*Outubro/2020 Referência Industrial 223

jotacomunicacao

ECONOMIA - CNI envia ao Governo Federal proposta de soluções para a recuperação do mercado

HORA DA

RETOMADA

MADEIRA NATIVA REGISTRA

CRESCIMENTO NO MATO GROSSO

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RETURN TO BETTER TIMES

NATIVE TIMBER RESUMES GROWTH

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SUMÁRIO

INDUSTRIAL

50

2020

30

48

40

MADEIRA

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

Alca Máquinas 07

Cipem 29

DRV Ferramentas 11

Eletro Izidoro 25

Engecass 15

Impacto 43

Indumec 19

Linck 05

Máquinas Águia 59

Mendes Máquinas 02

Mill Indústrias 21

Mill Indústrias 55

Mill Indústrias 60

Montana Química 09

MSM Química 13

Omil 17

Plantag 47

Prêmio REFERÊNCIA 39

Siromat 23

SUMÁRIO

06 Editorial

08 Cartas

10 Bastidores

12 Coluna Flavio C. Geraldo

14 Notas

22 Aplicação

24 Frases

26 Entrevista

30 Principal A vez da madeira nativa

36 Mercado

40 Marcenaria

44 Economia

48 Madeira Tratada

50 Artigo

56 Agenda

58 Espaço Aberto

04

referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2020


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Economia.

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EDITORIAL

QUAL É O

CAMINHO DO BRASIL?

NA CAPA

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaindustrial.com.br

ECONOMIA - CNI envia ao Governo Federal proposta de soluções para a recuperação do mercado

HORA DA

RETOMADA

MADEIRA NATIVA REGISTRA

CRESCIMENTO NO MATO GROSSO

P

assados os piores meses da pandemia do coronavírus,

o Brasil segue ansioso pelo futuro. O

país deverá passar por reformas nos próximos

meses, como a tributária e a administrativa, e

deve começar a traçar seu futuro para a retomada

dos investimentos. Neste cenário, a entrevista desta

edição da REFERÊNCIA INDUSTRIAL, com o Diretor de

Pesquisas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e

Estatística), Eduardo Rios Neto, aborda os rumos da economia

nacional e os impactos da pandemia no país. A editoria

de Economia traz uma reportagem sobre o pacote

de medidas encaminhado ao Governo Federal que deve

auxiliar no crescimento industrial brasileiro da próxima

década, de acordo com levantamento da CNI (Confederação

Nacional da Indústria). Além disso, o leitor poderá

acompanhar matérias exclusivas nas editorias de Mercado

e Comércio, assim como novidades do setor. Tenha uma

ótima leitura!

ESTAMPA A CAPA DESSE MÊS

MONTAGEM ALUSIVA AO

CRESCIMENTO DO MERCADO

DE MADEIRA NATIVA NO

MATO GROSSO

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ANO XXII - EDIÇÃO 223 - OUTUBRO 2020

Ano XXII • N°223 • Outubro 2020

9 7 7 2 35 9 4 66 1 0 3 3

RETURN TO BETTER TIMES

NATIVE TIMBER RESUMES GROWTH

IN THE STATE OF MATO GROSSO

Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.

bartoski@revistareferencia.com.br

WHAT IS THE ROAD

AHEAD FOR BRAZIL?

A

fter the worst months of the coronavirus

pandemic, Brazil is anxiously looking forward

to the future. The Country is expected to

undergo tax and administrative reforms in

the coming months and begin to chart its

future with the resumption of investments. In this scenario,

the interview in this issue of REFERÊNCIA Industrial, with

Eduardo Rios Neto, Director of Research for the Brazilian

Institute of Geography and Statistics (Ibge), addresses the

direction of the national economy and the impacts of the

pandemic on the Country. The Economics Section reports

on the package of measures forwarded by the Federal

Government that should assist in the Brazilian industrial

growth over the next decade, according to a survey by the

National Confederation of Industry (CNI). Also, the reader

will be able to follow exclusive articles in the Market and

Commercial Sections, as well as industry news.

Pleasant Reading!

06

referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2020

Redação / Writing

Murilo Basso

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista / Columnist

Flavio C. Geraldo

Paulo Pupo

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski / Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira

criacao@revistareferencia.com.br

Depto. Comercial / Sales Departament - Gerson Penkal, Jéssika Ferreira,

Tainá Carolina Brandão

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial - Dash7 Comunicação - Joseane Cristina Knop

Tradução / Translation - John Wood Moore

Depto. de Assinaturas / Subscription

assinatura@revistareferencia.com.br

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A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida aos produtores e

consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos

governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao

segmento madeireiro. A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por

conceitos emitidos em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais de

responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento de banco

de dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista RE-

FERÊNCIA são terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais,

exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the producers and

consumers of the good and services of the lumberz industry, research institutions, university students,

governmental agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked to the forest based

segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself responsible for the concepts contained in the material,

articles or columns signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors, themselves. The

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the written authorization of the holders of the authorial rights.


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CAPA DA EDIÇÃO 222 DA

REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE SETEMBRO DE 2020

MADEIRA TRATADA

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Ano XXII • N°222 • Setembro 2020

MARCENARIA

Por Fernando Strugala –

Indaiatuba (SP)

Por Guilherme Benítez –

Curitiba (PR)

Espero que mais iniciativas como a da Casa

Habitec surjam no Brasil. A sustentabilidade e o

setor madeireiro têm muito a ganhar com esse

tipo de construção.

Adoro as reportagens

sobre marcenaria

na REFERÊNCIA

INDUSTRIAL. Excelente

trabalho da Revista!

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

MERCADO

Por Casemiro Ruchalski –

Palhoça (SC)

ENTREVISTA

Parabéns pela reportagem

sobre a manutenção

industrial. A forte atuação

neste campo evita muitas

dores de cabeça a longo

prazo no chão de fábrica.

Por Luciano Oliveira –

Londrina (PR)

Estímulos para a economia são

fundamentais neste conturbado momento

da economia brasileira. Muito esclarecedora

a entrevista com o diretor-geral da OMC,

Roberto Azevedo.

08

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é

fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2020

E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:

revistareferencia@revistareferencia.com.br

CURTA NOSSA PÁGINA

Revista Referência Industrial

@referenciaindustrial


BASTIDORES

BASTIDORES

VISITA

O DIRETOR COMERCIAL DA REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, FÁBIO

MACHADO, ESTEVE VISITANDO A FRAMEPORT, EM CAÇADOR (SC), DO

DIRETOR AUGUSTO FRANCIO.

Foto: REFERÊNCIA

PARCERIA

O DIRETOR COMERCIAL DA REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, FÁBIO

MACHADO, E O JORNALISTA LUIZ KOZAK VISITARAM A NOVA SERRARIA

DA ADAMI, EM CAÇADOR (SC), JUNTAMENTE COM OS DIRETORES DA

MENDES MÁQUINAS, ANDRÉ FABRIS E RODRIGO MENDES FABRIS.

Foto: REFERÊNCIA

ALTA

CÓDIGO FLORESTAL NA AMAZÔNIA

Atendendo aos anseios do setor, a ministra

da Agricultura, Pecuária e Abastecimento,

Tereza Cristina, defende que o Código

Florestal seja implantado o mais rápido

possível no país, como uma medida para

proteger as florestas brasileiras. “Precisamos

implementar de vez o Código Florestal.

A gente precisa parar de questionar

o Código Florestal. É uma lei, foi feita, foi

discutida, está aí e precisa ser implementada.

Cada vez que tem um questionamento,

uma dúvida jurídica, vai protelando a

implementação. Precisamos também fazer

a regularização fundiária, levando ao desenvolvimento.

Desenvolvimento não quer

dizer que você vai ter a degradação ambiental.

Quando tem pobreza, as pessoas

não têm como se manter. Aí, você tem perigo”,

defendeu a ministra, em entrevista

ao jornal Folha de São Paulo.

BAIXA

RECUO DO PIB

O Ministério da Economia manteve a

projeção para a queda da economia este

ano e elevou a estimativa para a inflação,

por influência da alta nos preços dos

alimentos. As projeções estão no Boletim

Macrofiscal. A estimativa para o recuo do

PIB (Produto Interno Bruto) foi mantida

em 4,7%, em relação ao boletim divulgado

em junho. O PIB é a soma de todos

os bens e serviços produzidos no país.

“A atual estimativa para o PIB de 2020 foi

mantida em 4,7%, devido à melhora da

projeção para o segundo semestre deste

ano. Na projeção para o 3º trimestre,

espera-se que a indústria, agropecuária

e comércio sejam os principais motores

para a retomada. Na estimativa do 4º

trimestre, esperamos que o impulso para

a recuperação virá pela retomada mais

vigorosa dos demais serviços, que foram

duramente afetados pela pandemia”,

traz o boletim.

10 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2020


COLUNA

MUITO SE FALA... MUITO SE FAZ

EXEMPLOS INTERNACIONAIS NOS PERMITEM ACREDITAR QUE CEDO OU TARDE A MADEIRA ESTARÁ OCUPANDO

O ESPAÇO QUE MERECE DENTRO DO SETOR DA CONSTRUÇÃO CIVIL NO BRASIL

Flavio C. Geraldo

FG4 MAD - Consultoria em Madeira

Contato: flavio@fg4mad.com.br

O

número de projetos construtivos baseados

em madeira engenheirada, elaborados e

executados ao redor do mundo, começa a

criar uma nova paisagem urbana e, ao mesmo

tempo, um ambiente favorável às inclusões e

modificações nos códigos de obras existentes.

Mesmo estando presente há muitos anos, a utilização

da madeira engenheirada explodiu na última década. Fatores

determinantes, como as inovações nas áreas da silvicultura

e da tecnologia, aliadas aos desenvolvimentos tecnológicos

dentro da engenharia madeireira e da engenharia

de construções, refletiram positivamente na percepção das

autoridades responsáveis pelos códigos da construção e,

principalmente, na percepção de um público cada vez mais

preocupado com iniciativas verdes voltadas à sustentabilidade

do planeta.

Os benefícios são muitos: maior rapidez e menores prazos

para conclusão das obras; eficiência energética; recurso

natural renovável de ciclo curto; versatilidade e segurança...

são apenas algumas das inúmeras vantagens que podem

ser destacadas.

Tudo isto para não mencionar que enquanto para a

produção de uma tonelada de concreto há a emissão de

quase uma tonelada de carbono, no caso da madeira, para

a produção de uma tonelada ocorre o sequestro e armazenamento

de até duas toneladas de carbono absorvidas da

atmosfera. Afinal, como sempre fazemos questão de lembrar:

a árvore é a fábrica da madeira.

Segundo Shane Totten, do Southface Institute, localizado

no Estado da Geórgia - EUA (Estados Unidos da

América), 10% de todas as emissões anuais no país vêm da

construção de edifícios. É algo para se pensar! Um exemplo

simbólico do que representa atualmente essa nova fase

da engenharia construtiva é o fato da Allianz Real State,

uma empresa do Grupo Allianz, com sede na cidade de

Munique, Alemanha, anunciou recentemente a aprovação

de financiamento no valor de € 200 milhões, de um total de

Foto: divulgação

€ 432 milhões, para o apoio ao desenvolvimento do maior

campus de escritórios construídos com base na utilização

de CLT (Cross Laminated Timber), localizado na região de

Paris e batizado de Arboretum.

Claro, a motivação maior reside nas características positivas

proporcionadas pelos sistemas construtivos baixo carbono.

Outro exemplo marcante, que indica que a expansão

da construção base madeira engenheirada encontra-se em

um caminho muito bem definido, foi a aprovação recentemente

pelo governo dos EUA de um decreto chamado

Farm Bill, que abriu um amplo caminho de facilidades para

investimentos em atividades de interesse comercial voltadas

à madeira engenheirada. Esse decreto levou à criação

de uma determinação governamental que criou legislação

específica voltada a Inovações em Madeira.

Dentre os vários objetivos destacam-se: o estabelecimento

de um programa de pesquisa e desenvolvimento

voltado para o avanço da construção de edifícios altos de

madeira (Tall Wood); criar subsídios federais para apoiar

a educação, extensão, pesquisa e desenvolvimento estaduais,

locais, universitários e do setor privado, incluindo

educação e assistência para arquitetos e construtores, que

irão acelerar o uso de madeira em edifícios altos; disponibilizar

a assistência técnica do Departamento de Agricultura

(USDA), em cooperação com silvicultores estaduais e diretores

de extensão estaduais, para introduzir um programa

de educação e assistência técnica para aplicações de madeira

(Mass Timber).

Do outro lado, os códigos de construção estão sendo

atualizados, com atenção à inclusão do uso do CLT e outros

produtos engenheirados, devendo estar aprovados

até o final do próximo ano e prevendo três novos tipos de

construções em madeira, como de edifícios de até dezoito

andares. Precisa mais?

No Brasil, observam-se movimentos de empresas anunciando

investimentos na área, porém, parecem ser atitudes

isoladas, não havendo uma coordenação de esforços envolvendo

não somente as indústrias, mas também a academia

e a pesquisa tecnológica, estas contemplando obrigatoriamente

a multidisciplinaridade, e o poder público em

todos os seus níveis, incluindo o legislativo.

Enquanto isso, cabe a nós acompanhar as ações favoráveis

e coordenadas em algumas outras partes do mundo,

aproveitando os exemplos, o que nos permite acreditar

que cedo ou tarde a madeira estará ocupando o espaço

que merece dentro do setor da construção no Brasil. Do

nosso lado, continuamos a insistir no tema e parece ficar

cada dia mais evidente que a acelerada consolidação das

aplicações da madeira engenheirada em projetos construtivos

ao redor do mundo dá uma nova versão a um famoso

dito popular: “muito se fala... muito se faz!”

12 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2020


NOTAS

INFLAÇÃO

BRASILEIRA

O BC (Banco Central) está tranquilo com relação à inflação,

disse o presidente da instituição, Roberto Campos Neto,

ao apresentar o Relatório de Inflação. A projeção do BC

é que a inflação termine este ano em 2,1%. Para 2021, as

projeções estão em torno de 3%. Se a estimativa se confirmar,

a inflação em 2020 ficará abaixo da meta definida pelo

CMN (Conselho Monetário Nacional) em 4%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou

seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%. “O Banco Central tem situação de absoluta tranquilidade em relação à inflação.

Existem efeitos provenientes das subidas de preços de commodities e o efeito do pagamento do auxílio emergencial. Também

mostramos relação do IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) e do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e possível

contaminação. A mensagem geral é que estamos tranquilos e entendemos que existia uma pressão em 2020, mas não entendemos

que esses reajustes recentes vão contaminar as inflações futuras”, acredita Campos Neto.

Foto: divulgação

PRODUÇÃO DE MÓVEIS

A cada mês que passa, os números da produção de móveis no estado

do Rio Grande do Sul comprovam reação, depois de cerca de dois

meses bastante duros para o setor. O resultado, em julho, comprova a

boa expectativa dos empresários, com a fabricação de 7,1 milhões de

peças, representando aumento de 41,5% em relação ao mês anterior.

As informações constam no relatório: Conjuntura e comércio externo

do setor de móveis no Brasil; com informações de julho e agosto,

encomendado pela Movergs (Associação das Indústrias de Móveis do

Estado do Rio Grande do Sul) e produzido pelo Iemi (Inteligência de

Mercado). Para o presidente da Movergs, Rogério Francio, o desempenho

do setor está longe do ideal para 2020, mas, aos poucos, os

empresários estão se reerguendo. “2020 está sendo mais um ano de

superação para o setor, a exemplo dos últimos quatro, cinco anos. E

quem afirma que não aprendeu com a pandemia está mentindo. Esse

grande surto despertou o mercado online como uma nova e forte

possibilidade de vendas, e tem nos mostrado também que precisamos

estar abertos para o novo, para o diferenciado. Não dá mais para

fazer as mesmas coisas, temos que aprender com o inusitado e nos

tornarmos cada vez mais competentes", ressalta Francio.

Foto: divulgação

MADEIRA

NA AMAZÔNIA

Mesmo com a queda do consumo da madeira

tropical nos últimos anos no Brasil, o

produto apresentou um aumento em sua utilização

dentro da própria Amazônia. É o que

mostra o estudo: Como o mercado dos produtos

madeireiros da Amazônia evoluiu nas

últimas duas décadas (1998-2018)?; do IMA-

FLORA (Instituto de Manejo e Certificação

Florestal e Agrícola), divulgado no início de

setembro. A pesquisa também revelou que,

em termos absolutos, o consumo da madeira

tropical dentro da região aumentou de 1,5

milhão de metros cúbicos, em 1998, para

mais de 2,2 milhões em 2018, duas décadas

depois. Já no mercado nacional, o Estado de

São Paulo continua como o maior comprador

da madeira tropical amazônica, com 20% do

montante do produto.

Foto: divulgação

14 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2020


NOTAS

CRÉDITO EM ALTA

O Governo Federal prevê o crescimento do crédito em 2020 de

7,6% para 11,5%. “O aumento decorre, principalmente, da demanda

acentuada de crédito das empresas, que vem sendo atendida tanto

pela expansão do crédito livre como pelo crédito direcionado, no

último caso voltado principalmente para as empresas de menor porte”,

afirma o Ministério da Economia. As modalidades de empréstimos

são divididas em dois tipos: o crédito livre e o direcionado.

No caso do crédito livre, os bancos têm autonomia para emprestar

o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas

dos clientes. Já o crédito direcionado tem regras definidas pelo governo

e é destinado, basicamente, aos setores habitacional, rural, de

infraestrutura e ao microcrédito. A projeção para o crescimento do

crédito livre para as empresas passou de 15,6%, previstos em junho,

para os atuais 20%. No caso dos empréstimos com recursos direcionados

para as pessoas jurídicas, a projeção de crescimento subiu

ainda mais: de 1% para 11%. A nova estimativa reflete o efeito dos

programas emergenciais de crédito para as empresas.

Foto: divulgação

REFORMA

TRIBUTÁRIA

O presidente da CNI (Confederação Nacional

da Indústria), Robson Braga de Andrade,

afirmou em evento com o Ministério da

Economia e empresários que, para o Brasil

voltar a crescer, é necessário tomar medidas

“sérias, corajosas, duras e difíceis”. Ele

acredita que tanto o Congresso Nacional

quanto o governo estão caminhando neste

sentido. Para Andrade, a principal reforma

é a tributária. Ele também se posicionou

“absolutamente contra a criação de um

imposto digital [nova CPMF]”, mas afirmou

ser favorável à tributação de algumas atividades

exercidas em meios digitais que hoje

não contribuem para a Receita Federal.

Foto: divulgação

RETOMADA

DA INDÚSTRIA

A pesquisa: Sondagem Industrial; da CNI (Confederação

Nacional da Indústria) mostra recuperação do setor em

agosto. Desta forma, a atividade industrial se encontra

no patamar pré-crise. De acordo com o gerente de Análise

Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, o crescimento

da produção industrial no mês passado foi tão disseminado

quanto o de julho, mas, desta vez, foi acompanhado

pelo crescimento do emprego. Os índices de

evolução da produção e do número de empregados mostram continuidade da recuperação da atividade industrial, fazendo

de agosto o terceiro mês seguido de alta da produção. O índice de evolução da produção alcançou 58,7 pontos, em uma

escala de 0 a 100. Os dados acima de 50 pontos indicam crescimento em relação ao mês anterior. “O índice já havia superado

a linha divisória de 50 pontos em julho (índice de 50,9 pontos) mas, ao se afastar da linha, revela alta mais significativa e

disseminada do emprego industrial”, explica Azevedo.

Foto: divulgação

16 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2020


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NOTAS

UNIFICAÇÃO

ADMINISTRATIVA

A partir do mês de outubro, as duas maiores entidades

representativas do setor moveleiro no Rio Grande do Sul, a

MOVERGS (Associação das Indústrias de Móveis do Estado

do Rio Grande do Sul) e o SINDMÓVEIS (Sindicato das

Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves), ambos com

sede em Bento Gonçalves, unificarão suas administrações.

Nos últimos cinco anos, as entidades estreitaram seus laços,

atuando conjuntamente em demandas políticas e administrativas em prol da indústria moveleira, especialmente após

a inauguração do novo Centro Empresarial de Bento Gonçalves, em 2017, que passou a congregar diversas entidades empresariais,

entre elas Movergs e Sindmóveis. A fusão administrativa foi decidida pelas diretorias e conselhos da Movergs e

Sindmóveis, atualmente presididos pelos empresários Rogério Francio e Vinicius Benini, respectivamente. A decisão leva em

conta a necessidade de otimizar os recursos humanos e financeiros das entidades.

Foto: divulgação

PRONAMPE

É PRORROGADO

Por conta da dificuldade e da grande procura das empresas

pela obtenção de crédito no PRONAMPE (Programa Nacional

de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno

Porte), no último dia 19 de agosto o Governo Federal prorrogou

por três meses as linhas de crédito que estavam previstas

para terminar em 19 de agosto. Agora, elas vão até 19 de

novembro de 2020. Diante da grande demanda na procura

por essa linha, o Governo já havia anunciado a ampliação da

linha em R$ 12 bilhões – o orçamento inicial do programa,

que era de R$ 15,9 bilhões, esgotou-se em menos de um

mês. O dinheiro dessa segunda abertura do Pronampe vem

do PESE (Programa Emergencial de Suporte a Empregos),

que buscava financiar salários, mas teve baixa adesão.

Foto: divulgação

MATÉRIA-PRIMA

A Movergs encaminhou ofícios à Abimóvel e ao Governo

do Estado do Rio Grande do Sul que trataram da

alta de matéria-prima e possíveis mudanças na reforma

tributária, respectivamente. O presidente da entidade,

Rogério Francio, pede medidas urgentes de proteção

às indústrias moveleiras gaúchas e nacionais junto ao

Governo Federal em relação aos fornecedores de matérias-primas

e ao aumento dos preços, especialmente na

área de painéis de madeira, como MDP revestido e cru.

Francio enfatizou que essas situações não ocorrem apenas

nesse difícil momento de pandemia da Covid-19,

mas que têm sido recorrentes em diferentes cenários

nos últimos anos. As indústrias têm sido penalizadas

pela constante alta de imposto, pelo aumento do frete

e da energia elétrica, pela forte desvalorização do real

frente ao dólar e também pelo comportamento de fabricantes,

o que é extremamente grave e têm gerado

grande dificuldade no controle de custos dos negócios,

pois, nesse momento, é inviável o aumento no preço

para lojistas e consumidores.

Foto: divulgação

18 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2020


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NOTAS

PARCERIA

PROMISSORA

Na busca constante para promover benefícios exclusivos

aos seus associados, o SIMNO (Sindicato das Indústrias

Madeireiras e Moveleiras do Noroeste de Mato Grosso)

anunciou uma parceria com a empresa Plenustech, referência

no desenvolvimento de software para gestão de

negócios de diversos segmentos: varejo, atacado, serviços

e indústria. Para o presidente do SIMNO, Roberto

Rios, essa parceria veio em bom momento, uma vez que

o mundo está passando por uma adaptação tecnológica

na qual o setor madeireiro não poderia ficar de fora. “Conhecemos

os trabalhos realizados pela empresa e vários

associados que já possuem soluções tecnológicas da

Plenustech têm elogiado muito os sistemas implantados

e as assistências que eles fornecem. Pretendemos difundir

para os demais associados para que possam usufruir

deste benefício e aproveitar esta vantagem que o SIMNO

trouxe a todos”, acrescentou.

Foto: divulgação

NOVIDADE

DO IBAMA

O IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos

Recursos Naturais Renováveis) lançou em setembro o Sinaflor+,

sistema de atualização do antigo Sinaflor, criado em

2012 para garantir o controle no manejo da madeira, rastreando

desde a origem e fortalecendo o combate ao desmatamento

ilegal. Segundo o IBAMA, no sistema antigo, a

vinculação entre madeira extraída e árvore original era feita

por amostragem aleatória. No Sinaflor+, as árvores destinadas

ao corte seletivo são 100% identificadas por geolocalização

e cada produto florestal pode ser rastreado até o

ponto exato de onde foi originalmente extraído. Além de

prevenir fraudes, o sistema tem assinatura eletrônica e QR

Code no novo modelo de autorização. A medida visa assegurar

mais transparência à fiscalização, bem como mais

rigor. O Sinaflor+ conta ainda com um painel de controle

integrado para o usuário, com ferramentas que vão de histórico

a busca inteligente, facilitando o gerenciamento de

autorizações e pendências por parte do empreendedor.

Foto: divulgação

MÓVEIS

PAULISTAS

O Estado de São Paulo, segundo o estudo Mapa do Mercado,

do Instituto Impulso, responde por quase um terço

do consumo de móveis no Brasil e tem liderado a retomada

do setor no pós-pandemia. Em 2020, são mais de R$

20,1 bilhões dos R$ 62,6 bilhões de todo o país. A região

está mostrando uma capacidade significativa de alavancar

as vendas de móveis neste ano, já que somente em abril

e maio o estado apresentou queda nas vendas do varejo

desses produtos. Em janeiro, as vendas de móveis aumentaram

32,5%. No mês seguinte, subiram mais 39,8%, e em

março foram mais 18,5%.

Foto: divulgação

20 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2020


APLICAÇÃO

BANHEIRA

DE HIDROMASSAGEM

Foto: divulgação

O crescimento do conceito de lazer total nos lares

brasileiros tem ganhado força nos últimos anos. Com

isso, novos ambientes têm caído no gosto não só de

arquitetos e designers, mas também do marceneiro

consumidor. A tendência do faça-você-mesmo pode

ser notada em banheiras de hidromassagem de madeira,

que são entregues desmontadas e podem ser

construídas pelo próprio cliente. Além disso, a opção

é muito útil para pessoas que vivem em locais onde

um grande caminhão não consegue chegar à área

desejada para descarregar. O cliente pode escolher

entre quatro diâmetros diferentes e três tipos de

aquecimento para atender às necessidades dele. É

preciso se lembrar de que banheiras de hidromassagem

de madeira tendem a vazar durante o uso inicial,

pois a madeira precisa inchar. Na verdade, porém,

as qualidades de isolamento térmico da madeira

são melhores, pois ela sofre menos deformação por

umidade e é mais estável, perfeita para uso em condições

externas. A banheira de hidromassagem de

madeira é um produto 100% natural e tradicional.

GAZEBO

ORIGINAL

Outro aliado do lazer, o gazebo, de origem inglesa,

também tem se popularizado no Brasil. Charmosos

e originais, esses locais externos da casa

são perfeitos para reuniões familiares e momentos

íntimos entre amigos. A Honeymoon, empresa

americana especialista na indústria madeireira,

oferece uma linha completa de edificações, com

as mais diversas cores e formatos. A espécie da

madeira também pode ser escolhida de acordo

com a decoração desejada pelo usuário. A consultoria

da Honeymoon também propõe um sob

medida para aprovação antes da produção e entrega.

Cada peça é original e única, e requer um

mínimo de seis meses para a preparação, coordenação

e implementação.

Foto: divulgação

22 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2020


FRASES

“PARA OBTERMOS RESULTADOS EFETIVOS, PRECISAMOS

DESPERTAR A CONSCIÊNCIA DA POPULAÇÃO. INFELIZMENTE,

MUITOS ACIDENTES SÃO INTENCIONAIS, OUTROS SÃO PROVOCADOS

POR FALTA DE CONHECIMENTO. PRECISAMOS ATINGIR ESSES DOIS

PÚBLICOS E, APESAR DO ENORME DESAFIO, SABEMOS DA IMPORTÂNCIA

DE CAMPANHAS DE CONSCIENTIZAÇÃO”

ANTÔNIO AUGUSTO MALARD, DIRETOR GERAL DO IEF (INSTITUTO

ESTADUAL DE FLORESTAS), SOBRE INCÊNDIOS NO BRASIL

“QUANDO

FALAVA QUE

A RETOMADA

DO BRASIL SERIA

EM V, DIZIAM QUE

ERA OTIMISMO.

AGORA É REALISMO,

PORQUE A ECONOMIA

ESTÁ VOLTANDO

EM V, REAGIU BEM

ÀS MEDIDAS E À

PRORROGAÇÃO DO

AUXÍLIO EMERGENCIAL.

ALÉM DISSO, TEM R$ 37

BILHÕES ENTRANDO DO

FGTS (FUNDO DE GARANTIA

DO TEMPO DE SERVIÇO), MAIS

R$ 100 BILHÕES EM CRÉDITO. A

ECONOMIA VAI SER EMPURRADA

FORTEMENTE NESTE FIM DE ANO. JÁ

ESTÁ REAGINDO BEM”

PAULO GUEDES,

MINISTRO DA

ECONOMIA,

SOBRE A

RETOMADA DA

ECONOMIA

BRASILEIRA

“A ECONOMIA SEGUE EM TRAJETÓRIA DE

CRESCIMENTO NO MÊS DE JULHO. APÓS TER EM

ABRIL O SEU PIOR MOMENTO ECONÔMICO, REFLEXO

DA PANDEMIA DE COVID-19, É POSSÍVEL ENXERGAR

CONSIDERÁVEL MELHORA EM TODAS AS ATIVIDADES

ECONÔMICAS. APESAR DESSA MELHORA, O PAÍS SEGUE

COM CENÁRIO DE ALTA INCERTEZA, COM O NÍVEL DE

ATIVIDADE EM PATAMAR AINDA MUITO BAIXO E SE

RECUPERANDO MUITO LENTAMENTE"

CLAUDIO CONSIDERA, COORDENADOR DO MONITOR DO PIB-FGV, SOBRE O

PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) BRASILEIRO APÓS A PANDEMIA

Foto: Marcos Mancinni

“ESTE É UM SETOR QUE DIALOGA

COM O FUTURO. SEUS PRODUTOS SÃO

OPÇÕES RELEVANTES PARA A DEMANDA

DE CONSUMIDORES PREOCUPADOS COM

A SUSTENTABILIDADE E QUE BUSCAM

PRODUTOS DE BASE RENOVÁVEL,

RECICLÁVEIS, BIODEGRADÁVEIS E, MUITAS

VEZES, COMPOSTÁVEIS”

PAULO HARTUNG, PRESIDENTE-EXECUTIVO DA

IBÁ (INDÚSTRIA BRASILEIRA DE ÁRVORES), SOBRE

A IMPORTÂNCIA DO SETOR FLORESTAL PARA A

ECONOMIA NACIONAL

24 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2020


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ENTREVISTA

IMPACTO

DO CORONAVÍRUS

IMPACT OF

CORONAVIRUS

Apandemia da Covid-19 teve um impacto geral negativo

sobre os negócios de 70% das empresas brasileiras,

segundo pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto

Brasileiro de Geografia e Estatística). Responsável

pelo estudo, o diretor de pesquisa da instituição,

Eduardo Rios Neto, explica que “o maior percentual de empresas

em que a pandemia teve efeito negativo estava no setor de serviços,

seguido por indústria, construção e comércio.”

Economista com doutorado em demografia pela Universidade

da Califórnia em Berkeley, nos EUA (Estados Unidos da América),

Rios Neto foi também professor na UFMG (Universidade Federal

de Minas Gerais) de 1980 a 2015. Confira a entrevista completa a

seguir:

ENTREVISTA

The Covid-19 Pandemic had an overall negative impact on

the business of 70% of Brazilian companies, according to a

survey conducted by the Brazilian Institute of Geography

and Statistics (Ibge). Responsible for the survey, Eduardo

Rios Neto, Director of Research for the Institution, explains

that “the highest percentage of companies in which the pandemic

had a negative effect was in the Service Sector, followed by the Industrial,

Construction and Commercial Sectors.”

An economist with a Doctorate in Demography from the University of

California in Berkeley, Rios Neto was also a professor at the Federal

University of Minas Gerais (Ufmg) from 1980 to 2015. Check out the

full interview below:

EDUARDO

RIOS NETO

FORMAÇÃO PROFISSIONAL: DOUTOR EM ECONOMIA PELA

UNIVERSIDADE DA CALIFÓRNIA EM BERKELEY (EUA)

CARGO: DIRETOR DE PESQUISAS DO IBGE

Foto: divulgação

PROFESSIONAL EDUCATION: PHD. IN ECONOMICS, UNIVERSITY OF

CALIFORNIA IN BERKELEY (USA)

FUNCTION: DIRECTOR OF RESEARCH FOR THE BRAZILIAN INSTITUTE OF

GEOGRAPHY AND STATISTICS (IBGE)

26 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2020


OUTUBRO 2020 27


28 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2020


www.cipem.org.br

O Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato

Grosso (CIPEM) é a união de oito sindicatos empresariais de base florestal e tem o objetivo

de organizar, representar e fortalecer o setor em instâncias de governo e sociedade.

Apoiamos o desenvolvimento da atividade de Manejo Florestal Sustentável, incentivando

a produção e consumo consciente de madeira nativa e seus subprodutos, com respeito a

legislação vigente e em harmonia com o meio ambiente.

Fundado em 2004, abrangemos todos os municípios produtores de madeira nativa de Mato

Grosso e trabalhamos para melhorar a gestão florestal e a qualificação profissional do setor.

O principal desafio que ainda enfrentamos é o de desmistificar a imagem de que o setor

florestal é o vilão do desmatamento da Amazônia. Para isso, investimos em ações que

promovam a disseminação de informações corretas sobre o desenvolvimento da cadeia

produtiva da madeira nativa em Mato Grosso.

Temos orgulho de representar o Setor de Base Florestal de Mato Grosso.

A madeira é nosso negócio. Manter a floresta viva é nossa missão.

(65) 3644-3666

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CipemMT

CipemdeMT

Manejosustentavel


PRINCIPAL

A VEZ DA

MADEIRA

NATIVA

Fotos: divulgação

APÓS A PANDEMIA,

MERCADO DE MADEIRA

NATIVA REGISTROU

CRESCIMENTO DE 30%

NO MONTANTE DE

NEGOCIAÇÕES EM MATO

GROSSO

30 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2020


IT IS THE TIME FOR

NATIVE TIMBER

IN THE STATE OF MATO GROSSO, SINCE THE START

OF THE PANDEMIC, THE NATIVE TIMBER MARKET HAS

RECORDED A GROWTH OF 30%

OUTUBRO 2020 31


PRINCIPAL

A

produção de madeira nativa tem mostrado

bons resultados no terceiro trimestre de

2020. O mercado dessas espécies registrou

um aquecimento de cerca de 30% quando

comparado aos números do início do ano.

A retomada de setores-chave como o da construção civil

e o aumento do preço de outras matérias-primas, como o

ferro, têm contribuído para que o segmento volte a mostrar

sua força na economia brasileira.

Protagonista das madeiras nativas no país, o CIPEM

(Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira

do Estado de Mato Grosso) tem contribuído para

essa nova onda com campanhas na mídia para promover

a madeira nativa e sua contribuição para a sustentabilidade

nacional, pois esta matéria-prima possui resistência

e versatilidade, tendo grande potencial de utilização na

construção civil ao substituir materiais não renováveis

como o concreto e o ferro. A madeira além de ser renovável,

auxilia no arrefecimento das mudanças climáticas,

por manter estocado o carbono absorvido da atmosfera.

Segundo o presidente do CIPEM, Rafael José Mason,

o setor em Mato Grosso se surpreendeu com os resultados

pós-pandemia do Coronavírus. “As empresas se

surpreenderam com o aquecimento do mercado a partir

do terceiro trimestre de 2020 e, por conta disso, estão

renovando seus pátios fabris, maquinários e aumentando

os turnos de produção. A perspectiva é de que nos próximos

6 meses estejam com grande oferta de produtos no

mercado”, revela.

I

n the third quarter of 2020, the results for native timber

production were positive. The market for these species

recorded increases of about 30% compared to the

numbers at the beginning of the year. The resumption

of critical sectors, such as building construction and

the rise in the price of other raw materials, such as iron, have

contributed to the segment re-showing its strength in the

Brazilian economy.

As protagonist of native timbers in Brazil, the Center of

the Producing and Exporting Industries of Wood of the State

of Mato Grosso (Cipem), has contributed to this new wave

with campaigns in the media to promote native wood and its

contribution to national sustainability. This is because this raw

material has strength and versatility, having a considerable

potential for use in building construction replacing non-renewable

materials, such as concrete and iron. Thus timber,

in addition to being renewable, helps in reducing climate

change by storing the carbon absorbed from the atmosphere.

According to Rafael José Mason, President of Cipem, the

Sector in Mato Grosso was surprised by the post-coronavirus

pandemic results. “Companies were surprised by the market

increases starting in the 2020 third quarter, and because of

this, they are renewing their manufacturing patios, machinery,

and increasing production shifts. The prospect is that over the

next six months, they will have a large supply of products to

offer the market,” he reveals.

OPPORTUNITIES

With the considerable potential for expansion abroad,

32 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2020


OUTUBRO 2020 33


34 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2020


MERCADO

RETORNO

COM SEGURANÇA

36 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2020


SEBRAE APRESENTA

PROTOCOLO DE RETORNO

SEGURO PARA A INDÚSTRIA

MOVELEIRA, DE ACORDO

COM A ORGANIZAÇÃO

MUNDIAL DA SAÚDE

Fotos: divulgação

O

Brasil experimenta uma fase de retomada

gradual das atividades comerciais

após um longo período de isolamento

social em razão da pandemia do novo

coronavírus. Neste momento, donos de

pequenas empresas de todo o país precisam

se adaptar à nova realidade para reabrir as portas

oferecendo segurança a colaboradores e clientes.

Diante disso, o SEBRAE criou uma série de protocolos

específicos, com dicas de procedimentos a serem

implantados a fim de garantir a saúde de todos.

As orientações para os donos de indústrias de móveis

são baseadas em normas técnicas de organizações

nacionais e internacionais.

Foram compiladas informações da OMS (Organização

Mundial da Saúde), OPAS (Organização Pan-Americana

de Saúde), ANVISA (Agência Nacional de

Vigilância Sanitária), ABIMÓVEL (Associação Brasileira

das Indústrias do Mobiliário), SESI (Serviço Social da

Indústria) e Ministério da Economia.

Os documentos produzidos pelo SEBRAE já são

conhecidos e acessados por milhares de empresários.

De acordo com a última pesquisa do SEBRAE sobre

o impacto do coronavírus nos pequenos negócios,

a maioria dos respondentes (60%) conhece e faz uso

dos protocolos de segurança propostos pelo Poder

Público.

Ainda segundo a pesquisa do SEBRAE, a maioria

dos empreendedores acreditam que, com a reabertura

dos negócios, os consumidores devem voltar a

comprar em até no máximo 90 dias. Para que isso

aconteça, é necessário que a confiança seja retomada

por meio de uma atuação comercial cuidadosa. Donos

de indústrias de móveis precisam ficar atentos,

em primeiro lugar, às condições do ambiente de trabalho,

cuidados com os colaboradores e precauções

na relação com fornecedores.

OUTUBRO 2020 37


38 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2020


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MARCENARIA

40 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2020


O CORTE

CERTO

A ESCOLHA CERTEIRA DAS LÂMINAS DE CORTE ADEQUADAS PARA

MARCENARIA PODE SER O DETALHE QUE FALTA PARA O SUCESSO

DO SEU NEGÓCIO

Fotos: divulgação

OUTUBRO 2020 41


MARCENARIA

Aalta demanda por móveis originais tem

exigido de pequenos e médios estúdios

de marcenaria cada vez mais atualização

e equipamentos adequados para a constante

produção. Equipamentos de corte,

fundamentais neste processo, também precisam ser

escolhidos de acordo com a necessidade do produtor

e com o gosto do consumidor. Mas como selecionar

a lâmina mais adequada?

Para escolher serras para corte em marcenaria,

é necessário ter conhecimento do tipo de trabalho

que será realizado, assim como os equipamentos

adequados para trabalhar com esses componentes,

visando obter a melhor produtividade e qualidade do

produto.

Muitas pessoas podem não entender que, mesmo

aparentemente simples, o processo de corte

de madeira é bastante complexo. Requer, inclusive,

conhecimento específico para permitir o melhor

aproveitamento e a menor perda possível da peça

que é utilizada na atividade. Para que isso ocorra, é

necessário definir adequadamente as lâminas que

serão utilizadas.

Tais lâminas devem possuir alta resistência e dentes

que possam realizar cortes especiais na madeira.

No mercado, existem as mais diversas opções de

cortes específicos. Isso ocorre exatamente para proporcionar

o melhor acabamento e qualidade aos produtos.

As lâminas para corte de marcenaria devem

ser adequadas às respectivas serras em que serão

usadas, que podem ser manuais ou elétricas. Confira

as características de cada uma delas:

SERRAS MANUAIS

Equipamentos manuais são muito utilizados para

cortes em tábuas, aglomerados, painéis de madeira

maciça, compensados e placas de MDF. Eles possuem

usualmente punhos de madeira, mas também

42 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2020


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cortes laterais formando um bloco ou

semi-bloco retirando as costaneiras

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OUTUBRO 2020 43


ECONOMIA

CAMINHOS

PARA O NOVO BRASIL

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA

INDÚSTRIA ENVIA AO GOVERNO

FEDERAL PROPOSTAS PARA A RETOMADA

DA ECONOMIA PÓS-PANDEMIA

Fotos: divulgação

44 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2020


OUTUBRO 2020 45


ECONOMIA

Afetada pela pandemia do novo coronavírus

de forma intensa e generalizada, a

economia brasileira precisa de uma série

de medidas para acelerar a retomada do

crescimento. A CNI (Confederação Nacional

da Indústria) listou no documento:

Propostas para a retomada do crescimento econômico;

19 ações que, se adotadas, farão o setor produtivo

voltar a se desenvolver e gerar empregos. Entre as

prioridades, destaque para a reforma tributária.

“As medidas emergenciais adotadas pelo governo

e o Congresso Nacional foram essenciais para a

retomada da economia. No entanto, empresas, famílias

e governos estão saindo da crise bastante fragilizados,

de modo que a transição para o crescimento

sustentado se apresenta como mais um desafio. As

ações propostas representam uma cartilha estruturada

e objetiva para o Brasil acelerar o desenvolvimento

econômico e social, gerar emprego e renda”,

comentou o presidente da CNI, Robson Braga de

Andrade. Confira os quatro principais pontos da proposta:

A REFORMA

ADMINISTRATIVA DEVE

TER COMO FOCO O AUMENTO DA

COMPETITIVIDADE DO SETOR

PÚBLICO E O ENFRENTAMENTO DO

CRESCIMENTO CONSTANTE DAS

DESPESAS COM PESSOAL

REFORMA TRIBUTÁRIA

A CNI defende uma reforma que torne o sistema

tributário mais simples e eficiente, com foco na redução

da cumulatividade. Isso permitirá a desoneração

completa dos investimentos, das exportações e

aumentará as condições para os produtos brasileiros

competirem com os estrangeiros nos mercados

interno e externo. A reforma tributária deve substituir

os atuais tributos incidentes sobre o consumo (PIS/

Cofins, ICMS, ISS e IPI), além do IOF, por um único

IVA (Imposto sobre Valor Adicionado), de abrangência

nacional. Significa que a reforma deve, fundamentalmente,

envolver os tributos dos três níveis: federal,

estadual e municipal.

APROVAR A NOVA LEI DO GÁS NATURAL

A indústria defende a aprovação, na íntegra, do

PL (Projeto de Lei) 6407/2013, conforme o texto da

Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados.

Com o preço mais baixo do gás natural, investimentos

no Brasil podem chegar a R$ 150 bilhões em

2030, com incremento na competitividade de setores

industriais como química, siderúrgica, pelotização de

minério de ferro, alumínio, cerâmica, vidro e papel e

celulose, que, juntos, utilizam 80% do gás consumido

pela indústria.

46 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2020


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OUTUBRO 2020 47


MADEIRA TRATADA

PARA CAIR

NO GOSTO DOS

BRASILEIROS

Fotos: divulgação

NOVIDADE NO PAÍS,

SISTEMA CONSTRUTIVO DE

WOOD FRAME É UTILIZADO

PARA CONSTRUÇÕES

DE EDIFÍCIOS PÚBLICOS

UTILITÁRIOS EM GOIÁS E

MINAS GERAIS

U

ma parceria entre os governos estaduais

de Goiás e Minas Gerais, as concessionárias

de rodovias e a empresa Tecverde

foi responsável pela construção

sustentável de cerca de 19 unidades de

SAL (Serviço de Atendimento ao Usuário) ao longo de

mais de 860 km (quilômetros) da rodovia BR-040, que

corta os estados. A iniciativa, que remonta ao ano de

2015, é uma das primeiras no país a utilizar o sistema

de wood frame em construções públicas.

Foram necessárias duas equipes para a linha

de montagem, responsáveis por montar e fazer alinhamentos

e fixações dos painéis nas fundações já

previamente concebidas. Todo esse processo em

cada unidade levou apenas dois dias, 14 vezes mais

rápido que o convencional, construído com concreto

e tijolos.

“Os arremates internos e externos levavam cerca

de dois dias para as unidades térreas de 100 m²

(metros quadrados) e de três a quatro dias para as de

dois pavimentos e a térrea de 224 m². Ao finalizar os

48 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2020


ARTIGO

CLASSIFICAÇÃO

VISUAL E MECÂNICA DA

ESPÉCIE CRYPTOMERIA

JAPONICA D. DON PARA

UTILIZAÇÃO EM MADEIRA

LAMINADA COLADA

Fotos: divulgação

50 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2020


TALITHA OLIVERA ROSA

UFPR (UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ)

HELENA CRISTINA VIEIRA

UFPR (UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ)

RODRIGO FIGUEIREDO TEREZO

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA

ALEXSANDRO BAYESTORFF DA CUNHA

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA

CARLOS AUGUSTO DE PAIVA SAMPAIO

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA

CHARLINE ZANGALI

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA

GABRIEL OLIVEIRA ROSA

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA

DEYVIS BORGES WALTRICK

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA

OUTUBRO 2020 51


ARTIGO

RESUMO

O

objetivo foi avaliar as propriedades

mecânicas da madeira, a influência da

classificação visual de lâminas de Cryptomeria

japonica D. Don no desempenho

mecânico para uso em elementos

estruturais em MLC (Madeira Laminada Colada),

comparando com os requisitos mínimos exigidos pelas

normas brasileira ABNT (Associação Brasileira de

Normas Técnicas) NBR 7190 (1997) e europeia EN 338

(2016). Os ensaios para caracterização física e mecânica

da madeira sólida seguiram as recomendações das

normas Copant 461 (1972), 464 (1972) e 555 (1973) para

densidade básica, resistência à compressão paralela às

fibras e resistência à flexão estática, respectivamente; e

Abnt NBR 7190 (1997) para resistência ao cisalhamento.

As 80 lâminas de madeira foram produzidas com dimensões

de 6,0 x 1,5 x 220,0 cm (centímetros) - largura

x espessura x comprimento - e posteriormente classificadas

visualmente conforme a norma americana ASTM

D245 (2006) e pelo módulo de elasticidade - EW (Astm

D4761 (2013).

Ao todo, 20 vigas de MLC foram confeccionadas,

sendo estas formadas pela combinação das lâminas

classificadas nas classes visuais: Testemunha (lâminas

limpas, ou seja, sem defeitos), T1 (limpas e estrutural

especial - SE), T2 (S1, S2, S3) e T3 (limpas, SE, S1, S2,

S3), as vigas foram avaliadas em testes mecânicos de

resistência à flexão estática e resistências à tração normal

às fibras e cisalhamento para linha de cola.

Os resultados indicaram que como madeira sólida

a espécie não apresentou resistência mínima para

que seja classificada como C-20 pela ABNT NBR 7190

(1997), entretanto a espécie foi classificada como classe

estrutural C-16 pela norma EN 338. As vigas de MLC

apresentaram valores dentro do mínimo exigido para

a classe C-20, conforme a ABNT NBR 7190 (1997). A

utilização de lâminas com nós classificados visualmente

não diminuiu a resistência das vigas de MLC quando

comparado com vigas produzidas com lâminas sem

nós.

INTRODUÇÃO

A madeira é um material renovável com excelente

capacidade de carregamento em relação a sua própria

massa. Assim, pode ser utilizada de maneira estrutural

na forma de MLC.

A MLC é um material compósito formado a partir

da colagem, de topo e adjacente, de lâminas de madeira

selecionadas e dispostas com as fibras paralelas

entre si. Como a MLC é um produto pouco utilizado

no Brasil, pesquisas visam compreender melhor as

características desse compósito utilizando diferentes

espécies florestais.

Terezo e Szücs (2010) determinaram o potencial do

paricá (Schizolobium amazonicum) para a produção de

MLC. Os resultados desses autores para as resistências

das vigas de MLC de paricá, cuja densidade da madeira

é de 0,49 g.cm-3, propiciaram a classificação como

C-20 para uso estrutural, conforme a ABNT NBR 7190

(1997). Cunha e Matos (2010) classificaram visualmente

a madeira de Pinus taeda, utilizada para a produção

de MLC, aliada à classificação mecânica do módulo de

elasticidade longitudinal obtido com Stress Wave.

Os autores concluíram que somente a classificação

visual não resulta em vigas de MLC com alta resistência,

sendo necessário aplicar a classificação visual e

mecânica, produzindo vigas com maior rigidez. Ambos

os trabalhos sugerem que madeiras de baixa densidade

podem apresentar resistências mínimas para uso

estrutural, se as metodologias para classificação dessas

madeiras forem aplicadas.

O produto estrutural MLC tem como sua composição

básica a madeira, tornando-o propício à heterogeneidade,

devido à ocorrência de nós e de outros

defeitos naturais inerentes a estrutura do tronco das

árvores e das etapas de desdobro, secagem e armazenamento

da madeira. Assim, o setor produtivo precisa

reconhecer a importância das normas de qualidade da

madeira, para suprir e manter os produtos com desempenho

adequado, com o menor desperdício possível

(Moore; Cown, 2017).

A classificação mecânica ou visual é uma das formas

de se avaliar a qualidade da MLC, bem como a

implantação de testes físicos e mecânicos em determinados

lotes da madeira (Almeida et al., 2013). A

classificação mecânica da elasticidade das lâminas utilizadas

na confecção do MLC, segundo Bodig e Jayne

A CLASSIFICAÇÃO

MECÂNICA OU

VISUAL É UMA DAS FORMAS

DE SE AVALIAR A

QUALIDADE DA MLC, BEM

COMO, A IMPLANTAÇÃO DE

TESTES FÍSICOS E

MECÂNICOS

52 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2020


54 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2020


OUTUBRO 2020 55


AGENDA

AGENDA

2020/2021

OUTUBRO

14 A 15

EGURTEK

LOCAL: BILBAO (ESPANHA)

TIONCENTRE.COM

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56 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2020


ESPAÇO ABERTO

EMPRESAS VIVENDO

MENOS, PESSOAS VIVENDO MAIS

N

o ano de 1900, a expectativa de vida de um

brasileiro ao nascer era de apenas 33 anos.

Em 1940, era de 43 anos. Apesar de o país ser

pobre e atrasado, a expectativa de vida no

Brasil em 2016 atingiu 75,8 anos. As pessoas

estão vivendo mais, muito mais. É uma mudança radical,

que tem impactos no mercado de trabalho, na previdência,

na saúde, nas finanças pessoais e, de resto, em todos os

aspectos econômicos e sociais. Praticamente nenhum setor

deixará de ser impactado pelas mudanças demográficas e

pela expectativa de vida. Viver mais pode ser uma dádiva,

desde que você entenda o que está acontecendo e saiba

lidar com as consequências.

Em relação às empresas abertas no território brasileiro,

60% delas morrem antes de completar cinco anos. Em

setembro de 2016, a revista Exame publicou matéria sobre

as companhias instaladas no Brasil que tinham mais de

100 anos idade: eram apenas 34. No atual mundo instável

e de revolução tecnológica constante, as empresas estão

vivendo menos. Hoje, até mesmo gigantes, como a General

Motors, estão morrendo mais cedo. Há seis ou sete

décadas, as organizações duravam mais, os trabalhadores

ingressavam em um emprego e só saíam ao se aposentar.

Esse tempo acabou.

Duas perguntas se impõem: 1) Por que esses fenômenos

estão ocorrendo? 2) Quais são as consequências disso

para a nossa vida pessoal? Quanto à primeira pergunta, há

algo interessante: os dois fenômenos que estão fazendo as

pessoas viverem mais são os mesmos que fazem as empresas

viverem menos. Esses fatores são: o progresso da ciência

e a revolução tecnológica. A explosão de conhecimentos

científicos que se seguiu à descoberta do antibiótico

por Alexander Fleming em 1928 e a revolução tecnológica

no mundo da farmacologia, das ciências médicas e das

condições sanitárias mudaram por completo a expectativa

NÃO HÁ NADA MAIS

ANTIGO E MAIS ATRASADO

DO QUE ESSE EMBATE TOSCO ENTRE

ESQUERDA E DIREITA (SE É QUE

EXISTE ISSO NO BRASIL)

POR

JOSÉ PIO

MARTINS

ECONOMISTA

E REITOR DA UP

(UNIVERSIDADE

POSITIVO)

de vida dos humanos. Muito em breve teremos uma legião

de pessoas com mais de 100 anos.

Pois a evolução das ciências e a monumental explosão

das tecnologias estão jogando uma multidão de empresas

no leito de morte.

No mundo atual, algo parecido está ocorrendo. A explosão

de descobertas e invenções vem criando uma revolução

tecnológica permanente, sem data para acabar, que

vai sangrar milhões de empresas em todo o mundo. Uma

consequência é certa: milhões de trabalhadores perderão

seus empregos mais de uma vez durante sua vida. Como

a vida está mais longa, é recomendável questionar sobre

como se preparar para enfrentar essa realidade e construir

uma aposentadoria tranquila.

Em verdade, primeiro devemos pensar sobre como resolver

o problema de sustentar nós mesmos e nossa família

durante o tempo de trabalho, que não será mais de apenas

35 anos; para quem tiver saúde, o período de trabalho será

de 50, 60 anos. Os sistemas de previdência social tal como

existem hoje vão desaparecer, é uma questão de tempo.

Mais cedo ou mais tarde, as duas previdências, a do INSS

(trabalhadores privados) e a dos servidores públicos, vão

ser reformadas. Ou fazemos isso ou o país vai afundar na

pobreza. Não é uma questão ideológica. É imposição da

realidade dos fatos.

Não há nada mais antigo e mais atrasado do que esse

embate tosco entre esquerda e direita (se é que existe

isso no Brasil), uns dizendo que a previdência está falida e

tem de ser reformada e outros dizendo que não. É o caso

de perguntar quantas dessas pessoas observam o mundo,

estudam, analisam e adquirem conhecimentos necessários

para um debate inteligente. Certamente, bem poucas.

Quanto aos empreendedores, eles também devem pensar

sobre como prolongar a vida de suas empresas. As mudanças

pelas quais o mundo está passando exigem que as

pessoas se adaptem e as empresas também. Teimar contra

os fatos não é bom caminho.

Foto: divulgação

58 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2020


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