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16 | JORNAL DE NEGÓCIOS

Inovação no ensino de idiomas

Interessado em línguas desde muito cedo, Daniel Rodrigues fundou a CCLI Consultoria Linguística

Daniel Rodrigues:

“Entenda a natureza

da dificuldade para

poder superá-la”

Anderson Freitas*

“Em 2003 fundei a CCLI Consultoria

Linguística, empresa

situada em São José

do Rio Preto e a primeira dentro do

segmento de idiomas a trabalhar com

consultoria. Adaptamos o modelo de

trabalho de consultoria, que tem foco

no resultado, para a área de línguas.

Minha história nessa área começou

quando eu tinha cinco anos.

Meus pais compraram um videocassete

e eu não conseguia entender

o que falavam nos filmes a que

assistíamos. Foi aí que descobri que

havia uma outra língua. Como toda

criança curiosa, eu queria aprender

aquele idioma.

Por ser de família humilde, aos

oito anos de idade, no terceiro ano

do ensino fundamental, consegui

uma bolsa de estudos de inglês.

Cheguei em casa muito feliz e meu

pai não teve escolha, teve de me

colocar no curso. Mas aos dez anos

nos mudamos para Bebedouro e

perdi a bolsa.

Eu queria tanto continuar estudando

inglês que ia todos os dias à

escola que havia na cidade querendo

falar com o diretor. Até que fui recebido

por ele, contei a minha história

e acabei saindo de lá com uma bolsa

integral. Fiz todos os cursos até me

formar em nível de proficiência.

Fui convidado para ser monitor de

uma escola que abriu em Bebedouro.

Portanto, minha careira começou

bem precocemente, aos 14 anos.

Eu tinha paixão por inglês e por

ensinar, dois ingredientes que me

ajudaram a superar barreiras.

A primeira foi quando recebi meu

primeiro aluno na escola, um adulto

para quem o inglês era muito importante

por causa de seu trabalho.

Ao me ver, ele saiu da sala para falar

com a diretora, porque não queria

ter aula comigo. Como ela tinha me

escolhido e confiava em mim, me

bancou. Ela sugeriu ao aluno que fizesse

a aula e, se não gostasse, seria

marcada outra sem custo. Assim, eu

tive uma aula para conquistá-lo.

Lidar com a rejeição desde jovem

me ajudou a ganhar estrutura,

a ganhar habilidades de lidar com

situações adversas, que nos negócios

fazem parte do dia a dia.

Abrir minha empresa foi muito

difícil. Trabalhava em quatro faculdades

e em um colégio para poder

colocar dinheiro no negócio.

Tanto o meu foco como o dos

meus clientes era de atingir resultados,

e foi o que aconteceu, as coisas

foram acontecendo de forma bastante

positiva. A divulgação boca a

boca começou a crescer e precisei

formar uma equipe; eu não dava

conta de atender sozinho à demanda;

foi assim que começou.

Quando o Sebrae-SP chegou à cidade

fui pessoalmente conhecer, fiz

o programa de Agentes Locais de

Inovação (ALI) e logo conquistamos

o prêmio estadual de inovação, educação

e responsabilidade social, três

prêmios importantes. No segundo

ciclo, nos inscrevemos para o Prêmio

Nacional de Inovação e conquistamos

também a premiação nacional em

processos. Isso ajudou a ampliarmos

o nosso posicionamento nacional.

O fato de o Sebrae-SP estar sempre

preocupado em ajudar o empresário

a melhorar seus resultados,

que é o que fazemos também com o

nosso cliente, contribuiu para o negócio.

Para o futuro, vejo a expansão

da nossa atuação pelo Brasil por

meio de videoconferência.

Saber lidar com as dificuldades

é algo importante para todos

os empreendedores. Minha dica é:

busque entender a natureza da dificuldade

para poder superá-la. O

empreendedor faz, vai atrás; isso

nunca pode morrer.”

*Estagiário sob supervisão dos editores

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