Jornal das Oficinas 179

apcomunicacao

jornaldasoficinas.com | JORNAL INDEPENDENTE DA MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE VEÍCULOS LIGEIROS E PESADOS | DIRETOR | João Vieira

179

C

Outubro 2020Y

PERIODICIDADE | MENSAL

ANO XV | 3 EUROS CM

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ANIVERSÁRIO JO

15 ANOS COM O AFTERMARKETPÁG. 6

CLIENTES

PÁG. 16

Para entender as mudanças em

período de pandemia, entrevistámos

Jorge Cancella de Abreu, da Team Up

100 ANOS TUdor

PÁG. 32

A marca de baterias Tudor celebra

100 anos de vida. Um marco que não

pode passar despercebido

VEÍCULO DE CORTesia

PÁG. 86

Cada vez mais clientes solicitam um

veículo antes de entregar o seu para

reparação

NOVA SEDE LEIRILIS

PÁG. 40

O Jornal das Oficinas foi conhecer a

nova sede da Leirilis e entrevistou o

seu diretor geral, Saulo Saco

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Logo ohne Slogan.pdf 1 19/12/19

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1930-2020


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Consulte o Estatuto Editorial no site:

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DA NOVIDADE

À REALIDADE

A

evolução do Aftermarket em Portugal, a proliferação de marcas de peças e equipamentos chegados

ao país e o aumento de profissionais interessados no pós-venda automóvel, levaram ao aparecimento

há 15 anos do Jornal das Oficinas. Pioneiro e inovador, esta publicação ouviu o mercado

do aftermarket, dando-lhe voz e visibilidade. Da novidade passamos à realidade, e cumpridos

estes primeiros quinze anos, o JO vai continuar a canalizar a sua estratégia para a produção dos

melhores conteúdos, garantindo a diferenciação necessária que nos reconhece como um meio

inovador, com informação verdadeiramente útil para o pós-venda automóvel.

Estamos atentos às mudanças que têm vindo a ocorrer neste setor e queremos estar preparados para os desafios

que teremos de enfrentar, criando novas oportunidades e uma nova dinâmica.

O JO é um jornal em papel, mas não é apenas um jornal em formato papel, pois desde o início que se publica

também em formato digital, procurando responder às novas formas de acesso à informação. O jornal online está

permanentemente a ser atualizado e pode ser lido em qualquer altura ou local, por quem quer que se ligue à internet,

seja através de um computador ou de um smartphone, adaptando-se automaticamente ao aparelho que

os seus leitores estiverem a utilizar.

Nesta edição comemorativa do 15º aniversário, é importante reconhecer o apoio que muitas marcas e empresas

têm dado ao JO, com a inserção de publicidade dos seus produtos e serviços. As receitas de publicidade são uma

forma indireta de os leitores pagarem pela informação que publicamos: ao comprarem os produtos dos anunciantes,

justificam o investimento que estes fazem nas campanhas que lançam.

Sem o suporte destes anunciantes, não teria sido possível chegar até aqui.

Por isso, tudo o que o Jornal das Oficinas representa para o aftermarket

em Portugal, deve-o aos seus anunciantes, que nunca deixaram

de acreditar na mais valia do projeto para o aftermarket nacional.

Mas o jornal não se faz sozinho, e para o seu sucesso muito

contribuíram os profissionais que têm passado pela sua redação.

Ao longo dos últimos quinze anos o JO chegou às mãos dos seus

leitores com vários grafismos, fez alterações no seu logotipo e teve

diferentes equipas editoriais, mantendo-se sempre fiel aos seus

princípios, e continuando a ser a marca de confiança de todo o aftermarket.

Passados 15 anos, continuamos ambiciosos, no sentido de querermos

fazer um jornal cada vez melhor, com mais rubricas, colunas de opinião

e artigos verdadeiramente úteis sobre as tendências e oportunidades

para o futuro. Tudo faremos para continuar a merecer

a confiança dos nossos leitores e anunciantes, contando

com o seu imprescindível apoio na persecução dos nossos

objetivos.

Presentemente, com o cancelamento das feiras aftermarket,

eventos e apresentações com clientes, devido à

pandemia de Covid-19, o JO volta a afirmar-se como

o meio privilegiado para as marcas e empresas contactarem

com o seu público alvo, quer através de

artigos editoriais, quer através de publicidade

dos seus produtos e serviços. l

JOÃO VIEIRA | Diretor

www.jornaldasoficinas.com Junho I 2020 3


FOLHA

DE SERVIÇO

IPSIS

VERBIS

SAULO SACO,

DIRETOR GERAL DA LEIRILIS

“SE TIVERMOS QUE MUDAR

A FILOSOFIA DO NEGÓCIO,

PARA NÃO DESAPARECERMOS,

VAMOS MUDÁ-LA. A MUDANÇA

NÃO NOS ASSUSTA”

REVISTA TOP 100 A CAMINHO

A

revista

mais esperada do ano pelos profissionais do setor está já a ser preparada para ser lançada

no mês de novembro. Os rankings dos maiores e melhores distribuidores de peças para ligeiros

e pesados, equipamentos e repintura, será novamente o ponto forte desta publicação que já ocupou

por mérito próprio um lugar de destaque no panorama editorial das publicações especializadas do

aftermarket em Portugal.

Os resultados que iremos apresentar reportam a 2019 e por isso não vão refletir os efeitos negativos que

a crise originada pela pandemia de Covid-19 está a ter na economia em geral e no aftermarket em particular.

Mas por certo vão ser indicadores preciosos para as empresas poderem avaliar o seu desempenho

num ano “normal”, comparativamente a este ano 2020, que tem tudo menos de normal.

Infelizmente, este ano não vamos poder realizar a tradicional Gala TOP 100, para entregar ao vivo os

troféus às empresas premiadas, devido às contingências provocadas pela pandemia. Mas todos os vencedores

serão devidamente destacados na edição em papel e online da Revista TOP 100, que terá como

habitualmente vários motivos de interesse, designadamente as entrevistas a personalidades do setor e

muitos dados estatísticos para ajudar o mercado a decidir melhor o caminho a seguir no futuro.

CARLOS ROSA,

ADMINISTRADOR DA RODAPEÇAS

“A DISTRIBUIÇÃO DE PEÇAS,

NÃO PODERÁ MANTER-SE

CONFINADA ÀS PEÇAS.

O MODELO DE NEGÓCIO

TERÁ DE SER MUITO MAIS

ABRANGENTE”

SEMÁFORO

JORGE CANCELLA DE ABREU,

DIRETOR GERAL DA TEAM UP

“COM A CRISE AS EMPRESAS

NÃO SE DEVEM ISOLAR,

DEVEM JUNTAR-SE E

DIALOGAR MUITO MAIS”

Fabricantes em queda

Globalmente, face ao segundo trimestre

de 2019, o volume de negócios total dos

fabricantes automóveis passou do valor

mais elevado de sempre para o mais

baixo alguma vez observado em 10 anos,

apresentando pela primeira vez um valor

negativo. Mas a queda das vendas de automóveis

novos é também penalizadora

para o aftermarket, que daqui a uns anos

terá menos carros para dar assistência.

Apoio às empresas

Com o fim do Lay-Off Simplificado, o

Governo preparou um novo mecanismo

de apoio à manutenção dos postos de

trabalho nas empresas cuja faturação

esteja a ser significativamente afetada

pelas consequências da Pandemia. O

nosso semáforo laranja de expetativa

quanto ao sucesso efetivo desta medida

para salvar as empresas em dificuldade.

Resultados muito animadores

A DPAI/ACAP divulgou os resultados

de inquérito do Impacto do Covid-19

na evolução do negócio do Pós-venda

Automóvel em Portugal, desde o início

da pandemia. Depois de uma queda de

faturação nos meses de março, abril e

maio, verifica-se uma recuperação efetiva

em junho, julho e agosto, com valores

superiores ao período homólogo do ano

passado. O nosso semáforo verde pela

reação do setor à crise.

4 Outubro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


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JO CELEBRA

15 ANOS

DE HISTÓRIA

NUM MUNDO CADA VEZ MAIS DIGITALIZADO, ULTRAPASSAR

UMA DÉCADA E MEIA DE PUBLICAÇÃO REGULAR É, TAMBÉM,

SINÓNIMO DE QUE, DO LADO DE LÁ, ESTÃO MILHARES DE LEITORES

QUE NOS PREFEREM E QUE SE REVEEM NO PRODUTO QUE FAZEMOS.

QUEREMOS POR ISSO, AGRADECER, A TODOS, SEM EXCEÇÃO,

A PREFERÊNCIA QUE TÊM DADO AO JO AO LONGO DESTES ANOS

DE PROFUNDAS MUDANÇAS, O QUE CONSTITUI UM MOTIVO

DE ORGULHO PARA A EQUIPA QUE PRODUZ ESTE ÓRGÃO

DE COMUNICAÇÃO ESPECIALIZADO

A

diversidade de acontecimentos relacionados

com este setor e o elevado número de

empresas presentes no mercado, foram

motivos mais do que suficientes para que o Jornal

das Oficinas se tornasse uma realidade, apta a

divulgar novos produtos e serviços, a dar voz aos

operadores e a servir de meio privilegiado para o

desenvolvimento de temas relacionados com o comércio

e reparação automóvel.

O JO é um projeto que nasce da vontade dos seus

fundadores criarem uma publicação que falasse

de forma isenta e imparcial do aftermarket, dando

voz a todos os operadores do setor, desde a pequena

oficina às grandes marcas e distribuidores.

O objetivo foi transmitir informação útil, isenta

e credível a um setor em franca expansão que na

altura não tinha nenhum título dedicado a 100%

ao aftermarket. Por outro lado veio satisfazer as

necessidades das marcas de peças, equipamentos e

repintura comunicarem com o seu público, fazendo

a ponte entre os fabricantes e as oficinas.

O JO começou por ser uma conversa entre os seus

fundadores João Vieira, jornalista; Mário Carmo,

comercial e Vítor Fontes, empresário do aftermarket.

Uma conversa que se iniciou nos corredores

da Motortec de 2005, como bem recorda Vítor

Fontes no seu testemunho sobre os 15 anos do JO,

que publicamos mais à frente.

O ponto de partida foi a escassa informação que

se produzia em Portugal sobre o aftermarket, enquanto

nos outros países europeus há muito que

existiam diversos títulos totalmente dedicados

ao setor pós-venda automóvel. A motivação foi a

perceção de que existia uma oportunidade para

lançar um projeto novo. Nos meses seguintes, os

fundadores foram testando primeiro a ideia, depois

um conceito de informação para as oficinas e

a seguir diferentes modelos capazes de garantirem

a viabilidade e sustentabilidade do projeto. Foram

eles próprios que financiaram todas as atividades

iniciais, desde o aluguer de instalações para a redação,

contratação de jornalistas, e acordos com

a gráfica e CTT para o envio de mailing direto do

jornal para as moradas das oficinas.

O conceito de publicação gratuita foi assumido

desde o início e tem-se mantido até agora. De

facto, a única receita que o jornal tem provém da

publicidade dos anunciantes, muitos deles presentes

desde o primeiro número da publicação. A

construção do modelo de negócio foi a par com o

desenvolvimento do modelo editorial.

Um jornal diferente

Num tempo de dificuldades económicas e de crise

dos media, percebemos que para avançar com o projeto

tínhamos de fazer algo de totalmente novo. O JO

começou por ser diferente por se apresentar no formato

de Jornal, mas num papel melhorado, a pensar


no público a quem se dirigia: as oficinas automóvel.

O JO começa também por ser diferente por não estar

integrado em nenhum grupo de comunicação,

o que o torna independente e isento.

O JO é diferente, porque foi pensado, de raiz, para

a nova realidade do aftermarket em Portugal, numa

altura em que começaram a aparecer os grupos de

compra internacionais e as redes de oficinas padronizadas.

O JO também é diferente porque quer ser útil para

os leitores, dando informações relevantes sobre a

evolução do aftermarket, apontando caminhos

com boas reportagens, análises e entrevistas.

Nascemos num tempo em que os profissionais do

pós-venda procuravam informação que lhes dessem

uma perspetiva sobre o aftermarket em Portugal

e no mundo. Queriam artigos sobre as empresas,

as marcas, as novidades lançadas no mercado.

Rever as primeiras edições do Jornal das Oficinas,

é uma autêntica viagem no tempo. São “só” 15 anos,

mas muita coisa mudou neste período. É, hoje, tão

diferente a forma como comunicamos e interagimos

com o mundo graças às novas tecnologias. A

informação chega-nos, agora, ao segundo. E é preciso

ter grande capacidade de síntese e seleção para

publicarmos o essencial. Hoje, não basta dar a conhecer

aos leitores as últimas notícias. É cada vez

mais importante apoiar quem nos segue a mover-

-se no imenso mar de informação que rodeia este

setor, ajudando-os a interpretar e a compreender.

Por detrás de cada edição, há muitas horas de trabalho

investidas por uma equipa empenhada em trazer

a informação mais completa e atual do aftermarket

em Portugal e no mundo. Por isso, temos tido a preocupação

de fazer um jornal cada vez mais fácil de ler,

com um design mais atrativo e com artigos especialmente

desenvolvidos para os profissionais da manutenção

e reparação automóvel. Após tantos anos de

experiência, gostaríamos de poder divulgar parte do

nosso conhecimento e sabemos que, para tal, a comunicação

através do Jornal das Oficinas é fundamental.

Anos decisivos

A pandemia de covid-19 e os efeitos do grande confinamento

para prevenir a propagação marcam de

forma decisiva o ano e início de década, sendo ainda

difícil prever o comportamento da economia e

as alterações sociais ao longo dos próximos anos.

O 15º aniversário do JO assinala-se num momento

de transição para o país, com a retoma gradual da atividade

económica e a incerteza quanto à possibilidade

de resistência das empresas aftermarket no futuro.

Apesar dos tempos difíceis que todos nós vivemos

em ambiente de pandemia covid-19, toda a equipa

do nosso jornal procurou dar o seu máximo empenho,

tanto na edição impressa, como na edição

online em www.jornaldasoficinas.pt

As rápidas e crescentes dificuldades económicas

sentidas pela maioria dos portugueses, e particularmente

pelas oficinas, vão ter tendência a agravar-se,

é um facto. E se qualquer crise económica é

sempre um mau período para a vida das empresas,

o momento atual vai acelerar mudanças irreversíveis

nos mais variados setores da nossa vida e do

próprio mundo como o conhecíamos até agora.

Jornalisticamente, vamos continuar a dar aos nossos

leitores uma informação cada vez mais útil, embora

sabendo que é um compromisso difícil de assumir

nos tempos de hoje e que exige uma grande

complexidade de meios. Também sabemos que os

próximos anos vão ser particularmente duros para

a imprensa, mas o nosso empenho e resiliência em

fazer face aos difíceis desafios sempre foi um dos

nossos lemas ao longo destes 15 anos.

2020/2021 vão ser anos decisivos para o futuro da

reparação automóvel em Portugal, pois todas as

oficinas vão ser postas à prova com as exigências

sanitárias da DGS e com as novas necessidades dos

clientes, designadamente a higienização das viaturas,

entrega do veículo no domicílio, etc.

É a altura certa para avaliar o conceito, delinear o

investimento, definir estratégias, recrutar, selecionar

e formar os recursos humanos, consultar parcerias

(fornecedores de produtos, serviços, equipamentos

e know how). O segredo do sucesso passa

por uma eficaz gestão oficinal, adaptada aos novos

modelos de negócios, às variações dos mercados e

da economia em geral. Durante as 179 edições já

publicadas do JO, os leitores vão poder encontrar

sempre informação útil para as suas empresas.

Estamos juntos e não nos deixaremos afetar por

uma crise de confiança. Sabemos bem qual é a nossa

missão e esperamos poder continuar a contar com

os nossos leitores, que são a essência deste projeto.

Todos nós acreditamos que nada voltará a ser como

dantes, mas o caminho passará, com certeza, pela

união de esforços de todos, para em conjunto conseguirmos

ultrapassar a crise e sairmos mais fortes. l

O JO TEM COMO PREOCUPAÇÃO PERMANENTE

A ORIENTAÇÃO PARA OS SEUS LEITORES,

cujAS NECESSIDADES DE INFORMAÇÃO

PROCURA SATISFAZER, CRIANDO COM ELES

LAÇOS FORTES DE CONFIANÇA

Nº 1 – outubro 2005

A primeira manchete do JO foi sobre um estudo

da GIPA que revelava uma ocupação média das

oficinas de 65%. O parque automóvel contava

4,5 milhões de unidades e o mercado global da

reparação valia 1.900 milhões de Euros

Nº 16 – fevereiro 2007

Na edição de fevereiro de 2007 iniciámos

a publicação de um suplemento dedicado

totalmente dedicado aos pneus e serviços

rápidos, numa antevisão do rápido crescimento

que este mercado iria ter

Nº 20 – junho 2007

A primeira edição da Competição Melhor

Mecatrónico, organizada pelo Jornal das Oficinas,

decorreu nas instalações da ATEC, em Palmela,

e mereceu uma grande reportagem com

entrevistas aos nove concorrentes

Nº 24 – novembro 2007

O JO organiza o 1º Simpósio Pós-venda

Automóvel, com o objetivo de debater o presente

e o futuro do aftermarket, tendo contado com

John Wormald, consultor da indústria automóvel,

como orador principal

Os troféus “Melhor Marca”, mais uma iniciativa

do JO, distinguiram as marcas que mais se

destacaram ao longo do ano. A todos os

representantes foi entregue um troféu e

certificado que credencia a sua notoriedade junto

das oficinas


MARCOS NA VIDA DO JO

Durante quinze anos de vida foram muitos

os acontecimentos que marcaram a história do JO.

Na impossibilidade de falarmos de todos, destacamos

nas páginas a seguir aqueles que consideramos os mais

representativos do percurso percorrido pelo jornal ao

longo destes 15 anos. Lembramos que todas as edições

desde o Nº 1, estão disponíveis em PDF no site do JO em

www.jornaldasoficinas.com Pode reler e imprimir todos

ao artigos publicados nas 179 edições já publicadas até

hoje. Visualizar as edições antigas do JO é também uma

forma de ficar a conhecer melhor a evolução

do aftermarket no nosso país nos últimos 15 anos.

Nº 28 – março 2008

Em março de 2008 iniciámos a publicação em

todas as edições de um Suplemento Técnico,

que incluía informação sobre procedimentos

de diagnóstico de vários modelos, assim como

conselhos e dicas de reparação

Nº 39 – fevereiro 2009

Neste ano lançamos o primeiro de vários dossiers

dedicado aos profissionais do pós-venda.

“Manutenção Preventiva” foi o tema escolhido

para arrancar com esta série de grandes dossiers

informativos

Nº 43 – junho 2009

A primeira Mesa Redonda organizada pelo JO

foi dedicada às “Mulheres no Aftermarket”.

Conseguiu-se assim dar a conhecer ao mercado

a opinião de algumas personagens do sexo

feminino sobre a sua atividade ligada ao setor

pós-venda

Nº 46 – setembro 2009

A partir desta edição, os veículos pesados e

comerciais ligeiros passaram a dispor de um

suplemento específico em todas as edições do JO,

aumentando assim a visibilidade de um setor em

franco crescimento

Nº 49 – dezembro 2009

No seguimento das várias iniciativas organizadas

pelo JO, realizámos na ExpoSalão, Batalha, a

1ª Conferência de Reparação Automóvel, onde

foram abordados temas relacionados com a

repintura, mecânica e pneus

Nº 56 – julho 2010

O lançamento do site www.jornaldasoficinas.

pt foi recebido com muito agrado por parte dos

leitores e anunciantes, que passaram a ter mais

uma plataforma de comunicação, atualizada

diariamente com novidades das empresas e do

mercado

Nº 57 – agosto 2010

Em 2010 a Comissão Europeia aprovou o novo

Regulamento do Pós-venda e o JO não perdeu

tempo a lançar uma iniciativa denominada

“Campanha Reparação Livre”, com toda a

informação sobre o direito à reparação nas

oficinas independentes

Nº 62 – JANeiro 2011

O JO elegeu 2011como o ano da “Oficina Verde”.

Com o lançamento desta Campanha pretendemos

alertar as oficinas para o compromisso com o

meio ambiente e a adoção de práticas e critérios

de gestão rigorosos tendo em vista a otimização

de custos

Nº 79 – junho 2012

O workshop Formação “Orientação ao Cliente”

decorreu em Lisboa e foi o primeiro de uma série

de ações de formação gratuitas realizadas pelo

JO, que tiveram como principal objetivo dar à

Formação o papel que ela merece nas empresas

Nº 66 – maio 2011

O JO em parceria com o seu parceiro espanhol

Autopos, esteve presente na Motortec

Automechanika Ibérica, com um stand da

Comunidade Ibérica das Oficinas. Uma presença

que voltaria a repetir-se em futuras edições desta

feira

Nº 68 – julho 2011

Com o lançamento do primeiro “Especial Regiões”,

dedicado a Leiria, o JO cdeu início a uma série de

suplementos dedicados à atividade pós-venda

automóvel nos diversos distrito do país

Nº 73 – dezembro 2011

Com o tema “Desafios e oportunidades no setor

da colisão”, o JO realizou a 1ª Conferência de

Repintura que se revelou um grande sucesso,

quer pelo número de participantes, mais de 150

pessoas, quer pela qualidade das intervenções

Nº 74 – JANeiro 2012

O JO elegeu 2012 como o ano da Formação. Com a

edição de janeiro 2012 iniciou-se a publicação de

uma série de artigos dedicados à formação para

gestores de oficinas e distribuidores de peças

Nº 76 – março 2012

Com o lançamento do “Suplemento Dossier

Baterias”, iniciámos a publicação de uma série de

suplementos temáticos com a informação mais

completa sobre as marcas presentes no mercado,

fundamentada na opinião dos importadores e

distribuidores

8 Outubro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


Nº 86 – janeiro 2013

Na edição de janeiro de 2013 lançámos mais

uma campanha denominada “Redução de Custos

nas Oficinas” . O objetivo foi chamar a atenção

dos empresários da reparação automóvel para a

importância da contabilidade organizada na boa

gestão da oficina

Nº 100 – março 2014

O Nº 100 do JO ficou marcado pela publicação do

suplemento destacável “Redes de Oficinas”, que

num trabalho exaustivo de pesquisa conseguiu

apresentar um verdadeiro Guia, com todas as

redes existentes na altura no mercado nacional

Nº 101 – abril 2014

Abrangendo diversos setores da atividade do

pós-venda automóvel, o 1º Simpósio Ibérico

Aftermarket IAM organizado pelo JO, acolheu

um número recorde de participantes no Centro

de Congressos do Estoril, assinalando um marco

importante na história do pós-venda automóvel

nacional

Nº 104 – julho 2014

Em julho de 2014 arrancámos com a edição

quinzenal do JO TV, um noticiário online,

totalmente dedicado ás últimas novidades

do setor oficinal e comércio & indústria. Os

vídeos das reportagens e entrevistas vieram

complementar a edição em papel do JO

Nº 109 – dezembro 2014

Com o lançamento da Campanha “Oficina

Auto 2020”, o JO voltou a inovar nos temas

apresentados, mas também na forma de

comunicação e interatividade com os leitores.

Foi criado um microsite e todos os conteúdos

estavam disponíveis online

Nº 116 – julho 2015

Na 1ª edição da ExpoMECÂNICA, o JO abriu no

seu stand um bar aos profissionais do setor. Nas

edições seguintes do salão nortenho, a iniciativa

repetiu-se e o stand JO tornou-se um ponto

de encontro obrigatório para os visitantes do

certame

Nº 121 – dezembro 2015

O Hotel Pestana Palace, em Lisboa, foi o palco

escolhido para a realização da 1ª Gala TOP 100,

um evento incontornável no panorama do

aftermarket nacional e que continua a premiar

anualmente os maiores e melhores distribuidores

de peças, equipamentos e repintura

Nº 125 – abril 2016

Há um antes e um depois na história dos eventos

ibéricos dedicados ao aftermarket. Com cerca de

400 participantes, 16 oradores e uma maratona

de oito horas de debates, o 2º Simpósio Ibérico

Aftermarket organizado pelo JO esteve conectado

ao futuro

Nº 135 – fevereiro 2017

O JO voltou a inovar com a realização do Plateau

TV, uma plataforma criativa única que tem

permitido debater com especialistas os temas

mais importantes do aftermarket. Os assuntos

escolhidos em cada edição e o leque de oradores

convidados, não deixa dúvidas quanto ao

interesse desta iniciativa

Nº 137 – abril 2017

O JO reuniu alguns dos principais protagonistas

do mercado dos filtros de partículas e juntou-os

à mesa com a ASAE, ANCIA e várias entidades do

ambiente. O debate serviu para alertar o mercado

sobre o problema da remoção deste componente

e da falta de controlo nos Centros de Inspeção.

Nº 142 – agosto 2017

Gerir as garantias e devoluções de peças é um

problema para a maioria dos distribuidores. O JO

organizou uma Mesa Redonda sobre este tema

polémico, juntando diversos protagonistas do

setor, desde entidades a fabricantes, passando

pelos distribuidores

Nº 143 – outubro 2017

A edição de outubro de 2017, comemorativa do

13º aniversário, apresentou-se com uma nova

identidade visual da marca JO, extensível a todas

as suas plataformas e assente numa linguagem

gráfica e topográfica simples e de fácil leitura

Nº 146 – janeiro 2018

O JO realizou a primeira edição do “Challenge

Oficinas” em 2017, uma iniciativa que tem como

objetivo eleger a oficina que consiga vencer o

desafio proposto pela organização. A competição

realiza-se anualmente e é já uma referência nos

eventos aftermarket em Portugal

Nº 163 – junho 2019

Mais moderno, mais arrojado, mais atraente e

mais fácil de ler, assim se apresentou a edição

renovada do JO de junho 2019, com um design

mais atrativo e com novas seções e rubricas

especialmente concebidas para os profissionais

do aftermarket

Nº 169 – dezembro 2019

Na edição mais disputada de sempre e exibindo

o nível mais elevado na história da competição

“Melhor Mecatrónico Automóvel”, a iniciativa

organizada pelo JO recebeu largas dezenas de

profissionais e visitantes

Nº 173 – abril 2020

Durante este período de pandemia da Covid-19, o

JO manteve-se ativo na divulgação das medidas

anunciadas pelo Governo e pela DGS, quer através

de artigos na edição em papel, quer através de

webinars com especialistas de todos os setores do

aftermarket

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2020 9


TESTEMUNHOS DOS LEITORES

O QUE PENSAM DE NÓS!

COM A PUBLICAÇÃO DESTA EDIÇÃO COMEMORATIVA DOS 15 ANOS DO JORNAL

DAS OFICINAS, QUISEMOS SABER O QUE OS PROTAGONISTAS DO MERCADO

PENSAM DE NÓS, O QUE REPRESENTA A EDIÇÃO MENSAL DO JORNAL E QUE

MAIS VALIAS TROUXE PARA O AFTERMARKET NACIONAL. AS RESPOSTAS

QUE PUBLICAMOS FALAM POR SI E SÃO UM ESTÍMULO

PARA FAZERMOS MAIS E MELHOR

JOAQUIM CANDEIAS,

DIRETOR GERAL FERDINAND

BILSTEIN PORTUGAL

“Na verdade, foi um privilégio enorme

acompanhar o Jornal das Oficinas durante estes

15 anos da sua existência. Lembro-me bem,

ainda antes do projeto nascer, da vontade dos

seus criadores de conceber algo totalmente

virado para o aftermarket independente, com

ideias muito inovadoras no seu tempo, mas

essencialmente com a determinação que a

publicação fosse considerada parte integrante

deste nosso setor…

E assim foi, uma publicação sempre em constante

evolução, muito virada para a mudança e

inovação, com a preocupação de estar inserida

inteiramente dentro do IAM, para poder hoje

contar uma história bonita conseguida ao

longo de década e meia, num setor que nem

sempre esteve bem, demonstrando muitas

transformações, com momentos altos e baixos,

que todos nós bem conhecemos.

Estou certo que ao longo destes anos, tal

como aconteceu comigo, o Jornal das Oficinas

transmitiu informações ou notícias que ajudaram

a tomar decisões e fazer juízos, ou no mínimo,

obrigou a repensar em determinados aspetos

do negócio, ou do dia a dia. Por essa razão,

penso que o Jornal das Oficinas é hoje uma

publicação que todos nós gostamos de folhear

e ler, que respeitamos muito, e que certamente

consideraríamos uma enorme perca, se um dia

desaparecesse do nosso quotidiano.

Obrigado pelos 15 anos de empenho, dedicação,

desafios, dificuldades, noites mal dormidas,

aborrecimentos, enfim, por tudo o que

passaram…, mas valeu bem a pena! Um grande

“Bem-Haja”, e que o futuro desafiante moderno

e tecnológico que aí vem, faça desta publicação,

uma continuada história de sucesso!”

NUNO PAQUETE,

DIRETOR COMERCIAL ZONA CENTRO, SUL E ILHAS DO

GRUPO BOMBÓLEO

“Antes de mais, muitos parabéns pelos 15 anos da publicação, e que se repitam

por mais 15. O Jornal das Oficinas, foi sem dúvida a primeira publicação que veio

revolucionar o setor do Aftermarket Auto. Foi e continua a ser uma publicação

pioneira que trouxe ao nosso mercado um conhecimento mais profundo de toda

a nossa atividade.

O Grupo Bombóleo em particular cresceu em todas as vertentes com o vosso

apoio, dando-se a conhecer e a conhecer os seus parceiros de negócio no

mercado nacional e internacional. Desejos de continuação de muitos sucessos

e um agradecimento muito especial a toda a vossa equipa, que trabalha

diariamente junto do aftermarket.”

DÁRIO AFONSO,

DIRETOR GERAL DA ACM

“O Jornal das Oficinas, para mim, significa um parceiro de longa data na minha

atividade junto do aftermarket. O JO informa o setor através dos seus meios

físicos tradicionais e digitais. Desde longa data que informa e promove discussão

no setor através de eventos, como o Simpósio e outros realizados em feiras

vocacionadas ao aftermarket. No que me diz respeito, tem sido um parceiro que

aceita desafios e que está sempre recetivo à inovação.

Não tenho dúvida que existem muitos desafios que o JO tem de superar a curto

prazo, até porque o modelo de negócio deste tipo de meios está a mudar de

forma muito rápida, mas a sabedoria do João Vieira fará com que esta mudança

venha a acontecer e que o título JO esteja junto do aftermarket mais 15 anos.

Parabéns!”

JOSÉ ALBERTO,

DIRETOR GERAL DA BRAGALIS

“O Jornal das Oficinas representa o barómetro do comércio de peças para

automóveis que atualiza permanentemente as variações do mercado, bem

dirigido e servido por bons profissionais, que conseguiu durante estes anos,

entender e aproximar as diferentes cadeias de distribuição, contribuindo

decisivamente para que as relações no meio se tornassem mais fáceis e

transparentes. É um projeto conseguido que merece os parabéns pelo

aniversário, com a certeza que tem ainda muito e sempre para melhorar.”

VÍTOR FONTES,

DIRETOR GERAL DA EQUIASSISTE

“Nos idos de Maio de 2005, numa sexta feira soalheira, em Madrid, na

“Motortec”, num dos muitos e labirínticos corredores da prestigiada

feira Ibérica, quis o destino que encontrasse o João Vieira – pessoa de

reconhecida experiência jornalística e editorial, do setor automóvel,

que conhecia há já alguns anos.

Da satisfação e do cumprimento inicial até “descansarmos as pernas”

num dos bares da feira, foi um fósforo – há sempre uma boa razão

para “dois dedos de conversa” entre conterrâneos!

E assim foi mas, estava reservada a história para quem a pudesse vir

a contar e por isso, tive o prazer de participar naquilo que viria a ser

a génese do “Jornal das Oficinas” – nome orgulhosamente simples e

pragmático para que, de imediato, me agradasse.

“Faz falta uma publicação em Portugal que represente,

verdadeiramente, as oficinas de automóveis…”…e, notava-se o

ênfase do João Vieira no “verdadeiramente”, “…que vá ao encontro do

que os profissionais deste setor procuram…” – continuava e referia

o João Vieira com a coerência assertiva de quem não abdica de uma

visão.

Devo dizer que, pessoalmente, pensava o mesmo e, concordei de

imediato. Há data, apenas havia em Portugal uma ou duas revistas em

papel “couché” – que os profissionais das oficinas “odeiam” porque, o

papel em que são impressas não serve para nada, “nem para reciclar”

- que relatavam, numas quantas páginas de revista “cor de rosa”, umas

tantas noticias maçudas, de difícil interpretação, quase enciclopédicas

e que “não interessavam a ninguém”.

Absorto no discurso do João Vieira e compreendendo a natureza

da sua visão, que era também o início de um inovador projeto, dei

por mim a pensar que, nos 3 dias que já levava de feira (na altura,

permanecia no stand de um fornecedor representando a Equiassiste)

e nos momentos, mais descontraídos, que passei a ler os inúmeros

“periódicos” espanhóis que relatavam “tudo e mais alguma coisa”

sobre o setor dos “talleres” dos nossos primos Ibéricos – “periódicos”,

simples, objetivos, de textos curtos e incisivos, despretensiosos, com

muita publicidade e… impressos “no papel correto”.

De imediato me levantei, fui ao meu “stand” buscar uns exemplos

que guardava com alguma curiosidade e entreguei-os ao João Vieira,

perguntando-lhe – “será isto que procura João Vieira?”.

Com o seu tradicional, amigável e cordial sorriso, o João Vieira

respondeu.. “isto mesmo!”… “…mas irei dar-lhe um cunho pessoal”

– rematou dizendo com a consistência com que algumas e especiais

pessoas fazem grandes projetos.

Como disse, “foi o destino” que nos juntou naquele dia, já lá vão 15

anos. Tenho a honra de ter testemunhado e contribuído, embora que

minimamente, no projeto do João Vieira.

Uns meses depois, poucos, surgia a 1ª edição do “Jornal das

Oficinas”… impresso no tal “papel correto” e com o cunho próprio,

simples e honesto, de quem é um profissional – ninguém ficou

indiferente a essa 1ª edição.

Ainda hoje assim é.”

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

10 Outubro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


FRANCISCO ANDRADE,

DIRETOR FINANCEIRO DA CARSISTEMA

“Sempre assim foi, sempre assim será: a informação

é imprescindível à tomada competente e atempada

de decisões. O Jornal das Oficinas tem sido um

manancial de informação pertinente, atempada e

extremamente útil para a tomada de decisões no

nosso grupo empresarial, transmitindo-nos dados a

que de outra forma dificilmente teríamos acesso. É

pois um parceiro de negócios muito relevante.”

JOSÉ MANUEL COSTA,

DIRETOR GERAL DA KIKAI

“Quando a Kikai Eventos chegou ao mercado com

a marca EXPOMECANICA, já o Jornal das Oficinas

era veterano e líder no panorama do aftermarket

em Portugal. Percebemos de imediato, que se

pretendíamos ter sucesso, teríamos de costurar

alianças com os melhores. E cedo percebemos

que a equipa do Jornal das Oficinas, em particular

o João Vieira, nutrem uma verdadeira paixão

pelo aftermarket, suportada pelo rigor das suas

reportagens, na atualidade da informação e pelo

entusiasmo que colocam na sua atividade, que

15 anos volvidos, parece não querer arrefecer,

mesmo neste tempo de enorme incerteza.

Nunca por nunca, nos 6 anos de genuína parceria,

o Jornal das Oficinas me pediu nada que eu e

a minha equipa não nos empenhássemos em

cumprir. Nem sempre bem certamente, porque

também nem sempre terá sido fácil. Uma coisa

é certa, fizemos sempre o melhor que soubemos

e pudemos e, ainda e sempre, instamos o Jornal

a ter iniciativas em benefício do sector, que

generosamente acolhemos no nosso evento.

Deixamos o nosso testemunho de gratidão ao

Jornal das Oficinas, pelo serviço prestado ao setor

e pelas lutas de alguns anos, muito continuadas

e muito repetidas, dentro e fora do JO, que não é

fácil hoje elencar.

Adivinhamos que os próximos 15 anos de vida do

Jornal das Oficinas sejam ainda melhores que os

primeiros. Dificuldades existirão. Que ninguém

duvide. Mas hoje, quando ouço a paixão com que

o João Vieira fala do aftermarket em Portugal,

como defende os interesses e se relaciona com

o setor, tenho a certeza (aliás, sempre tive), de

que todas as lutas que, por bem, um Homem se

empenha a travar, algum rasto deixarão, e se os

seus sonhos forem realmente bons, outros, depois

dele, os virão realizar. Foi com outros, será com o

João e sempre será.

Parabéns ao Jornal das Oficinas pelos seus 15

anos. Façam-no ainda maior nos próximos 15.”

MANUEL FÉLIX,

DIRETOR GERAL DA EUROMAIS

“Há 15 anos o mercado estava muito separado entre os dois principais mercados que trabalhamos, peças e pneus. Com o tempo as atividades aproximaram-se e

com isso os clientes começaram a ser os mesmos, o que facilita a comunicação.

Penso que se pode dizer que, como principal meio de comunicação do setor, o Jornal das Oficinas tem sido uma plataforma de comunicação importante para o

mercado. Através das suas iniciativas procurou sempre trazer para o mercado o máximo de informação, seja através das diversas iniciativas que desenvolve, seja

através dos artigos que elabora mensalmente com o apoio de diversas empresas do setor.

Em resumo diria que o Jornal das Oficinas, até pelo próprio nome, se tornou como um meio muito importante de representação do aftermarket e de todos os

seus players. Parabéns ao Jornal das Oficinas e a todos os seus colaboradores.”

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PAULO TORRES,

DIRETOR GERAL DA VIEIRA & FREITAS

JOSÉ ALVES PIRES,

DIRETOR GERAL DA ALANTIC PART

“O modo como você reúne, administra e usa a informação determina se vencerá

ou perderá.” Bill Gates.

E a informação do setor relatada no Jornal das Oficinas é de significativa

importância. As notícias, entrevistas, reportagens e novidades incluídas no

jornal, permitem:

- Por um lado conhecer o mercado de clientes: quais as preferências,

características, objetivos e opiniões. E com este conhecimento tornar mais

eficaz as estratégias de venda a clientes, identificar novas oportunidades de

investimentos, identificando novos produtos mais procurados e tomar decisões.

- Por outro lado permitem conhecer melhor a concorrência e saber o

posicionamento dos que disputam o mercado diretamente. E com isso, a

possibilidade de conhecer as vantagens e desvantagens competitivas com os

concorrentes.

É assim que eu vejo a mais valia do Jornal de Oficinas neste conhecimento de

mercado onde atuamos.”

“O aparecimento do JO há 15 anos, foi um marco importante para o setor do aftermarket

português. Esta publicação independente veio contribuir positivamente para o desenvo

atividades desenvolvidas e dossiers publicados têm sido de inegável interesse. Um bem

haja ao JO, e votos de longa vida, pois faz falta ao sector.”

TIAGO DOMINGOS,

RESPONSÁVEL DE COMUNICAÇÃO E MARKETING DA AUTO DELTA

“A edição mensal do Jornal das Oficinas é a materialização numa edição da informação atualizada e de qualidade a que

a sua equipa nos tem habituado ao longo destes 15 anos de vida. Na verdade, o Jornal das Oficinas já não é apenas essa

edição mensal, brindando-nos com informação fulcral tanto no seu website como nas suas redes sociais, mas também

uma entidade que tem enriquecido e muito o Aftermarket nacional através das suas diversas iniciativas como sejam a

Gala TOP 100, Melhor Mecatrónico, Challenge Oficinas e o Plateau TV. É na conjugação dos seus esforços, aliados aos dos

principais players, que se tem verificado uma forte evolução no nosso mercado.”

A muitos mais 15 anos!

RUI BOLAS,

ADMINISTRADOR DA BOLAS

“Permita, em primeiro lugar, que dê os meus sinceros parabéns a toda a

equipa que, ao longo dos últimos 15 anos, tem contribuído para o papel

de destaque que o Jornal das Oficinas ocupa hoje na comunicação social

especializada do aftermarket, valorizando-o.

A vossa edição mensal permite-nos, todos os meses, divulgar e ter acesso

a inúmeras informações e conteúdos indispensáveis para nos mantermos

atualizados e progredirmos neste sector, nomeadamente: novos

produtos, eventos, empresas, formação técnica e comercial, entrevistas

e opiniões, etc., constituindo uma verdadeira mais valia para todos os

profissionais que nele operam.

Bem hajam e felicidades para o futuro!”

PEDRO DIAZ,

DIRETOR GERAL DA TRW AUTOMOTIVE PORTUGAL

“O Jornal das Oficinas é uma “peça” essencial do Aftermarket Português. Ao longo destes 15

anos tornou-se num importante meio de dinamização do setor, num suporte fundamental para

divulgarmos os nossos produtos, e uma ajuda na divulgação de informação importante para os

vários intervenientes do sector. Muitos parabéns!”

ÂNGELO COELHO,

DIRETOR MARKETING DA A. VIEIRA

“O Jornal das Oficinas para além de pioneiro, foi e ainda é uma referência no setor.

É extremamente importante num setor como o nosso de constantes mudanças que

estejamos atualizados a todos os níveis. Nesse sentido, a publicação mensal do Jornal

das Oficinas com todos os conteúdos de novidades é uma grande mais valia para

todos os agentes do aftermarket.”

HEITOR SANTOS,

ADMINISTRADOR DA EUROPART PORTUGAL

“Em primeiro lugar, muitos parabéns ao JO, ao seu diretor e fundador João

Vieira e à sua equipa de profissionais pelos 15 anos de existência! Em 13

destes 15 anos, estou à frente da EUROPART Portugal e posso testemunhar o

contributo único que esta publicação trouxe para o setor do Aftermarket em

Portugal. Dinamismo, isenção, estabilidade e modernidade são alguns dos

atributos que distingo na vossa publicação, atributos esses que considero chave

para enfrentar todos os desafios que o setor enfrentou desde 2005 e enfrenta

atualmente. O JO tornou-se uma referência para os profissionais do setor, faço

votos que assim se mantenha por mais 15 anos!”

12 Outubro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


MIGUEL MELO,

DIRETOR GERAL DA MCOUTINHO PEÇAS

“O Jornal das Oficinas representa um fluxo constante de informação pertinente sobre

o setor do Aftermarket. É um local de novidades e conhecimento e representa o setor

em toda a sua verticalidade, desde o cliente final, passando pelas oficinas, retalhistas

e distribuidores. A criação do Jornal das Oficinas veio legitimar um mercado altamente

dinâmico, que serve de suporte a muitos serviços, usados diariamente por milhares de

pessoas. Veio contar uma história muitas vezes despercebida.”

NELI VALKANOVA,

SECRETÁRIA GERAL DA ARAN

“O Jornal das Oficinas acompanha a minha vida profissional desde o ano em que foi

criado, 2005. Ao longo destes 15 anos de existência, o conceito da publicação evoluiu

muito, mas manteve sempre o intuito e propósito da sua existência: ser a edição de

referência do pós-venda, divulgar as novidades do setor, apresentar análises dos

assuntos “quentes”, fruto da própria compreensão do mercado, e divulgar as opiniões

dos representantes. Não esquecer também o foco nas empresas do setor, com a

apresentação constante de opiniões e boas práticas que possam ser entendidos como

aconselhamento e criação de mais-valias de gestão para os empresários-leitores.

O Jornal das Oficinas teve sempre como objetivo chegar a públicos segmentados. Aliás,

é esse o propósito da imprensa especializada. Para além do digital, só a imprensa

escrita tem o poder de atingir públicos segmentados dentro do próprio setor, tais como

oficinas (ligeiros e pesados), venda de peças, pneus, lubrificantes, etc.

A qualidade dos conteúdos do Jornal manteve -se durante estes anos todos com uma

evolução constante. Queria destacar também as incitativas importantes da editora,

como a realização dos congressos ibéricos de aftermarket , a edição da Revista TOP 100

dos maiores distribuidores do aftermarket, a Gala TOP 100 de entrega de prémios e,

entre outras, a organização do Plateau TV – um palco interessante de troca de ideias,

durante as edições da ExpoMecânica. Tudo isso a contribuir para informação, formação,

adaptação, e inovação no setor.

Temos que agradecer o ótimo trabalho da editora e desejar muito sucesso por muitos

anos! Cá estaremos como leitores e parceiros.”

GRISÉLIA AFONSO,

SALES & MARKETING UNIT MANAGER DA SKF PORTUGAL

“A SKF está presente desde a 1ª edição do Jornal das Oficinas, que consideramos

após estes 15 anos, claramente uma aposta ganhadora. Para a SKF o Jornal das

Oficinas é muito mais do que um meio de comunicação e visibilidade da marca.

Eu pessoalmente tenho acompanhado o crescimento das diversas vertentes de

comunicação, e o grande retorno que tem trazido à marca SKF. Todos os nossos

produtos são pensados e desenhados com foco nas melhores práticas para

os profissionais de mecânica e as iniciativas Melhor Mecatrónico e Challenge

Oficinas são o match perfeito para a parceria que temos vindo a desenvolver nos

últimos anos. Sem dúvida, rigor, transparência e profissionalismo são dos pilares

que suportam a nossa aposta e que contribuem para a mais valia que o Jornal

das Oficinas aporta ao aftermarket.”

FLÁVIO MENINO,

DIRETOR DE MARKETING E COMUNICAÇÃO DA AUTOZITÂNIA

“A edição mensal do Jornal das Oficinas representa uma fonte de informação completa e credível, essencial num mundo

com tanta informação a ser processada simultaneamente, e muitas vezes contraditória. Para além de informar das

novidades mais recentes do setor, o rigor aplicado nas notícias publicadas e os seus artigos muito bem fundamentados,

com base em fontes oficiais e fidedignas, e sempre com temas importantes e atuais, tornam o Jornal das Oficinas uma

grande mais valia para quem o lê mensalmente. Esta mais valia traduz-se no acesso a informação essencial para uma

tomada de decisão informada.

As entrevistas que o Jornal das Oficinas realiza e publica, têm sempre muito conteúdo e permitem conhecer melhor as

diversas atividades e intervenientes do setor. Pois apesar de atuarmos no mesmo setor, é fundamental a oportunidade

que nos dá de conhecer outras realidades e atividades completares na nossa atividade.

A leitura do Jornal das Oficinas permite-me até realizar um processo de benchmarking, pois aprendo imenso com o

conteúdo que disponibilizam mensalmente. Para além do reconhecimento do bom trabalho realizado pelas empresas

do setor, o Jornal das Oficinas também nos dá a possibilidade de conhecer empresas e oficinas de menor dimensão. É

também importante a visibilidade que o Jornal das Oficinas concede a bons projetos, que muitas vezes ainda estão no

início, contribuindo para a merecida divulgação dos mesmos.

As reportagens sobre as iniciativas e eventos organizados pelo Jornal das Oficinas, são também relevantes pois garantem

sempre um conteúdo bastante interessante para o leitor. Na realidade, considero que o Jornal das Oficinas não transmite

apenas informação, mais importante que isso, transmite conhecimento para quem o lê. Assumindo a responsabilidade

por toda a gestão da relação com os Media na Autozitânia, é fundamental para mim.

Por tudo isto, já não passo sem a leitura mensal da edição do Jornal das Oficinas!”

PEDRO BARROS,

DIRETOR GERAL DA TIPS 4Y

“O Jornal das Oficinas tem marcado um percurso de excelência como meio de

comunicação, cumprindo a missão mais nobre do jornalismo que é a capacidade de

gerar o conhecimento para o seu público. Ao longo destes 15 anos construiu conteúdo

de enorme relevância e posicionou-se como um parceiro de referência, pela forma

comprometida e profissional como informa. Fomos crescendo ao seu lado e vimos

também crescer este projeto que, numa época onde o digital colocou tantos desafios

à comunicação em formato de papel, sempre nos surpreendeu com enorme resiliência

e paixão, pela sua capacidade de adaptação em diversos canais digitais, pela forma

como sempre reinventou o seu formato em papel, como sempre nos desafiou em

inúmeras iniciativas e como sempre centrou o seu objetivo no valor da informação.

É um enorme privilégio para a TIPS celebrar o percurso do Jornal das Oficinas como

grande marco na informação para o setor onde atuamos.”

JOSÉ LUIS BRAVO,

DIRETOR GERAL DA ASER

“Para a ASER, o Jornal das Oficinas foi sempre uma publicação de leitura obrigatória. Temnos

ajudado muito a compreender o aftermarket português e está sempre a par das últimas

novidades e tendências do mercado. O Jornal das Oficinas mostra sempre um espírito

inovador e desenvolve diferentes eventos que oferecem um espaço de networking que nos

permite manter em contacto com o mercado português. Congratulo o Jornal das Oficinas

pelo 15º aniversário e incentivo-os a continuarem a sua extraordinária contribuição para o

aftermarket.”

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2020 13


FERNANDO DÍAZ, DIRETOR GERAL DA OLIPES

“Quando um fabricante de lubrificantes como a Olipes quer enviar as suas notícias

e informações de produtos a um mercado maduro e profissional como o sector das

Oficinas e Lojas de Peças em Portugal, não só tem de escolher muito cuidadosamente

o que comunicar, como comunicar e quando comunicar, mas também onde, porque

o mensageiro é tão importante como a mensagem a ser transmitida. É por isso que

OLIPES sempre confiou no Jornal das Oficinas, para comunicar em Portugal, devido ao

seu profissionalismo, integridade e qualidade, sem esquecer o seu fator humano.”

SIMONE DOLLE,

DIRETORA DE MARKETING E VENDAS DA MEYLE

“Há muitos anos que o Jornal das Oficinas tem sido uma fonte estável e confiável

de notícias, de divulgação de novos produtos, entrevistas interessantes e um

conhecimento profundo do aftermarket. Para a Meyle, o Jornal das Oficinas é um

importante parceiro e fonte de informação tanto como meio de comunicação

especializado, como para todo o negócio do aftermarket português. Parabéns

ao Jornal das Oficinas! Esperamos muitos mais anos de notícias e histórias

interessantes!”

JOAQUÍN BENITO GALLEGO,

DIRETOR DE MARKETING E COMUNICAÇÃO DA DIESEL TECHNIC IBERIA

“O Jornal das Oficinas tem sido para mim um meio especializado e sério onde me

posso informar com profundidade e precisão sobre a situação atual do aftermarket em

Portugal. Para a Diesel Technic, como fornecedor líder de peças de reposição para veículos

comerciais, tem sido um suporte muito útil e versátil para apresentar os seus mais recentes

desenvolvimentos de produtos e serviços, tanto para a distribuição quanto para os seus

clientes profissionais, as oficinas. Publicação líder no setor, sempre se caracterizou pela

qualidade dos seus conteúdos, sendo o meio de referência e uma leitura mensal obrigatória

para nos mantermos a par das novidades.”

PEDRO JESUS, DIRETOR GERAL COMETIL

“Já passaram 15 anos desde o primeiro jornal editado, o tempo passa rápido, mas posso

dizer que tenho guardados todos os números editados desde o nº1 e por ordem para

serem consultados! A minha opinião sobre o Jornal das Oficinas é que foi pioneiro no

formato selecionado e apesar de terem passado 15 anos continua a ser a referência no

sector. Creio que não há oficina nenhuma em Portugal que não receba as vossas edições

e na minha opinião sempre foram imparciais nas publicações e como experiência

convosco são sempre uma equipa correta e profissional neste vosso setor. Bem hajam e

continuação de sucessos futuros.”

CLÁUDIO DELICADO

STRATEGIC COMMUNICATION & MARKETING LIQUI MOLY IBERIA

Sempre me habituei a ler o Jornal das Oficinas e acredito que a (boa) comunicação é um

dos pilares dos negócios. Como tal, é fundamental que as marcas estabeleçam uma ligação

direta com o mercado para o qual trabalham. O Jornal das Oficinas é um dos meios que faz

essa ponte, tanto no papel como no digital. E, sem dúvida que um mercado bem informado

é um mercado mais preparado e com mais capacidade de ultrapassar as adversidades e de

se adaptar aos novos tempos e é nisso que apostamos. Parabéns pelo vosso aniversário!

14 Outubro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


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entrevista

JORGE CANCELLA DE ABREU, DIRETOR GERAL DA TEAM UP

OS REQUISITOS SÃO OS

MESMOS. AS PRIORIDADES

É QUE MUDARAM

PARA PERCEBER O QUE É PRECISO SABER E FAZER DE FORMA A ENTENDER AS MUDANÇAS

DE COMPORTAMENTO DOS CONSUMIDORES E TAMBÉM DAS NOVAS COMPETÊNCIAS QUE OS RECURSOS

HUMANOS DAS OFICINAS DEVEM TER PARA RESPONDEREM ÀS NECESSIDADES DOS CLIENTES NO ÂMBITO

DA COVID 19, O JORNAL DAS OFICINAS FALOU COM JORGE CANCELLA DE ABREU, DIRETOR GERAL DA TEAM UP


Numa fase em que ainda não chegou a tão desejada

fase pós-pandemia, o mercado, a

sociedade, as economias têm de se abrir

para que o país não colapse. Apesar do medo que

sentimos em relação à Covid-19, a vida tem de

continuar. Com notícias diárias de cada vez mais

empresas a fechar, o aftermarket poderá estar salvaguardado

até ce rto ponto, até porque o mercado

de carros usados tem vindo a crescer, enquanto

o de novos, apesar de se ter retraído, parece aos

poucos soltar-se das amarras a que foi sujeito.

Mas, a verdade é que existe uma nova realidade

no mercado, o receio e a contração, com os consumidores

a reduzir as compras ao indispensável,

pelo que é preciso perceber o que se passa. “Há um

trabalho a desenvolver que é o primeiro passo a ser

dado: aprofundar o conhecimento sobre a crise e

sobre os diferentes comportamentos dos clientes.

Quanto aos efeitos do COVID no comportamento

podemos segmentar os nossos Clientes e os nossos

Colaboradores em 3 Tipos:

Os despreocupados

Os que acham que qualquer medida é um exagero,

que por eles não cumprem a não ser obrigados, e

desvalorizam as medidas de prevenção.

Os receosos

Os que preferem prevenir, e aceitam e valorizam as

medidas de prevenção que cumprem, mas que são

de alguma forma tolerantes em relação aos “despreocupados”.

Os preocupados

Os que levam a sério todas as medidas e exigem

que os outros também as cumpram, porque se

sentem de alguma forma ameaçados. Até porque

podem já ter sentido no seu ciclo de amigos ou familiar,

alguém que esteve em perigo ou mesmo que

já faleceu.

Para segurança de todos devemos partir sempre do

princípio que devemos seguir o máximo dos procedimentos

de segurança e prevenção (para nossa

segurança e para a dos nossos Clientes de que tanto

necessitamos).

Os problemas surgem geralmente com os “despreocupados”,

sejam eles Clientes ou mesmo Colaboradores.

Quanto aos Clientes temos menor

capacidade de influência, pelo há que saber gerir

essas situações, treinando os nossos colaboradores

na forma de abordagem e de como comunicar

sem que isso leve a situações extremas. Aqui é que

temos vindo a ajudar cada vez mais empresas de

diversos sectores prevenindo e treinando os seus

colaboradores para gerirem situações críticas.

Cancella de Abreu é defensor de quando queremos

ajudar a moldar ou mesmo alterar comportamentos,

não basta dizer, mandar ou publicar as normas

e regras a seguir, porque nem todas as pessoas pensam

ou reagem da mesma forma, há que conhecer

cada indivíduo saber o que pensa e ajudá-lo a pensar

connosco, isto será mais efetivo se for efetuado

pessoa a pessoa, consoante o que cada um pensa,

aqui temos vindo a treinar chefias em como trabalhar

ou mesmo disciplinar as suas equipas. Porque

acreditamos que quem trabalha lado a lado com

os colaboradores, conhece-os melhor (ou devia conhecer)

e saberá como pensam e como devem comunicar

com eles de forma a sensibilizá-los.

Os estudos sobre o comportamento das pessoas

perante o COVID indicam que eles variam com

3 grandes componentes da personalidade sendo

que uma das variáveis é que um Introvertido reage

diferente de um extrovertido, segundo porque

um pessimista é mais cuidadoso que um otimista,

e por fim um perfeccionista terá sempre mais cuidado

que um colaborador mais descontraído. Por

isso primeiramente partimos de um inquérito que

define os grandes traços de personalidade como

forma de saber como ajudar as chefias a comunicar

mais efetivamente com cada colaborador.

As empresas têm muitos dados

mas pouca informação

Os dados de Clientes devem ser trabalhados, para

conseguir prever quando vão necessitar ser contactados

e comunicar com eles quando estiverem mais

próximos de vir a necessitar. Isto pode ser feito por

uma empresa exterior, que ajude a conhecer e a

orientar melhor toda a comunicação com o Cliente.

Em relação aos vendedores, nós fizemos um trabalho

muito interessante que foi pegar nos dados

COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR

Menos abertos a mudar de fornecedor, se estiverem satisfeitos com

o actual e se sentirem confiança (que o seu fornecedor se preocupa

mais com ele do que em facturar).

Procuram mais informações antes de comprarem para tomarem

decisões mais seguras.

Procuram soluções mais económicas para poupar dinheiro e vão

estar ainda mais preocupados onde vão gastar o seu dinheiro.

Vão cortar nas despesas que não sejam essenciais, vão ser mais

criteriosos nos seus gastos.

Mais abertos a comunicar à distância, efetuando marcações pelo

telefone ou mesmo pela internet.

Maior preocupação com a componente de segurança higiénica

Medo de ser apanhado numa grande reparação com dificuldades

de pagar

Clientes não fidelizados a oficinas, ou insatisfeitos com o seu

fornecedor atual estão à procura de oficinas que garantam serviço.

E estão muito sensíveis a fornecedores que demonstrem ter preocupação

em defender também os seus colaboradores.

que as empresas têm e apurámos a performance

de cada vendedor em termos de clientes novos,

clientes da carteira, clientes da empresa, clientes

particulares, vendas no stand, vendas na rua e

detetar onde é que cada um dos vendedores está

mais fraco, para trabalhar especificamente as dificuldades

de cada um. Ir caso a caso, porque muitas

vezes, nas formações está-se a falar para pessoas

que já ouviram aquilo três vezes, já passaram por

várias marcas, e há gente que nunca ouviu nada.

Portanto, temos de ser mais criteriosos na parte

da formação, para gastar menos dinheiro, e obter

melhores resultados numa altura em que o dinheiro

é escasso, e o investimento tem de ter retorno

assegurado.

Necessidades, expetativas e desejos

A primeira questão foi precisamente nesse sentido.

Quais as necessidades, expectativas e desejos de

um cliente. O que mudou durante a pandemia e que

agora continua diferente?

“Os requisitos são os mesmos, as prioridades é que

mudaram. Como se espera que o rendimento de

muitas famílias seja afetado, acho que a componente

«económica» continuará a ser importante, mas a

parte higiénica ganhou muito peso.

Por outro lado, como vivemos momentos de incerteza

quanto ao futuro os Clientes irão ajustar as

suas prioridades.

O QUE A OFICINA PODE FAZER

Fazer uma gestão do relacionamento com os seus Clientes,

comunicando com eles, o que eles gostariam de saber dando-lhes a

confiança para virem à oficina.

Estar onde os Clientes vão procurar informação com informação

simples, clara e directa.(sem asteriscos)

Oferecer 2 orçamentos, um com peças originais, e outro com peças

compatíveis. Sempre que possível com operações discriminadas e

com graus de urgência (para que o Cliente possa optar por parte se

não conseguir pagar tudo) e a oficina não perder faturação

Não é altura para faturar extras só para aumentar a faturação, se

conseguirem ajudar o cliente encontrando soluções mais económicas,

e dando ao Cliente a escolha ele vai não só ficar agradecido,

como ficará mais fidelizado e recomendará aos conhecidos.

Estar presente nos diferentes canais e estar preparada para

responder rapidamente, inclusive efetuando as marcações e dando

orçamentos

Comunicar antecipadamente a política de higienização, dos espaços,

das viaturas e das pessoas que vão contactar com a viatura ou com o

condutor. E tê-la bem visível à entrada da oficina. Pedir aos Clientes

para marcarem as suas visitas à oficina para estarem sozinhos e

ficarem o menor tempo necessário.

Dar um orçamento, e comunicar atempadamente e requerendo

aprovação para qualquer serviço extra necessário, que não tenha

sido orçamentado

Na sua comunicação realce, segurança e higiene, distanciamento

físico ou barreiras físicas, e que demonstrem preocupação pela

saúde dos seus colabores e Clientes., disponibilidade, qualidade,

conveniência (flexibilidade).

E se tiver uma promoção ajuda a chamar a atenção inicial

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2020 17


JORGE CANCELLA

DE ABREU

A segunda questão foi mais uma espécie de

desafio que colocámos a Jorge Cancella de Abreu,

“Na economia digital, os consumidores partilharão

os seus dados pessoais, mas em troca irão exigir

experiências verdadeiramente personalizadas e

de valor. Está de acordo?” O nosso entrevistado

respondeu de forma direta e garantiu que gostaria

de estar de acordo, mas o pior é que não está. E

deu o seu exemplo para que percebêssemos, “ainda

no outro dia inscrevi-me em cinco marcas para

fazer um test-drive e só uma é que me respondeu,

a preocupação primeira que eles têm, de certeza

que não é comigo, é vender em primeiro lugar. E

se nem respondem a essa iniciativa, está tudo dito.

Não acredito neste momento, mas gostaria muito

e acho criminoso não o fazerem. Criminoso porque

as marcas gastam tanto dinheiro a investir em

publicidade para depois não ser respondido quando

o cliente dá um passo, é tão simples quanto isto”.

Quanto ao facto de já existirem ferramentas que

permitam que essas respostas sejam dadas de

forma rápida, Cancella de Abreu concorda, mas o

problema é que na maioria das vezes não respondem

assim tão rapidamente, o que é precisamente

o oposto daquilo que o cliente procura. O exemplo

que deu, é, de facto, o melhor para explicar a falta

de resposta e a perda do negócio: “No outro dia,

num concessionário que não preciso de especificar

a marca… existia uma oportunidade de venda com

dois meses vinda pela net, e eu perguntei, então o

que aconteceu? A resposta foi, nós respondemos e o

cliente, não disse mais nada. Eu, como sou teimoso,

fui tentar perceber o que se tinha passado e liguei

para o cliente, como telefonema de controlo de qualidade,

e quando atendeu, o cliente disse: «quero

mesmo responder a isso. Já tenho o carro, já comprei.

Desse lado a única resposta que obtive foi um

mail a convidar-me para ir ao concessionário. Eu

não preciso de nenhum convite vosso para lá ir, eu

quero uma resposta sobre quanto me dão pelo meu

carro (retoma) e quanto me vai custar o novo. Fui a

outro lado, responderam-me ao que queria e comprei

o carro, simples!». A verdade é que é mesmo

assim, é simples, os próprios vendedores ou empresas

é que dificultam”.

Economia digital

Quanto à economia digital, aquilo que será um

novo modelo entre empresas e clientes e que se

centra em experiências personalizadas e na oferta

dessas experiências, Cancella de Abreu avança

com mais um exemplo e mais uma vez relacionado

com a oficina.

“A oficina tem de conhecer o cliente e mostrar-se

disponível para ele, perguntando, por exemplo,

quando lhe dá jeito levantar o carro e não impondo

um dia e uma hora. No seu entender, é a oficina

que tem de se moldar ao cliente, são as oficinas que

precisam de ter conhecimento do que é o serviço

ao cliente, o valor do cliente… mas o problema é

que são estas mesmas oficinas que não têm espaço

para manter por lá os veículos dos clientes durante

muito tempo.”

E reforça a ideia, “a atenção ao cliente é das situações

mais importantes quando queremos fidelizá-

-lo, para o ter de volta. Mas, pelos vistos, poucos

entendem isto. Numa concessão vendem “X” carros,

numa oficina abrem “X” ordens de reparação,

mas quando se lhes pergunta quantos clientes novos

tiveram num determinado mês, quantos clientes

da carteira tiveram, quantos estavam à espera

de ter… a maioria não têm a mínima ideia.”

Obediência e consciência

Voltando à questão do plano sanitário, diz

Cancella de Abreu, as oficinas têm de garantir

as condições de higiene necessárias, quer nas

suas instalações, quer no momento de recolha e

entrega do automóvel e os trabalhadores devem

estar preparados para desempenhar as suas

funções em segurança, mas como?

Aqui já se entra no tema da obediência ou consciência.

Tendo como “obediência” o que faço por

valores e princípios de outros, e por “consciência”

o que faço porque acredito. Se os colaboradores

não tiverem “Conscientes” é preciso existir uma

estrutura autoritária com regras fixas, um sistema

rígido de controlo, e prémios ou penalizações para

quem cumpre ou não e isso dá muito trabalho e

não é seguro. “Se não tenho uma pessoa consciente

a fazer determinada coisa, se ninguém estiver a

ver, eu não faço. Porque não se nota se foi feito ou

não e esse é que é o perigo. É dizer assim: este carro

foi limpo ou não foi limpo. Se ele estava limpo,

o conceito de sujo e de infetado são distintos. Pode

estar limpo mas não desinfetado.”

E continuámos na questão da higienização em oficina

e se fará realmente alterar o comportamento

dos consumidores. O nosso entrevistado acha que

sim. O que o setor das oficinas tem que perceber

é a que o cliente está habituado como consumidor

noutros lados. E, portanto, não se refere só ao

que as outras oficinas fazem, mas perceber como

que é que os restaurantes estão a reagir, como é

que os barbeiros estão a reagir, para saber como

o consumidor está habituado a ser tratado. Mas a

verdade é que a informação sobre como as oficinas

devem reagir é escassa, por isso Cancella de Abreu

acha que existe algum receio dos clientes em levar

o carro à oficina. Apesar de estarmos à distância,

de andarmos com máscara e gel em todo o lado e

com medo do que possa acontecer. É preciso ter

o máximo cuidado e mostrar que as medidas não

são só porque são obrigatórias, mas porque cada

oficina ou empresa gosta e cuida dos seus clientes

e preocupa-se com eles. “O ser barato, rápido, fácil

e bem feito à primeira, tem de continuar, mas é

preciso interiorizar também mais o ser higiénico

e garantir que o carro está higienizado, que não é

um risco para o cliente”, rematou.

Presença digital nas oficinas?

Pergunta seguinte: acha que após esta pandemia,

a relação entre o cliente e a oficina manter-se-á

presencial ou vamos mudar para a questão digital?

Cancella de Abreu começou por achar a questão

interessante e responde de imediato, “Para cá

estarmos no após-pandemia, temos de primeiramente

sobreviver a esta crise que se advinha mais

prolongada do que inicialmente se previa. Temos a

tendência em ver as coisas como on e off, positivo

ou negativo, preto e branco.

O que está a acontecer é haver cada vez mais formas

diferentes do Cliente comunicar e comprar ou

reclamar, eu apelido de «omni channel». Vai haver

pessoas que querem tudo pela internet e outras

que vão preferir ir pessoalmente falar com o

mecânico ou que entregam o carro a alguém que o

vai buscar, o repara e eles nem ligam”. Há que ter

a consciência que a televisão não matou a rádio,

como o avião não matou as viagens de comboio.

Defende a existência de uma diversidade de canais

e diferentes necessidades de clientes. E segue referindo

que é a oficina que se tem de moldar ao cliente

e não o cliente que se tem de adaptar à oficina.

Para marcar uma intervenção por exemplo… tem

18 Outubro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


A digitalização voltou à baila e a pergunta foi na

direção das oficinas pouco digitais. Como podem

utilizar a tecnologia para comunicarem digitalmente

com os seus clientes? Se não têm dimensão

nem vocação deviam “Arranjar uma empresa

especialista que o faça por eles, contratando em

«outsourcing». Se não o fizerem é porque não têm

sensibilidade e possivelmente não têm conhecimento,

e podem perder negócios para quem comunica

melhor.

O mais importante é o que vão querer comunicar.

Se só quiserem comunicar coisas que só interessam

às oficinas, o Cliente vai apagar porque informação

sem interesse é ruído e lixo, agora se souberem

comunicar coisas que interessem ao Cliente,

isso reforça a sua imagem e marca a seu posicionamento

na cabeça do cliente, levando o Cliente a

lembrar-se da oficina no momento de necessidade,

ou mesmo a recomenda-la a um amigo.

de existir flexibilidade para se ajustarem às necessidades

do cliente e quase nunca é assim.

E depois? Obediência ou consciência. O que é necessário

que os empresários levem em consideração

nesta nova gestão de recursos humanos?

Pergunta difícil, resposta perentória. “Agora, pelos

vistos, há mais um dado que complica a equação-

…é que o comportamento dos colaboradores fora

das oficinas e na sua família, pode influenciar a

saúde dos colegas e Clientes, e vice-versa por isso

os colaboradores devem estar conscientes da sua

responsabilidade no comportamento exemplar em

todo o lado.

Isso não se consegue com obediência, mas com

“consciência” da sua responsabilidade.

As empresas que recorreram ao teletrabalho têm

as pessoas em casa estando dispersas o que obriga

o empresário a repensar tudo, o sistema de

comunicação interna, o seu estilo de liderança, a

autonomia de decisão e tem de promover nos seus

trabalhadores maior independência e capacidade

de reação. É uma transformação muito maior do

que aquela que parece, até porque existem muitas

pessoas em teletrabalho que já não estão assim tão

confortáveis em casa.”

Quais os grandes desafios que vão afetar especificamente

o setor do aftermarket? Jorge não “driblou”

a questão e focou-se no tema.“Eu acho que

este momento é terrível, mas não é só para o setor

do aftermarket. Este é talvez um dos setores que

se vai aguentar melhor. É um setor com uma base

estabelecida, tal como o da alimentação porque as

pessoas vão ter sempre de comer, aqui as pessoas

que andam de carro, e continuam a ser muitas, vão

sempre precisar de os manter e reparar.

Se por um lado há pessoas a andar menos porque

estão em teletrabalho, por outro lado há outras

que com receio dos transportes públicos (segundo

o inquérito da Mckinsey 96% dos Portugueses estão

de alguma forma preocupados quando usam

transportes públicos), e isto indicia que vão andar

mais nos seus carros.

Para mim o maior desafio é o mercado encolher e

as oficinas não profissionais começarem a fazer asneiras,

reduzindo preços e comprometendo a sua

rentabilidade e a das que lhe são vizinhas.

O sistema de marcação de preços ainda é muito

arcaico, geralmente caindo em duas situações, ou

o preço é igual ao custo mais margem, ou se o concorrente

é muito próximo, marcam os preços ligeiramente

inferior ao do concorrente, quando existem

mais de 20 sistemas de marcações de preços

diferentes, que ajudam a proteger as suas margens.

Se tenho de dar um jeito no preço eu preferia oferecer

um serviço pelo mesmo preço (fazer uma

promoção de um pacote de serviços) e manter a

faturação do que dar um desconto.

E com a necessidade de distanciamento social,

como é que as empresas devem manter o contacto

com os clientes numa altura como esta? Para

Cancella de Abreu, o distanciamento social e distanciamento

físico são coisas diferentes. O físico

consegue-se através do telefone, da internet e por

aí fora. O relacionamento social deve ser mantido,

mas com distanciamento físico. Todas as gerações

comunicam de forma diferente e o mais importante

é que a mensagem passe.

E com a apresentação de um orçamento. Será que

as oficinas já estão preparadas para colocar em

prática esse procedimento? Depois de um sorriso

nos lábios, a resposta foi “tecnicamente é facílimo

de o fazer, o interesse é que é mais difícil… Uma

coisa é eu poder e ter condições para o fazer, outra

é querer fazê-lo. E a maior parte delas não querem

fazê-lo. Possibilidade para o fazer têm.” Resposta

franca e direta.

“O que o cliente valoriza

está disposto a pagar”

As questões sucediam-se a bom ritmo e Jorge

Cancella de Abreu não hesitava. Será que serviços

como a higienização do veículo, buscar e levar

o carro a casa do cliente vão começar a ser mais

exigidos? Como devem ser geridos? “Tudo aquilo

que eu der de borla perde valor para o cliente.

Eu devo valorizar tudo o que faço. O cliente que

valoriza isso está disposto a pagar. É perigosíssimo

nós, num mercado em que damos coisas, não

cobrarmos… é muito bom para o cliente, que adora,

mas… acaba por tirar valor ao próprio serviço,

quando somos copiados, passa a ser uma exigência

do Cliente.

Para finalizar, perguntámos a Jorge Cancella de

Abreu o que podemos retirar de positivo desta

situação que vivemos? “De positivo podemos utilizar

esta luta contra o inimigo invisível, para unir

a empresa em torno de um único propósito, esta é

uma oportunidade única que devemos aproveitar

para repensar o que faz emos, e ajustar os nossos

serviços aos níveis de exigência dos clientes. É um

fator para começarmos a ter mais respeito pelos

outros, basta perceber quem usa máscara e onde...

Com a crise as empresas não se devem isolar, devem

juntar-se e dialogar muito mais, e fazer parcerias

ganhadoras para ambos.

Trabalhar a carteira de clientes, estar atento ao

mercado, à concorrência e aos que trabalham os

mesmos tipos de clientes, desenvolver os líderes e

serem eles a pensar interiormente em alternativas;

tocar em todos os canais de acesso ao mercado, tocar

em todos os canais de acesso ao mercado… A

verdade é que podemos aprender muito com esta

crise se soubermos retirar dela os sinais certos. l

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2020 19


OPINIÃO

JOSÉ LUIS BRAVO, DIRETOR GERAL DA ASER

O COPO MEIO-CHEIO DO PÓS-VENDA

ATUALMENTE, ESTAMOS ENFRENTANDO UMA CRISE SEM PRECEDENTES. A INCERTEZA QUE GIRA EM TORNO

DAS NOSSAS VIDAS E NEGÓCIOS APRESENTA-NOS CENÁRIOS QUE NUNCA HAVÍAMOS IMAGINADO. TEMOS

DUAS MANEIRAS DE LIDAR COM ESTA SITUAÇÃO.

A

primeira é muito humana,

mas muito pouco

construtiva. Trata-se de

ver o copo meio-vazio. O medo

da incerteza apodera-se de nós,

bloqueamos, não fazemos nada

para dar a volta, adiamos a tomada

de decisões e entramos na queixa

permanente.

A segunda forma é muito mais

construtiva, vendo o copo meio

cheio, pois permite-nos crescer como

pessoas e como profissionais. Em

tempos de crise, tudo se desestabiliza,

mas podemos propor novas

situações e cenários. Vamos olhar

neste momento para a mudança

como uma oportunidade real de

melhoria e progresso. No meu caso,

gosto de ver o copo meio cheio e

procuro oportunidades de mudança

e crescimento. Se analisarmos a

situação que vivemos com a COVID,

podemos concluir que somos um

setor privilegiado. Podemos olhar

para o setor de hotelaria, turismo,

aeronáutica, venda de automóveis...

E o setor pós-venda é um dos

l A diminuição mais do que

previsível de matrículas, ocasionando

um maior número de entradas nas

oficinas independentes.

l O aumento das viagens internas

durante o verão.

Todos esses aspetos fizeram com que,

nos meses de junho, julho, agosto e

setembro, tenhamos um aumento de

vendas em relação ao ano anterior de

cerca 15%. Por que damos apenas os

dados acumulados de queda quando

tivemos dois meses com a atividade

encerrada? Porque gostamos de ver

A nível profissional

l Temos que construir empresas

com uma situação financeira

saudável e com força suficiente para

enfrentar tempos difíceis.

l Temos que acelerar a

transformação digital.

l Temos que procurar novas linhas e

oportunidades de negócios.

l Temos que colocar foco, foco e foco

no cliente.

l Temos que estar atentos aos

“ladrões” da liquidez e rentabilidade

que são nosso stock, serviço e

GOSTO DE VER O COPO MEIO CHEIO E PROCURO OPORTUNIDADES DE MUDANÇA E

CRESCIMENTO. SE ANALISARMOS A SITUAÇÃO QUE VIVEMOS COM A COVID,

PODEMOS CONCLUIR QUE SOMOS UM SETOR PRIVILEGIADO

menos prejudicados. Após semanas

sem atividade, esperávamos que

a quilometragem anual caísse

entre 15% e 20%. No entanto, essa

diminuição na quilometragem não

será tão drástica devido a:

l O uso do carro particular, que foi

incentivado pelo Governo como um

meio de transporte mais seguro para

evitar a propagação do Covid-19.

l As revisões pendentes para as

inspeções periódicas que estavam

acumuladas e as respetivas

manutenções que contribuem para o

aumento da atividade.

l O aumento da atividade nas

oficinas devido à chegada de

muitos veículos que estiveram

totalmente parados durante as

semanas de confinamento.

o copo meio vazio. E a recuperação

após o confinamento não é uma

realidade? Bem, digamos também o

crescimento acumulado dos últimos

quatro meses.

A crise ainda não acabou e

continuamos com grandes

incertezas? Claro, e também com

grandes oportunidades.

Nesse aspeto temos que aproveitar

o momento, temos que aprender

com o que aconteceu e procurar

a mudança. Assim, gostaria de

compartilhar várias reflexões destes

meses de confinamento e COVID.

A nível pessoal

l Temos que querer mais e sentir-nos

amados.

l Temos que aprender a parar, pensar

e valorizar o que é importante.

l Temos que valorizar as pequenas

coisas e os pequenos detalhes.

l Temos que aprender a viver e

ser felizes com os outros.

l Temos que reclamar menos e

fazer mais.

margens.

l Temos que evitar a erosão dos

PVP’s e não vender por preço. Quem

vende por preço, morre por preço.

l Temos que compreender que as

empresas são feitas por pessoas.

A COVID, a pandemia ou a crise

está a fazer com que a mudança

estrutural que a economia

estava enfrentando devido à

transformação digital se acelere

de forma vertiginosa. É hora de

acelerar e fazer acontecer essas

mudanças nas nossas empresas,

pois este setor deve ser gerador

de empregos, riquezas e motor

da economia. Quero transmitir

esta mensagem positiva para nós

pararmos e pensarmos sobre todas

essas pequenas coisas que no final

são as que realmente importam.

Perante esta situação, temos que

esquecer de ver o copo meio vazio e

quando olhamos para trás possamos

perguntar: Tenho participado

ativamente da mudança? l


entrevista

FERNANDO AMARAL, CEO DA ALIDATA

HÁ AINDA UM LONGO

CAMINHO A PERCORRER

NO RESCALDO DO INQUÉRITO SOBRE “DIGITALIZAÇÃO DAS EMPRESAS

AFTERMARKET”, REALIZADO PELO JORNAL DAS OFICINAS E ALIDATA,

ESTIVEMOS À CONVERSA COM FERNANDO AMARAL, CEO DA ALIDATA,

PARA SABER A SUA OPINIÃO SOBRE OS RESULTADOS E EXPETATIVAS

QUANTO AO FUTURO DIGITAL DESTE SETOR

Fernando Amaral começou por enaltecer a forte

e sincera participação das empresas nesta

iniciativa, que nos permite hoje conhecer,

como nunca antes, o estado da arte neste mercado.

Quanto aos resultados propriamente ditos,

demonstram que há ainda um longo caminho a

percorrer, no sentido de o setor atingir níveis de digitalização

satisfatórios.

Muitas empresas ainda não entenderam devidamente

que a digitalização é um processo que faz

parte da evolução do negócio, que é inevitável e a

chave para que sejam competitivas. Mas também

nos deixa esperançosos o número de empresas que

já o compreenderam e se estão e diferenciar no

mercado por isso mesmo.

O resultado surpreendeu-o ou já estava à espera

desta avaliação?

Não me surpreendeu. Conheço bem o mercado,

visito pessoalmente e com assiduidade empresas

de aftermarket, falo com muitos empresários desta

área e os resultados do inquérito vêm confirmar o

conhecimento empírico que temos na Alidata sobre

os níveis de digitalização no setor.

Das 27 questões que foram colocadas, quais

as respostas que mais lhe agradaram, pelas

tendências positivas, e as que menos lhe

agradaram, pela razão inversa?

Pela positiva, agradou-me saber que 62% dos empresários

e gestores diz ter uma estratégia de digitalização

bem definida, e 93% tem consciência da

sua importância. Independentemente dos níveis

efetivos de digitalização que temos neste momento,

estes números são demonstrativos de que as

lideranças estão despertas para a sua importância.

Menos positivo, foi saber que determinados aspetos

operacionais, que hoje o consumidor considera

elementares, não são ainda uma realidade. Falo

concretamente de que apenas 36% das empresas

diz dar a possibilidade aos clientes de fazer marcações

online, que 22% das empresas não tem

sequer um site, e que o negócio com origem nos

canais digitais significa menos de 10% em 48% das

empresas. Mas sou um otimista e acredito que os

resultados deste inquérito farão o aftermarket português

refletir e tomar, a breve trecho, as decisões

mais acertadas para o sucesso.

Cerca de 40% das empresas que responderam ao

inquérito não tem uma estratégia de digitalização.

Como podemos convencer estas empresas, que a

não digitalização é prejudicial para o seu negócio?

Costumo dizer que a pandemia veio fazer mais pela

digitalização do que o nosso trabalho de sensibilização

para o tema tem conseguido nos últimos anos.

O Covid-19 veio provar que é urgente as empresas

estarem preparadas. O e-commerce cresceu como

nunca, e as ferramentas tecnológicas substituíram

muitos processos presenciais. Os consumidores estão

hoje mais digitais do que nunca, os nativos digitais

começam a ter um peso crescente no mercado, o

que faz um forte push nas soluções de digitalização

das organizações. E como nos ensinou Darwin, os

que não se adaptam acabam por desaparecer.

Por outro lado, está demonstrando que a digitalização

aumenta a produtividade, traz organização

e diferenciação em relação à concorrência, acelera

processos, gera eficiência e assim também ganhos

demonstráveis nos balanços das empresas.

Outro dado do inquérito, mostra que 79% das

empresas incentivam os clientes a comunicarem

por canais digitais. Considera estes resultados

animadores?

Sem dúvida. Mas, uma coisa é incentivar, outra é

ter, de facto, esses canais a funcionar de forma eficiente

e serem os que os clientes privilegiam. Como

exemplo, enviar um email a perguntar se pode deixar

o carro amanhã à tarde para fazer determinada

intervenção, email esse que pode ser respondido só

amanhã de manhã, pode ser considerado um ‘canal

22 Outubro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


digital’, mas não é eficiente, o cliente quer resposta

na hora. É fundamental passar da teoria à prática

e privilegiar os canais mais cómodos para o cliente,

como as app, onde o cliente tem todo o histórico,

pode fazer agendamentos, deixar indicações, consultar

faturas, entre outras possibilidades.

Nos resultados do inquérito verificámos que

quase dois terços dos sites das empresas estão

preparados. No entanto desconhecem o perfil do

cliente pelo qual estão a ser visitados. Considera

preocupante que quase metade das organizações

não tenha perfis de clientes, por forma a potenciar

up-selling e cross-selling dentro dos seus clientes?

Não basta ter informação. É fundamental saber o

que fazer com ela. Quando tal não acontece, a dolorosa

verdade é que se desperdiçam oportunidades e

perdem-se clientes para a concorrência. Informação

relevante, fidedigna e atualizada é a base essencial

para a tomada de decisão em segurança durante

todo o processo relacional com o cliente. Quem controla

ou possui informação fidedigna, no mundo dos

negócios, assim como em qualquer outro, diria eu,

está em clara vantagem perante a sua concorrência,

fornecedores e clientes. É assim vital o uso de ferramentas

para chegar, por exemplo, aos visitantes do

site, como newsletter, chat, entre outras de simples

implementação, mas de resultados a prazo.

O investimento necessário foi referido como

o principal entrave implícito pelas empresas

face à transformação digital. Considera que as

empresas têm receio que o custo da digitalização

seja um valor incomportável para as suas

organizações?

Antes de mais, é preciso perceber que se trata de

investimento e não de custo. A digitalização traz

retorno quantificável, que se paga a si mesmo a

breve trecho. A nossa experiência no terreno diz-

-nos que é antes uma questão de gestão de prioridades,

mais do que de esforço financeiro. Para

mais, há vários incentivos para a transformação

digital das empresas que aliviam essa carga. Por

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2020 23


FERNANDO

AMARAL

outro lado, a transformação digital é um processo

que pode ser faseado, diluindo o investimento.

De acordo com o resultado global do inquérito

regista-se um atraso no processo de

digitalização das empresas do setor. No seu

entender, a que se deve este atraso?

Esse atraso, na minha perspetiva, e olhando também

a números do inquérito, deve-se a uma gestão

deficitária de prioridades, à falta de conhecimento

ou sensibilidade para a importância que a

transformação digital tem para as empresas e, em

alguns casos, baixa capacidade de investimento,

mas que pode ser colmatada pelos incentivos disponíveis.

O inquérito diz-nos que 86% dos decisores, ou dos

responsáveis pelo desenvolvimento relacionado

com a transformação digital está sob a alçada da

administração/gerência. Sintomático de que muitas

são micro empresas em que os gestores têm a

cargo todas as áreas da empresa. A digitalização,

infelizmente, fica para depois e perde-se oportunidade

de diferenciação da empresa A em relação à

empresa B. l

A DIGITALIZAÇÃO DAS OFICINAS

No caso concreto de uma oficina pretender digitalizar a sua organização, o que deve fazer? Foi isso que perguntámos a Fernando Amaral, que esclarece dúvidas e dá conselhos sobre o melhor

caminho a seguir para a transformação digital das oficinas

O atual momento que vivemos, com a

pandemia originada pela Covid-19, vem alterar

de alguma forma as prioridades e a estratégia

de digitalização das oficinas?

Sem dúvida. Algumas empresas tomaram medidas

imediatas. Outras, estão no processo de adaptação,

com planos delineados e já em processo de implementação

de ferramentas digitais. Como disse,

a pandemia veio fazer mais pela digitalização do

que o nosso trabalho de sensibilização para o tema

tem conseguido nos últimos anos. Desde o facto

de muitas pessoas não terem um simples portátil e

os devidos canais abertos para comunicar e aceder

à informação que está dentro das empresas com

segurança, foi um grande impulsionador. Por outro

lado, é fundamental digitalizar processos para que

tal seja possível.

O mais importante ainda está a ser a transformação

de mentalidades que este contexto permitiu.

Qual o primeiro passo que as oficinas têm de

dar para iniciarem o processo de digitalização

do seu negócio e organização?

Começar pelo essencial: analisar o negócio, definir

prioridades e objetivos, planear e apenas depois

começar o processo de transformação digital que

seja mais adequado à realidade da empresa. Um

processo ponderado, gradual e faseado de acordo

com os objetivos e capacidade de cada organização.

Quais os processos que podem ser digitalizados

numa oficina?

São muito diversos os processos que podem e

devem ser digitalizados numa oficina. Diria que

os mais importantes são os que dizem respeito

à gestão e processos internos. Controlo de obras,

stocks de peças, ponto, software de gestão e faturação,

implementação de digitalização documental,

entre outros. Depois, a gestão de clientes e da

imagem da marca que permitam uma comunicação

eficiente, como o é por exemplo o portal da oficina.

A digitalização de uma oficina exige por parte

do pessoal um enorme esforço, já que todos

devem fazer além do seu trabalho normal,

que é a reparação de automóveis, uma série

de atividades adicionais. Como motivar os

funcionários a participar nesta transformação

digital?

Transformação digital não é só implementação de

tecnologia. É colocar a tecnologia ao serviço das

pessoas, facilitando-lhes o trabalho, e ao serviço

da empresa, permitindo gerar ganhos. Com o

envolvimento dos trabalhadores na delineação

desses processos, recolhendo o seu feedback,

dado que são estas pessoas mais operacionais que

melhor conhecem os pontos fortes e fracos dos

processos, consegue-se uma motivação extra para

a participação no processo de digitalização. A mudança

ajudará a tornar o trabalho mais fácil, sem

atividades adicionais, transparente, organizado

e gerador de eficiências para todos. Essencial, é

também a partilha de resultados e dar autonomia

a quem opera quotidianamente com estas novas

ferramentas.

Se a oficina apostar numa atuação totalmente

digital pode perder o contacto humano e real?

É possível conciliar as duas atuações? Como

conseguir unir o real com o virtual?

O contato humano nunca desaparecerá. A

tecnologia não substitui pessoas. Facilita e

organiza o trabalho dos colaboradores e melhora

a experiência dos clientes, oferecendo sempre o

que estes procuram. O cliente é que traciona a

transformação digital e não a oficina que impõe

novas formas de relacionamento. Na relação com

o cliente, é preciso garantir que as interações

humanas não ficam de fora, é preciso sabe ouvir,

construir relacionamentos. Mesmo sendo o

cliente a privilegiar as plataformas digitais, não

reduz a importância das interações humanas. Faz

apenas com que seja necessário encontrar formas

de se diferenciar e lhes proporcionar melhores

experiências online.

Considera que a transformação digital

representa uma grande oportunidade para a

oficina rentabilizar mais o seu negócio?

Absolutamente. A transformação digital traz

consigo eficiência, organização, modernidade e

capacidade de a oficina se distinguir dos demais

operadores de mercado, o que se traduz em

rentabilidade.

A oficina consegue ter resultados imediatos ou

a digitalização é um investimento a médio e

longo prazo?

Em muitos casos, o resultado é imediato. Por

exemplo, quando se trata de criar processos digitais

que permitam os colaboradores administrativos de

trabalharem remotamente. Todavia, cada caso é

singular. Dependendo dos processos a digitalizar,

em alguns casos o retorno chega a médio e longo

prazo. Tipicamente nos que se referem à relação

com o cliente.

Quais os erros mais comuns ao digitalizar uma

oficina e como evitá-los?

O mais preocupante é querer fazer tudo de uma

vez, sem uma estratégia bem definida, com planos

utópicos que não são concretizáveis na realidade

da empresa e esperar resultados no dia seguinte.

Todavia, temos hoje empresários e gestores cada

vez mais sofisticados e cientes da realidade, o que o

nosso inquérito também demonstra, o que faz com

que estes casos sejam já excecionais.

24 Outubro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


Shareholder of


REPORTAGEM

MF PINTO REESTRUTURA INSTALAÇÕES DE SINTRA

MAIS ESPAÇO

PARA CRESCER

A SINTRENSE, MF PINTO, ACABA DE ALARGAR AS SUAS INSTALAÇÕES.

ATUALMENTE A EMPRESA CONTA COM CERCA DE 2.000 M 2 PARA ESCRITÓRIOS, ÁREA TÉCNICA

E ARMAZÉM. ESTA ATUALIZAÇÃO PERMITE À EMPRESA AUMENTAR O VOLUME DOS STOCKS


Numa altura em que se tornou, mais do que

nunca, necessário a afirmação e a persistência

no negócio do aftermarket, a MF Pinto

dá o passo que lhe faltava. Desde 2010 sediados

na zona Industrial da Abrunheira, aproveitaram

a pandemia para aumentar os 900 m2 que possuíam

para 2000 m2. Medidas à parte, estas remodeladas

instalações permitiram à empresa de

Sintra, não só aumentar a capacidade de stock,

como também dar melhores condições de trabalho

aos seus 30 colaboradores.

O Jornal das Oficinas está sempre em cima do acontecimento

e claro, fomos até à MF Pinto, a distribuidora

‘expert’ de Sistemas de injeção Diesel e Turbocompressores,

conhecer os cantos à casa. Estivemos

à conversa com o diretor geral da empresa, Jorge

Costa Pinto que nos explicou o que mudou “A nossa

capacidade de stock já estava bastante limitada

e agora aumentou significativamente. Desde 2017

que começámos a notar algumas dificuldades, foi

uma oportunidade que surgiu agora e não quisemos

deixar de a agarrar. Não foi preciso arranjar outro

espaço geográfico e conseguimos duplicar o que nós

tínhamos. Passámos a ter uma capacidade de stock

muito maior e também conseguimos dar aos nossos

colaboradores melhores condições de trabalho”.

Nova área técnica é uma mais valia

A nova área técnica da empresa está destinada ao

armazém e aos colaboradores que efetuam a gestão

de produto. Jorge explica “A nova área está integrada

com a antiga, é um prolongamento. Atualmente

melhorou em grande escala o nosso serviço

de pós-venda, contempla as garantias, que para

nós é sempre um grande problema. Permitiu-nos

aumentar a nossa gama de turbos e dar uma resposta

muito mais rápida aos nossos clientes”.

Apesar destas mudanças, se há coisa que não muda

na MF Pinto são as formações técnicas aos Turbocompressores.

“Atualmente estamos a ser muito procurados

por empresários que querem entrar na área

e ter conhecimento sobre a reparação de um turbo.

Para além da formação técnica que prestamos, fornecemos

as peças para a reparação e podemos também

fornecer os equipamentos. No fundo, é um serviço

global na área dos turbos”, revelou o diretor geral.

Após um grande investimento como o que fizeram,

numa altura de pandemia, Jorge Costa explicou ao

Jornal das Oficinas que o contexto do Covid-19 lhes

trouxe alguma instabilidade inicialmente, mas que

acabou por não se refletir na empresa “Abril e Maio

foram meses de poucas vendas, como para todas

as empresas deste ramo, no entanto, posso afirmar

que vivemos esta fase relativamente tranquilos. Fizemos

algumas alterações na empresa, enviamos

alguns funcionários para teletrabalho, posicionamos

as instalações de modo a que cumprissem os

requisitos, mas de resto não sentimos o que muitas

empresas sentiram”, o diretor geral da MF Pinto

fez ainda questão de acrescentar “Esta pandemia

é uma oportunidade para o aftermarket. Quero

com isto dizer que os automobilistas vão guardar

os carros, não os vão trocar tão rapidamente, vão

fazer mais quilómetros, logo vão precisar de mais

peças. Vejo com otimismo o resto do ano, não

há nenhuma razão que me leve a ser pessimista.

Atualmente a MF Pinto está dentro do mesmo número

de vendas face ao ano de 2019”, afirmou.

Exportação em alta

Atualmente 40% das vendas da MF Pinto são para

exportação. Graças à presença com stand nas principais

feiras internacionais do aftermarket, conseguiu

consolidar uma carteira de clientes que atualmente

se espalha pelos cinco continentes, desde a Europa,

passando pela Austrália, África do Sul, América La-

MF PINTO

Diretor geral Jorge Costa Pinto

Morada Sintra Business Park

Edifício 5 armazém D; Zona Industrial

da Abrunheira; 710-089 Sintra

Telefone 21 425 1740

Email info@mfpinto.com

Site www.mfpinto.com

tina, entre outros. “Estes mercados têm muita procura

de produtos de Injeção Diesel, Ar Condicionado

e turbocompressores” refere Jorge Costa.

No entanto, o sucesso também passa por dentro

das quatro paredes do negócio. Para Jorge Costa

Pinto é essencial incentivar a equipa para que isso

se reveja nos resultados da empresa “Ouvimos e temos

muito em conta o que os nossos colaboradores

nos dizem. Gostamos de ouvir boas ideias, é essencial

para nós mantê-los animados e com objetivos.

Mesmo nos meses mais difíceis, de Março e Abril,

incentivámos os nossos comerciais a não desistir,

que somos uma equipa e estávamos juntos”.

Desde 2004 que a empresa se dedica à venda de

Turbocompressores, Sistemas de injeção a Diesel,

Alternadores, Motores de Arranque e Equipamento

novos e recondicionados. Contudo, Jorge não esconde

que é nos produtos recondicionados que se

refletem as vendas “O mercado português é muito

sensível ao preço, é o principal critério na altura de

escolher novo ou recondicionado. Neste âmbito ganha

o recondicionado. Seja em altura de pandemia,

seja em outra, é o preço que conta”, explicou.

Presentes em Sintra e Porto, Jorge revela que a loja

da Maia tem sido um dos principais responsáveis

pelo crescimento da empresa “A grande maioria

dos nossos clientes são do norte, e desde 2017, que

vimos que era essencial investirmos numa loja naquela

zona. Tem corrido bem, as vendas têm aumentado

devido à proximidade que temos com os

clientes e isso é ótimo para o negócio”, revelou o

diretor geral da marca.

Atualmente a MF Pinto aumentou o número de

entregas diárias. A empresa de Sintra passa agora

a fazer quatro entregas na zona de Lisboa e Grande

Lisboa. Questionado sobre a possibilidade de alargar

este serviço para outras áreas, Jorge Costa afirmou

“Para já não temos grande interesse em alargar

para o Porto, não vemos essa necessidade, no

entanto, há cerca de um mês, criámos um serviço

expresso moto. Permite-nos sermos mais rápidos”.

Um ano anormal mas positivo para a MF Pinto “Até

agora tem sido um ano bastante bom para nós, estamos

bastante otimistas. Vamos fechar o ano um pouco

abaixo dos números de 2019, mas dentro do contexto,

está a ser um bom ano para nós”, concluiu. l

COM A REESTRUTURAÇÃO Das INSTALAÇÕES A MF PINTO

aumeNTA SIGNIFICATIVAMENTE A CAPACIDADE DE STOCK,

ao MESMO TEMPO QUE INAUGURA UMA NOVA ÁREA técNICA

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2020 27


empresa

FÁTIMA BARBOSA RECONHECE QUE TRABALHA NUM SETOR

PRIVILEGIADO, QUE ESTÁ A ULTRAPASSAR ESTA CRISE SEM

MUITAS DIFICULDADES


TURBOPEÇAS

TRIUNFO DA

EXPERIÊNCIA

A TURBO PEÇAS NASCEU EM 1991, MAS FÁTIMA BARBOSA, FUNDADORA DA EMPRESA,

JÁ ESTÁ NESTE MERCADO HÁ QUATRO DÉCADAS, TENDO CONQUISTADO AO LONGO DOS ANOS,

POR MÉRITO PRÓPRIO, O RECONHECIMENTO E ADMIRAÇÃO DOS SEUS PARES NO RAMO

DA DISTRIBUIÇÃO DE PEÇAS AUTO

Sendo uma das poucas senhoras em Portugal

à frente de uma casa de peças, Fátima

Barbosa nunca se sentiu constrangida no

desempenho das suas funções, antes pelo contrário,

como diz “Sempre recebi um carinho especial

por parte dos meus concorrentes, que conhecem

a minha paixão por esta profissão. Não me vejo a

trabalhar noutra área, por isso exerço esta atividade

nas peças para automóveis há quatro décadas”.

Período difícil e ATRIbulado

“Durante o período de confinamento a Turbo Peças

esteve sempre a funcionar, nalguns dias com

horário mais reduzido, mas foram semanas de angústia

e medo, pois não sabíamos se estávamos a

fazer tudo bem”, refere Fátima Barbosa.

“Ainda hoje é complicado gerir a situação, porque

as pessoas andam com as emoções descontroladas.

Por exemplo, temos limitação no número de

pessoas dentro da loja, mas há clientes que não

querem esperar e querem entrar. Vêm sem máscara

e temos de ser nós a fornecer-lhes uma. A nível

da logística aumentei a rota e somos cada vez

mais flexíveis com os horários, de modo a evitar

que o cliente tenha de vir à loja levantar a encomenda”,

acrescenta.

Passado o período mais crítico do confinamento a

atividade está a voltar ao normal, conforme afirma

Fátima Barbosa: “Os meses de março, abril e

maio foram os piores a nível de quebra na faturação,

mas em junho já conseguimos faturar mais

do que no mês homólogo do ano passado. Estou

confiante que o mercado volte em breve à normalidade.”

Membro Trustauto

A Turbo Peças é membro do grupo Trustauto há 3

anos e Fátima Barbosa elogia o trabalho de Ricardo

Ribeiro, fundador do grupo, pelo dinamismo

e visão que tem do negócio aftermarket. “É uma

pessoa inteligente e conhecedora do setor, que

está a desenvolver um projeto de futuro, no qual

acredito. Por outro lado, conheço bem os restantes

membros, o que facilita a comunicação e a troca

de ideias”.

“Trabalhamos essencialmente com marcas premium,

mas o cliente é cada vez mais exigente e

por isso somos obrigados a ter várias linhas para

o mesmo produto e mesmo assim não conseguimos

satisfazer toda a gente. Estamos direcionados

para os profissionais, e por isso nunca tive muitas

vendas ao balcão, embora hoje reconheça que fiz

TURBO PEÇAS

Gerente Fátima Barbosa

Morada Travessa da Vitória, nº 97-101

4475-174 Gemunde - Maia

Telefone 800 915 505

Email geral@turbopecas.pt

Site www-turbopecas.pt

mal, mas para isso tinha de ter balcões de vendas

separados”, refere.

Ajuda às OFICINAS

Fátima Barbosa reconhece que tem de ajudar as

oficinas a evoluir, pois o sucesso do seu negócio

depende do sucesso do negócio das oficinas suas

clientes. “Muitas oficinas têm excelentes técnicos,

mas infelizmente são mal geridas, porque nunca

tiveram ninguém a fazer a gestão do negócio, por

isso organizei recentemente para os meus principais

clientes uma formação online sobre gestão. A

recetividade foi excelente e todos reconhecem as

mais valias do que aprendem nestas ações de formação.

Vou continuar a organizar estas iniciativas,

com o objetivo de ajudar as oficinas a serem mais

organizadas e rentáveis.”

Relativamente ás redes de oficinas, Fátima Barbosa

não tem dúvidas de que são o futuro do pós-venda.

“Há despesas incomportáveis para as oficinas

se estiverem fora de uma rede. E com a maioria dos

carros a serem vendidos em renting, quem não estiver

numa rede não vai ter acesso a esses veículos,

pois as gestoras de frotas apenas fazem acordos

com grupos organizados de oficinas.”

A concluir afirma: “Temos de admitir que trabalhamos

num setor privilegiado, que está a conseguir

ultrapassar esta crise sem muitas dificuldades.

As oficinas estão a trabalhar a um bom ritmo e os

fornecedores a entregar a mercadoria nos prazos.

Mas temos de estar sempre atentos ás movimentações

do mercado, designadamente à entrada das

marcas oficiais no aftermarket, pois vão passar a

ser cada vez mais agressivas”. l

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2020 29


empresa

DARQUEPEÇAS

UM PASSO À FRENTE

FUNDADA EM 1988, A DARQUEPEÇAS É UM RETALHISTA DE PEÇAS AUTOMÓVEL, ONDE A ‘IDADE’

JÁ PESA, MAS A EXPERIÊNCIA NÃO. JOSÉ AMARAL SEMPRE ESTEVE LIGADO A ESTE SETOR,

ATÉ AO DIA EM QUE DECIDIU TRAÇAR O PRÓPRIO CAMINHO DO SUCESSO E ABRIR A DARQUEPEÇAS

Quando se fala em peças para automóveis é

inevitável não pensar na empresa do norte,

a Darquepeças. Surgiu em 1988, em Viana

do Castelo, pelas mãos do ainda atual sócio, José

Amaral. Com uma vida sempre ligada ao comércio

de peças, José Amaral sentiu a necessidade, há precisamente

32 anos, de apostar no negócio que hoje

se apresenta como um ícone do ramo.

O Jornal das Oficinas esteve à conversa com José

Amaral, o fundador da empresa que nos desvendou

qual o segredo para vingar neste mercado “A

filosofia da Darquepeças foi desde sempre apostar

em material de qualidade e ter um stock bastante

rotativo e diversificado para assegurar as necessidades

do cliente. Nunca dizer ao cliente que não se

consegue arranjar o que ele pretende, seja o que for

dentro da área automóvel, camiões ou máquinas

industriais e agrícolas”, explicou.

Cliente valoriza serviço

Sediados em Darque, Viana do Castelo, a Darquepeças

possui uma estrutura com 14 colaboradores

e ainda um armazém, em Esposende, aberto ao público,

que lhes permite chegar a todos os pontos de

interesse. “O nosso tipo de clientes não está preocupado

com o preço, está mais preocupado com o

serviço. Nós temos cinco viaturas de distribuição

e muitas vezes chegam a fazer cinco, seis entregas

na mesma oficina. É aqui que fazemos a diferença.

Há quem venda mais barato, mas não têm este

tipo de distribuição que nós fazemos. Exige algum

esforço, tenho que ter aqui cinco funcionários para

as entregas. Trabalhamos com margens suficientemente

razoáveis que nos permite ter esta estrutura”,

desvendou José Amaral.

Habituada a crescer anualmente, com uma faturação

de 1 milhão e 200 mil euros, em 2019, a

Darquepeças viu na pandemia dias difíceis “O mês

DARQUEPEÇAS

Gerente José Amaral

Sede Rua Adriano Filgueiras, 226

4935-298 Darque – Viana do Castelo

Telefone 258.320.320

Email darquepecas@gmail.com

Site www.darquepecas.com

de Março foi bastante afetado, tive uma quebra de

30%, no mês de Abril 40% e em Maio já só foram

10%. No mês de Junho começamos a recuperar e

eu conto que no final de setembro, já esteja com

vendas normais. Tenciono recuperar o que perdi

nesses meses de maior quebra até ao final de setembro,

se tudo se mantiver como tem estado”, referiu

o fundador.

Virada para o futuro

A Darquepeças distingue-se por ser uma empresa

virada para o futuro. Para José Amaral, estar um

passo à frente é a alma do negócio. Neste sentido,

a digitalização faz parte do dia a dia da empresa

“Estamos presentes em quase todas as redes sociais.

No site, está disponível uma acessibilidade

que permite aos clientes solicitar orçamentos. As

vendas têm crescido todos os anos, não tenho ideia

de ano nenhum, exceto este da pandemia, em que

tenhamos tido quebra. Temos crescido sustentadamente”,

revelou. Relativamente aos concorrentes,

José Amaral diz que “não nos afeta, sinto que já

nos afetou mais quando faziam demasiados descontos

e campanhas. A atual concorrência vem dos

espanhóis e de alguns importadores do Porto e de

Braga”, explicou José Amaral.

As expectativas para o futuro, são as mesmas de

sempre, positivas. Para o fundador “desde que se

sirva bem o cliente o resto vem por acréscimo, o

mercado automóvel continua em expansão, existe

um pequeno senão que tem a haver com a comercialização

de viaturas elétricas, uma vez que estas

viaturas não têm tanto material de desgaste comparativamente

com as viaturas com motor de combustão,

em todo caso esse é um problema a longo

prazo, não sendo motivo de preocupação de imediato”,

conclui José Amaral. l

30 Outubro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


A DARQUEPEÇAS DISTINGUE-SE POR SER UMA EMPRESA

VIRADA PARA O FUTURO. PARA JOSÉ AMARAL, ESTAR UM

PASSO À FRENTE É A ALMA DO NEGÓCIO

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2020 31


MÁQUINA

D0 TEMPO

BATERIAS TUDOR

COMPLETAM 100 ANOS

“TEMOS 100 ANOS,

MAS UMA MENTALIDADE

JOVEM”

Amílcar Nascimento já é um velho

conhecido no Jornal das Oficinas.

São muito anos na Exide Tudor

Portugal, mais propriamente 32,

e para ele este mercado não tem

segredos. Para comemorar os 100

anos da marca em Portugal voltamos a entrevistá-

-lo. Abordamos, para além do centenário da empresa,

outros temas da atualidade com especial incidência

na pandemia da Covid-19, mas não só.

Entrou para a empresa a 1 de junho de 1988. Até

essa data trabalhou na Standard Eléctrica/Alcatel

Portugal durante onze anos. De seguida foi trabalhar

para a área industrial. Foi aqui que recebeu

formação na área das baterias de tração elétrica e

das baterias de estacionário. Pouco tempo depois

foi convidado para o departamento de exportação

da empresa onde esteve sete anos. Andou por toda

a Europa em empresas do grupo Tudor, foi ainda

responsável pelas vendas da empresa em Inglaterra,

e em 1995, quando o grupo Tudor foi adquirido

pela Exide Technologies, a exportação deixou de

fazer sentido, pois o grupo tinha filiais em praticamente

todos os países. Foi a partir daqui que se

dedicou apenas ao mercado português. Depois do

responsável de marketing sair da empresa, Amílcar

Nascimento foi convidado para ficar como marketing

manager, cargo que mantém desde 1995.

Exportação foi uma escola

O negócio da exportação acabou por se tornar

uma escola para Amílcar Nascimento. “Quando

se vende baterias num país estrangeiro, na América

do Sul ou na Europa, seja onde for, é preciso

falar de tudo, até do produtor, pois não temos

qualquer apoio técnico. Aqui é tudo mais fácil. Se

tiver um problema, chamo um técnico e ele automaticamente

dá-me todo o apoio que eu preciso.

Na exportação era preciso dominar minimamente

o assunto para poder falar com os técnicos, porque

sempre que falamos de baterias, falamos de um

SÃO 100 ANOS DE ATIVIDADE

EM PORTUGAL. UM MARCO

QUE NÃO PODE PASSAR

DESPERCEBIDO E QUE MERECE

COMEMORAÇÃO. AMÍLCAR

NASCIMENTO, KEY ACCOUNT

E MARKETING MANAGER DA EXIDE

EM PORTUGAL EXPLICA TUDO

NESTA CONVERSA COM O JORNAL

DAS OFICINAS

produto muito técnico. Gostei de vender baterias

na América do Sul, mas aqui é melhor ainda, conheci

muita gente no mercado e tenho-me adaptado

bem e respondido às exigências da empresa.”

A Tudor e o mercado português

A Tudor tem um papel preponderante na evolução

do setor automóvel em Portugal. Envolveu-se com

marcas, teve uma ação ao nível do mercado muito

positiva por ter sido sempre um dos principais fabricantes

de primeiro equipamento, logo, esteve desde

o início com as marcas e ligada às marcas no fornecimento

de baterias para equipamento original.

Quando apareceu a Autoeuropa perspectivava-se

um grande volume de faturação e a fábrica da Exide

não tinha capacidade nem condições para abastecer

todos os modelos. Por isso o negócio acabou

por ser feito por Espanha de onde vinham as baterias.

A fábrica da Exide aqui em Portugal, o máximo

que produziu foi 1 milhão e 500 mil baterias,

o que é pouco. Apesar de ser Espanha a dominar,

o mercado em Portugal continuou a trabalhar com

todos os fabricantes automóveis para ver o que eles

precisavam e que baterias se podiam desenvolver

para acompanhar a evolução da indústria automó-

vel. A Exide ainda hoje é um dos principais fabricantes

de primeiro equipamento.

A integração na Exide Technologies

E como foi a integração da Tudor na Exide Technologies?

Como é constituído atualmente o grupo,

a empresa, quando pessoas estão ligadas a ela e o

que se passa ao nível da fábrica.... Amílcar Nascimento

começou por dizer que atualmente a empresa

tem cerca de 500 colaboradores, entre a fábrica

da Castanheira e a Exide Recycling (antiga

Sonalur).

E a pandemia, como tem a Exide reagido a esta

nova realidade? A fábrica da empresa nunca parou,

esteve sempre a laborar. Como a Exide trabalha

com um produto que requer muitos cuidados e

onde todas as pessoas têm de ter controlo no que

fazem, já era obrigatório todos andarem de máscara

e de óculos. Nunca houve sobressaltos, pois

havia uma equipa que fazia a monitorização e sempre

que havia alerta, essa equipa ia para casa e entrava

outra a laborar. Por todos estes cuidados que

foram tomados na unidade portuguesa, os problemas

foram praticamente inexistentes, aqui e nas

outras fábricas na Europa. Amílcar Nascimento

reforça os vários cuidados tidos em conta para que

a infeção não se espalhasse pelas unidades fabris

do grupo e se ultrapassasse a situação.

As baterias na Exide

A fábrica de Castanheira do Ribatejo é 100% industrial.

É uma fábrica network de baterias industriais

estacionárias e não uma motive power. As baterias

para os empilhadores de tração elétrica não

se produzem aqui, são produzidas em Espanha. A

fábrica portuguesa é uma das mais modernas para

network, para produção de baterias estacionárias e

para a alimentação de equipamentos. Nesta fábrica,

apenas existe uma linha de produção dedicada a bateria

automotive que é a linha de baterias de moto

em GEL para a BMW. A gama de oferta da Exide eswww.jornaldasoficinas.com

Outubro I 2020 33


100 ANOS BATERIAS TUDOR

tá bem segmentada. Tem o “good, o better e o best”.

Depois foram introduzidas baterias micro híbridas,

por causa das exigências do mercado. Continua a ser

a gama mais simples de vender e a de maior sucesso.

Mas há ainda baterias para camiões, baterias CV,

sendo que as primeiras tiveram de ser adaptadas para

poderem ser instaladas no meio do chassis traseiro

dos novos veículos Euro 6. A gama Exide está segmentada

por Professional Pro, Power Pro e Strong

Pro e assim respondem às várias exigências dos veículos

que são inúmeras. Nos automóveis ligeiros a

evolução foi no sentido do “start-stop”. O número

de veículos com Start-Stop, aumenta drasticamente

ano após ano e, para todos eles, são necessárias baterias

AGM e EFB, compatíveis com as instaladas pelo

OE. Ainda que em 2020 o parque em circulação, seja

maioritariamente com motores convencionais, a percentagem

de veículos com Start-Stop vai aumentar

rapidamente. Nos camiões, além do “start-stop” existe

muito mais equipamentos e as baterias têm que

poder responder e estar prontas para funcionar, porque

um camião parado significa prejuízos avultados

para todos os intervenientes.

A liderança

A Tudor já foi líder de mercado, até porque a empresa

já tem 100 anos e já passou por inúmeros

estágios. O mercado português era um mercado

fechado, as importações eram poucas tal como os

volumes. A Exide esteve sempre estruturada e preparada

para responder a todos os segmentos de

mercado: “É lógico que temos que estar, nós começámos

há 100 anos e o mercado não era como é hoje.

O que havia eram pequenas oficinas que faziam

reparações, era a esses que nós vendíamos baterias.

Esses foram crescendo, e nós também fomos crescendo,

assim como o mercado. Apareceram novos

desafios e nós tivemos de responder às oportunidades.

A Tudor está presente em todos os segmentos

do mercado...”, frisou Amílcar Nascimento. Até

ao 25 de abril, só existia no mercado a Tudor e a

Autosil, não haviam mais marcas. Depois veio a

Deta que mais tarde acabou comprada pelo grupo

Tudor. Antigamente o mercado português era na

ordem das 300 mil baterias por ano, hoje em dia

é de um milhão e 300 mil baterias, uma diferença

abismal. Hoje, a Exide divide o mercado com a

Clarius, “cerca de 33% para cada um e o restante é

das outras marcas”.

O pós-venda

A conversa segue na direção do pós-venda e o tipo

de apoio disponibilizado aos distribuidores e às

oficinas clientes desses distribuidores. Segundo o

responsável, nem sempre foi fácil, já houve tempos

em que era difícil convencer as oficinas de que

precisavam de ter uma formação para mudar uma

bateria. “Hoje em dia já não, com o evoluir dos

veículos, as oficinas sentem necessidade de falar

connosco e de que nós lhes expliquemos algumas

situações sobre as novas tecnologias das baterias.

O que é uma bateria AGM, o que é uma bateria

EFB, quando é que deve aplicar uma bateria AGM,

quando é que deve aplicar uma EFB, o que é que se

pode fazer, como é que se deve fazer para mudar a

bateria e por aí fora…”, explica.

1920

No dia 1 julho

1920, foi fundada

a Sociedade

Portuguesa do

Acumulador Tudor,

Lda., num pequeno

escritório na Rua do

Alecrim, em Lisboa

1935

Instalação no

Dafundo da primeira

unidade industrial

de baterias

1950

Fundação da

nova fábrica da

Castanheira do

Ribatejo devido à

saturação da fábrica

do Dafundo.

1979

Início da produção

de baterias em

polipropileno numa

nova unidade

industrial em

castanheira do

ribatejo. Nesse

mesmo ano foi

criada a AZAI,

para a produção

de componentes

plásticos para

baterias.

1984

Foi fundada a

Sonalur a fim de se

iniciar o processo

de reciclagem de

baterias de chumbo,

sendo a única

empresa do ramo a

operar em Portugal.

1992

Neste ano inicia-se

um vasto programa

estrutural a fim

de preparar a

empresa para as

transformações

ocorridas no

mundo das baterias

industriais.

1995

Integração no maior

grupo mundial de

baterias, a Exide

Corporation

34 Outubro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


A Exide prefere fazer ações individuais, porque assim

consegue estar mais próximo do revendedor.

Também faz ações de formação sempre que são solicitadas.

A procura de informação tem vindo a aumentar

e há mais pessoas a quererem saber mais.

“Antigamente tudo era problema da bateria, hoje

em dia é preciso sensibilizar as pessoas de que já

temos equipamentos de teste mais evoluídos, que

disponibilizamos, que veem a situação da bateria,

que informam… e isso tem ajudado muito. Oferecemos

uma gama abrangente de acessórios e suporte.

Ajudamos os mecânicos a: testar, carregar,

selecionar, substituir e reciclar as baterias – tudo

o que as oficinas precisam para manter o trabalho

em casa, fornecer serviços de qualidade e aumentar

a sua margem de lucro.”

Mercado

Relativamente à situação atual do mercado das baterias

automóvel em Portugal, Amílcar Nascimento

refere que “Devido à idade do parque, o negócio

está bem e irá continuar estável por mais alguns

anos pelo menos para os veículos mais antigos. O

cliente final prefere marcas de baterias instantaneamente

reconhecidas e confiáveis. O facto dos

veículos mais recentes serem tecnicamente mais

evoluídos, veio criar um desafio aos clientes para

selecionarem o produto certo. Quando todos os

blocos de baterias aparecem lado a lado, a marca é

o único garante real da qualidade interna. A Exide

mantem a reputação das suas marcas.”

Novas ferramentas…

E para o futuro? Site, Facebook… estão presentes?

O Facebook da Exide é muito ativo, é profissional,

e embora seja controlado pelo próprio

Amílcar Nascimento é gerido por uma empresa

externa que faz todas as inserções necessárias.

Relativamente às baterias e às necessidades de resposta

ao cliente, o marketing manager da Exide diz

estar preparado e a acompanhar a situação, pronto

a responder às necessidades que vão sendo impostas.

“Não somos especialistas em baterias de lítio

para os veículos elétricos, estamos noutras tecnologias,

no AGM e no gel. Lítio não, até porque é

mais difícil de suportar as necessidades e praticamente

todos os fabricantes auto procuram ter

o seu próprio modelo e a linha de produção das

VANGUarda

tecNOLÓGICA

Os veículos continuam a evoluir e hoje temos veículos

mais ecológicos, com maior eficiência no consumo,

menos emissões, eletrónica mais avançada a bordo,

redução do compartimento do motor, alteração no padrão

de condução, alterações climáticas, etc.. Tudo isto

é um desafio para as baterias que serão obrigadas a ter

ligas de alta tecnologia, armaduras e matéria ativa que

garantam a mais alta potência e CCA otimizado para

tempo frio, design e recursos de segurança superiores,

que permitam resistência em situações adversas e a

altas temperaturas, blocos e tampas de alta qualidade

que ofereçam mais vida útil, segurança no uso, e

sobretudo que as tecnologias desenvolvidas para o

OEM Start & Stop estejam disponíveis de imediato para

o aftermarket.

O forte investimento da Exide em R&D, pesquisa e

desenvolvimento, levou ao lançamento de uma nova

geração de Carbon Boost 2.0, já presente nas gamas

EFB e Premium das 6 marcas, para veículos ligeiros.

A fórmula exclusiva de Exide, melhorou muito a

circulação da corrente, permitindo uma aceitação de

carga incomparável. Isto devido aos aditivos de carbono

aprimorados e combinados com uma estrutura de

superfície otimizada com melhor condutividade.

suas baterias. Mas continua a ser necessário uma

bateria de chumbo para os veículos elétricos. É ela

que fornece a energia necessária para ativar o relé

de segurança, conectar a bateria de alta tensão à

rede da placa e ao motor elétrico. Se a bateria de

chumbo-ácido, estiver descarregada, o carro não

consegue ser iniciado. Ela, mantém todo o sistema

elétrico em funcionamento antes que a bateria de

tração seja conectada, e enquanto o carro elétrico

está estacionado. Isso inclui, o sistema de segurança,

os sistemas de sensores da chave, o relógio, e a

memória em muitos dos sistemas do computador

do carro. Também é essencial quando a bateria do

carro apresenta qualquer defeito, porque alimenta

os sistemas de segurança em caso de emergência.”

Quanto à evolução da bateria de 48V? “Sim, estamos

a trabalhar nesse sentido, os nossos técnicos

e o centro de desenvolvimento está a acompanhar

essa situação para ver o que é que têm de fazer e

como é que vão responder”. As perspetivas de futuro

da Exide são excelentes: Está em três áreas de

negócio, automotive, network e motive. Para já é

a parte network que está em completo desenvolvimento,

porque todos os países estão a concentrar-se

em energias renováveis, em novas fontes de

energia. É preciso baterias para acumular energia.

Portanto, a divisão network poderá crescer mais

um pouco e dar uma resposta melhor. “Sendo a

nossa fábrica aqui 100% dedicada às baterias estacionárias,

perspetiva-se que o futuro da nossa

empresa em Portugal seja bom. Em relação ao automotive

é uma pequena parte do negócio da empresa

porque a maior fatia, 95% da produção, é para

exportação.”

Para o fim deixamos a questão fulcral: será possível

fazer mais cem anos? Amílcar acredita que sim.

“Temos 100 anos, mas uma mentalidade jovem,

porque estamos sempre abertos a novas tecnologias

e desenvolvimentos. A prova é termos instalado

aqui um dos maiores parques fotovoltaicos em

Portugal para a produção de energia para a nossa

fábrica poder ficar autossustentável. É uma preocupação

com o futuro e uma forma de descarbonizar

a produção da nossa empresa, produzindo

uma energia mais limpa”, afirma. Desenham, produzem,

distribuem, comercializam e voltam a produzir.

É uma mais valia para a empresa e para o

mercado. l

1996

Início da produção de

baterias VR, AGM e

GEL com electrólito

imobilizado

1999

Exide decide

reestruturar as suas

atividades em Portugal,

criando duas divisões:

Deta e Tudor

2001

Transferência dos

escritórios da Tudor em

Lisboa para a fábrica da

Castanheiro do Ribatejo

2002

Fusão das empresas

Deta e Tudor na

Sociedade Portuguesa

do Acumulador Tudor,

AS

2008

Alteração da razão

social da empresa para

Exide Technologies, Lda.

2020

Instalação fotovoltaica

de 3,5MWp na fábrica de

Castanheira do Ribatejo,

uma das maiores

unidades de geração

de autoconsumo com

armazenamento na

Europa.

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2020 35


EM FOCO

VEÍCULOS CONECTADOS

COMO PROTEGER

OS NOSSOS DADOS

ATUALMENTE OS VEÍCULOS SÃO CADA VEZ MAIS “CONECTADOS” NO SENTIDO

EM QUE PODEM TROCAR UM MANANCIAL DE INFORMAÇÕES COM OUTROS

VEÍCULOS, UTENTES DAS ESTRADAS, FABRICANTES DE VEÍCULOS

E PRESTADORES DE SERVIÇOS. A GRANDE DÚVIDA É SABER COMO

PODEMOS PROTEGER OS NOSSOS DADOS


O

automóvel conectado chegou e a sua

utilização implica várias responsabilidades

de caráter legal: responsabilidade

civil, licenças e autorizações,

normas de circulação, etc., mas de

entre todas elas destaca-se a responsabilidade pela

proteção de dados e da privacidade.

O desenvolvimento do veículo conectado implica

a sua ligação à internet e às novas tecnologias,

numa constante recolha e transmissão de dados.

Falamos não só de informação técnica ou pessoal

relativa ao veículo - matrícula, características técnicas,

velocidade de condução, etc. -, mas também

de dados relacionados com a mais estrita intimidade

das pessoas: costumes, locais visitados, horas e,

inclusivamente, hábitos de consumo deduzíveis da

localização do veículo.

Tudo isto implica um desafio legal quanto à privacidade

e à proteção de dados, sendo necessária

a adaptação da legislação nesta matéria à realidade

social. Assim, o Regulamento Europeu sobre

a Proteção de Dados Pessoais, irá incorporando

novos princípios à medida que a realidade tecnológica

avança.

Princípios fundamentais

Existem vários princípios fundamentais em matéria

de privacidade. São eles:

1. Dever de informação: é obrigatório apresentar

aos interessados a quem os dados são solicitados,

de forma expressa, precisa e inequívoca, informação

relevante sobre a recolha e tratamento dos seus

dados pessoais (quem é o responsável, que dados

serão recolhidos, com que finalidades, se existe comunicação

a terceiros, etc.).

2. Princípio da qualidade dos dados: poderão ser

recolhidos dos interessados e só serão objeto de

registo os dados que se revelem adequados, pertinentes

e não excessivos relativamente ao âmbito e

às finalidades para os quais foram recolhidos. Devem

ser cancelados quando deixarem de ser necessários

ou pertinentes.

ALGUNS EXEMPLOS DE

COMO OS DADOS GERADOS

POR VEÍCULOS PODEM SER

UTILIZADOS EM BENEFÍCIO DO

CONDUTOR:

• Recomendações relativamente aos percursos mais fáceis e

seguros, evitando engarrafamentos e perigos rodoviários;

• Informações relativamente a “estacionamento inteligente”;

• Capacidade para contactar serviços de emergência em

caso de acidente;

• Possibilidade de “prever” períodos de manutenção ou

reparação para evitar avarias;

• Pagamento automático de estacionamento ou portagens;

• Para permitir que companhias de seguros ofereçam prémios

de seguros personalizados e com valores ainda mais

baixos (por exemplo com base em distância percorrida,

estilo de condução e itinerários);

• Capacidade de proporcionar informação local relevante

instantaneamente;

• Capacidade de proporcionar entretenimento e outros

serviços personalizados;

• Acesso a música, canais de redes sociais, e-mails, etc. –

tornando o seu automóvel uma extensão do seu escritório

ou da sua casa.

3. Consentimento: devem ser recolhidos de forma

expressa e inequívoca.

Quem é o visado no veículo conectado? O proprietário?

O condutor? Na nossa opinião, ambos; o

proprietário que adquire o veículo deve ser informado

da sua conetividade, do facto de proceder à

recolha de informação e à sua transmissão a terceiros,

mas qualquer condutor deve também saber

que será objeto da recolha dessas informações. O

veículo está equipado com dispositivos que recolhem

informação sobre pessoas singulares identi-

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2020 37


VEÍCULOS

CONECTADOS

COM O AUMENTO DO VOLUME DE DADOS GERADOS PELOS

VEÍCULOS HÁ CADA VEZ MAIS EMPRESAS INTERESSADas NO

ACESSO COM VISTA À PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

VÁRIOS TIPOS DE DADOS

GERADOS PELOS VEÍCULOS

PODEM SER UTILIZADOS PARA

MELHORAR A EXPERIÊNCIA

DE CONDUÇÃO:

• Pressão dos pneus

• Velocidade do veículo

• Quilometragem

• Consumo de combustível

• Nível do óleo

• Estado do motor

• Estado de carga da bateria

• Ângulo da direção

• Temperatura exterior do veículo

ficadas e identificáveis. Portanto, é juridicamente

recomendável regular o alcance e o valor jurídico

desses dados.

Com base no princípio de qualidade dos dados, só

poderão ser recolhidos os registos que, segundo o

objeto e a finalidade, sejam pertinentes e não excessivos.

No entanto, estes direitos que o titular

dos dados possui terão de ser ponderados em relação

a quaisquer outros direitos aplicáveis, buscando

a proporcionalidade. Por isso, além dos direitos

de proteção de dados de cada interessado, deverão

ter-se em consideração todas as liberdades e obrigações

de outras pessoas envolvidas, para realizar

uma ponderação que determine o peso de cada

uma delas e o que deve prevalecer.

Um exemplo é o possível confronto entre a função

de investigação dos organismos responsáveis pela

aplicação da lei e o respeito pelos direitos das vítimas

de um acidente rodoviário, como o interesse

legítimo das partes afetadas em questão (sistemas

de notificação automática aos serviços de emergência

- e-call), em que se demonstra a necessidade

de determinar o alcance dos dados recolhidos e

as suas consequências jurídicas.

Caixas negras

Podemos analisar alguns destes dispositivos de

um ponto de vista jurídico; por exemplo, as denominadas

“caixas negras”. Estes módulos são

instalados nos veículos para registar dados para

a monitorização e controlo da segurança de uma

nova tecnologia, mas também para visualizar o

cumprimento das regras de circulação (registo de

dados de viagem) ou se foi causado um acidente.

Contudo, este tipo de dispositivo já existia em outros

veículos, tais como aviões ou até mesmo em

automóveis oficiais ou transportes públicos. As

caixas negras registam todos os dados relativos a

um acidente, antes, durante e depois do acontecimento.

Esta informação é recolhida e analisada

para reunir as provas necessárias que possam ser

úteis na determinação das causas do acidente e

da responsabilidade. É também muito útil para o

estudo e análise técnica dos dispositivos e para a

melhoria da segurança rodoviária.

Dado que pode ser decisivo para estabelecer as diferentes

responsabilidades das pessoas envolvidas,

é obrigatório que o utilizador do veículo envolvido

tenha conhecimento efetivo tanto da existência

desse registo como de toda a informação que

a legislação de proteção de dados indica que deve

conhecer, juntamente com a política de privacidade

aplicável e a prestação do seu consentimento de

uma forma expressa e inequívoca.

Nesta política de privacidade, que deve ser dada a

conhecer e que deve informar a pessoa em causa,

deve estabelecer-se o responsável por esses dados,

para quem podem ser transferidos e com que finalidades.

Quem seria responsável pelos dados

recolhidos no veículo conectado? Quem decide

sobre a finalidade, conteúdo e utilização do tratamento?

Seria o fabricante do veículo, embora seja

legalmente obrigado a conceder o acesso aos dados

pelos organismos estatais responsáveis pela aplicação

da lei, para o desempenho da sua função de

investigação.

Por outro lado, as companhias de seguros estarão

interessadas em aceder a esses dados para determinar

as diferentes responsabilidades; mas são

também muito interessantes para classificar formas

de condução e oferecer condições contratuais

personalizadas.

Os fabricantes, companhias de seguros, empresas

tecnológicas, etc., podem utilizar os dados para

fins estatísticos, para a melhoria dos seus serviços.

Contudo, se pudessem ser obtidos de uma forma

que não identificasse as pessoas, isso facilitaria a

sua recolha e tratamento legal.

As câmaras que filmam a estrada captam imagens

da via pública, incluindo pessoas, veículos e

38 Outubro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


QUAIS SÃO OS RISCOS DE PERMITIR ACESSO DIRETO AOS DADOS DO VEÍCULO?

Disponibilizar a terceiros o acesso direto a dados no veículo envolve riscos sérios de segurança e fiabilidade para o veículo, para o condutor, para os passageiros e para

os outros utentes das estradas:

Ataques hacker - O acesso direto de terceiros às

funções do veículo pode facilitar ataques hacker

uma vez que cada interface externa de dados nova

aumenta o número de potenciais ataques e pontos

de entrada. O acesso não controlado por parte de

terceiros a funções ou dados do veículo que não são

diretamente relevantes para a segurança também

pode envolver riscos através do funcionamento em

rede. Esta característica pode permitir, por exemplo,

o roubo de automóveis ou o desbloqueio remoto de

portas, para além de criar oportunidades de fraude

ou roubo dos seus dados pessoais.

Debilitação de funções críticas para a

segurança - De igual modo, funções críticas para a

segurança (por ex. a travagem) podem ser afetadas

negativamente pela utilização de recursos internos

e de capacidade computacional do veículo para

aplicações de terceiros não aprovadas.

Distração do condutor - Poderão surgir riscos

adicionais de segurança no que toca a distrações do

condutor se terceiros externos obtiverem acesso não

controlado aos sistemas de bordo, às interfaces de

utilizador e à visualização de funções do seu veículo.

Estas distrações poderiam ocorrer, por exemplo, através

de aplicações ou unidades de controlo adicionais

que poderiam retirar a sua atenção da estrada.

Avarias de software - Conceder controlo direto e

não controlado a dados internos do seu automóvel,

poderá resultar também em consequências

provocadas pela instalação de software adicional.

Isto inclui a possibilidade de avarias sérias ou

inclusivamente uma falha do sistema.

matrículas. Se aplicarmos a legislação existente

em relação a câmaras de vídeo, será necessário o

cumprimento do direito à informação, bem como

a obtenção do consentimento da pessoa em causa,

algo difícil, neste caso; por conseguinte, deve ser

expressamente regulamentado juridicamente, tal

como os sistemas e-call o foram.

A geolocalização estabelece a localização e posição

imediata através da ligação à Internet, juntamente

com sistemas de cloudcomputing. Assim, determina-se

também a sua navegação, rotas e mapas,

para orientar o condutor.

Recolhem dados relativos à privacidade e segurança

das pessoas em causa, devendo regular-se

expressamente de forma restritiva as respetivas

condições de recolha, tratamento e utilização.

Contudo, por serem imprescindíveis para o funcionamento

do veículo autónomo, é óbvio que não

é necessário dar consentimento, mas sim informar

sobre a utilização e as finalidades dos dados, bem

como sobre a sua cedência a terceiros e os prazos

de conservação dos mesmos.

Aliar o direito fundamental à privacidade e à proteção

de dados com o progresso tecnológico é todo

um desafio, jurídico e tecnológico. Os legisladores

e as autoridades europeias devem analisar e refletir,

cuidadosa e minuciosamente, sobre a sua regulamentação,

sendo aconselhável, para reforçar a

segurança jurídica, a elaboração de Códigos Deontológicos

de Conduta e de boas práticas. l

QUEM ESTÁ INTERESSADO

NO ACESSO AOS MEUS DADOS

AUTOMÓVEIS?

Atualmente os veículos são cada vez mais “conectados”

no sentido em que podem trocar informações sem fios com

o fabricante do veículo, com outros veículos, com utentes

das estradas e com prestadores de serviços de terceiros.

Com o aumento do volume dos dados gerados por veículos,

os terceiros estão cada vez mais interessados no acesso e

na utilização destes dados gerados no veículo com vista à

prestação de serviços úteis aos condutores.

Estes fornecedores de serviços incluem:

Oficinas e serviços de assistência

• Companhias de seguros

• Operadores de parques de estacionamento

• Prestadores de serviços financeiros e de frota

• Operadores de infraestruturas rodoviárias

Também podem incluir protagonistas não tradicionais

do setor automóvel tais como:

• Setor do entretenimento, das viagens e do turismo

• Redes sociais

• Operadores de motores de busca.

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2020 39


empresa

LEIRILIS TEM NOVA SEDE

“A MUDANÇA NÃO

NOS ASSUSTA”

AS NOVAS INSTALAÇÕES DA LEIRILIS TÊM CERCA DE 2.500 M 2 E ESTÃO DIVIDIDAS EM QUATRO ÁREAS

OPERACIONAIS: ESCOLA DE FORMAÇÃO, ZONA DE ESCRITÓRIOS, LOJA E POR ÚLTIMO, ARMAZÉM. SAULO SACO,

DIRETOR GERAL, AFIRMA “SE TIVERMOS QUE MUDAR A FILOFOFIA DO NEGÓCIO PARA NÃO DESAPARECERMOS, VAMOS

MUDÁ-LA. A MUDANÇA NÃO NOS ASSUSTA”


Desde 1986 que a evolução da empresa Leirilis

tem sido sempre a abrir. Desde a sua

existência que sempre esteve ligada à comercialização

de acessórios e peças automóvel. As

marcas com quem trabalha são de grande prestígio

e renome ao nível mundial, e na maioria dos

casos, líderes do sector automóvel, o que garante a

qualidade dos seus produtos. Sempre seguros da

estrada que pisam, a Leirilis aproveitou o ano da

pandemia para dar o passo que lhes faltava e mudou

de instalações, da sua sede, em Leiria.

O Jornal das Oficinas não perde ‘o rasto’ daquilo

que se passa no pós-venda automóvel e claro, fomos

conhecer a nova casa da Leirilis. “Mudámos

para estas novas instalações porque onde estávamos

anteriormente tínhamos alguma dificuldade

operacional. O espaço tem cerca de 2.500 m 2 , está

dividido em quatro áreas: a escola, utilizada para

a formação, a zona de escritórios, loja aberta ao

público, e por último o armazém”, referiu Saulo

Saco, diretor geral da Leirilis. Esta mudança levou

a empresa de Leiria a expandir a sua equipa

de colaboradores.

Depois de conhecidos os cantos à casa, está na

hora de saber o que está por trás do sucesso desta

empresa com 34 anos. “A Leirilis tem como estratégia

estar próximo do cliente. Acreditamos que

só assim vamos ter sucesso”, revelou o diretor. O

sucesso faz-se andando e para a Leirilis o crescimento

tem sido proporcional ao seu desenvolvimento.

Para além de estarem presentes no centro

do país, a empresa conta também com um armazém

no norte. “Braga surge de um projeto já com

algum tempo, já tínhamos uma carteira de clientes

bastante interessante e estávamos a fornecer

esses mesmos clientes através do nosso armazém

da Maia, o que não nos permitia ter a proximidade

que tanto nos carateriza com o cliente”, explicou

Saulo Saco.

Fornecedor global das oficinas

Caraterizados por muitos do ramo automóvel

como uns verdadeiros “Fornecedores Globais das

Oficinas” a Leirilis refere que “O principal lema

da marca é esse. Nós queremos ser um fornecedor

global das oficinas, queremos fornecer tudo o que

este mercado necessita. Para além do produto, os

serviços”, esclareceu.

Para Saulo Saco, a abertura das novas instalações

vieram dinamizar o negócio. “Nós em Leiria, na

nossa antiga sede, tínhamos alguma dificuldade de

espaço, não conseguíamos crescer ao nível de portfólio.

Com a abertura deste novo espaço já temos

essa flexibilidade e temos feito essa expansão de

produtos”, acrescentou o diretor da Leirilis.

É de realçar que a empresa de Leiria é detentora de

várias marcas próprias de produto. Em entrevista

ao Jornal das Oficinas, abordámos a linha Sacor-

FORMAÇÃO É PRIORIDADE

A formação é uma das áreas em que a Leirilis se foca. Num

ano pandémico como este, fazer face à calendarização,

planeada inicialmente, tornou-se numa tarefa difícil. Para

satisfazer as necessidades dos clientes e colaboradores estão

a criar uma plataforma de formações online e a certificar

a escola de formação. “Este ano demos muito poucas

formações devido à pandemia, mas isto deu-nos algum

tempo para conseguirmos desenvolver mais os programas

dos cursos. 2021 vai ser um ano bem preenchido no que toca

a formações”, declarou Saulo.

RED SERVICE - UMA REDE

DIFERENCIADORA

NO MERCADO

Para além de todas as vantagens que a Leirilis oferece aos

seus clientes, a marca criou a rede de oficinas Red Service.

Questionado sobre a evolução desta rede o diretor da

empresa de Leiria mostrou-se entusiasmado “Temos vindo a

apostar muito nesta rede, tem vindo a crescer de uma forma

sustentada com os nossos parceiros bastante dedicados ao

desenvolvimento da marca. Não queremos que a rede seja

massificada, queremos ter parceiros que vestem a camisola

e que vendam a marca Red Service. No futuro queremos

chegar a zonas que efetivamente ainda não conseguimos

chegar, tentar desenvolver mais parcerias e acima de tudo

fazer da Red Service uma rede diferenciadora no mercado”.

ge. “Esta nossa marca já tem alguma idade, apesar

de não a termos desenvolvido como ela merecia.

Surgiu com a necessidade que nós tínhamos de

uniformizar a nossa oferta de motores de arranque

e alternadores. Possuíamos várias marcas dentro

de casa e a gestão estava a tornar-se complicada.

Neste sentido, criámos uma marca própria e uniformizámos

essa linha de produto. Mais tarde, surgiram

as baterias, os turbos, etc.”, referiu o diretor

da empresa. No futuro a Leirilis pretende ampliar

a gama Sacorge.

Desde 2008 que se assumem como uma empresa

digital. No entanto, Saulo explica que a pandemia

foi um grande impulsionador da digitalização “A

Leirilis viu no digital uma ferramenta de aproximação

com os clientes. O portal surge como um

ponto de ligação. Já não é apenas um portal disponível

para a comercialização de produtos”. Desvendou

ainda ao Jornal das Oficinas “Estamos a

desenvolver alguns projetos que vão tornar o nosso

portal ainda mais interessante para a oficina e facilitar

a vida dos profissionais”.

Questionado sobre o valor do contacto presencial

com os clientes, Saulo apresentou-se determinado

“Sem dúvida que o contacto presencial com o

cliente é fundamental”.

Nos dias que correm, qualquer empresa desenvolvida

tem em atenção as questões ambientais como

uma das suas principais preocupações. A Leirilis

não é exceção e foram mais além. Como “Fornecedor

Global”, a Leirilis criou uma empresa para

dinamizar este setor, a Red Waste. A área ambiental

é muito sensível na oficina e por vezes podem

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2020 41


LEIRILIS

SAULO SACO AFIRMA QUE CONFIANÇA ENTRE A LEIRILIS E OS

CLIENTES É A CHAVE PARA SUPORTAR ESTE NEGÓCIO COM

MAIS DE TRÊS DÉCadaS

ter alguma dificuldade. Neste sentido, criámos a

Red Waste que está vocacionada para a parte de

gestão e consultoria ambiental que faz toda a gestão

de resíduos das oficinas”, explicou o diretor da

Leirilis.

FERRAMENTAS

DE FIDELIZAÇÃO

Uma outra mais valia para os clientes da Leirilis, é o

programa de pontos XPoint, o qual permite que estes sejam

recompensados pela preferência e fidelidade demonstrada

na aquisição de produtos e/ou serviços à Leirilis, através

do acesso a diversos brindes (eletrodomésticos, formação,

equipamentos e ferramentas, entre outros) que constem no

catálogo XPoint. Qualquer cliente da empresa pode aderir ao

programa. “Queremos preservar este programa e mantê-lo”,

esclareceu o diretor. Ainda no sentido de premiar a oficina,

a empresa desenvolveu, há dois anos, o serviço DP Gold.

Distingue-se por ser um serviço global em que todos os

serviços da Leirilis estão reunidos por um custo mais acessível.

“É um pacote global que tem um custo mais reduzido face aos

serviços individualizados”, referiu Saulo Saco.

HOTLINE

COM FEEDBACK POSITIVO

Para além destas novidades, a empresa criou uma linha técnica

de apoio, a Hotline. “Nós sempre tivemos apoio técnico, pela

perspetiva da venda de equipamentos, dando o apoio que a

oficina necessitasse. No entanto sentíamos que devíamos ajudar

mais a oficina em questões mais específicas, mais técnicas,

não de equipamentos apenas, mas de avarias automóveis, em

geral. Era algo que já havia necessidade há algum tempo. Neste

sentido surgiu a Hotline numa perspetiva mais técnica e não

de diagnóstico como nós tínhamos. Houve uma preparação

bastante grande do nosso lado, contratámos um técnico,

fizemos a preparação de dados técnicos e informação. Até agora

o feedback tem sido bastante positivo e é algo que as oficinas

vão valorizar no futuro”, revelou Saulo Saco.

Confiança é a chave do negócio

A confiança entre a Leirilis e os clientes é a chave

para suportar este negócio com mais de três décadas.

Saulo afirmou ao Jornal das Oficinas “Os

nossos parceiros valorizam bastante a confiança

que lhes passamos. Tentamos ser muito sérios e

não complicar. Privilegiamos a seriedade e é isso

que eles também valorizam”.

O investimento que colocam na vasta equipa de

trabalhadores também se apresenta, segundo o

diretor, como um dos pontos chave do sucesso da

empresa “Não é fácil, mas tentamos diariamente

incentivar a nossa equipa e isso é muito vantajoso

para o negócio. Estamos em contacto com eles,

criamos todas as condições de trabalho possíveis

para que sejam felizes”. Acrescenta ainda “acreditamos

que só com a felicidade podem estar motivados

a desenvolver um bom trabalho. Este é o

nosso desafio diário”.

Falando de desafios, para a Leirilis, a problemática

atual da devolução de peças não se verifica.

Segundo o diretor da empresa de Leiria “É um

mal necessário. Quando nós passamos o ónus

da identificação para o cliente é normal que isso

aconteça. Aqui, na Leirilis, mais de 60% das peças

que pomos na rua são identificadas pelos clientes.

É normal que existam erros e devoluções”, para

ultrapassar esta problemática a empresa está a

desenvolver um processo que lhes permita, num

curto espaço de tempo, ter novamente no armazém

a peça disponível e em condições para poder

vender.

Saulo garantiu ao Jornal das Oficinas que o processo

de entrega da peça é “Visto com muito cuidado,

vemos sempre se a peça está em condições,

se vem danificada. É sempre feita uma triagem”.

Atualmente a perda de margem na comercialização

das peças está a criar grandes dificuldades às

empresas de distribuição. Para o diretor da empresa

de Leiria, esta perca de margem deve-se ao

facto dos importadores fornecerem diretamente

as oficinas. “Esta situação está a criar maior competitividade

e faz com que o resto da cadeia perca

margem. Para ultrapassar a situação é necessário

não fazer loucuras, nós preferimos preservar a

nossa rentabilidade em prol da venda”, esclarece.

O mercado automóvel está em constante evolução

e a Leirilis tem acompanhado de perto a sua transformação.

Numa perspetiva futura, para Saulo

avizinham-se tempos instáveis na era pós covid.

“Ao dia de hoje, nesta situação pós pandemia, as

pessoas estão um pouco nervosas ao verem a sua

faturação cair, e ao tentarem recuperar, gera-se

aqui alguma concorrência desmedida. De resto,

parece-me que o mercado está a evoluir por um

bom caminho. Se tivermos que mudar a filosofia

do negócio, para não desaparecermos, vamos mudá-la.

A mudança não nos assusta”, referiu.

Habituada a crescer anualmente, a Leirilis viu na

pandemia dias menos brilhantes do que o habitual.

Saulo Saco garante que o objetivo da empresa

para 2020 é “fechar o ano o melhor possível”.

Em reflexão, o diretor referiu ao Jornal das Oficinas

“Acredito que vamos conseguir fechar este

ano com um resultado interessante, apesar de

não irmos superar o ano de 2019”, concluiu. l

42 Outubro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


entrevista

CARLOS ROSA,

ADMINISTRADOR DA RODAPEÇAS

MAIOR

DESAFIO

É TER A

EQUIPA

MOtivaDA

A RODAPEÇAS CELEBRA ESTE ANO O 30º

ANIVERSÁRIO E O JORNAL DAS OFICINAS

APROVEITOU A EFEMÉRIDE PARA ENTREVISTAR

CARLOS ROSA, FUNDADOR, QUE RECORDOU

O PERCURSO ÍMPAR DA EMPRESA, A QUAL

NASCEU COM UM NEGÓCIO DE NICHO E HOJE

É UMA REFERÊNCIA NACIONAL, EM SOLUÇÕES

PARA AS OFICINAS


Desde sempre que a Rodapeças leva muito a

sério o conceito de Fornecedor Global, e

tudo tem feito ao longo dos últimos anos,

para ser verdadeiramente um fornecedor global

dos seus clientes. Carlos Rosa acredita que a venda

das peças no futuro será uma consequência das

soluções que colocar à disposição dos seus clientes.

Hoje, a Rodapeças coloca à disposição dos profissionais

das oficinas desde soluções de vestuário ou

calçado técnico a soluções de software e de gestão

ambiental. Isto é muito mais que vender peças.

Quais foram os momentos mais marcantes na

história da Rodapeças?

O alargamento de gamas de produtos, como as peças

usadas e depois as peças novas. A abertura de

lojas, principalmente a primeira em Pombal que

foi para nós um enorme desafio. A criação duma

marca própria como a PADOR, o lançamento dum

programa de fidelização como o Pador Auto Service

e o lançamento do Pador Tech Solutions, são

marcos muito importantes na nossa história. As

peças reutilizáveis fazem parte da nossa história, e

farão parte importante do nosso futuro.

Atualmente têm sete lojas e mais de 80

colaboradores. Como consegue motivar uma

equipa tão vasta?

Manter a motivação em alta, não é tarefa fácil,

principalmente no momento que atravessámos recentemente

com o estado de emergência e agora

neste período de grande incerteza que vivemos relativamente

ao futuro. Mas conseguimos motivar

as pessoas reconhecendo o seu esforço e empenho,

e, ainda mostrando com o exemplo da própria gerência,

que só com muito trabalho conseguimos

alcançar os nossos objetivos.

A Rodapeças lançou recentemente a sua loja

OnLine. Que objetivos pretendem atingir com esta

plataforma?

No contexto pandémico que vivemos, sabemos da

tendência da utilização de plataformas digitais

para a compra de produtos. A Rodapeças estar fora

desta tendência, seria um erro estratégico grave. A

nossa oferta de produtos nesta Loja Online está

focada nas peças reutilizáveis e produtos da marca

Pador. A loja está aberta ao público, mas temos

uma área reservada para profissionais para salvaguardar

o negócio destes.

O que mudou na atividade da Rodapeças com a

pandemia?

A pandemia mostrou como de um dia para o outro

tudo pode mudar e como temos de nos adaptar

rapidamente a essa mudança. Mudámos algumas

prioridades na gestão da empresa, colocámos a

proteção sanitária de colaboradores e clientes em

primeiro lugar e, estamos muito mais atentos relativamente

ao futuro próximo.

Quais são os principais fatores distintivos do

negócio da Rodapeças?

A nossa proximidade com os nossos clientes ajuda-

-nos a perceber as suas necessidades e aquilo que

mais valorizam. É com esta forma de estar, que temos

desenhado os fatores de diferenciação da Rodapeças

junto do mercado. Somos um fornecedor

global de peças com soluções que vão da peça usada

que em muitos casos é a única solução que viabiliza

a continuidade da utilização duma viatura, até à

peça nova (IAM; OES ou OEM); Temos peças de

colisão, vidros e pneus. Temos a marca Pador que

sendo uma marca de qualidade consegue ser competitiva

no mercado. Desenvolvemos o programa de

fidelização Pador Auto Service, que está vocacionado

em dar ferramentas técnicas, de gestão, ambientais e

digitais às oficinas nossas parceiras. Desenvolvemos

recentemente a nossa plataforma digital com soluções

para as oficinas e que tem o nome de Pador Tech

Solutions. Temos uma loja online que nos permite ter

uma “montra” online dos nossos produtos distintivos.

Acreditamos que estamos no caminho certo, até

porque o feedback de muitos dos nossos parceiros e

clientes é muito positivo.

As peças usadas são um fator diferenciador da

Rodapeças no mercado?

As peças usadas fazem parte do ADN da Rodapeças e

são claramente um fator diferenciador da Rodapeças

no mercado. Hoje, o negócio das peças que está cada

vez mais próximo da chamada economia circular e,

as peças reutilizáveis são um fator de grande importância

nesta nova economia.

Quando foi lançada a marca PADOR e qual tem sido

a sua aceitação no mercado?

A marca Pador foi lançada em 2015 com o produto anticongelante.

Logo ao início e mesmo com apenas um

produto, a recetividade foi imediata. Depois de 5 anos,

a Pador conta com uma gama alargada de produtos

como óleos, baterias, motores de arranque/ alternadores

entre outros e, tem a sua afirmação no mercado

como uma marca de qualidade. Este ano convidámos

o ex-piloto de Formula 1 Pedro Lamy, para ser o embaixador

da marca, o que nos permite reforçar o valor

da PADOR junto do mercado nacional.

E quando foi lançado o programa Pador Auto

Service e quantas oficinas já aderiram a este

programa?

O Pador Auto Service nasceu em 2016 e conta hoje

com 63 aderentes. Desde o início deste programa

que dissemos não querer muitos aderentes, para

conseguirmos garantir a qualidade dos serviços a

prestar aos mesmos. Este programa foi desenhado

para aquelas oficinas que reconhecem a necessidade

de ter apoio no seu negócio, mas que não se reveem

em conceitos oficinais que obrigam a uma série de

critérios e obrigações. Fizemos um levantamento

junto das oficinas e chegámos à conclusão de que a

formação técnica, a formação empresarial e a imagem

corporativa seriam pontos de grande interesse.

Foi com esta oferta que começámos. Hoje, para além

do anterior temos suporte à promoção e comunicação,

soluções na área de gestão ambiental, soluções

digitais e, uma convenção anual.

O que têm feito na área da formação com os v/

clientes?

A formação, tem sido na Rodapeças um pilar muito

importante no relacionamento com os nossos clientes

e parceiros. Ao longo dos últimos anos temos desenvolvido

ações de formação de grande qualidade

nas áreas técnicas e empresarial. Na nossa nova loja

da Marinha Grande, temos uma sala de formação

que foi criada de raiz para o efeito. Mesmo durante o

estado de emergência originado pela pandemia Covid

- 19, desenvolvemos programas de suporte aos

nossos clientes. Já depois do estado de emergência,

realizámos um curso técnico presencial e um online

empresarial. Mesmo com a pandemia a formação

na Rodapeças não parou. E não parou, porque

entendemos que mais do que nunca os nossos parceiros

necessitam de ser ajudados a ultrapassar este

momento único na história do nosso mundo.

Neste tempo de dificuldades económicas, qual o

segmento de peças mais procuradas?

É normal que em tempos de redução do poder de

compra, o cliente procure mais barato. Tendo em

conta a nossa estratégia de produto, temos todas as

opções para todo o tipo de cliente. A oferta que existe

em termos de fornecedores é de tal maneira variada,

que muitas vezes devemos ser consultores de

peças dos nossos clientes. Por vezes é mais vantajoso

adquirir uma peça nova que uma peça reutilizável

ou, o contrário também pode ser verdade. Afinal, os

especialistas somos nós e esta é uma das razões da

nossa existência no mercado, como muitos outros

distribuidores de peças que assim se identificam.

Como funciona a vossa logística de distribuição?

A Rodapeças tem uma logística assente em 7 Lojas/

armazéns com um total de 21 carrinhas próprias

para distribuição aos seus clientes. Porque

trabalhamos para o país inteiro, trabalhamos também

com transportadoras.

O GRANDE DESAFIO DA RODAPEÇAS ESTÁ NA GESTÃO

FINANCEIRA DA EMPRESA, A FIM DE CONSEGUIR DAR

RESPOSTA AOS DESAFIOS QUE TEM PELA FRENTE

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2020 45


CARLOS ROSA

Qual tem sido a vossa aposta nas novas

tecnologias, nomeadamente na Internet, nas redes

sociais e na venda de peças on-line?

O processo de digitalização da Rodapeças já tinha

sido iniciado anteriormente ao efeito Covid.

No entanto é claro que graças a esta nova era que

todos estamos a viver, a transformação digital da

empresa sofreu uma aceleração. Lançámos a nossa

loja online, estamos muito mais presentes nas

redes sociais e com suporte de profissionais que

sabem as melhores práticas de comunicação nestas

plataformas. Estamos muito empenhados no

lançamento do Pador Tech Solutions, como uma

plataforma digital de grande valor acrescentado

para os nossos clientes. Reconhecemos a impor-

tância de algumas plataformas internacionais no

nosso negócio e tudo estamos a fazer para sermos

incluídos nestes novos modelos de negócio.

Que desafios se colocam ao futuro da Rodapeças?

O maior desafio imediato, é conseguir ultrapassar

este momento de enorme incerteza que todos

atravessamos. Temos o gigante desafio da transformação

digital que afetará seguramente o nosso

modelo de negócio. Temos ainda o desafio de

conseguirmos estar à altura das exigências da nova

economia circular. O desafio de conseguirmos ir

ao encontro das necessidades dos nossos clientes

e parceiros, não será tarefa fácil e, o maior desafio

que é termos a nossa equipa alinhada com todos

estes desafios e motivada para os vencer.

Quais as expetativas de vendas para este ano

2020?

Acreditamos que não teremos um ano tão mau

como perspetivámos em abril, mas também não

tão bom como orçamentámos em janeiro. Mas o

nosso foco este ano, não são seguramente as vendas.

O nosso grande foco está na gestão financeira

da empresa, a fim de conseguirmos dar resposta

aos desafios que temos pela frente, garantindo a

solidez da empresa junto dos nossos colaboradores,

fornecedores e parceiros. Só assim conseguiremos

dar as respostas que os nossos clientes necessitam

e merecem. l

“A DISTRIBUIÇÃO DE PEÇAS, NÃO PODERÁ MANTER-SE CONFINADA ÀS PEÇAS”

Para além das perguntas sobre a empresa, quisemos também saber a opinião de Carlos Rosa sobre o momento atual do aftermarket e as suas expetativas em relação ao futuro deste negócio

Que tendências se observam, hoje, na

distribuição de peças auto em Portugal?

As principais tendências que assistimos são, de

players regionais transformarem-se em players

nacionais através de aberturas de lojas/ armazéns.

A consolidação do setor está a acontecer com

distribuidores grandes a adquirirem retalhistas

de menor dimensão. Cada player aumenta as

suas marcas em gamas que já tem oferta. Alguns

começam a apostar em marcas próprias. Muitos

distribuidores estão associados a grupos de compras

internacionais e a maioria dos retalhistas estão

associados a grupos de compras nacionais.

Considera que está a haver uma iberização do

comércio destas peças?

A iberização é algo que se fala faz muitos anos

e por isso não será propriamente novidade. Se o

nosso negócio tem uma tendência para o online,

então não existe península ibérica, mas sim União

Europeia e acima de tudo negócio na Zona Euro.

A perda de margem na comercialização das

peças está a criar dificuldades às empresas de

distribuição. Como se pode alterar esta situação?

Se as empresas comutarem o seu modelo de

negócio de Distribuidores de Peças para Prestadores

de Soluções ao mercado, então a quantidade de

produtos/ serviços aumenta e, as suas margens

serão diferentes das atuais.

O custo logístico da entrega das peças tem vindo

a aumentar. Compensa ao distribuidor suportar

este custo?

Este é um dos serviços com maior custo dentro das

empresas de distribuição e, muitas vezes não é devidamente

valorizado pelos clientes. A questão não é

se compensa, a questão é como o podemos reduzir

ao mínimo possível, garantindo uma qualidade de

serviço suficiente para o cliente.

Considera que os fabricantes de peças estão

a conseguir transmitir ao mercado todas as

inovações técnicas que estão a produzir para o

primeiro equipamento?

O nosso negócio está a mudar de produtos de

manutenção para produtos de reparação, nomeadamente

sensores e atuadores. Os distribuidores de

peças e as oficinas, necessitam de muita informação

e formação nesta área e, a verdade é que os fabricantes

de peças podiam estar a fazer mais nesta

matéria. E, temos ainda outras inovações como as

viaturas elétricas e a telemática, que necessitam de

grande investimento na capacitação dos profissionais

da reparação automóvel.

Como vê o futuro do negócio daqui a 5 anos.

Considera que é um mercado com potencial de

crescimento e de futuro?

O aftermarket trabalha com o parque automóvel.

Se tivermos em conta a idade avançada do parque,

a tendência do aumento da idade do mesmo em

virtude da queda de vendas de viaturas novas, e,

ainda, se efetivamente vierem a existir incentivos

relevantes para a compra de viaturas elétricas a

bateria, parece-nos que só em peças teremos um

negócio interessante. Mas, o verdadeiro negócio estará

nas novas soluções que viermos a disponibilizar

ao mercado.

Que desafios se colocam aos distribuidores de

peças e às oficinas?

Em ambos os casos, parece-nos que o maior desafio

será a capacidade de adaptação dos modelos de

negócio ao novo ecossistema. A digitalização dos

negócios, a economia circular, a capacitação das

pessoas, a capacidade de adaptação rápida das

empresas a um novo contexto, são desafios que se

colocam a distribuidores e oficinas.

Qual será o futuro modelo de negócio da

distribuição de peças auto?

A distribuição de peças, não poderá manter-se

confinada às peças. O modelo de negócio terá de

ser muito mais abrangente. A distribuição terá de

pensar em satisfazer o cliente como um fornecedor

global de soluções. Isto obriga a sair da zona de

conforto de muitos de nós, que somos especialistas

em peças faz muito anos. Mas o mundo

mudou, continua a mudar, muitíssimo rápido e, a

distribuição de peças tem de perceber o que está a

acontecer à sua volta.

Como é que esta crise pode afetar os

distribuidores, reparadores, e outros agentes do

Sector Automóvel, nomeadamente nos apoios

aos investimentos, aos stocks e à tesouraria?

Esta crise, como qualquer outra, pode ser uma

oportunidade para as empresas. Se as empresas

perceberem que faturar é diferente de vender e que

as empresas existem para ter resultados económicos,

tendo um grande foco na tesouraria, então

esta crise pode ter um efeito positivo nas empresas.

Pode ser ainda uma oportunidade de se fazer aquilo

que se sabia ser necessário, mas nunca houve

tempo ou coragem para fazer. Pode ser também

uma oportunidade para testar novos negócios (que

poderão ser o início de novos modelos de negócio).

46 Outubro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


O NOSSO

FOCO É A SUA

O NOSSO

FOCO É A SUA

S A TISF A ÇÃO

S A TISF A ÇÃO

S A TISF A ÇÃO

Na ASER trabalhamos por e para os nossos sócios. E fazemo-lo no cumprimento

dos nossos valores; comunicando com total transparência, contribuindo para o acréscimo

Na ASER trabalhamos por e para os nossos sócios. E fazemo-lo no cumprimento

Na ASER trabalhamos de valor e inovação por e para impulsionando os nossos o empreendedorismo

sócios. E fazemo-lo no cumprimento

dos nossos valores; comunicando com total transparência, contribuindo para o acréscimo

dos nossos valores; comunicando com total transparência, contribuindo para o acréscimo

Somos pessoas

de valor

ao

e

serviço

inovação

de

e

pessoas

impulsionando

e apostamos

o empreendedorismo

na proximidade,

sempre de valor atentos inovação às suas necessidades e impulsionando atuais o empreendedorismo

e futuro.

Somos pessoas ao serviço de pessoas e apostamos na proximidade,

Somos pessoas ao serviço de pessoas e apostamos na proximidade,

sempre atentos às suas necessidades atuais e de futuro.

sempre atentos às suas necessidades atuais e de futuro.

A SUA CENTRAL DEL SERVIÇOS

aser a u t omo t i v e.c o m

A SUA CENTRAL DEL SERVIÇOS


Oficina

do Mês

A OFICINA DO MÊS É PATROCINADA POR TOTAL ROC (RAPID OIL CHANGE)

11 AUTO

ORGANIZAÇÃO E VISÃO

OS IRMÃO HUGO E JOÃO SILVA, FUNDARAM A 11 AUTO HÁ 14 ANOS E TÊM FEITO UM PERCURSO

EXEMPLAR A NÍVEL DA GESTÃO DA OFICINA, QUE ATUALMENTE CONTA COM NOVE COLABORADORES

E PRESTA TODO O TIPO DE SERVIÇOS DE REPARAÇÃO MECÂNICA E PINTURA

A

11 Auto nasceu da vontade de Hugo Silva e

João Silva criarem um negócio próprio, depois

de terem trabalhado e adquirido experiência

em diversas empresas do setor. Especialistas

em colisão e repintura, oferecem também um

serviço completo de mecânica, que inclui reparação

de motores e todos os serviços de manutenção,

desde diagnóstico, carregamento de ar condicionado

e alinhamento de direções.

A oficina está instalada num amplo pavilhão industrial,

totalmente adaptado e equipado pelos

próprios Hugo e João Silva. “O layout e as obras

de remodelação do interior, conceção das zonas de

preparação dos veículos para a repintura e de reparação

de motores, foram realizadas por nós, por

isso a oficina oferece excelentes condições e infra

estruturas para o desenvolvimento crescente da

atividade. O espaço disponível permitiu ainda a

instalação de uma área de lavagem e acabamento

de veículos, antes da entrega do carro ao cliente”,

dizem. As instalações têm uma área coberta de

700 m2, possui 3 elevadores encastrados no chão

e mais 2 de tesoura. O restante equipamento, nomeadamente

máquinas de diagnóstico, aparelhos

de ar condicionado e máquinas de soldar, têm locais

próprios de arrumação identificados com placas,

ao longo da oficina. A equipa e constituída por

9 pessoas, sendo 2 bate chapas, 2 pintores, 2 mecânicos,

2 administrativo e 1 vendedor.

Cliente Total há vários anos, decidiram aderir ao

conceito ROC – Rapid Oil Change, porque “permite

oferecer aos clientes um lubrificante de qualida-

de premium, com uma gama muito extensa e favorece

a imagem da oficina”, diz Hugo Silva.

11AUTO

Gerentes Hugo Silva e João Silva

Morada Rua Américo Franco, Fração A

2640-578 Sobreiro, Mafra

Telefone 261 092 021

Email geral@11auto.pt

EspecialistAS em chapa e pintura

Hugo Silva está convencido que a oficina tem uma

boa estrutura, capaz de prestar serviços de qualidade

a todos os tipos de clientes, desde particulares

e outros provenientes de acordo celebrados

com companhias de seguros. No que respeita à atividade

desenvolvida pela oficina, Hugo Silva destaca

o grande volume de entrada de carros para a

área da repintura e explica “Eu sou bate chapa e

o meu irmão pintor. Temos uma grande experiência

e conhecimentos na área da colisão onde somos

especialistas. Trabalhamos com a Acrilac desde o

início, que nos dá garantia de produtos premium

e apoio constante.”

A captação de clientes é conseguida pelo passa palavra.

Clientes satisfeitos trazem mais clientes e este

tem sido o lema da 11 Auto. “Quando o cliente

nos encomenda serviços uma segunda vez, isto significa

que houve uma fidelização do cliente e isto

para nós é o melhor indicador de um serviço prestado

com qualidade”, afirma Hugo Silva.

Hugo e João Silva estão conscientes da necessidade

de se manterem atualizados com as novas tecnologias

que equipam os veículos atuais, designadamente

os híbridos e elétricos. Assim, sempre que

podem vão a cursos de formação técnica, tendo recentemente

participado numa formação na ANE-

CRA dedicada a veículos elétricos. “Acredito que

no futuro, os veículos elétricos vão ser a maioria do

parque e temos de estar preparados para lhes dar

assistência, designadamente na área da colisão,

porque quando estes veículos batem têm de ser reparados

e pintados como os outros”, diz João Silva.

Adesão a rede está na AGENda

Com tantas capacidades já demonstradas, a 11 Auto

tem sido “assediada” por várias redes de oficinas,

para entrar como membro, mas Hugo Silva diz ainda

não estar na altura para integrar um rede de oficinas.

“Nos últimos 3 anos crescemos muito a nível

de clientes e queremos consistência na qualidade do

serviço que fazemos. A integração numa rede de oficinas

exige mais espaço para serviços rápidos, que

também não temos. Mas acredito que o futuro está

nas redes de oficinas, para podermos alargar o leque

de clientes, nomeadamente gestoras de frotas, e ter

apoio na área técnica e de gestão”, afirma. l

48 Outubro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


HUGO SILVA E JOÃO SILVA, IRMÃOS E GERENTES DA 11 AUTO,

ESTÃO CONSCIENTES DAS NECESSIDDADES DE SE MANTEREM

ATUALIZADOS COM AS NOVAS TECNOLOGIAS


ObservATório

ESTACIONAMENTO ASSISTIDO PARA FURGÕES

ESTACIONAR

SEM PROBLEMAS

A

tecnologia Sistema de Estacionamento

Assistido da

Ford ajuda os condutores do

Transit a encontrar uma vaga de estacionamento

de tamanho adequado

e, em seguida, direciona automaticamente

o veículo para o local, tendo o

motorista apenas de controlar o acelerador

e o travão.

O sistema ajuda a facilitar o estacionamento

num espaço em paralelo,

tal como uma plataforma de carga

ou, na perpendicular, tal como na

berma da estrada, bastando que esse

espaço de estacionamento tenha

apenas mais 0,8 metros de comprimento

do que o veículo.

Outras tecnologias adicionais como

o Alerta de Tráfego Cruzado, Sistema

de deteção lateral e câmaras grande

angulares frontais e traseiras, oferecem

um auxílio precioso aos condutores,

ao sair de um espaço de estacionamento

ou ao manobrar em

O SISTEMA DE

ESTACIONAMENTO

ASSISTIDO DA FORD,

ACABA COM O DESGASTE

E O STRESS CAUSADOS

PELO ESTACIONAMENTO,

MESMO SE O VEÍCULO

FOR UM FURGÃO COM

MAIS DE 5 METROS DE

COMPRIMENTO

ambientes urbanos congestionados.

A tecnologia Sistema de Estacionamento

Assistido funciona usando

12 sensores ultrassónicos ao redor

do veículo. O sistema pode estacionar

o furgão mesmo em locais sem

berma de estrada, alinhando-se com

outros veículos estacionados, e funciona

também ao estacionar em locais

inclinados. O Sistema inclui Assistente

de estacionamento, o qual

movimenta automaticamente o veículo

de um espaço de estacionamento

enquanto o condutor controla o

acelerador e o travão.

O sistema Alerta de Tráfego Cruzado

da Ford avisa os condutores, ao

sair do estacionamento em marcha-atrás,

da presença de veículos

e bicicletas que podem passar

atrás do veículo. Além disso, o Sistema

de deteção lateral oferece avisos

sonoros e visuais de obstáculos

que estejam próximos, auxiliando

os condutores nas manobras a baixa

velocidade.

O Ford Transit pode também receber

câmaras grande angulares, colocadas

à frente e atrás, que fornecem

ao condutor uma visão ampla e

detalhada que facilita a deteção de

veículos, peões ou ciclistas que se

aproximem, em zonas sem visibilidade,

tais como cruzamentos, ou à

saída de parques de estacionamento

ou garagens.

Paragens frequentes nas ruas movimentadas

da cidade, são o dia-a-dia

de muitos condutores de furgões

durante uma jornada de trabalho, o

que pode ser um problema num veículo

de grandes dimensões com visibilidade

limitada. Tecnologias Ford

como o Active Park Assist, ajudam

os condutores e operadores a investir

as suas energias no trabalho, perdendo

menos tempo com preocupações

de estacionamento. l

50 Outubro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


PUBLIREPORTAGEM

2

NOVOS

LUBRIFICANTES

MOTUL PARA

VEÍCULOS PSA

A MOTUL desenvolveu

dois novos produtos dentro

da gama Specific que

complementam os existentes

para cobrir todo o parque do

Grupo PSA (Peugeot, Citroën

e DS). O Specific 2290 5W30

e o Specific 2312 0W-30

MOTUL SPECIFIC 2290 5W30

O lubrificante Specific 2290 5W30, adequado para todos os veículos mais

recentes do grupo PSA com motores a gasolina de última geração ou motores

a Diesel “HDi” com ou sem FAP, foi formulado para responder à atualização da

norma PSA B71 2290, que ajuda a prevenir ou reduzir o fenómeno da combustão

anómala do combustível conhecido como pré-ignição a baixa velocidade, ou Low

Speed Pre Ignition (LSPI), nos novos motores a gasolina de injeção direta, criados

para superar a norma Euro 6 de emissões. Além disso, deve oferecer proteção

contra o desgaste, limpeza das cabeças dos êmbolos e controle do aumento da

viscosidade devido à oxidação. Possui também a normativa C2, que se destaca

pelas propriedades de “Fuel Economy”.

Também está em conformidade com a normativa de

regulação de emissões Euro 4, Euro 5 e Euro 6. Estes

motores estão equipados com sistemas de tratamento

de gases muito sensíveis, nos quais o enxofre e o

fósforo inibem o funcionamento do catalisador.

Além disso, as cinzas sulfatadas podem fazer

com que o filtro de partículas fique obstruído,

levando a ciclos de regeneração contínua com

envelhecimento prematuro e consumo de óleo,

bem como perda de desempenho do motor. Com

a especificação B71 2290, o grupo PSA procura

lubrificantes com um alto poder de resposta ao

stresse térmico desses motores, aliado a uma

compatibilidade total dos seus sistemas de

descontaminação.

MOTUL SPECIFIC 2312 0W-30

Por outro lado, o lubrificante MOTUL Specific 2312 0W-30 foi formulado para

cumprir a norma PSA B71 2312, criada para permitir uma operação mais

eficiente dos motores Diesel Blue HDI e todos os seus equipamentos de

controle de emissão de NOx por AD Blue. Este lubrificante permite corrigir

os problemas que os motores PSA Blue HDI têm com o turbocompressor.

Um excelente controle sobre o aumento da viscosidade do óleo devido à

oxidação e ao acumular de resíduos sólidos, permite que o eixo do turbo

seja mantido em bom estado de lubrificação e temperatura. O cumprimento

da normativa ACEA C2 garante um excelente resultado em termos de

“Fuel Economy”. Os óleos de motor que excedem as

especificações PSA, como o MOTUL Specific 2312 0W-

30, demonstram excelente controle de desgaste nas

árvores de cames.

É muito importante usar o lubrificante correto para

evitar anomalias no funcionamento do veículo. Para

isso, a MOTUL conta com um consultor online

de lubrificantes. Com a introdução do modelo e

motor exatos do veículo em questão, poderemos

obter uma lista com as melhores recomendações

da gama MOTUL. Esta recomendação aplicase

a todos os componentes do veículo que

requeiram um produto da linha MOTUL, como

óleo de transmissão, líquido de arrefecimento ou

fluido de travão, sempre dentro dos limites das

especificações do grupo PSA.


NOTÍCIAS // DINÂMICA DO SETOR ESCREVE-SE DE A A Z

Empresas

MEYLEXPERIENCE

VISITE A FEIRA DE FRANKFURT DE FORMA EXCLUSIVA E DIGITAL

A

MEYLE criou nova forma exclusiva e digital de vivenciar a marca:

através da “MEYLExperience 2020” proporciona aos seus clientes e

parceiros uma experiência semelhante à que teriam numa visita física

ao recinto da feira em Frankfurt. “Apesar do coronavírus e do cancelamento

da Automechanika Frankfurt, não queremos prescindir do contacto direto e

pessoal com os nossos clientes e parceiros. Os últimos meses mostraram que

a colaboração e a troca de informações por via digital funcionam muito bem.

Esta experiência foi transposta para a MEYLExperience, criando uma forma

digital de vivenciar a marca, que nos permite apresentar aos nossos clientes e

parceiros as nossas melhores peças e soluções”, explica André Sobottka, diretor

de vendas, marketing e comunicação da MEYLE. Através de um agendamento

individual e mediante convite da MEYLE, os seus clientes e parceiros puderam

obter informações sobre assuntos atuais e novos produtos, assim como

sobre soluções existentes no mundo MEYLE e ainda terem a oportunidade de

comunicar pessoalmente com especialistas da MEYLE nas áreas de vendas,

marketing e respetivas áreas de produtos.

52 Setembro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


EMPRESA NÃO RESISTIU À CRISE ORIGINADA PELO COVID 19

AGUADO AUTOMOCIÓN | A empresa não

resistiu à crise originada pela Covid 19. Com a queda das vendas e

sendo impossível manter todos os gastos estruturais, a empresa teve

de fechar. José María Aguado, fundador da Aguado Automoción,

explicou as causas do encerramento de uma das históricas empresas

de setor. Em março de 2019, e coincidindo com a Motortec, a

empresa fundada por José María Aguado há mais de quarenta

anos apresentou a sua reestruturação através da cisão em seis

novas empresas independentes instaladas “estrategicamente

nas autonomias mais relevantes para o mercado automóvel em

Espanha, que substituiria as delegações da Aguado Automoción já

existentes, mas com uma gestão individualizada para ter melhor

eficiência, desenvolvimento e assim conseguir um melhor serviço

aos nossos clientes de longa data ”, explica Aguado. A nova estrutura

da Aguado Automoción já funcionava, mas chegou março de 2020

e com ele o coronavírus “sendo impossível manter todos os gastos

estruturais da mesma até julho de 2020, com uma faturação

praticamente inviável, e inevitavelmente não conseguimos evitar

o encerramento das nossas empresas. Tenho vivido do pós-venda

e continuarei a colaborar com todas as empresas que compõem

este fabuloso mundo. Muito obrigado a todos e agradeço a grande

colaboração que sempre tive de todos os parceiros e clientes”, afirma

José María Aguado.

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NOTÍCIAS

EMPRESAS

MANN + HUMMEL

NO TOP 50 DOS LÍDERES

MUNDIAIS DE SUSTENTABILIDADE

A

MANN + HUMMEL chega ao top 50 dos líderes mundiais de sustentabilidade por

separar o “útil do prejudicial” para o ambiente. 50 Sustainability Climate Leaders

inclui a MANN + HUMMEL como uma das 50 empresas no mundo que mais contribui

para a sustentabilidade ambiental. A iniciativa do International Business Community

reúne importantes empresas convencidas da importância de ações efetivas no combate

às Mudanças Climáticas de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das

Nações Unidas. A MANN + HUMMEL obteve este reconhecimento pelo esforço contínuo

em “separar o útil do prejudicial”, missão vital da empresa nos últimos anos. “Proteger o

meio ambiente é essencial. Temos que investir na sustentabilidade para permitir uma mobilidade

mais limpa. Além disso, em termos de poluição do ar ou da água, a necessidade

de filtração é primordial, temos consciência disso, por isso fazemos todos os esforços para

evitar os danos que a poluição pode causar às pessoas e ao meio ambiente”, “, refere a marca

em comunicado. E o corpo humano pode ficar três semanas sem comer, mas só pode

ficar três dias sem água e três minutos sem ar, destacam-se como um exemplo.

DESENVOLVE MÁSCARA PROTETORA

PARA COLABORADORES

Sogefi | Para garantir a segurança dos seus funcionários, a Sogefi (CIR

Group), líder mundial em filtração automóvel, desenvolveu uma máscara

protetora. Inovadora, ecológica e confortável são as principais caraterísticas

desta máscara. Em colaboração com o Alchimies Group, especialista em

manufatura aditiva, e o Georges Pernoud Group, especialista em desenho de

moldes para injeção de peças plásticas, a Sogefi fabrica, em poucas semanas,

uma máscara inovadora, ecológica e confortável: assim nasceu a Purmask.

Carateriza-se por ser uma máscara semi-rígida e reutilizável que se adapta

perfeitamente ao formato do rosto graças a uma borda flexível. A Purmask

foi aprovada de acordo com o padrão de máscara cirúrgica (EN14683 Tipo II)

pelo laboratório francês LNE, com uma eficiência de filtração superior a 99%

e um pressão média abaixo de 25,7 Pa / cm2, o que representa uma garantia

de boa respirabilidade e limpeza microbiana de acordo com os regulamentos.

Esta máscara é habilmente projetada para uso profissional e também oferece

uma vantagem custo significativo, pois apenas as recargas de filtro Purflux

precisam ser substituídas.

RECEBE DISTINÇÃO PME LÍDER

JMCS | “É com muita satisfação que informamos que a

JMCS recebeu a atribuição do Estatuto de PME Líder 2020,

na sequência da qualidade do nosso desempenho e perfil

de risco”, desvendou a empresa em comunicado oficial. O

estatuto PME Líder é um selo de reputação criado pelo

IAPMEI para distinguir o mérito das PME nacionais com

desempenhos superiores. É atribuído em parceria com o

Turismo de Portugal, um conjunto de bancos parceiros e as

Sociedades de Garantia Mútua, tendo por base as melhores

notações de rating e indicadores económico-financeiros.

Este selo destina-se a empresas que, pelas suas qualidades

de desempenho e perfil de risco, se posicionem como

motor da economia nacional nos vários setores de atividade

enquadráveis, prosseguindo estratégias de crescimento e

liderança competitiva.

54 Setembro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


NOTÍCIAS

Notícias

EMPRESAS

Empresas

BORG AUTOMOTIVE COMPRA

TURBO MOTOR INYECCION

A BORG Automotive, de propriedade do conglomerado industrial

dinamarquês Schouw & Co., anunciou a aquisição da Turbo Motor Inyeccion

(TMI), uma empresa espanhola de recondicionamento de turbocompressores.

A TMI, sediada na espanhola Pamplona, gerou uma receita de 105 milhões de

euros no ano passado, resultando em um lucro de 12 milhões. A TMI ocupa

cerca de 135 funcionários e é uma das principais empresas europeias do

mercado de recondicionamento de turbocompressores. “A BORG Automotive

tem uma estratégia de crescimento clara e ambiciosa, baseada tanto no

crescimento orgânico quanto aquisições, e temos trabalhado nos últimos

anos em vários casos de aquisição específicos”, explica o CEO Kim Kruse

Andersen da BORG Automotive e continua “Ao adquirir a TMI, damos agora

o primeiro grande passo nesta estratégia. O mercado de reposição de peças

automotive está em processo de consolidação, dificultando as empresas de

médio porte. Devido às condições de mercado, a TMI teve que escolher entre

expandir seu próprio negócio ou ser incluído em um grupo maior como a

BORG Automotive. TMI escolheu aderir à BORG Automotive, principalmente

por causa de sua boa reputação.

BANNER

É A MARCA DO MÊS

DE OUTUBRO NA AUTO RECTO

São 64 referências diferentes de baterias e duas referências de boosters da marca

Banner que fazem parte do portfólio da Auto Recto. É uma das marcas mais recentes

com quem a Auto Recto obteve parceria. E, para a empresa, tem sido um

privilégio poder trabalhar com uma marca desta qualidade. Para a Auto Recto, a Banner

é, seguramente, uma das melhores marcas do mercado. Para além disso, é, também, líder

mundial na produção de baterias, sendo todas de qualidade premium e com vantagens

inegáveis para os clientes. A Auto Recto espera poder continuar a trabalhar por muitos

mais anos com esta marca de renome internacional.

CETRAA

LANÇA PROJETO DE RMI

O

projeto

RMI da CETRAA assenta fundamentalmente em

três pilares com os quais a Confederação pretende abrir a

possibilidade, a todo o sector da reparação e manutenção,

de aceder à informação do construtor automóvel em igualdade

de condições: Formação, Serviço e Informação. Após mais de

2 anos de trabalho interno, a CETRAA prepara-se para lançar,

num futuro próximo, um ambicioso projeto de universalização

no sector das oficinas do acesso à informação de reparação e manutenção

reconhecida em regulamentação europeia. O trabalho

que a CETRAA tem vindo a desenvolver na Comissão de Informação

Técnica do CECRA (Comité Europeu para o Comércio e

Reparação Automóvel) em Bruxelas culmina com a implementação

deste projeto, que assenta fundamentalmente em três pilares

com os quais a Confederação pretende abrir a possibilidade, a

todo o sector da reparação e manutenção, de aceder à informação

do construtor automóvel em igualdade de condições: Formação,

Serviço e Informação. O CETRAA manterá um canal aberto com

as oficinas que utilizam o serviço para a resolução de dúvidas e

questões, que servirá como ponto de coleta de informações para,

se necessário, denunciar práticas abusivas ou restritivas no acesso

ao RMI por parte dos órgãos competentes.

56 Setembro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


WWW.MOVSOLUCOES.PT

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NOTÍCIAS

EMPRESAS

GIPA

NOVO DEVELOPMENT

MANAGER

Gipa nomeia Nuno Rosa Garoupa como Business Development Manager

para Espanha e Portugal, tendo como principal missão a gestão

e desenvolvimento do mercado Português e contribuir para o desenvolvimento

do negócio em Espanha. Nuno Rosa Garoupa tem

uma vasta experiência no mercado automóvel e após-venda,

tanto em importadores de marcas como no mercado aftermarket,

com diferentes responsabilidades que fazem

com que seja o candidato ideal para os novos objetivos e

desafios que a GiPA planeia empreender para o mercado

Português e Espanhol. Segundo o Country Manager de

Espanha e CEO da empresa, Fernando López “estamos

muito entusiasmados com a nomeação do Nuno na nossa

estrutura, somos uma empresa flexível e ágil, e o Nuno

vai-nos ajudar com o desenvolvimento da GiPA na Peninsula

Ibérica, fortalecendo o mercado Português graças a sua ampla experiência e

conhecimento.”

CAMPANHA DIAGNÓSTICO AUTOMÓVEL

Lusilectra | A empresa tem ativa até 15 de outubro uma Campanha de Diagnóstico Automóvel para

aquisição do equipamento Mahle TechPRO Smart pelo preço de 999,00 Euros + IVA ou 35,79 Euros/mês

(via crédito GRENKE). Este equipamento necessita de PC ou Tablet (não incluído). O Equipamento TechPro

Smart da Mahle trata-se de um equipamento de diagnóstico automóvel, que garante um trabalho rápido

e resultados fiáveis. Esta ferramenta de diagnóstico é ideal para qualquer tipo de oficina automóvel,

pois consegue abranger mais de 90% dos carros europeus e realiza leituras de dados e erros em apenas

7 segundos. Salientando ainda que, esta unidade gera soluções para as inconformidades detetadas

e permite diagnósticos e codificação de componentes. O design de interface inovador oferece acesso

rápido e imediato a todas as informações de que precisa para um trabalho profissional. Com mais de

50.000 unidades vendidas em todo o mundo, o Mahle TechPRO Smart atua como um interface interativo

entre o mecânico e o veículo. Com vários recursos versáteis, opções de digitalização extensas, software

de utilizador mais simples e um grande número de interfaces, o equipamento lê dados e erros, exibe

soluções, permite o diagnóstico de componentes e oferece codificação de componentes.

5ª EDIÇÃO DO PROGRAMA AVANÇADO DE

GESTÃO PARA PROFISSIONAIS PÓS-VENDA

ACAP e ISCTE | A ACAP em parceria com o ISCTE vai lançar a 5ª edição do Programa

Avançado de Gestão para Profissionais do Pós-venda Automóvel, a iniciar em Janeiro de

2021. Antecipando-se uns próximos anos muito desafiantes, a ACAP considera fundamental

promover a consolidação das competências dos profissionais da indústria do pós-Venda

automóvel, assegurando a sua capacidade de tomar decisões de gestão bem sustentadas, de

identificar e concretizar oportunidades de negócio e de desenvolver equipas mais produtivas

e motivadas para o sucesso. O Programa Avançado de Gestão para Profissionais do Pós-Venda

Automóvel aposta em nove módulos intensivos, ao longo de seis meses, especificamente

concebidos para as necessidades de gestão dos decisores do setor, num formato plenamente

compatível com a sua vida profissional. Mais informações, podem ser obtidas pelo telefone

217 826 100, através do email corporate.indeg@iscte-iul.pt ou no site www.indeg.iscte-iul.pt

RYME

CONSOLIDA-SE COMO

FORNECEDOR DE DADOS

CERTIFICADO TECDOC

A

Ryme

Automotive consolida-se como um fornecedor de dados

certificado TecDoc para o catálogo líder no aftermarket automóvel.

Desta forma a Ryme Automotive obtém o selo de

“Certificado Fornecedor de Dados ”pela Tecalliance, de acordo com

a última avaliação realizada com as informações do desempenho da

marca de acordo com a qualidade dos dados e critérios utilizados na

base de dados. Por mais de 20 anos, o Catálogo TecDoc tem sido um

dos veículos e peças de reposição líderes mundiais. Catálogo TecDoc

permite a identificação precisa de veículos e uma busca rápida por peças

de reposição adequadas, complementada por informações técnicas

detalhadas e atualizadas sobre reparos e manutenção em todos os

momentos. A partir de agora a marca Ryme Automotive pode usar o

selo de qualidade “TecAlliance Fornecedor de dados certificado” com

base no cumprimento dos critérios estabelecidos e requisitos de qualidade

de dados em um alto grau.

58 Setembro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


OBSERVATÓRIO DO PÓS-VENDA

AUTOMÓVEL

TEM NOVA EDIÇÃO

A

DPAI vai lançar uma nova edição do Observatório

do Pós-venda Automóvel, um estudo sobre

os principais rácios financeiros e económicos

das empresas de peças e pneus, no qual podem, ainda,

ser consultados dados sobre as vendas e o parque

automóvel, com evolução comparativa, com evolução

comparativa. Estes rácios são de extrema importância

para a gestão das empresas, porque conseguem sintetizar,

apenas num número, uma determinada situação

de um negócio, ou até mesmo a evolução desse negócio,

permitindo visualizar os parâmetros chave da atividade.

Estes indicadores, são fundamentais para determinar

objectivos, preparar decisões e enquadrar a gestão. São,

também, um instrumento incontornável para efectuar

comparações com outros dados disponíveis e calcular as

distâncias em relação às metas próprias, à concorrência

e aos indicadores internacionais. A grande novidade

desta próxima edição, garantindo a evolução do estudo

e melhorando a adaptação do mesmo à realidade e aos

desafios do negócio, será a inclusão de indicadores que

permitem perceber a utilização do veículo e consequente

entrada em oficina.

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NOTÍCIAS

EMPRESAS

FEBI LANÇA

CAMPANHA TRAVAGEM TOTAL!

A

nova campanha da marca febi “Travagem Total” destaca sistema de febi têm um padrão listado na superfície de fricção, reduzindo o período de

travagem da marca. A qualidade de produto é reconhecida, não só acamamento e garantindo um poder de travagem máximo logo desde o início.

pela utilização dos discos de travão em estrada, mas também em corridas

oficiais de camiões. A febi é o principal fornecedor de discos e pastilhas travão em estrada, mas também em corridas oficiais de camiões. Adicional-

A qualidade de produto é reconhecida, não só pela utilização dos discos de

de travão para veículos pesados no aftermarket – com uma cobertura superior mente, a febi tem também inúmeros produtos para sistemas de disco e tambor

de travão na sua gama: ajustadores de folga, árvores de cames do travão,

a 97% dos veículos das principais marcas europeias (“BIG 7”). A reconhecida

marca alemã destaca a ampla gama de travagem com a assinatura de calços de travão, jogos de reparação para bomba de disco de travão, e agora,

campanha: “Qualidade Consistente. Travagem Total!”. As pastilhas de travão cilindros de membrana dupla.

RESULTADOS DO 1º SEMESTRE 2020

Schaeffler | A fornecedor global dos setores automotivo e industrial,

apresentou o relatório provisório para o primeiro semestre de 2020. O volume

de negócios do Grupo Schaeffler nos seis primeiros meses do relatório ascende

a 5.574 milhões de euros (exercício anterior: 7.226 milhões de euros). Como

resultado da diminuição da procura devido à pandemia de coronavírus, o

volume de negócios diminuiu consideravelmente. Esta diminuição deveu-se

principalmente à redução do volume de negócios das três divisões, sendo a queda

mais significativa, de longe, a de 26,8% da Divisão Automotive OEM durante

o primeiro semestre de 2020. Klaus Rosenfeld, CEO da Schaeffler AG, afirmou:

“Graças à implementação consistente de medidas para combater a crise e aos

sólidos resultados obtidos pelas nossas Divisões Automotive Aftermarket e

Industrial, até agora enfrentamos a crise melhor do que o previsto. A retoma da

procura em Junho é uma indicação de que, após a queda de Abril, as coisas estão

a melhorar gradualmente. No entanto, a incerteza sobre quando voltaremos aos

níveis anteriores à crise permanece elevada. Para nós, isto significa que devemos

continuar a agir com grande perspicácia e disciplina”.

60 Setembro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


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Distribuidor Oficial:


NOTÍCIAS

EMPRESAS

JUNTAS PARA FORNECER

TECNOLOGIA

Linde e Doga | Aliaram-se para fornecer aos

clientes o melhor da tecnologia Linde e o melhor

do fornecimento de para brisas DOGA. É um projeto

que engloba 10 modelos diferentes e que em 2025

culminará com 100% dos limpa para-brisas DOGA.

A Linde Material Handling está entre os líderes

mundiais na fabricação de empilhadores. KION, que

é a empresa controladora do LINDE, é o segundo

maior fabricante de camiões do mundo. A segurança

de pessoas, veículos e materiais é a ideia central da

filosofia zero acidente da empresa e, por isso, confia

na confiabilidade da DOGA no fornecimento de

limpa para-brisas para os seus camiões. No primeiro

trimestre foi lançado no mercado o primeiro modelo, o

camião H20-H35, especialmente indicado para viagens

de longa duração e alta intensidade para ser utilizado

ao ar livre nas condições mais adversas. Os kits de

limpa para-brisas DOGA dianteiro, teto e traseiro,

oferecem excelente visibilidade da carga ao motorista.

LIQUI MOLY

APOIA LIGA DOS CAMPEÕES DE ANDEBOL

A

LIQUI MOLY reforça a presença na Liga Alemã de Andebol durante a próxima época da EHF

Champions League (Liga dos Campeões da Federação Europeia de Andebol), tornando-se parceiro

oficial da competição. A LIQUI MOLY estará presente de forma destacada no pavimento

dos pavilhões desportivos e nos painéis multimédia. Com esta iniciativa, o especialista em lubrificantes

de Ulm prossegue a sua estratégia bem-sucedida de patrocínio do desporto de alta competição, com o

objetivo de aumentar permanentemente o prestígio da marca. Assim, o andebol torna-se o principal foco

de patrocínio desportivo da empresa, para além do desporto motorizado. “O andebol tem vindo a ganhar

popularidade e cada vez mais adeptos. É um desporto duro, pragmático e justo, que são características

que encaixam muito bem na nossa marca. Somos uma marca tradicional alemã que representa o espírito

de parceria, confiança e equidade como nenhuma outra no setor”, afirma Peter Baumann, diretor de

marketing da LIQUI MOLY. “O público está muito perto das jogadas, muito mais do que nas outras modalidades,

e vibra com as equipas. Queremos que a nossa marca represente estas emoções e que beneficie

da imagem positivia deste desporto. Tal como a EHF beneficiará da excelente reputação da nossa marca

made in Germany”, conclui Baumann.

AUTOZITÂNIA

ALARGA GAMAS VALEO

A

Autozitânia procedeu a um alargamento no seu portfólio nas gamas da

marca Valeo. O portfólio foi aumentado em diversas gamas como Assistência

à Condução e Estacionamento, Acessórios Elétricos, Sistema

de Gestão de Motor, Sistemas de Iluminação, Comutadores ou Sistemas de

Limpa-Para-Brisas. Esta medida aumenta em larga escala a oferta disponível

nesta reconhecida marca. A Valeo é reconhecida pela sua inovação e qualidade,

sendo um dos principais fornecedores de tecnologias de ponta automóvel

a nível global, estando presente em cerca de 150 países.

62 Setembro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


NOTÍCIAS

EMPRESAS

OSRAM

CONSELHOS PARA EVITAR ADQUIRIR LÂMPADAS FALSAS

A

OSRAM

apresenta alguns conselhos para evitar adquirir lâmpadas falsas

da marca. A instalação de lâmpadas contrafeitas no veículo pode causar

perigo real e pode ter sérias consequências. As lâmpadas falsas podem ser

caras e perigosas para o condutor e outras pessoas, além de afetarem a segurança

dos utilizadores da estrada, também podem danificar partes do seu veículo. Se algumas

falsificações são óbvias, outras dificilmente são reconhecidas mesmo por

profissionais treinados. Por isso, a OSRAM apresenta alguns conselhos importantes

para evitar adquirir essas falsificações: Compre apenas em fornecedores fiáveis;

Procure a etiqueta OSRAM Trust na embalagem das lâmpadas de xénon e nas

embalagens DUO BOX nas lâmpadas de halogéneo; Desconfie de ofertas a muito

baixo preço; Não confie apenas em fotos online; peça mais detalhes; Definitivamente

não compre lâmpadas sem embalagem ou em caixas brancas. Enquanto fabricante

líder em iluminação automóvel, a OSRAM oferece produtos de qualidade

premium. A iluminação automóvel fiável da OSRAM é testada e fabricada segundo

todos os requisitos da norma ECE, logo proporcionando a segurança de luz com

alto brilho para melhor visibilidade da estrada e do trânsito que se aproxima.

GAMA DE TRAVAGEM PARA TODAS

AS MARCAS

Blue Print | Oferece uma gama completa de travagem com mais de 3.400

componentes de fricção, com aplicação em veículos asiáticos e europeus,

que cobre mais de 98% de veículos ligeiros e LCVs mais populares nas

estradas europeias, para discos e pastilhas de travão, lançados a partir do

ano 2000. A Blue Print acompanha, de forma constante, o lançamento de

novos veículos no mercado, reforçando a filosofia ‘Fast to Market’ através

da utilização de catálogos de peças eletrónicos do fabricante assegurando

elevados níveis de precisão. Além da seleção completa de componentes de

travagem para todas as marcas, a Blue Print - como especialista em peças

para veículos asiáticos - oferece a solução completa para a restante gama de

travagem para aplicações asiáticas. Isto inclui mais de 3.200 peças apenas

na gama de travagem - que cobrem mais de 70.000 aplicações - oferecendo

uma cobertura abrangente e profunda para veículos asiáticos. A Blue Print

reconhece a evolução da tecnologia automóvel e ambiental há vários anos,

catalogando e introduzindo pastilhas e discos de travão na gama para

veículos híbridos e elétricos.

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

64 Setembro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


APOSTA EM VÍDEO CHAT E LIVE CHAT

Polivalor | Esta crise pandémica tem levado ao encerramento de muitas empresas e ao aumento exponencial

do teletrabalho. No entanto, segundo a Polivalor, é importante “manter ou aumentar o relacionamento entre as

marcas e os seus clientes”. Com o objetivo de encontrar os potenciais clientes, e criar e manter relacionamentos

confiáveis com eles online, foram criados os serviços de Contact Center e de Live Chat que até ao momento

têm registado um aumento da procura durante e após o período do confinamento. Qualificação de leads,

agendamentos para eventos virtuais ou presenciais, inquéritos de satisfação, são alguns dos serviços que o

Contact Center presta, apoiados num sistema de gestão de contactos com os clientes e potenciais clientes:

Inbound, Outbound, SMS ou e-mail. Relativamente ao serviço de Vídeo Chat, a par com o Live Chat, permite

um contacto mais direto e durante mais horas de atendimento a todos os que procuram das marcas respostas

imediatas. Entre as 9h00 e as 24h00, durante 7 dias por semana, os operadores da Polivalor estão preparados para

dar resposta a todas áreas de negócio: Venda de viaturas novas, Venda de viaturas Usadas e Serviço Pós-Venda.

ESCOLHA E MOVA-SE ECOLOGICAMENTE

BKT | A sustentabilidade é para a BKT e para a S. José Pneus, o único instrumento

que permite assegurar o nosso futuro e o das próximas gerações. Um pneu com

uma maior duração não precisa de ser substituído com tanta frequência, o que tem

um efeito positivo na eficiência e no ambiente. A BKT, permanentemente focada

na promoção da sua marca e sempre na vanguarda das tendências de marketing e

respeito pelo meio ambiente, lança uma campanha de oferta de bicicletas destinada

aos clientes finais. Neste sentido, a S. José Pneus em colaboração com a BKT junta-se

a esta causa contribuindo para um ambiente mais sustentável com a oferta de

bicicletas, para utilizar em trabalho ou em lazer. A mecânica é muito simples! Basta o

cliente comprar pneus radiais BKT , tirar uma fotografia com os pneus montados no

trator ou equipamento e registar a sua compra em https://sjosepneus.com/marcabkt/

A campanha é válida até 31 de dezembro, salvo rutura de stock.

Anúncio_Santogal_Peças_[26,5x15,5cm]_HR.pdf 1 31/07/2019 15:32

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NOTÍCIAS

EMPRESAS

DE MÃOS DADAS

NA ORDER MANAGER

Veneporte e TecAlliance | A Veneporte iniciou

recentemente a utilização da plataforma B2B Order Manager

(ex TecCom) da TecAlliance, com vista a uma otimização dos

seus processos em encomendas colocadas pelos seus clientes.

Com esta solução, os clientes da Veneporte podem verificar

a disponibilidade de stock, consultar preços e encomendar

automaticamente, 24 horas por dia, sete dias por semana, sem

necessitar de qualquer outro contato com a empresa. Graças

a esta ferramenta, a comunicação com os seus parceiros de

negócio na gestão da cadeia de fornecimento fica simplificada,

criando uma relação mais automatizada, eficaz e eficiente.

A TecAlliance é, há mais de 20 anos, uma das maiores

especialistas líderes a nível mundial em dados, processos,

soluções integradas, bem como em serviços de consultoria e de

implementação para o aftermarket digital.

DISA

COMPRA REDE DE ESTAÇÕES

DE SERVIÇO PRIO

O

Grupo DISA e o fundo de investimento Oxy Capital chegaram a acordo para a compra-venda

da companhia energética PRIO em Portugal. Concretamente, a DISA adquire a rede de estações

de serviço, com 247 postos de venda, o terminal de armazenamento e a fábrica de biodiesel

localizadas em Aveiro. O acordo entre as duas empresas foi concluído e vai agora para análise

e aprovação das autoridades portuguesas em matéria de concorrência. A integração da PRIO no

Grupo DISA garante a continuidade de todas as atividades que a empresa portuguesa desenvolveu

até à data, uma vez que a empresa espanhola assume os compromissos contratuais vigentes com

todos os seus clientes e fornecedores. As empresas portuguesas integradas pela DISA empregam

diretamente mais de 700 pessoas, que serão integradas no grupo espanhol, que mantém a estabilidade

do emprego como reflexo do seu compromisso para com as sociedades em que opera.

PCC

LANÇA GUIAS

DE COMO EQUIPAR UMA

OFICINA AUTOMÓVEL

Quer equipar uma oficina automóvel? A PCC acaba de lançar um conjunto

de guias com informação sobre todos os equipamentos indispensáveis

para equipar a sua oficina. Com mais de 20 anos de experiência

a empresa PCC é uma referência nacional no comércio, montagem e

assistência técnica de equipamentos para oficinas automóveis. Com o objetivo

de auxiliar os seus clientes na compra do equipamento certo, a empresa

de Famalicão lançou um conjunto de guias sobre os equipamentos indispensáveis

para uma oficina automóvel. Os primeiros guias já se encontram

disponíveis no site da empresa e são: 1º Guia – Como escolher o compressor

de ar comprimido certo? 2º Guia – Como escolher o elevador auto certo para

a sua oficina? 3º Guia – Importância das redes de ar comprimido.

66 Setembro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


NOTÍCIAS

EMPRESAS

CENTROS-AUTO ROADY

CHEGAM À TELEVISÃO

Roady | A primeira campanha Roady em televisão

arrancou com dois vídeos que promovem os valores

e os serviços da insígnia do Grupo Os Mosqueteiros.

Com um toque humorístico, o primeiro filme promove

os novos packs de serviço Roady, disponíveis com

um preço pré-estabelecido, e a forma como estes

conseguem prolongar a vida do seu automóvel. O

segundo vídeo, de caráter mais institucional, reforça

os valores que estão na génese da marca automóvel

em Portugal: paixão, proximidade e experiência.

Com tom leve e linguagem simples, a peça revela o

trabalho de excelência realizado pelas equipas nos 33

centros-auto Roady, orientado para a satisfação dos

clientes. A campanha já se encontra no ar para reforçar

o posicionamento da insígnia em Portugal, enquanto

marca próxima dos portugueses. O lançamento

em TV coincide com o lançamento do novo projeto

“Trotinetar Portugal”, uma iniciativa que desafia os

portugueses a conhecerem a sua região de trotinete,

com o embaixador Tiago Teotónio Pereira.

LIQUI MOLY

PATROCINADORA PRINCIPAL DO MOTO GP

SELO ESTABELECIMENTO

SEGURO ANECRA PREMIUM

Auto Furtado | Recebeu o Selo de

Estabelecimento Seguro ANECRA Premium; selo este

que certifica que a oficina Auto Furtado foi auditada

e validada pela SGS, cumprindo integralmente todas

as regras de higienização, previstas no Protocolo

Sanitário para o Sector Automóvel, instituído pelas

entidades oficiais e elaborado a partir de um trabalho

conjunto da ANECRA e outras associações do setor da

reparação automóvel. Para Sérgio Furtado, gerente

da Auto Furtado, esta distinção é um fator chave para

o negócio uma vez que o consumidor neste período

de pandemia, começou a valorizar ainda mais a

higienização da oficina e os cuidados de higienização

com a sua viatura como forma de mitigar o risco de

contágio de COVID-19.

A

LIQUI MOLY mantém-se até 2023 fornecedor

exclusivo de lubrificantes das corridas cedor exclusivo de lubrificantes do Moto2 e Moto3

prevê que a LIQUI MOLY se mantenha como forne-

das categorias Moto2 e Moto3. Além disso, até 2023. A particularidade do acordo é que a empresa

de lubrificantes não desenvolveu qualquer óleo

vai dar nome ao Grande Prémio de Aragão, que terá

lugar entre os dias 23 e 25 de outubro, com a designação

de Gran Premio LIQUI MOLY de Teruel. O pas do Moto2 e Moto3 usam o óleo Motorbike 4T

de motor especial para a competição. Todas as equi-

Grande Prémio LIQUI MOLY é a cereja no topo do Synth 5W-40 Street Race. “Quando um óleo de série

bolo de um amplo acordo definido entre o especialista

em lubrificantes e a Dorna Sports. A empresa eszado,

isso prova a qualidade excecional dos nossos

resiste às solicitações extremas do desporto motoripanhola

é responsável por comercializar o MotoGP, produtos”, afirma o diretor de marketing da LIQUI

incluindo as categorias Moto2 e Moto3. O acordo MOLY, Peter Baumann.

DISTINGUIDA COMO “REI DO CLIENTE”

Ferdinand Bilstein | Que empresas beneficiam mais os seus clientes? Esta foi a pergunta que o jornal diário BILD quis explorar em detalhe

como forma de determinar o “Rei do Cliente” na Alemanha. A Ferdinand Bilstein obteve uma elevada pontuação nesta análise e atingiu o nível

de “elevado benefício para o cliente” na categoria de “peças e serviços automóveis”. Mais de 3000 empresas de 233 setores foram analisadas

pela empresa de consultoria, ServiceValue. Os resultados tiveram como base as avaliações do consumidor (numa escala de aprovação de 5

etapas) antes e depois da compra, ou seja, em relação à expetativa de benefício presumido e à vantagem de benefício percebido. A classificação

“elevado benefício para o cliente” foi concedida apenas a empresas cujo valor do serviço, no seu setor, estava acima do valor médio de todos os

concorrentes. Os resultados confirmam a orientação consistente da Ferdinand Bilstein para o cliente, reforçada através da garantia do fabricante

de três anos introduzida no início de 2020.

68 Setembro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


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NOTÍCIAS

EMPRESAS

REDEINNOV

ALIOU-SE À ROUTRA WORK WEAR PORTUGAL

Numa oficina atual, o fardamento

é um pilar fundamental

da sua imagem, mas é

também uma questão que representa

dificuldades, tendo em conta o investimento

contínuo que representa.

Com o intuito de proporcionar

uma solução inovadora, a RedeInnov

aliou-se à prestigiada marca Routra

Work Wear Portugal para lançar

uma linha de vestuário profissional,

de forma exclusiva para o setor, solucionando

os habituais obstáculos do

fardamento. A RedeInnov passa assim

a disponibilizar às Oficinas uma

extensa gama de vestuário profissional,

que vai desde as peças básicascomo

t-shirts, polos, camisas - até

às mais técnicas - como as batas ou

fatos de trabalho, incluindo calçado

com diferentes níveis de proteção e

conforto. Salientando a qualidade

têxtil de todas as coleções disponibilizadas,

acrescentamos ainda três

pontos diferenciadores: Elevado nível

de personalização (+ de 3.000

combinações possíveis!); Incluído

no preço, de todas as peças, a personalização

com o logotipo do cliente

a partir de 1 unidade; Plataforma

Web onde o cliente, juntamento com

o membro da RedeInnov, pode fazer

a configuração desejada da sua personalização,

de forma a poder experimentar

várias possibilidades até

chegar ao modelo final.

NOVO MEMBRO CGA CAR SERVICE

Auto Garagem Senhora da Lapa | A rede oficinal CGA Car Service

acaba de ganhar um novo membro: a Auto Garagem Senhora da Lapa. A

disponibilização de formação e aconselhamento técnico foram os grandes pontos

a favor para a adesão da Auto Garagem Senhora da Lapa à CGA Car Service, a

maior rede oficinal da Península Ibérica. Localizada em Vila Flor, concelho da

região de Trás-os-Montes, a Auto Garagem Senhora da Lapa é outra incursão da

maior rede oficinal no nordeste do território nacional, agora pela mão da Auto

Delta e do seu parceiro local, Biapeças. A Auto Garagem Senhora da Lapa é um

estabelecimento que se encontra de momento já a ser gerido pela segunda

geração da família fundadora, certificado real da experiência acumulada através

de muitos anos de trabalho. Apesar da tradicional componente de reparação

de veículos ligeiros, conta ainda com um volume de trabalho assinalável na

resposta a uma grande variedade de veículos agrícolas, tão necessários ao tecido

empresarial local.

ARSIPEÇAS

FORMAÇÃO EM SISTEMAS DE A/C

Intervenção em Sistemas de Ar Condicionado em Viaturas Auto foi o tema da formação

realizada na Arsipeças Auto. No passado dia 2 de setembro teve lugar nas instalações

da Create Bussiness by Arsipeças- Auto, Lda a formação de Intervenção

em Sistemas de Ar Condicionado em Viaturas Auto. Esta formação teve como principal

objetivo credenciar e certificar técnicos para intervenção em sistemas de A/C bem

como capacitar técnicos para análises de avarias e resolução das mesmas sistemas de

ar condicionado.

70 Setembro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


APP OFERECE DESCONTOS

ContiService | Até 31 de dezembro, a app Contiservice vai oferecer vouchers de desconto

no valor de 100€ para os automobilistas descontarem em serviços de pneus e de mecânica

rápida. Sandra Melo, responsável pela rede ContiService, destaca a dinâmica que a rede

tem vindo a incutir no negócio. “Identificando claramente as novas tendências de consumo

e de digitalização do negócio disponibilizamos mais uma plataforma de comunicação

e de fidelização dos consumidores aos nossos pontos de venda”, explicou a responsável.

Disponível desde novembro de 2019 para IOS e Android, a App ContiService permite,

entre outras funcionalidades, enviar notificações sobre produtos, serviços, campanhas ou

ofertas e acumular pontos que podem ser descontados numa compra futura, monitorizar

as necessidades dos clientes e disponibilizar informação sobre o ponto de venda. Para

além desta informação, a App disponibiliza ainda informação útil sobre a manutenção do

automóvel e conselhos de segurança rodoviária.

KRAUTLI

NOVO DISTRIBUIDOR OFICIAL

DA BLAUPUNKT

Krautli Portugal é o novo Distribuidor Oficial para Portugal da marca

alemã BLAUPUNKT. Como uma das empresas líderes no comércio de

soluções de infotainment e multimédia para automóveis, a Krautli expande

a sua oferta com esta marca cuja qualidade dispensa apresentações.

Fundada na Alemanha em 1924, a BLAUPUNKT iniciou o seu programa com

a produção de auscultadores e recetores. Já em 1932 iniciou a comercialização

a nível mundial de rádios para automóveis. Atualmente, a BLAUPUNKT

oferece uma vasta gama de produtos multimédia, tais como rádios, colunas,

sistemas de assistência à condução e sistemas de navegação.

As inovações da BLAUPUNKT incluem sistemas multimédia 1-DIN e 2-DIN

para automóveis, camiões e caravanas, colunas, bem como todo o tipo de acessórios

para rádios (antenas, cabos, etc.) e câmaras de tablier. Os sistemas estão

equipados com a mais recente tecnologia e permitem conectividade com smartphones.

Oferecem até a possibilidade de espelhar o ecrã de um smartphone iOS

ou Android diretamente no ecrã do sistema multimédia.

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Escolher bem ou escolher mal

www.jornaldasoficinas.com Setembro I 2020 71


NOTÍCIAS

EMPRESAS

GRANDE CAMPANHA DE OUTONO

PCC | A empresa lançou uma nova campanha, concebida especialmente para os mecânicos mais

exigentes. A campanha de outono inclui um conjunto de equipamentos essenciais para uma oficina

automóvel. Esta campanha abrange, desde carros de ferramentas, malas de ferramentas, gambiarras

e equipamentos específicos, como jogos de extratores para injetores. Relembramos que a PCC, é uma

empresa, certificada ISO 9001: 2015. Com mais de 20 anos de experiência na montagem e assistência

técnica de oficinas automóveis, a PCC garante aos seus clientes a busca de soluções que possam garantir

a máxima rentabilidade da sua oficina.

A INDÚSTRIA AUTOMÓVEL DEPOIS DO BREXIT

Com apenas 15 semanas para o término do período de transição do Brexit, os líderes

da indústria automóvel europeia uniram hoje forças para apelar à UE e ao Reino Unido

para que garantam um acordo de comércio livre (ACL) ambicioso sem mais demoras. Os

negociadores de ambos os lados devem agora envidar todos os esforços para evitar o

“não acordo” no final da transição, o que, segundo novas estimativas, custaria ao sector

automóvel europeu cerca de 110 mil milhões de euros em perdas comerciais nos próximos

cinco anos 1, colocando postos de trabalho em risco num sector que cria e mantém 14,6

milhões de empregos, o que representa um em cada 15 empregos da UE e do Reino Unido

2. Sem um acordo em vigor até 31 de dezembro, ambas as partes seriam obrigadas a

manter relações comerciais sob as regras não preferenciais da Organização Mundial do

Comércio (OMC), incluindo uma tarifa de 10% sobre os carros e até 22% para carrinhas e

camiões 4. Tais tarifas – muito superiores às reduzidas margens da maioria dos fabricantes

– teriam quase de certeza de ser repercutidas aos consumidores, tornando os veículos mais

caros, reduzindo a escolha e afetando a procura. Além disso, os fabricantes de componentes

para automóveis também serão atingidos pelas tarifas. Isso aumentará o preço de

produção ou levará a mais importações de componentes de outros países não pertencentes

à UE, que serão mais competitivos. De referir que o Reino Unido é o 4º principal cliente dos

componentes automóveis fabricados em Portugal.

meia_alto_Nelson_Tripa.pdf 1 28/07/2020 21:44

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www.nelsontripa.pt

ESTREIA NOVO SITE CORPORATIVO

Vulco | A extensa rede de oficinas e mecânica rápida Vulco estreia o seu novo site www.

vulco.pt. Com esta atualização, procura oferecer a todos os seus clientes uma navegação

muito mais simples e dinâmica, e responder, assim, a todas as necessidades dos seus

visitantes. O novo site inclui um design muito mais atraente e uma interface mais

simples, incluindo novas funcionalidades, como o acesso ao blogue institucional, onde

são publicadas notícias, conselhos e curiosidades do sector automóvel, assim como uma

maior presença dos canais de redes sociais, com o objetivo de poder estar ainda mais

conectado com os clientes. Também foi atribuída maior importância às fichas das oficinas

da rede, para que o utilizador final possa contactar com a oficina, solicitar um orçamento,

agendar uma marcação prévia ou conhecer a sua localização exata, todo através da nova

plataforma. A página foi criada com base nas novas tendências de design e paginação

web, para a sua visualização em todos os sistemas operativos e dispositivos móveis

(smartphones, wereables y tablets), suportes em que, atualmente, é realizada mais de

metade das visitas na Internet. Tudo foi alcançado ajustando conteúdos, melhorando a

velocidade de carregamento e facilitando a utilização do site aos utilizadores finais.

Rua Fernando Vicente - Armazém 15 - 2560-677 Torres Vedras

Telefone: +351 261 335 050 - E-mail: geral@nelsontripa.pt

GPS - N39.094609 - W009.251526


ATUALIDADE

CAMPANHA ASER “GIVE ME FIVE”

CHUVA DE PRESENTES!

Durante a campanha, os clientes

dos parceiros do grupo

ASER poderão usufruir de

descontos especiais e ganhar um dos

mais de 5.000 brindes que vão ser

distribuídos. Embora a Sureya, distribuidor

grossista sediado em Vigo,

já tivesse desenvolvido a campanha

junto dos seus clientes em Portugal

(lojas), foi em 2019 que a campanha

chegou pela primeira vez aos escritórios

portugueses graças à Humberpeças.

Este ano juntam-se também

a NPeças e a Samiparts, os dois últimos

parceiros que se juntaram ao

grupo em Portugal, para que os descontos

e brindes da Give Me Five

cheguem a muitos mais clientes.

O Give Me Five da ASER estará em

vigor entre 1 e 31 de outubro, e une

várias campanhas numa só, uma vez

que nela participam mais de 90%

dos fornecedores do grupo. Durante

o mês de outubro de 2020, os parceiros

do Grupo oferecem aos seus

NO DIA 1 DE OUTUBRO, O

GRUPO ASER, ATRAVÉS

DOS SEUS PARCEIROS

EM PORTUGAL:

HUMBERPEÇAS,

NPEÇAS E SAMIPARTS,

ARRANCOU COM UMA

NOVA EDIÇÃO DA

CAMPANHA “GIVE ME

FIVE BY ASER”

clientes até 10% de desconto adicional

nos produtos dos fornecedores

aprovados. Adicionalmente, os clientes

com faturas superiores a € 100

que se inscrevam no site da campanha,

poderão obter brindes diretos.

Uma “chuva de presentes” avaliada

em mais de € 50.000.

De acordo com José Luís Bravo, diretor

geral da ASER “o Give Me Five

by ASER é uma campanha que,

além de ajudar os parceiros a vender

e promover a satisfação do cliente,

pretende valorizar os valores do Grupo,

designadamente a Proximidade,

Comunicação, Inovação e Transparência,

oferecendo mais de 5.000

prémios aos clientes. Os brindes são

agrupados em quatro grandes grupos,

um para cada valor de ASER,

e também é oferecido um desconto

adicional, que em muitos casos chega

até 10%, nas principais marcas.

Com esta campanha, o grupo ASER

divulga os seus valores, e já que “dá

mais cinco” aos clientes, celebra com

cinco grupos de brindes:

- Give Me 1 - até 10% desconto adicional

nas principais marcas

- Give Me 2 – Prémios Valor Proximidade

- Give Me 3 - Prémios Valor Comunicação

- Give Me 4 – Prémios Valor Inovação

- Give Me 5 – Prémios Valor Transparência

Em linha com o Plano de Comunicação

da ASER, a Campanha atribui

prémios destinados ao lazer dos

clientes dos seus parceiros, estando

o foco na sua satisfação. Televisores,

colunas, robot-aspirador, consolas

de videojogos ou barris de cerveja,

são alguns dos brindes disponíveis

nesta campanha. Em Outubro, o Give

Me Five da ASER chega a Portugal

para que nenhum cliente fique

sem um presente. l

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2020 73


NOTÍCIAS // PEÇAS E EQUIPAMENTOS À MEDIDA DE CADA NEGÓCIO

Produto

A

Champion Lubricants disponibiliza uma linha

abrangente de lubrificantes, fluidos essenciais

e produtos de limpeza para motos.

Seja a manutenção de uma moto Supersports de

pista, uma cruiser ou uma moto off-road de 2 tempos,

a Champion Lubricants tem produtos projetados

para cada categoria de motos nas suas gamas

PRORACING GP, PROPULSE TT e MOTO HP.

CHAMPION LUBRICANTS

LANÇA GAMA PARA MOTOS

Para um desempenho sem compromissos e para

as aplicações mais exigentes, a marca desenvolveu

a gama PRORACING GP. É por meio desta gama

que a Champion Lubricants lança as suas mais recentes

inovações e produtos de ponta, como a Tecnologia

Ester + Adaptive Shield. Usando um óleo

de base totalmente sintético de alta qualidade em

combinação com aditivos avançados, a tecnologia

Ester + Adaptive Shield da Champion Lubricants

foi desenvolvida em conjunto com o ex-campeão

mundial da Supermoto Eddy Seel e traz uma linha

exclusiva de óleos de motor de alto desempenho

para o mercado. Esta gama também foi posteriormente

testada nas condições mais exigentes pelo 10

vezes Campeão do Mundo de Endurance (EWC)

Vincent Philippe.

74 Outubro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


COMERCIALIZA INTERRUPTORES CAR SHOW AUTO PARTS

AUTO Barros | A empresas está a divulgar a linha de interruptores para veículos ligeiros, comerciais e

pesados, da marca Car Show Auto Parts. Trata-se de um fabricante asiático com o qual a Auto Barros já trabalha

há muitos anos e que se encontra atualmente numa fase de expansão. De um simples interruptor de comando

de luzes aos mais complexos sistemas de ignição, a Car Show Auto Parts dispõe de referências para a maioria

dos modelos do parque automóvel nacional. A companhia é líder a nível global no setor das peças automóvel.

Conta atualmente com 400 empregados e 3 fábricas localizadas em Taiwan, China e Tailândia. Para mais

informações sobre esta marca pode contactar diretamente com a Auto Barros – Acessórios, Lda., através do

telefone 227 419 205 ou pelo email geral@autobarros-acessorios.pt

NOVA LINHA DE EMBRAIAGENS

AISIN | Com o objetivo de responder às necessidades do mercado, a AISIN lançou

um novo “kit Super CSC” para diferentes modelos de automóveis europeus. A escolha

do kit AISIN CSC é garantia de alta eficácia e fácil instalação, tendo a AISIN Europe

Aftermarket mantido os mesmos padrões de produção para corresponder à qualidade

OE. Parte da gama de embraiagens é aplicada a veículos Toyota de transmissão

manual de 6 velocidades compactos e médios desde 2008. Os kits AISIN CSC combinam

componentes de embraiagens de alta qualidade para fornecer eficiência total na

transmissão de potência e precisão no pedal.

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Notícias

Produto

VDO

PASSA A SER

COMERCIALIZADA

COMO CONTINENTAL

A

partir

de Setembro de 2020, todas as peças originais e

equipamentos VDO passam a ser comercializados

debaixo da marca Continental. A Continental é uma

empresa de tecnologia global e um dos principais fornecedores

mundiais do sector automóvel. Com início em Setembro

de 2020, todas as peças e equipamentos passarão a ser fornecidos

nas novas embalagens Continental mantendo o pedigree

da marca: O original mantém-se original. Graças ao

seu design de superfície total, a embalagem da Continental

apresenta uma maior visibilidade e garante uma menor probabilidade

de se sujar. Oferece ainda um rótulo de segurança

com códigos MAPP que garante uma identificação única dos

produtos originais Continental. Além disso, a tesa PrioSpot

oferece proteção máxima contra falsificações e identificação

fiável de imitações. Cada embalagem tem também um selo de

qualidade e um código QR na etiqueta do produto que ao ser

lido, liga ao catálogo online da Continental.

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NOVA BATERIA AUXILIAR YBXAX14

Yuasa | A empresa acaba de lançar uma nova bateria auxiliar AGM para veículos de última

geração. A bateria YBXAX14 foi desenvolvida para o uso numa ampla gama de aplicações

auxiliares e de Backup. A nova bateria é fornecida “Ativada” e pronta para uso, sem necessidade

de tempos de espera para a sua ativação. A YBXAX14 é aplicada em marcas como Mercedes, nos

modelos Classe A, Classe G e Classe E que se encontram entre os mais populares da Mercedes.

A característica principal da bateria é proporcionar uma fonte de energia de Backup para o

Controlo de travagem Sensotronic. Nos veículos BMW Serie 5, a bateria é compatível com os

requisitos de potência dos sistemas de direção ativa integral, sendo também utilizada como

bateria de suporte no modelo Q5 da Audi.

ENI

NOVO LUBRIFICANTE

“FUEL ECONOMY”

A

linha de lubrificantes Eni para automóveis ligeiros inclui uma gama

completa de produtos “fuel economy” concebidos para maximizar o

desempenho do motor e a economia de combustível. Com a entrada

em vigor das novas especificações ACEA 2016, surge o novo nível de performance

ACEA A5 que responde às condições de trabalho mais exigentes, o

que permite alcançar um equilíbrio perfeito entre economia de combustível

e proteção do motor. Este nível é superado pelo novo lubrificante ENI

I-SINT XEF SAE 0W-20, lançado no mercado para satisfazer os requisitos

de lubrificação da nova geração de motores gasolina

e diesel de veículos ligeiros, otimizados com

os sistemas Stop&Start, “down sizing”, injeção

TGDI,… e equipados com os dispositivos mais

avançados para o tratamento dos gases de escape,

incluindo os filtros de partículas diesel e

gasolina (DPF e GPF). Este novo lubrificante

com tecnologia ‘top synthetic’ permite, graças

à sua extrema fluidez, um funcionamento

excelente a baixas temperaturas, um arranque

rápido a frio e uma proteção eficaz do

motor. A sua baixa viscosidade HTHS (2.6

cP ≤ HTHS ≤ 2.9 cP) ajuda a aumentar a eficiência

do motor e a melhorar a economia de

combustível, com a consequente redução das

emissões de dióxido de carbono.

PUB

Sistemas de travagem Bosch,

a oferecer segurança todos os dias

As nossas inovações em travagem têm

garantido a segurança nas estradas

mais de 90 anos. E continuaremos a

dedicar-nos, com paixão, a melhorar ainda

mais a segurança na condução. Para isso,

beneficiamos de décadas de experiência e

amplo conhecimento de sistemas. Para si,

isto significa que pode confiar plenamente

nos nossos produtos.

Junte-se a nós para celebrar o 25º

aniversário da Bosch ESP.

boschaftermarket.pt

25 anos

Programa Eletrónico de Estabilidade

1995-2020


Notícias

Produto

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Nós damos uma mãozinha

Não fazemos

manutenção automóvel,

mas fazemos a manutenção

da sua terminologia!

LANÇA GAMA BLUEV PARA VEÍCULOS ELÉTRICOS

FUCHS | O grupo FUCHS, que opera no setor de lubrificantes a nível mundial, ampliou o seu

portfólio de produtos com uma linha específica para a mobilidade elétrica. A gama FUCHS BluEV

engloba um abrangente leque de produtos para veículos elétricos e respetivos componentes. A

mobilidade elétrica coloca novas exigências aos fluidos e massas lubrificantes. A resposta da FUCHS

é uma linha de produtos diversificada e abrangente. A linha FUCHS BluEV inclui três categorias de

produtos: FUCHS BluEV DriveFluid com óleos de engrenagem para veículos elétricos e híbridos,

FUCHS BluEV MotorGrease com massas para motores elétricos e FUCHS BluEV ThermalFluid com

fluidos dielétricos de transferência de calor para aplicações automóveis. Desta forma, a FUCHS

oferece uma solução de 360 graus, eficiente e perfeitamente integrada que engloba lubrificação,

gestão térmica e proteção dos componentes a nível da mobilidade elétrica. A linha FUCHS BluEV,

apresentada a 27 de agosto em Shanghai, China, no âmbito do Tech-Day, já começou a ser

disponibilizada a nível global. Em Portugal a FUCHS BluEV vai ser introduzida em 2021.

TRADUÇÃO E DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA

Criamos e traduzimos manuais técnicos à melhor

relação qualidade/preço do mercado. Temos

profissionais especializados em várias áreas

da indústria e uma tecnologia que nos permite

criar projetos à medida de cada cliente.

CONHEÇA O PROGRAMA PARCEIRO JABA

Através da identificação e alinhamento de todas

as traduções antigas do parceiro JABA, é criada

uma base de dados que permite detetar todas

as repetições em novos projetos e baixar

consideravelmente o valor final do documento,

mantendo a terminilogia e o estilo

de comunicação já existentes. Um programa

criado a pensar em si!

REFORÇA GAMA DE BatERIAS COM INDIEParts

Create | A marca própria da Create, INDIEPARTS, conta com mais de 40 referências e para além

das baterias de tecnologia standard, tem também oferta para carros com sistema Start-Stop. Para

criar esta oferta a Create recorreu a fabricantes de renome mundial com enorme experiência e

conhecimento no fabrico de baterias. As baterias INDIEPARTS têm capacidade de armazenar a carga

e manter a fiabilidade no arranque, independentemente das condições meteorológicas; Capazes de

fornecer energia a todo tipo de gadgets e ecrãs eletrónicos que vão aparecendo cada vez mais nos

veículos modernos. Rapidez na recarga e resistência à corrosão e gama otimizada para integrar com

todas as tecnologias, nomeadamente EFB e AGM. A Create apoia os distribuidores com a criação

de material promocional para divulgação da Marca IP; Apoio individual aos comerciais, através de

realização de workshops e fichas técnicas. Em relação às oficinas apoia na divulgação através da

criação de material promocional, tanto online como offline e campanhas promocionais com brindes.

Vila Nova de Gaia | Telf: 227 729 455/6/7/8 | Fax: 227 729 459

Mail: portugal@jaba-translations.pt | Web: jaba-translations.pt


MEWA

PANOS DE LIMPEZA

INTELIGENTES E

SUSTENTÁVEIS

Em comunicado, a associação alemã de limpeza têxtil

critica o facto de as soluções descartáveis terem voltado

a ser colocadas em primeiro plano na crise do coronavírus.

A crescente utilização de máscaras descartáveis e

de toalhas de papel podia levar a uma crise de lixo. “Têxteis

reutilizáveis, tratados e higienizados por profissionais causam

muito menos impacto ambiental do que produtos descartáveis

e cumprem as mesmas exigências de higiene”, informa

a associação. A MEWA oferece um sistema completo

de reutilização, com serviço integrado, que inclui a entrega

de panos de limpeza industriais a fábricas e oficinas, a recolha

após utilização e a lavagem ecológica. O pano da MEWA

pode ser lavado até 50 vezes. A empresa alemã mostra como

a sustentabilidade e o moderno conceito do sharing podem

ser facilmente colocados em prática. Na MEWA, a higiene

tem prioridade. Os panos são lavados durante 15 minutos a

90 °C. Aqui a MEWA prolonga, de propósito por cinco minutos,

o tempo recomendado por institutos científicos para a

desinfeção térmica. O objetivo é ter a segurança absoluta de

que todos os germes são completamente eliminados e poder

garantir panos higienicamente limpos.

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ECOFORCE.

FAZ UMA CONDUÇÃO SUSTENTÁVEL,

PENSA NO TEU FUTURO.

Um coração verde bate dentro dos automóveis mais evoluídos.

O conceito de mobilidade está em constante evolução: conte

com a tecnologia FIAMM para apoiar essa mudança. A nova

gama de baterias ecoFORCE suporta as necessidades energéticas

dos automóveis mais modernos. Os sistemas Start&Stop e

Brake Energy presentes em automóveis micro-híbridos exigem

um uso muito intenso da bateria: A FIAMM tem a solução ideal

para continuar a viajar com eficiência.

www.polibaterias.com

geral@polibaterias.com

www.fiamm.com


Notícias

Produto

MOV SOLUÇÕES

DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

FERRAMENTAS SAM

APLICAÇÃO QUE PERMITE

TESTAR BATERIAS

Exide | A marca projetou uma aplicação que permite testar baterias. Através

desta novidade, passa a ser possível detetar, através da aplicação Exide, se é ou

não necessário substituir a bateria do veículo. Disponível gratuitamente para

técnicosA aplicação é projetada para smartphones, mas funciona em qualquer

dispositivo com acesso à Internet. As oficinas podem registar-se gratuitamente

em www.ebtp.exide.com A aplicação funciona na maioria dos países europeus,

está disponível em 13 idiomas e suporta várias moedas. A aplicação foi projetada

para funcionar em conjunto com o Exide Testador de bateria EBT965P. Este

dispositivo de última geração realiza análises avançadas na bateria, oferecendo

precisão excepcional por meio da condutância Tecnologia Profiling. Cada teste

produz um QR code, que o aplicativo da web pode verificar para importar os

resultados do teste. Cobrem a saúde da partida, tensão, temperatura, reserva

de capacidade de saúde e recomendações para tratamento adicional de bateria,

como o carregamento. Os resultados do teste também podem ser inseridos

manualmente. A aplicação tem a funcionalidade de leitura de matrículas dos

veículos. Neste sentido, permite-lhe fornecer, através de uma maneira rápida, e

sem erros, que a bateria de substituição correta é selecionada.

A

Mov Soluções, empresa com sede na Zona Industrial do Casal da Areia, freguesia

de Coz, concelho de Alcobaça, especializada na comercialização de equipamentos,

ferramentas manuais e pneumáticas e produtos de manutenção, é desde

o dia 1 de setembro 2020, distribuidor autorizado da conceituada marca de ferramentas

SAM. Sendo fabricante das próprias ferramentas, a SAM está sempre na linha da

frente em relação à evolução tecnológica e ao desenvolvimento de novos produtos.

A SAM Ibérica tem a sede em Pamplona, onde dispõe de um armazém central, com stock para Espanha e Portugal.

Recebe dois camiões por dia, vindos de França e Holanda. Tem stock que garante o serviço de entrega de produto

entre 24 horas a 48 horas no máximo, em toda a Península ibérica. O serviço pós-venda é assegurado pelo

departamento técnico que a marca tem em Pamplona. No caso das ferramentas manuais a garantia é vitalícia.

Manuel Oliveira, gerente da Mov Soluções, reconhece que o mercado português tem um enorme potencial de

crescimento para a marca, e tem como objetivo servir as oficinas portuguesas com as melhores ferramentas e darlhes

todo o apoio que necessitarem a nível técnico e de serviço.

AMPLIA GAMA DE DIREÇÃO E SUSPENSÃO

SKF | Alargou este mês a gama de direção e suspensão, com 590 novas

referências e com um posicionamento de preços bastante competitivo.

A introdução, ainda bem recente desta linha, já é “um sucesso” segundo

comunicado da SKF. Para além do bom posicionamento no mercado, a marca

afirma que este lançamento ”Reforça a posição da SKF no mercado como um

Fornecedor Global, e é fundamental para o futuro em conjunto com os nossos

Parceiros, mostrando bem a nossa capacidade de adaptação às mudanças da

tecnologia automóvel, e consequente alteração do nosso negócio no mercado de

reposição Auto.” Neste momento, a gama de Direção e Suspensão SKF situa-se nas

2.892 referências e até final de Setembro a marca conta ter, aproximadamente,

3.400 referências, ou seja, um Fornecedor ao nível dos especialistas nesta gama

atualmente no nosso mercado.

CORREIAS G-FORCE REDLINE CVT

GATES | A fornecedora líder global de soluções de fluidos e transmissões assistidas para aplicações específicas,

apresenta uma nova linha de correias de transmissão contínua variável especificamente concebidas para suportar o

aumento de temperatura, potência e os ambientes de funcionamento dos veículos todo o terreno dos dias de hoje.

As correias G-Force RedLineTM CVT da Gates foram concebidas a partir de um composto de elastómero de etileno

reforçado com fibra patenteado, que fornece a máxima rigidez transversal e uma resistência ao calor ímpar. Isto

permite uma maior durabilidade, uma maior capacidade de transporte de carga e uma temperatura operacional

efetiva superior. Além das vantagens em termos de desempenho, os elastómeros de etileno são mais ecológicos

de fabricar e funcionam como os alicerces de futuros desenvolvimentos de correias na Gates numa vasta gama de

categorias.

80 Outubro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


NOVA GAMA DE PRODUTOS

Elring | Desde há muitos anos a ElringKlinger AG produz tampas de válvulas, coletores

de óleo e tampas de caixas, em poliamida para o equipamento original. A história de sucesso

destes produtos começou no ano 2000 com a encomenda de série para o motor Ford Zetec 1,8

/ 2.0 litros. Este conhecimento sobre a construção das peças e escolha dos materiais encontra

agora o seu caminho para o Aftermarket – mercado de peças de substituição. A gama engloba

8 tampas de válvulas para os motores populares BMW, MINI, PEUGEOT e CITROÊN. As tampas

de cabeças de cilindro são fornecidas prontas para montagem. As juntas de tampas de válvulas

estão por isso pré-montadas e contêm – consoante o respetivo tipo – os parafusos necessários

em conformidade com as normas da classe de dureza no equipamento original. As tampas

de válvulas são fornecidas num cartão resistente, almofadado, incluindo as instruções de

montagem. Todas as tampas de válvulas estão disponíveis no centro de distribuição em Reus /

Taragona em Espanha.

BOMBAS DE ÁGUA PARA VEÍCULOS COMERCIAIS

DT Spare PARTS | As bombas de água DT Spare Parts garantem a circulação do líquido de

arrefecimento, ou refrigerante, no circuito de arrefecimento de acordo com as diretrizes e, assim,

evitam o superaquecimento do motor. São acionadas pelo eixo de manivela através de uma correia em

V ou correia nervurada em V que corre sobre uma polia ou amortecedor de vibrações. A vida útil das

bombas de água dependem muito da qualidade do líquido refrigerante, do estado e da funcionalidade

dos agregados utilizados, bem como da instalação adequada. O eixo da bomba de água é acionado

através da polia da correia. É fabricado a partir de rolamentos de aço de alta qualidade e é utilizado em

muitas bombas como uma corrediça interna para os rolamentos. As carcaças das bombas de água são

perfeitamente adaptadas às forças, velocidades e revoluções do acionamento por correia. Os anéis de

vedação formam o núcleo de cada bomba de água; elas precisam ser de excelente qualidade para evitar

vazamentos. A posição dos anéis de vedação da DT Spare Parts é pressionada no compartimento da

bomba de água, e um selante especialmente aplicado evita seu desaparafusamento e afrouxamento.

As molas ajustadas à vedação garantem que as arruelas do anel deslizante de carboneto de silicone

exerçam a pressão de contato correta.

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Notícias

Produto

GAMA ALARGada

PARA VÁRIAS MARCAS

Sidem | Lançou uma gama alargada de componentes

de direção e suspensão para os modelos Volkswagen T-Roc,

Volvo XC40, Lexus NX 200T/300/300H. Tal como a marca

Belga já nos habituou, oferece uma ampla gama de peças

de direção e suspensão da mais alta qualidade europeia. Os

valores empresariais da Sidem fazem da empresa um parceiro

sustentável para os distribuidores e oferecem confiança aos

clientes.

BOOSTERS NOCO DISPONÍVEIS NA KRAUTLI

NOCO | Fundada em 1914 em Cleveland, Ohio, a NOCO propôs-se a desenvolver um produto que prevenisse a corrosão da bateria. Após

várias fórmulas, a empresa iniciou a produção e distribuição comercial do primeiro inibidor de corrosão de baterias do mundo. Durante

mais de 100 anos, a NOCO evitou a corrosão das baterias em mais de mil milhões de veículos e aplicações em todo o mundo, fazendo

dela a nº 1 nos EUA. Atualmente, a NOCO desenha e desenvolve carregadores de baterias e boosters de classe mundial, bem como uma

vasta gama de produtos e acessórios para baterias. Com estas ofertas de alta qualidade, a NOCO estabeleceu o novo padrão em design,

desempenho e segurança e introduziu toda uma nova geração de produtos, agora disponíveis na Krautli Portugal. A série NOCO BOOST é

composta por dispositivos ultra compactos mas potentes com o poder da tecnologia do lítio. Estes boosters portáteis com baterias de lítio

oferecem até 4.000 amperes e são suficientemente potentes para ligar um carro, barco, motociclo e muitos outros tipos de veículo.

NOVOS KITS

DE ROLAMENTOS DE RODA

Dayco | A fabricante de sistemas de transmissão para

a indústria automotive, acaba de lançar um novo conjunto

de kits de rolamentos de roda. De acordo com a renomada

reputação da empresa em termos de experiência de

produção e suporte ao cliente, a qualidade e o alcance

estão naturalmente em primeiro plano, visto que esses

componentes são fabricados de acordo com os padrões de

qualidade do equipamento original (OE) e fornecem uma alta

cobertura do parque automóvel europeu. Baseando-se nos

seus pontos fortes reconhecidos pelo conhecimento técnico e

capacidade, e como líder mundial em design e produção de

sistemas de transmissão, a introdução de kits de rolamentos

de roda é um passo significativo, mas natural para a Dayco,

para adicionar produtos relacionados à segurança. A linha

Dayco engloba a tecnologia das Gerações 1, 2 e 3, bem como

rolamentos integrados ao disco de travão, refletindo as

características do parque automóvel europeu atual e, assim,

fornecendo às oficinas os produtos de reposição de que

precisam no dia a dia. Outro ponto forte é o compromisso de

longa data da Dayco em não apenas fornecer aos técnicos

os melhores componentes de reposição em termos de

qualidade, mas também ajudá-los na instalação.

EXPANDE UNIVERSO DE LÂMPadas DE HALOGÉNEO

OSRAM | A marca alarga o seu Programa Confiança OSRAM. Agora, além das lâmpadas de xénon, pode verificar também a

autenticidade das lâmpadas de halogéneo em DUO BOXES. Enquanto fabricante líder em iluminação automóvel, a OSRAM é sinónimo

de produtos de qualidade e alto desempenho. Infelizmente, cada vez mais lâmpadas falsificadas estão a entrar no mercado, minando a

confiança e apresentando-se como uma ameaça à segurança. O Programa Confiança OSRAM (OSRAM Trust Program) é a ferramenta de

verificação online onde pode comprovar a autenticidade das suas lâmpadas OSRAM, em dois simples e rápidos passos. O programa foi

desenvolvido originalmente para produtos de xénon (HID), mas agora expandimos o alcance para incluir lâmpadas de halogéneo em

DUO BOXES. Agora muitos outros condutores podem ter a garantia da qualidade genuína da OSRAM. Através do Programa Confiança

OSRAM (OSRAM Trust Program), a ferramenta de verificação online, pode em apenas dois passos certificar-se que a lâmpada de xénon ou

de halogéneo em Duobox que comprou é uma original OSRAM.

82 Outubro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


NEDERMAN

NOVO SISTEMA SMARTFILTER “À PROVA DE FUTURO”

A

Nederman

apresenta novos filtros inteligentes

SmartFilter “à prova de futuro” com

novas tecnologias avançadas de filtragem e

limpeza. Nesta solução, a Nederman incorpora tecnologia

IoT (Internet of Things) e proporciona aos

clientes o controlo total do Sistema de Filtragem de

ar industrial através do serviço digital MyAir disponível

na Cloud e acessível na Terra a partir de um

simples smartphone ou tablet. O filtro inteligente

faz a recolha de poeiras e fumos em indústrias metalomecânicas,

alimentares, de compósitos e outras.

Utilizando tecnologia de filtragem líder do setor, o

sistema SmartFilter contribui para a melhoria da

qualidade do ar, da segurança dos trabalhadores e

dos processos de trabalho, reduzindo simultaneamente

os custos operacionais. Sensores e controlos

inteligentes monitorizam componentes críticos para

manter o sistema a funcionar de maneira eficiente

e confiável, libertando tempo precioso para outras

atividades, uma vez que a Nederman está a supervisionar

os requisitos de ar limpo na fábrica.

COMPRESSORES NOBEL DA POWER SYSTEM

Cetrus | A Cetrus disponibiliza a sua nova gama de compressores de parafuso profissionais,

Nobel da marca Power System. O prestigiado fabricante Italiano criou um novo modelo de

compressor que vai ao encontro da evolução do mercado e que garante uma resposta para um

alargado âmbito de aplicações. Estes compressores estão na linha da frente do melhor que se produz

mundialmente, pois combinam uma série de características superiores à demais concorrência.

Desde logo, aquilo que mais importa ao consumidor é o preço a pagar no fabrico de ar comprimido

e neste item o novo compressor Nobel é imbatível, chegando a produzir cerca de 20% mais de ar do

que alguns dos seus concorrentes, com a mesma potência e para a mesma pressão de trabalho. Esta

performance é possível graças a um parafuso de alta performance e a um acoplamento direto entre

o motor e o parafuso, não recorrendo como habitualmente a uma ligação por correias e polias. Esta

ligação, permite ainda que a manutenção seja mais económica, pois não há necessidade d e troca de

correias, que deve acontecer a cada 2 anos, pelo menos.

794 NOVAS REFERÊNCIAS PARA O AFTERMARKET

Cautex | A Cautex, fornecedora de peças de reposição de borracha e metal para o setor

automotive, com mais de 60 anos de experiência, prepara há meses este espetacular lançamento

de 794 novas referências. A empresa está num processo de transformação e aperfeiçoamento, o

que se traduz num compromisso de crescimento em novos mercados. Em relação a este grande

lançamento, destaque para a inclusão de duas novas famílias de produtos: as válvulas EGR,

com 43 referências, e os limpa para-brisa traseiros, que entram no portfólio da marca com 33

referências. Outro aspeto relevante é a apresentação de 23 novos kits de polias de cambota.

Com a incorporação destas quase 800 novas referências, a Cautex, que também comercializa as

marcas Facet (especialista em produtos eletrínicos) e Plyom (cabos de controle e reguladores de

elevadores de janela), já conta com um catálogo de mais de 15.000 referências, todas disponíveis

nas novas instalações, e com a garantia de qualidade de uma marca com mais de 60 anos de

experiência no mercado de reposição.

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Gestão

COMO AVALIAR O TRABALHO NA OFICINA

MEDIR PARA DETETAR

NECESSIDADES

MEDIR A EFICIÊNCIA, A OCUPAÇÃO E A PRODUTIVIDADE DA OFICINA É UM TRABALHO QUE ATÉ AGORA

MUITAS OFICINAS REALIZAVAM MAIS À VISTA DESARMADA DO QUE COM BASE EM DADOS PRECISOS. MAS SE

DISPUSERMOS DAS FERRAMENTAS TECNOLÓGICAS APROPRIADAS PODEMOS ANTECIPAR-NOS A FUTUROS

PROBLEMAS E AUMENTAR A RENTABILIDADE DA OFICINA

Uma das variáveis que nos podem ajudar a

aumentar e eficiência, e portanto, a melhorar

a nossa rentabilidade é a medição de

tempos na oficina. Este parâmetro consiste, basicamente,

na contabilização dos tempos investidos

pelo pessoal da oficina nas reparações e no posterior

tratamento dos mesmos, com o objetivo de obter

índices de gestão que proporcionem informação

sobre a eficiência da oficina para desenvolver

a sua atividade.

Que informação devemos gerir para avaliar o trabalho

na nossa oficina? Para podermos medir e

avaliar, é necessário entender primeiro algumas

definições e começar a registar alguns dados básicos.

Por um lado, temos as horas faturadas, que são refletidas

em cada ordem de reparação e que são pagas

por cada cliente (seja particular, seguradora,

empresa de renting…). Por outro, há que ter em

consideração as horas trabalhadas, as horas que o

mecânico se encontra na oficina. A estas, é necessário

somar as horas de formação, licenças, baixas,

férias, etc., que serão as horas disponíveis, ou seja,

as horas que teríamos à nossa disposição decorrentes

da vinculação contratual do funcionário com a

nossa oficina.

Por conseguinte, as horas produtivas são as horas

efetivas que o mecânico trabalha em cada reparação

(horas trabalhadas menos descansos e outros

“tempos mortos”). Entre estes “tempos mortos”

encontram-se também os tempos de demora em

que as reparações são interrompidas por causas

alheias ao mecânico (falta de peças de substituição,

de ferramentas, etc.).

Portanto, é importante registar as demoras, assim

será possível detetar, por exemplo, necessidades de

formação, de equipamento ou de melhorias na gestão

das peças de substituição.

Deste modo, analisando a frequência das demoras

e os respetivos motivos, é possível detetar as causas.

Por exemplo, se as demoras resultam da falta

de peças de substituição, será necessário analisar

como são geridas as compras na oficina. Neste último

caso, dispor de ferramentas tecnológicas que

incluam a gestão de peças de substituição permite

reduzir ao máximo estes tempos até à entrega

na oficina.

O que podemos medir?

Depois de obtermos estes dados poderemos calcular

vários indicadores, analisar os resultados e em

seguida adotar medidas que nos ajudem a otimizar

o trabalho na oficina. Quantas horas entre as disponíveis

estão a ser trabalhadas efetivamente nas

Ordens de Reparação? Para calcular este parâmetro,

que nos dará a produtividade de cada operário,

basta uma simples operação, dividir as horas produtivas

pelas horas trabalhadas. O resultado desta

operação, depois de multiplicado por 100, irá

proporcionar-nos um coeficiente que deverá ser o

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

84 Outubro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


mais próximo possível de 100% (valores a partir de

85% podem ser considerados indicadores de boa

produtividade).

Horas produtivas = X multiplicado p/100

Horas trabalhadas

De igual modo, podemos conhecer também a ocupação

de cada funcionário, que corresponderá à

quantidade de horas disponíveis de trabalho efetivo

nas ordens de reparação. Um valor razoável encontra-se

entre os 85 e os 90% e pode ser calculado

com a seguinte fórmula:

Horas produtivas = X multiplicado p/100

Horas disponíveis

Quantas horas entre as disponíveis estão a ser faturadas

aos clientes? Este parâmetro é semelhante

ao primeiro, mas a partir de um ponto de vista

mais financeiro e é calculado dividindo as horas

faturadas entre as horas disponíveis. Tal como nos

exemplos anteriores, o objetivo é chegar o mais

próximo possível de 100%.

Horas faturadas

= X multiplicado p/100

Horas disponíveis

De igual modo, é possível medir a eficácia opera-

cional de cada funcionário, e portanto, da oficina,

ao confrontar as horas faturadas com as horas em

que o funcionário se encontra realmente a trabalhar

em cada ordem de trabalho.

Horas faturadas

= X multiplicado p/100

Horas produtivas

Qual a eficiência de cada mecânico? Qual a eficiência

global da oficina? Para medir a eficiência de cada

profissional, ou seja, a capacidade de cada funcionário

da oficina para proporcionar receitas, em

termos de horas faturadas relativamente às trabalhadas,

o cálculo é feito a partir da divisão de ambas.

De igual modo, este indicador permite-nos conhecer

a eficiência global da oficina se somarmos o

total de horas faturadas e o total de horas trabalhadas

por todos os operários da oficina

Horas faturadas

= X

Horas trabalhadas

Neste caso, o objetivo será obter um quociente

maior que “1”. Caso contrário, poderemos estar perante

um, ou muito possivelmente, vários problemas:

trabalhos não faturados por erro, negligência

ou reprocesso dos trabalhos, baixa produtividade,

baixo nível de entradas na oficina, baixa qualificação

dos funcionários, equipamentos e/ou instalações

inadequadas, má organização da oficina ou

desmotivação do pessoal.

Como e qual o objetivo

de obtermos esta informação?

Como ponto de partida é importante contar com

um sistema de gestão capaz de armazenar toda esta

informação e de gerir os indicadores necessários.

Neste sentido, é importante dispor por exemplo

de um sistema simples no qual cada mecânico

possa facilmente registar a sua hora de entrada e

saída; indicar o que está a fazer a qualquer momento

(a reparar um veículo, a limpar a oficina, a

ajudar noutras áreas…); bem como outras tarefas

que o responsável ou chefe de oficina queira medir.

Desta forma, contar com ferramentas tecnológicas

que ajudam na gestão da oficina permite, por um

lado, medir o desempenho na oficina a partir de

todos os ângulos do negócio (produtividade, margens…).

Por outro lado, estas mesmas ferramentas

permitem conhecer todos estes parâmetros “em

tempo real” e tomar decisões com o máximo de informação

possível, reduzindo simultaneamente

o tempo que os responsáveis do negócio têm que

investir na recolha e análise dos dados. Tudo isto

implica uma redução do tempo destinado à gestão

diária da oficina, tempo que pode ser dedicado a

outras tarefas (formação, visitas a clientes, trabalho

técnico na oficina…). l

MOTRIO-JDO-235x140-BATERIAS.pdf 1 21/07/2020 12:34

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Técnica

&Serviço

VEÍCULO DE CORTESIA

GARANTIR A MOBILIDADE

DO CLIENTE

CADA VEZ MAIS CLIENTES SOLICITAM UM VEÍCULO ANTES DE ENTREGAR O SEU PARA

REPARAÇÃO. ATUALMENTE, A OFICINA QUE NÃO PRESTE ESTE SERVIÇO FICA EM DESVANTAGEM

RELATIVAMENTE À CONCORRÊNCIA

86 Outubro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


Colaboração CESVIMAP

www.cesvimap.com

A

oficina de reparação de automóveis,

com o objetivo de

resolver os problemas de mobilidade

dos seus clientes, pode disponibilizar

um veículo alternativo, o

que se traduz numa melhoria da perceção

por parte do cliente quanto ao

serviço prestado. Não se trata apenas

do veículo ficar bem reparado; a fidelização

está intimamente ligada a outros

serviços prestados pela empresa

reparadora, sem os quais o cliente

dificilmente ficará satisfeito.

Em certas reparações, como por

exemplo as intervenções durante

o período de garantia, o fabricante

ou o concessionário disponibilizam

aquilo que se conhece como automóvel

de substituição. Os fabricantes

habitualmente estabelecem acordos

com as suas redes de oficinas,

nos quais é indicado o número de

automóveis de substituição de que

devem dispor. Alguns dos critérios

considerados por cada fabricante

são: categoria, antiguidade máxima,

quilometragem, tipo de reparação,

etc., para poder dispor desse veículo

tar que se destina a serviço público-

-aluguer sem condutor.

l É realizado um contrato de renting

Basicamente, trata-se de um modelo

no qual não se paga pela propriedade

de um bem do qual se sabe

que sofre uma desvalorização muito

rápida, mas sim pela sua utilização.

Consiste no usufruto de um automóvel

a médio prazo em troca de

uma mensalidade que inclui tudo

aquilo que é necessário para a sua

utilização, exceto o combustível. Em

função do prazo e da quilometragem,

calcula-se uma mensalidade

fixa que inclui todas as despesas.

l Opção por um leasing

Trata-se de um aluguer com direito

a compra. Nesta modalidade, a oficina

é proprietária do veículo e deve

responsabilizar-se por todas as despesas

resultantes da sua utilização,

tais como impostos, revisões, seguro,

etc.

l Acordo com outra empresa de aluguer

A oficina, neste caso, é um intermediário

entre a empresa de aluguer

e o cliente. Normalmente, costuma

dispor de condições exclusivas

e vantajosas quanto à mensalidade

a pagar. Recentemente tem-se valorizado

a prestação deste serviço

aos clientes, através de automóveis

partilhados pelas oficinas. Consiste

numa plataforma de car sharing, na

qual a oficina solicita o automóvel

quando o utilizador precisa dele,

através de uma aplicação informática,

com a qual efetua a reserva e

paga pela sua utilização.

Condições de utilização

Em qualquer caso, quer o cliente tenha

direito ao automóvel, quer seja

cortesia da oficina, a sua utilização

deverá estar regulamentada por um

documento assinado pela oficina ou

pelo concessionário, bem como pelo

condutor a quem é cedido. Nesse documento

devem ser indicadas as condições

de utilização.

É fundamental que o cliente fique

bem ciente das condições de utilização,

para evitar possíveis mal-

-entendidos. Afinal, o objetivo da

prestação deste serviço é melhorar a

sua qualidade e aumentar a satisfação

do cliente. Antes de ir buscar o

automóvel, o utilizador deve saber,

por exemplo, se existe um limite de

quilometragem ou se dispõe de cobertura

de danos próprios (com ou

sem franquia), ou se, pelo contrário,

em caso de acidente do condutor

ocasional, deve assumir a responsabilidade

pela reparação. Se durante

a cedência do veículo ocorrer algum

tipo de incidente devido à sua utilização,

esse documento serviria para

dirimir responsabilidades administrativas

ou penais.

Caso seja cobrado ao cliente, tratar-

-se-ia de um aluguer de automóvel

sem condutor. Essa atividade não

requer autorização administrativa,

mas que seja sim indicada no objeto

social da empresa e incluída nas suas

atividades económicas, uma vez que

a oficina cobra este serviço. O aluguer

de viaturas é uma atividade regulada,

devendo a empresa solicitar

um alvará ao IMT.

O VEÍCULO DE CORTESIA NÃO É PROPRIAMENTE UM DIREITO DO CLIENTE,

MAS SIM DE UMA ATENÇÃO POR PARTE DA OFICINA

ou, inclusivamente, o preço.

Quando nos referimos a veículos de

cortesia, não falamos propriamente

de um direito do cliente, mas sim,

obviamente, de uma atenção por

parte da oficina. Neste caso, será a

oficina a avaliar de quantos necessita

para atingir um nível de qualidade

de serviço adequado.

Modalidades de prestação do

serviço

Quer se trate de um veículo de substituição

ou de um veículo de cortesia,

existem diferentes alternativas de

prestação do serviço, embora as mais

comuns sejam as seguintes:

l O veículo é propriedade da oficina

É importante indicar na sua apólice

de seguro que será conduzido por

terceiros, para evitar possíveis exclusões,

em caso de danos causados

durante a cedência ao cliente. Na sua

autorização de circulação deve cons-

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2020 87


VEÍCULO

DE CORTESIA

O VEÍCULO DE CORTESIA CONSTITUI-SE COMO UM RECURSO DA OFICINA

QUE DEVE SER RENTABILIZADO AO MÁXIMO

A gestão do automóvel

de substituição

Tão ou mais importante do que a

aquisição dos veículos é a realização

de uma boa gestão dos mesmos. O

automóvel de cortesia e de substituição

constitui-se como um recurso

da oficina que deve ser otimizado ao

máximo.

Reveste-se de especial relevância se se

tiver em consideração os clientes que

não deixam o seu automóvel na oficina

enquanto não dispuserem de um

alternativo. Neste sentido, a gerência

deve estabelecer prioridades no momento

de disponibilizar este serviço,

em função da reparação, do tipo de

cliente e de outras situações que permitam

elaborar a lista de espera.

A gestão do automóvel de substituição

está intimamente relacionada

com a agenda de marcações. Deve

saber-se, a qualquer momento, a disponibilidade

de todos os automóveis:

se estão cedidos ou não e quando serão

devolvidos. Além disso, também

devem ser consideradas operações

que possam ser necessárias, como

limpeza, manutenções, etc.

A redução do prazo de reparação na

oficina minimizará o tempo que o

cliente irá utilizar o veículo de substituição/cortesia,

de forma a que seja

possível diminuir o número necessário

de veículos ou aumentar o número de

clientes que usufruem dos mesmos,

aumentando, assim, o índice de rotação.

Proporcionar ao cliente mobilidade

alternativa quando deixa o seu

veículo na oficina não é obrigatório,

mas sim necessário para o fidelizar e

conseguir competir com o mercado.

Entre as diferentes possibilidades de

aquisição e empréstimo de veículos,

a oficina deve decidir aquela que melhor

se adapta às suas necessidades,

considerando os compromissos estabelecidos

com seguradoras, fabricantes

ou outras entidades, bem como os

aspetos financeiros. A cedência dos

veículos deve ser registada de modo

a que, caso seja necessário, a oficina

possa reclamar ao utilizador qualquer

responsabilidade administrativa

ou penal originada pela utilização

indevida do automóvel.

Este serviço implica um custo para a

oficina, que deve ser otimizado para

conseguir a máxima satisfação do

cliente pelo menor custo possível,

pelo que é fundamental uma gestão

adequada dos recursos. l

88 Outubro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


PASSO a PASSO

Colaboração

Centro ZARAGOZA

www.centro-zaragoza.com

1

Preparação das ferramentas.

SUBSTITUIÇÃO DE UM PARA-CHOQUES

O PARA-CHOQUES É UM DOS ELEMENTOS DA CARROÇARIA MAIS EXPOSTO AOS IMPACTOS E, POR ISSO, UMA

DAS PEÇAS CUJA SUBSTITUIÇÃO É MAIS FREQUENTE. A FORMA DE FIXAÇÃO DO MESMO AO VEÍCULO DIFERE

CONSOANTE O MODELO, MAS GERALMENTE É FIXADO NAS EXTREMIDADES, ATRAVÉS DE ENCAIXE E/OU

PARAFUSOS NO SUPORTE DO PARA-CHOQUES, NA ZONA DOS PARA-LAMAS DIANTEIROS

2

5 8

9

Subida do veículo no elevador.

Extração do para-choques para fora

do veículo.

Montagem e ajuste do para-choques

no veículo.

Montagem dos restantes elementos.

3 6 10

Desmontagem dos elementos do

automóvel para permitir acesso

aos parafusos do para-choques

(cobertura das cavas das rodas…)

Desmontagem dos acessórios do

para-choques (molduras, grelhas,

spoiler...).

4 7

Desmontagem do para-choques

(zona dos suportes)

Montagem dos acessórios no parachoques

novo.

Calibração do sistema ADAS, caso seja necessário.

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2020 89


entrevista

FERNANDO JORGE, GERENTE DA SOTINAR LEIRIA

“A DIVERSIFICAÇÃO É UMA

CONSTANTE DA NOSSA HISTÓRIA”

A SOTINAR LEIRIA INAUGUROU NOVAS INSTALAÇÕES NA ZONA INDUSTRIAL DA ZICOFA,

EM LEIRIA. COM VÁRIOS LUGARES DE FÁCIL ESTACIONAMENTO, UMA ZONA DE RECEÇÃO AMPLA

E CONFORTÁVEL E UM ARMAZÉM COM MAIOR CAPACIDADE, O NOVO ESPAÇO VAI PERMITIR

PRESTAR UM MELHOR SERVIÇO AO CLIENTE


Com uma área de 275 metros quadrados de

armazém e 50 de loja, a Sotinar Leiria conta

com cinco colaboradores, e tem agora

uma presença ao nível do seu reconhecimento no

mercado. As novas instalações dispõem de uma

área técnica, que permite oferecer um serviço de

colorimetria na hora, para além de um excelente

apoio técnico, tanto da equipa comercial como das

equipas técnico-comerciais dos parceiros de grupo

Carsistema e Portepim. O Jornal das Oficinas esteve

nas novas instalações e entrevistou Fernando

Jorge, gerente da loja Sotinar Leiria.

Como define o modelo de negócio da Sotinar

Leiria?

O modelo de negócio da Sotinar Leiria, tal como

das restantes filiais, assenta na excelência de serviço.

A nossa postura é marcada por uma grande

proximidade ao cliente, com uma forte componente

de acompanhamento técnico, serviço de colorimetria

na hora e entregas de outras encomendas

no prazo máximo de 24 horas. A nossa oferta é

completa em termos de leque de produtos e com a

melhor relação qualidade/preço.

O mercado da repintura automóvel está a atravessar

um período de mudança, tal como acontece

com o aftermarket em geral. Como se tem preparado

a Sotinar Leiria para as mudanças que estão a

acontecer devido à pandemia?

O mundo dos negócios está em permanente mudança.

Não apenas agora com a pandemia. O grupo

Sotinar tem 40 anos de vida e tem conseguido

manter-se líder no setor pelo simples motivo que

se orienta desde o primeiro dia da sua existência

para a satisfação das necessidades dos clientes, quer

em oferta de produtos de qualidade, quer em preço

adequado, quer sobretudo acrescentando valor ao

negócio com o cliente, dando uma assistência técnica

pré e pós venda de excelência. Com certeza que

saberemos reagir ao que a pandemia alterar.

O que mudou na atividade da Sotinar Leiria com

a pandemia?

Na verdade, para além da implementação das

orientações dadas pela DGS em matéria de prevenção

de surtos de COVID-19, pouco mudou.

Estamos convictos que, mais do que nunca, os

clientes necessitam de sentir-se apoiados e como

tal tentámos manter o mesmo nível de serviço e

proximidade que tínhamos antes da pandemia.

Relativamente às marcas que comercializam, qual

tem sido o contributo da Cromax e da Car Repair

System, para o crescimento da Sotinar?

O sucesso do Grupo Sotinar está intrinsecamente

ligado ao sucesso das duas principais marcas que

representamos. A Cromax, como marca de referência

no setor da repintura automóvel, abriu-nos

portas no segmento premium. Conta com uma linha

de produtos bastante ampla, o que nos permite

estar presente nos vários segmentos do mercado.

A Car Repair System, marca de referência de

produtos non-paint, continua a ser uma proposta

de grande valor no setor. Com um portefólio de

produtos muito abrangente, a Car Repair System é

uma marca muito inovadora e com uma excelente

relação qualidade/preço.

O que mais destaca nestas marcas?

A excelente relação qualidade/preço é um fator diferenciador

da Car Repair System, que com uma

ampla gama de produtos non-paint está presente

em todos os segmentos do mercado. A Car Repair

System foi, e continua a ser, pioneira no lançamento

de novos produtos no mercado nacional. No

caso da Cromax, com os vários sistemas de pintura,

acabamos por ter uma oferta global de produtos de

alta rentabilidade para a oficina. A prioridade da

Cromax é a rentabilidade da oficina, com produtos

que realmente são inovadores e permitem processos

mais rápidos e eficientes.

Os produtos de alto rendimento da Cromax

requerem métodos diferentes de aplicação.

Como tem sido a adaptação dos pintores a estes

novos produtos?

Como é obvio, os produtos de alto rendimento da

Cromax requerem alguma adaptação dos métodos

e processos de trabalho mas o excelente trabalho

técnico desenvolvido pelos nossos comerciais e técnicos

da Portepim faz com que a adaptação dos pintores

seja extremamente rápida. Quando surgem

algumas questões de aplicação ou produtos novos,

temos sempre a possibilidade de ações de formação

no centro de treino Portepim/Carsistema. A aceitação

de novos produtos e técnicas de pintura tem

sido excelente, o que atesta a qualidade dos produtos

bem como a qualidade da nossa formação.

O que os clientes mais valorizam na Sotinar Leiria?

Os nossos clientes valorizam muito o serviço de

proximidade que prestamos. O facto de saberem

que estamos sempre disponíveis e que rapidamente

damos resposta a eventuais questões que possam

surgir. O apoio técnico que providenciamos

em conjunto com a Portepim e Carsistema, é, sem

dúvida, o melhor a nível nacional.

SOTINAR LEIRIA

Gerente Fernando Jorge

Morada Estrada das Moitas Altas, 38

Zona Industrial da Zicofa; 2415-746 Leiria

Telefone 244 837 983/4

Email sotinar.leiria@sotinar.pt

Site www.sotinar.pt

E como estão a conseguir fidelizar os vossos

clientes numa altura em que a concorrência é

cada vez maior?

Através da excelente relação qualidade/preço dos

nossos produtos e naquilo em que somos realmente

bons, que é a assistência técnica e a excelente relação

humana que mantemos com os nossos clientes.

O que significa que para além de parceiros de

negócio, somos uma família.

Que apoio a Sotinar Leiria está a dar aos seus

clientes a nível de formação técnica e gestão?

A nível de formação, a Sotinar Leiria oferece aos seus

clientes a possibilidade de formação técnica no centro

de treino dos nossos parceiros Portepim e Carsistema.

A formação tem vertente prática e teórica e

abrange o processo de repintura automóvel do início

ao fim. Oferecemos também formação noutras

áreas complementares ao processo de repintura em

si, como é o caso da orçamentação, onde oferecemos

recentemente formação online através da Cromax.

Quais as necessidades que os pintores fazem

chegar com mais insistência à Sotinar Leiria para

se transformarem numa oficina mais moderna e

rentável, com todos os processos digitalizados?

Os nossos clientes percebem cada vez mais a necessidade

de se modernizarem e serem cada vez mais

eficientes neste mercado extremamente competitivo.

Como tal, somos solicitados com frequência

para projetos de integração de software de gestão

oficinal com o software ChromaWeb, que permite

uma gestão por folha de obra e permite a análise da

performance da oficina usando várias métricas que

são de extrema utilidade na boa gestão oficinal.

Que benefícios a digitalização traz às oficinas de

repintura?

Tal como noutros setores de atividade, a digitalização

permite às oficinas tornarem-se mais eficientes

e rentáveis. A digitalização permite também que as

oficinas tenham acesso mais rápido a melhor informação

de gestão, algo imprescindível num sector

muito concorrencial como o da repintura automóvel.

Os negócios precisam de diversificação. Que

outros serviços e produtos pode a Sotinar Leiria

oferecer aos seus clientes?

O grupo onde se insere a Sotinar Leiria é especialista

em acabamento de superfícies. Não apenas

em repintura automóvel. Desde há vários anos

que a Sotinar Leiria e restante grupo de empresas,

exerce a sua atividade, diversificada por muitos

setores de atividade, como a indústria mobiliária,

náutica, metalomecânica, entre outros. A diversificação

é uma constante da nossa história.

Quais são as perspetivas de negócio para este

ano 2020? Considera que vai ser um ano positivo

para a Sotinar Leiria apesar da pandemia?

Creio que apesar da quebra de negócio que haverá

devido à pandemia, o ano de 2020 não será tão

penalizador como as primeiras estimativas apontavam.

Nestes meses subsequentes a Junho tem havido

recuperação, mesmo crescimento quando comparado

com o ano anterior, pelo que, não havendo

mais nada de extraordinário, não será um ano muito

diferente dos anteriores. Somos um grupo forte,

sólido e independente, com gordura acumulada

para enfrentar períodos menos fáceis. l

www.jornaldasoficinas.com Outubro I 2020 91


NOTÍCIAS // A ÁREA MAIS COLORIDA DO AFTERMARKET

repintura

NISSAN REVOLUCIONA

PRODUÇÃO DE PEÇAS EM FIBRA DE CARBONO

Um material utilizado em aviões, foguetões e automóveis desportivos pode

a partir de agora fazer também parte de automóveis de produção em série,

graças a um novo processo de produção desenvolvido pela Nissan. O novo processo

acelera o desenvolvimento de peças de automóveis concebidas a partir

de plástico reforçado com fibra de carbono, CFRP. Leve mas extremamente

forte, este material pode ser utilizado para criar automóveis mais seguros e

mais eficientes em termos de consumo. Poderá igualmente baixar o centro

de gravidade dos automóveis quando utilizado em peças da parte superior

da carroçaria, tornando-os mais ágeis e emocionantes de conduzir. A Nissan

pretende utilizar o novo processo na produção em série de peças em CFRP,

que passarão a integrar mais automóveis para os seus clientes. Esta inovação

poderá reduzir o tempo de desenvolvimento destes componentes em até 50%,

bem como o tempo do ciclo de moldagem em até 80%, comparativamente aos

métodos convencionais.

92 Outubro I 2020 www.jornaldasoficinas.com


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE JÁ DISPONÍVEL

Axalta | A Axalta publicou o seu Relatório de Sustentabilidade de 2018-2019 que destaca o

progresso da empresa em práticas empresariais sustentáveis, incluindo em tecnologia, operações e

aprovisionamento responsável. “A sustentabilidade é fundamental para os nossos valores essenciais e

para a nossa empresa e está incorporada em tudo o que fazemos,” afirmou Robert Bryant, Chief Executive

Officer da Axalta. “Desde as tecnologias inovadoras da Axalta que contribuem para os clientes pouparem

energia e aumentarem a produtividade, passando pelos meios

através dos quais estamos a tornar as nossas operações mais

seguras e a reduzir o nosso impacto ambiental, até ao nosso

compromisso inabalável de agir com integridade, este Relatório

de Sustentabilidade partilha o progresso que a nossa equipa

mundial obteve de forma coletiva. Muitas das partes interessadas

da Axalta estão cada vez mais interessadas em temas de

sustentabilidade e este relatório é apenas uma forma que temos

de mostrar as nossas prioridades e realizações em termos de

sustentabilidade.” No período de dois anos abrangido por este

relatório, a Axalta demonstrou o seu compromisso contínuo

com a sustentabilidade e o progresso em relação a metas num

conjunto de áreas ambientais, sociais e de administração (ESG).

O relatório destaca vários prémios que a Axalta recebeu de

clientes, organizações de tecnologia e outros que reconheceram

os programas e o desempenho da Axalta em termos de

sustentabilidade. Além disso, o relatório mostra os mais de

150 anos de experiência da Axalta na indústria e o seu compromisso de longa data de fazer progredir a

tecnologia de tintas e desenvolver produtos sustentáveis que permitem aos materiais durar mais tempo e

oferecer um desempenho melhor. A Axalta continuou a investir em inovação, lançando mais de 250 novos

produtos em cada um dos últimos dois anos e inaugurou o seu Centro de Inovação Global, o maior centro

de investigação e desenvolvimento de cor e tintas do mundo..

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QUALIDADE XTREME

MAIS VELOCIDADE

MAIS ECONOMIA

DE ENERGIA

FORA DE SÉRIE ! O NOVO VERNIZ

VOC-XTREME-PLUS K9600.

Adicionámos algo novo e inovador ao sistema Xtreme.

O verniz VOC-Xtreme-Plus K9600 estabelece um novo

nível de qualidade... e muito mais. Em primeiro lugar,

inclui excelentes propriedades de processamento, como

a aplicação flexível em 1,5 ou em 2 demãos, boa

capacidade de enchimento e excelente estabilidade vertical,

que proporcionam um acabamento perfeito. Em segundo,

mais eficiência, graças à secagem excecionalmente rápida

e ao baixo consumo de energia a 40 ° C ou 20 ° C, o que

pode reduzir significativamente os custos operacionais. Isto

é realmente um desempenho fora de série.

© 2020 Axalta Coating Systems. All rights reserved.

NOVO


Notícias

Repintura

AXALTA

NOVA PARCERIA COM A BRABHAM AUTOMOTIVE

Axalta foi escolhida para ser o fornecedor de tintas exclusivo da Brabham Automotive na Austrália. A mais recente tecnologia de tintas à base de água da

A Axalta da sua marca de tintas premium, Standox, será aplicada em mais de 70 veículos de luxo de edição limitada das Series Celebration e Signature fabricadas

pela Brabham Automotive e distribuídas em todo o mundo. A Axalta e a Brabham Automotive colaborarão durante o processo de design para garantir que

todos os veículos cumprem os mais elevados padrões de qualidade exigidos por ambas as empresas. O esquema de cores da maioria dos novos veículos combinará

com os utilizados nos históricos carros de F1 da Brabham, incluindo no BT19 e no BT46B, conduzidos pelo famoso Niki Lauda. Os clientes que pretendem

um acabamento único têm agora a oportunidade de colaborar com a Axalta e a Brabham Automotive na criação de um design de cor especial. Todos os veículos

são feitos por medida, o que aumenta a exclusividade para os seus clientes. “A Axalta está orgulhosa por ter sido escolhida para ser o fornecedor exclusivo da

Brabham Automotive. Partilhamos uma visão comum de desenvolver produtos de elevada qualidade, duradouros e sustentáveis com tecnologias à base de água

avançadas,“ afirmou Peter Kingsley-Rowe, Territory Business Manager na Austrália da Axalta.

JUNTAS NA OTIMIZAÇÃO DO NEGÓCIO

Impoeste e AUTOTRESEMES | A duas empresas protocolaram uma

colaboração para desenvolvimento e otimização do negócio de reparação auto. A

colaboração assenta na implementação da solução 360o SCAN que consiste num

programa de auditoria, consultoria e assessoria da produção e tem como base a

melhoria dos KPI rentabilidade e produtividade, a par da digitalização da oficina. A

nova colaboração formalizada pelos Srs. Miguel e Luís Santos teve início a 1 de Agosto

e tem como principal objetivo otimizar por fases todas as diferentes especialidades das

oficinas AUTOTRESEMES especializadas em colisão.

INFORMA SOBRE PROCEDIMENTOS NA REPINTURA

DeBeer | A marca de tintas para repintura automóvel, DeBeer, representada em Portugal pela Mota &

Pimenta, informa que um bom início no processo de pintura conduz ao êxito no ajuste de cor final. Cada vez

mais e devido às transparências de muitas cores das atuais carroçarias automóveis, o fundo é fundamental para

um bom acerto de cor final. Os ajustes de cor dependem da correta aplicação e por sua vez esta depende do

fundo que se vai aplicar. As cores transparentes são um desafio para os especialistas de repintura automóvel,

na reprodução de acabamentos de excelência. Não se trata apenas de conseguir igualar a cor, mas também de

alcançar a sua tonalidade. A utilização do tom de cinza adequado leva a uma redução significativa no consumo

de tinta. É por isso que a DeBeer dispõe de um círculo cromático associados à escala de cinzas (Grey Shades). A

escolha correta de tom cinza facilita a cobertura de cor e ajusta a tonalidade final. Para esse efeito, a DeBeer, na

sua escala de cinzas (Grey Shades), dispõe das cores branco, preto e de quatro tonalidades de cinzento que se

conseguem com a mistura de primários.

94 Outubro I 2020 www.jornaldasoficinas.com

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