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*Maio/2020 Referência Industrial 218

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PANDEMIA - Apesar da crise, estudo aponta tendência de retorno do crescimento econômico

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SUMÁRIO

INDUSTRIAL

52

2020

32

42

38

MADEIRA

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

Alca Máquinas 07

Cerumaq 19

Contraco 15

Dallabona Máquinas 31

Diemac 23

DRV Ferramentas 09

Engecass 11

Impacto Máquinas 53

Linck 05

Máquinas Águia 67

Mendes Máquinas 02

Mill Indústrias 25

Mill Indústrias 57

Mill Indústrias 68

MSM Química 13

Prêmio REFERÊNCIA 65

Reval Serras 21

Vantec 17

SUMÁRIO

06 Editorial

08 Cartas

10 Bastidores

12 Coluna Flavio C. Geraldo

14 Notas

22 Aplicação

24 Frases

26 Entrevista

30 Coluna Abimci

32 Principal Tradição e inovação

38 Brasil

42 Marcenaria

46 Madeira Tratada

50 Economia

54 Comércio

58 Artigo

64 Agenda

66 Espaço Aberto

04

referenciaindustrial.com.br MAIO 2020


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Economia.

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EDITORIAL

DESAFIO

PARA O PAÍS

NA CAPA

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaindustrial.com.br

PANDEMIA - Apesar da crise, estudo aponta tendência de retorno do crescimento econômico

P

rocurar soluções para a pandemia tem sido a

grande busca da indústria brasileira nos últimos

meses. Inovação, tecnologia e preparo

técnico tem protegido o cenário de muitas

empresas que, mesmo atingidas pelo coronavírus,

continuam a produzir para manter a engrenagem

brasileira em funcionamento. Neste cenário, a REFE-

RÊNCIA INDUSTRIAL traz entrevista do líder da MEI

(Mobilização Empresarial pela Inovação), Pedro Wongtschowski,

que mostra como o segmento industrial

pode se inventar durante este difícil período em todo o

mundo. Na editoria de Economia, abordamos em reportagem

especial o otimismo da Fiep sobre a retomada

econômica a partir do mês de junho. Além disso, o leitor

poderá acompanhar matérias exclusivas nas editorias de

Marcenaria e Madeira Tratada, assim como novidades

do setor. Uma ótima leitura!

A CAPA DO MÊS MOSTRA

A MARCA DALLABONA EM

EXPEDIENTE

ANO XXII - EDIÇÃO 218 - MAIO 2020

Ano XXII • N°218 • Maio 2020

QUALITATIVE

RESULT

EFFECTIVE MACHINES

ENHANCE BUSINESS

DESTAQUE

RESULTADO

QUALITATIVO

MÁQUINAS EFICAZES

POTENCIALIZAM NEGÓCIOS

Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

06

CHALLENGE FOR THE

COUNTRY

S

eeking solutions for the pandemic has been a

great challenge for Brazilian industry in recent

months. Innovation, technology, and technical

preparation have protected the scenario for

many companies that, even affected by the

coronavirus, continue to produce to keep the Brazilian

industrial wheels turning. In this scenario, REFERÊNCIA

Industrial has an interview with Pedro Wongtschowski,

head of the Business Mobilization for Innovation (MEI),

which shows how the industrial segment can revolutionize

itself during this challenging period around the world.

In the Economics Section, in a special report, we address

Fiep’s optimism about the economic recovery set to start

in June. Also, the reader will be able to follow exclusive

articles in the Woodworking and Treated Wood Sections,

as well as news from the Sector. Pleasant reading!

referenciaindustrial.com.br MAIO 2020

Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

Murilo Basso

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista / Columnist

Flavio C. Geraldo

Paulo Pupo

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski e Fabiano Mendes / Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira

criacao@revistareferencia.com.br

Depto. Comercial / Sales Departament - Gerson Penkal, Jéssika Ferreira,

Tainá Carolina Brandão

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial - Dash7 Comunicação - Joseane Cristina Knop

Tradução / Translation - John Wood Moore

Depto. de Assinaturas / Subscription

assinatura@revistareferencia.com.br

0800 600 2038

ASSINATURAS

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GARANTIDA GARANTEED

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A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida aos produtores e

consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos

governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao

segmento madeireiro. A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por

conceitos emitidos em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais de

responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento de banco

de dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista RE-

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exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the producers and

consumers of the good and services of the lumberz industry, research institutions, university students,

governmental agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked to the forest based

segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself responsible for the concepts contained in the material,

articles or columns signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors, themselves. The

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and other intellectual property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited without

the written authorization of the holders of the authorial rights.


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INVESTMENT IN

TECHNOLOGY

IS ESSENTIAL

TO GROWTH

COMBATE - Banco Central anuncia pacote de medidas contra a pandemia para apoiar a indústria

CARTAS

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

CARTAS

CAPA DA EDIÇÃO 217 DA

REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE ABRIL DE 2020

REFORMA TRIBUTÁRIA

Por Christian Martins - Concórdia (SC)

www.referenciaindustrial.com.br

Ano XXII • N°217 • Abril 2020

A VIEW INTO

THE FUTURE

VISÃO DE

FUTURO

INVESTIMENTO EM

TECNOLOGIA É ESSENCIAL

PARA CRESCER

ECONOMIA

Por Dionísia Kogos -

São Paulo (SP)

Pontos importantes foram abordados sobre uma

mudança no sistema tributário brasileiro. Nós,

empresários, sabemos como uma reforma é

fundamental para que o país cresça como um dos

gigantes industriais no mundo.

Muito esclarecedora a

reportagem sobre as

medidas do Banco Central

diante desta crise do

coronavírus. É importante

saber que as instituições

estão tomando as

medidas cabíveis para que

a economia não entre em

colapso.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

BATE-PAPO

Por Alaor Tavares -

Goiânia (GO)

MADEIRA TRATADA

Mais uma ótima

entrevista, dessa vez

com o presidente do

Iedi (Instituto de Estudos

para o Desenvolvimento

Industrial). Continuem

assim!

Por Guilherme Coimbra - Curitiba (PR)

Parabéns à Prefeitura do Rio de Janeiro

pela reforma do núcleo Lagoa Rodrigo de

Freitas, da Colônia de Pescadores, com o

uso de madeira tratada. A sustentabilidade

e a população carioca agradecem!

Excelente matéria.

08

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é

fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

referenciaindustrial.com.br MAIO 2020

E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:

revistareferencia@revistareferencia.com.br

CURTA NOSSA PÁGINA

Revista Referência Industrial

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CURSO

O DIRETOR COMERCIAL FÁBIO MACHADO CONCLUIU O CURSO:

CONSTRUINDO UMA EQUIPE DE ALTA PERFOMANCE; DA K.L.A. EDUCAÇÃO

EMPRESARIAL, PALESTRADO PELO INSTRUTOR SIDINEI AUGUSTO

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ALTA

LINHA DE CRÉDITO

O Banco do Brasil anunciou no

início de março que dispõe de R$

100 bilhões para empréstimos a

pessoas físicas, empresas e o agronegócio.

Também há recursos para

compra de suprimentos e outros

investimentos na área de saúde, eficiência

energética, infraestrutura e

viária, educação e saneamento para

prefeituras municipais e governos

estaduais. “Do total, R$ 24 bilhões

são destinados a pessoas físicas,

R$ 48 bilhões são para empresas,

R$ 25 bilhões para o agronegócio

e R$ 3 bilhões para administrações

públicas municipais e estaduais. Os

recursos irão reforçar as linhas de

crédito já existentes, principalmente

as voltadas para crédito pessoal

e capital de giro.”

BAIXA

CRESCIMENTO POR NECESSIDADE

Mesmo em meio à crise econômica

gerada pelo novo coronavírus, o Brasil

registrou um aumento de 21,7% na abertura

de empresas em janeiro, em relação

ao mesmo mês no ano passado. No mês,

foram abertos 320.512 novos empreendimentos,

segundo dados da Serasa Experian.

Para o economista da entidade Luiz

Rabi, o mês registrou expansão recorde

por conta da necessidade dos brasileiros

de gerar renda em um período econômico

de crescimento abaixo do esperado.

“Há uma demanda maior de novos negócios

no início do ano, uma tendência natural

pela queda da atividade durante as

festas de fim de ano. Mas este ano ainda

temos um alto nível de desemprego, o

que faz com que as pessoas abram negócios

e se formalizem para terem recursos

financeiros e mais segurança no caso de

imprevistos”, alerta o economista.

10 referenciaindustrial.com.br MAIO 2020


COLUNA

¿POR QUÉ NO TE CALLAS?

Flavio C. Geraldo

FG4 MAD - Consultoria em Madeira

Contato: flavio@fg4mad.com.br

E

stamos sofrendo com a Infodemia, a epidemia da

informação. Um volume absurdo de informações

trazidas pelas mais diversas fontes, procurando

sempre instalar aflição e pânico na população. O

objetivo se escancara como sendo o crescimento

da audiência em detrimento da verdade, como nos tempos

em que existia um conhecido jornal, cujo conteúdo diário

sensacionalista levou à criação de uma famosa frase: “Se espremer,

sai sangue”. Aliás, já que estamos em guerra contra

um inimigo quase que invisível, o coronavírus, vale lembrar

uma frase atribuída a um senador norte-americano, Hiram

Johnson: “Numa guerra, a primeira vítima é a verdade”.

Está faltando liderança! Não se trata de negacionismo,

o problema existe, é grave e deve ser enfrentado. Porém,

o que está ocorrendo é uma disputa para ver quem será o

campeão da adivinhação. Coletivas de imprensa ou noticiários

em geral são verdadeiros espetáculos circenses, onde

a exacerbação dos fatos alimenta a vaidade ou o lucro de

cada um.

Quantas oportunidades adiadas ou perdidas em função

de inverdades exageradamente propagadas que levam à

ignorância. Fica a nítida sensação de que em determinadas

situações, estamos matando a vaca para acabar com os carrapatos.

É bom lembrar, iniciamos o ano de 2020 bastante

otimistas. No início do ano falávamos de um cardápio de

oportunidades, dizendo até que nos encontrávamos na cabeceira

da pista para a decolagem.

Bem, de qualquer maneira, até o momento ainda não

apareceu nenhum governante alucinado que decrete a quarentena

do nosso otimismo. Os planos relacionados às reformas

tributária e administrativa podem ter sido adiados, mas,

não para o longo prazo. As expectativas de investimentos

na infraestrutura, com destaque ao setor de transporte ferroviário,

que poderão gerar negócios junto aos produtores

de dormentes de madeira tratada, podem estar um pouco

mais distantes, mas terão que sair do papel em breve, afinal,

estava previsto R$ 20 bi de investimentos neste ano de 2020

e mais R$23 bi até 2022. No setor elétrico as intenções de

investimentos não eram diferentes, falava-se da expansão

Foto: divulgação

dos leilões de privatização, porém, temos que ser realistas,

a demanda por energia vinda do setor industrial deve sofrer

significativa queda, não havendo projeções desejáveis de

retomada imediata, o que pode afetar a produção de postes

de eucalipto tratado.

Felizmente o setor da construção parece estar no radar

do governo federal como uma das prioridades de apoio

à retomada. O cenário mostrado pelo Sinduscon (SP),

prevendo um crescimento de 3% em 2020, certamente

está afetado, porém, a retomada pode estar próxima e a

velocidade em direção a uma recuperação poderá ser satisfatória.

Caberá ao setor industrial madeireiro estar atento

e aberto a esses movimentos, afinal, particularmente para

a madeira tratada, serrada ou roliça, o setor da construção

vem representando a grande janela de oportunidade nos

últimos anos. Permanecem as oportunidades relacionadas

às estruturas industrializadas de coberturas, woodframe e

Madeira Lamelada Colada Cruzada, CLT (Cross Laminated

Timber). No agronegócio, vale dizer que o campo não para.

Diante do atual cenário, o exportador está em vantagem, o

que leva esse setor a ser o menos atingido pelo coronavírus,

lembrando que o mesmo representa 25% do nosso PIB. Laranja,

café, cana-de-açúcar, o complexo das carnes, seguirão

firmes.

As projeções de crescimento do PIB do setor, que segundo

o Ipea (Instituto Pesquisa Econômica Aplicada), era

de 3,2% a 3,7% podem ser levemente alterados para baixo,

especialmente em função das agroindústrias que dependem

do mercado interno brasileiro. No entanto, devemos

levar em conta que, frente ao cenário atual, esta é uma boa

notícia. Por uma quase ironia do destino, uma vez que mais

de 60% do mercado de madeira tratada é voltado à produção

de peças e mourões para o meio rural, pode estar aí o

alento para o setor de preservação de madeiras. Sabemos

que em uma das suas pontas os resultados do agronegócio

refletem no desempenho do mercado da madeira tratada.

Enquanto a economia mundial vai dando seus passos em

direção a uma recuperação, o momento pede maior vazão

à criatividade, contemplando um bom trabalho voltado à

produção com qualidade e comunicação institucional e empresarial.

Nessas horas, diante da desonesta e escandalosa disseminação

do medo, com falsas notícias e declarações equivocadas

de muitas autoridades em relação a essa pandemia, o

sentimento que vem à mente é o mesmo do rei Juan Carlos

da Espanha, que por ocasião da Conferência Ibero-Americana,

realizada em Santiago do Chile, em 2007, em um momento

em que a maioria dos participantes já estava saturada

das incessantes e inconvenientes manifestações do então

presidente da Venezuela, Hugo Chávez, o rei voltou-se para

ele e disse: ¿Por qué no te callas? (“Por que não te calas?”).

É disso que estamos precisando!

12 referenciaindustrial.com.br MAIO 2020


NOTAS

ASSESSORIA

GRATUITA

Em meio às incertezas econômicas causadas pela pandemia

do novo coronavírus, o Sindmóveis (Sindicato das Indústrias

do Mobiliário de Bento Gonçalves) passa a prestar assessoria

on-line gratuita a seus associados – além de expositores da

Movelsul Brasil e participantes dos Projetos Orchestra Brasil

e Raiz. Pautas como medidas econômicas, indicadores, mercado

e estratégias poderão ser analisadas com os consultores

do Sindmóveis para o mercado internacional, como Ana

Cristina Sant’anna Schneider, mestre em Administração pela

Ufrgs e Eduardo Trapp Santarossa, Consultor de Inteligência

de Mercado do Projeto Orchestra Brasil e Projeto Raiz. As

consultas, com agendamento prévio, podem ser realizadas

via plataforma Zoom de segunda a sexta-feira, das 15h às

17h (horas) com 30 minutos para cada empresa.

Foto: divulgação

IMPACTO

NAS EXPORTAÇÕES

Foto: divulgação

Os resultados de exportação do primeiro trimestre de 2020

mostram o impacto da crise do coronavírus. No polo moveleiro

de Bento Gonçalves (RS), a queda nas exportações foi de

7,1% frente ao mesmo trimestre de 2019. No Rio Grande do

Sul, também foi verificada queda de 7,2% no mercado externo.

Apenas no Brasil como um todo, os resultados ainda são

positivos, especialmente em função do bom desempenho

em janeiro e fevereiro. O presidente do Sindmóveis, Vinicius

Benini, já previa que os choques de oferta e demanda causados

pelo coronavírus na economia mundial impactariam

fortemente as exportações de móveis e de toda indústria

brasileira. “Ainda é cedo para avaliar o tamanho da crise e

sua extensão, mas o impacto no mercado interno deve piorar

ainda mais a situação. Esperamos uma queda em torno de

50% no faturamento do polo moveleiro quanto tivermos os

números referentes a março e abril”, lamenta Benini.

Foto: divulgação

FORMÓBILE

A Informa Markets, organizadora da ForMóbile – Feira

Internacional da Indústria de Móveis e Madeira, anunciou

que irá atender e seguir todas as determinações

das autoridades sanitárias do Ministério da Saúde,

Governo do Estado de São Paulo e Município de São

Paulo, irá decretar a suspensão temporária de eventos

com o intuito de conter a propagação do coronavírus

e decidiu pela postergação da ForMóbile 2020, que

aconteceria de 30 de junho a 03 de julho, em São

Paulo. “Lamentamos profundamente o adiamento do

evento, mas neste cenário atual é de suma importância

acatarmos todas as orientações dos órgãos competentes

para prevenirmos e contermos um possível

crescimento exponencial da doença, protegendo a

saúde e o bem-estar de todos os envolvidos direta e

indiretamente com o evento, como os expositores,

patrocinadores, visitantes e fornecedores”, afirmou a

organizadora do evento.

Foto: divulgação

14 referenciaindustrial.com.br MAIO 2020


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NOTAS

Foto: divulgação

E-COMMERCE

Durante o primeiro mês de isolamento social devido

à pandemia de covid-19, as compras feitas por

meio de aplicativos cresceram 30%, no Brasil, de

acordo com levantamento do Instituto Locomotiva.

A alta foi significativa em dois grupos populacionais:

o de pessoas com mais de 50 anos de idade e

o das classes C, D e E, que, somadas, representam

mais da metade dos consumidores do país. Quase

metade (49%) das pessoas abordadas pelo instituto

declarou que pretende ampliar as compras por

aplicativos, após o fim do isolamento social. Além

disso, cerca de um terço (32%) pontuou que planeja

reduzir as idas a lojas físicas. A pesquisa mostra que

a mudança de padrão no consumo também se refere

aos produtos colocados nos carrinhos. Enquanto

39% dos entrevistados disseram estar comprando

mais alimentos, 53% afirmaram ter diminuído a

aquisição de itens de lojas de departamento.

CONFIANÇA

INDUSTRIAL

O Índice de Confiança da Indústria, medido pela Fundação

Getúlio Vargas, registrou em abril deste ano o maior recuo

mensal e atingiu o menor nível desde o início da série histórica

da pesquisa, em janeiro de 2001. De acordo com os

dados divulgados pela FGV, a queda foi de 39,3 pontos em

abril, e o indicador ficou com 58,2 pontos. Economista da

Fundação, Renata de Mello Franco, lembra que todos os 19

segmentos pesquisados tiveram redução e que o resultado

foi provocado pela pandemia do novo coronavírus. Ela explicou

que a confiança dos empresários no momento presente,

medida pelo Índice de Situação Atual, desabou, e o crescimento

sem precedentes do pessimismo em relação ao futuro

fez com que o Índice de Expectativas, superasse em mais

de 21 pontos seu mínimo anterior.

Foto: divulgação

ATIVIDADE

NA INDÚSTRIA

Foto: divulgação

A crise desencadeada pela pandemia da covid-19 causou

impacto intenso na atividade industrial, informou

a CNI (Confederação Nacional da Indústria). Dados da

Sondagem Industrial, divulgados no fim de abril, mostram

que a queda da demanda forçou uma redução

sem precedentes da atividade industrial, que levou a

utilização da capacidade instalada ao menor nível já

registrado na série mensal, iniciada em 2010. O UCI

(Índice de Utilização da Capacidade Industrial) efetiva

– em relação ao usual – recuou de 44,6 pontos em fevereiro

para 31,1 em março. Esse indicador procura medir

o quão a atividade industrial está aquecida. Valores abaixo de 50 pontos indicam atividade desaquecida. O UCI recuou 10

pontos percentuais de fevereiro para março, para 58%. O percentual também é o menor da série.

16 referenciaindustrial.com.br MAIO 2020


NOTAS

INDÚSTRIA

DE MÁQUINAS

As vendas da indústria brasileira de máquinas e equipamentos

fecharam o primeiro trimestre de 2020 com receita líquida de

R$ 29 bilhões, montante 2,3% superior ao registrado no mesmo

período de 2019. Na comparação com os últimos três meses do

ano passado, houve queda de 5,2%. Os dados foram divulgados

pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos.

Nas exportações, o setor registrou um recuo de 12,6%

no primeiro trimestre, em comparação ao mesmo período do

ano passado. Em relação ao último trimestre de 2019, ocorreu

diminuição de 11,1% nas vendas. As principais quedas nas exportações

brasileiras do setor ocorreram para os Estados Unidos

(29,9%) e para países da América Latina (11,5%). “Diante dos

desdobramentos do coronavírus no mundo, o cenário é incerto

no curto prazo. O natural esfriamento da demanda, a dificuldade

de obter insumos tanto nacionais quanto importados, as

dificuldades em obter capital de giro são algumas dessas preocupações

dos fabricantes”, destacou a entidade em nota.

Foto: divulgação

ECONOMIA

BRASILEIRA

A previsão de queda da economia este ano está

cada vez maior, devido aos efeitos de medidas

de isolamento social necessárias para o enfrentamento

da pandemia de covid-19. Pela 11ª semana

seguida, as instituições financeiras revisaram a

projeção de queda do PIB (Produto Interno Bruto),

soma dos bens e serviços produzidos no país.

Desta vez, a estimativa de queda passou de 2,96%

para 3,34%. A informação consta do boletim

Focus, com projeções de instituições financeiras

para os principais indicadores econômicos, divulgado

às segundas-feiras pelo BC (Banco Central).

A previsão do mercado financeiro para o PIB de

2021 é de crescimento de 3%. A previsão anterior

era 3,10%. Para 2022 e 2023, a previsão de crescimento

continua em 2,50%.

Foto: divulgação

CRISE

CATARINENSE

A crise do coronavírus já custou 165 mil empregos na indústria

de Santa Catarina. Esse número representa uma redução

de 21% na quantidade de trabalhadores formais no setor, que

fechou 2019 com 786 mil empregados e agora está com 621

mil, mostra pesquisa feita pelo Observatório da Fiesc (Federação

das Indústrias de Santa Catarina). A análise, que mede

os impactos após o início do período de isolamento, mostra

ainda que, no estado, houve retração de R$ 3,4 bilhões na

produção industrial, diminuição de R$ 3,1 bilhões nas vendas

no mercado interno e redução de R$ 327 milhões nas exportações

industriais. “É uma fotografia dramática, que quantifica

o impacto que já é sentido pelas empresas e trabalhadores. O levantamento mostra como a crise está desestruturando

um estado que estava em crescimento e deixa claro que é necessário que as medidas de apoio ao setor produtivo precisam

ser mais objetivas”, afirma o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar.

Foto: divulgação

18 referenciaindustrial.com.br MAIO 2020


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NOTAS

QUEDA

DO PIB

O PIB (Produto Interno Bruto), a soma de todos os bens e

serviços produzidos no país, recuou 1,2% no primeiro trimestre

deste ano, na comparação com o último trimestre

de 2019. A queda interrompe a trajetória de crescimento

iniciada no primeiro trimestre de 2017. O dado é do

Monitor do PIB, divulgado pela FGV (Fundação Getulio

Vargas). Segundo a FGV, o PIB cresceu 0,1% na comparação

com o primeiro trimestre do ano. Considerando-se

apenas o mês de março, que foi quando começaram as

medidas de isolamento para combater a pandemia do Covid-19 (novo coronavírus), o PIB caiu 5,3%, em relação a fevereiro, e

1,1% na comparação com março do ano passado. “É inegável que o ano de 2020 será marcado pela forte desaceleração econômica

em decorrência da pandemia de covid-19; passamos do lento ritmo de crescimento observado nos três últimos anos

à acelerada retração, que está apenas no início”, acredita o coordenador do Monitor do PIB da FGV, Claudio Considera.

Foto: divulgação

APOIO ÀS

MICROEMPRESAS

Foto: divulgação

O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que cria o Pronampe

(Programa Nacional de Apoio às Microempresas e

Empresas de Pequeno Porte). A Lei nº 13.999/2020, que abre

crédito especial no valor de R$ 15,9 bilhões, foi publicada

no Diário Oficial da União. O objetivo é garantir recursos

para os pequenos negócios e manter empregos durante a

pandemia do novo coronavírus no país. As informações são

da Agência Brasil. Pelo texto, aprovado no fim de abril pelo

congresso, micro e pequenos empresários poderão pedir

empréstimos de valor correspondente a até 30% de sua

receita bruta obtida no ano de 2019. Caso a empresa tenha

menos de um ano de funcionamento, o limite do empréstimo

será de até 50% do seu capital social ou até 30% da

média de seu faturamento mensal apurado desde o início de

suas atividades, o que for mais vantajoso.

Foto: divulgação

BENEFÍCIOS

TARIFÁRIOS

Em meio à crise desencadeada pela pandemia de

Covid-19, a CNI (Confederação Nacional da Indústria)

lançou uma nova plataforma para a emissão do COD

(Certificado de Origem Digital) para exportadores brasileiros.

Com identidade visual mais moderna, numa

plataforma mais ágil e intuitiva, o sistema permite que

o empresário emita de forma simplificada o documento

que garante ao produto brasileiro benefícios tarifários

em 23 países. “Fazer uso dos benefícios alfandegários

garantidos nos acordos do Brasil com diversos

países é fundamental para aumentar a competitividade

dos produtos nacionais no mercado global. Daí a

importância de o empresário ter a sua disposição um

sistema moderno e ágil para emitir os Certificados de

Origem Digital”, alerta o diretor de Desenvolvimento

Industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi.

Foto: divulgação

20 referenciaindustrial.com.br MAIO 2020


APLICAÇÃO

ESPELHO

DO PASSADO

Foto: divulgação

‘Vintage’, ‘retrô’ e ‘rústico’ são algumas das características

da moldura de espelho lançada para coleção

2020-2021 da Driftwood Interiors para os consumidores.

Feito à mão pela empresa inglesa, a partir de madeiras

de vigas recuperadas de um celeiro, as peças

com detalhes retorcidos e granulados foram juntadas

a partir do trabalho artesanal e de uma potente cola

usada para colar madeira. O espelho é indicado para

enfeitar ambientes aconchegantes e com uma decoração

predominantemente rústica, que lembra as

antigas cabanas do século passado. “Todas as peças

foram secas ao ar ou em nossas estufas, além de serem

todas tratadas para que durem o maior tempo

possível”, afirma a empresa em seu site oficial. O

espelho conta com dois tamanhos: 180 cm (centímetros)

x 100 cm e 150 cm x 70 cm.

RELÓGIO

DE MADEIRA

A tendência de ampliar a utilidade de objetos tem cada vez mais caído

no gosto do design mundial. Antes visto apenas como um utilitário, o

relógio se mostra um grande aliado daqueles que se preocupam com a

moda. A escolha do estilo de cada peça está cada vez mais atrelada à

personalidade de quem a usa. Nesse contexto, os relógios de madeira

combinam muito bem texturas como sarja e tricô, sem a necessidade de

seguir o mesmo padrão de cores, e ainda podem ser combinados com

as roupas de acordo com a estação do ano (tons mais claros no Verão e

mais escuros e rústicos no inverno). A Wood Watch trouxe ao mercado a

linha Colourz de relógios femininos, com os tambores desenhados a partir

de madeiras finas e elegantes, acompanhadas de pulseiras ajustáveis

e adaptáveis ao gosto do consumidor. “Uma combinação elegante de

design minimalista tcheco e madeira de bordo natural pode ser concluída

em uma das pulseiras multicoloridas oferecidas. Graças a elas, você pode

harmonizar facilmente seu relógio de madeira com esportes, lazer amplo

e guarda-roupas elegante”, afirma a empresa.

Foto: divulgação

22 referenciaindustrial.com.br MAIO 2020


LInha COMPLETa de

Serra Fita Vertical

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soluções que levam tecnologia, durabilidade,

produtividade e economia aos seus clientes,

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FRASES

“TODO DIA TEM BARULHO, MAS O BRASIL ESTÁ AVANÇANDO E

PROGREDINDO. VAMOS SURPREENDER O MUNDO. AS EXPORTAÇÕES

BRASILEIRAS NÃO CAÍRAM AINDA, ESTÃO SUBINDO. A QUEDA

DAS EXPORTAÇÕES PARA EUROPA, DE 1%, PARA EUA, DE 30%, E

PARA ARGENTINA, DE 30%, FORAM COMPENSADAS PELO AUMENTO

ACELERADO DAS EXPORTAÇÕES PARA CHINA”

PAULO GUEDES, MINISTRO DA ECONOMIA, SOBRE O

IMPACTO DO CORONAVÍRUS NA ECONOMIA BRASILEIRA

“EM 2019

MANTIVEMOS

UMA CERTA

“ESSA CAMPANHA É MUITO IMPORTANTE E VAI ALÉM DE

ESTABILIDADE

UMA CAMPANHA INSTITUCIONAL DA ABIMÓVEL. ELA VISA

E MUITAS

INTEGRAR A INDÚSTRIA MOVELEIRA NACIONAL QUE, NESTE

EMPRESAS

MOMENTO, COMO OS DEMAIS SETORES FOI IMPACTADA

VOLTARAM A

PELO RECRUDESCIMENTO DA PANDEMIA, PORTANTO,

CONTRATAR. O

NECESSITA BUSCAR UM NOVO POSICIONAMENTO FRENTE

CENÁRIO PARA 2020

AO CENÁRIO ECONÔMICO QUE SE APRESENTA E QUE

ERA DE OTIMISMO.

CERTAMENTE TRARÁ CONSEQUÊNCIAS MUITO FORTES PARA

CADA EMPRESA TERÁ

O SETOR E A CADEIA PRODUTIVA”

QUE NOVAMENTE FAZER

O DEVER DE CASA, COMO

CÂNDIDA MARIA CERVIERI, DIRETORA EXECUTIVA DA ABIMÓVEL,

JÁ HAVIA SIDO FEITO NOS

SOBRE CAMPANHA: VALORIZE O MÓVEL BRASILEIRO

ÚLTIMOS ANOS, OU SEJA,

REAVALIAR VENDAS, GASTOS,

CUSTOS, ETC. PRECISAMOS DA

UNIÃO DE FORÇAS. CADA UM

DE NÓS PRECISA FAZER A SUA

PARTE, TANTO INICIATIVA PRIVADA

QUANTO GOVERNO, FOCANDO EM

“AINDA É CEDO PARA AVALIAR

SALVAR VIDAS, MAS TAMBÉM SALVAR

O TAMANHO DA CRISE E SUA

A ECONOMIA, EVITANDO CONFLITOS DE

EXTENSÃO, MAS O IMPACTO

INTERESSE POLÍTICO”

NO MERCADO INTERNO DEVE

PIORAR AINDA MAIS A SITUAÇÃO.

ROGÉRIO FRANCIO,

ESPERAMOS UMA QUEDA EM TORNO

PRESIDENTE

DA MOVERGS

DE 50% NO FATURAMENTO DO POLO

(ASSOCIAÇÃO

MOVELEIRO QUANDO TIVERMOS OS

DAS INDÚSTRIAS DE

NÚMEROS REFERENTES A MARÇO E

MÓVEIS DO ESTADO

DO RIO GRANDE

ABRIL”

DO SUL), SOBRE

O PANORAMA DA

INDÚSTRIA MOVELEIRA

VINICIUS BENINI, PRESIDENTE DO

SINDMÓVEIS (SINDICATO DAS

INDÚSTRIAS DO MOBILIÁRIO DE

BENTO GONÇALVES)

Foto: divulgação

24 referenciaindustrial.com.br MAIO 2020


ENTREVISTA

INOVAÇÃO

É A CHAVE

INNOVATION

IS THE KEY

Líder da MEI (Mobilização Empresarial pela Inovação) e

presidente do Conselho de Administração do Grupo

Ultra, Pedro Wongtschowski considera que o Brasil e o

mundo têm conseguido reagir com rapidez à crise provocada

pela Covid-19. Segundo ele, a qualificação do

corpo de pesquisadores tem feito a diferença para o enfrentamento

do coronavírus. Em entrevista, Wongtschowski avalia que políticas

de longo prazo para CT&I (Ciência, Tecnologia e Inovação) são essenciais

para o desenvolvimento de um país, assim como ações coordenadas

entre o setor produtivo, o governo e a academia. Sobre

a queda de 19 posições do Brasil nos últimos 10 anos no IGI (Índice

Global de Inovação), ele diz que houve uma perda relativa. “Significa

basicamente que andamos mais devagar que os outros países

que têm investido mais e melhor em inovação”, enfatiza. Confira:

ENTREVISTA

Pedro Wongtschowski, head of the Business Mobilization for

Innovation (MEI) and Chairman of the Administrative Council

of the Ultra Group, considers that Brazil and the world have

been able to react quickly to the crisis caused by Covid-19.

According to him, the qualification of the scientific body has

made a difference to the confrontation of coronavirus. In an interview,

Wongtschowski estimates that long-term policies for science, technology,

and innovation (ST&I) are essential to a country’s development,

coupled with coordinated actions between the productive sector, government,

and academia. About Brazil’s drop of nineteen positions in

the last ten years in the Global Innovation Index, he says there has been

a relative loss. “It means that we are going ahead slower than other

countries that have invested more and better in innovation,” he emphasizes.

Check out below:

PEDRO

WONGTSCHOWSKI

FORMAÇÃO PROFISSIONAL: ENGENHEIRO QUÍMICO, MESTRE

E DOUTOR EM ENGENHARIA PELA ESCOLA POLITÉCNICA DA

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

CARGO: LÍDER DA MEI (MOBILIZAÇÃO EMPRESARIAL

PELA INOVAÇÃO) E PRESIDENTE DO CONSELHO DE

Foto: divulgação

ADMINISTRAÇÃO DO GRUPO ULTRA

PROFESSIONAL EDUCATION: B.SC. IN CHEMICAL ENGINEERING, M.SC., AND PH.D.

IN ENGINEERING, POLYTECHNICAL SCHOOL, UNIVERSITY OF SÃO PAULO

FUNCTION: HEAD OF THE BUSINESS MOBILIZATION FOR INNOVATION (MEI) AND

CHAIRMAN OF THE ADMINISTRATIVE COUNCIL OF THE ULTRA GROUP

26 referenciaindustrial.com.br MAIO 2020


QUAL O PAPEL DA INOVAÇÃO PARA QUE

O BRASIL E O MUNDO POSSAM SUPERAR A

CRISE CAUSADA PELO CORONAVÍRUS?

O papel da inovação é essencial para este

momento em que enfrentamos o crescimento

do número de casos no Brasil – já tendo visto o

que aconteceu mundo afora – bem como para

enfrentarmos o momento seguinte: de retomada

da economia, que certamente sofrerá impactos

substanciais. O que ficou demonstrado é que o

mundo tem conseguido reagir razoavelmente

bem e rapidamente a esta pandemia, justamente

em função do conhecimento técnico acumulado

e da existência de um corpo de pesquisadores

em todas as áreas, direta ou indiretamente ligadas

à saúde, disponível, experimentado e com

rapidez de reação. São profissionais da área epidemiológica,

estatística, biológica, entre várias

outras. Fato é que, em nenhuma circunstância no

passado, a sociedade conseguiu reagir com tal

rapidez. No Brasil não foi diferente. A estrutura

do vírus foi identificada celeremente. A comunidade

científica já tem trabalho para eventual

criação de vacinas porque está habilitada e foi

desenvolvida ao longo de décadas em esforços

de formação, pesquisa e desenvolvimento.

A MEI TEM ACOMPANHADO A CRISE E

BUSCADO ALTERNATIVAS PARA O ENFREN-

TAMENTO DA COVID-19 JUNTO AOS PAR-

CEIROS?

Há quase 12 anos, desde que foi criada pela

Confederação Nacional da Indústria, a Mobilização

Empresarial pela Inovação trabalha pela ampliação

da capacidade de inovar da indústria brasileira.

Mais do que nunca, precisamos entender

que momentos como este nos mostram o quanto

necessitamos de políticas de longo prazo para

o país. Isso requer um esforço conjunto e ações

coordenadas entre o setor produtivo, o governo

e outros atores, como universidades, centros de

pesquisa e laboratórios. Entidades e empresas

parcerias da MEI já colocaram em prática uma

série de ações, como o desenvolvimento de soluções

e plataformas para conectar empresas e

startups que possam contribuir com medidas de

combate ao coronavírus, a destinação de recursos

para pesquisas e ofertas de créditos a juros

baixos.

NA ÚLTIMA DÉCADA, O BRASIL CAIU

19 POSIÇÕES NO IGI (ÍNDICE GLOBAL DE

INOVAÇÃO E ESTÁ NO 66º LUGAR ENTRE

WHAT IS THE ROLE OF INNOVATION SO

THAT BRAZIL AND THE WORLD CAN OVERCO-

ME THE CRISIS CAUSED BY THE CORONAVIRUS?

The role of innovation is essential for this moment

when we are facing growth in the number of cases in

Brazil – having already seen what happened around

the world – as well as facing up to the next moment:

the resumption of the economy, which will undoubtedly

have suffered substantial impacts. What has been

demonstrated is that the world has been able to react

reasonably well and quickly to this pandemic, precisely

due to the accumulated technical knowledge

and the existence of a body of scientists in all areas,

directly or indirectly related to health, available, experienced,

and with rapid reaction. They are professionals

in the epidemiological, statistical, biological

field, among several others. The fact is that under

no circumstances in the past has society been able

to react so quickly. In Brazil, it has been no different.

The structure of the virus was quickly identified. The

scientific community already has worked to eventually

create vaccines because it is enabled and has been

developed over decades in training, research, and

development efforts.

HAS THE BUSINESS MOBILIZATION FOR IN-

NOVATION (MEI) BEEN FOLLOWING THE CRISIS

AND SEEKING ALTERNATIVES TO FACE THE CO-

VID-19 WITH PARTNERS?

For almost 12 years, since it was created by the

National Confederation of Industry, the Corporate

Mobilization for Innovation has been working to expand

the capacity to innovate in Brazilian industry.

More than ever, we need to understand that moments

like this show us how much we need long-term policies

for the Country. This requires a joint effort and

coordinated action between the productive sector,

government, and other actors, such as universities,

ENTRE AS AÇÕES

PRIORITÁRIAS QUE

DEFENDEMOS ESTÃO A CRIAÇÃO DE

UM AMBIENTE INSTITUCIONAL E

REGULATÓRIO FAVORÁVEL À

INOVAÇÃO

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28 referenciaindustrial.com.br MAIO 2020


MAIO 2020 29


COLUNA ABIMCI

MADEIRA,

PANDEMIA E EXPECTATIVAS

Paulo Pupo

Superintendente da Associação

Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente

Contato: abimci@abimci.com.br

D

esde o início da pandemia do coronavírus no

mês de março, perguntamo-nos diariamente

sobre o futuro. Quais os reais impactos que

virão, quais as perspectivas em que podemos

nos balizar, como ficará a relação entre mercado

e consumo? Infelizmente, imprevisibilidade é a palavra

que define o que estamos vivendo.

O governo adotou algumas medidas para tentar amenizar

os impactos econômicos desse momento no setor

produtivo, como a possibilidade de redução da jornada de

trabalho e de salários, algumas pequenas prorrogações para

recolhimento de encargos, e uma campanha de acesso ao

crédito (para sobrevivência de muitos). No entanto, nem todas

as medidas chegam à ponta da produção, em especial

novas linhas de crédito, que ao contrário do que se esperava,

ficaram mais caras e restritas. Ou seja, o setor financeiro

e os bancos sendo mais bancos do que nunca!

Outra situação comum nos diálogos durante a crise

é a comparação entre setores e como cada um deles é

afetado. Isso também é impossível de definir um padrão,

pois cada um tem suas particularidades, sazonalidades, regras

de mercado, e sabemos que toda crise também gera

oportunidades para alguns segmentos. Alguns setores são

mais afetados que outros, alguns são menos expostos ao

crédito, outros, dependentes inteiramente do consumo do

mercado interno, e há aquele com um DNA mais exportador.

São muitas as variáveis para que se possa comparar um

segmento ao outro. Na visão macro, quando comparamos

o que tem acontecido no Brasil com alguns dos principais

países do mundo em suas políticas de combate à pandemia

e das estratégias para combater os efeitos da pandemia

na economia, percebemos muitas diferenças de conceito e

de apoio. Na grande maioria das democracias, percebe-se

claramente uma trégua no embate político entre os partidos

políticos dominantes. Pelo contrário, há uma união de todos

para o enfrentamento dos problemas na área da Saúde e

em especial uma união de forças para a recuperação da

economia, da confiança da população e do consequente

aumento do consumo. Quando isso for vencido, volta-se ao

debate político, próprio e salutar em uma democracia.

Foto: divulgação

Mas, infelizmente, o que estamos vivendo no Brasil é o

oposto do espírito de união. A cada dia fica mais clara a divisão

de forças, cada um com seus interesses, deixando o país

mais distante de superar essa enorme e inesperada crise.

A Abimci, como instituição nacional de defesa de interesses,

atua em praticamente todo o Brasil, e encontrou

dificuldades de atuação desde o início da pandemia nas três

esferas de poderes existentes: federal, estadual e municipal,

quanto à interpretação e cumprimento de regramentos, decretos

e liminares. Em muitas situações, ficou clara a disputa

de poderes nas três esferas. Cada uma criando suas próprias

regras e receitas de como melhor enfrentar a situação, fato

que gerou diferentes interpretações e dúvidas no setor produtivo.

E como o setor madeireiro está enfrentando tudo isso?

Claramente os produtos destinados ao mercado interno

estão enfrentando várias situações com a queda do consumo.

A diminuição da produção já ocorreu, cancelamento de

contratos e pedidos em carteira, pedidos de prorrogação de

pagamentos. Com o crédito ainda mais restrito, as empresas

estão avaliando mês a mês quais as decisões a serem tomadas.

Exercício dos mais difíceis possível!

As exportações brasileiras da maioria dos produtos madeireiros,

que vinham demonstrando um início de recuperação

desde o início do ano, fecharam o primeiro trimestre

com volumes médios embarcados dentro da expectativa,

período no qual a pandemia não estava ainda tão acentuada.

Vale ressaltar que o faturamento médio das exportações

teve queda devido à natural redução de preços de alguns

produtos frente à diminuição da demanda e consumo.

O desafio maior agora do setor exportador é tentar

manter o suprimento no segundo trimestre do ano, mas a

demanda depende muito de cada país de destino, dos prazos

para o fim do isolamento social e das ações e programas

internos de recuperação de suas economias. Essas questões

também são imprevisíveis. Quem poderia imaginar, por

exemplo, que os EUA (Estados Unidos da América), com

todo o seu potencial e tamanho do mercado, ficaria tão exposto?

Os meses de maio e junho certamente serão decisivos.

A indústria nacional madeireira está tentando se proteger

economicamente da melhor forma possível. Todas as decisões

plausíveis em suas atividades já foram tomadas: turnos

reduzidos, férias coletivas, demissões, estoque regulador,

adoção da MP federal, entre outras.

Cabe-nos agora torcer para que a pandemia fique sob

controle o mais rápido possível, que as ações oficiais sejam

baseadas em critérios técnicos em prol do setor produtivo

e da população para o restabelecimento básico da economia.

E que os representantes da classe política, em especial

aqueles com viés eleitoreiro e que tentam se aproveitar desse

tipo de situação, fiquem o mais longe possível de qualquer

decisão que possa prejudicar ainda mais o Brasil.

30 referenciaindustrial.com.br MAIO 2020


PRINCIPAL

TRADIÇÃO

E INOVAÇÃO

EMPRESA CATARINENSE ESPECIALIZADA EM MÁQUINAS PARA

INDÚSTRIA MADEIREIRA OFERECE SOLUÇÕES CAPAZES DE

ACOMPANHAR O CRESCIMENTO DO SETOR

Fotos: divulgação

DESTOPADEIRA AUTOMÁTICA COM EMPURRADOR

Responsável por efetuar cortes transversais em peças de madeira,

possui altura máxima de 100 mm (milímetros) e largura máxima de 250

mm, além de produzir tocos e tábuas. Seu produto final conta com uma

variação de medida entre +2 mm e -2 mm, dependendo da qualidade

da madeira. “Com serras especiais e específicas como as que desenvolvemos

em parceria com a Franzoi Ferramentas, o cliente tem maior

durabilidade da ferramenta como um todo (destopadeira), baixa amperagem

de motores e mais estabilidade de corte, garantindo um ótimo

acabamento sem fiapos e rebarbas, benefícios essenciais para o destopo”,

reforça Jussara Dallabona, diretora comercial da Dallabona.

32


Apercepção de uma empresa acerca

das constantes mudanças em um

mercado que evolui rapidamente e a

crescente busca pelo desenvolvimento

tecnológico são apenas alguns

pontos que diferenciam os grandes players em um

segmento competitivo, independentemente do

domínio sobre os outros concorrentes. É preciso

seguir a “filosofia do tubarão”: se deixar de nadar,

morre.

No ramo de fabricante de máquinas para indústria

madeireira, a Dallabona Máquinas, fundada

em 1983 na cidade de Timbó, em Santa Catarina,

sabe bem disso. Fundada por Aristides Dallabona e

Helvecio Dallabona há quatro décadas, a empresa

cumpre o compromisso de destinar ao mercado

produtos de qualidade, contribuindo, desta forma,

para o crescimento e satisfação de seus clientes,

sempre atenta às necessidades e demandas do

consumidor. A fábrica da empresa, localizada no

Vale do Itajaí, em Santa Catarina, conta com uma

equipe de técnicos especializados no desenvolvimento

de projetos e equipamentos para serrarias.

“Buscamos a excelência. Contamos com profissionais

extremamente qualificados para prestar

todo o suporte necessário aos nossos clientes

– antes, durante, e principalmente, depois da

venda. Com força, direção e desenvolvimento, o

compromisso com o negócio dos nossos clientes

é o de construirmos juntos uma nova história”,

garante a diretora comercial da companhia, Jussara

Dallabona.

A empresa busca colaborar com um setor que

se destaca cada vez mais no Brasil: o industrial madeireiro.

A Abimci (Associação Brasileira da Indústria

de Madeira Processada Mecanicamente) afirma

que a exportação dos volumes embarcados de

madeira serrada de pinus vem crescendo de forma

significativa, enquanto em relação ao compensado

da madeira, cerca de 80% do volume é exportado.

O Brasil também é o líder no ranking mundial de

produtividade no ramo, com 7,83 milhões de ha

(hectares) plantados. 3,8 milhões de empregos,

diretos e indiretos, são gerados pelo setor.

CLIENTES SATISFEITOS

Cliente há vários anos, a Izing Comércio de

Madeiras atesta a qualidade dos serviços e diz que

procurou a empresa devido ao reconhecimento

do mercado acerca dos produtos. “Buscamos os

produtos da Dallabona por se tratar de uma empresa

conhecida em nossa região. Por conta da

excelência da tecnologia fornecida, conseguimos

cortar as horas-extras, já que a produção habitual

BUSCAMOS OS PRODUTOS DA

DALLABONA POR SE TRATAR DE

UMA EMPRESA CONHECIDA EM

NOSSA REGIÃO. POR CONTA DA EXCELÊNCIA

DA TECNOLOGIA FORNECIDA, CONSEGUIMOS

CORTAR AS HORAS-EXTRAS, JÁ QUE A

PRODUÇÃO HABITUAL SUPRIU A NOSSA

DEMANDA. AUMENTAMOS A PRODUÇÃO

COM OS MESMOS RECURSOS

ENALTECE ANTONIO

IZING, DIRETOR DA

IZING COMÉRCIO DE

MADEIRAS

supriu a nossa demanda. Aumentamos a produção

com os mesmos recursos”, enaltece Antonio Izing,

diretor da instituição.

Também localizada na região de Timbó, a HS

Automação é outra empresa parceira e produz

os painéis elétricos das máquinas da Dallabona.

“Nossos painéis seguem os mais rígidos padrões

de qualidade para atender à necessidade dos

equipamentos. Também seguimos todas as normas

de segurança necessárias. Nossos painéis são compostos

por produtos de alta qualidade e renome

no mercado, com diversas certificações internacionais”,

destaca o gestor Anderson Schwartz, da HS.

PARCERIA DE NOME

Além de contar com uma equipe atenciosa

e qualificada, a Dallabona também tem ao seu

lado uma parceria consolidada para soluções em

ferramenta de corte, com o auxílio da Franzoi Ferramentas,

expert em ferramentas para indústria madeireira.

“No ano passado, fechamos esse acordo e,

MAIO 2020 33


34 referenciaindustrial.com.br MAIO 2020


MAIO 2020 35


36 referenciaindustrial.com.br MAIO 2020


JUSSARA DALLABONA, DIRETORA

COMERCIAL DA DALLABONA

MAIO 2020 37


BRASIL

CONTRATO

VERDE E AMARELO

Fotos: divulgação

38 referenciaindustrial.com.br MAIO 2020


MEDIDA PROVISÓRIA QUE PREVIA

DESONERAÇÃO NA FOLHA

SALARIAL SERÁ REEDITADA

MAIO 2020 39


BRASIL

N

o fim de abril, o presidente Jair Bolsonaro

anunciou que revogaria a MP

(Medida Provisória) 905/2019, conhecida

como MP do Contrato Verde e

Amarelo, para atender ao pedido do

presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

A ideia do governo é que a proposta seja reeditada

com foco ao enfrentamento da crise deflagrada pela

pandemia do novo coronavírus.

“Diante da iminente caducidade da MP 905, optei

por revogá-la, mediante entendimento com o presidente

do Senado. Para criação de empregos editaremos

nova MP, específica para tratar do Contrato Verde

e Amarelo durante o período de enfrentamento

da Covid (Dec-leg 6/20)”, afirmou Bolsonaro.

A MP foi proposta pelo governo federal em novembro

do ano passado para desonerar a folha de

salários e, com isso, estimular a contratação de jovens

entre 18 e 29 anos que nunca tiveram emprego formal.

O texto, no entanto, encontrou resistência no

Congresso por trazer medidas que, segundo parlamentares

de oposição, iam contra os direitos trabalhistas,

como a que autoriza o trabalho aos domingos

para todas as categorias e a que permite o desconto

obrigatório a título de contribuição à Previdência Social

em cima do valor do seguro-desemprego.

O TEXTO

INCENTIVA O

EMPREGADOR A

CONTRATAR PESSOAS

ENTRE 18 E 29 ANOS DE

IDADE, COM RENDIMENTO

LIMITADO A 1,5 SALÁRIO

MÍNIMO POR MÊS

40 referenciaindustrial.com.br MAIO 2020


MAIO 2020 41


MARCENARIA

42 referenciaindustrial.com.br MAIO 2020


FIDELIDADE

EM PRIMEIRO LUGAR

CRIAR UMA BOA ESTRATÉGIA PODE SE TORNAR UM DIFERENCIAL

PARA SUA MARCENARIA

Fotos: divulgação

MAIO 2020 43


MARCENARIA

O

negócio de marcenarias tem crescido

ano a ano no Brasil. A saturação do mercado

de produção em massa trouxe de

volta aos holofotes essa antiga prática

artesanal, que sempre buscou priorizar o

relacionamento e a exclusividade de atendimento ao

cliente. Mas muitos profissionais e empreendedores,

por falta de tato empresarial e planejamento estratégico,

perdem chances de fidelizar os clientes e criar um

vínculo duradouro com o consumidor.

Garantir a lealdade gera ao negócio um giro maior

de produtos para um mesmo comprador, sem contar

que gera uma interação e um aumento de networking

fundamentais para a saúde financeira de uma marcenaria.

A REFERÊNCIA INDUSTRIAL traz quatro dicas essenciais

para que você crie um programa de fidelização

que aprimore a experiência do atendimento e traga

bons frutos a sua marcenaria.

Confira:

ESTUDE O CONSUMIDOR

Assim como em qualquer negócio, conhecer a

clientela é fundamental para atingir o alvo na hora de

oferecer um serviço. Não se baseie apenas nas informações

básicas como endereço, telefone, data de nascimento

e tipo de produto. Entenda quem é a pessoa

que confiou em você na hora de procurar seus serviços.

Converse sobre preferências, referências estéticas e

gosto particular. Quanto melhor você conhecer quem

compra seus produtos, mais fácil será desenvolver estratégias

que realmente se convertam em bons resultados

para seu o seu negócio.

ASSIM COMO EM

QUALQUER NEGÓCIO,

CONHECER A CLIENTELA É

FUNDAMENTAL PARA ATINGIR

O ALVO NA HORA DE OFERECER

UM SERVIÇO

44 referenciaindustrial.com.br MAIO 2020


MAIO 2020 45


MADEIRA TRATADA

MADEIRA

REVOLUCIONÁRIA

PREFEITURA DE TORONTO, EM

PARCERIA COM UNIVERSIDADE,

CRIOU PRIMEIRO PARKLET

SUSTENTÁVEL DA CIDADE - E

PRETENDE AMPLIAR O PROJETO

Fotos: divulgação

46 referenciaindustrial.com.br MAIO 2020


MAIO 2020 47


MADEIRA TRATADA

M

embros e estudantes do Departamento

de Ciências da Arquitetura

da Ryerson University foram os

responsáveis pelo primeiro projeto

sustentável de parklets da cidade

de Toronto, que aproveitou um espaço público na

região central para ressignificar a ocupação urbana

no município canadense. A iniciativa busca trazer a

população para as ruas, com o objetivo de aumentar

o pertencimento dos moradores da região.

O projeto, em forma de onda natural, é construído

por uma série de módulos de accoya, madeira

modificada ao nível das paredes celulares em um

processo patenteado de acetilação que não enfraquece

a madeira original, que permite fácil armazenamento,

reutilização e reconfiguração.

“Como Toronto continua a se transformar, o

mesmo acontece com suas ruas. O aumento da

demanda por bairros para pedestres despertou a

criatividade de planejadores e designers de cidades

para pensar fora da caixa. Como resultado, os espaços

tradicionalmente alocados para estacionamento

de automóveis podem agora assumir um significado

totalmente novo”, afirmou John Francis, gerente do

programa parklet da província de Ontário.

O PARKLET FOI

PROJETADO EM

MÓDULOS DE 50 CENTÍMETROS,

PERMITINDO QUE SEJA

FACILMENTE ARMAZENADO,

REUTILIZADO E

RECONFIGURADO

48 referenciaindustrial.com.br MAIO 2020


MAIO 2020 49


ECONOMIA

50 referenciaindustrial.com.br MAIO 2020


RETOMADA

ECONÔMICA

ESTUDO DO SISTEMA FIEP MOSTRA QUE O

RETORNO DO CRESCIMENTO ECONÔMICO NO

BRASIL DEVE COMEÇAR A SER VISTO EM BREVE

Fotos: divulgação

MAIO 2020 51


ECONOMIA

O

Observatório Sistema Fiep (Federação

das Indústrias do Estado do Paraná)

divulgou recentemente um estudo que

analisa tendências para a economia

brasileira após os efeitos da pandemia

do novo coronavírus. Com o título: Economia em

tempos de Covid-19; o material explica os motivos

que fazem desta uma crise diferente das anteriores.

O material mostra possíveis cenários de recuperação

– indicando gradual retorno econômico a partir

de maio ou junho – e apresenta as mudanças que podem

ocorrer após esse choque. Traz, ainda, dicas de

como os empresários podem atenuar os efeitos negativos

e se preparar para a retomada dos negócios.

A análise é baseada em estudos de economistas

e entidades de referência global. “À medida que a

Covid-19 se espalhou pelo mundo, um novo cenário

econômico surgiu”, salienta o presidente do Sistema

Fiep, Carlos Valter Martins Pedro. “Para que as

empresas tenham mais condições de reagir durante

e após essa crise, é preciso entender seus motivos

e seus efeitos, e é isso que o Observatório Sistema

Fiep apresenta neste estudo”, completa.

O documento mostra que, diferente de crises anteriores,

a pandemia do novo coronavírus atingiu ao

mesmo tempo as maiores economias do mundo, que

estão conectadas globalmente por fluxos transfronteiriços

de bens, serviços, conhecimentos, pessoas,

capital financeiro e investimentos. As medidas restritivas

para contenção do vírus causaram choques na

demanda internacional, interrupções nas cadeias de

suprimentos e rupturas bancárias, entre outros efeitos

que atingiram o sistema econômico.

As projeções dão conta do provável tamanho e

persistência da quarentena econômica para o Brasil,

prevendo o retorno gradual da demanda e oferta

de produtos e serviços a partir de maio ou junho,

seguido de uma lenta recuperação do PIB (Produto

Interno Bruto). Para essa recuperação, são traçados

três cenários com diferentes níveis de retomada do

crescimento do PIB.

O Observatório Sistema Fiep mostra, também,

como diferentes setores estão sendo afetados. Para

a indústria, os problemas vão desde interrupções no

fornecimento de matérias-primas e insumos até a

queda nas vendas de bens duráveis. O estudo deta-

52 referenciaindustrial.com.br MAIO 2020


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MAIO 2020 53


COMÉRCIO

CONQUISTANDO

A AMÉRICA

54 referenciaindustrial.com.br MAIO 2020


SETOR INDUSTRIAL MADEIREIRO

PARTICIPA DE CAMPANHA PELA

FACILITAÇÃO DE COMÉRCIO

COM OS EUA

Fotos: divulgação

MAIO 2020 55


COMÉRCIO

O

setor industrial madeireiro, representado

pela Abimci (Associação Brasileira

da Indústria de Madeira Processada

Mecanicamente), assinou recentemente

um documento enviado aos governos

do Brasil e dos EUA (Estados Unidos da América)

solicitando o estabelecimento de compromissos para

a facilitação de comércio e boas práticas regulatórias

entre os dois países. A campanha é uma iniciativa da

Coalizão Empresarial para CFB (Facilitação de Comércio

e Barreiras), liderada pela CNI (Confederação

Nacional da Indústria), a USChamber, a Amcham e

outras 28 entidades, incluindo a Abimci.

A campanha solicita no documento que “os governos

do Brasil e dos EUA aproveitem o momento

único da relação bilateral construída sob a liderança

dos presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump para

concluir, ainda neste ano, um pacote bilateral de comércio

que permita aprofundar a parceria econômica

entre os dois países, em linha com o comunicado

conjunto assinado em março último, em Mar-a-Lago.”

AS SOLICITAÇÕES

INCLUEM

COMPROMISSOS VINCULANTES

EM ÁREAS PRIORITÁRIAS COMO

MODERNIZAÇÃO ADUANEIRA E

FACILITAÇÃO DE COMÉRCIO

56 referenciaindustrial.com.br MAIO 2020


MAIO 2020 57


ARTIGO

MODELAGEM

DA EXPANSÃO

DO REFLORESTAMENTO

COM EUCALIPTO E EFEITOS

NA ESTRUTURA DA PAISAGEM

Fotos: divulgação

58 referenciaindustrial.com.br MAIO 2020


CARLOS HENRIQUE PIRES LUIZA

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

SERGIO DONIZETE FARIA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

MARIA ISABEL ESCADA

INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISA ESPACIAL

MAIO 2020 59


ARTIGO

N

RESUMO

este artigo trabalhamos uma metodologia

combinada de sensoriamento remoto,

modelagem ambiental e ecologia da

paisagem para análise dos impactos da

expansão do reflorestamento com eucalipto

na estrutura da paisagem. O uso combinado dessas

técnicas possibilitou a simulação de cenários futuros, utilizando-os

não apenas como uma ferramenta de análise,

mas, sobretudo, para auxiliar no planejamento.

O trabalho teve como área de estudo os municípios

da Bacia do Rio Piracicaba e da Região Metropolitana

do Vale do Aço, região que abriga importantes indústrias

do setor siderúrgico, de papel e celulose em Minas

Gerais. Foram utilizados dados da cobertura da terra

obtidos a partir de classificações de imagens de satélite

(TM/landsat) para os anos de 1985, 2010 e 2013. Em

conjunto à cobertura da terra foram exploradas diversas

fontes de variáveis estimuladoras e restritivas à mudança

para criação de um modelo de cobertura da terra capaz

de simular a expansão das áreas de eucalipto considerando

um cenário de manutenção da tendência de crescimento

observada entre 1985 e 2010. Os resultados do

mapeamento mostraram que entre 1985 e 2010 houve

aumento de cerca de 12% nas áreas de reflorestamento

com Eucalipto, ao passo que as áreas de floresta diminuíram

aproximadamente 9% e as de pastagem 3%.

INTRODUÇÃO

O desenvolvimento de um pólo industrial a partir da

década de 1940, com empresas do setor siderúrgico, mineração,

papel e celulose, nos municípios que compõe a

Região Metropolitana do Vale do Aço - Rmva e Quadrilátero

Ferrífero, no estado de Minas Gerais, Brasil, criou

uma forte demanda por carvão vegetal e celulose. Essa

demanda resultou na supressão de áreas de floresta nativa,

do bioma Mata Atlântica, e no aumento de áreas de

reflorestamento com eucalipto, que servem de matéria

prima na fabricação desses produtos.

Em sua formação original, as formações florestais do

bioma Mata Atlântica ocupavam a costa leste, sudeste

e sul do Brasil, totalizando uma área de 1,3 milhão de

km2, equivalente a 15% do território brasileiro. Atualmente,

restam 12,4 % de fragmentos florestais desse

bioma (Fundação SOS Mata Atlântica e Inpe, 2017).

A supressão da vegetação da Mata Atlântica teve

início na colonização do Brasil e se expandiu e intensificou

a cada novo ciclo econômico que ocorreu na região.

Mais recentemente, a partir de 1985 observou-se uma

progressiva tendência de queda nas taxas de desmatamento

(Fundação SOS Mata Atlântica e Inpe, 2017). De

acordo com o Atlas dos Remanescentes Florestais da

Mata Atlântica de 2015-2016, Minas Gerais, apresentou

taxas de desmatamento anual na ordem de 7.000 ha, o

que representa 24% do total desmatado nos 17 Estados

a comporem o Bioma, cuja taxa anual de desmatamento

foi de 29.075 ha (Fundação SOS Mata Atlântica e Inpe,

2017).

Entre 2002 e 2014, observa-se no Brasil uma tendência

de expansão do reflorestamento com eucalipto, que

ocorreu paralelamente ao aumento da produção de

celulose, tendo passado neste período de 8,0 para 16,4

milhões de toneladas/ano, enquanto a produção de papel

passou de 7,8 para 10,3 milhões de toneladas/ano e

a produção de carvão vegetal se manteve estável entre

17,6 e 17,8 milhões de toneladas/ano, de acordo com os

dados da Abraf Associação Brasileira de Florestas Plantadas)

- Abraf, 2015.

De acordo com os dados do anuário estatístico dessa

associação, o Estado de Minas Gerais é o que possui

a maior área plantada de eucalipto do país, contando

com 1.438.971 ha, o que representa 28,20% de toda a

área plantada no Brasil (Abraf, 2012).

Nesse estado, a expansão do reflorestamento com

eucalipto impacta os municípios da bacia hidrográfica

do Rio Piracicaba e da Região Metropolitana do Vale

do Aço - Rmva, onde estão concentradas grandes áreas

desse reflorestamento. Analisando comparativamente

a cobertura da terra na região, entre os anos de 1985 e

2010, observa-se a expansão das áreas de eucalipto e a

supressão da vegetação nativa, o que provoca mudanças

na estrutura da paisagem (Luiz el al, 2016).

Com o intuito de entender melhor as mudanças na

cobertura da terra e suas consequências na fragmentação

da estrutura da paisagem ao longo do tempo - nos

municípios da bacia hidrográfica do Rio Piracicaba e da

Rmva, este trabalho visa analisar as mudanças provocadas

pela expansão do reflorestamento com eucalipto a

partir de uma abordagem que envolve o uso integrado

de produtos e técnicas de sensoriamento remoto, geoprocessamento,

modelagem de mudanças na cobertura

da terra e análise da estrutura da paisagem..

A modelagem e a simulação de mudanças na cobertura

da terra podem ser feitas através da construção de

modelos do tipo Lucc (Land Use and Cover Change),

que possibilitam avaliar os efeitos das mudanças na

estrutura da paisagem. O LCM (Land Change Modeler)

(Clarcks Labs, 2009), adotado no presente trabalho, é

uma ferramenta computacional utilizada para a criação

de modelos baseados em Mlpnn (Multi Layer Perceptron

Neural Network).

O LCM permite a construção de modelos capazes

de estimar a probabilidade de mudança por meio da

análise de transições de classes de cobertura da terra,

para um determinado período de tempo, levando

em consideração a interação das mudanças com dois

grupos de determinantes espaciais, representados por

60 referenciaindustrial.com.br MAIO 2020


MAIO 2020 61


62 referenciaindustrial.com.br MAIO 2020


MAIO 2020 63


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AGENDA

2020

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rasil e Argentina são parceiros de longa

data. Em 1821, o governo português, então

instalado no Rio de Janeiro, foi o primeiro a

reconhecer a independência argentina. Logo

após, em 1823, foram os argentinos os primeiros

a reconhecer nossa independência. Essa parceria

se desenvolveu desde então, e atualmente estende-se

às áreas militar e de defesa, científica, política e também

turística.

Na economia, nossos relacionamentos têm suportado

crises econômicas em ambos os lados, e em escala

mundial. As exportações brasileiras para lá crescem ano

a ano e, embora tenham sofrido uma queda em 2018,

possuem perspectivas de retomada. Ainda com o encolhimento

do ano passado, as exportações para a Argentina

superam largamente as importações – que também

crescem com o passar do tempo.

Nós somos cerca de R$ 210 milhões. Eles, aproximadamente

R$ 50 milhões. Nosso PIB (Produto Interno

Bruto) é maior, mas o Índice de Desenvolvimento Humano

argentino supera o nosso. Ambos os países sofrem

com a falta de liberdade econômica e precisam muito

avançar nesse quesito. Somos unidos por uma linha de

fronteira que se estende por algo em torno dos 1200 km

(quilômetros).

Como se pode perceber, há muitos pontos de convergência,

algumas semelhanças, outras diferenças, mas,

sobretudo, um longo histórico de boa relação. Buscando

perseverar com o bom relacionamento, o presidente

Jair Bolsonaro fez sua primeira viagem oficial a Buenos

Aires. Recebido pelo presidente argentino Mauricio

CRIAÇÃO DE UMA

MOEDA ÚNICA PARA

BRASIL, ARGENTINA E,

EVENTUALMENTE, PARA OS

DEMAIS MEMBROS DO

MERCOSUL, ENCONTRA UM

CENÁRIO MUITO DIFERENTE

POR

JOÃO ALFREDO

LOPES NYEGRAY

MESTRE EM

INTERNACIONALIZAÇÃO

E PROFESSOR DOS

CURSOS DE RELAÇÕES

INTERNACIONAIS,

COMÉRCIO EXTERIOR,

ADMINISTRAÇÃO

E ECONOMIA DA

UNIVERSIDADE POSITIVO

Macri – em meio a alguns protestos pelas ruas da capital

–, a pauta dos presidentes incluiu as negociações do

Mercosul com a União Europeia, o livre comércio entre

os países e ainda encontros entre empresários de ambos

os países.

Bolsonaro cogitou a criação de uma moeda única

para brasileiros e argentinos: o peso real. O ministro

Paulo Guedes, por sua vez, afirmou que a ideia da

moeda única anima bastante os argentinos. Certamente,

a inspiração da ideia veio do Euro, a moeda única

europeia. A criação de uma moeda única para Brasil,

Argentina e, eventualmente, para os demais membros

do Mercosul, encontra – no entanto – um cenário muito

diferente por aqui.

A estabilidade econômica que caracterizava o cenário

europeu quando da adoção do Euro não é vista por

aqui. Argentina e Brasil passaram por recentes períodos

de estagnação, elevado desemprego e crise fiscal. Recentemente

o Banco Central Argentino elevou a taxa de

juros para 60% ao ano (no Brasil a taxa está em 6,5%) e a

inflação por lá ronda os 55% no acumulado dos últimos

12 meses.

Tal situação torna a ideia da moeda única não apenas

inviável, mas também indesejável. A própria viabilidade

de uma moeda única depende de saúde econômica

de ambos os lados, o que não se vê por aqui.

Além disso, há a questão da necessária convergência de

políticas econômicas, o que também não é fácil.

Não apenas podemos, mas devemos evoluir o

Mercosul e a integração. Uma moeda única, nesse momento,

certamente não é o caminho para isso. A busca

pelo crescimento, pelo emprego e pela expansão do

comércio internacional do bloco deve ser, ao menos por

enquanto, a prioridade.

Foto: divulgação

66 referenciaindustrial.com.br MAIO 2020


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