Revista Coamo edição Março de 2020

blzinfo

Revista Coamo edição Março de 2020

www.coamo.com.br

MARÇO/2020 ANO 46

EDIÇÃO 500

CREDICOAMO

AGO aprova resultados

e elege novo Conselho

de Administração

500 EDIÇÕES

Publicação impressa

da Coamo chega a

edição 500

ENCONTRO DE

CONHECIMENTO

Cooperativa realizou entre os dias 03 e 07 de fevereiro, a 32ª edição do

Encontro de Verão na Fazenda Experimental. Em cada edição, os cooperados

podem vivenciar teoria e prática de uma forma didática e prática


Sucesso em

suas receitas!

Alimentos

Coamo.

Com alta qualidade, rendimento

e muito mais sabor, os Alimentos

Coamo trazem a origem e a

confiança de uma cooperativa

para a sua mesa.


EXPEDIENTE

Órgão de divulgação da Coamo

Ano 46 | Edição 500 | Março de 2020

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Ilivaldo Duarte de Campos: iduarte@coamo.com.br

Wilson Bibiano Lima: wblima@coamo.com.br

Ana Paula Bento Pelissari: anapelissari@coamo.com.br

Antonio Marcio dos Santos: amsantos@coamo.com.br

Contato: (44) 3599-8126/3599-8129.

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos.

Reportagens e fotos: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima,

Ana Paula Bento Pelissari e Ilivaldo Duarte de Campos.

Edição de fotografia: Antonio Marcio dos Santos e Wilson Bibiano Lima.

Colaboração: Gerências de Assistência Técnica e Organização e Gestão da Qualidade,

Entrepostos e Milena Luiz Corrêa.

Contato publicitário: Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários Ltda

Contato: (11) 5092-3305 e Guerreiro Agromarketing Contato: (44) 3026-4457.

É permitida a reprodução de matérias, desde que citada a fonte. Os artigos assinados ou

citados não exprimem, necessariamente, a opinião da Revista Coamo.

COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA

SEDE: Rua Fioravante João Ferri, 99 - Jardim Alvorada. CEP 87308-445. Campo Mourão - Paraná - Brasil. Telefone (44) 3599.8000 Fax (44) 3599.8001 - Caixa Postal, 460

www.coamo.com.br - coamo@coamo.com.br

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engenheiro Agrônomo, José Aroldo Gallassini. MEMBROS VOGAIS: Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Ricardo Accioly

Calderari, Joaquim Peres Montans, Anselmo Coutinho Machado, Emilio Magne Guerreiro Júnior, Wilson Pereira de Godoy, Rogério de Mello Barth e Adriano Bartchechen.

CONSELHO FISCAL: Ricieri Zanatta Neto, Diego Rogério Chitolina e Jonathan Henrique Welz Negri (Membros Efetivos). Eder Ricci, Clóvis Antonio Brunetta e Jorge Luiz

Tonet (Membros Suplentes).

DIRETORIA EXECUTIVA: Presidente executivo: Airton Galinari. Diretor Administrativo e Financeiro: Antonio Sérgio Gabriel. Diretor Comercial: Rogério Trannin de

Mello. Diretor Industrial: Divaldo Corrêa. Diretor de Logística e Operações: Edenilson Carlos de Oliveira. Diretor de Suprimentos e Assistência Técnica: Aquiles de

Oliveira Dias.

Extensão Territorial: 4,5 milhões de hectares. Capacidade Global de Armazenagem: 6,59 milhões de toneladas. Receita Global de 2019: R$ 13,97 bilhões. Tributos

e taxas gerados e recolhidos em 2019: R$ 382,32 milhões.

Março/2020 REVISTA

3


SUMÁRIO

44

Coamo antecipa R$ /// em sobras

?????????????????????????????????????????????????????????????????????????????

4 REVISTA

Março/2020


SUMÁRIO

Entrevista

10

Julio Cezar Franchini, pesquisador da área de Manejo de Solo e da Cultura da Embrapa Soja, é o entrevistado

do mês na Revista Coamo. Ele aborda sobre as novas tecnologia e avanços na agricultura

Encontro de Verão

A Fazenda Experimental da Coamo foi palco entre os dias 03 e 07 de fevereiro da 32ª edição do Encontro

de Verão. Mais de cinco mil cooperados e técnicos marcaram presença no evento, que é puro conhecimento

14

34

Assembleia da Credicoamo

Credicoamo realizou a 30ª Assembleia Geral Ordinária, onde foi apresentado e aprovado

o balanço financeiro 2019. Cooperativa registrou crescimento de 5,58% sobre o exercício

anterior com sobras líquidas no montante de R$ 98,49 milhões.

Descomplica Rural

47

Governo do Paraná e o Sistema Faep/Senar, lançaram o Programa Descomplica Rural, com objetivo de desburocratiza

a vida de agropecuaristas que querem investir em novos negócios ou ampliar seus empreendimentos

Edição 500

A Revista Coamo chegou a marca histórica de 500 edições, cumprindo a missão de levar informações

das atividades desenvolvidas pelos cooperados, setores cooperativista e agropecuário nacional

Coronavírus

49

51

Preocupadas com a saúde dos cooperados, funcionários, clientes, fornecedores e consumidores,

Coamo e Credicoamo criaram um comitê e adotaram medidas de prevenção ao Coronavírus

Março/2020 REVISTA

5


EDITORIAL

Edição nº 500, tecnologia no campo e resultados da Credicoamo

Esta edição da Revista Coamo

é histórica. É a de número

500. Da sua primeira edição,

em novembro de 1974, como

“Informativo Coamo” mudou para

“Jornal Coamo” e desde 2015 circula

como “Revista Coamo”. Já se

passaram 45 anos e, nesse período,

a comunicação da cooperativa

evoluiu e se modernizou, tanto

na edição impressa quanto na digital,

no site e dispositivos móveis.

Um dos temas recorrentes

ao longo dessas 500 edições

da Comunicação Coamo é a tecnologia

difundida pela Fazenda

Experimental que, também, está

comemorando 45 anos. De forma

estruturada, publicamos matérias

com informações técnicas nos 32

anos do Encontro de Cooperados,

que foi realizado em fevereiro,

novamente. O evento é pioneiro

na tecnologia agrícola brasileira.

A Coamo promove a difusão de

tecnologias por meio da pesquisa

e da assistência técnica, e apresenta

aos cooperados novidades

para incrementar as produtividades.

Os cooperados verificam in

loco e têm acesso à materiais testados

e validados pelo Coamo e

instituições da pesquisa brasileira.

Nesta edição, é destaque

também o cooperativismo

de crédito, por meio da Credicoamo,

que seguindo a filosofia

da Coamo, registrou no exercício

de 2019, novamente um ano positivo,

para a satisfação dos seus

20 mil associados. Em Assembleia

Geral realizada em fevereiro, os

associados aprovaram o balanço

que totalizou sobras líquidas no

montante de R$ 98,49 milhões

e um patrimônio líquido de R$

735,50 milhões, resultado 16,52%

superior ao anterior.

O desempenho confirma

que a cooperativa vem crescendo

de forma organizada e profissionalizada

em 30 anos de existência,

com atendimento de qualidade

às necessidades do quadro

social.

Pensando no futuro, a

Credicoamo implantou o planejamento

estratégico com o objetivo

de uma visão de longo prazo.

Na continuidade do processo

de reestruturação, implantou a

governança corporativa com a

segregação das atividades do

Conselho de Administração e da

diretoria Executiva.

Agradeço aos associados

pelo apoio e confiança que recebi

para continuação do trabalho

como presidente do Conselho de

Administração, que tem a função

de proteger e valorizar a cooperativa

e promover o desenvolvimento.

Desta forma, como aprovado

em Assembleia Geral, darei expediente

integral para acompanhar

e apoiar o trabalho da diretoria

Executiva presidida por Alcir José

Goldoni, com as decisões necessárias,

visando o cumprimento

dos objetivos sociais e o crescimento

da Credicoamo.

A Credicoamo é formada

exclusivamente por cooperados

da Coamo e está entre as dez

"Agradeço aos associados

pelo apoio e confiança que

recebi para continuação

do trabalho como

presidente do Conselho

de Administração da

Credicoamo."

maiores instituições financeiras

no país, no ranking de bancos e

cooperativas de crédito. Prestando

diversos serviços como custeio

e investimentos, crédito fundiário,

capital de giro e vários programas,

entre os quais o Moradia Feliz. A

Credicoamo é uma cooperativa totalmente

voltada para o desenvolvimento

das atividades dos seus

cooperados.

JOSÉ AROLDO GALLASSINI,

Presidente do Conselho de Administração

Março/2020 REVISTA

7


Mykola Borivskiy

Ucrânia

“A tecnologia não existia

e agora está aqui, nos

impulsionando. Mas, sem

as pessoas, não funciona.

Vamos sempre precisar

de profissionais e que

sejam cada vez mais

qualificados”.

#EuFaçoOFuturo

Servir. Esse é o

nosso propósito.

Trabalhamos para que a agricultura

não pare de crescer e o agricultor

possa fazer o seu trabalho com

tranquilidade e eficiência.

Assim, cada um faz o seu melhor

e juntos vamos construir um

mundo melhor.

2dcb.com.br

jacto.com

8 REVISTA

Março/2020


GOVERNANÇA

Duas situações diferentes:

a grande safra e o coronavírus

O

Brasil está vivendo dois momentos distintos neste

início de 2020. De um lado, as colheitas com

uma grande safra, reflexo de altas produtividades

em todas as regiões da nossa área de ação. Os cooperados

estão satisfeitos com a colheita histórica, em muitos

casos a produção passa as 200 sacas por alqueire, algo

que até há alguns anos era considerado impossível.

O trabalho da assistência técnica ao longo dos anos

na difusão de novas variedades e tecnologias, e a adoção

por parte dos produtores, de maneira sustentável, são responsáveis

pelo incremento da

produção e de colheita nunca

vistas na história da agricultura.

A Coamo, por sua vez,

de forma estruturada e profissional,

recebe com agilidade

uma grande produção dos

seus cooperados, em 104 unidades

operacionais e com uma

eficiente logística, promove o

escoamento das safras de soja

e milho para a exportação.

Na comercialização,

o preço do dólar registrou

muitas vezes valor nunca visto

no mercado, superando os R$

4,00 e R$ 5,00, provocando preços altos nas commodities

para a satisfação dos cooperados e impulsionado a exportação

da produção brasileira.

Se de um lado temos uma safra histórica, do outro,

desde a última semana do mês de fevereiro, o país

vem sofrendo com o advento do novo Coronavírus, que

vem assustando a população brasileira. Diante desta situação,

nos ambientes da Coamo e Credicoamo foram implantadas

medidas emergenciais no combate à doença,

definidas pelo Comitê de Prevenção ao Coronavírus.

Em consonância com o Ministério da Saúde e

autoridades sanitárias estamos divulgando amplamente

orientações aos cooperados, funcionários, familiares e comunidade,

por meio dos nossos canais de comunicação,

"Na agricultura, tudo tem seu

tempo certo, seja na hora de

plantar ou colher e não pode

parar. Produzir alimentos

para o Brasil é uma atividade

essencial."

tais como evitar aglomeração e circulação de pessoas, e a

higienização pessoal.

Na estratégia de combate ao Coronavírus, solicitamos

aos cooperados para que realizem suas operações

via canais de atendimento e façam deslocamentos somente

em casos essenciais.

Tomamos todas as providências para garantir a

segurança dos nossos cooperados e funcionários. Entre

as medidas estão a suspensão de cursos, treinamentos

e atividades presenciais para funcionários, cooperados e

familiares. Adotamos regimes

de redução de tempo de horas

trabalhadas sem comprometer

salários, sistema de rodízio nas

unidades e regime de quarentena

para grupos de risco.

Assim, estamos promovendo

condições para vencer

essa dura batalha, que deve

demorar alguns meses. Por isso,

é necessário o engajamento e

envolvimento de todos para ultrapassar

esta situação grave e

o quanto antes retornarmos às

nossas atividades normais.

Agradecemos de maneira

especial aos nossos funcionários, que cívica e bravamente,

permanecem desenvolvendo o seu trabalho, para

que não faltem alimentos para o Brasil e para o mundo.

AIRTON GALINARI

Presidente Executivo da Coamo

Março/2020 REVISTA

9


ENTREVISTA: JULIO FRANCHINI

"Trabalhamos para aprimorar

continuamente o sistema de produção."

Paranaense de Rondon

(Noroeste do

Paraná), filho de pai

mineiro e mãe paulista,

que se mudaram para o

Paraná na década de 1960

atraídos pelo café, o engenheiro

agrônomo Julio Cezar

Franchini, pesquisador

da área de Manejo de Solo

e da Cultura da Embrapa

Soja, é o entrevistado do

mês na Revista Coamo.

Ele conta que a

agronomia faz parte da

sua vida desde quando

ainda era criança e cuidava

da horta no quintal de

casa e não conseguia produzir

bem os alimentos

que cultivava (depois entendeu

que faltava calcário).

Franchini trabalha na

área de manejo do solo

e da cultura. "Nossa principal

linha de trabalho é

aprender continuamente

como fazer o solo se manter

sempre produtivo para

poder incorporar as novas

tecnologias que nunca

param de surgir na agricultura.

Trabalhamos para

aprimorar continuamente

o sistema de plantio direto

na palha, que nasceu

aqui no Paraná, e é o sistema

que revolucionou a

forma de fazer agricultura

no Brasil.”

Legenda: Julio Cezar Franchini dos Santos é engenheiro agrônomo formado pela Universidade Estadual de

Londrina (UEL), em 1990. Mestre pela Universidade Federal de Lavras (1993) e doutor pela USP de Piracicaba

(1997). Fez pós-doutorado em Sevilha na Espanha (1998). É pesquisador da área de Manejo de Solo e da Cultura

da Embrapa Soja em Londrina desde 2001.

RC: Qual a importância dos resultados

do trabalho da Embrapa Soja?

Julio Cezar Franchini: Sempre trabalhamos

em parceria com o produtor,

procurando entender suas dificuldades

e as melhores formas de resolver

seus problemas. Nosso maior resultado

é fazer com que nos bons momentos,

o solo esteja nas melhores condições

e pronto para responder aos ganhos

10 REVISTA

Março/2020


genéticos e tecnológicos que tem

ocorrido nos últimos anos. Nos

momentos difíceis, principalmente

quando ocorrem períodos prolongados

com falta de chuvas, os solos

melhor manejados permitem estabilidade

de produção e mantêm a

rentabilidade do produtor.

RC: Como vê a parceria entre agricultores

e pesquisa?

Franchini: Sem essa parceria a pesquisa

não faz sentido. Essa sempre

foi uma característica da Embrapa,

estar próxima do produtor. As novas

tecnologias embarcadas nas

máquinas têm nos ajudado a mudar

a forma de fazer pesquisa. Hoje,

estamos coletando informações

dentro das propriedades. Isso aumenta

o valor dos resultados e faz

com que o produtor participe da

solução dos problemas. Aliás, uma

tecnologia que foi “inventada” pelo

produtor é o milho segunda safra,

responsável pela maior parte do

milho produzido no Brasil. Se estamos

juntos do produtor podemos

participar do aprimoramento e

desenvolvimento das novas ideias

que surgem todos os dias.

RC: Quais são os desafios para os

próximos anos?

Franchini: Estamos vivendo uma

fase de transformações profundas

na agricultura. A tecnologia está

permitindo obter um conjunto,

cada vez maior, de informações.

Nosso maior desafio é aprender

a gerenciar estas informações em

benefício do produtor, com três objetivos

principais: melhorar a qualidade

das operações, reduzir custos

e aumentar a produtividade. A nova

geração de agricultores tem um

"Estamos vivendo uma

fase de transformações

profundas na

agricultura. A tecnologia

está permitindo obter

um conjunto, cada vez

maior, de informações."

papel importante neste processo.

A informação está disponível por

todos de várias formas e o aparelho

que traduz bem todo esse processo

é o celular. Pelo celular recebemos

informações sobre a previsão climática,

imagens de satélite com o

vigor da cultura, relatório das operações

realizadas pelas máquinas,

preços de insumos, o preço da soja

em Chicago e muito mais. Estamos

aprendendo a ensinar as máquinas

a fazer o trabalho difícil do campo

para termos mais tempo para pensar

nas decisões importantes que

temos que tomar. Do pequeno ao

grande produtor, todos têm se beneficiado

do ganho em tecnologia.

RC: Como observa a relação entre

as tecnologias e o seu uso pelos

agricultores?

Franchini: O trabalho no campo é

muito árduo e depende de fatores

que não podem ser controlados,

como o clima. O produtor precisa e

busca por praticidade. No caso da

soja e do milho, em termos genéticos

a primeira geração de transgênicos

resistente à herbicidas foi um

grande salto tecnológico. A segunda

geração resistente às lagartas

tem dado seguimento às conquistas.

Mas, o maior ganho tem sido o

de produtividade. Boa parte deste

aumento vem da genética, mas também

do ganho de qualidade nas

operações realizadas pelas máquinas.

A semeadura, as pulverizações

e a colheita, tem nível de qualidade

muito maior do que há alguns anos.

Como o produtor costuma dizer:

um bom plantio significa metade do

caminho até uma boa colheita. Em

termos práticos, todas as máquinas

novas já vêm com sistema de posicionamento

por satélite, o conhecido

GPS. Isso permite, por exemplo,

o uso do piloto automático na plantadeira,

melhor controle das operações

de pulverização e a obtenção

de mapas de colheita. No caso do

plantio, o produtor pode continuar o

trabalho durante a noite para aproveitar

a condição de umidade, sem

se preocupar em perder a direção.

Sem falar no gerenciamento de tudo

os que as máquinas estão fazendo

dentro da propriedade, como está o

consumo de combustível, horas trabalhadas

e quando está na hora da

manutenção.

RC: A estrutura do solo é componente

essencial da fertilidade?

Franchini: Na agricultura, a fertilidade

do solo significa sua capacidade

em suportar a vida das culturas e

para isso ele tem que cumprir várias

funções: ser fonte de nutrientes,

permitir o armazenamento de água

e o crescimento das raízes e ter diversidade

biológica suficiente para

suprimir as principais doenças e fa-

Março/2020 REVISTA 11


ENTREVISTA: JULIO FRANCHINI

"NOSSA PRINCIPAL LINHA DE TRABALHO É APRENDER CONTINUAMENTE COMO

FAZER O SOLO SE MANTER PRODUTIVO PARA INCORPORAR AS NOVAS TECNOLOGIAS."

vorecer os organismos benéficos. A

fertilidade química é muito importante

e foi a área que se desenvolveu

primeiro. Hoje, a coleta de amostras

de solo geo-referenciadas permite a

obtenção de mapas de diagnósticos

precisos e mapas de correção à taxa

variável, onde se aplica apenas o necessário.

No entanto, em muitos casos,

quando se atinge níveis ótimos

de fertilidade química, as limitações

à produtividade podem estar associadas

a outros fatores. O sistema de

produção é muito intensivo, permitindo

no mínimo duas safras por ano.

Na maioria das vezes a janela entre a

colheita e o plantio da próxima cultura

é curta e estas operações podem

ser realizadas com solo úmido, onde

a compactação é inevitável. Nesse

momento, a estrutura do solo pode

passar a ser limitante à produtividade,

principalmente em períodos de

deficiência hídrica. Nosso trabalho

tem sido focado em práticas de prevenção

à compactação, principalmente

a diversificação de culturas

Julio Franchini participa todos os anos dos

encontros na Fazenda Experimental da Coamo

por meio do consórcio com as braquiárias

e o uso de janelas para aumentar

a produção de palha e raízes.

RC: Quais foram as principais tecnologias

conquistadas nos últimos

anos?

Franchini: A tecnologia mais importante

nos últimos anos, sem dúvida

nenhuma, foi e continua sendo

o plantio direto. Com ele conseguimos

produzir com sustentabilidade,

preservando o meio ambiente.

O plantio direto também permitiu

que o plantio da soja fosse gradativamente

sendo antecipado, saindo

do início de novembro na década

de 1970 para o início de outubro

nos anos mais recentes. Isso foi

muito importante para viabilizar a

cultura do milho segunda safra nas

regiões mais quentes. O aumento

na produção e produtividade da

soja e do milho segunda safra ao

longo dos anos ajudou a estruturar

a indústria de transformação e de

produção de proteína, agregando

valor e modificando a economia do

país. O aprimoramento do plantio

direto impulsionou as mudanças do

padrão genético do milho e principalmente

da soja.

RC: Qual o impacto e resultado da

correta utilização do manejo do solo?

Franchini: Nosso maior desafio é

avaliar corretamente a qualidade

física do solo. Recentemente nossa

equipe desenvolveu um método

para o Diagnóstico Rápido da Estrutura

do Solo (DRES), que permite

"A tecnologia mais

importante nos últimos

anos, sem dúvida

nenhuma, foi e continua

sendo o plantio direto."

que os técnicos e produtores consigam

diferenciar por seus próprios

meios o que é uma boa estrutura de

uma estrutura ruim. Com uma amostra

retirada da camada superficial do

solo, com uma pá, se pode ver o que

está acontecendo com a estrutura do

solo. Isso é muito importante do ponto

de vista didático e de entendimento

dos processos no solo. A partir daí

as pessoas começam a entender que

uma boa estrutura do solo é dependente

da produção de raízes e aí nós

voltamos a falar em plantio direto de

qualidade com maior produção de

palha e de raízes.

RC: Quais os aspectos a serem

melhorados no uso do manejo do

solo?

Franchini: O manejo correto do

solo passa pelo planejamento do

sistema de produção para que ele

próprio produza os insumos mais

importantes, a palha e as raízes. Os

melhores produtores que acompanhamos

são aqueles que adotam

sistemas que permitem a diversificação

de produção em pelo me-

12 REVISTA

Março/2020


nos 25% da área. Estes produtores

têm as maiores produtividades nos

melhores anos e produtividades

acima do custo de produção em

anos ruins. Diversificação não significa

desistir de produzir culturas

econômicas, como a soja e o milho,

mas apenas preencher o que nós

chamamos de janelas, com culturas

que vão aumentar a produção

de palha e raízes. Nesse sentido, o

consórcio do milho com braquiária

é o melhor exemplo. No caso das

áreas que plantam trigo é possível

ocupar a janela entre a soja e o trigo

com culturas como milheto e o

nabo forrageiro, ou a mistura destas

espécies. Em nossos trabalhos

com a Coamo em áreas de produtores,

temos observado nos mapas

de colheita do milho 2ª safra, que

em aproximadamente 30% da área,

o produtor está tendo prejuízo, por

estar produzindo abaixo do custo

de produção. Essa informação é

muito importante, pois mostra que

existe oportunidade para diversificar

e aumentar a rentabilidade, simplesmente

investindo em recuperar

o solo e deixando de ter prejuízo.

RC: Qual a importância da Agricultura

4.0 e as principais novidades

que os produtores terão nos próximos

anos?

Franchini: A agricultura 4.0 é um

marco importante no processo de

evolução ao longo dos séculos,

desde a invenção do arado, 5.000

anos a.C.. De forma objetiva, significa

que todas as máquinas novas:

o trator, o pulverizador, o aplicador,

o transbordo e a colhedora, têm a

capacidade de receber e transmitir

dados, é a internet das coisas. Na

prática as operações poderão ser

"A Embrapa sempre foi e

continuará sendo parceira

da Coamo porque a

forma de trabalho

da cooperativa está

totalmente alinhada com

a missão da Embrapa."

programadas no escritório e enviadas

para as máquinas executarem.

Hoje já podemos fazer aplicações

de fertilizantes e corretivos à taxa

variável, baseado nos mapas de fertilidade

do solo. Já existem alguns

exemplos mais avançados disso

como o trator conceito autônomo

lançado há três anos no Brasil. A

obtenção massiva de dados também

está permitindo que processos

sejam modelados e, com isso,

as máquinas sejam ensinadas a tomarem

decisões sozinhas, já incorporando

conceitos de inteligência

artificial. Já existem protótipos de

pulverizadores que reconhecem a

espécie de interesse e aplicam o

herbicida nas demais, fazendo uma

aplicação seletiva. Os sensores embarcadores

em drones vão evoluir

cada vez mais rápido e permitir que

seja feito o diagnóstico da causa

das alterações no padrão das imagens

obtidas nas culturas. Já conseguimos

ver variações no vigor das

plantas dentro dos talhões, mas ainda

precisamos de análises complementares

do solo e da planta, para

identificar a causa do problema. No

futuro próximo, problemas específicos

poderão ser identificados por

deixarem uma assinatura espectral

característica. Assim poderemos

identificar a partir de imagens, deficiências

nutricionais ou o ataque

de pragas e doenças, por exemplo.

Existe um projeto em andamento

na Embrapa Instrumentação que

está desenvolvendo um robô autônomo

que fará a análise de solo

diretamente no campo a partir da

emissão de um feixe de raio laser. A

partir do plasma gerado será possível

determinar a composição de

alguns elementos de interesse. O

equipamento é bastante promissor

para a análise de Potássio.

RC: O trabalho da Fazenda Experimental

da Coamo é importante instrumento

de difusão?

Franchini: Para se ter uma ideia

da visão de futuro da Coamo é só

olhar para a Fazenda Experimental,

que já tem mais de 40 anos. Isso

demonstra o valor que a cooperativa

sempre teve pela geração de

informação e, posteriormente, pela

difusão desta informação para seus

cooperados. Continuem acreditando

e investindo no cooperativismo.

A Coamo representa um modelo

de empresa de sucesso e orgulho

para o Brasil graças aos seus cooperados.

A Embrapa sempre foi e

continuará sendo parceira da Coamo

porque a forma de trabalho

da cooperativa está totalmente alinhada

com a missão da Embrapa.

Trabalhando em parceria com a

Coamo, estamos trabalhando com

vocês. Contém sempre conosco e

sucesso a todos.

Março/2020 REVISTA 13


ENCONTRO DE VERÃO

CONHECIMENTO PARA TODOS

Encontro de Verão na Fazenda Experimental da Coamo é realizado

anualmente para que o cooperado saia na frente no campo da produção

14 REVISTA

Março/2020


MARCOS ANDRÉ PALUDO

São Domingos (Oeste de Santa Catarina)

Fazemos uma viagem longa para participar do

encontro. Mas, sem dúvida nenhuma, vale muito

a pena. A Coamo tem essa preocupação com o associado,

de apresentar novas tecnologias para me-



lhorar a atividade e produzir cada vez mais.

JOSÉ APARECIDO SACOMAN

Luiziana (Centro-Oeste do Paraná)

A Fazenda Coamo é como se fosse uma escola. Venho

aqui, passo um dia e levo muito conhecimento.

São vários assuntos importantes, seja relacionado

a novas variedades, tecnologias de aplicação ou

controle de doenças e plantas daninhas.

Com a porteira sempre

aberta para o quadro

social, a Fazenda Experimental

da Coamo, realizou a 32ª

edição do Encontro de Verão,

entre os dias 03 e 07 de fevereiro.

Com dez experimentos distribuídos

em estações de pesquisa,

mais de cinco mil associados do

Paraná, Santa Catarina e Mato

Grosso do Sul marcaram presença

no evento, que é puro conhecimento.

Em cada edição, eles

podem vivenciar teoria e prática

de uma forma didática, por meio

de palestras ministradas pelo

José Aroldo Gallassini participou da abertura de todos os dias de evento

quadro técnico da Coamo e por

pesquisadores dos principais

institutos de pesquisa do país,

parceiros da Coamo.

Desde a fundação da

Coamo, a difusão de tecnologias

é uma premissa. Com quase 50

anos de pesquisa, é incalculável

o avanço agropecuário proporcionado

ao quadro social por

meio de eventos técnicos. O

objetivo segundo o engenheiro

agrônomo Lucas Simas, chefe

da Fazenda Experimental da

Coamo, é apresentar aos associados

as novas tecnologias que

foram testadas e aprovadas. “É

uma oportunidade ímpar para se

atualizar. Apresentamos assuntos

do momento, que realmente

necessitam ser discutidos pelos

nossos associados, juntamente

com os técnicos e pesquisadores.

Quem participa sai na frente”,

considera Simas.

Segundo o gerente de

Assistência Técnica da Coamo,

Marcelo Sumiya, o trabalho da

Fazenda Experimental é testar

produtos e estudar as tecnologias

para disponibilizar aos cooperados.

“O associado tem a

certeza de que o que está sendo

apresentado foi testado e validado.

A forma como apresentamos

é para facilitar a compreensão e

aplicação na propriedade. Estudamos,

também, para o cooperado

não fazer investimentos que

não sejam adequados. Trata-se

de um evento técnico, mas nossa

Fazenda Experimental está

aberta para os cooperados o ano

todo.”

Quem também reforça

o impacto positivo do Encontro

de Verão é o diretor de Suprimentos

e Assistência Técnica da

Coamo, engenheiro agrônomo

Aquiles de Oliveira Dias. “É um

evento que preparamos durante

o ano todo e culminamos com

as apresentações. Quem participa

adquire muito conhecimento,

Março/2020 REVISTA 15


ENCONTRO DE VERÃO

ENTRE OS DIAS 03 E 07 DE FEVEREIRO, COOPERADOS DO PR, SC E MS MARCARAM

PRESENÇA NO ENCONTRO NA FAZENDA EXPERIMENTAL, QUE É PURO CONHECIMENTO

Lucas Simas, chefe da Fazenda Experimental Coamo

pois procuramos sempre trazer

os temas do momento. Vamos,

inclusive, buscar tecnologias fora

do país. Isso é algo que somente

o associado da Coamo tem.”

Como resultado dessa

difusão de conhecimento, as

produtividades vêm aumentando

gradualmente ao longo dos

anos, que em contato direto com

a pesquisa têm as informações

em primeira mão. “O Encontro na

Fazenda Experimental é tradicional,

apresenta as novidades que

a pesquisa desenvolve e repassa

aos associados. Praticamente do-

bramos as produtividades de soja

e milho e, certamente, a pesquisa

e o trabalho realizado na Fazenda

Experimental têm muito a ver

com isso”, comemora o presidente

do Conselho de Administração

da Coamo, José Aroldo Gallassini.

Gallassini é um entusiasta

do trabalho realizado pela

cooperativa por meio da Fazenda

Experimental. “A missão da

Coamo é gerar renda aos cooperados

com desenvolvimento sustentável

do agronegócio, e esse

trabalho passa pela assistência

técnica e o repasse de tecnologias

para ter mais produtividades

e redução dos custos. Nesse encontro,

os associados conhecem

a realidade e o trabalho da pesquisa,

novas tecnologias e práticas

para fazer bem feito na sua

lavoura com um contato direto

junto aos pesquisadores de importantes

empresas e entidades

públicas e privadas.”

Aquiles Dias, diretor de Suprimentos

e Assistência Técnica da Coamo

SAIBA MAIS:

FAZENDA EXPERIMENTAL COAMO

- 45 anos

- 2 grandes encontros anuais: verão e inverno

- Mais de 100 experimentos mantidos

ENCONTRO DE VERÃO

- 32ª edição

- 5 dias de encontro

- Mais de 5.000 pessoas participaram

ESTAÇÕES APRESENTADAS EM 2020

- Tecnologia de aplicação de defensivos

- Tratamento de Semente Industrial Coamo

- Manejo da Ferrugem da Soja

- Manejo de Percevejos na Cultura da Soja

- Resultados Experimento Calagem e Gessagem

Coamo e UEM

- Cultivares de Soja

- Novos Desafios no Manejo da Buva

- Manejo do Complexo de Enfezamento na Cultura

Marcelo Sumiya, gerente de Assistência Técnica, Aquiles Dias, diretor de Suprimentos e

Assistência Técnica, Alcir José Goldoni, presidente Executivo da Credicoamo, Airton Galinari,

presidente Executivo da Coamo, Ricardo Calderari e Claudio Rizzatto, membros do Conselho de

Administração da Coamo, e José Aroldo Gallassini, Presidente do Conselho de Administração

do Milho

- Agricultura 4.0 e Precisão na Agricultura

16 REVISTA

Março/2020


No alvo

Estação abordou

conceitos básicos da

tecnologia de aplicação

de defensivos. Dinâmica

mostrou importância da

escolha dos bicos

Alvo, ambiente, momento de aplicação, máquina

e produto. São diversos os aspectos

que precisam ser levados em consideração

quando o assunto é tecnologia de aplicação. Uma

tarefa difícil, mas que foi abordada de forma didática

e tecnológica durante o Encontro de Verão da

Fazenda Experimental da Coamo. Segundo o engenheiro

agrônomo José Petruise Ferreira Junior, da

Coamo em Campo Mourão, esse assunto é prioridade,

pois no passado já foi considerada uma atividade

de risco e de desperdício para a agricultura.

“A assistência técnica da Coamo tem a consciência

e preocupação de orientar os cooperados para executar

com eficiência essas operações.”

Petruise enfatiza a necessidade de se difundir

o conhecimento científico sobre esse tema. “Com informação

se obtém a correta colocação do produto

biologicamente ativo no alvo desejado e na quantidade

necessária, a fim de que possam ser controladas

a população ou a presença de pragas, doenças

e plantas daninhas. Além de se evitar danos econômicos,

com segurança e o mínimo de contaminação

para o aplicador, realizando a operação da forma

mais econômica possível”, considera o agrônomo.

Uma das prioridades da tecnologia de aplicação,

de acordo com o engenheiro agrônomo,

é quanto à escolha das pontas de pulverização. “É

um componente de fundamental importância no

pulverizador. É responsável pela vazão e qualidade

das gotas, impactando diretamente na qualidade da

operação. Também é preciso ter cuidado com relação

à altura de barra e a escolha ideal do tamanho

de gota em função do alvo desejado. Temos situações

onde em função da declividade do terreno,

Março/2020 REVISTA 17


ENCONTRO DE VERÃO

FOCO FOI, PRINCIPALMENTE, NAS PONTAS E A DEPOSIÇÃO DA CALDA PARA QUE SEJA

ECONOMICAMENTE VIÁVEL, BUSCANDO O MÁXIMO DE EFICIÊNCIA DOS PRODUTOS

uma variação da altura da barra de pulverização,

pode expor as gotas à deriva. E se essa barra de pulverização

estiver muito perto do alvo, é possível que

hajam falhas de aplicação entre um bico e outro.”

O importante, segundo Petruise, é analisar a

situação. “Avalie cada caso e veja qual o bico correto.

Procure a assistência técnica para que seja escolhida

a ponta adequada. Toda a equipe técnica da

cooperativa está capacitada para dar esse suporte

ao quadro social.”

O engenheiro agrônomo da Teejet, Guilherme

Bandieri Napoli, acrescenta que as pontas (ou bicos)

são responsáveis por fragmentar a calda de maneira

homogênea em diferentes tamanhos de gotas,

proporcionando cobertura suficiente do produto sobre

o alvo. “O uso de um modelo de ponta inadequada

ou desgastada, poder gerar um custo adicional de

reaplicação ou mesmo uma percepção errada sobre

a qualidade e eficiência do produto aplicado.”

SAIBA MAIS:

Diego Scharan (Roncador), Nilton Cesar Cavalheri (Campo Mourão), José Petruise

Ferreira Junior (Campo Mourão) e Everton Paulo Bosquese (Engenheiro Beltrão)

Semente certificada

Associados conheceram benefícios do

Tratamento de Sementes Industrial

Tudo começa com a escolha da semente que

será plantada. Se esta semente não tiver qualidade,

toda lavoura pode estar fadada ao

fracasso. Razão pela qual, a produção de sementes

de qualidade é uma das bandeiras levantadas pela

Coamo. Desde 2013, a cooperativa conta com o

Tratamento de Sementes Industrial, tecnologia que

colocou a Coamo na vanguarda do processo de

produção e segue rigorosos padrões para obter

os dois selos de qualidade existentes no mercado

atualmente, um conferido pela Basf e o outro pela

Syngenta.

COMO ESCOLHER A PONTA IDEAL?

- Definir o tamanho das gotas em função do tipo e modo de ação do

produto, condições climáticas e do alvo.

- Tipo de ponta em função do tamanho de gota.

- Definir a taxa de aplicação (l/ha).

- Checar a velocidade de deslocamento do pulverizador.

- Calcular a vazão necessária na ponta.

- Escolher, dentro do tipo de ponta já definida, a vazão e pressão de

trabalho que produza o tamanho de gota desejada.

18 REVISTA

Março/2020


Glauco Matsunaga Ferreira (Quinta do Sol), Diogo Alves (Altamira do Paraná), Cleber

Dienis Voidelo (Campo Mourão) e Paulo Nedes de Souza Peres (Manoel Ribas)

Parceiros na apresentação da estação sobre Tratamento Industrial de Sementes:

Gustavo Alves (Syngenta), João Gabriel Tonon (Basf) e Gerhard Ecker (Syngenta)

Segundo Cleber Dienis Voidelo, coordenador

de Tratamento de Semente Industrial da Coamo,

apesar da segurança existente no processo, muitos

associados ainda têm dúvidas sobre a dosagem destas

sementes e, por esta razão, a cooperativa destinou

uma estação de pesquisa do Encontro de Verão para

este assunto. “O produtor pode ter certeza da qualidade

da semente Coamo. Não é somente o cooperado

que quer que a semente esteja com a dosagem

correta, é de interesse também para a cooperativa

entregar o produto com qualidade para que o agricultor

possa alcançar bons resultados.”

A Coamo, conforme Voidelo, trabalha com

as maiores empresas do segmento e que geram a

pesquisa nessa área. “Buscamos os melhores produtos

e formas de operacionalizar o processo de

tratamento industrial. No mercado de tratamento

de semente industrial, existem dois selos emitidos.

A Coamo está certificada nos dois. Para obter estes

selos, não basta acertar a dose, tem muito mais que

isso, temos responsabilidades social e ambiental, e

temos que treinar nossas equipes a cada ano para

renovar a certificação”, reforça Voidelo.

João Tonon da área de Desenvolvimento de

Produto e Mercado para Tratamento de Sementes da

Basf, que estava na estação de pesquisa da Coamo, ressalta

que o selo de qualidade conta com um processo

rigoroso. “Certificamos e entregamos o selo para nossos

principais parceiros, como é o caso da Coamo. Esse

selo engloba diversas análises para garantir os produtos,

a segurança do meio ambiente e do produtor.”

Para Gustavo Costa Prado Alves, pesquisador

Seedcare Syngenta, a avaliação para obter a certificação

envolve os mais diversos fatores de qualidade

dentro do tratamento de sementes. “A Coamo

conta com o selo de certificação de excelência em

tratamento de sementes Seedcare porque realmente

atende todos os parâmetros descritos ano após

ano. Portanto, podemos dizer que excelência em

tratamento de sementes e Coamo são sinônimos.

Então o cooperado pode se sentir orgulhoso de ter

uma semente de qualidade e protegida para a sua

lavoura, para alcançar altas produtividades.”

JENIFER KARINE GISH SEIBOTH

Nova Santa Rosa (Oeste do Paraná)



resultados, com a máxima eficiência econômica.

Vemos nos encontros o que a pesquisa está desenvolvendo

para que possamos utilizar no campo. O

que está funcionando da melhor forma, podemos

aplicar na propriedade. É possível ver os melhores

JOÃO CARLOS FERNANDES

São João do Ivaí (Centro-Norte do Paraná)

Desde que me cooperei na Coamo, em 1996,

nunca perdi um encontro. Volto sempre porque

cada ano tem novidades. Boa parte do que

vi nos eventos, apliquei na propriedade e tive

bons resultados.

Março/2020 REVISTA 19


ENCONTRO DE VERÃO

De olho na longevidade dos fungicidas

Estação abordou doenças da soja, com ênfase nos fungicidas multissítios para melhorar

a performance dos fungicidas sítios específico e minimizar os riscos de resistência

O

panorama geral da ferrugem da soja e outras

doenças que acometem a cultura, com

ênfase na utilização de fungicidas multissítios

para melhorar a performance dos fungicidas

sítios específico, e ainda, para minimizar os riscos de

resistência e garantir a longevidade foi tema de uma

das estações no Encontro de Verão na Fazenda Experimental.

Foram abordadas outras ferramentas e

estratégias que podem e devem ser utilizadas dentro

do manejo integrado de doenças na cultura.

De acordo com o engenheiro agrônomo

José Marcelo Fernandes Rubio, da Coamo em Campo

Mourão, a safra 2019/2020 foi um pouco diferente

em relação a ferrugem asiática, influenciada pelo

clima seco que atrasou o plantio. “Contudo, a ferrugem

é uma doença que requer atenção. A doença

continua presente e poderá ser totalmente diferente

na próxima safra”, destaca. O agrônomo ressalta que

a ferrugem não é a única doença que deve ter atenção.

“A mancha púrpura ou cercospora, a septoria

e, principalmente, a mancha alvo também podem

causar prejuízos às lavouras”, acrescenta.

Nesse sentido, a recomendação é para a utilização

de fungicidas multissítios, que afetam diferentes

pontos metabólicos do fungo e apresentam

Alessandro de Oliveira (Juranda), Sebastiao Francisco Ribas Martins Neto (Boa

Ventura de São Roque), José Marcelo Fernandes Rubio (Campo Mourão) e

Ulysses Marcellos Rocha Netto (Janiópolis)

20 REVISTA

Março/2020


SAIBA MAIS:

O QUE SÃO FUNGICIDAS MULTISSÍTIOS?

Cláudia Vieira Godoy, Embrapa/Soja

Rafael Moreira Soares, Embrapa/Soja

São fungicidas que afetam diferentes pontos

metabólicos do fungo e apresentam

baixo risco de resistência.

SAIBA MAIS:

baixo risco de resistência. “São

produtos que tem ação sobre

outros fungos que, também, vêm

apresentando resistência aos fungicidas

específicos. “É importante

a rotação de mecanismo de ação.

Cada ano é diferente e cada região

tem a sua particularidade.

Sempre tem uma determinada

doença que predomina e quanto

mais diversificar e rotacionar os

produtos, mais protegidas ficam

as lavouras e com mais eficiência.”

A estação contou com a

participação dos pesquisadores

na área de fitopatologia da Embrapa/Soja,

Cláudia Vieira Godoy

e Rafael Moreira Soares. Cláudia

observa que cada safra deixa uma

lição e é sempre importante monitorar

a situação das doenças antes

de tomar qualquer medida. “A

ferrugem é a principal doença da

soja, mas tem outras que também

são preocupantes. A principal ferramenta

é o monitoramento. O

produtor tem que acompanhar o

clima, a evolução do plantio e os

possíveis aparecimentos de focos

da doença para que possa definir

o controle”, pondera.

Rafael lembra que embora

a safra 2019/2020 tenha sido

mais “tranquila” para a ferrugem,

é preciso atenção, pois se trata

de uma doença agressiva e de

difícil controle. “Os fungicidas

multissítios são uma ferramenta

importante nesse processo aliado

a outras práticas como, por

exemplo, respeitar o vazio sanitário

e fazer a rotação de fungicidas

conforme o modo de ação.

Os trabalhos devem ocorrer de

modo preventivo para que a

doença não se prevaleça.”

- Fungicidas multissítios são imóveis na

planta (não são absorvidos)

- Permanecem no local da aplicação

- Possui característica de formar uma camada

protetora sobre a superfície da folha

- Atua de forma preventiva

- Necessita de boa cobertura no momento

da aplicação

- São laváveis pela chuva e por isso seu “residual”

é menor

POR QUE UTILIZAR

FUNGICIDA MULTISSÍTIO?

- Aumentar performance no controle

- Proteger os fungicidas sítios específicos

contra o surgimento da resistência

- Tem ação sobre outros fungos que também

vêm apresentando resistência aos fungicidas

específicos

RICARDO AUGUSTO ROMAGNOLI

Boa Esperança (Centro-Oeste do Paraná)



fazer o melhor na nossa atividade.

Nos encontros são apresentadas novas tecnologias,

práticas e soluções que facilitam nosso

dia a dia. Temos que acompanhar, pois o cenário

agrícola muda sempre e buscamos sempre

GERSON MARON

Dourados (Sudoeste do Mato Grosso do Sul)

Recebemos mais conhecimento, temos muito a aprender

ainda e sempre tem algo novo nos eventos da Coamo.

Analisamos tudo o que foi apresentado e vemos o

que serve para a nossa realidade. É um dia de trabalho,

para melhorar o que a gente vem fazendo.

Março/2020 REVISTA 21


ENCONTRO DE VERÃO

Percevejos

no foco

Foram apresentados problemas

ocasionados pelo percevejo

marrom, uma das principais

pragas da soja

Considerada uma das principais pragas

da cultura da soja, o percevejo

marrom (Euschistus heros) vem causando

preocupação e perdas nas lavouras.

O controle passa, principalmente, pelo

monitoramento de forma sistemática das

lavouras para que possa ser definida a melhor

ação. “Decidimos nossas ações sempre

com embasamento técnico, e para isso é

preciso monitorar a lavoura. Se na fase R3

(vagem com 0,5 cm em um dos quatro nós

superiores do caule com folha completamente

desenvolvida - conhecido como fase

de canivetinhos), por exemplo, encontrarmos

dois percevejos por metro linear para

lavouras destinadas a grãos e um percevejo

por metro linear em lavouras destinadas

para sementes, é o momento de fazer intervenção

com produto químico. Porém, antes

e após a aplicação, o monitoramento deve

acontecer”, diz o engenheiro agrônomo Lucas

Gouvea Vilela Esperandino, da Coamo

em Campo Mourão.

Ele ressalta que o percevejo ataca

a vagem da soja e se alimenta diretamente

do produto final, que é o grão. “Trata-se

de uma praga importante, devido a densidade

populacional, frisa. Entre as medidas

de controle recomendadas pela assistência

técnica da Coamo estão a utilização de

produtos químicos, biológicos e o controle

22 REVISTA

Março/2020


Erick Adriano Reis (Luiziana), Lucas Gouvea Vilela Esperandino (Campo Mourão),

Fernando Mauro Soster (Ivaiporã) e Conrado Vitor Moreira de Souza Zanuto

(Ivailândia)

alternativo. “Fazem parte do controle alternativo o

uso de cultivares precoces e tolerantes ao percevejo,

eliminação de plantas hospedeiras, utilização de

armadilhas e atenção com o espaçamento e densidade

de plantio”, observa e acrescenta que as ações

devem ocorrer durante todo o ciclo da lavoura e a

atenção a partir da fase R3. “É uma praga que tem

várias culturas como hospedeiras e vai migrando de

uma lavoura para outra. É a ponte verde, como chamamos.

Quando não tem plantas, o inseto vai para

as matas e sai quando a lavoura é implantada, fazendo

um novo povoamento.

A praga está presente em todas as regiões da

Coamo, seja com maior ou menor intensidade, conforme

o clima. Esperandino explica que o percevejo

marrom, por exemplo, gosta de regiões mais quentes.

Outro ponto destacado pelo agrônomo é a

tecnologia de aplicação dos defensivos. De acordo

com o agrônomo é importante que o associado siga

as recomendações técnicas. “É essencial que essa

ação seja realizada da melhor maneira possível, para

que o alvo seja atingido. O associado deve levar em

consideração o estágio e arquitetura da planta para

definir a melhor estratégia”, salienta.

Alicerce do

sistema agrícola

SAIBA MAIS:

É NECESSÁRIO:

- Considerar o sistema produtivo, analisando a realidade

atual das culturas de soja e milho;

- Monitorar as lavouras durante o ano todo;

- Utilizar critérios técnicos para o manejo das pragas;

- Mudanças estão ocorrendo na dinâmica dos percevejos, especialmente

o percevejo barriga verde, com alta incidência

no milho segunda safra e preocupação futura para a Soja.

COMBATER:

- O uso aleatório e indiscriminado de inseticidas.

DANOS CAUSADO PELO PERCEVEJO NA SOJA

- Afetam diretamente o rendimento e a qualidade das sementes;

- Os grãos atacados ficam menores, enrugados, chochos e

com cor mais escura que o normal;

- Pode ocorrer abortamento de vagens;

- Redução na qualidade, na viabilidade e no vigor das sementes

de soja;

- Alterações nos teores de proteína e qualidade do óleo;

- Pode ocorrer retardamento da maturação (retenção foliar

e haste verde).

Associados conheceram os resultados de

um experimento iniciado em 2012 com

diferentes fatores para calcário e gesso

O

experimento de calagem e gessagem na

Fazenda Experimental iniciou em 2012

em parceria com a Universidade Estadual

de Maringá (UEM). Há oito anos, esse estudo

se transforma em uma estação de pesquisa e os

resultados têm se mostrado coerentes com o que

vem sendo repassado aos agricultores. “É um trabalho

importante porque o calcário e o gesso são

corretivos fundamentais que possibilitam maior

eficiência dos fertilizantes, aumentam a disponibilidade

de nutrientes e promoção do desenvolvimento

radicular. Tudo isso culminará em melhores

condições químicas do solo. A fertilidade do

solo é o alicerce de todo o sistema de produção

agrícola”, afirma o engenheiro agrônomo, Diego

Monteiro, da Coamo em Mamborê.

Março/2020 REVISTA 23


ENCONTRO DE VERÃO

EXPERIMENTO DE CALAGEM E GESSAGEM NA FAZENDA EXPERIMENTAL INICIOU

EM 2012, EM PARCERIA COM A UEM E VEM APRESENTANDO BONS RESULTADOS

Quando bem conduzida, essa prática garante

incremento de produtividade. “Nossas avaliações

são com base na produtividade para grandes culturas.

Queremos aumentar a massa de raiz de soja, por

meio da correção, do uso de gesso, criar um perfil

de solo, para que isso retorne ao produtor rural em

lucro”, afirma Monteiro.

O calcário e o gesso são os elementos principais

no estudo conforme explica Diego Monteiro.

“Medimos massa, diâmetro, comprimento e volume

de raízes, por meio de um escâner que desce em

profundidade em um tubo de acrílico, colocado na

João Rafael Bauermeister (Barbosa Ferraz), Diego Monteiro

(Mamborê) e José Eduardo Frandson Filho (Marilândia do Sul)

entrelinha de plantio dos tratamentos. É um trabalho

muito importante porque permite quantificar a real

situação do sistema radicular da planta por meio de

dados obtidos pelas imagens do escâner, gerando

informações fundamentais para a condução da pesquisa

e o entendimento dos resultados obtidos”.

O professor Marcelo Augusto Batista, da

Universidade Estadual de Maringá, enfatiza que os

produtores têm esquecido da calagem e gessagem.

“Temos observado que as recomendações que preconizamos

são as mais adequadas para o sistema de

produção. Depois de oito anos pesquisando soja,

milho e trigo na mesma área, fazendo diferentes doses

de calcário e gesso, e revolvimento do solo para

calcário, fica evidente que mantemos a recomendação

que sempre fizemos, saturação das bases de

70% para soja, milho e trigo. Sem revolvimento, e se

possível uso de gesso, melhoram essa produtividade,

principalmente para milho e trigo”, afirma Batista

que ainda acrescenta, “as vezes as pessoas querem

reinventar a roda e acabam causando certos problemas.

É importante esse tipo de experimento para

reafirmar que o que vem sendo feito é o correto”.

24 REVISTA

Março/2020


Marcelo Augusto Batista, UEM

O calcário tem como

uma das funções elevar o pH do

solo, pois se este estiver adequado,

todas as demais características

químicas estarão. “O calcário

eleva o pH para deixar na condição

ideal para melhorar a disponibilidade

de nutrientes. Primeiro

se corrige o pH e, depois, investe

em fertilizantes. O calcário atua

na superfície do solo (camada de

0 a 20 cm), e fornece o cálcio e

magnésio, de acordo com cada

solo”, explica o professor.

Quanto ao gesso, Marcelo

Batista ensina, que atua na camada

abaixo de 20 cm, a subsuperfície

do solo. “O gesso fornece

enxofre e cálcio, e melhora essa

camada movimentando os nutrientes,

criando um perfil de solo,

ou seja, um solo mais homogêneo

para que a raiz possa crescer

em profundidade, sofrer menos

estresse, principalmente o hídrico

e fornecer mais nutrientes para as

plantas de forma geral. ”

Outro pesquisador que

estava nesta estação é Marcos

Renan Besen, também da UEM.

Ele revela os resultados da pesquisa,

principalmente, após a

reaplicação em 2016. “Observamos

expressivo aumento radicular,

comprimento de raiz e volume.

Se temos mais raiz, temos

mais acesso a água e nutrientes,

ou seja, uma planta mais resistente

às intempéries climáticas.”

Portanto, a partir deste

experimento muitos conceitos

foram renovados. “O gesso, às

vezes, é visto como um contaminante,

mas não é. É um resíduo

que na década de 1970 teve

seus benefícios descobertos no

Brasil e virou um produto comercializado

que tem respondido

bem à muitas culturas. O que

se deve levar em conta é a dosagem

correta.”

Marcos Renan Besen, UEM

SAIBA MAIS:

Benefícios da Calagem

- Correção da acidez do solo

- Neutralização do Alumínio tóxico

- Elevação dos teores de Cálcio e Magnésio

- Aumenta a disponibilidade de nutrientes

- Aumenta a eficiência do uso de fertilizantes

Benefícios da Gessagem

- Fonte de Cálcio e Enxofre

- Precipitação do Alumínio tóxico (profundidade)

- Melhoria da eficiência do Nitrogênio em

milho

- Promover desenvolvimento radicular

Cultivares com destaque nas recomendações

Foram apresentadas cultivares da

Embrapa e Fundação Meridional,

TMG, Cordius, Don Mario, Brasmax,

Nidera, Syngenta, FT Sementes,

Monsoy e SoyTech

Novidades relacionadas as cultivares de soja

são sempre aguardadas pelos associados.

Tradicionalmente, a Coamo mantém duas

estações que apresentam as melhores opções para

toda a área de ação da cooperativa e trata de assuntos

relacionados ao manejo da lavoura. Em uma delas,

foi abordado sobre a dessecação pré-colheita e

discutido o porquê, quando e como fazer, além das

consequências dessa prática.

Março/2020 REVISTA 25


ENCONTRO DE VERÃO

DESSECAÇÃO DAS LAVOURAS FOI TEMA DE UMA DAS ESTAÇÕES SOBRE CULTIVARES,

DISCUTIDO O PORQUÊ, QUANDO E COMO FAZER, ALÉM DAS CONSEQUÊNCIAS DESSA PRÁTICA

O engenheiro agrônomo, Guilherme da Silva

Francicani, da Coamo em Campo Mourão, revela

que a pesquisa recomenda o estágio R7.3 como

o indicado para a dessecação. “É uma decisão do

Engenheiro Agrônomo para o cooperado que pretende

antecipar a colheita, geralmente, para plantar

o milho segunda safra, eliminar plantas daninhas ou

ainda uniformizar a lavoura para a colheita.”

Francicani alerta que se a dessecação ocorrer

de forma errada pode causar perda na produção e aumenta

o risco de resíduos em grãos, inviabilizando financeiramente

a prática. “Tem ainda a situação de que

a operação poderá gerar um custo desnecessário, pois

se o associado aguardar mais alguns dias a lavoura estará

pronta para a colheita sem o uso dos produtos.”

SAIBA MAIS:

Alcione Dalla Giacomassa (Palmas), Claudinei Batista do Prado (Campo

Mourão), Marlon de Barros (Araruna), Eugênio Mateus Schleder Pawlina Junior

(Cantagalo) e Guilherme da Silva Francicani (Campo Mourão)

- Analisar a necessidade real da dessecação

- O estádio indicado para dessecação é R7(7.3)

- Dessecações antes de R7 causam perdas de rendimento da soja

- Se houver a dessecação com Paraquat, por exemplo, a colheita

deve ser com intervalo de no mínimo de 7 dias, este é o período de

intervalo de segurança para este ingrediente ativo

Importância da inoculação

Danilo Rodrigues Alves (Roncador), Roberto Shigueo Takeda (Moreira Sales),

Marcelo Santana (Rancho Alegre do Oeste), Luis Cesar Voytena (Campo Mourão)

Outro tema apresentado foi a fixação biológica

de nitrogênio, abordando os resultados

da inoculação e coinoculação na cultura da

soja, bem como da importância desta tecnologia

para os cooperados que buscam alta produtividade.

Conforme o engenheiro agrônomo, Luis Cesar

Voytena, da Coamo em Campo Mourão, o objetivo

foi de alerta para que os associados não deixem

de utilizar essa tecnologia. “Quando o tratamento

de sementes era realizado na propriedade, a inocu-

26 REVISTA

Março/2020


lação era comum. Agora, com o Tratamento Industrial,

como a semente já vem pronta, os agricultores

acabam deixando de usar o inoculante”.

Ele explica que o inoculante é uma bactéria,

um ser vivo, e não pode ficar muito tempo na semente

sem ir para o solo, pois acaba morrendo. Voytena

ressalta que o uso de inoculantes é a maneira

ambiental e econômica mais eficiente para fornecer

nitrogênio para a soja. “A planta precisa de muito nitrogênio

para o desenvolvimento. Para se ter ideia,

40% do grão de soja é composto por proteína e a

formação da proteína necessita do nitrogênio. Sem

o inoculante a lavoura perde em produtividade e

qualidade.”

Estudos confirmam que a reinoculação anual

da soja proporciona um incremento médio no rendimento

de grãos de 8,4% em relação às áreas que

não são inoculadas anualmente. “O custo é baixo

em relação aos outros insumos. É importante fazer

em todas as safras, pois a bactéria acaba perdendo a

eficiência com o tempo, além de que a cada ano há

uma atualização nos produtos, com tecnologias que

proporcionam mais rentabilidade.”

Ralf Udo Dengler, Fundação Meridional André Mateus Prando, Embrapa/Soja Arnold Barbosa de Oliveira, Embrapa/Soja

Cultivares

Nas duas estações foram

apresentadas cultivares para várias

situações e adaptadas para

todas as regiões da Coamo no

Paraná, Santa Catarina e Mato

Grosso do Sul. Os pesquisadores

da Embrapa/Soja, André Mateus

Prando, e Arnold Barbosa de Oliveira,

e da Fundação Meridional,

Ralf Udo Dengler apresentaram

as suas cultivares, entre as novidades

estava uma com a tecnologia

Block, que confere tolerância

aos percevejos. “Todas as cultivares

apresentam sustentabilidade

e mais segurança no campo”, frisa

André Prando.

Ralf Udo Dengler destaca

que a tecnologia Block é

uma ferramenta inovadora e

proporciona mais segurança e

rentabilidade aos agricultores.

“É uma linha de cultivares que

auxilia no manejo integrado de

um dos seus principais inimigos,

o complexo de percevejos.

A tecnologia amplia a proteção

da lavoura ao ataque dessa

praga, com maior tolerância, o

que minimiza a ação destrutiva

da praga”, comenta. De acordo

com ele, a tecnologia não dispensa

o uso do pano de batida,

de inseticidas, mas permite

uma melhor convivência com

esses insetos.

Março/2020 REVISTA 27


ENCONTRO DE VERÃO

Novos desafios com a buva

Planta daninha passou a ser um grande problema em 2005, com a resistência ao glifosato.

Atualmente, apresenta resistência a mais quatro mecanismos de ação de herbicidas

Um assunto recorrente nos encontros de cooperados

é a buva. Uma planta daninha que

sempre causa preocupação para o bom andamento

do sistema produtivo. A buva passou a ser

um grande problema em 2005, quando foi comprovada

a resistência ao glifosato. Atualmente, apresenta

resistência a vários mecanismos de ação de

herbicidas, gerando aumento de custos e, principalmente,

necessidade de planejamento dos sistemas

de cultivo integrando várias práticas de manejo.

De acordo com o engenheiro agrônomo,

Carlos Vinicius Precinotto, da Coamo em Juranda,

é fundamental a utilização e integração de manejo

cultural e químico. “Muitas vezes nos deparamos

com situações em que o produtor quer apenas um

único produto para resolver o problema dele. Con-

tudo, quando o assunto é planta resistente, o caso

fica mais complicado e pode piorar ainda mais, já

que um dos produtos mais usados no controle da

buva terá sua comercialização paralisada ainda neste

ano”, comenta.

Fabrício Gastoni Charneski (Brasilândia do Sul), Victor Hugo de Moura (São João do

Ivaí), Carlos Vinicius Precinotto (Juranda) e Gabriel Juliano Oening (Campo Mourão)

28 REVISTA

Março/2020


Fernando Adegas, Embrapa/Soja Dionisio Gazziero, Embrapa/Soja Rubem Silvério de Oliveira Júnior, UEM

Contudo, o agrônomo

chama a atenção para a utilização

de práticas dentro do

sistema de produção, como a

rotação de culturas e cobertura

de solo. “A buva é uma planta

bastante sensível. Se não tiver

luminosidade não irá emergir.

Então, uma boa palhada contribui

e muito.” Aliada a essa

ação, Precinotto ressalta a importância

de utilizar produtos

com diferentes mecanismos de

ação. “Os produtos devem ser

usados de forma consciente e

eficiente. É preciso eliminar a

planta daninha, caso contrário

irá se espalhar para toda a sua

área e a do vizinho.”

Presente na estação, o

pesquisador da área de plantas

daninhas da Embrapa/Soja, Fernando

Storniollo Adegas, recorda

que até a safra 2005/2006 os

agricultores estavam aprendendo

a lidar com a buva, mas a partir

daí houve a resistência ao glifosato.

“E para complicar ainda

mais, nas últimas safras, estamos

vendo resistência ou aumento a

tolerância a outros produtos. Temos

grandes desafios para essa

planta daninha.” De acordo com

ele, a melhor maneira de controlar

a buva é não deixar a planta

nascer.

Dionisio Luiz Pisa Gazziero,

também pesquisador da área

de plantas daninhas da Embrapa/Soja,

observa que deve haver

um planejamento de controle da

buva o ano todo. “A preocupação

não deve ser só no momento

que antecede o plantio da soja,

período mais recomendado. O

alerta deve estar ligado o ano

todo para que a planta daninha

não se estabeleça e se prolifere.”

Rubem Silvério de Oliveira

Junior, professor da Universidade

Estadual de Maringá

(UEM), diz que uma palavra boa

para definir a buva é desafio.

“Cada ano é diferente, com novas

tolerâncias a produtos dificultando

ainda mais o controle”,

frisa. Conforme o professor, a

buva tem se mostrado uma planta

de fácil adaptação e novas alternativas

de controle precisam

ser analisadas. “Não podemos

depender de apenas um tipo

de controle. O melhor momento

para manejar a planta é quando

ainda está pequena. Estamos

com menos opções químicas e o

problema só crescendo. Precisamos

de um manejo adequado e

custo viável.”

VAGNER PEREZ PATRÍCIO

Araruna (Centro-Oeste do Paraná)

Os encontros da Coamo geram conhecimento

e alternativas para melhorar nosso trabalho no

campo. Sempre tem novas variedades, já testadas

e adaptadas para a nossa realidade, além de esta-



ções que tratam do controle de pragas e doenças.

PEDRO FERNANDES MORAES

Pitanga (Centro do Paraná)

É um evento tão importante que estamos em plena

colheita, mas fiz questão de vir. Deixei meu filho e

funcionários trabalhando para participar e buscar informações

que possam agregar na lavoura. Sempre

têm novidades que acrescentam no nosso dia a dia.

Março/2020 REVISTA 29


ENCONTRO DE VERÃO

Quando a cigarrinha vira problema

Praga é vetor de doenças conhecidas por complexo de enfezamento do milho.

Doenças causam uma série de consequências negativas para a planta

A

cigarrinha do milho (Dalbulus maidis) é vetor

de algumas doenças conhecidas por

complexo de enfezamento do milho, composta

por dois molicutes (bactérias) e um vírus MRFV

(Maize Rayado Fino Virus). Estas doenças infectam os

vasos condutores da planta de milho, causando uma

série de consequências negativas para a planta.

De acordo com o engenheiro agrônomo,

Bruno Lopes Paes, da Coamo em Campo Mourão,

há três safras esse inseto é pesquisado na Fazenda

Experimental pela sua alta proliferação.

Paes explica que em regiões onde há milho

em diversos períodos do ano a cigarrinha se prolifera

mais rápido. “O dano da cigarrinha é a transmissão

de doenças, que são molicutes que podem

causar o nanismo, multiespigamento, enfezamento

pálido e vermelho na cultura. A cultura fica suscetí-

Sandro Rodrigo Klein (Roncador), Leo Silva dos Santos (Quarto Centenário),

Luiz Eduardo de Oliveira (Boa Esperança), Bruno Lopes Paes (Campo Mourão) e

Antonio Carlos de Oliveira (São João do Ivaí)

vel a entrada de doenças secundárias que podem

causar o tombamento do milho, como foi visto em

algumas lavouras nesta safra”, alerta.

Segundo o agrônomo não é somente uma

ação que resolverá todos os problemas. “O tratamen-

30 REVISTA

Março/2020


to de sementes é indispensável, a

pulverização foliar até o estágio

V10 da cultura do milho é essencial,

sincronização de plantio, manejo

do milho tiguera na cultura

da soja e trabalhar com híbridos

que tenham uma tolerância genética

maior à essas doenças transmitidas

pela cigarrinha.”

O pesquisador do Instituto

de Desenvolvimento Rural do Paraná

– Iapar-Emater, Rodolfo Bianco,

explica que não é porque tem o

inseto, que existe a doença. “A cigarrinha

está no ambiente a longa

data. Tem anos que ela aumenta

de população. O mais importante

é verificar se tem a doença. Hoje, é

preciso saber que existe um período

crítico do milho, quando é mais

jovem. Pode até ser transmitida depois,

mas o dano é menor.”

Rodolfo Bianco, Iapar-Emater

Um olhar na Agricultura 4.0

Estação abordou novidades da

agricultura de precisão, os trabalhos

de pesquisa conduzidos atualmente e

o que podemos esperar para o futuro

neste segmento

A

tecnologia de informação é um caminho

sem volta no mundo rural, que já vivencia a

chamada "Agricultura 4.0", baseada na produção

digital. O desafio é integrar todas as tecnologias

para aumentar a eficiência no campo. O assunto

foi tratado de forma didática no Encontro de Verão,

mostrando as novidades na agricultura de precisão

oferecidas pela Coamo e os trabalhos de pesquisa

que estão sendo conduzidos atualmente e o que se

pode esperar para o futuro neste segmento.

Março/2020 REVISTA 31


ENCONTRO DE VERÃO

COAMO ESTÁ ATENTA AS EVOLUÇÕES E INOVAÇÕES, BUSCANDO

SEMPRE DISPONIBILIZAR NOVIDADES AOS ASSOCIADOS

O engenheiro agrônomo Fabrício Bueno

Corrêa, da Coamo em Campo Mourão, explica que

a agricultura digital é um conjunto de tecnologias

que auxiliam os produtores rurais em suas atividades.

“Incluem softwares e dispositivos que coletam

dados, viabilizando automação e dar base para tomada

de decisões”, frisa.

Corrêa diz que o momento está sendo considerado

como a quarta evolução da agricultura. De

acordo com ele, o primeiro passo foi a mecanização,

o segundo o uso de agroquímicos, melhoramento

genético e plantio direto e o terceiro a biotecnologia

e análise Geo Espacial. “Estamos no momento

da internet das ‘coisas’, efetivação da robótica e utilização

de imagens de satélites de alta resolução. Ainda

há muito por vir com a inteligência artificial e um

conhecimento mais profundo do mundo digital.”

Contudo, o agrônomo ressalta que novos

investimentos nem sempre são o melhor caminho.

Corrêa alerta que o primeiro passo é o associado

conhecer o que já tem em mãos e definir a estratégia

para que as informações sejam integradas. “Vemos

casos de maquinários que coletam dados seja

na hora de plantar, pulverizar ou colher. Porém, nem

sempre essas informações são analisadas de forma

que possam melhorar o trabalho. A principal preo-

Cristiano Lorandi Sbaraini (São Domingos), Marcelo Balão da Silva (Candói),

Julio Franchinni (Embrapa), Fabrício Bueno Corrêa (Campo Mourão) e Jean

Roger da Silva Frez (Paulistânia)

cupação é para que o investimento se torne viável e

não custo na propriedade.”

Conforme Corrêa, a Coamo está atenta as

evoluções e inovações buscando sempre disponibilizar

novidades aos associados. “Temos ações sendo

desenvolvidas seja pela própria cooperativa ou por

meio de parceiros. A agricultura digital é um caminho

sem volta e os cooperados precisam adotar ou

melhorar o uso de novas tecnologias digitais que

possam agregar mais valor à produção e ser mais

eficiente no campo. Para isso, cada um precisa analisar

a sua realidade e necessidade, avaliar o custo

benefício e definir qual ferramenta utilizar.”

O engenheiro agrônomo Julio Cezar Franchinni

dos Santos, da área de pesquisa e desenvol-

32 REVISTA

Março/2020


vimento da Embrapa/Soja, observa

que, de forma resumida,

a agricultura digital nada mais

é do que implantar no dia a dia

das propriedades todas as informações

que os maquinários

transmitem e recebem quando

estão em uso. “São informações

relacionadas a aplicação dos defensivos

agrícolas, quantidade

de semente depositada no solo,

velocidade, consumo de combustível

e qual a produção. Aliado

a isso, temos as imagens por

satélites com mais precisão e uso

de drones para complementar o

diagnóstico.”

Ele reitera que o desafio

é como trabalhar com o volume

de informações e filtrar as que

realmente interessam na realidade

de cada produtor rural.

“Gerar informação sem que haja

melhora na atividade e aumento

da produtividade não é interessante.

Isso tudo custa dinheiro. É

necessário um bom planejamento

e busca por entendimento das

informações coletadas para mais

eficiência no campo.”

Franchinni alerta para

que nada adianta ter todas as novidades,

se o agricultor não fizer

o básico na propriedade que é

corrigir o solo, fazer rotação de

culturas e o plantio direto. Segundo

ele, de início, a Agricultura

de Precisão é uma boa ferramenta.

“A Coamo oferece um

ótimo serviço de Agricultura de

Precisão, onde o agricultor terá

informações sobre o seu cenário.

Na Agricultura 4.0 não existe

apenas uma tecnologia e uma

solução. São várias as ferramentas

e a agricultura digital é para

todos, cada um é que deve saber

qual caminho seguir.”

Julio Franchinni, Embrapa/Soja

HOMENAGENS

No Encontro de Cooperados na Fazenda Experimental, os

engenheiros agrônomos Claudio Rizzato e Ricardo Calderari,

membros do Conselho de Administração da Coamo, receberam

homenagem pelos serviços prestados, dedicação e apoio

à pesquisa e difusão de novas tecnologias que ajudaram a desenvolver

a atividade agrícola nos últimos anos. Eles receberam

uma réplica da sede Fazenda Experimental confeccionada

pelo funcionário da fazenda, Elias Gabriel Souza.

Março/2020 REVISTA 33


DESEMPENHO

Credicoamo tem sobras de

R$ 98,49 MILHÕES

A

Credicoamo Crédito Rural

Cooperativa realizou

no dia 19 de fevereiro,

em Campo Mourão (Centro-

-Oeste do Paraná), a sua 30ª Assembleia

Geral Ordinária (AGO),

reunindo associados do Paraná,

Santa Catarina e Mato Grosso

do Sul. Na oportunidade, foram

apresentados e aprovados o balanço

financeiro e de atividades

de 2019. A cooperativa registrou,

mesmo com a redução dos juros,

um crescimento de 5,58% sobre

o exercício anterior com sobras líquidas

no montante de R$ 98,49

milhões, além de um Patrimônio

Líquido de R$ 735,50 milhões,

um crescimento de 16,52%. Os

tributos e taxas recolhidos durante

o exercício de 2019 foram de

R$ 35,95 milhões.

Na Assembleia, os associados

reelegeram o engenheiro

agrônomo, José Aroldo

Gallassini, como presidente do

Conselho de Administração, gestão

2020/2024. O Conselho tem

como membros os cooperados

Claudio Francisco Bianchi Rizzatto,

Ricardo Accioly Calderari,

João Marco Nicaretta, Antonio

Gancedo e Willian Ferreira Seha-

Cooperativa registrou, mesmo com a redução dos

juros, um crescimento de 5,58% sobre o exercício

anterior com sobras líquidas no montante de R$

98,49 milhões, além de um Patrimônio Líquido de

R$ 735,50 milhões, crescimento de 16,52%

34 REVISTA

Março/2020


NÚMEROS DA CREDICOAMO

R$ 98,49 milhões em sobras

R$ 735,50 milhões de Patrimônio Líquido

R$ 35,95 milhões de tributos e taxas recolhidos

19.904 associados

272 funcionários

46 Agências no PR, SC e MS

Conselho de Administração 2020/2024: João Marco Nicaretta, Antonio Gancedo, Ricardo Accioly Calderari,

José Aroldo Gallassini, Claudio Francisco Bianchi Rizzatto e Willian Ferreira Sehaber

ber. Como resultado da reforma

do Estatuto Social e da adequação

da estrutura de Governança

Corporativa aprovada em Assembleia

Geral Extraordinária

(AGE) no dia de 28 de outubro

do ano passado, Gallassini fez a

apresentação da Diretoria Executiva

da Credicoamo, que tem

Alcir José Goldoni como presidente

Executivo, Dilmar Antonio

Peri, diretor de Negócios, e José

Luiz Conrado, diretor de Controladoria.

“A Credicoamo completou

30 anos em novembro de

2019. Iniciou a estruturação e

implementação do planejamento

estratégico objetivando uma

visão de longo prazo e deu continuidade

ao processo de restruturação

de sua governança com

a segregação das atividades do

Conselho de Administração e

da Diretoria Executiva conforme

aprovado na reforma do estatuto

social”, explica José Aroldo

Gallassini, presidente do Conselho

de Administração da Credicoamo.

Gallassini recorda que a

economia brasileira vem apresentando

perspectiva de melhoria

e a Credicoamo tem que estar

atenta e preparada para aproveitar

essas oportunidades. Ele destaca

ainda o expressivo volume

de seguro agrícola contratado

no ano passado, com importância

segurada de R$ 1,31 bilhão.

Além disso, ocupa a 10ª posição

entre as instituições privadas

aplicadoras de crédito rural, conforme

dados do Banco Central

do Brasil. “Este posicionamento é

resultado da efetiva participação

dos associados na sua Cooperativa”,

frisa.

A Credicoamo encerrou

2019 com 19.904 associados,

um crescimento de 2,70% em relação

a 2018, os quais são atendidos

nas 46 agências localizadas

no Paraná, Santa Catarina e Mato

Grosso do Sul, e com 272 funcionários.

Na Assembleia também

foi apresentado o Plano de Atividades

da Credicoamo que será

executado pela Diretoria Executiva

com foco nas estratégias de

melhorias dos processos e no

incremento de novos produtos e

serviços aos associados.

Outro assunto apresentado

na Assembleia, foi a importância

e o crescimento da

Março/2020 REVISTA 35


DESEMPENHO

NA ASSEMBLEIA, OS ASSOCIADOS REELEGERAM JOSÉ AROLDO GALLASSINI, COMO

PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO, GESTÃO 2020/2024, DA CREDICOAMO

Via Sollus – Corretora de

Seguros da Coamo que

presta serviços na contratação

de seguros agrícolas,

de veículos, máquinas,

residências, barracões e

de vida. “Podem fazer seguros

na Via Sollus tanto

associados como terceiros

(comunidade). A corretora

está estruturada para

atender às necessidades

dos associados, familiares

e sociedade em geral”, diz

Gallassini.

O presidente do

Conselho de Administração

da Credicoamo

destaca a importância

da cooperativa de crédito

estar estruturada para

impulsionar os negócios

dos associados. “A Credicoamo

tem que estar

cada vez mais estruturada

para dar continuidade ao

crescimento que até hoje

apresentou e agora em

consonância com o novo

marco regulatório que o

Banco Central está dando

ao setor cooperativista de

crédito”, diz.

Crescimento constante

Na opinião do superintendente

do Sistema Ocepar,

Robson Mafioletti, a Credicoamo

apresenta expressivo crescimento

ano após ano. “Os resultados da

Credicoamo são fantásticos. É um

Robson Mafioletti, superintendente do Sistema Ocepar

Sempre presente nas assembleias

da Credicoamo, Carmen

Rodrigues Truite, gerente de

Operações de Produtores Rurais e

Convênios do Banco Regional de

Desenvolvimento do Extremo Sul

(BRDE), enfatizou que a 30ª AGO

modelo que está dando muito certo,

uma vez que, os associados são

os mesmos da Coamo. O resultado

desta gestão eficiente foi demonstrado

na assembleia e no dia a dia,

o cooperado tem trabalhado cada

vez mais, e acreditamos que tem

potencial para crescer ainda mais.”

Para Robson Mafioletti a

estrutura de governança corporativa

irá manter o modelo de sucesso

da cooperativa de crédito. “Estamos

em casa, foi tudo muito bem

pensado e encabeçado, inclusive

pelo Dr. Aroldo Gallassini, depois

de uma demanda do Banco Central.”

Segurança em todos os momentos

da cooperativa de crédito foi diferente

e lhe encheu os olhos d’água.

“Vemos o crescimento e desenvolvimento

da Credicoamo, reflexo

da dedicação do corpo técnico,

da boa orientação dos conselhos e

da administração, da participação

ADILSON THIESEN BERLESI

Dourados (Sudoeste do Mato Grosso do Sul)


A presença da Credicoamo ajudou a desenvolver

a nossa região. É cooperativa séria que

atende as necessidades e demandas dos associados.

Tudo o que precisamos para a nossa

atividade, encontramos na Credicoamo.

ANTONINHO ANDOLFATO

Xanxerê (Oeste de Santa Catarina)


É muito bom ver esses resultados da Credicoamo

que vem aumentando a cada ano. É uma cooperativa

que presta um atendimento diferenciado

e com boa administração. Que continue assim,

para que possamos evoluir cada vez mais.

36 REVISTA

Março/2020


do cooperado. Como brasileiro muitas vezes ficamos

apreensivos com as decisões do governo sobre o crédito

rural, mas quando você está numa cooperativa,

você tem segurança, pois independente do cenário,

ali é o local mais seguro e confortável para fazer um

bom negócio e com quem entende do seu negócio.

Diferente de um banco comercial que só objetiva seu

próprio crescimento.”

Carmen Truite, gerente de Operações de Produtores Rurais e Convênios do BRDE

Fatos relevantes

Credicoamo 30 anos

No exercício de 2019 foram contratadas 15.917 operações

de crédito e aplicados recursos na ordem de

R$ 1,82 bilhão.

Destaca-se o expressivo volume de seguro agrícola

contratado no ano 2019, com importância segurada

de R$ 1,31 bilhão, para uma área de 466.130 hectares

por meio de 5.450 apólices.

Associados fundadores na comemoração dos 30 anos da Credicoamo

O canal de atendimento por internet banking, permitiu

que milhares de associados utilizassem este serviço

para realizar consultas e transações financeiras de um

jeito simples, prático e seguro. Os associados podem

acessar suas contas correntes por meio do aplicativo

baixado no celular ou no site Credicoamo no computador

pessoal.

Em 2019 a Credicoamo ocupou a 10ª posição entre

as instituições privadas aplicadoras de crédito rural,

conforme dados do Banco Central do Brasil. Este posicionamento

é resultado da efetiva participação dos

associados na sua Cooperativa.

A Credicoamo completou em novembro

de 2019, 30 anos de fundação. Para marcar a data,

foi realizado um evento solene comemorativo

reunindo associados fundadores e familiares.

“Foi um evento muito especial para todos nós

fundadores da Credicoamo, um reconhecimento

para quem se juntou e unidos pensaram em uma

cooperativa de crédito para ser a solução para

uma série de problemas”, comemora José Aroldo

Gallassini, associado nº 01 da Credicoamo e

presidente da cooperativa.

Os associados fundadores e os familiares

representantes dos falecidos receberam da

diretoria um troféu e uma medalha comemorativa

dos 30 anos de fundação da cooperativa.

EDISON ANTONIO SIMÕES

Coronel Vivida (Sudoeste do Paraná)


Esses bons resultados demonstram a seriedade da

nossa cooperativa. A Credicoamo tem várias linhas de

recursos para atender em tudo que precisamos com

agilidade. Em relação as sobras, costumo dizer que é

uma gratificação pela nossa efetiva participação.

LEOMAR MARCOS PARIZOTO

Cantagalo (Centro-Sul do Paraná)


A Credicoamo está sempre nos surpreendendo. O

bom resultado e as sobras distribuídas deixam os

cooperados, cada vez mais, satisfeitos. A cooperativa

nos atende em todos os momentos oferecendo recursos

para a nossa atividade e condições de aplicações.

Março/2020 REVISTA 37


GOVERNANÇA

Nova estrutura da Credicoamo

Na Assembleia Geral Extraordinária

(AGE) no dia de 28 de

outubro de 2019, os associados

da Credicoamo aprovaram mudanças

no Estatuto Social e uma

nova estrutura de Governança

Corporativa, e na Assembleia Geral

Ordinária de 19 de fevereiro, o

presidente do Conselho de Administração

da Credicoamo, José

Aroldo Gallassini, apresentou aos

associados a Diretoria Executiva

da Credicoamo. Alcir José Goldoni

é o presidente Executivo,

Dilmar Antonio Peri, diretor de

Negócios, e José Luiz Conrado,

diretor de Controladoria.

Goldoni é funcionário

com mais de 40 anos de serviços

junto à Coamo e à Credicoamo.

“Antes de entrar na Coamo, trabalhei

por quase oito anos em

bancos, onde vivenciei toda a

parte bancária de uma agência,

dos serviços iniciais até uma gerência.

Quando entrei na Coamo,

em 1978, fiquei 28 anos na área

Financeira, sendo 20 deles como

gerente Financeiro. Na sequência,

fui para a área Comercial, onde

permaneci por 13 anos no cargo

de superintendente, e agora, tive

a honra de ser convidado para assumir

a presidência Executiva da

Credicoamo”, relata.

Porém, a ligação dele

com a Credicoamo vai mais além.

“Participei da constituição da

Credicoamo e continuei como

coordenador Técnico até 2007,

quando fui para a área Comercial.

Começamos os estudos em 1987

Diretoria Executiva da Credicoamo: diretor de Negócios, Dilmar Antonio Peri,

presidente Executivo, Alcir José Goldoni, e diretor de Controladoria, José Luiz Conrado

e inauguramos a cooperativa de

crédito em 1989. Foi um trabalho

objetivando o futuro, com a visão

e estratégia do Dr. Aroldo de buscar

recursos para o próprio associado

se financiar. A modelagem

para isso foi a criação de uma

cooperativa de crédito.”

A nova diretoria Executiva

da Credicoamo precisou ser

homologada pelo Banco Central,

conforme esclarece Goldoni.

“Por se tratar da autoridade monetária

responsável pela condução

do mercado financeiro do

país, o Banco Central, tem a responsabilidade

de acompanhar

as instituições financeiras e saber

quem são as pessoas que trabalharão

com o dinheiro do público.

Para isso, existe um processo,

onde autoriza-se a constituição

de uma cooperativa de crédito

e, também, avalia os diretores.

Para isso, é preciso formalizar

uma carta propósito ao Banco

Central, para que o órgão avalie

o perfil, conhecimento e todas as

demais informações da vida de

cada diretor.”

Goldoni explica a estrutura

da Diretoria Executiva da

Credicoamo. “Estarão neste modelo

de gestão dois diretores,

sendo na diretoria de Negócios,

Dilmar Peri, que tem quase 14

38 REVISTA

Março/2020


anos de trabalho junto à Credicoamo

e, na diretoria de Controladoria,

José Luis Conrado, com

mais de 30 anos. Eles conhecem

o mercado e, principalmente, a

Credicoamo. Tenho certeza de

que juntos vamos fazer um processo

virtuoso para a Credicoamo

atender na plenitude o seu

dono que é o associado.”

Segundo o presidente

Executivo, a Credicoamo manterá

a forma de trabalho que vem

sendo sucesso de gestão há 30

anos, dando continuidade ao

trabalho de informatização dos

serviços. “O mercado financeiro

vem se informatizando e a concorrência

está alta. Temos que

nos adaptar a isso, uma vez que,

a partir de 2009, com a Lei Complementar

130, que foi um marco

regulatório para as cooperativas

de crédito, se permitiu a abertura

de mais serviços e produtos.

Hoje, as cooperativas deste ramo

estão profissionalizadas e conscientes

da responsabilidade e

obrigações junto aos associados

e, com isso, o Banco Central vem

liberando, cada vez mais opções

de produtos. Dentro disso, vem

as plataformas digitais, e temos

que nos preparar para fazer frente

aos bancos digitais e a todos

os produtos que esse mercado

está oferecendo. Estamos de

olho nisso e queremos que o associado

opere com a Credicoamo

em qualquer lugar que ele

esteja e da melhor forma possível”,

garante Goldoni.

ALCIR JOSÉ GOLDONI, presidente Executivo

Assumiu dia 19 de fevereiro deste ano como presidente Executivo da

Credicoamo. Mas sua história no cooperativismo foi iniciada em novembro

de 1978 quando foi admitido na Coamo na área Financeira, onde

permaneceu por 28 anos, dos quais 20 como gerente Financeiro. Na sequência,

foi promovido a superintendente Comercial tendo atuado por

13 anos nesta área. Na Credicoamo, também atuou como coordenador

Técnico participando dos trabalhos de constituição da cooperativa em

1989. É graduado em Administração de Empresas, com especialização

em gestão financeira.

DILMAR ANTONIO PERI, diretor de Negócios

Com mais de 30 anos na área Financeira, é formado em Administração

para Bancários e em Administração de Empresas. Entrou na cooperativa

em fevereiro de 2006 como gerente de Produção, cargo que

ocupava antes da promoção para ser diretor de Negócios da Credicoamo.

É membro do Fundo Garantidor do Cooperartivismo de Crédito

(FGCoop).

JOSÉ LUIZ CONRADO, diretor de Controladoria

Graduado em Ciências Contábeis e Administração de Empresas, com

especialização em Gerência Contábil e Auditoria e MBA em Planejamento

Financeiro em Cooperativas de Crédito. Ingressou na Credicoamo

em abril de 1992 como contador, sendo promovido em 2001 para

gerente e em 2006 para gerente Administrativo. Antes da Credicoamo,

trabalhou durante oito anos na Coamo (1984 a 1992) nas áreas Administrativa,

Fiscal e Contabilização.

Março/2020 REVISTA 39


CREDICOAMO - DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 2019

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO DE 2019 E 2018

(Valores em R$ 1)

A T I V O

ATIVO

(Valores em R$ 1)

2019 2018

2019 2018

ATIVO CIRCULANTE 2.491.392.679 1.755.025.884

DISPONIBILIDADES 5.111.409 10.662.648

Caixa 2.792.154 3.168.485

Depósitos Bancários 262.716 232.506

Cotas de Fundos de Investimento 2.056.539 7.261.657

APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ 584.697.474 586.805.989

Aplicações em Operações Compromissadas 504.052.264 509.789.352

Aplicações em Depósitos Interfinanceiros 80.645.210 77.016.637

TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS 648.434.406 120.482.877

Títulos de Renda Fixa 648.434.406 120.482.877

RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS 300.000 147.909

Direitos Junto a Participantes do Sistema de Liquidação 300.000 147.909

OPERAÇÕES DE CRÉDITO 1.249.701.812 1.035.256.114

Empréstimos 210.923.292 160.304.724

Financiamentos 21.600.974 15.479.152

Financiamentos Rurais - Aplicação Recursos Próprios 79.431.122 61.610.936

Financiamentos Rurais - Aplicação Recursos de Repasses e D.I.R. 979.691.437 831.314.508

( - ) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (41.945.013) (33.453.206)

OUTROS CRÉDITOS 2.480.491 1.655.779

Créditos Avais e Fianças Honrados 132.052 1.244.346

Rendas a Receber 1.002.934 775.093

Devedores Diversos - País 1.549.800 895.363

( - ) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (204.295) (1.259.023)

OUTROS VALORES E BENS 667.087 14.568

Bens Não de Uso Próprio 600.322 -

Despesas Antecipadas 66.765 14.568

ATIVO NÃO CIRCULANTE 279.518.478 633.104.398

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 277.804.892 631.483.132

Títulos de Renda Fixa 162.715.813 561.517.904

Empréstimos 64.810.483 23.270.512

Financiamentos 44.089.119 35.218.382

Financiamentos Rurais - Aplicação Recursos Próprios 1.530.636 484.019

Financiamentos Rurais - Aplicação Recursos de Repasses e D.I.R. 1.462.986 9.656.565

Outros Créditos 3.195.855 1.335.750

IMOBILIZADO 425.622 614.126

Imobilizado de Uso 425.622 614.126

INTANGÍVEL 1.287.964 1.007.140

Outros Ativos Intangíveis 1.287.964 1.007.140

TOTAL DO ATIVO 2.770.911.157 2.388.130.282

40 REVISTA Março/2020


PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDOS

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

2019 2018

2019 2018

PASSIVO CIRCULANTE 1.930.452.816 1.744.004.931

DEPÓSITOS 1.783.422.620 1.582.828.984

Depósitos à Vista 85.830.992 75.969.490

Depósitos a Prazo 763.277.488 764.370.178

Depósitos Interfinanceiros 934.314.140 742.489.316

RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS/INTERDEPENDÊNCIAS 515.978 1.262.948

Recursos em Trânsito de Terceiros 515.978 1.262.860

Obrigações Junto a Participantes do Sistema de Liquidação - 88

OBRIGAÇÕES POR EMPRÉSTIMOS E REPASSES 8.050.107 4.622.048

Repasses 8.050.107 4.622.048

OUTRAS OBRIGAÇÕES 138.464.111 155.290.951

Sociais e Estatutárias 66.112.594 80.839.580

Fiscais e Previdenciárias 3.286.326 1.984.962

Provisão de Pagamentos a Efetuar 60.114.450 64.152.778

Provisão Para Passivos Contingentes 7.427.719 7.028.044

Credores Diversos - País 1.523.022 1.285.587

PASSIVO NÃO CIRCULANTE 104.289.202 12.315.624

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO 104.289.202 12.315.624

Repasses 2.229.501 12.315.624

Depósitos Interfinanceiros 102.059.701 -

RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS 673.957 615.432

Rendas Antecipadas 673.957 615.432

PATRIMÔNIO LÍQUIDO 735.495.182 631.194.295

Capital Social 210.521.826 188.321.391

Reserva Legal 359.482.923 317.409.446

Fundo de Manutenção do Capital de Giro Próprio 139.664.351 125.463.458

Sobras à Disposição da A.G.O. 25.826.082 -

TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2.770.911.157 2.388.130.282

As Demonstrações Contábeis acompanhadas das Notas Explicativas, do Relatório dos Auditores Independentes e do

Parecer do Conselho Fiscal, estão disponíveis no site: www.credicoamo.com.br

JOSÉ AROLDO GALLASSINI

Diretor Presidente

CLÁUDIO FRANCISCO BIANCHI RIZZATTO

Diretor Administrativo

RICARDO ACCIOLY CALDERARI

Diretor Operacional

EDSON DE SANTANA PERES

Contador - CRC-PR 31809/O-0

Março/2020 REVISTA 41


CREDICOAMO - DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 2019

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2019 E 2018

(Valores em R$ 1)

2019 2018

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA 189.769.737 182.245.268

Operações de Crédito 115.898.440 103.446.396

Resultado de Títulos e Valores Mobiliários 73.871.297 78.798.872

DESPESAS DE INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA (90.164.592) (79.660.266)

Captação no Mercado (79.518.552) (66.559.529)

Empréstimos e Repasses (764.179) (16.580.465)

Créditos de Liquidação Duvidosa (9.881.861) 3.479.728

RESULTADO BRUTO INTERM. FINANCEIRA 99.605.145 102.585.002

OUTRAS RECEITAS E DESPESAS OPERACIONAIS 1.022.916 (1.420.572)

Receitas de Prestação de Serviços 12.879.442 11.161.092

Despesas de Pessoal (24.249.091) (23.463.306)

Outras Despesas Administrativas (4.541.958) (4.276.666)

Despesas Tributárias (546.354) (602.742)

Outras Receitas Operacionais 19.546.489 17.859.097

Outras Despesas Operacionais (2.065.612) (2.098.047)

RESULTADO OPERACIONAL 100.628.061 101.164.430

RESULTADO NÃO OPERACIONAL 210.467 (262.251)

RESULTADO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E CONTRIB.SOCIAL 100.838.528 100.902.179

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (2.352.640) (2.217.780)

SOBRAS LÍQUIDAS 98.485.888 98.684.399

DESTINAÇÕES LEGAIS E ESTATUTÁRIAS

F.A.T.E.S. (Resultados Atos Com Não Associados) 4.989.272 3.878.440

F.A.T.E.S. (Resultados Atos Com Associados) 4.674.830 4.740.298

Fundo de Reserva 42.073.477 42.662.681

Fundo para Manutenção do Capital de Giro Próprio 20.922.226 22.604.892

Sobras à Disposição da A.G.O. 25.826.083 24.798.088

TOTAL DAS DESTINAÇÕES 98.485.888 98.684.399

JOSÉ AROLDO GALLASSINI

Diretor Presidente

CLÁUDIO FRANCISCO BIANCHI RIZZATTO

Diretor Administrativo

RICARDO ACCIOLY CALDERARI

Diretor Operacional

EDSON DE SANTANA PERES

Contador - CRC-PR 31809/O-0

42 REVISTA Março/2020


CREDICOAMO - PRINCIPAIS ÍNDICES EM 2019

Número de Associados

Ativos

ATIVOS

em bilhões de reais

2,77

Número de Associados

2018 2019

2,39

Número de Associados

ASSOCIADOS

19.904

19.381

Operações de Crédito 1

OPERAÇÕES DE CRÉDITOS

recursos aplicados em bilhões de reais

1,46 1,82

Seguro Agrícola 1

SEGURO AGRÍCOLA

importância segurada em bilhões reais

1,31

Patrimônio Líquido

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

em bilhões de reais

735,49

1,07

631,19

Operações de Crédito 1

GERAÇÃO DE TRIBUTOS

em milhões de reais

32,6 35,9

Operações de Crédito 1

SOBRAS LÍQUIDAS

em milhões de reais

98,6

98,4

Março/2020 REVISTA 43


FATOS MARCANTES NA HISTÓRIA

DOS 50 ANOS DA COAMO

Assembleia da Coamo, em 1975, elegeu José Aroldo Gallassini como presidente

JANEIRO

1975 Assembleia e eleição de José Aroldo Gallassini para presidente da Coamo

1987 Instalação de terminais de computadores na maioria das Unidades da cooperativa integrando-as

ao sistema de computação que a Sede dispõe

1999 Paranaguá: Duplicação da capacidade de esmagamento da indústria de soja e modernização

do terminal portuário

2000 Modernização da estrutura operacional com automação do processo de recebimento de

produtos através de sistema de informação das balanças

2013 Presidente da Coamo batiza navio no Japão, da empresa alema Oetker

FEVEREIRO

1975 Implantação da Fazenda Experimental Coamo

44 REVISTA

Março/2020

1976 Aprovação do novo sistema de comercialização para soja

dividido em 3 modalidades: Autorização, Preço do dia e Preço médio


Fazenda Experimental da Coamo, implantada em 1975

1993 Projeto Colono: Coamo viabiliza produção diversificada

2009 Lançamento da Margarina Coamo Família

2015 Lançamento da Revista Coamo

2018 Apresentadora Ana Maria Braga é a nova embaixadora dos Alimentos Coamo

2019 Lançamento do livro biografia do Presidente da Coamo José Aroldo Gallassini: Uma visão compartilhada

MARÇO

1975 Criação do Laboratório de Sementes Coamo

1984 Nova Sede da Coamo e concluída: subsolo, 1º e

2º andar. Coamo é destaque em Recursos Humanos -Instituto

Paranaense de Administração Pessoal (IPAD)

1985 Implantação do Ensaio de Rotação de Culturas na

Fazenda Experimental Coamo

1989 1° Encontro de Cooperados na Fazenda Experimental Coamo

1996 Exportação de milho para Marrocos

1997 Programa de qualidade e padronização de sementes - Selo Qualidade Paraná de Sementes - Associação

Paranaense dos Produtores de Sementes e Mudas (APASEM)

2014 Registro da marca Coamo na Comunidade Europeia

2018 Lançamento do Fideliza, programa de fidelidade Coamo

Março/2020 REVISTA 45


46 REVISTA

Março/2020


PROGRAMA

Descomplica Rural é apresentado em Campo Mourão

Nery Thomé, presidente do Sindicato Rural de Campo Mourão, Ágide Meneguette,

presidente do Sistema Faep/ Senar, Ricardo Calderari, membro do Conselho

de Administração da Coamo, e Airton Galinari, presidente executivo da Coamo

O

governo do Paraná, por meio da Secretaria

de Estado do Desenvolvimento Sustentável e

do Turismo, em parceria com o Sistema Faep/

Senar, lançou o Programa Descomplica Rural, que tem

como objetivo desburocratiza a vida de agropecuaristas

que querem investir em novos negócios ou ampliar

seus empreendimentos. Em Campo Mourão, o evento

de lançamento foi no dia 13 de março. “É um momento

histórico que coloca o nosso agronegócio, que é a

grande matriz do Estado do Paraná, em condição de

competitividade”, diz o secretário do Desenvolvimento

Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes.

O secretário explica que o programa Descomplica

Rural agilizará os processos de licenciamento

ambiental no campo. O objetivo, segundo

ele, é induzir o desenvolvimento sustentável com

metodologia mais moderna, e permitir a geração de

novos negócios e mais empregos. Ele destaca que

o programa atualiza as classificações da produção

agropecuária e os tamanhos dos estabelecimentos

rurais e dá celeridade às análises dos pedidos de licenças.

“Aquilo que chegava a demorar um ano será

resolvido em poucos dias”, frisa.

O presidente do Sistema Faep/ Senar, Ágide

Meneguette, diz que a segurança dos alimentos

produzidos pelo Paraná faz com que agroindústrias

firmem contratos futuros de venda com países que

pagam mais. Ele lembra que o programa é uma demonstração

da importância de agilizar e desburocratizar

a liberação de licenças ambientais para que

haja segurança para quem queira investir. “Obedecer

as regras ambientais é uma questão de vida ou

morte para a produção agrícola, a palavra de ordem

hoje tem que ser a sustentabilidade”, diz.

O presidente executivo da Coamo, Airton

Galinari, lembra que o homem do campo tem no

seu dia a dia o grande desafio de produzir alimentos

e o produtor brasileiro já é o que mais preserva

o meio ambiente no mundo. “Só que infelizmente

isso é muito pouco divulgado. Vemos um esforço de

governo para facilitar a produção e essa iniciativa

merece ser comemorada e divulgada. Hoje o setor

agropecuário pode comemorar”, observa.

O presidente do Sindicato Rural de Campo

Mourão, Nery Thomé reafirmou que o programa vai

destravar as barreiras burocráticas do agronegócio.

Segundo ele, a produção de alimentos é uma das

principais contribuições do Brasil para o mundo e

por isso o processo tem que ser facilitado. “O Governo

do Paraná teve a coragem de tomar estas

medidas que vão facilitar a vida dos agricultores”,

destacou, ao agradecer a presença maciça dos participantes.

Fonte: Jornal Tribuna do Interior e Faep.

Março/2020 REVISTA 47


48 REVISTA

Março/2020


MÍDIA COAMO

500edições

“O nome não importa, e sim a mensagem que chegará

até os Senhores. Seremos mais um elo entre a

Cooperativa e os Cooperados”, constava no primeiro

dos cinco parágrafos do Editorial inaugural da

primeira publicação que circulou em novembro de

1974 com o nome de Informativo Coamo. Esse foi

o início da comunicação impressa na cooperativa.

Comunicação que já tem 45 anos de existência e

que neste mês de março alcançou marca histórica

de 500 edições.

Durante todos esses anos, a publicação foi

evoluindo, seguindo os passos da cooperativa, e

Imagens das históricas da edição nº 01 do

Informativo Coamo e nº 500 da Revista Coamo

em 2015 passou

a ser editada no

formato de revista,

alinhada a um dos

sete princípios do

cooperativismo e à

filosofia da própria

Coamo.

O princípio

cooperativista da

informação, presente

na lista definida

em 1995,

vigente até hoje,

dá conta de que a

ação cooperativa,

em qualquer parte

do mundo, deve

orientar-se por estas diretrizes fundamentais. Com a

mesma premissa do sistema cooperativista, a Coamo

sempre adotou a comunicação como área estratégica,

conforme destaca o presidente do Conselho de

Administração da cooperativa, José Aroldo Gallassini.

“Nosso objetivo é manter o cooperado por dentro

das novas tecnologias, tendências de mercado e de

produção para que possam produzir sempre mais. A

Revista Coamo se preocupa em mostrar o melhor caminho.

A Revista Coamo colabora e presta esse serviço,

de forma clara e objetiva. São 500 edições acompanhando

toda a trajetória da Coamo”, assinala.

Ao comemorar a edição de número 500, a

Revista Coamo continua se destacando. Com uma

maior estrutura, nova diagramação e visão mais ampla

dos seus objetivos, a Revista cumpre a missão

de levar informações das atividades desenvolvidas

pelos cooperados, e setores cooperativista e agropecuário

nacional.

A Revista Coamo é um dos principais canais

de comunicação criados pela cooperativa para interagir

com todos os seus públicos, sobretudo os

cooperados, clientes, fornecedores, parceiros, instituições

e comunidade em geral”, destaca Ilivaldo

Duarte, assessor de Comunicação da Coamo. Além

da versão impressa, a Revista Coamo possui versões

eletrônicas, com total conteúdo, para acesso

na internet.

Março/2020 REVISTA 49


SAÚDE

50 REVISTA

Março/2020


SAÚDE

Coamo e Credicoamo criam comitê

de prevenção ao Coronavírus

Considerando a declaração

de pandemia para o Coronavírus,

pela Organização

Mundial da Saúde (OMS), dia 11

de março, que está afetando todos

os setores do mercado mundial, a

Coamo e a Credicoamo sensibilizadas

com a situação, formaram o Comitê

de Prevenção ao Coronavírus.

"O Plano de Contingências

foi implantado para garantir

a segurança daqueles que estão

na atividade essencial, pois

a agricultura não pode parar.

Em nome de toda a diretoria,

dos cooperados, agradecemos

aos funcionários que deixando

suas casas e suas famílias conti-

nuam trabalhando para garantir

o abastecimento e suprimento

dos alimentos nas mesas não só

CANCELAMENTO

- Eventos programados até dia 30 de junho de 2020

para funcionários e cooperados, esposas e filhas.

- Curso de Jovens Líderes Cooperativistas.

- Eventos do Programa Família Cooperativista (FamiliaCoop)

- Viagens e participações em cursos, congressos etc.

- Visitas à Coamo na Administração Central e nas

Indústrias.

- Cursos e treinamentos presenciais, podendo ser

realizados apenas os eventos por meio de transmissão

virtual.

do Brasil, mas de todo o mundo”,

explica Airton Galinari, presidente

Executivo da Coamo.

MEDIDAS EMERGENCIAIS

IMPLANTAÇÃO

- Redução de carga horária, rodízios e critérios de

afastamento por quarentena dos funcionários pertencentes

ao grupo de risco.

- Atendimento emergencial dos cooperados e utilização

dos canais de atendimento para realização

das operações.

- Disponibilização de álcool em gel e cartazes de

orientações sobre as medidas para evitar a doença.

- Divulgação nos canais das cooperativas para

conscientização e engajamento na prevenção ao

Coronavírus.

Medidas foram implantadas na prevenção da doença

Comitê é composto pelo presidente dos Conselhos de Administração da Coamo e Credicoamo,

diretorias Executivas da Coamo e Credicoamo, e gestores das áreas de Recursos Humanos,

Administrativa, Compras de Bens de Suprimentos, Comunicação e Organização e Gestão da Qualidade

Março/2020 REVISTA 51


Soluções BASF para

o Trigo. Seu Legado

mais produtivo.

Conheça as soluções integradas BASF para o trigo e potencialize

a produtividade e a qualidade da sua lavoura.

PRODUTOS:

Tratamento de Sementes

Standak ® Top

Herbicidas

Heat ®

Basagran ® 600

Finale ®

Inseticidas

Nomolt 150

®

Imunit ®

Fastac Duo

®

Fungicidas

Abacus HC

®

Ativum ®

Versatilis ®

Brio ®

Opera Ultra

®

Tecnologia

0800 0192 500

BASF.AgroBrasil

BASF Agricultural Solutions

BASF.AgroBrasilOficial

agriculture.basf.com/br/pt.html

blogagro.basf.com.br

BASF na Agricultura.

Juntos pelo seu Legado.

Este produto é perigoso à saúde humana, animal

e ao meio ambiente. Leia atentamente e siga

rigorosamente as instruções contidas no rótulo, na

bula e na receita. Utilize sempre os equipamentos

de proteção individual. Nunca permita a

utilização do produto por menores de idade.

CONSULTE SEMPRE UM

ENGENHEIRO-AGRÔNOMO.

VENDA SOB RECEITUÁRIO

AGRONÔMICO.

52 REVISTA

Março/2020

Uso exclusivamente agrícola. Aplique somente as doses recomendadas.

Descarte corretamente as embalagens e os restos de produtos. Incluir

outros métodos de controle do programa do Manejo Integrado de Pragas

(MIP) quando disponíveis e apropriados. Restrições temporárias no

Estado do Paraná para Opera ® Ultra para o alvo Puccinia graminisf. sp.

Triticie Standak ® Top para o alvo Pythium spp. Registros MAPA:

Opera ® Ultra nº 9310, Ativum ® nº 11216, Abacus ® HC nº 9210,

Brio ® nº 09009, Versatilis ® nº 01188593, Nomolt ® 150 nº 01393,

Imunit ® nº 08806, Fastac ® Duo nº 10913, Heat ® nº 01013,

Basagran ® 600 nº 0594, Finale ® nº 0691 e Standak ® Top nº 01209.


PROMOÇÃO SOCIAL

Cursos Sociais

Promovidos pela Coamo em parceria com o Serviço Social de Aprendizagem

do Cooperativismo (Sescoop), os Cursos Sociais oferecem oportunidades

para que cooperadas, esposas e filhas possam se reunir e aprender

mais sobre culinária, artesanato, dentre outras atividades. Confira nas

imagens abaixo alguns dos cursos realizados recentemente pela Coamo.

Reserva (Centro-Norte do Paraná)

Boa Esperança (Centro-Oeste do Paraná)

Bragantina (Oeste do Paraná)

Mamborê (Centro-Oeste do Paraná)

Boa Ventura de São Roque (Centro do Paraná)

Goioerê (Centro-Oeste do Paraná)

Pinhão (Centro-Sul do Paraná)

Santa Maria do Oeste (Centro do Paraná)

Março/2020 REVISTA 53


RECEITA

Bolo dois

amores

INGREDIENTES

Massa

3 ovos

1 xícara (chá) de leite

12 fatias

½ xícara (chá) de ÓLEO DE SOJA COAMO

2 xícaras (chá) de FARINHA DE TRIGO COAMO TRADICIONAL

1 xícara (chá) de açúcar

1 xícara (chá) de chocolate em pó

1 colher (sopa) de fermento em pó

Brigadeiro de chocolate

2 latas de leite condensado

2 colheres (sopa) de MARGARINA COAMO FAMÍLIA

6 colheres (sopa) cheias de chocolate em pó 55%

½ caixinha de creme de leite

Brigadeiro de leite em pó

2 latas de leite condensado

2 colheres (sopa) de MARGARINA COAMO FAMÍLIA

6 colheres (sopa) de leite em pó

½ caixinha de creme de leite

Ganache de chocolate

120 g de chocolate ao leite ou meio amargo

60 g de creme de leite

1 caixa de morango para decorar

MODO DE PREPARO

Em uma tigela, misture a farinha com o fermento em pó. Junte os ovos batidos com o leite,

o açúcar, o óleo e o chocolate. Misture e despeje em uma forma redonda (22 cm). Asse no

forno, em temperatura média, por 45 minutos. Desenforme morno e depois de frio corte em

3 camadas. Para o brigadeiro de chocolate, misture os ingredientes e leve ao fogo baixo até

dar ponto de colher. Para o brigadeiro de leite em pó, repita o processo. Para a ganache,

derreta o chocolate no micro-ondas (30 em 30 segundos, sem deixar ferver) e acrescente o

creme de leite. Sobre a primeira camada de bolo, distribua o brigadeiro, cubra com a massa,

com o brigadeiro de leite em pó e finalize com a massa. Alise a lateral para ficar certinha.

Reserve por 2 horas. Despeje a ganache no topo do bolo e deixe escorrer naturalmente.

Decore com brigadeiros de chocolate, brigadeiros de leite em pó e morangos.

www.alimentoscoamo.com.br

/alimentoscoamo

AF126 COI 0011 20F ANUNCIO BOLO DOIS AMORES.indd 1 18/03/20 16:43

54 REVISTA

Março/2020


edição com o nome

Informativo Coamo

Mudança de nome

para Jornal Coamo

Jornal Coamo ganhou

páginas coloridas

Coamo passou a disponibilizar

o jornal no site Coamo

30 anos do

Jornal Coamo

Inovação - acesso no site da versão

impressa no formato digital

Jornal Coamo

comemora 40 anos

Lançamento da

Revista Coamo

1974

1975 1997 2001 2004 2008 2014 2015

edição

500

Contando boas histórias para o homem do campo,

porque a vida é a gente que transforma.

www.coamo.com.br


Há 5 décadas,

plantamos uma ideia.

Hoje, colhemos

transformação.

A vida é a gente que transforma.

More magazines by this user
Similar magazines