Revista Coamo edição Abril de 2020

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Revista Coamo edição Abril de 2020

www.coamo.com.br

ABRIL/2020 ANO 46 EDIÇÃO 501

VIA SOLLUS

Doze anos

compartilhando

benefícios

CREDICOAMO

Financiamentos para

custeio de trigo e

seguro agrícola

PLANO SAFRA

Coamo disponibiliza

condições especiais

para safra 2020/21

Ivo Gabrieli, de Xanxerê (SC)

SAFRA HISTÓRICA

Cooperados colhem uma das maiores safras da história, onde o investimento

em tecnologia, o trabalho criterioso de manejo das lavouras e o clima favorável

na maior parte do ciclo, foram determinantes para o sucesso desta produção


EXPEDIENTE

Órgão de divulgação da Coamo

Ano 46 | Edição 501 | Abril de 2020

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Ilivaldo Duarte de Campos: iduarte@coamo.com.br

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Ana Paula Bento Pelissari: anapelissari@coamo.com.br

Antonio Marcio dos Santos: amsantos@coamo.com.br

Contato: (44) 3599-8126/3599-8129.

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos.

Reportagens e fotos: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima,

Ana Paula Bento Pelissari e Ilivaldo Duarte de Campos.

Edição de fotografia: Antonio Marcio dos Santos e Wilson Bibiano Lima.

Colaboração: Gerências de Assistência Técnica e Organização e Gestão da Qualidade,

Entrepostos e Milena Luiz Corrêa.

Contato publicitário: Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários Ltda

Contato: (11) 5092-3305 e Guerreiro Agromarketing Contato: (44) 3026-4457.

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Calderari, Joaquim Peres Montans, Anselmo Coutinho Machado, Emilio Magne Guerreiro Júnior, Wilson Pereira de Godoy, Rogério de Mello Barth e Adriano Bartchechen.

CONSELHO FISCAL: Ricieri Zanatta Neto, Diego Rogério Chitolina e Jonathan Henrique Welz Negri (Membros Efetivos). Eder Ricci, Clóvis Antonio Brunetta e Jorge Luiz

Tonet (Membros Suplentes).

DIRETORIA EXECUTIVA: Presidente executivo: Airton Galinari. Diretor Administrativo e Financeiro: Antonio Sérgio Gabriel. Diretor Comercial: Rogério Trannin de

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Oliveira Dias.

Extensão Territorial: 4,5 milhões de hectares. Capacidade Global de Armazenagem: 6,59 milhões de toneladas. Receita Global de 2019: R$ 13,97 bilhões. Tributos

e taxas gerados e recolhidos em 2019: R$ 382,32 milhões.

Abril/2020 REVISTA

3


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4 REVISTA

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Abril/2020

Para registro de apólices de seguro, a abrangência é nacional. Todas as apólices vigentes, efetivadas a partir de 01/11/2019, pontuam no programa.

Saiba mais no regulamento do Clube.


SUMÁRIO

Entrevista

10

João Dornellas, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), é

o entrevistado do mês. Para ele, os consumidores têm buscado alimentos com mais valor agregado

14

Na rota da produtividade

Para registrar os bons resultados e acompanhar o trabalho dos associados durante a

colheita da safra, uma equipe de reportagem da Revista Coamo percorreu várias regiões

no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul

Plano Verão 2020/2021

33

Tradicionalmente, a cooperativa lança o Plano Safra de Verão. Para os cooperados, é a oportunidade

de fazer com antecedência a aquisição dos insumos com condições especiais e segurança

Credicoamo

34

Produtores de trigo, cooperados da Coamo e da Credicoamo, estão buscando financiamentos de

custeio da nova safra de inverno. Outro benefício é o seguro agrícola para proteção das lavouras

Doze anos da Via Sollus

36

Fundada em 05 de maio de 2008, a Corretora vem contabilizando números expressivos na sua

trajetória, prestando serviços na área de Seguros e oportunizando benefícios no ramo de seguros

Novo Laboratório de Sementes Coamo

38

Instalação entrou em operação em fevereiro deste ano, e conta com estrutura ampla e formato

para atender 100% da demanda de todas as Unidades de Beneficiamento de Sementes da Coamo

Abril/2020 REVISTA

5


Mais litros de leite por

área plantada não é sorte

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©2020 CORTEVA


EDITORIAL

Grande safra e novo comportamento dos cooperados

Na história dos seus 50

anos, a Coamo está colhendo

a maior safra de

verão de todos os tempos, que

deve ultrapassar 90 milhões

de sacas de soja. É uma colheita

com altas produtividades e,

também, de bons preços para

os cooperados. É isso que esperamos

em nossa atividade que é

de risco e plantada a céu aberto,

totalmente dependente do

clima. Com boas safras e bons

preços, os agricultores podem

se capitalizar e continuar tendo

sucesso no seu negócio.

A produção expressiva

foi recebida sem filas e com

tranquilidade em nossas unidades,

provocando aumento

no volume de exportação pelo

Porto de Paranaguá (PR), um dos

mais importantes do país, que

segue com fluxo normal, com o

escoamento para outros continentes.

Em um ano que deve

JOSÉ AROLDO GALLASSINI,

Presidente do Conselho de Administração

ter bons resultados, o que nos

impressiona é o comportamento

dos cooperados na venda da

produção. Diferente dos outros

anos, nesta safra, os produtores

estão vendendo grandes volumes

e de forma rápida, aproveitando

os preços e as oportunidades

de mercado. Em um

só dia na Coamo, o volume de

vendas dos cooperados foi de

R$ 1,6 bilhão. Em função do coronavírus

entramos em contato

com eles para que não viessem

na cooperativa e fizessem suas

vendas pelos nossos Canais de

Atendimento, o que foi uma

operação bem-sucedida, facilitando

a vida dos produtores.

Os cooperados estão

analisando seus custos de produção

e aproveitando o bom

momento da comercialização.

Exemplo dessa mudança é a

venda de cerca de 23% da produção

safra de soja 2020/21,

que nunca havia sido realizada

nesses volumes.

O ano de 2020 deve ser

também de uma grande produção

de milho segunda safra,

com o recebimento em torno

de 40 milhões de sacas. Poderíamos

ter problemas para o recebimento

do cereal, caso não

ocorresse a comercialização de

grandes volumes da safra de

soja. Mas, com tudo resolvido,

a eficiente estrutura e logística

que a Coamo tem, prevemos o

recebimento do milho com tranquilidade

e segurança.

"Esta safra é diferente das

outras, a medida que,

em função dos negócios,

os cooperados estão

analisando seus custos de

produção e aproveitando

o bom momento da

comercialização."

Safras com grandes volumes

nunca foram problemas

para a Coamo, que sempre soube

de forma profissional resolver

as situações. Então, vamos torcer

para que as previsões sejam confirmadas.

Os resultados são comemorados

pelo clima regular e,

também, pelo trabalho de assistência

da cooperativa com a difusão

e o uso de tecnologias pelos

produtores.

Com esses volumes de

produção e exportação, os cooperados

e a cooperativa estão

satisfeitos, bem como o agronegócio

e todos da cadeia produtiva.

Quem também ganha é o

nosso país, que há muitos anos

percebe a força do nosso setor

como importante alavanca para

o superávit da balança comercial

brasileira.

Abril/2020 REVISTA

7


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8 REVISTA

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Abril/2020


GOVERNANÇA

COMPROMISSO COM OS COOPERADOS

E A FORÇA DO COOPERATIVISMO

Estamos vivendo um momento diferente, não

somente para nós do agronegócio, como para

o mundo todo, que exige disciplina e cuidados,

com mudanças de hábitos que vieram de uma

forma repentina e radical.

Nesse momento é importante destacar a

força do cooperativismo e o modelo de cooperação

que está propiciando muitos benefícios aos cooperados

em nossa atividade, que é essencial para o

país.

Os produtores da Coamo estão concentrados

nas regiões produtoras de 70 municípios, que sediam

entrepostos da cooperativa nos Estados do Paraná,

Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, e recebem todo

o nosso respaldo para suas operações.

O atendimento aos cooperados está seguindo

as orientações do Ministério da Saúde e das

autoridades sanitárias. Os nossos Canais de Atendimento,

por telefone, e-mail e de forma digital, estão

sendo muito utilizados, beneficiando os produtores.

Desejamos que o cooperado continue trabalhando

e fazendo a sua parte.

Os cooperados da Coamo e da Credicoamo

têm uma grande vantagem praticando o cooperativismo

e sendo fiel às suas cooperativas. Eles

encontram tudo o que precisam em um único local,

com assistência técnica, fornecimento de insumos,

peças, produtos veterinários, entrega da safra em

modernas unidades, com assistência financeira e a

comercialização da produção com pagamento no

ato. Tudo isso, é possível acesso pelos nossos canais

digitais, fundamentais neste período de prevenção

ao coronavírus.

Parabenizo aos cooperados pela compreensão

e participação de forma diferenciada neste momento,

quando se faz necessário evitar a aglomeração

e a circulação de pessoas.

Destaco como exemplo muito positivo e

elogiável, o que aconteceu no dia 1º de abril, na

AIRTON GALINARI

Presidente Executivo da Coamo

“Os cooperados da Coamo e da

Credicoamo têm uma grande vantagem

praticando o cooperativismo e sendo fiel

às suas cooperativas. Eles encontram tudo

o que precisam em um único local.”

Coamo, quando efetuamos o pagamento para mais

de sete mil contratos, todos liquidados e de forma

segura. Os cooperados entenderam que deveriam

restringir suas movimentações pessoais e físicas.

Eles foram atendidos por nossos funcionários, nos

entrepostos, por meio dos nossos canais e essa operação

resultou em uma movimentação muito grande

de R$ 1,6 bilhões depositados nas suas contas correntes,

sem oferecer riscos tanto para os cooperados

quanto para os funcionários.

Como defendemos, a agricultura não para

e não pode parar. Então, cooperados e cooperativa

estão trabalhando e cumprindo a sua missão, produzindo

e distribuindo alimentos para as mesas dos

brasileiros e de várias partes do mundo.

Abril/2020 REVISTA

9


ENTREVISTA: JOÃO DORNELLAS

"Consumidores buscam alimentos

com mais valor agregado."


A

indústria brasileira de

alimentos exporta para

180 países. Esse número

demonstra a qualidade do

produto brasileiro, além da sua

segurança para o consumidor

e parceiros comerciais”, afirma

João Dornellas, presidente executivo

da Associação Brasileira

da Indústria de Alimentos (Abia),

entrevistado desta edição de

abril da Revista Coamo.

A indústria de Alimentos é

constituída por 37 mil estabelecimentos,

com presença em todos

os municípios do Brasil, e emprega

de forma direta 1,66 milhão

de colaboradores. Em 2019, o

setor faturou o equivalente a

9,6% do PIB. O setor possui forte

conexão com as atividades agropecuárias,

que estão na base de

sua cadeia de suprimentos. Em

2019, a indústria de alimentos

absorveu, segundo estimativa da

Abia, 58% do valor da produção

agropecuária alimentar do país.

Além de garantir o abastecimento

de alimentos à população

brasileira, o setor exporta

todos os anos cerca de 20% do

seu faturamento para mais de

180 países. Em 2019, o setor

gerou um saldo positivo de US$

28,8 bilhões, o que representou

61,7% de todo o saldo da balança

comercial brasileira.

Para Dornellas, os consumidores

têm buscado, cada vez

mais, alimentos com mais valor

agregado, sendo atualmente uma

tendência mundial a procura por

alimentos com benefícios à saúde

das pessoas. “As parcerias entre

os produtores agropecuários e a

agroindústrias de alimentos são

fundamentais para conquistar

o desenvolvimento das cadeias

produtivas de alimentos no País.”

Revista Coamo: A indústria de

alimentos é uma das grandes

impulsionadoras da economia

brasileira? Quais são os desafios

desta categoria para continuar

crescendo com sustentabilidade?

João Dornellas: Mesmo antes

da crise do coronavírus, a cadeia

de produção e distribuição brasileira

já sofre há anos o impacto

das deficiências de infraestrutura

dos sistemas logísticos. Esse é

um dos principais desafios que o

Brasil terá que superar nos próximos

anos se quiser ser competitivo

diante da ratificação dos

acordos de livre comércio do

Mercosul com a União Europeia

(EU) e a Associação Europeia de

Livre Comércio (Efta). Outro gargalo

que subtrai a nossa competitividade

é a complexidade do

sistema tributário brasileiro, que

implica em elevados custos de

gestão e no acúmulo de créditos

de impostos nas operações

de exportação. Nesse sentido, a

Reforma Tributária em tramitação

no Congresso Nacional será uma

excelente oportunidade para resolver

essas questões.

RC: Como analisa a posição do

Brasil como segundo maior exportador

de alimentos industrializados

do mundo e as perspectivas

para 2020 considerando os

adventos do coronavírus?

Dornellas: Devido a pandemia

do novo coronavírus, ainda não

foi possível estimar os impactos

gerados nas vendas para o mercado

interno e as exportações. A

economia mundial está sofrendo

um declínio muito forte em todos

os setores, mas estamos confiantes

e vamos reunir esforços para

que tudo volte ao normal o mais

rápido possível.

RC: A ministra da Agricultura

Tereza Cristina tem destacado

o papel da agricultura que não

pode parar e que não corremos

risco de desabastecimento de

alimentos no País. Qual a análise

da Abia desta situação?

Dornellas: Concordamos com

a ministra Tereza Cristina. Cerca

de 80% da produção da indústria

10 REVISTA

Abril/2020


"Mesmo antes da

crise do coronavírus,

a cadeia de produção

e a distribuição

brasileira já sofre

há anos o impacto

das deficiências de

infraestrutura dos

sistemas logísticos."

brasileira de alimentos é voltada

para o mercado interno. Desde

que não haja restrições à circulação

das matérias-primas, dos

insumos e dos profissionais que

atuam na cadeia produtiva de

alimentos e bebidas, o funcionamento

do setor segue dentro da

normalidade e não há nenhum

risco imediato de desabastecimento

no País.

RC: Com o avanço do novo coronavírus

quais foram as medidas

implantadas pelo Comitê de Crise

da Abia em parceria com a Associação

Paulista de Supermercados

e a Associação Brasileira

de Supermercados?

Dornellas: O Comitê de Crise

monitora diariamente o fluxo de

vendas e estoques nos supermercados

e hipermercados espalhados

pelo Brasil, para garan-

João Dornellas, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia). É graduado

em Tecnologia de Leites e Derivados, em Administração pela Universidade Ítalo Brasileira, pós-graduado

em Gestão de Negócios, com MBA pelo IBMEC-SP e pela FESP-SP, com especialização em Liderança pela

London Business School, e em Gestão de Recursos Corporativos pelo IMD-Lausanne, Suíça. Possui também

especialização em Recursos Humanos e em Gestão do Conhecimento pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). É

Conselheiro de Administração pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Foi vice-presidente

da Nestlé do Brasil, onde atuou nas áreas de operações, de desenvolvimento de novos produtos, tecnologia

e regulatória, Recursos Humanos e Corporate Affairs, e vice-presidente de Pessoas & Gestão no Grupo NC -

holding que concentra grandes empresas farmacêuticas (EMS, Germed, Legrand, Novamed e Novaquímica),

empresas de Comunicação (NSC -SC), Construção Civil ( ACS - 3Z ) e de Energias Renováveis.

Abril/2020 REVISTA 11


ENTREVISTA: JOÃO DORNELLAS

"O COOPERATIVISMO AGRÍCOLA É UM EXEMPLO DE ORGANIZAÇÃO VITORIOSA

EM NOSSO PAÍS, QUE SOUBE SE REINVENTAR E SE MODERNIZAR."

tir que o abastecimento não seja

prejudicado nesse período. Caso

o monitoramento sinalize algum

problema de abastecimento,

o comitê pode tomar decisões

mais rápidas e efetivas para resolvê-lo.

RC: Qual é o cenário da indústria

brasileira de alimentos? Quais os

avanços que devem ser percorridos

nos próximos anos?

Dornellas: A indústria de Alimentos

é constituída por 37 mil

estabelecimentos, com presença

em todos os munícipios do Brasil,

e empregam de forma direta

1,66 milhão de colaboradores.

Em 2019, o setor faturou o equivalente

a 9,6% do PIB. O setor

possui forte conexão com as atividades

agropecuárias, que estão

na base de sua cadeia de suprimentos.

Em 2019, a indústria

de alimentos absorveu, segundo

estimativa da ABIA, 58% do valor

da produção agropecuária alimentar

do país. Além de garantir

o abastecimento de alimentos à

população brasileira, o setor ainda

exporta todos os anos cerca

de 20% do seu faturamento para

mais de 180 países. Em 2019, o

setor gerou um saldo positivo de

US$ 28,8 bilhões, o que representou

61,7% de todo o saldo

da balança comercial brasileira.

Entre os principais gargalos ao

desenvolvimento da indústria de

alimentos no País, estão as deficiências

na infraestrutura do sistema

logístico, o custo de gestão

do complexo sistema tributário e

a elevada carga tributária sobre

os alimentos.

RC: Quanto a logística de abastecimento

nos supermercados

brasileiros?

Dornellas: No caso dos alimentos

industrializados,

as grandes

redes de supermercados

adquirem,

em geral,

os produtos diretamente

das

indústrias de alimentos.

A entrega

aos centros de

distribuição do

varejo é efetuada

por operado-

"A indústria de

Alimentos tem 37

mil estabelecimentos

e está presente em

todos os municípios

do Brasil, empregando

diretamente

1,66 milhão de

colaboradores."

res logísticos e transportadoras

contratadas pela indústria. Os

supermercados de menor porte

são atendidos tanto diretamente

pela indústria, quanto pelos seus

distribuidores diretos e atacadistas,

que podem ser de autosserviço

ou de entrega.

RC: Como define a qualidade

dos alimentos produzidos nas

indústrias brasileiras? Os consumidores

estão cada vez mais exigentes?

Dornellas: A indústria brasileira

de alimentos exporta para 180

países. Esse número já demonstra

a qualidade do produto brasileiro,

além da sua segurança

12 REVISTA

Abril/2020


para o consumidor e parceiros

comerciais. Em todo o mundo,

os consumidores têm buscado,

cada vez mais, alimentos com

mais valor agregado. A indústria

de alimentos tem procurado

atender a essa demanda com o

lançamento de alimentos fortificados

e com maior valor nutricional.

Também é uma tendência

mundial a procura por alimentos

com benefícios a saúde das pessoas.

Produtos à base de probióticos,

aminoácidos e vitaminas

podem receber mais investimentos

das indústrias. A indústria já

reduziu os teores de sódio e gorduras

trans e está em processo a

redução de açúcares dos alimentos

industrializados. Os produtos

com menos açúcar, sódio e gorduras

também estão na mira dos

consumidores e podem ter mais

espaço na prateleira nos próximos

anos, assim como os alimentos

integrais e os funcionais.

RC: Qual é a atuação da cadeia

produtiva e a parceria para produção

de alimentos com qualidade?

Dornellas: As parcerias entre os

produtores agropecuários e a

agroindústrias de alimentos são

fundamentais para se conquistar

o desenvolvimento das cadeias

produtivas de alimentos no País.

Por meio dessas relações, são

produzidos alimentos com elevado

padrão de qualidade, conectando

o campo à mesa de

dezenas de milhões de consumidores.

Além disso, viabilizam-se

diversos ganhos de eficiência,

como a redução do custo de produção

pela ampliação da escala

das operações e maior eficiência

no planejamento da cadeia

de suprimentos, com redução

de perdas e custos financeiros.

Dessa forma, as inovações empreendidas

por quaisquer dos

participantes da cadeia produtiva

são compartilhadas por todos

os seus integrantes, em benefício

direto aos consumidores, aos negócios

e ao meio ambiente.

RC: O cooperativismo brasileiro

investe na agroindustrialização. A

Coamo tem na soja sua principal

commoditie e a industrialização

em três parques industriais em

Campo Mourão e Paranaguá (PR)

e Dourados (MS). Qual a importância

do trabalho das cooperativas

nesse segmento?

Dornellas: A industrialização de

parte dos alimentos produzidos

pelas cooperativas, seja para a

produção de ingredientes alimentares

ou alimentos embalados

aos consumidores finais,

constitui-se em uma importante

estratégia para a agregação de

valor ao negócio de todos os

cooperados, além de contribuir

para o desenvolvimento do emprego

e da renda nas regiões

onde estão situados.

RC: Qual sua mensagem para os

cooperados da Coamo?

Dornellas: O cooperativismo

agrícola é um exemplo de organização

vitoriosa em nosso

"Milhões de

produtores rurais e

suas famílias acordam

cedo sabendo que

alimentos irão

produzir, quais as

melhores técnicas e

padrões de qualidade

a serem adotados para

alimentar o Brasil e o

mundo."

país, que soube se reinventar

e se modernizar. Todos os dias,

milhões de produtores rurais e

as suas famílias acordam cedo

sabendo que alimentos irão produzir,

quais as melhores técnicas

e padrões de qualidade a serem

adotados, a origem dos insumos

e dos recursos financeiros necessários

à manutenção das atividades

e, principalmente, onde e

para quem irão comercializar os

alimentos produzidos, tendo a

certeza que chegarão à milhares

de lares, alimentando pessoas

de todo Brasil e do mundo, contribuindo

para uma melhor qualidade

de vida de todos nós.

Abril/2020 REVISTA 13


PRODUTIVIDADE

Uma safra para ficar na história

Cooperados celebram uma das maiores safras da história. Equipe de

Comunicação da Coamo realizou Tour da Safra para conferir os bons resultados

em toda a área de ação no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul

A

falta de chuva na

primeira quinzena

de setembro de

2019 deixou os agricultores

apreensivos. Afinal, era

o momento de dar largada

ao plantio da soja, principal

cultura e a que mais

gera renda na maioria das

propriedades. Na área de

ação da Coamo, a região

Oeste do Paraná, tradicionalmente,

abre o período

de plantio. Era um olho no

tempo e o outro no calendário

já que cada dia perdido

influencia diretamente

no planejamento, com

a semeadura do milho de

segunda safra.

Outras regiões

também aguardaram com

expectativa o início do

plantio. Em meio a incertezas,

a soja foi semeada e

no decorrer dos meses, o

clima se regularizou e no

final a safra registrou uma

produção histórica, com

produtividades médias, em

muitos casos, acima de 200

sacas por alqueire. Números

que até então estavam

apenas na imaginação de

muitos agricultores.

LAGUNA CARAPÃ-MS

AMAMBAI-MS

TOLEDO-PR

UNIDADES VISITADAS

BRAGANTINA-PR

Para registrar esse

momento e acompanhar

o trabalho dos associados

durante a colheita da safra,

uma equipe de reportagem

da Revista Coamo realizou

o Tour da Safra, percorrendo

várias regiões no Paraná,

Santa Catarina e Mato

Grosso do Sul. Durante a

expedição cooperados e

técnicos relataram o comportamento

da safra.

PARANÁ

Bragantina

Toledo

Campo Mourão

Luiziana

Ivaiporã

Santa Maria do Oeste

Pinhão

Mangueirinha

MATO GROSSO DO SUL

Laguna Carapã

Amambai

SANTA CATARINA

São Domingos

Xanxerê

CAMPO MOURÃO-PR

LUIZIANA-PR

SÃO DOMINGOS-SC

MANGUEIRINHA-PR

SANTA MARIA DO OESTE-PR

IVAIPORÃ-PR

PINHÃO-PR

14 REVISTA

Abril/2020

XANXERÊ-SC


Safra diferente

no Oeste do PR

“Foi uma safra diferente.” Essa foi a frase

escolhida pelo cooperado Antonio de Souza, de

Bragantina (Oeste do Paraná), para definir o que

foi a safra de verão 2019/2020 em sua propriedade.

“Achávamos que seria mais difícil, pois o

plantio ocorreu bem mais tarde do que estamos

acostumados. Porém, no decorrer da safra o clima

foi normalizando e fechamos com um bom resultado”,

acrescenta.

A região Oeste do Paraná abre o período de

plantio no Estado, dando início aos trabalhos ainda na

primeira quinzena de setembro, logo que se encerra o

período do vazio sanitário. De acordo com o associado,

o plantio da sua lavoura iniciou no dia 24 de outubro.

“Na safra passada terminamos o plantio no dia 24

de setembro e nesta 2019/20 começamos em outubro.

Há algum tempo já plantávamos nessa época, em

outubro. Voltamos ao calendário antigo”, recorda.

O cooperado fechou com uma média de

172 sacas de soja por alqueire. Ele ressalta que a tecnologia

utilizada também foi importante para a boa

produtividade. “Sempre investimos e seguimos as recomendações

da assistência técnica da Coamo. Procuramos

novas tecnologias para produzir, cada vez

mais, e ter mais renda. A lavoura é como uma empresa,

que para dar lucro precisa ser bem conduzida.”

Com a mudança no cronograma da safra de

verão, foi preciso um novo planejamento para a segunda

safra. A ideia inicial era de que toda a área

seria com milho. Porém, o associado readequou e

semeará trigo em parte da área. “Já faz mais de dez

anos que não planto trigo, pois nos últimos anos a

lavoura não tinha bom rendimento. Nesta safra, devido

a tudo que ocorreu vou plantar novamente e

espero uma boa safra.”

Segundo seu Antonio, fica a lição de que

é preciso paciência na agricultura. “A previsão [do

tempo] é uma importante ferramenta, mas as vezes

engana. Muitos agricultores plantaram confiando

nas previsões e a chuva não veio. Temos que espe-

Cooperado Antonio de Souza, de Bragantina (Oeste do Paraná)

rar o momento certo, seja no período que estamos

acostumados ou mais tarde. O plantio representa

mais da metade da lavoura e precisa ser bem feito”,

analisa o cooperado.

O engenheiro agrônomo Carlos Brandalise,

da Coamo em Bragantina, revela que a safra de

verão foi desafiadora. Ele explica que os agricultores

fizeram um planejamento para iniciar o plantio

Engenheiro agrônomo Carlos Brandalise, da Coamo em Bragantina,

revela que a safra de verão foi desafiadora

Abril/2020 REVISTA 15


Família Vogt, de Toledo (PR)

confirma boa produção

REGIÃO OESTE DO PARANÁ ABRE O PERÍODO DE PLANTIO NO ESTADO. FALTA DE

CHUVA ATRASOU INÍCIO. CONTUDO, CLIMA SE REGULARIZOU DURANTE A SAFRA

a partir de 11 de setembro. Porém,

as chuvas mais significativas

ocorreram a partir de 23 de outubro.

“O cenário foi desafiador

pela época de plantio e porque

a maior parte das lavouras eram

de variedades com ciclo longo.

Apesar de um início preocupante,

no decorrer da safra as chuvas

se normalizaram e os associados

estão colhendo produtividades

altas, em alguns casos passando

de 200 sacas por alqueire.”

Brandalise ressalta a

importância de o associado ter

paciência, esperar o momento

certo para o plantio. “Quem seguiu

essa recomendação e faz

um bom investimento na lavoura

teve um resultado mais satisfatório”,

frisa.

O mesmo cenário é confirmado

pela Família Vogt, de Toledo

(Oeste do Paraná). Na opinião

do cooperado Dionísio José

Vogt, a safra foi de superação.

“Realmente, pensávamos que

seria mais um ano de frustação.

Contudo, a produção superou as

expectativas, com produtividades

de até 185 sacas por alqueire. A

média final ficou em 174,6 sacas.

A falta de chuva no início deu um

susto, mas no final deu certo. Não

choveu muito, mas sempre na

hora certa. Não chegamos nas

200 sacas porque foi plantada a

lavoura um pouco tarde e as plantas

cresceram demais.”

De acordo com o cooperado,

na agricultura nem sempre

o resultado sai conforme o planejado.

“O agricultor depende

do sol e da chuva e a água podem

não vir no momento certo.

Dependemos de várias situações

Utilização de tecnologias e o manejo correto foram importantes para o bom resultado

16 REVISTA

Abril/2020


para ter o sucesso na agricultura.

Temos boa assistência técnica e

usamos insumos de qualidade. A

nossa parte, fazemos da melhor

maneira possível”, observa Dionísio

e acrescenta que todas as decisões

são tomadas em conjunto

com a cooperativa.

Diante da situação da safra

de verão, a família, também,

precisou mudar o planejamento

da segunda safra. No lugar do

milho, veio o trigo. “Tradicionalmente

plantamos milho, mas

seria muito arriscado. Muitos

agricultores plantaram no cedo,

mesmo sem condição de umidade.

Alguns tiveram que replantar

e outros continuaram com a lavoura

e colheram pouco. Por outro

lado, estão com o milho em

bom desenvolvimento, mas não

irá superar as perdas na soja.”

O engenheiro agrônomo

Douglas Sala de Faria, da Coamo

em Toledo, explica que a utilização

de tecnologias e o manejo

correto foram importantes para

o bom resultado. “São ações que

ajudam nas situações adversas

de clima. O cooperado que segue

a recomendação técnica, faz

a lição de casa e corre menos risco.

A Coamo oferece tudo o que

o associado precisa para uma

boa safra.” Ele diz que, no geral,

o agricultor que esperou o melhor

momento para o plantio se

saiu melhor, mesmo com o atraso

da safra. “Os problemas foram

para quem plantou fora das condições

ideais. Muitos tiveram que

replantar e o resultado ficou bem

abaixo da média.”

Milho no sistema

de produção

Geraldo Ferreira de Almeida, de Pinhão (PR), busca um bom resultado com

o milho e sempre utiliza tecnologias que possam melhorar a produtividade

O milho tem uma grande importância na safra de verão, tanto

para a renda como, também, para o sistema produtivo fazendo a rotação

de culturas. Tem cooperado que não abre não dessa cultura e sempre

destina parte da área para o plantio do cereal. É o caso de Geraldo

Ferreira de Almeida, de Pinhão (Centro-Sul do Paraná).

Ele revela que sempre busca um bom resultado com o milho e

não abre mão de utilizar tecnologias que possam melhorar a produtividade.

“Esse ano está ainda melhor, já que os preços estão bons. Acabei

diminuindo um pouco a área em comparação aos anos anteriores. Mas,

a produção deve compensar e animou para plantar mais milho na próxima

safra.” Na área de 37 alqueires, o cooperado teve uma produtividade

média de 490 sacas. “Historicamente a média tem ultrapassados

as 500 sacas por alqueires”, destaca.

Já a soja teve área com 150 sacas e outras com 170 por alqueire.

De acordo com o associado a região de Pinhão é favorecida pelo

clima, com chuvas regulares durante a safra de verão. Porém, neste ano

foi um pouco diferente. “Choveu, mas foi no limite. O suficiente para o

desenvolvimento das plantas”, frisa. Ele destaca que sempre faz a lição

de casa, não poupando investimento. “O restante é com o clima, que

sempre tem sido favorável.”

O engenheiro agrônomo Giliandro Bavaresco, da Coamo em

Pinhão, confirma que o clima na região ajuda no cultivo das lavouras de

verão e que isso incentiva os associados a fazer novos investimentos e

implementar novas tecnologias. “No milho tivemos produtividades que

oscilaram de 430 a 540 sacas por alqueire. Já a soja apresentou de 130

a 240 em alguns talhões. Também não tivemos pressão de ferrugem

asiática o que ajudou a produtividade.”

Abril/2020 REVISTA 17


MILHO TEM UMA GRANDE IMPORTÂNCIA NA SAFRA DE VERÃO, TANTO PARA A RENDA

COMO, TAMBÉM, PARA O SISTEMA PRODUTIVO FAZENDO A ROTAÇÃO DE CULTURAS

Conforme o agrônomo,

o clima é o que determina uma

safra. Contudo, de nada adianta

chover bem e o associado não

investir na lavoura, aderir às novas

tecnologias, fazer o manejo

correto e não utilizar práticas e

sistemas que possam manter o

ambiente mais sustentável. “Os

cooperados que seguem as recomendações

e fazem a lição

de casa costumam sair na frente.

Eles estão satisfeitos neste ano,

pois estão tendo uma boa safra

e com bons preços.”

Geraldo Ferreira de Almeida sempre faz a lição de casa, não poupando investimento

Rompendo barreiras

Em Ivaiporã (Centro-Norte

do Paraná), o cooperado Luiz

Carvalho perseguia uma meta

ousada e desejada pela maioria

dos produtores e nesta safra ele

alcançou seu objetivo de romper

a barreira das 200 sacas de soja

por alqueire. Na safra 2016/17,

a equipe da Revista Coamo

havia visitado o cooperado, que

naquela oportunidade também

estava obtendo alta produtividade,

mas queria mais e previu que

nos próximos três anos atingiria

a média, agora superada. “Naquele

ano colhi 179,5 sacas de

média, era minha melhor marca.

Mas, sabemos que a soja pode

Trabalho em parceria com a Coamo ajudou a impulsionar a produção na lavoura do cooperado Luiz Carvalho

18 REVISTA

Abril/2020


Cooperado Luiz Carvalho, de Ivaiporã (PR)

alcançou meta ousada e desejada pela

maioria dos produtores, de romper a barreira

das 200 sacas de soja por alqueire

produzir muito mais e por isso

eu buscava superar essa barreira

das 200 sacas de média”, comemora

o cooperado, declarando

que não se sentia confortável

com a produtividade até então

alcançada. “Minha meta sempre

foi produzir mais, eu não estava

contente com aquilo porque já

temos um custo pronto e este

ano foi maravilhoso graças ao

foco no trabalho, assistência técnica

de primeira, alto investimento

e muita qualidade no manejo”,

explica. Carvalho cultivou 114 alqueires

de soja nesta safra.

Feliz com os resultados,

o cooperado enaltece a parceria

com a Coamo, que para ele tem

sido fundamental no sucesso da

sua atividade. “Não dá para acender

uma vela para cada santo. Tenho

fidelidade com a Coamo. Fiz

agricultura de precisão e tenho

acesso aos melhores insumos.

Utilizamos novas variedades, pulverização

eficiente, novos adubos

e novos herbicidas, além da

inoculação e outras técnicas modernas

adotadas graças a orientação

da cooperativa”, valoriza.

E não para por aí, animado

com o êxito, Carvalho promete

ir mais longe. “O céu é o limite.

Não podemos parar nunca,

porque em um talhão colhi 240

sacas por alqueire e espero um

dia, quem sabe, atingir 300 sacas.

Novas tecnologias virão e vamos

investir para produzir mais e

mais, porque o mundo precisa

comer”, ressalta.

A empolgação do cooperado

Luiz Carvalho é elogiada

pelo agrônomo Rafael Viscardi,

da Coamo em Ivaiporã. O técnico

enxerga no modelo de trabalho

do produtor, o caminho certo

para obtenção de melhores

resultados. “Ele faz o necessário

para produzir em grande escala.

É um cooperado que se apega

aos detalhes e isso faz muita

diferença no final de uma safra”,

observa.

Na opinião do gerente

da Coamo em Ivaiporã, Domingos

Carlos Fontana, produtores

como Luiz Carvalho impulsionam

a produtividade da região. “Ele

tem essa característica de querer

produzir mais e confia em nosso

trabalho. Ele acredita porque

transmitimos essa confiança na

qualidade dos produtos que oferecemos,

assistência e os benefícios

que disponibilizamos aos

cooperados”, diz.

Abril/2020 REVISTA 19


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20 REVISTA

Abril/2020


SAFRA 2019/2020

FOI MARCADA POR

VÁRIOS FATORES QUE

INFLUENCIARAM PARA A

BOA PRODUÇÃO, E UM

DELES FOI O CLIMA

“É a maior safra que tivemos na

nossa terra”, diz o cooperado Luciano

Cartaxo Moura, de Mangueirinha (PR)

Em Mangueirinha (Sudoeste

do Paraná), os cooperados

também registraram boas

produtividades. “É a maior safra

que tivemos na nossa terra”, frisa

o associado Luciano Cartaxo

Moura, que cultivou 330 alqueires

com soja e fechou com uma

média de 170 sacas por alqueire,

e com áreas que ultrapassaram

200 sacas. “As tão faladas

200 sacas por alqueire estão se

tornando realidade. Fizemos um

investimento diferenciado para

chegar nesse resultado e o retorno

foi muito bom. Não podemos,

também, esquecer que o clima

colaborou e podemos aproveitar

todo o potencial de uma safra

bem sucedida.”

Na análise do cooperado,

a safra 2019/2020 foi marcada

por vários fatores que influenciaram

para a boa produção,

e um deles o clima. Os outros

estão relacionados aos investimentos

realizados ao longo do

tempo, principalmente na fertilidade

de solo. “É um trabalho que

vem sendo efetuado em parceria

com a Coamo visando o aumento

das produtividades. Estamos

sendo muito bem orientados na

parte técnica. Também estamos

investindo em novas tecnologias

relacionadas aos maquinários e

estamos tendo um bom retorno.”

Conforme o cooperado,

os investimentos têm sido constantes

e mesmo em anos em que

o clima não contribuiu muito, a

produção tem sido boa. “Agora,

se o clima nos ajuda, somos obrigados

a produzir bem. Porém, se

não estivermos preparados e estruturados

nem o clima iria resolver.

É a soma de vários fatores.”

O engenheiro agrônomo

Cristiano Fabbris, da Coamo

em Mangueirinha, reitera que

o clima foi um dos fatores determinantes

para o sucesso da

safra, aliado a boa tecnologia

utilizada pelos produtores. “As

chuvas foram suficientes para

que as lavouras se desenvolvessem

bem e no limite para que as

doenças, principalmente a ferrugem

asiática, não se alastrasse.

Os resultados estão sendo positivos,

com médias excelentes

e produtividades acima de 200

sacas por alqueire. Em ano ruim,

quem investe em tecnologia se

sai um pouco melhor, mas em

anos bons sai ainda melhor.”

Engenheiro agrônomo Cristiano Fabbris, da Coamo em Mangueirinha,

reitera que o clima foi um dos fatores determinantes para o sucesso

da safra, aliado a boa tecnologia utilizada pelos produtores

Abril/2020 REVISTA

21


Apoio e tecnologia no campo

As boas produtividades

deste ciclo e o aquecimento do

mercado com bons preços oferecidos

aos produtos agrícolas,

somados aos contratos disponibilizados

para o período, são aspectos

que animaram o cooperado

Edison João Sprotte, de Santa

Maria do Oeste (Centro do Paraná).

Ele não abre mão de bom

investimento, com aquisição do

pacote tecnológico oferecido

pela Coamo, além de caprichar

no manejo das lavouras.

O cooperado plantou

nesta safra um total de 155 alqueires,

sendo 135 de soja e 20

de milho. A média com a soja ficou

em 160,59 sacas por alqueire

e no milho fechou em 405,56.

A região também foi influenciada

pelo clima, que contribuiu para

o bom desenvolvimento das lavouras.

Mas, o associado cita que

os preços bons da comodities

aliado à compra do insumos de

forma antecipada e com valores

baixos, proporcionaram uma boa

renda. “Esse ganho na produtividade

melhorou ainda mais a receita”,

frisa.

De acordo com o cooperado,

as boas médias são fruto

de um trabalho que vem sendo

realizado já há várias safras. “Estamos

aprendendo ano após

ano, melhorando o sistema como

um todo. Hoje temos variedades

mais produtivas, mas para que

alcancem todo o seu potencial

é preciso investir em adubação

Edison João Sprotte, de Santa Maria do Oeste (PR), investe na

lavoura com aquisição do pacote tecnológico oferecido pela Coamo

e bom manejo do solo”, comenta

Sprotte em um tom de voz um

pouco mais alto, já que do lado

passava a colheitadeira. “É uma

satisfação ouvir isso. Poucas voltas

já enchem o maquinário. Foi

uma safra bem animadora.”

O segredo, segundo o

cooperado, é utilizar bem os insumos

e as tecnologias existentes.

“Temos que fazer bem feito

da porteira para dentro, porque

a parte de clima não temos como

mudar. Já tivemos muitas dificuldades

em outras safras, mas aos

poucos vamos ajustando e neste

ano só temos o que comemorar.”

O engenheiro agrônomo

Tiago Alves Faria, da Coamo em

Santa Maria do Oeste, observa

que o clima na região vem favorecendo

a agricultura e que os

Segredo, segundo o cooperado,

é utilizar bem os insumos e as

tecnologias existentes

22 REVISTA

Abril/2020


Cooperado Marcio com o pai Alcides Braganholo, de Luiziana

(PR): tecnologias adotadas ajudaram para a boa safra

cooperados estão procurando, cada vez mais, investir na atividade.

“Estamos tendo um incremento muito bom nas produtividades, superando

expectativas. É fruto de um trabalho de parceria e difusão

de tecnologia da Coamo na região.”

A expectativa do cooperado Marcio Braganholo, de Luiziana

(Centro-Oeste do Paraná), era de ter uma produção maior do que a

colhida. Ele conta que a produtividade média foi de 158 sacas por

alqueire, menor do que no ano passado que ficou em 187. “Mesmo

assim ainda foi boa. O problema é que pegamos um veranico durante

o desenvolvimento da lavoura e tivemos atraso no plantio devido

a falta de umidade. A chuva acabou vindo e tranquilizando”, comenta

o cooperado que trabalha em parceria com o pai, seu Alcides.

De acordo com o cooperado, as tecnologias adotadas ajudaram

para a boa safra. “Porém, se tivéssemos um pouco mais de chuva,

o resultado poderia ter sido melhor”, frisa Braganholo, que também é

produtor de sementes para a Coamo. “É um desafio a mais, já que o

campo de semente exige mais cuidados, mais paciência no manejo

para que possamos ter semente de qualidade.”

Ele revela que todo o trabalho é realizado em parceria com a

Coamo desde a escolha e aquisição de insumos, orientações e assistência

técnica. “A parceria é do começo ao fim de cada safra”, ressalta.

Dentro do planejamento, a área da família Braganholo será ocupada

com trigo.

O engenheiro agrônomo Guilherme Teixeira Gonzaga da Silva,

da Coamo em Luiziana, destaca o nível tecnológico dos cooperados

que vem investindo, cada vez mais, nas lavouras. “A falta de chuva

foi superada em muitos casos. Tradicionalmente, os associados da

região investem e buscam novas tecnologias que possam aprimorar

o trabalho no campo. Isso ajudou nesta safra e os cooperados estão

satisfeitos com o bom resultado.”

Engenheiro agrônomo Guilherme Teixeira Gonzaga

da Silva: “A falta de chuva foi superada, em muitos

casos, pela tecnologia utilizada pelos cooperados."

Abril/2020 REVISTA 23


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GENÉTICA DE RESULTADOS,

HÍBRIDOS CAMPEÕES

24 REVISTA

Abril/2020


Susto superado, produtividade

confirmada no Mato Grosso do Sul

Com a segunda safra de

milho já em desenvolvimento, o

associado Gilmar Bilibio e os filhos

Leonardo e Fabiano ainda

guardam na memória os números

e a lição com a lavoura de

soja. Eles cultivaram 70 alqueires

com a oleaginosa em Laguna Carapã

(Sudoeste do Mato Grosso

do Sul). O clima acabou não sendo

como o esperado e mesmo

diante das adversidades a família

acabou fechando com uma média

de 162 sacas por alqueire.

“Faltou chuva no início da safra e

ainda tivemos outra seca durante

o desenvolvimento da lavoura.

Fechamos um pouco abaixo do

esperado, mas diante de tudo o

que aconteceu podemos dizer

que ainda tivemos uma boa safra”,

assegura o associado.

De acordo com ele, foi

utilizada uma variedade que

suportou mais o solo. “Fizemos

tudo o que poderia ser feito e

produziu dentro do esperado”,

frisa. Bilibio ressalta que há pelos

menos quatro safras vêm mantendo

boas médias. “Plantando

sempre com a esperança de ser

a melhor safra. Fazemos uma boa

adubação e todos os tratos culturais

necessários. Enfim, seguimos

todas as recomendações.

Estamos na agricultura porque

gostamos. É o que sabemos fazer.

Então, precisamos fazer bem

feito.”

Gilmar Bilibio e os filhos Fabiano e Leonardo ainda guardam na memória os números e a lição com a lavoura de soja

O cooperado já está de

olho na próxima safra de verão e

junto com o milho segunda safra

semeou bachiaria, pensando na

palhada que poderá beneficiar

a próxima lavoura. De acordo

com ele, cada safra deixa uma lição

e nessa ficou a necessidade

de fazer tudo o que estiver ao

nosso alcance. “Aprendemos a

cada ano, pois um é diferente do

outro. Temos que fazer a nossa

parte, investindo em novas tecnologias.

Precisamos inovar para

que o resultado melhore a cada

safra.”

O engenheiro agrônomo

Mateus Gonçalves, da Coamo em

Laguna Carapã, diz que é constante

o trabalho para melhorar o siste-

Abril/2020 REVISTA 25


DE MANEIRA GERAL OS RESULTADOS DO CICLO 2019/2020 AGRADAM

OS PRODUTORES RURAIS DE NORTE A SUL NA ÁREA DE AÇÃO DA COAMO

ma produtivo na propriedade da família Bilibio. “Os investimentos

têm sido em novas variedades, adubação

e temos buscado alternativas de culturas que possam

contribuir com o sistema, como é o caso da brachiaria.

Os resultados têm sido bons ao longo dos anos.”

Gonçalves revela que o clima é o fator predominante

em Laguna Carapã, interferindo no desenvolvimento

e produção das lavouras. “As primeiras

áreas semeadas sofreram no começo, mas

conseguiram se recuperar bem. As lavouras com

mais investimento tiveram um resultado melhor,

mostrando que vale a pena investir.” O agrônomo

recorda que a falta de chuva atrapalhou o plantio e

que também houve falta de água no decorrer da safra.

“Em algumas regiões, tiveram pancadas a mais.

Altas temperaturas também foram constantes. Contudo,

ainda podemos dizer que as médias foram

dentro do esperado.”

De maneira geral os resultados do ciclo

2019/2020 agradam os sojicultores de Norte a Sul

na área de ação da Coamo, alavancados pelo investimento

em tecnologia, manejo na medida certa,

Engenheiro agrônomo Mateus Gonçalves, da Coamo em Laguna Carapã, diz que é

constante o trabalho para melhorar o sistema produtivo na propriedade da família Bilibio

clima favorável na maior parte do ciclo vegetativo e

pela parceria entre a cooperativa e o quadro social.

De uma ponta a outra o sentimento é um só: satisfação

de uma safra produtiva e lucrativa. “Com certeza

é uma safra para celebrar. Começamos o plantio com

um certo risco pela falta de chuva naquele momento,

mas, aos poucos a situação foi se equilibrando”,

Argeo Fochesato, de Amambai (MS), com a esposa

Janete e os filhos Rafael e Alisson em um dia de colheita

26 REVISTA

Abril/2020


observa o cooperado Argeo Fochesato,

de Amambai (Sudoeste

de Mato Grosso do Sul).

Debaixo de sol escaldante

e o calor predominante da

região, ele conta que apesar de

ter faltado um pouco de chuva,

a produtividade foi satisfatória a

julgar pelo tamanho da área de

cultivo, que neste ano chegou

aos 467 alqueires, onde a média

alcançada foi de 164,6 sacas de

soja por alqueire. “Tivemos resultados

variados, onde choveu

um pouco mais, foi melhor. No

entanto, não podemos reclamar

pois o que tem feito a diferença

é a utilização de tecnologia”, declara

o produtor, lembrando que

a cada safra não falta esforço na

busca por boas médias. “Nossa

parte fazemos todo ano e estou

muito feliz com o resultado desta

safra. E a Coamo tem grande

participação no sucesso deste

trabalho”, agradece.

Se para o cooperado é

satisfatório ver o resultado positivo,

para a assistência técnica

não é diferente. Conforme o engenheiro

agrônomo Dalton Bonácio,

da Coamo em Amambai,

é sempre gratificante chegar ao

final de um ciclo em que o objetivo

foi alcançado. “Atingimos

altas produtividades nesta safra

muito por conta da mente aberta

dos nossos cooperados, que

aderem as tecnologias necessárias

e investem na atividade. O

clima é essencial, mas a adoção

de tecnologia é fator determinante.

Temos muitos cooperados

alcançando médias altas

por pensarem e agirem assim”,

comenta.

Conforme o engenheiro agrônomo Dalton Bonácio, da Coamo em Amambai, é

sempre gratificante chegar ao final de um ciclo em que o objetivo foi alcançado

Colheita padronizada

em Santa Catarina

Engenheiro agrônomo Daniel Balestrin e cooperado Ivo Gabrielli, de

Xanxerê (SC), computam os bons resultados com a safra de verão

Nesta safra não foram

apenas os cooperados do Paraná

e Mato Grosso do Sul que

alcançaram êxito ao adotarem

recomendações da assistência

técnica, alicerçados pelo clima e

investimento. Em Santa Catarina,

a história é praticamente a mesma

apresentada por produtores

paranaenses e sul-mato-grossenses.

O roteiro descrito pelo cooperado

Ivo Gabrielli, de Xanxerê

(Oeste Catarinense), praticamente

não difere das demais regiões:

falta de chuva no início do plantio,

estabilização do clima durante

o ciclo vegetativo, aposta em alta

tecnologia e alta produtividade

no final. “Aqui como em todos

os lugares faltou chuva no início,

Abril/2020 REVISTA 27


Cooperado Ivo Gabrieli, de

Xanxerê (SC): satisfação e gratidão

pelos bons resultados com a soja

EM SANTA CATARINA, OS COOPERADOS, TAMBÉM, ALCANÇARAM ÊXITO AO ADOTAREM

RECOMENDAÇÕES DA ASSISTÊNCIA TÉCNICA, ALICERÇADOS PELO CLIMA E INVESTIMENTO

causando um pouco de temor. Mas, depois tudo deu certo. Graças

a Deus, estamos colhendo ótimo resultados”, afirma seu Ivo.

Conforme ele, o manejo adotado na propriedade foi um

grande agregado para a sanidade da lavoura. “Não tivemos problemas

de doenças e pragas graças ao investimento em bons

produtos e manejo na hora certa. Isso foi fundamental para a lavoura

expressar seu potencial”, comenta o cooperado, que cultiva

30 alqueires e fechou a área com 190 sacas de média.

O sorriso estampado no rosto do seu Ivo é sinônimo de

alegria para o engenheiro agrônomo Daniel Balestrin, da Coamo

em Xanxerê. “É muito bom ver essa satisfação, sobretudo pela

parceria com a Coamo. Tivemos problemas climáticos, mas nada

que prejudicasse a produtividade. Ficamos muito felizes em encerrar

mais um ciclo vendo o sucesso dos nossos cooperados,

que é nosso também.”

O cooperado Renato Simon, de São Domingos (Oeste de

Santa Catarina), revela que nesta safra colheu produtividades que

até então ouvia falar, tanto na soja quanto no milho. “Os números

foram surpreendentes Fizemos tudo o que estava em nosso

alcance e tivemos a contribuição do clima. Estou na agricultura

Cooperado Renato Simon, de São Domingos (SC), revela

que nesta safra colheu produtividades que até então

ouvia falar, tanto na soja quanto no milho

28 REVISTA

Abril/2020


desde 1981 e foi a maior safra

colhida”, conta.

De acordo com Simon,

todas as recomendações técnicas

foram seguidas rigorosamente

desde o cuidado com

o solo até os tratos culturais.

Inclusive, investimento no solo

sempre fez parte da cultura do

cooperado que tem o plantio

direto e a rotação como práticas

constantes no planejamento das

lavouras. “Tudo começa com

uma boa análise de solo com a

agricultura de precisão. O solo

tem que estar em condições

de fornecer tudo o que a planta

precisar para que alcance o

seu potencial produtivo. Outro

ponto fundamental é a escolha

da semente e procuramos sempre

a que melhor se adapta ao

nosso planejamento. Também

cuidamos muito bem dos tratos

culturais. Não adianta o tempo

ajudar se não fizermos a nossa

parte. Não podemos errar.”

O som da máquina do

campo é sempre música para os

ouvidos dos agricultores, mas

nesse ano em especial proporcionou

ainda mais prazer. “Dava

gosto de estar junto das colheitadeiras,

se sujar de poeira e

saber que o resultado estava

sendo bom. Isso é espetacular,

sentimento de dever cumprido.

Se ano que vem, a safra não for

igual, tomara que, pelo menos,

se aproxime.”

O cooperado cultivou

nesta safra 346 alqueires com

soja e 112 com milho. A soja rendeu

uma produtividade média

de 191 sacas por alqueire. “Até

então, nossa maior média tinha

sido de 160,93 sacas por alqueire.

Nesta safra tivemos áreas que

produziram de 229 até 242 sacas

por alqueire. São números surpreendentes.”

O milho fechou com 571

sacas de média, com áreas que

alcançaram até 619 sacas por

alqueire. “Além de boa produtividade,

o preço contribuiu e muito

para que tivéssemos uma boa

renda com o milho. Fizemos a

nossa parte, o clima a dele e para

ajudar ainda contamos com o

mercado. Não podemos pensar

que será sempre assim, temos

que guardar gordura para possíveis

eventualidades nos próximos

anos”, considera Simon

O técnico agrícola Claudemir

Dallagnol, "Kiko", da Coamo

em São Domingos, lembra

que uma boa safra inicia com

planejamento, e a Coamo prima

por esse detalhe. “Sentamos com

cada cooperado e decidimos o

melhor caminho a ser seguido,

os investimentos e as tecnologias

empregadas. Depois, é só conduzir

a lavoura da melhor maneira

possível. Nesse ano, tivemos

um grande aliado que foi o clima

e estamos vendo produtividades

históricas para a região tanto

para a soja como para o milho.”

Cooperado Renato com a esposa

Lizete Simon, de São Domingos (SC),

acompanham bons resultados com a safra

Abril/2020 REVISTA

29


Resultados consolidados

Cada vez mais preparados

e muito bem amparados pela

filosofia cooperativista, os produtores

rurais estão melhorando

os resultados nas propriedades,

verticalizando a produção das

lavouras e, consequentemente,

conseguindo evoluir no campo.

Alicerçados por um grande aparato

tecnológico, seja dentro ou

fora da porteira, eles somam a

cada safra resultados positivos e

sustentáveis.

Uma condição conquistada

por meio de investimento,

boas práticas de produção e, sobretudo,

sintonia com a assistência

técnica oferecida pela cooperativa.

O engenheiro agrônomo

Roberto Bueno, da Coamo em

Campo Mourão (Centro-Oeste

do Paraná), acompanha um grupo

de associados do município

desde a safra 1992/93 e a pedido

da Revista Coamo fez um

levantamento sobre a evolução

desses agricultores. O grupo

soma 6.500 hectares, sendo 28

associados de 11 famílias.

De acordo com o agrônomo,

para se ter uma ideia da

evolução é só analisar as produtividades

médias. Na safra

1992/93 a produtividade ficou

em 116 sacas por alqueire e a

de milho verão 201. Nesta safra,

2019/2020, a soja rendeu uma

média de 198 sacas por alqueire

e o milho 477. “Uma situação

presente em todas as safras é a

rotação de culturas. De uma maneira

geral, sempre esteve pre-

Engenheiro agrônomo Roberto Bueno, de Campo Mourão, acompanha um grupo de

associados do município desde a safra 1992/93 e que vem evoluindo a cada safra

sente. Tem anos com proporção

maior e outros menor, mas nunca

deixou de ser respeitada nesse

grupo”, pondera.

Bueno observa que nesta

safra, em função do clima,

a produtividade teve um salto

mais considerável. Porém, a evolução

é constante ou ao menos a

produção se manteve. “Quando

começamos o plantio em 2019

não imaginávamos que teria essa

produção. Foi uma safra muito

- Médias de sete safras - soja e milho

- Sacas por alqueire

121 266

128 341

boa, com altas produtividade,

principalmente, de soja com médias

próximas de 242 sacas por

alqueire em algumas áreas. Foi

uma boa surpresa tudo isso”, comenta.

Ele revela que foram

inúmeras as ações ao longo dos

anos para que houvesse esse

crescimento sustentável e entre

os trabalhos destaca os investimentos

dos cooperados em solo.

De acordo com Bueno, o solo é a

148 460

92/93 a 98/99 99/2000 a 05/06 06/07 a 12/13

169 459

13/14 a 19/2020

- Levantamento das últimas sete safras de um grupo de cooperados assistidos pelo agrônomo Roberto Bueno, em Campo Mourão

30 REVISTA

Abril/2020


principal ferramenta para dar sustentação

na produção. “É o maior

patrimônio que o agricultor tem.

Sempre ressaltamos que solo

fértil é sinônimo de cuidados na

parte química, física e biológica.

Tivemos um período com mais

atenção na parte química, mas de

alguns anos para cá, também, se

acentua a parte biológica e física.

Isso é de extrema importância

para o sistema produtivo”, diz.

Conforme o engenheiro

agrônomo, a rotação de culturas

é imprescindível para dar sustentabilidade

e elevar a produtividade,

além de ajudar no controle

de pragas, doenças e plantas

daninhas. Outro ponto destacado

pelo agrônomo é a genética,

com variedades de soja e híbridos

de milho, cada vez mais,

produtivos, além de serem tolerantes

a doenças, pragas e com

adaptação ao clima nas mais variadas

regiões. “O agricultor não

pode pensar somente a curto e

médio prazo. É necessário que

haja um planejamento mais longo,

que faça a correção do solo,

pratique a rotação de culturas e

continue com o plantio direto.

São ações que ajudam a ter boas

produtividades e sustentabilidade

mesmo em anos em que o

clima não contribuiu.

Cooperados tecnificados

Do plantio a colheita, o

atendimento de qualidade desde

o planejamento das lavouras com

o fornecimento dos insumos e o

trabalho de uma assistência técnica

composta por mais de 260 engenheiros

agrônomos no campo,

aliados à assistência financeira e

recursos disponíveis são importantes

instrumentos para que os

cooperados da Coamo possam

colher altas produtividades.

Uma das características

fortes dos associados da Coamo é

o otimismo e a determinação em

produzir sempre mais e melhor,

com o uso de tecnologias modernas

e sustentáveis. Juntamente

com clima regular, esperado a

cada nova semeadura e desenvolvimento

da lavoura, o resultado

pode ser melhor a cada novo ciclo.

A safra de verão 2019/20,

representa a maior colheita de

produtividades em toda a história

dos 50 anos da Coamo. A busca

pelo que há de mais moderno,

sempre fez parte da filosofia e

do planejamento da Coamo. “O

nosso trabalho busca tecnologias

inovadoras que viabilizem uma

produção elevada com a prática

de uma agricultura sustentável.

A nossa equipe Técnica faz este

trabalho em campo para que os

resultados e a evolução cheguem

aos cooperados para o sucesso

das safras”, afirma Aquiles Dias,

diretor de Suprimentos e Assistência

Técnica da Coamo. Segundo

Dias, a parceria entre a cooperativa

e a pesquisa materializada

nos encontros da Fazenda Experimental

da Coamo confirmam

que o uso de novas tecnologias

podem incrementar as produtividades.

Os números apresentados

nesta edição da Revista

Coamo, com destaque para altas

produtividades em praticamente

todas as regiões da cooperativa,

confirmam a evolução tecnológica

conquistada pelos cooperados.

“São médias excelentes,

mostrando que o solo responde,

e o uso de tecnologias é necessário

para superar as produtividades

a cada safra. Quem participa

e tem interesse sai na frente

e pode obter ganhos de produtividades.

Lembro bem quando

começamos na década de 1970,

a colheita era em torno de 70 sacas

por alqueire, e já há alguns

anos é superior as 200 sacas”, comemora

Aquiles Dias.

Aquiles Dias, diretor de Suprimentos

e Assistência Técnica da Coamo

Abril/2020 REVISTA 31


32 REVISTA

Abril/2020


PLANO SAFRA

Reserva de insumos de qualidade

e condições especiais aos cooperados

O

trabalho da Coamo é totalmente voltado para

o sucesso dos cooperados. A cooperativa por

meio de um planejamento estratégico e a estruturação

das suas áreas Técnica, Insumos, Compras e

Financeira, vai ao mercado para buscar junto aos fornecedores

condições favoráveis para a próxima safra

dos cooperados. Entre estas opções estão a reserva e

aquisição dos insumos observando a quantidade e a

qualidade, e o prazo de entrega para o abastecimento

dos produtores, antes do início do novo plantio.

A assistência Técnica da Coamo acompanha

e orienta os cooperados o ano todo na melhoria dos

processos, do planejamento e da gestão, pensando

sempre no incremento das produtividades. “Os nossos

técnicos analisam junto com eles como foi a safra anterior,

os resultados e trocam ideias sobre o que pode

ser aprimorado na safra seguinte. Assim, os cooperados

têm a oportunidade de usar novas tecnologias

para aumentar a produção”, considera Aquiles Dias, diretor

de Suprimentos e Assistência Técnica da Coamo.

Desta maneira, os cooperados têm acesso ao

Plano Safra, que a Coamo realiza há mais de 30 anos,

com o objetivo de oferecer os melhores insumos e

condições do mercado. “Os cooperados aguardam

o Plano Safra, pois com antecedência já sabem o que

farão para o incremento da produção na próxima safra,

e têm a certeza da retirada dos produtos quando

precisarem”, garante o engenheiro agrônomo Carlos

Eduardo Borsari, gerente de Fornecimento de Insumos

Agrícolas da Coamo.

Para os cooperados Eroides e Marcos Milani,

pai e filho, de Campo Mourão, o Plano Safra é uma

grande vantagem e mostra o trabalho que a Coamo faz

em benefício dos produtores. “Contamos com a nossa

assistência o ano todo. Nesse momento consolidamos

o nosso planejamento aderindo ao plano da Coamo

que é uma excelente opção de negócios." Em função

da prevenção do Coronavírus, os cooperados estão

realizando o Plano Safra 2020/21 mediante agendamento

com os técnicos em todas as Unidades.

Marcos e Eroídes Milane consolidando o Plano Safra 2020/21 com

o engenheiro agrônomo Bruno Lopes Paes, em Campo Mourão

Abril/2020 REVISTA

33


Cooperados contratam financiamento

para custeio da nova safra de trigo

Os produtores de trigo,

cooperados da Coamo

e da Credicoamo estão

procurando em grande número

as cooperativas para aquisição

dos insumos e contratação dos

financiamentos de custeio desta

importante lavoura de inverno.

Assim, eles garantem os recursos

com boas condições para

implantar a cultura, considerada

importante no sistema de rotação

de culturas.

Para o presidente Executivo

da Credicoamo, Alcir José

Goldoni, a procura dos cooperados

pelos financiamentos mostra

o interesse dos produtores tradicionais

que investem na cultura do

trigo como importante alternativa

para o inverno e vantagens ao

sistema produtivo. “Trabalhamos

para agregar valor à produção dos

cooperados. O financiamento de

custeio é um benefício que resulta

da parceria da Coamo e da Credicoamo

com os bancos parceiros

na busca de boas condições para

repasse aos produtores.”

A diretoria de Negócios

da Credicoamo informa que para

o custeio da safra de trigo 20/20

as taxas de juros foram reduzidas.

Para os grandes produtores,

TAXA DE JUROS – FINANCIAMENTO DO CUSTEIO SAFRA DE TRIGO

CLASSIFICAÇÃO MODALIDADE TAXA DE JUROS

Grandes Produtores Demais Produtores De 8% para 6%

Médio Produtores Pronamp De 6% para 5%

Mini/Pequeno Produtores Pronaf 3%

* Classificação definida pelo Banco Central para formalização de contratação de financiamentos.

denominados dentro da classificação

do Banco Central como

“Demais produtores”, as taxas

caíram de 8% para 6%; para os

médios produtores, classificados

dentro no Pronamp, de 6% para

5%; e para os produtores dentro

do Pronaf, a taxa é de 3,0%. “É

uma conquista importante, pois

a Credicoamo foi ao mercado

de forma antecipada para buscar

recursos, os quais são benefícios

que atendem as demandas dos

cooperados para a implantação

da safra, agregar valor e gerar

receitas nas suas atividades”, explica

Dilmar Antonio Peri, diretor

de Negócios da Credicoamo.

O cooperado que ainda

não efetivou o pedido para

financiamento do custeio

da nova safra de trigo pode

procurar o departamento

Técnico da Coamo para a

realização do projeto e análise

da proposta para encaminhamento

à Credicoamo.

34 REVISTA

Abril/2020


CREDICOAMO

Com o seguro agrícola, cooperados têm proteção das lavouras

Há alguns anos, o número

de lavouras seguradas

entre os cooperados da

Coamo e Credicoamo era muito

menor do que registrado nas

últimas safras. Essa alteração nos

procedimentos ocorreu em função

da conscientização dos produtores,

que passaram a ver o

seguro como um investimento e

uma necessidade na proteção do

patrimônio. “O Dr. Aroldo enfatiza

nas reuniões com os cooperados

que o seguro é um insumo

fundamental para proteção das

lavouras, e eles estão incorporando

o seguro na contratação

dos financiamentos”, explica Alcir

Goldoni, presidente Executivo

da Credicoamo.

Segundo Goldoni, a

Coamo e a Credicoamo estão na

vanguarda do agronegócio e do

cooperativismo, e mantêm negociações

diretas com as seguradoras

para beneficiar os coope-

Alcir Goldoni, presidente Executivo da Credicoamo

rados, levando em consideração,

o enquadramento das safras e

a participação dos produtores.

“Aliado à credibilidade das nossas

cooperativas e a postura dos

cooperados, conseguimos ao

longo dos anos diferenciais que

vêm resultando em importante

benefício para a segurança e

proteção do patrimônio dos cooperados.”

Para a contratação do seguro

agrícola, a base é a produtividade

própria do cooperado.

O preço garantido de cobertura

é R$ 55,00 por saca de trigo nos

Estados do Paraná, Santa Catarina

e Mato Grosso do Sul. A regulação

em caso de sinistro, é realizada

por talhão mínimo de 15

hectares e a taxa do prêmio é de

caráter individual com base no

histórico dos sinistros.

A Credicoamo negociou

com as seguradoras um benefício

para os cooperados em

relação a subvenção

em caso de sinistros,

sendo 40% em nível

Federal limitado a R$

48 mil do prêmio e a

50% em nível Estadual

do restante do prêmio,

porém limitado a R$

4.400,00 por CPF. O

diretor de Negócios

da Credicoamo, Dilmar

Peri exemplifica.

“Um cooperado que

teria que pagar um

prêmio de R$ 10 mil,

com a aplicação das

SEGURO AGRÍCOLA

Com base na média de produtividade

dos últimos cinco anos.

Taxa de Prêmio: Individual, com base

no histórico do cooperado.

Subvenção

Federal: 40% limitado a R$ 48 mil ano civil.

Estadual: 50% do restante do prêmio,

limitado a R$ 4.400,00 por CPF.

Cobertura: Todos os riscos da lavoura,

exceto qualidade do produto.

PROAGRO

Com base na produção prevista no projeto.

Taxa de Prêmio: 6,5%.

Sem subvenção.

Cobertura: Todos os riscos da lavoura, de

acordo com o projeto técnico.

subvenções Federal e Estadual,

terá que pagar um prêmio de

apenas R$ 3 mil, haja vista que

ele teria sido beneficiado com

uma subvenção de 70% no total.

Esse valor pode ser financiado

junto à cédula rural, sem a necessidade

do associado bancar com

recursos próprios. São diferenciais

consideráveis que a cooperativa

de crédito dos cooperados

da Coamo disponibiliza.”

O presidente do Conselho

de Administração da Credicoamo,

engenheiro agrônomo

José Aroldo Gallassini, incentiva

a adesão do seguro agrícola. “O

seguro tem um custo relativamente

baixo e traz tranquilidade

e segurança em caso de frustração

das lavouras.”

Abril/2020 REVISTA 35


SEGUROS

Via Sollus completa 12 anos

compartilhando benefícios

Doze anos de atividades.

Esta é a conquista da

Via Sollus Corretora de

Seguros em 2020. Fundada em

05 de maio de 2008, a Corretora

vem contabilizando números

expressivos na sua trajetória

prestando serviços na área de

Seguros e oportunizando benefícios

aos cooperados da Coamo

e Credicoamo, aos funcionários

das cooperativas e comunidade.

Com presença em todas

as unidades da Coamo e da Credicoamo

nos Estados do Paraná,

Santa Catarina e Mato Grosso do

Sul, em parceria com as melhores

seguradoras do Brasil, a Via Sollus

é uma corretora da Coamo

Agroindustrial Cooperativa que

contrata seguros de diversas modalidades

- Veículos, Residência,

Vida, Máquinas e equipamentos,

Empresarial, Prestamista, Agrícola-

para atender às necessidades

dos seus milhares de segurados.

Segundo o gerente da

Via Sollus, Sidinei Lucheti Martioli,

a corretora é uma empresa que

comemora 12 anos de sucesso,

com a garantia, credibilidade,

transparência e a qualidade da

marca Coamo.

Outro diferencial apresentado

por Martioli é o fato de que

a Via Sollus atua na intermediação

entre o segurado e a seguradora,

e busca os melhores resultados

para os segurados com produto,

preço e atendimento, com alta

competitividade de registro de

volumes significativos no número

de adesões aos seus produtos e

serviços. “É importante fazer seguro

como forma de proteção e

prevenção. Considerando que

a vida é imprevisível e as nossas

atividades, por mais simples que

sejam, podem trazer riscos, então,

o seguro tem papel fundamental

como ferramenta de proteção. A

Via Sollus segue a filosofia e administração

da Coamo, e representa

um grande benefício oferecido

aos seus usuários na proteção do

patrimônio e da vida”, considera.

Os 12 anos da Via Sollus

são avaliados como sendo de

crescimento constante com bons

resultados e a satisfação dos usuários.

“É um trabalho sério e responsável,

que vem sendo feito com

apoio direto da Coamo e da Cre-

Os 12 anos da Via Sollus são avaliados como sendo de crescimento constante com bons resultados e a satisfação dos usuários

36 REVISTA

Abril/2020


dicoamo, e beneficiando diretamente um grande

público, independente de vínculo com a Coamo”,

explica o presidente do Conselho de Administração

da Coamo, José Aroldo Gallassini.

Novidades - Na estratégia de oferecer

serviços de qualidade para os seus segurados,

em breve a Via Sollus terá uma nova estruturação

para melhor atendê-los e colocará à disposição

o serviço de uma Central de Atendimento

para dar tranquilidade e segurança aos

clientes.

Acesse www.viasollus.com.br e conheça

as modalidades de seguros disponibilizadas.

“A Via Sollus era o que faltava para nós”,

diz o cooperado Vilson Janguas

O agricultor Vilson Janguas,

da região de Sussuí, em

Engenheiro Beltrão é cooperativista

desde 1983, período que

trabalha a terra e sempre acreditou

em bom clima e safras produtivas.

“A lavoura é semeada e

conduzida com capricho, mas

para obter bons resultados de-

-pendemos da natureza”, avalia.

Segundo Janguas, conhecido

há muitos anos como “Mamão”,

pai de quatro filhos, todos

cooperados na Coamo e Credicoa-

mo, querem segurança na condução

e na administração do seu patrimônio.

“Então, o caminho é fazer

seguro, seguro da lavoura, de vida,

do maquinário e dos nossos carros,

porque a gente nunca sabe o que

vai acontecer”, diz Janguas, acrescentando

que “se tivermos um fato

indesejável, um sinistro, com a Via

Sollus a gente pode ficar tranquilo,

sossegado, porque está tudo dentro

da nossa casa Coamo.”

O cooperado diz o que

pensa da adesão ao seguro.

Vilson Janguas com o pai e os irmãos. Família é exemplo de cooperativismo na Coamo

Vilson Janguas, de Engenheiro Beltrão (PR)

“Além da minha lavoura que é o

primeiro seguro, também contratei

seguros de vida, de dois veículos,

de máquinas. Pago para não

usar e é assim que a gente tem

que ver o seguro. Não dá para

deixar de fazer seguro, o que

quero é proteção e tranquilidade,

isso eu tenho com os serviços

contratados na Via Sollus. Há 12

anos, era o que faltava para nós

e depois que surgiu a corretora,

não tivemos mais problemas.”

Abril/2020 REVISTA 37


SEMENTES COAMO

Novas instalações do Laboratório

de Sementes Coamo entraram em

operação em fevereiro deste ano

Novo laboratório de Sementes

Um dos maiores e mais

moderno Laboratório de

Sementes do Paraná está

localizado no Parque Industrial

da Coamo, em Campo Mourão/

PR. Sua nova instalação entrou

em operação em fevereiro deste

ano, e conta com estrutura ampla

e formato para atender 100% das

Breno Rovani, chefe do departamento de

Laboratório de Análise de Sementes da Coamo

demandas de todas UBS´s – Unidades

de Beneficiamento de Sementes

da Coamo. Além disso,

o espaço está preparado para o

aumento do volume de análises

que acontecerão com o crescimento

da Coamo. O laboratório

tem alta capacidade de execução

de análise em um curto período,

mantendo a confiabilidade

nos resultados.

“A Coamo conta com um

laboratório dimensionado para

atender com exclusividade 100%

da demanda interna e disponível

pelos 12 meses do ano. Temos

rastreabilidade das análises, controle

interno de qualidade e resultados

imediatos e on-line. Boletins

são gerados e enviados imediatamente

para as UBS por malote

próprio da cooperativa. Todo esse

Testes realizados para

atender a produção Coamo

• Teste de germinação em papel;

• Teste de germinação em areia;

• Análise de pureza;

• Determinação de outras

sementes por número;

• Verificação de outras cultivares;

• Visual, hipocótilo e peroxidase;

• Teste de tetrazólio;

• Teste de envelhecimento

acelerado;

• Peso de mil sementes;

• Teste de uniformidade

(retenção em peneira);

• Determinação do grau de

umidade.

38 REVISTA

Abril/2020


processo facilita a emissão dos documentos

das sementes e permite

que se mantenha o histórico e monitoramento

de cada lote”, explica

o chefe do departamento de Laboratório

de Análise de Sementes

da Coamo, engenheiro agrônomo

Breno Rovani.

Outro diferencial da

Coamo por ter um laboratório

próprio e moderno é o acompanhamento

da evolução das

análises. “A produção é acompanhada

por relatórios online, que

apresentam a fase em que se encontram

as análises dos lotes de

sementes por UBS, permitindo a

criação de relatórios gerenciais

para visualização do panorama

geral da evolução das análises”,

Espécies multiplicadas

pela Coamo

Soja: Glycine max

Trigo: Triticum aestivum L.

Aveia Preta: Avena strigosa Schreb.

UBS I

UBS II

UBS III

UBS IV

UBS V

UBS VI

UBS VII

UBS VIII

UBS IX

UBS XI

UBS XV

11 UBS de Produção Sementes

Campo Mourão/PR

Coronel Vivida/PR

Mamborê/PR

Mangueirinha/PR

Abelardo Luz/SC

Palmas/PR

Ipuaçu/PR

Santo Antônio/PR

Mamborê II/PR

Furnas/PR

Xanxerê/SC

explica Rovani.

O gerente de Sementes

da Coamo, engenheiro agrônomo

Roberto Destro destaca que

o Laboratório de Sementes é estratégico

para o desenvolvimento

das atividades da Coamo. “A

cooperativa possui atualmente

oito máquinas de TSI, que tratam

70% do volume comercializado,

possui logística de distribuição

para os três Estados da área de

ação da Coamo, atendendo mais

de 70 municípios. No caso da

soja, por exemplo, o plantio inicia

em setembro e a retirada da

semente é a partir de agosto, ou

seja, a ‘janela’ para a realização

do TSI é bastante curta. Por isso,

ter um laboratório próprio atende

às necessidades e o planejamento

estratégico da Coamo,

pois precisamos disponibilizar

resultados em tempo hábil.”

Destro lembra que a área

de Sementes é um processo que

a cooperativa prioriza desde o

início das suas atividades na década

de 1970. “Desde 1.972, ou

seja, há 47 anos, a Coamo produz

sementes, e desde 1974, portanto

há 45 anos, conta com estrutura

de Laboratório de Sementes.”

O Informativo Coamo, jornal

publicado em 1975, destacava

na época: “Hoje, não se justifica

mais a importação de sementes

fiscalizadas, como ocorreu no início,

pois a qualidade de semente

produzida na Coamo supera

o que vinha sendo importado.

(...) A Coamo possui laboratório

equipado e pessoal treinado

para realizar testes de germinação,

pureza, peso hectolítrico e

umidade.”

Área de Sementes é um processo que a Coamo prioriza desde o início das suas atividades na década de 1970

ESTRUTURA FÍSICA

- 700 metros quadrados

- 4º laboratório que a Coamo constrói

em 45 anos

- Dimensionado com base no

planejamento estratégico da Coamo

tendo como referência a demanda do

ano de 2.030

- Ambiente amplo com salas climatizadas

e modernas para atender o crescente

número de amostras a cada ano

Abril/2020 REVISTA 39


40 REVISTA

Abril/2020


SUSTENTABILIDADE

CONSERVAR O SOLO:

garantia do futuro da agricultura

No final da década de

1960 tudo era bem diferente

na região de Campo

Mourão (Centro-Oeste do

Paraná), e em muitas outras do

país. Foi um período marcado

pela abertura das primeiras áreas

de terras agricultáveis com a implantação

inicialmente, de lavouras

de trigo e depois de soja. E

pelo trabalho da assistência técnica

para conscientizar, orientar

e introduzir as práticas conservacionistas

com o objetivo de evitar

a erosão, que fazia parte do cenário

agrícola da época.

Com a visão de futuro,

técnicos desencadearam um

trabalho com a forte preocupação

na conservação de solos e

na qualidade do meio ambiente

produtivo rural. Os produtores

acreditavam chegar ao fim a caminhada

desenfreada da erosão

em terras brasileiras e pouco a

pouco foram tomando consciência

da importância da conservação

de solos.

A difusão tecnológica

provocou a evolução das práticas

de conservação, vieram a

calagem, o plantio direto e a rotação

de culturas, que resultaram

na melhoria da estrutura física, na

incorporação de matéria orgânica,

no combate à doenças e pragas,

e na adubação corretiva.

A região de Campo Mourão

foi a segunda no país a implantar

a tecnologia do plantio

direto na safra 1973/74. “O plantio

direto foi uma das melhores

práticas que aconteceu na nossa

agricultura. É um sistema com

grandes benefícios, foi uma realidade

e tecnologia que mudou

não só a região de Campo Mourão,

mas que promoveu uma revolução

na agricultura. Atualmente

esse sistema é praticado em

100% das áreas agricultáveis dos

cooperados da Coamo, podemos

dizer que saímos das terras lavadas

para uma das mais produtivas

do Brasil”, comemora o agricultor,

engenheiro agrônomo e cooperado

da Coamo, Ricardo Accioly

Calderari - um dos pioneiros na

implantação há 47 anos do sistema

Plantio Direto na região, ao

lado dos agricultores Joaquim

Peres Montans, Antonio Álvaro

Massaretto, Gabriel Borsato e

Henrique Gustavo Salonski.

O engenheiro agrônomo

e presidente do Conselho de

Abril/2020 REVISTA 41


42 REVISTA

Abril/2020


DIA NACIONAL DE CONSERVAÇÃO DE SOLOS É

COMEMORADO EM 15 DE ABRIL. TEMA ESTEVE PRESENTE

DE FORMA DIRETA EM DIVERSAS ATIVIDADES

NA HISTÓRIA DOS 50 ANOS DA COAMO

Administração da Coamo, José Aroldo

Gallassini lembra a evolução agrícola na

região. “Das curvas de nível, dos murundus

e base larga, e da erosão, na época,

passamos a ser referência no país pelo

trabalho concentrado de esforços e parceria

entre técnicos e agricultores com

práticas conservacionistas que resultaram

em altas produtividades.”

O que vem se observando é

um compromisso por parte dos produtores,

sejam os mais experientes ou os

mais novos que estão na atividade

poucos anos ajudando ou sucedendo

o trabalho dos seus pais e familiares. “É

importante destacar que a conservação

de solos é um compromisso com o

futuro da agricultura”, afirma Gallassini.

Ele lembra que nos seus 50

anos de história, a Coamo implantou

vários programas que contribuíram

para a melhoria do solo e a colheitas

de altas produtividades, como o "Fertilidade

do Solo e Nutrição de Plantas",

e atua na difusão e conscientização dos

cooperados quanto a importância do

equilíbrio químico e as características

físicas do solo.

Em alusão a conservação de

solos, foi edificado um monumento na

Praça do Fórum (Bento Munhoz da Rocha

Neto) em Campo Mourão, em setembro

de 1976 no lançamento do Plano

Nacional de Conservação de Solos

(PNCS), que reuniu lideranças, agricultores,

o governador do Paraná Jayme

Canet Júnior e o ministro da Agricultura,

Alysson Paulinelli.

Monumento em alusão a conservação de

solos, em Campo Mourão (PR)

Pioneiros do Plantio Direto na região de Campo Mourão: Joaquim Peres Montans,

José Aroldo Gallassini, Antonio Álvaro Massaretto e Ricardo Accioly Calderari

Capa do Jornal Coamo de setembro de 1976

Abril/2020 REVISTA 43


Só quem coloca lá em cima

o cuidado com as raízes há 10 anos

tem propriedade para oferecer

a proteção que as sementes

e plântulas precisam e promover

um excelente desempenho

para a lavoura.

PARA NÓS, O CUIDADO

COM AS RAÍZES ESTÁ

SEMPRE NO TOPO.

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TOP:

HÁ 10 ANOS LÍDER

NO TRATAMENTO

DE SEMENTES.

44 REVISTA

Abril/2020

Uso exclusivamente agrícola. Aplique somente as doses recomendadas. Descarte corretamente as embalagens e os restos de produtos.

Incluir outros métodos de controle dentro do programa do Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponíveis e apropriados.

Restrições temporárias no Estado do Paraná: Standak ® Top para os alvos Colletotrichum gossypii, Fusarium oxysporum f.sp. vasinfectum

e Lasiodiplodia theobromae em Algodão, Pythium spp. em Milho, Alternaria alternata, Aspergillus spp., Colletotrichum graminicola,

Fusarium moniliforme, Penicillium spp., Phoma spp. e Pythium spp. em Sorgo e Pythium spp. em Trigo. Registro MAPA: Standak ® Top nº 01209.


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Abril/2020 REVISTA 45


PECUÁRIA

Gado nutrido no inverno

Médico veterinário da

Coamo orienta cooperados

para a realização do manejo

nutricional dos ruminantes

na estação mais fria do ano

A

proximidade do inverno

reduz as temperaturas e

a luminosidade em horas

de irradiação solar. Isso faz

com que as pastagens perenes de

verão tenham um declínio na capacidade

de crescimento vegetativo,

pois com o período curto de

luminosidade, elas tendem a alongar

os caules e emitir florescência.

“As pastagens entram em senescência

e envelhecem. Além disso,

como reflexo do pastejo dos animais,

elas não voltam a crescer com

a mesma velocidade dos períodos

de altas temperaturas e luminosidade”,

explica o médico veterinário

da Coamo de Campo Mourão, Hérico

Alexandre Rossetto.

Com a queda no teor nutricional,

a pastagem não consegue

suprir a necessidade mínima

da microbiótica existente no pré-

-estomago dos bovinos, para que

possam degradar corretamente

os nutrientes consumidos na pastagem.

Diante da redução da capacidade

de nutrição das plantas,

o médico veterinário explica o que

pode ser feito para amenizar a falta

nutricional no bovino. “Precisamos

tentar equilibrar a quantidade de

proteína bruta que essa microbiota

vai precisar. Se a pastagem não

está conseguindo fornecer a quantidade

mínima de 7% de proteína

bruta no total de alimento ingerido

pelo bovino, temos que suplementar

por meio de um suplemento

que é fornecido o ano todo para o

animal que é o sal mineral”, orienta.

De acordo com Rossetto,

é preciso colocar ingredientes

com proteínas no sal mineral.

“Esse suplemento passa a

ser chamado de sal proteinado.

O produtor rural deve trabalhar

com formulações específicas para

cada situação da propriedade. Se,

por exemplo, está iniciando o frio

e ainda tem uma certa quantidade

de folhas que fornecem o mínimo

necessário de proteína e um

pouco de energia aos animais, ele

utiliza uma determinada porcentagem

de 40% e 50% de equivalente

proteico na sua formulação.”

Após um ou dois meses,

as plantas consumidas estarão

sem o vigor de crescimento e com

suporte energético e proteico

muito baixo. “O produtor precisa

utilizar um sal chamado de proteico

energético, onde o consumo

vai ser um pouquinho maior,

para suprir aquela microbiótica. É

preciso trabalhar com um suplemento,

que possua consumo um

pouco maior, mas com menos

proteínas na formulação, de 28% a

35% e com um pouco de energia

facilitando a digestibilidade dessa

massa que está sendo ingerida”,

afirma o médico veterinário.

Neste período de outono

e inverno, o pecuarista deve

avaliar a disponibilidade de pastagem

de acordo com a quantidade

de bovinos existentes, optando

por um suplemento proteico

energético que supra a exigência

de manutenção nutricional, viabilizando

o ciclo de produção da

atividade. “Para que a suplementação

ocorra de forma correta deverá

existir uma quantidade suficiente

de cochos (10 cm. lineares/

cabeça), e boa palatabilidade da

mistura mineral", comenta Rossetto,

que ainda orienta para que

os cooperados procurem os médicos

veterinários da Coamo em

eventuais dúvidas.

46 REVISTA

Abril/2020


Hérico Alexandre Rossetto, médico veterinário da Coamo, recorda que a implantação da pastagem anual requer critérios técnicos

Manejo de pastagens perenes

A

implantação da pastagem anual de inverno

requer critérios técnicos. O Instituto de Desenvolvimento

Rural do Paraná (Iapar-Emater),

montou um mapa com três regiões bem definidas

no Estado. Dependendo do clima e região,

uma pastagem é indicada, como por exemplo, aveia

e azevem, centeio forrageiro, em locais mais frios, e

brachiaria ruziziensis, que é uma pastagem perene

de verão, mas tem ótima adaptação como pastagem

anual de inverno, nas regiões quentes, porque aceita

um foto período mais curto.

O médico veterinário Hérico Alexandre Rossetto,

afirma que alguns cuidados devem ser tomados

de acordo com a localização da propriedade.

“Após a escolha da espécie forrageira, é preciso o

uso correto de quantidade de sementes certificadas,

da adubação de base conforme as necessidades da

propriedade e plantar respeitando a profundidade.”

Rossetto explica como deve ser o manejo

de aveia e azevem. “Quando plantar utilize sementes

certificadas, trabalhe em torno de 60kg de semente

de aveia, mais 30kg de azevem por hectare.

A regulagem da profundidade é muito importante,

pois no caso da azevem, por exemplo, quando a

profundidade fica abaixo de 0,7 cm, há uma queda

da capacidade germinativa. Na adubação de base o

ideal é a utilização de um formulado com uma boa

quantidade de nitrogênio de 8% a 16%, pois esse

nitrogênio na base vai auxiliar caso a planta passe

por um estresse futuro”, orienta Rossetto.

O médico veterinário acrescenta que quando

a aveia estiver com quatro perfilhes, o cooperado

deverá fazer a primeira aplicação de adubação

de cobertura de nitrogênio variando de 30 a

50 kg por hectare. "Aí ele pode usar ureia, sulfato

de amônia ou nitrogênio nitrílico. Isso vai fazer com

que esta aveia aumente o perfilhamento, ou seja, a

capacidade do suporte de uma lotação maior de

animais. Depois que fizer o segundo pastejo em

cima desta aveia, vai abrir um espaço para luminosidade

e para expressão do azevem. É quando

deve-se fazer a segunda aplicação da adubação de

cobertura de nitrogênio para o azevem vir com alto

potencial vegetativo e suprir a demanda da lotação

da propriedade.”

A mesma orientação vale para o uso da

brachiaria ruziziensis, a partir do segundo pastejo.

“Com a aplicação nitrogenada e adubação de

base bem feitas, poderá ter uma lotação de 1000 a

1200kg de peso de bovino por hectare. Isso daria

cinco ou seis bovinos adultos por alqueires e não

deverá ultrapassar esse número para que não haja

queda na capacidade de crescimento vegetativo

pós pastejo dessas plantas.”

Abril/2020 REVISTA 47


COMEMORAÇÃO

Ocepar, 49

anos ao lado do

cooperativismo

São 215 cooperativas registradas na

Ocepar, que somaram R$ 87,2 bilhões

de faturamento em 2019. Possuem

mais de 2,1 milhões de cooperados e

empregam mais de 107 mil pessoas

Fundada em 02 de abril de 1971 para representar

institucionalmente o cooperativismo paranaense,

a Ocepar completou 49 anos no dia

02 de abril. Hoje, integra um sistema formado por

três sociedades distintas, sem fins lucrativos, que se

dedicam ao desenvolvimento das cooperativas paranaenses:

o Sindicato e Organização das Cooperativas

do Estado do Paraná (Ocepar), o Serviço Nacional

de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/

PR) e a Federação e Organização das Cooperativas

do Estado do Paraná (Fecoopar).

A Ocepar tem a missão de representar e

defender os interesses do setor cooperativista paranaense

e, ainda, prestar serviços adequados às

cooperativas e seus integrantes. A entidade passou

a exercer funções de sindicato patronal das cooperativas

paranaenses, em 1997, com a criação da Fecoopar.

Já o Sescoop/PR, unidade estadual do Serviço

Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo,

começou a funcionar no dia 21 de setembro de

1999. Tem personalidade jurídica de direito privado

e atua no monitoramento, na formação profissional

e promoção social. A Fecoopar é uma entidade que

congrega os sindicatos patronais de cooperativas.

Atualmente são 215 cooperativas registradas

na Ocepar, que somaram R$ 87,2 bilhões de faturamento

em 2019. Possuem mais de 2,1 milhões

de cooperados e empregam mais de 107 mil pessoas.

No ano passado, exportaram U$$ 3,5 bilhões

e recolheram R$ 2,6 bilhões em impostos. O setor

responde por cerca de 60% do PIB agropecuário

paranaense. Estima-se que mais de 3,8 milhões de

pessoas estejam ligadas direta ou indiretamente ao

cooperativismo do Paraná.

O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto

Ricken, enfatiza que “o cooperativismo paranaense

se encontra em um caminho muito bom, o

que fica muito evidente no atual momento de dificuldade,

o que deixa claro que o cooperativismo é

uma solução para várias questões de ordem econômica

e social do setor no Estado”.

A opção do cooperativismo é pelo desenvolvimento

das pessoas e comunidades em seu entorno.

Um trabalho que resulta na geração de emprego

e renda, dinamização das economias locais, acesso

aos serviços de crédito e saúde e apoio à formação

profissional. Também são ações prioritárias no cotidiano

das cooperativas, os investimentos em projetos

de agregação de valor, como a agroindustrialização,

diversificação da produção e novas tecnologias,

bem como atividades e capacitações para melhorar

os processos produtivos e de prestação de serviços

aos cooperados.

Abril/2020 REVISTA

49


50 REVISTA

Abril/2020


FATOS MARCANTES NA HISTÓRIA

DOS 50 ANOS DA COAMO

Primeira edição da Copa Coamo

de cooperados foi em 1993

ABRIL

1976 Funcionamento do Entreposto Fioravante João Ferri

1982 Coamo pesquisa o controle biológico de pragas

1993 Copa Coamo: Coamo promove maior evento esportivo rural do Brasil

2003 Coamo recebe prêmios: "Maior Exportadora do Sul do Brasil" no segmento Cooperativas - Federação

das Indústrias do Estado de SC (FIESC) e "Fornecedor Nota 10" - Associação Paranaense de Supermercados

(APRAS)

2008 Lançamento da Margarina Coamo Light

2009 Parceria de arrendamento com a Coagel para atuar em cerca de 10 novos municípios da região de

Goioerê

2012 Associados aprovam incorporação da Coagel pela Coamo

2015 Lançamento do programa Mobilidade Agronomia e do Programa de Incorporação de Argila Ativada

em Tijolo - destinação de resíduos gerados no processo produtivo no Parque Industrial

Abril/2020 REVISTA

51


Tecnologia aplicada para o melhor desenvolvimento da sua lavoura!

~

Total compatibilidade

com defensivos

52 REVISTA

Abril/2020


SAÚDE

Na prevenção ao Coronavírus,

cooperados usam canais de atendimento

Na necessidade de ir até as Unidades, várias medidas são tomadas para prevenir a doença

A

campanha desenvolvida

pela Coamo e Credicoamo

visando evitar

a aglomeração e a circulação

dos cooperados nos entrepostos

neste momento de combate ao

coronavírus está sendo positiva e

atendendo as orientações do Ministério

da Saúde (MS).

“Tem sido pequena a presença

dos cooperados no entreposto

em função da prevenção ao

coronavírus. O nosso trabalho tem

sido forte na comunicação para

que eles venham somente em

caso de necessidade, caso contrário,

façam seus negócios pelos

nossos canais de atendimento

na Coamo e Credicoamo. Percebemos

que, de uma forma geral,

os cooperados e familiares estão

conscientes da gravidade da situação

e estão colaborando, fazendo

a sua parte, e esperam que esse

momento passe logo e tudo volte

em breve ao normal”, afirma Antonio

Carlos Mazzei, gerente da Coamo

em Engenheiro Beltrão.

Em todos os entrepostos

está sendo realizada, desde o

início da campanha do combate

ao coronavírus, uma triagem

para ver a necessidade, ou não,

do acesso dos cooperados, bem

como, disponibilizado álcool em

gel e orientações preventivas necessárias.

Nos Municípios onde

é obrigatório o uso de máscara,

os cooperados que necessitam

de acesso às cooperativas estão

utilizando este material de proteção

respiratória.

Abril/2020 REVISTA 53


RECEITA

Biscoitinho

de queijo

muçarela

INGREDIENTES

42 biscoitinhos

1 xícara (chá) de FARINHA DE TRIGO COAMO

TRADICIONAL

1 colher (café) de fermento químico

1 pitada de sal

4 colheres (sopa) de MARGARINA

COAMO LIGHT em temperatura ambiente

100 g de queijo muçarela ralado fino

(1 xícara de chá)

3 colheres (sopa) de água gelada (45 ml)

1 clara batida

Opções de cobertura

Sal, páprica picante ou gergelim preto

MODO DE PREPARO

No processador, coloque a farinha de trigo, o

fermento químico, o sal e pulse rapidamente.

Junte a margarina e a muçarela e processe por

1 minuto. Aos poucos, adicione a água gelada

até obter uma farofa. Entre 2 folhas de papel-manteiga

ou filme plástico, compacte a farofa com um rolo

até obter uma espessura de 4 mm. Leve à geladeira

por 30 minutos. Descarte o papel e, com uma faca,

corte retângulos (4x3 cm). Coloque em uma assadeira,

pincele com a clara e salpique uma das opções de

cobertura. Asse no forno preaquecido (180 °C) até dourar.

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54 REVISTA

Abril/2020

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