Revista Newslab Edição 161

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Revista Newslab Edição 161 - Agosto / Setembro 2020

R$ 25,00


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Editorial

Ano 27 - Edição 161 - Ago/Set 2020

A Revista Newslab chega à sua 161ª Edição, cuidadosamente elaborada trazendo a maior gama de assuntos

referentes ao setor de diagnóstico laboratorial.

Seguimos nosso compromisso em trazer informação de ponta para as empresas e profissionais dos

laboratórios por todo o Brasil, formando nossa rede de apoio para superar esse período de pandemia que se

segue, dispostos e empenhados.

Como antes afirmamos, segue essencial a valorização da importância da área diagnóstica, dos profissionais

da saúde, da ciência e informação de qualidade, e todos os atores que colaboram para salvar vidas e prevenir

danos. Unidos venceremos a Covid-19.

Nesta edição, trazemos as mais atualizadas e melhores inovações e soluções do mercado de análises clínicas,

reunindo as maiores empresas do ramo e conteúdo de qualidade. As empresas parceiras da Newslab oferecem

o que há de melhor para o mercado e sendo indispensáveis para o movimento que se faz tão importante na

área da saúde. Nossos experientes colaboradores assinam materiais inéditos e de maior relevância.

Agradecemos a todos que colaboraram com a revista, e a todos os leitores.

*A Revista Newslab é viva e dinâmica, acessando-a em nosso site, você poderá clicar nos links

disponibilizados nela e melhorar a sua experiência com os materiais que lhe interessem. Sua experiência com a

revista não termina aí. Nosso site e nossas redes sociais estão sempre trazendo materiais atualizados.

Boa leitura a todos!

JOÃO GABRIEL DE ALMEIDA

Para novidades na área de diagnóstico e pesquisa,

acessem nossas redes sociais:

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Ano 27 - Edição 161 - Ago/Set

Newslab Editora Eireli - Revista NewsLab

Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 1110 - 01407-000 - São Paulo - SP

Tel.: (11) 3900-2390 - www.newslab.com.br - revista@newslab.com.br

CNPJ.: 35.678.385/0001-25 - Insc. Est.: 128.209.420.119 - ISSN 0104 - 8384

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EXPEDIENTE

Realização: NEWSLAB EDITORA EIRELI

Conselho Editorial: Sylvain Kernbaum | revista@revistaanalytica.com.br

Jornalista Responsável: João Gabriel de Almeida | redacao@newslab.com.br

Assinaturas: Daniela Faria (11) 98357-9843 | assinatura@newslab.com.br

Comercial: João Domingues (11) 98357-9852 | comercial@newslab.com.br

Produção de conteúdo: FC Design | contato@fcdesign.com.br

Impressão: Gráfica Mundo | Periodiciade: Bimestral

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psouza@mgiamericas.com

+55 (11) 973085541


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Ano 27 - Edição 161 - Ago/Set 2020

Normas de Publicação

para artigos e informes de mercado

A Revista Newslab, em busca constante de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas para

publicação de artigos, aos autores interessados. Caso precise de informações adicionais, entre em contato com a redação.

Informações aos Autores

A Revista Newslab, em busca constante de novidades

em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas

para publicação de artigos, aos autores interessados. Caso

precise de informações adicionais, entre em contato com

a redação.

Informações aos autores

Bimestralmente, a Revista NewsLab publica editoriais, artigos

originais, revisões, casos educacionais, resumos de teses

etc. Os editores levarão em consideração para publicação toda e

qualquer contribuição que possua correlação com as análises

clínicas, a patologia clínica e a hematologia.

Todas as contribuições serão revisadas e analisadas pelos

revisores. Os autores deverão informar todo e qualquer

conflito de interesse existente, em particular aqueles de

natureza financeira relativo a companhias interessadas ou

envolvidas em produtos ou processos que estejam relacionados

com a contribuição e o manuscrito apresentado.

Acompanhando o artigo deve vir o termo de compromisso

assinado por todos os autores, atestando a originalidade do

artigo, bem como a participação de todos os envolvidos.

Os manuscritos deverão ser escritos em português, mas com

Abstract detalhado em inglês. O Resumo e o Abstract deverão

conter as palavras-chave e keywords, respectivamente.

As fotos e ilustrações devem preferencialmente ser enviadas

na forma original, para uma perfeita reprodução.

Se o autor preferir mandá-las por e-mail, pedimos que a

resolução do escaneamento seja de 300 dpi’s, com extensão

em TIF ou JPG.

Os manuscritos deverão estar digitados e enviados por

e-mail, ordenados em título, nome e sobrenomes completos

dos autores e nome da instituição onde o estudo

foi realizado. Além disso, o nome do autor correspondente,

com endereço completo fone/fax e e-mail também deverão

constar. Seguidos por resumo, palavras-chave, abstract,

keywords, texto (Ex: Introdução, Materiais e Métodos, Parte

Experimental, Resultados e Discussão, Conclusão) agradecimentos,

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As referências deverão constar no texto com o sobrenome

do devido autor, seguido pelo ano da publicação,

segundo norma ABNT 10520.

As identificações completas de cada referência citadas

no texto devem vir listadas no fim, com o sobrenome do

autor em primeiro lugar seguido pela sigla do prenome.

Ex.: sobrenome, siglas dos prenomes. Título: subtítulo do

artigo. Título do livro/periódico, volume, fascículo, página

inicial e ano.

Evite utilizar abstracts como referências. Referências de

contribuições ainda não publicadas deverão ser mencionadas

como “no prelo” ou “in press”.

Os trabalhos deverão ser enviados ao endereço:

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A/C: João Gabriel – redação

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Pelo e-mail: redacao@newslab.com.br

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vários canais de comunicação para você, nosso leitor.

REDAÇÃO: Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 1110 - 01407-000 - São Paulo-SP

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Esta publicação é dirigida aos laboratórios, hemocentros e universidades de todo o país. Os artigos e informes

assinados são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da Newslab Editora Eireli.

Filiado à:

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Ano 27 - Edição 161 - Ago/Set 2020

ANUNCIANTE PÁG. ANUNCIANTE PÁG.

BECKMAN COULTER 12-13 | 15

BECKMAN COULTER LIFE SCIENCES 09

BIO ADVANCE 29

BIODIAGNÓSTICA 27

BIOTECHNICA 19

BUNZL SAÚDE 17

CELER 105

CELLAVISION 89

CEPHEID 97

COMERCIAL 3 ALBE 93

DB DIAGNÓSTICOS

4ª CAPA

DIAGNO 110-111

DIAGNOSTICA CREMER 39

EBRAM 65

ENZYTEC 51

ERBA 41

EUROIMMUN 117

FIRSTLAB 31

GOLD ANALISA 75

GREINER 43 | 123

GRIFOLS 113

GT GROUP-BIOSUL 21

HORIBA 2ªCAPA | 107

ILLUMINA 77

IN VITRO DIAGNÓSTICA 33

J.R. EHLKE 72-73

KOLPLAST 07

LABREDE 69

LABTEST 79

LUMIQUICK DIAGNOSTICS 37

LUMIRADX 49

MAYO CLINIC 45

MGI BRAZIL 03

MOBIUS LIFE SCIENCE 81

NEOLABIMPORT 11

NEWPROV 35

NIHON KHODEN 1ªCAPA | 57 | 58-59

OXFORD IMMUNOTECH 129

PMH PRODUTOS 24-25

PNCQ 125

PRIME CARGO

3ª CAPA

RENYLAB 85

SARSTEDT 23

SIEMENS 63

SNIBE 95

TBS- BINDINGSITE 67

VEOLIA 04-05

VIDA BIOTECNOLOGIA 61

WAMA 91

Conselho Editorial

Prof. Humberto Façanha da Costa filho - Engenheiro, Mestre em Administração e Especialista em Análise de Sistemas | Dr. Dan Waitzberg - Associado do Departamento de Gastroenterologia da Fmusp. Diretor Ganep Nutrição

humana | Prof. Angela Waitzberg - Professora doutora livre docente do departamento de patologia da UNIFESP | Prof. José de Souza Andrade Filho - Patologista no hospital Felício Rocho BH, membro da academia Mineira

de Medicina e Professor de Patologia da Faculdade de Ciências Médicas do Minas Gerais | Fábia Regina Severiano Bezerra - Biomédica. Especialista em Gestão de Contratos pela Universidade Corporativa da Universidade de São

Paulo. Auditora em Sistemas de Gestão da Qualidade: ISO 9001:15 e NBR ISO 14001:15, Organização Nacional de Acreditação (ONA). Auditora Interna da Divisão de Laboratórios do Hospital das Clínicas da Faculdade Medicina da

Universidade de São Paulo | Luiz Euribel Prestes Carneiro – Farmacêutico-Bioquímico, Depto. de Imunologia e de Pós-Graduação da Universidade do Oeste Paulista, Mestre e Doutor em Imunologia pela USP/SP | Dr. Amadeo

Saéz-Alquézar - Farmacêutico-Bioquímico | Prof. Dr. Antenor Henrique Pedrazzi – Prof. Titular e Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP | Prof. Dr. José Carlos Barbério – Professor Emérito da

USP | Dr. Silvano Wendel – Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês | Dr. Paulo C. Cardoso De Almeida – Doutor em Patologia pela Faculdade de Medicina Da USP | Dr. Zan Mustacchi – Prof. Adjunto de Genética da Faculdade

Objetivo/UNIP | Dr. José Pascoal Simonetti – Biomédico, Pesquisador Titular do Depto de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz - RJ | Dr. Sérgio Cimerman – Médico-Assistente do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e

Responsável Técnico pelo Laboratório Cimerman de Análises Clínicas.

Colaboraram nesta Edição:

Humberto Façanha, Fabia Bezerra, José de Souza Andrade Filho, Lisiane Cervieri Mezzomo, Cristhian Roiz, Bruna Mascaro, Waldirene Nicioli, Rachel Siqueira de Queiroz Simões,

Jorge Luiz Silva Araújo Filho, Gleiciere Maia Silva.

0 8


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ÍNDICE

revista

Ano 27 - Edição 161 - Ago/Set 2020

2

14

60

62

68

70

74

76

82

84

86

96

99

100

135

MATÉRIA DE CAPA

52

NIHON KOHDEN COMEMORA

5 ANOS DE IVD NO BRASIL

- Editorial

- Agenda

- Minuto Laboratório

- Radar Ciêntifico - Siemens - Healthineers

- Laboratório em Destaque

- Diagnóstico por Imagem

- Engenharia Clínica

- Medicina Genômica

- Citologia

- Logística Laboratorial

- Virologia

- Microbiologia Clínica

- Biossegurança

- Informe de Mercado

- Analogias em Medicina

16

ARTIGO 1

FEBRE CHIKUNGUNYA: UMA ARBOVIROSE

EMERGENTE EM EXPANSÃO NO BRASIL

30

ARTIGO 2

EXAME DE COLPOCITOLOGIA ONCÓTICA:

FATORES MOTIVACIONAIS QUE INFLUENCIAM NA

REALIZAÇÃO ANUAL DO EXAME

38

ARTIGO 3

ARTIGO DE REVISÃO: GESTÃO DE QUALIDADE

NOS LABORATÓRIOS DE ANÁLISES CLÍNICAS

46

GESTÃO LABORATORIAL

RANKING NACIONAL DA COMPETÊNCIA

GERENCIAL PARA LABORATÓRIOS

80

LADY NEWS

RESSIGNIFICANDO O NOVO

NORMAL NA OFAC

Autores: Gleyson da Cruz Pinto, Raíssa Dias Fares,

Viviane Camara Maniero.

Autoras: Amanda Cristina Pinheiro Martins,

Beatriz Roetger Loch, Giulia Costa Santos,

Jéssica Ponciano Oliveira, Michele Ramos da Silva.

Autoras: Carolina Antunes Torres, Jéssica da Silva Abel,

Karoline Pizzolo, Victória Linden Rezende, Eduarda Shultze.


AGENDA

Em função da pandemia do Covid-19, e acompanhando

os desdobramentos da crise, decretos e posicionamentos

dos governos, os eventos presenciais agendados para o

período Agosto/Setembro estão cancelados.

Comprometidos em não propagar informações equivocadas, não haverá

seção Agenda na Revista Newslab Ed 161 e recomendamos que os

interessados em participar de eventos consultem os sites dos eventos que

estariam programados para esse período para se informar sobre possíveis

novas datas e também sobre apresentações digitais como webinars e

outras alternativas que estão sendo oferecidas pelas empresas.

Mantenha-se informado em nosso site e em nossas redes sociais.

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/revistanewslab

/revistanewslab

@revista_newslab

Agradecemos a compreensão de todos,

Equipe Newslab.

0 14

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


Autores: Gleyson da Cruz Pinto 1 , Raíssa Dias Fares², Viviane Camara Maniero³.

ARTIGO 01

1- Médico formado pela Universidade do Grande Rio Prof. José de Souza Herdy –

UNIGRANRIO – Brasil.

2- Acadêmica do curso de Odontologia da Universidade do Grande Rio Prof. José de

Souza Herdy – UNIGRANRIO – Brasil.

3- Doutora em Biomedicina Translacional (PPG BIOTRANS) (UNIGRANRIO/INMETRO/

UEZO) – UNIGRANRIO – Brasil.

Febre Chikungunya:

Uma Arbovirose Emergente em Expansão no Brasil

Resumo

A transmissão autóctone de chikungunya (CHIKV) no Brasil foi detectada

em setembro de 2014, na cidade do Oiapoque (Amapá).

Provavelmente, essa introdução se deveu à epidemia que ocorreu

no Caribe, em 2013, pois já havia ocorrido outras epidemias atingindo

a África e a Ásia. Em 2015 devido ao clima e a presença de

vetores que co circulam na mesma região, o CHIKV causou epidemias

com rápida dispersão em diferentes estados brasileiros. Em

2018 até o primeiro semestre, já foram confirmados 14.873 casos

por CKIKV no Rio de Janeiro, com o predomínio de mulheres, correspondendo

a 61.8% dos casos contra 38,2% de homens acometidos

por CHIKV. Além disso, a CHIKV, em crianças, idosos e em pacientes

com comorbidades, pode evoluir com gravidade, sendo necessária

uma observação diferenciada. Diversos relatos apontam que a infecção

durante o parto, em alguns casos, causa encefalopatia neonatal

e abortamento. Contudo, encefalite está relatada com maior

frequência em recém- nascidos de mães com infecção recente com

CHIKV, no período intraparto. Dessa forma, o objetivo do trabalho

é realizar um levantamento bibliográfico, com o formato de revisão

de literatura, através de documentos elaborados pelo Ministério

da Saúde e base de dados Scielo para evidenciar a importância da

CHIKV, que atualmente se apresenta como um problema de saúde

pública mundial. Com isso o artigo visa discutir sua epidemiologia,

salientar suas manifestações clínicas, a importância do diagnóstico

precoce e tratamento adequado além de apresentar medidas para

prevenir a expansão da doença pelo país.

Palavras-Chave: Arbovirose Emergente, Chikungunya, Saúde Pública.

Abstract

The autochthonous transmission of chikungunya (CHIKV) in

Brazil was detected in September 2014 in the city of Oiapoque

(Amapá). This introduction probably occurred because of the

epidemic that occurred in the Caribbean in 2013 as there were

other epidemics in Africa and Asia. In 2015, due to the climate

and the presence of vectors circulating in the same region, CHIKV

caused epidemics with rapid dispersion in different Brazilian states.

In the first semester of 2018, 14,873 cases were confirmed

by CKIKV in Rio de Janeiro, with the predominance of women,

corresponding to 61.8% of the cases against 38.2% of men affected

by CHIKV. In addition, CHIKV in children, the elderly and

patients with comorbidities can evolve with severity, requiring

a differentiated observation. Several reports indicate that infection

during childbirth, in some cases, causes neonatal encephalopathy

and abortion. However, encephalitis is reported more

frequently in newborns of mothers with recent CHIKV infection

in the intrapartum period. Therefore, the objective of the study is

to carry out a bibliographic survey, with the format of literature

review, through documents prepared by the Government Health

and Scielo database to highlight the importance of CHIKV, which

currently presents itself as a world health problem. This article

aims to discuss its epidemiology, expose the clinical manifestations,

the importance of early diagnosis and appropriate treatment,

besides presenting measures to prevent the spread of the

disease throughout the country.

Keywords: Emerging Arboviral Disease, Chikungunya, Public Health

0 16

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


Autores: Gleyson da Cruz Pinto1, Raíssa Dias Fares², Viviane Camara Maniero³.

ARTIGO 01

Introdução

As arboviroses são um grupo de doenças virais,

transmitidas por vetores (arthropod-borne

vírus). São reconhecidas pela Organização Mundial

de Saúde (OMS) como um problema global

de saúde pública, em virtude de sua crescente

dispersão territorial e necessidade de ações de

prevenção e controle cada vez mais complexas

(20). A designação dos arbovírus não é somente

relacionada à sua veiculação através dos artrópodes,

mas principalmente pelo fato de seu ciclo

replicativo ocorrer nos insetos. Neste sentido,

para classificar um artrópode como veiculador

de um arbovírus é necessário que este tenha

a capacidade de infectar vertebrados e invertebrados;

de iniciar uma viremia em um hospedeiro

vertebrado por tempo suficiente para

permitir a infecção do vetor invertebrado; e de

iniciar uma infecção produtiva e persistente da

glândula salivar do invertebrado, a fim de fornecer

vírus para infecção de outros hospedeiros

vertebrados (5). Dessa forma, os arbovírus possuem

hospedeiros variados, sejam vertebrados

ou invertebrados, ocasionado doenças em humanos

e em outros animais, sendo constituídos

basicamente de cinco famílias virais:

Bunyaviridae, Togaviridae, Flaviviridae, Reoviridae

e Rhabdoviridae (10).

O vírus da chikungunya (CHIKV) pertence à

família Togaviridae e foi isolado inicialmente

na Tanzânia por volta de 1952 e seu significado

no idioma Makonde quer dizer “aquele que

se curva”, por causar artralgias graves e intensas

nas pessoas acometidas por esta moléstia.

O CHIKV é um vírus de RNA cadeia simples e

sua transmissão ocorre pela picada da fêmea

hematófaga do mosquito Aedes aegypti e Aedes

albopictus (1, 7, 8, 11).

No Brasil, no ano de 2014 foi registrado o primeiro

caso de transmissão autóctone do CHIKV

que foi notificado no estado do Amapá, um ano

após a chegada do vírus as Américas (região do

Caribe), acometendo também outros países da

América do Sul como Paraguai, Suriname e Colômbia

neste mesmo ano (9).

Um surto dessa magnitude é justificado

porque o vírus ainda não havia circulado nas

Américas, portanto não existia imunidade nesta

população. O vírus CHIKV e a estirpe americana

do vetor Aedes aegypti também apresentam

em diversos países um histórico de transmissão

concomitante com a dengue. (20).

Adaptado: Tool for the diagnosis and care of patients with suspected arboviral diseases, PAHO, 2017. O algoritmo acima tem por objetivo auxiliar

os laboratórios que possuem a capacidade de identificar arboviroses como Dengue, Chikungunya e Zika e, desta forma, realizar com maior

precisão o diagnóstico diferencial destas doenças. Desde que, esteja disposto em sua unidade normas de contenção de biosegurança (BSL) para

o adequado manuseio das amostras a nível laboratorial.

No primeiro semestre de 2017 ocorreu um

surto em todos os bairros da capital de Fortaleza.

Com mais de 52 mil casos confirmados

e, além disso, o município apresentou um aumento

de 296% dos casos em relação ao ano

anterior. (17). Nos primeiros três meses do ano

de 2018, os casos de CHIKV no Estado do Rio

de Janeiro cresceram em relação a 2017 e quase

superam os índices do ano anterior. Foram

computados, até o mês de março, 4.262 casos

da doença em todo o estado, em comparação

aos 1.585 casos notificados no mesmo período

do ano anterior. Isso representa um aumento de

aproximadamente 168% dos casos em apenas

um ano e um total de 4.305 pessoas atingidas

pela doença em 2017. (16).

O CHIKV quando infecta o homem possui um

período de incubação médio de 3 a 7 dias, podendo

variar de 1 a 12 dias, surgindo então a “Febre

Chikungunya” que é manifestada clinicamente

com febre de início súbito, poliartralgia intensa

e geralmente simétrica, mialgia, cefaleia, náuseas,

fadiga e exantema de tronco e extremidades

(incluindo palmas e plantas), podendo levar a

morte de pessoas que apresentam alguma comorbidade

ou que se encontram nos extremos de

idades (3). Além disso, foram descritas algumas

complicações graves como miocardite, meningoencefalite,

hemorragia leve e até síndrome de

Guillain-Barré (6). O diagnóstico da Chikungunya

é geralmente clínico, porém o teste definitivo para

a confirmação da doença é feito por técnica molecular

RT-PCR (reação em cadeia da polimerase

por transcriptase reversa) na primeira semana de

doença que caracteriza a fase aguda. São utilizadas

as técnicas de ELISA e teste imunocromatográfico

do tipo POC (point of care) para pesquisar

anticorpos específicos da CHIKV. Existem outros

testes sorológicos que identificam anticorpos

específicos das classes IgM e IgG. A IgM é melhor

detectada a partir do quinto dia de doença,

porém pode estar presente desde o segundo dia

e permanecer elevada de 3 a 6 meses após a infecção.

Por outro lado, a IgG apresenta aumento

de seus títulos em torno do sexto dia de doença,

devendo se realizar uma nova coleta após 15

0 18

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


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Autores: Gleyson da Cruz Pinto1, Raíssa Dias Fares², Viviane Camara Maniero³.

ARTIGO 01

Sintomatologia da febre Chikungunya

Febre Alta > 38°C

Exantema

Mialgia

Artralgia

Edema articular

Conjuntivite

Cefaleia

Prurido

Hipertrofia ganglionar

Tendência a sangramentos

Manifestações neurológicas

50% casos

Leve

Moderada / Intensa

Moderada / Intensa

30% casos

Leve

Leve

Moderada

Leve

Raro (predomínio em neonatos)

Fonte: Carlos Brito – Professor da Universidade Federal de Pernambuco

(atualizado em dez/2015)

Sinais de gravidade da Chikungunya

Acometimento neurológico (cefaleia intensa, convulsão, déficit de força)

Sinais de choque compensado ou não

Dor torácica, palpitações e/ou arritmias

Dispneia

Vômitos persistentes

Diurese diminuída ou aumento abrupto de escórias metabólicas

Sangramento de mucosas

Neonatos

Descompensação da doença de base

Fonte: Chikungunya: Manejo Clínico. Ministério da Saúde. 2017.

dias e mostrar um aumento de quatro vezes

nos seus títulos sorológicos comparados com a

primeira. Devemos ressaltar a possibilidade de

reação cruzada que os testes sorológicos podem

apresentar com outros vírus como o Mayaro por

exemplo. O padrão ouro para o diagnóstico de

várias arboviroses, incluindo a Chikungunya, é

a técnica de isolamento viral, porém apresenta

a desvantagem de ser mais dispendiosa e necessitar

de mais tempo para o seu resultado

(3, 4, 6). Não existe um antiviral para tratar a

CHIKV de forma específica. Entretanto, o tratamento

é realizado com sintomático e medidas

de suporte como repouso e aumento da ingesta

hídrica para os pacientes, administração de

paracetamol como antipirético e anti-inflamatórios

não estereoidais (AINES) como o naproxeno

ou ibuprofeno para alívio das artralgias.

Caso o paciente seja refratário ao tratamento

medicamentoso com AINES, pode se fazer uso

de corticoesteróides por um curto período de

tempo e até fazer uso de morfina (2). O objetivo

do presente trabalho é evidenciar a importância

sobre o conhecimento de uma das arboviroses

emergentes no Brasil e que tem se mostrado

um grande problema de saúde pública nacional

e internacional, discutir sua epidemiologia, enfatizar

as manifestações clínicas, a importância

do diagnóstico precoce, tratamento adequado

e medidas para prevenir a expansão da doença

pelo país.

Material e Métodos

Foi realizado um levantamento bibliográfico,

no período de agosto de 2017 à dezembro do

mesmo ano, utilizando as palavras chave: Chikungunya,

febre do chikungunya, Aedes albopictus

e diagnóstico da chikungunya, com o

formato de revisão de literatura, através de documentos

elaborados pelo Ministério da Saúde

e na base de dados Scielo.

Resultados e Discussões

A CHIKV é uma doença infecciosa não contagiosa

de origem africana e emergente em

nosso meio, pois como a população exposta é

susceptível e não há nenhuma vacina ou antivirais

disponíveis contra a doença, torna se

um problema de saúde pública que somada a

Dengue, outra arbovirose endêmica no Brasil,

pode gerar um colapso no nosso sistema de

saúde em relação à superlotação de hospitais

e grandes gastos (9). As manifestações clínicas

apresentadas são diversas, como febre

súbita, poliartralgia intensa e geralmente bilateral

(90% casos), cefaleia, fadiga e exantema

macular principalmente em tronco e extremidade,

podendo acometer palmas e plantas.

Além disso, manifestações atípicas e graves

da doença também podem ocorrer como por

exemplo a Síndrome de Guillain-Barré, retinite,

insuficiência cardíaca e renal, hepatite,

pancreatite e até morte caso o paciente possua

alguma comorbidade (3).

A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma

doença de caráter autoimune que acomete

primordialmente a mielina da porção proximal

dos nervos periféricos de forma aguda

ou subaguda (20). Não se consegue determinar

as suas causas, mas ela é muitas vezes

desencadeada por alguma infecção (como

o VIH, dengue ou gripe) e, menos frequentemente,

pela vacinação, cirurgias ou traumatismos

(20). O diagnóstico baseia-se em

sintomas, achados dos exames neurológicos,

incluindo perda ou diminuição dos reflexos

dos tendões profundos, e da punção lombar.

Podem ser necessários outros testes, como

análises ao sangue, para identificar as causas

que desencadeiam a SGB. (20). A principal

forma de transmissão é realizada pela picada

do mosquito, Aedes aegypti ou Aedes albopitus

mas ainda assim existe a possibilidade

menos frequente de transmissão intraparto,

da mãe (com o vírus) ao recém-nascido. A

infecção pelo CHIKV, no período gestacional,

não está relacionada a efeitos teratogênicos,

e há raros relatos de abortamento

espontâneo (15). No entanto, mães que

adquirem CHIKV no período intraparto podem

transmitir o vírus ao recémnascido por

via transplacentária, transmissão perinatal

(15). Durante o aleitamento materno não

ocorre a transmissão. As gestantes devem

ser acompanhadas e caso sejam verificadas

situações que indiquem risco de sofrimento

fetal ou viremia próxima ao período do parto,

é necessário o acompanhamento em leito de

internação. (4).

Outro fator de grande importância é que

0 20

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


Autores: Gleyson da Cruz Pinto1, Raíssa Dias Fares², Viviane Camara Maniero³.

ARTIGO 01

deve ser realizado o diagnóstico diferencial

com outras doenças febris aguda, que também

apresentam artralgia e que tenham potencial

de causar a morte do indivíduo como

outras arboviroses como a dengue (DENV), o

zika vírus (ZIKV), mayaro (MYO), além de outras

doenças como a leptospirose, febre reumática

e artrite séptica.

O diagnóstico laboratorial da infecção pelo

CHIKV pode ser realizado de forma direta:

através do isolamento viral e da pesquisa do

RNA viral em diferentes amostras clínicas, ou

de forma indireta: através da pesquisa de anticorpos

específicos. (15). Para a pesquisa do

RNA viral as principais técnicas moleculares

utilizadas são o RT-PCR (Reação da polimerase

em cadeia seguida da transcriptase reversa) e o

qRT-PCR (Reação da polimerase em cadeia seguida

da transcriptase reversa em tempo real)

já para a pesquisa de anticorpos específicos,

as principais técnicas disponíveis são: o ELISA

(Enzyme-Linked Immunosorbent Assay) e o

Teste Imunocromatográfico do tipo POC (Point-of-

Care). (15). Outra estratégia para confirmação

sorológica é a sorologia pareada. Neste

caso, duas amostras devem ser coletadas, a

primeira na fase aguda da doença e a segunda,

aproximadamente, 15 dias após a primeira. O

aumento de 4 vezes no título dos anticorpos demonstra

a reatividade específica. Técnicas que

necessitam o isolamento viral, como o teste de

neutralização por redução de placas (PRNT, sigla

do inglês Plaque Reduction Neutralization Test),

são usualmente utilizadas como padrão ouro

para a confirmação do diagnóstico de diversas

arboviroses. Entretanto, é um procedimento

demorado e que, na maioria das vezes, exige

laboratórios com nível de segurança biológica 3

(BSL3) (4). Como não existe um tratamento definitivo

e específico, como o uso de antivirais e

nem profiláticos como as vacinas, que impeça o

indivíduo de ser infectado pelo CHIKV e desenvolver

a doença, devemos utilizar de meios para

tratar os sintomas como indicar ao paciente que

repouse, mantenha-se hidratado e também

faça uso de antitérmicos nos casos de febre e

anti-inflamatórios nos casos de dor articulares

(não utilizar aspirina devido o possível risco de

hemorragia em pacientes que apresentam síndrome

de Reye), podendo chegar a utilizar glicocorticoides,

morfina e até imunossupressores

como o metotrexate quando não há melhora da

artralgia (1, 2, 6). Outro fator importante é que

o CHIKV ocorre por transmissão vetorial, e desta

forma, medidas profiláticas devem ser adotadas

para combater o mosquito transmissor como o

uso de vedação em depósitos de água, aplicação

de larvicida e inseticida químico, destino

adequado a pneus e garrafas para que não aja

acúmulo de água e desta forma impedir a proliferação

vetorial (2). Além da utilização de telas

e mosquiteiros dentro de casa, vale ressaltar o

uso de repelentes. O uso tópico de repelentes à

base de n,n-dietil-metaloluamida (DEET) é seguro.

Além do DEET, no Brasil são utilizados em

costméticos as substâncias repelentes Hidroxyethil

isobutyl piperidine carboxylate (Icarídin

ou Picaridin) e Ethyl butylacetylaminopropionate

(EBAAP ou IR3535) e óleos como citronela.

(SOUZA JL et al., 2017).

Conclusão

O surgimento de uma nova arbovirose em

nosso meio representa um grande desafio para

a saúde pública, pois a emergência do Chikungunya

no Brasil encontrará uma população

totalmente susceptível a este novo agente etiológico.

Desta forma, como o vetor do CHIKV são

os mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus,

medidas profiláticas por parte da população e

do governo devem ser adotadas com o objetivo

de minimizar a sua disseminação, como manter

as caixas de água fechadas, remover acúmulo

de águas pluviais em pneus, pratos de plantas

e garrafas, fazer uso de larvicida, inseticidas,

utilizar repelentes em áreas expostas do corpo e

repelentes ambientais. Portanto, deve haver um

maior entendimento sobre a doença por parte

dos profissionais de saúde para que estes estejam

aptos a diagnosticar a doença com maior

rapidez e instituir seu tratamento apropriado,

e também é de fundamental importância que

haja uma educação por parte do governo a

população em geral para que esta possa colaborar

no combate aos criadouros dos mosquitos

e assim controlarmos esta nova epidemia que

assola o nosso país.

Referências Bibliográficas:

1. Azevedo RSS, Oliveira CS, Vasconcelos PFC. Risco do Chikungunya

para o Brasil. Revista de Saúde Pública. Pará. 2015;49:58.

2. Brasil. Ministério da Saúde. Preparação e resposta à introdução

do virus Chikungunya no Brasil. Brasília: Ministério da Saúde/

Secretaria de Vigilância em Saúde/Departamento de Vigilância das

Doenças Transmissíveis, 2014.

3. Brasil. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Síndrome de

Guillain- Barré Portaria SAS/MS nº 1171, de 19 de novembro de 2015.

4. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde.

Secretaria de Atenção Básica Chikungunya: Manejo Clínico/Ministério

da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Secretaria de Atenção

Básica. Brasília: Ministério da Saúde; 2017.

5. Casseb AR, Casseb LMN, Silva SP, Vasconcelos CPF. Arbovírus:

importante zoonose na amazônia brasileira. Vet. e Zootec. 2013 set.;

20(3): ppp-ppp.

6. De Albuquerque IGC, Marandino R, Mendonça AP, Nogueira

RMR, Vasconcelos PFC, Guerra LR, Brandão BC, Mendonça APP,

Aguiar GR, De Bacco PAM. Chikungunya virus infection: report of the

first case diagnosed in Rio de Janeiro, Brazil. Revista da Sociedade

Brasileira de Medicina Tropical 45(1):128-129, jan-fev, 2012.

7. Donalisio MR, Freitas ARR. Chikungunya no Brasil: um desafio

emergente. Revista Brasileira de Epidemiologia, vol.18 nº.1, São

Paulo Jan./Mar. 2015.

8. Krutikov M, Manson J. Chikungunya vírus infection: an update

on joint manifestation and management. Rambam Maimonides

Med J. 2016;7 (4):e0033.

9. Lima-Camara TN. Arboviroses Emergentes e Novos Desafios para a

Saúde Pública no Brasil. São Paulo. Revista de Saúde Pública 2016;50:36.

10. Lopes N, et al. Características gerais e epidemiologia dos arbovírus

emergentes no Brasil. Rev Pan-Amaz Saude 2014; 5(3):55-64.

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-borne viral diseases: a global prospective on dengue, Chikungunya

and zika fevers. Acta Trop. 2017;166:155-63.

12. Ministério da Saúde. Diretrizes Nacionais para a Prevenção e

Controle de Epidemias de Dengue. Brasília. Secretaria de Vigilância

em Saúde 2009.

13. Ministério da Saúde. Preparação e Resposta à Introdução do Vírus

Chikungunya no Brasil. Brasília. Secretaria de Vigilância em Saúde 2014.

14. Ministério da Saúde. Febre de Chikungunya: Manejo Clínico.

Brasília.Secretaria de Vigilância em Saúde 2015.

15. Ministério da Saúde. Chikungunya: Manejo Clínico. Brasília.

Secretaria de Vigilância em Saúde 2017.

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17. Secretaria Municipal de Saúde. Coordenadoria de Vigilância em

Saúde. Boletim Semanal da Febre de Chikungunya, Célula de Vigilância

Epidemiológica, Centro de Informações Estratégicas de Vigilância

em Saúde de Fortaleza, 2017.

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an overview. Nat Rev Rheumatol. 2012;8:420-9.

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20. World Health Organization. Síndrome de Guillain–Barré: WHO;

2016 [acesso em 06 agosto de 2018]. Disponível em:http://www.

who.int/mediacentre/factsheets/guillain-barre- syndrome/pt/

0 22

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


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ARTIGO 02

Autoras:

* Amanda Cristina Pinheiro Martins, Beatriz Roetger Loch, Giulia Costa Santos,

Jéssica Ponciano Oliveira, Michele Ramos da Silva.

Centro Universitário de Santa Catarina – Unisociesc Campus Florianópolis

Profa. Leila Brochi

Exame de Colpocitologia Oncótica:

Fatores Motivacionais que Influenciam na

Realização Anual do Exame

Resumo

No Brasil o câncer de colo de útero é a terceira neoplasia maligna mais

comum, sendo uma das maiores causas de morte por câncer em mulheres.

Fica evidente que este tipo de câncer ainda constitui um sério

problema de saúde pública. Para o Sistema Único de Saúde (SUS) a

prevenção gira em torno de ações de conscientização e principalmente

na detecção precoce, que pode ser realizada por exames simples e

de baixo custo como a colpocitologia oncótica, também conhecida

como Papanicolau. O exame consiste na coleta e posterior análise das

células provenientes de raspagem do colo do útero. Segundo parte

das mulheres entrevistadas, pode ser desconfortável e até doloroso,

embora o INCA afirme que o exame é indolor. Pensando sob a ótica

dos relatos femininos sobre a razão de baixa adesão ao exame ou de

manter as frequências necessárias, este estudo busca se aprofundar

nos sentimentos já relatados e que nos serão revelados após questionário

com o objetivo de ter variáveis analisadas para propor melhorias

capazes de impulsionar o aumento do número de mulheres realizando

o exame, impactando na detecção precoce de lesões e neoplasias

com maior abrangência.

Abstract

In Brazil, cervical cancer is the third most common malignancy,

being one of the biggest causes of cancer death in women. It

is evident that this type of cancer is still a serious public health

problem. For the Unified Health System (SUS), prevention revolves

around awareness actions and especially early detection, which

can be performed by simple and low-cost tests such as oncotic

colpocytology, also known as Pap smears. The exam consists in the

gathering and subsequent analysis of cells from cervical scraping.

According to part of the women interviewed, it can be uncomfortable

and even painful, although INCA states that the test is painless.

Thinking from the perspective of female reports about why they

did not adhere to the exam or maintain the necessary frequencies,

this study seeks to deepen the feelings already reported and which

will be revealed to us after a questionnaire with the objective of

having variables analyzed to propose improvements capable of

boost the increase in the number of women undergoing the exam,

impacting the early detection of lesions and neoplasms with greater

coverage.

Introdução

O câncer de colo de útero é um grande

fator de risco para a vida da mulher e também

um grave problema de saúde pública

no Brasil, pois atinge principalmente mulheres

em estado de pobreza e com maior

dificuldade de acesso aos serviços de saúde

(INCA, 2020). Para a prevenção ao câncer

cervical o principal exame a ser realizado

é o exame de colpocitologia oncótica, mais

conhecido como "Papanicolau", que é capaz

de detectar lesões antes do aparecimento

dos sintomas sendo então um fator capaz

de reduzir significativamente a mortalidade

por câncer de colo de útero. Segundo

Martins et al. (2009), o exame citopatológico

de Papanicolau é um método simples

que permite detectar alterações da cérvice

uterina a partir de células descamadas do

epitélio. Por ser um exame de baixo custo,

rápido, indolor, de fácil execução e realiza-

0 26

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


do em nível ambulatorial, o Papanicolau

tem se mostrado efetivo e eficiente para

aplicação coletiva e se constitui, até hoje, o

método mais indicado para o rastreamento

do câncer de colo uterino (MARTINS, THU-

LER e VALENTE, 2009).

Em uma busca por mais sensibilidade e

especificidade para o método, novas técnicas

de coleta e preparo do material foram

desenvolvidas. Em 1990 foi criada uma

nova metodologia e introduzida a citologia

em meio líquido (LBC) (CAMPAGNOLI et al.,

2005; ALVES et al., 2003; HOELUND, 2003).

Para viabilizar a leitura das lâminas pelos

computadores, era necessário que os preparados

apresentassem o menor número possível

de artefatos e superposições de células,

dessa maneira, os preparados citológicos em

meio líquido foram chamados no início de

citologia de mono camada ou camada fina

(CAMPAGNOLI et al., 2005; HOELUND, 2003

e PAYNE et al., 2000). O número de células

em CML é considerado ideal, uma vez que ao

ser acomodado no recipiente, a quase totalidade

das células coletadas é transferida ao

meio (PEREIRA et al., 2003). Essa técnica é

realizada mediante a suspensão de células

provenientes do material coletado em meio

líquido fixador, teoricamente oferecem uma

amostra mais representativa. Essa metodologia

traz um grande avanço, uma vez que há

evidências de que apenas cerca de 20% do

material coletado pelo método convencional

são transferidos à lâmina; o restante, que se

encontra aderido aos instrumentos utilizados

na colheita (escova/espátula) é descartado

(DIAS et al., 2008).

As vantagens da CML são a presença de

100% do material coletado no líquido fixador,

com a possibilidade de testes histoquímicos

e de biologia molecular, para a

identificação de agentes etiológicos como

HPV. Segundo Túlio et al. (2007), o risco de

câncer de colo do útero invasivo está diretamente

relacionado à presença de HPV,

com alto potencial oncogênico, a pesquisa

destes tipos virais pelos métodos biomoleculares

têm sido extremamente importante

para o acompanhamento de mulheres que

apresentam alterações citológicas.

Segundo o INCA, em 2017 o câncer de

colo de útero ocasionou 6.385 mortes, é

importante ressaltar que quando detectada

na fase inicial, a doença é 100% tratável,

por isso a importância da realização

do exame com regularidade, impedindo o

agravamento da doença ao tratá-la precocemente

(INCA, [201-]). Sabe-se que

o câncer de colo uterino é um câncer que

pode ter cura, se detectado precocemente,

e dependendo das condições de vida e

saúde dessa mulher (MOURA et al., 2010).

Objetivos Principais

ARTIGO 02

Revista NewsLab | Ago/Set 2020

0 27


Autoras:

Amanda Cristina Pinheiro Martins, Beatriz Roetger Loch, Giulia Costa Santos, Jéssica Ponciano Oliveira, Michele Ramos da Silva.

ARTIGO 02

Analisar os fatores motivacionais que influenciam

as mulheres na realização anual do

exame de colpocitologia oncótica segundo a

sua percepção, propondo melhorias capazes de

impulsionar maior número de mulheres a efetuar

o exame, impactando na detecção precoce

de lesões e neoplasias com maior abrangência.

Objetivos Específicos

• Verificar a importância dada à realização

anual do exame de colpocitologia oncótica

pelas mulheres participantes.

• Detectar a frequência de realização do

exame entre as entrevistadas.

• Identificar os elementos motivacionais

ligados à realização do exame.

• Classificar os elementos mais problemáticos

quanto à realização do exame entre

as participantes.

• Propor melhorias cabíveis de acordo

com os fatores identificados.

Método

Aspectos Éticos

Os participantes responderam à pesquisa

de forma anônima, sem obrigatoriedade de

fornecer dados pessoais para a realização

da pesquisa. Aos que tiveram interesse, foi

dada a opção de inserir o email do participante

para receber os resultados da pesquisa

posteriormente à análise.

Tipo de Pesquisa

A determinação do tipo de pesquisa considerou

três critérios de classificação relacionados

aos objetivos, à abordagem e aos procedimentos

técnicos, conforme cita Gil (2002). O tipo

de pesquisa é delineado quanto aos objetivos

como descritiva, pois busca descrever as características

de uma determinada população.

Em relação à abordagem trata-se de uma pesquisa

quantitativa, pois utiliza instrumentos

de medidas e requer o uso de recursos e de

técnicas estatísticas para análise dos dados.

No que tange aos procedimentos técnicos, foi

caracterizado como de levantamento, pois se

refere à interrogação dos participantes acerca

do seu conhecimento sobre a realização da

colpocitologia oncótica.

Participantes

Os participantes do projeto foram indivíduos

que tiveram contato com o link para acesso ao

questionário online, via Whatsapp ou email.

Ao início do formulário foram filtrados os

indivíduos do sexo masculino e mulheres que

não realizaram o exame anteriormente, através

de questões obrigatórias para a exclusão.

Instrumentos

Foi elaborado um questionário através da

plataforma online Google Forms que abordou

os hábitos, classificação de conforto,

eventos impeditivos e conhecimento prévio

acerca do exame colpocitológico.

Procedimentos

Foi solicitada autorização da faculdade

UniSociesc campus Florianópolis-Ilha para

o envio em massa do formulário online via

link para o email dos estudantes ativos na

instituição. Além disso, os participantes puderam

também copiar o link e divulgar para

seus entes queridos caso fosse de interesse

dos mesmos. Aos que foram voluntários para

responder ao questionário, bastava acessar o

link para responder via celular ou computador

e enviar as respostas pela plataforma.

Tratamento de Dados

Os dados foram colhidos através da plataforma

e analisados posteriormente via

Microsoft Excel® (2010) e pela própria plataforma.

Foram então tratados através de

análise estatística (média, desvio padrão,

frequência simples e frequência relativa).

Resultados

Após envio de questionário, que ficou

disponível online por duas semanas, houve

92 participantes, algumas perguntas

todos responderam e algumas oscilaram

com menos respostas, conforme o critério

de exclusão. Os resultados demonstraram

que a grande maioria dos entrevistados são

do sexo feminino (foram desconsideradas

respostas não aplicáveis ao público masculino),

com prevalência de idade entre 19

a 29 anos em 42,4% ( n = 39 ), seguidos

pela idade de 30 a 39 em 22,8% ( n = 21 ),

dentre estes 84,4% ( n = 76 ) já realizaram

o exame colpocitológico e 15,6% ( n = 14

) nunca fizeram (gráfico 1). Sobre casos de

câncer de colo de útero na família 10% ( =

9 ) disseram possuir, 12,2% ( n = 11 ) não

tinham certeza e a grande maioria 77,8%

( n = 70 ) não possuem casos na família.

Gráfico 1 - Relação entre faixa etária e realização do

exame colpocitológico ( n = 90)

Legenda: Em vermelho quem não realizou o exame e

em azul quem realizou.

Fonte: Elaborado pelas autoras 2020.

Dentre as 76 pessoas que já realizaram o

exame 75% fizeram e fazem na rede particular

enquanto 25% utilizam a rede pública. Quando

perguntados sobre informações em panfletos,

infográficos ou propagandas que falem

sobre a importância do exame na prevenção

do câncer de colo de útero, 56,6% nunca viram

algum material, e é importante ressaltar

que o Ministério da Saúde investe bastante em

informação, e que de alguma forma estas não

têm alcançado a população em geral.

O questionamento sobre a realização do

exame, resultou em uma frequência maior

em quem realiza o exame anualmente, chegando

a 63,2% dos entrevistadas, e 43,4% o

realizaram há cerca de um ano.

Gráfico 2: Fatores motivacionais para a realização do

exame colpocitológico (n = 90).

Fonte: Elaborado pelas autoras, 2020.

0 28

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


Bio Advance

Diagnósticos


Autoras:

Amanda Cristina Pinheiro Martins, Beatriz Roetger Loch, Giulia Costa Santos, Jéssica Ponciano Oliveira, Michele Ramos da Silva.

ARTIGO 02

Sobre as sensações na realização do exame,

50% das pessoas relataram não sentir

nenhum desconforto e 38,2% sentiram dor,

seguidos por 30,3% que sentiram vergonha.

Quando questionadas quanto aos fatores

de impedimento para a realização do

exame, 26,7% das entrevistadas considera

o constrangimento na realização do exame,

como o de fator mais relevante. Enquanto

que, quanto aos principais fatores motivacionais

para a realização do exame (gráfico

2), onde cada participante optou por dois

fatores, o mais escolhido foi a prevenção

do câncer, por 87,8% dos participantes,

seguido pela manutenção da periodicidade

na realização do exame, por 60% dos participantes.

E sobre a pergunta da importância

em realizar o exame 92,1% das respostas

foi de que o exame tem máxima importância

na prevenção e evolução de casos de

câncer de colo de útero.

Discussão

Quanto à realização do exame 15% das

participantes afirmaram nunca ter realizado

a colpocitologia oncótica, em contraste

com o estudo de Monteiro et al. (2019) que

encontrou apenas 3%. Vê-se discrepância

entre os resultados, principalmente quando

se observa que Monteiro et al. (2019)

entrevistou apenas usuárias do serviço

público com maioria descontente com o

serviço oferecido e no presente estudo 75%

das participantes realizam o exame na rede

privada. Porém, Monteiro et al. (2019) entrevistou

participantes com idade superior

a 25 anos e no estudo atual 42% possuíam

entre 19 e 29 anos. Lima et al. (2014)

encontrou valor similar, onde 17% das

participantes nunca tinham feito o exame

e metade destas possuíam também idade

inferior a 25 anos. Lima et al. (2014) ainda

aponta que dentre as que nunca realizaram

o exame, entre os principais impeditivos

estão vergonha, medo e falta de conhecimento.

Vê-se que o avanço da idade é um

motivador para realização do exame, que

tem como prioridade a faixa de idade entre

25 a 64 anos (INCA, 2020).

Faz-se necessário pontuar que dentre as

sensações na realização do exame, embora

50% tenham declarado não sentir qualquer

desconforto, o mais citado foi a dor, seguido

pela vergonha. No estudo de Brito et al.

(2007), por realizar a pesquisa através de

perguntas orais abertas, declara que mesmo

em relatos onde a palavra dor não foi

mencionada, de modo geral, as falas remetiam

a desconfortos ou medo de sentí-los

na realização do exame. No estudo citado a

vergonha se mostrou como fator muito evidente

na fala das entrevistadas. Corroborando

com Rafael e Moura (2010), cujo estudo

demonstra que estes dois sentimentos

são os mais prevalentes, tendo inclusive,

prevalência idêntica na referida pesquisa.

O resultado encontrado por Andrade

et al. (2010) relata um ponto muito diferente

das demais bibliografias como

principal motivo de não adesão ao exame:

a ausência de problemas ginecológicos,

com 47%. No presente estudo

28,9% das participantes de fato citam

o aparecimento de sintomas como motivador

principal para a realização do

exame (gráfico 2). Embora a ausência

destes não fosse uma opção de impedimento

no presente estudo, este é um

ponto importante e diretamente ligado

ao grau de instrução especificamente sobre

o tema, uma vez que, a manifestação

de sintomas costuma estar presente em

fases avançadas da doença, nas quais as

chances de sucesso do tratamento já estão

em progressiva redução. Em relação

a propagação de informações por parte

do próprio sistema público de saúde,

que obteve níveis baixíssimos de alcance

segundo a presente pesquisa, é um forte

colaborador para evitar esse tipo de confusão

corriqueira por parte de usuários

da rede. Enfatiza-se aqui a necessidade

de levar informações claras quanto a

necessidade de detecção precoce das lesões,

ressaltando que o termo precoce se

refere, dentre outras coisas, a um período

anterior ao aparecimento dos sintomas.

O conhecimento é a principal forma de

conscientizar a mulher a realizar o exame

preventivo ao câncer de colo de útero. Dias

et al. (2015) entrevistou mulheres em idade

de risco, entre 44 a 57 anos, que julgaram

o exame importante, resultado semelhante

ao do estudo atual em que cerca de 92%

deram classificação máxima para a importância

do exame. Apesar do projeto atual

não ter como foco o conhecimento prévio e

sim a vivência das participantes, felizmente

os dois itens mais pontuados como motivadores

para a realização do exame na atual

pesquisa foram a prevenção ao câncer de

colo de útero e mantença à periodicidade

do exame (gráfico 2). Vale ressaltar que no

estudo de Dias et al. (2015) as participantes

não tinham conhecimento adequado de

porque o exame é importante, mas mesmo

assim o realizavam periodicamente. Segundo

Aguilar et al. (2015), apenas o acesso

gratuito ao exame não é ação suficiente, se

fazendo necessário outras formas de intervenção

para trazer conhecimento e reflexão

à mulher e assim auxiliar na prevenção ao

câncer cervical.

O principal fator impeditivo para realização

do exame foi o constrangimento durante

o procedimento em sí, apontado por

26,7% das participantes. Este dado corrobora

com o estudo de Andrade et al (2010),

onde o constrangimento foi o segundo fator

impeditivo mais pontuado no estudo, com

23,5%. Dantas el al (2018) encontrou em

sua pesquisa a vergonha como impeditivo

para 50% das participantes na não realização

do exame, mas também ressalta que o

profissional tem capacidade de tranquilizar

a paciente durante o exame ao explicá-la o

procedimento e sua importância, o que poderá

auxiliar na motivação para a realização

anual do Papanicolau.

Ainda existe outro meio para realização

do exame, que seria o exame colpocitológico

em meio líquido, porém o SUS não

dispõe desse método, pois para o sistema

único de saúde se torna um exame relati-

0 30

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


Autoras:

Amanda Cristina Pinheiro Martins, Beatriz Roetger Loch, Giulia Costa Santos, Jéssica Ponciano Oliveira, Michele Ramos da Silva.

ARTIGO 02

vamente caro. Ambos os métodos convivem

sem grandes atritos, pois não se trata

de excluir uma coisa para repor por outra,

mas sim avaliar de forma sensata virtudes

e limitações de cada opção e definir o que

é melhor para a população feminina. A citologia

em meio líquido foi desenvolvida na

tentativa de diminuir as falhas da citologia

convencional por apresentar uma melhor

disposição celular, facilitando a interpretação,

redução do número de hemácias, exsudado

inflamatório e muco, além de possibilitar

a preparação de lâminas adicionais

em caso da necessidade de complementação

ou uso de material residual para testes

moleculares e identificação de HPV e outros

agentes microbiológicos (FILHO, [201-]).

Vale ressaltar que a colpocitologia oncótica

é realizada para prevenção do câncer do

colo do útero e de outras patologias, priorizando

as considerações e necessidades

de cada mulher, considerando-as ativas e

responsáveis pelo cuidado com sua saúde,

com a sabedoria e desenvolvimento de total

consciência a respeito da relevância de

realizar a prevenção.

Conclusão

Neste projeto as mulheres se mostraram

motivadas principalmente pela hipótese

de prevenção de um câncer, dessa forma,

ressalta-se a conscientização acerca do potencial

de cura do câncer de colo de útero,

se for diagnosticado precocemente através

deste exame, como ponto chave para um

aumento na adesão em sua realização e

assiduidade. Reitera-se aqui a importância

dessas informações, quando utilizadas,

como subsídio fundamental, não somente

para gestores públicos, como também para

a conscientização da população no enfrentamento

do problema. Através destes resultados

é possível avaliar a efetividade das

ações realizadas regionalmente.

A naturalização do cuidado íntimo da

mulher também se apresenta como uma

temática importante nesse contexto, visto

que a vergonha ainda é um importante

fator de impedimento para a realização do

exame. Tangendo uma questão cultural,

faz-se necessário por parte das autoridades

em saúde, por meio de campanhas, o

esclarecimento de que o cuidado íntimo se

difere de qualquer forma de transgressão

a moralidade, visando somente a preservação

da vida e da saúde, e portanto com

legitimidade inquestionável.

O câncer, doença vista como o mal do

século, ainda está muito longe de alcançar

uma cura, visto suas variações, tipos

e mecanismos de ação que seguem como

uma grande incógnita para a ciência.

Neste sentido ao pensar que um simples

e efetivo método de prevenção pode salvar

milhares de vidas, é papel tanto do

governo quanto de profissionais da saúde

auxiliarem como ferramentas importantes

para o planejamento, gerenciamento e

acompanhamento de situações de saúde,

tomada de decisões e desenvolvimento de

ações, com o propósito de gerar intervenções

mais adequadas e oportunas frente

às necessidades da população.

Pontua-se aqui a sugestão aos estabelecimentos

de realizar pesquisas de satisfação

dentro das unidades de atendimento para

constante adequação de acordo com as

questões suscitadas pelas próprias usuárias,

visto que podem haver questões relativas

às condições diferenciais de atendimento.

Dessa forma será possível a detecção de

fatores locais específicos para as melhorias,

visando aumentar o conforto e acolhimento,

reduzindo os desconfortos relatados.

Assim, uma vez mencionados os desconfortos

referidos pelas usuárias que já

realizaram o exame, de maneira geral,

percebe-se a necessidade de capacitar e

dar suporte aos profissionais e garantir

o uso de equipamentos e técnicas adequadas

para reduzir os incômodos físicos,

como a dor, e minimizar o desconforto

psicológico.

Referências

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realização do exame Papanicolau: perspectivas de usuárias e profissionais

da estratégia de saúde da família da cidade de vitória da

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0 32

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


sigla


Autoras: Carolina Antunes Torres 1 , Jéssica da Silva Abel 2 , Karoline Pizzolo 3 ,

Victória Linden Rezende 4 , Eduarda Shultze 5

ARTIGO 03

1- Graduanda em Biomedicina pela Universidade do Extremo Sul Catarinense UNESC

2- Graduanda em Biomedicina pela Universidade do Extremo Sul Catarinense UNESC,

aluna de Iniciação cientifica no Laboratório Fisiopatologia Experimental, UNESC

3- Graduanda em Biomedicina pela Universidade do Extremo Sul Catarinense -UNESC

4- Graduanda em Biomedicina pela Universidade do Extremo Sul Catarinense -UNESC,

aluna de Iniciação cientifica no Laboratório Neurologia Experimental, UNESC

5- Biomédica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Mestre e Doutora em Biotecnologia

pela Universidade Federal de Pelotas, Atua como Docente na Universidade do

Extremo Sul Catarinense no curso de Biomedicina -Universidade do Extremo Sul Catarinense,

Criciúma-SC

Artigo de revisão:

Gestão de qualidade nos laboratórios de análises clínicas

RESUMO

Atualmente a qualidade em qualquer âmbito profissional e em seus

serviços é um quesito que se destaca tanto positiva quanto negativamente

em um mercado de trabalho concorrido, refletindo na aprovação

e na satisfação dos clientes que estão sempre na busca de uma ótima

qualidade. A qualidade se faz altamente necessária nestes ambientes de

trabalho que se movimentam através da aprovação de uma clientela; por

haver esta necessidade, é possível implantar uma gestão de qualidade

para promover uma melhoria na organização da realização dos serviços e

no próprio local de trabalho. A gestão da qualidade é uma forma de gerenciamento

que vem se desenvolvendo para obter resultados positivos

de qualidade através de técnicas e métodos que expõem os problemas

e suas causas. Esse método tem como objetivo evitar a repetição progressiva

de erros por meio de metas e mudanças na gestão do ambiente

profissional. No âmbito laboratorial, a gestão de qualidade envolve todos

os procedimentos realizados desde a preparação da coleta até os resultados

obtidos através das análises laboratoriais, para serem interpretados

pelo médico. Muitos erros ocorrem durante o percurso de todos estes

processos, mas com o auxílio de uma gestão de qualidade laboratorial

muitos destes erros podem ser eliminados e novas melhorias podem ser

implantadas até mesmo pelos próprios colaboradores. Neste contexto,

o presente estudo objetivou analisar como pode ser possível ocorrer a

gestão de qualidade em laboratórios clínicos, destacando nos mesmos

as principais causas e os principais erros comprometedores nas três fases

analíticas laboratoriais, as fases: pré-analítica, analítica e pós-analítica,

visando o treinamento e a gestão dos profissionais envolvidos nestas

fases. Disponibilizando também, possíveis maneiras para a melhoria e

reparo da qualidade nos serviços e processos essenciais para resultados

precisos e confiáveis emitidos por um laboratório clinico, bem como formas

de capacitação por meio de treinamento dos colaboradores e manutenção

de equipamentos.

Palavras-chave: Gestão; Pessoas; Treinamento; Laboratório clínico; Pré-analítica;

Analítica; Pós-analítica.

ABSTRACT

Currently, the quality in any professional field and in their services

is an item that stands out both positively and negatively in a

competitive labor market, reflecting in the aprove and satisfaction

of the client that are always in a search of a great quality. Quality

becomes highly necessary in those work environments that move

through the approval of a clientele; for having this need it's possible

to implant a management of quality to promote an improve in the

organization of the realization of the services and in the workplace

itself. The management of quality is a way of management that has

been developing to get positive results of quality through of technics

and methods that expose problems and their causes, this method

has as a goal avoid the progressive repetition of mistakes, by

means of goals and changes in the management of the professional

environment. At the laboratory scope the management of quality

involves all of procedures performed since the preparation of the

collect to the results obtained, through laboratory analyzes, to be

interpreted by the doctor. Many mistakes occur during the course of

all these process, but with the aid of a management of laboratory

quality many of these mistakes can be eliminated and new improves

can be implanted even by the employees themselves. In this

context, the present study aimed to analyse how can be possible

occur the management of quality in clinical laboratories, highlighting

in them the main causes and the main mistakes in the three

laboratory analytical phases, the phases: pre-analytical, analytical

and post-analytical, aiming the training and the management of

the professionals involved in these phases. Also providing ways for

the possible improvement and repair of the quality in services and

essential process for accurate and reliable results issued by a clinical

laboratory, as well ways of employees training and equipment

maintenance.

Key words: Management; People; Training; Clinical laboratory; Pre-analytical; Analytical.

Post-analytical.

0 34

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


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Autoras: Carolina Antunes Torres 1 , Jéssica da Silva Abel 2 , Karoline Pizzolo 3 , Victória Linden Rezende 4 , Eduarda Shultze 5

ARTIGO 03

Introdução

Gestão de qualidade condiz com o ato de gerir

coisas e pessoas de forma qualitativa. Com os

avanços da tecnologia, a melhoria da gestão

de qualidade continua sendo importante para

o sucesso de qualquer área de empreendimento.

Entre suas definições, a qualidade pode ser

entendida como um atributo essencial e diferencial

de um produto ou como um serviço de

satisfação e comprometimento (CROSBY, 1990).

Nas empresas prestadoras de serviço, assim

como nas indústrias, o crescimento e desenvolvimento

dependem da satisfação dos requisitos

de qualidade exigidos por seus clientes, sendo

improvável que essas exigências sejam alcançadas

por equipes sem um alto nível de qualidade

pessoal interna (HESKETT et al., 1994;

MOLLER, 1997). A gestão da qualidade é um

processo contínuo de melhoramento que requer

a adoção de mecanismos de observação

direta para identificar as necessidades e as aspirações

dos clientes/usuários. Através de bom

senso, educação, treinamento e habilidade para

se comunicar e trabalhar em equipe, é possível

satisfazer ou até mesmo superar as expectativas

dos clientes (MOTTA; CORREA; MOTTA; 2001).

A inclusão da gestão de qualidade é seguida em

todo o mundo, em um laboratório clínico a gestão

de qualidade também é indispensável. Os laboratórios

de diagnóstico clínico seguem a norma ISO

15189, publicada em 2003 e revisada em 2008

(ABNT, 2008). Segundo Plebani (2003), a busca

pelo credenciamento é crucial para a melhoria

dos serviços laboratoriais e para avançar em direção

a um consenso internacional.

e o intenso movimento pela qualidade e produtividade,

surge uma eloquente constatação na

maioria das organizações: o grande diferencial,

a principal vantagem competitiva das empresas

decorre das pessoas que nelas trabalham. São

as pessoas que mantêm e conservam o status já

existente e são elas, e apenas elas, que geram e

fortalecem a inovação e o que deve vir a ser. São

as pessoas que produzem, vendem, servem ao

cliente, tomam decisões, lideram, motivam, comunicam,

supervisionam, gerenciam e dirigem

os negócios das empresas (MELO, et al. 2012).

Assim como as pessoas, as situações de trabalho

diferem de uma organização para outra,

de um país para outro e por isso precisa-se

estar atento às atuais tendências do mercado e

especialmente às pessoas - clientes internos e

externos - que a compõe (MELO, et al. 2012).

Segundo Melo et al (2012), a Administração

de Recursos Humanos (ARH) exerce várias funções

que são essenciais para as organizações.

Neste setor, geralmente, define-se critérios para

avaliações de cargos e funções, elaboração de

projetos, condução de funções e fornecimento

de informações. Podendo estas, serem terceirizadas

ou próprias, assim como, contarem com

estruturas diferenciadas, podendo ou não, apresentar

diferenças na gestão.

O presente artigo visa estabelecer uma revisão

de literatura a respeito da gestão de pessoas

em laboratórios clínicos nas fases pré-analítica,

analítica e pós-analítica, identificando os

problemas que comprometem as análises e os

resultados liberados.

Discussão

Há quem considere que o esforço para agregar

qualidade ao processo produtivo gerou uma

nova era no esforço pela qualidade. Criaram-se

a partir daí, novas prioridades e novas posturas

gerenciais. A ênfase, agora, parece ser a análise

das causas e não mais a atenção exclusiva

a efeitos. Nesse novo contexto, surge a Gestão

da Qualidade no processo, definida como o

direcionamento de todas as ações do processo

produtivo para o pleno atendimento do cliente

(PALADINI, 2012).

Um roteiro prático para viabilizar a Gestão da

Qualidade no processo envolve a implantação

de atividades agrupadas em três etapas: a eliminação

de perdas; a eliminação das causas das

perdas e a otimização dos processos (PALADINI,

1995).

As figuras a seguir resumem as características

de cada etapa:

Figura 1-3: Características das fases de eliminação de perdas, eliminação das causas das

perdas e otimização dos processos:

O laboratório clínico necessita de um sistema

operacional trifásico, o qual envolve as fases

pré-analítica (etapa que tem obrigações com o

paciente na preparação, identificação e transporte

de amostras), fase analítica (etapa onde serão

realizadas todas as analises laboratoriais) e pós-

-analítica (refere-se à informação, interpretação,

conferencia de dados e liberação de resultados).

Com a globalização dos negócios, o desenvolvimento

tecnológico, o forte impacto da mudança

Metodologia

Trata-se de revisão sistemática de literatura nacional

e internacional de estudos que investigaram,

de forma direta ou indireta a gestão de pessoas,

preferencialmente em laboratórios clínicos.

A busca realizada contou com bases de dados

obtidos no site SciELO, Google Acadêmico e

PubMed, e obteve-se também buscas no acervo

de livros da biblioteca central da Universidade

do Extremo Sul Catarinense – UNESC.

Fonte: PALADINI, 2012

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Revista NewsLab | Ago/Set 2020


Autoras: Carolina Antunes Torres 1 , Jéssica da Silva Abel 2 , Karoline Pizzolo 3 , Victória Linden Rezende 4 , Eduarda Shultze 5

ARTIGO 03

Observa-se que a consistência desta última etapa

envolve a noção de melhoria contínua, típica

da Qualidade Total. Outro aspecto importante é o

direcionamento do processo aos objetivos globais

da organização. Em termos gerenciais, isso significa

harmonizar metas operacionais, táticas e

estratégicas (PALADINI, 2012).

Não há como deixar de observar que os recursos

humanos sempre desempenharam um

papel relevante no esforço pela qualidade nas

organizações. Trata-se de uma contribuição

única: eles são os agentes de transformação, ou

seja, aqueles que mudam efetivamente a história

da organização em termos de qualidade

(PALADINI, 2012).

Essa atenção aos recursos humanos torna-se

evidente pelo contínuo desenvolvimento de estratégias

e ferramentas para garantir o efetivo envolvimento

dos recursos humanos da organização

no suporte da gestão da qualidade (TIGANI, 2012).

Na área da saúde, a filosofia da qualidade não

difere da aplicada nas indústrias. A adequação

do produto ou serviço aos anseios do cliente é

um fundamento de qualidade perfeitamente

aplicável aos diversos serviços de assistência à

saúde (MENDES, 1998).

Em um Laboratório de Análises Clínicas, a garantia

da qualidade é alcançada tendo-se total

e absoluto controle sobre todas as etapas do

processo, que compreende as fases pré-analíticas,

analítica e pós-analítica. Estas fases servem

para obtenção de um laudo laboratorial que

ajudará no diagnóstico do paciente e iniciam

fora do laboratório (DA Rin, 2009).

Segundo Mendes et al (2007) para que um

método laboratorial tenha utilidade clínica, este

deve preencher alguns requisitos básicos que

garantam a confiabilidade dos resultados obtidos

em amostras de pacientes. Esses requisitos

básicos estão relacionados ao desempenho do

método e equipamento que envolve: exatidão,

recuperação, robustez, precisão, medida de

branco da reação, sensibilidade, limite de detecção,

interferentes e valor de referência.

O primeiro momento da realização de análise

laboratorial compreende a fase pré-analítica,

que determina o processo desde a chegada do

paciente ao laboratório clínico, passando pela

recepção, coleta e transporte até a chegada à

fase analítica.

Conforme Plebani (2006), é considerável a

quantidade de erros encontrados nessa primeira

fase de um laboratório clínico onde em sua

maioria os processos são realizados de forma

manual e por esse motivo pode-se observar de

46% á 68,2% de erros na fase inicial.

Pode-se observar na figura abaixo, as etapas

que compreendem a fase pré-analítica de um

laboratório e seus possíveis erros.

Figura 04. Possíveis erros na fase pré-analítica:

Fonte: PALADINI, 2012

Com base na figura 04 conclui-se que são altas

as chances de ocorrência de problemas na

fase pré-analítica, e por isso, o laboratório deve

investir em programas de gestão de qualidade e

pessoas para que os erros sejam minimizados e

os processos sejam concluídos com êxito.

Problemas pré-analíticos que podem causar

resultados críticos falsos devem ser de conhecimento

geral. Alguns deles incluem contaminação

da amostra, condições de transporte

inadequadas, tempo incorreto de coleta de

amostra (por exemplo, para testes toxicológicos)

e atraso no processamento da amostra

(MAYA, 2011).

A Figura 05 mostra resumidamente diversos

trabalhos que avaliaram o percentual de erros

na etapa inicial de laboratórios clínicos. Podemos

observar que a etapa laboratorial com

maior concentração de erros foi a fase pré-analítica

(COSTA,2018).

Figura 05: Porcentagem de erros obtidos na fase pré-analítica em diversos estudos:

Fonte: COSTA, 2018

Segundo Marras (2010), o foco na gestão estratégica

de pessoas está mais direcionado para

os negócios e para a estratégia e menos direcionado

para as funções tradicionais dos recursos

humanos, como seleção, treinamento, avaliação

e compensação. Dessa forma, existe uma preocupação

maior em diagnosticar as necessidades

da organização e desenvolver os talentos exigidos

para a implementação da estratégia competitiva

e o alcance das metas da instituição.

Miles e Snow (1978) elaboraram três estratégias

de gestão de pessoas, cada uma delas adequada

a uma proposta específica de seu modelo

de estratégias organizacionais.

A primeira estratégia consiste em "desenvolver

pessoas", que instiga a busca pela preparação

e formação internamente na organização.

Portanto, é necessário construir habilidades,

com extensos programas de treinamento. Dessa

forma, as atividades de recrutamento e seleção

são mínimas, a avaliação de desempenho serve

de base para a identificação de necessidades

de treinamento e o sistema de recompensas é

fundamentado na estrutura hierárquica da organização

(MARRAS, 2010).

Conforme a proposta de Miles e Snow (1978),

a segunda estratégia visa "adquirir pessoas",

implicando na identificação e aquisição de habilidades.

Baseado nisso, o sistema de recrutamento

e seleção é sofisticado e englobam todos

os níveis da empresa, o treinamento é mínimo,

a avaliação do desempenho serve de base para

a identificação de necessidades de pessoal e o

sistema de recompensas é fundamentado no

desempenho.

0 38

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


Autoras: Carolina Antunes Torres 1 , Jéssica da Silva Abel 2 , Karoline Pizzolo 3 , Victória Linden Rezende 4 , Eduarda Shultze 5

ARTIGO 03

A terceira e última estratégia é a de "alocar pessoas",

seja por meio da construção ou da aquisição

de recursos humanos, rearranjando-se como

uma mistura das duas estratégias anteriores. A

avaliação de desempenho serve de base tanto

para a identificação das necessidades de treinamento

quanto para as de pessoal, e o sistema de

recompensas se fundamenta tanto na hierarquia

quanto no desempenho (MARRAS, 2010).

Através dessas estratégias nota-se a presença

do treinamento, fator imprescindível na composição

de uma equipe laboratorial. A qualificação

dos colaboradores por meio de processos de

treinamento e aperfeiçoamento é a base para

as organizações crescerem, permitindo-a que

tenha novos olhares sobre a sua atuação e seu

papel na organização.

Treinamento é definido por Biles e Schuler

(1986) como um processo sistemático de mudar

o comportamento dos empregados na direção

do alcance dos objetivos organizacionais.

O treinamento está relacionado com as atuais

habilidades e capacidades exigidas pelo cargo.

Além disso, também tem sido entendido como

o processo pelo qual a pessoa é preparada para

desempenhar de maneira excelente as tarefas

específicas do cargo que deve ocupar. Modernamente,

o treinamento é considerado um meio

de desenvolver competências nas pessoas para

que elas se tronem mais produtivas, criativas e

inovadoras, a fim de contribuir melhor para os

objetivos organizacionais.

Conforme a RDC 302, na definição 5.2.2, está

explícito que o laboratório clínico e o posto de

coleta laboratorial devem promover treinamento

e educação permanente aos seus funcionários

mantendo disponíveis os registros dos mesmos.

Fundamentando-se nessas afirmações é possível

acrescentar que pessoas bem treinadas e

cientes de seus compromissos para com a unidade

laboratorial, contribuem para a diminuição

dos erros pré-analíticos.

Além disso, a RDC 302 também prevê que

o laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial

devem manter disponíveis registros de

formação e qualificação de seus profissionais

compatíveis com as funções desempenhadas.

Portanto, é de suma importância que o profissional

esteja habilitado à realização de sua tarefa,

pois assim, erros como troca de tubos de

amostra na hora da coleta, erros de identificação

e armazenamento serão minimizados.

A fase analítica procede a pré-analítica, e consiste

na execução do teste laboratorial, a qual

pode ser monitorada pelo controle interno da

qualidade (CIQ) e pelos ensaios de proficiência

ou avaliação externa da qualidade (AEQ). Após

o material coletado e devidamente preparado

os laboratórios iniciam o processo de análise

do material. À fase analítica compete a garantia

de resultados precisos e exatos e confiáveis.

Deve haver cuidado com materiais e reagentes

a serem usados durante o processo. Além disso,

a calibração de aparelhos e adesão correta aos

procedimentos operacionais padrão são fundamentais

para um resultado de qualidade.

Assim como a fase pré-analítica, a analítica

requer uma gestão de controle e qualidade ainda

mais cautelosa, e é regida pelo CIQ e AEQ,

que são ferramentas utilizadas na prática laboratorial

para assegurar seus serviços ou, mais

especificamente, o processo de realização dos

testes (Berlitz; Haussen, 2005 e SCIACOVELLI, et

al 2007). Controles internos que se assemelham

às amostras biológicas são preparados e utilizados

em conjunto com estas, com a finalidade

principal de monitorar a estabilidade e a reprodutibilidade

do sistema analítico durante todas

as etapas de sua execução.

No contexto de fase analítica, seguindo a

mesma linha de estratégias organizacionais,

Bird e Beechler (1995) desenvolveram três tipos

de estratégias de gestão de pessoas: a acumuladora,

a utilizadora e a facilitadora.

A estratégia acumuladora enfatiza a acumulação

dos recursos humanos da empresa,

por meio da aquisição de pessoas com amplo

potencial e do desenvolvimento desse potencial

ao longo do tempo, de acordo com as

necessidades da empresa. É caracterizada por

programas de treinamento extensivos, a política

de compensação é baseada na antiguidade e a

política de emprego prima pela segurança (PA-

LADINI, 2012).

A estratégia utilizadora prima pela exploração

dos recursos humanos de acordo com as necessidades

de curto prazo da organização, por

meio da contratação e demissão de pessoal,

fundamentadas nas habilidades e exigências

específicas das tarefas. Desse modo, o sistema

de seleção é altamente dinâmico, o treinamento

é limitado e as políticas de avaliação e recompensas

são baseadas em resultados (PALADINI,

2012).

Já a estratégia facilitadora visa desenvolver os

recursos humanos, contratando pessoas motivadas

e oferecendo apoio e estímulo para que

desenvolvam suas habilidades e seus conhecimentos.

Predomina a formação de equipes flexíveis

com o incentivo ao autodesenvolvimento

(MARRAS, 2010).

A análise de não conformidades é muito

importante na rotina do laboratório clínico. Os

funcionários do laboratório realizam tarefas rotineiras

e repetitivas, ao surgir uma ocorrência

não prevista, deve-se detecta-la, trata-la adequadamente

e elimina-la (MOTTA; CORREA;

MOTTA; 2001).

Conforme a estratégia de Bird e Beechler

(1995), é necessário que as pessoas tenham

um potencial desenvolvido, ou seja, é necessário

que elas tenham capacidade de detectar

problemas durante um processo laboratorial, e

desenvolver maneiras para contornar a situação.

Nesse momento, o treinamento mostra-se

0 40

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


Autoras: Carolina Antunes Torres 1 , Jéssica da Silva Abel 2 , Karoline Pizzolo 3 , Victória Linden Rezende 4 , Eduarda Shultze 5

ARTIGO 03

como um aliado, pois este confere um aperfeiçoamento

à pessoa integradora do laboratório, e

lhe fornece autonomia para resolver os possíveis

problemas que podem surgir.

A criação de um procedimento específico para

seleção e qualificação de um sistema analítico a

ser implantado no laboratório clínico auxilia na

padronização desta atividade, bem como estabelece

os critérios e diretrizes para a escolha de

um método adequado que garanta a eficiência

do processo e a racionalização dos custos (OLI-

VEIRA; MENDES, 2010-2012).

A Figura 06 descreve os principais itens a serem

considerados na elaboração deste procedimento.

Figura 06. Itens a serem avaliados na seleção e qualificação do processo analítico:

quantidades medidas e falta do controle interno

e externo de qualidade, contribuem para

potenciais erros em uma gestão laboratorial da

fase analítica. Bird e Beechler (1995), enfatizam

a necessidade de demissão e contratação de

pessoal com base nas suas habilidades e nos

requisitos a curto prazo que o sistema do laboratório

exige.

É de responsabilidade do laboratório clinico estabelecer

a política e os procedimentos para um

bom controle de não conformidades, também

é necessário designar pessoal responsável para

a implantação de ações corretivas quando for

detectado o não comprimento de um requisito

estabelecido (MOTTA; CORREA; MOTTA; 2001).

Após as fases pré-analítica e analítica, segue-

-se a pós-analítica, que segundo a RDC 302, inicia-se

após a obtenção de resultados válidos das

análises e finda com a emissão do laudo, para a

interpretação pelo solicitante.

quatro conjuntos de valores que competem entre

si e norteiam os quatro tipos de estratégias gerais

da gestão de pessoas.

O primeiro tipo é o de relações humanas, que

apresenta estrutura flexível e enfoque interno.

Os aspectos valorizados nesse quesito são a

moral, a valorização das pessoas, o comprometimento,

a participação, o envolvimento, o

empoderamento, a identidade, o trabalho em

equipe e o bom relacionamento interpessoal.

Em contraponto, a estratégia de processo interno

adota a estrutura de controle no ambiente

interno. Suas características são a padronização

de procedimentos, o foco em processos e regulamentos,

a hierarquia rígida, a estabilidade, a

previsibilidade, a eficiência e o controle próximo

e permanente.

Figura 07. Modelo de valores competitivos para a gestão de pessoas

Fonte: (OLIVEIRA; MENDES, 2010-2012)

A inovação na área diagnóstica é frequente. Fatores

como a competitividade e a atualização tecnológica

levam os serviços de medicina laboratorial a

buscarem permanentemente novos métodos e/ou

equipamentos com tecnologia de ponta para manterem

sua posição no mercado ou assegurarem

uma vantagem competitiva em relação à concorrência

(OLIVEIRA; MENDES, 2010-2012).

Um fato fica bastante claro: não se deve introduzir

um novo sistema analítico no laboratório

sem que haja, previamente à sua colocação na

rotina diagnóstica, um estudo completo envolvendo

as etapas de seleção e avaliação (OLIVEI-

RA.; MENDES, 2010-2012).

O desempenho técnico incorreto dos testes

laboratoriais, cálculos incorretos dos valores das

Erros frequentemente associados a essa etapa

correspondem às falhas na liberação dos resultados,

por erros de transcrição ou digitação ou

pelo não cumprimento do prazo de entrega. O

desenvolvimento da tecnologia de informação

(TI) aplicada ao setor laboratorial tem contribuído

para a diminuição dos erros de transcrições

de resultados, principalmente após o advento

dos sistemas de interfaceamento, os quais

possibilitam a transmissão das informações

diretamente do equipamento automatizado de

análise para o sistema de informação laboratorial

(SIL) (HILT et al. 2003 e PLEBANI, 2007).

Para que os problemas nessa fase sejam minimizados,

é importante utilizar estratégias para

uma melhor gestão. Outra classificação de estratégias

de gestão de pessoas é a explorada por Panayotopoulou,

Bourantas e Papalexandris (2003)

e se fundamenta no Modelo de Valores Competitivos

desenvolvidos por Quinn e Rohrbaugh. Esse

modelo já é bastante utilizado na investigação de

diversos aspectos organizacionais, como liderança

e cultura. Conforme ilustra a figura 06, ele parte

de duas dimensões: a estrutura organizacional,

que vai do interno ao externo, dando origem a

Fonte: (PANAYOTOPOULOU; BOURANTAS; PAPALEXANDRIS, 2003, p. 684)

A terceira estratégia é denominada sistema

aberto, com estrutura flexível e enfoque externo.

Ela expõe a criatividade, a iniciativa, a

melhoria contínua, o empreendedorismo, a

inovação, a visão de futuro, a capacidade de se

adaptar às mudanças e a disposição em assumir

riscos (PANAYOTOPOULOU; BOURANTAS; PAPA-

LEXANDRIS, 2003).

Por fim, a estratégia metarracional apresenta

estrutura de controle com enfoque

externo. Nela são enfatizados aspectos como

planejamento, o alinhamento estratégico, o

estabelecimento de objetos e metas, a produtividade,

a geração de resultados, a rentabilidade,

a eficiência e a competitividade

(MARRAS, 2012).

0 42

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


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ARTIGO 03

A fase pós- analítica é uma das mais importantes,

pois libera o laudo ao paciente, portanto,

ele precisa estar nas conformidades estabelecidas

pela RDC 302. Para isso, O laboratório

deve estabelecer e manter um sistema próprio

de melhoria de qualidade adequando ao tipo,

abrangência e volume das atividades realizadas.

Consiste em processos para descrever os problemas,

fazer o diagnóstico e fazer correções para

evitar os erros (MOTTA; CORREA; MOTTA; 2001).

Através de ferramentas de qualidade é possível

controlar o sistema de gestão para o planejamento

estratégico, gerenciamento da rotina, solução de

problemas, além do relacionamento com o cliente,

tornando possível a visualização sistêmica, integrada

e rápida de toda extensão da organização.

Para Vieira (2003), Brainstrorming é uma das

ferramentas que se presta à atividade participativa,

onde todos terão a oportunidade de

emitir a opinião em um ambiente de trabalho.

Eliminar críticas, apresentar ideias sem rodeio e

melhorar ideias já existentes são exemplos de

regras básicas para o sucesso do brainstorming.

O mesmo se dá quando o líder da reunião sugere

uma questão-problema.

Além disso, tem-se o plano de ação, como o

próprio nome diz, é um meio para que ocorra

o planejamento de ações que serão executadas

para a solução de possíveis problemas. É chamado

de 5W1H OU 5W2H, como conhecido

mundialmente, devido as iniciais das questions

words: what, who, when, where, why, how,

how much (VIEIRA, 2003).

O Diagrama de Causa e Efeito é um resumo das

possíveis causas do problema, bem como, um

guia para identificar a causa do problema e para

determinar ações que deverão ser adotadas. É empregado

para identificar, explorar e ressaltar todas

as possíveis causas de um determinado efeito, contribuindo

para a melhoria da gestão de qualidade.

Outra questão importante da fase pós-analítica

é a impressão do trabalho laboratorial

passada ao cliente. Segundo Carpinetti; Miguel;

Gerolamo (2011), a avaliação da satisfação do

cliente tem dois objetivos, primeiro tem como

propósito verificar se a organização esta sendo

bem-sucedida em sua missão básica de promover

serviços que estejam satisfazendo seus

clientes. Segundo, serve para avaliar a eficácia

do sistema de gestão de qualidade para atendimento

dos requisitos dos clientes.

A satisfação do cliente depende de atributos internos

do laboratório e também de atributos relacionados

ao processo de atendimento, como prazo,

pontualidade, flexibilidade, confiabilidade e custo

(CARPINETTI; MIGUEL; GEROLAMO, 2011).

Portanto, é possível observar que através das

ferramentas de gestão e estratégias de gestão

de pessoas, obtêm-se resultados precisos, exatos

e qualificados para serem disponibilizados

aos clientes. Se o laboratório clínico estiver

dentro das conformidades pode ser munido de

acreditação e certificação.

A certificação atesta que determinados produtos,

processos ou serviços são realizados ou

cumpridos de acordo com requisitos especificados,

como é o caso das normas da International

Organization for Standardization (ISO). Já na

acreditação, os procedimentos são avaliados

com o intuito de verificar sua adequação aos

serviços que estão sendo oferecidos, além do

cumprimento dos requisitos exigidos em uma

certificação (VIEIRA, et al 2011).

Conclusão

A prevalência dos erros laboratórios é evidentemente

alta em empresas que não possuem

uma gestão de qualidade. Todos os estudos

apontam que os laboratórios clínicos necessitam

de uma boa gestão de qualidade para excluir e/

ou minimizar os erros cometidos, que podem

comprometer a imagem da empresa, bem como

a satisfação de seus clientes. Uma empresa com

qualidade é lembrada de forma positiva.

Portanto, é essencial que as empresas se preocupem

com seus funcionários, e com toda a infraestrutura

que ela oferece ao trabalhador para que

ele possa desenvolver bem suas funções, para

assim conseguir a excelência em seus serviços.

Referências

CARVALHO, Marly Monteiro de; PALADINI, Edson P. Gestão

da qualidade: teoria e casos. Elsevier, 2006. 355 p.

MENDES, M. E. Avaliação da implantação de um sistema

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MELO, F. A. O et al. 2012 ; A influência da gestão de pessoas

no desempenho empresarial através do líder. Simpósio de

excelência em gestão e tecnologia.

0 44

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


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GESTÃO LABORATORIAL

Ranking Nacional da Competência Gerencial

para Laboratórios

Gerenciar um laboratório é controlar seus

processos e, só pode ser gerenciado aquilo

que é medido e comparado! Quem não sabe

calcular a sua competitividade e avaliar o

seu risco de insolvência se comparando com

seus concorrentes, por exemplo, como no

RANKING NACIONAL DA COMPETÊNCIA

GERENCIAL, não sabe se localizar no “Mapa

da concorrência mundial”. E quem não sabe

onde anda, está PERDIDO! Simples assim. A

importância deste ranking fica, então, evidente.

É uma ferramenta fundamental para o auxílio às

decisões dos gestores laboratoriais, sendo única

no Brasil, com este formato e alcance. Com a

posição do laboratório marcada no RANKING

NACIONAL DA COMPETÊNCIA GERENCIAL,

os gestores podem identificar os

problemas existentes, ou seja, elaborar

um diagnóstico, analisar as causas e

propor soluções (ações corretivas e

preventivas). Isto de fato, é controlar os

processos econômicos do laboratório.

Como participar do RANKING NACIONAL

DA COMPETÊNCIA GERENCIAL? A Unidos

Consultoria e Treinamento disponibiliza

um produto (ferramenta de TI implantada

via web) focado na gerência de processos

econômicos dos laboratórios clínicos.

Trata-se do Sistema de Benchmarking

– Apoio à Decisão, que contempla o

RANKING NACIONAL DA COMPETÊNCIA

GERENCIAL. Todo o laboratório que implantar

o Sistema de Benchmarking – Apoio à

Decisão, automaticamente irá participar do

Ranking Nacional da Competência Gerencial,

desfrutando desta magnifica ferramenta

de gestão econômica, inédita no Brasil e no

mundo. Atualmente os laboratórios estão

enfrentando uma redução significativa da

competitividade empresarial acompanhada

pelo aumento no risco de insolvência dos

laboratórios. As duas causas fundamentais

disto são o excesso de capacidade produtiva

instalada frente à demanda de exames

e a socialização da medicina, dentre um

conjunto de outras causas, que levaram, de

uma forma geral, a uma queda brutal na

precificação dos exames. Agrega-se agora

a pandemia em função da COVID – 19. A

luta é literalmente pela sobrevivência física

e evitando a falência jurídica, contudo, creio

que os efeitos serão devastadores. Estes

eventos denotam indubitavelmente, mais

do que nunca será imprescindível que os

pequenos e médios laboratórios adotem

um sistema de gestão profissional.

Não há mais espaço para amadorismo nos

negócios na área das análises clínicas. O futuro

destas organizações dependerá disto: gestão

científica baseada em dados, fatos

e algoritmos matemáticos no apoio

às decisões. Neste contexto, o Sistema

de Benchmarking – Apoio à Decisão,

que contempla o RANKING NACIONAL DA

COMPETÊNCIA GERENCIAL, torna-se uma

ferramenta decisiva para alavancar os lucros,

a produtividade dos laboratórios, buscando

assegurar um futuro perene, pois é dotada

de uma concepção complexa em termos de

desenvolvimento, contudo, extremamente

amigável para os usuários, pois evidencia

claramente e de forma automática os

problemas da organização, viabiliza a análise

das causas, conduzindo naturalmente às

ações corretivas e preventivas (soluções dos

problemas). Trata-se de um programa ímpar

no mercado das análises clínicas que requer

poucos dados de entrada, implantado

à distância e que fornece um conjunto de

importantes informações para o auxilia às

decisões dos gestores laboratoriais. Veja a

seguir.

Sistema de Benchmarking - Apoio à Decisão

A utilização de um Sistema de Apoio à

Decisão (SAD) decorre, fundamentalmente,

da competição cada vez maior entre as

organizações, bem como da necessidade de

obter de forma rápida, informações cruciais para

a tomada de decisões. Um SAD é responsável

por captar e elaborar informações contidas

em uma base de dados, transformandoos

em vantagem competitiva, pela tomada

de decisões de forma inteligente. Com esta

finalidade, desenvolvemos o SISTEMA DE

BENCHMARKING – APOIO À DECISÃO,

fundamentado em sólido banco de dados e um

modelo analítico, contemplando de forma ampla

a realidade dos laboratórios clínicos. O sistema

gera informações vitais para o sucesso destas

empresas, mediante inúmeras alternativas

quantificadas de alocação dos recursos físicos,

financeiros e humanos, para a obtenção dos

melhores resultados organizacionais. Tratase

de SUPORTE CIENTÍFICO ÀS DECISÕES dos

gestores laboratoriais.

Objetivo: disponibilizar uma ferramenta

para a tomada prática e rápida de decisões

0 46

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


com fundamento matemático, mediante um

conjunto de produtos integrantes do método

de gestão, agilizando a implantação das ações

corretivas e preventivas visando aumentar os

lucros, a competitividade e reduzir o risco de

insolvência dos laboratórios.

Produtos:

• Diagnóstico de problemas através da

mensuração da competitividade e do risco

de insolvência dos laboratórios clínicos. Isto

somente é possível por meio de um PROCESSO

EXCLUSIVO DE BENCHMARKING COMPETITIVO E

DE COLABORAÇÃO com âmbito nacional.

• Análise das causas prováveis dos

problemas identificados, também via processo

de benchmarking competitivo e de colaboração

com âmbito nacional, que estabelece valores

referenciais (metas) de laboratórios

do Brasil, para todos os indicadores de

desempenho (ID’s).

• Informações para soluções dos

problemas, geradas por meio de dezenas de

análises qualitativas e quantitativas.

Generalidades: a base do sucesso do SISTEMA

DE BENCHMARKING – APOIO À DECISÃO (SB –

AD) é o seu banco de dados. Sem sombra de

dúvidas, aqui a utilização do conceito de “Big

data” é pertinente. Aproximadamente uma

centena de laboratórios geram milhões de

dados, envolvendo dezenas de indicadores de

desempenho ao longo do tempo. Por sua vez,

os indicadores são compostos de variáveis, que

muitas vezes são constituídas de inúmeros

componentes e assim sucessivamente numa

progressão quase geométrica. Os produtos do

sistema transformam este turbilhão de dados

em informações rápidas e úteis para a tomada

de decisão dos gestores laboratoriais.

Conceitos e objetivos: Benchmarking

é um método de aprendizado que significa

comparar-se e aprender com os melhores,

adaptando as práticas e os resultados à realidade

da organização, com melhorias significativas.

De acordo com o Modelo de Excelência da

Gestão (MEG)®, da FNQ, o benchmarking é

uma importante ferramenta para a tomada

de decisão das organizações, tema abordado

no Fundamento Pensamento Sistêmico. Essa

prática pode ajudar as organizações a definirem

referenciais comparativos pertinentes, utilizandoos

para avaliar sua competitividade em relação a

outras organizações de referência, em indicadores

importantes para o sucesso do negócio. Por

que fazer benchmarking? A) Estimular a

implantação de novas práticas e padrões a partir

das melhores práticas; B) Estabelecer metas a

partir dos melhores desempenhos; C) Apoiar o

processo decisório, tornando-o mais robusto e

sistêmico; D) Quebrar os paradigmas existentes,

facilitando o processo de mudança.

O produto Sistema de Benchmarking

– Apoio à Decisão é regido por quatro

princípios: Reciprocidade; Analogia; Medição

e Validade. Este método torna o produto

justo, com comparações efetivas, confiáveis

e pertinentes, portanto, válidas. Trata-se de

um benchmarking competitivo, entretanto, de

cooperação. Este é o seu grande diferencial,

além do ineditismo dos seus indicadores de

desempenho (ID’s). O produto abrange

dezenas de ID’s contemplando: custos

fixos (17); variáveis (8); ticket médio; grau de

alavancagem operacional; produtividade dos

colaboradores; produtividade dos custos fixos;

produtividade dos custos variáveis; ponto de

equilíbrio; custo percentual da força de trabalho;

eficiência do modo de produzir; custo por exame;

lucro por exame; margem de lucro por exame;

margem de contribuição em reais e percentual;

razão operacional, margem de segurança e

matriz das perspectivas empresariais, dentre

outros. Um grande diferencial do produto é o

Relatório de Gestão que o cliente recebe a

primeira vez com uma análise dos ID’s, de forma

sintética, detalhada, mensurada, comparada

e criticada! Com base nesta demonstração,

os gestores laboratoriais não têm nenhuma

dificuldade em elaborar novos relatórios, a não

ser tomar as ações corretivas e preventivas

identificadas. Finalmente, todos os indicadores

de desempenho são apresentados em valores

absolutos e gráficos, sendo os desvios (deltas

absolutos e %) calculados considerando as

estatísticas do banco de dados. Consideramos

este produto como sendo um sistema de

gestão profissional, sintetizado na

sua essência, não sendo mais possível

produzir tanta informação importante,

de forma fácil e rapidamente acessível

GESTÃO LABORATORIAL

Revista NewsLab | Ago/Set 2020

0 47


GESTÃO LABORATORIAL

aos gestores laboratoriais, com tão

poucos dados de entrada. Nunca o

apoio às decisões foi tão simples,

completo, científico e acessível:

identificação de problemas (diagnóstico)

e análise de causas, proporcionando

a visualização das ações corretivas e

preventivas. Finalmente, este sistema

contempla algo único em termos de gestão

econômica para laboratórios, inédito mesmo

mundialmente: o RANKING NACIONAL DA

COMPETÊNCIA GERENCIAL! Em síntese:

O RANKING NACIONAL DA COMPETÊNCIA

GERENCIAL (RNCG) é um produto exclusivo do

Sistema de Benchmarking – Apoio à Decisão

(SB – AD), ferramenta de TI integrante do

PROGELAB. Este ranking de laboratórios

brasileiros classifica os cem (100) primeiros

colocados em um certame onde está em

jogo a eficiência da gestão econômica

de cada participante.

A competência dos gestores e ou

sócios proprietários é avaliada pela

qualidade dos resultados dos processos

econômicos da administração. Esta

é mensurada através de um conjunto

de Indicadores de Desempenho (ID’s)

da eficiência gerencial. São eles: 1) IEG

= Índice de eficiência gerencial.

É formado por outros três indicadores,

entretanto, não é uma soma aritmética, pois

os valores que constituem as bases 100 são

diferentes entre si. Portanto, nunca estes

índices devem ser somados. Aqui existe

uma “soma de conceitos”. Estes indicadores

são: 2) IEGCF = Índice de eficiência

gerencial dos custos fixos. 3) IEGCV

= Índice de eficiência gerencial dos

custos variáveis. 4) IEGD = Índice de

eficiência gerencial diversos.

ATENÇÃO: nenhum laboratório conhece a

posição dos outros participantes do certame.

A classificação individual no Ranking

Nacional da Competência Gerencial (RNCG) é

absolutamente confidencial e particular. Não

é de conhecimento público!

Serve exclusivamente para o

importante propósito (objetivo)

de orientar e motivar os gestores

laboratoriais para buscar a constante

melhoria contínua dos processos

econômicos, visando aumentar os

lucros, a competitividade e reduzir o risco

de insolvência, observando assegurar

desta forma, um futuro perene para os

laboratórios. Boa competição a todos e que

sejam vitoriosos!

Você gestor laboratorial, deve aproveitar

esta oportunidade única de se comparar

com os seus concorrentes, participar do

aprendizado coletivo oriundo do processo

de benchmarking competitivo, contudo, de

cooperação. O RANKING NACIONAL DA

COMPETÊNCIA GERENCIAL, proporciona

o aprendizado coletivo, onde o saber,

o conhecimento de todos, permeia de

forma sinérgica no grupo de participantes,

beneficiando de forma anônima cada

laboratório, sem prejudicar nenhum,

socializando a gestão econômica científica

para os que dela mais necessitam. E, o

fantástico desta solução inteligente e justa,

é que os aspectos inerentes ao sistema do

livre mercado, ou seja, da concorrência,

continuam existindo, porém, os concorrentes

deixam de ser “inimigos” e passam a ser

parte da solução! Convidamos a todos os

gestores laboratoriais a participarem deste

certame, uma disputa onde TODOS GANHAM,

ainda que fique classificado em último lugar

do ranking, pois o sistema de tecnologia da

informação, por nós desenvolvido, viabiliza a

melhoria contínua dos processos econômicos

dos laboratórios, por consequência, dos

LUCROS e da COMPETITIVIDADE, reduzindo

os RISCOS. Asseguramos que quem participa

do RANKING NACIONAL DA COMPETÊNCIA

GERENCIAL, melhora significativamente

os resultados econômicos. Isto só não

ocorrerá somente se, mesmo tendo acesso

as fantásticas informações do sistema que

identifica de forma científica, problemas

(diagnóstico), analisa causas prováveis e

evidencia possíveis soluções (ações corretivas

e preventivas), os gestores laboratoriais

não tomarem as devidas providências. Esta

magnífica ferramenta de TI faz a parte que

lhe toca, entretanto, não pode agir no lugar

dos gestores. Cabe a estes a responsabilidade

e o dever de agir, a ferramenta é sistema de

apoio às decisões, estas dependem do livre

arbítrio dos gestores laboratoriais.

0 48

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


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A DIFERENÇA NA SUA HEMATOLOGIA

Características Gerais

• Metodologia de impedância combinada com

medição fotométrica microfluídica

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• Modo de tubo aberto ou fechado

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com metodologia inovadora de microfluídos e apresentação

de pack único de reagentes que o torna singular para o

mercado, além do excelente custo benefício.

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digital

• Volume baixo de amostra aspirada 9,6µl,

processando apenas 2,4µl

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GESTÃO LABORATORIAL

35 QUESTÕES FUNDAMENTAIS PARA OS

GESTORES

Se o gestor do laboratório não souber responder

estas questões, ele poderá até estar lucrando bem,

entretanto, ainda assim, não controlará de forma

adequada a empresa.

1. A lucratividade do seu laboratório é maior ou

menor do que a do concorrente?

2. Qual o nível de competitividade do laboratório

comparado com a concorrência?

3. E o risco de insolvência é maior ou menor do que

a concorrência?

4. Os clientes do laboratório pagam mais ou menos

pelos os exames do que na concorrência?

5. Qual o valor dos exames na concorrência?

6. A política de precificação dos exames está correta?

Não está conduzindo à falência do laboratório? Ou

quem sabe, à perda de mercado?

7. Não será a hora de vender o laboratório? E, neste

caso, quanto vale o negócio? Quais as alternativas

para continuar a operação?

8. O laboratório produz mais barato do que a

concorrência? O quanto mais barato?

9. Qual o valor de quem produz mais barato? É

possível produzir por este valor?

10. É melhor produzir ou terceirizar mais?

11. Quantos dias por mês produzem os lucros do

laboratório?

12. O volume de exames produzidos é adequado

à capacidade instalada para recepcionar, coletar,

produzir, entregar e faturar?

13. O laboratório tem mais ou menos empregados

que a concorrência?

14. Eles ganham mais ou menos que na concorrência?

15. O laboratório paga mais ou menos aluguel que

a concorrência?

16. Gasta mais com água, energia elétrica e

comunicações do que a concorrência? E, qual o valor

gasto a mais ou a menos?

17. Gasta mais com marketing, material de

uso comum e serviços de terceiros do que a

concorrência? E, quanto gasta a mais ou a menos?

18. Gasta mais com investimentos e capital de giro do

que a concorrência? E, quanto gasta a mais ou a menos?

19. Gasta a mais com reagentes, controles e

calibradores do que a concorrência? E, quanto gasta

a mais ou a menos?

20. Gasta a mais com descartáveis, manutenção

de equipamentos e material de escritório do que a

concorrência? E, quanto gasta a mais ou a menos?

21. Gasta a mais com laboratórios de apoio do que

a concorrência? E, quanto gasta a mais ou a menos?

22. Paga mais impostos do que a concorrência? E,

quanto paga a mais ou a menos?

23. Em que processos devem ser alocados os

recursos físicos, financeiros e humanos para atingir

metas desejadas?

24. Quais serão as margens de lucro e as

rentabilidades do negócio para os mais diversos

cenários de vendas?

25. Qual o ponto de equilíbrio do laboratório?

26. Em caso de expansão do laboratório ou ainda,

da abertura de um novo negócio, que lucro esperar?

27. Qual a forma e momento de mudar a operação

do negócio?

28. Quais as causas dos problemas econômicos do

laboratório?

29. Que ações corretivas e preventivas devem ser

tomadas?

30. Qual a repercussão no lucro do laboratório?

31. Os custos fixos são controlados de forma eficiente?

32. Os insumos para a produção dos exames são

gerenciados de forma eficiente?

33. São mensurados e comparados com a concorrência

os índices de eficiência gerenciais?

34. Qual a posição do laboratório no Ranking

Nacional da Competência Gerencial?

35. O planejamento estratégico do laboratório é

estabelecido com base nos resultados da concorrência,

assegurando desta forma que a organização seja

competitiva e com baixo risco de insolvência?

O SISTEMA DE BENCHMARKING – APOIO À DECISÃO

responde todas estas questões!

Finalmente, recomendamos que se busquem

informações sobre o nosso trabalho junto aos

nossos clientes, pois são eles, em última análise,

que tem autoridade para isto. Visitem o nosso site:

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Efetivamente, o SISTEMA DE BENCHMARKING –

APOIO À DECISÃO é um produto de TI que contribui de

forma definitiva para auxiliar os gestores laboratoriais

a tomarem as decisões mais assertivas na importante

área econômica, que define não só a sobrevivência,

mas os lucros no presente e no futuro. Não há

alternativa honesta possível a não ser gestão baseada

em evidências científicas. É o que oferecemos aos

nossos clientes: gestão profissional para um futuro

perene! Esperando termos contribuído para os

negócios na área das análises clínicas, nos despedimos

até a próxima edição da revista NewsLab.

Boa sorte e sucesso!

Humberto Façanha

51-99841-5153

humberto@unidosconsultoria.com.br

www.unidosconsultoria.com.br

*Humberto Façanha da Costa Filho

Professor e Engenheiro, atualmente é articulista e consultor financeiro

da SBAC, professor do Centro de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas

(CEPAC) da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) e professor

do Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo (IESA), curso

de Pós-Graduação em Análises Clínicas.

0 50

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


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MATÉRIA DE CAPA

Nihon Kohden

comemora 5 anos

de IVD no Brasil

No seu 69º aniversário da multinacional

japonesa comemorado em agosto, a filial

brasileira da Nihon Kohden comemora 5

anos do departamento de diagnóstico

in vitro no Brasil com ótimos resultados.

Desde a sua fundação, em 1951, a Nihon Kohden

tem desenvolvido as suas atividades sempre sob

a tutela de sua Filosofia Corporativa que é a de

contribuir com o mundo combatendo doenças

e melhorando a saúde a partir de sua tecnologia

avançada, e criar uma vida plena aos nossos

colaboradores. 2021 será o 70º aniversário de

nossa fundação, e as nossas conquistas nesta

jornada foram graças ao apoio de nossos clientes

e parceiros, na qual expressamos nossa mais

sincera gratidão. Para construirmos uma sociedade

sustentável, a Nihon Kohden continuará

no trabalho e desenvolvimento de tecnologias

inovadoras e assim contribuir para resolver

questões médicas globais.

Com grande apoio dos clientes e parceiros, nós

rapidamente aumentamos as nossas vendas de

hematologia no Brasil. Entretanto, nós não priorizamos

o crescimento das vendas.

Nosso principal objetivo é oferecer o melhor

valor aos nossos consumidores através de produtos

e serviços de alta qualidade.

A Nihon Kohden continua a criar e a fornecer

valor aos consumidores brasileiros baseado na

potencialização dos seguintes pontos:

1) Capacidade de desenvolver tecnologias baseado

em práticas médicas.

2) Uma ampla base de clientes dentro e fora do

Japão.

3) produtos e serviços com a mais alta qualidade,

além dos sistemas de desenvolvimento, produção,

vendas e serviços de alto padrão para apoiá-lo.

4)Uma marca poderosa cultivada ao longo de

vários anos.

0 52

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


MATÉRIA DE CAPA

Kotaro Ichikawa

Presidente da Nihon Kohden do Brasil

RESPOSTA À PANDEMIA DO COVID-19

Inicialmente, nós gostaríamos

de expressar as nossas mais

profundas condolências às vítimas

que padeceram devido ao

Covid-19. Nós também estendemos

nosso apoio para aqueles

que adoeceram e às suas

famílias, bem como desejamos

uma rápida recuperação.

Na resposta à propagação do

Covid-19, a Nihon Kohden

Group conduz o seu negócio

de acordo com a política

básica de assegurar aos

nossos colaboradores e aos

seus familiares, saúde e segurança

como prioridade

máxima, além de cumprir

com a responsabilidade de

fornecer produtos e serviços

para o sistema de saúde.

Não é tão simples aumentar

subitamente a produção.

Entretanto, acreditamos que

a responsabilidade social da

Nihon Kohden é apoiar os

trabalhadores na linha de

frente dos cuidados médicos,

que trabalham dedicadamente

no tratamento

de pacientes todos os dias,

e nós, portanto, faremos o

nosso maior esforço para

construir uma produção

e sistema de suprimentos

que possam atender estes

profissionais do sistema de

saúde.

Revista NewsLab | Ago/Set 2020 0 53


MATÉRIA DE CAPA

Entrevista com

Marcio T. Uono

Gerente de IVD

Nihon Kohden do Brasil

Este ano a Nihon Kohden completa 69

anos de fundação, em primeiro lugar,

a Revista Newslab gostaria de parabenizá-los

por sua belíssima história e

pela importância global que a empresa

possui, e agradecê-los pela parceria que

já é de longa data. Posição global essa

reconhecida pelo desenvolvimento de

avançadas tecnologias para a saúde no

mundo inteiro. Diante disso, como se

deu o processo de vinda da divisão IVD

da Nihon Kohden para o Brasil?

Marcio T. Uono: Muito obrigado! Realmente

69 anos de história é muito significativo em

qualquer área, mas principalmente em empresas

de saúde. Boa parte dos 69 anos, foi voltada

ao mercado interno, no Japão, que é extremamente

exigente, e a conquista deste mercado,

permitiu ampliar a atuação em outros mercados

no mundo. Assim, hoje a empresa atua em mais

de 120 países. No Brasil, apesar de já atuar com

distribuidores por mais de 50 anos em mercados

específicos, a Nihon Kohden começou a atuar

de forma direta, ampla e fortemente a partir de

2014, com a linha de equipamentos médicos/

hospitalares. Em outubro de 2015, a empresa

iniciou a atuação mais específica no mercado de

Diagnóstico In Vitro. No entanto, somente em

março de 2016 realmente iniciamos as operações,

com a venda dos primeiros analisadores

hematológicos e reagentes, no Brasil.

A que se deve o crescimento da divisão IVD

da marca Nihon Kohden, em poucos anos

de atuação no Brasil? Qual o diferencial

que fez com que o mercado respondesse

tão velozmente a demanda pelos produtos

da marca?

0 54

Marcio T. Uono: Há 5 anos, sabíamos que o

desafio de entrar no restrito mercado de hematologia

no Brasil seria enorme. O ambiente

já estava bastante consolidado, com a participação

de fortes players de enorme representatividade,

além de novos entrantes ávidos pelo

seu espaço. Entretanto, os consumidores cada

vez mais especializados também buscavam, e

buscam, muito mais tecnologia e confiabilidade

nas suas escolhas. Com a estratégia focada na

alta tecnologia japonesa, na confiabilidade do

analisador hematológico e, principalmente, nos

resultados obtidos, conseguimos nos encaixar à

necessidade e demanda local. Com isso, focamos

também em criar uma estrutura de atendimento

local, e agilizamos o estabelecimento de uma

ampla rede de distribuidores em todo o país.

Como tem se posicionado a Nihon Kohden

no cenário atual, especialmente em

relação a pandemia?

Marcio T. Uono: O Grupo Nihon Kohden que

atua em diversos segmentos de saúde, recebeu

um enorme impacto, com uma explosão de demanda

mundial de produtos da linha médica e

hospitalar. Isso exigiu a empresa repensar o todo

modelo de produção e da cadeia de suprimentos

dessa linha produtos específicos rapidamente,

e graças à flexibilidade interna, temos minimizado

os principais efeitos da súbita explosão de

demanda. Especificamente no segmento de IVD,

como não há até o momento, produtos diretamente

relacionados ao Covid, houve uma rápida

Foto: Marcio T. Uono - Gerente de IVD Nihon Kohden do Brasil

retração da demanda inicial, mas com uma forte

tendência de recuperação nos próximos meses.

Aproveitamos esse momento para reforçarmos

a nossa relação com os distribuidores, técnicos

e consumidores em geral. Realizamos a Reunião

Anual de Distribuidores (DSM) com a presença

de todos remotamente, webinars e cursos com

especialistas convidados de alto gabarito técnico

para públicos ligados ao laboratório de análises

clínicas e médicos veterinários, discussões

técnicas com assistentes técnicos, todos online.

Também reformulamos as comunicações em

redes sociais, para estabelecermos uma relação

mais próxima, direta e transparente com todos

os stakeholders.

Dado ao caráter inovador da Nihon

Kohden, quais as expectativas futuras

do mercado brasileiro? Devido ao

crescimento apresentado pela marca,

poderíamos esperar uma fábrica localizada

no Brasil?

Marcio T. Uono: A Nihon Kohden enxerga o

mercado brasileiro com bastante expectativa,

e entendemos que a pandemia catalisou uma

série de mudanças em todo o mercado. Isso exigiu

rápidas adaptações, mas entendemos que

a longo prazo exige cautela. Empresas japonesas

são caracterizadas por decisões seguras e

com risco calculado, com crescimento sólido e

gradual. Não será diferente no Brasil. Já temos

um bom planejamento em longo prazo, que

certamente inclui uma planta produtiva.

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


A Nihon Kohden é conhecida pelo seu

enorme investimento em capital humano,

no que diz respeito aos seus colaboradores,

como em treinamentos técnicos e

assistências diversas, e na atenção a sua

ampla rede de distribuidores. Qual a importância

desse processo para vocês e qual

a visão por trás dele?

Marcio T. Uono: Em um país de extensão continental,

com peculiaridades e características locais

bastante diversas, exige estratégias regionais fortes

e adaptadas. Desde o início, buscamos a colaboração

de distribuidores locais, que além de possuir

uma forte atuação comercial local, que também

tivesse uma equipe de atendimento técnico e

científico bem estruturada, e com uma estrutura de

logística ampla e ágil. Há alguns anos, foi exigido

também, que as empresas seguissem um código de

conduta e regras de compliance bastante rígidas, no

intuito de garantir um saudável relacionamento de

longo prazo. Assim, possuímos um excelente grupo

de distribuidores com a capacidade de atender

com qualidade, segurança e agilidade, nas respectivas

regiões. Para garantir que a nossa marca seja

bem representada, é fundamental que a empresa

mantenha o relacionamento com os distribuidores

bastante próximos, e não poupamos esforços e

recursos para que os nossos distribuidores estejam

bem preparados para atender o exigente mercado

brasileiro.

A Nihon Kohden desenvolve diversas tecnologias

como o princípio da oximetria de

pulso que foi projetado pelo pesquisador

Takuo Aoyagi no início dos anos 1970 e também

o primeiro sensor de CO2 convencional

do mundo que é projetado especificamente

para pacientes não intubados no seguimento

ME. No segmento IVD sabemos que os equipamentos

da linha hematológica tem alguns

diferenciais como o princípio de leitura

para leitura dos Neutrófilos Bastonetes (%

e #) do CelltacG. Existe algum projeto para

desenvolvimento de novos equipamentos

ou novas tecnologias, diferentes das atualmente

utilizadas no mercado, seja no segmento

atual (hematologia) ou em outras

áreas das análises clinicas?

Marcio T. Uono: A inovação é uma característica

incorporada à filosofia da Nihon Kohden, e a

todo momento desenvolvemos novas tecnologias

que são definitivamente incorporadas aos

nossos produtos. Na nossa linha de analisadores

hematológicos não é diferente, e a todo momento

nossa equipe de desenvolvimento busca

soluções que incorporem novos parâmetros, ou

melhorem e garantam a qualidade dos testes ou

ainda que tragam muito mais eficiência e praticidade

ao usuário. Teremos novos lançamentos

nos próximos anos, que deverão incorporar boa

parte destas soluções.

MATÉRIA DE CAPA

IVD TEAM Nihon Kohden do Brasil

Há quase 5 anos aceitamos o desafio de erguer do

zero a marca de IVD da Nihon Kohden. Na nossa

frente tínhamos um mercado de hematologia

estável, com grandes players consolidados e

diversos entrantes. Na retaguarda, uma marca

muito forte no Japão, com um bom reconhecimento

em equipamentos médicos no país, mas sem

nenhuma repercussão em IVD. Com grande esforço,

conseguimos estruturar uma equipe comprometida

de alta performance e com um claro propósito

de levarmos tecnologia de ponta para combater

doenças, estabelecemos uma rede de distribuidores

de alto padrão para atender todos os territórios

Brasileiros e criamos centenas de consumidores

apaixonados pela marca. Assim, posicionamos

a marca Nihon Kohden no mais alto patamar do

mercado de hematologia no Brasil.

Não bastasse, no aniversário da corporação

mundial comemorado dia 7 de agosto, fomos

premiados como uma das equipes de melhor

performance, dentre centena de equipes e

milhares de funcionários de todas as áreas da

Nihon Kohden Corporation do globo. Isso coroou

com chave de ouro o nosso trabalho!

Parabéns aos dedicados membros do IVD

team da NKBR, vocês merecem todo o

reconhecimento.

O incansável trabalho dessa

equipe justifica todo o

sucesso da marca!

Revista NewsLab | Ago/Set 2020 0 55


MATÉRIA DE CAPA

IVD TEAM Nihon Kohden do Brasil

Alexandre Busnardo - Diretor na empresa Labingá - Maringá/PR

Nos nossos 20 anos de empresa podemos sem dúvidas dizer que a Nihon Kohden foi a empresa que mais nos surpreendeu,

equipamentos de altíssima qualidade e precisão em conjunto com uma equipe comercial, técnica e científica

incomparável. Sempre visando constante aperfeiçoamento e evolução para o segmento IVD no Brasil é um orgulho fazer

parte dessa história.

Jusciney Santana - Diretor comercial e administrativo na empresa Excellab - São Paulo/SP

É uma honra para a Excellab, estar desde 2016 em parceria com a Nihon Kohden, sendo uma das primeiras empresas a comercializar

os equipamentos de hematologia: MEK-6450 Alpha Veterinário e MEK 7300 Humano no Brasil. Também tivemos a

satisfação de comercializar o primeiro CELTAC G MEK 9100 no Brasil e um dos primeiros no mundo. Obrigada Nihon Kohden,

há 69 anos inovando em tecnologia na saúde, do Japão para o Mundo.

José Antônio G. Caramanti - Sócio proprietário na empresa Blister – São José do Rio Preto/SP

A Blister atua no mercado de insumos e equipamentos desde o ano de 1982, porem conta com a experiencia de seus sócios

proprietários desde 1974, foi uma longa jornada de constante aprendizado, sempre incentivando nossos colaboradores e clientes

em buscar o caminho mais curto e correto possível. Temos selo de qualidade ISO 9001e temos orgulho em fazer parte da família

Nihon Kohden da qual recebemos com muita alegria o troféu do primeiro equipamento vendido no Brasil.

Ailton Flavio Moreira Junior - Diretor na empresa AC Labor – Goiânia/GO

Nós da AC Labor já estamos no mercado IVD há muitos anos. Mas a experiência de estar presente no nascimento de uma

marca no país e fazer parte do seu desenvolvimento, realmente nos trouxe grande satisfação. Satisfação a qual incrementa-se

de orgulho e de otimismo quando falamos de parceria respeitosa, séria, recheada de qualidade, tecnologia e compromisso

com a longevidade da marca, sem em nenhum momento esquecer do passado que a trouxe até aqui. Em resumo, a Nihon

Kohden nos ensina dia-a-dia a forma exemplar de trabalho a longo prazo.

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Revista NewsLab | Ago/Set 2020


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MINUTO LABORATÓRIO

Fábia Bezerra *

Fábia Bezerra, Biomédica, com mais de 20 anos na

área Laboratorial. Consultora e Auditora na Empresa

Suzimara & Sarahyba Consultoria.

Email: contato@suzimaraesarahyba.com.br

"O Novo Normal ."

Estão Preparados?

Por Fábia Bezerra

Já percebemos que a população em geral

adotou novas condutas e, passou a se preocupar

mais com as meio “esquecidas” mas,

que sempre existiram - afinal, lavagem das

mãos e não falar cuspindo ,denota mais falta

de bons hábitos do que falta de conhecimento

da transmissão de muitas doenças.

Precisou de uma pandemia para algumas

pessoas compreenderem que ninguém está

imune e que os cuidados básicos de higiene

cabem a ricos e pobres.

E na Área da Saúde? o que será incorporado

como o 'novo normal'? A verdade é

que para as Instituições de Saúde, pouca

coisa mudará pois, os hábitos de higiene

nos estabelecimentos sérios já são práticas

rotineiras, independente de covid. O que

permanecerá provavelmente será o distanciamento

entre as pessoas nos espaços, as

barreiras de acrílico entre guichês, as cadeiras

e leitos mais espaçados e álcool gel

na entrada dos estabelecimentos, creio que

estas manobras chegaram para ficar.

Este"novo normal" de alguma forma, nos desinstala

da nossa zona de conforto pré pandemia

e esta adaptação passou à cada dia, uma

busca pela sobrevivência e segurança de que

ficaremos protegidos. Uma coisa é certa: A

mudança se faz necessária, mesmo que nos

assuste. Contudo, estamos em vantagem, pois

já conhecemos este ‘novo’ e como nos comportar

diante dele. Temos as ferramentas nas

mãos e, até que a vacina chegue, pelo menos

já aprendemos a nos comportar para evitar sua

propagação.

E o que ganhamos com o "novo normal"?

Aquilo que é realmente necessário ganhou

lugar, deixando para trás o consumismo

exagerado, fazendo as pessoas refletirem a

cerca do que lhes fazem mais falta, sobre

o que querem e o que realmente precisam,

com isso, descobriram novas alternativas

que prometem ficar, como as consultas da

tele medicina e reuniões on-line por exemplo,

são algumas das facilidades que estão

em alta e prometem continuar otimizando

o tempo das pessoas. E para finalizar, as

relações familiares ganharam mais atenção,

onde a vontade de atravessar a tela do computador

ou celular em busca de um abraço

tornou-se símbolo do quanto o contato físico

com quem amamos é valioso.

REFERÊNCIAS

https://www.insper.edu.br/noticias/novo-normal-conceito/

https://www.em.com.br/app/noticia/bem-viver/2020/05/25/interna_bem_viver,1150466/

coronavirus-estudo-aponta-tendencias-pos-

-pandemia.shtml

http://maracanaassistencia.com.br/blog/curio-

sidades-que-vao-alem-pos-pandemia-o-novo-

-normal/

0 60

Revista NewsLab | Dez/Jan 2020


RADAR CIENTÍFICO

Validação da Razão de 100 para a Definição de Mieloma

Múltiplo Latente (SMM) de Alto Risco com N Latex FLC

Medical Affairs Laboratory Diagnostics - Siemens Healthineers

Diretrizes e Introdução

O mieloma múltiplo latente (SMM) é uma condição assintomática precursora

do mieloma múltiplo (MM). O SMM é geralmente descoberto

acidentalmente quando a proteína M é encontrada no soro ou na urina

em testes de eletroforese, solicitados por algum outro motivo. Os indivíduos

com SMM têm uma taxa de 10% de progressão para MM sintomático

dentro dos primeiros 5 anos após o diagnóstico. A taxa de progressão

cai para 3% dentro de 5 a 10 anos após o diagnóstico e para 1% depois

desse tempo.

Historicamente, o tratamento de pacientes com SMM não era indicado

até que progredissem para MM devido a altas taxas de toxicidade relacionadas

ao tratamento. Com a introdução de novas terapias de alta eficiência

para o mieloma, que oferecem melhor tolerabilidade, uma busca

intensiva por biomarcadores foi iniciada para identificar pacientes que se

beneficiariam com a terapia precoce. Para intervir antes do desenvolvimento

de danos no órgão-alvo do MM, são necessários biomarcadores

que identifiquem com precisão o subconjunto de pacientes com SMM

com malignidade biológica e estão em risco iminente de progressão.

O Grupo de Trabalho Internacional de Mieloma (IMWG) chegou a um

consenso de que, se fossem identificados biomarcadores confiáveis associados

a uma probabilidade de progressão de aproximadamente 80%

(= valor preditivo positivo [VPP]) para MM em 2 anos, tais pacientes

deveriam ser considerados como tendo MM.

Os especialistas também estipularam uma especificidade de 95% ou

mais e, concluíram que a terapia deve ser oferecida a este grupo de pacientes

de SMM de alto risco. 1 Os profissionais envolvidos neste consenso

apontaram que a especificidade é muito mais importante do que a sensibilidade

para evitar o tratamento desnecessário.

Para o diagnóstico de SMM e MM, a diretriz ESMO e o IMWG

recomendam: 2,3

• Detecção e avaliação do componente monoclonal (M) por:

– Eletroforese de proteínas séricas e/ou urinárias

(concentrado da coleta de urina de 24 horas);

– Quantificação nefelométrica de IgG, IgA e IgM;

– Caracterização das cadeias pesadas e leves por imunofixação;

– Dosagem de FLC no soro.

• Avaliação da infiltração de células plasmáticas da medula óssea.

• Avaliação de lesões ósseas líticas.

• Hemograma completo.

• Dosagem de creatinina, clearance de creatinina e cálcio sérico total.

Estudo francês de validação em pacientes com SMM

As atualizações das diretrizes do IMWG e do ESMO que incluem a razão

>100 de FLC como um critério de para ambos os ensaios, a razão de FLC

(envolvida para não envolvida) foi calculada e o desempenho de uma

razão ≥100 na predição da progressão da doença para MM sintomático

nos próximos 2 anos foi avaliada.

Ambos os ensaios tiveram uma capacidade semelhante de

prever a manifestação de MM com uma razão de risco relativa

de 1,99 para os ensaios N Latex FLC e 2,04 para os ensaios

FREELITE. O VPP e a especificidade foram mais elevados para

o ensaio N Latex FLC (66,7%; 97,4%) em comparação com o

ensaio FREELITE (56,5%; 91,2%).

A comparação do método qualitativo para a razão de FLC com

o cutoff de 100 mostrou uma taxa de concordância de 90%

(coeficiente κ 0,39); a melhor taxa de concordância de 91,5%

foi obtida com um cutoff de 70 para os ensaios N Latex FLC

(coeficiente κ 0,53).

0 62

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


Atellica® Solution com Atellica® Decapper integrado

Atellica® Decapper

Agrega um novo conceito para a integração e gerenciamento de

amostras no Atellica® Solution

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desde linear, em “L” ou em “U”, até a conexão com o Aptio® Automation.

Com o sistema do Atellica® Decapper é possível remover as tampas dos tubos sem

a necessidade do manuseio manual ou durante a fase pré-analítica, com capacidade

máxima de destampar 500 amostras/hora. Esta solução permite um fluxo de trabalho

ainda mais simplificado e proporciona melhores resultados para todos os formatos de

laboratório.

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Uma esteira capaz de otimizar todo o processo das amostras, do pré ao pósanalítico,

integrando as demais especialidades do laboratório como Hematologia,

Hemostasia, entre outros, fornecendo uma solução multidisciplinar utilizando o

conceito de Automação Total.

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RADAR CIENTÍFICO

Análise de correlação: razão FREELITE

versus N Latex FLC 6

Diagnóstico para MM, baseiam-se em

dois estudos em que os ensaios FREELITE

no sistema nefelométrico Siemens Healthineers

BN II foram utilizados para a dosagem

de cadeias leves livres (FLC).1,4 A partir

desses estudos, vários ensaios adicionais

de FLC foram liberados para diagnóstico

e monitoramento de MM. No entanto, os

Uma razão N Latex FLC ≥100 apoia o

prognóstico de progressão da doença em

pacientes com SMM com desempenho

semelhante ao observado no ensaio FRE-

ELITE. No entanto, os pacientes identificados

como alto risco podem ser diferentes

pelos dois ensaios.

Nesse estudo, a melhor razão de sensibilidade/especificidade

para o ensaio N

Latex FLC foi obtida com cutoff de 70.

posteriores realizados entre 2013 e 2018

relataram VPPs de 30–64% . 4,6-9

Os resultados apresentados por Henriot

para os ensaios N Latex FLC e FREELITE

estão dentro da faixa média dos resultados

de VPP obtidos nos diferentes estudos, demonstrando

que os ensaios N Latex FLC forneceram

prognóstico de risco equivalente.

resultados obtidos por diferentes ensaios

de FLC, assim como resultados obtidos

pelo mesmo ensaio, mas em analisadores

diferentes, não devem ser usados indistintamente.

5

Deve-se notar que a maioria dos pacientes

com a doença progressiva nos primeiros

2 anos, após o diagnóstico, permanece

não detectada (razão FLC 100 de FLC—Qual a evidência

clínica dos dados publicados?

Além dos dois primeiros estudos dos

EUA e da Grécia publicados em 2013,

mais quatro estudos dos EUA, Dinamarca

e França sobre a regra de uma razão de cadeias

leves livres >100 foram publicados.

leve livre não envolvida.

Em resumo, em seis estudos publicados

até 2019 abordando a identificação de pacientes

com SMM de alto risco, uma razão

de FLC ≥100 identificou esses pacientes

com uma taxa de progressão mais modesta

do que o esperado.

uma coorte francesa de 176 pacientes

diagnosticados com SMM de acordo com

Portanto, alguns autores não consideram

os critérios do IMWG de 2003. Durante

o uso de uma razão FLC ≥100 como o úni-

os primeiros 2 anos após o diagnóstico,

62 pacientes (35%) evoluíram para MM

sintomático.

*Resultados de 18 meses (todos os outros estudos duraram

24 meses).

co critério para o tratamento de MM,6 mas

recomendam o monitoramento contínuo

desses pacientes.

O primeiro e maior estudo da Clínica

Abreviações:

Mayo1 definindo o SMM de alto risco por

FLC: cadeia leve livre

uma razão FLC ≥100 (e FLC envolvido

MM: mieloma múltiplo

≥100 mg/L) não atingiu a meta de uma

SMM: mieloma múltiplo latente

taxa de 80% de progressão em 2 anos.

CRAB: cálcio, renal, anemia, osso

SLiM: esqueleto, cadeias leves, medula

No entanto, o VPP de 73% determinado

ESMO: Sociedade Europeia de Oncologia Médica

no estudo da Clínica Mayo é o resultado

IMWG: Grupo Internacional de Trabalho

mais alto obtido até o momento; estudos

do Mieloma PPV: valor preditivo positivo

0 64

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


LANÇAMENTOS

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vírus Chikungunya

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RADAR CIENTÍFICO

Referências:

1. Larsen JT, Kumar SK, Dispenzieri

A, Kyle RA, Katzmann JA, Rajkumar SV.

Serum free light chain ratio as a biomarker

for high-risk smoldering multiple myeloma.

Leukemia. 2013;27(4):941-6.

2. Moreau P, San Miguel J, Sonneveld P,

Mateos MV, Zamagni E, Avet-Loiseau H,

Hajek R, Dimopoulos MA, Ludwig H, Einsele

H, Zweegman S, Facon T, Cavo M, Terpos

E, Goldschmidt H, Attal M, Buske C; ESMO

Guidelines Committee. Multiple myeloma:

ESMO Clinical Practice Guidelines for

diagnosis, treatment and follow-up. Ann

Oncol. 2017;28(suppl_4):iv52-iv61.

3. Rajkumar SV, Dimopoulos MA, Palumbo

A, et al. International Myeloma

Working Group updated criteria for the

diagnosis of multiple myeloma. Lancet

Oncol. 2014;15(12):e538-48.

4. Kastritis E, Moulopoulos LA, Terpos

E, Koutoulidis V, Dimopoulos MA. The

prognostic importance of the presence of

more than one focal lesion in spine MRI

of patients with asymptomatic (smoldering)

multiple myeloma. Leukemia.

2014;28(12):2402-3.

5. 510(k) substantial equivalence determination

decision memorandum for

Freelite kappa and lambda kits. Available

from: https://www.accessdata.fda.gov/

cdrh_docs/reviews/K150658.pdf

6. Henriot B, Rouger E, Rousseau C, Escoffre

M, Sébillot M,Bendavid C, Minvielle

S, Avet-Loiseau H, Decaux O, Moreau C.

Prognostic value of involved/uninvolved

free light chain ratio determined

by Freelite and N Latex FLC assays for

identification of high-risk smoldering

myeloma patients. Clin Chem Lab Med.

2019;57(9):1397-1405.

7. Waxman AJ, Mick R, Garfall AL, Cohen

A, Vogl DT, Stadtmauer EA, Weiss BM.

Classifying ultra-high risk smoldering

myeloma. Leukemia. 2015;29(3):751-3.

8. Sørrig R, Klausen TW, Salomo M,

Vangsted AJ, Østergaard B, Gregersen H,

Frølund UC, Andersen NF, Helleberg C,

Andersen KT, Pedersen RS, Pedersen P,

Abildgaard N, Gimsing P; Danish Myeloma

Study Group. Smoldering multiple myeloma

risk factors for progression: a Danish

population-based cohort study. Eur J Haematol.

2016;97(3):303-9.

9. Wu V, Moshier E, Leng S, Barlogie B,

Cho HJ, Jagannath S, Madduri D, Mazumdar

M, Parekh S, Chari A. Risk stratification

of smoldering multiple myeloma: predictive

value of free light chains and group-based

trajectory modeling. Blood Adv.

2018;2(12):1470-9.

Na Siemens Healthineers nosso propósito é permitir que os clientes da

área da saúde aumentem seu valor empoderando-os através da sua jornada

na expansão da medicina de precisão, na transformação do cuidado

com a saúde e na otimização da experiência do paciente - tudo isso possível

através da digitalização da saúde.

Estima-se que aproximadamente 5 milhões de pacientes mundialmente

se beneficiam todos os dias através de tecnologias e serviços inovadores

nas áreas de imagem diagnóstico e terapêutica, diagnóstico laboratorial

e medicina molecular, assim como saúde digital e serviços corporativos.

Nós conduzimos uma companhia de tecnologia médica com mais de

120 anos de experiência e 18.000 patentes no mundo todo. Com mais de

50.000 profissionais dedicados em 75 países, continuaremos a inovar e

moldar o futuro do cuidado com a saúde.

BN e todas as marcas associadas são marcas comerciais da Siemens

Healthcare Diagnostics Inc. ou de suas afiliadas. Todas as outras marcas

pertencem a seus respectivos proprietários.

A disponibilidade do produto pode variar de país para país e está sujeita

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Revista NewsLab | Ago/Set 2020


O FUTURO DAS

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especiais. De tamanho compacto, software intuitivo, a plataforma foi

desenvolvida para trazer simplicidade a processos analíticos complexos.

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e livres)

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IgG e IgA, Sistema Complemento (CH50,

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Sistema nervoso central

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Imunoglobulinas no líquor.

Menu de testes

Nefrologia

Cistatina, Microalbumina

Beta-2-Microglobulina, Transferrina

Proteínas Específicas

PCR, ASO, Fator Reumatóide, Ferritina,

Transferrina, Pré-Albumina, Ceruloplasmina,

Haptoglobina, Alfa-1-Antitripisina,

Alfa-1-Glicoproteína Ácida, Lipoproteína(a),

entre outras.

Freelite ® é marca registrada da empresa The Binding Site Group, Birmingham, Reino Unido

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LABORATÓRIO EM DESTAQUE

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REDE

DESCUBRA POR QUE O LAB REDE É REFERÊNCIA EM APOIO LABORATORIAL HÁ 20 ANOS

Quando iniciamos nossas avidades, já no ano 2000, fomos movados pelo desejo de ofertar à nossa

Rede apoio personalizado, alto nível técnico e cienfico, tecnologia de ponta. Mas, acima de tudo,

atendimento personalizado. Foi assim que construímos de forma sólida duas décadas de história.

Hoje, completando 20 anos, connuamos tendo como principal diretriz o compromisso de sermos mais

e melhores. Atuamos como extensão de cada parceiro acompanhando todos os processos, oferecendo

conhecimento de alto nível à equipe de colaboradores, acompanhando às demandas geradas pelo

mercado e tornando mais compevo cada membro da Rede, principalmente pela qualidade e

confiabilidade dos resultados entregues.

Quando o assunto é qualidade, O Lab Rede tem orgulho de ser reconhecido pelas principais programas

de Acreditação: PALC, DICQ e ONA, sendo pioneiro como laboratório de apoio a receber uma cerficação

de Acreditado ONA com Excelência.

A Assessoria Cienfica do Lab Rede é referência em atendimento e resoluvidade. Está sempre disponível

no auxílio aos nossos membros de forma personalizada, sendo este um dos grandes destaques percebidos

por nossos parceiros.

Somos reconhecidos por auditorias contábeis independentes como uma empresa séria e digna de

credibilidade, graças à nossa atuação responsável, transparente e fiel às regulamentações fiscais e

tributárias.

Hoje, com centenas de membros, nossos clientes e parceiros apontam o Lab Rede como referência em

apoio laboratorial. Nossa missão é propiciar à nossa Rede, sustentabilidade e independência em sua

atuação no mercado. Uma visão inovadora de relacionamento e apoio que gera valor, fortalece cada

parceiro e respeita as parcularidades.

É assim que, juntos, criamos um novo conceito em apoio laboratorial.

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CONFIANÇA EM

APOIO LABORATORIAL

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Com mais de 200 laboratórios entre associados e

clientes, o Lab Rede oferece exclusividade em apoio

laboratorial. Priorizamos o compromisso com a

qualidade, através de um atendimento diferenciado,

pautado por seus principais valores: Éca, Transparência,

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Uma escolha de confiança

Sustentabilidade, Relacionamento Diferenciado,

Responsabilidade e Reconhecimento.


DIAGNÓSTICO POR IMAGEM

Experiência do Paciente e o valor

da humanização em saúde

O que o paciente precisa de nós?

Autor: Dra. Daniella Kerbauy, Dr. Rogério Caldana

Para responder essa pergunta é importante

adotarmos a perspectiva correta, do próprio

paciente e seus familiares, que estão diante

de variadas incertezas quando buscam

assistência à saúde. Eles geralmente desconhecem

o nível de serviço necessário para

o adequado desfecho de seu caso, podem

se sentir inseguros e fragilizados diante de

procedimentos potencialmente invasivos,

e enfrentam a possibilidade de sofrimento

e exposição à ideia da própria mortalidade,

com todos os sentimentos que isso implica.

Aspectos como esses tornam o atendimento

à saúde uma relação única na prestação

de serviços, em que a confiança no médico,

profissional ou instituição de saúde assume

papel preponderante. Tal grau de confiança

é geralmente estabelecido sobre dois principais

fatores: um de natureza técnica, representado

pelo conhecimento científico e uso

de recursos tecnológicos cada vez mais complexos

e avançados, e outro de natureza humanística,

caracterizado pela compreensão

e acolhimento ao sentimento do paciente. A

confiança necessária para o sucesso dessa relação

fracassará se um desses componentes

for oferecido sem a presença do outro.

É com essa perspectiva que assume central

importância a chamada "Experiência do

Paciente”, que reúne o conjunto de fatores

e interações vivenciadas na jornada de seu

atendimento. Pesquisas têm demonstrado

que os pacientes atribuem a percepção de

qualidade ao serem adequadamente informados,

ouvidos com dedicação, quando são

tratados de forma pessoal e acolhedora, e

apoiados nas necessidades para seu engajamento.

Isso tem levado as instituições de

saúde a reestruturarem seus processos de

atendimento em torno do paciente e não da

doença.

Programas efetivos que priorizam a Experiência

do Paciente envolvem praticamente

todas as operações de uma organização de

saúde, ao colocarem o bem-estar do paciente

como o principal foco de suas atividades.

Tais programas incluem desde a escolha do

perfil das lideranças e corpo profissional, a

aspectos operacionais como o rigor nos protocolos

de segurança, consentimento e informação,

o aprimoramento contínuo na comunicação

interpessoal e corporativa, ações

de engajamento de pacientes e familiares,

políticas de desenvolvimento e valorização

de habilidades pessoais, como empatia, comunicação

e trabalho colaborativo.

Atentas a isso, o desenvolvimento da cultura

organizacional centrada no paciente tem

sido um dos principais fatores de diferenciação

competitiva das maiores instituições de

saúde por todo o mundo, com importantes

exemplos nacionais nesse sentido, o que inclui

iniciativas de sucesso também em instituições

públicas.

O impacto da experiência do paciente também

pode ser medido pelo seu efeito direto

na saúde do indivíduo: elevados níveis de

experiência correlacionam-se à maior aderência

ao tratamento e maior grau de engajamento

no controle de doenças crônicas.

Instituições de saúde que priorizam a Experiência

do Paciente têm também apresentado

melhor avaliação de seu corpo clínico e colaboradores,

por reforçarem a noção de pertencimento

e o ambiente positivo de trabalho.

Todo esse esforço traz também impacto

nos resultados financeiros, seja pelo ganho

em eficiência, credibilidade e fidelização, ou

pelo melhor desempenho em modelos de

remuneração baseados em valor, tendência

cada vez maior na cadeia de saúde, pelo foco

no desfecho clínico. Um exemplo disso é a

implantação do sistema MIPS norte-americano,

baseado em critérios de qualidade

avaliados pelos próprios pacientes.

Por fim, as instituições precisam criar mecanismos

eficientes para receber os feedbacks

dos pacientes, e implantar as melhorias

apontadas. Boa parte da experiência diferenciada

está na percepção de que os pacientes

são ouvidos e valorizados individualmente, e

não tratados apenas como parte de protocolos

clínicos.

Se por um lado já conhecemos quais fatores

são importantes para garantir uma experiência

diferenciada no atendimento à saúde,

0 70

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


a atual pandemia acentuou o distanciamento

e passou a representar um novo desafio ao

acolhimento do paciente. Com a ampliação

no uso dos recursos digitais, e as interações

físicas afetadas por um conjunto de barreiras

Geralmente características naturais em muitos

profissionais de saúde, pela relação com

seu propósito vocacional, essas habilidades

podem ser ainda mais prevalentes por meio

da valorização desses aspectos na cultura da

padrão de atendimento aos pacientes. Para

garantir a entrega de uma boa experiência

do paciente, é necessário atuar com foco no

bem-estar desses profissionais por meio do

reconhecimento, de práticas que promovam

DIAGNÓSTICO POR IMAGEM

nos equipamentos de proteção pessoal, todo

organização, pela implantação de programas

resiliência e garantam uma comunicação

o processo de abordagem do paciente preci-

de treinamento corporativo e reconhecimen-

efetiva verbal e não-verbal e alinhamento de

sará ser reconsiderado. Boa parte da expres-

to profissional.

propósito (Figura1).

são facial, componente fundamental para a

conexão empática, está atualmente ocultado

O desafio do atual momento é ainda maior

Como em todos momentos de crise, as li-

por máscaras, óculos e protetores faciais. Isso

ao considerarmos que os profissionais de

ções aprendidas nesse período farão parte

obriga o profissional de saúde a fazer o me-

saúde encontram-se sob intensa sobrecarga

das transformações futuras do sistema. Vi-

lhor uso possível dos outros recursos dispo-

física e psicológica, principalmente aqueles

vemos um evento de profundo impacto na

níveis para o estabelecimento do vínculo de

envolvidos na linha de frente do combate à

prática médica. É preciso garantir que esse

contato, como a comunicação efetiva, o con-

pandemia, e precisam ter apoio adicional

novo momento amplie a inclusão das me-

tato visual e a adequada linguagem corporal.

em suas instituições, de modo a manter o

lhores práticas de cuidado, e com isso o estabelecimento

de maior valor à Experiência

Profissionais de saúde

Pacientes

do Paciente.

Referências:

Práticas

promovem

Resiliência

(Meditação, Yoga)

Mecanismos de

Reonhecimento

Bem-estar,

satisfação,

engajamento

Comunicaçã

o empática

(verbal e

não-verbal)

Ciclo

virtuoso de

Experiências

do Paciente

The Patient Experience Book. NHS Institute for Innovation

and Improvement. Available online: https://

www.england.nhs.uk/improvement-hub/wp-con-

tent/uploads/sites/44/2017/11/Patient-Experience-

-Guidance-and-Support.pdf

Boissy A, Windover AK, Bokar D. Communication

Skills Training for Physicians Improves Patient Satisfaction.

J Gen Intern Med. 2016;31(6):755-61

Kerbauy D, Santalucia C, Caldana R, Sweet J, Tsutsui

J, Rizzatti E, Mercer MB. Communicating with HEART

around the globe—does empathy transcend culture?

Journal of Hospital Management and Health Policy,

November, 2019; 3: 30.

Millstein JH, Kindt S. Reimagining the Patient Experience

During the Covid-19 Pandemic. NEJM Catalyst

Innovations in Care Delivery. From de Editors, June, 2020.

Figura 1. Comunicação Empática, Reconhecimento e Resiliência como pilares fundamentais para uma experiência do

paciente extraordinária.

Dra. Daniella Kerbauy

Diretora Médica do Grupo Fleury

Graduada em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), tem residência

em Clínica Médica e Hematologia/Hemoterapia pela Escola Paulista de Medicina

da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e doutorado em Hematologia pela

mesma universidade. Possui título de especialista em Patologia Clínica e Medicina

Laboratorial pela Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/ Medicina Laboratorial

(SBPC/ML). Cursou o pós-doutorado no Fred Hutchinson Cancer Research Center

em Seattle (WA), nos Estados Unidos. Além disso, possui MBA executivo “OneMBA,

Global Executive MBA Program”.

Dr. Rogério Caldana

Médico Radiologista do Grupo Fleury

Médico formado pela EPM/UNIFESP, com residência e pós-graduação em

Diagnóstico por Imagem. Pós-doutorado em ensino digital em Radiologia.

Título de especialista em Diagnóstico por Imagem pelo CBR e MBA em gestão

empresarial pela FGV.

Revista NewsLab | Ago/Set 2020

0 71


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de dois analisadores BC-6800 e

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coloração de lâminas (SC-120).

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até 250 amostras/hora (CBC+Diff).

• Equipamentos podem trabalhar

em conjunto ou isolados

dependendo da rotina.

• As esteiras de carregamento

dos analisadores são bidirecionais

(patente Mindray).

• O software labXpert é o padrão

para o CAL 8000 e gerencia todo

o sistema com a possibilidade de auto validação e análise de amostras com base em regras predefinidas, além de possuir

uma interface mais intuitiva para validação manual.

• Amostras STAT podem ser carregadas em modo aberto para diminuir o tempo de execução do teste ou em racks com

prioridade

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revisão microscópica.

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• Amostras de sangue total ou fluidos biológicos.

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Estados Atendidos

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AMAPÁ

AMAZONAS

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MARANHÃO

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RIO GRANDE

DO NORTE

PARAÍBA

PIAUÍ

PERNAMBUCO

ACRE

RONDÔNIA

TOCANTINS

BAHIA

ALAGOAS

SERGIPE

MATO GROSSO

DISTRITO

FEDERAL

GOIÁS

MATO GROSSO

DO SUL

SÃO

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GERAIS

RIO DE

JANEIRO

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ENGENHARIA CLÍNICA

A importância da gestão eficiente

de equipamentos laboratoriais

na qualidade e segurança assistencial

Mariana Ribeiro Brandão

Devido ao aumento crescente de tecnologias

em estabelecimentos de saúde, a gestão

do parque tecnológico deve ser eficiente a

fim de assegurar a melhor segurança para

os seus usuários, sendo eles os pacientes e/

ou demais envolvidos. Essa realidade inclui

também os ambientes laboratoriais, onde a

demanda de equipamentos para auxiliar nos

processos são cada vez mais requeridas. Os

equipamentos laboratoriais são dispositivos

utilizados pelo laboratório clínico para auxiliar

no processo de condução de análises

laboratoriais [1].

Gerenciar as tecnologias durante todo o ciclo

de vida é essencial para que elas venham

a desempenhar as suas funções da melhor

forma possível. A gestão das tecnologias em

saúde, incluindo os equipamentos laboratoriais,

são requeridos na resolução da colegiada

(RDC) 02, que preconiza o gerenciamento

das tecnologias em estabelecimentos

de saúde, devendo ser realizado desde os

processos de planejamento e incorporação

tecnológico, gerenciamento de intervenções

técnicas (como manutenções e calibrações),

informações de uso, até o descarte final da

tecnologia [2]. A norma NBR 15943 dispõe

dos requisitos mínimos para a realização

do gerenciamento em todo o ciclo de vida

tecnológico, iniciando nos processos pré-comercialização

até a pós-comercialização [3].

Especificamente para os equipamentos

laboratoriais, a RDC 302 preconiza requisitos

mínimos visando a segurança de equipamentos

e instrumentos laboratoriais. De

acordo com o regulamento, o laboratório

clínico e o posto de coleta laboratorial devem

possuir equipamentos necessários ao

atendimento e que atenda à sua demanda

que estejam regularizados junto a ANVISA/

MS, seguindo a legislação vigente; realizar e

manter registros das manutenções preventivas

e corretivas, além de calibrar ou verificar

os equipamentos periodicamente e registrá-

-lo para o controle histórico [1].

As ações requisitadas devem estar presentes

no plano de gerenciamento de tecnologias

em saúde, a ser elaborada e implementada

por um profissional designado

pelo estabelecimento [2]. Estas podem ser

executadas pelo Engenheiro Clínico, que segundo

definição da Associação Brasileira de

Engenharia Clínica, é o profissional responsável

por aplicar técnicas de gerenciamento

de equipamentos médicos visando a segurança

do paciente [4]. Os procedimentos e

atividades devem ser realizadas durante a

gestão de cada tecnologia nos estabelecimentos

de saúde, de modo a garantir a sua

rastreabilidade, segurança e eficácia, visando

promover a qualidade assistencial para o

usuário final.

Referências:

[1] Ministério da Saúde. Resolução de diretoria

colegiada - RDC Nº 302, de 13 de outubro de 2005.

Dispõe sobre Regulamento Técnico para funcionamento

de Laboratórios Clínicos.

[2] Ministério da Saúde. Resolução de diretoria

colegiada – RDC Nº 2, de 25 de janeiro de 2010

Dispõe sobre o gerenciamento de tecnologias em

saúde em estabelecimentos de saúde.

[3] Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR

15943:2011. Diretrizes para um programa de gerenciamento

de equipamentos de infraestrutura de

serviços de saúde e de equipamentos para a saúde.

[4] Associação Brasileira de Engenharia Clínica.

Disponível em: http://www.abeclin.org.br/pagina.

php?p=quem-somos

Mariana Ribeiro Brandão

Engenheira Biomédica | UNIFESP - Especialista em Engenharia Clínica | UNICAMP

Mestranda em Engenharia Elétrica | UFSC

Linkedin: /marianaribeirobrandao

Instagram: @engenheiraclinica

E-mail: marianaribeirobrandao@gmail.com

0 74

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


MEDICINA GENÔMICA

Vigilância para as Manifestações

Neurológicas das Arboviroses:

Dengue, Zika e Chikungunya

Por: Marzia Puccioni-Sohler, 1,2 e Cíntia da Silva Mello, 1,2

1. Escola de Medicina e Cirurgia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Rio de Janeiro, Brasil

2. Programa de Pós-Graduação em Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, Brasil

Durante as pandemias de dengue, zika e

chikungunya, houve aumento de relatos de

casos com complicações neurológicas associados

a estes vírus. O envolvimento do sistema

nervoso pode representar a manifestação

inicial da infecção pelo vírus da dengue.

Discutiremos alguns aspectos relacionados a

conceitos, epidemiologia, as manifestações

neurológicas mais frequentes e os critérios

para diagnóstico. Este material poderá servir

de apoio a identificação precoce e tratamento

adequado destas doenças neuroinvasivas pelos

profissionais de saúde.

Palavras-chave: arbovírus, dengue, Zika,

chikungunya, sistema nervoso, encefalite,

síndrome de Guillain-Barré, líquido cefalorraquidiano,

síntese intratecal de anticorpo

específico, critério diagnóstico.

Arbovírus caracterizam os vírus transmitidos

ao hospedeiro vertebrado através da

picada de vetores artrópodes, especialmente

mosquitos e carrapatos. Os Flavivirus (vírus

da dengue, Zika e febre amarela) e os Alphavirus

(vírus chikungunya) são comumente

transmitidos por mosquitos fêmeas do gênero

Aedes (Ae. Aegypti e Ae. Albopictus) após

repasto em um hospedeiro humano virêmico

(WHO, 2018).

Os arbovírus estão presentes em mais de

120 países com caráter endêmico, emergindo

em áreas urbanas pobres e porções

periféricas, com que cerca de 4 bilhões de

indivíduos expostos ao risco de infecção e

seus agravamentos (WHO, 2018). Essa ampla

distribuição associada à urbanização e

às mudanças climáticas são alguns fatores

que facilitam a co-circulação desses agentes

pelos hemisférios e, consequentemente,

o aparecimento de doenças (WHO, 2018).

No Brasil, as arboviroses pelos vírus dengue

(DENV), Zika (ZIKV) e chikungunya (CHIKV)

recebem maior destaque, devido ao elevado

número de casos em ocorrência nos últimos

anos (tabela) 2-6 .

Estima-se que 0,5-21% dos pacientes com

dengue desenvolvam manifestações neurológicas⁷,

16% dos pacientes na infecção

pelo CHIKV⁸ e 13,4 a 33,3% na infecção pelo

Janeiro, Brasil

ZIKV. Os sinais neurológicos podem surgir

desde a fase aguda da infecção até 30 dias

após início dos sintomas⁹. As complicações

neurológicas causadas por esses arbovírus

apresentam elevado potencial de mortalidade

e déficits neurológicos. Estas incluem:

síndromes de malformações congênitas,

encefalite aguda, meningite asséptica, mielite

e distúrbios pós-infecciosos tais como a

síndrome de Guillain-Barré, encefalomielite

disseminada aguda, neuromielite óptica, paralisia

do nervo craniano, neuropatia 7-11 . Os

sintomas neurológicos não são específicos

dificultando o diagnóstico. A fisiopatogenia

das manifestações neurológicas ocorre

pela ação direta do vírus, por mecanismos

autoimunes, hemorragia e pelos distúrbios

metabólicos associados a infecção 7-9 . A encefalite

tem sido a manifestação neurológica

mais comum nas infecções por DENV 7 .

O líquido cefalorraquidiano (LCR) é um ultrafiltrado

do plasma sanguíneo produzido

pelas células do plexo coróide. Pleocitose

(contagem de células>4 céls./mm3), proteína

levemente aumentada ou normal, glicose

normal ou levemente diminuída e nível de

lactato normal ou levemente aumentado são

achados comuns no exame do LCR que contribui

para o diagnóstico de infecção viral no

sistema nervoso central (SNC). No entanto,

estas alterações são semelhantes em uma

variedade de agentes virais 12 . Síntese intratecal

de anticorpos IgG específico para DENV

tem sido demonstrado em casos de mielite 13 ,

assim como síntese intratecal de anticorpos

IgG específico para CHIKV em um caso de

encefalite 14 . Ambos representam potenciais

biomarcadores para o diagnóstico destas infecções

neuroinvasivas.

VIGILÂNCIA PARA AS MANIFESTAÇÕES NEUROLÓGICAS DAS ARBOVIROSES:

DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA

Marzia Puccioni-Sohler,​ 1,2​ Cíntia da Silva Mello,​ 1,2

1. Escola de Medicina e Cirurgia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Rio de

2. Programa de Pós-Graduação em Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, Brasil

Durante as pandemias de dengue, zika e chikungunya, houve aumento de relatos de casos com complicações

neurológicas associados a estes vírus. O envolvimento do sistema nervoso pode representar a manifestação inicial da

infecção pelo vírus da dengue. Discutiremos alguns aspectos relacionados a conceitos, epidemiologia, as

manifestações neurológicas mais frequentes e os critérios para diagnóstico. Este material poderá servir de apoio a

identificação precoce e tratamento adequado destas doenças neuroinvasivas pelos profissionais de saúde.

Palavras-chave: ​arbovírus, ​dengue, Zika, chikungunya, sistema nervoso, encefalite, síndrome de Guillain-Barré,

líquido cefalorraquidiano, síntese intratecal de anticorpo específico, critério diagnóstico.

Arbovírus caracterizam os vírus transmitidos ao hospedeiro vertebrado através da picada de vetores artrópodes,

especialmente mosquitos e carrapatos. Os ​Flavivirus (vírus da dengue, Zika e febre amarela) e os ​Alphavirus (vírus

chikungunya) são comumente transmitidos por mosquitos fêmeas do gênero ​Aedes (​Ae. Aegypti e ​Ae. Albopictus​) após

repasto em um hospedeiro humano virêmico (WHO, 2018).

De acordo com o Centro de Controle e

Os arbovírus estão presentes em mais de 120 países com caráter endêmico, emergindo em áreas urbanas

pobres e porções periféricas, com que cerca de 4 bilhões de indivíduos expostos ao risco de infecção e seus

agravamentos (WHO, 2018). Essa ampla distribuição associada à urbanização e às mudanças climáticas são alguns

fatores que facilitam a co-circulação desses agentes pelos hemisférios e, consequentemente, o aparecimento de

doenças (WHO, 2018). No Brasil, as arboviroses pelos vírus dengue (DENV), Zika (ZIKV) e chikungunya (CHIKV)

Tabela. Epidemiologia dos arbovírus no Brasil

recebem maior destaque, devido ao elevado número de casos em ocorrência nos últimos anos (tabela)​

Ano

Casos

prováveis (n)

Incidência

(/100mil hab)

DENV ZIKV CHIKV DENV ZIKV CHIKV

2015 1.587.080 56.159 17.765 782,6 27,58 -

2016 1.487.924 211.770 263.598 727,6 103,6 128,9

2017 249.056 17.338 185.605 120,9 8,4 90,1

2018 247.393 8.024 85.221 118,7 3,8 40,9

2019 1.544.987 10.768 132.205 735,2 5,1 62,9

2020* 802.001 3.509 37.387 381,6 1,7 17,8

Fonte: Sinan NET, Ministério da Saúde do Brasil (bancos de 2015/ 2016/2017/ 2018/ 2019/ 2020). *Até a Semana Epidemiológica 1 a 22 (29/12/2019 a

16/05/2020).

Tabela​. Epidemiologia dos arbovírus no Brasil

2-6​

.

0 76

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


Revista NewsLab | Ago/Set 2020


MEDICINA GENÔMICA

Prevenção de Doenças (CDC, 2015) e com

o Ministério da Saúde do Brasil (2017),

o diagnóstico de doença neuroinvasiva

causada por DENV, ZIKV e/ou CHIKV baseia-se

em critérios clínicos, como o aparecimento

de manifestações neurológicas

na ausência de uma explicação clínica

mais provável; confirmados pelos critérios

laboratoriais: presença de RNA viral e/ou

antígenos virais no soro e/ou LCR ou outro

líquido corporal, IgM específica reagente

no líquido cefalorraquidiano (LCR) com

IgM específico não reagente para outros

arbovírus endêmicos na região, IgM específica

no soro confirmada por anticorpos

neutralizantes específicos do vírus, elevação

do título de IgG específica em soro

pareado 10-11 . Sendo a presença do material

genético viral no LCR considerada a evidência

maior causalidade10-11.

Em uma recente publicação, nosso grupo

verificou que 31% (11/36) dos pacientes

(adultos) com suspeita diagnóstica de infecção

do SNC ou quadros pós-infecciosos

apresentavam doença neuroinvasiva associada

a DENV ou CHIKV, com base nos critérios

da CDC/Ministério da Saúde. Quando

associados a avaliação da síntese intratecal

de anticorpo específico para DENV e CHI-

KV, 36% (13/36) preencheram os critérios

de positividade de arbovírus. Dos casos

diagnosticados, 54% foram causados pelo

DENV e 46% pelo CHIKV. A encefalite foi a

manifestação neurológica mais frequente,

com 54% (7/13) dos casos15.

Em conclusão, em casos com suspeita de

quadros infecciosos do SNC ou pós-infecciosos,

o diagnóstico diferencial com DENV,

ZIKV e CHIKV deve ser realizado em áreas

endêmicas ou em viajantes provenientes de

áreas endêmicas.

Referências:

1. World Health Organization. (2018). Dengue Control

- Epidemiology. https://www.who.int/denguecontrol/

epidemiology/en/.Acesso: 28 de Fevereiro de 2020.

2. Ministério da Saude do Brasil. (2016). Monitoramento

dos casos de dengue, febre de chikungunya e

febre pelo vírus Zika até a Semana Epidemiológica 49,

2016. Boletim epidemiológico. 47 (38): 1 - 10. https://

portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2016/dezembro/20/2016-033---Dengue-SE49-publicacao.pdf

3. Ministério da Saude do Brasil. (2017). Monitoramento

dos casos de dengue, febre de chikungunya e

febre pelo vírus Zika até a Semana Epidemiológica 50,

2017. Boletim Epidemiológico. 48(45):1 - 13. https://

portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2018/janeiro/10/2017-046-Publicacao.pdf

4. Ministério da Saúde Brasil. (2018). Monitoramento

dos casos de dengue, febre de chikungunya e doença

aguda pelo vírus Zika até a Semana Epidemiológica 49

de 2018. Boletim Epidemiológico. 49(59):1–14. https://

portalarquivos2.saude.gov.br/ images/pdf/2019/janeiro/02/2018-067.pdf

5. Ministério da Saúde Brasil. (2019). Monitoramento

dos casos de arboviroses urbanas transmitidas pelo

Aedes (dengue, chikungunya e Zika), Semanas Epidemiológicas

1 a 36, 2019. Boletim Epidemiológico.

50(29):22–32.https://www.saude.gov.br/images/

pdf/2019/outubro/04/BE-multitematico-n28.pdf

6. Ministério da Saúde Brasil. (2020). Monitoramento

dos casos de arboviroses urbanas transmitidas pelo Aedes

(dengue, chikungunya e Zika), Semanas Epidemiológicas

1 a 22, 2020. Boletim Epidemiológico. 51(23):1–20.

https://www.saude.gov.br/images/pdf/2020/June/09/

Boletim-epidemiologico-SVS-23.pdf

7. Puccioni-Sohler M, Rosadas C, Cabral-Castro MJ.

Neurological complications in dengue: A review for clinical

practice. Arq Neuropsiquiatr 2013:71(9 B):667–671.

https://doi.org/10.1590/0004-282X20130147

8. Chandak NH, Kashyap RS, Kabra D, Karandikar P,

Saha SS, Morey SH, Purohit HJ, Taori GM, Daginawala

HF. Neurological complications of Chikungunya virus

infection. Neurol India 2009:57(2):177-180. https://doi.

org/10.4103/0028-3886.51289

9. Brito KGS, dos Santos EB, Lucas LSM, Orsini M, Fiorelli

R, et al. Prevalence of neurological complications

associated with Zika virus in a Brazilian metropolis.

Neurol Int 2018;10(2): 7638. https://doi.org/10.4081/

ni.2018.7638

10. Ministério da Saúde, Brasil. (2017). Manual de vigilância

sentinela de doenças neuroinvasivas por arbovírus

(Sentinel Surveillance Manual for Neuroinvasive Arboviral

Diseases). Ministério da Saúde, Brasilia.

11. Centers for Disease Control and Prevention guidelines.

(2015). https://wwwn.cdc.gov/nndss/conditions/

arboviral-diseases-neuroinvasive-and-non-neuroinvasive/case-definition/2015/.

Accessed 28 February 2020

12. Puccioni-Sohler M. (2008). Diagnóstico de Neuroinfecção:

com abordagens dos exames do líquido Cefalorraquidiano.

Rubio, Rio de Janeiro.

13. Puccioni-Sohler M, Soares CN, Papaiz-Alvarenga R,

Castro MJC, Faria LC, Peralta JM. Neurologic dengue manifestations

associated with intrathecal specific immune

response. Neurology 2009;73(17):1413–1417.https://

doi.org/10.1212/WNL.0b013e3181bd8258

14. Puccioni-Sohler M, Farias LC, Cabral-Castro MJ, Zalis

MG, Kalil RS, Salgado MCF. Cerebrospinal Fluid Immunoglobulins

as Potential Biomarkers of Chikungunya

Encephalitis. Emerg Infect Dis 2018;24(5):939-941. doi:

10.3201/eid2405.171763.

15. Mello CSM, Cabral-Castro MJ, Silva de Faria LC, Peralta

JM, Puccioni-Sohler, M. Dengue and chikungunya

infection in neurologic disorders from endemic areas

in Brazil. Neurology: Clinical Practice 2019. https://doi.

org/10.1212/cpj.0000000000000776

Marzia Puccioni Sohler

é neurologista, professora associada da Escola de Medicina

e Cirurgia da Universidade Federal do Estado do Rio de

Janeiro (UNIRIO) e professora permanente do Programa de

Pós-Graduação da Faculdade de Medicina da Universidade

Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Cintia Mello

é estudante de Medicina na Escola de Medicina e Cirurgia da

Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e

doutoranda no Programa de Pós-Graduação da Faculdade de

Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

0 78

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


LADY NEWS

Ressignificando o Novo Normal

na OFAC

Estamos vivenciando transformações, e

este momento mostra como podemos (re)

adequar nossa vida para algo que faça

mais sentido. Não há dúvidas: estamos no

caminho para um novo mundo marcado pela

conectividade, e, acima de tudo, valorização

da transparência como premissa para

construir relações.

Assim como foi para tudo e todos, com a

OFAC- Organização Feminina de Análises

Clínicas não foi diferente. Embora a OFAC,

tenha surgido de forma virtual, mesmo

assim teve de resignificar os canais de

interlocução e, tornou-se ainda mais

virtual sem os encontros presenciais. Mas

as mudanças chegaram. Adaptações ao

novo normal na OFAC com surgimento

de novos grupos e novos participantes ou

ajustes dos que já existiam e adequação

na gestão interna. Então, seja bem-vindo,

“novo normal”, estamos prontas.

Antes da OMS-Organização Mundial

da Sáude, decretar a pandemia, em 11

de março de 2020, surge com novas

mudanças, do antigo grupo OFAC CQ

(Controle de Qualidade), o grupo OFAC

Business, comandados por especialistas,

onde discutiam assuntos voltados

ao mercado de pequenos e médios

laboratórios, agora, os componentes,

gestores e proprietários de laboratórios,

discutem, compartilham e trocam ideias

sobre suas próprias rotinas, principalmente

ao que estamos vivenciando em torno da

complexidade da COVID-19.

E assim, naturalmente foram diversas

discussões nos dois grupos, Business e VIP,

desde o aparecimento do sequenciamento

genético do SARS-CoV-2, responsável pela

COVID-19, no qual permitiu identificar as

proteínas que o compõem, o que serviu

para orientar diversas pesquisas e indicar

a origem dos novos vírus; A aprovação dos

primeiros oito kits de Testes Laboratoriais

Remotos pela ANVISA no que consta nas

Resoluções RE 776/2020 e RE 777/2020,

publicadas no Diário Oficial da União

(D.O.U.); As metodologias aplicadas,

realizadas com técnicas e tecnologias

diferenciadas para diagnóstico e/ou estudo

epidemiológico da COVID-19 de acordo

com cada caso, e, a aprovação da realização

dos Testes Rápidos em farmácias de acordo

com a Nota Técnica 97/2020 da ANVISA, na

qual é motivo para discussões polêmicas

entre pequenos e médios laboratórios,

que reivindicam unidos à frase: “Lugar de

exame é no laboratório”.

E em meio a tantas dúvidas, incertezas e

inseguranças, o novo surge: OFAC University,

o mais novo grupo de whatsApp da OFAC,

direcionado a estudantes do curso de Farmácia,

Biomedicina e Biologia dos 2 (dois) últimos

anos que almejam seguir as análises clínicas.

Para acompanhar este grupo nas discussões

de casos, Quiz, entre outras dinâmicas, foram

selecionados dos grupos OFAC VIP e Business,

profissionais que passaram a ser chamados de

“tios” e “tias” OFAC.

O objetivo da criação deste grupo, vai além

de estimular o futuro analítico clínico, mas

despertar, desde a universidade, competências

que são mais que conteúdo das disciplinas dos

cursos. É importante criar esse ambiente dentro

do grupo para que os estudantes possam

expressar suas emoções e questionamentos,

fazendo com que sejam protagonistas de

transformações de si mesmos.

O OFAC Convida, evento virtual que

acontece uma vez por mês com palestrantes

renomados no Brasil, testou novas formas

de apresentações para inovar e acompanhar

as novas tendências de palestras

digitais pelo Brasil, trazendo sempre

assuntos atualizados para surpreender os

profissionais da área.

Hoje, a OFAC conta com um núcleo de

gestão, formado por Marbenha Linko,

Mônica Amaral, Waldirene Nicioli, Cláudia

Gonçalves, Laiara Lemos e Albany Nogueira

e tem como conselheiras Mauren Isfer,

Gilcilene Chaer e Lenira Costa. Os encontros

presenciais nos congressos foram suspensos,

mas as “meninas da OFAC” continuam

conectadas com as novas transformações.

Marbenha Linko

Mestrado em Gestão Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologia Farmacêutica (PUC-GOIAS); Especialização em

Citologia Clínica (SBCC); Graduação em Farmácia Bioquímica(UFMA); Diretora Vice-Presidente do CRF-MA ( 2020-

2021); Conselheira Regional do CRF-MA (2020-2023); CEO OFAC -Organização Feminina de Análises Clinicas do Brasil;

Responsável Técnica pelo Laboratório CISAM /Imperatriz-MA.

0 80

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


METODOLOGIA

FLOW CHIP

A Próxima Geração do

Diagnóstico Molecular

O processo ocorre por meio de uma reação em PCR seguida de uma hibridização

reversa (dot blot) utilizando sondas específicas de DNA imobilizadas em uma

membrana de nylon (CHIP).

É uma metodologia acurada para detecção de infecções de um único patógeno

ou múltiplos alvo, com alta sensibilidade e especificidade.

Conheça as solução da Mobius:

PR20

Registro ANVISA Nº 80502070089

Detecção simultânea de 20 patógenos causadores de infecções respiratórias

Possibilita a intervenção clínica precoce e mais apropriada.

HPV

Registro ANVISA Nº 80502070090

Detecção e genotipagem simultânea do HPV

35 genótipos: 18 subtipos de alto risco e 17 subtipos de baixo risco.

IST

Registro ANVISA Nº 80502070086

Detecção simultânea de 11 patógenos em uma única amostra

Direcionamento correto para o tratamento, antiviral ou antimicrobiano

específico.

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CITOLOGIA

Análise do Líquor e a SARS-COV2

Prof. Dra. Lisiane Cervieri Mezzomo

As complicações neurológicas do coronavírus

2019 (COVID-19) estão sendo melhor

compreendidas à medida que a pandemia

avança. Controvérsias a respeito dos sintomas

neurológicos serem causados por

infecção viral do SNC pelo COVID-19 ou

por outros mecanismos indiretos, como

uma complicação inespecífica da doença

pulmonar ou por um estado inflamatório

generalizado ainda são foco de debate.

Inicialmente acreditou-se que que o vírus

não parecia cruzar a barreira hematoencefálica

(BHE), pois não haviam evidências de

sua penetração no sistema nervoso central

(SNC). Entretanto, relatos de casos de encefalopatia

associada ao vírus SARS-CoV-2 foram

descritos. Mais recentemente a presença

genoma viral foi demonstrada pela técnica

de RT-PCR em amostras de líquido cefalorraquidiano

(LCR), sugerindo que o vírus tem

a capacidade de cruzar a BHE e infectar o

SNC. Também foi descrito a presença de níveis

marcadamente aumentados de IgM para

SARS-CoV-2 no LCR pelo método de ELISA

indireto, bem como a presença de proteínas

inflamatórias aparentemente específicas

para o vírus. Essas evidências sugerem que o

COVID-19 pode não estar confinado ao trato

respiratório, mas invadir SNC induzindo as

complicações neurológicas.

A entrada de SARS-CoV-2 em células

hospedeiras humanas é mediada principalmente

pelo ligação do vírus a enzima

conversora de angiotensina 2 (ECA2) como

receptor e, embora os pulmões e o trato

gastrointestinal sejam os principais locais

de expressão dessa proteína, ela também é

expressa nas células endoteliais do cérebro,

fornecendo uma via teórica de entrada no

SNC. Nesse contexto, neurônios e células

gliais, que também expressam a ECA2, podem

atuar como alvos e, portanto, seriam

vulneráveis ao SARS-CoV-2.

Uma vez que o SARS-CoV-2 entra no SNC,

diretamente ou por disseminação hematogênica,

alterações no LCR poderiam ser detectadas

incluindo a presença do RNA viral, níveis

de IgM, citocinas, proteínas, bem como

as características citológicas diferenciais que

poderiam sugerir a infecção. A análise do LCR

em um paciente com essa infecção, poderia

auxiliar na determinação das causas de alterações

do estado mental. Alguns estudos

sugerem que deve ser incentivada a investigação

do LCR de pacientes com COVID-19

para excluir a neuroinfecção concomitante

com outros vírus neurotrópicos.

O SARS-CoV-2 foi detectado no LCR e é

dependente da gravidade da doença, do

momento da coleta da amostra e da sensibilidade

do teste usado. Esse dado é corroborado

pelo estudo que detectou e sequenciou

o genoma viral do SARS-COV-2 no LCR com

99,74-100% de similaridade entre o vírus

isolado do sistema respiratório do paciente.

Este dado sugere uma possível associação

da infecção por SARS-COV-2 com sintomas

neurológicos de doença desmielinizante,

mesmo na ausência de sinais relevantes de

infecção do trato respiratório superior.

Além disso, um grupo de pesquisadores

relatou que pacientes com COVID-19 que

exibiram distúrbios neurológicos distintos

têm níveis indetectáveis ou extremamente

baixos de RNA da SARS-CoV-2 no LCR, indicando

que a depuração viral precede o envolvimento

neurológico. Esse achado aponta

para a necessidade do desenvolvimento

de testes moleculares mais sensíveis e ainda

para a investigação de outros patógenos

neurotrópicos para excluir a neuroinfecção

concomitante.

Em geral, análises do LCR de pacientes

infectados com o vírus e que apresentaram

complicações neurológicas mostraram níveis

proteicos normais a moderadamente

aumentados. Destaca-se que o aumento

dos níveis proteicos pode ser um indicativo

0 82

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


da quebra da barreira hematoencefálica.

A pleocitose também é descrita e particularmente

observada nos casos de menin-

gicos secundários. A detecção do RNA do

SARS-CoV-2 ou de anticorpos contra o vírus

no LCR pode ser explicada pela disfunção da

entre a infecção e a punção lombar, o LCR

pode estar desprovido de partículas virais,

mesmo que os pacientes apresentem resul-

CITOLOGIA

goencefalite. Alguns estudos relataram

BHE nesses pacientes ou até pela contami-

tado positivo para RNA da SARS-CoV-2 em

a dissociação albuminocitológica no LCR

nação com sangue durante a punção lom-

swabs nasofaríngeos.

e, notadamente, aumento de mediadores

inflamatórios como as interleucinas IL-6,

IL-8 e IL-10, aparentemente como um sinal

relacionado de forma mais específica as

complicações neurológicas de SARS-CoV-2.

Além disso, há relatos do infiltrado do SNC

ser predominantemente constituído por

células mononucleares, o que é compatível

com infecção viral.

Por outro lado outro estudo demonstrou

que a SARS-CoV-2 geralmente não está

presente no LCR de pacientes com sintomas

neurológicos. Os autores defendem que a

maioria dos sintomas neurológicos parece

ser causada por mecanismos indiretos,

como eventos cerebrovasculares, encefalopatias

e neuropatias devido a doenças

sistêmicas críticas e fenômenos imunoló-

bar. Assim como em outras infecções virais

do SNC, um teste de PCR negativo não exclui

a presença do vírus no tecido cerebral.

Estudos adicionais sobre anticorpos contra

SARS-CoV2 no LCR ainda são necessários.

Um modelo proposto para explicar a invasão

do SNC por SARS-CoV-2 e o envolvimento

neurológico resultante sugere que a

carga viral no LCR aumenta progressivamente

e desencadeia uma resposta inflamatória,

mas a depuração viral precede a ocorrência

de efeitos indiretos do SARS-CoV-2 no SNC.

As manifestações neurológicas em COVID-19

geralmente surgem entre 1 a 14 dias após

o início dos sintomas infecciosos, e foi previsto

um período médio de incubação de 5

dias (tempo entre a infecção e o início dos

sintomas). Portanto, considerando o tempo

Referências:

1. Benameur K, Agarwal A, Auld SC, et al. Encephalopathy

and Encephalitis Associated with

Cerebrospinal Fluid Cytokine Alterations and Coronavirus

Disease, Atlanta, Georgia, USA, 2020.

Emerging Infectious Diseases. 2020;26(9):2016-

2021. doi:10.3201/eid2609.202122.

2. Domingues RB, Mendes-Correa MC, de Moura

Leite FBV, et al. First case of SARS-COV-2 sequencing

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suspected demyelinating disease [published online

ahead of print, 2020 Jun 20]. J Neurol. 2020;1-

3. doi:10.1007/s00415-020-09996-w

3. Espíndola OM, Siqueira M, Soares CN, et al.

Patients with COVID-19 and neurological manifestations

show undetectable SARS-CoV-2 RNA

levels in the cerebrospinal fluid. Int J Infect Dis.

2020;96:567-569. doi:10.1016/j.ijid.2020.05.123

4. Huang YH, Jiang D, Huang JT. SARS-CoV-2

Detected in Cerebrospinal Fluid by PCR in a Case

of COVID-19 Encephalitis. Brain Behav Immun.

2020;87:149. doi:10.1016/j.bbi.2020.05.012

5. Manganotti P, Bellavita G, D'Acunto L, et al.

Clinical neurophysiology and cerebrospinal liquor

analysis to detect Guillain-Barré syndrome and

polyneuritis cranialis in COVID-19 patients: A

case series [published online ahead of print, 2020

Jul 14]. J Med Virol. 2020;10.1002/jmv.26289.

doi:10.1002/jmv.26289

Prof. Dra. Lisiane Cervieri Mezzomo

Possui graduação em Farmácia com ênfase em Análises Clínicas e especialização Lato Sensu em Citologia Clínica . Fez Mestrado

em Patologia Geral e Experimental e Doutorado em Patologia - Biomarcadores pelo Programa de Pós Graduação em Patologia da

Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), na área de marcadores moleculares e imunohistoquímicos

para o câncer. Atualmente atua como professor do curso de Especialização em Citopatologia Diagnóstica da Universidade Feevale,

e como Pesquisador Pós-Doutor em projetos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É assessor da Controllab na

área de Citologia/Citopatologia e Medicina Laboratorial.

Revista NewsLab | Ago/Set 2020

0 83


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Revista NewsLab | Ago/Set 2020


VIROLOGIA

Arboviroses:

Febre Amarela, Dengue, Zika, Chikungunya e Mayaro

Rachel Siqueira de Queiroz Simões 1

Resumo

As arboviroses são doenças zoonóticas causadas pelos arbovírus pertencentes

as famílias Flaviviridae, Togaviridae, Bunyaviridae e Arenaviridae.

Existem mais de 400 vírus que já foram isolados sendo que

cerca de 100 arboviroses são responsáveis por quadros de encefalites

e febres indiferenciadas, tais como vírus da Encefalite Japonesa (JEV),

vírus West Nile (WNV), vírus da encefalite de Murray Valley (MVEV),

vírus de encefalite de St. Louis, O`nyong-Nyong vírus (ONNV), Wesselsbron

vírus, vírus da febre do Rift Valley (RVFV), Usutu vírus (USUV),

e Oropouche. Neste artigo será abordado as cinco principais arboviroses

com grande importância epidemiológica: Dengue (DENV), Febre

Amarela, Zika (ZIKV), Chikungunya (CHKV) e Mayaro (MAYV) enfatizando

os ensaios in vivo e in vitro na detecção viral e os fármacos

antivirais que vêm sendo preconizados para uma melhor resposta

terapêutica. Análises moleculares, filogenéticas e sorológicas são fundamentais

para rastrear a origem e a evolução viral. O diagnóstico

laboratorial padrão é a reação em cadeia da polimerase-transcriptase

reversa (RT-PCR), e isolamento viral em cultura de células. O potencial

de infectividade em neutralização viral tem sido realizado por meio de

testes de redução em placa (PRNT). Novas estratégias preventivas têm

sido incorporadas nos programas de controles vetoriais face as mudanças

do perfil epidemiológico das arboviroses. A forma ativa do antiviral

Sofosbuvir bloqueia a ação da enzima RNA polimerase dos arbovírus

por apresentarem semelhanças na estrutura genômica. No entanto, o

reposicionamento de fármacos a partir da seleção de moléculas promissoras

com atividade antiviral vem sendo preconizadas por centros

de pesquisa. Estratégias inovadoras como o uso de partículas semelhantes

a vírus vem sendo desenvolvidas por engenharia genética para

a produção de uma vacina quimérica.

Palavras-Chave: Chikungunya, Dengue, Febre amarela, Mayaro e Zika.

Abstract

Arboviruses are zoonotic diseases caused by arboviruses belonging

to the Flaviviridae, Togaviridae, Bunyaviridae and Arenaviridae

families. There are more than 400 viruses that have been

isolated and about 100 arboviruses are responsible for encephalitis

and undefined fevers, such as Japanese Encephalitis virus (JEV),

West Nile virus (WNV), Murray Valley encephalitis virus (MVEV)

), St. Louis encephalitis virus, O`nyong-Nyong virus (ONNV), Wesselsbron

virus, Rift Valley fever virus (RVFV), Usutu virus (USUV),

and Oropouche. In this paper, the five main arboviruses with great

epidemiological importance will be addressed: Dengue virus

(DENV), Yellow Fever, Zika virus (ZIKV), Chikungunya virus (CHKV)

and Mayaro virus (MAYV) emphasizing in vivo and in vitro assays

in viral detection and antiviral drugs that have been recommended

for a better therapeutic response. Molecular, phylogenetic and

serological analyzes are essential to trace the origin and viral evolution.

The standard laboratory diagnosis is the polymerase chain

reaction-reverse transcription (RT-PCR), and viral isolation in cell

culture. The potential for infectivity in viral neutralization has been

realized through plaque reduction tests (PRNT). New preventive

strategies have been incorporated into vector control programs in

the face of changes in the epidemiological profile of arboviruses.

The active form of the antiviral Sofosbuvir blocks the action RNA

polymerase enzyme of the arbovirus because it has similarities in

the genomic structure. However, the repositioning of drugs based

on the selection of promising molecules with antiviral activity has

been recommended by research centers. Innovative strategies such

as the use of virus-like particles have been developed by genetic

engineering to produce a chimeric vaccine.

Keywords: Chikungunya, Dengue, Mayaro, Yellow fever and Zika.

Introdução

Arboviroses são doenças causadas pelos

arbovírus, do inglês “arthropod borne

virus”, que podem ser transmitidos ao

homem por vetores artrópodes, ou seja,

insetos, aranhas e carrapatos. Existem

aproximadamente 545 espécies de arbovírus

e pertencem a quatro famílias:

Flaviviridae, Togaviridae, Bunyaviridae

e Arenaviridae. São doenças infecciosas

febris agudas com grande importância

epidemiológica pelo elevado potencial de

disseminação em áreas endêmicas, e com

condições favoráveis para a propagação

dos vírus pela alta infestação de vetores e

hospedeiros suscetíveis.

A família Flaviviridae é constituída por

três gêneros: Flavivirus, Pestivirus e Hepacivirus.

O gênero flavivírus, que é o maior

dos três, contém mais de 70 vírus, incluindo

o vírus da Dengue (DNV), vírus da

Hepatite C (HCV), vírus da Febre Amarela

(YFV) e vírus Zika (ZIKV). Na família Togaviridae

compreendem os vírus Chikun-

0 86

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


gunya e Mayaro. O genoma dos flavivírus

é um RNA vírus, envelopado, capsídeo icosaédrico

medindo 30nm de diâmetro. Ele

codifica três proteínas estruturais: capsídeo

(C), membrana (M, que é expressa

como prM, o precursor de M), proteína de

envelope (E) e sete proteínas não estruturais:

NS1, NS2A, NS2B, NS3, NS4A, NS4B e

NS5. Nos últimos 50 anos, muitos flavivírus,

como os vírus da dengue, e da febre

amarela, exibiram aumentos dramáticos

na incidência, e gravidade das doenças

com grande alcance geográfico a nível

mundial.

Febre Amarela

A febre amarela (FA) é causada por um

arbovírus da família Flaviviridae, gênero

Flavivirus. Apresenta elevado potencial de

disseminação em áreas urbanas que pode

acometer primatas neotropicais atuando

como sentinelas e sinalizando a circulação

do vírus amarílico durante a fase virêmica.

Possui dois ciclos epidemiológicos distintos:

silvestre e urbano.

No ciclo silvestre os principais hospedeiros

são os primatas não-humanos (macacos),

e sua transmissão ocorre a partir de

vetores silvestres como dípteros da família

Culicidae, Haemagogus e Sabethes, e das

espécies H. janthinomys, H. altomaculatus,

H. leucocecalnus e S. choloropterus

(Araújo et al., 2011), onde o homem

participa como um hospedeiro acidental.

Por sua vez no ciclo urbano, o homem é o

único hospedeiro com importância epidemiológica,

e a transmissão ocorre a partir

de vetores urbanos infectados, sendo o

Aedes aegypti o principal.

Durante a epizootia de Febre Amarela

em São Paulo, dos 1.563 casos suspeitos

em seres humanos, 629 foram confirmados

como positivos (40,2%) (Teixeira et

al., 2018). Nas últimas décadas, grandes

epizootias foram notificadas no Brasil em

especial no Rio Grande do Sul. O vírus foi

detectado em 69% dos primatas bugios

das espécies Alouatta elamitans e Alouatta

caraya (Almeida, et al., 2012).

Em 2017 e 2018, foram registradas 950

mortes provocadas em primatas não-humanos

de vida livre (Teixeira et al., 2018).

O vírus da Febre Amarela foi detectado no

Parque Zoológico em pequenos primatas

de sagui de tufos brancos da espécie

Callithrix jacchus, um sagui de tufo preto

da espécie Callithrix penicillata, e em 11

primatas de médio porte como bugios ruivos

da espécie Alouatta clamitans. Dos 28

óbitos de primatas de pequeno porte representados

pelos saguis de tufos brancos

e pretos, apenas um de cada espécie foi

infectado pelo vírus com uma prevalência

de 7,14% (2/28) (Teixeira et al., 2018).

Amostras biológicas de primatas não-

-humanos dos gêneros Callithrix, Alouatta

e Sapajus foram investigadas no exame

post mortem (Araújo et al., 2011). Quanto

ao material a ser destinado ao laboratório

foram coletadas amostras de fígado,

baço, pulmões, cérebro, coração e rins,

para isolamento do vírus em cultura de

tecidos, identificação de anticorpos virais

e detecção do RNA viral. Para análise histopatológica

e imunohistoquímica, os tecidos

foram fixados em formol tamponado

10%, e para análise genética-molecular,

espécimes biológicos foram conservados

em álcool 70% (Teixeira et al., 2018). A

vacina contra a febre amarela é produzida

a partir de vírus vivo atenuado (cepa 17D),

e confere imunidade por 10 anos.

Dengue

O vírus da dengue pertence à família

Flaviviridae, gênero Flavivirus. Existem

quatro sorotipos do vírus: DENV-1, DENV-

2, DENV-3 e DENV-4, que compartilham

65% a 70% de homologia (Zeng et al.,

2018). Epidemiologicamente, as áreas

mais afetadas no mundo são as Américas

do Sul, Central e do Norte, África, Austrália,

Caribe, China, Ilhas do Pacífico, Índia,

Sudeste Asiático e Taiwan (Oliveira, 2019).

O clima quente constitui condições ideais

para a proliferação do mosquito. Um

dos fatores agravantes neste processo é o

acúmulo de água em recipientes que favorecem

a procriação do vetor. A principal

forma de transmissão é pela picada dos

mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.

Há registros de transmissão vertical e

estudos já detectaram o vírus em amostras

de transfusão de sangue.

A infecção por dengue pode ser assintomática,

leve ou causar doença grave, e

o período de incubação é em média de 5

dias, podendo chegar a 10 dias. Historicamente

conhecida como a “febre quebra

ossos” apresenta como primeira manifestação

clínica febre alta (39° a 40°C), de

início abrupto, que geralmente dura de 2

a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça,

dores no corpo e articulações, prostração,

fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e

coceira na pele. Perda de peso, náuseas

e vômitos também são comuns. A forma

grave da doença inclui dor abdominal

intensa e contínua, vômitos persistentes,

sangramento de mucosas, entre outros

sintomas (Oliveira, 2019).

O diagnóstico clínico da dengue deve ser

confirmado laboratorialmente pelo fato

de as manifestações clínicas serem semelhantes

a outras arboviroses. O diagnóstico

laboratorial consiste no isolamento

viral, detecção do antígeno e/ou do ácido

nucleico viral e a pesquisa de anticorpos.

VIROLOGIA

Revista NewsLab | Ago/Set 2020

0 87


VIROLOGIA

O material de escolha para o isolamento

viral é o sangue coletado nos primeiros

três a cinco dias da infecção. O material

obtido pode ser inoculado em culturas de

células, tais como TRA-284, C6/36 e AP-

61, ou por injeção intratorácica em mosquitos

(Oliveira, 2019).

A identificação por imunofluorescência

empregando anticorpos monoclonais tipo

específico pode ser realizada após o período

de incubação na fase aguda da doença.

Na infecção primária, o antígeno pode ser

detectado no soro dos pacientes por meio

de ensaios imunoenzimáticos. Sequências

do genoma completo e caracterização

molecular do DENV-2 isolada de um caso

importado de uma província da China foi

proveniente do genótipo I da Ásia derivado

de uma cepa viral da Tailândia por análise

filogenética (Zeng et al., 2020).

O tratamento para a dengue é sintomático,

consistindo no emprego de antitérmicos,

analgésicos e hidratação do paciente.

Nos casos mais graves, deve-se intensificar

a reposição de fluidos e eletrólitos.

Deve-se evitar o uso de medicamentos

à base de ácido acetilsalicílico, para minimizar

o risco de hemorragias (Oliveira,

2019). Atualmente está disponível uma

vacina recombinante, atenuada, tetravalente

fabricada pelo Laboratório Sanofi

Pasteur que apresenta em média eficácia

de 65% na população acima de nove anos

de idade.

Zika

O vírus Zika (ZIKV) pertence à família

Flaviviridae, gênero Flavivirus, é formado

por um nucleocapsídeo icosaédrico envelopado

e seu genoma RNA possui 10.794

nucleotídeos que codificam 3.419 aminoácidos.

O vírus replica-se no citoplasma da

célula hospedeira (Simões & Barth, 2016).

Em 1947 o vírus ZIKV foi pela primeira

vez diagnosticada em macacos rhesus

sentinela na floresta de Zika na República

de Uganda, África, a qual lhe deu o seu

nome. Em 1952 o vírus foi detectado em

humanos na Nigéria. Em 2007 foi registrado

um surto fora da África e da Ásia,

na ilha de Yap, Estados Federados da Micronésia.

Em 2013-14 houve um surto na

Polinésia Francesa (Simões & Barth, 2016;

Barth & Simões, 2019).

Estudos filogenéticos mostraram que a

estirpe mais próxima àquela que surgiu no

Brasil foi isolada a partir de amostras de

pacientes da Polinésia Francesa e se espalhou

entre as Ilhas do Pacífico. Ambas as

estirpes pertencem à linhagem asiática.

Acredita-se que no Brasil o vírus foi introduzido

em maio de 2015 na cidade de Salvador,

capital da Bahia, possivelmente em

decorrência de sediar parte dos jogos da

Copa do Mundo em 2014 (Simões & Barth,

2016; Barth & Simões, 2019). Em agosto

de 2014, houve um campeonato mundial

de canoagem realizado no Rio de Janeiro

com a participação de muitos atletas de

quatro países do Pacífico - Polinésia Francesa,

Nova Caledónia, Ilhas Cook, e Ilha de

Páscoa, aonde o ZIKV circulava. Em 2015,

Zanluca e cols., descreveram o primeiro

caso de transmissão autóctone do vírus

Zika no Brasil a partir de análise filogenética

das sequências brasileiras. Em novembro

de 2015, foram registrados 1.248

casos de microcefalia, incluindo sete mortes,

em 14 estados do Brasil (Simões &

Barth, 2016; Barth & Simões, 2019).

Durante o surto de vírus Zika na Polinésia

Francesa, foram detectados 8.750

casos suspeitos, dos quais 74 pacientes

apresentaram síndromes neurológicas ou

síndromes autoimunes. Destes, 42 foram

confirmados como síndrome de Guillain-

-Barré, 37 dos quais haviam apresentado

uma síndrome viral prévia. A hipótese de

relação causal do vírus Zika com a síndrome

de Guillain-Barré, que afeta o sistema

neurológico causando paralisia muscular

com especial atenção para os músculos

respiratórios podendo levar a óbito foi

confirmada (Simões & Barth, 2016; Barth

& Simões, 2019).

Transmissão congênita foi descrita por

Calvet e cols., em 2016 quando detectaram

o RNA viral no líquido amniótico de

duas gestantes de bebes com microcefalia.

Martines e cols., em 2016 detectaram a

presença do RNA e proteína viral em tecido

cerebral e placenta. Noronha e cols., 2016

identificaram o RNA e proteína viral em

tecido cerebral e placenta em diferentes

períodos gestacional. Outros pesquisadores

como Oliveira e cols., 2016 acompanharam

imagens de ressonância magnética

e tomografia computadorizada de bebes

no período perinatal e pós natal. Mlakar e

cols., 2016 detectaram a presença do vírus

em uma mãe com sintomas de febre e rash

no primeiro trimestre. Na 29° semana de

gestação, a ultrassonografia revelou microcefalia

com calcificação no cérebro e na

placenta. A transmissão sexual foi descrita

por Davidson e cols. (2016).

Os principais sintomas são dor de cabeça,

febre branda, dores nas articulações,

manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão

nos olhos. Outros sintomas menos

frequentes são dor de garganta, tosse,

vômitos, formigamento, dormência dos

membros inferiores e edema dos membros

superiores. No geral, a evolução da doença

é benigna e os sintomas desaparecem

espontaneamente após 3 a 7 dias. No entanto,

a dor nas articulações pode persistir

por aproximadamente um mês (Simões &

Barth, 2016).

0 88

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


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VIROLOGIA

O diagnóstico laboratorial padrão é a reação

em cadeia da polimerase-transcriptase

reversa (RT-PCR) por meio da coleta de

amostras como líquido amniótico, sangue e

tecidos (cérebro, fígado, baço, rim, pulmão

e coração). Os testes sorológicos para detectar

IgM ou IgG específica contra o vírus

Zika são ELISA, Imunofluorescência e teste

de neutralização por redução de placas

(PRNT). Entretanto, recomenda-se a coleta

de material até cinco dias após a infecção

(período de viremia) e pode haver reatividade

cruzada com outros flavivírus (Simões

& Barth, 2016). Por meio de testes de PRNT,

do inglês plaque-reduction neutralization

test, foram realizados ensaios de neutralização

viral para avaliar o potencial de

infectividade em neutralizar o vírus Zika a

partir de amostras de soro de primatas que

receberam ou não os anticorpos monoclonais

(Magnani et al., 2017).

Tem sido pesquisado um fármaco com

atividade anti-ZIKV como a droga anti-helmíntica

Nitazoxanida aprovada pela Food

and Drug Administration (FDA) e classificada

como categoria B para administração em

gestantes. Em uma coorte de 75 milhões de

adultos e crianças o fármaco apresentou,

após comercialização, extensa seguridade.

Pesquisadores implementaram o cultivo in

vitro de células primárias de placenta humana

para avaliação da infecção pelo ZIKV

e terapia antiviral. Inicialmente, foi avaliado

o efeito antiviral do fármaco Nitazoxanida

em cultura de células coriônicas infectadas

pelo ZIKV. Além disso, foi investigado o

efeito antiviral de partículas infecciosas por

ensaios de plaque e redução de cópias de

RNA viral por RT-qPCR (reação em cadeia

da polimerase em tempo real-transcriptase

reversa). Como resultado da pesquisa,

a droga Nitazoxanida foi capaz de inibir a

liberação de partículas infecciosas no sobrenadante

das culturas tratadas em baixas

concentrações. Entretanto, apesar do estudo

ser preliminar, o efeito antiviral do fármaco

parece ser eficiente quando realizado

em explantes da membrana fetal, uma vez

que é o microambiente tecidual que melhor

se assemelha as condições no organismo

vivo (Souza et al., 2019). Diversas vacinas

estão em desenvolvimento incluindo partículas

de vírus inativo purificado, vacina

de vírus vivo atenuado, vacina quimérica,

vetores virais e partículas semelhantes a

vírus (VLPs).

Chikungunya

O vírus foi isolado pela primeira vez na

Tanzânia. No dialeto Makonde, a doença

recebeu o nome proveniente do termo

verbal kungunyala que significa “aqueles

que se dobram ou se contorcem” devido a

fortes dores nas articulações e dores musculares.

Refere-se à aparência curvada dos

pacientes que foram atendidos na primeira

epidemia documentada, na Tanzânia,

localizada no leste da África, entre 1952 e

1953 (Barth & Simões, 2019).

Em 2004 foram registrados surtos no

Quênia. Em 2005 casos foram documentados

na Indonésia, Taiwan, Singapura,

Malásia, Sri Lanka, Ilhas Maldivas, Comores,

Mayotte, Seychelles, Maurício. No ano

seguinte, em 2006, houve a propagação

da epidemia do Oceano Índico à Índia e

casos na Itália, Guiana Francesa e EUA. Um

ano mais tarde, em 2007 foi registrada a

introdução do vírus no Norte da Itália após

o vírus ter sido detectado em viajante recém-chegado

da Índia. Em 2010, o vírus

circulante infectou mais de 1,39 milhões

de pessoas por meio de casos importados

trazidos de viajantes da Indonésia, Índia e

Sudoeste Asiático afetando Taiwan, França,

EUA e Brasil. Em agosto do mesmo ano

(2010), foram registrados os primeiros casos

em São Paulo de dois homens 41 e 55

anos, respectivamente, e uma mulher de

25 anos após uma viagem à Indonésia que

apresentaram sintomas da febre Chikungunya.

Em 2013, foram registrados novos

casos nas Ilhas do Caribe. Em junho de

2014 novos casos foram confirmados em

militares após retornarem de uma missão

no Haiti. Em outubro de 2014, foram

confirmados ao total 337 casos no Brasil

sendo 274 na cidade Feira de Santana, na

Bahia. Novos casos foram registrados nos

EUA de viajantes retornando de áreas afetadas

detectadas em Porto Rico, em 2017

(Barth & Simões, 2019).

Devido a distribuição dos vetores pelas

Américas toda a região é suscetível à introdução

e à propagação do vírus, de modo

que o mosquito Aedes aegypti intitula-se

como o vetor principal na transmissão na

África e predominante nas áreas urbanas,

enquanto o Aedes albopictus prevalece

nas áreas silvestres. Foi descrita a transmissão

intrauterina quando a mãe apresentava

viremia. Até o momento, estudos

não detectaram o vírus no leite materno.

Casos de profissionais de laboratórios que

manipularam sangue infectado já foram

registrados (Barth & Simões, 2019).

O diagnóstico viral deve ser realizado nos

três primeiros dias de infecção por meio do

isolamento viral em cultura de células. Até

oito dias pós-infecção, o RNA viral pode ser

detectado no soro pela RT-PCR. Em testes

de análises clínicas laboratoriais, os altos

níveis de creatinina e transaminases hepáticas

elevadas são alterações encontradas

características da infecção viral. O teste sorológico

é realizado utilizando captura IgM

e IgG para pesquisa de anticorpos específicos

anti-CHIKV. Sabe-se que é possível o

paciente positivo para o vírus CHIKV estar

co-infectado por outras arboviroses (Simões

& Barth, 2019).

0 90

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


Imuno-Rápido WAMA

Coronavírus

COVID-19




Imuno-Rápido COVID-19 IgG/IgM

WAMA Diagnósca






Reagentes

Não Reagente

Alta Sensibilidade e Especificidade

Detecção em sangue total, soro ou plasma (IgG/IgM)

Bandas de fácil idenficação

Apresentação: 25 testes (com Lancetas)

Kit registrado no Ministério da Saúde (nº 10310030208)

Assessoria técnica e cienfica para todo o Brasil

Imuno-Rápido

Doenças Infecciosas:

Alerta - Autoteste HIV 1e 2

COVID-19 IgG/IgM

Anti-HBsAg

HBsAg

HCV (Hepatite C)

HIV Triline

HIV 1e 2

Rotavírus

Sílis (Total)

Doenças Tropicais:

Chikungunya IgG/IgM

Dengue IgG/IgM

Dengue NS1

Malária - Pf/Pv

Malária - Pf/Pan

ZIKA IgG/IgM

Marcador Cardíaco:

Troponina I

Marcadores Tumorais:

PSA (sensib. 2,5mg/ml)

Sangue Oculto Fecal

Hormônios:

hCG (Placa-teste)

hCG (Tira-teste)

Precisão - Autoteste hCG

Imuno-Rápido Quanti

β-HCG

Dímero D

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Microalbuminúria

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Constante Evolução


VIROLOGIA

O uso de métodos moleculares tem sido

apontado como uma das principais ferramentas

para o diagnóstico devido a sua alta sensibilidade

e especificidade, diminuindo assim o risco

de resultados falso-positivo ou falso-negativo,

e também por sua importância nos estudos

epidemiológicos para o entendimento da distribuição

da infecção dentro das populações. Com

isso, é possível testar paralelamente na mesma

placa utilizando a plataforma de PCR multiplex

em tempo real, amostras nos primeiros dias

após a infecção para Dengue, Chikungunya,

Febre Amarela e Zika por apresentarem mesmo

perfil de temperatura e controle interno usando

a extração de RNA viral.

Atualmente, não há vacina disponível e não

há tratamento antiviral específico. Semelhante

à terapêutica da dengue, pacientes com febre

Chikungunya devem evitar medicamentos à

base de ácido acetilsalicílico por terem efeito

anticoagulante. O uso de fármacos anti-inflamatórios

não esteroides (AINEs) pode ser

preconizado para aliviar a dor aguda e febre. É

importante evitar a desidratação e o modo mais

eficaz de prevenção é a eliminação dos focos da

doença.

Mayaro

O vírus Mayaro (MAYV) é um arbovírus da

família Togaviridae, gênero Alphavirus, com genoma

RNA de fita simples polaridade positiva

envelopado cujo vetor principal é o mosquito

Haemagogus, que vive em áreas mais silvestres,

como as florestas ou matas fechadas (Esposito

& Fonseca, 2017; Ganjian & Riviere-Cinnamond,

2020).

A história epidemiológica da infecção por

Mayaro começou em 1954 em Trinidad e Tobago,

quando o vírus foi isolado a partir de amostras

de sangue de cinco trabalhadores rurais

que apresentavam uma doença febril. O vírus

recebeu o nome em referência ao município

de Mayaro, região sudeste de Trinidad, onde os

casos foram registrados pela primeira vez (Esposito

& Fonseca, 2017; Ganjian & Riviere-Cinnamond,

2020).

O Mayaro é conhecido desde os anos 1950 nas

Américas do Sul e Central. Desde 2015, pesquisadores

alertavam para o risco do vírus silvestre

da Amazônia, se estabelecer nas grandes cidades

do Sudeste. No Brasil, tem causado surtos

isolados nos Estados do Norte e Centro-Oeste.

Os sintomas da doença são semelhantes aos

de infecções por outros arbovírus. Febre aguda,

semelhante a dengue, dor de cabeça, dor muscular,

dor e inchaço nas articulações e manchas

pelo corpo (Esposito & Fonseca, 2017; Ganjian

& Riviere-Cinnamond, 2020).

As análises de genômica e de sorologia são

fundamentais para rastrear a origem e evolução

viral. Uma hipótese é que o vírus tenha sido trazido

do Haiti, onde houve epidemia recente, por

imigrantes ou por um dos militares que integravam

as forças brasileiras a serviço da ONU. O vírus

tem sido relatado em alguns países da América

Central e do Sul, geralmente em lugares

com florestas tropicais, como Guiana Francesa,

Bolívia, Peru, Suriname, Costa Rica, Guatemala,

Venezuela, México, Equador, Guiana, Panamá e

o Brasil (Esposito & Fonseca, 2017).

O primeiro surto no Brasil foi descrito em

1955, às margens do rio Guamá, próximo de

Belém (PA). Desde então, casos esporádicos

e surtos localizados têm sido registrados nas

Américas, incluindo a região Amazônica, principalmente

nos Estados das regiões Norte e

Centro-Oeste, aonde têm sido uma hipótese o

início da transmissão viral (Esposito & Fonseca,

2017). A primeira evidência de circulação do

vírus Mayaro no Pantanal do Mato Grosso foi

registrada em 10 animais soropositivos dos 748

equídeos investigados (Ganjian & Riviere-Cinnamond,

2020).

O vírus Mayaro é transmitido por meio de picada

de mosquitos silvestres, principalmente os

Haemagogus janthinomys, que vivem em matas

e vegetações à beira dos rios. Essa espécie

de mosquito costuma ficar na copa das árvores

e picar macacos e pássaros, que são os hospedeiros

primários da doença nesse ecossistema.

O vírus pode também ser transmitido tanto

pelo mosquito Aedes quanto pelo pernilongo

comum, Culex. Após a picada do mosquito infectado,

os sintomas iniciam geralmente de um

a três dias após a infecção (Esposito & Fonseca,

2017; Ganjian & Riviere-Cinnamond, 2020).

O diagnóstico viral é realizado através da detecção

molecular por RT-PCR e isolamento viral

em cultura de células. A detecção sorológica

ocorre por ensaios imunoenzimáticos, inibição

da hemaglutinação, imunofluorescência ou

testes de neutralização viral (Ganjian & Riviere-

-Cinnamond, 2020).

Prevenção das Arboviroses

Em razão da mudança do perfil epidemiológico

das arboviroses transmitidas pelo mosquito

Aedes no Brasil, houve a necessidade de se buscar

novas alternativas para o controle vetorial

uma vez que há a circulação concomitante de

Dengue, Chikungunya e Zika, segundo registros

do Ministério da Saúde. Novas estratégias

foram incorporadas nos programas de controles

vetoriais como armadilhas disseminadoras de

larvicidas, estratégias ecobiossocial, mapeamento

geoespacial, e borrifação residual intradomiciliar.

A principal medida preventiva para as arboviroses

tem sido a aplicação dos repelentes à

base de icaridina (piperidinecarboxilic acid-1,

2- (2-hydroxyethyl) - 1-metilpropilester),

DEET (N, N-diethyl-3-methylbenzamide), e IR

3535 (3-[N-butyl-N-acetyl] aminopropionic

acid ethyl-ester) recomendados pela Agência

Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Organização

Mundial da Saúde (OMS). Na área

da pesquisa, o uso da bactéria Wolbachia para

supressão da população e bloqueio da transmissão

viral, e insetos transgênicos também

são possibilidades no combate ao vetor (Simões

& Barth, 2016).

Terapêutica das Arboviroses

O sofosbuvir é um fármaco inovador, que foi

lançado em 2013 e chegou ao Sistema Único

de Saúde (SUS) para tratamento do vírus da

hepatite C (HCV) em dezembro de 2015. Como

a maioria dos antivirais, o medicamento não

está disponível nas farmácias e sua utilização

só pode ser feita com acompanhamento médi-

0 92

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


co. Entre as vantagens na comparação com as

terapias anteriores estão a redução dos efeitos

colaterais e a administração por via oral.

A ação do fármaco antiviral sofosbuvir, comprovada

por modelagem computacional tem

demonstrado sua eficácia para diferentes vírus

da família Flaviviridae incluindo, além do vírus

da hepatite C (HCV), o vírus da Dengue, Febre

Amarela, Zika e Chikungunya. Esses vírus apresentam

semelhanças na estrutura da enzima

RNA polimerase, que atua na replicação do genoma

viral (Sacramento et al., 2017; De Freitas

et al., 2019; Ferreira et al., 2019).

O fármaco antiviral Sofosbuvir usado no tratamento

da hepatite C foi capaz de inibir por meio

de ensaios experimentais com camundongos

a replicação do vírus da Febre Amarela. Além

disso a ação do fármaco foi observada tanto

sobre uma cepa viral isolada de um paciente

com Febre Amarela quanto sobre a linhagem

atenuada do vírus, que é a mesma utilizada na

vacinação, e passou a ser considerado modelo

de estudo uma vez que também reduziu a mortalidade,

e impediu os danos do fígado quando

administrado como tratamento preventivo (De

Freitas et al., 2019). Além disso, como a dor

nas articulações com evolução para quadros

crônicos é o sintoma mais frequente da febre do

Chikungunya, o fármaco reduziu a inflamação

articular nos ensaios com camundongos e reduziu

também as sequelas neurológicas da infecção

quando comprovou sua eficácia contra o

vírus Chikungunya ao inibir sua replicação viral

(Ferreira et al., 2019).

Novos ensaios experimentais demonstraram a

capacidade do sofosbuvir para inibir a replicação

viral tanto em células do fígado como em

células do sistema nervoso, sendo o efeito mais

potente observado nas células hepáticas. O fármaco

inibiu a replicação do vírus nas culturas de

células das duas linhagens hepáticas utilizadas.

Além disso também demonstrou eficácia sendo

três vezes mais potente para prevenir a morte

das células do sistema nervoso e baixa toxicidade

com 25% menos tóxico do que a Ribavirina,

um antiviral de amplo espectro. É indicado o

uso do antiviral sofosbuvir como profilático e foi

comprovada sua eficácia com infecção de alta

carga viral iniciada com dois dias após a infecção

viral (Ferreira et al., 2019).

A ação do fármaco antiviral Sofosbuvir também

foi comprovada em ensaios experimentais

realizados com diferentes tipos de células,

incluindo células neuronais humanas, além de

minicérebros contra o vírus Zika. De acordo com

estudos in vivo, testes foram realizados em modelos

mais semelhantes aos cérebros dos bebês

quando são afetados pelo vírus Zika, comprovando

ausência de prejuízos durante a gestação

(Sacramento et al., 2017).

Os experimentos foram realizados com células-tronco

neurais de pluripotência induzida

que são produzidas em laboratórios a partir de

células humanas extraídas da pele e também

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Revista NewsLab | Ago/Set 2020

0 93


VIROLOGIA

são semelhantes as células precursoras que

originam os primeiros tipos celulares do cérebro

no início do desenvolvimento dos embriões.

Os testes in vitro também foram realizados em

minicérebros que são produzidos a partir dessas

células - organoides que reproduzem a estrutura

tridimensional do cérebro do feto nos primeiros

meses de gestação - com a presença de

diferentes tipos de células. São considerados um

modelo para o estudo da microcefalia associada

ao Zika (Sacramento et al., 2017).

Forma ativa do fármaco bloqueia a ação da

enzima RNA polimerase do vírus Zika da mesma

forma em que ocorre com a RNA polimerase do

vírus da hepatite C (HCV). Assim, os testes confirmaram

que a ação da enzima RNA polimerase

do vírus Zika, responsável pela replicação do material

genético viral, é inibida pela forma ativa do

fármaco sofosbuvir (Sacramento et al., 2017). O

sofosbuvir inibiu a replicação do vírus Zika em três

linhagens celulares, a seguir: células neuronais

humanas (SH-Sy5y), células hepáticas humanas

(Huh7) e células de rim de hamster (BHK21). Não

foi observado efeito do medicamento na inibição

da replicação viral na linhagem de células Vero

(Sacramento et al., 2017).

Além do Sofosbuvir há novos fármacos contra

o vírus Zika que vem sendo testados por pesquisadores

do Instituto Butantan usando tecnologia

conhecida como “triagem de alto conteúdo”, do

inglês high content screening que significa o reposicionamento

de fármacos, para testar quais

medicamentos já aprovados pelo FDA apresentam

melhor eficácia contra o vírus. Dos 725

fármacos testados, apenas 29 medicamentos

apresentaram alguma atividade anti-Zika e desses

apenas cinco moléculas foram selecionadas

como as mais promissoras, a seguir: (i) Lovastatina

– usada no tratamento de hipercolesterolemia;

(ii) 5-Fluoracil – quimioterápico;(iii)

6-Azauridine – antimetabólico capaz de inibir a

replicação do RNA viral; (iv) Kitasamicina – antibiótico

da classe dos macrolídeos e (v) Palonosetron

– antagonista de receptor de serotonina

usado no tratamento de náusea induzida por

quimioterapia (Pascoalino et al., 2020).

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Rachel Siqueira de Queiroz Simões

Rachel Siqueira de Queiroz Simões é Pós-doutora pelo Programa de Medicina Tropical do Instituto Oswaldo Cruz e pelo programa de

Engenharia Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atualmente encontra-se lotada no Laboratório Interdisciplinar de Pesquisas

Médicas vinculada ao Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz. Doutora em Ciência Animal e Mestre em

Produção Animal pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro. Médica-Veterinária formada pela mesma instituição. Possui

pós-graduação lato sensu em Biotecnologia pela Universidade Estadual do Maringá e especialização em Ética Aplicada e Bioética pelo Instituto

Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira

1Laboratório Interdisciplinar de Pesquisas Médicas, Instituto Oswaldo Cruz.

1Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz

0 94

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


MICROBIOLOGIA CLÍNICA

O Papel do Analista Clínico

na Covid-19

Caio Salvino

Desde que a pandemia foi declarada pela

Organização Mundial de Saúde, o laboratório

clínico vem tendo papel fundamental em

todas as fases da terrível Covid-19, desde

testagens de diagnóstico de confirmação

etiológica, passando por realização de exames

de prognóstico, avaliação da evolução

de doentes graves, e testes de detecção de

anticorpos, seja para testagens em massa

e verificação de imunização social, ou para

monitoramento de taxas de sorovonversão

dos pacientes com testes iniciais positivos.

Neste contexto, os profissionais analistas

clínicos precisaram usar um método de

aprendizado rápido e baseado em achados

científicos, além da realização de releituras

das formas clássicas de interpretação dos

testes laboratoriais, principalmente os relacionados

à detecção dos anticorpos, cujas

curvas foram sendo ajustadas à medida em

que as publicações iam sendo lançadas, no

que venho chamando de aprendizado em

tempo real em tentativa e erro.

Sem dúvida nenhuma, a pandemia da

Covid-19 está sendo a maior de todas as

oportunidades para que nós, do laboratório

clínico, façamos uma revisão total dos

conceitos diretamente relacionados não

somente aos testes que realizamos todos

os dias, mas à forma com que nos posicionamos

dentro dos sistemas de saúde, no

Brasil e no mundo todo.

Quando tudo começou, havia duas formas

do laboratório participar do processo: passivamente

e ativamente. Vamos às diferenças.

A forma passiva, se manifesta nos laboratórios

cujos profissionais realizam coletas,

encaminhamentos e exames, se colocando

como um realizador de processos técnicos,

enquanto a forma ativa, se manifesta naqueles

laboratórios em que os profissionais realizam

análises clínicas, o que é bem diferente

de realizar exames.

O analista clínico deve se preocupar com tudo

o que vai além dos resultados que vão surgindo

em sua rotina, realizando processos complexos

que vão da fase pré-analítica, passando pela

analítica e finalizando com a pós-analítica, o

que com a covid-19 tomou ainda mais corpo,

e exige que os profissionais estejam altamente

atualizados, dominem os todas as fases citadas,

saibam correlacionar com as suspeitas clínicas

e possam informar a respeito, e aí sim, dos resultados

liberados e assinados por ele ou por

algum membro de sua equipe.

Mas em que isso pode impactar no momento?

A resposta é tão simples quanto a pergunta:

em tudo!

Com a covid-19 aprendemos – ou deveríamos

aprender – que o exame não começa

quando o paciente chega ao laboratório, mas

sim muito antes disso. O pré-analítico tomou

outro rumo, e caminha na direção, cada vez

mais, da informação prévia, que deve trazer

conteúdo de aplicabilidade prática aos médicos

assistentes, independente da especialidade

ou das patologias envolvidas. O contato

constante com a classe médica se torna mais

essencial do que jamais o fora. Mais do que

nunca, os médicos precisam que haja conhecimento

agregado aos laudos laboratoriais, e

que esse conhecimento seja disponibilizado

o tempo todo, a cada novo exame, ou a cada

nova mudança nos velhos conhecidos.

As orientações não devem se resumir aos

pacientes que chegam até nossos balcões

de atendimento, mas a todos os que estão

envolvidos na prescrição, como médicos,

dentistas e nutricionistas, por exemplo.

Portanto, já no pré-analítico, o laboratório

precisa se reinventar, e já não foi feita essa

reinvenção no seu serviço, não perca tempo

em iniciar. Da coleta à triagem das amostras,

e agora internamente, os processos precisam

evoluir, e o foco deve ser total na experiência

do paciente, que começa, a partir de agora,

antes da prescrição. Com o paciente, antes

da necessidade de realizar exames, e com os

prescritores, antes da própria necessidade de

prescrição.

É aqui, que na covid-19, foi necessário

entender, traduzir e orientar a respeito de

que exames realizar, quando realizar, como

coletar, por que realizar e em que momento

realizar cada um deles. A importância do

laboratório clínico nesse contexto foi, é, e

sempre será enorme. É nosso dever atuar

dessa forma para todos os exames que realizamos.

No analítico, aprendemos que conhecer

profundamente os exames que realizamos

é mais do que fundamental, mas

sim, o mínimo a profissionais especialistas

que somos. É, sim, nossa obrigação,

rever todos os processos de nossos

laboratórios, desenvolver o setor de qualidade,

valorizar as opiniões dos colaboradores,

envolver os analistas clínicos

nas discussões, e fortalecer os grupos

de estudos internos, para que o conhecimento

possa ser difundido a todos os

envolvidos nesta fase.

0 96

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


MICROBIOLOGIA CLÍNICA

Podemos entender que, se houver esse

pré-analítico reinventado, o analítico se torna

mais complexo e desafiador, provocando

o analista clínico a elevar constantemente

seu nível de conhecimento e necessidade

de aprendizado e atualização, elevando, por

consequência, o nível de seus laudos e gerando,

dessa forma, demanda de assessoria

médica, um papel essencial ao analista clínico

moderno, afinal, quem deve entender

de exames é o laboratório, e o laboratório,

como em qualquer organização, é formado

por pessoas.

Nesta fase, na covid-19, trabalhamos avaliando

criticamente todos os testes, kits e

resultados, e entendemos dessa forma, que

havia necessidade de muita evolução em

busca de mais sensibilidade e especificidade,

e cada vez com mais precisão e exatidão.

Ajudamos a desenvolver os testes, dando feed-back

aos fabricantes e assessores científicos,

e graças a isso, houve uma rápida evolução

dos mesmos, e hoje já temos mapeado

um modelo que, se ainda não é o ideal, se

tornou bastante confiável, principalmente

em relação aos testes e seus momentos.

Além dos testes que envolvem especificamente

a covid-19, o laboratório clínico tem

papel fundamental em dois momentos: nos

exames de prognóstico em pacientes sintomáticos,

onde através de determinações relacionadas

a inflamação e coagulação, pode

predizer ao clínico assistente se o paciente

em questão pode ser candidato a uma má

evolução, como por exemplo, uma proteína

C reativa elevada, linfopenia, aumento da interleucina

6, aumento do dímero-D, etc.

Outro momento é no monitoramento da

evolução do doente grave, aquele que inflama

e que, muitas vezes, precisa de ventilação

mecânica. Nestes casos são vários os testes

que ajudam ao clínico nas decisões terapêuticas

e no manejo do paciente. Nestes momentos,

não se testa quanto ao SARS-CoV-2.

Após a fase viral – primeira semana de

sintomas aproximadamente – e a doença

desenrolar – o que pode ou não caminhar

para inflamação, tempestade de citocinas e

quadro crítico – o paciente passará pela soroconversão

– produção dos anticorpos – e

que deverá ser verificada mais tardiamente,

preferencialmente em prazo superior a vinte

e cinco dias após início dos sintomas, através

da dosagem da IgG. Ao nosso ver – opinião

pessoal – esta é a imunoglobulina que nos

interessa nesta doença, pois as demais causam

mais confusão do que ajuda ao clínico

assistente, podendo confundir em relação

a decisões pelo isolamento social ou retorno

às atividades normais. Como se trata de

uma doença clínica, as decisões devem ser

clínicas, baseadas ou não em resultados de

exames laboratoriais, porém, os exames corretos,

coletados no momento certo.

No pós-analítico, talvez tenhamos um

dos mais importantes aprendizados: sim,

somos preciosos ao processo do diagnóstico,

prognóstico, acompanhamento e verificação

de cura, e prova disso, é o valor que

nossos laudos tem nas decisões clínicas,

principalmente em pacientes sintomáticos,

moderados ou graves.

Clareza nas informações, agilidade na entrega,

comunicação eficaz, geração de relacionamento

direto, participação direta nas

decisões de cunho epidemiológico através

das análises dos dados obtidos, tais como

taxas de positividade de testes iniciais – RT

PCR ou Antígeno – e/ou monitoramento de

taxas de soroconversão, seja social (massa)

ou verificação da soroconversão dos pacientes

comprovadamente com covid-19 (testes

iniciais positivos).

Poderia continuar escrevendo páginas e

páginas demonstrando o quanto somos nós,

profissionais analistas clínicos, fundamentais

nesta pandemia, e o quanto o seremos após

seu final.

Um dia, isso tudo acabará, e será este o

momento em que perceberemos quais foram

os profissionais e laboratórios clínicos

que entenderam esta reinvenção, esta evolução.

Essa compreesão não é uma opção,

mas a escolha que determinará a própria

existência.

Caio Salvino

Caio Salvino é farmacêutico-bioquímico, microbiologista clínico, professor e consultor. Apaixonado

pela profissão que escolheu, dirige o Laboratório Saldanha, em Lages e a ImersãoLab Capacitação

e Treinamentos em Análises Clínicas, em Floripa, ambas na Santa e bela Catarina. É idealizador e

apresentador do talk-show Papo de Jaleco no YouTube.

0 98

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


Importância da Vigilância Sanitária na Biossegurança

e no controle dos bens de consumo e prestação de

serviços relacionados à saúde.

Por: Jorge Luiz Silva Araújo-Filho, Vanessa Valente Elias.

BIOSSEGURANÇA

Os poderes de que é dotada a Administração

Pública são necessários e proporcionais às funções

à mesma determinados. Em outras palavras,

a Administração Pública é dotada de poderes que

se constituem em instrumentos de trabalho.

Meirelles conceitua: "Poder de polícia é a faculdade

de que dispõe a Administração Pública

para condicionar e restringir o uso e gozo de

bens, atividades e direitos individuais, em benefício

da coletividade ou do próprio Estado”.

O poder disciplinar da Administração não

deve ser confundido com o poder punitivo do

Estado, realizado por meio da Justiça Penal. O

disciplinar é interno à Administração, enquanto

que o penal visa a proteger os valores e bens

mais importantes do grupo social em questão.

A retomada das atividades econômicas no

País, em meio a pandemia, demandou a construção

de protocolos sanitários específicos para

cada setor afetado, que exigiu uma adaptação

às necessidades específicas de cada local, para a

segurança no atendimento da coletividade.

Dessa forma, a Agência Nacional de Vigilância

Sanitária (Anvisa), gestor do sistema nacional

de Vigilância sanitária, que têm por finalidade

institucional, promover a proteção da saúde da

população, por intermédio do controle sanitário

da produção e consumo de produtos e serviços

submetidos à vigilância sanitária, inclusive dos

ambientes, dos processos, dos insumos e das

tecnologias a eles relacionados, bem como o controle

de portos, aeroportos, fronteiras e recintos

alfandegados, publicou protocolos e planos de

contingência a serem seguidos no enfrentamento

do Novo coronavírus no âmbito Nacional.

Este Plano de Contingência é parte do conjunto

de ações da Agência para enfrentamento à

pandemia de Covid-19 e possui interface com

outras instâncias e mecanismos de articulação

e comando responsáveis pela coordenação institucional

e interinstitucional nas demais frentes

de atuação da Anvisa.

Assim, compete ao Estado, através de seus

órgãos de fiscalização coordenar o SEVISA -

Sistema Estadual de Vigilância Sanitária, implementar

e gerenciar o SIVISA- Sistema de

Informação em Vigilância Sanitária, legislar em

caráter suplementar, assessorar e apoiar os municípios

nas ações de Vigilância Sanitária (VISA),

capacitar, planejar, programar e executar ações

compartilhadas, monitorar e avaliar processos

de descentralização das ações de VISA. Compete

ao município, planejar, implementar e executar

ações de VISA com a cooperação técnica e

financeira da União e do Estado, monitorar em

caráter suplementar, gerenciar o Sistema de Informação

em Vigilância Sanitária.

Compete ao município, planejar, implementar

e executar ações de VISA com a cooperação técnica

e financeira da União e do Estado, monitorar

em caráter suplementar, gerenciar o Sistema

de Informação em Vigilância Sanitária.

Esse processo disciplinar de Pactuação das

ações de fiscalização dos serviços se denomina

Descentralização administrativa, em que o

Poder Público cria uma pessoa jurídica e atribui

a titularidade e a execução de serviço público,

como exemplos clássicos há a criação de entes

da Administração Indireta, isto é, autarquias,

fundações, sociedades de economia mista e

empresas públicas.

A importância da descentralização está

justamente no fato de que o município está

bem mais próximo da população, conhece

os problemas do cotidiano e, portanto, tem

condições de dar respostas rápidas a estes

problemas. É um meio de colocar a Vigilância

Sanitária como parte da vida da cidade,

integrando-se de forma colaborativa com

todos os setores, e todos os profissionais

envolvidos na questão, tendo como objetivo

máximo a proteção e promoção da saúde da

população.

O Protocolo das Ações de Vigilância Sanitária

trata do detalhamento do universo de atuação

e dos objetos, para subsidiar a programação de

ações de controle sanitário, exercido por meio

de inspeção sanitária e monitoramento de qualidade

de produtos e serviços.

As ações desenvolvidas têm caráter Educativo

(preventivo), Normativo (regulamentador),

Fiscalizador e, em última instância, Punitivo,

objetivando sempre eliminar ou minimizar a

possibilidade de ocorrência de efeitos negativos

à saúde.

A despeito disso, a fiscalização têm que

aprender a lidar com as iniquidades como

um obstáculo aos plenos modos do andar da

vida, ou uma ameaça concreta ao bem estar

social, sabendo que o protagonismo das

reais necessidades fica a critério da própria

sociedade.

Referências Bibliográficas

Revista Âmbito Jurídico https://ambitojuridico.com.br/;

MEIRELLES, Heley Lopes. Direito Administrativo Brasileiro, São Paulo: Mallheiros, 1999, p.115;

Revista Âmbito Jurídico - https://ambitojuridico.com.br/;

Portal da ANVISA. (http://portal.anvisa.gov.br/documents);

Irene Nohara- Direito administrativo – https://direitoadm.com.br/;

Cartilha de VISA - http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cartilha_vigilancia.pdf

Revista NewsLab | Ago/Set 2020

Jorge Luiz Silva Araújo-Filho

(@dr.biossegurança)

Biólogo, Mestre em Patologia, Doutor em Biotecnologia;

Palestrante e Consultor em Biossegurança.

Contato: jorgearaujofilho@gmail.com

Te.: (81) 9.9796-5514

Maria Isabel Santacruz Jimenez

Marcatto - (@falandode_visa)

Maria Isabel Santacruz Jimenez Marcatto (@falandode_visa):

Cirurgiã Dentista, especielista em saúde pública, servidora

Centro de Vigilância Sanitária – CVS São Paulo.

Contato: mrsmarcatto@gmail.com

0 99


INFORME DE MERCADO

INFORMES DE MERCADO

Esta Seção é um espaço publicitário dedicado para a divulgação e ou explanação

dos produtos e lançamentos do setor.

Área exclusiva para colaboradores anunciantes.

Mais informações: comercial@newslab.com.br

Você conhece os parceiros da Diagnóstica Cremer?

Para ser uma solução completa para

laboratórios de todo o Brasil, precisamos

de parceiros que entreguem qualidade e

acreditem no nosso propósito: cuidar de

cada vida. Alguns deles são nomes já conhecidos

no mercado laboratorial, como

Cremer, Abbott, BD e Rioquímica.

Com 83 anos de história, a Cremer tem

a responsabilidade de ser uma das maiores

empresas do país no fornecimento de

itens de primeiros socorros, cirurgia, higiene,

tratamento e proteção. Nosso portfólio

é bem amplo com luvas, algodão,

curativo e esparadrapo.

Quando o assunto é teste rápido, a

Abbott é uma grande referência no assunto.

Seus testes e diagnósticos fornecem

informações que permitem decisões mais

inteligentes e rápidas, podendo transformar

a maneira como a saúde é tratada.

Você sabia que trabalhamos exclusivamente

com os itens para coleta venosa da

BD? Nossa parceria é focada em oferecer

produtos que garantam segurança e conforto

aos pacientes e profissionais da saúde,

além de resultados confiáveis para os

médicos seguirem condutas clínicas mais

assertivas e ganhos de produtividade.

A Rioquímica, uma indústria 100% brasileira,

é referência na produção de saneantes

para laboratórios e ambientes hospitalares,

com um portfólio amplo que atende todas

as demandas do dia a dia desses locais.

Temos muitos outros parceiros que compõem

o nosso portfólio. Entre em contato, acesse o site

e acompanhe nossas redes sociais.

Telefone: 0800 729 3090

WhatsApp: (47) 99264-1667

www.diagnosticacremer.com.br

@diagnosticacremer

0 100

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


Como o coronavírus se espalhou pelo país?

Em uma pesquisa inédita, estudo revela dados importantes sobre a pandemia no Brasil.

O Brasil já estava assistindo a catástrofe

ocorrida pela COVID-19 em outros lugares

do mundo quando o vírus chegou aqui, e

consequentemente, seus efeitos devastadores

também. Em meados de março o

Brasil já se preparava para a pandemia o

que, naquele momento, já era inevitável.

Com isso, algumas medidas foram tomadas

na tentativa de reduzir a curva de infectados,

como: a reeducação da população com

medidas preventivas e o fortalecimento do

Sistema Único de Saúde (SUS), com equipamentos

que auxiliassem pacientes com o

quadro clínico mais severo, e ampliação do

número de leitos.

Medidas como a obrigatoriedade do uso

de máscaras, fechamento de escolas e comércios

e isolamento social contribuíram

para o percurso tomado pelo vírus no país.

É o que expõe um estudo inédito publicado

na revista Science e ainda em andamento,

coordenado pelo Instituto de Medicina

Tropical da Faculdade de Medicina da Universidade

de São Paulo (USP) em parceria

com a Universidade de Oxford. A pesquisa

envolveu 15 instituições brasileiras, que

realizaram o sequenciamento de 427 genomas

em 21 estados brasileiros e avalia

a disseminação do vírus em todo território

nacional.

“As amostras foram colhidas entre os meses

de março e abril, em mais de 80 cidades

brasileiras. O intuito foi combinar dados

genéticos do SARS-CoV-2 com dados de

mobilidade dos brasileiros, para investigar

como se deu a transmissão, e se as medidas

preventivas tiveram algum impacto no controle

da epidemia”, explica Nelson Gaburo,

gerente geral do DB Molecular e um dos

pesquisadores envolvidos na pesquisa.

A COVID-19 presente no país tem origem,

principalmente, europeia, e sua maior incidência

de deu em grandes capitais que

recebem muitos voos internacionais, como

São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza e Rio

de Janeiro. “O betacoronavírus possui um

genoma de 30kb e é classificado com duas

linhagens filogenéticas principais: A e B.

Aqui no Brasil foi identificado um grande

número de introduções no início da

pandemia. Com a pesquisa conseguimos

concluir que 76% dos vírus detectados se

agrupam em três grandes linhagens, que se

espalharam pelo país antes de adotarmos

as medidas de controle, o que chamamos

de Intervenções Não Farmacêuticas (INF)”,

esclarece Nelson.

A pesquisa conseguiu apontar que, com

a ajuda das INFs, a taxa de transmissão

do coronavírus reduziu consideravelmente

entre a população, se comparado ao valor

estimado no início da pandemia, ou seja,

apesar da transmissão rápida, as INFs adotadas

estão sendo eficazes até o momento.

O trabalho contou com pesquisadores

brasileiros e britânicos e com o apoio da

FAPESP, MRC, Wellcome Trust, MCTIC, FINEP,

CAPES, CNPq, INCT, FAPERJ e FAPEMIG.

DB Molecular - Diagnósticos do Brasil

Rua Cardoso de Almeida, 1460. Perdizes

São Paulo. SP. 05013-001

www.dbmolecular.com.br

INFORME DE MERCADO

Revista NewsLab | Ago/Set 2020

0 101


INFORME DE MERCADO

imagem-informe-NL-setembro.pdf 1 31/08/2020 12:20

Bunzl Saúde inaugura seu novo Centro de Distribuição

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

A Bunzl Saúde, empresa focada em dispositivos

médicos e laboratoriais, inaugurou

seu novo Centro de Distribuição, localizado

em Itajaí - SC. Com uma estrutura moderna e

capacidade para armazenagem de 9 mil posições

paletes, o espaço conta com 7 mil m² e

14 docas, permitindo despachar e receber carregamentos

simultaneamente. Logo, oferece

maior eficiência na gestão de suprimentos de

saúde em todo território nacional.

“Nossa atividade é essencial, principalmente

nesse período de pandemia. Temos como

compromisso disponibilizar produtos com

qualidade e eficiência operacional, isso só é

possível devido a um bom controle de estoque,

colaboradores capacitados e equipamentos

modernos, motivos que asseguram um

sistema efetivo na distribuição dos produtos

para a saúde” afirma Ricardo Guidorizzi, Diretor

de Operações.

bunzlsaude.com.br

(11) 3652-2525

portal@bunzlsaude.com.br

/bunzlsaude

0 102

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


LumiQuick Diagnostics oferece ao mercado Brasileiro uma linha completa

de produtos para o diagnóstico de Covid-19 fabricados nos EUA.

INFORME DE MERCADO

PRODUTOS DISPONÍVEIS:

- QuickProfile 2019-nCoV IgG/IgM Test (*)

- QuickProfile COVID-19 IgG/IgM Test (*)

- QuickProfile COVID-19 ANTIGEN Test (*)

- QuickProfile 2019-nCoV IgG EIA Test

- QuickProfile 2019-nCoV IgM EIA Test

- Quicknostics® COVID-19 RT-PCR (*)

(*) registrado na ANVISA

A LumiQuick Diagnostics, localizada no

coração do Vale do Silício, na Califórnia

-EUA, desenvolve e fabrica testes de alta

qualidade para distribuição e venda no

mercado mundial de diagnóstico In vitro.

Nossas linhas de produtos contem testes

imunológicos em vários formatos para

detectar doenças infecciosas, marcadores

cardíacos, marcadores de câncer, drogas

de abuso, hormônios de fertilidade e outros

marcadores de doenças.

Nesse momento em que todos

estamos enfrentando a pandemia e

em muitos lugares as pessoas estão

passando por situações semelhantes

de isolamento ou distanciamento

social e cuidados preventivos, a

equipe LumiQuick aceitou o desafio

e está trabalhando intensamente

para oferecer uma linha completa de

produtos cobrindo todos os aspectos

diagnósticos da doença COVID-19.

A LumiQuick também possui outros produtos

registrados na ANVISA, entre em contato

conosco para receber informações de como

ter acesso a esses produtos.

www.lumiquick.com - info@lumiquick.com

Revista NewsLab | Ago/Set 2020

0 103


INFORME DE MERCADO

Lançamento BIOMOL

A Biologia Molecular (Biomol) é uma área da biologia

que estuda os organismos em seus níveis mais elementares

do ponto de vista genético, incluindo seu material

genético (DNA ou RNA). Por meio dessa área de estudos,

foi possível desenvolver dentro das análises clínicas diferentes,

exames utilizando técnicas moleculares.

A Biomol é um campo recente e tem como objetivo

pesquisar os processos de replicação, transcrição e

tradução de material genético. O desenvolvimento de

tecnologias nesta área foi acelerado após a descoberta

da estrutura do DNA, em 1953.

Os testes moleculares são um dos segmentos mais

modernos e estão em constante inovação das análises

clínicas. Eles possuem, entre suas diversas vantagens:

Facilidade e rapidez na execução, Alta sensibilidade e

especificidade e Possibilidade de automação.

A pesquisa em nível molecular atende a diversas

especialidades da área da saúde. Os exames desenvolvidos

são utilizados, por exemplo, para diagnósticos

de cânceres e mutações genéticas, testes de paternidade,

além de detecção de doenças infecciosas, pois

possuem alta especificidade. As técnicas moleculares

também podem ser aplicadas para avaliar respostas

aos tratamentos.

Alguns exemplos de aplicações dos exames

moleculares:

Mapeamento de doenças genéticas, como câncer;

- Determinação do sexo de bebê e risco de doenças cromossômicas,

através do TPNI - Teste Pré-Natal não invasivo;

- Diagnóstico de doenças infecciosas, como as respiratórias

(Influenza) ou ISTs (Infecções Sexualmente

Transmissíveis);

- Diagnóstico de alergias ou intolerâncias.

PCR: um dos tipos de teste molecular mais utilizados

Em decorrência do novo coronavírus, um tipo de teste

biomolecular está sendo amplamente utilizado: a PCR

(em inglês, Reação em cadeia da polimerase). Esta técnica

utilizada muito durante a pandemia já existe desde 1983

e é usada para diagnóstico de dengue, zika, chikungunya,

meningite, HPV e ISTs em geral, entre outras doenças.

A PCR revolucionou o segmento de Biologia Molecular,

pois, através da amplificação do DNA in vitro,

possibilitou a detecção de quantidades mínimas do

organismo a ser estudado. Esta técnica permite identificar

a presença vírus, fungo ou bactéria, além de

quantificá-lo quando necessário. Em um exame de CO-

VID-19 ou Influenza, por exemplo, a PCR aponta o vírus

na amostra com maior precisão, mesmo que presente

em pouca quantidade.

A PCR em tempo real, ou simplesmente qPCR (do

inglês, PCR quantitativa) é uma evolução da PCR convencional,

pois permite acompanhar a amplificação do

ácido nucleico em tempo real e, se necessário, identificar

vários tipos de genótipos. Além disso, é possível

realizar a pesquisa para mais de um patógeno simultaneamente

em uma mesma amostra, avaliar o nível de

alteração do gene e quantifica-lo no organismo.

Além da qPCR, existem outros métodos de exame

molecular, como o sequenciamento e a eletroforese. O

sequenciamento é uma técnica que permite, como o

próprio termo explica, visualizar a sequência dos nucleotídeos

em um determinado segmento de DNA. Já a

eletroforese é um processo que separa moléculas como

DNA ou proteínas de acordo com seu tamanho e peso.

Através desta separação é possível perceber alterações

genéticas. A eletroforese é uma técnica utilizada após a

PCR convencional. Já na aplicação da qPCR esta etapa

não é necessária, pois amplificação e detecção do DNA

são feitas simultaneamente.

Celer investe em Biologia Molecular

Tendo em vista a importância da biologia molecular

para a área de medicina diagnóstica e a demanda atual

por testes qPCR, a Celer Biotecnologia lança a sua Linha

Biomol. A linha é formada inicialmente por quatro

equipamentos e está em fase de registro junto à Agência

Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os equipamentos, importados, são da marca

parceira Sansure Biotech. A empresa chinesa possui

foco em desenvolvimento e fabricação de produtos

para laboratórios moleculares. Além disso,

é reconhecida pela qualidade e confiabilidade de

seus produtos. A Sansure está presente em mais de

2.000 hospitais e laboratórios, localizados em cerca

de 40 países, sendo responsável pela realização de

mais de 100 mil testes diários.

Segundo Danielle Rodrigues, biomédica especialista

em Biologia Molecular da Celer Biotecnologia, o investimento

inicial foi realizado como solução durante

a pandemia da Covid-19 porque, para o coronavírus,

a confirmação do diagnóstico de infecção ativa se dá

pela técnica PCR. Entretanto, ela reforça que todos os

sistemas da linha Biomol da Celer são equipamentos

promissores pós-pandemia, pois permitem a realização

de diagnóstico de diversas condições clínicas.

Apesar de recente, o investimento da empresa no

setor de biologia molecular está em crescimento.

Novos produtos, que representem soluções importantes

para os laboratórios, estão sendo avaliados

para serem inseridos na linha. "A expectativa atual

é trazer 10 produtos de qPCR, mas ainda serão definidos.

Além disso, o time de assessoria científica foi

expandido para oferecer um suporte especializado ao

cliente, visto que há várias especificidades na prática

em biologia molecular.", conta Danielle.

Conheça os equipamentos da Linha Biomol

da Celer Biotecnologia:

• iPonatic - Biomol Sansure

Plataforma molecular para PCR em tempo real. Pode

ser utilizada na detecção de SARS-CoV-2.

• MA6000 - Biomol Sansure

Sistema de PCR quantitativo em tempo real.

• NATCH CS - Biomol Sansure

Sistema de extração automatizada de ácidos nucléicos

• SLAN96P - Biomol Sansure

Sistema de PCR em tempo real.

Tem interesse nos equipamentos de biologia

molecular?

Entre em contato no telefone (31) 3413-0814 ou

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nova Linha Biomol da Celer Biotecnologia.

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0 104

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


POSSIBILIDADE DE EXTRAÇÃO E AMPLIFICAÇÃO NO MESMO TUBO

Reduz em até 40% o tempo por amostra

Reduz consideravelmente a possiblidade de contaminação

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Genes alvo: ORF1ab / Gene N

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INFORME DE MERCADO

HORIBA Medical Brasil inova e disponibiliza ferramenta para

avaliação da identificação de células sanguíneas – QSP

• Usuários ilimitados

• Cada gerente de laboratório estabelece o protocolo

de controle e escolhe as lâminas a serem analisadas

pela equipe responsável pelo exame das lâminas.

• Semanalmente, um caso pode ser examinado.

• O programa QSP emite relatórios personalizados

para garantir uma rastreabilidade perfeita.

O software QSP é uma ferramenta para imagens

de alta definição, didática e muito intuitiva.

Ele oferece ao pessoal do laboratório o

exame das lâminas sanguíneas, que são digitalizadas

e avaliadas previamente. Permite ao

laboratório avaliar a capacidade dos potenciais

examinadores

O QSP é mais do que um atlas citológico…

Usa casos clínicos reais fornecidos por

médicos aprovados.

Com casos normais e patológicos.

Vantagens

Treinamento contínuo dos analistas de laboratório

• 6 slides digitais por mês.

• O laboratório pode definir sua própria classificação

de células.

• Avaliação de WBC, RBC e PLT classificação e /

ou morfologias.

• Identificação incorreta de células.

• Relatórios com desempenho individual pontuação.

• Fácil de usar

• Não há necessidade de material adicional (baseado

em PC).

É elaborado um relatório individual da classificação

que mostra

• Um índice da sensibilidade média das células

corretamente classificadas em relação

à referência.

• Uma classificação imediata de TP, TN, FP, FN e

os cálculos associados da relação sensibilidade

e precisão

• Imagens de células que não combinam com a

classificação de referência.

• As observações do leitor e do gerente.

• As ações corretivas associadas.

Benefícios

• Padronização da leitura manual das lâminas

ao microscópio.

• Aumentando a confiabilidade dos resultados

finais.

• Ajudar novos técnicos a melhorar seu nível e se

tornarem confiantes.

• Ajudando Técnicos experientes a manter

seu nível.

HORIBA Medical Brasil

(11) 2923-5400

marketing.br@horiba.com

0 106

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


INFORME DE MERCADO

VERI-Q TM PCR 316 COVID-19

Plataforma de Detecção PCR Real Time

O sistema Veri-Q é compacto e ultrarrápido

com resultados de PCR em Tempo Real para

SARS-COV-2 em até 2 horas.

Todos os processos de detecção de genes são

baseados no método TaqMan e com isto os resultados

são obtidos rapidamente com grande

precisão.

A PMH Produtos Médicos Hospitalares,

empresa que atua no mercado diagnóstico

há 36 anos com produtos de alta qualidade,

vem se consolidando com uma grande força

na comercialização de produtos para Biologia

Molecular para o mercado Brasileiro.

Apresentamos o sistema para suporte

ao diagnóstico da Covid-19 pela metodologia

de PCR em Tempo Real, Veri-Q da

MicoBiomed, empresa da Coreia do Sul,

especializada em diagnóstico por Biologia

Molecular.

Saiba mais como esta solução e nosso time

especializado poderá ajudar o seu laboratório

na luta contra a COVID-19.

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71200-222 Brasília DF

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61 3403-1300

A Importância da Validação Técnica e Clínica de Produtos

para Diagnóstico In Vitro

Para o registro na ANVISA de produtos para

diagnóstico in vitro é necessária a validação

técnica do produto para todas as classes de

risco: 1, 2, 3 e 4, que demonstrem o seu desempenho

e sua estabilidade, dentre outras

informações. No entanto, para produtos das

classes 3 e 4 e para produtos de novos marcadores

(independente da classe) a validação

clínica do produto, além da técnica, também

é necessária. Recentemente, a exemplo dos

novos produtos para ensaios in vitro para SAR-

S-COV-2, a validação clínica é necessária uma

vez que esta infecção é classificada como risco

3, mas também por ser um novo marcador,

nesse caso para um novo vírus causador da

pandemia COVID-19. Portanto, novos marcadores

das classes 1 e 2 também necessitam de

validação clínica, além da validação técnica.

Orientações sobre registro, validação e ensaios

clínicos podem consultados nas normativas:

RDC 36/2015 ANVISA, IN4/2019 ANVISA, ISO

14155:2011 Clinical Investigation of Medical

Devices For Human Subjects — Good Clinical

Practice, etc.

Portanto ao selecionar um novo produto de

diagnóstico para compra ou revenda, destaca-se

avaliar cuidadosamente os ensaios clínicos, se

foram bem realizados, com número de amostras

significativo e com resultados satisfatórios, e os

testes de estabilidade, que demonstrem que

o produto mantém o seu desempenho durante

todo o prazo de validade do produto.

A ENZYTEC realiza em seu laboratório o

serviço de “Validação Laboratorial de

Produtos para Diagnóstico In Vitro”,

que é de grande ajuda e suporte nesses casos,

atendendo distribuidoras que querem

verificar o desempenho de seus produtos

bem como fabricantes que terceirizam seus

ensaios de validação. Os ensaios são realizados

conforme a RDC 36/2015 ANVISA,

dentro de uma estrutura que segue a RDC

16/2013 ANVISA, de forma completa ou

parcial, a combinar. Entre em contato para

um Orçamento sem compromisso e entenda

como funciona a nossa Validação.

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0 108

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


Acesso remoto aos analisadores CellaVision:

Telepatologia acessível a todos

INFORME DE MERCADO

Muitos profissionais de laboratório que

trabalham na área da hematologia já

conhecem ou utilizam a tecnologia CellaVision

para a realização da contagem diferencial

automatizada de leucócitos. O equipamento

faz a leitura das lâminas e fornece ao analista

uma pré-classificação dos leucócitos, bem

como a pré-caracterização dos eritrócitos

através da análise morfológica conduzida por

inteligência artificial.

Nos últimos quinze anos a morfologia celular

digital tem se tornado uma realidade na maioria

dos laboratórios de grande volume de amostras.

Nestas instituições, é muito comum o acesso

remoto aos analisadores CellaVision, onde um

ou mais analistas acessam remotamente as

imagens das células dos pacientes que tiveram

suas amostras selecionadas para a contagem

diferencial. Este acesso remoto permite que

colaboradores revisem amostras processadas

em outro local, por exemplo, em um laboratório

satélite, um hospital afastado dos grandes

centros ou outro laboratório afiliado.

A tecnologia CellaVision, antes disponível

apenas para laboratórios de grande volume de

amostras, agora está ao alcance de laboratórios

de todos os portes. Durante a última edição

do AACC, maior evento de análises clínicas

do mundo, a CellaVision apresentou um novo

equipamento de pequeno porte, o DC-1 - ideal

para laboratórios com pequeno volume de

amostras. O novo modelo processa uma lâmina

por vez e possui todas as funcionalidades

dos equipamentos CellaVision maiores. Desta

forma, laboratórios pequenos também poderão

contar com os recursos CellaVision, o que inclui

o acesso remoto, permitindo a colaboração

de analistas localizados em outros centros

diagnósticos. Especialistas em morfologia

poderão opinar ou até mesmo assinar casos

processados em laboratórios afastados. A

telepatologia aumenta a precisão dos exames

e a atuação dos especialistas em morfologia

celular. É notável a redução do tempo de entrega

dos resultados (TAT), o incremento da acurácia

diagnóstica e da produtividade e, sobretudo,

da consistência, uma vez que o processo de

contagem diferencial se torna padronizado.

Saiba mais em www.cellavision.com

Contato: Wagner Miyaura - Market

Support Manager, South America

wagner.miyaura@cellavision.com

Revista NewsLab | Ago/Set 2020

0 109


INFORME DE MERCADO

D-Dímero mLabs®

Auxílio na estratificação da gravidade por infecção do COVID - 19

Com a disseminação do COVID-19, diversos

estudos estão sendo publicados, possibilitando

o maior conhecimento da doença na

tentativa de reduzir o número de casos e a

gravidade dos indivíduos infectados.

Recentemente pesquisadores chineses avaliaram

achados laboratoriais os quais foram

correlacionados valores elevados de D-Dímero

como valor preditivo para a gravidade

da doença, conforme artigo publicado no

The Journal of Thrombosis and Haemostasis.

Revista NewsLab | Ago/Set 2020

Diante aos novos estudos a Sociedade

Britânica de Hematologia, sugeriu a execução

de testes de coagulação em indivíduos

infectados por COVID-19. Dentre os testes

laboratoriais, está recomendado a dosagem

do D-Dímero, permitindo assim com os outros

testes de coagulação o cálculo do escore

de coagulação intravascular disseminada estabelecido

pela Sociedade Internacional de

Trombose e Hemostasia (ISTH), auxiliando

na estratificação da gravidade por infecção

do COVID-19.

O teste do D-Dímero é de uso clinicamente

significativo na decisão do diagnóstico

de pacientes com suspeitas de episódios

trombóticos, tais como a trombose venosa

profunda (TVP), embolia pulmonar (EP) e

coagulação intravascular disseminada (CID/

CIVD).

O teste de D-Dímero realizado no equipamento

mLabs® tem como metodologia a imunofluorescência

num cartucho micro fluídico.

Utilizando um baixo volume de amostra de

sangue total, permite a execução do teste a

beira do leito do paciente.

Referências bibliográficas:

• Tang, Ning, et al. “Abnormal Coagulation parameters

are associated with poor prognosis in patients

with novel coronavirus pneumonia.” Journal

of Thrombosis and Haemostasis (2020).

Para maiores informações, entre em

contato através do

e-mail faleconosco@lumiradx.com

ou (11) 5185- 8181.

0 111


INFORME DE MERCADO

NEWPROV Lança sua Loja Virtual

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a promoções especiais, lançamentos de

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exclusivo, através do seu computador,

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Trazer comodidade, rapidez e atendimento

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Tubo de transporte com Solução Salina (NaCl 0,9%) – SARSTEDT

para RT-PCR e conta com certificações IATA

de padrão internacional para o transporte de

amostras.

A proposta agrega qualidade ao processo por

assegurar a conservação e o preparo do material

coletado em um tubo já pronto para uso e com

tampa rosqueável. Com isso reduz-se a manipulação,

eliminando as chances de vazamentos

ou contaminação por dispersão de partículas

aerossóis.

A produção nacional confere disponibilidade

imediata, permite a entrega em grande escala,

bem como a customização de kits.

O surto atual causado pelo novo coronavírus

(SARS-Cov-2) constitui uma emergência de

saúde pública de importância internacional,

no mais alto nível de alerta da Organização

Mundial de Saúde. A precisão diagnóstica da

infecção (COVID-19) é crucial para que ações

clínicas possam ocorrer em tempo. O patógeno

é identificado diretamente através do exame de

RT-PCR, considerada metodologia padrão-ouro

para a testagem.

Os desafios na detecção da doença incluem

potencial suscetibilidade às questões pré-analíticas

como erros de identificação, coleta, manuseio,

transporte e armazenamento dos swabs.

Consequências geradas por resultados tardios

ou incorretos podem impactar diretamente nas

condutas médicas.

A SARSTEDT incorporou recentemente ao seu

amplo portfólio de soluções pré-analíticas, o

tubo estéril de transporte com 3ml de solução

salina (NaCl 0,9%). O produto atende aos

protocolos de padronizações e processamento

de amostras. Com dimensão de 13 x 75mm,

compatível com as plataformas de automação

Para a coleta é importante seguir a padronização

institucional vigente.

A SARSTEDT mais uma vez inova em soluções

direcionadas aos desafios atuais.

Para maiores informações

entre em contato com

vendas.br@sarstedt.com

ou 11 4152-2233

0 112

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


INFORME DE MERCADO

Biossegurança dos Equipamentos Hematológicos Celltac da Nihon Kohden

A biossegurança tem um papel importante e

crucial na rotina laboratorial, tanto que existem

regulamentações destinadas que impõem regras

com intuito de prevenir contaminações e outras

ocorrências que possam interferir na saúde de qualquer

profissional dentro deste ambiente. Algumas

medidas adotadas pela maioria dos laboratórios

incluem a utilização de equipamentos de proteção

individuais (EPI’s) e coletivos (EPC’s), organização e

limpeza do ambiente, equipamentos e instrumentos

laboratoriais.

MEK-6500

Atualmente com o enfrentamento da COVID-19,

devido à alta transmissibilidade e aumento das

atividades laboratoriais para atender a demanda,

há a necessidade de preservar os profissionais

desta área. Se já são fornecidos os equipamentos

básicos como os EPI’s é importante seguir

um plano mais abrangente como cita o estudo

fornecido pela Organização Mundial da saúde

(OMS), Laboratory biosafety guidance related to

coronavirus disease (Disponível em https://www.

who.int/publications/i/item/laboratory-biosafe-

ty-guidance-related-to-coronavirus-disease-(-

covid-19)), que destaca como deve ser a manipulação

de materiais altamente infecciosos inclusive

os que podem causar respingos e gotículas, como

ocorre no setor de hematologia ao abrir tubos para

processamento das amostras.

Para aumentar a biossegurança dentro do seu laboratório

e evitar ao máximo o contato direto com

o sangue e eventuais acidentes ao abrir o tubo de

hemograma, toda a linha de equipamentos hematológicos

de uso humano da Nihon Kohden possui

sistema de perfuração de tampa e diluição automática

de amostras, compatível com a maioria dos tubos

comercializados no mercado brasileiro, levando

mais segurança e agilidade para seu laboratório.

MEK-9100

MEK-7300

Opte pela segurança do seu laboratório!

Opte por equipamentos hematológicos Celltac da Nihon Kohden!

Link geral: https://linktr.ee/nihonkohdenbrasil

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCj2aKp_6VcX5hlDo6bIywpw?view_as=subscriber&sub_confirmation=1

Instagram: https://www.instagram.com/nihonkohdenbrasil/?hl=pt-br

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LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/nihon-kohden-brasil/

Twitter: https://twitter.com/KohdenNihon

Site: https://br.nihonkohden.com/

NIHON KOHDEN

Rua Diadema, 89 1° andar CJ11 a 17

Bairro Mauá – São Caetano do sul/SP

CEP 09580-670, Brasil

Contato: +55 11 3044-1700

FAX: + 55 11 3044-0463

fabio.jesus@nkbr.com.br

0 114

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


Firstlab Amplia Linha de Tubos de Coleta de Sangue a Vácuo.

VHS. Utilizado para o teste de VHS (velocidade

de hemossedimentação) para detectar inflamação

ou infecção no organismo. Com opções em

plástico PET transparente, vidro e acessórios:

pipeta e rack com graduação.

INFORME DE MERCADO

A análise do sangue é fundamental para o

diagnóstico e tratamento de vários processos

patológicos. Assim, os produtos utilizados para

efetuar a coleta do sangue são de extrema importância,

pois além de auxiliar em um melhor

resultado dos exames, podem reduzir erros e

fatores de interferência na fase pré-analítica.

Por isso a linha de Tubos de Coleta de Sangue

a vácuo da Firstlab está mais completa,

com novas opções para atender a qualquer

necessidade, garantindo a segurança do profissional

de saúde e qualidade das amostras

coletadas.

Trombina com gel. O ativador de coágulo a

base de trombina reduz o tempo de coagulação

do sangue para 5 minutos apenas. A coagulação

rápida impede a formação de fibrina

que pode bloquear a sonda dos equipamentos

e a presença do gel separador permite a

obtenção de um soro de alta qualidade.

Completam a linha: EDTA K2 com gel, ACD-A

(citrato ácido dextrose) que atua como anticoagulante

e melhora a conservação dos eritrócitos,

heparina de lítio ou sódio com gel e análise de

traços de elementos.

Conte sempre com a Firstlab e faça análises

precisas com produtos que você confia!

Saiba mais sobre os produtos Firstlab ::

www.firstlab.ind.br

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0800 710 0888

Vida Biotecnologia confirma a expansão para 2020

A empresa que neste ano completa 10 anos

de mercado, vem se destacando com imponência

na fabricação de todos os reagentes

para química clínica, hematologia, látex e

testes-rápidos.

Sua equipe conta com profissionais experientes

e gestores capacitados para a expansão

diante dos desafios impostos a 2020,

sempre com muita determinação, positivismo

e força de trabalho.

A Vida Biotecnologia confirma a expansão

de sua estrutura ainda para 2020. Em

uma área de aproximadamente 2500 m² a

empresa visa ampliar seus horizontes, além

de trazer conforto e bem-estar a seus colaboradores.

A nova sede que está sendo preparada conta

com excelente localização ao lado da sede

administrativa do governo de Minas Gerais, as

margens de uma importante via expressa de

Belo Horizonte e a poucos minutos do Aeroporto

Internacional de Confins.

Para mais informações, entre em contato

com sua Central de Atendimento

(31) 3466-3351 ou através do site

www.vidabiotecnologia.com.br.

Revista NewsLab | Ago/Set 2020

0 115


INFORME DE MERCADO

DIAGNÓSTICO DE DOENÇAS GASTROINTESTINAIS

As doenças inflamatórias intestinal crônica

(DIIC) são caracterizadas pela inflamação

de diferentes áreas do trato gastrointestinal

e ocorrem em episódios. Fases sintomáticas

(recidivas) alternam com as fases de remissão,

onde a doença é praticamente imperceptível.

A severidade dos sintomas e a

duração dos episódios diferem de paciente

para paciente.

A etiologia das DIIC é relativamente desconhecida,

porém presume-se que suscetibilidade

genética e fatores ambientais (tratamento

com antibióticos, fumo, algumas

dietas, estresse) podem causar a doença.

As formas mais relevantes das DIIC são

Colite Ulcerativa e Doença de Crohn. Em

cerca de 10% dos casos, é observada uma

forma mista, que não pode ser claramente

atribuída a nenhuma das doenças (colite

indeterminada).

Tanto na doença de Crohn quanto na Colite

Ulcerativa ocorre uma disfunção da barreira

intestinal da mucosa e do epitélio intestinal.

Assim, bactérias patogênicas passam a

migrar do lúmen intestinal para as células

epiteliais e desencadear uma resposta inflamatória.

Para a diferenciação entre os diferentes

tipos de DIIC e para o diagnóstico

correto da síndrome do intestino irritável,

o diagnóstico diferencial direcionado é de

grande importância.

As doenças inflamatórias intestinal crônica

podem ser diagnosticadas, na maioria

dos pacientes, através de testes sorológicos

para a detecção de diversos anticorpos. A

determinação desses anticorpos permite

um diagnóstico diferencial e possibilita um

tratamento mais assertivo.

A EUROIMMUN disponibiliza em seu portfólio

diversos ensaios para a detecção de

anticorpos específicos, através das metodologias

de ELISA, Imunofluorescência Indireta

e Imunoblot.

Através do método de imunoblot, é possível

fazer a diferenciação entre Doença

de Crohn e outras doenças autoimunes do

trato gastrointestinal como doença celíaca,

gastrite autoimune e anemia perniciosa.

A determinação sorológica de anticorpos

específicos é muito importante para um

diagnóstico efetivo. Anticorpos contra

transglutaminase tecidual (tTG) ocorrem na

doença celíaca, com prevalência de 100%,

uma vez que são praticamente ausentes em

pessoas saudáveis e pacientes com outra

doença gastrointestinal. Além disso, os

pacientes com doença celíaca formam anticorpos

muito específicos contra fragmentos

de gliadina deamidada. Em pacientes com

gastrite autoimune ou anemia perniciosa,

anticorpos contra fator intrínseco e antígenos

de células parietais estão presentes. A

presença de anticorpos ASCA, entretanto,

é indicativa de Doença de Crohn. Assim, a

detecção paralela desses anticorpos fornece

informações importantes para o diagnóstico

diferencial.

O teste da EUROIMMUN é baseado no

sistema EUROLINE. As tiras de teste são

revestidas com tTG recombinante, peptídeo

de fusão análogos a gliadina recombinante

(GAF-3x) e Manana de S.cerevisiae (ASCA).

Além disso, o EUROLINE de Doenças Gastrointestinais

IgG contém Fator intrínseco

recombinante, bem como antígeno de células

parietais nativo

EUROIMMUN Brasil

www.euroimmun.com.br

contato@euroimmun.com.br

(11) 2305-9770

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Revista NewsLab | Ago/Set 2020


Doença de Crohn e outras

doenças gastrointestinais

(Doença Celíaca, Gastrite Autoimune)

em um único teste

A

s doenças inflamatórias intestinais crônicas (DIIC)

são caracterizadas pela inflamação de diferentes áreas

do trato gastrointestinal e, normalmente, apresentam

sintomas similares. Pensando nisso, lançamos a linha

EUROLINE Doenças Gastrointestinais Autoimunes,

que disponibiliza ensaios para a detecção

de anticorpos específicos, através das metodologias

de ELISA, Imunofluorescência Indireta e Imunoblot.

SCAN ME

Saiba mais sobre os novos produtos EUROIMMUN:

www.euroimmun.com.br/doencasgastrointestinais


INFORME DE MERCADO

Soluções tecnológicas para desafios biológicos complexos:

nós somos a Beckman Coulter Life Sciences

A Beckman Coulter Life Sciences combina

duas das marcas mais conhecidas em laboratórios:

Beckman Instruments, fundada pelo Dr. Arnold

Beckman, em 1935, e Coulter Corporation,

fundada por Wallace e Joseph Coulter, em 1958.

Com mais de 80 anos de história, desafiamos

a sabedoria convencional e ajudamos a resolver

desafios biológicos complexos.

Contamos com uma unidade de negócios de

biotecnologia, com centrífugas e manipuladores

automatizados de líquidos, uma unidade de

negócios de citometria de fluxo, com citômetros,

softwares e linha completa de anticorpos e

reagentes para citometria, além de analisadores

de particulados e de células, reagentes para o

estudo de genômica.

Estamos diretamente no Brasil, México, Colômbia,

Porto Rico e temos mais de 30 distribuidores

certificados, treinados e avaliados para atender a

vários mercados em toda a América Latina.

Nossa equipe de aplicações, treinada nos

EUA e na Europa, está pronta para ajudar

nossos clientes, de forma ágil, fornecendo

soluções inovadoras e confiáveis. Nossos engenheiros

de serviço cobrem todo o território

latino-americano e são treinados na fábrica

para consertar e calibrar nossos instrumentos

com os mais altos e exigentes padrões.

Nosso objetivo é fornecer soluções com a

melhor experiência, no menor prazo possível,

porque sabemos o quanto é importante

para você, nosso cliente.

Saiba mais: www.mybeckman.com.br

Suporte ao Cliente: +55 11 4154-2207

ou +55 0800 771-8818

Email: mkt@beckman.com

Edifício Memorial Office Building

Rua Julio Gonzales, 132 - 14º andar

São Paulo - SP, Brasil

0 118

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


O COVIDSeq da Illumina é o primeiro teste NGS para detecção de COVID-19 a receber

a autorização de uso emergencial do FDA Food and Drug Administration (EUA).

de teste DRAGEN COVIDSeq no BaseSpace

Sequence Hub para análise rápida.

INFORME DE MERCADO

Design e Controle de Qualidade

Destaques do produto

O teste Illumina COVIDSeq é o primeiro

teste NGS aprovado para uso de

acordo com a Food and Drug Administration's

Emergency Use Authorization

(EUA) dos EUA. Este teste NGS baseado

em amplicons inclui primers 2019-

nCoV projetados para detectar RNA do

vírus SARS-CoV-2 em swabs nasofaríngeos,

orofaríngeos de pacientes com

sinais e sintomas de infecção suspeitos

de COVID-19.

Detecção rápida e escalonável de

SARS-CoV-2

O teste Illumina COVIDSeq pode ser

ampliado ou reduzido para acomodar

diferentes números de amostras. Os

resultados de 1536 a 3072 podem ser

processados em 12 horas no sistema

NovaSeq 6000 usando dois kits de reagentes

SP ou S4, respectivamente, ou

384 resultados em 12 horas usando o

kit de reagentes para NextSeq 500/550.

Fluxo de Trabalho e Componentes

O fluxo de trabalho inclui etapas

para extração de RNA viral, conversão

de RNA em cDNA, PCR, preparação de

biblioteca, sequenciamento, análise e

geração de relatório. Os principais componentes

incluem o sistema NovaSeq

6000 de alto rendimento ou os sistemas

NextSeq 500/550, juntamente com o

teste Illumina COVIDSeq e o pipeline de

teste DRAGEN COVIDSeq ou o aplicativo

O teste Illumina COVIDSeq aproveita

uma versão modificada do protocolo

ARTIC multiplex PCR validado e disponível

ao público, com 98 amplicons

projetados para amplificar sequências

específicas do vírus SARS-CoV-2,

combinado com a comprovada tecnologia

de sequenciamento Illumina.

Como característica de qualidade, um

controle interno que consiste em 11

alvos de mRNA humano é incluído em

cada amostra.

www.illumina.com

Tel: (+55) 11 3500 3900, email:

illuminabrasil@illumina.com

Produtos válidos somente para pesquisa.

Não devem ser utilizados para diagnóstico.

© 2018 Illumina, Inc. Todos os direitos

reservados.QB 5621

Revista NewsLab | Ago/Set 2020

0 119


INFORME DE MERCADO

Simplicidade, praticidade e segurança no combate à Pandemia.

Gold Analisa inova e oferece ao mercado o kit individual para COVID.

Muitas vantagens em só kit:

. Abertura da embalagem junto ao paciente;

. O teste pode ser adquirido por unidade;

. Incluídos Todos os itens para a realização

do teste;

. Praticidade no descarte;

. Acesso a vídeos, Instruções de procedimento

e manual de erros no hotsite;

. IgG e IgM em linhas separadas podendo

determinar a fase da doença;

. Maior sensibilidade e especificidade.

Conheça o Kit Individual Covid-19 (IgG/IgM)

Analisa para diagnóstico do Coronavírus.

O kit individual traz toda a praticidade e

segurança para execução do teste junto ao

paciente. A embalagem é lacrada individualmente

e contém todos os componentes necessários

para a sua realização contendo além

dos materiais essenciais para o teste, o material

para assepsia, coleta e descarte. Visando

a biosegurança o próprio sachê é novamente

lacrado e identificado como material de risco

biológico para o descarte seguro para operador

e paciente.

O COVID IGG/IGM Analisa identifica separadamente

os anticorpos IgM e IgG contra o vírus

SARS-CoV-2, em amostras de soro, plasma

e sangue total podendo se utilizar a amostra

capilar que traz mais conforto ao paciente.

Consulte nossos distribuidores ou equipe de vendas.

www.goldanalisa.com.br

‘‘ O teste sorológico é de uso profissional e

sua execução requer o cumprimento de protocolos

e diretrizes técnicas de controle, rastreabilidade

e registros das autoridades de saúde.’’

Para mais detalhes entre em contato

através do telefone: 31 3272-1888 ou

acesse o nosso hotsite www.sites.google.

com/goldanalisa.com.br/covid19i/home

Lançamento Labtest: Gasometria i15

Portátil, leve e de fácil operação, o sistema de

gasometria i15 Labtest é a solução ideal para

quem busca um sistema completo e versátil,

que permite realizar análises em ambientes laboratoriais

e hospitalares.

O sistema é automático e pode-se utilizar

amostras de sangue total arterial ou venoso,

coletadas em heparina lítica ou heparina balanceada

com cálcio, incluindo gasometria capilar.

• Sempre pronto para realizar o teste, o sistema

utiliza apenas 140 µL de amostra e os

resultados são obtidos em 48 segundos, após a

aspiração da amostra. A bateria tem autonomia

para 50 testes contínuos.

• Até 34 parâmetros por amostra:10 parâmetros

medidos (pH, pCO2, pO2, Na+, K+, Ca++,

Cl-, Glu, Lac e Hct) e 24 parâmetros calculados.

• Cartuchos individuais e de uso único que

possuem microssensores para determinação

dos parâmetros por potenciometria, amperometria

e condutimetria.

• O sistema requer baixa manutenção: com

tecnologia inovadora de controle de líquidos, a

amostra fica confinada no cartucho e não entra

em contato com o sistema operacional interno.

• Garantia de exatidão e precisão nos resultados:

calibração automática a cada amostra, três

níveis de controle de qualidade e simulações

internas.

• Com impressora embutida e software configurável

para melhor atender a sua rotina, é

capaz de armazenar até 10.000 dados de pacientes

e 5.000 dados de CQ.

Entre em contato e conheça a solução

Labtest para gasometria:

DDG: 0800 031 3411

E-mail: labtest@labtest.com.br

Site: labtest.com.br

0 120

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


Kit Imuno-Rápido para diagnóstico da Febre Chikungunya IgG/IgM

WAMA Diagnóstica disponibiliza o kit imuncromatográfico rápido para anticorpos contra a febre Chikungunya.

A WAMA Diagnóstica, empresa líder no

segmento de desenvolvimento e produção

de testes rápidos no Brasil apresenta mais

um produto que auxiliará no diagnóstico da

Chikungunya, arbovirose transmitida pelo

mosquito Aedes aegypti: o kit Imuno-Rápido

Chikungunya IgG/IgM. O teste conta

com a metodologia imunocromatográfica

para realizar detecção qualitativa dos anticorpos

de classe IgG/IgM contra o vírus no

soro, plasma ou sangue total humano, identificando

assim a infecção.

A febre Chikungunya foi identificada inicialmente

durante um surto no sul da Tanzânia

em 1952. O nome vem do idioma

africano Kimakonde e significa “inclinou-se

ou contorceu-se de dor”, referindo-se à aparência

dos pacientes que se inclinam por

causa da dor nas articulações que a doença

provoca. Atualmente, já foi detectada em

mais de 60 países na Ásia, África, Europa e

nas Américas. Nas últimas décadas, os mosquitos

vetores da doença se espalharam,

levando a um aumento abrupto nos surtos.

De acordo com o Ministério da Saúde, em

2016 já foram registrados mais de 230 mil

casos prováveis de febre Chikungunya no

Brasil, distribuídos em mais de 2 mil municípios,

e 120 óbitos já foram confirmados pela

doença. Ela se concentra principalmente na

região Nordeste, onde a taxa de incidência

pode chegar a 370 casos para cada 100 mil

habitantes. Com a chegada do verão, época

em que ocorrem mais casos de infecção, a

atenção ao controle do vetor e diagnóstico

da Chikungunya deve ser redobrada.

A Chikungunya causa febre e graves dores

nas articulações. Outros sintomas incluem

dor muscular, dor de cabeça, náusea, fadiga

e erupção cutânea. A dor nas articulações

é, por vezes, debilitante e pode ter duração

variada. A maioria dos pacientes se recupera

completamente, mas, em alguns casos, a

dor nas articulações pode persistir por vários

meses, ou até mesmo por anos. Embora ainda

raramente, pode haver comprometimento

ocular, neurológico e cardiovascular, principalmente

em pacientes idosos, o que pode

levar a morte. Os sintomas muitas vezes são

confundidos com outras doenças, principalmente

a Dengue, dificultando o diagnóstico

diferencial.

Após a transmissão pela picada do Aedes

aegypti, o aparecimento dos primeiros

sintomas se dá entre 4 e 8 dias, podendo

variar em alguns casos de 2 a 12 dias.

Como resposta à infecção, o organismo

começa a produzir anticorpos, inicialmente

da classe IgM, após 7 a 10 dias

do aparecimento dos primeiros sintomas.

Após aproximadamente 20 dias, os níveis

de anticorpos da classe IgG contra o Chikungunya

começam a ser produzidos, e

podem persistir detectáveis por meses ou

anos após a infecção.

Devido à co-circulação dos vírus Zika, Chikungunya

e Dengue, os quais são transmitidos

pelo mesmo vetor, realizou-se uma avaliação

da reatividade cruzada em amostras positivas

para Dengue e Zika. Este estudo foi efetuado no

Laboratório de Virologia Molecular – Centro de

Pesquisa em Virologia – da Faculdade de Medicina

de Ribeirão Preto (USP-RP). Nenhuma

amostra testada proveniente de pacientes com

Zika e Dengue mostrou resultado positivo com

o teste Chikungunya IgG/IgM da WAMA, demonstrando

alta especificidade do teste.

O kit Imuno-RÁPIDO Chikungunya IgG/

IgM da WAMA Diagnóstica é um teste

imunocromatográfico altamente sensível e específico

para detecção qualitativa dos anticorpos

contra Chikungunya no sangue total, soro

ou plasma humano, com a finalidade de auxiliar

no diagnóstico de indivíduos com infecção

pelo vírus da Chikugunya. Sendo assim, mais

uma vez a WAMA Diagnóstica sai na frente,

oferecendo a seus clientes um kit inovador e

garantido pelo rígido controle de qualidade ao

qual seu portfólio de produtos é submetido,

reafirmando assim sua posição de destaque

no mercado, com crescente participação no

cenário nacional e internacional.

Apresentação: 10, 20 e 40 testes.

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INFORME DE MERCADO

Revista NewsLab | Ago/Set 2020

0 121


INFORME DE MERCADO

Qualidade da assistência à saúde no ambiente hospitalar e sua relação

com a utilização de Scanner Vascular no procedimento de punção venosa periférica

O cateterismo venoso periférico é um dos procedimentos

mais praticados na assistência à saúde

no ambiente intra-hospitalar. Apesar de ser um

procedimento habitual, complicações relacionadas

à punção venosa periférica não são raras e

costumam trazer prejuízos ao paciente e para a

qualidade da assistência à saúde. Com o objetivo

de minimizar tais prejuízos, as ciências biológicas

e médicas estão cada vez mais empenhadas no

desenvolvimento e disseminação de novas tecnologias

que buscam gerar assertividade, segurança

e conforto para quem precisa.

A necessidade em promover os conhecimentos

a respeito da utilização de novas tecnologias para

execução do cateterismo venoso periférico, e a

maneira como essas tecnologias podem contribuir

para uma assistência à saúde de qualidade,

segura e humanizada, se mostram de extrema relevância,

visto que, cerca de 96,7% dos pacientes

em processo de internação hospitalar, em algum

momento necessitarão de um cateter venoso

periférico inserido, e que, 72,5% são retirados

por complicações e eventos adversos, causando

desconforto e ansiedade para os pacientes, e um

desafio para os profissionais da saúde.

Dentre as muitas tecnologias existentes que

visam auxílio no procedimento de cateterismo

venoso periférico, está a visualização da rede

venosa através de raio infravermelho-próximo,

emitido por scanners vasculares, que promovem

a visualização do mapa da vasculatura projetado

sob a pele, facilitando assim a visualização da rede

venosa pelo profissional da saúde e, por consequência,

minimizando consideravelmente a possibilidade

de perfurações falhas e múltiplas punções.

Atualmente no mercado da linha médica hospitalar,

é possível encontrar scanners vasculares

extremamente potentes, como o Greiner Bio-One

AV400, que possui capacidade de projeção de

imagem dos vasos em alta definição, alcançando

96% de precisão da anatomia venosa, permitin-

do evitar bifurcações e válvulas. O aparelho ainda

conta com suportes que garantem autonomia aos

profissionais para realização do procedimento

sem necessidade de auxílio extra, além de manter

o foco da projeção permanentemente calibrado e

independente do ângulo do equipamento.

Portanto, no momento da punção venosa periférica,

a utilização do infravermelho-próximo

emitido por scanners vasculares, promove auxílio

ao procedimento, agregando qualidade a assistência

à saúde, promovendo um cuidado hospitalar

seguro e humanizado, originando tranquilidade,

eficácia, assertividade, segurança, e conforto

ao paciente e seus familiares.

Referências

Araújo, A. A., Morais, J. C., Leite, W. M., & Roberta, G. S.

(5 de dezembro de 2018). I Congressso Norte-Nordeste de

Tecnologias em saúde. Análise Do Uso Do Raio Infravermelho

Na Punção Venosa. Terezina, Piauí, Brasil.

Para saber mais, acesse: www.gbo.com.br,

ou entre em contato: info@br.gbo.com.

Conheça a experiência GTgroup e surpreenda-se!

Somos fiéis a nossa Missão: atender todo o

território nacional com qualidade e excelência!

E temos ciência do quão desafiador isso pode

ser; porque não basta uma declaração institucional

para dizer ao mercado quem somos, queremos

alcançar esse reconhecimento por parte

de nossos clientes, através da satisfação com os

produtos e serviços que ofertamos.

Trabalhamos sob uma conduta ética que prioriza

a transparência em todas as nossas relações

comerciais. Isso nos confere o diferencial de

uma empresa que está com os olhos atentos

ao mercado, e sobretudo atentos aos desejos e

necessidades dos clientes. Podemos dizer que a

GTgroup passa por uma metamorfose constante.

Adequamos o nosso jeito de fazer à realidade

de cada parceiro ou cliente; temos um atendimento

personalizado, uma logística que busca

as melhores condições e prazos para atender a

qualquer laboratório do país, onde quer que ele

esteja, e uma equipe altamente qualificada para

gerar a melhor experiência de compra.

As metas são ousadas, mas não apenas no que

diz respeito à receita anual, mas principalmente

à nossa participação no mercado. Estamos

avançando, mas acreditamos que tudo o que

conquistamos até aqui, ainda é só o início de uma

jornada de muito sucesso. Portanto tratamos

cada próximo passo com o devido cuidado, para

sermos mais sólidos, mais fortes e mais inovadores

quanto possível. E por falar em inovação, você

não perde por esperar o que a GTgroup ainda tem

para lhe mostrar nesse ano de 2020. Continue

acompanhando as nossas redes sociais e demais

canais de comunicação, irá se surpreender!

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0 122

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


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COVID-19

O Greiner Bio-One AV400 auxilia o profissional da saúde

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INFORME DE MERCADO

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A chegada da COVID-19 ampliou a necessidade

de laboratórios com expertise em biologia

molecular em todo o Brasil, para realizar a detecção

do SARS-COV-2 por meio da técnica de

PCR em tempo real.

Este pode ser um momento oportuno para

agregar mais este serviço a seu laboratório, uma

vez que com a mesma técnica de biologia molecular

é possível testar para inúmeros patógenos,

como HPV, Sepse, IST, infecções respiratórias e etc.

Tornar um laboratório especialista em diagnóstico

molecular é mais simples do que parece.

Conheça os passos a seguir:

Passo 1: Sala das Amostras

Os laboratórios de análises clínicas trabalham

com amostras biológicas, e para isso, já possuem

uma sala adequada para a preparação e

manipulação dessas amostras. O fluxo laminar

também já é utilizado na rotina do laboratório,

portanto, para implementar o diagnóstico molecular

no basta realizar pequenas alterações no

espaço físico, adquirir os insumos, equipamentos

e os kits de extração e diagnóstico.

Na escolha dos kits de extração, prefira sempre

os kits IVD por serem padronizados, mais simples

e rápidos de usar, além de apresentarem

alta pureza.

Passo 2: Sala de Pré-PCR e PCR/Pós-PCR

Recomenda-se a separação das salas de Pré-

-PCR e PCR / Pós-PCR. A forma mais simples e

eficaz é transformar os ambientes, por meio de

divisórias, em salas distintas.

No entanto, mesmo que seu laboratório não

possua espaço físico disponível, é possível a divisão

de um único ambiente através do uso de

workstations. A metodologia de qPCR acontece

em uma plataforma fechada, assim, o equipamento

pode ser colocado em outra área da sala.

A Mobius Life Science oferece consultoria e

suporte desde essa etapa de readequação de

área até o treinamento no uso de nossos kits.

Passo 3: Treinamento do fluxo correto

do trabalho

Através da assessoria científica, a Mobius Life

Science oferece um treinamento a todos os funcionários

do seu laboratório, mostrando a importância

de seguir o fluxo correto de trabalho.

Saiba o que podemos fazer por seu laboratório:

Mobiuslife.com.br

Saiba mais:

www.mobiuslife.com.br

0 124

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


INFORME DE MERCADO

Grifols – Comprometida com o desenvolvimento de soluções

inovadoras de diagnóstico

Há mais de 100 anos, a Grifols trabalha para

melhorar a saúde e o bem-estar de pessoas

ao redor do mundo. Estabeleceu sua filial em

Curitiba - Brasil em 1998 e em 2017 transferiu

a sede corporativa local para Campo Largo, região

metropolitana de Curitiba, PR. Além disso,

em 2019 foi colocada em operação a primeira

fábrica da empresa instalada na América Latina

no mesmo lugar.

• Compromisso: O mesmo compromisso que o

Dr. Grifols, nosso fundador, assumiu na Espanha

na década de 20, em criar um método mais seguro

para realizar transfusões sanguíneas, continua

a inspirar a Grifols dos dias de hoje a melhorar

a segurança transfusional, desde o doador

até o receptor. Está no DNA da Grifols.

• Parceria: A nossa forma de trabalhar é tão

importante quanto o que oferecemos. Se o

que o seu laboratório precisa é de orientação

educacional, projetos especializados de fluxo

de trabalho, suporte à implementação, treinamento

de usuários e/ou um rápido atendimento

técnico, você tem um parceiro que oferece o

suporte que você procura.

Instrumentação para testes de compatibilidade

sanguínea pré-transfusionais, a Grifols

fornece diversas soluções adequadas para diferentes

tamanhos e volumes de trabalho em

laboratórios de Imuno-hematologia, compondo

uma gama completa de soluções escaláveis

que podem ser adaptadas às necessidades e

fluxo de trabalho de cada caso em particular. O

gráfico a seguir mostra o analisador mais adequado

para cada laboratório, de acordo com o

nível de automação e o número de amostras

analisadas por ano:

Composta por quatro divisões– ( Bioscience,

Diagnostic, Hospital e Bio Supplies) a Grifols

vem trabalhando para melhorar os cuidados

com a saúde através de produtos inovadores

em mais de 100 países. Durante anos a divisão

de diagnóstico colabora com tratamento

de pacientes oferecendo soluções inovadoras

de diagnóstico que facilitam a detecção e o

tratamento de doenças, assim como simplifica

os processos laboratoriais. Como um provedor

experiente e confiável, fornecemos aos clientes

os produtos da linha de diagnósticos que

abrangem toda a área de saúde desde a prevenção,

triagem, diagnóstico e prognóstico até

ao monitoramento de doenças e tratamentos.

A nível global, somos um líder em Medicina

Transfusional e oferecemos a solução para

melhorar a segurança durante todo o processo,

desde a doação de sangue até a transfusão no

paciente. Melhoramos a segurança transfusional

por meio de nosso(a):

• Liderança: Empregamos os nossos amplos

conhecimentos globais em todos os aspectos

transfusionais.

• História: Temos um sólido histórico de descobertas

científicas e de inovações inéditas no mercado.

Nosso portfólio inclui equipamentos e reagentes

para tecnologia de microaglutinação

em colunas, tipagem rápida de hemácias, testes

de genotipagem de grupo sanguíneo e reagentes

sorológicos convencionais. Abaixo, você

vai encontrar mais detalhes sobre as diferentes

opções oferecidas pela Grifols para a fase da

tipagem sanguínea:

Nossa missão e nosso compromisso

Visando qualidade, integridade e segurança

em todas as atividades é crucial para nossa

missão, pois nossos produtos são de vital importância

para a saúde e a qualidade de vida

dos pacientes que atendemos. A Grifols mantém

o seu compromisso com a busca contínua

de novas tecnologias e com o desenvolvimento

de soluções diagnósticas para que os profissionais

de saúde possam oferecer o tratamento

mais seguro e eficaz aos seus pacientes.

Para mais informação:

imunohemato.brasil@grifols.com

www.diagnostic.grifols.com

www.grifols.com

GRIFOLS BRASIL, Ltda.

Avenida Gianni Agnelli, 1909 – Fazendinha

83607-430 - Campo Largo, Paraná - BRASIL

Tel. (55) 41 36682444 (6363)

0 126

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


Conheça o PURELAB Quest: o primeiro sistema de purificação de água

de laboratório 3 em 1 do mundo

Todos os laboratórios estão cientes da

importância da água, portanto, este reagente

chave deve ser produzido e manuseado

com cuidado. O design exclusivo

PURELAB Quest, da ELGA LabWater,

o torna uma solução ideal e única para

laboratórios que trabalham com diversas

aplicações. Este equipamento fornece

a solução perfeita quando é necessária

confiabilidade comprovada, além de ser

um sistema de purificação de água com

excelente custo benefício.

O PURELAB Quest é um sistema avançado

e acessível de purificação de água, fornecendo

todos os três tipos de água (Tipo I,

Tipo II e Tipo III) em um único equipamento,

que é abastecido com água potável.

Suas principais características são divididas

em quatro importantes temas para

todo laboratório:

• Adaptável às necessidades

• Preço competitivo com baixo custo de operação;

• Confiável e robusto;

• Simples de usar;

Com o PURELAB Quest, os resultados de

suas pesquisas estão protegidos contra os

riscos relacionados à baixa qualidade da

água. Fornece água com qualidade adequada

às diversas necessidades e aplicações de

qualquer laboratório. Apresenta um custo

de aquisição altamente competitivo. O PU-

RELAB Quest possui um display de navegação

amigável, intuitivo e auto-explicativo. É

um sistema compacto medindo apenas 232

mm de largura e 510 mm de altura. Pode

ser instalado na parede ou sobre a bancada,

economizando um valioso espaço dentro

do laboratório.

O PURELAB Quest foi projetado para reduzir

o impacto ambiental, utilizando em

sua construção materiais recuperados (exceto

os materiais em contato com a água).

Permite o monitoramento remoto e captura

de dados utilizando a ferramenta AQUAVIS-

TA, uma solução digital hospedada nas

nuvens da VEOLIA, que também economiza

um tempo valioso.

A ELGA LabWater tem mais de 80 anos de

experiência dedicada exclusivamente a sistemas

de purificação de água, garantia verificável

de tecnologia e qualidade que proporcionam

grande valor aos nossos clientes.

Sobre a Veolia

O grupo Veolia é a referência mundial em

gestão otimizada dos recursos. Presente nos

cinco continentes com mais de 171000 colaboradores,

o Grupo concebe e implementa

soluções para a gestão da água, dos resíduos

e da energia, que fomentam o desenvolvimento

sustentável das cidades e das indústrias.

Com suas três atividades complementares,

Veolia contribui ao desenvolvimento

do acesso aos recursos, à preservação e renovação

dos recursos disponíveis.

Em 2018, o grupo Veolia trouxe água potável

para 95 milhões de habitantes e saneamento

para 63 milhões, produziu cerca

de 56 milhões de megawatt/hora e valorizou

49 milhões de toneladas de resíduos.

Veolia Environnement (Paris Euronext:

VIE) realizou em 2018 um faturamento

consolidado de 25,91 bilhões de euros.

www.veolia.com

Veolia Water Technologies Brasil - Media Relations

Rafaela Rodrigues

Tel. +55 11 3888-8782

rafaela.rodrigues@veolia.com

INFORME DE MERCADO

Revista NewsLab | Ago/Set 2020

0 127


INFORME DE MERCADO

Testes rápidos e a COVID-19

Em um momento em que a pandemia do

novo coronavírus continua avançando no Brasil

e no mundo, cresce a necessidade de realizarmos

testes em massa para detecção da doença

e conhecimento do verdadeiro número de

infectados. O diagnóstico preciso e correto é

fundamental para propor quaisquer medidas

relacionadas à prevenção e ao prognóstico da

infecção.

A técnica padrão-ouro, considerada mais

acurada para o diagnóstico, é a RT–PCR (sigla

em inglês para transcrição reversa seguida de

reação em cadeia da polimerase). Consiste na

detecção de sequências do RNA viral. O teste

possui a desvantagem de necessitar de alguns

dias para ser processado e o laudo ser emitido

pelo laboratório.

Já os testes sorológicos detectam a presença

de imunoglobulinas das classes M (IgM) e G

(IgG), produzidas pelo organismo em resposta

à infecção pelo vírus. A IgM é a principal imunoglobulina

a ser formada após a infecção, e

começa a ser detectada entre os dias 3 e 5 pós-

-contágio, com pico de detecção após o sétimo

dia. Com o decorrer da infecção, os níveis de IgM

diminuem e, em contrapartida, os níveis de IgG

aumentam rapidamente, com pico de detecção

após o 14º dia de contágio.

O teste rápido pode ser realizado com amostras

de sangue total, soro ou plasma e seu resultado

sai em aproximadamente 15 minutos. A

possibilidade de infecção, no entanto, não pode

ser descartada por um resultado negativo. Isso

porque a produção de anticorpos, no início da

doença, pode não ter sido detectada pelo TR,

ocasionando o falso negativo. Em casos assim,

sugere-se a repetição do teste, para a confirmação,

ou não, da ausência da infecção. Além disso

os testes rápidos podem identificar se a pessoa

foi previamente infectada, mesmo sem nunca

ter apresentado sintomas.

Os testes rápidos possuem um papel importante

no entendimento da dinâmica de transmissão

do vírus na população e identificação de

grupos com alto risco de infecção. Eles podem

também determinar a proporção da população

que foi infectada, ajudando a identificar quais

comunidades tiveram uma alta taxa de infecção.

Fonte:

www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/hcp/testing-overview.html

www.saude.abril.com.br/blog/com-a-palavra/a-importancia-

-do-teste-rapido-para-conter-a-covid-19/

+55 32 3331-4489

+55 32 3333-0379

+55 32 98419-8588

www.renylab.ind.br

Instagram: renylabdiagnosticosinvitro

Facebook: /renylab

Unidades Refrigeradas – Única caixa monitorada e refrigerada ativa da América

Latina. Nunca foi tão fácil transportar materiais que necessitam de controle de temperatura.

Benefícios

- Não irá necessitar de gelox

- Evite perda de material biológico

Monitoramento:

- Localização | Rota;

- Lacre de violação de porta em curso do trajeto;

- Curvas bruscas, frenagem e aceleração do trajeto;

Relatórios em gráficos e analítico, afim de garantir

o processo de transporte;

- Alertas diversos.

A Caixa Refrigerada com compressor de

Alta Tecnologia irá trazer segurança, praticidade

e confiabilidade a todo o seu processo

de transporte e acondicionamento, sendo

seus produtos monitorados 100% via plataforma

WEB.

Características:

- Diversos tamanhos - de 11L até 95L;

- Unidade Refrigerada com temperatura estabilizada

de 2 o C à 8 o C;

- Sistema de gestão de monitoramento na

cadeia do frio ANVISA - RDC.

Para maiores informações,

19 3936 1705 | 19 9956 2541

contato@grupoprotechtor.com.br

www.grupoprotechtor.com.br

www.biotechnica.com.br

0 128

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


Use o teste T-SPOT.TB para detectar infecções de tuberculose

Confie na tecnologia ELISPOT

Um ponto = uma única célula T produtora de IFN-gama,

proporciona precisão mesmo em situações difíceis

Detecte mais casos de tuberculose

O único IGRA com sensibilidade superior a 98%

e especificidade superior a 99%. 1

Proteja os pacientes de alto risco

A sensibilidade é preservada, mesmo em populações

imunossuprimidas 2

Use o padrão recomendado mundialmente

O teste T-SPOT.TB é recomendado pela Organização

Mundial da Saúde 3 e pelo CDC 4 sendo incluído na Lista

de Exames de Diagnóstico in Vitro Essenciais (EDL, sigla

inglesa) – 1ª Edição da OMS

Distribuidor autorizado: Sullab Diagnósticos

Fone: +55 51 3302-3433, sullab@sullab.com.br

Referências (em inglês)

1. T-SPOT.TB package insert (PI-TB-IVD-UK-V3)

2. Sunny H Wong, Qinyan Gao, Kelvin K F et al Effect of immunosuppressive therapy on interferon release assay for latent tuberculosis screening

in patients with autoimmune diseases: a systematic review and meta-analysis Thorax 2016;71:64–72

3. Latent tuberculosis infection: updated and consolidated guidelines for programmatic management. Geneva: World Health Organization; 2018

4. Lewinsohn DM, Leonard MK, LoBue PA, et al. Official American Thoracic Society/Infectious Disease Society of America/Centers for Disease

Control and Prevention Clinical Practice Guidelines: Diagnosis of Tuberculosis in Adults and Children. Clin Infect Dis. 2017; 64(2): el-e33

T-SPOT é uma marca comercial registrada pela Oxford

Immunotec Ltd

O logotipo da Oxford Immunotec é uma marca comercial

registrada pela Oxford Immunotec Ltd

© 2020 Oxford Immunotec Todos os direitos reservados

TB-PTBR-AD-MPN421-0001 V1

Kolplast lança linha de swabs e kits para coleta de material biológico

haste flexível e diâmetro adequados para acessar

a região da nasofaringe, minimizando o desconforto

do paciente.

Outro diferencial é que, tanto o modelo nasal

quanto o oral possuem pontos de quebra, para

que a cabeça do swab possa ser mais facilmente

dispensada dentro do tubo com meio de preservação

para transporte ate o laboratório. Com

esse lançamento a Kolplast fortalece a indústria

nacional já que a maior parte dos produtos atualmente

disponíveis são importados da China.

Kolplast lança linha de swabs e kits para coleta

de material biológico, produto essencial para

teste de RT-PCR de COVID-19. O Swab Kolplast

é produzido através de uma tecnologia em que

a cabeça do swab é revestida com microcerdas

de nylon, o que proporciona eficiência na coleta

e melhor eluição do material coletado.

Diferente dos swabs normalmente disponíveis

no mercado, o modelo para coleta nasal possui

www.kolplast.com.br


INFORME DE MERCADO

SARS-COV2 - Sorologia para detecção de anticorpos IgG e IgM

A Bio Advance disponibiliza os Kits ELISA SAR-

S-COV-2 IgM e ELISA SARS-COV-2 IgG. Produto

com alta sensibilidade e especificidade, capaz de

detectar de forma rápida e segura os níveis de anticorpos

circulantes em amostra de soro e plasma.

*Produto em fase de registro na Anvisa

Sorologia é o termo utilizado para testes

imunológicos capazes de detectar a presença

de anticorpos IgM e IgG em amostra de

sangue do paciente. Estes anticorpos surgem

como reação do organismo à infecção pelo

vírus, sendo componentes essenciais da res-

Estudos apontam uma variedade de animais

infectados, e alta capacidade adaptaposta

imune. É aconselhável a realização do

teste em pacientes que apresentem sintomas

a mais de 10 dias – tempo médio em que

os anticorpos passam a ser produzidos, podendo

ocorrer tardiamente, dependendo do

indivíduo.

O princípio do teste é baseado na técnica de ELI-

SA indireto. Essa técnica proporciona uma melhor

especificidade por usar um anticorpo secundário

garantindo confiabilidade e qualidade.

Bio Advance

Tel.: (11) 3445-5418

contato@bioadvancediag.com.br

www.bioadvancediag.com.br

SARS-CoV-2 IgM/IgG – In Vitro

Considerando a severidade da doença e o

alto impacto em diversos âmbitos, a In Vitro

Diagnóstica, afirmou o seu compromisso com

a saúde, desenvolvendo uma solução rápida

para detecção de anticorpos IgG e IgM, que são

produzidos a partir da exposição ao vírus SAR-

S-CoV-2.

O coronavírus é um vírus de RNA envelopado, com

aparência microscópica esférica e superfície coberta

com espículas em forma de coroa. A sua família inclui

o 229E - Alfa Coronavírus, NL63 - Alfa Coronavírus,

OC43 - Beta coronavírus, HKU1 - Beta Coronavírus,

MERS CoV - Beta Coronavírus que causa a Síndrome

Respiratória do Oriente Médio ou MERS, SARS CoV

- Beta coronavírus que causa síndrome respiratória

aguda grave ou SARS e o SARS-CoV-2.

tiva e migratória do vírus de uma espécie

hospedeira para outra. O evento “spillover”,

traduzido como transbordamento, ocorreu

com o agente infeccioso causador da doença

Covid-19 (CID-10).

Em seres humanos, a infecção pelo SAR-

S-CoV-2 causam sintomas comuns que incluem

tosse severa, febre e dificuldades respiratórias.

Em casos extremos, os pacientes

exibem pneumonia, síndrome respiratória

aguda grave, falência de órgãos e morte.

O produto SARS-CoV-2 IgM/IgG, da marca

InVitro, apresenta alta sensibilidade e especificidade

para a detecção de anticorpos em amostras

de soro, plasma e sangue total. A técnica é

de fácil execução e a coleta pode ser realizada

por venopunção ou punção digital. Além disso,

para prestar assistência técnica e disponibilizar

informações seguras sobre o seu produto, a In

Vitro lançou landing page www.invitrocovid19.

com.br. Acesse e saiba mais. (31) 3654-6366

0 130

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


Lançamento Linha de Bioquímica Ebram

QUIMILAC - LACTATO

Lactato é a forma ionizada do ácido

choque, isquemia, sepse, convulsões,

A Ebram Produtos Laboratoriais está

INFORME DE MERCADO

láctico, é um metabolito da glicose

produzido pelos tecidos no corpo

humano, com fins energéticos ou em

patologias com aporte insuficiente de

oxigénio. É produzido principalmente

pelos músculos, glóbulos vermelhos

e células cerebrais quando são

completamente privadas de oxigênio

(glicose anaeróbica).

Em condições normais, a concentração

no sangue humano é baixa, e quando

ocorre o aumento do nível de lactato

sérico circulante, chamamos de hiperlactemia,

pode acontecer quando o sistema

aeróbio não está sendo capaz de suprir

a demanda de energia requerida ou na

deficiência da eliminação dessa substância

do organismo. O resultado desse acúmulo

no sangue pode ser um fenômeno

temporário que ocorre após o exercício

ou pode ser um evento mais duradouro,

nos casos de doenças graves.

A aferição dos níveis de lactato além de

ser aplicada quando há sinais de hipóxia,

etc., permitindo um tratamento eficaz

e imediato, pode também ser aplicada

como guia terapêutico, indicador de

prognóstico, e para medir a intensidade

de um treinamento esportivo.

Muitos estudos têm sido realizados

para determinar marcadores biológicos

prognósticos para diversas enfermidades,

o lactato talvez seja o mais utilizado

para a determinação de perfusão tecidual,

que fica extremamente comprometida

em diversas doenças graves, mas a combinação

de níveis séricos de lactato com

outros indicadores de oxigenação regional

são mais usados e podem propiciar

um quadro clínico mais completo.

O lactato também pode ser dosado no

líquido cefalorraquidiano, onde normalmente

se iguala aos níveis sanguíneos,

sendo que este nível aumenta em casos

de meningite bacteriana, epilepsia e hemorragia

intracraniana. O nível de lactato

no LCR auxilia na distinção de meningite

bacteriana e viral.

expandindo sua linha de bioquímica com

o lançamento do kit QUIMILAC-LACTATO

(reagente + padrão). Através de uma

reação colorimétrica que pode ser realizada

em qualquer analisador bioquímico

é possível determinar quantitativa

lactato em amostras de plasma e líquido

cefalorraquidiano (LCR) humano.

O reagente é estável, possui alta linearidade,

baixa ação de interferentes, longo

período de validade, além de apresentar

o coeficiente de variação < 1,0%

em estudos de precisão e exatidão.

QUIMILAC - LACTATO

Apresentação: R1: 4 x 10mL + R2: 1 x

10mL + Padrão: 5mL

Consulte informações completas do

lançamento do QUIMILAC-LACTATO com

nossa equipe de vendas: (11) 2291-2811

vendas@ebram.com / vendas2@ebram.com

www.ebram.com

Revista NewsLab | Ago/Set 2020

0 131


INFORME DE MERCADO

Num momento de tantos desafios econômicos e sem reajuste na

tabela de serviços, como otimizar seus ganhos com economia na rotina?

A J.R.Ehlke apresenta o equipamento mais econômico da categoria – BS-240

Buscando otimizar as pequenas rotinas,

foi lançado o equipamento de bioquímica

com o menor consumo de reagentes do

mercado, chegando a uma economia de

50% do volume de reagentes. O BS-240

tem dimensões e custo reduzidos, feito para

laboratórios de diagnóstico com orçamentos

enxutos e que procuram automatizar

ao máximo a rotina de bioquímica. Com o

conceito de tecnologia de amostragem inteligente,

o teste de hemoglobina glicada

tem a sua etapa de preparação de hemólise

totalmente automatizada no equipamento.

Com o leitor de código de barras

interno permite o trabalho com reagentes

de bioquímica dedicados além de propiciar

agilidade na interface do sistema ao LIS do

laboratório. O sistema de ensaio da Mindray

passou o CAP por 6 anos consecutivos.

O BS-240 tem velocidade de processamento

de até 200 testes por hora (podendo

chegar a 400 testes/hora com ISE - opcional).

Possui um inovador sistema de carregamento

flexível de reagentes e amostras

com a possibilidade de até 80 posições

de amostras e até 80 posições de reagentes

(40 fixas + 40 móveis). O sistema de

refrigeração assegura maior integridade

dos reagentes diminuindo os eventos de

calibração decorrente da degradação do

reagente. O sistema de limpeza da sonda

em cascata, e o sistema de lavagem automático

melhorado das cubetas garante menor

arraste e baixo consumo de água. Para

maiores informações, nos contate e solicite

informações.

Para maiores informações, favor

consultar-nos.

J.R.Ehlke & CIA LTDA

www.jrehlke.com.br

Fone: +55 (41) 3352-2144

jrehlke@jrehlke.com.br

0 132

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


A eficiência que seu laboratório precisa em uma solução

completa: Linha XL e Reagentes Dedicados de Bioquímica

• Controle automático de limites de branco e

calibrador;

• Execuções automáticas e testes programados;

• Funções de segurança por monitoramento da

curva de reação;

• Configurações de volume selecionadas que

minimizam o desperdício;

• Monitoramento automatizado da estabilidade,

desempenho bem definido e funções de

segurança que minimizam as repetições;

• Os frascos de reagente estão incluídos sem lavagem

dos frascos e sem contaminação cruzada;

INFORME DE MERCADO

A Erba Mannheim, em busca de tornar o

negócio de seus clientes ainda mais competitivos

e modernos, apresenta um modelo

de compra baseado na integração total dos

sistemas analíticos. Os equipamentos de

Bioquímica ERBA, a linha XL, são totalmente

configurados para a utilização conjunta com

os reagentes dedicados, maximizando o desempenho

e garantindo maior agilidade e

qualidade à rotina laboratorial.

Frascos dedicados são a tecnologia que os

laboratórios clínicos precisam para gerar laudos

com eficiência, os benefícios são reais e proporcionam

impactos positivos. Veja:

• Carregamento fácil e randômico de reagentes

com reconhecimento de código de barras;

• Monitoramento automático das datas de troca

e consumo dos reagentes;

• Controle de inventário: otimiza a logística e a

manutenção de estoque;

Abandone sistemas pouco eficientes, complexos

e dispendiosos. A linha XL chegou para levar

o seu laboratório em direção à qualidade total.

Vivencie as soluções Erba em sua rotina e ganhe

em gestão de custo e redução de mão de obra.

Para conhecer e adquirir as nossas soluções,

entre em contato com a equipe ERBA Brasil

pelo e-mail: brazilsales@erbamannheim.com

ou telefone: (31) 99837-8405.

NEOLAB IMPORT - SWAB Estéril com Haste Plástica e Ponta de Rayon

CÓD. SWRY-BULKC

SWAB Estéril Haste Plástica - Rayon

Embalagem econômica ln Bulk - 100 unidades por pacote

CÓD. NLD606-1

SWAB Estéril Haste Plástica - Rayon

Embalagem individual - 100 unidades por pacote

Destinado a coleta de amostras biológicas

através da pele, boca, nariz ou garganta para

processamento de amostras e isolamento em

meio de cultura.

Revista NewsLab | Ago/Set 2020

• Esterilizado por radiação ionizante: Livre

Dnase, Rnase e Pirogênios

• Comprimento da haste: 150mm

• Especificações da ponta: 1,5cm 15mm dia

ANVISA MS

nº 81140320020

Produto de uso único, descartar após uso.

O produto é apenas para uso laboratorial.

Entre em contato e saiba mais.

Tel.: 41 3146.0802 / 41 99202.7417

www.neolabimport.com.br

0 133


INFORME DE MERCADO

Nova linha de produtos clínicos da Binding Site:

Detecção de proteínas no Líquor

Com foco em fornecer a solução completa

e estar na vanguarda tecnológica, a Binding

Site trabalha sempre pensando em agregar

novos produtos ao menu já existente.

Assim, a empresa reforça que já estão

disponíveis exames específicos para auxiliar

no diagnóstico da Esclerose Múltipla e

outras doenças do Sistema Nervoso Central:

Albumina no líquor, Freelite® no líquor

(cadeias leves e livres kappa e lambda) e

Nova linha de produtos clínicos da Binding Site: Detecção de proteínas no

Imunoglobulinas no líquor (IgA, IgM, IgG).

A seguir, veja uma pouco mais de detalhes

sobre os produtos para quantificação de

proteínas no líquor comercializados pela

Binding Site no Brasil.

líquor

Com foco em fornecer a solução completa e estar na

vanguarda tecnológica, a Binding Site trabalha sempre

pensando em agregar novos produtos ao menu já existente.

Assim, a empresa reforça que já estão disponíveis

exames específicos para auxiliar no diagnóstico da Esclerose

Múltipla e outras doenças do Sistema Nervoso Central:

Albumina no líquor, Freelite® no líquor (cadeias leves e livres

kappa e lambda) e Imunoglobulinas no líquor (IgA, IgM, IgG).

A seguir, veja uma pouco mais de detalhes sobre os produtos para quantificação de

proteínas no líquor comercializados pela Binding Site no Brasil.

Para mais informações, contate a equipe

através do info@bindingsite.com.br

info@bindingsite.com.br

www.bindingsite.com.br

www.freelite.com.br

Para mais informações, contate a equipe através do info@bindingsite.com.br

0 134

Revista NewsLab | Ago/Set 2020


ANALOGIAS EM MEDICINA

SINCÍCIO SERTOLIANO

Notas biográficas: Enrico Sertoli: Junho 6,

1842 – Janeiro 28, 1910), fisiologista e histologista

italiano. Em 1865 Sertoli identifica e

descreve as células ramificadas nos túbulos seminíferos

do testículo humano. Tais células, em

sua homenagem, foram denominadas células

de Sertoli.

Sertoli estudou medicina na Universidade

de Pávia, onde um dos seus instrutores foi o

fisiologista Eusebio Oehl (1827-1903). Continuou

seus estudos de fisiologia em Viena sob a

orientação de Ernst Wilhelm von Brücke (1819-

1892), e em Tübingen com Felix Hoppe-Seyler

(1825-1895). De 1870 até 1907 foi professor de

Anatomia e Fisiologia na Royal School de medicina

veterinária em Milão e, após 1907, trabalhou

como professor de Fisiologia. Em Milão

fundou o laboratório de fisiologia experimental.

A célula de Sertoli tem diversas tarefas a cumprir

e indispensáveis ao bom funcionamento do

Ilustração microscópica de duas células de Sertoli e numerosos

precursores de espermatozoides.

Imagem modificada de: https://pt.slideshare.net/sonnareach168/male-37203226

(acesso 27/09/2019)

Revista NewsLab | Ago/Set 2020

sistema reprodutor masculino. É célula somática

alongada e de grandes dimensões, situada

na parede dos túbulos seminíferos, exercendo

funções de suporte e de nutrição para as células

seminais propriamente ditas. As células

de Sertoli ligam-se umas às outras por pontes

citoplasmáticas, formando um tipo de sincício

funcional extenso nos testículos, como ocorre

em outros órgãos, como o coração por exemplo.

Além de servir de suporte para as células

seminais, este sincício tem funções tróficas, provavelmente

secretórias e certamente engloba

os detritos citoplasmáticos da espermiogênese

(função de gari).

Outras funções citadas pelos especialistas:

isolar os túbulos seminíferos, criando uma

barreira entre estes e o sangue: é a barreira

hemato-testicular; fornecer suporte e controlar

a nutrição dos elementos da linhagem germinativa,

mediante transporte de materiais que

lhes chegam pelo sangue; fagocitar e digerir

os restos celulares da espermiogênese e outros

elementos degenerados; secretar um líquido

que concentra, nos túbulos, a testosterona necessária

ao desenvolvimento destes flagelados;

durante a vida embrionária e fetal, assegurar

o desenvolvimento do primórdio genital e secretar

um hormônio (fator inibidor mülleriano)

responsável pela atrofia dos túbulos de Müller

(os quais dão origem, na mulher, às tubas, útero

e parte da vagina). Têm também receptores

para o hormônio folículo-estimulante (FSH) e

são sensíveis à testosterona produzida pelas células

intersticiais (de Leydig), porém segregam

inibina, que suprime seletivamente a produção

do FSH pela hipófise, num mecanismo regulador

por retroalimentação (trecho baseado em

REY Dicionário de Medicina e Saúde. 2ª Ed.

Guanabara-Koogan, 2008).

Texto baseado em fontes já citadas e no livro

Analogias no Ensino Médico - Editora Coopmed

- Belo Horizonte/MG.

José de Souza Andrade-Filho - Professor

Emérito da Faculdade de Ciências Médicas de

Minas Gerais.

José de Souza Andrade-Filho*

* Patologista no Hospital Felício Rocho-BH; membro da

Academia Mineira de Medicina e Professor de Patologia da

Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.

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