Revista Coamo edição Junho de 2020

blzinfo

Revista Coamo edição Junho de 2020

EXPEDIENTE

Órgão de divulgação da Coamo

Ano 46 | Edição 503 | Junho de 2020

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Ilivaldo Duarte de Campos: iduarte@coamo.com.br

Wilson Bibiano Lima: wblima@coamo.com.br

Ana Paula Bento Pelissari: anapelissari@coamo.com.br

Antonio Marcio dos Santos: amsantos@coamo.com.br

Milena Luiz Corrêa: mlcorrea@coamo.com.br

Contato: (44) 3599-8129 - comunicacao@coamo.com.br

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos

Reportagens e fotos: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima,

Ana Paula Bento Pelissari e Ilivaldo Duarte de Campos

Edição de fotografia: Antonio Marcio dos Santos e Wilson Bibiano Lima

Colaboração: Gerências de Assistência Técnica; Organização e Gestão da Qualidade

e Entrepostos.

Contato publicitário: Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários Ltda

Contato: (11) 5092-3305

Contato publicitário: Guerreiro Agromarketing Contato: (44) 3026-4457

É permitida a reprodução de matérias, desde que citada a fonte. Os artigos assinados ou

citados não exprimem, necessariamente, a opinião da Revista Coamo.

Acompanhe a Coamo pelas redes sociais

COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA

SEDE: Rua Fioravante João Ferri, 99 - Jardim Alvorada. CEP 87308-445. Campo Mourão - Paraná - Brasil. Telefone (44) 3599.8000 Fax (44) 3599.8001 - Caixa Postal, 460

www.coamo.com.br - coamo@coamo.com.br

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engenheiro Agrônomo, José Aroldo Gallassini. MEMBROS VOGAIS: Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Ricardo Accioly

Calderari, Joaquim Peres Montans, Anselmo Coutinho Machado, Emilio Magne Guerreiro Júnior, Wilson Pereira de Godoy, Rogério de Mello Barth e Adriano Bartchechen.

CONSELHO FISCAL: Ricieri Zanatta Neto, Diego Rogério Chitolina e Jonathan Henrique Welz Negri (Membros Efetivos). Eder Ricci, Clóvis Antonio Brunetta e Jorge Luiz

Tonet (Membros Suplentes).

DIRETORIA EXECUTIVA: Presidente Executivo: Airton Galinari. Diretor Administrativo e Financeiro: Antonio Sérgio Gabriel. Diretor Comercial: Rogério Trannin de

Mello. Diretor Industrial: Divaldo Corrêa. Diretor de Logística e Operações: Edenilson Carlos de Oliveira. Diretor de Suprimentos e Assistência Técnica: Aquiles de

Oliveira Dias.

Extensão Territorial: 4,5 milhões de hectares. Capacidade Global de Armazenagem: 6,59 milhões de toneladas. Receita Global de 2019: R$ 13,97 bilhões.

Tributos e taxas gerados e recolhidos em 2019: R$ 382,32 milhões.

Junho/2020 REVISTA

3


SUMÁRIO

44

Coamo antecipa R$ /// em sobras

?????????????????????????????????????????????????????????????????????????????

4 REVISTA

Junho/2020


SUMÁRIO

Entrevista

10

José Aroldo Gallassini, presidente dos Conselhos de Administração da Coamo e da Credicoamo, é o entrevistado

do mês. Ele aborda sobre a nova governança, faz um resgate da história e o que esperar para o futuro

Vidas transformadas

16

Série de reportagens mostra a evolução dos cooperados e a vida transformada pelo cooperativismo.

Conheça a história dos associados Irineu, Ricieri e João Zanatta, Urcino Pereira, e José Maria dos Santos

24

Como receber e armazenar as safras

Desde a sua fundação, a Coamo realiza investimentos em um setor importante e que implica

diretamente no trabalho dos cooperados. Receber e armazenar as safras de forma segura e

eficiente sempre foi um dos objetivos da cooperativa com melhorias nas Unidades

Café, do campo à indústria

34

Reportagem mostra a cadeia produtiva do café, desde o campo até a industrialização. Produto faz

parte do portfólio dos Alimentos Coamo e ajuda agregar valor à produção dos cooperados

Segurança na produção de Alimentos

40

Qualidade e segurança alimentar são premissas da Coamo para a produção de alimentos. Com

certificações e sistemas implementados, é possível produzir alimentos com origem e rastreabilidade

Coamo em décadas

42

Em cinco décadas foram expressivos os resultados conquistados pela Coamo e seus cooperados. A

primeira década foi de consolidação, busca pelo aperfeiçoamento e descentralização para várias regiões

Junho/2020 REVISTA

5


#EuFaçoOFuturo

Junto com a

Jacto, sem sair

do campo.

2dcb.com.br

Baixe o aplicativo direto no

Google Play, Apple Store

ou pelos QR Codes abaixo:

Com o Jacto Connect, você pode acessar os

produtos e serviços a hora que quiser, ser

atendido com facilidade de qualquer lugar

durante toda a vida do seu produto. Baixe

agora e descubra todas as funcionalidades.

Conte com a gente!

jacto.com


GOVERNANÇA

Nova safra: aumento de recursos e redução de juros


A

cidade pode parar, mas

se ela parar, o campo a

fará ressurgir. Mas, se um

dia o campo parar, todos sucumbirão.

Nesta pandemia, o campo

não parou e garantiu nossa

segurança alimentar, e também

fez com que a alimentação não

cessasse nas cidades. Por isso,

temos que agradecer aos produtores

rurais por conseguir manter

os alimentos nas mesas dos

brasileiros com qualidade e em

quantidade.” Esta foi a mensagem

do Governo Federal ao lançar

dia 17 de junho o Plano safra

2020/2021 com volume total de

R$ 236,3 bilhões, dos quais R$

179,4 bilhões para custeio e comercialização,

R$ 56,9 bilhões

para investimentos e R$ 1,3 bilhão

para seguro rural.

O setor agrícola sempre

espera mais do Governo, mas

podemos avaliar como positivas

as medidas do novo Plano Safra,

principalmente, se levarmos em

conta o momento em que o país

está vivendo com as dificuldades

da pandemia do coronavírus e os

problemas políticos, que paralisam

a economia do Brasil.

JOSÉ AROLDO GALLASSINI,

Presidente dos Conselhos de Administração Coamo e Credicoamo

Os volumes para o custeio

e comercialização tiveram aumento

de 5,9% em relação a safra

anterior, passando para R$ 179,38

bilhões. Os R$ 56,92 bilhões para

investimentos em infraestrutura

representam incremento de 6,6%

e os recursos destinados à subvenção

ao seguro rural, passaram

de R$ 1 bilhão para 1,3 bilhão,

com aumento de 30%.

Com relação aos juros, o

governo anunciou redução nas taxas

de juros de custeio para o Pronaf,

de 3% e 4,6% para 2,75% e 4%

ao ano, e para pequenos e médios

produtores de 6% para 5% ao ano,

e para os grandes produtores será

de 6% ao ano. Nas linhas de investimento,

o Moderfrota caiu de

8,5% para 7,5% ao ano, e no Programa

ABC, de 5,25% e 7% para

4,5% a 6% ao ano.

O setor cooperativista

agradece a atuação do Ministério

da Agricultura, por meio da

ministra Tereza Cristina, que se

empenhou para construir e divulgar

aumento de recursos no

Plano Safra 2020/2021.

Como disse a ministra, o

campo vai bem, e isso foi mostrado

com a colheita de uma grande

safra 2019/2020 de 250 milhões

de toneladas de grãos. O agronegócio

não parou de trabalhar e

os produtores brasileiros desempenham

um papel fundamental

na nossa economia. Com certeza,

eles continuarão fazendo a sua

parte para produzir mais com tecnologia

e eficiência no campo.

"Com recursos

necessários, orientamos

os cooperados para

que façam seus

financiamentos na

Credicoamo, para a

proteção e seguro das

suas lavouras."

Com recursos disponíveis,

orientamos os cooperados

para que façam os financiamentos

na Credicoamo, para proteger

e segurar as lavouras.

A nossa expectativa é

que tenhamos a produção de

uma safra ainda maior, porque a

colheita desse ano, mesmo com

períodos de seca, surpreendeu

os produtores associados.

Para atender os cooperados,

a Coamo se preparou e

adquiriu com antecedência os

insumos a serem utilizados na

próxima safra. Esse é um grande

benefício, haja vista a quantidade

dos volumes e o número de produtores

associados que, graças

ao planejamento e profissionalismo

da cooperativa fizeram excelentes

negócios com a segurança

e solidez da sua cooperativa.

Junho/2020 REVISTA

7


8 REVISTA

Junho/2020


GESTÃO

Diferencial competitivo para

agregação de valor

A

cada safra, o trabalho dos cooperados é adquirir

com antecedência insumos de qualidade e lançar

ao solo sementes, com o uso das tecnologias buscando

sempre colher melhores produtividades.

Após a colheita, a safra é depositada nos armazéns

da Coamo, que tem uma estrutura privilegiada implantada

ao longo dos anos. Resultado de grandes investimentos

para acomodar com tranquilidade, segurança e eficiência,

a produção dos cooperados. Este é um diferencial, pois

eles não precisam guardar sua produção em suas propriedades,

mas armazenar na cooperativa.

A estrutura dos entrepostos é fundamental para o

sucesso das atividades dos cooperados. Iniciamos a colheita

de uma nova safra de milho, que era “safrinha” e virou

“safrona” nos últimos anos. Os produtores querem colher o

mais rápido para fugir de possíveis problemas climáticos, e

não ter comprometida a retirada do cereal do campo.

Para que isso aconteça, a Coamo conta com uma

equipe de profissionais e uma estratégia que é planejada

e implementada, para atender as necessidades de todas

as regiões. Por isso, são realizados investimentos, aprovados

pelo quadro social nas assembleias, resultando em

adequações e ampliações nas estruturas das 104 unidades,

que recebem a produção e estão localizadas bem

perto das propriedades dos cooperados.

Todo o trabalho que a área de Logística e Operações

realiza tem este objetivo: reduzir o tempo de descarga

das colheitas nas unidades da cooperativa. Felizmente,

há muitos anos é pequeno o tempo de espera para entregar

a produção. Muito diferente dos primeiros anos da

Coamo na década de 1970, que pelas histórias contadas

pelos pioneiros, duravam dias, fazendo com que produtores

e funcionários dormissem nos caminhões para não

perder a vez nas filas.

Mas isso é coisa do passado, de um tempo vivido

pelos avós e pais. Os cooperados mais novos não presenciaram

essa situação e só sabem disso pelas conversas contadas

pelos produtores mais antigos.

A história comprova que a Coamo sempre foi

"A estrutura dos entrepostos é expressiva

e fundamental para o sucesso

das atividades dos cooperados."

mais além e esteve à frente do seu tempo. Investiu de forma

expressiva nas estruturas de recebimento das unidades,

e sempre praticou o cooperativismo de resultados ao

longo dos seus 50 anos.

Por meio de uma frota própria com centenas de

caminhões, além dos terceirizados, promovemos o deslocamento

da produção entre os armazéns e unidades, para

que a estrutura esteja livre e pronta, à espera da grande

colheita dos cooperados.

A satisfação deles com o atendimento na hora

certa é o objetivo do trabalho, por isso consideramos a

logística e operações como um diferencial a ser mantido

com a melhor estrutura para a competitividade no agronegócio.

Relevante é o recebimento em várias unidades

de uma grande safra 2019/2020. Exemplo disso, foi registrado

em Maracaju e Vista Alegre, no Mato Grosso do Sul,

com mais de 5,0 milhões de sacas de soja recebidas, um

recorde em uma mesma safra,

na história dos 50 anos da

Coamo. E grande safra nunca

foi e nunca será problema,

mas uma solução.

AIRTON GALINARI

Presidente Executivo da Coamo

Junho/2020 REVISTA

9


ENTREVISTA: JOSÉ AROLDO GALLASSINI

"Não fundamos a Coamo e a Credicoamo para

uma geração, mas para uma vida toda."

Comandar uma empresa

é uma grande responsabilidade.

Decisões

importantes precisam ser tomadas

a todo momento, podendo

impactar nos negócios

e nas pessoas que delas dependem.

Um bom líder sabe

disso e toma as devidas precauções

quando decide passar

o bastão. Ele sabe que mudanças

de gestão são arriscadas,

por isso é fundamental garantir

uma sucessão tranquila.

Executivo experiente,

José Aroldo Gallassini, tem

essa visão. “Eu podia chegar e

dizer ‘olha, eu estou com uma

certa idade, estou bem financeiramente,

dá pra tocar a vida,

e vou virar as costas e sair, não

quero mais saber’. Não vou fazer

isso. Não posso fazer isso.

Pela minha responsabilidade

e pelo sucesso que tivemos

até aqui”, afirma, justificando

os motivos que o levaram a

orquestrar um plano de sucessão.

“Não fundamos a Coamo

e a Credicoamo para uma geração

ou duas, mas para a vida

toda. Elas têm que continuar,

independente de quem esteja

no comando”, frisa.

Em entrevista, o agora

presidente do Conselho de

Administração, conta como ficou

a nova estrutura organizacional.

José Aroldo Gallassini, presidente

dos Conselhos de Administração da

Coamo e da Credicoamo

10 REVISTA

Junho/2020


Revista Coamo: Qual o segredo

do desenvolvimento da Coamo?

José Aroldo Gallassini: Começamos

do zero e construímos uma

grande cooperativa. A Coamo

Agroindustrial Cooperativa é a

35ª maior empresa do Brasil e a

1ª maior empresa do Paraná. Com

sede em Campo Mourão (Centro-

-Oeste do Paraná), possui entrepostos

em 71 municípios do Paraná,

Santa Catarina e Mato Grosso

do Sul. A cooperativa é destaque

no anuário da Exame, considerada

uma das mais importantes

publicações do país. A Coamo é

também a 10ª maior do país com

capital 100% nacional. Posso dizer

com segurança que o segredo de

todo esse sucesso é a sua credibilidade

junto ao seus cooperados.

São 50 anos trabalhando ao lado

deles, apoiando o seu desenvolvimento

e impulsionando a economia

dos municípios em que a cooperativa

atua. Podemos dizer que

a história de Campo Mourão pode

ser dividida em antes e depois do

surgimento da cooperativa. No final

da década de 1960, boa parte

da região era de uma pobreza

bastante grande. Vivíamos o final

do ciclo da madeira e, à medida

que as empresas foram encerrando

suas atividades, a situação

econômica dos produtores rurais

foi piorando. Quando decidimos

fundar uma cooperativa, já foi possível

uma melhor organização dos

produtores. A Coamo foi constituída

por 79 agricultores. Depois foi

entrando bastante gente e a cooperativa

foi se consolidando. Em

resumo, a agricultura na região de

Campo Mourão deu certo porque

a cooperativa se colocou ao lado

do produtor.

RC: Qual é o grande aprendizado

de sua experiência no cooperativismo?

Gallassini: Esses 50 anos de trabalho

me deram uma bagagem

grande em diversos assuntos. Eu

trabalhava na Acarpa quando ajudei

a constituir a Coamo. Isso foi

O segredo do sucesso

é a sua credibilidade

junto aos cooperados.

São 50 anos

trabalhando para o

desenvolvimento

deles."

em 1970. Dois anos depois, fui

contratado como gerente e, em

1975, assumi a presidência. Mais

tarde, sentimos a necessidade de

ter uma cooperativa de crédito

para apoiar nossos agricultores.

Constituímos, então, a Credicoamo.

Tanto a Coamo como a Credicoamo

deram muito certo. O sucesso

é inegável. E de tudo o que

aprendi nessas cinco décadas,

posso dizer com segurança que a

grande lição que levo comigo é o

lado social do cooperativismo, ou

seja, o fato de que o cooperado

precisa ser bem atendido.

RC: Quais estratégias adotou na

gestão da Coamo que considera

exitosas?

Gallassini: A Coamo é uma grande

cooperativa. Possui mais de 29

mil cooperados. A previsão para

este ano é receber 8,920 milhões

de toneladas de grãos. E o faturamento

está estimado em R$ 16

bilhões. O que deu certo, na minha

visão, foi escolher uma única

linha de atuação. A Coamo é uma

cooperativa de grãos. Atuamos

em todos os processos, da orientação

aos cooperados em relação

ao plantio à armazenagem, industrialização

e comercialização.

Ao longo de 50 anos, poucos

projetos nossos não tiveram ligação

com grãos. Investimos neles,

atendendo solicitações de nossos

cooperados. Mas, aos poucos,

eles foram percebendo que o retorno

econômico não era bem o

que eles esperavam. Foram desistindo

e não demos sequência a

esses projetos.

RC: A experiência da Coamo na

pecuária e proteína animal foi um

desses projetos?

Gallassini: A Coamo sempre fez

a vontade dos seus cooperados,

por isso, há alguns anos, investimos

na suinocultura. Um grupo

de cooperados tinha criadeiras

e outro grupo fazia a engorda,

e a cooperativa comercializava.

Isso foi bem até certa altura, mas

daí veio uma crise e os cooperados,

principalmente aqueles com

criadeiras, foram desistindo. Esta

experiência só reforçou o entendimento

de que o perfil do nosso

cooperado é grãos.

Junho/2020 REVISTA 11


ENTREVISTA: JOSÉ AROLDO GALLASSINI

“DE TUDO O QUE APRENDI EM CINCO DÉCADAS, A GRANDE LIÇÃO É O LADO SOCIAL

QUE O COOPERATIVISMO TEM. O COOPERADO PRECISA SER BEM ATENDIDO."

José Aroldo Gallassini

RC: A Coamo e a Credicoamo

adotaram um novo modelo de

gestão e governança. O que o senhor

espera com essas mudanças?

Gallassini: O modelo de governança

adotado pelo cooperativismo

é um pouco do Brasil, no

sentido de que o comando é decidido

por eleição. Os associados

fundam a cooperativa, elegem

uma diretoria que tem presidente,

vice-presidente, secretários e conselheiros

de administração e fiscal.

De maneira geral, esse modelo de

governança deu certo. O grande

risco, porém, é a sucessão e a garantia

de continuidade da cooperativa.

Uma eleição pode mudar

toda a diretoria de uma única vez

e isso pode trazer problemas, porque

a sucessão não é planejada.

Por este motivo, chegamos à conclusão

de que era preciso mudar.

Não fundamos a Coamo e a Credicoamo

para uma geração ou duas,

mas para a vida toda. Elas têm que

continuar, independente de quem

esteja no comando. Nosso novo

modelo de governança assemelha-se

ao adotado por grandes

bancos, corporações, indústrias,

principalmente, os negócios familiares.

Também cooperativas

da Europa implantaram esse modelo.

Temos um Conselho de Administração

composto por nove

cooperados que irão assessorar a

Diretoria Executiva. Este Conselho

se reúne uma vez por mês, e o seu

presidente dá expediente integral

na cooperativa. Já a Diretoria

Executiva é contratada, possui um

diretor-presidente e cinco diretores

de área, todos profissionais

com 30 a 40 anos de trabalho na

Coamo.

RC: Qual a importância de ter na

Diretoria Executiva profissionais

que são pratas da casa?

Gallassini: Os cinco diretores escolhidos

para compor a Diretoria

Executiva e o presidente executivo

da Coamo conhecem como ninguém

a gestão da cooperativa e

como se trabalha com os cooperados.

Nesses 50 anos de cooperativismo,

aprendi que não dá certo

contratar um executivo de uma

grande empresa para comandar

uma cooperativa. Uma empresa

grande é formada por grandes

executivos, gente muito competente,

mas com foco econômico. A

busca é pelo lucro. A cooperativa

tem o aspecto econômico que é

importante, mas tão importante

quanto, é o social. Uma cooperativa

precisa trabalhar por aquele

que está na base, pelo seu cooperado.

Ela tem que pensar em tudo,

da produção de sementes, plantio,

colheita, entrega, armazenagem,

industrialização até a comercialização.

Tem ainda que ajudar o

cooperado a buscar novas tecnologias

e garantir empréstimo, tirando

do seu capital do giro, para

que ele possa plantar. Enfim, uma

cooperativa tem objetivos que

uma empresa não tem.

RC: A nova governança vai manter

a essência da Coamo e da Credicoamo?

Gallassini: A Coamo e a Credicoamo

não podem correr riscos,

por isso é importante manter a sua

essência. É por causa disso que fiz

questão de cumprir expediente na

cooperativa, na função de presidente

do Conselho de Administração

na gestão 2020/2024. Eu podia

chegar e dizer ‘olha, eu estou com

uma certa idade, estou bem financeiramente,

dá pra tocar a vida, e

vou virar as costas e sair, não quero

mais saber’. Não vou fazer isso. Não

posso fazer isso. Pela minha responsabilidade

e pelo sucesso que

tivemos até aqui. Mas amanhã ou

depois, posso não estar mais aqui,

aí não posso garantir que o estilo

atual de gestão vai continuar igual.

12 REVISTA

Junho/2020


Administrar uma empresa é uma

coisa muito pessoal.

RC: Como o senhor acredita que

deve ser mantida a coesão e o

sentimento de pertencimento dos

cooperados, principalmente para

aqueles que não vivenciaram a

história do trabalho e as conquistas

de décadas anteriores?

Gallassini: Temos que trabalhar

muito esses dois públicos: o grande

e o jovem produtor. É preciso

entender isso. Com o grande

produtor, o objetivo é fazer com

que ele consiga ver além do que

é do seu interesse. Ele está numa

cooperativa, tem que trabalhar de

acordo com a cooperativa, e perceber

que, dessa forma, há benefícios

para todos, fruto da união de

todos. Já o jovem é contestador

por natureza, quer mudar o mundo.

Ele acha que os pais, às vezes,

não têm visão. Então, surgem os

conflitos de gerações. Na Coamo,

temos um programa de formação

de jovens líderes, onde eles conhecem

a filosofia cooperativista

e entendem a importância de dar

sequência ao trabalho dos pais. Já

são mais de 900 jovens formados

em 23 turmas desde 1998.

RC: A Coamo é uma grande empresa

de comodities internacionais.

Faz parte das estratégias entrar

em operações internacionais,

por meio de alianças, com cooperativas

e empresas de outros países?

Gallassini: Não. A estratégia comercial

da Coamo é atuar individualmente.

Exportamos cerca de 50%

da produção recebida dos nossos

cooperados. A comercialização das

commodities agrícolas é feita com

base nos sistemas FOB e CIF, com

certificado de rastreabilidade, que

garante o controle dos produtos

Coamo do campo até o seu destino.

Temos também um terminal portuário

próprio no Porto de Paranaguá,

principal porta de saída para o

"O cooperativismo é

antes de tudo uma

filosofia de vida.

Desenvolve milhões

de cooperados e

familiares."

mercado externo. Atualmente, vendemos

para Europa, China e vários

outros países da Ásia.

RC: Qual a importância do Sistema

Ocepar para a consolidação

do cooperativismo no Paraná e

melhoria do processo de governança

e gestão do setor?

Gallassini: Considero a Ocepar

(Sindicato e Organização das Cooperativas

do Paraná) o órgão político

do cooperativismo, em âmbito

estadual, e a OCB, em âmbito

nacional. Então, o Sistema Ocepar

presta um grande trabalho que

é coroado de sucesso. Orgulha

e eleva o cooperativismo paranaense

por sua seriedade, gestão

e contribuição para o desenvolvimento

do nosso setor.

RC: Qual sua visão sobre o futuro

do cooperativismo do Paraná?

Gallassini: A minha vida gira em

torno do cooperativismo, afinal, são

50 anos de trabalho na Coamo e 30

anos na Credicoamo. Sou produtor

de soja, milho e crio boi, portanto,

sou cooperado da Coamo (agropecuária),

Credicoamo (crédito),

Cooperaliança (carnes) e, também,

beneficiário da Unimed (saúde).

Então, o cooperativismo é a minha

vida. Entendo que o cooperativismo

continuará tendo muito sucesso,

porque nenhuma empresa comum

faz igual a uma cooperativa.

Empresas da China tentaram se

estabelecer aqui. Apareceram também

multinacionais com a intenção

de comprar empresas locais para

receber soja na origem. Empresas

querem lucrar, diferente das cooperativas,

que tentam equilibrar o

econômico com o social. Por isso,

digo que esse trabalho junto ao

cooperado tem que ser feito pelas

cooperativas. E tem também a

introdução de novas tecnologias, o

apoio para o aumento de produtividade

e armazenagem suficiente,

para que todos os cooperados

possam ser atendidos. Isso só o

cooperativismo faz. O cooperativismo

é, antes de tudo, uma filosofia

de vida. Tenho plena certeza de

que continuará a prestar grandes

serviços para o desenvolvimento

de milhões de cooperados e seus

familiares.

Entrevista publicada, também, na Revista Paraná Cooperativo.

Junho/2020 REVISTA 13


COOPERATIVISMO

Conjugando o verbo cooperar

Nei Renczeczen com o filho Cristiano e o neto Cristofer: trabalho,

evolução e sucessão no campo são destaques na família de Pitanga (PR)

Os cooperados são a razão

da existência da Coamo e

da Credicoamo e fazem o

sucesso do cooperativismo. É para

eles que as cooperativas atuam fortes

e firmes, atendendo suas demandas

e necessidades, com eficiência e

qualidade na prestação de serviços e

o profissionalismo da diretoria e funcionários.

Comemorado sempre no

primeiro sábado de julho, o Dia do

Homenagem ao Cooperativismo

A Coamo produziu um filme em homenagem

ao cooperativismo, fazendo parte dos seus 50

anos. No material, cooperados contam a transformação

de suas vidas por meio deste sistema

que gera renda e qualidade de vida.

Cooperativismo, lembra

e resgata a história desse

importante instrumento

de transformação.

Os associados

da Coamo e da Credicoamo

integram um sistema

que proporciona o

bem comum e inúmeros

benefícios, por meio de

uma parceria sólida e vitoriosa

visando o desenvolvimento

da agricultura

e pecuária, e a produção

de alimentos para o Brasil

e o mundo. “O cooperativismo

é um movimento

e antes de tudo uma

filosofia de vida. É um instrumento

eficaz que une

pessoas e promove o

desenvolvimento econômico

e bem-estar social,

tendo como referencial a participação

democrática, solidariedade, independência

e autonomia”, explica o

engenheiro agrônomo José Aroldo

Gallassini, idealizador e presidente

dos Conselhos de Administração da

Coamo e da Credicoamo. As cooperativas

continuam trabalhando, pensando

e agindo para o melhor dos

associados e familiares.

Para acessar o

deo, aproxime

o celular com

leitor QR Code

na imagem.

SER COOPERADO COAMO

São muitos os benefícios disponibilizados

pela Coamo aos associados,

nas áreas de pesquisa, desenvolvimento

e inovação; logística, gestão

e suporte; e da cooperação que vai

além do campo. Os associados têm à

disposição apoio da assistência técnica

que presta serviços desde o planejamento

à comercialização da safra,

inclusive com atendimento à campo

por meio da utilização de tecnologia

móvel e agricultura de precisão.

Importante também é o trabalho

realizado no planejamento e organização

da produção agrícola, de

acordo com as particularidades de

cada região de atuação da Coamo, o

fornecimento de sementes produzidas

e tratadas em Unidades de Beneficiamento

próprias e o fornecimento

dos insumos agropecuários de alta

tecnologia com qualidade assegurada,

por meio de planos e condições

comerciais exclusivas.

Na área de Logística, por exemplo, a

estrutura da cooperativa, com mais

de 104 unidades é tecnologicamente

atualizada e ágil para a recepção,

classificação, armazenamento e expedição

de produtos agrícolas, com

ampla cobertura geográfica, o que

garante ao cooperado redução de

gastos e possibilidades de comercializar

sua produção na época que

julgar mais adequada. "A Coamo

tem uma logística adequada e segura

para movimentação de produtos

agrícolas, industrializados e insumos

agrícolas, por meio de frota própria,

frota dedicada e frota spot (parcerias

com fornecedores de serviços de

transporte)", explica Airton Galinari,

presidente Executivo da Coamo.

14 REVISTA

Junho/2020


Há 50 anos

a Coamo

transforma vidas.

E aqui vamos

conhecer

algumas delas.


Uma história de sucesso

De empregado

a parte de

uma história

de sucesso

A transformação de Urcino Pereira

O ano era 1976. Um então

fazendeiro do distrito de

Piquirivaí, em Campo Mourão,

pega um de seus diaristas,

coloca no carro e o leva até uma

cooperativa para se associar.

A cooperativa ainda no início,

com seis anos de fundação,

era a Coamo e o trabalhador

rural, o hoje cooperado Urcino

Pereira. Quarenta e quatro

anos se passaram, muitas

foram as transformações tanto

na vida do associado como na

cooperativa, que em novembro

completará 50 anos.

O cooperativismo proporciona histórias

inspiradoras. São famílias que ao

longo dos anos conseguiram evoluir e

tiveram as vidas transformadas. “É até

engraçado dizer que um boia fria, que

ganhava pelo dia que trabalhava, hoje

planta 300 alqueires de lavoura”, diz seu

Urcino, que viu a sua vida se transformar

quando o seu então patrão arrendou

para ele dois alqueires de terra e o levou

para se associar à Coamo.

O cooperado trabalhava na mesma

propriedade que hoje arrenda e planta

com a família. Ele trabalhou por 15

anos na fazenda e depois arrendou as

terras. “Se eu não tivesse a coragem

que tive, seria tudo diferente”, frisa.

Seu Urcino recorda o dia que o patrão

chegou e falou que o levaria à Coamo,

que na época tinha seis anos de

fundação: “Eu falei que não tinha nada,

mas ele lembrou que eu tocava dois

alqueires de terra. Lembro também

das palavras que o patrão disse: você

pode não ter muita coisa, mas é um

grande homem, um trabalhador.

Assim começou a minha história com a

Coamo”, diz.

Ele trabalha na propriedade em

parceria com os três filhos, Sidenei,

Osnei e Rogerlei, também cooperados.

“Somos 100% Coamo. A partir do

momento que o fazendeiro me levou

a Coamo, e me tornei associado,

tudo mudou e para melhorar. De

dois alqueires temos 300 de lavoura

e já tenho área própria. A intenção é

continuar trabalhando e progredindo.

Tenho um grande prazer de ir à Coamo

porque sou muito bem recebido.”

Ele trabalha na propriedade em parceria com os três filhos, Sidenei, Osnei e Rogerlei, também cooperados.


O cooperado

aconselha para

que as pessoas

trabalhem de forma

honesta e busquem

seus sonhos .

Sempre acordei cedo para trabalhar e dizia para minha

esposa a vontade de ter pelo menos uma casa para morar

e dar conforto para a família. Mas, não imaginava que

fosse ter o que tenho hoje. Nunca pensei que pudesse

comprar caminhão, máquinas agrícolas e caminhonete

do ano. Isso não passava pela minha cabeça. Mas, é o

resultado de muito empenho e dedicação.

Seu Urcino lembra que muitas vezes,

quando ainda era diarista na fazenda,

ouvia dos colegas que era um ‘puxasaco’

da fazenda, porque não parava

e dava conta de tudo. “Eu sempre

tive comigo que deveria merecer

pelo que estava ganhando e fazia a

minha parte. E olha o que aconteceu

tempos depois: o fazendeiro deixou

a sua propriedade nas minhas mãos,

arrendou tudo porque viu que eu era

um homem trabalhador e honesto.”

Baiano, seu Ursino veio ainda jovem

para o Paraná. Os pais, segundo ele,

não conseguiram ganhar dinheiro, e

os irmãos acabaram indo embora para

outras cidades. Já ele, encarou o cabo

de enxada e não mediu esforços na

lida com a agricultura. “Não faz muito

tempo que evoluímos. Na Coamo

entramos há mais tempo, mas de uns

15 anos para cá é que tivemos essa

grande mudança na vida. Subi muito

e não vou parar. O segredo é fazer

bem feito porque sempre tem alguém

olhando para você. Posso dizer que

sou um homem privilegiado e muito

feliz de ser cooperado e ter a Coamo

como parceira.”

Todo o esforço, trabalho e dedicação

do cooperado deixaram marcas,

principalmente em suas mãos. Os

calos, como ele diz, são como uma

medalha pelas conquistas. “Isso aqui

[mostrando para as mãos] nunca

sairá. É uma herança de quando era

novo, são marcas do cabo da enxada.”

Com 74 anos de idade, o ritmo de

trabalho diminuiu um pouco. Mas, ele

está sempre por perto das atividades,

acompanhando tudo e fazendo

companhia para os três filhos e netos

que estão cuidando de toda a parte

operacional da propriedade. “Temos

maquinários bons e todos adquiridos

na Coamo, que sempre me ajudou

na condução de tudo. A história

da cooperativa é bem parecida

com a minha. Nós evoluímos e nos

transformamos.”

Para ele, sem a Coamo e o

cooperativismo, a história

seria totalmente diferente. “O

cooperativismo é a melhor coisa que

fizeram. É uma grande oportunidade

para quem quer trabalhar e evoluir de

forma honesta. Trabalhe, seja parceiro

da cooperativa e o retorno será muito

bom. Esses ensinamentos já passei

para os meus filhos e tenho certeza

de que terão a Coamo como parceira

para o resto de suas vidas.”


Continuidade no trabalho

Sucesso e

evolução no

campo

O trabalho da família Zanatta

Em Mamborê os

irmãos Irineu,

Ricieri e João Luiz

Zanatta estão dando

continuidade ao

trabalho iniciado pelo

pai Angelo Zanatta,

que chegou no

município em 1951

Em Mamborê os irmãos Irineu,

Ricieri e João Luiz Zanatta estão

dando continuidade ao trabalho

iniciado pelo pai Angelo Zanatta,

que chegou no município em

1951. Inicialmente ele trabalhou

com madeira, primeiro como

funcionário e depois proprietário

de serraria. Com o fim do ciclo

da madeira, passou para a

agricultura e pecuária.

A propriedade foi adquirida em

1969 e desde então passou por

evoluções e transformações.

Os três irmãos trabalham em

parceria, como uma extensão

do cooperativismo praticado

pela Coamo. “Nossos pais

sempre apoiaram e incentivaram

para que ficássemos unidos,

dando continuidade ao que

conquistaram”, conta.

Ele lembra que o pai foi um dos

pioneiros do município e da

Coamo, com grande participação.

“É um sentimento de orgulho

fazer parte dessa história. Nosso

pai deixou seu legado e estamos

seguindo seus passos.”

Para Ricieri, o cooperativismo

agrega e a Coamo sempre

foi parceira apoiando e

Irineu, Ricieri e João Zanatta


“Evoluímos juntos e creditamos

isso ao cooperativismo, a Coamo,

que sempre atendeu as nossas

necessidades.”

oferecendo toda condição

para que as atividades

fossem conduzidas da

melhor maneira possível.

“Eu cresci vendo a Coamo

evoluir. A cooperativa

sempre esteve do nosso

lado. Com o cooperativismo

conquistamos mais. Essa

evolução é graças ao nosso

trabalho e à Coamo.”

Na propriedade são

desenvolvidas atividades

agrícola e pecuária, com

integração entre lavoura

e gado. Irineu é o irmão

mais velho. Ele diz que o

cooperativismo acrescenta

e colabora para a evolução

das famílias. “São vários os

benefícios que vão desde

o momento do plantio até

a comercialização da safra.

Cooperativa e cooperados são

como um time, onde todos têm

o mesmo objetivo, puxam para

o mesmo lado. Nesses anos,

houve uma grande evolução

desde o tempo do nosso pai.

Acompanhei tudo de perto.

Agora, estamos passando pelo

nosso momento e queremos

continuar crescendo e

evoluindo.”

João Luiz é o caçula dos três

irmãos. Ele conta que tudo

que precisam encontram

na Coamo. “É uma parceria

de longa data, sempre com

orgulho e gratidão. Ficamos

felizes de ter uma cooperativa

nos auxiliando. Nosso pai

é um dos pioneiros do

cooperativismo na região

e crescemos vendo todo

esse trabalho”, pondera.

De acordo com ele, se a

Coamo cresceu nesses anos

todos, com a família não

foi diferente. “Evoluímos

juntos e creditamos isso ao

cooperativismo, a Coamo, que

sempre atendeu as nossas

necessidades.”


Uma história de parceria

Crescimento

amparado no

cooperativismo

A dedicação de José Maria dos Santos

A experiência de vida

do cooperado José

Maria dos Santos, de

Engenheiro Beltrão,

é um exemplo de

sucesso de parceria

com a Coamo

O cooperado José Maria dos

Santos, de Engenheiro Beltrão

(Centro-Oeste do Paraná), chegou

ao Brasil aos 20 anos. Natural da

região de Beira Baixa - cerca de

200 quilômetros de Lisboa, capital

de Portugal, ele desembarcou em

Maringá em 1959 para trabalhar

com um primo no ramo de secos e

molhados. Um ano depois, assumiu

a administração de uma das filiais

do armazém em Ivailândia (distrito

de Engenheiro Beltrão), onde teve o

primeiro contato com a agropecuária.

A região era coberta por matas e

cultivo de café e hortelã.

Em 1965, o cooperado adquiriu o

seu primeiro sítio. O café cultivado

na propriedade deu lugar à soja

e ao algodão. Trabalhando com

determinação, o cooperado foi

crescendo com naturalidade.

Em 1972, depois de acompanhar

o nascimento da Coamo e as

Cooperado José Maria dos Santos em reportagem de comemoração dos 30 anos da Coamo


primeiras experiências de sucesso da cooperativa,

ele não pensou duas vezes. Procurou a Coamo e se

tornou sócio, a fim de contar com os benefícios na

armazenagem da safra e adquirir produtos para o

cultivo das lavouras.

"Na época era muito difícil. Tínhamos que entregar a

safra em Campo Mourão e a distância fazia com que

às vezes o caminhão ficasse até dois dias na fila. A

Coamo mesmo pequena já tinha muitos agricultores

entregando. Mas depois, com a instalação do

entreposto em Engenheiro Beltrão tudo melhorou",

lembra o cooperado.

De acordo com ele, a Coamo ajudou a implantar muitas

tecnologias para o campo, difundindo o cooperativismo.

Ele afirma que a parceria firmada entre a Coamo e os

agricultores é o grande segredo do seu sucesso. "Não

sei como poderia ser a nossa agricultura sem o apoio

da Coamo, que além de facilitar o recebimento da safra

regulou o mercado e nos ofereceu a possibilidade de

produzirmos mais e melhor", destaca.

A harmonia constante na administração da

cooperativa, também foi fundamental para o seu

crescimento e consolidar a confiança do cooperado.

"A diretoria sempre mereceu o nosso respeito,

pela honestidade, seriedade e dedicação. O

desenvolvimento da Coamo tem como responsável

o Dr. Aroldo, que sempre foi muito organizado e com

grande poder de liderança", afirma.

Segundo João Maria, a organização e a competência

administrativa também possibilitaram um grande

equilíbrio, gerando satisfação entre todo o quadro

social. “A Coamo é isso que estamos vendo. Eu só

compro na Coamo e entrego toda minha produção

na cooperativa. Sinto segurança, entrego o produto,

vendo no momento em que precisar e recebo também

na hora”. Ainda segundo o cooperado, nesses 50

anos, a cooperativa se transformou e evoluiu e os

associados acompanharam a transformação. “Quando

comecei, eu era pequeno, hoje evolui. Nunca fui

aventureiro, mas fomos fazendo alguns negócios, e

crescemos juntos. Temos que comemorar e celebrar

essas conquistas e o orgulho de fazer parte de uma

cooperativa desse tamanho e com tantas virtudes.”

Quando comecei, eu era pequeno, hoje evolui.

Nunca fui aventureiro, mas fomos fazendo alguns

negócios, e crescemos juntos. Temos que

comemorar e celebrar essas conquistas.


22 REVISTA

Junho/2020


CREDICOAMO

Tecnologia para todos

Internet Banking/Mobile é importante

ferramenta para gestão financeira dos associados

Vera Regina Ribeiro Gehring, de Campo Mourão, gosta de se manter atualizada e está sempre atenta às tecnologias

Vera Regina Ribeiro Gehring, de Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná),

gosta de se manter atualizada e está sempre atenta às tecnologias. Para ela

o Internet Banking/Mobile da Credicoamo foi uma novidade muito boa.

“Não somos mais crianças, e as vezes o manejo do aplicativo pode ser um pouco

difícil. Mas, com a boa vontade da equipe da Credicoamo, passamos a utilizar de

uma maneira muito eficaz.”

Ela administra as atividades junto a família e avalia positivamente o aplicativo

da Credicoamo. “Dá para fazer pagamento, controlar as contas. Eu mesma,

ainda estou procurando aprender mais, porém, achei que foi um desafio muito

bom para mim. Um desafio, pois mesmo com a idade que eu tenho, ainda estou

aprendendo algo dentro da informática. Diante dessa facilidade, que passamos

a necessitar ainda mais com a pandemia do coronavírus, não precisamos ficar

saindo de casa se submetendo à aglomerações. Foi algo fantástico.”

Apesar de ter começado a utilizar o aplicativo há mais tempo, foi na

pandemia que dona Vera sentiu a facilidade que tem na palma da mão. “Aconselho

todas as pessoas a usar. A idade não importa, devemos aceitar novos

desafios em nossas vidas. Não é tão difícil, e se tivermos dúvidas, é só entrar em

contato com a Credicoamo, onde o pessoal atende muito bem.”

Segura em utilizar a ferramenta, ela não tem receios de fazer as movimentações

financeiras da família pelo aplicativo. “As pessoas podem usar sem

medo. Eu tenho 70 anos, e penso que devemos aprender sempre.”

Via Sollus oferece

Central de

Atendimento aos

segurados

A Via Sollus Corretora de Seguros passou

a disponibilizar um novo serviço

para os seus segurados: a Central de

Atendimento com assistência 24 horas

e comunicado de sinistro. Assim,

a corretora dos cooperados da Coamo

e Credicoamo, dá um passo a frente

para dar mais qualidade ao atendimento

dos segurados.

Segundo o gerente da Via Sollus, Sidinei

Lucheti Martioli, a corretora tem

papel fundamental na intermediação

dos negócios entre o segurado e a seguradora.

“Trabalhamos para proteger

o patrimônio e garantir a tranquilidade

das famílias seguradas, facilitando

o contato e agilizando o processo de

acionamento do seguro. Esse é um

serviço diferenciado que faz toda a

diferença num momento difícil que é

o sinistro.”

Um segurado da agência da Credicoamo

de Pitanga, residente em São

Leopoldo (RS), fez questão de elogiar

o novo serviço que precisou utilizar. “O

segurado teve o veículo roubado e entrou

em contato com a Central 24h. Ele

relata que foi muito bem atendido por

um funcionário que sanou as dúvidas

e ainda o acalmou diante da situação,

uma vez que foi um roubo à mão armada”,

relata o gerente da Agência de

Pitanga, Marllon Alves Martins.

Para mais informações:

viasollus.com.br

Central de Atendimento:

0800 773 34 34

Junho/2020 REVISTA 23


LOGÍSTICA

SAFRAS RECORDES,

DESAFIOS SUPERADOS

Trabalho é planejado para recebimento e

armazenagem de cada nova safra

A

produção no campo dos

cooperados da Coamo

vem aumentando a cada

ano. São novas tecnologias empregadas

e sistemas sendo ajustados.

Tudo para garantir altas

produtividades. O trabalho operacional

na atividade, também

está mais eficiente com plantio e

colheita mais rápidas, diminuindo

o intervalo entre uma cultura

e outra. Isso tudo tem sido um

grande desafio para a Coamo

que não mede esforços para

adequar toda a estrutura operacional

com a nova realidade vivenciada

no campo.

A Coamo conta com 104

unidades de recebimento espalhadas

em regiões estratégicas

no Paraná, Santa Catarina e Mato

Grosso do Sul. São estruturas eficientes,

preparadas e com alto nível

de automatização. “A Coamo

está acompanhando a evolução

no campo para que possa receber

e armazenar a produção dos

cooperados. São realizados investimentos

constantes visando

aprimorar o trabalho”, comenta o

diretor de Logística e Operações

da Coamo, Edenilson Carlos de

Oliveira.

De acordo com

ele, há um grande trabalho

de logística nas operações

para receber, armazenar

e transportar os

produtos entregues pelos

associados. “A produção

vem crescendo, o trabalho

no campo está mais ágil e

temos que acompanhar

nas nossas unidades. Isso

tudo, para que os cooperados

possam entregar a

produção de forma rápida

e segura.”

Coamo conta com 104

unidades de recebimento

espalhadas em regiões

estratégicas no Paraná, Santa

Catarina e Mato Grosso do Sul

24 REVISTA

Junho/2020


Oliveira observa que as melhorias realizadas

constantemente têm influenciado diretamente no

fluxo de recebimento. “São adequações nas unidades

preparando-as para as situações que vêm do

campo, uma vez que, as colheitas estão mais rápidas,

além da aproximação entre as safras de verão

e inverno. Antes, uma colheitadeira colhia 700 sacas

de soja por dia, hoje são quatro mil sacas. Os

caminhões que levam a produção à cooperativa,

também, estão maiores e, por isso, o trabalho de recebimento

precisa ser mais rápido”, destaca.

Conforme o diretor de Logística e Operações

da Coamo a safra dura poucos dias. Porém, há

um trabalho intenso, uma grande estrutura que alavanca

essa atividade. “Acomodar toda a produção e

sem prejudicar o trabalho dos cooperados é o grande

desafio que sempre vencemos, safra após safra”,

frisa.

As melhorias são expandidas para todas as

Unidades que contam com caladores pneumáticos,

balanças automatizadas, moegas equipadas com

tombadores de grande potencial, podendo descarregar

bitrens, carretas e caminhões. Também há investimento

para ampliar a capacidade de limpeza,

pré-limpeza e de secagem, com equipamentos automatizados.

Edenilson Carlos de Oliveira,

diretor de Logística e Operações da Coamo

Safras planejadas

Armazenagem com

qualidade e eficiência

Receber, armazenar e transportar a safra é

um desafio diário. De acordo com o gerente de Produtos

da Coamo, José Carlos de Andrade, a cooperativa

conta com uma capacidade de armazenagem

de 5,72 milhões de toneladas para produto a granel,

e em 2020 a previsão é de receber 8,76 milhões de

toneladas (somando todas as culturas), aproximadamente

146.000.000 sacas.

Outro ponto destacado pelo gerente é a

proximidade entre a safra de verão e a safrinha. “São

menos de dois meses entre uma safra e outra. Isso ne-

O planejamento de cada safra inicia antes do

plantio, com base nas informações colhidas

em campo e nas estratégias definidas pela

cooperativa. Isso, levando em consideração

o estoque de passagem (produto ainda não

comercializado pelo cooperado), ou seja, a

quantidade de produtos armazenados da safra

anterior. O trabalho envolve várias áreas da

cooperativa desde a gerência de Assistência

Técnica, realizando as estimativas de produção

de cada cooperado e região, à Comercialização,

trabalhando para vender e desafogar

as Unidades de armazenamento, passando

pela gerência de Produtos, responsável pela

conservação da produção entregue.

Junho/2020 REVISTA 25


LOGÍSTICA

PLANEJAMENTO DE CADA SAFRA INICIA ANTES DO PLANTIO, COM BASE NAS INFOR-

MAÇÕES COLHIDAS EM CAMPO E NAS ESTRATÉGIAS DEFINIDAS PELA COOPERATIVA

cessita de um bom planejamento

e trabalho intenso para acomodar

e movimentar a produção sem

que os cooperados sejam prejudicados”,

observa Andrade.

Um levantamento realizado

pela gerência de Produtos

confirma uma grande evolução

na entrega da produção dos cooperados

nos últimos dez anos,

aliado ao aumento da área de

plantio, produtividades e aos investimentos

realizados pela cooperativa.

Em 2010, o recebimento

de soja foi de 53,41 milhões

de sacas e em 2020 saltou para

90,70 milhões de sacas, um aumento

70%. Já o milho, primeira

e segunda safra, subiu 86%, passando

de 24,91 milhões de sacas

para 46,29 milhões de sacas, que

é a previsão para 2020. O recebimento

de trigo, também aumentou,

passando de 8,26 milhões de

sacas para 9,19 milhões de sacas

(previsão 2020) um incremento

de 11%.

A capacidade de armazenagem

da Coamo era de 4,24

milhões de toneladas em 2010

e aumentou para 5,72 milhões

de toneladas em 2020, um crescimento

de 35%. “Houve um

aumento na capacidade de armazenagem.

Contudo, o recebimento

cresceu ainda mais. Nossa

previsão é fechar 2020 com 8,76

milhões de toneladas. Isso ainda

EVOLUÇÃO DA CAPACIDADE DE ARMAZENAGEM

milhões de toneladas

2010

5,24

2020

5,72

EVOLUÇÃO DO RECEBIMENTO

milhões de sacas

2010

2020

José Carlos de Andrade, gerente de Produtos; Edenilson Carlos de Oliveira,

diretor de Logística e Operações da Coamo; Jarbas Luiz Kleveston, gerente de Engenharia

Soja: 53,41

Milho: 24,91

Trigo: 8,26

Soja: 90,70

Milho: 46,29

Trigo: 9,19

26 REVISTA

Junho/2020


depende da confirmação da segunda

safra de milho e do trigo”,

assinala Andrade.

De acordo com o gerente

de Produtos, em dez anos o

aumento total dos produtos soja,

milho e trigo, foi de mais de 55,42

milhões de sacas, e próximo de

70% em crescimento. “Isso é possível

devido a confiança dos nossos

cooperados na cooperativa,

o trabalho exemplar de todos os

colaboradores envolvidos, e principalmente

a visão de futuro da

diretoria.”

Investimentos constantes

Desde o início da descentralização

da Coamo, que

ocorreu em 1974 com a instalação

dos entrepostos em Engenheiro

Beltrão e Mamborê, a

cooperativa se preocupa em fazer

melhorias e adequações necessárias

para o bom atendimento

aos associados.

Para se ter uma ideia

desse trabalho, a gerência de

Engenharia da Coamo fez um

levantamento dos investimentos

realizados nos últimos dez anos.

Foram mais de R$ 1.89 bilhões

empregados em unidades. Se

acrescentar os investimentos realizados

nas indústrias, esse valor

sobe para R$ 2.94 bilhões nos últimos

dez anos.

De acordo com o gerente

de Engenharia da Coamo,

Jarbas Luiz Kleveston, no momento,

existem 94 obras de melhorias

em toda a área de ação

da cooperativa, sendo 50 em

andamento e 42 previstas para

os próximos meses totalizando

R$ 189,15 milhões. “As obras são

planejadas para que não atrapalhem

o recebimento do cooperado.

Há um cuidado para que isso

ocorra da melhor maneira possível”,

ressalta.

250.000.000,00

Confira nos gráficos os investimentos

realizados pela Coamo para melhorar o recebimento e

armazenagem de grãos nos últimos dez anos

122.318.804,00

INVESTIMENTOS EM UNIDADES E INDÚSTRIAS R$

154.631.637,00

405.200.053,00

77.143.272,00

270.131.442,00 287.052.545,00 204.351.969,83

518.775.917,73

296.167.952,65

361.261.932,04

2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020

13.597

82.122.000,00

15.117

90.008.000

15.717

94.348.000

16.657

97.247.000

CAPACIDADE DE SECAGEM TON/H

18.507

CAPACIDADE ESTÁTICA DE RECEBIMENTO EM SACAS

105.046.400 105.745.400

19.037 19.287

110.161.400

20.507 20.857 21.157 21.457 21.557

até 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020

113.412.916

116.957.916

119.237.896 119.659.896

até 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020

121.056.896

Investimentos

Junho/2020 REVISTA 27


LOGÍSTICA

Toledo, cinco unidades no município

Unidade da Coamo em Toledo (PR)

Coamo está há 25 anos

no Oeste do Paraná e

conta com cinco unidades

em Toledo, sendo

duas na cidade e outras

três em distritos – Vila

Nova, Dois Irmãos e

Dez de Maio

A Coamo está há 25 anos

no Oeste do Paraná e conta com

cinco unidades, sendo duas na

cidade e outras três em distritos

– Vila Nova, Dois Irmãos e Dez

de Maio. Desde a sua chegada,

houve significativa ampliação em

toda a estrutura, melhorando o

recebimento e armazenamento.

Ademir Scheid é cooperado

desde quando a cooperativa

se instalou na região. Ele

acompanhou toda a evolução

e ampliação de recebimento e

armazenamento de grãos. “Não

adianta produzirmos mais no

campo, se não ter onde entregar

a produção. A Coamo sempre

teve esse compromisso de

acompanhar a nossa evolução.

É uma cooperativa que caminha

do nosso lado e que vem cres-

cendo a cada ano”, comenta.

A última carga de soja

entregue pelo cooperado ocorreu

no dia 21 de fevereiro. “A janela

neste ano foi maior porque

houve atraso na safra de verão e,

Unidade em Vila Nova, distrito de Toledo (PR)

28 REVISTA

Junho/2020


consequentemente, influenciou

na segunda safra. A colheita está

muito mais rápida. Se pensarmos

há 25 anos, quando a Coamo

chegou no Oeste, a colheita de

soja demorava mais de um mês

e meio. Hoje, fazemos tudo em

15 dias. Houve um grande incremento

e a cooperativa acompanhou

essa evolução para que

pudéssemos ser atendidos", diz

o cooperado.

De acordo com ele, alguns

anos ainda ocorrem problemas

com filas, principalmente, na

segunda safra de milho. Contudo,

isso é devido a produção

acima da média, que não ocorre

todos os anos. “Na verdade, estou

até com saudades das filas”,

diz, ao recordar que nesse ano a

safra será bem menor, devido as

condições climáticas.

O cooperado faz o trabalho

no campo, seguindo as

recomendações técnicas e sabe

onde entregar a produção de

forma segura e eficiente, pelos

investimentos contínuos da sua

cooperativa.

Cooperado Ademir Scheid acompanhou toda

a evolução e ampliação de recebimento e

armazenamento de grãos

Adequação ambiental

Todo processo de investimento

passa também por readequações

da estrutura visando

a questão ambiental. São efetuados

estudos para reaproveitamento

máximo dos resíduos de

modo que não fiquem depositados

a céu aberto. As unidades

contam com filtros de mangas

coletores, sistemas de capacitação

de pó em moegas, filtros nos

ciclones, nas máquinas, secadores

com sistemas de captação de

pó e partículas.

A Unidade de Juranda

(Centro-Oeste do Paraná), por

exemplo, está passando por uma

grande reforma visando atender

as demandas dos associados e,

também, da comunidade vizinha

das instalações que reclamavam

de poeiras em suas residências.

O cooperado Marcio

Leandro de Carvalho recorda

que a Coamo vem se modernizando

e melhorando o fluxo de

Unidade de Juranda está recebendo investimento

de R$ 11 milhões para diversas melhorias

Andamento das melhorias na estrutura em Juranda (PR)

recebimento desde a sua instalação

no município, há mais de 40

anos. “Vemos a preocupação da

diretoria em manter uma estrutura

moderna e ágil, acompanhando

nosso crescimento no campo.

Não muito tempo atrás, para

descarregar tínhamos que abrir

bica do caminhão e puxar tudo

no rodo. Atualmente, é tudo automatizado

com moegas equipadas

com tombadores de grande

potencial, podendo descarregar

bitrens, carretas e caminhões.”

Junho/2020 REVISTA 29


LOGÍSTICA

COAMO CONTA COM 104 UNIDADES EM REGIÕES ESTRATÉGICAS NO PR, SC E MS.

SÃO ESTRUTURAS EFICIENTES, PREPARADAS E COM ALTO NÍVEL DE AUTOMATIZAÇÃO

Na visão do cooperado,

os recentes investimentos

na unidade mostram a preocupação

da Coamo com a comunidade.

“É uma satisfação fazer

parte de uma cooperativa que

se preocupa com os cooperados

e a comunidade onde está

inserida.”

O gerente da Coamo em

Juranda, Wagner Custódio, revela

que está sendo investido mais

de R$ 11 milhões em melhorias

com impacto no atendimento

aos cooperados e na questão

ambiental. “São adequações na

estrutura já existente e instalação

de novos equipamentos que visam

melhorar o fluxo como um

todo”, explica.

Ampliação no Mato Grosso do Sul

Do escritório do cooperado

Irineu Schwambach se vê

toda a estrutura erguida pela

Coamo em Guaíba, comunidade

do município de Ponta Porã

(Sudoeste do Mato Grosso do

Sul). Apenas uma rodovia separa

a propriedade do complexo da

cooperativa. Ele chegou na região

bem antes da Coamo, há 47

anos, e acompanhou a evolução

da cooperativa que se instalou

de forma oficial em 2010. Nesses

dez anos, os investimentos foram

grandes, ampliando consideravelmente

a capacidade de receber

e armazenar produtos.

O cooperado recorda

que até pouco tempo a região

de Guaíba tinha como atividade

predominante a pecuária, mas

que a soja foi tomando espaço

e hoje é a principal atividade

agrícola. “Também temos o

Cooperado Marcio Leandro de Carvalho recorda

que a Coamo vem se modernizando e melhorando

o fluxo de recebimento desde a sua instalação no

município, há mais de 40 anos

milho segunda safra que tem

grande importância nas propriedades.

A Coamo teve papel

fundamental para que a agricul-

Irineu Schwambach, entrega toda a produção na unidade

Unidade da Coamo em Guaíba (MS), teve ampliação e melhoria no atendimento aos cooperados

30 REVISTA

Junho/2020


tura se fortalecesse e a cooperativa

cresceu junto.”

De acordo com ele, a

Coamo passou a oferecer um

novo modelo de trabalho, com

seriedade e honestidade. “Desde

a chegada da cooperativa, houve

muitas mudanças que ampliaram

e agilizaram o trabalho. Antes da

Coamo, tínhamos uma estrutura

antiga e com muitos problemas

para receber a armazenar.”

A Coamo acompanhou

a evolução que os cooperados

estão tendo no campo. “Do que

era antes, sobrou pouca coisa.

Hoje temos uma estrutura moderna",

concluí.

Unidade

pioneira

Em plena colheita do

milho segunda safra, o associado

Anésio Zanin, de Engenheiro

Beltrão (Centro-Oeste do Paraná),

vem evoluindo a cada novo

ciclo. “O sistema de colher e

plantar mudou. Hoje, a gente já

retira a soja e a máquina vai atrás

plantado a safrinha. Temos que

trabalhar no campo sintonizados

com a Coamo para que ela possa

receber a nossa produção sem

transtornos.”

De acordo com ele, a

agricultura é uma empresa a

céu aberto e o trabalho com a

cooperativa deve ser alinhado.

“Há um grande elo entre a

cooperativa e os cooperados.

Vemos que houve uma grande

evolução na nossa produção e,

Anésio Zanin, de Engenheiro

Beltrão, vem evoluindo a cada

novo ciclo, assim como a Coamo

também, em investimentos para

que nossos produtos sejam recebidos”,

comenta.

Ele acrescenta que há

pouco tempo, a área de plantio

era inferior e a produção bem

menor do que a atual. Mesmo

assim, havia fila para entregar

a produção. “Atualmente, com

todo o investimento, a produção

aumentou e a capacidade de

receber também. Se antes, ficávamos

até um dia na fila, hoje o

caminhão vai e volta da propriedade

em poucas horas.”

Engenheiro Beltrão conta

com três unidades. Foi o primeiro

município a receber o entreposto

da Coamo, depois de

Campo Mourão. Também estão

instaladas estruturas nos distritos

Figueira do Oeste e Ivailândia,

esta uma das mais modernas unidades

da Coamo.

Engenheiro Beltrão (PR) foi o primeiro entreposto fora de Campo Mourão e vem se adequando todos os anos

Junho/2020 REVISTA 31


Maracaju (MS) recebeu mais de 5,0 milhões de sacas de soja na safra 2019/20

ESTRUTURA EFICIENTE

garante recebimento recorde

Grandes safras nunca foram problemas para

a Coamo, mas sim motivo de satisfação para os seus

cooperados, como tem revelado ao longo dos 50

anos da cooperativa, o engenheiro agrônomo José

Aroldo Gallassini, presidente do Conselho de Administração

da Coamo. O trabalho da diretoria e dos

profissionais da cooperativa é voltado totalmente

para atender as necessidades dos cooperados e

como diz Gallassini, safra se faz na safra.

Com o suporte de diversas áreas, a difusão

do conhecimento e o uso de tecnologias com sementes

de qualidade, o cooperado está aumentando

a produção a cada nova safra.

O diretor de Logística e Operações Edenilson

Carlos de Oliveira, conhece bem todo esse

processo, haja vista experiências anteriores gerenciando

várias unidades. “A colheita hoje é muito rá-

Unidade da Coamo em Guarani, distrito de Mamborê

CONFIRA A EVOLUÇÃO NO RECEBIMENTO NAS

UNIDADES DE RONCADOR, TRICOLOR E GUARANI.

*em sacas de soja

UNIDADES 2012/2013 2016/2017 2019/2020

Roncador 1.219.410 1.652.973 1.871.997

Guarani - Mamborê 1.162.227 1.418.703 1.585.709

Tricolor - Roncador 437.119 588.758 749.543

Unidade de Tricolor, distante 30 km de

Roncador e 14 Km de Guarani (Mamborê)

32 REVISTA

Junho/2020


EXPORTAÇÃO

pida e as nossas estruturas

estão prontas para armazenar

a safra dos cooperados.

Neste ano, recebemos os

maiores volumes nas cinco

décadas da Coamo com

muita segurança e tranquilidade",

afirma.

O presidente Executivo

Airton Galinari destaca a

evolução dos cooperados e

a satisfação de colher grandes

produções. "Em várias

regiões registramos volumes

recordes no recebimento

da safra de soja, como, por

exemplo, nas regiões de

Roncador, Tricolor, Guarani e

no Mato Grosso do Sul. Em

Caarapó foram mais de 4,0

milhões de sacas e nas unidades

de Maracaju, o volume

foi superior a 5,0 milhões de

sacas. Recebimento histórico

em uma única safra."

Galinari lembra que

o trabalho da Coamo é estar

cada vez mais perto dos cooperados.

Cita o exemplo da

unidade de Tricolor, distante

14 km de Guarani (Mamborê)

30 km de Roncador, inaugurada

em 2012, cujo investimento

foi assertivo para a

melhoria do atendimento

aos cooperados.

Coamo participa de carregamento

histórico no porto de Paranaguá

A

Coamo, por meio de seu terminal no Porto de Paranaguá, participou

de um momento histórico, com o carregamento de farelo de soja em

um graneleiro de 292 metros de comprimento e 45 de boca (largura,

o maior já recebido no complexo até hoje. O navio Pacific South saiu do Porto

de Paranaguá com 103 mil toneladas de farelo de soja, sendo que a maior

parte, cerca de 84 mil toneladas, saiu do terminal da Coamo.

De acordo com Edenilson Carlos de Oliveira, diretor de Logística

e Operações da Coamo, o momento, também, é histórico para a cooperativa

que vem aumentando o volume de exportação. “Para atender esse

carregamento houve um grande esforço evolvendo as três indústrias de

esmagamento de soja – Campo Mourão, Dourados e Paranaguá –, e a

equipe de logística da cooperativa para transportar o farelo até o Porto”,

salienta.

De bandeira das Ilhas Marshall, o navio Pacific South veio do porto

de Xangai, na China, e atracou no Porto de Paranaguá no dia 08 de junho.

Segundo a empresa responsável pela operação, o carregamento levou

cerca de cinco dias. O farelo foi para o porto de Amsterdã, na Holanda.

O volume de 103 mil toneladas - suficiente para carregar 3.400

caminhões - supera, em 13 mil toneladas, o recorde anterior registrado

há pouco mais de um ano. Em 27 de maio de 2019, o navio chinês Lan

Hua Hai, de 254 metros, carregou 90 mil toneladas de farelo de soja.

Desta vez, a embarcação é 38 metros maior. Em média, os navios graneleiros

recebidos no Porto de Paranaguá medem entre 199 e 229 metros

de comprimento. Esses, em geral, costumam receber pouco mais de 60

mil toneladas de carga (soja, milho ou farelo).

O Corredor de Exportação é formado por nove terminais privados,

entre eles a Coamo. Além de dois terminais públicos: um silo vertical,

com capacidade estática de cem mil toneladas, e um silo horizontal, com

capacidade total de 60 mil toneladas.

Suficiente

para carregar

3.400 caminhões

Capacidade: 176.000

toneladas calado de

8,8 m comprimento

291,8 m largura

(boca) 45 m

Tamanho

equivalente

a 3 campos

oficiais de

futebol

Carregado com

103.000 toneladas

- farelo de soja

aproximadamente

5 dias de operação

Cerca de 84

mil toneladas,

saíram da

Coamo

Junho/2020 Maio/2020 REVISTA

33


PRODUÇÃO AGRÍCOLA E INDUSTRIAL

PAIXÃO PELO CAFÉ

O “ouro preto” do passado

Guilherme Galeriani Neto, mantém a tradição

de produzir café em Corumbataí do Sul

A

tradição de produzir café

é mantida firmemente

há pelo menos três gerações

na família do cooperado

Guilherme Galeriani Neto, de

Corumbataí do Sul (Centro-Oeste

do Paraná). Com 46 anos de

idade, ele recorda que cultivar

a bebida faz parte da sua história

do pai e do falecido avô. Um

trabalho desenvolvido há mais

de 50 anos aos arredores da chácara

Santa Teresinha, de propriedade

da família. “Eu nasci aqui e

desde então vivo do café. Cultivo

essa lavoura, assim como meu

pai e avô. É muito prazeroso produzir

café e espero produzi-lo até

quando a saúde permitir”, afirma.

Apaixonado pela bebida,

não esconde o brilho nos

olhos quando fala da sua experiência

de vida com o café. “É

uma lavoura mágica, especial.

Quem produz sabe o que estou

dizendo. Ela encanta desde a florada

até a colheita. O café era o

ouro preto do passado no Paraná

e com ele consegui formar e sustentar

minha família. Quase tudo

que tenho conquistei com ele”,

revela Guilherme.

Antes amplamente explorado

na região, com o passar

dos anos os cafezais foram sendo

substituídos pelas lavouras

de soja, milho e a pecuária. Uma

migração que reduziu drasticamente

a produção da bebida em

Corumbataí do Sul, município

tradicional na produção cafeeira

e na maioria das regiões produ-

34 REVISTA

Junho/2020


toras do Paraná. Exatamente o

que aconteceu na propriedade

do associado Guilherme Neto.

Ele observa que muitos

fatores influenciaram a redução

de área da cultura, entre eles a

qualidade exigida e necessária

para a finalização de um produto

com agregação de valor. “Antes

não havia a exigência de uma

padronização. Hoje o mercado

quer qualidade. Mudou o manejo,

o jeito de colher e muitos

outros aspectos que valorizam o

produto e, certamente, a falta de

mão de obra”, explica ele, informando

que a propriedade agora

está mais diversificada. “É preciso

ter outras fontes de renda e,

por isso, temos, também, lavoura

de soja, frutas e pecuária. Tivemos

de migrar para outras atividades

por conta da defasagem

no preço do café, mas ainda representa

cerca de 20% da nossa

renda anual.”

Na opinião do cooperado,

a exigência pela qualidade

não demanda apenas de mão de

obra, mas sobretudo, de estrutura.

“Tem que estar preparado porque

mesmo depois de colhido se

não seguir alguns protocolos o

produto perde qualidade, e isso

só é possível com investimento”,

declara Neto, valorizando a parceira

com a Coamo. “Aprendemos

muito nesses anos com a cooperativa,

que nos apoia sempre e,

também, com outros colegas de

profissão e a família, é lógico.”

A maioria dos cooperados

que trabalham com a cultura

na região de Corumbataí do

Sul, são produtores tradicionais e

Apaixonado pela bebida, cooperado Guilherme Galeriani não esconde

o brilho nos olhos quando fala da sua experiência de vida com o café

têm amor pela bebida, conforme

observa o engenheiro agrônomo

da Coamo, Douglas Romualdo

Casavechia. “Eles são muito apegados

à cultura e para muitos ela

representa boa parte da renda

anual”, comenta o técnico, acrescentando

que uma das dificuldades

é a falta de mão de obra. “É

um trabalho que está cada vez

mais escasso no mercado e os

produtores acabam tendo mais

dificuldade para realizar o manejo

e a colheita”, finaliza.

Junho/2020 REVISTA 35


PRODUÇÃO AGRÍCOLA E INDUSTRIAL

Se no campo existe uma

paixão comum dos cooperados

pela produção de café, na

Coamo a atividade é valorizada

e levada em consideração na

industrialização da bebida. Afinal

de contas, o café faz parte

da vida dos brasileiros e começar

o dia muito bem para muita

gente, passa necessariamente

por tomar uma xícara de café.

O aroma então, nem se discute.

Aquele cheirinho de café que

acabou de ficar pronto é um

convite irrecusável para um momento

agradável.

A verdade é que o café

conquista a cada ano milhares

de novos consumidores e, por

isso, na linha de produção de

alimentos da cooperativa, o café

faz parte do portifólio de produtos

há mais de duas décadas.

“Há cerca de 22 anos, a Coamo

passou a industrializar a produção

dos cooperados. No início,

Do campo à

industrialização

este trabalho era terceirizado,

feito por uma empresa parceira.

Tínhamos somente uma linha de

café que era o Coamo Tradicional.

Passados alguns anos a diretoria

resolveu investir mais na

bebida. Em 2009, foi inaugurada

a indústria de torrefação. Hoje

temos três marcas e categorias

de cafés. O Coamo Tradicional

foi o pioneiro, depois vieram as

linhas Extra Forte, Coamo, Sollus

e o Duallis, além do café Coamo

Premium na categoria superior,

para atender a linha de cafeterias”,

destaca Wanderlei Aparecido

da Silva, chefe do departamento

de Torrefação de Café.

Há mais de 30 anos trabalhando

na área, ele é um especialista

da bebida, e garante que

a qualidade para a finalização

de um bom produto na indústria

começa no campo. “O manejo

é que determinará a qualidade

final. Por isso, é preciso muita

técnica e capricho no cultivo,

nos tratos culturais, na colheita e,

Wanderlei Silva é um especialista em café, trabalhando na área há mais de 30 anos

36 REVISTA

Junho/2020


depois, no terreiro ao finalizar o grão

para entregar. Todos os processos são

importantes”, alerta.

Ele lembra que a cooperativa

tem técnicos especializados na área

de degustação, cuja responsabilidade

é tratar o produto com o devido respeito.

“O objetivo é analisar a qualidade

do grão com cuidado, pois isso

remunera o produtor. Procuramos

avaliar com critérios bem definidos

para extrair o que há de melhor no

café”, diz.

Ao chegar na indústria da

Coamo, cada lote de café é torrado

e degustado pelos provadores. Um

processo que determina a qualidade

da bebida. “Depois que tiramos

este mix fazemos uma blendagem

(aferição de qualidade da bebida)

para ver se atende ao padrão de café

que vamos industrializar. O produto

é condicionado em armazém para a

composição do blend [combinação

de diversos grãos de café]. Depois

disso, é que ele vem para a torrefação

e envase”, explica.

Como é o processo de industrialização!

Processo de torra de grãos para degustação

O mercado busca excelência em todos os grãos, para

valorizar o trabalho do produtor, dos colhedores e torrefadores,

até serem apreciados pelos consumidores como uma experiência

sensorial única. Essa busca pela perfeição é interminável em qualquer

ramo, e no mundo dos cafés não é diferente. Encontrar grãos

excepcionais é uma tarefa difícil, pois cada grão possui personalidade

e características únicas. O mesmo lote pode sair diferente de uma

safra para outra. Para contornar essas variações da natureza e chegar

em uma oferta mais consistente, a solução é o blend.

Na Coamo, o café é recebido nas unidades em coco e/ou

beneficiado, e são pagos aos associados conforme a classificação

de tipos e bebida. Todos os cafés recebidos têm amostras enviadas

para a prova e logo após a classificação e degustação é digitado

o resultado de qualidade. Em posse das informações, a unidade

imprimi a nota de pesagem e segrega o café conforme a qualidade.

Medição de umidade do café

Degustação para aferição de qualidade da bebida

Junho/2020 REVISTA 37


ALÉM DA

PRODUTIVIDADE

203 ,0

197 ,0

sc/alq

sc/alq

PRODUTOR

Antonio da Silva

MUNICÍPIO

Roncador-PR

PRODUTOR

Maria Eliza Grzyb

MUNICÍPIO

Mangueirinha-PR

200 ,0

190 ,0

sc/alq

sc/alq

PRODUTOR

João Marconi

MUNICÍPIO

Barbosa Ferraz-PR

PRODUTOR

Sérgio Berto

MUNICÍPIO

Engenheiro Beltrão-PR

200 ,0

sc/alq

PRODUTOR

Francisco Loregian

MUNICÍPIO

Coronel Vivida-PR

180 ,0

sc/alq

PRODUTOR

Olcimar Frizon

MUNICÍPIO

Coronel Vivida-PR

38 REVISTA

Junho/2020

Além da produtividade tmgenetica www.tmg.agr.br


PRODUÇÃO AGRÍCOLA E INDUSTRIAL

Sabor premiado

A qualidade apontada

por Wanderlei Silva e a origem,

aliados ao sabor e aroma marcante,

garantem posição de destaque

aos Cafés Coamo no ranking das

100 maiores indústrias de café do

Brasil, que fazem parte da Associação

Brasileira da Indústria do

Café (Abic). Em relação ao mais

recente ranking, a Coamo subiu

dez posições e ocupa a 19ª colocação.

Trata-se de uma marca comemorada

pela cooperativa, uma

vez que, compete com empresas

multinacionais e nacionais e com

tradição no mercado cafeeiro.

No levantamento da

Abic, os consumidores brasileiros

estão mais exigentes com relação

a qualidade. Isso é resultado

de mais conhecimento sobre

cafés, suas características e suas

diferenças por formas de preparo.

A Abic iniciou em 2004 um

inédito programa de certificação

de qualidade, o PQC – Programa

de Qualidade do Café, que certifica

e monitora a qualidade das

marcas que aderem ao programa

e são destacadas por um selo

que garante ao consumidor o

Café Coamo, tem garantia de sabor e qualidade

tipo Extra Forte, Tradicional, Superior

ou Gourmet.

Todos os cafés que compõe

a linha da Coamo são reconhecidos

e contam com os Selos de Pureza e

Qualidade da Abic, têm a certificação

do PQC – Programa de Qualidade da

Abic e, também, levam o Selo de Origem

de Produto de Cooperativa. São

cafés fabricados a partir de matéria-

-prima selecionada, que garante uma

bebida com aroma e sabor marcante.

Café Dualis está

ainda melhor

Originado de

blend especial de grãos

selecionados, com torra

média, resultando num

café equilibrado, de sabor

marcante e aroma intenso,

preservando o verdadeiro

sabor do café, o Café Dualis

agrada a todos os paladares.

Esse café da linha

alimentícia da Coamo, agora

está de volta com blend

100% arábica, muito mais

saboroso e pronto para surpreender

o consumidor.

Segundo o gerente

Comercial da Coamo,

Wagner Schneider, o café

Dualis voltou para atender

o mercado de licitações

e cestas básicas, cozinhas

industriais, atacados e

distribuidores. “É um café

que tem a qualidade e a

confiança da marca Coamo,

porém com um preço

mais atrativo para esses

seguimentos que compram

em grandes volumes”,

explica.

PRODUÇÃO

Com capacidade instalada de 400 toneladas mês, o que gera um montante de 800 mil

pacotes, a indústria de torrefação da Coamo produz atualmente mais de 250 toneladas

mês. “Temos capacidade para muito mais e acreditamos que em breve vamos operar

com maior volume. Tivemos no último ano um acréscimo de trinta por cento na nossa

capacidade diária de produção”, revela Wanderlei Silva.

Junho/2020 REVISTA 39


ALIMENTOS COAMO

Qualidade e segurança

na produção de alimentos

Qualidade e segurança

de alimentos sempre foram

premissas da Coamo

para a produção de alimentos.

Com diversas certificações e

sistemas implementados, é possível

assegurar que os alimentos

produzidos pela Coamo - óleo

de soja refinado, margarinas, cafés,

farinhas, misturas para pães

e bolos e gorduras - têm além

de origem e rastreabilidade, total

segurança. Aspectos que têm

sido mais enfatizados e requeridos

pelo consumidor devido a

pandemia do novo coronavírus,

mas, que sempre fizeram parte

das rotinas de produção dos

alimentos industrializados pela

Coamo.

A cooperativa conta, portanto,

com certificações significativas

para o ramo de alimentos,

que abrangem todas as etapas

da produção, tais como: FSSC

22000 (Food Safety System Certification);

GMP+B2 (Feed Safety

Assurance - Holanda); GMP+B3

Internacional; PQC - Programa

de Qualidade do Café da ABIC

- Associação Brasileira da Indústria

de Café na Torrefação de

Café; e pela Kosher e Halal, que

atestam que os alimentos foram

produzidos dentro dos requisitos

exigidos de qualidade.

Considerando a declaração

de pandemia para o

Coronavírus, pela Organização

Com diversas certificações e sistemas implementados, é possível assegurar que os alimentos produzidos pela Coamo têm origem e rastreabilidade

40 REVISTA

Junho/2020


Mundial da Saúde (OMS), dia

11 de março, que afetou todos

os setores do mercado mundial,

a Coamo criou o Comitê de Prevenção

ao Coronavírus, intensificando

a segurança de todo

esse trabalho, conforme explica

o gerente Organizacional e Gestão

da Qualidade e membro do

comitê, Mario Arantes. “Criamos

um Plano de Contingência e várias

medidas foram implementadas

para assegurar a saúde dos

cooperados, funcionários, parceiros,

fornecedores e a comunidade

em geral.”

INDUSTRIAL - Além das

medidas gerais, a cooperativa intensificou

os cuidados no Parque

Industrial onde há a industrialização

dos Alimentos Coamo. Conforme

a chefe do departamento

de Gestão da Qualidade, Alessandra

Cavalcanti, historicamente

a cooperativa atende todos

os requisitos de boas práticas

de fabricação e análise de perigos

e pontos críticos de controle.

“Atendemos legislações bem específicas

e certificações de qualidade,

que já possuem todos os

critérios para garantir as condições

higiênico sanitárias das pessoas,

equipamentos, ambientes

e, principalmente dos produtos.

Essa sempre foi uma preocupação

da Coamo.”

PROCESSOS - Segundo

Cavalcanti, com a pandemia,

as rotinas de monitoramento

e verificação foram intensificadas.

“Podemos assegurar que

produzimos alimentos livres de

qualquer contaminação, física,

química, microbiológica e alergênica.

Os processos de fabricação

são muito controlados,

pois as plantas produtivas são

dotadas de alta tecnologia e automação,

onde não há contato

manual dos funcionários. Temos

equipamentos com sensores de

controle de processos, temperatura,

contaminantes, além de

peneiras, filtros, detectores de

metais, que garantem a segurança

do produto.”

LOGÍSTICA - Outro aspecto

importante é que após o

envase seguro dos Alimentos

Coamo, o transporte e a entrega,

mantêm as rotinas de segurança

e higiene. Segundo o gerente

de Transporte, Rodolpho Coletti

Gomes Leite, o produto já sai

das plantas industriais todo envelopado

com filme strech, que

protege de qualquer contaminação

na embalagem primária.

"Os produtos são alocados em

drive sem contato com o chão e

em um centro distribuição totalmente

lacrado. Dali saem para o

consumidor e o transporte é realizado

por frota própria, inspecionada

e refrigerada. Entregamos

aos nossos clientes um alimento

seguro.”

Coamo conta com certificações significativas para o ramo de alimentos, que abrangem todas as etapas da produção

Junho/2020 REVISTA 41


Cinco décadas de histórias, conquistas e transformações

Primeira década – 1970 a 1980

Em cinco décadas foram expressivos os resultados

conquistados pela Coamo e seus cooperados,

fruto de muito trabalho, dedicação, vontade

de crescer, produzir mais e obter resultados cada vez

melhores safra após safra.

A Revista Coamo inicia com esta publicação

de junho, a primeira de cinco edições apresentando

um pouco da trajetória da Coamo, com

fatos e fotos, que mostram o crescimento e o

profissionalismo conquistados nesses 50 anos,

consolidando a prática de um cooperativismo de

resultados para satisfação e a felicidade de milhares

de produtores associados e de seus familiares.

A 'Terra dos Três Ésses'

A história da agricultura na região de Campo

Mourão é contada a partir das primeiras lavouras

surgidas no final da década de 60. As matas foram

derrubadas para extração de madeira, e junto com

esse cenário, agricultores de outras regiões do Paraná

e até do Rio Grande do Sul chegaram para iniciar

a atividade agrícola em uma das últimas áreas e

fronteiras de terras mecanizáveis a serem exploradas

no Paraná. O solo da região era de latossolo roxo,

profundo, de textura argilosa e muito fértil, porém,

com alta acidez. Situação que os agricultores tinham

conhecimento, assim como a necessidade da correção

do solo para produzir e ter sucesso na agricultura.

As terras eram conhecidas como as “Terras dos

três Ésses” com formiga saúva, sapé e as tradicionais

samambaias. A mecanização agrícola era o caminho

para resolver e melhorar este cenário.

A solução para os agricultores foi encontrada

no cooperativismo. Após várias reuniões, trabalho

sério e responsável coordenado pelo enge-

Cenário da região de Campo Mourão na década de 1960,

e abaixo momento histórico da fundação da Coamo, em 1970

42 REVISTA Junho/2020


COAMO EM DÉCADAS

nheiro agrônomo José Aroldo

Gallassini, então extensionista

da Acarpa, que chegou em maio

de 1968 na cidade para iniciar

o trabalho de organização dos

produtores- surgiu a Cooperativa

Agropecuária Mourãoense, com

a sigla Coamo, no histórico 28 de

novembro de 1970, por meio de

um grupo de 79 agricultores.

O primeiro presidente

da Coamo foi o madeireiro e

agricultor Fioravante João Ferri,

com propriedade em Campina

do Amoral. Ele foi escolhido

presidente por sua credibilidade,

dedicação e honestidade

na busca do bem comum. Ferri

aceitou o desafio com a condição

de que o jovem agrônomo

Gallassini assumisse a gerência

geral da cooperativa.

Fioravante João Ferri, primeiro presidente da Coamo

NA LINHA DO TEMPO

1971

ESTRUTURA - A cooperativa funcionou inicialmente no centro de

Campo Mourão em um pequeno escritório alugado, com máquinas

de escrever e calcular emprestadas. Em 14 de setembro iniciou suas

atividades com o recebimento em armazéns alugados de 209 mil

sacas de trigo, e contava com 148 associados. A safra de trigo foi tão

expressiva, que provocou a contratação de financiamento para o surgimento

do primeiro armazém próprio.

1972

SEDE PRÓPRIA - Constituída no final de 1970, a Coamo começou

a funcionar efetivamente em abril de 1972, quando mudou do escritório

alugado e provisório de 50 m², para as instalações próprias

numa área construída de 130 m², o que proporcionou uma maior

mobilidade funcional. A sede própria tinha salas para contabilidade,

administração, escritório geral e assistência técnica.

Em abril desse ano, a Coamo se mudou para uma sede própria e em

de setembro foi inaugurado o primeiro armazém da cooperativa

para 80 mil sacas com máquinas de secagem e limpeza, financiado

pelo BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo-Sul. A

segunda etapa resultou na construção e entrega em maio do ano seguinte,

de armazém graneleiro para 500 mil sacas e armazém de sementes

para 60 mil sacas. Sucederam-se inúmeros financiamentos

para ampliação da estrutura em função do crescimento nos números

de associados e de produção nas áreas de atuação da cooperativa.

1973

TRIGO E SOJA – Com participação de 650 associados, a cooperativa

recebeu 480 mil sacas de soja e 830 mil sacas de trigo, sendo

a campeã estadual no recebimento deste cereal, o que motivou

o lançamento na cidade da Campanha Estadual para aumento

na produção de trigo

sediando evento com a

presença do governador

do Paraná, Emilio

Gomes. “Simpatia por

Campo Mourão e região,

homenagem aos produtores

da cidade que mais

produziram trigo no

Estado e incentivar o aumento

da produção para

ser exemplo aos outros

Municípios”, foram os

motivos da cidade para

o lançamento da Campanha

de Trigo, segundo

o governador.

Junho/2020 REVISTA

43


Cinco décadas de histórias, conquistas e transformações

LABORATÓRIO DE SEMENTES - A produção de Sementes

fez parte do planejamento estratégico desde o início da Coamo.

Nesse ano entrou em operação o Laboratório de Análise de Sementes,

para produção com qualidade nos campos dos cooperados, que

no ano seguinte, obteve o credencimanto oficial. Trata-se de um

laboratório próprio e moderno, com profissionais qualificados realiza

testes de germinação, pureza, peso hectolítrico (densidade dos

grãos) e umidade, e acompanha as análises dos lotes de sementes

atualmente em 11 UBS – Unidades de Beneficiamento de Sementes.

1974

Construção do entreposto

em Engenheiro Beltrão

DESCENTRALIZAÇÃO - Com 1.200 associados e uma capacidade

de armazenagem de 1.200.000 sacas e uma estrutura e organização

das mais modernas foi aprovado em Assembleias Gerais pelos

associados o início da descentralização da cooperativa, inicialmente

no município de Engenheiro Beltrão e depois para Mamborê, com a

construção dos primeiros entrepostos da cooperativa, com capacidade

para 700 mil sacas cada.

COMUNICAÇÃO – A implantação dos Comitês Educativos em 1972,

era fonte de ligação entre a diretoria e cooperados para disseminar

as diretrizes e políticas da cooperativa, coletar informações e demandas

do quadro social. Em função do aumento da sua área de ação,

para facilitar a integração com os produtores, a Coamo criou em novembro

de 1974, a publicação impressa “Informativo Coamo”, exatamente

para informar as notícias de interesse dos cooperados, que

no ano seguinte foi ampliado e circulando com o nome de Jornal

Coamo.

PERDA – Em 23 de novembro desse ano, faleceu repentinamente

o fundador e primeiro presidente da Coamo, Fioravante João Ferri.

O vice-presidente, Gelindo Stefanuto, que inclusive, na fundação da

cooperativa foi o autor da sigla “Coamo”, assumiu o cargo interinamente

até o final da gestão. Seu Ferri, foi homenageado com o nome

da rua em frente a sede da Coamo.

1975

NOVA DIREÇÃO – Por ocasião

da 5ª Assembleia Geral Ordinária

em janeiro de 1975, os cooperados

elegeram para a presidência

da cooperativa o engenheiro

agrônomo José Aroldo

Gallassini.

MOINHO - Começa a funcionar,

em 30 de junho, o Moinho de

Trigo Coamo.

REORGANIZAÇÃO - Para continuar

crescendo e pensando

no futuro, foi realizada uma

reorganização administrativa com a criação inicialmente de sete

departamentos - Transportes, Técnico, Produção de Campo Mourão,

Produção de Entrepostos, Administrativo e Financeiro, Fornecimento

de Insumos, e Comercial, para propiciar um bom atendimento aos

cooperados. Posteriormente passou-se a 15 departamentos em função

da prosperidade da cooperativa com a movimentação expressiva

dos associados.

FAZENDA EXPERIMENTAL - Criada nesse ano para que os produtores

pudessem aumentar a produtividade de suas culturas com a

utilização de tecnologias modernas. De uma produtividade média

44 REVISTA Junho/2020


COAMO EM DÉCADAS

na época de 70 sacas de soja por alqueire, esse número atualmente

é de 150 sacas e muitas propriedades já colheram mais de 200 sacas

por alqueire. O trabalho com experimentos na Unidade demonstrativa

da Coamo permite testes em todas as fases do cultivo, da preparação

da terra à colheita.

CULTURA – ”Esse período foi fundamental na consolidação da ‘Cultura

Coamo’ , com a definição informal das regras de comportamento

no relacionamento interno e externo com os funcionários, com os

cooperados, e com a sociedade. Regras estas que teriam influência

no futuro da cooperativa”, informa o Relatório de 5 anos da Coamo.

MAIS DE 2 MIL ASSOCIADOS – Voltada já no seu início para seus

cooperados, dos 79 fundadores, a cooperativa encerrou seus primeiros

cinco anos com mais de dois mil associados, com a certeza de

que, com passos firmes, constitui-se como agente de transformação

da agricultura, da sociedade e de pessoas.

1976

CRÉDITO - Para facilitar o entendimento e o acesso dos cooperados

ao crédito, a cooperativa implantou na safra de trigo 1976, o crédito

de Repasse, sendo os recursos tomados no Banco do Brasil. Os trâmites

foram feitos dentro da própria cooperativa e foi considerado um

grande serviço, haja vista que os produtores puderam fazer adiantamento

para plantar as safras para pagamento na comercialização.

HORTELÃ – Entre 1976 e 1978, a Coamo recebeu a produção de

óleo de ementa de 15 cooperados das regiões de Engenheiro Beltrão,

Quinta do Sol, Fênix e Barbosa Ferraz, que era conhecida na

época como a “Capital da Menta do Paraná.” O gênero Mentha

abriga uma variedade de 25 a 30 espécies diferentes. No Brasil é

mais comum encontrar a Mentha piperita, popularmente conhecida

como hortelã e a Mentha spicata, mais conhecida como menta.

PNCS – Campo Mourão, por meio da Coamo, foi sede em setembro

do lançamento do Plano Nacional de Conservação de Solos

(PNCS), com a presença

do ministro da Agricultura

Alysson Paulinelli,

governador do Paraná,

Jayme Canet Júnior e

autoridades. Monumento

alusivo foi construído

na Praça do Fórum (Bento

Munhoz da Rocjha

Netto).

ENTREPOSTO DA USINA – Entrou em funcionamento o entreposto

Fioravante João Ferri, inicialmente com dois silos para 42 mil toneladas

cada e capacidade de 1,4 milhões der sacas a granel. Entreposto

funciona no parque industrial da cooperativa em Campo Mourão.

ALGODÃO - Coamo inicia o recebimento de algodão, com atuação

em 15 municípios.

CTA - Início das atividades do Centro de Treinamento Agrícola da

Coamo (CTA), com objetivo de capacitar os cooperados no uso correto

dos equipamentos, maquinários e insumos

1977

INSUMOS – Em junho desse ano foram inauguradas as lojas de insumos

em Engenheiro Beltrão e Mamborê, resultado da política de

interiorização definida pela diretoria em 1975.

INFORMATIVO NO RÁDIO - A partir desse ano, a Coamo passa a

produzir e apresentar programa de rádio com o nome de “Informativo

Coamo” com o objetivo de levar as informações da cooperativa

e da agricultura aos associados de forma mais rápida e com mais

regularidade. Posteriormente o programa foi veiculado também em

outras regiões, e atualmente está presente em emissoras que abrange

toda a área de ação da cooperativa nos Estados do Paraná, Santa

Catarina e Mato Grosso do Sul.

PLANTIO DIRETO - Coamo promove primeira Convenção sobre

Plantio Direto, em junho.

TERMINAL PORTUÁRIO – Inaugurado em Paranaguá, com a presença

do presidente da República Ernesto Geisel, o Terminal Portuário

da Cotriguaçu, da qual a Coamo fez parte juntamente com cooperativas

singulars de várias regiões do Paraná. Com o Terminal, na

época, o Porto de Paranaguá dobrou sua capacidade de embarque

a graneis passando a carregar navios de 30 mil toneladas em 10

horas. A capacidade inedpendfente dio Terminal era de 1.500 toneladas/hora,

idêntica a do Corredor de Exportação.

1978

CAFÉ- A cooperativa passou a receber, beneficiar, armazenar e comercializar

a produção dos seus cooperados, que recebiam assistência

técnica e o fornecimento dos insumos para produzir bem e com

qualidade

COAMO-SUL - Em agosto, a Coamo começa a atuar no Sul do Paraná,

com a incorporação da Cooperativa Palmense (Copalma) e atuar

Junho/2020 REVISTA

45


Cinco décadas de histórias, conquistas e transformações

nas regiões de Palmas e Mangueirinha (Sudoeste), passando a produzir

sementes próprias de qualidade em região com clima propício

e beneficiando também produtores de Mangueirinha.

ESCOAMENTO - O presidente da Coamo, Dr. Aroldo Gallassini,

reivindica ao governador Ney Braga, em nome dos cooperados, as

pavimentações das rodovias BR 487 (Campo Mourão/Iretama) e PR

460 (Iretama/Pitanga), para facilitar o escoamento das produções

dos agricultores

EXPANSÃO - Antes de terminar a década de 1970, a Coamo já era

uma potência regional, tendo se estabelecido em diversas localidades

na região de Campo Mourão com entrepostos em Engenheiro

Beltrão, Mamborê, Fênix, Boa Esperança, Peabiru, Iretama, Roncador,

Juranda e Barbosa Ferraz. Sem contar as incorporações nas regiões

Centro e Sul do Paraná. A maior parte dos associados era formada

por pequenos e médios produtores. Mas em muitos municípios era

de mini e pequenos produtores e muitos utilizavam tração animal,

como principal instrumento de trabalho. A cooperativa recebia milho,

arroz, feijão, algodão, soja e outros produtos, e estava perto das

propriedades dos seus mais de 5 mil associados.

1979

COAMO-CENTRO - A cooperativa passou a partir desse ano a beneficiar

produtores da região de Pitanga, então, uma das maiores produtoras

de milho do Paraná, com a incorporação da Coopercentro.

Expansão possibilitou desenvolvimento com tecnologia e cooperativismo

aos produtores também de das regiões de Cândido de Abreu e

Palmital. Nesse processo de expansão, a cooperativa também passou

a atuar em Em 1979, a presença da Coamo alcançou a região de Pitanga,

então uma das maiores produtoras de milho no Estado, com

participação de produtores de Cândido de Abreu e Palmital.

1980

PRÊMIO - Em setembro, a Coamo é eleita pela primeira vez, a empresa

de "Melhor desempenho no setor Agropecuário Nacional",

pela revista "Exame".

EUCALIPTO – A Coamo inicia experimentos inéditos no Paraná, com

a cultura do eucalipto, em parceria com a Embrapa/CNPF.

46 REVISTA Junho/2020


AGROPECUÁRIA

Plano Safra terá

R$ 236,3 bilhões

Do total de recursos, R$ 179,38 bilhões serão destinados ao custeio e

comercialização e R$ 56,92 bilhões serão para investimentos em infraestrutura

O

governo federal anunciou,

no dia 17 de junho, R$

236,3 bilhões em recursos

para o Plano Safra 2020/2021, valor

6,1% superior aos R$ 223 bilhões

disponibilizados no ciclo passado.

Conforme o presidente

do Sistema Ocepar, José Roberto

Ricken, a avaliação das medidas

anunciadas é positiva. "Com

esse reconhecimento ao setor,

as cooperativas e os produtores

rurais devem investir em tecnologia

e continuar produzindo com

eficiência no campo", afirma.

Do total de recursos, R$

179,38 bilhões serão destinados

ao custeio e comercialização

(5,9% acima do valor da safra passada)

e R$ 56,92 bilhões serão

para investimentos em infraestrutura

(aumento de 6,6%). O governo

também ampliou o montante

destinado à subvenção ao seguro

rural, que passou de R$ 1 bilhão

para 1,3 bilhão, um aumento de

30%.Segundo o Ministério da

Agricultura, o valor deve possibilitar

a contratação de 298 mil apólices,

num montante segurado da

ordem de R$ 52 bilhões e cobertura

de 21 milhões de hectares.

Houve ainda a redução

das taxas de juros de custeio

para o Pronaf, de 3% e 4,6% para

2,75% e 4% ao ano, e para o Pronamp,

de 6% para 5% ao ano. Nos

demais programas, a taxa caiu de

8% para 6% ao ano. Nas linhas

de investimento, as mudanças

foram: Moderfrota, de 8,5% para

7,5% ao ano, e no Programa ABC,

de 5,25% e 7% para 4,5% a 6% ao

ano. O PCA ficou com taxas de 6

% e 5% ao ano; Inovagro com 6%

ao ano, Pronamp investimento

com 6% ao ano; Moderinfra com

6% ao ano e Moderagro com 6%

ao ano.

PARA MAIS INFORMAÇÕES ACESSE:

Análise da Ocepar

http://www.paranacooperativo.coop.br/ppc/images/

Comunicacao/2020/noticias/06/18/plano_safra/plano_safra_

clique_aqui_analise_getec_18_06_2020.pdf

Apresentação do

Ministério

da Agricultura

Aproxime o celular com leitor QR Code na imagem

http://www.paranacooperativo.coop.br/ppc/images/

Comunicacao/2020/noticias/06/18/plano_safra/plano_

safra_clique_aqui_18_06_2020.pdf

Junho/2020 REVISTA 47


48 REVISTA

Junho/2020


PECUÁRIA

Um ano para se planejar

Agropecuarista deve pensar na alimentação do rebanho durante

todo o ano. O ideal é começar o planejamento no final de agosto

Nem todo o produtor rural

tem o hábito de planejar

corretamente a demanda

nutricional das categorias

animais que existem na propriedade,

quanto a volumosos e concentrados.

Mas, essa ação deve

fazer parte do planejamento

anual da propriedade. “É preciso

saber quantos volumosos são

necessários para manter a necessidade

de ingestos desses animais,

quanto concentrado para

fechar a necessidade de produção

de cada categoria. Se não

tiver bem calculado e ajustado,

dependendo da época do ano, o

agropecuarista pode passar por

apuros, com quedas produtivas”,

diz o médico veterinário da Coamo

de Campo Mourão, Hérico

Alexandre Rossetto.

Segundo o veterinário,

quem não se planeja pode ter

um baixo desempenho produtivo

por área, principalmente no

inverno. “Estamos numa fase em

que cai o crescimento vegetativo

das forrageiras, a base alimentar

dos bovinos, de corte ou leite.

Temos essa queda na produção,

porque a luminosidade reduz e

o fotoperíodo é mais curto. As

temperaturas estão mais baixas,

e isso faz com que as plantas não

tenham seu crescimento vegetativo

de forma normal e, principalmente,

por uma deficiência

hídrica. Então a planta para totalmente

de crescer.”

Porém, os animais não

param de comer e precisam

crescer para produzir. “Há uma

demanda natural de consumo.

Se o produtor não suprir esse déficit

alimentar do animal, ele vai

ter queda na produção. A vaca

precisa produzir leite, os bovinos

de corte precisam ter crescimento

ósseo e muscular. Se eles não

estiverem nutridos vão emagre-

Junho/2020 REVISTA 49


SOLUÇÕES FMC PARA UM MANEJO

MAIS EFICAZ DE PERCEVEJOS.

Controle imediato, resultado que você vê na hora.

Alta eficácia no controle de percevejos

adultos, evitando a proliferação da praga.

Ação redobrada, controlando os percevejos

por caminhamento e contato.

Maior proteção com controle em todo o ciclo

da praga (ovos, ninfas e adultos).

Alta performance e residualidade,

contribuindo para um manejo eficiente.

FMC SOJA

Com o Domínio Percevejo,

você tem a flexibilidade de

usar o inseticida certo na

hora certa. Um programa de

manejo para quem busca

alta performance no controle

de percevejos, podendo

escolher a ferramenta mais

adequada para cada fase da

cultura e da praga.

Controle de percevejos e outros

insetos, otimizando o manejo de pragas.

www.fmcagricola.com.br

ATENÇÃO

CONSULTE SEMPRE UM ENGENHEIRO AGRÔNOMO. VENDA SOB RECEITUÁRIO AGRONÔMICO.

Este produto é perigoso à saúde humana, animal e ao meio ambiente. Leia atentamente e siga rigorosamente as instruções contidas no rótulo, na bula e na receita.

Siga as 50 recomendações REVISTA de controle e restrições Junho/2020

estaduais para os alvos descritos na bula de cada produto. Utilize sempre os equipamentos de proteção individual.

Nunca permita a utilização do produto por menores de idade. Faça o Manejo Integrado de Pragas. Descarte corretamente as embalagens e os restos de produtos.

Uso exclusivamente agrícola. Copyright. Maio 2020 FMC. Todos os direitos reservados.


PECUÁRIA

MANEJO NUTRICIONAL DO REBANHO DEVE SER PLANEJADO COM ANTECEDÊNCIA

PARA QUE EM PERÍODOS SECOS E FRIOS NÃO TENHA QUEDA NA PRODUÇÃO

cer demais nesse período, pois

vão tirar energia do próprio corpo

para produzir”, enfatiza Hérico

Rossetto.

O segredo, portanto, é

o planejamento para não sofrer

com a flutuação sazonal. “O planejamento

deve ser constante,

ou seja, todo mês o produtor

deve pensar no mês subsequente.

O principal é começar já no

final do mês de agosto, começo

do mês de setembro, pois em

setembro o fotoperíodo começa

a normalizar e já temos mais

luminosidade. As temperaturas

médias do dia já estão mais elevadas

e está mais propício para

o crescimento vegetativo das forrageiras.

É o momento ideal para

começar a produzir um banco

alimentar dos animais”, orienta o

médico veterinário.

Dessa forma, conforme

Hérico, com a chegada da primavera,

o produtor rural pode se

planejar para comprar a semente

e fazer um banco de oferta

de forrageira para plantar após

a colheita da soja. “Com essa

organização, o associado terá

uma pastagem para ser utilizada

durante o período de outono e

inverno. Dependendo da região,

ele pode plantar aveia, azévem,

centeio forrageiro, brachiaria

ruziziensis. Alguns produtores

plantam capineiras, para cortar

e fornecer aos animais, cana de

açúcar, enfim, o importante é planejar

a demanda nutricional dos

seus animais.”

Em um exemplo prático

Rossetto ensina: “Vamos dizer

que o produtor rural tem uma

propriedade de corte com 100

vacas, 4 touros, os bezerros aos

pés das vacas, novilhas de reposição.

Ele precisa estratificar esse

rebanho em categorias, e o quanto

consome cada categoria mensalmente.

Isso ele vai distribuir

de acordo com sua produção de

massa diária. Feito isso, lança o

número mensal e estratifica para

o ano todo. Assim, é possível ver

o quanto será a demanda para

planejar a oferta.”

Outra questão apontada

por Hérico, é que com o planejamento

é possível saber quantos

animais cada forrageira irá

alimentar por alqueire. “Assim

podemos saber se um alqueire

de aveia e azevem, por exemplo,

consegue manter cinco ou seis

bois adultos durante os cerca

de 120 dias de período crítico.

Se, hipoteticamente, tem um alqueire

de silagem de milho, ele

consegue manter 30 bovinos

adultos, se tem por exemplo um

alqueire de cana de açúcar consegue

manter 40 bovinos adultos

e, assim, passar períodos muito

mais tranquilos mantendo em

equilíbrio a produtividade da sua

propriedade.”

Junho/2020 REVISTA 51


Simplificar o seu dia a dia

está na nossa essência.

Brevant Sementes é a escolha certa

para a sua Safrinha.

GENÉTICA

O maior banco genético

do mercado.

TECNOLOGIA

O que há de mais moderno em biotecnologia

com PowerCore® Ultra e Leptra®.

TRATAMENTO DE SEMENTES INDUSTRIAL

Proteção desde o início

com Dermacor® e Poncho®.

A Brevant Sementes soma genética, tecnologia e proteção para trazer mais rendimento

para sua lavoura. Um portfolio versátil com diversas soluções que simplificam o seu dia

a dia no campo.

POWERCORE ® é uma tecnologia desenvolvida pela Dow AgroSciences e Monsanto. POWERCORE ® é uma marca da Monsanto LLC. Agrisure Viptera ® é marca registrada e utilizada sob licença

da Syngenta Group Company. A tecnologia Agrisure ® incorporada nessas sementes é comercializada sob licença da Syngenta Crop Protection AG. YieldGard ® e o logotipo YieldGard são marcas

registradas utilizadas sob a licença da Monsanto Company. Tecnologia de proteção contra insetos Herculex ® I desenvolvida pela Dow AgroSciences e Pioneer Hi-Bred. Herculex ® e o logo HX

são marcas registradas da Dow AgroSciences LLC. LibertyLink ® e o logotipo da gota de água são marcas da BASF. Roundup Ready TM é marca utilizada sob licença da Monsanto Company.

Poncho ® é marca registrada da BASF. Atenção: defensivos agrícolas são perigosos à saúde humana, animal e ao meio ambiente. Utilize sempre os equipamentos de proteção individual

e não permita o contato de menores de idade com defensivos agrícolas. Em caso de dúvidas, contate um engenheiro agrônomo.

52 REVISTA

Junho/2020

www.brevant.com.br | 0800 772 2492

®

, Marcas registradas da Dow AgroSciences, DuPont ou Pioneer e de suas

companhias afiliadas ou de seus respectivos proprietários. ©2020 CORTEVA


SAÚDE

Como lidar

com as crianças

durante a

pandemia?

A

pandemia do novo coronavírus

trouxe diversos desafios para a

humanidade. Mas, para quem

tem crianças em casa o desafio pode ser

dobrado. Não é fácil manter os pequenos

trancafiados, sem ir à escola, ver os

amiguinhos ou, simplesmente passear. É

um tempo que irá passar, mas enquanto

perdura o isolamento social, a chefe do

departamento de Desenvolvimento de

Gestores da Coamo e, também, mãe de

duas meninas, Ana Claudia Periçaro, traz

algumas dicas e um vídeo que foi divulgado

nas redes sociais da Coamo no YouTube,

Instagram, Facebook e Linkedin.

Segundo Ana Claudia, pais e mães

precisam dedicar tempo aos filhos mais do

que nunca neste momento. “Precisamos acolher,

entreter, cuidar e tranquilizar as crianças,

os nossos anjinhos. Sei que não é muito fácil,

pois além de nós mesmos termos dificuldade

em entender esse momento de mudanças e

incertezas, que geram ansiedade e, muitas

vezes, medo, temos ainda que dar atenção

especial aos nossos pequenos.”

Ela explica que as crianças

sentem o que os pais estão passando. “Ao

perceberem que estamos estressados e ansiosos,

nossos filhos acabam reproduzindo

esse mesmo comportamento, e buscando

mais apego e sendo mais exigentes com

nós adultos. Acredite, principalmente se eles

estão em idade escolar, nossos meninos e

meninas percebem que há algo errado.”

Conforme Ana Claudia, para lidar

com essa situação não adianta fingir que

nada está acontecendo. “Devemos dar uma

explicação condizente com a faixa etária das

crianças e manter a rotina o mais normal

possível. Se seus filhos demonstram preocupação,

acolha, dê carinho, faça os acreditar

que vocês estão juntos e são uma família.

Ajude-os a gerenciar suas emoções e aliviar

a ansiedade com confiança e fé, pois acreditamos

que tudo vai passar”, destaca.

Para quem tem os filhos crescidos

e não moram mais na mesma casa,

Ana Claudia, também dá uma dica. “Para

aliviar a saudade dos filhos e, até mesmo,

de pais avós e amigos, utilize a tecnologia

para manter esse vínculo mais forte. Faça

chamadas por vídeo, envie mensagens,

fotos. Afinal, mesmo antes da pandemia já

estávamos acostumados a manter relações

pelas redes sociais.”

Como não é possível saber

quando tudo voltará ao normal, ela ressalta

que é preciso construir um novo normal.

“Precisamos construir uma nova dinâmica

para as nossas vidas, nosso trabalho e família.

Temos certeza que o vírus vai passar, e a cura

vai chegar. O amor, a harmonia e a união

entre nós deve prevalecer, porque amamos a

nossa vida e a dos que queremos bem. A vida

é uma dádiva e precisamos nos cuidar com

calma e tranquilidade, e com a certeza de

que a vida é a gente que transforma.”

Ana Claudia Periçaro da gerência de

Recursos Humanos da Coamo

Para acessar o vídeo produzido pela

Coamo, aproxime o celular com

leitor QR Code na imagem.

Junho/2020 REVISTA 53


RECEITA

Pizza de

tabuleiro

INGREDIENTES

Massa

1 envelope de fermento biológico seco

1 e ½ xícara (chá) de água

4 colheres (sopa) de GORDURA VEGETAL

COAMO em temperatura ambiente

2 colheres (chá) de sal

4 xícaras (chá) de FARINHA DE TRIGO

COAMO PIZZA

2 pizzas grandes

Cobertura

6 tomates maduros

1 pitada de sal

1 pitada de orégano

300 g de muçarela fatiada

Folhas de manjericão fresco

6 azeitonas pretas

MODO DE PREPARO

Massa

Dissolva o fermento na água. Junte a gordura e o sal. Aos

poucos, adicione a farinha e sove até obter uma massa lisa.

Cubra com filme plástico e reserve até dobrar o volume.

Divida a massa em duas partes. Com um rolo ou com as

mãos, abra as massas formando dois retângulos (30x35 cm)

e coloque-as sobre as costas de duas assadeiras. Espalhe

o molho e leve ao forno, preaquecido, na temperatura alta

(200 ºC), por cerca de 20 minutos ou até que a parte de baixo

esteja ligeiramente dourada. Retire do forno, cubra com a

muçarela e volte ao forno até dourar. Retire do forno, polvilhe

orégano, manjericão e decore com as azeitonas.

Cobertura

Amasse os tomates com um garfo ou bata no liquidificador

rapidamente deixando o molho pedaçudo. Tempere com sal

e orégano.

Dica

Se preferir uma pizza bem fina e crocante, divida a massa em

três partes.

www.alimentoscoamo.com.br

/alimentoscoamo

54 REVISTA

Junho/2020

AF01 COI001120I An Receita Pizza de Tabuleiro 175x225 cm.indd 1 20/03/20 09:15


Em 50 anos,

muita coisa se

transforma.

Mas o principal

sempre foi

o mesmo:

o cooperado.

De geração em geração, o trabalho sério e a dedicação

de cada cooperado Coamo transformou uma ideia em

50 anos de sucesso. Pessoas que nos enchem de orgulho

em poder compartilhar essa história e, com certeza,

escrever novos capítulos.

A vida é a gente que transforma.

coamo.com.br

More magazines by this user
Similar magazines