Negócios Fevereiro 2020

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EDIÇÃO 310 | FEVEREIRO DE 2020 | 7

ganha suas startups

bilhões e está aberto para serviços e produtos inovadores

cil escolher um mercado para empreender.

A ideia inicial foi uma loja

virtual de produtos para gatos, mas

durante a pesquisa por novidades

eles se depararam com uma falta de

oferta de itens para os felinos.

Diante de poucas opções e margens

apertadas para o varejo, a solução

foi partir para um modelo

de desenvolvimento de produtos.

O primeiro lançamento da CatMy-

Pet foi o MagiCat, um bebedouro

para gatos em formato de torneira,

em 2015. A empresa chegou a participar

da feira Pet South America

com subsídio do Sebrae-SP, continuou

em crescimento e foi convidada

a participar do programa de TV

Shark Tank para apresentar o modelo

de negócio. Mas eles receberam

cinco “nãos” dos investidores

reunidos pela atração.

A negativa dos especialistas não

desmotivou os empreendedores. Estudos,

pesquisas, mentorias e participação

em eventos passaram a fazer

parte da rotina do casal. Em um deles,

a startup conseguiu uma parceria de

distribuição com o empresário americano

Kevin Harrington, do programa

Shark Tank dos Estados Unidos.

Com o convite para uma nova

participação no Shark Tank Brasil

em 2019, a conquista finalmente

veio. “Entramos no programa pedindo

R$ 200 mil e saímos com

uma proposta de R$ 1 milhão de

dois investidores. O que consolidou

a CatMyPet como a marca preferida

não só por gatos mas também por

tubarões”, brinca Agnes. “Tubarões”

são como os investidores do programa

são conhecidos pelo público.

Para 2020, Agnes está otimista

com a entrada dos investidores.

“Projetamos um crescimento de

três vezes nos próximos 12 meses.

Com a ampliação do portfólio e mix

de produtos, estimamos conquistar

dez pontos de market share no

segmento, consolidando a marca no

mercado felino”, destaca.

PROGRAMAS SEBRAE PARA STARTUPS

Os interessados em abrir uma startup voltada para o mercado pet

podem contar com a ajuda do Sebrae. Atualmente, existem dois programas

para validação do modelo de negócio e um programa com foco em

acesso a investimentos. O consultor de empreendedorismo e inovação

do Sebrae-SP Marcus Leite explica que se a startup busca a validação

do problema, o programa Incubadora de Projetos Inovadores é ideal.

Mas se a empresa tem um MVP (sigla de Minimum Viable Product ou,

Produto Minimamente Viável) e quer validar se a startup entregou

uma solução que de fato resolve o problema a que se propôs ou se a

empresa quer validar a maneira como gerar receita com esse negócio,

o programa ideal é o Startup SP. As duas iniciativas

são gratuitas, com processo seletivo semestral e 18

semanas de duração. São oferecidas oficinas, mentorias

e acompanhamento do negócio por um

especialista do Sebrae.

Já o Capital Empreendedor é um programa mais

curto e intensivo e busca preparar startups para

captar investimentos anjo e de fundos. É realizado

uma vez por ano e a empresa precisa ter

feito validações anteriores e já realizar vendas.

Quando o empreendedor Fabio

Piva morava na Alemanha, uma amiga

do Brasil pediu ajuda para montar

pôsteres de “procura-se” para ajudar

a encontrar a cachorra perdida. “Eu

ajudei, mas comecei a pensar também

se não haveria uma forma menos

angustiante de encontrar um bichinho

quando ele foge”, lembra.

Esse foi o conceito inicial do

CrowdPet, originalmente criado

como um aplicativo para auxiliar

na localização de animais perdidos

por meio de fotos, desenvolvido

pela empresa SciPet, de Campinas.

O app evoluiu para uma plataforma

social de dados sobre populações

animais para auxiliar o setor

público a aplicar recursos de bem-

-estar animal onde eles realmente

são necessários.

Cada animal registrado no

CrowdPet recebe uma identidade

única, um perfil social geolocalizado

e um prontuário de eventos veterinários

atualizável, que pode ser

acessado por qualquer profissional

autorizado via aplicativo.

De acordo com o cofundador da

SciPet, no município de Vinhedo (SP),

a ferramenta é utilizada nas campanhas

municipais de castração e no

registro de animais para realização

de censo animal. A cidade também

Agnes e Petri da

CatMyPet: previsão

é crescer em 2020

abrigou um projeto-piloto em parceria

com a ONG World Animal Protection

e a prefeitura. Piva explica

que cerca de 150 casas de um bairro

foram visitadas por veterinárias

da ONG, que vacinaram sem custo

para a população todos os animais

encontrados, entrevistaram e educaram

os moradores sobre questões

importantes de bem-estar animal e

saúde pública.

As informações sobre os animais

e as vacinas foram registradas na

ferramenta e um perfil populacional

do bairro foi gerado. “A ação foi

um sucesso tão grande que estamos

nos preparando para replicá-la no

Brasil inteiro em 2020, com o suporte

da World Animal Protection”,

ressalta Piva.

Para 2020, a startup planeja o

lançamento do aplicativo para o público

geral. Será possível conhecer

os animais cadastrados e auxiliar na

busca de animais perdidos. As ONGs

locais poderão ainda registrar animais

para adoção como se fosse um

“marketplace de animais adotáveis”.

“Nossa solução é uma social tech e

tem um desafio: chegar sem custo às

mãos da população, para que todos

possam se envolver no mapeamento

dos animais de rua das nossas cidades”,

destaca Piva.

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