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REVISTA PÓS-VENDA 56

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N.º56

MAIO 2020 - 2€

A Pós-Venda

acredita e apoia

o mercado.

Comunique

em parceria

connosco!

PERIODICIDADE MENSAL

www.posvenda.pt

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i company/revista-pos-venda

l RevistaPOSVENDA

320

A REAÇÃO DO SETOR PÓS-VENDA AO CORONAVÍRUS EM NÚMEROS

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OFICINAS RESPONDEM ATRAVÉS DE UM INQUÉRITO SOBRE

AS MEDIDAS QUE TOMARAM DURANTE ESTE PERÍODO DE

PANDEMIA, MAS TAMBÉM O QUE ESPERAM DA SUA ATIVIDADE

A CURTO E MÉDIO PRAZO

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OPINIÃO

Hélder Pedro ACAP

Roberto Saavedra ANECRA

Neli Valkanova ARAN

Paulo Areal ANCIA

Vitor Gouveia APDCA

António Menezes Rodrigues ASFAC

Joaquim Robalo de Almeida ARAC

Guillermo de Llera IF4

Tiago Firmino Ribeiro Audatex

Pedro Pessoa LeasePlan

Paulo David Ferreira Liberty Seguros

GESTÃO

Em momentos como o que vivemos

trazemos-lhe a melhor forma

de gerir a sua oficina em tempos

de crise

DOSSIER

A limpeza e higienização de

superfícies e de objetos são agora

medidas decisivas para que as

oficinas mantenham a sua atividade

de forma segura, prevenindo a

transmissão do Covid-19


O próximo pano

limpo está à distância

de uma manobra.

NÓS TRATAMOS DISSO

mewa.pt/e-de-confianca


3

PROPRIETÁRIA E EDITORA

ORMP Pós-Venda Media, Lda

Estrada de Polima

Centro Industrial da Abóboda nº 1007

2º andar, Escritório I

2785-543 São Domingos de Rana

Nº Contribuinte: 513 634 398

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Paulo Homem

Anabela Machado

CAPITAL SOCIAL DA ORMP

Bettencourt & Mendes, Lda - 50%

Paulofimedia Unipessoal, Lda - 50%

CONTACTOS

Telefone: +351 218 068 949

Telemóvel: +351 939 995 128

E.mail: geral@posvenda.pt

www.posvenda.pt

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revista-pós-venda

DIRETOR

Paulo Homem

paulo.homem@posvenda.pt

REDAÇÃO

Nádia Conceição

nadia.conceicao@posvenda.pt

COLABORADOR TÉCNICO

Jorge Pereira

DIRETORA COMERCIAL

Anabela Machado

anabela.machado@posvenda.pt

COMERCIAL

José Ferreira

jose.ferreira@posvenda.pt

ADMINISTRATIVA

Anabela Rodrigues

anabela.rodrigues@posvenda.pt

FOTOGRAFIA

Micaela Neto

PAGINAÇÃO

Ricardo Santos

SEDE DE REDAÇÃO

Estrada de Polima

Centro Industrial da Abóboda nº 1007

2º andar, Escritório I

2785-543 São Domingos de Rana

TIRAGEM

10.000 Exemplares

ISSN

2183-6647

Nº REGISTO ERC

126724

DEPÓSITO LEGAL

399246/15

PERIODICIDADE

Mensal

IMPRESSÃO

DPS – Digital Printing Solutions MLP, Quinta

do Grajal – Venda Seca, 2739-511 Agualva

Cacém – Tel: 214337000

ESTATUTO EDITORIAL

Disponível em www.posvenda.pt

Sumário

S

N.º56

MAIO 2020

www.posvenda.pt

6

INQUÉRITO

Inquérito às oficinas...........................................................................................................................................P.06

14

OPINIÃO

Hélder Pedro, ACAP..........................................................................................................................................P.14

Roberto Saavedra, ANECRA........................................................................................................................P.15

Neli Valkanova, ARAN.....................................................................................................................................P.16

Paulo Areal, ANCIA...........................................................................................................................................P.17

Vitor Gouveia, APDCA.....................................................................................................................................P.18

António Menezes Rodrigues, ASFAC.....................................................................................................P.19

Joaquim Robalo de Almeida, ARAC........................................................................................................P.20

Guillermo de Llera, IF4....................................................................................................................................P.21

Tiago Firmino Ribeiro, Audatex..................................................................................................................P.22

Pedro Pessoa, LeasePlan...............................................................................................................................P.23

Paulo David Ferreira, Liberty Seguros...................................................................................................P.24

26

GESTÃO

Gestão oficinal em tempos de crise........................................................................................................P.26

29

NOTÍCIAS.................................................................................................................................................................P.29

34

OFICINA

Auto Norte...............................................................................................................................................................P.34

36

DOSSIER

Produtos de Higienização, Limpeza e Proteção..............................................................................P.36

46

TÉCNICA

LDauto – Sistemas de injeção a Gasolina...........................................................................................P.46

50

FORMAÇÃO

Car Academy – Sensores (Cap.09)...........................................................................................................P.50

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4

WWW.POSVENDA.PT MAIO 2020

Editorial

E

PAULO HOMEM

DIRETOR

paulo.homem@posvenda.pt

E se de repente...

Não vou aqui fazer a caracterização

do momento que todos

nós atravessamos. Como já tinha

dito, todos sabem muito

bem o que se está a passar e

mais do que ouvir as análises dos outros

certamente que, cada um de nós, sabe

as consequências que esta pandemia vai

trazer para o setor pós-venda.

Nós, aqui na revista PÓS-VENDA, decidimos

quantificar o momento atual do

setor e trazer-lhe uma série de dados de

análise que clarificam o ponto onde estamos

e aquele onde todos queremos estar

num futuro mais ou menos próximo.

Muitas oficinas, mais de 300, responderam

ao nosso repto e deram também (os

seus responsáveis) uma opinião sobre o

que acham que vai ser o seu negócio nos

próximos longos meses.

Mas não ficamos por aqui. Fomos ainda

mais longe e, por isso, descaracterizamos

aquilo que era uma edição “normal” da

Se me permitem um

conselho, estejam aptos

para a retoma que aí

vem. Houve até alguém

que lhe chamou de

“Tsunami”, isto é, as

oficinas vão ter, a partir

de um determinado

momento, um enorme

pico de trabalho

revista e trazemos-lhe a opinião, na primeira

pessoa, de diversos responsáveis associativos

ou de outras entidades que, de

uma forma direta ou indireta, acabam por

influenciar muito o setor do pós-venda.

O dossier nunca foi tão oportuno como

este. Fizemos um levantamento das empresas

e dos produtos que estão na “moda”

e que há dois meses poucas oficinas pensariam

adquirir em massa. Estamos a falar

dos equipamentos e produtos para limpeza,

higienização e proteção (individual,

das instalações e dos veículos), que agora

vão ser obrigatórios em qualquer oficina.

Alertamos que pode parecer uma edição

mais maçuda, mas a verdade é que nunca

houve um número da revista pós-venda

como esta em que o seu conteúdo é

de extrema atualidade e de uma imensa

mais valia para todos os operadores que

estão relacionados com o negócio oficinal.

Se me permitem um conselho, estejam

aptos para a retoma que aí vem. Houve

até alguém que lhe chamou de “Tsunami”,

isto é, as oficinas vão ter, a partir de um

determinado momento, um enorme pico

de trabalho (que depois reduzirá), motivado

pelos problemas inerentes à paragem

prolongada dos veículos automóveis.

Baterias em fim de vida, muitos problemas

eletrónicos, pneus “ovalizados”, filtros

de partículas a entupir, para além

das manutenções e revisões que ficaram

por fazer, são pois oportunidades a não

desperdiçar nesta fase. E se de repente...

se algum cliente lhe oferece um serviço,

por certo que não o quererá desperdiçar.

Por último, queria agradecer às empresas

que nos continuam a apoiar (não iremos

esquecer) e a acreditar que os meios de comunicação,

como a revista PÓS-VENDA,

são em quaisquer circunstâncias, a melhor

forma e mais direta de chegar ao público

alvo. A prova disso, é que nunca houve

tanta informação para passar ao setor,

como a que temos verificado nas últimas

semanas e que, por certo, tem acompanhado

em www.posvenda.pt.

Muita saúde para todos!


6

COM O APOIO

WWW.POSVENDA.PT MAIO 2020

Inquérito

i

AS OFICINAS E O CORONAVÍRUS

Uma nova realidade

um novo desafio

Através de um inquérito, a Pós-Venda foi saber as medidas que as

oficinas tomaram durante este período de Pandemia, mas também

o que esperam da sua atividade a curto e médio prazo

TEXTO PAULO HOMEM E NÁDIA CONCEIÇÃO

O

Covid-19 e os seus efeitos vão

andar pelo mercado pós-venda,

pelo menos durante os

próximos longos meses. Não

há volta a dar, temos mesmo

que viver nos próximos tempos com esta

nova realidade que tivemos de aceitar à

força, pois não havia opção nem plano B.

Como é que as oficinas reagiram a tudo

isto nos últimos dois meses? Diríamos que

reagiram bem... em função das circunstâncias,

até porque o Governo, tomou a

decisão acertada de manter este setor em

funcionamento.

De acordo com o estudo que a revista

PÓS-VENDA fez às oficinas, tendo

validado 320 respostas, a verdade é que

apenas 8,9% decidiram fechar as suas

portas devido ao Coronavírus. Pela análise

dos dados, tratavam-se de pequenas

oficinas, que dessa forma analisaram que

não tinham condições de manter a porta

aberta, seguindo dessa forma as regras

impostas para o distanciamento social.

Aliás, a grande maioria das oficinas considerou

que o Governo fez bem em manter

a atividade aberta para todo o tipo de

clientes e não apenas para os veículos afetos

às atividades de emergência e combate ao

Covid-19.

REDUÇÃO DA ATIVIDADE

A partir do momento em que as restrições

à circulação de pessoas foi imposta, já

se sabia, passariam a circular nas estradas

muito menos automóveis. Deixou

de haver filas de trânsito nos acessos às

grandes cidades em horas de ponta e nas

auto-estradas portuguesas estima-se que

a redução do volume de tráfego foi de

75%. Muito menos carros na estrada quer

dizer que temos muito menos carros nas

oficinas e, por consequência, uma redução

do número de serviços. Apenas 4,4% das

oficinas disseram que a redução na atividade

foi até 25%, mas a maior fatia das


7

oficinas (120 neste inquérito) afirmam que

a redução na atividade foi acima dos 75%.

Mais significativo é juntar todos os dados

das oficinas que tiveram uma redução

superior a 50% no serviço, estando neste

caso a falar-se de mais de 70%.

Sensivelmente metade das oficinas reduziram

o seu horário de funcionamento,

ajustando-o a esta nova realidade e, após

ser decretado o estado de emergência por

parte do Governo, pouco mais de 40%

das oficinas tiveram que reduzir o número

de empregados.

Apenas 21,8% das oficinas disseram que

não vão aderir ao lay-off simplificado,

enquanto 43% já o fizeram ou irão fazer,

existindo contudo uma percentagem que

ainda não decidiu o que fazer sobre esta

matéria.

PEÇAS

Tal como dissemos no número passado

da revista PÓS-VENDA, um dos bons

barómetros da atividade da distribuição

de peças no nosso país é a atividade da

CARF (única empresa especializada que

faz a distribuição de peças de automóveis

e pneus a nível nacional). Durante parte

do mês de abril a atividade da CARF

reduziu-se a metade, sendo que uma parte

do serviço bi-diário até foi retomado a

meio do mês. Por isso, é natural que mais

de 63,1% das oficinas tenham notado

algumas dificuldades no abastecimento

de peças, quase 31% revelaram que o

abastecimento de peças esteve normal e

apenas 6% disseram que sentiram muitas

dificuldades.

Nas páginas que se seguem pode ver, ler

e analisar estes e muitos outros dados

que recolhemos neste inquérito junto

das oficinas, mas também um conjunto

muito vasto de opiniões dos responsáveis

das oficinas (não divulgando o nome

da oficina nem o nome do responsável

que deu a opinião) que abordam o tema

do futuro da sua atividade. Trata-se de

um trabalho exclusivo da revista PÓS-

VENDA, que agradece a todos os que

nele participaram.

A opinião

das oficinas

Oficina de pneus

BRAGA

“Muitas empresas irão fechar. Os apoios

bancários/estado só ajudarão as mais viáveis.

E sabemos como o sector se encontrava

antes da pandemia. Sobrevivência

e muita ginástica financeira”.

Oficina de mecânica

AVEIRO

“Ao contrário do que muitos imaginam,

as oficinas hoje em dia não usufruem de

avultados lucros, fruto de extrema carga

fiscal, questões ambientais e concorrência

desleal, de forma que as oficinas que conseguirem

sobreviver a esta fase irão levar

muito anos a recuperar. Importante será

adaptarmo-nos aos novos tempos e traçar

novas estratégias de negócio”.

Tipo de Oficinas

PNEUS

16,7%

COLISÃO

7,6%

VIDRO

2,5%

MECANICA

73,2%

Foram 317 as oficinas que responderam a este

questionário. A maioria (73,2%) são oficinas em

que o serviço principal é de mecânica, seguindo-se

pneus (16,7%), colisão (7,6%) e por último

as oficinas de vidro automóvel (2,5%), com a

curiosidade de duas das redes que operam em

Portugal terem dado uma resposta unificada

(representando uma centena de centros de vidro).

Obtivemos respostas de oficinas de todos

os distritos de Portugal Continental e Ilhas,

existindo uma relação direta entre o número de

oficinas que responderam e o parque automóvel

circulante nesses distritos.

Manteve a oficina em

funcionamento após ser

conhecida a decisão do estado

de emergência?

NÃO

8,9%

SIM

91,1%

Durante o tempo em que o inquérito esteve

online, no mês de abril, a grande maioria

das oficinas manteve o funcionamento, mesmo

depois de conhecida a decisão do Governo

de avançar com o Estado de Emergência. 10%

das oficinas de mecânica decidiram fechar as

portas, maioritariamente na região da grande

Lisboa e algumas no interior do país. Das 52

casas de pneus, apenas 3 afirmaram ter fechado

as portas durante o Estado de Emergência.

Oficina de colisão

PORTO

“Esta pandemia está a dizimar muitos

dos setores da nossa economia e, por esse

facto, no pós-venda automóvel, irá com

certeza ser evidente”.

Oficina de mecânica

SANTARÉM

“A minha opinião sobre o impacto da pandemia

no nosso setor é muito negativa,

pois com esta crise vão aumentar as ditas

oficinas de vão de escada, a concorrência

desleal vai acentuar e, como tem sido hábito,

as autoridades nada vão fazer quanto

a isto para nos defender. O estado, até

ao momento, não deu nada às empresas,

facilitou algumas coisas, mas não está a

ajudar o nosso setor. Nos próximos anos,

o mesmo vai aumentar a nossa carga fiscal

mais que nos últimos anos para mais

uma vez nós pagarmos esta fatura que vai

ser bastante alta”.

Oficina de pneus

BRAGANÇA

“A queda de faturação vai continuar, porque

muitas pessoas vão ficar sem trabalho

e, consequentemente, sem rendimento,


8

COM O APOIO

WWW.POSVENDA.PT MAIO 2020

i

AS OFICINAS E O CORONAVÍRUS

e a despesa com o carro é a que mais se

adia. O carro só vai à oficina quando vai

à vistoria ou quando as autoridades chamam

à atenção. E quando vão à oficina

adiam o mais possível o pagamento das

faturas. E as oficinas, fragilizadas financeiramente

como estão, não podem continuar

a facilitar, e vão perder clientes”.

Após ser decretado o estado

de emergência, acha que as

oficinas deviam manter-se

abertas apenas para serviços

aos veículos de emergência?

SIM

36,8%

Qual foi a redução de serviço

(estimada) após ser decretado

o estado de emergência, face

a um mês normal?

ENTRE

25% E 50%

20,9%

ATÉ 25%

4,4%

ATÉ 75%

38%

Oficina de mecânica

PORTO

“A degradação expectável das capacidades

económicas será a maior dificuldade.

Por outro lado, as dificuldades/crises, tem

sempre o condão de obrigar a repensar a

forma de estar no mercado, iremos sair

reforçados, se até lá conseguirmos manter

a atividade. Como estamos integrados

numa rede de oficinas, o apoio e dinamismo

desta, será fundamental”.

Oficina de mecânica

AVEIRO

“Terá um grande impacto naquilo que

é o mercado atual e na forma como está

montada toda a logística à volta do mesmo.

A crise que se avizinha não vai deixar

ninguém indiferente. O mercado vai

ser exigente e vai seleccionar as oficinas

que estão preparadas em termos de solidez

financeira”.

Oficina de pneus

LISBOA

“O setor vai passar por muitas dificuldades,

onde muitas oficinas poderão ter

de reduzir custos para manterem a sua

atividade. Vai recuperar a médio prazo,

dependendo das ajudas que forem decretadas

futuramente”.

De uma forma geral a grande maioria das oficinas

considerou que o Governo fez bem em

manter o funcionamento para todo o tipo de

clientes. De qualquer maneira ficou evidente,

pelas respostas das oficinas que a prioridade

foi sempre dada ás viaturas de emergência, especialmente

aquelas que “combatem” contra a

pandemia Covid 19.

Após ser decretado o estado de

emergência, reduziu o horário

de funcionamento?

SIM

46,8%

NÃO

63,2%

NÃO

53,2%

ENTRE

50% E 75%

36,7%

Mais de 70% das oficinas teve uma redução na

sua atividade superior a 50%, sendo que sensivelmente

em metade destas, a redução foi

superior a 75%. Apenas 4,4% das oficinas tiveram

uma redução inferior a 25%. Refira-se que

nas oficinas de colisão a redução da atividade

foi mais equilibrada, tendo-se registado o menor

número de oficinas com uma redução superior

a 75%, mas em quase todas foi superior

a 25%. Apenas em duas oficinas de mecânica

e de pneus houve redução de serviço abaixo

dos 25%.

Após ser decretado o estado

de emergência, reduziu

o número de empregados?

SIM

41,6%

NÃO

58,4%

Oficina de mecânica

LEIRIA

“Vai ter um impacto enorme. Mais uma

vez o paradigma mudou, vão vencer os que

tiverem mais capacidade de adaptação”.

Oficina de mecânica

SETÚBAL

“O impacto claramente é negativo, sen-

Com a redução de serviço as oficinas adotaram

na sua maioria um novo horário de funcionamento,

mas mesmo assim 46,8% afirmaram

trabalhar nos mesmo horários que tinham até

fevereiro de 2020. As casas de pneus foram as

oficinas que mais reduziram os seus horários

de funcionamento.

Sem especificar se ficaram no desemprego

ou não, a verdade é que 41,6% das oficinas foi

obrigada a reduzir o seu número de empregados.

Se for tirado um paralelo aos dados

do desemprego gerais em Portugal, é provável

que alguns possam mesmo ter ficado no

desemprego. Contudo, é de louvar que quase

60% das oficinas decidiram para já manter a

sua equipa.


9

Pensa aderir ao regime

de lay-off simplificado?

AINDA

NÃO DECIDI

21,8

NÃO

35,1%

Como mais de 41% das oficinas reduziram a

sua equipa, poderá tirar-se um paralelo à adesão

verificada ao regime de Lay-Off simplificado,

já que 43% das oficinas aderiram a esta

medida do Governo. Porém, a maior percentagem,

ou não vai aderir ou ainda não decidiu se

quer aderir (dados de abril de 2020).

Após ser decretado o estado de

emergência, teve dificuldades

no abastecimento de peças?

NORMAL

30,8%

MUITAS

DIFICULDADES

6,1%

Com stocks de peças dimensionados para a

realidade que existia até março, não houve

roturas de stock no mercado, mas muitos retalhistas

de peças passaram a comprar apenas o

que as oficinas queriam no momento. A bi-diária

deixou de fazer sentido, mas a distribuição

de peças manteve bons níveis de serviço. Por

isso, apenas 6,1% das oficinas (foram apenas 15

oficinas de mecânica e duas de pneus em 284

oficinais) disseram sentir muitas dificuldades

no abastecimento de peças.

Após ser decretado o estado

de emergência, qual o tipo de

cliente que mais se dirigiu à

oficina?

SIM

41,6% CLIENTE

PARTICULAR

46,8%

ALGUMAS

DIFICULDADES

63,1%

CLIENTE FROTAS

10,3%

CLIENTE

EMPRESA

39%

Se as oficinas tivessem ficada abertas apenas

para dar assistência às viaturas de emergência,

a situação atual das oficinas (ao nível da redução

do serviço) teria sido bem pior, pois apenas

12% dos serviços que efetuaram (durante

o mês de abril) foram a veículos de emergência

(ambulâncias, carros de bombeiros, etc).

Em termos de análise, mais de 57% do serviço

realizado nas oficinais, teve a ver com clientes

empresariais, o que também está em linha com

os veículos que circulam no mercado.

Considera que a atividade

oficinal regressará ao seu

normal?

SIM,

MAS EM 2021

22,2%

SIM,

MAS NÃO

ESTE ANO

26%

VIATURA

EMERGÊNCIA

NUNCA MAIS

VOLTA A SER

NORMAL

3,5%

4,1%

SIM,

MAS A MÉDIO

PRAZO

48,3%

Para além das opiniões que poderá ler neste

artigo por parte das oficinas sobre este assunto,

fica evidente que a esperança de uma

retoma do setor pós-venda este ano é nula.

Mesmo assim, a médio prazo (1 a 3 anos) o

otimismo para uma retoma é grande, sendo

que 22% das oficinas acreditam mesmo que ela

acontecerá já em 2021.

do que os clientes irão perder poder de

compra e num futuro a curto/médio prazo

irão repensar melhor se querem efectuar

determinadas reparações necessárias

mas dispendiosas, podendo a segurança

rodoviária estar em risco”.

Oficina de pneus

PORTO

“A curto prazo, a diminuição da atividade,

que poderá ser menor do que é expectável,

pelo facto de os consumidores

necessitarem de mobilidade. A médio

prazo, poderá haver um crescimento para

os operadores que conseguirem ultrapassar

esta fase”.

Oficina de mecânica

SANTARÉM

“Haverá menos dinheiro por parte dos

clientes. As reparações serão só as necessárias

e inevitáveis. Os clientes irão descuidar

as revisões e mesmo o não haver

inspeções periódicas irá baixar a produtividade

das oficinas”.

Oficina de mecânica

BRAGA

“Além da pandemia, outras situações existem,

em simultâneo, que fragilizam o

nosso setor, como sejam as seguradoras

estarem a aproveitar-se e a fragilizar as

oficinas com as peritagens caseiras, onde

celebram com os próprios clientes acordos

de reparação (sem os clientes terem

conhecimentos técnicos, pondo em causa

a segurança rodoviária)”.

Oficina de mecânica

SANTARÉM

“Vai gerar desemprego no setor e uma

redução dos clientes na abordagem à oficina,

pois as pessoas podem trabalhar a

partir de casa e assim reduzir custos no

automóvel, poupando nas deslocações”.

Oficina de mecânica

MADEIRA

“As empresas que já estavam mal vão fechar

e sobretudo as microempresas vão


i

AS OFICINAS E O CORONAVÍRUS

10

COM COM O APOIO O APOIO

WWW.POSVENDA.PT MAIO 2020

ter muita dificuldade em sobreviver. Os

meios remotos de comunicação com cliente

terão novo fôlego”.

Após ser decretado o estado

de emergência, passou a

fazer serviços adicionais na

oficina que antes não fazia

(por exemplo, higienizar o

automóvel, levar o carro a casa

do cliente, etc)?

Está a pensar recorrer às linhas

de crédito disponibilizadas, no

âmbito do covid-19?

Oficina de pneus

VISEU

“Ao nível de venda de pneus novos, já

estava mal, mas vai ficar pior, está melhor

para quem vende pneus usados, em

que muito deles não oferecem segurança

na estrada”.

Oficina de colisão

AVEIRO

“O prolongamento das inspeções periódicas

foi excessivo em relação a outras

medidas decretadas. Põem em causa

questões de segurança. O consumidor

final/empresas irá ter poder de compra

muitíssimo reduzido. Prevê-se um reajustamento

do mercado auto/oficinas.

Redução de número de oficinas como

nova redução de margens”.

NÃO

25%

SIM

76%

Com as restrições e o distanciamento social

imposto, as oficinas rapidamente encontraram

novos serviços. 75% das oficinas revelaram

precisamente isso, nomeadamente a higienização

automóvel (quase obrigatório), o serviço de

recolha e entrega do carro, etc.

SIM

25,4%

NÃO

31,1%

AINDA

NÃO DECIDI

43,5%

Atendendo a que muitas das oficinas que existem

em Portugal são PME´s ou mesmo micro-empresas,

que normalmente não estão tão

aptas para o recurso ao crédito, cerca de 75%

não vai recorrer às linhas de crédito ou não

sabe se o vai fazer no futuro.

Oficina de mecânica

LEIRIA

“Muito provavelmente, os clientes só irão

deslocar-se para reparar as viaturas em caso

de necessidade extrema. As revisões serão

adiadas devido a dificuldades económicas

e muito provavelmente muita dificuldade

em pagar as mesmas”.

A informação prestada pelas

associações do setor (ACAP,

ANECRA e ARAN) tem sido útil?

NÃO

RECORRI

A NENHUMA

ASSOCIAÇÃO

4,1%

Considera que após

esta pandemia, a relação

cliente/oficina: manter-se-á

presencial/passará a ser mais

digital

DIGITAL

27,5%

Oficina de mecânica

CASTELO BRANCO

“Trará sérios problemas ao setor. Um número

elevado de viaturas apenas se desloca

à oficina na altura da inspecção periódica.

Assim, o volume de reparações

baixará significativamente. O limite das

manutenções também se prolongará, pois

as viaturas não circulam e, com a redução

do tráfego automóvel, também se reduzem

as colisões”.

Oficina de pneus

BRAGANÇA

“Alteração de hábitos por parte dos clientes

e necessidade de aplicar mais meios digitais”.

NÃO

36,5%

SIM

59,4%

Quase 60% das oficinas, face às dificuldades

para ter acesso à informação, acabaram por

recorrer às associações do setor para obterem

algum apoio e orientação. Poucas foram as

oficinas que não o fizeram, o que demonstra a

importância que as associações têm no apoio

ao mercado do pós-venda.

PRESENCIAL

72,5%

A importância das ferramentas digitais na dinamização

do negócio pós-venda é evidente,

mas nem a crise gerada pela pandemia fez

mudar rapidamente o cenário que existia anteriormente,

pois 72,5% das oficinas continuam a

considerar que o pós-venda se irá manter presencial.


11

Oficina de mecânica

LISBOA

“Os clientes só aquando de emergência/

avaria é que se vão deslocar à oficina, ninguém

quererá fazer as manutenções regulares,

tanto pela quebra de rendimentos

como pelo medo do contacto social.

Logo, traduz-se na quebra de serviços e

de facturação”.

Oficina de mecânica

PORTO

“A grande dificuldade será a adaptação

dos níveis dos valores orçamentados antes

da pandemia, uma vez que os clientes, de

forma geral, não estarão tão dispostos a

investir na manutenção das suas viaturas,

o que vai levar à recessão dos valores praticados.

Terá que haver uma adaptação no

valor de mercados de peças, desde a produção,

importação, e setor intermediário,

e mão de obra final para que o setor não

pare de vez. Claro que para isto acontecer

tem de haver também ajustes nos encargos

que são impostos às oficinas, pois se

os encargos se mantiverem ou subirem aí

torna-se preocupante”.

Oficina de mecânica

FARO

“Quem conseguir lá chegar irá enfrentar

o desafio da eletrificação”.

Oficina de mecânica

COIMBRA

“Terá algum impacto, depende da duração

das medidas e na situação económica

em que o país ficar. Terá sem duvida

mais impacto nas vendas de automóveis

do que na reparação”.

Oficina de mecânica

SANTARÉM

“Vamos ter um período de readaptação,

e todos os outros mercados também vão

influenciar o nosso sucesso”.

Oficina de mecânica

LISBOA

“O impacto será e está já a ser grande, no

futuro teremos de nos adaptar, inovar e

criar condições para retomar a actividade,

dependendo sempre da evolução da economia,

de uma forma menos presencial

por parte do cliente, o que passará por

meios de comunicação digital”.

Oficina de mecânica

LISBOA

“Certamente nada voltará ao mesmo do

que era antigamente. O retrair da confiança

dos clientes na aquisição das viaturas

novas vai propocionar uma oportunidade

de negócio”.

Oficina de pneus

LISBOA

“O ramo de pneus e jantes irá sofrer, porque

as pessoas terão menos dinheiro para

comprar pneus, mas a principal queda irá

ser a da venda de jantes de substituição

ou a alteração da estética, quer a nível de

stands, quer a nível particular. A nível

da mecânica, poderá aumentar, devido

à procura maior de serviços fora do concessionário,

e, pelo atrasar das revisões,

haverá avarias mais recorrentes”.

Oficina de mecânica

PORTO

“Devemos aproveitar todas as medidas

que o Governo coloca à nossa disposição,

para garantir a viabilidade, a longo

prazo, das nossas empresas”.

Oficina de mecânica

SANTARÉM

“Terá impacto, principalmente em pequenas

oficinas ou as que não estão ligadas

a uma rede oficinal, essas dificilmente

conseguiram aguentar todos os encargos,

possivelmente 30% a 40% irão encerrar

a atividade”.

Oficina de colisão

PORTO

“O mercado oficinal vai cair 45%”.

Oficina de mecânica

LISBOA

“Na generalidade, o modo de funcionamento

das oficinas irá ser igual ao que

sempre foi. Vão existir clientes que depois

desta pandemia vão preferir um atendimento

mais digital”.

Oficina de pneus

AVEIRO

“Será muito difícil pois irá dar potencial

aos chamados biscateiros”.

Oficina de mecânica

MADEIRA

“Dificilmente voltamos ao que éramos

antes desta pandemia”.

Oficina de mecânica

LISBOA

“O mercado vai entrar em recessão, tanto

particulares como empresas vão estar descapitalizados,

o que fará com que a frota

automóvel envelheça e traga dificuldades

de recebimento às empresas do setor”.

Oficina de pneus

AÇORES

“Haverá uma quebra generalizada do poder

de compra. Logo, o volume de negócios

será inferior, e a pressão sobre as

margens será ainda maior”.

Oficina de mecânica

FARO

“Terão de encerrar pelo menos 80% das

empresas para que seja rentável para quem

se aguentar aberto”.

Oficina de mecânica

PORTO

“Regredimos 15 a 20 anos”


12

WWW.POSVENDA.PT MAIO 2020

i

AS OFICINAS E O CORONAVÍRUS

320

Nº de oficinas que responderam ao inquérito

22,2%

Das oficinas que consideram que o setor pósvenda

voltará ao normal em 2021

63,1%

Das oficinas sentiram dificuldades no

abastecimento de peças durante o Estado de

emergência

58,4%

Das oficinas não reduziram o nº de

empregados por causa do Covid 19

Oficina de mecânica

BEJA

“Nos meses seguintes haverá uma redução

de cerca de 40%”.

Oficina de mecânica

CASTELO BRANCO

“O cliente vai alongar mais a manutenção

e exigir sempre uma melhor higienização

da viatura”.

Oficina de pneus

PORTO

“Haverá maior cuidado na higienização

dos veículos, as oficinas irão estar dotadas

de mais produtos de limpeza e desinfeção

e a relação cliente-oficina irá mudar com

novos conceitos e estratégias”.

Oficina de mecânica

COIMBRA

“É positiva pois permite-nos desenvolver

novas soluções e maior organização”.

na reparação independente vai, seguramente,

ser mais procurada novamente”.

Oficina de mecânica

AÇORES

“A curto e médio prazo vai levar à falência

muitas oficinas, a longo prazo tudo

voltará ao normal mas só dentro de uns

4 a 5 anos”.

Oficina de mecânica

LEIRIA

“A curto prazo haverá mais marcações não

presenciais e o cuidado redobrado na higiene.

A médio prazo, alguns hábitos irão

mudar, mas o funcionamento deste setor,

para pequenas empresas, manter-se-á”.

Oficina de pneus

LISBOA

“O lado positivo é que vem limpar muitas

oficinas de “vão de escada” e outras boas

mas mal geridas, que sobrevivem no fio

da navalha. O lado negativo é que reduz

muito o poder de compra, sobretudo nos

particulares”.

59,5%

Das oficinas recorreram ao serviços das

associações do setor durante o Estado de

emergência

38%

Das oficinas tiveram uma redução da

atividade superior a 75% durante o Estado de

emergência

Oficina de mecânica

LEIRIA

“Este setor vai ter um impacto reduzido,

uma vez que o automóvel vai continuar

a ser um bem de primeira necessidade”.

Oficina de colisão

PORTO

“O impacto no imediato e a curto prazo

na nossa área é gigante, sendo que é

difícil ter noções a médio prazo, porque

existem vários fatores a ter em consideração,

sendo já um deles o aumento do

desemprego, o que faz com que a reparação

e manutenção da viatura passe para

2.º ou 3.º plano”.

Oficina de mecânica

LISBOA

“As consequências são evidentes, a ajuda

do Estado em tudo isso é que irá posicionar

o futuro do país. É provável que,

devido à nossa cultura, o impacto seja

grande nos primeiros meses, mas depois

de estarmos tranquilos, voltará tudo ao

quase normal. Mas irá sempre ficar a

marca na economia e nos nossos bolsos”

72,5%

Das oficinas consideram que o negócio pósvenda

se manterá presencial

Oficina de mecânica

LISBOA

“No imediato vai haver um decréscimo

da atividade. A médio prazo vamos ter

uma retoma gradual e acreditamos, que


13

O INQUÉRITO ÀS OFICINAS

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14

WWW.POSVENDA.PT MAIO 2020

i

AS OFICINAS E O CORONAVÍRUS

Em defesa do setor

Hélder Pedro

SECRETÁRIO-GERAL DA ACAP

A

grave crise do Covid 19 é, desde

logo, diferente de todas as

outras, porque afecta de igual

modo os países ricos e os países

pobres. Não é uma crise com

origem na economia, como têm sido todas

as crises anteriores, mas infelizmente irá ter

efeitos mais negativos para todo o tecido

empresarial dos vários países. A imprevisibilidade

da sua duração é outro factor de

incerteza muito significativo.

O sector automóvel, na sua globalidade

incluindo o pós-venda, sendo um dos principais

sectores económicos em Portugal e na

União Europeia, foi desde logo um dos mais

afectados, com o imediato encerramento

de fábricas e empresas comerciais.

Em Portugal, este sector é responsável

por 25% do total das exportações de bens

transacionáveis, representa 19% do PIB e

emprega 200.000 pessoas.

Por outro lado, é um sector composto por

algumas grandes empresas mas, sobretudo,

por PME, microempresas e, mesmo, empresários

em nome individual, distribuídas

por todo o país.

A ACAP (Associação Automóvel de

Portugal) é a Associação que representa,

ininterruptamente, a globalidade do comércio

automóvel, desde a sua fundação

há já cento e dezanove anos. Assim, logo no

início desta crise apresentámos ao Governo

um conjunto de propostas que se consubstanciam

no que podemos designar como

Plano de Apoio ao Sector Automóvel (ou

PASA), tal como aconteceu em 2009.

No imediato, o principal objetivo foi a

manutenção dos postos de trabalho, para

que não se destrua o importante capital

humano das nossas empresas.

Fundamentalmente, propusemos medidas

de apoio ao emprego, como vieram a ficar

definidas no designado lay-off simplificado,

e que se encontra em vigor, assim como

uma linha de crédito específica para o nosso

sector. No caso do regime de lay-off, conseguiu-se

que fossem feitas duas alterações no

sentido de facilitar a sua aplicação. Todavia,

a questão de se considerar a média de comissões

dos vendedores não foi resolvida

pelo Governo e continuamos a lutar para

que tal aconteça. Também a situação dos

sócios-gerentes, que a ACAP tentou acautelar,

desde o início, foi objecto de uma

regulamentação claramente insuficiente,

deixando de fora uma parte significativa

dos sócios-gerentes das empresas. Neste

sector, existem muitas micro e pequenas

empresas em que trabalha o sócio-gerente

e um ou dois empregados. Ora, não é justo

que aqueles (que não têm outra fonte de

subsistência) não possam recorrer aos apoios

do lay-off.

Quanto às linhas de crédito, o Governo

veio, posteriormente, reforçar a linha já

existente e alargou, significativamente, os

CAE a que se aplica. Todavia, e para as

empresas do nosso sector, será necessário

que existam apoios a fundo perdido, pois só

assim, estas poderão sobreviver. Uma parte

dos fundos que o Governo irá receber de

Bruxelas, deveria ser aplicado nesses apoios.

Mas, naturalmente, a ACAP apresentou

Fundamentalmente,

propusemos medidas de

apoio ao emprego, como

vieram a ficar definidas

no designado lay-off

simplificado, e que se

encontra em vigor, assim

como uma linha de

crédito específica para o

nosso sector

também propostas de dinamização da procura,

para que o sector possa sair desta crise

o mais rapidamente possível.

E aqui, retomámos o nosso plano de incentivos

ao abate de veículos em fim de vida,

que também tinha sido implementado em

2009. Recorde-se que, em 2013, a ACAP

recolheu 4500 assinaturas e apresentou uma

petição na Assembleia da República para a

implementação daquele incentivo. Dado

o número de assinaturas que conseguimos

recolher, a petição foi levada e discutida

no Plenário da Assembleia (embora com

o normal atraso de seis meses no seu agendamento).

Na Assembleia da República,

todos os partidos se manifestaram a favor

da implementação deste incentivo, tendo

havido uma declaração unânime.

Foi esta deliberação que a ACAP agora

invocou junto do Governo.

Na proposta, que agora voltámos a apresentar,

exigimos que a mesma se aplique

também para a compra de veículos usados,

devendo o Governo criar uma linha específica

para tal.

Este plano, terá a dupla vantagem de alavancar

a procura e renovar o parque automóvel.

Propusemos, ainda, e dado que se verificou

uma paragem abrupta da actividade, a

suspensão do pagamento de IUC (Imposto

Único de Circulação), para os veículos em

stock, permitindo assim aliviar a tesouraria

das empresas. Nesta suspensão, poderia ser

usada sempre a figura do registo profissional,

criada há vários anos por proposta da

ACAP, para maior segurança do sector,

mas que veio a perder importância, dado

o facto de os vários Governos terem vindo

a aumentar, de forma inusitada, as taxas

deste registo!

Estamos certos, que o Governo irá dar a

maior atenção às propostas da ACAP, e

de outras Associações do sector, pois só

assim se conseguirá que o sector automóvel

continue a ser um sector fundamental na

nossa Economia, sendo o maior gerador

de receitas fiscais, um dos maiores exportadores

e um dos principais responsáveis

pela criação de emprego no nosso País.


15

Resiliência

e confiança.

Duas palavras chave

para ultrapassarmos

esta tempestade

Roberto Saavedra Gaspar

SECRETÁRIO GERAL DA ANECRA

Começo por mencionar e reforçar,

que há semelhança do que

já havia referido numa outra

oportunidade (aqui neste mesmo

espaço) que a nossa primeira

prioridade, sempre foi e será, dar o nosso

contributo para tentar garantir por todos

os meios possíveis, que esta Pandemia seja

rapidamente controlada e com as menores

consequências possíveis do ponto de vista

da Saúde Pública.

Não devemos perder este foco, até porque

sem que este objectivo esteja atingido, muito

dificilmente nos poderemos concentrar

em exclusivo naquilo que nos preocupa, a

todos, e que é a nossa economia, as nossa

empresas e o nosso modo de vida.

Face à conjuntura que a nossa Economia e

em particular o Sector Automóvel, estão a

enfrentar, em alguns casos de verdadeiro

e absoluto bloqueio económico, ao longo

destas ultimas semanas, a ANECRA e em

particular, a sua equipa, não obstante ter

estado maioritariamente a trabalhar em regime

de Home Office, esteve, provavelmente

como nunca, totalmente dedicada e focada,

no sentido de cumprir as duas principais

vertentes nas qual assenta o propósito e a

razão de existir, a defesa do setor e o apoio

especializado aos associados.

Das inúmeras tarefas realizadas nestas últimas

semanas, gostaria apenas de destacar

três acções muito específicas que julgo de

grande relevância e efectivo valor para o

sector e que continuam, apesar de tudo, a

ter absoluta actualidade:

- No plano da comunicação e na defesa

dos interesses do sector e dos seus agentes,

desde a primeira hora que tivemos diversas

intervenções, em particular através de vários

comunicados de imprensa em que procurámos

reivindicar ou sugerir o aperfeiçoamento,

o incremento e em termos finais o

melhoramento das medidas extraordinárias

lançadas pelo Governo com vista à mitigação

da crise empresarial, como é o caso da nossa

posição (através de diferentes canais) pela

suspensão imediata do pagamento do IUC

por parte dos operadores do sector que têm

viaturas usadas em stock, e que não obstante

estarem impedidos de exercer a sua normal

actividade, ainda assim terão que suportar

um imposto que supostamente deveria estar

direcionado para viaturas em circulação.

- Destaque também para a tónica bastante

acentuada que colocámos, numa primeira

fase, na necessidade de se alargar o âmbito

do Regime Simplificado de Lay-off para

os sócios gerentes das empresas e numa

segunda fase para que, a medida entretanto

lançada, não fosse tão restritiva como a que

temos atualmente (limite de facturação nos

60.000€ e restrição à existência de mais

colaboradores na empresa). O actual modelo

deixa de fora a generalidade dos nossos

empresários, uma parte significativa destes,

ligados às milhares de micro e pequenas

empresas que constituem uma esmagadora

percentagem do nosso tecido empresarial.

- Por último uma referência para a posição

pública que tomámos na questão referente

à Suspensão total do Serviço das Inspecções

Periódicas (através de uma Portaria de 25 de

Março) e que felizmente foi alterada a 9 de

Abril, permitindo desta forma a realização

da inspeção aos veículos que se deveriam

ter apresentado à inspeção antes de 13 de

Março. Eram o caso de Veículos que pudessem

eventualmente estar imobilizados por

estarem avariados ou se encontrarem nas

oficinas, a aguardar reparação. Contudo,

achamos de uma importância decisiva para

a retoma do Pós Venda que as Inspecções

Periódicas Obrigatórias, regressem, de

imediato, à sua normalidade. Dito isto, e

chegados a este momento, e tendo em vista

a preparação gradual do retomar da actividade

económica e o regresso à normalidade

das empresas, que esperamos todos, seja

uma linha recta e tão curta quanto possível,

gostaria de deixar uma ideia e que se

baseia naquilo que acredito serem dois dos

principais factores para ultrapassarmos esta

fase. O primeiro é o espírito de resiliência

e o segundo, mas não menos importante,

é a confiança.

Julgo que ao longo dos anos demos provas

inequívocas enquanto Povo e Nação, que

gostamos, ou pelo menos funcionamos melhor,

quando temos desafios duros e difíceis

pela frente. A história tem-nos mostrado

isso mesmo. Somos um Povo e uma Nação

de grande Resiliência, para trás ficam 900

anos a provar isso mesmo.

E, portanto, nesta altura em que estamos

todos a percorrer um longo e dificílimo

caminho e em que outra margem do rio

está ainda distante que acredito que temos

novamente de mostrar esta nossa característica.Mas

se para chegarmos ao outro lado

da margem, precisamos de ser resilientes,

não haja dúvidas, precisaremos também, e

muito, do sentimento de Confiança sem o

qual, não será possível pensar na retoma. Por

isso é fundamental que todos os diferentes

agentes económicos, estabeleçam o seu

plano de retoma, tendo como preocupação

primordial, a existência de um ambiente

de grande Confiança, nos diferentes intervenientes

neste cenário. Desde logo as

empresas no seu processo de reabertura e

relançamento, terão que colocar em uso

aquilo que são as melhores praticas sanitárias,

tendo em vista a geração do sentimento

de segurança e confiança junto de todos os

que lhe estão relacionados: colaboradores,

clientes e fornecedores.

Da mesma forma os vários organismos, em

particular os que têm responsabilidades a nível

dirigente, nos seus diferentes planos, desde

o Governo Português à União Europeia,

passando por todos os organismos que nos

regem e regulam, de criarem as medidas

suficientes e necessárias para que, em cada

momento, os agentes económicos tenham

segurança e confiança nas suas decisões.

O plano de relançamento da economia terá

que gerar a confiança nos consumidores,

nas empresas, nos investidores, no sistema

financeiro, entre os demais.

Do nosso lado, ANECRA, cá estaremos

com o espírito de grande resiliência e de

quem já atravessou 110 anos de vida e de

quem tem uma Confiança enorme na sua

capacidade para apoiar e ajudar os seus

Associados a ultrapassarem mais esta etapa.


16

WWW.POSVENDA.PT MAIO 2020

i

AS OFICINAS E O CORONAVÍRUS

Resiliência

à prova de futuro

Neli Valkanova

SECRETÁRIA-GERAL DA ARAN

Os efeitos económicos da pandemia

de Covid-19 são algo

sem precedentes e parece-me

ser consensual que se por um

lado ainda não se sabe qual

o verdadeiro impacto desta crise na vida

económica, por outro, nada vai ficar como

dantes.

Existe sério risco de colapso de economia

devido à situação que iremos enfrentar,

sem qualquer comparação com as crises

anteriores, com consequências nos nossos

comportamentos, na redefinição do sistema

de valores, no relacionamento com os

outros e na nossa perspetiva para o futuro.

O impacto até agora foi, sem surpresa, diferente

nos vários subsetores do automóvel

representados pela ARAN. É nas vendas que

está o grande impacto, com muitas empresas

retalhistas a terem a necessidade recorrer

ao lay-off parcial. O estudo realizado pela

ARAN demonstra que no universo de 950

empresas contactadas, 50 % recorreram

ao lay-off. Neste momento, o contacto

presencial praticamente desapareceu e estão

a ser utilizadas plataformas de venda

digitais. Alguns destes processos poderão,

depois da pandemia, passar de provisórios

a definitivos, com ganhos de produtividade

para as empresas de retalho automóvel.

Desenganemo-nos, porém! As vendas de

automóveis novos vão ser a área que mais

vai sofrer no pós-crise sanitária, dado que as

“cicatrizes” económicas dos consumidores

vão ser profundas. O incentivo à compra

terá de ser uma realidade.

Ainda nas vendas, permito-me fazer especial

referência ao comércio de usados. Embora

este já tenha uma componente digital há

vários anos, é um negócio com especificidades

que tornam a intervenção humana

mais premente. Nas atuais circunstâncias,

após o levantamento de estado de emergência

e com alguns setores a retomarem

atividade, poderá existir uma procura de

compra de carros usados para assegurar um

transporte em segurança. Esse fenómeno

está, de resto, a ocorrer na China, onde

estudos de intenção de compra automóvel

apontam para essa realidade, que se poderá

manter pelo menos enquanto não houver

vacina ou imunidade de grupo para o novo

coronavírus.

No setor oficinal, que pôde continuar a

laborar no estado de emergência, mas que,

naturalmente, sentiu quebra, a resiliência

impera com os empresários a recusarem-se

a baixar os braços. Algumas empresas optaram

pelo lay-off parcial e foram realizando

trabalhos por marcação e outros já planeados,

mantendo, sempre, o contacto com os

clientes. Exemplo de planeamento é o caso

de um associado que reforçou o stock de

baterias, dado que quando os automóveis

circulam menos aquele componente “sofre”.

Resiliência é isto e é por isso que não

tenho dúvidas que nas oficinas a queda será

inferior à de outros subsetores automóvel.

Quanto aos pronto-socorro, sendo uma

atividade essencial, as empresas continuam

a trabalhar. No entanto, dado que há menos

veículos nas estradas, também têm menos

trabalho. O regresso será gradual.

APOIOS NO IMEDIATO E DE LONGO

PRAZO

O setor automóvel, tal como a generalidade

das atividades económicas, precisa de fortes

apoios, no futuro imediato e no médio e

longo prazo. Os cortes nas receitas foram

brutais e abruptos, pelo que toda a ajuda é

pouca. Para já, a injeção de capital é urgente

e, no futuro, o incentivo à compra de todo

o tipo de viaturas parece-me a forma de

permitir alguma recuperação a um setor

que é essencial para o país em termos de

receita fiscal e de criação de emprego.

No imediato, a ARAN, cumprindo o seu

papel de sempre de estar ao lado dos associados,

presta um apoio muito prático.

Falamos diariamente com todos os associados

para perceber as suas necessidades,

dado que todos os departamentos da ARAN

estão em plena laboração, mesmo que em

teletrabalho. A cada dois dias, o departamento

jurídico envia aos associados uma

súmula a esclarecer as medidas do Governo.

Somos, de igual modo, contactados pelos

associados para dar indicações concretas.

Em suma, estamos sempre atentos a todo

o tipo de apoios que existem e publicamos

informação sobre os mesmos no site e nas

newsletter que enviamos aos associados.

Além disso fizemos, logo nos primeiros dias

de crise pandémica, uma parceria com uma

empresa de tintas que começou a produzir

gel desinfetante e assumimos os custos do

primeiro envio. Outro de vários exemplos

concretos foi o termos encontrado um

fornecedor de máscaras FPP2.

Como referi no início deste artigo, o setor

está ainda a perceber o que pode acontecer

no pós-Covid-19. Cerca de 30% das empresas

ainda não recuperou da crise anterior

e quem não tiver uma almofada financeira

vai passar por dificuldades sérias. No meio

de tanta imprevisibilidade, os empresários

do setor sabem que há sempre algo com

que podem contar: o apoio da ARAN.

Continuamos e continuaremos a estudar

soluções muito práticas para ajudar os associados

e articular com as autoridades para

o reconhecimento do esforço e resiliência

do setor.

No setor oficinal,

que pôde continuar

a laborar no estado de

emergência, mas que,

naturalmente, sentiu

quebra, a resiliência

impera com

os empresários

a recusarem-se

a baixar os braços


17

O setor encontra-se

preparado para retomar

de forma gradual

e progressiva a sua

atividade

O

atual estado de pandemia derivado

do novo coronavírus

(COVID-19) e a situação de

crise que vivemos com uma

dimensão humana e de saúde

pública muito significativa, preocupou,

naturalmente, a ANCIA que, sequência

deste surto, defendeu desde o início a implementação

de um conjunto de medidas de

contingência de modo a minimizar o risco

de transmissão e propagação deste vírus.

Na verdade, desde o primeiro momento,

e num contexto em que se verificou uma

evolução da propagação da infeção por

este vírus, a ANCIA esteve em permanente

diálogo com Governo e a Tutela no sentido

de implementar um quadro legal, e as

condições necessárias, para a suspensão da

atividade dos Centros de Inspeção.

A suspensão parcial da atividade dos

Centros de Inspeção veio a concretizar-se

através da publicação do Decreto-Lei n.º

10-C/2020, de 23 de março, que estabeleceu

medidas excecionais e temporárias

de resposta a esta doença, mantendo-se,

contudo, o atendimento, apenas por marcação,

para a prestação de serviços essenciais

de inspeção, definidos pela Portaria 80-

A/2020, de 25 de março, com a alteração

dada pela Portaria 90/2020 de 9 de abril.

A implementação destas medidas, de caráter

excecional e temporário e o consequente

encerramento dos Centros de Inspeção,

assumiram-se como necessárias para dar

resposta a esta crise, assim como contribuíram

para impedir a propagação deste vírus.

No entanto, a execução destas medidas

estão a causar um enorme impacto neste

setor na medida em que estamos perante

uma atividade que apresenta um significativo

grau de exigência, a diversos níveis, e

que se refletem em custos elevados para as

entidades gestoras.

Paralelamente, e desde o primeiro momento

da situação de emergência de saúde pública,

os Centros de Inspeção implementaram

com sucesso as medidas de contingência

de acordo com a Orientação n.º 006/2020

da Direção Geral da Saúde (DGS) no que

se refere, designadamente, à definição de

áreas de isolamento em caso de possível

contágio, assim como de procedimentos básicos

para higienização das mãos e etiqueta

respiratória, bem como de conduta social.

No âmbito da implementação dos respetivos

planos de contingência, os Centros de

Inspeção procederam, ainda, à definição de

regras exigentes e reforçadas de higienização

e limpeza das suas instalações, bem como

à disponibilização de material de proteção

junto dos seus colaboradores, assim como

definiram procedimentos e metodologias

de circulação nas suas instalações de modo

a reduzir o contacto e a proximidade com

os Utentes.

Considerando, contudo, a evolução positiva

do quadro epidemiológico, assim como o

esforço e as medidas de contingência implementadas

pelos Centros de Inspeção, o

setor encontra-se, nesta fase, preparado para

retomar de forma gradual e progressiva a

sua atividade, tendo sido desenvolvido pela

ANCIA um Manual de Boas Práticas para

o setor sobre a COVID-19, documento

este que, estamos certos, irá contribuir

para reforçar a confiança dos profissionais

do setor e dos utentes no sentido de que os

Centros de Inspeção são espaços seguros e

que oferecem as necessárias condições de

segurança.

Paulo Areal

PRESIDENTE DA ANCIA

O setor encontra-se,

nesta fase, preparado

para retomar de forma

gradual e progressiva

a sua atividade, tendo

sido desenvolvido pela

ANCIA um Manual de

Boas Práticas para o

setor sobre a COVID-19,

documento este que,

estamos certos, irá

contribuir para reforçar

a confiança dos

profissionais do setor e

dos utentes no sentido

de que os Centros de

Inspeção são espaços

seguros e que oferecem

as necessárias condições

de segurança


18

WWW.POSVENDA.PT MAIO 2020

i

AS OFICINAS E O CORONAVÍRUS

Viver o presente

de olhos postos

no futuro

Vitor Gouveia

PRESIDENTE DA APDCA

Os empresários do setor do

comércio de automóveis usados

devem voltar à atividade

com energia e confiança redobradas,

mas conscientes de

que uma nova paragem seria catastrófica.

Felizmente, a união e resiliência que este

setor já demonstrou deixa-nos confiantes

em relação ao futuro.

Tendo em conta a pandemia e o difícil

momento que o setor e o país atravessam, a

APDCA definiu desde o primeiro minuto

uma estratégia de apoio aos associados (e

não só) assente em três pilares: informação

atualizada e permanente sobre o evoluir

da situação e comunicados regulares sobre

a mesma, sensibilização do Governo, em

especial do Ministério da Economia, sobre

as dificuldades que o setor do comércio

de automóveis usados atravessa, bem as

medidas necessárias para as minimizar, e

mecanismos de ação direta.

Em relação à primeira, temos utilizado

todos os canais de comunicação (redes

sociais, newsletter e e-mail) para manter

os associados e restantes interessados

informados sobre a evolução da crise,

as medidas de resposta, os apoios cedidos,

as restrições e os direitos e deveres

de cada um. Fizemo-lo de uma forma

regular, sempre atenta e privilegiando a

proximidade e a atualidade, com envios

de newsletter sempre que alguma medida

ou alteração de cenário o impunha.

A colaboração com diversos parceiros,

incluindo a COVIDATA, permitiu ainda

a divulgação de estudos e análises sobre

o evoluir da situação bem como delinear

alguns cenários possíveis que permitissem,

de alguma forma, preparar o período

de maior abertura às restrições vigentes.

No âmbito da sensibilização ao Governo,

a APDCA elaborou um documento completo

extenso e minucioso onde sugere

uma série alargada de medidas de apoio ao

setor e que visam a diminuição do impacto

económico provocado pelo encerramento

das instalações e consequente diminuição

drástica dos volumes de faturação.

Sempre atenta às necessidades dos seus

associados, a APDCA em parceria com

a Dekra, intervieram ainda no sentido

de serem permitidas as inspeções aos

usados importados para atribuição de

matrículas bem como na possibilidade

de os comerciantes efetuarem as IPO aos

automóveis em stock cuja mesma tivesse

caducado no momento anterior à declaração

do Estado de Emergência. Ambas

as intervenções forma plenas de sucesso,

tendo o Ministério da Economia atendido

prontamente às nossas solicitações.

Em relação à ação direta, efetuámos uma

angariação de fundos entre os nossos

associados que, pela sua abrangência e clareza,

contou ainda com a participação de

particulares, uma situação que nos enche

a todos na APDCA de grande orgulho.

A verba reunida, em tempo recorde como

a situação o exigia, foi utilizada na aquisição

de 2000 viseiras de proteção individual,

devidamente homologadas pelo

Ministério da Saúde, que foram entregues

pelas Forças Armadas ao Serviço Nacional

de Saúde (SNS).

Uma forma de auxiliarmos diretamente

quem luta na linha da frente contra a pandemia,

salvando vidas e colocando-nos,

diariamente, um passo mais próximo da

tão ansiada “normalidade”, pelo menos

a possível nos tempos que se avizinham.

Um dos problemas que enfrentam os empresários

do setor é mesmo tentar perceber

que normalidade será essa sem recorrer

a dotes de adivinhação já que, como em

quase tudo durante esta pandemia, é

muito difícil, para não dizer impossível,

avançar com previsões realistas, valores

corretos ou cenários acertados. Uma paragem

mais prolongada no tempo pode

corresponder a que o presente ano esteja

“perdido” para as empresas do sector. Vai

ser uma verdadeira corrida contra o relógio

para se tentar salvar o maior número

possível de empresas, postos de trabalho

e, em última análise, a economia nacional.

O foco atual continuará a ser a mitigação

da pandemia e conseguir que as nossas

empresas consigam abrir com as medidas

de segurança previstas pela DGS, para que

as empresas e clientes continuem num

ambiente seguro. E esta é uma estratégia

que deverá ser mantida no nosso horizonte

de curto e médio prazo.

Quanto às vendas, naturalmente que

não terão no curto prazo a dinâmica que

tinham no início deste ano, antes do cenário

de emergência. O setor prevê-se que

arranque a um ritmo baixo, acelerando à

medida que se dê a abertura de todos os

restantes sectores e que estes recomecem

a sua atividade de forma gradual, o que

consequentemente irá trazer a confiança

ao publico em geral para que este possa

voltar a consumir e, assim, levar a economia

a funcionar de uma forma o mais

parecida possível com o que era antes desta

crise sanitária e de saúde. Não podemos

por isso deixar de garantir que as medidas

de segurança sejam perpetuadas, pelo

menos até que exista uma vacina para a

Covid19 ou um tratamento comprovadamente

eficaz, sob pena de uma nova

paragem de emergência que seria ainda

mais catastrófica.

O setor prevê-se que

arranque a um ritmo

baixo, acelerando à

medida que se dê a

abertura de todos os

restantes sectores e

que estes recomecem a

sua atividade de forma

gradual


19

COVID-19: Soluções

e medidas de apoio

ao crédito especializado

António Menezes Rodrigues

PRESIDENTE DA ASFAC – ASSOCIAÇÃO

DE INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO ESPECIALIZADO

Numa perspetiva de minimização

dos impactos negativos

causados pela pandemia

da COVID-19 na atividade

económica e, consequentemente,

nos nossos clientes, desenvolvemos

uma moratória privada para o

crédito especializado. Uma solução de

apoio que consideramos ser benéfica aos

consumidores durante a dificuldade dos

tempos excecionais que atravessamos e

que complementam as moratórias já estabelecidas

pelo Governo para o crédito

à habitação, em específico.

O regime da moratória privada da ASFAC

sobre o crédito ao consumo prevê a isenção

do pagamento das prestações de juro e de

capital para os contratos de crédito pessoal,

crédito automóvel, cartão de crédito,

linhas de crédito e outros contratos que

não estejam abrangidos pela moratória

pública do Governo. A nossa solução

assenta em duas opções: um modelo de

suspensão total de capitais e juros ou um

modelo parcial com a suspensão apenas de

capital das prestações dos créditos, pelo

prazo máximo estabelecido.

A moratória privada que criámos é destinada

a particulares que tenham solicitado

o crédito ao consumo fora da sua atividade

profissional e, para isso, necessitam de

estar abrangidos por diversos requisitos.

Falamos, por exemplo, de terem celebrado

um contrato antes de dia 18 de março

de 2020, sem registo de situação de incumprimento

há mais de 90 dias, assim

como a aplicação também a trabalhadores

de entidades cujo estabelecimento ou

atividade tenha sido encerrado durante o

estado de emergência e em termos definidos

pelo Governo, entre outras condições,

ou de pessoas que viram a sua economia

financeira familiar ser significativamente

impactada pela pandemia COVID-19.

Queremos ser céleres nos pedidos de moratória

privada que nos cheguem porque

sabemos a necessidade de dar resposta aos

nossos clientes nesta fase difícil e, por

isso, prevê-se que as medidas de proteção

previstas produzam efeitos imediatos

no prazo de oito dias úteis após nos ter

chegado o pedido de adesão.

O crédito especializado tem assumido um

papel essencial no desenvolvimento social,

no investimento pessoal produtivo dos

consumidores e na melhoria da qualidade

de vida e bem-estar das famílias. Sabemos

que este papel se torna ainda mais importante

na fase atual que vivenciamos, ao

Esta procura pelo

crédito automóvel tem

uma maior incidência

na compra de carros

usados, mostrando que

não se trata de um bem

de luxo, mas essencial

à vida quotidiana das

famílias

verificar o peso que o consumo tem tido

no crescimento da economia portuguesa

ao longo dos últimos anos. Neste sentido,

é essencial que continue a existir uma

estabilização no poder de compra das

famílias, sobretudo em períodos de queda

de rendimentos.

As instituições de crédito associadas da

ASFAC representam cerca de 50% de todo

o setor português de crédito ao consumo

e mais de 70% do crédito concedido é

direcionado ao crédito automóvel. A partir

de 2015, foi neste segmento de crédito que

verificamos o maior crescimento. Não é

difícil entender o porquê. A aquisição de

um automóvel, sendo um bem duradouro,

é considerado um investimento num bem,

muitas vezes, essencial para o dia-a-dia

das famílias, além de proporcionar um

bem-estar presente e futuro. Esta procura

pelo crédito automóvel tem uma maior

incidência na compra de carros usados,

mostrando que não se trata de um bem

de luxo, mas essencial à vida quotidiana

das famílias.

As associadas ASFAC estão sensíveis aos

problemas atuais que alguns dos seus

clientes estão a sofrer por consequência

do novo coronavírus, bem como com o

período de crise económica que se seguirá

um pouco por todo o mundo. Tendo isto

em mente, a nossa primazia é assegurar

condições para que cada cliente continue

a garantir o pagamento dos seus

compromissos financeiros e não entre

numa situação de endividamento ou incumprimento.

O nosso setor é hoje altamente regulado

e está sujeito a um exigente processo de

supervisão. É fundamental apoiarmos o

setor, a atividade económica e os nossos

clientes através da criação de soluções e

de medidas de proteção, da divulgação

de informação clara e objetiva, assim

como do acompanhamento eficaz dos

processos dos nossos clientes, que permita

uma resolução favorável quando a crise

pandémica terminar.


20

WWW.POSVENDA.PT MAIO 2020

i

AS OFICINAS E O CORONAVÍRUS

O impacto

na atividade

de Rent-a-car

do Covid 19

Joaquim Robalo de Almeida

SECRETÁRIO-GERAL DA ARAC

Esta é a primeira recessão para

muitas das empresas de rent-a-

-car a operar no nosso país, especialmente

para aquelas que se

haviam instalado recentemente em

Portugal devido ao advento da atividade

turística no nosso país.

O número de veículos disponível para

aluguer num futuro próximo irá depender

da extensão e profundidade da crise

económica e da pandemia que atualmente

estamos a viver. Se o COVID 19 persistir

ou reaparecer no próximo outono, ou na

primavera de 2021, os impactos a longo

prazo na locação automóvel poderão eventualmente

ser mais notáveis.

Mudanças comportamentais de longo prazo

na mobilidade podem ocorrer se a crise

económica e de saúde durar mais do que

os países atualmente preveem.

Da mesma forma como as pessoas se

adaptaram às mudanças operadas após os

atentados de 11 de setembro nas viagens

aéreas como, por exemplo, a remoção dos

sapatos, cintos, bolsas, etc. para verificação

(com uma verificação de cada passageiro

mais rigorosa e que entrou nas rotinas de

todos os aeroportos), a situação que agora

estamos a viver poderá provocar mudanças

semelhantes na verificação dos passageiros

(como por exemplo verificação da temperatura,

eventuais análises, etc.).

No que respeita aos automóveis, já antes

da pandemia, registavam-se por parte das

empresas de rent-a-car sérias preocupações

com os clientes no sentido da higienização

dos veículos entregues, situação essa que

agora foi ainda mais reforçada de modo

a estreitar uma relação de confiança dos

clientes com as empresas alugadoras.

Embora existam muitas incógnitas sobre o

futuro, as empresas de rent-a-car procuram

alguns sinais no caminho da recuperação,

sendo o primeiro desses sinais – Qual o

comportamento das companhias aéreas?

Atualmente o número de voos operados nos

aeroportos portugueses é residual, quer os

voos de e para países da União Europeia,

quer os do resto do mundo (só possíveis

em situações muito especiais).

No caso do rent-a-car, onde a atividade

turística pesa 60% no total do seu negócio,

o transporte aéreo é determinante.

Mesmo quando não existem restrições

de permanência das pessoas nas suas residências

e a procura aumenta, o aumento

do número de voos não acontece de um

momento para outro.

Não constitui nenhuma novidade que a

compra de novas viaturas pelas empresas de

rent-a-car em todo o mundo, com especial

destaque na europa estão desde março

passado reduzidas a números residuais,

procurando estas pelo contrário adaptarem

o melhor possível a sua frota à pouca

procura que existe e tendo em atenção os

elementos disponíveis (que variam de dia

para dia), a frota existente será certamente

a mesma que teremos nas empresas de

rent-a-car até 2021, independentemente

do eventual retorno à semi-normalidade.

Também a oferta de frota para venda no

final do Verão não será a mesma que habitualmente,

pois devido aos atuais níveis

de frota, o ciclo de renovação das frotas de

rent-a-car não apresentará a rotatividade habitual,

mantendo os operadores os veículos

em frota por necessidade e imperativos de

uma gestão rigorosa.

O desconforto das empresas de rent-a-car é

motivado por muitas incógnitas provocadas

por uma crise de saúde global diferente das

recessões que vivemos mais recentemente,

as quais se ficaram a dever a problemas de

índole financeira.

Ao comparar a crise atual com a verificada

há uma década atrás e ao contrário do

que nessa época já se vinha anunciado, a

crise atual acontece num tempo em que a

dinâmica do mercado era muito boa antes

da pandemia.

Janeiro e fevereiro de 2020 terão sido dos

melhores meses de janeiro e fevereiro que

o setor já havia experimentado.

Para quando o fim da crise que atravessamos

e quais as dinâmicas que teremos no fim

dessa crise, tal constitui uma incógnita,

mas podemos certamente dizer o seguinte:

O rent-a-car atravessou ao longo da sua

existência, (a qual é contemporânea com o

aparecimento do automóvel) várias crises,

incluindo duas guerras mundiais, continuando

a existir muitas das principais

empresas que existiam à época.

Estamos convictos de que viajar continuará

a ser uma necessidade e que o rent-a-car

estará sempre presente para atender essa

necessidade.

Ao comparar a crise atual com a verificada

há uma década atrás e ao contrário do que

nessa época já se vinha anunciado, a crise atual

acontece num tempo em que a dinâmica

do mercado era muito boa antes da pandemia


21

Pós-Venda em tempos

de COVID-19:

o copo meio cheio

Guillermo de Llera

DIRETO-GERAL DA IF4

Ponto de partida. O sector de

pós-venda de reparação e manutenção

de veículos, é um sector

que reage lentamente às mudanças

externas. Depende fundamentalmente

do parque automóvel, que é

uma variável que muda muito lentamente,

sendo difícil evoluções com mais de 1%

de diferença. E tem em Portugal algumas

especificidades:

- Excesso de Oferta: o nº de Oficinas tem

tido uma diminuição continuada;

- IAM com a quota de mercado mais elevada

de Europa (90% em nº de Reparadores

e 80% em valor);

- Especialistas em Pneus com a maior penetração

de mercado na Europa (substituem

7 de cada 10 Pneus).

COVID-19

Esta crise tem uma caraterística inédita

no sector auto: muito elevada intensidade

e curta duração (ou assim o esperamos!).

A circulação rodoviária deve estar em valores

da ordem de 30% do normal nos meses

de março, abril e maio, mas será “quase

normal” nos outros 9 meses do ano. Em

termos de quilometragem calculamos uma

diminuição de 20% em 2020.

O consumo de gasolina caiu 60% em

março.

E a disponibilidade dos orçamentos familiares

também sofrerão as consequências

da pandemia, com o que a disponibilidade

financeira para os cuidados dos carros

também se verá afetada.

EVOLUÇÃO DO MERCADO

A CURTO PRAZO

A queda da atividade entre março e maio,

reduzida a quase a quarta parte do total,

implica um golpe muito complicado para

dois tipos de oficinas:

- Segundo as estatísticas das nossas bases de

dados, uma de cada 4 oficinas multimarcas

independentes tem capitais negativos

(falência técnica). E uma de cada 3 tem

Resultados Líquidos Negativos. Estas empresas

não reúnem requisitos para solicitar

apoios financeiros, nem tem “reservas” para

enfrentar esta situação.

-A queda das Vendas de Novos sim vai ser

brutal: antes da pandemia, já estavam a

cair pela indefinição de que automóvel e

que mobilidade, pelo que se em 2020 se

venderem 50% dos carros de 2019 já seria

ótimo. E nada indica que em 2021 esteja

clarificado o mercado. Em conclusão: as

Oficinas Autorizadas tem um ano muito

complicado (tem uma solução, mas já mostraram

que não é do seu gosto: mudarem

a mentalidade de vendedor de carro, para

a de reparador de carro).

Em situação contrária estão os Reparadores

de Pesados, já que o Transporte de

Mercadorias é sector prioritário e tem

mantido a atividade.

EVOLUÇÃO A MÉDIO PRAZO

O parque não vai diminuir, a quilometragem

a partir de 2021 vai voltar aos valores

anteriores e as despesas das famílias poderão

também não ter uma queda permanente e

recuperar o nível de 2019 em 2022.

Se for assim, este mercado confirmará a sua

resiliência e manterá os valores absolutos,

com uma vantagem acrescentada: estará

resolvido o problema de excesso de oferta.

O setor da distribuição verá reforçadas as

estruturas locais, em detrimento das grandes

cadeias Internacionais. Mas isto não é

novidade em Portugal, onde os distribuidores

tem níveis tecnológicos e financeiros

excelentes.

O COPO MEIO CHEIO

As oficinas IAM (em rede ou independentes)

com estruturas técnicas e financeiras

deverão sair reforçadas desta crise, aumentando

a sua penetração no mercado. Metade

das oficinas atualmente em funcionamento

preenchem estes requisitos.

E se realizarem inovações tecnológicas, em

particular em B2C (fidelização de clientes),

o futuro melhorará o passado. A conetividade

com o cliente não se deve limitar a

automática com a viatura, mas também

com a “pessoa” cliente (que não quer ficar

sem mobilidade, que quer saber que é o

que paga, que aprecia um atendimento

de excelência,….).

O aumento da idade do Parque, em consequência

da queda das vendas, será favorável

ao IAM.

Já antes da situação atual o dono do carro

(particular ou empresa), estava a passar de

ator secundário a protagonista deste filme.

Com a diminuição da oferta e as novas

tecnologias, a forma como o reparador

convence aos condutores (Informação,

Transparência, Serviços) será definitiva.

As oficinas IAM (em

rede ou independentes)

com estruturas técnicas

e financeiras deverão

sair reforçadas desta

crise, aumentando a

sua penetração no

mercado. Metade das

oficinas atualmente

em funcionamento

preenchem estes

requisitos


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WWW.POSVENDA.PT MAIO 2020

i

AS OFICINAS E O CORONAVÍRUS

A mobilidade num

mundo suspenso

Tiago Firmino Ribeiro

BUSINESS DEVELOPMENT MANAGER

SOLERA PORTUGAL

Todos fomos obrigados a mudar!

Sabemos que esta é uma mudança

que nos vai deixar marcas

profundas, na maneira de encarar

a vida, a família, a amizade,

o trabalho. A forma como interagimos,

comunicamos, como nos deslocamos.

Ficamos em casa e connosco os nossos

meios de mobilidade. É sobre a mobilidade,

ou melhor, sobre a quebra de mobilidade,

que gostaria de partilhar convosco algumas

das evidências que fomos reunindo nestes

tempos de emergência nacional.

MOBILIDADE, POR ONDE ANDAS

Ao resguardarmo-nos em casa, também os

veículos ficam em suspenso esperando um

dia regressar ao agitado quotidiano a que

estamos todos habituados. A redução da

circulação de pessoas e veículos é latente

no relatório da Google sobre a mobilidade

- última atualização a 11 de Abril - onde é

clara a quebra da atividade de deslocações.

A frequência de espaços públicos e de trabalho

caiu entre 78% e 58%, enquanto que

em sentido oposto as deslocações para locais

de residência aumentaram 26%.

Sabemos que esta redução é necessária,

sabemos que este é o reflexo de uma sociedade

responsável e solidária. Contudo,

há um preço a pagar e ele é cobrado pelo

abrandamento da economia e da atividade

empresarial, que depende das deslocações

para manter o negócio em atividade.

VEÍCULOS AUTOMÓVEIS,

COMPRA ADIADA

A incerteza relativa ao futuro leva a que

a tomada de decisão, no que à aquisição

de veículos diz respeito, seja adiada. Os

dados de março mostram que em termos

homólogos se venderam menos 14.300

ligeiros de passageiros face a março de 2019,

correspondendo a uma redução de 56,7%

do número de veículos ligeiros matriculados

no primeiro trimestre de 2020.

Analisando a variação mensal, março regista

uma quebra de 47,7% nos ligeiros de

passageiros face a Fevereiro. É uma descida

de 20.263 carros vendidos no segundo

mês deste ano para os 10.595 comprados

em março. De notar que em fevereiro o

mercado tinha crescido 5% em termos

homólogos.

MENOS SINISTROS,

MAIS PREOCUPAÇÕES

Também no negócio segurador a redução da

exposição ao risco de circulação diminuiu,

existindo um decréscimo significativo do

número de veículos a circular e, em consequência,

no decréscimo do número de

acidentes, conforme podemos comprovar

com os dados do número de peritagens

efetuadas nos primeiros 4 meses deste ano.

Distribuição do número de peritagens

Não deixa de ser uma boa noticia para

esta atividade. Contudo, a exigência do

momento leva a que outros desafios se

imponham.

Uma atividade habituada ao contacto direto

com os seus clientes, quer por intermédio

dos seus agentes, quer pelos seus peritos,

teve, num curto espaço de tempo, de se

reinventar e procurar alternativas de contacto,

que não o presencial, mantendo a

relação com o seu maior activo - a sua

carteira de clientes.

Trabalho remoto, call center descentralizado,

video-peritagem, muitas video-conferências,

novos produtos, atualização da

oferta, esta foi a resposta dada à pandemia

de uma das atividades mais impactantes da

nossa economia e do nosso tecido social,

e que é neste momento um dos maiores

sectores em plena transformação digital,

agora acelerada.

REPARADORES EM SUSPENSO

No sector dos reparadores a decisão do

Governo de manter as oficinas e o comércio

de peças abertas ao público durante o estado

de emergência, justifica-se pelo facto de

estas serem consideradas como essenciais

ao regular funcionamento económico e

social do país.

Contudo, é inevitável a quebra da procura e,

mesmo sendo essencial, esta é uma atividade

não imune à drástica redução do tráfego

rodoviário, em especial para as oficinas

exclusivamente dedicadas à colisão.

O volume de transações efetuadas no último

mês pelos maiores distribuidores de peças

do mercado caiu 67%, revelando aqui,

também, o impacto no sector da reparação

e manutenção automóvel.

Em Portugal, este sector, onde se enquadram

fabricantes, reparadores e distribuidores:

- representa 19% do produto interno bruto;

- 25% das exportações de bens transacionáveis;

- e emprega, diretamente, cerca de 200

mil pessoas.

Este é, no entanto, um sector robusto, tecnologicamente

bem preparado, construído

sobre bases sólidas de competências e recursos

diferenciadores que serão as principais

alavancas na retoma da atividade.

A NOSSA RESPOSTA

Na Solera, procurámos adaptar-nos a esta

nova realidade, identificando e adaptando

no nosso portfolio, soluções e serviços que

se adaptassem à realidade atual, ajudando

a manter a estabilidade nas operações dos

nossos parceiros, bem como nas nossas

próprias operações através de “trabalho

remoto”, “video peritagem”, “peritagem

remota” e “partilha da rede de parceiros

e auditores”.

O REGRESSO AO NOVO NORMAL

A certeza que fica para todos nós é a de um

mundo diferente, mais conectado, mais

digital, marcado pela responsabilidade, pela

solidariedade e, acima de tudo, por uma

forma de estar na vida e nos negócios mais

tolerante e elevada.

É para este novo normal que nos preparamos,

seguindo na certeza que os nossos

parceiros podem contar com todo o nosso

conhecimento, experiência e dedicação na

entrega de soluções resilientes, capazes de

fazer face a qualquer crise que nos possa

assombrar.


23

COVID-19, quando

um vírus vira o mundo

ao contrário!

O

atual momento de pandemia

do coronavírus que vivemos,

tem sido um período muito

desafiante para todos. A rápida

propagação do COVID-19

está a ter um impacto profundo em todo

o mundo e, por isso, Governos, cidadãos

e empresas estão a fazer a sua parte para

reduzir os riscos de saúde, sociais e económicos.

O setor das gestoras de frotas não é

exceção. Com o mundo virado ao contrário,

a LeasePlan encontrou novas estratégias

para manter o foco no serviço ao cliente.

A LeasePlan Portugal tomou as medidas

preventivas recomendadas pela DGS e

implementou o seu Plano de Continuidade

de Negócio. Embora estejamos a trabalhar

remotamente, estamos em pleno funcionamento

procurando garantir a segurança

de colaboradores, clientes, condutores e

parceiros. Paralelamente, estamos a trabalhar

com os nossos fornecedores, a monitorizar

regularmente a situação do surto

de COVID-19 para garantir um serviço

contínuo e a encontrar alternativas sempre

que for necessário e se justifique. Até porque

a vida tem de continuar e garantir a sustentabilidade

dos negócios é premente, não

apenas para garantir os postos de trabalho,

mas também para apoiar a economia.

Com o cenário de redução dos serviços

da rede de concessionários e o fecho temporário

de muitas fábricas na Europa e no

resto do mundo, há mais dificuldade em

disponibilizar prazos de entrega precisos aos

nossos clientes. Para além disso, dado o atual

contexto nacional de Estado de Emergência,

perspetivamos algumas dificuldades em

conseguir assegurar, convenientemente, os

meios logísticos para a receção dos veículos

em final de contrato, por isso a solução

encontrada pela LeasePlan para continuar

a garantir a mobilidade dos seus clientes,

tem sido proceder à extensão dos contratos.

À luz da incerteza atual, fará mais sentido,

na nossa prespectiva, estender os contratos

por 12 meses, tendo assim espaço para

reavaliação de decisões no futuro próximo.

Por outro lado, embora conscientes que

se devem evitar as viagens não essenciais,

mesmo que o cliente tenha de viajar durante

estas medidas excecionais, a nossa assistência

em viagem continua em funcionamento.

Na manutenção estamos a privilegiar a

mobilidade da frota, dando prioridade às

intervenções que imobilizem os veículos

por motivo de sinistro ou de avaria, em

detrimento da reparação de danos estéticos

e intervenções de pneus (que pedimos que

a troca seja solicitada apenas por questões

de segurança e se os pneus apresentarem

desgaste até um nível que, legalmente, não

é permitido) e manutenção não urgentes. A

segurança é sempre a principal prioridade.

O superior interesse de clientes, parceiros

e colaboradores será sempre a principal

preocupação da LeasePlan e acreditamos

que desta forma conseguiremos minimizar

os impactos decorrentes da atual situação.

Acreditamos que, juntos, conseguiremos

ultrapassar o período de incerteza que estamos

a viver.

Pedro Pessoa

DIRETOR COMERCIAL DA LEASEPLAN

Com o cenário de

redução dos serviços da

rede de concessionários

e o fecho temporário

de muitas fábricas

na Europa e no

resto do mundo, há

mais dificuldade em

disponibilizar prazos de

entrega precisos aos

nossos clientes

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WWW.POSVENDA.PT MAIO 2020

i

AS OFICINAS E O CORONAVÍRUS

Manter a confiança

em tempo excecionais:

a resposta do pós-venda

Paulo David Ferreira

RESPONSÁVEL DA REDE DE OFICINAS

RECOMENDADAS DA LIBERTY SEGUROS

e “confiança”

foram sempre palavras importantes

para quem lida,

na sua atividade, com clientes.

No cenário atual e no “Estabilidade”

que virá depois, os serviços que tenham tido

em conta estas prioridades estarão melhor

preparados para reagir.

A rede de oficinas recomendada pela Liberty

estabeleceu-se no ano de entrada da seguradora

em Portugal, em 2003. Uma rede

estável, que tem vindo progressivamente

a crescer e a diversificar-se, em função do

crescimento da própria Liberty e das características

e necessidades dos nossos Clientes.

Esta rede de oficinas tem sabido responder

aos exigentes desafios que ao longo dos anos

tem vindo a enfrentar – a adaptação às novas

tecnologias, a introdução das diferentes

ferramentas de orçamentação, a adoção

de métodos de trabalho mais eficientes,

a resposta às necessidades de mobilidade

dos Clientes e a capacidade de fazer face às

diversas crises por que o setor automóvel

atravessou.

A crise gerada pela atual pandemia decorrente

do novo coronavírus, não será

seguramente exceção. As oficinas foram

consideradas uma atividade essencial e a

grande maioria das recomendadas pela

Liberty manteve-se em funcionamento.

Um funcionamento adaptado às circunstâncias:

algumas a laborar à porta fechada,

com marcação prévia, outras em horário

reduzido, dando prioridade de reparação às

ambulâncias e a outros veículos dos profissionais

afetos à primeira linha do combate

à pandemia e realizando a orçamentação

por recurso a peritagem remota. O objetivo

foi sempre respeitar as orientações

das autoridades e garantir a segurança dos

funcionários e dos Clientes, evitando, na

medida do possível, o contacto direto e

aglomeração de pessoas.

A limitação da mobilidade ditada pelo confinamento

trouxe, inevitavelmente, menos

acidentes e uma redução importante da

procura de oficinas de colisão. As reparações

decorrentes de pequenos sinistros que não

implicam a imobilização dos veículos foi

relegada para o regresso da normalidade;

tal como as manutenções. Acreditamos que

a retoma será progressiva, acompanhando

o regresso, também gradual, das diversas

atividades económicas à nova normalidade.

A Liberty irá oferecer às mais de 800 oficinas

da sua rede, espalhadas nos três países

onde marca presença na Europa (Portugal,

Espanha e Irlanda), uma máquina de desinfeção

de ozono, que permitirá desinfetar

os veículos dos respetivos Clientes e os de

cortesia, de forma totalmente gratuita, independentemente

de serem encaminhados

e seguros pela Liberty. Com esta medida,

não só cumprimos a promessa de proteger

os Clientes contra o inesperado, garantindo

a sua saúde e segurança, como ajudamos a

assegurar a continuidade da atividade das

PMEs da nossa rede de oficinas.

O objetivo desta iniciativa é que os clientes

Liberty se sintam seguros e confiantes, pois

poderão levar os seus veículos com total

tranquilidade a qualquer oficina da rede,

sabendo que serão completamente desinfetados

antes da entrega. Aliás, os benefícios

desta iniciativa são extensíveis a todos os outros

clientes das oficinas. Simultaneamente,

ao disporem de uma solução tão relevante

nestes novos tempos em que a higiene e a

prevenção são protagonistas, contribuímos

para o retomar dos negócios das oficinas da

rede, dando-lhes um suporte que esperamos

seja diferenciador nesta fase tão delicada.

A estabilidade implica também flexibilidade.

Apesar da maioria dos seguros não apresentar

cláusulas de exclusão ou limitação

das coberturas relacionadas com pandemias

afetas à saúde pública, a Liberty apostou na

flexibilidade tanto com clientes segurados

como com os agentes mediadores. Nesta

situação excecional e sempre que possível a

Liberty facilitará, a nível global, a mudança

dos contratos anuais para os parcelados

sem qualquer sanção financeira. Em todo

o caso, todas as situações serão avaliadas

individualmente de forma a oferecer flexibilidade

sobre as melhores opções e períodos

de pagamento, eliminar cobranças

ou quaisquer outros termos de apólices.

No mais, cumprir com o compromisso

que temos estabelecido com as oficinas

recomendadas – alavancar o volume de

encaminhamento e pagar pontualmente

os serviços de reparação.

A limitação da

mobilidade ditada pelo

confinamento trouxe,

inevitavelmente, menos

acidentes e uma redução

importante da procura

de oficinas de colisão. As

reparações decorrentes

de pequenos sinistros

que não implicam

a imobilização dos

veículos foi relegada

para o regresso da

normalidade; tal como as

manutenções


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WWW.POSVENDA.PT MAIO 2020

i

AS OFICINAS E O CORONAVÍRUS

GESTÃO OFICINAL EM TEMPOS DE CRISE

O caos chegou!

E agora?

Tudo corre bem até nos apercebermos que, ao encontro daquilo que todas as expetativas

faziam prever, o caos se instala na sociedade e nas organizações. É neste momento que temos

o primeiro impacto, ao ouvirmos a voz interior que nos questiona “e agora?”. Mas é também

este o momento capaz de nos definir enquanto líderes, e que pode mudar o rumo do nosso

negócio (e das nossas vidas).

TEXTO JOSÉ PEDRO CAR ACADEMY

O

nosso cérebro tem a capacidade

de captar expressões

ou palavras, e de as reter

por tempo indeterminado,

levando-nos a relembrá-las

até em contextos que nada têm a ver

com o qual foram proferidas. Quando

o leitor utiliza a palavra “crise” perante

um cliente, este irá fazer questão de lhe

relembrar que o serviço adicional que

lhe está a tentar vender, ficará sem efeito,

por causa… da crise! Acredite. Durante

a minha carreira já assisti a este episódio

inúmeras vezes. Quando esta palavra

saltar no seu pensamento, lembre-se

que os pensamentos negativos são uma

espécie de suicídio espiritual.

Voltemos ao momento em que a nossa

voz interior nos questiona “e agora?”,

como se nós tivéssemos resposta para lhe

dar. Quantos de nós, em várias situações

nas nossas vidas pessoais e profissionais,

não nos sentimos já confrontados com a

mesma questão? Nestas alturas, só temos

duas opções: ou baixamos os braços;

ou arregaçamos as mangas e colocamos

mãos à obra naquela que se avizinha

uma árdua tarefa.

Vou deixar-lhe desde já o plano para

enfrentar a adversidade: parar, pensar e

planear! Lembre-se que quem só trabalha,

acaba por trabalhar pior. É necessário

parar para pensar, refletir, redesenhar,

desenvolver a inovação. Isto à primeira

vista pode chocar, porque parece uma

perda de tempo. Como disse Henry

Ford “Pensar é a função mais difícil que

existe. Talvez seja esta a razão pela qual

existem tão poucas pessoas que o façam”.

Na minha ronda diária pelas redes sociais,

constato que a maioria das pessoas desperdiça

mais tempo e energia a falar dos

problemas do que a tentar resolvê-los. É

importante não perder tempo a procurar

culpados, mas investi-lo a encontrar


27

soluções. Este é um dos traços que distingue

os perdedores dos vencedores.

Os primeiros procuram problemas, os

segundos soluções. Gestores de sucesso

não dedicam sequer um minuto a lamentações

infantis, preferindo concentrar

toda a sua atenção e energia a criar

alternativas e contornar os obstáculos

que lhes surgem. Lembre-se que, por

muito dinheiro que tenha, o seu dia

tem apenas 24h. Por isso aproveite-as

da melhor forma!

Para aqueles que pensam que o seu negócio

se vai desmoronar à passagem do

Covid-19, lembre-se que a indústria

automóvel já conta mais de um século de

existência, que passou por duas Guerras

Mundiais e um sem número de crises

sócio-económicas internacionais, sem

contar com as catástrofes provocadas pela

Mãe Natureza. Como dizem os líderes

políticos a nível mundial, vai custar, sem

dúvida. Mas devemos inspirar-nos pela

iniciativa com que os nossos filhos têm

decorado varandas e janelas nas últimas

semanas: #vamostodosficarbem

Prioritário: Gerir a equipa!

Muitas obras existem onde o leitor pode

encontrar diversos conceitos sobre chefia

e liderança. Na minha opinião, um chefe

tem de ser um líder, e um líder deve

saber chefiar. Não é possível dissociar

estes dois conceitos. A primeira obrigação

de qualquer pessoa à frente de

uma organização é dar o exemplo, o que

significa ser o primeiro em tudo. Não se

pode exigir aos outros se antes não for

capaz de exigir o mesmo a si mesmo. A

isto chamo liderença. A chefia vem por

acréscimo.

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28

WWW.POSVENDA.PT MAIO 2020

i

AS OFICINAS E O CORONAVÍRUS

Quer navegue em águas calmas, ou no

meio da maior tempestade, o gestor deve

ser o primeiro a manter a calma e o rumo

da navegação na sua empresa. Deve ter a

capacidade (e autoridade) para reajustar

as equipas à necessidade dos tempos que

se impõem, fazendo cumprir os novos

objetivos traçados: manter empregos,

mantendo a organização a funcionar.

Muitos são os empresários que necessitam

trabalhar um fator vital na sua

função enquanto líderes: a comunicação.

A má comunicação causa dificuldade

nas relações humanas. Caso pretenda

obter bons resultados, um líder deve

dominar muito bem a comunicação. E

este pressuposto é válido, não só para o

exterior, mas também para o interior da

sua organização.

O mais importante do que possa estar

a fazer para garantir a continuidade do

seu negócio, e dos postos de trabalho dos

seus colaboradores, é mostrar-lhes esse

trabalho. Ao verem e perceberem que o

seu líder está comprometido a cem por

cento com a manutenção da atividade, a

equipa terá uma resposta de total apoio

e solidariedade.

Haverão sempre os que não compreenderão

o benefício global dos seus atos,

e remarão contra si gerando conflitos

internos. Enfrentar os conflitos define

um líder. Os conflitos não são agradáveis

para ninguém, mas fazer vista grossa

quando estes surgem engrandece-os.

Bem geridos, os conflitos ajudam-no a

crescer enquanto líder.

Ao longo da História da Humanidade,

muitas foram as batalhas vencidas por

pequenos exércitos organizados, contra

batalhões bem mais numerosos e equipados.

Manter o seu exército é a chave

primária para enfrentar mais uma batalha

na história da sua empresa.

Lembre-se que um sonho fantástico precisa

de uma equipa brilhante, ou não se

realizará.

Produção em curso

Manter a produção significa continuar

a escoar os seus serviços mesmo em

tempos de maior indefinição sócioeconómica,

o que poderá trazer-lhe

algumas vantagens face aos concorrentes:

Continuidade do negócio: Irá assegurar o

fornecimento de serviços aos seus clientes

que o continuam a procurar, apesar do

decréscimo generalizado na procura. Os

seus clientes perceberão que, mesmo em

tempos de grande dificuldade, não deixou

de estar disponível para o servir;

Conquista de novos clientes: Lembrese

que o seus concorrentes podem não

estar a ler este artigo, e terem optado

por “baixar os braços” quando o leitor

arregaçou as mangas e colocou mãos

à obra. Os clientes do seu concorrente

continuarão a ter necessidade deste tipo

de serviços, pelo que irão procurar por

quem os possa fornecer.

Inovação: Em alturas de menor procura,

as empresas que mantém a sua atividade

produtiva devem procurar inovar. Inovar

na aplicação de novos métodos e técnicas

que possam melhorar os seus fluxos

de trabalho. Inovar na aquisição de

formação e informação para todos os seus

Reinventar o Marketing

A sua empresa precisa ser ágil e readaptarse

à demanda do mercado. Definir (ou

redefinir) o plano de Marketing irá trazerlhe

uma vantagem competitiva perante os

seus concorrentes.

Com os recentes estudos de

comportamento do consumidor, percebeuse

que os 4 P’s do Marketing (Product,

Price, Place e Promotion) precisavam ser

redefinidos para uma perspetiva mais

focada no consumidor. Começaram a ser

desenvolvidas estratégias fundamentadas

naquilo que é chamado hoje de 4 C’s do

Marketing:

Cliente: É agora o centro de todo o

processo. O Produto deixa assim de ser

o principal ponto a ter em consideração,

como acontecia no Marketing Mix e passa

a ser o consumidor.

Custo: O custo vem substituir o Preço.

O preço no Marketing Mix referia-se

basicamente ao produto em si e aos custos

da empresa para o comercializar. O custo,

para além do preço necessário para a

fabricação e comercialização do produto,

contempla também o consumidor e o

custo que o consumidor terá para ceder ao

produto, bem como o tempo para efetuar a

compra ou para usufruir do produto, e ainda

todas as suas emoções, durante a venda e

essencialmente no pós-venda.

colaboradores técnicos e não técnicos.

Implementar ferramentas que possam

facilitar as suas tarefas do dia-a-dia. Seja

diferente da sua concorrência e inove!

Não tenha medo de errar! Lembre-se que

Thomas Edison se enganou 10.000 vezes

antes de inventar a lâmpada…

Manutenção de equipamentos e

instalações: Aquela manutenção ao

elevador que está pendente há um bom

par de anos, a revisão ao compressor que

vai sendo adiada semana após semana,

ou a falta de limpeza das luminárias que

lhe aumenta a despesa de eletricidade

em 50%. Não será este o momento

para estas atividades? Uma boa forma

de aumentar o seu rácio de utilização

oficinal é aproveitar momentos em que os

seus técnicos estão parados por falta de

trabalho que possa ser vendido, para fazer

a manutenção aos seus equipamentos.

Esqueça as intervenções no seu carro

de corrida, na moto quatro ou no jipe.

Para além de aumentar as despesas não

essenciais, está a criar desmotivação nos

seus colaboradores. Lembre-se que lhes

paga para venderem horas e não para

garantirem o seu hobby.

Conveniência: A Distribuição era

basicamente a estratégia de distribuição do

produto. Este processo dependia muito de

terceiros, fossem empresas de logística ou

espaços de venda. Hoje, e de acordo com a

análise das preferências e/ou necessidades

do cliente, é ele quem decide onde pretende

ir buscar os produtos, ou mesmo, se lhe

serão entregues em casa.

Comunicação: As campanhas tradicionais,

designadas de Promoção no Marketing

Mix, dão agora lugar à comunicação.

As campanhas tradicionais dependiam

dos meios utilizados para trabalhar a

sua efetividade e perceção, focavam-se

também, essencialmente, em comunicar

os benefícios do produto. A comunicação

focada no consumidor contempla, além

de todos os meios utilizados, a opinião de

influenciadores, o marketing relacional,

a satisfação do cliente no pós-venda e a

comunicação bidirecional, muito facilitada

pela tecnologia.

Podemos concluir que a mudança de

paradigmas nos permite hoje, trabalhar

essencialmente na experiência do

consumidor substituindo as estratégias

de marketing tradicional por estratégias

de marketing relacional. A compra deixa

de ser uma transação e passa a ser uma

experiência.


29

Notícias

N

MGM mantém serviços de assistência

às oficinas

A

MGM – Manuel Guedes Martins,

Unipessoal, Lda é uma Empresa

Certificada de Serviços de

Assistência Técnica a equipamentos de

oficinas do ramo automóvel. Nesta época

de pandemia, a empresa manteve os seus

Mesmo durante o período de confinamento

devido à pandemia,

a Kroon Oil não parou a sua

atividade e, respeitando todas as regras

e regulamentos, lançou várias atualizações

de produto.

Estes novos produtos, que poderão ser

encontrados na “Ferramenta de aconselhamento”

no site da Kroon-Oil, são

os eguintes:

- Avanza MSP+ 5W-30 substitui o Avanza

MSP 5W-30 – Este óleo de motor foi

desenvolvido especialmente para motores

que exigem a especificação de óleo

PSA B71 2290.

- Upgrade Asyntho 5W-30 – foi atualizado

com a versão mais recente da API,

adicionando algumas especificações OE;

- Novo Meganza MSP 5W-30 – Este óleo

serviços, essenciais para que as oficinas se

mantenham a laborar.

Com 20 anos de existência no mercado,

e prestando um serviço de qualidade e

utilidade reconhecida pelo mercado oficinal,

a MGM, comercializa também todo

o tipo de acessórios para esses mesmos

equipamentos.

“A nossa empresa continua a apoiar os

seus clientes, neste período de pandemia,

mantendo os seus serviços de manutenção

preventiva/curativa, com especial atenção

às medidas de proteção individual”,

refere Manuel Guedes Martins, dizendo

que “a MGM não pode deixar de estar

presente neste momento difícil para este

sector de atividade”.

Kroon Oil apresenta novidades de produto

de motor atende ao novo padrão RN17

da Renault;

- Novo Enersynth FE 0W-16;

- Novo SP Gear 5015;

- Disponível brevemente: Meganza MSP

FE 0W-20 – Este óleo de motor atende

ao novo padrão RN17 FE da Renault.

Garagem Estação adere à CGA Car Service

Localizada em Vila Nova de Gaia, a

Garagem Estação acaba de aderir à

rede CGA Car Service.

Esta oficina não quis que os tempos de

pandemia que vivemos paralisassem a

sua atividade do dia-a-dia e por isso

faz agora parte da rede oficinal CGA

Car Service. Pela mão da parceria entre

a Auto Delta e Rui & Sousa, o seu

grande parceiro local, esta adesão tem

um significado muito forte, devido ao

crescimento da rede num momento em

que a actividade económica se encontra

bastante condicionada.

Localizada numa das zonas do país mais

fustigadas pelo Covid-19, a Garagem

Estação acredita que melhores tempos

virão e quer estar 100% preparada para

os enfrentar aderindo à rede CGA Car

Service.


30

WWW.POSVENDA.PT MAIO 2020

N

NOTÍCIAS

ISQ desenvolve serviço de análise de

superfícies e instalações

Como entidade privada e independente

que desenvolve soluções integradas

e inovadoras de serviços

de engenharia, inspeção, ensaios, testes

e capacitação, o ISQ acaba de lançar um

serviço de limpeza e higienização de superfícies,

objetos e instalações, que pode

ser muito útil para todas as empresas do

pós-venda, designado por Covid Out.

Todo o tipo de superfícies estão abrangidos

pelo Covid Out, desde “interruptores,

máquinas, mesas, volantes de carros,

bancadas, maçanetas das portas, puxadores

de armários, corrimão de escadas,

torneiras de lavatórios, botões de elevador,

monitores, teclados de computador, tablets,

telemóveis,” lembra Maria Manuel

Liqui Moly Iberia cria linha

de apoio técnico online

Durante o período de confinamento e

emergência vivida no país, a equipa

Liqui Moly reforçou o seu apoio aos

profissionais do setor, com uma linha técnica

de apoio exclusiva para este período.

O setor da reparação e manutenção automóvel

é fundamental

para que

o país continue

a funcionar e,

apesar de todas

as restrições impostas

pelo estado

de emergência

decretado (agora

terminado), a

Liqui Moly preparou

medidas adicionais de apoio aos

seus clientes profissionais.

“Temos uma linha de apoio técnico Liqui

Moly disponível em exclusivo para responder

a dúvidas técnicas ou de aplicação

de produto. Tudo online, em videochamada

através do Skype ou por áudio e/

Num minuto...

Desde o passado dia 1 de abril que está

oficialmente aberta a Diagvolt, uma

empresa especializada em serviços,

equipamentos e produtos na área

automóvel, nomeadamente no setor do

diagnóstico.

Farinha, Responsável de Ambiente e

Segurança do ISQ.

Os técnicos do ISQ procedem à identificação

de fatores de risco e pontos críticos,

definem um plano de amostragem

para recolha e análise de amostras, com

resultados em 48 horas. Definem ainda

um plano integrado de ações bem como

a monitorização da eficácia das medidas

de controlo implementadas.

A segurança dos locais será atestada pela

emissão de um “Selo de Confiança”, que

garante que foi efetuada a avaliação da

eficácia das medidas implementadas que

permitem controlar a transmissão do

Coronavírus e assegurar que os locais

estão seguros.

ou vídeo através do WhatsApp. Podem

inclusivamente ser agendadas pequenas

formações para os colaboradores de pontos

de venda ou oficinas, em que cada

um se pode ligar a partir de localizações

diferentes. Qualquer dúvida tem uma

resposta na hora

e é reforçada a

argumentação

comercial dos

produtos Liqui

Moly”, explica

José Pereira,

commercial manager

da Liqui

Moly Iberia.

Em Portugal,

para facilitar o processo, todos os pedidos

de apoio serão centralizados numa única

conta. Através do Skype basta adicionar o

email cristiano.fumega@liqui-moly.com

e, através do WhatsApp, o apoio técnico

está disponível através do número 911

994 330.

A Administração da Soulima anunciou a

entrada de Hugo Tavares para o cargo de

diretor geral deste operador de peças.

Mais segurança e

higiene com os panos

da Mewa

Numa altura em que muito se fala de

higiene e de prevenção, os panos de

limpeza Mewa, usados pelas oficinas,

são posteriormente lavados a 90°C,

eliminando todos os organismos

prejudiciais à saúde.

Há mais de 100 anos que oferece um

sistema completo de panos de limpeza

para fábricas e oficinas. Os panos da

MEWA são entregues nas instalações

dos clientes em contentores de

segurança hermeticamente fechados,

os MEWA SaCons. Isto continua

válido nos tempos do coronavírus,

já que a MEWA é parceira de

muitas entidades e empresas

essenciais. À hora combinada, os

panos são recolhidos pela MEWA

nos contentores de segurança e são

lavados em lavandarias do grupo

antes de serem devolvidos aos

clientes.

Outra vantagem deste sistema

circular, ao contrário de soluções

de utilização única, é a sua

sustentabilidade. Os panos continuam

a ser produzidos na Alemanha e

podem ser utilizados várias vezes –

sem ruturas de fornecimento.

Bombóleo abre pólo

logístico em Braga

A Bombóleo acaba de abrir o terceiro

pólo de distribuição de peças, desta

feita na cidade de Braga, reforçando

assim a sua posição a norte.

“Em plena crise decidimos avançar

com a abertura do polo logístico

em Braga para podermos estar

mais próximo dos clientes daquele

distrito e região”; refere Juan Santos,

responsável da Bombóleo.

Pensado com base numa estratégia

de proximidade, esta abertura é o

terceiro ponto de distribuicão do grupo

Bombóleo a nível nacional. Este novo

armazém está situado no Parque

Industrial de Celeirós, em Braga.


O

OPINIÃO

A identificação do veículo (I)

Na aquisição de um veículo usado é

fundamental um controlo de conformidade

técnica pois, por desgaste normal da sua

utilização, por má utilização ou ainda por

qualquer outro motivo, as anomalias visíveis

e as invisíveis são fundamentais para que

aquilo que consideramos um bom negócio

não se transforme num desastre.

Todos os veículos, a nível mundial, são

identificados individualmente, isto é,

não existem 2 veículos com a mesma

identificação. Essa identificação tem a

designação de VIN – Vehicle Identification

Number, também designado em Portugal

por número de quadro. Este número

de identificação é composto por 17

caracteres e com facilidade se encontram

descodificadores do mesmo na internet.

Este número está no veículo sob a forma

de gravação a frio, na placa construtor ou

numa pequena janela no pára-brisas. A

gravação a frio e a placa do construtor são

os elementos que devem existir no veículo,

ser legíveis e originais. Os problemas podem

aparecer caso um destes elementos não

exista, esteja errado ou viciado, e que seja

detectado aquando da IPO o que pode até

originar processos crime. Nas placas de

construtor por ausência ou deterioração,

na gravação a frio por substituição de peça

onde está gravada, por gravação errada ou

por viciação com dolo. A sua regravação

está regulamentada e deverá ser autorizada,

exclusivamente, pelo IMT.

No caso de veículos furtados e depois

reintroduzidos no mercado de usados a

viciação é frequente umas vezes de forma

grosseira (p.e. soldaduras e desalinhamento

dos caracteres), outras de forma muito

“profissional” onde a simples análise visual

torna impossível a detecção da viciação.

Sempre que um profissional do sector

ou particular adquira um veículo usado é

fundamental que seja verificada a existência

e conformidade:

Da gravação a frio do VIN, da placa

do construtor, da correspondência, no

Certificado de Matrícula, entre VIN (número

de quadro) e matrícula.

O mais seguro é pedir uma verificação do

veículo por uma empresa especialista na

análise de usados.

PAULO QUARESMA

GTAVA.PT


PROBLEMA

Com os veículos parados durante um período de tempo

elevado, o combustível deteriora-se e começam a formarse

bactérias, sedimentos e oxidação que provocam danos

graves na injeção e motor.

SOLUÇÃO

A LIQUI MOLY tem dois aditivos para prevenir e evitar estes

problemas, tanto para Diesel como para gasolina.

É fundamental usá-los nesta fase para evitar contaminar

todo o sistema de combustível que vai criar danos

elevados, podendo chegar ao motor. Independentemente

da quantidade de combustível que está no depósito, há

uma dose certa para cada situação.

O Aditivo Anti-Bactérias Diesel

(Ref. 21317) atua contra bactérias,

leveduras e fungos. Trata-se de um biocida

para a aplicação preventiva (e corretiva,

quando necessário) em todo o tipo de

veículos diesel parados ou utilizados com

pouca frequência. Os gasóleos modernos

são compostos por misturas complexas

de diferentes substâncias inflamáveis e

líquidas, com uma proporção considerável

de biodiesel. O teor de água no depósito, a

temperatura predominante, assim como a fonte de alimentação

são a base para se multiplicarem microrganismos no

combustível. Adicione o aditivo e mantenha o motor a funcionar

10 minutos. Disponível em 1, 5 e 20 litros.

Vantagens

>> Atua preventivamente contra o ataque de bactérias

>> Esteriliza sistemas de depósitos infestados

>> Mantém os injetores limpos

>> Reduz a emissão de gases poluentes

>> Melhora as propriedades lubrificantes

>> Evita reparações caras

N

NOTÍCIAS

Dica Ambiental by

Eco -Partner

Os pneus usados

e a sua gestão adequada

Se no passado a manutenção de pneus

era uma actividade reservada a oficinas

dedicadas, hoje os serviços de pneus

fazem parte de um amplo leque de

serviços prestados pelas oficinas de

mecânica ou de serviços rápidos.

Desta forma, a gestão dos pneus usados

generalizou-se e a maioria das oficinas

deve cumprir também um conjunto de

requisitos legais aplicáveis a este fluxo

específico de resíduos.

A minha empresa importa pneus novos

que posteriormente instalo nos veículos

dos clientes. O que deverei fazer?

Caso a sua empresa importe pneus

novos, fica enquadrado como importador

e deverá aderir a uma entidade

gestora (Valorpneu) para nela delegar

a responsabilidade pelo destino final

adequado dos pneus usados.

A minha empresa compra pneus a

distribuidores no mercado nacional e

efetua apenas serviços de troca de

pneus. Tenho de me registar numa

entidade gestora?

As empresas que vendem pneus a

clientes finais (ex. dono do veículo

que necessita de trocar os pneus

gastos) são obrigadas por lei a registarse

na entidade gestora Valorpneu.

Deverão também criar condições de

acondicionamento dos mesmos e garantir

o encaminhamento destes resíduos para

um ponto de recolha Valorpneu (ver

pontos de recolha em www.valorpneu.

pt). Os pneus poderão ser entregues

sem custos nestes pontos ou poderá

contratar este serviço de recolha e

encaminhamento a um transportador

devidamente licenciado para o efeito.

Estas oficinas são obrigadas por lei

a aceitar os pneus usados dos seus

clientes, armazenar e entregar nos

pontos de recolha da Valorpneu, de

acordo com os requisitos definidos pela

Valorpneu no referido contrato.

A entrega dos pneus num dos pontos

de recolha da rede Valorpneu é a

garantia de que os pneus podem ter

uma “2ª vida”, quer seja através da

sua reutilização, da recauchutagem, da

reciclagem ou da valorização energética.

Este sistema integrado, criado há mais

de 15 anos e financiado por todos os

importadores ou fabricante de pneus,

tem contribuído de forma muito

significativa para a salvaguarda do nosso

património natural.

Conte com a Eco-Partner para o ajudar

a tornar a sua oficina mais verde e

amiga do ambiente.

O Estabilizador de Gasolina (Ref. 5107) conserva e

protege o combustível contra o envelhecimento e contra

a oxidação. Impede a corrosão em todo o sistema de

combustível. Deverá adicionar e deixar o motor a trabalhar

durante cerca de 10 minutos

para garantir uma mistura

perfeita no combustível. Impede

a corrosão em todo o sistema

de combustível é um excelente

aliado nesta quarentena para

que quando voltar à ação, não

tenha mais preocupações.

Um enchimento do depósito

doseador (25 ml) é suficiente

para 5 l de combustível.

Eduardo Martí é o novo gerente

de ITG do Grupo UFI Filters

Na sequência da recente reorganização na

Unidade de Negócios de Pós-venda do

Grupo UFI Filters, a gestão dos Grupos

Internacionais de Compras (ITG –

International Trading Group) foi atribuída

globalmente a Eduardo Martí.

Desde 1º de abril, Eduardo Martí tem a

função de orientar o desenvolvimento e

potenciar a relação comercial entre o Grupo

de Filtros UFI e os Grupos Internacionais de

Compras (ITG) a nível global, coordenando

e promovendo a atividade econômica entre

os diversos escritórios comerciais Pós-venda

do Grupo UFI Filters na Europa, APAC,

LATAM e MEA.

Eduardo Martí, continuará a exercer as

funções de Diretor Geral da UFI Filters

Iberica, sl.

Vantagens

>> Aplicação fácil

>> Económico graças ao doseador incorporado

>> Com efeito de longa duração

>> Protege o combustível contra oxidação e

envelhecimento

>> Testado para turbos e catalisadores

FICHAS TÉCNICAS E MODO DE UTILIZAÇÃO EM

www.liqui-moly.pt

INFORMAÇÕES

comercial.iberia@liqui-moly.com

Num minuto...

O teste de desempenho da auditoria das

instalações em Wuppertal, Alemanha,

concedeu à Axalta o estatuto de

Fornecedor de Repintura com classificação

A para a Mercedes-Benz.

A Linextras acaba de anunciar o

lançamento do seu novo website, que

poderá ver em www.linextras.com


33

Magneti Marelli

lança novos radiadores

e eletro-ventiladores

A Magneti Marelli Aftermarket

apresentou as suas mais

recentes inovações nas gamas de

radiadores e eletro-ventiladores.

O lançamento consiste em 360

novas referências de radiadores

e 117 novas referências de

eletro-ventiladores. Com esses

lançamentos, a Magneti Marelli

aumenta a cobertura da sua

gama de sistemas térmicos e

atinge 60% de cobertura do

parque.

Entre as novidades mais

sonantes, tanto na gama de

radiadores como na gama de

eletro-ventiladores, destaca-se

o radiador do motor e o eletroventilador

para veículos do grupo

PSA com grande presença no

parque europeu.

Filourém reforça

parceria com a

Original Birth

A

Filourém e a Original Birth reforçaram

a sua parceria, numa ligação

que já dura há mais de 10 anos,

sendo uma das marcas de referência do

operador de peças de Ourém.

Como consequência disso, a Filourém,

MF Pinto passa a distribuir

em Portugal a DTS Clima

A

MF Pinto iniciou no passado mês

de março a distribuição, exclusiva,

da marca de compressores de ar

condicionado DTS Clima.

“É uma aposta clara da nossa empresa num

produto de qualidade, com dois anos de

garantia e que, acreditamos, venha a ser

uma marca de referência no aftermarket

nacional”, afirma Jorge Costa Pinto, diretor

da MF Pinto.

enquanto distribuidor exclusivo da marca

italiana para Portugal, aumentou significativamente

o seu stock e realizou ainda

uma revisão das condições que possibilitou

melhorar os preços de centenas de

referências.

Braços e rótulas de suspensão, axiais e

terminais de direção, apoios de motor e

silent blocos, são alguns dos produtos em

especial destaque.

A empresa de Sintra tem já disponível em

Lisboa e no Porto um stock importante

de mais de 280 referencias, que “nos permitirá

cobrir cerca de 80% do mercado

português de ligeiros de passageiros”,

refere o mesmo responsável, acrescentando

que “esta nova área de negócio insere-se

na estratégia da empresa de diversificação

de oferta de produtos de qualidade no

mercado português”.

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34

WWW.POSVENDA.PT MAIO 2020

Oficina

O

AUTO NORTE

Tudo pela qualidade

Primar pela qualidade do serviço está ao alcance de todas

as oficinas, mas só algumas na realidade o conseguem atingir.

A estratégia seguida pela Auto Norte é sinónimo de que a qualidade

tem um preço que o cliente reconhece e está disposto a pagar

TEXTO PAULO HOMEM

Na zona industrial de Mirandela

encontra-se a Auto Norte. A

dimensão das suas instalações

são a primeira evidência de

uma certa diferenciação. A

segunda é que a gestão operacional que

está a cargo de Gisela Santos, diretora de

serviços, engenheira de formação e profissional

com muita experiência no ramo.

A empresa existe desde 1980, ocupando

as atuais instalações de 2.400 m2 desde

o início do século, fazendo desde sempre

os serviços de colisão (chapa e pintura) e

de mecânica, tendo sido nos últimos 16

anos introduzidos sucessivamente outros

serviços, como o vidro automóvel (foi

dos primeiros aderentes à Glassdrive),

eletricidade, entre outros. Por ser a oficina

inicial do pai, desde criança que Gisela

Santos acompanha o dia-a-dia da empresa

o que juntamente com as suas formações e

gosto pela área automóvel, levou-a estar na

oficina a 100% desde 2005, partilhando a

gestão da oficina com o seu irmão e com o

seu pai, Carlos José (73 anos), usufruindo

também da experiência deste no setor.

“Não houve qualquer obrigação de dar

continuidade a este negócio, foi mesmo

o gosto pessoal”, comenta Gisela Santos,

dizendo que “somos uma oficina que

trabalha de forma totalmente legal, com

a máxima transparência e rigor em todas


35

as áreas, mesmo na questão ambiental”.

O atendimento, nomeadamente aos novos

clientes, é sempre feito por Gisela Santos,

que diz que “este é um momento crucial

na relação que queremos manter com o

cliente. Cada cliente é diferente e único.

Existe sempre a necessidade de identificar

bem o tipo de cliente de modo a propor-

-lhe o serviço adequado e conforme as

expetativas deste”.

Muito rigor existe também nos orçamentos.

A Auto Norte opta preferencialmente

por trabalhar com material de origem ou

marcas de peças que estão presentes no

primeiro equipamento. “Com as linhas

brancas o cliente não fica satisfeito e normalmente

é uma situação que nos traz prejuízo.

Recebemos aqui veículos de outras

oficinas para pintar uma segunda vez ou

para reparar de novo e sabemos muita vez

que o problema foi a má qualidade dos

materiais usados”, revela Gisela Santos.

Tendo a secção de colisão certificada pelo

Centro Zaragoza, a responsável da Auto

Norte revela que o próximo caminho

passará pela certificação da secção de

mecânica, até porque no seu entender,

Auto Norte

Gisela Santos

278 262 724

geral@autonorte.com.pt

facebook.com/autonorte.mirandela

faz todo o sentido que o cliente, seja ele

de colisão ou de mecânica, tenha sempre

a certeza que a sua oficina presta um

serviço certificado, com qualidade e com

garantia. “É certo que o cliente tem um

custo acrescido, mas aqui tem a certeza

que tem uma garantia do serviço. Por

exemplo, aqui utilizamos o lubrificante

correto para cada tipo de motor e não,

como outras oficinas fazem, de ter um

óleo que dá para quase todos os motores.

São estes pormenores que levam a que o

cliente se fidelize à Auto Norte e tenha

confiança nos serviços que fazemos”, afirma

a mesma responsável.

Privilegiando a comunicação direta com

o cliente (até fora dos períodos em que

a oficina está aberta), Gisela Santos diz

que todos os momentos são importantes,

mesmo durante a revisão, em que “lhes

explicamos porque razão o veículo precisa

de levar mais uma peça ou de fazer uma

determinada operação que não estava

orçamentada” e no momento da entrega

do carro onde “lhe falamos de tudo o que

foi feito e os cuidados até para que o carro

se mantenha em correto funcionamento”.

Se os serviços de colisão sempre foram

mais representativos na atividade da Auto

Norte, atualmente isso já não se verifica,

existindo um equilíbrio entre esses e

os serviços de mecânica. A oficina tem

acordos com quase todas as seguradoras,

utilizando já a foto e vídeo peritagem,

considerando Gisela Santos que “é muito

importante ter estes acordos e saber falar

com a seguradora, explicando-lhes que

queremos ter o justo valor pelos nossos

serviços, mas sempre numa perspetiva de

serviço ao cliente”.

O vidro automóvel é outras das componentes

do serviço global que a Auto

Norte oferece aos seus clientes. “Também

nesta área tentamos estar um pouco à

frente da nossa concorrência. Por exemplo,

já temos o equipamento para fazer

a calibração das câmaras e dos radares”,

comenta Gisela Santos, referindo-se ainda

a outros serviços que embora ainda não

tenha muita expressão a Auto Norte já

oferece, como é o caso da manutenção

de veículos elétricos e híbridos.

Transversalmente a tudo isto está logicamente

a formação técnica de toda a equipa

de mecânicos, uma área importante que

a Auto Norte não descura em nenhum

momento. A própria responsável, Gisela

Santos, tem o curso de formadora e também

por isso pretende que a sua equipa

esteja sempre o mais atualizada possível.

Para breve a Auto Norte poderá também

vir a apostar no serviço de pneus, como

também já teve formação na recuperação

de estofos e volantes em pele. “A manutenção

do automóvel passará no futuro

por pneus, vidros, reparações rápidas

de chapa e outras pequenas coisas. Por

isso temos que estar preparados para no

futuro, termos dentro de portas todos os

serviços que o cliente procura”, conclui

Gisela Santos.


36

WWW.POSVENDA.PT MAIO 2020

Dossier

D

PRODUTOS DE HIGIENIZAÇÃO

Uma nova realidade

A limpeza e higienização de

superfícies e de objetos são

agora medidas decisivas para

que as oficinas mantenham a

sua atividade de forma segura,

prevenindo a transmissão do

Covid-19

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

A

limpeza de superfícies e objetos,

seguidas da sua desinfeção,

são ações que, nas últimas semanas,

passaram a ter uma especial

relevância na prevenção

da transmissão da Covid-19 e, por isso, na

garantia de um serviço seguro por parte das

oficinas, tanto para os funcionários como

para o cliente final. Segundo a DGS, o vírus

permanece em superfícies durante um período

que pode até aos 6 dias. As empresas


37

JMCS

243 702 981

http://jmcs.pt

A JMCS disponibiliza produtos para:

Viaturas:

- Pure Air - Higienizante em versão spray

ou líquido para equipamentos de climatização

auto.

- Lavaggio Cassonetti - Fórmula específica

de elevado poder detergente, amplo

espectro de acção desinfectante e elevado

efeito desodorizante.

Instalações:

- Sandik - Desinfectante para superfícies

duras, pronto a usar.

- JP Ready - Detergente desinfetante

inodoro que permite realizar numa única

operação a limpeza e a redução da carga

bactérica residual.

- Jaminal Plus - Detergente desinfectante

concentrado sem odor, à base de sais de

amónio quaternário, para qualquer tipo

de superfície e materiais.

- Gemini e Gemini pronto - Detergente

clorado, de acção desinfectante, para

superfícies duras.

-Clorofoam - Detergente alcalino com

cloro activo para limpeza completa e

higienização e desinfecção.

Higiene Pessoal:

- Ecomax - Sabonete líquido, perfumado.

Fórmula equilibrada em tensioativos e

emolientes.

- Maniguard Gel - Gel detergente para as

mãos com microesferas e elevado poder

desengordurante e emulsionante.

PUBLICIDADE

têm apostado, por isso, em disponibilizar

produtos e equipamentos para que sejam

tomadas todas as medidas de cuidados na

limpeza e desinfeção de todas as superfícies

nas oficinas, nos veículos e também a

frequente desinfeção por parte dos seus colaboradores.

A PÓS-VENDA foi conhecer

a oferta do mercado no âmbito dos produtos

que garantem todas as condições para a

continuidade de atividade das oficinas e da

saúde de todos os intervenientes.


38

OZONE MAKER 1000

WWW.POSVENDA.PT MAIO 2020

D

PRODUTOS DE HIGIENIZAÇÃO, LIMPEZA E PROTEÇÃO

Ozone is a molecule that consists of three oxygen atoms (O

3). The ozone molecule is very unstable and has a short half-life. Therefore, it will

decay after some time into its original form: oxygen (O

2), according reaction presented below: 2 O

3

1 3 O

2.

In essence ozone is nothing more than oxygen (O 2), with an extra oxygen atom, formed by an high electric charge and an extra oxygen atom. In

nature ozone is produced at thunderstorms and in the ozone layer from the sun's ultra-violet (UV) rays. The extreme high voltages found in

thunderstorms produce ozone from oxygen.

For the production of ozone, "corona discharge" is more used due to the greater advantages of this method.

Ozone operates according the principle of oxidation. When the ozone molecule (O 3) contacts with something “oxidizable”, the charge of the

ozone molecule will directly ow over. This is because ozone is very unstable and likes to turn back in its original form (O

2). Ozone can oxidize

many kinds of materials, and especially smell molecules and microorganisms like viruses, molds and bacteria. The extra oxygen atom released

from the ozone molecule binds with the other material. What eventually remains is only the pure and stable oxygen molecule.

Because ozone has a strong recognizable smell, very low concentrations of it will soon be

- Primagel Plus - Gel transparente desinfectante

para higiene das mãos. oferece o “ Sonax Xtreme Limpeza de

na boa higiene dos veículos. A Sonax

perceived. This makes it generally

Interiores”,

safe to work

com

with ozone.

uma

For

fórmula

the purication

especialmente

desenvolvida para uma limpeza

of air, the

ozone reacts with many materials, higiénica the concentration do veículo. of ozone Enquanto will be reduced limpa quickly. o At

higher concentrations ozone interior is harmful for do human veículo, health after também inhalation, vale but these a pena

trazer alguma frescura ao sistema de ventilação.

O “Sonax Car A/C Cleaner Air

ozone concentrations the symptoms can vary from dryness in the mouth and throat,

coughing, headache and chest Aid” restriction. não é um desinfectante, mas utiliza

After the treatment it's necessary uma fórmula to ventilate the probiótica treated room. para assegurar

rápida e facilmente a limpeza do ar e a

USE IN THE AUTOMOTIVE remoção FIELD de odores.

ozone must be produced on-site. Because of its short half-life, ozone will decay soon after

production and a lot of factors can inuence its half-life such as the temperature. Because

concentrations are much higher than the smell threshold at which ozone can be smelt (garlic

smell), so harmful concentrations will be noticed quickly. When people are exposed to high

Solutions

In vehicle air conditioning systems and in passenger cabins, where cleaning and hygiene are important, the manual use of chemical products

are quite often insufcient to ensure the total elimination of contaminants, that are, in addition to infecting the environment, the main cause of

Berner

unpleasant smell.

- Como distribuidor oficial da Errecom, Intermaco

In fact in some zones it is a impossible Krautli or very apresenta difcult the removal um nebulizador of these contaminants. ultra-sónico

234 520 110

Atom Machine, desenvolvido www.intermaco.pt

214 489 082

www.berner.pt The OZONE GENERATOR para ensures pulverizar a total um decontamination, líquido onde because os vapo-ires destroys:

Bacteria, viruses, spores, mould,

resultantes

fungi and any

(menos

other organic

de

organism

5 micron) são A Intermaco disponibiliza o Purificador

Chemical contaminants (deriving from emissions of panels, carpets, paints, plastic materials, etc.)

Na oferta da Berner destaca-se a gama de distribuídos pelo veículo para higienizar e de ar por Ozono, modelo Ozone Maker

Therefore it eliminates any odour both organic and inorganic, without covering it.

produtos para proteção do habitáculo dos desodorizar o cockpit e o sistema de A/C, 1000 da marca Solutions (100% made in

veículos, a serem utilizados The OZONE no decorrer GENERATOR proporcionando includes: uma solução de higienização

of air and e diffusion desodorização. of ozone Características

do serviço efetuado pelos A profissionais.

system for the aspiration

Italy). O Ozono é um potente germicida

ecológico. Graças à sua potente capacidade

de oxidação, destrói, de forma rápida

A special device that produces Técnicas: ozone by taxa “Corona de discharge”. nebulização: 390 ml/h,

A supply cable.

A Berner disponibiliza:

líquido de higienização e desodorização e eficaz, os microrganismos (bactérias,

A timer on/off push-button panel to select the ozone production time.

- Rolo de 500 Plásticos para cobertura disponível em 6 fragrâncias.

vírus, bolores, fungos e esporos) em todos

de bancos, descartáveis, para FEATURES: que os profissionais

não estejam em contacto Dimensions: 350 com x 195 x 190 mm.

os tipos de superfícies. Esta máquina é

profissional. A produção é controlada

o banco que mais tarde será Electrical utilizado specications: 230 Vac – max 20W

por uma placa eletrónica, produzida em

Ozone production: 1000 mg/h

pelos seus clientes. Neste âmbito destaque

Itália, de modo a dosear o Ozono de

ainda para o Rolo Filme Plástico,

que assegura a proteção de zonas como

a manete das mudanças ou o volante,

MADE IN ITALY

sendo mais maleável.

- Para aplicação depois de realizado o

serviço, destaque para a gama de produtos

de limpeza de superficies, nomedamente

forma correta. Apesar da Ozone Maker

SOLUTIONS - TD

1000 produzir só 1000 mg/h, o Ozono

Ofce: Via Monsignor produzido Alai 2, é 42027 mais Montecchio puro e mais Emilia - eficaz. ITALY A

E-mail: info@solutions-td.com Tel: +39 345 036 6230

desinfeção e desodorização de superfícies

e tapeçarias em veículos é feita de forma

rápida e eficaz com o Ozono. O gerador

de Ozono é alimentado apenas por eletricidade

e ar ambiente. O estado gasoso

a Espuma Limpeza Multi X, ideal para

todo o tipo de superficies e que confere Nettuno

do Ozono permite chegar aos pontos

uma adequada limpeza das mesmas.

- No âmbito da higienização, destaque

para o Kit Aircleaner A/C e do

Ambientador Fresh.

Leirilis

244 850 080

www.leirilis.com

www.dpautomotive.pt

mais escondidos e de difícil acesso, sem

necessidade de desmontar.

A Leirilis lançou, no mês de abril, dois

produtos da Nettuno para higienização

e proteção das mãos. Ambos os produtos

contêm aditivo antibacteriano e hidratante,

não contêm álcool, o que além de

proteger trata também a pele:

Sonax, Errecom

Krautli Portugal

219 535 600

www.krautli.pt

- A Sonax, representada pela Krautli

Portugal, tem vários produtos que ajudam

- Sendygien - Sabão líquido com ação

higienizante, em embalagens de 1 litro;

- Kill Plus - Spray desinfetante rápido

sem enxaguamento para as mãos, em

embalagens de 100ml.

- Para a proteção dos veículos, a Leirilis

disponibiliza produtos como proteção

de volante, estofos e chão, no entanto,

estes estão disponíveis apenas para a

Rede Oficinal RedService, devido à sua

personalização.

Autobrillante

918 862 010

www.autobrillante.com

Disponibiliza um protocolo de limpeza

e desinfecção para veículos e pessoal da

oficina, numa solução de cinco etapas:

- Etapa 1 - equipamento de proteção –

máscaras e luvas – da equipa de recepção


39

e consultores de serviço.

- Etapa 2 - limpeza profunda com o desinfetante

G3 nas superfícies de contato

do veículo. Para estofos, tecido e couro,

a Autobrillante recomenda o Autoglym

Interior Cleaner.

- Etapa 3 - proteger o veículo durante a

estadia na oficina, com capas de assento

descartáveis ECO, feitas com 50% de

material reciclado. A oferta é complementada

por tapetes de proteção de piso feitos

de papel reciclado, rodas de cobertura

de borracha ou película de rolo, além

de sacos de bloco.

- Etapa 4 - proteção de mecânicos, pintores

e outros profissionais, com luvas de

nitrila, látex, vinil, neoprene ou couro.

- Etapa 5 - antes de entregar o veículo

ao cliente - estabelece a desinfecção das

áreas de reparação com G3, bem como

a lavagem do corpo. O Autoglym TF3

Extra é indicado para esta última operação,enquanto

para a lavagem do carro a

empresa recomenda produtos da Kanor.

Kenotek

+800/24 35 46 37

www.kenotek.eu

A Kenotek disponibiliza o Kenolox 10

PRO, para interiores de viaturas e superfícies

delicadas (chaves, teclados, ambiente

de escritório e oficinal, ferramentas, etc.).

O composto de ácido láctico e peróxido de

hidrogénio é a fórmula exclusiva sem álcool

para desinfetar superfícies por pulverização

ou nebulização, sendo eficaz aplicar com

o equipamento pistola “Tornador” ou

similar. Características: pronto a usar,

não há erros na dosagem devido ao fator

humano. Também disponível em aerossóis;

tempo de contato limitado e sem

necessidade de enxaguamento depois

da aplicação; a sua formulação torna-o

aplicável a todos os tipos de materiais e

superfícies; não contém álcool vaporizado;

o Kenolox 10 está aprovado para

desinfecção de espaços por nebulização. O

procedimento específico está em conformidade

com os mais recentes e rigorosos

regulamentos EN para atividades bactericidas,

virucidas e levuricidas; respeito com

os materiais e superfícies: sem corrosão

causada por resíduos, como produtos à

base de ácido peracético.

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Lusilectra

Salvador Caetano

Soluções de Desinfecção e Higienização automóvel

Geradores de Ozono

○ Características principais:

- Desinfetante de bactérias, vírus e odores

- Eliminação automática do ozono

Saiba mais em...

www.lusilectra.com

Lusilectra

Salvador Caetano

Website: www.lusilectra.com

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40

WWW.POSVENDA.PT MAIO 2020

D

PRODUTOS DE HIGIENIZAÇÃO, LIMPEZA E PROTEÇÃO

Launch

Gonçalteam

212 251 578

www.goncalteam.pt

A Gonçalteam disponibiliza equipamentos

para medir a temperatura do corpo

e também a maquina de higienização

através do ozono, da Launch. Este produto

está equipado com um filtro dianteiro

e um display táctil para facilitar a

sua utilização. É portátil e adapta-se a

qualquer habitação/habitáculo e pela

sua potência pode ser regulado em tempo,

já que purifica rapidamente o ar.

Capacidade de débito de 10.000 mg/h

de ozono. Características: dimensões

18,5x25,5x19 cm, ajuste de tempo 10-

120 min, alimentação 220V±10%/50

Hz, Peso 2,9 kg, controlo teclado táctil.

Também comercializa máscaras faciais

reutilizável em cortiça “Face Cork”, viseiras

em acrílico (personalizadas ou não),

máscaras cirúrgicas, luvas descartáveis,

álcool gel em 500 ml e 5 lts, desinfectante

não alcoólico e creme protetor para as

mãos. A Gonçalteam disponibiliza ainda

divisórias de escritório e de viaturas de

transporte passageiros.

Nexzett

PMA

+49 2261 6095 433

http://nextzett.de

A PMA Unipessoal está a comercializar

desinfetante de largo espectro: Sanit Clean

pronto a usar, um desinfetante virucida,

bactericida e fungicida. É um detergente

desinfetante e espumogéneo, especialmente

indicado para ser utilizado na limpeza de

superfícies duras. Contém tensoactivos

que coneferem ao produto propriedades

de limpeza que permitem utilizá-lo com

limpador e desinfetante. Pode aplicar-se

em todo o tipo de superficies: chão, paredes,

maquinaria, utensílios, veiculos de

transporte de alimentos e outros. Para uma

atividade bactericida, aplicar o produto e

deixar atuar sobre a superficie durante 5

minutos. Para uma atividade virucida, de

acordo coma normativaen 14476:2013 e

fungicida, aplicar o produto e deixar atuar

pelo menos 15 minutos. Este produto pode

ser aplicado de diferentes maneiras: com

acção mecânica, usando uma esfregona

ou limpando as superficies com um pano

impregnado de produto, pulverizando

sobre as superfícies a tratar, emergindo

alguns equipamentos ou ferramentas diretamente

no produto.

Liqui Moly Iberia

21 925 07 32

www.liqui-moly.pt

- Para os mecânicos - a Liqui Moly disponibiliza

uma gama de produtos de


cuidado com a pele: a pasta lava-mãos,

que deve depois ser complementada com

um creme de cuidado.

- Para as instalações - a Liqui Moly tem

um produto específico para limpeza

profunda das instalações: o Universal

Reiniger, um produto desengordurante e

para limpeza industrial concentrado e solúvel

em água. Isento de fosfatos, silicatos

e solventes, é um produto biodegradável

e amigo do ambiente. Adequado para a

limpeza de paredes e pisos de oficinas e

pode ser utilizado com aparelhos de alta

pressão e de pulverização.

- Para os carros dos clientes - a Liqui Moly

tem, para vidros e espelhos, a Espuma

Detergente Limpa-vidros. Para o tablier,

o produto de Cuidado do Cockpit está

disponível em aroma de baunilha e limão.

A Espuma Detergente para Estofos garante

a eliminação da sujidade de todo

o tipo de estofos e têxteis. Para as zonas

de plástico, volante ou comando da caixa

de velocidade e travão de mão pode ser

usado o produto de Limpeza do Interior

do Veículo. Para desinfeção das condutas

e do sistema do ar condicionado disponibiliza

o Klima Refresh.

Create Business

214 821 550

www.createbusiness.pt

- Para os veículos, a Create Business disponibiliza

o purificador de ar gerador de

ozono Purifier O3, com Produção real

de ozono 5000 mg / h, tecnologia de

geração de O3: luz ultravioleta de ondas

curtas. Configuração do temporizador

de 10 minutos a 10 horas: no final do

tempo estabelecido, a geração de ozono é

interrompida; 10 minutos depois, o ventilador

desliga. A empresa disponibiliza

ainda o Spray “Cabin Sanitary Agent”,

que desinfeta o habitáculo.

- Para os mecânicos, comercializa máscaras

de proteção FFP2, com eficácia da

filtração: 99-100%, filtro de 4 camadas,


42

WWW.POSVENDA.PT MAIO 2020

D

PRODUTOS DE HIGIENIZAÇÃO, LIMPEZA E PROTEÇÃO

e as máscaras de Uso único, com eficácia

de filtração superior a 90% e filtro

de 3 camadas. Disponibiliza também o

Dermex HM, um higienizante para a

pele, líquido, de fácil aplicação e sem

necessidade de ser aclarado com água.

Disponível em embalagens de 1lt e 5lts.

- Para as instalações, oferece o Lubacin

DSC, um higienizante formulado para

ser usado em todo o tipo de objectos

e superfícies e em espaços com grande

afluência de pessoas. Disponível em embalagens

de 1lt e 10lts.

Uma nova solução hidroalcoólica capaz

de manter os ambientes de trabalho limpos

e com a máxima higiene: Limpeza

máxima, Adequado para qualquer tipo

de superfície, Fácil de usar, Produto versátil

com múltiplos usos, disponível em

embalagens de 400 ml.

2Q Portugal

219 246 548

www.greenpower.cleaning

pida e 100% ecológica. Este gerador de

ozono, com tecnologia de quartzo, gera

artificialmente ozono transformando o

oxigênio no ar de O2 para O3 por meio

de efeito de coroa que, comparado com

os geradores de placas comuns, não produz

outros gases nocivos à saúde. Uma

vida útil do aparelho de 20 mil horas.

A estrutura portátil permite higienizar o

carro em 4 etapas: posicione o gerador no

habitáculo do veiculo; defina os tempos

de higienização desejados; feche o carro

e aguarde o tratamento; retire o aparelho

e ventile o habitáculo. O gerador não requer

manutenção. O gerador é adequado

para a higienização de veículos de várias

dimensões e salas até 70m². A bomba de

pressão incluída permite uma difusão completa

e uniforme do ozono. Possibilidade

de higienização com o gerador dentro ou

fora da viatura.

Cetrus

252 308 600

www.cetrus.pt

A Cetrus apresenta, através das suas representadas,

dois modelos de geradores

de ozono. Os geradores de ozono representam

um enorme aliado no combate

a transmissão de vírus, pois permitem

uma higienização e desinfeção de espaços.

Genericamente, o modelo básico deve

ser utilizado dentro da viatura e produz

o ozono através de placa cerâmica. O

modelo Plus, permite ser utilizado do

lado de fora das viaturas, através de tubos

que são ligados à mesma. Neste modelo,

o ozono é produzido através de um reator

de quartzo.

Roberlo

+34 972 478 060

http://pt.roberlo.com

A Roberlo disponibiliza o Sanius, Surface

Hygienizing, higienizante de superfícies.

A 2Q Portugal disponibiliza soluções

de higienização de oficinas utilizando

fórmulas próprias com base em etanol,

cloreto de benzalcónio e hipoclorídrico

de sódio como biocidas. Disponibiliza:

- Desinfetantes de Mãos - O Gderm,

um gel desinfetante de mãos de elevada

eficiência, para funcionários e clientes.

- Desinfetantes de Superfícies - O desinfetante

hidroalcoólico de superfícies

Grapid direta vital para desinfetar zonas de

contacto direto como cockpit, fechaduras,

etc. O desinfetante Industrial Gclosan é

uma solução económica para a desinfeção

de superfícies não metálicas.

- Desinfetantes e Detergentes de

Superfícies - Para uma detergência e desinfeção

das superfícies a Greenpower

possui uma gama de produtos de múltiplas

aplicações, em superfícies verticais ou

horizontais, com ou sem espuma. Todos

os produtos desta linha possuem uma ação

de higienização das superfícies, uma ação

de desinfeção e bactericida e de limpeza

profunda. Podemos encontrar nesta gama

o GKiller, o GKiller F e o Gclosan F para

pavimentos e paredes verticais.

Open Parts

AleCarPeças

218 150 044

www. alecarpeças.pt

A AleCarPeças comercializa o gerador de

ozono X-PRO da Open Parts, projetado

para a higienização de veículos. Desinfeta

qualquer tipo de superfície. De ação rá-

NorComb

Norbat

229 064 814

http://norbat.pt

O Grupo Norbat, através da NorComb,

disponibiliza vários produtos de limpeza,

lavagem, higienização e proteção,

individual e de superfícies. A gama de

produtos inclui: multiusos, higienizantes,

desinfetantes clorados perfumados, limpa

vidros, desengordurantes, gel de mãos,

gel sanitário, ambientadores, lixívias,

abrilhantadores e protectores de tabliers,

abrilhantadores de pneus e jantes, massa

para mãos, papel auto corte, papel industrial,

rolo marquesa, consumíveis e descartáveis

(sacos do lixo, luvas, mascáras,

sapato protector, avental), entre outros.


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OCTOBER

2020

MADRID / SPAIN

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44

WWW.POSVENDA.PT MAIO 2020

D

PRODUTOS DE HIGIENIZAÇÃO, LIMPEZA E PROTEÇÃO

Magneti Marelli

www.magnetimarelli-aftermarket.pt

A Magneti Marelli disponibiliza o equipamento

de desinfecção por ozono MX

4000 da Ozone Generation para as oficinas.

Com este equipamento, a oficina

poderá desinfetar os veículos. É capaz de

produzir 4000 mg / hora, com o qual é

capaz de desinfetar um veículo médio em

15 minutos. O equipamento é produzido

na Europa e está em conformidade

com os regulamentos mais rigorosos da

Comunidade Europeia. Dados técnicos:

tensão de alimentação: 220/240V – 50Hz

Absorção: < 21W capacidade de geração

de Ozono: 4000 mg/h , programador

eletrónico digital. Este dispositivo é capaz

de produzir Ozono através da ionização do

ar. Não deixa nenhum tipo de vestígio ou

resíduo químico, odores ou manchas em

tecidos. É adequado para a desinfeção na

indústria automóvel (automóveis, camiões,

autocarros, ambulâncias, caravanas) mas

também noutras aplicações como em escritórios,

lojas, etc. Com descarga de alta

voltagem, eimina vírus por oxidação.

Recomendações para

a limpeza de um veículo

1 –Tenha-o mesmo limpo Garantir

a limpeza dentro do carro é mais

importante do que nunca.

Segundo o site do Centro Federal

de Educação em Saúde (BZgA), os

produtos de limpeza disponíveis no

mercado podem remover mais de 90%

dos germes de superfície.

2 – Produtos para limpeza e cuidado

Utilize produtos recomendados para

o seu carro. Limpa completamente

e é suave em materiais, não corroe

superfícies sensíveis e torna o carro

higienicamente limpo. No entanto, não

desinfecta, por isso é importante manter

uma boa higiene das mãos.

3 – O acessório correto Remova muito

bem a sujidade e qualquer resíduo do

produto de limpeza com um pano limpo

e absorvente.

4 – Use somente desinfetante nas suas

mãos Os desinfetantes são altamente

recomendados para manter uma boa

higiene das mãos; no entanto, eles não

são adequados para limpar o interior de

um carro. Podem danificar superfícies

sensíveis e causar bacicidade, manchas

ou fragilidade.

equipamento utiliza a tecnologia luz ultravioleta

de onda corta para a conversão

de oxigénio em ozono. O Purifier O3 da

Brain Bee foi concebido para a desinfeção

de viaturas, frotas ou pequenos espaços.

Tem um tamanho reduzido, é portátil e

também permite ligação 12V, na tomada

do veículo e pode ser automatizado. Cada

desinfeção, em veículos, demora entre

20 a 30 minutos. Depois da desinfeção

a viatura ou espaço devem ser ventilados

completamente. Características: produção

de ozono: 5000 mg/h, alimentação: 12V

/ 230V 50 Hz, temporizador: 10 minutos

a 10 horas, fim de ciclo: 2 tempos de

função: 1. No final do tempo estabelecido,

a geração de ozono termina; 2. Após 10

minutos, o ventilador desliga-se.

Spanjaard

www.spanjaard-portugal.com

www.kroon-oil.com

www.vatoil.com

A Spaanjard disponibiliza para o mercado

os seguintes produtos:

- Spanjaard Air Conditioner Cleaner -

Espuma de limpeza e esterilização injectada

no A/C, elimina micro-organismos

e deixa um aroma fresco, disponíl para

para viaturas.

Brain Bee

Hélder Máquinas

facebook.com/heldermaquinas

A Brain Bee, representada pela Hélder

Máquinas, lançou um modelo gerador

de ozono automático. O Purifier O3

aproveita o poder do ozono para destruir

vírus, bactérias, germes e microrganismos,

odores de todo o tipo e alergénios. Este

5 – Não falhe nenhuma superfície Limpe

todas as superfícies que as mãos tocam:

bancos, apoios, volante e todo o painel,

a manete da caixa de velocidades, todos

os puxadores, o espelho retrovisor, o

abridor da mala, a alavanca para abrir o

capô, bem como a tampa do tanque de

combustível e a tampa do bocal.

6 – Não tenha pressa Dê tempo para

os produtos de limpeza actuarem. Os

detergentes não devem ser deixados

permanentemente em superfícies, pois

podem corroer.

Fonte: Sonax

- Spanjaard Extreme Kleen - Produto

Bio, não tóxico, sem lixívia, amoníaco

e abrasivos. Limpa e desinfecta. Interior

automóvel: todas as superfícies. Exterior

automóvel: lavagem de motores e jantes.

Oficina: chão, paredes, lavagem em máquina

ou manual de fatos de trabalho,

equipamentos e sanitários.

- Kroon Oil Gel Sanitizer – Novo produto

com dispensador ou em versão spray

para desinfecção. Para viaturas, oficinas

e pessoal.

- Kroon Oil Helmet Sanitizer - Espuma

para limpeza higiénica, neutraliza odores.

Para viaturas, oficinas e pessoal.


45

- Kroon Oil Hansop Yelow - Massa de

limpeza manual, sem solventes, com pH

neutro, para a remoção das sujidades das

mãos. Remove óleo, gordura, alcatrão,

tinta de impressão, resina, tinta e cola em

excesso e outras sujidades. Para pessoal

e oficina.

- Kroon Oil Hansop Yellow & White -

Agente de limpeza manual, sem solventes

para a remoção das sujidades das mãos.

Não possui solventes e tem pH neutro.

Remove óleo, gordura, alcatrão, tinta de

impressão, resina, tinta e cola. Para pessoal

e oficina.

Wurth

211 989 840

eshop.wurth.pt

Para a proteção e desinfeção do interior

da viatura, a Wurth disponibiliza:

- Conjunto de limpeza de A/C - Conjunto

de limpeza de ar condicionado pronto a

usar. Difusão rápida, remove depósitos

e contaminações de sistemas de ar condicionado.

- Spray desinfetante para A/C Coolius

- Produto para limpar e desinfetar sistemas

de ar condicionado de viaturas.

Desinfeta, limpa e protege, remove germes,

bactérias e fungos, neutraliza odores,

inibe reações alérgicas. Com mangueira

com bocal especial para aplicação direta

no permutador de calor da unidade de

A/C, a limpeza por pulverização penetra

em camadas de sujidade mais espessas e

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LD AUTO

Sistemas

de injeção

gasolina

Os construtores de automóveis

estão a apostar cada vez mais,

em motores que utilizam

sistemas de injeção direta a

gasolina. Este artigo vai ser

focado nestes sistemas, que começamos

a abordar na edição nº53 da Pós-Venda.

Nas primeiras versões do sistema de injeção

direta (1950 a 1980), a injeção

ocorria muito cedo, ainda durante o ciclo

de admissão de forma a conseguir-se

uma boa atomização da mistura, o que

impossibilitava a economia de combustível

pretendida. Os motores funcionavam com

carga homogenia.

De forma a ser possível economizar combustível,

o funcionamento base do sistema

foi alterado. Passando a funcionar com

mistura pobre e carga estratificada. A vela

de ignição foi deslocada para junto do bico

de injeção e foi removida do sistema, a

borboleta de admissão.

Os primeiros sistemas de injeção direta

utilizados, apresentavam várias limitações,

pelo que era difícil justificar a sua

utilização em detrimento do carburador

ou de sistemas de injeção indireta. As

principais desvantagens do sistema, eram

as seguintes:

> Elevadas emissões de hidrocarbonetos;

> Regime de funcionamento ótimo reduzido,

a boa atomização do combustível

estava dependente do regime de rotação

do motor e só era possível uma boa atomização

a médios e altos regimes;

> Baixo rendimento, devido a vários

fatores como ponto de injeção precoce

(ainda durante a fase de admissão) e

funcionamento em carga estratificada

permanentemente e com mistura pobre

de forma a limitar o número de partículas

emitidas. Não eram utilizadas misturas

estequiométricas ou ricas.

Após 1990, o desenvolvimento de sistemas

controlados eletronicamente e a grande

necessidade de reduzir o consumo de

combustível e emissões de poluentes, em

particular o CO2, potenciou um grande

desenvolvimento nos sistemas de injeção

direta, passando a ser produzidos em

grande escala. Os sistemas continuam a

funcionar sem que exista borboleta no

coletor de admissão e maioritariamente

com misturas A/F pobres, no entanto

em condições de carga elevada, passam a

funcionar com mistura estequiométrica,

traduzindo-se num grande incremento

de potência. A atomização deixa de estar

exclusivamente relacionada com a velocidade

de rotação do motor, os orifícios de

injeção e cabeça dos pistões são otimizados

para promover a mesma e a relação de

compressão aumenta.

Os sistemas de injeção direta a gasolina,

podem ter três classificações principais.

> Spray-guided, a distribuição do combustível

pela camara de combustão depende

principalmente da geometria do jato;

> Wall-guided, a geometria do pistão

promove a distribuição do combustível

pelo cilindro;

> Air-guided, é uma conjugação das duas

classificações anteriores – Através da geometria

do pistão e posição e geometria do

jato do injector é distribuído o combus-


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Figura 1- Posição relativa Injetor/Vela

Figura 2- Sistema de injeção real

tível pelo cilindro.

O injector foi afastado da vela e o spray já

não é dirigido diretamente para a mesma

(Spray-guided), mas sim para uma concavidade

presente no pistão (Wall-guided),

que ajuda a distribuir a mistura pelo cilindro.

Esta alteração está esquematizada

na Figura 1.

Através da análise da Figura 1, verifica-se

que nos primeiros sistemas “A”, o injector

estava próximo da vela e o jato era direcionado

para a mesma. Esta configuração

possibilitava o funcionamento em carga

estratificada, no entanto na vela a mistura

era muito rica e o combustível não tinha

tempo para evaporar, provocando uma

maior quantidade de emissão de partículas

sólidas de fuligem, que para além

de poluentes, se depositavam na vela e

promoviam a falha do sistema de ignição.

A configuração “B” permite uma melhor

vaporização do combustível, eliminando

o problema dos sistemas anteriores.

Atualmente o modo de distribuição

principal da mistura, é o Spray-guided

e Air-guided, tem como objetivo tentar

diminuir ao máximo o contacto do

combustível ainda na fase líquida com

as paredes do cilindro e pistão, para que

não se formem zonas de mistura rica

indesejáveis.

A complexidade dos sistemas é cada vez

maior para cumprir com as normas ambientais

e cada construtor pode optar por

uma abordagem diferente, pelo que não é

possível abordarmos todos os parâmetros

que influenciam o desempenho e funcionamento

dos sistemas de injeção direta

a gasolina neste artigo. Será de seguida

apresentado um sistema que representa

bem o nível de complexidade que podemos

encontrar nas viaturas atuais para

que se consiga reduzir cada vez mais a

emissão de poluentes.

Na Figura 2, é apresentado um esquema

real de um sistema de injeção direta atual.

Como é possível verificar pela análise da

Figura 2, estes sistemas podem ser bastante

complexos. A bomba de alimentação de

combustível possui um módulo de controlo

dedicado, e a bomba de alta pressão tem

que alimentar dois conjuntos de injeção

que funcionam a pressões distintas, neste

sistema a pressão máxima de 200 bar.

Apesar do sistema possuir 8 injetores,

este é um sistema de uma viatura com

4 cilindros.

Conforme apresentado na Figura 3, este

sistema utiliza um conjunto de injetores

para realizar injeção indireta e outro conjunto

que realiza injeção direta. Cada um

dos conjuntos pode funcionar individualmente

ou em simultâneo, dependendo da

condição de funcionamento da viatura.

O principal motivo pelo qual este sistema

foi desenvolvido, foi para se conseguir

reduzir a emissão de partículas sólidas.

Mesmo em sistemas atuais, a injeção

direta a gasolina devido à sua inferior

atomização relativamente aos sistemas

de injeção indireta gasolina produzia até

10x mais partículas do que os veículos

atuais diesel. Para além desta vantagem,

este é um sistema mais silencioso, pois

a injeção indireta produz menor ruído

que a injeção direta. A utilização dos

dois tipos de injeção permite cumprir a

normal EURO 6 sem que seja aplicado

um filtro de partículas, reduz a emissão

de CO2 e aumenta e eficiência energética

do motor em condições de carga parcial

e regimes transientes.

INJEÇÃO INDIRETA – BAIXA PRESSÃO

É conseguido através da mesma bomba

de alta pressão, dois níveis de pressão distintos

através de uma derivação na bomba

de alta pressão. Esta derivação possui um

restritor e envia combustível para a régua

de baixa pressão, sendo monitorizado por

um sensor de pressão dedicado e controlada

a quantidade de combustível que vai

para os injetores de injeção indireta por

uma válvula de pressão.

INJEÇÃO DIRETA – ALTA PRESSÃO

O circuito de alta pressão é utilizado

para realizar injeção direta. Tal como o

circuito de baixa pressão, também possui

um sensor de pressão que monitoriza a

pressão do sistema. No entanto, a pressão

que se encontra na régua de alta pressão

é a mesma que a bomba de alta pressão

produz e pode neste sistema alcançar os


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Figura 3- Sistema de injeção direta e indireta

200 bar. Conforme referido na primeira

parte do artigo, já existem sistemas de

injeção direta a gasolina capazes de alcançar

os 350 bar.

FUNCIONAMENTO DO SISTEMA

O mapa da injeção do motor é dinâmico,

o tipo de injeção utilizado depende da

condição de funcionamento da viatura.

O mapa de injeção é otimizado de forma

a reduzir as emissões de poluentes,

conservar a qualidade do óleo e reduzir a

detonação. Como tal, a mistura A/F, ponto

e duração de injeção são constantemente

adaptados. O sistema tenta funcionar com

mistura estequiométrica (λ=1), sempre

que possível.

O mapa de injeção, é apresentado na

Figura 4 e é possível concluir o seguinte:

•Carga de motor reduzida, o motor trabalha

com injeção indireta;

•Carga de motor média e elevada, motor

funciona com mistura homogenia e

carga estratificada com injeção direta – É

realizada uma injeção na fase de admissão

do motor e outra injeção na fase de

compressão;

• Carga média e rotação de motor elevada,

motor funciona com mistura homogenia

– É realizada apenas uma injeção na fase

de admissão do motor.

De forma resumida, este é o funcionamento

normal do motor no que toca ao tipo

de injeção utilizado. Existem adicionalmente

alguns modos de funcionamento

específicos, como:

Figura 4- Mapa de injeção

• Funcionamento a frio: Quando o líquido

de refrigeração se encontra a temperatura

inferior a 45ºC, o motor funciona sempre

com injeção direta.

• Arranque do motor: São realizadas três

injeções, em injeção direta, durante a fase

de compressão.

• Aquecimento/Aquecimento catalisador:

É realizada injeção direta durante a fase

de admissão e compressão. O avanço do

ponto de ignição diminui.

• Modo de segurança (sobreaquecimento

combustível): Em períodos de funcionamento

prolongado com injeção indireta,

o combustível pode sofrer sobreaquecimento.

Para evitar esta situação, pode ser

utilizada a injeção direta alternadamente

durante curtos períodos de tempo.

• Redundância: Caso um dos sistemas de

injeção falhe ou entre em avaria, o outro

sistema entra em funcionamento.

Este é apenas uma exemplo dos vários

sistemas que podem existir dentro dos

sistemas de injeção direta a gasolina, como

já foi referido, a complexidade e funcionamento

do sistema irá variar dependendo

da abordagem do construtor.

A LD Auto gostaria de reforçar a necessidade

das intervenções neste tipo de

viaturas serem realizadas por técnicos

competentes e com formação na área, só

com estas valências é possível perceber o

funcionamento destes sistemas e neles

intervir com eficácia.

*Se pretender saber mais sobre os sistemas

de alimentação de combustível precedentes,

consulte a primeira parte de “Sistemas de injeção

gasolina” na edição de Fevereiro (nº53)

em www.ldauto.net/pt/injecaogasolina.


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Formação

F

N.º 9

NOVO CURSO - SENSORES

Solenóides

As válvulas solenóide são hoje

um dos principais métodos

construtivos de atuadores que

encontramos nos automóveis.

Dispositivos como uma válvula

de regulação de pressão do turbo,

um regulador de débito do common rail

ou uma válvula EGR podem utilizar este

princípio de funcionamento. Como são

então construídas as válvulas solenóide, e

como funcionam as mesmas?

Uma válvula solenóide nada mais é do

que uma bobina com as características

mostradas na imagem abaixo.

do solenóide fora do núcleo da bobina,

fazendo com que a válvula permaneça na

sua posição de repouso.

Quando fechamos o circuito e a bobina

é percorrida por uma corrente, o campo

magnético criado puxa o núcleo para o

interior produzindo desta forma, força

mecânica.

A imagem abaixo mostra o princípio de

uma válvula solenóide aplicada a um regulador

de débito de combustível, do sistema

de alimentação diesel common rail. Note

que, conforme a construção e aplicação da

válvula, podemos estar perante um dispositivo

normalmente aberto NO – normally

opened (quando não está alimentada, a

válvula permite a passagem de um fluído),

ou normalmente fechado NC – normally

closed (quando não está alimentada, a

válvula não permite a passagem do fluído

pelo seu interior).

Ao ser atravessada por uma corrente elétrica,

a bobina cria um campo magnético que

é mais intenso no seu interior. A intensidade

deste campo depende de diversos fatores

como o número de espiras da bobina, a

intensidade de corrente, ou a existência ou

não de um núcleo no seu interior.

Ao colocarmos nas proximidades do solenóide

um núcleo de material ferroso, que

concentre as linhas do campo magnético,

uma força aparece no sentido de puxar este

núcleo para o interior da bobina. A partir

deste princípio, podemos elaborar dispositivos

capazes de produzir força mecânica

ao puxar um núcleo, como por exemplo,

uma válvula.

Quando a bobina está desligada, uma

mola mantém o núcleo de material ferroso

O diagnóstico de uma válvula solenóide

passa por três controlos simples:

Verificação da resistência do enrolamento

da bobina – A bobina deve apresentar um

valor óhmico, que será função da potência

e sua aplicação;

Verificação da alimentação e consumo

de corrente – Um solenóide necessita ser

alimentado para criar o campo magnético

necessário ao deslocamento do núcleo de

ferrite. Deve o técnico comprovar a sua

alimentação e comando negativo, que é

quase sempre efetuado com recurso a um

sinal PWM. Note que o facto do solenóide

ser alimentado não é sinal de que esteja a

funcionar, devendo o mesmo apresentar

um consumo de corrente, que poderá

aferir através de uma pinça amperimétrica;

Verificação da integridade física – Muitas

das vezes, as avarias em eletroválvulas não

são elétricas mas sim mecânicas. Deve o

técnico comprovar a sua integridade e funcionamento

mecânico, de modo a perceber

fisicamente se estão ou não funcionais.

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