Revista dos Pneus 58

apcomunicacao

ATUALIDADE Nova etiqueta dos pneus ANÁLISE Quanto vale um produto premium?

A revista n.º 1

dos profissionais

revistadospneus.com

58

Março 2020

ANO IX | 5 euros

Periodicidade: Trimestral

técnica Pesos adesivos

Embora os acessórios com mola sejam mais

utilizados, os pesos com adesivos estão

a ganhar forte popularidade entre as oficinas

MERCADO EM 2019

pressão alta

PUB

www.yokohamaiberia.com


ASSOCIAÇÃO

NACIONAL

DO RAMO

AUTOMÓVEL

novidades

profi sional

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ASSOCIAÇÃO

NACIONAL

DO RAMO

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Num mercado onde o preço

continua a ser o principal argumento

e não o produto, a

única maneira de tornar uma

marca sustentável é focalizá-

-la em produtos diferenciados pela via tecnológica

e da qualidade. O resultado de 10

anos de testes a pneus realizados pela Revista

Proteste, que publicamos nesta edição, vem

comprovar as mais-valias dos pneus premium

comparativamente aos pneus low cost de

origem asiática. Tratam-se, efetivamente, de

produtos muito diferentes, quer a nível dos

materiais utilizados na sua constituição, quer

no processo de fabrico. Basta referir que o

lançamento de um novo pneu premium no

mercado implica anos de desenvolvimento

e investigação por parte de equipas de engenheiros

altamente especializadas e muitos

quilómetros de testes, até assegurar um

produto final de grande qualidade e repleto

de tecnologia.

Às oficinas cabe informar os clientes sobre as

características dos pneus e aconselhar qual o mais

indicado para as suas viaturas, embora, muitas

vezes, o cliente já tenha feito uma pesquisa online

e conheça bem as características e o preço

dos pneus que pretende. Este fator não é negativo,

mas requer uma adaptação de todos os intervenientes

deste novo processo de venda, que

conta com uma referência de preço muito clara.

De facto, o preço deixa de ser o fator diferenciador,

dado que vem mencionado online. O que faz

a diferença é o serviço de montagem oferecido

pela oficina, que tem de ser feito com a máxima

qualidade.

Neste momento, a pressão de preços baixos

oferecidos ao consumidor final tem “forçado” as

casas de pneus a perder qualidade. Mas o negócio

de pneus tem de ser visto como um negócio

de confiança entre a oficina e o cliente final. Por

isso, a aposta em produtos de qualidade é essencial.

Só com uma boa oferta de produto se consegue

criar fidelidade no consumidor final e uma

rede de clientes para sustentar o negócio. Investimento

em equipamento, formação da equipa

e qualidade de pneus são essenciais, assim como

uma gestão rigorosa do negócio, com especial

atenção às vertentes da gestão financeira, comercial

e de recursos humanos.

Do ponto de vista do negócio, a diversificação

de serviços e a aposta e adaptação às novas

tecnologias são medidas fundamentais. Por outro

lado, a deterioração do parque circulante e a

antiguidade do mesmo (média de idade do

parque é de 12,8 anos), aliada a um maior custo

dos pneus devido ao reposicionamento em alta

da gama mais económica, prejudica ainda mais

a solidez financeira do setor, levando a que os

custos relacionados com pneus sejam tidos como

secundários e levando à tomada de decisões

erradas, o que também conduz ao aumento da

sinistralidade. Por estes motivos, é imperativo

que todos os operadores do setor informem bem

os clientes sobre as características dos pneus

atuais e os aconselhem a montar pneus de qualidade,

adaptados às suas viaturas e ao seu modo

de condução, que pode ser mais calmo ou mais

desportivo.

Um bom serviço, bem aconselhado e prestado

de forma profissional, criará maior fidelização e

diferenciação perante a concorrência comparativamente

a fatores de maior risco, como, por

exemplo, a concessão de crédito. O segmento

nos ligeiros que maior crescimento tem vindo a

registar nos últimos anos é o dos pneus de alta

performance (equipam jantes iguais ou superiores

a 17”) e é, também, aquele que, nos próximos

anos, tem maior margem para crescer. Outro

segmento a ter, igualmente, em conta, a médio

e longo prazos, é o dos pneus para veículos híbridos

e elétricos.

Questões como a mobilidade do futuro, a condução

autónoma, a mobilidade partilhada e a

eletrificação, são tendências que nenhum dos

interlocutores do setor pode descurar e que todos

os players têm de incorporar no seu modelo de

negócio. Os desafios colocados pelo mercado e

os níveis de exigência do consumidor final vão

continuar a pressionar os operadores para que

estes prestem um serviço de melhor qualidade

e disponibilizem uma oferta diversificada. ♦

www.revistadospneus.com | 03


Produto estrela

Lassa Driveways

Performance

e conforto

Representada no nosso país pela Pneurama, a Lassa Tyres é uma marca de origem

turca que dispõe de uma abrangente gama de pneus ligeiros. O modelo de verão

Driveways é considerado o mais importante. Disponível numa série de medidas para

jantes de 15” a 18”, este pneu de turismo destaca-se, também, pelos bons resultados

alcançados nos testes levados a cabo pela TÜV SÜD

Por: Bruno Castanheira

A

origem da Lassa Tyres, que

comemora, em 2020, 46 anos de

atividade no negócio dos pneus

como principal marca estabelecida

na Turquia, remonta a 1974. Fundada

pelo Grupo Sabanci, a Lassa mudou de nome

para Brisa 10 anos após ter iniciado a sua

produção (1978), ao abrigo da joint venture

estabelecida, precisamente, entre o Grupo

Sabanci e a Bridgestone Corporation. Hoje,

os pneus Lassa são produzidos com a mais

recente tecnologia, pesquisa e desenvolvimento

da Brisa em estreita colaboração com

a Bridgestone (Brisa Bridgestone Sabanci

Tyre Manufacturing and Trading, Inc.)

Representada no nosso país pela Pneurama,

a Lassa dispõe de uma abrangente gama

de pneus ligeiros (passageiros, SUV, All

Season, inverno, All Terrain, comerciais).

Posicionado entre os modelos Greenways

e Driveways Sport, o modelo de verão Driveways

é considerado o mais importante.

Segundo a Lassa, “o Driveways é um pneu

‘Comfort’ que foi desenvolvido para uma

frota de veículos consideravelmente ampla,

desde sedans de classe média a automóveis

de conforto pertencentes a uma classe

superior”. Este pneu de turismo está disponível

em diversas medidas para jantes de

15” a 18” (larguras de secção de 185 a 245

mm; séries 65 a 45; índices de velocidade

V, W e Y).

TESTES COMPROVAM EFICÁCIA

Se quisermos definir o Lassa Driveways

numa frase, podemos afirmar, citando a

marca turca, que se trata de um “pneu que

oferece performance e conforto sem comprometer

a durabilidade e o consumo de

combustível”. Com um desempenho otimizado

em piso molhado, o Driveways anuncia

ainda ciclo de vida mais longo, reduzida

resistência ao rolamento e elevado nível

de conforto. Com um novo desenho que

aposta em quatro sulcos centrais e piso assimétrico,

este pneu dispõe de uma carcaça

com novo formato e integra um evoluído

composto, conseguindo uma distância de

travagem mais curta em piso molhado face

ao antecessor Impetus Revo 2+.

Testes levados a cabo pela TÜV SÜD (relatório

n.° 713095873-DS-TM) comprovam

a eficácia do Driveways. Face à média dos

modelos concorrentes em confronto (a

entidade não revelou, contudo, quais estiveram

em análise, apenas que os testes

foram realizados em novembro de 2016

utilizando a medida 205/55 R16 91V), o

pneu da Lassa foi 8% melhor na distância

de travagem em piso molhado e apresentou

uma resistência ao rolamento inferior

em 9%. Ostentando a classificação “B” na

aderência em piso molhado (“C” na medida

185/55 R15), o Driveways alcança tanto a

classificação “C” como “B” no que diz respeito

ao consumo de combustível. Já o

nível de ruído anunciado, é de 71 dB (70

dB na medida 185/55 R15), sendo visíveis

três bandas sonoras na etiqueta. ♦

04 | Revista dos Pneus | Março 2020


Equipamento do mês

Mondolfo Ferro ProADAS

Precisão

intuitiva

Comercializado em Portugal pela ALTARODA, o ProADAS, da Mondolfo Ferro, marca

da Nexion S.p.A., é um sistema universal modular para verificação e calibração

de dispositivos de assistência à condução, verificação do estado de alinhamento

e ainda serviço de alinhamento de rodas completo (opcional) para veículos ligeiros

de passageiros e comerciais multimarca

Por: Bruno Castanheira

O

ProADAS é um sistema universal

modular desenvolvido

pela Mondolfo Ferro, marca da

Nexion S.p.A. para verificação e

calibração de dispositivos de assistência à

condução (sensores frontais), verificação do

estado de alinhamento e ainda de serviço de

alinhamento de rodas completo (opcional)

para automóveis ligeiros de passageiros e

comerciais multimarca. Em Portugal, este

avançado equipamento é comercializado

pela ALTARODA, empresa que tem na comercialização

de produtos para reparação

de pneus e nas soluções para todas as áreas

relacionadas com assistência automóvel o

seu core business. Os grandes trunfos do

ProADAS face às soluções existentes no

mercado são a facilidade de utilização, a

rapidez, a precisão e a máxima ergonomia.

A versatilidade deste equipamento colmata

todas as necessidades dos diferentes operadores,

sejam eles oficinas que disponham ou

não de equipamento para alinhamento de

direções, oficinas de mecânica ou de colisão

e profissionais da reparação de para-brisas.

ALINHAMENTO É ESSENCIAL

Do ponto de vista técnico, as medições dos

ADAS (Advanced Driver Assistance Systems)

são influenciadas pelo alinhamento do veículo

em relação às leituras das câmaras e dos

sensores instalados. É condição essencial

para a calibração dos ADAS que o veículo

e o painel de calibração do ADAS estejam

perfeitamente alinhados. Se uma câmara ou

sensor de radar for movido do seu suporte

durante o processo de reparação, estes

deverão ser recalibrados seguindo os procedimentos

do fabricante. Se o alcance do

radar ou o campo de visão da câmara forem

modificados por uma alteração nos pontos

de montagem do sensor ou pelo ângulo de

pressão, é possível que a ativação ou desativação

do ADAS seja errada.

Existem duas formas de calibrar um ADAS.

Uma delas envolve o uso de lentes montadas

num dispositivo a distâncias precisas dos

sensores. Neste caso, os padrões nas lentes

são reconhecidos pela câmara do veículo e

podem refletir o feixe. O processo de recalibração

é inicializado com uma ferramenta de

digitalização. Outra forma é a realização de

um test drive, que também é iniciado com a

ajuda de uma ferramenta de digitalização. ♦

Principais vantagens do Mondolfo Ferro ProADAS

• Compatibilidade com todos os veículos ligeiros de passageiros e comerciais

• Compatibilidade com o veículo em elevadores ou outro local de teste nivelado

(o software leva em consideração o deslocamento em que o veículo está posicionado)

• Compatibilidade com o equipamento de alinhamento de direções Mondolfo Ferro CCD.

Após o procedimento de alinhamento das rodas do veículo, é possível executar o procedimento

de calibração do ADAS e alinhar o equipamento pelos sensores do alinhador das rodas do CCD

• Posição de trabalho ergonómica - “tudo ao seu alcance” - graças ao design.

O operador não precisa de se deslocar para alinhar o sistema com o veículo

• É necessário apenas um operador para completar todo o processo

• Processo de calibração em conformidade com os procedimentos e requisitos do fabricante do veículo

• Máxima precisão graças à tecnologia integrada, sensores CCD e distanciómetros sem contacto

• Posicionamento imediato do sistema graças às informações comunicadas, em tempo real, pelos

dispositivos wireless integrados (Patent Pending)

• À prova de erro: o software contém os valores pré-carregados de posicionamento. Devolve o ponto

em que se encontra e guia o operador, passo a passo, no processo de calibração do ADAS

• Relatório completo de impressão, incluindo informações sobre oficina, status da viatura no momento

da entrada, registo do posicionamento ProADAS, condições do veículo no momento da saída, controlo

do alinhamento de direção e registo do alinhamento de direção (opcional)

06 | Revista dos Pneus | Março 2020


Mercado

Evolução

positiva

No primeiro mês do ano que assinala a entrada na nova década, ou seja,

janeiro de 2020, o mercado de pneus novos de substituição, em Portugal,

no segmento Consumer, cresceu 13,1% face a igual mês de 2019, com a maioria

dos indicadores a demonstrar uma evolução positiva nos diferentes

segmentos e tipologias de produto

Por: Bruno Castanheira

08 | Revista dos Pneus | Março 2020


Europool

UNIDADES JANEIRO 2019 JANEIRO 2020 VARIAÇÃO

TOTAL 248.211 280.826 +13,1%

Passageiros 217.091 238.414 +9,8%

Comerciais 18.514 23.042 +24,5%

4x4 12.606 19.370 +53,7%

All Season 1.929 1.584 -17,9%

HRD 65.241 88.817 +36,1%

RFT 11.612 18.050 +55,4%

SUV/4x4 12.606 19.370 +53,7%

Budget 66.816 82.341 +23,2%

Mid 66.634 63.641 -4,5%

Premium 114.582 134.179 +17,1%

12” 35 45 +28,6%

13” 11.009 8.051 -26,9%

14” 34.074 34.628 +1,6%

15” 68.805 71.024 +3,2%

16” 68.805 77.389 +12,5%

17” 39.586 48.363 +22,2%

18” 18.478 25.649 +38,8%

19” 4.692 7.782 +65,9%

20” 1.636 4.123 +252%

21” 742 2.031 +273,7%

22” 107 838 +783,2%

23” 0 31 -

De acordo com dados do Europool

a que a nossa revista teve

acesso, em janeiro de 2020, no

que ao mercado de pneus novos

de substituição disse respeito, venderam-

-se, em Portugal, no segmento Consumer

(ligeiros de passageiros, comerciais ligeiros

e 4x4), 280.826 unidades, ou seja, mais

32.615 comparativamente ao mês homólogo

do ano anterior. O que, na prática,

traduziu-se numa subida de 13,1%.

PREMIUM FORAM OS MAIS PROCURADOS

Na divisão por categorias, em janeiro

de 2020, o mercado nacional “absorveu”

238.414 pneus radiais para veículos de passageiros

(+9,8% do que em janeiro de 2019,

que registou 217.091), 23.042 pneus radiais

para veículos comerciais ligeiros (+24,5%

do que em janeiro de 2019, que registou

18.514) e 19.370 pneus 4x4 (+53,7% do que

em janeiro de 2019, que registou 12.606).

Analisando os segmentos, no primeiro

mês deste ano, a maior fatia pertenceu

aos pneus premium, com 134.179 (+17,1%,

ou seja, mais 19.597 unidades do que em

igual período do ano transato), seguindo-

-se os pneus budget, com 82.341 (+23,2%,

ou seja, mais 15.525 unidades do que em

igual período do ano transato) e os mid,

com 63.641 (-4,5%, ou seja, menos 2.993

unidades do que em igual período do ano

transato).

Quanto à tipologia, em janeiro de 2020,

foram comercializados 88.817 pneus HRD,

ou seja, destinados a jantes de 17” para

cima (+36,1%, já no mesmo mês de 2019

foram vendidas 65.241 unidades), 19.370

pneus SUV/4x4 (+53,7%, já que no mesmo

mês de 2019 foram vendidas 12.606 unidades),

18.050 pneus RFT (+55,4%, já que

no mesmo mês de 2019 foram vendidas

11.612 unidades) e 1.584 pneus All Season

(+17,9%, já que no mesmo mês de 2019

foram vendidas 1.929 unidades).

JANTES DE 16” DOMINARAM

Interessante é, também, analisar os diâmetros

das jantes. A maior fatia pertence

às de 16” (77.389 unidades em janeiro de

2020 contra 68.805 em janeiro de 2019),

seguindo-se as de 15” (71.024 unidades em

janeiro de 2020 contra 68.805 em janeiro

de 2019), as de 17” (48.363 unidades em

janeiro de 2020 contra 39.586 em janeiro

de 2019), as de 14” (34.628 unidades em

janeiro de 2020 contra 34.074 em janeiro

de 2019) e as de 18” (25.649 unidades em

janeiro de 2020 contra 18.478 em janeiro

de 2019). ♦

www.revistadospneus.com | 09


Destaque

Maduro e

encorpado

O mercado nacional de pneus alcançou a sua maturidade. Mas esta veio acompanhada

por uma sobrecarga de players a disputar o terreno de jogo. Em tempos de fortes

mudanças tecnológicas, auscultámos fabricantes, distribuidores, recauchutadores e

redes para fazer o balanço de 2019 e medir a “pressão” aos próximos anos

Por: Jorge Flores

10 | Revista dos Pneus | Março 2020


Balanço do mercado

um mundo tecnológico e em

mudança permanente. Mas, ao

mesmo tempo, também deu sinais

inequívocos de que tem demasiados

players a ocupar o terreno. André

Bettencourt, diretor de marketing da Bridgestone,

em Portugal, descreve o mercado

como “altamente competitivo” e “com muitos

bons exemplos em termos de qualidade de

instalações, equipamentos e serviços”. No

entanto, não deixa de notar que, “fruto de

algo a que compete a todos os operadores

mudar (incluindo a nós, marcas), o preço de

venda ao consumidor parece continuar a ser

o fator mais importante. E, isso, por vezes,

origina a oferta de serviços que, no nosso

entender, também pode significar menos

qualidade”, acrescenta.

Na sua opinião, “falta fazer mais em Portugal

para que o consumidor seja mais consciente

e exigente com aquilo que lhe é efetuado

num produto tão importante como o pneu.

Com aquilo que ele representa, mas, também,

com o que, mecanicamente, é feito

por baixo do seu automóvel. Ao mesmo

tempo, a venda de pneus usados é ainda

uma tendência um pouco por todo o país,

o que, por si só, mostra a importância que o

consumidor dá ao estado dos pneus”, sublinha

André Bettencourt, que considera ainda

faltar “educação nas escolas” sobre pneus,

bem como “melhorar o conhecimento que

se tem do produto, as suas caraterísticas, os

seus argumentos e aplicação”, afirma.

Nesse sentido, André Bettencourt acredita

que o mercado de pneus terá de “evoluir

para responder às tendências de consumo

dos clientes, que têm vindo a mudar muito

nos últimos anos, e, também, à forma como

estes se relacionam com o próprio automóvel”,

enfatiza.

FUSÕES À VISTA

Pedro Teixeira, general market manager

da Continental Pneus Portugal, não difere

muito desta linha de pensamento. E fala no

poder das fusões. “O comércio de pneus, a

médio e longo prazos, terá de passar por

uma crescente integração entre todos os

elementos da cadeia de distribuição, pela

eventual consolidação e fusão de alguns

players, com vista à obtenção de massa crítica

e economias de escala e em prol de uma

maior intervenção e proximidade do fabricante

junto dos utilizadores finais”, adianta.

“O nível de especialização/qualificação dos

operadores, no que se refere à qualidade

dos serviços prestados, acompanhando as

evoluções técnicas dos veículos e as novas

oportunidades que a evolução do mercado

automóvel nos trará, será uma realidade

inegável”, sublinha. E aponta uma direção:

“A digitalização crescente do negócio, a começar

pelo próprio produto, cada vez mais

incorporará funcionalidades de diagnóstico

e interação com o veículo. Esta evolução

tecnológica potenciará uma nova abordagem

cada vez mais preventiva e exigirá uma

postura comercial muito mais proativa por

parte dos operadores, que, em toda a cadeia

de distribuição, terão de se coordenar

para satisfazer as necessidades do cliente

em tempo real”, realça.

Alberto Villarreal, responsável da Goodyear/

Dunlop, por sua vez, defende que os principais

fatores que afetam o negócio dos pneus,

em Portugal, estão relacionados, antes de

mais, com a própria “economia do país”. Ou

seja, “o poder de compra da população, a

situação económica e a confiança do consumidor,

que farão alterar em alta ou em baixa

os índices de reposição de pneus (com a

periodicidade e o número de pneus trocado

por cada consumidor) e terão impacto nas

marcas escolhidas e na escolha dos canais

de venda”, explica. Por outro lado, “a idade

do parque de veículos, que ronda, em média,

os 13 anos, e a evolução dos mesmos,

marcará a evolução dos distintos produtos

de turismo, SUV/4x4 ou comerciais”, sublinha

Alberto Villarreal, cuja visão sobre o futuro

do setor não deixa de ser tranquilizadora.

“A médio e longo prazos, será de uma certa

estabilidade no que se refere à evolução

total do mercado, com crescimentos muito

marcados em certos produtos, em concreto,

como são as jantes de maiores dimensões e

os segmentos SUV/4x4. É aí que se encontrarão

as oportunidades e é aí que as marcas

premium são mais fortes, graças ao investimento

em investigação e desenvolvimento

e ao portefólio que oferecem”, preconiza.

ALTO DESEMPENHO

Alejandro Recasens, diretor da Pirelli Portugal,

estabelece um paralelo com o país

vizinho. E acredita que haverá espaço para

um “crescimento importante do segmento

de alto desempenho, em linha com os requisitos

dos fabricantes de automóveis”,

diz. “Assim, espera-se uma maior aposta em

produtos com maior carga tecnológica e

especialização, como acontece com as marcações

dos pneus de origem, cada vez mais

requisitados pelas grandes marcas. De referir

que, no que diz respeito a este ponto, a Pirelli

trata-se do fabricante de referência a líder

mundial, com números que superam, largamente,

os seus concorrentes”, reforça. “Tal

deve-se aos esforços e ao compromisso que

a marca tem vindo a assumir ao longo das

últimas décadas em relação a estes produtos

específicos, que começou com um enfoque

nos supercarros e nos modelos de alta gama,

mas que, agora, começa a abranger novos

segmentos de mercado. Tudo isto sem ‘abrir

mão’ da mesma receita: aplicar processos e

utilizar materiais específicos, projetados para

criar um pneu adaptado a cada modelo”,

explica Alejandro Recasens.

Já Victor Manuel Cañizares, vice-presidente

de vendas e marketing da Yokohama Iberia,

tem uma perspetiva um pouco menos

positiva. “Continuamos a viver a transformação

do setor, com oficinas de mecânica

rápida, deixando de existir os ‘puristas’ do

pneu, um conceito que não será sustentável

a médio e longo prazos. Essa atomização

momentânea causará um excesso de oferta

no setor, que será regulado, naturalmente,

com o desaparecimento das oficinas, que

não colocaram os meios de investimento e

desenvolvimento em tempo útil. Esperamos

uma atualização do parque automóvel, forçando

a infraestrutura a atender às novas

necessidades”, avisa. E acrescenta: “E digo

atomização momentânea, porque o setor

tende a concentrar-se a nível europeu. E essa

tendência, finalmente, afetará o mercado

português de certa maneira, embora não se

saiba bem qual, uma vez que a idiossincrasia

de Portugal, em termos de populações,

distâncias e costumes, difere bastante do

resto dos países”, sublinha Victor Manuel

Cañizares.

www.revistadospneus.com | 11


Destaque

FABRICANTE

Goodyear Dunlop

VALOR

ACRESCENTADO

Em 2019, a Goodyear

Dunlop registou um

aumento da sua quota

de mercado nos segmentos

de maior valor acrescentado:

áreas de turismo e industrial

Alberto Villarreal, responsável

da Goodyear Dunlop, faz um

“balanço positivo” da atividade,

em Portugal, no ano transato.

“Enquanto empresa, conseguimos ganhar

quota de mercado nos segmentos de maior

valor acrescentado, tanto em turismo como

em veículos industriais, os segmentos de

mercado em que nos interessa estar posicionados

face ao futuro: jantes de maiores

dimensões, 4x4/SUV e, em geral, as marcas

premium, tanto de turismo como de

camião, que são os nossos principais objetivos.

Em 2019, estabelecemos as bases

que nos levarão a ser mais fortes nestes

segmentos no futuro”, afirma o responsável

à Revista dos Pneus.

A gama Eagle F1 assume grande relevância.

“Por um lado, a Goodyear renovou o

seu produto UHP com o lançamento, em

meados de 2019, do Eagle F1 Asymmetric 5,

que melhora a travagem em piso molhado

e o comportamento em piso seco, sem

comprometer o conforto de marcha nem

o ruído de rolamento. Por outro, a Goodyear

regressou ao segmento UUHP com

a família SuperSport, composta por três

pneus: Eagle F1 SuperSport é a porta de

acesso às ultra ultraelevadas prestações e

oferece grande versatilidade, embora seja

mais desportivo do que o Asymmetric 5.

O SuperSport R vai ainda mais longe e incrementa

os níveis de aderência em piso

seco, devido à utilização de um composto

de alta fricção. E, por último, o SuperSport

RS, o pneu mais orientado para circuito,

concebido para alcançar os limites em pista,

mas sendo legal para utilização em estrada”,

destaca. Em camião, “renovámos a nossa

gama de longo curso com as novas gerações

de produtos GEN-2 das famílias KMAX

e FUELMAX, que oferecem melhorias em

eficiência de combustível, conectividade

e quilometragem em todas as condições

climatéricas”, sublinha Alberto Villarreal.

REFORÇOS EM 2020

A Goodyear lança, todos os anos, novos produtos.

E, para 2020, tem preparadas várias

novidades. “De momento, apenas podemos

falar do novo EfficientGrip Performance 2,

cujos principais benefícios são a sua elevada

quilometragem, graças à tecnologia

Mileage Plus, concretamente 20% mais do

que o seu rival direto. Também oferece melhor

travagem em piso molhado, graças

à tecnologia Wet Braking, e, ao mesmo

tempo, melhor comportamento em piso

seco”, revela. “Em camião, existirão, igualmente,

novidades, que complementarão

as introduzidas no ano passado na gama

Goodyear”, diz.

Também as motos terão novidades. “A

mais importante é o Dunlop Mutant, um

novo pneu incrivelmente versátil, com um

enfoque crossover para grande parte do

mercado de duas rodas, dado que mais de

370 modelos de moto podem montar o

Mutant, desde sport-touring a naked, retro

ou motos de aventura. Para mais, conta com

a marcação “M+S” (Mud+ Snow, na sua sigla

em inglês, ou Lama e Neve, numa tradução

livre), o que significa que se adapta a condições

verdadeiramente extremas”, destaca.

Alberto Villarreal, Goodyear Dunlop

12 | Revista dos Pneus | Março 2020


Balanço do mercado

FABRICANTE

Pirelli

ESTRATÉGIA

PREMIUM

Aumento das quotas

de mercado, crescimento

do programa Key Point

e abertura do primeiro

Driver Point em Portugal,

são provas do sucesso

alcançado pela Pirelli

em 2019

A

Pirelli fechou o ano de 2019

“com a satisfação de ter implementado,

com sucesso, a sua

estratégia premium em Portugal,

ganhando quota de mercado no que

aos pneus de verão, inverno, All Season e

motorsport disse respeito”, revela Alejandro

Recasens, diretor da Pirelli Portugal. “Tal foi

possível devido ao notável trabalho desenvolvido

ao nível do retalho, com o crescimento

do programa próprio, Key Point, e

graças à abertura do primeiro Driver Center

em Portugal. Este último ponto revelou-se

especialmente importante, uma vez que as

oficinas são os melhores conselheiros do

nosso produto final”, diz.

“Neste novo ano, queremos dar continuidade

à nossa estratégia atual, tanto a

nível de produto como a nível dos canais

de distribuição, para reforçar o projeto do

retalho com o Key Point e com a Driver

Center”, afirma. De acordo com a tipologia

do mercado português, houve gamas que

assumiram maior protagonismo. “Destaque

para o Cinturato P7, pneu para berlinas e

SUV de médias e altas dimensões, que

dispõe de uma ampla gama de medidas

e marcações. Acreditamos que este pneu

terá um papel fundamental em 2020”,

vinca. Tal como se verifica um pouco por

toda a Europa, “o segmento SUV/4x4 tem

apresentado um crescimento constante

(superior a 10%), seguindo a linha indicada

pelo registo de aquisições dessa classe de

veículos”, explica Alejandro Recasens. “Por

outro lado”, frisa, “também se verificou um

crescimento importante (de 17% em relação

a 2018) na venda de pneus de elevado

valor tecnológico com marcação, o que se

enquadra na estratégia da Pirelli enquanto

fabricante”.

TECNOLOGIA E ESPECIALIZAÇÃO

O comércio de pneus, em Portugal, na sua

visão, “tal como em Espanha”, tem um futuro

promissor. “Esperamos um crescimento

importante do segmento de alto desempenho,

em linha com os requisitos dos fabricantes

de automóveis. Assim, espera-se

uma maior aposta em produtos com maior

carga tecnológica e especialização, como

acontece com as marcações dos pneus de

origem, cada vez mais requisitados pelas

grandes marcas”, sublinha.

De referir que, no que diz respeito a este

último ponto, “a Pirelli é o fabricante de

referência a nível mundial, com números

que superam, largamente, os seus concorrentes”,

garante. “Isto deve-se aos esforços

e ao compromisso que a marca tem vindo

a assumir, ao longo das últimas décadas,

em relação a estes produtos específicos.

Começou com um enfoque nos supercarros

e modelos de alta gama, mas, agora,

começa a abranger novos segmentos de

mercado. Tudo isto sem ‘abrir mão’ da

mesma receita: aplicar processos e utilizar

materiais específicos projetados para

criar um pneu adaptado a cada modelo”,

conclui Alejandro Recasens.

Alejandro Recasens, Pirelli

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Destaque

FABRICANTE

Bridgestone

SOLUÇÕES

DE MOBILIDADE

Mais do que um ano bem

sucedido em matéria

de vendas, 2019 afirmou,

também, a Bridgestone

como uma marca pioneira

em soluções de mobilidade

2019 foi um ano muito positivo”, assegura

André Bettencourt, diretor

de marketing da Bridgestone em

Portugal. “Tínhamos o objetivo de

começar a afirmar a Bridgestone como uma

marca pioneira em soluções de mobilidade,

sendo mais do que um fornecedor de pneus,

e acreditamos que esse primeiro passo foi

dado com sucesso. A aquisição da TomTom

Telematics, agora Webfleet Solutions, que

utiliza dados e análises para mover milhões

de veículos da forma mais eficiente possível,

foi um passo importante neste caminho”, frisa.

“O facto de termos continuado a merecer a

confiança das maiores marcas de automóveis,

em 2019, com mais de 100 novos equipamentos

de origem, é, também, um motivo

de orgulho. A nível de produto, podemos

dizer que foi um ano de afirmação dos pneus

All Season, que respondem às necessidades

dos condutores e que estão preparados para

se adaptar ao longo de todo o ano, em todas

as estações”, esclarece André Bettencourt.

“Por último, 2019 foi, também, o ano em

que lançamos a webserie ‘País a Rolar’, um

conjunto de seis episódios que têm alguns

dos nossos clientes como protagonistas. O

objetivo foi destacar o importante papel

que estas empresas têm na economia portuguesa

e, também, o momento em que

a Bridgestone passou a fazer parte da sua

história. Focámo-nos em clientes B2B e o

leque de negócios foi muito interessante:

agricultura, produção e distribuição de leite,

extração e transformação de pedra, manutenção

de parques eólicos e transportes especiais”,

acrescenta o responsável.

GANHAR QUOTA

“Em termos de resultados de vendas, o ano

passado foi muito positivo, em especial na

gama de produtos de consumo (pneus ligeiros,

comerciais, 4x4/SUV e moto), onde

conseguimos ultrapassar os nossos objetivos

internos e ganhar quota de mercado”, revela

o diretor de marketing. Apostas para 2020?

“Apesar de ter sido um produto lançado no

final de 2019, o novo Duravis para camião

é a nossa grande aposta neste segmento

para o ano em curso. No segmento de pneus

agrícolas, vamos reforçar a gama de medidas

do VX-Tractor, que é o nosso produto elite

para máquinas cada vez mais potentes para

uma agricultura que procura cada vez mais

eficácia e produtividade”. Falando de produtos

novos, a grande novidade vai ser no

segmento de pneus de moto. O lançamento

do Battlax BT 46 é um marco significativo

para a empresa, que vai substituir, finalmente,

o BT45 que, durante muitos anos,

foi o pneu preferido de muitos clientes de

motos touring com pneus diagonais.

“Este novo pneu tem melhorias excelentes

para qualquer amante de motos: redução

no desgaste irregular e melhoria da tração,

fatores que farão as delícias dos nossos

clientes, em especial os estafetas que são,

há muitos anos, grandes clientes do BT45 e

que o serão, agora, ainda mais com o BT46”,

revela André Bettencourt, que deixa uma

promessa: “A nossa grande aposta serão as

soluções de mobilidade e a digitalização

crescente que temos vindo a abordar. Para

nós, é extremamente importante continuar

a evoluir na inovação sustentável do nosso

setor. Por esse motivo, também iremos focar-

-nos neste tipo de soluções. Não falta muito

tempo”, conclui.

André Bettencourt, Bridgestone

14 | Revista dos Pneus | Março 2020


Balanço do mercado

FABRICANTE

Nokian Tyres

DESEMPENHO

POSITIVO

Marca nova no mercado

nacional, a Nokian Tyres

considera positivo o balanço

do ano passado, apesar

ter mudado de distribuidor

no final de 2018

João Oliveira, diretor de vendas

ibérico da Nokian Tyres, define a

prestação da empresa como “bastante

positiva” no ano passado. Sobretudo,

tratando-se de uma “marca nova

no mercado português”, que “mudou de

distribuidor no final de 2018”, tendo ainda

em conta a “ligeira descida verificada no

mercado e a conjuntura atual”, adianta.

“Lançámos, em 2019, dois modelos novos

para o segmento de viaturas ligeiras

(WETPROOF e POWERPROOF), produtos

esses reconhecidos a nível europeu como

premium, tendo mesmo conquistado os

primeiro e segundo lugares em testes realizados

pelas principais revistas do setor.

Posso dizer, com toda a segurança, uma vez

que temos estes pneus disponíveis há um

ano, que o sucesso é enorme”, diz.

Na sequência dos produtos lançados em

2019, “temos, este ano, já disponíveis os

novos pneus para o segmento SUV. São

eles o WETPROOF SUV, para SUV de pequena

e média dimensão, e o POWERPROOF

SUV, para veículos de altas prestações. De

salientar que estes pneus contam com reforço

das paredes com fibra de ARAMIDA.

Esta fibra, também utilizada nos coletes à

prova de bala, faz com que a parede do

pneu aguente impactos violentos sem que

a mesma se destrua”, explica João Oliveira

à Revista dos Pneus.

CENTRO DE TESTES

Ainda para o ano em curso, o responsável

tem como prioridade garantir um “crescimento

bastante ambicioso em termos de

volume”, afirma. “No entanto, consideramos

que o maior objetivo é aumentar a notoriedade

da marca junto do profissional de

pneus, mas, também, junto do consumidor

final. Queremos continuar a crescer a nossa

rede de agentes NAD, com mais apoios

para os aderentes. Pretendemos crescer a

gama de pneus agrícolas nas zonas centro

e sul, com novos produtos e, para o final

de 2020, contamos ter a inauguração do

nosso Centro de Testes de Toledo”.

Outra questão essencial, para si, é o papel

dos pneus no contexto da segurança

rodoviária. “A compra de um pneu é uma

compra negativa. Sempre que alguém tem

de gastar dinheiro com a manutenção do

seu veículo, fá-lo contrariado, sem entender

o porquê de gastar tanto dinheiro”, diz.

“Já o investimento num telemóvel topo de

gama, é uma compra positiva. As pessoas

sentem-se bem quando o fazem. Temos

de ser nós, mais concretamente os profissionais

que lidam com o consumidor final,

a transformar essa compra negativa em

positiva, explicando ao consumidor final

todas as vantagens em equipar a sua viatura

com produtos de qualidade e não com

produtos baratos. Infelizmente, no nosso

país, só se liga ao fator preço”, lamenta. Mais:

“São poucos os profissionais de pneus que

perdem um pouco do seu tempo a explicar

as vantagens de montar um pneu de qualidade.

A ânsia de não perder o negócio para

o vizinho, faz com que se cometam erros

que o consumidor final não identifica por

desconhecimento”, alerta.

João Oliveira, Nokian Tyres

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Destaque

FABRICANTE

BKT

EQUILÍBRIO &

ESTABILIDADE

Em Portugal desde 2006,

a BKT Tires mantém

uma parceria sólida com

a S. José Logística de

Pneus. Os últimos dois

anos pautaram-se pela

estabilidade

Nos últimos dois anos, a BKT

Tires manteve-se “estável” no

mercado europeu (Portugal incluído).

Lucia Salmaso, CEO da

BKT Europe, explica que, “além dos números”,

2019 foi crucial. “Em abril, inaugurámos

a nossa nova sede europeia. E realizar uma

nova estrutura não foi apenas um projeto

arquitetónico, mas, antes de mais, estratégico.

Queremos incrementar, cada vez mais,

a nossa presença e quota de mercado na

Europa e, sobretudo, estar mais próximos

dos clientes OEM europeus”.

Segundo Lucia Salmaso, o objetivo é

“reforçar, continuamente, a presença da

marca BKT junto do primeiro equipamento.

E sabemos que conseguimos fazê-lo. As

nossas referências no âmbito das peças

sobressalentes já nos abriram muitíssimas

portas e continuamos a encontrar sempre

novas oportunidades. A nossa nova sede

é um instrumento chave neste sentido. E,

isto, também se aplica a Portugal”, afirma.

“Neste sentido”, acrescenta, “estamos felizes

que 2019 tenha visto, também, a abertura

do novo ‘quartel-geral’ da S. José Logística

de Pneus, em Cantanhede. O novo armazém

permite incrementar a capacidade

de gestão e de armazenamento, além de

posicionar-nos numa área estratégica a

nível logístico. Tudo isto leva a um assinalável

aumento da eficiência, bem como a

uma significativa redução dos tempos de

entrega dos pneus, com o consequente

aumento da capacidade competitiva. Não

só em Portugal, mas, também, em Espanha,

ambos mercados estratégicos”.

REFORÇAR POSIÇÃO

A estratégia da BKT para Portugal está em

consonância com os planos para o resto

da Europa. “O objetivo global já foi apresentado:

apostamos em 10% do mercado

global de pneus off-highway até 2025. Em

Portugal, apontamos, especificamente, para

reforçar ainda mais a nossa posição de liderança”,

avança Lucia Salmaso. As gamas

mais reconhecidas da BKT são AGRIMAX,

para o setor agrícola, e EARTHMAX, para

o mercado OTR.

Em 2020, a BKT tem em vista várias novidades.

“Atualmente, estamos a incrementar,

cada vez mais, a nossa presença no setor

dos pneus Giant. Por este motivo, lançámos,

na feira Bauma, a nova versão de 51” do

EARTHMAX SR 46, destinada aos dumpers

rígidos que atuam nas condições hostis

dos ambientes rochosos, como minas, barragens

e implantação de grandes obras de

construção civil. É a medida maior que até

agora produzimos: 33.00 R 51. Está previsto

o lançamento da versão de 57’’ do

EARTHMAX SR 46, também graças a consistentes

investimentos em nova maquinaria.

Estamos a trabalhar para desenvolver um

composto de borracha que seja perfeito

para estas grandes dimensões. Depois,

seguir-se-á, em breve, um modelo de 63”

no mercado”, revela.

Lucia Salmaso, BKT

16 | Revista dos Pneus | Março 2020


Balanço do mercado

FABRICANTE

Continental

CONSOLIDAR

POSIÇÃO

Para a Continental, 2019

foi ano de consolidar

a sua posição no mercado

português como única

marca com estrutura

completa e poder

de decisão local

Foi um ano de muitos desafios,

mas muito positivo! 2019 foi de

consolidação da nossa posição no

mercado português como única

marca com estrutura completa e poder de

decisão local. E, também, de crescimento e

reforço da nossa marca Continental”, avança

Pedro Teixeira, diretor-geral da Continental

Pneus Portugal. “Foi o ano em que assistimos

ao crescimento e fortalecimento do

segmento UHP (jantes de 17” e superiores)

e de dinamização e consolidação da nossa

rede ContiService, nomeadamente, com

o lançamento da nova marca Best Drive –

exclusiva e dedicada para a rede”, refere.

“Aumentámos a nossa quota de mercado

na área de pneus de camião e continuámos

o crescimento exponencial nas áreas

de pneus agrícolas e de engenharia. Além

disso, consolidámos a nossa posição de liderança

na área de pneus para material de

handling”, revela.

Já 2020 será, sobretudo, “um ano de continuidade

do trabalho que temos vindo a desenvolver

no mercado nacional”, assegura.

“Ambicionamos continuar a crescer em

quota de mercado e em todos os segmentos

de produto. E a nossa rede ContiService

continuará a ser um dos nossos principais

polos de atividade. Queremos continuar

a dinamizar e a fazer evoluir a rede para

um conceito cada vez mais potenciador de

criação de valor para os nossos parceiros,

através de uma aposta clara na prestação

de um serviço 360°”, reforça o responsável.

DIVERSIFICAR OFERTA

A Continental continuará a “diversificar

a sua oferta com o lançamento de novas

dimensões, nas categorias de SUV do tipo

desportivos, luxuosos, SUV compacto, mini

SUV e outros SUV 4x2, que são utilizados,

maioritariamente, em estrada. Nestas categorias,

os condutores privilegiam o comportamento

dinâmico com estabilidade

e agilidade, bem como elevados padrões

de segurança e conforto”, diz. “Aqui, oferecemos

o nosso portefólio de pneus de

turismo (EcoContact, PremiumContact e

SportContact), bem como nas categorias

de SUV/4x4 e modelos pick-up para utilização

mista e/ou fora de estrada, onde os

condutores privilegiam robustez e tração,

conjugadas com características de condução

em estrada, tais como a segurança e o

conforto. Aqui, oferecemos um portefólio

dedicado a 4x4 (ContiCrossContact e as suas

sub-famílias UHP, LX Sport, RX, ATR e AT)”,

acrescenta Pedro Teixeira.

“Nos pneus de camião, lançaremos uma

sub-variante, para eixo de reboque, da

gama Conti Hybrid, que terá a designação

Conti Hybrid HT3 SR. Esta nova sub-variante

foi especificamente desenvolvida para o

transporte de mercadorias em utilização

regional severa, com o foco no rendimento

quilométrico, na resistência aos arrastamentos

laterais, bem como na resistência

a cortes múltiplos e arrancamentos”, revela.

“No segmento agrícola, existirão duas novas

gamas de produto para tratores de média a

elevada potência: o VF Tractor Hybrid e o VF

Tractor Master Hybrid (made in Portugal). O

primeiro, desenvolvido para o trabalho em

campo (médio a baixo binário), com elevada

capacidade de tração para cargas pesadas.

O segundo, desenvolvido para transporte

em estrada (elevada velocidade)”, conclui.

Pedro Teixeira, Continental

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Destaque

Balanço do mercado

FABRICANTE

Yokohama

BALANÇO

BIPARTIDO

A Yokohama divide 2019

em duas partes distintas.

Uma primeira parte abaixo

das expectativas; uma

segunda que ultrapassou

as previsões de vendas

Victor Cañizares, vice-presidente

de vendas e marketing da Yokohama

Iberia, faz um balanço

da atividade da empresa, em

2019, em duas partes distintas. “Na primeira

parte do ano, o sell-in ficou bem abaixo das

expectativas estabelecidas no orçamento

de vendas do ano. Na segunda parte do

ano, o canal experimentou um aumento

no número de pedidos para a Yokohama,

tanto nas vendas diárias como nas programadas”,

explica o responsável. “Graças ao

último trimestre, a Yokohama aumentou as

vendas em relação ao ano anterior em 21%

nos segmentos de turismo, 4x4 e comerciais.

E em 41% no segmento de camiões”,

esclarece Victor Cañizares.

No decurso deste ano, o vice-presidente

de vendas e marketing pretende continuar

a reforçar os projetos já em andamento e

que foram responsáveis pelo aumento das

vendas da marca no ano transato. Exemplos?

“O lançamento da marca Alliance no

mercado português, através de especialistas

e profissionais em pneus, tornou-se

num pilar do nosso crescimento e da nossa

política comercial. Os profissionais de pneus

apoiaram a qualidade do produto, o posicionamento

dos preços - e são fabricados

no Japão. Continuamos a investir na nossa

plataforma B2B para oferecer um serviço

ágil, fácil e direto. A mudança do fornecedor

de TI ajudou-nos nessa necessidade,

aumentando o número de sessões/dia e o

número de conversões, o que se traduz num

aumento nas vendas diárias. No projeto TBS,

para pneus de camiões, e na introdução de

produtos nas frotas relevantes através dos

profissionais desta linha de produtos. Por

fim, a equipa da Yokohama: profissionais

com um programa de formação contínua e

orientada para dar resposta às necessidades

dos clientes num projeto comum de médio

e longo prazos”, detalha o responsável.

TODOS OS SEGMENTOS

Victor Cañizares orgulha-se do facto de a

Yokohama conseguir satisfazer as necessidades

de quase todos os clientes, através

da oferta de uma vasta gama de soluções

em todos os segmentos. “Tudo isso, tanto

no inverno como no verão. E, também, para

diferentes utilizações: desporto; conforto

no turismo; off-road; rodoviário; misto; 4x4

com diferentes compostos, dependendo

da distância da viagem e da temperatura

média da competição; uso regional; longa

distância; autocarros urbanos; trabalho de

camião e portos; minas, pedreiras, construção

civil e obras públicas”, exemplifica.

“Se destacássemos um modelo específico,

em 2019, optaríamos pelo ADVAN V105,

escolhido como equipamento de origem

pelos construtores de automóveis de maior

prestígio no mercado”, sublinha.

Ainda este ano, será lançado um novo modelo

4x4, o G058 (substitui o G055) para uso

rodoviário, um novo modelo de turismo

(Bluearth AE-51 para uma condução confortável)

e um novo pneu de camião (124R),

que ocupará o espaço do 104ZR.

VICtor Cañizares, Yokohama

18 | Revista dos Pneus | Março 2020


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Destaque

DISTRIBUIDOR

NEX Tyres

QUARTO ANO

CUMPRIDO

Balanço positivo da NEX

Tyres em 2019, o seu quarto

ano de atividade no

mercado luso. Em 2020,

o distribuidor lançará

duas novas marcas

exclusivas

A

NEX Tyres cumpriu, em 2019, o

seu quarto ano de atividade no

mercado nacional. E Aldo Machado,

country manager para

Portugal, garante que o balanço foi “positivo”

e que os “objetivos propostos foram

cumpridos”. Em 2020, o mote é semelhante.

E não faltam novidades. “Lançaremos, no

nosso país, duas novas marcas, distribuídas

em regime de exclusividade. Uma na área

agrícola (Goodyear), estando prevista, também,

a entrada de uma marca no segmento

scooter, ainda durante o primeiro semestre”,

afirma Aldo Machado, acrescentando que,

“de modo geral”, o ano passado “foi positivo

em todas as gamas comercializadas pela

NEX”, acrescenta.

Como vê o responsável o crescente interesse

das oficinas de mecânica e dos concessionários

de automóveis pelos pneus?

“Na NEX, pensamos que o pneu deve ser

encarado como um produto de complexidade

técnica, por ser um órgão de segurança

ativa do veículo. Tendo em conta este

pressuposto, caso se verifiquem condições

para prestar um serviço adicional de qualidade,

pensamos que existe uma oportunidade

de negócio. Caso contrário, será uma

forma pouco ‘ortodoxa’ de desvalorizar o

papel do pneu no mercado automóvel e

que em nada beneficiará o novo operador,

que pretende aflorar esta atividade”, refere.

MAIOR RESPONSABILIDADE

Na perspetiva de Aldo Machado, a importância

do distribuidor “já é uma realidade

e continuará a desempenhar um papel de

relevância no futuro”. Porquê? “A disponibilização

de stocks alargados, num mercado

cada vez mais atomizado (ao nível de

marca e, também, das diversas dimensões,

modelos e homologações), com serviços

logísticos de excelência, são fatores diferenciadores

que, neste momento, só estão

ao alcance dos distribuidores de pneus,

que, assim, facilitam e apoiam o negócio

dos seus clientes que operam no retalho”,

salienta o responsável à Revista dos Pneus.

Relativamente à relevância dos pneus no

contexto da segurança automóvel, Aldo

Machado considera que, “apesar das diversas

campanhas promovidas, as autoridades

competentes devem tomar medidas

urgentes no sentido de impor regras mais

assertivas (e também punitivas) em toda

a cadeia de valor relacionada com este

produto e não apenas a montante dessa

mesma cadeia”, aponta. “As enormes obrigações

que incidem sobre produtores, distribuidores

e retalhistas não se refletem em

diversos aspetos, como a comercialização

desregulada de pneus usados, a apresentação

de pneus inadequados nas viaturas

quando as mesmas se deslocam aos centros

de inspeção (pneus com mais de 10 e 15

anos, adaptados a condições climatéricas

adversas que não existem no nosso país,

entre outras) e, isso, na nossa opinião, deve

ser tratado de forma urgente e diligente,

visto que a segurança rodoviária deve(ria)

ser um desígnio nacional”, acrescenta.

Aldo Machado, NEX Tyres

20 | Revista dos Pneus | Março 2020


Balanço do mercado

DISTRIBUIDOR

Tiresur

ANO DE

ADAPTAÇÃO

Armando Lima,

diretor-geral da Tiresur

Portugal, descreve 2019

como “difícil e de adaptação

a uma nova realidade”.

Mas elenca vários pontos

positivos

Armando Lima, diretor-geral da

Tiresur Portugal, reconhece que

2019 foi um “ano difícil” para o

mercado dos pneus em geral.

“Os dados apontam para um mercado flat

em pneus ligeiros e para um aumento em

pneus pesados. No entanto, se, em termos

de volume, aparentemente, as coisas não

estiveram assim tão mal, já em termos de

margens, não se pode dizer o mesmo. Foi

notório, ao longo do ano, mas em especial

no segundo semestre, uma redução significativa

das margens brutas de venda”,

frisa. “O mercado, no geral, apresentou, em

2019, uma agressividade comercial mais

acentuada do que em anos anteriores,

provavelmente explicada pela existência

de mais operadores e marcas no mercado,

mas, também, pelo facto de se notar um

claro aumento da procura por produto mais

barato, tendo esse efeito obrigado a reduzir

o gap entre marcas premium, quality e

budget”, esclarece Armando Lima.

Segundo explica, “para quem importa

pneus e tem a representação de várias

marcas próprias, como é o nosso caso,

acabámos, também, por sofrer com a desvalorização

do euro face ao dólar, assim

como pelo facto de os fretes marítimos

terem aumentado, significativamente,

em relação a anos anteriores”, explica o

responsável, que não deixa de apontar os

pontos positivos de 2019. “Aumentámos

o nosso volume de faturação, crescemos

em termos de carteira de clientes ativos,

aumentámos as nossas vendas em pneus

agrícolas e tivemos o ano com o melhor

índice de imparidades por falta de pagamento

de clientes”, elenca. “No fundo, foi

um ano de adaptação a uma nova realidade,

que, muito provavelmente, apresenta uma

tendência que manter-se-á em 2020. As

empresas estão a ser obrigadas a realizar

algumas mudanças nas suas estruturas,

de forma a adaptarem-se a um nível de

margens mais reduzido e a trabalharem

de forma mais eficiente”, afirma.

NOVAS INSTALAÇÕES

Motivação para 2020 não falta. “Temos

prevista a inauguração do nosso armazém

(em princípio, no início do quarto trimestre

do ano), sendo que a construção já está

a avançar a todo o vapor”, conta, a propósito

do terreno, adquirido em 2019, em

Alverca, com uma área de 24.500 m2, que

permitirá “aumentar, significativamente, a

nossa capacidade de stock, mas, também,

permitir-nos-á melhorar muito a qualidade

do nosso serviço”, revela Armando Lima, frisando

ainda a conquista da “representação

exclusiva da marca Triangle, também para

Portugal (já a tínhamos em Espanha), em

pneus ligeiros e, mais recentemente, em

camião e industriais/OTR, tendo começado,

no início deste ano, a comercialização des-

tas linhas de produto”.

Aspeto crucial “será a consolidação das

nossas marcas de pneus agrícolas, MRL e

GTK, que têm crescido bastante nos últimos

meses”, diz. Por fim, destaque para a rede

Center’s Auto e para a aposta na “melhoria

do Programa de Fidelização, através da

introdução do plano anual de formação

para todos os associados do grupo, mais

e melhores benefícios e rapeis comerciais,

assim como uma aposta na valorização

da imagem e na comunicação da marca

Center’s Auto”, remata.

Armando Lima, Tiresur

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Destaque

DISTRIBUIDOR

AB Tyres

EVOLUÇÃO EM

CONTRACICLO

Com um balanço “verde”

em 2019, em contraciclo,

a AB Tyres prepara várias

novidades para este ano,

nomeadamente em matéria

de portefólio

Evolução em contraciclo face à realidade

do mercado”. É, desta forma,

que Filipe Bandeira, diretor-geral

da AB Tyres, classifica 2019, ano

que a empresa fechou com o “orçamento

no verde” e um “crescimento de dois dígitos”.

No primeiro trimestre de 2020, haverá

novidades na empresa, “que inclui todo o

nosso portefólio”, conta. Além disso, o objetivo

é “continuar a trabalhar afincadamente

nas nossas marcas exclusivas. E teremos

dois projetos diferentes e inovadores no

mercado, sempre na perspetiva de ajudar

o nosso parceiro/cliente”, afirma. Segundo

Filipe Bandeira, na AB Tyres, “felizmente, temos

crescido em todos os segmentos, mas

posso dizer que sentimos que o budget tem

sofrido uma maior incidência, em termos

de aumento”, salienta à Revista dos Pneus.

Como vê a evolução dos canais de venda,

em particular o interesse que as oficinas de

mecânica e os concessionários de automóveis

estão a demonstrar pelos pneus? “O

mercado vai, naturalmente, evoluir nesses

dois canais”, explica Filipe Bandeira. “Não

só pela necessidade que têm, pelo produto

pneu, em adicionar à oferta, pois existem

centros auto que trabalham tudo (estes

canais terão de adaptar-se), mas, também,

porque este tipo de casa já olha para o pneu

como um produto complementar, como

uma peça, por exemplo. Em termos de

risco, não é diferente do que existe hoje.

Penso que poderá existir oportunidade para

distribuidores, pois quantos mais clientes

estiverem a trabalhar o mercado, menos

o fabricante consegue ir diretamente”,

acrescenta.

FATIA MAIOR

Neste momento, Filipe Bandeira vê com

maior nitidez “o papel do distribuidor no

retalho, dado que somos nós que temos

a maior ‘fatia’ na cadeia de fornecimento.

E nem as marcas nem os fornecedores

estrangeiros conseguem desenvolver um

trabalho em parceria como nós. O papel não

mudou. Na minha ideia, a AB Tyres tem de

fornecer em tempo certo e de ter a oferta

adequada ao mercado. Mas, também, vai ter

um papel importante em ajudar o cliente a

desenvolver o seu próprio negócio. Não só

em termos operacionais, mas, também, em

contribuir fisicamente para o aumento de

volume/trabalho na casa”, explica.

Outro aspeto relevante a considerar é a

relação dos automobilistas com os pneus

dos seus veículos. “As forças de segurança

deveriam olhar para a utilização do pneu

de uma forma direta, ou seja, se virem um

condutor com um pneu gasto deverão

obrigá-lo a fazer a mudança. E se for apanhado

novamente, deverá ter uma multa

pesada. Os fabricantes têm obrigação de

valorizar o produto junto do consumidor

final, torná-lo fashion”, sublinha.

Filipe Bandeira, AB Tyres

22 | Revista dos Pneus | Março 2020


Balanço do mercado

DISTRIBUIDOR

Pneurama

CRESCER

A DOIS DÍGITOS

Com um crescimento

de dois dígitos em todos

os segmentos, em 2019,

a Pneurama registou ainda

uma subida de 21% na Lassa

Tyres, a sua marca bandeira

À

semelhança de 2018, o ano

passado foi um bom ano para

a Pneurama, que repetiu o

crescimento de dois dígitos em

termos de volume de negócios. “O nosso

compromisso de oferecer os pneus com

melhor relação preço/qualidade, em cada

segmento, respeitar a exclusividade dos

clientes e oferecer um serviço de logística

e comercial feito à medida dos clientes,

tem resultado”, revela José Azevedo da

Mota, diretor-geral. “Em 2019, superámos

as melhores expectativas nas nossas três

marcas de pneus de turismo, no segmento

de câmaras de ar e nos pneus industriais.

Em todos os segmentos onde marcamos

presença, tivemos um crescimento de dois

dígitos, sendo que, na Lassa Tyres, a nossa

marca bandeira, o crescimento foi de 21%”,

acrescenta.

A médio e longo prazos, a Pneurama pretende

“tornar as marcas que representa

como referências no mercado português

em cada segmento”, afirma o responsável.

Este ano, o objetivo “passa por continuar a

conquistar quota de mercado. E temos a expectativa

de repetir os anos de 2018 e 2019,

obtendo um crescimento na ordem dos

dois dígitos”. A estratégia de comunicação

da empresa para 2020 visa ainda a participação

na expoMECÂNICA e a presença em

publicações do setor. “O objetivo máximo

passa por comunicar as valências das nossas

marcas e as vantagens de trabalhar com a

Pneurama”, adianta José Azevedo da Mota.

MARCAS EXCLUSIVAS

Em 2019, a Pneurama registou um crescimento

em todos os segmentos em que

opera. Mas alguns elevaram a fasquia: “Câmaras

de ar e pneus industriais”, avança.

No entanto, “em pneus de turismo, o crescimento

foi de dois dígitos”, reforça. O registo

das marcas exclusivas da Pneurama? A Lassa

Tyres (quality alto), um crescimento de 21%;

a CST Tyres (quality intermédio, especialista

em 4x4), uma nova marca lançada em 2019,

obteve uma aceitação muito positiva no

mercado; a Saferich Tyres (budget), também

uma subida de dígitos”, conta. “A seleção

para o nosso portefólio de marcas deste

pneu económico de confiança, associado

a um constante stock da Pneurama, mostraram

ser estratégias de sucesso. Houve,

no entanto, um decréscimo no segmento

de marcas não exclusivas”, revela.

Na visão de José Azevedo da Mota, “o comércio

de pneus está sempre dependente

do mercado de automóveis. Por essa razão,

achamos que o tamanho do mercado não

sofrerá grandes alterações em termos de

dimensão. Na nossa análise, os volumes de

negócio são sempre bastante flutuantes.

Os diversos canais de distribuição de pneus

que, hoje, existem vão continuar. A concorrência

dos grandes grupos internacionais

pode vir a diminuir, com um aumento das

taxas de juro, porque estes grupos estão

sempre altamente alavancados”, preconiza.

José Azevedo da Mota, pneurama

www.revistadospneus.com | 23


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24 | Revista dos Pneus | Março 2020

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Destaque

Balanço do mercado

DISTRIBUIDOR

RS Contreras

MISSÃO

CUMPRIDA

Servir mais e melhor

os clientes, ampliar a gama

de marcas e elevar ainda

mais a qualidade do serviço

são metas para o ano

em curso. 2019 foi

cumprido com sucesso

Expectativas superadas. José Enrique

Carreiro, diretor-geral da RS

Contreras, dá conta de um ano

de 2019 “muito positivo” para a

empresa, que aumentou as vendas e a

faturação em dois dígitos. De forma a dar

seguimento a esta boa prestação, o responsável

estabeleceu vários objetivos para

2020. “O principal é continuar a ser servir

mais e melhor os clientes, melhorando o

serviço com mais oferta de marcas e gama,

assim como uma maior capacidade logística,

mais espaço de armazenagem e mais

meios de entrega”, revela.

Segundo José Enrique Carreiro, o mercado

tem uma tendência, “desde há algum

tempo, para o segmento das altas prestações

(UHP). Continua a crescer de forma

clara e, como é lógico, as gamas mais baixas

mantêm a tendência de descida”. De acordo

com o responsável, “as oficinas de mecânica

continuam a entrar, cada vez mais,

nos pneus. Para elas, é mais fácil e estão

preparadas. Ao nível dos concessionários

penso que se mantém estável”, sustenta,

acrescentando, de seguida, a sua opinião

sobre o papel do distribuidor no futuro do

negócio das casas de pneus e retalhistas:

“O distribuidor já é fundamental para o

retalho de pneus e, pela tendência atual,

ainda mais importante se tornará no futuro,

pois o fabricante, cada vez mais, está preocupado

em fabricar os pneus e delega em

nós toda a vertente da logística e entregas.

Somos a primeira linha e acompanhamos,

assessoramos, fornecemos e servimos o

retalho de forma profissional, eficiente

e com altos padrões de qualidade”, diz à

Revista dos Pneus.

ELEMENTO TECNOLÓGICO

Na perspetiva de José Enrique Carreiro,

o comércio de pneus, em Portugal, tem

vários pontos positivos. E negativos. “Relativamente

aos fatores positivos, destacaria

a evolução do parque automóvel, pois

faz com que o mix de produto aumente a

média da faturação, o que é de interesse

para todos. Da parte negativa, destacaria

a dificuldade do setor em fazer com que o

pneu seja percebido como um elemento

tecnológico fundamental de segurança e

onde o fator preço não é tão relevante”,

adianta. Quando ao futuro, admite, “é difícil

fazer previsões a médio e longo prazos, mas

o que parece claro é que os veículos vão

continuar a existir e a precisar de pneus,

pelo que diria que o setor tem futuro. Agora,

está claro que o futuro será, cada vez mais,

exigente e competitivo. Só os que melhor se

adaptarem conseguirão sobreviver”, alerta.

José Enrique Carreiro, RS Contreras

www.revistadospneus.com | 25


Destaque

DISTRIBUIDOR

Rodrigues Tyres

DUAS MARCAS

A CAMINHO

O exercício de 2019 serviu,

sobretudo, para consolidar

e implementar a Starmaxx.

Em 2020, José Saraiva quer

lançar mais duas marcas

no mercado

A

Rodrigues Tyres teve um desempenho

“francamente positivo”

em 2019. “Ultrapassámos as

principais metas que traçamos

e abrimos excelentes perspetivas para o

novo ano. Podemos dizer que correu tudo

muito bem”, afirma José Saraiva, diretor comercial

da Rodrigues Tyres. Durante o ano

em curso, o principal objetivo da empresa

será “consolidar a implantação da Starmaxx

em todos os segmentos de mercado. Esta

marca tem um potencial imenso, devido

à amplitude de gamas de produto de que

dispõe. A juntar a isso, temos mais duas

marcas para introduzir em 2020, uma das

quais já no primeiro trimestre do ano”, revela

José Saraiva.

Quais os segmentos que têm vindo a registar

maior crescimento? “Neste momento,

não é fácil de responder. Todos os segmentos

trabalhados registam crescimentos

muito importantes. Acredito que, pela

forma como estamos a atuar, consigamos

crescer mais rapidamente nos novos canais

do que nos canais tradicionais”, afirma.

José Saraiva acompanha as tendências do

mercado com atenção e acredita que se

trata de “uma evolução natural”. Porquê?

“Ouvimos, muitas vezes, queixas de determinados

players de mercado que vejo que

pouco fazem para se adaptar às novas realidades.

O aparecimento dos novos canais é

algo incontornável e irreversível. Vimos esta

realidade do mercado, claramente, como

uma oportunidade”, assegura José Saraiva.

AÇÕES DIRECIONADAS

Na mesma linha de pensamento, o diretor

comercial da Rodrigues Tyres vê o papel

do distribuidor, no atual contexto, como

“fundamental”. E explica: “Como tudo na

vida, não são só pontos positivos. Como

já tenho dito, um dos problemas está na

falta de critério de alguns fabricantes, na

forma como trabalham este importante

player do mercado (o distribuidor)”, conta à

Revista dos Pneus. Na sua opinião, a relação

dos automobilistas com os pneus do seu

veículo podia ser alvo de maiores atenções.

“Já se fizeram, no passado, ações de sensibilização,

que são muito importantes para

aumentar o nível de informação sobre isso.

Têm de ser repetidas e, porventura, mais

direcionadas. Por exemplo, o conhecimento

sobre pneus nos chamados centros de inspeção

continua a ser muito insuficiente”.

Perante tudo isto, José Saraiva descreve o

mercado nacional de pneus como “pouco

maduro”, quando comparado com outros

do setor automóvel. “As margens reduziram

muito nos últimos anos e, isso, como é

óbvio, não é bom para ninguém. Por outro

lado (e não me canso de o dizer), há maus

hábitos de gestão que condicionam a performance

de muitas empresas. Apesar disso,

achamos que há, também, muita gente a

mudar. E muita gente nova que vai ajudar

a mudar o setor. Vejo o futuro com algum

otimismo”, conclui.

José Saraiva, Rodrigues Tyres

26 | Revista dos Pneus | Março 2020


Balanço do mercado

DISTRIBUIDOR

S. José Logística de Pneus

MARCO

HISTÓRICO

A construção e inauguração

das imponentes instalações,

em 2019, foram um marco

histórico para a empresa

de Cantanhede.

O distribuidor foca-se,

agora, na reestruturação das

vertentes comerciais

Um ano especial”. Para a S. José

Logística de Pneus, 2019 não foi

um ano normal. O motivo? “A

construção e inauguração das

instalações foram um marco histórico, que

promete ser uma alavanca no crescimento

da empresa, com o extraordinário aumento

do potencial que passámos a ter”, refere o

administrador, Luís Aniceto. 2020, para a

empresa, será “um ano de reestruturação

das vertentes comerciais, para tirar partido

do aumento das infraestruturas criadas,

com o consequente aumento de vendas”,

explica o responsável à Revista dos Pneus.

“O segmento de pneus consumer, que sofria

de constrangimento de espaço para armazenagem,

dispõe, agora, de um substancial

aumento de stock e de variedade de oferta,

sendo dos que tem maior potencial de crescimento.

No entanto, também as gamas de

camião e agroindustrial têm grande potencial

de crescimento, sendo conhecida a

diversidade da oferta no mercado”, afirma.

O aumento dos canais de venda, para Luís

Aniceto, “é já um dado adquirido, com a

abertura da venda de pneus nas oficinas de

mecânica e nos concessionários de automóveis”.

Porém, “tal não significa aumento

de mercado, mas sim a venda da mesma

quantidade a mais pontos, com tudo o que

isso significa”, acrescenta o responsável. Na

sua opinião, “o distribuidor de pneus é, hoje,

fundamental para o mercado. Seja para os

pontos de venda, seja para as marcas. Para

os clientes, porque está mais perto deles,

porque compreende melhor as suas necessidades

e porque presta um serviço de

altíssimo valor, com o nível de entregas que

permite. Para as marcas, porque lhes permite

focar, principalmente, na sua vertente

industrial, deixando para os distribuidores

a formação dos stocks e as consequentes

dificuldades do serviço de entrega e da gestão

de cobranças, derivado do aumento

registado dos pontos de venda”, esclarece

o administrador.

MERCADO SOBRECARREGADO

O responsável da S. José Logística de Pneus

acredita que os pneus deveriam ser alvo de

maior atenção por parte dos condutores.

“As ações de sensibilização são importantes,

mostrando a profundidade de piso legal e

funcional, para que o pneu possa desempenhar

a sua função, de ser o garante da

aderência e travagem das viaturas, relevando

os possíveis problemas que acarreta

a utilização de pneus usados”, adianta Luís

Aniceto.

Segundo afirma, o mercado de pneus

atravessa vários problemas. “Devido ao aumento

do número de pontos de venda, com

a consequente diminuição do número de

pneus por ponto de entrega e aumentando

os seus custos. Além de que o mercado,

fruto da conjuntura nacional, não cresce.

Além disso, há demasiados distribuidores,

o que dificulta o aumento do potencial de

cada um para fazer face à concorrência,

nomeadamente de Espanha, um mercado

que, sendo maior, permite outra capacidade

de escala e, consequentemente, de

competitividade”, remata.

Luís Aniceto, S. José Logística de Pneus

www.revistadospneus.com | 27


Destaque

Balanço do mercado

DISTRIBUIDOR

EUROMAIS

OBJETIVO

GLOBAL

Em 2019, a Euro Tyre

mudou de nome para

EUROMAIS. Os valores

continuam idênticos, mas

Manuel Félix pretende

globalizar a empresa

O

balanço do desempenho da

EUROMAIS, durante o ano de

2019, “foi francamente positivo,

conseguindo atingir os

objetivos traçados”, assegura Manuel Félix,

diretor-geral da EUROMAIS, à Revista dos

Pneus. Foram vários os projetos colocados

em ação. “Um deles, teve a ver com a própria

mudança do nome da empresa, de Euro

Tyre para EUROMAIS - Peças e Pneus, Lda.

Queremos, cada vez mais, ser reconhecidos

no mercado como uma empresa global

de aftermarket. Além disso, pretendemos

continuar a investir no projeto euroPART-

NER, procurando parceiros que o queiram

abraçar, bem como aumentar a nossa presença

em território nacional, tendo, para tal,

aberto lojas/armazéns em Vila Real, Loulé

e Évora”, revela o responsável.

Para Manuel Félix, a evolução dos canais

de venda, em particular o interesse que as

oficinas de mecânica e os concessionários

de automóveis estão a demonstrar pelos

pneus, não é mais do que “uma evolução

natural do mercado”. Mais: “Sendo a EURO-

MAIS um fornecedor global (peças e pneus),

temos tido um aumento significativo nesses

canais, pois oferecemos uma solução global

para as suas necessidades - disponibilidade

e serviço a preços competitivos”, diz.

CRIAR SOLUÇÕES

Na opinião do diretor-geral da EUROMAIS,

“o distribuidor deverá apresentar-se no

mercado como uma solução para o seu

cliente, em termos de disponibilidade e

serviço. Com estes dois fatores, o mesmo

deveria ser valorizado pelo cliente (ou fazer-

-se valorizar) para que o fator preço não

seja o aspeto a prevalecer no momento da

decisão do cliente”. Manuel Félix acredita

ainda que “existe uma lacuna na atuação

das autoridades em termos de fiscalização

do estado dos pneus, devendo, para tal, haver

um aumento de ações de sensibilização

e prevenção para alertar o automobilista

acerca da importância do estado dos pneus

na sua segurança e na da sua família. Nessas

ações, os fabricantes de pneus deveriam

ter um papel mais ativo, quer na estrada,

quer nas redes sociais”.

O responsável não deixa ainda de dar a sua

visão sobre o futuro do comércio de pneus

em Portugal. “Esperamos que este mercado

maduro tenha um crescimento ao nível da

distribuição. Para tal, as empresas deverão

estar preparadas para enfrentar o mercado,

de maneira a encarar da melhor forma as

adversidades, mas, também, aproveitar as

oportunidades que vão surgir”, conclui.

Manuel Félix, EUROMAIS

28 | Revista dos Pneus | Março 2020


Destaque

DISTRIBUIDOR

Dispnal

RESPONDER

ÀS MUDANÇAS

A capacidade de responder

às mudanças é o grande

trunfo da Dispnal. 2019 foi

um ano “muito positivo” e

Rui Chorado prepara vários

projetos para 2020

Rui Chorado, administrador da

Dispnal, classifica 2019 como

“muito positivo” para as atividades

comerciais das empresas

Dispnal Pneus e Dispnal Iberia, esta última

sociedade do grupo que se dedica à

comercialização dos diferentes produtos

que compõem a gama em Espanha. “Em

2019, voltámos a não esquecer a teoria da

mudança de Charles Darwin: ‘Não são as

espécies mais fortes nem as mais inteligentes

que sobrevivem, mas sim aquelas

que melhor respondem às mudanças’, frisa

o responsável.

Na Dispnal, o ano passado continuou a ser

um ano de “permanente mutação e adaptação

às novas realidades dos mercados. Se os

clientes procuram racionalizar e rentabilizar

custos, temos de oferecer-lhes ‘soluções

económicas” e, sobretudo, mais ‘rentáveis’,

como é exemplo a nossa novíssima marca

ROADMARCH, com tecnologia de fabrico

sul-coreana, fabricada em unidades de produção

de última geração”, revela. E enfatiza:

“a ROADMARCH veio para ficar. Dispõe de

uma gama inovadora de pneus de turismo,

comerciais e SUV/4x4, que distribuímos, em

regime de exclusividade, para Portugal e

Espanha. Com a marca ROADMARCH, os

nossos clientes asseguram ao consumidor

final uma marca económica, de qualidade

e, não menos importante, de continuidade.

Neste caso, a diferenciação está na continuidade.

O cliente sabe que, se amanhã

necessitar de um pneu, a Dispnal tem”,

sublinha Rui Chorado.

APOSTA MÚLTIPLA

Importante para a Dispnal foram os “excelentes

desempenhos” da sua nova marca

de pneus OTR: WESTLAKE. Uma linha que

Rui Chorado descreve como “premium em

qualidade e budget em preço”. De resto, a

marca premium da ZC RUBBER, 9.° maior fabricante

mundial, “destaca-se pela superior

qualidade e diversidade dos seus produtos”,

afirma. Finalmente, “sublinhar a assinatura

da parceria de distribuição da nova gama

de pneus agrícolas da Continental, gama

agora distribuída em Portugal pela Dispnal”,

adianta. A empresa voltou ainda a apostar

e a inovar nas novas tecnologias. “Com o

objetivo de facilitar e simplificar a relação

comercial com os clientes, lançámos o novo

site, que disponibiliza ao mercado o mais

moderno e intuitivo B2B (loja online) do

setor”.

A Dispnal prepara vários projetos para 2020.

“Na TOYO, destaco a renovada estratégia

de crescimento da marca no nosso mercado.

Iniciámos o ano com uma campanha

de sell-in intitulada ‘Tecnologia em Movimento’,

conceito que assenta como uma

luva à marca japonesa. Na PETLAS, realço

a qualidade superior dos pneus pesados

fabricados no continente europeu, constituindo

uma das grandes apostas da Dispnal

no mercado ibérico em 2020. Quanto à

NANKANG, constitui um valor seguro para

os clientes e utilizadores finais. Além disso,

continuaremos a consolidar a presença da

nossa marca budget, ROADMARCH, nas mais

prestigiadas casas de pneus de Portugal e

Espanha”, assegura.

Rui Chorado, Dispnal

30 | Revista dos Pneus | Março 2020


Balanço do mercado

RECAUCHUTADOR

Recauchutagem Ramôa

APOSTA

INTERNACIONAL

Cumprido com êxito todos

os objetivos de 2019,

a Recauchutagem Ramôa

aposta, este ano, em novos

projetos.

A internacionalização

é um dos caminhos

A

atividade da Recauchutagem Ramôa,

no ano passado, foi “bastante

positiva”. Nas palavras de

Joaquim Ramôa, administrador,

a empresa cumpriu os objetivos propostos.

“Registámos um crescimento em todas as

áreas, alargámos a zona de cobertura da

revenda de pneus e de clientes empresariais,

bem como incrementámos o portefólio de

serviços prestados nas nossas oficinas”, explica.

Não faltam iniciativas e projetos para

este ano. “As apostas para 2020 centram-se

na melhoria e diversificação dos serviços

prestados nas nossas unidades, bem como

na renovação do parque de máquinas no

setor industrial, de modo a responder ao

aumento da procura de pneus recauchutados”,

adianta o responsável. “Apostamos,

também, na internacionalização, por via da

exportação, e em dar maior relevo ao segmento

de pesados em clientes empresariais.

Estamos ainda muito focados na política

de sustentabilidade e respeito ambiental,

onde contribuímos, decisivamente, com a

produção de recauchutagem. Com a conjugação

destes objetivos, esperamos alcançar

um crescimento assinalável na atividade”,

acrescenta ainda Joaquim Ramôa.

As áreas com melhor prestação dentro da

empresa? “O segmento de frotas e a mecânica

têm registado um significativo crescimento,

bem como a recauchutagem de

pesados e comerciais”, assegura. “Por outro

lado, a recauchutagem de pneus ligeiros

tem diminuído, em face do aparecimento

de pneus novos de linhas mais baixas a

preços muito competitivos”, reconhece o

administrador.

RESPOSTA ÀS EXIGÊNCIAS

A Recauchutagem Ramôa empenha-se na

“sensibilização” dos clientes, de forma a estes

darem maior atenção à “qualidade e ao

estado dos pneus”. Joaquim Ramôa garante

que essa é uma preocupação da empresa,

não apenas no “momento da compra”, mas,

também, “regularmente”, através de “conselhos

e sugestões nas redes sociais”. Em relação

ao futuro do mercado nacional de pneus,

o administrador da Recauchutagem Ramôa

acredita que será “mais maduro e eficiente,

assente numa boa rede de retalho”, diz. Mas

deixa um alerta: “O nível de exigência, cada

vez maior, imposto pelo cliente, bem como

a grande informação de que este dispõe, são

desafios a que a empresas terão de mostrar

capacidade para responder”, afirma.

“A geração millennials, que, nos próximos

anos, será a compradora por excelência, decide

em face da informação que encontra

em novos canais de venda e divulgação, mas

procura estabelecer relações de fidelidade e

confiança com os seus fornecedores”, refere.

“Esta alteração de paradigma é, já hoje, um

grande desafio para as empresas de base

tradicional, que terão de ajustar-se para serem

capazes de satisfazer estes exigentes

clientes. Julgamos que o mercado de pneus,

em Portugal, terá uma evolução nesta linha”,

preconiza Joaquim Ramôa.

Joaquim Ramôa, recauchutagem Ramôa

www.revistadospneus.com | 31


Destaque

Balanço do mercado

RECAUCHUTADOR

Fedima Tyres

INVESTIMENTO

CONTÍNUO

Carlos Feliciano Marques

acredita que o sucesso

da Fedima se deve

ao investimento contínuo

da empresa, que, em 2019,

registou um aumento

de 3% nas vendas

Com um aumento de 3% nas

vendas, Carlos Feliciano Marques

não tem dúvidas de que

o balanço da Fedima, em 2019,

foi positivo. “Pela nossa parte, conseguimos

atingir os principais objetivos no setor de

camião e industrial”, garante. Para 2020, a

receita é ambiciosa. “Continuamos a querer

aumentar as vendas em 5% com incidência

em 4x4/competição /camião/industrial e

florestal”, afirma. Segundo adianta Carlos

Feliciano Marques, a média de investimentos

da empresa é de “300 mil euros por ano”.

Em 2019, “comprámos três camiões novos.

No nosso setor, temos de estar sempre a

investir em novos moldes, a atualizar os

equipamentos e o setor de transportes”,

adianta o responsável. Os aumentos têm-

-se verificado em várias áreas: nos camiões,

“onde só recauchutamos carcaças originais”;

nos OTR, “onde temos uma diversidade de

produtos com soluções para todas as utilizações”;

nos 4x4, devido às constantes

atualizações em moldes”; em competição,

“onde, na verdade, somos líderes na Europa

nas soluções para a variedade de competições

que existem”, sublinha, não deixando,

porém, de notar a diminuição verificada

na “recauchutagem de pneus de turismo”.

OFERTA EXAGERADA

Carlos Feliciano Marques considera que o

mercado, “há vários anos, abriu às oficinas e

aos concessionários. E porquê?”, questiona.

“Para mim, a oferta é exagerada. E, como tal,

são poucos os que tiram rentabilidade na

venda de pneus. Passou a ser um acessório.

O profissional de pneus exclusivo praticamente

desapareceu”, lamenta. “Penso que

o problema não está nos distribuidores, à

exceção do excesso de distribuição, mas

nos fabricantes. A distribuição teve o seu

impacto há 10 anos, mas, hoje, tem a concorrência

dos próprios fabricantes e do próprio

excesso de produção, o que obriga a

haver excesso de oferta”, explica. “Todas as

ações são bem-vindas”, principalmente, “no

desgaste dos pneus em 1,6 mm de profundidade.

Sensibilizar para equilibrar e alinhar

os pneus para terem mais rentabilidade.

Nos postos de venda, deveria haver bom

senso para vender produtos europeus e

não asiáticos. Num mercado pequeno, em

que o pneu passou a ser um acessório, as

margens baixaram drasticamente, o que

tornou a rentabilidade dos postos de assistência

muito difícil em muitos casos”, frisa

Carlos Feliciano Marques.

A concorrência na distribuição, “com o exagero

de entregas nos grandes centros, fez

com que os postos deixassem de fazer stock

- ou diminuíssem stock - e de ter património

seu na prateleira”, refere. “As compras são

ao momento. Assim, aumentaram os riscos

para quem vende. Por outro lado, o crédito

é exagerado e sem garantia judicial para

quem vende”, diz. “O futuro é imprevisível”,

afirma. “Continuando a verificar-se um exagero

de produção e marcas, vender pneus

vai continuar a não ser rentável. Quem não

tiver variedade de serviços, não resistirá.

Os custos aumentam e as margens baixam.

Portanto, o negócio tem tendência a piorar”.

Carlos Marques, Fedima Tyres

32 | Revista dos Pneus | Março 2020


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Destaque

REDE

Center’s Auto

DIREÇÃO CERTA

Armando Lima faz um

balanço positivo da rede

Center’s Auto em 2019,

ano em que aumentou o

volume de negócios, bem

como a venda de pneus e

serviços

Armando Lima, diretor-geral da

Tiresur Portugal, faz um balanço

“positivo” da atividade da rede

Center’s Auto em 2019, ano em

que registou um “aumento do volume de

negócios, traduzido no aumento da venda

de mais pneus, mas, também, pela prestação

de mais serviços”. Quanto à dimensão

da rede e evolução do número de associados

face ao ano anterior, verificou-se a entrada

de “seis novos membros e a saída de

quatro”. Atualmente, a rede Center’s Auto,

em Portugal, conta com 35 associados, que

totalizam 43 oficinas em funcionamento

e abertas ao público. “Gostaríamos de ter

fechado o ano com 40 associados, mas não

foi possível”, reconhece. “Sendo este um

grupo apoiado pela Tiresur, naquilo que foi

o relacionamento da rede com a central,

face a 2018, verificou-se um ligeiro decréscimo

no volume de pneus vendidos, na

ordem dos 2,5%, assim como uma queda

no volume de faturação na ordem dos 3%”,

acrescenta.

Para Armando Lima, 2020 traz consigo

vários desafios. “A Tiresur inaugurará um

complexo de escritórios e armazém, o que

nos abre excelentes perspetivas para este

novo ano. Estamos realmente muito motivados

e, isso, acaba por também contagiar o

grupo de forma muito positiva. Há, de facto,

uma grande expectativa sobre o que será

a nossa atividade e presença no mercado

em 2020”, defende. “Naquilo que é o nosso

relacionamento comercial com o grupo e

com os associados, esperamos crescer em

2020, quer seja em número de pneus vendidos,

quer em faturação”, adianta.

FIDELIZAR ASSOCIADOS

O Programa de Fidelização Exclusivo

Center’s Auto, à disposição dos membros

“foi, significativamente, melhorado este

ano, aportando mais valor aos nossos associados,

quer seja pelo Plano Anual de

Formação que finalmente será colocado

em prática, quer seja pelo facto de existirem

mais e melhores rapeis e condições

comerciais. Com isto, queremos não só

recuperar a quebra verificada em 2019,

como crescer acima dos dois dígitos no

que respeita às vendas que fazemos dentro

do grupo”, sublinha.

“Com este Plano de Fidelização melhorado,

queremos atrair mais associados

para a rede. Pretendemos chegar aos 40,

em 2020, com uma projeção de 50 oficinas

em funcionamento e abertas ao público”.

O portefólio também ganhou mais gamas

de produto. “Pneus agrícolas, industriais

(com as marcas MRL e GTK) e, mais recentemente,

OTR, com a marca Triangle. Também

ao nível dos pneus de camião, passámos a

representar mais uma marca em regime de

exclusividade (Triangle), assim como disponibilizámos

alguns produtos em marcas

premium. No fundo, é dar seguimento à estratégia

360 que começámos a implementar

no ano passado, sob o lema ‘Sim, temos o

que procura!’. Este ano, apostaremos mais

na comunicação e na divulgação da marca

Center’s Auto, com o objetivo claro de trazer

mais valor e, acima de tudo, mais prestígio

à rede”, remata.

Armando Lima, Center’s Auto

34 | Revista dos Pneus | Março 2020


Balanço do mercado

REDE

Vulco

FORÇA IBÉRICA

A Vulco está apostada

em conquistar a Península

Ibérica. Com 290 oficinas

atualmente, a rede

continuará a crescer

e a “sensibilizar” o mercado

em 2020

Em termos gerais, 2019 “foi um ano

positivo para a Vulco em matéria

de desenvolvimento e crescimento

de redes em Espanha e

Portugal”, adianta Margarita Acuñas, retail

director da Goodyear Iberia, responsável

da rede. “Na Vulco, contamos com cerca

de 290 oficinais entre Espanha e Portugal,

um número que, nos últimos anos, não parou

de crescer e que, em 2020, continuará

a aumentar”, garante. “Um dos principais

objetivos que temos é a consolidação na

Península Ibérica como uma rede de oficinas

de referência. Ano após ano, estamos

a conseguir alcançar essa meta. Na Vulco,

estamos focados em oferecer um serviço

personalizado e de qualidade para atender

às necessidades de cada cliente. É assim

que conseguimos criar valor acrescentado

que nos diferencia da concorrência, pois

este é um mercado muito competitivo”,

adianta Margarita Acuñas. “Em resumo, o

nosso objetivo é continuar a construir uma

marca diferenciada, qualificada e profissional,

gerando negócios para os nossos

associados e atendendo às necessidades

dos nossos consumidores”, acrescenta a

responsável.

Atendendo ao mercado automóvel e aos

seus comportamentos em termos de medidas

e jantes que equipam os veículos,

numa “perspetiva generalista, os segmentos

de pneus para jantes maiores são aqueles

que refletem maior crescimento, enquanto

algumas dimensões mais pequenas (jantes

de 13” e 14”) perdem espaço no mercado”,

defende. “A tendência tende, claramente,

para as jantes de 17” e superiores, sendo

ainda mais elevada para pneus premium

em rodas de 18” e maiores. O segmento All

Season também é um mercado, claramente,

premium, com claras tendências de crescimento.

Mais visível no resto da Europa, mas

a começar já a chegar a Portugal”, explica

Margarita Acuñas.

SENSIBILIZAR MERCADO

Para a responsável da rede Vulco, “o mercado

e os clientes são muito heterogéneos”.

Por isso, “creio que não conseguimos avaliar

o comportamento de todos sob um padrão”,

afirma. “No entanto, na Vulco, diferenciamo-

-nos pela qualidade de serviço e dinâmica

diferenciada do mercado em termos de

campanhas promocionais que nos permitem

ser muito competitivos prestando um

serviço de qualidade. Assim sendo, “educamos”

o cliente a valorizar, também, esta

componente. Para além do preço, que, esse,

tem de estar de acordo com o mercado”,

reconhece.

Nesta perspetiva, “temos visto uma diminuição

da procura ‘exagerada’ por marcas

de baixa qualidade, quer por esta sensibilização

que passamos ao mercado, quer

por experiências menos positivas que os

clientes possam ter tido”, reforça Margarita

Acuñas. “Em definitivo, estar ligado a uma

rede como a Vulco, oferece um grau de especialização

superior a uma oficina independente,

existindo, assim, uma tendência

para a concentração em redes”, assegura.

Margarita Acuñas, Vulco

www.revistadospneus.com | 35


Destaque

Balanço do mercado

REDE

ContiService

ESTABILIDADE

CONQUISTADA

Em 2019, a ContiService

acrescentou uma marca

de pneus ao seu portefólio:

Best Drive. O ano passado

serviu ainda para a rede

alcançar a sua estabilidade

A

ContiService demonstrou um

enorme dinamismo em 2019.

Tanto em termos de volume

de negócios, como da estabilidade

alcançada pela rede. “Foi o ano em

que a rede ContiService passou a contar

com uma marca de pneus dedicada: temos

uma marca de retalho própria – a Best Drive

– que nos posiciona como uma referência

no mercado nacional e que permite aos

pontos de venda serem mais competitivos,

para além de criar uma dinâmica de rede

muito interessante”, explica Sandra Melo,

responsável da ContiService.

Para o sucesso, muito contribui as ações

promovidas na rede. “Continuamos com o

nosso ambicioso plano de formação técnica

em pneus e manutenção automóvel,

através da Training Academy, que pretende

dotar os nossos agentes de ferramentas e

know-how, que nos permita posicionar-nos

como uma rede oficinal de pneus e manutenção

automóvel. A aposta na Certificação

da Qualidade foi (e continua a ser) estratégica

para a rede ContiService”, sublinha

a mesma fonte.

“Atentos às mudanças e aos desafios que

o mercado e o consumidor nos colocam

diariamente, implementámos, em 2019,

a digitalização de várias operações, quer

numa perspetiva de gestão oficinal - disponibilizando

uma plataforma inteligente

de orçamentação de serviços, que permite,

de forma direta e simples, efetuar um cálculo

de manutenção e reparação - quer

para o consumidor final: o site ContiService

disponibiliza várias funcionalidades, entre

elas a orçamentação e o agendamento de

serviços. A rede desenvolveu ainda uma

app de fidelização, que permite uma comunicação

global da marca ContiService e

das atividades de cada ponto de venda. Foi

um ano muito interessante e desafiante”,

frisa Sandra Melo.

REFERÊNCIA OFICINAL

Objetivos da ContiService para 2020, relativamente

a novos projetos, vendas e investimentos?

“Queremos continuar a ser uma

referência no mercado das redes oficinais.

Esse é o nosso principal objetivo a curto e

médio prazos. Para este ano, temos como

meta consolidar a nossa marca de pneus

dedicada (Best Drive), bem como preparar

e fortalecer a nossa rede através da formação

técnica e de gestão comercial para

podermos prestar uma gama de serviços

360° - pneus e manutenção automóvel. Esta

prestação de serviços é não só dirigida ao

consumidor individual, mas, também, às

empresas”, revela a responsável.

Em termos de pontos de venda, “contamos,

atualmente, com 90 e apostamos em crescer

de forma estratégica para alcançarmos

uma maior homogeneização de modo a

que, desta forma, asseguremos uma cobertura

geográfica que responda às necessidades

dos consumidores e empresas.

Além disso, vamos continuar a concentrar

os nossos investimentos na dinamização

e criação de valor para o ponto de venda,

algo que consideramos estratégico para a

nossa rede”, assegura Sandra Melo.

Sandra Melo, ContiService

36 | Revista dos Pneus | Março 2020


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Atualidade

Descubra

as diferenças

Nome ou marca

comercial

do fornecedor

Nova etiqueta

QR Code: o

o objetivo é levar

o consumidor a

encontrar informação

sobre o pneu

nome

XXXXaaaxxx

XXXXaaaxxx

XXXXaaaxxx

Identificação do tipo

de pneu

Designação das

dimensões, índice

de carga e símbolo

da categoria de

velocidade do pneu

Classe de pneu: C1,

C2 ou C3

Pictograma, escala

e classe de eficiência

energética. Deixou

de contemplar as

Classes F e G (estes

pneus deixaram de ser

produzidos)

Pictograma, escala

e classe de aderência em

piso molhado

Pictograma e classe

de ruído exterior

de rolamento.

Anteriormente, este

dado era divulgado

em decibéis,

passando, agora, a ser

acompanhado por

uma classificação em

letras (A, B e C), que

corresponderão ao

valor de uma, duas e

três ondas

Símbolos de aderência

com neve e gelo.

Deverão aparecer junto

do pictograma do ruído

sempre que o pneu

satisfaça os valores

mínimos do índice

de neve e gelo

38 | Revista dos Pneus | Março 2020


Nova etiqueta dos pneus

Desde 2012 que a colocação de etiquetas é obrigatória nos pneus produzidos e

comercializados na UE. Estas fornecem ao consumidor diversas informações, como

a eficiência de combustível, a aderência em piso molhado e o ruído exterior de

rolamento, com o objetivo de consciencializá-lo sobre questões ambientais e de

segurança. Após a análise deste tema por parte da Comissão Europeia, foram lançadas

novas diretivas para as etiquetas dos pneus. Descubra as diferenças

Por: Joana Calado

O

novo regulamento criado pela

Comissão Europeia para as alterações

na etiqueta dos pneus,

deverá entrar em vigor em

maio de 2021. Atualmente, as etiquetas

fornecem diversos dados, como a eficiência

energética, classificada de A a G, a aderência

em piso molhado, classificada de A

a F, e o ruído exterior de rolamento do pneu.

Esta classificação, através de letras, traduz,

entre a mais e a menos eficiente, uma poupança

de cerca de seis litros a cada 1.000

km e uma distância de travagem 18 metros

inferior em piso molhado.

Apesar de as etiquetas já disporem de inúmeras

informações, a Comissão Europeia

entendeu que estes dados não eram suficientes,

uma vez que podiam causar “problemas”

aos utilizadores no momento da

escolha, pelo que alguns foram alterados

e outros adicionados, para maior conforto

e segurança dos consumidores. ♦

Etiqueta atual

Pictograma, escala e classe

de aderência em piso

molhado

Pictograma,

escala e classe

de eficiência

energética

Pictograma e classe

de ruído exterior de

rolamento

www.revistadospneus.com | 39


Atualidade

Premium

vs

low cost

Depois de 10 anos a testar pneus de 44 marcas, distribuídos por 283 modelos

e 19 medidas, a Deco Proteste decidiu fazer um balanço e procurar responder

à questão essencial: vale a pena pagar mais por um produto premium?

Por: Jorge Flores

40 | Revista dos Pneus | Março 2020


Estudo Deco Proteste

Os pneus são o único elo de ligação

entre o veículo e a estrada

– isso já todos sabemos – e nem

sempre são alvo dos devidos

cuidados de manutenção por parte dos condutores,

o que também não suscita grandes

dúvidas. Mas a questão que muitos colocam

e que a Deco Proteste procura responder

agora, depois de 10 anos de testes independentes

a pneus, é a seguinte: vale a pena

pagar mais por um produto premium? Ou um

low cost compensa? “Do tipo de compostos

usados na sua criação ao desenho do piso e

efeitos no escoamento de água ou na tração,

sem esquecer a resistência ao rolamento ou

a furos, um pneu tem muito mais para contar.

As marcas utilizam estas propriedades

para se distinguirem da concorrência, o que

acaba por levar à categorização dos pneus

no mercado em três grandes patamares premium,

quality e low cost”, explica o estudo.

QUESTÃO DE QUALIDADE

A Deco Proteste fala com a autoridade da

experiência. Ao longo de uma década, foram

44 as marcas testadas: nove premium, 17 de

gama média (quality) e 18 low cost, num total

de 283 modelos e 19 medidas. Segundo o

estudo, “o fator que mais saltou à vista” foi o

preço. A eterna questão. E as diferenças foram

gritantes. Exemplo? Na medida 205/55 R16,

uma das mais procuradas, os pneus Nexen

Blue HD Plus (low cost) custam €45,45, face aos

€72 do modelo Michelin Primacy 3 (premium).

Por outras palavras, os low cost custam,

em termos médios, menos 28% do que os

premium. Voltamos à questão inicial: vale a

pena optar pelos últimos? Haverá diferenças

significativas em matéria de segurança e/ou

durabilidade que justifiquem tal diferença

de valores?

Para chegar a uma conclusão, a Deco Proteste

baseou-se na análise estatística dos

resultados, sem comparar modelos específicos.

Segundo os autores do estudo, a

análise “reflete o expectável”. Ou seja, na

qualidade geral dos pneus, os premium registam

uma classificação média de 60%, com

os quality a não passarem dos 52%. Pior foi

o resultado dos low cost: ficam-se por uns

escassos 40%. “A diferença reflete-se nas clas-

sificações atribuídas nos estudos: 49% dos

pneus premium foram reconhecidos como

tendo boa qualidade, ao passo que apenas

15% dos de gama média o conseguiram. E

não mais do que 2% dos low cost, ou seja,

apenas um modelo de pneus. Foi o Esa-Tecar

Spirit 5 UHP, na medida 225/45 R17 94Y, que

logrou a classificação de 66% numa bateria

de testes em 2016, resultado que lhe valeu

o título de Escolha Acertada”, pode ler-se no

estudo da Deco Proteste.

Como seria de esperar, a maioria (43%) dos

pneus classificados como de “má qualidade”

foi entre os low cost. Pelo contrário, somente

3% dos pneus premium foram classificados

como de má qualidade: “Michelin Latitude

Tour HP 215/65 R16 98H (num teste de 2017);

Yokohama Geolandar SUV 215/65 R16 98H

(2017); Pirelli Cinturato P1 Verde 185/65 R15

(teste em 2019); Hankook Kinergy Eco 185/65

R15 (em 2019). Os resultados dos pneus intermédios

refletem o seu compromisso entre

a qualidade e o preço: 15% revelaram boa

qualidade e 10% má qualidade”, esclarece

o mesmo estudo.

AMBIENTE EQUILIBRADO

De forma a descortinar se os pneus premium

justificam um maior esforço financeiro, a

Deco Proteste adicionou outras duas

componentes ao estudo: a segurança e

o desempenho ambiental. Matérias sensíveis

para o caso. No primeiro, avaliou o

comportamento dos pneus em piso seco

e molhado, comprovando diferenças significativas

entre as três categorias. “Em

qualquer critério, os pneus premium conseguem

atingir a média mais elevada. A verdadeira

prova dos nove acontece no piso

molhado: exige-se mais do pneu em caso

de travagem e é aqui que a clivagem entre

os pneus premium e low cost é maior”, lê-se.

Menos evidentes são os resultados em

termos de desempenho ambiental. “Nos

parâmetros da durabilidade, do consumo

e do ruído, os três segmentos apresentam

resultados muito idênticos”, prova a análise.

SEGURANÇA PRIMEIRO

Assunto onde o estudo não deixa margem

para dúvidas é no capítulo da segurança.

“Se não quer arriscar, os pneus premium

são a melhor opção, ainda que impliquem

um investimento mais avultado”, afirma,

categórica, a Deco Proteste. “Poderíamos

esperar que os pneus de gama média fossem

a opção ideal, aliando o melhor de

dois mundos, mas a verdade é que quase

nunca é assim”, acrescenta, com base na

mesma análise.

Ainda durante estes 10 anos, os pneus premium

conquistaram mais vezes o título de

“Escolha Acertada”, acumulando com frequência

este galardão com o de “Melhor

do Teste”, prova acrescida da sua qualidade.

“Ainda assim, por vezes, as surpresas

acontecem”, alerta ainda a Deco Proteste. A

associação reconhece que “os pneus low cost

melhoraram na segunda metade da década,

mas ainda deixam muito a desejar”. Já sobre

os pneus usados, é taxativa: “Evite pneus

usados, independentemente da marca que

ostentem. Enquanto não existirem regras

claras com os requisitos que os pneus usados

devem respeitar para estarem à venda, o

consumidor continua sem qualquer garantia

de que está a adquirir um produto seguro.

Os pneus usados não deveriam poder ser

vendidos sem estarem devidamente certificados”,

sublinha o estudo. ♦

www.revistadospneus.com | 41


Apresentação

Aposta

disruptora

A Bridgestone Europe Sucursal em Portugal apresentou aos clientes (retalhistas)

de Leiria ao Algarve, no dia 9 de janeiro, na Pousada de Palmela, depois de o ter feito

dois dias antes na zona norte do país, o novo Duravis R002, uma aposta considerada

disruptora que anuncia inúmeras vantagens para as frotas. A começar pelo menor

custo por quilómetro

Por: Bruno Castanheira

42 | Revista dos Pneus | Março 2020


Bridgestone Duravis R002

Projetado para ajudar as frotas a

reduzir os custos operacionais

ao baixar, significativamente, o

valor por quilómetro através do

excelente desempenho de desgaste e eficiência

de combustível otimizada, o novo

Duravis R002 pretende marcar a diferença.

Desenhado para o segmento de versatilidade,

a nova gama Duravis R002 está disponível

para todos os tipos de operação

das frotas e proporciona, de acordo com

a marca japonesa, excelente aderência em

piso molhado.

Concebido para ser utilizado em todas

as estações do ano, o novo Duravis R002,

que começou a ser vendido nas primeiras

medidas no final do ano passado, concorre

no chamado segmento de versatilidade e

irá substituir, gradualmente, outros modelos

da Bridgestone. Em 2020, este pneu

de direção, tração e reboque, destinado a

uma utilização, maioritariamente, regional,

ganhará mais medidas e novas homologações

por parte de construtores de camiões

como equipamento de origem.

FEITO PARA POUPAR

O novo Duravis R002 anuncia uma vida útil

otimizada até 45% e um custo por quilómetro

reduzido em 15% face ao modelo antecessor

(média relativa aos pneus de direção,

tração e reboque baseada nos resultados

dos testes internos de desempenho de desgaste

atuais vs os antecessores R-Steer 001,

R-Drive 001 e R168 nas medidas 315/80

R22.5 para direção e tração e 385/65 R22.5

para reboque). Para economizar não apenas

custos, mas, também, emissões de CO2, o

novo Duravis R002 traz uma eficiência de

combustível otimizada, na direção, condução

e reboque (rótulo da UE nas medidas

315/80 R22.5, direção e tração e 385/65R

22.5 no reboque).

Segundo a Bridgestone, o novo Duravis

R002 são pneus polivalentes para todos

os tipos de veículos de frota rodoviários

que operam numa ampla gama de aplicações,

desde a condução em autoestrada

até estradas regionais. Com classificação

“A” na condução em piso molhado (medida

315/80 R22.5), está preparado para

o inverno (ostenta as marcações 3PSFM e

M+S) nos “segmentos” de condução, tração

e reboque. Mais: o novo Duravis R002 anuncia

excelente aderência em piso molhado

e desempenho eficaz durante todo o ano.

A comprová-lo, estão os resultados alcançados

após os testes realizados pela TÜV

SÜD em novembro de 2019. Em testes de

referência que examinaram o desempenho

da travagem e aderência lateral, ambos em

piso molhado, o Duravis R002 da Bridgestone

mostrou uma melhoria significativa

face ao antecessor, o R001 e superou os

pneus premium concorrentes.

Desenvolvido e testado em parceria com 17

frotas de 13 países, o novo Duravis R002 foi

projetado para uma utilização em todas as

condições atmosféricas. O que resultou com

o pneu – homologado para inverno, com

marcação 3PMSF – a receber a classificação

“A”, a melhor da categoria, na condução em

piso molhado. O instituto independente

de testes TÜV SÜD concluiu, também, que

o Duravis R002 oferece o melhor desempenho

da categoria em condições de piso

molhado.

O MELHOR EM PISO MOLHADO

Os testes da TÜV SÜD compararam o

Bridgestone Duravis R002 com Continental

Hybrid HS3/HD3, Goodyear Kmax S/D

Gen-2 e Michelin X MultiWay 3D XZE/XDE.

O pneu da Bridgestone superou os dos concorrentes,

tanto na aderência lateral em

piso molhado (com uma aceleração média

lateral num círculo molhado de 3.18 m/s)

como na travagem em piso molhado, com

uma distância de travagem de apenas 24,9

metros. Estes desempenhos, únicos da sua

classe em piso molhado, demonstram um

benefício adicional em termos de segurança

para todos os utilizadores da estrada

em condições de chuva.

Tal como acontece com todos os novos

pneus para camiões e autocarros da Bridgestone,

o novo Duravis R002 também

estará disponível com o sistema de identificação

eletrónica RFID (identificação por

radiofrequência). Com este dispositivo, as

frotas aperfeiçoam a rastreabilidade das

suas carcaças de pneus, o que ajuda a otimizar

o custo total. O novo Duravis R002

disponível com RFID é capaz de funcionar

perfeitamente com o pacote de serviços

de manutenção e gestão de pneus personalizável

da Bridgestone, o Total Tyre Care,

para agregar valor significativo às frotas.

As quatro medidas principais do novo Duravis

R002 estão disponíveis desde setembro

de 2019, com seis dimensões adicionais

a chegar em 2020. Esta nova aposta disruptora

também irá simplificar a linha de

produtos da Bridgestone no segmento de

versatilidade, substituindo todos os modelos

atuais. Desenvolvido e produzido na

Europa, o novo Duravis R002 traz uma combinação

de um novo conceito de padrão

inovador e composto do piso, além de um

processo de fabrico aprimorado. O novo

Duravis R002 deverá ser instalado como

equipamento de origem nos principais fabricantes

de veículos pesados, como MAN,

Scania, Daimler, Volvo, Renault e Iveco, após

um rigoroso teste de homologação.

Ainda que o volume de vendas vá estar

concentrado no novo Duravis R002, o Ecopia

H002 (campeão no consumo de combustível

e mais vocacionado para trajetos

internacionais de longo curso) desempenha

um papel crucial na gama de pesados da

marca japonesa, ou não tivesse sido ele

a “disponibilizar” diversas tecnologias ao

pneu regional apresentado, no dia 9 de

janeiro, na Pousada de Palmela. ♦

www.revistadospneus.com | 43


Empresa

44 | Revista dos Pneus | Março 2020


RK Pneus

Mais espaço

para crescer

Com a inauguração das novas instalações na Zona Industrial de Constantim,

em Vila Real, a RK Pneus aumenta não só o espaço, mas, principalmente, otimiza

as condições de trabalho para os colaboradores e promove o bem-estar dos clientes

Por: João Vieira

A

funcionar desde 2006 num espaço

reduzido e com limitações

de equipamento, a RK Pneus

estava condicionada a prestar

um serviço sem a qualidade que o seu proprietário,

Renato Moreira, ambicionava. A

partir do início de 2020, tudo mudou com

a inauguração de umas amplas instalações.

Equipada com três elevadores, uma máquina

de alinhar direções 3D e várias máquinas de

desmontar e equilibrar rodas, a RK Pneus

tem, agora, todas as condições para oferecer

um serviço de topo.

Estabelecida há 16 anos, a RK Pneus é uma

das casas da especialidade mais conhecida

de Vila Real. “A oficina está, normalmente,

sempre ocupada, maioritariamente por

clientes particulares, embora trabalhemos,

também, com empresas. Vendemos, preferencialmente,

as marcas do Grupo Tiresur

(GT Radial, Triangle, Ovation) e o facto de

pertencermos à rede Center’s Auto traz-nos

mais-valias a nível das áreas técnica e comercial”

disse Renato Moreira.

Com o novo espaço, o responsável pretende

melhorar as condições de trabalho para os

colaboradores e, também, proporcionar

maior bem-estar aos clientes, que passam,

agora, a dispor de uma confortável sala de

espera, toda envidraçada, que lhes permite

acompanhar os serviços executados nas suas

viaturas. Para Renato Moreira, o que diferencia

a sua casa é a qualidade do serviço

que presta e o atendimento personalizado

que dá. O responsável acredita que, com

as novas instalações, conseguirá atender

mais clientes e aumentar o número de

colaboradores. Tudo para dar resposta ao

incremento de serviço. O apoio recebido

por parte da Center’s Auto foi decisivo para

avançar com este novo projeto. As vantagens

estão à vista. Quer a nível de imagem,

quer na gama alargada de produtos (em

permanência, existe um stock com mais de

500 pneus), que inclui marcas exclusivas da

rede que fazem a diferença e posicionam a

empresa como uma referência na sua zona

de atuação.

CENTER’S AUTO É MAIS-VALIA

Para o futuro, a linha de atuação da RK Pneus

está bem definida e passará, essencialmente,

pelo “desenvolvimento de serviços de mecânica

rápida que acrescentem valor aos

clientes”, sendo uma componente estraté-

gica de grande relevância para a empresa.

E para consegui-lo, Renato Moreira conta

com o apoio da rede Center’s Auto, que, este

ano, tem como grande objetivo aumentar

as ações de formação para os clientes, conforme

referiu Armando Lima, diretor-geral

da Tiresur Portugal e da Center’s Auto: “A RK

Pneus foi a primeira oficina a aderir à rede

Center’s Auto. Por isso, é com muita satisfação

que vimos a evolução da empresa e

a oportunidade de consolidar esta parceria.

É uma referência não só em Vila Real, mas

na zona norte, especialmente em Trás-os-

-Montes, onde não temos mais associados”.

Armando Lima abordou, também, o reforço

da imagem. “Este ano, temos um programa

de formação mais amplo e estruturado, que

será uma mais-valia para todos os associados,

pois irá ajudá-los a encarar o futuro com

mais conhecimentos e segurança. Mais do

que quantidade de associados, estamos

a privilegiar a qualidade e a sermos mais

exigentes com o tipo de parceiros que queiram

fazer parte da rede. Atualmente, temos

outros argumentos para atrair oficinas com

maior volume de negócios e a nossa aposta

passa por ter parceiros que possam oferecer

bons serviços a nível local e permitam

que a marca Center’s Auto se desenvolva.

Queremos crescer de forma sustentável,

apoiados por um plano de formação anual e

uma imagem forte, de modo a termos uma

rede cada vez mais homogénea”, concluiu o

diretor-geral da Tiresur Portugal. ♦

RK PNEUS

Gerente Renato Moreira | Sede Zona Industrial de Constantim, Lote 103, 5000 - 082 Vila Rela | Telefone 936 255 487

Email rkpneus@hotmail.com

www.revistadospneus.com | 45


Empresa

Referência

em pesados

A Auto Salir Pneus foi fundada, há 35 anos, por Joaquim Madeira, numa pequena

casa situada no centro de Salir. Atualmente, a empresa dispõe de amplas instalações

na EN 124 e tem prevista a abertura de um novo espaço, na zona de Boliqueime

Por: João Vieira


Auto Salir Pneus

Quando Joaquim Madeira iniciou

a sua atividade, costumava dizer

que era a pessoa mais rica

de Salir, pois tinha uma estrada

só para si. De facto, a casa situava-se numa

rua estreita. E para termos a noção de quão

apertada era, basta referir que quando entrava

um camião para ir há oficina, não passava

mais ninguém. A solução foi arranjar

novas instalações na EN 124, onde a casa,

hoje, mantém a atividade, que, a propósito,

não tem parado de crescer nos últimos anos.

“Temos aumentado, constantemente, as

vendas nos últimos seis anos, alcançando,

em 2019, um crescimento de dois dígitos

comparativamente ao ano anterior”, revela

o gerente. A razão do sucesso da Auto Salir

Pneus deve-se à grande experiência de

Joaquim Madeira e ao conhecimento que

tem do mercado de pesados e veículos industriais.

DIVERSIFICAR PARA CRESCER

Para além do negócio dos pneus, que está

na origem da empresa, Joaquim Madeira

começou por diversificar a atividade com a

comercialização de AdBlue e lubrificantes

das marcas Cepsa e Galp, que representa já

uma percentagem importante da faturação

da empresa. Para dinamizar este negócio,

conta com dois vendedores que fazem as

zonas do Alto e Baixo Alentejo e Algarve.

No que ao comércio de pneus diz respeito,

a casa mantém uma forte ligação à Bridgestone

e à Michelin, embora não faça parte

de nenhuma rede oficinal destas marcas,

preferindo, antes, manter as instalações decoradas

com a sua imagem e logótipos. Para

o gerente, “uma rede é uma ajuda em certos

negócios, mas a Auto Salir Pneus já descolou

do retalho e tem atividades de distribuição.

O negócio deixou de ser só pneus e inclui,

agora, AdBlue e lubrificantes. Estamos no

caminho certo para crescer todos os anos”.

Para além destas marcas premium, a empresa

dispõe de outras low cost e de pneus recauchutados

para clientes que procuram produtos

mais económicos adaptados a atividades

específicas em minas, pedreiras e areia.

EQUIPA EXPERIENTE

Com uma equipa de 10 colaboradores

constituída por profissionais com muita

experiência, alguns deles com mais de 25

anos de casa, a empresa dispõe de quatro

carrinhas de assistência equipadas para fazer

serviço de montagem de pneus de camião

e industriais nas instalações dos clientes,

um serviço cada vez mais requisitado e

reconhecido pela sua rapidez, eficiência e

qualidade. “Temos um equipamento próprio

para descolar das jantes os grandes pneus

de camião e industriais, bem como um compressor

potente que ajuda o trabalho do técnico.

Em poucos minutos, substituímos um

pneu industrial, não havendo necessidade

de retirar a jante do cubo”, frisa Joaquim

Madeira. A Auto Salir Pneus conta com um

stock superior a 400 pneus de camião, o que

lhe permite conseguir boas condições de

compra e uma vasta oferta para satisfazer de

imediato os pedidos dos clientes. “É verdade

que se fizer um pedido de pneus para um

distribuidor rapidamente tenho o produto

nas minhas instalações, mas o seu custo é

bastante superior comparativamente às

compras em quantidade que, normalmente,

faço para manter sempre um stock completo,

com várias medidas de pneus”, dá conta o

gerente à Revista dos Pneus.

O próximo investimento da empresa será em

novas instalações na zona de Boliqueime,

uma vez que a loja atual está limitada a nível

de espaço e equipamento. O objetivo é fazer

instalações de raiz, num local de fácil acesso

para camiões, além de oferecer serviços de

mecânica como complemento aos pneus.

Apesar de não existir nenhuma empresa

com grandes frotas de camiões no Algarve,

Joaquim Madeira consegue manter uma

clientela fiel de pequenos transportadores,

que há muitos anos procuram os seus serviços.

Entretanto, a Auto Salir Pneus continua

a sua “aventura” com os pés bem assentes na

Terra, sem que tal seja impeditivo da vontade

de sonhar. ♦

Auto Salir Pneus, Lda.

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48 | Revista dos Pneus | Março 2020


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BBP Pneus – Bernardo & Borges Pinto, Lda.

FALKEN

ALAVANCA NEGÓCIO

A BBP Pneus teve o seu início de atividade em 2008, quando foi adquirida

por Evaristo Pinto em 2012. Desde então, a empresa tem crescido sempre,

principalmente a partir de 2015, ano em que se tornou parceiro Falken

Localizada em Ferreirim, Lamego, a BBP

Pneus tem as suas instalações junto

à estrada nacional, onde passam,

diariamente, milhares de veículos,

cujos condutores conhecem bem a fachada

da oficina, bem identificada com a imagem

da Falken. A BBP Pneus efetua montagens

de pneus em veículos ligeiros e, também,

pesados, dispondo de máquinas de montar

e desmontar pneus de grandes dimensões.

A procura, neste momento, incide mais nas

marcas premium, ignorando, em grande

parte, os pneus budget chineses e asiáticos.

Evaristo Pinto, atual proprietário da BBP

Pneus, estava ligado ao setor da construção.

Mas quando, em 2012, surgiu a oportunidade

de adquirir o negócio, não hesitou, pois

conhece bem as potencialidades da zona.

“Quando adquiri a Bernardo & Borges Pinto,

Lda., a empresa tinha apenas dois colaboradores

e não estava a rentabilizar o negócio para

fazer face às despesas. Consegui proceder a

algumas alterações. Contratei mais pessoas e

adquiri novos equipamentos. Desde então,

temos conseguido adaptar-nos à evolução

do mercado e às necessidades dos clientes”,

adianta Evaristo Pinto. “No ano em que entrei,

fui analisando o mercado e ver o que podia

alterar para melhorar o negócio. Comecei por

diversificar a gama de pneus e apostei, também,

nas lavagens e nos serviços de mecânica

rápida. Os clientes foram conhecendo melhor

a nossa oferta e os preços que praticamos e

começaram a procurar-nos”, revela.

NOVO ESPAÇO NO HORIZONTE

A realidade tem vindo a demonstrar que o

espaço disponível já é pouco, estando, por

isso, prevista a construção de umas infraes-

50 | Revista dos Pneus | Março 2020


Publireportagem

BBP PNEUS E AB TYRES

PARCERIA DE SUCESSO

A BBP Pneus é parceira da AB Tyres no projeto

Falken desde 2015. No primeiro contacto

para apresentação da marca Falken, Evaristo

Pinto percebeu bem as mais-valias do projeto

e decidiu logo aderir. Hoje, considera ter sido

uma boa aposta, pois o atual crescimento da

empresa muito se deve à venda dos pneus

Falken. “Fui apoiado, desde o início, pela

AB Tyres a nível de imagem das instalações,

informação sobre produto e formação técnica

de toda a equipa. O mais importante, porém,

são as características do produto, que tem

muita qualidade. É um pneu ‘macio’, com boa

aderência e que transmite conforto e segurança

ao condutor. Utilizo pneus Falken no meu

automóvel e conheço bem os seus atributos. É

um pneu que nos transmite muita confiança,

até porque não temos reclamações dos clientes”,

revela Evaristo Pinto.

A BBP Pneus dispõe de um bom stock de

pneus Falken. Quando falta alguma medida,

a AB Tyres consegue entregar o pedido no

próprio dia. Atualmente, os pneus mais

procurados são para jantes entre 16” e 18”.

“Tenho transmito aos clientes as mais-valias

desta marca, quer a nível de qualidade,

quer a nível de preço, pois oferece um bom

compromisso entre estes dois fatores”,

esclarece o responsável. As campanhas

de produto promovidas pela AB Tyres

para a Falken têm ajudado a promover

a marca e a aumentar as vendas. O tipo

de clientes que, hoje, procura a marca, é

muito diversificado. Desde proprietários

de veículos utilitários até condutores de

automóveis de gama alta, SUV e todo-oterreno.

“Como sou praticante de todo-oterreno,

aproveito para divulgar a oferta

da marca, nomeadamente o modelo

WILDPEAK M/T, que garante elevado

nível de segurança, prazer de condução

e fiabilidade em todos os tipos de

terreno. Este novo pneu também impede

a retenção de pedras, com a inerente

perda de tração. O design ‘agressivo’ da

zona superior dos flancos protege o pneu

contra danos causados por pedras afiadas

e melhora a tração off-road em situações

extremas. Todas as dimensões ostentam

as marcações M+S e POR. O pneu é

concebido com tecnologia Advanced

4D-Nano. Considero, também, que a

Falken já tem uma excelente notoriedade

na zona onde estamos, o que facilita a

venda, pois o cliente reconhece a marca

e associa o seu nome a qualidade e

performance”, confidencia.

BBP PNEUS

Gerente Evaristo Pinto

Morada Lugar do Cruzeiro, Ferreirim,

5100 - 489 Lamego

Telefone 254 698 097

Telemóvel 935 665 158

truturas mais amplas, contíguas às atuais

instalações, onde irão funcionar os serviços

de mecânica e assistência a veículos pesados.

Com um posicionamento e uma estratégia

muito aguerridos, a BBP Pneus baseia-se no

serviço ao cliente e na proximidade para alcançar

o sucesso comercial. Evaristo Pinto não

tem dúvidas acerca dos objetivos previstos

para 2020 e nos meios postos à sua disposição.

Bem posicionada, a BBP Pneus não “dará

tréguas” aos seus concorrentes.

A empresa privilegia relações duradouras e

mutuamente proveitosas, seja com colaboradores,

seja com parceiros. Tudo isto numa

base de entendimento de grande lealdade e

respeito pelas necessidades e interesse dos

outros. Como tal, valoriza, profundamente,

os colaboradores, na medida em que as empresas

são mais competitivas e produtivas

quanto melhores forem os seus quadros.

Em relação ao negócio propriamente dito, o

ano de 2019 trouxe um resultado excelente,

superior aos anos anteriores. Para 2020, Evaristo

Pinto acredita que vai ser novamente

um ano de vendas e de crescimento no

mercado. u

www.revistadospneus.com | 51


Notícias

Empresas

BKT e S. José Pneus

A BKT é uma marca de renome apreciada no mercado agrícola espanhol, sobretudo

graças aos pneus, que ganharam grande reputação. A empresa e o seu parceiro

de distribuição na Península Ibérica, S. José Pneus, exibiram uma seleção de

pneus na FIMA 2020. O mercado ibérico tem tanta importância para a BKT que a

empresa se tornou Parceira Global Oficial da LaLiga em agosto de 2019, com o

objetivo de aumentar a consciencialização da marca BKT e aprofundar o conhecimento

dos utilizadores. Ao falar através da linguagem emocional do desporto,

a BKT pretende ficar ao lado dos utilizadores, mesmo em momentos de diversão.

No stand, foram apresentados diversos produtos, como o V-FLEXA, o RM 500 e o

RIDEMAX FL 693 M. Para além disso, a “famosa” linha de pneus AGRIMAX também

esteve presente. Mais do que apenas produtos, o sucesso da BKT na Península

Ibérica deve-se a uma cooperação tradicional e consolidada com seu parceiro S.

José Pneus, distribuidor da BKT para todos os setores.

Dispnal marcará presença

na expoMECÂNICA

A próxima edição da expoMECÂNICA irá contar com a

presença da Dispnal e das suas principais marcas de importação

e distribuição exclusiva. Sob o lema “Ninguém

lhe Oferece Mais”, a empresa centrará a sua imagem nos

produtos Toyo Tires, contando com a exibição das últimas

novidades da prestigiada marca premium do universo Mitsubishi.

A saber: pneus de turismo - PROXES CF2, PROXES

TR1, PROXES SPORT; pneus SUV/4x4 - PROXES T1 SPORT

SUV,OPEN COUNTRY A/T PLUS; pneus comerciais - os campeões

do rendimento quilométrico NANOENERGY VAN. Os

pneus Toyo contam com tecnologias de vanguarda, como

a Nano Balance, para obter a máxima aderência tanto em

pisos molhados como secos. Em exibição estarão, também,

os produtos da Nankang, que representa o que de melhor

se fabrica no segmento quality da indústria do pneu. Entre

outros produtos de excelência, estarão presentes os turismo

NA-1, NS-20 e novíssimo AS-2+, os SUV/4x4 FT-7 e SP-5 e

os comerciais CW-20 e CW-25.

Raúl Gutiérrez Moreno

Novo diretor ibérico da Hankook

e ma-

A Hankook nomeou Raúl Gutiérrez como novo diretor de vendas

rketing para Espanha e Portugal, que será responsável por

todas as operações das equipas de pneus de passageiros,

camiões, comerciais ligeiros e frotas de automóveis nos

dois mercados. O novo diretor ibérico da Hankook desenvolveu

a sua carreira numa grande empresa multinacional

de vendas e marketing. Com 45 anos, é engenheiro

informático da Universidade de Madrid e concluiu

a sua formação através de vários cursos de otimização

em gestão desenvolvidos nos últimos anos.

A Hankook continua a registar um crescimento

contínuo nos últimos anos, tendo um sólido

relacionamento com clientes e distribuidores,

além do desenvolvimento da rede Confortauto

Hankook Masters, que já dispõe de mais de

750 pontos de venda em Espanha e Portugal,

o que ajuda a fortalecer a marca no território,

bem como a ser uma referência em termos de

qualidade de seus produtos.

Michelin marcou presença na FIMA

Uma vez mais, a Michelin esteve presente na FIMA, a Feira

Internacional da Maquinaria Agrícola, que celebrou, este ano,

a sua 41.ª edição, em Saragoça. A marca teve a intenção de

aproximar o público da sua gama de pneus e de uma série

de soluções complementares, que ajudam o agricultor no

grande desafio que representa produzir de forma eficiente

e sustentável. No stand da Michelin na FIMA 2020, o público

pôde comprovar as características dos pneus EvoBib,

com a sua escultura adaptativa, e AxioBib 2, ambos com

a tecnologia Ultraflex, que comemorou, em 2019, o seu

15.º aniversário. Também foi exibido o inovador RoadBib,

concebido para superfícies duras, e o SprayBib, destinado

a máquinas de tratamento autopropulsionadas. Ao mesmo

tempo, a Michelin apresentou as soluções de conversão

para lagarta da Camso, que se uniu à Michelin, em 2018.

52 | Revista dos Pneus | Março 2020


Goodyear vai eletrificar

competição Pure ETCR

A Goodyear foi escolhida como fornecedora oficial

de pneus e sócio-fundador do primeiro campeonato

multimarca de veículos de turismo totalmente elétricos:

Pure ETCR. A marca está a desenvolver um pneu

sob medida para esta competição, que integrará uma

combinação de tecnologias inspiradas quer nos seus

mais recentes pneus para veículos de estrada elétricos,

quer e na nova gama de ultraelevadas prestações Eagle

F1 SuperSport. A especificação definitiva do pneu

será dada a conhecer na primavera, antes da primeira

ronda do Pure ETCR. Será utilizada uma construção

com provas dadas no automobilismo, mas com rasto

na banda de rolamento, o que significa que os pilotos

do Pure ETCR podem utilizar os mesmos pneus em

condições de piso húmido e seco, reduzindo, assim, a

quantidade de pneus a transportar para cada evento.

The Tire Cologne 2020

aposta na sustentabilidade

O salão The Tire Cologne abrirá as suas portas, pela segunda vez, dentro de algumas

semanas. Cerca de 500 empresas expositoras de 40 países apresentarão a sua gama de

produtos e serviços na principal feira internacional de pneus e rodas, que se realizará

de 9 a 12 de junho. A feira convence pela qualidade e profundidade da oferta e, ao

mesmo tempo, torna as tendências e os temas experimentáveis. O programa de eventos

e congressos, que inclui conferências repletas de estrelas, áreas temáticas e eventos

especiais, também fornecerá informações adicionais e inspiração emocional. The Tire

Cologne tem como alvo fabricantes e distribuidores de pneus, prestadores de serviços

de automóveis, profissionais de oficinas, reciclagem, recauchutadores de pneus e todas

as empresas envolvidas nas indústrias de pneus e automóveis. O tema da sustentabilidade

desempenhará um papel decisivo na Conferência Global de Recauchutagem,

no primeiro dia da feira. O evento irá fornecer informações sobre as tecnologias, tendências

e desenvolvimentos mais importantes da indústria, desta vez de acordo com

o lema orientador: “Recauchutagem na Economia Circular”. O “Fórum de Reciclagem”

oferecerá visão completa dos aspetos decisivos no campo da reciclagem de pneus.

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Notícias

Empresas

Trelleborg selecionada

pelo Grupo KION

O Grupo KION, um dos principais fabricantes

mundiais de empilhadores e

equipamentos de armazém, selecionou a

Trelleborg Wheel Systems como fornecedor

preferido de pneus que “não deixam marcas”

no mercado europeu. Os pneus sólidos

resilientes sem marcação da Trelleborg

consistem na primeira escolha do Grupo

KION, que reúne as principais marcas de

empilhadores que operam em ambientes

internos exigentes, onde o cuidado com

o piso é essencial. A experiência de várias

aplicações de campo destacou as principais

características do manuseamento de

materiais premium da Trelleborg.

Rodi Motor Services adquire Covipneus

A Rodi Motor Services, presente em Portugal através da NEX Tyres, adquiriu a maioria do

capital da Covipneus. A Covipneus e o Grupo Rodi Motor Services assinaram, no mês de setembro,

um acordo que formalizou a participação maioritária do grupo no capital da empresa

portuguesa. Após um período de integração operacional, entraram em funcionamento

no início de março as oficinas localizadas no Fundão, Castelo Branco e Guarda, sob o nome

comercial Rodi Motor Services. Além de começar a operar sob o nome comercial Rodi Motor

Services, o acordo assinado contempla o desenvolvimento e a implantação de programas de

adaptação de operações da Covipneus aos protocolos de trabalho do grupo, os quais, proporcionaram

um reconhecido sucesso ao longo dos 30 anos de história da Rodi. Isto permitirá

que a rede de oficinas portuguesa desfrute do que a Rodi sabe fazer para brindar a melhor

experiência de compra ao consumidor. Os três centros ativos de Covipneus (Fundão, Guarda

e Castelo Branco) continuam a operar com total normalidade.

BKT apoia programa escolar

Muktangan Education Trust

A Balkrishna Industries Ltd. está a doar 285 mil dólares para apoiar a escola municipal N. M.

Joshi de Mumbai, filiada do programa escolar Indian Muktangan Education Trust. O grupo continua

a apoiar a causa escolar e a disseminação da educação na Índia. No evento oficial realizado

em Mumbai, no dia 24 de janeiro, a BKT entregou, oficialmente, um cheque de mais de 144

mil dólares aos responsáveis do Muktangan Education Trust, um importante programa escolar

municipal de Mumbai. Ao valor

mencionado, serão adicionados

durante este ano mais 141 mil

dólares, perfazendo, assim, o total

de 285 mil dólares. A doação da

BKT servirá, especificamente, para

financiar a formação e o aperfeiçoamento

dos professores, bem

como para cobrir os custos de funcionamento

da escola N. M. Joshi

de Mumbai, parte integrante do

circuito deste projeto público que

promove a educação de crianças

das comunidades mais carenciadas

da região de Mumbai.

KENDA expande

Centro Técnico Europeu

A equipa de desenvolvimento do KENDA

Europe Technical Center (KETC), em Winsen

(Luhe), foi reforçada. Antonio Gallo, de Itália,

juntou-se como ensaiador e estará a testar

os pneus de alta performance e qualidade

do fabricante de Taiwan. O novo técnico do

KETC juntou-se à equipa em janeiro e tem

uma vasta experiência como ensaiador de

pneus na Ferrari. A sua primeira tarefa na

KENDA, concluída com sucesso, foi a realização

dos testes finais de desenvolvimento, em

gelo e neve, para o novo Wintergen SUV, em

Ivalo, na Finlândia, a temperaturas gélidas de

-12°C. Os testes analisaram travagem, curvas

e condução em condições climatéricas

difíceis. O pneu de inverno para modelos

SUV deverá estar pronto para o lançamento

no mercado este ano.

54 | Revista dos Pneus | Março 2020


Valorpneu explica papel do automóvel

na Economia Circular

Vulco realizou Convenção Anual

Mais de 300 participantes

A Vulco, rede de oficinas apoiada pela Goodyear, especializada em pneus

e mecânica rápida, apresentou as suas novidades e planos para 2020 durante

a sua Convenção Anual, em Saragoça. O Hotel Petronila, situado em

pleno centro da capital aragonesa, foi o local eleito este ano e aquele que

recebeu mais de 300 participantes, entre membros da rede de oficinas

pertencentes a Espanha e Portugal, além do staff da Goodyear. Este ano,

o lema da convenção foi “Presente & Futuro”, numa clara alusão ao filme

“Regresso ao Futuro”, a qual contou, inclusivamente, com a presença do

mítico DeLorean, o emblemático automóvel do filme que montava pneus

Goodyear e que, durante o evento, conquistou a atenção dos presentes. A

rede de oficinas Vulco partilhou as suas principais novidades e prioridades

para 2020, com claro foco no utilizador final e nos seus novos hábitos de

compra e consumo, para estabelecer, assim, os pontos chave e as ações

necessárias para satisfazer necessidades e expectativas.

Nada menos do que 130.300.000 é o número de pneus reutilizados

e valorizados pela Valorpneu desde o início de atividade

da entidade gestora, em 2003, até dezembro de 2019. Um número

significativo para o qual contribuiu a reciclagem (750.000

toneladas), a valorização energética (480.000 toneladas) e a

recauchutagem (285.000 toneladas). Tal como os pneus, também

outros componentes do veículo podem ser reciclados e reintegrados

na economia. Hoje,

é possível reciclar 95% de

um automóvel. Assim, as

empresas Valorpneu, Sogilub

e Valorcar realizaram

uma parceria com o

objetivo de unir esforços

na reciclagem de componentes.

De acordo com a

Valorpneu, esta parceria,

sustentada na campanha

“O Automóvel na Economia

Circular”, vem demonstrar

que quando os

resíduos se transformam

em matéria-prima, o impacto

ambiental diminui

consideravelmente.

Tugapneus_quarto_pagina.pdf 1 06/03/2020 10:17

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stand na

expoMECÂNICA

Grupo Andrés terminou ano de 2019

com crescimento de 14%

O Grupo Andrés, líder no setor da distribuição de pneus na Península

Ibérica, faturou, em 2019, cerca de 171 milhões de euros,

o que representou um crescimento de 14% em relação ao ano

anterior. O crescimento económico da empresa é o resultado de

uma estratégia de marketing sólida e inovadora, que vincula a

constante atualização tecnológica e atendimento personalizado

aos profissionais da oficina, com excelentes resultados. Graças a

uma estratégia logística consolidada, é garantida a estabilidade

das diferentes linhas de negócio desenvolvidas pela empresa, que

abrangem todos os tipos de veículos e segmentos. O catálogo da

marca fornece produtos para oficinas profissionais na Península

Ibérica (Espanha e Portugal) e exporta para 26 outros países. Com

base no aumento dos negócios, a equipa que opera no Grupo

Andrés também cresceu consideravelmente em 2019 e, atualmente,

dispõe de uma força de trabalho de mais de 220 pessoas.

Rua do Caulino, 215 | 4445-259 Alfena - Tel.: 229 687 004 | Fax: 229 686 472

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Notícias

Empresas

Goodyear é fornecedora oficial de

pneus do WTCR

O fabricante norte-americano foi escolhido para fornecer

pneus para o WTCR (Taça do Mundo de Turismos da FIA)

após um concurso oficial realizado, que abrange as temporadas

de 2020 a 2022. O calendário da temporada de

2020 do WTCR englobará 10 etapas, em três continentes.

Este ano, serão disputadas corridas em Marrocos, Hungria,

Alemanha, Eslováquia, Portugal, Espanha, China, Coreia

do Sul, Macau e Malásia, que acolherá a última ronda.

Cada um dos eventos contará com três corridas, o que

se traduzirá num total de 30 provas, que formarão um

competitivo calendário de competição. A Goodyear fornecerá

a mais recente geração de pneus Goodyear Eagle

F1 SuperSport, em especificações tanto para piso seco

como molhado, a partir da primeira corrida do WTCR,

que se disputará em Marraquexe (Marrocos), no mês de

abril. O WTCR, também conhecido como Taça do Mundo

de Turismos da FIA, é promovido pela Eurosport Events,

empresa que faz parte da Discovery, e regulado pela FIA.

Bridgestone e LASO

assinaram acordo

A Bridgestone e a LASO Transportes assinaram um acordo válido até dezembro de

2022 para o fornecimento de pneus para toda a frota desta última. O acordo, válido

por três anos entre a líder mundial de pneus e borracha e a segunda maior empresa

da Europa em transportes especiais, prevê a prestação de serviços de pneus

para 100% da frota, por entre camiões, semirreboques e carrinhas, num total de

1.750 veículos. A Bridgestone reforça, assim, as boas relações com a LASO, depois

de a empresa de transportes especiais ter protagonizado o segundo episódio da

webserie “País a Rolar”, um projeto lançado pela marca de pneus em 2019. “País a

Rolar” foi uma webserie onde os clientes eram protagonistas e contavam, na primeira

pessoa, o momento em que a Bridgestone passou a fazer parte das suas

histórias. O objetivo foi mostrar o papel importante que empresas como a LASO

têm na economia portuguesa e que, muitas vezes, passa despercebido.

Publireportagem

MINUTO VERDE VALORPNEU

NOVO SITE DA VALORPNEU

TEM NOVAS POTENCIALIDADES

C

om o objetivo de disponibilizar aos seus

utilizadores uma consulta mais rápida, mais

intuitiva e mais fácil, a Valorpneu relançou o

seu site, com um layout totalmente novo e com

potencialidades acrescidas. Agora, para além de dar a

conhecer a Valorpneu e o Sistema Integrado de Gestão de

Pneus Usados (SGPU), o novo site reforça a sensibilização

de comportamentos mais conscientes e informados na

aquisição, utilização e manutenção de pneus, bem como

nas melhores práticas de prevenção e gestão de pneus

usados. Esta ferramenta está dividida em várias secções,

nomeadamente, História da Valorpneu, Sistema

Valorpneu, Produtores, Comerciantes e Notícias. Continua

a ser facultada informação relevante no que se refere aos

procedimentos de entrega de pneus usados e aos mapas

com a localização dos Centros de Receção, Rede de

Recauchutagem e Valorizadores Nacionais. É, também,

dado a conhecer ações e material de sensibilização da

Valorpneu, informação técnica, indicadores de atividade

e de impactos ambientais positivos associados à gestão

dos pneus usados. Algumas destas áreas estão mais

desenvolvidas e reforçadas do que anteriormente. Por

exemplo, no que diz respeito à Prevenção de Pneus

Usados, ao Plano de Sensibilização, à Comunicação e

Educação e ao de Investigação & Desenvolvimento da

Valorpneu. Para quem não a recebe, é ainda possível

subscrever a newsletter online da Valorpneu, intitulada

“e-Valorpneu”, numa área reservada para ao efeito, onde

é, também, possível consultar as edições anteriores. Com

uma imagem renovada e conteúdos reformulados, o

novo site da entidade gestora de pneus usados é

inovador, responsive, adaptado aos mais variados

equipamentos móveis e funcional.

Visite-o em www.valorpneu.pt.

56 | Revista dos Pneus | Março 2020


Grupo Soledad reuniu força

de vendas para planear 2020

A empresa líder na distribuição e comercialização de

pneus, com mais de 30 anos de experiência no setor,

reuniu mais de 70 responsáveis de vendas na sua sede,

em Elche. A convenção, que se realiza anualmente,

teve como objetivo partilhar o trabalho realizado em

2019, bem como analisar e preparar a estratégia para

2020. Ao longo do dia, os colaboradores e a direção

apresentaram as suas ideias e objetivos para continuar

a linha de trabalho definida. “Uma vez mais, reunimos

a nossa força de vendas para fazer um balanço do ano

passado e, acima de tudo, para planearmos juntos as

estratégias para 2020, com as quais esperamos continuar

a crescer graças ao trabalho e à confiança dos

clientes. Muito obrigado à grande equipa que temos

e aos clientes que confiam em nós por mais um ano a

trabalhar juntos”, destacou Juan Ramón Pérez, diretor-

-geral do Grupo Soledad.

Pirelli fornece em exclusivo

Mundial de Ralis 2021-2024

Depois do anúncio do abandono do WRC por parte da Michelin, a Pirelli foi escolhida

pela FIA como fornecedor exclusivo de pneus para o Campeonato Mundial de Ralis

(WRC) nas temporadas de 2021 a 2024. A marca italiana também fornecerá vários

campeonatos nacionais e regionais a nível mundial, confirmando-se como líder nas

principais categorias do desporto automóvel. A Pirelli fornecerá todos os carros com

tração às quatro rodas que competem no campeonato, desde a categoria WRC, que

disputa o título absoluto, até aos carros R5 da categoria WRC2, que também é a principal

categoria nos vários campeonatos regionais e nacionais de todo o mundo. O

novo compromisso da Pirelli na categoria rainha dos ralis junta-se ao papel idêntico

que a marca italiana desempenha na Fórmula 1 desde 2011. Estes êxitos confirmam

a liderança da Pirelli nas competições de automóveis, devido à experiência adquirida

em mais de 110 anos de corridas.

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58 | Revista dos Pneus | Março 2020


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Notícias

Empresas

Goodyear lançou plataforma

para frotas “AndGo” no CES

A Goodyear apresentou, no CES (Consumer Electronics Show), em Las Vegas, a “And-

Go”, uma plataforma ininterrupta de serviços para veículos que combina software

de predição com uma rede de serviço nacional de confiança para que as frotas de

veículos estejam prontas a operar sempre que seja necessário. Para além dos serviços

relacionados com os pneus, a “AndGo” proporciona total prontidão do veículo,

ajudando as frotas a melhorar a sua performance. Através da monitorização das

necessidades de serviço e de um agendamento rápido e fácil, a “AndGo” utiliza a

ampla rede de serviços da Goodyear para reduzir o tempo de inatividade. As frotas

que contratem a “AndGo” beneficiarão de manutenção contínua durante as inspeções

e de monitorização dos pneus, através dos pneus inteligentes da Goodyear. A

“AndGo” elimina a incerteza da gestão de frotas, permitindo que estas se centrem

nos seus clientes finais, sejam os atuais condutores ou os passageiros dos veículos

autónomos no futuro. A AndGo está, atualmente, disponível em alguns mercados

selecionados dos EUA e, em meados de 2020, será expandida a mais países.

Pirelli juntou-se a Junya Watanabe

na coleção outono/inverno 2020

O designer de moda japonês apresentou quatro peças

inspiradas nos casacos de automobilismo dos anos 70 da

Pirelli na semana de moda de Paris. A nova coleção COMME

des GARÇONS JUNYA WATANABE MAN foi apresentada

em desfile, integrado no Paris Fashion Week, no início

do ano. A colaborar, pela primeira vez, com a Pirelli, o

famoso estilista japonês apresentou uma coleção especial

inspirada nos casacos utilizados pelos técnicos da marca

durante as corridas. Esta edição limitada ilustra, perfeitamente,

o papel da Pirelli Design. Este conceito foi criado

para dar vida a colaborações artísticas que destacam e

elevam a marca Pirelli, bem como o conhecimento técnico

da empresa em diversos setores, que abrange áreas tão

distintas como a moda, a náutica e a alta relojoaria. Para

reinventar os uniformes e as roupas de trabalho utilizadas

no passado, Watanabe foi inspirado pelas icónicas marcas

desportivas italianas. A coleção Junya Watanabe Man x

Pirelli é composta por quatro peças: dois sobretudos, um

casaco e uma t-shirt.

Dispnal Pneus, S.A. e Dispnal Iberia SL

distribuem WESTLAKE

A Dispnal anunciou a assinatura de um acordo com o 9.° maior fabricante mundial de

pneus (número 1 na China), a ZC RUBBER, para a distribuição exclusiva da sua marca

premium WESTLAKE em Portugal e Espanha no que às gamas de pneus Industriais e

OTR – Engenharia Civil, Obras Públicas, Minas e Portos diz respeito. Luís Martins, general

market manager da Dispnal, explica que “a marca WESTLAKE está presente nos

cinco continentes e dispõe de uma extensa e estável rede de distribuição em todos

os principais mercados de pneus do mundo”. Por seu turno, Rui Chorado, presidente

do Grupo Dispnal, destaca que “a ampla gama de pneus, de qualidade inquestionável

e tecnologia de fabrico de última geração, assegura uma oferta de valor superior aos

pontos de venda dos clientes na Península Ibérica”. E acrescenta: “Com a nossa marca

WESTLAKE e a colaboração indispensável dos clientes, oferecemos o melhor serviço

do mercado. É uma tripla cooperação entre fabricante, distribuidores e cliente final.

O nosso grau de satisfação é tão elevado que, em breve, alargaremos esta parceria a

outras gamas de produto da ZC RUBBER”.

60 | Revista dos Pneus | Março 2020


Bridgestone voltou a ser

marca de pneus “Cinco Estrelas”

Pelo terceiro ano consecutivo, embora seja a quarta vez que

é vencedora, a marca japonesa conquistou o prémio “Cinco

Estrelas”, um galardão que se baseia na satisfação dos consumidores.

O prémio foi atribuído, tal como nos dois últimos

anos, na categoria de “Marca de Pneus”, na qual a Bridgestone

competiu com outras cinco marcas, numa avaliação que envolveu

1.175 consumidores portugueses. Com destaque para

a capacidade de aderência dos pneus, segurança e intenção

de recomendação, a Bridgestone foi a marca que recebeu a

melhor avaliação (7,56 em 10). Para André Bettencourt, diretor

de marketing da Bridgestone Europe Sucursal em Portugal, “é

uma enorme honra receber, pela quarta vez consecutiva, o

prémio ‘Cinco Estrelas’. O orgulho é ainda maior pelo simples

facto de ser baseado na opinião e avaliação dos consumidores.

Este tipo de distinções vem reforçar a prioridade que damos à

qualidade, à segurança e à inovação dos nossos produtos, para

que os nossos clientes, cuja opinião mais importa, continuem

sempre a preferir a nossa marca”.

Continental elege running

como plataforma de comunicação

Em 2020, a Continental Pneus Portugal volta a eleger o running como uma

das suas principais plataformas de comunicação com o consumidor final. Esta

ligação da marca à modalidade iniciou-se em 2018, numa altura em que a Continental

reformulou toda a sua estratégia global de comunicação, após uma

longa ligação ao futebol e às principias competições europeias e mundiais.

Assim, em 2020, a Continental vai acompanhar os runners na Meia Maratona

de Cascais, na Corrida de S. João (Vila Nova de Gaia. onde a marca será main

sponsor) e na S. Silvestre de Lisboa e do Porto. Nuno Rebelo, diretor de marketing

da Continental Pneus Portugal, em jeito de balanço sobre a ligação da

marca a esta modalidade desportiva, destaca “a forma entusiástica como os

atletas têm acolhido a Continental. A associação a esta modalidade faz todo o

sentido como forma de estarmos mais próximos dos consumidores”. E explica:

“Queremos estar mais próximos dos runners e o nosso objetivo é a cada competição

proporcionar-lhes novas e desafiantes experiências. Temos feito um

percurso muito interessante”.

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Notícias

Produto

BFGoodrich renova gama

de pneus de turismo e SUV

Com a comercialização das gamas Advantage e Advantage

SUV, a BFGoodrich, que celebra, este ano, o

seu 150.º aniversário, renova as suas gamas de pneus

de verão em 2020. Estas gamas cobrem todas as necessidades

dos utilizadores de veículos de turismo e

SUV. Ainda que a principal novidade seja o lançamento

das novas gamas Advantage de estrada, também serão

apresentadas novidades na oferta de todo-o-terreno

e comercial. No segmento off-road, a BFGoodrich a

marca lançará seis novas referências em All Terrain e

três novas referências em Mud Terrain, ao passo que

para os veículos industriais chegarão duas novidades:

a renovação da gama para camião, com o BFGoodrich

CrossControl 2 para utilização mista e construção, e o

BFGoodrich CraneControl para o segmento de gruas.

Trelleborg TM1000 ProgressiveTraction

Presença na FIMA 2020

A Trelleborg apresentou as suas mais recentes inovações em equipamentos agrícolas,

incluindo o premiado pneu TM1000 ProgressiveTraction, na FIMA 2020, em

Saragoça. Os visitantes do stand da Trelleborg na feira de Saragoça assistiram a demonstrações

ao vivo do TM1000 ProgressiveTraction, que foi premiado como “Melhor

Pneu Agrícola 2019” no Hevea Tire Industry Awards. Ramon Martinez, country

manager da Trelleborg Wheel Systems para Espanha e Portugal, afirmou que “o

TM1000 ProgressiveTraction recebeu o prémio da EuroPneus, a revista espanhola

especializada em pneus para todos os profissionais, graças à sua excelente tecnologia

e ao reconhecimento do desempenho que oferece”. E acrescentou: “Alinhada

com o compromisso da Trelleborg, em ajudar a garantir um futuro sustentável para

a agricultura, ao mesmo tempo que aumenta a eficiência e a produtividade das

operações agrícolas dos clientes, a tecnologia ProgressiveTraction liberta energia

adicional ao solo e reduz o stress neste, melhorando o deslocamento de uma máquina

de desempenho”.

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62 | Revista dos Pneus | Março 2020


Tiresur distribui em exclusivo gama TBR da

Triangle na Península Ibérica

Desde que, no verão de 2018, se iniciou a parceria entre a Tiresur, um dos

grandes grupos da distribuição de pneus a nível internacional, e a Triangle,

um dos maiores fabricantes do setor, o crescimento da marca em Espanha e

Portugal não tem parado de crescer. O crescimento exponencial da Triangle

em ambos os países, tendo como distribuidor exclusivo a Tiresur, primeiro

para a sua linha de ligeiros (PCR) e, depois, OTR, colocou a marca num patamar

respeitável, não só pela excelente qualidade de produto, como, também,

pela capacidade de resposta, fiabilidade e garantia que oferece, sempre com

o apoio de um distribuidor com a dimensão e solidez da Tiresur. Por isso

mesmo, a Triangle voltou a confiar na Tiresur, convertendo-a no distribuidor

exclusivo, para a Península Ibérica, da gama completa de PCR, OTR e, agora,

também TBR (camião). Os pneus de camião já estão a ser comercializados,

com uma oferta de gama que vai desde jante de 17,5” até 22,5”.

Petlas apresenta

novo pneu industrial PtxND33

O novo pneu radial industrial do fabricante turco promete tração

perfeita e vida útil prolongada para operações de serviço médio.

O PtxND33 foi projetado e desenvolvido na sede do Centro de

Pesquisa e Desenvolvimento da empresa para oferecer tração

perfeita e vida útil longa para veículos industriais compactos.

Com esta atualização ao seu já abrangente portefólio de pneus

radiais industriais, a Petlas pretende expandir a sua contribuição

para assegurar a melhor relação custo/benefício para os operadores

de veículos multifuncionais. O novo pneu foi criado, propositadamente,

para melhorar a produtividade e a eficiência numa

ampla gama de aplicações, como carregamentos, escavação de

canais, operações no solo ou trabalhos de construção. Os sulcos

profundos e largos que estão cuidadosamente localizados no

piso garantem sempre tração em qualquer tipo de terreno onde

a máquina esteja a operar. Seja em solo macio, areia, asfalto ou

estradas de superfície dura, o PtxND33 assegura, segundo a Petlas,

sempre a tração perfeita.

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Notícias

Produto

ANTEO é distribuída em exclusivo

pela Dispnal

Domingos & Morgado lança

campanha para MANATEC Jumbo 3D

A empresa especialista na assistência e comercialização de

equipamentos para casas de pneus e jantes anuncia a primeira

máquina 3D de alinhar direções para camiões e autocarros

em todo o mundo. “Este fantástico equipamento recebeu

o ‘Prémio de Inovação 2018 na Automechanika Frankfurt’,

trazendo para o mercado a primeira máquina 3D de alinhar

direções para camiões e autocarros em todo o mundo”, refere

José Morgado, gerente da Domingos & Morgado. A Jumbo 3D,

da MANATEC, é a primeira alinhadora do mundo 3D multieixos

para camiões a autocarros, proporcionando uma medição

até seis eixos, dispondo de quatro câmaras de 10 megapixels

e contando com uma capacidade de leitura até 19 metros.

“Aproveite a campanha de lançamento para adquirir este

equipamento a um preço espetacular e prepare-se para

aumentar as suas vendas”, anuncia José Morgado.

A Dispnal assegurou a distribuição exclusiva da marca ANTEO (by Pirelli) para o mercado

português. Marca do Prometeon Tyre Group, único fabricante de pneus com foco exclusivo

no mercado dos pneus premium industriais e comerciais, a Prometeom fabrica e

comercializa os pneus Pirelli para camiões, autocarros, máquinas agrícolas e máquinas

de engenharia civil. O espírito de inovação, o profundo conhecimento da indústria, a

tecnologia, a investigação e a capacidade analítica, representam o ADN da Prometeom,

tendo este sido diretamente transferido para a sua nova marca ANTEO e respetivos

produtos. A linha de produto, com uma organização simples e intuitiva, abarca as gamas

de pneus para utilização em estrada, autocarros e fora de estrada. De destacar que,

por forma a responder às atuais exigências dos mercados da Europa Central, todos os

pneus ANTEO dispõem da marcação M+S e do símbolo 3PMSF, que identifica os pneus

de inverno de acordo com os regulamentos da UNECE (válido na UE e em vários outros

países), bem como os regulamentos de pneus dos EUA e Canadá.

Goodyear lançou novo pneu

EfficientGrip Performance 2

Super Eagle OTR 63” da TRM:

50 toneladas de qualidade

O ano de 2020 começou com uma conquista de peso para

a TRM (Tyre Retreading Machinery), empresa de tecnologia

de recauchutagem, com sede no norte de Itália, que consiste

numa divisão do Grupo Marangoni. A maior máquina

multi-ferramenta OTR do mundo, após vários meses de

desenvolvimento e fabrico, passou nos rigorosos testes

de aceitação da equipa da Renova no local de produção

da TRM. As dimensões da máquina estão alinhadas com

os pneus a recauchutar. O pórtico de trabalho dispõe de

duas colunas monolíticas de estrutura dupla, pesando 15

toneladas cada. A máquina, no seu todo, excede os seis

metros de altura ao solo, sendo o peso total de 50 toneladas.

Agora, a máquina está pronta para ser enviada à fábrica

da Renova no Peru, onde uma máquina semelhante está

em operação desde 2008.

A Goodyear lançou o novo pneu EfficientGrip Performance 2, que anuncia mais 50%

de quilometragem do que o seu antecessor e mais 20% de quilometragem do que o

rival da Michelin. Com o anúncio do lançamento do novo EfficientGrip Performance 2, a

Goodyear provou que tem um produto líder no segmento de altas prestações. A segunda

geração do EfficientGrip destina-se aos consumidores que necessitem de pneus para

jantes de 15” a 19”, que procuram elevada quilometragem e exigem elevados níveis de

performance em travagem, tanto em piso seco como molhado. O novo pneu anuncia

uma impressionante quilometragem, a qual estima-se que seja 50% maior do que a do

seu antecessor, ao passo que também supera a proposta da Michelin, o seu concorrente

mais direto, nos testes de quilometragem, com uma diferença superior a 20% neste

capítulo. Para mais, os testes independentes realizados pela TÜV SÜD também registaram

as distâncias de travagem mais curtas, tanto em piso molhado como seco, quando

comparado com quatro rivais distintos.

64 | Revista dos Pneus | Março 2020


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Técnica

Equilibragem

mais eficiente

Embora os pesos com mola sejam utilizados em maior número face aos pesos |

adesivos para equilibragem de rodas, estes últimos estão a ganhar popularidade

e a tornar-se mais relevantes nas listas de compras das oficinas


Pesos adesivos

De acordo com os distribuidores

de componentes para oficinas de

pneus, os pesos adesivos têm tido

uma procura crescente. Quem os

comercializa reconhece que a sua utilização

comparativamente à opção com mola está

a aumentar. Mas ressalva que não devemos

esperar uma transição rápida a curto prazo.

O mercado está a atravessar uma mudança

lenta e o aumento da utilização de pesos adesivos

é evidente e está a ser impulsionado

pelo aumento da utilização desta solução ao

nível dos OEM, embora os pesos com mola

continuem a existir no mercado.

A introdução da automatização no âmbito

dos pesos adesivos para rodas nas fábricas

de equipamento original, está a contribuir

para o aumento lento na utilização de pesos

adesivos à medida que os OEM começam,

gradualmente, a retirar os pesos com molas

das suas jantes. A automatização nos pesos

para as rodas pode incluir pesos adesivos

segmentados em aço padrão ou pesos adesivos

contínuos, fabricados com materiais

compósitos instalados utilizando braços

robóticos e rolos de produto de grandes

dimensões. Os pesos adesivos contínuos são

mais adequados à automatização e podem

ser cortados com o peso exato necessário

para equilibrar um pneu, com desvio de

uma fração de grama. Contudo, são cerca

de duas ou três vezes mais caros do que os

pesos adesivos segmentados em aço padrão.

FATORES A CONSIDERAR

Existem diversos fatores a considerar quando

analisamos o custo dos pesos de equilibragem

de rodas. Os pesos adesivos, regra geral,

apresentam um custo mais baixo face aos

pesos com mola devido a alguns aspetos. Os

pesos com mola requerem um processo de

fabrico ligeiramente mais complicado, o que

aumenta o custo. O fabrico dos pesos adesivos

é mais simples e o volume de produção é

maior, o que ajuda a reduzir o custo. Contudo,

os preços dos pesos adesivos e dos pesos com

mola são calculados com base nos preços das

respetivas matérias-primas (chumbo, zinco

ou aço). E tanto os pesos adesivos como os

pesos com mola envolvem outros fatores,

como a velocidade e a eficiência, que devem

ser tidos em consideração, para além do custo

durante a tomada de decisões sobre o que

é melhor para o negócio.

MAIOR PRECISÃO É NECESSÁRIA

A popularidade das jantes de liga leve também

está a impulsionar a utilização de pesos

adesivos. Os consumidores não querem ver

um peso para roda no exterior desta. Um

peso com mola pode ser colocado na flange

interior, mas a única opção para o plano exterior

é um peso adesivo. Os técnicos podem

equilibrar a roda utilizando pesos com mola

e pesos adesivos ou dois pesos adesivos.

Ao retirar-se o peso com mola exterior por

motivos estéticos, há um estreitamento nos

planos dos pesos ou na separação entre os

dois pesos. A melhor colocação seria na extremidade,

no interior e no exterior da roda.

Quanto mais afastados estiverem os pesos,

maior será a capacidade de neutralizar o par

de forças ou a oscilação lateral de um pneu

durante a rodagem. Perdemos o exterior e

mais duas ou três polegadas porque o peso

tem de estar por detrás dos raios. Quando

os planos dos pesos se aproximam, a quantidade

de pesos necessários aumenta e a

precisão com a qual os mesmos são colocados

também tem de aumentar.

Os pesos adesivos requerem maior precisão

à máquina de equilibrar e ao técnico. Este

tem de ser mais cuidadoso e cauteloso, caso

contrário arrisca-se a ter de retirar os pesos

e tentar novamente ou a fazer um trabalho

inadequado, que resultará num cliente insatisfeito

com reclamações devido a vibrações.

Uma das tendências mais recentes em jantes

personalizadas é a utilização de raios extremamente

finos, que curvam e se fundem no

cilindro da jante em vez de pararem no cilindro.

A configuração dos raios cria zonas altas

e baixas na jante, o que complica o trabalho

de equilibragem do técnico. O design requer

que os pesos sejam colocados com apenas

três ou quatro polegadas de distância. O tamanho

dos pesos teria de aumentar muito e

seria muito difícil compensar o desequilíbrio.

A tendência é, definitivamente, uma realidade

para o revendedor de pneus. E mais ainda

para as pessoas do mercado de pós-venda

que têm de lidar com jantes personalizadas

e especializadas.

Rodas maiores também representam desafios

no que toca aos pesos para rodas. As

www.revistadospneus.com | 67


Técnica

rodas maiores deveriam ser mais fáceis de

equilibrar, visto que são mais largas e têm

um diâmetro maior. Contudo, os consumidores

não querem ver os pesos. A verdade

é que as rodas maiores são mais focadas na

aparência. Dificilmente encontraremos um

peso exterior instalado numa roda com mais

de 20”, porque quem compra rodas com esta

dimensão jamais o permitirá.

MÁQUINAS DE EQUILIBRAR EVOLUEM

As novas máquinas de equilibrar rodas tornaram-se

muito úteis para os técnicos. Os

avanços permitem que um técnico coloque

a quantidade correta de pesos com mola ou

adesivos exatamente onde são necessários.

A tecnologia patenteada SmartWeight, da

Hunter, por exemplo, proporciona aos técnicos

a solução mais simples com a menor

quantidade de pesos e a opção de aplicação

mais rápida. A velocidade e a simplicidade

na colocação de pesos para rodas são vantagens

complementares da SmartWeight.

A tecnologia permite um equilíbrio geral

superior, uma vez que é focada nas forças

estáticas ascendentes e descendentes com

maior probabilidade de serem sentidas pelo

condutor, controlando, simultaneamente,

o par de forças (oscilação).

As oficinas devem ter em consideração

avanços na tecnologia que simplifiquem e

tornem mais rápida a instalação de pesos

para rodas quando adquirirem novos equipamentos.

Funcionalidades como a capacidade

de fixar a roda, lasers que indicam

com precisão a localização exata do peso e

iluminação para ver bem o cilindro da roda,

já estão disponíveis em modelos avançados.

As tecnologias tornam o processo de

equilibragem mais fácil, mais rápido e mais

preciso, o que ajuda a compensar o tempo

e os passos necessários para instalar pesos

adesivos comparativamente a pesos com

mola. Para que um peso adesivo adira à roda,

a área onde o mesmo vai ser aplicado tem

de ser limpa com um solvente e secar, o que

envolve tempo caso seja efetuado corretamente.

Os pesos com mola não requerem a

limpeza da roda e a sua instalação é muito

mais rápida.

LIMPEZA É IMPORTANTE

Os avanços nas máquinas de equilibragem

permitem que os técnicos sejam mais rápidos

e eficientes ao instalar pesos com

mola e pesos adesivos. Outras melhorias

ao nível da eficiência, resultam das embalagens

dos pesos para rodas e da gestão

de inventário. Os retalhistas de pneus no

século 21 começam a compreender que

são necessários elevados níveis de eficiência

nas oficinas para conseguir competir

no panorama competitivo atual. Sistemas

de gestão de inventário, ferramentas de

encomenda mais rápidas e normas de

limpeza, ajudam os técnicos a trabalhar

de forma mais inteligente e com menos

esforço.

A marca Hofmann desenvolveu um sistema

de organização para inventários de pesos

para rodas que permite que os técnicos

acedam ao produto mais rapidamente.

Inclui caixas com abertura frontal para assegurar

um recipiente limpo sempre que

uma nova caixa for aberta e códigos de

barras frontais para facilitar a realização de

novas encomendas no sistema de gestão

de armazém. Existem, também, marcas que

disponibilizam pesos adesivos para roda

com um núcleo de aço revestido por uma

cobertura plástica. u

68 | Revista dos Pneus | Março 2020


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Avaliação Mercado Obrigatória

Monster

truck


Ford Ranger Raptor

É a mais temível e venerada pick-up de produção

em série disponível na Europa. Tem o “dedo” da Ford

Performance. Equipada com motor Diesel biturbo

2.0 EcoBlue de 213 cv, transmissão automática de 10

velocidades com patilhas no volante, travões de discos

ventilados nas quatro rodas, suspensão Fox Pro Racing,

pneus BFGoodrich All-Terrain T/A KO2, tração integral,

caixa de transferências, diversas proteções, altura ao

solo aumentada e cabina dupla, a Ranger Raptor

lembra um monster truck

Por: Bruno Castanheira

Nunca uma pick-up de produção em

série disponível na Europa tinha

atingido um patamar de evolução

tão elevado nem reunido tanta

admiração. A Ranger Raptor é “a” pick-up,

sendo capaz de ombrear com algumas

“monstruosidades egrégias” que existem do

outro lado do Atlântico pertencentes a esta

tipologia de veículos. A nova Ranger, que

foi lançada no Velho Continente em meados

do ano passado, trouxe mais potência,

mais economia, mais requinte e avançadas

tecnologias de assistência à condução. No

topo da oferta situa-se a versão Raptor, que,

ao ter o “dedo” da Ford Performance, faz as

delícias dos adeptos da condução fora de

estrada que não olham a meios (euros) para

atingir os seus fins (diversão).

VISUAL DE CORRIDA

Uma pick-up não é, por definição, um veículo

elegante, já que quase não existe margem

para criatividade, com os estilistas a não

poderem “fugir” às arestas retilíneas que

imperam no perfil e, sobretudo, na secção

traseira. Ainda assim, “safa-se” a frente, que é

a área que permite maior liberdade criativa. E

é precisamente por isso que a “Power Ranger”

dá nas vistas. Com carroçaria pintada de azul

“Performance” (€508) e decorada com autocolantes

Raptor (€915), esta super pick-up é

sempre o centro das atenções e tem sempre

prioridade nos cruzamentos, independente

da sinalização existente. A Raptor parece, de

facto, saída de um videojogo. Ou, melhor

ainda, parece estar pronta para participar

em qualquer prova de todo-o-terreno. A

imponente grelha escura, a proteção inferior

do para-choques dianteiro, a assinatura

luminosa exibida pelas luzes de LED, as jantes

de 17” escuras e as proporções musculadas

do capot, fazem toda a diferença. Depois,

a barra desportiva aerodinâmica com

iluminação integrada, a cobertura da

caixa de carga com persiana retrátil, os

degraus laterais em liga leve reforçada e

a preparação para gancho de reboque,

compõem a lista de adereços da Raptor.

Longe do visual austero e pouco elaborado

de outros tempos, o habitáculo

é outro exemplo da enorme evolução

sofrida por esta categoria de veículos.

Exibindo uma qualidade de construção

digna de elogios, a Raptor oferece amplo

espaço, boa arrumação, posto de condução

(elevado) convincente e diversas

mordomias de série. Como, por exemplo,

ar condicionado automático bizona, revestimentos

em pele, baquets dianteiras

com lettering específico, embaladeiras

Ford Performance, volante de quatro

braços em pele com costura vermelha no

“ponto zero”, inserções em alumínio nos

pedais, costuras azuis, bancos dianteiros

elétricos, SYNC 3 com ecrã tátil de 8” e

navegação, Modem FordPass Connect

integrado, duas entradas USB, tomada

de 230 V, câmara de visão traseira...

VASO DE GUERRA

“Armada” com uma panóplia de dispositivos

de segurança (assistência

ao arranque em subida; controlo de

tração; controlo eletrónico de estabilidade

com mitigação de capotamento;

airbags para condutor e acompanhante,

laterais, de joelhos para o condutor e de

cortina; controlo de carga adaptativo;

controlo de descida; controlo de balanço

do reboque; cruise control adaptativo

+ assistência à pré-colisão; sistema de

manutenção na faixa), a Raptor parece

um vaso de guerra. Ninguém lhe ousa

fazer frente. Primeiro, pelas dimensões

www.revistadospneus.com | 71


Avaliação Obrigatória

Ford Ranger Raptor

BFGoodrich All-Terrain T/A KO2

Todos os caminhos

w A Ford Ranger Raptor que a Revista dos Pneus testou vinha

equipado com BFGoodrich All-Terrain T/A KO2, de medida 285/70

R17 116/113 S Load Range M+S, em ambos os eixos. Não sendo

os pneus mais “trialeiros” desta marca norte-americana pertencente

ao Grupo Michelin (lugar que é ocupado pelos Mud Terrain T/A KM3),

os All-Terrain são uma excelente solução para todos os caminhos.

No asfalto, não se desgastam muito depressa nem produzem

demasiado ruído de rolamento. Fora de estrada, onde se nota mais a

diferença, asseguram sempre condições de tração ótimas. Além disso,

estão aptos a ser utilizados em todas as estações do ano e em todos

os caminhos. Por último, mas não menos importante, contribuem

para o visual característico de uma pick-up de competição. E a

verdade é que a Raptor está, de facto, perto desta classificação.

Bancos desportivos, volante com costura vermelha no “ponto zero”,

inserções em alumínio nos pedais. Nada falta à Ford Ranger Raptor

MOTOR

Tipo

4 cil. linha Diesel, long. diant.

Cilindrada (cc) 1996

Diâmetro x curso (mm)

84,0x90,0

Taxa de compressão 15,7:1

Potência máxima (cv/rpm) 213/3750

Binário máximo (Nm/rpm) 500/1500-2500

Distribuição

2 v.e.c., 16 válvulas

Alimentação

injeção direta common-rail

Sobrealimentação

dois turbos VTG + intercoooler

TRANSMISSÃO

Tração

traseira ou integral com ESP

Caixa de velocidades

automática de 10 + ma

DIREÇÃO

Tipo

pinhão e cremalheira

Assistência

sim (elétrica)

Diâmetro de viragem (m) 12,9

TRAVÕES

Dianteiros (ø mm) discos ventilados (332)

Traseiros (ø mm) discos ventilados (332)

ABS

sim, com EBD + BAS

SUSPENSÕES

Dianteira

triângulos duplos sobrepostos

Traseira

eixo rígido

Barra estabilizadora (dianteira/traseira) sim/não

PERFORMANCES ANUNCIADAS

Velocidade máxima (km/h) 170

0-100 km/h (s) 10,5

Ângulos de ataque/saída/ventral (°) 32,5/24/24

Passagem a vau (mm) 850

CONSUMOS (L/100 KM)

Combinado

10,8 (WLTP)

Emissões de CO 2 (g/km)

281 (WLTP)

Nível de emissões Euro 6

DIMENSÕES, PESO E CAPACIDADES

Comprimento/largura/altura (mm) 5374/2028/1873

Distância entre eixos (mm) 3220

Largura de vias frente/trás (mm) 1710/1710

Altura ao solo (mm) 283

Capacidade do depósito (l) 80

Peso (kg) 2585

Relação peso/potência (kg/cv) 12,13

Jantes de série

8 1/2Jx17”

Pneus de série

285/70 R17

PNEUS DE TESTE

BFGoodrich All-Terrain T/A K02

Imposto Único de Circulação (IUC) €531,44

Preço (sem despesas) €64.190

Unidade testada (sem despesas) €65.613

285/70 R17 116/113 S

Load Range M+S

que ostenta. Depois, porque é demasiado

evidente que não se trata de uma pick-up

qualquer. E a mecânica confirma o que o visual

deixa antever: motor Diesel biturbo 2.0

EcoBlue de 213 cv, transmissão automática

de 10 velocidades com patilhas no volante,

travões de discos ventilados nas quatro rodas,

suspensão Fox Pro Racing, pneus BFGoodrich

All-Terrain T/A KO2, tração integral (basta rodar

um botão para alternar entre os modos

2H, 4H e 4L) e caixa de transferências.

Para “acordar” o motor, basta premir o botão

respetivo. O som é característico de um Diesel,

mas apenas quando se está parado. Engrenando

a primeira e arrancando, o bloco de

quatro cilindros passa a ter voz grossa. Depois,

só apetece acelerar e efetuar passagens de

caixa (ou deixar esta fazer tudo por ela). Até à

10.ª, é sempre a subir. Até dá calores. Parece

um monster truck a Ranger Raptor. Escusado

será dizer que as performances são ótimas e

que o desempenho dinâmico é de elevado

gabarito. Os travões resistem relativamente

bem à fadiga e os pneus BGGoodrich (ver

caixa, nestas páginas) até nem produzem

muito ruído de rolamento. Fora de estrada,

mesmo sem utilizar “redutoras”, a Raptor passa

por cima de tudo e de todos. Tem altura, tem

tração, tem força, tem postura. E, pasme-se, os

consumos até se situam em níveis bastante

interessantes. Pior, mesmo, são os custos

associados à utilização desta super pick-up.

Além de custar (sem despesas nem extras)

€64.190, a Raptor paga Classe 2 nas portagens

e €531,44 de IUC ao ano, neste último caso

por “culpa” das emissões de CO2 (281 g/km

em ciclo WLTP). Mas que a Raptor vale cada

cêntimo pedido, lá isso vale. Quem duvida,

que experimente. u

72 | Revista dos Pneus | Março 2020


Em Estrada

Por: Bruno Castanheira

Kia XCeed 1.4 T-GDi 7DCT Tech

Versão elitista

Depois das variantes manuais 1.6 CRDi e 1.0 T-GDi, ambas com

o nível de equipamento Tech (tal como esta mais elitista), eis,

agora, a 1.4 T-GDi equipada com caixa automática de dupla

embraiagem com sete velocidades (7DCT). Combinando o carácter

prático de um SUV com a arquitetura desportiva de um

hatchback, este CUV (Crossover Utility Vehicle) agrada em tudo.

A começar pelo design irreverente e a acabar nos sete anos de

garantia. Sem esquecer o preço da campanha de lançamento:

são nada menos do que €4.750 de desconto. Pintada de amarelo

“Quantum” (tonalidade que implica o dispêndio de €430),

a carroçaria de cinco portas do XCeed ganha, de facto, apelo,

até porque acaba por contrastar com as jantes escuras de 18”

e com as proteções de plástico. Na versão a gasolina 1.4 T-GDi

de 140 cv, com quatro cilindros, as prestações são francamente

convincentes. Os consumos nem por isso. Mas a agradabilidade

de condução do XCeed deve-se, também, às reações previsíveis

e à agilidade do conjunto, que acaba por combinar eficácia com

um nível de conforto bastante aceitável. O habitáculo prima pela

ergonomia, estando bem equipado

e oferecendo um espaço de

bom nível. O posto de condução

agrada, sem deslumbrar, tal como

a qualidade geral. Interessante é o

primeiro painel de instrumentos

totalmente digital da Kia: Supervision,

de 12,3”. Concebido para

fornecer as informações da forma

mais clara possível, apresenta um

ecrã de alta definição (1920x720 pixels), que substitui os mostradores

convencionais. O seu monitor, único e perfeitamente

integrado no tablier, incorpora mostradores digitais extremamente

claros para as funções de velocímetro e conta-rotações.

Mazda3 HB 1.8 Skyactiv-D Evolve

Concentrado de emoções

Na versão hatchback (cinco portas), pintada de vermelho, aprimorada

pela especificação Evolve, equipada com o motor Diesel

1.8 Skyactiv-D de 116 cv (traz acoplada caixa manual de seis

velocidades e sistema i-stop) e reforçada com os Packs i-Activ-

Sense e Sport, o Mazda3 é um concentrado de emoções. Mais:

é um dos mais sedutores familiares compactos da atualidade.

A silhueta fluida e a elegância de todas as proporções (a grelha

escura e a forma dos grupos óticos dianteiros são os detalhes

mais deslumbrantes) espelham toda a atração desta proposta

nipónica. Passada a fase do encantamento exterior, segue-se a

análise ao interior. Qualidade acima da média, posto de condução

ergonómico, espaço de bom nível e equipamento expressivo

são os principais adjetivos.

Sóbrio e bem desenhado, o

habitáculo prima pela eficaz

distribuição de comados e

indicações, onde o essencial

dá lugar ao supérfluo. Por

vezes, a simplicidade é de

facto, nas pequenas coisas.

Premindo o botão que

liga/desliga o motor Diesel,

o Mazda3 mostra todas as suas credenciais dinâmicas. Ágil,

seguro, confortável e com reações previsíveis, pauta-se ainda

pela precisão da caixa de velocidades, pela boa capacidade de

resposta do motor às solicitações do pé direito e pela competência

da travagem. O preço desta unidade reflete todos estes

predicados: €31.721 (sem despesas nem pintura metalizada).

Perfeitamente justo face a tudo o que oferece.

FICHA TÉCNICA

Motor

4 cil. linha, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1353

Potência máxima (cv/rpm) 140/6000

Binário máximo (Nm/rpm) 242/1500-3200

Velocidade máxima (km/h) 200

0-100 km/h (s) 9,5

Consumo combinado (l/100 km) 7,1 (WLTP)

Emissões de CO 2 (g/km)

161 (WLTP)

Preço

€28.490 (com campanha)

IUC €158,92

Pneus teste Continental ContiSportContact 5

235/45R18 94V

FICHA TÉCNICA

Motor

4 cil. linha Diesel, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1759

Potência máxima (cv/rpm) 116/4000

Binário máximo (Nm/rpm) 270/1600-2600

Velocidade máxima (km/h) 194

0-100 km/h (s) 10,3

Consumo combinado (l/100 km) 5,1 (WLTP)

Emissões de CO 2 (g/km)

139 (WLTP)

Preço €31.721

IUC €227,65

Pneus teste

Bridgestone Turanza T005 A

215/45R18 89W

www.revistadospneus.com | 73


Em Estrada

Por: Bruno Castanheira

SEAT Ibiza 1.0 TSI Xcellence

Proposta equilibrada

O SEAT Ibiza 1.0 TSI de 95 cv, com caixa manual de cinco velocidades

e nível de equipamento Xcellence, é um modelo onde a

expressão “no meio é que está a virtude” assenta que nem uma

luva. Coberta por uma irreverente cor dourada, a carroçaria de

cinco portas aposta em linhas desportivas, com especial destaque

para os para-choques, grupos óticos e vincos laterais. Mas nem

só de aparência “vive” o Ibiza. O recheio é igualmente bastante

atrativo. Movido por um económico motor de três cilindros que

oferece prestações muito interessantes, este utilitário custa €20.568.

Aprofundando um pouco mais a análise, podemos afirmar que

o posto de condução é bom, que o nível de qualidade satisfaz,

que o espaço para ocupantes e bagagem cumpre os requisitos e

que o desempenho dinâmico

é de grande nível, mesmo

não tendo jantes grandes

nem suspensão demasiado

firme. Para mais, o motor de

três cilindros com injeção

direta de gasolina, revela-se

perfeitamente à altura das

qualidades do chassis, sendo

bem explorado por intermédio

de uma caixa manual de cinco velocidades. E nem a função

start/stop foi esquecida, o que permite que os consumos, já de si

comedidos, se tornem ainda mais baixos. Nem mesmo em condução

desportiva o SEAT Ibiza 1.0 TSI revela grande apetência para

consumir gasolina. O condutor agradece. E o ambiente também.

Mercedes-Benz A 180d Business Solutions

Estrela cintilante

Um Mercedes-Benz é sempre um Mercedes-Benz. Qualquer

que seja o seu tamanho ou tipologia. Ainda que existam,

claro, uns que agradem mais do que outros. No caso concreto

do A 180d aqui em apreço, trata-se de (mais) uma estrela cintilante

na constelação da marca alemã. Não pelas prestações

que exibe (o motor Diesel de 1,5 litros com 116 cv, que traz

acoplada caixa manual de seis velocidades e sistema start/

stop, não permite “loucuras”) nem pelo visual do conjunto

(pintado de preto e com jantes de 16”, este familiar compacto

não exibe o “músculo” de outras versões), mas pela proposta

Business Solutions

que recebe. Com um nível

de equipamento que tem

tudo o que faz falta, onde

proliferam diversos dispositivos

de segurança, este A

180d custa uns apelativos

€22.871. E não é por estar

equipado com um motor

“pequeno” que a sua dinâmica deixa de ter interesse. Antes

pelo contrário. É confortável, preciso e reativo, acabando

por beneficiar de um pisar sólido e de uma caixa agradável

de manusear. Em alta está a qualidade de construção,

o posto de condução correto e o espaço disponível para

ocupantes e bagagem. E o que dizer de um automóvel que

comunica connosco quando o tratamos pelo nome? Basta

dizer “Mercedes” para sermos brindados com uma simpática

voz feminina através de um “Sim?”, de um “Diga” ou de

um “Em que posso ser útil?” Há coisas fantásticas, não há?

FICHA TÉCNICA

Motor

3 cil. linha, transv., diant.

Cilindrada (cc) 999

Potência máxima (cv/rpm) 95/5000-5500

Binário máximo (Nm/rpm) 175/1500-3500

Velocidade máxima (km/h) 182

0-100 km/h (s) 10,9

Consumo combinado (l/100 km) 5,4 (WLTP)

Emissões de CO 2 (g/km)

124 (WLTP)

Preço €20.568

IUC €124,38

Pneus teste

Bridgestone Turanza T001

195/55R16 91V

FICHA TÉCNICA

Motor

4 cil. linha Diesel, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1461

Potência máxima (cv/rpm) 116/4000

Binário máximo (Nm/rpm) 260/1750-2500

Velocidade máxima (km/h) 202

0-100 km/h (s) 10,6

Consumo combinado (l/100 km) 4,6 (WLTP)

Emissões de CO 2 (g/km)

120 (WLTP)

Preço €22.871

IUC €128,96

Pneus teste

Pirelli Cinturato P7

205/60R16 92V

74 | Revista dos Pneus | Março 2020


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