Revista Coamo Edição de Setembro de 2020

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Revista Coamo Edição de Setembro de 2020

CONHEÇA TODO O PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO DO TRIGO

www.coamo.com.br

SETEMBRO/2020 ANO 46 EDIÇÃO 506

COAMO 50 ANOS

Série mostra mais

três histórias de

transformação

CREDICOAMO

Pix, um novo

modo de pagar

e transferir

Gustavo e Cleber Gregório da

Silva, de Marilândia do Sul (PR)

Colheita

FARTA

O ano é de comemoração para os cooperados. Bons preços e boas

produtividades na soja, milho e trigo marcaram a safra 2019/2020


A QUALIDADE QUE

BROTA DA TERRA!

As sementes Coamo são sinônimo de

excelência em qualidade. Todo o trabalho

para a produção do principal insumo

depositado na terra obedece padrões

rigorosos. Com isso os cooperados têm o

que de melhor existe no mercado, com

qualidade, alto vigor e germinação.

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EXPEDIENTE

Órgão de divulgação da Coamo

Ano 46 | Edição 506 | Setembro de 2020

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Ilivaldo Duarte de Campos: iduarte@coamo.com.br,

Wilson Bibiano Lima: wblima@coamo.com.br

Ana Paula Bento Pelissari: anapelissari@coamo.com.br

Antonio Marcio dos Santos: amsantos@coamo.com.br

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Lucas Otavio Pavão: lpavao@coamo.com.br

Contato: (44) 3599-8129 - comunicacao@coamo.com.br

Colaboração: Entrepostos, Gerências Angulares e Assessorias

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos

Reportagens e fotos: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima, Ana Paula

Bento Pelissari e Ilivaldo Duarte de Campos

Edição de fotografia: Antonio Marcio dos Santos e Wilson Bibiano Lima

Contato publicitário: Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários

Contato: (11) 5092-3305

Contato publicitário: Guerreiro Agromarketing Contato: (44) 3026-4457

É permitida a reprodução de matérias, desde que citada a fonte. Os artigos assinados ou citados

não exprimem, necessariamente, a opinião da Revista Coamo.

Acompanhe a Coamo pelas redes sociais

COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA

SEDE: Rua Fioravante João Ferri, 99 - Jardim Alvorada. CEP 87308-445. Campo Mourão - Paraná - Brasil. Telefone (44) 3599.8000 - Caixa Postal, 460 www.coamo.com.br

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engenheiro Agrônomo, José Aroldo Gallassini. MEMBROS VOGAIS: Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Ricardo Accioly Calderari,

Joaquim Peres Montans, Anselmo Coutinho Machado, Emilio Magne Guerreiro Júnior, Wilson Pereira de Godoy, Rogério de Mello Barth e Adriano Bartchechen.

CONSELHO FISCAL: Ricieri Zanatta Neto, Diego Rogério Chitolina e Jonathan Henrique Welz Negri (Membros Efetivos). Eder Ricci, Clóvis Antonio Brunetta e Jorge Luiz Tonet

(Membros Suplentes).

DIRETORIA EXECUTIVA: Presidente Executivo: Airton Galinari. Diretor Administrativo e Financeiro: Antonio Sérgio Gabriel. Diretor Comercial: Rogério Trannin de Mello.

Diretor Industrial: Divaldo Corrêa. Diretor de Logística e Operações: Edenilson Carlos de Oliveira. Diretor de Suprimentos e Assistência Técnica: Aquiles de Oliveira Dias.

Extensão Territorial: 4,5 milhões de hectares. Capacidade Global de Armazenagem: 6,59 milhões de toneladas. Receita Global de 2019: R$ 13,97 bilhões.

Tributos e taxas gerados e recolhidos em 2019: R$ 382,32 milhões. Cooperados: 29.178. Municípios presentes: 71. Unidades: 111.

Setembro/2020 REVISTA

3


Não arrisque SUMÁRIO no plantio

de meio e fechamento

da safrinha!

44

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4 REVISTA

Setembro/2020

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, Marcas registradas da Dow AgroSciences, DuPont ou Pioneer e de suas

companhias afiliadas ou de seus respectivos proprietários. ©2020 CORTEVA


SUMÁRIO

Entrevista

Nery José Thomé, presidente do Sindicato Rural de Campo Mourão, é o entrevistado desta edição da

Revista Coamo. Ele aborda sobre a importância de entidades para lutar pelos direitos do agronegócio

Credicoamo

Cooperativa de crédito convida associados para fazer adesão ao Pix, do Banco Central, um novo

modo de fazer pagamentos, transferências e recebimentos de recursos de forma instantânea

Vidas transformadas

Série de reportagens mostra a evolução dos cooperados e a vida transformada pelo cooperativismo.

Conheça nesta edição as histórias de Valdir Cordeiro, Selvino Pastore e de Jacir e Paulo Arboit

Safras com preço e produtividade

10

14

16

23

Para os cooperados, o ano é de comemoração. Bons preços e boas produtividades na soja, milho e

trigo marcaram a safra 2019/2020. Resultado é fruto dos investimentos realizados pelos associados

Industrialização do trigo

29

Do campo à mesa, trigo produzido pelos cooperados da Coamo tem qualidade em todas as etapas. No

moinho, produto é transformado em farinhas e misturas para pães e bolos até chegar a mesa do consumidor

44

Cooperado On-line

Cooperado On-Line disponibiliza importantes benefícios aos produtores,

sempre com comodidade, segurança e praticidade de onde ele estiver,

desde que conectado à internet, por meio de celular ou computador

Setembro/2020 REVISTA

5


#NovosTempos #NovasSoluções

TRILHAR NOVOS CAMINHOS

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Na nossa tradição de pioneirismo e inovação,

seguimos com a determinação e coragem que

nos guia há mais de 70 anos e nos motiva

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TEMPOS,

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GOVERNANÇA

Estrutura eficiente agrega valor aos cooperados

Um dos assuntos importantes

desta edição da Revista

Coamo é o trabalho

da comercialização da Coamo

em benefício dos cooperados. A

venda da produção escalonada,

com base nos seus custos, para

obter a melhor média possível

durante o ano, é o coroamento

de toda a atividade produtiva

realizada por eles, após as etapas

de plantio e colheita.

Mas, para que haja uma

comercialização eficaz, é necessário

credibilidade e reputação,

para atuar nos mercados interno

ou externo. Isso é fundamental,

e tem sido determinante nesses

50 anos da Coamo. Ninguém faz

negócios com quem não é confiável

e seguro, e cumpre as operações

e contratos.

Com a fixação da sua produção,

os cooperados recebem

o pagamento à vista, o que é um

grande diferencial na Coamo. É

fruto da solidez e da capitalização

da Coamo, e do tratamento que

a cooperativa tem com todos os

produtores, independentemente

do tamanho da sua área ou produção.

Desta maneira, a Coamo

é a melhor opção de desenvolvimento

para os cooperados.

No dia a dia, a Coamo,

de forma organizada e estruturada,

conta com profissionais

capacitados para comercializar

a produção dos cooperados em

grandes volumes nos mercados

nacional e internacional. Sempre

com o objetivo de conseguir as

melhores opções, respeitando a

decisão deles de fixarem suas safras

quando melhor entenderem

ou precisarem.

Com o recebimento da

produção e da fixação, é possível

a Coamo buscar os melhores

preços para os cooperados. Mas,

para conhecer os custos de produção

e programação de suas

vendas, é necessário, cada vez

mais, que os associados aprimorem

o conhecimento e utilizem

modernas práticas de gestão.

Na era da conectividade,

uma ferramenta de gestão utilizada

pelos associados da Coamo

é o Cooperado On-Line – um

benefício que garante comodidade,

segurança e praticidade.

Trata-se de uma ferramenta que

ele pode usar onde estiver, seja

na sua casa, lavoura ou mesmo

em viagem, desde que esteja conectado

à internet. Com o Cooperado

On-Line os produtores

podem consultar, realizar operações

e acompanhar sua movimentação

com a cooperativa. A

cooperativa está atenta a evolução,

possui programas de gestão

para os cooperados e tem em

estudo novidades tecnológicas

para acesso em breve, visando

a melhoria no acompanhamento

dos seus negócios.

"A Coamo de forma

organizada e estruturada

conta com profissionais

capacitados para

comercializar a produção

dos cooperados em

grandes volumes nos

mercados nacional e

internacional."

JOSÉ AROLDO GALLASSINI,

Presidente dos Conselhos de Administração Coamo e Credicoamo

Setembro/2020 REVISTA

7


Programa Nutricional

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8 REVISTA

Setembro/2020


GESTÃO

Um porto seguro para os cooperados

O

foco da Coamo, materializado em suas diretrizes

corporativas, é agregar valor às atividades dos

cooperados, com a missão de gerar renda para

eles com desenvolvimento sustentável do agronegócio.

Esse é realmente o papel da cooperativa Coamo, pois desenvolvimento

é a palavra-chave do processo cooperativo

e do ambiente produtivo rural.

Em diversos eventos como palestras, reuniões e

encontros virtuais, dentro e fora da cooperativa, afirmamos

que a Coamo é a casa do cooperado. Aqui ele encontra

tudo o que precisa para desenvolver da melhor

maneira a sua atividade: plantar no momento certo com

insumos de alta qualidade e colher safras cada vez mais

produtivas. Cabe a ele se concentrar nos trabalhos da porteira

para dentro com as orientações recomendadas pela

nossa assistência técnica.

O cooperativismo praticado pela Coamo representa

um porto seguro para os associados. Podemos

comprovar isso ao longo desses 50 anos da cooperativa,

em função da implantação bem-sucedida de uma cultura

que tem fortes valores como a confiança, segurança e solidez.

Caso contrário, não teríamos uma cooperativa atuante

e próxima do cooperado. Tudo isso é resultado de muito

trabalho e dedicação, sem falsas promessas, mas com programas

eficazes que promovem a capacitação e o progresso

dos cooperados e das suas atividades. Por isso, é que a

Coamo continua fazendo o melhor para os seus cooperados,

sendo a casa deles e um porto seguro consolidado.

O ano de 2020 está muito bom e entrará para a

história da agricultura e da cooperativa. Os números das

colheitas comprovam este sucesso, com o registro de altas

produtividades e bons preços nos mercados interno e externo.

Atualmente enfrentamos um momento de escassez

hídrica, e este ano já tivemos problemas climáticos no verão

e no inverno, mesmo assim, houve grandes colheitas.

A colheita do milho segundo safra praticamente encerrou

e será a maior na história dos 50 anos da Coamo, com tecnologia

aliada aos preços que determinaram o êxito das

safras 2020.

No cumprimento do seu planejamento estratégico,

pensando à frente e trabalhando em prol dos cooperados,

a Coamo lançou o Plano Safra Milho Segunda Safra

"O trabalho consolida a visão da Coamo, de

ser a melhor opção para os seus cooperados,

que podem se planejar, reservar seus

insumos e usar tecnologias no momento

certo, com credibilidade e segurança."

2021. Com o apoio da Credicoamo, o plano apresenta

condições favoráveis para disponibilizar financiamento de

custeio e de seguro agrícola para a implantação do cereal

no próximo ano. Este trabalho consolida a visão da Coamo,

de ser a melhor opção para os cooperados, que podem

se planejar, reservar seus insumos e usar tecnologia

no momento certo, sempre com o apoio, a tranquilidade,

credibilidade e segurança da sua cooperativa.

A safra de verão 2020/2021 está iniciando e deverá

se intensificar a partir da ocorrência de chuvas regulares,

por isso, esperamos pelo sucesso do plantio e um perfeito

desenvolvimento vegetativo, para que daqui uns meses

possamos comemorar altas produções. Como o produtor

não pode fazer chover, vamos torcer por um clima satisfatório,

o que fará muito bem para os nossos agricultores, agricultura,

cooperativa e para a economia brasileira.

AIRTON GALINARI

Presidente Executivo da Coamo

Setembro/2020 REVISTA

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ENTREVISTA: NERY JOSÉ THOMÉ

"O agronegócio gera riqueza e o

desenvolvimento sustentável."

10 REVISTA

Setembro/2020



O

agricultor de uma

forma geral é muito

bom da porteira

para dentro, mas falta participar,

opinar, estar mais presente

nas entidades em que

participa. Não é característica

exclusiva do agropecuarista,

mas do brasileiro,

de ser leniente, tolerante.

Temos de aprender ser

mais participativos, definir

estratégias em bloco e agir

mais coletivamente”, afirma

o engenheiro agrônomo e

cooperado da Coamo, Nery

José Thomé, presidente do

Sindicato Rural de Campo

Mourão.

O sonho do dirigente

é ver os mais jovens se

interessarem pelo trabalho

associativo, e assim, atuarem

mais das atividades associativas.

“Os jovens são muito

imediatistas e autossuficientes.

Gradativamente eles têm

de entender que as conquistas

são obtidas a partir de

bandeiras individuais que se

transformam em bandeiras

comuns e acabam se convertendo

em lutas de uma categoria”.

Nery Thomé é o entrevistado

desta edição de

setembro, com a certeza de

que se não houver produção

de grãos, de carne e de leite

não haverá indústria e nem

dinheiro circulando nas cidades

e em vários segmentos.

“Se não houvesse agricultura

muitas regiões seriam comunidades

pobres, sem riqueza

e desenvolvimento”.

Revista Coamo: O Sindicato Rural de

Campo Mourão existe há 52 anos. Qual é

a missão deste trabalho?

Nery José Thomé: A palavra sindicato

para aqueles que produzem é um termo

que em nossa época soa quase como um

palavrão. Muitos ainda vinculam as estruturas

arcaicas ligadas a centrais de trabalhadores

com alto cunho ideológico com as

entidades patronais de representação de

interesses. Enquanto as entidades patronais

sempre foram de trabalho voluntário

e sem remuneração de seus dirigentes, as

entidades ligadas a trabalhadores no Brasil

sofreram distorções e muitas viraram cabides

de emprego. Nossa missão é agregar

as bandeiras do setor agro e fazer o necessário

lobby político para defender os

interesses dos produtores. Esta é a função

principal, as demais são secundárias. Todas

as decisões são políticas e, por isto, o

Sindicato não pode ter amarras partidárias.

Temos de ser interlocutores com todas as

correntes demonstrando a importância da

atividade agropecuária para a sociedade.

RC: Como avalia o interesse e a participação

dos associados?

Nery: Ainda é muito baixa. O agricultor

em nossa região é muito bom da porteira

para dentro. Mas falta a visão de participar,

opinar, estar mais presente nas entidades.

Não é característica exclusiva do agropecuarista,

é do brasileiro, ser leniente, tolerante.

Temos de ser mais participativos,

opinar mais, definir estratégias em bloco

e agir coletivamente. Não é porque a atividade,

dentro de um sítio ou fazenda, é

isolada que o agricultor deve se isolar. Ele

tem de começar a ver que, cada vez mais,

necessita de uma identidade coletiva

como existe na América do Norte e Europa.

Existem muitos inimigos do nosso setor

agindo contra nós, e só com uma participação

forte e inteligente conseguiremos

manter o espaço conquistado com nossas

commodities e a produção de alimentos.

RC: A região mudou com a presença e

“Existem muitos inimigos

do nosso setor agindo

contra nós, e somente

com uma participação

forte e inteligente

conseguiremos manter o

nosso espaço com nossas

commodities e produção

de alimentos."

atuação do Sindicato? Cite algumas

vitórias e o legado do ex-presidente

“Nelsinho”.

Nery: Foram muitas ações. A maioria

passa despercebida. As pessoas

acham que as coisas acontecem

pura e simplesmente. No agro, as

motivações são decorrentes das

ações dos sindicatos patronais, da

Faep (Federação da Agricultura do

Estado do Paraná), das cooperativas

e Ocepar (Organização das Cooperativas

do Estado do Paraná) ficando

no âmbito estadual. Estas entidades,

principalmente, mostram para as lideranças,

que têm o poder de decisão.

Foi assim na questão dos transgênicos

e do Código Florestal onde

o Nelsinho [Nelson Teodoro de Oliveira],

que presidiu o Sindicato Rural

de Campo Mourão por 50 anos,

exerceu liderança e ação para que a

implantação fosse favorável para o

agronegócio, respeitando questões

legais e ambientais. Se não fosse a

ação organizada, o Paraná e Brasil

poderiam ser uma ilha de retrocesso,

não tendo acesso a agricultura mo-

Setembro/2020 REVISTA 11


ENTREVISTA: NERY JOSÉ THOMÉ

“NOSSA MISSÃO É AGREGAR AS BANDEIRAS DO SETOR E FAZER O

LOBBY POLÍTICO PARA DEFENDER OS INTERESSES DOS PRODUTORES.

derna com imensas áreas produtivas

que estão matando a fome do mundo.

O Nelsinho foi um abnegado

que tinha esta visão do todo e agia

para defesa do nosso setor. Deixou

saudades. Se não fossem as ações

das entidades organizadas, não teríamos

as políticas agrícolas de Crédito

Rural, Seguro Rural e Proagro,

Código Florestal, e os programas

Descomplica Rural, Paraná Área livre

de vacinação contra aftosa, isenção

dos 29% de ICMS para atividade rural,

tarifa rural noturna, o Marco Regulatório

do Biogás; a isenção no Paraná

em 2016 da cobrança pelo uso

da água na produção agropecuária.

Ainda na área fundiária a questão

de procedimentos demarcatórios

de terras indígenas no Oeste (Guaíra

e vizinhança) onde a Faep investiu

milhões em honorários advocatícios

que finalmente suspenderam procedimentos

demarcatórios em terras

ditas pelas ONG's como indígenas,

paralisando uma ação que poderia

pôr em risco a propriedade das terras

até em nossa região.

RC: Como está a atividade agropecuária

atualmente?

Nery: Estamos atravessando um momento

de calmaria no setor ante tantos

desafios das últimas décadas. Os

últimos anos, apesar de vários comprometimentos

de safra motivados

por questões climáticas, trouxeram

no geral bons preços e garantia de

uma margem mínima na atividade.

Rendimentos que foram utilizados

em tecnologia, compra de equipamentos,

infraestrutura e investimentos

nos solos nas propriedades. Se

por um lado, temos até uma calmaria

nas propriedades pelo bom momento,

por outro lado, é momento de

estarmos atentos as mudanças que

estão acontecendo na área legislativa

nacional. Como o agro é o único

setor que apresenta crescimento

sustentado no Brasil, neste momento

é de se esperar que a classe política

queira tapar o buraco de suas contas

na Reforma Tributária jogando a conta

de sua ineficiência e incompetência

em gerir os recursos, nas costas

do produtor rural, das cooperativas

e empresas ligadas ao agro.

RC: O setor agrícola é muito forte

para a maioria das cidades. Como

observa isso?

Nery: O município de Campo Mourão,

por exemplo, não tem a maior

área agrícola da sua região devido

ao desmembramento de Luiziana e

Farol, na década de 1980. Contudo,

por ser a sede da microrregião da

Comcam, polariza toda esta vasta região.

O agro gera riqueza. A riqueza

é gerada na terra com sua produção

ou em indústrias, beneficiando os

frutos da terra. O

comércio e serviços

orbitam a

partir da geração

da riqueza criada

pelos agropecuaristas.

Se não houver

produção de

grãos, de carne,

leite, não haverá

indústria e nem dinheiro

circulando

nas cidades, e nas

áreas de serviços,

educação e médica.

Se não houvesse

agricultura em nossa região seriamos

uma região pobre.

RC: Qual a imagem do agronegócio

atualmente? O senhor acredita que

o agronegócio se comunica como

deveria com a sociedade?

Nery: Nossa imagem tem melhorado

junto às lideranças políticas

e empresariais, pois elas têm mais

percepção de onde é gerada a riqueza

para nossa região, Estado e

país. Contudo, estamos perdendo a

guerra da comunicação com os jovens

e comunidades urbanas, que

são influenciadas pelas redes sociais

onde circulam fake news de toda ordem.

Existem entidades patrocinadas

por agropecuaristas de outros

países que disputam mercado com

as commodities brasileiras, que tentam

pegar casos pontuais e isolados,

e macular a imagem do agronegócio

como um todo. O Paraná, por exemplo,

é um case de sucesso na área de

preservação ambiental, de florestas,

nascentes. Nossos produtores são os

maiores preservadores das nascen-

Nery José Thomé, presidente do Sindicato Rural de Campo Mourão

12 REVISTA

Setembro/2020


tes, córregos e rios. Isto não apenas

por força legal, mas por conscientização

da maioria.

RC: Em época de pandemia, o setor

produtivo não parou e mostrou a sua

força?

Nery: Apesar das milhares de vidas

perdidas, famílias com graves problemas

de subsistência, o coronavírus

deixou para o agronegócio uma

mensagem clara. A vocação do Brasil

é agropecuária, somos o celeiro do

mundo, então temos que ocupar,

manter e consolidar esta posição.

Parece que a imprensa entendeu

que se não fosse o agro estaríamos

em um caos com graves convulsões

sociais. Se o agro tivesse parado, o

governo não conseguiria custear os

inúmeros programas implantados

para minimizar os efeitos da pandemia.

Quem está puxando a recuperação

econômica é o agro. O Brasil

vai se recuperar mais rápido por ser

a matriz do agro, nossa maior força.

RC: Como estão os produtores em

relação a tecnologia, produção,

meio ambiente e o cooperativismo?

Nery: O cooperativismo no Paraná

é exemplo mundial. Foi a grande

alavanca entre a pesquisa e as propriedades.

A assistência técnica das

cooperativas e sua organização na

distribuição de insumos, recebimento

e comercialização da produção

consolidam o cooperativismo como

grande responsável pelo progresso

da agricultura. Temos enormes barreiras

ainda, como por exemplo o

sinal de internet na zona rural, onde

na maior parte do Paraná é ridícula a

cobertura. A internet é determinante

para a disseminação de conhecimento.

Então, não fossem as cooperativas

com a assistência técnica no corpo

a corpo não teríamos a tecnologia e

produção que temos atualmente.

RC: O Paraná deverá conquistar em

maio de 2021 o status mundial de

área livre de febre aftosa em vacinação.

Como o setor recebe esta notícia?

Thomé: Mais uma conquista dos

Sindicatos Patronais, Faep e cooperativas

do Paraná. A sociedade

ainda não entendeu a importância

desta conquista. Este 'selo' abrirá

os melhores mercados. Toda cadeia

produtiva vai ser beneficiada e temos,

inclusive, muitos investimentos

em novas plantas industriais e de

integração se preparando para nos

próximos anos ocupar este espaço.

Contra tudo e quase contra todos,

o Paraná venceu esta batalha com

a junção de suas forças produtoras,

empresariais e governamentais.

RC: A Coamo está completando

50 anos em 2020. Como percebe a

atuação da cooperativa?

Nery: Eu falo há décadas que a

maioria da nossa população regional

ainda não entendeu e não tem

noção do tamanho e importância da

Coamo, com a liderança e determinação

do Gallassini. O que foi construído

nesses 50 anos é um `case`

mundial de sucesso, que deve servir

de exemplo de como uma gestão honesta

e focada em resultados pode

mudar regiões e comunidades. Esta

mudança começa dentro das propriedades

agindo nas famílias, onde

os filhos são treinados no modelo

cooperativista, as esposas são capacitadas

e os envolvidos na produção

têm acesso ao que existe de mais

moderno e eficiente, para garantir

mais produtividades com menor

custo e menor impacto ambiental.

A Coamo foi e está sendo a grande

responsável pela transferência de

tecnologias a seus cooperados, que

traz o desenvolvimento econômico

e social. Tenho orgulho de ser cooperado

da Coamo e da Credicoamo

“A vocação do Brasil é

agropecuária, somos o

celeiro do mundo, então,

temos que ocupar, manter

esta posição. A imprensa

entendeu que se não

fosse o Agro o país estaria

um caos com graves

convulsões sociais."

e nelas confio plenamente, que têm

gestão firme, sempre com os olhos

voltados para o futuro. Esta transição

que a Coamo implantou será analisada

e seguida por dezenas de cooperativas

nos próximos anos.

RC: O senhor pensa que trabalho

com seriedade e confiança são determinantes

para o sucesso de uma

entidade coletiva?

Nery: Sem dúvida. Devemos levar

nossa experiência de vida para estas

instituições de trabalho voluntário,

com os nossos valores pessoais e

compartilhar estas experiências. Esta

troca de experiências faz com que tenhamos

uma instituição sólida e reconhecida

na defesa dos interesses da

classe. Meu sonho é ver os mais jovens

se interessarem por este trabalho associativo

e participarem mais das atividades

associativas. Os jovens hoje são

muito imediatistas e autossuficientes,

mas gradativamente têm de entender

que as conquistas são obtidas a partir

de bandeiras individuais transformadas

em bandeiras comuns, resultado

de luta em prol de uma categoria.

Setembro/2020 REVISTA 13


Para mais

informações

aponte

o celular com

leitor de

QR Code na

imagem.

Credicoamo convida associados

para fazer adesão ao Pix

O

Pix é o novo modo

de fazer pagamentos,

transferências e recebimentos

de recursos de forma

instantânea. Criado pelo Banco

Central, o Pix estará disponível

na Credicoamo a partir de 16 de

novembro, quando os mais de

20 mil associados poderão utilizar

sua nova funcionalidade.

“A proposta do Pix é romper

barreiras ao integrar o pagador

e o recebedor, de forma instantânea,

sem intermediários, com custos

menores para todos”, mencionam

autoridades do Banco Central.

O Pix deverá impactar,

principalmente, a forma como

as pessoas e empresas realizam

suas transações de pagamento e

recebimento. De maneira rápida

e segura, as transações entre diferentes

instituições financeiras,

ocorrerão em até dez segundos,

com disponibilidade de 24 horas

por dia em todos os dias do ano.

OPÇÕES

Pelo sistema Pix, o associado

terá três opções para realizar

seus pagamentos, recebimentos

e transferências:

1ª - Apenas apontar a câmera do celular

para o QR Code gerado pelo recebedor,

completar com o valor, se for solicitado,

e confirmar a transação.

2ª – Pela “Chave Pix” do recebedor, registrada

numa base de endereçamento

no Banco Central. A Chave Pix é criada a

partir do número do CPF/CNPJ, do celular,

do e-mail ou ainda uma chave aleatória

gerada pelo Banco Central (Dict).

3ª - Com a inserção manual dos dados

do recebedor no aplicativo Credicoamo,

semelhante ao que ocorre com a TED.

O associado da Credicoamo,

na condição de recebedor,

já pode indicar a sua intenção

de cadastrar uma Chave

Pix por meio do aplicativo da

Credicoamo ou diretamente na

agência da cooperativa.

Pelo sistema Pix, os recursos

serão disponibilizados

imediatamente na conta do

recebedor. Esse sistema, além

de agilizar o pagamento e com

crédito instantâneo, será um

redutor significativo de custo e

de tempo destinado aos serviços

bancários.

PRÉ-CADASTRO

A Credicoamo convida

seus associados para que façam

seu pré-cadastro da Chave Pix

utilizando o CPF/CNPJ por meio

do aplicativo. A orientação é para

que os associados baixem em

seu celular o aplicativo da Credicoamo

e comecem a usufruir

de todos os benefícios disponibilizados

pelos canais digitais da

cooperativa de modo fácil, prático

e seguro.

De acordo com o cronograma

do Banco Central, a partir

de 05 de outubro as chaves pré-

-cadastradas serão efetivadas no

Pix e, a partir de 16 de novembro,

o Pix entrará em operação gerando

benefício aos associados da

Credicoamo e toda a sociedade

brasileira.

ISENÇÃO DE TARIFA

Os associados que já fizeram o

pré-cadastro da Chave Pix vinculada

ao CPF na Credicoamo

podem usufruir de um excelente

benefício: trata-se da isenção da

tarifa de TED/DOC, sem limite de

transações.

14 REVISTA

Setembro/2020


Há 50 anos

a Coamo

transforma vidas.

E aqui vamos

conhecer

algumas delas.


Cooperativista

Transformação

em Palmas

A diversificação e evolução de Valdir Cordeiro

Após assumir a

administração da área

que herdou, cooperado

inseriu a agricultura no

sistema de produção

que vinha sendo

adotado pelo pai. Com

isso, conseguiu evoluir

na atividade agrícola

Os pais do cooperado Valdir

Cordeiro chegaram em Palmas

(Sudoeste do Paraná), com o

objetivo de trabalhar no ramo

da pecuária. Naturais de Santa

Catarina, já possuíam terras

em solo paranaense e quando o

patriarca faleceu, em 1976, foi

feita a divisão entre os filhos, e

com a herança foi comprada a

atual propriedade. Valdir ficou

com 242 hectares de herança.

Como seu pai era sócio da antiga

Coopalma que mais tarde foi

incorporada pela Coamo, ele se

associou em 1979.

Após assumir a administração

da área que herdou, Valdir

Cordeiro optou pela agricultura.

“A média da época era de

cerca de 80 sacas por alqueire.

Eu corrigi a área e no primeiro

ano que plantei a variedade

de soja Paraná - na época era

uma das mais plantadas -, colhi

116 sacas por alqueire. Como

Valdir Cordeiro, de Palmas (PR), deu sequência ao trabalho iniciado pelo pai e vem crescendo na atividade agrícola


A Coamo me amparou em tudo que precisei.

Chamo ela de minha segunda mãe. Em tudo o

que precisamos, a cooperativa nos atende. Além

de termos a Credicoamo. Se alguém falar mal da

Coamo, está falando mal de mim também.

a produção foi boa, já me

empolguei e comprei uma

plantadeira modelo PH5 com

5 linhas. Com isso, meu irmão

se animou, comprou um trator

e, também, começou a plantar

soja na área que herdou.”

Ele lembra que desde que se

associou, a Coamo garantiu

uma assistência técnica de

qualidade. “A Coamo me amparou

em tudo que precisei.

Chamo ela de minha segunda

mãe. Em tudo o que precisamos,

a cooperativa nos atende.

Além de termos a Credicoamo.

Se alguém falar mal

da Coamo, está falando mal

de mim também. Eu compro

a briga, pois não admito que

fale mal da Coamo. Inclusive,

uns anos atrás, já tive uma

discussão com um senhor e

eu expus o que era a Coamo

e no final ele me deu razão e

concordou comigo (risos)”,

revela Valdir.

Sem o cooperativismo, Valdir

pensa que tudo seria mais

difícil. “Quando a Coamo entrou

em Palmas, a agricultura

estava engatinhando, não

tínhamos nada, e a Coamo

trouxe tudo para nós. Trouxe

além da assistência técnica,

variedades mais apropriadas

para a nossa região que é mais

fria e com altitude maior. Foi

nos atendendo em tudo que

pedíamos. Confesso, que

quando comecei na agricultura

não imaginava que iria

chegar aonde cheguei. Devo

isso à Coamo e a Credicoamo.

Fico até acanhado de pedir

algo para a Coamo, pois já

pedi tudo que precisava e fui

atendido”, valoriza.


Crescimento

Da hotelaria à

agricultura

O pioneirismo de Selvino Pastore

Cooperado

acompanhou de perto

os 37 anos de história

da Coamo no Oeste

de Santa Catarina.

Cooperativa levou

tecnologia e ajudou na

evolução da região

A Coamo está há 37 anos em

Abelardo Luz (Oeste de Santa

Catarina), e o cooperado Selvino

Pastore acompanhou de

perto toda essa história. “Estou

no município há 46 anos.

Vim de Erechim (RS) e comecei

com um comércio, tinha um

hotel e restaurante. Com o

lucro desses negócios, fui aos

poucos comprando terras. Na

época surgiu a Cooperal e eu

me associei. Depois a Coamo

incorporou essa cooperativa e

continuamos nossa parceria, o

que foi muito importante para

o nosso crescimento.”

Ele lembra que antes da Coamo

chegar realizava o plantio

convencional e a cooperativa

inseriu diversas tecnologias.

“A Coamo trouxe o plantio

direto, por exemplo, e nos

deu suporte para realizar essa

transformação. Inclusive, até

emprestei dinheiro da Coamo

Selvino Pastore, de Abelardo Luz (SC), trabalha com a agricultura e pecuária, mantendo a propriedade sempre em atividade


Sozinho ninguém faz nada. Se tiver uma

cooperativa como a Coamo por perto,

não tem por que escolher outra forma

de trabalhar. O cooperativismo nos faz

crescer.

para comprar a minha primeira

colheitadeira. Uma parceria

que permanece até hoje e,

com isso, crescemos na vida.

De 10 alqueires, passei para

80.”

Como Selvino tinha hotel,

na época em que a Coamo

chegou em Abelardo Luz,

ele lembra que os funcionários

se hospedaram no seu

estabelecimento. “Conheço

praticamente todo mundo da

Coamo. Fizemos uma parceria

muito boa. Quando a equipe

chegou, se acampou conosco",

lembra.

Uma parceria com um significado

especial para o

associado. “Na época tínhamos

muitos problemas com

nossas terras e a Coamo

chegou corrigindo os solos e

transformando nossa região.

Não tenho palavras para descrever

tudo que a Coamo fez

por nós. Chegou assistência

técnica, para descarregar a

produção ficou mais prático,

em tudo a Coamo inovou. Eu

tive a oportunidade de acompanhar

tudo isso de perto.”

Cooperativista, Selvino reforça

que cooperar é a melhor

forma de crescer. “Sozinho

ninguém faz nada. Se tiver

uma cooperativa como a

Coamo por perto, não tem

por que escolher outra forma

de trabalhar. Seja aonde for, o

cooperativismo nos faz crescer.

Se não tivesse a Coamo

em nossa região, sem dúvidas

a dificuldade seria muito

maior”, ressalta.


Transformação em família

De pai para filho

Jacir e Paulo Arboit, pai e filho, Mangueirinha (PR)

Cooperados

seguem as práticas

cooperativistas e

desenvolvem ações de

melhorias constantes

Jacir e Paulo Arboit, pai e filho,

são de Mangueirinha (Sudoeste

do Paraná). Antes de Paulo

nascer, seu Jacir já era cooperado

da Coamo, que está há

mais de 40 anos no município.

“Eu morava com meu pai em

Abelardo Luz, casei e um ano

depois, em 1978, vim para

cá. Em 1979 me associei na

Coamo e sempre fui 100%

Coamo. Sempre foi meu lugar

de comprar e vender. Naquele

tempo era tudo mais difícil, e

conforme a Coamo cresceu eu

cresci também.”

O patriarca da família lembra

que sempre contou com o

apoio da Coamo. “Quando

preciso da Coamo sou prontamente

atendido. Por isso,

sempre corro para a Coamo

e ela me socorre. O que sei

sobre agricultura, aprendi com

Família Arboit, de Mangueirinha, trabalha unida em prol do desenvolvimento e da qualidade de vida


a Coamo que sempre nos traz tecnologia e

conhecimento. Se antigamente era mais difícil

e a cooperativa nos mantinha atualizados,

imagina agora”, enfatiza.

Paulo segue os passos do pai na agricultura e

no cooperativismo. Para ele, hoje é tudo mais

fácil, e é preciso valorizar a luta que começou

lá atrás. “Nasci mais ou menos quando a

Coamo chegou aqui. Vejo que essa parceria

é fundamental para nós. Precisamos nos

adequar e acompanhar a evolução e a Coamo

nos apoia nisso. Antigamente era tudo muito

difícil e hoje moramos numa região produtora

e tecnificada com a Coamo como parceira no

dia a dia.”

Ele também enaltece o sistema cooperativista.

“É incrível ver todos evoluindo em conhecimento

e rentabilidade juntos. É fantástico

estar junto da comunidade, todos crescendo

junto. Estamos numa das maiores sementeiras

do Estado. O cooperativismo funciona e

a prova está aqui. Ele nos dá crédito e segurança

com qualidade e nós temos o dever de

entregar com qualidade e sermos fiéis à essa

parceria”, destaca Paulo Arboit.

O sucessor da família Arboit ainda ressalta a

evolução que percebeu nos anos de seu trabalho.

“Quando comecei em 2001 com meu

pai colhíamos 110 sacas por alqueire e hoje

estamos colhendo até 170. Evoluímos em

produtividade e até mesmo em nosso maquinário,

começamos com um pulverizador

Jacto de 600 litros. Hoje temos um Uniport

da Jacto. São mudanças significativas. Hoje

plantamos mais em menos tempo, com mais

qualidade”, comemora.

É incrível ver todos evoluindo em

conhecimento e rentabilidade juntos. O

cooperativismo funciona e a prova está

aqui. Ele nos dá crédito e segurança com

qualidade e nós temos o dever de entregar

com qualidade e sermos fiéis à essa parceria.


22 REVISTA

Setembro/2020


SAFRA 2019/2020

Safras produtivas

e com bons preços

Alto rendimento e preços bons. Tudo que o produtor rural pode querer

no momento de recolher da lavoura os frutos dos investimentos

" Um ano para entrar para história". É assim

que o cooperado Gustavo Gregório da

Silva, de Rio Bom, optante da Coamo

em Marilândia do Sul (Centro-Norte do Paraná),

classifica os resultados da safra 2019/2020. “Vamos

fechar o ano com resultados positivos nas

três safras que cultivamos. Começamos bem o

ano com a colheita da soja, logo depois veio o

milho de segunda safra, cultura que eu esperava

colher 250 sacas por alqueire e colhi 305 na

média. E agora o trigo, que também estamos colhendo

bem, chegando a 170 sacas de média”,

comemora.

Alinhado com a assistência oferecida

pela cooperativa, o cooperado elogia as recomendações

que recebe, atribuindo os resultados

ao investimento e tecnologia adotados,

com incentivo da Coamo. “Somos gratos por

tudo isso. Trabalhamos com muito amor na atividade

e a Coamo vem nos incentivando neste

sentido. A cooperativa é responsável pelo nosso

sucesso”, declara Silva, destacando as ações

adotadas para melhorar o manejo da área. “Estamos

fazendo calagem em toda propriedade

com aplicação de calcário, cobertura de solo

no inverno com brachiária solteira e adubação

pesada, entre outras tecnologias”, diz.

Associado há 12 anos, ele revela que

aumentou as produtividades depois que passou

a seguir as orientações da Coamo. “Estou

colhendo cinco mil sacas de soja a mais na

mesma área depois que me tornei cooperado.

Gustavo Gregório da Silva com o irmão Cleber: um ano para ficar na história

Setembro/2020 REVISTA 23


SAFRA 2019/2020

Antes não conseguia fazer isso e nem passava pela

minha cabeça que poderia conseguir”, confessa.

Cultivado em 40 dos 62 alqueires de plantio,

o trigo é personagem importante no sistema

de produção da propriedade. Rotacionando variedades,

Silva trabalha com três espécies diferentes

e tem expectativa de colher boas médias, apesar

da falta de chuva durante o ciclo vegetativo. “Tivemos

40 dias de seca, mas fizemos os tratos culturais

dentro do programado e, por isso, a cultura

respondeu bem e estamos tendo este resultado

positivo. Trabalhamos para isso e estamos colhendo

os frutos do nosso investimento em tecnologia”,

observa, agradecendo a parceria de sucesso

com a cooperativa. “Graças a Deus e a Coamo

estamos atingindo nossos objetivos. Antes de ser

cooperado eu não colhia o que estamos colhendo

hoje”, comenta.

Para o engenheiro agrônomo José Eduardo

Frendsen Filho, da Coamo em Marilândia do Sul, é

gratificante poder compartilhar o sucesso dos cooperados

assistidos. “Trazemos a tecnologia e o cooperado

testa e comprova que dá resultado. O cooperado

teve bons resultados com a soja, o milho e

agora com o trigo. Com chuva ou sem chuva vem

obtendo bons resultados porque investiu no solo e

escolheu as variedades e híbridos certos. De forma

geral, a maioria dos cooperados desta região estão

tendo bons resultados, amparados pela tecnologia

preconizada pela Coamo”, observa.

Lavoura de trigo está respondendo ao investimento

e tecnologia adotada com incentivo da Coamo

24 REVISTA

Setembro/2020


Cultura agrada o

bolso e o sistema

Na propriedade do cooperado José

Carlos Pastore, tradicional agricultor da região

de Cruzmaltina (Centro-Norte do Paraná), o

trigo, também, garantiu bons resultados nesta

safra. “Tem sido um ano excelente para nós

agricultores, os resultados são bons, ótimas

produtividades e os preços também estão

contribuindo com nosso negócio. Espero que

venham mais anos desta forma”, diz. O cooperado

está fechando a área de trigo com média

de 145 sacas por alqueire. Além do trigo ele

também colheu boas médias de milho de segunda

safra e soja, no verão. “Com certeza é

um ano para celebrar”, frisa.

Acostumado a cultivar o cereal, ele

lembra que a cultura mesmo quando não tem

bom desempenho, ainda assim é importante

para o negócio. “Com certeza, é uma cultura

importante para o sistema e por isso não deixamos

de cultivá-la. É fundamental para a rotação

que fazemos na propriedade e ajuda a

melhorar o solo e todo o sistema para receber

a soja, no verão. Precisamos sempre melhorar

a produção e a terra, de onde tiramos nosso

sustento e neste ano estamos ganhando dinheiro

com o trigo.”

Investir na atividade agrícola é uma

bandeira defendida por Pastore, que sabe

do retorno de cada centavo quando se aplica

tecnologia. “Temos seguido as orientações da

Coamo, fazendo análise, aplicando calcários e

adubo. Aprendemos que precisamos investir

na atividade. Investimentos em todas as culturas,

na soja, no milho e no trigo e temos tido

sucesso”, comemora.

Aproveitar a boa produção, que vem

sendo coroada com os bons preços dos produtos,

é o pensamento do cooperado para colocar

a casa em ordem. Segundo ele a Coamo

José Carlos Pastore, tradicional agricultor em Cruzmaltina (PR)

Setembro/2020 REVISTA 25


SAFRA 2019/2020

tem ajudado nesse processo. “Temos

só elogios à cooperativa e a

equipe de Cruzmaltina nos atende

muito bem e nos ajuda a melhorar

na atividade”, ressalta Pastore.

O engenheiro agrônomo

Mayckon Roberto Pedreira, da

Coamo em Cruzmaltina, diz que

a falta de chuva no início do plantio

do trigo prejudicou sensivelmente

a cultura, que se estabeleceu

de forma desigual. Contudo,

as lavouras se recuperaram e as

médias são positivas na região.

“Temos produtividade entre 140

e 180 sacas por alqueire, o que é

muito bom. Tivemos uma perda

de qualidade das primeiras áreas

devido a chuva. Mas, agora estamos

colhendo um material muito

bom. Os cooperados estão en-

tendendo que vale a pena investir

na cultura do trigo, pois temos

materiais produtivos e a cultura

ainda contribui de forma muito

acentuada para todo o sistema”,

sugere Pedreira.

José Carlos Pastore acompanha lavoura de trigo com o engenheiro agrônomo Mayckon Roberto Pedreira

Avaliação técnica

A safra 2019/2020 começou com incertezas

devido ao clima. Em algumas regiões, houve atraso no

plantio da soja. No decorrer dos meses, as chuvas se regularizaram

e a colheita mostrou uma produção histórica,

com produtividades médias, em muitos casos, acima

de 200 sacas por alqueire. Números que até então estavam

apenas na imaginação de muitos agricultores.

Com a mudança no cronograma da safra

de verão, foi preciso um novo planejamento para a

segunda safra. O atraso na colheita da soja fez com

que o plantio de milho fosse semeado mais tarde.

Em algumas regiões, os cooperados não conseguiram

semear a área planejada e a opção foi pelo trigo,

elevando a área de plantio da cultura.

Cada vez mais preparados e muito bem amparados

pela filosofia cooperativista, os cooperados

estão melhorando os resultados nas propriedades,

verticalizando a produção das lavouras e, consequentemente,

conseguindo evoluir no campo. Alicerçados

por um grande aparato tecnológico, seja

dentro ou fora da porteira, eles somam a cada safra

resultados positivos e sustentáveis. Uma condição

26 REVISTA

Setembro/2020


conquistada por meio de investimento, boas práticas

de produção e, sobretudo, sintonia com a assistência

técnica oferecida pela cooperativa.

De acordo com o gerente de Assistência

Técnica da Coamo, Marcelo Sumiya, a safra de trigo

está dentro do esperado. A colheita iniciou no Oeste

do Paraná e Sudoeste do Mato Grosso do Sul. Ele

explica que em função da estiagem, no período de

desenvolvimento da lavoura, os resultados ficaram

abaixo da média, porém bem compatível com o investimento.

“É um resultado bem satisfatório com a

produtividade e, também, com a comercialização. O

trigo está trazendo uma boa rentabilidade ao cooperado”,

diz.

Sumiya diz que, levando em consideração

todo o contexto que envolveu o desenvolvimento

das lavouras e as previsões iniciais, pode-se dizer que

foi uma boa segunda safra de milho. “Sabemos que

tiveram perdas na região Oeste do Paraná, superiores

a 30%, e em mais de 10% no Mato Grosso do Sul. Por

outro lado, surpreendeu em algumas regiões como

no Centro-Norte do Paraná, por exemplo”, diz.

Segundo ele, a tecnologia empregada na

cultura do milho está sendo um diferencial entre os

cooperados da Coamo. “Vimos algumas lavouras

com plantas pequenas, porém com espigas bem formadas.

Isso mostra que o cooperado fez os manejos

adequados. A produtividade pode até ser comprometida,

mas superior ao que poderia ocorrer sem o

devido investimento. Correlacionando a produção

ao custo desta safra, os agricultores tiveram um bom

resultado. Alguns itens básicos, no cultivo da cultura,

seja milho, soja ou trigo, fazem toda a diferença”, assinala

Sumiya.

Soja

Milho

verão

em sacas

90.860.052

Recebido

84.655.270

Previsão

em sacas

Milho

segunda safra

em sacas

4.292.133

Recebido

3.304.100

Previsão

47.000.000

Recebido

42.000.000

Previsão

Trigo

em sacas

10.223.862

Marcelo Sumiya, gerente de Assistência Técnica da Coamo Previsão

Data base: 25/09

Setembro/2020 REVISTA 27


28 REVISTA

Setembro/2020


INDUSTRIALIZAÇÃO

TRIGO

nosso de cada dia

ESSA É A SEGUNDA EDIÇÃO DA SÉRIE

'DO CAMPO À MESA', MOSTRANDO

O PROCESSO DE PRODUÇÃO E

INDUSTRIALIZAÇÃO DE CADA GRÃO

No vento o trigo dança suave e no sol

brilha, exaltando toda a sua beleza. Um

dos alimentos mais antigos do mundo, o

cereal é responsável por significativa parcela da

movimentação mercadológica nacional. É popular

devido a variedade de produtos que podem

ser extraídos, como pães, massas, e até bebidas,

como a cerveja. Apesar de extremamente popular

no Brasil, não é um alimento natural da América

do Sul. As primeiras plantações foram identificadas

no Egito.

O trigo foi trazido ao Brasil pelos portugueses,

que criaram as primeiras plantações no

Estado de São Paulo. Hoje, o Brasil é produtor

desse alimento e o cereal, é um dos principais

ingredientes presentes na mesa do brasileiro e,

portanto, essencial para a manutenção da saúde

de muitas famílias.

Na Coamo, o trigo também ocupa um

lugar privilegiado. Afinal de contas, a Coamo foi

feita para este cereal. Em 1975, iniciaram as operações

do moinho de trigo, em Campo Mourão.

Em diversas regiões, é produzido pelos cooperados,

que carregam verdadeiro amor pela cultura

milenar. Sem contar, que a semente germinada

no campo, mais tarde chega à mesa de milhares

de brasileiros.

Setembro/2020 REVISTA 29


INDUSTRIALIZAÇÃO

Wilson Menin, de Mamborê (PR), se orgulha em produzir matéria-prima que será utilizada na produção de alimentos

"Saber que minha família, amigos e

milhares de outras pessoas irão consumir

o grão que eu cultivei com o máximo de

carinho possível é muito satisfatório. Em

cada grão que planto tem uma história que é

repassada para diversas famílias brasileiras."

Orgulhoso de fazer parte

deste trabalho, o cooperado Wilson

Menin, de Mamborê (Centro-

-Oeste do Paraná), plantou na última

safra 140 alqueires de trigo na

propriedade Rio Sertão. “Saber que

minha família, amigos e milhares

de outras pessoas irão consumir o

grão que eu cultivei com o máximo

de carinho possível é muito satisfatório.

Em cada grão que planto tem

uma história que é repassada para

diversas famílias brasileiras.”

O cuidado do associado

começa na escolha da semente.

“A opção pelas variedades de

qual trigo plantar vem de uma

conversa com o corpo técnico da

Coamo, para ser produtiva, sadia

e com qualidades industriais. É

importante saber qual a finalidade

que será dada ao trigo, um

produto tão especial que está na

mesa do brasileiro todo o dia. Eu

só utilizo sementes Coamo, que

vêm prontas para eu plantar com

todos os tratamentos necessários.

Meu trabalho é escolher a variedade,

o momento de plantio e os

tratos agronômicos, pois tenho a

30 REVISTA

Setembro/2020


certeza de que vou plantar uma

semente de qualidade.”

Menin acrescenta que

o cereal exige rigor técnico no

cultivo. “Escolho sementes com

qualidades relacionadas à panificação.

Faço todo o acompanhamento

para que não tenha

nenhum tipo de doença e

não sofra nenhuma intempérie

climática. Depois, na colheita,

quando vou descarregar minha

carga na Coamo, é realizada a

classificação e dada a qualidade

da farinha, para saber qual

será a sua destinação, se será

para pão, macarrão, bolacha,

cada um tem seu tipo. Realizamos

nosso trabalho pensando

no consumidor e no mercado.”

Outro ponto chave para

produzir um cereal de qualidade,

segundo Wilson Menin, é a atualização

científica constante. “Eu

sempre acompanho o mercado

e a pesquisa, e participo de eventos

técnicos da cooperativa, para

saber quais são as novas variedades

e qual a qualidade de panificação

desse trigo. Preciso saber

se o trigo que planto dará uma

boa farinha, para a dona de casa

produzir um pão macio e claro.”

Com todo esse cuidado,

Menin revela que se sente satisfeito

quando fica sabendo de pessoas

que tiveram bons resultados

com a farinha de trigo da Coamo.

“Eu tenho orgulho da marca Coamo,

tenho orgulho quando recebo

retornos positivos, porque

é um pedaço meu. É o fruto do

meu trabalho que está na mesa

das pessoas. Penso que produzir

alimentos é uma das maiores satisfações

do agricultor”, conta.

MOAGEM

do trigo

Momento da chegada do trigo no moinho

O trigo entregue nas

unidades da Coamo é destinado

para os moinhos de trigo da

em Campo Mourão e Mamborê

(PR). O cereal passará por uma

classificação, onde será avaliada

a quantidade de impurezas.

As indústrias da Coamo utilizam

de Boas Práticas de Fabricação.

Se o trigo for aprovado, ele será

Teste de qualidade dos grãos antes da industrialização

segregado dentro dos oito silos

da indústria de acordo com a sua

classe.

Segundo o gerente do

Moinho de Trigo, Romão Ferreira

Rodrigues Neto, depois da

classificação e de acordo com a

demanda comercial inicia-se o

beneficiamento do grão. “O trigo

passará por uma pré-limpeza

Moinho de Trigo Coamo conta com tecnologia de ponta em todo o processo de industrialização

Setembro/2020 REVISTA 31


INDUSTRIALIZAÇÃO

por meio de equipamentos que

retiram impurezas maiores e menores

que o grão. Em seguida,

ele passará por uma primeira limpeza,

onde também realizamos

uma seleção ótica dos grãos,

separando de acordo com o seu

tamanho, dimensão e coloração,

além de separar as impurezas da

massa de grãos.”

Romão Neto revela ainda

que após essa etapa será realizada

a hidratação e descanso do

trigo. “Essa etapa é fundamental

para que o grão absorva a água

e após expandir em volume, passe

pelo processo de moagem.

O gérmen e o farelo serão separados

no peneiramento. Assim,

teremos a classificação e tipificação

das farinhas. Depois, ocorre

o enriquecimento com ferro e

ácido fólico, e as farinhas passam

por um peneiramento de segurança,

uma bateria de imãs e por

um processo de desinfestação,

seguindo para o silo de produto

acabado.”

Todas as etapas têm tecnologia de ponta e o processo garante qualidade nas farinhas de trigo

A próxima etapa, é o envase,

conforme relata o gerente.

“Nesse momento os produtos

para linha de indústria são envasados

em Big Bag’s e a granel.

Para a linha de padarias e atacados

são envasados em sacarias

de ráfia ou papel de 25 e 50Kg

no carrossel e, para linha de varejo,

pelas empacotadoras de 1kg

e 5kg, em embalagens de plástico

e papel, todos passando por

detectores de metais com rigoroso

controle de processo.”

Vista aérea do Moinho de Trigo no Parque

Industrial da Coamo, em Campo Mourão (PR)

32 REVISTA

Setembro/2020


QUALIDADE

industrial

O padrão de qualidade

do grão é semelhante ao que os

clientes finais exigem no produto

acabado. “Esse trigo precisa ter

uma qualidade intrínseca de tal

forma que atenda toda a legislação.

Além disso, nossos clientes

são mais exigentes que a própria

lei. Então, esse grão precisa ter

uma qualidade de sanitização

muito boa. No nosso caso, somos

privilegiados, pois diferente dos

nossos concorrentes, estamos envolvidos

no processo desde o início

do plantio do grão pelo nosso

cooperado, até o final da cadeia

que já é a entrega para o cliente.

Estamos literalmente do campo

até a mesa”, considera o gerente

do Moinho de Trigo da Coamo.

Romão Neto salienta que

o trabalho no campo faz toda a

diferença. “O capricho que o

cooperado da Coamo tem com

a lavoura no dia a dia, somado a

toda condição de automação e

tecnologia que o nosso moinho

possui, é uma combinação perfeita

de sucesso. É o que dá uma

qualidade ímpar em nosso produto,

inclusive, atestada pelos

nossos clientes e consumidores.”

Com pouco contato manual

diretamente com o produto,

o moinho de trigo da Coamo, é

mais seguro. “Devido a toda automação

que temos nas etapas

da moagem, conseguimos atestar

no quesito da segurança de

alimentos, uma qualidade ainda

maior. Inclusive no final de setembro

o moinho de trigo passou

pela pré-auditoria da certificação

na FSSC 22000, a norma

ISO de segurança alimentar.”

Teste da farinha na preparação de pães

Apresentação da estrutura do Moinho de Trigo

Romão Ferreira Neto, gerente do Moinho de Trigo, no envase das farinhas

Setembro/2020 REVISTA 33


INDUSTRIALIZAÇÃO

AMPLO

portfólio

Do Moinho de Trigo da

Coamo saem diversos produtos

que compõem os Alimentos

Coamo por meio das marcas

Coamo e Anniela. São farinhas

de trigo tradicionais, especiais

e específicas, além de Misturas

para pães e bolos.

Quanto a produção das

farinhas integrais destacam-se

três opções: a reconstituída que

é a branca somada ao farelo; a

farinha integral processada em

moinho de pedra em um circuito

independente e praticamente

artesanal ; e a pré mistura Integral,

que já vem com a aditivação

para facilitar a vida do padeiro.

Com relação as misturas de pães

e bolos, há também uma condição

especial para produzi-las”,

afirma Romão Neto.

Origem do trigo

O trigo está presente há cerca de 10 mil anos

na história da humanidade. A "invenção" do

pão, atribuída aos egípcios, após observarem o

processo de fermentação de uma massa feita

de farinha de trigo foi há 4.000 anos A.C. Os primeiros

biscoitos também apareceram no Egito.

As receitas eram à base de trigo, água e mel.

Da Mesopotâmia, o trigo se espalhou pelo

mundo. Na China, o trigo começou a ser

usado como farinha e para fazer macarrão

e pastel. Já no século 9, estima-se que

os árabes tenham levado para a Itália o

macarrão - que teria origem chinesa.

O cultivo do trigo se expandiu nas regiões

mais frias da Europa, como Rússia e Polônia,

no século 15.

No Brasil

O trigo chegou ao Brasil em 1534, trazido

por Martim Afonso de Souza, que desembarcou

na capitania de São Vicente. O clima

quente dificultou a expansão da cultura. Foi

só na segunda metade do Século XVIII que

a cultura do trigo começou a se desenvolver

no Rio Grande do Sul.

A partir da década de 1940, as plantações

de trigo começaram a expandir no Rio

Grande do Sul e no Paraná, que se transformou

no principal estado produtor no Brasil.

Pesquisas com sementes permitiram aumentar

a área plantada e o rendimento da cultura, mas

o país ainda está longe de ser autossuficiente

na produção de trigo, haja vista, que as regiões

Norte e Nordeste não produzem o cereal.

FIQUE POR DENTRO

Tudo começou com

um Moinho de Trigo

localizado no centro

de Campo Mourão,

que processava 30

toneladas por dia.

Hoje 500 toneladas por dia

são processadas em Campo

Mourão, e 200 t/d em Mamborê,

totalizando 700 toneladas.

Equivale a mais de 11.600

sacas de trigo por dia;

São mais de 220.000

toneladas de

trigo industrializadas

anualmente, ou seja,

mais de 3.600.000

sacas.

Excedente da

produção dos

associados é

comercializada no

mercado interno

como commoditie;

Moinho de Trigo serve

também como um grande

laboratório com informações

sobre rendimento e qualidade

do grão para facilitar a comercialização

do trigo em grãos;

Todos lotes

produzidos são

testados em

nosso laboratório

industrial

de panificação.

Estrutura do

Moinho de

Trigo Coamo

foi planejada

para ser

dobrada.

34 REVISTA

Setembro/2020


Novas farinhas Coamo chegam no mercado

O

portfólio de farinhas da

Coamo está crescendo.

Com um Moinho

de Trigo versátil e tecnológico,

é possível desenvolver os mais

variados tipos de farinhas. Os

lançamentos para este mês de

outubro são a Farinha de Trigo

Coamo Super Premium e a Farinha

de Trigo Coamo para Massa

Fresca. Ambas elaboradoras com

a marca de qualidade e garantia

da cooperativa, para valorizar as

melhores receitas.

Enriquecida com ferro e

ácido fólico, a Farinha de Trigo

Coamo Super Premium é ideal

para o preparo de pães artesanais

como focaccia, pão italiano,

baguete e ciabata. Com ela, a

massa fica ainda mais branquinha.

Esse produto será comercializado

em embalagens de 1kg e

5kg. “O consumidor irá se deparar

com o que se tem de melhor

da qualidade do grão, pois será

fabricada com a parte nobre do

trigo. É um produto realmente diferenciado,

que vai proporcionar

ao consumidor excelente performance

e qualidade. Para os consumidores

que apreciam ter na

mesa pães com miolo bem clarinho,

este produto vai atender

perfeitamente as expectativas,

tanto neste aspecto, como também

em seu desempenho quando

aplicado em receitas de pães

especiais”, adianta o gerente do

moinho de Trigo, Romão Ferreira

Rodrigues Neto.

Quanto a Farinha de trigo

Coamo Massa Fresca é ideal

para o preparo de massas refrigeradas,

como macarrão, lasanha

e massas recheadas, todos

frescos. Esse produto será comercializado

em embalagem de

5kg. “Trata-se de um produto

com características diferenciadas,

que também não terá problemas

com o escurecimento. O

produto vem de uma característica

peculiar do grão, de baixo

teor de cinzas, e qualidade diferenciada”,

revela Romão Neto.

Ainda segundo o gerente

do Moinho de Trigo, todas têm

o mesmo padrão de qualidade

dos demais produtos do Moinho

de Trigo da Coamo. “Não há contato

manual em nossos produtos.

Garantimos a segurança destes

alimentos, pois temos no processo

várias blendagens para ter a

garantia no produto. Adotamos

as Boas Práticas de Fabricação.”

Romão Neto acrescenta

que tanto o consumidor doméstico

quanto industrial, irão se surpreender.

“Estamos entregando

farinhas para agregar valor ao

seu produto por uma qualidade

diferenciada. Quanto ao consumidor

de varejo, seguindo as

tendências da culinária gourmet,

sem dúvidas, terá excelentes resultados.”

Setembro/2020 REVISTA 35


COMERCIALIZAÇÃO

Países que recebem a produção

dos cooperados da Coamo

Valor agregado

DESDE A FUNDAÇÃO, HÁ 50 ANOS, COAMO MANTÉM COMERCIALIZAÇÃO

COMO PONTO PRIMORDIAL DA ATIVIDADE AGRÍCOLA DOS COOPERADOS

Uma equipe treinada e altamente

capacitada que

opera nos mercados interno

e externo, responsável

pela comercialização dos produtos

entregues pelos cooperados.

Esse é um importante trabalho

realizado pela Coamo desde a

sua fundação. Ao longo de 50

anos, os produtos e a maneira

de comercializar mudaram. O algodão,

por exemplo, deixou de

fazer parte do calendário de produção

e a soja teve um incremen-

to, sendo a principal commoditie

na safra 2019/2020.

Os cooperados são informados

diariamente sobre os

mercados. Assim, podem decidir

sobre o melhor momento para

comercializar a produção. A Coamo

foi criada em 1970 com o objetivo

de comercializar trigo, mas

logo veio a soja. As primeiras

produções eram armazenadas

em silos de plásticos. Os volumes

eram pequenos e uma indústria

em Maringá comprava toda a

produção. “Na época, as informações

eram bem restritas. A

cooperativa ofertava soja e apenas

no dia seguinte sabia a resposta

do comprador. Às vezes,

o negócio era fechado, às vezes

não. Logo, a cooperativa aprendeu

que os preços eram balizados

em Chicago (EUA)”, comenta

o diretor Comercial da Coamo,

Rogério Trannin de Mello.

Ele ressalta que a área

Comercial da Coamo sempre

estuda o mercado para saber se

36 REVISTA

Setembro/2020


o preço oferecido pelos compradores

é a melhor alternativa

para os cooperados, mas para

que isto acontecesse foi preciso

investir. “A Coamo foi se estruturando

ao longo dos anos, construindo

armazéns, indústrias, terminais

portuários e reforçando a

frota de caminhões, para extrair

o máximo que o mercado podia

oferecer para o produtor.”

De acordo com ele, a

cooperativa se adequa ao momento

do mercado e do cooperado.

"Somos os seus ouvidos e

olhos para o mercado”, destaca.

Rogério Trannin observa

que o papel da Coamo é comercializar

a produção explorando

as melhores oportunidades de

mercado. Porém, é o cooperado

que dita o ritmo. É ele que escolhe

o momento certo de fixar o

preço. “No início, a cooperativa

adotou um sistema que existe

até hoje no Japão. Comercializava

a produção durante o ano

e no final todos tinham a mesma

média de preços. Mas isso logo

mudou e os cooperados é que

decidem se é ou não o momento

de vender.”

Mercados interno e externo

A Coamo é capaz de

atuar no mercado nacional e internacional

em grandes volumes. A

cada negócio tem condições de

encher um navio de grande porte

com a produção dos cooperados.

Isso melhora o preço, pois os

custos diminuem. Um produtor

individual não teria condições e

acesso a esse tipo de mercado,

ainda mais parcelando as vendas

Desenvolvendo o mercado

Rogério Trannin de Mello, diretor Comercial da Coamo

A Coamo tem capacidade

de desenvolver novos mercados.

O diretor Comercial explica

que em muitos casos o mercado

tradicional pode não estar remunerando

dentro do esperado.

“Um dos exemplos é com o milho.

Em 1996, a Coamo foi a pioneira

na exportação do cereal, mais

precisamente para o Marrocos,

com 40 mil toneladas. Na época,

foi uma situação necessária, tendo

em vista os baixos preços do

milho no mercado interno. Esta

operação resultou num aumento

de 10%, melhorando a comercialização

dos produtores.”

Outra situação com o

milho ocorreu em 2000, quando

em pequenas etapas. Um grande

diferencial para o cooperado é

que a cooperativa paga no dia, à

vista, e isso é valorizado por ele.

“Isso possibilita que ele [cooperado]

possa explorar as condições

de mercado até o último momento.

Pode analisar o mercado e tomar

a decisão que entender ser a

mais correta”, afirma Trannin.

houve uma geada que prejudicou

bastante as lavouras. Diante disso,

os compradores imaginaram que

a produção seria completamente

atingida. A colheita foi acima do

esperado, mas com qualidade inferior

e ficou sem mercado. A Coamo

foi atrás de alternativas e encontrou

compradores na Espanha,

que utilizaram o produto na produção

de cerveja. “Eles visitaram

outras empresas no Brasil, mas o

produto da Coamo estava melhor

conservado, e a cooperativa estava

estruturada para exportar. Conseguimos

fazer a venda e remunerar

o cooperado. Isso abriu novos

mercados para o cereal. São ações

que geram boa reputação no mer-

Setembro/2020 REVISTA 37


COMERCIALIZAÇÃO

COOPERADOS SÃO INFORMADOS DIARIAMENTE SOBRE OS MERCADOS E

DECIDEM O MELHOR MOMENTO PARA COMERCIALIZAR A PRODUÇÃO

cado externo e ajudam a realizar

novas exportações.” O diretor Comercial

lembra que na esteira da

Espanha, o Japão se interessou

pelo milho da Coamo, que na

época, não era transgênico. “Eles

precisavam de milho para alimentação

humana, com alta qualidade

e a Coamo conseguiu atender. Fizemos

vários negócios, isso abriu

os olhos do mundo para o milho

do Brasil. Se o Japão comprou era

porque o produto era bom.”

Atualmente, o Brasil é o

segundo maior exportador de

milho. Conforme Trannin, essa liquidez

possibilita ao cooperado

comercializar parte da produção

antes mesmo de colher. “Sem exportação,

isso não seria possível.

Temos o orgulho de dizer que

conseguimos desenvolver esse

mercado”, destaca.

A Coamo vende farelo

de soja em navios contratados

pela cooperativa diretamente aos

consumidores na Europa. Foi a

primeira cooperativa brasileira a

realizar essa operação que antes

acontecia pelas multinacionais.

entender onde estava o problema

e tivemos que substituir algumas

variedades que não davam

o resultado esperado. Incentivamos

as empresas para que desenvolvessem

novas variedades

que se adequassem as exigências

do mercado”, frisa.

A qualidade melhorou,

mas a reputação não, pois os

compradores ainda falavam mal

do trigo nacional, então, a cooperativa

teve que buscar novos mercados.

Os moinhos do Norte e do

Nordeste sempre foram atendidos

por trigo de fora, importados

da Argentina, Estados Unidos e

Canadá. “Enviamos amostras do

nosso trigo, eles gostaram, mas

como outros moinhos falavam

mal do nosso produto no mercado,

ficaram receosos quanto à

qualidade. Então, decidiram levar

um caminhão para testes em

escala industrial, pois em planta

piloto poderia não retratar a realidade”,

conta o diretor da Coamo.

Segundo ele, quando

o caminhão chegou não tinha

como descarregar em função de

que as moegas eram fechadas,

pois os produtos só chegavam

de navio. “Para descarregar o caminhão

eles tiveram que quebrar

a parede. Foi um esforço que deu

certo. O fato ocorreu em outubro

de 2014. Eles gostaram do nosso

produto, que dava sim para fazer

pão francês. Então, compraram

um, dois, dez navios e fizeram

elogios no Congresso Nacional

da Indústria de Trigo em São

Paulo. Com isso, a má imagem

foi desfeita e o nosso trigo passou

a ser reconhecido como de

alta qualidade para panificação”,

lembra.

Em 2015, a Coamo inaugurou

um moderno moinho de

trigo no seu parque industrial em

Campo Mourão. Dois meses após

entrar em funcionamento, toda a

produção já estava vendida, pois a

farinha é de ótima qualidade.

Solução para o trigo

A mesma situação ocorre

com o trigo, que não tinha liquidez

e a comercialização era mais

difícil, pois os compradores preferiam

importar o cereal. Trannin

recorda que no passado existiam

reclamações quanto a qualidade

do produto brasileiro. “Fomos

38 REVISTA

Setembro/2020

Navio atracado no Porto

de Paranaguá (PR)


Novos mercados e a credibilidade

Conforme Rogério Trannin, o principal

segredo para atuar no mercado interno e externo

é ter credibilidade. “O agricultor não opera

com uma empresa ou cooperativa em que não

confia, assim como a Coamo não venderá a produção

para compradores que não tenham reputação,

e os compradores sérios não irão comprar

produtos de cooperativas que não possam

cumprir os contratos. A comercialização é motivada

pela credibilidade”, diz.

Rogério Trannin com o presidente do Conselho de Administração, José Aroldo Gallassini

ATENDIMENTO IGUALITÁRIO

FAZ COM QUE OS COOPERADOS SE TORNEM FORTES

Um dos motivos de sucesso

da Coamo e do seu cooperativismo

de resultados está no tratamento

e relacionamento com seus cooperados.

Todos são atendidos de

forma igualitária, ou seja, sem distinção

de tamanho e quantidade

da produção. Isto torna a Coamo a

melhor opção para os associados.

“A Coamo mantém uma política

de igualdade para os cooperados

e oferece sempre a melhor opção

disponível do mercado”, comenta

o gerente Comercial de Produtos

Agrícolas (Gercop), Fernando Domingues

Bosqueiro.

A Gercop conta com uma

estrutura pequena em número de

profissionais, mas realiza um trabalho

com volumes expressivos de

produção para os mercados interno

e externo. Para desenvolver as

atividades, a equipe está conectada

com informações obtidas junto

as melhores fontes para colocar

e fazer a melhor negociação da

produção dos cooperados. “Se no

passado faltava informação, porque

não tinham ferramentas que

pudessem viabilizá-las, agora temos

vários caminhos. Isso faz com

que a gente vá para a negociação

sabendo quanto vale o produto e

não para saber quanto eles pagariam.

Isso acontecia muito no passado,

de oferecer o produto sem

Mesa de Trading, responsável por comercializar a produção dos cooperados

saber o valor.”

Bosqueiro recorda que

antigamente, a cooperativa enchia

um caminhão com os produtos dos

cooperados e levava para Maringá.

“Se tínhamos o desafio de atravessar

o Rio Ivaí por meio de balsa,

hoje não temos nenhum problema

em colocar a produção de grandes

volumes em um navio e mandar

para outros países.”

Setembro/2020 REVISTA 39


COMERCIALIZAÇÃO

40 REVISTA

Setembro/2020


Preço e qualidade

O gerente Comercial de

Produtos Agrícolas ressalta que a

questão de preço tem sua importância

durante a negociação no exterior,

mas outro fator também tem

peso. “A qualidade dos produtos é

levada em consideração sempre.

Os compradores sabem que os

nossos produtos atendem as necessidades.

Um exemplo é que a

Coamo atende o Norte da Europa,

que busca por qualidade, e não o

Sul que quer apenas preço. São

clientes que aceitam pagar mais

pela qualidade, por produtos que

têm origem, respeitam as questões

ambientais e proporcionam sustentabilidade

econômica para os

produtores.”

De acordo com o gerente,

os agricultores que atuam integralmente

com a Coamo têm

mais segurança e conseguem

uma melhor média de preço ao

longo do ano. “São vários os riscos

presentes em uma comercialização,

então, senão tiver reputação

e credibilidade de ambos os

lados, poderá ocorrer problemas.

Quando se entra em um mercado

global tem que levar em consideração

os riscos políticos, de boicotes

e sanções econômicas, e

cambiais”, analisa.

A Coamo mantém relacionamento

com clientes e comercializa

grandes volumes. “Quando se

fala em um navio, falamos em R$

90 milhões. Em um acordo nesse

porte não pode simplesmente

olhar no computador, ver o valor e

fechar. Tem que fazer um trabalho

de base para se certificar de que o

contrato será honrado.”

Produção transformada

Wagner Schneider, gerente Comercial de Alimentos

Se boa parte dos produtos

retirados dos campos dos

mais de 29 mil associados da

Coamo são comercializados in

natura, tem uma outra parcela

que vai para a industrialização

e chegam à mesa dos consumidores

por meio das marcas dos

Alimentos Coamo. Esse trabalho

está integrado à diretoria Comercial,

por meio da gerência

Comercial de Alimentos (Gercal),

comandada por Wagner Schneider.

Ele explica que o principal

objetivo é fazer com que a

produção dos cooperados seja

transformada em alimentos,

agregando valor ao produto. “O

desafio é estar presente no maior

número de pontos de vendas

possíveis, fortalecendo as marcas

dos Alimentos Coamo”, comenta.

A área de Alimentos da

Coamo está presente na cooperativa

há cerca de 25 anos. Começou

com as vendas de farinha

de trigo, depois vieram o óleo de

soja, café, gorduras e margarinas.

Setembro/2020 REVISTA 41


42 REVISTA

Setembro/2020


COMERCIALIZAÇÃO

PRINCIPAL OBJETIVO É FAZER COM QUE A PRODUÇÃO DOS COOPERADOS

SEJA TRANSFORMADA EM ALIMENTOS AGREGANDO VALOR AO PRODUTO

Nos últimos anos foram

registrados grandes avanços

na produção. Em 2010, por

exemplo, a Coamo duplicou

sua fábrica de óleo, em 2012, a

de gorduras e margarinas e, em

2015, construiu o novo moinho

de trigo passando de 200 para

700 toneladas/dia. Em 2019, a

cooperativa inaugurou a fábrica

de processamento e envase de

óleo de soja em Dourados (MS).

O mais recente investimento foi

a duplicação da fábrica de gorduras

e margarinas em Campo

Mourão. “Em 2019 ultrapassamos

pela primeira vez a marca

de R$ 1 bilhão de faturamento

e, para 2020, projetamos resultados

acima de R$ 1,7 bilhão de

faturamento”, prevê Schneider.

Trabalho organizado

A Gercal é organizada por

canais de vendas com equipes

especializadas para atendimento

de indústria e transformadores,

e para a área de Varejo, fazendo

com que os produtos cheguem

Wagner Schneider com chefes de departamentos responsáveis pela comercialização dos Alimentos Coamo

diretamente às gôndolas dos supermercados

em várias regiões

do país, atendendo aos distribuidores

e atacadistas. “É um grande

trabalho. Temos também uma

área de assistência técnica para

dar suporte aos nossos clientes,

além de ser responsável pelo

desenvolvimento de novos produtos,

para atender as demandas

dos nossos clientes e consumidores”,

explica Wagner Schneider.

O mercado onde está inserido

os Alimentos Coamo é extremante

competitivo. Schneider lembra

que quando o novo moinho de

trigo estava sendo construído havia

mais de 70 moinhos no Paraná e o

momento não era de expansão de

consumo. “Sabíamos que teríamos

que ganhar espaço, e a decisão estratégica

para aquele momento era

construir um moinho que trouxesse

a possibilidade de produzir trigo

de qualidade. Com isso, passamos

a oferecer ao mercado produtos diferenciados.”

Schneider ressalta que

a Coamo trabalha com foco na

qualidade. “Podemos pecar por

excesso, mas jamais pela falta.

Fazemos testes e comparativos

com as principais marcas do

mercado, e temos orgulho e satisfação

em saber que estamos

a frente em qualidade.”

A matéria-prima para a

produção dos Alimentos Coamo

vem dos campos dos cooperados.

“Industrializamos e processamos

aquilo que é produzido

por nossos mais de 29 mil cooperados.

São produtos que tem

origem e isso é muito valorizado

pelos consumidores.”

Setembro/2020 REVISTA 43


TECNOLOGIA EM CAMPO

COOPERADO ON-LINE,

de casa ou qualquer lugar, operações com segurança

Consulta dos preços dos

produtos agrícolas, e de

produtos para retirada,

além de fixações, transferências

bancárias e intenções de contrato,

estão entre as principais operações

disponíveis para o dia a

dia dos associados. Tudo isso de

maneira fácil e segura, por meio

da plataforma “Cooperado On-Line”,

que foi criada em 2015, vem

fazendo a diferença e agilizando

a movimentação dos produtores.

“O Cooperado On-Line

disponibiliza importantes benefícios

aos produtores, sempre com

comodidade, segurança e praticidade

de onde ele estiver, desde

que conectado à internet, por

meio de celular ou computador.

"A Coamo está atenta a evolução

com o processo de inovação

tecnológica, por isso estamos

desenvolvendo uma melhoria

no sistema desta plataforma que

em breve poderá ser acessada”,

afirma o diretor Administrativo

Financeiro da Coamo, Antonio

Sérgio Gabriel. Segundo ele, os

mais de 29 mil cooperados passaram

a ter contato direto com

o Cooperado On-Line há cinco

anos, por meio do site da cooperativa.

Pandemia – Em função

deste período de medidas preventivas

do Covid-19, iniciado na

segunda quinzena de março, os

cooperados estão utilizando em

maior quantidade os canais digitais

da cooperativa. “O Cooperado

On-Line é um bom exemplo

do que a tecnologia pode fazer.

De casa, da fazenda, verificamos

uma maior movimentação por

parte dos cooperados, que com

um clique podem conhecer e

acompanhar as suas movimentações

no dia a dia, principalmente

em épocas de colheita nas suas

propriedades”, explica Antonio

Sérgio.

Contratos - Com tecnologia

de ponta, o Cooperado

On-Line permite aos cooperados

fazer intenção de contratos da

sua produção, bem como consultá-los.

Com o mercado dinâmico,

os produtores podem acompanhar

a sua movimentação com

a cooperativa, maximizando o

tempo. Outro benefício da ferramenta

é que as transações são

realizadas por meio de ambiente

seguro, com transmissões criptografadas

(https).

44 REVISTA

Setembro/2020


Família Lupepsa, conectada,

faz uso diário da plataforma

Praticar a gestão eficaz

dos negócios à frente das suas atividades

em Pinhão, no Centro-Sul

do Paraná, é um objetivo que a família

Lupepsa vem conseguindo

ao longo dos anos. A frente dos

trabalhos, o patriarca Alceu, é cooperado

da Coamo desde 1999.

Seu Alceu conta com

a união e o envolvimento dos

filhos Alcione e Maurício, integrantes

do Programa de Jovens

deres da Coamo, e da filha

Mabely e do genro Paulo André.

Juntos, plantam e colhem soja e

milho, além de trabalharem com

pecuária, em uma área de mais

de 1.400 hectares. Mabely cuida

da pecuária, Paulo André faz a

administração das propriedades

sendo responsável pela produção

das áreas, enquanto que o

filho Maurício fica com a gestão

o planejamento, financiamento

e investimento em tecnologias e

insumos, além da comercialização

das safras.

Maurício Lupepsa usa

diariamente o Cooperado On-

-Line, que segundo ele foi bem

aceito e serve de apoio na movimentação

dos negócios junto a

Coamo. “A gente pode fazer tudo

de casa, do escritório ou da propriedade,

é só ter internet, com

isso temos economia de tempo

pois fazemos somente o deslocamento

necessário”. Explica.

A família Lupepsa utiliza

a tecnologia e acompanha toda a

movimentação efetuada na Coamo.

“Pelo Cooperado On-Line a

gente faz intenção de contratos

e a comercialização da nossa

safra, bem como as transferências

bancárias. É muito simples,

são cliques certeiros, o que nos

deixa satisfeitos”, informa. O cooperado

sabe que a cooperativa

busca sempre o melhor para todos

os cooperados e investe em

tecnologias. “Este apoio nos dá

segurança e tranquilidade, assim

fazemos o que sabemos, que é

plantar e produzir com boas safras”,

prevê Maurício Lupepsa.

Maurício Lupepsa e a esposa Vanessa são usuários do Cooperado On-Line desde o lançamento

Acesse a imagem com o leitor

de QR Code para a página do

Cooperado On-Line.

FAÇA SEU CADASTRO

Para os cooperados que

ainda não utilizam a ferramenta

“Cooperado On-line”, a gerência

Administrativa informa como

deve ser feito o acesso. “Convidamos

os cooperados para irem

ao entreposto e mediante orientação

dos funcionários, efetuar

o seu cadastro com a criação

de um login e senha. Com isso,

eles terão acesso aos diversos

serviços, acompanhar suas movimentações

e fazer as transações

necessárias, da sua casa

ou do lugar onde estiver, desde

que tenham internet, de maneira

simples e fácil”, explica o gerente

Administrativo José Aparecido

Bernardo, acrescentando que a,

“A política da Coamo é disponibilizar

produtos e serviços aos

cooperados, e prestar o melhor

atendimento.”

Setembro/2020 REVISTA 45


Tenho maior lucro porque sei

como investir na minha lavoura.

Isso é Rentabilidade.

ISSO É

STOLLER.

46 REVISTA

Setembro/2020


VIA SOLLUS

SEGURO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

para a continuidade dos trabalhos no campo

Produzir alimentos é uma das atividades

mais nobres do mundo. Mas,

quem trabalha no campo sabe que

também se trata de uma atividade de risco.

É um empreendimento a céu aberto,

suscetível às intempéries climáticas. Por

isso, o agricultor precisa buscar alternativas

para driblar as dificuldades e colher

os louros dessa profissão que pode ser

altamente rentável.

A falta ou excesso de chuvas, geadas,

pragas e doenças. Tudo isso pode tirar

o sono do homem do campo. Mas, o

avanço tecnológico do campo, pode garantir

que esse sono seja tranquilo, pois a

tecnologia tem sido uma aliada na minimização

das dificuldades e otimização da

força de trabalho e tempo empregado.

Com áreas de produção cada vez

maiores, a mecanização no campo veio

para ajudar o agricultor e tem crescido

significativamente a cada ano. De acordo

com os dados divulgados pela Associação

Nacional dos Fabricantes de Veículos

Automotores (Anfavea), em 2019, as

vendas de máquinas agrícolas, foram de

aproximadamente 43,7 mil unidades, demonstrando

a constante modernização

no campo.

Segundo o gerente da Via Sollus

Corretora de Seguros, Sidinei Lucheti

Martioli, com tanta tecnologia fica clara a

importância de proteger esses bens. “São

semeadeiras adaptadas para trabalhar

com plantio direto, tratores equipados

com GPS e piloto automático, colheitadeiras

inteligentes que evitam a quebra dos

grãos e maximizam o aproveitamento da

Setembro/2020 REVISTA 47


48 REVISTA

Setembro/2020


VIA SOLLUS

produção, pulverizadores autopropelidos

que ajudam na

distribuição dos defensivos,

com abertura automática das

barras, e diminuindo o esmagamento

da lavoura. Equipamentos

caros e que precisam

ser protegidos.”

Martioli ressalta que

não é difícil conhecer alguém

que teve algum incidente com

equipamentos no campo.

“Quem nunca soube de alguém

que teve uma colheitadeira

que sofreu princípio de

incêndio durante a colheita,

pulverizadores que ao serem

manobrados acabaram danificando

suas barras em outros

objetos. Sem contar, que muitos

tratores são visados por

roubo ou furto, por conta do

seu valor de mercado significativo

e, também, da tecnologia

embarcada.”

Dessa forma, o gerente

da corretora destaca

que é preciso refletir sobre

a importância da contratação

de seguro para estes

bens. “Proteja os bens que

fazem o trabalho de meses

se transformar em alimento

na mesa da população. Além

dos equipamentos já citados,

também podem ser segurados

implementos utilizados

na pecuária (ordenhadeiras,

resfriadores de leite, tanque

de expansão etc.), na avicultura,

suinocultura, entre outras”,

enfatiza Martioli.

Segurança no campo

QUAL A COBERTURA DO SEGURO?

O seguro de máquinas e equipamentos

tem na cobertura básica a garantia de

acidentes de causa externa, ou seja,

que tiveram origem externa ao bem

atingido, como por exemplo colisão,

capotagem ou tombamento.

Além disso, pode-se garantir os prejuízos

causados por incêndio, raio, explosão,

roubo (mediante grave ameaça ou

violência) e furto qualificado (mediante

vestígios de arrombamento).

Com equipamentos cada vez mais

modernos, os danos aos dispositivos

elétricos também estarão amparados,

garantindo o conserto de GPS, Pilotos

Automáticos, Monitores de Plantio etc.

O seguro também garantirá os prejuízos

causados por algum incidente durante

o transporte (quando realizado de

acordo com as legislações vigentes e

por um veículo adequado).

A cobertura é em todo o território nacional,

respeitando as orientações do fabricante e

o tipo de uso especificado em apólice.

Os cooperados sabem muito bem da importância do seguro de

máquinas. José Henrique Faria, de Luiziana (Centro-Oeste do Paraná),

tem quatro tratores, duas colheitadeiras, duas plantadeiras,

dois pulverizadores, uma carreta graneleira e duas caminhonetes

com seguro na Via Sollus. Fora, o seguro residencial e de vida.

“Desde 1985 meu pai já fazia seguro de todos os bens da família.

Cresci e aprendi com ele a fazer o mesmo. Não tem como se arriscar,

pois não é fácil conquistar as coisas.”

COMO CONTRATAR?

Procure uma agência da Credicoamo ou

um entreposto da Coamo mais próximo de

você e solicite uma cotação, ou se preferir,

entre em contato conosco.

www.viasollus.com.br

(44) 3599-8585

(44) 9 9908-8585

Setembro/2020 REVISTA 49


Cinco décadas de histórias, conquistas e transformações

Quarta década – 2001 a 2010

A

criação de uma nova logomarca, entrada

em funcionamento de novos entrepostos

em Municípios paranaenses

e a expansão das atividades da cooperativa

para o Mato Grosso do Sul, foram destaques

na quarta década da Coamo entre os anos de

2001 e 2010. E o reconhecimento da prática

de um cooperativismo de resultados em prol

dos seus milhares de cooperados.

do Paraná, em face do seu espírito empreendedor, impresso como

exemplo no progresso do Paraná. E em dezembro, Gallassini é eleito

o “Cooperativista do ano”, recebendo o troféu Ocepar 2002 no Encontro

Estadual de Cooperativistas Paranaenses.

2001

LANÇAMENTO: Em abril, Margarina Coamo é premiada como lançamento

do ano. Prêmio foi entregue durante a 10ª Mercosuper e

20ª Convenção Paranaense de Supermercados, realizada em Foz do

Iguaçu.

2002

ENTREPOSTOS: A Coamo inaugura novo entreposto em Vila Nova,

no Oeste do Paraná, e no Vale do Ivaí, em Ivaiporã, novo escritório

administrativo, loja de peças e Credicoamo; Em Pitanga, Centro do

Paraná, entra em funcionamento, o Posto de Atendimento Cooperativo

da Credicoamo.

ACESSO ÁGIL E SEGURO: Coamo implanta sistema de Autoatendimento,

que permite maior agilidade, comodidade e segurança ao

quadro social; e firma parceria com a Visanet para a instalação de terminais

eletrônicos nas unidades da cooperativa, habilitando o aceite

de cartões Visa Electron. Em setembro, a Credicoamo lança cartão de

crédito para seus cooperados com bandeira Visa Internacional, em

parceria com o Banco Bradesco.

GUERREIRO DO PR: Presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini,

recebe, em junho na Assembleia Legislativa o prêmio “Guerreiro

do Paraná”, pelo Movimento Pró-Paraná e Assembleia Legislativa

UNIMED RURAL: Coamo lança plano de saúde Unimed Rural. Menor

custo e cobertura nacional são os principais benefícios do plano

de saúde, fruto de uma parceria entre a Coamo e a Unimed.

PRIMÊ: O creme vegetal Primê alcança a marca de um milhão de

caixas na linha de produção.

2003

DEVOLUÇÃO DE CAPITAL: Cooperativa inicia a devolução do capital

social aos cooperados com mais de dez anos no quadro social e

idade igual ou superior a 65 anos. Na primeira etapa foram devolvidos

aos cooperados R$ 9 milhões.

ENTREPOSTOS: Entram em funcionamento os entrepostos de Moreira

Sales e Nova Brasília (Araruna); Vista Alegre (Coronel Vivida);

Cantagalo e Napoleão (Guarapuava). Em Mamborê, foi inaugurado

novo e moderno escritório administrativo.

Vista Alegre

50 REVISTA Setembro/2020


ALIMENTOS: Em maio, a Coamo recebe o prêmio “Fornecedor Nota

10”, durante a 22ª edição da Mercosuper – Feira e Convenção Paranaense

de Supermercados. O prêmio foi concedido pela Apras – Associação

Paranaense de Supermercados.

INOVAÇÃO: Coamo lança, em junho, o Programa de Manejo de

Plantas Invasoras Resistentes a Herbicidas, numa verdadeira cruzada

contra o avanço das plantas daninhas resistentes a herbicidas.

EXAME/EXPRESSÃO: A Coamo recebeu prêmio de Melhor Empresa

de Comércio do Sul do Brasil. O troféu foi oferecido pela revista Exame.

A cooperativa constou do ranking das 500 maiores e melhores.

Cooperativa está entre as “Melhores Empresas da Década”, conforme

ranking da revista Expressão: a cooperativa é uma das 20 empresas

da década no Sul do Brasil.

NOVA LOGO E RAZÃO SOCIAL: Em outubro, a Coamo lança sua

nova logomarca e apresenta aos cooperados a sua nova denominação

social – Coamo Agroindustrial Cooperativa-. Também em Assembleia

Geral cooperados aprovam investimentos de R$ 77 milhões

para a modernização industrial e de operações. E, ainda, a expansão

da cooperativa para o Mato Grosso do Sul.

de óleo de soja em Campo Mourão; premiada como a Maior Empresa

Exportadora do Sul do país, pela revista Expressão.

PRÊMIO OCB/GLOBO RURAL: Coamo é Cooperativa do Ano na

categoria ´Educação Cooperativista’ com prêmio OCB/Revista Globo

Rural, em reconhecimento pela excelência na formação de jovens

deres cooperativistas, idealizado em 1998 pelo presidente

Gallassini.

EXPERIMENTO NO MS: Em Amambaí, no Mato Grosso do Sul,

Coamo implanta Unidade Experimental. Trabalho é inédito naquele

estado e apresenta soluções para manejo do solo dos agricultores

sul-mato-grossenses.

JORNAL COAMO 30 ANOS: Em dezembro, Jornal Coamo completa

30 anos. Veículo comemora três décadas levando informação com

qualidade a família cooperativista.

2005

2004

EXPANSÃO: Em janeiro, a Coamo instalou sua primeira unidade em

Mato Grosso do Sul, na cidade de Amambaí.

INTERNACIONAL: Presidente da Bolsa de Chicago visita Coamo. A

comitiva de representantes da Bolsa veio ao Brasil para conhecer o

potencial produtivo do país. A Coamo foi uma das empresas escolhidas

pelo grupo.

EXPANSÃO: Coamo inaugura entrepostos em Faxinal e Marilândia do

Sul e novos escritórios administrativos em Pinhão, Juranda e Primavera.

DUPLICAÇÃO: Coamo investe R$ 50 milhões e duplica indústrias

PROGRAMA TA: Cooperativa lançou o Programa Tecnologia de Aplicação

de Defensivos Agrícolas (TA) visando a redução do desperdício

na aplicação de defensivos.

FAZENDA 30 ANOS: Fazenda Experimental Coamo completa 30

anos de pesquisa a favor do cooperado.

UNIDADES NO MS E NO PR: Em Caarapó, Laguna Carapã e Aral

Moreira, no Mato Grosso do Sul, cooperativa inicia recebimento

da produção dos cooperados. E no Paraná, Cândido de Abreu ganha

moderno entreposto e melhorias foram feitas também em

Candói, no Centro-Sul com novo escritório administrativo e loja

de peças.

CERTIFICAÇÃO: Indústrias da Coamo conquistam certificação internacional

BPF/APPCC, que garante boas práticas de fabricação e os

procedimentos padrões de higiene operacional.

CREDICOAMO: Inaugurados Posto de Atendimento Cooperativo

(PAC) da Credicoamo em Palmas, no Sul do Paraná e em São João

do Ivaí, no Vale do Ivaí.

PRÊMIO ANDEF: Coamo recebe dia 21 de março dois prêmios da

Andef – Associação Nacional de Defesa Vegetal, nas categorias “Empresa”

e “profissional”. A cooperativa foi premiada por realizar ações

estratégicas na educação e treinamento sobre o uso correto e seguro

de produtos fitossanitários.

Setembro/2020 REVISTA

51


52 REVISTA

Setembro/2020


COAMO NA BOLSA: Presidente da Coamo lança dia 20 de maio

em Chicago, nos Estados Unidos, a negociação dos contratos de soja sul-

-americana. E no mês anterior, é tema de reportagem na Gazeta do Povo na

série “Vida Moderna”, como exemplo de liderança e sucesso empresarial.

UNIVERSIDADE: Em dezembro, Campo Mourão recebe campus da

Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR- com a oferta

de seis cursos. A Coamo sempre esteve presente nas principais lutas

e reivindicações em prol do desenvolvimento dos municípios. Participou

em Brasília com assinatura do protocolo de intenções para

criação de uma unidade do então Cefet, em 1993.

2007

INVESTIMENTOS: Coronel Vivida recebe investimentos de R$ 7 milhões

com novo entreposto da Coamo; Iretama e Cantagalo recebem novos

escritórios administrativos; Honório Serpa, no Sudoeste do Paraná, é

elevado à Categoria de Posto de Atendimento, e Credicoamo inaugura

Postos de Atendimento Cooperativo (PAC): Roncador e Candói.

GARRAFA PET: Coamo lança em Curitiba, na Mercosuper 2007, a

nova garrafa “Pet” de óleo de soja - mais novo investimento da cooperativa

na área industrial. Fábrica terá investimento de R$ 10 milhões

no seu parque industrial da Coamo em Campo Mourão, com capacidade

de envase de 15 mil garrafas de óleo de soja refinado por hora.

HOMENAGEM AO PARANÁ: Copa Coamo encerra 9ª edição com

grande festa e homenagem ao Estado do Paraná.

2006

PORTAL/INOVAÇÃO: Inaugurado portal da Coamo na Internet para

facilitar o acesso dos cooperados e do público em geral sobre as atividades

da cooperativa e do agronegócio brasileiro.

ENTREPOSTO: Cantagalo, na região Centro-Sul, é o mais novo entreposto

da Coamo; diretoria

anuncia para 2007

instalações dos Postos

de Atendimento Cooperativo

(PAC) da Credicoamo

em Roncador e

Candói.

NA PONTA DO LÁPIS:

Coamo lançou em 20

de junho, o Programa

de Aperfeiçoamento em

Gerenciamento Rural no

Dia do Cooperativismo,

com a presença de mais

de 300 lideranças da sua

área de ação.

2008

ESTRATÉGIA: Cooperativa amplia fábrica de margarinas.

2009

NOVIDADE: Início das operações da Torrefação e Moagem de Café,

em Campo Mourão.

2010

INVESTIMENTOS INDUSTRIAIS: Ampliação das Indústria de Esmagamento

de Soja e Refinaria de Óleo de Soja, e das fábricas de Envase

de Óleo de Soja Coamo em embalagens PET, em Campo Mourão.

Setembro/2020 REVISTA

53


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Gestão

feminina

Agosto é um mês aguardado por cooperadas, esposas e filhas de

cooperados. Tradicionalmente a Coamo realizava o FamíliaCoop,

onde elas tinham um dia de conhecimento e descontração em

Campo Mourão (Centro Oeste do Paraná). Mas, com a pandemia os eventos

passaram a ser virtuais, e no caso do encontro feminino a situação não

foi diferente. Uma outra mudança que já estava programada para 2020, foi

a reestruturação do FamíliaCoop que passou a se chamar de programa +

Mulher.

O evento no dia 26 de agosto teve como tema "A participação feminina

na gestão da propriedade", com a consultora na área de Recursos

Humanos e Desenvolvimento de Pessoas, Equipes e Líderes, Aline Dotta. A

transmissão foi pelo canal da Coamo no YouTube, com a mediação da chefe

do Departamento de Desenvolvimento de Gestores, Ana Claudia Periçaro.

A abertura ficou por conta do idealizador e presidente do Conselho de Administração

da Coamo, José Aroldo Gallassini.

Para Gallassini trata-se de um evento importante e valorizado na cooperativa.

“A participação feminina faz parte da nossa história e é muito importante,

pois as mulheres são muito antenadas, querem fazer as coisas muito

bem feitas. Temos certeza de que elas crescerão ainda mais, contamos com

as mulheres cooperativistas para continuar a história da Coamo.”

Evento virtual teve milhares de acessos e recebeu elogios das cooperadas e família cooperativista

Programa

COAMO + MULHER

A mudança do FamíliaCoop para

Coamo + Mulher tem como

objetivo aumentar e valorizar a

presença feminina nos diversos

eventos da cooperativa. “O foco

do + Mulher é disseminar o

cooperativismo, interagindo

com as cooperadas, esposas e

filhas de cooperados. A presença

da família cooperativista é um

dos motivos do sucesso da

Coamo”, afirma o engenheiro

agrônomo Aquiles Dias, diretor

de Suprimentos e Assistência

Técnica da Coamo.

Segundo o assessor de Cooperativismo,

José Ricardo Pedron

Romani, a palestra foi uma

oportunidade para as mulheres

ampliarem o conhecimento com

troca de experiências. “A gestão

é fundamental para o êxito na

administração do agronegócio.

A experiência e partilha da

professora Aline, que também

é produtora rural, com foco na

gestão, vem ao encontro dos objetivos

do programa + Mulher”,

explica.

Setembro/2020 REVISTA 55


Mudança para evolução

Aline Dotta é psicóloga por acaso,

como ela mesmo se descreve. O seu sonho,

no entanto, era ser veterinária. “Na adolescência

ouviu de um primo que veterinária

não era coisa para mulher. Esse foi o primeiro

não que recebi com uma intensidade muito

grande. Fui buscar então, um psicólogo para

fazer uma orientação vocacional e gostei tanto

que acabei me tornando psicóloga. A vida

é uma caixinha de surpresas, pois trabalho

num mundo bem masculino, em especial,

no agronegócio. Trabalho com o desenvolvimento

de pessoas dentro das organizações

e é isso que me move e faz viver.”

A professora gosta tanto do agro que

mora em uma propriedade rural em Erechim

(RS). “Minha família não é do agro, e me apaixonei

quando comecei a trabalhar, foi uma escolha

de vida. Eu quis essa vida para mim”, contou.

Em sua palestra virtual Aline destacou

que seja uma empresa familiar, do agro,

ou de outro segmento, o que muda é a moldura,

pois a essência é a mesma. “O desafio é

olhar a propriedade rural como uma empresa.

Existe uma dificuldade de dissociar o que

é família e o que é negócio. A palavra é se

apropriar. Aproveitamos melhor quando enxergamos

a propriedade como um negócio.”

Para essa mudança, Dotta considera

que é necessário esforço, treinamento e uma

nova postura. “Convido vocês a pensarem

na tomada de decisão e trazer para um outro

nível. Nossa ação precisa partir de uma

ideia, de um pensamento. Quando pensamos

em agronegócio, em tomada de decisão,

entendo que é justamente fazer essa

relação. Quais comportamentos executamos

sem pensar? Quem não entende de pessoas,

não consegue entender de negócios. Para

melhorar precisamos entender como o ser

humano funciona.”

Aline Dotta, consultora na área de Recursos Humanos

e Desenvolvimento de Pessoas, Equipes e Líderes

Mulheres inspiradoras

Antes de iniciar a palestra, duas cooperadas foram convidadas

a contar suas histórias de vida, que se confundem com

as de tantas outras mulheres do campo. Uma delas é Angelita

Bortoli, cooperada em São Domingos (Oeste de Santa Catarina).

Formada em computação e com carreira na área de automação

em um banco, ela falou sobre o começo da sua vida profissional.

“No início da minha carreira não passava pela minha cabeça

que algum dia iria voltar para a casa. Com o tempo percebi

que aquele trabalho não me realizava. Decidi fazer agronomia

enquanto trabalhava. Depois de formada, meu namorado, atual

marido, topou voltar para Xanxerê”, lembra Angelita.

Atualmente, ela realiza uma gestão compartilhada

com o pai na propriedade da família. “Gerir as atividades agrícolas

exige tomadas de decisões diárias. Tenho o privilégio de

experimentar a vivência do meu pai e, também, a experiência

dos nossos colaboradores, e da Coamo que é a maior parceira

do nosso negócio. Acredito que uma sucessão de sucesso é

56 REVISTA

Setembro/2020


Angelita Bortoli com o pai Reni Frigo Bortoli, cooperados em São Domingos (SC)

baseada numa relação de confiança

e respeito”, revela.

Outra história inspiradora

e transmitida no evento virtual

foi da cooperada Daiane Trombini

Gottardi, de Brasilândia do Sul

(Noroeste do Paraná). Ela passou

por uma experiência de desafios

e superação. “Em setembro de

2017, meu pai faleceu em um

acidente. Após esse acontecimento,

comecei a administrar os

negócios da família”, diz.

Daiane cresceu e se formou

em história, casou e se mudou

para Curitiba onde se especializou

e começou a estudar para um concurso

no Mato Grosso, onde acreditava

que ela e seu marido teriam

mais oportunidades de emprego.

“Duas semanas antes do concurso

aconteceu o acidente e meu pai

faleceu. Hoje estou aqui administrando

os negócios da família e

muito feliz na agricultura. Não foi

fácil, mas valeu muito a pena. Apesar

de sermos uma pequena empresa

familiar, existe um processo

de transição quando a pessoa que

é responsável chega a faltar e outra

assume. Esse processo pode

ser mais natural, quando a pessoa

já está inserida no negócio, ou doloroso,

como foi meu caso.”

A cooperada ressalta que

a agricultura é gratificante e ainda

deixa seus conselhos sobre

determinação. “Pensando no que

aconteceu e no futuro, gostaria

que nem meu irmão ou meus filhos

passassem pelo que passei.

Aprendendo aos poucos é melhor

do que entrar de uma vez. Dentro

do que aprendi posso destacar

quatro pontos fundamentais.

Em primeiro, a união da família,

pois as vezes discordávamos, mas

conseguimos entrar num entendimento.

Em segundo, o fato de

que as pessoas e o mundo não esperam

a gente viver o nosso luto

para tomar decisões, mas, mesmo

assim, precisamos ter cautela e

reflexão antes de agir. O terceiro

ponto, é fazer bem a sua contabilidade.

E, por fim, mesmo tendo

pessoas para te ajudar, existirão

pessoas para atrapalhar. Nós mulheres

somos muito mais fortes

do que podemos imaginar. Nós

conhecemos nossa trajetória e o

que fazemos hoje afetam as futuras

gerações. Por isso, não deixe

de fazer o que gosta por medo

das dificuldades.”

Para acessar o vídeo aponte

o celular com leitor de

QR Code na imagem.

Daiane Trombini Gottardi, cooperada em Brasilândia do Sul (PR)

Setembro/2020 REVISTA 57


RECEITA

Bolo de

chocolate

econômico

INGREDIENTES

10 porções

Massa

1 xícara (chá) de leite

1 xícara (chá) de ÓLEO DE SOJA COAMO

2 ovos

2 xícaras (chá) de FARINHA DE TRIGO COAMO

TRADICIONAL

1 xícara (chá) de achocolatado

1 xícara (chá) de açúcar

1 colher (sopa) de fermento em pó

Cobertura

2 colheres (chá) de MARGARINA COAMO FAMÍLIA

3 colheres (chá) de achocolatado

3 colheres (chá) de açúcar

5 colheres (chá) de leite

MODO DE PREPARO

Numa tigela, misture a farinha com o achocolatado

e o açúcar. Junte o leite batido com o óleo e os ovos.

Misture bem. Acrescente o fermento em pó. Coloque

em uma forma redonda untada e asse no forno médio,

preaquecido, por 25 minutos, aproximadamente.

Cobertura

Misture a margarina com o achocolatado,

o açúcar e o leite.

Cozinhe no fogo médio até engrossar.

Despeje sobre o bolo quente.

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