Sementes 84-online

johannamichel


Gustavo Viana- 6º E

2

Neste número

Oceanos

- Externato é 1º escola azul do concelho

- Oceanos de Lixo.

- O Oceano é um só!

- O que faz o Instituto Hidrológico?

História

- Aprender História…

dramatizando-a na aula, caminhando em

Lisboa e viajando a Berlim

Sociedade

- A Assembleia Municipal Jovem

- O que faz a AMI?

- Educação Intercultural

Ambiente

- Eco-escolas

- Projeto Erasmus+ na Finlândia: reduzir

o uso do plástico

- Uma escola mais limpa

Solidariedade

- O nosso presente, o futuro deles:

Moçambique

Saúde

- PUM! A vida secreta dos intestinos

Aconteceu

- Profissionais em Londres

- Teatro, exposições, visitas de estudo

- Os almoços pedagógicos

Desporto

- Corta Mato com chuva

- IV Penafirme na Serra da Estrela

4

7

10

12

15

16

18

24

O Externato tornou-se Escola Azul! - p. 4

Aprender História… na cidade de Berlim - p. 8

Corta mato com chuva - p. 24

Carnaval 26

Leituras 28

Carnaval - p. 26

Capa de Rodrigo Rosado/ Hélio Gomes

Jornal Sementes

PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL

PROPRIEDADE, DIREÇÃO E REDAÇÃO

Externato de Penafirme

2560-046 A-dos-Cunhados

www.penafirme.edu.pt

geral@penafirme.edu.pt

DIRETOR

Pe. Carlos Silva

COORDENAÇÃO GERAL

Eva Michel

COLABORAM

Alunos, professores e

funcionários

Equipas Educativas,

Delegados de Comunicação

TIRAGEM:

600 exs.

Sementes nº 84 | mar. 2020


Editorial 3

Sementes de Páscoa

Conta-me

Póvoa de Penafirme,

4 de abril de 2020

Acabou o segundo período do ano

letivo 2019/2020 e agora estamos em

«interrupção letiva». Este período,

único e irrepetível como todos os demais,

decorreu em paralelo com a

expansão avassaladora da infeção por

uma nova estirpe de Coronavírus chamada

Covid-19.

O que começou como (mais) uma

doença perigosa surgida no extremo

oriente, entre o final de 2019 e os

primeiros dias de 2020, tornou-se o

único assunto de todos os noticiários

das últimas semanas: estamos sob o

efeito de uma pandemia mundial,

havendo apenas cerca de vinte países

sem doentes identificados.

Até ao Carnaval, a escola foi acontecendo

normalmente, sem perturbações

de maior. Uma viagem cultural ao

estrangeiro no recomeço das aulas

levantou algumas dúvidas, mas aconteceu

como planeada.

Em Portugal o primeiro caso foi

identificado no Porto no dia 2 de março.

Por essa altura, o nervosismo dos

meios de comunicação, das redes

sociais e da escola já era explícito.

Sucederam-se reuniões das autoridades.

Na noite de 12 de março foi comunicado

pelo governo que as

«atividades letivas e não letivas presenciais»

seriam suspensas a partir de

segunda feira 16 de março. Esta decisão

acompanhou a ordem governamental

de restringir a saída de casa de

todos os cidadãos às razões absolutamente

indispensáveis. Seguiram-se

duas semanas de Escola sem aulas na

Escola, em que os docentes do Externato

e da Escola Profissional teceram e

propuseram um conjunto de atividades

educativas para os seus alunos,

através da imensidão da informática.

Hoje, pouco mais de um mês depois,

existem no país 10524 doentes,

75 pessoas estão já recuperadas e 266

faleceram. Na nossa comunidade escolar

(alunos, professores e demais

funcionários), depois de alguns sobressaltos,

não temos confirmação de

nenhum doente.

Preparamo-nos, agora, para um

terceiro período escolar em que (pelo

menos no início) não será suposto os

alunos e os seus educadores encontrarem-se

para crescerem e aprenderem

juntos. Preparamos um tempo de

Escola fora da Escola, em que todos

estamos desafiados a querer aprender,

tanto algumas matérias, habilidades

e tecnologias, quanto a Sabedoria

que nos dá a conhecer o verdadeiro

sabor da vida.

Vivemos tudo isto em tempo de

Páscoa – a Salvação que Jesus nos

oferece, sendo crucificado, morto e

ressuscitando. Não percamos a oportunidade!

A todos, uma Santa Páscoa!

Padre Carlos

Campo de verde espiga

Tão alegre, mas tão imaturo

Mal ele sabe que quando for velho cansado

Dará um bom trabalho duro

A quem nele se aventurar.

Brisa suave, mas de imensurável valor

Que num sussurro talvez de amor

Fazeis bailar todo este campo…

Sopro de movimento

Contai-me esse segredo

Que faz a natureza alegrar-se.

Talvez tragas a “antiga” mensagem

De que o Criador se fez pajem

Ou talvez aquele canto que os anjos entoam

Ou os hinos que a Igreja canta e cantou

Ou simples e gloriosamente

Grites e anuncies feliz e contente

Que Cristo ressuscitou!

Henrique da Costa Filipe – 12º CT1

nº 84 |mar. 2020 Sementes


04

Oceanos

Externato de Penafirme é

primeira “Escola Azul” do concelho

O Externato de Penafirme foi o primeiro estabelecimento de ensino

do concelho de Torres Vedras a receber a bandeira do projeto

“Escola Azul”. A bandeira foi hasteada no passado dia 7 de fevereiro

na presença de 2 dos 3 alunos embaixadores: Diana Póvoa Alves do

5º G, Rodrigo Amaro Soares do 5º B e Georgiana Daniela Boscuta do

8º A.

O “Escola Azul” é um programa educativo do Ministério do Mar

que promove a Literacia do Oceano, ou seja, a compreensão da

influência que o oceano exerce no ser humano e vice-versa. A Literacia

do Oceano pretende “incentivar cidadãos e stakeholders para

assumirem atitudes informadas e responsáveis sobre o Oceano e os

seus recursos.”

Uma Escola Azul estimula os alunos a “criar laços afetivos com o

mar”, potenciando mudanças de atitude que permitam construir

uma “sociedade mais azul”. O programa distingue e orienta as escolas

que trabalham temas relacionados com o mar, criando uma

comunidade que aproxima o setor do mar, escolas, municípios,

universidades e outras entidades que assumem um papel ativo na

educação marinha.

No Externato de Penafirme estamos a desenvolver um projeto

que se intitula “Conhecer para preservar”. Trata-se de um conjunto

de atividades, desenvolvidas do 5º ao 12º ano, onde se pretende

que os alunos e a comunidade educativa desenvolvam o seu conhecimento

para poderem analisar criticamente e proteger o

meio que tão bem conhecem e que faz parte do seu quotidiano.

Pretende-se estudar o enquadramento geológico e biológico,

a dinâmica e o equilíbrio deste ecossistema, as potencialidades

do mar, a problemática dos lixos e das alterações climáticas.

Em suma, pretende-se sensibilizar toda a comunidade

de forma a preservar o mar nas suas várias vertentes.

Carla Teles e João Paulo Santos

Na realidade sempre fomos uma Escola Azul…

Somos uma escola do litoral e o mar faz parte do nosso quotidiano.

A gaivota é o nosso símbolo e o mar está no nosso hino…

Sementes nº 84 | mar. 2020


Oceanos

5

O Oceanário veio à Escola

O Oceano é um só!

Nos dias 17 e 18 de fevereiro, duas biólogas marinhas do Oceanário

de Lisboa vieram à nossa escola para sensibilizar os alunos

do 2º e do 3º ciclo e do Secundário para a poluição dos oceanos.

Assistiram às palestras cerca de 950 alunos de 36 turmas do 5º

ao 12º ano.

As biólogas marinhas Sandra e Joana apresentaram o tema

com algumas perguntas sobre o “Planeta Oceano”, como estas o

chamavam. Foram falando da vida dos oceanos e dos rios, fazendo

algumas perguntas e, através destas, induziram as respostas.

Para um pouco mais de lazer, trouxeram uma bola insuflável

representando o “Planeta Oceano” que passou pelas mãos de

quase todos. Também houve um jogo de mímica sobre os animais

marinhos.

As 10 perguntas relacionavam-se com o aquecimento global e

a biodiversidade, dando 4 hipóteses de resposta a cada pergunta.

A resposta mais votada era apontada num quadro, discutia-se o

tema e, no final, verificava-se se estava certa ou errada e porquê.

Para cada pergunta respondida havia um slide com uma explicação

mais pormenorizada.

Com esta apresentação e a discussão aprendemos mais

sobre a vida marítima e sobre a ameaça causada pela poluição.

Ficámos sensibilizados para a urgência de alterarmos os nossos

comportamentos para reverter esta situação ambiental.

Aprendemos que o oceano é só UM e que cada um de nós

pode contribuir para este bem comum. O futuro do oceano

depende das nossas escolhas!

Tiago Santos, Emanuel Timóteo, Ana Leonor e Vasco Alves – 8º I

Projeto de Turma do 8º F

Oceanos de Lixo

«Oceanos de Lixo» é o nome do nosso projeto de turma, por

isso tivemos a iniciativa de fazer uma caminhada até uma praia e

recolher lixo.

No dia 13 de janeiro de 2020, o 8º F realizou uma saída de

campo, caminhámos desde o Externato de Penafirme até à praia

da Mexilhoeira. Saímos da escola por volta das 13:15h e chegámos

à praia às 14:15h.

No caminho até à praia observámos muito lixo. Quando chegámos

às arribas vimos que o mar estava muito bravo e a maré

cheia, logo, não conseguimos descer à praia. Sendo assim, começámos

a apanhar o lixo das arribas. Encontrámos principalmente

papel, plástico, cartão, vidro, cigarros e maços de tabaco.

No regresso à escola não fomos pelo mesmo caminho, decidimos

ir por outro lado com o objetivo de apanhar mais lixo.

Quando estávamos a meio do percurso fizemos uma pausa

para descansar. Comemos, conversámos e aproveitámos para

ver o lixo recolhido.

Entretanto começámos a discutir como iríamos desenvolver

o nosso projeto interdisciplinar. Concordámos que iríamos

fazer uma onda com papel e de seguida colocaríamos o lixo

que recolhemos dentro da onda. À volta iriamos colocar diversos

poemas e diversas fotos tiradas.

Passou algum tempo e retomámos o nosso percurso. Chegámos

à escola por volta das 16:00h.

Margarida Santos e Margarida Rodrigues – 8º F

nº 84| mar. 2020 Sementes


6 Oceanos

10º CS visita Instituto Hidrográfico

No passado dia 9 de janeiro, os alunos

do 10º ano dos Cursos Científico-

Humanísticos realizaram uma visita de

estudo. Na parte da manhã, a visita foi

igual para todos: assistimos a uma peça

de teatro, A Farsa de Inês Pereira, no

teatro A Barraca em Lisboa, no âmbito da

disciplina de Português.

Na parte da tarde, cada turma realizou

uma visita de estudo conforme as suas

disciplinas e a sua área de estudo. A nossa

turma visitou o Instituto Hidrográfico

da Marinha Portuguesa, no âmbito da

disciplina de Geografia A. O Instituto

Hidrográfico (IH) é um órgão da Marinha

Portuguesa dedicado à investigação do

mar e tem como principais funções fazer

cartas náuticas, com o intuito de cumprir

os requisitos de uma navegação segura,

estudar o movimento das águas e fazer

investigação científica, tanto do mar como

dos rios. O IH é o serviço hidrográfico

nacional responsável pela produção,

manutenção e atualização das cartas

náuticas em papel e em formato digital.

Nesta visita de estudo, o Instituto Hidrográfico

(IH) preparou- nos um programa

que incluiu a apresentação da atividade

do instituto através de duas palestras,

uma dedicada à produção cartográfica

“Como se Produz uma Carta Náutica” e

outra dedicada à geologia marinha “O

Conhecimento geológico do fundo do

mar até aos 500 metros”. Tivemos ainda

a oportunidade de visitar os laboratórios

da Divisão da Geologia Marinha.

Exemplo duma carta náutica

E o que são cartas náuticas?

Dentro da Cartografia (ciência e arte

de desenhar, segundo determinados

sistemas de projeção e uma escala, a

totalidade ou parte da superfície terrestre

num plano) encontram-se as cartas

náuticas que correspondem a cartas hidrográficas

que são feitas para garantir a

segurança durante a navegação.

O conhecimento do fundo marinho

foi, desde sempre, uma área de investigação

do Instituto Hidrográfico. A fim de

saber a profundidade do mar, os navios

hidrográficos emitem sinais e esperam o

seu retorno. A recolha e análise de sedimentos

do fundo marinho, que durou

várias décadas, teve início nos anos 70 e

só depois foi publicada a primeira edição

de cartas sedimentológicas referentes ao

território nacional continental, entre a

linha de costa e os 500 metros de profundidade.

Já no fim, foi apresentado um dos

pontos mais interessantes da visita de

estudo, um programa que o Instituto

iniciou em 2007 e que tem como previsão

estar finalizado em 2030: o programa

SEAMAP 2030 (Mapeamento do Mar

Português). Tem como objetivo a

“caracterização da natureza dos fundos

marinhos, na perspetiva de serviço hidrográfico

nacional, numa abordagem multidisciplinar,

contribuindo para aumentar o

conhecimento nas áreas estratégicas de

interesse nacional e para promover as

atividades de desenvolvimento tecnológico,

exploração sustentável dos recursos e

investigação científica associadas às Ciências

do Mar”.

Todo este processo de mapeamento é

demorado e extenso pois é feito com

muito rigor e precisão e um exemplo

desta situação foi o mapeamento do Rio

Douro que demorou cerca de 2 anos até

estar concluído.

Renato Alves e Rita Silva – 10º CS

Sementes nº 84 | mar. 2020


História

7

Aprender História dramatizando-a

O relógio da História

A matéria sobre a Grécia Antiga foi dada de uma forma

diferente. Depois de ter sido feito um enquadramento

teórico, fizemos um teatro, ao qual chamamos "O Relógio

da História". Este texto abrangeu toda a matéria da Grécia,

bem como algumas curiosidades sobre esta importante

civilização.

Cada aluno teve de interpretar o papel de uma personagem

específica, que representou recorrendo a uma

caracterização.

Foram aulas menos cansativas e mais divertidas para a

nossa turma e, de certeza, também para outras que puderam

dramatizar a História.

7º B

Pelos caminhos da História

No dia 9 de janeiro de 2020, depois de assistirmos à peça de teatro

«A farsa de Inês Pereira», percorremos as ruas de Lisboa até chegarmos

à entrada do Teatro Romano. Ao chegar ao nosso destino, as nossas

professoras permitiram-nos ir à descoberta da zona envolvente. Vimos o

Miradouro de Santa Luzia, o Castelo de São Jorge, a Sé de Lisboa, o Rossio,

o Teatro Dona Maria, os Armazéns do Chiado e o Terreiro do Paço.

Alguns de nós tiveram curiosidade e foram ver as estações do metro.

Depois da hora de almoço, reunimo-nos no ponto de encontro para

finalmente iniciarmos a visita guiada ao antigo Teatro Romano.

Com esta visita, aprendemos a realidade do mundo romano em Lisboa,

a constituição do edifício do teatro, a sua importância na cidade e a

sua localização estratégica. Este era um teatro especial por ser diferente

dos outros, nomeadamente ao nível da orientação do edifício. Estava

virado para sul e foi construído numa colina virada para o rio.

O 10º LHCT fez duas visitas de estudo nas quais teve

oportunidade de viajar por dois períodos distintos da

História.

No dia 28 de janeiro foi a vez de conhecermos melhor o nosso património

local. Visitámos a antiga Judiaria em Torres Vedras e aprendemos

imenso sobre a vivência desta comunidade na Idade Média através da

explicação da guia e da excelente exposição existente no Centro de Interpretação

da Comunidade Judaica de Torres Vedras. Este belo edifício

fica junto do Castelo de Torres Vedras e sugerimos que o visitem.

10º LHCT

nº 84| mar. 2020 Sementes


8 Aprender viajando

Visita de Estudo a Berlim

Esta verdadeira aventura iniciou-se com uma viagem de autocarro

relativamente silenciosa até ao aeroporto, pelas 04:30h da

manhã do dia 29 de fevereiro. Conhecemos a Sofia, a nossa querida,

paciente guia e maior causadora de dores nos pés, que nos

ajudou ao longo da semana a não nos perdermos em Berlim e a

conhecer muito mais do que aquilo que se observava à primeira

vista.

Esta viagem começou de forma tímida, sem nos relacionarmos

com grande proximidade, o que se deveu maioritariamente ao

fator sono. Contudo, este sossego para os professores durou

muito pouco tempo, sendo que foi a partir do aeroporto e da

viagem de avião que a aventura realmente se iniciou.

Chegámos a Berlim, recolhemos as malas e fomos para o hotel.

Aqui o entusiasmo já era outro. Neste primeiro dia (sábado)

tivemos a oportunidade de conhecer o centro da cidade, visitar a

“Biblioteca Vazia” e passear pelo bairro Nikolaiviertel. No segundo

dia, tivemos, do meu ponto de vista, um dos pontos mais

altos da viagem, que foi a visita ao que resta do muro de Berlim.

Hoje transformado numa galeria, repleta das mais fantásticas

demonstrações de arte urbana. De seguida visitamos o memorial

dos cidadãos de etnia cigana e o memorial dos judeus. Este

transmitiu-nos sensações um tanto inexplicáveis. Seguiu-se, da

parte da tarde, uma visita à Torre da Televisão que nos proporcionou

uma vista indescritível da cidade.

Na segunda-feira fizemos uma visita à Igreja do Memorial do

Imperador Guilherme que mantém acesa a memória da destruição

da cidade de Berlim no decorrer da 2ª Guerra Mundial.

À medida que o tempo foi passando, a ligação que criamos

uns com os outros e com a cidade foi aumentando, o que nos

fez viver cada dia com mais intensidade e estarmos mais abertos

às novas sensações transmitidas pelos monumentos e ruas

que visitávamos. Um dos momentos que mais nos chocou foi a

Sementes nº 84| mar. 2020


Aprender viajando

29

O campo de concentração de Sachsenhausen - memorial da barbaridade de que o ser humano é capaz, apelo ao respeito pela humanidade de todos

visita ao Campo de Concentração de Sachsenhausen. Podia escrever

as mais diversas palavras para tentar, e enfatizo a palavra

“tentar”, descrever a sensação que tivemos quando entramos

pelos portões deste local, mas não seria bem sucedida, visto que

é uma experiência única e impossível de definir…

Um dos momentos mais emocionantes desta aventura foi a

viagem de barco que fizemos pelo rio Spree. Observámos de um

novo ponto de vista a beleza da cidade de Berlim, enquanto

convivíamos uns com os outros. É também relevante referir a

visita ao Reichstag, onde subimos à gigante cúpula de vidro que

se encontra no topo do edifício, ao museu da Topografia do

Terror, ao Museu Histórico Alemão, ao Neues Museum, onde

tivemos a oportunidade de observar de perto a “Nefertiti”, a um

bunker e ao Check-Point Charlie.

Ao longo destes dias todos os momentos foram importantes

para conviver e estabelecer um laço cada vez mais forte entre

nós. Vivemos momentos de solidariedade uns para com os

outros que a todos nós roubaram um carinho e uma atenção

especial.

Foi uma verdadeira aventura que nos preencheu a todos um

espacinho no coração e que deu muitas dores de cabeça aos

professores que nos acompanharam. No entanto, todos os

momentos foram de aprendizagem e por tudo valeu mais do

que a pena.

Rita Farrim

nº 84 | mar. 2020 Sementes


10 Sociedade

Assembleia Municipal Jovem

A Assembleia Municipal Jovem (AMJ) é uma iniciativa da Assembleia

Municipal de Torres Vedras, destinada aos alunos do ensino

secundário. Tem como objetivo sensibilizar os jovens para as

questões do poder local, capacitando-os para um contributo ativo

na resolução de problemas.

Cada escola é representada por um grupo de alunos eleitos a

quem compete defender não só a sua ideia pessoal, mas aquela

que é a proposta de todos os elementos do grupo, apresentando

uma proposta que responda a problemas concretos da comunidade

local.

No Externato, três listas concorreram (B, C e D), com os projetos

“Be Organic”, “Challenge your Life” e “Modernização do Concelho

de Torres Vedras” respetivamente.

Depois da campanha nos dias 26 e 27 de novembro, a votação,

aberta aos alunos do Ensino Secundário, decorreu nos intervalos

de sexta-feira, dia 29, no átrio do Pavilhão. Dos 362 eleitores

inscritos, 185 entregaram o seu voto.

Com 96 votos, a Lista B obteve 4 mandatos, com 52 votos, a

Lista D obteve 2 mandatos e a Lista C, com 26 votos, conseguiu 1

mandato. Os deputados eleitos à Assembleia Municipal Jovem

são: João Daniel Carvalho Ferreira 10º CT1, Beatriz Sofia Crispim

Jordão 10º CT2, Tiago Valente 12º CT2, Iara Bento Felismino 10º

CT2, Márcio Gomes 12º LH, Sara Inês Candeias Reis 11º LH e

João Proença 10º CT2.

Estes participaram na 1ª sessão da Assembleia Municipal

Jovem que decorreu no dia 16 de dezembro de 2019, no auditório

dos Paços do Concelho. O aluno Tiago Valente, da turma 12

CT2, foi eleito 2º secretário da mesa.

Projeto do 9º ano

Apresentação da AMI

No passado dia 20 de fevereiro, tivemos a excelente oportunidade

de ouvir uma representante da AMI (Ajuda Médica Internacional),

que nos fez um pormenorizado esclarecimento acerca do

que é e do que faz a associação.

Durante uma hora, a senhora explicou-nos que esta ONG foi

fundada em 1984 pelo médico português Fernando Nobre. Teve

como base diversos princípios, entre eles, os direitos humanos em

primeiro lugar. A AMI atua em diversas situações, quer na ajuda

ligada ao desenvolvimento, quer na ajuda humanitária e de emergência.

Moçambique e Sri Lanka foram dois países atingidos por enormes

catástrofes e que receberam a ajuda da AMI e dos seus hospitais

de campanha. No Sri Lanka, a AMI desenvolveu ainda uma

missão de apoio ao desenvolvimento no país, reconstruindo escolas

e dois orfanatos para uma melhor aprendizagem e conforto

das crianças afetadas.

No fim vimos um vídeo com

um resumo do que nos foi

apresentado, com diversas

imagens capturadas nos locais

de ação.

Como forma de agradecimento, a nossa escola ofereceu uma

caixa com os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, uma

versão em miniatura dos cubos elaborados pelo 9º ano, resultado

de uma parceria com a turma do 11º TM. Estes Objetivos são

o tema do projeto interdisciplinar do ano.

Foi uma sessão esclarecedora que certamente nos deu motivação

para divulgarmos o trabalho desta ONG e, quem sabe,

para um dia nos integrarmos nas suas ações no terreno.

Beatriz Delicado e Beatriz Roque – 9º I

Sementes nº 84 | mar. 2020


Sociedade

11

Formação de Delegados – 9º Ano

Educação Intercultural para Jovens

No dia 13 de fevereiro,

um representante do

Alto Comissariado para

as Migrações (ACM) veio

à nossa escola para nos

dar a conhecer mais

sobre as migrações,

sobre os conceitos de

cultura e interculturalidade

e ainda sobre as

diferenças que há entre

a nossa cultura e a dos

outros.

O Alto Comissariado para as Migrações é um instituto público

que intervém na execução das políticas públicas em matérias de

migrações. O ACM tem como missão:

Promover Portugal enquanto destino de migrações;

Acolher e integrar os migrantes, nomeadamente através do

desenvolvimento de políticas transversais;

Combater todas as formas de discriminação em função da

cor, nacionalidade, origem étnica ou religião;

Desenvolver programas de inclusão social dos descendentes

de imigrantes;

Promover, acompanhar e apoiar o regresso de emigrantes

portugueses e o reforço dos seus laços a Portugal.

A interculturalidade refere-se à interação entre culturas de

uma forma recíproca, favorecendo o seu convívio e integração

assente numa relação baseada no respeito pela diversidade e no

enriquecimento mútuo. Existem cerca de 12 milhões de portugueses

ao todo. Em Portugal, 10 milhões e pelo resto do mundo

2 milhões. A maioria dos emigrantes tem como destino a Europa

(países como o Luxemburgo e França) e também a América

(Estados Unidos, Brasil, Venezuela, ...). Já os imigrantes são por

volta dos 500 mil, e vêm de vários países: Brasil, Nepal, Cabo-

Verde, entre outros. Também o concelho de Torres Vedras acolhe

imigrantes de vários países (veja-se gráfico 1).

Em Portugal Continental existe muito mais população na zona

oeste, capital e sul. Isto deve-se ao facto de haver mais oportunidades

de trabalho, mais escolas e até mesmo melhor clima.

Marta Carvalho – 9º C

“Concluímos que

devemos respeitar

todas as culturas e pessoas

e que podemos aprender

muito uns com os outros

pois,

apesar das diferenças,

somos todos humanos.”

Alguns dos alunos nepaleses no Externato de Penafirme

De onde vem a

maioria dos

imigrantes no

concelho de

Torres Vedras?

Percentagem:

Brasil

Roménia

Ucrânia

Moldávia

Tailândia

China

Nepal

31,64%

28,73%

14,06%

8,03%

7,26%

5,49%

4,85%

Fonte: SEFSTAT- Portal de Estatística-

Estrangeiros residentes em: Torres

Vedras / Lisboa

nº 84 | mar. 2020 Sementes


12 Ambiente

O Programa Eco-Escolas

O Programa Eco-Escolas é um projeto

internacional, coordenado pala Associação

Bandeira Azul (ABAE) da Europa. É vocacionado

para a educação ambiental, para a

sustentabilidade e para a cidadania, e é

implementado em vários países desde

meados dos anos 90.

Visa encorajar ações e reconhecer o

trabalho de qualidade desenvolvido pela

Escola em benefício do Ambiente.

O Programa está orientado para a implementação

da Agenda 21 ao nível local,

visando a aplicação de conceitos e ideias

de educação e gestão ambiental à vida

quotidiana da escola.

Aos estudantes é-lhes dirigido o desafio

de se habituarem a participarem nos processos

de decisão e a tomarem consciência

da importância do ambiente no dia a dia

da sua vida pessoal, familiar e comunitária.

O Programa inclui parcerias com outras

instituições, concretamente:

Junta de Freguesia de A dos Cunha

dos e Maceira;

Junta de Freguesia da Silveira;

Câmara Municipal de Torres Vedras;

Centro de Educação Ambiental de

Torres Vedras;

Associação de Espeleologia de

Torres Vedras;

Geota;

Sociedade de História Natural;

Associação de Estudantes do

Externato de Penafirme.

Cada escola participante tem de

trabalhar diversos temas, sendo 3 obrigatórios,

Água, Resíduos e Energia e

outros facultativos, tais como Biodiversidade,

Geodiversidade, Alterações

Climáticas, Alimentação saudável e

sustentável, Floresta, Mar, Espaços

Exteriores (todos eles em aplicação),

Agricultura Biológica (a iniciar no próximo

ano letivo) e ainda Ruído e Mobilidade/Transporte.

Este esforço é reconhecido através

da atribuição de uma Bandeira Verde,

que certifica a existência, na escola, de

uma educação ambiental coerente e de

qualidade.

Em relação ao Externato de Penafirme,

esta escola já realizou ou irá ainda realizar

as seguintes atividades:

- CoastWatch;

- “Como veio cá parar”;

- Costa Viva 2020;

- Dia da Alimentação;

- Espaço Dinossáurio;

- Feira do Usado;

- Feira dos minerais;

- Geodiversidade – Sociedade de de

de História Natural;

- Germinação de bolotas de

de Carvalho;

- Caracterização da Mata do Exte-

Externato;

- Meio cheio, meio vazio;

- Mobiliário Urbano;

- Mobilização pelo Clima;

- Plantas autóctones – Projeto Ca-

Camarinha;

- O clima está a mudar;

- Parque eólico da Serra da Capu-

Capucha;

- Percursos pedestres – Bio e Geo-

Geodiversidade;

- Projeto MoBec – mobilidade para

para a economia circular;

- Projeto Rios;

- Quem quer ser cientista;

- Projeto Life – plantação de espé

espécies dunares;

João Paulo Santos

Sementes nº 84 | mar. 2020


Ambiente - Europa

13

Projeto Erasmus+ “Face the Challenge – Europe” na Finlândia

Como reduzir o uso do plástico, na Europa?

O projeto ERASMUS+ “Face the Challenge,

Europe” teve fim com o encontro na Finlândia

no decorrer dos dias 20 a 26 de janeiro de

2020. Este projeto envolveu 4 países europeus:

Suécia, Portugal, Holanda e Finlândia:

Ao longo dos anos letivos 2018/2019 e

2019/2020, foi desenvolvendo quatro grandes

desafios à Europa. Neste último encontro,

21 alunos finlandeses, 7 holandeses, 7

suecos e 8 portugueses trabalharam sobre o

desafio da redução do uso de plástico.

O encontro teve lugar na cidade de Äänekoski,

onde foram feitas visitas relacionadas

com o tema e o mesmo foi desenvolvido na

escola “Äänekosken Lukio”. Os alunos que

estavam de visita ao país ficaram alojados na

casa do respetivo parceiro finlandês, o que

possibilitou uma vivência diária do seu estilo

de vida. Uma vez que chegámos a Äänekoski

segunda feira às 21h00, o desenvolvimento

do projeto começou terça feira, dia 21, e

prolongou-se até sexta feira, dia 24. Neste

período de tempo, os 7 grupos de trabalho,

cada um com alunos de todos os países envolvidos

no projeto, trabalharam na construção

do produto final: 7 números de uma

revista com vários artigos referentes a iniciativas

para reduzir o plástico que foram ou

estão a ser levadas a cabo nos quatro países.

Para além disso, elaboraram um vídeo ou

podcast documentando a sua procura de

soluções para os problemas ambientais criados

pelo uso excessivo de plástico.

Ao longo da semana realizámos diversas

atividades fora do espaço escolar, como a

visita à fábrica “Metsä” onde adquirimos

conhecimento sobre a auto-suficiência de

energia de uma fábrica de grande dimensão

e a zero utilização de combustíveis fósseis da

mesma, zelando assim em prol de um desenvolvimento

sustentável; visitámos a cidade

de Jyväskylä e a respetiva universidade

onde, a partir de uma palestra, percebemos

que a presença de bactérias em lagos ajuda

na decomposição de microplásticos. No

museu de história natural percebemos

melhor o tamanho real de animais como o

alce e de diversas aves abundantes no território

finlandês. Estas visitas proporcionaram-nos

conhecimentos que ajudaram no

desenvolvimento do projeto proposto,

fazendo-nos refletir sobre a nossa relação

com o ambiente e contribuíram também

para o nosso enriquecimento a nível da

cultura finlandesa.

Dia 25, sábado, passámos o dia com a

família do/a parceiro/a e realizámos diversas

atividades como, por exemplo: patinar

no gelo, caminhar pela floresta, nadar no

lago, ir à sauna/spa, provar comidas típicas,

esquiar, ver as constelações, entre outras.

Com esta viagem conseguimos confirmar

alguns factos sobre o país, tais como: a sua

grande dimensão (338455 km 2 de área) não

quer necessariamente dizer que o mesmo

possua um elevado número de população,

uma vez que 75% do território corresponde

a área florestal; dito isto, a Finlândia possui

cerca de metade da população de Portugal

(aproximadamente 5,5 milhões); pela nossa

experiência, praticamente todas as casas

têm uma sauna, existindo 2,3 milhões de

saunas no país, sendo este um dos aspetos

culturais mais importantes do mesmo; outro

facto comprovado é a existência de muitos

lagos, mais precisamente 168 mil.

A participação neste projeto superou as

expectativas devido ao grupo internacional

e ao ambiente criado pelo mesmo, sentimos

que saímos deste projeto com novas e boas

amizades que esperamos manter. Esta foi

uma experiência que nunca esqueceremos,

pois a vivência diária de uma cultura completamente

diferente permitiu-nos ser mais

“open minded” em relação à diferença e

refletir sobre a nossa própria cultura.

Pelos aspetos mencionados ao longo

deste artigo, aconselhamos a todos os estudantes

a participação em projetos de intercâmbio

pois é, na verdade, uma experiência

única e ótima de ser vivida.

Mariana Penetra (11ºCSCT)

e Sara Paulino (11ºCT)

Os conteúdos desta página são

exclusivamente da responsabilidade

dos seus autores.

Para folhear ou ler os 7 números da nossa

revista “EuRRRope”, sigam para o website

do projeto: https://face-thechallenge.eu/finnish-meeting.html

nº 84 | mr. 2020 Sementes


14 Ambiente

8º D recolhe lixo no Externato

Por uma escola mais limpa

Durante a semana de 17 a 20 de fevereiro, os alunos do 8º D desenvolveram

uma campanha de recolha de lixo na escola sob o lema “Por uma

escola mais limpa”. Durante algumas aulas de Português com a professora

Catarina Jesus, os alunos formaram grupos e espalharam-se, de forma

a procurar lixo no chão. O resultado surpreendeu todos: em apenas três

horas de recolha de lixo encheram-se mais de 5 sacos!

Os alunos perceberam que a escola tem mais lixo do que parece: quanto

mais se procura, mais se encontra: desde o plástico mais pequeno até

um plástico enorme, caminhos cobertos de plástico, papel, etc… No final

da semana concluíram que esta “missão” foi realizada com bastante sucesso

e pretende-se continuar a fazer esta recolha, noutras aulas!

Maria Gomes e Beatriz Antunes – 8º D

Meu Querido Planeta Terra,

Venho por este meio dizer-te que vou fazer tudo o

que possa para que tu te aguentes uns bons séculos connosco!

Não vai ser fácil, é verdade, mas já preparei uma

lista para começar a fazer e depois divulgo até se tornar

viral. E vais ver que vou conseguir ajudar-te! Aí se vou!

Para te ajudar, é preciso:

Primavera

Como é bela a Primavera,

Tão linda, mas tão linda!

Antigamente, como era?

Seria magnífica, feia ou linda?

Seja como for,

Não importa agora!

O que quero fazer hoje,

É ver esta beleza a toda a hora!!!

Há muitas flores

E muito belas!

Existem de todas as cores

E de todos os feitios!

As que encantam,

Devem ser de espantar!

Então, quando chega a Primavera,

Em pé, ninguém consegue ficar!

- Economizar cada vez mais água, tendo em conta que

gastamos bastante nos duches e nas regas;

- Reduzir a quantidade de plástico usado, por exemplo,

substituir um saco de plástico por um saco

de pano;

- Reciclar os produtos, em vez de mandar para o mar

ou para o chão;

- Reutilizar coisas do dia-a-dia, por exemplo, podemos

tornar um garrafão de plástico num vaso de

plantas;

- Podemos reduzir ao máximo andarmos de transportes

individuais e usar mais transportes públicos;

- Evitar os desperdícios de comida;

- Evitar o consumo excessivo de carne;

- Economizar luz, apagando quando já não é necessária.

Planeta Terra, como vês, já estou a tratar de tudo para

que te sintas o melhor possível.

Agora tens de me prometer que vais descansar para

ficares melhor!

Um grande beijinho da tua grande amiga,

Maria Almeida do 8º H

Esta é a quadra para me despedir.

Pois à Primavera,

Não vão resistir!

Há tanta beleza!

Diana Alves – 5º G

Sementes nº 84 | mar. 2020


Solidariedade

15

Reconstrução de

duas Escolas Católicas de Moçambique

Há quase um ano, em março de 2019, Moçambique

sofreu muita destruição com o Ciclone Idai. Morreram cerca de

600 pessoas, 1600 ficaram feridas e mais de 1 milhão necessitam

de serviços essenciais de saúde.

O Externato de Penafirme, em conjunto com a APEC

(Associação Portuguesa de Escolas Católicas), pretende ajudar

na reconstrução de duas escolas católicas da região da Beira,

nomeadamente, a Escola Secundária de São João XXIII e a Escola

Comunitária dos Santos Inocentes. Com este objetivo, os

Delegados de Solidariedade realizaram três atividades de angariação

de fundos, nos meses de fevereiro e março.

A primeira atividade realizou-se no dia 12 de fevereiro, com

a venda de bolos, na segunda,

a 4 de março,

venderam-se de crepes e,

a terceira e última, aconteceu

no dia 18 de março,

com venda de bolos e

crepes. Estas atividades

foram desenvolvidas na

Zona E, nos intervalos da

manhã, com o envolvimento

da cozinha no que

diz respeito à confeção de bolos, a presença dos Delegados da

Solidariedade, alguns professores e funcionários.

Paralelamente a estas atividades, os Delegados da Solidariedade

dos diversos anos lançaram nas suas turmas a Campanha «o

nosso presente, o futuro deles» com a recolha de fundos.

Todos podem ajudar através do IBAN: PT50 5340 5426 1600 7033 0016 4.

7 segredos na nossa escola

Infelizmente, ninguém arriscou sugerir respostas para os sete

«segredos» da nossa escola apresentados no Sementes nº 83

(Natal)…

Ainda assim, aqui vão as respostas:

1. Qual o edifício mais antigo do Externato de Penafirme?

A casa do pinhal.

2. Onde é o «fosso»?

Nas traseiras do pavilhão desportivo.

3. Onde podemos fazer uma chamada num telefone público?

Na zona C.

4. Onde é o «cais»?

Em frente à Oficina pedagógica.

5. Onde está uma planta conhecida como «mata cavalos»?

Na mata, rodeada por uma vedação de rede.

6. O que é o «marmitório»?

O local onde os professores que trazem almoço de

casa abrem as marmitas para comer.

7. Qual a primeira utilização do que é hoje a sala A12?

A Biblioteca.

nº 84| mar. 2020 Sementes


16 Saúde

Formação

Suporte Básico de Vida

No dia 6 de março, as turmas do Curso Técnico Auxiliar de

Saúde (TAS), em parceria com a Equipa Educativa do 9º Ano

e com a orientação da Enfermeira Tânia, proporcionaram

aos alunos do 9º Ano uma formação em Suporte Básico de

Vida (massagem torácica, posição lateral de segurança e

obstrução das vias aéreas).

Os alunos estiveram motivados e empenhados na aprendizagem

teórica e prática de algumas técnicas. Foi feita uma

primeira parte de exposição teórica e exemplificação pelos

alunos de TAS. De seguida os alunos foram divididos em

grupos para poderem eles próprios simular e treinar as técnicas,

sempre com a ajuda/orientação dos colegas que fizeram

a formação.

Sensibilizar e saber agir, evitando o pânico são conceitos

associados que podem ajudar a salvar uma vida.

Equipa Educativa do 9º Ano

Visita do Curso Técnico Auxiliar de Saúde

No dia 28 de janeiro de 2020, o curso Técnico Auxiliar de Saúde

realizou uma visita de estudo ao Pavilhão do Conhecimento e

ao Hospital CUF das Descobertas.

Partimos logo pela manhã em direção ao Pavilhão do Conhecimento

situado no Parque das Nações, em Lisboa. Depois de um

curto período de espera, entrámos na primeira exposição intitulada

de “Explora”, onde foi possível experienciar diversas atividades.

Chegou o momento de irmos à tão esperada exposição:

“PUM! A Vida Secreta dos Intestinos!”! Aqui foi possível observar

em detalhe os intestinos e os processos que neles ocorrem.

Durante a tarde, fizemos uma visita ao Hospital CUF das Descobertas,

onde nos foram dado a conhecer, por intermédio de

uma visita guiada pela enfermeira Vera, os diversos pisos hospita-

lares. Ao longo da tarde, foi possível contactar com profissionais

da nossa área e perceber um pouco como é o quotidiano num

hospital e qual a finalidade de atuação em cada piso; foi igualmente

possível ouvir os responsáveis dos mesmos.

Gostaríamos de realçar a importância desta visita de curso,

pois, através da visita à exposição “PUM! A Vida Secreta dos Intestinos”,

foi possível aprofundar os nossos conhecimentos sobre

matérias dadas em aulas. No Hospital visitado, pudemos ver as

instalações e contactar com profissionais da nossa área. Foi uma

visita importante, tanto para o nosso desempenho a nível de

curso como na relação com os nossos colegas e formadores.

Ana Ferreira e Madalena Maia – 11º ASRR

Sementes nº 84| mar. 2020


Saúde

17

A vida secreta dos intestinos

No dia 22 de janeiro um grupo de alunos do 9º Ano visitou a exposição

“PUM – A vida secreta dos intestinos” no Pavilhão do Conhecimento.

Era necessário imaginar que éramos um micro-organismo e seguir

o percurso do sistema digestivo. Foi possível perceber todo o percurso

dos alimentos desde que são ingeridos até ao momento em que

são expulsos. Havia também uma parte interativa, onde podíamos

ser nós a escolher o alimento, para podermos observar todo o processo

a partir daí ao pormenor.

A entrada era uma boca gigante, com dentes em arco e uma

grande língua no chão, como se fosse um tapete. Vimos também

alguns órgãos do sistema digestivo, que eram reais, sendo assim

possível perceber as suas dimensões. A visita terminou com um

debate.

Foi uma experiência enriquecedora que permitiu aos alunos

interessados que se inscreveram aprender algo mais sobre o sistema

digestivo sem ser só nos manuais.

Inês Alves (9º G) e Inês Almeida (9º H)

Doar Sangue

A enorme importância da doação de sangue foi o tema duma

palestra na terça-feira, dia 7 de janeiro. Dando continuidade à parceria

entre a Associação de Dadores de Sangue de Torres Vedras e a

Escola Profissional de Penafirme, envolveu as turmas do curso Técnico

Auxiliar de Saúde, as do 10º e do 12º ano do curso Técnico de

Restauração – Variante Restaurante/Bar e a do 12º ano do curso

Técnico de Restauração - Variante Cozinha/Pastelaria. A palestra foi

apresentada pelo presidente da direção da Associação de Doadores

de Sangue de Torres Vedras, Joaquim Mendes Silva que também

abordou os temas da evolução do conhecimento acerca do sangue e

da transfusão sanguínea.

Ao longo dos anos, a doação de sangue em Portugal diminuiu

significativamente, dado que a taxa de dadores de sangue por cada

mil habitantes era de 42 dadores, em 2010, e atualmente é, aproximadamente,

de 34 dadores. Esta diminuição deve-se principalmente

à emigração, consequência da crise. Por este motivo é que é tão

importante a dádiva de sangue, pois é necessário que haja a substi-

tuição dos dadores que emigraram; ao mesmo tempo é fundamental

a “renovação” dos dadores mais idosos.

Doar sangue é uma ação voluntária e anónima, visto que não

sabemos a quem doamos o nosso sangue. Esta atitude demostra

um ato de solidariedade, pois ao realizar esta doação estamos a

ajudar alguém que, porventura, poderá ser, ou não, um ente querido

e/ou alguém que nos é importante.

Sendo assim, na manhã do dia 5 de fevereiro de 2020 decorreu

mais uma sessão de colheita de sangue (IPS e ADSTVD) nas instalações

do Externato de Penafirme, que contou com a colaboração do

Curso Técnico Auxiliar de Saúde da Escola Profissional de Penafirme.

Bem-haja a todos os que tiveram a oportunidade de poder colaborar

e participar!

Anatasiya Matsyakh – 11ºTAS

nº 84| mar. 2020 Sementes


18 Aconteceu

Londres

Os profissionais foram viajar!

Tudo começou quando as professoras de Inglês dos Cursos profissionais

decidiram levar, pela primeira vez, os cursos profissionais

a aventurar-se em Inglaterra, mais precisamente na capital – Londres

– pois o Inglês é a língua trabalhada nas aulas.

Os professores que nos acompanharam nesta aventura foram as

professoras de Inglês Paula Pombo e Marília Silva e o Diretor do

Curso de Gestão, o professor António Timóteo.

Os cursos profissionais que se aventuraram na viagem foram o de

Técnico de Apoio à Gestão, Técnico Auxiliar de Saúde, Técnico de

Restauração e Bar, Técnico de Cozinha e Pastelaria e Técnico de

Manutenção Industrial – Eletromecânica. Em novembro tivemos a

nossa primeira reunião da viagem: o diretor da agência de viagens

veio falar do que iriamos fazer em Londres. Falou também do que

seria necessário levar e das normas que tínhamos de respeitar por

estarmos num país com cultura diferente.

Ao longo dos meses até à data da viagem, entre 1 e 5 de fevereiro,

as professoras de Inglês estiveram sempre, atenciosamente, a

colaborar connosco nas nossas dúvidas para que tudo corresse às

mil maravilhas. No dia 22 de janeiro, na nossa última reunião antes

da viagem, definiu-se o programa que iriamos ter em Londres e

recebemos informação sobre os números dos voos, o tamanho da

mala que poderíamos levar, os produtos de higiene essenciais a

levar, o tipo de roupa que deveríamos usar, os documentos necessários

e o trabalho a realizar durante a visita a Londres, entre outras

muitas coisas.

Chegou o dia da viagem!

Todos a jeito para a aventura em Londres!!! Para muitos foi o

batismo de andar de avião, todos muito nervosos, uma confusão

por não saber quando tínhamos de usar o cartão de cidadão ou o

cartão de embarque… Foi uma loucura, mas conseguimos sendo

profissionais!

Ao todo fomos 30 alunos e 3 professores, acompanhados por

uma guia da agência de viagem, a Carlota.

Quando chegamos a Londres, verificámos que havia um ambiente

algo tranquilo (turistas q.b., tranquilidade, poucas máscaras).

Pressupomos que podia ser influência do surto de coronavírus, mas

concluímos que a saída do Reino Unido da Europa fazia mais sentido!

Esta saída notou-se logo no aeroporto, pois já não visualizámos

a bandeira da União Europeia mas, sim, as bandeiras do Reino Unido

e da Inglaterra. Fomos os primeiros alunos da escola a viajar

depois do Brexit. Dia 01 de fevereiro foi um dia especial para o Reino

Unido. Especial? Para nós portugueses, quando estamos contentes

com algo, saímos às ruas e festejamos, mas neste caso, não se

A caminho de Buckingham Palace, para observar o render da guarda.

Sementes nº 84 | mar. 2020


Aconteceu| Poesia

19

Poesia

Olha para o trigo que reverdece

Viceja mesmo à beira da estrada

E o milho que elevado permanece

Esperando ansioso a desfolhada.

Repara o belo dia que amanhece

A canção pelas aves entoada

A brisa que passando pela messe

A deixa por momentos agitada.

via ninguém a festejar a saída do Reino Unido… será que se arrependeram?

Ficámos alojados num Hostel (Hyde Park) muito acolhedor. Os

nossos dormitórios tinham beliches e conseguíamos estar com um

grupo num quarto só! Os quartos tinham entre 6 a 8 camas

(beliches), com duche e wc incluído. Um luxo!

Em Londres, fomos a inúmeros locais, nomeadamente:

Westminster, Parliament, Big Bem, Covent Garden, M&M´S world,

Chinatown, Madame Tussauds, Camden Town, King´s Cross Station

(famosa pela plataforma utilizada pelos feiticeiros do filme

Harry Potter), Natural History Museum, Shakespeare Globe,

Southwark Cathedral, London Eye, Passeio de cruzeiro no rio Tamisa,

Meridiano de Greenwich, entre outros.

Uma vez que o UK contínua a ser um alvo de ataques terroristas,

sentimos algum receio na altura do ataque que se verificou na

mesma altura em que lá estávamos a desfrutar de Londres! No dia

seguinte ao ataque, todos os alunos se entretiveram a ler os jornais

gratuitos oferecidos no Underground para perceberem melhor

o sucedido.

Verificámos também que não havia muitos produtos portugueses

à venda na cidade. Apenas encontrámos um ou outro, nomeadamente

Pastéis de Nata (numa feira perto da London Eye) e o

famoso vinho do Porto (em dois Pubs Ingleses: “The Globe” e

“Hornimans At Hays”).

As nossas culturas são muitos diferentes. O ritmo inglês não se

compara com o nosso. Os ingleses vão trabalhar muito cedo e

saem a horas ainda de poder ir ao pub descontrair e conviver com

os amigos. Londres é um Mundo, pois vê-se todo o tipo de pessoas,

ouve-se todo o tipo de línguas, é uma cidade multicultural. Por

curiosidade, o gerente do nosso Hostel era Português.

Todos os lugares que visitámos foram fantásticos, mas adorámos

visitar o Shakespeare Globe. Foi sem dúvida muito atrativo e

os alunos adoraram! Aprendemos imenso e aconselhamos a

quem estiver a ler este artigo, quando for visitar Londres, vá a

este museu! Os alunos ainda receberam um forte elogio por parte

da guia pelo facto de falarem muito bem inglês, comparativamente

a outros alunos da União Europeia.

Agradecemos aos professores que nos acompanharam, foram

sem dúvida excelentes profissionais! Obrigada por terem confiado

em nós e terem levado os profissionais a viajar!

Leila Batista – 12º TAGTM

Vê! O pomar, o souto, o montado

E sente o pleno gozo de quem passa

Admirando tudo o que foi criado.

Observa! A beleza que trespassa

Toda a colina, vale, simples prado

E louva por tudo isto ser de graça.

Henrique da Costa Filipe – 12º CT1

Verdes são os prados

Verdes são os prados

No início de abril.

Verdes são os campos

Num dia primaveril.

O Sol espalha-se

Por um horizonte inacabável.

A chuva desaparece,

Já não falta um casaco impermeável.

A hibernação acaba,

Voltam à rotina normal.

Dos animais falo,

De maneira especial.

As pessoas sem exceção,

De alegria celebram.

O amor propaga-se

Até onde não queiram.

É isto que a Primavera traz,

Uma natureza de beleza inunda.

É isto a que a Primavera leva,

Uma emoção profunda.

Diogo Gomes – 7º I

nº 84 | mar. 2020 Sementes


20 Aconteceu

Clube de Teatro do CAP

Desconecta-te… para te ligares melhor!

çou a namorar a tua avó? Não se sabe

a resposta.

Então cada um decide colocar o seu

telemóvel dentro da caixa, …

Avisa o Anjo do Natal- Então esqueceram-se

do espírito do NATAL?

Eu venho lembrar-vos da importância

do nascimento de Jesus…

Desde há alguns anos já que o Clube de

Teatro do Cap vem apresentando em dois

momentos do ano letivo o que o grupo consegue

preparar, ensaiar e apresentar à comunidade

escolar.

Em 7 de janeiro de 2020 o clube levou a

palco uma pequena apresentação com o

título:

Desconecta-te… para te ligares melhor!

Nesta época de comunicação intensa

através de telemóvel e de redes sociais,

onde fica a verdadeira comunicação entre

as pessoas? Como se conhecem e se encontram?

Como partilham os bons momentos

da sua vida?

Várias famílias encontram-se para um

concurso de ideias sobre redes sociais.

Todos conhecem bem e de forma rápida

as respostas que têm de dar

…Instagram, Snapchat, WhatsApp, Twiter,

Facebook, Youtube, Tik Tok…

Depois vem a pergunta fundamental: Como

se conheceram os teus pais? Qual o

maior amigo do seu filho? Quando come-

E terminam em coro:

DESCONECTA-TE…

PARA TE LIGARES MELHOR!

DESCONECTA-TE…

PARA TE LIGARES MELHOR!

A família

É a nossa casa

A família

É a nossa segurança

A família

É onde partilhamos tudo

A família

É onde tudo pode acontecer

A família

É o local de acolhimento!

JESUS TAMBÉM TEVE UMA FAMÍLIA

QUE O ACOLHEU!

E TU, COMO TENS ACOLHIDO A TUA

FAMÍLIA?

Ana Manteigas

Adeus, João Mota

No passado dia 31 de janeiro, o nosso colega João Mota cessou

funções no Externato de Penafirme e Escola Profissional.

Trabalhou no serviços administativos desde 01-10-2007,

foram 12 anos e mais alguns meses de boa camaradagem…

Agradecidos pela sua companhia, os colegas dos serviços

administrativos desejam-lhe muito sucesso e felicidades.

Os colegas da Secretaria

Sementes nº 84 | mar. 2020


Aconteceu

21

Almoços pedagógicos

em Penafirme

Um almoço

requintado

e

um serviço

personalizado

Os almoços pedagógicos iniciaram-se no dia 12 de outubro de 2006

no Restaurante Pedagógico da Escola Profissional de Penafirme envolvendo

habitualmente 30 comensais em cada almoço e têm decorrido

até aos dias de hoje. Nós, alunos do 11º TRR, ou seja, do curso Técnico de

Restaurante/Bar, gostaríamos de dar a conhecer esta deliciosa atividade,

os bastidores da mesma e o curso em si.

Este artigo visa chamar a atenção para quem não conhece o

nosso trabalho e descrever um pouco do que é o dia-a-dia deste

curso profissional. Os almoços pedagógicos são um dos maiores

projetos que o Externato apresenta evolvendo vários profissionais,

inúmeros alunos e dezenas de convidados. Têm como

grande objetivo proporcionar uma experiência em contexto

real dando particular relevância à prática. É importante referir

que as instalações estão dotadas de equipamentos e serviços

para uma formação técnica e profissional de qualidade.

Estes almoços são confecionados pelos alunos do 11º Técnico

de Cozinha/Pastelaria (TRC) e servidos ao cliente pelos discentes

do 11º TRR. São realizados habitualmente às terçasfeiras,

tendo o restaurante capacidade para receber cerca de

40 pessoas; costuma abrir às 12.00 e fechar às 14.00. O preço é

inalterável para

todas as refeições:

7€ por

pessoa. Pelo

preço, o cliente

recebe um almoço

requintado

e um serviço

personalizado.

Os alunos de

Cozinha confecionam

as ementas

de acordo

com um tema

ou um alimento

e os “empregados” dinamizam a

sala fazendo por vezes confeções

de sala. Temos serviços

simples e outros mais elaborados,

como confeções de sala e

serviços a trinchar.

Quanto à decoração, geralmente

decoramos de acordo

com o tema do almoço, mas,

quando os serviços são mais

complexos, colocamos uma

bonita decoração, não sendo,

no entanto, temática.

Com este artigo, gostaríamos

de convidar os leitores a participarem

nesta aprazível experiência, sabendo de antemão que todos

os pratos são confecionados pelos alunos do Externato, com supervisão

dos respetivos formadores. Não se esqueça: no Restaurante

Pedagógico é possível degustar pratos cuidadosamente elaborados.

Deixe-se

surpreender!

Débora Soares e

Raquel Mealha –

11ºTRR

nº 84 | mar. 2020 Sementes


22 Aconteceu

(In)dependências:

Os vícios humanos numa peça de teatro

No passado dia 19 de fevereiro veio à

nossa escola a associação USINA para apresentar

uma das suas peças-debate.

Nessa tarde, alguns alunos do 9º ano

puderam assistir a uma peça chamada “(In)

Dependências”. Relatava, através do teatro,

alguns dos vícios humanos em situações

que a nós, adolescentes, nos familiares e

não muito distantes.

A peça estava dividida em duas partes.

Na primeira parte foram apresentados, ao

longo de cinco pequenas histórias, cinco

vícios: o tabagismo, o vício dos videojogos,

o alcoolismo, o vício do telemóvel e o vício

das drogas.

Já na segunda parte coube-nos a nós,

espectadores, debater e intervir para alterar

esses mesmos comportamentos. Para

cada história foi ao palco um espectador

para aí encarnar um personagem de forma

improvisada, tendo em conta aquilo que

achava ser o correto, como que se tratasse

da sua vida, “escrevendo” assim o final de

cada história.

Foi uma tarde em que pudemos assistir

a um momento teatral de forma muito

interativa e diferente daquilo a que

estamos habituados. Aprendemos também

várias formas de lidar com certas

situações muito recorrentes nas nossas

vidas, como a pressão criada para que

sejamos todos muito “fixes” e que só nos

podemos integrar num grupo se fizermos

certas ações, que no final de contas não

são assim tão boas para a nossa vida.

Camila Damião, Diogo Henriques – 9ª A

Uma exposição do 8º A

A nossa exposição foi construída pelas disciplinas todas do

Currículo Alternativo e por vários projetos interdisciplinares.

Com esta exposição seguimos o objetivo específico de dar a conhecer

à restante Comunidade Educativa o trabalho realizado

pelos alunos do 8º A.

Estes foram os conteúdos da nossa exposição: As Grandes

Descobertas; A Viagem dos Alimentos; O Renascimento; Herbário

Digital; Conhecer Torres Vedras; Projeto Mobilidade; Projeto SHN

-Dinossauros; Poesia Visual; Logotipo da turma; Solidariedade;

construir uma empresa; Projeto mobiliário urbano (construção de

mesas e de bancos de exterior).

Durante o tempo de exposição muita gente que passou por lá

achou que estava muito interessante. Houve bolachas de gengibre

e chá para a inauguração e bolo de especiarias com chá para

o fim.

Foi uma experiência muito boa para a turma.

Georgiana Boscuta e Beatriz Sequeira – 8º A

Sementes nº 84 | mar. 2020


Atualidade

23

Os alunos do 10ºCT2 e os 4 alunos do curso de CT da turma 10°LHCT no jardim do Museu Nacional de História Natural e da Ciência de Lisboa

Visita de Estudo do 10º ano

No dia 09 de janeiro de 2020, o 10°ano dos Cursos Científico

Humanísticos realizou uma visita de estudo a Lisboa.

Da parte da manhã, fomos ao teatro "A Barraca" ver "A Farsa

de Inês Pereira", peça teatral que apreciei bastante, por ser

muito engraçada. Ao mesmo tempo, consegue ser interessante

e evidenciar um assunto atual: a violência doméstica.

À tarde separámo-nos por cursos e cada um destes foi a um

local relacionado com as disciplinas específicas do mesmo. No

meu caso, a minha turma, juntamente com os alunos do 10º

CT1, foi visitar o Museu Nacional de História Natural e da Ciência

de Lisboa, onde pudemos observar e estar no Laboratório

de Química, local onde se realizavam antigamente (até ao ano

de 1999) as aulas da atual Faculdade de Ciências de Lisboa.

Visitámos também as salas da Física e a dos Jogos Matemáticos,

locais onde passámos algum tempo e de que pessoalmente

gostei bastante. Com o pouco tempo que nos restou conseguimos

ainda ver uma exposição sobre dinossauros.

Posso concluir que apreciei bastante toda esta visita, as

aprendizagens e as experiências vividas, porém achei que passámos

pouco tempo no museu, pelo que não foi possível observarmos

tudo.

Carolina Gregório – 10° CT2

Páscoa

Olá!

Eu sou o coelhinho da Páscoa, mas não ponho ovos!

Os ovos são da minha amiga galinha e simbolizam a

Vida.

A Vida que Jesus deu por nós, para nos salvar!

Vamos esconder os ovos e ver quem os encontra!

Está frio…. Está morno…. Está quente!

Claudina Paixão

Claudina Paixão

nº 84| mar. 2020 Sementes


24 Aconteceu | Desporto

Uma tarde à francesa

No passado dia 5 de fevereiro, a

maioria da turma H do 8º ano reuniu-se

na cozinha do pinhal após as

aulas a fim de comemorar a tradição

francesa “La Chandeleur” que

consiste em confecionar e comer

crepes. Em França, esta tradição é

celebrada anualmente a 2 de fevereiro.

Cada aluno teve a responsabilidade

de trazer um ingrediente

ou de se encarregar da limpeza e

arrumação do espaço. A atividade

decorreu na perfeição pois todos se

envolveram com entusiasmo e

organização.

Cilina Afonso

Foi o nosso

primeiro corta mato!

O corta-mato no Externato é uma prova em que

muitos meninos e muitas meninas concorrem para

se apurarem para o corta-mato regional. O nosso

realizou-se no dia 15 de janeiro. O nosso primeiro

corta-mato foi muito cansativo, mas vamos contar

tudinho. Estava marcado para o dia dezasseis de

dezembro, mas, como estava a chover imenso e o

campo de areia estava alagado, foi cancelado e remarcado

para o início do segundo período. Em Educação

Física andámos a treinar o percurso. Foi engraçado,

mas cansativo.

8º ano com o Diretor da Escola

No dia 10 de janeiro, os alunos do 8º ano dirigiram-se ao auditório A para ter

um encontro com o Sr. Diretor, o Padre Carlos. No encontro falou-se de vários

assuntos importantes como: as avaliações do 1º período, o balanço das turmas

e também sobre o que vai decorrer ao longo do ano, quais as atividades a

realizar.

Laura Nogales e Tiago Figueiredo – 8º I

Quando chegou o dia, estávamos nervosos; havia

quem sentisse ter mil elefantes sobre os ombros e,

só para piorar as coisas, começou a chover, mas a

chover a sério, só que o corta-mato já não podia ser

adiado. Antes de irmos para os balneários, fomos

receber os “dorsais”. Vestimo-nos e calçámo-nos e

fomos para o campo de areia. Quando lá chegámos,

vimos muita gente a olhar e parecia que tinham

colocado mais elefantes em cima de nós e que íamos

cair de um precipício. Fizemos o aquecimento e

começámos a correr e, já no campo, alguns estavam

a morrer de cansaço. Na curva para os campos de

cimento alguém gritou “Corre, caracol, corre! Corre!”.

Fogo, aquilo irritou-nos!

Mas também havia muita gente a torcer por nós.

No ‘sprint’ final demos o máximo. Terminámos o

corta-mato exaustos e todos sujos. Quando chegámos

ao balneário, os nossos ténis estavam enlameados

e cheios de água.

Janeiras

No fim, mesmo quem ficou em quinquagésimo

lugar ficou feliz! Foi uma atividade bonita e divertida

e uma boa experiência.

Alunos do 5º A

No dia 6 de janeiro, os alunos da Quinta do Mar vieram à secretaria para

cantar as janeiras.

Sementes nº 84| mar. 2020.


Desporto

25

Corta mato

Medalhas para todos, no regional!

Corta-mato nacional na Figueira da Foz

Decorreu no parque da Várzea, em

Torres Vedras, mais uma edição do corta

mato da CLDE Oeste, onde o Externato de

Penafirme marcou presença com 59 alunos.

Mais uma vez os nossos alunos honraram

a camisola que envergam e deram o

seu melhor durante as 10 provas realizadas.

Eis os resultados obtidos:

Classificações individuais:

Campeões regionais em infantis A

femininos, juvenis masculinos e juniores

femininos;

Vice-campeã de juniores femininos;

3º classificado em juniores masculinos.

Classificações coletivas:

Campeões regionais em infantis A femininos,

infantis B femininos, iniciados

masculinos, juvenis femininos e masculinos,

juniores femininos e masculinos;

Vice-campeões em iniciados femininos;

Terceiros classificados em infantis A

masculinos e infantis B masculinos.

Ou seja, todos os nossos alunos foram

medalhados!

Com estes resultados as equipas de

iniciados masculinos e juvenis femininos e

masculinos foram apurados para representar

a escola e a zona Oeste no corta mato

nacional, na Figueira da Foz, nos dias 14 e

15 de fevereiro. Os iniciados masculinos

ficaram em 5º lugar e os juvenis masculinos

num 4º.

IV Penafirme na Serra da Estrela

Chegou ao fim mais um Penafirme na

Serra da Estrela que, apesar da quase

ausência de neve, foi mais um sucesso.

No primeiro dia os alunos puderam

desfrutar da neve existente no belo Covão

D'ametade, passeando e fazendo uma

"batalha" de bolas de neve. Nos outros 2

dias iniciaram a prática de esqui no

Snowpark de Manteigas, onde todos os

alunos conseguiram deslizar pela encosta

abaixo e fizeram paintball. Também caminharam

ao longo do rio Zêzere acompanhados

por uma professora do Geoparque

da Estrela que lhes apresentou a Serra

relacionando o que os alunos puderam ver

e sentir com a matéria lecionada em Geografia

e Ciências Naturais.

Não menos importante foram as relações

pessoais estabelecidas entre todos e

o bom comportamento exibido, o que

deixou mais uma excelente imagem da

nossa escola noutra região do país. Por

último, uma palavra de agradecimento

para os colegas que mais uma vez realizaram

um excelente trabalho proporcionando

uma enriquecedora atividade para os

alunos.

Leonel Lucas

nº 84 | mar. 2020 Sementes


26 Carnaval

Carnaval do 2º ciclo

Uma manhã de folia

Com boa disposição, o 2º ciclo

realizou no dia 21 de fevereiro, no

Externato de Penafirme, algumas

atividades de Carnaval.

Pela manhã, os alunos chegaram

à escola mascarados, em atitude

carnavalesca e prontos para a diversão,

que começou desde logo com a

Pancake race (“Corrida de panquecas”),

no campo de areia, na qual as

várias turmas participaram alegremente,

apoiadas pelas respetivas

claques.

Seguiu-se um baile na zona A,

animado por música gravada, que

teve como ponto alto as várias coreografias

coletivas, que criaram um

belo efeito visual. Durante o baile,

decorreram ainda um Concurso de

Dança, por turma, e um Concurso

de Máscaras.

Foi uma manhã divertida, vivida

em bom ambiente, entre alunos,

professores e funcionários, e em que

a dedicação de todos teve resultados

positivos.

Alunos vencedores:

Pancake race : 5º E e 6º G

Turma 6º D

Concurso de Dança: 6º G e 6º F

Concurso de Máscaras :

Beatriz Ferreira – 6º G

Sementes nº 84 | mar. 2020


Carnaval

27

A Festa do Carnaval do 8º Ano

Quem quer ser sabionário?

Na 6ª-feira, dia 21 de fevereiro

de 2020, os alunos do 8º ano participaram

numa festa para comemorar

o Carnaval, na escola.

O primeiro momento, um concurso

inter-turmas sobre cultura

geral denominado “Quem quer ser

sabionário?”, aconteceu no auditório

A, das 8:30 às 9:40. Cada turma

era representada por dois alunos

que deviam responder a perguntas

de escolha múltipla, ao todo foram

57 questões. As duplas tinham 4

cartões, com as letras A, B, C e D,

que usaram para mostrar qual a

opção escolhida. Ao fim das 55

perguntas previstas verificou-se

um empate entre a nossa turma

(8º B) e a turma do 8º G. Para desempatar,

foram colocadas mais

duas questões e a nossa turma

acabou por ganhar!

Terminado este concurso, os

alunos tiveram um breve intervalo

para poderem conviver. Num

dos campos de cimento, esteve

uma passadeira vermelha com

enfeites de Carnaval, onde os

alunos puderam tirar fotografias.

O terceiro momento foi o nosso

baile de máscaras, em conjunto

com os alunos do 9º ano. Realizou-se

na nave principal do

pavilhão, das 10:00 às 11:00 horas,

e contou com um DJ que

tocou músicas carnavalescas e

fantasias muitos diferenciadas.

Havia grupos de alunos com máscaras

combinadas e outros que

foram com a sua própria fantasia.

Os alunos dançaram, cantaram,

tiraram fotografias… mas sobretudo

divertiram-se.

Após uma manhã bem aproveitada,

a maioria dos alunos regressou

para casa pelas 11h30, sendo

que alguns alunos, professores e

funcionários ficaram para arrumar

os materiais utilizados na festa.

.

Carolina Gomes, Filipe José,

Jorge Reis, Miguel Silveira - 8º B

nº 84 |mar. 2020 Sementes


Novo livro do professor Manuel Nunes

Nas Serras do Princípio do Mundo

Acaba de ser publicado o novo romance do professor Manuel Nunes. Tendo como

pano de fundo, no plano internacional, a Guerra Civil de Espanha e a Segunda

Guerra Mundial e, no plano nacional, o regime político do Estado Novo, numa aldeia

do centro montanhoso de Portugal um grupo de velhos republicanos tenta sabotar a

construção de uma barragem. Só que os informadores da Polícia de Vigilância e

Defesa do Estado (percursora da PIDE) estão atentos e ativos. A tensão entre os dois

grupos vai subindo de intensidade até níveis sufocantes e explosivos.

“Não é possível ficar alheio ao engenho literário de Manuel Nunes que, tirando partido

da expressividade sensorial do nosso idioma, constrói um relato vibrante e absorvente

que mescla uma exuberante e erudita textura verbal com o pitoresco vocabulário

regional e o insinuante linguajar popular.”

Elisa Lopes Antunes – Emporium Editora

O lançamento do livro será no sábado, 18 de março, no Centro Cultural Franciscano

em Lisboa, às 15:00

Aluno do Externato publica carta de Amor

Três Quartos de Um Amor

Foi no dia 8 de fevereiro, que ocorreu

o lançamento das duas partes do III volume

da coletânea “Três Quartos de Um

Amor”, do qual eu sou um dos vários

coautores!

Enquadrado um pouco, mas não necessariamente,

no Dia dos Namorados, o

desafio consistiu em escrever uma Carta

de Amor e, foi nesse sentido, que este

evento encheu o coração de todos os

presentes, com a leitura de várias Cartas

de Amor, algumas mais profundas, outras

mais divertidas (como a minha) …

Esta oportunidade surgiu através do

professor Carlos Pedro Alves, que a maioria

de vós conhece! Sabendo o professor

Carlos que eu escrevia, falou comigo e

não é que nessa semana, ele tinha recebi-

do um convite de uma editora para participar

num concurso?

Tive cinco dias para a escrever, enquanto

houve autores que tiveram dois meses para

aprimorarem as suas obras. Na data máxima

de entrega, recebi um email a dizer que em

mais de 800 cartas, a minha tinha sido uma

das selecionadas.

Foi uma experiência incrível e com que

ganhei bastante. No lançamento, tive o prazer

de ouvir ser declamada a minha Carta e

de perceber a receção por parte do público,

que acabou por ser muita boa.

Isto só demonstra, que quando corremos

atrás de algo que gostamos, sempre o alcançamos.

Duarte Miguel

O Sementes deseja

aos seus leitores

uma feliz Páscoa!

Matilde Mateus

5º C

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