Revista Coamo Edição de Outubro de 2020

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Revista Coamo Edição de Outubro de 2020

COOPERADOS INICIAM PLANTIO DE MAIS UMA SAFRA DE VERÃO

www.coamo.com.br

OUTUBRO/2020 ANO 46 EDIÇÃO 507

AS MELHORES DA DINHEIRO

Coamo é a Melhor

Cooperativa Agrícola

do Brasil

INVESTIMENTO

Em construção novo

terminal portuário em

Paranaguá

FAZENDA EXPERIMENTAL

45 anos

Fazenda Experimental se consolidou como importante fonte de conhecimento

e disseminação de informação, sendo o elo entre pesquisa, Coamo e cooperados


EXPEDIENTE

Órgão de divulgação da Coamo

Ano 46 | Edição 507 | Outubro de 2020

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Ilivaldo Duarte de Campos: iduarte@coamo.com.br,

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Ana Paula Bento Pelissari: anapelissari@coamo.com.br

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Milena Luiz Corrêa: mlcorrea@coamo.com.br

Raquel Sumie Eishima: raqueleishima@coamo.com.br

Aline Aristides Bazan: abazan@coamo.com.br

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Contato: (44) 3599-8129 - comunicacao@coamo.com.br

Colaboração: Entrepostos, Gerências Angulares e Assessorias

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos

Reportagens e fotos: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima, Ana Paula

Bento Pelissari e Ilivaldo Duarte de Campos

Edição de fotografia: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima e

Lucas Otávio Pavão

Contato publicitário: Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários

Contato: (11) 5092-3305

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COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA

SEDE: Rua Fioravante João Ferri, 99 - Jardim Alvorada. CEP 87308-445. Campo Mourão - Paraná - Brasil. Telefone (44) 3599.8000 - Caixa Postal, 460 www.coamo.com.br

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engenheiro Agrônomo, José Aroldo Gallassini. MEMBROS VOGAIS: Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Ricardo Accioly Calderari,

Joaquim Peres Montans, Anselmo Coutinho Machado, Emilio Magne Guerreiro Júnior, Wilson Pereira de Godoy, Rogério de Mello Barth e Adriano Bartchechen.

CONSELHO FISCAL: Ricieri Zanatta Neto, Diego Rogério Chitolina e Jonathan Henrique Welz Negri (Membros Efetivos). Eder Ricci, Clóvis Antonio Brunetta e Jorge Luiz Tonet

(Membros Suplentes).

DIRETORIA EXECUTIVA: Presidente Executivo: Airton Galinari. Diretor Administrativo e Financeiro: Antonio Sérgio Gabriel. Diretor Comercial: Rogério Trannin de Mello.

Diretor Industrial: Divaldo Corrêa. Diretor de Logística e Operações: Edenilson Carlos de Oliveira. Diretor de Suprimentos e Assistência Técnica: Aquiles de Oliveira Dias.

Extensão Territorial: 4,5 milhões de hectares. Capacidade Global de Armazenagem: 6,59 milhões de toneladas. Receita Global de 2019: R$ 13,97 bilhões.

Tributos e taxas gerados e recolhidos em 2019: R$ 382,32 milhões. Cooperados: 29.178. Municípios presentes: 71. Unidades: 111.

Outubro/2020 REVISTA

3


SUMÁRIO

44

Coamo antecipa R$ /// em sobras

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4 REVISTA

Outubro/2020


SUMÁRIO

Entrevista

10

Ricardo Rocha de Oliveira, presidente do Crea-PR, é o entrevistado do mês. Reeleito para o cargo,

ele diz que os engenheiros agrônomos encontram muitos desafios no exercício de suas atividades

Alimentos Coamo

14

Linha alimentícia é comercializada no Brasil e em alguns países da América do Sul.

É a produção dos cooperados da Coamo na mesa de paraguaios, uruguaios e venezuelanos

Vidas transformadas

16

Série de reportagens mostra a evolução dos cooperados e a vida transformada no Mato Grosso do

Sul. Conheça nesta edição as histórias de Rosângela Mariot, Edson Luiz de Davi e da família Antonini

45 anos da Fazenda Experimental

22

A Fazenda Experimental Coamo chega aos 45 anos de fundação. Surgiu da necessidade de facilitar

a vida dos cooperados, com a realização de testes, ensaios e experimentos sobre novas tecnologias

31

Largada do plantio

Está sendo semeada pelos cooperados a nova safra de verão. O ritmo é ditado

pelo clima e características de cada variedade e região. São dias de muito trabalho

para garantir um bom início na mais importante fase de produção no meio rural

Melhor Cooperativa Agrícola do Brasil

45

A Coamo é a Melhor Cooperativa Agrícola do Brasil em 2020, conforme ranking do anuário ‘As

Melhores da Dinheiro’. A 17ª edição do anuário destaca as empresas campeãs em 22 setores

Outubro/2020 REVISTA

5


GOVERNANÇA

Expectativa da nova safra 2020/2021

O

ano é está sendo diferente

e será marcado por grandes

volumes de produção e

rentabilidade em função do cenário

mundial. Os resultados são bons e

para ficar melhor, a nossa expectativa

é que a população tenha acesso a

vacina e se possa resolver este grave

problema de saúde provocado pela

pandemia do coronavírus, que está

atrapalhando a vida de milhões de

pessoas em todo o mundo.

Felizmente não tivemos

problemas no setor do agronegócio

nesses sete meses de enfrentamento

do coronavírus, o que não

aconteceu com vários setores da

nossa economia, impactados diretamente

pelos efeitos da doença.

O mundo precisa de alimentos e

o agronegócio está fazendo a sua

parte, produzindo alimentos para o

Brasil e o mundo.

Mesmo com problemas

climáticos no início, o resultado da

safra 2019/2020 foi positiva, registrou

uma grande produção e ótimos

preços favorecidos pela alta

do dólar, que promoveu o crescimento

dos volumes de exportação

e a prática de preços nunca vistos

na história da comercialização da

soja, milho e trigo.

A safra 2020/2021 começou

a ser implantada em algumas

regiões, mas não em todas, em

função da ocorrência de uma seca

mais rigorosa do que a do ano passado.

Os percentuais estão abaixo

das médias anteriores. Um plantio

atrasado da soja poderá provocar

atraso na implantação do milho

segunda safra. Mas, torcemos para

que os plantios ocorram dentro do

zoneamento agrícola.

Isso tudo acontece em um

ano onde o cooperado está mais

capitalizado, vendeu bem sua produção

e em escalas, aproveitando

as altas dos preços. A Coamo tem

um baixo grau de inadimplência, o

que é muito bom para a cooperativa

e cooperados.

O que o cooperado não

sabe e não tem poder de fazer é

chover, por isso, ele sempre acredita

e tem esperança quando lança a

semente ao solo a cada novo plantio.

O produtor está entusiasmado

para plantar soja e milho, e espera

por bom desenvolvimento das lavouras

com boas produtividades.

Quanto ao futuro, a previsão

é de bons preços, mas não

sabemos como será a política econômica

do governo com relação

ao dólar. O que percebemos é o

aumento nos volumes de exportação

dos produtos agrícolas, fator

que impulsiona o crescimento da

balança comercial brasileira em

função da importância do agronegócio,

que sempre responde a altura

como setor fundamental para

o desenvolvimento do Brasil.

Temos fé em Deus e esperamos

novamente pela regularização

do clima e o sucesso da agricultura

na safra. A confirmação das previsões

indica incrementos nas áreas

e produções dos nossos cooperados

e, consequentemente, nos volumes

de recebimento da cooperativa

a partir do início do ano.

"O que o cooperado não

sabe e não tem poder é de

fazer chover. Ele sempre

acredita e tem esperança

quando lança a semente

ao solo a cada novo

plantio. O produtor está

entusiasmado e espera

por bom desenvolvimento

das lavouras com

produtividades."

JOSÉ AROLDO GALLASSINI,

Presidente dos Conselhos de Administração Coamo e Credicoamo

Outubro/2020 REVISTA

7


Ao devolver as embalagens vazias de

defensivos agrícolas, você, agricultor,

cumpre sua obrigação legal e protege

o meio ambiente.

Faça a tríplice lavagem ou lavagem

sob pressão, imediatamente após o uso

do produto, inutilize as embalagens

e as devolva nos locais indicados

na nota fiscal. Lembre de entregar

as tampas separadamente.

Assim, você contribui para que esses

materiais tenham o destino correto e

garante um futuro mais sustentável para

o planeta e para as próximas gerações.

Algumas embalagens são laváveis,

outras não. Saiba mais em:

INPEV.ORG.BR

ou fale com o seu revendedor.

8 REVISTA

Outubro/2020


GESTÃO

De mãos dadas com os cooperados

A

vida é feita de ciclos e na agricultura, isso é evidenciado

em vários momentos na parceria entre

a Coamo e os cooperados, sendo fruto de

relacionamento, confiança, participação e o sucesso

na atividade.

No primeiro semestre, o cooperado faz o planejamento

e adquire os insumos necessários para implantar

sua nova safra a partir de setembro e outubro. Isso, com

a certeza da qualidade e origem dos produtos armazenados

na cooperativa para retirar quando precisar.

Depois, entra em ação o segundo ciclo da

produção, o de semear sua lavoura com investimento,

tecnologia e segurança, precedido por um trabalho

eficiente da assistência técnica, com correção do solo

para impulsionar altas produtividades.

Um bom plantio é a certeza de um bom início

para obter êxito das colheitas com expectativa de condições

favoráveis para o desenvolvimento satisfatório

das lavouras. A recompensa pelo trabalho bem feito é

a colheita de alta produção.

E do campo surge o terceiro ciclo da atividade

do cooperado geralmente nos meses de janeiro a abril,

sendo um momento esperado a cada nova safra. Com

máquinas modernas e o plantio de qualidade, esperamos

que o cooperado possa colher bem e em grandes quantidades,

com a facilidade de entregar sua produção, sem

filas nos armazéns da cooperativa, bem próximo da sua

propriedade, podendo levar várias cargas em um mesmo

dia para escoar sua produção do campo até a Coamo.

Tudo isso só é possível pela estrutura e logística

programada pela cooperativa, resultado de um

trabalho planejado e colocado em prática, simultaneamente,

em 105 unidades de recebimento com o único

propósito de beneficiar diretamente os associados.

Encerramos recentemente o recebimento das

safras de trigo e milho segunda safra 2020, com grandes

volumes, produção e preço, que deixaram nossos silos

cheios. Mas como a logística da Coamo é muito forte e

estruturada, a partir de janeiro do próximo ano, o cooperado

terá o espaço necessário para entregar com tranquilidade

e segurança a sua safra de verão 2020/2021.

Todo este trabalho de infraestrutura exige

"A política de trabalho da Coamo é simples,

direta e transparente, e é materializada não

só em palavras, mas principalmente em

ações eficazes, conhecidas e valorizadas pelos

nossos cooperados."

grandes investimentos por parte da cooperativa, cuja

função primordial é atender as necessidades dos cooperados.

Esta é a atuação que a cooperativa realiza

sempre e gosta de fazer, com um trabalho de mãos dadas

com o cooperado, que junto com a sua cooperativa

se torna grande e forte, e tem a solidez e a segurança

que precisa para obter renda e um desenvolvimento

sustentável.

A política de trabalho da Coamo é simples,

direta e transparente, e é materializada não só em palavras,

mas, principalmente, em ações eficazes, conhecidas

e valorizadas pelos cooperados.

Com esses benefícios, eles têm a certeza e a garantia

de que a Coamo é a sua casa, de que aqui ele está

em casa e está seguro. Isso chama-se confiança, e não é

pouca coisa, mas fundamental e responsável ao longo desses

50 anos pelo sucesso no relacionamento e na parceria

vitoriosa entre os cooperados e sua cooperativa Coamo.

AIRTON GALINARI

Presidente Executivo da Coamo

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ENTREVISTA RICARDO ROCHA

“Valorizar as profissões e seu

exercício ético é a missão do Crea-PR”

“ Os profissionais engenheiros

agrônomos

encontram muitos

desafios no exercício de suas

atividades”, afirma o presidente

do Conselho Regional de Engenharia

e Agronomia do Paraná

(Crea-PR), Ricardo Rocha

de Oliveira, entrevistado desta

edição da Revista Coamo.

Segundo Rocha, é

necessário uma alta rentabilidade

para que a agricultura

possa sobreviver e, neste contexto,

os engenheiros agrônomos

são os responsáveis.

Para isso, esses profissionais

precisam ter uma boa formação

de base, atualização contínua

ao longo da sua carreira

profissional e acompanhar a

tecnologia deste segmento

que é pujante, e possam desenvolver

habilidades para

as difusões de conhecimento

aos agricultores, e que dominem

técnicas de preservação

ambiental.

Rocha informa que o

Crea-PR já colocou à disposição

dos profissionais o que

existe de mais moderno em

termos de processo digital,

onde o receituário agronômico

é preenchido em um sistema

denominado Siagro, permitindo

que os dados sejam diretamente

relacionados às ART’s,

que ganharam um novo sistema

em agosto de 2019.

Revista Coamo: O senhor foi

eleito presidente do Crea-PR.

Como recebeu este resultado

e quais são os desafios para o

novo mandato?

Ricardo Rocha: Quero agradecer

a oportunidade e cumprimentar

a todos os cooperados

e a diretoria da Coamo, cooperativa

que é referência não

somente para o Paraná, mas

para todo o mundo na área de

cooperativismo, agricultura e

agroindústria. Fui reeleito com

quase 80% dos votos válidos e

recebo o resultado com muita

honra, entendendo que houve

uma avaliação muito positiva da

nossa primeira gestão, e também

com o compromisso de seguir

com bons resultados para

todos os profissionais e a sociedade

paranaense. Alguns dos

novos desafios que temos pela

frente surgiram durante a campanha.

Nosso plano de governo

foi registrado antes do período

da pandemia (no momento de

inscrição da chapa) e abordava

questões como valorização

profissional, modernização e

agilidade. Com a chegada da

pandemia incorporamos novos

desafios com o objetivo de levar

o Conselho a se adaptar a

esta nova realidade prestando

serviços não somente de forma

presencial, como também

no formato remoto, priorizando

sempre a agilidade.

RC: Qual a missão do Crea-PR?

Rocha: Os conselhos profissionais

são órgãos de defesa das

profissões, por meio das fiscalizações.

O Crea-PR, em especial,

entende que a sua missão é considerada

cumprida se a profissão

estiver valorizada e exercida

de uma forma ética. No último

planejamento estratégico realizado

se discutiu muito sobre

formas de promover a inserção

profissional em obras e serviços,

sempre primando pelo quesito

ética. A missão do Crea-PR é

resumida em uma frase curta,

mas de muita importância para

nós: valorizar as profissões e seu

exercício ético.

“A missão do Crea-

PR será cumprida se

a profissão estiver

valorizada e sendo

exercida de uma

forma ética.

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Outubro/2020


RC: Como estão os estudos visando

o processo digital quanto

ao receituário e ART?

Rocha: O Crea-PR, em parceria

com a Adapar, nossa agência de

defesa agropecuária, já coloca

à disposição dos profissionais,

especialmente dos engenheiros

agrônomos, o que há de mais

moderno em termos de processo

digital. Por meio de um convênio

firmado ente os dois órgãos,

o receituário agronômico

é preenchido em um sistema denominado

Siagro, o qual permite

que os dados sejam diretamente

relacionados às ART’s, que também

ganharam um novo sistema

em agosto de 2019. O Siagro

colabora, inclusive, com informações

para a fiscalização do Crea

referentes ao receituário agronômico,

por meio do seu banco de

dados.

PERFIL

Ricardo Rocha de Oliveira é paranaense de Paranavaí, graduado em engenharia civil pela

Universidade Estadual de Londrina (UEL) em 1988, mestre em engenharia e doutor em engenharia

civil pela Universidade Federal de Santa Catarina. Foi professor e reitor da Unioeste (Universidade

Estadual do Oeste do Paraná) atuando nos cursos Engenharia Civil e Engenharia Agronômica. Foi

presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Cascavel, membro autor e coautor de

80 trabalhos acadêmicos entre capítulos de livros, além de coordenador de projetos de pesquisa

e extensão pela Unioeste. Foi reeleito recentemente presidente do Crea-PR com 78% dos votos.

RC: Qual a importância da Agronomia

e do agrônomo para o desenvolvimento

da agricultura e

economia no Paraná e no Brasil?

Rocha: É com grande orgulho

que falamos sobre todo o conhecimento

que a agronomia, e em

especial os engenheiros agrônomos

têm aplicado na agricultura

do Paraná e do Brasil, e as

consequências positivas disso

para a economia tanto do nosso

Estado, quanto do no nosso País.

Sou paranaense e acompanho

a evolução que temos alcançado

por meio das universidades,

institutos de pesquisa, empresas

privadas e todos que têm trabalhado

junto as cooperativas, na

busca de uma agricultura com

mais tecnologia, produtividade

Outubro/2020 REVISTA 11


ENTREVISTA RICARDO ROCHA

“SOMOS PARCEIROS NA BUSCA DO DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO,

COM FOCO NA SUSTENTABILIDADE E NO AUMENTO DA PRODUTIVIDADE.

e respeito ao meio-ambiente, e o

Crea-PR é parceiro na constante

busca de mais desenvolvimento

tecnológico, com foco na sustentabilidade

e no aumento da

produtividade. Entendemos que

o engenheiro agrônomo é fundamental

para a evolução que

temos tido especialmente no

Paraná, alcançando quantidades

recordes de produção de alimentos,

fibras e produtos para a

agroindústria.

RC: Como analisa a atuação das

cooperativas como agentes de

desenvolvimento e tecnologias

para o fortalecimento dos cooperados

e do Agronegócio?

Rocha: Sou paranaense residente

em Cascavel e acompanho

com atenção todo o Estado, em

especial a atuação das cooperativas.

Vejo como fundamental a

atuação delas fomentando o uso

da tecnologia na agricultura e

na transformação dos produtos

do campo por meio da agroindústria,

o que tem feito o Paraná

se destacar no Brasil na área

de desenvolvimento e aumentar

nossas exportações. Considero

que as cooperativas são uma força

fundamental no nosso Estado.

Nosso apoio, como Crea-PR, vem

por meio da criação do Comitê

de Agronegócio que conta com

forte presença das cooperativas

nas discussões de nossas políticas

para as profissões.

RC: O senhor prestigiou o Encontro

de Cooperados na Fazenda

Experimental Coamo. Como

avalia este trabalho de difusão

tecnológica?

Rocha: Sim, estive nos últimos

três anos prestigiando o Encontro,

em todo o período do primeiro

mandato de presidência

do Crea-PR. Entendo o Encontro

como uma iniciativa fundamental

onde os cooperados conhecerem

as tecnologias e inovações

que utilizarão nas próximas safras.

Pude perceber in loco como

a Coamo se mantem extremamente

atualizada com as melhores

práticas e tecnologias e faz

“É fundamental

a atuação das

cooperativas no

uso da tecnologia

na agricultura e na

transformação dos

produtos do campo por

meio da agroindústria.

Isso tem feito com que

o Paraná se desenvolva

e aumente nossas

exportações."

Ricardo Rocha de Oliveira, reeleito presidente do Crea - Paraná

12 REVISTA

Outubro/2020


todo um esforço de apresentação

e transferência para os seus

cooperados. Isso certamente é

o que traz os bons resultados de

alta produtividade na agricultura

e no cuidado com o meio ambiente

e preservação de solo,

como pude acompanhar nos

experimentos e demonstrações

feitas durante o evento. Quero

ressaltar este evento como fundamental,

e parabenizar a Coamo

pelo alto nível dos experimentos

e apresentações.

RC: Qual a importância do cooperado

da Coamo ter como assistente

Técnico um profissional

engenheiro agrônomo devidamente

habilitado registrado no

Crea-PR?

Rocha: Entendemos como extremamente

necessário porque o

engenheiro agrônomo é o profissional

que domina os sistemas

biológicos e pode, não somente

contribuir com o aumento da produtividade,

como também em

ações de sustentabilidade e preservação

do meio-ambiente com

foco no futuro. Nos últimos anos,

o profissional engenheiro agrônomo

tem sido cada vez mais

indispensável para atuar com

eficiência em uma agricultura

que tem se tornado mais tecnológica,

com coleta de dados de

alto nível e drones, por exemplo.

As habilidades deste profissional

garantem a efetividade na atuação

destas tecnologias, agregando

valor ao que é produzido. Por

fim, estar registrado no Crea-PR,

significa que o profissional teve

sua formação devidamente concluída

e que será regularmente

fiscalizado pelo Conselho para o

cumprimento de suas atividades

dentro da ética exigida.

“O engenheiro

agrônomo é o

profissional que

domina os sistemas

biológicos e pode, não

somente contribuir

com o aumento da

produtividade, como

também em ações de

sustentabilidade e

preservação do meioambiente

com foco no

futuro."

RC: Com a evolução tecnológica,

quais os desafios do engenheiro

agrônomo diante das exigências

em prol de competividade e sustentabilidade?

Rocha: Os profissionais engenheiros

agrônomos encontram

muitos desafios no exercício de

suas atividades. A agricultura necessita

de uma alta rentabilidade

para que ela possa sobreviver e

os agrônomos são os responsáveis

para que isso ocorra. É necessário

que eles dominem técnicas

de preservação ambiental

e tenham uma boa formação de

base, uma atualização contínua

ao longo da sua carreira profissional,

acompanhando a tecnologia

do segmento que é pujante, que

desenvolvam a habilidade de

repassar conhecimento aos agricultores,

pois ter não é o mesmo

do que saber repassar.

RC: A Coamo completa 50 anos

com o slogan "A vida é a gente

que transforma". Como observa

a atuação da cooperativa em prol

dos seus mais de 29 mil cooperados?

Rocha: Parabenizo a Coamo pelos

seus 50 anos a serem completados

dia 28 de novembro.

Em todas estas décadas, a Coamo

tem se destacado no processo

de cooperativismo, que

é um estilo de vida, e ajudado a

transformar o Paraná e toda a região

onde atua. A Coamo é uma

marca reconhecida em todo o

Brasil, tem agregado valor e

melhorado a qualidade de vida

das pessoas.

RC: Qual mensagem deixa à diretoria,

cooperados e funcionários

da Coamo.

Rocha: Agradecemos por estar

sempre ao lado da Coamo em diversas

iniciativas. Que possamos,

cada vez mais, estreitar nossos laços

e contribuirmos para o desenvolvimento

do Paraná. Parabenizo

mais uma vez a todos por esta

história de glória, que tem honrado

todo o nosso Estado. Contém

sempre com o Crea-PR.

Outubro/2020 REVISTA 13


ALIMENTOS COAMO

Alimentos Coamo no Brasil e na América do Sul

Os Alimentos Coamo são

comercializados no Brasil

e em alguns países

da América do Sul. É a produção

dos cooperados da Coamo na

mesa de paraguaios, uruguaios

e venezuelanos. Inclusive, em

algumas destas regiões, é vendido

o mix completo de produtos.

No Brasil, as marcas Coamo, Primê,

Anniela, Sollus e Dualis estão

no Paraná, Santa Catarina, Mato

Grosso do Sul, Rio Grande do

Sul, São Paulo, Minas Gerais, Espírito

Santo e alguns Estados do

Norte e Nordeste.

A ampla comercialização

dos Alimentos Coamo, permitiu

que a curitibana Cláudia da Luz

Montenegro, residente em Montevidéu,

no Uruguai há sete anos,

pudesse matar um pouco da saudade

do Brasil. Ela encontrou

o Óleo de Soja Coamo em um

supermercado e postou em sua

rede social: “Gente! Um orgulho

engraçado chegar no mercado

aqui de Montevidéu e encontrar

um produto de Campo Mourão

– Paraná. Um abraço para meus

queridos amigos!”

Ampla comercialização dos Alimentos Coamo, permitiu que a curitibana Cláudia da

Luz Montenegro, residente em Montevidéu, no Uruguai, matasse a saudade do Brasil

Segundo Cláudia, que já

consumia os Alimentos Coamo

quando residia no Brasil sentiu orgulho

de ver o produto porque é

paranaense. “Orgulho porque já

morei por 2 anos e meio em Campo

Mourão. Foi nesta época que

conheci melhor o trabalho da cooperativa.

Orgulho porque no meio

de tantos importados que existem

nas prateleiras de Montevidéu,

ter um produto de qualidade representando

a terra natal e com o

histórico da Coamo, só pode nos

encher de orgulho”, revela.

A consumidora ainda fala

do sentimento de encontrar o Óleo

de Soja da Coamo no Uruguai.

“Acho os Alimentos Coamo excelentes!

Têm qualidade e preço justo!

Foi uma surpresa. Me fez sentir

mais perto de casa...”

14 REVISTA

Outubro/2020


Há 50 anos

a Coamo

transforma vidas.

E aqui vamos

conhecer

algumas delas.


Vencendo barreiras

Superação e

transformação

A solidez de Rosangela Mariot

Cooperada de Caarapó

(MS), teve de vencer

barreiras e foi amparada

pela Coamo para dar

os primeiros passos na

produção de grãos

Um movimento alicerçado por

valores que vem se expandindo

mundo a fora. Desde sua criação,

o cooperativismo passa

por avanços necessários para

o crescimento da filosofia, cuja

transformação, interfere direta

e positivamente no desenvolvimento

de cada um dos

milhões de indivíduos ligados

ao sistema. É o que ocorre com

os mais de 29 mil cooperados

Coamo. Participativos e engajados,

eles evoluem e contribuem

para o próprio sucesso e

da cooperativa.

Neste ano que completa seu

Jubileu de Ouro, a Coamo

orgulha-se de junto com seus

associados ter construído

uma história de superação e

transformação. Como a da

cooperada Rosângela Mariot,

de Caarapó, no Sudoeste do

Mato Grosso do Sul, que teve

de vencer barreiras e foi amparada

pela Coamo para dar os

primeiros passos na produção

de grãos. Associada desde

2006, hoje, de forma estrutu-

Cooperada Rosangela Mariot com a mãe Áurea, filha Sabrynne, genro Osvaldo e neto João Pedro


Estamos conseguindo crescer e produzir ótimas

safras, graças a assistência técnica da Coamo, o

apoio creditício da Credicoamo e as orientações

da cooperativa como um todo.

rada e segura, ela cultiva soja, milho e porque não

dizer felicidade, depois de um começo difícil, onde

encontrou na cooperativa o amparo necessário.

“A Coamo meu deu o apoio que precisava depois

do falecimento do meu pai em 2006. Só tenho a

agradecer a todos, principalmente ao Dr. Aroldo,

que me acolheu de braços abertos num momento

muito difícil”, conta a cooperada, recordando do

seu primeiro encontro com o presidente do Conselho

de Administração da Coamo. “Eu estava

conversando com o gerente do entreposto, explicando

que tinha terra, tinha capital, mas não tinha

dinheiro para comprar os insumos e maquinário

para plantar. Coincidentemente ao nosso lado

estava o Dr. Aroldo, que na época eu não conhecia.

Ele ouviu a conversa, perguntou quem eu era e me

tranquilizou dizendo com muita gentileza para que

não me preocupasse, porque a Coamo ia dar todo

suporte para que eu e meu genro iniciássemos o

trabalho na propriedade”, revela.

Agradecida pela atitude, dona Rose Mariot, como

é conhecida na região, se encanta com a filosofia

de amparo e honestidade da cooperativa. “Por

essa e outras atitudes sou e sempre serei 100%

Coamo, isso é a essência do cooperativismo”,

afirma a produtora, lembrando que depois do

apoio da cooperativa, conseguiu evoluir. “Hoje

temos ótima estrutura, crescemos e produzimos

ótima safras, graças a assistência técnica

da Coamo e o apoio creditício da Credicoamo”,

agradece.

Trabalhando em parceria como o genro, Osvaldo

Calgaro , a cooperada mira o futuro ao lado da Coamo

e enxerga a parceria com expectativa. “Queremos

crescer ainda mais ao lado da Coamo, eu e meu

genro, que assim como a cooperativa nos ajudou

muito, principalmente no momento mais difícil,

quando começamos a trabalhar sem muita experiência.

Quero ver meu neto crescer aqui no campo

e um dia também ser cooperado Coamo”, finaliza.


Admiração e parceria

Gerando

bons frutos

A parceria de Edson Luiz de David

Cooperado cita que a

instalação da Coamo

em Aral Moreira (MS)

foi fundamental para

o desenvolvimento

dos agricultores e da

região

Cooperado da Coamo dede a

chegada da cooperativa em

2005 no município de Aral Moreira

(Sudoeste do Mato Grosso

do Sul), Edson Luiz de David,

se diz feliz com a parceria, que

nos últimos 15 anos tem sido

vantajosa para ele e a cooperativa.

“Me associei logo de cara,

a Coamo chegou numa época

que precisávamos muito dessa

parceria porque a região era

muito deficiente principalmente

na área de armazenagem. Quis

me cooperar logo para incentivar

os outros produtores a também

se cooperarem”, explica

Edson Davi, que é engenheiro

agrônomo por formação com

amplo trabalho na área de planejamento

e assistência técnica

e ex-prefeito de Aral Moreira.

Conforme o cooperado, mesmo

antes de se associar acompanhava

o trabalho desenvolvido

pela Coamo. “Com méritos é a

Edson Luiz de David diz que Coamo impulsionou a agricultura com o incentivo as novas tecnologias


A cooperativa foi determinante

neste desenvolvimento da região e

de todos nós produtores. Ela trouxe

incremento em produtividade e

rentabilidade, gerando resultados

positivos para todos.

maior do Brasil e da América Latina e eu acompanhava

muito o trabalho desenvolvido. Sou cooperado

100% e estou conseguindo ampliar minhas

áreas de cultivo”, conta Edson, que entre áreas

próprias e arrendadas cultiva 370 alqueires no município

de Aral Moreira e Paranhos.

A transformação proporcionada pela chegada da

Coamo é destacada por Edson, como fundamental

para o desenvolvido da cidade, que fica na

fronteira com o Paraguai, e distante dos grandes

centros do Estado. “A cooperativa foi determinante

neste desenvolvimento da região e de

todos nós produtores. Ela trouxe incremento em

produtividade e rentabilidade, gerando resultados

positivos para todos”, afirma ele, lembrando

que o incentivo para o uso de tecnologia, de insumos

de qualidade, do capricho no manejo das

lavouras e o apoio creditício por meio da Credicoamo,

foram os alicerces para o crescimento

observado.

A fidelidade do cooperado Edson é demonstrada

na forma mais concreta da parceria entre cooperativa

e produtor. Sua maior área de plantio fica

no município de Paranhos, e da fazenda até a mais

próxima unidade de recebimento da Coamo são

140 quilômetros. Distância encurtada pela vontade

de exercer um dos princípios do cooperativismo,

a valorização da filosofia e a confiança. “Entrei

em Paranhos há quatro anos e a nossa logística é

muito ruim. A Coamo mais próxima é a de Amambai

e, por isso, nos deslocamos essa distância para

entregar lá. Mas o nosso sonho é que nos próximos

anos possamos contar com uma unidade da Coamo

naquela região.”


Cooperativismo

Inspiração para

trabalhar e crescer

Trabalho alicerçado na união

Família Antonini,

de Amambai (MS),

conheceu a Coamo

quando ainda

estava no Paraná

e reencontraram a

cooperativa no Mato

Grosso do Sul

Presente em Amambai desde

o início dos anos 2000, a família

Antonini, capitaneada pelo

cooperado Irael, é outra que

vem se desenvolvendo naquela

região ao lado da Coamo. Eles

migraram do Paraná em busca

de crescimento, chegaram antes

da cooperativa e acabaram

incentivando a instalação da

Coamo no município. “Alguns

diretores, inclusive, estiveram

aqui nos pedindo sugestão de

onde instalar o entreposto, já

que estávamos há mais tempo

na região e conhecíamos melhor

a realidade local. Estamos

progredindo, trabalhando junto

com a cooperativa e contentes”,

conta seu Irael.

Unida, a família literalmente colocou

a mão na massa para abrir

as áreas de lavoura que hoje

conduzem, e eram tomadas por

pastagem. “Chegamos aqui em

2001 e isso aqui era tudo pasto,

cerca e água para o meio. Foi

uma luta, uma batalha minha e

Família Antonini trabalha unida em prol do desenvolvimento e da qualidade de vida


Quando a cooperativa cresce, nós também

crescemos. O importante é ser unido,

trabalhar junto, movimentar a cooperativa

entregando nossos produtos e comprando

insumos.

dos meu filhos, mas, vencemos”, conta o patriarca

que é cooperado da Coamo desde 1983, época que

tinha propriedade em Farol, município da região de

Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná).

Seu Irael acompanhou boa parte da história dos 50

anos da Coamo, por conhecer a cooperativa ainda

quando residia no Paraná. Para ele, o sucesso da

cooperativa é também dos cooperados. “Quando

a cooperativa cresce, nós também crescemos. O

importante é trabalhar junto, movimentar a cooperativa

entregando nossos produtos e comprando

insumos”, sugere.

Tendo o pai como espelho e parceiro de vida e trabalho,

Valmir Antonini enxerga na Coamo o alicerce

para o desenvolvimento das atividades dos cooperados.

“É uma cooperativa muito séria, que nos

inspira a trabalhar e crescer. Temos toda confiança

na Coamo que é uma grande parceira e muito nos

ajudou nessa caminhada. Tivemos muitos obstáculos

pelo caminho que foram superados pela força

dessa parceria”, observa Valmir, destacando as

tecnologias levadas pela Coamo para a região. “Tivemos

muitos avanços com a chegada da Coamo

por aqui. As tecnologias trazidas por ela, transformaram

toda região, uma vez que conseguimos

melhorar o sistema de produção como um todo”,

salienta Valmir, lembrando que antes as médias

de soja não passavam de 120 sacas por alqueire.

“Hoje, com clima regular, produzimos em média

160 a 170 sacas por alqueire”, diz.


FAZENDA 45 ANOS

45 ANOS

DA FAZENDA EXPERIMENTAL

“Fazenda Experimental, um grande laboratório para os produtores.” Esse

foi o título de uma reportagem do Jornal Coamo, em 1975. Passados 45

anos, o local se consolidou como importante fonte de conhecimento e

disseminação de informação

22 REVISTA

Outubro/2020


A

Fazenda Experimental

da Coamo está completando

45 anos de fundação.

Resultado da visão e planejamento

estratégico da diretoria

da cooperativa, a Fazenda cumpre

o objetivo de melhorar o ambiente

produtivo e proporcionar

mais rentabilidade aos cooperados.

É reconhecida como um

modelo e ponto de referência

para a validação e desenvolvimento

da pesquisa agropecuária

brasileira.

“Fazenda Experimental,

um grande laboratório para os

produtores.” Esse foi o título de

uma reportagem do Jornal Coamo,

em 1975. A matéria diz que

“numa área de 35 alqueires a

Cooperativa Agropecuária Mourãoense

vem desenvolvendo uma

agricultura modelo, com novas

técnicas aplicadas, procurando

alcançar a maior produtividade

possível. Em todos os plantios

são realizados experimentos de

aplicação de adubos, herbicidas,

combate a pragas e plantio de

novas variedades de trigo, soja e

agora milho, em convênio com a

Ocepar, lapar e outros setores da

agropecuária ligados a pesquisa.”

Nesses 50 anos da Coamo

e 45 da Fazenda Experimental,

os cooperados sempre buscaram

por mais conhecimento

e aprimoramento. Evolução que

pode ser medida por meio de

uma série de práticas que resultam

em boas colheitas, amparada

por um trabalho voltado

para o quadro social, alicerçado

na pesquisa de qualidade e na

difusão de tecnologias que vem

propiciando benefícios para os

Reportagem do Jornal Coamo, em 1975, destaca o trabalho da Fazenda Experimental Coamo

cooperados.

“A Fazenda Experimental

vem cumprindo muito bem a sua

missão no apoio e transmissão de

ensinamentos, fazendo com que

as modernas tecnologias cheguem

de maneira fácil e aplicável

aos produtores visando colheitas

com mais qualidade e produtividade”,

explica o engenheiro agrônomo

e presidente do Conselho

de Administração da Coamo,

José Aroldo Gallassini.

Segundo ele, os 45 anos

representam uma vitória de todos

os cooperados, que têm o privilégio

de receber da cooperativa

uma assistência de qualidade que

vai desde o planejamento para a

escolha de variedades e insumos,

passando pelo plantio e acompanhamento

das lavouras com

orientação eficiente, até chegar ao

momento da colheita e comercialização

da produção. “São 45 anos

de pesquisa e de desenvolvimento

do cooperativismo de resultado

praticado pela Coamo, sendo fruto

Outubro/2020 REVISTA 23


FAZENDA 45 ANOS

FAZENDA EXPERIMENTAL COAMO UTILIZA UMA ÁREA DE 190 HECTARES,

ANEXA AO PARQUE INDUSTRIAL DA COOPERATIVA, EM CAMPO MOURÃO

da união, trabalho e participação

maciça dos cooperados”, destaca.

A Fazenda Experimental

Coamo utiliza uma área de 190

hectares, anexa ao parque industrial

da cooperativa, em Campo

Mourão. Surgiu da necessidade

de facilitar a vida dos cooperados,

com a realização de testes,

ensaios e experimentos sobre

novas técnicas de plantio, variedades,

conservação de solos e

de combate à doenças e pragas.

O diretor de Suprimentos

e Assistência Técnica da Coamo,

Aquiles de Oliveira Dias,

credita à pesquisa e a assistência

técnica a evolução que a agricultura

teve nos últimos anos. “Nos

últimos 45 anos, os cooperados

avançaram em correção da fertilidade

e manejo do solo, utilizando

das mais modernas técnicas

de cultivo”, frisa.

De acordo com ele, é

importante que os cooperados

Aquiles de Oliveira Dias, diretor de Suprimentos e Assistência Técnica da Coamo

continuem buscando o serviço

prestado pelo departamento de

Assistência Técnica da cooperativa

para que continuem tendo

resultados positivos. “Temos

convênios com as melhores instituições

de ensino e pesquisa

do Brasil. Com essas parceiras

realizamos ensaios durante todo

ano para apresentar o que é mais

importante ao cooperado, tanto

para o que está acontecendo,

quanto se antecipando para possíveis

problemas futuros.”

Aquiles conta que o empenho

técnico, muito contribuiu

para a pesquisa nacional, sendo

a Coamo precursora de inúmeras

tecnologias. “Temos condições

de melhorar ainda mais os resultados

nas propriedades. Há um

grande entusiasmo da pesquisa

que gera informações, resultados

e mais conhecimento para a

condução da atividade agrícola.”

O diretor lembra que

essa sempre foi uma preocupação

da cooperativa. “A Coamo

foi fundada em 1970 e a Fazenda

Experimental é de 1975. Portanto,

desde o início tivemos

essa forte preocupação de levar

tecnologia para os agricultores,

e isso só cresceu ao longo dos

anos. Estamos com o que há de

mais moderno em termos de tecnologia.

É gratificante para todos

nós.”

No local são desenvolvidos

diversos experimentos e testadas

variedades, defensivos e

fertilizantes agrícolas, máquinas

e implementos, além de sistemas

24 REVISTA

Outubro/2020


de plantio. De acordo com o gerente

de Assistência Técnica Coamo,

Marcelo Sumiya, a Fazenda

Experimental é fundamental na

difusão das tecnologias. “Ela funciona

como um laboratório a céu

aberto”, frisa.

Sumiya acrescenta que

além de unidade de validação e

transferência de novas tecnologias

agrícolas, para cooperados e técnicos,

a Fazenda Experimental atua

como referência para pesquisadores

de órgãos oficiais. “É reconhecida

em todo o país como uma das

mais bem estruturadas unidades

de pesquisa”, pondera.

Marcelo Sumiya, gerente de Assistência Técnica

Sintonia fina

Atualmente, são realizados

cerca de 230 trabalhos por

ano. São atividades da Coamo e

de parceiros da cooperativa para

as safras de inverno e verão. Nestes

45 anos de existência, foram

realizadas mais de 6.500 pes-

quisas na Fazenda Experimental,

tendo papel fundamental no aumento

de produtividade e renda

do cooperado.

João Carlos Bonani,

chefe da Fazenda Experimental

Coamo, explica que todos os

produtos, serviços ou tecnologias

lançadas e disponibilizadas

ao mercado, antes de serem

oferecidos aos cooperados são

testados e validados nos campos

experimentais. “Após comprovação

de eficiência técnica,

posicionamento ideal e possíveis

pontos de atenção, o produto é

disponibilizado ao cooperado.

Este trabalho fornece garantia e

passa segurança ao cooperado

para que possa utilizar determinado

produto ou tecnologia”, diz.

Bonani explica que os resultados

dos trabalhos realizados

na Fazenda Experimental são repassados

aos cooperados pela

assistência técnica da cooperativa

nos entrepostos e, também,

nos encontros de cooperados,

tanto no verão quanto no inverno.

“O encontro é o momento

que o cooperado recebe as informações

em primeira mão. São

apresentados trabalhos com tecnologia

de ponta e o cooperado

pode utilizar de imediato em sua

propriedade.”

Ele cita alguns exemplos

de trabalhos testados e repassados

aos cooperados nos últimos

anos: Pesquisa sobre manejo

de plantas daninhas resistentes,

controle da ferrugem asiática,

programa de agricultura de precisão,

manejo de percevejo na

soja, dentre outros. “São trabalhos

que contribuíram na atividade

do cooperado. Vale destacar

ainda a conservação de solos,

práticas com terraceamento e

sistema de plantio direto. Outro

fator importante é a utilização

das biotecnologias, que em conjunto

com as demais práticas,

trouxeram benefício e aumento

de produtividade.”

João Carlos Bonani, chefe da Fazenda Experimental

Outubro/2020 REVISTA 25


FAZENDA 45 ANOS

FAZENDA EM NÚMEROS

A Fazenda Experimental da

Coamo foi fundada

em 1975

190 hectares

é o tamanho da área

A cada ano são realizados mais de

230 experimentos

25 funcionários

trabalham diretamente nas atividades

da Fazenda Experimental

Os Encontros de Cooperados de

verão e de inverno fazem parte da

programação de disseminação de

tecnologias validadas na Fazenda

Parceria vitoriosa

e de vanguarda

A parceria firmada pela Coamo com as instituições

de pesquisa e órgãos oficiais é destacada

como motivo para o sucesso dos trabalhos

na Fazenda Experimental da cooperativa. A

unidade de pesquisa da Coamo é uma base

física para todos os parceiros, sendo fonte de

resultados que são validados pelos cooperados,

usuários da pesquisa.

Os resultados da Coamo são conquistados

com planejamento e de forma gradual e contínua.

Os cooperados têm avançado muito em

correção da fertilidade e manejo do solo, utilização

das mais modernas técnicas de cultivo.

De colheitas de 70 sacas de soja por alqueire,

no início da década de 1970, a um salto nas

produtividades atingindo médias de até 180,

e em alguns casos ultrapassando 200 sacas.

Coamo é difusora de rotação de culturas

Implantado há 35 anos na Fazenda Experimental

da Coamo, em parceria com a Embrapa Soja,

um dos mais antigos ensaios de rotação de culturas

do Brasil tem proporcionado resultados que comprovam

a importância do sistema para a agricultura.

O assunto tem sido amplamente divulgado pela

cooperativa em eventos técnicos, principalmente,

no encontro de cooperados e serve de base para

a equipe técnica agronômica da Coamo assistir aos

associados na condução das lavouras.

A rotação de culturas é consagrada para

combater os problemas causados pela sucessão de

culturas. Iniciado no dia 11 de abril de 1985, a partir

de uma ideia da diretoria da Coamo que teve total

Placa que marca o início da Rotação de Cultura na Fazenda Experimental

26 REVISTA

Outubro/2020


apoio da Embrapa Soja, o projeto de pesquisa em

Rotação de Culturas foi concretizado dentro de uma

proposta de estudo dos ecossistemas rurais. O projeto

foi pioneiro no Brasil e balizou os resultados da

pesquisa nacional, consolidando a importância econômica

e ambiental dessa prática conservacionista.

O ensaio na Fazenda Experimental teve

o nome de “Rotação de culturas com soja para o

planalto paranaense de Campo Mourão, PR”. O experimento

contava com 12 sistemas de rotação de

culturas. As informações obtidas na pesquisa foram

complementadas com um outro experimento,

elaborado com caráter de unidade demonstrativa.

Esse novo trabalho iniciou em 1991, envolvendo a

avaliação de diferentes sistemas de preparo do solo

e dois sistemas de rotação de culturas. Os dois tratamentos

de rotação nesse trabalho foram comuns

aos ensaios de rotação de culturas, possibilitando,

para efeito de análise, uma ligação entre o trabalho

de preparo do solo e a rotação de culturas.

De ponta a ponta

Carlos Chagas Ferreira, cooperado da Coamo

em Mamborê (Centro-Oeste do Paraná), recorda

da Fazenda Experimental desde quando foi instalada.

Ele é participante assíduo dos encontros em

busca de mais conhecimento e novas tecnologias.

Ações que aliadas ao aprimoramento do sistema e

das práticas já adotadas vem melhorando a atividade

agrícola.

O cooperado conta que a Fazenda Experimental

já colaborou e muito para as atividades

desenvolvidas por ele. “Quando surge uma nova

doença, praga ou qualquer outra situação que possa

trazer preocupação, sabemos que será analisado

na Fazenda Experimental e que nós cooperados teremos

uma resposta do que fazer para controlar ou

evitar que cause danos a nossa atividade.”

Ferreira recorda de um encontro sobre rotação

de culturas com apresentação do ex-pesquisador

da Embrapa/Soja, Celso Gaudêncio. “Na época,

perguntei para ele se era possível colher 200 sacas

de soja e 500 de milho por alqueire. Ele falou que

era, desde que fosse implantada a rotação de culturas

aliado ao uso de pastagem nas áreas de lavouras.

As variedades não tinham o mesmo potencial de

hoje, mas a pesquisa já mostrava a importância de

um bom manejo no sistema de produção.”

O cooperado compara a Fazenda Experimental

da Coamo a uma universidade a céu aberto,

criada especialmente para atender as demandas dos

cooperados. “A diretoria da Coamo, especialmen-

Carlos Chagas Ferreira, de Mamborê (PR), conta

que a Fazenda Experimental já colaborou e

muito para as atividades agrícolas

Outubro/2020 REVISTA 27


FAZENDA 45 ANOS

PARCERIA FIRMADA PELA COAMO COM AS INSTITUIÇÕES DE PESQUISA E ÓRGÃOS

OFICIAIS É DESTACADA COMO MOTIVO PARA O SUCESSO DOS TRABALHOS

te o Dr. Aroldo, teve a iniciativa

para facilitar o nosso trabalho no

campo. No local são analisadas e

validadas as novas tecnologias,

fazendo o ajuste fino para que

possamos ampliar a produção.”

De acordo com o cooperado,

foram várias as práticas

e sistemas conhecidos na Fazenda

Experimental. Ele cita como

exemplo o plantio direto, rotação

de culturas, correção de solo

e integração lavoura-pecuária.

“A agricultura está cada vez mais

profissional e dinâmica e a Fazenda

Experimental nos ajuda

nessa evolução. Tenho orgulho

de fazer parte dos 45 anos da Fazenda

Experimental e participar

da Coamo, responsável pelo desenvolvimento

da região.”

Carlos Chagas compara a Fazenda Experimental da Coamo a uma universidade

a céu aberto, criada especialmente para atender as demandas dos cooperados

Multiplicando conhecimento

O ex-pesquisador da

Embrapa/Soja, Luiz César Tavares,

também participou da história

da Fazenda Experimental

da Coamo. Ele começou nos

encontros de inverno. “Na época,

fiquei uma semana no evento

para falar sobre a cultura da

ervilha. Depois, com o passar

dos anos comecei a apresentar

cultivares de soja e trigo da Embrapa,

e os manejos. Participei

do manejo integrado de pragas

quando veio a helicoverpa. Sem

contar, a rotação de culturas que

começou em 1985, por meio dos

experimentos do pesquisador

Celso Gaudêncio (Embrapa), e

eu acompanhei a partir de meados

de 1986.”

Para Tavares, em meio a

tantos experimentos, alguns foram

mais relevantes para a agricultura.

“O advento do plantio

direto foi algo fantástico. Além

do manejo integrado de pragas,

Luiz César Tavares: "a pesquisa ganhou muito

com o espaço dado nos encontros da fazenda."

28 REVISTA

Outubro/2020


pois a Coamo começou um trabalho

realizado em parceria com

a pesquisadora Beatriz Correia

Ferreira (Embrapa), sobre o controle

dos percevejos através das

vespinhas. Sem contar, o manejo

de solo, que a cooperativa encampou

junto com a pesquisa.”

Segundo o pesquisador,

em todos esses anos, a Fazenda

Experimental, por meio dos ensaios,

impactou positivamente o

avanço dos cooperados com as

tecnologias que repassou. “Antes

de passar para os cooperados a

Coamo sempre testou. Assim,

houve um efeito multiplicador

do conhecimento. O interessante

é que cooperados passaram

a utilizar as tecnologias de uma

forma sustentável, obtêm lucro e

têm liquidez com manejos adequados.”

Além disso, Luiz Cesar Tavares

ressalta que a pesquisa ganhou

muito com o espaço dado

nos encontros da fazenda. “Em

todos esses anos a pesquisa teve

um retorno direto com quem utiliza

a tecnologia que está sendo

pesquisada. Essa foi uma visão

futurista da Coamo. Não são todos

que têm essa sensibilidade

de adequar as tecnologias que

estão vindo para a realidade de

cada região. A visão da diretoria

e o comprometimento em manter

a fazenda em todos esses

anos, foi algo pioneiro.”

Outubro/2020 REVISTA 29


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30 REVISTA

Outubro/2020


PLANTIO DE VERÃO

NASCE UMA NOVA SAFRA

Plantio está sendo ditado pelo clima e características de cada região.

São dias de muito trabalho para garantir um bom início de safra

Márcio Rogério da Silva, de Boa

Esperança (PR), diz que o plantio

sempre foi realizado com cautela,

acompanhando as previsões climáticas

e as condições de umidade

A

cena mais comum no

campo neste momento

são máquinas riscando

o solo na semeadura da safra

de verão. Os cooperados não

perdem tempo neste trabalho,

considerado mais da metade do

sucesso da lavoura. O ritmo é

ditado pelo clima e pelas características

de cada variedade e região.

São dias de muito trabalho

para garantir um bom início na

fase mais importante de produção

no meio rural. É quando se

coloca em prática todo o planejamento,

respeitando um conjunto

de ações necessárias para

o bom estabelecimento e desenvolvimento

da lavoura.

Márcio Rogério da Silva,

cooperado em Boa Esperança

(Centro-Oeste do Paraná), entende

que uma boa safra começa

antes mesmo do plantio, com o

manejo adequado do solo. Ele

fez dessecação antecipada em

70% da área, logo após a colheita

do milho segunda safra. O

trabalho foi importante para eliminação

da buva e deixou a área

limpa para semear a nova safra.

“Tivemos a felicidade de ter pancadas

de chuva na área que es-

Outubro/2020 REVISTA 31


PLANTIO DE VERÃO

MOMENTO É DE COLOCAR EM PRÁTICA TODO O PLANEJAMENTO, RESPEITANDO

AS AÇÕES PARA O BOM ESTABELECIMENTO E DESENVOLVIMENTO DA LAVOURA

tava preparada, e entramos com

o plantio. Fechamos uns 30% da

área na primeira etapa e no início

de outubro já tínhamos soja

emergindo”, comenta.

O plantio nas áreas do

cooperado foi realizado com

cautela, sempre acompanhando

as previsões climáticas. “Plantamos

somente onde havia umidade

ou perto de uma boa previsão

de chuva. O resultado positivo da

safra depende de um bom início.

Não podemos errar nesse momento

tão importante”, comenta.

Com alto investimento

nos insumos e nos tratos culturais,

o cooperado espera uma

grande safra, assim como foi a

passada. “Fazemos altos investimentos

e pedimos para que

Deus mande um bom ano para

que possamos produzir bem. Na

safra 2019/2020 fechamos com

191 sacas de média de soja. O

clima também foi irregular, com

pouca chuva no início, mas que

se normalizou durante o desenvolvimento

da lavoura. Esperamos

que o mesmo ocorra nesta

que estamos iniciando”, destaca.

Conforme o cooperado,

as incertezas com o clima não

mudam o planejamento. Ele conta

que não gosta de antecipar

muito o plantio da soja. “Se fizermos

isso, podemos até ter perdas

de produção. Plantando dentro

do mês de outubro está bom e,

assim, podemos plantar a segunda

safra de milho em fevereiro.

Engenheiro agrônomo, Luiz Eduardo de Oliveira, acompanha desenvolvimento

da nova safra com o cooperado Márcio Rogério da Silva, em Boa Esperança (PR)

32 REVISTA

Outubro/2020


Fica dentro do esperado. Não adianta

apavorar e plantar a soja sem que a terra

esteja com umidade. Não compensa fazer

loucura por causa do milho”, diz.

O engenheiro agrônomo, Luiz

Eduardo de Oliveira, da Coamo em Boa

Esperança, revela que as chuvas de final

de setembro foram mal distribuídas. “Tivemos

algumas áreas que choveu bem

e em outras nada. Há uma grande ansiedade

para o início do plantio. Porém,

orientamos os cooperados para que semeiem

a safra somente nas áreas com

umidade no solo.” Ele recorda que no

ano passado o clima estava parecido,

com falta de chuva no início do plantio,

e alguns cooperados que plantaram sem

umidade correta foram obrigados a refazer

o plantio. “A vontade é grande de

ver a soja nascendo, mas é preciso muito

cuidado porque o custo é elevado. Se errar,

tem outra questão que é a escassez

de sementes no mercado e o cooperado

pode não encontrar a cultivar de sua

preferência.”

Segundo Oliveira, quem conseguiu

fazer manejo da área logo que

tirou o milho segunda safra saiu na frente

para o plantio. Ele destaca ainda que,

nesta safra, os pré-emergentes foram importantes

para um bom manejo da área.

“Essas práticas deixaram os cooperados

mais tranquilos. As buvas estão, cada vez

mais, resistentes e o cooperado que deixou

para dessecar muito perto do plantio,

não conseguiu aproveitar a umidade

de solo para semear a safra.”

De acordo com o agrônomo, a

palavra mais adequada para este início

de safra é cautela. “É preciso esperar o

momento certo de plantar. O cooperado

deve acompanhar o clima e as condições

do solo antes de tomar a decisão.

O resultado de uma safra está em um

plantio bem feito e qualquer erro agora

poderá ter consequências lá na frente.”

MÁQUINAS NO CAMPO E

OLHOS NA COMERCIALIZAÇÃO

A safra 2020/2021 de soja ainda está sendo

plantada, mas a comercialização está aquecida,

com cerca de 37% da previsão de recebimento

comercializada pelos cooperados. Em

2019, eram 36%. “O diferencial está nos preços

praticados em comparação ao ano passado”, comenta

Fernando Domingues Bosqueiro, gerente

Comercial de Produtos Agrícola da Coamo.

Ele explica que o preço da soja está sendo

impactado por três situações. A primeira delas

é a forte demanda chinesa por soja para alimentar

o rebanho de suínos que está sendo recomposto

após a peste suína. Outro ponto é o câmbio desvalorizado

causado pela pandemia e suas consequências

econômicas. O terceiro ponto é a forte

demanda por óleo de soja para biodiesel e quebra

de safra no Rio Grande do Sul.

Bosqueiro ressalta que o mundo está vivendo

tempos turbulentos, com alta de preços

internacionais e câmbio desvalorizado favorecendo

a exportação. De acordo com ele, a produtividade

foi recorde e a demanda está aquecida,

uma combinação rara de fatores positivos

para o agricultor. “Há que aproveitar para travar

os ganhos. Não tem como dar errado. Sempre falamos

que é difícil acertar o máximo, e que aproveitar

as altas para vender é a melhor estratégia

para fazer uma boa média”, diz.

Em relação aos possíveis riscos em comercializar

antecipadamente a safra, Bosqueiro

destaca que se o cooperado fizer o contrato com

a Coamo, a cooperativa vai honrar e isso dá segurança.

Ele recomenda que o cooperado preserve

uma parcela da produção para comercializar depois,

pois a produtividade é ainda uma incerteza.

“Limitamos os contratos a 100 sacas por alqueire,

no máximo, justamente para preservar o cooperado”,

frisa.

Outubro/2020 REVISTA 33


PLANTIO DE VERÃO

Plantio ditado pelo clima

Chuvas no Paraná

Em Juranda (Centro-Oeste do Paraná),

o cooperado Iolando Alves de Souza, também

O Departamento de Economia Rural (Deral) da

Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab)

divulgou no início de outubro um relatório que analisa as

precipitações pluviométricas do terceiro trimestre de 2020.

A escassez de chuva vem desde junho de 2019. Em setembro

de 2020, as temperaturas estiveram acima do normal

em todas as regiões do Paraná, atingindo 4,3 graus acima da

média em algumas localidades. Portanto, além da estiagem

prolongada, o Estado registrou temperaturas acima da média

para a época do ano e, acompanhada pela incidência de mais

ventos, as umidades do solo e do ar ficam muito baixas.

O relatório divulgado analisa as precipitações pluviométricas

do terceiro trimestre de 2020, abrangendo praticamente

todo o inverno.

Em julho de 2020, em todas as regiões, o volume

de chuva foi muito inferior à média histórica. O mês de agosto

foi totalmente diferente e o volume de chuvas foi maior.

Geralmente, esse é um período em que as precipitações

pluviométricas são baixas. Em setembro, a escassez de chuvas

voltou com mais força. Na região Noroeste, o volume de

chuva atingiu apenas 6% do total registrado na série histórica.

Na região Norte, choveu somente 14% do que normalmente

choveria nesse mês, e na região Oeste, 16%.

Por mais que o mês de outubro de 2020 tenha

começado com chuvas em vários municípios do Estado, a

estiagem continua. Os volumes registrados até agora foram

irregulares. Na região Centro-Sul, por exemplo, choveu de 4

a 5 mm, em apenas duas das oito estações meteorológicas

existentes na região.

Apenas a região Sul registrou chuvas em praticamente

em todas as estações meteorológicas, mas os volumes

foram superiores a 40 mm somente nas proximidades de

Laranjeiras do Sul, Pinhão, Candói, Guarapuava e Castro. Nas

demais, o volume foi bem menor.

Nas regiões Oeste, Centro-Oeste, Noroeste e Norte

praticamente não choveu nos seis primeiros dias de outubro,

pois os registros não chegaram a 1 mm em algumas estações

meteorológicas.

aproveitou as chuvas de final de setembro para

dar largada no plantio da soja. Ele conta que a

expectativa é boa com a nova safra e que o investimento

vem sendo alto, na expectativa por bons

resultados. “Estamos fazendo tudo que está no

nosso alcance e esperamos que o clima nos ajude”,

diz.

Fonte: Seab/Deral

Em Juranda (PR), o cooperado Iolando Alves de Souza, aproveitou

as chuvas de final de setembro para dar largada no plantio da soja

34 REVISTA

Outubro/2020


O início do plantio, segundo

o cooperado, começou

atrasado em pelos menos 20 dias

em comparação aos anos anteriores.

Porém, ele lembra que na

safra passada também ocorreu

atraso com a soja, que foi semeada

no dia 21 de setembro. “Prefiro

plantar a soja mais antecipada

para cultivar o milho segunda safra

mais cedo e tentar escapar de

possíveis geadas”, assinala.

Na safra passada a média

na propriedade do cooperado

oscilou de 170 a 176 sacas. “Foi

uma produção boa e esperamos

o mesmo para esta safra. O clima

também foi irregular. Esse ano

tem tudo para dar certo. Vamos

ter uma boa produção porque

Deus não deixa a gente na mão,

ele nos ajuda sempre.”

De acordo com o cooperado,

a safra 2020/2021 está

tendo um incremento em adubação

e terá mais investimento

nos defensivos agrícolas.

“Seguimos as recomendações

técnicas corretamente e tem valido

a pena. Esperamos que as

lavouras possam corresponder.

As plantas mais nutridas suportam

por mais tempo a falta de

água e tem potencial de produzir

mais, mesmo que o clima

não seja favorável”, comenta

Souza que sempre trabalhou no

campo e sabe das incertezas e

oscilações de clima. “Sabemos

que um ano não é igual ao outro.

Estamos acostumados com

isso. Contudo, não podemos

perder a esperança e torcemos

para que no final tenhamos uma

boa produção”, assinala.

O engenheiro agrônomo

Getúlio Adriano Espindola

Filho, da Coamo em Juranda,

revela que as chuvas neste início

de plantio foram irregulares

e os cooperados aproveitaram

os locais com umidade para dar

largada ao plantio. “A safra está

tendo mais investimento, motivado

pelo bom ano para os cooperados.

Em comparação a sacas

por alqueire, ficou menor do que

em anos anteriores”, comenta.

Ele orienta para que

os cooperados sigam as recomendações

técnicas e caprichem

no plantio. “São ações

importantes nesse momento

de início de safra. Os cuidados

devem ser redobrados com

o clima menos favorável. Isso

tudo para que as lavouras possam

se desenvolver e proporcionar

o resultado esperado.”

Engenheiro agrônomo Getúlio Adriano Espindola Filho, revela que as chuvas neste início de plantio

foram irregulares e os cooperados aproveitaram os locais com umidade para dar largada ao plantio

Outubro/2020 REVISTA 35


ihara.com.br

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E UTILIZE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL.

36 REVISTA

Outubro/2020

Zeus


CREDICOAMO

Custeio para

somar e

lucrar

A

participação dos cooperados

da Credicoamo nas

modalidades de custeio

agrícola tem aumentado. A cooperativa

de crédito dos associados

da Coamo tem trabalhado para levar

mais informações, produtos e

serviços modernos, e garantindo

que o cooperado esteja sempre

a frente. Segundo o presidente

Executivo da Credicoamo, Alcir

José Goldoni, um exemplo foi o

custeio de verão da safra 2020/21.

“Mais de 500 novos cooperados

aderiram esse custeio. Isso mostra

a sintonia que o associado tem

com as suas cooperativas – Coamo

e Credicoamo. As duas agregam

benefício para atender às suas necessidades.”

Com relação ao custeio

do milho safrinha 2021/21, Goldoni

revela que também já deve

ser contratado. “Colhemos a safra

de inverno 2020/20, contratamos

o verão 2021/20 e, também, estamos

nos organizando para a safra

2021/21 de milho safrinha. Tudo

com bastante antecedência, pois

o cooperado está demonstrando

interesse, já planejou seu plantio,

já adquiriu grande parte dos seus

insumos, e a Credicoamo tem que

comparecer com o financiamento

para o pagamento destes insumos”,

esclarece o presidente Executivo.

CONDIÇÕES - Além disso, o

custeio da Credicoamo disponibiliza

as melhores condições de mercado

para o associado. “Contamos

com taxas compatíveis, condições

favoráveis, seguro agrícola, enfim,

tudo o que é possível para agregar

em benefícios. Essas vantagens,

inclusive, se revertem em uma sobra

antecipada. Se o associado

consegue financiar na Credicoamo,

com uma taxa de juro inferior

à praticada no mercado ou inferior

às condições de que a Coamo faz

nas suas vendas à prazo de safra, já

estamos antecipando essas sobras,

ou seja, ele já tem um retorno pela

sua movimentação no ato.”

Dessa forma, para a segunda

safra de milho, a Credicoamo

está levando as mesmas condições

do verão. “O cooperado

classificado como grande produtor

terá custeio de 5.6%, enquanto

que no mercado em geral é de

6%; o médio produtor, que é o

Pronamp, terá taxa de 4.6%, sendo

que no mercado é praticado à 5%;

e no pequeno produtor, o pronafiano,

será 3.9%, também abaixo

do mercado que é 4%. São benefícios

que apresentam ao cooperado

um custo menor e, consequente,

rentabilidade maior”, enfatiza

Goldoni.

Em um cenário nacional

cada vez mais favorável à atividade

agrícola, os cooperados da Credicoamo,

podem se sentir ainda mais

favorecidos, segundo o presidente

Executivo. “Essa antecipação, está

em um contexto em que mal começamos

o plantio da safra de verão

2020/21, e já estamos financiando

a safra que será plantada quando

essa lavoura de soja for colhida.

Temos, portando um planejamento

bem antecipado, mas importante,

pois assim, o cooperado consegue

se planejar, a logística dos insumos

para a Coamo é favorecida

e teremos produtos na época certa”,

diz Goldoni.

Outubro/2020 REVISTA 37


POR QUE STIMULATE

É DIFERENTE?

SOJA

Porque ele sempre está

entre os campeões de

produtividade, que

alcançaram recordes

de incremento na

cultura da soja ao

longo dos anos.

Facilidade de aplicação:

Pode ser usado em várias fases

do ciclo, dependendo da cultura.

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e + 400 trabalhos de pesquisa.

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na aplicação e ao meio ambiente.

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Combinação de reguladores vegetais.

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tulo e/ou bula dos

rodutos para maiores

formações de uso.

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38 REVISTA

Outubro/2020


CREDICOAMO

DIA INTERNACIONAL DO COOPERATIVISMO DE CRÉDITO

“Inspirando Esperança para uma Comunidade Global”

Alcir José Goldoni, presidente Executivo da Credicoamo, e José Aroldo

Gallassini, presidente do Conselho de Administração da Credicoamo

O

cooperativismo de Crédito por meio do seu

Conselho Mundial, desde 1948, definiu a terceira

quinta-feira do mês de outubro para celebrar

o seu dia. Foi há 72 anos que esse ramo do cooperativismo

começou a se consolidar no meio financeiro.

Anualmente ele vem sendo reconhecido como uma

das melhores opções financeiras para a sociedade.

Para cada ano é definido um tema e o desse

ano é “Inspirando Esperança para uma Comunidade

Global”. Nada mais apropriado em um ano que necessitamos

de esperança e vida em sociedade em decorrência

de pandemia que provocou crise em vários

setores da economia em todas as partes do mundo.

A Credicoamo comemorou a data partilhando

com todos os associados e funcionários o crescimento

e o sucesso do cooperativismo de crédito. No

Brasil, o ramo Crédito tem se destacado. Com crescimento

significativo e de forma consistente ano após

ano, ocupa a 16º posição em nível mundial. No nosso

país o sistema é composto por 873 cooperativas de

créditos que estão reunidas em 34 centrais e 4 confederações

e bancos cooperativos.

COOPERATIVA INDEPENDENTE - “A Credicoamo é

uma cooperativa de crédito singular e independente,

constituída pelos associados da Coamo para ser

seu braço financeiro. Com nossas 46 agências atendemos

mais de 20.000 associados”, explica o presidente

Executivo da Credicoamo, Alcir José Goldoni.

Segundo ele, a cooperativa de crédito dos associados

da Coamo está classificada como a primeira

cooperativa independente do Brasil e a 11ª entre as

873 existentes. “Pelo seu porte, a Credicoamo está

classificada pelo Banco Central como Cooperativa

Plena, ou seja, pode fazer o que um banco faz e está

enquadrada no Segmento S4 pela representatividade

do seu capital e dos números do seu balanço. “

DESTAQUE - Para o presidente do Conselho de

Administração da Credicoamo, José Aroldo Gallassini,

o cooperativismo de crédito tem se destacado

nos últimos anos por sua contribuição para a expansão

do mercado de crédito no Brasil. “Na Credicoamo,

não poderia ser diferente, estamos crescendo

substancialmente junto ao quadro de associados e

com mais de R$1,9 bilhão de crédito aprovado somente

este ano.”

BRAÇO FORTE - Para Gallassini, com o desenvolvimento

das atividades, Credicoamo continuará crescendo

por meio de novos produtos, ampliações e

aberturas de agências para sempre estar ao lado dos

seus associados. “A Credicoamo quer se consolidar

como o braço financeiro dos seus associados para

impulsionar os seus negócios e promover o bem-estar

de suas famílias e da sociedade onde reside.”

Outubro/2020 REVISTA 39


40 REVISTA

Outubro/2020


INVESTIMENTO

Novo terminal portuário em Paranaguá

A

Coamo

Agroindustrial

Cooperativa está construindo

um novo terminal

portuário em Paranaguá. Serão

construídos três novos silos verticais

para grãos, com capacidade

para armazenamento de 26,5 mil

toneladas cada, em área própria

da cooperativa. Os investimentos

ampliarão a capacidade de

armazenamento em 79,5 mil toneladas.

A cooperativa ficará com

dois terminais em Paranaguá, sendo

um arrendado e outro próprio.

Com 55% da obra concluída

no final de outubro, a previsão

é de que toda a instalação fique

pronta no primeiro semestre de

2021. “Esse novo terminal pereniza

o trabalho da Coamo nas atividades

portuárias em Paranaguá. As novas

instalações são uma conquista da

Coamo, dos cooperados”, comenta

o diretor de Logística e Operações

da Coamo, Edenilson Carlos

de Oliveira. Ele acrescenta que o

investimento vem sendo planejado

há uns anos, com aquisições de

terrenos e toda a parte burocrática

que envolve uma grande obra no

Porto de Paranaguá.

Edenilson explica que a

Coamo continuará com o terminal

arrendado. “O volume de exportações

da cooperativa cresceu

bastante e precisamos ampliar

a capacidade de armazenagem

e embarque no porto. Isso é importante

para acabar com as oscilações

e evitar possível falta de

produtos para embarque no porto,

principalmente em períodos

de chuvas, que dificulta o transporte das

unidades até o porto. O investimento

em armazenagem estática faz com que

tudo funcione da forma constante.” Ele

acrescenta que o investimento fará ligação

direta entre o terminal e o corredor

de exportações.

O diretor explica que a cada 36

horas o Porto de Paranaguá carrega um

navio com média de 60 mil toneladas.

“Se estiver ‘linkado’, com outro navio

para mais 60 mil, precisaríamos de 120

mil toneladas. Então, em praticamente

72 horas é preciso recompor tudo isso.

Com os investimentos será possível formar

lotes de exportação antes de um

navio chegar.”

A Coamo Agroindustrial Cooperativa

atua em Paranaguá desde

1990, com o terminal Portuário e

a indústria de óleo. Esta, por sua

vez, agrega valor aos produtos

dos cooperados da Coamo, com

a produção de óleo de soja bruto

degomado e farelo de soja. Já o

terminal portuário interligado ao

Porto Organizado é usado para

escoar a safra dos cooperados e a

produção industrial. A capacidade

nominal do terminal é para a

movimentação 2,5 milhões a 3

milhões de toneladas ao ano.

Outubro/2020 REVISTA 41


morgansementes.com.br

GENÉTICA DE RESULTADOS,

HÍBRIDOS CAMPEÕES

42 REVISTA

Outubro/2020


BENEFÍCIO

Loja de Peças em Honório Serpa

Já está em funcionamento na

unidade da Coamo em Honório

Serpa (Sudoeste do

Paraná), a mais nova loja de peças

da cooperativa. O benefício era

uma reivindicação dos cooperados

da região e a nova estrutura

é composta por milhares de itens

para atender as necessidades dos

cooperados, auxiliando diretamente

no momento da manutenção e

revisão de máquinas e implementos

agrícolas. A loja de peças fica

no novo e moderno escritório administrativo

inaugurado em janeiro

do ano passado.

O cooperado Marcos Vinícius

Iaguszeski destaca que a

loja de peças é um benefício para

todos os produtores rurais do município.

“Ter uma loja em Honório

Serpa é uma grande conquista.

Temos mais agilidade na aquisição

de peças. Antes tínhamos

que nos deslocar para Coronel Vivida

ou Mangueirinha, e isso demandava

tempo. Agradecemos a

diretoria da Coamo por nos atender

com esse nosso pedido.”

Conforme o gerente da

Coamo em Honório Serpa, Julcemar

Antonio Zanatta, a loja de

peças é a realização de um antigo

sonho dos cooperados. “Agilidade,

comodidade, tranquilidade

e facilidade são palavras

que definem esse investimento

para os cooperados que podem

obter as peças no momento que

precisar. Os cooperados estão

satisfeitos e valorizam a sua cooperativa.”

O presidente do Conselho

de Administração da Coamo, José

Aroldo Gallassini, lembra que a loja

de peças é um importante benefício

para o quadro social. “Temos 48

lojas de peças espalhadas por toda

a área de ação da cooperativa. É

um grande investimento em estoque,

pois a loja conta com peças

de todas as marcas para vários maquinários

utilizados pelos cooperados.

Sabemos que o quadro social

valoriza muito a loja de peças e eles

merecem pela participação na sua

cooperativa.”

Airton Galinari, presidente

Executivo da Coamo, lembra

que o investimento é uma resposta

da Coamo à participação dos

cooperados. “Isso mostra o compromisso

da cooperativa com o

cooperado. Uma forma de consolidar

essa parceria é investindo

na unidade de forma que possa

melhorar a atividade agrícola.”

Cooperado Marcos Vinícius Iaguszeski com o gerente da Coamo Julcemar Antonio Zanatta

Outubro/2020 REVISTA 43


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TRILHAR NOVOS CAMINHOS

PARA ESTAR CADA VEZ MAIS

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seguimos com a determinação e coragem que

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44 REVISTA

Outubro/2020

NOVOS

TEMPOS,

NOVAS

SOLUÇÕES.


RECONHECIMENTO

Coamo é a Melhor

Cooperativa Agrícola

do Brasil

A

Coamo é a Melhor Cooperativa

Agrícola do Brasil

em 2020, conforme ranking

do anuário ‘As Melhores da

Dinheiro’, da Revista Isto É Dinheiro.

O prêmio é anualmente entregue

durante evento em São Paulo

com a presença de autoridades,

deres setoriais e os presidentes

das companhias homenageadas e

se tornou uma data aguardada no

calendário empresarial do País. Porém,

esse ano, devido a pandemia

ocasionada pelo novo coronavírus,

o reconhecimento ocorreu de

forma digital.

A 17ª edição do anuário

“1000 Maiores da Dinheiro” destaca

as empresas campeãs em

22 setores, analisando os resultados

das 1.000 melhores empre-

sas do Brasil reconhecidas pela

capacidade de buscar soluções

em inovação e qualidade, recursos

humanos, responsabilidade

social, governança corporativa e

sustentabilidade financeira.

UNIÃO - “Um por todos,

todos por um.” Esse é o título da

reportagem referente à Coamo na

edição especial da Isto É Dinheiro.

Pouca gente sabe, mas a expressão

popular “a união faz a força”

tem origem no texto bíblico que

diz “é fácil quebrar uma vara, mas

é difícil quebrar um feixe de varas”.

FIDELIDADE - Ter vencido

no ano passado e agora, em

2020, comprova a alta eficiência

da gestão da cooperativa criada

em 1970. Em crescimento consistente

com a expansão do agronegócio

brasileiro, a cooperativa

contabilizou a movimentação de

8,1 milhões de toneladas de soja,

milho, trigo, aveia e café de janeiro

a agosto. Até o fim do ano, a marca

de 9 milhões de toneladas deve

ser superada com tranquilidade.

Para José Aroldo Gallassini,

presidente do conselho

administrativo da Coamo, o segredo

para que a cooperativa

continue a prosperar é a fidelidade

dos associados. “O quadro

vem crescendo, conforme vamos

implementando novas áreas de

atuação. Temos como objetivo

ampliar constantemente o volume

de recebimento da produção

e o fornecimento de insumos”,

afirmou Gallassini.

Mesmo com a pandemia

da Covid-19 a cooperativa manteve

o ritmo e adotou medidas

para que os impactos fossem

amenizados entre seus mais de

dez mil colaboradores, entre diretos

e indiretos. Redução de

tempo de horas trabalhadas sem

comprometer salários, sistema

de rodízio nas unidades, regime

de quarentena para grupos

de risco e iniciativas para evitar

aglomeração e circulação de

pessoas, além da higienização

pessoal, foram essenciais para

que a rotina prevalecesse. “Promovemos

condições para vencer

essa dura batalha. A agricultura

não para e não pode parar”, disse

Gallassini.

1º LUGAR TAMBÉM:

Sustentabilidade Financeira

Responsabilidade Social

Governança Corporativa

Outubro/2020 REVISTA 45


46 REVISTA

Outubro/2020


VIA SOLLUS

Cuide do seu lar

A

cultura do seguro tem se difundido no Brasil. Porém, para

alguns ramos, a adesão ainda é pequena. Exemplo disso,

é a baixa adesão ao seguro residencial. De acordo com

levantamento recente da Federação Nacional de Seguros Gerais

(FenSeg), somente 13,3% de um total de 68 milhões das residências

no Brasil, possuem um seguro contratado. “Uma das razões dessa

baixa adesão, é a falta de conhecimento sobre o produto. Se as pessoas

soubessem a tranquilidade que têm ao contratar essa modalidade e o

valor irrisório diante de tantos benefícios, não pensariam duas vezes”,

explica o gerente da Via Sollus, Sidinei Lucheti Martioli.

Mas o que o seguro residencial cobre?

A cobertura básica e obrigatória, traz como garantias: incêndio,

queda de raios e explosão ou implosão de qualquer natureza.

Nesse caso, você contratará uma importância monetária

necessária para reconstrução do seu imóvel e a compra de todo

o conteúdo.

Além da cobertura Básica, é possível agregar outras coberturas, como

por exemplo:

•Vendaval ou Chuva de Granizo: garante o conserto de telhados ou

bens danificados pelos fenômenos da natureza;

•Danos Elétricos: garante o recebimento ou conserto dos danos

causados aos seus equipamentos, por conta de oscilação na tensão

da energia elétrica;

•Vidros: garante o conserto ou recebimento de indenização para

troca;

•Rupturas de tubulações: indenização para os danos no imóvel e

o que está dentro dele, causados por um vazamento de água, caso

tenha ocorrido pelo rompimento de tubulações;

•Responsabilidade Civil Familiar: indenização do valor que o

segurado terá que pagar a terceiros se for responsabilizado civilmente

por algum dano causado a alguém;

•Perda/Pagamento de aluguel: garante ao segurado a possibilidade

de alugar um outro imóvel enquanto o seu estiver sendo reconstruído;

•Roubo e Furto Qualificado: indenização dos seus bens roubados.

Assistência 24Hrs contratando um seguro residencial?

Assim como oferecido em outros ramos, no Seguro Residencial,

existem assistências básicas:

•Chaveiro (mão de obra para abertura de portas e troca de fechaduras

simples);

•Assistência hidráulica (mão de obra para contenção de vazamentos

ou desentupimento de ralos e sifões);

•Assistência elétrica (mão de obra para reparos elétricos)

•Cobertura provisória de telhados (em caso de vendaval ou chuva

de granizo);

•Vidraceiro (mão de obra para reparos de vidros em decorrência de

algum sinistro);

Além das assistências básicas, dependendo das condições

contratadas, é possível contar com:

•Limpeza de caixa d’água;

•Limpeza de calhas;

•Limpeza de caixa de gordura;

•Entre outras.

Mas quanto custa um Seguro Residencial?

Há a possibilidade de contratar por um pequeno valor mensal, que

dependerá da seguradora escolhida, das coberturas, do valor do bem

e, até mesmo, da região onde o imóvel está localizado.

COMO CONTRATAR UM SEGURO RESIDENCIAL?

Procure uma agência da Credicoamo ou entreposto da

Coamo mais próximo, ou acesse o site www.viasollus.com.br

Outubro/2020 REVISTA 47


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Outubro/2020 REVISTA 49


COOPERATIVISMO

Assessoria de Cooperativismo

reestrutura atividades

Promover o desenvolvimento

social com difusão dos princípios

cooperativistas. Este

é um dos objetivos da assessoria

de Cooperativismo da Coamo,

que recentemente promoveu uma

reestruturação para o desenvolvimento

das atividades em prol dos

cooperados e da família cooperativista.

O resultado desse trabalho

foi a reformulação de vários programas

existentes, como o Jovens

deres Cooperativistas, o + Social

e o + Mulher e a criação dos programas

+ Tecnologia e o + Gestão.

Segundo o diretor de Suprimentos

e Assistência Técnica,

Aquiles Dias, o cooperativismo é

um estilo de vida e precisa de um

trabalho no dia a dia bem estruturado.

"A assessoria de Cooperativismo

é uma área que integra

e desenvolve programas para

unir os cooperados e familiares

nas questões econômica e social,

inserindo a cooperativa na comunidade”,

comenta.

De acordo com ele, o

cooperativismo trabalha com várias

dimensões que envolvem as

questões econômica e social, visando

sempre a melhoria na qualidade

de vida das pessoas inseridas

no sistema. “Dentro dessa

visão, precisamos ter uma área

que integre tudo isso, unindo as

atividades da cooperativa. É preciso

reavivar em todos nós, tanto

cooperados quanto funcionários

e comunidade, os princípios do

cooperativismo”, salienta Dias.

O engenheiro agrônomo,

José Ricardo Pedron Romani,

assumiu este ano a coordenação

da assessoria de Cooperativismo.

Ele destaca que as ações do

cooperativismo visam agregar

valor e gerar renda a todos os

cooperados, de maneira sustentável.

“Nessa nova estruturação,

foi elaborado o ‘Coamo + Cooperativismo’,

que levará todos

os princípios cooperativistas

inseridos nesse guarda-chuva

chamado Coamo. Os pilares do

cooperativismo são os ligados ao

Econômico, Social e Ambiental,

por meio de estruturas modernas

e eficientes para melhorar a

rentabilidade dos cooperados,

boas práticas agrícolas, e ações

que possibilitem o desenvolvimento

do cooperado e de sua

família no dia a dia da Coamo.”

Ele explica os objetivos

José Ricardo Pedron Romani, assumiu

este ano a coordenação da assessoria de

Cooperativismo da Coamo. Abaixo, o assessor

com as assistentes de Cooperativismo Jayne

Zanin e Jéssica de Souza dos Santos

50 REVISTA

Outubro/2020


dos programas que fazem parte

das atividades deste trabalho de

difusão e educação cooperativista.

“Entre as atividades da organização

do quadro social estão

as do Comitê Educativo, que é

o órgão dos cooperados com o

objetivo de auxiliar o conselho

de administração na gestão da

Coamo. As Reuniões de Campo

são importantes ferramentas

de comunicação e prestação de

contas do Conselho de Administração

aos cooperados”, explica

Romani.

COAMO MAIS COOPERATIVISMO

JOVENS LÍDERES COOPERATIVISTAS

Programa que tem por objetivo desenvolver as lideranças com competências

para atuar na tomada de decisão da propriedade rural e participação mais

efetiva na sua cooperativa, utilizando ferramentas de gestão e de comunicação,

com a formação e o encontro de Jovens Líderes Cooperativistas.

MAIS TECNOLOGIA

O objetivo deste programa é capacitar e desenvolver os cooperados

com ações técnicas aplicáveis na atividade rural, em parceria com a gerência

de Assistência Técnica.

MAIS MULHER

Visa potencializar a participação feminina na atividade rural e evidenciar

a importância da mulher no cooperativismo, por meio dos eventos Coamo

+ Mulher, que substitui o FamíliaCoop; Coamo + Mulher Sul; Gestão

de Propriedade (Senar) e Empreendedoras Rurais (Senar).

MAIS SOCIAL

Representa um conjunto de atividades com enfoque educativo que visa

proporcionar desenvolvimento, conhecimento e qualidade de vida aos

cooperados e sociedade. Fazem parte deste Programa os eventos de

Promoção Social, Mulheres em Campo e Mulher Atual.

MAIS GESTÃO

Integrar os associados à Coamo, difundindo o cooperativismo e transmitindo

informações relevantes ao agronegócio. Entre os eventos está o de

Integração Cooperativista.

Outubro/2020 REVISTA 51


Cinco décadas de histórias, conquistas e transformações

Quinta década – 2011 a 2020

A

Revista Coamo traz a evolução e transformação

da Coamo na quinta década

entre, os anos de 2011 e 2020. Com

alguns fatos e fotos, retrata a prática de um

cooperativismo de resultados para satisfação

de milhares de produtores associados. Os resultados

obtidos pela Coamo foram expressivos

ao longo de suas cinco décadas.

2011

PREMIAÇÃO: Os Alimentos Coamo receberam três prêmios de

prestígio no cenário empresarial. Os prêmios foram: "Troféu Ponto

Extra", da Associação Paulista de Supermercados (Apas), "Marcas de

Destaque" da revista Distribuição e "Cozinha Profissional", detentora

de um site para profissionais da área.

EMBALAGEM: Alimentos Coamo lançou balde retangular para

margarina e gordura. Novidade maximizou os espaços de armazenamento

e passou a permitir maior aproveitamento da capacidade

de carga.

MAIS ADMIRADA: Pela terceira vez na história, a Coamo foi eleita

em pesquisa da revista Carta Capital, a Empresa Mais Admirada do

Agronegócio do Brasil.

CAMPEÃ DAS CAMPEÃS: A Coamo recebeu em outubro, o título de

Campeã das Campeãs do prêmio Melhores do Agronegócio 2011,

concedido pela revista Globo Rural.

RAÇÃO: Novidade para os cooperados: Rações e Concentrados Coamo

passaram a ser disponibilizados para bovinocultura, piscicultura,

suinocultura e avicultura.

QUALIDADE: Café Coamo Premium chegou ao mercado. Linha de

Alimentos Coamo trouxe mais uma novidade para surpreender o

consumidor que aprecia um café de qualidade superior. Outra novidade

dos Alimentos Coamo foi a nova embalagem a vácuo de 500

gramas do Café Sollus.

COPA COAMO: Foi realizada a 11ª edição da Copa Coamo Futebol

Suíço de Cooperados. Cerimônia finalizou o maior evento esportivo

rural do Brasil, foi marcada por homenagens e lembranças ao Mato

Grosso do Sul.

2012

COMENDA: Presidente da Coamo

foi homenageado com a Comenda

de Santa Catarina, quando

recebeu em sessão solene da

Assembleia Legislativa, a Comenda

do Legislativo Catarinense.

52 REVISTA Outubro/2020


EXTERIOR: Durante o Encontro Nacional de Comércio Exterior

(Enaex), a Coamo recebeu da Associação de comércio Exterior do Brasil

(AEB) o prêmio Destaque de Comércio Exterior 2012 no segmento

Agronegócios.

SUSTENTÁVEL: O resultado da 9ª Pesquisa de Gestão Sustentável,

promovida pela Editora Expressão de Santa Catarina, apontou a Coamo

como a cooperativa mais sustentável do Sul do Brasil.

MS: Em Maracaju, a cooperativa começou a funcionar na primeira

quinzena de julho com o recebimento de milho safrinha.

SC: A Coamo inaugurou no dia 17 de julho em Ipuaçu (SC) um moderno

escritório administrativo.

MEIO AMBIENTE: “Em que Campo Mourão eu quero viver!” Este

foi o tema do concurso cultural lançado na rede pública municipal e

estadual de Campo Mourão. O concurso fez parte da última etapa do

projeto Atlas Ambiental.

DESTAQUE: Óleo de Soja Coamo foi destaque em vendas no país.

Pesquisa confirmou o produto como o 4º no Brasil, 3º no interior de

São Paulo e o 2º mais vendido na região Sul

UNIDADES: A Coamo inaugurou novos entrepostos em Reserva (PR)

e Paulistânia, distrito de Alto Piquiri (PR).

EXPANSÃO: Foram concluídas as novas unidades de recebimento

em Arapuã e São João do Ivaí (PR).

INVESTIMENTOS: A 52ª Assembleia Geral Ordinária aprovou investimentos

de R$ 275 milhões na melhoria e modernização de 48 unidades,

das quais oito novas construções no Paraná e no Mato Grosso

do Sul.

AGRÔNOMO: O engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, idealizador

e presidente da Coamo, foi eleito o "Engenheiro Agrônomo

de 2011 no Brasil ". Homenagem foi entregue em São Luís, capital

do Estado do Maranhão, no XXVII Congresso Brasileiro de Agronomia

e no IV Congresso Panamericano de Engenheiros Agrônomos,

que reuniu milhares de profissionais brasileiros e de vários países do

continente americano.

2013

UNIDADE: Em Luiziana (PR) foi inaugurado o novo escritório administrativo

e loja de peças.

RECONHECIMENTO: A Coamo foi campeã no setor “Cooperativas

Agrícolas”, e está inserida entre as 1000 empresas brasileiras na 9ª

edição das “Melhores da Dinheiro”, conforme ranking da revista IstoÉ

Dinheiro.

DOURADOS: Entrou em operação a mais nova unidade em Dourados

(MS). A cooperativa comemorou dez anos no Mato Grosso do Sul.

GOIOXIM: Cooperados comemoraram chegada da Coamo em Goioxim

(PR).

INVESTIMENTOS: Os associados da Coamo aprovaram na 54ª Assembleia

Geral Extraordinária, investimentos da ordem de R$ 465

milhões para modernização, adequação e ampliação de 67 unidades

no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

COMERCIALIZAÇÃO: Coamo vendeu milho para o Nordeste. Em

junho, cereal foi enviado pelo Porto de Paranaguá, no Paraná, para

atender necessidades de municípios afetados pela seca.

PD 40 ANOS: Foi comemorado os 40 anos do Plantio Direto. Além

de conservar e proteger o ambiente produtivo, o Plantio Direto, sempre

com rotação de culturas, melhora a estrutura e aumenta a matéria

orgânica no solo.

NOVO SITE: Com novo e moderno design, novo site passou a apresentar

uma nova dinâmica e conceito de navegação.

BATISMO DE NAVIO: O navio da Oetker foi batizado como “Santa

Paulina”, por sugestão do padrinho José Aroldo Gallassini homenageando

àquela que é considerada a primeira santa brasileira.

COMENDA DO PARANÁ: Dr. Aroldo recebeu a mais alta comenda

do Paraná em solenidade realizada no Palácio Iguaçu. Evento marcou

as comemorações dos 159 anos da emancipação política do Estado.

Outubro/2020 REVISTA

53


2014

OESTE DO PARANÁ: A Coamo comemorou 20 anos no Oeste do

Paraná. Evento celebrou a data reunindo cooperados e funcionários

das oito primeiras Unidades do Oeste.

JORNAL COAMO 40 ANOS: Em novembro de 1974 circulou pela

primeira vez o Jornal Coamo, então com o nome Informativo Coamo.

Em 2014, o Jornal Coamo comemorou 40 anos.

COOPERADO ON-LINE: Nova versão passou a oferecer serviços

para que o cooperado passasse a acessar informações de onde esteja,

seja no computador pessoal, smartphone ou tablet.

VISITA: Membros do Conselho de Administração do CME Group

(Bolsa de Chicago) e da BMF/Bovespa. A comitiva veio ao Brasil

para reuniões de negócios na BMF/Bovespa e visitou a diretoria

da Coamo.

MOBILIDADE AGRONOMIA: Coamo lançou o programa Mobilidade

Agronomia.

40 ANOS DA FAZENDA EXPERIMENTAL: Ao longo de quatro décadas

a agropecuária brasileira passou por grandes transformações. Na

maioria delas, a Fazenda Experimental Coamo contribuiu.

MOINHO DE TRIGO: Início das operações do novo Moinho de Trigo

da Coamo.

REVISTA COAMO: Foi lançada a Revista Coamo para seguir a mesma

linha da comunicação da cooperativa. A Revista substituiu o Jornal

Coamo, após 40 anos de circulação.

INVESTIMENTOS: Entre janeiro e fevereiro, a Coamo inaugurou

obras e melhorias em três Unidades. Em Abelardo Luz (SC) foi entregue

um novo escritório administrativo. Os cooperados de Marilândia

do Sul (PR) também receberam um novo escritório e uma loja de

peças. Em Vila Nova foi inaugurada uma loja de peças.

2016

PEDRA FUNDAMENTAL: A Coamo lançou em dezembro a pedra

fundamental de suas unidades de processamento de soja e refinaria

de óleo de soja em Dourados (MS).

30 ANOS EM SANTA CATARINA: A Coamo comemorou 30 anos

em Santa Catarina.

COMENDADOR: José Aroldo Gallassini recebeu o título de Comendador

de Brusque, sua terra natal.

ESTÁTUA: José Aroldo Gallassini foi homenageado durante realização

dos Jogos InterUnidades (JIU) com uma estátua na sede da

Arcam.

40 ANOS: O funcionário Djalma Cândido de Godoy foi o primeiro a

chegar a marca dos 40 anos de trabalho na Coamo e recebeu uma

homenagem da cooperativa.

XANXERÊ: Entrou em funcionamento em Xanxerê a mais nova unidade

da Coamo em Santa Catarina.

MARACAJU: Foi inaugurado o novo escritório e loja de peças. Também

foi entregue Agência da Credicoamo.

RECONHECIMENTO: A Coamo foi a melhor empresa do agronegócio

no setor Indústria de Soja e Óleo, segundo o ranking da revista

Globo Rural.

HOMENAGENS: João Paulo Koslovski e Alysson Paolinelli receberam

homenagem pelos serviços prestados ao agronegócio. Eles foram

reconhecidos pela diretoria da Coamo.

2015

DIRETRIZES: Cumprindo com seus objetivos, disponibilizando

benefícios para o desenvolvimento dos seus cooperados a Coamo

apresentou oficialmente suas Diretrizes Corporativas.

54 REVISTA Outubro/2020


2017

NOVAS UNIDADES NO MS: Unidades de Itaporã e Sidrolândia entraram

em funcionamento.

MARGARINAS: Pelo terceiro ano consecutivo, as margarinas Coamo

foram destaque em pesquisa realizada pela Universidade de Campinas

(Unicamp).

NOVO ESCRITÓRIO: A diretoria da Coamo inaugurou novo e moderno

escritório administrativo em Ivaiporã.

CERTIFICAÇÕES: A Coamo obteve certificação sobre a produção sustentável

de soja

INDÚSTRIA EM DOURADOS: Em momento histórico para a Coamo

no Mato Grosso do Sul, foi inaugurado em novembro o complexo industrial

da cooperativa em Dourados. As novas indústrias produzem

farelo, óleo bruto e óleo refinado de soja, agregando mais valor à

produção dos associados.

2018

SITE: Foi lançado o novo site da linha alimentícia.

COMEMORAÇÃO: Cinco unidades da Coamo completaram 40 anos

de fundação. Boa Esperança, Iretama, Palmas, Peabiru e Roncador.

TSI: Coamo passou a disponibilizar aos cooperados Tratamento de

Sementes Industrial (TSI).

COAMO FRETES: Coamo lançou aplicativo de fretes. Os caminhoneiros

passaram a ter uma importante ferramenta para ofertarem

seus serviços diretamente à Coamo.

AUTOATENDIMENTO: A Coamo inaugurou no entreposto de Campo

Mourão, a primeira loja de autoatendimento para cooperados.

30 ANOS: Credicoamo comemorou 30 anos de solidez e bons serviços

40 ANOS: Unidades da Coamo em Barbosa Ferraz e Pitanga completam

40anos.

INVESTIMENTOS: Unidades da Coamo em Candói e Guarapuava comemoraram

20 anos, e Mangueirinha 40 anos. Foi inaugurada loja de

peças em Cruzmaltina e escritório administrativo em Honório Serpa.

GOVERNANÇA: Associados aprovaram em Assembleia Geral Extraordinária

a reforma integral do Estatuto Social com ênfase na adequação

da estrutura de Governança Corporativa.

2020

2019

AGO E LIVRO: Durante a 49ª Assembleia Geral Ordinária da Coamo

(AGO) foi realizado o lançamento do livro “José Aroldo Gallassini –

uma visão compartilhada. A inspiradora trajetória do presidente da

maior cooperativa agrícola da América Latina”.

PANDEMIA: Considerando a declaração de pandemia para o Coronavírus,

pela Organização Mundial da Saúde (OMS) Coamo e a

Credicoamo sensibilizadas com a situação, formaram o Comitê de

Prevenção ao Coronavírus.

SEMENTES: No Parque Industrial da Coamo, em Campo Mourão

(PR) entrou em operação um dos maiores e mais modernos Laboratório

de Sementes do Paraná.

GOVERNANÇA: No dia 10 de fevereiro o engenheiro agrônomo e

idealizador da cooperativa, José Aroldo Gallassini, foi eleito presidente

do Conselho de Administração 2020/2024 e foi apresentada a

Diretoria Executiva, tendo como presidente Airton Galinari.

LOGO 50 ANOS: Diretoria da Coamo apresentou durante Assembleia

Geral Ordinária, em fevereiro, a marca dos 50 anos da cooperativa

com o slogan “A vida é a gente que transforma”.

Outubro/2020 REVISTA

55


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VOLUNTARIADO

Ações do ‘5S’ impactam mais de 100 mil pessoas

Uma corrente do bem mobiliza

todos os anos milhares

de funcionários da

Coamo em toda a sua área de

ação. O trabalho é realizado por

meio do Programa ‘5S’, um importante

instrumento que incentiva

o voluntariado em diversas

ações sociais. De janeiro a julho,

mais de 100 mil pessoas foram

impactadas direta ou indiretamente

pelas atividades.

No total, foram mais de

100 ações sociais organizadas

e executadas por 5.775 voluntários/funcionários

da Coamo,

Credicoamo, Arcam, Fups e Via

Sollus. Entre os produtos arrecadados

e doados estão 27.486

itens de higiene pessoal, 20.903

peças de roupas e calçados,

14.448 quilos de alimentos não

perecíveis, 6.773 unidades de

materiais de limpeza, 102 cober-

tores. Outra atividade organizada

pelo programa 5S é a coordenação

de voluntários para doação

de sangue. No primeiro semestre

foram 58 doadores.

Neste ano, em função da

pandemia do coronavírus, novas

medidas foram adotadas. Mas,

o objetivo e o trabalho social

não foram deixados de lado. O

momento passou a exigir novas

atividades e a Coamo produziu

diversos vídeos de orientação e

conscientização sobre a doença.

Lives foram realizadas em seu

canal no Youtube sobre diversos

temas relacionados ao bem-estar

da sociedade.

Para o presidente Executivo

da Coamo, Airton Galinari,

os envolvidos estão de parabéns

pelo alto grau de conscientização

e bons resultados conquistados.

“Parabenizamos todos que estão

engajados e comprometidos com

a prática e difusão deste importante

instrumento que visa a melhoria

da autoestima e qualidade

de vida de todos”, considera.

De acordo com ele, as

ações são espontâneas e realizadas

de forma voluntária resultando

em exemplos de cooperação,

solidariedade e mobilização em

favor do desenvolvimento interno

e das comunidades. “O voluntariado

proporciona um ambiente

mais harmonioso para os

funcionários, seja na empresa ou

no âmbito familiar", diz.

Saiba mais

O Programa "5 S" da Coamo conta

com a participação efetiva dos funcionários

e familiares em toda a sua

área de ação nos Estados do Paraná,

Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Com origem no Japão, trata-se de um

importante instrumento que abrange

melhorias no ambiente por meio

de cinco atividades sequenciais e cíclicas,

iniciadas pela letra "S", sendo

Seiri (Utilização), Seiton (Ordenação),

Seisou (Limpeza), Seiketsu (Saúde) e

Shitsuke (Autodisciplina). Na Coamo,

como evolução e melhoria, foram implantados

mais dois esses, sendo "S"

do Social e o "S" da Sustentabilidade.

Entre os objetivos do Programa "5 S"

estão a melhoria de vida, a integração

e o relacionamento entre os funcionários

e sua família, assim como, um

melhor atendimento aos cooperados,

clientes e fornecedores.

Outubro/2020 REVISTA 57


RECEITA

Bolinho

de frango

com molho

agridoce

INGREDIENTES

18 bolinhos

2 colheres (sopa) de MARGARINA COAMO FAMÍLIA

2 colheres (sopa) bem cheias de

FARINHA DE TRIGO COAMO TRADICIONAL

¾ de xícara (chá) de leite (150 ml)

2 e ½ xícaras de peito frango sem pele,

processado grosseiramente

1 gema

Sal e pimenta-do-reino

1 colher (chá) de molho de pimenta

1 colher (chá) de mostarda amarela

Noz-moscada em pó a gosto

1 xícara (chá) de farinha de trigo para empanar

2 ovos

Farinha de rosca

ÓLEO DE SOJA COAMO para fritar os bolinhos

Molho agridoce

3 colheres (sopa) de açúcar

3 colheres (sopa) de ketchup

1 colher (chá) de ÓLEO DE SOJA COAMO

2 colheres (chá) de amido de milho

Sal a gosto

MODO DE PREPARO

Derreta a margarina e junte a farinha. Mexendo sempre, adicione o leite. Adicione

o frango e os temperos. Cozinhe até soltar do fundo da panela. Modele bolinhas

médias. Passe uma a uma na farinha de trigo e, em seguida, no ovo e na farinha de

rosca. Frite em óleo quente suficiente para cobrir as bolinhas. Escorra sobre papel

absorvente e sirva quente acompanhado do molho agridoce.

Molho agridoce

Misture os ingredientes e cozinhe no fogo baixo até espessar.

Sirva em temperatura ambiente.

www.alimentoscoamo.com.br

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