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*Outubro/2020 Referência Industrial 223

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ECONOMIA - CNI envia ao Governo Federal proposta de soluções para a recuperação do mercado<br />

HORA DA<br />

RETOMADA<br />

MADEIRA NATIVA REGISTRA<br />

CRESCIMENTO NO MATO GROSSO<br />

9 772359 466103 0 0 2 2 3<br />

RETURN TO BETTER TIMES<br />

NATIVE TIMBER RESUMES GROWTH<br />

IN THE STATE OF MATO GROSSO


B U S I N E S S I N T E L I G E N C E<br />

Interface simples e customizável<br />

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Identificação de gargalos<br />

Rapidez nas tomadas de decisões<br />

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Visualização através de computadores, laptops, tablets e celulares<br />

Gerenciamento remoto de qualquer lugar do mundo


Ferramenta de gestão de desempenho aplicado à diversos tipos de<br />

linhas de produção. Através dela o usuário é capaz de identificar gargalos<br />

visando a otimização de processos por meio de indicadores de performance<br />

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A Mendes é uma empresa que busca estar sempre a frente no<br />

desenvolvimento de novas tecnologias baseando-se nas necessidades de<br />

nossos clientes. O nível de automação embarcada em nossos produtos nos<br />

possibilitou, portanto, o desenvolvimento da ferramenta que sem dúvidas é um<br />

grande diferencial hoje no mercado.<br />

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SUMÁRIO<br />

INDUSTRIAL<br />

50<br />

<strong>2020</strong><br />

30<br />

48<br />

40<br />

MADEIRA<br />

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO<br />

Alca Máquinas 07<br />

Cipem 29<br />

DRV Ferramentas 11<br />

Eletro Izidoro 25<br />

Engecass 15<br />

Impacto 43<br />

Indumec 19<br />

Linck 05<br />

Máquinas Águia 59<br />

Mendes Máquinas 02<br />

Mill Indústrias 21<br />

Mill Indústrias 55<br />

Mill Indústrias 60<br />

Montana Química 09<br />

MSM Química 13<br />

Omil 17<br />

Plantag 47<br />

Prêmio REFERÊNCIA 39<br />

Siromat 23<br />

SUMÁRIO<br />

06 Editorial<br />

08 Cartas<br />

10 Bastidores<br />

12 Coluna Flavio C. Geraldo<br />

14 Notas<br />

22 Aplicação<br />

24 Frases<br />

26 Entrevista<br />

30 Principal A vez da madeira nativa<br />

36 Mercado<br />

40 Marcenaria<br />

44 Economia<br />

48 Madeira Tratada<br />

50 Artigo<br />

56 Agenda<br />

58 Espaço Aberto<br />

04<br />

referenciaindustrial.com.br OUTUBRO <strong>2020</strong>


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Inovação. Qualidade.<br />

Economia.<br />

MADE IN GERMANY


0 0 2 2<br />

EDITORIAL<br />

QUAL É O<br />

CAMINHO DO BRASIL?<br />

NA CAPA<br />

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product<br />

www.referenciaindustrial.com.br<br />

ECONOMIA - CNI envia ao Governo Federal proposta de soluções para a recuperação do mercado<br />

HORA DA<br />

RETOMADA<br />

MADEIRA NATIVA REGISTRA<br />

CRESCIMENTO NO MATO GROSSO<br />

P<br />

assados os piores meses da pandemia do coronavírus,<br />

o Brasil segue ansioso pelo futuro. O<br />

país deverá passar por reformas nos próximos<br />

meses, como a tributária e a administrativa, e<br />

deve começar a traçar seu futuro para a retomada<br />

dos investimentos. Neste cenário, a entrevista desta<br />

edição da REFERÊNCIA INDUSTRIAL, com o Diretor de<br />

Pesquisas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e<br />

Estatística), Eduardo Rios Neto, aborda os rumos da economia<br />

nacional e os impactos da pandemia no país. A editoria<br />

de Economia traz uma reportagem sobre o pacote<br />

de medidas encaminhado ao Governo Federal que deve<br />

auxiliar no crescimento industrial brasileiro da próxima<br />

década, de acordo com levantamento da CNI (Confederação<br />

Nacional da Indústria). Além disso, o leitor poderá<br />

acompanhar matérias exclusivas nas editorias de Mercado<br />

e Comércio, assim como novidades do setor. Tenha uma<br />

ótima leitura!<br />

ESTAMPA A CAPA DESSE MÊS<br />

MONTAGEM ALUSIVA AO<br />

CRESCIMENTO DO MERCADO<br />

DE MADEIRA NATIVA NO<br />

MATO GROSSO<br />

EXPEDIENTE<br />

ANO XXII - EDIÇÃO <strong>223</strong> - OUTUBRO <strong>2020</strong><br />

Ano XXII • N°<strong>223</strong> • Outubro <strong>2020</strong><br />

9 7 7 2 35 9 4 66 1 0 3 3<br />

RETURN TO BETTER TIMES<br />

NATIVE TIMBER RESUMES GROWTH<br />

IN THE STATE OF MATO GROSSO<br />

Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado<br />

fabiomachado@revistareferencia.com.br<br />

Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.<br />

bartoski@revistareferencia.com.br<br />

WHAT IS THE ROAD<br />

AHEAD FOR BRAZIL?<br />

A<br />

fter the worst months of the coronavirus<br />

pandemic, Brazil is anxiously looking forward<br />

to the future. The Country is expected to<br />

undergo tax and administrative reforms in<br />

the coming months and begin to chart its<br />

future with the resumption of investments. In this scenario,<br />

the interview in this issue of REFERÊNCIA <strong>Industrial</strong>, with<br />

Eduardo Rios Neto, Director of Research for the Brazilian<br />

Institute of Geography and Statistics (Ibge), addresses the<br />

direction of the national economy and the impacts of the<br />

pandemic on the Country. The Economics Section reports<br />

on the package of measures forwarded by the Federal<br />

Government that should assist in the Brazilian industrial<br />

growth over the next decade, according to a survey by the<br />

National Confederation of Industry (CNI). Also, the reader<br />

will be able to follow exclusive articles in the Market and<br />

Commercial Sections, as well as industry news.<br />

Pleasant Reading!<br />

06<br />

referenciaindustrial.com.br OUTUBRO <strong>2020</strong><br />

Redação / Writing<br />

Murilo Basso<br />

jornalismo@revistareferencia.com.br<br />

Colunista / Columnist<br />

Flavio C. Geraldo<br />

Paulo Pupo<br />

Depto. de Criação / Graphic Design<br />

Fabiana Tokarski / Supervisão<br />

Crislaine Briatori Ferreira<br />

criacao@revistareferencia.com.br<br />

Depto. Comercial / Sales Departament - Gerson Penkal, Jéssika Ferreira,<br />

Tainá Carolina Brandão<br />

comercial@revistareferencia.com.br<br />

fone: +55 (41) 3333-1023<br />

Representante Comercial - Dash7 Comunicação - Joseane Cristina Knop<br />

Tradução / Translation - John Wood Moore<br />

Depto. de Assinaturas / Subscription<br />

assinatura@revistareferencia.com.br<br />

0800 600 2038<br />

ASSINATURAS<br />

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GARANTIDA GARANTEED<br />

Veículo filiado a:<br />

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida aos produtores e<br />

consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos<br />

governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao<br />

segmento madeireiro. A Revista REFERÊNCIA do Setor <strong>Industrial</strong> Madeireiro não se responsabiliza por<br />

conceitos emitidos em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais de<br />

responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento de banco<br />

de dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista RE-<br />

FERÊNCIA são terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais,<br />

exceto para fins didáticos.<br />

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the producers and<br />

consumers of the good and services of the lumberz industry, research institutions, university students,<br />

governmental agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked to the forest based<br />

segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself responsible for the concepts contained in the material,<br />

articles or columns signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors, themselves. The<br />

use, reproduction, appropriation and databank storage under any form or means of the texts, photographs<br />

and other intellectual property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited without<br />

the written authorization of the holders of the authorial rights.


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A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product<br />

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CARTAS<br />

CAPA DA EDIÇÃO 222 DA<br />

REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE SETEMBRO DE <strong>2020</strong><br />

MADEIRA TRATADA<br />

www.referenciaindustrial.com.br<br />

Ano XXII • N°222 • Setembro <strong>2020</strong><br />

MARCENARIA<br />

Por Fernando Strugala –<br />

Indaiatuba (SP)<br />

Por Guilherme Benítez –<br />

Curitiba (PR)<br />

Espero que mais iniciativas como a da Casa<br />

Habitec surjam no Brasil. A sustentabilidade e o<br />

setor madeireiro têm muito a ganhar com esse<br />

tipo de construção.<br />

Adoro as reportagens<br />

sobre marcenaria<br />

na REFERÊNCIA<br />

INDUSTRIAL. Excelente<br />

trabalho da Revista!<br />

Foto: divulgação<br />

Foto: divulgação<br />

Foto: divulgação<br />

Foto: divulgação<br />

MERCADO<br />

Por Casemiro Ruchalski –<br />

Palhoça (SC)<br />

ENTREVISTA<br />

Parabéns pela reportagem<br />

sobre a manutenção<br />

industrial. A forte atuação<br />

neste campo evita muitas<br />

dores de cabeça a longo<br />

prazo no chão de fábrica.<br />

Por Luciano Oliveira –<br />

Londrina (PR)<br />

Estímulos para a economia são<br />

fundamentais neste conturbado momento<br />

da economia brasileira. Muito esclarecedora<br />

a entrevista com o diretor-geral da OMC,<br />

Roberto Azevedo.<br />

08<br />

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os<br />

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.<br />

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é<br />

fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.<br />

referenciaindustrial.com.br OUTUBRO <strong>2020</strong><br />

E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:<br />

revistareferencia@revistareferencia.com.br<br />

CURTA NOSSA PÁGINA<br />

Revista <strong>Referência</strong> <strong>Industrial</strong><br />

@referenciaindustrial


BASTIDORES<br />

BASTIDORES<br />

VISITA<br />

O DIRETOR COMERCIAL DA REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, FÁBIO<br />

MACHADO, ESTEVE VISITANDO A FRAMEPORT, EM CAÇADOR (SC), DO<br />

DIRETOR AUGUSTO FRANCIO.<br />

Foto: REFERÊNCIA<br />

PARCERIA<br />

O DIRETOR COMERCIAL DA REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, FÁBIO<br />

MACHADO, E O JORNALISTA LUIZ KOZAK VISITARAM A NOVA SERRARIA<br />

DA ADAMI, EM CAÇADOR (SC), JUNTAMENTE COM OS DIRETORES DA<br />

MENDES MÁQUINAS, ANDRÉ FABRIS E RODRIGO MENDES FABRIS.<br />

Foto: REFERÊNCIA<br />

ALTA<br />

CÓDIGO FLORESTAL NA AMAZÔNIA<br />

Atendendo aos anseios do setor, a ministra<br />

da Agricultura, Pecuária e Abastecimento,<br />

Tereza Cristina, defende que o Código<br />

Florestal seja implantado o mais rápido<br />

possível no país, como uma medida para<br />

proteger as florestas brasileiras. “Precisamos<br />

implementar de vez o Código Florestal.<br />

A gente precisa parar de questionar<br />

o Código Florestal. É uma lei, foi feita, foi<br />

discutida, está aí e precisa ser implementada.<br />

Cada vez que tem um questionamento,<br />

uma dúvida jurídica, vai protelando a<br />

implementação. Precisamos também fazer<br />

a regularização fundiária, levando ao desenvolvimento.<br />

Desenvolvimento não quer<br />

dizer que você vai ter a degradação ambiental.<br />

Quando tem pobreza, as pessoas<br />

não têm como se manter. Aí, você tem perigo”,<br />

defendeu a ministra, em entrevista<br />

ao jornal Folha de São Paulo.<br />

BAIXA<br />

RECUO DO PIB<br />

O Ministério da Economia manteve a<br />

projeção para a queda da economia este<br />

ano e elevou a estimativa para a inflação,<br />

por influência da alta nos preços dos<br />

alimentos. As projeções estão no Boletim<br />

Macrofiscal. A estimativa para o recuo do<br />

PIB (Produto Interno Bruto) foi mantida<br />

em 4,7%, em relação ao boletim divulgado<br />

em junho. O PIB é a soma de todos<br />

os bens e serviços produzidos no país.<br />

“A atual estimativa para o PIB de <strong>2020</strong> foi<br />

mantida em 4,7%, devido à melhora da<br />

projeção para o segundo semestre deste<br />

ano. Na projeção para o 3º trimestre,<br />

espera-se que a indústria, agropecuária<br />

e comércio sejam os principais motores<br />

para a retomada. Na estimativa do 4º<br />

trimestre, esperamos que o impulso para<br />

a recuperação virá pela retomada mais<br />

vigorosa dos demais serviços, que foram<br />

duramente afetados pela pandemia”,<br />

traz o boletim.<br />

10 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO <strong>2020</strong>


COLUNA<br />

MUITO SE FALA... MUITO SE FAZ<br />

EXEMPLOS INTERNACIONAIS NOS PERMITEM ACREDITAR QUE CEDO OU TARDE A MADEIRA ESTARÁ OCUPANDO<br />

O ESPAÇO QUE MERECE DENTRO DO SETOR DA CONSTRUÇÃO CIVIL NO BRASIL<br />

Flavio C. Geraldo<br />

FG4 MAD - Consultoria em Madeira<br />

Contato: flavio@fg4mad.com.br<br />

O<br />

número de projetos construtivos baseados<br />

em madeira engenheirada, elaborados e<br />

executados ao redor do mundo, começa a<br />

criar uma nova paisagem urbana e, ao mesmo<br />

tempo, um ambiente favorável às inclusões e<br />

modificações nos códigos de obras existentes.<br />

Mesmo estando presente há muitos anos, a utilização<br />

da madeira engenheirada explodiu na última década. Fatores<br />

determinantes, como as inovações nas áreas da silvicultura<br />

e da tecnologia, aliadas aos desenvolvimentos tecnológicos<br />

dentro da engenharia madeireira e da engenharia<br />

de construções, refletiram positivamente na percepção das<br />

autoridades responsáveis pelos códigos da construção e,<br />

principalmente, na percepção de um público cada vez mais<br />

preocupado com iniciativas verdes voltadas à sustentabilidade<br />

do planeta.<br />

Os benefícios são muitos: maior rapidez e menores prazos<br />

para conclusão das obras; eficiência energética; recurso<br />

natural renovável de ciclo curto; versatilidade e segurança...<br />

são apenas algumas das inúmeras vantagens que podem<br />

ser destacadas.<br />

Tudo isto para não mencionar que enquanto para a<br />

produção de uma tonelada de concreto há a emissão de<br />

quase uma tonelada de carbono, no caso da madeira, para<br />

a produção de uma tonelada ocorre o sequestro e armazenamento<br />

de até duas toneladas de carbono absorvidas da<br />

atmosfera. Afinal, como sempre fazemos questão de lembrar:<br />

a árvore é a fábrica da madeira.<br />

Segundo Shane Totten, do Southface Institute, localizado<br />

no Estado da Geórgia - EUA (Estados Unidos da<br />

América), 10% de todas as emissões anuais no país vêm da<br />

construção de edifícios. É algo para se pensar! Um exemplo<br />

simbólico do que representa atualmente essa nova fase<br />

da engenharia construtiva é o fato da Allianz Real State,<br />

uma empresa do Grupo Allianz, com sede na cidade de<br />

Munique, Alemanha, anunciou recentemente a aprovação<br />

de financiamento no valor de € 200 milhões, de um total de<br />

Foto: divulgação<br />

€ 432 milhões, para o apoio ao desenvolvimento do maior<br />

campus de escritórios construídos com base na utilização<br />

de CLT (Cross Laminated Timber), localizado na região de<br />

Paris e batizado de Arboretum.<br />

Claro, a motivação maior reside nas características positivas<br />

proporcionadas pelos sistemas construtivos baixo carbono.<br />

Outro exemplo marcante, que indica que a expansão<br />

da construção base madeira engenheirada encontra-se em<br />

um caminho muito bem definido, foi a aprovação recentemente<br />

pelo governo dos EUA de um decreto chamado<br />

Farm Bill, que abriu um amplo caminho de facilidades para<br />

investimentos em atividades de interesse comercial voltadas<br />

à madeira engenheirada. Esse decreto levou à criação<br />

de uma determinação governamental que criou legislação<br />

específica voltada a Inovações em Madeira.<br />

Dentre os vários objetivos destacam-se: o estabelecimento<br />

de um programa de pesquisa e desenvolvimento<br />

voltado para o avanço da construção de edifícios altos de<br />

madeira (Tall Wood); criar subsídios federais para apoiar<br />

a educação, extensão, pesquisa e desenvolvimento estaduais,<br />

locais, universitários e do setor privado, incluindo<br />

educação e assistência para arquitetos e construtores, que<br />

irão acelerar o uso de madeira em edifícios altos; disponibilizar<br />

a assistência técnica do Departamento de Agricultura<br />

(USDA), em cooperação com silvicultores estaduais e diretores<br />

de extensão estaduais, para introduzir um programa<br />

de educação e assistência técnica para aplicações de madeira<br />

(Mass Timber).<br />

Do outro lado, os códigos de construção estão sendo<br />

atualizados, com atenção à inclusão do uso do CLT e outros<br />

produtos engenheirados, devendo estar aprovados<br />

até o final do próximo ano e prevendo três novos tipos de<br />

construções em madeira, como de edifícios de até dezoito<br />

andares. Precisa mais?<br />

No Brasil, observam-se movimentos de empresas anunciando<br />

investimentos na área, porém, parecem ser atitudes<br />

isoladas, não havendo uma coordenação de esforços envolvendo<br />

não somente as indústrias, mas também a academia<br />

e a pesquisa tecnológica, estas contemplando obrigatoriamente<br />

a multidisciplinaridade, e o poder público em<br />

todos os seus níveis, incluindo o legislativo.<br />

Enquanto isso, cabe a nós acompanhar as ações favoráveis<br />

e coordenadas em algumas outras partes do mundo,<br />

aproveitando os exemplos, o que nos permite acreditar<br />

que cedo ou tarde a madeira estará ocupando o espaço<br />

que merece dentro do setor da construção no Brasil. Do<br />

nosso lado, continuamos a insistir no tema e parece ficar<br />

cada dia mais evidente que a acelerada consolidação das<br />

aplicações da madeira engenheirada em projetos construtivos<br />

ao redor do mundo dá uma nova versão a um famoso<br />

dito popular: “muito se fala... muito se faz!”<br />

12 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO <strong>2020</strong>


NOTAS<br />

INFLAÇÃO<br />

BRASILEIRA<br />

O BC (Banco Central) está tranquilo com relação à inflação,<br />

disse o presidente da instituição, Roberto Campos Neto,<br />

ao apresentar o Relatório de Inflação. A projeção do BC<br />

é que a inflação termine este ano em 2,1%. Para 2021, as<br />

projeções estão em torno de 3%. Se a estimativa se confirmar,<br />

a inflação em <strong>2020</strong> ficará abaixo da meta definida pelo<br />

CMN (Conselho Monetário Nacional) em 4%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou<br />

seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%. “O Banco Central tem situação de absoluta tranquilidade em relação à inflação.<br />

Existem efeitos provenientes das subidas de preços de commodities e o efeito do pagamento do auxílio emergencial. Também<br />

mostramos relação do IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) e do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e possível<br />

contaminação. A mensagem geral é que estamos tranquilos e entendemos que existia uma pressão em <strong>2020</strong>, mas não entendemos<br />

que esses reajustes recentes vão contaminar as inflações futuras”, acredita Campos Neto.<br />

Foto: divulgação<br />

PRODUÇÃO DE MÓVEIS<br />

A cada mês que passa, os números da produção de móveis no estado<br />

do Rio Grande do Sul comprovam reação, depois de cerca de dois<br />

meses bastante duros para o setor. O resultado, em julho, comprova a<br />

boa expectativa dos empresários, com a fabricação de 7,1 milhões de<br />

peças, representando aumento de 41,5% em relação ao mês anterior.<br />

As informações constam no relatório: Conjuntura e comércio externo<br />

do setor de móveis no Brasil; com informações de julho e agosto,<br />

encomendado pela Movergs (Associação das Indústrias de Móveis do<br />

Estado do Rio Grande do Sul) e produzido pelo Iemi (Inteligência de<br />

Mercado). Para o presidente da Movergs, Rogério Francio, o desempenho<br />

do setor está longe do ideal para <strong>2020</strong>, mas, aos poucos, os<br />

empresários estão se reerguendo. “<strong>2020</strong> está sendo mais um ano de<br />

superação para o setor, a exemplo dos últimos quatro, cinco anos. E<br />

quem afirma que não aprendeu com a pandemia está mentindo. Esse<br />

grande surto despertou o mercado online como uma nova e forte<br />

possibilidade de vendas, e tem nos mostrado também que precisamos<br />

estar abertos para o novo, para o diferenciado. Não dá mais para<br />

fazer as mesmas coisas, temos que aprender com o inusitado e nos<br />

tornarmos cada vez mais competentes", ressalta Francio.<br />

Foto: divulgação<br />

MADEIRA<br />

NA AMAZÔNIA<br />

Mesmo com a queda do consumo da madeira<br />

tropical nos últimos anos no Brasil, o<br />

produto apresentou um aumento em sua utilização<br />

dentro da própria Amazônia. É o que<br />

mostra o estudo: Como o mercado dos produtos<br />

madeireiros da Amazônia evoluiu nas<br />

últimas duas décadas (1998-2018)?; do IMA-<br />

FLORA (Instituto de Manejo e Certificação<br />

Florestal e Agrícola), divulgado no início de<br />

setembro. A pesquisa também revelou que,<br />

em termos absolutos, o consumo da madeira<br />

tropical dentro da região aumentou de 1,5<br />

milhão de metros cúbicos, em 1998, para<br />

mais de 2,2 milhões em 2018, duas décadas<br />

depois. Já no mercado nacional, o Estado de<br />

São Paulo continua como o maior comprador<br />

da madeira tropical amazônica, com 20% do<br />

montante do produto.<br />

Foto: divulgação<br />

14 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO <strong>2020</strong>


NOTAS<br />

CRÉDITO EM ALTA<br />

O Governo Federal prevê o crescimento do crédito em <strong>2020</strong> de<br />

7,6% para 11,5%. “O aumento decorre, principalmente, da demanda<br />

acentuada de crédito das empresas, que vem sendo atendida tanto<br />

pela expansão do crédito livre como pelo crédito direcionado, no<br />

último caso voltado principalmente para as empresas de menor porte”,<br />

afirma o Ministério da Economia. As modalidades de empréstimos<br />

são divididas em dois tipos: o crédito livre e o direcionado.<br />

No caso do crédito livre, os bancos têm autonomia para emprestar<br />

o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas<br />

dos clientes. Já o crédito direcionado tem regras definidas pelo governo<br />

e é destinado, basicamente, aos setores habitacional, rural, de<br />

infraestrutura e ao microcrédito. A projeção para o crescimento do<br />

crédito livre para as empresas passou de 15,6%, previstos em junho,<br />

para os atuais 20%. No caso dos empréstimos com recursos direcionados<br />

para as pessoas jurídicas, a projeção de crescimento subiu<br />

ainda mais: de 1% para 11%. A nova estimativa reflete o efeito dos<br />

programas emergenciais de crédito para as empresas.<br />

Foto: divulgação<br />

REFORMA<br />

TRIBUTÁRIA<br />

O presidente da CNI (Confederação Nacional<br />

da Indústria), Robson Braga de Andrade,<br />

afirmou em evento com o Ministério da<br />

Economia e empresários que, para o Brasil<br />

voltar a crescer, é necessário tomar medidas<br />

“sérias, corajosas, duras e difíceis”. Ele<br />

acredita que tanto o Congresso Nacional<br />

quanto o governo estão caminhando neste<br />

sentido. Para Andrade, a principal reforma<br />

é a tributária. Ele também se posicionou<br />

“absolutamente contra a criação de um<br />

imposto digital [nova CPMF]”, mas afirmou<br />

ser favorável à tributação de algumas atividades<br />

exercidas em meios digitais que hoje<br />

não contribuem para a Receita Federal.<br />

Foto: divulgação<br />

RETOMADA<br />

DA INDÚSTRIA<br />

A pesquisa: Sondagem <strong>Industrial</strong>; da CNI (Confederação<br />

Nacional da Indústria) mostra recuperação do setor em<br />

agosto. Desta forma, a atividade industrial se encontra<br />

no patamar pré-crise. De acordo com o gerente de Análise<br />

Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, o crescimento<br />

da produção industrial no mês passado foi tão disseminado<br />

quanto o de julho, mas, desta vez, foi acompanhado<br />

pelo crescimento do emprego. Os índices de<br />

evolução da produção e do número de empregados mostram continuidade da recuperação da atividade industrial, fazendo<br />

de agosto o terceiro mês seguido de alta da produção. O índice de evolução da produção alcançou 58,7 pontos, em uma<br />

escala de 0 a 100. Os dados acima de 50 pontos indicam crescimento em relação ao mês anterior. “O índice já havia superado<br />

a linha divisória de 50 pontos em julho (índice de 50,9 pontos) mas, ao se afastar da linha, revela alta mais significativa e<br />

disseminada do emprego industrial”, explica Azevedo.<br />

Foto: divulgação<br />

16 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO <strong>2020</strong>


Há 75 anos parceira<br />

do setor madeireiro<br />

Plaina Moldureira<br />

PMO 240 e PMO-320<br />

Versões: 4, 5, 6,7 e 8 eixos<br />

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avanço até 90 m/min<br />

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Opção de<br />

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eixos através de CLP<br />

EQUIPAMENTOS<br />

DENTRO DA NR-12<br />

PRODUTIVIDADE<br />

TECNOLOGIA<br />

ECONOMIA<br />

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Versões: 2, 3, 4, 5, 6 e 8 eixos<br />

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NOTAS<br />

UNIFICAÇÃO<br />

ADMINISTRATIVA<br />

A partir do mês de outubro, as duas maiores entidades<br />

representativas do setor moveleiro no Rio Grande do Sul, a<br />

MOVERGS (Associação das Indústrias de Móveis do Estado<br />

do Rio Grande do Sul) e o SINDMÓVEIS (Sindicato das<br />

Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves), ambos com<br />

sede em Bento Gonçalves, unificarão suas administrações.<br />

Nos últimos cinco anos, as entidades estreitaram seus laços,<br />

atuando conjuntamente em demandas políticas e administrativas em prol da indústria moveleira, especialmente após<br />

a inauguração do novo Centro Empresarial de Bento Gonçalves, em 2017, que passou a congregar diversas entidades empresariais,<br />

entre elas Movergs e Sindmóveis. A fusão administrativa foi decidida pelas diretorias e conselhos da Movergs e<br />

Sindmóveis, atualmente presididos pelos empresários Rogério Francio e Vinicius Benini, respectivamente. A decisão leva em<br />

conta a necessidade de otimizar os recursos humanos e financeiros das entidades.<br />

Foto: divulgação<br />

PRONAMPE<br />

É PRORROGADO<br />

Por conta da dificuldade e da grande procura das empresas<br />

pela obtenção de crédito no PRONAMPE (Programa Nacional<br />

de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno<br />

Porte), no último dia 19 de agosto o Governo Federal prorrogou<br />

por três meses as linhas de crédito que estavam previstas<br />

para terminar em 19 de agosto. Agora, elas vão até 19 de<br />

novembro de <strong>2020</strong>. Diante da grande demanda na procura<br />

por essa linha, o Governo já havia anunciado a ampliação da<br />

linha em R$ 12 bilhões – o orçamento inicial do programa,<br />

que era de R$ 15,9 bilhões, esgotou-se em menos de um<br />

mês. O dinheiro dessa segunda abertura do Pronampe vem<br />

do PESE (Programa Emergencial de Suporte a Empregos),<br />

que buscava financiar salários, mas teve baixa adesão.<br />

Foto: divulgação<br />

MATÉRIA-PRIMA<br />

A Movergs encaminhou ofícios à Abimóvel e ao Governo<br />

do Estado do Rio Grande do Sul que trataram da<br />

alta de matéria-prima e possíveis mudanças na reforma<br />

tributária, respectivamente. O presidente da entidade,<br />

Rogério Francio, pede medidas urgentes de proteção<br />

às indústrias moveleiras gaúchas e nacionais junto ao<br />

Governo Federal em relação aos fornecedores de matérias-primas<br />

e ao aumento dos preços, especialmente na<br />

área de painéis de madeira, como MDP revestido e cru.<br />

Francio enfatizou que essas situações não ocorrem apenas<br />

nesse difícil momento de pandemia da Covid-19,<br />

mas que têm sido recorrentes em diferentes cenários<br />

nos últimos anos. As indústrias têm sido penalizadas<br />

pela constante alta de imposto, pelo aumento do frete<br />

e da energia elétrica, pela forte desvalorização do real<br />

frente ao dólar e também pelo comportamento de fabricantes,<br />

o que é extremamente grave e têm gerado<br />

grande dificuldade no controle de custos dos negócios,<br />

pois, nesse momento, é inviável o aumento no preço<br />

para lojistas e consumidores.<br />

Foto: divulgação<br />

18 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO <strong>2020</strong>


56 ANOS<br />

DE EXPERIÊNCIA NA<br />

INDÚSTRIA MADEIREIRA<br />

Transporte e movimentação<br />

de produtos<br />

Tecnologia de<br />

prensagem<br />

Tecnologia de<br />

secagem<br />

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NOTAS<br />

PARCERIA<br />

PROMISSORA<br />

Na busca constante para promover benefícios exclusivos<br />

aos seus associados, o SIMNO (Sindicato das Indústrias<br />

Madeireiras e Moveleiras do Noroeste de Mato Grosso)<br />

anunciou uma parceria com a empresa Plenustech, referência<br />

no desenvolvimento de software para gestão de<br />

negócios de diversos segmentos: varejo, atacado, serviços<br />

e indústria. Para o presidente do SIMNO, Roberto<br />

Rios, essa parceria veio em bom momento, uma vez que<br />

o mundo está passando por uma adaptação tecnológica<br />

na qual o setor madeireiro não poderia ficar de fora. “Conhecemos<br />

os trabalhos realizados pela empresa e vários<br />

associados que já possuem soluções tecnológicas da<br />

Plenustech têm elogiado muito os sistemas implantados<br />

e as assistências que eles fornecem. Pretendemos difundir<br />

para os demais associados para que possam usufruir<br />

deste benefício e aproveitar esta vantagem que o SIMNO<br />

trouxe a todos”, acrescentou.<br />

Foto: divulgação<br />

NOVIDADE<br />

DO IBAMA<br />

O IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos<br />

Recursos Naturais Renováveis) lançou em setembro o Sinaflor+,<br />

sistema de atualização do antigo Sinaflor, criado em<br />

2012 para garantir o controle no manejo da madeira, rastreando<br />

desde a origem e fortalecendo o combate ao desmatamento<br />

ilegal. Segundo o IBAMA, no sistema antigo, a<br />

vinculação entre madeira extraída e árvore original era feita<br />

por amostragem aleatória. No Sinaflor+, as árvores destinadas<br />

ao corte seletivo são 100% identificadas por geolocalização<br />

e cada produto florestal pode ser rastreado até o<br />

ponto exato de onde foi originalmente extraído. Além de<br />

prevenir fraudes, o sistema tem assinatura eletrônica e QR<br />

Code no novo modelo de autorização. A medida visa assegurar<br />

mais transparência à fiscalização, bem como mais<br />

rigor. O Sinaflor+ conta ainda com um painel de controle<br />

integrado para o usuário, com ferramentas que vão de histórico<br />

a busca inteligente, facilitando o gerenciamento de<br />

autorizações e pendências por parte do empreendedor.<br />

Foto: divulgação<br />

MÓVEIS<br />

PAULISTAS<br />

O Estado de São Paulo, segundo o estudo Mapa do Mercado,<br />

do Instituto Impulso, responde por quase um terço<br />

do consumo de móveis no Brasil e tem liderado a retomada<br />

do setor no pós-pandemia. Em <strong>2020</strong>, são mais de R$<br />

20,1 bilhões dos R$ 62,6 bilhões de todo o país. A região<br />

está mostrando uma capacidade significativa de alavancar<br />

as vendas de móveis neste ano, já que somente em abril<br />

e maio o estado apresentou queda nas vendas do varejo<br />

desses produtos. Em janeiro, as vendas de móveis aumentaram<br />

32,5%. No mês seguinte, subiram mais 39,8%, e em<br />

março foram mais 18,5%.<br />

Foto: divulgação<br />

20 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO <strong>2020</strong>


APLICAÇÃO<br />

BANHEIRA<br />

DE HIDROMASSAGEM<br />

Foto: divulgação<br />

O crescimento do conceito de lazer total nos lares<br />

brasileiros tem ganhado força nos últimos anos. Com<br />

isso, novos ambientes têm caído no gosto não só de<br />

arquitetos e designers, mas também do marceneiro<br />

consumidor. A tendência do faça-você-mesmo pode<br />

ser notada em banheiras de hidromassagem de madeira,<br />

que são entregues desmontadas e podem ser<br />

construídas pelo próprio cliente. Além disso, a opção<br />

é muito útil para pessoas que vivem em locais onde<br />

um grande caminhão não consegue chegar à área<br />

desejada para descarregar. O cliente pode escolher<br />

entre quatro diâmetros diferentes e três tipos de<br />

aquecimento para atender às necessidades dele. É<br />

preciso se lembrar de que banheiras de hidromassagem<br />

de madeira tendem a vazar durante o uso inicial,<br />

pois a madeira precisa inchar. Na verdade, porém,<br />

as qualidades de isolamento térmico da madeira<br />

são melhores, pois ela sofre menos deformação por<br />

umidade e é mais estável, perfeita para uso em condições<br />

externas. A banheira de hidromassagem de<br />

madeira é um produto 100% natural e tradicional.<br />

GAZEBO<br />

ORIGINAL<br />

Outro aliado do lazer, o gazebo, de origem inglesa,<br />

também tem se popularizado no Brasil. Charmosos<br />

e originais, esses locais externos da casa<br />

são perfeitos para reuniões familiares e momentos<br />

íntimos entre amigos. A Honeymoon, empresa<br />

americana especialista na indústria madeireira,<br />

oferece uma linha completa de edificações, com<br />

as mais diversas cores e formatos. A espécie da<br />

madeira também pode ser escolhida de acordo<br />

com a decoração desejada pelo usuário. A consultoria<br />

da Honeymoon também propõe um sob<br />

medida para aprovação antes da produção e entrega.<br />

Cada peça é original e única, e requer um<br />

mínimo de seis meses para a preparação, coordenação<br />

e implementação.<br />

Foto: divulgação<br />

22 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO <strong>2020</strong>


FRASES<br />

“PARA OBTERMOS RESULTADOS EFETIVOS, PRECISAMOS<br />

DESPERTAR A CONSCIÊNCIA DA POPULAÇÃO. INFELIZMENTE,<br />

MUITOS ACIDENTES SÃO INTENCIONAIS, OUTROS SÃO PROVOCADOS<br />

POR FALTA DE CONHECIMENTO. PRECISAMOS ATINGIR ESSES DOIS<br />

PÚBLICOS E, APESAR DO ENORME DESAFIO, SABEMOS DA IMPORTÂNCIA<br />

DE CAMPANHAS DE CONSCIENTIZAÇÃO”<br />

ANTÔNIO AUGUSTO MALARD, DIRETOR GERAL DO IEF (INSTITUTO<br />

ESTADUAL DE FLORESTAS), SOBRE INCÊNDIOS NO BRASIL<br />

“QUANDO<br />

FALAVA QUE<br />

A RETOMADA<br />

DO BRASIL SERIA<br />

EM V, DIZIAM QUE<br />

ERA OTIMISMO.<br />

AGORA É REALISMO,<br />

PORQUE A ECONOMIA<br />

ESTÁ VOLTANDO<br />

EM V, REAGIU BEM<br />

ÀS MEDIDAS E À<br />

PRORROGAÇÃO DO<br />

AUXÍLIO EMERGENCIAL.<br />

ALÉM DISSO, TEM R$ 37<br />

BILHÕES ENTRANDO DO<br />

FGTS (FUNDO DE GARANTIA<br />

DO TEMPO DE SERVIÇO), MAIS<br />

R$ 100 BILHÕES EM CRÉDITO. A<br />

ECONOMIA VAI SER EMPURRADA<br />

FORTEMENTE NESTE FIM DE ANO. JÁ<br />

ESTÁ REAGINDO BEM”<br />

PAULO GUEDES,<br />

MINISTRO DA<br />

ECONOMIA,<br />

SOBRE A<br />

RETOMADA DA<br />

ECONOMIA<br />

BRASILEIRA<br />

“A ECONOMIA SEGUE EM TRAJETÓRIA DE<br />

CRESCIMENTO NO MÊS DE JULHO. APÓS TER EM<br />

ABRIL O SEU PIOR MOMENTO ECONÔMICO, REFLEXO<br />

DA PANDEMIA DE COVID-19, É POSSÍVEL ENXERGAR<br />

CONSIDERÁVEL MELHORA EM TODAS AS ATIVIDADES<br />

ECONÔMICAS. APESAR DESSA MELHORA, O PAÍS SEGUE<br />

COM CENÁRIO DE ALTA INCERTEZA, COM O NÍVEL DE<br />

ATIVIDADE EM PATAMAR AINDA MUITO BAIXO E SE<br />

RECUPERANDO MUITO LENTAMENTE"<br />

CLAUDIO CONSIDERA, COORDENADOR DO MONITOR DO PIB-FGV, SOBRE O<br />

PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) BRASILEIRO APÓS A PANDEMIA<br />

Foto: Marcos Mancinni<br />

“ESTE É UM SETOR QUE DIALOGA<br />

COM O FUTURO. SEUS PRODUTOS SÃO<br />

OPÇÕES RELEVANTES PARA A DEMANDA<br />

DE CONSUMIDORES PREOCUPADOS COM<br />

A SUSTENTABILIDADE E QUE BUSCAM<br />

PRODUTOS DE BASE RENOVÁVEL,<br />

RECICLÁVEIS, BIODEGRADÁVEIS E, MUITAS<br />

VEZES, COMPOSTÁVEIS”<br />

PAULO HARTUNG, PRESIDENTE-EXECUTIVO DA<br />

IBÁ (INDÚSTRIA BRASILEIRA DE ÁRVORES), SOBRE<br />

A IMPORTÂNCIA DO SETOR FLORESTAL PARA A<br />

ECONOMIA NACIONAL<br />

24 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO <strong>2020</strong>


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ENTREVISTA<br />

IMPACTO<br />

DO CORONAVÍRUS<br />

IMPACT OF<br />

CORONAVIRUS<br />

Apandemia da Covid-19 teve um impacto geral negativo<br />

sobre os negócios de 70% das empresas brasileiras,<br />

segundo pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto<br />

Brasileiro de Geografia e Estatística). Responsável<br />

pelo estudo, o diretor de pesquisa da instituição,<br />

Eduardo Rios Neto, explica que “o maior percentual de empresas<br />

em que a pandemia teve efeito negativo estava no setor de serviços,<br />

seguido por indústria, construção e comércio.”<br />

Economista com doutorado em demografia pela Universidade<br />

da Califórnia em Berkeley, nos EUA (Estados Unidos da América),<br />

Rios Neto foi também professor na UFMG (Universidade Federal<br />

de Minas Gerais) de 1980 a 2015. Confira a entrevista completa a<br />

seguir:<br />

ENTREVISTA<br />

The Covid-19 Pandemic had an overall negative impact on<br />

the business of 70% of Brazilian companies, according to a<br />

survey conducted by the Brazilian Institute of Geography<br />

and Statistics (Ibge). Responsible for the survey, Eduardo<br />

Rios Neto, Director of Research for the Institution, explains<br />

that “the highest percentage of companies in which the pandemic<br />

had a negative effect was in the Service Sector, followed by the <strong>Industrial</strong>,<br />

Construction and Commercial Sectors.”<br />

An economist with a Doctorate in Demography from the University of<br />

California in Berkeley, Rios Neto was also a professor at the Federal<br />

University of Minas Gerais (Ufmg) from 1980 to 2015. Check out the<br />

full interview below:<br />

EDUARDO<br />

RIOS NETO<br />

FORMAÇÃO PROFISSIONAL: DOUTOR EM ECONOMIA PELA<br />

UNIVERSIDADE DA CALIFÓRNIA EM BERKELEY (EUA)<br />

CARGO: DIRETOR DE PESQUISAS DO IBGE<br />

Foto: divulgação<br />

PROFESSIONAL EDUCATION: PHD. IN ECONOMICS, UNIVERSITY OF<br />

CALIFORNIA IN BERKELEY (USA)<br />

FUNCTION: DIRECTOR OF RESEARCH FOR THE BRAZILIAN INSTITUTE OF<br />

GEOGRAPHY AND STATISTICS (IBGE)<br />

26 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO <strong>2020</strong>


OUTUBRO <strong>2020</strong> 27


28 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO <strong>2020</strong>


www.cipem.org.br<br />

O Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato<br />

Grosso (CIPEM) é a união de oito sindicatos empresariais de base florestal e tem o objetivo<br />

de organizar, representar e fortalecer o setor em instâncias de governo e sociedade.<br />

Apoiamos o desenvolvimento da atividade de Manejo Florestal Sustentável, incentivando<br />

a produção e consumo consciente de madeira nativa e seus subprodutos, com respeito a<br />

legislação vigente e em harmonia com o meio ambiente.<br />

Fundado em 2004, abrangemos todos os municípios produtores de madeira nativa de Mato<br />

Grosso e trabalhamos para melhorar a gestão florestal e a qualificação profissional do setor.<br />

O principal desafio que ainda enfrentamos é o de desmistificar a imagem de que o setor<br />

florestal é o vilão do desmatamento da Amazônia. Para isso, investimos em ações que<br />

promovam a disseminação de informações corretas sobre o desenvolvimento da cadeia<br />

produtiva da madeira nativa em Mato Grosso.<br />

Temos orgulho de representar o Setor de Base Florestal de Mato Grosso.<br />

A madeira é nosso negócio. Manter a floresta viva é nossa missão.<br />

(65) 3644-3666<br />

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CipemMT<br />

CipemdeMT<br />

Manejosustentavel


PRINCIPAL<br />

A VEZ DA<br />

MADEIRA<br />

NATIVA<br />

Fotos: divulgação<br />

APÓS A PANDEMIA,<br />

MERCADO DE MADEIRA<br />

NATIVA REGISTROU<br />

CRESCIMENTO DE 30%<br />

NO MONTANTE DE<br />

NEGOCIAÇÕES EM MATO<br />

GROSSO<br />

30 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO <strong>2020</strong>


IT IS THE TIME FOR<br />

NATIVE TIMBER<br />

IN THE STATE OF MATO GROSSO, SINCE THE START<br />

OF THE PANDEMIC, THE NATIVE TIMBER MARKET HAS<br />

RECORDED A GROWTH OF 30%<br />

OUTUBRO <strong>2020</strong> 31


PRINCIPAL<br />

A<br />

produção de madeira nativa tem mostrado<br />

bons resultados no terceiro trimestre de<br />

<strong>2020</strong>. O mercado dessas espécies registrou<br />

um aquecimento de cerca de 30% quando<br />

comparado aos números do início do ano.<br />

A retomada de setores-chave como o da construção civil<br />

e o aumento do preço de outras matérias-primas, como o<br />

ferro, têm contribuído para que o segmento volte a mostrar<br />

sua força na economia brasileira.<br />

Protagonista das madeiras nativas no país, o CIPEM<br />

(Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira<br />

do Estado de Mato Grosso) tem contribuído para<br />

essa nova onda com campanhas na mídia para promover<br />

a madeira nativa e sua contribuição para a sustentabilidade<br />

nacional, pois esta matéria-prima possui resistência<br />

e versatilidade, tendo grande potencial de utilização na<br />

construção civil ao substituir materiais não renováveis<br />

como o concreto e o ferro. A madeira além de ser renovável,<br />

auxilia no arrefecimento das mudanças climáticas,<br />

por manter estocado o carbono absorvido da atmosfera.<br />

Segundo o presidente do CIPEM, Rafael José Mason,<br />

o setor em Mato Grosso se surpreendeu com os resultados<br />

pós-pandemia do Coronavírus. “As empresas se<br />

surpreenderam com o aquecimento do mercado a partir<br />

do terceiro trimestre de <strong>2020</strong> e, por conta disso, estão<br />

renovando seus pátios fabris, maquinários e aumentando<br />

os turnos de produção. A perspectiva é de que nos próximos<br />

6 meses estejam com grande oferta de produtos no<br />

mercado”, revela.<br />

I<br />

n the third quarter of <strong>2020</strong>, the results for native timber<br />

production were positive. The market for these species<br />

recorded increases of about 30% compared to the<br />

numbers at the beginning of the year. The resumption<br />

of critical sectors, such as building construction and<br />

the rise in the price of other raw materials, such as iron, have<br />

contributed to the segment re-showing its strength in the<br />

Brazilian economy.<br />

As protagonist of native timbers in Brazil, the Center of<br />

the Producing and Exporting Industries of Wood of the State<br />

of Mato Grosso (Cipem), has contributed to this new wave<br />

with campaigns in the media to promote native wood and its<br />

contribution to national sustainability. This is because this raw<br />

material has strength and versatility, having a considerable<br />

potential for use in building construction replacing non-renewable<br />

materials, such as concrete and iron. Thus timber,<br />

in addition to being renewable, helps in reducing climate<br />

change by storing the carbon absorbed from the atmosphere.<br />

According to Rafael José Mason, President of Cipem, the<br />

Sector in Mato Grosso was surprised by the post-coronavirus<br />

pandemic results. “Companies were surprised by the market<br />

increases starting in the <strong>2020</strong> third quarter, and because of<br />

this, they are renewing their manufacturing patios, machinery,<br />

and increasing production shifts. The prospect is that over the<br />

next six months, they will have a large supply of products to<br />

offer the market,” he reveals.<br />

OPPORTUNITIES<br />

With the considerable potential for expansion abroad,<br />

32 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO <strong>2020</strong>


OUTUBRO <strong>2020</strong> 33


34 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO <strong>2020</strong>


MERCADO<br />

RETORNO<br />

COM SEGURANÇA<br />

36 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO <strong>2020</strong>


SEBRAE APRESENTA<br />

PROTOCOLO DE RETORNO<br />

SEGURO PARA A INDÚSTRIA<br />

MOVELEIRA, DE ACORDO<br />

COM A ORGANIZAÇÃO<br />

MUNDIAL DA SAÚDE<br />

Fotos: divulgação<br />

O<br />

Brasil experimenta uma fase de retomada<br />

gradual das atividades comerciais<br />

após um longo período de isolamento<br />

social em razão da pandemia do novo<br />

coronavírus. Neste momento, donos de<br />

pequenas empresas de todo o país precisam<br />

se adaptar à nova realidade para reabrir as portas<br />

oferecendo segurança a colaboradores e clientes.<br />

Diante disso, o SEBRAE criou uma série de protocolos<br />

específicos, com dicas de procedimentos a serem<br />

implantados a fim de garantir a saúde de todos.<br />

As orientações para os donos de indústrias de móveis<br />

são baseadas em normas técnicas de organizações<br />

nacionais e internacionais.<br />

Foram compiladas informações da OMS (Organização<br />

Mundial da Saúde), OPAS (Organização Pan-Americana<br />

de Saúde), ANVISA (Agência Nacional de<br />

Vigilância Sanitária), ABIMÓVEL (Associação Brasileira<br />

das Indústrias do Mobiliário), SESI (Serviço Social da<br />

Indústria) e Ministério da Economia.<br />

Os documentos produzidos pelo SEBRAE já são<br />

conhecidos e acessados por milhares de empresários.<br />

De acordo com a última pesquisa do SEBRAE sobre<br />

o impacto do coronavírus nos pequenos negócios,<br />

a maioria dos respondentes (60%) conhece e faz uso<br />

dos protocolos de segurança propostos pelo Poder<br />

Público.<br />

Ainda segundo a pesquisa do SEBRAE, a maioria<br />

dos empreendedores acreditam que, com a reabertura<br />

dos negócios, os consumidores devem voltar a<br />

comprar em até no máximo 90 dias. Para que isso<br />

aconteça, é necessário que a confiança seja retomada<br />

por meio de uma atuação comercial cuidadosa. Donos<br />

de indústrias de móveis precisam ficar atentos,<br />

em primeiro lugar, às condições do ambiente de trabalho,<br />

cuidados com os colaboradores e precauções<br />

na relação com fornecedores.<br />

OUTUBRO <strong>2020</strong> 37


38 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO <strong>2020</strong>


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SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS<br />

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MARCENARIA<br />

40 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO <strong>2020</strong>


O CORTE<br />

CERTO<br />

A ESCOLHA CERTEIRA DAS LÂMINAS DE CORTE ADEQUADAS PARA<br />

MARCENARIA PODE SER O DETALHE QUE FALTA PARA O SUCESSO<br />

DO SEU NEGÓCIO<br />

Fotos: divulgação<br />

OUTUBRO <strong>2020</strong> 41


MARCENARIA<br />

Aalta demanda por móveis originais tem<br />

exigido de pequenos e médios estúdios<br />

de marcenaria cada vez mais atualização<br />

e equipamentos adequados para a constante<br />

produção. Equipamentos de corte,<br />

fundamentais neste processo, também precisam ser<br />

escolhidos de acordo com a necessidade do produtor<br />

e com o gosto do consumidor. Mas como selecionar<br />

a lâmina mais adequada?<br />

Para escolher serras para corte em marcenaria,<br />

é necessário ter conhecimento do tipo de trabalho<br />

que será realizado, assim como os equipamentos<br />

adequados para trabalhar com esses componentes,<br />

visando obter a melhor produtividade e qualidade do<br />

produto.<br />

Muitas pessoas podem não entender que, mesmo<br />

aparentemente simples, o processo de corte<br />

de madeira é bastante complexo. Requer, inclusive,<br />

conhecimento específico para permitir o melhor<br />

aproveitamento e a menor perda possível da peça<br />

que é utilizada na atividade. Para que isso ocorra, é<br />

necessário definir adequadamente as lâminas que<br />

serão utilizadas.<br />

Tais lâminas devem possuir alta resistência e dentes<br />

que possam realizar cortes especiais na madeira.<br />

No mercado, existem as mais diversas opções de<br />

cortes específicos. Isso ocorre exatamente para proporcionar<br />

o melhor acabamento e qualidade aos produtos.<br />

As lâminas para corte de marcenaria devem<br />

ser adequadas às respectivas serras em que serão<br />

usadas, que podem ser manuais ou elétricas. Confira<br />

as características de cada uma delas:<br />

SERRAS MANUAIS<br />

Equipamentos manuais são muito utilizados para<br />

cortes em tábuas, aglomerados, painéis de madeira<br />

maciça, compensados e placas de MDF. Eles possuem<br />

usualmente punhos de madeira, mas também<br />

42 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO <strong>2020</strong>


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SERRA FITA<br />

VERTICAL<br />

OPCIONAIS:<br />

Scanner para ajuste da bitola automático,<br />

aumentando a precisão de corte e<br />

aproveitamento da tora.<br />

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cortes laterais formando um bloco ou<br />

semi-bloco retirando as costaneiras<br />

automaticamente, é transportado por uma<br />

esteira de correntes, sistema hidropneumático<br />

para tensionamento das serras, guias das<br />

serras com acionamento elétrico, saída de<br />

costaneiras com discos laterais<br />

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OUTUBRO <strong>2020</strong> 43


ECONOMIA<br />

CAMINHOS<br />

PARA O NOVO BRASIL<br />

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA<br />

INDÚSTRIA ENVIA AO GOVERNO<br />

FEDERAL PROPOSTAS PARA A RETOMADA<br />

DA ECONOMIA PÓS-PANDEMIA<br />

Fotos: divulgação<br />

44 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO <strong>2020</strong>


OUTUBRO <strong>2020</strong> 45


ECONOMIA<br />

Afetada pela pandemia do novo coronavírus<br />

de forma intensa e generalizada, a<br />

economia brasileira precisa de uma série<br />

de medidas para acelerar a retomada do<br />

crescimento. A CNI (Confederação Nacional<br />

da Indústria) listou no documento:<br />

Propostas para a retomada do crescimento econômico;<br />

19 ações que, se adotadas, farão o setor produtivo<br />

voltar a se desenvolver e gerar empregos. Entre as<br />

prioridades, destaque para a reforma tributária.<br />

“As medidas emergenciais adotadas pelo governo<br />

e o Congresso Nacional foram essenciais para a<br />

retomada da economia. No entanto, empresas, famílias<br />

e governos estão saindo da crise bastante fragilizados,<br />

de modo que a transição para o crescimento<br />

sustentado se apresenta como mais um desafio. As<br />

ações propostas representam uma cartilha estruturada<br />

e objetiva para o Brasil acelerar o desenvolvimento<br />

econômico e social, gerar emprego e renda”,<br />

comentou o presidente da CNI, Robson Braga de<br />

Andrade. Confira os quatro principais pontos da proposta:<br />

A REFORMA<br />

ADMINISTRATIVA DEVE<br />

TER COMO FOCO O AUMENTO DA<br />

COMPETITIVIDADE DO SETOR<br />

PÚBLICO E O ENFRENTAMENTO DO<br />

CRESCIMENTO CONSTANTE DAS<br />

DESPESAS COM PESSOAL<br />

REFORMA TRIBUTÁRIA<br />

A CNI defende uma reforma que torne o sistema<br />

tributário mais simples e eficiente, com foco na redução<br />

da cumulatividade. Isso permitirá a desoneração<br />

completa dos investimentos, das exportações e<br />

aumentará as condições para os produtos brasileiros<br />

competirem com os estrangeiros nos mercados<br />

interno e externo. A reforma tributária deve substituir<br />

os atuais tributos incidentes sobre o consumo (PIS/<br />

Cofins, ICMS, ISS e IPI), além do IOF, por um único<br />

IVA (Imposto sobre Valor Adicionado), de abrangência<br />

nacional. Significa que a reforma deve, fundamentalmente,<br />

envolver os tributos dos três níveis: federal,<br />

estadual e municipal.<br />

APROVAR A NOVA LEI DO GÁS NATURAL<br />

A indústria defende a aprovação, na íntegra, do<br />

PL (Projeto de Lei) 6407/2013, conforme o texto da<br />

Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados.<br />

Com o preço mais baixo do gás natural, investimentos<br />

no Brasil podem chegar a R$ 150 bilhões em<br />

2030, com incremento na competitividade de setores<br />

industriais como química, siderúrgica, pelotização de<br />

minério de ferro, alumínio, cerâmica, vidro e papel e<br />

celulose, que, juntos, utilizam 80% do gás consumido<br />

pela indústria.<br />

46 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO <strong>2020</strong>


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OUTUBRO <strong>2020</strong> 47


MADEIRA TRATADA<br />

PARA CAIR<br />

NO GOSTO DOS<br />

BRASILEIROS<br />

Fotos: divulgação<br />

NOVIDADE NO PAÍS,<br />

SISTEMA CONSTRUTIVO DE<br />

WOOD FRAME É UTILIZADO<br />

PARA CONSTRUÇÕES<br />

DE EDIFÍCIOS PÚBLICOS<br />

UTILITÁRIOS EM GOIÁS E<br />

MINAS GERAIS<br />

U<br />

ma parceria entre os governos estaduais<br />

de Goiás e Minas Gerais, as concessionárias<br />

de rodovias e a empresa Tecverde<br />

foi responsável pela construção<br />

sustentável de cerca de 19 unidades de<br />

SAL (Serviço de Atendimento ao Usuário) ao longo de<br />

mais de 860 km (quilômetros) da rodovia BR-040, que<br />

corta os estados. A iniciativa, que remonta ao ano de<br />

2015, é uma das primeiras no país a utilizar o sistema<br />

de wood frame em construções públicas.<br />

Foram necessárias duas equipes para a linha<br />

de montagem, responsáveis por montar e fazer alinhamentos<br />

e fixações dos painéis nas fundações já<br />

previamente concebidas. Todo esse processo em<br />

cada unidade levou apenas dois dias, 14 vezes mais<br />

rápido que o convencional, construído com concreto<br />

e tijolos.<br />

“Os arremates internos e externos levavam cerca<br />

de dois dias para as unidades térreas de 100 m²<br />

(metros quadrados) e de três a quatro dias para as de<br />

dois pavimentos e a térrea de 224 m². Ao finalizar os<br />

48 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO <strong>2020</strong>


ARTIGO<br />

CLASSIFICAÇÃO<br />

VISUAL E MECÂNICA DA<br />

ESPÉCIE CRYPTOMERIA<br />

JAPONICA D. DON PARA<br />

UTILIZAÇÃO EM MADEIRA<br />

LAMINADA COLADA<br />

Fotos: divulgação<br />

50 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO <strong>2020</strong>


TALITHA OLIVERA ROSA<br />

UFPR (UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ)<br />

HELENA CRISTINA VIEIRA<br />

UFPR (UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ)<br />

RODRIGO FIGUEIREDO TEREZO<br />

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA<br />

ALEXSANDRO BAYESTORFF DA CUNHA<br />

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA<br />

CARLOS AUGUSTO DE PAIVA SAMPAIO<br />

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA<br />

CHARLINE ZANGALI<br />

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA<br />

GABRIEL OLIVEIRA ROSA<br />

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA<br />

DEYVIS BORGES WALTRICK<br />

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA<br />

OUTUBRO <strong>2020</strong> 51


ARTIGO<br />

RESUMO<br />

O<br />

objetivo foi avaliar as propriedades<br />

mecânicas da madeira, a influência da<br />

classificação visual de lâminas de Cryptomeria<br />

japonica D. Don no desempenho<br />

mecânico para uso em elementos<br />

estruturais em MLC (Madeira Laminada Colada),<br />

comparando com os requisitos mínimos exigidos pelas<br />

normas brasileira ABNT (Associação Brasileira de<br />

Normas Técnicas) NBR 7190 (1997) e europeia EN 338<br />

(2016). Os ensaios para caracterização física e mecânica<br />

da madeira sólida seguiram as recomendações das<br />

normas Copant 461 (1972), 464 (1972) e 555 (1973) para<br />

densidade básica, resistência à compressão paralela às<br />

fibras e resistência à flexão estática, respectivamente; e<br />

Abnt NBR 7190 (1997) para resistência ao cisalhamento.<br />

As 80 lâminas de madeira foram produzidas com dimensões<br />

de 6,0 x 1,5 x 220,0 cm (centímetros) - largura<br />

x espessura x comprimento - e posteriormente classificadas<br />

visualmente conforme a norma americana ASTM<br />

D245 (2006) e pelo módulo de elasticidade - EW (Astm<br />

D4761 (2013).<br />

Ao todo, 20 vigas de MLC foram confeccionadas,<br />

sendo estas formadas pela combinação das lâminas<br />

classificadas nas classes visuais: Testemunha (lâminas<br />

limpas, ou seja, sem defeitos), T1 (limpas e estrutural<br />

especial - SE), T2 (S1, S2, S3) e T3 (limpas, SE, S1, S2,<br />

S3), as vigas foram avaliadas em testes mecânicos de<br />

resistência à flexão estática e resistências à tração normal<br />

às fibras e cisalhamento para linha de cola.<br />

Os resultados indicaram que como madeira sólida<br />

a espécie não apresentou resistência mínima para<br />

que seja classificada como C-20 pela ABNT NBR 7190<br />

(1997), entretanto a espécie foi classificada como classe<br />

estrutural C-16 pela norma EN 338. As vigas de MLC<br />

apresentaram valores dentro do mínimo exigido para<br />

a classe C-20, conforme a ABNT NBR 7190 (1997). A<br />

utilização de lâminas com nós classificados visualmente<br />

não diminuiu a resistência das vigas de MLC quando<br />

comparado com vigas produzidas com lâminas sem<br />

nós.<br />

INTRODUÇÃO<br />

A madeira é um material renovável com excelente<br />

capacidade de carregamento em relação a sua própria<br />

massa. Assim, pode ser utilizada de maneira estrutural<br />

na forma de MLC.<br />

A MLC é um material compósito formado a partir<br />

da colagem, de topo e adjacente, de lâminas de madeira<br />

selecionadas e dispostas com as fibras paralelas<br />

entre si. Como a MLC é um produto pouco utilizado<br />

no Brasil, pesquisas visam compreender melhor as<br />

características desse compósito utilizando diferentes<br />

espécies florestais.<br />

Terezo e Szücs (2010) determinaram o potencial do<br />

paricá (Schizolobium amazonicum) para a produção de<br />

MLC. Os resultados desses autores para as resistências<br />

das vigas de MLC de paricá, cuja densidade da madeira<br />

é de 0,49 g.cm-3, propiciaram a classificação como<br />

C-20 para uso estrutural, conforme a ABNT NBR 7190<br />

(1997). Cunha e Matos (2010) classificaram visualmente<br />

a madeira de Pinus taeda, utilizada para a produção<br />

de MLC, aliada à classificação mecânica do módulo de<br />

elasticidade longitudinal obtido com Stress Wave.<br />

Os autores concluíram que somente a classificação<br />

visual não resulta em vigas de MLC com alta resistência,<br />

sendo necessário aplicar a classificação visual e<br />

mecânica, produzindo vigas com maior rigidez. Ambos<br />

os trabalhos sugerem que madeiras de baixa densidade<br />

podem apresentar resistências mínimas para uso<br />

estrutural, se as metodologias para classificação dessas<br />

madeiras forem aplicadas.<br />

O produto estrutural MLC tem como sua composição<br />

básica a madeira, tornando-o propício à heterogeneidade,<br />

devido à ocorrência de nós e de outros<br />

defeitos naturais inerentes a estrutura do tronco das<br />

árvores e das etapas de desdobro, secagem e armazenamento<br />

da madeira. Assim, o setor produtivo precisa<br />

reconhecer a importância das normas de qualidade da<br />

madeira, para suprir e manter os produtos com desempenho<br />

adequado, com o menor desperdício possível<br />

(Moore; Cown, 2017).<br />

A classificação mecânica ou visual é uma das formas<br />

de se avaliar a qualidade da MLC, bem como a<br />

implantação de testes físicos e mecânicos em determinados<br />

lotes da madeira (Almeida et al., 2013). A<br />

classificação mecânica da elasticidade das lâminas utilizadas<br />

na confecção do MLC, segundo Bodig e Jayne<br />

A CLASSIFICAÇÃO<br />

MECÂNICA OU<br />

VISUAL É UMA DAS FORMAS<br />

DE SE AVALIAR A<br />

QUALIDADE DA MLC, BEM<br />

COMO, A IMPLANTAÇÃO DE<br />

TESTES FÍSICOS E<br />

MECÂNICOS<br />

52 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO <strong>2020</strong>


54 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO <strong>2020</strong>


OUTUBRO <strong>2020</strong> 55


AGENDA<br />

AGENDA<br />

<strong>2020</strong>/2021<br />

OUTUBRO<br />

14 A 15<br />

EGURTEK<br />

LOCAL: BILBAO (ESPANHA)<br />

TIONCENTRE.COM<br />

NOVEMBRO<br />

19 A 22<br />

FERIA FORESTAL ARGENTINA<br />

LOCAL: POSADAS (ARGENTINA)<br />

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DEZEMBRO<br />

3 A 6<br />

CAIRO WOODSHOW<br />

LOCAL: CAIRO (EGITO)<br />

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FESQUA<br />

08 A 11 DE JUNHO DE 2021<br />

SÃO PAULO (SP)<br />

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FEVEREIRO<br />

2 A 6/2021<br />

INTERZUM BOGOTÁ<br />

LOCAL: BOGOTÁ (COLÔMBIA)<br />

HTTPS://INTERZUM-BOGOTA.<br />

COM<br />

MARÇO<br />

23 A 25/2021<br />

JULHO<br />

5 A 8/2021<br />

SETEMBRO<br />

26 A 29/2021<br />

HTTPS://EGURTEK.BILBAOEXHIBI-<br />

MONTREAL WOOD CONVENTION<br />

LOCAL: MONTREAL (CANADÁ)<br />

WWW.MONTREALWOODCONVEN-<br />

TION.COM/EN/<br />

EXPOLUX<br />

LOCAL: SÃO PAULO (SP)<br />

WWW.EXPOLUX.COM.BR/PT-BR.<br />

HTML<br />

WOODMEX AND ASFI<br />

LOCAL: BIRMINGHAM (INGLATERRA)<br />

WWW.WEXHIBITION.CO.UK<br />

56 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO <strong>2020</strong>


ESPAÇO ABERTO<br />

EMPRESAS VIVENDO<br />

MENOS, PESSOAS VIVENDO MAIS<br />

N<br />

o ano de 1900, a expectativa de vida de um<br />

brasileiro ao nascer era de apenas 33 anos.<br />

Em 1940, era de 43 anos. Apesar de o país ser<br />

pobre e atrasado, a expectativa de vida no<br />

Brasil em 2016 atingiu 75,8 anos. As pessoas<br />

estão vivendo mais, muito mais. É uma mudança radical,<br />

que tem impactos no mercado de trabalho, na previdência,<br />

na saúde, nas finanças pessoais e, de resto, em todos os<br />

aspectos econômicos e sociais. Praticamente nenhum setor<br />

deixará de ser impactado pelas mudanças demográficas e<br />

pela expectativa de vida. Viver mais pode ser uma dádiva,<br />

desde que você entenda o que está acontecendo e saiba<br />

lidar com as consequências.<br />

Em relação às empresas abertas no território brasileiro,<br />

60% delas morrem antes de completar cinco anos. Em<br />

setembro de 2016, a revista Exame publicou matéria sobre<br />

as companhias instaladas no Brasil que tinham mais de<br />

100 anos idade: eram apenas 34. No atual mundo instável<br />

e de revolução tecnológica constante, as empresas estão<br />

vivendo menos. Hoje, até mesmo gigantes, como a General<br />

Motors, estão morrendo mais cedo. Há seis ou sete<br />

décadas, as organizações duravam mais, os trabalhadores<br />

ingressavam em um emprego e só saíam ao se aposentar.<br />

Esse tempo acabou.<br />

Duas perguntas se impõem: 1) Por que esses fenômenos<br />

estão ocorrendo? 2) Quais são as consequências disso<br />

para a nossa vida pessoal? Quanto à primeira pergunta, há<br />

algo interessante: os dois fenômenos que estão fazendo as<br />

pessoas viverem mais são os mesmos que fazem as empresas<br />

viverem menos. Esses fatores são: o progresso da ciência<br />

e a revolução tecnológica. A explosão de conhecimentos<br />

científicos que se seguiu à descoberta do antibiótico<br />

por Alexander Fleming em 1928 e a revolução tecnológica<br />

no mundo da farmacologia, das ciências médicas e das<br />

condições sanitárias mudaram por completo a expectativa<br />

NÃO HÁ NADA MAIS<br />

ANTIGO E MAIS ATRASADO<br />

DO QUE ESSE EMBATE TOSCO ENTRE<br />

ESQUERDA E DIREITA (SE É QUE<br />

EXISTE ISSO NO BRASIL)<br />

POR<br />

JOSÉ PIO<br />

MARTINS<br />

ECONOMISTA<br />

E REITOR DA UP<br />

(UNIVERSIDADE<br />

POSITIVO)<br />

de vida dos humanos. Muito em breve teremos uma legião<br />

de pessoas com mais de 100 anos.<br />

Pois a evolução das ciências e a monumental explosão<br />

das tecnologias estão jogando uma multidão de empresas<br />

no leito de morte.<br />

No mundo atual, algo parecido está ocorrendo. A explosão<br />

de descobertas e invenções vem criando uma revolução<br />

tecnológica permanente, sem data para acabar, que<br />

vai sangrar milhões de empresas em todo o mundo. Uma<br />

consequência é certa: milhões de trabalhadores perderão<br />

seus empregos mais de uma vez durante sua vida. Como<br />

a vida está mais longa, é recomendável questionar sobre<br />

como se preparar para enfrentar essa realidade e construir<br />

uma aposentadoria tranquila.<br />

Em verdade, primeiro devemos pensar sobre como resolver<br />

o problema de sustentar nós mesmos e nossa família<br />

durante o tempo de trabalho, que não será mais de apenas<br />

35 anos; para quem tiver saúde, o período de trabalho será<br />

de 50, 60 anos. Os sistemas de previdência social tal como<br />

existem hoje vão desaparecer, é uma questão de tempo.<br />

Mais cedo ou mais tarde, as duas previdências, a do INSS<br />

(trabalhadores privados) e a dos servidores públicos, vão<br />

ser reformadas. Ou fazemos isso ou o país vai afundar na<br />

pobreza. Não é uma questão ideológica. É imposição da<br />

realidade dos fatos.<br />

Não há nada mais antigo e mais atrasado do que esse<br />

embate tosco entre esquerda e direita (se é que existe<br />

isso no Brasil), uns dizendo que a previdência está falida e<br />

tem de ser reformada e outros dizendo que não. É o caso<br />

de perguntar quantas dessas pessoas observam o mundo,<br />

estudam, analisam e adquirem conhecimentos necessários<br />

para um debate inteligente. Certamente, bem poucas.<br />

Quanto aos empreendedores, eles também devem pensar<br />

sobre como prolongar a vida de suas empresas. As mudanças<br />

pelas quais o mundo está passando exigem que as<br />

pessoas se adaptem e as empresas também. Teimar contra<br />

os fatos não é bom caminho.<br />

Foto: divulgação<br />

58 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO <strong>2020</strong>


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