Negócios Fevereiro 2020

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# 31 0 | Fevereiro de 2020 | www.sebraesp.com.br | 0800 570 0800 | facebook.com/sebraesp youtube.com/sebraesaopaulo twitter.com/sebraesp instagram.com/sebraesp | Versão impressa - 250 mil exemplares

José e Ângela Esquisário,

agricultores de Ribeirão

Preto: mais clientes

para sua produção

TERRENO FÉRTIL

PARA EMPREENDER

Produtores rurais do interior de São Paulo melhoram gestão, ampliam seu mercado e

passam a faturar mais após parceria com o Sebrae-SP

Pág. 8

A importância de manter

uma estratégia de pós-venda

Pág. 4

Startups apostam

no mercado pet

Pág. 6

Bistrô ganha novo fôlego após

orientação sobre marketing

Pág. 10


2 | JORNAL DE NEGÓCIOS

Negócios de futuro

TIRSO MEIRELLES,

Presidente do Sebrae‐SP

Em janeiro aproveitei para me dedicar à leitura

e reli o Relatório Popcorn – Ideias de Novos Produtos,

Empreendimentos e Mercados, da americana

Faith Popcorn, especialista em tendências de

comportamento, que mostra como as empresas

devem atuar no mercado e que produtos devem

desenvolver se quiserem se manter ativas e com

clientela fidelizada.

Popcorn relacionou 16 tendências como a do

encapsulamento (tornar a casa seu ninho), 99 Vidas

(multitarefas), EVEolution (valores baseados

no comportamento feminino), quebra de ícones

(fluidez das certezas), e SOS (salve a sociedade,

ressaltando o valor do propósito e do pertencimento

a algo maior).

Decidi trazer esse assunto para nosso bate-papo

mensal por entender que conhecer as tendências é

um ativo tão importante quanto o cuidado com a

gestão eficiente do negócio, pois vai garantir melhor

competitividade e permanência no mercado.

Não é novidade que nosso jeito de consumir,

se relacionar e de fazer o bem mudou de forma

extraordinária com o acesso à tecnologia. É a tecnologia

a serviço da humanidade.

Vi isso recentemente durante a missão internacional

à NRF Retail’s Big Show, maior feira de varejo

do mundo. O desafio ali foi justamente colocar a

tecnologia a serviço da humanidade. Tanto é que

os grandes destaques foram as aplicações de

inteligência artificial, a interpretação dos dados

(big data), a humanização do atendimento e a

geração de experiências que atraiam e fidelizem

clientes nos canais presenciais e remotos. Na próxima

edição, trago mais detalhes das novidades.

Mas não precisa sair do Brasil para ver experiências

exitosas. Na etapa final do sexto ciclo do

Startup SP, programa do Sebrae-SP de desenvolvimento

e aceleração de startups, premiamos

duas empresas com este foco – Cadê Guincho, de

São José dos Campos, e a Teletrauma (W3.Care),

de São Paulo, capital. A primeira surgiu do encontro

de um especialista em tecnologia e um

guincheiro conhecedor do mercado e é um buscador

de serviços de autossocorro. Em três minutos

promete localizar o prestador de serviço

mais próximo e mais barato. A W3.Care, cujo slogan

é “1 segundo faz toda diferença”, traz a primeira

plataforma móvel e cloud de suporte em

traumas físicos e enfartes agudos, conectando

os profissionais de saúde a ambulâncias, resgates

e unidades básicas de saúde e especialistas

por meio da telemedicina.

E no encerramento do programa de empreendedorismo

social, o 1000 Mulheres, um dos projetos

a serem acelerados é o do marketplace “Era só o

que faltava”, que divulga e comercializa produtos e

serviços de mulheres que estão em situação de vulnerabilidade

da zona norte da cidade de São Paulo.

Meu propósito em 2020 é que o Sebrae-SP esteja

ombro a ombro com cada uma dessas empresas,

ajudando a ampliar o olhar sobre os desejos e

as necessidades dos consumidores e inspirando

cada empreendedor a trabalhar de forma inovadora.

Porque é dessa forma que estarão incorporadas

ao processo produtivo e que permanecerão

de pé, nesta e nas próximas décadas.

Destaques

Sebrae e Caixa assinam convênio para apoiar o empreendedorismo no País

Com o objetivo de aproximar e facilitar

o acesso dos donos de micro e

pequenas empresas a soluções e serviços

bancários, o Sebrae firmou acordo

de cooperação técnica com a Caixa

Econômica Federal. A ideia é criar um

ambiente favorável para a inclusão

bancária e a educação financeira de

empreendedores que ainda não se

sentem seguros em buscar auxílio no

sistema financeiro para desenvolver

seus negócios.

O acordo deve promover o aumento

da segurança e confiança entre os

empreendedores e o banco. Com conhecimento

da realidade dos empreendedores,

caberá ao Sebrae fornecer

todo o apoio na estruturação do empreendimento,

orientação financeira,

organização da empresa, formalização

documental e acesso a diversas ferramentas

de gestão do negócio. Por sua

vez, a Caixa poderá identificar melhor

as necessidades desses clientes e assim,

oferecer produtos e serviços especiais,

cujo principal foco é o acesso

ao microcrédito produtivo orientado,

de forma simples, ágil e com uma experiência

digital totalmente inovadora.

A Caixa Econômica Federal também

celebrou um acordo de cooperação

técnica com a Associação Brasileira de

Entidades Operadoras de Microcrédito

e Microfinanças (Abcred) para ampliar

o Programa Nacional de Microcrédito

Produtivo Orientado.


EDIÇÃO 310 | FEVEREIRO DE 2020 | 3

Entrevista do mês

Afroempreendedorismo em alta

A criadora da Feira Preta e da plataforma PretaHub, Adriana Barbosa, fala sobre os negros nos negócios

É

o empreendedorismo que faz a

população negra emergir 132

anos após a abolição da escravidão

no Brasil. A afirmação é de

Adriana Moreira, criadora da Feira

Preta, iniciativa que começou há

18 anos como uma alternativa para

ela e uma amiga “se virarem” e hoje

reúne empreendedores e consumidores

negros em um ambiente de produção

cultural, artística e circulação

de ideias. A edição mais recente, no

final de 2019, foi visitada por mais de

35 mil pessoas e contou com 170 expositores

– majoritariamente negros.

Adriana celebra agora a criação da

PretaHub, plataforma de aceleração

e incubadora de negócios que passa

a concentrar todas essas iniciativas.

A empreendedora social, eleita em

2017 uma das 51 pessoas negras mais

influentes do mundo pela Mipad

(Most Influential People of African

Descendent, ou pessoas afrodescendentes

mais influentes do mundo),

conta sobre sua trajetória e como é

empreender sendo negro no Brasil.

Como surgiu a Feira Preta?

Em 2002, eu estava fora do mercado

de trabalho formal. Eu e uma

amiga na mesma situação resolvemos

empreender para sobreviver.

Formamos uma dupla do que chamamos

de “sevirologia”, que é a arte

de “se virar”. Começamos a circular

por feiras. Minha amiga vendia pastel

e eu vendia as minhas roupas,

em um brechó de troca. Na época,

a Vila Madalena fervia de casas de

black music e éramos frequentadoras.

Observamos o deslocamento de

jovens negros de regiões periféricas

para lá para o consumo e também

para a produção, como DJs, bandas

e técnicos de som. Era uma cadeia

de produção e consumo negros. O

que me deixava incomodada era

que, no fim da noite, quem colocava

a mão no dinheiro eram os homens

brancos. Foi assim que decidimos

criar a Feira Preta. A primeira edição

foi em 2002 na praça Benedito

Calixto, em Pinheiros. A ideia era

justamente fazer o mapeamento do

afroempreendedorismo. Depois de

todo o nosso percurso em feiras, decidimos

fazer a nossa própria. Conseguimos

um patrocínio e uma parceria

com a prefeitura. No primeiro

ano, atraímos 5 mil pessoas. A feira

começou a peregrinar por vários

espaços até chegar ao Anhembi,

em 2006. Em 2016, quebramos, e

no ano seguinte nos remodelamos

em formato de festival, atraindo diversas

expressões culturais. Treze

décadas após a abolição da escravidão,

o que fez a população negra

emergir foi o empreendedorismo.

Estudo do Sebrae mostra

que os pequenos negócios de

donos brancos têm o dobro

de formalização do que os de

donos negros. A que a senhora

atribui isso?

Adriana Barbosa,

da Feira Preta:

black money para

desconcentrar renda

Divulgação

Atribuo ao contexto histórico do

Brasil. Temos mais de 400 anos de

período escravocrata no Brasil e esse

ano completamos 132 anos da abolição.

Esse ponto de partida da

população negra define o que temos

hoje. Se tem algo que fez com que a

população negra sobrevivesse ao colonialismo

e ao racismo estruturado

e muitas vezes institucionalizado

foi o ato de empreender. Em função

desse processo histórico, a população

negra teve menos acesso à

educação e renda, ocasionando um

grande número de ocupação em subemprego

e também de desemprego,

fazendo com que essas pessoas

empreendam por necessidade.

Quais são os desafios do empreendedorismo

negro no Brasil?

Em 2019 realizamos o terceiro

estudo sobre as dores e amores do

empreendedorismo negro no Brasil.

Destaco alguns dados: há um

número expressivo de empreendedores

por vocação, que vislumbram

oportunidades. E o empreendedor

engajado, que se autodeclara negro

e empreende em produtos e serviços

voltados à questão racial. O desafio

é o empreendedor por vocação

se transformar em um empreendedor

engajado, porque assim consegue

fazer o black money trazer

desconcentração de renda. Teremos

mais empreendedores negros

para atender à demanda de consumo

da população negra. O segundo

destaque é sobre acesso ao crédito.

A grande maioria tem dificuldade

de acessar investimentos de bancos.

Há relatos de casos de racismo

institucionalizado. O terceiro destaque

são as questões da subjetividade.

O empreendedor muitas

vezes não se reconhece nesse lugar

de empreendedorismo e de potência.

É preciso falar de autoestima.

E, por fim, destaco a ausência de um

número maior de empreendedores

negros nas áreas da tecnologia e da

indústria, que têm a maior possibilidade

de crescimento e escala.

Qual a relação entre cultura

negra e empreendedorismo?

Isso influencia o consumo?

A cultura negra influencia na

demanda e no consumo. A população

negra só chega como maioria

populacional por um processo de

autodeclaração. Na medida em que

a população negra se autodeclara,

passamos a ter uma crescente demanda

por produtos e serviços que

atendam às especificidades dos negros.

E o empreendedor negro, por

viver as mesmas dores, consegue

sair na frente e ofertar produtos e

serviços de maneira mais efetiva.

Há uma ideia de que negócio e combate

ao racismo e valorização da

identidade negra estão ligados.

Como funciona a PretaHub?

PretaHub é o resultado de 18 anos

de atividades do Instituto Feira Preta

no trabalho de mapeamento, capacitação

técnica e criativa, aceleradora

e incubadora do empreendedorismo

negro no Brasil. Com atividades em

todo o país, PretaHub é um hub de

inventividade, criatividade e tendência

pretas, com uma série de produtos

sob o mesmo guarda-chuva.

Qual a sua recomendação

para um negro que está começando

a empreender?

Vale muito a pena procurar por

oportunidades de mercado de produtos

e serviços direcionados à população

negra. Há muitas possibilidades,

mas a dica principal é saber

quem são esses clientes, onde estão,

qual o comportamento e estilo de

vida. Por fim, venda para todos, não

foque apenas no consumidor negro.


4 | JORNAL DE NEGÓCIOS

Vender é

O atendimento ao cliente depois que a transação é feita

As matrículas aumentaram na

escola de Sylvia Aragão com o

trabalho de pós-venda

Patricia Gonzalez

Ter boas práticas de pós-venda

desenvolvidas em sua empresa

é tão importante quanto

elaborar estratégias para vender

mais. Esta é a conclusão a que chegaram

as empreendedoras Ana

Claudia Figueiredo e Sylvia Aragão,

que sentiram a diferença de ter uma

política de atendimento e relacionamento

com o cliente. Para ambas,

a ação tornou-se não apenas uma

prática eficaz para fidelizar consumidores,

mas também um diferencial

para o negócio.

“Muitas vezes, na cabeça do empresário

a venda se encerra quando

o cliente passa o cartão ou assina

o contrato. Mas o movimento de

compra é diferente, ele não termina

quando o cliente paga e sim quando

ele tem a sensação do pós-compra.

O cliente chega em casa, avalia se a

compra foi realmente boa ou não.

Essa sensação é o término da venda”,

explica a consultora de negócios

do Sebrae-SP Caroline Minucci.

Sylvia Aragão, proprietária da

Escola Trilha, na zona norte da capital

paulista, resolveu adotar uma

política de pós-venda em sua empresa

depois de realizar um curso

do Sebrae-SP. Em 2018, ela iniciou

a prática e contabiliza os resultados

positivos. Entre eles, o aumento do

número de matrículas e o consequente

crescimento do faturamento.

“Antes de implantar a política de

pós-venda eu falava com os pais esporadicamente

e não tinha nenhum

cronograma de monitoramento”,

relembra.

Para iniciar a mudança no relacionamento

com os pais de alunos

e também com os interessados em

matricular os filhos na escola, Sylvia

começou a fazer alterações em

sua forma de atuação. Para interessados

que vão conhecer a escola,

ela liga após três dias da visita para

saber se eles gostaram ou se ficou

alguma dúvida. Para pais que já são

clientes, há também contatos por

Whatsapp e o uso das redes sociais

para mostrar o trabalho que está

sendo desenvolvido. “Temos uma

organização semanal do que vai

ser divulgado. Também fazemos o

monitoramento de quantos telefonemas

e visitas recebemos. E para

tudo temos meta semanal.”

Sylvia ainda reserva a última

semana do mês para dar atenção a

pais que fizeram alguma reclamação

ou a alunos que estão com algum

problema específico, além de

fazer contato com os pais que estão

mais afastados da escola. Entre as


EDIÇÃO 310 | FEVEREIRO DE 2020 | 5

só o começo

ajuda a aumentar o faturamento e fidelizar consumidores

começaram a dar mais valor ao nosso

trabalho. Hoje somos vistos como

parceiros, eles estão mais próximos

da escola e o número de reclamações

diminuiu muito. As rematrículas

estão acima da média dos anos anteriores”,

comemora.

Atualmente a escola tem 170 alunos

e a meta para o fim deste ano é

fechar com 190. Para isso, ela já tem

projetos para aumentar o espaço e

construir mais salas. Os maiores

desafios, segundo Sylvia, são a gestão

do tempo e também de pessoas.

“Não podemos deixar a rotina desviar

o nosso foco”, ressalta.

DESDE O INÍCIO

Quando Ana Claudia Figueiredo

resolveu empreender no ramo

de produtos hospitalares, ela já tinha

uma certeza: sua empresa, a

Claramed Hospitalar, deveria abrir

as portas com uma prática de pós-

-venda já estabelecida. Para criar

um fluxo eficaz de relacionamento

com o cliente ela investiu em um

sistema de rastreamento de mercadorias.

Além disso, o serviço de

atendimento ao cliente (SAC) está

dentro do departamento de qualidade

da empresa.

“As grandes distribuidoras têm

dificuldades em realizar trocas e o

cliente fica na mão. Se compra um

produto errado, por exemplo, ele

não consegue trocar. É aí que está

o diferencial da empresa”, explica.

Hoje ela realiza cerca de 10 mil

atendimentos por telefone e 300

vendas por mês – a maioria dos

clientes é de clínicas e hospitais do

Estado de São Paulo. Além disso, a

empresa também atende em todo o

Brasil, principalmente pessoas físicas,

por meio de seu e-commerce.

Para manter um relacionamento

ativo com seus clientes, a equipe da

Claramed conta com a ajuda de um

sistema para auxiliar no histórico

de compras, datas de entrega dos

produtos e monitoramento das ligações.

“No dia seguinte à entrega,

nossa equipe entra em contato com

o cliente para saber se ele recebeu

o produto corretamente, se gostou

ou teve algum problema”, explica.

Nesse contato, o consumidor tem a

oportunidade de dar a sua opinião

sobre o produto e, em alguns casos,

solicitar a troca – o que não é comum

neste ramo de atividade.

Para aprimorar as vendas e estar

mais próxima de seus clientes,

a empreendedora tem planos de

investir em marketing digital e ter

representantes de vendas nas ruas.

“Quando comecei não sabia muito

sobre a área de saúde, mas descobri

que os custos envolvidos são altos e

há muitos procedimentos. Por isso,

é preciso usar todo esse trabalho de

forma estratégica a nosso favor –

com muita pesquisa e treinamento.”

PÓS-VENDA PARA PEQUENOS NEGÓCIOS

A consultora de negócios do Sebrae-SP Caroline Minucci afirma que o pós-venda é uma excelente prática,

especialmente para os pequenos negócios. Segundo ela, a pequena empresa tem a vantagem de poder

fazer esse relacionamento de forma mais livre e natural, diferentemente das grandes, que têm processos

mais rígidos. “A pequena empresa aproveita mais que a grande e ele só custa tempo. Tem investimento

zero se o empresário resolver fazer por conta. Você pode usar WhatsApp e outras ferramentas gratuitas.”

Confira alguns pontos importantes para implantar uma política de pós-venda em sua empresa:

estratégias, ela costuma identificar

pais e mães líderes de grupos de

Whatsapp, por exemplo, para fazer

contato com eles. “Para manter

esta política funcionando, é preciso

treinar e informar a equipe para

que entendam a importância dessas

ações. Temos reuniões mensais

para traçar nossos objetivos.”

A empreendedora ressalta que a

implantação desse relacionamento

pós-venda não gerou nenhum custo

para a escola. E a cada nova matrícula

realizada, a equipe ganha uma

comissão de 10% do valor negociado.

Quando a meta geral é atingida,

a equipe ganha bônus. “Os pais

Decidir quem será o

responsável por

essa ação. É importante

que seja

alguém que escreva

bem e

fale sem erros

de português.

O próprio vendedor

pode fazer o processo.

Mas o gestor

também pode

acompanhar para

entender melhor

o comportamento

Definir em quanto

tempo após a venda

a empresa entrará

em contato com o

cliente. Até um ou

dois dias depois é

válido; após uma

semana da compra,

por exemplo, fica

muito distante.

O pós-venda é o

momento de

aproveitar o impulso

do cliente.

Estabelecer os

processos e objetivos

que devem ser

alcançados com

essa ação. Por que

vou fazer o pós-venda?

Como? Qual o

meu objetivo? Ter

pontos mensusárveis

é importante

para avaliar a

eficácia

Estudar e fazer

cursos é sempre

uma excelente

opção.

O Sebrae-SP

oferece algumas

opções como o

Marketing

na Medida e o

Vendas Estratégicas

na Medida – para

estabelecer uma

boa comunicação

com o cliente e

entender como


6 | JORNAL DE NEGÓCIOS

Mercado pet também

Setor de animais de estimação movimenta mais de R$ 36

Aline Lefol e os sócios da Lilu,

Philippo Chies e Paulo Cesar: banho

e tosa inspirados no modelo Uber

Gisele Tamamar

Eles moram em nossas casas e

são considerados membros da

família. Nada mais natural, então,

que sejam muito bem tratados.

No Brasil, cerca de 140 milhões de

animais de estimação movimentam

um mercado de R$ 36,2 bilhões, segundo

estimativa do Instituto Pet

Brasil. Em constante crescimento, o

setor se revela promissor para inovação

e desperta o interesse de quem

tem planos de criar uma startup.

É o caso da empreendedora Aline

Lefol. Com um currículo extenso na

área de negócios e doutora em química,

ela até chegou a fazer as contas

de quanto precisava investir para

abrir uma pet shop. Mas, na época

do auge do aplicativo de transporte

Uber, a ideia foi “uberizar” os serviços

que seriam oferecidos em um local

fixo. O resultado foi a criação do

aplicativo Lilu, para agendamento

do banho e tosa em casa. A startup

faz parcerias com os profissionais,

realiza o treinamento e a intermediação

com os donos dos pets.

“Eu morei em várias cidades e

sempre tive cachorro. Manter o banho

dos pets em dia era uma dificuldade

por falta de tempo ou por

outros compromissos. Ficava pensando

em uma maneira mais prática

de fazer isso”, conta Aline.

O preço do serviço varia de

R$ 40 a R$ 85, de acordo com o

porte e a pelagem do animal. “Nossas

parceiras passam por um rígido

processo de seleção e avaliação

documental. Elas são treinadas e

equipadas para fazer o serviço no

ambiente doméstico e deixar o local

do jeito que encontrou, sem deixar a

casa suja”, ressalta. Cachorros com

dificuldade de locomoção e animais

que ficam estressados em ambientes

externos também fazem parte

do público-alvo da Lilu.

O piloto do projeto começou em

Salvador, na Bahia, até que Aline

resolveu mudar para São Paulo.

“Abri mão da minha estabilidade

para apostar no projeto”, conta a

empreendedora, que investiu inicialmente

R$ 40 mil no aplicativo.

A startup foi a vencedora na cidade

do São Paulo do programa Startup

SP do Sebrae-SP e tem como sócios

Philippo Chies e Paulo Cesar. Para

2020, a empreendedora busca investimento

para “dominar o mercado

de São Paulo e iniciar o atendimento

nas demais capitais”.

Soluções de serviços, como a

Lilu, e de produtos para o mercado

pet devem se desenvolver nos próximos

anos, na avaliação do consultor

de empreendedorismo e inovação

do Sebrae-SP Marcus Leite. “O

mercado de soluções pet não tem

encontrado crise. Cada vez mais as

pessoas estão gastando com os seus

pets, seja com brinquedos, comida,

roupa, passeios ou mesmo serviços

inusitados, como spa para pets. A

relação com os pets está se aproximando

da relação com filhos: hoje

já é possível até ter guarda compartilhada

de pets em caso de relacionamentos

desfeitos”, afirma.

COMODIDADE

O nicho encontrado pelo casal

Agnes Cristina e Diogo Petri para

investir no setor pet foi o de gatos,

população que cresceu 8,1% no país

entre 2013 e 2018, contra 3,8% do

crescimento do número de cães.

Eles se conheceram em um grupo

de resgate de animais abandonados

em uma rede social e não foi difí-


EDIÇÃO 310 | FEVEREIRO DE 2020 | 7

ganha suas startups

bilhões e está aberto para serviços e produtos inovadores

cil escolher um mercado para empreender.

A ideia inicial foi uma loja

virtual de produtos para gatos, mas

durante a pesquisa por novidades

eles se depararam com uma falta de

oferta de itens para os felinos.

Diante de poucas opções e margens

apertadas para o varejo, a solução

foi partir para um modelo

de desenvolvimento de produtos.

O primeiro lançamento da CatMy-

Pet foi o MagiCat, um bebedouro

para gatos em formato de torneira,

em 2015. A empresa chegou a participar

da feira Pet South America

com subsídio do Sebrae-SP, continuou

em crescimento e foi convidada

a participar do programa de TV

Shark Tank para apresentar o modelo

de negócio. Mas eles receberam

cinco “nãos” dos investidores

reunidos pela atração.

A negativa dos especialistas não

desmotivou os empreendedores. Estudos,

pesquisas, mentorias e participação

em eventos passaram a fazer

parte da rotina do casal. Em um deles,

a startup conseguiu uma parceria de

distribuição com o empresário americano

Kevin Harrington, do programa

Shark Tank dos Estados Unidos.

Com o convite para uma nova

participação no Shark Tank Brasil

em 2019, a conquista finalmente

veio. “Entramos no programa pedindo

R$ 200 mil e saímos com

uma proposta de R$ 1 milhão de

dois investidores. O que consolidou

a CatMyPet como a marca preferida

não só por gatos mas também por

tubarões”, brinca Agnes. “Tubarões”

são como os investidores do programa

são conhecidos pelo público.

Para 2020, Agnes está otimista

com a entrada dos investidores.

“Projetamos um crescimento de

três vezes nos próximos 12 meses.

Com a ampliação do portfólio e mix

de produtos, estimamos conquistar

dez pontos de market share no

segmento, consolidando a marca no

mercado felino”, destaca.

PROGRAMAS SEBRAE PARA STARTUPS

Os interessados em abrir uma startup voltada para o mercado pet

podem contar com a ajuda do Sebrae. Atualmente, existem dois programas

para validação do modelo de negócio e um programa com foco em

acesso a investimentos. O consultor de empreendedorismo e inovação

do Sebrae-SP Marcus Leite explica que se a startup busca a validação

do problema, o programa Incubadora de Projetos Inovadores é ideal.

Mas se a empresa tem um MVP (sigla de Minimum Viable Product ou,

Produto Minimamente Viável) e quer validar se a startup entregou

uma solução que de fato resolve o problema a que se propôs ou se a

empresa quer validar a maneira como gerar receita com esse negócio,

o programa ideal é o Startup SP. As duas iniciativas

são gratuitas, com processo seletivo semestral e 18

semanas de duração. São oferecidas oficinas, mentorias

e acompanhamento do negócio por um

especialista do Sebrae.

Já o Capital Empreendedor é um programa mais

curto e intensivo e busca preparar startups para

captar investimentos anjo e de fundos. É realizado

uma vez por ano e a empresa precisa ter

feito validações anteriores e já realizar vendas.

Quando o empreendedor Fabio

Piva morava na Alemanha, uma amiga

do Brasil pediu ajuda para montar

pôsteres de “procura-se” para ajudar

a encontrar a cachorra perdida. “Eu

ajudei, mas comecei a pensar também

se não haveria uma forma menos

angustiante de encontrar um bichinho

quando ele foge”, lembra.

Esse foi o conceito inicial do

CrowdPet, originalmente criado

como um aplicativo para auxiliar

na localização de animais perdidos

por meio de fotos, desenvolvido

pela empresa SciPet, de Campinas.

O app evoluiu para uma plataforma

social de dados sobre populações

animais para auxiliar o setor

público a aplicar recursos de bem-

-estar animal onde eles realmente

são necessários.

Cada animal registrado no

CrowdPet recebe uma identidade

única, um perfil social geolocalizado

e um prontuário de eventos veterinários

atualizável, que pode ser

acessado por qualquer profissional

autorizado via aplicativo.

De acordo com o cofundador da

SciPet, no município de Vinhedo (SP),

a ferramenta é utilizada nas campanhas

municipais de castração e no

registro de animais para realização

de censo animal. A cidade também

Agnes e Petri da

CatMyPet: previsão

é crescer em 2020

abrigou um projeto-piloto em parceria

com a ONG World Animal Protection

e a prefeitura. Piva explica

que cerca de 150 casas de um bairro

foram visitadas por veterinárias

da ONG, que vacinaram sem custo

para a população todos os animais

encontrados, entrevistaram e educaram

os moradores sobre questões

importantes de bem-estar animal e

saúde pública.

As informações sobre os animais

e as vacinas foram registradas na

ferramenta e um perfil populacional

do bairro foi gerado. “A ação foi

um sucesso tão grande que estamos

nos preparando para replicá-la no

Brasil inteiro em 2020, com o suporte

da World Animal Protection”,

ressalta Piva.

Para 2020, a startup planeja o

lançamento do aplicativo para o público

geral. Será possível conhecer

os animais cadastrados e auxiliar na

busca de animais perdidos. As ONGs

locais poderão ainda registrar animais

para adoção como se fosse um

“marketplace de animais adotáveis”.

“Nossa solução é uma social tech e

tem um desafio: chegar sem custo às

mãos da população, para que todos

possam se envolver no mapeamento

dos animais de rua das nossas cidades”,

destaca Piva.


8 | JORNAL DE NEGÓCIOS

Empreendedorismo rural

Parceria com o Sebrae leva produtores agrícolas a

O casal José e

Ângela Esquisário:

novas possibilidades

para vender

sua produção

Ana Carolina Nunes

Os agricultores José e Ângela

Esquisário produzem, semanalmente,

cinco mil quilos

de repolho, 60 mil a 80 mil pés

de alface e entre cinco e seis mil pés

de rúcula em seu sítio de 10,5 mil

m² localizado na Fazenda da Barra-

-Assentamento Mario Lago, na zona

rural de Ribeirão Preto (SP). Essa

produção abastece diariamente sete

restaurantes e um empório na região,

uma barraca na feira orgânica

local que ocorre semanalmente, e alguns

pedidos de cestas de legumes e

verduras direto para o consumidor.

Agora em 2020, os Esquisário também

passam a fornecer, com outros

produtores familiares, os legumes e

as verduras da merenda das escolas

municipais de Ribeirão Preto.

“Só não produzimos mais por falta

de mão de obra”, conta José, que

toca a propriedade ao lado da esposa

Ângela, cuidando do plantio à entrega,

passando pela colheita e pela embalagem

dos produtos. Para atender à

nova demanda da prefeitura, José diz

que vai precisar se concentrar na produção

e, por isso, o neto deve começar

a fazer as entregas. “A parte mais

difícil é largar tudo para ficar indo

nos restaurantes”, relata o agricultor.

O desabafo de José Esquisário e

a nova função de seu neto ilustram

bem uma dificuldade comum aos

produtores agrícolas familiares, que

é cuidar dos negócios além do trabalho

diretamente na terra. A principal

delas está em chegar até o mercado

consumidor, o que inclui fazer a

prospecção, a venda, a logística para

a entrega e o pós-venda. José conta

que cerca de três anos atrás chegou

a passar o trator por cima de 15 mil

pés de alface que não foram vendidos,

assim como outros tantos quilos

de repolho, rabanete e beterraba.

“Já perdi toneladas de produção,

pois quando as verduras passam

do ponto, eles racham e não servem

mais para vender”, lamenta ele.

A coincidência da dificuldade entre

os empreendedores rurais chamou

a atenção de Flaviane Araújo,

consultora de negócios do Sebrae-SP

em Ribeirão Preto. “Não adianta a

gente falar de fluxo de caixa quando

esses produtores não têm para quem

vender. Eles não têm problema para

produzir, mas as outras funções de

gestão da propriedade demandam

tempo e dedicação que muitas vezes

eles não conseguem ter, já que precisam

focar no processo produtivo”,

explica Flaviane.

A partir desse desafio, o escritório

de Ribeirão Preto, em parceria

com o Serviço Nacional de Aprendizagem

Rural do Estado de São Paulo

(Senar-SP) e o Sindicato Rural de

Ribeirão Preto, criou o Projeto Agro

Família. O Projeto trabalha, entre outras

capacitações de gestão dos negócios,

na aproximação dos produtores

com compradores, conectando diretamente

os agricultores aos restaurantes,

às feiras, às indústrias e aos

processos de chamamento público.

“Trabalhamos o conceito de cadeias

curtas. E, para isso, precisamos


EDIÇÃO 310 | FEVEREIRO DE 2020 | 9

com melhores resultados

fazerem bons negócios ao ampliar o acesso ao mercado

PROJETO

AGRO

FAMÍLIA

Capacitação em

gestão financeira

O Agro Família, se sustenta no tripé: gestão da propriedade rural,

técnicas de produção e acesso a mercado. Criado pelo ER de Ribeirão

Preto, o projeto atua junto aos empreendedores do campo com:

Auxílio para

certificação

orgânica

Aproximação de produtores ao

mercado: restaurantes, feiras,

supermercados e venda direta

de cestas via WhatsApp.

Prospecção, venda e pós-venda

empoderar esse produtor”, destaca

Flaviane. Nesse processo de empoderamento,

o Projeto criou ainda

uma identidade visual, como cartão

de visita, rótulos e até uniforme.

Outra importante atuação do Projeto

foi na conquista da certificação

de orgânicos pelas propriedades,

selo fundamental para as chamadas

públicas, além de agregar valor

para a venda ao comércio e aos

restaurantes. Os compradores exibem

em seus estabelecimentos um

banner identificando-os como participantes

do Projeto acompanhado

de uma foto da unidade produtora,

para mostrar aos seus clientes de

onde vêm os alimentos que eles estão

consumindo.

No primeiro ano do Agro Família,

em 2017, o faturamento total dos

20 produtores participantes cresceu

290% em relação ao ano de 2016.

Em 2018, então com 80 produtores,

o faturamento dobrou em cima do

registrado no ano anterior. Em 2019

o projeto agrupou 140 produtores e,

agora em 2020, o ER prevê passar

para 280 o número de propriedades

atendidas pelo Agro Família.

Ao todo, o Agro Família atende

em torno de 30 restaurantes e sete

prefeituras, sem contar as cestas e

feiras de orgânicos. Só o contrato

com a prefeitura de Ribeirão Preto

para merenda escolar totaliza quase

R$ 1 milhão, com fornecimento para

mais de cem escolas da cidade.

Auxílio no

cronograma

de produção

Comunicação

visual

Auxílio com

vendas públicas

Preparo e

embalagem

Para atender a todos os clientes, os

empreendedores rurais tiveram que

aprender ainda a montar um planejamento

com padronização e cronograma

da produção, para não desfalcar o

abastecimento aos clientes.

CAMPO FEMININO

A Cooperativa Agroecológica

Mãos da Terra - Comater, com 95%

das 55 propriedades associadas

sendo lideradas por mulheres, também

faz parte do grupo de fornecedores

da prefeitura para a merenda

escolar. Nivalda Alves de Jesus,

presidente da Comater, conta que

há tempos tentava essa parceria,

com muitas reuniões e que o fato de

serem mulheres e assentadas também

gerava preconceito por parte

de compradores da região.

Agora, as crianças das escolas da

cidade consomem melancia, tomate,

berinjela, repolho, abobrinha,

alface, couve, almeirão e rúcula,

tudo orgânico, vindo diretamente

do campo da Comater. “Ficamos felizes

que crianças vão receber uma

alimentação saudável, além disso,

também porque nem toda pequena

empresa tem esse privilégio de ter

um contrato de R$ 1 milhão”, comemora

Nivalda.

Além da merenda escolar de

Ribeirão Preto, a Cooperativa ainda

atende a quatro restaurantes,

16 com cestas de orgânicos e uma

feira de orgânicos organizada pela

dona de um dos restaurantes compradores.

Ao todo, a Comater produz

1 tonelada e meia por semana

entre legumes, verduras e frutas.

“Mesmo estando próximo à cidade,

é difícil comercializar. É preciso

profissionalizar todo o processo”,

explica Nivalda.

DIVERSIFICAR É CRESCER

A cerca de 300 km de Ribeirão

Preto, produtores da região de

Lins (SP) enfrentavam dificuldade

semelhante à dos participantes do

Agro Família. Depois que o pai se

aposentou das atividades agrícolas

após 39 anos, Vânia foi uma das

duas, das quatro herdeiras, a assumir

a propriedade, que até então

produzia apenas limão. Hoje, a fruta

ocupa 60% da área produtiva de

22 mil m², mas a produção foi ampliada

e inclui agora berinjela, jiló,

quiabo, pimentão e pepino. “Não

podemos depender de uma cultura

só, tem que ter variedade para compensar”,

diz Vania. Mas, ressalta a

produtora, “conforme a propriedade

foi crescendo, também foram

crescendo os desafios.”

Para melhorar os processos de

gestão, Vânia participou do Empretec,

programa aplicado com exclusividade

pelo Sebrae no Brasil que

usa metodologia da Organização das

Nações Unidas (ONU) focada em desenvolver

características de comportamento

empreendedor e identificar

novas oportunidades de negócios.

Há oito anos, quando assumiu

o sítio da família, Vânia vendia os

limões para supermercados da região

e ainda assim via intermediários.

Hoje, além dos cinco mercados

em Lins e Promissão, para onde

vende diretamente, a propriedade de

Vânia ainda atende a dois restaurantes,

a feiras noturnas de agricultura

familiar e integra a Apol (Associação

dos Produtores de Olericultores

de Lins e Região) presidida por ela

há nove anos e que atende a chamamentos

públicos para merenda escolar,

alimentação em hospitais e penitenciárias.

“Temos fila de espera de

clientes querendo comprar”, conta.

A empreendedora conta que o

entrave atual está na mão de obra,

escassa por conta do desinteresse

dos jovens em atuar no campo,

e, os poucos que ainda se dedicam

à vida agrícola, são seduzidos pelo

cultivo de cana-de-açúcar, mais automatizado

e com renda garantida.

“Começamos na Apol com 180 associados

e vemos uma dificuldade

imensa dentro da associação de ter

sucessores no campo. Os herdeiros

estão muito desmotivados, até porque,

plantar é uma atividade muito

instável.”

A propriedade, segundo Vânia,

está sendo automatizada no que

possível dentro da atividade, como

a adubagem feita com a ajuda de

tratores. A pulverização será outra

etapa a ser mecanizada. Com isso,

o plano para 2020 é aumentar a

produção de olho no consumidor de

alta renda.

AGRO FAMÍLIA EM NÚMEROS

2017 2018 2019 2020

20

produtores

Crescimento

290%

no faturamento

total

80

produtores

Crescimento

100%

no faturamento

total

140

produtores

Crescimento

90%

no faturamento

total

280

produtores


10 | JORNAL DE NEGÓCIOS

Faturou o mês em uma semana

Aplicando estratégias de marketing digital, Monique Turquetti potencializou os seus negócios

Monique Turquetti e Mônica

Firmiano: parceria de filha e

mãe dá o tempero do negócio

as informações dentro do ponto de

venda. É um conjunto de ações que

geram o resultado final positivo”,

completa a especialista.

Pensando em 2020, Monique

almeja um crescimento de 30% no

faturamento, além de inaugurar

um e-commerce para as marmitas.

“Queremos também trabalhar com

mais estoque e entregas mais rápidas.”

Segundo Ariadne, para que o

Café Bistrô Saborear alcance seu

objetivo de crescimento, além de

seguir fazendo o que já deu certo,

precisa ainda engajar cada vez mais

seu público nas redes sociais com

fotos mais produzidas, stories, continuar

fazendo cadastro e segmentação

dos clientes, além de promover

degustações no ponto de venda

e aproveitar outras datas comemorativas

para mais promoções. “Vai

dar certo. Estamos confiantes”, finaliza

Monique.

Rogério Lagos

Quando começou a trabalhar

com marmitas saudáveis

na própria cozinha com sua

mãe, em 2015, Monique Turquetti

não imaginava o quanto seria difícil

traçar uma estratégia certeira de

vendas para fazer o negócio decolar.

Entre erros e acertos, foi crescendo,

abriu o Café Bistrô Saborear dois

anos depois e passou a agregar valor

ao que antes era apenas um serviço

de produção e entrega. Com o

ponto físico na Chácara Santo Antônio,

na zona sul de São Paulo, a

empreendedora passou a oferecer

café da manhã e almoço para trabalhadores

das empresas da região

e até mesmo ocupar seu espaço com

pequenos eventos. “A marmita segue

sendo o carro-chefe, mas hoje

se completa com o bistrô. O pessoal

adora, tanto que fazemos casamentos

e aniversários para cerca de 60

pessoas”, comemora.

Mas mesmo quando um empreendimento

vai bem, sempre há

espaço para melhorar. Em 2018, visando

aproveitar o mercado aquecido

com as ofertas de Black Friday,

Monique criou promoções e postou

nas redes sociais, além de ter enviado

uma única vez as informações

para seus clientes no WhatsApp.

“Foi muito fraco. Praticamente não

tivemos retorno. Ficamos decepcionadas”,

conta. Já em 2019 o jogo

virou: buscou capacitação em um

curso de marketing digital no Sebrae-SP

e ainda participou de uma

palestra específica sobre Black Friday

com a consultora Ariadne Mecate,

especialista em marketing

no escritório do Sebrae em Santo

Amaro, na zona sul de São Paulo.

“Com as dicas da palestra e o conhecimento

do curso conseguimos

vender em apenas uma semana 700

marmitas, número que normalmente

vendemos em um mês.”

Monique explica que resolveu

aproveitar não apenas a sexta-feira

de Black Friday, mas sim a semana

inteira. Montou o cardápio

com preços promocionais e criou

um verdadeiro relacionamento com

seu público às vésperas da semana

de ofertas, até mesmo contatando

cada cliente individualmente pelo

WhatsApp. “Começamos a anunciar

em nossas redes sociais com

antecedência dessa vez. Na semana

específica avisamos os clientes na

segunda e ainda relembramos na

sexta que seria o último dia de promoção.

Tivemos muito sucesso.”

Para a consultora do Sebrae-SP

Ariadne Mecate, o grande diferencial

da Monique foi utilizar o cadastro de

clientes em sua estratégia digital.

“Ela utilizou o cadastro de clientes

de uma forma inteligente, analisando

o gosto de cada um e atrelando

ao produto certo de uma maneira

que, muitas vezes, acabava levando

o consumidor a outros produtos ao

mesmo tempo”, explica. “Não adianta

entrar na Black Friday sem divulgar

suas ofertas da maneira correta.

Além da estratégia de redes sociais e

WhatsApp, Monique ainda colocou

Conheça um pouco mais

do Café Bistrô Saborear em

http://bit.ly/sebraetransforma

MARKETING DIGITAL

Da mesma forma que Monique

conseguiu excelentes resultados,

você também pode. O

Sebrae-SP oferece o curso ‘Na

Medida – Marketing Digital’ em

todo o Estado. Ao todo são 20

horas de capacitação durante

cinco dias. O investimento é de

R$ 490, podendo ser parcelado

em até nove vezes no cartão

de crédito. Neste curso você

vai aprender o passo a passo

das estratégias de marketing

digital, desde o processo para

atrair pessoas interessadas em

seu negócio até a conversão

em vendas. Para mais informações

ligue gratuitamente para

o Sebrae-SP no telefone 0800

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EDIÇÃO 310 | FEVEREIRO DE 2020 | 11

Fidelização

FELIPE CHICONATO

Consultor do Sebrae-SP

Compra de empresa ativa

Divulgação

Adquirir uma empresa em funcionamento

exige uma série de cuidados.

Aqui estão algumas perguntas que você

deve fazer antes de decidir.

Por que você deseja comprar essa empresa?

Parece uma pergunta simples,

mas impede a compra por empolgação e

permite analisar melhor a oportunidade.

Por que a empresa está à venda?

Converse com os atuais proprietários ou

outros franqueados para entender os reais

motivos da venda.

Qual o resultado da empresa? Peça

o Demonstrativos de Resultados de

ao menos um ano de exercício. Alguns

pontos importantes de observar são

se os valores de pró-labores estão devidamente

lançados, se a empresa tem

períodos sazonais e qual o ponto de

equilíbrio do negócio. Avalie a lucratividade,

rentabilidade e retorno do eventual

investimento.

Como é a operação da empresa? Peça

para acompanhar alguns dias da operação

da empresa para entender como ela

funciona, o clima organizacional, a relação

e motivação da equipe e se existem

possibilidades para melhoria.

A empresa tem dívidas de impostos,

taxas, tributos e credores? A existência

de endividamentos sem um plano de

quitação pode ser um sinal de problema,

que virá junto com a empresa.

Como será paga a aquisição da empresa?

Se o investimento for à vista, lembre-se

de que você ainda vai precisar de recursos

para capital de giro e investimentos no negócio.

Se o pagamento for parcelado, o

investimento é diluído e você irá precisar

assegurar recursos no fluxo de caixa (esta

opção é mais interessante, pois tende a diminuir

o valor do investimento).

Qual a percepção do mercado sobre a

empresa? Converse com o cliente e veja

o que ele acha da empresa, qual mensagem

ela transmite. Mudar a imagem

do negócio dá trabalho e requer tempo.

Lembre-se de que comprar uma empresa

em funcionamento requer tantos

cuidados quanto abrir uma nova. É recomendável

uma conversa com advogado

e contador antes para evitar surpresas.

Vender, seja um produto ou um serviço,

é o que qualquer empresa quer.

Óbvio. Mas vencida essa etapa inicial,

vem o desafio seguinte: tornar o cliente

fiel à marca. Em outras palavras, não

basta vender uma vez, é preciso encantar

o consumidor para ele retornar.

Além de assegurar novas vendas,

fidelizar o cliente é mais barato do que

atrair novos consumidores. Eles mesmos

podem se transformar em divulgadores

da sua empresa por meio do

boca a boca, amplificado pela internet.

A melhor propaganda é aquela

feita por clientes satisfeitos, já dizia

Philip Kotler, um dos maiores nomes

do marketing mundial. De acordo com

estimativas de mercado, de 60% a

70% das vendas são feitas para consumidores

já existentes na carteira.

Oferecer qualidade é obrigação. Ter

bom preço ajuda, mas não é suficiente

já que o concorrente pode cobrar igual

ou menos. A fidelização passa por conhecer

bem o público-alvo, identificar

a necessidade ou desejo dele e contentá-lo.

Ele busca soluções e é isso

que a empresa deve representar.

A experiência de compra faz toda a

diferença, daí o esforço por um atendimento

impecável, realizado por

uma equipe bem treinada, que faça

o consumidor se sentir único e não

apenas mais um.

WILSON POIT,

diretor-superintendente

do Sebrae-SP

A ideia é investir no relacionamento

com o público e a estrutura da

empresa tem de dar o suporte para

tanto. O Customer Relationship Management

(CRM) é um exemplo de

recurso importante, pois reúne informações

sobre a clientela e é de

grande utilidade para se conhecer as

preferências do consumidor. A partir

daí, ações podem ser traçadas, entre

elas, o uso de redes sociais, um SAC

(serviço de atendimento ao cliente)

e ouvidoria eficientes. Negócios de

menor porte podem se adaptar conforme

sua realidade.

Esses são apenas alguns pontos a

serem focados. Estamos falando em

uma relação de longo prazo, longe da

visão imediatista de pensar que tudo

se esgota quando o cliente faz o pagamento.

Trata-se da construção da

imagem da empresa, da entrega de

valor ao público, que, com o tempo,

se converte em resultados.

O Sebrae Responde é um serviço para tirar dúvidas de

empreendedores sobre a abertura de novos negócios e questões

relacionadas à gestão de empresas já em atividade.

Acompanhe o Sebrae-SP no ambiente digital, em www.sebraesp.com.br, e nas redes sociais:

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imprensa@sebraesp.com.br


12 | JORNAL DE NEGÓCIOS

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A solicitação do serviço deverá ser comunicada

no ato da inscrição e com antecedência de 5

(cinco) dias úteis à data de realização do evento. O cliente ou seu

representante poderá se inscrever pessoalmente nos Escritórios

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realize as avaliações propostas. A análise dos resultados será comentada no primeiro dia do curso presencial.


EDIÇÃO 310 | FEVEREIRO DE 2020 | 13

AGENDA

FEIRAS DE

NEGÓCIOS

ELOGIE. SUGIRA. CRITIQUE. RECLAME.

Queremos ouvi-lo: 0800 570 0800

ouvidoria@sebraesp.com.br

EVENTOS

DO SEBRAE-SP

FEIRA ABIMAD

Quando: 4 a 7/2

Onde: São Paulo Expo

Rodovia dos Imigrantes km 1,5 - Vila Água Funda, São Paulo

Informações: abimad.com.br

AB CASA FAIR 2020

Quando: 11 a 15/2

Onde: São Paulo Expo

Rodovia dos Imigrantes km 1,5 - Vila Água Funda, São Paulo

Informações: abcasafair.com.br

SOROCABA

EMPREENDA

Quando: 10 a 14/2

Onde: ER Sorocaba

Av. General Carneiro, 919 - Centro

Valor: R$ 840

BARRETOS

EMPRETEC

Quando: Entrevistas 10 a 14

Onde: ER Barretos

Rua 14, 735 - Centro

Valor: R$ 1.300

37ª FEIRA PARALELA

Quando: 12 a 14/2

Onde: Oca Parque do Ibirapuera

Av. Pedro Álvares Cabral, S/N- Portão 2 - São Paulo

Informações: https://paraleladesign.com.br/

GUARATINGUETÁ

ATENDIMENTO AO CLIENTE

Quando: 19/2

Onde: ER Guaratinguetá

Av. João Pessoa, 1325 – Pedregulho

Valor: R$ 80

40ª HOME & GIFT / 9ª TÊXTIL & HOME

Quando: 14 a 17/2

Onde: São Paulo Expo

Rodovia dos Imigrantes km 1,5 - Vila Água Funda, São Paulo

Informações: www.abup.com.br

CAPITAL LESTE I

NA MEDIDA MARKETING DIGITAL

Quando: 17 a 21/2

Onde: ER Capital Leste I

Rua Itapura, 270 - Tatuapé

Valor: R$ 499

FEIRA MED & CARREIRA

Quando: 15/2

Onde: Centro de Convenções Rebouças

Av. Rebouças, 600 - Pinheiros, São Paulo

Informações: https://medicinajr.com.br/med-carreira/

CAPITAL LESTE II

NA MEDIDA FINANÇAS

Quando: 10 a 14/2

Onde: ER Capital Leste II

Rua Victório Santim 57 - Vila Carmosina

Valor: R$ 260

EXPEDIENTE

Publicação mensal do Sebrae-SP

Edição impressa

CONSELHO DELIBERATIVO

Presidente: Tirso Meirelles

ACSP, ANPEI, Banco do Brasil, Faesp, FecomercioSP, Fiesp, Fundação

ParqTec, IPT, Desenvolve SP, SEBRAE, Secretaria de Desenvolvimento

Econômico, Ciência e Tecnologia, Sindibancos-SP, Superintendência

Estadual da Caixa Econômica Federal.

DIRETORIA EXECUTIVA

Diretor-superintendente: Wilson Poit

Diretor técnico: Ivan Hussni

Diretor de administração e finanças: Guilherme Campos

JORNAL DE NEGÓCIOS

Unidade Marketing e Comunicação

Gerente interina: Marcelle Carvalho

Editores responsáveis e redatores: Gabriel Jareta (MTB 34769) e

Roberto Capisano Filho (MTB 46219). Assessores de imprensa:

Gisele Tamamar, Patricia Gonzalez e Rogério Lagos. Estagiário:

Anderson Freitas. Imagens: gettyimages.com. Diagramação:

Daniel Augusto de Resende Neves, Douglas da Rocha Yoshida,

Gisele Resende Costa e Letícia Durães. Fotos: Ricardo Yoithi

Matsukawa – ME e Carlos Raphael do Valle – ME para o Sebrae-SP.

Apoio comercial: Unidade Relacionamento: (11) 3177-4784

SEBRAE-SP

Rua Vergueiro, 1.117, Paraíso

São Paulo-SP. CEP: 01504-001

PARA ANUNCIAR

(11) 3177-4784


14 | JORNAL DE NEGÓCIOS

LIVROS

Grandes líderes não têm

regras (Editora AlfaEcom)

TEC &

Muitos líderes se queixam

sobre a perda de seus melhores

funcionários. Com frequência

o problema de rotatividade

ocorre porque os empregados

não deixam os empregos, mas

abandonam os chefes. No livro

Kevin Kruse fala como o

crescimento, o reconhecimento

e a confiança são os principais impulsionadores das

chamadas equipes de alto desempenho. Kruse tem

conhecimento de causa: ele é fundador e CEO da LEADx,

uma plataforma de aprendizado online que fornece

desenvolvimento gratuito de liderança para milhões de

pessoas em todo o mundo.

Inovar é questionar o que

já existe (Buzz)

Para obter sucesso é necessário

questionar regras, propor

novos conceitos e ter a

coragem de colocá-los em

prática. Todo empresário

de sucesso tem em sua

carreira um momento em que

tomou uma decisão ousada

que mudou totalmente a

sua vida. E com João Appolinário, fundador e CEO da

Polishop, não foi diferente e ele conta tudo sobre a sua

trajetória de sucesso em Inovar é questionar o que já existe.

Apolinário se descreve como alguém insaciável por

mudanças e inovação, sendo a última a palavra que ele

julga o definir por completo.

Não manual de

empreedendorismo (Artigo A)

Empreender, por muito tempo,

era apenas o ato de abrir

uma empresa. Hoje, falar

de empreendedorismo e do

empreendedor é incorporar

à discussão elementos

comportamentais como

desejos, habilidades e sonhos.

As escolas da educação infantil e as universidades, tanto

do Brasil, como em outros países latino-americanos,

inseriram (em esfera municipal, estadual ou federal)

o empreendedorismo nos cursos – seja como disciplina,

seja como tema transversal. Muitos professores têm se

deparado com a necessidade de entender essa nova área

do conhecimento. Este livro, portanto, é uma espécie

de inspiração para aqueles que querem transformar

experiências, seja na sala de aula, nos espaços sociais, nas

empresas ou em sua própria vida.

PRAIAS ENTRAM NA ERA DA CONECTIVIDADE

O uso do celular mudou o

comportamento na praia. De

olho nessa demanda, prefeituras

e empresários têm investido em

recursos para quem vive conectado,

como internet wi-fi, tomadas USB

e aplicativos. Um exemplo são

os 85 bancos com tomadas USB

distribuídos no calçadão da nova

Ponta da Praia de Santos. Outro

caso são os letreiros instalados

por prefeituras de São Sebastião,

Guarujá, Ilhabela e Ubatuba.

Aplicativos gratuitos para uso na beira da praia ganham espaço. O Aaangels, do

Guarujá, se propõe a resolver o problema de crianças perdidas na praia, permitindo

que um usuário faça um cadastro da criança encontrada ou desaparecida, assim

como sinalizar sobre objetos e documentos extraviados. Há, ainda, aplicativos de

governos para divulgar informações sobre a qualidade da água do mar, como da

Cetesb, em São Paulo.

REDE LANÇA MAPA DO EMPREENDEDORISMO

FEMININO NO BRASIL

Para criar um ecossistema

empreendedor feminino e fomentar

negócios feitos por mulheres, um

grupo de sócias lançou um mapa de

iniciativas criadas por elas, a Rede

Tear (redetear.me). A ideia é construir

uma rede de conexões entre as

24 milhões de empreendedoras

do País - 46% do total, segundo

a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor de 2018, realizada pelo Instituto

Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP) em parceria com o Sebrae. A rede

opera desde o ano passado como uma articulação entre os empreendimentos

femininos e instituições financeiras, de investimento e governamentais. A meta

para meados de 2020 é reunir 500 mil cadastros.


EDIÇÃO 310 | FEVEREIRO DE 2020 | 15

IDEIAS

BNDES E QUALCOMM LANÇAM FUNDO PARA

INTERNET DAS COISAS

O BNDES e a Qualcomm Ventures,

braço de investimentos da fabricante de

processadores Qualcomm, lançaram um

fundo de investimento de R$ 160 milhões

para desenvolver produtos e serviços na

área de internet das coisas (IoT, na sigla em

inglês). O objetivo é investir em startups

em estágio inicial. Os aportes do BNDES

e da Qualcomm serão de R$ 80 milhões.

Outros investidores serão chamados para

completar o valor total anunciado.

PRINT THE LEGEND

O documentário de 2014 Print The Legend,

disponível na Netflix, mostra os bastidores

do promissor mercado das impressoras 3D. A

produção não se restringe a falar dos fatores

que envolvem a tecnologia; também aborda a

realidade do empreendedor e a importância

de reinventar, inovar e mudar de forma a

entregar algo ainda melhor ao público.

VÍDEO: DA INDÚSTRIA AERONÁUTICA

PARA OS MÓVEIS PLANEJADOS

André Alvarenga deixou o emprego na

indústria aeronáutica para realizar o

sonho de ter o próprio negócio e uma

melhor qualidade de vida. Hoje ele é

dono de uma loja de móveis planejados.

Veja a história:

Divulgação

PERGUNTE A QUEM ENTENDE

Como o LinkedIn pode me ajudar a conquistar

mais clientes?

Por Ricardo Wright, gerente sênior de desenvolvimento de

negócios para América Latina do LinkedIn

As pequenas empresas e

autônomos desempenham

um papel fundamental no

crescimento e no futuro

da nossa economia. Temos

mais de 660 milhões de

usuários no LinkedIn,

sendo 40 milhões

brasileiros. Estamos

cada vez mais abertos

a trazer recursos para

ajudá-los a serem mais produtivos e bem-sucedidos.

Um desses recursos é o Disponível para Negócios, que

permite que freelancers e pequenos negócios indiquem

em seus perfis que tipo de serviços prestam e como

gostariam de ser abordados na plataforma. Um consultor

de marketing, por exemplo, pode indicar que presta

consultorias de marketing e de marca e que gostaria

de ser abordado pelo InMail, o comunicador interno

do LinkedIn. Do lado do cliente, a busca por pessoas

permite filtrar os resultados no LinkedIn para determinar

quais prestadores de serviços estão disponíveis e são

mais adequados para atender às suas necessidades.

Ao digitar, por exemplo, “contador” na barra de busca e

fazer o filtro, a plataforma exibirá uma lista de pessoas

que se cadastraram como contadores disponíveis para

fazer negócios.

Para usar, basta acessar seu perfil e clicar na caixa abaixo

da foto e título, preencher o formulário para fornecer

detalhes sobre os serviços que você fornece e sua

preferência de contato. Já para quem deseja buscar por

profissionais ou fornecedores, é preciso acessar a barra

de busca, selecionar o filtro de pessoas e em seguida,

navegar até o filtro “serviços”. A ferramenta está sendo

liberada em fases e chegará a todos os usuários nos

próximos meses.

https://youtu.be/boXRb4iFboc

Tem alguma dúvida sobre como a tecnologia pode ajudar o

seu negócio? Pergunte a quem entende! Mande um e-mail

para imprensa@sebraesp.com.br.


16 | JORNAL DE NEGÓCIOS

Inovação no ensino de idiomas

Interessado em línguas desde muito cedo, Daniel Rodrigues fundou a CCLI Consultoria Linguística

Daniel Rodrigues:

“Entenda a natureza

da dificuldade para

poder superá-la”

Anderson Freitas*

“Em 2003 fundei a CCLI Consultoria

Linguística, empresa

situada em São José

do Rio Preto e a primeira dentro do

segmento de idiomas a trabalhar com

consultoria. Adaptamos o modelo de

trabalho de consultoria, que tem foco

no resultado, para a área de línguas.

Minha história nessa área começou

quando eu tinha cinco anos.

Meus pais compraram um videocassete

e eu não conseguia entender

o que falavam nos filmes a que

assistíamos. Foi aí que descobri que

havia uma outra língua. Como toda

criança curiosa, eu queria aprender

aquele idioma.

Por ser de família humilde, aos

oito anos de idade, no terceiro ano

do ensino fundamental, consegui

uma bolsa de estudos de inglês.

Cheguei em casa muito feliz e meu

pai não teve escolha, teve de me

colocar no curso. Mas aos dez anos

nos mudamos para Bebedouro e

perdi a bolsa.

Eu queria tanto continuar estudando

inglês que ia todos os dias à

escola que havia na cidade querendo

falar com o diretor. Até que fui recebido

por ele, contei a minha história

e acabei saindo de lá com uma bolsa

integral. Fiz todos os cursos até me

formar em nível de proficiência.

Fui convidado para ser monitor de

uma escola que abriu em Bebedouro.

Portanto, minha careira começou

bem precocemente, aos 14 anos.

Eu tinha paixão por inglês e por

ensinar, dois ingredientes que me

ajudaram a superar barreiras.

A primeira foi quando recebi meu

primeiro aluno na escola, um adulto

para quem o inglês era muito importante

por causa de seu trabalho.

Ao me ver, ele saiu da sala para falar

com a diretora, porque não queria

ter aula comigo. Como ela tinha me

escolhido e confiava em mim, me

bancou. Ela sugeriu ao aluno que fizesse

a aula e, se não gostasse, seria

marcada outra sem custo. Assim, eu

tive uma aula para conquistá-lo.

Lidar com a rejeição desde jovem

me ajudou a ganhar estrutura,

a ganhar habilidades de lidar com

situações adversas, que nos negócios

fazem parte do dia a dia.

Abrir minha empresa foi muito

difícil. Trabalhava em quatro faculdades

e em um colégio para poder

colocar dinheiro no negócio.

Tanto o meu foco como o dos

meus clientes era de atingir resultados,

e foi o que aconteceu, as coisas

foram acontecendo de forma bastante

positiva. A divulgação boca a

boca começou a crescer e precisei

formar uma equipe; eu não dava

conta de atender sozinho à demanda;

foi assim que começou.

Quando o Sebrae-SP chegou à cidade

fui pessoalmente conhecer, fiz

o programa de Agentes Locais de

Inovação (ALI) e logo conquistamos

o prêmio estadual de inovação, educação

e responsabilidade social, três

prêmios importantes. No segundo

ciclo, nos inscrevemos para o Prêmio

Nacional de Inovação e conquistamos

também a premiação nacional em

processos. Isso ajudou a ampliarmos

o nosso posicionamento nacional.

O fato de o Sebrae-SP estar sempre

preocupado em ajudar o empresário

a melhorar seus resultados,

que é o que fazemos também com o

nosso cliente, contribuiu para o negócio.

Para o futuro, vejo a expansão

da nossa atuação pelo Brasil por

meio de videoconferência.

Saber lidar com as dificuldades

é algo importante para todos

os empreendedores. Minha dica é:

busque entender a natureza da dificuldade

para poder superá-la. O

empreendedor faz, vai atrás; isso

nunca pode morrer.”

*Estagiário sob supervisão dos editores

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