Jornal das Oficinas 173

apcomunicacao

LUBRIFICANTES

ESPECIAIS

ADITIVOS

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jornaldasoficinas.com | JORNAL INDEPENDENTE DA MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE VEÍCULOS LIGEIROS E PESADOS | DIRETOR | João Vieira

173

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Abril 2020

PERIODICIDADE | MENSAL

ANO XV | 3 EUROS

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COVID-19

AFTERMARKET

CONTRA-ataca

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+

EM foco

FILTROS

AUTOMÓVEL

de 28 marcas em análise

atualidade

PÁG. 6

O mercado da distribuição de

peças vive tempos difíceis que

colocam em risco a saúde do setor

federal-mogul

PÁG. 22

Fundada em 1899, a empresa do

Grupo DRiV faz parte do património

da indústria automóvel mundial

ntn-snr

PÁG. 42

Construtor disponibiliza gama

completa de componentes de

distribuição e juntas homocinéticas

técnica & serviço

PÁG. 60

A hibridação suave de 48 Volt é

uma das soluções utilizadas para

reduzir consumos e emissões

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/2021


Editorial

DIRETOR

João Vieira

joao.vieira@apcomunicacao.com

EDITOR EXECUTIVO

Bruno Castanheira

bruno.castanheira@apcomunicacao.com

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Consulte o Estatuto Editorial no

site www.jornaldasoficinas.com

TEMPOS

DIFÍCEIS

A

crise do coronavírus (Covid-19) tornou-se numa das situações mais graves que Portugal viveu

na sua história recente. E o pós-venda automóvel está a sofrer bastante com isso. Todos reconhecemos

os esforços e os planos de contingência que estão a ser implementados pelo Governo

para garantir a melhor gestão possível desta crise sanitária. Mas a angústia provocada pela

incerteza quanto ao presente e ao futuro desta atividade, tomada de assalto por um inimigo

imprevisível e sem rosto, está a levar as oficinas ao desespero. Sendo certo que elas prestam um

serviço essencial à população, assegurando o bom funcionamento dos veículos e garantindo o transporte de pessoas

e mercadorias em segurança. Por isso, o Governo decidiu mantê-las em funcionamento durante o Estado de

Emergência, tal como acontece com distribuidores e retalhistas de peças. O setor mostra-se, assim, comprometido

em participar na luta contra a pandemia de Covid-19, seguindo as recomendações das autoridades governamentais/sanitárias

e querendo ser parte ativa da solução. Deste modo, as oficinas conseguem garantir os serviços

necessários aos veículos prioritários das forças de segurança, meios de emergência e transportadoras. Para que

nada lhes falte nestes tempos difíceis em que vivemos. Desde que, claro está, exista quem forneça as peças.

Mas os exemplos que nos chegam de outros países europeus, nomeadamente de Espanha, França e Itália, onde

a atividade do pós-venda teve um decréscimo brutal, devem fazer-nos refletir, analisar o estado das empresas e

estudar novas ferramentas para manter (e, se possível, melhorar) a relação

com o cliente. Perante uma situação de crise tão grave como esta,

o setor precisa de respostas do Governo que permitam às empresas

do pós-venda automóvel olhar para o futuro com otimismo

e com a esperança de conseguirem manter a sua atividade e os

seus postos de trabalho quando passar este “tsunami económico”.

Impõe-se, por isso, medidas urgentes, adequadas ao setor, para

minimizar o impacto desta situação de grande complexidade. O

problema maior é a incerteza e o facto de não sabermos durante

por quanto tempo esta crise se arrastará. Se o setor mantiver o baixo

índice de atividade durante os próximos dois meses, haverá perdas

significativas para as oficinas, não esquecendo os fabricantes de

automóveis, que suspenderam, temporariamente, as suas produções

na Europa. E, isso, também afetará os fabricantes de componentes.

A recuperação da capacidade das empresas do setor, após

esta crise sanitária, será lenta e dependerá da retoma da

economia, sempre com um atraso considerável.

Como acontece com todas as crises, esta também atingirá

o seu pico, seguindo-se o natural abrandamento.

Nessa altura, quando a vida das pessoas e a economia

voltarem à normalidade, as oficinas têm de estar

preparadas para retomar a sua atividade com mais

força e maior entusiasmo. Mas estarão todas elas

lá quando os consumidores puderem e quiserem

voltar a investir? Oxalá que sim. l

JOÃO VIEIRA | Diretor


FOLHA

DE SERVIÇO

IPSIS

VERBIS

DARIO ALVES,

DIRETOR COMERCIAL DA INFORAP

NO ÂMBITO DA REPARAÇÃO

AUTOMÓVEL, O MECÂNICO

TRADICIONAL ESTÁ

A SER SUBSTITUÍDO

POR TÉCNICOS COM

COMPETÊNCIAS

ACADÉMICAS NOS

DOMÍNIOS DA MECÂNICA

E DA ELETRÓNICA

ALEXANDRE FERREIRA, PRESIDENTE

DA DIREÇÃO DA ANECRA

ENQUANTO MAIOR

ASSOCIAÇÃO DO SETOR,

CONGRATULAMO-NOS

COM A DECISÃO DE

MANTER AS OFICINAS DE

REPARAÇÃO AUTOMÓVEL

E AS EMPRESAS DE

COMÉRCIO AFETAS A ESTE

RAMO ABERTAS AO

PÚBLICO

COVID-19 NÃO FAZ PARAR JO

Face ao Estado de Emergência decretado pelo Governo, devido à propagação do surto de coronavírus

(Covid-19), o Jornal das Oficinas tomou as medidas necessárias para garantir a proteção dos seus

colaboradores e assegurar a continuidade de todos os serviços relacionados com a sua atividade,

nomeadamente a edição impressa do jornal e a publicação diária de conteúdos no site e nas redes sociais.

Toda a equipa está, por isso, operacional. Só que a laborar a partir das suas casas em regime de teletrabalho,

de forma a manter o compromisso de informar os profissionais do pós-venda acerca de tudo o que

se passa nesta altura de grande preocupação e incerteza. Como especialistas em comunicação, continuaremos

a divulgar as diferentes medidas que as empresas estão a adotar para enfrentar esta crise sanitária

(e económica). Assim como partilharemos experiências, boas práticas e ações promovidas. Estamos

disponíveis por email, telefone e WhatsApp, só para citarmos três exemplos. Com a mesma vontade e a

dedicação de sempre. Se pararmos, aí sim, não teremos hipóteses de recuperar. Apelamos às empresas

para que, dentro do possível, mantenham esta tónica e não parem também. Manifestamos a nossa total

disponibilidade para colaborar com as associações e operadores do setor, de modo a desenvolvermos,

em conjunto, medidas que ajudem o ramo automóvel a ultrapassar, rapidamente, estes tempos difíceis.

Fazemos votos para que tudo regresse, em breve, à normalidade. Porque, no final, vamos ficar todos bem.

SEMÁFORO

JORGE VARANDAS, RESPONSÁVEL

DE MARKETING DA AUTOZITÂNIA

EXISTE A POSSIBILIDADE

DE O SETOR SER AFETADO

RELATIVAMENTE A STOCK

DE PEÇAS COM A CRISE DO

CORONAVÍRUS. TUDO

DEPENDERÁ DAS

MEDIDAS DE RESTRIÇÃO

APLICADAS PELOS PAÍSES

EXPORTADORES

Coronavírus

O mundo está a viver um autêntico

pesadelo. O coronavírus tem obrigado as

populações mundiais ao seu isolamento

e tem ceifado milhares de vidas por onde

passa. Mas o “tsunami económico” do

pós-Covid-19 não será menos grave. O

nosso Semáforo Vermelho, de revolta, vai

para este imprevisível inimigo sem rosto.

O aftermarket, com as suas fábricas (e

negócios) em suspenso e stocks em falta,

terá de reagir para não constar entre as

vítimas desta pandemia.

Motortec Madrid 2021

A feira madrilena prepara uma ambiciosa

etapa na sua vida. Depois de uma década

de parceria com a Automechanika

Frankfurt, a Motortec Madrid ganhou

a sua “independência” para 2021.

O objetivo é fortalecer a presença

internacional e manter o foco nas

especificidades das oficinas ibéricas. O

nosso Semáforo Laranja, de expectativa,

é, ao mesmo tempo, um desejo que a

ousadia seja acompanhada de “fortuna”

nestes tempos difíceis que atravessamos.

Autozitânia

O distribuidor português tornou-se

sócio da AD Parts, membro do Grupo

AD International. Com 530 pontos de

venda e um volume de negócios de 800

milhões de euros, em 2019, trata-se de

um colosso da distribuição ibérica. O

nosso Semáforo Verde, de aplauso, vai

para a Autozitânia, que, ao consolidar a

sua posição no mercado nacional, ganha,

deste modo, músculo para enfrentar os

desafios (e não são poucos...) do setor e

eleva, ainda mais, a qualidade do serviço.

4 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


A APARÊNCIA MUDA COM O TEMPO,

A ESSÊNCIA PERMANECE

A JAPOPEÇAS TEM UMA NOVA IMAGEM.


Atualidade

DISTRIBUIÇÃO DE PEÇAS

TRABALHO

DE EQUIPA

DISTRIBUIR PEÇAS PARA VEÍCULOS É UM TRABALHO DE EQUIPA

ENTRE AS EMPRESAS QUE RECEBEM OS COMPONENTES VINDOS DOS

FABRICANTES E OS OPERADORES QUE AS ENTREGAM, DEPOIS,

A RETALHISTAS E OFICINAS. ESTES DOIS ELOS CUMPREM A SUA

MISSÃO EM ESTREITA COLABORAÇÃO, DEIXANDO ESPAÇO PARA QUE

CADA UM SE DEDIQUE AO QUE É REALMENTE IMPORTANTE. MESMO QUE

TAL OBRIGUE A TOMAR MEDIDAS PROFILÁTICAS PARA NÃO COLOCAR

EM RISCO A SAÚDE DO SETOR NESTES TEMPOS DIFÍCEIS

QUE SE VIVEM NO PAÍS E NO MUNDO por Joana Calado

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Numa sociedade que vive em contrarrelógio,

as empresas têm de adaptar-se ao ritmo

frenético das necessidades do mercado e às

expectativas dos clientes, principalmente no que à

distribuição de peças diz respeito. Porque, afinal,

os consumidores querem tudo para ontem. Se a

peça foi pedida hoje, já devia ter chegado. De tal

forma, que há até quem defenda que se fazem mais

entregas nas oficinas do que nas farmácias. Ou faziam-se,

uma vez que se vivem tempos de mudança,

de incerteza e de receio. A economia pode estar

a contrair, como, de resto, se verifica atualmente,

mas não pode parar. Até porque há todo um setor

considerado essencial que tem de continuar a desempenhar

a sua função. Foi no meio deste turbilhão

de acontecimentos, onde os cenários mudam

ao minuto, que alguns players aceitaram pronunciar-se

sobre o mercado da distribuição de peças

em Portugal.

A César o que é de César

Auto Delta e Autozitânia partilham a mesma tipologia

de negócio, ainda que as suas atividades

estejam circunscritas a geografias diferentes: fornecimento

de componentes para automóveis. Por

isso, não surpreende que, quando se aborda a distribuição

de peças, as duas sigam a mesma linha de

raciocínio. Contudo, ambas as organizações preferem

focar-se no que melhor sabem fazer, deixando

FUCHS_Anuncio_Generico_235x140.pdf 1 20/03/20 12:56

a distribuição para quem é especialista no assunto.

“A Auto Delta não tem experiência no transporte

de mercadorias. Entendemos deixar este tipo de

serviço para aqueles que têm já muitos anos de

know-how, fator diferenciador em qualquer área

de negócio”, explica Tiago Domingos, responsável

de marketing da Auto Delta. Já Luís Antunes,

diretor de recursos humanos e de qualidade da

Autozitânia, refere que “todas as entregas da nossa

empresa são efetuadas através de transportadoras,

quer com serviços dedicados, quer com serviços

partilhados. Não temos frota própria, pois preferimos

dedicar-nos ao nosso core business e deixar os

transportes para os especialistas”.

Sobre a importância das empresas de distribuição,

os dois interlocutores também estão de acordo

quando afirmam que esses operadores são parceiros

fundamentais no negócio. Tiago Domingos,

contudo, vai mais longe: “A necessidade do mercado

em providenciar uma resposta rápida e efetiva,

obriga a que os distribuidores de peças tenham

uma relação próxima com esse tipo de empresas,

conseguindo, assim, satisfazer os seus clientes de

forma eficaz”. Por seu turno, Luís Antunes destaca

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DISTRIBUIÇÃO

DE PEÇAS

A ECONOMIA PODE ESTAR A CONTRAIR, COMO, DE resto, SE VERIFICA

ATUALMENTE, MAS não PODE PARAR. ATÉ PORQUE HÁ TODO UM setor

CONSIDERADO ESSENCIAL QUE TEM DE CONTINUAR A FUNCIONAR

as duas perspetivas do negócio. “Por um lado, temos

os serviços de transporte partilhado, em que se privilegia

o custo. Por outro, o serviço dedicado, que dá

prioridade à qualidade do serviço, nomeadamente a

rapidez na entrega”, esclarece.

Adaptação é a palavra de ordem

O setor automóvel está repleto de pequenas particularidades,

tendo-se tornado numa atividade quase

tão exigente como a da indústria farmacêutica.

Contrastando com outras áreas, onde os timings

são alargados, no caso concreto do setor automóvel

falamos de horas ou minutos que podem afetar

rentabilidades e dinâmicas inerentes ao próprio negócio.

Orlando Peso, warehousing manager da GE-

FCO Portugal, caracteriza o setor automóvel como

tendo uma logística particular, onde não existem

muitos players. “É um tipo de logística intensa, com

timings de operação muito curtos e com distâncias

que podem chegar a algumas centenas de quilómetros

por rota de distribuição”, assegura.

Mas os esforços de adaptação por parte das empresas

de distribuição têm sido recompensados. Tiago

Domingos, da Auto Delta, afirma que “não só essas

empresas têm conseguido adaptar-se, como têm

criado novos hábitos, liderando pelo exemplo no

que toca ao aftermarket”. E acrescenta: “É precisamente

a particularidade do setor e a especialização

das empresas de distribuição que tem vindo a estabelecer

novos paradigmas”. Já Luís Antunes, da Autozitânia,

está convencido de que o “aparecimento

de mais empresas de transporte dedicadas ao nosso

setor tem aumentado o número de entregas”.

Aftermarket vs farmacêutica

O mundo do aftermarket e a indústria farmacêutica

são duas realidades que, à partida, em nada se

tocam mas que acabam por relacionar-se intrinsecamente

quando falamos de distribuição, quer pelo

número de entregas diárias, quer pela especificidade

das suas atividades. Para o diretor de recursos

humanos e de qualidade da Autozitânia, “fazer

duas entregas por dia já é completamente banal. Há

muitos anos que temos quatro entregas diárias nas

zonas de Lisboa, Coimbra e Porto. Mas os nossos

clientes, provavelmente, ainda fazem mais entregas

às oficinas”. Já o responsável de marketing da Auto

Delta, afirma que “a redução de stocks em todos os

elos da cadeia do aftermarket, decorrente da crise

económica, leva a que, cada vez mais, haja um

maior número de entregas diárias, o que poderá,

num futuro próximo, conduzir a uma ultrapassagem

clara ao setor farmacêutico”.

Na opinião do warehousing manager da GEFCO

Portugal, esta exigência do aftermarket faz com

que “a operação esteja muito bem estruturada e suportada

em sistemas informáticos que permiem a

rápida gestão e processamento do pedido/entrega.

No nosso armazém, que serve, maioritariamente, a

zona de Lisboa, o lead time de preparação dos pedidos

e a entrega ao cliente final, através da nossa

distribuição, nos períodos mais tensos, é de duas ou

três horas, dependendo da localização”, revela.

Alimentar o “monstro”

Este poderá vir a ser considerado um tema polémico

no que diz respeito às entregas de peças. Estarão

as empresas preparadas para que os distribuidores

comecem a reduzir a cadência com que lhes enviam

8 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


as encomendas? Para Luís Antunes, não há espaço para reduzir. “Na

Autozitânia, existem quatro entregas por dia na Grande Lisboa, em

Coimbra e no Porto. Não me parece que exista qualquer margem para

podermos reduzir o número de entregas. Criámos o ‘monstro’ e, agora,

vamos ter de continuar a alimentá-lo. Se abdicássemos de uma ou duas

entregas, na visão do nosso cliente, passaríamos a prestar um mau serviço”,

afirma.

Já Tiago Domingos, discorda. “Na visão da Auto Delta, poderá (e deverá)

haver margem para reduzir. A bem da saúde de todo o setor, deverá

manter-se o ritmo. E, idealmente, reduzir-se sempre que possível. Na

verdade, será muito complicado manter a qualidade se este ritmo de entregas

aumentar ainda mais, pois ‘iremos bater de frente’ num conjunto

de problemas”, preconiza.

Olhar para o futuro

O mundo muda a cada dia. E as empresas estão cientes disso. O setor

automóvel tem vindo a sofrer profundas alterações, com os veículos

elétricos e híbridos a “chegar, ver e vencer”. Como tal, as preocupações

ambientais e económicas assumem cada mais força nas decisões das

empresas. “Cada um vai ter de habituar-se aos princípios básicos do

negócio dos outros, sem que se entre em exageros de qualquer tipo. E

ainda ao processo de adaptação de uma sociedade cada vez mais consciencializada

a nível económico e ambiental. Na verdade, este é um dos

grandes desafios que se colocam à distribuição de peças no futuro próximo.

Acreditamos que estejam ainda muitos cenários em cima da mesa,

assim como muito estará para acontecer neste domínio”, afirma Tiago

Domingos, da Auto Delta.

Por seu turno, Luís Antunes, da Autozitânia, fala da necessidade de

uma definição clara da estratégia. “Temos vindo a assistir a uma aproximação

do importador à oficina, aumentando a influência exercida

pela distribuição, pois o importador acaba por estar mais distante da

oficina. Todos os operadores vão ter de definir bem a sua estratégia de

modo a conseguirem obter a maior rentabilidade possível”. Já para o

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Salvador Caetano

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warehousing manager da GEFCO Portugal, a previsão do futuro não

é fácil fazer. “O mercado está a atravessar uma fase de mudança e o

próprio paradigma automóvel está a alterar-se com o crescimento das

vendas de veículos híbridos e elétricos, que, seguramente, trarão algumas

diferenças, em que é preciso estarmos mais atentos às necessidades

do mercado, não só ao nível dos clientes industriais, como, também, no

que toca aos clientes particulares”, dá conta. Por enquanto, a GEFCO

Portugal ainda não pondera alterar a sua frota para veículos sem emissões,

uma vez que a oferta do mercado ainda não cobre as necessidades

da empresa relativamente à autonomia. l

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Destaque

COVID-19

AFTERMARKET

CONTRA-ATACA

O CORONAVÍRUS DECLAROU GUERRA AO MUNDO. E ALÉM DOS MILHARES DE VIDAS

QUE TEM CEIFADO, AMEAÇA, GRAVEMENTE, A SAÚDE FINANCEIRA A NÍVEL GLOBAL.

O AFTERMARKET NACIONAL NÃO ESTÁ IMUNE E OS SINTOMAS SÃO PREOCUPANTES.

O TEMPO, AGORA, NÃO É PARA LAMENTOS, MAS PARA CONTRA-ATACAR A PANDEMIA

DE COVID-19. PREPARADOS PARA A BATALHA? por Jorge Flores

Preparados para a batalha! O coronavírus apanhou de

surpresa o mundo e infetou, uma por uma, todas as

atividades económicas do planeta. O aftermarket

automóvel não foi exceção. Aos primeiros sintomas, dispararam

os alarmes. Portas fechadas, distanciamento social,

isolamento profissional, produções suspensas e uma consequente

ameaça de falta de stock nos armazéns das empresas

que distribuem peças para que as oficinas continuem a

prestar os seus serviços à sociedade.

A propagação do vírus no setor foi extremamente rápida.

E os números de infetados e mortos, em todo o mundo (60

óbitos, em Portugal, às 13h do dia 26 de março) obrigam

todos a ser parte ativa desta guerra contra um inimigo invisível,

viral e, absolutamente, fatal. O tempo é de reagir. Não

haverá melhor vacina do que a união de todos os players do

pós-venda nacional. As associações deram o exemplo. E as

mãos. Ainda que à distância, entenda-se. Agora, é altura de

contra-atacar a pandemia de Covid-19. O Jornal das Oficinas

apresenta-se na linha da frente. Ao longo das próximas

páginas, procuramos fazer o ponto da situação do setor. De

que forma está o coronavírus a afetar o aftermarket? Quais

os principais obstáculos a superar? Quais os direitos e deveres

de empregados e empregadores? Que apoios anunciou o

Estado? Neste turbilhão de acontecimentos, onde previsões

e estatísticas mudam ao minuto, tentámos encontrar respostas

a essas e outras questões.

Oficinas “essenciais”

Nesta fase, todas as empresas que continuam a laborar cumprem

os requisitos de segurança e confinamento impostos

pelo decretado “estado de emergência”. Enquanto muitos fabricantes

são obrigados a suspender as suas linhas de produção,

outros tentam gerir turnos, de modo a minimizar os prejuízos.

Várias organizações procuram manter a sua atividade

em regime de teletrabalho, outra das medidas enfatizadas pelo

Governo, que decretou o encerramento de todas as empresas

que não prestem “serviços essenciais” à sociedade. Entre estas,

segundo o executivo de António Costa, não estão as oficinas e

casas de peças, que, embora gerindo a atividade em cumprimento

com as medidas preventivas, devem continuar a funcionar.

Uma medida que conta com a concordância da ANECRA,

conforme de conta Alexandre Ferreira, presidente da direção,

em comunicado oficial. “Enquanto maior associação do setor,

congratulamo-nos com a decisão de manter as oficinas de reparação

automóvel e as empresas de comércio afetas a este

ramo abertas ao público, em particular pelo facto de o Governo

ter considerado estas atividades como essenciais ao regular

funcionamento económico e social do nosso país”, afirmou o

responsável, que manifestou ainda a “total disponibilidade

e empenho” da ANECRA, “no âmbito das suas capacidades

e competências, para colaborar, ativamente, de modo a que

todos possam enfrentar e sair rapidamente desta situação de

grande gravidade que o país atravessa, fruto da crise provocada

pela pandemia de Covid-19”, sublinhou.

Prova disso, são as propostas apresentadas, na sequência da

afirmação acima transcrita, sob o título, “Reforçar, Agilizar

e Simplificar”. Um conjunto de iniciativas complementares

que a associação acredita serem “fundamentais” para assegurar

a viabilidade do setor automóvel. “Vivemos todos um

10 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


COVID-19

O TEMPO É DE REAGIR. NÃO HAVERÁ MELHOR VACINA DO QUE A UNIÃO

DE toDOS OS PLAYERS DO PÓS-VENDA. AS ASSOCIAÇÕES DERAM O EXemplo.

E AS MÃOS. À DISTÂNCIA, ENTENDA-SE. AGORA, É ALTURA DE CONTRA-ataCAR

A COVID-19. O JORNAL DAS OFICINas ENCONTRA-SE NA LINHA DA FRENTE

momento extremamente crítico, carregado

de grandes incertezas e com

consequências absolutamente imprevisíveis.

Dificilmente, ao dia de

hoje, podemos prever quais os reais

impactos que esta situação terá nas

nossas vidas nas suas diferentes vertentes:

saúde publica, económica,

social e política. Não temos dúvida

que, no momento, a primeira prioridade

é tentar garantir, por todos os

meios possíveis, que esta pandemia

seja rapidamente controlada e com

as menores consequências do ponto

de vista da saúde pública”, sublinha

a associação. “No entanto, não podemos

(nem devemos) deixar de juntar

a nossa voz a todos aqueles que têm

vindo a alertar para as gravíssimas

consequências que a atual situação,

de quase absoluta paralisia da atividade

económica, pode significar para

o elevadíssimo risco do disparo de

falências de empresas e de desemprego

em larga escala. O setor que

representamos, o automóvel, tem

uma importância fundamental e de

absoluta relevância para a economia

portuguesa”, alerta a associação.

A ANECRA, que representa mais

de 3.200 empresas do setor, na sua

maioria micro e pequenas, “regozija-se

e saúda o lançamento das

medidas de carácter extraordinário

que o Governo português anunciou

recentemente. Algumas das quais

em linha com o que, em tempo útil,

reclamámos, muito em concreto os

casos da flexibilização e agilização

do regime de lay-off ou da criação de

uma linha de crédito acessível também

às empresas do nosso setor (ver

caixa, nestas páginas)”, acrescenta o

mesmo comunicado.

Combater, simplificar...

A associação lança um repto para a

“simplificação, agilização” e, porventura,

“reforço” de algumas das medidas

extraordinárias lançadas pelo

Governo, “sob o risco de as mesmas

não chegarem a produzir o efeito desejado,

com todas as consequências

desastrosas que daí adviriam para o

nosso tecido empresarial”. São seis as

medidas propostas pela ANECRA. A

primeira, prende-se com a “rapidez

na implementação e operacionalização

das medidas”. Segundo a associação,

“é fundamental, que as medidas

lançadas sejam claras, simples quanto

aos procedimentos e, acima de tudo,

rápidas, tanto na sua implementação

como na consequente operacionalização.

Se as medidas não forem céleres,

simples e claras, corremos o sério risco

de a sua eficácia ser diminuta ou

mesmo nula”, enfatiza.

O segundo ponto diz respeito ao “regime

de lay-off simplificado”. Para a

ANECRA, trata-se de uma das iniciativas

de “maior potencial de alcance

e que mais pode ajudar as pequenas

empresas a ultrapassar esta

crise, mantendo a sua atividade e

continuando a assegurar os postos de

trabalho”, vinca. Apesar de saudar a

simplificação do regime, mantém-se

um receio de que “a regra que pressupõe

dois meses de quebra de faturação

face ao período homólogo do ano

transato seja, ainda assim, bastante

limitativa”. Mais: “Muitas empresas

só poderão aceder a este regime em

maio ou mesmo junho. Pode ser tarde

demais”, avisa a associação, que

pretende ver “alargado” o regime aos

“trabalhadores temporários” e aos

“sócios-gerentes das empresas”, atendendo

ao facto de que grande parte

destas “são microempresas (com caráter

familiar) e os trabalhadores são

os sócios e vice-versa”.

Ainda sobre a rapidez no pagamento,

a ANECRA frisa: “O lay-off simplificado

pressupõe que as empresas

adiantem uma parte significativa do

salário ao trabalhador (dois terços),

recebendo, mais tarde, um terço do

Estado. A rapidez no pagamento

deste valor pelo Estado é determinante.

Em particular, numa altura

em que as empresas terão uma pressão

elevadíssima sobre a sua tesouraria”,

salienta ainda o comunicado.

O terceiro ponto é a “flexibilização

do regime de marcação e gozo de

férias”. Afirma a ANECRA que “seria

extremamente importante, que,

neste momento de absoluta excecionalidade,

se pudessem implementar

medidas que visem a possibilidade

de flexibilizar o regime de marcação

e gozo de férias pelos trabalhadores.

Seria uma medida temporária e que

pode ter um papel importante na defesa

dos postos de trabalho”.

Apoiar, apoiar, apoiar...

As “linhas de crédito” são o foco do

quarto ponto. “Reconhecemos que o

lançamento de linhas de crédito, que

visam a liquidez das empresas, são

absolutamente determinantes para

12 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


que as mesmas possam ultrapassar

este enorme desafio. Não podemos,

no entanto, deixar de referir que muito

do nosso tecido empresarial está, já

hoje, grandemente endividado. Desta

forma, é nossa opinião que estas linhas

de crédito deverão cumprir alguns

pressupostos, de forma a atingir

os objetivos pretendidos”.

Nesse sentido, reclama linhas de crédito

com “períodos longos”, de forma

a ganhar tempo. “Estes terão, forçosamente,

de ter um período de carência

razoável e um plano de pagamento

relativamente longo. O período

de carência deverá apontar para um

período não inferior a seis meses e

idealmente um ano. Por sua vez, o

plano de pagamento não deverá, em

circunstância alguma, ser inferior a

quatro ou cinco anos. Seria também

desejável que o Estado pudesse dar

o seu apoio através de um regime de

bonificação destas linhas de crédito.

Desta forma, o Estado daria um

importante contributo e incentivo à

adesão das empresas a estas linhas

de liquidez. Processo sem o qual,

muitos ficarão pelo caminho”, frisa.

No quinto ponto, a ANECRA centra-

-se na questão das “moratórias para

rendas de estabelecimentos fechados”.

E avança: “Nas empresas, geralmente

após o custo com a massa salarial, os

encargos com a rendas vêm logo a seguir.

Medidas que visem a implementação

de um regime de moratórias nas

rendas podem, em muitos casos, ser

absolutamente determinantes”, sublinha

a proposta. Por fim, no sexto ponto

da missiva, as “moratórias de crédito

bancário com períodos longos”. Por

outras palavras, “não basta adiar o pagamento

de dívidas à banca durante

três meses. É preciso dar tempo para

que as empresas se recomponham”,

explica a associação. “A proposta destas

medidas é, na verdade, o resultado

de muitas conversas telefónicas que,

nos últimos dias, fomos tendo com

muitos dos nossos associados, parceiros,

empresários e gestores, todos

eles com um objetivo comum: combater

esta situação de calamidade que

todos vivemos e lutar, em conjunto,

para manter as nossas empresas e os

postos de trabalho”, diz. E acrescenta:

“As medidas de lay-off, as moratórias

dos bancos, as linhas de crédito e o

deferimento de impostos, são medidas

extremamente importantes, fundamentais

até. Mas, como referido

anteriormente, pede-se, simplicidade,

celeridade e, se possível, reforço

de algumas destas medidas. Só assim

garantiremos que alguns dos nossos

melhores não ficarão pelo caminho”,

enfatiza a ANECRA em comunicado.

Associações unidas

Uma por uma. E todas por todas. A

DPAI/ACAP, também já fez ouvir a

sua voz, em comunicado oficial, perante

este “momento crítico” e de impactos

ainda imprevisíveis no setor,

provocados pela propagação da pan-

EXPOMECÂNICA SÓ EM 2021

“ADIAMENTO FOI decisÃO DIFÍCIL”

Os efeitos do coronavírus no setor têm sido duros e levado ao adiamento ou cancelamento de

inúmeros eventos. Foi o caso da 7.ª edição da expoMECÂNICA, que deveria ter lugar em abril,

depois chegou a ser anunciada para junho, mas que, finalmente, acontecerá apenas em 2021. José

Manuel Costa, diretor-geral da Kikai Eventos, reconhece ao Jornal das Oficinas que foi uma “decisão

difícil”. E explica. “É a primeira vez, desde a criação da expoMECÂNICA, em 2014, que temos de

tomar uma decisão desta natureza. Já tínhamos realizado importantes investimentos na feira,

como são disso exemplo os salários e encargos com os funcionários, o aluguer dos pavilhões da Exponor,

a publicidade, a produção gráfica, as viagens de jornalistas, os serviços de comunicação digital

e de assessoria de imprensa. Com a exceção do aluguer dos pavilhões, os demais investimentos

perderam-se e teremos de efetuar novos”, revela. “Naturalmente, que este aspeto é importante. No

entanto, houve sempre a preocupação com a segurança de todas as pessoas envolvidas na feira:

funcionários, expositores, parceiros, fornecedores e visitantes. Essa questão é essencial e constitui

prioridade máxima para a Kikai, pelo que, na hora de adiar a feira para junho, não hesitámos um

segundo. Quando, inicialmente decidimos adiar para junho, a expectativa era de que a situação de

saúde pública pudesse ser controlada rapidamente. Desde então, tem-se agravado a pandemia,

tanto em Portugal, como em Espanha. Além disso, nos últimos dias, o discurso do Governo ao

apontar para junho o controlo do surto, bem como indiciar que as aulas poderão não ser retomadas,

foram, para a Kikai sinais muito claros que não haveria condições para a realização da feira em

junho”, admite José Manuel Costa. E acrescenta: “As razões para o adiamento da expoMECÂNICA

para 2021 foram assumidas de forma clara e honesta, no comunicado que dirigimos a todos os

expositores e parceiros associativos e de media”.

Mais: “Naquele documento, fazemos questão de referir a questão de saúde pública, mas,

também, a questão de ordem económica que se abateu sobre a sociedade, em geral, e o setor

da reparação e pós-venda automóvel, em particular. Por outro lado, acreditamos que, em 2020,

não haverá um adequado ambiente de negócios, nem condições emocionais, para a realização

da expoMECÂNICA. Assumimos o compromisso de falar, telefonicamente, com cada um dos

expositores e parceiros e, até ao momento, a palavra que mais vezes tem sido repetida, tanto ao

telefone quanto por email, é ’sensato’. Acreditamos que a decisão de realizar a expoMECÂNICA

em 2021 poderá ser um excelente mote para relançar a dinâmica do setor. E naquilo que depender

da Kikai Eventos e da sua equipa, não fugiremos a este desafio”, sublinha o responsável.

José Manuel Costa conta que, além de tudo, muitos expositores enfrentavam problemas de

stock e de material para apresentar na feira. “Nos contactos iniciais, quando estudávamos as

possibilidades de adiar para junho, essa foi uma das razões que algumas empresas apontaram,

juntamente com algumas dificuldades técnicas, que se prendiam com a impossibilidade de

garantir a vinda de técnicos estrangeiros para formações na feira. Penso que essa questão não

seria um impeditivo para qualquer empresa participar, mas tornaria, eventualmente, a feira

mais pobre como montra de produtos e novidades”, diz.

Os cálculos do prejuízo económico ainda não são conhecidos na sua totalidade. “Não temos

o valor final, mas olhando para algumas rubricas citadas acima, podemos falar, tranquilamente,

de perdas acima de 100 mil euros para a Kikai Eventos. Veja-se que alguns custos e

investimentos realizados terão de ser repetidos, sem nenhum aproveitamento do que foi feito

anteriormente. Nesse sentido, também propusemos aos nossos expositores que os valores

pagos em 2020 pudessem transitar como créditos para a edição a realizar em 2021. Só com

esse importante apoio e sinal, poderemos oferecer e entregar uma feira de qualidade”, conclui.

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2020 13


COVID-19

“CONGRATULAMO-NOS COM A DECISÃO DE MANTER AS OFICINAS DE REPARAÇÃO

AUTOMÓVEL E AS EMPRESAS DE COMÉRCIO AFETAS A ESTE RAMO ABERTAS

AO PÚBLICO, EM PARTICULAR PELO FACTO DE O GOVERNO TER CONSIDERADO

ESTAS ATIVIDADES COMO ESSENCIAIS PARA O PAÍS”, REFERIU A ANECRA

demia de Covid-19. “O setor automóvel

é fundamental para a economia

portuguesa. Pelas receitas fiscais, pelo

emprego. É, também, um setor no

qual prevalecem as PME e microempresas,

muitas organizações familiares.

Desde o primeiro minuto, a DPAI

está a trabalhar, no seio da ACAP,

num conjunto de medidas de apoio

específico para o setor, incluindo para

a atividade do pós-venda automóvel”,

adianta a DPAI, que solicita medidas

urgentes ao Governo, tais como uma

“linha de crédito específica para as

empresas deste setor, alteração do regime

de lay-off, de modo a permitir o

acesso imediato a ele para as empresas

que tenham tido uma quebra de faturação

superior a 40%, nos últimos 30

dias ou comparativamente com a do

mês homólogo do ano anterior, e deveria,

ainda, resultar claro deste regime

a possibilidade de lay-off parcial,

assim como a alteração do regime de

férias, de modo a permitir, desde já, a

sua marcação”. A ACAP congratula-se

com o facto de o Governo ter atendido

às suas propostas, “sendo que os estabelecimentos

de comércio de peças

para automóveis e motos, assim como

os serviços de manutenção e reparação

destes veículos, poderão continuar

abertos e em funcionamento,

acrescendo a estes o comércio grossista

e a prestação de serviços entre

operadores económicos”.

Mas não ficou por aqui. Em comunicado

conjunto, as associações nacionais

do setor mostram-se muito unidas no

combate ao coronavírus. ACAP, AFIA,

ANECRA e ARAN reafirmam a sua

concordância com as medidas tomadas

pelo executivo de António Costa,

mas realçam a necessidade de um

“plano específico para as empresas do

setor”. Perante a ameaça de um “tsunami

económico”, recordam os números

DPAI/ACAP

MANUAL DE CRISE... E DE APOIOS

A Comissão de Mobilidade da DPAI/ACAP divulgou um folheto informativo para apoiar as

oficinas perante os efeitos e ameaças da Covid-19. O Jornal das Oficinas deixa-lhe os principais

pontos deste “manual de “crise”, nomeadamente em matéria de apoios às empresas. “Entre

as medidas, prevê-se a criação de um apoio extraordinário à manutenção dos contratos de

trabalho para empresas em situação de crise empresarial (lay-off simplificado); um plano

extraordinário de formação; a isenção temporária do pagamento de contribuições à Segurança

Social, a cargo da entidade empregadora; um incentivo financeiro extraordinário para apoio à

normalização da atividade da empresa; uma linha de crédito para fundo de maneio e plafond

de tesouraria”.

O documento também aborda as contingências recomendadas para que as empresas possam

continuar a laborar. “As medidas de contingência e prevenção adotadas pela oficina devem

ser comunicadas a todos os colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros, através dos

meios eletrónicos disponíveis e, igualmente, afixadas em lugar visível, durante o período de

contingência”. Mais: “Privilegiam-se todas as formas de contacto com clientes, fornecedores e

parceiros à distância: telefone, email, skype e plataformas web disponibilizadas para pedidos

de material a fornecedores; orçamentos e marcações online para clientes”. Por outro lado, “as

comunicações internas deverão manter-se asseguradas, preferencialmente através de meios

eletrónicos de forma a evitar reuniões presenciais” e não se deve “promover nem frequentar

eventos ou ações de formação presenciais”, indica o documento. “Todos os colaboradores cujas

funções possam ser asseguradas a partir de casa, deverão fazê-lo, devendo a entidade patronal

proporcionar as condições que o permitam”, diz.

A DPAI/ACAP recomenda que todas as intervenções nos automóveis devem “iniciar-se e

terminar com a desinfeção de todos os pontos frequentes de contacto físico: chaves, portas,

puxadores, volantes, travão de mão, manete das mudanças e manípulos de instrução internos”.

E ainda que, durante este serviço, seja utilizado “material descartável de proteção de bancos,

volantes, manípulo de travão de mão e das manetes de mudanças”. Entre os muitos pontos

abordados pelo documento informativo, destacam-se outros dois: “A realização de testes

de estrada não deverá ser acompanhada pelo cliente”; “As transportadoras devem aguardar

pela autorização da oficina para descarregar o material e seguir as suas indicações estritas.

A receção de material deverá ser confinada a apenas um colaborador nomeado para tal, que

procederá à sua recolha e encaminhamento, assegurando os cuidados de desinfeção em

objetos e mãos”, pode ler-se.

14 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


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COVID-19

“O SETOR AUTOMÓVEL É FundamenTAL paRA A ECONOMIA PORTUGuesa.

PELas RECEITAS FISCAIS, PELO EMPREGO. É, TAMBÉM, UM SETOR NO QuaL

PREVALECEM AS PME E MICROEMPResas, MUITAS ORGANIZAÇÕES FAMILIARES.

ESTAMOS A TRABALHAR NUM CONJUNTO DE medidas DE APOIO AO SETOR,

INCLUINDO paRA A ATIVidade DO PÓS-Venda AUTOMÓVEL”, dpai/ACAP

deste importante tecido empresarial.

“O setor automóvel representa 19%

do PIB, 25% das exportações de bens

transacionáveis e emprega, diretamente,

cerca de 200 mil pessoas. Por

outro lado, em termos da União Europeia,

Portugal é dos países em que as

receitas fiscais geradas pelo setor automóvel

maior peso têm no total das receitas

fiscais do Estado, representando

21% do total dessas receitas”, afirmam

em comunicado.

Vidas em suspenso

Para as empresas do setor, a vida encontra-se

em suspenso. Mesmo que

continuem a laborar, com todas as

regras de prevenção, a realidade mudou

muito. “A Autozitânia cumpre,

de forma rigorosa, todas as indicações

dadas pela Direção-Geral de

Saúde. Continuamos a laborar sem

constrangimentos de maior, apelando

ao cumprimento de todas as regras

de segurança. No atendimento

ao público, temos algumas restrições

a nível de balcões, essencialmente

no contacto com clientes”, assegura

o responsável de marketing, Jorge

Varandas. Poderemos estar perante

um forte problema de stocks? “Existe

a possibilidade de o setor ser afetado

relativamente a stock de peças. Tudo

dependerá das medidas de restrição

aplicadas pelos países exportadores

e pelo possível encerramento de

unidades de fabrico”, diz. Segundo

ainda Jorge Varandas, “a Autozitânia

está em permanente contacto com as

entidades oficiais e cumpre, escrupulosamente,

todas as indicações de

segurança pessoal e coletiva”, além

de ter optado pelo “encerramento do

balcão de atendimento ao público

em alguns pontos de venda (devendo

os clientes efetuar as suas encomendas

através de email, telefone

ou plataformas digitais existentes”.

Além disso, o levantamento de encomendas

“é efetuado sem contacto

físico entre colaboradores e clientes

PÓS-Venda EM espanHA

SETOR À BEIRA DO DESESPERO

Os efeitos do coronavírus em Espanha são avassaladores. À data do fecho deste artigo (26

de março), o número de mortos ultrapassara já os 4.000, colocando o país no segundo

lugar em termos de vítimas mortais provocados pela Covid-19 – mais grave só em Itália,

com mais de 7.500. Como seria de esperar, o cenário do pós-venda é caótico. Segundo a

newsletter Posventa, apenas 20% das oficinas de Madrid se encontra a funcionar. Informação

avançada por este órgão de comunicação especializado aponta para que a falta

de trabalho seja a causa de 100% dos fechos das oficinas; 6% por imposição da ordem

pública; 91% por falta de peças e outros materiais; 4% por baixas médicas e necessidades

de isolamento; 40% por receio de contágio.

Paralelamente, segundo a mesma newsletter, a Fecatra (Federação Catalã de Oficinas

de Reparação de Automóveis) e a CIRA (Associação Catalã de Retalhistas) emitiram uma

declaração conjunta a denunciar a existência de um “grande número de empresas na

Catalunha, incluindo suas representadas, que não são beneficiadas das medidas contidas

no Decreto-Lei 8/2020 para fazer face ao impacto económico criado pela Covid-19. “Como

atividades excluídas da proibição de abertura prevista no decreto-lei, não estamos abrangidos

pela situação de força para podermos beneficiar dos apoios anunciados”, afirmam

as entidades. E acrescentam: “O facto de as nossas atividades não serem forçadas a fechar,

não significa que não estejam em situação vulnerável. Basta constatar que, nas nossas

instalações, os clientes não entram e/ou têm dificuldades no abastecimento, sem que se

prevejam moratórias ou prerrogativas para as suas obrigações de pagamento”. Além disso,

acrescentam, “a falta de aprovisionamento durante o estado de emergência compromete,

seriamente, a receita necessária que permita fazer frente aos custos de modo a manter

os nossos negócios a funcionar, custos que não estão a ser considerados nas medidas e

apoios anunciados pelo Governo espanhol”.

16 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


nos pontos de venda”, afirma.

“A manutenção da distância de segurança

nos balcões dos nossos pontos

de venda, através de mecanismos físicos,

sendo que o número máximo

de clientes nos espaços abertos ao

público é de quatro pessoas em simultâneo.

E com obrigatoriedade de

existência de distância de segurança.

A deslocação de trabalhadores para o

domicílio em regime de teletrabalho,

sempre que a situação o permita, são

outras das medidas implementadas”,

esclarece. Jorge Varandas considera

que, para já, ainda não é tempo de fazer

contas ao prejuízo. “É prematuro

fazer qualquer tipo de cenário quanto

a uma eventual crise. Estamos perante

uma situação com uma dinâmica

muito própria e imprevisível. Contudo,

sabemos que esta situação acarretará

sempre inevitáveis prejuízos, que

variarão consoante a sua duração”,

admite o responsável da Autozitânia.

A DRiV afina pelo mesmo diapasão.

“A presente situação é muito complexa,

principalmente no que diz

respeito aos nossos fornecedores de

materiais, logística e componentes.

Estamos, portanto, preocupados com

o facto de podermos enfrentar, coletivamente,

um evento de força maior a

curto prazo, devido a fatores fora do

nosso controlo que podem afetar a

nossa capacidade de fornecer determinados

produtos. Temos uma rede

global de 87 unidades de fabrico e

centros de distribuição de pós-venda.

A maioria dos nossos produtos é produzida

nas regiões onde são vendidos.

Tudo está a ser feito de modo a minimizar

o impacto da eventual escassez

de matérias-primas”, explica Catarina

Albuquerque, da F.C.V. Costa.

“A equipa da DRiV está a trabalhar,

diligentemente, para avaliar e mitigar

qualquer risco potencial para

o seu negócio e garantir a continuidade

do fornecimento. Garantimos

a capacidade da nossa cadeia de suprimentos

a curto prazo num nível

normal de padrão de pedidos e temos

equipas multifuncionais e dedicadas,

implementadas em todos os fusos

horários, trabalhando, diariamente,

nas nossas fábricas e fornecedores

para, em tempo real, avaliar qualquer

possível interrupção”, afirma.

E esclarece: “Enquanto essa situação

evolui, estamos a preparar uma cadeia

de suprimentos para expandir

a capacidade baseada na Europa,

Médio Oriente e África (EMEA),

para fornecer alívio aos clientes que

podem ter dificuldades noutros lugares.

Embora ainda seja muito cedo

para discutir volumes específicos”.

Para Catarina Albuquerque, a crise

económica “é já uma realidade e

transversal à maioria dos setores de

atividade”. Mas considera “prematuro”

avançar com previsões para o

setor, uma vez que esta “pandemia

tem ainda muitas características que

se desconhecem. Mas será a velocidade

com que a mesma conseguirá

ser contida que ditará a extensão dos

prejuízos futuros”, reconhece. l

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OPINIÃO

DARIO ALVES, DIRETOR COMERCIAL DA INFORAP

VENTOS DE MUDANÇA

O MODELO DE NEGÓCIO DA VENDA E REPARAÇÃO AUTOMÓVEL ESTÁ A PASSAR POR MUDANÇAS NATURAIS

DE AJUSTAMENTO A NOVAS REALIDADES TECNOLÓGICAS, DE CUSTOS E DE RENTABILIDADE

A

diferença para fases

semelhantes já vividas é a

duração em que ocorrem,

acontecendo, na atualidade, de

forma mais acelerada, o que

acentua o desafio colocado a

gestores, quadros de direção e

técnicos. Temos vindo a constatar

a propensão que tem a distribuição

automóvel ao ser protagonizada,

tendencialmente, por grandes

grupos, com representação

multimarca. Esta é uma das formas

de se conseguirem sinergias que se

traduzam na otimização de custos,

indispensável para se obter alguma

rentabilidade global. Poderá, no

entanto, não ser suficiente a médio

prazo, o que implicará novas formas

de servir o consumidor.

A recente reestruturação da rede

de concessionários da Renault,

com o objetivo de cortar dois

mil milhões de euros até 2024,

poderá servir de referência para

outras reestruturações de outras

marcas ou grupos empresariais.

Esta reestruturação baseia-se na

transferência do modelo comercial

tradicional para um modelo

baseado em vendas online (fonte:

https://observador.pt/2020/03/02/

renault-vende-concessionariospara-abracar-vendas-online/).

Esta trajetória surge como óbvia

e sensata, uma vez que vai ao

encontro das necessidades das

empresas concessionárias e dos

interesses dos consumidores,

considerando que as plataformas

online acrescentam múltiplas

vantagens para o consumidor face

ao concessionário convencional.

A única limitação será a de não

proporcionar a experiência da

condução, pelo que terá de existir

sempre uma entidade local

com essa responsabilidade. No

entanto, mesmo essa experiência

poderá ser substituída por vídeos,

cenários e avaliações realizados por

especialistas independentes e de

competência reconhecida.

No âmbito da reparação automóvel,

as mudanças em curso também

são evidentes. O mecânico

tradicional está a ser substituído

por técnicos com competências

académicas nos domínios da

mecânica e da eletrónica. Os custos

de diagnóstico e intervenção num

órgão são elevadíssimos, pelo que

a intervenção tende a resumirse

ao diagnóstico eletrónico e à

substituição do órgão em causa,

sendo, em princípio, o custo e o

tempo de reparação menores e

o resultado final mais fiável. O

consumidor não iria compreender

por que razão teria de pagar mais

pela reparação de um componente,

com garantia limitada, tendo como

alternativa mais célere e barata a

substituição. Este cenário poderá

não ser, a priori, do agrado do

consumidor, mas é incontornável

para a continuidade do negócio

da oficina. Esta tendência coloca

uma responsabilidade acrescida ao

fabricante, de criar as condições de

recolha e recondicionamento, por

razões relevantes, nomeadamente

de ordem ambiental.

Os gestores devem, hoje, mais

do nunca, estar atentos às novas

tendências, interpretar os dados

estatísticos de consumo e identificar

as necessidades e expectativas dos

consumidores. Com base nesse

múltiplo conhecimento, deverão

refletir sobre as suas organizações,

os processos instituídos e

implementar as mudanças que se

impõem no seu marketing mix, com

ênfase na componente de marketing

de serviços. l

NO ÂMBITO DA REPARAÇÃO AUTOMÓVEL,

O MECÂNICO TRADICIONAL ESTÁ

A SER SUBSTITUÍDO POR TÉCNICOS

COM COMPETÊNCIAS ACADÉMICAS

NOS DOMÍNIOS DA MECÂNICA

E DA ELETRÓNICA

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2020 19


Observatório

CONCEITOS DE MOBILIDADE

ÂNGULO MORTO... E PARADO

EXIT WARNING É O

INOVADOR SISTEMA

DE SEGURANÇA CRIADO

PELA FORD PARA AVISAR

OS CONDUTORES

DO PERIGO DE ABRIREM

A PORTA DO AUTOMÓVEL,

QUANDO ESTE ESTIVER

ESTACIONADO E

EM ROTA DE COLISÃO

COM UM CICLISTA

por Jorge Flores

A

convivência, na via pública,

entre diversas formas de mobilidade

é um dos principais

perigos rodoviários. Nas grandes cidades,

sobretudo, o espaço reservado

a ciclistas aumentou de forma substancial,

mas, muitas vezes, estes partilham

com os automobilistas as mesmas

estradas, o que origina vários

tipos de acidentes. Ora, a Ford está determinada

em resolver uma destas situações

e desenvolveu um sistema de

segurança, designado Exit Warning,

que avisa os ocupantes dos automóveis

sempre que deteta qualquer risco de

acidente relacionado com a abertura

de uma porta do veículo estacionado.

Para todos os efeitos, trata-se de uma

espécie de evolução do detetor de veículos

no perigoso ângulo morto, mas

aplicado, neste caso, a automóveis estacionados

numa via pública.

Segundo revela a marca norte-americana,

em comunicado oficial, anualmente,

milhares de acidentes são causados

por condutores ou passageiros

que abrem a porta do veículo que, por

azar, se encontra, precisamente, na

trajetória de um ciclista. “Apenas no

Reino Unido, as colisões com portas

resultam em ferimentos graves, ou na

morte, de 60 ciclistas por ano. Na

Alemanha, em 2018, esta situação esteve

na origem de cerca de 3.500 acidentes.

Em Portugal, não havendo

números seguros sobre este tipo de sinistro,

foram registados 21 mortos,

116 feridos graves e mais de 1,500 vítimas

ligeiras, em 2017”, pode ler-se

em comunicado oficial da Ford.

Tempo de resposta

O sistema Exit Warning, da Ford,

funciona com recurso a sensores e

assistentes à condução, já existentes

nos veículos da marca, para detetar

a aproximação de um veículo.

Mas acrescenta-lhe outros dispositivos

que permitem fornecer alertas

visuais, através de LED instalados

nos espelhos retrovisores e nas portas,

antecipando, desta forma, o tempo

de atuação do condutor para que

este evite a colisão com o ciclista, por

exemplo.

Refira-se que a equipa de engenheiros

da marca norte-americana pretende

continuar a desenvolver o mecanismo,

para que este consiga mesmo impedir,

momentaneamente, a abertura

total das portas, até que o utilizador

da estrada que se aproxima passe ao

lado do veículo em total segurança. l

20 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


22 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com

empresas


FEDERAL-MOGUL

HISTÓRIA CENTENÁRIA

A FEDERAL-MOGUL FAZ PARTE DO PATRIMÓNIO DA INDÚSTRIA AUTOMÓVEL, SENDO CONHECIDA PELO

SEU VASTO KNOW-HOW, QUE CONTA JÁ COM MAIS DE UM SÉCULO DE HISTÓRIA. EM 2018, FOI ADQUIRIDA

PELA TENNECO, TENDO SURGIDO, NO ANO SEGUINTE, O GRUPO DRIV, CRIADO, PRECISAMENTE, ATRAVÉS DA

COMBINAÇÃO ENTRE FEDERAL-MOGUL, TENNECO E ÖHLINS por Joana Calado

A

Federal-Mogul tem sido, ao longo do seu

percurso, uma empresa inovadora e extremamente

diversificada na sua área de atuação,

sendo, por isso, considerada fornecedora global

de produtos de qualidade, tanto para equipamento

original como para o aftermarket. E é precisamente

a conjugação dessa qualidade com marcas de

renome internacional, num invejável portefólio de

produtos, que tem vindo a dar-lhe cada vez maior

protagonismo entre os profissionais das oficinas.

Criação do sucesso

Corria o ano de 1899, quando J. Howard Muzzy e

Edward F. Lyon fundaram, na baixa de Detroit, uma

pequena empresa chamada Muzzy-Lion Company.

Os dois fundadores especializaram-se em metal e

começaram a fabricar, através da Mogul Metal Company,

diferentes produtos para colmatar as necessidades

da época. A empresa foi pioneira na fundição

de rolamentos para forma e tamanho corretos. O

ano de 1921 tornou-se num marco histórico quando

a companhia atingiu o patamar dos 500 colaboradores.

Três anos mais tarde, a Muzzy-Lion Company

funde-se com a Federal-Bearing and Bushing,

passando a chamar-se Federal-Mogul Corporation,

nome pela qual a conhecemos hoje. Em 1941, tornou-se

no maior fabricante de propulsores de barcos,

aproximando-se, cada vez mais, do setor automóvel.

Mais tarde, em 1955, fundiu-se com uma empresa

produtora de rolamentos de rolo, passando a ostentar

o nome Federal-Mogul-Bower Bearings, Inc.

A empresa chegou à Europa em 1960, com operações

comerciais instaladas na Suíça, e, dois anos mais

tarde, abriu o primeiro centro de serviços na Bélgica,

mais propriamente em Antuérpia. Já estabelecida no

Velho Continente, a companhia sofreu alterações com

a entrada da Sterling Aluminum Products e voltou a

mudar o seu nome para Federal-Mogul Corporation.

O compromisso da Federal-Mogul tem sido fornecer

produtos de qualidade para veículos ligeiros, pesados

e industriais, assim como produtos para aplicações

geradoras de energia, aeroespaciais, marítimas, ferroviárias

e industriais. Marcas reconhecidas como a

Champion e a Moog, foram incorporadas no grupo

em 1998, altura em que também foi adquirida a Fel-

-Pro e o Grupo T&N, cujo portefólio incluía a Ferodo

e a Payen. Em 2018, deu-se a compra da empresa por

parte da Tenneco e, em 2019, começou o processo de

integração das várias empresas naquela que viria a

ser a DRiV Incorporated.

Do motor à travagem

O nome Federal-Mogul poderá ser ainda algo desconhecido

para os profissionais das oficinas, mas

as suas marcas não o são seguramente. Até porque,

para o nosso país, a empresa fornece cerca de 70.000

produtos diferentes. AE, Goetze, Nüral, Glyco e

Payen, são as chancelas disponíveis para o mercado

português no que diz respeito aos componentes de

motor. A Goetze é uma das marcas mais antigas em

segmentos e camisas de cilindro, com uma orgulhosa

história de inovação que remonta a 1887. Já a Nüral,

fundada há mais de 90 anos, revolucionou o design

do pistão através da introdução de um processo de

injeção de alumínio, continuando a fabricar pistões e

conjuntos de pistão altamente sofisticados.

No caso da Glyco, surgiu no final do século XIX

e é o maior fornecedor mundial de chumaceiras

com qualidade OE, com uma gama incomparável

de patentes que cobrem tanto os materiais como

as técnicas de fabrico. Por seu turno, a Payen foi

criada em 1908 e a sua experiência ajudou os fabricantes

mundiais em todos os aspetos relacionados

com a vedação dos motores por intermédio da sua

gama de juntas, parafusos de cabeça e vedantes.

E, falando de motores, temos, obrigatoriamente,

de mencionar o “combate” à fricção e à travagem.

Para isso, a Federal-Mogul disponibiliza as suas

marcas Ferodo, Jurid e Beral. A Ferodo, com mais

de 100 anos de experiência e inovação em fricção e

travagem, continua a trazer os mais recentes avanços

na tecnologia de travões. A escolha no fornecimento

de equipamento original oferece qualidade

premium ao mercado de reposição, com produtos

de travagem para veículos ligeiros, comerciais, motos,

camiões e, até, comboios. Já a Jurid e a Beral,

são marcas premium alemãs e líderes mundiais em

equipamento original e peças de reposição.

Portefólio diversifICAdo

Se não tiver motor, um veículo será apenas uma

amálgama inerte de chapa e órgãos mecânicos.

Contudo, também a direção, a suspensão e os rolamentos

têm um papel fundamental. É por isso que

a Moog oferece soluções fáceis de usar para quase

todos os tipos de veículos existentes no mercado

europeu. Uma marca confiável e pioneira no setor,

que foi projetada para facilitar as reparações nos

sistemas de direção e suspensão. Cada produto é,

por isso, rigorosamente testado com os mais elevados

padrões de qualidade e chega completo ao

mercado, ou seja, inclui na embalagem tudo o que

é necessário.

Já a “praia” da Champion é a ignição, a iluminação,

os filtros de motor e habitáculo, as escovas e

ainda uma linha de serviços de fricção. Com mais

de 100 anos de experiência no fabrico e fornecimento

de produtos para equipamento original, os

componentes de serviço cobrem motores de automóveis,

de competição e desportos de potência,

bem como marítimos, industriais e de pequeno

porte. Com uma paixão pelo automobilismo, esta

marca traz ao mercado de reposição produtos de

elevada qualidade, orientados para o desempenho,

que dão vantagem a técnicos e condutores.

DRiV: um olhar PARA o futuro

A Tenneco é, após a aquisição da Federal-Mogul, a

responsável pela criação da nova empresa DRiV,

que irá unir as duas à Öhlins. Tornando-se numa

das maiores companhias de pós-venda multilinha e

multimarca do mundo, devido às marcas que agrega,

é o principal fabricante de equipamento original

em componentes de travagem e ride performance, ou

seja, componentes de suspensão e amortecimento.

Para o futuro, que se prevê desafiante, a DRiV pretende

continuar a sua aposta na qualidade dos seus

produtos e trabalhar no sentido de oferecer o melhor

serviço possível aos clientes. Continuará a colocar a

tónica tanto na sua presença em equipamento original,

como na tecnologia inovadora de que faz uso.

Apesar da necessidade de reestruturação inerente

a esta agregação de empresas, a gestão do mercado

nacional tem-se mantido estável, permitindo um

crescimento sustentável do negócio, enriquecendo

o portefólio de produtos e procurando as sinergias

das diferentes empresas para criar vantagens a todos

os intervenientes comerciais. l

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2020 23


Oficina

do Mês

A OFICINA DO MÊS É patRocinada POR total ROC (RAPID OIL CHANGE)

RF AUTO

PODER DE adaptaÇÃO

OCUPA UMAS NOVAS E AMPLAS INSTALAÇÕES DESDE DEZEMBRO DE 2019. E TEM ENTRE

OS GRANDES GRUPOS E MARCAS 97% DOS SEUS CLIENTES. A RF AUTO EXISTE DESDE 2004

E PRETENDE CONTINUAR A ADAPTAR-SE E A CRESCER” por Jorge Flores

É

pena as instalações serem tão pequenas”,

afirma Ricardo Ferreira, que empresta a sigla

do seu nome à RF Auto, oficina que fundou

em 2004, com 23 anos, ainda em Castanheira

do Ribatejo, depois de uma carreira profissional

como pintor aeronáutico. Uma frase que parece

perder o sentido quando olhamos para a amplitude

– e para os números – das novas instalações

da empresa, inauguradas em dezembro último, em

Casais de Marmeleira: 4.500 m 2 de superfície coberta

e outros 19.000 m 2 de parque anexo.

Por ocasião da visita do Jornal das Oficinas, eram

400 os automóveis a aguardar a sua vez. E uma

equipa de mais de 30 colaboradores experientes

preparada para o serviço. Para que a frase faça

sentido, terá, então, de ser enquadrada. “As instalações

são pequenas para as nossas ambições”, explica

Ricardo Ferreira. “Temos muita qualidade,

muito bons clientes e uma excelente equipa. Faltava-nos

infraestruturas à imagem da nossa ambição.

Mas desde dezembro que já as temos. Mas

continuam a ser pequenas...”, afirma o responsável.

Equipamento de topo

Além de ampla, a nova casa da RF Auto é moderna

e de áreas limpas, com o branco a dominar um

estilo discreto. “A simplicidade nunca passará de

moda”, sublinha Ricardo Ferreira. Em matéria de

equipamentos, a oficina não podia estar melhor

servida. Graças a uma parceria com a PCC, conta

com duas estufas e 12 zonas de preparação (seis

veículos de cada lado, ao mesmo tempo). Tudo material

da SAIMA. “Tivemos outras propostas, mas

o equipamento que escolhemos foi o acertado, tendo

em conta o preço vs qualidade. É um investimento

grande. E dá-nos garantia, tal como a PCC,

que também é um bom parceiro em termos de assistência”,

assegura o responsável.

RF AUTO

Administrador Ricardo Ferreira

Morada Polo Industrial, Armazém A, Rua

Quinta do Visconde, Casais de Marmeleira,

2580 - 132 Cadafais

Telefone 263 859 298

Email geral@rfauto.com.pt

Site: www.rfauto.com.pt

Inverter a marcha

Segundo conta Ricardo Ferreira, a atividade da

oficina começou centrada nos serviços a veículos

pesados. Mas, atualmente, a realidade é muito

diferente. Houve uma “inversão” de marcha.

“Antes, 90% eram pesados e 10% ligeiros. Agora,

95% são serviços a ligeiros e 5% a pesados”, revela.

Porquê? “Tivemos de adaptar-nos. Ou nos

adaptávamos ou insistíamos num projeto falhado,

num setor com muita concorrência desleal.

Muito difícil para uma empresa, como esta, que

prima pela qualidade, por ter tudo legal e certo”,

adianta Ricardo Ferreira. Que não tem motivos

para lamentos. O negócio, que contempla todas

as áreas, desde a chapa e pintura à mecânica, encontra-se

tão firme e assente quanto os seus pés

na terra. Sem euforias. “Estamos direcionados

para grandes grupos e marcas. É com eles que

trabalhamos. Clientes exigentes, que sabem o que

querem e procuram qualidade. Particulares serão

apenas 3% dos clientes. É residual”, diz.

Para Ricardo Ferreira, a exigência do cliente é um

bom sinal. “Temos controlos de qualidade apertadíssimos.

Houve um veículo chumbado porque

foi entregue com a cava da roda suplente por limpar.

E é assim que deve ser”, garante o responsável,

enquanto mostra um espaço, com uma montra

imaculada, prestes a estrear, nas instalações. Será

a área reservada para a entrega dos veículos já reparados.

“Quando um cliente vier buscar o seu automóvel,

queremos que o veja como numa montra

de um stand”, conclui. l

24 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


POR OCASIÃO DA VISITA DO JORNAL DAS OFICINAS, ERAM 400 OS

AUTOMÓVEIS A AGUARDAR A SUA VEZ. E UMA EQUIPA DE MAIS DE 30

COLABORADORES EXPERIENTES PREPARADA PARA O SERVIÇO


NOTÍCIAS // DINÂMICA DO SETOR ESCREVE-SE DE A A Z

Empresas

OFICINAS E CASAS DE PEÇAS

CONTINUAM A FUNCIONAR

Vivemos um momento crítico, de grande incerteza,

com impactos que, neste momento,

não conseguimos prever, com a rápida

disseminação da pandemia de Covid-19”. Começa

assim o comunicado difundido pela DPAI/ACAP,

que informa sobre a decisão do Governo de manter

as oficinas de reparação automóvel e as empresas

de comércio afetas a este ramo abertas ao público,

em pleno Estado de Emergência, reconhecendo estas

atividades como essenciais ao regular funcionamento

económico e social do nosso país.

Aqui fica o essencial do comunicado:

“O setor automóvel é fundamental para a economia

portuguesa. Pelas receitas fiscais, pelo emprego. É,

também, um setor no qual prevalecem as PME,

microempresas e muitas organizações familiares.

Desde o primeiro minuto, a DPAI está a trabalhar,

no seio da ACAP, num conjunto de medidas de

apoio específico para o setor, incluindo para a atividade

do pós-venda automóvel. Em carta enviada

ao Ministro da Economia, a ACAP exigiu que, ao

ser declarado o Estado de Emergência no país, o

setor da assistência e reparação automóvel, assim

como a venda de peças e acessórios, fossem considerados

setores essenciais, para, assim, poderem

continuar a funcionar. O Governo atendeu às propostas

da ACAP, sendo que os estabelecimentos de

comércio de peças para automóveis e motos, assim

como os serviços de manutenção e reparação destes

veículos, poderão continuar abertos e em funcionamento,

acrescendo a estes o comércio grossista

e a prestação de serviços entre operadores económicos.

A Comissão de Mobilidade da DPAI/ACAP

divulgou um folheto informativo para apoiar as

oficinas, quer na adaptação às medidas preventivas

de propagação do coronavírus, quer no acesso às

medidas de apoio que a ACAP tem vindo a divulgar.

Por último, foi lançado um inquérito junto dos

associados para que estes possam acompanhar o

impacto da atual conjuntura económica, resultante

da pandemia de Covid-19 na atividade das empresas

e no seu volume de negócios”.

26 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


AUTOZITÂNIA

PARCERIA COM GRUPO AD PARTS

A

Autozitânia passou a integrar como sócia a AD Parts, membro do Grupo AD International,

com efeitos retroativos a 1 de janeiro de 2020. O Grupo AD Parts foi constituído

em 1989, sendo líder na distribuição aftermarket na Península Ibérica, com mais de

530 pontos de venda, tendo alcançado um volume de negócios de 800 milhões de euros no ano

de 2019. Com esta associação, a Autozitânia tem como objetivo consolidar a sua posição no

mercado nacional, preparando-se para os enormes desafios atuais e futuros, elevando o nível de

serviço que presta aos clientes nas mais variadas áreas.

NOVOS MEMBROS EM PORTUGAL

TEMOT International | AleCarPeças, FIMAG e A. Vieira,

S.A. são os novos membros da TEMOT International, a plataforma

internacional de distribuição do setor, com sede na Alemanha,

presente em 77 países espalhados pelo globo, sendo considerado um

dos maiores e mais prestigiados grupos internacionais do aftermarket.

A AleCarPeças opera em todo o país, oferecendo produtos e serviços

de elevada qualidade, com uma forte orientação para o cliente, tendo

testemunhado um crescimento constante ao longo dos últimos anos.

Atualmente, conta com 49 colaboradores, distribuídos pelo armazém/

loja do Estoril, pela loja de Lisboa e pelo recentemente inaugurado

armazém/loja da Maia. A FIMAG tem, atualmente, 52 colaboradores

e 35 anos de história. Sediada em Braga, no norte do país, dispondo

de um armazém central no mesmo local, atualmente opera com

três centros de distribuição adicionais, nas cidades de Coimbra,

Porto e Lisboa. O seu portefólio inclui peças de reposição das mais

reconhecidas marcas internacionais e a sua logística garante a entrega

rápida aos clientes em todo o país. No que diz respeito à A. Vieira, S.A.,

a sua área de vendas abrange já todo o território nacional. Emprega

60 pessoas e está presente em sete locais, com dois armazéns centrais

(Guimarães e Rio Tinto, no Porto), três lojas (Guimarães, Porto e Leça

da Palmeira) e duas lojas associadas (Vila das Aves e Vizela).

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www.jornaldasoficinas.com Abril I 2020 27


Notícias

EMPRESAS

MAN TRUCK & BUS PORTUGAL

REFORÇAR PRESENÇA

A

estratégia

de crescimento da MAN em Portugal deu os primeiros

passos ainda no ano passado, com a reorganização

da estrutura comercial, em que as vendas de veículos novos

nas zonas centro e sul do país passaram a ser asseguradas, diretamente,

pela MAN Truck & Bus Portugal. Com o intuito de desenvolver

e reforçar ainda mais a presença da MAN no território

nacional, realizou-se, em fevereiro, a aquisição das instalações do

concessionário AC MANutenção e Comércio de Veículos, Lda., nos

distritos de Aveiro e Viseu, que, na última década até meados de

fevereiro, desempenhou um papel fundamental no crescimento

da marca nestas zonas, assegurando, de forma exemplar, o cumprimento

das necessidades dos clientes. O plano estratégico tem

como objetivo principal criar maiores laços com os clientes e aumentar

a capacidade de responder com maior rapidez e eficácia às

necessidades destes, oferecendo um serviço de excelência que visa

tornar a MAN Truck & Bus Portugal numa referência de parceria e

inovação nos planos nacional e internacional.

CORONAVÍRUS ADIA EXPOMECÂNICA PARA MAIO DE 2021

Para proteger a saúde e a segurança de todos os participantes durante a pandemia de Covid-19, a

expoMECÂNICA, inicialmente programada para 15 a 17 de abril de 2020 (depois afixada para 5 a 7 de

junho), foi novamente adiada. Desta vez, para 7 a 9 de maio de 2021. Atendendo ao atual contexto de

propagação do coronavírus e às declarações que vêm sendo proferidas pelo Governo e pelas autoridades

sanitárias, a organização da feira entendeu que não existem condições para a realização da feira este ano.

“Colocámos a possibilidade de realizar a feira no segundo semestre de 2020, mas os pavilhões que nos foram

disponibilizados, não defendiam os interesses dos nossos clientes e não garantiam o sucesso da feira. Ao

mesmo tempo, por se tratar de uma situação sem precedentes aquela que estamos a enfrentar, acreditamos

que o segundo semestre poderá não oferecer um adequado ambiente de negócios e não termos ainda, como

comunidade, superado o desgaste emocional que estamos a sofrer”, referiu José Manuel Costa, diretor da

expoMECÂNICA.

APARÊNCIA MUDA, ESSÊNCIA PERMANECE

Japopeças | Sob o slogan “A aparência muda com o tempo, a essência permanece”, a empresa de São

João da Madeira, que tem na marca AISIN um dos seus ex-líbris, foi alvo de um rebranding, exibindo, agora,

uma imagem mais moderna e apelativa. A renovação da imagem corporativa chegará, de forma gradual,

a todas as plataformas: site, publicidade, comunicação e documentação institucional, entre outros. “Este

grande momento sinaliza o dinamismo, a vitalidade e o horizonte de futuro que imprimimos no trabalho

desenvolvido no mercado, mantendo os valores e o profissionalismo de sempre”, frisa Luís Almeida, diretorgeral

da Japopeças. Para 2020, a empresa de São João da Madeira tem previstas muitas ações de marketing.

Com destaque para a chegada da AISIN e da Japopeças às competições automobilísticas em Portugal. “Esta

chegada será feita através da parceria com a Motorsponsor, onde marcaremos presença nos eventos Troféu C1

Learn & Drive e Driving Days”, revela o responsável.

Publireportagem

MINUTO VERDE VALORPNEU

VALORPNEU APRESENTA NOVO SITE COM NOVAS POTENCIALIDADES

C

om o objetivo de disponibilizar aos seus utilizadores

uma consulta mais rápida, mais intuitiva e mais

fácil, a Valorpneu relançou o seu site (www.

valorpneu.pt) com um layout totalmente novo e potencialidades

acrescidas. Agora, para além de dar a conhecer a Valorpneu e o

Sistema Integrado de Gestão de Pneus Usados (SGPU), o novo

site reforça a sensibilização de comportamentos mais

conscientes e informados na aquisição, utilização e manutenção

de pneus, bem como nas melhores práticas de prevenção e

gestão de pneus usados. Esta ferramenta está dividida em várias

secções, nomeadamente, História da Valorpneu, Sistema

Valorpneu, Produtores, Comerciantes e Notícias. Continua a ser

facultada informação relevante no que se refere aos

procedimentos de entrega de pneus usados e aos mapas com a

localização dos Centros de Receção, Rede de Recauchutagem e

Valorizadores Nacionais. É, também, dado a conhecer ações e

material de sensibilização da Valorpneu, informação técnica,

indicadores de atividade e de impactos ambientais positivos

associados à gestão dos pneus usados. Algumas destas áreas

estão mais desenvolvidas e reforçadas do que anteriormente.

Por exemplo, no que diz respeito à Prevenção de Pneus Usados,

ao Plano de Sensibilização, à Comunicação e Educação e à

Investigação & Desenvolvimento da Valorpneu. Com uma

imagem renovada e novos conteúdos, o novo site da entidade

gestora de pneus usados é inovador, responsive, adaptado aos

mais variados equipamentos móveis e funcional.

28 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


Notícias

Empresas

CEPRA

CAMPEÃO NacioNAL DAS PROFISSÕES

EM DUAS catEGorias DIFERENTES

O

CEPRA participou na 44.ª edição do Campeonato Nacional das Profissões, em Setúbal, com dois

concorrentes na profissão de Mecatrónica Automóvel e três em Tecnologia de Motociclos. Todos

foram medalhados, conseguindo excelentes pontuações. Em Mecatrónica Automóvel, o Campeão

Nacional foi Luís Ribeiro (Delegação de Pedrouços) com Gabriel Pereira a obter o 3.º lugar e Medalha de

Excelência. Em tecnologia de Motociclos, João Casimiro foi o Campeão Nacional, com Marian Cseh a obter

o 3.º lugar e Gonçalo Nazaré a obter Medalha de Excelência. Foram muitos os meses de trabalho dos concorrentes

e dos jurados que os acompanharam nesta aventura, desde a pré-seleção interna, passando pelos

apuramentos regionais e, finalmente, o Campeonato Nacional, mas o esforço e dedicação foi compensado

com este excelente resultado. As pontuações obtidas no Campeonato Nacional permitem o acesso à seleção

portuguesa que participa nos Campeonatos da Europa (a próxima edição realizar-se-á em setembro próximo,

em Graz na Áustria) e nos Campeonatos do Mundo, que terão lugar em Xangai, na China, em 2021.

2020 TROUXE NOVA IMAGEM

Filourém | A empresa entrou no ano de 2020 com

uma nova imagem. Um novo logótipo, entre outras

alterações, visam dotar a empresa de uma imagem

mais atual, mais dinâmica e que vai ao encontro dos

valores da empresa: Confiança, Ambição e Inovação.

Ainda no sentido de possibilitar um stock mais completo,

uma melhor articulação com fornecedores e parceiros

e um serviço mais personalizado, mais rápido e eficaz,

os sócios-gerentes da Filourém designaram um

diretor-geral (Carlos Jorge Gonçalves) e um gestor de

produto (Telmo Caetano) de forma a otimizar os recursos

existentes, tendo em vista um melhor atendimento

aos clientes. Para divulgar a nova imagem, a Filourém

realizou, nas suas instalações, um evento com o intuito

de estabelecer uma parceria com um grupo restrito de

clientes, bem como dar formação sobre algumas linhas

de produto.

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ALTERNATIVA SEGURA E ECOLÓGICA À SEPIOLITA

LIQUI MOLY | Tradicionalmente, a sepiolita era o produto mais comum, mas as contraindicações

para a saúde deram o alerta. A LIQUI MOLY desenvolveu, em alternativa, um

granulado 100% à base de espuma rígida de poliuretano, ou seja, um material “amigo”

do ambiente. Desta forma, o absorvente LIQUI MOLY, à semelhança da sepiolita, garante

a máxima absorção de óleo, massas, combustível, ácido e todo o tipo de químicos. Mas

com uma grande diferença face à sepiolita: não absorve a água. Este “segredo” garante

um produto bastante mais rentável, uma vez que não há qualquer necessidade de um

produto específico para absorver a água. A segurança e a saúde são, também, argumentos

de peso para a utilização do absorvente da LIQUI MOLY. Não provoca irritação da pele nem

problemas respiratórios, dois dos principais perigos da sepiolita.

AUTOMECHANIKA FRANKFURT

CAMPANHA COM OFICINAS

Uma reunião do setor em Würzburg deu origem à ideia de uma campanha

publicitária com depoimentos direcionados, diretamente, às oficinas.

Cartazes publicitários e videoclips exclusivos foram criados com profissionais

da área e proprietários de oficinas apaixonados pela sua profissão,

que abrem novos caminhos. Desde que foi criada, em 1971, a Automechanika

é a plataforma líder para proprietários e funcionários de oficinas. Para alcançar

esse grupo diretamente e consciencializar as muitas coisas que a feira tem

para oferecer, a Automechanika lançou a sua própria campanha, voltada, diretamente,

para as oficinas. Aqui, especialistas, donos de oficinas e apaixonados

pela sua profissão têm a sua opinião. O resultado foram histórias ao vivo e

declarações criadas, diretamente, dentro das oficinas, que foram usadas como

publicidade. Os cartazes e vídeos estão a aparecer nos meios de comunicação

social impressos e nos populares canais online da Automechanika Frankfurt,

respetivamente.

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TITANIUM.

A EXPERIÊNCIA DA FIAMM

AO SERVIÇO DO SEU AUTOMÓVEL.

A FIAMM é a escolha de qualidade para o equipamento original

dos fabricantes de automóveis mais importantes do mundo:

a partir dessa experiência nasce um produto 100% italiano,

que garante a máxima fiabilidade, mesmo no mercado de

Aftermarket. As baterias da linha TITANIUM garantem alta potência

para as necessidades de energia dos carros mais modernos, não

precisam de manutenção e permitem uma fácil verificação do

nível de carga graças ao sistema Check Control (Olho Mágico).

www.polibaterias.com

geral@polibaterias.com

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Notícias

EMPRESAS

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Nós damos uma mãozinha

NOVIDADE NO PORTEFÓLIO DA AUTO DELTA

VDO | O distribuidor de Leiria tem primado, com as últimas entradas no seu portefólio, por

adicionar marcas com qualidade original e fiabilidade bastante reconhecida no mercado. Marca

do Grupo Continental, um dos principais fabricantes de componentes para automóveis, a VDO

é, desde a sua fundação, um dos maiores fornecedores de equipamento elétrico, gestão de

motor e Diesel, trabalhando, inclusivamente, no desenvolvimento e conceção de soluções para

equipamento original, em estreita parceria com os próprios fabricantes de automóveis. Será do

conhecimento de grande parte do mercado o know-how em peças especialmente desenvolvidas

para os sistemas de combustível, tanto a gasolina como Diesel, bem como as soluções

disponibilizadas para controlo e comando de automóveis. A partir de agora, também poderão ser

encontrados estes produtos (e muito mais) na Auto Delta.

Não fazemos

manutenção automóvel,

mas fazemos a manutenção

da sua terminologia!

TRADUÇÃO E DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA

Criamos e traduzimos manuais técnicos à melhor

relação qualidade/preço do mercado. Temos

profissionais especializados em várias áreas

da indústria e uma tecnologia que nos permite

criar projetos à medida de cada cliente.

CONHEÇA O PROGRAMA PARCEIRO JABA

Através da identificação e alinhamento de todas

as traduções antigas do parceiro JABA, é criada

uma base de dados que permite detetar todas

as repetições em novos projetos e baixar

consideravelmente o valor final do documento,

mantendo a terminilogia e o estilo

de comunicação já existentes. Um programa

criado a pensar em si!

À CONQUISTA DE TRÁS-OS-MONTES

CGA Car SERVICE | A Guedes & Polido, localizada em Torre de Moncorvo, distrito

de Bragança, é a primeira CGA Car Service localizada em Trás-os-Montes. Esta adesão foi

proporcionada pela parceria estabelecida entre a Auto Delta e a Biapeças, parceiro local da

empresa de Leiria, permitindo, assim, à maior rede oficinal da Península Ibérica crescer para uma

região onde ainda não estava presente. Adaptando-se ao meio onde está inserida, a Guedes &

Polido é uma oficina especializada na reparação de veículos comerciais e máquinas agrícolas.

Desta forma, as especificidades do parque circulante dessas duas tipologias de viaturas, bem

como a necessidade de informação e apoio técnico por forma a prestar um serviço cada vez

melhor, foram pontos a favor para a adesão à CGA Car Service.

NOVO SITE E FORMAÇÃO DA RING AUTOMOTIVE

Linextras | Renovado e com novas funcionalidades, o site da Linextras exibe toda a gama

de produtos disponível. O novo espaço cibernético da empresa de Ourém permite, agora, efetuar

encomendas online, consultar campanhas, novidades e catálogos. Com esta nova plataforma, a

Linextras pretende melhorar a comunicação com os clientes. Paralelamente, a empresa revelou que,

no passado dia 7 de fevereiro de 2020, a sua equipa comercial participou numa ação de formação

sobre novos produtos da Ring Automotive, onde esteve presente João Casinhas, da OSRAM Portugal.

Com esta formação, a Linextras consolidou conhecimentos, esteve em contacto com a gama de

produtos disponível e conseguiu melhorar a capacidade de resposta perante os clientes.

32 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com

Vila Nova de Gaia | Telf: 227 729 455/6/7/8 | Fax: 227 729 459

Mail: portugal@jaba-translations.pt | Web: jaba-translations.pt


www.liqui-moly.pt

Uma marca de óleos para todas

as marcas de automóveis

A LIQUI MOLY tem óleos com aprovações de todos

os fabricantes automóveis mundias.

Guia de óleos


Notícias

Empresas

FATURAÇÃO ELETRÓNica DA TECALLIANCE

Create Business | É um dos principais distribuidores de peças sobressalentes no

mercado de pós-venda automóvel ibérico. A organização portuguesa recebe 100% das suas

faturas eletronicamente através do módulo de faturação Order Manager. Existem muitas razões

pelas quais todas as empresas devem mudar dos processos de faturas manuais em suporte de

papel para o processamento totalmente automatizado. As vantagens mais importantes são a

poupança de custos nas contas a pagar e contas a receber, redução de erros, poupança nos custos

de armazenamento e melhoria das relações com os clientes. A faturação eletrónica da TecAlliance

é um dos principais módulos do Order Manager, a solução completa para toda a cadeia de

fornecimento da indústria automóvel. A Create Business decidiu usar este módulo há vários anos

para automatizar os seus processos de faturação.

FIRST STOP

FORMAÇÃO ELETRIZANTE

A

rede

First Stop, em parceria com o seu fornecedor Create Business, levou

a cabo novas ações de formação dedicadas à manutenção de viaturas

híbridas e elétricas. A 19 e 20 de fevereiro, em Lisboa, e a 4 e

5 de março, em S. João da Madeira, perante a presença de cerca de 30 pessoas,

realizaram-se ações de formação técnica e prática subordinadas ao tema

“Manutenção de Veículos Híbridos e Elétricos”. A crescente venda de viaturas

desta tipologia faz com que as oficinas da rede First Stop estejam preparadas

e certificadas para receber, realizar e diagnosticar possíveis avarias e manutenções

nestes veículos. Também com os protocolos de manutenção existentes

entre a rede First Stop e as principais gestoras de frotas em Portugal, que, cada

vez mais, adquirem viaturas híbridas e elétricas, faz com que o conhecimento

técnico e a respetiva certificação para assistência e manutenção destes veículos

sejam extremamente necessários.

JÁ CHEGOU A portUGAL

MULTI Oficina Service | Dentro do projeto da rede oficinal desenhado pela CGA,

existem mais tipologias do que a já amplamente reconhecida CGA Car Service, que conta com

quase 60 aderentes no nosso país. A Auto Delta encontra-se, desde a primeira hora, fortemente

empenhada na dinamização desta rede, a que, agora, se junta um elemento que permite o

lançamento deste novo conceito: a MULTI Oficina Service. Esta, embora disponha de uma imagem

totalmente distinta da sua “irmã” CGA Car Service, tem, também, como principal objetivo a

melhoria contínua do serviço das oficinas aderentes, através da disponibilização das melhores e

mais modernas ferramentas técnicas existentes no mercado.

NelsonTripa_II.pdf 1 18/02/20 10:24

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Radiador

Interruptor

de Pressão

Intercooler

Sistema de aquecimento

Ar Condicionado

Circuitos de

refrigeração de óleo

Refrigeração do motor

Refrigeração de admissão

do ar

Filtro

desidratante

Depósito

expansor

Compressor

Turbina

Radiador de

Aquecimento

SOLUÇÕES EM A/C AUTO

E REFRIGERAÇÃO DE TRANSPORTE

Esquema de refrigeração e climatização >

Válvula de control

de aquecimento

Control do climatizador

Evaporador

Válvula de expanção

Válvula de carga

ANECRA assiNOU PARCERIA

CitNOW | A multinacional inglesa, pioneira no desenvolvimento de tecnologia de vídeo

para o setor automóvel, assinou um acordo com a ANECRA (Associação Nacional das Empresas

do Comércio e da Reparação Automóvel). Com esta parceria, pretende-se que os associados da

ANECRA tenham acesso a produtos e serviços de elevado valor acrescentado, sendo uma maisvalia

na atividade do seu dia a dia, na medida em que ajuda a posicionar adequadamente estes

players nos desafios do digital e do customer experience, resultando, ao mesmo tempo, numa

forma da empresa chegar a outros segmentos de mercado.

Condensador

Ventilador

Refrigerador de

óleo auxiliar

Refrigerador de

óleo para mudança

automática

Filtro de

óleo

Refrigerador

de óleo

para filtro

Termostato

Rua Fernando Vicente - Armazém 15 - 2560-677 Torres Vedras

Telefone: +351 261 335 050 - E-mail: geral@nelsontripa.pt

Coordenadas GPS - Latitude 39º5'42.83"N - Longitude 9º15'7,74"W


Notícias

Empresas

APOSTA NOS VÍDEOS TÉCNICOS EM portUGUÊS

febi | A marca dispõe de uma gama com mais de 40 mil peças diferentes para veículos ligeiros e pesados,

encontrando-se em constante desenvolvimento de modo a cumprir o objetivo de disponibilizar novos produtos

no aftermarket com a maior rapidez possível. A satisfação do cliente é uma das grandes preocupações de todas as

marcas do bilstein group. “De modo a continuarmos a apostar nisso e, também, no fornecimento de informação

técnica relevante aos clientes, a febi tem vindo a apostar na adaptação de vídeos técnicos para português”, pode

ler-se no comunicado enviado à nossa redação. Neste momento, a marca febi tem já sete vídeos técnicos em

português com informação minuciosa e relevante, o que se traduz em ferramentas de trabalho e de divulgação de

produtos interessantes para os profissionais do setor. O último vídeo a ser produzido aborda a substituição do tubo

de pressão do filtro de partículas e pode ser visto no canal do YouTube da marca.

PIONEIRA NA protEÇÃO DO CLIMA

FUCHS PETROLUB | É o maior grupo independente de lubrificantes

do mundo. Esta posição de liderança traduz enorme responsabilidade. Um

líder antecipa o futuro, define novos rumos e influencia, de forma vital, o

desenvolvimento do setor em que opera. A FUCHS está consciente de todas essas

premissas e assume esta responsabilidade de liderança na íntegra. Por isso, a

sustentabilidade que o grupo alemão coloca na sua lista de prioridades não é de

agora: já tem mais de uma década. Desde 2010 que as 58 localizações da FUCHS

no mundo estão a implementar medidas para reduzir as emissões de CO 2, desde o

consumo energético na produção até aos materiais administrativos. Este trabalho

contínuo tornou possível a neutralidade em CO 2 no dia 1 de janeiro de 2020. Agora,

o Grupo FUCHS já tem um “saldo zero” de CO 2, uma vez que equilibra as emissões que

ainda não se conseguem evitar com investimentos de compensação em projetos que

protegem o clima.

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produto

ATUALMENTE, A REPARAÇÃO DO SISTEMA DE ACIONAMENTO DE

ACESSÓRIOS POR CORREIA EM VEÍCULOS HÍBRIDOS É POSSÍVEL

COM O INA FEAD KIT DE 48 VOLT LANÇADO PELA SCHAEFFLER


INA FEAD KIT

REPARAÇÃO

SUSTENTÁVEL

A SCHAEFFLER LANÇOU, PARA O AFTERMARKET, O NOVO INA FEAD KIT, A PRIMEIRA SOLUÇÃO

DE MANUTENÇÃO PARA SEMI-HÍBRIDOS DE 48 VOLT. GRAÇAS A ESTE KIT, OS COMPONENTES PODEM

SER TODOS SUBSTITUÍDOS AO MESMO TEMPO, GARANTINDO UMA REPARAÇÃO SUSTENTÁVEL

por

João Vieira

A

Schaeffler dispõe, atualmente, de uma ampla

gama de peças necessárias para a reparação

das atuais e futuras gerações de

veículos híbridos, oferecendo componentes de

chassis para mais de 85% de todos os automóveis

de passageiros híbridos. Também estão disponíveis

soluções de manutenção para os sistemas de distribuição

e de acionamento de acessórios por correia

(FEAD) para mais de metade dos veículos, com

tendência para aumentar. 2020 é um ano crucial

para os fabricantes de automóveis no que toca a

mobilidade elétrica. Pela primeira vez, os limites

de CO2 estabelecidos pela União Europeia têm de

ser cumpridos. No mercado de peças de substituição

para automóveis, também se levantam questões

quanto aos componentes sobressalentes que

serão necessários no futuro e à forma como os serviços

podem ser prestados.

Desafios técnicos

Os desafios técnicos que as oficinas enfrentarão

para se prepararem para tal no futuro, são variados

e complexos. Por exemplo, os veículos híbridos

com um acionador P0 têm um motor elétrico no

acionador de correia, além do motor de combustão

clássico. A tecnologia semi-híbrida de 48 Volt

desempenha um papel principal na transformação

do sistema FEAD, de consumidor de energia para

fornecedor de energia. O motor de arranque e o

alternador são substituídos por um gerador com

alternador de correia ou BAS pequeno. Em conjunto

com uma bateria de 48 Volt, o veículo pode

A tecnologia híbrida suave de 48 Volt tem um papel

central na transformação do sistema auxiliar: de

consumidor de potência a fornecedor de potência

Alternador tradicional

Consumo de potência = ca. 2 kW

Binário = ca. 7 Nm

circular com o motor de combustão completamente

desligado (a chamada função “sailing”, de velejar),

poupando, assim, até 7% de emissões de CO2.

Mediante aceleração, o gerador com alternador de

correia também pode aumentar o binário de acionamento

com a denominada “função boost”, otimizando

níveis de desempenho e conforto.

A partir de uma perspetiva tecnológica, devido à

sua experiência de equipamento original em sistemas

do grupo propulsor, a Schaeffler encontra-se

numa posição bastante “confortável” no mercado

de peças de substituição em relação aos veículos

híbridos. Atualmente, o portefólio deste fabricante

já oferece componentes de chassis para mais de

85% de todos os veículos híbridos. O quecorresponde

a quase a mesma cobertura que é oferecida

aos veículos equipados com motores de combustão

tradicionais.

Em relação aos sistemas de distribuição e de acionamento

de acessórios por correia, os especialistas

do mercado de peças de substituição oferecem

soluções de manutenção para mais de metade de

todos os veículos ligeiros de passageiros híbridos.

Atualmente, as oficinas instalam, com frequência,

diversas soluções de manutenção da Schaeffler, entre

outras. l

Alternador com função de arranque

Fornecimento de potência = ca. 15 kW

Binário = ca. 50 Nm

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2020 39


Mundo

Produto

Automóvel

MERCEDES-BENZ WEBPARTS

PEÇA COM SUCESSO

A MERCEDES-BENZ ENTROU EM PORTUGAL NOS IDOS DE 1936 PELA MÃO DA C. SANTOS. AO LONGO DOS SEUS

84 ANOS DE HISTÓRIA, A MARCA ALEMÃ TEM SABIDO CONQUISTAR OS CONSUMIDORES E ADAPTAR O SEU

NEGÓCIO À EVOLUÇÃO DOS TEMPOS. O WEBPARTS É MAIS UMA PROVA DISSO. OU NÃO FOSSE ELE UM CANAL

ONLINE PARA ENCOMENDA E PESQUISA DE PEÇAS GENUÍNAS FEITO À MEDIDA DO CLIENTE PROFISSIONAL

por

Joana Calado

40 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


Foi para responder às necessidades do cliente,

quando este deixa o seu veículo numa oficina,

que a marca alemã criou, em 2006, o Mercedes-Benz

WebParts, que consiste num sistema

de encomenda online feito à medida. Com a ligação

ao Mercedes-Benz WebParts, o cliente profissional

tem a possibilidade de pesquisar peças genuínas

Mercedes-Benz com facilidade e rapidez, bem como

de encomendá-las, a qualquer hora e durante todo

o ano, diretamente junto do concessionário Mercedes-Benz.

O portal inclui componentes para veículos

Mercedes-Benz, mas, também, para os modelos

da outra marca do Grupo Daimler: smart.

Balcão digital

No portefólio da WebParts, podem ser identificadas

e encomendadas mais de 730 mil peças genuínas e

acessórios. E nem os amantes dos clássicos Mercedes-Benz

foram esquecidos, uma vez que têm à sua

disposição artigos Collection. Desde a sua criação,

há mais de uma década, que o portal tem vindo a

traçar uma rota de constante crescimento. 2019

foi um ano que ficará para a história. “Batemos todos

os recordes, quer no número de clientes, quer

no número de encomendas e valor transacionado,

com um crescimento de 18% face ao ano anterior e

uma expressão de 25% no total de vendas de peças

através do canal de negócio balcão”, afirmou fonte

da Mercedes-Benz Portugal ao Jornal das Oficinas.

O grande propósito deste novo “canal de comunicação”

é oferecer ao cliente um espaço onde este

possa adquirir peças genuínas das marcas do grupo

e ter a certeza de que o componente que está a

requisitar é o indicado para o seu veículo. Nesse

sentido, o portal permite que seja feita a identificação

através do número de chassis. Estas duas funcionalidades

e outras que, entretanto, surgiram,

permitiram à marca alemã proporcionar às oficinas

independentes, bem como à rede de oficinas

Mercedes-Benz, ganhos de eficiência e maior rapidez

na gestão das encomendas, reforçando, assim,

a relação entre ambos neste canal, que tem uma

grande importância para a marca. A Mercedes-

-Benz conta, hoje, com mais de 50 mil encomendas

por ano e mais de 1.000 clientes registados,

que, diariamente, consultam a marca digitalmente

para a aquisição de peças.

E O FUTURO? O QUE RESERVA?

Adesão simples

Para as oficinas independentes que queiram aderir

ao WebParts, o processo é simples: devem deslocar-se

a um representante da marca e solicitar o

acesso. As equipas do balcão de peças estão preparadas

para conferir ao cliente o respetivo acesso ao

portal WebParts, bem como a necessária formação

dos utilizadores. As vantagens anunciadas para este

serviço são comodidade e transparência. “A utilização

é muito intuitiva e o cliente tem, a qualquer

momento, acesso à informação acerca da disponibilidade

de stock das peças que pretende encomendar

e sugestões de compra, beneficiando ainda da funcionalidade

de pesquisa de referências no catálogo

eletrónico de peças de todas as gamas de veículos

Mercedes-Benz e smart. Além disso, o cliente vê

refletida na compra as suas condições comerciais”,

explicou fonte da Mercedes-Benz Portugal. l

Uma vasta equipa multidisciplinar trabalha, todos os dias, para o desenvolvimento desta plataforma, com recursos alocados à gestão de

produto, comunicação, desenvolvimento e suporte técnico. Para além disso, o Mercedes-Benz WebParts conta ainda com profissionais que

prestam todo o apoio necessário à rede de oficinas. “Estamos perante um cenário que, cada vez mais, passa pelo digital. Há 10 anos, já

víamos este cenário como sendo o futuro. Neste campo, o portal Mercedes-Benz WebParts conta já com uma longa história”, revelou fonte

da marca. Por isso, 2020 será o ano da mudança. Até porque a marca alemã vai apresentar uma solução digital mais integrada, competitiva

e inovadora. Ao profissionalizar ainda mais esta área de negócio, a Mercedes-Benz Portugal procura aumentar a sua “pegada” digital,

oferecendo uma experiência única, personalizada e diferenciadora.

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VEDANTES

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VIBRAÇÕES

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A NOSSA PROXIMIDADE AO MERCADO

É O SEU FACTOR DE SUCESSO.

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Mundo

Produto

Automóvel

JUNTAS HOMOCINÉTICAS E DISTRIBUIÇÃO NTN-SNR

CRESCER NO

AFTERMARKET COM

ProdutoS PREMIUM


A NTN-SNR DISPONIBILIZA AOS PROFISSIONAIS DA

REPARAÇÃO AUTOMÓVEL UMA GAMA COMPLETA DE COMPONENTES

DE DISTRIBUIÇÃO E JUNTAS HOMOCINÉTICAS, DE QUALIDADE PREMIUM,

QUE ABRANGE AS PRINCIPAIS MARCAS EUROPEIAS E ASIÁTICAS

por

João Vieira

No que diz respeito à distribuição, a NTN-S-

NR dispõe de uma gama muito abrangente,

que registou um crescimento de 80% em

sete anos. A empresa utiliza todo o seu conhecimento

e experiência em OE para desenvolver e fabricar

uma gama diversificada de componentes para o

sistema de distribuição, como polias, correntes e

tensores. No caso das juntas homocinéticas, fabrica

transmissões completas e, obviamente, juntas.

Gama de distribuição mais abrangente

A gama de distribuição tem um total de cerca de

3.000 referências de peças. Estas dividem-se em

10 categorias. A saber: Auxiliares – polias/correias/kits/amortecedores

e polias livres do alternador;

Distribuição - polias/kits de distribuição/kits

de distribuição com bomba de água/kit de correia;

outro - ar condicionado e rolamentos do alternador.

A cobertura global para aplicação na Europa é

de 97% e na Ásia de 98%.

Para responder às necessidades do mercado, a

NTN-SNR enriqueceu a sua oferta de distribuição

com dois tipos de kits: com ou sem bomba de água,

para os veículos europeus e asiáticos mais populares.

Os kits incluem todos os componentes necessários

para facilitar a substituição da distribuição,

oferecendo soluções que respondem às necessidades

diárias da oficina. Podem integrar entre duas e

oito peças, além de pernos e parafusos. Os tensores

hidráulicos permitem manter uma tensão perfeita

e um ótimo funcionamento do motor. As guias, em

plástico muito robusto, garantem uma orientação

precisa da corrente. Quanto às polias, com tratamento

de superfície específico, melhoram a resistência

das áreas dentadas.

Inovação nas juntas homocinéticas

A gama de juntas homocinéticas da NTN-SNR para

o aftermarket é recente no mercado do pós-venda.

Ainda em desenvolvimento, tem um ritmo de crescimento

de 30% ao ano. “Construímos uma base sólida

desde o lançamento desta nova gama e, agora,

iremos acelerar o desenvolvimento com o objetivo

de aumentar, consideravelmente, a nossa cobertura

na Europa. Continua em desenvolvimento, uma vez

que ainda nos faltam produtos para conseguirmos

uma boa cobertura do parque automóvel”, revela

Romain Petellaz, gestor de produto.

A NTN Corp. é, em termos de qualidade dos produtos,

o segundo fabricante de OE a nível mundial,

pelo que tem, por um lado, a legitimidade, o conhecimento

e a competência para ser um dos principais

intervenientes neste mercado. Por outro, tem um

bom potencial de desenvolvimento desta gama no

futuro. A oferta para o aftermarket é constituída

por 743 referências, incluindo 275 kits de veios de

REDE FORTALecida

EM PORTUGAL

Em Portugal, a NTN-SNR tem uma sólida rede de

distribuidores, constituída por diferentes empresas

com presença em várias áreas, o que lhe permite que

esteja presente em praticamente todo o país. José

Manuel Sancho, diretor comercial ibérico da NTN-SNR,

destaca a confiança como o fator mais importante no

funcionamento da rede. “Tentamos manter uma relação

de cooperação próxima com a nossa rede, conhecendo

as suas necessidades e limitações diárias. Apenas desta

forma podemos oferecer-lhes um apoio adaptado”,

refere. A NTN-SNR apoia os seus distribuidores em vários

domínios, como vendas, marketing, suporte técnico e

gestão de stocks. Relativamente às oficinas, neste momento,

oferece apoio através de boletins técnicos, vídeos,

documentação e app técnica (TechScan’R). “O nosso

objetivo, agora, é aumentar este apoio nos próximos

meses, graças aos projetos que temos em curso, como,

por exemplo, no que diz respeito a ações de formação. A

nossa empresa está, também, a trabalhar num programa

de e-learning”, acrescenta José Manuel Sancho.

O objetivo da NTN-SNR para o nosso país é muito claro:

desenvolver e consolidar a imagem de “multiespecialista”,

com particular atenção para a gama de distribuição, uma

linha com grande potencial, na qual está já a trabalhar

com os seus distribuidores. Outra das grandes oportunidades

será o desenvolvimento da gama de juntas

homocinéticas, um dos atuais eixos de trabalho, além do

apoio técnico avançado para as oficinas. A estratégia para

aumentar as vendas e continuar a crescer em Portugal,

passa, segundo José Manuel Sancho, por “investir na

inovação, trabalhar no desenvolvimento da nossa gama

de produtos/serviços e, acima de tudo, continuar a ter

e a apoiar uma sólida rede de distribuidores para nos

ajudar a promover a marca NTN-SNR.” Embora o mercado

tenha contraído em 2019, José Manuel Sancho não

prevê qualquer aumento significativo nos próximos

anos. No entanto, acredita que a NTN-SNR tem potencial

de crescimento em toda a Europa, principalmente na

Península Ibérica.

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2020 43


Juntas

homocinéticas

e distribuição

NTN-SNR

transmissão, 77 kits de juntas exteriores, 59 kits de

foles exteriores e 62 kits de foles interiores. Embora

a cobertura do parque automóvel, atualmente, ainda

não ser muito representativa, a NTN-SNR está a

trabalhar para aumentá-la. Relativamente às juntas

homocinéticas, as atuais inovações baseiam-se em

dois objetivos. Primeiro: veio de transmissão mais

leve para menos emissões de CO2, que é o principal

objetivo dos fabricantes de automóveis para evitar

sanções da Comissão Europeia. Segundo: melhorar

a eficiência das juntas aumentando o ângulo de

flexão máximo, principalmente para modelos SUV

e veículos com tração às quatro rodas, cujo sucesso

tem vindo a aumentar ao longo dos últimos anos.

A mais recente inovação diz respeito a veios de

transmissão para veículos premium da BMW e

Mercedes-Benz, com uma redução de 2,2 kg em

comparação com os modelos padrão. A transmissão

traseira da NTN-SNR é 20% mais leve do que os

semieixos tradicionais e é disponibilizada à BMW

e à Daimler para equipamento de série desde 2018.

Apoio total às oficinas

Tendo como clientes alguns dos principais distribuidores

em Portugal, a marca mantém uma relação

de colaboração muito próxima com estes parceiros.

Através deles, consegue oferecer às oficinas

um conjunto de serviços baseados na qualidade e

proximidade com o cliente. Carol Donat, diretora

de comunicação, anunciou, recentemente, a chegada

do novo diretor técnico para o mercado do pós-

-venda Automóvel, Michel Metral Boffod. “Será ele

o responsável pela nossa coordenação e animação

técnica na Europa. Neste momento, estamos a

trabalhar em vários apoios para mecânicos e estudantes,

como módulos de formação, informações

técnicas (boletins) e tutoriais, entre outros. Está,

também, planeado o lançamento de uma nova versão

da nossa app técnica (TechScaN’R), mais simples

e fácil”, refere a responsável.

Os boletins técnicos (Tech’Infos), com informação

detalhada de desmontagem/ montagem de peças

e intervalos de substituição, são muito úteis para

ajudar o mecânico, assim como os vídeos tutoriais,

que guiam o técnico nas várias operações de instalação.

Os catálogos estão disponíveis em PDF e

papel e incluem as últimas referências. Este ano,

foram editados três novos catálogos: “Sensores de

Roda”; “Juntas Homocinéticas”; “Distribuição de

Motor”. l

TENSOR AUTOMÁTICO

COM mecANISMO DE

Amortecimento

VARIÁVEL

A NTN-SNR desenvolveu um tensor hidráulico de correia,

com um mecanismo de amortecimento variável para

motores que utilizam a função integrada start & stop ISG

(Integrated Starter Generator). Este tensor tem diferentes

modos de operação para se adaptar às necessidades

específicas de tensão da correia, dependendo das fases

de operação do motor, principalmente em regime

constante e ao reiniciar. Um sistema de válvula borboleta

permite que a passagem do óleo varie dependendo das

forças exercidas no rolo. Isso resulta numa variação de

amortecimento que torna o tensor mais ou menos rígido,

dependendo dos esforços na correia. Esta capacidade

de aplicar tensões diferentes é especialmente adaptada

aos motores equipados com alternador de arranque

para executar a função start & stop, uma vez que esses

motores adicionam ao acionamento convencional, em

fase de regime constante da correia pela polia da árvore

de cames, um arrasto pelo alternador de arranque na

fase de reiniciação, gerando picos de tensão instantâneos

significativos e repetidos. O tensor automático da

NTN-SNR com mecanismo de amortecimento variável

oferece melhorias significativas. Nomeadamente:

redução de consumo de combustível e emissões de CO 2

graças ao menor atrito a velocidade constante; aumento

na vida útil dos materiais graças a uma tensão da correia

permanentemente adequada; fiabilidade garantida,

idêntica aos sistemas atuais; custo igual ao dos tensores

convencionais.

44 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


ENERGIA. EXCELÊNCIA.

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do programa ZF [pro]Points

com as peças TRW

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notoriedade e uma experiência incomparáveis

em travagem, direção e suspensão.

Somos o fornecedor líder em peças com a qualidade do equipamento original para o mercado de pós-venda.

Trabalhamos continuamente na melhoria e no crescimento da nossa gama, o que nos permite oferecer

tranquilidade no fornecimento e instalação das peças. Com mais de 100 anos de história na produção de

equipamento original, temos a experiência que faz a verdadeira diferença na segurança dos veículos.

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Parte da ZF Aftermarket, cada peça TRW é concebida para superar desafios, tal como os colaboradores

dedicados de todo o mundo que as fazem chegar até si. Apoiados por uma rede global de especialistas

no mercado de pós-venda, os produtos TRW ditam os padrões da segurança e da qualidade.


MÁQUINA

D0 TEMPO

BGA

A BGA (BG AUTOMOTIVE) É A DIVISÃO DE PÓS-VENDA

DO GRUPO 4BG (BRITISH GASKETS GROUP), FABRICANTE LÍDER

DE JUNTAS E COMPONENTES DE MOTOR, FORMADO EM 1929, QUE

CUMPRE OS STANDARDS DE EQUIPAMENTO ORIGINAL. EM CONJUNTO,

BGA E GRUPO 4BG DISPÕEM DE 10 UNIDADES DE PRODUÇÃO QUE

FABRICAM MAIS DE 28 MILHÕES DE ITENS POR ANO por Bruno Castanheira

1929

Criação do Grupo 4BG. British

Gaskets corta a primeira junta

quando a empresa foi formada

no centro de Londres

1973

Aquisição da British Seals

and Rubber Moulding, Ltd.

Integração de molduras

especializadas e o-rings na

linha de produtos da British

Gaskets

1977

Assinatura do primeiro

contrato com a British Rail,

dando início a uma longa e

profícua parceria entre as

duas empresas

1992

Construção da sede do Grupo

4BG. Aquisição do novo local

de produção em Sudbury,

Suffolk, para dar resposta a

grupos de clientes cada vez

maiores

46 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


móvel), Bovill & Boyd, Ltd., British Gaskets, Ltd.

e BSRM, Ltd. Cada uma tem a sua especialidade e

tipologia de produtos.

No caso concreto da BGA (BG Automotive), sendo

a divisão que mais nos interessa, aqui, abordar,

ao fazer parte do Grupo 4BG, tem acesso às mais

avançadas técnicas de fabrico, experiência e equipamentos

do grupo, facto que acaba por trazer-lhe

vantagens no que concerne à conceção de produtos

de elevada qualidade, que cumprem os standards

OE (fornece, por exemplo, a Jaguar Land Rover e a

Caterpillar), destinados ao aftermarket automóvel.

Com mais de 95% da sua gama em stock alojada

num centro de distribuição que dispõe de

100.000 m 2 de área, a BGA consegue fazer a

expedição de encomendas no próprio dia para

qualquer parte do mundo e oferecer um pacote

completo de serviço (paletes ou contentores) em

função das necessidades específicas de cada cliente.

Enquanto empresa, a BGA orgulha-se de dispor

de produtos de topo combinados com um serviço

de qualidade, tanto no Reino Unido como

no exterior. A sua abordagem ao negócio está, de

resto, altamente focada na satisfação do cliente,

assegurando, desta forma, que as relações comerciais

de que dispõe continuem a florescer no mercado

automóvel internacional.

A BGA É LÍDER DE MERCADO COM A SUA ABRANGENTE GAMA

DE KITS DE CORRENTE DE DISTRIBUIÇÃO, QUE COBRE MAIS

DE 450 REFERÊNCIAS DE PEÇAS E 6.000 APLICAÇÕES

Sediado em Swindon, no Reino Unido, o

Grupo 4BG (British Gaskets Group) é, hoje,

dos maiores fabricantes privados que operam

no setor automóvel, sendo especialista em

plásticos, componentes de motor, molduras e produtos

de vedação direcionados para as indústrias

automóvel, aeroespacial, petroquímica, marítima,

ferroviária e de eletrodomésticos, entre muitas outras.

Fundado há mais de 90 anos, o Grupo 4BG

contempla, como a sua própria sigla indica, quatro

divisões: BGA (que opera no pós-venda auto-

Força em PROFUNDIDADE

No esforço contínuo de oferecer ao mercado de reposição

a escolha inteligente, a BGA otimiza e desenvolve,

ininterruptamente, as suas soluções de

kits. Os conjuntos de juntas da cabeça que disponibiliza

são reconhecidos por serem os mais abrangentes

do mercado. A BGA foi, aliás, das primeiras

empresas a comercializar kits de polia da cambota,

que incluem, agora, os parafusos que devem ser

sempre substituídos. Já os kits de cárter, contemplam

juntas ou silicone, dependendo da aplicação

a que se destinam.

A BGA é líder de mercado graças à sua pioneira e

abrangente gama de kits de corrente de distribuição,

que cobre mais de 450 referências de peças e

6.000 aplicações. 95% de todos os resíduos que a

empresa produz são corretamente encaminhados

de forma ambientalmente responsável. O grupo a

que pertence está, aliás, totalmente comprometido

quer com a proteção do meio ambiente, quer com

a conservação dos recursos naturais, encontrando-

1996

Aquisição da Norse Rubber

Products, Ltd., empresa

líder em moldes de borracha

sob medida, o que permite

otimizar a capacidade de

resposta do grupo nos

mercados especializados

2000

Lançamento da BGA, que

regista sucesso estrondoso

no seu primeiro ano de

operação no setor do pósvenda

automóvel

2013

Após anos de sucesso

contínuo e trazendo uma nova

geração de especialistas para

a indústria automóvel, a BGA

expande-se para uma sede

com 100.000 m² situada no

coração de Wiltshire. Mais de

1,5 milhões de produtos saem

do armazém todos os meses

2015

O sucesso da BGA nos

mercados de exportação é

reconhecido com a atribuição

do “Queen’s Award for

Enterprise: International

Trade”

2018

Aquisição da Howard Roberts.

A BGA adiciona 30 anos de

experiência em direção e

suspensão à sua oferta

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2020 47


BGA

PUB

-se esta premissa refletida na norma ISO 14001 que ostenta. O Grupo

4BG leva muito a sério as obrigações ambientais e procura reduzir, sempre

que possível, a sua pegada de carbono, desenvolvendo produtos que

abrem caminho rumo a um futuro mais “verde”.

Futuro e novas adições

Após uma extensa pesquisa de mercado e depois de efetuado um trabalho

conjunto com os clientes, a BGA identificou necessidades em várias famílias

de produto. Casos das juntas de transmissão e homocinéticas, assim

como das bombas de direção assistida, cobrindo mais de 1.200 referências

e mais de 20.000 aplicações. Olhando para o futuro da BGA, existem

dois fatores considerados essenciais para o desenvolvimento dos produtos:

a criação de novas linhas que se ajustem à experiência que reúne em

motores de modo a alargar a sua oferta total; o desenvolvimento de novos

componentes para adicionar ao vasto portefólio de produtos existentes, a

que BGA chama de ‘Novo na Gama”. A experiência da empresa britânica

em motores e a sua constante avaliação do mercado faz com que ofereça

novas soluções aos clientes, com novas e únicas referências adicionadas

todos os meses. Em 2017, a BGA lançou mais de 1.800 novas referências

de peças. l

BGA em números

total das fábricas supera esta fasquia

volume de negócios anual em milhões de libras

volume de produção anual em milhões de libras

anos de experiência em produção (Grupo 4BG)

cobertura do parque automóvel europeu


A PRECISÃO

LEVA À

PERFEIÇÃO

Tempo, velocidade, precisão e potência – tudo no mesmo motor e sob o seu controlo total. Os lubrificantes inovadores da Wolf atuam em todos

os pormenores, com a ação rápida exigida. No que toca à precisão, não tem de ser um piloto de rally para conseguir um desempenho vitorioso.

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NOTÍCIAS // PEÇAS E EQUIPAMENTOS À MEDIDA DE CADA NEGÓCIO

Produto

HERTH+BUSS

CUNHA DE MONTAGEM DA ELPARTS

Anunciado como o complemento perfeito

para a gama de montagem, trata-se de uma

ferramenta de desmontagem de formato especial

que facilita a remoção de painéis sem danos.

Todos os mecânicos certamente que estão familiarizados

com o cenário demorado das reparações, em

que os painéis da carroçaria ou os clips de fixação

não se mexem quando precisam de ser removidos,

50 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com

o que, por vezes, pode resultar em danos no veículo.

A Herth+Buss tem a solução para este desafio diário

que ocorre durante o trabalho. Uma cunha de montagem

de plástico, com formato especial, é utilizada

para desmontar todos os tipos de painéis e clips de

fixação no interior do veículo e na carroçaria. O plástico

utilizado nesta ferramenta especial é único e a

sua forma plana garante que os componentes do veículo

ou os fixadores da carroçaria possam ser libertados

sem serem danificados. A ferramenta tem 210

mm de comprimento, 27 mm de largura e é ideal

para trabalhos em áreas de difícil acesso, graças ao

seu design plano. Além disso, a cunha de montagem

pode ser utilizada em todos os modelos de veículos,

enquanto o seu desenho universal pode lidar com

cerca de 90% de todas as tarefas de desmontagem.


NOVA BATERIA TA AGM

Bosch | Hoje, os veículos comerciais modernos

utilizados em trajetos de longo curso estão

equipados com inúmeras funções de conforto e

alojamento, que melhoram as condições de trabalho

dos motoristas profissionais. Para garantir que essas

funções são asseguradas de forma fiável e com

energia suficiente, mesmo no caso de utilização

estacionária (quando o veículo se encontra parado),

a linha de baterias da Bosch para veículos comerciais

é, agora, complementada pela nova e poderosa

bateria de arranque TA AGM de 12 Volt. Bateria esta

que fornece energia com elevada fiabilidade a vários

equipamentos elétricos instalados nos veículos

comerciais, como, por exemplo, ar condicionado ou

aquecimento da cabine, micro-ondas ou televisão.

O que, ao permitir reduzir as avarias, evita que

existam períodos de inatividade desnecessários. A

nova bateria com tecnologia AGM foi desenvolvida,

especificamente, para aplicações exigentes em

viagens longas.

MEWA

SOLUÇÃO COMPLETA E SUSTENTÁVEL

Panos de limpeza reutilizáveis com sistema circular parece uma nova tendência. Mas não é. O inteligente

sistema de panos de limpeza da MEWA não é uma moda, mas um conceito profissional

eficiente, sustentável e que poupa recursos para oficinas, tipografias e fábricas. A empresa alemã

desenvolveu o sistema de panos de limpeza “amigo do ambiente” há já mais de um século (112 anos, para

sermos mais precisos). Hoje, é, com ele, líder mundial e apoia pequenas, médias e grandes empresas na

limpeza suave, profunda e ecológica de ferramentas e máquinas. Reutilizar e evitar o uso único é uma

preocupação que já chegou à grande maioria da sociedade. A empresa alemã MEWA pratica Economia

Circular há mais de um século. Com o seu sistema de panos de limpeza, aperfeiçoado ao longo de décadas,

enquadra-se perfeitamente na atualidade. Hoje, a sociedade já não “tolera” uma economia não responsável

de “usar uma vez e deitar fora”.

TRAVÃO DE ESTACIONAMENTO ELÉTRICO DIANTEIRO

ZF | A empresa lançou o primeiro travão de estacionamento elétrico dianteiro da indústria, alargando

a gama de sistemas de travão de estacionamento elétrico (EPB) a um

maior número de veículos. Com esta solução, os fabricantes de

automóveis podem, agora, equipar veículos mais pequenos

com um sistema de travagem avançado e projetar o seu

interior sem a clássica alavanca do travão de mão. O que

é, hoje, comum em veículos dos segmentos alto, médio

e compacto graças a um travão de estacionamento

elétrico (EPB), era anteriormente impossível para os

designers de automóveis pequenos e muito pequenos: a

eliminação da alavanca do travão de mão, muitas vezes

volumosa, no habitáculo. Com a produção em série do

primeiro EPB frontal da indústria, a ZF permite, agora, que

esta tecnologia seja instalada em segmentos de automóveis

mais pequenos. Por exemplo, a alavanca do travão de mão pode ser

substituída por um interruptor compacto, criando mais espaço no interior

do veículo.

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2020 51


NotíCIAS

Produto

PEÇAS DE CHASSIS PARA COMERCIAIS

ZF Aftermarket | Quilometragem elevada, cargas pesadas,

utilização constante. O veículo comercial ligeiro (VCL) suporta tudo. A

pressão a que está sujeito, juntamente com a idade média na UE de 10,9

anos, faz com que este segmento ofereça oportunidades de serviço e

reparação significativas para as oficinas. A ZF Aftermarket ajuda as oficinas

a posicionarem-se neste segmento e, aqui, sob a sua marca Lemförder,

a empresa oferece dicas de reparação para um dos seus veículos mais

populares: o Volkswagen T5. Em Portugal, a frota de veículos comerciais

ligeiros ultrapassa o milhão de unidades, as quais são utilizadas,

diariamente, para transportar cargas elevadas, o que significa que

também estão sujeitas a desgaste elevado. Muitas empresas utilizam a

carga útil total admissível dos seus veículos diariamente. Embora o chassis

em si possa ser concebido para este tipo de utilização, as juntas das rótulas

e das barras de direção, as barras estabilizadoras e outras partes da direção

e chassis sofrem, consideravelmente, sob carga permanente.

FEBI TRUCK

COMPETÊNCIA REFORÇADA

Sob a assinatura “Sempre na Estrada”, a nova campanha de marketing da febi Truck

reforça a sua competência em direção e suspensão. Com mais de 2.300 componentes

com qualidade equivalente OE, a febi oferece uma das gamas mais completas do

aftermarket nestas áreas. De king pins e braços de direção em triângulo a tirantes da barra

estabilizadora; de barras de acoplamento a barras intermédias de direção – e as suas peças

terminais – até tirantes do eixo e bombas de direção assistida. Distribuidores e oficinas

podem encontrar inúmeras soluções de reparação na febi Truck para todas as marcas europeias

comuns de camiões, reboques e autocarros. Isto inclui ainda vários kits de reparação

completos, que contribuem para uma operação sem demoras. Parte da gama de produtos é

produzida in-house (nas instalações do bilstein group Engineering). Todos os anos, aproximadamente

85.000 king pins e jogos de king pin são produzidos utilizando máquinas modernas

de CNC. No que respeita a jogos de king pin, a febi é a número um no aftermarket,

com a cobertura mais elevada para todos os veículos pesados dos fabricantes europeus mais

comuns (denominados “Big 7”).

BOMBAS DE COMBUSTÍVEL

Airtex | A empresa oferece uma extensa gama de bombas de

combustível para o mercado europeu, cobrindo mais de 80% do

parque automóvel circulante. Na qualidade de fabricante deste tipo de

componentes, a Airtex dispõe de amplo conhecimento técnico e vasta

experiência no mercado, o que ajudou a formar um catálogo interessante.

É de realçar o elevado número de automóveis de passageiros que a

empresa, pertencente ao Grupo TRICO, cobre com as suas referências,

nomeadamente para o Grupo VAG, PSA e Renault.

DT SPARE PARTS

COLUNA DE DIREÇÃO

A

marca do Diesel Technic Group destaca, todos os meses, um produto do seu vasto

portefólio. Desta vez, o protagonismo recai sobre a coluna de direção, que ostenta a

referência 2.53265. A coluna de direção transfere o movimento do volante ao sistema

de direção, consistindo em dois eixos que são conectados por uma articulação. Ao acoplar o

volante à barra de torção do sistema de direção, o movimento giratório do volante é transferido

sem perda nem esforço. Além disso, a coluna de direção permite ajustar o volante em

altura e profundidade, possibilitando a melhor adaptação qualquer que seja a estatura do

condutor. Aqui ficam as Dicas & Truques da DT Spare Parts, marca do Diesel Technic Group:

l Lubrifique a direção antes de montar a peça, uma vez que esta é fornecida sem lubrificação;

l Verifique o número de dentes de fixação da direção, que deve ser igual ao do eixo da caixa

de direção;

l Utilize um parafuso com um diâmetro que evite que o eixo se solte, de modo a ficar fixo;

l Aperte o parafuso até que o eixo esteja bem fixo. Utilize sempre uma porca de bloqueio nova.

52 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


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Notícias

Produto

525 NOVAS REFERÊNcias

Metalcaucho | O fabricante espanhol de peças de reposição em borracha e metal para o

setor automóvel continua a apostar em itens para veículos asiáticos. O crescimento desse nicho

de mercado é fundamental para a

estratégia da marca, que continua

a oferecer itens para as principais

marcas asiáticas, contando já com

números significativos. No caso da

Toyota, dispõe de 625 aplicações.

Para a Mazda, 547 aplicações. Para

a Mitsubishi, 457 aplicações. 392

para a Nissan e 242 para a Hyundai. Além disso, como em qualquer novo lançamento, oferece 18

números de peça exclusivos. Em fevereiro, a marca apresentou 525 novos códigos, entre os quais se

encontram cinoblocos e filtros de transmissão automática.

CABEÇAS DE Motor DIESEL/GÁS PARA PEsados

AMC | A empresa fabricante de cabeças de cilindro para o mercado de reposição inclui na sua

oferta cabeças de motor Diesel/gás para veículos pesados, além de cabeças disponíveis para

motores marinhos, estacionários e off-road. Com fundição de primeira qualidade graças a melhorias

efetuadas nas suas propriedades metalúrgicas, a AMC (Amadeo Martí Carbonell, Ltd.) afirma ser

o único fabricante europeu para o aftermarket, propondo qualidade original a preço competitivo.

Recorrendo a materiais originais em acentos e guias para assegurar o perfeito funcionamento do

motor, o fabricante espanhol dá um ano de garantia contra qualquer defeito de fabrico. Até porque

cada cabeça de motor é analisada a 100% através de diversos testes antes de ser embalada. Com

processo de produção homologado (OEM) e prestando apoio técnico e comercial aos clientes através

dos respetivos departamentos de que dispõe, a AMC realça que o código ID que distingue cada

cabeça de motor assegura a identificação do produto e transmite a confiança necessária ao cliente.

COMPRESSOR ELÉTRICO UNIVErsaL 12 V

RPL Clima | A empresa do Algarve anunciou o lançamento de um novo compressor elétrico de

12 Volt, indicado para múltiplas aplicações. Com a tecnologia a desenvolver-se a uma velocidade

nunca vista, o setor automóvel não é exceção. E o mercado dos veículos elétricos está em plena

fase de crescimento. Atentos a esta expansão, a RPL Clima procura apresentar novas soluções para

este setor, dando a conhecer um novo compressor

elétrico alimentado com 12 Volt, capacidade

de refrigeração de 1.500 W e integrando o gás

refrigerante R134a ou 1234yf. Este compressor

pode ser instalado no transporte refrigerado,

máquinas agrícolas, máquinas industriais ou

viaturas especiais, entre outras aplicações.

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54 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


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Notícias

Produto

MANATEC JUMBO 3D SUPER

EFICIÊNCIA E SIMPLicidadE

Comercializado pela Domingos & Morgado e solidamente implantada no

nosso mercado, a Jumbo 3D Super da MANATEC, continua, dia após

dia, a conquistar a preferência de cada vez mais clientes. “Reconhecendo

imediatamente o enorme salto tecnológico que esta alinhadora representava

face às disponíveis até agora, os maiores players do mercado dos pneus

de camião, não hesitaram em aderir de imediato a esta nova tecnologia”, revela

a Domingos & Morgado, em

comunicado enviado à nossa redação.

“Rodaflex (Sta. Maria da Feira),

José Lourenço (Palmela), Ideal

Pneus (EUROMASTER – Barcelos),

Transmaia (Trofa) e Pneus do Ramalhal

(Torres Vedras), são exemplos de

como esta máquina conquistou pela

sua eficiência e simplicidade de utilização,

contribuindo, desta forma,

para a rentabilização dos negócios

destas empresas”, pode ler-se no

mesmo comunicado. A Jumbo 3D

SUPER da MANATEC já obteve o

parecer favorável da Michelin e foi

homologada por este fabricante mundial de pneus, sendo anunciada como um

verdadeiro “tudo em um”.

PRIMEIRA GAMA COMPLEta PARA HÍBRIDOS

Motul | A empresa anunciou uma verdadeira revolução no setor híbrido: a primeira

linha de produtos que oferece uma solução completa para este tipo de veículos. Nesse

sentido, a empresa francesa dá um passo em frente com o lançamento de uma ampla gama

de produtos especificamente concebidos para veículos híbridos equipados com motores a

gasolina, que consiste em quatro óleos de motor, um líquido de refrigeração e um líquido

de transmissão. Os quatro lubrificantes desta gama SAE (0W20, SAE 0W16, SAE 0W12 e SAE

0W8) destacam-se por oferecer um excelente arranque a frio e por facilitar a resposta do

motor a baixas temperaturas, além de garantir um baixo consumo de óleo sem comprometer

a limpeza do motor e a duração do lubrificante. A Motul afirma liderar o setor híbrido com

a apresentação destes quatro lubrificantes 100% sintéticos para uma maior economia de

combustível, que garantem uma resposta ideal às necessidades dos veículos híbridos (HEV e

PHEV) e são compatíveis com catalisadores.

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VIEIRA & FREITAS

PROTEJA-SE A SI E

AOS OUTROS

O FUTURO É

SEMPRE

56 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


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Passo a Passo

ColabORAÇÃO

Centro ZARAGOZA

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1

Preparação dos produtos e

equipamentos de aplicação

APLICAÇÃO DE PRODUTOS

ANTICORROSIVOS E ANTIRRUÍDO

A REPARAÇÃO DE PEÇAS DE CARROÇARIA NO AUTOMÓVEL INCLUI DEVOLVER AO VEÍCULO AS SUAS CARACTERÍSTICAS

ORIGINAIS, INCLUINDO A PROTEÇÃO ANTICORROSIVA E ANTIRRUÍDO INTEGRADA DE ORIGEM E QUE POSSA TER SOFRIDO DANOS

NO MOMENTO DO ACIDENTE OU DURANTE O PROCESSO DE REPARAÇÃO. POR ESTE MOTIVO, SERÁ NECESSÁRIO RESTAURAR OS

PRODUTOS ANTICORROSIVOS PARA QUE A CARROÇARIA DO VEÍCULO CONTINUE A ESTAR PROTEGIDA CONTRA A CORROSÃO

2

5 8

9

As espumas insonorizantes são

colocadas no interior da peça, onde

haviam sido aplicadas inicialmente

Depois de montadas as peças,

é aplicado o primário anticorrosivo

No estribo da carroçaria, é aplicado

protetor antigravilha pintável

É aplicada a tinta de acabamento

na zona reparada

3 6 10

Os primários eletrosoldáveis

são aplicados nas abas, na zona

de união, previamente à soldadura

de resistência

Depois do primário, é aplicada massa

de impermeabilização, através de

um cordão fino nas abas de união

onde existia inicialmente

4 7

As lâminas antivibração são

montadas nas peças substituídas

que as incorporavam

É aplicada massa de

impermeabilização pulverizável, num

cordão espesso, nas mesmas zonas

onde se encontrava originalmente e

mantendo o mesmo aspeto

Após a pintura, no interior dos corpos ocos, como longarinas ou estribos, e dos

painéis de porta, é aplicada cera para cavidades

58 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


TECNOLOGIA DE PONTA DUALOCK

REDUZ EM 50%* O DESGASTE

DO MOTOR

As moléculas DUALOCK aderem aos principais

componentes do motor e juntam-se para formar

uma camada de proteção resistente que reduz

o desgaste provocado pela condução de paraarranca

e pelo aquecimento até 50%*.

castrol.pt/magnatec

* Testado em comparação com o limite de desgaste API SN do teste Sequência IVA e com o limite de desgaste ACEA do teste OM646LA


Técnica

&Serviço

TECNOLOGIA MILD HYBRID

HIBRIDAÇÃO SUAVE

DE 48 voLT

A EVOLUÇÃO DAS NORMAS ANTIPOLUENTES TEM OBRIGADO FABRICANTES DE VEÍCULOS

E DE COMPONENTES A DESENVOLVER TECNOLOGIAS QUE FACILITEM O CUMPRIMENTO

DAS REGULAMENTAÇÕES AMBIENTAIS DESDE O APARECIMENTO DOS PRIMEIROS SISTEMAS

ANTIPOLUIÇÃO, NOS ANOS 90. A SOLUÇÃO MILD HYBRID É DOS ÚLTIMOS AVANÇOS NESTA ÁREA

60 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


Colaboração Centro CESVIMAP

www.cesvimap.com

Para se conseguirem reduzir as

emissões poluentes foi necessário

um grande esforço por

parte dos fabricantes e fornecedores

de componentes, que desenvolveram

tecnologias capazes de fazer com que

os gases emitidos pelos veículos que

circulam nas estradas sejam cada

vez mais “limpos”, chegando mesmo

a limites que eram inimagináveis há

apenas uma década. Permitindo uma

atmosfera o mais limpa possível (um

dos grandes desafios que a sociedade

enfrenta na atualidade).

A nova norma antipoluição Euro VII,

que entrou em vigor este ano, obriga

os fabricantes a conseguirem uma

média de emissões de CO 2 de 95 g/km

em toda a sua oferta de modelos, com

as suas diferentes motorizações, bem

como a aplicar o novo ciclo de homologação

WLTP (Worldwide Harmonized

Light Vehicles Test Procedure - Procedimento

de Ensaio Harmonizado a

Nível Mundial para Veículos Ligeiros).

Este ciclo é mais realista com os consumos

e, portanto, com as emissões. Por

isso, desde há algum tempo, tem sido

estimulado o aparecimento quer de

veículos híbridos plug-in com ligação à

rede elétrica, quer de veículos elétricos

para se poder cumprir este objetivo.

Estas soluções são, economicamente,

mais dispendiosas comparativamente

aos automóveis “convencionais”, pelo

que os fabricantes desenvolveram a

tecnologia Mild Hybrid de 48 Volt,

que permite contribuir para que os

seus modelos reduzam as emissões de

CO 2 com recurso a uma solução muito

mais económica.

Assistência elétrica

A tecnologia Mild Hybrid consiste em

integrar um pequeno motor elétrico,

Honda PCX com hibridação suave

de corrente alterna, com uma potência

de 9 a 12 kW, numa bateria adicional,

com capacidade entre 0,5 e 1 kW, de

modo a ajudar o motor de combustão

interna nos momentos mais desfavoráveis

do seu funcionamento e a contribuir

para a recuperação de energia

nas fases de desaceleração ou travagem.

Esta solução pode ser considerada

como uma hibridação em paralelo.

O objetivo principal da tecnologia

Mild Hybrid de 48 Volt (ou hibridação

suave) é reduzir as emissões

de CO 2 através das funções de recuperação

de energia nas fases de desaceleração

ou travagem do veículo,

bem como do sistema de arranque e

paragem (start/stop). Para além disto,

a utilização da tecnologia de 48

Volt proporciona um binário adicional

em certos momentos da condução,

o que permite um rendimento

superior do veículo. Nalguns casos,

pode mesmo manter, durante algum

tempo, a velocidade de cruzeiro ou

desligar o motor de combustão interna

a velocidades compreendidas

Bateria de 48 Volt de polímero de lítio do

Hyundai Tucson, situada na bagageira

entre 10 e 15 km/h (a chamada função

“sailing”, também conhecida por

velejar ou andar à vela). Além disso,

a introdução da solução de 48 Volt

permite uma instalação paralela de

alimentação para certos sistemas,

como direções elétricas e sistemas de

sobrealimentação (como compressores

ou turbocompressores, por exemplo),

que requerem muito consumo

de eletricidade, conseguindo libertar

carga do motor de combustão interna

e, deste modo, reduzir consumos e

emissões. Uma vantagem adicional é

que a mesma potência requer apenas

uma quarta parte da corrente comparativamente

a um sistema convencional.

O resultado leva a que a

cablagem possa ser mais fina e, portanto,

mais leve, o que contribui, de

forma indireta, para a eficiência.

Componentes do sistema

A tecnologia Mild Hybrid de 48 Volt

é formada pelos seguintes elementos:

• Motor-gerador: motor elétrico

com uma potência entre 9 e 12 kW.

Auxilia o motor de combustão interna

em certas fases de funcionamento,

aumentando, de forma imediata, o seu

binário através de um impulso elétrico.

Ao mesmo tempo, tem a função de

gerador de energia em fases de desaceleração

ou travagem. Dependendo da

configuração que a hibridação apresente

(será abordada mais adiante),

se estiver unido à cambota do veículo

realiza as funções de arranque do motor

de forma muito mais rápida e silenciosa.

A sua refrigeração, consoante

o fabricante e a potência do motor,

pode ser através de ar ou líquida;

• inversor: para fornecer a energia

necessária para o funcionamento do

motor elétrico, o inversor transforma

a tensão de corrente contínua fornecida

pela bateria de 48 Volt em tensão

alterna trifásica. Durante as fases

de regeneração ou carga, o inversor

transforma a tensão alterna gerada

pelo motor-gerador elétrico em corrente

contínua;

• Conversor contínua/contínua:

caso o motor-gerador de 48 Volt

tenha como função carregar a bateria

de 12 Volt e alimentar o sistema convencional

do veículo, reduz a tensão

de 48 Volt para 12 Volt;

• Bateria: a bateria de 48 Volt é, geralmente,

de iões de lítio (Li-ion) ou

de polímero de lítio (Li-Pol), de pequena

capacidade, podendo oscilar

entre 0,5 e 1 kW. Armazena a energia

das fases de desaceleração ou travagem

e a proporcionada pelo motor e/

ou alternador.

Outra vantagem apresentada pela hibridação

de 48 Volt é que, ao dispor

de uma tensão inferior a 60 Volt, não

é considerada alta tensão, dispensando,

assim, o cumprimento dos requisitos

de segurança que afetam os veículos

híbridos e elétricos no que toca

a instalação elétrica, conectores, sistemas

de segurança e isolamentos, entre

outros, tornando o sistema menos

dispendioso. De igual modo, ao não

ser de alta tensão, dispensa qualquer

tipo de acreditação para a sua manipulação.

Dentro da tecnologia de 48

Volt, consoante os fabricantes, como

Bosch, Continental, Delphi, Schaeffler

ou Valeo, podem encontrar-se diferentes

configurações de alojamento

da máquina elétrica. A saber:

• Nível 0: o motor elétrico está unido

à cambota do motor de combustão

interna através de uma transmissão

por correia. Com este motor/alternador,

é possível recuperar grande

parte da energia cinética que se perde

ao travar. Utiliza-se, também, para o

arranque do motor. Atualmente, é o

sistema mais difundido;

• Nível 1: a disposição do motor elétrico

de 48 Volt também consiste numa

união à cambota, mas sem correia de

acoplamento. Comparativamente aos

geradores de arranque acionados por

correia, o motor montado na cambota

proporciona uma potência de saída

mais elevada e gera mais energia, o

que contribui para melhor eficiência.

Também permite o arranque do

motor. Nas motorizações em “V”, é o

sistema mais difundido;

• Nível 2: neste nível, o motor elétrico

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2020 61


TECNOLOGIA

MILD HYBRID

é instalado entre o motor de combustão

interna e a caixa de velocidades;

• Nível 3: o motor elétrico está situado

na saída da transmissão;

• Nível 4: substitui-se a transmissão

do eixo traseiro por um sistema de

transmissão elétrica, que complementa

o motor de combustão interna,

que atua sobre o eixo dianteiro. Consegue-se,

assim, uma tração total;

• Nível 5: o motor e a transmissão

estão alojados no cubo de cada roda.

pulsionar o turbocompressor, ou seja,

quando arranca e acelera a baixas rotações.

Já a Valeo, refere um protótipo

de turbocompressor elétrico, alimentado

a 48 Volt, que permite aproveitar

a sobrealimentação nos momentos

mais desfavorecidos do motor a baixa

rotação, contrariando o atraso que os

turbocompressores apresentam nestes

regimes. Também consegue mais

binário a baixa rotação, diminuindo o

consumo de combustível.

O CESVIMAP teve a oportunidade

de testar, cedido pela marca, o novo

Hyundai Tucson com tecnologia de 48

Volt, associada à motorização Diesel

2.0 CRDI, pelo que pôde comprovar,

em primeira mão, esta solução. Nas fases

de aceleração, ajuda. Em desaceleração,

regenera a energia. Tudo isto de

forma impercetível para o condutor. O

sistema start&stop é muito rápido e

silencioso. A gestão desliga o motor de

combustão interna quando se circula

abaixo dos 10 km/h, voltando a ligá-lo,

de imediato, à mínima solicitação.

Mas não são apenas os veículos ligeiros

e SUV que desfrutam desta tecnologia.

A Ford apresentou, na edição

4

7

1

8

9

6

1 - Converte a corrente alterna do gerador em corrente contínua 2 – Bateria

de 48 Volt de iões de lítio 3 - Regula o estado de carga da bateria 4 – Reparte

a energia 5 - Converte a corrente contínua de 48 Volt em corrente contínua

de 12 Volt 6 – Bateria de 12 Volt 7 – Distribui a corrente de 12 Volt 8 – Motor

elétrico/gerador: arranca o motor, ajuda nas acelerações e recarrega a bateria

em travagem 9 – Compressor elétrico: também pode ser um turbo. Por ser

elétrico, não há tempo de reposta e funciona a partir de uma carga muito baixa

Multiplicidade de aplicações

Antes de os sistemas de 48 Volt aparecerem

no mercado, especulava-se que

seriam associados a motorizações pequenas,

geralmente de três cilindros.

Atualmente, os fabricantes que começaram

a instalar esta tecnologia associam-na

a todas as motorizações disponíveis,

desde os motores de 1.000 cc

até aos novos V6 de 3,0 litros. A Audi

e a Mercedes-Benz, por exemplo, integram

nas suas novas motorizações V6

com hibridação suave (Níveis 0 e 1) um

compressor elétrico. Este ajuda quando

o fluxo de gases de escape proporciona

muito pouca energia para imde

2018 do Salão de Hanover, a nova

Ford Transit, a primeira no seu segmento

a oferecer esta tecnologia com

o sistema EcoBlue Hybrid de 48 Volt.

A Honda, primeiro fabricante mundial

de motociclos, lançou, em abril

de 2018, para o mercado japonês, a

PCX Hybrid, que integra um motor-

4

-gerador alimentado a 48 Volt, destinado

a arrancar e a assistir o motor

de combustão interna em diferentes

momentos de funcionamento, conseguindo

uma resposta e um rendimento

superiores aos das scooters “convencionais”

da mesma classe e com

consumos mais reduzidos. l

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epintura

CLASSIFICAÇÃO DOS APARELHOS UTILIZADOS NA CARROÇARIA

QUAL O MELHOR?

O APARELHO É A PINTURA DE FUNDO QUE DEIXA SELADA UMA SUPERFÍCIE PREVIAMENTE PREPARADA.

COM ELE, ASSEGURA-SE PROTEÇÃO ANTICORROSIVA, NIVELA-SE A SUPERFÍCIE, COBREM-SE PEQUENOS

DEFEITOS OU IRREGULARIDADES E OBTÉM-SE UMA BOA BASE PARA AS TINTAS DE ACABAMENTO QUE

SE APLICAM POSTERIORMENTE

O

aparelho não deve ser utilizado de forma

habitual como uma tinta de preenchimento,

visto que, apesar de existirem variantes

que proporcionam grande poder de preenchimento

(até 350 mícrones em alguns casos), são as massas

que devem cumprir esta função e que se têm

de lixar de forma adequada para se conseguir integrar

o remendo no resto da peça. Apesar disso, é

inevitável e necessário que o aparelho cubra certos

defeitos, marcas de lixamento ou anomalias com

solvência.

Classificação e teor em sólidos

Os aparelhos utilizados na área da carroçaria podem

ser classificados segundo o seu teor em sólidos,

lixamento requerido, forma de secar e funcionalidade.

Em seguida, detalhamos todas estas

classificações.

O teor em sólidos refere-se à camada ou película de

tinta que ficará depositada sobre a superfície logo

que tenha secado e se tenham evaporado os dissolventes

incluídos na sua composição e/ou que foram

adicionados para realizar a mistura. Portanto, quanto

maior teor em sólidos tiver um aparelho, maior

será a camada seca de produto obtida. Para especificar

esta propriedade, os fabricantes acompanham o

nome do aparelho com as seguintes siglas:

64 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


• LS (Low Solids): baixos sólidos. Atualmente, estes

aparelhos já não são comercializados devido à pouca

capacidade de preenchimento dos mesmos e ao

maior número de passagens que eram necessárias;

• MS (Medium Solids): médios sólidos. Estes aparelhos

são a evolução dos anteriores. Apesar disso,

continuam a não proporcionar uma capacidade de

preenchimento significativa, pelo que a sua utilização

em aparelhos de 2K é praticamente nula. Em contrapartida,

podem encontrar-se noutros produtos

que não têm de cumprir funções de preenchimento,

como produtos de 1K ou primários anticorrosivos;

• HS (High Solids): altos sólidos. O surgimento dos

aparelhos HS permitiu a obtenção de maior poder

de preenchimento e a obtenção de camadas secas

de maior espessura com a aplicação de apenas

duas a três demãos de produto. Atualmente, esta

variante de aparelhos é das mais comercializadas

e vendidas;

• UHS (Ultra High Solids): ultra altos sólidos. São

os aparelhos de criação mais recente do ponto de

vista do teor em sólidos. Destacam-se por melhorarem

as prestações oferecidas pelos aparelhos HS,

pelo que são os mais recomendáveis para se obter

o melhor resultado e contribuir para a redução da

emissão de poluentes.

Lixamento requerido

Segundo este critério, os aparelhos são classificados

da seguinte forma:

• Aparelhos lixáveis. Preparados para ser aplicados,

espera-se que sequem e que sejam lixados

antes de serem aplicadas as tintas de acabamento.

São os aparelhos mais utilizados para reparação de

danos na carroçaria;

• Aparelhos húmido sobre húmido (H/H). Possibilitam

que as tintas de acabamento sejam aplicadas

sem necessidade de lixamento prévio, desde que se

tenha respeitado o tempo de evaporação dos dissolventes.

São especialmente indicados para aparelhamento

de peças novas que vêm de fábrica com

cataforese. Com a sua aplicação, é criado um bom

fundo para favorecer a aderência das tintas de acabamento,

enquanto que se reduz o tempo investido

no processo de reparação comparativamente ao

exigido pelos aparelhos lixáveis. Estes aparelhos

estão concebidos para se distenderem com mais

facilidade do que os lixáveis. Por este motivo, também

se diluem em maior proporção;

• Por último, importa assinalar que existem aparelhos

multifuncionais preparados para ser utilizados

como aparelho lixável ou como H/H.

Forma de secar

Segundo a composição do aparelho, este pode secar

de uma das seguintes três formas:

• Reação química. São aparelhos de dois componentes

que secam ao entrar em contacto com um

catalisador. Ao estarem catalisados, oferecem melhor

selagem, melhor resistência química e melhor

acabamento e cobertura. Aplicam-se à pistola ou

em aerossol, sendo que os primeiros se destinam

a qualquer tipo de reparação, ao passo que os formatos

em spray são mais indicados para pequenas

reparações ou retoques nos quais a camada de produto

necessária pode ser menor;

• Evaporação dos dissolventes (secagem física).

São produtos monocomponentes de aplicação direta.

Oferecem piores propriedades do que os de

2K no que se refere a resistência química e camada

resultante (sobre uns 25 mícrones somente), mas

são especialmente válidos para aquelas situações

nas quais, após o lixamento do aparelho e antes de

se pintar, aparece uma falha de massa ou de metal

descoberto e é necessária uma secagem rápida. Em

alguns casos, estes aparelhos permitem a aplicação

de tintas sem necessidade de ser lixados;

• Reação à luz ultravioleta. Estes aparelhos podem

ser considerados de um componente, embora a sua

secagem ocorra aquando da reação da dita luz com

os fotoiniciadores que se incluem na sua composição

química. Destinam-se a pequenas reparações

nas quais se procura rapidez de realização, visto

que a principal vantagem deste aparelho é que seca

num curto período de tempo (aproximadamente,

dois minutos). Apesar disso, é necessário dispor

de lâmpadas específicas para a sua secagem. Pode

aplicar-se em aerossol ou à pistola, oferecendo, em

ambos os casos, uma espessura da película muito

boa (até uns 150 mícrones, no máximo).

Funcionalidade

Na introdução deste artigo, foram mencionados os

objetivos mais característicos que se visam com a

aplicação dos aparelhos, embora se deva assinalar

que, atualmente, são fabricados aparelhos com funções

e características específicas e/ou melhoradas. Os

aparelhos mais significativos que se comercializam

hoje, são os seguintes:

• Aparelho standard HS. É o aparelho de utilização

comum, destinado a ser utilizado para todo o tipo

de reparações a preço acessível. Não se destaca por

ter qualquer funcionalidade concreta para além

da elevada espessura que proporciona por ser de

altos sólidos. É comercializado em cores neutras,

cinzentos e beges;

• Aparelhos harmonizáveis. O seu objetivo é a obtenção

de uma cor ou tonalidade do aparelho que

facilite a cobertura do esmalte de cor (base mate).

Dentro destes aparelhos, as primeiras versões destinavam-se

a tingir ou colorir o aparelho com uma

determinada proporção de tinta, para que o produto

adquirisse uma tonalidade similar à da cor de

acabamento. Atualmente, esta prática foi substituída

por aparelhos brancos, pretos e cinzentos. Para

que os profissionais de oficina, com a ajuda da informação

disponibilizada pelo fornecedor de tintas,

possam obter a tonalidade mais propícia que facilite

a cobertura por parte do esmalte de cor;

• Primário-aparelho. É um aparelho que possibilita

melhor aderência sobre determinados fundos (metal

descoberto e cataforese, entre outros), embora

apresente menor capacidade de preenchimento;

• Aparelho selante. Proporciona a melhor selagem

possível com a finalidade de isolar as pinturas

de base das pinturas de acabamento, quando

não existe a certeza de serem compatíveis e existe

a possibilidade de ocorrer uma reação de rejeição

(enrugamento da pintura). Alguns podem ser aplicados

sem necessidade de lixar e/ou como aparelhos

H/H para evitar o seu lixamento;

• Aparelho para plásticos. Segundo a sua composição

e fabricante, incluem elastificante na sua composição

e estão preparados para oferecer maiores

garantias de aderência sobre este tipo de substratos.

Além disso, podem ser usados, em alguns casos,

como aparelhos H/H;

• Aparelhos polifuncionais. Como o nome indica,

são aparelhos que podem cumprir diversas das funções

mencionadas. Para isso, o fabricante indica a

forma de o utilizar e diluir para conseguir um objetivo

ou outro. Além do mais, oferecem boa aderência

sobre diferentes tipos de substratos, incluindo

peças com cataforese e plásticos. A esta classificação,

podem acrescentar-se os aparelhos UHS, os de

um componente e os H/H pelas funções e peculiaridades

concretas mencionadas anteriormente.

Conclusão

Como consequência da variedade de aparelhos e

fabricantes, é conveniente prestar atenção às peculiaridades

concretas de cada aparelho para poder

avaliar qual é o que melhor se ajusta aos trabalhos

realizados na oficina. Desta forma, pode limitar-

-se a acumulação de produtos armazenados, assim

como aumentar a qualidade das reparações. l

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2020 65


NOTÍCIAS // A ÁREA MAIS COLORIDA DO AFTERMARKET

repintura

AXALTA

FORNECEDOR CertiFICADO MERCEDES-BENZ

Mercedes-Benz AG renovou o estatuto de “Fornecedor de Repintura Certificado”

à Axalta, um dos principais fabricantes mundiais de tintas, para as

A

suas duas marcas de repintura premium: Spies Hecker e Standox. O selo de

qualidade foi obtido após uma auditoria de quatro dias, realizada entre 25 e

28 de novembro de 2019, nas maiores instalações de produção de tintas à base

de água da Axalta, em Wuppertal. Bart De Groof, diretor comercial da Axalta

Refinish na Europa, Médio Oriente e África (EMEA), afirmou que “a Mercedes-Benz

espera apenas a excelência dos seus fornecedores. Passámos o teste de

desempenho da auditoria com distinção. Mostrámos os processos de melhores

práticas que implementámos nas nossas instalações, em Wuppertal, assim como

os serviços e produtos de elevada qualidade que fornecemos aos concessionários

e às redes mundiais da Mercedes-Benz, através das nossas marcas de repintura

Spies Hecker e Standox. Tudo isto contribui para o estatuto de automóvel premium

da Mercedes-Benz”. As instalações de produção da Axalta, em Wuppertal,

consideradas de última geração, foram criadas para responder às exigências de

elevada qualidade dos clientes de tintas ambientalmente responsáveis.

66 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


NOVA VERSÃO SNAP LID SYSTEM

Colad | Trata-se de uma variante pequena do Snap Lid System

da Colad, que foi concebida, especialmente, para reparações

SMART (Small to Medium Area Repair Technology - tecnologia

de reparação de áreas pequenas a médias). O Snap Lid System

- reparações SMART está disponível em duas versões: 130 e 190

mícrones. O sistema completo é constituído por 50 unidades Snap

Lid, 50 copos de mistura e 10 vedantes. Esta solução foi concebida,

especificamente, para uma reparação rápida e eficaz numa zona

com pequenos danos cosméticos. Pode ser efetuada uma reparação

dos danos numa pequena zona localizada sem ser necessário voltar

a pintar todo o painel. Esta solução durável requer menos tempo

e esforço, reduzindo os custos de material e tinta. Os copos são

fabricados em plástico durável, requerendo menos energia e menos

resíduos de plástico durante o processo de fabrico.

SPIES HECKER

NOVO VERNIZ SPEED-TEC 8810

O

verniz Permasolid Speed-TEC 8810, da Spies Hecker, seca muito rapidamente a baixas

temperaturas ambiente e oferece às oficinas soluções estratégicas para uma produtividade

mais elevada, permitindo reduzir os custos de operação e gerar negócio adicional. A tecnologia

pioneira da Axalta utilizada no novo verniz acelera, de forma significativa, os processos

de trabalho nas oficinas. Os tempos de secagem muito curtos permitem uma produtividade mais

elevada, sendo que uma reparação normal pode demorar apenas uma hora. Além disso, o verniz

Permasolid Speed-TEC 8810 também torna economicamente viável a expansão do negócio de pequenas

reparações em muitas oficinas. As oficinas que pretendem poupar dinheiro podem fazê-lo,

uma vez que o tempo de secagem do verniz Permasolid Speed-TEC 8810 situa-se entre 10 e 15

minutos a 40 °C, alterando-se para 30 a 55 minutos no caso de secar ao ar.

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www.jornaldasoficinas.com Abril I 2020 67


Notícias

repintura

BASE BicaMADA FAZ A DIFERENÇA

Cromax | Há mais de 20 anos que a Base Cromax é o pilar

de muitas oficinas na Europa. Atualmente, graças às melhorias

contínuas subjacentes à Cromax Base Bicamada, este produto

moderno está bem visto, oferecendo resultados consistentes e

fiáveis. A Cromax Base Bicamada anuncia melhor cobertura, brilho

excecional e excelente aderência, sendo adequada para todos

os trabalhos, desde reparações pontuais até pinturas gerais. Os

pintores que a utilizam há anos também podem contar com o seu

excelente controlo de manchas. Quando usada em conjunto com o

ChromaConnect, o sistema de gestão de cores digital da Cromax,

que oferece às oficinas maior liberdade e flexibilidade de processos

digitais e totalmente sem fios para tudo, desde a combinação

de cores até à mistura das mesmas, a Cromax Base Bicamada

distingue-se realmente, garantindo a combinação de cores perfeita.

SAGOLA APRESENtou PISTOLA 4600 TROPHY TRUCK

Tintas Robbialac | No início do passado mês de março, a marca espanhola de pistolas de pintura SAGOLA apresentou,

no Centro de Formação Tintas Robbialac, a sua mais recente novidade, 4600 Trophy Truck, que consiste numa nova edição limitada

da pistola 4600 Xtreme. “Uma versão exclusiva inspirada nos veículos off-road, conhecidos pela sua rapidez e agilidade”. É, desta

forma, que a SAGOLA caracteriza, também, a nova pistola 4600 Trophy Truck, que anuncia uma velocidade de aplicação excecional

e uma excelente transferência de produto. A nova pistola apresenta, também, um novo espalhador Titania Pro, oferecendo níveis

de atomização e tamanho de leque nunca antes vistos, combinados com uma excelente deposição de produto e velocidade de

aplicação, tornando-se ideal para os novos vernizes de última geração de secagem rápida. Esta versão é descrita pela SAGOLA

como “o culminar de um grande desenvolvimento tecnológico, na medida em que a combinação aerodinâmica do ar e a

engenharia de fluidos garantem uma simplicidade de aplicação e uma adaptação mínima por parte do profissional de pintura”.

SPIES HECKER

DESIGN DOS RÓTULOS ALTERADO

A

marca ouviu os profissionais de repintura e atualizou o design dos rótulos

dos seus produtos, que, agora, são claros e mais fáceis de compreender.

Para Joachim Hinz, brand manager da Spies Hecker na Europa,

Médio Oriente e África, “um bom rótulo de produto mostra, exatamente, o que

está incluído na lata e apresenta, de forma clara, todas as informações que os

pintores precisam e não mais do que isso”. Antes de criar os rótulos, a Spies

Hecker perguntou aos pintores o que queriam eles ver exatamente na paintbox.

Desta forma, os novos rótulos fornecem as informações que os pintores necessitam

de saber, com um olhar no respetivo trabalho diário. As alterações mais

significativas referem-se à apresentação mais proeminente dos códigos dos produtos

e as descrições destes na parte frontal dos rótulos. As barras laterais coloridas,

verticais e grandes indicam a família dos produtos e as tecnologias incluídas

nas latas. Dois símbolos mostram aos utilizadores se um produto Permafleet

é adequado para utilização em veículos industriais ou comerciais.

68 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


Com estratégias mais inteligentes,

é possível terminar sempre em primeiro lugar.

O novo Verniz Permasolid ® Speed-TEC 8810.

NOVO

© 2020 Axalta Coating Systems. All rights reserved.

Verniz Permasolid ® Speed-TEC 8810 - para os momentos em que cada segundo conta.

Quando precisar da velocidade máxima, opte pelo verniz Permasolid ® Speed-TEC 8810, o nosso mais recente

verniz. Utilizado como parte do sistema Speed-TEC completo, reduz significativamente os tempos do processo.

Uma reparação padrão demora apenas 71 minutos, o que permite devolver os veículos rapidamente e tornar

as pequenas reparações numa opção lucrativa de negócio. Além disso, com o verniz Permasolid ® Speed-TEC

8810, é possível poupar nos custos de energia secando a base bicamada Hi-TEC e o verniz Speed-TEC a baixas

temperaturas de 40 °C, ou até mesmo 20 °C.

Graças à nova tecnologia da Axalta, o verniz Permasolid ® Speed-TEC 8810 também triunfa no que diz respeito

às propriedades de processamento com a sua aplicação flexível, o melhor poder de enchimento e a excelente

estabilidade vertical.

Para obter mais informações, visite:

spieshecker.pt/speedtec8810

Spies Hecker – mais perto de si.


EM FOCO FILTROS AUTOMÓVEL

PURIFICAR

É O LEMA

OS FILTROS TÊM COMO FUNÇÃO ESSENCIAL RETER O QUE

NÃO INTERESSA NAS SUAS DIVERSAS VERTENTES:

ÓLEO, AR, COMBUSTÍVEL, TRANSMISSÃO, PARTÍCULAS

E HABITÁCULO. O CONTRIBUTO QUE DÃO EM MATÉRIA

DE CONSERVAÇÃO MECÂNICA, AMBIENTE,

CONFORTO E ECONOMIA É INEQUÍVOCO.

NESTA EDIÇÃO, AUSCULTÁMOS OS

PRINCIPAIS PLAYERS DESTE

PRODUTO DE GRANDE

ROTATIVIDADE NAS

OFICINAS E CASAS

DE PEÇAS

por Jorge Flores


Nas oficinas e casas de peças, poucos produtos

haverá com maior rotatividade do que

os filtros (os chamados fast movers). Ninguém

duvida da sua função e importância.

Seja na filtragem de contaminantes do ar

ou na retenção de impurezas que se instalem no óleo

e no combustível. Ou ainda o seu papel na queima das

partículas, impedindo que estas sejam libertadas pelo

escape dos veículos.

À semelhança da importância dos lubrificantes e dos

combustíveis (dois produtos derivados do petróleo), os

filtros também assumem um papel determinante. De

que forma? As substâncias resultantes da erosão/combustão

dos motores e as impurezas presentes no óleo e

no combustível representam uma ameaça à conservação

das peças móveis. Depois, o ar, quer o de admissão

quer o que entra no habitáculo, deverá ser o mais limpo

possível. E a missão dos filtros é deter estes agentes indesejados.

Propriedades duráveis

Pela natureza que têm, os filtros devem manter as suas

propriedades de filtragem o maior número de quilómetros

possível. Devem ser substituídos quando se deteta

que já não estão a cumprir a sua função de forma eficaz.

Os de óleo, devem preservar a saúde dos motores

térmicos e endotérmicos. Os de combustível, mais indispensáveis

nos veículos Diesel do que nos veículos a

gasolina, retêm as partículas e a humidade que podem

danificar o sistema de alimentação e os componentes da

câmara de combustão. Por sua vez, os de partículas, que

são os mais dispendiosos, destinam-se a fazer a queima

das partículas nocivas, de modo a que estas não sejam

libertadas pelo escape. Por norma, durante este processo,

que demora, em média, dois minutos, o consumo de

combustível aumenta.

Já os filtros de ar, têm uma dupla função: controlar o

fluxo e, também, a qualidade do gás atmosférico que

é admitido nos motores (em função da sua cilindrada,

estes recebem entre 200 a 500 m3 de ar por hora). Ao

conseguir reter as impurezas indesejáveis, evitam que

possam ocorrer danos internos e desgaste prematuro

nos cilindros dos motores. Por último, os filtros de habitáculo

(pólen e carbono ativo) tornam o ar interior

do veículo mais respirável e tão limpo quanto possível.

Por outras palavras, visam libertá-lo de contaminantes

externos, como poeiras e odores.

Como será possível comprovar ao longo das páginas

deste Em Foco, existe uma enorme variedade de marcas

e referências de filtros no mercado, nas suas diversas

vertentes. Graças aos novos conceitos logísticos existentes,

é possível aceder rapidamente a estes componentes

sem obrigar as oficinas e casas de peças a disporem de

grandes stocks de filtros. Trata-se de um mercado maduro,

extremamente concorrido, mas com os olhos colocados

no futuro. O Jornal das Oficinas auscultou os

principais protagonistas na área dos filtros e mediu o

pulso ao próprio negócio.

Adaptar à evolução

Joaquim Candeias, responsável do bilstein group em

Portugal, acredita que estes fast movers “pertencem a

uma gama de produto vasta, que terá de adaptar-se à

evolução do mercado e aos novos tipos de filtros que

estão a surgir, fruto das alterações que se verificam com

as novas tecnologias”, afirma. “Quanto à evolução relativa

a produto, podemos mencionar que a evolução de

negócio de cada filtro tem vindo a alterar-se. Os filtros

de óleo são um produto que, graças à evolução tecnológica,

suportam um número de quilómetros superior e,

uma vez que a mudança de óleo dos veículos tem vindo

a ser cada vez mais espaçada, a mudança do filtro de

óleo também se torna menos regular”, explica. Na sua

opinião, em relação “aos filtros de ar e de combustível, a

tecnologia também influenciou o negócio: são produtos

que se tornaram mais inovadores do ponto de vista do

desenvolvimento técnico, tornando-se num produto de

valor superior, o que fez com que os níveis de faturação

aumentassem por esse motivo”, refere. Por fim, “os filtros

de habitáculo têm registado um crescimento significativo

nas vendas, não só porque, atualmente, todos

os veículos dispõem deste componente, mas, sobretudo,

porque a sensibilização, tanto do consumidor final

como do mecânico, tem vindo a aumentar quanto ao

impacto que este filtro tem na saúde e no bem-estar dos

ocupantes dos veículos”, sublinha.

Sobre o futuro deste mercado, o responsável do bilstein

group em Portugal defende que este “terá de adaptar-

-se aos novos veículos”. E explica: “Um veículo elétrico,

por exemplo, tem menos filtros do que um comum

com motor de combustão interna, mas a maior parte

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2020 71


em Foco Filtros automóvel

do crescimento dos novos veículos que estamos a presenciar é

no segmento dos híbridos. Um híbrido continua a ter um motor

de combustão interna. Portanto, a curto e médio prazos,

acreditamos que o volume total do negócio dos filtros não vá

ser afetado na sua maioria”, diz. Joaquim Candeias dá conta

da existência de “várias discussões na indústria sobre novos

tipos de filtros, na medida em que devem reduzir, ao máximo,

os materiais nocivos que o veículo produz”. Neste momento,

refere, “já temos os DPF e a discussão atual prende-se com o

facto de podermos vir a ter filtros para reduzir as partículas do

material de fricção das pastilhas de travão, assim como criar

um filtro que sirva para arrefecer a bateria nos veículos elétricos.

Assim, embora alguns tipos de filtros venham a reduzir o

seu volume de vendas, nos filtros de combustível em veículos

a gasolina, novas oportunidades serão criadas. Seja qual for

a mudança, o importante é que as marcas se posicionem de

forma a estar sempre na linha da frente e poder oferecer ao

mercado o que ele necessita”.

Fator preço

Por sua vez, fonte da Bosch adianta ao Jornal das Oficinas

que, “apesar da presença de muitos fabricantes e de múltiplas

marcas de aftermarket em distintos segmentos de preços, o

mercado de filtros em Portugal caracteriza-se pela maturidade

e por uma certa estabilidade”. Contudo, “naturalmente não

é imune às variantes do negócio, como, por exemplo, a evolução

económica, renovação do parque automóvel”, acrescenta.

O fator preço no mercado de filtros em Portugal “sempre

teve um peso provavelmente mais forte do que noutros países”,

sublinha a mesma fonte da Bosch. “As principais marcas,

apesar de serem conhecedoras dessa situação, também sabem

que não podem sustentar a base do seu negócio unicamente

no preço. Pelo que, quem conseguir construir, da melhor

forma, o add value, vai obter mais benefícios”, assegura. De

acordo ainda com a Bosch, “é normal a existência de dúvidas

a respeito da evolução do mercado de peças aftermarket, em

geral. E, obviamente, também no que concerne aos produtos

de manutenção, sobretudo a nível de tecnologia motriz e de

renovação do parque”, afirma. “Em relação a este último ponto,

sabemos que, como durante os últimos anos as vendas de

veículos novos tiveram uma evolução relativamente positiva,

significará uma renovação, ainda que paulatina, da idade do

parque circulante e consequente consolidação do volume de

mercado IAM a curto e médio prazos”, sustenta. “Se olharmos

para o mercado de filtros numa perspetiva paralela ao futuro

da tecnologia, nomeadamente a eletrificação do automóvel,

todos os estudos apontam este efeito como uma influência

expressiva apenas a longo prazo. Hoje, o número de veículos

100% elétricos é ainda residual. Quando esse número já for

mais considerável, temos de pensar que este tipo de veículos

se baseia num sistema de propulsão que necessitará, também,

de estar limpo e de ser protegido. Queremos dizer com isto

que vão aparecer novos tipos de filtros e que, em muitos casos,

deverão ser substituídos”, acrescenta.

Por outro lado, “de uma forma mais clara, podemos afirmar

que o filtro de habitáculo tem o futuro garantido, assim como

continuam a existir componentes convencionais, como, por

exemplo, pneus e travões que emitem partículas e, provavelmente,

aparecerão soluções que ajudarão a reduzir essas contaminações.

E atrás de uma solução, existirá um filtro”, reforça

a mesma fonte da Bosch.

Espaço para crescer

Já a Delphi Technologies, considera o mercado de filtros como

72 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


“muito importante para os nossos negócios no sul da Europa”,

dispondo de “características específicas relacionadas com o

parque automóvel e com a situação económica”, afirma. “Ainda

temos espaço para crescer e estamos a trabalhar para continuar

a obter resultados positivos nessa região, juntamente

com os nossos distribuidores parceiros”, frisa fonte da marca.

“Na Península Ibérica, também há uma concentração comercial

nas mãos de grandes grupos de compras. Esse fenómeno

está em processo de consolidação no nosso mercado e acabará

por ocorrer. Mas, provavelmente, num prazo mais lento

do que em outros países”, sublinha a mesma fonte. Ainda na

perspetiva da Delphi Technologies, “há um número crescente

de veículos nas ruas e a procura dos consumidores por maior

conforto e qualidade do ar interior estão a impulsionar o crescimento

contínuo do mercado de filtros de ar condicionado e

de habitáculo. Na Delphi Technologies, ajudamos distribuidores

e oficinas a aproveitar essa oportunidade de rápido crescimento

no mercado de reposição. E continuaremos a fazê-lo no

futuro”, sublinha.

Concentração de players

A Sogefi, por seu turno, descreve o mercado de filtros como

“fortemente competitivo” e acredita que “houve um crescimento

moderado de cerca de 1% em relação a 2018”. De acordo com

a mesma fonte da empresa, “os filtros mais populares ainda

são os de óleo, porque há um alto nível de padronização: uma

referência pode abranger várias marcas e muitas aplicações”,

afirma. “No mercado, o filtro de óleo ainda é a família com a

maior unidade de vendas. Por outro lado, o filtro de habitáculo

continua a experimentar um crescimento maior. A substituição

anual do filtro de habitáculo ajuda a melhorar a qualidade do

ar no interior do veículo, que, geralmente, é mais poluído do

que no exterior, especialmente em cidades urbanizadas”, refere.

No entender da Sogefi, o momento é “delicado” para o mercado

de reposição. “Porque está em turbulência entre a concentração

de players, as mudanças no consumo do cliente (da compra ao

uso) e o surgimento de novos modelos de negócio. Os fabricantes

de automóveis melhorarão a sua posição na distribuição de

peças, eliminando as barreiras entre o OE e o canal IAM, os

sites de comércio eletrónico e de comparação de preços online

estão a mudar o comportamento de compra e a aumentar a

transparência dos preços. As vendas de veículos elétricos, nos

próximos 10 anos, podem forçar grandes mudanças no negócio

do pós-venda, por exemplo. As tendências no mercado de reposição

automóvel representam, em simultâneo, uma ameaça e

uma oportunidade”, resume a Sogefi. l

Maior consciência

“Ao nível das oportunidades do mercado, apesar de haver mais

consciencialização por parte das oficinas, ainda não está generalizado

o conceito de substituição do filtro de habitáculo em

cada revisão, ficando esse número ainda aquém do expectável”,

começa por explicar fonte da TRW Automotive. Por outro

lado, as ameaças passam, essencialmente, pelo “alargamento

dos intervalos de revisão nos modelos mais recentes, levando

a uma diminuição do próprio mercado decorrente destas

novas recomendações dos fabricantes”, refere. A visão da

empresa quanto ao futuro? “A mobilidade elétrica é uma das

tendências a curto prazo e irá trazer muitos desafios a toda a

indústria automóvel, nomeadamente na área da filtragem. No

entanto, quando existem grandes mudanças, também surgem

novas oportunidades. E apesar de poderem deixar de existir

os filtros do compartimento do motor, poderão surgir outros

filtros que otimizem ainda mais a eficiência de emissões neutras

dos veículos elétricos e mantenham o habitáculo limpo de

impurezas”.

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em Foco FILTROS AUTOMÓVEL

AMC FILTERS

A Kavo Parts, da empresa holandesa KAVO, dispõe de uma ampla variedade de

filtros da marca AMC Filters para todos os veículos asiáticos. “A linha consiste em

filtros de óleo, de ar, de habitáculo e de combustível, abrangendo todo o parque

automóvel asiático. A nossa marca, AMC Filters, é conceituada há mais de 30 anos,

sendo conhecida pela sua qualidade, ajuste perfeito e desempenho de primeira

classe. Semelhantes aos originais, mas com preços mais atrativos, os filtros AMC são

uma escolha frequente dos nossos clientes em mais de 70 países”, explica a empresa.

Em 2019, a Kavo Parts lançou o Xtra Clean Filters. “Uma novidade na nossa linha

ENQUANTO OS FILTROS DE PÓLEN STANDARD RETÊM, PRINCIPALMENTE,

PÓLENES E POEIRAS, OS XTRA CLEAN DA AMC, COM QUATRO CAMADAS,

EVITAM A ENTRADA DE TODA A MATÉRIA PREJUDICIAL NO HABITÁCULO

de filtros de habitáculo. Enquanto os filtros de pólen standard retêm, principalmente,

pólenes e poeiras, os filtros Xtra Clean evitam a entrada de toda a matéria

prejudicial no interior do veículo. Os nossos filtros dispõem de quatro camadas:

uma protetora de tecido de elevada qualidade, que retém partículas grossas e tem

uma função de suporte; uma eletrostática fundida, que retém pólenes, poeiras

e partículas; uma de carbono, que mantém afastados todos os gases nocivos e

elimina odores; uma extra de revestimento bi-funcional, que elimina alérgenos,

bactérias e mofo”, conta.

www.kavoparts.com/amc-filters/

BILSTEIN GROUP

O bilstein group comercializa filtros das suas três marcas: febi, SWAG e Blue Print.

“A constante pesquisa e desenvolvimento garante a atualização contínua da gama

de produto para todo o tipo de veículos. Atualmente, o grupo disponibiliza mais

de 3.076 referências e 155.425 aplicações”, avança Joaquim Candeias, responsável

da empresa em Portugal. Dentro da gama de produto, estão disponíveis filtros de

óleo, de ar, de combustível e de habitáculo, desenvolvidos e produzidos segundo

os parâmetros do equipamento original. A qualidade equivalente OE submete

os produtos a regulares e rigorosos controlos de qualidade. “Na vasta gama de

produto, estão disponíveis filtros de combustível, que desempenham uma importante

tarefa respeitante às impurezas que se concentram nos depósitos dos postos

de abastecimento e à corrosão do metal no tanque de combustível, que podem

afetar o sistema de combustível dos veículos modernos. Os filtros de combustível

diferenciam-se pela qualidade de precisão dos componentes. Os filtros de ar, são

O BILSTEIN GROUP COMERCIALIZA FILTROS DAS SUAS TRÊS MARCAS:

FEBI, SWAG E BLUE PRINT. ATUALMENTE, DISPONIBILIZA MAIS DE 3.076

REFERÊNCIAS E 155.425 APLICAÇÕES

desenvolvidos de acordo com as exigências de dureza que permitem suportar a

pressão dos motores e turbos atuais”, afirma.

www.partsfinder.bilsteingroup.com

74 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


BOSCH

A oferta da Bosch é composta por filtros de ar, de óleo, de combustível, de

habitáculo e ainda filtros especiais. “De salientar que temos, praticamente, 3.000

referências, com as quais alcançamos uma cobertura de 96% do parque de veículos

ligeiros e pesados”, frisa fonte da empresa. “Desde 1930, que os fabricantes de

veículos confiam nos filtros Bosch. Defendemos, aliás, que os nossos filtros (ar, óleo

e combustível) asseguram a proteção perfeita do motor e dos sistemas de injeção,

também eles, na sua maioria, desenvolvidos pelos nossos engenheiros. Desta

forma, a Bosch sabe, em primeira mão, quais as características que os filtros devem

ter”, reforça a mesma fonte. Por curiosidade, refira-se que, em 2020, celebra-se

A BOSCH TEM, PRATICAMENTE, 3.000 REFERÊNCIAS DE FILTROS,

COM AS QUAIS ALCANÇA UMA COBERTURA DE 96% DO PARQUE

DE VEÍCULOS LIGEIROS E PESADOS

o nonagésimo aniversário dos filtros Bosch. “Para veículos ligeiros, destacamos a

consolidação da gama de filtros de habitáculo FILTER+. Esta recente linha tem uma

tecnologia especial de neutralização de alergénios, que ajuda a prevenir reações

alérgicas”, diz.

pt.bosch-automotive.com/

CHAMPION

O FACTO DE A INDÚSTRIA

AERONÁUTICA APOSTAR NA

TECNOLOGIA DOS FILTROS

CHAMPION, DEMONSTRA BEM OS

ELEVADOS NÍVEIS DE QUALIDADE E

FIABILIDADE DA MARCA DA DRIV

A gama de filtros de ar, de óleo, de combustível e de habitáculo da Champion,

marca da DRiV, é reconhecida pelo seu elevado nível de qualidade. “Prova disso, é

o facto de a indústria de aeronáutica apostar na tecnologia dos filtros Champion.

Os de óleo estão equipados com um máximo de três válvulas, de forma a assegurar

que o motor seja alimentado com óleo suficiente em todas as circunstâncias”,

sublinha a empresa. E explica: “O papel de filtragem plissado de alta qualidade

assegura um desempenho de filtragem otimizado. O mesmo nível de qualidade

elevado é, também, aplicado aos filtros de combustível Champion, que dispõem de

um vedante de alta densidade entre a tampa e o recipiente, resistente a pressões de

até 10 bar, um fator importante nos atuais sistemas de injeção. O filtro de ar para

o motor e o filtro de habitáculo são, também, reconhecidos pelo papel filtrante de

alta qualidade e pela sua eficácia”, acrescenta a DRiV. Como novidade para 2020,

destaque para os filtros de microfibra de vidro para lubrificante, que se adaptam

aos motores mais modernos (Euro 5 e Euro 6), que requerem elevada capacidade e

eficácia de filtragem.

www.drivparts.com/en-eu | www.drivparts.com/en-eu/catalogue

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2020 75


em Foco Filtros automóvel

CORTECO

O Grupo Freudenberg foi o criador dos filtros de habitáculo, estando estes inscritos

no seu ADN. Nesse sentido, “dispõe de meios e know-how para estar na vanguarda

desta família de produtos. Por isso, além de todas as marcas OE que fornecemos,

temos, também, incluída a Tesla. Para termos uma ideia, um em cada dois veículos

novos são equipados com filtros de habitáculo micronAir. A Corteco oferece aos

seus distribuidores a maior gama de filtros de habitáculo do mercado”, sublinha a

mesma fonte. A novidade mais recente lançada no mercado foi a gama de filtros

Blue, que tem uma “capacidade de filtragem muito superior à de todos os outros

filtros anteriores”, afirma. “A Corteco disponibiliza informação técnica através

UM EM caDA DOIS Novos VEÍculos PRODUZIDOS VEM EQUIPADO, DE

ORIGEM, COM Filtro DE HABITÁCULO MICRONAIR, QUE, NO AFTERMARKET, É

COMERCIALIZADO SOB A marca corteco, DO GRUPO FREUDENBERG

de manuais e formação quando solicitado pelo distribuidor. Estamos a preparar

algumas ações para darmos maior apoio aos nossos distribuidores e aos clientes dos

nossos distribuidores. Temos, também, disponível alguns vídeos/tutoriais no canal

de YouTube da Corteco”, diz.

www.freudenberg-filter.com/en/world-of-automotive/products/cabin-air-filters/

DELPHI tecHNoloGIES

A Delphi Technologies dispõe de uma gama abrangente de mais de 800 filtros,

entre ar, combustível e habitáculo, onde se incluem os de tecnologia Diesel OE

patenteados. “A nossa oferta de produto abrange 96% dos veículos comerciais

ligeiros. Também propomos uma gama completa de aplicações para camiões,

veículos off-road, agricultura, indústria e setor marítimo”, sublinha fonte da

EM 2019, A DELPHI TECHNoloGIES INTRODUZIU NO mercaDO

Novas REFERÊNcias, QUE ABRANGERAM MAIS DE 900

APlicaÇÕES, INcluiNDO DIVERSOS Filtros DE HABITÁCULO

empresa. “Uma das gamas mais vendidas é a nossa tradicional (para automóveis

clássicos e aplicações off-road). Ao oferecer uma solução completa, incluindo

uma ampla gama de acessórios e peças de reposição, como cabeças de filtro, sensores

de água, aquecedores de combustível, sedimentadores e kits de vedação,

os profissionais do aftermarket podem assegurar um serviço de qualidade com

as melhores práticas”, acrescenta. Em 2019, a Delphi Technologies introduziu

no mercado novas referências, que abrangeram mais de 900 aplicações,

incluindo diversos filtros de habitáculo.

www.delphicat.com

76 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


FI.BA/TOKIO E JAPKO

Exclusivas da Filourém são as marcas FI.BA/TOKIO e Japko, ainda que a oferta

de filtros também inclua a MAHLE. Fonte da empresa de Ourém explica porquê:

“No que diz respeito à MAHLE, trata-se de uma marca sobejamente conhecida.

Já a FI.BA, será a mais económica, dedicada a veículos europeus, sendo a TOKIO

pertencente ao mesmo grupo, mas vocacionada para veículos asiáticos. Quanto

à Japko, do Japanparts Group, é uma marca mais abrangente, com referências

para todos os veículos ligeiros, de passageiros e comerciais”, enquadra a mesma

fonte. Na Filourém, “as novidades são uma constante nas várias marcas, na medida

AS MARCAS FI.BA/TOKIO E JAPKO SÃO EXCLUSIVAS DA FILOURÉM. A FI.BA

DESTINA-SE A VEÍCULOS EUROPEUS, A TOKIO A MODELOS ASIÁTICOS E A

JAPKO TEM UMA OFERTA MAIS ABRANGENTE

em que tentamos tê-las todos os meses, com novas referências, sempre que vão

saindo novos modelos no mercado”, acrescenta ao Jornal das Oficinas. E conclui:

“Disponibilizamos a todos os clientes informações constantes acerca dos nossos

lançamentos mensais, sendo que a nossa plataforma B2B dispõe de mecanismos

para a identificação das diferentes referências e informações variadas. No nosso

site, disponibilizamos muitas novidades e facilitamos o cruzamento de referências,

com a consequente identificação do filtro pretendido”.

www.filourem.com

HELLA HENGST

Reconhecida mundialmente como especialista em filtração, “a Hella Hengst combina

a qualidade do produto, comparável aos serviços prestados pelos fabricantes

originais, com excelente serviço, adaptado às necessidades específicas do mercado

de reposição”, afirma fonte da empresa. “Economia incomparável, disponibilidade

imediata, serviço pessoal e marketing enquanto parceiros, diferenciam a Hella

Hengst como “A Alternativa Smart”. A empresa fornece ao IAM uma gama exaustiva

de filtros para todos os tipos comuns de motores. Mais de 2.700 produtos de filtro

para automóveis, veículos utilitários, máquinas agrícolas e de construção, bem

como para aplicações marítimas, respondem aos mais variados requisitos: filtros

de óleo, filtros de combustível, filtros de ar, filtros de habitáculo, filtros de fluido

de transmissão e filtros especiais feitos sob medida”, adianta a mesma fonte. A

principal novidade da Hella Hengst para 2020 é o “inovador sistema de filtro de óleo

Blue.on, desenvolvido pela Hengst SE”, que está a ser lançado, pela primeira vez, na

produção em série.

www.hengst.com/en/business-divisions/aftermarket/

www.hengst.com/en/online-catalog

A PRINCIPAL NOVIDADE DA HELLA HENGST PARA 2020 É O INOVADOR

SISTEMA DE FILTRO DE ÓLEO BLUE.ON, DESENVOLVIDO PELA HENGST SE,

QUE ESTÁ A SER APLICADO, PELA PRIMEIRA VEZ, NA PRODUÇÃO EM SÉRIE

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2020 77


MASTER

SEJA

PATROCINADOR

MAIS INFORMAÇÕES

EM

FINAL

2021

7|8|9 Maio 2021

expoMECÂNICA - PORTO

melhormecatronico.pt

3 DIAS

DE COMPETIÇÃO AO VIVO

/2021


em Foco FILTROS AUTOMóvel

JAKOPARTS

A linha Jakoparts, marca que pertence à empresa alemã Herth+Buss, inclui uma

“ampla variedade” de filtros de óleo, de combustível, de ar e de habitáculo para

veículos asiáticos. “Muitos dos quais têm aplicações partilhadas com veículos

europeus”, afirma fonte da empresa, que garante dispor de “filtros de elevada qualidade,

certificados pelos nossos fortes clientes europeus”. Este ano, serão várias as

novidades a lançar. “A Jakoparts atualiza, permanentemente, a sua oferta de filtros,

a fim de ter sempre no mercado todos os artigos para os mais recentes modelos de

veículos, incorporando sempre todas as tecnologias que garantem um desempenho

respeitável do produto com os mais rigorosos requisitos ecológicos”, sublinha a

empresa, que caracteriza o mercado de filtros para automóveis, em Portugal, como

“forte, profissional e altamente especializado em aplicações asiáticas”. Como reforça

a Herth+Buss, “as ameaças estão sempre relacionadas com as importações de baixa

qualidade”, ao passo que as “oportunidades surgem pela mão do elevado nível de

profissionalismo dos distribuidores”.

herthundbuss.com/en/products/jakoparts/range-2/

herthundbuss.com/en/online-catalogue/?SID=266008

A JAKOPARTS, DA HERTH+BUSS, ATUALIZA, PERMANENTEMENTE, A

SUA OFERTA DE FILTROS, A FIM DE TER SEMPRE NO MERCADO TODOS

OS ARTIGOS PARA OS MAIS RECENTES MODELOS DE VEÍCULOS

K&N

A gama de filtros de ar e de habitáculo da K&N, marca comercializada pela Q&F,

Lda., caracteriza-se pela sua “capacidade de reutilização” que, na maioria dos casos,

“supera a própria vida útil da viatura”, explica fonte da empresa. “Os filtros de ar

são construídos em algodão lavável, enquanto os de habitáculo são elaborados

com componentes sintéticos, ambos com elevada capacidade de filtragem, que,

além de permitir melhor fluxo e superior filtragem, reduzem, significativamente, o

desperdício ambiental, pois nunca mais será necessária a sua substituição, apenas

uma manutenção simples”, refere. Por seu turno, “os filtros de óleo e de combustível

ALÉM DA CONSTANTE ATUALIZAÇÃO A NÍVEL DE APLICAÇÕES DA SUA

GAMA DE PRODUTOS, A MAIS RECENTE APOSTA DA K&N PASSOU PELO

LANÇAMENTO DOS FILTROS DE HABITÁCULO

padecem da mesma filosofia, ou seja, da obtenção do melhor fluxo possível, com

resultados de filtragem superiores e mais duradouros”, sublinha a Q&F, Lda. “Além

de uma constante atualização a nível de aplicações da sua gama de

produtos que acompanham as últimas novidades da indústria

automóvel, a mais recente aposta passou pelo lançamento da

gama de filtros de habitáculo”, conclui fonte da empresa ao

Jornal das Oficinas.

www.knfilters.com | www.qf-lda.pt

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2020 79


em Foco FILTROS AUTOMÓVEL

LUCAS

“Disponibilizamos uma gama completa de filtros para a área automóvel através

da marca Lucas, cobrindo todos os tipos de filtros para veículos ligeiros (óleo, ar,

combustível e habitáculo)”, explica fonte da TRW Automotive Portugal. “Ao todo,

são mais de 1.500 referências, que cobrem grande parte do parque automóvel

europeu. E contamos lançar mais referências durante o ano de 2020, de forma a

AO TODO, A MARCA LUCAS, COMERCIALIZADA PELA TRW

AUTOMOTIVE PORTUGAL, DISPÕE DE MAIS DE 1.500 REFERÊNCIAS,

QUE COBREM GRANDE PARTE DO PARQUE AUTOMÓVEL EUROPEU

completar ainda mais a nossa gama”, garante. “Os filtros acompanham as evoluções

tecnológicas aplicadas na conceção dos veículos. Como tal, apesar de não surgirem

novos filtros, os existentes sofrem alterações para que as suas funções sejam

otimizadas. Eis três exemplos: filtros de combustível

com sensores de água, filtros de óleo de dupla

filtração e filtros de habitáculo com carvão ativo”,

frisa. Destaque merece a “grande evolução sofrida

pela gama de filtros de habitáculo, apesar de não

ser percetível pelas pessoas, porque estamos a

falar da filtragem de partículas cada vez mais

pequenas”, conta.

www.lucasfilters.com

MAGNETI MARELLI

Com a sua marca própria, a Magneti Marelli comercializa a gama de filtros de

combustível (gasolina e Diesel), óleo, ar e habitáculo. “Toda a informação está

disponível nos principais motores de busca digital, existindo, também, um catálogo

online para download no site”, explica a empresa. “A gama, de qualidade OE, está

em constante expansão, sendo produzida em unidades de produção que trabalham

para os principais fabricantes de veículos. Apostando num preço competitivo,

debaixo do selo de marca própria, que oferece qualidade e difere do resto do

mercado”, sublinha. Em 2019, a Magneti Marelli ampliou a sua gama com 26

novos filtros, atingindo um total de 776 referências e uma “grande cobertura do

parque automóvel”, refere. Quanto ao apoio prestado a distribuidores e oficinas, a

empresa italiana adianta que, “além de todas as informações presentes nas nossas

comunicações de produto para distribuidores, há muitos outros dados que constam

no nosso site, onde disponibilizamos, também, ferramentas de consulta ao cliente

para os nossos produtos, reportando as suas características e fazendo o cruzamento

com o OEM e o IAM, com imagens e detalhes das aplicações que cobrem cada

referência. Além disso, somos parceiros do TecDoc”, frisa a Magneti Marelli.

www.magnetimarelli-aftermarket.pt

EM 2019, A MAGNETI MARELLI AMPLIOU A SUA GAMA COM 26 NOVOS

FILTROS, ATINGINDO UM TOTAL DE 776 REFERÊNCIAS E UMA GRANDE

COBERTURA DO PARQUE AUTOMÓVEL

80 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


MAHLE

A MAHLE Aftermarket conta com uma das “mais completas gamas de filtros do

mercado, de acordo com os dados derivados da análise de cobertura da TecDoc e

sempre de qualidade equivalente ao original”, adianta fonte da empresa. “Em 2020,

coincidindo com os 100 anos desde a sua criação, a MAHLE Aftermarket iniciou a

distribuição da gama Thermocontrol da marca Behr-Hella. A MAHLE encontra-se

a lançar, continuamente, novas referências de filtros para que os distribuidores

tenham sempre a gama mais completa”, sublinha. De acordo com a mesma fonte,

a MAHLE oferece ao revendedor e às oficinas uma ampla variedade de cursos

comerciais e técnicos. “Cursos esses que são complementados com a publicação

periódica de notas técnicas informativas sobre os nossos produtos e com artigos na

EM 2020, COINCIDINDO COM OS

100 ANOS DESDE A SUA CRIAÇÃO,

A MAHLE AFTERMARKET INICIOU

A DISTRIBUIÇÃO DA GAMA

THERMOCONTROL DA MARCA

BEHR-HELLA

revista MPULSE, com informações sobre o setor, sobre a nossa marca, entrevistas

aos principais distribuidores mundiais e informações sobre o passado, presente e

futuro do mercado automóvel”, salienta.

www.mahle-aftermarket.com | catalog.mahle-aftermarket.com/eu/

MANN-FILTER

“A MANN-FILTER apresenta no seu catálogo a gama mais ampla do mercado no

segmento dos filtros. Para manter uma cobertura do parque automóvel acima dos

97%, praticamente 1.000 pessoas trabalham em Investigação & Desenvolvimento

nos vários laboratórios do grupo espalhados um pouco por todo o mundo, em

mais de 150 referências MANN+HUMMEL que somos capazes de homologar,

anualmente, para o mercado de substituição”, adianta fonte da empresa ao Jornal

das Oficinas.

Às atuais gamas de filtros de habitáculo (CU: filtros de uma etapa - separação de

partículas sólidas; CUK: filtros de duas etapas com carvão ativo - partículas + gases

A GAMA ATUAL FRECIOUSPLUS, DA

MANN-FILTER, COM A DENOMINAÇÃO

ATUAL FP, É SUBSTITUÍDA PELA

NOVA LINHA FRECIOUSPLUS 2, COM

DENOMINAÇÃO COMERCIAL FPB

e odores), juntámos, no passado, uma terceira possibilidade: o FreciousPlus, que

incluía uma capa adicional com tratamento bio funcional à base de polifenoles

naturais para retenção das partículas causadoras de alergias (alérgenos)”, explica

a empresa. “A gama atual FreciousPlus, com a denominação atual FP, é substituída

pela nova gama FreciousPlus 2, com denominação comercial FPB”, acrescenta.

www.mann-filter.com/en/mann-filter/online-catalogue/

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2020 81


em Foco Filtros automóvel

A MEYLE CONta COM UMA GAMA DE

Filtros QUE COBRE A MAIORIA DOS

VEÍculos QUE CIRCULAM Nas ESTRADAS

EUROPeias, APRESENtaNDO ELEVADOS

PADRÕES DE QualiDADE Nas VÁrias

cateGorias

MEYLE

O fabricante de Hamburgo conta com uma gama de filtros que cobre a maioria dos

veículos que circulam nas estradas europeias, “apresentando elevados padrões de

qualidade nas várias categorias referidas: ar, óleo, combustível e habitáculo”, diz

a empresa. “A gama de filtros de ar conta com mais de 500 referências, cobrindo

cerca de 80% dos veículos existentes na Europa”. Todas as suas referências são

testadas “garantindo um fluxo de ar para o motor e uma mistura de ar/combustível

adequadas, evitando que as partículas poluentes entrem no sistema de injeção”,

refere. “São mais de 190 as referências de filtros de óleo MEYLE que cobrem 80%

do parque automóvel europeu e que representam a melhor solução no mercado”,

salienta. Os filtros de combustível, área onde a MEYLE trabalha diretamente no

desenvolvimento de soluções para o equipamento original, contam “com uma

gama de mais de 180 referências, garantindo 75% das necessidades dos veículos

europeus. Já a gama de filtros de habitáculo, “tem uma resposta para perto de 90%

do parque automóvel europeu e dispõe de cerca 400 referências, sendo que mais de

10 dizem respeito à gama inovadora de filtros antibacterianos.”, acrescenta.

www.meyle.com/en/passenger-cars/filters

MOTAQUIP

A Motaquip oferece aos clientes uma gama completa de filtros que assegura

“cerca de 95%” da cobertura do mercado de veículos ligeiros. “A gama Motaquip

é composta, atualmente, por filtros de ar, de combustível, de habitáculo e de óleo

de excelente qualidade e fiabilidade”, adianta fonte da Euro Tyre ao Jornal das

Oficinas. Segundo refere, os “filtros de combustível Diesel da Motaquip contribuem

para proteger todos os componentes relacionados com a injeção dos motores a

gasóleo. Os nossos filtros asseguram que, mesmo os motores mais exigentes, estão

protegidos das impurezas”, afirma. Atenta às evoluções do mercado, a Motaquip

desenvolveu uma “nova gama de filtros Diesel, numa nova geração de monoblocos

em plástico e metal, seguindo sempre as evoluções permanentes dos mais recentes

motores a gasóleo. Ao utilizar os mesmos materiais tecnológicos dos fabricantes

de OE, os nossos sistemas de filtragem não só otimizam a performance do veículo,

como protegem os ocupantes da poluição exterior”, acrescenta.

www.motaquip.com

ATENTA ÀS evoluÇÕES

DO mercaDO, A motaQUIP

DESENvolveu UMA Nova GAMA

DE Filtros DIESEL, NUMA Nova

GERAÇÃO DE MONOBlocos EM

PLÁSTICO E metal

MOTRIO

O SISTEMA DE IDENTIFicaÇÃO

DE PEÇAS motrio DÁ Pelo NOME

DE motelio. JÁ O APOIO

A QUESTÕES TÉCNicas QUE

SURJAM, É DADO atravÉS DOS

DISTRIBUIDORES RENault

A Motrio cobre a maior parte do parque automóvel europeu para modelos com

cinco ou mais anos, com a sua gama de filtros. “Os nossos fornecedores têm de

cumprir um caderno de encargos similar ao das peças de origem, pelo que podemos

garantir que os filtros Motrio são fabricados com o mesmo nível de exigência e

qualidade semelhante”, assegura fonte da empresa. A Motrio e os seus parceiros

têm uma relação próxima. “É através dos distribuidores Renault que a Motrio dá

apoio a questões técnicas que surjam. Disponibilizamos ainda a Motelio, que é o

sistema de identificação de peças Motrio, e a Renault Parts, que é o sistema de

encomenda de peças, que, para além disso, fornece informação técnica e métodos

de trabalho”. Segundo a mesma fonte, o “mercado português tem uma grande

oferta de marcas de filtros, com bastante diversidade de preços e de qualidade”,

afirma. “Mesmo que algumas não ofereçam produtos condizentes com as

exigências que os construtores de automóveis preconizam, existem marcas com

produtos de características muito idênticas às de origem”, conclui.

www.motrio.com/pt-pt/

82 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


ASSOCIAÇÃO

NACIONAL

DO RAMO

AUTOMÓVEL

novidades

profi sional

após-venda

serviços

ASSOCIAÇÃO

NACIONAL

DO RAMO

AUTOMÓVEL

.com

Ibérica

Radio

Vigo


em Foco Filtros automóvel

OPEN PARTS

UM DOS PROJetos DA OPEN PARTS

PARA 2020 É EXPANDIR A REDE

OPEN2STORES EM PortuGAL,

AUMENtaNDO A sua PRESENÇA

NO NOSSO PAÍS E INTRODUZINDO

Novas LINHas DE PRODuto

A Open Parts, da Exo Automotive, consegue cobrir “mais de 96% do parque automóvel

europeu”, sublinha fonte da empresa italiana. “Em 2020, planeamos fazer uma

atualização das gamas de filtros OP, que ganharão uma nova linha de filtros de

combustível (GPL/Gás Natural)”, enfatiza a Open Parts. Como forma de apoio aos

parceiros de negócio, a empresa fornece um catálogo online com várias informações:

aplicação do veículo; relatório completo sobre informações técnicas e de instalação;

desenhos e medidas técnicas; imagens 360° para que eles possam visualizar o produto

de todos os lados e, se necessário, aumentar e diminuir o zoom na peça específica;

referência partilhada com as principais marcas AM e OE; monitorização do stock com

conexão de serviço web entre distribuidores e armazém central. Para 2020, a Open Parts

pretende manter a tendência positiva de 2019, “introduzindo novas linhas de produto

e aumentando a nossa presença no mercado português. Um dos projetos para 2020 é

expandir a rede Open2Stores em Portugal”, afirma a mesma fonte.

www.openparts.it

RECOFICIAL

A RecOficial, marca dinamizada em Portugal pela Atlantic Parts, pertencente

ao Grupo Recalvi, dispõe de uma gama de filtros que cobre cerca de 97% do

parque automóvel ibérico. “A nossa gama compreende quatro tipos de filtros (ar,

combustível, habitáculo e óleo). São mais de 2.300 referências de qualidade de

primeiro equipamento made in Europe”, revela fonte da empresa. “Dado tratar-se de

um fabricante que fornece diversos construtores de automóveis, como Volkswagen,

Jaguar, Mercedes-Benz, Renault ou Tesla, os laboratórios do departamento de

Investigação & Desenvolvimento trabalham, continuamente, com vista à conceção

de produtos de alta qualidade para os novos modelos e motorizações”, acrescenta

a mesma fonte. “Os distribuidores oficiais de peças RecOficial incluem catálogos

online que facilitam a rápida e fidedigna identificação dos filtros e demais famílias

de produtos RecOficial”, reforça. Por sua vez, “as oficinas aderentes à rede RecOficial

(RecOficial Service), além do suporte nas sessões de formação, dispõem de um

portal exclusivo de informação e de apoio técnico, com instruções de montagem/

desmontagem dos filtros segundo os parâmetros oficiais dos fabricantes”.

www.recoficial.pt | www.atlantic-parts.com

OS DISTRIBUIDORES OFICIAIS

DE PEÇAS recoFICIAL INcluem

catÁloGOS ONLINE QUE Facilitam A

RÁPIDA E FIDEDIGNA IDENTIFicaÇÃO

DOS DIVERSOS Filtros: AR,

COMBUSTÍVEL, HABITÁCULO E óleo

SOGEFI

A SOGEFI LANÇOU, receNTEMENTE,

UMA evoluÇÃO DA GAMA

CABIN3TECH+ EM TODAS as

marcas DO AFTERMARKET QUE O

GRUPO DISPÕE: PURFluX, FRAM E

COOPERSFIAAM

A Sogefi produz uma ampla gama de filtros, incluindo de óleo, de combustível,

de ar e de habitáculo para os mercados de equipamento original e pós-venda

independente, “sempre com as mesmas características e com elevada qualidade

dos produtos OE”, sublinha fonte da empresa, que se orgulha de ser “um fornecedor

First Equipment do primeiro módulo de filtro de óleo e do segundo módulo de

filtro de combustível na Europa”. Com 5.687 referências ativas no seu portefólio, a

Sogefi garante uma cobertura do parque automóvel de 98%. A empresa lançou,

recentemente, uma evolução da gama Cabin3Tech+ em todas as marcas do

aftermarket que o grupo dispõe: Purflux, FRAM e CoopersFiaam. A nova gama

de filtros Cabin3Tech+ tem um total de 56 referências e chega a 150 milhões de

veículos do parque automóvel europeu dos principais fabricantes. Referências

estas que já estão disponíveis nos catálogos de 2020. “Este ano, por intermédio

dos nossos distribuidores, desenvolveremos um programa de apoio destinado às

oficinas para que estas consciencializem os seus profissionais acerca da importância

de se trabalhar com produtos de qualidade de primeiro equipamento e com boa

manutenção”, refere a Sogefi.

www.sogefigroup.com | www.purflux.com | www.fram-europe.com

www.coopersfiaam.com | www.sogefipro.com | www.cabin3techplus.com

84 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


A TECNECO, ESPECIALIZADA

EM FILTROS HÁ MAIS DE 50 ANOS,

PRIVILEGIA O INVESTIMENTO EM

INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO,

SENDO COMERCIALIZADA PELA

AUTO SILVA ACESSÓRIOS, S.A,

QUE TAMBÉM DISPÕE DA MARCA

NISHIBORU

TECNECO

A Auto Silva Acessórios, S.A. comercializa todos os tipos de filtros (ar, óleo,

combustível, habitáculo) da marca Tecneco, aos quais se juntam os kits/filtros para

transmissões automáticas. Neste momento, “a marca dispõe de filtros que cobrem

um total de 95% do parque automóvel europeu e 70% do asiático, mas encontra-se

em constante atualização”, avança fonte da empresa ao nosso jornal. No início de

2018, a Tecneco começou a comercializar os filtros de habitáculo antibacterianos

AdPlus. “Este novo produto é capaz de reter poluentes, bem como absorver gases e

odores, prevenindo a dissipação de bactérias e alérgicos”, afirma. “A Tecneco é uma

empresa fabricante, com mais de 50 anos, especializada em filtros, que privilegia

o investimento em inovação e desenvolvimento e que, recentemente, lançou uma

gama de filtros especificamente para veículos asiáticos sob a marca Nishiboru,

caracterizada pelas embalagens cor-de-laranja, pelo design moderno e pela

excelente qualidade de acabamentos e materiais”, explica a mesma fonte.

www.tecneco.com

UFI FILTERS

Atendendo às necessidades de quase todas as marcas de automóveis e motos, além

de veículos comerciais, industriais e agrícolas, o Grupo UFI Filters “oferece uma

NOS ÚLTIMOS TRÊS ANOS, A UFI FILTERS

INCORPOROU MAIS DE 450 NOVAS REFERÊNCIAS.

NO TOTAL, A SUA OFERTA ABRANGE 60.000

REFERÊNCIAS EM TODO O MUNDO,

SEM ESQUECER A SOFIMA FILTER

gama completa de filtros de ar, de óleo, de combustível, de GPL, de habitáculo,

separadores de água e secadores de travão, gases turbo VGT e hidráulica com duas

marcas premium: UFI Filters e Sofima Filter”, adianta fonte da empresa. O número

total de referências é de, aproximadamente, 2.800 por cada marca, incluindo mais

de 1.700 para veículos de passageiros e comerciais ligeiros. “A cobertura atual do

mercado é superior a 96%. Nos últimos três anos, a UFI Filters incorporou mais de

450 novas referências. No total, a nossa oferta abrange 60.000 referências em todo

o mundo”, sustenta. “Na UFI, procuramos, continuamente, soluções com maior

valor acrescentado e tecnologicamente mais avançadas. Muitas vezes, patenteadas,

como, por exemplo, a tecnologia de elevada separação de água/combustível nos

filtros de gasóleo de alto desempenho 24.095.01 e 24.123.00, apresentados ao

canal do pós-venda no ano passado”, frisa fonte do Grupo UFI Filters.

www.ufifilters.com | www.ufi-aftermarket.com | www.sofima-aftermarket.com

www.ufihyd.com

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2020 85


Mundo

automóvel

TOYOTA GT86 BLACK TOUCH EDITION

TOY STORY


Depois de anos de falta de adrenalina, a

emoção regressou à Toyota em 2012 com

o GT86. Até porque, com a cessação da

produção dos modelos Celica e MR2, a marca

japonesa ficou sem um verdadeiro “puro-sangue”

no seu line-up. Mas tudo mudou há oito anos,

quando a Toyota apresentou ao mundo o GT86,

coupé desenvolvido em colaboração com a Subaru

(o modelo desta chama-se BRZ), que trouxe de

uma volta uma configuração inaugurada em 1965

com o Sports 800: motor Boxer na frente; tração

traseira. Hoje, o GT86 não é único desportivo da

Toyota, uma vez que, no ano passado, foi lançado

o GR Supra. Mas é, seguramente, dos mais eficazes

e divertidos automóveis que já conduzimos.

Número da sorte

A escolha dos dois algarismos que sustentam a

designação deste coupé não foi fruto do acaso.

Embora, esteticamente, tenha algumas parecenças

quer com o 2000 GT de 1967, quer com o

Celica de 1999, o GT86 (cuja designação interna

é 086A) inspirou-se no Corolla Levin (Corolla

GT Coupé em Portugal), também conhecido pelo

ÁGIL, EFICAZ E, SOBRETUDO, DIVERTIDO. MUITO DIVERTIDO. O GT86,

QUE TROUXE, EM 2012, A EMOÇÃO DE VOLTA À TOYOTA, PARECE (E É)

UM BRINQUEDO SAÍDO DE UMA HISTÓRIA COM FINAL FELIZ. EQUIPADO

COM MOTOR BOXER ATMOSFÉRICO DE 2,0 LITROS COM 200 CV, QUE

SÃO TRANSMITIDOS ÀS RODAS TRASEIRAS POR INTERMÉDIO DE

UMA CAIXA MANUAL DE SEIS VELOCIDADES (EXISTE UMA OPÇÃO

AUTOMÁTICA), ESTE COUPÉ FOI LIGEIRAMENTE ATUALIZADO EM 2017.

ATÉ PORQUE, EM EQUIPA QUE GANHA, NÃO SE MEXE por Bruno Castanheira

seu nome de código: AE86. E a preponderância

do número 86 é tal, que quer o diâmetro quer

o curso dos cilindros têm 86 mm. Mais: o diâmetro

interior das duas saídas de escape mede

exatamente... 86 mm. As alterações de detalhe

efetuadas no exterior do GT86 não foram introduzidas

para criar uma aparência diferente. Pelo

contrário, servem para fazer evoluir o seu visual

de créditos firmados, fazendo-o amadurecer e

exibindo um estilo desportivo ainda mais acentuado.

Assim, a grelha ganhou largura e passou

a ocupar uma posição mais baixa, o rebordo inferior

do para-choques dianteiro, com aletas integradas,

ficou mais pronunciado, o “nariz” deste

desportivo foi rebaixado e as óticas foram alvo

de um acerto. De perfil, as jantes de 17” com 10

raios ganharam um acabamento metalizado escuro,

mantendo-se a antena estilo “barbatana de

tubarão” no tejadilho. Quanto à traseira, onde se

destacam as duas saídas de escape integradas

no difusor e o defletor na tampa da mala, apenas

os grupos óticos sofreram um “toque”. Do leque

de cores disponíveis para a carroçaria, a cor cinza

“Magnetite” (€500) é a novidade.

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2020 87


TOYOTA GT86

Motor Boxer (cilindros horizontais opostos), cockpit

desportivo, baixo centro de gravidade, distribuição

de peso de 53% para a frente e 47% para trás

MOTOR

Tipo 4 cil. horizontais opostos, long., diant.

Cilindrada (cc) 1998

Diâmetro x curso (mm)

86,0x86,0

Taxa de compressão 12,5:1

Potência máxima (cv/rpm) 200/7000

Binário máximo (Nm/rpm) 205/6400-6600

Distribuição

2 v.e.c., 16 válvulas

Alimentação injeção direta de gasolina D-4S

TRANSMISSÃO

Tração

traseira com VSC

Caixa de velocidades manual de 6+ma

DIREÇÃO

Tipo

pinhão e cremalheira

Assistência

sim (elétrica)

Diâmetro de viragem (m) 10,8

UM AUTÊNTICO VÍCIO. QUANTO MAIS SE

CONDUZ, MAIS SE QUER CONDUZIR. O GT86 É UM

VERDADEIRO BRINQUEDO PARA ADULTOS

As mudanças operadas no habitáculo

do GT86 enfatizaram a sua natureza

desportiva, ao mesmo tempo que elevaram

os níveis de funcionalidade, de

qualidade visual e tátil. O foco continua

a ser colocado em tudo o que tem

a ver com a condução, mas num ambiente

que é ainda mais atraente ao

olhar e ao toque. Com uma qualidade

de construção bastante razoável e um

posto de condução ótimo (fruto do

encaixe perfeito dos bancos e da pega

excelente do novo volante), o GT86

dispõe de um nível de equipamento

completo e de inúmeros dispositivos

de segurança. Espaço para guardar

objetos? Quase não existem. Transportar

mais do que o acompanhante?

Impossível. Levar bagagem para um

mês de férias? Nem pensar. E depois?

O GT86 não foi concebido a pensar

no lado mais racional da vida, mas

sim no mais emocional. Por isso, sem

mais demoras, vejamos o que vale ele

assim que se carrega no botão para ligar

o motor.

Raça Boxer

Com o intuito de obter a melhor resposta

possível das molas helicoidais,

as taragens destas foram otimizadas

e o sistema de controlo de carga do

eixo foi projetado para reduzir a diferença

da força que tem que ser feita

na direção nos lados esquerdo e direito.

As molas também são capazes

de flexionar, além de comprimir,

ajudando a produzir uma sensação

de direção suave e fácil de controlar.

Os amortecedores Showa também

foram revistos, com a superfície deslizante

do casquilho de guiamento

a ser alterada para proporcionar

melhores características de fricção,

contribuindo para a melhoria do

comportamento e da estabilidade. A

força de amortecimento foi reduzida

para obter uma melhoria no conforto

de rolamento. Em opção, estão disponíveis

amortecedores SACHS.

Com baixo centro de gravidade, direção

direta, distribuição de peso de

53% para a frente e 47% para trás,

travões resistentes, diferencial Torsen

de escorregamento limitado, motor

Boxer atmosférico (cilindros horizontais

opostos) de 2,0 litros com

200 cv, caixa precisa q.b. e pneus

Michelin Primacy HP, de medida

215/45R17 87W em ambos os eixos

(não são a melhor escolha, ainda que

não comprometam), o GT86 oferece

pura diversão. Para mais, ao incluir o

modo “Track”, que, uma vez ativado,

minimiza a intervenção das ajudas

eletrónicas. Tudo em nome do prazer

de condução. As prestações até

nem são o forte deste desportivo.

Claro que são céleres, mas só acima

das 4500 rpm (até ao corte de injeção,

que acontece às 7500 rpm) se

sente o poder da raça Boxer. A falta

de conforto não interessa. Os consumos

pouco comedidos, também não.

Tudo o que importa é acelerar, travar

e saltar de curva em curva. Se possível,

sempre em powerslide. O que é,

de facto, muito fácil. Basta afundar

o pedal do acelerador para ver a traseira

a aproximar-se pelo retrovisor.

A partir daqui, só o volante e o “kit

de unhas” resolvem o problema. É

incrível como no GT86 se sente cada

centímetro de aderência e cada grau

de rotação da traseira. É a forma

progressiva e previsível com que faz

tudo que o torna num verdadeiro

brinquedo para adultos. Estabilidade

e motricidade nunca faltam. E a

mecânica aguenta tudo.

Sem despesas nem extras, o GT86

custa, com caixa manual, €41.930.

Não é um valor deveras apelativo,

é certo, mas ajusta-se a tudo aquilo

que é proposto. Até porque, convenhamos,

a diversão não tem preço. l

TRAVÕES

Dianteiros (ø mm) discos ventilados (294)

Traseiros (ø mm) discos ventilados (294)

ABS

SUSPENSÕES

sim, com EBD+BAS

Dianteira McPherson com braço inferior em “L”

Traseira

Barra estabilizadora (diant./tras.)

triângulos sobrepostos

sim/sim

PERFORMANCES ANUNCIADAS

Velocidade máxima (km/h) 226

0-100 km/h (s) 7,6

Consumo combinado (l/100 km)

Emissões de CO 2 (g/km)

Nível de emissões

8,5 (WLTP)

193 (WLTP)

Euro 6d

DIMENSÕES, PESO E CAPACIDADES

Cx 0,27

Comp./larg./alt.(mm) 4240/1775/1320

Distância entre eixos (mm) 2570

Vias frente/trás (mm) 1520/1540

Capacidade do depósito (l) 50

Capacidade da mala (l) 218

Peso (kg) 1343

Relação peso/potência (kg/cv) 6,71

Jantes de série

7 1/2Jx17”

Pneus de série 215/45R17

Pneus teste

Mecânica

Pintura

Anticorrosão

Michelin Pilot Primacy HP,

215/45R17 87W

GARANTIAS

ASSISTÊNCIA

7 anos ou 160 mil km

3 anos

12 anos

1.ª revisão 15 mil km

Custo 1.ª revisão (c/ IVA) €145,76

Intervalos

15 mil km

PREÇO (sem despesas) €41.930

Unidade testada €42.430

Imposto Único de Circulação (IUC) €362,48

88 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


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O MAIOR DESAFIO

DO ANO PARA EQUIPAS OFICINAIS

/2021


Mundo

Automóvel

NOTÍCIAS por Bruno Castanheira

VOLVO CONTA UMA ESTÓRIA POR DIA

QUARENTENA IMPULSIONA LEITURA

A

Volvo Car Portugal subscreve a necessidade de resguardo social apontada pelas autoridades

governamentais e sanitárias, numa altura em que se vivem dias difíceis em Portugal

e no mundo. A leitura tem sido apontada como uma das opções para ocupar os

dias de quem se vê privado de fazer a sua vida normal, tendo de criar novos hábitos e novas rotinas.

A Volvo quer contribuir para esse recato tendo, por isso, apresentado um projeto na sua

página de Facebook (www.facebook.com/volvocarpt). Disponível desde 20 de março, são divulgados,

diariamente, episódios, curiosidades, inovações, personagens ou modelos históricos de

uma marca que, em breve, fará 93 anos. “A história da Volvo é muito rica. Atrever-nos-íamos a

dizer que teremos material (oxalá assim não fosse, seria bom sinal, neste caso) para todos os dias

contar uma estória durante meses a fio. Assim, queremos manter as pessoas motivadas e entretidas

nesta fase complicada para todos. Para que saibam que, na Volvo, estamos ‘deste lado’, a

pensar em todos e em proporcionar um momento diário diferente e agradável aos nossos fãs,

sendo uma forma singela de agradecer-lhes a sua lealdade”, pode ler-se no comunicado emitido

pela Volvo Car Portugal.

NOVO AUDI RS 4 AVANT

450 CV, 280 KM/H, €112.388

Equipado com motor V6 TFSI de 2,9 litros com 450 cv e 600 Nm, o

novo Audi RS 4 Avant já está disponível em Portugal com preços

a partir de €112.388. Anunciando uma velocidade máxima

de 250 km/h (280 km/h com o opcional pacote Dynamic RS),

esta carrinha cumpre o arranque dos 0 aos 100 km/h em 4,1

segundos, sendo o consumo combinado de 9,6 l/100 km e as

emissões de CO2 de 218 g/km. Equipado com injeção direta de

gasolina, dois turbocompressores e sistema Audi valvelift, o novo

RS 4 Avant afirma combinar desempenho e potência para criar

uma experiência de condução intensa. A potência é transmitida

às quatro rodas (tração integral permanente quattro, com

diferencial central autoblocante) por intermédio de uma caixa

Tiptronic de oito velocidades com regulação desportiva. Nova

grelha Singleframe com estrutura em favo de mel, para-choques

específicos RS, duplo difusor RS traseiro, jantes de 19” (20” em

opção), luzes Matrix LED, volante e bancos desportivos, Audi

Virtual Cockpit com display RS e ecrã tátil de 10,1”, são alguns dos

atributos deste novo topo de gama.

HYUNDAI KAUAI ELECTRIC

484 KM COM BATERIA DE 64 KWH

A

Hyundai Motor anunciou melhorias para o Kauai Electric. A autonomia do seu popular

SUV compacto 100% elétrico aumentou 8%, ou seja, 35 km, devido à aplicação de uma

nova especificação nos pneus. Na versão equipada com bateria de 39 kWh, o “fôlego”

passou de 289 para 305 km, ao passo que, na variante de 64 kWh, a distância máxima que se pode

percorrer chega, agora, aos 484 km (449 anteriormente). Os novos pneus Michelin Primacy 4 têm

a vantagem de diminuir o atrito em andamento, contribuindo para uma redução do consumo de

energia sem comprometer o comportamento. O Kauai Electric recebeu uma série de melhorias

no final de 2019 e contempla, agora, um carregador trifásico com 10.5 kW, permitindo tempos de

carregamento mais curtos recorrendo a postos públicos trifásicos ou a uma tomada doméstica

(100% em 4 horas e 50 minutos para a versão de 39 kWh; 7 horas e 30 minutos para a variante

de 64 kWh). Recorde-se que todos os modelos Hyundai matriculados a partir de 1 de setembro

de 2019 beneficiam, ainda, de sete anos de garantia sem limite de quilómetros. O Kauai Electric

está disponível desde €38.500.

SÉRIE LIMITADA “DACIA GO”

TODA A GAMA DE PASSAGEIROS

A diversificada e polivalente família Dacia tem mais um argumento:

a nova série limitada “Dacia Go”. Transversal aos modelos

Sandero, Logan MCV, Lodgy e Duster, alia uma imagem exclusiva

e diferenciada a um nível de equipamento superior. Depois das

edições especiais “Explorer”, “Stepway of Life” e “Adventure”, chega,

agora, a “Dacia Go”. Tendo como base a versão Stepway (Prestige

no caso do Duster), dispõe de novas jantes (16” Flex Wheel Bi-ton;

17” diamantadas) com centro em azul e retrovisores em preto

brilhante. No habitáculo, os estofos escuros apresentam detalhes

laterais e costuras em azul. No mesmo tom, existe uma pequena

barra horizontal (ajuda a diferenciar as saídas de climatização) e

há diferenças também nos tapetes. O equipamento inclui câmara

de marcha-atrás, apoio de braços dianteiro e ar condicionado

automático (manual no Lodgy). No caso do Duster, o acréscimo

de equipamento face à versão Prestige inclui, para além do ar

condicionado automático, também a Câmara Multi-View e o cartão

“mãos livres”. A nova série limitada “Dacia Go” é apoiada por três

motorizações a gasolina, duas bi-fuel e duas Diesel.

90 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


Mundo

Automóvel

EM ESTRADA

por Bruno Castanheira

MAZDA2 1.5 SKYACTIV-G ADVANCE NAVI

PEQUENO SAMURAI

Foi o primeiro lançamento da Mazda Motor de Portugal em 2020. Este pequeno samurai, fruto das

importantes atualizações mecânicas e de estrutura de gama de que foi alvo, apresenta-se, agora,

mais apelativo do que nunca. Desde logo, pela carroçaria de dois volumes com cinco portas pintada

de opcional “Soul Red Crystal” (€700). Depois, pelas jantes de 16” do completo nível de equipamento

Advance Navi. Dois adereços que sustentam a evolução do design “Kodo”(palavra japonesa que significa

“Alma do Movimento”), que tem nas proporções trabalhadas da carroçaria e na grelha frontal escura

com moldura cromada os seus elementos mais marcantes. No interior, onde o espaço para ocupantes

e bagagem está em linha com o que de melhor se faz no segmento, destaca-se o posto de condução

ergonómico, a qualidade de bom nível e o ambiente sóbrio. Os materiais foram revistos e os níveis de ruído, vibração e aspereza (NVH) melhoraram. Os

bancos dianteiros mudaram e a adoção do sistema Mazda Connect, compatível com as plataformas Apple CarPlay e Android Auto, foi outra das alterações

introduzidas. Com um desempenho dinâmico que privilegia a facilidade em detrimento de uma postura mais assertiva, o Mazda2, equipado com um

motor a gasolina de 1,5 litros com 90 cv, demarca-se do modelo antecessor também pela nova funcionalidade M Hybrid (motor de arranque/gerador

acionado por correia – B-ISG), que combina a assistência de um motor elétrico, permitindo baixar consumos e emissões.

Motor 4 cil. linha, transv., diant. Cilindrada (cc) 1496 Potência máxima (cv/rpm) 90/6000 Binário máximo (Nm/rpm) 148/4000

Velocidade máxima (km/h) 183 0-100 km/h (s) 9,8 Consumo combinado (l/100 km) 5,3 (WLTP) Emissões de CO 2 (g/km) 120 (NEDC)

Preço €20.534 IUC €128,96

SEAT ATECA 2.0 TDI XCELLENCE

GUERREIRO DE ARAGÃO

Motor 2.0 TDI de 150 cv. Caixa manual de seis velocidades. Nível de equipamento Xcellence.

Tração dianteira. Poucos SUV têm o apelo do Ateca, modelo que deve o seu

nome ao município da província de Saragoça. Para mais, dispondo esta unidade de

carroçaria pintada de prata “Reflex” e de jantes de 19”. Só que esta atração tem um preço. E não é

assim tão reduzido: €40.936. Ajusta-se face a tudo aquilo que é proposto, é certo, mas não está ao

alcance de todas as bolsas. O primeiro argumento do SUV médio da Seat (abaixo deste está o Arona,

acima o Tarraco), é o seu estilo. Imponente, robusto, com as proporções exatas, mantém o ADN típico

da marca, embora num figurino que, para muitos, não tivesse sido assimilado à primeira. Por dentro,

o Ateca convence em todos os domínios. Da qualidade ao espaço, passando pelo posto de condução, pelo equipamento e pelos inúmeros dispositivos de

segurança, merece nota acima da média. Depois, com 150 cv, extraídos a partir do motor Diesel common rail de 2,0 litros (dispõe de sistema start/stop), as

performances (e os consumos) situam-se em patamares invejáveis. O desempenho dinâmico, de elevado gabarito, beneficia da solidez do conjunto, do feedback

da direção e da precisão da caixa de velocidades. Ainda que não disponha de tração integral, as incursões por caminhos fora de estrada são perfeitamente

possíveis, desde que os terrenos não sejam muito exigentes.

Motor 4 cil. linha Diesel, transv., diant. Cilindrada (cc) 1968 Potência máxima (cv/rpm) 150/3500-4000 Binário máximo (Nm/rpm) 340/1750-3000

Velocidade máxima (km/h) 200 0-100 km/h (s) 8,8 Consumo combinado (l/100 km) 5,6 (WLTP) Emissões de CO 2 (g/km) 149 (WLTP)

Preço €40.936 IUC €227,65

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2020 91


tecnologia

TÚNEIS DE VENTO PARA CAMIÕES

TOPO DA

EFICIÊNCIA

PARA ALÉM DE MOTORES MAIS VANGUARDISTAS, CAIXAS DE VELOCIDADE MAIS RÁPIDAS E COMPONENTES

COM MENOR PESO, A AERODINÂMICA É UM DOS FATORES ESSENCIAIS PARA REDUZIR OS CONSUMOS

E TORNAR OS VEÍCULOS MAIS EFICIENTES. COMO SE CONSEGUE, ENTÃO, OTIMIZAR A AERODINÂMICA?

PARA MAIS, NUM CAMIÃO? NESTAS PÁGINAS, RESPONDEMOS A ESTAS E OUTRAS QUESTÕES por Ricardo Carvalho

O

consumo de combustível nos

camiões tem vindo a baixar

drasticamente ao longo dos

últimos anos. Num típico conjunto

de longo curso (trator e semirreboque),

foram alcançadas reduções de

15% entre 2011 e 2019. Tomando

como exemplo a mais recente geração

do Mercedes-Benz Actros, este

consegue ser mais económico do que

o modelo antecessor em cerca de 3%

se considerarmos um percurso em

autoestrada. Se analisarmos uma

rota interurbana, o decréscimo de

consumo ronda os 5%.

Para além dos vários sistemas de segurança,

do motor e do peso, a aerodinâmica

tem um papel essencial

nesta área. A sua importância pode

ser ilustrada por números: num camião

europeu moderno de cabina

avançada, que realiza trajetos de

longo curso, cerca de um terço da

energia mecânica disponível é utilizada

para ultrapassar a resistência

do ar. No caso do Actros, o facto de

não ter retrovisores (utiliza, em vez

disso, a solução MirrorCam) contribui

com 1,5% para a eficiência de

consumo do veículo. Os defletores

laterais da cabina, que apostam

num formato côncavo, também têm

influência. A própria MAN, na nova

geração TG, optou por colocar três

linhas na lateral da cabina, que são

suficientes para reforçar a aerodinâ-

92 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com


FÁBRICA da

MERCEDES-BENZ EM

UNTERTÜRKHEIM

A fábrica da Mercedes-Benz, em

Untertürkheim, Estugarda, integra um

dos túneis de vento mais antigos da Europa.

Funciona há 80 anos. Tem sido atualizado ao

longo dos tempos e é, atualmente,

um dos mais modernos do mundo. Dispõe

de dois motores DC, cada um com uma

potência de 2.500 kW, que mantêm em

movimento uma ventoinha axial com

nove lâminas de 8,5 m de diâmetro. E é

tão poderosa, que consegue gerar rajadas

de vento de força 17. Para chegar a estes

valores, são soprados, horizontalmente,

9.000 m 3 de ar através de um canal com

125 m de comprimento. O veículo fica

parado na área de teste numa zona com

um diâmetro de 12 m, de forma a poder ser

exposto ao sopro do vento. Não só de frente,

mas, também, de lado ou de qualquer outro

ângulo desejado. Integrada na plataforma

giratória, onde se posiciona o veículo, existe

um dinamómetro de rolos e uma ponte

de pesagem de seis componentes. É aqui

que se estudam várias forças, incluindo

a aerodinâmica. As forças são transmitidas às

células de carga através de alavancas

e hastes para poderem ser avaliadas.

mica, reduzindo, assim, os consumos.

Os fabricantes vão fazendo o

que podem para conseguir baixar,

cada vez mais, os gastos com combustível.

Trabalho de equipa

A coordenação entre colegas de outros

setores do processo de produção,

especialmente entre designers e a

própria linha de montagem, é essencial

para o trabalho dos peritos em

aerodinâmica. O objetivo durante o

desenvolvimento de um camião passa

por encontrar a melhor solução

em conjunto. Por exemplo, os braços

das câmaras (MirrorCam) dão ao

Actros uma aparência purista. Visualmente,

existe um enriquecimento

do design, mas a verdade é que,

aerodinamicamente, estas são das

soluções mais eficazes para poupar

combustível.

Outro ponto determinante é o túnel

de vento, onde se conseguem “brilharetes”

a tentar perceber as arestas a

limar para se reduzir os consumos.

Então, como é que o trabalho da

equipa no túnel de vento contribuiu

para a aerodinâmica aprimorada do

Actros? A partir de alguns testes, foi

possível determinar a melhor posição

para os braços do dispositivo

MirrorCam. As posições de monta-

gem possíveis foram as secções superior

e inferior do pilar A, bem como a

parte superior do pilar B. Para os testes,

utilizaram um Actros verdadeiro,

no qual os espelhos exteriores foram

substituídos por protótipos dos

braços da câmara, montados um

após o outro nas três posições de teste.

O camião foi posicionado na ponte

de pesagem do túnel de vento e os

ventiladores foram acionados. O uso

da ponte de pesagem permitiu que os

engenheiros medissem a força aerodinâmica

sobre o veículo enquanto

ela fluía ao seu redor. Resultado: a

melhor posição para os braços da câmara

foi o pilar A na área mais próxima

do tejadilho.

Foi ainda desenvolvida uma solução

que evitasse que a luz dispersa reduzisse

o desempenho das câmaras. Assim,

foi criada uma pequena pala na

MirrorCam para evitar que a luz interferisse

com a visibilidade. O túnel

de vento permite, também, aprimorar

a cabina de forma a manter afastada

do veículo a sujidade e fazer

análises de CFD (teste às forças aerodinâmicas)

a áreas tão relevantes

para a segurança como o para-brisas

e as janelas. O túnel onde a Mercedes-Benz

realiza os seus testes aerodinâmicos

permite gerar ventos na

ordem dos... 250 km/h. l

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2020 93


Mundo

Automóvel

USO PROFISSIONAL VOLKSWAGEN CADDY

EVOLUÍDO E MultIFACETADO

A VOLKSWAGEN VEÍCULOS COMERCIAIS MOSTROU A QUARTA GERAÇÃO DO SEU MODELO MAIS

POPULAR: O CADDY. COM MAIS DE TRÊS MILHÕES DE UNIDADES VENDIDAS, O FURGÃO DE WOLFSBURG

É UMA DAS GRANDES REFERÊNCIAS DO SEGMENTO E DA PRÓPRIA MARCA ALEMÃ. CHEGA AO MERCADO

NO FINAL DESTE ANO

por

Ricardo Carvalho

Modelo de sucesso dentro do

segmento dos veículos comerciais

ligeiros e não só,

o Volkswagen Caddy já vai na sua

quarta geração, que conta com um

design mais alegre e jovial, além de

mais carismático também. Além disso,

incorpora muita tecnologia e surge

mais eficiente do que nunca.

São poucos os veículos que se podem

gabar de ter tantos tipos de utilização.

O novo Caddy assume o papel de

veículo de transporte de passageiros,

monovolume, furgão de mercadorias

e até autocaravana. Vai ser comercializado

em dois tipos de carroçaria, Caddy

convencional e Caddy Maxi, sendo

que, este último, na versão furgão

de mercadorias, pode transportar até

duas europaletes. Já na opção de passageiros,

permite acomodar até sete

ocupantes. Facto só possível graças à

utilização, pela primeira vez, da plataforma

modular MQB que o Grupo

Volkswagen aplica em diversos modelos

da sua gama. Também por dispor

desta plataforma, o desenho do novo

Caddy ganha carisma e um traço desportivo,

com uma secção dianteira

mais afilada e em linha com os restantes

modelos da marca alemã. A secção

traseira surge completamente redesenhada,

onde predominam os farolins

verticais colocados nos pilares C.

Soluções de vanguarda

O novo Volkswagen Caddy vai chegar

ao mercado para revolucionar o segmento.

Por isso, estreia um tablier totalmente

inovador. Pela primeira vez,

este modelo conta com sistema Innovision

Cockpit, que eleva a conecti-

vidade e as possibilidades de infoentretenimento

a outro nível. Pode ter

painel de instrumentos digital e uma

consola central praticamente tátil na

sua plenitude. Tudo associado a um

total de 19 sistemas de assistência à

condução, que fazem deste Volkswagen

um veículo fácil de conduzir e

mais seguro do que nunca. Particular

destaque merece o dispositivo Travel

Assist, sistema de condução assistida

que pode ser utilizado a qualquer

velocidade, sendo, pela primeira vez,

adotado num veículo comercial da

Volkswagen.

A gama de motores deste comercial

também foi melhorada. O novo Caddy

conta com três blocos a gasóleo 2.0

TDI, com potências de 75 a 122 cv (a

versão mais potente pode ter tração

integral 4Motion e caixa DSG). Estão

todos em conformidade com a norma

Euro 6d-TEMP e contam com filtro

de partículas. Além disso, estreiam a

tecnologia “twin-dosing”, composta,

essencialmente, por dois catalisadores

de redução seletiva (SCR), que diminuem,

significativamente, as emissões

de NOx em 80%. Esta tecnologia

também é mais eficiente, prometendo

reduzir os consumos em 17%.

Em Portugal, ainda que não devam

ter muita expressão, as opções a gasolina

também fazem parte da oferta:

versão 1.5 TSI de 116 cv e uma

segunda de 130 cv, combinada com

um motor a gás natural (TGI). A

chegada do novo Caddy ao mercado

nacional está agendada para o final

deste ano, sendo que as versões de

transporte de mercadorias deverão

ser as mais vendidas. l

94 Abril I 2020 www.jornaldasoficinas.com

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