Revista dos Pneus 59

apcomunicacao

ATUALIDADE Jantes para veículos pesados

SERVIÇO Verificação dos pneus pós-confinamento

A revista n.º 1

dos profissionais

revistadospneus.com

59

Junho 2020

ANO IX | 5 euros

Periodicidade: Trimestral

Entrevista Filipe Bandeira

Administrador da AB Tyres aborda as

principais marcas e o relançado clube

COVID-19

prova

de vida

Players do mercado adaptam negócio à nova realidade


Editorial

Diretor

João Vieira

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Redação

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Trimestral

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Prova de

resiliência

JOÃO VIEIRA, Diretor

A

grave crise, que resultou da

pandemia de Covid-19, está

a ter efeitos devastadores nas

empresas do setor dos pneus.

Apesar de o Governo ter autorizado

o funcionamento das casas de pneus

durante o período de confinamento, foram

muitas as empresas deste ramo que não conseguiram

manter as portas abertas, não só

devido à ausência de clientes, mas, também,

à falta de tesouraria para fazer face aos custos

fixos com ordenados, rendas e impostos.

Esta situação está a pôr à prova todo o setor

dos pneus, que rapidamente teve de adaptar-se

a uma nova realidade, principalmente no que

diz respeito ao relacionamento com o cliente,

que passou a ser, maioritariamente, através do

telefone e das redes sociais. A higienização

dos automóveis que entram nas oficinas, é

outro novo procedimento que passou a fazer

parte dos serviços de todas as empresas de

manutenção e reparação automóvel.

O setor não perdeu a sua capacidade de reação

e, por certo, as empresas irão reorganizar-

-se e adaptar-se à nova realidade, de modo a

poderem recomeçar a sua atividade dentro

da normalidade possível. Esta situação de

emergência dá-nos a possibilidade de pensar

no futuro e de sermos criativos, embora, neste

momento, a prioridade absoluta seja a segurança

das pessoas e as medidas de contenção

dos riscos. Apesar das dificuldades, o negócio

tem de continuar, porque a vida não para. O

setor tem de saber adaptar-se às mudanças

que o novo coronavírus trouxe ao funcionamento

das organizações, em particular, e à

sociedade, em geral.

Importa salientar que este é um setor composto

por todo o tipo de empresas, desde

fabricantes e distribuidores até empresários

em nome individual, passando por microempresas.

Está presente na nossa economia e

na nossa sociedade há mais de um século e,

desde sempre, assumiu o seu compromisso

para com o país, pelo que, neste momento

particularmente difícil, irá, também, contribuir

para que a pandemia seja ultrapassada rapidamente,

esperando, da parte do Governo, a

maior atenção para a situação crítica em que

se encontram muitas empresas.

Vivemos num momento em que a nossa capacidade

de superação está a ser colocada

à prova. Um momento em que as decisões

e ações que tomamos hoje, ditarão o nosso

futuro, enquanto pessoas e profissionais. Devemos,

hoje mais do que nunca, ser objetivos

e focados no que pretendemos e no que podemos

fazer, para que a nossa continuidade

seja possível. Sendo certo que os desafios que

se avizinham serão autênticas provas de fogo

à capacidade dos empresários em manterem

as suas empresas a produzir da forma mais

eficiente possível. Todos terão de tomar medidas

que, certamente, serão difíceis, mas, em

tempos de instabilidade, são as necessárias e

as que garantem a continuidade.

Numa fase em que já se assiste a uma profunda

alteração no mercado dos transportes e

em que os reflexos já se fazem sentir no setor

dos pneus, compete às empresas garantir que

esta atividade não para. Chegou o momento,

agora mais do que nunca, de, em conjunto, as

empresas garantirem que o setor ultrapassa

mais este enorme desafio, continuando a

prestar um serviço essencial para a mobilidade

das pessoas, tomando todas as medidas de

proteção necessárias.

Esta situação está a colocar à prova todo o setor,

mas a resiliência é dos valores fundamentais

destas empresas, que já ultrapassaram

outras crises e dificuldades. Por isso, devem

encarar o futuro com determinação e com

profundo sentido de responsabilidade. Uma

vez que a situação é incerta e difícil, o mais

importante é reforçar o espírito de equipa,

encorajarmo-nos mutuamente, mantermo-

-nos unidos e enfrentarmos juntos esta situação.

Para recomeçarmos ainda mais fortes e

competitivos. ♦

www.revistadospneus.com | 03


Produto estrela

Triangle OTR

Artilharia pesada

A Tiresur reforçou a oferta OTR da Triangle com nada menos do que 10 novos

modelos. Uma amplitude de gama digna de um grande produtor que só está

ao alcance de marcas premium. Ou não fosse a Triangle o quarto fabricante

mundial de pneus OTR/Engenharia Civil, estando presente em 165 países e sendo

reconhecida, a nível global, pela sua solidez e prestígio

Por: Bruno Castanheira

A

amplitude de gama da Triangle

está, de acordo com a Tiresur,

“à altura do segmento

premium”, oferecendo, no entanto,

“um preço muito mais competitivo”.

A Tiresur, na qualidade de distribuidor

exclusivo da marca para Espanha e Portugal,

tem vindo a ampliar a sua gama,

que está cada vez mais completa. Graças

ao elevado investimento da Triangle em

pesquisa e desenvolvimento (ou R&D na

sua sigla em inglês, de Research & Development),

bem como à constante conceção

e aperfeiçoamento dos seus produtos, o

fluxo de novos lançamentos de medidas e

modelos é quase contínuo, conseguindo a

Triangle ter pneus cada vez mais evoluídos

e com excelentes níveis de performance e

comportamento, inclusive em condições

de utilização extremas.

OFERTA VARIADA

O ano de 2020 tem sido marcado pelo lançamento

de grandes novidades, estando

todas elas já disponíveis, como se poderá

comprovar no catálogo da Triangle. Entre as

mais de 40 novas medidas, a Tiresur destaca

as seguintes: 26.5R25-TB598S ★★ L-4 T1 TL,

montado como equipamento de origem na

Caterpillar; 33.25R29-TB598S ★★ E-4 T2 TL,

pneu para o Volvo A60H dumper articulado

de 55 TM, sendo esta uma medida com disponibilidade

muito escassa noutros fabricantes;

35/65R33-TL535S+ ★★★ L-5 T2 TL e

35/65R33-TL535S+ ★★★ L-5 T1 TL, com dois

compostos diferentes, T1 mais resistente ao

corte e T2 para minas subterrâneas, muito resistente

ao calor; 750/65R25-TB598S ★★ E-4

T2 TL, para dumper articulado com utilização

em estrada; 29.5R25-TL559S+ ★★★ L-5 T1

TL, apto para trabalhos muito agressivos,

como, por exemplo, em pedreiras.

Também este ano, a marca já lançou 10 novos

modelos. A saber: C-1, L-4S, TB516 II,

TB822, TL516, TL557S, TL558, TL559, TL568

e TB599A. A amplitude de gama da Triangle

é, por isso, digna de um grande produtor,

estando apenas ao alcance de marcas

premium. Ou não fosse a Triangle o quarto

fabricante mundial de pneus OTR/Engenharia

Civil, estando presente em 165 países

e sendo reconhecida, a nível global, pela

sua solidez e prestígio. A oferta da Tiresur

em pneus OTR da Triangle cobre todas as

necessidades do mercado: radiais, convencionais,

grandes, menores dimensões, minas

subterrâneas ou de superfície, estrada ou

condições de utilização extremas. Todos os

tipos de utilização e tamanhos são propostos

com a melhor relação preço/qualidade do

mercado. ♦

04 | Revista dos Pneus | Junho 2020


Equipamento do mês

CEMB DWA1100

Rapidez e precisão

O mais recente sistema de alinhamento de rodas CCD da CEMB responde pelo nome

de DWA1100. Disponível nas tipologias Standard, Truck e Hybrid, podendo qualquer

delas ser requisitada nas versões completa ou simplificada, este novo equipamento

inclui evoluídos componentes eletrónicos, software intuitivo, gráficos user-friendly e

banco de dados sempre atualizado. Os seus maiores trunfos são rapidez e precisão

Por: Bruno Castanheira

Comercializado pela Divisão

de Equipamento Oficinal, o

DWA1100 é o mais recente sistema

de alinhamento de rodas

CCD da CEMB, fabricante italiano sediado,

desde 1946, em Mandello del Lario, na

margem oriental do Lago Como. Ao fazer

uso de evoluídos componentes eletrónicos,

software intuitivo, gráficos user-friendly que

orientam o operador em todas as operações

de alinhamento e banco de dados constantemente

atualizado, que permite uma seleção

rápida dos diferentes veículos, este

novo equipamento assegura uma medição

rápida e precisa de todos os parâmetros de

alinhamento. Além do mais, conta com a

função “Audit” para identificação de problemas

de condução resultantes de medidas

não contempladas nas especificações,

oferecendo, assim, um suporte válido para

a venda de serviços de homologação. Os

detetores CCD de oito sensores, equipados

com baterias de longa duração, comunicam

com o computador utilizando uma frequência

de transmissão de 2,4 GHz, garantindo

uma comunicação estável e fiável durante

longos períodos. Nos casos em que existem

múltiplas instalações, estão disponíveis sete

canais de comunicação diferentes para evitar

problemas de interferências.

APP PARA CONTROLO REMOTO

Por comparação com o modelo antecessor

(DWA1000), o novo DWA1100 da CEMB dispõe

de “mobiliário” totalmente redesenhado,

que inclui gavetas e compartimento para

impressora e acessórios. Este novo sistema

de alinhamento de rodas CCD integra a mais

recente tecnologia que pode ser encontrada

no mercado. Prova disso, é o adaptador USB

wi-fi que integra, o facto de estar apto a receber

atualizações automáticas de software e

bases de dados e o recurso à nova app “CEMB

DWA” para controlo remoto do alinhamento

de rodas a partir de um smartphone ou tablet,

o que acaba por simplificar (ainda mais) a

tarefa do operador. Foi precisamente para

satisfazer as expectativas de operadores

cada vez mais exigentes e “conectados

que a CEMB desenvolveu esta aplicação,

que permite controlar, remotamente, os

seus sistemas de alinhamento de rodas 3D

e CCD de última geração. A app “CEMB DWA”

permite ver, a partir de um smartphone ou

tablet, o monitor do sistema de alinhamento,

atuando como controlo remoto para operar

o software do equipamento.

Esta nova funcionalidade foi concebida para

oferecer ao operador a possibilidade de interagir

à distância com o seu próprio sistema

de alinhamento de rodas, simplificando as

operações e reduzindo o tempo de utilização

do equipamento. A app “CEMB DWA” é

gratuita e está disponível para download

em dispositivos com sistemas operativos

Android (a partir da versão 6.0) ou iOS (a

partir da versão 10.0), sendo ainda compatível

com todos os alinhamentos de rodas

3D e CCD requisitados a partir de janeiro de

2020 e fornecidos com adaptador wi-fi USB.

A terminar, refira-se que o novo sistema de

alinhamento de rodas CCD da CEMB está

disponível nas tipologias Standard (veículos

ligeiros), Truck (veículos pesados) e Hybrid

(veículos ligeiros e pesados), podendo

qualquer delas ser requisitada nas versões

completa ou simplificada (esta última sem

“mobiliário” nem computador). ♦

06 | Revista dos Pneus | Junho 2020


Mercado

Setor

infetado

Os efeitos da pandemia de Covid-19 fizeram-se sentir (e de que maneira) no

setor dos pneus. Em abril de 2020, o mercado de pneus novos de substituição,

em Portugal, no segmento Consumer, caiu nada menos do que 74% face a igual

período do ano passado. Já no acumulado dos quatro primeiros meses

deste ano, a descida foi, ainda assim, mais suave: 22,3%

Por: Bruno Castanheira

De acordo com dados do Europool,

em abril de 2020, no que

ao mercado de pneus novos

de substituição disse respeito,

venderam-se, em Portugal, no segmento

Consumer (ligeiros de passageiros, comerciais

ligeiros e 4x4), apenas 64.646 unidades,

ou seja, menos 183.664 comparativamente

ao mês homólogo do ano anterior. O que,

na prática, traduziu-se numa queda vertiginosa

de 74%.

Na divisão por categorias, em abril de 2020,

o mercado nacional “absorveu” 52.393 pneus

radiais para veículos de passageiros (-75,6%

do que em abril de 2019, que registou

214.394), 6.353 pneus radiais para veículos

comerciais ligeiros (-67,7% do que em abril

de 2019, que registou 19.657) e 5.900 pneus

4x4 (-58,6% do que em abril de 2019, que

registou 14.259).

Analisando os segmentos, no quarto mês

deste ano, a maior fatia pertenceu aos pneus

premium, ainda que com apenas 29.705

(-73,8%, ou seja, menos 83.541 unidades

do que em igual período do ano transato),

seguindo-se os pneus mid, com 17.837

(-68,8%, ou seja, menos 39.347 unidades

do que em igual período do ano transato) e

os budget, com 17.100 (-78%, ou seja, menos

60.537 unidades do que em igual período

do ano transato).

Quanto à tipologia, em abril de 2020, foram

comercializados 21.576 pneus HRD, ou seja,

destinados a jantes de 17” para cima (-71%,

já que no mesmo mês de 2019 foram vendidas

74.495 unidades), 5.900 pneus SUV/4x4

(-58,6%, já que no mesmo mês de 2019 foram

vendidas 14.259 unidades), 7.040 pneus RFT

(-38,3%, já que no mesmo mês de 2019 foram

vendidas 11.508 unidades) e 346 pneus All

Season (-75,1%, já que no mesmo mês de

2019 foram vendidas 1.391 unidades).

Interessante é, também, analisar os diâmetros

das jantes. A maior fatia pertenceu às

de 15” (17.140 unidades em abril de 2020

contra 62.542 em abril de 2019), seguindo-

-se as de 16” (16.875 unidades em abril de

2020 contra 67.993 em abril de 2019), as

de 17” (10.549 unidades em abril de 2020

contra 47.887 em abril de 2019), as de 14”

(7.104 unidades em abril de 2020 contra

33.569 em abril de 2019) e as de 18” (6.548

unidades em abril de 2020 contra 17.544

em abril de 2019). ♦

08 | Revista dos Pneus | Junho 2020


Europool

UNIDADES ABRIL 2019 ABRIL 2020 VARIAÇÃO

TOTAL 248.310 64.646 -74%

Passageiros 214.394 52.393 -75,6%

Comerciais 19.657 6.353 -67,7%

4x4 14.259 5.900 -58,6%

All Season 1.391 346 -75,1%

HRD 74.495 21.576 -71%

RFT 11.508 7.040 -38,8%

SUV/4x4 14.259 5.900 -58,6%

Budget 77.637 17.100 -78%

Mid 57.184 17.837 -68,8%

Premium 113.246 29.705 -73,8%

12” 15 14 -6,7%

13” 9.353 1.866 -80%

14” 33.569 7.104 -78,8%

15” 62.542 17.140 -72,6%

16” 67.993 16.875 -75,2%

17” 47.887 10.549 -78%

18” 17.544 6.548 -62,7%

19” 5.933 2.656 -55,2%

20” 1.801 1.317 -26,9%

21” 1.119 419 -62,6%

22” 203 87 -57,1%

23” 8 0 0,0%

UNIDADES JAN./ABR. 2019 JAN./ABR. 2020 VARIAÇÃO

TOTAL 988.873 768.604 -22,3%

Passageiros 855.747 648.678 -24,2%

Comerciais 76.922 65.082 -15,4%

4x4 56.204 54.844 -2,4%

All Season 6.374 4.079 -36%

HRD 274.150 245.321 -10,5%

RFT 50.277 52.102 +3,6%

SUV/4x4 56.204 54.844 -2,4%

Budget 273.553 226.355 -17,3%

Mid 256.683 169.883 -33,8%

Premium 455.583 370.199 -18,7%

12” 50 61 +22%

13” 40.767 24.077 -40,9%

14” 138.867 88.176 -36,5%

15” 265.552 196.916 -25,8%

16” 266.270 211.569 -20,5%

17” 166.130 132.576 -20,2%

18” 73.918 67.768 -8,3%

19” 73.919 25.405 +119,8%

20” 73.920 12.713 +150,5%

21” 73.921 5.214 +145,9%

22” 73.922 1.583 +183,9%

23” 73.923 62 +310%


Destaque


Covid-19

Pneus

terão de

reaprender a

“comunicar”

com o

consumidor

Há um antes e um depois da Covid-19. No setor dos pneus, nada será

igual por força da pandemia. Para os fabricantes auscultados pela Revista

dos Pneus, o primeiro elo da cadeia, a retoma passará, também, pela

reinvenção da forma de comunicar com o consumidor

Por: Jorge Flores

Enfrentar um inimigo desconhecido e invisível

obriga a uma grande capacidade de adaptação. E

criatividade. Depois do choque inicial, o mercado

de pneus começa a tentar reajustar o negócio e as

suas dinâmicas à pandemia de Covid-19. As incertezas ainda

são muitas. Mas a batalha trava-se, todos os dias. Segundo

os fabricantes do setor a operar em Portugal, nada ficará

como dantes. E quem pensar o contrário, estará a ver mal.

André Bettencourt, da Bridgestone, acredita que a recuperação

poderá já ter começado. “No entanto, falar em

retoma, julgo que só poderá fazer-se bastante mais tarde.

Junho e os meses que se seguirão serão a grande incógnita,

pois tudo dependerá da forma como o país consegue,

verdadeiramente, retomar a sua atividade ou se temos

de regressar todos novamente às nossas casas”, adianta.

O responsável vai mais longe e desenvolve: “Mesmo considerando

um cenário otimista, não nos parece acertado

falar em retoma num espaço temporal inferior a três meses,

pois, mesmo que os clientes retomem a sua atividade, a

compra de pneus e a manutenção automóvel poderão

não ser a prioridade para o consumidor. Retomar a dinâmica

do mesmo vai ser algo complicado de alcançar no

imediato. Como tal, a retoma será feita, no nosso entender,

sempre de uma forma gradual e em função da maneira

como o país se for comportando do ponto de vista social

e económico. Se as empresas não forem ajudadas, terão

de fazer cortes e as pessoas não terão empregos. Tudo

isso levará a que a retoma venha a basear-se naquilo que

www.revistadospneus.com | 11


Destaque

é a engrenagem da economia: riqueza gera

riqueza”, acrescenta André Bettencourt, que

encontra semelhanças entre a pandemia e

um cenário de pós-guerra: “O setor vai ter

de encontrar novas formas de recuperar a

dinâmica. E, para isso, vai ser, provavelmente,

muito importante repensar a forma do negócio,

mas, acima de tudo, de falar com o

consumidor. Poderemos estar no princípio

de uma nova forma de consumo de pneus.

Sairá a venda online de pneus mais forte?

Será a mobilidade do negócio um elemento

chave para poder ter novamente clientes a

mudar pneus e a fazer revisões aos automóveis?

O distanciamento social poderá ser,

aqui, o elemento chave para o qual haverá

de pensar em como não baixar os braços e

descobrir novas soluções. O futuro vai existir

para quem conseguir encontrar formas e

serviços que respondam a uma eventual

nova realidade”, preconiza.

REINVENTAR NEGÓCIO

A visão de Pedro Teixeira, da Continental,

não difere muito. “O setor automóvel tem

demonstrado, ao longo da sua história,

uma singular capacidade de adaptar-se e

reinventar-se. Acreditamos que, conforme

as medidas restritivas forem sendo levantadas,

o setor vá recuperando gradualmente.

O timing desta recuperação dependerá,

também, do sucesso no combate a esta

pandemia no nosso país, que tudo indica

será elevado e, consequentemente, poderá

permitir um retorno à normal atividade mais

rápido. Nesse sentido, temos estado a trabalhar

e a construir um plano estratégico

de arranque com um conjunto específico

de medidas e ações para que, no momento

que comecemos a experienciar no mercado

alguma recuperação, sejamos capazes, mais

uma vez, de estar na linha da frente no que

toca ao apoio aos nossos parceiros. O fator

crucial para a retoma económica será a confiança”,

sublinha o responsável, que acredita

no “otimismo e na resiliência do setor.

“Como país, tudo indica que tivemos a

capacidade de vencer a primeira batalha

desta ‘guerra’: garantir que a capacidade

máxima da nossa estrutura hospitalar

não colapsasse. Agora, temos pela frente

a segunda, igualmente importante, que

passa por restaurarmos os nossos níveis

de confiança, retomarmos cuidadosamente

a atividade económica no país e, passo a

passo, aumentarmos os níveis de mobilidade

individual e coletiva. Este aumento

será, definitivamente, o fator determinante

para voltarmos à normalidade da atividade

no setor, que queremos e esperamos que

seja o mais rapidamente possível”, diz.

Por sua vez, Alejandro Recasens, da Pirelli,

descreve a pandemia de forma apocalíptica.

“O mercado sofreu uma paragem sem precedentes

em todo o mundo, inclusive em

Portugal. Portanto, as previsões iniciais para

este ano estão descartadas. Certamente, haverá

um impacto significativo na confiança

do consumidor, que devemos recuperar gradualmente

à medida que a atividade económica

recomeçar. É difícil definir datas, porque

a evolução da pandemia é o que determina

o impacto real em cada território, mas devemos

incentivar a afluência aos pontos de

venda e consciencializar os clientes finais

de que, após muitas semanas de paragem,

será necessário efetuar uma revisão aos seus

veículos”, explica. E concretiza: “Em todas as

crises, surgem oportunidades. E esta paragem

serviu para descobrir a importância

do mundo digital e abriu algumas opções

de ferramentas que, no futuro, podem ser

usadas nos negócios do setor. Esta série de

inovações será uma importante ajuda para

os nossos planos de ação no momento de

reiniciar a atividade”.

CONFIANÇA DO CONSUMIDOR

Nuno Ferreira, da Michelin, também é da

opinião de que não há tempo a perder. “O

reinício da atividade terá de começar antes

de a pandemia estar totalmente superada.

Mesmo que a situação não esteja totalmente

ultrapassada, um setor tão essencial como o

dos pneus não pode estar parado. O pneu é

um elemento básico para o funcionamento

das diversas atividades motoras da sociedade

e do bem-estar. Indubitavelmente, por

questões elementares de segurança sanitária,

deverá ser feita de forma progressiva”,

sublinha.

De acordo com o responsável, “no mês de

março, a evolução dos mercados demonstrou

os primeiros efeitos da crise sanitária,

mas ainda é demasiado cedo nesta fase para

tirar conclusões sobre os impactos a médio

prazo. Entre março e julho, teremos quebras

de mercado muito significativas, mais

pronunciadas nos segmentos de grande

consumo, mas, também, importantes nos

segmentos industriais que mantiveram parte

da atividade”.

O futuro? “A médio prazo, vai depender

muito do momento em que se reative a

economia e dos efeitos que esta crise tenha

na confiança do consumidor e nas taxas

de desemprego. É prematuro indicar

um valor, mas é evidente que afetará, de

forma negativa, os mercados em 2020”,

afirma Nuno Ferreira. “O mais importante

é transmitir uma mensagem de otimismo.

O pneu é um elemento fundamental nas

deslocações de bens, serviços e pessoas.

É um elemento importante na economia

de qualquer país. Na Michelin, respeitando

as instruções do Governo português e das

autoridades sanitárias, faremos tudo o que

for possível para abastecer a sociedade com

a gama de produtos que temos, apoiando

a progressiva recuperação da nossa economia”,

conclui. u

12 | Revista dos Pneus | Junho 2020


Covid-19

FABRICANTE

BKT

“A tecnologia tem um papel decisivo

neste período de travagem brusca”

Lucia Salmaso, da BKT Europe, defende que os meios tecnológicos da empresa são uma arma

poderosa para combater os enormes problemas criados pelo novo coronavírus no mercado dos

pneus

Para a BKT, neste contexto do novo

coronavírus, a prioridade máxima

“é a segurança dos seus colaboradores”,

garante Lucia Salmaso,

CEO da BKT Europe. “Continuamos, por

conseguinte, a seguir, escrupulosamente,

as orientações estabelecidas pelos diversos

países em que estamos representados, de

modo a minimizar os riscos decorrentes da

pandemia de Covid-19. Mas é claro que, ao

longo destes meses, foi, também, importante

a nossa capacidade de reação, que nos permitiu

reorganizar todos os procedimentos

internos e externos, de modo a poder recomeçar

imediatamente, em função das decisões

governamentais”, explica a mesma fonte.

“E assim foi”, continua. “No dia 27 de abril,

foi rapidamente retomada, embora parcialmente,

a produção de pneus em todas

as unidades da BKT na Índia, graças a um

esforço de colaboração entre a empresa

e os governos locais. Em simultâneo com

a reabertura da produção, a BKT pôde,

também, retomar o abastecimento de

matérias-primas e os envios para o estrangeiro,

destinados tanto ao segmento

de equipamento original como ao da reposição.

Graças ao grupo de trabalho, que

desenvolveu o plano operacional para a

segurança dos nossos colaboradores, e à

equipa da cadeia de abastecimento, que

se manteve em constante contacto com

os fornecedores de matérias-primas, a

produção foi retomada sem perder um

segundo. A sede, em Bombaim, adotou a

modalidade de smart working a partir do

lockdown imposto pelo governo indiano,

garantindo, assim, a continuidade do serviço

de assistência ao cliente e de apoio

às vendas”, sublinha a CEO.

“A mesma modalidade foi adotada, aqui,

na BKT Europe, para os nossos serviços de

logística, assistência técnica, marketing, assistência

ao cliente e apoio às vendas. Em

Itália, apesar de termos estado no epicentro

do ‘furacão’, mantivemo-nos em permanente

contacto com os clientes europeus

de equipamento original, gerindo cada caso

com a máxima pontualidade possível”, reforça

Lucia Salmaso.

IMPORTÂNCIA DA TECNOLOGIA

A BKT recorreu a vários meios para manter

o contacto com os clientes. Quais? “Todos os

meios tecnológicos disponíveis, do clássico

telefonema às aplicações para videochamada

com vários utilizadores em simultâneo.

Promovemos, por exemplo, formações

técnicas e de aprofundamento para os

nossos distribuidores europeus, disponibilizando

módulos técnicos conduzidos ao

vivo pelos nossos engenheiros de campo.

Uma iniciativa que registou grande sucesso

e que demonstra a vontade que todos têm

de se manterem ativos e de aproveitarem a

mínima possibilidade que a situação proporcione”,

esclarece.

“Neste período de paragem, que impôs um

abrandamento ou até mesmo uma travagem

brusca em muitos setores de atividade,

a tecnologia pode desempenhar um papel

verdadeiramente decisivo, permitindo a

concretização de novas ideias e abordagens”,

assegura.

Lucia Salmaso, BKT Europe

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Destaque

FABRICANTE

Bridgestone

“Demonstrámos o nosso espírito

de equipa perante este desafio”

André Bettencourt, da Bridgestone, diz que ninguém estava preparado mental, física, social

ou profissionalmente para a Covid-19. Mas garante que o espírito de equipa veio ao de cima

André Bettencourt,

Bridgestone

A

Covid-19 mudou as regras do

jogo. André Bettencourt, diretor

de marketing da Bridgestone Europe

NV/SA Sucursal em Portugal,

não tem quaisquer dúvidas acerca disso.

“Esta pandemia é, para todas as empresas,

algo de novo e para o qual não estávamos

preparados mental, física, social e profissionalmente.

Estivemos, desde o primeiro

momento, a acompanhar as decisões governamentais

e optámos, no dia 16 de março,

por enviar todos os colaboradores para casa,

garantindo a continuidade do negócio através

do teletrabalho. As exceções foram as

equipas de logística e contratos quilométricos”,

revela o responsável à Revista dos

Pneus. “Mantivemos o negócio, com todas as

operações em pleno desenvolvimento, quer

na receção de pedidos, quer nas entregas.

Tem sido para todos um grande desafio, mas,

ao mesmo tempo, uma grande demonstração

de espírito de equipa, em que aqueles

que estão em casa procuram manter a sua

atividade o melhor que podem, apoiando, à

distância, os colegas que ainda se mantêm

no terreno”, acrescenta.

A crise obrigou a mudanças. “Deixámos de ter

uma base para passar a ter várias localizações

a partir das quais cada um de nós operacionaliza

o negócio. Passámos a ter reuniões por

videoconferência, quando, na realidade, antes

tínhamos, em muitos casos, presencialmente.

Tivemos de repensar a forma de falar com os

clientes e apoiá-los à distância”, afirma André

Bettencourt, que acredita que o teletrabalho

cria, “acima de tudo, o desafio de manter um

equilíbrio entre a vida profissional e a vida

familiar. E, isso, nem sempre é fácil”, diz. E frisa:

“Não foi uma mudança tão grande do ponto

de vista técnico e tecnológico, porque, nesse

aspeto, a empresa já estava bem preparada.

O que mais mudou foi a forma de fazer o

negócio e a intensidade do mesmo. No resto,

a Bridgestone tem uma equipa sólida e com

larga experiência, em que cada um sabe o

que tem de fazer”, garante.

SEGURANÇA PRIORITÁRIA

O contacto com os clientes implicou várias

estratégias. “Do ponto de vista administrativo

e de vendas, mantemos contato com os

clientes de diferentes formas, dependendo,

também, dos recursos que os nossos clientes

têm. Os meios utilizados são, naturalmente,

todos digitais. Falamos muito pelo telefone,

mas, também, há casos em que temos videoconferências,

tanto no WhatsApp como

em plataformas, como é o caso do Microsoft

Teams”, diz. “Do ponto de vista da logística,

continuamos a ter em conta todas as precauções

necessárias, acautelando que os

motoristas da nossa transportadora estejam

munidos de máscaras e luvas. É mesmo uma

condição obrigatória. Quem não o fizer, pode

ver a receção da mercadoria recusada pelos

clientes”, sublinha.

André Bettencourt considera que ainda é

cedo para medir o “real impacto” da crise.

“Mas é algo que afetará, essencialmente, as

empresas cuja estrutura era já pouco sólida

ou aquelas que, ao longo dos anos, vieram a

reportar resultados francamente abaixo da

realidade. Em termos de apoio do Governo,

essas empresas não serão prioritárias e, isso,

infelizmente, poderá levar a alguns encerramentos”,

salienta.

14 | Revista dos Pneus | Junho 2020


Covid-19

FABRICANTE

Continental

“Temos de focar-nos no plano

estratégico definido para a nova fase”

Aceitar o contexto e preparar o plano estratégico definido pela empresa para a nova fase.

É esta a receita de Pedro Teixeira, da Continental, para enfrentar os efeitos da Covid-19

Pedro Teixeira, diretor-geral da Continental

Pneus Portugal, defende

que a “cautela e o resguardo” são

chaves para superar a crise pandémica.

“Adotámos o teletrabalho e todos

os nossos colaboradores estão, desde o início

da pandemia, a trabalhar à distância.

Como empresa socialmente responsável

que somos, temos vindo a apoiar todos

aqueles cujas funções são imprescindíveis

ao funcionamento do país e, durante o Estado

de Emergência, ativámos a nossa rede

para apoiar as empresas de transportes,

baseada nos seus parceiros da rede 360°

e na nossa rede ContiService, os quais

manifestaram a sua disponibilidade para

continuar a fornecer serviços e produtos

com o objetivo de ajudar a mobilidade de

ambulâncias, polícia, profissionais de saúde

e trabalhadores”, revela. “Desta forma, contribuímos

para a continuidade da mobilidade

dos portugueses, em especial dos que,

nesses dias, não puderam ficar em casa. E,

aqui, não podemos deixar de manifestar

publicamente o nosso agradecimento à

rede de parceiros que, a muito custo, tem

mantido a sua capacidade de resposta quase

inalterada. Agora, o país está numa nova

fase. Estamos lentamente a ‘desconfinar’ e

a retomar, cautelosamente, alguma normalidade.

Temos estado em contacto com os

nossos parceiros, apoiando-os, informando-

-os e encaminhando-os para as autoridades

competentes, de forma a garantir que estes

estejam a cumprir todos os requisitos, assegurando

as devidas condições de segurança

para colaboradores e clientes”, conta Pedro

Teixeira à Revista dos Pneus.

“Tendo em conta que integramos uma

estrutura com presença global, todos os

nossos colaboradores estão familiarizados

com as diversas ferramentas de trabalho à

distância. No seio da estrutura de direção

e das respetivas equipas, foram reforçados

os mecanismos de comunicação para que,

nestes momentos de grande incerteza e

constante mudança, a nossa capacidade de

adaptação, tomada de decisão e agilidade

continuem a ser uma mais-valia para os

nossos parceiros”, refere.

FOCADOS NA RETOMA

“O grande desafio, nesta fase, foi o desenvolvimento

de estratégias e de ferramentas

para estarmos ainda mais próximos (embora

fisicamente ausentes) dos nossos

parceiros, numa fase crítica da sua atividade,

prestando-lhes o máximo apoio e

colocando toda a nossa equipa à disposição

para responder às inúmeras solicitações”,

diz Pedro Teixeira, que prefere não avançar

com cenários. “Qualquer informação avançada

nesta fase, será sempre prematura.

A rapidez com que a realidade se altera,

torna muito difícil fazermos previsões com

alguma certeza. Até porque toda esta situação

que estamos a viver é inédita! A

atividade económica do país, fruto do Estado

de Emergência e de todas as restrições

ditadas em termos de deslocações, sofreu

uma desaceleração generalizada e a Continental

Pneus Portugal não foi exceção.

Não há como fugir deste contexto. Agora,

temos de focar-nos na retoma e no plano

estratégico que definimos para esta nova

fase”, assegura.

Pedro Teixeira, Continental

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Destaque

FABRICANTE

Michelin

“Contamos com a compreensão dos

clientes e com o profissionalismo das

nossas equipas”

A compreensão dos clientes, aliada à solidariedade, capacidade de adaptação e profissionalismo

das suas equipas, foram pontos chave para a Michelin superar a crise. Para Nuno Ferreira, é tempo

de agir

Nuno Ferreira, Michelin

Desde a primeira hora da crise

pandémica que a Michelin

teve como prioridade “garantir a

saúde e a segurança do pessoal”,

explica Nuno Ferreira, diretor operacional

e responsável de relações institucionais da

Michelin. “Já antes do Estado de Emergência,

foram tomadas uma série de medidas

preventivas”, completa. “A evolução dos

acontecimentos, juntamente com a falta

de algumas matérias-primas essenciais, fez

com que a Michelin parasse todas as atividades

industriais e utilizasse o teletrabalho

em todas as tarefas comerciais e serviços

onde foi possível”, revela. E acrescenta:

“A distribuição dos nossos produtos aos

clientes manteve-se, ainda que, em algumas

alturas, com pouca intensidade, com

o objetivo de garantir a manutenção dos

veículos dos serviços essenciais (agricultura,

transportes, forças de segurança, entidades

sanitárias, bombeiros), assim como de pessoas

que realizam diversas tarefas imprescindíveis

nesta situação sem precedentes”.

A empresa definiu um “pacote de medidas

preventivas”, com o objetivo de assegurar

um ambiente de trabalho em segurança total

para os seus colaboradores no momento

do retorno à atividade”, frisa ainda o responsável

da Michelin à Revista dos Pneus. “Estas

medidas são aplicadas de forma rigorosa,

respeitando e até ampliando as definidas

pelas autoridades sanitárias. Por outro lado,

esta situação e as medidas adotadas pelo

Governo, juntamente com o contexto internacional

existente, também afetaram

a atividade da Michelin em Portugal, mas

contamos, desde o primeiro momento, com

a compreensão dos nossos clientes e com a

solidariedade, capacidade de adaptação e

profissionalismo das nossas equipas. Para,

em regime de teletrabalho, continuar a

funcionar, a acompanhar e a responder

às necessidades dos clientes”, sublinha.

VIAS ALTERNATIVAS

Neste contexto, a digitalização teve um

papel crucial na atividade da Michelin.

“Permite-nos manter um contacto fluido

com os clientes e satisfazer as suas necessidades

em função da evolução dos

acontecimentos”, garante Nuno Ferreira.

“Estamos em permanente contacto com

os clientes, com o propósito de encontrar

fórmulas de colaboração, solidariedade

e apoio nesta situação sem precedentes.

Identificámos vias alternativas de apoio

ao nosso canal de distribuição: assessoria

económico-financeira, diferentes formações

online para aumentar o nível de conhecimento,

envio de material de proteção

individual, informações periódicas sobre as

medidas adotadas, otimização da carteira

de pedidos, assegurar um bom nível de

competitividade e ajudar os clientes a estarem

preparados para o futuro imediato”,

sublinha a mesma fonte à nossa revista.

Segundo Nuno Ferreira, “a evolução dos

distintos mercados de pneus demonstra

os primeiros efeitos da crise sanitária. Mas

é demasiado prematuro, nesta fase, tirar

conclusões”, defende.

16 | Revista dos Pneus | Junho 2020


Covid-19

FABRICANTE

Nokian Tyres

“O negócio de pneus pesados e técnicos

tem-se mantido”

João Oliveira, da Nokian Tyres, reconhece que a Covid-19 causou um forte abalo no setor dos

pneus, mas revela que os segmentos industriais, agrícolas, florestais e de camião têm compensado

as perdas

Em primeiro lugar, esta pandemia

criou uma disrupção no

paradigma existente na nossa

sociedade”, afirma João Oliveira,

iberian sales manager da Nokian Tyres. “Teremos

de repensar a nossa forma de atuar

como seres humanos, sobretudo quando

o nosso objetivo se centrava, unicamente,

no crescimento económico”. Então e os valores

humanos? “A principal preocupação

da Nokian Tyres, no início desta crise, foi

a proteção imediata dos colaboradores,

com o objetivo de termos zero infetados na

estrutura, objetivo esse que foi cumprido

à risca. Foram reforçados todos os sistemas

de comunicação online, foram criadas

ferramentas de chat internas e houve uma

dedicação reforçada do departamento de

Recursos Humanos em acompanhar mais

de perto todos os colaboradores, para que

não se perdesse a motivação”, revela.

Basicamente, foi o aumento do trabalho

à distância, que, curiosamente, era já um

procedimento comum. “Existe um projeto

piloto na Finlândia onde cada colaborador

pode trabalhar em qualquer ponto da empresa

ou mesmo a partir de casa. Quase

ninguém tem secretária ou ponto fixo de

trabalho. Todas as ferramentas informáticas

de que, hoje, tanto se fala, nós já as utilizamos

há algum tempo”, conta. E explica:

“Trabalhar a partir de casa é já uma rotina

para todos nós. A título de exemplo, todos

os meus colegas do customer service, do departamento

financeiro e da secção logística,

só para citar alguns, estão a trabalhar em

suas casas, com total acesso à empresa. A

principal mudança foi a impossibilidade de

viajarmos e de podermos visitar os clientes”,

sublinha.

SEGMENTOS ESTÁVEIS

João Oliveira explica que a Nokian Tyres

teve de readaptar-se a uma “nova normalidade”

para continuar a apoiar os clientes.

“Pela impossibilidade de visitá-los fisicamente,

restam os contactos através de

chamadas telefónicas, correio eletrónico,

WhatsApp. Esta foi uma questão bastante

discutida logo no início da pandemia. Era

necessário manter e reforçar o contacto

com os clientes. Sendo nós uma organização

relativamente pequena, todos os

clientes sentem que fazem parte de uma

família. Isto é como ligar todos os dias

para os meus amigos ou familiares para

perguntar-lhes como estão. O mais engraçado

é que é recíproco. Tanto ligamos nós,

como nos ligam eles”, refere o responsável

da Nokian Tyres.

“Ainda é cedo para avaliar o impacto real

nos resultados”, acrescenta. “Obviamente,

temos uma estimativa: será bastante negativa

com certeza. Os dados do Europool de

janeiro a março, comparados com período

homólogo, indicam em termos globais uma

queda de 4,9% em Portugal e 20,4% em

Espanha. Nem quero imaginar quando incluírem

abril. Isto é dramático. Claro que o

setor vai ser violentamente afetado. Para

contrabalançar um pouco este cenário

negativo, o negócio de pneus industriais,

agrícolas, florestais e de camião tem-se

mantido mais ou menos estável”, assegura.

João OLiveira, Nokian Tyres

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Destaque

FABRICANTE

Pirelli

“Paralisação mundial obrigou a uma

racionalização dos stocks ”

Alejandro Recasens, da Pirelli, não esconde o forte impacto da pandemia na empresa e explica

como esta procurou encontrar o mix ideal de stock como forma de proteção dos clientes

Alejandro Recasens, Pirelli

A

pandemia teve um forte impacto

em todas as empresas do setor

a nível mundial, forçando a um

confinamento geral sem precedentes”,

afirma Alejandro Recasens, diretor-

-geral da Pirelli Espanha e Portugal. “Esta

situação levou a uma consequente quebra

do volume de vendas, o que, por sua vez,

gerou impactos na liquidez nos lucros dos

negócios. A estes fatores, junta-se ainda a

incerteza – embora já se vislumbre além da

cortina - sobre o momento e as condições

do regresso à normalidade”, acrescenta.

“Neste contexto, “a Pirelli teve de adaptar

a sua atividade em todo o mundo, parando

as fábricas e readaptando os stocks. Paralelamente,

procedeu à ativação de planos

importantes, no que à responsabilidade

social diz respeito, para apoiar a luta contra

a Covid-19. A título de exemplo, a Pirelli converteu

fábricas para produzir máscaras, foi

cancelada a publicação do Calendário Pirelli

2021 e foi, também, doada uma quantia

de €100.000 euros para apoiar pesquisas

contra a doença. Além disso, foram realizados

donativos económicos a hospitais e

centros de investigação”, revela.

Segundo Alejandro Recasens, “o primeiro

impacto foi na atividade da própria empresa

em Espanha e Portugal”, diz. “Pouco antes

do confinamento e com foco e prioridade

na saúde dos trabalhadores e das suas famílias,

foi implementado o teletrabalho para a

equipa comercial e para aqueles que trabalham

nos escritórios, sendo que foram, também,

canceladas viagens e deslocações”,

revela. Mas não só. “A atividade da equipa

de logística em Espanha foi reconfigurada

para garantir a máxima higiene e segurança

no local de trabalho, além de ter sido garantida

a manutenção da distribuição de

pneus para o mercado ibérico. A paralisação

da atividade em muitas fábricas europeias

e mundiais da marca obrigou a fazer, além

disso, uma racionalização importante dos

stocks, tendo em vista o desconfinamento

e a retoma das operações das fábricas”, sublinha

o responsável à Revista dos Pneus.

APOIAR CLIENTES

O cuidado com quem prefere a Pirelli foi uma

prioridade. “Para começar, dentro desta relação

permanente com os clientes, foi avaliado,

em conjunto com todos os pontos de

venda, um plano tendo em vista um mix

ideal de stocks para quando chegar a hora

de voltar a arrancar com a atividade. Iremos,

também, analisar as promoções adiadas para

determinar o momento adequado para os

lançamentos, bem como os seus conteúdos,

com o objetivo de apoiar o sell-out e aumentar

o a afluência aos pontos de venda”, explica.

E acrescenta “A Pirelli continuará a dar todo

o apoio possível às oficinas durante a situação

que nos espera, na procura de uma

recuperação que confiamos que aconteça

o mais rápido possível”. Alejandro Recasens

não esconde os prejuízos “mais imediatos”

causados pela pandemia. “Referem-se à

queda geral das vendas e das margens. As

consequências futuras, como já apontámos

anteriormente, dependerão da duração das

medidas e de como ocorrerá o desconfinamento.

A relação entre os dois aspetos

também determinará a velocidade da recuperação

da situação atual”, conclui.

18 | Revista dos Pneus | Junho 2020


Covid-19

FABRICANTE

Yokohama

“Está na hora de sermos solidários

uns com os outros”

Victor Cañizares, da Yokohama, apela ao espírito de união e de solidariedade para superar a crise

do novo coronavírus. A ideia é levar o mercado a bom porto e não deixar ninguém pelo caminho

Antes de mais, num momento

difícil como aquele que se vive

um pouco por todo o mundo,

Victor Cañizares, board member

da Yokohama Iberia, opta por deixar as

suas “condolências a todas as famílias que

sofreram a perda de um ente querido”. E

acrescenta: “A Yokohama decidiu, desde o

início, manter as suas operações para suprir

a cadeia de valor, especialmente quando

estava a oferecer um serviço fundamental:

a distribuição de necessidades básicas e a

mobilidade das pessoas. Foi uma decisão

baseada, também, nas nossas possibilidades

de garantir a segurança dos colaboradores.

Em 2019, após um dos programas de RSE,

implementámos o teletrabalho como uma

medida para melhorar a reconciliação familiar,

um programa que nos permitiu enviar

colaboradores do escritório para casa uma

semana antes de ser decretado o Estado de

Emergência”, revela Victor Cañizares.

“De momento, todo o nosso pessoal

opera em regime de teletrabalho, exceto

a equipa do armazém, que segue as normas

de prevenção atuais da Covid-19, além

de ter adotado outras medidas adicionais”,

acrescenta. Em relação a números, “digamos

que estamos a faturar 10% da média

diária e, basicamente, nos segmentos dos

pneus comerciais e de camião, pois não

poderia ser de outra forma”. Em relação

a curto e médio prazos, “importa dizer

que, embora incerto, consideramos que a

abertura por fases da economia é a opção

mais provável. Se for mantida a estrutura

de negócios necessária e suficiente para

reconstruir a economia, para que haja mobilidade”,

adianta. “Vamos acreditar que um

condutor quererá prolongar a vida útil do

seu veículo. Vamos pensar num verão com

deslocações internas e, portanto, um aumento

na manutenção do automóvel. Ou

seja, uma maior procura pela substituição

de pneus e talvez menos no que diz respeito

ao equipamento original”, preconiza.

CHEGAR A BOM PORTO

Segundo Victor Cañizares, a Yokohama “está

a tomar medidas, desde o início”. E procura,

agora, reestruturar o “cronograma de pagamento

dos clientes que o propuseram e

precisaram. Continuamos e continuaremos

com as operações de distribuição para manter

o canal abastecido. Implementámos um

nível de preços líquidos na nossa plataforma

B2B. A equipa comercial está em constante

comunicação com o canal para descobrir as

suas necessidades e lidar com elas pessoalmente”,

assegura.

O responsável acredita que “está na hora de

sermos solidários uns com os outros e de tentarmos

chegar todos a bom porto. E quando

digo todos, não deixo ninguém para trás:

clientes, não clientes, concorrentes, fornecedores,

acionistas e, claro, as nossas equipa e

famílias”, afirma. “Apesar do risco, precisamos

de encerrar o confinamento. Mas ser solidários,

sociáveis. Em última análise, cívicos

e usar todas as ferramentas que estiverem

à nossa disposição para reduzir o risco de

infeção, com teletrabalho, videochamadas,

uso de máscaras FFP2, óculos de proteção,

luvas e gel desinfetante. Até que haja vacina

ou retrovirais eficazes, teremos de conviver

com a Covid-19. O nosso objetivo continua a

ser oferecer valor à sociedade a curto, médio

e longo prazos”, conclui Victor Cañizares.

Victor Cañizares, Yokohama

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Destaque

DISTRIBUIDOR

AB Tyres

“Estamos a travar uma batalha contra

um inimigo desconhecido”

Filipe Bandeira, da AB Tyres, descreve a Covid-19 como um inimigo invisível e desconhecido.

Mas garante que a empresa não se dá por vencida, aproveitando a crise para estreitar laços com

clientes

Filipe bandeira, aB Tyres

A

AB Tyres tem enfrentado a pandemia

sem receios. “Julgamos

que estamos a enfrentar esta

situação da mesma forma que

todos os players, ou seja, com as dificuldades

inerentes de quem está a combater

um inimigo invisível e imprevisível. No entanto,

estamos, também, a aproveitar para

renovar formas de trabalho e inovar através

da implementação de novas ferramentas

tecnológicas que nos permitam continuar

a estar presentes, de forma diferente, é

certo, no dia a dia dos nossos clientes, com

contributos positivos, incluindo a continuidade

do Clube AB Tyres, para ajudar a

melhorar a performance do negócio. Não

nos damos por vencidos. Pelo contrário,

continuamos com a atitude demonstrada

por um dos nossos lemas principais, que

é de manter e, se possível, melhorar, ‘a

proximidade com o cliente’. Tudo isto num

novo formato, completamente diferente

do anterior”, diz Filipe Bandeira.

O que mudou na atividade da empresa?

“Muitas coisas relacionadas com o nosso

método de trabalho e com a realidade antes

e pós-Covid-19. Mas, acima de tudo,

a nossa forma de pensar e agir. Sabemos

que estamos a travar mais uma batalha,

mas, agora, contra um inimigo desconhecido,

em que a palavra ‘resiliência’ é

a nossa forma de pensar como antídoto

para ganhar esta ‘guerra’. Um dos pontos

importantes, que, para nós, é crucial, é o

acompanhamento da equipa comercial,

que teve de ser ajustada”, explica Filipe

Bandeira à nossa revista.

DANOS COLATERAIS

A empresa do Grupo Alves Bandeira tem

conseguido contornar vários obstáculos.

“Na sequência de algumas alterações efetuadas,

em termos de método de trabalho

e, simultaneamente, na questão operacional,

temos conseguido, como se diz na

gíria, ‘levar água ao moinho’. No entanto,

os danos colaterais da falta de clientes, em

virtude do isolamento social, está a provocar

danos nunca antes vistos na atividade

dos nossos clientes, o que, por sua vez,

se reflete na nossa, com efeitos também

extremamente negativos”, reconhece.

“Acima de tudo, fazemos com que sejam

cumpridas, escrupulosamente, as

diretrizes emanadas no Plano Nacional

de Contingência do SNS. Paralelamente,

fazemos, também, com que essas mesmas

normas de segurança sejam cumpridas por

todos os intervenientes, ao longo de toda

a cadeia de fornecimento, ou seja, desde

o momento em que pneu é entregue no

nosso armazém até chegar ao cliente”,

adianta ainda Filipe Bandeira.

O administrador da AB Tyres considera

ser ainda um pouco “prematuro” fazer cálculos

sobre os prejuízos provocados pela

pandemia, com “segurança e exatidão”.

Mas, ainda assim, adianta que a crise, “no

imediato”, trouxe “quebras na faturação

superiores a 55%” E acrescenta: “Existem

ainda outros prejuízos colaterais, que

serão mais tarde objeto de avaliação e

contabilização”.

20 | Revista dos Pneus | Junho 2020


Covid-19

DISTRIBUIDOR

Dispnal

“A resposta à crise terá de ser imediata,

mas a recuperação será longa”

Rui Chorado, da Dispnal, considera que o setor terá de reagir, de imediato, para minimizar os

efeitos da crise pandémica. Mas alerta que a recuperação demorará, necessariamente, o seu tempo

Ninguém suspeitou que a situação

que estava a acontecer na Ásia

iria chegar ao ponto em que,

hoje, nos encontramos. A Dispnal

teve de adaptar a sua estrutura interna

e externa, impondo as medidas segurança

a todos os que a ela estão diretamente ligados,

como os seus colaboradores e clientes,

sem nunca perder o foco na capacidade

de resposta que tinha antes da pandemia”,

adianta Rui Chorado, administrador, à Revista

dos Pneus. “Foi uma mudança radical.

Teve de haver uma adaptação de toda a

equipa aos novos processos, mas sempre

com a dinâmica que existia antes do vírus,

por forma a garantir a receção do material

e, também, que as encomendas feitas, diariamente,

fossem despachadas e entregues

em tempo útil. De acordo com a estratégia

pensada e proposta a cada elemento, tudo

funcionou perfeitamente e de acordo com

as expectativas”, salienta o responsável.

Para que pudesse continuar a exercer

a sua atividade, durante este tempo de

pandemia, a Dispnal recorreu ao telefone

(teletrabalho), email, WhatsApp, Skype e

B2B. E nunca deixou de cuidar dos seus

parceiros e clientes. “O tipo de apoio depende.

Cada caso, é um caso. Devido à

concorrência e à oferta de imensas marcas,

o preço, já por si, fica saturante. Com a

existência de relações comerciais, algumas

até bastantes antigas, há uma adaptação

a ser estudada, porque somos, também,

distribuidores e não queremos deixar de

ser opção, tendo como objetivo sermos

competitivos”, afirma.

MARGENS MÍNIMAS

Quanto às consequências da crise provocada

pela Covid-19, Rui Chorado mostra-

-se prudente. “Até final de abril, claro que

existe ideia e números. Após esta data, só

o tempo e a análise feita mensalmente o

dirão. Esperamos conseguir minimizá-los

o máximo possível, dependendo da evolução

da pandemia, pois tudo vai alterando

à medida que os meses forem passando”,

reforça. O responsável da Dispnal é da

opinião que a retoma do setor “vai começar

de imediato, mas só o conjunto

do universo industrial e comercial, no

seu propósito, pode ditar os seus valores”,

preconiza.

“Penso, sinceramente, que a retoma será

lenta e cuidadosa, pois as divergências

no seio político da Europa são grandes.

Poderão existir algumas alterações, dependendo

da forma como cada empresa

vai adaptar a sua estrutura económica de

acordo com o seu lucro. As margens vão

ser mínimas e o crédito muito mais cuidadoso.

Porque os custos serão demasiados,

caso não exista uma política comercial

adaptada a cada empresa”, avisa. “A resposta

à crise tem de ser imediata, mas

temos de preparar-nos, pois a recuperação

vai ser longa. Para isso, é muito importante

cada um saber o que quer e pôr em funcionamento

as suas empresas, com objetivos

claros e medidas rápidas. Só se consegue

um bom trabalho com boas equipas e

unidas, por forma a resolver os inúmeros

problemas que irão surgir no dia a dia”,

garante Rui Chorado.

Rui Chorado, dispnal

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Destaque

DISTRIBUIDOR

EUROMAIS

“Todos teremos de reinventar-nos

e de trabalhar de maneira diferente”

Para Manuel Félix, da EUROMAIS, a retoma do setor já está em curso, mas será, necessariamente,

lenta. Na sua perspetiva, todos os players terão de aprender a reinventar o seu negócio

Manuel Félix, Euromais

Desde o seu início que estamos

a enfrentar, com elevada seriedade,

esta situação, pois, para

além de termos conseguido

manter em pleno toda a nossa operação,

existe uma responsabilidade social implícita

e a proteção da saúde dos colaboradores

está primeiro”, conta Manuel Félix, administrador

da EUROMAIS, reconhecendo que

a pandemia alterou, em muito, o dia a dia

da empresa. “Procurámos manter intacta

a nossa atividade e a nossa operação, por

forma a satisfazer as necessidades dos

clientes e mantendo-nos em contacto com

eles. Naturalmente que devido às restrições

de movimentação, confinamento e afastamento,

tivemos de fazer um plano de

reestruturação de pessoal, nomeadamente

com recurso ao teletrabalho”, revela Manuel

Félix. “Reforçámos os contactos por telefone

e email, bem como através do nosso site e

nas redes sociais, com informação relevante

para as oficinas relativa às atualizações da

legislação e, bem recentemente, do Protocolo

Sanitário para o setor automóvel”,

refere.

Como forma de proteção sanitária, a EURO-

MAIS implementou várias medidas internas.

“Seguimos as indicações da DGS quanto às

práticas de higienização, confinamento e

afastamento. Não permitindo, por exemplo,

a entrada nas nossas instalações, bem

como o uso obrigatório de máscaras e luvas

aquando do pontual contacto com pessoal

do exterior, como é o caso das transportadoras

e de alguns clientes, obrigando,

também, os mesmos a usar esses equipamentos”,

explica o responsável.

RETOMA LENTA

Segundo Manuel Félix, os efeitos da Covid-19

no mercado estão longe de poder

ser calculados. “Ainda é cedo para fazer

essa contabilização, mas teremos o mesmo

efeito causado a todo o nosso setor (distribuidores

e retalho), quer em Portugal,

quer em Espanha”, lamenta. Mas acredita

que, a partir de maio, comece a “haver uma

retoma lenta e progressiva” que irá “até final

deste ano, estando dependentes das diretrizes

do Governo e da DGS”, diz. Contudo,

o pós-Covid-19 implicará, na sua opinião,

algumas alterações. “Pensamos que teremos

todos de repensar e reinventar o nosso

negócio, pois, necessariamente, vamos ter

todos de trabalhar de maneira diferente

para viver e lidar com esta nova realidade”.

E deixa um apelo aos vários intervenientes

do mercado: “Que todos olhem com espírito

crítico para o seu negócio e para as

mudanças que estão ou que podem vir a

acontecer no setor. Que sejam resilientes

e que tomem as decisões enérgicas para

permitir que enfrentemos o futuro de uma

forma realista, mas, ao mesmo tempo, com

algum otimismo”.

22 | Revista dos Pneus | Junho 2020


Covid-19

DISTRIBUIDOR

NEX Tyres

“2020 não conseguirá recuperar

para os níveis previstos”

Aldo Machado, da NEX Tyres, reconhece que o impacto da pandemia é brutal e que este será

um ano irrecuperável, tendo em conta os níveis previstos inicialmente. Reduzir os danos é, por isso,

a prioridade

A

NEX Tyres manteve a “totalidade”

dos seus recursos disponíveis

para os clientes durante a

crise provocada pela Covid-19,

“apesar dos condicionamentos existentes”,

diz Aldo Machado, country manager para

Portugal. “O quotidiano alterou-se radicalmente.

Com a rede comercial em casa,

com os escritórios vazios, apenas a estrutura

logística permaneceu ativa e, assim

mesmo, com diversos condicionalismos. É

uma época muito triste, mas a saúde de todos

sobrepõe-se a esse sentimento”, reforça.

Como está a necessidade de isolamento

social a afetar a atividade da NEX Tyres?

“Além do impacto interno, a redução de

vendas é dramática nos segmentos que se

destinam a não profissionais. Se excluirmos

as vendas realizadas nos segmentos

agroindustrial e pesados, os pneus para

ligeiros e veículos de duas rodas estão a

níveis nunca vistos anteriormente”, reconhece

Aldo Machado.

A NEX Tyres tem mantido a proximidade

com os clientes. “Com exceção do contacto

presencial/físico prestado pela equipa comercial,

todos os restantes meios estão a

operar a 100%, como o nosso B2B e call

center”, explica. O apoio tem sido grande.

“A primeira base de apoio foca-se na

manutenção da atividade a 100%, assim

como em assegurarmos que as condições

financeiras da própria empresa garantem

a continuidade da NEX Tyres como todos

a conhecem. A partir desse pressuposto,

estamos em condições de avaliar, casuisticamente,

as eventuais necessidades que

os clientes tenham, mas sempre com razoabilidade

e não colocando em causa a

atividade futura”, sublinha o responsável

da empresa.

ANO IRRECUPERÁVEL

A pandemia obrigou ainda a NEX Tyres a

colocar em prática várias medidas para

manter a atividade em segurança. “Internamente,

reduzimos a presença de pessoas

nos nossos serviços e, no caso logístico,

ainda que seja imprescindível para a nossa

atividade, foram implementadas escalas de

presença para reduzir o número de operadores

e, consequentemente, o risco de

contágio. No acesso às instalações, foram

introduzidos critérios de restrição apertados

e foram implementadas medidas de

autoproteção para os colaboradores que

se encontram no ativo”, esclarece Aldo

Machado.

Os efeitos nefastos da Covid-19 no mercado

são evidentes. E irrecuperáveis. “Neste

momento, calculamos os primeiros prejuízos.

2020 será um ano onde nunca conseguiremos

recuperar os níveis previstos.

Atualmente, a tarefa é minimizar o impacto

económico dentro da estrutura financeira e

garantir a continuidade da atividade, assim

como assegurar a manutenção dos postos

de trabalho”, adianta Aldo Machado.

Aldo Machado, NEX Tyres

www.revistadospneus.com | 23


Destaque

DISTRIBUIDOR

Pneurama

“Aproveitámos este período para

fazer melhorias”

José Azevedo da Mota, da Pneurama, revela que a empresa não perdeu tempo durante a

pandemia, aproveitando para melhorar vários processos operativos e apostar na digitalização

Na Pneurama, ativámos um plano

de contingência com medidas

de máxima prevenção de

higiene para evitar qualquer

contágio. Numa fase inicial, as equipas

comerciais estiverem em teletrabalho e,

nas nossas instalações, dividimos a equipa

em três grupos”, começa por explica José

Azevedo da Mota, administrador da Pneurama.

“Devido a um enorme esforço de

adaptação da equipa da Pneurama, conseguimos

manter a qualidade do nosso

serviço. O compromisso que assumimos

passa por ter um stock muito forte, o que

também nos permitiu satisfazer as necessidades

dos clientes. No entanto, devido ao

confinamento, tivemos uma enorme perda

de receita, principalmente em abril. Mas a

Pneurama não entrou em lay-off”, revela.

“Publicámos um comunicado, no início do

Estado de Emergência, com a seguinte mensagem:

‘Viver em segurança, mas continuar

a viver’. Entendemos que tanto o isolamento

social como o confinamento vão ter um

enorme impacto na vida da sociedade e

que temos de apreender a viver neste ‘novo

normal’ o mais rápido possível”, reforça o

responsável máximo da Pneurama.

liberdade de movimentos, continuámos a

contactar os clientes por telefone e email.

No entanto, começámos a fazer visitas

presenciais sempre que necessário, respeitando

todas as regras de higienização. Temos

stock de equipamento sanitário muito

completo e, se for preciso, compraremos

mais”, acrescenta José Azevedo da Mota.

De acordo com a mesma fonte, a Pneurama,

no início da crise sanitária, discutiu

boas praticas de segurança no seu comportamento.

“Neste momento, temos todos

bastante consciência do que devemos fazer

para nos protegermos e aos que nos são

próximos”, salienta José Azevedo da Mota,

que admite que os prejuízos causados pela

Covid-19 são avultados. “É possível dizer

que o mês de abril sofreu uma quebra de

volume de negócio muito anormal. No

entanto, também aproveitámos esse período

para efetuar melhorias nos nossos

processos operativos, na seleção de marcas

e gamas de produto que possam melhorar

a oferta da Pneurama. Arrancámos para

uma segunda fase do processo de digitalização,

que será muito importante no nosso

futuro”, remata.

José Azevedo da Mota,

Pneurama

RELAÇÕES FORTES

A empresa não mudou a estratégia em

relação aos seus parceiros. “Sendo o lema

da Pneurama ‘Construindo Relações Fortes’,

tínhamos sempre de dar prioridade ao

contacto com os clientes. Dito isto, numa

primeira fase, as equipas comerciais estavam

em contacto por telefone e email.

Numa segunda fase, em que houve maior

24 | Revista dos Pneus | Junho 2020


Covid-19

DISTRIBUIDOR

RS Contreras

“Ainda é cedo para fazer contas aos

efeitos da Covid-19”

José Enrique Carreiro, da RS Contreras, defende que o mercado nacional acabará por sair

“reforçado” da crise provocada pela Covid-19. Mas considera 2020 um ano perdido

José Enrique Carreiro, administrador

da RS Contreras, elenca duas

fases distintas na pandemia de

Covid-19. “Uma inicial, onde não

tínhamos nenhum tipo de perspetiva de

quanto tempo poderia durar a situação

de confinamento e, por conseguinte, com

uma incerteza e preocupação total; uma

segunda fase, a partir da segunda quinzena

de abril, onde já conseguimos sentir sinais

de reinício da atividade e começámos a ver

a luz ao fundo do túnel”, revela.

Muito mudou na atividade da empresa. “Em

primeiro lugar, a lógica e drástica diminuição

da atividade e do volume de negócios.

Por outro lado, tivemos de adaptar-nos a

uma nova realidade, com muitos dos colaboradores

em casa em regime de teletrabalho.

Tem sido uma experiência nova, mas

muito enriquecedora”, explica José Enrique

Carreiro à Revista dos Pneus, admitindo que

o negócio não passou ao lado da crise. “Evidentemente,

com as pessoas confinadas em

casa, sem poderem sair, a venda de pneus

ressentiu-se de forma significativa. Mesmo

com toda esta conjuntura, conseguimos

garantir a elevada qualidade do serviço que

prestamos na zona de Lisboa com as nossas

viaturas e mantivemos o serviço take away

no armazém durante toda a crise. O que

tem sido uma grande ajuda e suporte para

os nossos parceiros”, sublinha.

embora o facto de estar em casa em teletrabalho,

tem acompanhado, diariamente,

via telefónica e por outros meios digitais,

as necessidades e preocupações dos clientes.

O call center também tem estado em

grande nível”, afirma José Enrique Carreiro.

Neste momento complicado para o mercado,

a RS Contreras continua a apoiar os

clientes. “A nossa principal preocupação

foi manter a qualidade do serviço de entregas.

Temos assessorado os clientes em

questões legais, burocráticas e de apoio

financeiro. Os nossos parceiros têm sentido

que estamos cá para apoiá-los naquilo que

for preciso”, diz.

O responsável da RS Contreras é da opinião

de que ainda é “um pouco prematuro” tentar

apurar os prejuízos causados pelo novo

coronavírus no setor. Mas não esconde o

impacto. “O que posso adiantar é que 2020

vai ser um ano perdido para todos”, afirma.

Ainda assim, faz questão de transmitir uma

mensagem de tranquilidade e confiança.

“É verdade que atravessamos momentos

difíceis e de incerteza, mas com trabalho,

esforço e boa gestão, conseguiremos ultrapassar

esta difícil situação, saindo reforçados

e melhor preparados para o futuro”,

afirma.

MANTER A QUALIDADE

“O meio de comunicação principal de que

dispomos é a nossa web, pois continua a ser

o meio privilegiado pelos clientes. Também

destacaria a nossa rede comercial, que, pese

José Enrique Carreiro,

RS Contreras

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Destaque

DISTRIBUIDOR

S. José Logística de Pneus

“A gama diversificada permitiu-nos

suportar melhor o abrandamento

de vendas”

A diversidade da gama da S. José Logística de Pneus tem “amortecido” o impacto do abrandamento

de vendas. Luís Aniceto acredita que a plataforma online é outro dos grandes trunfos

Luís Aniceto,

S. José Logística de Pneus

A

S. José Logística de Pneus

continua empenhada na importante

missão de garantir o

fornecimento aos profissionais

do setor, para que estes possam assegurar

os serviços mínimos”, conta Luís Aniceto,

administrador da empresa. “Como uma das

nossas características é a gama diversificada,

que vai desde o pneu de turismo ao

camião, além de todo o tipo de pneus para

fora de estrada, temos suportado melhor o

abrandamento de vendas, mais sentido no

mercado de pneus ligeiros, com vendas na

gama de camião e na gama agroindustrial,

já que sendo a logística e a agricultura, bem

como a produção de bens, são atividades

essenciais. Também aqui é importante continuar

a fornecer estes profissionais”, diz.

O novo coronavírus obrigou a empresa a

modificar algumas rotinas. “A S. José Logística

de Pneus adaptou-se rapidamente a

todas as alterações através da implementação

de um plano de contingência que visa

manter todas as atividades, reforçando a

segurança e a saúde dos colaboradores”,

adianta Luís Aniceto. “Atualmente, trabalhamos

com equipas distintas que permitem

garantir todas as necessidades do mercado.

E temos alguns colaboradores em regime

de teletrabalho”, acrescenta. “A S. José Logística

de Pneus continua a privilegiar o

canal online, através do seu portal de vendas,

o atendimento telefónico através do

call center e a comunicação por email”, diz.

Durante a pandemia, os clientes da empresa

não foram esquecidos. Antes pelo

contrário. “Reforçámos que continuamos

ao lado dos clientes e que os apoiamos

nas suas necessidades, que são de vária

ordem”, afirma o responsável.

AGIR PREVENTIVAMENTE

A S. José Logística de Pneus adotou ainda

boas práticas para conseguir manter a

sua atividade em segurança. “O primeiro

passo foi criar um plano de contingência,

apresentado a todos os colaboradores, no

sentido de alertá-los e sensibilizá-los para

a importância vital de manter uma atitude

preventiva, que foi, aliás, bem recebida entre

toda a equipa. As boas práticas ao nível

da higiene foram, desde logo, iniciadas.

Dispomos de gel desinfetante, máscaras

e viseiras. Para reforçar a segurança de

todos os nossos colaboradores, as instalações

deixaram de receber clientes ou

fornecedores. Privilegiámos, desde logo,

os canais digitais”, afirma o administrador

à Revista dos Pneus.

Quanto aos prejuízos causados, até ao

momento, pela Covid-19, Luís Aniceto reconhece

que “o mercado está a ressentir-se,

pois a circulação reduzida faz com que existam

menos pessoas na rua, menos veículos

a movimentar-se e investimentos suspensos,

o que está a fazer o negócio abrandar

colateralmente”. Mas deixa uma garantia:

“Estamos atentos e a agir preventivamente”.

26 | Revista dos Pneus | Junho 2020


Covid-19

DISTRIBUIDOR

Tiremaster

“O nosso setor terá uma retoma

mais rápida”

Rafael Louzán, da Tiremaster, fala numa queda da atividade da empresa superior a 50%,

mas acredita que o setor recuperará mais depressa do que outros. Uma mensagem de esperança

para o mercado

A

Tiremaster está a enfrentar a

pandemia de forma “prudente

e atenta a todas as recomendações

da DGS”, garante Rafael

Louzán, administrador. “De salientar,

desde já, o decréscimo de cerca de 50%

na atividade e a adoção das recomendações

da DGS (distanciamento social, uso

de máscara, lavagem frequente das mãos)”,

reforça a mesma fonte à Revista dos Pneus.

A Tiremaster atua em duas áreas distintas:

pesados e ligeiros. O comportamento de

ambas tem sido igual. “A nível de pesados

e mantendo a responsabilidade social que

caracteriza a Tiremaster, não deixámos de

dar prioridade ao atendimento das frotas

que abastecem os bens de primeira necessidade.

Nesta área de negócio, não se notou

um decréscimo muito evidente devido aos

serviços que prestamos. A nível de ligeiros,

a assistência que está a ser feita privilegia

o atendimento aos grupos considerados

prioritários que estão na linha da frente

no combate a esta pandemia”, sublinha

Rafael Louzán.

“Os meios utilizados para manter o contacto

com os clientes foram vários: telefone,

email, WhatsApp e redes sociais – Facebook,

Instagram e o nosso remodelado site www.

tiremaster.pt”, revela. De resto, o apoio aos

clientes tem sido uma preocupação da empresa.

“Em primeiro lugar, continuamos de

portas abertas para receber os clientes e

continuamos a oferecer a recolha e entrega

da viatura na casa do cliente. Mantemos

a manutenção dos parques dos clientes e

o nosso serviço de assistência móvel 365

dias”, frisa.

RETOMA RÁPIDA

A Covid-19 deixou marcas profundas na

empresa. “Com uma queda superior a 50%

na atividade, a queda de faturação é, também,

muito mais importante”, acrescenta

o responsável, que já encara o futuro e a

retoma do setor. “Com o levantamento do

Estado de Emergência, prevemos que, de

forma gradual, o setor comece a ir para

níveis que existiam antes da pandemia”, diz.

Segundo refere, “cremos, também, que o

nosso setor de atividade terá uma retoma

mais rápida do que os outros. O automóvel

particular continuará a ser o veículo de

eleição para as deslocações do dia a dia, em

detrimento dos transportes públicos. Não

prevemos grandes mudanças/alterações.

Poderá haver um decréscimo, mas nada de

significativo. A nível interpessoal, com o

distanciamento social será a única alteração

que prevemos que seja expressiva”, afirma

Rafael Louzán, que deixa uma mensagem

positiva ao mercado: “Todos juntos e cumprindo

as regras, conseguiremos combater

esta pandemia”.

Rafael Louzán, Tiremaster

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Destaque

DISTRIBUIDOR

Tiresur

“A partir de maio, poderemos atingir um

resultado de 80% da faturação”

Armando Lima Santos, responsável da Tiresur, acredita que o pico da crise pandémica já estará

ultrapassado. E prevê que, a partir de maio, a empresa possa alcançar 80% do seu valor de faturação

armando Lima SANTOS,

TireSur

No plano interno, como a maioria

das empresas e da sociedade,

tomámos várias decisões no

sentido de minimizar a possibilidade

de contágio. Tivemos de adaptar

o espaço físico do nosso escritório para

permitir trabalhar com as devidas normas

de distanciamento social e de proteção e

segurança entre colaboradores”, começa

por explicar Armando Lima Santos, diretor-

-geral da Tiresur. “Todas as posições cujas

tarefas podiam ser realizadas em home

office, passaram a ser realizadas em teletrabalho.

Também passámos a trabalhar

com máscaras, viseiras, barreiras de acrílico

entre postos de trabalho e na receção,

assim como passámos a dispor de vários

dispensadores de álcool gel em pontos estratégicos

da empresa, por forma a permitir

que, frequentemente, possamos proceder

à higienização das mãos.

Já em termos de negócio, “em março, o impacto

sentiu-se mais na segunda quinzena,

logo após a declaração do Estado de Emergência,

tendo, depois, o mês de abril sido

realmente difícil. Ainda assim, com números

interessantes tendo em conta o panorama

geral verificado no setor automóvel, que,

como se sabe, foi seriamente afetado. Em

maio, felizmente as coisas correram bem

melhor e o arranque do mês foi muito

positivo”, sublinha Armando Lima Santos.

E acrescenta: “Durante o Estado de Emergência,

não recorremos ao lay-off e aproveitámos

o menor movimento nas vendas

para organizar a nossa logística, assim como

para descarregar o máximo de mercadoria

possível, evitando, assim, custos e gastos

associados a paralisações e demoras”. Outra

área em que foi fundamental não “parar”,

foi o acompanhamento das cobranças e

o acompanhamento comercial, ainda que

feito à distância. Foi algo fundamental para

a empresa ter bons resultados e poucas

surpresas no capítulo dos recebimentos,

por exemplo.

PERSPETIVA OTIMISTA

A Tiresur tem “monitorizado, diariamente,

o impacto desta crise naquilo que são as

suas vendas, tanto em termos de faturação,

como em volumes de pneus vendidos e

margens brutas. “Dispomos de excelentes

ferramentas de análise que nos permitem, a

qualquer momento e literalmente no imediato,

fazer uma comparação muito completa

com o momento atual e o mesmo

período do ano passado. Ou, por exemplo,

com os meses imediatamente anteriores

à crise”, refere. “Em março, fruto de uma

excelente primeira quinzena, terminámos o

mês com uma quebra de cerca de 25% face

ao ano anterior. Em abril, apesar de tudo,

a nossa faturação ‘só’ caiu 40%. A partir de

maior, estou convencido que poderemos

atingir um resultado em torno a 80 a 85% da

faturação e margem bruta do ano passado”.

28 | Revista dos Pneus | Junho 2020


Covid-19

RECAUCHUTAGEM

Fedima Tyres

“Todos precisamos de todos para

conseguir ultrapassar estes tempos

difíceis”

Redefinir o negócio e otimizar recursos é a estratégia de Carlos Marques, da Fedima Tyres,

para enfrentar a pandemia. O responsável defende que todos os players são essenciais nesta luta

Sabemos que é em momentos

de crise que somos forçados a

tomar importantes decisões. Em

meados de março, decidimos suspender

a produção na nossa empresa. Esta

difícil decisão foi tomada com a consciência

de que a quarentena voluntária era a melhor

opção em termos de responsabilidade

social, tanto para os nossos colaboradores,

como para a nossa comunidade e país em

geral”, avança Carlos Marques, administrador

da Fedima Tyres. “Deste modo, temos

a consciência de dever cívico cumprido ao

ajudar a evitar um aumento exponencial

de casos de Covid-19 no nosso país”, acrescenta.

As rotinas da empresa tiveram de adaptar-se

aos novos tempos. Passo a passo.

E sempre em segurança. “Em meados de

abril, retomámos, gradualmente, a nossa

atividade, adotando as devidas precauções

de modo a evitar o contágio dos nossos

colaboradores. No mês de maio, voltámos

a visitar os clientes, pois a atividade de recolha

de carcaças para recauchutagem é

fundamental para o nosso negócio. Para

tal, fomos obrigados a pôr em prática um

plano de medidas de prevenção para evitar

o contágio nas diversas áreas operacionais

da empresa”, explica a mesma fonte.

transportadora, privilegiando os canais

de comunicação digitais. Desde o início

de maio, voltámos às visitas regulares aos

clientes”, refere. Segundo afirma, a pandemia

obriga a muitos cuidados. “Neste

momento, tem de imperar o bom senso.

Os tempos são difíceis para todos, de um

modo geral, não só para os clientes. São

difíceis para nós, são difíceis para os nossos

fornecedores, pelo que temos de gerir o

negócio com cautela de modo a não penalizar

as necessidades de tesouraria, que

serão fundamentais nos próximos tempos.

Ao mesmo tempo, continuar a assegurar

a preservação da atividade de todos os

players do mercado. Todos precisamos

de todos para conseguir ultrapassar estes

tempos de pandemia”, defende.

Para a Fedima Tyres, à semelhança de todo

o setor, os últimos meses foram extremamente

penalizantes. “Nos meses de março

e abril, as quebras de vendas rondaram os

60%. Relativamente a prejuízos, ainda é

cedo para os contabilizarmos, sendo que

a maior condicionante será a incerteza

na evolução desta pandemia. Contudo,

estamos a redefinir o nosso negócio com

base numa política de redução de custos

e otimização de recursos, de modo a evitar

ao máximo as perdas”, assegura.

REDEFINIR NEGÓCIO

Carlos Marques adianta que a Fedima

Tyres recorreu a vários meios para manter

o contacto com os clientes. “Durante

o período de encerramento da produção,

mantivemos sempre o armazém em funcionamento,

com envio de produtos por

Carlos MArques, Fedima Tyres

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Destaque

RECAUCHUTAGEM

Ramôa

“Uma empresa com 50 anos tem

responsabilidade de ultrapassar a

crise”

Joaquim Ramôa, da Recauchutagem Ramôa, revela que a Covid-19 provocou quedas de 40%

no negócio. Admite preocupação, mas garante que a experiência da empresa será determinante

Joaquim Ramôa,

Recauchutagem Ramôa

À

Revista dos Pneus, Joaquim

Ramôa, administrador da Recauchutagem

Ramôa, admite

que a Covid-19 mudou, “quase

tudo”, na atividade da empresa. Como

tem ela gerido a crise? “Naturalmente,

com preocupação, dada a gravidade da

pandemia, mas, simultaneamente, com

a responsabilidade que se exige a uma

organização com mais de 50 anos. Por

isso, também com a esperança de que

se trata de uma fase difícil que conseguiremos

ultrapassar”, assegura. “Tivemos a

necessidade de reajustar todos os processos,

divisão em equipas, trabalho por

turnos, redução de horários. Tivemos de

adotar todas as medidas de segurança

para colaboradores e clientes. Em suma,

tivemos de reinventar a nossa forma de

trabalhar”, conta.

Os meios utilizados pela Recauchutagem

Ramôa para manter o contacto com os

clientes? “Primordialmente, pelo telefone

ou digitalmente, através de email. As nossas

redes sociais são, também, uma forma

de irmos informando toda a atividade da

empresa”, adianta. “Fizemos um esforço

para mantermos as portas abertas. Encerrámos

apenas serviços secundários, como

foi o caso das lavagens (durante a fase de

isolamento). Mas os serviços essenciais

estiveram sempre ativos. Paralelamente,

fomos acompanhando os clientes, maioritariamente

por telefone e email. Temos,

também, reforçado o nosso conceito de

parceria, sendo sensíveis às dificuldades

financeiras acrescidas que os clientes passaram

a ter, procurando encontrar soluções

e apoiá-los nestes difíceis momentos”, explica

ainda Joaquim Ramôa.

ATUAR RÁPIDO

A Recauchutagem Ramôa tem ainda

vindo a implementar várias medidas de

segurança. “Sempre levámos a responsabilidade

social muito a sério e, nesta fase,

não fugiu à regra. Logo a 13 de março,

ainda o país estava a aperceber-se do real

problema e das formas de combate, já a

Recauchutagem Ramôa definia um plano

de atuação com regras de distanciamento

social e proteção individual. Criámos, também,

na altura, um serviço (pioneiro) de

atendimento prioritário a todos os veículos

ligados ao setor da saúde, reservando-lhes

um elevador e operadores. Investimos fortemente

em meios de proteção individual

e coletiva, bem como em tudo o que se

relaciona com a higienização de espaços”,

revela.

Joaquim Ramôa prefere não avançar, para

já, com números concretos. Mas reconhece

que o novo coronavírus infetou (e muito) o

negócio. “Ainda será cedo para se ter uma

noção real dos prejuízos causados, mas é

certo que, ao fim de um mês de isolamento

social, tivemos quebras superiores a 40%

de faturação, além de custos acrescidos

com investimento em meios de proteção

e higienização”, conclui.

30 | Revista dos Pneus | Junho 2020


Covid-19

REDE

ContiService

“Temos de perceber como estar mais

próximos dos clientes digitais”

Sandra Melo, responsável da ContiService no nosso país, entende que a crise obriga a procurar

formas de a rede estar próxima dos clientes, através das plataformas digitais existentes

A

ContiService, ”dentro daquilo

que são as limitações decorrentes

da Covid-19, manteve-se em

funcionamento durante todo o

Estado de Emergência”, explica Sandra Melo,

responsável da rede em Portugal. “Com um

enorme sentido de responsabilidade e até

mesmo com muito sacrifício pessoal, os

pontos de venda ContiService quiseram,

desde a primeira hora, estar disponíveis

para, prioritariamente, prestar apoio a todos

os que estavam na linha da frente no

combate à pandemia”, diz. No entanto, a

crise obrigou a ContiService a adaptar-se. “A

nossa rede implementou todas as medidas

de segurança sanitária e de acordo com as

normas oficiais para equipas de trabalho,

clientes e fornecedores, que passaram pela

utilização de equipamentos de proteção

individual, regras de distanciamento, ajuste

de horários de trabalho e de equipas, todas

como medida de prevenção”, afirma.

“Esta pandemia acelerou a utilização do

digital como meio preferencial de contacto

com consumidores, clientes, fornecedores...

De forma a encurtar o distanciamento social

imposto pelas medidas de prevenção e

de contenção do contágio”, adianta. “Mas,

obviamente, a rede de pontos de venda

tem uma implementação local muito forte

e a dinâmica de contacto telefónico manteve-a

próxima dos clientes, criando, aqui,

um contacto humanizado, que é um dos

pontos fortes da nossa rede: a proximidade

ao cliente”, refere. Já ao nível da “estrutura

central, estivemos, sempre em contacto

com os parceiros, com os nossos consultores

e com a equipa de vendas. Temos

vindo a partilhar com a rede informação e

a prestar todo o apoio para apoiá-los neste

momento”, explica.

PROXIMIDADE DIGITAL

Sandra Melo acredita que a atividade económica

do país, “fruto do Estado de Emergência

e de todas as restrições impostas,

sofreu uma desaceleração generalizada. E

o nosso setor não é exceção”. Contudo, “os

nossos esforços estão focados, sobretudo,

na retoma da atividade e na forma como

devemos atuar para nos ajustarmos a esta

nova realidade, que está em constante mutação”,

sublinha a responsável.

“Será parte integrante do nosso quotidiano

os protocolos sanitários, bem como

a segurança de equipas, clientes e fornecedores.

Mas, sobretudo, a preocupação

constante em fazer chegar, de forma clara

e inequívoca a consumidores e frotas, uma

mensagem de confiança sanitária. No nosso

entendimento, este será o motor que alavancará

a retoma económica. São enormes

os desafios que se colocam neste ‘novo normal’:

temos de perceber como podemos

estar mais próximos dos clientes, do novo

cliente ‘digital’. Continuar a estar, de forma

constante e consistente, nas plataformas

de comunicação digitais, ao mesmo tempo

que consolidamos, também, a digitalização

do negócio, que vai facilitar todos os

processos de orçamentação e vendas, bem

como perceber que novas áreas de negócio

podemos explorar”, remata.

Sandra Melo, ContiService

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Destaque

REDE

Euromaster

“A rede teve de reinventar a forma de

lidar com os clientes”

Para Vítor Soares, da Euromaster, a pandemia obrigou a rede a mudar a estratégia e a encontrar

novas formas de interagir com os clientes. Os meios digitais foram cruciais

Vítor Soares, Euromaster

A

segurança faz parte do ADN

da Euromaster. E, hoje mais do

que nunca, faz todo o sentido,

devido à expansão exponencial

da Covid-19 nos países em que operamos”,

afirma Vítor Soares, diretor da Euromaster

Portugal. “Tomámos medidas importantes

para proteger a saúde e a segurança de

clientes e colaboradores nas suas atividades

do dia a dia, tendo em conta que os centros

Euromaster, em Portugal, não encerraram

a sua atividade, prestando serviço a todos

os clientes e entidades públicas essenciais

ao controlo da pandemia e imprescindíveis

para assegurar a mobilidade de todas as

atividades, de modo a manter a vida quotidiana

dos portugueses”, refere.

O compromisso da Euromaster concentrou-

-se em vários princípios. “Não comprometer

a segurança de clientes e colaboradores. As

pessoas estão em primeiro lugar. Garantir

um apoio forte e confiável às entidades que

prestam serviços de emergência, assistência

médica e logística para permitir que elas

desempenhem as suas operações com eficiência

(veículos da polícia, ambulâncias,

prestadores de cuidados, transporte de

alimentos). Garantir um serviço mínimo

para a continuidade dos negócios dos clientes.

Preparar o processo de recuperação”,

acrescenta.

Os centros Euromaster tiveram necessidade

de “reinventar novas formas de lidar

com os clientes, receção e entrega dos

veículos, modo de trabalhar no veículo

e, sobretudo, destacamos as ofertas de

serviços inovadores que lançámos tendo

em conta o contexto que vivemos”, explica

Vítor Soares. “Além dos serviços que lançámos,

é importante referir, também, todos

os procedimentos que foram necessários

colocar em prática para cumprir com todos

os requisitos de segurança sanitária e

não comprometer a saúde pública. Desta

forma, podemos receber os clientes de

forma segura e estar tudo de acordo com

as normas estabelecidas e aconselhadas

pela DGS”, adianta.

REFORÇO DIGITAL

“Atualmente, os meios que utilizamos para

manter o contacto com os clientes são o

nosso site e página de Facebook. Também

meios de comunicação do setor têm sido

canais de comunicação para a Euromaster”,

adianta. “Além destes três meios, utilizamos

outras ferramentas de marketing digital

que nos permitem chegar até aos clientes.

Ainda assim, fomos prestando conselhos

de manutenção do veículo durante este

período de inatividade aos nossos seguidores

do Facebook”, revela Vítor Soares,

que ainda não fez contas aos danos globais

provocados pela pandemia. “De momento,

é muito difícil contabilizar os prejuízos causados

pela interrupção da normalidade da

atividade que se registava desde o início

do ano. Até ao dia 16 de março de 2020,

avizinhava-se melhor trimestre do que no

período homólogo de 2019. Pensamos que

somente no balanço final deste ano é que

se poderá ter uma verdadeira visão sobre

os prejuízos desta crise”, diz.

32 | Revista dos Pneus | Junho 2020


Covid-19

REDE

First Stop

“Somos um setor essencial para o bom

funcionamento da sociedade”

Mário Mendes, da First Stop, conta que a rede de oficinas teve de adaptar-se a uma nova realidade

do mercado. Mas acredita que o setor é fundamental para a sociedade e que saberá reerguer-se

A

First Stop está a tomar “todas

as medidas necessárias para se

adaptar a uma nova realidade

de mercado”, adianta Mário

Mendes, responsável da rede, que considera

que “nenhum setor estava preparado

para uma realidade como a que estamos a

viver, pelo que temos atuado numa base

semanal”, refere. “Informação, adaptação,

persistência e ações imediatas têm sido a

realidade atual da nossa rede”, acrescenta.

Devido à pandemia, a atividade das oficinas

First Stop teve de mudar. “Toda a rede teve

de enfrentar a realidade de um mercado

que ‘parou’ de um dia para o outro. Em resumo,

a atividade das oficinas tem sido de

uma adaptação e reação a essa paragem,

com alterações profundas no método de

gestão e na forma processual dentro da

oficina, tendo em conta a nova realidade

social que vivemos”, explica.

A necessidade de isolamento social está “a

ter um forte impacto na atividade dos nossos

parceiros, com uma quebra acentuada de

afluência de veículos à oficina”. De forma a

manter o contacto com os clientes, a First

Stop reajustou a sua estratégia. “Todas as

bases de dados estão a ser utilizadas de

uma forma mais profunda. Novas formas de

negócio estão a ser implementadas, como,

por exemplo, a realização do serviço na

casa do cliente ou o serviço de recolha e

entrega da viatura higienizada de forma

gratuita”, sublinha Mário Mendes à Revista

dos Pneus.

A Covid-19 obrigou ainda a empresa a

implementar boas práticas para manter a

sua atividade em segurança. “Todos os processos

dentro das nossas oficinas tiveram

de sofrer uma alteração. Marcação no chão

que permite o distanciamento social obrigatório,

receções com acrílicos de proteção

no atendimento ao cliente, equipamentos

de proteção individual, como máscaras e

luvas de uso obrigatório, colocação de gel

desinfetante em várias áreas fundamentais

da oficina, rotação das equipas... Ou seja,

todas as medidas necessárias para que o

atendimento e o serviço sejam feitos em

segurança máxima para clientes e colaboradores”,

salienta Mário Mendes.

RESILIÊNCIA, PERSISTÊNCIA...

Mário Mendes já conseguiu “medir os prejuízos,

que foram, de certa forma, avultados.

Pensamos que ainda é cedo para fazer um

balanço final, pois existem muitos cenários

possíveis nos próximos tempos”, frisa

o responsável da First Stop. Perante este

horizonte incerto, deixa palavras de força

com uma mensagem de ânimo: “Resiliência,

persistência, adaptação e reinvenção.

Mas, acima de tudo, de coragem. Somos um

setor essencial para o bom funcionamento

da sociedade. Continuaremos a sê-lo no

futuro, tendo a consciência perfeita que

essa sociedade pode, eventualmente, não

ser a mesma, quer em termos humanos e

sociais, quer em termos de negócio”.

Mário Mendes, First Stop

www.revistadospneus.com | 33


34 | Revista dos Pneus | Outubro 2016


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Atualidade

A insustentável

leveza do ser

Será que existem razões válidas para se substituírem as tradicionais jantes de ferro por jantes

de liga leve em autocarros, camiões e semirreboques, só para citarmos três exemplos

de veículos pesados? Com a ajuda da Domingos & Morgado, a Revista dos Pneus revela-lhe

todas as vantagens inerentes à utilização de jantes de liga leve: redução de custos

operacionais, menor acumulação de calor, desgaste inferior, melhor comportamento

Por: Bruno Castanheira

36 | Revista dos Pneus | Junho 2020


Jantes para veículos pesados

Neste artigo, dedicado às jantes

para veículos pesados, começamos

com duas perguntas. Será

que existem razões válidas para

se substituírem as tradicionais jantes de

ferro por jantes de liga leve em autocarros,

camiões e semirreboques? Qual a diferença

de peso entre uma jante de aço e uma jante

de alumínio forjada Speedline Truck? “Uma

roda Speedline Truck, de medida 11.75” x

22.5”, pesa 24 kg, enquanto uma roda em

aço com a mesma especificação pesa, em

média, cerca de 45 kg. Se tomarmos, para

efeitos de cálculo, uma combinação de trator

e atrelado, num total de 12 rodas, a tara

do conjunto poderá ser inferior em mais

de 240 kg”, começa por explicar Mário Leal,

diretor técnico da Domingos & Morgado.

Parece pouco? “Se pensarmos que representa

mais uma tonelada em mercadoria

transportada (combustíveis, cereais ou leite,

por exemplo), por cada quatro percursos, já

se começa a perceber porque é que praticamente

a totalidade dos conjuntos trator

e cisterna utilizam, exclusivamente, jantes

de liga leve. Para mais, estas ‘pagam-se a

si próprias’ em pouco tempo”, acrescenta

o responsável.

REDUÇÃO DE CUSTOS

E se não estivermos a falar de cisternas

ou transportes a granel, onde estas vantagens

são mais facilmente percetíveis,

mas de galeras ou porta-contentores? Será

que aí já não se justifica a utilização de

jantes de alumínio? “Antes pelo contrário.

A redução de peso do conjunto permitirá

sempre um sem-número de possibilidades

de poupança, dependendo da imaginação

do gestor da frota”, refere Mário Leal.

E dá um exemplo: “Se o gestor da frota aumentasse

a autonomia do trator, poderia

comprar gasóleo onde o preço fosse mais

conveniente. Ou não? Se o camião pudesse

evitar abastecer em Portugal, onde temos

dos combustíveis mais caros da Europa,

isso traduzir-se-ia numa poupança direta

no custo de operação, certo?”. Tal como

é prática comum em muitos operadores

mundiais, é possível aproveitar a redução

da tara do veículo para montar um reservatório

suplementar. Assim, com mais 200 ou

300 litros de combustível, a autonomia do

veículo aumenta exponencialmente, o que

permitirá que o abastecimento seja feito

nos países onde o gasóleo for mais barato.

Mais uma apreciável redução de custos na

operação da frota, portanto.

Analisemos, agora, outros aspetos de carácter

eminentemente menos comercial,

mas igualmente importantes, pois traduzem-se

em ganhos operacionais significativos.

Recorrendo, para tal, ao diretor técnico

da Domingos & Morgado. “É um facto bem

conhecido que o alumínio e as suas ligas

são melhores condutores térmicos do que

as ligas de aço, conseguindo dissipar duas

vezes e meia mais calor comparativamente

a uma roda equivalente em aço”. Muito bem.

E em que medida tal é benéfico? O nosso

interlocutor responde: “Ao dissipar mais

rapidamente o calor produzido pelo atrito

de rolamento e pela ação de travagem, as

jantes de liga leve permitem que a temperatura

do pneu baixe substancialmente, o

que se traduz num melhor comportamento

dinâmico, assim como num maior número

de quilómetros efetuados”. E acrescenta:

“Operando com uma temperatura mais

baixa, a longevidade da carcaça do pneu

aumenta bastante, permitindo uma utilização

mais longa, diminuindo, consideravelmente,

o custo por quilómetro do veículo”.

TEMPERATURA INFERIOR

Mas os benefícios das jantes de liga leve

face às jantes de ferro não se ficam por

aqui. Mário Leal afirma mesmo que “outra

vantagem da redução da temperatura de

funcionamento do conjunto jante/pneu,

prende-se com o desgaste de todos os componentes

mecânicos na sua periferia, que

sofrem particularmente com o aumento

da temperatura. É o caso de todas as articulações

lubrificadas, como, por exemplo,

ponteiras, casquilhos e caixa de direção”.

Temperaturas mais baixas significam ainda

menor desgaste do sistema de travagem,

sendo esta mais uma vantagem. E quanto

à duração da jante? Sabia que uma jante

de liga leve tem, em média, o dobro da

duração de uma jante equivalente em

aço? É verdade. “Outro ponto importante

é a ausência de soldaduras numa jante de

liga leve forjada. Não havendo necessidade

de juntar várias partes de uma roda, não há

necessidade de fazer cordões de soldadura,

que, ao terem uma elasticidade inferior ao

resto do aço, criam zonas de rutura e/ou

focos de corrosão da jante”, explica o diretor

técnico da Domingos & Morgado.

Há ainda outra vantagem na utilização

de jantes de alumínio em veículos pesados.

“Ao serem construídas a partir de um

único bloco de alumínio, sem junção de

partes e/ou soldaduras, as jantes forjadas

são conhecidas por manterem a sua forma

perfeitamente circular durante toda a vida

útil, contribuindo, por isso, para um menor

arrasto da roda, traduzindo-se não só num

consumo de combustível inferior, como,

também, numa maior preservação do pneu,

permitindo uns milhares de quilómetros

extra quando comparados com a montagem

equivalente em jantes de aço”, adianta

o responsável. Esperamos que este artigo,

só possível devido ao valioso contributo da

Domingos & Morgado, tenha servido para

elucidar alguns pontos sobre a utilização de

jantes de liga leve em autocarros, camiões e

semirreboques. Ou, pelo menos, que tenha

despertado a curiosidade dos profissionais

acerca deste tema. u

www.revistadospneus.com | 37


Entrevista

O

cliente é

a energia

que nos

move

Por: Bruno Castanheira

Criada em 2016, a AB Tyres iniciou

a sua atividade como distribuidor de

pneus nacional e internacional, apesar

de, em Portugal, já distribuir pneus há

mais de 20 anos como Alves Bandeira.

Depois, com o aumento da notoriedade

e a confiança do mercado, conseguiu

obter exclusividade para representar

e distribuir algumas marcas, sendo, hoje,

uma referência no setor. Filipe Bandeira,

o rosto da nova geração da empresa,

não hesita em revelar a motivação:

“O cliente é a energia que nos move”

Com apenas quatro anos e meio de história, mas com mais de

duas décadas de experiência acumulada, a AB Tyres é, hoje, uma

empresa de referência no setor dos pneus, tendo na gestão profissional,

na qualidade dos recursos humanos e na excelência

do serviço os seus fatores diferenciadores. Mas é, também, o constante foco

no cliente que torna este distribuidor único. Filipe Bandeira, administrador,

no tom ponderado e cordial que o caracteriza, concedeu-nos a entrevista

que, aqui, publicamos na íntegra.

Pode fazer-nos uma descrição histórica da AB Tyres, empresa do Grupo

Alves Bandeira?

O negócio de pneus, mesmo que ainda não sob a marca Alves Bandeira

Tyres (AB Tyres), nasceu antes da criação do Grupo Alves Bandeira, em 2014.

Podemos dizer que a AB Tyres é “filha” da Alves Bandeira (AB), empresa criada,

em 1975, pelo meu avô, Cassiano Alves Bandeira. Desde o seu início,

fruto do espírito empreendedor que caracterizava o meu avô,

a AB sempre comercializou diversos produtos, com especial

enfoque no segmento automóvel, tendo na comercialização

e distribuição de combustível o seu core business. Numa primeira

fase, o negócio dos pneus surgiu através do consumo

“interno” que a frota da própria empresa registava. No entanto,

o negócio foi evoluindo. E como já tínhamos presença no

mercado com outros produtos ligados ao setor automóvel,

fazia todo sentido complementar a nossa proposta de valor.

Por conseguinte, adicionar este produto ao nosso portefólio.

Em 2016, criámos a empresa AB Tyres. Iniciámos este projeto

como distribuidores a nível nacional, mas, também, internacional.

Depois, numa fase mais avançada, com o aumento

da notoriedade e confiança do mercado, conseguimos obter

a exclusividade para a representação e distribuição de

algumas marcas. Mais recentemente, iniciámos, também,

parcerias diretas com “as companhias”, ou seja, diretamente

com os próprios fabricantes/produtores de pneus. Com


Filipe Bandeira, Administrador da AB Tyres

apenas quatro anos e meio de história, somos,

hoje, uma empresa de referência no setor, que

aposta na gestão profissional, na qualidade dos

recursos humanos e na excelência do serviço

como fatores diferenciadores. Mas é o constante

foco no cliente que nos torna únicos.

Qual a importância da AB Tyres estar integrada

num dos maiores grupos económicos

de Portugal?

O Grupo Alves Bandeira é, efetivamente, dos

maiores operadores nos setores petrolífero e de

produtos auto em Portugal, sendo dos maiores

grupos económicos do nosso país. Constituído

por um universo de 16 empresas, emprega, hoje,

mais de 800 colaboradores e teve, em 2019, o seu

melhor ano, com uma faturação global superior

a 550 milhões de euros. O que é que isto nos

garante? Acima de tudo, enorme credibilidade

e solidez. Somos um grupo que tem na sustentabilidade

dos negócios a longo prazo um dos

seus fatores críticos de sucesso. Para além disso,

qualquer cliente do grupo tem acesso a uma

oferta de produtos e serviços complementares

(combustíveis, lubrificantes, pneu e seguros,

entre outros), com condições exclusivas, o que

lhe permite otimizar custos e, numa única proposta,

conseguir obter a resposta para as suas

necessidades. Neste contexto, com uma equipa

comercial composta por mais de 60 pessoas, conseguimos

aproveitar as sinergias dos negócios e

gerar um verdadeiro cross-selling, tendo sempre,

lá está, o cliente como foco central.

Quais considera terem sido os pontos altos

no percurso da AB Tyres e como analisa a

evolução da empresa ao longo do tempo a

nível nacional e internacional?

Felizmente, temos muitos pontos altos. Baixos

também existem, logicamente, mas o que queria

destacar são os muitos mais que ainda virão e

para os quais estamos a trabalhar. Não obstante,

gostaria de destacar a relação de confiança e proximidade

que temos vindo a criar com clientes

e fornecedores. Destaco 10 pontos marcantes e

determinantes para o sucesso da AB Tyres: construção

da nova sede com armazém na Mealhada;

lançamento do portal de vendas e gestão de

encomendas online; presença constante em feiras

internacionais do setor; obtenção de marcas

de distribuição exclusiva; início da operação no

Dubai; negociação direta com fornecedores e

fabricantes; lançamento do programa AB Partner

com Falken e, mais recentemente, com Davanti;

novo armazém em Lisboa; Convenção AB Partner);

Clube AB Tyres.

Quantos colaboradores tem, atualmente, a

AB Tyres e de que forma se desenrola a sua

atividade?

Hoje, contamos com cerca de 75 colaboradores,

tanto a nível nacional como internacional,

uma vez que, além de Portugal, temos, também,

escritórios no Dubai e uma equipa comercial a

trabalhar no desenvolvimento de mercados externos,

em especial Ásia, África e Médio Oriente,

para onde exportamos e distribuímos várias

marcas de pneus.

Entre as marcas representadas pela AB Tyres,

a Falken e a Davanti assumem especial protagonismo

e fazem parte do programa AB Partner.

Como analisa o percurso de ambas? Quais

as principais das vantagens destas marcas?

O programa AB Partner tem como objetivo

garantir um conjunto de vantagens exclusivas

e adicionais para os clientes que se tornem parceiros

Falken ou Davanti. Antes de mais, queria

destacar ambas as marcas pelos valores dos grupos

onde estão inseridas e pelas pessoas que

lá trabalham. Nos negócios, por vezes descobrimos

que as coisas não acontecem por acaso. E

a prova disso é o trabalho que temos vindo a

desenvolver com as marcas Falken e Davanti. Não

tenho duvidas que temos vindo a superar as expectativas

dos nossos parceiros, desenvolvendo

um conjunto de ações comerciais, de marketing,

de comunicação e de fidelização que vão para

além daquilo que as marcas pretendiam, sempre

alinhados com a estratégia de cada uma, que

se prende com qualidade de produto, equilíbrio

de preços ( não é uma marca que permite

flutuações de preços entre mercados), oferta

de gama, capacidade de stock, comunicação e

notoriedade, fidelização e, claro, confiança do

mercado na AB Tyres. Podemos dizer que a Falken

caminha no sentido de marca premium, pelo

investimento que faz no desenvolvimento dos

seus produtos, equipamentos de origem, testes

de vários pisos, aposta em formação, marketing,

brand awareness e pela evolução que teve, assim

como nós, em termos de organização. Podemos

dizer que é uma marca de grande nível e

de um potencial de crescimento enorme, que

salvaguarda o ganho financeiro da sua cadeia,

desde o produtor ao consumidor final. Trata-se

de uma marca que está inserida no segmento

quality. Ao longo destes cinco anos, temos feito

um trabalho de “construção de marca”. Diria que

espetacular, reconhecido por todos os operadores

desta área de negócio, inclusive pela concorrência.

Atualmente, estamos em condições de

afirmar que se trata de uma marca que regista

dos maiores volumes de vendas a nível nacional

neste mesmo segmento. Caso não seja mesmo

“líder de mercado”. Eis as vantagens da Falken:

gama com ampla cobertura de mercado (ao nível

de qualquer marca premium); aposta cada vez

mais ampla no OE (Original Equipment); dos

maiores produtores mundiais (top 5); melhor

relação preço/qualidade no mercado; gama de

RFT; performance da “etiqueta energética”; líder

de mercado no segmento quality.

No caso da Davanti, sendo de um grupo privado

e familiar, tal como a AB Tyres, os princípios de

negócios e valores são semelhantes. Por isso, o

“casamento” entre ambos surgiu facilmente. É

uma marca com uma qualidade excecional que

apresenta uma estratégia de implementação

e crescimento bem definida e clara. A Davanti

trabalha, exclusivamente, com os seus distribuidores,

respeitando a cadeia de distribuição,

que apoio no desenvolvimento da marca, não

se focando, exclusivamente, na componente

de preço, oferecendo uma gama e oferta muito

alargadas para uma marca budget, com pisos

próprios e que aposta no desenvolvimento

e qualidade do seu produto, fazendo os seus

testes nas “mesmas pistas” das marcas premium.

Pretendemos, com esta parceria com a Davanti,

oferecer ao cliente uma marca competitiva, de

qualidade, com uma gama alargada e completa,

com uma margem atrativa e um preço justo e

equilibrado. Para além disso, desde o início de

2020, temos, também, um programa de vantagens

exclusivas adicionais para parceiros que

integrem o projeto AB Partner com a marca

Davanti. Temos a Davanti em exclusivo para

Portugal desde setembro de 2018. Trata-se de

uma marca inserida no segmento budget. Ao

longo destes dois anos, temos, também, feito um

trabalho de “contrução de marca”, evolutivo, em

estreita ligação com o nosso fornecedor “dono

da marca”. Em termos de vendas, o resultado

tem sido surpreendentemente positivo, dada

a qualidade, entretanto evidenciada por esta

marca. Eis as vantagens da Davanti: proteção

geográfica com preço diferenciado; condições

de fornecimento privilegiadas; gama com ampla

cobertura de mercado; gama alargada com foco

nas medidas UHP (alta performance); etiqueta

energética com ótima performance; garantia de

vida do pneu; apoio com imagem e merchandising

da marca; investimento em comunicação e

notoriedade da marca; Patrocinador Oficial do

Everton Football Club.

No âmbito do programa AB Partner, quais

as principais vantagens para um parceiro

Falken? Quantos parceiros têm atualmente

e qual o objetivo de crescimento?

Desde o início do projeto Falken, sempre tivemos

como base a lógica de parceria e de proteção

de zona do nosso parceiro, o que nos permitiu

ganhar a sua confiança e também serviu para

que o cliente conseguisse proteger as suas margens,

nomeadamente nesta marca. As vantagens

exclusivas do parceiro Falken são condições de

fornecimento privilegiadas, proteção geográfica

com nível de preço diferenciado, garantia de

stock em todas as gamas, formação profissional

e de excelência, merchandising Falken, acesso a

experiências incríveis, comparticipação em material

de comunicação e imagem, fardamento e

publicidade, comunicação de marca (marketing

digital, embaixador Falken Filipe Albuquerque,

publicidade em revistas da especialidade, mais

de 50 outdoors, rolos térmicos para impressão,

postos de abastecimento AB, jogos Sport TV).

Atualmente, temos perto de 200 parceiros

www.revistadospneus.com | 39


Entrevista

Falken. O nosso objetivo é ter uma cobertura a

nível nacional (continente e ilhas), apostando

em ter um parceiro por concelho. Seguindo esse

princípio, o nosso objetivo situa-se nos 300 parceiros

para os próximos dois a três anos, sendo

este o número aproximado de concelhos que

existem a nível nacional. Tendo em conta a perspetiva

mencionada no ponto anterior, pretendemos

angariar mais cerca de 100 parceiros nos

próximos dois a três anos. Perspetivamos, com

isso, crescer em termos de volume de vendas na

ordem dos 35%, para, desta forma, consolidar

a marca Falken como “líder de mercado” neste

segmento.

No caso da Davanti, quais as principais vantagens

para os futuros parceiros? Sendo uma

rede recente, quantos parceiros tem atualmente

e qual o objetivo até final de 2020?

Tal como a Falken, a Davanti está inserida no

programa AB Partner e, por isso, apresenta, também,

um conjunto de vantagens exclusivas para

os seus parceiros, onde se destacam: condições

de fornecimento privilegiadas, proteção geográfica

na política de pricing, gama alargada

(com especial foco em medidas UHP, ou seja,

de alta performance), “etiqueta energética” com

excelente performance, apoio com imagem e

merchandising da marca, investimento em comunicação

e garantia de vida do pneu até 100%

do valor. Atualmente, temos 50 parceiros Davanti.

O nosso objetivo é atingir uma cobertura

nacional. Aqui, a estratégia passa não só pelas

grandes cidades, mas, também, por zonas onde

o rendimento médio não seja tão elevado, uma

vez que uma marca como a Davanti, que tem

preço/qualidade muito equilibrado, “encaixa”

perfeitamente no tipo de venda e perfil de

consumo. O mais importante nesta marca é o

ganho financeiro que ela pode gerar. O objetivo

não é crescer a qualquer custo, sem qualquer

estratégia de venda, mas, antes, vender bem e

com boa margem. Por isso, também temos uma

grande estabilidade de preços durante o ano.

Queremos que o nosso parceiro ganhe dinheiro.

Que sinta confiança na marca e que a aconselhe

aos clientes, com a certeza de que está a sugerir

uma marca de qualidade. Prova disso mesmo, é

a aposta da marca nas medidas UHP (jantes de

18” e superiores), que tem permitido aumentar a

sua reputação enquanto marca e a credibilidade

da qualidade do produto que dispõe. Queremos

chegar aos 150 parceiros em dois anos e crescer

50% em vendas.

A escolha de Filipe Albuquerque para embaixador

da Falken é um sinal claro da grande

aposta que a AB Tyres faz nesta marca...

A escolha do Filipe foi uma decisão clara do que

pretendemos para a marca Falken. E estamos

certos que esta parceria com um dos melhores

pilotos nacionais dos últimos anos nos permitirá

aumentar os níveis de notoriedade da marca e,

com isso, ajudar os nossos AB Partners a vender

(ainda) mais. O Filipe tem feito um grande trabalho

na divulgação da marca e na confiança que

passa para o cliente final. Queremos potenciar

esta relação e, uma vez passado este período de

pandemia, iniciaremos um conjunto de ações

programadas com os nossos parceiros.

O Clube AB Tyres, lançado em março, tem tido

enorme sucesso e só foi “travado” pelo novo

coronavírus. Agora, em junho, foi relançado.

Quais as principais vantagens do Clube AB

Tyres para os clientes?

Na verdade, o novo coronavírus não nos travou,

uma vez que o Clube AB Tyres, mesmo em abril

e maio, continuou a premiar os clientes. Agora,

em junho, fazemos um novo lançamento do

programa, onde voltamos com uma campanha

transversal a todas as marcas, com descontos até

€5. Lançámos o Clube AB Tyres, o novo programa

de fidelização, em março deste ano, tendo tido

um impacto e uma reação do mercado extremamente

positivas e acima das nossas expectativas.

Infelizmente, a meio de março, Portugal

confrontou-se com uma crise complicada e que

nos afetou a todos por igual, excetuando alguns

setores específicos. Por isso, decidimo-nos agora

por este relançamento. O Clube AB Tyres apresenta-se

como um programa único e inovador

no mercado que premeia todos os clientes, do

mais pequeno ao maior, do interior ao litoral do

país, abrindo a possibilidade a qualquer cliente

profissional de aceder a um conjunto de campanhas

e promoções mensais e de, no final do

ano, ganhar uma viagem para duas pessoas,

sem sorteio. Como funciona? Por cada euro em

compras, os clientes ganham pontos, sendo que

existem marcas que premeiam com mais pontos.

No entanto, contrariamente aos tradicionais

programas de pontos, estes não serão usados

pelo cliente para trocar por produtos ou serviços.

Serão a chave para, mensalmente, ter acesso a

um conjunto de descontos e ofertas incríveis. No

final do ano, o cliente pode ganhar uma viagem

para duas pessoas. Para mais detalhes, sugiro a

visita ao site www.clubeabtyres.pt.

Onde acredita que a AB Tyres faz a diferença

no setor da distribuição de pneus em Portugal?

Pelo foco constante no cliente. O cliente é a energia

que nos move. É isso que nos torna distintivos

e únicos. A isto, somam-se, obviamente, outros

fatores críticos para o sucesso de um distribuidor,

como são o sistema logístico de que dispomos

e a capacidade de armazenamento, além dos

canais de venda disponíveis ao cliente e o nível

de serviço. Apesar da evolução do online e de outras

plataformas de contacto, nunca descuramos

o acompanhamento e a relação com o cliente.

Para nós, os negócios fazem-se com pessoas.

E são essas pessoas que nos ajudam a crescer.

Somos um parceiro credível e de eleição porque

asseguramos e garantimos a continuidade de

fornecimento, tempo de resposta, variedade e

quantidade exata à necessidade de cada cliente.

Devido à nossa experiência e à confiança adquirida,

associadas à credibilidade que o Grupo Alves

Bandeira nos garante, tornámo-nos num dos

maiores grossistas e distribuidores do mercado

nacional. Somos, hoje, uma referência nacional

e internacional na oferta mais competitiva do

mercado. Distribuímos exclusividade e confiança.

Fruto de um crescimento sustentado do negócio

de pneus, a Alves Bandeira Tyres tem vindo a

assumir uma posição de referência no mercado

da distribuição dentro e fora do país. Como

resultado deste crescimento, conquistámos a

confiança de várias marcas internacionais, que

veem a Alves Bandeira Tyres como o parceiro

ideal para a distribuição dos seus produtos a nível

nacional e internacional. Atualmente, a Alves

Bandeira Tyres é representante oficial em Portugal

das marcas Falken, Davanti, Uniroyal, Fulda

Truck, Golden Crown Truck, Torque, Runway e

Aptany. Marcas que se destacam no mercado

pela excelente relação preço/qualidade. Esta

confiança foi, recentemente, reforçada devido à

Alves Bandeira Tyres ser distribuidora oficial de

algumas das principais marcas de pneus mundiais,

sendo vista como um parceiro estratégico

na distribuição dos seus produtos em Portugal.

Fruto destas parcerias, a Alves Bandeira Tyres

distribui, também, estas marcas para outros

países, nomeadamente em África, no Médio

Oriente e na Ásia.

Que desafios se colocam à atividade da AB

Tyres e o que se prevê que venha a ser o negócio

de pneus no futuro?

Os desafios surgem diariamente. E mesmo que

pensemos ou estejamos preparados, é sempre

preciso adaptação. Penso que o ponto importante

está aí: quem melhor se adaptar é que

vai evoluir melhor. A AB Tyres não é diferente.

Por isso, estamos a tentar pensar o futuro. Mas

é difícil fazer futurologia. O grande desafio no

negócio da distribuição de pneus é oferta,

preço competitivo, rotação de stocks, clientes

e recebimentos. Estes são os desafios, mesmo

que o negócio mude completamente. Por isso,

não podemos descurar os pilares da operação.

A estes desafios transversais, adicionamos o “sal

e a pimenta”, ou seja, a oferta de um serviço de

excelência suportado por uma relação de proximidade

e confiança. Sabemos que o mundo

está a seguir um rumo mais digital e o online

será, sem dúvida, um canal de venda. Sabemos

que o mundo está a seguir um rumo mais digital

e o online será, sem dúvida, um canal de

venda com cada vez maior expressão. Como

tal, o importante no futuro é arranjar um equilíbrio

para que consigamos potenciar tudo e ao

máximo. Por isso, estamos, também, atentos a

essa evolução e queremos fazer parte dela. O

futuro do negócio dos pneus tem vários veto-

40 | Revista dos Pneus | Junho 2020


Filipe Bandeira

res: indústria automóvel, distribuição, retalho e,

agora, o online. Se, há uns anos, se pensava que

os distribuidores faziam pouco sentido, porque

as marcas vendiam diretamente no retalho e

ainda tinham as suas redes próprias, provou-se

que esses mesmos produtores não têm a capacidade

de uma empresa distribuidora, em que

esse trabalho é o seu foco e o seu dia a dia. E

temos assistido a uma mudança de estratégia

dos produtores para com os distribuidores e

que faz todo o sentido, que é usar a plataforma

e a base de trabalho de cada distribuidor. O

futuro do negócio passa pelos quatro pontos

que mencionei acima. Claro que com grande

influência de quem produz tanto automóveis

como pneus, mas penso que o contacto com o

consumidor final e com o distribuidor vai ter um

papel fulcral até mesmo no online em relação

aquilo que vão ser as plataformas B2C, que,

em Portugal, é um “tema” que não funciona

bem. O retalho clássico como o conhecemos

(especialista de pneus e oficinas) vai precisar (e

precisa) de ajuda para fazer face a grandes operadores

e grandes redes de centros auto. Penso

que podemos ter uma oportunidade também

aqui. Por último, dizer que tenho como visão

que as grandes marcas de pneus vão perder

alguma força, dada a nova geração que aí vem,

que é pouco ligada a emoções e laços. Assim, as

marcas poderão não ter tanta força como agora

se não trabalharem outras vertentes. Creio que

aí vai haver espaço para outras crescerem e

para se desenvolverem trabalhos e experiências

diferentes. Nos pneus, há uma particularidade:

mesmo que eles não tenham ar e que disponham

de tecnologia super avançada, é preciso

alguém que os produza, que tenha capacidade

para armazená-los, distribuí-los e montá-los ou

mantê-los. Só iremos assistir a uma alteração da

realidade atual quando houver grande modificação

no mundo e no consumo do automóvel

e das suas tecnologias.

A formação é outra das grandes apostas da

AB Tyres para 2020. Os quatro workshops

sobre marketing digital para os membros

do Clube AB Tyres são disso exemplo. Que

pode dizer-nos sobre esta formação e em

relação a outras ações previstas?

Achamos que a palavra parceria é muito mais

do que comprar e vender pneus. Por isso, queremos

ajudar os clientes a desenvolverem os

seus negócios na realidade de 2020. Queremos

dar acesso a ferramentas que, caso estivessem

sozinhos, não conseguiam ter, para, assim,

ajudar a potenciar e a fazer evoluir o negócio.

Esta primeira formação, realizada em parceria

com o especialista Luciano Larrosa, considerado

dos melhores profissionais do online, é muito

interessante, pois provém de uma área que

muitos clientes já usam ou que, pelo menos,

têm esse interesse. Muitos sabem que têm de

adaptar-se e evoluir com novas ferramentas.

Nós percebemos isso e lançámos a formação.

Até porque muitos clientes já usam social media

(e não só) para potenciarem o seu negócio,

mas ainda não sabem como tirar o máximo

proveito destas ferramentas.

Que mensagem de esperança gostaria de

deixar para o futuro?

Da AB Tyres, podem esperar um nível de compromisso

e foco no cliente cada vez maior.

Continuaremos a inovar e a oferecer ao mercado

a mais completa combinação de valor

assente numa equação equilibrada entre preço

e qualidade, onde o serviço de excelência e

a cultura de proximidade e relacionamento

serão a chave para que, juntos, consigamos

ultrapassar esta crise. Contem com a AB Tyres

nesta caminhada. u

www.revistadospneus.com | 41


Notícias

Empresas

Oficinas Vulco retomam atividade dando

prioridade às questões sanitárias

TruckFly: app da Michelin

ao serviço dos profissionais

A Michelin coloca à disposição dos profissionais do transporte a TruckFly,

uma aplicação colaborativa gratuita concebida para tornar mais fácil o dia

a dia dos camionistas, com informação detalhada e atualizada sobre zonas

de descanso e áreas de serviço. A Michelin esteve sempre ao lado dos profissionais

do transporte, mesmo nas situações mais difíceis. Agora, para além

de agradecer ao setor o seu trabalho para assegurar os bens de primeira

necessidade durante a situação provocada pela pandemia de Covid-19, a

Michelin quer acompanhar os camionistas no seu dia a dia com a TruckFly,

uma app gratuita que faz parte das muitas funcionalidades e serviços integrados

no programa de apoio ao setor Michelin&TuNegocio. A TruckFly

coloca à disposição dos transportadores informação detalhada e atualizada

relativa a serviços indispensáveis para facilitar as viagens. A aplicação, que

conta com uma das maiores bases de pontos de interesse da Europa, permite

poupar tempo e planificar as melhores paragens durante o itinerário,

localizando restaurantes, parques de estacionamento, estações de serviçio

ou áreas de descanso, incluindo preços e horários.

As oficinas Vulco prestam serviço aos clientes implementando

todas as medidas de segurança e higiene recomendadas pelas

autoridades, de modo a garantir a saúde de colaboradores e clientes.

Os clientes que recorram às oficinas Vulco, tanto em Portugal

como em Espanha, receberão um kit completo de desinfeção e

higienização do veículo, que inclui luvas, uma camurça e dois

desinfetantes em gel (oferta limitada ao stock existente). Margarita

Acuñas, diretora ibérica da Vulco, destaca que a prioridade da

rede “é, agora e sempre, a segurança de clientes e colaboradores.

É importante que os clientes confiem nos nossos serviços”. Para

tal, diz, “adaptámos a nossa forma de trabalhar. Implementámos

um controlo apertado dos processos de receção e entrega de

veículos e habilitámos as nossas oficinas para esse efeito. Continuamos

a trabalhar para oferecer, agora mais do que nunca, um

serviço de excelência”.

Revista dos Pneus realizou Webinar

“A reação do setor dos pneus à Covid-19”

A Revista dos Pneus, em parceria com a ACAP, realizou, no final de maio, um Webinar

subordinado ao tema “A reação do setor dos pneus à Covid-19”. Moderado por

João Vieira, diretor da Revista dos Pneus, esta inciativa contou com a participação

de representantes das Comissões Especializadas de Pneus da ACAP. A saber: Nuno

Ferreira, da Michelin, representou a CEPP (Comissão Especializada de Produtores de

Pneus da ACAP); Manuel Félix, da Euro

Tyre, representou a CEDP (Comissão Especializada

de Distribuidores de Pneus

da ACAP); Pedro Nascimento, da Pneu-

Impex, representou a CERP (Comissão

Especializada de Retalhistas de Pneus

da ACAP. Todos os intervenientes falaram

em nome das respetivas comissões da

ACAP e responderam às questões de João

Vieira sobre o impacto da pandemia de

Covid-19 no setor dos pneus. Os oradores

começaram por partilhar a sua experiência

de trabalhar durante o período de confinamento e realçaram a importância de

o Governo ter mantido as oficinas e distribuidores de pneus em funcionamento

durante o “Estado de Emergência”. Mais: anteciparam os efeitos que a pandemia

de Covid-19 está a ter nos vários players do mercado, nomeadamente produtores,

distribuidores e retalhistas. O impacto do isolamento social na atividade das oficinas,

foi outro dos temas abordados no Webinar, que terminou com uma antevisão da

retoma do setor e uma mensagem para o futuro. Pode ver o Webinar completo no

canal de YouTube da Revista dos Pneus.

Vipal Máquinas consolida-se no

mercado internacional de equipamentos

Quem está sempre ao lado dos parceiros e conhece, de perto, as

suas necessidades, como é o caso da Vipal Borrachas, tem condições

de criar as melhores soluções de mercado. Para mais, quando as

mesmas envolvem alta tecnologia e expertise. A Vipal Máquinas,

unidade da empresa responsável pelo desenvolvimento de equipamentos

destinados à recauchutagem de pneus, é um exemplo

disso. Desde o início das suas operações, em 2016, que a Vipal

Máquinas já comercializou para os parceiros de recauchutagem

a nível mundial 56 equipamentos, os quais tiveram como destino

países da América do Norte, América do Sul e Oceânia. Líder na

América Latina e um dos principais fabricantes mundiais de produtos

para recauchutagem de pneus, a Vipal vê no segmento de

máquinas a diversificação necessária para o aperfeiçoamento do

seu principal mercado: pneus recauchutados. A iniciativa faz parte

da visão da companhia, que passa por focar na competitividade

dos seus parceiros, distribuídos em mais de 90 países.

42 | Revista dos Pneus | Junho 2020


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Notícias

Empresas

Continental oferece viseiras

aos parceiros de negócio

Comprometida com a saúde e a segurança de todos

os portugueses, bem como com o esforço que o setor

está a despender com o intuito de assegurar o cumprimento

de todas as recomendações da Direcção-Geral

de Saúde, a Continental está a oferecer mais três mil

viseiras de proteção individual a vários parceiros que

estiveram e continuam a estar na linha da frente no

combate à Covid-19. A distribuição das mais de três

mil viseiras contempla a rede Conti 360º, a rede ContiService

e os motoristas das frotas parceiras, surgindo

na sequência de outras medidas implementadas pela

Continental durante o Estado de Emergência no apoio

“aos heróis que estiveram sempre na linha da frente do

combate e que não puderam ficar em casa para que

o país continuasse a funcionar”, refere Pedro Teixeira,

diretor geral da Continental Pneus Portugal.

S. José Logística de Pneus perentória:

agricultura não pode parar

A agricultura apresenta-se como setor vital para garantir a produção e o abastecimento

da cadeia de distribuição de modo a continuar a alimentar toda a população.

Com esta responsabilidade maior, a agricultura não pode parar. A BKT, enquanto especialista

em pneus Off-Highway, continua a garantir o fornecimento de pneus a

todos os seus agentes em Portugal e Espanha, através do seu importador exclusivo,

S. José Logística de Pneus, que dispõe do maior stock de pneus agroindustriais da

Península Ibérica. Os tratores e todas as máquinas agrícolas necessitam de pneus

para realizar as suas operações diárias e, desta forma, a empresa de Cantanhede está

ao lado dos agricultores e de toda a comunidade rural, garantindo a continuação das

operações através do seu centro logístico, com distribuição para todo o país e Espanha.

“Deixamos, também, um apelo consciente às casas de pneus e oficinas para que,

de forma responsável e dentro das limitações que o estado atual impõe, continuem a

garantir a assistência a todos os equipamentos industriais para que a agricultura não

pare. Mesmo que a um ritmo desacelerado, a economia não pode parar e, enquanto

nos for possível, continuamos a assegurar qualquer necessidade”, disse a empresa.

Publireportagem

MINUTO VERDE VALORPNEU

WEBINAR VALORPNEU // CONHEÇA AS OBRIGAÇÕES

NO DOMÍNIO DA GESTÃO DE PNEUS USADOS

O

s resultados das auditorias a

comerciantes e distribuidores

realizadas pela Valorpneu,

dando cumprimento ao disposto na sua

licença, são claros. A entidade gestora

verificou que as constatações são quase

sempre as mesmas e estão relacionadas

com imprecisões no descritivo relativo ao

ecovalor que consta na fatura de venda dos

pneus comercializados e a não submissão

das medidas de autoproteção da instalação

para aprovação pela ANEPC - Autoridade

Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Neste sentido, a Valorpneu vai promover um

webinar, agendado para o próximo dia 25

de junho, com o objetivo de ajudar os

comerciantes e distribuidores a inteirar-se das suas

obrigações no domínio da gestão dos pneus usados. O

webinar terá como oradores a Eng.ª Dora Gervásio,

responsável da rede de recolha da Valorpneu, a Eng. ª

Mafalda Mota, chefe de divisão de fluxos específicos e

mercado de resíduos da Agência Portuguesa do

Ambiente e a Eng.ª Paula Costa, consultora na área de

ambiente e segurança. As auditorias que se têm vindo a

realizar, e que desde meados do mês de março têm sido

feitas remotamente devido à pandemia, estão neste

momento suspensas. Depois da realização deste

webinar, as auditorias retomarão.

44 | Revista dos Pneus | Junho 2020


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Largura do

rasto

Séries

Jante

Índice de

carga

Código de

velocidade

275 45 21 110 Y XL C B 1 72

295 25 21 107 Y XL *TBA

255 55 20 110 Y XL *TBA

265 50 20 111 Y XL *TBA

275 45 20 110 Y XL *TBA

255 45 20 105 W XL C B 2 71

245 45 20 103 Y XL *TBA

275 40 20 106 Y XL *TBA

255 55 19 111 Y XL *TBA

235 55 19 105 Y XL B B 1 72

225 55 19 99 V - C B 2 71

265 50 19 110 Y XL C B 2 72

255 50 19 107 Y XL *TBA

235 50 19 103 W XL C B 2 72

285 45 19 111 W XL C B 1 72

275 45 19 108 Y XL C B 2 72

245 45 19 102 W XL C B 1 72

225 45 19 96 W XL C B 2 71

265 60 18 110 V - C B 2 71

255 55 18 109 Y XL E B 2 73

255 55 18 109 Y XL *TBA

225 55 18 98 V - *TBA

225 50 18 95 Y XL *TBA

245 65 17 111 H XL C B 2 72

225 65 17 102 V - *TBA

215 65 17 99 V - *TBA

235 60 17 102 V - C B 2 71

215 60 17 100 V XL *TBA

215 65 16 102 V XL C B 2 71

235 60 16 100 V - *TBA

*Serão lançados novos tamanhos em 2019

XL


Notícias

Empresas

Caducidade dos pneus

Dispnal apresenta nova imagem

corporativa da Toyo Tires

A Toyo Tires Corporation, distribuída em Portugal pela Dispnal Pneus, anunciou

uma nova imagem corporativa para a marca Toyo Tires, que foi lançada no site.

“Uma paisagem inundada de deslumbrantes azuis do céu e do oceano evoca

uma sensação libertadora e refrescante na mente de muitos”. A nova declaração

da marca Toyo Tires, formulada em junho do ano passado (“Open Roads Await”),

expressa o espírito de fronteira do Grupo Toyo Tires, pavimentando novas relações

onde anteriormente não existiam. A nova imagem corporativa reflete, também,

o “espírito desafiante” do grupo, libertando o desejo de alcançar o infinito

de cor azul e para além dele. A cor da marca Toyo Tires é o azul e a identidade

da marca provém desta cor. A lógica por detrás desta nova imagem corporativa

é: “Refletindo-nos a nós próprios na cor azul, voltamos ao ponto de partida,

reexaminamo-nos e reafirmamos a nossa visão”. A nova imagem, lançada globalmente

no site, na publicidade digital e com a frase chave “Ignite your BLUE”, será

traduzida para 12 idiomas diferentes. Recorde-se que a Toyo Tires é distribuída

em Portugal pela Dispnal Pneus.

Os pneus são dos mais importantes elementos do automóvel,

uma vez que são os únicos que estabelecem o

contacto do veículo com a estrada. São muitas as dúvidas

que se colocam sobre a existência de legislação nacional

e/ou comunitária referente ao prazo de validade dos

pneus. A ACAP questionou organizações congéneres

europeias, bem como o próprio organismo nacional da

tutela (IMT - Instituto da Mobilidade e dos Transportes),

tendo concluído a inexistência de legislação relacionada

com a validade ou prazo de caducidade dos pneus. Tem-

-se conhecimento da existência de uma Recomendação

do organismo de normalização E.T.R.T.O. (European Tire

and Rim Technical Organisation), que refere apenas que,

depois de cinco anos de utilização, os pneus deverão ser

inspecionados por um especialista, pelo menos, uma vez

por ano (cinco anos = tempo decorrido a partir da data da

primeira utilização). Esta recomendação refere que esta

inspeção não deve substituir as verificações periódicas

de manutenção (pressão de enchimento e do estado

geral do pneu, como nível de desgaste e deformações).

Por precaução, recomenda que, se os pneus não forem

substituídos dentro do prazo de 10 anos a partir da data

de fabrico (data anotada no flanco), deverá proceder-se

à sua substituição por outros novos, ainda que o nível

de desgaste não tenha alcançado o limite mínimo legal

permitido de 1,6 mm. Conclui-se, assim, que, atualmente,

não existe nenhuma norma, regulamento ou diretiva

relativa à caducidade dos pneus (limite entre a data de

fabrico, data de montagem e substituição).

TechnoMarketing Group

E-CUBE continua a dar nas vistas

O TechnoMarketing Group (TMG), sediado na Holanda, mantém-se ativo neste período

extremamente difícil para o negócio no setor dos pneus com o intuito de promover a

sua mais recente inovação: E-CUBE. Trata-se de uma revolucionária unidade de manutenção

móvel de pneus compacta, que já conquistou a atenção da indústria na Europa,

América do Norte e Sudeste Asiático em relação à forma imaginativa de ter lucro no setor

dos pneus. Ralph Dubbeldam, diretor-geral do TechnoMarketing Group, afirmou que “o

vírus fez com que muitos retalhistas globais de pneus passassem a oferecer ou aumentar

o serviço móvel, elevando a popularidade da nossa unidade E-CUBE devido a aspetos

relacionados com a segurança, incluindo a do técnico, que pode remover e substituir um

pneu a partir do interior do seu veículo de serviço, além da flexibilidade que tem para

oferecer outros serviços lucrativos, incluindo o carregamento de baterias e a recarga de

unidade de ar condicionado durante a visita ao cliente”. E acrescentou: “Outros produtos

inovadores nos quais o TMG está a trabalhar atualmente, incluem um elevador móvel de

novo estilo que limpa quatro rodas em segundos”.

46 | Revista dos Pneus | Junho 2020


Bridgestone estabelece parceria

com Milestone para jogo RIDE4

A Bridgestone, empresa líder mundial em pneus e borracha,

anunciou uma parceria com a empresa italiana de desenvolvimento

de jogos Milestone para o mais recente título do

RIDE, uma das séries mais populares de videojogos. O RIDE4,

a melhor experiência competitiva em jogos para entusiastas

das duas rodas, será lançado, mundialmente, a 8 de outubro

de 2020 para a PlayStation 4, XBOX One e PC. Através desta

parceria, a Bridgestone procura consolidar a sua posição de

líder de mercado em pneus para motos, além de mostrar os

seus produtos e legado no mundo competitivo das corridas. E

tudo de uma forma inovadora e envolvente para os amantes

de motos e videojogos em todo o mundo.

Hankook Tire anunciou resultados

financeiros do primeiro trimestre

A Hankook Tire revelou que as suas vendas caíram devido à crise económica

global e reduziram o otimismo do consumidor causado pela propagação da

pandemia de Covid-19. O fabricante anunciou vendas globais consolidadas

de 1,4357 biliões de wons sul-coreanos (aproximadamente, 1.0905 milhões de

euros) e um lucro operacional de 105,8 biliões de wons sul-coreanos (aproximadamente,

80,4 milhões de euros). Os lucros da Hankook Tire caíram devido

à forte queda na procura de pneus causada pela desaceleração económica

global imposta pela pandemia de Covid-19 e à redução do otimismo do consumidor.

O novo coronavírus teve um impacto geral nos principais mercados

globais, incluindo a queda na procura de pneus para equipamento de origem

e de reposição, bem como a adaptação da atividade das instalações de produção

em todo o mundo. Apesar das consequências da Covid-19, os pneus

de elevadas prestações destinados a jantes de 18” e superiores representaram

33,7% das vendas de pneus de automóveis, um aumento de 2,7% em comparação

com o mesmo período do ano passado.

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Notícias

Empresas

Benjamin Hübner é novo diretor da gama

pneus agrícolas da Continental

Goodyear alarga iniciativa

#highwayhero a toda a Europa

A Goodyear lançou, através das redes sociais, um programa destinado a

prestar reconhecimento aos motoristas de camiões, gestores de frotas,

pessoal portuário, profissionais de logística, técnicos e montadores de

pneus que se mantiveram a dar apoio às indústrias essenciais e à sociedade

durante a pandemia de Covid-19. Com esta campanha, a empresa

pede aos seus seguidores europeus no Facebook que utilizem a

etiqueta #highwayhero para reconhecer os esforços permanentes dos

trabalhadores de transportes essenciais, pela sua dedicação e notável

desempenho em condições tão desafiantes. ”A equipa da Goodyear

agradece aos motoristas de camiões e às equipas de operações e manutenção

que se mantiveram a trabalhar em permanência para abastecer

os nossos supermercados, entregar material médico essencial e gerir a

procura crescente de compras online, enquanto a maior parte da Europa

se mantinha em casa para ‘achatar’ a curva da pandemia. Esta campanha

é uma forma simples de demonstrar o nosso agradecimento”, referiu

Gregory Boucharlat, vice-presidente da Unidade de Veículos Industriais da

Goodyear na Europa.

Euromaster e Michelin distribuem

material de prevenção para evitar contágio

Desde o início da pandemia de Covid-19 que a Euromaster tomou medidas de

prevenção que foram aplicadas nas oficinas, de modo a proteger não só os seus

colaboradores como, também, os clientes contra a propagação do novo coronavírus.

Uma das prioridades do Grupo Michelin é a prevenção da pandemia

para funcionários e clientes. Por esse motivo, foi lançada a produção de máscaras

faciais, viseiras e gel hidro alcoólico em vários centros e fábricas da Michelin na

Europa. Com o objetivo de apoiar o regresso dos

centros Euromaster à normalidade, foram enviadas

máscaras, viseiras e gel hidro alcoólico. Uma ação

coordenada pela Euromaster em parceria com a

Michelin. Esta ação permite aos centros Euromaster

estarem devidamente preparados para receber

maior fluxo de clientes após o levantamento do

Estado de Emergência. “Ressalvamos que, até aqui,

os centros Euromaster que laboraram durante o

Estado de Emergência garantiram que veículos de

emergência e de bens de primeira necessidade não

ficassem imobilizados. Os responsáveis dos centros

tomaram as devidas providências e cumpriram com os protocolos sanitários que

a Euromaster preconiza, para evitar o contágio. Juntos, pela segurança” pode

ler-se no comunicado emitido.

A Continental Commercial Specialty Tires tem, agora, um novo

diretor para a sua gama de pneus agrícolas. Chama-se Benjamin

Hübner, tem 30 anos e é responsável pelo desenvolvimento estratégico

do negócio de pneus agrícolas na interface de pesquisa

e desenvolvimento, vendas, gestão de qualidade e atendimento

ao cliente. Criado na herdade dos pais, Benjamin Hübner mantém

uma ligação muito próxima com o setor agrícola desde a infância.

Depois de concluir o bacharelato em Ciências Agrícolas na CAU

(Universidade de Kiel) e o mestrado em Marketing Sustentável

na Universidade de Ciências Aplicadas Fresenius, entrou para o

departamento de vendas e gestão de produtos da John Deere.

Em 2017, ingressou na Continental, onde foi responsável pelo desenvolvimento

e manutenção do portefólio de produtos da série

de correias de transmissão AGRIDUR. Neste novo cargo, sucede a

Thorsten Bublitz, que assumiu a direção internacional de contas na

divisão Commercial Specialty Tires da Continental no ano passado.

Euromaster lança serviço

Master Recolha & Entrega

O país encontra-se numa situação nunca antes vivida no que diz

respeito a manter um distanciamento social. E foi dessa necessidade

que surgiu o Master Recolha & Entrega, o novo serviço disponível

nas oficinas Euromaster. Para além do distanciamento social, sabe-se

que, nos dias que correm, o tempo é um bem escasso. Por isso, a

Euromaster quer ajudar os clientes a desfrutá-lo da melhor maneira.

Não só agora, em tempos de pandemia, como, também, quando

tudo regressar à normalidade. O serviço Master Recolha & Entrega

permite aos clientes aproveitarem o seu tempo da melhor forma,

sem terem de preocupar-se em arranjar tempo para ir à oficina. O

Master Recolha & Entrega é um serviço bastante simples e facilitador.

A Euromaster, recolhe o veículo na morada indicada pelo cliente,

realiza os serviços e devolve o veículo ao cliente devidamente higienizado.

Este serviço pode ser contratado através da loja online

Euromaster ou por telefone/email diretamente com o centro de

serviço escolhido.

48 | Revista dos Pneus | Junho 2020


CEMB apresenta nova app para controlo remoto

do alinhamento de rodas

Wilson Luís é o novo responsável

de negócio de Consumer na Goodyear

A Goodyear Iberia anunciou uma alteração importante na sua divisão

de Consumer em Portugal, efetiva desde o passado dia 1 de abril.

Wilson Luís, até à data KAM National Distribution, foi nomeado Consumer

National Manager para Portugal. Com esta alteração, Wilson

Luís torna-se no responsável máximo do negócio de Consumer no

país, cargo que reportará, diretamente, a Mario Recio, Sales General

Manager Consumer para a Iberia. “Estou muito satisfeito com esta

nova oportunidade dentro da Goodyear. Considero que todo o valor

que a empresa me conferiu ao longo destes anos, sobre o mercado

e as necessidades dos clientes em Portugal, contribuirá, de forma

muito positiva, para reforçar a implementação da estratégia de

Consumer”, afirmou Wilson Luís.

Para satisfazer as expectativas de utilizadores cada vez mais exigente e “conectados”,

a CEMB desenvolveu uma aplicação que permite controlar, remotamente,

os sistemas de alinhamento de rodas 3D e CCD de última geração. A app “CEMB

DWA” permite ver no smartphone ou tablet o monitor do alinhamento de rodas,

atuando como controlo remoto para operar so software do equipamento. Esta

nova funcionalidade foi concebida para oferecer ao operador a possibilidade

de interagir remotamente com o seu próprio sistema de alinhamento de rodas,

simplificando as operações e reduzindo o tempo de utilização do equipamento

da CEMB. A CEMB DWA App é gratuita e está disponível para download em

dispositivos com sistemas operativos Android (a partir da versão 6.0) ou iOS (a

partir da versão 10.0), sendo ainda compatível com todos os alinhamentos de

rodas 3D e CCD encomendados a partir de janeiro de 2020 e fornecidos com

adaptador wi-fi USB.

AF-an-revista-do-pneu-10,3x14cm_2020-05_por_euroc_alta.pdf 1 27/04/20 14:15

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Pirelli cria programa de formação digital

para força de vendas e revendedores

As propostas formativas da Pirelli não param, nem perante a situação

atual. Enquanto a Covid-19 obriga a uma paragem do setor dos

pneus, o fabricante italiano lança um novo pacote de iniciativas de

formação destinadas à sua força de vendas e aos seus revendedores.

Oficinas e colaboradores da Pirelli podem participar em sessões

online que complementam os programas já existentes (Tyrecampus

e Commercial Academy), com o objetivo de estabelecer uma nova

forma de trabalhar com os clientes, que, de certa forma, determinará

como o mercado de pneus funcionará no futuro. Esta iniciativa

consiste na criação de um email interativo que inclui, entre outros

elementos, conteúdo focado nas melhores estratégias comerciais

para manter a lealdade dos consumidores durante o período de

confinamento, como características, novidades da gama de pneus

Pirelli, atividades que destacam os valores da marca (sustentabilidade,

distribuição da borracha natural, relacionadas com a própria marca)

e novos processos para otimizar as vendas e o serviço de gestão.

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Notícias

Empresas

TECH Europe

FirstStop reforça informação

de serviços no seu site

Com a atual situação que o mercado oficinal atravessa,

as casas terão de efetuar um processo de adaptação do

seu negócio que permita uma resposta mais eficaz à

nova realidade social que o país vive. Hoje, as deslocações

às oficinas encontram-se muito condicionadas. E,

num futuro próximo, existe uma indefinição de como irá

evoluir este cenário. A FirstStop, dando resposta e em

conjunto com todos os parceiros da rede, proporciona

ao mercado a capacidade de continuar a dar assistência

ao automóvel com um serviço de recolha e entrega da

viatura ou através da realização da manutenção na

própria morada do cliente. Para além de uma panóplia

de ofertas de serviços em pneus e mecânica geral e

rápida, no site da FirstStop está, também, disponível a

informação de quais as oficinas da rede estão a funcionar

ou se encontram encerradas.

TOP

RUBBER AND

TIRE TECH

SOLUTION PROVIDERS

IN EUROPE

2020

Awarded By

TECHNOLOGY INSIGHTS

TECH Europe nomeada “Top Rubber

& Tire Tech Solution Providers in Europe”

A TECH Europe, principal produtor de materiais de reparação de pneus e soluções para serviços

de rodas, foi, recentemente, nomeada como um dos principais fornecedores de soluções tecnológicas

de borracha e pneus na Europa em 2020 pela “Manufacturing Technology Insights”. Tim

Verhaeghe, diretor-geral da TECH Europe, foi entrevistado pela publicação acima mencionada

para partilhar as inovações da TECH Europe, o legado da sua empresa-mãe, a TRC, e como

as operações globais da empresa se dedicam a fornecer soluções alinhadas com a visão da

TRC4R nas áreas da reparação, reutilização e reciclagem. Sediada em Johnstown, no Ohio, a

TRC está presente em Itália, China, Japão e Brasil, estando quer o Centro de Distribuição quer

o Centro de Excelência em Formação da TECH Europe sediadas em Turnhout, na Bélgica. “Com

este centro de distribuição evoluído, a TECH reforça o seu compromisso de dar resposta aos

diversos segmentos de mercado, incluindo viaturas de turismo, camiões, off-the-road (OTR)

e centros de serviços de pneus agrícolas”, afirmou Tim Verhaeghe.

Hankook avança na inovação

digital com recurso à IA

Recorrendo à Inteligência Artificial (IA) e à aprendizagem

através de sensores, a Hankook pretende automatizar

o processo de teste de pneus no futuro e avançar com

inovações digitais. A investigação e o desenvolvimento

serão particularmente beneficiados graças a uma parceria

estabelecida com a prestigiada Universidade Técnica

KAIST, na Coreia do Sul, no “Centro de Inovação

Digital HK-KAIST”. O resultado mais recente desta união

de esforços visa otimizar os complexos processos de

inspeção e, portanto, acelerar ainda mais o processo

de produção. Ao longo de todo o processo de teste de

pneus, recorrer-se-ão no futuro a especialistas particularmente

formados, assim como a novos sistemas, para

garantir a qualidade necessária do produto e, portanto,

a segurança do condutor.

Michelin e Enviro unem-se para

transformar pneus em matérias-primas

A parceria entre a Michelin e a Enviro industrializará em larga escala uma inovadora

tecnologia assente num processo de pirólise, através da qual se reciclam os pneus no

final da sua vida útil. Tanto para a indústria do pneu como para os consumidores, a reciclagem

é uma preocupação de topo. A cada ano, cerca de mil milhões de pneus chegam

ao final da sua vida. Graças a esta nova tecnologia para a respetiva reciclagem, os

pneus usados dão vida a novas matérias-primas de qualidade. A Enviro, start-up sueca

com 20 colaboradores, fundada em 2001, desenvolveu uma técnica para, através de

um processo de pirólise, modificar a composição química e física do material com que

é fabricado o pneu, ao mesmo tempo que garante um consumo energético mínimo.

A pirólise é uma tecnologia que consiste na decomposição química de um composto

orgânico a partir de um forte aumento da sua temperatura. O processo permite a

extração de novos produtos que, inicialmente, não estavam incluídos no composto

orgânico. Esta inovadora tecnologia permite obter, a partir de pneus usados, produtos

de alta qualidade, como carbono negro, óleo de pirólise, aço ou gás. Materiais que

podem ser reutilizados no ciclo de produção de diferentes setores industriais.

50 | Revista dos Pneus | Junho 2020


Pirelli assegura manutenção de pneus

e veículos com segurança na rede Driver Center

A Pirelli, através da rede Driver Center, em Itália, e outras oficinas independentes

associadas em toda a Europa, lançou uma série de iniciativas para os

condutores que pretendam realizar serviços de manutenção aos seus veículos

em tempos de pandemia, com total segurança e garantia de distanciamento

social. Os pontos de venda da rede Driver distinguem-se pelo elevado nível

de atenção ao cliente e pela gestão, que dá prioridade máxima à saúde e

segurança de colaboradores e clientes. Tendo estes objetivos em mente, a

Pirelli recomendou às suas oficinas a adoção de novas medidas relacionadas

com a atendimento de clientes, organização e saneamento das suas instalações.

Todas as medidas são baseadas nas recentes recomendações de várias

instituições nacionais e internacionais. Os novos acordos com fornecedores

especializados também permitirão o acesso a equipamentos de proteção com

condições específicas, de acordo com as mais recentes medidas sanitárias.

Pontos de venda ContiService oferecem

check-up a pneus e baterias

Neste período de desconfinamento gradual, muitos portugueses têm

de regressar à estrada com as viaturas que estiveram bastante tempo

paradas, sendo importante que este regresso se faça com precaução.

Tendo em conta a segurança rodoviária de todos os automobilistas,

os pontos de venda ContiService estão a oferecer a todos os clientes

check-up aos pneus e diagnóstico ao estado da bateria, dois importantes

componentes do automóvel que podem ter sofrido algum tipo de alteração

durante o período em que estiveram inativos. “Depois de, durante o

Estado de Emergência, termos mantido a nossa rede em funcionamento

para apoiar todos aqueles que não podiam ficar em casa, nesta fase de

desconfinamento queremos ser um agente ativo e dinamizador na prevenção

e na promoção de uma mobilidade segura”, realça Sandra Melo,

responsável da rede ContiService em Portugal. Refira-se que as oficinas

que integram a rede da Continental cumprem um rigoroso protocolo

sanitário que garante a segurança de clientes e colaboradores, incluindo

a limitação de acesso do cliente a área da oficina, um mapeamento de

limpeza e desinfeção dos espaços comuns, entre outros.

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Pneus fiáveis num

mundo em constante

evolução

Campos enlamaçados, pastos escorregadios, terrenos montanhosos e estradas longas. Os pneus

Mitas trabalham com eficácia e fiabilidade em todas as condições. Equipados em vários tipos de

máquinas agrícolas e apto para numerosas aplicações, os pneus Mitas asseguram que os

agricultores profissionais consigam acompanhar o rápido desenvolvimento do mundo agrícola.

Mitas, pneus que trabalham duro desde 1932.

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Notícias

Produto

Pneurama lança novo pneu SUV

Lassa Competus H/P2

Representada no nosso país pela Pneurama, a Lassa Tyres, marca de origem

turca que dispõe de uma abrangente gama de pneus ligeiros, adicionou à

sua oferta o Competus H/P2. Face ao modelo antecessor, Competus H/P, este

novo pneu SUV, que conta com novo composto e nova construção, anuncia

melhor distribuição da pressão, o que resulta numa aderência superior, em

maior durabilidade do piso e na ausência de desgaste irregular. Sem comprometer

o desempenho em piso seco, o novo Competus H/P2 propõe um

desempenho melhorado em piso molhado e uma resistência ao rolamento

com vida útil aumentada. Concebido para utilização em estrada e desenvolvido

para os proprietários de SUV compactos, médios e de luxo que não abdicam

de uma condução de elevado desempenho, este novo pneu dispõe

de quatro ranhuras (nervuras) principais largas cuja função é escoar a água

rapidamente e otimizar o desempenho em piso molhado. O arrastamento

em águas superficiais foi alargado para a ranhura (nervura) principal e foi

aplicada uma lâmina em forma de “M”. O novo Lassa Competus H/P2 está

disponível em diversas medidas para jantes de 16” a 21” (larguras de secção

de 215 a 295 mm; séries 65 a 25; índices de velocidade H, V, W e Y). Relevantes

são, também, os resultados dos testes levados a cabo pela TÜV SÜD

(relatório n.° 713128383-2, de abril de 2018), que comprovam o melhor desempenho

do Competus H/P2 face à média dos concorrentes, tanto em piso

seco como em piso molhado (a entidade não revelou os opositores, apenas

que os testes foram realizados utilizando a medida 215/65 R16 102V). Dispondo

de classificação “B” na aderência em piso molhado, o Competus H/P2

exibe as letras “E”, “C” ou “B” no que diz respeito ao consumo de combustível.

Já o nível de ruído, varia entre 71 e 73 dB em função da medida, sendo visíveis

uma ou duas bandas sonoras na etiqueta.

Yokohama vai expandir

BluEarth-GT AE51

A marca japonesa anunciou que esta primavera vai expandir a

comercialização do BluEarth-GT AE51, pneu de alta gama que

promete um excelente desempenho geral. Este pneu, que pertence

à gama BluEarth da Yokohama, lançado no Japão em 2019,

expandir-se-á para a Europa, Ásia, Médio Oriente, América Latina,

Oceânia e África a partir desta primavera. Estará disponível em

66 medidas, que vão desde 245/35R19 93W a 155/65R14 75H. O

BluEarth-GT AE51 foi desenvolvido como um pneu de gama alta

para veículos sedan de gama média. Foi desenhado para oferecer

excelente rendimento geral, incluindo manobrabilidade superior,

conforto e características “amigas” do meio ambiente. O “GT”, parte

do nome deste produto, significa “Grand Touring”, sinónimo de

condução para grandes distâncias. Como tal, foi desenhado para

oferecer o rendimento de uma condução desportiva e estável,

apropriado para o seu nome. O BluEarth-GT AE51 também foi

projetado para proporcionar maior eficiência de combustível, ao

mesmo tempo que mantém uma tração superior em piso molhado.

BKT lança novo Liftmax LM 63 para

utilização em tratores industriais

O fabricante indiano BKT não para. O Liftmax LM 63, concebido

para colocação em tratores de utilização industrial ou logística,

utilizados em portos e aeroportos, é a combinação perfeita de

características extraordinárias: baixa resistência ao rolamento,

menos vibrações, excelente estabilidade e condução mais confortável.

Tudo isto, segundo a BKT, graças à lona de carcaça em aço

integral (All Steel), com lonas de cima em aço de várias camadas.

Entre as características do novo Liftmax LM 63, encontram-se,

também, a boa resistência aos furos e desgaste, bem como a

elevada produtividade graças à melhor quilometragem e ao menor

consumo de combustível. Tração, também não falta, sendo este

um elemento essencial em diversas utilizações, sobretudo nas

aplicações industriais, logísticas ou nos portos.

52 | Revista dos Pneus | Junho 2020


RM-4A+: o maior pneu jamais

fabricado pela Goodyear

Falken equipa de origem Audi A1

Citycarver com AZENIS FK510

O fabricante alemão de pneus, pertencente ao Grupo Sumitomo Rubber Industries

(SRI), representado em Portugal pela AB Tyres, obteve uma nova homologação

OEM para a Audi. Neste caso, trata-se do pneu de elevado desempenho

AZENIS FK510, na dimensão 205/55R17, que equipa de origem o novo

Audi A1 Citycarver. Desenvolvido, especialmente, para condução desportiva,

este pneu de alta tecnologia é anunciado como ideal para o utilitário com ares

de crossover da marca de Ingolstadt, um modelo que se sente como “peixe

na água” em qualquer ambiente, seja na cidade, em estradas secundárias, em

autoestrada ou em pisos de terra batida. O Falken AZENIS FK510, distribuído

em Portugal pela AB Tyres e que está no mercado desde 2016, tem sido

amplamente reconhecido, tanto em condução desportiva como em testes independentes,

onde obteve os melhores resultados. Recentemente, este pneu

UHP da Falken alcançou o terceiro lugar nos testes de verão realizados pela

Auto Bild, destacando-se pelo seu desempenho equilibrado em piso seco e

molhado, bem como pelo seu comportamento desportivo em piso seco.

De medida 59/80R63, o RM-4A+ é o pneu maior que a Goodyear

fabrica atualmente, sendo tão alto como um elefante e

pesando quase o mesmo do que o enorme mamífero terrestre.

Este gigantesco pneu do segmento OTR (Off The Road) foi

desenvolvido para carregar centenas de toneladas de pedras

e outros materiais igualmente pesados, fazendo parte de uma

gama que a Goodyear fabrica, especificamente, para trabalhos

em minas de carvão, pedras pesadas, ouro e cobre. O pneu é

comercializado em todo o mundo para mover as maiores e

mais pesadas máquinas de trabalho que operam habitualmente

em minas. Este enorme pneu, montado em jantes de 63”, tem

4,023 metros de diâmetro e é um metro mais alto do que um

cesto de basquetebol. Os seus 5.400 kg de peso contam com

tecnologias avançadas que lhe permite carregar um peso de

100.000 kg a velocidades de até 50 km/h.

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Notícias

Produto

Dunlop lançou Trailmax

Meridian para motos adventure

Com o lançamento do Trailmax Meridian, a Dunlop

declara “o advento de uma nova aventura’ para o

setor. Posicionando-se num patamar acima do Trail-

Smart MAX, o Trailmax Meridian foi desenvolvido em

função dos específicos e complexos requisitos das

motos adventure tecnicamente mais avançadas. Com

as vendas de motos para estrada/fora de estrada

a crescerem mais rapidamente do que a média do

mercado, casos das BMW GS, Honda Africa Twin,

Suzuki V-Strom e Triumph Tiger, os motociclistas

esperam maior versatilidade, tanto das suas motos

como dos respetivos pneus. A Dunlop tem particular

orgulho dos ganhos alcançados em termos de quilometragem

em condições de condução extrema.

O pneu Trailmax Meridian traseiro, testado com os

melhores concorrentes, evidenciou um ganho de

6% em quilometragem em condução em linha reta.

Goodride dispõe de nova gama

de pneus pesados

A Goodride, distribuída pela S. José Logística de Pneus, lançou uma gama completa de

três novos pneus premium, adaptáveis a todas as circunstâncias. Esta oferta inovadora

representa uma subida do nível da marca, apresentando pneus com níveis surpreendentes

de performance, segurança e resistência. Projetada com um conceito híbrido, a nova

gama, distribuída pela S. José Logística de Pneus, anuncia excelentes performances de

condução, tanto em longo curso como em percursos regionais. Aqui fica uma pequena

descrição dos modelos e características dos três novos pneus pesados da Goodride:

• MultiNavi S1 - destinado ao eixo direcional, destaca-se pelos quatro sulcos retos do piso, que

permitem uma excelente drenagem da água, baixo ruído, aderência superior em estradas molhadas

e com neve, bem como quilometragem elevada. Boa recauchutabilidade da carcaça.

• MultiDrive D1 - para aplicação no eixo de tração, garante maior quilometragem devido à profundidade

do piso, proporcionando maior vida útil do pneu. O padrão da banda de rodagem e

os blocos robustos do piso asseguram boa tração, tanto em superfícies secas como molhadas

ou cobertas de neve.

• MultiAp T1 - para aplicação em galeras, com um piso de quatro sulcos, proporciona excelente

expulsão de pedras, prevenindo, assim, cortes na ranhura do pneu. O design do ombro, largo e

sólido, garante longa quilometragem e o composto especial do piso proporciona baixo consumo

de combustível.

Piso VT560 da gama de tração

da Vipal tem de novas medidas

Com larguras de 210, 230 e 240 mm, o piso de tração

VT560 da Vipal é indicado para utilização mista

em estradas pavimentadas e não pavimentadas.

De modo a apresentar versatilidade de aplicação

e boa aderência em diferentes tipos de terreno, o

composto deste pneu foi otimizado para proporcionar

ótima resistência ao desgaste por abrasão. As

suas características de construção tornam o VT560

da Vipal ideal para aplicações altamente severas,

oferecendo elevado poder de tração e prevenindo

danos no pneu, prolongando a sua vida útil. Outro

aspeto diferenciador é a exclusiva tecnologia Eye

Control, indicador de desgaste que ajuda o utilizador

a identificar anomalias no pneu.

Alliance AGRI STAR II: parceiro

de confiança para o setor agrícola

A história do Alliance AGRI STAR II, lançado recentemente, começou a escrever-se após a

Agritechnica 2017. Inspirados nesta importante feira agrícola, os engenheiros do Alliance

Tire Group (ATG) passaram quase 24 meses a desenvolver um pneu de trator para satisfazer

todas as exigências modernas do setor agrícola. Durante a primeira fase do desenvolvimento,

foi realizada uma pesquisa minuciosa em várias regiões geográficas para identificar

os principais requisitos dos agricultores e revendedores de pneus. Numa segunda

fase, conceitos 3D deste pneu foram mostrados a grupos de agricultores e revendedores

para obter feedback sobre o projeto e a construção naqueles que seriam os pressupostos

do novo AGRI STAR II. Seguindo as sugestões dos agricultores, foram feitas algumas

modificações, incluindo nos ombros, que passaram a ser mais largos, um nariz de talão

especial e contornos da parede do talão, além de um número otimizado de talões. Parte

do “segredo” do AGRI STAR II deve-se às suas características particulares de construção.

Como a tecnologia Stratified Layer Technology (SLT), desenvolvida, exclusivamente, pelos

engenheiros do Alliance Tire Group (ATG).

54 | Revista dos Pneus | Junho 2020


Falken Sincera SN110 anuncia

prestações premium

O novo Sincera SN110, da Falken, marca representada em Portugal pela AB

Tyres, promete novos padrões de desempenho em condução. Disponível

durante esta primavera, em diversas dimensões, o novo Sincera SN110 é, segundo

a Falken, um pneu ecológico: economiza energia graças à sua baixa

resistência ao rolamento e oferece excelente conforto em condução. Além

disso, este novo pneu contribui para uma resposta de direção muito direta

e uma curta distância de travagem, o que aumenta a segurança,

mantendo o desgaste reduzido. A tecnologia

de desenho NANO-4D do composto do piso oferece

maior vida útil e robustez ao Sincera SN110. No desenvolvimento

deste novo pneu, foram utilizados supercomputadores

para otimizar a mistura no nível das

nanopartículas através de simulações e extrapolações.

Deste modo, obteve-se um composto sob medida,

que assegura elevada aderência tanto em piso

húmido como seco, sempre com resistência à fricção.

Durante esta primavera, o novo Falken Sincera SN110

estará disponível em 49 dimensões, com códigos de

velocidade de “T” (190 km/h) a “H” (210 km/h) e jantes

de 14” a 16”, dando cobertura à grande maioria dos modelos

do segmento de veículos compactos.

Galaxy amplia gama de pneus

Yardmaster para empilhadores

São cinco as medidas adicionais em stock que ostentam a

classificação mais elevada da camada, introduzidas para dar

resposta às exigências atuais e de modo a complementar a série

comprovada de pneus de empilhadores Galaxy Yardmaster. Esta

linha de pneus diagonais é caracterizada por apresentar uma

carcaça forte e paredes laterais rígidas, que anunciam excelente

estabilidade e elevado conforto de condução durante operações

de elevação e mudança típicas para empilhadores de médio

porte. Máquinas que são, normalmente, utilizadas para cargas

e descargas, tarefas a realizar no chão de fábricas e operações

ao ar livre em superfícies moderadamente irregulares. A série

Yardmaster da Galaxy consiste numa oferta de valor que apresenta

um perfil ideal de pneu com piso plano suave, carcaça

forte, paredes laterais fortificadas e reforços do bloco de piso.

As medidas 21X8-9 (16 PR), 7.00-12, 7.00-15, 7.50-15 (todos os

14 PR) e 250-15 (20 PR) ampliam ainda mais a oferta. O perfil

do Galaxy Yardmaster foi desenvolvido, especificamente, para

capacidade de carga lateral, estabilidade e tração.

Maxam Tire aumenta gama

para aplicações portuárias

BFGoodrich Cross Control 2 para

eixos direcional e de tração

Os novos pneus BFGoodrich Cross Control 2, desenvolvidos para equipar os eixos

direcional e de tração dos camiões no segmento de utilização mista, destacam-se pela

sua motricidade e duração melhoradas, assim como pela sua robustez em qualquer

tipo de terreno. A nova geração de pneus BFGoodrich Cross Control 2 foi desenvolvida

para satisfazer as expectativas dos utilizadores europeus de camiões no segmento de

utilização mista (obras, construção e pedreiras), os quais valorizam, acima de tudo,

uma boa relação qualidade/preço, conjugada com uma garantia de mobilidade em

todo o tipo de terrenos e com o menor número possível de incidentes. Estes novos

pneus estão disponíveis nas duas medidas mais representativas do segmento, 315/80

R 22.5 e 13 R 22.5, com o modelo BFGoodrich Cross Control S2 para eixo direcional,

e o BFGoodrich Cross Control D2 para eixo de tração. O principal objetivo desta

renovação foi melhorar a duração, a resistência e a motricidade, para que os novos

pneus possam corresponder às exigências até nas obras mais duras, bem como ser a

referência em termos de performance no competitivo segmento das marcas quality.

A Maxam Tire anunciou a expansão da sua gama portuária,

dentro da oferta que disponibiliza de pneus especiais, através dos

modelos MS307 Portxtra Ind-3 e MS407 Portxtra Ind-4. Para dar

resposta aos requisitos de carga pesada em aplicações portuárias

e terminais, a nova série Portxtra recorre a um composto inovador

e a um piso com novo desenho para superar as exigências

das tarefas. A série Portxtra, da Maxam Tire, foi projetada para

oferecer aos clientes o mais elevado nível de produtividade e

mais horas de operação. A gama está disponível com dois tipos

específicos de piso (MS307 e MS407) para superar as necessidades

de cada aplicação portuária. O MS307 Portxtra Ind-3 foi desenvolvido

com um piso radial de aço, especificamente projetado

para aplicações portuárias que operam com cargas pesadas e

longos tempos de ciclo. Já o MS407 Portxtra Ind-4, apresenta

uma banda de rodagem estabilizada por correia profunda, que

fornece aos utilizadores elevados níveis de tração, maior vida

útil do piso e baixa acumulação de calor.


Serviço

Regresso à estrada

em segurança

Após um período em que a maioria dos veículos ficaram imobilizados devido às

limitações de circulação rodoviária impostas pelo Estado de Emergência, é importante

fazer uma verificação preliminar dos pneus para aferir se os mesmos estão em perfeitas

condições antes de a viatura regressar à estrada

56 | Revista dos Pneus | Junho 2020


Verificação do estado dos pneus pós-confinamento

especial atenção ao estado dos pneus enquanto

elemento chave para a segurança.

A pressão de insuflação, a profundidade

da banda de rolamento e o estado geral

dos pneus são os três aspetos fundamentais

que devem ser vigiados para manter

o veículo em boas condições. Contudo, não

são os únicos.

PNEUS “QUADRADOS”

O ideal teria sido manter o veículo elevado

durante o longo período de inatividade,

para evitar que os pneus tivessem

de suportar peso excessivo. Porém, esta

solução é pouco viável para a maioria dos

condutores. Ainda assim, este é um aspeto

especialmente crítico devido ao seu peso

mais elevado, no caso dos cada vez mais

populares SUV e automóveis híbridos e

elétricos.

Ao não ser utilizado o veículo, ter todo

o seu peso assente sobre os pneus pode

fazer com que estes sofram deformações,

também conhecidas como “flat spots”.

Estas zonas planas que surgem na banda

de rolamento podem desequilibrar a roda,

fazendo com que a direção vibre e afete

o comportamento do veículo chegado o

momento de voltar à estrada. Para evitar

este problema, sempre que possível o veículo

deve ser movido regularmente, mesmo

que por curta distância. Caso os pneus

tenham recebido os cuidados adequados

durante a sua imobilização prolongada,

através dessas movimentações regulares,

essas pequenas zonas planas, provocadas

por alguns dias de paragem, geralmente

desaparecerão após, aproximadamente,

40 km de condução.

PROFUNDIDADE LEGAL: 1,6 MM

Ainda que os prazos para realizar a inspeção

ao veículo tenham sido suspensos

durante o período do Estado de Emergência,

a lei que rege a profundidade legal

mínima da banda de rolamento (1,6 mm)

manteve-se inalterada. A profundidade

da banda de rolamento desempenha um

papel essencial para ajudar o veículo a

“agarrar-se” à estrada, especialmente em

condições de humidade elevada ou chuva

repentina, como é habitual ocorrer na primavera.

Sem uma correta profundidade do

desenho da banda de rolamento, o veículo

será mais difícil de controlar e as distâncias

de travagem aumentarão. Um pneu que

seja utilizado com uma profundidade de

piso abaixo de 1,6 mm, é ilegal. E, caso as

autoridades o detetem, o condutor poderá

mesmo ser multado.

PRESSÕES DE INSUFLAÇÃO

Mesmo quando um veículo não circula, os

condutores devem prestar especial atenção

à pressão dos pneus. Para mantê-los sempre

no melhor estado, devem ser insuflados

regularmente, utilizando como medida a

pressão máxima recomendada pelo fabri-

Metade da população mundial

esteve, durante as últimas

semanas, confinada nas suas

casas, sem possibilidade de

viajar e com grandes limitações de movimentos

devido à propagação da pandemia

de Covid-19. Neste contexto, muitos automóveis

estiveram parados e sem utilização,

com os problemas que a falta de uso

acarreta. Agora que a população entrou na

segunda fase de desconfinamento, estando

as seguintes etapas previstas para as próximas

semanas, o regresso à estrada torna

necessário efetuar algumas tarefas básicas

de manutenção do veículo antes de este

voltar a circular, sendo fundamental prestar

www.revistadospneus.com | 57


Serviço

cante do veículo. Esta informação pode ser

encontrada no manual do veículo, na porta

ou no interior da tampa de acesso ao bocal

do depósito de combustível.

Para realizar estas verificações e ajustá-las

em conformidade, os condutores devem

utilizar um medidor de pressão preciso,

prestando atenção à necessidade de ajustar

a pressão em função de cargas elevadas ou

ligeiras. Aquando da verificação e ajuste

das pressões, os condutores também devem

garantir que os seus pneus não têm

deformações, fissuras ou objetos alojados

na banda de rolamento. Caso algum destes

fatores esteja presente, o pneu deve ser

considerado inseguro até que seja inspecionado

por um profissional.

FATORES DO MEIO AMBIENTE

O ambiente em que o automóvel esteve

estacionado também pode influenciar a

performance dos pneus, dado que o composto

de borracha pode, igualmente, ser

afetado pelo clima e pela temperatura. A

superfície sobre a qual o veículo está estacionado

deve ser firme, razoavelmente

nivelada, bem drenada e limpa.

Os pneus não devem enfrentar temperaturas

extremamente elevadas ou baixas

durante longos períodos de tempo. De igual

modo, não deverão ser, permanentemente,

Verificação regular dos pneus

SENDO OS PNEUS O ÚNICO PONTO DE CONTACTO ENTRE O VEÍCULO E A ESTRADA,

OS COMPONENTES PRETOS DE BORRACHA COM UM BURACO NO MEIO DEVEM

SER VERIFICADOS REGULARMENTE, QUER O VEÍCULO ESTEJA EM FUNCIONAMENTO

OU IMOBILIZADO

1 Verificação dos pneus a olho nu: procurar possíveis protuberâncias ou deformações

derivadas da longa paragem. Deve, também, ser verificada a presença de danos, cortes ou

abrasões. Verificar os tampões das válvulas. São eles que impedem que a sujidade e a

humidade causem problemas. Substituir, se possível, os que estiverem em falta. Produtos

químicos e solventes industriais, incluindo óleos, gasolina e gasóleo, podem danificá-los

seriamente. Caso sejam detetados esses contaminantes nos pneus, removê-los com bastante

água e detergente neutro. Verificar o desgaste do piso. Se houver objetos cravados ou

embutidos, devem ser, cuidadosamente, removidos caso se trate de pedras.

2 Limpeza dos pneus: o próximo passo é limpar a fundo cada pneu. Pode ter-se acumulado

poeira ou outro tipo de sujidade e nenhum deles irá permitir que os pneus tenham o melhor

rendimento. Detergente, água e uma escova de pneu é tudo o que é preciso para remover a

sujidade.

3 Verificar a pressão dos pneus: incluindo o sobressalente e, de preferência, numa oficina

equipada com equipamentos específicos. Apesar de não terem sido usados, os pneus podem

ter perdido muito ar durante o período de inatividade do veículo. Conduzir com pneus com

nível de pressão inadequado, é perigoso. Portanto, dever ser verificada a pressão de cada

pneu, enchendo-os caso seja necessário. A pressão deve ser verificada a frio e, se estiver

abaixo de 20%, o pneu deve ser inspecionado visualmente quanto a possíveis danos.

4 Verificar se o desgaste da banda de rodagem respeita o mínimo legal (1,6 mm): esta

verificação pode ser realizada por qualquer pessoa que utilize as marcas localizadas nos

pneus. Consistem em pequenos elásticos existentes dentro dos canais longitudinais do pneu e

marcam o ponto em que a profundidade do piso atinge 1,6 mm. Cada pneu dispõe de seis

pontos de controlo facilmente identificados pelas iniciais TWI (Tread Wear Indicator), gravadas

no extremo do flanco.

expostos à luz solar direta ou sobre superfícies

absorventes de calor, como o asfalto

negro. Além de todas estas recomendações,

aconselha-se uma visita a uma oficina especializada,

para que, na mesma, possa ser

realizada uma verificação destes e de outros

fatores que podem afetar a performance

do pneu e a segurança do veículo após

o período excecional de imobilização das

últimas semanas. u

5 Vibrações: são transmitidas pelo volante durante a marcha do veículo e costumam ser uma

consequência direta de uma paragem prolongada deste. Se não desaparecerem depois de

alguns quilómetros, deve ser visitada uma oficina especializada o quanto antes.

6 Troca sazonal de pneus: dependendo da rotina, também devem ser equacionados pneus de

verão. O clima não é o mesmo desde que foi decretado o Estado de Emergência, em março.

Se, normalmente, forem usados pneus diferentes para as estações quente e fria, é hora de

fazer a alteração. Quando a temperatura exterior permanecer constantemente acima de 7°C

por mais de uma semana, será a altura certa para colocar pneus de verão. Poderá sempre

optar-se por pneus All Season, que permitem circular todo o ano sem ter de mudar de pneus.

Apesar de, em Portugal, ser habitual usarem-se apenas pneus de verão, em algumas zonas do

país há necessidade de utilizar pneus de inverno, que são menos eficazes no verão. Com os

pneus All Season, circula-se sem mudar de pneus, sempre com a máxima segurança durante

todo o ano.

58 | Revista dos Pneus | Junho 2020


Verificação do estado dos pneus pós-confinamento

Pneus com falso redondo do tipo “flat spot”

SABE O QUE É O FALSO REDONDO OU FLAT SPOT? OS PNEUS TÊM “MEMÓRIA”. E, SE MANTIDOS NA MESMA POSIÇÃO DURANTE

UM LONGO TEMPO, SENDO CONSTITUÍDOS POR BORRACHA E MATERIAIS DE REFORÇO, EXISTE A POSSIBILIDADE DE ADOTAREM

DEFORMAÇÕES LOCALIZADAS NA ZONA DO PISO, QUE PODEM LEVAR A FENÓMENOS DE VIBRAÇÃO

Um falso redondo do tipo “flat spot” resulta da

deformação do pneu na zona de contacto

entre este e o solo, causada pela ação da

carga do veículo durante um estacionamento

prolongado. Os fatores principais que

influenciam um falso redondo do tipo “flat

spot” são o período de tempo em que os

pneus estão parados sob carga, o nível de

deflexão (pressão de enchimento vs carga), a

temperatura ambiente e a temperatura do

pneu. Quando o veículo inicia marcha após

paragem prolongada, os pneus com falsos

redondos do tipo “flat spot” podem repercutir

vibrações, ampliar frequências e originar

ruído. Na generalidade das situações, o pneu

recupera a sua forma original após rolarem

uma curta distância.

Temporário e semipermanente: os dois

tipos de falsos redondos do tipo “flat spot”

O “flat spot” temporário ocorre fruto da

combinação de uma condução a velocidades

elevadas imediatamente antes de um período

de paragem prolongada ou em temperaturas

ambiente elevadas. Este tipo de “flat spot”

desaparece normalmente depois de se

percorrer uma distância curta, já que os

pneus atingem a temperatura de utilização e

retomam a sua forma inicial. O “flat spot”

semipermanente ocorre quando o veículo está

estacionado durante um período que se

prolonga por várias semanas ou meses,

principalmente quando combinado com

elevadas temperaturas e/ou pressões de

enchimento baixas, que podem criar um “flat

spot” bastante acentuado.

Conselhos para evitar “flat spot”

temporários

Não conduzir com pneus que tenham pressão

insuficiente ou excessiva. Os pneus com

pressão desadequada são mais sensíveis a

“flat spot”. Aumentar a pressão de

enchimento dos pneus, de acordo com as

recomendações do fabricante do veículo, caso

a intenção seja percorrer longas distâncias a

velocidades elevadas com cargas pesadas.

Um ligeiro aumento (+0,2 bar) na pressão de

enchimento dos pneus, conduzirá a uma

temperatura mais baixa de utilização e,

consequentemente, a uma menor deflexão do

pneu, o que reduzirá a ocorrência de “flat

spot”. É fundamental não ultrapassar as

pressões de insuflação a frio recomendadas

pelo construtor do automóvel. Caso a intenção

seja ter o veículo estacionado durante um

longo período de tempo, poderão ser

aumentadas ligeiramente as pressões de

insuflação (+0,2 bar) para ajudar a reduzir a

deflexão e, consequentemente, as ocorrências

de “flat spot”. Se o “flat spot” se mantiver e a

vibração do veículo não desaparecer depois

de ser percorrida uma distância curta,

aconselha-se a visita a uma oficina para que

sejam efetuados os procedimentos de

verificação do estado dos pneus.

www.revistadospneus.com | 59


Serviço

Novos desafios

para as oficinas

A preferência dos consumidores por jantes de maiores dimensões e mais estilizadas

continua a desencadear mudanças que estão a redefinir a forma como os serviços

de montagem e equilibragem são rentabilizados

Questionámos fabricantes de

equipamento quanto a tendências

dos consumidores na

montagem e equilibragem de

pneus que venham a influenciar as estratégias

empresariais e as aquisições de máquinas

dos retalhistas de pneus. Tentámos

saber mais também sobre a forma como os

retalhistas de pneus podem dar resposta às

tendências com impacto no mercado. Quem

está neste negócio há algum tempo, sabe

que o panorama da equilibragem de rodas

atual é diferente daquele que existia há apenas

alguns anos. Conseguimos identificar,

claramente, as três principais tendências no

que respeita aos consumidores no âmbito

da montagem e equilibragem de pneus.

A primeira tendência a que assistimos, é a

proliferação de jantes e pneus de grande diâmetro

em automóveis de passageiros mais

pequenos. Os retalhistas têm de estar prontos

com máquinas de pneus que consigam manusear,

de forma segura, uma variedade mais

ampla de tamanhos de jantes. A segunda

tendência que começamos a observar é que

as jantes mais vistosas já não são exclusivas

dos mercados da personalização e dos segmentos

de luxo. Os OEM estão a diferenciar

as suas jantes apostando na exclusividade

e na identificação com as marcas. O estilo é

60 | Revista dos Pneus | Junho 2020


Montagem e equilibragem

na substituição de pesos, frequentemente

permitem um desequilíbrio estático residual

excessivo. A procura constante pela

maior poupança de combustível continuará

a aumentar a sensibilidade do veículo a vibrações,

o que conduzirá a um aumento nas

exigências quanto a tolerâncias de equilibragem

mais precisas na manutenção de rodas

no mercado do pós-venda. As inovações no

setor dos pneus, impulsionadas pela necessidade

de menor resistência ao rolamento,

vão agravar os desafios que o mercado do

pós-venda já enfrenta no âmbito da qualidade

de condução.

Os pneus não podem produzir vibrações

após saírem da oficina onde foram montados.

Dispor de bons equipamentos que

conseguem ajustar automaticamente o talão

e asseguram que os pneus assentam corretamente

nas jantes, reduzindo a força de

estrada e, por conseguinte, as vibrações, é

essencial. Os retalhistas de pneus procuram

equipamentos fáceis de utilizar que permitam

que os técnicos comecem a trabalhar

com pouca ou nenhuma formação. Há uma

procura cada vez maior por equipamentos

fáceis de utilizar e com vídeos de formação

no trabalho, animações e instruções simples.

Como sabemos, os retalhistas de pneus têm

de ter capacidade de manusear, de forma

segura e precisa, jantes maiores construídas

com materiais personalizados e diferentes

acabamentos de pintura. Alguns tipos de metais

e acabamentos podem tornar o manuseamento

destas jantes numa atividade delicada.

Se o manuseamento não for executado com

precisão, poderá tornar-se numa lição muito

dispendiosa. Um manuseamento adequado

requer técnicos com capacidade para manusear

jantes maiores e sistemas de fixação que

acomodem jantes sem danificá-las.

No passado, os tipos invulgares de jantes

encontravam-se, principalmente, em automóveis

de luxo. Mas o mercado está a tornar-se

cada vez mais diversificado. Os técnicos de

pneus tradicionais, se não estiverem equipados

corretamente, podem danificar jantes

revestidas e de liga leve mais macias. Também

podem arranhar ou riscar acabamentos, o que

implica uma reparação dispendiosa. As jantes

pintadas estão a tornar-se numa tendência

popular entre os construtores de automóveis.

Como tal, é provável que, dentro em breve,

as oficinas comecem a receber muitas destas

jantes com cores.

Para se manterem competitivos nos seus

mercados e manusearem com segurança

estas rodas, os retalhistas mais perspicacada

vez mais importante para proprietários

de veículos outrora vistos como meros utilitários.

Esta mudança está a ser impulsionada

pelos OEM e a sua resposta às exigências do

mercado significa que existe um mercado

mais vasto para jantes maiores e mais estilizadas.

E, isto, verifica-se inclusive nas jantes

dos veículos económicos. Para satisfazerem

estas novas exigências dos consumidores, os

fabricantes de automóveis começam, agora,

a oferecer jantes de alumínio e liga leve como

equipamento de série. Isto significa menor

utilização de pesos com mola e maior utilização

de pesos adesivos.

A terceira tendência que identificamos

é o facto de o mercado dos SUV estar a

crescer. É, por isso, previsível as oficinas

receberem mais combinações de pneus

e jantes de grande dimensão. Os pneus

dos SUV desgastam-se mais rapidamente

do que os dos automóveis de passageiros

“tradicionais” e requerem substituições mais

frequentes. O tamanho das jantes continua

a aumentar. Por exemplo, jantes de 22” são,

agora, equipamento de série em muitos

SUV. Esta realidade requer maior aptidão e

maior atenção ao detalhe durante a troca de

pneus para não danificar raios elevados ou

provocar fissuras no revestimento plástico.

SERVIÇO EXIGENTE

Prevenir a ocorrência de lesões nos técnicos

é uma preocupação fundamental. Está

a tornar-se cada vez mais difícil com os

conjuntos de pneus de grandes dimensões

que, agora, são equipamento de série nos

veículos. Estar dobrado e levantar rodas o

dia inteiro é um trabalho duro. Os técnicos

jovens e destemidos serão, um dia, mais

velhos. Portanto, têm de aprender com os

colegas que foram bem-sucedidos e com

aqueles que não foram bem-sucedidos e

sofreram lesões incapacitantes.

Para evitar lesões e reduzir riscos na oficina,

deve ser implementada a utilização de equipamento

de proteção individual por parte

dos funcionários e devem ser ensinados os

cuidados a ter ao levantar material quando o

peso dos conjuntos se aproxima ou excede

os 22 kg. Atualmente, muitos profissionais

que montam pneus e equilibram rodas já

têm à sua disposição elevadores de pneus

para ajudar a levantá-los desde o chão até à

altura de trabalho. É um bom investimento

para a oficina e para o bem-estar dos operadores.

Os elevadores de pneus nas máquinas de

equilibragem também permitem que o

operador melhore, em grande medida, a

centragem em rodas pesadas, ao anular os

efeitos da gravidade em conjugação com

cones de centragem e espaçadores. O responsável

da oficina deve formar todos os

operadores para que estes compreendam

a importância de validar se uma roda está

centrada antes de passar à equilibragem.

ATUALIZAÇÃO DO EQUIPAMENTO

Atualmente, as máquinas de equilibragem

com computador equilibram uma roda

dinamicamente. Contudo, devido a arredondamentos

de peso e a pequenos erros

www.revistadospneus.com | 61


Serviço

Montagem e equilibragem

zes estão a complementar a sua oferta de

serviços relacionados com rodas com equipamentos

de montagem “sem contacto”.

Estes equipamentos sem contacto montam

tipicamente a jante no cubo central e não

no diâmetro exterior da jante. Isto significa

que a possibilidade de danos em superfícies

visíveis é reduzida. Além do mais, um equipamento

sem contacto utiliza ferramentas de

montagem e desmontagem que não entram

em contacto com a jante, reduzindo ainda

mais a possibilidade de danos dispendiosos.

A principal conclusão é que há no mercado

uma procura por jantes maiores e com estilos

mais invulgares.

JANTES COM MAIS QUALIDADE

Jantes com uma qualidade melhor permitem

uma equilibragem de rodas mais

rentável. Os pneus e as jantes das principais

marcas são construídos com uma

uniformidade muito superior. A respetiva

equilibragem exige menos peso e é mais

uniforme (ou seja, dispõe de menos excentricidade).

Em consequência, atualmente as

rodas são equilibradas principalmente para

corrigir a força estática. Os técnicos colocam

dois pesos para executar uma equilibragem

dinâmica, mas, na verdade, um único peso

pode, agora, ser suficiente para proporcionar

o mesmo equilíbrio dinâmico se for colocado

na localização exata. Tudo isto porque as

jantes são de melhor qualidade.

Isto pode ser comprovado. Durante a equilibragem,

poderá reparar-se que os dois pesos

de correção se situam, frequentemente, nos

mesmos quadrantes da jante. Ao mudar para

um modo estático, poderá verificar-se que a

maioria do desequilíbrio também é refletido

no modo estático. O facto é que a maioria

dos equipamentos de equilibragem está

desatualizada e tem de ser atualizada de

acordo com as jantes de melhor qualidade

que, atualmente, são equilibradas nas casas

de pneus.

As máquinas de equilibragem de rodas

mais recentes conseguem analisar a roda

e permitem que o operador coloque um

único peso, despendendo apenas 70% do

tempo numa única posição escolhida pelo

computador, obtendo uma equilibragem

dinâmica perfeita da roda. Isto permite uma

poupança de 33% em custos de mão de obra

em cada roda equilibrada. Trata-se de uma

poupança em custos de mão de obra numa

oficina de pneus comum que é suficiente

para efetuar o pagamento do aluguer da

máquina nova todos os meses.

BAIXO PERFIL E RUN FLAT

A montagem incorreta dos pneus está na

origem das reclamações que os clientes fazem

por sentirem vibrações. O desequilíbrio

estático residual excessivo está na origem da

maioria das reclamações relacionadas com

vibrações, assim como a utilização incorreta

de pesos. As máquinas de montagem e equilibragem

modernas estão concebidas para

responderem aos desafios dos conjuntos

de pneus e jantes modernos com placas

extratoras ajustáveis, algoritmos de equilibragem

e função de colocação de pesos

para rodas guiada por laser. Ao acelerar os

tempos de entrega, representa aumentos

de rentabilidade para as oficinas.

Os pneus de baixo perfil e Run Flat representam

desafios para a facilidade de utilização

e para as capacidades do equipamento

tradicional. Os novos equipamentos disponibilizam

ajudas e ferramentas eficazes,

como o sistema leverless. Os conjuntos de

maior dimensão são difíceis de manusear

fisicamente, o que justifica a utilização de

elevadores de pneus. Os novos conjuntos

também exigem precisão, podendo ser

suscetíveis a vibrações e danos durante a

intervenção.

As novas suspensões dos veículos têm uma

afinação mais exigente, o que representa

níveis de exigência quanto a perfeição no

serviço ainda mais elevados. Os equipamentos

mais avançados e as oficinas melhor

equipadas conseguem lidar melhor com

estes requisitos adicionais, com máquinas

de montagem e equilibragem precisas que

são eficientes na aplicação de pesos.

Os retalhistas de pneus bem-sucedidos conseguem

distanciar-se daquilo que é percecionado

como um mercado de produtos.

Aqueles que conseguirem destacar-se como

peritos em vibração e especialistas em pneus,

serão melhor sucedidos do que aqueles que

não o fizerem. Ter o equipamento correto

e pessoal formado é crucial. Mas expressar

isto aos clientes é, igualmente, importante.

As oficinas podem rentabilizar a tendência

dos SUV mantendo stock de tamanhos maiores

para estes veículos e certificando-se de

que os seus equipamentos estão atualizados

e em bom estado de manutenção para lidar

com estes conjuntos maiores e mais pesados.

À medida que as jantes OEM aumentam de

tamanho e complexidade, ter ferramentas

adequadas de montagem e equilibragem

é fundamental. Ter a capacidade de equilibrar

estas rodas grandes e pesadas sem

danos, evitando reclamações do cliente, é,

basicamente, um requisito no comércio de

pneus atual. Ao equipar a oficina para prestar

serviços a clientes com jantes e pneus de

grandes dimensões, a empresa poderá criar

novas fontes de receita e, também, novos

desafios. u

62 | Revista dos Pneus | Junho 2020


Gestão

Necessidades

fundamentais

Embora existam muitas funcionalidades disponíveis nas atuais soluções de software

de gestão oficinal, o foco principal deve estar nos elementos básicos que permitem

melhorar a eficiência operacional geral e aumentar a fidelização dos clientes, o que terá

impacto direto nos resultados

64 | Revista dos Pneus | Junho 2020


Software oficinal

Apesar de muitas oficinas continuarem

a “manter as coisas

simples” e a gerir as operações

do dia a dia através de uma

série de quadros, pastas plásticas e notas

em post-its, na verdade, um sistema assim

aumenta a complexidade da gestão da empresa

e, frequentemente, limita a capacidade

de crescimento da mesma. Decidir qual o

melhor software de gestão oficinal para a

empresa de manutenção e reparação automóvel

pode ser difícil. Com tantas opções e

funcionalidades, não será, porventura, fácil

distinguir as “necessidades fundamentais”

das “necessidades acessórias” ao fazer-se

uma pesquisa sobre os atuais sistemas de

software de gestão oficinal.

Trata-se de uma decisão importante que

se revela única para a oficina e para as necessidades

desta. Escolher bem “ajudará” o

investimento a minimizar o caos na gestão

da oficina, melhorará o nível de serviço e

proporcionará uma visão mais nítida das

operações do negócio, de modo a que se

possa identificar mais facilmente áreas de

crescimento. Caso se escolha mal, aumentar-

-se-á a complexidade sem se obter o retorno

do investimento antecipado. Independentemente

do fornecedor que se escolha, existem

cinco funcionalidades essenciais que

a solução de gestão oficinal tem de reunir:

1. Recursos de ponto de venda;

2. Ferramentas digitais de inspeção;

3. Comunicação com os clientes e marketing;

4. Gestão de inventário e encomenda de

peças;

5. Formação e apoio.

NECESSIDADE N.° 1

Recursos de ponto de venda (POS – Point

Of Sale). Dispor de um sistema integrado

de POS pode ajudar a proteger uma oficina

contra o caos quando há muito movimento.

As funcionalidades do POS incluem:

l Criação de faturas;

l Agendamento de marcações;

l Gestão de ordens de trabalho;

l Cotações de preços rápidas com base em

tarifas de trabalhos específicos, pesquisas

de peças, inventário local e intervalos de

manutenção;

l Gestão da relação com os clientes (CRM);

l Processamento de cartões de crédito.

Os sistemas mais avançados vão para além

do básico e incluem rastreamento de inventário,

gestão de tempo e planificação dos

funcionários, integrações com software de

contabilidade, automatização de marketing

e gestão de programa de recompensas.

NECESSIDADE N.° 2

Ferramentas digitais de inspeção. A inspeção

digital é uma tecnologia relativamente

nova, mas em rápido crescimento. Infelizmente,

apenas um pequeno número de

oficinas estão, efetivamente, a utilizá-las

em seu proveito. A capacidade de apurar

e explicar o trabalho necessário não só aumenta

a confiança do consumidor através de

uma melhor comunicação, como, também,

proporciona informações acerca de manutenção

adicional e necessidades de serviços.

O que cria oportunidades mais consistentes

para as empresas de manutenção automóvel

que permitem que o relatório da inspeção

faça a venda para as mesmas.

As tecnologias podem variar, mas muitas

permitem a utilização de um tablet ou smartphone

por técnicos e assessores de serviço

para capturar imagens do veículo do cliente,

de modo a melhor explicar e fundamentar

o processo de reparação. Tal documentação

também serve como proteção contra

regressos baseados em informações falsas.

O software de gestão oficinal mais avançado

baseia-se na Inteligência Artificial (IA) para

disponibilizar recomendações mais precisas

a partir de conjuntos de dados do histórico

de reparações.

NECESSIDADE N.° 3

Comunicação com os clientes e marketing.

Os consumidores atuais têm preferências de

comunicação específicas, incluindo o telefone

de trabalho, o telemóvel, o telefone de casa,

email, mensagens de texto e mensagens instantâneas,

entre outras. Confiar nas chamadas

telefónicas já não é suficiente. O software de

gestão oficinal tem de tornar fácil a comunicação

com os clientes da forma como estes

preferem. Isto inclui comunicações de ordens

de reparação e de aprovações, bem como

mensagens de marketing.

Quando, eventualmente, for difícil contactar

por telefone um cliente muito ocupado

durante o horário de trabalho, pode ser-lhe

enviada uma mensagem de texto. Partilhar

informações sobre reparações recomendadas,

com links para o relatório detalhado da

inspeção digital, pode eliminar atrasos no

processo de reparação, aumentando o nível

de assistência ao cliente.

De acordo com algumas estatísticas, o

tempo que um cliente leva, em média, a

aprovar um serviço, é de uma hora e 17

minutos. Com um software integrado de

comunicação com os clientes, os tempos

médios de aprovação descem para 37 minutos.

Comparando isto com as taxas de

produtividade das áreas de reparação, dará

para constatar como aqueles 40 minutos

podem ter impacto no negócio.

NECESSIDADE N.° 4

Gestão de inventário e encomenda de

peças. As peças constituem mais de 30%

da ordem de reparação média, pelo que a

gestão de peças e do inventário continuam

a ser uma área importante da eficiência

www.revistadospneus.com | 65


Gestão

Software oficinal

operacional. Com a proliferação dos SKU e

múltiplas variações daquilo que parece ser

a mesma peça, automatizar o inventário da

oficina e o processo de encomenda de peças

com um sistema de software pode permitir

uma redução de custos, uma velocidade de

reparação e uma fiabilidade significativas.

Prestar mais atenção ao que está em stock

através de ferramentas digitais de gestão do

inventário também reduz a probabilidade

de diminuição deste e de furto por parte

dos colaboradores.

O requisito básico de um sistema de gestão

de peças e de inventário é garantir que

os técnicos têm todos os componentes

necessários para o trabalho a realizar. Um

sistema integrado permite que os proprietários

decidam melhor acerca do que ter

em stock, do que comprar e do que cobrar.

Alguns sistemas permitem controlar quantidades,

bem como a utilização de peças,

além de receber notificações para novas

encomendas, para que as peças certas estejam

sempre à mão para as reparações mais

comuns. A integração com os sistemas dos

fornecedores de peças aumenta a eficiência

dos fluxos de trabalho. A capacidade de

controlar encomendas, estados, custos e

outras informações, têm impacto na produtividade

das áreas de reparação.

NECESSIDADE N.° 5

Formação e apoio. A integração de um

novo sistema de software de gestão oficinal

gera uma parceria cara. E, como acontece

em qualquer união, é bom que, primeiro, os

intervenientes se conheçam mutuamente.

Uma vez convicta da escolha, quanto mais

cedo se der a transição e a adaptação ao

novo sistema, mais rapidamente a empresa

usufruirá das compensações do investimento.

Ao ponderar sobre os fornecedores

de software de gestão oficinal, o líder da

empresa deverá certificar-se de que tem

em conta o seguinte:

l Qual a integração do fornecedor e qual o

processo de orientação para a aprendizagem

do novo sistema? Quantas pessoas

são incluídas nessa formação?

l Como forma futuros colaboradores?

l Como é disponibilizada a formação (vídeos,

artigos, serviços de assistência,

conferências, pessoalmente nas suas

instalações) e quanto custa?

l Como pode ser contactado o fornecedor

de software se/quando ocorrer um problema?

Existe um serviço de assistência

ou um chat ao vivo? Qual o horário da

assistência? Qual o tempo médio de resposta?

Quem irá prestar auxílio?

l Como testar o software antes de se assumir

um compromisso?

A oficina deve certificar-se que tem acesso

a um modo de demonstração (ainda que

com funcionalidades limitadas) para confirmar

que a sua opção é a escolha certa.

Quanto melhor a equipa utilizar o software,

mais valor a tecnologia criará para a oficina.

Isto inclui a garantia de que os processos e

procedimentos são seguidos e que todos

os elementos da equipa têm a formação

adequada.

VANTAGENS EVIDENTES

Ao avaliar-se e escolher-se, cuidadosamente,

o software oficinal com os cinco

elementos básicos obrigatórios, irão, provavelmente,

ser experienciadas uma série

de vantagens. A saber:

l Aumento da eficiência do processo;

l Redução do tempo de tarefas rotineiras;

l Otimização da fiabilidade das ordens de

reparação e das encomendas de peças;

l Melhoria das comunicações da equipa;

l Obtenção de maior transparência para

melhor entendimento das operações e

rentabilidade;

l Melhoria das comunicações com clientes

e experiência global dos clientes;

l Aceleração do processo de reparação;

l Redução do caos, permitindo o crescimento;

l Aumento da qualidade das interações

com os clientes.

Embora existam muitas funcionalidades

disponíveis nas atuais soluções de gestão

oficinal, ficando com os elementos básicos

é mais provável que a empresa usufrua das

vantagens melhorando a eficiência operacional

geral e aumentando a fidelização

dos clientes, o que terá impacto direto nos

resultados. u

66 | Revista dos Pneus | Junho 2020


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