundiais para a nutrição

infantil

A Organização Mundial da Saúde recomenda

que os bebês comecem a ser

amamentados desde a primeira hora de

Fevereiro 2020 | Lusitano de Zurique | www.cldz.eu


ACTUALIDADE

23

vida exclusivamente com o leite materno

durante seis meses, com a introdução

oportuna de alimentos complementares

adequados, enquanto continuam sendo

amamentados no peito até dois anos de

idade ou mais.

O Código Internacional sobre a Comercialização

de Substitutos do Leite Materno foi

publicado em 1981 e estabelece o padrão

para práticas responsáveis por parte dos

fabricantes e distribuidores de fórmulas

infantis.

O leite de seguimento, especialmente formulado

para crianças com mais de 1 ano, gerou

a maior parte do crescimento das vendas de

leite em pó em 2018, de acordo com o Euromonitor

(123rf.com)

Em 2016, a OMS publicou orientações sobre

a promoção inadequada de alimentos

infantis, onde esclareceu que os substitutos

do leite materno incluem qualquer

leite especificamente comercializado para

crianças até os 3 anos de idade e, portanto,

sujeitos às mesmas restrições que os

destinados a bebês com 6 meses de idade

ou menos.

Em abril de 2018, 136 dos 194 países dispunham

de alguma forma de medida legal

que abrangia todas, muitas ou algumas

disposições do Código.

O Codex desenvolveu as normas técnicas

sobre segurança e rotulagem tanto da fórmula

para lactentes como da fórmula de

seguimento.

“Há esta pressão insidiosa da indústria,

com toda a publicidade para diferentes

tipos de alimentos e leites especiais”, conta.

“Se você tiver alguma dúvida se você

tem leite suficiente e se você tiver alguma

fórmula no armário, você só vai tentar”.

As consequências podem ser terríveis nos

países em desenvolvimento. JP Dadhich,

diretor técnico da Breastfeeding Promotion

Network of India, está particularmente

preocupado com os altos custos desses

produtos, seu impacto ambiental e potencial

contaminação intrínseca.

“Não podemos ter certeza sobre a qualidade

da água misturada a esses produtos,

o que aumenta o risco de diarreia nas

crianças. Além disso, o leite animal é amplamente

disponível, seguro depois de fervido,

e culturalmente aceito na Índia”, disse

o pediatra. “Seria melhor para as crianças

comerem bons alimentos locais e complementares

enquanto continuam sendo amamentadas

após os 6 meses de idade”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS)

também manifestou a preocupação de que

produtos especificamente destinados a

lactentes mais velhos possam prejudicar a

nutrição e a amamentação, especialmente

se utilizarem marcas semelhantes e forem

promovidos como melhores alternativas,

enriquecidos com vitaminas ou minerais.

O diabo nos detalhes

Isso gerou intensos debates entre governos

e lobistas de empresas sobre se os

produtos concebidos para o estágio além

do aleitamento materno exclusivo deveriam

ser regulamentados como substitutos

do leite materno e, portanto, estarem

sujeitos às rigorosas restrições de comercialização

do setor.

“Uma dificuldade nas discussões em torno

da revisão da norma de 1987 sobre fórmulas

de seguimento foi se os produtos

de 12-36 meses deveriam ser considerados

substitutos do leite materno e como

deveriam ser chamados”, explica Tom Heilandt,

Secretário da Comissão do Codex

Alimentarius, um grupo internacional que

estabelece padrões alimentares.

Alguns governos gostariam de proibi-los,

enquanto outros querem deixar a escolha

para os consumidores. Na mais recente

reunião do Codex, em novembro de 2019,

os governos concordaram em reconhecer

na norma que existem diferenças na regulamentação

desses produtos.

Em alguns países, os anúncios de fórmulas

infantis desapareceram quase por

completo, enquanto os anúncios de leite

infantil aumentaram drasticamente, observa

a OMS. Alguns governos estão se

retraindo. A Índia, um dos mais rigorosos,

classifica qualquer produto rotulado especificamente

para crianças de dois anos de

idade ou menos como substitutos do leite

materno e, portanto, sujeitos ao Código.

A Nestlé afirma ter ido muito além dos

outros fabricantes ao aplicar as mesmas

restrições de marketing a produtos destinados

a crianças até um ano de idade,

em linha com os regulamentos da União

Europeia que entram em vigor este ano,

enquanto alguns outros se concentram

apenas no período de amamentação exclusiva.

Mas a empresa rejeita qualquer regulamentação

adicional, argumentando que,

com base em estudos sobre o que as

crianças realmente comem em muitos países,

é provável que a alternativa seja menos

saudável. “Não faz sentido restringir

a publicidade de produtos para crianças

de um ano quando a Coca-Cola e outros

produtos são dados muito cedo e não há

restrições a eles”, diz Philardeau.

Déficit de confiança

A Nestlé está consciente de que deve tratar

a questão com jeito, por causa dos escândalos

no passado. “Não é como vender

chocolate; você tem uma enorme responsabilidade.

Alimentamos 15 milhões

de bebês por ano - esse é o tamanho da

Holanda”, diz Philardeau.

A empresa atualizou sua política de

marketing várias vezes, estabeleceu um

sistema de denúncia e relatórios anuais

de conformidade. Em contraste com a era

anterior aos anos 80, a empresa também

é muito clara em sua comunicação que “a

amamentação é ótima”, mas que quer ser

a próxima melhor coisa a ser feita.

Os críticos da indústria dizem que não

basta a Nestlé ser a “melhor de um grupo

ruim”, nas palavras de Rundall. A empresa

continua se defendendo de acusações de

informações nutricionais enganosas e de

patrocinar estudos com profissionais da

saúde.

A Nestlé argumenta que, se for empurrada

para fora do mercado, as empresas com

antecedentes duvidosos intervirão. Isso é

especialmente verdade em ambientes regulatórios

fracos, como na China, Rússia e

EUA, onde não é raro as mães receberem

amostras de fórmulas infantis gratuitas

pelo correio, algo que até a Nestlé lamenta.

Cerca de 58 países ainda não têm leis

que limitem a comercialização de fórmulas

infantis, de acordo com a OMS.

“Quero acabar com essa história de que a

Nestlé mata bebês”, diz Philardeau. “Vamos

seguir em frente, mas não esqueçamos

o que aconteceu. Nós aprendemos

e somos diferentes. Quero olhar para a

história à nossa frente e não ser penalizado

quando estamos fazendo mais do que

muitas outras pessoas.”

Descodificando a nutrição infantil

Fórmula infantil: Substituto do leite materno

especialmente fabricado para satisfazer,

por si só, as necessidades nutricionais dos

bebês durante os primeiros meses de vida.

Fórmula de seguimento: Um alimento destinado

a ser usado como parte líquida da

dieta de desmame para o bebê a partir

do sexto mês e para crianças pequenas

(12-36 meses). É um alimento preparado a

partir do leite de vaca ou de outros animais

e/ou de outros constituintes de origem animal

e/ou vegetal.

Fórmula de seguimento para primeira

infância: Leite de crescimento, leite de

“criança” ou produtos similares destinados

a crianças de 1-3 anos de idade, geralmente

para substituir o leite de vaca, incluem

mas não estão limitados a bebidas

à base de leite de vaca, cabra ou ovelha ou

originárias de soja, arroz, aveia ou amêndoas.

Pode incluir a modificação do teor

de proteínas e ácidos graxos suplementares,

micronutrientes ou outras substâncias

com um efeito nutricional potencial.

Fonte: Codex Alimentarius

(*) Adaptação: Fernando Hirschy, swissinfo.ch

Os autores escrevem em Português brasileiro

Fevereiro 2020 | Lusitano de Zurique | www.cldz.eu


24

MOTORES

Toyota Mirai 2020

O primeiro carro a hidrogénio em Portugal

Apresentação

Ainda não há preços, mas já há uma certeza. Até ao final do

ano o novo Toyota Mirai, com tecnologia fuel cell, vai ser

comercializado em Portugal. Será o primeiro capítulo de uma

tecnologia que alguns acreditam ser o futuro do automóvel.

A história repete-se. Em 2000 a Toyota foi a primeira marca a

introduzir no mercado português um veículo electrificado — o

Toyota Prius — e volvidas duas décadas volta a repetir a façanha:

vai ser a primeira marca a comercializar um modelo a pilha de

combustível — vulgo fuel cell. Uma tecnologia que, neste caso,

usa o hidrogénio como combustível.

De resto, importa recordar que no capítulo da mobilidade a

hidrogénio, a Salvador Caetano está presente em várias frentes.

Não só através do Toyota Mirai, mas também através da Caetano

Bus que está a desenvolver um autocarro movido a hidrogénio.

Se quisermos estender ainda mais os esforços da Salvador

Caetano, podemos mencionar outras marcas que estão sob

tutela desta empresa em Portugal: a Honda e a Hyundai, que

também comercializam carros movidos a hidrogénio noutros

países, e que brevemente podem também fazê-lo em Portugal.

Um deles, nós inclusivamente já testámos, o Hyundai Nexo —

um teste que podes rever neste artigo: http://bit.do/nexo1

Guilherme Costa / www.razaoautomoavel.com

O modelo que vai inaugurar o capítulo da «sociedade do

hidrogénio» em Portugal vai ser o novo Toyota Mirai 2020. Tratase

da 2ª geração do primeiro modelo de produção da Toyota

movido a hidrogénio, que foi apresentada o ano passado no

Salão de Tóquio.

Relativamente à potência do motor eléctrico do novo Toyota

Mirai, a marca nipónica ainda não revelou qualquer valor. Aliás,

no que diz respeito às especificações técnicas, as informações

ainda são muito escassas. Sabemos que nesta geração a

eficiência da pilha de combustível aumentou 30% e que a

tracção agora é feita às rodas traseiras.

O Toyota Mirai em Portugal

Ao contrário da primeiro geração, o novo Toyota Mirai vai

ser comercializado em Portugal. Em declarações à Razão

Automóvel, responsáveis da Salvador Caetano — histórico

importador da Toyota em Portugal — confirmaram a chegada

do Toyota Mirai ao nosso país já este ano.

Nesta primeira fase, Portugal vai ter dois postos de abastecimento

de hidrogénio: um na cidade de Vila Nova de Gaia, e outro em

Lisboa.

Fevereiro 2020 | Lusitano de Zurique | www.cldz.eu


MOTORES

25

Código da Estrada:

Auriculares na Condução é permitido?

Hoje é dia de relembrar o Código da Estrada!

Com o aparecimento dos telemóveis,

começou a ser “moda” conduzir

com auriculares. Aparentemente parece

ser uma situação segura, mas o facto de

se usar auriculares inibe o condutor do

som ambiente.

Será que a lei portuguesa permite o uso

de auriculares durante a condução? Saiba

o que diz o código da estrada.

O uso de telemóveis durante a condução

tem originado bastante sinistros.

Usar o telemóvel enquanto se conduz

multiplica o risco de acidente por 23, e

31% dos portugueses admitem enviar e

ler SMS enquanto conduzem.

Um alerta da GNR, relembra que só é

permitido utilizar auscultadores sonoros

durante a condução se o aparelho

for dotado de um único auricular. Além

disso, utilizar auscultadores dotados de

dois auriculares, constitui uma infracção

grave, prevista no artigo 84.º, nº 1,

do Código da Estrada.

De acordo com o Artigo 84.º – Proibição

de utilização de certos aparelhos,

do Código da Estrada.

1 – É proibido ao condutor utilizar, durante

a marcha do veículo, qualquer

tipo de equipamento ou aparelho susceptível

de prejudicar a condução, nomeadamente

auscultadores sonoros e

aparelhos radio-telefónicos.

2 – Exceptuam-se do número anterior:

a) Os aparelhos dotados de um

auricular ou de microfone com sistema

de alta voz, cuja utilização não implique

manuseamento continuado;

b) Os aparelhos utilizados durante

o ensino da condução e respectivo

exame, nos termos fixados em regulamento.

3 – É proibida a instalação e utilização

de quaisquer aparelhos, dispositivos ou

produtos susceptíveis de revelar a presença

ou perturbar o funcionamento de

instrumentos destinados à detecção ou

registo das infracções.

Código da Estrada: Multas e Contra-ordenações

para quem infringir o Artigo 84

Quem infringir o disposto no n.º 1 é sancionado

com coima de € 120 a € 600.

Quem infringir o disposto

no n.º 3 é sancionado com coima

de € 500 a € 2500 e com perda dos objectos,

devendo o agente de fiscalização

proceder à sua imediata remoção e

apreensão ou, não sendo ela possível,

apreender o documento de identificação

do veículo até à efectiva remoção

e apreensão daqueles objectos, sendo,

neste caso, aplicável o disposto no n.º

5 do artigo 161.º.

• Jeremy da Costa/Pplware

Fevereiro 2020 | Lusitano de Zurique | www.cldz.eu


26

CRÓNICA

© Arlindo Homem

Julio Isidro, o homem a

quem nunca diremos adeus

LUÍS OSÓRIO

1.

Julio Isidro completou os primeiros 60

anos de carreira. Ontem, no Casino Estoril,

centenas de pessoas prestaram-lhe

justa homenagem. São raros os exemplos

de portugueses que souberam atravessar

tempos e regimes diferentes mantendo

uma coerência, uma qualidade e

um sentido de futuro. Julio foi um deles,

não há muitos mais.

2.

Nasceu quando a II Guerra Mundial ainda

não acabara. E quando eu nasci ele

já era uma figura emergente. Cresci com

o Passeio dos Alegres onde lançou uma

quantidade enorme de talentos. Sentava-

-me a vê-lo naquelas tardes lentas, tardes

em que tínhamos tempo para ouvir

com atenção o que se passava. E ele sabia

como me captar a atenção.

3.

Estava dentro do aparelho de televisão

como se estivesse na nossa casa. Era

culto, mas não nos agredia com o seu

conhecimento. Pertencia a uma elite cultural,

mas tratava toda a gente com dignidade.

Era uma estrela, mas a sua generosidade

quase nos obrigava a acreditar

que os seus convidados é que o eram.

4.

Quando o vejo continuo a reconhecer o

mesmo de antes. O que vi nas gravações

de Fungagá da Bicharada, com José Barata

Moura. O que vi numa tarde no cinema

Europa a entrevistar os Duran Duran.

O mesmo homem que identifico quando

penso nos dias de infância em frente à

televisão, o mesmo que as minhas avós

reconheciam ser grande, o mesmo que

os meus filhos mais velhos ouvem no

Traz para a Frente para aprenderem sobre

música, sobre artes plásticas, sobre

a cultura e a essência de sermos estes e

não outros.

5.

Julio é eterno. Uma das poucas pessoas

que não morrerá – mesmo que um dia se

ausente, saberemos (no fundo dos nossos

fundos) que apenas será uma pausa

até que volte a estrear um novo Passeio

dos Alegres onde ensinará a maioria desta

gente a fazer televisão de qualidade.

Y

O Governo atribuiu a Medalha de Mérito Cultural ao locutor e apresentador de televisão

Júlio Isidro, realçando o “inestimável trabalho de uma vida dedicada” ao audiovisual.

Fevereiro 2020 | Lusitano de Zurique | www.cldz.eu


CULTURA

27

10 ERROS PERSISTENTES QUE MAIS

ASSOMBRAM OS PROFESSORES

Ser professor implica ler centenas de linhas escritas por alunos

de todas as idades. Esta experiência, que pode ter muito

de reconfortante (a escrita evidencia o progresso, a visão

do mundo, a sensibilidade …), implica também necessariamente

a convivência com o erro. Alguns erros são pontuais,

outros aparecem intermitentemente, mas os que incomodam

verdadeiramente são os persistentes. Há erros que estão em

todo o lado (testes, trabalhos, cartazes, slides…) e que os

professores são forçados a ler e corrigir vezes sem conta.

Eis alguns desses erros que assombram os professores:

1) «A personagem, chegou a casa.»

A colocação da vírgula a separar o sujeito do predicado é um

problema muito frequente que poderá ter uma das suas causas

na oralidade. De facto, os falantes realizam uma pausa natural

entre estes dois constituintes, situação que os alunos interpretam

como geradora de vírgula na escrita;

2) «Falou com o João onde disse que ia descansar.»

A utilização do advérbio relativo onde em construções desta natureza

tem vindo a crescer e revela dois problemas: onde não

tem um antecedente que denote lugar e o próprio advérbio não

tem um valor locativo no interior da sua oração;

3. «Quere-mos conquistar o título. Pensas-te que era fácil?»

A colocação do hífen a separar os sufixos flexionais da base

verbal acontecerá por aproximação à colocação dos clíticos em

posição pós-verbal, cujas formas são iguais ou próximas das que

encontramos nestes erros: -me, -te, -se, -nos;

alunos querem dizer «Isto vai ao encontro do que eu penso»;

6. «Ele escreveu a Rita.»

A não colocação de acento grave na forma contraída à é quase

generalizada. O mesmo ocorre nas formas àquele/àqueles. A

única forma de distinguir a forma simples do artigo definido a ou

da preposição a da forma contraída do artigo com a preposição

é através do acento;

7. «À muito tempo que ele esperava por isto.»

A confusão entre a forma contraída à e a forma há do verbo haver

é recorrente, sobretudo em construções que expressem temporalidade;

8. «Houveram muitas pessoas que fugiram.»

O recurso a esta forma do verbo haver evidencia que o aluno

considera que o constituinte «muitas pessoas» é sujeito, o que é

incorreto porque haver é um verbo impessoal que é usado apenas

na 3.ª pessoa do singular, não tendo sujeito;

9. «A personagem fugiu derivado ao medo.»

O recurso a «derivado a» para introduzir um segmento de valor

causal resultará da confusão com a «devido a», esta sim uma

locução que introduz um segmento com valor de causalidade;

10. «Concerteza que ele queria ir.»

Este erro terá origem na forma como, na oralidade, se articula a

locução «com certeza», o que leva o aluno a crer que se trata de

uma única palavra.

4. «Esta é a música que mais gosto.»

A utilização de construções relativas sem recurso à preposição

regida pelo verbo ocorre num número muito significativo de situações

de uso. Para identificar os contextos em que a preposição

é obrigatória, é importante autonomizar a oração relativa: «Eu

gosto de música». Se o verbo gostar rege a preposição de, na

oração relativa esta preposição tem de surgir antes do pronome

relativo: «A música de que mais gosto»;

5. «Esta frase vai de encontro à minha opinião.»

É quase obrigatória a confusão entre «ir de encontro a», que

significa “dar um encontrão, contrariar, opor-se” e «ir ao encontro

de», que significa “estar de acordo”. Na maioria dos casos, os

De facto, os professores precisam de expurgar a sua mente e os

seus olhos destes e de outros erros, para que possam voltar a

ter a paciência de os corrigir uma e outra vez. No entanto, olhar

os erros para procurar as suas possíveis causas poderá propiciar

uma abordagem didática que reduza o número de erros a corrigir.

Um erro a menos é sempre uma vitória!

O que é mais preocupante, todavia, é que, um dia, estes alunos

vão naturalmente deixar a escola e muitos levarão com eles

os erros que sempre deram. Fora do ambiente escolar, poucos

serão aqueles que terão a paciência (que o professor teve) de

corrigir os seus erros. E quantos darão por eles?

in Ciberdúvidas

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28

CIDADANIA

Alargamento da CPLP a países

que não falam português

LUSA

O futuro director-geral da Comunidade

dos Países de Língua Portuguesa (CPLP),

Armindo Fernandes, defendeu em meados

de Janeiro o alargamento da organização

a outros países que não falam o

português.

“Os países têm estado a procurar a CPLP,

associam-se e estabelecem acordos com

a organização. Esses acordos têm muito

a ver com a promoção e difusão da língua

portuguesa e está-se justamente a estudar

a possibilidade de alargar a cooperação

com os membros observadores a

outros níveis”, disse Armindo Fernandes,

à saída de uma audiência com o primeiro-

-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus.

“O alargamento não é um fim em si próprio,

mas nós temos de saber tirar vantagens

desse alargamento. Não tem sentido

a CPLP dizer hoje que tem 20 ou 25 membros

observadores associados se não

resulta desse alargamento um aprofundamento

da cooperação com esses países”,

justificou.

Armindo Fernandes considera o crescimento

da organização, sobretudo a sua

afirmação no plano internacional, como

“caso único”.

“É uma organização com nove membros,

tem o dobro, ou seja, um total de 19 observadores

associados e na próxima

conferência dos chefes de Estado e de

Governo que terá lugar em Luanda, Angola,

em Julho, esse número pode crescer

para 24 ou 25 observadores, não deve

haver outra no mundo com essas características”,

explicou Armindo Fernandes.

O diplomata disse hoje que a sua prioridade

na Direcção-Geral da organização

será de “trabalhar para torná-la ainda

maior”.

“O nosso objectivo é poder contribuir

para que ela se torne ainda maior, que ela

se aproxime cada vez mais aos nossos

países e aos nossos povos e contribuir

para os objectivos que levaram à sua própria

criação”, disse o futuro director-geral

da CPLP.

A CPLP completa este ano 24 anos de

existência. Segundo Armindo Fernandes,

a organização ganhou uma “presença a

nível internacional muito grande e está

cada vez mais próxima” dos países-

-membros e dos povos.

Armindo Fernandes, antigo embaixador

de São Tomé e Príncipe em Bruxelas,

assume as funções de director-geral da

CPLP em 10 de Fevereiro, para um mandato

de três anos, e agradeceu hoje a

Jorge Bom Jesus “o apoio do Governo” à

sua candidatura.

“Conseguimos uma proeza que foi a minha

selecção para o exercício desse cargo

que eu acredito seja prestigiante para

mim e extremamente honroso para o nosso

país”, explicou o diplomata.

Armindo Fernandes candidatou-se em

nome do seu país para o cargo de director-geral

da CPLP e lamentou que São

Tomé e Príncipe esteja com a sua contribuição

para a organização atrasada há

três anos.

“Tive a oportunidade de analisar com o

Sr. Primeiro-ministro a nossa situação relativa

às contribuições, o nosso país regista

um atraso no pagamento das contribuições,

com dívidas que vêm de 2017,

2018, 2019 e 2020, mas tive do chefe do

Governo a garantia e o empenho total e

tenho a certeza que ele irá fazer tudo para

minimizar esta situação”, sublinhou.

Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo

Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial,

Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe

e Timor-Leste.

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Templo Takshang Butão - © donvikro


CULTURA

29

Falando de Felicidade

VALICE VIEIRA (*)

LI JÁ NÃO SEI ONDE que a Assembleia

Geral das Nações Unidas

decretou que o dia 20 de

Março vai ser o Dia Internacional

da Felicidade. A ideia partiu,

ao que parece, do minúsculo

reino do Butão que, em vez do

PIB (Produto Interno Bruto),

adopta como estatística oficial

a “Felicidade Nacional Bruta”.

Isto em português soa um bocado

mal, espero que em butanês

(ou na língua que lá se fala) soe

bastante melhor…

Que bom, num mundo com tanta

tragédia, haver um dia consagrado

à Felicidade. (E, já agora, um

pequeno parêntesis perfeitamente

pessoal: deixem-me felicitar

quem teve a ideia de o colocar

no dia 20 de Março, dia em que

eu faço anos, o que me vai dar, a

partir de agora, ainda muito mais

razões para o festejar... Adiante).

No dia 20 de Março, como todos

sabemos, acaba o inverno. O que

significa também que a Felicidade

vai ficar ligada à primavera.

E, em tempos de crise e de depressão,

como a que vivemos,

nunca é demais lembrá-lo.

Mas, deixem-me confessar, que

também não me agradava lá muito

uma felicidade como a que se vive

no Butão.

Há dias, zapando pelos canais do

cabo, vi um documentário sobre

o Butão. O Butão é um reino minúsculo,

completamente isolado e

fechado ao mundo (o que as montanhas

onde está instalado propiciam),

onde as pessoas vivem da

agricultura como na Idade Média,

dividindo o seu tempo entre o trabalho

na terra e as idas aos templos.

Preservam esse isolamento

para que, segundo afirmam, nada

possa alterar a tradição e os rituais.

Estrangeiro é bicho muito

raro por lá.

Tem, realmente, uma paisagem

deslumbrante, mosteiros magníficos

- e uma única estrada a

atravessar o país. Se calhar, a

felicidade também tem a ver com

um trânsito sem complicações, e

o completo desconhecimento do

que é hora de ponta. Praticamente

não se usa dinheiro, não há consumo.

No Butão é-se feliz porque - convenhamos

- também não se pode

ser outra coisa. E é isso que me

apavora.

Que mérito poderá ter a minha luta

pela felicidade se não tenho de

combater a infelicidade?

Que mérito terá a minha realização

pessoal e profissional se não

tenho muita coisa que me realize?

Como posso discutir ideias se não

há nada para discutir?

E de que falam as pessoas quando

se juntam — se não há dívidas do

Passos Coelho, prisão do Sócrates,

a Troika, a família Salgado a

amar-se apaixonadamente, o Belmiro

a ir para a reforma, o Porto

a ver se chega aos calcanhares

do Benfica, a canção que mandámos

para a Eurovisão e que nem

para ir ao Festival da Bandalhoeira

servia (com todo o meu respeito

pela Bandalhoeira, claro) - essas

coisas que fazem a felicidade das

pessoas à mesa do café.

Como se pode ser herói se não há

obstáculos para vencer?

Como poderíamos desejar tanto

a primavera, se não houvesse inverno?

É claro que é muito bom que se

encontre um dia no ano para se

questionar a nossa Felicidade (ou

a falta dela). Mas aflige-me muita a

felicidade por decreto.

Por isso, em vez de pensar no Butão

(apesar da nossa crise brava e

das aparentes maravilhas deles, a

meio do documentário eu já estava

completamente deprimida…), e no

sorriso permanente colado à boca

dos habitantes, prefiro, apesar de

tudo, voltar à terra, a esta nossa

terrível, desesperante, complicada

terra onde vivemos, a braços com

esta terrível, desesperante, complicada

crise que ninguém sabe

onde nos leva – e pensar antes na

minha amiga Helena Marujo que

acredita, contra ventos, troikas

, BES e marés, que todos fomos

feitos para a Felicidade.

A Helena Marujo é uma cientista

conceituada, não escreve livros

de auto-ajuda – e, com o marido,

Luís Miguel Neto, fundou há uns

dois anos, o Instituto da Felicidade.

E uma das suas acções mais

importantes foi a elaboração de

um estudo sobre a felicidade dos

portugueses – ideia que lhe veio

quando andava a estudar as causas

da depressão entre crianças e

adolescentes.

Eu sei que há dois anos ainda não

estávamos tão mal como agora,

mas a verdade — como de resto

ela salienta logo no início — é que

nunca estivemos bem… Fomos

sempre o povo da desgraça, do

fado, o “país cabisbaixo”, como

lhe chamou o poeta Alexandre

O’Neil. E o que é preciso — seja

em que tempo for – é procurarmos

novas perspectivas de realização,

novas maneiras de viver o dia a

dia, novos interesses, novas disponibilidades,

um novo olhar para

quem vive ao nosso lado.

Carlos Drummond de Andrade escreveu

uma vez que “há duas épocas

na vida, - a infância e a velhice

- em que a felicidade está numa

caixa de bombons”…

Pois é preciso saber encontrar,

também para outras idades, a respectiva

caixa de bombons…

Custa, eu sei - mas antes isso que

ser feliz por obrigação legal.

(*) escritora/jornalista

Ghttps://www.facebook.com/transportes.fernandes

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DESPORTO

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© JOSE COELHO/LUSA

Paulo Gonçalves seguiu

viagem para um outro Dakar

LUÍS OSÓRIO

Impressionantes as imagens da chegada

do corpo de Paulo Gonçalves a Esposende.

Milhares na rua, centenas de motards

a acompanharem a última viagem de um

herói – porventura do maior herói de uma

cidade que se uniu para a despedida.

Ouvi e comovi-me com o minuto de silêncio,

um silêncio ensurdecedor o daquelas

tantas pessoas que se transformaram

numa só.

Estou a ouvir a minha canção preferida

dos Madredeus. “Coisas Pequenas” canta

a Teresa Salgueiro. E Paulo Gonçalves,

que amanhã será sepultado, era amado

por todos precisamente por ousar ir tão

longe mantendo-se tão perto dos seus.

E também por não se importar de perder

tempo para ajudar quem vinha atrás. Ou

por ser o primeiro a amparar quem precisava

de ser amparado no deserto onde

acabaria por morrer. Ou para acudir os

colegas que caíam. Ou para ser o Speedy,

como era conhecido no pelotão do

Dakar, o mais rápido. Coisas pequenas

que, afinal, são maiores.

Paulo nunca ganhou a prova das provas.

Ficou em segundo lugar há uns anos,

mas nem por isso era o mais requisitado

pelos colegas, pelas marcas, pelos jovens

aspirantes ao deserto, pelos que se

iniciavam na inclemente corrida contra si

próprios ou para dentro de si próprios, o

que é a mesma coisa.

Diz quem com ele conviveu que nas

noites de deserto falava de Esposende.

Contava das praias, dos ranchos das

procissões, do verde, dos dois filhos que

brincavam como ele brincava. Os filhos

e a mãe deles, a família que construiu e

o viu partir em dezembro para mais um

deserto. O seu último deserto.

Tantas notícias hoje. A do polícia que espancou

uma mulher por ser preta. Que a

pôs dentro do carro e a humilhou à frente

de uma menina de oito anos. Por serem

pretos e certamente nas suas doentes

cabeças abaixo de humanos – como

qualificar o comunicado de um sindicato

da PSP que envergonha qualquer pessoa

de bem? Tantas notícias. A do gestor de

Isabel dos Santos que se suicidou.

E outras, tantas.

Mas só me ocorre escrever sobre o homem

que foi ao deserto e se perdeu para

agora o encontrarmos e nos encontrarmos

a nós com o que realmente interessa.

Paulo era um homem bom. Que por um

dia possamos celebrar a história de um

homem bom que ousou desafiar o deserto.

E que chegou hoje a Esposende para

que amanhã possa seguir viagem para

um outro Dakar onde o espera uma corrida

de gigantes.

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32

HUMOR

Língua

portuguesa

A professora dava

uma aula de português

enquanto todos os alunos

escutavam atentamente,

todos excepto um. A

professora perguntoulhe:

-Porque é que o menino

não está atento como os

seus colegas?

-Tão porque é uma perda

de tempo tentar perceber

a língua portuguesa,

ela acaba sempre por

nos tramar! Respondeu

prontamente o aluno.

-Ai sim?????

- Sim! E se a professora

me permitir eu passo a

explicar!

- Força, agora quero

escutar a sua teoria...

- Então é o seguinte,

havia um burro que se

chamava ninguém e

tinha o seu dono, a sra

professora chupava la o

sitio ao burro?

- Que pergunta é essa

menino?! Claro que não!

- E ao dono??

- Óbvio que não também!!

- Então a quem é que o

fazia?

- A ninguém...

- Pois vê como a língua

portuguesa é tramada

como foi que eu disse

que se chamava o burro?

Em Ponte de Lima, Anais, Paneleiro de Baixo na

Guarda, Picha em Pedrogão, Entalada em Melgaço,

Vergaços em Terras de Bouro e Geme em Vila Verde.

O português é uma das línguas mais faladas

no mundo, sendo a língua oficial do Brasil,

Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-

Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Portugal tem inúmeras localidades com

nomes estranhos, ou mesmo bizarros.

Conheça-as:

Anais - Viana do Castelo

Bendada - Sabugal

Catraia do Buraco - Belmonte

Coito da Enchacana - Idanha-a-Nova

Colo do Pito - Castro Daire

Enchemamas - Figueiró dos Vinhos

Entalada - Melgaço

Esfrega – Proença-a-Nova

Fonte da Rata - Espinho

Fundo da Rameira -Vila do Rei

Geme - Vila Verde

Grota da Chouriça - Horta

Monte do Coito Grande - Ourique

Paneleiro de Baixo - Guarda

Picha – Pedrógão Grande

Regato da Coitada - Viana do Castelo

Rego do Azar - Ponte de Lima

Rego Travesso - Tábua

Rio Cabrão - Viana do Castelo

Teso - Oliveira de Azeméis

Tiracalça- Viana do Castelo

Vacalouras - Castanheiro de Pêra

Vale da Rata - Viana do Alentejo

Venda da Gaita - Pedrógão Grande e Tomar

Vergaços - Terras de Bouro

Vergas - Vagos

Vila Nova do Coito - Santarém

Mamarrosa (Oliveira do Bairro)

A-da-Gorda (Óbidos)

Vale da Vaca (Caldas da Rainha)

Poio (Porto de Mós)

Venda das Raparigas (Benedita)

Vergada (Oleiros)

Amor (Leiria)

Quinta de Comichão (Guarda)

Traseiros (Oliveira de Azeméis)

Malásia (Caldas da Rainha)

Vale da Porca (Alvaiázere)

Alçaperna (Lousã)

Malhapão (Oliveira do Bairro)

Vale de Azares (Celorico da Beira)

Quarta-Feira (Sabugal)

Fail (Viseu)

Sobral Pichorro (Fornos de Algodres)

Degracias (Soure)

A-do-Barbas e A-dos-Pretos (Maceira)

Carromeu (Mira)

Derreada Cimeira e Derreada Fundeira

(Castanheira de Pera)

Cabeçadas (Góis)

Boidobra (Covilhã)

Lavacolhos (Fundão)

Sacões (Góis)

Pêga (Guarda)

Pouca Farinha (Sabugal)

Lendiosa (Mealhada)

Desejosa (Tabuaço)

Enxabarda (Fundão)

Orelhudo (Condeixa-a-Nova)

Pés Escaldados (Arganil)

Mulher Morta (Tomar)

Carrapichana (Celorico da Beira)

Cabeça de Cão (Águeda)

Cornalheira (Guarda)

Casal do Grêlo (Figueira da Foz)

Chiqueiro (Lousã)

Penso (Sernancelhe)

Farinha Podre (actual zona de Tábua)

DATAS COMEMORATIVAS - 2020

Feriados e Datas Comemorativas de Fevereiro 2020

02 DOM Dia Mundial das Zonas Húmidas

02 DOM Dia de Nossa Senhora das Candeias

04 TER Dia Mundial de Luta Contra o Cancro

05 QUA Dia Mundial da Nutella

06 QUI Dia Internacional da Tolerância Zero à

Mutilação Genital Feminina

09 DOM Dia Mundial do Casamento

10 SEG Dia de Limpar o Computador

11 TER Dia Mundial do Doente

11 TER Dia da Internet Segura

11 TER Dia Internacional das Mulheres e Meninas

na Ciência

12 QUA Dia da Mão Vermelha

12 QUA Dia de Darwin

13 QUI Dia Mundial da Rádio

14 SEX Dia dos Namorados

14 SEX Dia do Amor

14 SEX Dia Nacional do Doente Coronário

15 SÁB Dia Internacional da Criança com Cancro

16 DOM Dia de Santa Juliana

17 SEG Dia dos Sete Fundadores da Ordem dos

Servitas

18 TER Dia Internacional da Síndrome de Asperger

20 QUI Dia Mundial da Justiça Social

21 SEX Dia Internacional da Língua Materna

22 SÁB Dia Europeu da Vítima de Crime

22 SÁB Dia do Pensamento

23 DOM Dia de São Policarpo

23 DOM Domingo Gordo

25 TER Carnaval

26 QUA Quarta-feira de Cinzas

26 QUA Quaresma

27 QUI Dia Internacional do Urso Polar

29 SÁB Dia Mundial das Doenças Raras

29 SÁB Dia do Engolidor de Espadas

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LÍNGUA

33

Não dê erros

Complete a frase e verifique o seu

nível de português.

1— Hoje à tarde vamos _____ praia.

o há

o à

2 —O meu pai aposentou-se ____ dez anos.

o há

o à

3 — _____ quantos anos que não te via!

o Há

o À

4 — Na China ___________ chinês.

fala-se

falasse

5 — Se ___________ chinês, ia à China.

o fala-se

o falasse

6 — Se eu ___________ mais tempo, ia aprender espanhol.

o tivesse

o estivesse

7 — Se eu ___________ na Irlanda, aprendia a falar inglês.

o tivesse

o estivesse

8 — Nós viemos cá ________ de discutir o problema.

o a fim

o afim

9 — O espanhol é uma língua ________ do português.

o a fim

o afim

10 — A aluna estudou muito ________ de tirar boa nota na

prova.

o a fim

o afim

11 — O Pedro é um parente _______.

o a fim

o afim

Solução

11 — O Pedro é um parente _______.

afim

É a pergunta correcta

10 — A aluna estudou muito ________ de tirar boa

nota na prova.

a fim

É a pergunta correcta

9 — O espanhol é uma língua ________ do português.

afim

É a pergunta correcta

8 — Nós viemos cá ________ de discutir o problema.

a fim

É a pergunta correcta

7 — Se eu ___________ na Irlanda, aprendia a falar

inglês.

estivesse

É a pergunta correcta

6 — Se eu ___________ mais tempo, ia aprender

espanhol.

tivesse

É a pergunta correcta

É a pergunta correcta

4 — Na China ___________ chinês.

ala-se

É a pergunta correcta

5 — Se ___________ chinês, ia à China.

falasse

3 — _____ quantos anos que não te via!

É a pergunta correcta

2 — O meu pai aposentou-se ____ dez anos.

É a pergunta correcta

1 — Hoje à tarde vamos _____ praia.

à

É a pergunta correcta

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34

HORÓSCOPO

RV - JOANA ARAÚJO (*)

Carneiro

O início do mês será de mais tranquilidade e

envolvimento com as amizades e a vida social.

Novos amigos podem ser feitos. Pode surgir

um convite para criar ou liderar uma equipe

de trabalho. Existe a possibilidade de se firmar

um novo contrato, portanto aproveite para fazer

contactos com empresas, clubes e instituições.

O principal acontecimento do mês ocorre agora:

Vénus deixa Sagitário e inicia a sua jornada

em Capricórnio em direcção de Saturno e Plutão.

Sendo assim, o período é de exigências

e cobranças por parte de seus superiores em

planos de negócios e projectos de trabalho.

Touro

O início do mês será de tranquilidade para os

planos de negócios e projectos de trabalho

que em breve serão postos em acção. Bom

momento para a sua imagem pública e social.

Na vida profissional, espere sucesso e reconhecimento.

O principal acontecimento do mês ocorre

agora: Vénus deixa Sagitário e inicia a sua jornada

em Capricórnio em direcção de Saturno

e Plutão. Sendo assim, o período pode ser de

atrasos em assuntos referentes a projectos

de médio prazo com empresas e pessoas de

outros países. Uma viagem pode ser adiada.

Gémeos

O início do mês será de tranquilidade e envolvimento

com os projectos pessoais e profissionais

de médio prazo. Nos próximos dias,

boas notícias podem surgir se estiver lidando

com documentos de intercâmbio ou mudança

de país. Uma viagem internacional pode ser

feita ou marcada e o contacto com estrangeiros

é favorecido. Novas amizades estão a

caminho.

O principal acontecimento do mês ocorre

agora: Vénus deixa Sagitário e inicia a sua jornada

em Capricórnio em direcção de Saturno

e Plutão.

Caranguejo

O início do mês será de tranquilidade e envolvimento

em negociações e acordos de uma

sociedade ou parceria financeira. Óptimos resultados

estão por vir. O dinheiro chega mais

facilmente a partir de agora. As energias são

renovadas, pois se estabelece uma conexão

mais profunda com as emoções. Tudo o que

não faz sentido deve ficar no passado. O principal

acontecimento do mês ocorre agora:

Vénus deixa Sagitário e inicia a sua jornada

em Capricórnio em direcção de Saturno e

Plutão. Sendo assim, o período é de força nas

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relações pessoais e profissionais. Questionamentos

podem vir à superfície.

Leão

O início do mês será de tranquilidade e engajamento

nas relações pessoais e profissionais

e no convívio social. Se estiver só, alguém especial

que chega como um amigo pode encantá-lo.

Se for comprometido, aproveite os

óptimos momentos junto de seu par amoroso.

Um casamento não está descartado.

O principal acontecimento do mês ocorre

agora: Vénus deixa Sagitário e inicia a sua jornada

em Capricórnio em direcção de Saturno

e Plutão. Sendo assim, o período é de transformações

relevantes na rotina. Espere mais

responsabilidade no trabalho, que promete

exigir muito de você.

Virgem

O início do mês será de tranquilidade e atenção

à rotina, que deve ser ordenada. O momento

é de equilíbrio na saúde. Se estiver desempregado,

uma boa proposta de trabalho pode estar

a caminho. Um novo projecto profissional

chega carregado de alegrias e oportunidades

de crescimento. O principal acontecimento do

mês ocorre agora: Vénus deixa Sagitário e inicia

a sua jornada em Capricórnio em direcção

de Saturno e Plutão. Sendo assim, o período

é positivo, sobretudo se vivenciou problemas

com filhos ou com um romance.

Balança

O início do mês será de tranquilidade e engajamento

nos romances e nas relações com os

filhos. Alguém especial pode surgir como uma

amizade e, rapidamente, um envolvimento

amoroso pode ocorrer. Se for comprometido,

aproveite óptimos momentos junto de seu par

amoroso. O principal acontecimento do mês

ocorre agora: Vénus deixa Sagitário e inicia a

sua jornada em Capricórnio em direcção de

Saturno e Plutão.

Escorpião

O início do mês será de tranquilidade e envolvimento

com as relações familiares e a vida

doméstica. O seu lar será o melhor lugar para

reunir parentes e amigos. Após dificuldades,

um de seus pais entra numa boa fase. Torna-

-se possível uma reforma ou a compra ou a

venda de uma propriedade de família. O principal

acontecimento do mês ocorre agora:

Vénus deixa Sagitário e inicia a sua jornada

em Capricórnio em direcção de Saturno e Plutão.

Sendo assim, o período é de satisfação

na comunicação, após dificuldades nas últimas

semanas.

Sagitário

O início do mês será de tranquilidade e engajamento

com a aquisição de novos conhecimentos.

A comunicação mostra-se eficiente.

A vida social ganha intensidade e as amizades

se aproximam de você. Boas surpresas podem

vir de uma viagem de curta duração. Um

contrato pode ser firmado por meio de acordos

e negociações. O principal acontecimento

do mês ocorre agora: Vénus deixa seu signo e

inicia a sua jornada em Capricórnio em direcção

de Saturno e Plutão.

Capricórnio

O início do mês será de tranquilidade e engajamento

na aquisição de bens materiais e

financeiros. Novos investimentos são beneficiados

desde que não haja riscos exagerados.

Um novo projecto que traga o aumento

de seus lucros pode fazer parte deste período.

O principal acontecimento do mês ocorre

agora: Vénus deixa Sagitário e inicia a sua jornada

em seu signo em direcção de Saturno e

Plutão. Sendo assim, o período é de energias

amenizadas e mais leveza. Um relacionamento

com ares de seriedade pode começar.

Aquário

O início do mês será de tranquilidade, bom dinamismo

e novidades positivas. As emoções

estão equilibradas e você se mostra mais sensível.

Novas oportunidades pessoais e profissionais

estão a caminho. A saúde, o trabalho e

o amor tendem a ser beneficiados.

O principal acontecimento do mês ocorre

agora: Vénus deixa Sagitário e inicia a sua jornada

em Capricórnio em direcção de Saturno

e Plutão. Sendo assim, o período é de introspecção

e atenção às próprias emoções, que

vivenciam dias de revoluções. Um amor do

passado pode voltar a fazer parte de sua vida.

Peixes

O início do mês será de tranquilidade e engajamento

em suas próprias emoções, que se

mostram equilibradas. Aproveite para cuidar

da saúde com meditação, Yoga e actividades

que trabalhem espírito e mente. A intimidade e

a proximidade com as pessoas que ama será

óptimo. Bom momento para silenciar e distanciar-se

do agito social.

O principal acontecimento do mês ocorre

agora: Vénus deixa Sagitário e inicia a sua jornada

em Capricórnio em direção de Saturno

e Plutão. Sendo assim, o período é de aproximação

de antigas e novas amizades. Torna-se

possível um convite para liderar um projecto

em equipe. Procure conviver mais com as

pessoas de sua intimidade.

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36

LITERATURA

VCARMINDO

DE CARVALHO

Ghttps://www.facebook.

com/carmindo.carvalho

Fome de ti

Vem, vem ver o amanhecer!.

Vem, vem ver, o Sol vai nascer!.

Toca-me,

Mexe-me,

Afaga-me,

Faz-me vibrar.

Devagar, devagarinho!.

Toca-me,

Mexe-me,

Faz-me sonhar

Um sonho lindo!.

Dá-me, dá-me o teu carinho!.

E quando na noite o luar chegar,

Vais ouvir no restolho

Algo a rastejar.

Sou eu o teu vampiro

A chegar!.

Não fujas não tenhas medo

Teu sangue não vou sugar

Só quero teu alvo pescoço

À luz do luar contemplar!.

Com a ponta dum dente

Ao de leve suavemente

Lhe roçar,

Minha marca em ti deixar.

Só quando esta fome de ti não

puder suportar...,

Quando esse momento chegar;

Então foge se puderes, não percas

tempo a chorar.

Com prazer vou-te devorar!.

VEUCLIDES

CAVACO

Ghttps://www.facebook.

com/euclides.cavaco

CARNAVAL

São no mundo festejadas

Folias de Carnaval

Mas sempre mais celebradas

No Brasil e Portugal.

É quadra de euforia

Liberdade e extravagância

Num misto de idolatria

São festas de relevância.

Aldeias, vilas, cidades

Destes nossos dois países

Fazem das festividades

Momentos assaz felizes.

Fantasiam-se partidas

Forjadas no Carnaval

Ousadas e atrevidas

Mas ninguém as leva a mal.

A crítica mascarada

De máscara fica nua

Pois só assim disfarçada

Tem liberdade de rua.

Do frenético ambiente

Após a festa acabada

Permanece muita gente

Sem máscara...Mascarada!...

PÓVOA DE VARZIM

Das terras do litoral

Não há na Pátria outra assim

Tão moderna e jovial

Como a Póvoa de Varzim.

O seu progresso e História

Com perfeita evolução

Tornaram-na assim notória

E digna de distinção.

Terra de mil aguarelas

De atracções e monumentos

Com praias limpas e belas

Muitos entretenimentos.

É centro de veraneio

Plantada juntinho ao mar

Onde Eça ao mundo veio

E mui lhe aprouve cantar.

O seu turismo afamado

Tem nota de excelência

Traz gente de todo o lado

Que à Póvoa dão preferência.

Preza na gastronomia

E nos produtos do mar

Quem aqui vier um dia

Vai por certo regressar.

Sobre a Póvoa há tanto tema

Muita coisa fica omissa

Não dá um simples poema

Para lhe render justiça...

do livro, Terras da Nossa Terra

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LITERATURA

37

Hoje não se fala português…

HELENA SACADURA CABRAL

Desde que os americanos se

lembraram de começar a chamar

aos negros de ‘afro-americanos’,

com vista a acabar

com as raças por via gramatical,

isto tem sido um fartote

pegado!

As criadas dos anos 70 passaram

a “empregadas domésticas”

e preparam-se agora

para receber a menção de

“auxiliares de apoio doméstico”.

De igual modo, extinguiram-se

nas escolas os “contínuos”

que passaram todos a “auxiliares

da ação educativa” e

agora são “assistentes operacionais”.

Os vendedores de medicamentos,

com alguma prosápia,

tratam-se por “delegados

de informação médica”.

E pelo mesmo processo transmudaram-se

os caixeiros-viajantes

em “técnicos de vendas”.

O aborto eufemizou-se em “interrupção

voluntária da gravidez”;

Os gangs étnicos são “grupos

de jovens”;

Os operários fizeram-se de repente

“colaboradores”;

As fábricas, essas, vistas de

dentro são “unidades produtivas”

e vistas da estranja são

“centros de decisão nacionais”.

O analfabetismo desapareceu

da crosta portuguesa, cedendo

o passo à “iliteracia” galopante.

Desapareceram dos comboios

as 1.ª e 2.ª classes, para

não ferir a suscetibilidade social

das massas hierarquizadas,

mas por imperscrutáveis

necessidades de tesouraria

continuam a cobrar-se preços

distintos nas classes “Conforto”

e “Turística”.

A Ágata, rainha do pimba, cantava

chorosa: “Sou mãe solteira…”

; agora, se quiser acompanhar

os novos tempos, deve

alterar a letra da pungente

melodia: “Tenho uma família

monoparental…” – eis o novo

verso da cançoneta, se quiser

fazer jus à modernidade implante.

Aquietadas pela televisão, já

se não veem por aí aos pinotes

crianças irrequietas e “terroristas”;

diz-se modernamente

que têm um “comportamento

disfuncional hiperactivo”.

Do mesmo modo, e para felicidade

dos “encarregados de

educação”, os brilhantes programas

escolares extinguiram

os alunos cábulas; tais estudantes

serão, quando muito,

“crianças de desenvolvimento

instável”.

Ainda há cegos, infelizmente.

Mas como a palavra fosse

considerada desagradável

e até aviltante, quem não vê

é considerado “invisual”. (O

termo é gramaticalmente impróprio,

como impróprio seria

chamar inauditivos aos surdos

– mas o “politicamente correto”

marimba-se para as regras

gramaticais…)

As putas passaram a ser “senhoras

de alterne”.

Para compor o ramalhete e se

darem ares, as gentes cultas

da praça desbocam-se em

“implementações”, “posturas

pró-activas”, “políticas fracturantes”

e outros barbarismos

da linguagem.

E assim linguajamos o Português,

vagueando perdidos

entre a “correção política” e o

novo-riquismo linguístico.

Estamos “tramados” com este

‘novo português’; não admira

que o pessoal tenha cada vez

mais esgotamentos e stress.

Já não se diz o que se pensa,

tem de se pensar o que se diz

de forma ‘politicamente correta’.

Hoje não se fala português…

linguareja-se!

Excerto de texto Helena Sacadura

Cabral. (in A Bem da Nação)

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38

TURISMO

Conheça Portugal

Portugal é um país onde o sol brilha quase todos os dias por ano, um país com uma história,

cultura e uma gastronomia inigualável, com magníficas paisagens, praias e montanhas. O povo

é amigável, ordeiro e sabe receber. Quem visita Portugal e quando parte, sente logo saúdade .

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ÚLTIMA

Einstein e a moeda mais

pequena do Mundo

Suíça homenageia Albert Einstein

com moeda de ouro mais pequena

do Mundo.

D

Swissmint, Casa da

Moeda da Suíça, anunciou

o lançamento da

menor moeda de ouro

do mundo que terá

numa das faces a efígie

do físico Albert Einstein,

a mostrar a língua.

A empresa estatal Swissmint,

ao fazer o anúncio

da emissão da moeda

no passado dia 23,

deu também os detalhes:

A moeda tem 2,96

milímetros de diâmetro

e pesa somente 0,063

gramas.

A moeda, desenhada

por Remo Mascherini,

de Flamatt, terá o valor

nominal de um quarto

do franco suíço. Foram

produzidas apenas 999

moedas, as quais serão

vendidas por 199 francos.

Para se conseguir ver o

rosto de Einstein com a

língua de fora, a moeda

é fornecida com várias

lentes de aumento numa

num estojo negro.

A Swissmint anunciou

ainda, que irá produzir

outras moedas especiais,

sendo uma de 20

francos suíços, com o

rosto do tenista Roger

Federer.

Com AP/Manuel Araújo

Tamanho original da moeda

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