*Junho/2020 Referência Florestal 219

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MINUTO Revista REFERÊNCIA FLORESTAL e Bayer solidificam parceria na produção de conteúdo exclusivo

PART REPLACEMENT

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REPOSIÇÃO COM AGILIDADE

MANUTENÇÃO PREVENTIVA E FORNECEDOR

CONFIÁVEL SÃO ESSENCIAIS PARA OTIMIZAR

A EFICIÊNCIA DO EQUIPAMENTO


SUMÁRIO

JUNHO 2020

46

AGILIDADE NA

SOLUÇÃO

12 Editorial

14 Cartas

16 Bastidores

18 Coluna Ivan Tomaselli

20 Notas

36 Frases

38 Entrevista

46 Principal

52 Sustentabilidade

56 Minuto Floresta

58 Mercado

62 Espécie

66 Internacional

70 Legislação

74 Pesquisa

80 Agenda

82 Espaço Aberto

56

70

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

15 Agroceres

11 Bayer

17 BKT

25 Carrocerias Bachiega

81 D’Antonio Equipamentos

36 Denis Cimaf

84 Denis Cimaf

02 Dinagro

04 Emex

31 Engeforest

83 Envimat

29 Fex Ferro e Aço

41 Fliegl

06 Grupo AIZ

08 Grupo AIZ

33 J de Souza

13 Komatsu Forest

45 Lion Equipamentos

19 Log Max

35 Manos

77 Mill Indústrias

79 Mill Indústrias

27 Pacajá

73 Potenza

55 Prêmio REFERÊNCIA 2020

21 Rotary-Ax

69 Rotor Equipamentos

23 Sergomel

43 Show Florestal

37 Vantec

10 www.referenciaflorestal.com.br


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EDITORIAL

Potência

nacional

Chegamos na metade de 2020 e começamos visualizar

novos caminhos para restabelecer a economia, ainda que em

passos mais compassados. Para o setor florestal, a pesquisa da

ONU (Organização das Nações Unidas) de que o Brasil apresenta

a segunda maior área de florestas e, ao lado de Rússia

e Canadá, EUA (Estados Unidos da América) e China, mostra

quanto potencial ainda temos a ser trabalhado no futuro. As

perspectivas positivas convergem ao pensamento do presidente

da Abaf (Associação Baiana de Empresas de Base Florestal),

Wilson Andrade, conforme a entrevista exclusiva concedida

a REFÊRENCIA FLORESTAL. Também mostramos a previsão de

crescimento nas cargas florestais pela empresa administradora

do Terminal de Paranaguá (PR), que já bateu recorde no último

mês. A edição conta ainda com outras notícias relevantes do

setor. Uma excelente leitura.

BRAZILIAN POTENTIAL

We have reached the middle of 2020 and are beginning

to visualize new ways to restore the economy, albeit more

timidly. For the Forest Sector, a United Nations survey shows

how much potential Brazil with the second largest forest area

still has in the future, alongside Russia, Canada, the United

States, and China. The positive perspectives converge with the

thinking of Wilson Andrade, President of the Bahian Association

of Forest-Based Companies (Abaf), according to the exclusive

interview granted to REFÊRNCIA Florestal. We also show the

forecast of growth in forest exports by the company which manages

the Paranaguá Terminal (PR), which already set a record

in the last month. This issue also provides other relevant news

from the Sector. Pleasant reading.

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2

Entrevista com

Wilson Andrade,

presidente da Abaf

1

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A capa da edição apresenta os

serviços da Lion Equipamentos

Terminal de Paranaguá bate recorde

de exportações de cargas florestais

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaflorestal.com.br

Ano XXII • N°219 • Junho 2020

MINUTO Revista REFERÊNCIA FLORESTAL e Bayer solidificam parceria na produção de conteúdo exclusivo

PART REPLACEMENT

WITH AGILITY

PREVENTIVE MAINTENANCE AND A RELIABLE

SUPPLIER ARE ESSENTIAL TO OPTIMIZE

EQUIPMENT EFFICIENCY

REPOSIÇÃO COM AGILIDADE

MANUTENÇÃO PREVENTIVA E FORNECEDOR

CONFIÁVEL SÃO ESSENCIAIS PARA OTIMIZAR

A EFICIÊNCIA DO EQUIPAMENTO

3

EXPEDIENTE

ANO XXII - EDIÇÃO 219 - JUNHO 2020

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

Lídia Ferreira

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista

Ivan Tomaselli

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski - Supervisão

Fabiano Mendes

Crislaine Briatori Ferreira

criacao@revistareferencia.com.br

Tradução / Translation

John Wood Moore

Cartunista / Cartunist

Francis Ortolan

Depto. Comercial / Sales Departament

Gerson Penkal, Jéssika Ferreira,

Tainá Carolina Brandão

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial

Dash7 Comunicação - Joseane Cristina

Knop

Depto. de Assinaturas / Subscription

assinatura@revistareferencia.com.br

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A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,

instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor

Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em

matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais

de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos

textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são

terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos

direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication

directed at the producers and consumers of the good and services of the

lumberz industry, research institutions, university students, governmental

agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked

to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself

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signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors,

themselves. The use, reproduction, appropriation and databank storage

under any form or means of the texts, photographs and other intellectual

property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited

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Araguaína-TO: (63) 3413-2543

Caçador-SC: (41) 2102-2828

Bauru-SP: (14) 2106-6800

Butiá-RS: (51) 3652-5080

Macapá-AP: (96) 3251-2466

Conceição da Barra-ES: (27) 3761-4746

Três Lagoas-Ms: (67) 3524-2037

Trevo-BA: (27) 3761-4711

Nos acompanhe nas redes sociais:

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dentro de todas as novidades.


®

CARTAS

MATA ATLÂNTICA Ministério do Meio Ambiente põe fim à insegurança jurídica nas áreas consolidadas

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

Capa da Edição 218 da

Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,

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mês de maio de 2020

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Ano XXII • N°218 • Maio 2020

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O PLANTIO E A IRRIGAÇÃO

TECNOLOGIA

Por Willian Rafael Mendonça, engenheiro florestal, Goiânia (GO)

Excelente notícia sobre a nova plantadeira da última edição,

estamos cada vez mais tecnológicos no campo

INFORMAÇÃO

Por Professor Wescley Viana, engenheiro florestal, doutor em

Ciência Florestal pela UFV (Universidade Federal de Viçosa)

Sou leitor da Revista REFERÊNCIA FLORESTAL e considero

uma Revista importante do setor florestal que, assim como nós

na universidade, produz textos atuais e informativos

Foto: divulgação

CONTEÚDO

Por Luiz Felipe Ferraz, universitário, São Luiz (MA)

Descobri durante a promoção Revista REFERÊNCIA FLORESTAL digital e me

surpreendi com a qualidade e variedade do conteúdo. Muito interessante!

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Maria de Fátima,

servidora pública,

Curitiba (PR)

Leon Seara,

massoterapeuta,

Curitiba (PR)

CURTA NOSSA PÁGINA

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Revista Referência Florestal

@referenciaflorestal

E-mails, críticas e sugestões podem ser

enviados também para redação

revistareferencia@revistareferencia.com.br

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ou a respeito de reportagem produzida pelo veículo.


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BASTIDORES

Charge

Charge: Francis Ortolan

Revista

VISITA

Os diretores da REFERÊNCIA FLORESTAL, Pedro

Bartoski Jr. e Fábio Machado, recebem a visita do

especialista do setor florestal, Waldemar Lopes.

Foto: REFERÊNCIA

ERRAMOS:

Na edição anterior, de Maio 2020, cometemos um erro na

legenda desta foto. O conteúdo correto é: a representante

comercial da REFERÊNCIA FLORESTAL, Joseane Knop,

esteve na Agroceres, em visita aos parceiros

Augusto Tarozzo e Marina Viotto.

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COLUNA

O COVID19 NA INDÚSTRIA DE

MADEIRA TROPICAL

Nove países, entre eles o Brasil, são

os responsáveis por mais de 50% das

exportações mundiais de madeira tropicais

Ivan Tomaselli

Diretor-presidente da Stcp

Engenharia de Projetos Ltda

Contato: itomaselli@stcp.com.br

Foto: divulgação

A pesquisa da

Itto envolveu

o Brasil,

Gabão, Ghana,

Indonésia,

Malásia,

Mianmar,

Peru, Tailândia

e Vietnam

N

os últimos três meses a mídia

tem gasto uma grande parte do

tempo para noticiar e discutir a

crise causada pelo Covid-19. Esta

é a terceira coluna onde trato das

implicações da crise na economia e mais especificamente

para o setor florestal. Não poderia

ser diferente.

Recentemente a Itto (Organização Internacional

de Madeiras Tropicais) fez uma pesquisa

para avaliar o impacto do Covid-19 na indústria

exportadora de produtos de madeira tropical.

A pesquisa envolveu o Brasil, Gabão, Ghana,

Indonésia, Malásia, Mianmar, Peru, Tailândia e

Vietnam. Estes países são responsáveis por mais

de 50% das exportações mundiais de madeira

tropicais.

Segundo a Itto, na maior parte destes países

a indústria florestal tropical continua em operação

neste período de crise. Em geral os países

não impuseram restrições ao funcionamento da

indústria florestal, mas adotaram medidas de

distanciamento social e outras, que reduziram a

capacidade de produção. O funcionamento tem

sido parcialmente afetado por razões de mercado,

em grande parte pela postergação de entrega

de pedidos. Na Tailândia, 60% das fábricas

encontram-se fechadas e em dois países, Peru e

Vietnam, ocorreu o fechamento de 100%.

Com a redução da atividade econômica,

vem ocorrendo dispensa de funcionários. No

Vietnam a redução de empregos na indústria

florestal foi de 45%, na Tailândia 30% e no Gabão

20%. Na maioria dos casos, como no Brasil

foram adotadas medidas de ajustes para o

período da crise, incluindo acordos de redução

dos salários e suspensão temporária dos contratos

de trabalho. Os governos, em geral, têm

apoiado para mitigar o impacto nas empresas

e na sociedade. Alguns governos ainda estão

definindo programas de apoio, como é o caso

do Gabão, Indonésia e Peru. Existe um grupo

de países cujos programas são relativamente

modestos, por exemplo Gana, com subsídios

ao pagamento de utilidades (eletricidade e

água). Outros, como o Brasil e particularmente

Malásia, têm propostas mais amplas de apoio,

incluindo medidas de postergação de impostos,

garantia de renda mínima, redução da taxa de

juros, facilitação de acesso ao crédito, programas

de capacitação e outras.

A indústria de madeira tropical de todos

os países pesquisados continua a processar os

pedidos em carteira, a maioria são pedidos de

2019. Em diversos casos os importadores têm

solicitado postergação na entrega. Também tem

sido observado uma redução nos novos pedidos,

o que é esperado se intensificar ao longo

deste primeiro semestre.

Não foram identificadas limitações na disponibilidade

de containers para exportação e as

operações portuárias encontram-se próximas da

normalidade. No entanto, na maioria dos países,

existem problemas com a logística interna,

como é o caso da Indonésia, Malásia e Peru. No

caso do Peru também tem ocorrido problemas

logísticos para atender o suprimento de insumos

e peças sobressalentes.

As expectativas de retorno à normalidade

são variadas. Em Ghana, Mianmar e Tailândia a

expectativa é de um retorno à normalidade em

2 ou 3 meses, passada a crise. A indústria da

Malásia, Indonésia e Peru, por outro lado, está

prevendo um período mais longo, 6 meses a um

ano, para a recuperação. Todos, no entanto consideram

que a retomada dependerá de apoio

dos governos e ainda da reativação da demanda

nos países importadores.

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NOTAS

Agronegócio florestal no Paraná

Da receita gerada pelas exportações do Paraná no

primeiro quadrimestre deste ano, 80,3% têm origem

no agronegócio do Estado. Somando cerca de US$

4,12 bilhões, os produtos que mais participaram deste

montante foram do complexo soja, as carnes e os

produtos florestais. Os dados são do Mapa (Ministério

da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). De março

a abril, as exportações brasileiras do agronegócio somaram

US$ 31,40 bilhões, alta de 5,9% em relação ao

mesmo período no ano anterior. O Paraná é terceiro

estado mais expressivo neste valor, sendo responsável

por 13,14% deste total, atrás apenas do Mato Grosso

(18,33%) e São Paulo (15,38%). Os produtos florestais,

que representam 16,53% do total exportado pelos

produtos agropecuários, resultaram em receita de

cerca de US$ 682,2 milhões. A receita gerada pela

agricultura e pecuária paranaense, no período, supera em US$ 160 milhões a das exportações dos produtos de janeiro a abril

de 2019. Somente o soja representa quase metade (46,7%) das exportações do agro paranaense. O setor alcançou receita de

quase US$ 1,93 bilhão. As carnes participam com 23,57%, tendo gerado US$ 972,7 milhões. Na sequência das exportações,

ainda somam-se o complexo sucroalcooleiro, café, cereais (farinhas e preparações), entre outros que, juntos, contabilizam US$

543 milhões em receita.

Foto: divulgação

Indústria madeireira

Foto: divulgação

No último dia 25 de maio foi comemorado o Dia Nacional

da Indústria. Dentro da cadeia produtiva da madeira de

Santa Catarina, a madeira se destaca diante de um setor

industrial altamente diversificado, diferente de outros

Estados que despontam em segmentos específicos. De

acordo com o Anuário Estatístico de Base Florestal para o

Estado de Santa Catarina, publicado em 2019, o segmento

moveleiro, que tem uma tradição histórica em Santa Catarina,

se destaca pelo número de empresas, contabilizando

2.568 em 2018. Este segmento é seguido pelo de serrarias

com desdobramento de toras, com 1.028 estabelecimentos.

Na sequência, observam-se fábricas de esquadrias de

madeira e de peças para instalações industriais/comerciais

com cerca de 500 empresas. As demais empresas somam

1.486 estabelecimentos e representam 27% do total presente

no Estado. Importante destacar, que dentro destes

27% estão grandes fabricantes de papel, embalagens de

papel, celulose, biomassa e madeira energética, que apesar

de serem em menor número, são responsáveis por

uma parcela significativa nos postos de emprego, arrecadação

de tributos e elevação do PIB (Produto Interno Bruto)

de Santa Catarina.

20 www.referenciaflorestal.com.br


otaryax

rotaryaxoficial


NOTAS

Setor florestal atinge

US$ 2 bilhões em exportações

Foto: divulgação

No primeiro trimestre de 2020, os produtos da indústria de base florestal chegaram a dois bilhões de dólares em comercializações

com outros países. Celulose totalizou US$ 1,5 bilhão, enquanto papel somou US$ 451 milhões e painéis de

madeira US$ 68 milhões. Os dados são do Boletim Cenários Ibá, produzido pela Ibá (Indústria Brasileira de Árvores).

O saldo da balança comercial do setor atingiu US$ 1,8 bilhão (-27,5%). No período, o setor representou 9,6% das exportações

do agronegócio nacional e 4,1% do total do comércio exterior brasileiro.

No primeiro trimestre deste ano, a China seguiu como principal mercado da celulose brasileira, adquirindo US$ 719

milhões do produto. A América Latina, por sua vez, é o destino com maior negociação para painéis de madeira (US$ 38 milhões)

e papel (US$ 262 milhões).

“São números de um período que abrange janeiro, fevereiro e de março, mês em que a pandemia ainda estava iniciando

sua escalada no Brasil. Mas o aumento da produção de papéis demonstrou como os produtos originados das árvores

cultivadas, como as embalagens, que fazem alimentos e medicamentos chegarem a mercados e lares, e papéis para fins

sanitários, como papel higiênico e lenços, se mostraram fundamentais. Este é um setor nato da bioeconomia, de base renovável,

presente no dia a dia das pessoas e que está ao lado das pessoas no combate da Covid-19”, afirmou Paulo Hartung,

presidente da Ibá.

Todos os indicadores de desempenho do setor de árvores plantadas durante o primeiro trimestre de 2020 estão na 61ª

edição do Cenários Ibá, boletim mensal da Ibá, disponível no site da instituição.

22 www.referenciaflorestal.com.br


NOTAS

Parada

prorrogada

A Klabin implementou dezenas de

medidas preventivas para combater a Covid-19

em todas as suas instalações. Entre

as definições do período, a companhia

decidiu postergar as paradas gerais de algumas

unidades com o objetivo de evitar

a aglomeração e fluxo intenso de pessoas,

comuns nestes momentos, seguindo as

recomendações da OMS (Organização

Mundial da Saúde). As unidades Monte

Alegre (PR) e Correia Pinto (SC) tiveram

suas paradas adiadas para agosto e setembro

deste ano, respectivamente. Essa

mudança tem o objetivo de prevenir a

disseminação do coronavírus e prioriza a

saúde e a segurança dos colaboradores e

das comunidades dos municípios onde as

fábricas estão instaladas. A Klabin reforça que as paradas gerais são imprescindíveis para garantir a qualidade da manutenção

das operações. No entanto, o adiamento não interfere na segurança do processo produtivo da companhia.

Foto: divulgação

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NOTAS

Prorrogação das Autex

Os produtores de madeira brasileira, que realizam a exploração em manejos e projetos licenciados, estão pleiteando a

prorrogação do prazo de uso da área, devido à crise decorrente da pandemia do novo coronavírus. O Fnfb (Fórum Nacional

de Atividades de Base Florestal) apresentou ao MMA (Ministério do Meio Ambiente) um ofício destacando a importância da

dilatação de prazo das Autex (Autorizações Florestais de Exploração).

Segundo Fnfb, a estimativa é que a comercialização de madeira registre uma queda de até 60% neste ano, inviabilizando

a retirada dos produtos durante a safra de 2020, que teve início em maio. A entidade explica, que com a diminuição do período

chuvoso, é iniciada a colheita da madeira nas florestas tropicais brasileiras oriundas de áreas de manejo ou de projetos

autorizados pelos órgãos competentes. O pico da safra, geralmente ocorre entre os meses de junho e agosto, quando o

índice pluviométrico é menor e permite a exploração da madeira e transporte com segurança. Porém, com a queda nas vendas

e incertezas do mercado, muitos produtores vão reduzir a colheita ou até mesmo suspender para evitar mais prejuízos

econômicos.

De acordo com o presidente do Fnfb, Frank Rogieri, como a madeira é perecível, os produtores não vão explorar os

projetos em sua totalidade para evitar perda de produto nos pátios. “Entramos na safra com uma insegurança muito grande

devido às incertezas no mercado interno e externo. Por isso estamos requerendo a prorrogação dos prazos para que os

produtores possam explorar a madeira já licenciada na próxima safra. Estes produtos têm autorização de todos os órgãos

fiscalizadores para serem retirados conforme o manejo adequado”, explica o presidente.

Geralmente, a autorização tem validade de um ano, podendo ser renovado por mais um ano, sendo que em alguns

estados este prazo é de dois anos, porém sem prorrogação. “Como algumas empresas já estão no último período de exploração,

não vão conseguir executar os projetos em sua totalidade. Por isso, estamos solicitando, em caráter especial, que os

manejos sejam prorrogados automaticamente”, explica Frank Rogieri.

Ele reforça que como o setor não possui linhas de crédito específicas, a retomada dos negócios para o setor pode ser

ainda mais lenta, o que dificulta a manutenção das operações nas indústrias e dos projetos de manejo.

Foto: divulgação

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NOTAS

NOVA FÁBRICA

Com previsão de inauguração para o primeiro

semestre de 2021, a empresa paranaense P2A Embalagens

vai instalar uma unidade fabril, em Linhares,

no norte do Espírito Santo. O investimento vai

ser de R$ 5,3 milhões, conforme anúncio feito pelo

prefeito da cidade, Guerino Zanon. A empresa vai

produzir papel ondulado para embalagens e deve

gerar 35 empregos diretos e 50 indiretos na primeira

fase de operação. A fábrica vai ser construída às

margens da ES-440, no distrito de Bebedouro, e vai

contar com 1.500 m2 (metros quadrados) de área

construída. Segundo a prefeitura, os trabalhos no

terreno onde a empresa vai funcionar já começaram.

A empresa está há 10 anos no mercado e

tem uma unidade em Sabáudia (PR), onde produz

papel e bobinas onduladas; e outra em Júpia (SC),

com a produção de papel e papel ondulado 100%

reciclado.

Foto: divulgação

Imagem: reprodução

E-book

restauração

florestal

Referência em restauração florestal, o Coordenador

Técnico do Grupo de Trabalho Restauração,

Sebastião Venâncio Martins, publicou

recentemente um e-book sobre o tema. O material

está disponível para download gratuito

no site da Editora UFV (Universidade Federal de

Viçosa), no endereço https://www.editoraufv.

com.br/.

Na publicação, o pesquisador e professor trata sobre o que é a restauração florestal, a importância de restaurar

florestas e quais são as principais alternativas, entre elas a condução da regeneração natural, o reflorestamento em

área total e técnicas de nucleação, como transposição de solo e serapilheira, transposição de galharias, transposição

de chuva de sementes, plantio de mudas em núcleos e poleiros artificiais. A publicação do e-book vai de encontro com

a evolução de uma área do conhecimento relativamente recente: a restauração ecológica. No contexto da perda de

ecossistemas naturais que aconteceu historicamente no país, foi sentida uma necessidade de entender como restaurar

esses ambientes, com foco no retorno de biodiversidade e de serviços ecossistêmicos. Assim, uma série de motivações

legais, como o Código Florestal, e de metas globais e nacionais de restauração culminaram em um destaque dessa área

do conhecimento, que tende a aumentar nos próximos anos.

28 www.referenciaflorestal.com.br


NOTAS

Mudanças administrativas

Foto: divulgação

A Ponsse Plc elegeu Jarmo Vidgrén (44) como o novo Presidente do

Conselho de Administração, em substituição a Juha Vidgrén (49), que

presidia o cargo desde 2010 e agora continuará como membro ordinário

do Conselho. Antes de sua eleição como Presidente do Conselho

de Administração, Jarmo Vidgrén trabalhou como Diretor de Vendas

e Marketing e Vice-CEO, sendo responsável pelos serviços globais de

vendas e pós-venda da Ponsse desde 2008. Como resultado dessa

mudança, todos os proprietários da empresa familiar, quatro filhos

do fundador da Ponsse, Einari Vidgrén, são membros do Conselho de

Administração da empresa. Mammu Kaario continuará como Vice-

-Presidente do Conselho de Administração. Outra novidade é Marko

Mattila (46) na equipe de gerenciamento da empresa. Ele é engenheiro

florestal, com MBA, substituirá Jarmo Vidgrén como Diretor de Vendas

e Marketing, a partir de 1 de junho de 2020.

Investimento em

floresta e celulose

O BID Invest, do Grupo BID, e IFC, instituição membro do Grupo

Banco Mundial, estão coliderando um financiamento de US$1.1 bilhão

para a LD Celulose S.A., joint venture criada pela Lenzing AG e Duratex

S.A. para a construção de uma das maiores fábricas de celulose solúvel

do mundo, em Minas Gerais. O projeto inclui a plantação de florestas

de eucalipto. A agência de crédito à exportação Finnvera e outros sete

bancos comerciais estão participando do financiamento, que promoverá

o fortalecimento da competitividade do Brasil, criará empregos

e apoiará os esforços locais de mitigação das mudanças climáticas. O

financiamento coliderado pelo BID Invest e pela IFC apoiará o programa

de investimentos da LD Celulose para 2020-2022, que consiste na

construção de uma fábrica de celulose solúvel e na instalação de uma

usina de cogeração com capacidade de 144 MW (Megawatts). Como

parte do projeto, a LD Celulose também plantará e fará o manejo

responsável de aproximadamente 70 mil ha (hectares) de florestas de

eucalipto. A usina de cogeração estará entre as mais produtivas e as de

maior eficiência energética do mundo, direcionando 40% do excesso

da bioeletricidade gerada no local para abastecer a rede pública com

energia verde. A celulose solúvel é a principal matéria-prima usada

para produzir fibras têxteis à base de madeira, uma alternativa biodegradável

e mais sustentável para o meio ambiente. Os produtos finais

da celulose solúvel incluem produtos têxteis e de higiene, entre outros.

Quanto ao operacional, em 2022, a LD Celulose terá capacidade para

produzir até 500 mil toneladas de celulose solúvel por ano.

Foto: Fabiano Mendes

30 www.referenciaflorestal.com.br


NOTAS

Manejo florestal na Amazônia

O Estado do Amazonas é grande detentor

de território do bioma amazônico,

com 2.596.347 ha (hectares) de florestas

públicas estaduais aptas para o processo

de concessão e utilização por meio de

plano de manejo florestal. Considerando

as características peculiares da região

amazônica, a Fas (Fundação Amazonas

Sustentável, com assistência técnica do

Governo do Estado do Amazonas, vem

há 12 anos, contribuindo para manter a

floresta em pé, por meio da implementação

do manejo florestal em pequena

escala. A entidade tem disponibilizado

vídeos técnicos sobre o tema no canal do

youtube.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Recuo econômico

Diante do avanço da pandemia de Covid-19 e seus impactos

na economia brasileira, especialmente no segundo trimestre

deste ano, o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revisou

as previsões macroeconômicas e divulgou uma estimativa:

queda esperada de 6% no PIB (Produto Interno Bruto) para 2020

e alta de 3,6% para 2021. Em março deste ano, as estimativas

eram de queda de 1,8% em 2020 e crescimento de 3,1% em

2021. O estudo pressupõe o início de uma gradual flexibilização

das restrições à mobilidade e ao funcionamento das atividades

econômicas a partir de junho. Nesse cenário, a projeção é de

queda de 10,5% no segundo trimestre, com retração de 13,8%

na indústria, 10,1% nos serviços e 11,2% no consumo das famílias.

Para o terceiro e o quarto trimestres, projeta-se recuperação

da atividade econômica. O mês de abril foi considerado o

fundo do poço, com sinais de recuperação da economia a partir

de maio. Os indicadores econômicos confirmam essa avaliação.

O Icei (Índice de Confiança do Empresário Industrial) avançou

5,9% em maio, assim como o Nuci (Nível de Utilização de Capacidade

Instalada) do setor, que passou de 57,3% em abril

para 60,3% em maio. Dados de consumo de energia industrial

permitem identificar alta em diversos segmentos, como veículos

automotores (aumento de 60,9%), papel e celulose (26,9%), metalurgia

(17,9%) e produtos de metal (13,3%).

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NOTAS

Cursos de capacitação

a distância

Imagem: reprodução

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa

Agropecuária) está disponibilizando 12 novos

cursos gratuitos de capacitação a distância, incluindo

temas específicos para o setor florestal.

No último mês de abril, a entidade já havia disponibilizado

mais de dez modalidades em meio

às medidas restritivas como forma de contenção

ao novo coronavírus. Todo o conteúdo dos cursos

foi elaborado pelas equipes técnicas da empresa

e possuem linguagem adaptada para o ensino a

distância e para o curso específico. Os programas

compreendem diversas cadeias produtivas. A

maioria dos cursos é gratuita e mais informações

podem ser adquiridas no site da entidade ou

pelo e-mail cnpc.cursos@embrapa.br.

ALTA

TRABALHO REMOTO

A pandemia da Covid-19 impulsionou o home office e

também a criatividade para novas formas de reuniões,

eventos e cursos via internet. No setor florestal, muitas

entidades, universidades e empresas arriscaram em

realizar encontros e atividades no formato virtual

e tem obtido um bom resultado. De modo geral, a

estimativa, inclusive, é que os eventos empresarias e

com profissionais de alto escalão por videoconferência

tenham dobrado em vários setores. A perspectiva é

que o formato veio para ficar.

JUNHO 2020

BLOQUEIO PREJUDICIAL

As determinações da decisão judicial sobre o bloqueio

imediato de toda e qualquer movimentação de

madeira no Sinaflor (Sistema Nacional de Controle da

Origem dos Produtos Florestais) e na obtenção do DOF

(Documento de Origem Florestal) em Pará, Rondônia,

Amazonas e Mato Grosso está prejudicando o trabalhador

e as empresas do setor que atuam de forma

lícita e regular na região. “É inconcebível acreditar que

a justiça brasileira seja capaz de penitenciar pessoas

de bem, que trabalham de forma honesta, com uma

atividade tão nobre que é o manejo florestal”, declarou

o presidente do Cipem, Rafael Mason.

BAIXA

34 www.referenciaflorestal.com.br


FRASES

Foto: divulgação

Estamos reivindicando abertura

de crédito para o setor madeireiro

que emprega muitas pessoas e

movimenta a economia da região

norte do país. Sem esses recursos,

muitos não terão como retomar as

atividades quando as vendas forem

normalizadas

Frank Rogieri, presidente do Fnfb (Fórum

Nacional de Atividades de Base Florestal)

“Existem propriedades com necessidade

de recuperar entre 20 e 80% de Reserva

Legal e, nessa área, a grande inovação

seria implementar métodos de restauração

florestal que previssem não só a conservação,

mas, lá na frente, também gerassem dinheiro

para produtores. Para fazer isso teríamos que

trabalhar com uma nova silvicultura, com o

plantio de florestas mistas, em sistemas que

gerem recursos financeiros no curto, médio e

longo prazos. Tudo isso mirando em se obter

uma floresta diversificada e com provisão de

serviços ambientais”

“A logística do Paraná

vem se mostrando

extremamente eficiente

e integrada, do campo

ao porto. Isso porque o

governo do Estado vem

dando condição para que

se tenha um movimento

ordenado. Isso faz com

que os nossos produtores

escolham, principalmente,

exportar pelos portos

paranaenses”

disse Erich Schaitza, Chefe Geral da Embrapa Florestas, durante

uma transmissão ao vivo (live) no canal da Embrapa, no youtube

afirma o diretor-presidente da empresa Portos

do Paraná, Luiz Fernando Garcia

Marca

que não precisa

descansar.

36 www.referenciaflorestal.com.br


ENTREVISTA

O setor

é bastante

ESTRUTURADO

The sector

is well-structured

ENTREVISTA

C

riada em 2004, a Abaf (Associação Baiana das

Empresas de Base Florestal) se consolidou como

uma das principais representantes do setor

baiano e tem uma atuação expressiva no cenário

nacional. O presidente da entidade, Wilson Andrade, faz uma

avaliação do contexto atual diante da pandemia da Covid-19 e

apresenta suas perspectivas para área florestal.

Wilson

Andrade

C

reated in 2004, the Bahian Association of Forest-

-Based Companies (Abaf) has consolidated itself

as one of the leading representatives of the

Sector in the State of Bahia. It has an expressive

performance in the national scenario. Wilson Andrade, the

president of the entity, provides an assessment of the current

context in the face of the Covid-19 pandemic and presents his

perspectives for the forest area.

DATA E LOCAL DE NASCIMENTO

13/02/1948 - Milagres (BA)

February 13, 1948 - Milagres (BA)

ATIVIDADE/ ACTIVITY:

Diretor executivo da Abaf (Associação Baiana das Empresas

de Base Florestal) - Empresário

Executive Director of the Bahian Association of Forest-Based

Companies (Abaf); Business Executive

FORMAÇÃO/ ACTIVITY:

Economista

Economics

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Acho que o brasileiro

está ficando mestre em

crises: as empresas

criaram boas condições de

competitividade, capacidade

de planejar e reagir

>> Como avalia o momento para o setor florestal no

Brasil, incluindo antes e depois da Covid-19?

Estamos todos tendo essa preocupação e acompanhando

constantemente tudo o que acontece no Brasil e

no mundo. Sem dúvida vai dar um baque na economia

afetando diversos países e segmentos. Até abril, os especialistas

diziam que a economia mundial, ao invés de

crescer 3%, vai recuar 3%. No caso do Brasil é estimado

pelo menos 6% de queda, que seria de crescimento.

Mas nós já passamos por isso antes, em 2015 e 2016,

quando perdemos 3,5 do PIB (Produto Interno Bruto) a

cada ano. Isso é algo muito duro e deve ser enfrentado

com muito cuidado. Logicamente vai impactar emprego,

renda, impostos, capacidade de investimento.

Infelizmente isso ocorre no momento de recuperação e

de novos planejamentos da economia florestal. O setor

florestal vai ser impactado, mas é um setor bastante

estruturado, tem boas possibilidades de competitividade,

tem uma abrangência muito grande. São cerca de

1.500 municípios de produção florestal no Brasil, tem

empresas bem estruturadas em termos de tecnologia e

liderança de mercado. O Brasil é o maior explorador de

celulose no mundo. Temos condições de nos estruturar

e nos adequar as dificuldades da economia menos acelerada.

>> Quais lições aprendidas nas crises anteriores que

podem ser usadas nesta?

Agora estamos falando de saúde e de pessoas, mas não

é só o vírus que prejudica as pessoas, a economia ruim

também prejudica as pessoas. O que se aprendeu nas

crises, seja de 2008, 2011, 2015, 2017 é que, acho que

o brasileiro está ficando mestre em crises: as empresas

criaram boas condições de competitividade, capacidade

de planejar e reagir. Por exemplo: é preciso cuidar

mais do caixa, é preciso mais produtividade, implemen-

How do you see the Brazilian Forest Sector, both before

and after Covid-19?

We all have this question and are continually monitoring

everything that is taking place in Brazil and the world. It

will undoubtedly lead to a negative bump in the economy

affecting several countries and segments. By April,

experts said the world economy, instead of growing by

3%, would shrink by 3%. In the case of Brazil, a fall of

at least 6% is estimated. However, we’ve been through

this before, in 2015 and 2016, when there was a fall of

3.5 % in GDP each year. This is something very tough to

handle and must be tackled very carefully. Logically, it

will impact employment, income, taxes, and investment

capacity. Unfortunately, this occurs at a time of recovery

and new planning in the forest economy. The Forest

Sector will be impacted, but it is a very well-structured

sector with good possibilities for competitiveness and

considerable scope. There are about 1,500 municipalities

with forest activities in Brazil and with well-structured

companies in terms of technology and market leadership.

Brazil is the largest pulp exporter in the world. We have

the conditions to be able to structure ourselves and adapt

to the difficulties of a less accelerated economy.

What lessons have been learned from previous crises

that can be used in this?

Today, we are talking about health and the population,

but it is not only the virus that harms the population, but

the bad economy also harms. What has been learned in

crises, whether from 2008, 2011, 2015, or 2017, is that I

think the Brazilian is becoming a master in crises: whereby

companies have created the right competitive conditions,

and the ability to plan and react. For example, it is

necessary to take more care of cash flow; it takes more

productivity; implement more technology; and, in this,

the Forest-based Sector has an advantage in industry

development and research, besides increasingly knowing

how to do more with less. Today, the forest industry takes

advantage of 97% of all inputs and waste. As a result, we

will have to improve our strategies further to overcome

the crisis.

In this scenario, what are the main challenges for the

Sector in Brazil? And, especially in the Northeast, which

Abaf directly represents?

In the 2018 scenario, the Sector represented 5.4% of GDP

in the State of Bahia, and 2019 should not have been

different. There is another very distinct advantage, which

is the geographical diversification of the activity. Here in

the State of Bahia, we have activities in 154 municipalities,

always in the interior of the State where, in my view,

a job in the interior is worth two elsewhere. Every activity

that generates income and employment in the municipality,

either directly or indirectly, has to be respected for not

being in the more developed metropolitan regions. This

helps in the deconcentration of economic activity in each

Junho 2020

39


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PRINCIPAL

Agilidade

NA SOLUÇÃO

Por ser difícil evitar a quebra de

máquinas em campo, profissionais

buscam soluções variadas para

resolver o imprevisto de forma rápida

Fotos: Fabiano Mendes e divulgação

46 www.referenciaflorestal.com.br


Agility in the solution

Because it is difficult to avoid

machinery breakdowns in the field,

professionals seek varied solutions

to solve the unforeseen quickly

Junho 2020

47


PRINCIPAL

É

praticamente um lema no setor florestal: máquina

parada é sinônimo de prejuízo. Por outro lado, é quase

impossível um maquinário ficar sem quebrar com o

passar dos anos, mesmo com as manutenções preventivas.

A alternativa diante da situação imprevisível

é ganhar agilidade no reparo em campo, o que requer um ou até

mais planos de ação como estratégia, em muitos casos, exige um

fornecedor de qualidade.

Oito dias parado foi o tempo que o supervisor florestal Evandro

Oliveira da Silva, da Delta Service, já passou para esperar uma

única peça. “Como vinha do exterior, não teve jeito, tivemos que

aguardar e isso afetou muito nossa produção”, relembra. Após o

trauma, a empresa elaborou a primeira tática: estocar as principais

peças de reposição e preparar a equipe para reparos técnicos, que

são feitos em um espaço próximo a área de atuação da empresa,

localizada em Marau (RS). “Em geral, em 30 min (minutos) a gente

já resolve. Porém, é evidente que não temos todas as peças ou

não conseguimos sempre colocar para rodar a máquina, então,

em casos assim, ligamos o alerta vermelho em busca de parceiros

que possam nos ajudar”, comenta.

Nesta segunda fase, ele cita como fundamental encontrar e

testar um fornecedor que una características como qualidade de

peças, preço compatível, atendimento técnico e, principalmente,

celeridade na resolução do problema (o que inclui a entrega e instalação

do item). “É muito importante ter um parceiro que atenda

bem, dê atenção e ajude a buscar soluções em situações diferentes,

porque nunca sabemos o que vai acontecer em campo”, sugere

Evandro Oliveira, dando como indicação a Lion Equipamentos

com quem mantém parceria há quase três anos. “Eles mandam

a peça por motoboy e a gente já sabe que em 8h a 9h (horas), já

estaremos rodando com aquela máquina. Nunca passou de 24h de

I

t is practically a saying in the Forestry Sector: a broken-down

machine is synonymous with loss. On the

other hand, it is almost impossible for a machine to go

without a breakdown sometime over the years, even

after preventive maintenance. The alternative in the

face of the unpredictable is to have agility in-field repair, which

requires one or even more action plans as a strategy, in many

cases, requires a quality supplier.

Eight days not working was the time that Evandro Oliveira

da Silva, Forest Supervisor for Delta Service, spent waiting for a

single spare part. “As it came from abroad, there was no other

way, we had to wait, and it very much affected our production,”

he recalls. After this occurred, the Company elaborated its first

response: stock the main spare parts and prepare a team for

technical repairs to be carried out in a space located near the

Company’s area of operation, located in Marau (RS). “In general,

in 30 minutes, we can now solve any stoppage. However, it is

clear that we do not have all the parts, nor can we always get a

machine up and running, so in cases like this, we turn on a red

alert in search of partners who can help us,” he comments.

For this second phase, he cites it is fundamental to find and

test a supplier that unites characteristics such as part quality,

compatible price, technical service, and, mainly, speed in solving

the problem (which includes the delivery and installation of the

item). “It is imperative to have a partner that meets our needs

well, pays attention, and helps to seek out solutions in different

situations because we never know what will happen in the field,”

suggests da Silva, citing Lion Equipamentos with whom he has

maintained a partnership for almost three years. “They send

the parts by moto-boy, and so we know that in 8 to 9 hours a

broken-down machine will be up and running. It has never been

48 www.referenciaflorestal.com.br


Junho 2020 49


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Junho 2020 51


SUSTENTABILIDADE

Florestas plantadas preservam

MAIS DE UM MILHÃO DE

HECTARES EM MINAS GERAIS

Fotos: Arquivo Cenibra e divulgação

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Indústria florestal ameniza a pressão sobre mata

nativa ao passo em que recupera áreas degradadas

Junho 2020

53


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Fotos: divulgação

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Junho 2020 57


MERCADO

Terminal de Paranaguá:

PREVISÃO DE

CRESCIMENTO NAS

CARGAS FLORESTAIS

Fotos: divulgação

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Com movimento mensal

de 2,6 mil contêineres

somente do setor,

administradora já registrou

um aumento neste ano,

comparado a 2019

O

Terminal de Contêineres de Paranaguá

movimenta cerca de 2.600 contêineres ao

mês no segmento florestal, por meio de

produtos como o compensado, madeiras

serradas e laminadas, e no último mês de

abril bateu o recorde de movimentação de cargas do setor,

de acordo com a TCP (Terminal de Contêineres de Paranaguá),

empresa administradora que leva o mesmo nome do

terminal paranaense.

Com uma ampla estrutura, o Terminal oferece custos

operacionais e logísticos e, recentemente, reativou o serviço

que atende a Costa Leste dos EUA (Estados Unidos da

América) – um dos principais destinos para as cargas do setor

– após 13 anos. A infraestrutura do porto paranaense é

apontada como um diferencial competitivo que tem atraído

exportadores do setor de base florestal.

Com o novo serviço semanal destinado ao país norte-americano,

a expectativa do terminal é incrementar a

movimentação para 3.500 contêineres mensais. O armazém

Junho 2020

59


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Junho 2020 61


ESPÉCIE

Teca:

RIQUEZA TROPICAL

Fotos: Fabiano Mendes

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Espécie produz uma das madeiras mais

valiosas e com propriedades mais conhecidas

Junho 2020

63


ESPÉCIE

ATeca (Tectona grandis L.f.), conhecida comumente

como teca ou teak (Índia, Siam, Birmânia,

Indonésia, EUA - Estados Unidos da América - e

Inglaterra), teck (França), ojati (Java), may sak

(Laos) e tiek (Alemanha), é uma árvore caducifólia

de grande porte, pertencente à família Verbenaceae,

com crescimento sazonal determinado. Natural das florestas

tropicais de monção do sudeste da Ásia (Índia, Myanmar, Tailândia

e Laos), pode alcançar até 60m (metros) de altura total.

A teca produz uma das madeiras tropicais mais valiosas e com

propriedades mais conhecidas (Centeno, 2003; Finger et al.,

2004; Kaosa-ard, 1983; Pandey; Brown, 2000; Somarriba et

al., 1999; Tsukamoto Filho et al., 2003; Weaver, 1993).

As folhas da teca são opostas, elípticas, coriáceas e ásperas

ao tato, dotadas de pecíolos curtos ou ausentes e ápice e

base agudos. Nos indivíduos adultos, as folhas possuem, em

média, 30 cm a 40 cm (centímetros) de comprimento por 25

cm de largura. No entanto, nos indivíduos mais jovens, com

até 3 anos de idade, as folhas podem atingir o dobro dessas

dimensões (Matricardi, 1989).

Em ambientes naturais, a teca apresenta um tronco retilíneo,

com dimensões e forma variadas, de acordo com o local

e condições de crescimento, podendo atingir o diâmetro de

0,9m a 2,4m.

A teca possui flores monoicas, brancas e pequenas, dotadas

de pecíolos curtos, dispostas em grandes e eretas inflorescências

do tipo panícula. As flores são recobertas por pelos

finos, tendo um cálice de cor cinza-pálido, com seis lóbulos.

A corola é esbranquiçada e tem forma de funil, com um tubo

curto e seis lóbulos estendidos. O pistilo contém um ovário de

quatro células, um estilete delgado e um estigma de dois lóbulos.

As flores se abrem poucas horas depois do amanhecer

e o melhor período para a polinização ocorre entre as 11h30

e 13h (Weaver, 1993).

Seus frutos consistem de drupas subglobosas com dimensões

de 1 cm a 2 cm de diâmetro e possuem ampla diferença

de peso, mesmo sendo de uma mesma árvore. Têm estrutura

tetralocular e em raros casos podem conter até quatro sementes

viáveis, uma para cada lóculo. Em decorrência da dificuldade

de quebra para obtenção das sementes, usualmente,

adota-se o fruto para semeadura na produção de mudas,

como se fosse uma semente. Portanto, a partir de então será

denominado como semente/fruto, sempre que se fizer referência

ao uso do fruto como semente.

As cepas de teca rebrotam facilmente ao serem cortadas

ou danificadas e seu crescimento inicial é rápido. A teca também

desenvolve uma copa vigorosa logo após a operação de

desrama (Figueiredo, 2005; Rezende, 2013). A espécie produz

uma raiz pivotante grossa e curta. Na base do tronco pode

ocorrer a formação de sapopemas (Cardoso, 1991; Kaosaard,

1983; Pandey; Brown, 2000). Para Kaosa-Ard (1999), citado

por Krishnapillay (2000), as sapopemas aparecem em diversas

estratégias de manejo e sua formação está em função

do material genético empregado (Shukla, 2011). Próximo à

extremidade, sua aparência é esbranquiçada e delicada, podendo

depois, no sentido do colo da árvore, tornar-se de cor

pardo-clara e lenhosa.

De acordo com Wadsworth (1997), a madeira da teca possui

fibras retas, uma textura mediana e oleosa ao tato e uma

fragrância suave depois de seca. Sua madeira seca rapidamente

a céu aberto (com pouca exposição ao sol) e de maneira

satisfatória. Apresenta um alburno amarelado ou esbranquiçado,

geralmente delgado, contrastando com o cerne que é

castanho-amarelo-dourado. Podem ser observados anéis de

crescimento nítidos e diferenciados nos cortes transversais. A

densidade básica da madeira de teca seca é considerada dura

e pesada, com valores variando de 0,55 g/cm3 a 0,68 g/cm3.

Estudos demonstram que a durabilidade da madeira

diminui quando tem anéis de crescimento largos e quando é

originária de plantios jovens. Uma taxa de crescimento muito

acelerada, principalmente na etapa inicial de desenvolvimento,

diminui significativamente a durabilidade da madeira,

reduzindo seu valor econômico.

USO DA MADEIRA

A madeira da teca é muito utilizada na indústria de construção

naval, devido à sua resistência à ação do sol, calor, frio,

água de chuva e de mar, além de ser facilmente trabalhada.

Também é amplamente utilizada na construção de móveis,

estruturas, pisos, peças torneadas, chapas, painéis, postes e

dormentes (Cardoso, 1991; Finger et al., 2004).

Suas propriedades físico-mecânicas caracterizam-se pela

facilidade de secagem e estabilidade dimensional, possibilitando

estabelecer a teca como um padrão para avaliar as madeiras

de todas as outras espécies de folhosas (Cardoso, 1991;

Finger et al., 2004).

CARACTERÍSTICAS BIOECOLÓGICAS

A maioria dos patógenos de plantios de teca tem sido

identificada na Índia, com poucas ocorrências registradas em

plantações na África, América Latina e algumas regiões de floresta

nativa nos países de origem. Apesar de sua ocorrência,

existe pouca informação disponível a cerca de sua consequência

econômica.

A madeira da teca possui fibras

retas, uma textura mediana e

oleosa ao tato e uma fragrância

suave depois de seca

64 www.referenciaflorestal.com.br


Junho 2020 65


INTERNACIONAL

A SEGUNDA MAIOR

FLORESTA DO MUNDO

Fotos: divulgação

66 www.referenciaflorestal.com.br


O Brasil apresenta a segunda maior área de

florestas e, ao lado de Rússia e Canadá, EUA

(Estados Unidos da América) e China, detém 61%

das regiões de florestas de todo o mundo

Junho 2020

67


INTERNACIONAL

Aárea total de cobertura florestal do mundo

é de 4,06 bilhões de hectares, o que corresponde

a 31% da área total. Mais da metade

das florestas do mundo (54%) estão localizadas

em apenas 5 países: Rússia, Brasil, Canadá,

EUA e China. O Brasil apresenta a segunda maior área

de florestas, de 497 milhões de hectares, atrás apenas da

Rússia, com 815 milhões de hectares, valores projetados

para o ano de 2020. Os dados são do FAO (Organização das

Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, sigla em

português), um organismo criado pela ONU (Organização

das Nações Unidas). O relatório FRA2020 (Avaliação Global

dos Recursos Florestais, em português), mostra ainda que

cerca de 30% de todas as florestas são usadas principalmente

para produção, além de apresentar dados mundiais

sobre o manejo florestal.

O documento informa ainda que 93% (3,75 bilhões de

ha) da área de florestas em todo o mundo são compostos

por florestas nativas e 7% (290 milhões de ha) por florestas

plantadas. A área de florestas naturais diminuiu desde

1990, enquanto a área de florestas plantadas aumentou

em 123 milhões de ha. No entanto, a taxa de aumento da

área de floresta plantada diminuiu nos últimos dez anos.

Atualmente, as florestas plantadas cobrem cerca de

131 milhões de ha, que representam 3% da área global

de florestas. Desse total, 45% das florestas plantadas são

manejadas intensivamente, compostas por uma ou duas

espécies e principalmente para fins produtivos. A maior

parte das florestas plantadas está localizada na América

do Sul, onde esse tipo de floresta representa 99% da área

total de florestas plantadas e 2% da área total de floresta.

Planos de manejo.

O SFB (Serviço Florestal Brasileiro) é o órgão do Governo

Federal responsável pela organização e produção das

informações sobre as florestas do Brasil, por meio do Senif

(Sistema Nacional de Informações Florestais). “Esse estudo

serve de apoio para o desenvolvimento de políticas,

práticas e investimentos que afetem as florestas, tanto o

âmbito de cada país ou região, como fóruns internacionais

que abordam temas relacionados às florestas”, disse Joberto

de Freitas, diretor de Pesquisa e Informações Florestais

do SFB, reforçando que as informações fornecidas pelo

relatório FRA2020 apresentam uma visão abrangente das

florestas do mundo e as maneiras pelas quais os recursos

florestais estão mudando nas últimas décadas.

manejo, respectivamente. No entanto, o estudo aponta

também que a área de florestas sob manejo florestal vem

aumentando em todas as regiões. A área global passou de

233 milhões de ha em 2000 e atingindo 2,05 bilhões de ha

em 2020.

O relatório estima que existem 726 milhões de ha de

floresta em áreas protegidas em todo o mundo. Das seis

principais regiões do mundo, a América do Sul é que tem

a maior parcela de florestas em áreas protegidas (31%).

O mundo ainda possui, pelo menos, 1,11 bilhões de hectares

de florestas primárias, ou seja, florestas compostas

por espécies nativas nas quais não existem indicações

claramente visíveis de atividades humanas e os processos

ecológicos não foram significativamente alterados. Combinados,

três países (Brasil, Canadá e Rússia) hospedam mais

da metade (61%) das florestas primárias do mundo.

A maior parte do carbono das florestas é encontrada

na biomassa viva (44%) e no solo orgânico (45%), e o restante

na madeira morta e em decomposição. O estoque de

carbono total nas florestas diminuiu de 668 gigatoneladas,

em 1990, para 662 gigatoneladas, em 2020. A densidade

de carbono estocado nas florestas aumentou ligeiramente

no mesmo período, de 159 toneladas para 163 toneladas

por ha.

MANEJO FLORESTAL

Outro dado importante é que mais de 2 bilhões de

hectares de florestas do mundo: são manejadas para

produzir madeira ou outros produtos. A área manejada

de florestas varia entre os continentes, enquanto 96%

das florestas da Europa estão sob algum tipo de manejo,

os percentuais diminuem na África e na América do Sul,

representando 24% e 17% das florestas com planos de

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LEGISLAÇÃO

Decreto autoriza concessão

FLORESTAL NA AMAZÔNIA

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Documento presidencial inclui três florestas do Amazonas

no PPI (Programa de Parcerias de Investimentos)

Fotos: divulgação

Junho 2020

71


LEGISLAÇÃO

O

decreto nº 10.339/2020, assinado pelo

presidente da República, Jair Bolsonaro, na

primeira quinzena de maio de 2020, transferiu

a competência de concessão de florestas

federais do MMA (Ministério do Meio Ambiente)

para o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e

Abastecimento). Com isso, caberá exclusivamente ao MAPA

as decisões sobre políticas, estratégias, planos e programas

relacionados ao tema. O texto do decreto já qualifica os

projetos de concessão florestal das Florestas Nacionais de

Humaitá e do Iquiri e da gleba Castanho, todas no estado

do Amazonas, no âmbito do PPI (Programa de Parcerias de

Investimentos) da Presidência da República.

Decidida em fevereiro durante a 12ª reunião do Conselho

do PPI, que analisou 22 projetos, a inclusão das três

florestas amazonenses faz parte da agenda do Governo Federal

para o desenvolvimento da Amazônia Brasileira através

das concessões de florestas públicas para a realização de

manejo florestal sustentável, considerada uma prioridade do

Mapa e parte do portfólio dos projetos desse ministério. “A

inclusão da concessão florestal das flonas (florestas nacionais)

de Humaitá, Iquiri e da gleba de Castanho, como ação

prioritária do Governo Federal, fortalece a articulação feita

do Serviço Florestal junto ao Ministério da Agricultura e dá

visibilidade a agenda, uma vez que entendemos o manejo

sustentável como uma alternativa legal para conservação

das florestas públicas, coíbe o comércio ilegal de madeira e

gera o desenvolvimento local”, apontou o diretor-geral do

SFB (Serviço Florestal Brasileiro), Valdir Colatto.

A Floresta de Humaitá terá prazo de contrato de 40

anos, com data prevista para publicação do edital, no segundo

trimestre de 2020 e leilão no quarto trimestre do ano.

O critério será reais por metros cúbicos (R$/m³). O estudo

de logística e mercado está sendo feito pelo SFB e Icmbio.

A concessão da floresta de Iquiri tem extensão de 883 mil

ha (hectares), sendo que a área total é de 1,47 milhão de

hectares. A estimativa de produção anual é de 440 mil m3 de

madeira em tora. Os estudos de logística e mercado estão

em fase de contratação. A data prevista para publicação do

edital é no segundo trimestre de 2021 com leilão no mesmo

período e mesmo critério (R$/m3). A Floresta Nacional do

Iquiri fica no sul do Estado do Amazonas, integralmente no

município de Lábrea, próximo ao limite com Rondônia e

Acre. O acesso pode ser feito pelas BRs 317 e 364. Prazos,

estudos e editais das demais florestais ainda não foram divulgados.

CONSERVAÇÃO E RENDA

A gestão das Concessões Florestais federais é uma das

atribuições do SFB, de acordo com a Lei nº 11.284/2006,

que tem entre seus objetivos conservar a cobertura vegetal

das florestas brasileiras, por meio do manejo florestal sustentável,

da melhoria da qualidade de vida da população

que vive em seu entorno e do estímulo à economia formal

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Junho 2020 73


PESQUISA

RESTAURAÇÃO

FLORESTAL

Por meio de técnica específica é possível atender a

legislação vigente sem prejudicar as atividades produtivas

Fotos: divulgação

SEBASTIÃO VENÂNCIO MARTINS

PROFESSOR TITULAR DO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA FLORESTAL DA UFV

(UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA)

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RESUMO

N

este artigo, temos um conteúdo parcial do

Boletim de Extensão 67 produzido pelo autor

para UFV devido a questões editorais da

REFÊRENCIA FLORESTAL relacionadas ao espaço.

INTRODUÇÃO

O crescente aumento do consumo humano no Brasil de

alimentos, energia, minérios e outros tem levado a uma também

crescente utilização dos recursos naturais renováveis e

não renováveis. Atualmente, a palavra de ordem é a busca

pela sustentabilidade ambiental das atividades produtivas,

que tem como objetivo a conciliação do uso racional dos

recursos naturais com o manejo sustentável e a restauração

dos ecossistemas. Nesse cenário, a restauração de florestas

nativas consolida-se como a principal forma de apoio ao desenvolvimento

sustentável, uma vez que pode viabilizar tanto

a restauração de áreas já impactadas como a compensação

ambiental em outras áreas ambientalmente similares.

Por meio da restauração florestal é possível atender a

legislação vigente na forma de restauração de áreas de preservação

permanente e reservas legais sem prejudicar as

atividades produtivas de uma determinada propriedade rural,

ou seja, a restauração das florestas tende a contribuir para a

melhoria da quantidade e qualidade dos produtos e dos serviços

ambientais.

Dessa forma, é importante divulgar os conhecimentos

sobre técnicas de restauração florestal, desenvolvidos por

intermédio de pesquisas científicas, para o público diretamente

em contato com o meio rural, como produtores rurais e

grandes empresas do agronegócio, mineradoras, geradoras de

energia, entre outros.

O QUE É RESTAURAÇÃO FLORESTAL?

A restauração florestal é uma modalidade da restauração

ecológica com foco nos ecossistemas florestais. Entende-se

por restauração ecológica o processo de auxiliar o restabelecimento

de um ecossistema que foi degradado, danificado ou

destruído, sendo uma atividade deliberada que desencadeia

ou acelera a recuperação de um ecossistema com respeito à

sua saúde (processos funcionais), a integridade (composição

das espécies e estrutura da comunidade) e a sustentabilidade

(resistência à perturbação e resiliência) (SER, 2004). Assim,

a restauração florestal busca promover o retorno de uma

floresta em uma área em que a floresta original foi removida

ou impactada por atividades humanas diversas; retorno que

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AGENDA

AGENDA2020/2021

JUNHO

2020

Imagem: reprodução

Agronegócio em tempos de Covid-19

23

Palestra Online

https://www.embrapa.br/florestas/

busca-de-eventos

JULHO

2020

SET

2020

7º WORKSHOP EMBRAPA

FLORESTAS/APRE

Por conta da pandemia do novo coronavírus, o evento,

que seria em junho, foi remarcado para 23 e 24 de setembro

de 2020. O tema principal será: Os cuidados com as

florestas plantadas: proteção e sanidade; e as inscrições

já estão abertas, com valores entre R$ 450 e R$ 650. Mais

informações podem ser obtidas pelo e-mail vitorprado@

apreflorestas.com.br ou telefone (41) 99680-2830.

Estrada Florestal e Logística

01

Webnário online

https://www.ipef.br/eventos/

7º Workshop Embrapa Florestas/Apre

23 e 24

Colombo (PR)

http://www.apreflorestas.com.

br/evento/7o-workshop-embrapaflorestas-apre/

SETEMBRO

2020

DEZ

2020

WORLD ARCHITECTURE FESTIVAL

Dedicado ao ramo da arquitetura, o evento conta

com o Prêmio Melhor Uso de Madeira Certificada,

premiando arquitetos pelo uso de madeira certificada

como o principal material de construção de

edifícios destacados em sustentabilidade, inovação,

qualidade ou estética.

Imagem: reprodução

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Disco de corte para Feller

AGENDA2020/2021

• Discos de corte com encaixe para

utilização de até 18 ferramentas

• Diâmetro externo e encaixe central

de acordo com o padrão da máquina

OUTUBRO

2020

Detalhe de encaixe para

ferramentas de 4 lados

Fedema (Feria Internacional del

Mueble y la Madera)

03 a 06

Formosa (Argentina)

http://fedema.com.ar/

• Discos de corte para Feller

conforme modelo ou amostra

• Discos especiais

• Pistões hidráulicos

(fabricação e reforma)

• Usinagem de médio e grande porte

DEZEMBRO

2020

Av. Marginal Francisco D’Antonio, 337

Água Vermelha - Sertãozinho - SP

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Mecânicos e Industriais Ltda

World Architecture Festival

2 a 4

Lisboa (Portugal)

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MAIO

2021

My Wood Home

19 a 29

Piracicaba (SP)

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Junho 2020

81


ESPAÇO ABERTO

Foto: divulgação

Como organizar as

FINANÇAS DAS

PMES?

Por Regina Fernandes,

contadora e responsável técnica do

escritório Capital Social

É preciso estratégia na

gestão das finanças no

médio e longo prazo em

meio a crise

Aprorrogação de impostos e o anúncio de novas linhas de

crédito, como a que foi sancionada recentemente para

micro e pequenos negócios, têm garantido a sobrevivência

de muitas empresas. Com taxas de juros facilitadas,

longa carência para pagamento e até subsídio do governo,

os empréstimos oferecem uma oportunidade para que as empresas se

mantenham vivas, mantendo seus funcionários e honrando compromissos

financeiros. Contudo, a grande dificuldade está na gestão dessas

finanças no médio e longo prazo.

Caso opte pelo empréstimo, ele deve fazer o seu fluxo de caixa para

os próximos 12 meses, simulando cenários de geração de caixa, além

de se perguntar: como esse dinheiro será investido? Tenho um plano de

aplicação para esse valor? Há perspectivas para o meu negócio que me

possibilitarão pagar a dívida? Caso seja uma exigência manter o número

de funcionários, isso será viável ou planejo reduzir alguns postos de

trabalho? Só depois de levar tudo isso em consideração é que se deve

captar o dinheiro no mercado financeiro. O mesmo deve acontecer em

relação ao adiamento dos impostos que precisa estar nas projeções

financeiras. A dica de ouro é a formação de um colchão de liquidez.

Portanto, se houver dinheiro disponível em caixa não queime: aplique e

deixe reservado.

Outra medida eficaz é a renegociação de prazos e valores de contratos

e serviços, além da suspensão de gastos que não são essenciais.

A adesão da suspensão de contrato de trabalho ou redução de jornada

pode ser uma indicação para casos de redução brusca de receitas,

entre outras medidas trabalhistas que foram anunciadas. Agora, as empresas

que mais se destacam são aquelas que, além dessas medidas,

tiveram a postura de inovar e se adaptar, pensando na sobrevivência do

negócio em longo prazo.

Se a única certeza é a mudança, acompanhar as tendências, analisar

a sua contabilidade e antever as oportunidades é a maior lição de

casa que o empresário deve fazer. Tendem a se dar melhor os empreendedores

que entenderem que o mercado não parou totalmente, mas

que a forma de consumir mudou. No entanto, se houver um olhar para

além do padrão, será possível enxergar que existe uma demanda reprimida

ou um novo jeito de fazer. Experimentar novas formas de gerir o

negócio é um dos maiores benefícios de uma crise.

A falta de dinheiro é uma fala frequente de todo empreendedor,

isso em qualquer cenário. Um ensinamento que costumo passar para

os clientes do Capital Social é a metodologia Lucro Primeiro. Os empresários

costumam calcular seu lucro a partir da diferença entre faturamento

e despesas. O que sobrar é dividido entre os sócios - e, sinceramente,

quase nunca sobra. Mas essa lógica prejudica o crescimento do

negócio e a própria atividade empresarial. Deve-se pensar primeiro no

lucro que se pretende obter para depois determinar o quanto se pode

gastar.

A dica é começar pequeno, poupando 3% do faturamento e abastecendo

uma boa poupança. Depois de um tempo, haverá dinheiro suficiente

para pagar dívidas, fazer novos investimentos e expandir a margem

de lucro. É como diz a máxima das finanças: mais importa quanto

você poupa do que, efetivamente, quanto você ganha. Assim, com planejamento

e organização, será possível sair desse período turbulento.

Comece agora. E, se precisar de ajuda, converse com o seu contador.

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