Revista Newslab Edição 159

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Revista Newslab Edição 159 - Abril / Maio 2020

R$ 25,00


evista

Ano 27 - Edição 159 - Abr/Mai 2020

Editorial

Chegamos à 159ª edição da Revista Newslab, cuidadosamente elaborada trazendo a maior gama

de assuntos referentes ao setor de diagnóstico laboratorial.

O mundo vive uma pandemia e o momento pede que cada um de nós tenha força, resiliência e

que formemos uma rede de apoio para que possamos passar por esse período difícil juntos.

É tempo de se fazer valer e valorizar a importância da área diagnóstica, dos profissionais de

saúde, da ciência, da informação de qualidade, e todos os que colaboram para salvar vidas e prevenir

danos, e a estrutura por trás disso. Estamos nessa luta, e gostaríamos de agradecer e parabenizar a

todos os que colaboram nela, unidos venceremos a Covid-19.

Sempre junto com vocês e cumprindo a nossa função, trazemos em nossa edição 159, as melhores

inovações e soluções do mercado de análises clínicas, reunindo as maiores empresas do ramo e

conteúdo de qualidade. Agradecemos a todos que colaboraram com a revista, e a todos os leitores.

*A Revista Newslab é viva e dinâmica, acessando-a em nosso site, você poderá clicar nos

links disponibilizados nela e melhorar a sua experiência com os materiais que lhe interessem. Sua

experiência com a revista não termina aí. Nosso site e nossas redes sociais estão sempre trazendo

materiais atualizados.

Boa leitura a todos!

JOÃO GABRIEL DE ALMEIDA

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Ano 27 - Edição 159 - Abr/Mai

DEN DABENJ EDITORA NEWS - Revista NewsLab

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Tel.: (11) 3900-2390 - www.newslab.com.br - revista@newslab.com.br

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Conselho Editorial: Sylvian Kernbaum | revista@revistaanalytica.com.br

Jornalista Responsável: João Gabriel de Almeida | redacao@newslab.com.br

Assinaturas: Daniela Faria (11) 98357-9843 | assinatura@newslab.com.br

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Impressão: Gráfica Mundo | Periodiciade: Bimestral

0 2


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Ano 27 - Edição 159 - Abr/Mai 2020

Normas de Publicação

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A Revista Newslab, em busca constante de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas para

publicação de artigos, aos autores interessados. Caso precise de informações adicionais, entre em contato com a redação.

Informações aos Autores

A Revista Newslab, em busca constante de novidades

em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas

para publicação de artigos, aos autores interessados. Caso

precise de informações adicionais, entre em contato com

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Informações aos autores

Bimestralmente, a Revista NewsLab publica editoriais, artigos

originais, revisões, casos educacionais, resumos de teses

etc. Os editores levarão em consideração para publicação toda e

qualquer contribuição que possua correlação com as análises

clínicas, a patologia clínica e a hematologia.

Todas as contribuições serão revisadas e analisadas pelos

revisores. Os autores deverão informar todo e qualquer

conflito de interesse existente, em particular aqueles de

natureza financeira relativo a companhias interessadas ou

envolvidas em produtos ou processos que estejam relacionados

com a contribuição e o manuscrito apresentado.

Acompanhando o artigo deve vir o termo de compromisso

assinado por todos os autores, atestando a originalidade do

artigo, bem como a participação de todos os envolvidos.

Os manuscritos deverão ser escritos em português, mas com

Abstract detalhado em inglês. O Resumo e o Abstract deverão

conter as palavras-chave e keywords, respectivamente.

As fotos e ilustrações devem preferencialmente ser enviadas

na forma original, para uma perfeita reprodução.

Se o autor preferir mandá-las por e-mail, pedimos que a

resolução do escaneamento seja de 300 dpi’s, com extensão

em TIF ou JPG.

Os manuscritos deverão estar digitados e enviados por

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dos autores e nome da instituição onde o estudo

foi realizado. Além disso, o nome do autor correspondente,

com endereço completo fone/fax e e-mail também deverão

constar. Seguidos por resumo, palavras-chave, abstract,

keywords, texto (Ex: Introdução, Materiais e Métodos, Parte

Experimental, Resultados e Discussão, Conclusão) agradecimentos,

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segundo norma ABNT 10520.

As identificações completas de cada referência citadas

no texto devem vir listadas no fim, com o sobrenome do

autor em primeiro lugar seguido pela sigla do prenome.

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artigo. Título do livro/periódico, volume, fascículo, página

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0 4

Esta publicação é dirigida aos laboratórios, hemocentros e universidades de todo o país. Os artigos e

informes assinados são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da DEN Editora.

Filiado à:


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Rinovírus

H1N1

Vírus Influenza A

Vírus Influenza A subtipo

Vírus Influenza A subtipo H3

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ordem alfabética

Ano 27 - Edição 159 - Abr/Mai 2020

ANUNCIANTE PÁG. ANUNCIANTE PÁG.

BECTON DICKINSON 28-29

BIO ADVANCE 37

BIODIAGNÓSTICA 97

BIOMEDICA 7

BUNZL SAÚDE 21

CELER BIOTECNOLOGIA 63 | 95

CELLAVISION 47

CEPHEID 93

DB DIAGNÓSTICOS

1ª CAPA | 4ª CAPA

DIAGNO 108 - 109

DIAGNÓSTICA CREMER 17

EQUIP DIAGNÓSTICA 41 | 83

EQUIPNET 87

ERBA MANNHEIM 25 | 61

EUROIMMUN 111

EZYNTEC 3

FIRSTLAB 73

GILSON 77

GREINER 79 | 113

GRIFOLS 85

GT GROUP 11

HORIBA 2ª CAPA | 105

ILLUMINA 9

IN VITRO DIAGNÓSTICA 23

J.R EHLKE 80 - 81

LAB REDE 57

LABORCLIN 43

LABTEST 19

LUMIRADX 27 | 59

M BIOLOG 49

MAYO CLINIC 91

MOBIUS LIFE SCIENCE 5

NEWPROV 69

NIHON KHODEN 54-55 | 71

PMH PRODUTOS 15

PNCQ 115

PRIME CARGO

3ª CAPA

RENYLAB 33

SARSTEDT 127

SIEMENS 65

SNIBE 89

STRAMEDICAL 35

TBS-BINDINGSITE 75

VEOLIA 123

VIDA BIOTECNOLOGIA 45

VYTTRA 12-13

WAMA PRODUTOS 121

Conselho Editorial

Dr. Humberto Façanha da Costa filho - Engenheiro, Mestre em Administração e Especialista em Análise de Sistemas | Dr. Dan Waitzberg - Associado do Departamento de Gastroenterologia da Fmusp. Diretor Ganep Nutrição

humana | Prof. Angela Waitzberg - Professora doutora livre docente do departamento de patologia da UNIFESP | Prof. José de Souza Andrade Filho - Patologista no hospital Felício Rocho BH, membro da academia Mineira

de Medicina e Professor de Patologia da Faculdade de Ciências Médicas do Minas Gerais | Fábia Regina Severiano Bezerra - Biomédica. Especialista em Gestão de Contratos pela Universidade Corporativa da Universidade de São

Paulo. Auditora em Sistemas de Gestão da Qualidade: ISO 9001:15 e NBR ISO 14001:15, Organização Nacional de Acreditação (ONA). Auditora Interna da Divisão de Laboratórios do Hospital das Clínicas da Faculdade Medicina da

Universidade de São Paulo | Luiz Euribel Prestes Carneiro – Farmacêutico-Bioquímico, Depto. de Imunologia e de Pós-Graduação da Universidade do Oeste Paulista, Mestre e Doutor em Imunologia pela USP/SP | Dr. Amadeo

Saéz-Alquézar - Farmacêutico-Bioquímico | Prof. Dr. Antenor Henrique Pedrazzi – Prof. Titular e Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP | Prof. Dr. José Carlos Barbério – Professor Emérito da

USP | Dr. Silvano Wendel – Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês | Dr. Paulo C. Cardoso De Almeida – Doutor em Patologia pela Faculdade de Medicina Da USP | Dr. Zan Mustacchi – Prof. Adjunto de Genética da Faculdade

Objetivo/UNIP | Dr. José Pascoal Simonetti – Biomédico, Pesquisador Titular do Depto de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz - RJ | Dr. Sérgio Cimerman – Médico-Assistente do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e

Responsável Técnico pelo Laboratório Cimerman de Análises Clínicas.

Colaboraram nesta Edição:

Humberto Façanha, Fábia Bezerra, Camila Tavares, Lisiane Cervieri Mezzomo, Jorge Luiz Araújo Filho, Caio Salvino, José de Souza Andrade-Filho,

João Gabriel de Almeida, Kelin Chen, Flávio Duarte Silva, Lenira da Silva Costa.

0 6


ÍNDICE

revista

Ano 27 - Edição 159 - Abr/Mai 2020

50

MATÉRIA DE CAPA

DB - DIAGNOSTICOS DO BRASIL

02 - Editorial

10 - Agenda

56 - Publieditorial

58 - Minuto Laboratório

60 - Radar Ciêntifico - Erba Mannheim

64 - Radar Ciêntifico - Siemens Healthineers

70 - Diagnóstico Por Imagem

74 - Medicina Genômica

82 - Citologia

84 - Biossegurança

86 - Microbiologia Clínica

92 - Nanomedicina

96 - Informe Científico

98 - Entrevista

100 - Logística Laboratorial

101 - Informe de Mercado

131 - Patocordel

14

ARTIGO 1

PROTEÍNAS DE SUPERFÍCIE DO TRICHOMONAS

VAGINALIS QUE INFLUENCIAM A

COLONIZAÇÃO DO EPITÉLIO CERVICAL.

30

ARTIGO 2

ZIKA VÍRUS:PANORAMA ATUAL

38

ARTIGO 3

ANEMIA MEGALOBLÁSTICA POR DEFICIÊNCIA

DE VITAMINA B12: UMA REVISÃO LITERÁRIA

44

GESTÃO LABORATORIAL

COVID-19: TEMPO PARA A RECUPERAÇÃO

ECONÔMICA DOS LABORATÓRIOS

48

UM LIVRO PARA SE LER EM TEMPOS DE CRISE

ECONÔMICA. E NÃO É DE AUTO-AJUDA!

78

LADY NEWS

CORONAVIRUS: UM POUCO DE HISTÓRIA

Autoras: Núbia Cristina Gonçalves Sacramento,

Tinara Leila De Souza Aarão

Autores: Amanda Patricia Closs; Ana Glaucia Antunes

de Lima; Andiara do Carmo Artmann; Andressa Bassegio

Eich; Ariane Winck dos Santos; Camila da Silva Cardoso;

Fabiana Tais de Souza Hack; Bárbara Fioreze Corrêa;

Monalisa Benetti Foss; Gabrielly Salib Cegoni; Victória

Vendramini Muller; Gabriela Hoefel; Marina Orguin;

Talita Stella Santana Oliveira; Tiago Santos Carvalho.

Autora: Ana Carolina Estevam dos Santos Frange


AGENDA

Em função da pandemia do Covid-19, e acompanhando

os desdobramentos da crise, decretos e posicionamentos

dos governos, os eventos agendados para o período

Abril/Maio estão cancelados.

Comprometidos em não propagar informações equivocadas, não haverá

seção Agenda na Revista Newslab Ed 159 e recomendamos que os

interessados em participar de eventos consultem os sites dos eventos que

estariam programados para esse período para se informar sobre possíveis

novas datas e também sobre apresentações digitais como webinars e

outras alternativas que estão sendo oferecidas pelas empresas.

Mantenha-se informado em nosso site e em nossas redes sociais.

Agradecemos a compreensão de todos,

Equipe Newslab.

0 10

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


Autoras: Núbia Cristina Gonçalves Sacramento*, Tinara Leila De Souza Aarão**

ARTIGO 01

*Pós graduanda do Programa de Pós-graduação de Citopatologia clínica com ênfase

no trato genital feminino da Faculdade Integrada Brasil Amazônia – Belém/

Pa End. Rua São Marcos, 103. Itupanema Barcarena/Pa

Email: nubiacgsacramento@hotmail.com. Contato: 091 98464 8220

**Professora orientadora Programa de Pós-Graduação de Citopatologia clínica

com ênfase no trato genital feminino da Faculdade Integrada Brasil Amazônia

– Belém/Pa. End.: Av. Gentil Bitencourt, 1144 – Nazaré, Belém/Pa, 66040-174

Email: tinaraleila@hotmail.com Contato: 091 98406 1856

Proteínas de Superfície do Trichomonas Vaginalis

que Influenciam a Colonização do Epitélio Cervical.

Resumo

A tricomoníase é uma doença causada pelo protozoário Trichomonas

vaginalis, cuja prevalência mundial anual é de 170 milhões de novos

casos, intrigantemente, a infecção pelo T. vaginalis já foi mencionada

na literatura como um possível cofator para o desenvolvimento

do câncer de colo de útero (CCU), por isso, surge à necessidade de

decifrar fatores inseridos nesse contexto, para constatar a relevância

da tricomoníase e os mecanismos de patogenicidade que podem representar,

de fato, um risco para prevalência o CCU, assim, o objetivo

deste trabalho é investigar e reunir informações relevantes acerca das

principais proteínas de superfície que influenciam a colonização das

células epiteliais vaginais na infecção pelo protozoário. Este estudo foi

desenvolvido pelo método de revisão bibliográfica e sistemática. Sendo

encontradas 4 (quatro) principais proteínas adesinas, mediadoras

no processo de adesão entre parasito/célula hospedeira: AP51, AP23,

AP33 e AP65 e AP120, destacando-se a proteína AP33, que faz parte

de uma família multigênica e tem homologia com enzimas metabólicas,

além de proporcionar ampliação à transcrição de genes e translação

correspondente de transcritos a proteínas. Assim, conclui-se

as proteínas de superfície e outas relacionadas ao T. vaginalis atuam

como uma engrenagem harmônica no processo de colonização e infecção,

portanto, esse mecanismo precisa ser mais investigado, para

que se obtenha a resposta sobre a participação do T. vaginalis como

cofator que corrobora para o aparecimento de células cancerosas, para

então se ter uma melhor atuação na a prevenção e tratamento da doença

e minimizar mais um risco para o desenvolvimento CCU.

Palavras-Chave: “Trichomonas vaginalis”. “Proteínas de superfície

Trichomonas vaginalis”. “aderência por Trichomonas vaginalis”. “Citopatológico

em mulheres com tricomoníase”

Abstract

Trichomoniasis is a disease caused by the protozoan Trichomonas

vaginalis, whose annual worldwide prevalence is 170 million new

cases, intriguingly, T. vaginalis infection has been mentioned in

the literature as a possible cofactor for the development of cervical

cancer (CCU), therefore, arises from the need to decipher factors

inserted in this context, to verify the relevance of trichomoniasis

and pathogenicity mechanisms that may, in fact, represent a risk

for prevalence of CCU, thus, the objective of this work is to investigate

and to gather relevant information about the major surface

proteins that influence the colonization of vaginal epithelial cells in

protozoan infection. This study was developed by the method of

bibliographical and systematic review. The main adhesion proteins

were found to be mediators in the adhesion process between the

parasite / host cell: AP51, AP23, AP33 and AP65 and AP120, being

AP33, which is part of a multigenic family and has homology with

enzymes metabolic pathways, in addition to providing amplification

to the transcription of genes and corresponding translation of

transcripts to proteins. Thus, it is concluded that the surface proteins

and outas related to T. vaginalis act as a harmonic gear in the

process of colonization and infection, therefore, this mechanism

needs to be further investigated in order to obtain the response

on the participation of T. vaginalis as a cofactor that corroborates

the appearance of cancer cells, so that a better performance in the

prevention and treatment of the disease is minimized and a further

risk for the development.

Keywords: “Trichomonas vaginalis”. “Trichomonas vaginalis

surface proteins”. “adherence by Trichomonas vaginalis”.

“Cytopathologic in women with trichomoniasis”

0 14

0 Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


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Autoras: Núbia Cristina Gonçalves Sacramento*, Tinara Leila De Souza Aarão**

ARTIGO 01

Introdução

A tricomoníase é uma doença cosmopolita,

energia, apresentam grânulos densos (hidrogenossomos)

que comportam a enzima piruvato

sobre alguns mecanismos importantes que

o T. vaginalis apresenta para estabelecer sua

causada pelo Trichomonas vaginalis, um pro-

ferredoxina oxirredutase, que está envolvida na

patogenicidade no hospedeiro, objetivando

tozoário oriundo da família Trichomonadidae

liberação de energia em forma de ATP (Adeno-

principalmente investigar e reunir informações

(REY, 2008), que fora descrita pela primeira

sina Trifosfato) e hidrogênio molecular.

relevantes acerca das principais proteínas de

vez no ano de 1986, por um cientista francês,

superfície que influenciam a colonização das

o médico Alfred Donné (ALMEIDA, et al., 2010),

A causa definitiva do processo patogênico de

células epiteliais vaginais na infecção pelo pro-

a patologia é responsável pela contaminação e

T. vaginalis ainda não está bem elucidada e ain-

tozoário.

prevalência mundial anual de 170 milhões de

da é alvo de diversos estudos (ALMEIDA, 2011),

novos casos (MENEZES, 2016), em especial do

o que já foi esclarecido é que ele age extrace-

Materiais e Métodos

sexo feminino na faixa etária 15 a 45 anos (AL-

lularmente na mucosa urogenital em busca

Este estudo foi desenvolvido pelo método de

MEIDA, 2011); assinalada com 92% de casos

de condições favoráveis de desenvolvimento e

revisão bibliográfica e sistemática, onde se utili-

registrados (COUTO, 2015).

reprodução, e assim, estabelece um mecanismo

zou publicações técnico-científicas, consideran-

de sobrevivência, onde necessita debelar diver-

do as referências na área das ciências biológicas

O T. vaginalis possui morfologia piriforme

sas barreiras imunológicas primárias do hospe-

e do sistema de informações de saúde, o DATA-

(trofozoito) (ROCHA, 2013), tem 4 flagelos e

deiro para constituir o processo de resistência,

SUS/SISCOLO.

uma membrana ondulante, que favorece sua

reconhecendo o hospedeiro para então expan-

locomoção, mas desenvolve uma morfologia

dir suas colônias, superando a concorrência com

Para seleção dos trabalhos na primeira

ameboide ao aderir a células epiteliais (MELO

demais microrganismos presentes no sítio-alvo

etapa deste projeto, foi definido à temática e

2011); entretanto, quando ficam submetidos

(GRAMA, 2011).

posteriormente os critérios de inclusão e ex-

à estresse ambiental, e condições sinistras que

clusão, como estratégia para extrair somente

possam afetar seu desenvolvimento, desta for-

Intrigantemente, a infecção pelo T. vaginalis já

publicações que abordassem sobre o tema

ma estes internalizam seus flagelos, e ficam

foi mencionada na literatura como um possível

escolhido. De tal modo, a priori para inclu-

análogos a cistos (oval), mas sem parede cística,

cofator para o desenvolvimento do câncer de

são foram publicações em português, inglês

formas estas caracterizadas como “pseudocis-

colo de útero - CCU (SANTOS, 2011, p.19), de

e espanhol, publicadas nos últimos 10 anos

tos”; assim, permanecem funcionais e metabo-

modo que Thuler (2008, p.216) afirmou em seu

(2007 a 2017) abordando o tema proteínas

licamente ativos, mas são consideradas formas

trabalho que a principal causa de morte entre

de superfície do T. vaginalis. Portanto, todos

degeneradas, porque o parasita necessita de

mulheres que vivem em países em desenvol-

os trabalhos que não se enquadraram nestes

ambiente nutritivo para sua subsistência, en-

vimento, é o câncer de colo de útero, por isso

critérios pré-estabelecidos foram excluídos

tretanto, há registros na literatura que esta pode

surge à necessidade de decifrar fatores inseridos

na primeira etapa.

ser a forma de transmissão através de fômites

nesse contexto, e constatar a relevância da tri-

contaminados (BRAVO, et al., 2010).

comoníase e os mecanismos de patogenicidade

Após delinear dos critérios de inclusão/exclu-

que podem representar, de fato, um risco para

são, foi realizada a busca das publicações em

Santos (2011) descreve que a fonte de ener-

prevalência o CCU.

servidores do tipo banco de dados como “Goo-

gia do T. vaginalis é a utilização da glicose, da

gle acadêmico”, “National Library of Medicine”

maltose, da galactose, sendo ainda capaz de

Assim, este trabalho torna-se importante,

(PubMed), “Scientific Electronic Library Online”

manter o glicogênio em reserva como forma de

uma vez que tem a perspectiva de informar

(Scielo Brasil).

0 16

0 Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


Autoras: Núbia Cristina Gonçalves Sacramento*, Tinara Leila De Souza Aarão**

ARTIGO 01

Como descritores foram utilizados os

termos “Trichomonas vaginalis”, “Proteínas

de superfície de Trichomonas vaginalis”,

“Citopatológico em mulheres com tricomoníase”,

“aderência por Trichomonas vaginalis”

(Português); “Trichomonas vaginalis”,

“Trichomonas vaginalis surface proteins”,

“Cytopathology in women with trichomoniasis”,

“adherence Trichomonas vaginalis”

(inglês) e “Trichomonas vaginalis”, “Proteínas

de superficie de Trichomonas vaginalis”,

“Citopatológico en mujeres con

tricomoniasis”, “aderencia por Trichomonas

vaginalis”(espanhol).

As referências sobre câncer de colo de

útero (CCU) foram pesquisadas no “website”

do Instituto Nacional do Câncer (INCA),

Ministério da Saúde (MS), e Sistema de informações

do SUS o DATASUS/SISCOLO.

Na segunda etapa, os trabalhos escolhidos

foram organizados em planilha do

programa Microsoft Excel 2010, por ordem

cronológica crescente utilizando variáveis

como: ano de publicação, autor, local do estudo,

título do estudo e proteína estudada,

de acordo com o observado no fluxograma

Figura 1 - Fluxograma da pesquisa.

Revisão bibliográfica e sistemática, seleção de publicações técnico-científicas, considerando as

referências na área das ciências biológicas e da vida e do sistema de informações de saúde.

Seleção dos descritores: “Trichomonas vaginalis”, “Proteínas de

superfície de Trichomonas vaginalis”, “Citopatológico em mulheres

com tricomoníase”, “aderência por Trichomonas vaginalis”.

Seleção e aplicação dos critérios de

inclusão/exclusão

TEMÁTICA, PERÍODO, IDIOMA.

1; deste modo, foi possível selecionar os

trabalhos adequados para corresponder aos

objetivos pré-estabelecidos e chegar aos

resultados aguardados.

Fazer levantamento das proteínas estudadas e

sua respectiva função

Busca das publicações em servidores do tipo banco de dados:

PubMed, Scielo Brasil, Google acadêmico. As referências

sobre CCU no “website” INCA & Ministério da Saúde.

Organização das publicações SELECIONADAS através

das variáveis: ano de publicação, autor, local do

estudo, título do estudo, proteína estudada.

Resultados

Foram encontrados 261 artigos científicos

nos idiomas inglês (160), espanhol

(50) e português (50) abordando sobre

Trichomonas vaginalis, entretanto, na

primeira fase de inclusão/exclusão, foram

excluídos cento e sessenta (160) estudos

por não se enquadrarem no critério

“período” (Janeiro/2007 à Janeiro/2017;

oitenta e oito (88) foram excluídos desta

pesquisa por não se enquadrarem no critério

da temática (não havia identificação

de proteínas relacionadas ao processo de

infecção por T. vaginalis) de acordo com o

observado no quadro 1.

Foram selecionados treze (13) artigos

publicados entre 2008 e 2016, os autores

abordaram ou citaram sobre alguma proteína,

glicoproteína ou alguma molécula

de T. vaginalis envolvida no processo de

citoaderência e infecção às células epiteliais

do trato genital feminino (quantitativo),

os anos de 2007 e 2017 não foram

identificados publicações que tratassem

da temática, portanto, foram excluídos do

rol de estudos.

0 18

0 Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


Autoras: Núbia Cristina Gonçalves Sacramento*, Tinara Leila De Souza Aarão**

ARTIGO 01

resistente à ação de proteases (mucina), o

parasito secreta mucinases (enzimas que

solubilizam mucinas) para então avançar

na matriz mucosa até as células cervicais,

sítio alvo, e concretizar o processo de citoaderência,

este é um pré-requisito se estabelecer

a infecção (BARROS, 2013).

Foram encontradas 4 (quatro) principais

proteínas adesinas, mediadoras no processo

de adesão entre parasito/célula hospedeira:

AP51, AP23, AP33 e AP65, sendo

esta última correlacionada recentemente

como proeminente (LIN et al, 2015), além

destas, VIEIRA et al, 2012 também citou a

AP120.

Barros, 2013; Lemos, Guillo e Zapata,

2014 e LIN et al, 2015 relatam a presença

de um receptor chamado de galectina-1

(Gal 1), uma lecitina expressa em diversos

tipos celulares, e recentemente também foi

descoberta que células epiteliais cervicais

humanas também podem expressar Gal 1,

pois estas se ligam à membrana lipofosfoglicano

(LPG) de T. vaginalis no evento da

citoaderência.

A citotoxicidade exercida por T. vaginalis

começa a partir do contato com as primeiras

barreiras inatas presentes no muco

cervical, constituído por uma glicoproteína

Dentre as proteínas de superfície de T.

vaginalis mencionadas nos estudos selecionados

para este trabalho, destaca-se a

proteína AP33 citada por 9 (nove) autores

conforme observado na figura 1, em seguida,

as proteínas AP23, AP65 e AP51 citadas

por 8 (oito), as proteína AP120 e P270 citada

por 4 (quatro) autores, a AP230 citada

por dois (2) autores e a AP56 citada apenas

por Santos, 2011 onde elucida ser uma proteína

cuja principal função é mediar a adesão

entre parasito/célula hospedeira.

Figura 1: Proteínas relacionadas ao T. vaginalis descritas na literatura

no período de Janeiro/2007 à Janeiro/2017.

FONTE: Artigos selecionados para o presente estudo

0 20

0 Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


Autoras: Núbia Cristina Gonçalves Sacramento*, Tinara Leila De Souza Aarão**

ARTIGO 01

De acordo com o observado na figura 1,

seis (06) autores citaram (não detalhadamente)

outras proteínas relacionadas

ao T. vaginalis, participando em múltiplos

processos quanto à função, são algumas

como: P270 e P230 (ambas imunogênicas),

HSP70 (protege T. vaginalis

de efeitos tóxicos) Proteína G (carreatora

dos purinoreceptores), TvCP30 (formam

poros nos eritrócitos para romper sua

membrana), TvCP62, TvCP65 (degradam

proteínas do meio cervicovaginal),

TvCp39 (bloqueiam a ação de fagocitose

de neutrófilos e macrófagos), Src - SH2

(dimerização de Gal 1), GRB2 (proteína

ligante do receptor do fator de crescimento),

proteína Faz (proteínas transmembranas

capazes de mediar a apoptose

por meio da interligação de Fas em

células-alvo sensitivas).

Discussão

T. vaginalis possui uma membrana considerada

como um verdadeiro mosaico

repleto de proteínas, adesinas, receptores

de proteínas e carboidratos que interagem

com as fontes de nutrientes presentes na

matriz extracelular do hospedeiro, para então

lhe conferir a capacidade funcional de

ligante/receptor (NODARSE, 2012).

De acordo com a análise da sequência genômica

de T. vaginalis já descrita literatura

existem três famílias de proteínas até então

conhecidas: BspA, GP63 e as adesinas e ou-

tras proteínas, sendo a TvBspA (Proteína de

superfície de bacteroides A) pertencentes à

maior família, pois codificam as proteínas

de superfície potencialmente específicas,

compatíveis com receptores ricos em leucina;

a GP63, que pertencem a segunda

maior família, possuem os domínios transmembranas;

sendo as serino peptidases

e a cisteínas proteases de superfície que

transportam fragmentos de proteínas e

pequenos peptídeos para conferir energia

ao parasito, e a terceira família que são as

adesinas que compartilham os domínios

de membrana com outras proteínas (ex.

P270) no processo de colonização e patogenia

(NODARSE, 2012).

Porém, não há como discutir sobre a patogenia

exercida por T. vaginalis, sem destacar

a importância do ferro, um mineral essencial

à vida, que exerce um papel decisivo

na patogênese da tricomoníase, pois para

adquirir o mineral, desenvolve um sistema

múltiplo de absorção, expressando diversos

receptores em sua membrana para fisgar o

ferro da hololactoferrina, hemoglobina, hemina,

e ainda se liga e lisa eritrócitos e células

epiteliais com o mesmo intuito, o que

explica o agravo das manifestações clínicas

da infecção por T. vaginalis no período do

ciclo após a menstruação (LEMOS, 2014).

Por isso, é importante frisar que o processo

de citoaderência é notadamente fortalecido

com a presença do ferro; por meio

dele há o aumento na síntese das proteínas

adesinas AP23, AP33, AP51, AP65 e AP120,

ambas envolvidas na adesão, o ferro ainda

modula a compartimentalização destas

proteínas, bem como contribui para a falha

do sistema imunológico na resposta contra

o parasito aumentando a resistência ao

complemento, além de regular as funções

de proteínas do tipo fibronectina e outras

atuantes na superfície do parasito (VIEIRA,

2012).

Portanto, devido essa necessidade de

manter sua atividade metabólica, o parasito

precisa arquitetar estratégias inteligentes de

captura do mineral, considerando os vários

obstáculos imunológicos e as condições

ambientais encontradas, a exemplo na variabilidade

de adaptação, observa-se que as

proteínas promiscuas (NORDASE, 2012) e/

ou multifuncionais AP51 e AP65, até então

relacionadas a adesão (BARROS 2013), podem

ser expressas com outra finalidade, à

de contribuir na captura de ferro do heme

presentes no meio extracelular, pois o heme

quando está livre na matriz extracelular pode

produzir um efeito oxidativo e inflamatório,

causando dano aos tecidos, todavia, o T. vaginalis

através de suas proteínas multifuncionais

e de natureza inespecíficas ainda, a

AP51 e AP65, tiram proveito para capturar o

ferro contido neste e converter o efeito tóxico

para seu benefício (VIEIRA, 2012).

0 22

0 Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


Autoras: Núbia Cristina Gonçalves Sacramento*, Tinara Leila De Souza Aarão**

ARTIGO 01

Dentre as proteínas outrora exemplificadas,

como multifuncionais, ainda destacam-se

outras envolvidas no processo de

citopatogenicidade que ainda são alvos de

estudos na definição de sua função dentro

do contexto “colonização e virulência por T.

vaginalis”, o que já se sabe é que a AP33,

mais citada entre os autores conforme figura

1 tem uma natureza básica a pH neutro,

antagônico de AP65 e AP51, não obstante,

como as outras adesinas, a AP33 faz parte

de uma família multigênica e tem homologia

com enzimas metabólicas, além de proporcionar

ampliação à transcrição de genes

e translação correspondente de transcritos

a proteínas (LEMOS, ZAPATA; 2014).

Grama, 2011 explica que “os fatores de

virulência de T. vaginalis responsáveis pela

notável evasão da imunidade do hospedeiro

e pela severidade da reação inflamatória

não são bem definidos [...]”, pois a apesar

do sistema imunológico inato recrutar as

primeiras células de defesa e criar um ambiente

nocivo para o patógeno e o sistema

adaptativo desenvolver anticorpos específicos

no combate à infecção é comum constatar

um processo de “reinfecção”, o que

desemborca a hipótese de existirem mecanismos

específicos de resistência desenvolvidos

pelo microrganismo envolvendo suas

proteínas de membrana, dentre elas a AP65

(multifuncional).

Entretanto, sobre imunogenicidade, destacam-se

duas moléculas glicoproteicas

citadas por Alvarez, 2008 e Bravo, 2010 respectivamente,

a P230 e a P270, que atuam

como facilitadores para a variabilidade de

expressão das diversas proteínas funcionais

presentes na membrana de T. vaginalis, ou

seja, a expressão de proteínas adesinas na

superfície do T. vaginalis é alternada pelo

aparecimento de P270. Essa alternância

parece ser um dos mecanismos comumente

utilizado pelo T. vaginalis para invadir

o sistema imunológico de acordo com a

necessidade (BRAVO, et al., 2010), sendo

também correlacionado á esta glicoproteína

a capacidade de provocar mimetismo

molecular (BARROS, 2013), o que pode

explicar as indagações sobre “reinfecção”

tratadas no estudo de Grama, 2011.

Para Barros, 2013, são estas proteínas

expressas na superfície de T. vaginalis

que gerenciam todo o processo de sobrevivência

do parasito, pois delas eclodem

a missão de articular a captura de

ferro, favorecer um ambiente adequado

para colonização e principalmente mediar

a adesão nas células hospedeiras

para delas suprir seu sustento sendo

evidenciado seu mecanismo de infecção

na Figura 02.

Quando se trata de sistema imunológico,

há uma grande complexidade envolvendo

os mecanismos de resposta do indivíduo

afetado, e dependendo do tipo de infecção

ou reinfecção o organismo irá desenvolver

um determinado tipo de resposta, e é nesse

ponto que se pode destacar as artimanhas

de sobrevivência de T. vaginalis, como anteriormente

citado, suas proteínas de superfície

driblam diversas barreiras imunológicas,

acarretando na evasão do sistema

imune, e a consequente degradação das

imunoglobulinas - Ig (anticorpos) IgM, IgA

e IgG, presentes no sítio cervico-vaginal

(NODARSE, 2012) pelas TvCP65 e TvCP39

(IgG) dificultando assim, a retomada de

ataque das células de defesa no processo

de reinfecção (BARROS, 2013).

Assim, com o sistema imunológico comprometido,

as lesões geradas no epitélio escamoso

da região cervicovaginal decorrentes

do processo de citoaderência, aumentam as

chances de persistência da infecção e muta-

Figura 2: Mecanismo de infecção do T. vaginalis frente ao sistema

imunológico humano.

ção celular da região afetada, favorecendo

assim, a possibilidade de desenvolvimento

de um processo carcinogênico (LEMOS;

GUILLO E ZAPATA, 2014) no colo uterino,

apesar de ser afirmado por Anjos, et al.,

(2010, p. 913) “Atualmente, não se consegue

relacionar diretamente [...] às lesões

cervicais, pois certas mulheres apresentam

anormalidades no colo uterino e não necessariamente

os riscos descritos [...]”.

As principais características das células

epiteliais após contato com T. vaginalis são:

acentuada eosinofilia em células escamosas,

aumento da relação núcleo/citoplasma,

halo perinuclear, assim como citólise e

inversão no padrão do epitélio, implicando

em um avanço da atividade estrogênica devido

ao aumento da descamação celular e

infiltrado de leucócitos (LEMOS, 2008).

Entretanto, SANTOS (2011, p.23) revelou

algo importante sobre determinadas anomalias

celulares ocasionadas pelo T. vaginalis nas

células escamosas do trato genital feminino,

que algumas delas podem mimetizar processos

pré-cancerosos, deixando um alerta para

uma análise mais criteriosa na detecção do

parasita, pois sabe-se que alterações celulares

inflamatórias exageradas, visualizadas em um

esfregaço atrófico, pode gerar um diagnóstico

equivocado de uma lesão pré-cancerosa, um

evento raro, entretanto, é possível que haja

a coexistência de tricomoníase e lesões pré-

-cancerosas ou cancerosas.

0 24

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


Conclusão

Assim, conclui-se que fora de grande importância

abordar sobre as proteínas de superfície

e outas relacionadas ao T. vaginalis neste

trabalho, pois elas atuam como uma engrenagem

harmônica no processo de colonização e

consequentemente na infecção do trato genital,

pois possuem capacidade de atuar sobre

o sistema imunológico driblando os guerreiros

(neutrófilos e macrófagos) preterindo

bloquear a proteção do indivíduo, as Ig, e se

multiplicar sob todas as condições favoráveis,

portanto, esse mecanismo precisa ser mais

investigado, para que se obtenha a resposta

sobre a participação do T. vaginalis como cofator

que corrobora para o aparecimento de

células cancerosas, condição atípica no comportamento

da proliferação celular, que os

mecanismos de ação sejam esclarecidos para

se ter uma melhor atuação na a prevenção e

tratamento da doença e minimizar mais um

risco para o desenvolvimento CCU.

Conflitos de Interesse: Não há conflitos

de interesse.

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0 26

0 Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


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ARTIGO 02

Autores:

Amanda Patricia Closs; Ana Glaucia Antunes de Lima; Andiara do Carmo Artmann; Andressa

Bassegio Eich; Ariane Winck dos Santos; Camila da Silva Cardoso; Fabiana Tais de Souza Hack;

Bárbara Fioreze Corrêa; Monalisa Benetti Foss; Gabrielly Salib Cegoni; Victória Vendramini

Muller; Gabriela Hoefel; Marina Orguin; Talita Stella Santana Oliveira; Tiago Santos Carvalho.

tiagocarvalho@feevale.br

Universidade Feevale, ERS 239, nº 2755, Novo Hamburgo, RS. Brasil. CEP:9352-000

Zika vírus:

Panorama Atual

Zika vírus: current panorama / Zika vírus: cenário actual

Resumo

O Zika vírus (ZIKV) foi primeiramente isolado em 1947, em mosquitos

Aedes africanus. O ZIKV pertence à família Flaviridae, ao

gênero Flavivírus e possui um genoma de RNA de cadeia simples. É

transmitido através da picada dos mosquitos do gênero Aedes sp.

e também por via sexual e materno-fetal. O ZIKV pode ser diagnosticado

por métodos sorológicos que detectam os anticorpos

circulantes e molecular que detecta o RNA viral. O ZIKV se tornou

um problema de saúde pública nos últimos anos, por gerar complicações

como a microcefalia e a síndrome de Guillan-Barré. Não há

tratamento específico para o vírus até o momento.

Abstract

The Zika virus (ZIKV) was firstly isolated in 1947, in Aedes

africanus mosquitos. The ZIKV belongs to the Flaviridae family and

the Flavivírus genus and it has single-stranded RNA genome. It

is transmitted by the bites of the Aedes sp. genus mosquito and

by sexual and foetal-maternal ways. ZIKV can be diagnosed by

sorological methods which detect the circling antibodies and

molecular methods wich detects the viral RNA. ZiKV has become

a healthcare issue in past years because it generates complications

like microcephaly and Guillain-Barré syndrome. There is no specific

treatment for the virus, until now.

Palavras-Chave: Zika Vírus; Infecção pelo Zika Vírus; Aedes aegypti;

Microcefalia; Síndrome de Guillain-Barré.

Keywords: Zika Virus; Zika Virus Infection; Aedes aegypti; Microcephaly;

Guillain-Barre Syndrome.

Histórico

O Zika vírus (ZIKV) foi primeiramente isolado

em 1947 em um macaco Rhesus proveniente

da Floresta de Zika, em Uganda, na África. No

ano seguinte, no mesmo local, o mesmo vírus

foi isolado em um mosquito Aedes africanus.

Posteriormente foram realizadas isolações

esporádicas a partir de humanos e de outras

espécies de mosquito, tanto na África como

na Ásia (HADDOW et al., 2012) (DICK, KIT-

CHEN & HADDOW, 1952). Desde 2007 o vírus

se expandiu além dos continentes africano e

asiático, levando a um surto na ilha de Yap, na

Micronésia e outro na Polinésia Francesa, em

2013 (LI et al., 2016).

Em maio de 2015, foi constatada a primeira

transmissão autóctone de ZIKV no Brasil, na

região nordeste (LOPES et al., 2016). Existe

a hipótese de que a linhagem do ZIKV no

país está diretamente relacionada com a que

ocorreu na Polinésia Francesa, sugerindo,

que o vírus foi introduzido no país através de

um evento de canoagem no Rio de Janeiro,

onde houveram participantes dos países que

sofriam com a epidemia (MUSSO, 2015).

Considerando casos autóctones, o ZIKV já foi

0 30

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


Países afetados pelo Zika

ARTIGO 02

Imagem 1: países afetados pelo Zika Vírus. Fonte: Reuters

Fonte: http://www.bichoscomonos.com/index.php/component/k2/item/649-o-que-precisa-de-saber-sobre-o-virus-zika

isolado em 26 países nas Américas. No Brasil,

a doença está relacionada a graves consequências,

sendo associada ao aumento dos casos

de microcefalia em recém-nascidos e da síndrome

de Guillan-Barré em adultos infectados

(PETERSEN et al., 2016).

Caracterização do Vírus

O ZIKV pertence à família Flaviridae, ao gênero

Flavivírus e é essencialmente transmitido

através do mosquito Aedes aegypti. Esse vírus

possui um genoma de RNA (ácido ribonucléico),

de cadeia simples e de polaridade positiva.

Segundo Pinto Junior e colaboradores

(2015) existem indícios de que o virion deva

ser delimitado por um invólucro lipídico que

é derivado do retículo endoplasmático das células

onde esse tipo de vírus se replica (PINTO

JUNIOR, 2015).

O ZIKV possui 10794 nucleotídeos que

codificam 3419 diferentes aminoácidos

(HAYES et al, 2009). Possuem, também,

duas regiões não codificantes e uma longa

fase de leitura que leva à codificação de

uma poliproteína. Proteases da célula hospedeira

clivam essa poliproteína para originar

a proteína C do capsídeo, a proteína

E do envelope, o precursor de membrana e

sete outras proteínas não estruturais identificadas

de NS1 a NS7, como demonstra a

imagem 2 (NUNES et al, 2016).

Imagem 2: Estrutura do Zika Vírus. Fonte: O infectologista

Fonte: https://infectologista.net/2016/02/27/por-que-o-zika-virus-esta-causando-tantos-problemas/

Vetor

O ZIKV é transmitido por mosquitos, principalmente

do gênero Aedes (Stegomyia)

(DE CARVALHO et al., 2016). Os principais

transmissores são os mosquitos Aedes

Aegypti, que reside em regiões tropicais

e subtropicais, e os Aedes albopictus, habitante

do Mediterrâneo Europeu. Após a

picada do mosquito, ocorre um período de

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020

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Autores:

Amanda Patricia Closs; Ana Glaucia Antunes de Lima; Andiara do Carmo Artmann; Andressa Bassegio Eich; Ariane Winck dos Santos; Camila da Silva Cardoso; Fabiana Tais de Souza Hack;

Bárbara Fioreze Corrêa; Monalisa Benetti Foss; Gabrielly Salib Cegoni; Victória Vendramini Muller; Gabriela Hoefel; Marina Orguin; Talita Stella Santana Oliveira; Tiago Santos Carvalho.

ARTIGO 02

incubação de 3 a 9 dias aproximadamente,

iniciam sua replicação em células dendrí-

com temperaturas mais altas já terem sido

seguido de sintomas decorrentes (PLOURDE

ticas perto do local de inoculação e pos-

reportados. Os sintomas podem ter duração

& BLOCH, 2016).

teriormente se espalham para os gânglios

de 1 a 7 dias, mas o exantema maculopapular

linfáticos e corrente sanguínea (HAYES et

pruriginoso e a artralgia podem perdurar por

Os mosquitos da espécie Aedes se alimen-

al, 2009).

duas semanas ou mais (LOPES et al., 2016;

tam durante o dia, preferem a área urbana

WAGGONER; PINSKY; 2016).

à zona rural, são difíceis de erradicar e são

Quanto à sintomatologia, na maioria dos ca-

capazes de se reproduzirem em pequenos

sos, a infecção não é percebida. Em aproxima-

Métodos Diagnósticos

recipientes contendo água parada. (KA-

damente 80% dos casos o indivíduo infectado

RWOWSKY et al, 2016).

não desenvolve sintomas clínicos (PARDINI,

A transcrição reversa da polimerase de rea-

2016). Quando esses estão presentes incluem

ção em cadeia (RT-PCR) é o método diagnós-

Patogênese e Sintomatologia

febre, exantema maculopapular pruriginoso,

tico mais preciso até o momento. Esta técnica

manchas vermelhas na pele, coceira, febre,

permite a detecção qualitativa do RNA do

Informações mais aprofundadas sobre

indisposição, artralgia e conjuntivite (KA-

ZIKV, nos primeiros sete dias da infecção. Na

a patogênese do ZIKV ainda são escassas

RWOSKY et al, 2016). A febre costuma ser

fase aguda há o aparecimento dos sintomas, e

porém existem indícios de que os Flavivírus

baixa, em torno dos 38ºC, apesar de casos

o RNA viral é frequentemente identificado no

soro do paciente (MAHARAJAN et al., 2016).

A saliva e a urina também podem ser

utilizadas como amostras para detecção

do RNA viral por meio de RT-PCR, sendo

que a capacidade de detecção na saliva

tem sido maior em fases iniciais da doença,

enquanto que a urina tem sido útil em

fases posteriores (mais de 10 dias do início

da doença). Contudo, as amostras de soro e

urina não podem substituir as amostras de

sangue e devem ser consideradas somente

em casos onde não foi possível a realização

da coleta, por exemplo em recém nascidos

(SBPC/ML, 2016).

Também podem ser realizados testes sorológicos,

porém estes não têm sido muito

específicos, podendo ocorrer reações cruza-

Tabela 1: principais testes realizados na detecção do ZIKV.

Adaptado de Hermes Pardini, 2016.

das com outros arbovírus (MAHARAJAN et

al., 2016).

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Autores:

Amanda Patricia Closs; Ana Glaucia Antunes de Lima; Andiara do Carmo Artmann; Andressa Bassegio Eich; Ariane Winck dos Santos; Camila da Silva Cardoso; Fabiana Tais de Souza Hack;

Bárbara Fioreze Corrêa; Monalisa Benetti Foss; Gabrielly Salib Cegoni; Victória Vendramini Muller; Gabriela Hoefel; Marina Orguin; Talita Stella Santana Oliveira; Tiago Santos Carvalho.

ARTIGO 02

Formas de Transmissão

ram 216.207 possíveis casos. No ano de 2017,

SE 52/2017, entre estes, 61 foram confirma-

O principal modo de transmissão do ZIKV

houve apenas uma morte, confirmada labora-

dos. Na região Sul, 16 casos foram notificados,

para humanos é através da picada de mos-

torialmente, por ZIKV sendo esta no estado de

destes, apenas 3 casos foram confirmados

quitos do gênero Aedes sp. A principal espécie

Rondônia. Em relação às gestantes, foram no-

para infecção por ZIKV. (SECRETARIA DE VIGI-

do gênero transmissora do vírus é o Aedes ae-

tificados 2.160 casos, destes, 949 foram con-

LÂNCIA EM SAÚDE, 2018)

gypti, com muitos casos em diversas regiões

firmados por critério clinico-epidemiológico

do mundo, mas outros mosquitos do mesmo

ou laboratorial, conforme informações do SI-

Segundo o Centro de Vigilância em Saúde

gênero mostraram-se vetores de capacidade

NAN-NET (Sistema de Informação de Agravos

do Rio Grande do Sul, em 2016 foram confir-

semelhante em epidemias como a das Ilhas

de Notificação). (SECRETARIA DE VIGILANCIA

mados 44 casos autóctones em todo o Estado.

de Yap e da Polinésia Francesa, sendo citados

EM SAUDE, 2018)

Até a SE 50 de 2017 foram registrados 2 casos

os mosquitos Aedes albopictus, Aedes hensilii

autóctones no Estado, em Porto Alegre foram

e Aedes polynesiensis (LI et al., 2016; MUSSO;

Conforme a Secretaria de Vigilância em Saú-

registrados 2 casos importados de ZIKV, sendo

GUBLER, 2016).

de, desde as SE’s 45/2015 até a SE 52/2017

assim não foram registrados circulação do ví-

(30/12/2017) foram registrados cerca de

rus na capital. (CEVS/RS, 2017)

Além da transmissão vetorial, recentemente

15.150 casos de infecções por ZIKV, sendo que

foram constatadas formas não-vetoriais de trans-

a maioria dos casos se concentram nas regi-

Tratamento

missão do vírus, como por via sexual e materno-

ões Norte e Nordeste do país. Cerca de 37%

De acordo com pesquisadores da Fundação

-fetal. Há, também, a possibilidade de transmis-

(5.604) dos casos estão em monitoramento

Oswaldo Cruz, está sendo estudado a utiliza-

são transfusional, devido à natureza semelhante

pelo Secretaria de Vigilância em Saúde, destes

ção de um possível fármaco para o tratamento

do vírus com outros que já foram transmitidos

casos, 91% (5.118) são RNs e crianças onde

de ZIKV. O fármaco em questão se trata do

desta forma, como o vírus da dengue, porém não

2.602 (50,8%) permanecem sob investiga-

sofosbuvir, utilizado atualmente contra o vírus

há constatações documentadas dessa forma de

ção, 1.311 (25,6%) foram descartados, 562

da hepatite C, este fármaco impede a repli-

difusão (MUSSO; GUBLER, 2016).

(11%) foram confirmados, 228 (4,5) foram

cação do vírus e protege as células da morte

confirmados para microcefalia e/ou alterações

celular devido a infecção causada pelo vírus

Panorama Atual no Brasil e Rio Grande

do SNC por infecção congênita e 169 (3,3%)

(SACRAMENTO, 2017). Enquanto não há novas

do Sul

foram inconclusivos.

descobertas no campo de tratamento do ZIKV,

Foi confirmada a transmissão autóctone pelo

as medidas a serem tomadas consistem em

ZIKV no país a partir de abril de 2015. Além

A maioria dos casos monitorados foram re-

aliviar os sintomas do paciente, recomenda-

disso, também foram confirmados laborato-

gistrados na região Nordeste (44,2%), segui-

-se muita hidratação e descanso, paracetamol

rialmente 3 óbitos por ZIKV no país: em São

do da região Sudeste (36%) e Norte (8,7%).

pode ser prescrito para o controle da febre e o

Luís/MA (1 óbito), Benevides/PA (1 óbito) e

Na região Sul em 2017, houve o registro de 6

uso de anti-histamínicos para o prurido causa-

Serrinha/RN (1 óbito). A média de idade dos

prováveis casos de ZIKV e a incidência a cada

do pela exantema maculopapular pruriginoso.

óbitos por febre pelo ZIKV foi de 20 anos. (CO-

100 mil foi de 0,3. (SECRETARIA DE VIGILÂN-

O uso de ácido acetilsalicílico não é recomen-

VISA et al., 2016).

CIA EM SAÚDE, 2018).

dado pois pode causar sangramentos e o risco

de desenvolvimento da síndrome de Reye em

Em 2017, da SE 1 a 52, foram registrados

Conforme os dados liberados pela Secretaria

indivíduos menores que 12 anos, causan-

17.594 possíveis casos de febre pelo vírus

de Vigilância em Saúde, a notificação de óbitos

do graves danos hepáticos e cerebrais. (PAN

Zika no país, e no ano de 2016, ao todo, fo-

por infecção de ZIKV foram de 313 casos até a

AMERICAN HEALTH ORGANIZATION, 2015)

0 34

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


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ARTIGO 02

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Acesso em:

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0 36

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


BIO ADVANCE


ARTIGO 03

Autora:

Ana Carolina Estevam dos Santos Frange

Graduada em Biomedicina pela Universidade de Uberaba – MG; Técnica em

Laboratório na Universidade Federal do Triângulo Mineiro

Email: carolestevam@yahoo.com.br

Anemia Megaloblástica por Deficiência

de Vitamina B12:

Uma Revisão Literária

RESUMO

A anemia megaloblástica é causada pela deficiência de vitamina

B12 e de folato ou por fatores associados a má nutrição ou absorção. As

manifestações clínicas são decorrentes da redução na capacidade de

transporte de oxigênio do sangue, resultando em menor oxigenação

dos tecidos e consequentemente em hipóxia, tecidual, levando (Santana

et al., 2016). A conduta inicial pode partir através de exames de

rotina simples e eficientes, como o hemograma, onde através da análise

do esfregaço sanguíneo e dos níveis de hemoglobina e hematócrito,

podem-se encontrar alterações significantes e compatíveis á patologia.

A dosagem sérica da Vitamina B12 é necessária para conclusão

do diagnóstico e reposição a fim de evitar complicações. Apresar de

simples, o diagnóstico laboratorial desta deficiência ainda é bastante

complexo, mesmo dada à importância dos quadros associados a ela.

Verificou-se que novos métodos estão surgindo para que mesmo em

estágios subclínicos a deficiência da Vitamina B12 seja detectada precocemente

favorecendo a eficácia do tratamento. Esta revisão de literatura

tem como objetivo atualizar os conhecimentos existentes sobre

a anemia megaloblástica e a importância de um diagnóstico preciso e

precoce para seu tratamento.

Palavras-chave: Anemia Megaloblástica. Vitamina B12. Anemia Carencial.

ABSTRACT

Megaloblastic anemia is caused by vitamin B12 deficiency and by

factors or factors associated with nutrition or absorption. As clinical

manifestations, blood oxygen transport capacity is reduced, resulting

in less tissue oxygenation and, consequently, tissue hypoxia,

leading (Santana et al., 2016). An initial conduct can start from

simple and efficient routine exams, such as blood count, where

the blood smear and the hemoglobin and hematocrit levels are

analyzed, significant changes can be found and the pathology can

be used. American dosage of vitamin B12 is required to complete

the diagnosis and replace the order to avoid complications. Despite

being simple, the laboratory diagnosis of this deficiency is still quite

complex, given the importance of the conditions associated with it.

It was found that new methods are emerging for the same subclinical

problems in vitamin B12 deficiency, being detected early in favor

of treatment. This literature review aims to update knowledge about

megaloblastic anemia and the importance of an accurate and early

diagnosis for its treatment.

Key words: Megaloblastic anemia. B12 vitamin. Deficiency anemia.

0 38

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


Introdução

O presente estudo consta de uma revisão

bibliográfica, realizada em consulta a artigos

científicos selecionados através de busca nos

bancos de dados do Scielo e Google acadêmico,

sobre anemia megaloblástica com ênfase no

papel da vitamina B12 nesta patologia.

As anemias microcíticas e hipocrômicas são as

mais comuns na prática clínica, resultantes da

deficiência de ferro conduzindo a uma anemia

ferropriva ou secundária á doença crônica (Borges

et al., 2015).

Dentre as anemias, destacamos a anemia

megaloblástica, causada pela deficiência de

vitamina B12 e de folato, ou por outros fatores.

As manifestações clínicas na anemia são variadas,

decorrentes da redução na capacidade de

transporte de oxigênio do sangue, resultando

em menor oxigenação dos tecidos, refletindo

na hipóxia tecidual, levando a dores de cabeças,

tonturas e fraqueza muscular (Santana et al.,

2016).

Desenvolvimento

Nos estudos brasileiros sobre as carências

nutricionais, observam-se doenças de origem

alimentar, adquiridas através da má ingestão de

nutrientes específicos como, por exemplo, entre

as crianças e mulheres não grávidas prevalecem

anemias em contrapartida adolescentes e adultas

com altos índices de obesidade (Araujo et

al., 2013).

Nekel (2013) descreve anemia como sendo

uma condição patológica onde ocorre a diminuição

dos níveis de hemoglobina considerados

normais pela Organização Mundial de Saúde de

acordo com o sexo e idade do indivíduo. Classificam-se

pela morfologia dos eritrócitos ou pela

sua fisiopatologia, sendo por falta de produção,

por excesso de destruição ou ainda por perda

hemorrágica. Do ponto de vista morfológico,

as anemias se classificam com base nos índices

hematimétricos de acordo com o VCM (Volume

corpuscular médio), HCM (Hemoglobina corpuscular

média) e CHCM (Concentração de hemoglobina

corpuscular média), sendo Anemias

Hipocrômicas e Microcíticas, Anemias Macrocíticas

e Anemias Normocrômicas e Normocíticas.

Segundo Pimenta et al. (2013) a anemia por

deficiência de ácido fólico e de vitamina B12

pode estar associada a fatores nutricionais e/ou

ao uso de medicamentos que interferem na absorção

dos nutrientes. A anemia megaloblástica

se identifica como normocrômica e macrocítica

pela falta ou devido á alteração no metabolismo

da vitamina B12.

A tabela 01 demonstra de maneira simplificada,

algumas das principais causas da anemia

megaloblástica (Gonçalves, 2018).

Tabela 1: Representação de algumas das etiologias da

anemia megaloblástica.

A anemia megaloblástica apresenta os

sintomas comuns das anemias como fadiga,

palidez muco cutânea, podendo também estar

associado à presença de icterícia, glossite,

atrofia ótica, distúrbios neurológicos, entre

outros. Alguns indivíduos não apresentam

sintomas e neste caso o diagnóstico incide

nas observações hematológicas, com atenção

no VGM elevado. No esfregaço de sangue

periférico, pode-se observar macrócitos ovalados

e neutrófilos com hipersegmentação;

anisocitose responsável pelo aumento do

RDW e poiquilocitose (figura 1). Nos casos

mais severos, presença de corpos Howell-

-Jolly, megaloblastos ou percursores granulocíticos.

Quanto mais severa a anemia,

maior a anisopoiquilocitose, com possível

aparecimento de fragmentos eritrocitários.

Já a medula óssea apresenta-se hipercelular

com hiperplasia eritróide, presença de

assincronismo maturativo, com núcleo mais

imaturo se comparado ao citoplasma, com

presença ou não de megacariócitos. (Gonçalves,

2018).

A vitamina B12 ou cianocobalamina é uma

coenzima fisiologicamente necessária para todas

as células que sintetizam o DNA, incluindo

as células hematopoiéticas e nervosas. Não é

sintetizada pelo organismo, é obtida através de

fontes alimentares são carnes, leite ou produtos

lácteos e ovos. “No estômago a vitamina B12

forma um complexo com o fator intrínseco e

este alcança o íleo distal, liga-se aos receptores

na superfície das células epiteliais da mucosa,

penetrando nestas células” (Goularte et al.,

2013).

A vitamina B12 é um micronutriente essencial,

atuante na maturação dos glóbulos vermelhos e

nas funções metabólicas necessárias para o sistema

nervoso central e sistema nervoso periférico.

O termo vitamina B12 refere-se à família

dos compostos de cobalamina que contém um

núcleo de corrina centrado em cobalto, semelhante

à porfirina. Dos vários componentes de

cobalamina que exibem atividade de vitamina

B12, a cianocobalamina e a hidroxicobalamina

são os mais ativos (Martins, Carvalho e Streck,

2017).

Paniz (2005) descreve a vitamina B12 como

sendo hidrossolúvel atuante na formação das

hemácias e na manutenção da atividade do sistema

nervoso. Sua deficiência ocorre devido à

má absorção pelo organismo ou ainda pela falta

da ingestão de vitamina B12, comumente presente

em ovos, carnes e leite. É muito comum

ARTIGO 03

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020

0 39


Autor: Antoniel de Oliveira Soares 1

ARTIGO 03

em idosos e vegetarianos, além de pacientes

com alterações gástricas, doenças do íleo, pancreatite

grave e em algumas síndromes, como a

de Zollinger-Ellison e a de Imerslund-Grasbeck.

Artigo publicado por Shinzato (2015) relaciona

a deficiência de vitamina B12 ao comprometimento

cognitivo e aos transtornos psicóticos

uma vez que as vitaminas B9 (folato) e vitamina

B12 (cobalamina) são cofatores que afetam o

desenvolvimento neurocognitivo e neurodegenerativo

e sua deficiência afeta principalmente

a bainha de mielina, sendo a degeneração

esponjosa e a desmielinizarão difusa da coluna

medular posterior e lateral as alterações neuropatológicas

clássicas da degeneração muitas

vezes desconsiderados em estágios iniciais

devido à falta de consenso entre os clínicos e

pela ausência de padronização dos parâmetros

de normalidade nas dosagens de vitamina B12

em pacientes com baixa sensibilidade, levam a

um diagnóstico impreciso, ocasionando danos

estruturais irreversíveis nessa população tornando

imprescindível o diagnóstico precoce da

deficiência de vitamina B12.

Absorvida no íleo é responsável pela conversão

dos substratos ácido metilmalônico e homocisteína

em succinil-coenzima/A e metionina.

Assim, a deficiência desta vitamina, resulta

no aumento dos substratos e a deficiência dos

produtos formados (Martins, Carvalho e Streck,

2017).

Para Reginaldo e Silva (2014), a deficiência da

vitamina B12 é muito frequente após cirurgia

bariátrica, uma vez que implica em alterações

anatômicas do estômago e intestino, que podem

resultar na redução na produção gástrica

de ácido clorídrico, impedindo a conversão de

pepsinogênio em pepsina, imprescindível para

a liberação de vitamina B12 ou ainda pela falta

da produção do fator intrínseco (FI) e devido à

restrição dietética. Esta condição pode se manifestar

acerca de 06 meses a 09 anos pós o procedimento,

dependendo da reserva corporal do

paciente submetido.

Segundo Goularte et al. (2013) outra anemia

carencial, a anemia perniciosa é um transtorno

caracterizado pela incapacidade das células parietais

do estômago, secretarem o fator intrínseco,

necessário para se ligar especificamente à

vitamina B12 extraída dos alimentos.

O Fator intrínseco é uma glicoproteína produzida

pelas células parietais do estômago de

importância na absorção da vitamina B12 e sua

ausência está relacionada à atrofia e na deficiência

das secreções gástricas. Trata-se de uma

patologia assintomática, com evidências a longo

período (Paniz et al., 2005).

Ainda para Martins, Carvalho-Silva e Streck

(2017), a deficiência de Vitamina B12 (cianocobalamina)

pode causar várias doenças neurológicas

como a neuropatia periférica, degeneração

subaguda combinada da medula espinal,

neuropatia óptica e disfunção cognitiva, que

varia de confusão ligeira a demência e psicose.

Nos casos onde não há carência dietética,

o tratamento para a deficiência de vitaminas

B12 é a administração parental através de injeções

intramusculares da vitamina na forma de

cianocobalamina com administrações diárias,

posteriormente semanais e mensais por toda

a vida do paciente, o que promoverá melhoras

significativas contra os sintomas da anemia. As

vias alternativas para a administração da cobalamina

podem ainda ser orais e até mesmo

nasais (Rodrigues, 2015).

Comumente as deficiências de vitamina B12

comprometem a eritropoiese, o metabolismo

dos ácidos nucleicos e a mielinização da substância

branca e dos nervos periféricos, ocasionando

a anemia megaloblástica e diversas

manifestações neurológicas, desde parestesias

até um quadro mais grave de degeneração subaguda

combinada, que inclui disfunção neuropsiquiátrica

(Delgado, 2018).

Baixos níveis de vitamina B12 no sangue são

comuns especialmente em idosos. A vitamina

B12 é obtida através de produtos de origem

animal consumidos na dieta e/ou tratamento

de substituição oral e parenteral. O déficit pode

ser uma resposta à ingestão insuficiente ou distúrbios

gastrointestinais (Martins, Carvalho-Silva

e Streck, 2017).

Para Chaves, Maia e Almeida (2014) as vitaminas

são substâncias orgânicas necessárias ao

funcionamento adequado do organismo e essenciais

para a manutenção de diversas funções

orgânicas, e a recomendação da quantidade

diária a ser ingerida é baseada atualmente nas

Referências Dietéticas de Ingestão (DRIs).

O resultado isolado do hemograma, não classifica

esta patologia, mas é um norte para evidenciar

as manifestações comuns a patologia. A

contagem de reticulócitos é baixa e a Fração Reticulocitária

Imatura (IRF) aumentada. O diagnóstico

definitivo da anemia megaloblástica se

obtém através da dosagem da cobalamina e do

folato, que apresentam baixos índices séricos. A

dosagem de ácido metilmalônico sérico é útil

para avaliar a deficiência de B12 e a dosagem

da homocisteína permite a identificação da deficiência

destes (Santana et al., 2016).

Segundo Alves e Gordan (2014) à condição

de macrocitose no eritrograma é suficiente para

associar á deficiência de ácido fólico e vitamina

B12 e os níveis séricos de folato e vitamina B12

deverão ser solicitados no início do tratamento

e quando necessários. A dosagem sérica com

concentrações baixas. Aproximadamente 10%

a 30% dos idosos acima de 50 anos apresentam

menor absorção de B12 em função da presença

de gastrite atrófica, e aproximadamente 1% a

2% apresentam anemia perniciosa, devido à

ausência de fator intrínseco necessário para a

0 40

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


Nosso rebranding é um

presente e um símbolo de

gratidão a todos os parceiros

e colaboradores por esses 20

anos de lutas e conquistas.

HEMATOLOGIA

BIOQUÍMICA

COAGULAÇÃO

ÍONS

#equipediagnostica

equipdiagnostica.com.br


Autor: Antoniel de Oliveira Soares 1

ARTIGO 03

absorção da vitamina no intestino, sendo necessário

o acompanhamento em pacientes com

desnutrição, com transtornos depressivos ou

psicóticos refratários ao tratamento psicofarmacológico,

alcoolistas, e que realizaram cirurgia

bariátrica.

A dosagem de Vitamina B12 ou Cianocobalamina

é realizada no soro e o jejum não é

obrigatório. Alguns medicamentos inclusive

anticoncepcional oral, vitaminas (comprimidos

ou injetáveis) podem interferir no resultado. O

método de execução é o de quimiluminescência

e o resultado é obtido em pg/mL. O valor de

referência varia com o sexo, sendo entre 81,0 a

488,0 pg/mL para homens e 111,0 a 522,0 pg/

mL para mulheres (Veiga et al., 2013).

A dosagem sanguínea de Vitamina B12 é o

teste mais comumente utilizado para diagnosticar

esta deficiência, por apresentar menor

custo e ter maior popularidade. Entretanto, esta

dosagem pode apresentar limitações de sensibilidade

e controvérsias sobre sua especificidade

por sofrer interferência das concentrações de

proteínas ligantes (transcobalaminas), obtendo

resultados falsos aumentados nas desordens

mieloproliferativa ou falsamente diminuídos na

deficiência de folato e na gravidez (Oliveira et

al., 2016).

Conclusão

As anemias são práticas clinicas comuns ás

rotinas laboratoriais e precisam ser classificadas

corretamente para que o tratamento seja mais

preciso e eficiente. O exame de hemograma é

de grande importância para a triagem desta

patologia, através do exame microscópico do

esfregaço sanguíneo e dos índices hematimétricos.

A vitamina B12 participa no processo de

hematopoiese e sua carência acarreta em mudanças

na morfologia dos eritrócitos levando a

uma condição de hipóxia tecidual e consequentemente

gerando patologias cardiovasculares e

neurológicas. O diagnóstico diferencial da anemia

megaloblástica é a dosagem sérica de Vitamina

B12, que seja pela má absorção, carência

nutricional ou ainda pela deficiência do fator

intrínseco. Encontra-se com dosagem baixa

ainda na gravidez, pós-cirurgia bariátrica e em

pacientes idosos sendo necessária a administração

endógena, disponível em compostos que

reagem de formas diferentes no organismo. O

diagnóstico laboratorial desta deficiência ainda

é bastante complexo, mesmo dada à importância

dos quadros associados a ela, assim, novos

métodos vem surgindo para que mesmo em

estágios subclínicos a deficiência da Vitamina

B12 seja detectada precocemente favorecendo

a eficácia do tratamento.

REFERÊNCIAS

ARAUJO, Marina Campos et al. Macronutrient

consumption andinadequate micronutrient intake

in adults. Rev Saúde Publica, Rio de Janeiro,

47 (1 Supl): 177S-189S, 2013.

ALVES, Maria Almerinda Ribeiro; GORDAN,

Pedro Alejandro. Diagnóstico de anemia em

pacientes portadores de doença renal crônica. J

Bras Nefrol, Campinas, v. 6, n. 3, p.9-12, 2014.

BORGES, Fabiana Cunha et al. Anemias causadas

pela deficiência de ácido fólico, vitamina

B12 e ferro em gestantes. Rev Brasileira de Educação

e Saúde, Pombal, v. 5, n. 3, p. 45-48, 2015.

CHAVES, Keitlen Lara Leandro; MAIA, Fernanda

Alves; ALMEIDA, Maria Tereza Carvalho.

Efeitos da deficiência e do excesso de vitaminas

no organismo. 2014. Disponível em: . Acesso em:

24 mai. 2018.

DELGADO, João Paulo Barbosa. Síndrome Demencial

Secundário a Malabsorção de Vitamina

B12 - Relato de um Caso Clínico. 2016. 14 f. Dissertação

(Mestrado) - Curso de Medicina, Clínica

Universitária de Medicina I, Universidade de Lisboa,

Lisboa, 2016.

GONÇALVES, Maria Teresa Pereira. Mecanismos,

diagnóstico laboratorial e tratamento da

anemia macrocítica. 2018. 58 f. Dissertação

(Mestrado) - Curso de Mestrado em Análises

Clínicas, Instituto Superior de Ciências da Saúde

Egas Moniz, Monte de Caparica, 2018.

GOULARTE, Fabiana Henriques et al. Deficiência

de ácido fólico e vitamina B12 em idosos:

uma revisão. Revista Amazonense de Geriatria e

Gerontologia, Rio Grande do Sul, v. 1, p. 53-62,

2013.

MARTINS, Jhonatan Telmo; CARVALHO-SILVA,

Milena; STRECK, Emilio Luiz. Efeitos da deficiência

de vitamina B12 no cérebro. Revista Inova

Saúde, Criciúma, v. 6, n. 1, p.192-206, jul. 2017.

NEKEL, Jocieli Carine. Anemia carencial em

idosos por deficiência de ferro ácido fólico e

vitamina B12. 2013. 20 f. Monografia (Especialização)

- Curso de Especialista em Hematologia

Laboratorial, Universidade Regional do Noroeste

do Estado do Rio Grande do Sul, Ijuí, 2013.

OLIVEIRA, Cristieli Sérgio de Menezes et al.

Anemia e deficiência de micronutrientes em lactentes

atendidos em unidades básicas de saúde

em Rio Branco, Acre, Brasil. Ciência e Saúde Coletiva,

[s.l.], v. 21, n. 2, p.517-530, fev. 2016.

PANIZ, C. et al. Fisiopatologia da deficiência de

vitamina B12 e seu diagnóstico laboratorial. J

Bras Patol Med Lab, v. 41; n. 5; p. 323-34, 2005.

PIMENTA, Fausto Aloísio Pedrosa et al. Doenças

crônicas, cognição, declínio funcional e Índice de

Charlson em idosos com demência. Revista da

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326-334, 2013.

REGINALDO, Greise Janaina; SILVA, Alice Freitas.

Carência de vitamina B12 após cirurgia bariátrica

no método BGYR. Revista Saúde e Pesquisa,

Curitiba, v.7, n.3, p.487-494, set./dez. 2014.

RODRIGUES, Cláudia Patrícia Canteiro. Deficiência

da vitamina B12 como um fator de risco

na demência do idoso. 2015. 51 f. Dissertação

(Mestrado) - Curso de Medicina, Faculdade de

Medicina da Universidade de Coimbra, Coimbra,

2015.

SANTANA, Jacqueline Duarte et al. Diagnóstico

e exames laboratoriais da anemia megaloblástica

por deficiência de vitamina B12 e ácido fólico.

Rev Conexão Eletrônica, Três Lagoas, v. 13. n.1,

2016.

SHINZATO, Maria Ilse. Deficiência de vitamina

B12 em idosos: um estudo bibliográfico.2015.

16 f. TCC (Graduação) - Curso de Nutrição, Centro

Universitário de Brasília – Uniceub, Faculdade

de Ciências da Educação e Saúde, Brasília, 2015.

VEIGA, Valéria da Veiga et al. Inadequação do

consumo de nutrientes entre adolescentes brasileiros.

Rev Saúde Publica, Rio de Janeiro, 47 (1

Supl): 212S-221S, 2013.

0 42

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


uma empresa Solabia Group

Grupo Solabia reforça presença no Brasil

O Grupo Solabia, presente no Brasil há mais de 20 anos com duas industrias de produção em Maringá (PR), anuncia a

aquisição da empresa brasileira Laborclin, localizada na região de Curitiba (PR). O grupo francês de capital privado é

especializado na produção de ingredientes ativos naturais para uso nas indústrias de cosméticos, farmacêutica e

agro-alimentar. Com sete usinas de produção (quatro na França, uma em Israel e duas no Brasil), fıliais comerciais nos

Estados Unidos e Alemanha, assim como centros de P&D em vários pontos do mundo, a Solabia é um player importante na

sua área de especialidade nos mercados das Américas, Europa e Ásia.

Sob a sua marca Biokar Diagnostics, a decisão de reforçar o polo de microbiologia de diagnóstico fortalece a oferta

global da divisão de meios, sendo que o grupo já é um líder europeu em meios de cultura e reagentes. Estes produtos são

usados em laboratórios de controle, nas indústrias agro-alimentar, cosmética, farmacêutica, saúde humana e animal, assim

como para análise de amostras de água e controle ambiental.

A Biokar Diagnostics cria, fábrica e comercializa várias toneladas de meios de cultura desidratado por ano,

representando mais de 200 referências. A sua experiência de mais de 50 anos na formulação de meios é ainda mais

valorizada pelo uso de peptonas e proteínas hidrolisadas fabricadas dentro do grupo.

Os vários meios de cultura desidratados são transformados em larga escala em formatos prontos para uso, tais como

tubos, viais, bags e placas Petri, e em kits de detecção, suplementos e reagentes congelados. Essas apresentações permitem

um vasto âmbito de análises desde a detecção e a identifıcação de bactérias até a identifıcação e confırmação de patógenos

prejudiciais à saúde humana.

Os produtos Biokar Diagnostics estão presentes em milhares de laboratórios em mais de 50 países no mundo. Esta

notoriedade é devida, em grande parte, à qualidade dos seus produtos e às suas soluções inovadoras.

Com a aquisição da Laborclin, o grupo reforça não só a sua capacidade industrial necessária para produção, como

também a sua capacidade de pesquisa e desenvolvimento e inovação. Ao mesmo tempo amplia o seu portfólio de produtos

e cria novas perspectivas comerciais com a otimização e combinação de uma nova rede de distribuição, agora à disposição

das duas organizações.

Gerard Josset

CEO Solabia group

Carlos Eduardo Vianna

CEO Laborclin

Contato

institucional@laborclin.com.br

41, Rue Delizy - 93692 - Pantin Cedex - France

Rua Casemiro de Abreu, 521 - Pinhais, PR - Brasil

Kibbutz Ketura D. N Hevel Eilot 8884000 - Israel

www.laborclin.com.br


GESTÃO LABORATORIAL

COVID-19: Tempo para a recuperação

econômica dos laboratórios

Minha formação básica é na área das ditas

ciências exatas (que as vezes não são tão exatas

assim, do contrário não existiria a relatividade)

e nos últimos 23 anos estou progredindo em

função do convívio com o universo das análises

clínicas. Obrigado a todos e principalmente a

TODAS, que me ensinaram e ensinam de forma

permanente. Estamos vivendo, talvez os tempos

mais difíceis desta geração, em função da COVID

– 19. A luta é literalmente pela sobrevivência

física e evitando a falência jurídica, contudo, creio

que haverá mais falências do que falecidos. Não

tem espaço para discussão moral: uma única vida

perdida não tem preço que quantifique! Que isto

fique bem claro. Não tenho competência para

debater a exatidão e a precisão das decisões

tomadas pelas autoridades médicas no campo de

epidemiologia. Minha proposta é analisar os fatos

e constatações na área econômica e financeira

para os pequenos e médios laboratórios do País.

Tenho acompanhado o excelente debate sobre

se os laboratórios podem ou devem abrir as

suas portas, debate este que envolve aspectos

legais (hierarquia das leis), econômicos, técnicos

e morais. Não vou me aprofundar neste assunto,

até pela sua exaustão. Foi aqui citado somente

porque existe o ponto de vista econômico,

este sim, o motivo do artigo. Numa análise de

extremos, laboratório fechado não existe sob a

ótica de empreendimento, portanto, havendo

condições legais e técnicas, moralmente devemos

operar o negócio (laboratório). Então, qual

a repercussão nos laboratórios clínicos,

de um Decreto-lei (DL) que obriga uma

determinada comunidade ao chamado

“Isolamento social”? Partindo da premissa

anterior de que o laboratório permanecerá

aberto, a sua “Produção” (totalidade dos exames

vendidos) deverá em média atingir algo em torno

dos 20% da produção normal (exceção para

laboratórios hospitalares), conforme observado

nestes primeiros dias. Se permanecer fechado,

obviamente será nula. Ainda, para a análise

que farei, levei em consideração as seguintes

premissas:

• O Brasil é um País de dimensões continentais,

com muitas realidades (particularidades)

diferentes. Por exemplo, tem variações no

“Valor médio dos exames – Ticket médio”

de até 600%, segundo banco de dados da

Unidos Consultoria e Treinamento. Qualquer

estudo, certamente, não abrangerá o universo

do mercado. Aliás, esta é uma limitação do

próprio método estatístico.

admite-se que tudo que foi produzido será

efetivamente recebido, logo, sem glosas, sem

inadimplências etc. Em suma, NO MUNDO

REAL DEVERÁ SER PIOR.

• O cálculo foi realizado considerando o

“Isolamento social” para um período

de 30 dias. Enfatizamos, não se trata de

um estudo com o rigorismo de um trabalho

científico da Academia, contudo, primou

pela qualidade dos dados originais e, creio

que é suficientemente conciso para embasar

decisões gerenciais no âmbito dos laboratórios

clínicos.

• O estudo levou em conta a “Margem líquida

• Nosso banco de dados abrange mais de de lucro em relação à produção – MLL%”;

embasar decisões gerenciais no âmbito dos laboratórios

uma centena de laboratórios, de todas as os “Custos fixos – CF”; o “Lucro”; a “Margem

clínicos.

regiões do País, dos mais diversos portes de contribuição”; a “Produção” e, por fim, o


(de

O

5.000

estudo

a 4 milhões

levou

de exames

em conta

mensais).

a “Margem

“PRAZO DE RECUPERAÇÃO”

líquida de

do

lucro

“shutdown

em

Todos relação os dados à foram produção coletados de – MLL%”; forma econômico”. os “Custos fixos – CF”; o

padronizada, “Lucro”; permitindo a “Margem comparações de contribuição”; entre

a “Produção” e, por

si, fim, gerando o um sistema “PRAZO de benchmarking DE RECUPERAÇÃO” • Finalmente, o estudo “shutdown

apresenta perda

competitivo econômico”. e de cooperação com âmbito progressiva da precisão/exatidão na proporção

• nacional, Finalmente, único no Brasil. o estudo apresenta direta do perda aumento da progressiva taxa de crescimento da do

precisão/exatidão na proporção percentual direta produzido do aumento em relação da à produção taxa

• A

de

análise

crescimento

foi elaborada em regime

do

econômico

percentual

normalmente

produzido

realizada

em

pelo laboratório.

relação

Dito

à

(não financeiro), partindo do princípio de que de outra forma, os resultados serão mais

produção normalmente realizada pelo laboratório. Dito de

os laboratórios têm capital de giro suficiente verdadeiros se o laboratório não produzir

outra forma, os resultados serão mais verdadeiros se o

para bancar a operação, ou seja, NÃO SERÃO exames durante o “Isolamento social”

TOMADOS

laboratório

EMPRÉSTIMOS

não produzir

BANCÁRIOS,

exames

e serão

durante

nulos se o

o

laboratório

“Isolamento

tiver uma

portanto, social” não e serão serão pagos nulos juros. se Ainda, o laboratório produção igual tiver aos tempos uma de produção

normalidade.

igual aos tempos de normalidade.

• RESULTADOS:

MLL%

Prazo de recuperação do shutdown

5,00% 11 meses

10,00% 6 meses

15,00% 4 meses e 10 dias

20,00% 3 meses e 15 dias

• ANÁLISE E DISCUSSÃO

0 44

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020

Fica evidente que os laboratórios com menor rentabilidade


Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


GESTÃO LABORATORIAL

ANÁLISE E DISCUSSÃO

Fica evidente que os laboratórios com menor

rentabilidade vão demorar mais tempo para

se recuperarem. Este fato já era logicamente

esperado, o estudo visou quantificar este

lapso de tempo para a recuperação. No caso

destes laboratórios (início da escala), um mês

de “Isolamento social” praticamente irá

consumir os lucros de um ano. Na realidade

objetiva dos fatos, certamente isto irá ocorrer,

pois o regime financeiro é implacável e “cobra”

o seu preço. Se o “Isolamento social” for

decretado por dois meses, o laboratório irá operar

dois anos sem lucrar. Como os empresários vão

viver? Quem sabe de “PAItrocínio”, não há outro

jeito! Já para a situação de ML = 10%, onde se

enquadram uma boa parte dos laboratórios,

o prazo de recuperação do shutdown passa

a ser de um semestre ou um ano para o caso

de dois meses de “Isolamento social”. Na

melhor das hipóteses, a metade do ano já está

perdida. Finalmente, mesmos os laboratórios

com grande margem de lucro, levarão mais de

meio ano para se recuperarem, na condição de

dois meses de “Isolamento social”. Quais as

consequências disto tudo?

CONSEQUÊNCIAS PROVÁVEIS

1. Empobrecimento generalizado (pelo menos

transitoriamente) dos laboratórios clínicos.

2. Queda na competitividade empresarial.

3. Aumento do risco de insolvência.

4. Aumento da ocorrência de inadimplências

na cadeia produtiva das análises clínicas,

impactando em todos os fornecedores de

insumos: reagentes, controles, calibradores,

equipamentos e afins (Câmara Brasileira de

Diagnóstico Laboratorial – CBDL); laboratórios

de apoio; prestadores de serviços terceirizados

(Contadores etc.); Sindicatos; Sociedades

Científicas (SBAC, SBPC) e, até mesmo, os

Conselhos Profissionais. Ninguém escapará

de compartilhar os prejuízos, POIS TODA

A RIQUEZA COMEÇA NOS LABORATÓRIOS,

e como vimos, eles serão duramente atingidos.

5. Risco de queda na qualidade dos serviços

prestados. Sabemos que nem todos os

laboratórios realizam os controles internos

e externos exigidos na forma da lei, menos

ainda é o número deles que têm certificações e

acreditações de terceira parte. Então, não seria

de estranhar se esta situação se agravasse em

meio a pandemia da COVID – 19, considerando

ainda que, o preço da qualidade existe e não é

baixo, sendo o seu retorno no curto e médio

prazo, praticamente só na esfera moral (ética

no coletivo), ainda que organize e proporcione

controle dos processos. O verdadeiro retorno

financeiro, que é de difícil mensuração,

ocorrerá somente no longo prazo, fruto de

uma característica intangível: a credibilidade

disseminada no inconsciente coletivo,

envolvendo desde clientes (usuários finais),

médicos até os fornecedores. Sintetizando,

toda a comunidade em torno do laboratório.

Tudo isto, em tempos de crise aguda, poderá

ser abalado, pois somente os que forjaram

o caráter fundamentado em princípios de

elevada moral, não sucumbem à tentação de

reduzir a qualidade quando o mercado se torna

extremamente adverso.

6. Mais do que nunca será imprescindível que

os pequenos e médios laboratórios adotem

um sistema de gestão profissional. Não há

mais espaço para amadorismo nos negócios

na área das análises clínicas. O futuro destas

organizações dependerá disto!

Bem pessoal, era isto que eu tinha para

compartilhar com vocês nestes momentos

difíceis que estamos passando. Estou fazendo

a minha parte, socializando o pouco que acho

que sei. Este deve ser o compromisso das

pessoas: fazer a sua parte na cadeia universal

de dependência entre todos os seres de todos

os reinos. Esperando termos contribuído para

os negócios na área das análises clínicas, nos

despedimos até a próxima edição da revista

NewsLab. Boa sorte, sucesso e que Deus nos

abençoe!

Humberto Façanha

51-99841-5153

humberto@unidosconsultoria.com.br

*Humberto Façanha da Costa Filho

Professor e engenheiro, atualmente é articulista e consultor financeiro

da SBAC, professor do Centro de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas

(CEPAC) da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) e professor

do Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo (IESA), curso

de Pós-Graduação em Análises Clínicas.

0 46

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


Este é o próximo

grande acontecimento

em hematologia.

Apresentamos o CellaVision ® DC-1

Um novo analisador CellaVision que processa uma lâmina por vez, permitindo laboratórios

de pequeno porte implementarem as melhores práticas em morfologia digital para contagens

diferenciais em sangue periférico. Mesmo compacto, apresenta o mesmo conjunto de vantagens

na implementação operacional e clínica dos nossos analisadores maiores.

Saiba mais em www.cellavision.com/its-here

O CellaVision DC-1 não se encontra disponível em todos os mercados

MM-128-08 2019-03-18


GESTÃO LABORATORIAL

Um livro para se ler em tempos de crise econômica.

E não é de auto-ajuda!

O PROGELAB – Programa Nacional para

Profissionalização da Gestão Laboratorial,

é o quinto livro escrito pelo Prof. Façanha e

traz o conhecimento gerado pelos clientes

da Unidos Consultoria em 20 anos. No fundo,

todos os profissionais das análises clínicas

que acreditaram na proposta de socializar a

gestão profissional no âmbito dos pequenos e

médios laboratórios, são os verdadeiros autores

deste livro. Qual a justificativa do livro? Na sua

origem, encontramos a necessidade de resolver

um grave problema que atualmente assola o

mercado das análises clínicas no Brasil, que

pode ser sintetizado por: “RISCO CRESCENTE

DE INSOLVÊNCIA DOS LABORATÓRIOS

CLÍNICOS DECORRENTE DA QUEDA DA

COMPETITIVIDADE”. O objetivo do livro é

ajudar a solucionar este problema, não somente

dos empresários do setor, na medida em que os

laboratórios empregam milhares de pessoas,

muitas das quais são arrimo de família e, num

sentido mais amplo, da sociedade em geral,

pois recepcionam e coletam mais de meio

milhão de pacientes/dia. Ainda, segundo a

literatura médica, “70% das decisões tomadas

pelos profissionais de saúde, estão baseadas

nos resultados dos exames laboratoriais, os

quais fornecem informações que podem ser

utilizadas para fins de diagnóstico e prognóstico,

prevenção, grau de risco para determinadas

doenças, definição de tratamentos e até mesmo,

em alguns casos, evitar os que podem ser

desnecessários”. A importância do tema tratado

pelo livro fica evidente, então, resta saber como

colaborar na solução do problema. Propomos o

Programa Nacional para Profissionalização da

Gestão Laboratorial – PROGELAB, objetivando a

socialização de sistemas de gestão laboratorial

e de apoio à decisão, aliados à um processo de

benchmarking competitivo e de cooperação,

abrangendo todas as regiões do País e operados

via internet.

O método contempla dois vetores.

O primeiro é a capacitação presencial

e à distância dos empresários e

executivos laboratoriais, na área

da gestão econômica. O segundo

consiste na aplicação prática dos

conhecimentos na rotina diária,

através de sete (7) ferramentas da

tecnologia da informação – TI, que

são os “Produtos do PROGELAB”:

1) Programa de Proficiência em

Gestão Laboratorial (PPGL) –

Desempenho da Produção;

2) PPGL – Desempenho da

Organização;

3) VALUATION – Método de

Avaliação de Laboratórios;

4) SADRI – Sistema de Apoio à Decisão Rápida

e Inteligente;

5) SISTEMA DE BENCHMARKING – Relatório de

Gestão;

6) APOIO INTELIGENTE – Terceirização Rentável

de Exames

e

7) SGCC – Sistema de Gestão Custo Certo (exige

consultoria presencial).

O valor agregado por estes produtos no controle

dos laboratórios é reconhecido pelos clientes. A

comercialização pela internet elimina os custos com

a implantação e facilita o acesso, democratizando

a gestão profissional, cuja realização nas formas

tradicionais, a torna impraticável para as

organizações de menor porte, as quais, muitas vezes,

são as que dela mais necessitam. Fizemos o possível

para socializarmos nossos conhecimentos sobre

gestão de laboratórios clínicos, pois acreditamos

firmemente que a divisão do conhecimento é na

verdade, a multiplicação das oportunidades para

todos, resultando em uma sociedade mais justa

e um País melhor. Em tempos da COVID-19, onde

o shutdown econômico produzirá considerável

estrago nas finanças dos laboratórios, a importância

deste livro fica ainda, mais evidente.

O livro é recomendado para todas as pessoas

que militam na área das análises clínicas. É

uma leitura que beneficiará amplamente os

profissionais, sejam eles gestores ou não. Boa

leitura, bom proveito!

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livro, envie e-mail para

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0 48

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


VANTAGENS DA METODOLOGIA ELISA


MATÉRIA DE CAPA

Toxicologia do Diagnósticos

do Brasil é destaque no

setor laboratorial

Com unidade dedicada, o DB Toxicológico possui maior

capacidade de exames do país nesta área.

Em 2020 o grupo Diagnósticos do Brasil

completa nove anos de história. Em

2011 inaugurou sua primeira unidade

localizada na região metropolitana de

Curitiba, estrategicamente ao lado do

aeroporto Internacional Afonso Pena. Em

pouco tempo conquistou a liderança do

mercado em apoio laboratorial com muito

comprometimento e dedicação. No ano de

2019 a matriz ganhou uma nova estrutura,

a megaunidade do Diagnósticos do Brasil,

na mesma região, mas com capacidade

ainda maior, totalizando 15 milhões de

exames mensais junto com as demais

unidades construídas ao longo dos seus

nove anos. Durante sua trajetória, o DB

nunca deixou seu propósito inicial de lado:

ser 100% apoio aos seus clientes.

A história do laboratório é marcada por

números que certificam o crescimento da

empresa. Foram vários recordes alcançados

ao longo destes nove anos, como o recorde

diário de 384 mil exames em um único dia,

ou seja, mais de 100 mil tubos recebidos.

Isso só é possível porque o DB conta com

mais de 40 unidades regionais de apoio

(URAs) espalhadas por todo o país, que

recebem as amostras e, após uma triagem

inicial, encaminham os exames para

as unidades, tudo isso em cerca de 500

rotas diárias, realizadas por uma logística

premiada internacionalmente.

Com um crescimento muito elevado, foi

preciso expandir. Durante esses nove anos

o DB inaugurou mais duas unidades de

0 50

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


análises clínicas, espelhadas a matriz,

uma na cidade de Recife e outra em

Sorocaba. E inaugurou três sedes técnicas

especializadas: DB Molecular, DB Patologia

e DB Toxicológico, somando 26mil m² de

área produtiva em suas 6 unidades.

MATÉRIA DE CAPA

“Segmentar as áreas de atuação do DB

foi um dos nossos maiores passos, com

isso conseguimos unidades dedicadas

exclusivamente as suas respectivas áreas, o

que traz mais segurança e comprometimento

com o cliente, conseguimos oferecer

uma estrutura única, com profissionais

especializados em cada área de atuação,”

Explica Tobias Martins, diretor comercial do

DB. Cada unidade especializada do DB conta

com uma equipe de assessores científicos

específica, que oferecem atendimento

exclusivo para os parceiros.

O DB Molecular, localizado na grande São

Paulo, é a sede especializada em análises de

exames de biologia molecular e genética,

possui uma estrutura planejada, com

salas específicas para diferentes exames

e tecnologias como a amplificação de

ácido nucleico com a reação em cadeia

de polimerase (PCR); hibridização in situ

fluorescente (FISH); sequenciamento

genômico (Sanger e NGS); amplificação

da sonda dependente de ligação multiplex

(MLPA); microarrays e o biochips.

O DB Molecular foi inaugurado no mesmo

ano do DB Patologia, em 2012, e ambos

ganharam novas sedes, maiores e mais

modernas em 2018, buscando atender

com qualidade a crescente demanda destas

áreas. O DB Patologia, realiza estudos das

alterações estruturais e funcionais da célula,

com foco em exames anatomopatológicos,

citopatológicos e imuno-histoquímicos.

A sede, localizada na cidade de Sorocaba,

possui capacidade de realização de mais de

200 mil exames por mês.

TOXICOLOGIA

A última unidade a ganhar sede própria foi

o DB Toxicológico, unidade inteiramente

dedicada à toxicologia, com um extenso

menu de exames. A sede tem foco

na realização de testes de toxicologia

ocupacional e de larga janela de detecção.

“Os exames do DB Toxicológico sempre

ocuparam um espaço muito grande dentro

do volume realizado pelo DB. Com uma

capacidade de realização elevada e alta

procura, os exames de toxicologia são

destaques para nós. Por isso a necessidade

de o DB Toxicológico ter uma unidade

exclusiva, com um parque tecnológico

dedicado apenas a esses exames,”

complementa Tobias.

O DB Toxicológico está localizado próximo

a meganunidade da matriz, e ao todo

possui uma capacidade para 10 milhões de

exames por ano, só nesta área. A unidade

atende a uma gama de produtos podendo

ser divididos em diferentes grupos, como:

1. Exame de larga de janela de detecção,

mais conhecido como teste do cabelo,

que identificam drogas como: cocaína,

maconha, anfetaminas, heroína e outros;

2. Toxicologia ocupacional, que detecta no

material biológico o excesso de substâncias

presentes em trabalhadores da indústria,

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020 0 51


MATÉRIA DE CAPA

como chumbo, mercúrio, cadmio; 3.

Vitaminas, das mais variadas, incluindo

vitamina A, B1, B2 B6, C e E; 4. Drogas

de abuso como crack, ecstasy (e etanol

também); 5. Drogas terapêuticas, muito

utilizadas para tratamentos de transtornos

neurológicos como lítio e oxcarbazepina;

6. Aminas biogênicas realizado para

medição de substâncias como serotonina e

catecolaminas; 7. Grupo de ortomoleculares

que inclui manganês, cromo, selênio e; 8.

Ambulatoriais, em que se tem a análise de

citrato, zinco, cobre, alumínio e outros.

Todos os exames passam por um

rigoroso controle de qualidade, que

possui acreditações e certificações como

ISO17.025:2017, LGC, PALC, Control Lab,

DICQ, PNCQ, CAP, ISO9001:2015 garantindo a

excelência na qualidade do DB Toxicológico.

TECNOLOGIA

O parque tecnológico do DB Toxicológico

é o mais moderno do mercado, com

tecnologia de ponta composto por mais

de 70 equipamentos específicos focados

exclusivamente ao setor de toxicologia,

como sistemas de cromatografia líquida

de alta eficiência (HPLC) e Ultra-HPLC;

equipamentos de absorção atômica com

forno de grafite, cromatografia gasosa,

ICP-MS e LC-MS/MS. O núcleo técnico

operacional conta com uma área de

2.500m², o maior do país.

O DB Toxicológico possui equipamentos de

última geração para suas análises. “Uma

metodologia que vem se destacando na

área laboratorial é a espectrometria de

massa, por sua alta seletividade, precisão,

exatidão e sensibilidade. Este equipamento

acoplado às máquinas clássicas no setor

de toxicologia que já apresentam alta

performance analítica se intensificam,

e isso pode ser aplicado em diversas

áreas laboratoriais, como a imunologia,

neonatologia, bioquímica e microbiologia,”

explica Polinércio Casarini de Souza, gerente

da Unidade do DB Toxicológico.

A LEI NA TOXICOLOGIA:

Dentro do grande leque de exames que

o DB Toxicológico atende, dois deles

ganham destaque por estarem ligados ao

cumprimento de leis e normativas.

O exame toxicológico de larga janela

de detecção identifica a presença de

metabólitos de drogas psicoativas que se

de depositam nos fios de cabelos e pelos

do corpo, essas substâncias permanecem

no organismo por um longo período e

são detectadas através deste exame.

Tem como objetivo analisar os hábitos de

consumo, de drogas de abuso, praticados

por pessoas que delas utilizam. Mais

conhecido como teste toxicológico do

cabelo, o exame de larga janela de

detecção é amplamente realizado e

cumpri com a Lei Federal 13.103, que

entrou em vigor em março de 2016. A lei

determina a obrigatoriedade do exame

para renovação de CNH nas categorias

C, D, e E, bem como mudança dessas

categorias e primeiras habilitações. O

exame também é exigido no momento

da admissão e demissão de motoristas

contratados em regime CLT e contempla

alguns concursos públicos.

Outro exame exigido por lei, é o exame

de toxicologia ocupacional, utilizado

pela indústria para medição dos níveis de

substâncias químicas em trabalhadores

expostos. Com foco em prevenção, o

exame consiste em manter os níveis

dessas substâncias dentro dos parâmetros

estabelecidos por órgãos governamentais

ou pela comunidade científica. Aqui no

Brasil, os testes de toxicologia ocupacionais

atendem a Norma Regulamentadora nº7

do Programa de Controle Médico de Saúde

Ocupacional (NR-7/PCMSO), e a Portaria

nº 24 da Secretaria e Saúde no Trabalho, de

29 de dezembro de 1994, que estabelecem

as regras para o controle da exposição a

agentes químicos, o DB Toxicológico também

contempla outros indicadores, com um menu

de avaliação da exposição a agentes químicos

mais completo do mercado.

TOXICOLOGIA OCUPACIONAL

Os testes laboratoriais no setor de toxicologia

ocupacional analisam as substâncias

tóxicas presentes nos trabalhadores expostos

das seguintes industrias: alimentí-

0 52

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


cias; automobilística; baterias; borracha e

derivados; colas, plásticos e resinas, construção

civil; petroquímica e combustíveis;

metalúrgica e fundição; química e química

atua de forma preventiva, por isso é tão

importante a realização desses testes

dentro da normativa,” ressalta Polinércio.

fornece a realização de exames toxicológicos

como vitaminas, zinco, selênio, folato.

O setor se destaca pelas inovações

MATÉRIA DE CAPA

fina; têxtil, calçados e indústria do couro;

O DB Toxicológico atua em várias frentes,

tecnológicas e é a promessa do futuro das

vidros e cerâmicas; e tintas e vernizes.

e apoia ações governamentais de cunho

análises hormonais especiais. “A evolução

Cada uma dessas indústrias possui difer-

social também, como o Estudo Nacional de

da medicina laboratorial hoje implica tanto

entes agentes químicos que precisam ser

Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI),

em soluções de inteligência artificial e

analisados para garantir a saúde dos co-

que pesquisa estado nutricional e as

marcadores biológicos que sejam seletivos a

laboradores.

deficiências de micronutrientes de crianças

uma doença visando a melhorar as condições

menores de cinco anos no Brasil. A pesquisa

e os cuidados com o paciente através de um

Acesse o QR Code e

encomendada pelo Ministérios da Saúde,

diagnóstico assertivo,” finaliza Polinércio.

veja a lista completa

do seguimento

industrial e dos

principais exames indicados.

Dentre as substâncias e produtos de sua

metabolização são analisados, como por

exemplo: fenol, ácido trans-mucônico,

ácido hipúrico, chumbo, níquel, cádmio.

“A exposição à essas substâncias e

o aumento, acima do nível máximo

permitido (IBMP), no organismo podem

causar reações adversas e doenças,

inclusive cancerígenas, por isso a

preocupação em evitar o surgimento

delas. O exame de toxicologia ocupacional

A unidade conta com atendimento exclusivo para o

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suporte no segmento ocupacional, interpretação de

exames e dúvidas gerais referentes as normativas que

tratam dos exames toxicológicos, incluindo o de larga

janela de detecção. Conheça mais o DB Toxicológico

através dos canais de contato: 0800-6400380 ou no

e-mail: sac.toxicologico@dbdiagnosticos.com.br BR 376, 11.313. Cruzeiro - São José dos Pinhais - PR - CEP 83010-500

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020 0 53


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PUBLIEDITORIAL

Fluxo de Atendimento e Coleta de Amostras no

Diagnóstico Laboratorial da infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2)

Os laboratórios devem criar fluxos para identificação

precoce de pacientes sintomáticos com

solicitação para pesquisa do SARS-CoV2, bem

como processos de atendimento preferencial ou

referenciamento a outros serviços.

Para os sintomáticos respiratórios, é recomendada,

durante a permanência na unidade, a

utilização da máscara cirúrgica pelo paciente e

por seu(s) acompanhantes(s).

Enfatizar a importância do uso de lenços descartáveis

ao espirrar e tossir, bem como da higiene

frequente das mãos com álcool gel ou lavagem

das mãos com água e sabão. Aconselha-se a

disponibilização deste material em local de fácil

acesso aos pacientes, bem como de lixeiras

para lixo comum com acionamento por pedal

para descarte de lenços e máscaras já utilizados

pelos pacientes.

Deve-se minimizar o tempo que o paciente permanece

na unidade laboratorial, principalmente

em contato próximo com demais pacientes.

Conduzir a áreas reservadas (idealmente box

privativo) ou ainda, a disponibilizar a coleta em

domicílio. Acompanhantes não devem permanecer

na sala durante a coleta.

Investigação laboratorial de infecção

respiratória associada ao SARS-CoV2

O teste recomendado para o diagnóstico da infecção

por SARS-CoV2 é a reação da polimerase

em cadeia com transcrição reversa em tempo

real (rRT-PCR). Para este exame, utiliza-se

principalmente amostra de trato respiratório

superior (swabs de nasofaringe E orofaringe) e

amostra de trato respiratório inferior (escarro,

quando possível).

Biossegurança e uso de equipamento de

proteção

Devem ser utilizados para a coleta avental

descartável, luvas, máscara N95 (ou PFF2) e

óculos de proteção.

Colocação dos EPIs (antes de adentrar a

sala de coleta)

Primeiro passo: Vestir o avental descartável

de mangas longas. Trocar se houver contaminação

durante a coleta.

Segundo passo: Colocar a máscara N95/PFFE.

Terceiro passo: Colocar os óculos ou o escudo

de proteção.

Quarto passo: Calçar as luvas, após a lavagem ou

higienização das mãos, e ajustar sobre os punhos.

Trocar se houver contaminação.

Retirada dos EPIs (antes de deixar a sala

de coleta, exceto a máscara):

Primeiro passo: Retirar as luvas de forma a

não contaminar as mãos com a parte exterior.

Segundo passo: Retirar os óculos ou escudo e

lavar ou higienizar imediatamente as mãos.

Terceiro passo: Retirar o avental tentando não

tocar na parte frontal. Se isso ocorrer, lavar ou

higienizar as mãos.

Quarto passo: Retirar a máscara por trás, evitando

tocar a região frontal, somente após deixar

a sala de coleta. Lavar as mãos com água e

sabão ou higienizá-las com álcool-gel.

Nota: A máscara N95 (dou PFF2) deve ser posicionada

antes de entrar no box de coleta, e

retirada após sair do box.

Descartar o material usado em recipiente de lixo

infectante.

Recomendações gerais para manipulação

de material potencialmente infectante

em ambiente laboratorial

Quaisquer procedimentos com potencial de geração

de aerossóis (por exemplo, o preparo de

amostras com frasco aberto, e uso de vórtex)

devem ser realizados dentro de cabine de segurança

biológica certificada de Classe II.

Idealmente as caçapas das centrífugas devem

ser abastecidas e desabastecidas dentro da cabine

de segurança biológica, e devem ser usadas

centrífugas apropriadas com rotores tampados.

Qualquer procedimento que gere aerossol e seja

realizado fora de cabine de segurança, bem como

limpeza de material clínico altamente suspeito,

deve ser feito com a utilização de máscara N95 ou

equivalente. Após o processamento das amostras,

as superfícies e equipamentos devem ser descontaminados

com desinfetantes apropriados.

Transporte de amostras biológicas

A embalagem e o transporte das amostras biológicas

que possam conter o SARS-CoV2 devem

seguir as recomendações da legislação vigente

(atualmente, a RDC Nº 20, de 10 de abril de

2014, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária,

para Substância Biológica Categoria B).

As instruções de estabilidade de amostra e temperatura

de acondicionamento devem seguir as

orientações do laboratório executante.

Limpeza e desinfecção de superfícies

Recomenda-se intensificar a limpeza de superfícies

e objetos de uso frequente do público,

como maçanetas e botões de elevadores. Fazer

a desinfecção de superfícies com hipoclorito de

sódio a 0,1% ou etanol 62-70% reduz significativamente

e infectividade dos coronavírus após

1 minuto de exposição.

Importante salientar que o conhecimento sobre

a doença vem evoluindo, de forma que as recomendações

poderão sofrer modificações.

Assessoria Científica Lab Rede

Fonte: Sociedade Brasileira de Patologia Clínica

e Medicina Laboratorial SBPC/ML. DIAGNÓSTI-

CO LABORATORIAL DA INFECÇÃO PELO NOVO

CORONAVÍRUS (COVID-19) – POSICIONAMENTO

OFICIAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE PATOLO-

GIA CLÍNICA/MEDICINA LABORATORIAL (SBPC/

ML). Disponível em http://www.sbpc.org.br/

wp-content/uploads/2020/02/DiagnosticoLaboratorialDaInfeccaoPeloNovoCoronavirus.pdf

Consulta em 12/03/2020

0 56

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


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MINUTO LABORATÓRIO

O que vocês fazem pela Segurança

do Paciente?

Por Fábia Bezerra

Fábia Bezerra *

Fábia Bezerra, Biomédica, com mais de 20 anos na

área Laboratorial. Consultora e Auditora na Empresa

Suzimara & Sarahyba Consultoria.

Email: contato@suzimaraesarahyba.com.br

Quando se fala em Segurança do Paciente, já

nos vem uma lista de regras a serem cumpridas.

Mas, vocês estão realmente cientes da

importância de cada uma delas?

Só para vocês terem uma ideia, a chance de

alguém sofrer algum dano dentro de uma

viagem de avião, é 1 em 1 Milhão, já em uma

Instituição de Saúde, essa probabilidade vai de

1 em cada 300 pacientes, sim, eu disse 1 em

300, onde a pessoa pode desde receber uma

medicação errada à ter uma perna amputada

por um simples detalhe: falta de atenção ao

paciente. E as estatísticas não param por aí,

existem dados recentes onde indicam que os

danos a pacientes são a 14º maior causa de

morbidade e mortalidade no mundo, sendo

comparadas inclusive aos índices de casos de

tuberculose e malária.

Eu não gostaria de ter alguém que estimo dentro

de uma estatística dessas e você?

Então, está mais que na hora de redobrarmos

nossa atenção quando formos atender

o amor de alguém, eles não são números de

leitos, são pessoas que estão sendo aguardadas

por suas famílias, são seres humanos que

depositam ali, em suas mãos, sua vida, sua

confiança e esperança.

Atualmente, com toda essa tecnologia de

identificações, prontuários eletrônicos e etc,

ainda temos um índice de danos de 1 a cada

10 pacientes nos hospitais. O impacto de um

simples comprimido para pressão alta para

quem tem pressão baixa ou, uma cirurgia de

tumor cerebral em um paciente que não tem

tumor, mas o mesmo nome do paciente do

leito ao lado – que é quem deveria ser operado,

causam danos irreparáveis na vida daquela

pessoa. Chega a ser uma crueldade com quem

está ali para receber cuidados e é literalmente

mal cuidado.

Investimentos em treinamentos e reciclagens

para evitarmos e reduzirmos a ocorrência de

incidentes de segurança do paciente podem

gerar uma economia significativa, além de

melhores resultados para os pacientes. Portanto,

não pensem que é caro custear treinamentos

para a equipe, caro ficará, ter que

responder judicialmente por um dano.

E por onde começa a segurança do paciente?

No Atendimento Primário! Como está o acesso

dos seus pacientes? Eles conseguem receber

atendimento primário em tempo hábil? Existe

um cuidado realmente eficaz que evita internações

ou reiternações sem real necessidade?

Feche o ciclo dos resultados dos exames: Sua

equipe tem controle dos resultados urgentes

e se estes são analisados com prioridade? Os

resultados são transmitidos de maneira clara e

linguagem de fácil entendimento?

Se houver falha na segurança, como é trabalhado

o incentivo de comunicação de erros a

Gestão? a equipe se sente segura para falar? A

cultura é justa, focada em melhorias de processos

ou na culpa individual?

Reflitam sobre todas estas questões e tracem

suas metas.

Escutem suas equipes, a experiências deles

e suas perspectivas podem agregar muito a

instituição. É um tipo de recurso valioso para

ajudar na identificação de oportunidades de

melhoria, avaliar progressos e resultados.

A comunicação efetiva é uma das principais

ferramentas que dispomos para assegurar

um atendimento com excelência para garantir

a segurança do paciente em todas as

suas fases.

Fonte:

http://proqualis.net/relatorio/10-fatos-sobre-

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0 58

Revista NewsLab | Dez/Jan 2020


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RADAR CIENTÍFICO

A importância do monitoramento laboratorial

de pacientes com COVID-19

A doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19) é uma pandemia

emergente causada pelo coronavírus da síndrome respiratória

aguda grave 2 (SARS-CoV-2). A medida que o número de indivíduos

infectados pelo vírus continua a aumentar globalmente e os sistemas

de saúde se tornam cada vez mais sobrecarregados, fica claro que o

laboratório clínico desempenhará um papel essencial no manejo da

pandemia, atuando tanto no diagnóstico quanto no monitoramento

e tratamento dos pacientes [1].

O papel crítico do laboratório clínico na COVID-19

Modificado de Lippi et al, 2020

Os sistemas de saúde de diversos países têm sido pressionados pelo grande número de infectados que necessitam de internação, seja

ela em leitos comuns ou de UTI. Estima-se que a taxa de internação em pacientes acima de 60 anos chega a 12% e, acima dos 80 anos,

pode atingir 20% [2]. Dos pacientes internados, aproximadamente um terço necessita de ventilação mecânica e cuidados intensivos [3].

Dentre os sobreviventes, o tempo de internação médio é de 10 a 13 dias, período no qual é essencial o monitoramento da evolução dos

aspectos laboratoriais dos pacientes [4].

Tempo de internação na Covid-19

Modificado de Yang Liu et al, 2020

Diversos estudos têm avaliado as alterações presentes em pacientes

com COVID-19 e diversos testes diagnósticos comuns de hematologia

e bioquímica foram implicados numa progressão desfavorável da doença,

fornecendo informações prognósticas importantes. Uma lista

de testes recomendados, com base na literatura atual, está incluída

abaixo [1, 5, 6].

Achados laboratoriais em pacientes com COVID-19 com prognóstico desfavorável

0 60

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


RADAR CIENTÍFICO

Além disso, estudos que avaliaram os resultados laboratoriais

de hemostasia de pacientes com COVID -19 demonstraram

que boa parte dos pacientes que vieram a óbito apresentavam

valores significativamente alterados para TP, Dímero-D e Fibrinogênio

[7]. Com isso, a Sociedade Internacional de Trombose

e Hemostasia (ISTH) publicou um documento orientando profissionais

da saúde quando ao acompanhamento diário desses

parâmetros em pacientes internados com COVID-19 [8].

REFERÊNCIAS

[1]Lippi G, Plebani M. The critical role of laboratory medicine during

Fica claro, dessa forma, que os laboratórios clínicos são

parte fundamental nos esforços para a erradicação da

COVID-19, atuando muito além somente do diagnóstico.

UMA CONTRIBUIÇÃO PARA A EMERGÊNCIA

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país, a Erba Brazil disponibilizará gratuitamente* o equivalente

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de campanha ou hospitais que necessitam criar ou

aumentar a capacidade de seus laboratoriais clínicos para

o acompanhamento dos pacientes com Covid-19. Além

disso, visando atuar também no diagnóstico da COVID-19,

a Erba Diagnostics Brazil lançará em breve no brasil o ErbaLisa®

COVID-19 IgG e IgM, teste de ELISA para a detecção

de anticorpos IgG e IgM, desenvolvido e produzido na

fábrica da Erba Mannheim de San Diego, nos EUA.

coronavirus disease 2019 (COVID-19) and other viral outbreaks.

[2]Verity R, et al. Estimates of the severity of coronavirus disease 2019:

a model-based analysis.

[3]Liu Y, et al. Viral dynamics in mild and severe cases of COVID-19.

[4]https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/hcp/clinical-guidance-management-patients.html

[5]Lippi G, Plebani M. Laboratory abnormalities in patients with CO-

VID-2019 infection.

[6]Fan B, et al. Hematologic parameters in patients with COVID-19

infection.

[7]Tang N, et al. Abnormal coagulation parameters are associated with

poor prognosis in patients with novel coronavirus pneumonia.

[8]Thachil J, et al. ISTH interim guidance on recognition and management

of coagulopathy in COVID-19.

* Para mais informações sobre os contratos de cessão dos

equipamentos e sobre os detalhes da operacionalização, fale

conosco em: contato-brasil@erbamannnheim.com

0 62

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


RADAR CIENTÍFICO

Compêndio da Literatura da Procalcitonina (PCT)

Valor diagnóstico, prognóstico e de orientação

de tratamento da procalcitonina.

Introdução

A sepse pode afetar qualquer pessoa, a qualquer

momento. É uma doença potencial que altera

o estilo de vida levando a importantes consequências

individuais e sociais. A sepse causa mais

mortes anualmente do que o câncer de pulmão,

de colo e de mama combinados; e sobreviventes

à sepse podem experimentar ao longo da vida

déficits impactantes que incluem, mas não se limitam,

a sintomas do tipo transtorno do estresse

pós-traumático (TEPT) e amputações.1,2

É de grande preocupação que a incidência da

sepse tenha crescido na última década: aproximadamente

1,5 milhões de casos são diagnosticados

anualmente nos EUA, contribuindo para

uma enorme carga de assistência médica em

mais de $80 bilhões/ano.3,5

Os dados nacionais disponíveis apontam para

uma elevada letalidade, sobretudo em hospitais

públicos vinculados ao Sistema Único de Saúde.

Infelizmente, o número de casos de sepse no Brasil

não é conhecido. Um estudo de prevalência de um

só dia em cerca de 230 UTIs brasileiras, aleatoriamente

selecionadas de forma a representar de maneira

adequada o conjunto de UTIs do País, aponta

que 30% dos leitos de UTIs do Brasil estão ocupados

por pacientes com sepse ou choque séptico.25

O diagnóstico da sepse pode ser desafiador,

uma vez que, muitas doenças infecciosas, não-

-infecciosas e algumas desordens orgânicas

podem compartilhar sintomas clínicos ou hemodinâmicos.6

Atualmente, existem poucos

biomarcadores que podem auxiliar no diagnóstico

da sepse, e a maioria dos marcadores

disponíveis, como contagem de glóbulos brancos,

proteína C reativa, temperatura corporal e

lactato são inespecíficos para sepse.7,8 Como

resultado, a sepse pode não ser diagnosticada

por horas ou até dias, porém estudos indicam

claramente que a rápida iniciação de antibióticos

e suporte hemodinâmico são essenciais

para um tratamento de sucesso e minimização

de morbidade e mortalidade.9

Não é de se admirar, então, que muitos pesquisadores

fiquem dedicados para o desenvolvimento

de métodos específicos e sensíveis

para o diagnóstico da sepse. A procalcitonina

(PCT), o pró-hormônio da calcitonina, se tornou

conhecida como marcador de infecção bacteriana

em 1983 logo após a hipercalcitonemia ser

observada em crianças com doença meningocócica

fulminante por Mallet et al.10 Após quatro

décadas de extensos estudos clínicos, a PCT

agora é reconhecida como um marcador para

avaliar o risco e a progressão da sepse, e como

uma ferramenta para orientar a antibiótico terapia.

Os três artigos que compõem este compêndio

abordam o uso da PCT em diferentes

cuidados clínicos para patologias de gravidades

variáveis, e fornecem evidências do seu benefício

financeiro. Cada artigo ilustra um aspecto

significativo do uso da PCT, ainda que represente

apenas a ponta do iceberg dos milhares de

artigos publicados deste biomarcador.

Valor diagnóstico da procalcitonina,

interleucina-6 e interleucina-8 em pacientes

críticos admitidos com suspeita

de sepse

Harbarth S, Holeckova K, Froidevaux C, et al.

Am J Respir Crit Care Med 2001;164:396-402.

DOI: 10.1164/ajrccm.164.3.2009052

Objetivo

Comparar a capacidade diagnóstica e prognóstica

da procalcitonina (PCT) com interleucinas

inflamatórias e marcadores rotineiros de

cuidados intensivos de inflamação, estabilidade

hemodinâmica e acidose para identificação de

sepse em pacientes críticos.

Métodos

• Marcadores medidos prospectivamente em 78

pacientes admitidos com síndrome da resposta

inflamatória sistêmica (SIRS) e suspeita de infecção.

• Os marcadores foram avaliados utilizando

uma variedade de métodos estatísticos.

Resultados

• Diagnóstico final: SIRS (n = 18), sepse (n = 14),

sepse severa (n = 21) e choque séptico (n = 25).

• A PCT discriminou SIRS, sepse, sepse severa

e choque séptico mais adequadamente do que

qualquer um dos outros marcadores.

• A sensibilidade, valor preditivo positivo

(VPP) e valor preditivo negativo (VPN) da PCT

para diferenciar SIRS e todos os níveis de sepse

foram mais favoráveis que os outros marcadores

investigados nesse estudo. A especificidade

também foi tão boa quanto ou até mais assertiva

que os outros marcadores.

• A concentração média de PCT aumentou

com a gravidade da doença.

• De acordo com a análise ROC, o uso de PCT

com um ponto de corte de 1,1 ng/mL melhorou

a capacidade de prever a probabilidade de sepse.

Conclusões dos autores

“Elevadas concentrações de PCT parecem ser

um indicador de sepse em recém-admitidos

e pacientes críticos, e são capazes de complementar

sinais clínicos e parâmetros laboratoriais

de rotina sugestivos de infecção grave”.

0 64

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


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RADAR CIENTÍFICO

Este artigo demonstra que, para pacientes criticamente

doentes no momento da admissão, a

PCT em combinação com os sinais e sintomas

fornece um poder discriminativo mais adequado

para diferenciar fontes não bacterianas de

inflamação e infecção bacteriana associadas à

sepse do que apenas a avaliação clínica, também

evidenciou que há concordância entre a

elevação da PCT e a evolução da gravidade da

sepse e como as concentrações séricas da PCT

elevam-se muito cedo na infecção podem fornecer

informações importantes ao clínico muito

tempo antes que os resultados da cultura.

Valor prognóstico da procalcitonina

em infecções do trato respiratório em

contextos clínicos

Kutz A, Briel M, Christ-Crain M, et al. Crit

Care 2015;19:74. DOI: 10.1186/s13054-

015-0792-1

Objetivo

Investigar o valor prognóstico dos níveis basais

de PCT para prever falha do tratamento ou

morte em uma população de pacientes com

uma grande variedade de níveis de infecções

respiratórias agudas (IRA). O valor prognóstico

foi avaliado por meio clínico (cuidados primários,

departamento de emergência (DE), UTI)

para pacientes com diferentes graus de gravidade

da infecção.

Métodos

• Meta-análise de dados de 14 estudos

randômicos ou quase randômicos, projetados

para avaliar a segurança e a eficácia da

antibioticoterapia guiada pelo PCT. Pacientes

adultos com IRA (n = 4.211: 1.008 cuidados

primários; 2,605 DE; 598 UTI).

• A falha do tratamento em 30 dias foi definida

de acordo com o ambiente clínico:

– Atenção Primária: hospitalização, complicações

de IRA, recorrência ou piora da infecção,

qualquer sintoma de IRA em andamento.

– Departamento de Emergência: Internação

em UTI, re-internação, complicações da IRA ou

recorrência ou piora da infecção.

• A capacidade discriminatória da PCT de

prever falha do tratamento ou a mortalidade

para cada cenário foi classificada pela probabilidade

(odds ratio OR) da falha do tratamento

ou a mortalidade & o sucesso do tratamento.

• A análise ROC foi usada para determinar os

pontos de corte.

• Sensibilidade, especificidade, VPN e VPP

foram usados para estimar a previsão de risco

para diferentes subgrupos do IRA usando pontos

de corte estabelecidos clinicamente de 0,1

ng/mL, 0,25 ng/mL, 0,5 ng/mL, e 2,0 ng/mL.

Resultados

• Os níveis de PCT em pacientes admitidos no

DE com IRA foi um preditor da probabilidade de

falha do tratamento e mortalidade. Foram observadas

diferenças nos níveis de PCT entre pa-

cientes da atenção primária e pacientes de UTI,

mas não foram estatisticamente significantes.

• O valor prognóstico de PCT foi significativo

para infecções do trato respiratório inferior

(ITRI), classificadas como pneumonia

adquirida na comunidade (PAC), bronquite

ou exacerbação DPOC (EDPOC); mas não para

IRA superior, exceto na falha do tratamento de

resfriado comum.

• Níveis elevados de PCT em pacientes

do DE com ITRI indicaram um aumento na

probabilidade de falha do tratamento (OR

= 1,85, AUC = 0,64) e mortalidade (OR =

1,82, AUC = 0,67) P =


Conclusões dos autores

“Os níveis de PCT podem ajudar a prever

a probabilidade de falha do tratamento ou

mortalidade em pacientes com ITRI admitidos

no DE”.

Este artigo demonstra que a admissão de

PCT tem valor prognóstico para ITRI no DE, ao

utilizar a PCT para pacientes com ITRI no DE,

poderá auxiliar o corpo clinico em estabelecer

o risco inicial de falha do tratamento (ou seja,

agravamento ou doença recorrente) e mortalidade,

que pode ajudar a orientar a tomada

de decisões gerais sobre cuidados e alertar

os médicos sobre a possível necessidade de

maior vigilância.

Efeito do tratamento com antibióticos guiados

pela procalcitonina na mortalidade em infecções

respiratórias agudas: uma Metanálises

com pacientes

Schuetz P, Wirz Y, Sager R, et al. Lancet Inf

Dis. 2018;18:95-107. DOI: 10.1016/s1473-

3099(17)30592-3

Objetivo

Determinar se a PCT pode ser usada com segurança

em diferentes contextos clínicos para

orientar a prescrição de antibióticos em pacientes

com infecções respiratórias agudas.

Métodos

• Estudo Metanálises randomizados dos

dados de pacientes, realizado nos EUA e em

outros 11 países, a partir de 26 centros de triagem

controlado.

• Os grupos de pacientes foram derivados dos

dados publicados de estudos em que adultos

que necessitam de cuidados para qualquer tipo

de infecção respiratória superior ou inferior, foram

aleatoriamente designados para um grupo

de tratamento guiado por PCT ou para uma coorte

que recebeu tratamento padrão.

• O valor de orientação da PCT foi avaliado

com base na mortalidade em 30 dias e falhas

específicas de tratamento (atenção primária/DE

ou hospital/UTI). A falha no tratamento para a

atenção primária ou grupos do DE ou do hospital

definidos como o de Kutz et al. O tratamento

na UTI foi definido como infecção recorrente ou

agravada.

• A orientação do uso da PCT também foi avaliada

para determinar seu impacto na redução

do uso inapropriado de antibióticos, tempo de

internação e desenvolvimento de efeitos colaterais

de antibióticos.

Resultados

• Uma pequena diferença, do ponto de vista

estatístico, foi observada na mortalidade em

30 dias quando o PCT foi usado para orientar a

antibiótico terapia, independentemente do tipo

de infecção ou situação (DE, cuidados agudos

ou ambulatorial).

• A porcentagem de pacientes que passaram

por tratamento falho foi um pouco menor no

grupo cujo cuidado foi guiado pela PCT, mas

essa diferença não foi estatisticamente significante.

• Em média, pacientes cuja terapia foi guiada

pelos níveis de PCT reduziram cerca de 2 a 4 dias

o uso de antibióticos comparados com aqueles

cujos cuidados foram baseados na prática padrão.

• Um menor número de pacientes cujos cuidados

foram guiados por PCT tiveram efeitos colaterais

relacionados à antibióticos comparados

aqueles que receberam tratamento padrão.

Conclusões dos autores

“O uso de procalcitonina para guiar o tratamento

com antibióticos em pacientes com

infecções respiratórias agudas, reduz a exposição

a antibióticos e efeitos colaterais e

melhora a sobrevida".

Este estudo demonstra que o uso de protocolos

guiados pela PCT para iniciação,

retirada e descontinuação da antibioticoterapia

em pacientes com IRA tem o potencial

de melhorar o tratamento com antibióticos,

tornando assim melhorado o manejo dos

antibióticos levando a efeitos positivos nos

resultados clínicos reduzindo a ocorrência

de efeitos adversos dos antibióticos além de

evitar e reduzir a ameaça de desenvolvimento

de organismos resistentes a múltiplos antibióticos

que estão associados ao aumento

da morbidade, mortalidade, tempo de internação

e custos com a saúde.

Pneumonia por COVID-19: Procalcitonina

para avaliação de risco e exclusão da coinfecção

bacteriana

Como descrito acima, a PCT é amplamente

usada para avaliar o risco de infecção bacteriana,

progressão para sepse grave e choque

séptico em conjunto com outros achados laboratoriais

e avaliação.

Além disso, a alteração da PCT ao longo

do tempo é usada para determinar o risco

de mortalidade. Em pacientes com suspeita

ou confirmação de infecções do trato respiratório

inferior (ITRI), incluindo pneumonia

(PAC), bronquite aguda e exacerbações agudas

da DPOC, a PCT é auxiliar na tomada de

decisão em antibioticoterapia para pacientes

internados ou no pronto-socorro (ED).

RADAR CIENTÍFICO

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020

0 67


A PCT demonstrou ser também uma fer-

mortes ocorreram em quase todos os pa-

Basuyau JP, Brunelle P. Hypercalcitoninaemia

RADAR CIENTÍFICO

ramenta valiosa na atual pandemia de

COVID-19 para identificar precocemente

pacientes com baixo risco de coinfecção bacteriana

e resultado adverso.11-16

cientes associados à sepse/choque séptico e

insuficiência respiratória/SDRA.12 13 16 18

Referências:

1. Life after sepsis fact sheet. 2018. at ht-

tps://www.cdc.gov/sepsis/pdfs/life-after-

in Fulminant Meningococcaemia in Children.

The Lancet 1983;321.

11. Huang C et al: Lancet 2020; 395: 497–506

12. Guan W. et al., NEJM 28 Feb 2020,

https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/

Uma nova análise de 1.099 conjuntos de

-sepsisfact-sheet.pdf.)

NEJMoa2002032

dados de pacientes COVID-19 de vários cen-

2. Murphy S, Xu J, Kochanek K, Curtin SA,

13. Zhou et al., Lancet, March 9,

tros médicos na China2 demonstrou que, a

E.Deaths: Final Data for 2015. National Vital

2020,https://doi.org/10.1016/S0140-

PCT apresenta-se menor do que


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da COVID-19

Autores: Dr. Alexandre Marchini, radiologista torácico do Fleury Medicina e Saúde,

Dr. Carlos Verrastro, radiologista torácico do Fleury Medicina e Saúde

O sistema respiratório é um local frequentemente

acometido por doenças infecciosas, em

grande parte devido à sua ampla superfície de

contato com o meio externo. Diversos agentes,

incluindo vírus, bactérias, micobactérias, fungos

e parasitas podem causar doenças clinicamente

significativa nos pulmões, nas vias aéreas ou em

qualquer outro órgão ou estrutura torácica em

adultos, crianças, pacientes imunocompetentes

ou imunossuprimidos.

Os vírus e as bactérias são os dois agentes que

mais frequentemente provocam infecções respiratórias.

Vivemos atualmente uma pandemia

causada por um novo coronavírus, entretanto

fora desta ocasião excepcional os vírus que mais

causam doenças respiratórias em adultos imunocompetentes

são o Influenza, Parainfluenza,

Adenovirus, Vírus Sincial Respiratório e Metapneumovirus.

O diagnóstico das infecções respiratórias é

principalmente clínico-laboratorial e, na maior

parte das vezes, auxiliado com a radiografia de

tórax (RX). A tomografia computadorizada (TC)

é reservada para casos atípicos, para a avaliação

de complicações ou em casos com evoluções

desfavoráveis. Tratando especificamente das

pneumonias virais, é importante ressaltar que

existe uma ampla sobreposição das alterações

encontradas na RX e na TC nas doenças causadas

por diferentes agentes. Alguns pacientes

podem, inclusive, apresentar exames de imagem

normais. Desta forma, os exames de ima-

gem não devem ser usados para rastreamento

nem tampouco para a definição de um agente

etiológico específico.

Apesar das ressalvas citadas acima, a atual

pandemia pela COVID-19 vem trazendo destaque

para o uso da TC. De fato, por tratar-se

de um método amplamente disponível e com

resultados rápidos, a TC pode parecer extremamente

atrativa no contexto atual. Para evitar o

uso incorreto e indiscriminado dos métodos

diagnósticos baseados em radiação ionizante,

diversas sociedades nacionais e internacionais

propuseram documentos sobre a indicação

destes testes. Segundo o Colégio Brasileiro de

Radiologia (CBR):

- a TC não deve ser utilizada isoladamente

para o diagnóstico da COVID-19 nem para rastreamento;

- para pacientes assintomáticos não deve ser

recomendado nenhum exame de imagem;

- para pacientes com sintomas leves a moderados

com PCR positivo não se recomenda

qualquer exame de imagem;

- para pacientes com sintomas leves a moderados,

sem acesso aos exames laboratoriais específicos,

o papel da TC é incerto, porém poderá

ser utilizado a critério clínico;

- para pacientes graves e hospitalizados a TC

deve ser utilizada em situações clínicas específicas

como a pesquisa de complicações;

- o diagnóstico definitivo da COVID-19

deve estar pautado nas informações clínico-epidemiológicas

+ PCR/sorologia. A TC

pode auxiliar nesta definição diagnóstica

quando correlacionada com os demais dados

clínicos e laboratoriais.

Achados de imagem:

A radiografia do tórax é o método de imagem

indicado para a avaliação inicial de doenças respiratórias

agudas em pacientes imunocompetentes

(1). Entretanto, apesar da possibilidade

de serem observadas alterações pulmonares

nos pacientes com a COVID-19, em aproximadamente

2/3 dos casos a radiografia é normal.

A radiografia do tórax apresenta baixa sensibilidade

principalmente na fase inicial da doença.

Os achados, quando presentes, consistem

em opacidades pulmonares mal definidas, em

grande parte das vezes bilaterais e periféricas,

predominantes nos campos inferiores. Nos casos

mais avançados (pacientes em UTIs) focos

esparsos de consolidação pulmonar podem ser

também observados (2), porém, a extensão das

alterações pulmonares é subestimada quando

comparada à tomografia (3).

A tomografia computadorizada do tórax

pode ser o método de imagem utilizado para

avaliar os pacientes com suspeita da COVID-19

por apresentar uma maior sensibilidade que

a radiografia. A TC para a COVID-19 apresenta

sensibilidades e especificidades relatadas com

ampla variação, sendo de 60% a 98% e 25% a

53%, respectivamente (4).

0 70

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


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A TC do tórax apresenta um valor preditivo

positivo estimado em 92% e negativo em 42%

para a COVID-19, em uma população com alta

probabilidade pré-teste para a doença (5). Tal

valor preditivo negativo indica que, nos estágios

iniciais da doença, a TC pode não ser útil como

método de rastreamento para a COVID-19 (4).

As alterações pulmonares caracterizadas

na tomografia consistem, em até 86% dos

casos, de opacidades com atenuação em

vidro fosco, que podem ter distribuição peribroncovascular

e periférica, sendo bilaterais

na maioria das vezes.

As alterações do parênquima pulmonar consideradas

típicas para a COVID-19 na TC do tórax

são (4):

a) Opacidades em vidro fosco periféricas, bilaterais,

com ou sem consolidações, ou linhas

intralobulares evidentes (pavimentação em

mosaico);

b) Opacidades em vidro fosco multifocais,

com morfologia arredondada, com ou sem consolidações,

ou linhas intralobulares evidentes

(pavimentação em mosaico);

c) Opacidades com sinal do halo invertido ou

outros sinais de pneumonia em organização

(vistos na fase mais tardia da doença).

Importante ressaltar as alterações consideradas

atípicas para a COVID-19 que, quando presentes,

pode-se pensar em outras doenças infecciosas

no diagnóstico diferencial ou até sobreposição

de uma infecção bacteriana. Estes achados consistem

em: consolidação lobar ou segmentar isolada,

sem opacidades em vidro fosco; pequenos

nódulos (centrolobulares, árvore em brotamento);

escavação pulmonar e espessamento liso de

septos interlobulares com derrame pleural (6).

A doença também possui uma evolução temporal

que reflete nos achados de imagem. Na

fase inicial, nos dois primeiros dias do início dos

sintomas, a tomografia pode ser normal em até

cerca de 50% dos casos da COVID-19. Assim,

uma TC negativa não deve ser usada para excluir

a possibilidade da COVID-19, principalmente no

início da doença (4). Quando presentes, as opacidades

em vidro fosco e as opacidades com aspecto

de pavimentação em mosaico são as mais

frequentes alterações pulmonares visualizadas

inicialmente, desenvolvendo-se nos quatro primeiros

dias de sintomas e atingindo o seu pico

aos 6 a 13 dias.

Com a evolução da COVID-19, as consolidações

parenquimatosas se tornam mais frequentes

e na fase mais tardia (6 a 12 dias) são observadas

opacidades lineares associadas. A partir

de duas semanas, nos pacientes que evoluem

satisfatoriamente, a TC pode demonstrar vários

graus de clareamento das alterações pulmonares.

Entretanto, a resolução completa das opacidades

pulmonares somente é esperada a partir

de pelo menos 26 dias (7).

Referências:

1. Jokerst C, Chung JH, Ackman JB et al. ACR

Appropriateness Criteria® Acute Respiratory Illness

In Immunocompetent Patients.

2. Huang, C. et al. Clinical features of patients

infected with 2019 novel coronavirus in Wuhan,

China. The Lancet.

3. Choi, H. et al. Extension of Coronavirus

Disease 2019 (COVID-19) on Chest CT and

Implications for Chest Radiograph Interpretation.

Radiology, Cardiothoracic Imaging-

Vol. 2, No. 2. Mar 2020.

4. Simpson S, Kay FU, Abbara A, Bhalla S,

Chung JH, Chung M, Henry TS, Kanne JP, Kligerman

S, Ko JP, Litt H. Radiological Society of North

America Expert Consensus Statement on Reporting

Chest CT Findings Related to COVID-19.

Endorsed by the Society of Thoracic Radiology,

the American College of Radiology, and RSNA.

Radiology: Cardiothoracic Imaging 2020;2(2).

5. Wen Z, Chi Y, Zhang L, Liu H, Du K, Li Z, Chen

J, Cheng L, Wang D. Coronavirus Disease 2019:

Initial Detection on Chest CT in a Retrospective

Multicenter Study of 103 Chinese Subjects.

RYCT-20-0092, in press.

6. Bernheim A, Mei X, Huang M, Yang Y, Fayad

ZA, Zhang N, Diao K, Lin B, Zhu X, Li K, Li S, Shan

H, Jacobi A, Chung M. Chest CT Findings in Coronavirus

Disease-19 (COVID-19): Relationship

to Duration of Infection. Radiology. 2020.

7. Pan F, Ye T, Sun P, Gui S, Liang B, Li L, Zheng

D, Wang J, Hesketh RL, Yang L, Zheng C. Time

Course of Lung Changes On Chest CT During

Recovery From 2019 Novel Coronavirus (CO-

VID-19) Pneumonia. Radiology 2020.

Dr. Alexandre Marchini

Dr. Alexandre Marchini é radiologista torácico do

Fleury Medicina e Saúde e médico assistente do

Serviço de Diagnóstico por Imagem da Santa Casa de

Misericórdia de São Paulo. Possui MBA em gestão na

área da saúde pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Dr. Carlos Verrastro

Dr. Carlos Verrastro, radiologista torácico do

Fleury Medicina e Saúde e da Escola Paulista

e Medicina da Universidade Federal de São

Paulo (EPM-UNIFESP). Também é doutor em

Radiologia Clínica pela EPM-UNIFESP.

0 72

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


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MEDICINA GENÔMICA

Metagenômica: inovação no diagnóstico

e vigilância de vírus emergentes

Por: Deyvid Amgarten e Fernanda Malta

A cada dia que passa tem se tornado mais

evidente a eficiência e adequabilidade dos

testes moleculares no diagnóstico de doenças

infecciosas, sobretudo aquelas causadas

por vírus como é o caso da atual pandemia

de COVID19. Os testes moleculares são capazes

de detectar o material genético do

patógeno, atestando de forma direta sua

presença na amostra.

Colocando em perspectiva, os diferentes

testes disponíveis para o diagnóstico de CO-

VID19 têm a sua utilidade bem definida. O

teste molecular de RT-qPCR é especialmente

importante para identificar indivíduos com

carga viral, permitindo que medidas de restrição

como a quarentena sejam aplicadas

com o objetivo de bloquear a disseminação

viral. Já os testes imunológicos podem ser

usados para identificar indivíduos que já

foram expostos ao patógeno e podem ser

utilizados para conferir “Passaportes imunológicos”,

de forma a atestar sua imunidade à

doença. Todavia, nenhum destes testes mostrou-se

adequado para o diagnóstico inicial

em surtos, ou seja, para a identificação de

novos patógenos virais no momento que eles

são emergentes.

O novo coronavírus, nomeado posteriormente

de SARS-CoV-2, foi identificado rapidamente

na cidade de Wuhan por uma técnica

de pesquisa e diagnóstico denominada

“Metagenômica”. Trata-se de uma técnica

molecular que também é capaz de identificar

diretamente o material genético do vírus,

mas diferentemente da técnica de RT-qPCR,

a metagenômica não é uma técnica direcionada,

ou seja, com um alvo específico. Ao invés

disso, a técnica faz uso da extração total

do material genético da amostra, seguida do

sequenciamento massivo paralelo (também

conhecido como sequenciamento de nova

geração NGS) e da análise bioinformática

para buscar o genoma e identificar o patógeno

de forma precisa.

Do momento da identificação do patógeno

associado ao surto da síndrome respiratória

aguda em Wuhan até o final de janeiro de

2020, o diagnóstico dos pacientes foi possível

somente através da metagenômica. A

partir do depósito do genoma em bancos

públicos, ensaios de RT-qPCR começaram

a ser desenvolvidos no mundo através de

estudos detalhados das regiões do genoma

viral.

Enquanto isso, os primeiros casos suspeitos

de COVID19 eclodiam no Brasil,

sendo descartados um a um pela técnica

de metagenômica desenvolvida internamente

no Hospital Israelita Albert Einstein.

Por se tratar de uma técnica que não

possui um patógeno viral específico como

alvo, a mesma é capaz de diagnosticar

arboviroses, hepatites virais e síndrome

respiratórias de uma miríade de vírus diferentes,

incluindo todos os vírus da família

Coronaviridae.

0 74

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


MEDICINA GENÔMICA

Além da metagenômica ser uma técnica

polivalente para o diagnóstico de infecções

virais, ela possui uma vantagem interes-

lência e resposta a drogas, etc. As possibilidades

são muitas.

tão que a equipe do Laboratório de Técnicas

Especiais do Hospital Israelita Albert

Einstein decidiu testar o exame baseado

sante advinda dos dados colaterais gerados

Como um exemplo ilustrativo da utili-

em metagenômica. O resultado veio po-

pelo exame. Diferentemente do RT-qPCR,

dade de testes baseados em metagenô-

sitivo para um Arenavírus do grupo Sabiá

diversos fragmentos de genoma dos vírus

mica, podemos citar um caso ocorrido no

vírus que não era identificado a mais de

são lidos pelo equipamento de sequencia-

início de janeiro de 2020 de um pacien-

vinte anos em território brasileiro. Trata-

mento, gerando genomas completos após

te residente em Sorocaba. Este paciente

va-se de um vírus de alta letalidade trans-

análise. Com o genoma em mãos, os labo-

apresentava sintomas típicos de febre

mitido por fezes de roedores conhecido

ratórios executores destes testes tornam-se

amarela, com manifestações hepáticas e

por causar um tipo de febre hemorrágica.

capazes de gerar dados para estudos alta-

hemorrágicas. Após a realização de testes

Diagnóstico solucionado e conclusivo gra-

mente sofisticados sobre a epidemiologia

sorológicos e moleculares para diferen-

ças à metagenômica.

molecular de diversos vírus.

tes agentes, todos os resultados vieram

negativos. Não se tratava de nenhuma

Portanto, fica aqui o nosso registro de

Estes laboratórios em conjunto com

arbovirose conhecida (Zika, Dengue, Chi-

que testes moleculares baseadas em me-

autoridades sanitárias podem por exem-

kungunya, Febre amarela), hepatite viral

tagenômica podem levar a área de diag-

plo realizar um levantamento de quais

(A, B, C, D e E) ou mesmo de vírus como os

nóstico de doenças infecciosas para um

agentes etiológicos estão mais associados

herpesvírus, parvovírus ou HIV.

novo paradigma de medicina de precisão.

às síndromes ou manifestações clínicas

Proporcionando vantagens excepcionais

específicas, quais as cepas e genótipos

O teste de RT-qPCR para febre amarela

aos pacientes e também aos laboratórios

circulantes de determinados vírus, identi-

desse paciente foi repetido duas vezes,

que estejam dispostos a praticar uma me-

ficação de mutações associadas com viru-

ambos com resultados negativos. Foi en-

dicina diagnóstica de ponta e inovadora.

Deyvid Amgarten

Deyvid Amgarten é bioinformata especializado

em genômica viral com graduação e

mestrado pela Universidade de São Paulo.

Atualmente é vinculado ao laboratório

clínico do Hospital Albert Einstein e

escreve em parceria com a Varstation –

plataforma para processamento e análise

de amostras genéticas de NGS.”

Fernanda Malta

Fernanda Malta é biomédica especializada

em biologia molecular aplicada

à doenças viras com Doutorado e

Pós-doutorado pela Faculdade de

Medicina da Universidade de São

Paulo. Atualmente é vinculada ao laboratório

clínico do Hospital Israelita

Albert Einstein.

0 76

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


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Coronavirus: Um Pouco de História

June Almeida with her electron microscope at the Ontario Cancer Institute in Toronto in 1963

assim que ela acabou descobrindo o primeiro

coronavírus humano. O nome coronavírus foi

dado em razão do formato de coroa que a

imagem apresentava em microscopia eletrônica.

Apesar da relevância, seu trabalho foi

rejeitado por uma revista científica “porque os

outros cientistas disseram que as imagens que

ela produziu eram apenas imagens ruins de

partículas do vírus influenza”. Algum tempo

depois, a descoberta da cepa B814 foi publicada

no jornal British Medical Journal e suas

primeiras fotografias saíram na revista Journal

of General Virology dois anos depois.

O Sars-CoV-2, vírus que causa a covid-19,

é o mais novo membro do grupo coronavírus,

família viral que foi descoberta pela cientista

June Almeida, em 1964. A virologista June,

nasceu em 1930 e cresceu em um bairro pobre

de Glasgow, na Escócia. Aos 16 anos, ela

deixou a escola para trabalhar como técnica de

histopatologia na Enfermaria Real de Glasgow,

Escócia. Dedicou-se ao estudo de como as células

são afetadas por infecção.

Após algum tempo, mudou-se para o Hospital

St. Bartholomew, em Londres, onde sua

pesquisa teve como foco a identificação de

estruturas virais. Mas foi no Instituto do Câncer

de Ontário, no Canadá, que June Almeida

desenvolveu suas habilidades no campo da

microscopia eletrônica e foi a primeira a utilizar

anticorpos para agregar os vírus e conse-

guir visualizá-los melhor. À época trabalhou

com o vírus da hepatite B e da gripe.

Outra de suas realizações científicas foi a

primeira visualização do vírus da rubéola. Segundo

o médico George Winter, em entrevista

à BBC, ela foi chamada em 1964 para trabalhar

na Faculdade de Medicina do hospital

St. Thomas’, em Londres, o mesmo hospital

que tratou o primeiro-ministro Boris Johnson

quando ele esteve internado por Covid-19.

Sua equipe descobriu que seria possivel cultivar

alguns vírus comuns associados à gripe

com material nasal de pacientes. A partir daí,

Almeida analisou as partículas virais de uma

amostra que ficou conhecida como B814,

descrevendo-a como um vírus semelhante ao

influenza, mas não exatamente o mesmo. Foi

(corona) appearance when viewed under a microscope.

Dra. Almeida trabalhou mais tarde na

Escola de Medicina de Pós-Graduação em

Londres, onde recebeu o título de doutor e

o nome de várias patentes no campo dos

vírus de imagem.

No final dos anos 80, voltou à virologia

como condutora e ajudou a tirar novas fotos

do vírus HIV. June Almeida morreu em

2007, aos 77 anos.

Maria Elizabeth Menezes, MSc/PhD

Vice-presidente Sociedade Brasileira de Análises Clínicas.

Assessora Cientifica do Programa Nacional de Controle de Qualidade.

0 78

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


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A rotina do laboratório de citopatologia

no contexto da pandemia do COVID-19

Prof. Dra. Lisiane Cervieri Mezzomo

O Coronavirus recebeu esse nome em virtude

da forma de coroa da proteína na sua superfície,

identificada pela técnica de microscopia eletrônica

de transmissão. É um vírus envelopado, que

contém uma fita de RNA. Seu tropismo tecidual

específico, infectividade e variedade de espécies

são conferidos por essa proteína, que interage

com um receptor celular específico, a enzima

conversora de angiotensina 2 (ACE2), presente

nas células endoteliais arteriais e venosas, epitélio

intestinal e respiratório. No trato respiratório,

está presente nas células ciliadas do epitélio

bronquial, alvéolos, traquéia, monócitos e macrófagos

alveolares1. Em virtude desse tropismo

pelo tecido respiratório, o vírus pode ser isolado

de saliva, da nasofaringe e do trato respiratório

inferior.

O papel do laboratório de citopatologia frente

a um paciente suspeito ou diagnosticado com

COVID-19 é limitado. Em analogia ao manejo

de outras doenças similares como a SARS-COV

(Síndrome Respiratória Aguda Grave), resume-

-se em descartar infecções pulmonares sobrepostas

em amostras respiratórias. Até o momento

os estudos não descreveram a presença

de inclusões virais nas células das amostras

analisadas pela microscopia de luz, e os relatos

indicam que as características citopatológicas

observadas no material citológico são inespecíficas

e refletem a causa pulmonar aguda subjacente

ao padrão da lesão.

Um estudo avaliou o escarro de pacientes

diagnosticados com SARS-COV e identificou

aumento no número de macrófagos, algumas

vezes formando agregados soltos. Essas células

podem mostrar alterações citoplasmáticas,

incluindo a presença de citoplasma espumoso

ou de vacuolização citoplasmática, alterações

nucleares como multinucleação e aparência de

núcleos em vidro fosco, embora essa última característica

seja mais difícil de identificar2.

Em alguns casos específicos, amostras de líquidos

de lavagens broncoalveolares (LBA) são

obtidas para identificação viral. Há uma descrição

na literatura de amostras de LBA positivas

quando amostras de swab nasofaríngeo e orofaríngeo

são negativos para o COVID-19 (ambas

dosadas pela técnica de RT-PCR)3. No entanto,

os achados citológicos específicos das amostras

de LBA de pacientes com COVID-19 ainda não

foram descritos até o presente momento. Dados

de pacientes diagnosticados com MERS-COV

(Síndrome Respiratória do Oriente Médio),

uma infecção também causada por coronavirus,

mostraram que o exame citopatológico de

líquido do LBA frequentemente apresenta um

alto número de neutrófilos e macrófagos nesses

pacientes4.

Com base na histopatologia da SARS, MERS e

COVID-19 as amostras de LBA também podem

mostrar metaplasia escamosa e reparo, juntamente

com presença de células multinucleadas

e pneumócitos alveolares tipo 2 atípicos com

aumento celular e nuclear, nucléolo proeminente

e espaços claros na cromatina. Essas características

citomorfológicas podem representar um

possível armadilha diagnóstica, uma vez que se

sobrepõem a outros critérios celulares.

Estudos publicados até o momento5, 6 relatam

que as amostras de urina de pacientes

contaminados usualmente não testam positivo

para o vírus COVID-19, diferentemente dos

relatos de amostras positivas nos pacientes

diagnosticados com MERS-COV. Entretanto, os

cuidados do processamento dessas amostras

devem seguir as recomendações de biossegurança

já estabelecidas para amostras biológicas.

As recomendações gerais de biossegurança

são semelhantes para laboratórios gerais e

cito/histopatológicos. Métodos citopreparatórios

que incluem a abertura de recipientes,

a remoção das tampas dos tubos, a agitação

vigorosa, pipetagens, aliquotagens, diluições

ou centrifugações de fluidos e descarte do sobrenadante

podem levar à formação de aerossóis

e gotículas, e portanto recomenda-se que

todas essas etapas sejam realizadas em cabine

de segurança biológica de classe II (NB2), fornecendo

proteção para o usuário, para a amostra

e ambiente. O uso de EPIs, incluindo luvas,

avental e protetor facial também são recomendados

para esses procedimentos. Além disso as

amostras devem ser centrifugadas com tampas

e recomenda-se preferencialmente utilizar centrífugas

com rotores selados para uma maior

biossegurança do operador7.

O vírus é inativado por formalina e por irradiação

gama. A maioria das amostras de citopatologia

é fixada em soluções de formalina ou

álcool com concentração alcoólica superior a

70%, ambos considerados eficazes para inativar

o vírus. Entretanto ainda não há relatos se

Prof. Dra. Lisiane Cervieri Mezzomo

Possui graduação em Farmácia com ênfase em Análises Clínicas e especialização Lato Sensu em Citologia Clínica. Fez Mestrado

em Patologia Geral e Experimental e Doutorado em Patologia - Biomarcadores pelo Programa de Pós Graduação em Patologia da

Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), na área de marcadores moleculares e imunohistoquímicos

para o câncer. Atualmente atua como professor do curso de Especialização em Citopatologia Diagnóstica da Universidade Feevale,

e como Pesquisador Pós-Doutor em projetos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É assessor da Controllab na

área de Citologia/Citopatologia e Medicina Laboratorial.

0 82

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


fixadores que usam soluções alcoólicas com

concentrações inferiores a 70% estão inativando

adequadamente o vírus. Portanto, atividades

laboratoriais que envolvam o processamento de

amostras fixadas ou mesmo tecidos inativados

(preparações em bloco celular), colorações de

rotina e análises microscópicas de esfregaços

fixados são atribuídas ao nível de biossegurança

2 (NB2), nível típico de biossegurança

dos laboratórios de citopatologia e designado

quando há manipulação de agentes associados

a doenças humanas que representam um risco

moderado para a saúde, ou ainda de quaisquer

amostra de origem humana, incluindo sangue,

fluidos corporais ou tecidos, nos quais a presença

de agentes infecciosos é desconhecida.

Foi descrito que o vírus pode permanecer

viável em superfícies (especialmente e superfícies

de aço inoxidável) por horas, e portanto

é recomendado descontaminar as superfícies

de trabalho de forma frequente, o que inclui as

áreas freqüentemente tocadas dos microscópios.

As substâncias incluem etanol (concentração

de 62% -71%), peróxido de hidrogênio

0,5%, amônio quaternário, hipoclorito de sódio

(0,1%) e uma variedade de soluções ácidas

em várias concentrações. Recomenda-se que

as práticas gerais de laboratório seguras, especialmente

procedimentos que são básicos para

boas práticas e procedimentos microbiológicos,

devem ser seguidas conforme recomendado

pela OMS.

Referências:

1. Imai Y, Kuba K, Ohto Nakanishi T, Penninger

JM. Angiotensin converting enzyme 2 (ACE2) in

disease pathogenesis. Circ. J. 2010; 74: 405–10

2. Tse GMK, Hui P, Ma TKF, et al Sputum cytology

of patients with severe acute respiratory

syndrome (SARS) Journal of Clinical Pathology

2004; 57:256-259.

3. J. Zhou, H. Chu, C. Li, et al Active replication

of Middle East respiratory syndrome coronavirus

and aberrant induction of inflammatory cytokines

and chemokines in human macrophages: implications

for pathogenesis J Infect Dis, 209 (2014),

pp. 1331-1342

4. P. Winchakoon, R Chaiwarith, C. Liwsrisakun,

et al. Negative nasopharyngeal and oropharyngeal

swab does not rule out COVID-19. J Clin Microbiol

(2020)

5. Wang W, Xu Y, Gao R, et al. Detection of SAR-

S-CoV-2 in Different Types of Clinical Specimens.

JAMA. Published online March 11, 2020.

6. Wölfel R, Corman VM, Guggemos W, et al. Virological

assessment of hospitalized patients with

COVID-2019 [published online ahead of print, 2020

Apr 1]. Nature. 2020;10.1038/s41586-020-2196-x.

7. Pambuccian SE. The COVID-19 pandemic: implications

for the cytology laboratory [published

online ahead of print, 2020 Mar 26]. J Am Soc

Cytopathol. 2020; S2213-2945(20)30045-4.

CITOLOGIA

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BIOSSEGURANÇA

Biossegurança,

Fundamental Na Área Da Saúde

Por: Jorge Luiz Silva Araújo-Filho, Vanessa Valente Elias.

As ações de Biossegurança compõem um

conjunto de medidas preventivas que investigam,

monitoram e propõem procedimentos para

o controle ao acontecimento dos agravos à

saúde, também para atender às demandas de

saúde pública relativas à expansão das doenças

emergentes e reemergentes, que são muitas

vezes resultantes dos impactos ao meio ambiente.

Os profissionais da área de saúde estão expostos

a diversos riscos, sendo eles dos grupos: químicos,

físicos, mecânicos, ergonômicos, psicossociais e

biológicos.

O Brasil possui várias regulamentações que

incentivam e, muitas vezes, geram obrigações

quanto à adoção de práticas que promovam a

biossegurança. A Norma Regulamentadora NR-

06, por exemplo, dispõe sobre os Equipamentos

de Proteção Individuais (EPI’s) que afirma que a

empresa é obrigada a fornecer aos empregados,

gratuitamente, EPI adequado ao risco, em

perfeito estado de conservação e funcionamento.

Já a NR-32 traz várias recomendações para os

serviços de saúde. Dentre elas, está o direito de

todo trabalhador dos serviços de saúde receber,

gratuitamente, programa de imunização ativa

contra tétano, difteria e hepatite B. Na mesma

norma, também fica vedado o reencape e

desconexão manual de agulhas, práticas tão

comuns e executadas inadvertidamente no

cotidiano laboral dos profissionais em saúde, e

também deixa clara a obrigação de capacitação

periódica dos colaboradores.

Ademais, a Portaria n° 2.616 do Ministério da

Saúde de 1998 destaca que a lavagem de mãos

é, isoladamente, a ação mais importante para a

prevenção e controle das infecções hospitalares,

recomendação utilizada até hoje em todo o mundo.

A implantação das ações estratégicas de

biossegurança muitas vezes se depara com

resistências vinculadas a vários fatores, tais como

carência de infraestrutura, equipamentos sem

manutenção, áreas laboratoriais em condições

inadequadas de uso, escassez de insumos, entre

outros, e também com uma mentalidade reflexo

da falta de uma cultura de biossegurança em

nosso país, claro que muitos serviços de atenção à

saúde seguem as normas, sim!

Apesar de muitos profissionais considerarem

a biossegurança como normas que dificultam a

execução de seu trabalho, são essas regras que

garantem a saúde do trabalhador e do restante

da população. O não cumprimento das normas

básicas de biossegurança pode acarretar

problemas como transmissão de doenças e até

mesmo epidemias e pandemias como essa que

estamos vivenciando.

Uma das principais normas de biossegurança

em hospitais, clínicas e laboratórios diz respeito

à higienização das mãos, que devem ser lavadas

corretamente e constantemente. Apesar de

simples, essa é uma das medidas que mais

evitam a propagação de doenças. Essa ação

deve contemplar todas as faces das mãos, e por

um tempo mínimo de 30 segundos.

Os profissionais de saúde também devem ficar

atentos ao uso dos EPI’s tais como: jaleco, touca,

máscara, óculos, luvas, que tem finalidade de

minimizar a exposição dos trabalhadores aos riscos

ocupacionais e evitar possíveis acidentes e, em

casos de acidentes, reduzir suas consequências.

Para que os cuidados de biossegurança sejam

efetivos, é necessário que os profissionais de

saúde estejam devidamente informados sobre

os princípios de biossegurança, bem como aptos

a colocá-los em prática de maneira correta, a

fim de manter o ambiente de trabalho seguro,

minimizando assim os acidentes e consequências

que envolvem as atividades desempenhadas.

Alguns insights que devem ser seguidos são:

• Não usar adornos durante trabalho na área da

saúde, inclusive é proibido pela NR32;

• Higienize frequentemente as suas mãos, segundo

o CDC, um profissional deveria higienizar as mãos

100x durante um turno de 12h;

• Usar EPIs adequados (máscara, protetor facial,

jaleco, traje, luvas, touca óculos de proteção);

• Remover a barba, para um ajuste mais

adequado, para aqueles que trabalham

expostos aos aerossóis.

• Manter cabelos protegidos, e presos;

• Usar jaleco, sempre, abotoado até em cima, ele

não pode ser de rendinha, de preferência branco,

a desinfecção daquela estrutura da rendinha é

impossível ser feita de forma adequada.

Dúvidas, ficaremos felizes em responder.

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Biossegurança é um compromisso de todos!

Por: Jorge Luiz Silva Araújo-Filho (@dr.biossegurança):

Biólogo, mestre em patologia, doutor em biotecnologia;

palestrante e consultor em biossegurança.

Contato: jorgearaujofilho@gmail.com / (81) 9.9796-5514

Vanessa Valente Elias (@dra.vanessa_valente): Cirurgiã

dentista, mestre em disfunção temporomandibular e dor

orofacial, doutoranda, professora de biossegurança.

Contato: vanessavelias@hotmail.com / (92) 981782526

Prof. Jorge Luiz Araújo Filho

Biólogo, Mestre em Patologia, Doutor em Biotecnologia; Professor Universitário; Coordenador do ciclo básico do

curso de Medicina; Palestrante e Consultor de Biossegurança.

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Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


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MICROBIOLOGIA CLÍNICA

O Laboratório Clínico na Covid-19:

Do Diagnóstico à Terapêutica – Experiência

de Wuhan e O Que Estamos Aprendendo e

Aplicando

Caio Salvino

Olá. O tempo é de covid19, e não poderíamos

deixar de escrever sobre esse tema,

mesmo com nossa coluna sendo com foco na

bacteriologia, que temporariamente, cede

seu espaço valioso ao SARS-nCov-2.

Desde que tivemos nossos primeiros casos

confirmados, temos mergulhado nas possibilidades

de fisiopatogenia, diagnóstico

laboratorial associado a dados clínicos, e

possibilidades terapêuticas.

Aproximadamente em 25 de março de

2020, um médico francês chamado Didier

Raoult, publicou um pequeno estudo observacional

com 6 pacientes tratados com a

associação de Hidroxicloroquina e Azitromicina,

onde todos saíram do respirador até o

5º dia de tratamento, e seria o primeiro sinal

de que havia luz ao final do túnel, e que

poderíamos ter esperanças de menos mortes

em nossos doentes gravas. Mas não se sabia

exatamente como agia o vírus, tampouco essas

drogas nesses casos.

Embora, até o momento da publicação

deste texto, não haja evidências científicas

que expliquem detalhadamente, dentro

da farmacologia e química farmacêutica,

porque essas drogas funcionam e ajudam a

evitar a inflamação, já temos milhares de pacientes

sendo tratados com êxito em diversos

locais do mundo, incluindo o Brasil.

Mais tarde, a descoberta de que ocorre

uma hiperinflamação, com tempestade de

citocinas e comprometimento grave pulmonar,

faz com que outros bravos médicos

iniciassem, como testes, o uso de corticoides,

já que não temos disponibilidade em larga

escala, de antivirais de última geração. Este

processo, gera a formação de trombos, que

são controlados com uso de anticoagulantes.

Neste momento temos, portanto, opções

terapêuticas para cada etapa da doença.

Todos sabemos que a doença nasceu na

cidade de Wuhan, na China, e por isso, após

ler vários artigos por ele publicados, entramos

em contato com o Dr. Sheng Zhang, médico da

linha de frente ao combate da covid-19, desde

os primeiros casos, e que conheceu como poucos,

uma doença completamente nova e obscura,

e que matava rapidamente. As primeiras

observações foram fundamentais, e segundo

ele, não havia testes até meados de fevereiro,

quando começaram a testar RT-PCR e ELISA in

house. Este uso, gerou dados que foram por

ele mostrados em seus artigos, de suma importância

para que nós, por aqui, tivéssemos

mais subsídios a respeito do pré-analítico,

como janelas de detecção, sensibilidade dos

testes e momento de coleta.

Em suas próximas publicações, ele estará

mostrando algumas novas observações, que

constam nessa entrevista, que trago neste

espaço com perguntas, resumo de respostas

e comentários realizados por mim.

Boa leitura a todos.

Perguntas Realizadas e Respostas

Comentadas

1. Por favor, fale-nos sobre o perfil dinâmico

do ensaio RT-PCR para SARS-CoV-2

no COVID-19. Quais são as suas constatações

e conclusões neste momento?

Resumo da resposta Dr. Zhang: Segundo

os relatórios (Lancet), o tempo médio para a

conversão do ácido nucleico de SARS-CoV-2 foi

de 14 a 20 dias. Eu recomendaria solicitar o teste

RT-PCR nesse período e pelo menos dois a três

testes consecutivos para evitar falsos-negativos.

Comentário prof. Caio: Temos um problema,

ao menos por enquanto, em nosso país, que

é a falta de testes, e mesmo quando – se isso

ocorrer na prática – estiver normalizado, penso

que não teremos essas condições de testar pelo

menos 4 vezes até esgotar as chances de positivar

a RT-PCR. Nossa situação é complexa, pois

estamos calçando nossas ações em testes rápidos,

como se esses fossem isentos de possibilidades

de erros, e, principalmente, desprezando

o pré-analítico e suas particularidades. Notemos

que, mesmo testando todos com RT-PCR,

há situações em que são necessários entre 1 e

4 testagens para, ou positivar mais tardiamente,

ou considerar negativo. Nas recomendações

brasileiras, e me incluo nisso, se fala em 5 dias

para conversão – detecção – da RT- PCR, o que

seria, em tese, extremamente precoce, segundo

os dados levantados. O fato, é que estamos

testando apenas pacientes sintomáticos por

esse método, o que aumenta muito a sensibilidade.

Certamente estão chegando com mais

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Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


de 14 dias desde o contágio, já que sintomas

leves surgem após cerca de uma semana, e as

complicações alguns dias mais tarde. A recomendação

dele é pertinente. Testou negativo

nesses casos, repetir seriadamente. Porém, fica

a questão no ar: teremos essas condições?

2. Dr. Zhang, estamos recebendo,

neste momento, uma grande e grande

quantidade de testes rápidos, por

imunocromatografia, da covid-19. Após

alguns testes, reparamos que há uma

sensibilidade muito baixa para IgM,

com uma janela muito flexível e muito

dependente da carga viral inicial. Como

é a taxa de falsos negativos de RT-PCR

para SARS-CoV-2, observada em seus

estudos, e gostaria de saber se você testou

testes rápidos, além de ELISA e RT

PCR. E os resultados?

Resumo da resposta Dr. Zhang: Como

não há testes rápidos de anticorpos em Wuhan

(Nota: talvez não tenham usado na China), temos

muito pouca informação. No entanto, lembre-se

sempre do objetivo do teste (confirmar

o diagnóstico ou avaliar o curso da doença?).

Confirmar o diagnóstico e alvo de todos os

suspeitos é muito importante para controlar a

doença. Nesse aspecto, acho que “rápido” não

deve ser a prioridade.

Comentário prof. Caio: Nosso sistema de

saúde está apostando todas as fichas em uma

testagem de massa, usando testes rápidos –

Anticorpos Totais – que, curiosamente, foram

importados da China. Como podemos acreditar

em kits que nem mesmo eles utilizaram? Ao

menos em Wuhan, pela resposta do Dr. Zhang.

Mas aqui, foi vendida a ideia, e com reforços

substanciais da grande mídia, de que a máxima

da OMS de “test, test and test” está 100% correta.

O que não se divulga é que os testes considerados

são de RT-PCR, e não imunocromatografia

para detecção de anticorpos. Nos estudos

do Dr. Zhang, publicados e usados por mim para

uma proposta de remapeamento das curvas de

interpretação, assim como as janelas (relativas

à capacidade dos kits levando em consideração

uma sensibilidade média abaixo de 50%), mostram

uma pequena janela de detecção de IgM,

entre 14º e 18º dia após início dos sintomas.

Curiosamente, a detecção fecha perfeitamente,

mas não o fim dela. Em alguns casos, já relatados

por colegas brasileiros, há detecção tardia

de IgM, além de 20 dias de sintomas. Podemos

concluir que a flexibilidade de achados e sua

consequente interpretação, é maior do que se

esperava. Não há ainda uma lógica de respostas,

e não sei dizer se isso se dá por detecção

real de IgM ou se há cruzamento com algum

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interferente que possa manter essa IgM positiva.

Outra hipótese é que seja uma manutenção

real de níveis de IgM, por presença de vírus, ou

partículas virais na circulação. Mas são somente

especulações de minha parte. Algumas respostas,

só o tempo e a pesquisa poderão nos dar.

3. Dr. Zhang, você observou a conversão

prolongada de ácido nucleico em vários

pacientes com COVID-19. Qual o significado

disso encontrado? Como os laboratórios

clínicos podem ajudar os médicos?

Fale-nos sobre isso.

Resumo da resposta Dr. Zhang: A conversão

prolongada de ácido nucleico era realmente

comum em pacientes servidores. É difícil

definir “prolongado” e também mencionei que,

de outras doenças virais, traços de vírus podem

ser encontrados semanas após a recuperação,

mas não desempenham nenhum papel na

transmissão. Há casos sendo acompanhados de

permanência de RT-PCR positiva por mais de 90

dias, pacientes assintomáticos. Não sabemos do

poder de disseminação nesses casos.

Comentário prof. Caio: Temos aqui dois

fatos interessantes somados, que são a permanência

da IgM por 2 meses, assim como da

carga viral, e MESMO NA PRESENÇA de IgG, o

que tem sido bastante comum nos testes rápidos

que temos acompanhado. Há vários relatos

no país, com esse perfil. Mas, não temos RT-PCR

para queimar, o que seria importantíssimo. Em

Wuhan, os testes eram feitos por ELISA in house,

bem mais sensíveis que imunocromatográficos.

Mesmo assim, ele relata baixa sensibilidade,

em torno de 65-70% desde que coletado no

momento correto. Qual nossa dificuldade? Não

temos como provar que os negativos são negativos,

e nem que os positivos são positivos, na

imensa maioria das vezes. Caso teste rápido seja

positivo, e o paciente seja assintomático, jamais

haverá confirmação com métodos moleculares,

ou até mesmo, pesquisa sorológica para antígeno.

Apenas manteremos os casos “confirmados”

como tal. Os demais, irão para a estatística e

ponto. Sabemos que o valor preditivo positivo

para IgM é razoável, e que devemos considerar.

Mas como acompanhar de forma racional, os

pacientes que denominamos de “IgM arrastada”,

ou “IgM persistente” sem RT-PCR? Qual será

a utilidade destes resultados, além de encher

estatísticas? Será que em algum momento saberemos

quais são verdadeiramente negativos,

ou positivos? Será que teremos esse acompanhamento

de casos “fora da curva”? Quanto

aos negativos, me parece pior ainda o quadro.

Pacientes assintomáticos carregarão os vírus

para suas casas, com potencialidade de disseminação,

porém, certos de que estão saudáveis.

Qual será o impacto desses falsos negativos na

transmissão e manutenção dos novos casos em

elevação? Qual será o impacto de testes aleatórios

realizados em farmácias, drogarias e empresas?

Só o tempo dirá, talvez.

4. Dr. Zhang, acho que a principal dúvida

de nossos profissionais de laboratório no

Brasil, talvez em todo o mundo, diz respeito

às janelas imunológicas da covid19

e à cinética dos anticorpos séricos contra a

SARS-CoV-2, principalmente quando, qual

o correto momento, temos que coletar

amostras para diagnóstico ou detecção de

IgM. Ao mesmo tempo, qual o momento

correto para a coleta de IgG. Qual é a opinião

do Dr. Zhang sobre isso?

Resumo da resposta Dr. Zhang: Para

definir o momento correto para o teste de anticorpos,

você precisa descobrir o objetivo (diagnóstico?

Avaliação?) e a cinética do anticorpo.

Segundo relatos, a IgM poderia ser detectada

em 7 dias após o início dos sintomas e atingir

seu ponto mais alto em cerca de 2 semanas, e

a IgG pode ser detectada após cerca de 2 semanas

e persistir. Nos faltam os dados de cinética

precoce, no entanto, meus dados não publicados

mostraram que aproximadamente 50% dos

pacientes apresentaram resultado positivo para

IgM após 2 meses do início dos sintomas, e mais

de 99% dos pacientes sintomáticos eram positivos

para IgG (Nota: ao mesmo tempo).

Comentário prof. Caio: Nossa análise primária,

que propõe a coleta das amostras a partir

do 14º dia de sintomas, porém, este novo dado

observacional da equipe do Dr. Zhang mostra

uma imensa flexibilidade nas respostas de IgM,

com cerca da metade dos casos sintomáticos

apresentam IgM positiva após 2 meses do início

dos sintomas, algo novo para nós, mas que

estão sendo demonstrados – IgG + IgM – em

muitos testes rápidos. Para termos uma noção

dos nossos casos, cada teste positivo deveria

ser repetido semanalmente, para termos nossos

próprios dados observacionais, porém, a

especulação e alto custo desses testes no Brasil,

impedem testagens em larga escala pela rede

privada, e esbarra no problema dos testes de

anticorpos totais na rede pública, e não há como

saber se há apenas IgG ou se trata de casos de

IgM arrastada. Se quisermos saber se esses fatos

se repetem aqui, precisaremos realizar testes

com inteligência.

5. Ok. Temos o diagnóstico de covid19,

o paciente está desenvolvendo a doença.

Sabemos que 85% ou mais desenvolverá

covid19 assintomático ou em condições

amenas. Sabemos também que algo em

torno de 5% pode desenvolver as diversas

formas. Quais são os fatores de risco

para um mau prognóstico no COVID-19?

O laboratório clínico pode ajudar aos

médicos com alguns dados? Quais são

os marcadores laboratoriais mais importantes

nas várias formas de covid19?

Resumo da resposta Dr. Zhang: Os fatores

de risco para um mau prognóstico do

COVID-19 incluem: idade avançada, sexo

masculino, fumante, comorbidades como

hiperestesia (esses fatores não podem ser al-

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Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


MICROBIOLOGIA CLÍNICA

terados). As citocinas inflamatórias elevadas,

como IL-6, IL-2R (para monitoramento doença

e medicamentos potencialmente monoclonais),

diminuição da contagem de linfócitos

(aplicação de moduladores imunológicos,

como a imunoglobina), são fatores que você

pode utilizar para avaliação da doença e plano

de tratamento.

Comentário prof. Caio: A fisiopatogenia

da doença é desenhada, mas não é definida.

Há alguns hiatos que precisam ser preenchidos

com hipóteses e confirmados por pesquisas.

Mesmo assim, já há marcadores laboratoriais

que podem, e devem, ser utilizados como

indicadores de prognóstico, tais como Sat O2

abaixo de 93%, aumento brusco de ferritina,

D-Dímero, IL-6, alterações de enzimas hepáticas

e marcadores de função renal indicam

má evolução, com processo de hiperinflamação,

ou tempestade de citocinas. Os mesmos

podem colaborar com escolhas terapêuticas

– dentro do que temos no momento – como

uso precoce de hidroxicloroquina/azitromicina

(até máximo 6 dias de sintomas) para

evitar a evolução que desencadeará a

tempestade de citocinas. Caso o paciente

seja atendido na segunda semana de sintomas,

adicionar corticoides em doses elevadas

parece ser o mais adequado, dentro que estamos

acompanhando de relatos informais de

médicos de diversos centros. Recentemente,

a confirmação da necessidade de anticoagular

no começo, também parece ser extremamente

útil. O fato é que o laboratório precisa ser mais

utilizado e valorizado na covid19.

6. Fale-nos sobre os dados de impacto.

Quanto podemos confiar nos dados de

estudos retrospectivos e ensaios clínicos,

por favor?

Resumo da resposta Dr. Zhang: Tente se

referir a periódicos de alto impacto e pesquisa

básica. Deve ser extremamente crítico para

estudos que reivindiquem um tratamento promissor

ou conclusão definitiva. Periódicos como

JAMA ou NEJM são muito úteis, assim como publicações

afins. Mas não podemos afirmar que

esses estudos estejam certos. É preciso muito

mais pesquisa, e mais dados, dados obtidos de

estudos de larga população e período. Somente

então saberemos mais a respeito desta doença.

Comentário prof. Caio: O que falei neste

momento, é que estamos diante de uma doença

nova e de um vírus novo, e que tudo está sendo

aprendido, tentado e aplicado em tempo real, em

método de tentativa e erro, com alguns acertos,

sendo estes, amplamente distribuídos pelas publicações

e pré-publicações na rede. Por isso, Dr.

Zhang reforça estudos usando referências de alto

impacto, alta qualificação, porém, concorda conosco

que não podemos apenas esperar amplos

estudos, mas valorizar pesquisas observacionais e

achados que levam a melhoria dos doentes, reduzindo

quadros graves, impedindo que se torne

crítico e necessite de respirador.

É preciso quebrar o engessamento da ciência

neste momento, sem que se interrompa o ciclo

de estudos randomizados. Devemos lembrar

que toda grande descoberta, partiu de

uma observação, ou adaptação de uma. Os

chineses testaram cloroquina, franceses aperfeiçoaram

e adicionaram azitromicina, americanos

adicionam zinco, espanhóis e brasileiros

adicionaram corticoides em doentes graves

– por falta de antivirais de última geração – e

todos salvam vidas, usando protocolo

que partiu de uma observação. Jamais

devemos desprezar um achado, nos colocando

acima da própria descoberta.

A humildade do pesquisador diante dos

fatos é o que o leva a perceber. O segredo

está na genial capacidade de perceber o

que ninguém mais percebe.

Finalizei dizendo “Muito obrigado por

salvar vidas em Wuhan e contribuir para

salvar milhares de vidas em todo o mundo

com seus estudos e publicações. Foi

uma honra para nós tê-lo aqui no Papo

Connection. Espero que estejamos criando

uma ponte científica entre nós e trocando

experiências e descobertas.”

Ele se despediu desejando que “Deus abençoe

o Brasil, e que os brasileiros fiquem bem,

assim como o povo de Wuhan e China”.

Que possamos aprender com essa pandemia.

Deus abençoe o Brasil e os brasileiros, ilumine a

humanidade e a ciência.

Link para o Papo Connection com da

Entrevista:

https://www.youtube.com/watch?v=MuBTszcVCt0&t=2s

Caio Salvino

Caio Salvino é farmacêutico-bioquímico, microbiologista clínico, professor e consultor. Apaixonado

pela profissão que escolheu, dirige o Laboratório Saldanha, em Lages e a ImersãoLab Capacitação

e Treinamentos em Análises Clínicas, em Floripa, ambas na Santa e bela Catarina. É idealizador e

apresentador do talk-show Papo de Jaleco no YouTube.

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Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


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NANOMEDICINA

Nanomedicina: a Medicina do Futuro

Leandro Antunes Berti

A Nanotecnologia é a Engenharia da Vida, e está

presente em nossas vidas desde seu início, ligada

intimamente ao funcionamento dos organismos

e parte essencial do ferramental da Natureza para

criar toda sua diversidade. As estruturas celulares

são compostas e controladas por nanoestruturas.

A principal forma de montagem molecular

da nanoescala é a automontagem, um processo

natural onde componentes separados ou ligados,

espontaneamente formam estruturas maiores. O

material que compõem as estruturas celulares,

como proteínas, enzimas e até mesmo o próprio

DNA, são elementos naturais automontados em

tamanho nano. Entender e aplicar esta visão que

valoriza o natural sempre beneficiou a humanidade,

e é desta forma que a progressão da Nanotecnologia

deve ser focada.

A Nanotecnologia é considerada, em

termos de soberania nacional não só pelo

Brasil, mas também pelas maiores nações e

blocos econômicos mundiais (EUA, Coréia do

Sul, Japão, União Europeia, Suíça, Rússia, Inglaterra,

China e outros), uma tecnologia estratégica

e, pela Organização para a Cooperação

e Desenvolvimento Econômico (OECD),

uma das bases das Tecnologias Convergentes

e Habilitadoras, responsável em moldar a

próxima revolução industrial e trazer impactos

positivos para o desenvolvimento social

e econômico mundial. Possui característica

transversal, disruptiva e pervasiva, dedicada

à compreensão, controle e utilização

das propriedades da matéria na nanoescala

(1,0x10-9m, que equivale a um bilionésimo

do metro). Desta forma acomoda facilmente

todas as áreas de negócio. As novas propriedades

dos nanomateriais conquistados

a partir do entendimento e da utilização da

nanotecnologia, revolucionam não somente

os produtos, mas também os bens de capital

– as máquinas para produção – e a prestação

de serviços, com inovações até pouco

tempo inimagináveis.

Uma das grandes aplicações da Nanotecnologia

está no diagnóstico, no tratamento e cura

de doenças. Existem atualmente um inúmeras

ações e pesquisas no desenvolvimento de

nanocarreadores para tratamento de câncer,

nanopartículas carregadas com fármacos, que

podem trafegar facilmente no corpo humano

e quando determinado evento ocorre (gatilho:

temperatura, mudança de pH) o carreado libera

a dose de medicamento diretamente no

local da enfermidade. Importantes aplicações

estão também em curativos com propriedades

melhoradas quer aceleram a regeneração do

tecido lesado. Na área de diagnósticos o uso

da tecnologia de Lab on a Chip ou Organ on

a Chip, ou seja, um laboratório de análise clínica

em um dispositivo fabricado com nanocanais

onde quantidades ínfimas de material

podem ser analisadas com rapidez e precisão

e principalmente com baixo custo, como por

exemplo análises de DNA. Muitas outras aplicações

estão sendo desenvolvidas, como por

exemplo, os tratamentos genéticos baseados

em terapias de RNA que futuramente auxiliarão

no combate às doenças muito antes de

um indivíduo desenvolver a condição adversa.

Todas essas novidades possuem um enorme

potencial para reduzir os custos do SUS e proporcionar

um melhor serviço à população.

A medicina tradicional é baseada em diagnósticos

estáticos, normalmente os diagnósticos

são consequência apenas do último

quadro apresentado pelo paciente. Por

exemplo, os exames de imagem refletem um

único aspecto do tempo, não demonstram a

evolução da doença e tão pouco sua interação

com o restante do corpo. Esta limitação

muitas vezes pode dificultar o tratamento da

doença, pois cada pessoa possui um metabolismo,

um ritmo corporal próprio e outros

fatores únicos que promovem resultados

diferentes, impactando diretamente na relação

doença e seu diagnóstico/tratamento. A

nanotecnologia apresenta uma nova via para

tratar, diagnosticar e curar doenças, uma

forma não invasiva onde a doença pode ser

tratada de dentro para fora e até evitar que

a doença se desenvolva. Já é possível, por

exemplo, nanopartículas e até nanorrobos

feitos de DNA, que transportam um coquetel

de droga, que pode ser liberado controladamente

e na ordem correta para combater a

doença. Em um caso recente, pesquisadores

desenvolveram e testaram em camundongos,

uma nanopartícula ativada por luz, que

acordou o sistema imunológico e eliminou a

metástase de um câncer de colo. A nanopartícula

foi injetada no camundongo, navegou

até a região do câncer de colo, foi absorvida

pela célula cancerígena e quando na posição,

o pesquisador incidiu um faixo de luz na região

onde se encontrava a nanopartícula, e

esta se abriu liberando as drogas dentro do

câncer que em poucos dias foi eliminado por

completo. A cura foi realizada de dentro para

fora, sem incisão, cortes ou suturas. Outro

exemplo do uso da nanotecnologia é a ampliação

do sinal do agente de contraste em

imagens médicas. Nanopartículas especiais,

quando aplicadas em agentes de contraste

podem não só ampliar o sinal mas também

melhorar a captação dos detalhes fisiológicos

antes imperceptíveis por métodos convencionais.

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Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


MICROBIOLOGIA CLÍNICA

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020

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NANOMEDICINA

Um tema recente, e que se utiliza intensamente

de nanotecnologia para cumprir sua

proposta, é a teranóstica. A teranóstica é a atual

proposta de medicina personalizável, uma

classe de medicina baseada em diagnósticos

dinâmicos e personalizáveis, na qual a doença

será monitorada constantemente e o remédio

será formulado para cada pessoa e cada quadro

de enfermidade. Neste caso, a formulação

química e a dosagem do medicamente, serão

exclusivas para cada indivíduo, e com o avanço

dos diagnósticos médicos com apenas uma

gota de sangue ou suor, diversos fatores do

corpo humano serão constantemente monitorados

modificando os prognósticos ao longo do

tratamento. O nível da nanotecnologia atual já

possibilitou a criação de equipamentos médicos

que conseguem diagnosticar doenças apenas

usando uma gota de sangue ou suor. Existe

um equipamento suíço, que com apenas uma

gota de sangue detecta e lista todo o quadro de

alergia de uma pessoa. Outro equipamento suíço,

consegue com uma gota de sangue realizar

o teste do pezinho, sem fazer o bebe e os pais

passarem pelo desconforto do método tradicional

de arrastar o pé da criança para preencher

o papel coletor. Esses são alguns poucos exemplos,

que a nanotecnologia pode e poderá trazer

para melhorar o conforto e reduzir praticamente

a zero as dores decorrentes de tratamentos médicos

e das doenças. Poderemos nos próximos

anos revolucionar a medicina e sua oferta de

soluções para as enfermidades da população. O

médico do futuro será muito diferente do profissional

atual, terá ferramentas mais modernas

como medicina de precisão e medicina personalizada.

Com isto o profissional médico terá

mais flexibilidade no diagnóstico, poderá captar

e monitorar mais informações em tempo real,

poderá prover um tratamento mais adequado

para cada caso e consequentemente será mais

assertivo na solução da doença.

No mundo, já existem diversas aplicações,

algumas em nível de pesquisa outras em produtos

finais. Um caso interessante de pesquisa,

são as nanosondas que são colocadas no cérebro

para monitorar pacientes após um AVC

com a intenção de alertar para um novo epsódio.

Outro nanossensor monitora as enzimas

creatina fosfoquinase (CPK) e creatina quinase

(CK) que o coração produz pouco antes de um

infarto. Um produto promissor é o nanossensor

da XSensio, empresa suíça premiada que criou

um nanossensor de nanotubos de carbono capaz

de ler diversos sinais biomédicos com uma

gota de suor. Outra aplicação, mais avançadas,

são os nanorrobos criados por Ido Bachellet, por

meio da conformação e conexão de partes de

DNA, projetados em sistema CAD e sintetizados

em solução, em um processo chamado de

DNA origami. Esses nanorrobos além de serem

feitos por material orgânico, podem programar

(sem sistema de TI) a sequencia de entrega dos

quimioterápicos, maximizando o efeito de tratamento

e no alvo correto. Essa tecnologia foi

adquirida pela Pfizer em 2015.

No Brasil já existem algumas tentativas recentes

com grande potencial. No tratamento do

câncer, por exemplo, a inovação garante a transferência

dos quimioterápicos apenas para as células

doentes, evitando que as saudáveis sejam

atingidas. Esse ano, pesquisadores do Centro

Nacional de Pesquisa em Energia em Materiais

(CNPEM) desenvolveram nanopartículas capazes

de atrair e inativar o vírus HIV. Outra solução

inovadora, da Professora Elina Martins Lima,

da UFG, que desenvolveu uma nanopartícula

injetável que captura cocaína no sangue eliminando

a orvedose. Uma solução no campo de

diagnósiticos, foi a criação de uma POC (Point-of-Care)

criado por empresas e pesquisadores

brasileiros e europeus (Fundação CERTI, CTI

Renato Archer, IBMP Fiocruz e Fraunhofer Institute

ENAS), chamado PodiTrodi, resultado de

um projeto com o governo europeu, que pode

detectar a doença de chagas em poucas horas

ao invés de dias. Um terceiro exemplo, a startup

desenvolveu um namoimplante que controla o

ciclo de gravidez em éguas, e já está estudando

a transferência desta tecnologia para humanos.

Um quarto exemplo criado pelo Instituto SENAI

de Inovação em Eletrolítica, criou um nanossensor

capaz de detectar proteínas de Alzheimer,

uma solução que originalmente detecta gripe

na água em aviários no intuito de reduzir o uso

de antibióticos para frangos.

Como pode se constatar, existem muitas soluções

em desenvolvimento, e não somente por

pesquisadores, mas por institutos de ciência e

tecnologia, empresas consolidadas e até mesmo

startups. A cultura de inovação que está se

implantando no Brasil recentemente é um dos

fatores chave para avanço econômico e estratégico

nacional. Para que a medicina brasileira

se desenvolva é necessário que os incentivos a

criação de startups, pesquisas na fronteira do

conhecimento e investimento privado continuem

e se fortaleçam cada vez mais. Somente

desta forma, reduziremos nossa dependência

por tecnologia externa e nos tornamos provedores

de alta tecnologia para outros países.

Leandro Antunes Berti

CEO FIBER INOVA – empresa de Inovação Estratégica, Presidente Institucional da Associação Brasileira de Nanotecnologia (BrasilNano), foi Coordenador-Geral de

Tecnologias Convergentes e Habilitadoras (CGTC), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações do Brasil (MCTIC), Coordenador de Tecnologias

Estratégicas , responsável pela política pública nacional, estratégia, iniciativas de Nanotecnologia, Fotônica, Materiais Avançados e Manufatura Avançada e Membro

da Comissão de Ciência e Tecnologia do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, BRICS WG Photonics National Representative, OECD (Bio-, Nano- and Converging

Technologies (BNCT)) - Nanotecnology National Representative, Brazil-Canada Joint Committee for Cooperation on Science, Technology and Innovation;

Diretor do Centro Brasileiro-Argentino de Nanotecnologia, Presidente da Centro Brasileiro-Chinês de Nanotecnologia. Foi Secretário Executivo do API.nano, na

Fundação CERTI. Pós-doutorado em Nanobiotecnologia pelo InteLAB, UFSC, PhD em SoftNanotechnology, pela University of Sheffield, Inglaterra, e Pós-Graduado

em Engenharia da Computação pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Autor dois livros sobre regulação com Nanossegurança: Guia de Boas Práticas em

Nanotecnologia para Indústria e Laboratórios e Nanossegurança na Prática: Diretrizes para análise de segurança de empresas, laboratórios e consumidores que

usam nanotecnologia. Possui Ampla experiência em negociação internacional, contratos, licenciamento e gestão de projetos de inovação.

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Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


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Automação de Protocolos com BEADS

Magnéticas para Preparação de Bibliotecas de NGS

As técnicas que utilizam beads magnéticas

(SPRI – Solid Phase Resersible Immobilization)

para purificação de produtos de PCR (Polymerase

Chain Reaction) e amostras de DNA/RNA são amplamente

utilizadas em aplicações como sequenciamento

pelo método de Sanger ou sequenciamento

de nova geração (NGS), genotipagem por

SNP (Single Nucleotide Polymorphism), clonagem,

análises de fragmentos e primer walking.

Com o PIPETMAX® (Fig.1) é possível automatizar

de forma fácil, flexível e confiável os protocolos

de preparação de bibliotecas e purificação de

produtos de PCR por beads magnéticas além da

normatização de amostras*.

Fig 1: Pipetmax

A Gilson desenvolveu uma estante separadora

de beads magnéticas para uso no PIPETMAX®

(Fig. 2), capaz de fazer de forma fácil e prática a

purificação de 96 amostras simultaneamente.

O protocolo automatizado é flexível, pois pode

ser ajustado às variações de corrida para corrida

como: número de amostras, volume de cada

amostra, volume dos beads, número de lavagens

e tempo de incubação. Isso torna o PIPETMAX® a

mais simples e flexível plataforma de automação,

adequado para inúmeras aplicações.

A purificação de produtos de PCR (amplicons)

é necessária para remover primer,

nucleotídeos não ligados, sais e enzimas

usados na amplificação do DNA e que são

considerados contaminantes nas aplicações

subsequentes.

Fig 2:

Estante separadora de beads magnéticas. A base

magnética com 24 imãs se eleva para melhor

contato com a placa de 96 poços. Cada imã é

posicionado entre 4 poços puxando as beads

para o respectivo canto do poço.

Existem várias formas de purificar os produtos

de PCR incluindo uso de géis de agarose,

colunas de sílica, ponteiras funcionais,

digestão enzimática e beads magnéticas.

Cada abordagem tem suas vantagens de

desvantagens, como custo, rapidez e qualidade.

As beads magnéticas, por sua vez, são

as mais difundidas e comumente usadas nas

aplicações de NGS, por concentrarem o maior

número de vantagens em um único método

são facilmente automatizadas, rapidamente

escaláveis e com melhor custo. A Illumina,

e também outros fornecedores de soluções

para NGS, Thermo, Roche, Sigma- KAPA, New

England Biolabs e TAKARA, recomendam especificamente

o uso de kits de purificação de

PCR por beads como o Agencourt® AMPure XP

para a etapa de limpeza – clean up no fluxo

de trabalho da preparação de bibliotecas NGS.

Material e Método

Foram geradas 12 bibliotecas a partir de DNA

genômico de Escherichia coli K12 para sequenciamento

completo do genoma usando o kit

Nextera® XT DNA Library Preparation, usando

12 diferentes pares de primers específicos para

indexação das amostras (1 ng a 0,2 ng/µl). Como

parte do processo, o kit Agencourt® AMPure XP

PCR Purification foi automatizado no PIPETMAX®

visando a purificação dos produtos de PCR.

A configuração utilizada no PIPETMAX® utilizou

o pipetador multicanal de 8 canais, placas

de 96 poços, ponteiras Gilson DIAMOND®, tubos

de PCR em estantes, reservatórios de descarte

de ponteiras e estante magnética para separação

das beads.

O micro software TRILUTION® foi usado para

a programação do PIPETMAX®. Sua interface

gráfica intuitiva guia facilmente o usuário para

a criação do protocolo.

As mesmas 12 bibliotecas foram geradas manualmente

para comparação dos resultados.

Resultados

Após a purificação dos produtos de PCR, os

fragmentos de DNA foram avaliados com relação

a qualidade e robustez do método por

meio de eletroforese analítica em chip 2100

usando o BioAnalyser da Agilent. Abaixo pode-se

conferir o eletroferograma das amostras

(Fig 3). A maioria dos fragmentos tinha

700-2000 pares de bases sem presença de

contaminantes.

Fig 3:

Eletroferograma de fragmentos gDNA de E.

coli, após processamento com o kit Nextera® XT

DNA Library Preparation e purificação usando

o Agencourt® AMPure XP PCR Purification no

PIPETMAX® e manualmente.

As 24 bibliotecas foram agrupadas para sequenciamento

conjunto no sistema Illumina

MiSeq®.

0 96

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


Os resultados mostraram que a porcentagem

de leituras mapeadas foi praticamente idêntica

tanto nas bibliotecas preparadas manualmente

quanto no PIPETMAX® (Tabela 1). De

maneira geral, as bibliotecas preparadas no

PIPETMAX® apresentaram valores menores

de desvios padrão e variâncias do que aquelas

preparadas manualmente (vide Tabela 1).

A métrica de qualidade, %>Q30, foi melhor

para amostras processadas no PIPETMAX®,

quando comparado com as processadas manualmente.

Essa análise comparativa indica

que o PIPETMAX® gera resultados mais uniformes

que os obtidos manualmente. Ambas

preparações, manual ou automatizada tiveram

mais de 95% de leituras mapeadas.

Tabela 1: resumos dos resultados do

sequenciamento.

Conclusão:

Todos os resultados obtidos indicam que o PI-

PETMAX® é adequado e reprodutível para preparação

de amostras para NGS.

*Consulte www.gilson.com para saber mais

sobre o protocolo de normalização de amostra de

DNA/RNA).

REFERÊNCIAS:

1. PIPETMAX®: Automation of the Illumina

Nextera® XT DNA Library Preparation kit, Application

Note AN1011 Acessado em abril, 2020:

https://www.gilson.com/pub/static/frontend/

Gilson/customtheme/en_US/images/docs/PI-

PETMAX_NexteraDNALibrary_AN1011-01.pdf)

2. PIPETMAX®: Automation of Agencourt

AMPure XP PCR Prification System, Application

Note AN1010 Acessado em abril, 2020: https://

www.gilson.com/pub/static/frontend/Gilson/

customtheme/en_US/images/docs/PIPET-

MAX_AMPureXPPCR_AN1010.pdf

INFORME CIENTÍFICO

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020

0 97


ENTREVISTA

Entrevista com Prof. Dr. Felipe Naveca

1. Fale um pouco do sequenciamento

de nova geração aplicado ao momento

atual da pandemia.

A tecnologia de NGS foi fundamental para

que os cientistas chineses identificassem

rapidamente - e sem dúvidas - que se tratava

de um novo coronavírus, posteriormente

batizado de SARS-CoV-2.

Diversos laboratórios espalhados

pelo mundo têm trabalhado

incansavelmente na geração de

informações genéticas sobre esse

novo vírus. O nosso laboratório no

Instituto Leônidas e Maria Deane,

unidade da Fiocruz no estado do

Amazonas, é um desses.

Essas informações genéticas

sobre o SARS-CoV-2 já permitiram

identificar três linhagens principais

do vírus que se espalharam pelo

mundo. Quanto mais pessoas, e

possivelmente animais, forem infectadas,

maior a possibilidade de mutações e o

estabelecimento de novas variantes.

Não tenho dúvidas que esse será o maior

esforço de sequenciamento da nossa

geração, que abrangerá o maior número de

laboratórios procurando respostas para um

mesmo tema.

2. Frente as outras tecnologias, quais

vantagens do NGS você destacaria?

O alto rendimento e velocidade na geração

de dados de qualidade. Sempre gosto de

destacar a qualidade, porque não vejo

sentido em ser rápido, mas gerando dados

de baixa qualidade. O alto rendimento, por

exemplo, permite responder mais facilmente

perguntas sobre subpopulações de um vírus

em um paciente.

No final de março de 2020 minha

equipe fez o primeiro sequenciamento

de genoma completo do SARS-CoV-2 na

região norte do Brasil. Esse genoma foi

obtido usando um protocolo específico

para o SARS-CoV-2 desenvolvido pela

minha equipe e um sequenciador Illumina

MiSeq recém instalado.

3. Como o sequenciamento NGS pode

auxiliar no diagnóstico e no estudo

epidemiológico?

Nossa equipe tem aplicado o NGS para

dois tipos de pesquisa em especial. Com

relação ao diagnóstico laboratorial usamos

para monitorar a evolução dos patógenos ao

longo do tempo, o que pode comprometer

a eficiência de testes diagnósticos como

a PCR, por conta de mutações que

surgem naturalmente, em especial nos

vírus de genoma RNA. Ainda em relação

ao diagnóstico usamos também uma

abordagem chamada metagenômica, onde

a informação de todo o material genético

presente em uma amostra é analisada,

incluindo o material de possíveis patógenos.

Utilizando programas de bioinformática nós

“peneiramos” a informação de possíveis vírus

nestas amostras.

O NGS, em função de seu alto

rendimento, também nos permite

de uma maneira muito mais fácil

obter informações de genomas

completos de vírus e bactérias,

por exemplo. Com essa informação

e a utilização de programas de

análise filogenética é possível

inferir a origem e o caminho que

um patógeno fez até chegar em

um determinado local. Essa informação

é fundamental para um ramo de pesquisa

que chamamos de Epidemiologia

Molecular.

4. Como você enxerga o Brasil frente

aos outros países em relação aos testes

e tecnologia disponível?

0 98

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


Eu vejo o Brasil em uma posição de destaque.

Obviamente existem países com muito mais

infraestrutura, como os EUA e a China, onde os

investimentos em pesquisa científica e inovação

estão em uma ordem de grandeza muito

superior à nossa. No Brasil o investimento ainda

está muito centrado nos governos, com pouca

participação privada.

Mesmo não possuindo toda a infraestrutura

dos principais centro de pesquisa mundiais, nós

temos um bom parque instalado. Na Fiocruz,

por exemplo, temos uma rede de plataformas

tecnológicas onde estão inseridos sequenciadores

de DNA modernos, os quais podem ser acessados

por pesquisadores de todo o país.

Também temos algo muito importante

no Brasil, que são pesquisadores dedicados

e muito bem capacitados em diversas

instituições em todas as regiões.

5. Você acha que sequenciar os pacientes

pode ajudar nas descobertas?

Com certeza. Com o avanço da

tecnologia acho cada vez mais importante

sequenciarmos os pacientes de doenças

infecciosas e não infecciosas. Não só para

descobrir novos patógenos, mas também

para descobrir “fraquezas” nesses patógenos

e potenciais alvos terapêuticos. Além disso,

podemos sequenciar os pacientes para tentar

entender se a resposta está no hospedeiro e

não no vírus. Podemos, por exemplo, utilizar

o sequenciamento dos genes humanos para

entender o porquê de algumas pessoas

expressarem os sintomas de maneira

diferente. Diversas variações no nosso

genoma já foram relacionadas a uma melhor

resposta frente a um patógeno específico.

6. Como o seu trabalho está auxiliando

nas descobertas?

Utilizando o sequenciamento nucleotídico

e diversas ferramentas de bioinformática

minha equipe tem identificado variações

genéticas e rotas de entrada e dispersão

de vírus emergentes e reemergentes nos

estados do Amazonas e Roraima.

Recentemente fizemos o primeiro genoma

completo de um vírus do Sarampo na América

Latina, durante o surto iniciado em Roraima

2018. Em maio de 2019 identificamos,

através de abordagem metagenômica,

que um vírus chamado Coxsackie A6 foi

o responsável por um surto de doença de

mão-pé-boca no Amazonas.

No final de março de 2020 minha equipe

fez o primeiro sequenciamento de genoma

completo do SARS-CoV-2 na região norte

do Brasil. Esse genoma foi obtido usando

um protocolo específico para o SARS-

CoV-2 desenvolvido pela minha equipe e

um sequenciador Illumina MiSeq recém

instalado. Como era esperado, a sequência

obtida mostrou altíssima qualidade

por base (Q40 100%), o que considero

importantíssimo em um momento que o

mundo todo estuda um vírus novo. Esse

nosso primeiro resultado com o MiSeq

mostrou que a decisão por essa tecnologia

foi acertada.

Prof. Dr. Felipe Naveca

Possui Bacharelado em Microbiologia e

Imunologia pela Universidade Federal do Rio de

Janeiro (1999), Mestrado em Ciências Biológicas

(Microbiologia, UFRJ - 2002) e Doutorado

em Ciências (Microbiologia, UFRJ - 2006). É

Pesquisador em Saúde Pública e Vice-diretor de

pesquisa do Instituto Leônidas e Maria Deane

(ILMD), Fiocruz Amazonas. É docente permanente

do Programa de Pós-Graduação Stricto sensu em

Imunologia Básica e Aplicada (PPGIBA - UFAM),

do Programa de Pós-Graduação Stricto sensu em

Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (Bio-

Interação - ILMD/Fiocruz) e Biologia Celular e

Molecular (PGBCM - IOC/Fiocruz). É Membro da

Rede Nacional de Especialistas em Zika e Doenças

Correlatas - RENEZIKA, DECIT, Ministério da Saúde.

ENTREVISTA

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020

0 99


LOGÍSTICA LABORATORIAL

Testes de Covid-19:

Tudo o que você precisa saber!

O novo coronavírus, chamado cientificamente

de Covid-19 já infectou, até o momento,

cerca de 1,5 milhão de pessoas. A sua rápida

e fácil proliferação têm causado grandes problemas

econômicos, sociais e governamentais

em todo o mundo.

Grandes centros mundiais, como o Estados

Unidos, estão enfrentando muitas dificuldades

de conter os danos causados pelo vírus.

Somente no país estadunidense, 432.438 pessoas

já foram infectadas. Um dos principais

motivos é a falta de materiais básicos, como

máscaras e testes.

A Coreia do Sul, têm ido em contramão ao

resto do mundo, conseguindo controlar facilmente

a propagação do Covid-19. Um dos

principais fatores adotados pelo país asiático

têm sido o teste em massa. Já em Janeiro, o

país se reuniu com os principais laboratórios

do país para produzir testes. Estima-se que

em Março, 100 laboratórios sul-coreanos já

estavam distribuindo seus diagnósticos ao

mercado nacional.

A estratégia foi apontada pela OMS como essencial

para o controle da epidemia mundial,

porque os países poderiam isolar as pessoas

infectadas, evitando o contágio social. Confira

o posicionamento do Tedros Ghebreyesus,

diretor-geral da entidade: “Não se consegue

combater um incêndio com os olhos vendados,

você não consegue parar essa pandemia

se não souber quem está infectado”

Situação no Brasil

O Brasil têm aplicado uma baixíssima quantidade

de testes, se comparado ao resto do

mundo. Com uma população de 217 milhões

de habitantes, o país realizou somente 67 mil

testes. A título de comparação, a Alemanha

está aplicando 500 mil testes por semana,

sendo que o país possui apenas 81,4 milhões

de habitantes, quase 1/3 da população brasileira.

Mundialmente, existem dois tipos de testes

disponíveis, sendo eles o PCR e o de Anticorpos.

Ambos estão disponíveis no Brasil,

porém, com a necessidade de materiais importados

para sua produção, em falta pela

alta demanda mundial, temos poucos testes a

disposição, que estão sendo aplicados apenas

em casos mais extremos.

A expectativa é que nos próximos dias, mais

laboratórios comecem a produzir e analisar os resultados

dos testes de covid-19. O próximo desafio

será distribuí-lo por todo o território nacional.

O desafio logístico para a distribuição

dos testes

O Brasil é o maior país da América Latina,

possuindo mais de 8,5 milhões de quilômetros

quadrados de extensão. O coronavírus

está sendo disseminado de Norte a Sul do país,

chegando até mesmo na tribo indígena da etnia

Kokama, localizada a 880 Km de Manaus,

praticamente na fronteira com a Colômbia.

Além das adversidades territoriais, a logística

laboratorial exige muitas particularidades

em relação ao transporte de cargas comum.

São necessárias muitas práticas e adaptações

para poder atuar nesse segmento. Os serviços

são fiscalizados e autorizados pela Agência

Nacional de Vigilância Sanitária, a fim de garantir

que não ocorram danificações aos testes

ou material genético coletado.

Entre as principais necessidades especiais,

está implícita a obrigação de uma frota adaptada,

com refrigeração especial interna, com

total controle da temperatura, e espaço planejado

para cada tipo de material distribuído.

As entregas dos materiais genéticos coletados

devem ser entregues em até 72 horas em todo

o território nacional, conforme as exigência da

resolução 691 do DENATRAN e CONTRAN.

Os testes, como qualquer material laboratorial,

devem ser condicionados a tratamentos

específicos, logo, os profissionais logísticos,

como os motoristas e ajudantes, devem ter total

ciência das práticas corretas de manuseio,

acondicionamento e armazenagem, garantindo

que ele chegue no menor tempo hábil, e

com integridade garantida.

O Grupo Prime Cargo, empresa logística com

mais de 15 anos de experiência, têm sido pioneira

na distribuição de teste do Covid-19 por

todo o país. O principal motivo da expertise

apresentada pela empresa é por possuir desde

2010 soluções disruptivas para a logística

laboratorial.

O serviço exclusivo da Prime Cargo fornece

para seus clientes do ramo laboratorial e hospitalar,

um acompanhamento online sobre os

testes e materiais genéticos, podendo saber

em tempo real a localização do veículo, temperatura

interna da frota, previsão do tempo

de chegada, hora de coleta, solicitação de distribuição,

entre outras funcionalidades únicas.

Toda a equipe da Prime Cargo está pronta

para te atender. Nós vamos conter o Coronavírus

juntos através da distribuição de testes do

covid-19 por todo o território nacional. Conte

com a gente!

Entre em contato para saber mais:

comercial@primecargo.com.br | 0800 591

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0 100

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


INFORMES DE MERCADO

Esta Seção é um espaço publicitário dedicado para a divulgação e ou explanação

dos produtos e lançamentos do setor.

Área exclusiva para colaboradores anunciantes.

Mais informações: comercial@newslab.com.br

INFORME DE MERCADO

Lançamento Labtest: Gasometria i15

∙ O sistema requer baixa manutenção: com

tecnologia inovadora de controle de líquidos, a

amostra fica confinada no cartucho e não entra

em contato com o sistema operacional interno.

∙ Garantia de exatidão e precisão nos resultados:

calibração automática a cada amostra, três níveis

de controle de qualidade e simulações internas.

Portátil, leve e de fácil operação, o sistema de

gasometria i15 Labtest é a solução ideal para

quem busca um sistema completo e versátil, que

permite realizar análises em ambientes laboratoriais

e hospitalares.

O sistema é automático e pode-se utilizar

amostras de sangue total arterial ou venoso, coletadas

em heparina lítica ou heparina balanceada

com cálcio, incluindo gasometria capilar.

∙ Sempre pronto para realizar o teste, o sistema

utiliza apenas 140 µL de amostra e os resultados

são obtidos em 48 segundos, após a aspiração da

amostra. A bateria tem autonomia para 50 testes

contínuos.

∙ Até 34 parâmetros por amostra:10 parâmetros

medidos (pH, pCO2, pO2, Na+, K+, Ca++, Cl-,

Glu, Lac e Hct) e 24 parâmetros calculados.

∙ Cartuchos individuais e de uso único que

possuem microssensores para determinação dos

parâmetros por potenciometria, amperometria e

condutimetria.

∙ Com impressora embutida e software configurável

para melhor atender a sua rotina, é capaz

de armazenar até 10.000 dados de pacientes e

5.000 dados de CQ.

Entre em contato e conheça a solução

Labtest para gasometria:

DDG: 0800 031 3411

E-mail: labtest@labtest.com.br

Site: labtest.com.br

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020

0 101


INFORME DE MERCADO

Avaliação dos parâmetros hematológicos no diagnóstico e

acompanhamento da dengue nos analisadores Nihon Kohden

Estamos em um momento delicado em que o

assunto mais falado é COVID-19. Mas enfrentamos

outra epidemia subestimada, que ocorre praticamente

todos os anos, a DENGUE. Esta é uma doença

negligenciada de alta morbidade e mortalidade

em crianças e adultos, ocorrendo principalmente

nos períodos chuvosos. O Ministério da Saúde

alertou para o aumento de 264,1% dos casos de

dengue no Brasil, que passaram de 62,9 mil nas

primeiras 11 semanas de 2018 para 229.064 no

mesmo período deste ano (até 16 de março).

Quando falamos da dengue, o hemograma é

um dos exames mais solicitados em laboratórios

clínicos, sejam eles públicos ou privados. Isso

porque ele fornece importantes informações

quanto a produção das diferentes linhagens

celulares e quanto à proliferação, maturação e

aquisição das funções celulares. Também é uma

importante ferramenta para o direcionamento

de testes auxiliares para o diagnóstico. As alterações

mais comuns que ocorrem no hemograma

nos casos da dengue estão descritas abaixo:

• Hemoconcentração e aumento do hematócrito

- também contribui no diagnóstico dos estados

anormais de hidratação quando alterados

seus valores, indicando hemoconcentração por

perdas sanguíneas e desidratação. Este parâmetro

também pode indicar a gravidade do caso

(dengue hemorrágica);

• Trombocitopenia - é a consequência de vários

fatores que, juntos, provocam importantes

alterações hemostáticas. Uma das causas pode

ser supressão da medula óssea com atenuação

da maturação de megacariócitos e destruição

plaquetária periférica.

• Alteração da quantidade de Leucócitos totais -

Tanto na dengue clássica quanto na dengue hemorrágica

podem ocorrer alterações das quantidades de

leucócitos variando desde Leucopenia a Leucocitose

com presença de atípica linfocitária, este último sugerindo

uma resposta imunológica secundária;

Além disso, a realização do hemograma após

a confirmação da dengue fornece dados importantes

para o acompanhamento da evolução de

melhora do paciente e cura da doença. Neste

momento, onde o mundo está com os olhos

voltados para a COVID-19, não devemos negligenciar

a doença que possui grande potencial

de sorrateira destruição.

Para um diagnóstico e acompanhamento de

qualidade existem diversas tecnologias, mas

o conhecimento e aplicabilidade de novas

tecnologias e novos parâmetros devem ser

realizadas para que laboratórios usufruam da

automatização com confiabilidade. O equipamento

MEK-9100K Celltac G possui a tecnologia

DynaHelix Flow que alinha perfeitamente

as células, WBC, RBC e PLT, com alta precisão

na contagem por impedância usando o Sheath

Flow com foco hidrodinâmico antes de passar

pela abertura de contagem. Além disso, o DynaHelix

Flow evita totalmente o risco de recontagem

das células por refluxo, fornecendo

precisão nas contagens de plaquetas, leucócitos

e hemácias. Para a diferencial de leucócitos

a tecnologia DynaScatter Laser, que analisa a

diferencial de leucócitos em um estado quase

nativo da célula, por não conter corantes.

Para mais informações e conhecer nossa linha

completa de equipamentos acesse o nosso site

https://br.nihonkohden.com/pt-br

Por Vanessa Santinato.

NIHON KOHDEN

Rua Diadema, 89 1° andar CJ11 a 17

Bairro Mauá – São Caetano do sul/SP

CEP 09580-670, Brasil

Contato: +55 11 3044-1700

FAX: + 55 11 3044-0463

fabio.jesus@nkbr.com.br

0 102

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


Bunzl Saúde – o portal de compras para laboratórios, clínicas e

demais estabelecimentos de saúde

INFORME DE MERCADO

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

A Bunzl Saúde acompanha a mudança de

comportamento no mercado digital, e entende

a importância de manter o relacionamento

em todos os canais. Deste modo, o Portal Bunzl

Saúde visa oferecer uma melhor experiência

de compra aos seus clientes, onde quer que

eles estejam.

O Portal Bunzl Saúde atende empresas, profissionais,

estudantes da área e até mesmo

pessoas físicas, disponibilizando um amplo

portfólio com marcas consolidadas que se

destacam pela credibilidade de atuação nas

linhas diagnóstica e hospitalar, apresentando

ao mercado produtos certificados por padrões

nacionais e internacionais de qualidade.

A proposta é oferecer aos clientes facilidade

ao comprar, diferenciando as lojas por

segmentos de negócios: Laboratório, Hospital,

Dental, Veterinário, Home Care, Estética,

Farmácia e Estudante, tornando possível

o máximo de aproveitamento das potencialidades

dos produtos, seja para o uso do

estabelecimento ou para abastecimento de

estoque.

Além disso, os clientes contam com um

atendimento on-line para dúvidas sobre produtos

e suporte técnico.

Conheça agora todos os nossos produtos,

serviços e benefícios!

bunzlsaude.com.br

(11) 3652-2525

portal@bunzlsaude.com.br

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Revista NewsLab | Abr/Mai 2020

0 103


INFORME DE MERCADO

Novo Analizador Yumizen H550

Hematologia em todos os lugares e além

A HORIBA Medical apresenta o

Yumizen H550, o mais novo

membro da família de analalizadores

hematológicos Yumizen. Baseado

em tecnologias comprovadas

e inovadoras, o Yumizen H550

responde à necessidade de um

analisador robusto e não requer

manutenção do usuário.

O Yumizen H550 é um sistema de

hematologia compacto com carregamento

automático integrado de rack

de amostra. Ele fornece ao operador

uma capacidade total de 40 tubos

com carga contínua. Baseado em

tecnologias comprovadas e inovadoras,

o Yumizen H550 responde à

necessidade de um analisador robusto

e não requer manutenção do usuário.

A fim de garantir um processo

confiável, o Yumizen H550 permite a

homogeneização automática de rack

e Identificação positiva de tubos. As

racks de 10 tubos são compatíveis

com o Yumizen H1500 / 2500.

Rapidez nos Resultados

Software de tela touchscreen de fácil utilização.

Menus abrangentes com gráficos e flags.

Fácil manuseio com treinamento mínimo do operador.

Sistema especialista em alarmes para o guia de interpretação.

Características Exclusivas

HORIBA Instruments Brasil Ltda.

Rua Presbítero Plínio Alves de Souza, 645

Loteamento Multivias - Jardim Ermida II

CEP 13.212-181 - Jundiaí - SP

- Apenas 3 reagentes: Diluent, Cleaner e Whitediff®,

- Baixo consumo e gerenciamento de regentes,

Tel.: +55 11 2923 5400

marketing.br@horiba.com

- O Whitediff® é um reagente exclusivo de lise isento de cianeto para

www.horiba.com/br/medical/

medição de HGB e contagem e diferencial WBC.

- Com base na micro-amostragem de 20 µL de sangue total, o Yumizen H550 pode executar qualquer tipo de

amostra de sangue, incluindo pediatria.

- 27 parâmetros com WBC completo e 6 Diferencial : LYM%#, MON %#, NEU %#, BAS %#, EOS#% and LIC%#

(Células grandes imaturas).

- Parâmetros específicos para diagnóstico de anemias por deficiência de ferro e distúrbios por PLT: RDW-CV,

RDW-SD, P-LCC, P-LCR.

0 104

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


INFORME DE MERCADO

D-Dímero, um importante marcador em casos graves

de infecção por COVID-19

quantitativos precisos é possível realizar os testes

utilizando apenas 100µl de Sangue Total (EDTA).

Registro ANVISA: 80117580611

Estudos publicados têm demonstrado que diversas

anomalias na cascata da coagulação são

recorrentes principalmente em quadros de pneumonia

grave causados por infecções pelo vírus

SARS-COV2, e em muitos estudos foram identificados

uma elevação significativa do D-Dímero.

Trabalhos publicados pelo The Journal of Thrombosis

and Haemostasis e o The Lancet, avaliaram

183 e 191 pacientes, respectivamente. Os níveis

de produtos de degradação de fibrina (FDP) e do

Dímero-D (DD) foram maiores em pacientes não

sobreviventes em comparação sobreviventes e

como esses níveis estavam aumentando ao longo

da permanência no hospital.

A Bio Advance disponibiliza o teste SelexOn

D-Dímero. Um sistema rápido, e com resultados

O teste é direto, com apenas um passo e sem que

seja necessário a adição de reagentes e em apenas

10 minutos obtêm-se o resultado, além da praticidade

do dispositivo teste pode ser armazenado em

temperatura ambiente (2-30 °C).

Com uma faixa de leitura entre 100.0 ~

3000.0ng/mL, e valor de cut-off de 500ng/ml,

permite um monitoramento adequado para observar

os níveis de D-Dímero durante o tratamento.

Bio Advance

Tel.: (11) 3445-5418

contato@bioadvancediag.com.br

www.bioadvancediag.com.br

NOTA DE REPÚDIO

Nota da Bio Advance Diagnósticos Ltda, referente à deliberação pela ANVISA da aplicação de testes rápidos

para a detecção do novo Corona vírus (Covid-19) em farmácias e drogarias.

A Bio Advance Diagnósticos Ltda, manifesta

publicamente que é contrária a deliberação

pela ANVISA, resolução - RDC Nº 377, de

28 de abril de 2020, que autoriza em caráter

temporário e excepcional para que testes

rápidos para pesquisas de anticorpos para a

COVID-19 sejam realizados em farmácias e

drogarias.

Mesmo com a observância dos termos

ora apresentados pela Anvisa nas técnicas

nº 96/2020 e nº 97/2020, a Bio Advance

detentora do registro junto à ANVISA

Teste Rápido OnSite COVID-19 IgG/IgM,

sob número 80524900071, determinou a

seus colaboradores que não seja ofertado o

produto para qualquer farmácia ou drogaria

dentro de todo território nacional, bem

como orientar distribuidores para que estes

estejam cientes de que somos discordantes

da deliberação da Anvisa.

Sabemos que a medida visa ampliar a

rede de testagem, bem como reduzir a alta

demanda dos serviços públicos de saúde

durante a pandemia, mas abre questões

muito mais complexas em relação a triagem,

diagnostico e auxílio a esses pacientes, que

muitas vezes não tem acesso ao serviço de

saúde e informações adequadas.

Bio Advance Diagnósticos Ltda

Dr. Arnaldo Casé de Castro

Diretor Geral

Farmacêutico responsável

CRF: 34.453

0 106

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


Oito em cada 10 pacientes levam em consideração a coleta de

sangue para avaliar a experiência geral em um hospital ou laboratório.

INFORME DE MERCADO

O que você está fazendo para surpreender seus

pacientes? Oferecer uma boa experiência não

está relacionado apenas com um atendimento

de excelência. Você também deve levar em

consideração as sensações obtidas durante um

procedimento. É aí que entra a importância

de manter-se sempre atualizado sobre novas

práticas e investir constantemente em produtos

de qualidade e com tecnologia de ponta.

Para oferecer aos profissionais mais opções de

calibres para tratar de diversas necessidades de

pacientes, a BD, uma das primeiras empresas a

fabricar seringas descartáveis, tubos para coleta

de sangue a vácuo e seringas para insulina aqui

no Brasil, desenvolveu o Escalpe de Segurança

BD Vacutainer® UltraTouch Push Button

com tecnologia PentaPoint Comfort, bisel

pentafacetado e parede da cânula Ultrafina

RightGauge.

Trata-se de um novo escalpe que aumenta o

diâmetro interno da cânula, enquanto mantém

o diâmetro externo inalterado. Esta inovação

permite que os profissionais selecionem uma

agulha de calibre menor para minimizar o

desconforto do paciente e facilitar o acesso

venoso difícil, sem comprometer a qualidade

da amostra ou o preenchimento do tubo. A BD

melhorou o fluxo de sangue através da cânula

do Escalpe ao reduzir a espessura da parede da

cânula (~50%), o que aumenta o diâmetro

interno da cânula e permite que mais sangue

flua pelo dispositivo até os tubos de coleta de

sangue.

Essa nova tecnologia ainda permite obter os

benefícios de utilizar uma agulha de calibre

menor sem criar problemas de qualidade de

amostra (hemólise) tipicamente associados

a calibres menores. Com base no design da

cânula, os profissionais de saúde devem

perceber pouca ou nenhuma diferença na

flexibilidade da cânula com esse novo Escalpe

em comparação a outros escalpes de coletas de

sangue populares.

Quer saber mais? Nós da Diagnóstica Cremer

estamos à disposição para melhor atender

laboratórios de todo o Brasil. Entre em contato,

tire suas dúvidas sobre a linha de produtos da

BD e ofereça esse diferencial aos seus pacientes.

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Revista NewsLab | Abr/Mai 2020

0 107


INFORME DE MERCADO

Vídeo Laringoscópio chegou na Stra Medical

suas chances de sucesso na primeira tentativa

de intubação e minimiza a chance de lesão que

pode ocorrer durante o processo.

Fácil de utilizar, é ideal para as vias aéreas

normais e complexas, deixando seus olhos diretamente

em um eixo longitudinal na hora da

intubação.

Possui lâminas de aço inoxidável de fácil esterilização

e reutilizável por mais de 1000 vezes.

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versátil e resistente que permite ao

anestesista intubar o paciente de emergência

com segurança. De forma suave, ele melhora

Diferenciais

Seu monitor de alta resolução colorido mostra

uma visão completa. Com memória interna de

4 GB, o aparelho registra todas as operações do

processo de intubação para treinamento e apresentação.

Entre seus diferenciais, o Vídeo Laringoscópio

apresenta câmera de 2 mega pixels, com tecnologia

anti-embaçamento, luz de LED, entrada

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dos arquivos.

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O eritrograma é a parte do hemograma que avalia quantitativamente e qualitativamente os eritrócitos. Isso

ocorre através da contagem do número total dessas células, medição da concentração de hemoglobina e

cálculo do hematócrito. Além disso, também fazem parte do eritrograma os índices hematimétricos (VCM,

HCM, CHCM e RDW) (Tabela 1). É importante destacar que apenas a contagem de eritrócitos não é suficiente

para o diagnóstico de desordens hematológicas, sendo necessária a utilização dos valores fornecidos pelos

índices citados anteriormente. Em pacientes com anemia ferropriva, por exemplo, há detecção de um valor

reduzido na contagem de hemácias, associada com valores alterados dos índices hematimétricos. Através do

VCM, será detectada a presença de microcitose (presença de eritrócitos de tamanho pequeno). O HCM e CHCM,

por sua vez, demonstrarão presença de hipocromia (eritrócitos pouco corados). A anemia megaloblástica é

outro exemplo. Esse tipo de anemia ocorre devido a uma deficiência de folato ou vitamina B12. Como resultado

dessa deficiência, há presença de eritrócitos grandes com formato oval, os quais possuem conteúdo normal de

hemoglobina. Nesse caso, o VCM e o HCM estarão aumentados, mas o valor do CHCM estará normal. Além disso,

ocorre anisocitose e, consequentemente, o valor do RDW estará aumentado. Já em macrocitoses de doenças

hepáticas, as células são grandes devido a um excesso de membrana nos eritrócitos. Nesses casos, o RDW

apresenta-se normal. A Tabela 2 faz uma correlação entre valores alterados de VCM e RDW em alguns tipos de

anemia.


É importante ressaltar que a determinação dos índices hematimétricos, assim como os outros parâmetros do

eritrograma, podem ser feitos de forma manual ou através de utilização de analisadores hematológicos. Nesse

caso, são utilizadas metodologias, como impedância e absorbância. Os índices hematimétricos exigem

fórmulas matemáticas que dependem de valores referentes às contagens de eritrócitos, hemoglobina e

hematócrito. Metodologias manuais, além de terem execução demorada, também são menos precisas e

suscetíveis a uma maior margem de erro desses valores. Nesse sentido, analisadores hematológicos, além de

serem mais rápidos, também proporcionam resultados mais precisos e confiáveis. Contudo, deve-se considerar

algumas situações em que interferentes podem gerar resultados falsos nas contagens dos parâmetros

relacionados ao hemograma.

VCM

HCM

CHCM

RDW

ÍNDICES HEMATIMÉTRICOS FORNECEM UMA VISÃO DO ESTADO DOS ERITRÓCITOS

DESCRIÇÃO OBSERVAÇÕES CÁLCULO INTERFERENTES

Classificação quanto ao

tamanho dos eritrócitos.

Quantidade média de

hemoglobina presente em

cada eritrócito.

Peso médio de hemoglobina

baseado em um volume de

eritrócitos.

Representa a variação do

tamanho dos eritrócitos

(anisocitose)

FIGURA 1: À DIRETA, DEMONSTRAÇÃO DOS

ERITRÓCITOS INCHADOS PELA ENTRADA DE ÁGUA

NA CÉLULA POR OSMOSE EM COMPARAÇÃO COM

ERITRÓCITOS EM MEIO ISOTÔNICO (À ESQUERDA).

FIGURA 2: INTERFERÊNCIA DE HIPERLEUCOCITOSE

NA CONTAGEM DE ERITRÓCITOS. OBSERVA-SE QUE

HÁ VÁRIOS LINFÓCITOS DE TAMANHO SEMELHANTE

AO DAS HEMÁCIAS.

Normal: normocitose

Diminuídos: microcitose

Aumentados: Macrocitose

Normal: Normocromia

Diminuído: Hipocromia

Aumentado: Hipercromia

HTC

VCM = x 10

RBC

Hgb

HCM = x 10

RBC

Hgb

CHCM = x 10

HTC

1 SD do VCM

RDW ↑: Anisocitose

RDWCV =

VCM

RDWSD = 1 SD do VCM

TABELA 1: RESUMO ESQUEMÁTICO DOS ÍNDICES HEMATIMÉTRICOS

Vanessa Gonçalves Milagres

Analista Científica de Produtos - Diagno | Mestre em Análises Clínicas e Toxicológicas - UFMG

Auto-aglutinação de hemácias: ↑

Contagem elevada de leucócitos: ↑

Hiperglicemia: ↑

Contagem elevada de leucócitos: ↑

Auto-aglutinação de hemácias: ↑

Contagem elevada de leucócitos: ↓

Hiperglicemia: ↓

x 10

*SD: Desvio Padrão

A aglutinação de dois eritrócitos é um possível interferente e pode levar a

resultados mais baixos na contagem total de eritrócitos e a um VCM maior.

Isso porque essas duas hemácias serão contadas como se fossem apenas

uma pela metodologia de impedância. O pré-aquecimento da amostra pode

ajudar na prevenção da ocorrência de agregados de eritrócitos e,

consequentemente, na obtenção de resultados falsos.

Outro exemplo de interferência é a hiperglicemia, em que os eritrócitos

ficam transitoriamente hipertônicos em relação ao diluente (isotônico)

(figura 1). Isso resulta em eritrócitos inchados, o que pode elevar o VCM.

A contagem elevada de leucócitos, por sua vez, pode causar interferência

no VCM, HCM e CHCM, já que pode contribuir para um resultado falsamente

elevado da concentração de hemoglobina. Em um caso de Leucemia

Linfocítica Crônica, especificamente, a hiperleucocitose pode causar uma

falsa elevação na contagem de eritrócitos, uma vez que há presença de

vários linfócitos com tamanhos semelhantes aos dos eritrócitos (figura 2).

Isso poderá refletir em valores incorretos de HCM, já que para o cálculo

desse índice é utilizado o valor da contagem de RBC.

TABELA 2: CORRELAÇÃO DOS VALORES DE VCM E RDW EM ANEMIAS.

Referências Bibliográficas: BAIN, B. J. Células Snaguíneas: Um Guia Prático. 5a ed. Porto Alegre: artmed, 2016. CAROLINA, A. et al. A Methodology for Determining Hematimetric Indices Using High Accuracy

Algorithms. n. January, 2017. SARMA, P. R. Red Cell Indices. In: Clinical Methods: The History, Physical, and Laboratory Examinations. 3. ed. 1990. Imagens: https://www.ashclinicalnews.org/red-blood-cells-2/

https://pt.khanacademy.org/science/biology/membranes-and-transport/diffusion-and-osmosis/a/osmosis https://www.hairguard.com/low-ferritin/ https://ashpublications.org/blood/article/131/6/708/39220/

Interference-of-hyperleukocytosis-in-red-blood

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INFORME DE MERCADO

Estratégias para o Diagnóstico Laboratorial da COVID-19:

RT-PCR e ELISA - IgA, IgM e IgG.

A pandemia causada pelo SARS-CoV-2 (doença

COVID-19) é desafiadora aos laboratórios

clínicos para um diagnóstico assertivo. O vírus

após contágio possui um longo período de incubação

assintomático de 1 a 14 dias (média 5

dias). Nesta fase, indivíduos podem transmitir o

vírus, dificultando o manejo do paciente e ações

epidemiológicas para redução de casos e óbitos.

Para a detecção direta do SARS-CoV-2 nas fases

iniciais de infecção, centros disponibilizaram

reações in house (técnica RT-PCR real time) -

realizadas pelo próprio laboratório - a partir do

cDNA de amostras do trato respiratório e soro.

Os protocolos foram fornecidos pelo Charité,

CDC China e CDC USA sendo os alvos gênicos

RdRP, E e N; ORF1ab e N e RdRNP e N (três regiões),

respectivamente. Porém são de difícil

validação pois há poucos laboratórios especializados

nessa implementação com controle de

qualidade assertivo.

Para melhor padronização, kits comerciais

foram desenvolvidos utilizando por exemplo,

reagentes pronto para uso e controles

validados reduzindo a chance de resultados

falso-positivos – p.ex. contaminação dos reagentes

por amplicons - ou falso-negativos –

p.ex. reduzida sensibilidade por inacurácia na

preparação do master mix - em comparação

às reações in house.

A sorologia reúne informações da soroconversão

do paciente, determinação da soroprevalência

na população além de solucionar casos

assintomáticos ou negativos na RT-PCR.

Após a fase inicial, cerca de 5 dias do aparecimento

dos sintomas, há a detecção de

anticorpos IgA e IgM. O Ministério da Saúde

indica a detecção de anticorpos IgM e IgG a

partir do 7º dia do aparecimento dos sintomas,

em caso de suspeita de síndrome gripal

ou SARS.

O antígeno SARS-CoV-2 apresenta duas proteínas

imunogênicas, N (nucleocapsídeo) e S (spike), a N

possui alta homologia – cerca de 90% - entre os

coronavirus, tornando testes baseados na proteína

N com grande chance de reatividade cruzada. Enquanto

a detecção da classe IgA pode ser realizada

pela proteína S1, que apresenta a menor conservação

entre os Coronavírus, ou seja, mais específico.

Ademais, a classe IgA é carreador da resposta imune

humoral em áreas de mucosa e fluídos corporais,

portanto, relevante importância ao diagnóstico de

infecção respiratória, teoricamente com títulos mais

altos que IgM após o aparecimento dos sintomas. O

IgA apresenta ainda, uma detecção possivelmente

precoce em relação ao IgG em estudos preliminares

com o SARS-CoV-2.

Estudos com SARS-CoV(-1) indicam a soroconversão

do IgG a partir da 1ª semana após

sintomas. No SARS-CoV-2 a detecção do IgG

mostra sensibilidade adequada em torno do dia

14 e sua permanência não está bem esclarecida

na literatura.

Por fim, uma boa estratégia diagnóstica indica

a RT-PCR seguida do acompanhamento

da soroconversão utilizando a detecção complementar

de anticorpos IgA ou IgM e, seguido

por IgG, para o um diagnóstico laboratorial mais

assertivo de pacientes suspeitos ou que tiveram

contato com o vírus.

Referências Bibliográficas

Wu F, Zhao S, Yu B, et al. A new coronavirus

associated with human respiratory disease in

China. 287 Nature 2020.

Zhou P, Yang XL, Wang XG, et al. A pneumonia

outbreak associated with a new coronavirus of

probable bat origin. Nature 2020.

Gorbalenya AE, Baker SC, Baric RS, et al. The

species Severe acute respiratory syndrome-related

coronavirus: classifying 2019-nCoV and naming

it SARS-CoV-2. Nature Microbiology 2020.

Amanat, F., Nguyen T.H.O, Chromikova, V. et

al. A serologic assay to detect SARS-CoV-2 seroconversion

in humans

Leung et al., Antibody Response of Patients

with Severe Acute Respiratory Syndrome

(SARS) Targets the Viral Nucleocapsid, JID

190:379–86 2004

Okba et al., SARS-CoV-2 specific antibody responses

in COVID-19 patients, medRxiv (Preprint).

2020. doi: 10.1101/2020.03.18.20038059

Brasil. Ministério da Sáude. Sobre a doença.

Disponível em: https://coronavirus.saude.gov.

br/sobre-a-doenca#definicaodecaso, acesso

em 07/04/2020.

Brasil. Ministério da Saúde. Boletim epidemiológico

nº7. Semana Epidemiológica 15,

Abril, 2020.

Gorbalenya, A.E. et al. Coronaviridae Study

Group of the International Committee on Taxonomy

of Viruses. Nature Microbiology,2020.

Meyer B, Drosten C, Müller MA. Serological

assays for emerging coronaviruses: challenges

and pitfalls.Virus Res. 2014 Dec 19;194:175-83.

Shu-Yuan Xiao, Yingjie Wu, Juan Li, Evolving

status of the 2019 novel coronavirus infections:

proposal of conventional serologic assays for

disease diagnostics and infection monitoring.

2020, J Med Virol. 2020;1-4.

Conflito de Interesse

SOANE, M.M. e SARAIVA, N.B pertencem

à EUROIMMUN, empresa fabricante de kits

diagnósticos.

SOANE, M.M.¹; SARAIVA, N.B¹.

¹Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento,

EUROIMMUN Brasil, São Paulo.

michel.soane@euroimmun.com.br

0 110

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


Diagnóssco confiável para

CORONA COVID-19

Detecção rápida através da transcriptase reversa

e PCR em tempo real em uma única reação, e

detecção simultânea de 2 sequências alvo

diferentes do patógeno, garannndo alta

sensibilidade ao teste.

Detecção sensível e específica de anncorpos

contra SARS-CoV-2 em amostras de soro e

plasma, complementando o diagnóssco

de detecção direta do patógeno.


INFORME DE MERCADO

Coleta de sangue impacta na análise e resultados dos exames

Saiba como o procedimento de coleta de amostras biológicas e a escolha de insumos interfere na realização de exames de sangue

Linha Safety

Os produtos Safety evitam riscos de acidentes

e estão de acordo com a NR32 (Norma Regulamentadora

referente a segurança no trabalho

em serviços de saúde).

Segundo a Sociedade Brasileira de Patologia

Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML)1,

a fase pré-analítica é a mais suscetível a erros

devido a diversos fatores. Problemas como hemólise,

fibrina ou formação de coágulos, estão

entre os mais recorrentes, que podem acontecer

por fatores relacionados ao momento da coleta

e transporte das amostras. Além do conhecimento

dos profissionais envolvidos no processo,

a escolha dos materiais que serão utilizados na

fase pré-analítica também previne essas ocorrências

e trazem mais segurança não apenas

para os pacientes, mas também para os profissionais

envolvidos no processo.

Especificamente no momento da coleta das

amostras de sangue por meio de punção venosa,

o tipo de escolha que faz a diferença envolve:

Coleta de sangue em sistema fechado

O sistema de coleta a vácuo é o mais indicado,

pois possibilita o preenchimento correto do tudo,

garantindo a quantidade de sangue exata para a

proporção de aditivo no interior do tubo e evita

contato com a amostra no momento da coleta.

Escolha dos tubos

Os tubos Vacuette®, marca da Greiner Bio-One,

pioneira quando o assunto é sistema coleta

de sangue a vácuo. Os tubos são fabricados em

plástico PET, contêm aditivos químicos que, em

combinação com o vácuo pré-determinado,

seguem os requisitos de normas internacionais

e garantem a proporção exata de amostra e

aditivo, além de seu material transparente que

possibilita acompanhar o processo de preenchimento

visualmente, e a tampa com rosca

de segurança evita o efeito aerossol e traz mais

segurança para o profissional e durante o transporte

da amostra.

A Vacuette® possui a marca CE (Comunidade

Europeia), certificação do FDA (Food and Drug

Administration – USA) e certificação ISO 9001

e 13485, além de cumprir com todas as exigências

do órgão de fiscalização nacional, a Anvisa.

Agulhas

A qualidade do produto pode influenciar no

momento da punção, penetração no membro e

sensação de dor no paciente. Em 2016, foi realizado

um estudo2 em parceria com o laboratório

alemão MELAB3, em que os resultados mostraram

que o Escalpe com Trava de Segurança da

Greiner Bio-One, exerce menor força para que a

ponta da agulha penetre na pele, com uma diferença

de até 33%, uma das mais baixas entre

as marcas avaliadas.

Os Adaptadores de Segurança QUICKSHIELD

contêm um escudo de proteção com rotação de

360° que, ao ser acionado, impossibilita qualquer

contato com a agulha após o uso. Basta

pressionar o escudo contra uma superfície rígida

até ouvir o clique, indicando que o sistema

foi ativado e permanentemente travado.

Os Escalpes com Trava de Segurança VACUET-

TE®, possuem mecanismo de segurança que é

ativado enquanto ainda está na veia do paciente.

Ao finalizar o procedimento, a agulha já sai

retraída do acesso venoso e evita o contato com

o perfurocortante. O escalpe também possui

antecâmara que permite a visualização do fluxo,

o que indica que a punção venosa foi realizada

com sucesso.

Referências:

1Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/

Medicina Laboratorial (SBPC/ML). Fatores Pré-

-analíticos e Interferentes em Ensaios Laboratoriais

(2018).

2Comparison Testing of Needles and Packaging

of various Blood Collection Sets (2016)

3MELAB Medizintechnik und Labor

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Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


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INFORME DE MERCADO

PNCQ divulga atualizações sobre a COVID-19

O Programa Nacional de Controle de Qualidade

– PNCQ está atento aos desdobramentos

da pandemia do novo coronavírus. Por isso, tem

atualizado seu site com as últimas notícias sobre

a COVID-19 – conteúdos técnicos e informações

voltadas para profissionais do setor laboratorial.

Entre os temas abordados estão informações

sobre isolamento social, diretrizes de tratamento,

boletins e rol de procedimentos da OMS e do

MS, incluindo a Nota Técnica 04/2020 da ANVI-

SA, com orientações para o pessoal do atendimento

do laboratório, uso de EPI, entre outras.

São materiais fundamentais para garantir o

acompanhamento sobre a evolução da infecção

que está desafiando o mundo científico no que

diz respeito ao conhecimento sobre doenças

infecciosas, uma vez que o comportamento

viral e a resposta imunológica da COVID-19

apresentam padrões diferentes dos que seriam

esperados.

O PNCQ, maior provedor de controle da qualidade

do país, com mais de 5.600 Laboratórios

Participantes, fornece mensalmente aos laboratórios

kits de amostras-controle elaborados

com rigorosos padrões de qualidade, além de

ferramentas de software necessárias para gerenciar

eficientemente seu programa.

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acessórios e aplicativos que faz com que a

pipetagem em microplacas seja rápida, rastreável

e reprodutível. Quando TRACKMAN

® Connected está conectado via Bluetooth®

com uma Pipetman® M Connected, ele interage

em tempo real com a pipeta guiando o

usuário através do protocolo de pipetagem,

e dessa forma registra todo o procedimento.

A Pipetman® M Connected é uma pipeta

eletrônica que oferece precisão e exatidão

para as pipetagens comuns ou repetitivas.

Não requer praticamente nenhuma força

para aspirar ou dispensar amostras e assim

ajuda a reduzir a fadiga e aumenta a eficiência

do processo de pipetagem.

Com o TRACKMAN® Connected é possível

planejar e executar os protocolos de pipetagem

de forma rápida, fácil e mais confiável,

não deixando nenhuma dúvida sobre o procedimento.

Quando o protocolo é finalizado,

os resultados podem ser salvos e compartilhados

via SciNote, o caderno eletrônico de

laboratório aberto (ELN).

Quando emparelhado com uma Pipetman®

M Connected, o aplicativo PipettePilot®,

instalado no tablet, guia você por toda a microplaca

indicando onde, quando e quanto

pipetar com interações em tempo real para

prevenir erros. O sensor ambiental conectado

por Bluetooth registra automaticamente o

protocolo em execução com dados como sequência

de pipetagem, e condições ambientais

como temperatura, umidade e pressão.

Com o sistema Trackman® Connectec +

Pipetman® Connected é possível melhorar a

rastreabilidade dos experimentos de bancada,

potencializar a confiabilidade dos experimentos,

obter reprodutibilidade imediata e

acelerar relatórios.

São 20 modelos de pipetas Pipetman® M

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de 0,5 µl a 10 ml nos modelos monocanal ou

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0 114

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


INFORME DE MERCADO

DENGUE: Determinação de IgG/IgM anti-vírus

por método imunocromatográfico.

casos mais graves quando a febre diminui, por Diante da importância desta doença a

volta DENGUE: do terceiro ou Determinação quarto dia surgem hemorragias

por causa de sangramentos

de IgG/IgM RenyLab, assume anti-vírus o compromisso por com método

a qualidade

disponibilizando testes rápidos com

imunocromatográfico.

de vasos na

pele e em órgãos internos caracterizando a den-

resultados em 20 minutos, com altas taxas de

A Dengue hemorrágica. é uma Nesses doença casos, o quadro causada clínico por sensibilidade um arbovírus e especificidade que com possui eficiência quatro sorotipo

antigenicamente

se agrava rapidamente,

distintos:

apresentando

DEN-1, DEN-2,

sinais de

DEN-3 certificada e DEN-4. e um rigoroso Atualmente controle de no qualidade.

O em Imunotest áreas Dengue anteriormente da Renylab é não um atingidas o

Brasil circulam o

quatro sorotipos que se intercalam nas ocorrências das epidemias, que geralmente sã

associadas insuficiência com a circulatória, introdução dores de abdominais novos fortes

do e sorotipo contínuas, pele predominante. pálida, sangramento O vírus pelo da teste Dengue imunocromatografico é transmitido em fase pela sólida, picada de-

do mosquit

sorotipos

alteração

do gênero

nariz,

Aedes

boca e

que

gengivas

é responsável

e manchas vermelhas

também

na tectando

pela transmissão

de forma qualitativa

de outras

e diferencial

doenças

os

virais.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 4 bilhões de pessoas vivam em

áreas com pele, risco podendo levar infecção a morte. pela doença. Anualmente anticorpos IgG, cerca IgM, contra de os 390 quatro milhões sorotipos de casos sã

registrados em todo o mundo. No Brasil, a transmissão

A Dengue é uma doença causada por um

do vírus da dengue vem em ocorrendo soro e plasma de humanos. forma continuada

em surtos

arbovírus que possui quatro sorotipos antigenicamente

distintos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e A Dengue mediante sorologia pode ter para diferentes determinar a apresentações presença importante clínicas ferramenta e de para prognóstico o tratamento imprevisível, dos se

O

cíclicos

diagnóstico

sendo

da dengue

que

é feito

o

comumente

maior destes

O exame

apresentou

é rápido e seguro

cerca

e representa

de 2 milhões

uma

de caso

notificados.

período de

DEN-4. Atualmente no Brasil circulam os quatro

incubação anticorpos contra varia o vírus de no 3 sangue a 15 dias. ou antígenos

específicos, variando suas concentrações

A doença pacientes começa suspeita bruscamente da dengue. apresentando febr

elevada, fortes dores de cabeça e nos olhos, além de dores musculares e nas articulações

sorotipos que se intercalam nas ocorrências das Nos casos mais graves quando a febre diminui, por volta do terceiro ou quarto dia surgem

epidemias, que geralmente são associadas hemorragias com

plasmáticas por de causa acordo com de o sangramentos tempo do início de vasos na pele e em órgãos interno

caracterizando

a introdução de novos sorotipos em áreas anteriormente

não atingidas ou alteração do soroti-

da infecção. a dengue A NS1 é uma hemorrágica. proteína que se Nesses apresenta

em concentrações detectáveis durante

casos, o quadro clínico se agrava rapidamente

apresentando sinais de insuficiência circulatória, dores abdominais fortes e contínuas, pel

pálida, sangramento pelo nariz, boca e gengivas e manchas vermelhas na pele, podendo leva

po predominante. O vírus da Dengue é a transmitido

pela picada do mosquito do gênero Aedes

morte. a infecção pela dengue, surge no primeiro dia

O com diagnóstico decréscimo a da partir dengue do quarto é dia, feito desaparecendo

em torno do quinto, sexto dia após o

comumente mediante sorologia para determinar

presença de anticorpos contra o vírus no sangue ou antígenos específicos, variando sua

que é responsável também pela transmissão de concentrações plasmáticas de acordo com o tempo do início da infecção. A NS1 é um

outras doenças virais.

proteína que início dos se sintomas. apresenta IgM surge em em concentrações média de 5 detectáveis durante +55 32 3331-4489 a infecção pela dengue

surge no a primeiro 8 dias após os dia sintomas com podendo decréscimo durar de a 30 partir do quarto dia, +55 desaparecendo 32 3333-0379 em torno d

+55 32 98419-8588

quinto, sexto dia após o início dos sintomas. IgM surge em média de 5 a 8 dias após o

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima

que 4 bilhões de pessoas vivam persistir em áreas por podendo toda persistir a vida. por toda a vida.

Facebook: /renylab

a 90 dias, já o IgG surge em média após 14 dias

www.renylab.ind.br

sintomas podendo durar de 30 a 90 dias, já o Instagram: IgG surge renylabdiagnosticosinvitro

em média após 14 dias podend

com risco de infecção pela doença. Anualmente

cerca de 390 milhões de casos são registrados

em todo o mundo. No Brasil, a transmissão vem

ocorrendo de forma continuada, em surtos cíclicos

sendo que o maior destes apresentou cerca

de 2 milhões de casos notificados.

A Dengue pode ter diferentes apresentações

clínicas e de prognóstico imprevisível, seu período

de incubação varia de 3 a 15 dias. A doença

começa bruscamente apresentando febre elevada,

fortes dores de cabeça e nos olhos, além

de dores musculares e nas articulações. Nos

0 116

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


NG-Test CARBA 5: O detector de carbapenemases de melhor

performance e custo benéfico do mercado

A Laborclin distribui com exclusividade

o NG-Test CARBA 5, produzido pela francesa

NG BIOTECH. A saúde ganha um teste

para detecção de bactérias produtoras de

carbapenemases nos diversos isolados de

amostras clínicas e amostras de hemoculturas

positivas, com melhor performance permitindo

a detecção das variantes KPC, OXA,

IMP, XIM e NDM.

O Test- NG Carba 5 é o único no mercado

a disponibilizar, através da imunocromatografia,

um teste rápido, eficaz e preciso

detectando as 5 principais variantes das

carbapenemases, apresentando, após 15

minutos, um resultado de fácil leitura e interpretação.

Atualmente, apenas o antibiograma não é

suficiente para um correto direcionamento

terapêutico em situações de multirresistências.

As maiores necessidades em microbiologia

são informações adicionais e em

tempo hábil para as tomadas de decisão. O

conhecimento da variante de carbapenemases

é uma informação valiosa, porque torna

possível a seleção mais assertiva do antimicrobiano

a ser administrado. Isto tudo em

apenas 15 minutos.

Entre em contato conosco e seja atendido

por nossa equipe especializada.

Contato:

www.laborclin.com.br

camila.brito@laborclin.com.br

Telefone: + 55 41 3661 - 9025

INFORME DE MERCADO

Vida Biotecnologia confirma a expansão para 2020

A empresa que neste ano completa 10 anos de

mercado, vem se destacando com imponência na

fabricação de todos os reagentes para química

clínica, hematologia, látex e testes-rápidos.

Sua equipe conta com profissionais experientes

e gestores capacitados para a expansão diante

dos desafios impostos a 2020, sempre com muita

determinação, positivismo e força de trabalho.

A Vida Biotecnologia confirma a expansão

de sua estrutura ainda para 2020. Em

uma área de aproximadamente 2500 m² a

empresa visa ampliar seus horizontes, além

de trazer conforto e bem-estar a seus colaboradores.

A nova sede que está sendo preparada conta

com excelente localização ao lado da sede

administrativa do governo de Minas Gerais, as

margens de uma importante via expressa de

Belo Horizonte e a poucos minutos do Aeroporto

Internacional de Confins.

Para mais informações, entre em contato

com sua Central de Atendimento

(31) 3466-3351 ou através do site

www.vidabiotecnologia.com.br.

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020

0 117


INFORME DE MERCADO

Mobius lança kits para detecção do SARS-CoV-2

A Mobius Life Science, fabricante brasileira

de produtos para diagnóstico, ampliou seu

portfólio com kits de diagnóstico molecular

para detecção do SARS-CoV-2.

A metodologia dos testes é PCR em tempo

real, em que o material genético do vírus é

detectado a partir de uma amostra do paciente.

Esta metodologia tem como característica a

alta sensibilidade e detecção da presença do

vírus antes do aparecimento dos sintomas, com

tempo de reação de 1h30.

Todos os reagentes necessários para detecção

são fornecidos em um único kit. Além disso,

a Mobius disponibiliza suporte científico

para auxiliar na aplicação correta de todos os

protocolos do teste.

Um dos laboratórios que já utiliza este teste

da Mobius é o HLA GYN, que atende a região

centro oeste do país. “A nossa preocupação

é disponibilizar para a população neste

momento difícil uma solução em diagnóstico.

Estamos todos mobilizados para atender de

maneira rápida e eficaz o teste molecular para

COVID-19”, diz Fernando Vinhal, diretor médico

do HLA GYN.

Sobre a Mobius Life Science

A Mobius Life Science faz parte de um grupo

sólido de empresas com mais de 25 anos de

atuação e grande expertise no mercado da

saúde, com fábrica sediada em Pinhais (PR).

Desenvolve e comercializa mais de 50 tipos

de kits para diagnóstico molecular in vitro de

doenças infecciosas, oncologia e genética.

Saiba mais:

mobiuslife.com.br

VERI-Q TM PCR 316 COVID-19

Plataforma de Detecção PCR Real Time

A PMH Produtos Médicos Hospitalares,

empresa que atua no mercado diagnóstico

há 36 anos com produtos de alta qualidade,

vem se consolidando com uma grande força

na comercialização de produtos para Biologia

Molecular para o mercado Brasileiro.

Apresentamos o sistema para suporte

ao diagnóstico da Covid-19 pela metodologia

de PCR em Tempo Real, Veri-Q da

MicoBiomed, empresa da Coreia do Sul,

especializada em diagnóstico por Biologia

Molecular.

O sistema Veri-Q é compacto e ultrarrápido

com resultados de PCR em Tempo Real para

SARS-COV-2 em até 2 horas.

Todos os processos de detecção de genes

são baseados no método TaqMan e com isto

os resultados são obtidos rapidamente com

grande precisão.

Saiba mais como esta solução e nosso time

especializado poderá ajudar o seu laboratório

na luta contra a COVID-19.

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71200-222 Brasília DF

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61 3403-1300

0 118

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


Lançamentos FirstLab: Escalpe para Coleta de sangue a

Vácuo e Agulha Múltipla para Coleta de sangue a Vácuo

As agulhas múltiplas para coleta de sangue a

vácuo fazem parte dos principais usos clínicos

na coleta de sangue. São em aço inoxidável, siliconizadas

e têm o bisel trifacetado com corte a

laser, para um melhor deslizamento da agulha

na veia. Apresentam medidas recomendadas

para obtenção de uma amostra com qualidade

e disponíveis nos tamanhos 21G e 22G.

INFORME DE MERCADO

A Firstlab traz ao mercado dois lançamentos

de acessórios para a coleta de sangue a vácuo.

Buscamos sempre newprov.com.br

apresentar produtos de

qualidade para garantir ainda mais precisão na

coleta de sangue a vácuo, tornando-o mais seguro

e confortável para o paciente e prático para

o profissional de saúde.

O escalpe para coleta de sangue a vácuo,

também conhecido como butterfly, é utilizado

para coleta múltipla de sangue, em casos de

difícil acesso venoso, como crianças, neonatos,

idosos, pacientes que sofreram queimaduras

graves, ou que estejam em terapia medicamentosa

ou quimioterápicos.


Sua agulha é trifacetada,

com capa protetora. Dispõe de duas

abas laterais e cânula alongada que facilita a

visualização do sangue. Com e sem dispositi-

newprov.com.br

vo de segurança e disponíveis nos tamanhos

21G, 23G e 25G.

Ambos os produtos são estéreis e de uso único.

Lembre-se de fazer o descarte apropriado

para sua segurança e dos pacientes.

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CLORETO DE SÓDIO

0,85% ESTÉRIL

Diagnóstico Molecular como resposta eficaz


à A pandemia NEWPROV do POSSUI Novo UMA Coronavirus.

LINHA COMPLETA DE

PLACAS PRONTAS PARA USO.

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e de


tais

uele

pli-


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Nova apresentação, adequada para o transporte de amostras biológicas

e diluições.

DIFERENCIAL


Detecta simultaneamente coliformes totais e Escherichia

coli, com resultados

em até 24 horas.

CLORETO DE SÓDIO


Tubos plásticos, 15x100mm, facilitando

0,85%

a inserção

ESTÉRIL

do swab, contendo

3 mL da solução de Cloreto de Sódio 0,85%, estéreis.

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A Uma NEWPROV opção de qualidade POSSUI para UMA o transporte LINHA de COMPLETA amostras das vias DE

respiratórias. PLACAS PRONTAS PARA USO.

Newprov – De Microbiologistas para Microbiologistas



Nova apresentação, adequada para o transporte de amostras biológicas

NEW e diluições.

DIFERENCIAL


Detecta simultaneamente coliformes PRODUTOS totais PARA e LABORATÓRIO

Escherichia

coli, com resultados

em até 24 horas.


Tubos plásticos, 15x100mm, facilitando a inserção do swab, contendo

3 mL da solução de Cloreto de Sódio 0,85%, estéreis.

uso de vidraria.


Revista

NewsLab Uma opção | Abr/Mai de qualidade 2020 para o transporte de amostras das vias

respiratórias.

Nova apresentação, adequada para o

transporte de amostras biológicas e diluições.

Tubos plásticos, 15x100mm, facilitando a

inserção do swab, contendo 3 mL da solução de

Cloreto de Sódio 0,85%, estéreis.

Uma opção de qualidade para o transporte de

amostras das vias respiratórias.

0 119


INFORME DE MERCADO

WAMA Diagnóstica anuncia o novo kit

para determinação quantitativa de β-HCG

Destaque no mercado nacional de testes

rápidos, a WAMA Diagnóstica acaba de

lançar seu novo parâmetro da linha Imuno

Rápido Quanti: o β-HCG, um imunoensaio

de fluorescência capaz de determinar quantitativamente

o hormônio β-HCG no soro ou

plasma humano.

O β-HCG é uma subunidade que compõe,

juntamente com o α-HCG, a Gonadotrofina

Coriônica humana (hCG) biologicamente

ativo. O HCG é um hormônio glicoproteico

produzido pelo tecido trofoblástico (normal

e tumoral).

Por isso, a quantificação de hCG no soro ou

plasma ou urina é amplamente utilizada no

diagnóstico de gravidez, no qual níveis de

hCG são detectáveis logo após a concepção.

Sua concentração dobra a cada 48 horas,

aumentando exponencialmente no primeiro

trimestre e alcança um pico entre a 11ª e

13ª semanas de gravidez.

Durante a gravidez, elevados valores de

hCG acima da normalidade pode ser um

indicativo de um carcinoma coriônico, mola

hidatiforme ou gravidez múltipla. Além disso,

estudos recentes também verificaram

consistência na elevação dos níveis de hCG

e a gravidade da pré-eclampsia.

Em conjunto com outros parâmetros, a

quantificação de hCG em diferentes fases

gestacionais também pode ser usada para

avaliar o risco de Trissomias como a Trissomia

21 (Síndrome de Down), Trissomia 13

(Síndrome de Patau) e Trissomia 18 (Síndrome

de Edwards).

O kit Imuno-Rápido Quanti β-HCG da

WAMA é um teste altamente sensível para

determinação quantitativa da fração β do

HCG e pode ser utilizado com amostras

de soro ou plasma humano. Novamente a

WAMA Diagnóstica reafirma seu compromisso

em oferecer a seus clientes excelência

em seus produtos, através de inovação, qualidade

e eficiência assegurados pelo rígido

controle de qualidade ao qual seus kits são

submetidos.

Relacionamento WAMA Diagnóstica:

Tel: +55 16 3377.9977

SAC: 0800 772 9977

wamadiagnostica.com.br

atendimento@wamadiagnostica.com.br

facebook.com/wamadiagnostica

linkedin.com/wamadiagnostica

instagram.com/wamadiagnostica

A J.R.EHLKE aposta em Nova linha de análise celular hematológica

Mindray - CAL 6000

de cada analisador retornará os racks de amostra

para verificação automática ou repetição de

reflexo. Amostras de emergência são permitidas

com resultados em tempo reduzido. Utilizando

adaptador com patente própria, vários tipos de

tubos são permitidos. Simplesmente seguindo

3 etapas de “load and go”, os usuários do SC-

120 podem obter lâminas finalizadas que estão

prontas para a revisão microscópica.

O CAL 6000 faz parte de uma nova geração

em análise celular de hematologia, para

bancada. A combinação de duas unidades de

analisadores hematológicos BC-6000 (amostras

de sangue total ou fluidos biológicos) e uma

unidade de SC-120 (automação em distensão e

corador de lâminas) perfaz a velocidade de 220

hemogramas/hora e 120 lâminas/hora. O CAL

6000 é um equipamento com três plataformas

de carregamento e três plataformas de descarregamento

contínuos com alta capacidade

de amostras. As esteiras de carregamento dos

analisadores hematológicos são bidirecionais,

sendo uma patente Mindray. O primeiro analisador

de hematologia permite a distribuição

rápida de amostras, melhorando a eficiência e

produtividade. Caso os resultados da amostra

acionem os critérios, o carregador automático

Para maiores informações, favor

consultar-nos.

J.R.Ehlke & CIA LTDA

www.jrehlke.com.br

Fone: +55 (41) 3352-2144

jrehlke@jrehlke.com.br

0 120

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


Lançamento

Imuno-Rápido WAMA

HIV

TRILINE

O kit Imuno-Rápido HIV Triline da WAMA Diagnóstica é

um teste imunocromatográco altamente sensível e especíco

para determinação qualitativa e diferencial de anticorpos

anti-HIV-1 e anti-HIV-2, separadamente, em amostras de soro,

plasma ou sangue total. O teste utiliza como reagentes

proteínas recombinantes correspondentes às glicoproteínas

gp-41 do HIV-1 e gp-36 do HIV-2.

A WAMA oferece a seus clientes um kit certicado pelo

rígido controle de qualidade ao qual o produto é submetido.

Reagentes

Não Reagente

Apresentação: 10, 20, 25, 40, 50 e 80 determinações

Registro no Ministério da Saúde (nº 10310030207)

Assessoria técnica e cientíca para todo o Brasil

Imuno-Rápido

Doenças Infecciosas:

Alerta - Autoteste HIV 1e 2

Anti-HBs

HBsAg

HBsAg Plus

HCV (Hepatite C)

HIV 1e 2

Rotavírus

Doenças Tropicais:

Chikungunya IgG/IgM

Dengue IgG/IgM

Dengue NS1

Malária - Pf/Pv

Malária - Pf/Pan

ZIKA IgG/IgM

Marcador Cardíaco:

Troponina I

Marcadores Tumorais:

PSA (sensib. 2,5mg/ml)

Sangue Oculto Fecal

Hormônios:

hCG (Placa-teste)

hCG (Tira-teste)

Precisão - Autoteste hCG

Imuno-Rápido Quanti

β-HCG

Dímero D

Hemoglobina Glicada

Microalbuminúria

PCR Ultrassensível

Procalcitonina

Troponina I

Rev.: 02/2020

Tel: + 55 16 3377.9977

SAC: 0800 772 9977

wamadiagnostica.com.br

atendimento@wamadiagnostica.com.br

facebook.com/wamadiagnostica

linkedin.com/wamadiagnostica

instagram.com/wamadiagnostica

Rua Aldo Germano Klein, 100 - CEAT, São Carlos/SP – Brasil

Constante Evolução


INFORME DE MERCADO

Água purificada para o mercado de análises clínicas

Cada vez mais os laboratórios têm aperfeiçoado

seus processos e gerado resultados

mais rápidos. Turnos extras e trabalhos 24/7

têm tornado os laboratórios mega produtivos.

Com as gestões administrativas profissionalizadas,

o grau de exigências deste

segmento aumenta consideravelmente em

qualidade, serviço, otimização e preço.

Nesse cenário, a água purificada é uma

matéria prima para qualquer análise e/

ou pesquisa nas diversas rotinas laboratoriais.

As acreditações, a alta tecnologia dos

equipamentos e o alto custo dos “reagentes”

exigem um excelente padrão de água

para que os resultados sejam confiáveis e

reprodutivos. Seja numa lavagem final de

vidrarias ou mesmo numa diluição de um

reagente, a água pura ou ultrapura passou

a ser o elemento fundamental da tão exigida

cadeia produtiva para atender as normas

dos laboratórios.

Apesar da maior parte do mercado diagnóstico

estar centralizado nas mãos de

grandes grupos, há muitos laboratórios de

pequeno e médio porte que ainda utilizam

equipamentos e técnicas antigas. Assim,

essas empresas deverão em curto prazo atualizar-se

para atender as exigências atuais e

continuar atuando no mercado.

Não podemos esquecer de destacar a origem

do processo: os laboratórios de pesquisa.

Praticamente desenvolvidas dentro das

universidades (algumas vezes com incentivo

privado, porém muitas vezes com incentivo

público), as pesquisas para determinadas

doenças e as curas levam anos e envolvem

muito investimento.

Avanços das técnicas, como a biologia

molecular que explora a estrutura e

a função do material genético e utiliza

alíquotas em µl (microlitros) e também

dos espectrômetros de massas de alta

resolução que fazem analises de traços

em ppt (parte por trilhão), não permitem

a utilização de qualquer de água e

sim água ultrapura. Quanto mais crítico

e específico o experimento, maior devem

ser os cuidados e as exigências com a

água ultrapura. Caso contrário há o risco

do experimento ser totalmente improdutivo,

gerar retrabalhos e tornar os testes

cada vez mais caros.

WATER TECHNOLOGIES

Sobre a Veolia

O grupo Veolia é a referência mundial em

gestão otimizada dos recursos. Presente

nos cinco continentes com mais de 171000

colaboradores, o Grupo concebe e implementa

soluções para a gestão da água,

dos resíduos e da energia, que fomentam

o desenvolvimento sustentável das cidades

e das indústrias. Com suas três atividades

complementares, Veolia contribui ao desenvolvimento

do acesso aos recursos, à preservação

e renovação dos recursos disponíveis.

Em 2018, o grupo Veolia trouxe água potável

para 95 milhões de habitantes e saneamento

para 63 milhões, produziu cerca de

56 milhões de megawatt/hora e valorizou

49 milhões de toneladas de resíduos. Veolia

Environnement (Paris Euronext : VIE) realizou

em 2018 um faturamento consolidado

de 25,91 bilhões de euros. www.veolia.com

Veolia Water Technologies Brasil - Media Relations

Rafaela Rodrigues

Tel. +55 11 3888-8782

Rafaela.rodrigues@veolia.com

0 122

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


INFORME DE MERCADO

Diagnóstico Molecular como resposta eficaz

à pandemia do Novo Coronavirus.

O diagnóstico molecular está crescendo

exponencialmente. As recentes técnicas de

biologia molecular para identificar doenças

infecciosas, doenças hereditárias, tumores

e demais condições de origem genética são

hoje amplamente utilizadas com resultados

precisos, auxiliando cada vez mais no tratamento

e promovendo saúde e bem estar à

população.

A empresa espanhola CerTest Biotec, representada

no Brasil pela Biomédica Ltda, desenvolve

produtos de alta tecnologia e inovação,

com portfólio de mais 100 kits de detecção

de patógenos para doenças infecciosas, em

vários formatos: monoplex, multiplex e painel

de múltiplos alvos, dentre eles encontra-se o

KIT PARA REAL TIME PCR PARA DETECCAO DE

SARS-COV-2, o novo CORONAVIRUS.

Prático e acessível, o kit VIASURE SARS-

-CoV-2 Real Time PCR possui material liofilizado,

com todos os reagentes já dentro dos

tubos de análise da PCR. É necessário acrescentar

apenas 1. o tampão de reidratação e

2. o material genético extraído da amostra.

Em aproximadamente 2 horas de amplificação

já é possível obter o resultado de até 94

pacientes em uma só vez.

O produto é um kit Multiplex que detecta

regiões gênicas ORF1ab e N, conforme o

protocolo do Centers for Disease Control and

Prevention (CDC) da China, alinhado com as

diretrizes da World Health Organization.

A detecção é realizada pela amplificação do

DNA/RNA e leitura por fluorescência. Os kits são

armazenados e transportados em temperatura

ambiente e são compatíveis com mais de 40

modelos de termocicladores do mercado.

O uso do teste é imprescindível para auxiliar

no diagnóstico da infecção produzida

pelo vírus em combinação com fatores de

registros clínicos e epidemiológicos, além de

promover uma rápida resposta para o tratamento

de pacientes com COVID-19.

A Biomédica é uma empresa sempre atenta

às tendências do futuro e totalmente

comprometida com a saúde brasileira. No

mercado há mais de 23 anos, tem investido

em equipamentos de alta performance,

treinamentos e assessoria científica para

promover diagnósticos de elevada acurácia.

Atua no mercado oferecendo equipamentos

e suprimentos de alta tecnologia e inovação

que proporcionam direta e indiretamente a

melhoria da qualidade no atendimento à

saúde para todos.

Os testes para COVID-19 têm um papel

fundamental no combate à pandemia e

tornaram-se um dos principais agentes

transformadores do atual cenário mundial. A

equipe da Biomédica está totalmente dedicada

e atenta as necessidades dos diversos

setores da saúde frente à pandemia em que

estamos vivendo e reforça o seu compromisso

de atender sempre com muita dedicação e

presteza todos os seus clientes.

Registro na ANVISA: 10355870373

Biomedica Equipamentos e Suprimentos LTDA

SIA trecho 03 - lotes 625 - sala 230C

CEP 71200-030

Telefone (61) 3363-4422 & Fax (61) 3363-1476

E-mail: contato@biomedica.com.br

www.biomedica.com.br

0 124

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


O O aplicativo ainda ainda contém contém o CellQuiz, o CellQuiz, um um jogo jogo de de habilidades morfológicas, onde onde o sistema o sistema lhe lhe

apresenta o nome o nome de de uma uma célula célula (por (por exemplo, um um linfócito) e o e usuário o usuário deve deve clicar clicar na na

imagem imagem correspondente a esta a esta célula, célula, dentre dentre cinco cinco opções opções de de imagens. O tempo O tempo para para

responder e a e precisão a precisão de de cada cada resposta resposta contam contam pontos. pontos. Ao Ao final final do do jogo, jogo, o o aplicativo

apresenta sua sua pontuação e qual e qual nível nível de de dificuldade o jogador o jogador chegou. chegou. À medida À medida que que o usuário o usuário

vai passando de nível, as células vão ficando cada vez mais desafiadoras. O interessante é que

ao final de cada rodada, o sistema lhe apresenta os tipos celulares que foram classificados de

forma errada, assim, o usuário pode perceber quais as linhagens celulares está tendo mais

dificuldade de interpretar e concentrar seus estudos nestas células.

vai passando de nível, as células vão ficando cada vez mais desafiadoras. O interessante é que

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forma errada, assim, o usuário pode perceber quais as linhagens celulares está tendo mais

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O O download do aplicativo pode pode ser ser feito feito gratuitamente nas nas principais lojas lojas de de aplicativos.

Disponível para para sistemas sistemas IOS IOS e Android. e Android.

jogador chegou. À medida que o usuário vai

passando de nível, as células vão ficando cada

vez mais desafiadoras. O interessante é que ao

final de cada rodada, o sistema lhe apresenta

os tipos celulares que foram classificados de

forma errada, assim, o usuário pode perceber

quais as linhagens celulares está tendo mais

dificuldade de interpretar e concentrar seus

estudos nestas células.

INFORME DE MERCADO

O CellAtlas é o aplicativo gratuito da

CellaVision que reúne diversão e aprendizado

para os amantes da hematologia. Ele contém

um atlas completo de todos os tipos celulares

encontrados em lâminas de sangue periférico,

com descrição completa de suas características

morfológicas e diversas imagens. O atlas é

dividido por linhagem hematopoiética, de

fácil usabilidade.

O aplicativo ainda contém o CellQuiz, um

jogo de habilidades morfológicas, onde o

sistema lhe apresenta o nome de uma célula

(por exemplo, um linfócito) e o usuário deve

clicar na imagem correspondente a esta célula,

dentre cinco opções de imagens. O tempo para

responder e a precisão de cada resposta contam

pontos. Ao final do jogo, o aplicativo apresenta

sua pontuação e qual nível de dificuldade o

O download do aplicativo pode ser feito

gratuitamente nas principais lojas de aplicativos.

Disponível para sistemas IOS e Android.

Saiba mais em www.cellavision.com

Contato: Wagner Miyaura - Market

Support Manager, South America

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e guiam nossas ações. Na Nihon Kohden, acreditamos em sonhadores pessoas que trabalham incansavelmente

para fazer a diferença todos os dias e tem orgulho pessoal para garantir que cada

paciente e profissional de saúde receba o cuidado que merece.

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E-mail: fabio.jesus@nkbr.com.br

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020

0 125


INFORME DE MERCADO

SARSTEDT se tornará acionista majoritária da Timedico

vimento, conclui: “Estamos dando as boas-vindas

aos funcionários da Timedico na

SARSTEDT. Com seu portfólio de produtos,

eles são um complemento perfeito para nós,

e estamos entusiasmados por um portfólio

de produtos único e contínuo para todo o

fluxo de trabalho pré-analítico. Estamos trabalhando

nessa transação há muitos meses e

estamos felizes por termos conseguido concluir

o acordo. ”

A Timedico A/S e SARSTEDT AG & Co. KG têm

orgulho de anunciar a aquisição da Timedico

pela SARSTEDT

Nümbrecht, Alemanha e Bording, Dinamarca

- 08 de abril de 2020 - SARSTEDT AG & Co.

KG, fornecedora líder mundial de consumíveis

e instrumentos para medicina e ciência, e

Timedico A/S, empresa que desenvolve e comercializa

o sistema one-touch de transporte

de amostras de sangue, anunciou hoje que

a SARSTEDT AG & Co. KG adquiriu 80% das

ações da Timedico e garantiu o direito de adquirir

20% adicionais em um futuro próximo.

Daniel Blak, um dos acionistas vendedores,

continuará a liderar as operações como CEO da

Timedico a partir da data de fechamento.

“Estamos muito satisfeitos com a adição

exclusiva à SARSTEDT, fornecendo aos nossos

clientes de saúde um portfólio de soluções

pré-analíticas mais diversificado”, afirma

Jürgen Sarstedt, acionista e presidente do

conselho de administração da SARSTEDT. “Ao

combinar o sistema de transporte de amostras

de sangue Tempus600® da Timedico com

nosso exclusivo sistema de coleta de sangue

S-Monovette® e nossas soluções de automação

laboratorial, alavancamos nossa proposta

de valor para nossos clientes globais”.

A Timedico é uma empresa em crescimento

que fornece sua solução de transporte médico

para prestadores de serviços de saúde em

21 países. Sua linha Tempus600® permite o

transporte de amostras com um simples toque

do ponto de coleta até o laboratório.

“Estou ansioso pelo futuro incrivelmente empolgante,

no qual nós, com o apoio da SARS-

TEDT, seremos capazes de expandir significativamente

o alcance de nossa solução, levando

o potencial do Tempus600® a ser concretizado,

em benefício de nossos clientes e também nossos

funcionários.”, disse Daniel Blak.

Rainer Schuster, Membro do Conselho

Executivo de Vendas / Pesquisa e Desenvol-

Sobre a Timedico

A Timedico A/S, uma empresa privada

na Dinamarca, é o fabricante da solução

de transporte de amostras de sangue

Tempus600®. Desde a sua fundação em

2012, a Timedico tem experimentado um

crescimento excepcional, tanto nacional

quanto internacionalmente. Através de

sua sede na Dinamarca, bem como de suas

afiliadas na Suécia e Benelux e uma joint

venture na Tailândia, a Timedico fornece e

presta serviços de manutenção à sua linha

de produtos Tempus600®, agora modular

e integrada, para clientes em mais de 20

países do mundo.

www.tempus600.com

0 126

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


INFORME DE MERCADO

Confira A Editoria Covid-19 SBAC

A Sociedade Brasileira de Análises Clínicas –

SBAC se mantém, há mais de 50 anos, em sua

missão de permanecer atenta ao futuro das

análises clínicas, investigando os avanços em

tecnologia e em conhecimento científico com o

intuito de fortalecer e desenvolver a área.

A SBAC sempre se colocou, por meio de sua

representação nacional, em posição de escutar,

discutir e ponderar sobre as dificuldades e realidades

regionais, buscando soluções e representando

a classe de profissionais perante os

órgãos públicos e as autoridades.

Face à pandemia que acometeu o mundo, não

poderíamos agir de maneira diferente: para manter

nossos profissionais informados sobre o novo

coronavírus, a entidade lançou, em março, uma

editoria exclusiva sobre a COVID-19 em seu site.

Acessando a editoria, o profissional de análises

clínicas tem acesso a notícias, informes

técnicos, estudos preliminares e mais.

Associados Profissional ou Empresarial SBAC

possuem ainda acessar o conteúdo exclusivo

das consultorias disponibilizadas pela sociedade

nas áreas Científica, Contábil, Financeira, Jurídica,

Marketing, além do material preparado

em tempo real para a editoria COVID-19.

Seja um associado SBAC!

Acesse www.sbac.org.br

A MBIOLOG apresenta os primeiros kits ELISA para detecção

de anticorpos contra o SARS-CoV-2 totalmente concebidos no Brasil e

devidamente registrados no MS.

A COVID-19 é uma doença causada pelo

coronavírus SARS-CoV-2, que apresenta um

quadro clínico que varia de infecções assintomáticas

a quadros respiratórios graves. De

acordo com a Organização Mundial de Saúde

(OMS), a ampla maioria dos pacientes com

COVID-19 (cerca de 80%) pode ser assintomática;

os demais 20% dos casos podem requerer

atendimento hospitalar por apresentarem

Apresentação: Kits com 96T e 192T

dificuldade respiratória e dentre esses casos,

aproximadamente 5% podem necessitar de

suporte para o tratamento de insuficiência

respiratória (suporte ventilatório).

Os kits ELISA ALLSERUM IgM e IgG foram

desenvolvidos para a determinação qualitativa

de anticorpos das classes IgM (Infecção

Aguda) e IgG (Convalescente), que são produ-

zidos pelo sistema imunológico após o contato

com o vírus causador da COVID- 19 em seres

humanos, o SARS-CoV-2.

É essencial conhecer o estado clínico do

paciente para selecionar a melhor estratégia

diagnóstica a ser seguida, pois a sensibilidade

de cada método irá depender do tempo de infecção

até o início dos sintomas.

VANTAGENS DA METODOLOGIA ELISA

• Melhor custo benefício quando comparado a outras metodologias;

• Kit validado com amostras clínicas no Brasil;

• Pode ser inserido em automações para ELISA;

• Menor exposição do profissional de Saúde;

• Processamento do ensaio realizado em condições laboratoriais adequadas;

• Menor reatividade cruzada devido ao preparo das amostras antes dos ensaios;

• Melhor ferramenta para levantamentos epidemiológicos;

• Ferramenta complementar à metodologia de RT-PCR (Padrão Ouro).

vendas@mbiolog.com.br

(31) - 3507-0707

/ mbiologdiagnosticos

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Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


LUMIRATEK Testes Rápidos

Diagnóstico rápido e específico para COVID -19

Com o compromisso em atender à crescente

demanda durante a pandemia do Coronavírus,

a LumiraDx oferece ao mercado diagnóstico, o

teste rápido imunocromatográfico Lumiratek

COVID-19 IgG/IgM.

O teste Lumiratek COVID-19 IgG/IgM utiliza

uma combinação de partículas revestidas

com antígeno SARS-COV-2 para a detecção

qualitativa de anticorpos IgG e IgM em

amostras de sangue, soro ou plasma. Com

apenas 10µL de amostra os resultados são

disponibilizados em até 10 minutos.

o diagnóstico simples e confiável do vírus

COVID-19.

O kit Lumiratek COVID-19 IgG/IgM possui

uma apresentação completa e pronta para uso,

contendo 20 cassetes de testes embalados com

lancetas, capilares descartáveis e álcool em saches,

acondicionados em temperatura ambiente.

Para maiores detalhes e informações, entre

em contato através do telefone

(11) 5185 - 8181 ou no e-mail:

faleconosco@lumiradx.com

INFORME DE MERCADO

Apresentando alta especificidade para

anticorpos IgG igual a 99,5% e para IgM igual

a 99,2%, o teste rápido Lumiratek COVID-19

IgG/IgM permite de maneira rápida e acessível

A Importância da Validação Técnica e Clínica de Produtos

para Diagnóstico In Vitro

Para o registro na ANVISA de produtos para

diagnóstico in vitro é necessária a validação

técnica do produto para todas as classes de

risco: 1, 2, 3 e 4, que demonstrem o seu desempenho

e sua estabilidade, dentre outras

informações. No entanto, para produtos das

classes 3 e 4 e para produtos de novos marcadores

(independente da classe) a validação

clínica do produto, além da técnica, também

é necessária. Recentemente, a exemplo dos

novos produtos para ensaios in vitro para SAR-

S-COV-2, a validação clínica é necessária uma

vez que esta infecção é classificada como risco

3, mas também por ser um novo marcador,

nesse caso para um novo vírus causador da

pandemia COVID-19. Portanto, novos marcadores

das classes 1 e 2 também necessitam de

validação clínica, além da validação técnica.

Orientações sobre registro, validação e ensaios

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020

clínicos podem consultados nas normativas:

RDC 36/2015 ANVISA, IN4/2019 ANVISA, ISO

14155:2011 Clinical Investigation of Medical

Devices For Human Subjects — Good Clinical

Practice, etc.

Portanto ao selecionar um novo produto de

diagnóstico para compra ou revenda, destaca-se

avaliar cuidadosamente os ensaios clínicos, se

foram bem realizados, com número de amostras

significativo e com resultados satisfatórios, e os

testes de estabilidade, que demonstrem que

o produto mantém o seu desempenho durante

todo o prazo de validade do produto.

A ENZYTEC realiza em seu laboratório o

serviço de “Validação Laboratorial de

Produtos para Diagnóstico In Vitro”,

que é de grande ajuda e suporte nesses casos,

atendendo distribuidoras que querem

verificar o desempenho de seus produtos

bem como fabricantes que terceirizam seus

ensaios de validação. Os ensaios são realizados

conforme a RDC 36/2015 ANVISA,

dentro de uma estrutura que segue a RDC

16/2013 ANVISA, de forma completa ou

parcial, a combinar. Entre em contato para

um Orçamento sem compromisso e entenda

como funciona a nossa Validação.

+55 31 99145 9259

enzytec@enzytec.com

www.enzytec.com

0 129


INFORME DE MERCADO

Novos produtos clínicos da Binding Site:

Detecção de proteínas no líquor

Detecção de proteínas no líquor: novos produtos clínicos da Binding Site

Com foco em fornecer a solução completa e estar na vanguarda tecnológica, a Binding

Site trabalha sempre pensando em agregar novos produtos ao menu já existente.

Assim, a empresa anuncia que estão disponíveis exames específicos para auxiliar no

Com foco em fornecer a solução completa e estar na vanguarda

tecnológica, a Binding Site trabalha sempre pensando

em agregar novos produtos ao menu já existente.

diagnóstico e acompanhamento de doenças do Sistema Nervoso Central: Albumina no líquor,

Freelite® no líquor (cadeias leves e livres kappa e lambda) e Imunoglobulinas no líquor (IgA,

Assim, a empresa anuncia que estão disponíveis exames

IgM, IgG).

específicos para auxiliar no diagnóstico e acompanhamento

de doenças do Sistema Nervoso Central: Albumina

no líquor, Freelite® no líquor (cadeias leves e livres kappa

e lambda) e Imunoglobulinas no líquor (IgA, IgM, IgG).

Para os próximos anos, a empresa segue trabalhando

para que outros produtos também estejam disponíveis

para quantificação por turbidimetria, como: C2, C1q,

Fator I, Amilóide A, Fibrinogênio, etc.

Para os próximos anos, a empresa segue trabalhando para que outros produtos também

estejam disponíveis para quantificação por turbidimetria, como: C2, C1q, Fator I, Amilóide A,

Fibrinogênio, etc.

A seguir, veja os exames específicos para quantificação de proteínas no líquor

comercializados pela Binding Site no Brasil.

A seguir, veja os exames específicos para quantificação

de proteínas no líquor comercializados pela

Binding Site no Brasil.

Para mais informações, contate a equipe

através do info@bindingsite.com.br

www.bindingsite.com.br

www.freelite.com.br

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Revista NewsLab | Abr/Mai 2020


PATOCORDEL

PATOCORDEL: AO MARCO CIRURGIÃO

PATOCORDEL: AO MARCO CIRURGIÃO

A biópsia que fizeste

Da região plantar

É bastante curiosa

Como passo a te contar

Examinando a lâmina

Logo vi na epiderme

Algo assim parecido

Com algum tipo de verme

“Larva migrans”?

No pé de um engenheiro?

Ou seria mesmo sarna

Num homem de dinheiro?

Socorram-me colegas

Abram logo um tratado!

Procurem identificar

Este “bicho” invocado!

Algo assim numa biópsia

Nenhum de nós jamais viu

Mas discutindo o caso

O diagnóstico saiu

Tungíase é o termo

Zoodermia vulgar

Mais difícil sem dúvida

Tal nome pronunciar

Zoodermia, tungíase,

Afinal o que é?

Nada mais nada menos

Que um bom bicho-de-pé!

E lembrando Juca Chaves

Infeliz o homem é

Quando tem dinheiro e carro

Sem ter o “bicho de pé”

A propósito de uma biópsia no pé de um

engenheiro com suspeita de melanoma, devido

à cor escura da lesão. O exame histológico

mostrou tratar-se de um simples bicho-de-pé

(Tunga penetrans).

Outubro/1976

José de Souza Andrade-Filho*

* Patologista no Hospital Felício Rocho-BH; membro da

Academia Mineira de Medicina e Professor de Patologia

da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.

Revista NewsLab | Abr/Mai 2020

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Enquanto você ouvia uma música,

nossos motoristas percorreram

quase 1.970 km para

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