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*Julho/2020 Referência Florestal 220

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LEGISLAÇÃO Novas regras para plantação da Araucária são aprovadas pela Assembleia Legislativa do Paraná

9 7 7 2 35 9 4 65 0 7 6 0 0 2 2 0

MORE STOCKED

TIMBER

MACHINES PROVIDE HIGHER TIMBER

PILES AND SAFER OPERATIONS

MAIS MADEIRA

ESTOCADA

MÁQUINAS PROPORCIONAM

PILHAS DE MADEIRA MAIS ALTAS

E OPERAÇÃO MAIS SEGURA

Julho 2020

1


SUMÁRIO

JULHO 2020

50

MAIS MADEIRA:

O CÉU É O LIMITE

12 Editorial

14 Cartas

16 Bastidores

18 Coluna Ivan Tomaselli

20 Notas

40 Frases

42 Entrevista

50 Principal

56 Legislação

60 Espécie

64 Especial

68 Política Pública

70 Pragas

74 Pesquisa

80 Agenda

82 Espaço Aberto

56

68

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

15 Agroceres

11 Bayer

21 BKT

19 Carrocerias Bachiega

81 D’Antonio Equipamentos

40 Denis Cimaf

84 Denis Cimaf

02 Dinagro

77 DRV Ferramentas

04 Emex

29 Engeforest

83 Envimat

39 Fex Ferro e Aço

45 Fliegl

06 Grupo AIZ

08 Grupo AIZ

59 Hansa Flex

63 J de Souza

13 Komatsu Forest

25 Liebherr

17 Log Max

73 Mill Indústrias

79 Mill Indústrias

23 Ponsse

41 Potenza

47 Prêmio REFERÊNCIA 2020

67 Rodoleve

37 Rotary-Ax

35 Rotor Equipamentos

31 Sergomel

49 Show Florestal

27 Unibrás

33 Vantec

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0 0 2 2

EDITORIAL

Em frente

Ultrapassamos a metade de 2020 e, sim, ainda convivemos

com um cenário de limitadas certezas diante da pandemia da

Covid-19, mas há muitos elementos para ter uma visão otimista

no setor florestal. A principal delas é notar a potência da cadeia

produtiva, considerada essencial em muitos países, inclusive

no Brasil. Outro ponto é o aumento da cobertura florestal em

muitas regiões, como mostra o novo Mapa Florestal do Paraná.

Há também uma mobilização para aumentar o acesso à tecnologia

no campo através da internet, que hoje conta apenas com

30% das propriedades rurais com conexões disponíveis. Isso

vai gerar mais empregos e uma melhor adaptação do trabalho

rural ao chamado novo normal, onde o trabalho remoto já é

uma realidade. A edição traz ainda novidades na legislação

sobre Araucárias e as principais notícias do setor. Vamos em

frente! Ótima leitura!

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Capa da edição apresenta

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Sennebogen

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

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Ano XXII • N°220• Julho 2020

LEGISLAÇÃO Novas regras para plantação da Araucária são aprovadas pela Assembleia Legislativa do Paraná

9 7 7 2 35 9 4 65 0 7 6 0

MAIS MADEIRA

ESTOCADA

MÁQUINAS PROPORCIONAM

PILHAS DE MADEIRA MAIS ALTAS

E OPERAÇÃO MAIS SEGURA

MORE STOCKED

TIMBER

MACHINES PROVIDE HIGHER TIMBER

PILES AND SAFER OPERATIONS

MOVING AHEAD

Mid 2020 has passed and, yes, we still live with a scenario

of limited certainty in the face of the Covid-19 pandemic, but

there are many elements to let us have an optimistic view in the

Forestry Sector. The main one is to note the potential of the production

chain, considered essential in many countries, including

Brazil. Another point is the increase in forest cover in many regions,

as shown in the new Paraná Forest Map. There is also a

mobilization towards increasing access to technology in the field

through the Internet, where, today, only 30% of rural properties

has available connections. This will generate more jobs and a

better adaptation of rural work to the so-called new normal,

where remote work is already a reality. This issue also has news

about the legislation involving Araucarias as well as major news

from the Sector. Let’s move ahead! Pleasant reading!

Entrevista com

Adriana Maugeri,

presidente da Amif

Paraná tem novo mapa florestal

3

EXPEDIENTE

ANO XXII - EDIÇÃO 220 - JULHO 2020

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

Lídia Ferreira

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista

Ivan Tomaselli

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski - Supervisão

Fabiano Mendes

Crislaine Briatori Ferreira

criacao@revistareferencia.com.br

Tradução / Translation

John Wood Moore

Cartunista / Cartunist

Francis Ortolan

Depto. Comercial / Sales Departament

Gerson Penkal, Jéssika Ferreira,

Tainá Carolina Brandão

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial

Dash7 Comunicação - Joseane Cristina

Knop

Depto. de Assinaturas / Subscription

assinatura@revistareferencia.com.br

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ASSINATURAS

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GARANTIDA GARANTEED

Veículo filiado a:

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,

instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor

Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em

matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais

de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos

textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são

terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos

direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication

directed at the producers and consumers of the good and services of the

lumberz industry, research institutions, university students, governmental

agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked

to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself

responsible for the concepts contained in the material, articles or columns

signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors,

themselves. The use, reproduction, appropriation and databank storage

under any form or means of the texts, photographs and other intellectual

property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited

without the written authorization of the holders of the authorial rights.

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CARTAS

MINUTO Revista REFERÊNCIA FLORESTAL e Bayer solidificam parceria na produção de conteúdo exclusivo

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

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Ano XXII • N°219 • Junho 2020

SILVICULTURA BRASILEIRA

Por Daniel Gomes Macedo, engenheiro florestal - Rondonópolis (MT)

A edição de número 218 está recheada de novidades. O que chamou

atenção foi a matéria sobre o desafio do plantio mecanizado. Acredito

que a silvicultura brasileira é um grande potencial para novas

tecnologias. O Brasil só tem a ganhar!

INFORMATIVA

Foto: divulgação

Por Paulo Ricardo, assistente administrativo - Castro (PR)

A Revista está excelente, muito bem organizada e didática...

estão todos de parabéns!

CONTEÚDO

Por Maria Santos, técnica florestal - Florianópolis (SC)

Gostei da variedade de assuntos da Revista, o que contempla toda a

cadeia do setor. Para nós que trabalhamos na área, fica muito prático ler

tudo em um só lugar, tendo a garantia de um conteúdo sério

Foto: divulgacão

SELFIE

Vinícius Moreira,

diretor florestal,

no escritório em

Brás Pires (MG)

O supervisor

de Operações

Florestais, Daniel

Gomes Macedo,

em campo em

Rondonópolis

(MT)

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E-mails, críticas e sugestões podem ser

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Charge: Francis Ortolan

Revista

Foto: REFERÊNCIA

PESAR

A REFERÊNCIA FLORESTAL manifesta seu pesar

pelo falecimento, no dia 25 de junho de 2020, da

professora Selma Toyoko Ohashi, uma referência

para o setor florestal no Brasil. Pesquisadora e

professora da Ufra (Universidade Federal Rural da

Amazônia), dedicou 35 anos à vida acadêmica e à

engenharia florestal.

VIAGEM

Equipe da REFERÊNCIA FLORESTAL durante

reportagem realizada na empresa Battistella,

localizada em Rio Negrinho (SC), antes da

pandemia gerada pelo novo coronavírus.

Foto: REFERÊNCIA

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COLUNA

CENÁRIOS DE RECUPERAÇÃO

E O IMPACTO DO CÂMBIO

A quantificação dos impactos e uma visão do

retorno para um novo normal ainda difícil

Ivan Tomaselli

Diretor-presidente da Stcp

Engenharia de Projetos Ltda

Contato: itomaselli@stcp.com.br

Foto: divulgação

As exportações

brasileiras

de produtos

florestais, são

concentradas

em poucos

países e cada

um tem uma

perspectiva de

recuperação

diferente

D

e 22 a 25 de junho a FAO realizou,

por áudio conferência, o

evento Covid-19 Forestry Webinar

Week, com palestras de

especialistas de diversos países,

e discussões com a participação de centenas

de interessados no tema. A Stcp foi convidada

para palestra sobre o impacto no setor florestal

da América Latina.

As palestras e discussões indicaram que

os impactos econômicos, sociais e ambientais

da crise causada pelo Covid-19 serão graves,

e afetarão de forma diferente as pessoas,

negócios, governos e países. A quantificação

dos impactos, e uma visão do retorno para um

“novo normal”, é ainda difícil, pois existe uma

grande diversidade de situações, e ainda falta

de informação e conhecimento.

Tanto o impacto como o cenário de recuperação

dependem de respostas a questões,

como: Quando será o retorno ao “novo normal”?

Quais serão os impactos econômicos,

sociais e ambientais? Qual o resultado das

medidas de mitigação adotadas? Qual é o

tempo para recuperação da confiança de

consumidores e investidores? Qual o efeito do

déficit fiscal gerado?

O “novo normal” dependerá destas respostas,

e a série histórica para análise de

tendências é muito curta, poucos meses. Além

disto, as informações são pouco precisas. Em

princípio a perspectiva da vertente econômica,

que tem implicações sociais e ambientais,

dependerá da recuperação do mercado, que

para o setor florestal brasileiro envolve tanto

o mercado nacional como internacional. O impacto

no mercado nacional ainda precisa ser

mensurado.

No caso das exportações brasileiras de

produtos florestais, elas são concentradas em

poucos países, como os EUA (Estados Unidos

da América), China e alguns países europeus.

R$/US$

6,0

5,0

4,0

3,0

2,0

1,0

0,0

Cada país tem uma perspectiva de recuperação

diferente, é esperado um impacto

menor para a celulose do que para produtos

de madeira sólida. Nos EUA, por exemplo, a

partir de março ocorreu uma forte redução na

construção de casas, o que levou a uma queda

de 30% na produção de madeira serrada. Por

outro lado, neste segundo trimestre de 2020

a China aumentou as importações de toras do

Brasil.

Em geral, os preços de exportação de

produtos de madeira sólida declinaram nos

últimos meses. No entanto, o efeito sobre a

indústria exportadora foi pequeno, resultado

da desvalorização cambial, gerando uma falsa

percepção do impacto da pandemia nos negócios.

A análise da flutuação do câmbio indica

que a desvalorização da moeda Real dos últimos

meses é, em parte, resultado de um ajuste.

Em termos reais, a taxa de câmbio atual é

equivalente a aquela de 2005 (vide gráfico).

De qualquer forma, é muito provável que a

taxa cambial se ajuste, em médio prazo, a um

novo patamar, abaixo do nível atual, o que irá

afetar a indústria exportadora brasileira de

produtos de madeira sólida.

EVOLUÇÃO DA TAXA DE CAMBIO

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

2013

2014

2015

2016

2017

2018

2019

2020

Nominal Real (Base 2020)

Fonte: Banco Central. Compilação Stcp (2020).

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NOTAS

Prorrogação do prazo de colheita

Os detentores de concessão no Brasil solicitaram

prorrogação do prazo de colheita ao Governo Federal.

De acordo com estimativas do Fnbf (Fórum Nacional de

Atividades Baseadas em Florestas), as vendas de madeira

cairão até 60% este ano, de modo que será impossível

equilibrar produção e vendas na safra 2020, que começou

em maio. O pico da estação da colheita ocorre entre

junho e agosto, quando as chuvas são mais baixas, permitindo

a colheita e o transporte seguros. No entanto, com

a queda nas vendas e as incertezas do mercado, muitos

produtores reduzirão o volume da colheita ou suspenderão

a colheita para evitar perdas financeiras que seriam

inevitáveis, pois os estoques poderiam se deteriorar se

acumularem além da demanda do mercado. A Fnbf pediu

ao MMA (Ministério do Meio Ambiente) que considere

estender o período de colheita, permitindo que os

produtores colham volumes aprovados durante a próxima

safra. Os produtores recebem permissões de exploração

madeireira Autex (Autorizações de colheita de madeira)

pelas agências competentes para garantir que as colheitas

sejam sustentáveis e sigam os planos de manejo.

Foto: divulgação

Acordo comercial com Vietnã

Foto: divulgação

O governo do Vietnã ratificou o acordo comercial

Vietnã e UE (União Europeia) que, espera-se, ajudará a impulsionar

o setor manufatureiro e as exportações do país.

O acordo, em vigor a partir de julho deste ano, significa

que a UE cortará tarifas sobre mais de 80% dos produtos

vietnamitas e o Vietnã levantará direitos sobre quase 50%

de suas importações da UE e eliminará gradualmente o

restante em 10 anos. Espera-se que o Evfta (Acordo de

Comércio Livre UE-Vietnã) abra mais as portas para as

exportações vietnamitas para a UE e ajude a economia

vietnamita a recuperar seu impulso de crescimento após

um período difícil devido ao surto de coronavírus. O comércio

bilateral em 2019 foi de cerca de US $ 60 bilhões,

dos quais as exportações vietnamitas representaram US

$ 40 bilhões, um número modesto, dado que a UE é o segundo

maior mercado de importação do mundo, com um

valor anual de US $ 2,338 bilhões. O Evfta criará maiores

oportunidades para o Vietnã aumentar suas exportações,

especialmente de vestuário, calçados, agricultura e produtos

de madeira.

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NOTAS

Setor florestal doa R$ 114

milhões para o combate à

Covid-19

Pelo menos 12 Estados

do Brasil receberam doações

diretas de empresas do

setor florestal para auxiliar

no combate a nova pandemia

do coronavírus. Somente as

iniciativas privadas dedicadas

a árvores cultivadas e a cadeia

da madeira somaram, juntas,

uma doação aproximada de R$

114 milhões em ações que beneficiam

brasileiros em todo o

território, além de pequenos e

médios empresários em outras

localidades que também estão

contribuindo e ainda não entraram

em dados estatísticos.

Os recursos foram destinados

para doação de equipamentos

hospitalares; materiais

de proteção a profissionais de

saúde; itens de higiene; cestas

básicas; além de produtos fabricados pela própria indústria. Além de doação direta de materiais, houve também

investimento em infraestrutura para o funcionamento de 15 hospitais, sendo três deles hospitais de campanha.

As empresas envolvidas, entre elas Bracell, Cenibra, Cmpc (e sua subsidiária Softys), Duratex, Gerdau, Ibema,

International Paper, Klabin, Suzano, Veracel e Westrock, destinaram os donativos do norte ao sul do país, tendo beneficiado

os seguintes Estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo,

Mato Grosso do Sul, Ceará, Bahia, Pernambuco, Maranhão e Pará.

Essenciais no dia a dia, os produtos do setor se

mostraram a serviço da sociedade no combate à

DOAÇÃO EM NÚMEROS:

Somando todos os esforços, entre ações diretas ou

parcerias, o setor florestal é responsável pela doação de

pelo menos:

- 6.800 respiradores;

- mais de 6 milhões de máscaras cirúrgicas;

- 15 mil litros de álcool gel;

- 82 mil litros de álcool 70;

- 32 mil litros de água sanitária;

- 31,5 mil aventais hospitalares;

- mais de 50 mil pares de luvas.

Covid-19. Foram 606 mil caixas de papelão doadas

para transporte de álcool gel, entre outros itens.

Mais de um milhão de copos de papel foram destinados

para serem utilizados por instituições e pelo

sistema público de saúde. Para melhor destinar

suas doações, as companhias têm atuado junto ao

poder público, estabelecendo parcerias com ministérios,

governos estaduais, prefeituras, além de

outras instituições, como federações da indústria, e

entidades filantrópicas.

Foto: divulgação

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NOTAS

Bitrem dobrável entra

em operação

O primeiro bitrem dobrável do Brasil, usado

para transporte de toras de madeira, começou a ser

utilizado no último mês no Paraná. Ainda em período

de testes, a inovação foi desenvolvida pela Unidade

Florestal da Klabin, que trouxe a tecnologia da Austrália

e coordenou sua implantação em veículo próprio com

a ajuda de uma empresa parceira. Quando está vazio,

o bitrem dobrável, específico para o carregamento de

toras de madeira, encolhe a primeira carreta sobre o

chassi do cavalo mecânico. Com isso, há uma redução

no comprimento total do veículo de 19 para 15 metros,

trazendo diversas vantagens, a principal delas o ganho

de território. Comparado aos veículos tradicionais, esse

bitrem usa uma área muito menor para manobrar, o

que assegura melhores condições de direção e aderência

em áreas de declive devido ao menor raio de giro

necessário para curvas, além de liberar terras que podem

dar espaço para plantações. Isso cria perspectiva

de aumento da produtividade florestal da companhia.

O bitrem vazio e dobrado também permite ultrapassagens

mais ágeis e seguras, melhorando a mobilidade na

via, além de gerar economia com combustível, pedágio

e pneus – 8 pneus deixam de tocar o solo quando a

primeira carreta é recolhida.

Fotos: divulgação

Imagem: reprodução

Seguro

rural

Uma das novidades do Plano Safra

2020/2021 é o aplicativo PSR (Programa

de Seguro Rural), criado pelo

Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária

e Abastecimento). O aplicativo

possibilita aos produtores e interessados

o acesso a informações do mundo

do seguro rural de forma consultiva. O

aplicativo não é negocial, ou seja, o produtor não faz contratação de seguro com essa ferramenta. A proposta é disseminar a

cultura do seguro rural no país entre os produtores que ainda não contratam essa ferramenta de gestão de riscos. Além disso,

vai acirrar a concorrência saudável entre as companhias de seguro credenciadas no PSR, que ofertam diferentes opções de

produtos e serviços de seguro rural no programa. Para acessar o novo aplicativo PSR, basta acessar para as lojas de aplicativos

no celular, tanto no android pelo google play ou no apple store para IOS.

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NOTAS

Saldo de empregos positivo

Os setores de agricultura, pecuária, produção

florestal, pesca e aquicultura foram os únicos

que registraram saldo de emprego no primeiro

semestre, mesmo diante da pandemia do novo

coronavírus, conforme dados do Caged (Cadastro

Geral de Empregados e Desempregados). No

acumulado de janeiro a abril, os cinco setores

tiveram de saldo positivo um total de 10.032

postos. Os outros setores todos ficaram com resultados

negativos. O pior resultado, entre janeiro

e abril, foi do comércio, reparação de veículos

automotores e motocicletas, com fechamento de

342.748 vagas. Depois vem o setor de serviços,

com menos 280.716 postos. Em seguida está a

indústria geral (-127.886), e depois construção

civil (-21.837).

Foto: divulgação

Certificação pioneira

em ISO 45001

Chapecó (SC) é o município pioneiro a conquistar

o certificado ISO 45001 na área ambiental. Criada há

dois anos para ser um padrão mundial sobre sistemas

de gestão, essa norma internacional auxilia organizações

de todos os níveis nos processos de melhoria da

segurança do trabalho nas cadeias de suprimentos,

bem como visa promover e proteger a saúde física e

mental dos trabalhadores. Dessa forma, a ISO 45001

fornece indicativos de conduta para gerenciar riscos

e oportunidades, mediante a prevenção de lesões e

problemas de saúde ocupacional e a manutenção de

ambientes de trabalho seguros e saudáveis. Depois

de um período de 14 meses de avaliações, a Eco

Empreendimentos Ambientais recebeu o documento

da certificadora Rina, com matriz na Itália, e que faz

parte da IQNet, que reúne organismos de certificação

de sistemas de gestão que atuam em 30 países. A

empresa atua na prestação de serviços de implantação

e manutenção de reflorestamentos e recuperação

de áreas degradadas, na produção de mudas florestais

nativas e exóticas e na exploração florestal, mediante

a extração de madeira de florestas plantadas.

Foto: divulgação

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NOTAS

Madeira mais cara

no Mato Grosso

Desde o último dia 4 de junho o custo do madeira de Mato Grosso está mais alto, conforme informações do Cipem (Centro das

Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeiras do Estado de Mato Grosso). O motivo é que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso

(TJ/MT) considerou inconstitucional a Lei Complementar nº 621 de 8 de maio de 2019 que, à época, determinava a redução do valor

da taxa de emissão do CIM (Certificado de Identificação de Madeira) de 0,075 para 0,0157 UPF/MT, por metro cúbico de madeira. O

TJ/MT concedeu liminar favorável ao pedido de inconstitucionalidade da lei alegando “extirpação de eficiente mecanismo de controle

e fiscalização do transporte interestadual de madeiras extraídas no território mato-grossense”, diz o documento.

De acordo com o Cipem, uma carga com 33 m3 (metros cúbicos) de madeira tinha o custo de R$ 78,59 referente ao CIM e, com a

medida, a conta salta para R$ 375,87, ou seja, de R$ 2,38 para R$ 11,39 por metro cúbico por um trabalho que ocupa menos de 20

min (minutos) de um analista técnico. O diretor executivo do Cipem, Valdinei Bento dos Santos, questionou a decisão, assim como,

o valor. Segundo ele não é possível incorporar mais este custo ao valor da madeira, bem como, aceitar a retroação de uma legislação

aprovada e em pleno funcionamento. “Pagar quase R$ 400 de taxa referente ao CIM por metro cúbico da madeira, tendo como

argumento o valor da hora técnica do analista, que leva menos de 20 minutos para emitir o certificado é, no mínimo, questionável.

Muitos profissionais médicos, responsáveis por vidas, não recebem este valor por hora”, compara.

Para Valdinei, a motivação do TJ/MT é “completamente rasa e contestável, tendo em vista que a madeira comercializada no

Estado já é identificada pela Sema (Secretaria de Estado do Meio Ambiente), durante a vistoria e autorização de colheita por meio do

Pmfs (Plano de Manejo Florestal Sustentável). Paralelamente, todas as cargas transportadas devem obrigatoriamente portar a Guia

Florestal, que contém todas as informações a respeito da carga (espécie, volume, trajeto, responsável, etc.), e acompanha a madeira

desde sua origem até o consumidor final”. Vale ressaltar que o CIM funciona tão somente como uma obrigação acessória que não

deveria onerar e sobrecarregar ainda mais o setor de base florestal mato-grossense, que já sofre com a maior carga fiscal em comparação

a outros estados com vocação florestal.

O Cipem estuda a possibilidade de recorrer. “Até que isso seja alcançado, infelizmente as indústrias terão que arcar com mais

este ônus, que não poderia ter ocorrido em momento mais inoportuno, dada a crise econômica desencadeada pela pandemia da

Covid-19, o novo Coronavírus”, lamenta o diretor executivo ao concluir: “esta é mais uma batalha que o Cipem, sindicatos e empresários

associados enfrentarão para salvaguardar o simples direito de continuar exercendo suas atividades de maneira crível”, finaliza.

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NOTAS

Plano de Manejo Florestal

A Cenibra disponibilizou o resumo público do Plano

de Manejo Florestal de 2020, documento que tem

o objetivo de demonstrar e evidenciar, para as partes

interessadas, os aspectos considerados para garantir

a sustentabilidade da produção florestal, assegurar

as interrelações de planejamento de curto, médio e

longo prazos e promover o abastecimento contínuo

de madeira para a Unidade Industrial. O Plano descreve

claramente os objetivos, as responsabilidades,

os recursos disponíveis e as estratégias para a adoção

de práticas para um manejo florestal responsável

e considera, em seu escopo, o uso consciente dos

recursos naturais e aspectos de sustentabilidade

econômica e social do empreendimento florestal. A

Cenibra está situada na área de abrangência da Mata

Atlântica e adota medidas para conviver harmoniosamente

com este bioma, como o manejo da paisagem

em mosaico e corredores ecológicos que interligam

fragmentos de mata nativa, possibilitando o fluxo

gênico das espécies e conciliando a conservação da

biodiversidade e o desenvolvimento econômico na

região onde atua.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Projetos aprovados na ONU

Os nove projetos analisados durante a 66a reunião do CC (Conselho Consultivo)

do CFC (Fundo Comum de Commodities) da ONU, realizada entres

os dias 29/06 e 02/07, foram aprovados e agora seguem para validação pelo

Conselho Executivo da entidade. A reunião foi realizada via teleconferência

e presidida pelo economista e empresário baiano Wilson Andrade, também

diretor executivo da Abaf (Associação Baiana das Empresas de Base Florestal).

Selecionados entre os 70 apresentados no último edital, estes nove projetos

devem ser implantados no Brasil (quinoa no valor de US$ 3 milhões), Quênia

(macadâmia US$ 2,2 milhões, abacate US$ 2 milhões, canola US$ 2,7

milhões), Zâmbia (cereais US$ 3 milhões), Burundi (frutas US$ 4,5 milhões),

Bangladesh (artesanato US$ 2 milhões), Benin (abacaxi US$ 5,3 milhões) e

Colômbia (cacau US$ 2,5 milhões). Eles somam investimentos totais de US$

28 milhões, com aporte do CFC de mais de US$ 12 milhões. O projeto do Brasil

é no Oeste da Bahia, no valor total de US$ 3 milhões que requer financiamento

de US$ 1,5 milhão do CFC. Andrade adianta que a cada 6 meses o CFC

divulga nova chamada de propostas de todo o mundo (empresas pequenas

e grandes, cooperativas, associações de produtores, agências de desenvolvimento

etc.) oferecendo empréstimos, investimentos acionários e até mesmo,

em casos especiais, recursos não reembolsáveis. “Uma nova chamada de proposta

foi lançada e está com prazo para apresentação de projetos até 15 de

outubro de 2020 (disponível no site do CFC: https://www.common-fund.org/

call-for-proposals/)”, informa.

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NOTAS

Plataforma dará celeridade

ao Código Florestal Brasileiro

Representantes de todos os Estados

e do Distrito Federal conheceram a

ferramenta da análise dinamizada dos

cadastros que será usada na implantação

do Código Florestal Brasileiro. O

objetivo do encontro foi possibilitar o

entendimento da plataforma e lógica

de programação do sistema ao lado do

Governo Federal.

Realizada por videoconferência no

início de julho, o encontro teve a participação

da ministra do Mapa (Ministério

da Agricultura, Pecuária e Abastecimento),

Tereza Cristina, o diretor-geral

do SFB (Serviço Florestal Brasileiro),

Valdir Colatto, dirigentes de órgãos, Secretarias Estaduais e Institutos de Meio Ambiente.

O sistema de análise dinamizada é um programa informatizado, desenvolvido em parceira com a Ufla (Universidade Federal de

Lavras), que vai permitir a análise dos cadastros, em larga escala, a revisão das informações que foram declaradas e a verificação da

situação da regularidade ambiental, das áreas de preservação permanente, de reserva legal e de uso restrito. Manualmente, um funcionário

consegue fazer a análise de um cadastro por dia, o que inviabilizaria a análise de todas as inscrições que existem no sistema.

A ministra Tereza Cristina, na abertura do encontro, destacou a necessidade de efetivar a implementação dos dispositivos previstos

do Código Florestal Brasileiro. “O Programa de Regularização Ambiental é uma das mais avançadas estratégias de recuperação

ambiental do mundo, só a análise dinamizada do CAR (Cadastro Ambiental Rural) permitirá o conhecimento das propriedades rurais

brasileiras e o acesso do proprietário aos dispositivos do Código Florestal. Por isso, precisamos das parcerias com os órgãos competentes.”

Valdir Colatto ressaltou que o Sicar (Sistema de Cadastro Ambiental Rural) possui 6,5 milhões de inscrições, no entanto, estima-se

que 10% dos proprietários rurais ainda não cadastraram suas propriedades. A inscrição no CAR não tem prazo para encerrar, portanto,

ela deve ser feita até dezembro deste ano para o produtor rural participar do PRA (Programa de Regularização Ambiental), nos casos

de haver passivos ambientais.

“O Serviço Florestal Brasileiro, ao oferecer a análise dinamizada do CAR, está trabalhando para o avanço na implementação dos

instrumentos para a regularização ambiental de imóveis rurais e para o pagamento por serviços ambientais previstos no Código

Florestal e que são de importância fundamental para a conciliação das políticas ambientais e agrícolas do país. Para isso, estamos

apoiando todos os Estados para concluírem a inscrição dos pequenos produtores rurais que ainda não tiveram acesso ao CAR”, destaca

o diretor-geral.

ANÁLISE DINAMIZADA

A apresentação da proposta de análise dinamizada foi feita pela diretora de Cadastro e Fomento Florestal do SFB, Jaine Cubas,

onde afirmou que “a plataforma da análise dinamizada do CAR foi construída para promover ganho de escala da revisão das informações

que foram declaradas e na verificação da situação das áreas de preservação permanente, de reserva legal e de uso restrito.”

O SFB faz a gestão do Sicar e coordena, no âmbito federal, o CAR, além de apoiar a sua implementação nas unidades federativas.

O CAR é o mais relevante instrumento de implantação do Código Florestal Brasileiro. Existem, atualmente, cerca de 6,5 milhões de

imóveis rurais cadastrados em todo o país e distribuídos em uma área de 540 milhões de hectares. A implantação da etapa de inscrição

no CAR torna possível a condução do monitoramento da vegetação nativa e a aprovação das áreas de reserva legal de imóveis

rurais. Além disso, permite maior alcance de atuação do poder público, num país que possui dimensões continentais, particularidades

regionais e áreas de difícil acesso.

O novo sistema foi construído a partir de informações associadas, qualificadas e unificadas em uma única plataforma, interligada

com outras plataformas estaduais. O resultado esperado é promover o desenvolvimento, a agregação de valor e o aumento da competitividade,

rastreabilidade e transparência dos diversos setores do agronegócio brasileiro. A plataforma da análise dinamizada foi

construída com apoio das agências de cooperação financeira e técnica alemãs, KFW e GIZ, além do Banco Mundial.

Imagem: reprodução

32 www.referenciaflorestal.com.br


NOTAS

Curso de gerenciamento remoto

de atividades florestais

No dia 25 de agosto, será realizado

o curso virtual: Workshop Online

Gerenciamento Remoto de Atividades

Florestais - Como Organizar os Controles

a Distância. As inscrições são limitadas

e já estão abertas. Para tratar de temas

de grande importância no setor florestal

frente à Covid-19, no mês de agosto

estarão reunidos em discussão online,

referências nas áreas de segurança do

trabalho, gerenciamento florestal web,

captação de dados com drones e certificação

florestal. O evento tem como

objetivo reunir gerentes, coordenadores,

supervisores e demais profissionais

envolvidos em áreas que envolvem

o gerenciamento remoto de atividades florestais. Além de renomados palestrantes e especialistas, o evento será uma

grande oportunidade de troca de informações e de atualização das inovações que o mercado apresenta. A inscrição pode

ser feita no site da Apre (Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal) www.apreflorestas.com.br/. Dúvidas e

sugestões podem ser enviadas para o e-mail apreflorestas@apreflorestas.com.br ou nos telefones (41) 3233-7856 ou (41)

99680-2830.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Empresas premiadas

A Gptw (Great Place To Work), empresa global que avalia e

certifica ambientes de trabalho em mais de 60 países, divulgou

o ranking com as melhores empresas para se trabalhar no agronegócio.

A pesquisa foi realizada com 111 empresas inscritas no

segmento, que abrangem 78.476 funcionários. No ranking, foram

destacadas as 30 melhores empresas, sendo 10 de grande porte e

20 pequenas ou médias. As associadas John Deere e Remasa Reflorestadora

foram classificadas em segundo lugar entre as empresas

de grande porte e em segundo lugar na lista de pequenas e médias

empresas, respectivamente. A Remasa foi premiada na categoria de

médias empresas, que a organização Great Place To Work considera

aquelas que têm de 100 a 999 colaboradores. “Em 2019, fomos buscar reconhecimento no Great Place to Work® e, para nossa

alegria, fomos reconhecidos como a quarta melhor empresa para se trabalhar no Paraná. Agora, como a segunda melhor

empresa do Agronegócio para se trabalhar no Brasil. Estas premiações nos trazem muito orgulho e satisfação”, declarou Gabriela

Gugelmin, Business Manager do Grupo Remasa. No caso da John Deere Brasil, a empresa conta com mais de cinco mil

funcionários, distribuídos em nove unidades, entre fábricas, escritórios e centros de treinamento, distribuição de peças e de

Agricultura de Precisão e Inovação. Por isso, foi premiada no ranking de grandes empresas. “Atualmente, a necessidade para

transformação é imediata. Mesmo assim, as empresas podem optar ou não por fazer essa mudança. Sem dúvida esse reconhecimento

demonstra o compromisso e o esforço da organização para construir um ambiente de trabalho diverso, inclusivo

e colaborativo”, disse Wellington Silvério, diretor de recursos humanos da John Deere para América Latina. A pesquisa foi

realizada em parceria com a Abag (Associação Brasileira do Agronegócio) e a revista Globo Rural.

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NOTAS

Guangdong lidera novamente a

produção da indústria florestal

O valor da produção da indústria florestal na província de Guangdong,

na China, aumentou em 79% em 2019, dando um salto de RMB

841,6372,5 bilhões de RMB (que é a moeda chinesa), em relação a

2018. O valor produção da indústria florestal ultrapassou RMB 100

bilhões em Cidades de Guangzhou, Shenzhen, Foshan e Dongguan.

Até o final de junho 2020, a cotação da moeda chinesa era a seguinte:

1 RMB equivalente a R$ 0,76. A área de cobertura florestal na província

de Guangdong está em quase 59% e o volume florestal estimado

em mais de 570 milhões de metros cúbicos. Indústrias de produtos

florestais tem um longo e tradicional mercado em Guangdong que teve

desenvolvimento rápido nos últimos anos. O valor de saída de painéis

de madeira, móveis, madeira (bambu), polpa à base de madeira, papel

e resina está entre as mais altas do país por muitos anos. O valor da

produção da indústria secundária, representada por móveis, pisos de

madeira de bambu e fabricação de papel foi estimado em RMB 544,6

bilhões em 2019. A província estabeleceu a metade de, pelo menos,

110 toneladas de produtos florestais para vendas e logística off-line, ou

seja, utilizando plataformas de negociação virtuais que foram estabelecidas

para apoiar o setor florestal e desenvolver em larga escala as

vendas atuais.

Foto: divulgação

Índice de exportações

brasileiras

Foto: divulgação

Em maio de 2020, o valor das exportações

brasileiras de produtos à base de madeira (exceto

celulose e papel) caiu 13,5% comparado

a maio de 2019, de US$ 273,3 milhões para

US$ 236,3 milhões. O valor das exportações de

madeira serrada de pinus caiu 9% entre maio

de 2019 (US$ 47,7 milhões) e maio de 2020

(US$ 43,3 milhões). Em termos de volume, as exportações aumentaram quase 7% no mesmo período, de 235.000 m3 (metros

cúbicos) a 250.700 m3 sinalizando queda nos preços unitários. Os valores das exportações de madeira serrada tropical

também caíram acentuadamente (- 33% em volume), de 52.200 m3 em maio de 2019 para 35.200 m3 em maio de 2020. No

entanto, o valor das exportações caiu apenas 31%, de US$ 20,9 milhões para US$ 14,5 milhões, no mesmo período. O valor

das exportações de compensado de pinus caiu 16% em maio de 2020 em comparação com maio de 2019, de US$ 47,1 milhões

para US$ 39,6 milhões e houve uma queda correspondente no volume de exportações no mesmo período, de 181.500

m3 a 155.800 m3. As más notícias continuaram com as exportações de compensados tropicais que diminuiu quase 60% em

volume e 54% em valor, de 9.100 m3 (US$ 3,5 milhões) em maio de 2019 para 4.000 m3 (US$ 1,6 milhão) em maio de 2020.

Como poderia ser antecipado, o valor das exportações de madeira móveis caíram de US$ 48,2 milhões em maio de 2019

para US$ 31,8 milhões em maio de 2020, uma queda de 34%. Entre janeiro e abril de 2020, as exportações de móveis do

Brasil caíram 10% ano a ano e isso se deve ao impacto da pandemia no comércio global.

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NOTAS

Licenciamentos ambientais

Foto: divulgação

O governo do Estado do Espírito Santo criou a Comissão de Análise

de Projetos Prioritários de Licenciamento Ambiental para declarar

como prioritários os projetos de incentivo e estímulo ao desenvolvimento

econômico. A Comissão será temporária e funcionará até 31

de dezembro de 2021. O decreto número 4.654-R foi publicado no

Diário Oficial do Estado. Os projetos declarados pela comissão como

estratégicos serão prioritários no planejamento e análise ambiental do

Estado. Serão consideradas a expansão, modernização e diversificação

dos setores produtivos capixabas, para que sejam estimuladas a realização

de investimentos, com ênfase na produção de emprego e renda,

sobretudo neste período de pandemia. A comissão terá um prazo de

até 30 dias para analisar e opinar sobre cada projeto de licenciamento

ambiental. Em caso de solicitação de informações complementares, o

colegiado terá um prazo de mais 15 dias, a contar da data de recebimento

da resposta, para análise e emissão de parecer. Após a emissão

do parecer técnico, o processo será encaminhado ao Iema (Instituto

Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos), que terá a incumbência

de distribuir ao setor ou órgão competente. Assim, a Comissão

acompanhará o processo de licenciamento ambiental.

AÇÃO DIRETA

ALTA

Além de ser essencial para a produção de itens

básicos do dia a dia, o setor florestal e a cadeia

produtiva da madeira tem mostrado para sociedade

que também está empenhado em ajudar o país a

enfrentar a crise diante da pandemia da Covid-19. Do

pequeno produtor às grandes empresas, o que mais

temos noticiado são ações de solidariedade, seja na

tentativa de manter o emprego dos funcionários do

setor, quanto na doação direta de itens como máscaras,

material de higiene e até mesmo quantias em

dinheiro para projetos de hospitais de campanha. De

norte ao sul do país, ação é o que não falta.

JULHO 2020

DECRETO AMEAÇADO

Os senadores Rogério Carvalho (PT-SE) e Fabiano

Contarato (Rede-ES) querem derrubar os efeitos do

Decreto presidencial que transfere do MMA (Ministério

do Meio Ambiente) para o Mapa (Ministério da

Agricultura, Pecuária e Abastecimento da Agricultura)

o poder para concessão de florestas públicas. No

Mapa, os processos para o projetos de manejo florestal

ganharão mais celeridade, de acordo com entidades

do setor. Rogério apresentou projeto de decreto

legislativo (PDL 226/2020) nesse sentido, segundo

informações da Agência Senado. A esquerda jogando

contra os interesses dos brasileiros.

BAIXA

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FRASES

Foto: divulgação

Modernizar e desburocratizar a

legislação ambiental não é descartar tudo

o que foi construído, mas se apoderar de

sua origem, adaptá-la e transformá-la para

uma nova realidade, atendendo a novos

contornos da produção, da tecnologia e do

conhecimento. Desburocratizar significa

trazer modernização, tirar amarras

cartoriais, que não influenciam na análise

técnica dos processos. A burocracia, esta

sim, é um mal perigoso

“Nosso setor é forte e

resiliente, conforme já

demonstramos em crises

anteriores, além de ser

fundamental para a economia

do país e do Estado. O trabalho

realizado por esse segmento

tem impactos positivos não só

na economia, mas também no

desenvolvimento social e no

meio ambiente, com geração

de emprego e renda para

inúmeras famílias”

Ailson Loper, diretor executivo da Apre (Associação

Paranaense de Empresas de Base Florestal)

Carta aberta à sociedade, assinada por Germano

Luiz Gomes Vieira, presidente da Abema

(Associação Brasileira de Entidades Estaduais de

Meio Ambiente)

“É um diálogo necessário com

a cadeia produtiva em meio à

crise que o novo Coronavírus

criou. É uma forma de se

conseguir celeridade nos

processos de licenciamento

com a fiscalização necessária

do órgão ambiental”

Fabricio Machado, secretário da Seama (Secretaria do

Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Espírito Santo),

sobre a Comissão de Análise de Projetos Prioritários

de Licenciamento Ambiental instalada no Estado

Marca

que não precisa

descansar.

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ENTREVISTA

Foco no

PÓS-PANDEMIA

Post-pandemic in focus

Foto: divulgação

ENTREVISTA

L

iderando a Amif (Associação Mineira da Indústria

Florestal), com 22 associados em um dos Estados

mais expressivos do setor florestal no Brasil, a presidente

fala sobre os desafios diante da Covid-19,

as mudanças na legislação mineira para o setor e as pautas da

entidade para 2020.

Adriana

Maugeri

H

ead of the State of Minas Gerais Association of

the Forest Industry (Amif), with 22 associates in

one of the Brazilian states with a very expressive

Forest Sector, the President talks about the

challenges it is facing with Covid-19, the changes in the State’s

legislation for the Sector, and the Entity’s plans for 2020.

LOCAL DE NASCIMENTO

São Paulo (SP)

São Paulo (SP)

ATIVIDADE/ ACTIVITY:

Presidente da Amif (Associação Mineira da Indústria Florestal)

Universitária do curso de Direito

President of the State of Minas Gerais Association of the

Forestry Industry (Amif) and Law student

FORMAÇÃO/ ACTIVITY:

Comunicação social

Social Media

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Julho 2020 43


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Mais madeira:

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Montagem de pilhas

altas para estoque é

uma solução que exige

equipamento adequado

Fotos: divulgação

More logs: the

sky is the limit

Creating large piles for stocking

logs is a solution that requires

adequate equipment

O

Brasil já mostrou ao mundo seu potencial na

produção de madeira, celulose, chapas, placas,

biomassa e outros produtos florestais. Inúmeros

projetos e ampliações de fábricas estão

ocorrendo no Brasil. Com novas tecnologias e

investimentos, as fábricas demandam cada vez mais madeira e

os pátios precisam armazenar mais toras, no intuito de otimizar

espaço. Uma das principais soluções é a montagem de pilhas de

estoque de madeira verticalmente, ou seja, mais altas. Assim

é possível estocar mais madeira na mesma área, reduzindo o

tempo e o custo de logística, quando existe a necessidade de

estocagem longe das mesas de processamento e picagem. A

montagem de pilhas altas, porém, requer atenção especial,

principalmente no quesito segurança.

Durante muito tempo nas operações de pátio foram utilizadas

escavadoras hidráulicas adaptadas para o descarregamento

de caminhões, montagem de pilhas e abastecimento de mesas.

B

razil has already shown the world its potential

in the production of timber, pulp, panels, biomass,

and other forest products. Numerous

industrial projects and expansions are taking

place in Brazil. With new technologies and

investments, factories demand more and more timber and

thus yards to store more logs to optimize spaces. One of the

leading solutions is creating vertical timber stockpiles, that is,

higher. Therefore, it becomes possible to stock more timber in

the same area, reducing time and logistics cost, when there is

a need for storage, remote from the processing and chipping

tables. The creation of higher piles, however, requires special

attention, especially as to safety.

For a long time, hydraulic excavators adapted for unloading

trucks, creating piles, and supplying belts were used in yard

operations. The excavator is a machine designed to carry out

the work from ground level down, has a complete structure

Julho 2020

51


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Julho 2020 55


LEGISLAÇÃO

Novas regras para

PLANTAÇÃO DA ARAUCÁRIA

Fotos: divulgação

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Aprovado pela Alep, texto

regulamenta o plantio e a atividade

econômica de araucárias no Paraná

Julho 2020

57


LEGISLAÇÃO

Falta apenas a sanção do governador do Paraná,

Ratinho Junior, para que o projeto de lei

495/2019, dos deputados Luiz Claudio Romanelli

(PSB), Hussein Bakri (PSD) e Emerson Bacil

(PSL), que regulamenta o plantio e a atividade

econômica de araucárias no Paraná, entre em vigor. A matéria,

que foi aprovada pela Alep (Assembleia Legislativa

do Paraná) no último mês de maio, concede permissão

para atividade comercial para quem plantar exclusivamente

a espécie Araucaria angustifólia, com pontos georreferenciados,

e que estejam “fora dos remanescentes naturais

nativos, das RL’s (Reservas Legais), das APP’s (Áreas de

Preservação Permanente) e demais áreas protegidas”, diz

o texto.

Ainda de acordo com o texto, o projeto prevê que

quem decidir plantar a espécie em imóveis rurais para

exploração dos produtos e subprodutos madeireiros ou

não, deverá realizar um cadastro da plantação no órgão

ambiental estadual. É necessário declarar a atividade

para fins de controle de origem, devendo a propriedade

rural estar devidamente inscrita CAR (Cadastro Ambiental

Rural). Segundo o texto, é necessário o cadastro das plantações

ser realizado por responsável técnico habilitado em

áreas de plantio superior a quatro módulos fiscais. Outra

necessidade são informações sobre o plantio, como “o tipo

de plantio (puro ou em consórcios agroflorestais); idade ou

ano da plantação; número de mudas plantadas e o tipo de

produto a ser explorado.”

O texto determina que a exploração da araucária em

imóveis urbanos é restrita a modalidade indireta, ficando

o proprietário isento da necessidade de cadastro junto ao

órgão ambiental estadual. Já o plantio para fins de exploração

econômica, como já dito anterioremente, na modalidade

direta não poderá ocorrer em APPs, em Áreas de

Reserva Legal e em áreas de remanescentes de vegetação

nativa onde o desmatamento de vegetação nativa de Mata

Atlântica tenha ocorrido de forma ilegal.

A matéria prevê também o incentivo à formação de

cooperativas de agricultores para o plantio e exploração de

plantação, assim como a educação do campo e ambiental

dos agricultores sobre espécies em extinção e a importância

da preservação dos remanescentes naturais. Também

será incentivada a certificação florestal voluntária dos produtos

madeireiros e não madeireiros gerados pela exploração.

O texto da Lei, ainda prevê a “educação do campo e

ambiental dos agricultores sobre espécies em extinção e a

importância da preservação dos remanescentes naturais.”

A regulamentação da Lei e seu cumprimento fica a cargo

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ESPÉCIE

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Álamo ou Choupo:

ESPÉCIE RESISTENTE

Originária de regiões de clima temperado e frio, gênero

Populus existe no Brasil no Paraná e Santa Catarina

Fotos: divulgação

Julho 2020

61


ESPÉCIE

O

gênero Populus, popularmente chamado

de Álamo ou Choupo pertence a Família

Salicaceae. É originário de regiões de clima

temperado e frio do hemisfério norte, onde

são amplamente cultivados, constituindo-se

como uma das principais espécies econômicas.

Segundo previsões da FAO (2004), existem cerca de 70

milhões de hectares de Álamo, os quais crescem em forma

de bosques naturais, florestas plantadas, incluindo sistemas

agro-florestais e árvores ornamentais. A Federação Russa,

Canadá e Ucrânia têm as maiores áreas de Álamo nativos,

porém, China, Índia e Paquistão possuem as maiores áreas

plantadas.

No Brasil, os primeiros plantios comerciais de Populus

foram implantados na década de 1960, no entanto, somente

no início da década de 1990, passaram a ser praticados em

áreas mais extensas. Atualmente existem aproximadamente

5.500 ha (hectares), entre os estados do Paraná e Santa Catarina,

na Bacia do rio Iguaçu.

A madeira destes plantios é destinada ao abastecimento

da indústria fosforeira, visto que as características de

crescimento rápido, retidão de fuste, composição química

(ausência de resinas), coloração esbranquiçada e fibra reta,

favorecem a espécie para esse segmento industrial.

DISTRIBUIÇÃO GERAL

Os choupos são espécies da família Salicaceas, que se

distribuem essencialmente pelo Hemisfério Norte.

CARACTERIZAÇÃO GERAL

São plantas lenhosas de crescimento rápido e ripícolas.

Esta espécie, a exceção das outras do mesmo gênero resiste

bem a sombra, razão pela qual acaba por ser mais competitiva

que os choupos das outras espécies. Intimamente

associadas à água freática em ambiente natural, sendo esta

espécie a única que suporta encharcamento prolongado dos

primeiros 50 cm (centímetros) de solo e a solos hidromórficos

em geral, mas não a salinidade ou a ventos marinhos

(isto é, que transportem sais em suspensão). Dá-se bem

num intervalo de pH entre 6,5 e 7, estando comprometido

o crescimento quando o pH é superior a 8 e rejeitando solos

demasiado ácidos (pH < 5,8), pelo perigo que representa a

escassa fertilidade. Necessitam no solo de uma certa proporção

de areia para garantir arejamento e uma certa proporção

de argila que indica alguma fertilidade. Não toleram

locais muito pedregosos, devido à sua relativa exigência em

volume total de terra. A regra é plantarem-se os choupos a

espaçamento definitivo devido à sua grande exigência em

luz, sendo apropriados os compassos de 5 x 5 ou 6 x 6m

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Julho 2020

63


ESPECIAL

Paraná tem novo

MAPA FLORESTAL

64 www.referenciaflorestal.com.br


Mapeamento fornece a distribuição

geográfica da tipologia de uso e

cobertura vegetal do Estado

Fotos: divulgação

Julho 2020

65


ESPECIAL

O

novo mapa de cobertura vegetal do território

paranaense está disponível com dados

fundamentais para o monitoramento

e planejamento periódicos de questões

ambientais e socioeconômicas. Intitulado

Mapeamento do Uso e Cobertura da Terra, o documento

mostra que, da área de 19.987.987,15 ha (hectares) do

Paraná, um total de 29,117% são ocupados por florestas

nativas (5.819.950,07 ha) e 6,466% por plantios florestais

(1.292.507,40 ha).

O mapeamento, concluído pelo Instituto Água e Terra,

apresenta a vegetação em dois âmbitos: áreas de vegetação

natural que são as florestas nativas (Floresta Estacional

Semi-Decidual; Floresta Ombrófila Mista; Floresta Ombrófila

Densa, Aluviais, Submontana, Montana e Altomontana) e

as áreas antrópicas agrícolas que englobam os plantios florestais,

ou seja, as espécies Nativa (Araucaria angustifolia)

e Exóticas/Silvicultura (Pinus spp e Eucalyptus spp) e Sistemas

Agroflorestais; a agricultura perene (Frutíferas perenes

- café, seringueira, banana) e a agricultura anual (culturas

de ciclo curto - milho, trigo, soja, tubérculos e hortaliças).

O bioma Mata Atlântica incide sobre 93% da área coberta

pela floresta nativa.

Os espaços preenchidos pela agricultura correspondem

a 0,683% (136.561,00 ha) de agricultura perene e 33,014%

(6.598.748,26) de agricultura anual. Os campos e pastagens

ocupam 25,321% (411.158,04 ha), as várzeas 1,354%

(270.637,73 ha) e os corpos d’água 2,057% (411.158,04).

A área de mangue é 0,156% (31.140,24), a de restinga

0,087% (17.330,58) e a linha da praia com 0,003% (584,57

há). O Paraná ainda tem 0,061% (12.281,08) solo exposto/

mineração; 1,445% (288.777,22 ha) de área urbanizada. A

área construída ocupa 0,236% (47.062,31). “Nós ficamos

muito satisfeitos em poder apresentar o resultado, que

demandou o empenho e tempo dos nossos técnicos, e que

poderá ser utilizado pela sociedade em geral”, enaltece a

coordenadora da área de Cartografia do Instituto Água e

Terra, Gislene Lessa, ao informar que uma equipe multidisciplinar

participou da pesquisa.

O novo desenho foi desenvolvido a partir de levantamentos

feitos pelo Consórcio Araucária e servirá como

ferramenta para a utilização racional do espaço geográfico.

Constituído pelas empresas Senografia Desenvolvimento

e Soluções Eireli e Geopixel Geotecnologias Consultoria e

Serviço Ltda, o consórcio foi firmado pela Sepl (Secretaria

de Estado do Planejamento e Projetos Estruturantes), por

meio do Contrato SEPL nº 002/2018, em parceria com o

Banco Mundial. O valor do contrato foi de R$ 2.891.276,05.

“Com esse trabalho podemos ter a dimensão atualizada da

cobertura florestal do Paraná, das áreas ocupadas e suas

características. E, principalmente, tomar decisões acertadas

referentes ao desenvolvimento socioeconômico sustentável”,

destaca Marcio Nunes, secretário da Sedest (Secretaria

do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo).

METODOLOGIA

A partir das imagens captadas por satélites e disponibilizadas

pela Copel (Companhia Paranaense de Energia),

No Paraná, 29,117% são

ocupados por florestas

nativas (5.819.950,07 ha) e

6,466% por plantios florestais

(1.292.507,40 ha)

66 www.referenciaflorestal.com.br


POLÍTICA PÚBLICA

Internet na zona rural

EM PAUTA

Foto: divulgação

68 www.referenciaflorestal.com.br


Com o aumento do trabalho remoto devido a

pandemia da Covid-19, tema volta a ser discutido

pela Frente Parlamentar da Agropecuária

N

o Brasil, a internet é um dos principais desafios

para o desenvolvimento tecnológico

no campo. Mais de 70% das propriedades

rurais não possuem conexões disponíveis,

de acordo com o último Censo Agropecuário,

de 2017. A pandemia da Covid-19 acelerou o trabalho

remoto e trouxe à tona esse problema que entrou em

pauta, no último mês, pela FPA (Frente Parlamentar da

Agropecuária) e o ministro das Comunicações.

São 5,07 milhões de estabelecimentos rurais no País

onde ocorre produção agropecuária e florestal como

atividade de renda, de acordo com o Ibge (Instituto Brasileira

de Geografia e Estatística). Desse total, 64 milhões

de propriedades (71,8%) não possui acesso à internet.

“O setor no Brasil já é muito produtivo, com a disponibilidade

de conectividade e tecnológica haverá aumento da

produção”, destacou o presidente da FPA, deputado Alceu

Moreira (MDB-RS), durante reunião, realizada no final de

junho, com o ministro das Comunicações, Fábio Faria, para

tratar de conectividade no campo, novas tecnologias, mais

produtividade, sustentabilidade e acesso para a população

rural.

Na pauta apresentada ao ministro, constaram quatro

projetos de lei que tratam da conectividade no campo,

prioritários para a FPA. São três projetos em tramitação no

Senado Federal e um na Câmara dos Deputados.

Na CCT (Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação,

Comunicação e Informática do Senado), o projeto de lei

6549/2019, de autoria do deputado Vitor Lippi (PSDB-SP)

e relatoria do senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) aguarda

análise. A proposta torna iguais a zero os valores da

Taxa de Fiscalização de Instalação, da Taxa de Fiscalização

de Funcionamento, da Contribuição para o Fomento da

Radiodifusão Pública e da Condecine (Contribuição para o

Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional)

das estações de telecomunicações que integrem sistemas

de comunicação máquina a máquina. O projeto também

isenta de licença prévia de funcionamento as estações de

telecomunicações que integrem sistemas de comunicação

máquina a máquina.

Também aguardando análise na CCT e relatoria do

senador Chico Rodrigues (DEM-RR), o projeto de lei

349/2018 retira tributos e taxas sobre serviços de comunicações

entre máquinas e propõe reduzir as taxas e contribuições

sobre as estações terminais de pequeno porte

para recepção via satélite – as Vsat.

Essas medidas pretendem estimular o desenvolvimento

da infraestrutura e a massificação do acesso à internet

em áreas desatendidas. Moreira diz que esses dispositivos

não podem ficar sujeitos à mesma burocracia administrativa

e ao mesmo fardo tributário que incide sobre as demais

estações dos serviços de telecomunicações.

Já na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos do Senado),

o projeto de lei 172/20 aguarda relatório da senadora

Daniela Ribeiro (PP-PB). O PL dispõe sobre a finalidade, a

destinação dos recursos, a administração e os objetivos do

Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações).

A proposta também prevê a administração do

Fust por um conselho gestor.

De autoria do deputado João Maia (PL-RN), o projeto

de lei 4566/19, apensado ao PL 8518/17, aguarda relator

na Cctci (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e

Informática) da Câmara dos Deputados. A proposta pretende

estabelecer um caminho rápido, para agilizar os processos

de licenciamento das antenas de telecomunicações.

De acordo com o autor, a expansão da infraestrutura e

os investimentos necessários encontram obstáculos pela

excessiva burocracia e morosidade no processo de licenciamento

desse tipo de recurso, criando insegurança jurídica

para novos investimentos. Para ampliar a cobertura e manter

a qualidade do Serviço Móvel Pessoal, há necessidade

de uma contínua e rápida expansão de infraestrutura, isto

demanda a instalação de novas antenas, segundo ele.

Além das propostas que aguardam análise nas Comissões,

também foi discutido sobre a ampliação do valor do

crédito para o financiamento dos projetos de conectividade

no campo na linha Inovagro. “A ideia é ter financiamento

para incorporar inovações tecnológicas nas propriedades

rurais para o aumento da produtividade e melhoria da

gestão”, destacou Moreira.

Julho 2020

69


PRAGAS

Recomendações contra a nova

VESPA-DE-GALHA DO EUCALIPTO

Foto: Fabiano Mendes e divulgação

Foto: divulgação

70 www.referenciaflorestal.com.br


Programa faz alerta sobre a nova praga

descoberta nas plantações brasileiras

Julho 2020

71


PRAGAS

E

m abril de 2020, foi detectada uma nova espécie

de vespa-de-galha, pertencente ao gênero

Ophelimus (Hymenoptera: Eulophidae), no

Estado de São Paulo. Essa espécie tem ocorrência

ampla e causa desfolhas expressivas

em plantios de E. camaldulensis e em espécies próximas.

Uma estudo preliminar, realizado pelo professor Doutor

Carlos F. Wilcken, coordenador científico Protef (Programa

Cooperativo sobre Proteção florestal do Ipef (Instituto de

Pesquisas e Estudos Florestais), junto com a engenheira

agrônoma Thais Alves da Mota, mestranda em Ciência Florestal,

detalha mais sobre a praga e apresenta recomendações.

Os pesquisadores ainda estão em pleno processo de

finalização da identificação e confirmação da presença de

uma nova praga exótica no país junto ao Mapa (Ministério

da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e, até o fechamento

desta edição, o registro oficial não foi finalizado.

Com base no documento chamado: Alerta Protef;

apresentamos um resumo com as principais informações

dos pesquisadores realizadas até o momento.

DANOS

Em altas infestações, toda a folha é tomada pelas galhas.

Os danos causados reduzem o desenvolvimento de

mudas, mas não há dados sobre a mortalidade de árvores

causadas por esta espécie de vespa-de-galha. As folhas

com galhas têm seu período útil reduzido de 240 para 70

dias, causando desfolha intensa (ProtasoV et al., 2007).

RECOMENDAÇÕES

VIVEIRO

Devido à importância da produção de mudas sadias e

vigorosas e visando evitar possíveis riscos de disseminação

acidental da praga recomenda-se o seguinte:

• Destruição de todas as mudas com presença de galhas.

• Levantamento minucioso das mudas no viveiro comercial

e instalação de armadilhas amarelas adesivas para

coleta de adultos, com avaliação semanal.

PRAGA

As vespas-de-galha do gênero Ophelimus apresentam

alta diversidade, sendo conhecidas 51 espécies (Wikipedia,

2020). Porém, as espécies desse gênero associadas

ao eucalipto ainda são pouco conhecidas, sendo relatadas

quatro espécies: Ophelimus eucalypti, O. maskelli, O. mediterraneus

e O. migdanorum, sendo as duas últimas descritas

recentemente, em 2018 e 2019, respectivamente

(Protasov et al., 2007; Borowiec et al, 2018; Molina-Mercater

et al., 2019).

Todas essas espécies são provavelmente originárias

da Austrália, apesar de parte delas serem descritas em

outros países. A espécie mais estudada é O. maskelli, que é

considerada invasora e tem maior distribuição geográfica,

ocorrendo em países da Europa, África, Ásia (Oriente médio)

e Américas.

Os adultos de O. maskelli (Hymenoptera: Eulophidae)

são pequenas vespas de coloração negra e medem entre

0,83 a 1,07 mm, possuem asas com uma única nervura

e presença de uma seta na nervura sub-marginal da asa

anterior (Protasov et al., 2007). Este inseto galhador foi erroneamente

registrado como O. eucalypti em vários países

da Europa (Ramanagouda et al., 2010).

As galhas formadas são circulares e planas, ocorrendo

na lâmina foliar em ambos os lados da folha (Protasov et

al., 2007).

A segunda espécie mais comum e importante é O.

eucalypti, cujo adulto é muito parecido com O. maskelli,

apresentando também formação de galhas no limbo foliar,

contudo, para esta espécie, as galhas se concentram nas

margens das folhas de eucalipto.

72 www.referenciaflorestal.com.br


Julho 2020 73


PESQUISA

A SILVICULTURA CLONAL

E ALGUMAS FORMAS DE

PROPAGAÇÃO VEGETATIVA

Com pesquisas de vários setores, o

melhoramento genético de árvores teve

um avanço expressivo nos últimos anos

Fotos: REFERÊNCIA

74 www.referenciaflorestal.com.br


VITORIA NATALI NUNES MELO

ACADÊMICA DO CURSO DE ENGENHARIA FLORESTAL – UNIVERSIDADE DO ESTADO DE

MATO GROSSO (UNEMAT), CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE ALTA FLORESTA

PROF. WESCLEY VIANA EVANGELISTA

PROFESSOR DO CURSO DE ENGENHARIA FLORESTAL – UNIVERSIDADE DO ESTADO DE

MATO GROSSO (UNEMAT), CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE ALTA FLORESTA

Julho 2020

75


PESQUISA

RESUMO

Pesquisadores da Unemat (Universidade do

Estado de Mato Grosso) apresentam artigo

com um panorama da silvicultura no Brasil,

especialmente relacionado aos estudos, avanços

genéticos e tecnológicos ocorridos nos

últimos anos no setor florestal.

INTRODUÇÃO

O Brasil possui uma área com 498 milhões de hectares

de florestas, que corresponde a cerca de 58% do território

nacional. De toda essa área florestal, cerca de apenas 2% é

ocupada por árvores plantadas ou comumente chamadas

de reflorestamentos ou florestas plantadas. O setor florestal

brasileiro, devido sua importância, obteve ao longo do

tempo grande avanço por meio da silvicultura, que se trata

de uma ciência que estuda os métodos naturais e artificiais

de produção de espécies florestais, desde a implantação

até o manejo de plantios florestais.

A silvicultura tonou-se uma alternativa diante do esgotamento

de recursos naturais pela abertura de áreas

florestais nativas e serviu para o atendimento da crescente

demanda por madeira de características homogêneas para

os diversos setores industriais. Os plantios florestais brasileiros

são em sua maioria formados de espécies exóticas,

principalmente pinus e eucalipto, os quais, na década de

1960, no início da silvicultura no Brasil eram pouco produtivos,

sendo a propagação feita por meio de sementes.

Essas sementes eram advindas de diversas partes do país

e do mundo, com grandes variações genéticas, que resultavam

em plantios sem uniformidade, além de problemas

com doenças e baixo rendimento volumétrico de madeira.

No Brasil, a década de 1970 foi marcada por incentivos

fiscais do governo federal para pesquisas voltadas aos

plantios florestais, principalmente nas regiões sul e sudeste,

além do investimento por parte de grandes empresas

para formar plantios florestais. Os principais estudos da

época estavam voltados para o melhoramento genético

das árvores, além da necessidade de métodos de plantios

mais eficientes que os seminais já aplicados, visando maior

crescimento das árvores e produção de madeira.

Assim, ao longo do tempo, por meio de pesquisas de

vários setores, como de biotecnologia, genética, bioquímica,

entre outros, ocorreram diversos avanços voltados

para o melhoramento genético de árvores. As pesquisas

resultam na criação de clones com genótipos selecionados,

adaptados a diversas regiões, com resistência a pragas e

doenças e com comportamentos de crescimento definidos

pela finalidade do plantio, além da obtenção de madeira

de qualidade para produção de produtos específicos, como

celulose, carvão vegetal etc. Muitos dos avanços foram

ocasionados por meio da seleção de genótipos, a clonagem

de indivíduos superiores e a hibridação.

Diante das condições e necessidades existentes para

os plantios florestais, a silvicultura clonal ganhou desta-

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Julho 2020

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Julho 2020 79


AGENDA

AGENDA2020/2021

JULHO

2020

Imagem: reprodução

Lançamento do Levantamento do Nível

de Mecanização na Silvicultura

08

Live via Youtube

Online

www.ipef.br/eventos

OUTUBRO

2020

MAR

2021

XVII EBRAMEM (ENCONTRO

BRASILEIRO EM MADEIRAS E

EM ESTRUTURAS DE MADEIRA)

Voltado para a comunidade de pesquisadores, estudantes,

profissionais e empresários, o objetivo é discutir as

principais necessidades do setor e os avanços da área

da madeira no Brasil e no mundo. Além disso, espera-se

que o intercâmbio de conhecimentos frutifique, trazendo

novas parcerias entre grupos de pesquisas, profissionais e

empresários.

Workshop Inventário e Mensuração

25

Curitiba (PR)

www.apreflorestas.com.br/

evento/7o-workshop-embrapaflorestas-apre

Florestas UAI – Encontro da Indústria

Florestal de Minas Gerais

04 e 05

Belo Horizonte (MG)

http://engenhariaflorestal.jatai.ufg.br/

eventos

NOVEMBRO

2020

MAI

2021

I CONGRESSO MUNDIAL DE ILPF

O evento será uma oportunidade para troca de experiências

e conhecimento, bem como, para atualização

sobre os mais recentes resultados de pesquisa,

desenvolvimento e inovação em Sistemas ILPF no

mundo. O principal objetivo é propiciar um fórum

de discussão, aprofundamento teórico e aplicações

práticas sobre aspectos tecnológicos, ambiental e de

sustentabilidade do sistema.

Imagem: reprodução

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AGENDA2020/2021

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2021

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SETEMBRO

2021

Simpos 2021

22 a 24

Curitiba (PR)

https://simpos2020.galoa.com.br/

Julho 2020

81


Foto: divulgação

ESPAÇO ABERTO

Os desafios para o setor

MADEIREIRO

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Professor, administrador e economista

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Os reflexos da economia

mundial, no primeiro

semestre, diante da

pandemia

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C

omeçamos o ano de 2020 com algo inesperado, um evento a

qual denominamos de cisne negro no mercado financeiro e

que afeta globalmente as economias e as vidas das pessoas

em todo o mundo. A teoria do cisne negro se refere apenas

a eventos inesperados de grande magnitude e consequências

no contexto da sua influência histórica. Tais eventos, considerados

extremos atípicos, representam um papel mais importante do que os acontecimentos

normais. O importante de agora para frente, são as ações das

pessoas e dos governos em superar o enorme desafio que temos para os

próximos meses.

O mês de junho teve a reabertura das economias da Europa e EUA

(Estados Unidos da América), com ampla injeção de capital pelos Bancos

Centrais Americano e Europeu e, com isso, a possibilidade de uma retomada

com maior sucesso para o mês de julho em diante. Se a epidemia

não se repetir, a economia global cairá 6% em 2020, e até 7,6% se houver

uma nova onda de contágios. No melhor dos cenários, o Brasil vai encolher

7,4%. O comércio mundial, que já estava enfraquecido pelas tensões comerciais

entre os EUA e a China, registrará um resultado negativo de -9,5%

(até -11,4%, em caso de segunda onda da Covid-19) neste ano.

O congresso americano aprovou estímulos fiscais de US$ 3 trilhões

além de mais uma injeção de US$ 3 trilhões (a ser votado pelo congresso

americano) de ajuda ao país que é, hoje, o mais atingido pelo novo coronavírus.

O BCE (Banco Central Europeu), já tinha um plano de revitalização da

economia e aumentou as compras de bônus em 600 bilhões de euros, totalizando

US$ 1,35 trilhão. O programa ainda foi prorrogado do fim deste ano

para - pelo menos - junho de 2021. Já o setor madeireiro nacional, os produtos

da indústria de base florestal chegaram a US$ 2 bilhões em comercializações

com outros países. A celulose totalizou US$ 1,5 bilhão, enquanto o

papel somou US$ 451 milhões e painéis de madeira US$ 68 milhões. Dados

do primeiro trimestre 2020.

O saldo da balança comercial do setor atingiu US$ 1,8 bilhão (-27,5%).

No período, representou 9,6% das exportações do agronegócio nacional e

4,1% do total do comércio exterior brasileiro. Houve a diminuição da taxa

de juros, a famosa Selic, que está agora em 2,25% ao ano, sem dúvida a

menor taxa de juros em todos os tempos, acompanhando o mercado de

juros no exterior:

Países como Japão, há muitos anos possuem juros zero e isso proporciona

uma melhor linha de crédito para investimentos da iniciativa privada

(empreendedorismo); diminuição de investimentos em renda fixa como a

tradicional caderneta de poupança no Brasil e, com isso, o famoso dinheiro

fácil com excelente rentabilidade que víamos há 5 anos atrás, hoje faz apenas

parte de um passado distante.

A diminuição dos valores de financiamentos promove o crescimento da

economia, melhor capacidade de empreender e conseguir honrar os financiamentos,

muitos deles com taxas bem interessante, seja via Bndes ou os

próprios bancos de varejo. Já temos a linha de crédito para o produtor rural

de 6% ao ano e linha de crédito para o setor imobiliário de 7% ao ano, algo

inimaginável há 3 anos. Certamente iremos ver uma expansão do setor de

construção civil no Brasil para o segundo semestre de 2020 e os próximos

anos o que de fato irá proporcionar, ainda mais, o crescimento do setor de

celulose no Brasil. Acreditem no setor, no trabalho, invistam em suas empresas

e em pessoal e façam a diferença a favor de um Brasil melhor. Podemos

fazer isso e vamos conseguir dar a volta por cima e ter um horizonte

muito melhor de agora para frente.


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